Educação Laica.

A priori, se o Estado é laico, este tem por dever oferecer uma educação leiga. A religião exige submissão, e nem o Estado nem a educação, irrefutavelmente, podem ser limitados por dogmas religiosos e um provável etnocentrismo. Não importa qual prática pedagógica religiosa se a aplicada, verifica!se no contexto "istórico que quase sempre fora uma educação mantenedora, querendo ostentar as próprias ideologias, sendo elas, ustas ou não. No #rasil e como em tantos outros pa$ses contempor%neos, prevalece o laicismo estatal, dessa forma, obrigatoriamente a educação tem que ser laica, pois não pode "aver favorecimento de qualquer que se a a religião. &e fato, não seria promissora uma educação religiosa, até "o e, os métodos empregados sempre tiveram alguma forma de limitação, de exclusão social, e principalmente, de atraso e aversão 's novas idéias, como percebe!se na trágica ação religiosa contra (alileu (alilei. Além do mais, não "ouve na "istória nen"uma educação religiosa que procurasse a universalidade dos saberes, mas sim a imposição de verdades reveladas, a busca constante por evangeli)ação, tratando a educação como uma guerra a ser vencida pela persuasão. * progresso na educação religiosa é a adestração, não a libertação, é o monopólio de praticantes e da própria ideologia que é supostamente a correta que deve ser seguida por todos, assim+ mantenedora, submissa, etnocentrista é a educação religiosa. ,ontofinali)ando, se a educação tivesse algo a relacionar com a religião seria o poder, a educação tem o poder de transformar, e a religião busca obter e sustentar poder. &e fato, não combinam, se fosse pela educação religiosa, com certe)a a -dade .édia ainda estaria em vigor, sem avanços tecnológicos, cient$ficos, racionais, ou se a, sem progresso.
Smadson Lima

uma ideologia de matri0 claramente 1umanista que. os ciganos. ao povo todo. então. os católicos. a toda a gente. um princípio. entidade população.. autoritaria e totalitariamente. identit&rio e comunitarista. 3 dentro de uma dada sociedade. termo que gera frequentemente problemas. e%pressão que designava o povo em sentido lato. . para designar. etc. e deu origem . sem e%cepção alguma. os fumadores. ! termo 'et1nos( servia. nacionalismos. os gregos. por uma e%tensão moderna do conceito. entendido na sua individualidade plural. 3 que. r&cica. etc. implicando a relev2ncia de um qualquer atributo partil1ado. tão abrangente ou tão universal quanto possível. mas passando pelo latim. confundido com a actual e%pressão laico. quaisquer agrupamentos sociais identit&rios 3 grupos de pertença. ao valori0ar as dimens es mais universais do ser 1umano. /a mesma e%pressão grega 'laos($'lai+os( derivou igualmente. etnicidade que releva muito especialmente as diferenças e as identidades de grupo. linguística. palavra portuguesa etnia )adj* étnico. ten1a ele a matri0 étnica. ! laicismo teve seu auge no fim do século "#" e no início do século "". os atenienses. assim como a neutralidade do Estado em matéria religiosa. estética. . Esta corrente surge a partir dos abusos que foram cometidos pela intromissão de correntes religiosas na política das naç es. Não deve ser confundida com o ateísmo de Estado. acidental ou deliberadamente. . ! termo 'laos( referia-se. pois. portanto. se não possa imp4r. os europeus e. que tanto pode servir para designar um adepto ou um militante do laicismo como para adjectivar essa sua postura ou uma sua acção. Laicidade designa os diferentes modos concretos de esse princípio ser levado . por definição etimológica e 1istórica dos termos 3. Laicismo e Laicidade são palavras$conceitos que derivam da e%pressão grega cl&ssica 'laos( )adj* 'lai+os(. Laicismo designa. por e%emplo* os benfiquistas. os alentejanos. mel1or. tem um sentido contr&rio ao etnicismo ou. os espartanos. a construção de uma sociedade em que um qualquer grupo social de aspiração dominante. ! laicismo e a laicidade almejam. que 1oje serve para designar conjuntos 1umanos social e culturamente marcados por uma qualquer identidade comum e marcante. os lisboetas... valori0am as diferenças e os particularismos por que se podem afirmar os diferentes grupos 1umanos. aos etnicismos 3 regionalismos. !s mesmos gregos do período cl&ssico utili0avam também a palavra 'et1nos( )adj* 'et1ni+os(. acima de tudo. pr&tica e op e-se . comunidades confessionais. a palavra portuguesa leigo com o significado de não-clérigo.. que tiver )1istórica. etc. portanto 3 ou seja. com semel1ante significado de povo mas entendido em sentido estrito. económica. ao ser. religiosa.. por e%emplo. etc. por e%emplo* os portugueses. etc..Quais as características da educação laica? Laicismo é uma doutrina filosófica que defende e promove a separação do Estado das igrejas e comunidades religiosas.

aos demais elementos que a integram5 uma sociedade onde se constitua um espaço p6blico que seja efectivamente pertença de todos os indivíduos que nela convivem... de uma sociedade de todos neste nosso mundo actual em r&pida mutação.. ! sentido muito alargado que os conceitos de laicismo e laicidade 1oje det8m fa0 deles instrumentos conceptuais muito poderosos no desen1o das sociedades modernas 9:. ou seja. a da liberali0ação das drogas leves. etc. todos eles isentos de constrangimentos autorit&rios de tipo identit&rio5 uma sociedade livre. os militantes da laicidade. recon1ecendo-l1es e assegurando-l1es. a da interdição de fumar tabaco em espaço p6blico. /esse modo. indo muito além das quest es que mais tradicionalmente interessavam aos laicistas 3 e que são as decorrentes das pr&ticas religiosas clericais e totalit&rias 3. Laico significa a separação do /ivino do não /ivino. tem um papel fundamental na garantia de que esse espaço p6blico permanece neutro. em moldes e%clusivos e permanentes. quer os que a ela entretanto se arrimaram. dele se possa apropriar. O que é laico? Laico significa >Leigo? em latim)Laicu. etc.. estética. contudo e em toda a sua e%tensão. enquanto entidade política que assume e gere o contrato social estabelecido pelos indivíduos que a constituem. julga seus 1abitantes apenas pela lei e . isso abria >brec1as? para julgamentos parciais. dei%am-se interpelar e motivar por tem&ticas tão diferentes como sejam a da diferença de estatuto social entre 1omens e mul1eres. a da interdição da pr&tica de mutilaç es se%uais rituais identit&rias em crianças )e%cisão e circuncisão. a da liberdade da praticar a eutan&sia ou a #<= )interrupção volunt&ria da gravide0. e que se mantém disponível para o uso de todos os elementos que a integram. 1omosse%uais. sem e%cepção. efectivamente relevam no processo de construção de uma qualquer sociedade laica. que nen1um grupo social. o Estado... Numa tal sociedade. portanto. os laicistas. aberta e inclusiva. equidistante das diversas opç es social e culturalmente possíveis e. ten1a ele a matri0 étnica que tiver )1istórica.. r&cica.. Bpós o #luminismo.. económica. e em grego significa aquele que não é >crente ou religioso? )la@+os. o direito de livre e autonomamente se organi0arem e afirmarem associativamente pelas diferentes afinidades identit&rias que entre si entendam fa0er relevar social e culturalmente. designadamente. o Estado laico tem que se assumir neutro. apenas pela suposta >palavra? de /eus. 7ara cumprir esse objectivo. em que um réu era condenado sem nen1uma prova contra ele. a da inclusão social de diferentes grupos minorit&rios )comunidades imigrantes. isento de marcas identit&rias particulares. Na #dade Aédia. designadamente. linguística. assegurando.. etc.autocraticamente. Btualmente. num mundo em r&pida processo de globali0ação. o Drasil é um estado Laico. quer os que nela nasceram. enquanto tal. que baseam suas decis es de acordo com a Ca0ão. ou seja. abrindo espaço para os Estados Laicos.5 tem&ticas essas que. foram perdendo a força. etc.. etc. ou seja. os Estados Celigiosos. era comum os julgamentos serem baseados no que /eus supostamente falava. incompetente em todas a matérias que relevam da crença e$ou da convicção 3 sempre individual e particular 3 dos indivíduos que comp em a sociedade que o estabelece e legitima. que era ouvida >apenas? por sacerdotes. sem e%cepção. religiosa. actuais e futuras.

ui*+o Fe)e$al !9"" F F F U%i-e$(ali. Cesumindo. a arte e o saber$ &.gratuidade do ensino p-blico em estabelecimentos oficiais$ /. e torna o Estado neutro em assuntos religiosos. 2º A educação. E%emplos de países não laicos.a*+o 10 2alo$i. na forma desta 2ei e da legislação dos sistemas de ensino$ 3. Art.vinculação entre a educação escolar.gestão democrática do ensino p-blico. dever da família e do Estado.garantia de padrão de qualidade$ !4.é$io e )o '$o5e((o$ 30 6e(.pela ra0ão. ensinar.igualdade de condiç"es para o acesso e perman#ncia na escola$ %. CONSTITUIÇÃO FEDER L !9"" #$i%c&'io( )a E)uca*+o %a Co%(. o pensamento.coexist#ncia de instituiç"es p-blicas e privadas de ensino$ .ica )o e%(i%o '89lico .respeito * liberdade e apreço * toler+ncia$ . Em 7aís laico é aquele que não sofre influ8ncia de entidades religiosas. o trabalho e as práticas sociais. em que e%iste uma grande interfer8ncia de entidades religiosas dentro dos governos.pluralismo de id'ias e de concepç"es pedag(gicas$ ). LDBEN 9394/96 TÍTULO II DOS PRINCÍPIOS E FINS DA EDUCAÇÃO NACIONAL Art.. são os países muçulmanos. tentando assim alcançar o m&%imo de justiça. tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando.valori0ação da experi#ncia extra5escolar$ !!.+o )e3oc$7.a*+o )o 3a4i(. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios !. como o #rã dentre outros. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.valori0ação do profissional da educação escolar$ 1.a*+o Equi)a)e /uali)a)e !0 De(ce%. inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana.liberdade de aprender..i. pesquisar e divulgar a cultura.$ali.

justa e solid&ria5 ## . Qo B Cep6blica Mederativa do Drasil rege-se nas suas relaç es internacionais pelos seguintes princípios* (!!! . cor.garantir o desenvolvimento nacional5 ### .a dignidade da pessoa 1umana )sic. independentes e 1arm4nicos entre si.a cidadania5 ### . :o B Cep6blica Mederativa do Drasil. Brt. raça.a soberania5 ## .o pluralismo político. Kodo o poder emana do povo. que o e%erce por meio de representantes eleitos ou diretamente. nos termos desta Honstituição. Brt.promover o bem de todos. o Legislativo. No Jão 7oderes da Enião. formada pela união indissol6vel dos Estados e Aunicípios e do /istrito Mederal.Constituição da República Federativa do Brasil (Somente os Artigos referentes à Educação ABCGEE# /E BABCEL! ! GEE BHIE# AB#J B/EGEB/! KLKEL! # /!J 7C#NHL7#!J MEN/BAENKB#J Brt.5 #< . idade e quaisquer outras formas de discriminação.erradicar a pobre0a e a marginali0ação e redu0ir as desigualdades sociais e regionais5 #< . constitui-se em Estado /emocr&tico de /ireito e tem como fundamentos* # . Po Honstituem objetivos fundamentais da Cep6blica Mederativa do Drasil* # . Brt.construir uma sociedade livre. 7ar&grafo 6nico. sem preconceitos de origem.os valores sociais do trabal1o e da livre iniciativa5 < . se%o. o E%ecutivo e o Oudici&rio.

independentemente de censura ou licença5 " . salvo em caso de flagrante delito ou desastre. nos termos seguintes* # . a vida privada. propriedade.ninguém ser& obrigado a fa0er ou dei%ar de fa0er alguma coisa senão em virtude de lei5 ### . ou para prestar socorro. artística. vida. assegurado o direito a indeni0ação pelo dano material ou moral decorrente de sua violação5 "# . Ro Kodos são iguais perante a lei. salvo se as invocar para e%imir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa. ou. imagem5 <# . nos termos desta Honstituição5 ## . KLKEL! ## /!J /#CE#K!J E =BCBNK#BJ MEN/BAENKB#J HB7LKEL! # /!J /#CE#K!J E /E<ECEJ #N/#<#/EB#J E H!LEK#<!J Brt. sem distinção de qualquer nature0a. na forma da lei. . social e cultural dos povos da Bmérica Latina.ninguém ser& privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. por determinação judicial5 . liberdade. sendo assegurado o livre e%ercício dos cultos religiosos e garantida. política.ninguém ser& submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante5 #< .1omens e mul1eres são iguais em direitos e obrigaç es. a 1onra e a imagem das pessoas. durante o dia. científica e de comunicação. . igualdade.é assegurado o direito de resposta. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias5 (!!! <### . garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no 7aís a inviolabilidade do direito . além da indeni0ação por dano material. visando . moral ou . fi%ada em lei5 #" .é livre a manifestação do pensamento. segurança e . sendo vedado o anonimato5 < .é inviol&vel a liberdade de consci8ncia e de crença. ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador.a casa é asilo inviol&vel do indivíduo.é livre a e%pressão da atividade intelectual. formação de uma comunidade latino-americana de naç es. . proporcional ao agravo.7ar&grafo 6nico.são inviol&veis a intimidade. B Cep6blica Mederativa do Drasil buscar& a integração econ4mica.

bem como proteção . ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível . . sob pena de responsabilidade.(!!! "### . informação e resguardado o sigilo da fonte. ou de interesse coletivo ou geral. transmissível aos 1erdeiros pelo tempo que a lei fi%ar5 ""<### . oficio ou profissão.a lei assegurar& aos autores de inventos industriais privilégio tempor&rio para sua utili0ação. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. nos termos da lei* a. quando necess&rio ao e%ercício profissional5 (!!! ""<## . segurança da sociedade e do Estado5 (!!! "L## . nos termos da lei* (!!! L"# .é assegurado a todos o acesso . sujeito . o direito de fiscali0ação do aproveitamento econ4mico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores. que serão prestadas no pra0o da lei. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. atendidas as qualificaç es profissionais que a lei estabelecer5 "#< .aos autores pertence o direito e%clusivo de utili0ação.s participaç es individuais em obras coletivas e .s respectivas representaç es sindicais e associativas5 ""#" . inclusive nas atividades desportivas5 b. definidos em lei5 (!!! . publicação ou reprodução de suas obras.é livre o e%ercício de qualquer trabal1o.são assegurados. propriedade das marcas.ninguém ser& preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judici&ria competente.todos t8m direito a receber dos órgãos p6blicos informaç es de seu interesse particular. reprodução da imagem e vo0 1umanas.a pr&tica do racismo constitui crime inafianç&vel e imprescritível. aos intérpretes e . a proteção . tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econ4mico do 7aís* (!!! """### .s criaç es industriais. pena de reclusão.

educação e . W compet8ncia comum da Enião. PX.assist8ncia gratuita aos fil1os e dependentes desde o nascimento até seis anos de idade em crec1es e pré-escolas5 (!!! KLKEL! ### /B !C=BN#TBUV! /! EJKB/! (!!! HB7LKEL! ## /B EN#V! Brt. cultura.proporcionar os meios de acesso . dos Estados. do /istrito Mederal e dos Aunicípios* (!!! < . NP. (!!! HB7LKEL! <# /!J AEN#HL7#!J Brt. ci8ncia. . So Jão direitos dos trabal1adores urbanos e rurais. além de outros que visem . Hompete aos Aunicípios* (!!! .HB7LKEL! ## /!J /#CE#K!J J!H#B#J (!!! Brt. mel1oria de sua condição social* (!!! ""< .

<# . )Bcrescentado pela Emenda Honstitucional n. :RX.instituir impostos sobre* (!!! c. programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental5 (!!! HB7LKEL! <# /B #NKEC<ENUV! Brt. Jem prejuí0o de outras garantias asseguradas ao contribuinte. das entidades sindicais dos trabal1adores. Enião. renda ou serviços dos partidos políticos. B Enião não intervir& nos Estados nem no /istrito Mederal. ao /istrito Mederal e aos Aunicípios* (!!! <# . patrim4nio. das instituiç es de . compreendida a proveniente de transfer8ncias. PQ.manter. com a cooperação técnica e financeira da Enião e do Estado. KLKEL! <# /B KC#DEKBUV! E /! !CUBAENK! HB7LKEL! # /! J#JKEAB KC#DEK[C#! NBH#!NBL (!!! Jeção ## /BJ L#A#KBU\EJ /! 7!/EC /E KC#DEKBC Brt. aos Estados. :Q$YZ. inclusive suas fundaç es. e%ceto para* (!!! < 3 aplicação do mínimo e%igido da receita resultante de impostos estaduais. é vedado . na manutenção e desenvolvimento do ensino.

/B HELKECB E /! /EJ7!CK! Jeção # /B E/EHBUV! Brt. compreendem somente o patrim4nio. seu preparo para o e%ercício da cidadania e sua qualificação para o trabal1o.garantia de padrão de qualidade. Brt. direito de todos e dever do Estado e da família.valori0ação dos profissionais do ensino.pluralismo de idéias e de concepç es pedagógicas. com piso salarial profissional e ingresso e%clusivamente por concurso p6blico de provas e títulos.liberdade de aprender. B educação. NXR. KLKEL! <### /B !C/EA J!H#BL (!!! HB7LKEL! ### /B E/EHBUV!. a renda e os serviços. NXZ. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa.gratuidade do ensino p6blico em estabelecimentos oficiais5 < . alíneas b e c. pesquisar e divulgar o pensamento. relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas. ! ensino ser& ministrado com base nos seguintes princípios* # . ser& promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. . atendidos os requisitos da lei5 (!!! ] Qo Bs vedaç es e%pressas no inciso <#. sem fins lucrativos.educação e de assist8ncia social. e coe%ist8ncia de instituiç es p6blicas e privadas de ensino5 #< .gestão democr&tica do ensino p6blico. na forma da lei5 <## . planos de carreira para o magistério p6blico. a arte e o saber5 ### . assegurado regime jurídico 6nico para todas as instituiç es mantidas pela Enião5 <# .igualdade de condiç es para o acesso e perman8ncia na escola5 ## . na forma da lei. garantido. ensinar.

)Bcrescentado pela Emenda Honstitucional n. ! ensino é livre . pesquisa e e%tensão.s universidades admitir professores. inclusive.atendimento em crec1e e pré-escola . através de programas suplementares de material did&tico-escolar. ou sua oferta irregular.s instituiç es de pesquisa científica e tecnológica. adequado . atendidas as seguintes condiç es* . Brt. ## .Brt. técnicos e cientistas estrangeiros. sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria5 )Blterado pela Emenda Honstitucional n. ] :o W facultado . NXY.ensino fundamental. segundo a capacidade de cada um5 <# . ::$YZ. :Q$YZ. ! dever do Estado com a educação ser& efetivado mediante a garantia de* # . pela freq_8ncia . ] No ! disposto neste artigo aplica-se . iniciativa privada. e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino. escola. preferencialmente na rede regular de ensino5 #< . junto aos pais ou respons&veis. Bs universidades go0am de autonomia díd&tico-científica. na forma da lei. ] :o ! acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito p6blico subjetivo.atendimento ao educando. ### . ] No ! não-oferecimento do ensino obrigatório pelo 7oder 76blico. fa0er-l1es a c1amada e 0elar. ] Po Hompete ao 7oder 76blico recensear os educandos no ensino fundamental. da pesquisa e da criação artística. obrigatório e gratuito. transporte. ::$YZ. NX^.oferta de ensino noturno regular. NXS. )Bcrescentado pela Emenda Honstitucional n.acesso aos níveis mais elevados do ensino.s crianças de 0ero a seis anos de idade5 < . administrativa e de gestão financeira e patrimonial. :Q$YZ. Brt. importa responsabilidade da autoridade competente.progressiva universali0ação do ensino médio gratuito5 )Blterado pela Emenda Honstitucional n. sa6de.s condiç es do educando5 <## .atendimento educacional especiali0ado aos portadores de defici8ncia. alimentação e assist8ncia . no ensino fundamental. assegurada.

# . de modo a assegurar a universali0ação do ensino obrigatório. Brt. ] Po !s Estados e o /istrito Mederal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio. N::. nacionais e regionais.s comunidades indígenas também a utili0ação de suas línguas maternas e processos próprios de aprendi0agem. :Q$YZ. anualmente. ] No ! ensino fundamental regular ser& ministrado em língua portuguesa. no mínimo. em matéria educacional. assegurada . N:N. ] :o B parcela da arrecadação de impostos transferida pela Enião aos Estados. :Q$YZ. para efeito do c&lculo previsto neste artigo. função redistributiva e supletiva. ] No !s Aunicípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil. ao /istrito Mederal e aos Aunicípios. estadual e municipal e os recursos . ] No 7ara efeito do cumprimento do disposto no caput deste artigo. na manutenção e desenvolvimento do ensino. B Enião aplicar&. )Blterado pela Emenda Honstitucional n. mediante assist8ncia técnica e financeira aos Estados. financiar& as instituiç es de ensino p6blicas federais e e%ercer&.autori0ação e avaliação de qualidade pelo 7oder 76blico. :Q$YZ. o /istrito Mederal e os Aunicípios organi0arão em regime de colaboração seus sistemas de ensino. ] Qo Na organi0ação de seus sistemas de ensino. )Bcrescentado pela Emenda Honstitucional n. Jerão fi%ados conte6dos mínimos para o ensino fundamental. constituir& disciplina dos 1or&rios normais das escolas p6blicas de ensino fundamental.cumprimento das normas gerais da educação nacional5 ## . ao /istrito Mederal e aos Aunicípios. nunca menos de de0oito. os Estados e os Aunicípios definirão formas de colaboração. da receita resultante de impostos. ] :o B Enião organi0ar& o sistema federal de ensino e o dos Kerritórios. o /istrito Mederal e os Aunicípios vinte e cinco por cento. ] :o ! ensino religioso. de maneira a assegurar formação b&sica comum e respeito aos valores culturais e artísticos. ou pelos Estados aos respectivos Aunicípios. os Estados. não é considerada. Brt. Brt. e os Estados. B Enião. de matrícula facultativa. compreendida a proveniente de transfer8ncias. N:X. receita do governo que a transferir. )Blterado pela Emenda Honstitucional n. serão considerados os sistemas de ensino federal. :Q$YZ. )Bcrescentado pela Emenda Honstitucional n. de forma a garantir equali0ação de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino.

formação para o trabal1o5 < .mel1oria da qualidade do ensino5 #< . para os que demonstrarem insufici8ncia de recursos. !s recursos p6blicos serão destinados .* # . :Q$YZ. científica e tecnológica do 7aís. N:P. recol1ida pelas empresas.aplicados na forma do art. B lei estabelecer& o plano nacional de educação. ] Ro ! ensino fundamental p6blico ten1a como fonte adicional de financiamento a contribuição social do sal&rio-educação. ] Qo !s programas suplementares de alimentação e assist8ncia . ] No Bs atividades universit&rias de pesquisa e e%tensão poderão receber apoio financeiro do 7oder 76blico. Brt. ou ao 7oder 76blico. (!!! .assegurem a destinação de seu patrim4nio a outra escola comunit&ria. que* # . sa6de previstos no art. na forma da lei.erradicação do analfabetismo5 ## .comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus e%cedentes financeiros em educação5 ## . <##.promoção 1umanística. ficando o 7oder 76blico obrigado a investir prioritariamente na e%pansão de sua rede na localidade. filantrópica ou confessional. quando 1ouver falta de vagas e cursos regulares da rede p6blica na localidade da resid8ncia do educando. ] :o !s recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio. no caso de encerramento de suas atividades. integração das aç es do 7oder 76blico que condu0am . )Blterado pela Emenda Honstitucional n. NX^.s escolas p6blicas. definidas em lei. confessionais ou filantrópicas. serão financiados com recursos provenientes de contribuiç es sociais e outros recursos orçament&rios. N:P. ] Po B distribuição dos recursos p6blicos assegurar& prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório. Brt. N:Q. na forma da lei. de duração plurianual. articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e . nos termos do plano nacional de educação. podendo ser dirigidos a escolas comunit&rias. visando .universali0ação do atendimento escolar5 ### .

criação de tecnologia adequada ao 7aís. bem de uso comum do povo e essencial . coletividade o dever de defend8-lo e preserv&-lo para as presentes e futuras geraç es. nos termos de lei federal. sadia qualidade de vida. participação nos gan1os econ4micos resultantes da produtividade de seu trabal1o. incumbe ao 7oder 76blico* (!!! . ] Po ! Estado apoiar& a formação de recursos 1umanos nas &reas de ci8ncia. Brt. ! Estado promover& e incentivar& o desenvolvimento científico. desvinculada do sal&rio. impondo-se ao 7oder 76blico e . pesquisa científica e tecnológica. tendo em vista o bem p6blico e o progresso das ci8ncias. ] :o B pesquisa científica b&sica receber& tratamento priorit&rio do Estado. ] :o 7ara assegurar a efetividade deste direito. formação e aperfeiçoamento de seus recursos 1umanos e que pratiquem sistemas de remuneração que assegurem ao empregado. e conceder& aos que delas se ocupem meios e condiç es especiais de trabal1o. o bem-estar da população e a autonomia tecnológica do 7aís. N:^. ] No B pesquisa tecnológica voltar-se-& preponderantemente para a solução dos problemas brasileiros e para o desenvolvimento do sistema produtivo nacional e regional. pesquisa e tecnologia. NNR. ! mercado interno integra o patrim4nio nacional e ser& incentivado de modo a viabili0ar o desenvolvimento cultural e sócioecon4mico. ] Qo B lei apoiar& e estimular& as empresas que invistam em pesquisa. ] Ro W facultado aos Estados e ao /istrito Mederal vincular parcela de sua receita orçament&ria a entidades p6blicas de fomento ao ensino e .HB7LKEL! #< /B H#`NH#B E KEHN!L!=#B Brt. (!!! HB7LKEL! <# /! AE#! BAD#ENKE Brt. N:Y. Kodos t8m direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. a pesquisa e a capacitação tecnológicas.

o direito . ] :o ! ensino da Iistória do Drasil levar& em conta as contribuiç es das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro. ] No ! Holégio 7edro ##. . discriminação. (!!! HB7LKEL! <## /B MBALL#B. profissionali0ação. vida. com absoluta prioridade. . locali0ado na cidade do Cio de Oaneiro. escola5 (!!! KLKEL! #" /BJ /#J7!J#U\EJ H!NJK#KEH#!NB#J =ECB#J (!!! Brt. conviv8ncia familiar e comunit&ria. /B HC#BNUB. criança e ao adolescente.<# . NQN. #<. . cultura. ! princípio do art. além de coloc&-los a salvo de toda forma de neglig8ncia. .garantia de acesso do trabal1ador adolescente . . dignidade. viol8ncia. /! B/!LEJHENKE E /! #/!J! (!!! Brt.s instituiç es educacionais oficiais criadas por lei estadual ou municipal e e%istentes na data da promulgação desta Honstituição. educação. não se aplica . da sociedade e do Estado assegurar . que não sejam total ou preponderantemente mantidas com recursos p6blicos. NNS. NXZ. liberdade e . e%ploração. . sa6de.promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscienti0ação p6blica para a preservação do meio ambiente. . . (!!! ] Po ! direito a proteção especial abranger& os seguintes aspectos* (!!! ### . ser& mantido na órbita federal. crueldade e opressão. ao respeito. ao la0er. alimentação. W dever da família.

<A=>A E 9O A9O2E6:E=7E 5 LEI Nº 8. por ação ou omissão. Art. O direito * liberdade compreende os seguintes aspectos < 5 ir. as exig#ncias do bem comum. em condiç"es de liberdade e de dignidade. !. crueldade e opressão. ao respeito e * dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como su@eitos de direitos civis. da sociedade em geral e do poder p-blico assegurar. Art.. * liberdade e * conviv#ncia familiar e comunitária. com absoluta prioridade. humanos e sociais garantidos na :onstituição e nas leis. * educação. ao la0er.? =a interpretação desta 2ei levar5se5ão em conta os fins sociais a que ela se dirige. Art.? =enhuma criança ou adolescente será ob@eto de qualquer forma de neglig#ncia. por lei ou por outros meios. os direitos e deveres individuais e coletivos. Barágrafo -nico. ao . A criança e o adolescente t#m direito * liberdade. * dignidade. Art. punido na forma da lei qualquer atentado. ressalvadas as restriç"es legais$ << 5 opinião e expressão$ <<< 5 crença e culto religioso$ . ao respeito.069. . discriminação. aos seus direitos fundamentais. todas as oportunidades e facilidades. . Art. &? A criança e o adolescente go0am de todos os direitos fundamentais inerentes * pessoa humana. * profissionali0ação. :apítulo << 9o 9ireito * 2iberdade.. * sa-de. sem pre@uí0o da proteção integral de que trata esta 2ei. da comunidade. assegurando5se5lhes. * alimentação. e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento. vir e estar nos logradouros p-blicos e espaços comunitários. viol#ncia. DE 13 DE JUL O DE 1990. a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico. !. espiritual e social. ao esporte.espeito e * 9ignidade Art.(!!! E67A787O 9A :. moral. exploração. A garantia de prioridade compreende aC prima0ia de receber proteção e socorro em quaisquer circunst+ncias$ bC preced#ncia de atendimento nos serviços p-blicos ou de relev+ncia p-blica$ cC prefer#ncia na formulação e na execução das políticas sociais p-blicas$ dC destinação privilegiada de recursos p-blicos nas áreas relacionadas com a proteção * inf+ncia e * @uventude. * cultura. mental. )? A dever da família. a efetivação dos direitos referentes * vida.

da identidade. psíquica e moral da criança e do adolescente. dos espaços e ob@etos pessoais. dos valores. violento. id'ias e crenças. A dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente. da autonomia. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física.<D 5 brincar. Art. !1. vexat(rio ou constrangedor . !/. praticar esportes e divertir5se$ D 5 participar da vida familiar e comunitária. abrangendo a preservação da imagem. auxílio e orientação. Art. sem discriminação$ D< 5 participar da vida política. na forma da lei$ D<< 5 buscar ref-gio. pondo5os a salvo de qualquer tratamento desumano. aterrori0ante.

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