41.vasoconstritores

Beatriz Rohr Giovane Hissé Gomes Rosy Clair Pias Dei RicardiI

Vasoconstritores em anestesia local odontológica
Vasoconstritors in Dental Local Anaesthesia RESUMO
Este artigo revisou a utilização dos principais vasoconstritores adicionados aos anestésicos locais para uso odontológico. Os trabalhos publicados a respeito evidenciaram as vantagens desta associação e demonstram uma tendência em abandonar as soluções sem vasoconstritores. Os anestésicos locais com vasoconstritores são mais seguros no controle da dor e também diminuem os riscos de sobre dosagem e todos os efeitos indesejados que a acompanham. As contra indicações para o uso destas soluções são muito restritas e, na maioria dos casos, a adaptação de doses para grupos de risco ou mesmo a utilização de soluções alternativas em diversas concentrações é o suficiente para proteger estes pacientes sem abrir mão de um bloqueio nervoso eficiente. Palavras-chave: Anestesia local, vasoconstritor.

ABSTRACT
This article review the use of the main vasoconstrictors added to local anesthesia for dentistry. The papers on the issue related advantages of this association and a tendency to abandon the solutions without vasoconstrictors. The local anaesthetics with vasoconstrictor are more secure in pain control and decrease the risk of overdose and its effects. The contra-indications to the use of such solutions are very restrict and, on most cases, the dose well adjusted to the risk groups on the use of alternative solutions in several concentrations is sufficient to protect the patients without losing anaesthetic efficacy. Key words: Local anaesthetics, vasoconstrictors.

_____ Beatriz Rohr é Cirurgiã-Dentista pela Faculdade de Odontologia da ULBRA – Canoas. Giovane Hissé Gomes é Cirurgião-Dentista pela Faculdade de Odontologia da ULBRA – Canoas. Rosy Clair Pias Dei RicardiI é Mestranda em Cirurgia pela Faculdade de Odontologia da ULBRA – Canoas. _____ Endereço para correspondência: Rosy Clair Pias Dei Ricardi Rua Praça São Caetano 90/15 - CEP 91720-420 - Porto Alegre/RS E-mail: ricardi@terra.com.br

Stomatos Stomatos v.8, n.15, jul./dez. 2002 Canoas v. 8

n.15

jul./dez. 2002

p.41-46 41

aumentando assim. Em 1900. 1993). Salomão (1998). Já a ativação dos receptores beta produz relaxamento do músculo liso (vasodilatação e broncodilatação) e a estimulação cardíaca (aumento da freqüência cardíaca e da força de contração). Especificamente na mucosa bucal. Teoricamente. na prática. na forma de dois tipos básicos denominados alfa (a) e beta (b). fenilefrina. Armonia. 1997. REVISÃO DE LITERATURA Mecanismo de ação: Segundo Ferreira (1999). o qual tornou-se o nome oficial da droga em muitos paises. 1997. a adrenalina. Vários anos depois. submucosa e periodonto (a induzidos) o efeito da adrenalina é predominante. veio a dominar este campo por quase meio século. Salomão.15. norepinefrina e levonordefrina foram desenvolvidos como vasoconstritores adrenérgicos. 1997. dos agentes adrenérgicos associados aos anestésicos locais se dá por meio da estimulação de receptores a-adrenérgicos. os utilizados em odontologia são ditos de ação direta visto que exercem sua ação diretamente em receptores adrenérgicos. 1995). Ribas. Salomão. Malamed (1997) e Salomão. Ferreira. Salomão (1996) e Yagiela (1995).8. Marzola. portanto. com ação mais acentuada na microcirculação venosa que na arteriolar. em alguns casos de forma significativa. o médico inglês George Oliver relatou que extratos da glândula adrenal exerciam efeitos poderosos sobre o coração e vasos sanguíneos. Sisk. Os vasoconstritores adrenérgicos terão sua atividade clínica (potência. Sisk. 1999.INTRODUÇÃO Há mais de cem anos. o segundo é encontrado nos brônquios. É classificada como vasoconstritor. o vasoconstritor adrenérgico ideal deveria ser um a-agonista puro. dos Estados Unidos. chamando-o epinefrina. Yagiela. A importância da adição dos vasoconstritores a uma solução de anestésico local. estimulando a musculatura lisa vascular. O uso da epinefrina para auxiliar a anestesia local foi concebido por Heinreich Braun que em 1904 combinou epinefrina com procaína. Malamed. Salomão. A felipressina.. A ativação dos receptores alfa por uma droga simpaticomimética produz uma resposta que inclui a contração do músculo liso dos vasos sanguíneos (vasocontração). 1996. Malamed. jul. o vasoconstritor mais popular. comercializado por Hoechst Company. Isso permite a diminuição do volume 42 Stomatos v. produzindo broncodilatação e vasodilatação. Este fato aumenta a sua utilização clínica pois a quantidade e o tipo de receptores é amplamente variável em todos os tecidos do organismo. Faria. sob o nome comercial de Adrenalina. 1993. Com isso./dez. Farmacologicamente é uma amina não simpaticomimética análogo sintético do hormônio antidiurético vasopressina. o farmacologista americano John Abel isolou o princípio ativo. Os receptores adrenérgicos são encontrados na maioria dos tecidos do corpo. leitos vasculares e útero. O efeito vasoconstritor. reduzindo a perfusão para o local da injeção. localizados nas paredes das arteríolas (Ferreira. efeitos sistêmicos) modulada na proporção de sua atividade a e/ou b (Yagiela. 1990. citam que a felipressina constitui exceção quanto aos vasoconstritores utilizados em odontologia. 1995. produzindo menores níveis sanguíneos e. Em anos subseqüentes. com pouca ou nenhuma atividade b. 2001). o químico industrial japonês Jokichi Takamine descobriu como obter epinefrina na forma pura. se dá ao fato de que eles provocam a constrição dos vasos sanguíneos. foi introduzida como vasoconstritor não adrenérgico alternativo. Os receptores beta são ainda dividi- dos em b1 e b2. 1999. os vasoconstritores adrenérgicos ou simpaticomiméticos são os que se assemelham aos efeitos da adrenalina endógena do ser humano no que diz respeito a sua atuação. um derivado do hormônio antidiurético vasopressina. e conseguiu que a droga fosse comercializada por Park Davis e Companhia. a absorção do anestésico local para a corrente torna-se mais lenta. a duração da ação da maioria dos anestésicos locais. Contudo. 2002 . é um potente estimulador dos receptores ae b. Malamed (1997). n. sendo o primeiro encontrado no coração e intestino delgado e responsável pela estimulação cardíaca e lipólise. O preparado anestésico local resultante. por conseguinte. nordefrina. Outro fator considerado é o de que maiores concentrações dos anestésicos locais permanecem no nervo e ao seu redor durante maiores períodos. Novocaína com Adrenalina. reduzindo o risco de reação por super dosagem (Davenport et al.

uma característica que não só reduz a duração do efeito anestésico como também eleva seu nível sanguíneo aumentando. Nos cordões impregnados com adrenalina a 8% as doses deste vasoconstritor variam de 0. 1996. 1993).. quando não associados a um vasoconstritor. A felipressina pode ser um bom substituto para pacientes com disritmias. . Armonia. Stomatos v. 1993. Guttman et al. . 1990. Fernandes (1995). 1997. Segundo Ferreira (1999). . 1995): a. não podem ser atribuídos aos vasoconstritores. os vasoconstritores reduzem o sangramento no local de sua administração e são úteis. Yagiela.hipertireoidismo não controlado. b. porém pela tendência de causar constrição dos vasos coronarianos torna-se perigoso seu uso em pacientes com angina.pacientes com doenças cardiovasculares: angina instável. .6 meses). alertam que o uso de vasoconstritores em odontologia não se restringe aos anestésicos locais e no caso específico dos retratores gengivais os cuidados devem ser maiores. que são extremamente tóxicas. pois correspondem a até 12 tubetes de anestesia simultânea. acreditase que os únicos pacientes que não devem receber essas soluções são os que se enquadram na classificação ASA V (Classificação do Estado Físico da Sociedade Americana de Anestesiologia). quando o procedimento inclui o risco de aumento de sangramento no tras operatório (Davenport et al. Sisk. . insuficiência cardíaca congestiva intratável ou não controlada.contra-indicações relativas: . Malamed.anestésico necessário utilizado para até 50% (Ferreira.1997. 1997. Fernandes. cirurgia de revascularização cardíaca recente (. ressaltam que.44 a 0. V Paciente moribundo cuja sobrevivência não deve ultrapassar 24 horas com ou sem uma cirurgia. A felipressina é contra-indicada ainda para pacientes que já sofreram infarto. . infarto do miocárdio recente (. Salomão.Fonte: Baseado na classificação usada em Malamed (1997). Malamed. Em caso de contra-indicação formal ao uso de vasoconstritor adrenérgico a felipressina pode ser a alternativa.dependentes da cocaína. . a possibilidade de produzir ação tóxica. Ante o temor. mas não é incapacitante. Corroborando a tendência em restringir as contra-indicações aos vasoconstritores devido a sua segurança em clínica odontológica. Sisk. em pacientes com história de aborto espontâneo e em gestantes pelo risco de aumentar a contratilidade uterina (Ferreira. 1995. arritmias refratárias.usuários de compostos fenotiazínicos.usuários de beta bloqueadores adrenérgicos não seletivos. 1999. 1996. 2002 43 .15. mesmo os episódios de alergia.6 meses). De fato. Esta ação aumenta a taxa de absorção do anestésico local do local da injeção. Paciente com doença sistêmica leve e moderada. Salomão. 1996. III Paciente com doença sistêmica grave que limita a atividade.usuários de antidepressivos tricíclicos. Malamed. esta complicação pode ser desencadeada pelos sulfitos adicionados às soluções para aumentar a validade das mesmas. 1993). 1991. com relato de óbito. Sisk. uma análise das contra-indicações relativas e absolutas se faz necessária (Knoll-Köhler. deste modo. Quadro 1. Já Ferreira (1999) e Silveira. 1999. 1999. na maioria das vezes não justificado. Salomão. 1995)./dez. Ribas. n. Salomão. hipertensão grave não tratada ou não controlada.. Salomão.8. portanto. Yagiela. jul.diabete melito não controlada. de usar um anestésico local com vasocontritor em pacientes sabida ou supostamente cardiopatas.contra-indicações absolutas: . Ferreira (1999) e Sisk (1993). IV Paciente com doença sistêmica grave que limita a atividade. Contra-indicações: A escolha da combinação anestésico-vasoconstritor é dependente da condição médica do paciente. conforme o quadro 1. que incluem desde pequenas manifestações cutâneas até crises graves de asma. CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO FÍSICO DA SOCIEDADE AMERICANA DE ANESTESIOLOGIA I II Indivíduo saudável normal. . todos os agentes anestésicos locais produzem vasodilatação.hipersensibilidade a sulfito. Ferreira.feocromossitoma.61 ml. e é uma constante ameaça à vida.usuários de inibidores da monoamino oxidase (IMAO). Cautela igual recomenda-se nas injeções intra-ósseas e intraligamentares em pacientes cardiopatas. 1996. 1997. Salomão. Silveira. Além disso.

1997). Contudo. são muito semelhantes às da adrenalina no Sistema Nervoso Central e Cardiovascular. Salomão (1996).000 não provocam alteração significativa nos batimentos cardíacos ou na pressão arterial média. Salomão (1996). As manifestações clínicas incluem estimulação do Sistema Nervoso Central (ansiedade.000 ou 1:200. A dose máxima para pacientes saudáveis. 1997). 1997. recomenda-se limitar a dose total em 0. Malamed.000.8. Yagiela. Ribas. 1991. Davenport et al. aumento dramático na pressão diastólica e sistólica que podem causar hemorragia cerebral. 1997. 1:50. 1997). tremor. De fato.15. porém em menor intensidade. A dose máxima preconizada.000 e 1:100. arritmias freqüentes. 1997). 4 ml de uma concentração 1:100. acréscimo no volume de ejeção. Segundo Salomão.. A levonordefrina. Ainda segundo Luistig. assim como a noradrenalina. mais diluída. Recomenda-se aspiração cuidadosa dos locais puncionados principalmente nos pacientes com- prometidos clinicamente (Malamed. Yagiela. é de 1 mg por consulta. Quando atua sobre receptores a adrenérgicos. Porém. Quanto às manifestações clínicas de superdosagem. Mesmo nas injeções intravenosas inadvertidas as conseqüências hemodinâmicas provocadas pela adrenalina são insignificantes. a adrenalina é a mais potente. 1993. 1997. 1:30. Armonia. 1997). Pitt-Ford et al. Para controle da dor. a noradrenalina pode causar necrose e descamação das mucosas. Yagiela. Sisk. 1996. a utilização de soluções com adrenalina 1:100. n. após o término dos efeitos a induzidos. Salomão. sobre os b2 provoca vasodilatação na musculatura esquelética e broncodilatação e sobre os b1 causa aumento da freqüência cardíaca. Salomão.000 e neste caso. Zusman.000. a noradrenalina é outro vasoconstritor adicionado aos anestésicos locais que pode ser utilizado em odontologia. principalmente no palato. 1999. 1990. em anestesias inadequadas.000. 1993. cerca de 20 ml de solução (Malamed. é um vasoconstritor adrenérgico que tem como principal indicação o controle da dor. ¼ aproximadamente desta. os testes têm indicado pouca diferença quando comparam as concentrações de 1:100. provoca vasoconstrição periférica. tontura.34 mg (correspondendo a 10 ml de solução). Sisk. Ferreira (1999) e Malamed (1997) completam que. as soluções são mais concentradas em diluições de 1:25. 1997. Devido a sua potência reduzida em relação à adrenalina. jul. prolongar a ação dos anestésicos locais. Guttmann et al. recomendando a primeira. 1996. sempre quando as doses recomendadas foram observadas (Campbell et al. 1997). e para pacientes com cardiopatia deve ser reduzida a 0. palidez).000. 44 Stomatos v.. Malamed. a dose total não deve ultrapassar 0. a concentração ótima é de 1:200.2 mg.14 mg (correspondendo a 4ml de solução) (Malamed. O efeito a precede os be é imediato persistindo por 30 a 90 minutos após a injeção. por exemplo. 1995). Para hemostasia. 1999. ocorre vasodilatação e o efeito hemostático desaparece. nas doses recomendadas e em pacientes hígidos não há contra indicação para o uso de adrenalina. por suas ações quase que exclusivamente nos receptores a (90%). Moyano. deve ser evitada com a finalidade hemostática.000 (Ferreira. mesmo em pacientes idosos e/ou com cardiopatias estáveis. explicando a eficiência da adrenalina na eustasia. Malamed. 1993.Agentes Específicos: Dentre as aminas simpaticomiméticas comumente usadas como vasoconstritores. porém menos freqüentes e intensas (Malamed.. numa concentração de 1:20./dez. (1995) e Salomão. pois sua potência é cerca de 1/6 menor (Malamed. Para os pacientes portadores de doença cardíaca. A concentração considerada ideal para uso clínico é de 1:30. 2002 .04 mg. 1995). Cioffi et al. tensão. 1996). cefaléia pulsátil.. podendo ocorrer aumento do sangramento no pós-operatório (Ferreira. A liberação endógena de adrenalina pode aumentar em mais de 20 vezes na presença de estresse. para pacientes saudáveis. Sobre o Sistema Cardiovascular a adrenalina provoca aumento do ritmo cardíaco.000. 1997.. de adrenalina é de 0. para este objetivo (Carneiro. aumenta a irritabilidade das células marca passo levando a um maior risco de arritmias (Malamed. Sua atividade é predominantemente a (75%) com manifestações sobre o Sistema Cardiovascular semelhantes à adrenalina. o que corresponde a 20 ml de uma concentração de 1:100.000.000. Por este motivo. isto é. Malamed. 1997. 1995). Daublander et al. as complicações mais comuns e os efeitos colaterais relatados com adrenalina relacionam-se com superdosagem. débito cardíaco e consumo de oxigênio.000 e 1:50. agitação. (1999).

8 ml (Malamed. 2002 45 . . Não deve serindicada para hemostasia pois atua no retorno venoso. 1995). . 1. et al. 49. n./dez. o que equivale a 5 tubetes de 1. 31. p. 6. Salata. os vasoconstritores possuem mecanismos de ação específicos. R. n.8. MARZOLA. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CAMPBELL. CARNERO. Oral Surg.W.15. (Salomão. M.reduzem também o risco de sobre dosagem porque a absorção de anestésico local é mais lenta. jul. 1996.A. J Peridontol. 42-46. 132-141. Salomão. principalmente na concentração de 1:100. 44. 1. 1989. et al. 67-70.H.R. Vasoconstritor in local anesthetics. DAVENPORT. 29.500 e a dose total para pacientes saudáveis deve ser de 4 mg por consulta (10 ml de solução). 61. 8. The hemodynamic and plasma catecholamine responses to routine restorative dental care. respeitando as doses máximas recomendadas.50. 1996. Salomão. 1996. G. 1997. Finalmente. 77. R. 1991. 1990.. é possível resumir sobre os vasoconstritores que: . Barros. 2001.C. Stomatos v. n. Os demais vasoconstritores adrenérgicos são boas indicações para bloqueio da dor e quando se faz necessário a utilização de soluções com menor repercussão sobre o Sistema Cardiovascular. como representante não adrenérgico. 4. ao contrário dos demais. 1995. e estes deveriam ser sempre utilizados. . A revisão da literatura demonstra que a contra indicação do seu uso é restrita a um grupo pequeno de pacientes que. v.03 UI/ml e em pacientes cardiopatas a dose máxima recomendada não deve ultrapassar as 0. C. v.C. sendo recomendável. v. não é seguro para pacientes gestantes. MOYANO. DAUBLANDER. Rev Assoc Odontol Argentina. CONSIDERAÇÕES FINAIS As vantagens no uso de vasoconstritores associados aos anestésicos locais sobrepujam em muito as desvantagens. adaptar determinado agente para determinadas situações clínicas ou procedimento. A concentração clinicamente eficaz é de 1:2. Oral Radiol Endod. 1997). n. Effects of anesthetics containing epinephrine on catecholamine levels during periodontal surgery. p. Anesth Prog. J.possibilitam uma redução da quantidade de anestésico local utilizado. v. A felipressina. tendo em vista que o estresse trans operatório causado pela estimulação dolorosa promove descarga de adrenalina endógena em maior quantidade do que a eventualmente infiltrada.. 1997. CIOFFI. Yagiela.A.000 é considerada a ideal para controle da dor. 1996). A felipressina é empregada na concentração de 0. sua potência é 20 vezes menor que a da adrenalina e 5 vezes que a da noradrenalina (Malamed. p. Oral Med. Barros. Yagiela. apresenta como principal vantagem a menor repercussão sobre o Sistema Cardivascular dentre todos os vasoconstritores (Malamed. et al. 553-558. A felipressina é um vasoconstritor não simpaticomimético e. p.000. FARIA. Salomão. A adrenalina é a melhor indicação para a obtenção de hemostasia. 111. R. F.prolongam a ação dos anestésicos locais. v. na maioria dos casos.. A opção por soluções sem vasoconstritor pode ser mais perigosa. . v. v. p. p. 2. S. Salata. . não causam nenhuma reação adversa significativa. Yagiela. CIANCIO. Incidence and Significance of Cardiac Arhythmia in Geriatric Oral Surgery Patients. Farmacologia dos anestésicos locais – Considerações gerais. 1995). n. The incidence of complication associated with anesthesia in dentistry.G. 1995). 1997. 21-28. 1992. BCI. Oral Pathol. 1992.D. J.quando respeitadas as doses máximas.quando considerados individualmente. J Amer Dent Assoc. apresentam comprometimento clínico importante impedindo-os de freqüentar o consultório odontológico. Anestesia local com vasoconstritores. Dent Manage. é opção recomendada para pacientes com comprometimento cardíaco mas. LIPP. por isso. M. n. É possível otimizar a utilização dos vasoconstritores indicando as soluções com melhor desempenho e segurança para cada tipo de pro- cedimento ou paciente..proporcionam resultados satisfatórios no controle da dor. Salomão. para pacientes com cardiopatia não deve ultrapassar 1. 1997. Já a concentração de 1:200. Salomão.27 UI. 82..6 mg pó consulta (4 ml de solução) (Malamed. MULLER. n. portanto.A fenilefrina é o vasoconstritor adrenérgico mais fraco utilizado em odontologia. As doses devem ser adaptadas para os pacientes portadores de patologias que possam ser agravadas ou que façam uso de medicação que possam interagir com os vasoconstritores.

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