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Psicólogo Escolar: quem é ele?

Profissionais especialistas em Desenvolvimento Humano, formados para trabalhar com


crianças e adolescentes em diferentes fases de escolaridade, seus professores e famílias. A
formação de um psicólogo escolar pressupõe cinco anos de graduação em Psicologia,
especializando-se na área educacional. Para trabalhar como psicólogo escolar, o profissional
deve ser registrado no Conselho Regional de Psicologia onde atua.

O que eles podem fazer?

Consultoria

• Orientar professores, pais e equipe da escola sobre problemas de aprendizagem e


comportamento social.
• Auxiliar na compreensão do desenvolvimento infantil em diferentes situações e
suas relações com a aprendizagem.
• Melhorar as relações de trabalho entre educadores, pais e comunidade.

Formação

Fornecer programas educacionais para manejo de classe, habilidades parentais, abuso de


drogas, crianças especiais, estratégias de ensino e aprendizagem, dentre outros tópicos.

Avaliação

Trabalhando em conjunto com pais e professores, ele pode avaliar habilidades


acadêmicas, aptidões para aprendizagem, habilidades sociais, auto-ajuda, desenvolvimento
emocional, de personalidade, necessidades especiais e interesses profissionais.

Pesquisa

• Efetividade de programas acadêmicos ou outros propostos pela escola.


• Identificar elementos necessários para conhecimento da realidade e grupo envolvido.

Intervenção

• Programa/atendimento direto à família ou estudantes.


• Solução de conflitos ou problemas de ajustamento e aprendizagem.
• Programas preventivos a desajustamentos psicossociais e de aprendizagem.
• Intervenção em crise ajudando famílias a lidarem com problemas, dificuldades de
separações ou perda.

Onde pode trabalhar?

Instituições educacionais públicas ou privadas de todos tipos e níveis (creches, pré-


escolas, ensino básico, médio e universidades). Agências comunitárias ou sistema de ensino
(delegacias, secretarias educacionais).

Crescer é tão fácil!!!


Toda criança e adolescente passam por problemas em algumas fases de suas vidas:
• Sentem medo da escola, dos professores e colegas;
• Sentem insegurança sobre si mesmos;
• Não acompanham as exigências escolares;
• Estão atrasados e com notas baixas;
• Têm problemas na família que interferem no aproveitamento da escola;
• Repetem séries;
• Não se conhecem bem;
• Preocupam-se com a sexualidade;
• Acham a escola ruim;
• São indisciplinados;
• Não tem amigos;
• Mentem para colegas e professores;
• Sentem-se rejeitados;
• Usam drogas;
• Sentem-se deprimidos e desanimados;

Quando se sentem assim, podem buscar ajuda com o psicólogo escolar para se sentirem
melhor e aprenderem a lidar com seus problemas.

Alguns exemplos de como o psicólogo escolar pode ajudar

O aluno lento ou com dificuldades.

Ex.: M. não consegue acompanhar as tarefas da escola. Tem dificuldades e seus pais não sabem
mais o que fazer para que ele aprenda. M. já foi reprovado e continua se esforçando, mas não
acompanha a classe.
Lidando com problemas de aprendizagem desde cedo, prevenindo situações mais graves,
o psicólogo escolar faz diferença!

Problemas familiares

A. era uma excelente aluna e de repente, começou a ficar triste.


Psicólogos escolares são confiáveis para lidarem confidentemente com problemas
pessoais e familiares.

Agressividade ou indisciplina

D. era um adolescente agressivo. Criava problemas na classe com os colegas e sofria


constantemente medidas disciplinares, tais como suspensão das aulas. Depois de construir um
relacionamento com D., o psicólogo escolar ajudou-o a compreender mais sobre como e quando
relaxar e desenvolver técnicas de autocontrole. A mãe de D., e a professora trabalharam juntas
em um plano desenvolvido pelo psicólogo escolar para desenvolver limites consistentes e
comunicação aberta. Mudanças nos ambientes de casa e escola ajudaram a melhorar a qualidade
da relação de D. com sua família e colegas de classe.
Psicólogos escolares entendem como e por que as crianças e adolescentes se comportam
em algumas situações e por isso, podem ajudá-los a melhorar seu comportamento.

Por Raquel Souza Lobo Guzzo


Professora da Pós-Graduação em Psicologia Escolar da PUC-Campinas