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Empreendedorismo

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Empreendedorismo

• Manuel de Campos Silvestre • Universidade de Aveiro
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MOTIVAÇÃO para o EMPREENDEDORISMO
• O empreendedorismo continua a ser um elemento importante do crescimento e desenvolvimento económico e da qualidade de vida da Humanidade • Cremos que o espírito (atitude) empreendedor deve ser considerado como uma obrigação social e, portanto, fazer parte da educação cívica de todos • Gostaríamos de tentar contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais empreendedora • Contribuir para tentar reduzir o número de experiências empresariais inconsequentes.
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EMPREENDEDORISMO e CRESCIMENTO ECONÓMICO
Condições gerais de enquadramento nacional
(Abertura, Governo, Gestão, Tecnologia, I&D, Infra-estruturas, Mercados Financeiros, Mercados de Trabalho, Instituições)

Contexto social, cultural e político

Principais empresas estabelecidas (Economia Primária)

Micro, Pequenas e Médias Empresas (Economia Secundária) Oportunidades empreendedoras
(Existência, Percepção)

Crescimento Económico Nacional Dinâmicas de Negócios
(Empresas e empregos nascimentos, expansão, mortes, contracções). (PNB, empregos)

Condições de enquadramento empreendedor
(Financeiras, Políticas Governamentais, Programas Governamentais, Educação e Formação, Transferência de Tecnologia e de I&D, Infra-estruturas Comercial e Legal; Abertura do Mercado Interno, Acesso a Infraestruturas físicas, Normas Culturais/ Sociais)

Capacidade empreendedora
(Competências, Motivação)

Fonte: Reynolds, Hay, Bygrave, Camp & Autio (2000). GEM - The Global Entrepreneurship Monitor.

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Principais indicadores das empresas não do sector primário, privadas, da Europa dos 15
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Nº de empresas (x1 000) 38 19 370 (%) 0,196 Emprego (x1 000) 38 680 113 230 (%) 34,16 Turnover (volume de negócios) (mil milhões de EUR) 3 600 3 400 3 700 10 700 8 200 18 900 (%) 19,1 18,0 19,6 56,6 43,4 Dimensão média por empresa Pessoas por empresa 2 20 90 4 1 010 6 Turnover por empresa (milhões de EUR) 0,2 3 23 0,5 215 1,0 Percentagem do Turnover em exportações (%) 6 13 16 11 22 16 Valor Acrescentado por pessoa (1 000 EUR) 30 50 95 45 90 6 Quota dos custos de trabalho no valor acrescentado (%) 40 53 43 45 38 42 Nota: Micro 0-9 Pequena 10-49 Média 50-249 Grande > 249 empregados Adaptado de The European Observatory for SMEs (6th Report, Executive Summary) (2000) 4 Micro 18 040 93,13 38 360 33,88 PMEs Pequenas Médias 1 130 160 5,83 0,83 21 320 14 870 18,83 13,13 Grandes Total 19 330 99,79 74 550 65,84 Total

EMPREENDEDORISMO - PRINCIPAIS FACTORES
C ontexto envolvente real e forças centrais do em preended orism o .
Riscos e in certezas Paradoxos e con tradições Excessos e escassez de recursos

IN IC IA D O R - FU N D A D O R
A titudes, M otivações, E m penh am en to. C om petên cias de gestão

+ E quipa
C aos, con fusão, turbulên cia n os m ercados, tecn ologia e recursos

-

O PO R TU N ID A D E
Reconh ecida, Indulgen te, D uradoira, C om pen sadora

A JU ST E versus FA LT AS

NOVO EM PR EEN D I M EN TO

R EC U R SO S N EC ESSÁ R IO S
M in im izar, Organizar, C ontrolar, N egociar. A ssim etrias n o conh ecim en to, con sciên cia e in form ação. C on texto do m ercado de capitais -- Im perfeições do m ercado -- vazios e assim etrias m ais alvos m óveis Fon te: M odificado a partir de T im m on s (1994)

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O PROCESSO EMPREENDEDOR
EMPREENDEDORISMO NÍVEIS: PESSOAL PESSOAL SOCIOLÓGICO PESSOAL Necessidade de Assumir riscos Relacionamentos Empreendedor realização, com êxito Empenhamento Modelos de papéis Líder Locus controlo interno Insatisfação emprego Equipas Gestor Tolerância ambiguidade Perda emprego Pais Empenhamento Assumir riscos Educação Família Visão Valores pessoais Idade Educação Género Experiência ORGANIZACIONAL Equipa Estratégia Estrutura Cultura Produtos

OPORT UNIDADE RECONHECIDA E INOVAÇÃO

OCORRÊNCIA DESENCADEADORA

IMPLEMENTAÇÃO

CRESCIMENTO

ENVOLVENTE Oportunidades Papéis modelo Criatividade

ENVOLVENTE Concorrência Recursos Incubadora Política governamental

ENVOLVENTE Concorrentes Consumidores Recursos Fornecedores Investidores Banqueiros Política governamental Advogados
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Fonte: Adaptado de Bygrave (1997)

TIPOS DE EMPREENDEDORES
• • • • • • • • • • SOLISTA
– – - Aquele que gosta de trabalhar sozinho - Indivíduos autónomos que possuem um parceiro estratégico. Que, por vezes, são unicamente um apoio para a área financeira. - Preferem trabalhar em pequenos grupos, participando em igualdade de posições na tomada de decisão. - Profissionais que tradicionalmente não são considerados empreendedores, como por exemplo, contabilistas, doutores, etc. Normalmente trabalham em pequenas empresas. - Inventores criativos que têm, ou não, a capacidade de transformar a criatividade em inovação. - O desenvolvimento tecnológico criou oportunidades para aqueles que possuem capacidades técnicas. - Gere as capacidades técnicas e de trabalho de outros. - Só gosta de novos desafios. Após o arranque, perde o interesse o que o leva a vender a empresa. - Identifica conceitos de sucesso que podem ser copiados por outros (p.e, Franchising). - Prefere comprar um negócio existente do que começar do zero. 7

PARCEIRO CHAVE AGRUPADOR
– –

PROFISSIONAL INVENTOR-PESQUISADOR
– – – – – –

HIGH – TECH DELEGADO INICIADOR MULTIPLICADOR DE CONCEITOS COMPRADOR

TIPOS DE EMPREENDEDORES
• • • • • • • • • • ESPECULADOR

(cont)

- Aproveita as oportunidades para comprar e mais tarde vender com lucro. Alguns desses negociadores são proprietários/gestores de empresas pequenas. - Compra pequenas empresas com problemas, com potencial de lucro. - Adquire bens a um preço baixo e, depois, através da manipulação da estrutura financeira, vende a um preço superior. - A pequena empresa é vista como um meio para atingir uma certa qualidade de vida. A prossecução desse objectivo é feita através de cash flows consistentes e não pelo crescimento da empresa, pois esta significa maior empenho e disponibilidade. - Vê a empresa como um trabalho de uma vida. Satisfação pessoal é conseguida através do acompanhamento da empresa nos vários estádios de crescimento. - Possui um conjunto de pequenas empresas. A aquisição pode ser feita através de recursos gerados através de recursos gerados por uma das empresas que já possui. - Possui recursos financeiros suficientes para adquirir outras pequenas empresas com potencial. - Possui uma empresa, na qual emprega vários membros da família. - Funda empresas com o objectivo de colocá-las na bolsa. - Aposta nas novas preferências e novos estilos de vida, por exemplo, maiores preocupações ambientais, para explorar novas oportunidades de negócios que lhe estão associadas.

ARTISTA
– – –

MANIPULADOR DE VALOR ESTILO DE VIDA COMPROMETIDO

CONGLOMERADOR

AGREGADOR DE CAPITAL
– – – –

MATRIARCA / PATRIARCA TORNAR PÚBLICO ALTERNATIVO

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MITOS SOBRE OS EMPREENDEDORES
• • • • • • • • Os empreendedores nascem, não são feitos
– Estes talentos empreendedores, por si, são como barro não moldado ou tela por pintar.

Qualquer pessoa pode começar um negócio
– Reconhecem a diferença entre uma ideia e uma oportunidade e pensam em grande.

Os empreendedores são jogadores
– Os empreendedores de sucesso são cuidadosos e assumem riscos calculados e partilhados.

Os empreendedores querem o show todo para si
– Os empreendedores de maior potencial constróem uma equipa, uma organização.

Os empreendedores são os seus próprios patrões
– Os empreendedores têm de servir muitos patrões, incluindo sócios, investidores, clientes, famílias, empregados, etc.

Os empreendedores trabalham mais que os gestores
– Alguns sim, outros não. Alguns relatam mesmo que trabalham menos.

Os empreendedores sofrem um grande stress.
– É “stressante” e exigente, mas há numerosos outros papéis altamente exigentes de alguns profissionais.

Os empreendedores devem ser novos e enérgicos.
– Pode ajudar, mas relevante é possuir o know-how, experiência e contactos que facilitam

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MITOS SOBRE OS EMPREENDEDORES (cont)
• Iniciar um negócio é arriscado e muitas vezes, insucesso.
– Os negócios falham, mas os empreendedores não. Os empreendedores talentosos e experientes perseguem oportunidade atractivas, são capazes de atrair as pessoas certas e os recursos correctos.

• •

O dinheiro é o ingrediente mais importante no arranque.
– O dinheiro está para o empreendedor como as tintas e os pincéis para o artista, mas isso não basta.

Os empreendedores são motivados apenas pelo dinheiro
– Os empreendedores são mais impulsionados pela construção das suas empresas e por realizar ganhos de capital a longo prazo, do que pela gratificação instantânea através de elevados salários e emproamentos.

• • • •

Os empreendedores procuram poder e controlo sobre os outros
– Os empreendedores de sucesso são mais dirigidos por questões de responsabilidade, realização (êxito) e resultados, do que poder para si próprio.

Se um empreendedor for talentoso, o sucesso ocorrerá num ano ou dois.
– Os limões apanham-se em dois anos e meio, mas as pérolas levam sete ou oito.

Um empreendedor com uma boa ideia pode conseguir o capital para o empreendimento
– Apenas 1 a 3 em 100 dos empreendimentos com boas ideias são iniciados.

Se um empreendedor tem o capital necessário para arrancar, ele não pode falhar.
– Demasiado dinheiro no início geralmente cria euforia e esbanjamento.
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ENSINO/APRENDIZAGEM dos EMPREENDEDORES 1/3
• • Assume-se que o espírito empreendedor se joga ao nível das atitudes Que as atitudes podem ser criadas e modificadas através da imersão dos sujeitos em programas organizados de formação Estes programas devem contemplar estratégias que favoreçam o desenvolvimento de atitudes positivas face ao empreendedorismo Ao mesmo tempo, devem proporcionar instrumentos expeditos de procura, desenvolvimento e avaliação de oportunidades Deve, ainda, facilitar o desenvolvimento das competências “técnicas”, necessárias para a concepção, organização e implementação de iniciativas empreendedoras.
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ENSINO/APRENDIZAGEM dos EMPREENDEDORES 2/3
No que respeita ao desenvolvimento dos processos formativos em empreendedorismo, acreditamos que:
• A acumulação de experiências iniciais será um caminho possível e pertinente para a generalidade dos actores empenhados Em especial, através de exercícios de implementação e reflexão de pequenas organizações “académicas” empreendedoras Na experiência pessoal (casos vivos) como oposta à próxima, mas alheia; papéis activos nas situações de aprendizagem (aprendizagem experiencial) Estes exercícios interagindo com alguma formação em sala poderão contribuir para desenvolver a auto-eficácia empreendedora percebida pelos actores.
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ENSINO/APRENDIZAGEM dos EMPREENDEDORES 3/3
As áreas estratégicas de formação de um verdadeiro programa de
educação em empreendedorismo deve conter os ingredientes necessários para assegurar, com sucesso:

• identificação ou reconhecimento e desenvolvimento de uma oportunidade no mercado e geração de uma ideia de negócio (serviço ou bem) para satisfazer essa oportunidade; • organização e afectação de recursos em face do risco, para
perseguir a oportunidade; e

• criação de uma organização de negócios operante para
implementar a ideia de negócio motivada pela oportunidade (Kourilsky, 1995).

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OBJECTIVOS do PROGRAMA
- compreender os “custos e benefícios” ligados às experiências dos empreendedores e individuais; - construir capacidades de auto-reflexão sobre o potencial do próprio empreendedor; - compreender a natureza e características do processo de formação de uma nova empresa; - saber aplicar um modelo para analisar a viabilidade económica de uma ideia e oportunidade de mercado, com vista a criar uma nova organização; - adquirir as competências necessárias para planificar uma tentativa empresarial com sucesso; - realizar um plano de criação de micro-empresas “académicas” e levá-lo à prática durante o desenvolvimento do programa de formação.
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1 – DESENVOLVER A REDE ESTRATÉGICA
Figura 1.4.3.2 - Modelo de desenvolvimento da rede

Rede social Rede focada no negócio Rede estratégica

Fase empreendedora Processo de identificação da oportunidade

Fase de arranque do negócio Processo de formação do negócio Continuação do negócio Ligar a empresa a outras organizações

Fonte: Desenvolvido a partir de Butler & Hansen (1991).
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Modelo sequencial de reconhecimento da oportunidade empreendedora
• • • • • • • • • • • • • Empreendedor - Background - Experiência - Educação - Rede social Ideia de Negócio Oportunidade empreendedora Criação possível de organização

Envolvente - Indústria - Condições económicas - Contexto social - Problemas de regulamentação Fonte: adaptado de Singh et al (1999)
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2 - OPORTUNIDADES - CRIAR e DESENVOLVER
Figura 1.3.3.4 – Modelo e unidades para a teoria de identificação e desenvolvimento da oportunidade.
Traços de personalidade: Criatividade Optimismo (auto-eficácia) Processo básico (core process) Negócios Subsequentes

Redes sociais: Ligações fracas “Action set” Associados Círculo próximo

Vigilância empreendedora reforçada

Percepção Descoberta Criação

Desenvolvimento

Conhecimento prévio: Domínio 1 (interesse especial) Domínio 2 (conhecimento do emprego): Conhecimento dos mercados Conhecimento problemas dos consumidores Conhecimento dos modos de os servir Fonte : Ardichvili et al. (2003)

Avaliação Aborto Formação de negócio

Tipo de oportunidade

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3 - O EMPREENDEDOR – CARACTERIZAÇÃO
• • • • • O empreendedor é uma pessoa; não é uma equipa É o agente (líder) da nova iniciativa, podendo ou não ser o proprietário Está vigilante na procura e avaliação de oportunidades É inovador, criativo Cria uma organização ou iniciativa para explorar essa oportunidade, tendo em vista o crescimento É o principal responsável pela assunção de riscos pessoais e outros, calculados e moderados Vive pró-activamente, exibe um elevado locus de controlo interno, tolera a ambiguidade e manifesta uma grande necessidade de realização com êxito (achievement).

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SUCESSO e COMPETÊNCIA
• SUCESSO (PESSOAL)
– na – nos – no ACTIVIDADE PROFISSIONAL RENDIMENTOS NÍVEL (VIVÊNCIA) SOCIAL

• COMPETÊNCIA (PESSOAL)
(característica subentendida que resulta no desempenho eficaz da tarefa)

– CONHECIMENTOS BÁSICOS RELEVANTES – MESTRIAS (SKILL) RELEVANTES
(prática comprovada com desempenho eficiente)

SABER SABER FAZER

– ATITUDES e COMPORTAMENTOS RELEVANTES SABER SER / ESTAR
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ATITUDES, COMPORTAMENTOS e CARACTERÍSTICAS DOS EMPREENDEDORES

• INDESEJÁVEIS
– – – – – – – – Invulnerabilidade (arriscam-se muito) Ser o “melhor” (macho) (lutas irracionais para vencer) Ser autoritário (Não me diga o que fazer.!) Impulsividade (fazer algo já!) Controlado pelo exterior (se corre bem, é por sorte) Perfeccionista (consome tempo e dinheiro, além do necessário) “Sabem tudo” (não reconhecem o que não sabem) Contra-dependência (tão independentes, que fazem pouco)
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ATITUDES, COMPORTAMENTOS e CARACTERÍSTICAS DOS EMPREENDEDORES

DESEJÁVEIS • ADQUIRÍVEIS
– – – – – – Envolvimento e determinação Liderança Obsessão pela oportunidade Tolerância ao risco, à ambiguidade e à incerteza Criatividade, auto-confiança, habilidade para se adaptar Motivação para se exceder
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ATITUDES, COMPORTAMENTOS e CARACTERÍSTICAS DOS EMPREENDEDORES

DESEJÁVEIS • “NÃO” ADQUIRÍVEIS
– – – – – Energia, saúde, estabilidade emocional Criatividade e inovacidade Inteligência Capacidade para inspirar Valores pessoais e éticos
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CONSELHOS “PSICOLÓGICOS” AOS CRIADORES DE EMPRESAS
• • • • • • • • • • • Criar uma empresa satisfaça as vossas motivações! Criar uma empresa que permita explorar as vossas qualidades, sem ser prejudicada pelos vossos defeitos. Reorientar os vossos projectos em função do vosso temperamento! Fixar os vossos objectivos de carreira em relação a vós próprios e não em relação aos outros! Aceitar começar em pequena dimensão. Para aprender com menor risco. Devagar se vai ao longe! Aprender com os vossos erros, em casa dos outros. Dói menos! Prever sempre o pior para o curto prazo, para estar preparado; mas ser optimista a longo prazo, para motivar! Reflectir diariamente, confrontando objectivos e resultados, para desenvolver e alimentar a vossa vivacidade intelectual. Aprender a imaginar-se do outro lado. Tentar ser empáticos. Tentar preservar a família (partilhando os vossos problemas, mas também os vossos sonhos)! Reflectir longamente antes de vos associardes.
• – Não há alternativa? - É mesmo imprescindível?
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EVOLUÇÃO das COMPETÊNCIAS
• Do SABER – Clarificar conceitos (empreendedorismo, empreendedores, gestores, ideia, oportunidades) Para o SABER-FAZER – Aprender técnicas administrativas, financeiras e de marketing e outras em empresariado – Ter uma primeira experiência (simulada) de empresalidade Para o SABER-SER – Desenvolver atitudes mais positivas sobre o empreendedorismo.

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APRENDIZAGEM dos EMPREENDEDORES
A auto-eficácia empreendedora é um constructo que mede a crença que uma pessoa tem nas suas capacidades para enfrentar as várias exigências do empreendimento: - reconhecimento e desenvolvimento de oportunidades, - de inovação e desenvolvimento de produto, - a competência de gestão do risco e da incerteza, - procura e alocação de recursos críticos, - gestão interpessoal e de redes de relacionamentos, - desenvolvimento e manutenção de um ambiente empreendedor

Como se desenvolve a auto-eficácia empreendedora?
• Os indivíduos acumulam gradualmente a sua auto-eficácia através das suas prévias experiências cognitivas, sociais e físicas .
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- COMO SE DESENCADEIA O COMPORTAMENTO EMPREENDEDOR?
• A acção empreendedora é um comportamento planeado!
F ig u r a 1 .2 .3 .5 - M o d e lo d o c o m p o r t a m e n to p la n e a d o

Inf lu ênc ia s

R e s u lt a d o s s a lie n t e s p e r c e b id o s P ro b a b ilid a d e d o s r e s u lt a d o s

A t r a c t iv id a d e ( a t it u d e ) p e r c e b id a p e lo co m p o rtam e nto

C renç as n o r m a t iv a s exó genas M o t iv o s p ara actu ar

N o r m a s s o c ia is s u b je c t iv a s p e r c e b id a s q u e g o verna m essa acção . C o n t ro lo p e s s o a l co m p o rtam e nta l ( a u t o - e fic á c ia ) p e r c e b id o

In ten çã o p ara o co m p o rta m e nto do in d iv íd u o p erante esse o b je c t o /a c ç ã o

A cção /c o m p o r ta m e n to a lv o

E ve nto d ese ncad e ad o r
F o n te : E la b o r a d o p e lo a u tor a p a r tir d e A jz en & M a d d en (1 9 8 6 ) e K r u e g er & C a r sr u d ( 1 9 9 3 )

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Iniciação de desempenho empreendedor
Intensidade do evento desencadeador
x [ Motivação x Competência x Auto-eficácia empreendedora ] x

Contexto incubador

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DEFICIÊNCIAS DE GESTÃO:
• • • • • • • • • Não saber identificar o mercado alvo nem os consumidores alvo. Não conseguir delinear uma área para negociar (trading). Não saber e/ou não conseguir delegar. Acreditar que a publicidade é cara, não um investimento. Ter apenas conhecimentos rudimentares da estratégia de definir os preços (pricing). Entendimento imaturo dos canais de distribuição. Não planeiar. Não saber motivar. Acreditar que o problema é falta de outrem e que um empréstimo resolveria tudo.

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PROBLEMAS MAIS VEZES CITADOS PELOS PEQUENOS EMPRESÁRIOS – – – – – – – – – – – taxas de juro tesouraria e pagamentos baixa facturação falta de empregados especializados sobrecarregados de taxas instalações, alugueres e taxas inflação regulamentos oficiais e papelada acesso às finanças competição das grandes empresas elevadas taxas de retribuição
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INCERTEZA NAS PME - FACTOR CHAVE DA SUA ENVOLVENTE
• FACTORES QUE DETERMINAM O NÃO CONTROLO DA ENVOLVENTE
• FALTA DE RECURSOS

INCAPACIDADE PARA CONTROLAR OS PREÇOS
(FALTA DE PODER SOBRE O MERCADO)

• DEPENDÊNCIA DE POUCOS CLIENTES

• PORTANTO • MAIS INCERTEZA DO QUE NAS GRANDES
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- COMO PODEM AS PME LIDAR COM ENVOLVENTE INCERTA E EM MUTAÇÃO?

• ADAPTANDO-SE:
– desenvolvendo o mercado
• procura contínua de novas oportunidades de mercado • alargamento da base de clientes do negócio

– – – –

processos de produção processos de emprego e trabalho tipo de propriedade localização
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BLOCOS DO EMPREENDEDORISMO DE SUCESSO
• MESTRIAS TÉCNICAS
– Conhecer o produto / serviço – Perceber o mercado / indústria – Saber organizar as operações

COMPETÊNCIAS DE GESTÃO
– – – – Relações e recursos humanos Negociação Marketing Finanças

ATRIBUTOS PESSOAIS
– – – – Líder de equipa Inovativo / criativo Determinado / incansável Focado no exterior / cliente
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UMA SEQUÊNCIA DE ABORDAGEM
• Passo 1 - CONHECER-SE A SI PRÓPRIO
• Requisitos pessoais e qualidades para o sucesso

Passo 2 - IDENTIFICAR A SUA ÁREA DE OPORTUNIDADE
• Área de oportunidade é uma área geral de oportunidades que tenha não só o potencial para satisfazer as suas exigências, que use os seus pontos fortes, mas que tenha espaço para novas soluções para problemas na envolvente externa ou novas maneiras de satisfazer as necessidades do mercado. É o foco para concentrar o pensamento criativo.

Passo 3 - INVESTIGAR A SUA OPORTUNIDADE
• Já seleccionou a oportunidade e identificou um grupo alvo de consumidores. A seguir deve refinar a oportunidade, sabendo mais sobre os consumidores alvo, sobre a concorrência a enfrentar e as características da envolvente onde opera o mercado. O objectivo global da pesquisa é proporcionar-lhe mais informação para avaliar a exequibilidade (viabilidade) da sua oportunidade para vir a ser uma empresa viável. Isto pode ser estruturado à volta de duas questões:
– – - Que oportunidades e ameaças existem hoje, no local do mercado, e no futuro, para a minha ideia? - Quanto me comprará o consumidor nos primeiros três anos de negócio?

Passo 4 - SUMÁRIO DO ESTUDO DE EXEQUIBILIDADE • DEFINIR O PROPÓSITO DO NEGÓCIO OU DA EMPRESA
– – Escreva numa ou duas frases, simples, precisas e não vagas, cobrindo as principais características, a natureza do seu negócio ou empresa. As estratégias de sucesso nos pequenos negócios assentam em três factores cruciais: » GESTÃO Objectivos Forças Fraquezas » MERCADO (ajustar as necessidades dos consumidores às forças da empresa) » DINHEIRO (previsão financeira para um contínuo assegurar de suficientes recursos)

• TESTAR A EXEQUIBILIDADE

• CALCULAR O RISCO
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