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27/02/2011 Poluição provocada pelo petróleo

Poluição provocada pelo


petróleo

Aluna: Geruza de Oliveira Ceita

Data: 22/12/00

Matéria : Poluição ambiental

Professora : Josanídia

O petróleo é um produto da natureza de grande importância para a nossa vida de todos os


dias. A palavra quer dizer "óleo de pedra". Este começou a ser usado há mais de 3000
anos, por povos antigos que utilizavam uma massa espessa que aparecia à superfície da
Terra, para a construção dos seus palácios e até para reparar os seus barcos. No Egito, era
usado para preparar múmias, para curar doenças de pele e mais tarde para iluminação. Foi
tirado pela primeira vez do fundo de um poço em 1859, em Titusville, uma cidade dos
Estados Unidos da América, pelo Coronel Drake. Mas foi mesmo quando apareceram os
primeiros automóveis que o petróleo começou a ser uma fonte muito importante.

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Há milhões de anos, os restos de animais e plantas foram se depositando uns sobre os
outros, formando camadas, e sofreram ao longo do tempo a ação de uns animais
minúsculos, as bactérias. Através da pressão e do calor produzidos ao longo de milhões de
anos que se formou o petróleo bruto e o gás natural.

O petróleo é um importante recurso natural. Em suas formas refinadas é usado para


produção de energia e para a manufatura de materiais sintéticos como plásticos, enquanto
seus resíduos asfálticos são usados para queima, construção e estradas. A produção de
energia é sem dúvida a maior utilização de petróleo, responsável por 39% da energia
produzida.

Porque a maioria do petróleo é extraído em locais distantes do seu consumo é normal que
este seja transportado em grandes quantidades. Os mais importantes métodos de transporte
de petróleo ocorrem por reservatórios oceânicos e por oleodutos sobre a terra.

Estes métodos de transporte podem poluir o ambiente através de acidentais derramamentos


de petróleo por operações de descarga (por exemplo a limpeza de tanques de estocagem).
Ocorreram alguns derramamentos grandiosos de petróleo envolvendo grandes quantidades
de petróleo bruto de super reservatórios sem capacidades e plataformas fora da costa. Em
adição, as grandes facilidades que são usadas para o refinamento do petróleo causam
crônicas contaminações e poluição pela descarga de hidrocarbonetos e por frequentes
pequenos derramamentos.

O petróleo é um composto natural complexo que ocorre devido à mistura de compostos


inorgânicos. É produzido pela biomassa depositada ao longo de períodos geológicos que
sofreram complexas reações em condições de alta pressão e temperatura em profundidade.
Os compostos gasosos podem ocorrer em forma gasosa, que é frequentemente chamada
gás natural, forma líquida chamada óleo bruto e como um sólido ou semi – sólido asfalto.
Estes materiais são quimicamente complexos e podem ser compostos por centenas de
espécies moleculares. As moléculas alcançam em tamanho e complexidade o metano, um
hidrocarboneto com peso molecular de somente 16 g/ mol a substâncias sólidas tendo
pesos moleculares de até 20.000 g/mol.

Hidrocarbonetos são quantitativamente os mais importantes constituintes do petróleo,


podendo ser classificados em três grupos cada um desses com variadas sub classes:

1. Hidrocarbonetos alifáticos que são compostos de cadeia aberta. A molécula é dita


saturada, exs. etileno, etano e acetileno. Alifáticos saturados são conhecidos como
parafinas e alcanos e são quimicamente mais estáveis do que os insaturados. Não
estão presentes em óleo bruto, mas podem ser produzidos secundariamente durante
processos de refinamento ou fotoquímicos após o derramamento de óleo bruto e
exposição de influências ambientais.

2. Hidrocarbonetos aliciclicos têm somente alguns ou todos os átomos de carbono


arranjados em uma estrutura em anel e podem ser saturados ou insaturados.

3. Hidrocarbonetos aromáticos contêm ao menos um anel de seis carbonos na sua

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estrutura molecular, ex. benzeno.

Óleos brutos de diferentes regiões variam grandemente na sua composição de


hidrocarbonetos. Na média , os três mais importantes grupos de hidrocarbonetos em
petróleo são as moléculas de parafina, alcançando de 1 a mais de 78 carbonos , saturados e
insaturados cinco ou seis carbonos aliciclicos ou naftalenos e uma grande variedade de
aromáticos. Outros elementos incluem enxofre, nitrogênio, oxigênio, vanádio e niquel.

Durante o refinamento do petróleo bruto várias frações de hidrocarboneto são separados


por destilação fracionada em temperaturas específicas. Alguns desses produtos são gás
natural, gasolina, querosene, óleos lubrificantes, combustível para navios, entre outros. Em
adição processos secundários podem converter frações mais pesadas em produtos mais
leves e úteis. Este processo secundário pode aumentar o rendimento da gasolina a mais de
50% da quantidade original de petróleo bruto.

POLUIÇÃO PROVOCADA PELO PETRÓLEO

A poluição do petróleo pode ser causada por qualquer derramamento de petróleo bruto ou
de seus produtos refinados. Os maiores e mais danosos eventos poluidores usualmente
envolvem derramamentos de petróleo ou pesados combustíveis de tanques sem capacidade
ou plataformas furadas no mar, de navios ou embarcações ou explosões de poços ou de
oleodutos danificados na terra.

Um derramamento em terra pode ocorrer de muitas formas, mas os maiores eventos


envolvem geralmente ruptura de um oleoduto ou explosão de poços. As causas de ruptura
de oleodutos são diversas, elas incluem equipamento de bombeamento danificado,
terremotos, sabotagens, derramamento de petróleo deliberado como ocorrido na Guerra do
Golfo, entre outras. A quantidade de petróleo total de óleo derramado de oleodutos não é
ainda quantificada em muitas partes do mundo. Por causa do grande disseminado uso de
sensores e mecanismos de interrupção de seções de oleodutos , eventos individuais são
muito menores que os que ocorrem individualmente, derramados pelos super tanques
oceânicos ou por explosões de plataformas fora da costa. Porque a dispersão do óleo
derramado na terra é mais restrita na terra do que na água , derramamentos terrrestres
usualmente afetam áreas localizadas ( ao menos que o óleo derramado alcance um curso de
água).

Em comparação às inserções antropogênicas de petróleo nos oceanos, a produçaõ natural


de hidrocarbonetos não petrolífero por plâncton marinho têm sido estimado em 26 milhões
de toneladas por ano ou quase de quatro a oito vezes mais do que às inserções de
hidrocarbonetos do petróleo. Estes hidrocarbonetos biogênicos são um importante
componente de retorno de concentração de hidrocarbonetos no ambiente marinho, mas são
bem dispersos e não devem ser considerados como um importante fonte de poluição
marinha. As inserções restantes são antropogênicas , exceto para uma não conhecida fração
de depósitos de hidrocarbonetos atmosféricos que devem ser originados de emissões de
vegetação terrestre e de outras fontes naturais. As contaminações antropogênicas advem de
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refinarias e de outros efluentes costais importantes em causas locais , causando poluição
crônica nas cidades costeiras em volta do mundo. As descargas de reservatórios , navios,
da exploração fora da costa e das plataformas de produção são essencialmente episódicos e
ocorrem como derramamentos e descargas de vários tamanhos.

É impossível prever a localização e magnitude de qualquer derramamento acidental de


petróleo. Como esperado derramamentos de tanques são mais frequentes em áreas
costeiras do que em áreas do mar mais viajadas. Alguns exemplos de derramamentos
desastrosos: Torrey Canion em 1967 no sul da Inglaterra com quase 117 mil toneladas
derramadas , Arrow em 1970 em Nova Scotia 11 mil toneladas derramadas , Metula no
Estreito de Magalhães em 1973 cinquenta e três mil toneladas, Argo Merchant em 1976 em
Massachusets 26 mil toneladas, Amoco Cadiz em 1978 no Canal inglês 230 mil toneladas,
Exxon Valdez no Sul do Alaska 35 mil toneladas e o derramamento Braer em 1993 nas
ilhas Schettland na Escócia 84 mil toneladas e finalmente o acidente ocorrido em 2000 no
Brasil especificamente no estado do Rio de janeiro, onde foram derramados 1,2 milhão de
litros de óleo de um dos 14 dutos que ligam a refinaria Duque de Caxias, na baixada
Fluminense ,ao terminal da Ilha Dágua , na Ilha do Governador.

Acidentes massivos tem também ocorrido de plataformas distantes da costa. A explosão de


Santa Bárbara em 1969 no Sul da Califórnia é um desses acontecimentos.

O petróleo tem também sido derramado devido a estratégias de Guerra por deliberadas
ações de ataques de tanques de guerra. Como ocorrido na segunda Guerra Mundial e na
guerra Irã Iraque de 1981-1987, em 1983 o Iraque atacou 5 reservatórios e três poços de
produção causando um derramamento massivo no Golfo Pérsico . O maior acidente
marinho ocorreu durante a Guerra do golfo de 1991, quando o Iraque forçou o
derramamento de 0,8 milhões de toneladas de petróleo bruto de muitos tanques.

É importante enfatizar que o tamanho do derramamento não necessariamente nos mostra


sobre o seu potencial de causar danos. Um pequeno acidente pode causar sérios danos a
um ambiente de grande sensibilidade. Além disso o tipo de produto do petróleo pode afetar
a gravidade do dano ecológico. As mais importantes considerações devem ser feitas ao grau
de toxicidade e a persistência ambiental dos materiais derramados.

Descargas operacionais de lavagens de tanques de óleo também são uma fonte frequente
de derramamentos marinhos, embora a importância desta fonte tenha decrescido. Esta
fonte de poluição esta associada com a prática de enchimento de tanques com água do mar
após a entrega da carga de petróleo ou de um produto refinado e a descarga do óleo no mar
quando o navio viaja para pegar sua próxima carga.

PARTIÇÃO DO ÓLEO DERRAMADO:

Após o derramamento do petróleo este se divide dentro do ambiente em diferentes


caminhos.
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1. Difusão- é o processo pelo qual o óleo derramado se move fisicamente e se dilui
acima da superfície da água. A superfície lisa pode então ser transportada pela água
corrente ou ser movida pelo vento em uma proporção de quase 3 a 4% da velocidade
do vento. O grau de difusão é diretamente influenciado pela viscosidade do óleo
derramado e por condições ambientais como a força do vento, turbulência e a
presença de gelo na superfície da água.

2. Evaporação- é inicialmente importante em reduzir o volume de derramamento que


permanece no ambiente aquoso e terrestre. Evaporação é mais importante na
dissipação de frações de hidrocarbonetos relativamente leves e voláteis e é acentuada
por altas temperaturas ambientais e velocidade do vento, e no ambiente marinho por
mares violentos que movem o óleo derramado para a atmosfera pela formação de um
fino aerosol na crista da onda. No mar , já que as frações de petróleo de baixo peso
molecular são evaporados preferencialmente, a relativa concentração de moléculas
mais pesadas cresce grandemente no volume residual derramado. Por exemplo, após
um derramamento de um óleo no Alasca, houve uma perda de 15-20%de massa por
evaporação. Isto causou uma relativa concentração de frações moleculares pesadas,
não destiladas, de uma massa inicial de 34% a mais de 50%.

3. Solubilização- é o processo pelo qual frações de óleo dissolvem-se na coluna de água.


Isto causa contaminação da água na vizinhança da área derramada. Em geral, frações
mais leves são mais solúveis em água do que as mais pesadas e aromáticos são mais
pesados que os alcanos.

4. Material residual- é a fração que permanece após a maioria da evaporação e


solubilização das frações leves ter ocorrido. Este resíduo forma uma emulsão um
pouco estável e gelatinosa conhecida como mousse .Como este é lavado para a terra ,
pode se combinar com partículas de sedimento para formar óleos como piche e areia,
que serão soterradas na praia ou serão lavados de volta para o mar. No mar a
degradação das emulsões por oxidação biológica e fotooxidação de componentes
leves cria blocos de um resíduo asfáltico, denso semi sólido. Estes são importantes
nas poluições crônicas das praias e alguns ambientes pelágicos. A principal fonte
destes resíduos é a lavagem de tanques.

EFEITOS BIOLÒGICOS DOS HIDROCARBONETOS:

O petróleo e as toxicidades dos hidrocarbonetos são bem conhecidos e bem estudados


fenômenos, com uma grande quantidade de dados de bioensaios de laboratório e de
campo. Revisões compreensivas de dados específicos de toxicidade para uma grande
variedade de organismos são úteis em várias fontes. Muitos bioensaios tem sido feitos para
avaliar a provável toxicidade de espécies de hidrocarbonetos. Uma importante observação
foi feita nestes estudos de que a toxicidade de hidrocarbonetos particulares é fortemente
relatada à sua estrutura química e sua hidrofobicidade. Para explicar a de um outro jeito, os
hidrocarbonetos que são mais solúveis em água são menos tóxicos.

O mecanismo biofísico do efeito de hidrofobicidade é que a proporção de transporte de


hidrocarbonetos nos organismos depende da sua solubilidade em fase lipídica das
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membranas celulares. A solubilidade lipídica é o maior fator de controle para a proporção e
grau de bioconcentração de hidrocarbonetos específicos do ambiente aquático. Em casos
de exposição aguda, a solubilidade de lipídios influencia o grau de rompimento da
membrana que é causado ( perda da integridade da membrana plasmática é frequentemente
observado pelo efeito tóxico de uma aguda exposição de hidrocarbonetos).

Deve ser salientado que espécies de hidrocarbonetos insolúveis em água tem uma grande
toxicidade, maior que os relativamente leves e solúveis em água. A grande parte dos danos
ecológicos após um derramamento de petróleo é frequentemente atribuido as frações leves.
A razão para essa contradição é que os hidrocarbonetos mais leves tipicamente constituem
uma grande fração do volume derramado e desde que eles têm baixo peso molecular, eles
compreendem uma fração muito maior do número total de moles de hidrocarbonetos no
derramamento de petróleo que tem contato com organismos do que os hidrocarbonetos
mais pesados. A bioconcentração de hidrocarbonetos no ambiente aquático tem sido
determinada em muitas situações de exposição crônica e após eventos de derramamento.
Seguem alguns exemplos de concentração de hidrocarbonetos em organismos de ambientes
marinhos poluídos:

Plantas- a macroalga Enteromorpha clathrata, 429ppm, a dicotiledônea Zostera marinha,


17 ppm após um derramamento de óleo combustível.

Invertebrados- A lesma Littorina littorea, 27-604 ppm , a ostra Crassostrea virginica 38-
126 ppm após um derramamento de petróleo.

Pássaros – A gaivota Larus argentatus , 584ppm no tecido cerebral após um


derramamento de petróleo.

Obviamente os efeitos tóxicos de uma exposição a particulares concentrações de


hidrocarbonetos no ambiente são influenciados por muitas variáveis, tais como: a
quantidade de óleo , o tipo de óleo e a relativa toxicidade dos seus compostos de
hidrocarbonetos, a frequência do evento e o tempo de exposição , incluindo a persistência
de resíduos após em condições ambientais particulares. A condição do óleo , por exemplo
grossura da camada, natureza da emulsão, grau de tempo. Também dependem de variáveis
ambientais que afetam a exposição e toxicidade , como condições climáticas e temporais,
status de oxigênio e presença de outros poluentes. A toxicidade relacionada com
dispersantes químicos que podem ser usados para propostas de limpeza e a sensibilidade da
biota específica do ecossistema afetado aos efeitos tóxicos dos hidrocarbonetos.

EFEITOS ECOLÓGICOS DA POLUIÇÃO POR PETRÓLEO

Vários casos de derramamento de petróleo foram estudados para se analisar os reais danos
causados aos ambientes afetados por esses eventos, bem como de suas comunidades de
animais e plantas. Os casos marinhos estão relacionados com derramamentos provenientes
de super reservatórios destruídos e plataformas perfuradas.

O mais bem estudado caso de poluição por petróleo causado por naufrágio de um tanque é
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o incidente de Torrey Canion que ocorreu em 1967. Sem dúvida os pássaros foram as
maiores vítimas desse derramamento, que causou a morte de 30.000 pássaros. O programa
de reabilitação não teve sucesso. Pássaros que passam muito do seu tempo na superfície
do mar são especialmente sensíveis ao óleo, assim como espécies pelágicas tais como patos
e pinguins. Ocorreram também mortes de invertebrados.

Este maior efeito letal nos pássaros ocorre através da agressão às suas características. Isto
causa uma perda de características críticas de isolamento e flutuação, os animais morrem
de excessiva perda de calor levando a hipotermia.

Uma característica interessante desse evento é que a utilização de detergentes e


dispersantes para limpar os resíduos de óleo agravaram a situação de poluição devido `a
contribuição dada pela toxicidade destes produtos. Os locais onde foram usados esses
produtos levaram muito mais tempo para ter as suas comunidades reestabelecidas.

No verão de 1978 um outro reservatório partiu-se tendo esse incidente como o Amoco
Cadiz acidente. Com 223 mil toneladas de petróleo bruto sendo derramados pela falha do
navio que carregava o petróleo durante uma tempestade. O interessante deste evento foi
que a grande quantidade de hidrocarbonetos no sedimento contaminado de vários habitats
estimulou uma forte resposta numérica dos microorganismos . A comunidade microbiana
se mostrou capaz de utilizar hidrocarbonetos como um substrato metabólico. Houve um
menor efeito ecológico nesse evento e isso se deve a uma reduzida utilização de
dispersantes usados para a limpeza do óleo derramado. O maior dano ocorreu nas
comunidades do bivalve Abra alba e do anfípoda Amplelisca tenuicornis, com
mortalidade de 40% da massa de invertebrados.

No Sul do Alasca em 1989 ocorreu o incidente de derramamento Exxon Valdez. A


comunidade intertidal foi severamente afetada pelos efeitos do óleo e estes foram
exarcebados pela utilização de algumas práticas de limpeza, especialmente pelo uso de
lavagens pressurizadas de água quente. Devido a ação de ondas e dos microorganismos a
quantidade de óleo na superfície das rochas e praias foi se reduzindo com o passar dos
anos.

Um outro caso de derramamneto de petróleo de um reservatório perfurado concerne o do


naufrágio de Argo Merchant em 1976 ocorrido em Massachusetts, onde quase 26 mil
toneladas de óleo combustível foram derramadas no mar. Os danos causados foram
menores devido a rápida dispersão do óleo e de sua evaporação. Os pássaros não eram
abundantes nas vizinhanças do vazamento, portanto não foram muito afetados.

O maior acidente do mundo ocorreu em 1979 decorrente de uma plataforma semi


submersa , bem localizada a 80 km fora da costa leste do México. A proporção da descarga
foi tão grande quanto 6.4 m3/ dia e mais 9 meses de período de explosão, com 476 mil
toneladas de petróleo bruto derramado. Este derramamento massivo causou grandes
prejuízos ao turismo do Golfo do México e à indústria de pesca, por eliminar muitas
espécies de peixe em larga escala.

EFEITOS DO ÓLEO NOS MANGUES


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Os mangues ocorrem próximos a costa e podem ser impactados por óleo de refinarias ou
terminais ou por óleo de derramamentos distantes da costa. Por serem relativamente
acessíveis habitats naturais os mangues têm sido muito estudados com relação aos efeitos
da poluição. Estes experimentos tem mostrado que os danos às plantas foram muitos. Mas
desde que não houvesse dano aos tecidos meristemáticos das plantas elas sofreram uma
refoliação progressiva durante o período de crescimento. Alguns plantas nativas e
predominantes mostraram uma grande tolerância ao óleo. Estas respostas podem se dar
devido aos efeitos indiretos dos nutrientes associados com a vigorosa atividade dos
micróbios que frequentemente ocorrem no solo com óleo, um efeito microclimático
relacionado com os solos escuros e quentes e uma ação como a hormonal de alguns
hidrocarbonetos. Chegou-se a conclusão de que o melhor tratamento é manter a vegetação
com os hidrocarbonetos e não lavá-la, pois o tratamento aumentará o dano. Parece que
algumas espécies do mangue são sensíveis ao óleo, mas o ecossistema é elástico. As
comunidades de plantas responderam ao stress decorrente da poluição experimental com
uma transformação na composição das espécies, mas não necessariamente com decréscimo
em produtividade ou biomassa.

EFEITOS DA POUIÇÃO CRÔNICA CAUSADA PELO PETRÓLEO

O ambiente próximo às refinarias de petrólleo ou terminais de reservatório pode estar


sujeito a poluição crônica pelo petróleo de frequentes derramamentos e de contínuas
descargas de processos de efluentes contaminados. A crônica poluição por petróleo no
ambiente costeiro está também associada com as cidades, onde hidrocarbonetos são
frequentemente associados com descargas de tempestades ou esgotos sanitários.
Exposições crônicas a diversos tipos de hidrocarbonetos e outros poluentes ocorrem em
muitas situações onde efluentes de fontes industriais e municipais são descarregados em
águas naturais. Em alguns casos doenças cancerosas e não cancerosas de peixes e mariscos
tem sido observados em habitats cronicamente contaminados.

DERRAMAMENTOS NATURAIS DE ÓLEO

Associada com as infiltrações de materiais está uma vigorosa comunidade de bactérias que
está adaptada com a oxidação de hidrocarbonetos do petróleo. De fato algumas plantas
crescem vigorosas quando em contato com o microclima quente da superfície escura.

DERRAMAMENTOS DE PETRÒLEO NA TERRA

Derramamentos experimentais levaram a morte da folhagem da vegetação e de alguns


tecidos da madeira. A sobrevivência de tecidos meristemáticos foi um importante
mecanismo de progressiva regeneração das plantas. Após o inicial período de mortalidade
ocorreu um recobrimento lento de muitas espécies. Parece que micróbios degradadores de
hidrocarbonetos estão presentes em grande número no solo podendo exibir respostas
numéricas e funcionais à disponibilidade de substratos de hidrocarbonetos após
derramamentos. A velocidade de degradação do petróleo por estes micróbios depende da
quantidade de oxigênio e nutrientes para estes organismos.
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Os efeitos potenciais do derramamentpo de óleo de oleodutos em terra parece ser
relativamente moderada. Danos são causados à vegetação , mas a extensão espacial será
relativamente restrita. Exceto em casos de grandes derramamentos a área da terra que deve
ser afetada é pequena devido a grande capacidade da terra de absorção e a formação de
blocos pelo óleo derramado que dessa forma não vai se distribuir enormemente. Esta é
uma grande diferença entre os ambientes aquáticos e terrestres já que no último ocorre
danos em áreas bem extensas. Muitas plantas do Ártico tem a habilidade de sobreviver à
exposição do óleo e invadir habitats danificados por óleo. Além disso, em ambientes frios a
microflora é capaz de oxidar hidrocarbonetos derramados. Com a evaporação que ocorre
após o derramamento esta atividade microbiana vai progressivamente remover o óleo
derramado do ambiente. Este processo pode levar muitas décadas por causa da elevada
temperatura.

Em contraste com a situação terrestre as potenciais consequências ambientais de


derramamentos de petróleo resultantes de exploração fora da costa e da atividade de
produção no Ártico são muito mais problemáticas e potencialmente catastróficas. As razões
principais para essa conclusão são:

1. Por causa das condições físicas e climáticas operando no Artico há muito risco de
derramamentos de petróleo causados por falhas de equipamentos ou erro humano.

2. Uma explosão de uma perfuradora ou plataforma de produção no oceano Ártico o


óleo pode potencialmente permanecer não contido por muitos anos por causa da
cobertura de gelo.

3. A limpeza do óleo derramado será muito dificultada no rigoroso ambiente marinho do


ártico.

4. O óleo não será evaporado e diluído facilmente e a biodegradação será muito lenta.
Como resultado a quantidade não será reduzida e tampouco os seus efeitos tóxicos.

5. Mortalidade dos mamíferos e pássaros que se reunem neste local.

6. A reduçaõ de algumas poucas espécies do Ártico irão causar um grande dano a cadeia
alimentar.

7. A recuperação do ecossistema devastado será muito lento, o que acarretará em um


acentuamento dos efeitos tóxicos.

RESPOSTAS DA COMUNIDADE MICROBIANA AOS POLUENTES DO PETRÒLEO

A heterogênea microbiota dos solos menos contaminados inclui populações naturais de


degradadores de hidrocarbonetos. Esta herança caracteriza um potencial grande de
assimilação de hidrocarbonetos pelo solo. A adição de petróleo ao solo enriquece aquele
setor que possui a comunidade adaptada a utilizar aquele substrato. Por outro lado a
infiltração do petróleo pode impedir a aeração e reduzir a comunidade de microorganismos
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aeróbios.

EFEITOS DE POLUENTES DE PETRÓLEO NAS PLANTAS E ANIMAIS

A contaminação de ecosistemas terrestres afeta não somente a microbiota do solo, mas


também a macrocomunidade residente. Os efeitos deletérios do óleo são maios acentuados
na flora apesar de ocorrerem danos na comunidade animal. Ocorre também falta de
investigações dos efeitos na flora.

Em plantas: Os danos são mais acentuados, ocorrem nas partes mais sensíveis das plantas,
como as raízes. Os efeitos são menores nas partes de madeira de árvores e arbustos.
Efeitos indiretos incluem a falta de oxigênio no solo e consequente redução de
microorganismos. Os microorganismos que degradam petróleo competem com as plantas
por nutrientes minerais. Derramamentos de baixa escala podem algumas vezes atuar
privilegiando o crescimento de algumas plantas, isso se deve pela ação como hormônio de
componentes do petróleo. Os efeitos dependem do tipo de vegetação presente na área
afetada.

Em animais: Por causa do alto teor de conteúdo lipídico e taxas metabólicas os animais do
solo são provavelmente mais sensíveis do que as raízes das plantas. O óleo exerce um
grande efeito sobre a respiração dos animais. Um efeito indireto sobre os animais é a
exaustão de oxigênio no ar do solo por causa da degradação microbiana. Mais estudos
deverão ser feitos para se esclarecer os danos causados às populações animais afetadas por
derramamentos de petróleo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FREEDMAN, B. Enviromental Ecology. The ecological effects of polution


disturbance and other stresses. Segunda edição.

BOSSERT, I. & BARTHA, R. Petroleum microbiology.

Sites de busca na Internet utilizando a palavra chave - petróleo.

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