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Coleção Fábulas Bíblicas Volume 30 - Evidências Falsas de Jesus Cristo

Coleção Fábulas Bíblicas Volume 30 - Evidências Falsas de Jesus Cristo

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Cristãos adoram dizer: “Jesus era muito famoso em seu tempo”. No entanto, apesar dele pregar diariamente no templo, Judas teve que mostrar aos seus supostos ouvintes quem era ele, com o famoso beijo. Mas o que os historiadores famosos de seu tempo falaram sobre ele? NADA ... NADA ... NADA!

De todas a mentiras criadas pelo cristianismo e das meias verdades que tem difundido, uma das maiores é a de que existem “testemunhos” seculares que provam que seu personagem de ficção favorito, Jesus “de Nazaré” existiu tal como narra a Bíblia. Esta mentira, assim como todo o resto das mentiras propagadas por esta seita, cresceu graças à propaganda contínua e ao apoio de certos líderes e soberanos ao longo dos séculos. Uma mentira contada ad infinitum por fim acaba se convertendo em verdade. Ou pelo menos isso aconteceu para a maioria que nem sequer prefere investigar e a quem agradam as mentiras agradáveis e simplórias que lhes façam levar uma vida mais simples, cheia de contos e fantasias. Mas para os inquietos e investigadores, esta propaganda lhes é menos importante que a verdade, uma vez conhecidos os fatos e as evidências, ninguém volta ser o mesmo. Estes fatos não deveriam ser corrompidos pelo bando vencedor, e menos ainda quando esse bando proclama verdades para tentar manter seu estatus. E a verdade é que, longe do que pretende esta seita monoteísta, os fatos reais nunca lhes caíram bem. Vejamos um resumo dessas fontes uma por uma e se essas fontes podem ou não confirmar suas afirmações.
Cristãos adoram dizer: “Jesus era muito famoso em seu tempo”. No entanto, apesar dele pregar diariamente no templo, Judas teve que mostrar aos seus supostos ouvintes quem era ele, com o famoso beijo. Mas o que os historiadores famosos de seu tempo falaram sobre ele? NADA ... NADA ... NADA!

De todas a mentiras criadas pelo cristianismo e das meias verdades que tem difundido, uma das maiores é a de que existem “testemunhos” seculares que provam que seu personagem de ficção favorito, Jesus “de Nazaré” existiu tal como narra a Bíblia. Esta mentira, assim como todo o resto das mentiras propagadas por esta seita, cresceu graças à propaganda contínua e ao apoio de certos líderes e soberanos ao longo dos séculos. Uma mentira contada ad infinitum por fim acaba se convertendo em verdade. Ou pelo menos isso aconteceu para a maioria que nem sequer prefere investigar e a quem agradam as mentiras agradáveis e simplórias que lhes façam levar uma vida mais simples, cheia de contos e fantasias. Mas para os inquietos e investigadores, esta propaganda lhes é menos importante que a verdade, uma vez conhecidos os fatos e as evidências, ninguém volta ser o mesmo. Estes fatos não deveriam ser corrompidos pelo bando vencedor, e menos ainda quando esse bando proclama verdades para tentar manter seu estatus. E a verdade é que, longe do que pretende esta seita monoteísta, os fatos reais nunca lhes caíram bem. Vejamos um resumo dessas fontes uma por uma e se essas fontes podem ou não confirmar suas afirmações.

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1

2

Coleção fábulas Bíblicas Volume 30

EVIDÊNCIAS
FALSAS
DE JESUS CRISTO








JL
jairoluis@inbox.lv
3

Sumário
1 - O que escreveram sobre Jesus em seu tempo?....................................... 5
2 - Uma verdade fatal para Jesus Cristo ..................................................... 8
3 - As mentiras dos escribas >>> ............................................................. 9
4 - Josefo (37-100) ................................................................................ 11
1 - Mas espere um momento … ......................................................... 15
2 - Josefo não sabe nada dos cristãos ................................................ 16
3 - Algumas anomalias: .................................................................... 17
4 - A questão do contexto ................................................................. 18
5 - A realidade ................................................................................ 21
6 - O “Josefo árabe” ......................................................................... 22
7 - O texto ...................................................................................... 23
5 - Justo de Tiberíades ............................................................................ 25
1 - Suspeitos de costume ................................................................. 25
6 - Plinio, o jovem (61-115) .................................................................... 27
7 - Caio Suetônio (69-140) ...................................................................... 31
8 - Cornélio Tácito (55-117) .................................................................... 35
1 - Uma lacuna conveniente .............................................................. 37
2 - Gibbon em Tácito ....................................................................... 38
3 - Um monge do século XI corrige Tácito: os “extras” “cristãos” ........... 39
9 - Os rabinos conheciam Jesus? .............................................................. 41
10 - Existe alguma fonte do tempo de Jesus? ............................................. 44
1 - Dos autores cristãos não testamentários: ...................................... 45
2 - Dos textos apócrifos: .................................................................. 46
3 - Das fontes seculares: .................................................................. 47
4 - A escuridão sobre toda a terra? .................................................... 49
11 - Talo e Phlegon teriam se horrorizado pelo mau uso de seu trabalho. ...... 53
1 - A escuridão de Talo ..................................................................... 54
12 - Mais bobagens do Cristianismo >>> .................................................. 56
Mais conteúdo recomendado ............................................................. 57
Livros recomendados ....................................................................... 58


4





Como um fantasma o filho de
Deus andou sobre a terra. Como
um fantasma é idolatrado pelos
cristãos. JL














5

1 - O que escreveram sobre Jesus em seu tempo?


Cristãos adoram dizer: “Jesus era muito famoso em seu tempo”.
No entanto, apesar dele pregar diariamente no templo, Judas teve
que mostrar aos seus supostos ouvintes quem era ele, com o
famoso beijo. Mas o que os historiadores famosos de seu tempo
falaram sobre ele? NADA ... NADA ... NADA!
6

Flávio Josefo (37-100 DC) Nada +2 parágrafos falsos
Filon de Alexandria (10 AC - 50 DC) Nada
Plínio, o Velho (23-79 DC) Nada
Arriano (92 - 175 DC) Nada
Petrônio (27- 66 DC) Nada
Díon Pruseus Paterculus (19 AC – 31 DC) Nada
Paterculus (19 a.C – 31 DC) Nada
Suetônio (69-141 DC) Nada
Decimus Iunius Iuvenalis (final 1º Século) Nada
Marco Valério Marcial (38 – 103 DC) Nada
Aulo Pérsio Flaco (34 – 62 DC) Nada
Plutarco de Queroneia (46 a 126 DC.) Nada
Caio Plínio Cecílio, o Moço (62 - 114 DC) Nada
Tácito o Pensador (55 - 120 DC) Nada +2 parágrafos falsos
Justus de Tiberíades (66–70/73) Nada
Apolônio de Thyana (01-80 DC) Nada
M. Fábio Quintiliano (35-96 DC) Nada
Marcus Annaeus Lucanus (39-65 DC) Nada
Eptectus Hermógenes (55 - 135 DC) Nada
Hermógenes de Frígia (25 – 101 DC) Nada
Sílio Itálico (25 – 101 DC) Nada
Publius Papinius Statius (45-96 DC) Nada
Cláudio Ptolemeu (90-168 d.C) Nada
Apiano de Alexandria (95-165 DC) Nada
Flégon de Trales (Século I/II) Nada
Fedro (Macedônia) (30/15 DC. – 44/50 DC) Nada
Valério Máximo (Século I/II) Nada
Luciano (romano) (início Século II) Nada
Pausânias – (geólogo) (115 - 180 DC.) Nada
Floro Lúcio de Alexandria (Século I/II) Nada
Quinto Cúrcio (10 DC - 54 DC) Nada
Aulo Gélio (125 - 180 DC.) Nada
Díon Crisóstomo (40 – 120 DC) Nada
Columella (Lucius Moderatus) (04 – 70 DC) Nada
Valério Flaco (Poeta) (Final Século I) Nada
Dâmis (discípulo de Thyana) (66 DC) Nada
Favorino di Arles (80 – 160 DC) Nada
Claudio Lísias (Século I) Nada
Pompônio Mela (Século I) Nada
Teão de Smyrna (Século I) Nada
Estes poderiam ter esbarrado com Jesus no meio da rua:
Filon de Alexandria (10 AC - 50 DC) Nada
7

Plínio, o Velho (23-79 DC) Nada
Petrônio (27- 66 DC) Nada
Paterculus (19 AC – 31 DC) Nada
Apolônio de Thyana (01-80 DC) Nada
Sílio Itálico (25 – 101 DC) Nada
Quinto Cúrcio (10 AC - 54 DC) Nada
Columella (Lucius Moderatus) (04 – 70 DC) Nada
Paulo, o falso apóstolo. *Nada

*Nada pode ser mais suspeito que Paulo – outro desconhecido
histórico - ter vivido no mesmo tempo e lugar de Jesus,
perseguindo cristãos sem jamais tê-lo conhecido pessoalmente.
Pela sua condição, ele deveria ter participado da captura e
crucificação de Jesus, mas nada, jamais falou tê-lo visto em carne
e osso.
Jesus Cristo não passa de uma grande trollagem de idiotas.







8

2 - Uma verdade fatal para Jesus Cristo



9

3 - As mentiras dos escribas >>>

De todas a mentiras criadas pelo cristianismo e das meias
verdades que tem difundido, uma das maiores é a de que existem
“testemunhos” seculares que provam que seu personagem de
ficção favorito, Jesus “de Nazaré” existiu tal como narra a Bíblia.
Esta mentira, assim como todo o resto das mentiras propagadas
por esta seita, cresceu graças à propaganda contínua e ao apoio
de certos líderes e soberanos ao longo dos séculos. Uma mentira
contada ad infinitum por fim acaba se convertendo em verdade.
Ou pelo menos isso aconteceu para a maioria que nem sequer
prefere investigar e a quem agradam as mentiras agradáveis e
simplórias que lhes façam levar uma vida mais simples, cheia de
contos e fantasias. Mas para os inquietos e investigadores, esta
10

propaganda lhes é menos importante que a verdade, uma vez
conhecidos os fatos e as evidências, ninguém volta ser o mesmo.
Estes fatos não deveriam ser corrompidos pelo bando vencedor, e
menos ainda quando esse bando proclama verdades para tentar
manter seu status. E a verdade é que, longe do que pretende esta
seita monoteísta, os fatos reais nunca lhes caíram bem. Vejamos
um resumo dessas fontes uma por uma e se essas fontes podem
ou não confirmar suas afirmações.












11

4 - Josefo (37-100)
Flavio Josefo, um historiador judeu-romano muito respeitado e
citado pelos primeiros cristãos, que eram leitores apaixonados de
seu trabalho, foi um nativo da Judeia que viveu no século I de
nossa era. Além disso, Josefo foi o governador da Galileia durante
algum tempo (antes da guerra do ano 70) – a mesma província
onde supostamente Jesus fez suas “maravilhas”. Embora só tenha
nascido no ano 37, portanto, não era um testemunho da época do
personagem fictício Jesus, Josefo vivia em Canaã, a mesma cidade
em que se diz que Cristo teria realizado seu primeiro “milagre”,
aquele do vinho, plagiado de Dionísio.
Jesus e Dionísio - o plágio descarado

A igreja Católica celebrava o dia do primeiro milagre de Jesus em 6 de
Janeiro ou a Epifania. Esta festa celebrava a revelação do poder do
Senhor.
O curioso disto é que antes
do surgimento da história
de Jesus e seus borrachos,
já se comemorava esta
data, à qual correspondia a
manifestação do poder de
outro deus pagão, com seu
milagre associado ao vinho: Eram as festas de
Dionísio, com seu milagre tradicional de
manifestação que consistia em: CONVERTER
ÁGUA EM VINHO. Notou alguma semelhança?

Dionísio fazia com que em seu templo em Elis,
no dia de sua festa, frascos vazios se
enchessem de vinho e na ilha de Andros fluia de uma fonte ou no
seu templo, vinho em vez de água. O milagre das bodas de Canaã
não foi a transformação da água em vinho, mas a transformação do
12

deus cristão em uma espécie de deus do vinho. Como disse o
grande teólogo e exegeta evangélico Rudolf Bultmann em seu livro
“Evangelho de João”: “Sem dúvida, a história (bodas de Canaã) foi
tomada de uma lenda pagã e transferida para Jesus.”.

Este paralelismo não é outra coisa que uma consequência das
transformações e decisões de Constantino I e dos primeiros Concílios
Ecumênicos que buscavam agradar tanto a pagãos e cristãos. Muitos
teólogos modernos descartam a veracidade e literalidade desta
história e a consideram só uma fábula (plagiada).

Se o primeiro milagre de Jesus é um plágio descarado do paganismo
romano, o que tem de verdade no resto? Provavelmente nada!

Os dois livros principais de Josefo são “Guerra dos Judeus” e
“Antiguidades Judaicas”. Nestas obras complementares, a
primeira escrita nos anos 70 e a última nos 90 de nossa era, Josefo
menciona cada personagem notável da Palestina e descreve cada
evento importante que se produziu ali durante os primeiros
setenta anos da era cristã. À primeira vista, Josefo parece ser a
resposta a todos os sonhos do apologista cristão. Em um só
parágrafo (o chamado Testemunho Flaviano) Josefo confirma
todos os aspectos salientes do Cristo-mitológico:
1. A existência de Jesus.
2. Seu estado “mais humano”.
3. Seu trabalho fazendo milagres.
4. Seu ensinamento.
5. Seu ministério entre os judeus e gentios.
6. Seu messianismo.
7. Sua condenação dos sacerdotes judaicos.
8. Sua condenação pelas mãos de Pilatos.
9. Sua morte na cruz.
13

10.A devoção de seus seguidores.
11.Sua ressurreição ao terceiro dia.
12.Sua aparição depois da morte.
13.O cumprimento da profecia divina.
14.A exitosa continuidade dos cristãos.
E tudo isto em apenas 127 palavras! É um milagre! Pelo menos
isto é o que devem pensar certos apologistas, já que citando um
deles, segundo ele:
“Há 2 coisas que aprendemos desses autores não cristãos a
respeito de Jesus”:
1. “Viveu durante o reinado de Tibério Cesar.
2. Viveu uma vida virtuosa
3. As pessoas acreditavam que fazia maravilhas.
4. Tinha um irmão chamado Tiago.
5. Foi aclamado por alguns como o messias.
6. Foi crucificado sob Poncio Pilatos.
7. Foi crucificado durante o tempo da Páscoa judaica.
8. Escuridão e um terremoto ocorreram quando ele morreu.
9. Seus discípulos creram que se levantou de entre os
mortos.
10.Seus discípulos estavam dispostos a morrer por sua
crença.
11.O cristianismo se espalhou rápido e chegou até Roma.
12.Seus discípulos negavam os deuses romanos e adoravam
Jesus como um deus.”
Qualquer um esperaria que este apologista mostrasse, além
desses pontos, que autores contemporâneos os citam, mas este
não é o caso. Se alguém quer saber de quais “autores
contemporâneos” este crente extrai essas citações (os mesmos
14

pontos do suposto testemunho de Josefo), podem ver uma por
uma a seguir, onde mostraremos as fontes mais próximas à
suposta época de Jesus:
 A primeira a extraiu do texto de Tácito (Anais, 15:44:2-3).
A única fonte secular que menciona isto.
 A segunda a extraiu do texto de Josefo (Antiguidades
judaicas, 18:3:3)
 A terceira, de novo, pertence ao texto de Josefo.
 A quarta, para rematar, pertence também a Josefo.
(Antiguidades judaicas, 20)
 A quinta é também mencionada unicamente no texto de
Josefo.
 A sexta pertence de novo ao texto interpolado de Josefo e
a Tácito quando este menciona em que acreditavam os
cristãos.
 A sétima pertence aos evangelhos.
 A oitava pertence também aos evangelhos.
 A nona volve a pertencer aos evangelhos.
 Da décima, este apologista omite que Plínio, o autor que
faz menção sobre isto, também acrescenta que, embora
muitos cristãos estivessem dispostos a morrer por sua
crença, outros negaram essa crença para salvar suas vidas
(Epist. X, XCVI, C. Plinius Traiano Imperatori)
 A décima primeira é simplesmente outra das diatribes do
cristianismo expostas no Novo testamento.
 A décima segunda extraiu, de novo, de Plínio, o jovem.
Basicamente, o apologista se serviu do que foi afirmado em suas
já velhas e conhecidas fontes seculares (neste caso 3) e nos
evangelhos, para afirmar que “existem muitos autores e também
contemporâneos que afirmam tais pontos”. Porém sendo
coerentes, nenhuma dessas fontes, incluindo Josefo, é
15

contemporânea a Jesus, o que já de cara faz dito argumento cair
sob seu próprio peso.

1 - Mas espere um momento …

Nenhum escritor antes do século IV – nem Justino, nem
Irineu, nem Clemente de Alexandria, nem Tertuliano, nem
Cipriano, nem Arnóbio, etc – em todas as suas defesas contra a
hostilidade pagã, fazem sequer uma única referência às
maravilhosas palavras de Josefo.
Orígenes ‘Pai’ da Igreja do século III, por exemplo, passou a
metade de sua vida mantendo um debate de um quarto de milhão
de palavras discutindo contra escritores pagãos como Celso.
Orígenes recorreu a todo tipo de provas e testemunhos para seus
argumentos em sua férrea defesa da cristandade. Orígenes cita
Josefo amplamente, mas mesmo ele não faz uma só referência a
este “ponto de ouro” de Josefo, o que teria sido uma refutação
final. Na realidade, Orígenes chegou a dizer que Josefo “não crê
em Jesus como o Cristo.” Anulando com isto, não só o primeiro
parágrafo interpolado, mas também o segundo (a citação de
Tiago).



16

Orígenes não citou a “seção dourada” porque este ponto
ainda não tinha sido escrito. Estava ausente das primeiras
cópias das obras de Josefo, e não apareceu na terceira versão do
século de Orígenes, referenciado em seu Contra Celso.
2 - Josefo não sabe nada dos cristãos

Foi ao redor do ano 53 quando Josefo decidiu investigar as seitas
entre os Judeus. Segundo a fábula do evangelho, este foi um
período de crescimento explosivo da fé cristã: “Assim, pois, as
igrejas em toda a Judéia, e Galileia e Samaria tinham paz, e eram
edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e
consolação do Espírito Santo.” – Atos 9:31. Este é também o
momento do chamado “Concílio de Jerusalém”, quando
supostamente Paulo brindou os irmãos com contos de “milagres e
prodígios” entre os gentios (Atos 15:12). Entretanto, Josefo não
sabia nada de tudo isto:
 “Quando eu tinha 16 anos, me decidi a conseguir
experiência com as diversas seitas que estão entre nós.
Estas são três: como dissemos muita vezes, a primeira, a
dos fariseus, a segunda, a dos saduceus, a terceira, a dos
essênios. Porque eu pensava que desta maneira, eu
escolheria melhor. Sim, examinei cuidadosamente a todas.
Portanto, sometendo-me a um estrito treinamento, passei
através dos três grupos.” – Guerra dos judeus, Vida, 2.
(Vida de Josefo).
E mesmo décadas depois, em Antiguidades judaicas, Josefo volta
a mencionar todas as seitas conhecidas sem incluir de novo aos
cristãos, (Livro XVIII, Cap I, 2) mas incluindo outra. Josefo em
outro lugar descreve uma “quarta seita de filosofia judaica” e
informa que se tratava de uma “epidemia de loucura” que agitava
17

todo o país. Mas não tem nada a ver com o cristianismo e sua
super estrela:
 “Além destas três seitas, Judas, o Galileu introduziu uma
quarta. Seus seguidores imitam os fariseus, mas amam de
tal maneira a liberdade que a defendem
violentamente, considerando que só Deus é seu
governante e senhor. Não lhes importa que ocorram
muitas mortes ou suplícios de parentes ou amigos
quaisquer, com o objetivo de não admitir nenhum homem
como amo …
 …Esta loucura começou a manifestar-se em nosso povo sob
o governo de Gesio Floro, durante o qual, pelos
excessos de sua violência, resolveram rebelar-se
contra os romanos. Estas são as seitas filosóficas
existentes entre os judeus. “Antiguidades judaicas, Livro
XVIII, Cap I, 6”.
Nada poderia ilustrar melhor a natureza falsa do “Testemunho”
que o conteúdo restante da obra de Josefo.

3 - Algumas anomalias:

1 - Como Josefo poderia afirmar que Jesus havia sido a resposta
à espera messiânica judaica e continuar sendo um Judeu
ortodoxo?
O absurdo disso obriga alguns apologistas cristãos a fazer a
ridícula afirmação de que Josefo era um cristão que não tinha
saído do armário!
18

2 - Se Josefo realmente pensava que Jesus tinha sido ‘o Cristo’
seguramente teria acrescentado muito mais sobre ele que só um
parágrafo, uma seção ocasional ao lado da história de outra
pessoa (Pilatos).
De fato, Josefo relata muito mais sobre João Batista, que sobre
o suposto Jesus do cristianismo! Inclusive informa em detalhes as
travessuras de outros autoproclamados messias, entre eles Judas
da Galileia; Teudas, o Mago e o anônimo messias “Judeu egípcio”.
E mais, dedica todo um parágrafo para relatar o julgamento de
Albino contra um Jesus, filho de um campesino, que pregava,
criou uma confusão no templo e foi açoitado (A guerra dos
judeus”, Livro VI, 300-309), só que este Jesus não é filho de um
José, mas de um Ananias e o procurador não é Pilatos, mas Albino,
sucessor de Festo.
Chama atenção que apesar de Josefo confirmar tudo o que os
cristãos poderiam desejar, não acrescenta nada que já não
estivesse nas narrações dos evangelhos, nada que não fosse já
conhecido pelos cristãos de finais do primeiro século e começo do
segundo.

4 - A questão do contexto

Antiguidades 18 se refere principalmente a “todo tipo de
desgraças” que aconteceram aos judeus durante um período de
trinta e dois anos (4-36 DC).
Josefo começa com o impopular imposto introduzido pelo
governador romano Cireno (Quirino) em 6 DC. Apresenta uma
sinopse dos três partidos judaicos estabelecidos (fariseus,
saduceus e essênios), mas sua verdadeira pedreira é a “quarta
19

seita filosófica … que sentou as bases de nossas futuras misérias.”
Essa foi a seita de Judas, o Galileu “que antes, no entanto, nós
não conhecíamos.”
No mesmo ponto em que poderíamos esperar uma menção dos
“cristãos” (se tivesse existido tal seita), o que temos em seu
lugar é o castigo aos rebeldes de impostos! Veja outra tradução
do mesmo texto:
“Foi na época de Gesio Floro [64-66] que o país começou a
aumentar sua raiva contra este império, que era nosso
procurador, e que levou os judeus a enlouquecerem contra ele
pelo abuso de sua autoridade, o que lhes fez rebelar-se contra os
romanos. Estas são as seitas que existem da filosofia judaica.”
“Não lhes importa que se produzam muitas mortes ou suplícios de
parentes ou amigos, com o objetivo de não admitirem a nenhum
homem como amo”. Não soa um pouco familiar?
Capítulo 2
Fala das cidades construídas em honra aos romanos, das
mudanças frequentes de sumo sacerdote (até Caifás) e dos
procuradores romanos (até Poncio Pilatos); e também da agitação
em Partia.
Capítulo 3
O que contém o “Testemunho” como terceiro parágrafo. Se refere
essencialmente as tentativas de Pilatos para implantar o sistema
romano em Jerusalém. Com sua primeira política – a colocação de
bandeiras de César em Jerusalém – Pilatos se viu obrigado a dar
marcha a ré por causa dos protesto judaicos inesperados em
20

Cesareia. Com sua segunda política – brindando Jerusalém com
um novo aqueduto construído com fundos sequestrados do
Templo, Pilatos se preparou para o protestos judaicos. As armas
ocultas de seus soldados causaram muito derramamento de
sangue.
Aqui se introduz o parágrafo sobre Jesus!
Imediatamente depois, Josefo continua:
“E ao mesmo tempo outra terrível desgraça confundia os
judeus … “
Não há maneira de como Josefo, que seguia sendo um judeu
ortodoxo por toda a sua vida e defendeu o judaísmo a gritos
contra os críticos gregos, tivesse pensado que a execução de um
pretendente messiânico qualquer fosse “outra desgraça terrível”
para os judeus. Isto sem dúvida provém da mão de um escritor
cristão onde ele mesmo transforma a morte de Jesus em uma
tragédia judaica (Encaixando com sua própria noção de uma raça
teimosa, rejeitada por Deus, porque eles haviam rejeitado o filho
de Deus).
 Com o parágrafo terceiro eliminado do texto do capítulo,
se lê melhor. O “massacre do aqueduto” justifica agora
“outra terrível desgraça.”

4. A afirmação final de que os cristãos “não se extinguiram neste
dia” confirmam que o que denominam como “Testemunho” é uma
interpolação posterior. O quanto mais tarde não é possível
determinar, mas não resta dúvida que não existiu nenhuma “tribo
dos cristãos” durante a vida de Josefo. O cristianismo, sob esse
21

apelido, não se estabeleceu até o segundo século. Fora este único
parágrafo falso - em todas as grandes histórias de Josefo - não há
nem uma só referência ao cristianismo em nenhum lugar.

5. A linguagem hiperbólica é característica do historiador:
 “… Como os divinos profetas haviam predito estas e outras
dez mil coisas maravilhosas sobre ele.” Isto é material de
propaganda cristã.
6 . O Testemunho é bastante curto para ser considerado uma
verdadeira digressão na narrativa de Josefo. (O material
certamente merece mais atenção do que recebe.) Mas um copista,
trabalhando com rolos de uma longitude fixa, teria tido pouco
espaço para espalhar-se.

5 - A realidade

O parágrafo de Josefo sobre de Jesus não aparece até
princípios do século IV, na época de Constantino.
O bispo Eusébio, o grande propagandista e mentiroso da igreja
confessa-de-deus, foi a primeira pessoa que se sabe que citou
este parágrafo de Josefo, por volta do ano 340. Isso foi depois que
os cristão tivessem se convertido nos guardiões da correção
religiosa.
Bibliotecas inteiras da antiguidade foram incendiadas pelos
cristãos. Entretanto, a diferença das obras de seus
contemporâneos judeus, a história dos judeus de Josefo
sobreviveu. Sobreviveu porque os censores cristãos tinham um
22

uso para ela. Plantaram a evidência em Josefo, e o historiador
judeu deu um giro de 180 graus na sua fé convertendo-se
em um testemunho de Jesus Cristo! Ao NÃO encontrar
referências a Jesus em nenhum lugar da obra genuína de Josefo,
interpolaram uma breve, mas abrangente referência baseada
puramente na fé cristã.
Nem precisa pensar muito para identificar o próprio Eusébio como
o falsificador.
Sancionados pela propaganda imperial todos os comentaristas
cristãos durante os próximos treze séculos aceitaram
incondicionalmente todo o Testemunho Flaviano, junto com sua
declaração de que Jesus “era o Messias.”
E mesmo os eruditos cristãos do século 21, que deveriam saber
melhor como revelar uma versão truncada do ‘parágrafo de ouro’,
apesar de todos os especialistas atualmente descartarem essa
interpolação, em uma tentativa grosseira conservam intata a
mensagem interpolada de Josefo.

6 - O “Josefo árabe”
Em uma novela que adorna a noção de um judeu ortodoxo dando
testemunho de Jesus, os defensores da fé nos últimos tempos
lançaram uma versão árabe do texto de Josefo em sua pilha de
provas duvidosas. A revisão árabe saiu à luz em 1971 pelo
professor Schlomo Pines da Universidade Hebraica de Jerusalém.
O próprio Pines se manteve cauteloso sobre suas afirmações sem
mencionar sua autenticidade, mas os irmãos cristãos não têm as
mesmas reservas. Tal é seu desespero por manter Josefo na lista
dos testemunhos de Jesus que lhes importa o mínimo.
23

A obra em questão é na realidade uma história do mundo escrita
no ano de 941/942 por um bispo cristão e árabe, Agápio de
Hierápolis. Sua História mundial conserva, na tradução ao árabe,
uma versão do Testemunho Flaviano sem as interpolações cristãs
mais evidentes. Mas o que pode realmente provar uma cópia do
século dez? Nada!
7 - O texto
 “Por este tempo existiu um homem de nome Jesus. Sua
conduta era boa e era considerado virtuoso. Muitos judeus
e gente de outras nações se converteram em seus
discípulos. Os convertidos em seus discípulos não o
abandonaram. Relataram que tinha lhes aparecido três dias
depois de sua crucificação e que estava vivo. Segundo isto
foi talvez o messias de quem os profetas haviam contado
maravilhas.”
As afirmações de que a passagem árabe data do século quarto
são insustentáveis, pois a escrita árabe surgiu em torno do século
VI. Além disso Agápio era um cristão melquita (pró-Bizâncio) em
um momento de intensificação da islamização de sua Síria natal.
O que ele escreveu foi politicamente correto para sua época. Uma
nova dinastia chiíta Hamdani havia se estabelecido apenas 50
milhas de distância, em Aleppo. Seu primeiro príncipe, Sayf ad
Dawlah (“a espada do Estado”), começou um século de ataques
persistentes contra Bizâncio. A paráfrase de uma versão siríaca
de Josefo de um original grego de Agápio ‘menciona de forma mais
significativa a “condenação à morte” de Jesus Cristo, mas não de
que Jesus Cristo estivesse “vivo” 3 dias depois de sua morte – em
outras palavras, uma compatibilidade cuidadosamente equilibrada
com a opinião de Muhammad sobre Jesus como um profeta que
não morreu na cruz.
24

Em resumo: o Josefo árabe não é uma evidência válida do deus-
homem cristão e só serve para confundir os incautos. O texto
árabe é simplesmente uma versão politicamente correta do texto
já interpolado que andava circulando desde o século IV.












25

5 - Justo de Tiberíades
Justo também foi um historiador, um rival de Josefo e da mesma
região. Talvez seu trabalho não fosse tão facilmente manipulável
– suas histórias não eram conhecidas durante a “Idade negra
cristã” e estão – como se diz – “perdidas para nós”. Entretanto
podemos saber sobre ele graças a citações feitas por outros
escritores, assim como ocorre com Celso:
 “Eu li a cronologia de Justo de Tiberíades … e está sob os
preconceitos judaicos, como ele próprio era também um
judeu de nascimento, que não faz uma só menção de
Jesus, do que lhe aconteceu ou dos milagres que fez.”
 Focio, patriarca de Constantinopla, século IX
Os apologistas cristãos, por sua própria conveniência, desfocam a
distinção entre a evidência de Jesus e a evidência dos
cristãos.
Isso é mais ou menos como se um menino que acredita no Papai
Noel apresente isso como evidência de que a Fada dos Dentes
realmente existiu. (Eu acredito no Papai Noel, então isso prova
que a Fada dos Dentes existiu). Ou como se tomássemos o
testemunho de um menino que apresenta como evidência da
existência do Papai Noel, o fato de que outro menino acredita nele.

1 - Suspeitos de costume
Não há dúvida de que existiam cristãos, desde os primeiros anos
do século II e – como judeus heréticos e sob diversos nomes
– até uma geração antes (entre meados e finais do século I).
Afinal de contas a crença em um messias (um “Christó” em grego,
“ungido”) era endêmica entre os judeus. Inclusive em uma das
26

quatro seitas existentes, a dos essênios, circulava a lenda de um
“Mestre de justiça” ao qual adoravam. É fato sabido que a região
ao norte de Israel, a Galileia, era uma região considerada pelos
judeus como paganizada e que se chamava “Galileia dos
pagãos” devido a este fato.
Porém a crença em um Cristo celestial não equivale a crer
em Jesus de Nazaré como ‘uma pessoa de carne e osso’ – e
quando se examinam os pontos de vista ‘heréticos’ e ‘gnósticos’
dos primeiros cristãos sobre Jesus de Nazaré, este está
notavelmente ausente. Ressaltando também que a crença em um
“Jesus de Nazaré” não faz dele uma realidade – é só a crença de
que é uma realidade.
E como sempre na história do cristianismo, nas mãos dos escribas,
aumenta a falsificação do que os antigos escritores escreveram.











27

6 - Plinio, o jovem (61-115)
Ao redor de 112 DC, na correspondência entre o imperador
Trajano e o governador da província do Ponto / Bitinia, Plinio o
jovem, faz referência aos cristãos pela primeira vez. O famoso
Plinio reporta ao seu imperador:
 ... “Eles declararam que todo seu erro ou sua falta consistia
em reunir-se em alguns dias fixos antes da saída do sol
para cantar em comunidade os hinos em honra a Cristo,
que eles reverenciam como a um deus. Eles se unem por
um sacramento e não por ação criminal alguma, mas
que ao contrário, para não cometer fraudes, adultérios e
para não faltar jamais com a sua palavra. …” A única coisa
que pude constatar é que possuem uma superstição
excessiva e miserável. ... Plinio a Trajano, Cartas 10:96-
97.
Tudo o que Plinio faz é relatar o que os detidos cristãos disseram
que acreditavam (e não há nesta carta referência a um Jesus).
Plinio havia convocado os interrogatórios dos cristãos, não por
causa de suas crenças, mas porque havia “proibido
associações políticas” das quais, obviamente, lhes acusa de
formar parte. E continua:
 “Considerei necessário arrancar a verdade, inclusive com
torturas, a duas escravas que eles chamavam servas. Mas
não consegui descobrir mais que uma superstição
irracional e desmesurada.”
Alguns dos detidos se retratam, adorando a imagem imperial e os
deuses do Estado e amaldiçoando a Cristo. Mas Plinio não sabe
como proceder com muitos outros no que ele descreve como
28

uma “contaminação” generalizada e pede orientação a
Trajano. A célebre resposta de Trajano é:
 “... Eles não devem ser perseguidos, mas devem ser castigados
no caso de serem denunciados. Em qualquer caso, se o acusado
declara que deixa de ser cristão e o prova pela via dos fatos, isto
é, consente em adorar nossos deuses, neste caso deve ser
perdoado. No que diz respeito às denúncias anônimas, estas não
devem ser aceitas por nenhum motivo já que elas constituem um
detestável exemplo: são coisas que não correspondem a nosso
século. ...”
1 - A troca de cartas é verdadeira?
Vale a pena ressaltar que a diferença das 247 cartas de Plinio que
preparou para sua publicação (chamados livros 1 a 9), o livro 10,
que contém as cartas célebres “96″ e “97″, foi publicado
póstuma e anonimamente. “É surpreendente”, diz Betty Radice
(tradução da edição de Penguin), “que não se encontraram mais
cartas nos arquivos imperiais ou entre os papeis pessoais de Plinio
para acrescentar a este registro das relações entre um dos
melhores imperadores de Roma e seu fiel servente.” Por outro
lado, Tertuliano (160-220) cita a carta e se refere à resposta de
Trajano em sua Apologia, capítulo 2, o que sugere sua
autenticidade:
 “Para Plinio o jovem, quando era governador de uma
província, depois de ter condenado alguns cristãos à morte
e tirado de alguns suas dignidades, estando entretanto
preocupado por seu grande número, em última instância
buscou o conselho de Trajano, o imperador reinante …”
Tertuliano, Apologia, cap2.

29

2 - A ignorância de Plinio sobre os cristãos
Plínio era um advogado em Roma antes de ir para o leste. Era
apenas uma criança quando aconteceu a suposta e suspeita
“perseguição dos cristãos por Nero”, mas seu tutor Verginio Rufo,
um influente general do exército romano, fiel a Nero. Após o
suicídio de Nero, Rufo recusou uma oferta para se tornar
imperador (suas legiões o proclamaram três vezes como
Imperador, mas nunca aceitou o título). Qualquer “massacre
terrível” dos cristãos, se tivesse acontecido, só poderia ter sido
quando Plínio era uma criança, mas em sua vida, depois, ele não
fala de nada disso.
Aos 17 anos, Plinio herdou extensas fazendas de seu tio, depois
que Plinio o Velho morreu na erupção do Vesúvio. Rico, com
talento e com conexões impecáveis nas mais altas esferas do
Estado romano, Plinio começou uma brilhante carreira. Serviu
como funcionário imperial na Síria, um centro – onde querem
fazer crer – de enérgica atividade cristã, mas de novo, isto não
deixou a mínima lembrança em Plinio.
Sua rápida ascensão na carreira pública nos cargos
administrativos civis e militares da República onde foi questor,
tribuno, pretor, consul, etc, lhe daria conhecimento total de
qualquer “perseguição” contra os cristãos, se alguma vez houve
uma coisa dessas. Mas Plínio, mais uma vez, não informa
nada. Pode-se dizer que sua carreira é um resumo de todos os
cargos públicos mais importantes em Roma, e Plínio de fato
contribuiu para a organização do Império, em muitos de seus
campos e não sabia nada sobre os cristãos!
Plinio sobreviveu à perseguição da oposição estoica durante o
reinado de Domiciano (81-96). O imperador o fez um senador,
30

apesar de vários dos amigos estoicos de Plinio terem sido
executados. Posteriormente Plinio chegou a ser cônsul, sacerdote
do Estado e, por último, governador de Bitinia-Ponto.
O curioso é que Plínio, um tão bem situado e bem educado prócer
romano, que participa direta e intimamente do sistema judicial
romano nos níveis mais altos; e um amigo dos historiadores Tácito
e Suetônio, continuasse – na segunda década do século II - sendo
tão ignorante sobre os cristãos e a perseguição deles – a menos
que os “cristãos” não fossem outra coisa além de um “monte de
obscuros e insignificantes fanáticos” e que a “perseguição” fosse
uma fábula.

3 - Tolerância Pagã
O valor real desta correspondência (o único exemplo deste tipo
que sobreviveu à idade negra cristã) não é que seja pouca “prova”
da existência de Jesus (o que evidentemente é), mas sim prova
da tolerância da jurisprudência romana na “idade de ouro”
do Império. Diz Trajano:
 No que diz respeito às denúncias anônimas, estas não
devem ser aceitas por nenhum motivo já que elas
constituem um detestável exemplo: são coisas que não
correspondem a nosso século. ...” - Trajano a Plinio, Cartas
10,96-97.
Compare esta decisão do pagão Trajano no ano 113 com a dos
inquisidores cristãos treze séculos mais tarde – para os quais
as “denúncias anônimas” e a “busca” dos hereges era o modus
operandi.

31

7 - Caio Suetônio (69-140)
Em nenhum dos escritos de Suetônio é mencionado um “Jesus de
Nazaré”. Suetônio escreveu uma biografia chamada “Doze
césares” ao redor do ano 112 e sobre o imperador Claudio disse:
 “Os judeus, instigados por Chrestus, foram expulsos de
Roma por causa de suas contínuas revoltas.”
Jesus em Roma entre 49 e 50? (Claudio governou de 24 de Janeiro
de 41 DC até a sua morte em 54) Obviamente que não. Mas os
incautos podem ser enganados por esta referência.
“Cresto” não equivale a “Cristo”, mas a “o bom” em grego (e para
um estúdio definitivo da evidência dos manuscritos ver aqui). Era
um nome usado por escravos e homens livres e se confirma mais
de oitenta vezes em inscrições latinas. Está claro que Suetônio
estava explicando a razão pela qual os judeus (não os cristãos)
foram expulsos de Roma e se faz referência a um agitador
judeu nos anos 50, não a um Galileu pacifista dos anos 30.
Entretanto, até esta informação é questionável e provavelmente
falsa. O historiador Dion Casio dá uma explicação mais
convincente sobre a mesma “expulsão” de Claudio:
 “Quanto aos judeus, que de novo haviam aumentado em
tal quantidade que, devido a isso, teria sido difícil excluí-los
da cidade sem causar um tumulto, não os expulsou, mas
ordenou que seguissem seu modo tradicional de vida e não
se reunissem em grande número.” – História Romana,
60:6.
Também dizem os cristãos que Suetônio em sua “Vida de Nero”,
descreve a perseguição dos cristãos pelo próprio Nero:
32

"As punições também eram infligidas aos cristãos, uma seita que
professa uma nova e irritante crença religiosa ..." (16:2)
Aqui passamos de “judeus rebeldes” a “cristãos irritantes”.

Mas espere um minuto:
 Os cristãos em Roma durante o reinado de Nero, de 54 a
68DC?
Como Nero poderia ter feito uma sutil distinção como seita entre
judeus e “cristãos”, principalmente porque não havia nenhum
documento de identificação da fé, pois nenhum só Evangelho
tinha sido escrito para que os “cristãos” pudessem crer e se
identificar?
 Inclusive o próprio Paulo não faz nem mesmo uma só
referência aos “cristãos” em nenhum de seus escritos.
A ideia de uma incipiente perseguição do “Cristianismo” por uma
cruel e sanguinária Roma pagã durante o reinado de Nero é uma
absoluta idiotice. Pois só no último terço do primeiro século,
surgiram os seguidores de Cristo como uma facção separada da
corrente principal do judaísmo. Até então tinham
permanecido protegidos pelo direito romano como judeus. A
irritação que eles causaram a seus irmãos mais ortodoxos não
significou nada para os magistrados pagãos. Gibbon disse:
 “A inocência dos primeiros cristãos foi protegida pela
ignorância e pelo desprezo, e o tribunal do magistrado
pagão geralmente se mostrou ser o refúgio mais seguro
contra a fúria da sinagoga”.
33

Os primeiros seguidores de Cristo se chamaram “santos”,
“irmãos”, “irmãos do senhor” e seus críticos, para diferenciar as
diferentes crenças e ideias que estes professavam sobre um
messias (o culto a Cristo era um culto particular, não
institucionalizado), utilizaram diversos nomes: nazarenos,
ebionitas, “temerosos de Deus” e inclusive ateus. A associação
judaica se manteve forte durante o primeiro século e quando as
seitas cristãs conseguiram ir a Roma no segundo século, foram
identificadas por seus líderes rivais – valentinianos, basilidianos,
marcionitas, etc.
Os adoradores de Cristo eram tão pouco conhecidos no mundo
romano que nos anos 90, Dio Cassio se refere a todas essas seitas
como “ateus” e “os que adotam os costumes judaicos”. Os
cristãos, como um grupo diferente dos judeus, só aparecem a
finais do primeiro século, pouco antes da maldição judaica dos
hereges no Concílio de Jamnia (ao redor do ano 85). A etiqueta
de “cristão” só aparece com o segundo século – Atos - com o conto
de que o termo “começou em Antióquia” (11:26).
 Igualmente estranho é que a frase isolada de Suetônio
apareça do nada em uma seção de Nero.
 Também há que ressaltar que Suetônio não associa o
castigo de cristãos com o fogo que varreu Roma, uma parte
crucial do mito elaborada muito mais tarde.
 Em poucas palavras, a referência é uma falsificação cristã
acrescentada em Suetônio. Uma cópia da obra feita por um
falsificador do século V, Sulpício Severo, quem manipulou
em grande parte o trabalho de outro historiador romano –
Tácito – com um relato sinistro da perseguição brutal
(“queimando mártires cristãos”) e que imortalizou Nero
como o primeiro Anticristo aos olhos da igreja cristã (o
segundo Anticristo é Lutero, o reformista).
34

Curiosamente, a única menção que existe dos cristãos se encontra
na obra de Tácito. A este mito também se soma o criado por
Suetônio e Dion Cássio, no qual se menciona que Nero cantava o
Iliupersis enquanto Roma ardia. Algo que o próprio Tácito
desmente quando coloca Nero em Antium, a mais de 40 km de
Roma, que fica sabendo por carta sobre o incêndio e
imediatamente acude auxiliando com sua própria fortuna.











35

8 - Cornélio Tácito (55-117)
O cristianismo não faz parte da história dos Césares, de Tácito. A
exceção de uma referência tão conveniente quanto questionável
em Anais, onde aparece como nada mais que um culto marginal
mesmo em seu próprio tempo. Em algum momento antes do ano
117, o historiador romano aparentemente escreveu:
 XLIV. Feitas estas diligências humanas, se recorreu às
divinas com o desejo de aplacar a ira dos deuses e purgar-
se do pecado que havia sido a causa de tão grande
desgraça. Consultaram sobre isso os livros Sibilinos, por
cujo conselho fizeram procissões a Vulcano, Ceres e a
Proserpina; e as matronas aplacaram com sacrifícios a
Juno, primeiro no Capitólio e depois no mar próximo à
cidade, e com a água dele espargiram o templo e a imagem
da deusa; as mulheres casadas, estendidas no chão do
templo por devoção, velaram toda a noite. Mas nem com
socorros humanos, donativos e liberalidades do príncipe,
nem com as tentativas que se faziam para aplacar a ira dos
deuses era possível apagar a infâmia da opinião que se
tinha de que o incêndio tinha sido provocado. Então Nero,
para aliviar-se das acusações, deu por culpados do incêndio
e começou a castigar com tormentos bizarros, uma classe
odiada por suas abominações, chamados vulgarmente
cristãos. A origem desse nome foi Cristo, o qual, no império
de Tibério, tinha sido condenado por ordem de Pôncio
Pilatos, procurador, da Jude¡a e que embora tenha
reprimido um pouco aquela perniciosa superstição, tornou-
se outra vez a recrudescer, não somente na Judeia, origem
deste mal, mas também em Roma, onde chegam e
praticam todas as coisas atrozes e vergonhosas que
existem em outros lugares. Inicialmente foram castigados
36

os que professavam publicamente esta religião, e depois,
por informação daqueles, uma multidão infinita, não tanto
pelo delito do incêndio que se lhes acusava, quanto de ódio
ao gênero humano. Sua execução foi acompanhada de
escárnios diversos onde alguns eram vestidos com peles de
animais, para que desta maneira fossem despedaçados
pelos cães; outros eram crucificados; outros eram lançados
em grandes pilhas de lenha que depois eram queimadas
para iluminar a noite.
 - Tácito (Livro 15, capítulo 44):
Como vimos, o termo “cristão” não estava em uso durante o
reinado de Nero e estes não teriam sido “uma grande multidão” a
menos que estejamos falando dos judeus, não de hipotéticos
cristãos. “Judeu-cristãos” – eram percebidos pelas autoridades
romanas (e pela população em geral) simplesmente como judeus,
o que significa que os primeiros seguidores de Cristo também
teriam se envolvido nos ataques contra os judeus.
- “Suas tentativas para dissimular suas origens
judaicas foram detectadas pela prova decisiva da
circuncisão; os magistrados romanos não estavam
interessados em investigar as diferenças de seus
princípios religiosos.”
- Edward Gibbon (Decline and Fall).
Uma das consequências do incêndio que destruiu grande parte de
Roma no ano 64 foi um imposto que penalizava os judeus
(NÃO OS CRISTÃOS); e foram os judeus (NÃO OS CRISTÃOS) –
em todo o império – que estavam obrigados a pagar pela
reconstrução da cidade – um fator que contribuiu para a
radicalização de muitos judeus (NÃO DOS CRISTÃOS) a finais dos
anos 60.
37

 Não é a primeira vez que os escribas cristãos
expropriaram o verdadeiro sofrimento de todo um
povo (O JUDAICO) para criar uma fábula de “origens”
heroicas.
Nem um só apologista cristão durante os séculos seguintes ao II,
jamais citou a passagem de Tácito – Até que apareceu quase
palavra por palavra nos escritos de Sulpicio Severo, em
princípios do século V, onde se mistura com outros mitos. Os
contemporâneos de Sulpicio lhe atribuem grande habilidade em
sua “antiga” mão. Este fez bom uso dela e a fantasia era seu forte:
sua “Vida de São Martinho” está cheia de numeroso “milagres”,
incluindo o aumento das aparições de mortos e principalmente de
Jesus e Satanás. (Veja de onde procede realmente este
personagem).
Sua história vil de Nero foi embelezada durante o Renascimento
em uma fábula fantasiosa com Nero tocando a lira enquanto Roma
ardia em chamas. Nero se aproveitou da destruição para construir
sua “Casa Dourada”, embora nenhum estudioso sério creia que
ele tenha iniciado o fogo (pois Nero estava em sua cidade natal
de Anzio – Antium - quando o incêndio começou). Na verdade
Nero abriu seu palácio como refúgio temporário para os que
perderam suas casas. (Tácito, Anales XV.39)

1 - Uma lacuna conveniente
Os anos 30 e 31 da narração do reinado de Tibério em Anais de
Tácito desapareceram misteriosamente. O que poderiam ter dito
– ou não – esses capítulos perdidos sobre Jesus? Talvez os
escribas cristãos tivessem alguma razão para destruí-los?
38

2 - Gibbon em Tácito
Gibbon não afirma a ideia de que a célebre passagem de Tácito
seja uma interpolação posterior. Mas certamente rejeita a ideia de
que os cristãos pudessem ter sidos identificados como um grupo
diferente de judeus em uma data tão cedo.
Gibbon sugere que Tácito, que escrevia sob o reinado de Adriano,
confunde os primeiros seguidores (e bandidos) de Judas o
Gaulonita durante o século I DC, conhecidos como “nazarenos”,
com os cristãos de seu tempo (130 DC), que também eram
conhecidos como “nazarenos”.
 A rebelião contra o imposto/censo por Judas o Gaulonita
(também conhecido como Judas de Gamala, Judas da
Galileia) é descrita por Josefo (Antiguidades dos Judeus –
Livro XVIII).
 Ocorreu durante O governo de Sulpicio Quirino (em grego
“Cirenio” – Lucas 2:2) em 6/7 DC.
Por outra lado, Gibbon sugere que os judeus mais moderados
poderiam ter entregado os extremistas com a finalidade de dirigir
a ira popular contra eles.
Em resumo, a passagem em Tácito é uma fraude e não
acrescenta evidência de um Jesus histórico.





39

3 - Um monge do século XI corrige Tácito: os
“extras” “cristãos”


Foto ultravioleta de uma palavra criticada do primeiro manuscrito
existente conhecido de Tácito (Biblioteca Medicea Laurenziana,
Italia).
A fotografia revela que a palavra supostamente utilizada por
Tácito em Anais 15:44, chrestianos (“o bom”), foi sobrescrita
como Cristãos (os “christianos”) por uma mão posterior, um
engano que explica o excessivo espaço entre as letras e o
exagerado “ponto” (acento) por cima da nova letra “i”. Toda a
passagem de “cristãos incendiados” de Tácito não só é falsa, mas
foi repetidamente “trabalhada” pelos golpistas para melhorar seu
valor como evidência para o mito de Jesus.
Na verdade pode ser que tenha existido um culto gnóstico com
seu “Jesus Chrestos” (Jesus o Bom) e, portanto, chamados
chrestãos, uma denominação que parece ter existido em uma data
próxima aos sectários do “herege” Marcião. O apoio a esta
possibilidade vem da inscrição mais antiga conhecida da palavra
“cresto”, que foi encontrada no século XIX em uma igreja
marcionita em Deir Ali, a três milhas ao sul de Damasco. Fechada
40

ao redor do ano 318, a inscrição diz: “A casa de reunião dos
Marcionistas, no povo de Lebaba, do Senhor e Salvador Jesus, o
Bom”, usando a palavra Chrestos, não Christos.
Justino, em sua Primeira Apologia (4), uns trinta anos depois da
morte de Tácito, joga com a semelhança do som das duas
palavras Χριστὸς (Cristo) e χρηστὸς (bom, excelente) para
argumentar o carácter saudável, digno de elogio dos seguidores
de Jesus.
A questão dos Chrestianos em Tácito reinvestigada por Erik Zara
© 2009









41

9 - Os rabinos conheciam Jesus?
Em algo irônico, os apologistas cristãos às vezes apresentam um
antigo insulto anti-Jesus, usado pelos rabinos, como “evidência”
da existência do deus-homem.
Entretanto, os primeiros escritos rabínicos – por exemplo, a
Mishná (“Estudo”) (dos quais os Talmudes são comentários
posteriores) – não fazem em absoluto referência a um
personagem chamado “Jesus”.
No vasto corpo de material judaico, o mais perto que chegamos a
esse testemunho é o Mishná Ievamot 4.13 que tem uma
referência muito oblíqua um “Peloni” (hebraico rabínico de “fulano
de tal”), mas nada mais:
“Simeon ben Azzai disse: Encontrei em Jerusalém um livro de
genealogias, ali estava escrito: Esse fulano de tal é um filho
bastardo de uma mulher casada”.
A referência poderia ter sido para qualquer um. Embora seja difícil
de datar o verso, bem que poderia ser uma referência rabínica à
fabricação por Mateus de uma genealogia de um Jesus Cristo no
segundo século.
Mais tarde, durante o século II ou III, a referência rabínica é de
um mago que havia levado alguns Judeus à apostasia. Isto é uma
adição à Mishná – “Baraitha Sanedrín 43ª” – que registra o
enforcamento de um “Yeshu” na véspera da Páscoa, por bruxaria.
Também acrescenta que tinha 5 discípulos – Mattai, Naqai,
Netzer, Buni e Todah – não exatamente os nomes conhecidos!
No século terceiro, Tosefta (outro comentário adicional sobre a
Lei Oral, posterior à Mishná) fala de uma tentativa de invocar o
42

nome de “Yeshu ben Pandira” para curar um rabino de uma picada
de serpente (Chullin 02:23).
Mais tarde, as referências a Yeshu ganham mais colorido.
Ambos os Talmudes são construções “tardias”: o Talmude de
Jerusalém foi compilado no século V DC e o Talmude da Babilônia
(Talmud Bable) foi compilado no século VI DC. Para esta data a
única fonte de informação sobre Jesus a disposição dos rabinos
eram os próprios cristãos, mas longe de confirmar qualquer coisa
do que se encontra nos evangelhos, os autores rabínicos parecem
ter confundido pelo menos dois Jesuses:
 Yeshu ben Pandira no século 1 AC e
 Yeshu ben Stada no século II DC.
Segundo o Talmude Shabbat 104b, Sanhedrin 67a, Jesus Cristo
parece ser o filho de uma cabeleireira adúltera (“Miriam
Megaddela”) e é executado em Lud. E no Talmude Sanedrín 107b,
Sota 47a, tem um mago chamado Jesus no século I AC, durante
o reinado de João Hircano.
Se o Pai da Igreja do século III DC, Orígenes, merece crédito
(Contra Celso 1.28), Celso, o opositor pagão do cristianismo, que
escreve no tardio século II DC, teria tido notícias de fontes
judaicas do escandaloso rumor de que o herói cristão era o
resultado de um caso ilícito entre Miriam, uma jovem judaica, e
um soldado de cavalaria romano chamado “Pantheras”. A mulher
teria sido expulsa por seu marido quando este teria descoberto
que ela havia conseguido engravidar de um soldado da potência
ocupante.
43

Dificilmente se pode conceber uma linhagem mais vergonhosa
para um possível Messias judaico. ¿¡!?
Os rabinos responderam a uma fábula com uma mentira de sua
própria invenção.
O rumor se originou provavelmente entre os rabinos pouco depois
que os cristãos inventaram a história da natividade, em finais de
130 DC.










44

10 - Existe alguma fonte do tempo de Jesus?

Só para fazer um ideia do quanto é fantasmagórica a existência
de Jesus, a fonte mais próxima a Jesus é Saulo, que sonhou com
um Jesus que jamais conheceu (testemunho por sonho?). Os
autores dos evangelhos os escreveram entre 40 e 60 anos depois
de sua suposta morte (o mais antigo é o atribuído
tradicionalmente a Marcos (que não foi apóstolo), escrito por volta
de 70 DC). Mas vejamos mais detalhadamente quais são as fontes
mencionadas pelo cristianismo e se alguma delas é
contemporânea a Jesus:
45

1 - Dos autores cristãos não testamentários:
 Clemente de Roma, a quem a tradição cristã atribui
algumas epístolas: a Primeira epístola de Clemente aos
Coríntios, mas esta foi escrita depois dos evangelhos, entre
finais do século I e começo do II, mais precisamente no ano
96 DC e a Segunda epístola durante o século II DC. Ou
seja, o primeiro autor não contemporâneo.
 Inácio de Antioquia, deste poderíamos falar que, além de
Clemente, é dos primeiros autores cristãos cujas epístolas
não figuram no cânon oficial. Algo que importa bem pouco
pois nasceu entre 35 e 50. O seja, que suas epístolas, assim
como as de Clemente, tampouco são contemporâneas a
Jesus.
 Policarpo de Esmirna, o seguinte na lista, nasceu em 70
DC, portanto, sua obra, assim com o resto, tampouco é
contemporânea.
 O Martírio de Policarpo, escrito aproximadamente em
156 DC.
 Didaquê, escrita a partir de obras judaicas e cristãs pré
existentes e datada na segunda metade do século I DC.
 O evangelho de Bernabé, uma obra que a maioria dos
especialistas data em torno do século XVI e princípios do
XVII. (Literatura de Mudéjares e Moriscos, O Evangelho de
Bernabé)
 Pastor de Hermas, escrito em grego e traduzido ao latim
provavelmente por seu autor, Hermas de Roma, e datado
no século II DC. Hermas, obviamente, nasceu
aproximadamente a meados do século II DC.
 Os Fragmentos de Papias, do autor cristão Papias de
Hierápolis, um autor que nasceu aproximadamente em 69
DC.
46

 A obra de Justino Mártir, que tampouco é
contemporânea, pois este nasceu entre 100 e 114 DC.
 Aristides de Atenas, quem escreveu uma apologia, mas
no século II DC.
 Atenágoras de Atenas, outro apologista cristão nascido
no século II, cujas obras, Súplica em favor dos cristãos,
está datada entre 177 e 178 DC.
 Teófilo de Antioquia, que, obviamente, também nasceu
e morreu no século II DC.
 O fragmento de Quadrato (Quadratus), escrito em 125
DC.
 Aristo de Pella, outro dos primeiros apologistas cristãos,
nasceu em 100 DC.
 Melito de Sardes, um bispo cristão também do século II
DC, de quem só o que resta é a homilia que o cristianismo
lhe atribuiu (Papiro Chester Beatly)
 Epístola a Diogneto, uma epístola cristã escrita nos finais
do século II.
 O Evangelho de Pedro, um evangelho que contradiz os
canônicos em vários aspectos e cuja datação pertence ao
século II DC, de 150 DC.
 O Apocalipse de Pedro, datado também no século II DC.
 A Epístola Apostolorum conhecida também como a
Epístola dos Apóstolos, que também está datada em
meados do século II DC.

2 - Dos textos apócrifos:
 O Evangelho de Tomás, cuja datação mais antiga o coloca
no ano 50 DC e a mais recente em finais do século I DC,
47

(entre a data de composição dos evangelhos), situando
pela maioria no ano 140 DC.
 O Evangelho da Verdade ou de Valentim, este está
datado no século III DC.
 O Apócrifo de João, como acontece com a maioria dos
evangelhos apócrifos, está datado no século II DC.
 O Tratado sobre a Ressurreição. Cuja composição se
data nos finais do século II DC.

3 - Das fontes seculares:
 Flavio Josefo (historiador judeu), apesar de escrever
várias obras mais próximas da suposta data de Jesus e não
fazer menção alguma dele, os cristãos tomam os
parágrafos em que supostamente se menciona esse
personagem fictício, que pertencem à sua obra
Antiguidades judaicas. O texto em questão teria sido escrito
no ano 93 DC, portanto, tampouco é contemporâneo.
 Tácito (historiador romano), faz menção aos cristãos, mas
este dificilmente poderia ser contemporâneo a Jesus, pois
nasce em 55 DC.
 Plinio, O Jovem (político romano) nasce em 61 DC. Este,
assim como o resto, NÃO fala de Jesus, mas do que
acreditavam os cristãos.
 Phlegon, um escravo liberto que escreveu um compêndio
de livros de história desde as Olimpíadas (776 AC) até sua
época (começos do século II, 137 DC), este não menciona
Jesus, mas menciona “um eclipse ocorrido durante o
reinado de Tibério, houve um eclipse solar total desde a
sexta até a nona hora”. Citação mencionada por Eusébio.
Já que a única coisa que se conserva deste historiador do
48

século II são os fragmentos e citações de Eusébio de
Cesareia. Para quem não sabe, Eusébio foi um bispo cristão
de fins do século III e início do IV DC.
 Luciano de Samosata, um escritor satírico de origem
grega e nascido em 125 DC. Este fala, da mesma forma que
o resto dos autores, do cristo adorado pelos cristãos de sua
época.
 Celso, um filósofo grego conhecido graças à réplica e
menção feita por Orígenes sobre ele, tampouco é
contemporâneo de Jesus, pois viveu no século II DC.
 Mara Bar Serapion, um prisioneiro que esperava para ser
executado, tampouco pode ser considerado contemporâneo
de Jesus e sua carta, segundo a maioria dos historiadores,
é datada no final do século I, aproximadamente em 73 DC.
 Suetônio nasceu em 70 DC, portanto, também não é
contemporâneo ao Jesus dos cristãos.
 Talo, o samaritano (ou Thallos), um historiador que
começou a escrever sua obra, Historia Siríaca, no ano 52 e
da qual não se conserva nada mais que as menções do
apologista cristão Africano. Na obra de Talo não se fala de
Jesus, mas Africano o menciona afirmando que este
mencionava um eclipse do Sol.
Como é fácil comprovar, todas as “fontes” mais próximas de Jesus
são de carácter religioso (concretamente cristãs) e de todas as
fontes seculares mencionadas, nenhuma menciona Jesus senão
para referir-se ao que pensam e creem os cristãos sobre seu ídolo
imaginário. Onde estão os “autores contemporâneos”
mencionados pelo cristianismo? Citamos todas e cada uma delas
e não encontramos nenhum.
49

Será que o cristianismo sofre, como Saulo de Tarso, de visões e
sonha com fontes que só ele vê e escuta? Se bem que vendo as
afirmações de um religioso, tudo é possível.

4 - A escuridão sobre toda a terra?

Marcos 15:33
E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora
nona.
Durante a antiguidade, tanto a morte quanto o nascimento de
uma grande figura, estavam destinados a ser acompanhados por
“sinais e maravilhas”, razão pela qual não surpreende que o autor
anônimo de Marcos acrescentasse esse pequeno enfeite. E quando
o outro autor anônimo de Mateus copia a história de Marcos, como
acontece com toda lenda, acrescentou uma “maravilha” ainda
maior:
Mateus 27:52-53
52 - E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que
dormiam foram ressuscitados; 53 - E, saindo dos sepulcros, depois da
ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos.

Por razões óbvias, muitos apologistas preferem ignorar a louca
fantasia de Mateus, mas são aficionados a pretender mostrar
antigos testemunhos pagãos da “escuridão”. Dois nomes são
usados: Talo e Flegonte. Mas a verdade é que não sabemos
quase nada sobre eles e todas as nossas fontes são de escribas
cristãos, portando, nada confiáveis e para lá de suspeitas.
Os apologistas gostam de empurrar Talo para o primeiro século e
assim fabricar um “melhor testemunho”, mas a única coisa que
50

podemos estar seguros é de que este escreveu antes de Teófilo,
bispo de Antioquia, que menciona seu nome no final do século II
DC. O mais provável é que Talo fosse na verdade um escritor do
século II DC.
Em qualquer caso, não temos o texto escrito pelo próprio Talo.
Tudo o que temos é uma referência a Talo em uma obra do século
IX DC, realizada por Georgius Syncellus (Jorge Sincelo), um
homem da igreja bizantina. Entretanto Syncellus não cita as
palavras de Talo diretamente – se baseia em um cristão do século
II ou III DC, chamado Julio Africano (se acredita que um líbio).
Mas o próprio Africano foi citado parafraseando a Talo, portanto,
o testemunho de Syncellus não é melhor que o de uma terceira
mão e é pouco confiável.
Mesmo levando em conta a procedência duvidosa do “testemunho
de Talo”, o que diz o nosso “testemunho pagão”?
No mundo inteiro “Houve trevas em todo o mundo, produzindo-se
a mais espantosa escuridão. Muitas rochas foram partidas pelo
meio devido ao terremoto e muitos lugares na Judeia e em outros
distritos foram derrubados”. Parece pouco razoável que Talo, no
terceiro livro de suas Histórias, tentasse justificar estas trevas
como se tivessem sido devidas a um eclipse solar, posto que os
judeus celebravam a Páscoa no dia 14, segundo a lua e a morte
de seu “Salvador” cai no dia anterior à Páscoa. Então era
impossível que fosse um Eclipse solar.
Flegonte registra que no tempo de Tibério César, com lua cheia,
houve um eclipse total do sol da sexta à nona hora. Mas o que
tem um eclipse em comum com terremoto, a menção rochas e a
ressurreição de mortos; e tão grande perturbação através do
mundo? Seguramente que nenhum acontecimento como este
51

tinha se registrado por muito tempo. Mas foi uma treva produzida
por Deus, já que o Senhor estava sofrendo.
 Africano nos diz que Talo registrou um eclipse solar – e
não há nada em absoluto de incomum no registro de um
antigo observador de tais fenômenos naturais.
 O engraçado é que Africano diz que Talo se enganou e que
estava na verdade registrando a escuridão da que se fala
nos Evangelhos¿¡!? É Africano quem faz a ligação com Jesus
– não Talo!
Não há dúvida de que Phlegon (Flegonte) foi um escritor do
século II DC, na época de Adriano. Phlegon só registra um grande
terremoto em Bitinia, que está na costa do Mar Negro. Uma vez
mais, não é Phlegon, mas os cristãos que o citam para vinculá-lo
com a Judeia e a crucificação.
Outra afirmação é dada por apologistas como W. Lane Craig,
quando estes dizem que a “Páscoa sempre ocorre no tempo da
lua cheia”, portanto não pode correr um eclipse e este, portanto,
não pode ser o evento a que se refere Talo.
Entretanto, isto é assim porque desde 325 DC quando se realizou
o Concílio de Niceia I, se decidiu que a Páscoa da Ressurreição se
comemorasse no domingo depois da primeira lua cheia seguinte
ao equinócio da primavera (21 de março). O calendário da
Semana Santa, se rege pelo dia que cai o Domingo da
Ressurreição, que é o domingo seguinte à lua cheia do mês
de Nissan (o mês dos judeus) que corresponde entre 22 de
março e 25 de abril. Dito de uma forma mais fácil, o domingo
depois da primeira lua cheia da primavera, é o Domingo de
Páscoa.
52

Os golpistas cristãos relacionam o Eclipse de Talo com o terremoto
de Phlegon (plantando os “sinais” dos evangelhos neles) para
testemunhar suas bobagens fabularias, sem levar em conta o que
se escreveu, quando foi escrito e a que parte do mundo se referiu.












53

11 - Talo e Phlegon teriam se horrorizado pelo mau uso de
seu trabalho.

A princípio, os apologistas que defendem este fato (a lenda
narrada nos evangelhos) como algo “milagroso”, afastando-se da
explicação do eclipse (que como já vimos não pode ter ocorrido
nesse tempo), defendem que este poderia ocorrer de qualquer
forma devido à onipotência de seu Deus. Poderia produzir-se!? Se
retirar mos o errôneo eclipse como explicação, ainda restariam
várias explicações naturais para essa fábula. Isto, obviamente sob
a suposição improvável de que tais autores não inventaram tal
evento. Uma seria a de um fator climático e outra seria ainda mais
fantástica e catastrófica, o desaparecimento do Sol. De nenhuma
das duas temos outros testemunhos além dos próprios
evangelhos. O crente deveria repensar o fato de que tanto este
54

evento como o da estrela GPS anunciando o nascimento de seu
herói mítico, são meros adornos linguísticos para exaltar seu
personagem imaginário, (veja de onde procede um deles aqui e
sobre como este tipo de eventos são parte do arquétipo do herói
clássico aqui) pois o crente está doutrinado para aceitar qualquer
afirmação por mais “mágica” e absurda que esta pareça.

1 - A escuridão de Talo
Um eclipse solar total não dura mais que alguns minutos (nunca
três horas). Durante o século I DC ocorreram 58 eclipses totais
em todo o mundo. Entre os anos 16 e 43 DC foram 11:
 28 de março de 24 (sudeste da África) *
 1 de agosto de 26 (África centro-sul)
 22 de julho de 27 (centro-oeste do Pacífico)
 10 de julho de 28 (Oceano Ártico)
 24 de novembro de 29 (Golfo Pérsico)
 14 de novembro de 30 (ao sudoeste do Pacífico)
 3 de novembro de 31 (Chile)
 19 de março de 33 (ao sul do oceano Índico)
 9 de março de 34 (Indonésia)
 1 de julho de 37 (Canadá)
 8 de abril de 42 (Pacífico sudeste) *
Se Talo tivesse vivido a princípios do século II DC, poderia ter
notado que o eclipse foi visível no Golfo Pérsico em novembro de
29 DC – o que não se ajusta à cronologia de Jesus e que além
disso produziria um impacto absolutamente insignificante em
Jerusalém, situada a centenas de quilômetros de distância. (*)
Mês de Nissan
55

Fontes:
Este texto foi criado a partir do texto publicado em www.jesusneverexisted.com,
ao qual acrescentamos mais dados e fontes ao longo dele.
Fontes originais:
Tácito [C.55-117AD], Los Anales , Las Historias (Penguin, 1964)
Dan Cohn-Sherbok, El Judio Crucificado (Harper Collins, 1992)
Henry Hart Milman, La Historia de los Judios (Everyman, 1939)
Josefo [c.37-100 DC], Las antigüedades, La Guerra de los Judíos (Hendrickson, 1987)
Leslie Houlden (Ed.), el judaísmo y el cristianismo (Routledge, 1988)
Frank Zindler, El Jesús que los Judíos nunca conocieron (Ateos Americanos, 2003)
Suetonio [c.69AD-140AD] , Los doce césares (Penguin, 1980)
Norman Cantor, La Sucesión Sagrada – Una historia de los Judíos (Harper Collins, 1994)
Edward Gibbon, La decadencia y caída del imperio romano (1799)










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Originally published as a
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“Dois informadíssimos volumes de Karlheinz Deschner
sobre a política dos Papas no século XX, uma obra
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comunicação que tanta atenção dedicaram ao livro de
João Paulo II sobre como cruzar o umbral da esperança a
força de fé e obediência. Eu sei que não está na moda
julgar a religião por seus efeitos históricos recentes,
exceto no caso do fundamentalismo islâmico, mas alguns
exercícios de memória a este respeito são essenciais para
a compreensão do surgimento de algumas
monstruosidades políticas ocorridas no século XX e outras
tão atuais como as que ocorrem na ex-Jugoslávia ou no
País Basco”.
Fernando Savater. El País, 17 de junho de 1995.
“Este segundo volume, como o primeiro, nos oferece uma
ampla e sólida informação sobre esse período da história
da Igreja na sua transição de uma marcada atitude de
condescendência com regimes totalitários conservadores
até uma postura de necessária acomodação aos sistemas
democráticos dos vencedores ocidentais na Segunda
Guerra Mundial”.

Gonzalo Puente Ojea. El Mundo, 22 de outubro de 1995.

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"Su visión de la historia de
la Iglesia no sólo no es
reverencial, sino que, por
usar una expresión
familiar, ‘no deja títere con
cabeza’. Su sarcasmo y su
mordaz ironía serían
gratuitos si no fuese porque
van de la mano del dato
elocuente y del argumento
racional. La chispa de su
estilo se nutre, por lo
demás, de la mejor
tradición volteriana."
Fernando Savater. El País,
20 de mayo de 1990

60


136 páginas

480 páginas

304 páginas
De una manera didáctica,
el profesor Karl Deschner
nos ofrece una visión crítica
de la doctrina de la Iglesia
católica y de sus trasfondos
históricos. Desde la misma
existencia de Jesús, hasta
la polémica transmisión de
los Evangelios, la
instauración y significación
de los sacramentos o la
supuesta infalibilidad del
Papa.
Todos estos asuntos son
estudiados, puestos en
duda y expuestas las
conclusiones en una obra
de rigor que, traducida a
numerosos idiomas, ha
venido a cuestionar los
orígenes, métodos y
razones de una de las
instituciones más
poderosas del mundo: la
Iglesia católica.

“Se bem que o cristianismo
esteja hoje à beira da
bancarrota espiritual,
segue impregnando ainda
decisivamente nossa moral
sexual, e as limitações
formais de nossa vida
erótica continuam sendo
basicamente as mesmas
que nos séculos XV ou V, na
época de Lutero ou de
Santo Agostinho. E isso nos
afeta a todos no mundo
ocidental, inclusive aos não
cristãos ou aos anticristãos.
Pois o que alguns pastores
nômadas de cabras
pensaram há dois mil e
quinhentos anos, continua
determinando os códigos
oficiais desde a Europa até
a América; subsiste uma
conexão tangível entre as
ideas sobre a sexualidade
dos profetas
veterotestamentarios ou de
Paulo e os processos penais
por conduta desonesta em
Roma, Paris ou Nova York.”
Karlheinz Deschner.
"En temas candentes como
los del control demográfico,
el uso de anticonceptivos,
la ordenación sacerdotal de
las mujeres y el celibato de
los sacerdotes, la iglesia
sigue anclada en el pasado
y bloqueada en su rigidez
dogmática. ¿Por qué esa
obstinación que atenta
contra la dignidad y la
libertad de millones de
personas? El Anticatecismo
ayuda eficazmente a hallar
respuesta a esa pregunta.
Confluyen en esta obra dos
personalidades de vocación
ilustradora y del máximo
relieve en lo que, desde
Voltaire, casi constituye un
Género literario propio: la
crítica de la iglesia y de
todo dogmatismo
obsesivamente
<salvífico>.
61


1 – (365 pg) Los
orígenes, desde el
paleocristianismo hasta
el final de la era
constantiniana

2 - (294 pg) La época
patrística y la
consolidación del
primado de Roma

3 - (297 pg) De la
querella de Oriente hasta
el final del periodo
justiniano

4 - (263 pg) La Iglesia
antigua: Falsificaciones y
engaños

5 - (250 pg) La Iglesia
antigua: Lucha contra los
paganos y ocupaciones
del poder

6 - (263 pg) Alta Edad
Media: El siglo de los
merovingios
62


7 - (201 pg) Alta Edad
Media: El auge de la
dinastía carolingia

8 - (282 pg) Siglo IX:
Desde Luis el Piadoso
hasta las primeras luchas
contra los sarracenos

9 - (282 pg) Siglo X:
Desde las invasiones
normandas hasta la
muerte de Otón III
Sua obra mais ambiciosa, a “Historia
Criminal do Cristianismo”, projetada em
princípio a dez volumes, dos quais se
publicaram nove até o presente e não se
descarta que se amplie o projeto. Trata-
se da mais rigorosa e implacável
exposição jamais escrita contra as formas
empregadas pelos cristãos, ao largo dos
séculos, para a conquista e conservação
do poder.
Em 1971 Deschner foi convocado por
uma corte em Nuremberg acusado de
difamar a Igreja. Ganhou o processo com uma sólida argumentação, mas
aquela instituição reagiu rodeando suas obras com um muro de silêncio
que não se rompeu definitivamente até os anos oitenta, quando as obras
de Deschner começaram a ser publicadas fora da Alemanha (Polônia,
Suíça, Itália e Espanha, principalmente).

63


414 páginas

639 páginas
LA BIBLIA DESENTERRADA

Israel Finkelstein es un arqueólogo y
académico israelita, director del
instituto de arqueología de la
Universidad de Tel Aviv y co-
responsable de las excavaciones en
Mejido (25 estratos arqueológicos, 7000
años de historia) al norte de Israel. Se
le debe igualmente importantes
contribuciones a los recientes datos
arqueológicos sobre los primeros
israelitas en tierra de Palestina
(excavaciones de 1990) utilizando un
método que utiliza la estadística (
exploración de toda la superficie a gran
escala de la cual se extraen todas las
signos de vida, luego se data y se
cartografía por fecha) que permitió el
descubrimiento de la sedentarización de
los primeros israelitas sobre las altas
tierras de Cisjordania.


Es un libro que es necesario conocer.
EL PAPA DE HITLER: LA VERDADERA
HISTORIA DE PIO XII

¿Fue Pío XII indiferente al sufrimiento
del pueblo judío? ¿Tuvo alguna
responsabilidad en el ascenso del
nazismo? ¿Cómo explicar que firmara
un Concordato con Hitler?
Preguntas como éstas comenzaron a
formularse al finalizar la Segunda
Guerra Mundial, tiñendo con la
sospecha al Sumo Pontífice. A fin de
responder a estos interrogantes, y con
el deseo de limpiar la imagen de
Eugenio Pacelli, el historiador católico
John Cornwell decidió investigar a
fondo su figura.


El profesor Cornwell plantea unas
acusaciones acerca del papel de la
Iglesia en los acontecimientos más
terribles del siglo, incluso de la historia
humana, extremadamente difíciles de
refutar.



64


513 páginas

326 páginas 480 páginas

En esta obra se describe
a algunos de los hombres
que ocuparon el cargo de
papa. Entre los papas
hubo un gran número de
hombres casados,
algunos de los cuales
renunciaron a sus
esposas e hijos a cambio
del cargo papal. Muchos
eran hijos de sacerdotes,
obispos y papas. Algunos
eran bastardos, uno era
viudo, otro un ex esclavo,
varios eran asesinos,
otros incrédulos, algunos
eran ermitaños, algunos
herejes, sadistas y
sodomitas; muchos se
convirtieron en papas
comprando el papado
(simonía), y continuaron
durante sus días
vendiendo objetos
sagrados para forrarse
con el dinero, al menos
uno era adorador de
Satanás, algunos fueron
padres de hijos
ilegítimos, algunos eran
fornicarios y adúlteros en
gran escala...

Santos e pecadores:
história dos papas é um
livro que em nenhum
momento soa
pretensioso. O subtítulo é
explicado pelo autor no
prefácio, que afirma não
ter tido a intenção de
soar absoluto. Não é a
história dos papas, mas
sim, uma de suas
histórias. Vale dizer que o
livro originou-se de uma
série para a televisão,
mas em nenhum
momento soa incompleto
ou deixa lacunas.



Jesús de Nazaret, su
posible descendencia y el
papel de sus discípulos
están de plena
actualidad. Llega así la
publicación de El puzzle
de Jesús, que aporta un
punto de vista diferente y
polémico sobre su figura.
Earl Doherty, el autor, es
un estudioso que se ha
dedicado durante
décadas a investigar los
testimonios acerca de la
vida de Jesús,
profundizando hasta las
últimas consecuencias...
que a mucha gente le
gustaría no tener que
leer. Kevin Quinter es un
escritor de ficción
histórica al que proponen
escribir un bestseller
sobre la vida de Jesús de
Nazaret.

65


576 páginas

380 páginas

38 páginas

First published in 1976,
Paul Johnson's
exceptional study of
Christianity has been
loved and widely hailed
for its intensive research,
writing, and magnitude.
In a highly readable
companion to books on
faith and history, the
scholar and author
Johnson has illuminated
the Christian world and
its fascinating history in a
way that no other has.



La Biblia con fuentes
reveladas (2003) es un
libro del erudito bíblico
Richard Elliott Friedman
que se ocupa del proceso
por el cual los cinco libros
de la Torá (Pentateuco)
llegaron a ser escritos.
Friedman sigue las cuatro
fuentes del modelo de la
hipótesis documentaria
pero se diferencia
significativamente del
modelo S de Julius
Wellhausen en varios
aspectos.


An Atheist Classic! This
masterpiece, by the
brilliant atheist Marshall
Gauvin is full of direct
'counter-dictions',
historical evidence and
testimony that, not only
casts doubt, but shatters
the myth that there was,
indeed, a 'Jesus Christ',
as Christians assert.







66


391 páginas


PEDERASTIA EM LA IGLESIA CATÓLICA

En este libro, los abusos sexuales a
menores, cometidos por el clero o por
cualquier otro, son tratados como
"delitos", no como "pecados", ya que en
todos los ordenamientos jurídicos
democráticos del mundo se tipifican
como un delito penal las conductas
sexuales con menores a las que nos
vamos a referir. Y comete también un
delito todo aquel que, de forma
consciente y activa, encubre u ordena
encubrir esos comportamientos
deplorables.
Usar como objeto sexual a un menor, ya
sea mediante la violencia, el engaño, la
astucia o la seducción, supone, ante
todo y por encima de cualquier otra
opinión, un delito. Y si bien es cierto
que, además, el hecho puede verse
como un "pecado" -según el término
católico-, jamás puede ser lícito, ni
honesto, ni admisible abordarlo sólo
como un "pecado" al tiempo que se
ignora conscientemente su naturaleza
básica de delito, tal como hace la Iglesia
católica, tanto desde el ordenamiento
jurídico interno que le es propio, como
desde la praxis cotidiana de sus
prelados.


Robert Ambelain, aunque defensor de
la historicidad de un Jesús de carne y
hueso, amplia en estas líneas la
descripción que hace en anteriores
entregas de esta trilogía ( Jesús o El
Secreto Mortal de los Templarios y Los
Secretos del Gólgota) de un Jesús para
nada acorde con la descripción oficial
de la iglesia sino a uno rebelde: un
zelote con aspiraciones a monarca que
fue mitificado e inventado, tal y como
se conoce actualmente, por Paulo,
quién, según Ambelain, desconocía las
leyes judaicas y dicha religión, y quien
además usó todos los arquetipos de las
religiones que sí conocía y en las que
alguna vez creyó (las griegas, romanas
y persas) arropándose en los
conocimientos sobre judaísmo de
personas como Filón para crear a ese
personaje. Este extrajo de cada religión
aquello que atraería a las masas para
así poder centralizar su nueva religión
en sí mismo como cabeza visible de una
jerarquía eclesiástica totalmente nueva
que no hacía frente directo al imperio
pero si a quienes oprimían al pueblo
valiéndose de la posición que les había
concedido dicho imperio (el consejo
judío).

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