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Fiscalização da CGU em Pirapora do Bom Jesus - SP

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Relatório da CGU em Pirapora do Bom Jesus, que aponta desvio de verba do governo federal vindo para a cidade e não investido pelo ex-prefeito Raul Bueno
Relatório da CGU em Pirapora do Bom Jesus, que aponta desvio de verba do governo federal vindo para a cidade e não investido pelo ex-prefeito Raul Bueno

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PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO SECRETARIA FEDERAL DE CONTROLE INTERNO

RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO 00931

MUNICIPIO DE PIRAPORA DO BOM JESUS - SP

22º Sorteio do Projeto de Fiscalização a Partir de Sorteios Públicos Sorteio de Unidades Municipais

19/Julho/2006 RELATÓRIO DE FISCALIZAÇÃO 00931 MUNICIPIO DE PIRAPORA DO BOM JESUS - SP

Trata o presente Relatório dos resultados dos exames realizados sobre as 025 Ações de Governo executados na base municipal de PIRAPORA DO BOM JESUS - SP em decorrência do 22º Evento do Projeto de Fiscalização a partir de Sorteios Públicos. 2. Os trabalhos foram realizados no período de 26Jul2006 a 23Nov2006, e tiveram como objetivo analisar a aplicação dos recursos federais no Município sob a responsabilidade de órgãos federais, estaduais, municipais ou entidades legalmente habilitadas. 3. As Ações Governamentais que foram objeto das ações de fiscalização estão apresentadas a seguir, por Ministério Supervisor, discriminando, a quantidade de fiscalizações realizadas e os recursos aproximados aplicados: 26000 MINISTERIO DA EDUCACAO PROGRAMA: BRASIL ALFABETIZADO E EDUCACAO DE JOVENS E ADULTOS AÇÃO: APOIO A AMPLIACAO DA OFERTA DE VAGAS DO ENSINO FUNDAMEN
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 1 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

22º Sorteio de Unidades Municipais – Pirapora do Bom Jesus - SP

TAL A JOVENS E ADULTOS - NACIONAL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 16.332,96 PROGRAMA: BRASIL ESCOLARIZADO AÇÃO: APOIO A ALIMENTACAO ESCOLAR NA EDUCACAO BASICA - NO EST ADO DE SAO PAULO QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 190.599,20 AÇÃO: CENSO ESCOLAR DA EDUCACAO BASICA - NACIONAL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: Não se aplica PROGRAMA: DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL AÇÃO: DINHEIRO DIRETO NA ESCOLA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL - N A REGIAO SUDESTE QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 19.878,90 AÇÃO: APOIO AO TRANSPORTE ESCOLAR NO ENSINO FUNDAMENTAL - NAC IONAL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 12.111,41

32000 MINISTERIO DE MINAS E ENERGIA PROGRAMA: MINERACAO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL AÇÃO: FISCALIZACAO DA ATIVIDADE MINERARIA - NACIONAL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: Não se aplica

33000 MINISTERIO DA PREVIDENCIA SOCIAL PROGRAMA: ARRECADACAO DE RECEITAS PREVIDENCIARIAS AÇÃO: AUDITORIA FISCAL DAS CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS - NA CIONAL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 683.609,16 PROGRAMA: PREVIDENCIA SOCIAL BASICA AÇÃO: PAGAMENTO DE APOSENTADORIAS - AREA URBANA QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: Não se aplica

36000 MINISTERIO DA SAUDE PROGRAMA: ASSISTENCIA FARMACEUTICA E INSUMOS ESTRATEGICOS AÇÃO: INCENTIVO FINANCEIRO A MUNICIPIOS HABILITADOS A PARTE V ARIAVEL DO PISO DE ATENCAO BASICA - PAB PARA ASSISTENCI
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 2 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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A FARMACEUTICA BASICA - NO ESTADO DE SAO PAULO QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 25.798,62 PROGRAMA: ATENCAO BASICA EM SAUDE AÇÃO: ATENDIMENTO ASSISTENCIAL BASICO NOS MUNICIPIOS BRASILEI ROS - NO ESTADO DE SAO PAULO QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 282.547,65 AÇÃO: INCENTIVO FINANCEIRO A MUNICIPIOS HABILITADOS A PARTE V ARIAVEL DO PISO DE ATENCAO BASICA - PAB PARA A SAUDE DA FAMILIA QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 210.600,00 AÇÃO: ESTRUTURACAO DA REDE DE SERVICOS DE ATENCAO BASICA DE S AUDE - NACIONAL QUANTIDADE DE O.S.: 6 VALOR: R$ 654.996,36 PROGRAMA: SANEAMENTO AMBIENTAL URBANO AÇÃO: IMPLANTACAO, AMPLIACAO OU MELHORIA DE SISTEMA PUBLICO D E ABASTECIMENTO DE AGUA PARA A PREVENCAO E CONTROLE DE AGRAVOS EM MUNICIPIOS DE ATE 30.000 HABITANTES - NACION AL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: Não se aplica AÇÃO: IMPLANTACAO, AMPLIACAO OU MELHORIA DE SISTEMA PUBLICO D E ESGOTAMENTO SANITARIO PARA A PREVENCAO E CONTROLE DE AGRAVOS EM MUNICIPIOS DE ATE 30.000 HABITANTES - NACION AL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 443.272,57 PROGRAMA: VIGILANCIA EPIDEMIOLOGICA E AMBIENTAL EM SAUDE AÇÃO: INCENTIVO FINANCEIRO AOS ESTADOS, DISTRITO FEDERAL E MU NICIPIOS CERTIFICADOS PARA A EPIDEMIOLOGIA E CONTROLE D E DOENCAS QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 38.797,40

38000 MINISTERIO DO TRABALHO E EMPREGO PROGRAMA: GESTAO DA POLITICA DE TRABALHO, EMPREGO E RENDA AÇÃO: GESTAO E ADMINISTRACAO DO PROGRAMA QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: Não se aplica

41000 MINISTERIO DAS COMUNICACOES PROGRAMA: OFERTA DOS SERVICOS DE TELECOMUNICACOES
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 3 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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AÇÃO: FISCALIZACAO DA PRESTACAO DOS SERVICOS DE TELECOMUNICAC OES - NACIONAL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: Não se aplica PROGRAMA: UNIVERSALIZACAO DOS SERVICOS DE TELECOMUNICACOES AÇÃO: FISCALIZACAO DA UNIVERSALIZACAO DOS SERVICOS DE TELECOM UNICACOES - NACIONAL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: Não se aplica

51000 MINISTERIO DO ESPORTE PROGRAMA: ESPORTE DIREITO DE TODOS AÇÃO: IMPLANTACAO DA INFRA-ESTRUTURA DO DESPORTO EDUCACIONALNACIONAL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 108.584,90

55000 MINISTERIO DO DESENV. SOCIAL E COMBATE A FOME PROGRAMA: ATENDIMENTO INTEGRAL A FAMILIA AÇÃO: ATENCAO INTEGRAL A FAMILIA QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: Não se aplica PROGRAMA: ERRADICACAO DO TRABALHO INFANTIL AÇÃO: ATENDIMENTO A CRIANCA E AO ADOLESCENTE EM ACOES SOCIOED UCATIVAS E DE CONVIVENCIA - NACIONAL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 90.110,00 PROGRAMA: GESTAO DA POLITICA DE SEGURANCA ALIMENTAR E NUTRICIONAL AÇÃO: FUNCIONAMENTO DOS CONSELHOS E COMISSOES DE GESTAO COMPA RTILHADA DA ASSISTENCIA SOCIAL - NACIONAL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: Não se aplica PROGRAMA: PROTECAO SOCIAL A INFANCIA, ADOLESCENCIA E JUVENTUDE AÇÃO: CONCESSAO DE BOLSA PARA JOVENS DE 15 A 17 ANOS EM SITUA CAO DE VULNERABILIDADE E/OU RISCO SOCIAL - NACIONAL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 38.348,31 AÇÃO: SERVICOS DE PROTECAO SOCIOASSISTENCIAL A CRIANCA E AO A DOLESCENTE - NACIONAL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 31.230,36
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 4 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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PROGRAMA: TRANSFERENCIA DE RENDA COM CONDICIONALIDADES AÇÃO: TRANSFERENCIA DE RENDA DIRETAMENTE AS FAMILIAS EM CONDI CAO DE POBREZA E EXTREMA POBREZA (LEI N: 10.836, DE 200 4) - NACIONAL QUANTIDADE DE O.S.: 1 VALOR: R$ 725.317,00 TOTAL DE O.S.: 30 VALOR TOTAL: R$ 3.572.134,80

4. Este relatório, destinado aos órgãos e entidades da Administração Pública Federal, gestores centrais dos programas de execução descentralizada, contempla, em princípio, constatações de campo que apontam para o possível descumprimento de dispositivos legais e contratuais estabelecidos para esse tipo de execução. 5. Esclarecemos que os Executores Municipais dos Programas, quanto àqueles sob sua responsabilidade, já foram previamente informados sobre os fatos relatados, tendo se manifestado em 13Nov2006, cabendo ao Ministério supervisor, nos casos pertinentes, adotar as providências corretivas visando à consecução das políticas públicas, bem como à apuração das responsabilidades. 6. Nesse sentido, os resultados das fiscalizações realizadas, sempre que os trabalhos tenham evidenciado fatos relevantes que indiquem impropriedades/irregularidades na aplicação dos recursos federais examinados estão demonstrados a seguir, por Ministério: SUMÁRIO DAS CONSTATAÇÕES DA FISCALIZAÇÃO 26000 MINISTERIO DA EDUCACAO 1.1.1 CONSTATAÇÃO: Falta de aplicação financeira dos recursos do PEJA. 1.1.2 CONSTATAÇÃO: Formalização e encaminhamento indevidos da prestação de contas do exercício de 2005 dos recursos do PEJA. 1.1.3 CONSTATAÇÃO: Notas fiscais sem atesto do recebimento, sem identificação do Programa e sem comprovante do pagamento efetuado. 1.1.4 CONSTATAÇÃO: Descumprimento da carga horária nos cursos de capacitação de docentes do Programa de Formação Continuada. 1.1.5 CONSTATAÇÃO: Falta de atuação e de apresentação de ato normativo da instituição do CACS-FUNDEF. 1.1.6 CONSTATAÇÃO: Falta de atuação da Equipe Coordenadora do PEJA. 1.1.7 CONSTATAÇÃO: Falta de notificação de recebimento de recursos federais. 1.1.8 CONSTATAÇÃO: Diários de classes sem registro dos alunos matriculados para freqüência no 3º bimestre. 1.1.9 CONSTATAÇÃO:
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Divergência entre o número de alunos do Censo Escolar e o existente nas salas de aula do PEJA. 1.2.1 CONSTATAÇÃO: Contratação irregular de empresa sem o devido processo licitatório. 1.2.2 CONSTATAÇÃO: Fracionamento de despesas. 1.2.3 CONSTATAÇÃO: Contratação emergencial indevida agravada por prorrogação vedada em Lei. 1.2.4 CONSTATAÇÃO: Utilização de merendeiras da Prefeitura em atribuição constante de objeto contratual. 1.2.5 CONSTATAÇÃO: Falta de controle no pagamento de notas fiscais relativas à merenda escolar. 1.2.6 CONSTATAÇÃO: Pagamento sem aferição do quantitativo de merendas servidas. 1.2.7 CONSTATAÇÃO: Contagem incorreta da quantidade de merendas servidas. 1.2.8 CONSTATAÇÃO: Contratação de empresa para fornecimento de pães, apesar da Prefeitura possuir padaria-piloto. 1.2.9 CONSTATAÇÃO: Falta de aplicação financeira dos recursos do PNAC. 1.2.10 CONSTATAÇÃO: Presidente do Conselho de Alimentação Escolar é o Secretário de Finanças. 1.2.11 CONSTATAÇÃO: Divergência relativa aos quantitativos de alunos das Creche, Pré Escola, Primeira à Oitava séries e da Educação de Jovens e Adultos. 1.3.1 CONSTATAÇÃO: Falta de aplicação financeira dos recursos do PDDE. 1.3.2 CONSTATAÇÃO: Formalização incorreta da Prestação de Contas de 2004 referente aos recursos do PDDE. 1.3.3 CONSTATAÇÃO: Prestações de Contas de 2005 formalizadas sem observância da norma relativa à execução do PDDE. 1.3.4 CONSTATAÇÃO: Falta de levantamento das prioridades para atendimento às escolas nas aquisições com recursos do PDDE. 1.3.5 CONSTATAÇÃO: Falta de tombamento dos bens adquiridos com recursos do PDDE. 1.3.6 CONSTATAÇÃO: Notas fiscais sem atesto do recebimento de materiais e sem identificação do Programa. 1.3.7 CONSTATAÇÃO: Pagamento de tarifas bancárias efetuado indevidamente pelas UEx no exercício de 2005. 1.3.8 CONSTATAÇÃO: Falta de utilização e de aplicação financeira dos recursos do PNATE. 1.3.9 CONSTATAÇÃO:
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Transferência e débito autorizado de saldos da conta-corrente específica do PNATE sem identificação da finalidade. 1.3.10 CONSTATAÇÃO: Os recursos do PNATE relativos ao exercício de 2004 não foram utilizados, nem aplicados, nem devolvidos. Prestação de Contas de 2004 apresentada ao FNDE fora do prazo e com impropriedades. 1.3.11 CONSTATAÇÃO: Falta de atuação da Equipe Coordenadora do PNATE. 1.3.12 CONSTATAÇÃO: Falta de atuação do Conselho e da apresentação de ato normativo de instituição do CACS-FUNDEF.

33000 MINISTERIO DA PREVIDENCIA SOCIAL 2.1.1 CONSTATAÇÃO: Ausência de retenção e recolhimento previdenciária.

da

contribuição

36000 MINISTERIO DA SAUDE 3.1.1 CONSTATAÇÃO: Utilização dos recursos do TFVS em finalidade diversa daquela prevista para as ações do Programa. 3.1.2 CONSTATAÇÃO: Irregularidade na utilização dos recursos da vigilância epidemiológica, configurada por pagamentos sem comprovação de liquidação. 3.1.3 CONSTATAÇÃO: Transferência de recursos para outras finalidades. 3.1.4 CONSTATAÇÃO: Inadequabilidade das instalações do Setor de Vigilância Sanitária e Epidemiológica. 3.1.5 CONSTATAÇÃO: Utilização indevida de veículo. 3.1.6 CONSTATAÇÃO: Cumprimento parcial de metas pactuadas. 3.2.1 CONSTATAÇÃO: Falhas nos procedimentos licitatórios. 3.2.2 CONSTATAÇÃO: Compra de medicamentos com preços acima do registrado na ata de registro de preços no "site" da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. 3.2.3 CONSTATAÇÃO: Falhas nos procedimentos licitatórios. 3.2.4 CONSTATAÇÃO: Restrição à competitividade em certame licitatório. 3.2.5 CONSTATAÇÃO: Restrição à competitividade em certame licitatório. 3.2.6 CONSTATAÇÃO: Despesa antieconômica. 3.2.7 CONSTATAÇÃO: Indícios de fraude em procedimento licitatório. 3.2.8 CONSTATAÇÃO: Pagamento de despesas sem prévia pesquisa de preços.
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 7 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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3.2.9 CONSTATAÇÃO: Pagamentos efetuados sem comprovação da execução das despesas. 3.2.10 CONSTATAÇÃO: Pagamentos de despesas não permitidas pelo Programa. 3.2.11 CONSTATAÇÃO: Transferências indevidas. 3.2.12 CONSTATAÇÃO: Gerenciamento inadequado dos recursos federais do PAB-Fixo. 3.2.13 CONSTATAÇÃO: Composição do CMS não atende à paridade prevista em lei. 3.2.14 CONSTATAÇÃO: Atuação do CMS não atende ao disposto na Resolução CNS n.º 333/2003, do Ministério da Saúde. 3.2.15 CONSTATAÇÃO: Falhas na elaboração do PMS. 3.2.16 CONSTATAÇÃO: Profissional do PSF-III não está cumprindo a carga horária semanal de 40 horas. 3.2.17 CONSTATAÇÃO: Falta de ACS sobrecarregando as equipes. 3.2.18 CONSTATAÇÃO: Falhas em procedimentos licitatórios. 3.2.19 CONSTATAÇÃO: Restrição à competitividade em certame licitatório. 3.2.20 CONSTATAÇÃO: Ausência de competitividade em certame licitatório. 3.2.21 CONSTATAÇÃO: Superfaturamento na compra de equipamentos. 3.2.22 CONSTATAÇÃO: Contrapartida não efetivada pela Prefeitura. 3.2.23 CONSTATAÇÃO: Inconsistências na formalização de Convênio. 3.2.24 CONSTATAÇÃO: Aquisição de veículo sem especificação prevista no Plano de Trabalho. 3.2.25 CONSTATAÇÃO: Irregularidade caracterizada por simulação de procedimento licitatório, agravada por sobrepreço. 3.2.26 CONSTATAÇÃO: Pagamento de contrapartida municipal com recursos federais. 3.2.27 CONSTATAÇÃO: Falhas na execução do convênio. 3.2.28 CONSTATAÇÃO: Falhas em procedimentos licitatórios. 3.2.29 CONSTATAÇÃO: Indícios de fraude em procedimento licitatório. 3.2.30 CONSTATAÇÃO: Compra de equipamentos com preços acima do preço de mercado. 3.2.31 CONSTATAÇÃO: Simulação de licitação na aquisição de ambulância. 3.2.32 CONSTATAÇÃO: Falta de devolução de recursos na prestação de contas do convênio. 3.2.33 CONSTATAÇÃO: Ausência dos comprovantes de recolhimento ao INSS referente às
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contribuições retidas dos prestadores de serviços. 3.2.34 CONSTATAÇÃO: Pagamento de contrapartida municipal com recursos federais do PAB-Fixo. 3.2.35 CONSTATAÇÃO: Unidade de saúde construída com recursos do Convênio está concluída desde outubro de 2004, mas não está em uso. 3.3.1 CONSTATAÇÃO: Uso indevido de recursos federais para efetivação da contrapartida municipal relativamente ao Programa de Assistência Farmacêutica Básica. 3.3.2 CONSTATAÇÃO: Os estoques físicos de medicamentos não correspondem aos escriturados. 3.3.3 CONSTATAÇÃO: Falha na alimentação do sistema de acompanhamento de recursos de Incentivos à Assistência Farmacêutica Básica. 3.3.4 CONSTATAÇÃO: Fragilidade nos controles do fluxo de medicamentos entre o almoxarifado central e os postos de atendimento.

38000 MINISTERIO DO TRABALHO E EMPREGO 4.1.1 CONSTATAÇÃO: A Comissão Municipal de Emprego-CME não é atuante.

51000 MINISTERIO DO ESPORTE 5.1.1 CONSTATAÇÃO: Procedimentos licitatórios em desacordo com a (Carta-Convite nº 53/2002). 5.1.2 CONSTATAÇÃO: Procedimentos licitatórios em desacordo com a (Carta-Convite nº 10/2004). 5.1.3 CONSTATAÇÃO: Obras atrasadas com sucessivas paralisações.

Lei

8666/93

Lei

8666/93

55000 MINISTERIO DO DESENV. SOCIAL E COMBATE A FOME 6.1.1 CONSTATAÇÃO: Atendimento inferior à meta prevista. 6.1.2 CONSTATAÇÃO: Instalações com espaço insuficiente para atendimento das metas. 6.1.3 CONSTATAÇÃO: Deficiência na alimentação oferecida e nas atividades desenvolvidas na jornada. 6.1.4 CONSTATAÇÃO: Irregularidades na execução da jornada. 6.1.5 CONSTATAÇÃO: Ausência de funcionamento da CMETI. 6.1.6 CONSTATAÇÃO: Pagamentos da bolsa às famílias beneficiárias do programa incompletos e com atraso em 2005. 6.1.7 CONSTATAÇÃO:
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 9 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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Ausência de pagamentos do PETI em 2006. 6.1.8 CONSTATAÇÃO: Recursos do PETI sem movimentação e sem aplicação financeira. 6.1.9 CONSTATAÇÃO: Despesas efetuadas por meio de saques da conta do PETI. 6.1.10 CONSTATAÇÃO: Saque não justificado da conta do PETI. 6.1.11 CONSTATAÇÃO: Desvio de finalidade em pagamentos efetuados com recursos do PETI. 6.1.12 CONSTATAÇÃO: Indícios de fraude em emissão de notas fiscais apresentadas para comprovação de despesas do PETI. 6.1.13 CONSTATAÇÃO: Fraude na disponibilização de cópias de extratos bancários de conta específica do PETI. 6.2.1 CONSTATAÇÃO: Pagamentos do Agente Jovem incompletos e com atraso em 2005. 6.2.2 CONSTATAÇÃO: Ausência de pagamentos do Agente Jovem em 2006. 6.2.3 CONSTATAÇÃO: Recursos do Programa Agente Jovem sem movimentação e sem aplicação financeira. 6.2.4 CONSTATAÇÃO: Indícios de fraude em emissão de notas fiscais apresentadas para comprovação de despesas do Programa Agente Jovem. 6.2.5 CONSTATAÇÃO: Desvio de finalidade na utilização de recursos do Programa Agente Jovem. 6.2.6 CONSTATAÇÃO: Recursos do Serviço de Proteção Sócio-Assistencial à Criança sem movimentação e sem aplicação financeira. 6.2.7 CONSTATAÇÃO: Despesas efetuadas por meio de saque da conta do Serviço de Proteção Sócio-Assistencial à Criança. 6.2.8 CONSTATAÇÃO: Indícios de fraude em notas fiscais apresentadas para comprovação de despesas do Serviço de Proteção Sócio-Assistencial à Criança. 6.3.1 CONSTATAÇÃO: Falta de atuação do CMAS. 6.4.1 CONSTATAÇÃO: Precariedade nas instalações de atendimento previstas no PAIF. 6.5.1 CONSTATAÇÃO: Ausência de instituição da Coordenação Municipal do Bolsa Família. 6.5.2 CONSTATAÇÃO: Ausência de divulgação da relação de beneficiários do Bolsa Família. 6.5.3 CONSTATAÇÃO: Deficiências na atuação da Secretaria Municipal de Educação quanto à execução do Bolsa Família. 6.5.4 CONSTATAÇÃO: Falta de atuação da instância de controle social do Programa Bolsa Família. 6.5.5 CONSTATAÇÃO: Famílias não localizadas.
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7. DENTRE AS CONSTATAçõES REGISTRADAS, consideramos maior relevância as seguintes: PROBLEMAS GRAVES 26000 MINISTERIO DA EDUCACAO ITENS: 1.2.1 1.2.2 1.2.3 1.2.4 1.2.5 1.2.6 1.2.7

como

de

36000 MINISTERIO DA SAUDE ITENS: 3.2.19 3.2.20 3.2.23 3.2.4 3.2.5 3.2.7 3.2.24 3.2.25 3.2.26 3.2.29 3.2.31

55000 MINISTERIO DO DESENV. SOCIAL E COMBATE A FOME ITENS: 6.1.1 6.1.6 6.2.8 6.1.10 6.1.11 6.1.12 6.1.13 6.1.2 6.1.3 6.1.4 6.1.7 6.1.8 6.2.1 6.2.2 6.2.3 6.2.4 6.2.5 6.2.6

PROBLEMAS ADMINISTRATIVOS 26000 MINISTERIO DA EDUCACAO ITENS: 1.1.1 1.1.2 1.1.3 1.1.4 1.1.5 1.1.6 1.1.7 1.1.8 1.1.9 1.2.10 1.2.11 1.2.8 1.2.9 1.3.1 1.3.10 1.3.11 1.3.12 1.3.2 1.3.3 1.3.4 1.3.5 1.3.6 1.3.7 1.3.8 1.3.9 33000 MINISTERIO DA PREVIDENCIA SOCIAL ITENS: 2.1.1 36000 MINISTERIO DA SAUDE ITENS: 3.1.1 3.1.2 3.1.3 3.1.4 3.1.5 3.1.6 3.2.1 3.2.10 3.2.11 3.2.12 3.2.13 3.2.14 3.2.15 3.2.16 3.2.17 3.2.18 3.2.2 3.2.21 3.2.22 3.2.27 3.2.28 3.2.3 3.2.30 3.2.32 3.2.33 3.2.34 3.2.35 3.2.6 3.2.8 3.2.9 3.3.1 3.3.2 3.3.3 3.3.4 51000 MINISTERIO DO ESPORTE ITENS: 5.1.1 5.1.2 5.1.3

55000 MINISTERIO DO DESENV. SOCIAL E COMBATE A FOME ITENS: 6.1.5 6.5.5 6.1.9 6.2.7 6.3.1 6.4.1 6.5.1 6.5.2 6.5.3 6.5.4

DETALHAMENTO DAS CONSTATAÇÕES DA FISCALIZAÇÃO 1 26000 MINISTERIO DA EDUCACAO

1.1 - PROGRAMA 1060
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BRASIL ALFABETIZADO E EDUCACAO DE JOVENS E ADULTOS AÇÃO : 0081 APOIO A AMPLIACAO DA OFERTA DE VAGAS DO ENSINO FUNDAMEN TAL A JOVENS E ADULTOS - NACIONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Propiciar o atendimento, nas escolas estaduais e municipais de Ensino Fundamental, de jovens e adultos matriculados na modalidade "supletivo presencial com avaliação no processo", por meio da ampliação da oferta de vagas e do ensino de qualidade, resgatando para a escola essa cli entela que foi, involuntariamente, excluída da educação fundamental e assegurando o aprendizado do alunado. ORDEM DE SERVIÇO : 182563 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Professores contratados temporariamente, e professores do quadro perma nente da educação de jovens e adultos formados por meio dos programas de formação continuada de docentes, aquisição, impressão ou produção de livro didático adequado à educação de jovens e adultos, aquisição de material escolar para o aluno e para o professor, remuneração aos profissionais do magistério e merenda escolar exclusiva aos alunos freqüentes ao Programa Fazendo Escola. AGENTE EXECUTOR : PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 16.332,96

1.1.1 CONSTATAÇÃO: Falta de aplicação financeira dos recursos do PEJA.

FATO: Analisando o extrato bancário da conta corrente n.º 34.809-0, da agência 1529-6, do Banco do Brasil, destinada ao PEJA Programa de Educação de Jovens e Adultos, verificamos que o valor de R$ 16.332,96 não foi devidamente aplicado, enquanto não utilizado, no período de 05/08/2005 a 22/03/2006. EVIDÊNCIA: Extrato bancário da conta

corrente específica do Programa.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Estamos encaminhando em anexo os comprovantes dos depósitos relativos a aplicação financeira dos recursos do PEJA, no período compreendido de 05/08/2005 a 22/03/2006. Estamos encaminhando cópia do depósito a Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas (doc. 01). Ademais cumpre esclarecer que os recursos deixaram, de sofrer aplicação quando de seu efetivo recebimento, em razão de que a Administração não foi comunicada deste fato, sendo que esta por meios próprios conseguiu manter a realização do objetivo do convênio, ou seja, este não sofreu nenhum prejuízo, e consequentemente seus beneficiários. Diante do acima declinado, a administração cumpriu fielmente os termos que se obrigou no convênio celebrado".
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ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O Município não cumpriu à determinação da legislação em vigor. Além disso, o valor de R$ 623,03 reajustado até novembro do corrente exercício, foi depositado na conta 34.809-0 PM PIR Bom Jesus PEJA, conforme comprovante de depósito encaminhado pela Prefeitura Municipal. A devolução deveria ter sido para a conta do Tesouro Nacional. 1.1.2 CONSTATAÇÃO: Formalização e encaminhamento indevidos da prestação de contas exercício de 2005 dos recursos do PEJA.

do

FATO: O Município recebeu o valor de R$ 16.332,96, no exercício de 2005, para a execução do Programa na localidade. Foi elaborada a prestação de contas do respectivo exercício, no valor total de R$ 6.905,80, tendo sido encaminhada pela Prefeitura Municipal ao FNDE em 04/07/2006, por meio do Ofício n.º 244/2006. Após análise do extrato bancário da conta-corrente específica do Programa (conta n.º 34.809-0), verificamos que, durante o exercício de 2005, não foi efetuado qualquer pagamento com recursos da referida conta. Assim, constatamos a inobservância dos responsáveis quanto aos procedimentos a serem efetivamente realizados, visto que, se não ocorreu utilização dos recursos, não há como elaborar prestação de contas. EVIDÊNCIA: Prestação de Contas de 2005. Extrato bancário da conta corrente específica do Programa. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Na realidade o objetivo do repasse de verba foi alcançado, ou seja, o recurso foi utilizado em proveito da comunidade nos termos propostos. Poderá eventualmente ter ocorrido atraso na aplicação deste, mas este fato não pode ser suficiente a ensejar qualquer reparo. De maneira a sustentar o alegado, segue em anexo o comprovante da prestação de Contas referente ao recurso recebido no ano de 2005, sendo que este já foi devidamente corrigido e encaminhado a Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas (doc. 03). Assim concluímos que nenhuma falha ocorreu". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A Prefeitura Municipal não cumpriu à determinação da legislação em vigor. Além disso, a documentação encaminhada a esta CGU, já havia sido disponibilizada e devidamente analisada pela equipe de fiscalização "in loco", o que comprova novamente o fato constatado.

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1.1.3 CONSTATAÇÃO: Notas fiscais sem atesto do recebimento, sem Programa e sem comprovante do pagamento efetuado.

identificação

do

FATO: As notas fiscais do Programa de Educação de Jovens e Adultos, pagas pela Prefeitura Municipal durante o exercício de 2006, no valor total de R$ 14.835,80 conforme demonstração a seguir, não foram devidamente atestadas e não contêm a identificação do Programa, contrariando o art. 14 da Resolução/CD/FNDE n° 17, de 9 de maio de 2005. Nota Fiscal 3504 0361 0367 4010 Data de emissão 01/10/2005 06/04/2006 07/04/2006 28/04/2006 Valor (R$) 6.905,80 4.810,80 887,20 2.232,00

Ressaltamos que não foram disponibilizados os comprovantes de pagamento (cópia do cheque, depósito bancário e outros) às empresas Editora Educarte Ltda. e Papelaria Dalux Tatuí Ltda. ME, responsáveis pela emissão das notas fiscais supracitadas, ficando prejudicada a efetiva comprovação dos pagamentos realizados. EVIDÊNCIA: Extrato bancário da conta-corrente específica do Programa. Notas Fiscais 3504, 0361, 0367 e 4010. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A falha foi corrigida e as notas foram devidamente atestadas, bem como estão devidamente identificadas conforme cópia em anexo (doc., 04, 05, 06 e 07). Os comprovantes de pagamento (cópia do cheque, depósito bancário e outros) às empresas Editora Educarte Ltda. e Papelaria Dalux Tatuí Ltda. ME, responsáveis pela emissão das notas fiscais supracitadas, tornam prejudicada a efetiva comprovação dos pagamentos realizados". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. A Prefeitura Municipal não vinha cumprindo à determinação da legislação em vigor, uma vez que somente atestou as notas fiscais das despesas, após apontamento feito por esta CGU. Além disso, foi encaminhado pelo Município somente um comprovante de depósito bancário (23/05/2006) das despesas realizadas, conforme Nota Fiscal 4010, no valor de R$ 2.232,00. 1.1.4 CONSTATAÇÃO: Descumprimento da carga horária nos cursos docentes do Programa de Formação Continuada.

de

capacitação

de

FATO: Em entrevista com o membro da Coordenadoria do EJA, este

informou

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que os cursos ministrados para capacitação de docentes do Programa de Educação de Jovens e Adultos, das EMEFs "Profª. Nercy Amélia Martelini Daher" e "Renato Tonolli Brito Pedro", não tiveram a duração mínima de 80 (oitenta) horas, exigida pelo art. 5º das Resolução/CD/FNDE N º 17, de 22 de abril de 2004. EVIDÊNCIA: Decreto 2157, de 20 de junho de 2005. Entrevista com o membro da Coordenadoria do EJA. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Em resposta elaborada pela Secretaria de Educação, responsável pelo programa (doc. 12), foram oferecidas aos professores do EJA, 80 horas de curso, 5 oficinas de 8 horas cada uma, perfazendo as 40 horas. As 40 horas restantes, onde se completa a carga de 80 horas exigidas pela Res./CD/FNDE nº 17, foram cumpridas em encontros de acompanhamento que proporcionaram a reflexão sobre a ação pedagógica, a ação do professor em sala de aula e a avaliação dos resultados, fato este importantíssimo para a evolução do projeto pedagógico . Assim resta clara que a informação obtida por meio de entrevista a integrante do EJA não corresponde com a realidade, conforme comprova o acima declinado pela responsável pelo programa, ficando inaplicável o apontamento". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A Prefeitura Municipal não cumpriu à determinação da legislação em vigor. Além disso, foi o membro da Coordenadoria do EJA, quem afirmou categoricamente a inexistência de documentação afim de comprovação do cumprimento da carga horária de 80 horas para o curso de capacitação de docentes do Programa de Formação Continuada, realizado na localidade. 1.1.5 CONSTATAÇÃO: Falta de atuação e de apresentação de ato normativo da instituição do CACS-FUNDEF.

FATO: Em referência ao Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEF Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério CACS-FUNDEF, não foram encontrados registros da atuação do citado Conselho no acompanhamento e controle do Programa de Educação de Jovens e Adultos, bem como não foi disponibilizado o ato normativo que instituiu o respectivo Conselho na localidade, embora solicitado pela equipe de fiscalização. EVIDÊNCIA: Livro de Atas do Conselho do FUNDEF. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Conforme cópia da ata anexa, a Secretária Municipal de Educação reuniu-se com os membros do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEF - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério CACS-FUNDEF, e, respeitando
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sua autonomia, procurou orientá-los e implentar sua atuação junto ao Peja. Estamos juntado em anexo cópia do Ato normativo da instituição do CACS-Fundef (doc. 13 e 14). O Conselho, ao contrário do alegado, é atuante. Neste ato se faz a juntada das atas de reunião (para provar o alegado), salientando-se que tais documentos não foram sequer solicitados, impugnando assim tal assertiva". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. A Prefeitura Municipal encaminhou cópia da Lei Nº 556/97 (criação do Conselho do FUNDEF) e Decreto Nº 2125/2005 (indicação dos membros do Conselho do FUNDEF); no entanto, não foi apresentada nenhuma cópia de ata de reunião do Conselho, a qual fizesse referência dos recursos do PEJA, não utilizados e nem aplicados em 2005, bem como da formalização e encaminhamento indevidos da Prestação de Contas do Programa, relativa ao exercício de 2005. Portanto, o Conselho não é atuante no acompanhamento da execução do Programa Fazendo Escola, tendo em vista que não apresentou registros das falhas supra mencionadas. 1.1.6 CONSTATAÇÃO: Falta de atuação da Equipe Coordenadora do PEJA.

FATO: Não foram encontrados registros da atuação da Equipe Coordenadora do Programa de Educação de Jovens e Adultos para cumprimento das competências previstas no art. 20 da Resolução/CD/FNDE N.º 17/2004. EVIDÊNCIA: Decreto 2157, de 20 de junho de 2005. Entrevista com o Diretor Municipal de Educação. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Na realidade a equipe é atuante. Para prova do alegado, se faz a juntada da cópia de relatório (doc. 15) de monitoramento onde isto fica comprovado. Nenhum dos professores e ou participantes sofreu qualquer prejuízo. Aliás, o canal entre o órgão executor e os participantes é totalmente aberto, sendo que os integrantes assessoram a gestão financeira dentro de seus conhecimentos e possibilidades. A Secretaria Municipal de Educação faz reuniões previamente agendadas para acompanhar e constatar a eficiência do programa (doc. 16), afastando a imputação". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. Considerando que não tivemos acesso ao teor dos procedimentos do Conselho (Livro de Atas), conforme descritos na "Declaração" enviada pela Secretaria Municipal de Educação, não é possível afirmar que as atribuições do Conselho vêm sendo desempenhadas com devida eficiência e que ocorra com regularidade a sua atuação.

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1.1.7 CONSTATAÇÃO: Falta de notificação de recebimento de recursos federais.

FATO: Em entrevista com o Finanças, este informou federais referentes aos do PEJA, contrariamente

Secretário Municipal de Administração e que não notifica a liberação dos recursos Programas executados na localidade, inclusive ao que dispõe o art. 2º da Lei 9.452/97.

EVIDÊNCIA: Entrevista com o Secretário Municipal de Administração e Finanças. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Na realidade ocorreu um equívoco, posto que o órgão de execução do projeto foi o responsável pela informação, fato este que havia sido esclarecido aos auditores da CGU. Em relação às entidades Sindicais e Organizações patronais, por não existirem no Município, não poderiam ser mesmo notificados do recebimento dos recursos do Convênio CV n.º 545/2003. Em relação aos partidos políticos e Câmara Municipal, foi encaminhado, e se encontrava arquivado nas respectivas Secretarias (doc 17)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O Município não cumpriu à determinação da legislação em vigor. Considerando que não tivemos acesso aos ofícios ora encaminhados pela Prefeitura Municipal, não é possível afirmar que ocorreu a notificação da liberação dos recursos federais à localidade. Além disso, com relação aos partidos políticos, há uma declaração, de 04/08/2006, assinada pelo Sr. Prefeito, em que afirma "quanto aos partidos políticos, não temos conhecimento da sede destes no Município, a que ressaltar que os partidos ficam presentes e ativos em nossa cidade na fase Eleitoral. Portanto ficamos sem ter a quem notificar sobre a liberação de recursos." 1.1.8 CONSTATAÇÃO: Diários de classes sem registro dos freqüência no 3º bimestre.

alunos

matriculados

para

FATO: Constatamos que o Programa de Educação de Jovens e Adultos é executado, nas EMEFs "Profª. Nercy Amélia Martelini Daher" e "Renato Tonolli Brito Pedro", em duas etapas, a saber: - 1ª a 4ª Séries - período anual; - 5ª a 8ª Séries - período bimestral. Ressaltamos que desde o 3º bimestre, iniciado em 24 de julho de 2006, até a data desta fiscalização, a EMEF Renato Tonolli Brito Pedro não havia realizado qualquer preenchimento dos respectivos Diários de Classe (alunos matriculados nas 6ª, 7ª e 8ª séries), ficando prejudicada a verificação da efetiva presença destes alunos nas salas de aula.

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EVIDÊNCIA: Visitas nas escolas beneficiadas pelo Programa. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O programa vem sendo realizado com sucesso, atingindo suas metas pedagógicas. Esclarece-se, por oportuno, que quando da visita da auditoria os educadores estavam organizando-se em razão do inicio do período letivo do segundo semestre, ocasião que iniciava-se uma nova turma. Os diários de classes encontram-se regularmente preenchidos (Doc. 18). O programa vem sendo realizado com sucesso. O fato apontado não prospera, uma vez que por ocasião da visita o período letivo do PEJA, na realidade era de 01 ano para as 5ª a 8ª séries e a organização de classes é semestral. Portanto, quando da auditoria, os profissionais que trabalham no PEJA estavam em fase de organização dos diários de classes, procedendo novas matriculas na Prodesp, pois vários são os fatores que se modificam de um semestre para outro. Para prova do alegado, estamos juntando cópia dos diários de classes referentes ao 2.º semestre". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Considerando que tivemos acesso à documentação nas escolas que executam o Programa de Educação de Jovens e Adultos, podemos afirmar que o Município não cumpriu à determinação da legislação em vigor. Além disso, os esclarecimentos enviados pela Prefeitura Municipal não procedem, visto que o fato apontado ocorreu em apenas uma das três escolas visitadas, ou seja, não apresentou os diários de classe com os nomes dos alunos devidamente registrados. 1.1.9 CONSTATAÇÃO: Divergência entre o número de alunos existente nas salas de aula do PEJA.

do

Censo

Escolar

e

o

FATO: Em visita a EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher, constatamos divergência entre o número de alunos constante do Censo Escolar (258) e os alunos presentes nas salas de aula (97), ou seja, na data desta fiscalização 62% dos alunos do Programa de Educação de Jovens e Adultos (1ª a 8ª séries), conforme demonstrado no quadro a seguir, estavam ausentes das salas de aula. Tal fato não deveria ocorrer, haja vista a obrigatoriedade da presença destes alunos nas respectivas salas de aula (Classes Presenciais).
EMEF Profa. Nercy Amélia Martelini Daher 1ª e 2ª séries 3ª e 4ª séries 6ª série 7ª série M P D M P D M P D M P D 44 17 27 52 13 39 33 21 12 36 26 10

M 36

8ª série P D 20 16

M = Matriculados P = Presentes D = Diferença . Reforçamos o fato acima, através da análise dos classes, no período de fevereiro a julho de 2006, evidenciada a diminuição da freqüência dos alunos

diários de onde ficou na escola

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referenciada. EVIDÊNCIA: Visitas nas escolas beneficiadas pelo Programa. Registro fotográfico das salas:

EMEF Profa. Nercy Amélia Matelini Daher - Sala de Aula 1 ª e 2ª Série (Ângulo 1)

EMEF Profa. Nercy Amélia Matelini Daher - Sala de Aula 1 ª e 2ª Série (Ângulo 2)

EMEF Profa. Nercy Amélia Matelini Daher - Sala de Aula 3 ª e 4ª Série (Ângulo 1)

EMEF Profa. Nercy Amélia Matelini Daher - Sala de Aula 3 ª e 4ª Série (Ângulo 2)

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A divergência entre o numero de alunos do Censo Escolar e o existente na salas de aula do PEJA acontece devido ao alto índice de evasão no EJA. Esse problema é nacional e seus motivos são: trabalho, cansaço, falta de expectativa, etc. O grande número de faltas diárias, segundo pesquisa interna da Secretaria da Educação, ocorreram pelos mesmos motivos. Embora, os professores e a U.E., constantemente, promovam atividades e ações de incentivo a freqüência diária e os alunos recebam livros e material escolar, no EJA as ausências, são constantes. Os alunos que não atingem os 75% de freqüência prevista em lei, são reprovados. Outro fato a ser considerado se refere principalmente às sextas-feiras e segundas-feiras, já que a maioria dos alunos são
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ambulantes que sobrevivem do turismo religioso, sendo que a visita dos auditores ocorreu na sexta-feira. Assim, a alegação não pode prosperar. Reforçando o fato acima, tem-se a a análise dos diários de classes no período de fevereiro a julho de 2006 (doc. 19), onde fica evidenciada a diminuição da freqüência dos alunos na escola referenciada". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A justificativa de evasão por motivo de trabalho, cansaço e falta de expectativa poderia ser procedente, não fosse o fato de que alguns alunos que constam do diário de classe não terem frequentado uma aula sequer durante este ano letivo. Durante a visita à EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher, a equipe não foi informada de que são promovidas atividades e ações de incentivo à freqüência diária dos alunos, conforme informado pela Prefeitura Municipal. Além disso, durante entrevista na escola referenciada, um dos alunos informou que nem sempre a escola conta com todos os professores para a execução do Programa na localidade. 1.2 - PROGRAMA 1061 BRASIL ESCOLARIZADO AÇÃO : 0513 APOIO A ALIMENTACAO ESCOLAR NA EDUCACAO BASICA - NO EST ADO DE SAO PAULO OBJETIVO DA AÇÃO : Garantir a oferta da alimentação escolar, de forma a suprir, no mínimo, 15% das necessidades nutricionais dos alunos matriculados em estabelecimentos públicos nos Estados, Municípios e Distrito Federal, nos estabelecimentos mantidos pela União e excepcionalmente, nas entidades filantrópicas, com a oferta de, no mínimo uma refeição diária, durante o período de permanência na escola. Essa ação busca a melhoria da capacidade de aprendizagem, a formação de bons hábitos alimentares. ORDEM DE SERVIÇO : 182855 OBJETO FISCALIZAÇÃO: - Aquisição, armazenagem e distribuição dos gêneros alimentícios pela Prefeitura Municipal/SEDUC/EscolasExecutoras/Empresas Terceirizadas; - Recebimento e armazenagem dos gêneros, elaboração da merenda, e a oferta da refeição aos alunos, pelas escolas e empresas terceirizadas; - Atuação do Conselho de Alimentação Escolar - CAE. AGENTE EXECUTOR : PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 190.599,20

1.2.1 CONSTATAÇÃO: Contratação irregular de empresa licitatório.

sem

o

devido

processo

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FATO: "Seleção Emergencial n.º 1" - Contrato n.º 22/2005 de 25/2/2005, vigência de 6 meses, com a SP Alimentação e Serviços Ltda. . A Prefeitura, alegando urgência e, por meio do processo que foi denominado de "Seleção Emergencial n.º 1/2005", firmou contrato com a empresa para "a prestação de serviços de preparo e fornecimento de alimentação escolar". Tratou-se de uma mudança no modo de fornecimento da merenda. Antes desse contrato a Prefeitura adquiria os gêneros alimentícios e distribuía às escolas. Após esse contrato tal incumbência foi delegada à empresa terceirizada. O pagamento à empresa seria realizado em função da quantidade de pratos servidos. A contratação por meio de "Seleção Emergencial" foi irregular, com infringência da Lei n.º 8.666/1993. O edital previu que a empresa forneceria 726.120 cardápios num período de seis meses. Entende-se por 1 cardápio o fornecimento de 1 refeição e de 1 lanche (ou lanches, no caso de creches). O valor estimado de contratação foi de R$ 948.448,80. Na Pesquisa de Preços constante às folhas 5 a 8 do Processo, a partir da média de cotações com três empresas, foi estimado o valor de cardápio em R$ 1,57 para os alunos do ensino infantil (EMEI), em R$ 1,25 para os alunos do ensino fundamental (EMEF) e em R$ 4,91 para os alunos das creches. O Parecer Jurídico (fl. 16 do Processo) aprovou a contratação emergencial por meio de "Seleção Emergencial", informando que: "...trata-se o presente Processo ... que visa contratação de empresa especializada no fornecimento de alimentação, sobre forma de merenda aos alunos da unidades educacionais do Município de Pirapora do Bom Jesus, em caráter de emergência. Quanto à expedição de um Edital entendo ser possível, pois o que se busca nos atos administrativos é o interesse público, e a transparência, poderia até argumento que estamos iniciando um novo processo de dispensa de licitação, mas não é verdade pois, a Lei Federal 8.666/1993, apenas estabelece no art.26, que: 'Art.26 As dispensas previstas nos §§2º e 4º do art. 17 e nos incisos III a XXIV do art. 24, as situações de inexigibilidade referidas no art.25, necessariamente justificadas, e o retardamento previsto no final do parágrafo único do art. 8º, deverão ser comunicados dentro de 3 (três) dias à autoridade superior, para ratificação e publicação na imprensa oficial, no prazo de 5 (cinco) dias, como condição para eficácia dos atos.' Entendemos ser possível a expedição de Edital simplificado S.M.J, este é o meu parecer, Pirapora do Bom Jesus, 10 de fevereiro de 2005 Procurador Jurídico" . Em despacho do Secretário Municipal de Finanças (fl. 18 do Processo), de 10/2/2005, foi argumentado que "Visando a transparência, em face de manifestação da Procuradoria Jurídica, que entendeu-se, ser possível a expedição de um edital de chamamento, bem como sua publicação, para abertura do processo de seleção emergencial atende perfeitamente ao interesse público, sem, contudo abrir mão do menor preço." O Edital da "Seleção Emergencial" é datado de 10/2/2005. Uma
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publicação com a convocação de empresas para a seleção ocorreu no Diário Oficial do Estado em 11/2/2005 (sexta-feira). A data de abertura das propostas ocorreria em 14/2/2005 (segunda-feira). Esse prazo foi exíguo, impossibilitando qualquer competitividade, violando flagrantemente a Lei n.º 8.666/1993, pela qual a modalidade de licitação seria a Concorrência Pública, que especifica no art. 21, §2º, alínea III, que o prazo entre o edital e a abertura das propostas deve ser de no mínimo 30 dias. A Ata da "Seleção Emergencial n.º 1/2005" (fl.336 do Processo) não se encontrava assinada. Teriam sido apresentadas propostas de 3 empresas, tendo a empresa SP Alimentação e Serviços Ltda. apresentado a proposta de menor preço, no valor de R$ 948.448,80. . Consta à fl. 339 Parecer Jurídico da Prefeitura: "...Sobre a aquisição pleiteada, encontra seu fundamento no artigo 24, inciso IV, da Lei Federal N.º 8.666, de 21 de junho de 1993, corroborado pelo inciso XII, do mesmo artigo. 'Art. 24 - É dispensável a licitação: IV - nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos; XII - nas compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros perecíveis, no tempo necessário para a realização dos processos licitatórios correspondentes, realizadas diretamente com base no preço do dia;' Consultado o Departamento de Compras e Licitações a resposta foi de que o contrato de fornecimento de gêneros alimentícios teve seu saldo financeiro esgotado em 31 de dezembro de 2004. A legislação pertinente concede a dispensa de licitação no caso em testilha, para tanto, entendo ainda, ser imprescindível que a Administração instaure o competente procedimento licitatório, na modalidade de Concorrência Pública, de forma que a situação emergencial perdure pelo menor tempo possível... ...opino favoravelmente a autorização para a contratação em regime de urgência, emergencial, de empresa especializada no fornecimento de alimentação, sobre forma de merenda ao alunos das unidades educacionais... 17 de fevereiro de 2005 PROCURADOR JURÍDICO" . O Procurador Jurídico da Prefeitura cometeu um equívoco, pois a prestação dos serviços no fornecimento da merenda, com pagamento calculado a partir do número de cardápios servidos não é compatível com o enunciado do inciso XII, art. 24 da Lei n.º 8.666/1993, pois nesta se prevê que os pagamentos serão realizados diretamente com base no preço do dia, em função das compras de hortifrutigranjeiros, pão e outros gêneros perecíveis. Além disso, verificou-se nas notas fiscais emitidas pela SP
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Alimentação e Serviços Ltda. que a empresa estimou que metade dos custos se referiam a serviços, o que também é incompatível com o inciso XII, art. 24 da Lei n.º 8.666/1993. Considerando que era de conhecimento que os contratos de fornecimento de gêneros alimentícios teriam fim em 31/12/2004, a Prefeitura deveria ter iniciado a abertura de Concorrência Pública com antecedência suficiente para evitar a contratação emergencial. Além disso, verificou-se que a Prefeitura iniciou a Concorrência Pública apenas em 5/9/2005 e realizou uma nova contratação emergencial da SP Alimentação e Serviços Ltda. Outro ponto a ressalvar é o fato de que a empresa foi contratada para "serviços de preparo, distribuição, gerenciamento, e logística da merenda escolar", entretanto a preparação da merenda é feita somente por merendeiras da Prefeitura em cada unidade escolar, fato não especificado no edital da "Seleção Emergencial". A empresa apenas fez a entrega dos gêneros alimentícios nas escolas e planejou os cardápios, portanto a Prefeitura remunerou a empresa por serviços de preparação não realizados. O contrato entre a Prefeitura e a empresa SP Alimentação e Serviços Ltda. foi assinado em 25/2/2005. A vigência prevista foi de 6 meses a partir da emissão da Ordem de Serviço (que não constava do Processo). Também não se verificou no Processo a existência de publicação do extrato do contrato no Diário Oficial do Estado. Conclui-se que o Contrato n.º 22/2005 foi eivado de erros, desrespeitando a Lei de Licitações. A Lei n.º 8.666/1993 estabelece no art. 89 que: "Seção III - Dos crimes e das penas Art.89. Dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade: Pena - detenção de 3(três anos) a 5 (cinco) anos, e multa." EVIDÊNCIA: Processo de "Seleção Emergencial nº 1/2005". Notas fiscais da SP Alimentação e Serviços Ltda. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Não há que se falar em contratação irregular de empresa sem o devido processo licitatório, pois a Lei prevê a contratação emergencial (Lei 8.666, art. 24, IV). Ou seja, existe previsão legal que sustentou a contratação, não se tratando de contratação sem procedimento. Equivoca o auditor quando afirma que o Edital simplificado para a contratação emergencial, não significaria processo de contratação normal (no caso, segundo entendimento, seria uma concorrência pública, cujo prazo seria de trinta dias). Não é este o caso. A contratação em tela se deu por emergencialidade, já que não haveria tempo hábil para atender a compra de alimentos e preparo de merenda que se iniciava no ano letivo (produtos pericíveis, horitifrutigranjeiros, etc...). Mesmo com atraso, a Municipalidade procedeu abertura de um processo licitatório na modalidade de Concorrência Pública, ressaltando que a contratação emergencial que ocorreu, atendeu ao interesse publico. Mesmo decorridos nove meses, o preço se manteve, tendo havido
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pesquisas de preços mostrando que era compatível o valor da compra com o valor de mercado, conforme se verifica no processo de concorrência publica". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A Prefeitura não poderia alegar emergência numa situação que era previsível. Além disso, a forma de pagamento desrespeitou o inciso XII, art. 24 da Lei n.º 8.666/1993. 1.2.2 CONSTATAÇÃO: Fracionamento de despesas.

FATO: Convite n.º 58/2005 - Carta Contrato n.º 19/2005 de 21/9/2005, vigência de 30 dias, com a SP Alimentação e Serviços Ltda. . Após a contratação irregular da empresa SP Alimentação e Serviços Ltda. (Contrato n.º 22/2005 analisado no item anterior), o Prefeito de Pirapora de Bom Jesus assinou, somente em 5/9/2005, o Edital da Concorrência Pública n.º 1/2005 para licitar os serviços de merenda. Como o Contrato n.º 22/2005 teve vigência de seis meses e estava expirado, foi realizado o Convite n.º 58/2005 para contratação dos serviços de merenda pelo período de um mês, até a finalização da Concorrência Pública. Foram convidadas três empresas: Nutriplus Alimentação e Tecnologia, Apetece Sistemas de Alimentação Ltda. e SP Alimentação e Serviços Ltda. Esse Convite infringiu a Lei n.º 8.666/1993 por fracionar a despesa dos serviços de merenda. A Prefeitura deveria ter aberto Concorrência Pública para a contratação pelo período de um ano. No Convite n.º 58/2005 verificou-se a irregularidade constante em diversos convites analisados: ausência de documentos que comprovassem a entrega do convite. As propostas das empresas são preenchidas num formulário da própria Prefeitura, e os valores são escritos à mão, sem identificação da pessoa que teria assinado a proposta. Por conseguinte foi assinada em 21/9/2005 a Carta Contrato n.º19/2005, com valor previsto de R$ 77.479,26, com a SP Alimentação e Serviços Ltda., mesma empresa contratada emergencialmente pela "Seleção Emergencial n.º 1/2005". No Processo não foi observada a existência de comprovante da publicação do extrato de contrato no Diário Oficial do Estado. EVIDÊNCIA: Processo do Convite nº 19/2005. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Não há que se falar em fracionamento de despesa, pois o procedimento licitatório na modalidade Concorrência Pública nº 001/2005, já havia sido instaurado e encontrava-se em andamento. Cumpre ressaltar que a merenda escolar é de relevante interesse público e não pode sofrer solução de continuidade. Durante a contratação emergencial, muitos estudos foram realizados e pontos controvertidos foram esclarecidos, já que se tratava de uma
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nova forma de fornecimento de gêneros. Quando da execução do contrato emergencial foram detectados vários aspectos, fazendo com que a Administração levasse algum tempo para finalizar e apontar suas reais necessidades, de forma a atender melhor o interesse público. Feito isto, determinou-se a abertura do procedimento licitatório na modalidade Concorrência Pública. Após vencido o prazo de vigência da contratação emergencial, houve sim um procedimento licitatório, na modalidade de Carta Convite, o que ocorreu durante curto espaço de tempo, ou seja, até que se findasse a Concorrência Pública n.° 001/2005. Note que tal necessidade se justificava, sendo que foi realizada nesta ocasião ampla pesquisa de preço e reserva orçamentária, nos termos do que a legislação exige. Tudo isto foi feito porque não poderia ocorrer interrupção no fornecimento de gêneros hortifrutigranjeiros para a merenda escolar. Por todo o narrado fica patente que nenhuma irregularidade ocorreu, e sim procedimentos distintos, sem qualquer favorecimento ou infringência legal, sendo sempre resguardado o interesse público". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A Prefeitura abriu o edital de concorrência para os serviços de merenda apenas em 5/9/2005. O fracionamento está caracterizado, pois o convite não era a modalidade correta para o valor do contrato. 1.2.3 CONSTATAÇÃO: Contratação emergencial indevida agravada por em Lei.

prorrogação

vedada

FATO: Contrato n.º 47/2005 de 10/11/2005 com a SP Alimentação e Serviços Ltda. . Em despacho de 5/10/2005, a Secretária Municipal da Educação relatou que o Tribunal de Contas do Estado determinou a suspensão da Concorrência Pública n.º 1/2005, após pedido de impugnação do edital por parte de uma empresa. Assim, a Secretaria solicitou a contratação emergencial de empresa para serviços de preparo, distribuição, gerenciamento, e logística da merenda escolar, bem como manutenção corretiva e preventiva de equipamentos, com fornecimento de insumos e mão-de-obra. Para evitar que a distribuição de merenda fosse paralisada, foi realizada nova contratação emergencial da SP Alimentação e Serviços Ltda., com assinatura do Contrato n.º 47/2005, em 10/11/2005, vigência de 2 meses. Em 26/10/2005 o Procurador da Prefeitura tentou justificar a contratação emergencial, alegando que isto seria possível com o suporte do art.24, incisos IV e XII da Lei n.º 8.666/1993. Entretanto, o inciso IV desse artigo veda a prorrogação dos contratos por mais de 6 meses, e a Prefeitura já havia celebrado um contrato emergencial com essa duração, portanto essa contratação também foi realizada de forma irregular. No ano de 2005 a Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus celebrou três contratos com a empresa SP Alimentação e Serviços Ltda.:
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n.º 22/2005; n.º 19/2005 e n.º 47/2005; sendo dois contratos celebrados de forma emergencial e um contrato após convite, todos apresentando irregularidades e violando a Lei n.º 8.666/1993. EVIDÊNCIA: Processo do Contrato nº 47/2005. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A afirmação de que houve prorrogação do processo de emergência não se encontra correta, pois houve sim início da abertura de um processo licitatório na modalidade Concorrência Pública, cuja requisição da Secretaria de Educação data de 01 de setembro de 2005. No entanto, no decorrer do prazo editalício, houve a impugnação do Edital pela empresa NOVO SABOR REFEIÇOES DE AMERICANA LTDA. perante o Egrégio Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. De fato, a empresa NOVO SABOR REFEIÇOES DE AMERICANA LTDA. apresentou junto ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo uma representação contra o Edital da Concorrência Pública nº 0001/2005, cujo objeto seria a de contratação de empresa especializada na prestação de serviços de preparo e de fornecimento de alimentação escolar, nas unidades Escolares do Município. Houve a abertura dos envelopes no dia 05 de outubro de 2005, as 10:30 horas, mas o Egrégio Tribunal de Contas, através do ofício n.º 102/05 GCFJB, Ref. TC -2575/003/05, datado de 03 de outubro de 2005, determinou a suspensão da Concorrência Pública nº 001/200, encaminhando a Prefeitura cópia da representação da empresa NOVO SABOR REFEIÇÕES DE AMERICANA LTDA. A Prefeitura se manifestou quanto aos questionamentos da licitante, mas o Tribunal de Contas acatou apenas dois itens, determinando alteração no edital (doc. 20). Portanto, somente ocorreu retardamento do encerramento do procedimento licitatório por motivo de força maior (suspensão do procedimento por determinação do TCE). A Prefeitura alterou o Edital e abriu um novo prazo de trinta dias como determinado pela Lei 8.666/93, e posteriores alterações. Para que os alunos não ficassem sem a merenda escolar, a Municipalidade procedeu a uma licitação na modalidade de Carta Convite para resguardar a segurança do fornecimento terceirizado da merenda escolar (que não era suficiente para atender o período letivo faltante). Desta forma, foi realizada nova contratação emergencial até decisão final da Concorrência". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A Prefeitura realizou emergenciais da mesma empresa por um período superior a que é vedado pela Lei nº8.666/1993.

contratações 180 dias, o

1.2.4 CONSTATAÇÃO: Utilização de merendeiras da Prefeitura em atribuição constante de objeto contratual.

FATO: Concorrência n.º 1/2005. Contrato n.º 11/2006 de 15/2/2005, vigência de 12 meses, com a empresa Nicolas Barreira Gonzalez. .
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O Edital da Concorrência n.º 1/2005 é datado de 5/9/2005, com abertura das propostas prevista para 10/9/2005. Ressalta-se a demora da Prefeitura Municipal em iniciar esse procedimento licitatório, apesar de, desde fevereiro de 2005, ter um contrato emergencial para os serviços de merenda escolar. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo determinou que a licitação fosse suspensa em 3/10/2005, após uma representação de uma empresa que alegou que o edital teria erros na redação. Após as correções no edital, a Concorrência foi aberta novamente em 13/12/2005. A proposta de menor valor foi apresentada pela Nicolas Barreira Gonzalez - NBG, que apresentou os seguintes valores para a merenda: Creches - R$ 5,04; EMEI/EMEF R$ 1,31; EMEF/EE - R$ 1,10, sendo que o valor médio ponderado foi de R$ 1,21 por merenda servida, para 5.992 alunos por dia, correspondendo a um valor global de R$ 1.474.118,00. A seguir foi assinado em 15/2/2006 com a NBG o Contrato n.º 11/2006. Este Contrato apresentou a mesma irregularidade dos Contratos n.º 22/2005; n.º 19/2005 e n.º 47/2005. Apesar de mencionar como objeto "serviços de preparo, nutrição, armazenamento, distribuição nos locais de consumo...", a preparação da merenda é feita por merendeiras que são servidoras públicas da Prefeitura, fato não especificado no edital. A mão de obra utilizada no preparo dos alimentos é parte substancial dos custos, portanto a empresa vencedora da licitação foi beneficiada nesse contrato. EVIDÊNCIA: Processo Concorrência nº 1/2005. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "As merendeiras existentes à época da contratação pertenciam ao quadro efetivo da municipalidade, e continuaram prestando serviços para a Prefeitura, ficando à cargo da empresa contratada o preparo da merenda escolar, conforme objeto contratado. Poder até ser que eventualmente alguma servidora tenha sido inadvertidamente utilizada, mas tal fato não mais pode ocorrer, já que hoje as diretoras de escola estão fiscalizando atentamente essa questão. Ademais, as merendeiras são utilizadas em vários serviços, sendo que se encontra em fase de estudo uma readaptação desses serviços, para ver se efetivamente o sistema ora adotado será mantido, de maneira a viabilizar a readaptação ou não. Não existe nenhum impedimento para que as merendeiras façam outros serviços, razão pela qual não prospera o apontamento efetuado". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A resposta da Prefeitura, informando que eventualmente alguma servidora tenha sido inadvertidamente utilizada, não condiz com a situação observada pela equipe de fiscalização. Nas escolas visitadas não se verificou nenhum funcionário da empresa contratada que tivesse a atribuição de preparar a merenda. Todas as merendeiras eram servidoras municipais ou participavam da 'frente de trabalho' (pessoas que por meio de ajuda de custo realizam serviços para a Prefeitura).

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1.2.5 CONSTATAÇÃO: Falta de controle no pagamento de merenda escolar.

notas

fiscais

relativas

à

FATO: A Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus não realiza controle adequado de pagamento de notas fiscais. Além disso, freqüentemente o pagamento de uma nota fiscal é feita de forma parcelada, em vários processos distintos. Nos pagamentos parciais são anexadas cópias da nota fiscal que estaria sendo paga, e somente no pagamento final é anexada a nota fiscal original. Essa nota fiscal original não recebe qualquer identificação de pagamento, como carimbo que identifique os valores parciais pagos ou o pagamento total. No caso da merenda escolar, por exemplo, foram realizados pagamentos em julho de 2005 referentes a notas fiscais de março e abril de 2004. Isso torna mais grave a falta de identificação dos pagamentos na nota fiscal, pois possibilitaria a reapresentação de notas fiscais para pagamento. EVIDÊNCIA: Extrato do sistema contábil da prefeitura. Atraso referentes à empresa Comercial agrícola Wilak Ltda.

de

pagamentos

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O repasse do Governo Federal é de aproximadamente 15% do que o Município gasta por mês na merenda escolar. Os outros 85% são recursos próprios da Municipalidade. Diante disto, os pagamentos são efetuados por fonte diferenciada de recursos (MDE, mão-de-obra Fundef e recurso próprio). O Município paga de acordo com a sua disponibilidade financeira, ou seja, nem sempre o comportamento da receita se mostra da forma esperada. Portanto, os pagamentos são regulares, em conformidade com a Lei nº 4320. Foi determinado, ainda, que não seja mais efetuado pagamento parcelado para que não paire nenhuma dúvida, atendendo todos os itens exigíveis constitucionalmente, razão pela qual não se admite a imputação de irregularidade". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O pagamento em parcelas não constitui por si só uma impropriedade, mas sim a falta de controle nesses pagamentos. A Prefeitura informa que adotará o pagamento não parcelado, mas a situação constatada não será solucionada com a adoção dessa medida somente. 1.2.6 CONSTATAÇÃO: Pagamento sem aferição do quantitativo de merendas servidas.

FATO: A Prefeitura não realizou verificação dos quantitativos e valores das notas fiscais relativos aos contratos de terceirização da merenda com as empresas SP Alimentação e Serviços Ltda. e a Nicolas Barreira
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Gonzalez - NBG. . Pagamentos a SP Alimentação e Serviços Ltda. Em todos os processos de pagamento para a SP Alimentação e Serviços Ltda. não havia planilhas que demonstrassem o quantitativo de consumo. As planilhas ou outros controles foram solicitados à Secretaria de Educação, ao Setor Financeiro e ao setor de Compras da Prefeitura. A Secretaria de Educação informou que as planilhas com os quantitativos de merendas servidas ficariam arquivadas nas próprias escolas. Os controles são deficientes, já que a Prefeitura não realizou nenhuma conferência nos quantitativos da merenda escolar antes do pagamento, pois as planilhas deveriam estar de posse de algum setor da Prefeitura, que faria a totalização da quantidade de pratos servidos em cada escola e conferiria com o especificado nas notas fiscais. A Nota Fiscal n.º 11.125 de 29/12/2005, valor de R$ 223.111,86, discrimina um quantitativo de merendas incompatível com o número de alunos. Nessa Nota Fiscal está registrado que a fatura corresponderia ao período de 10/11 a 16/12/2005, num total de 348.723 refeições. Fazendo um cálculo aproximado, multiplicando o número de 25 dias úteis pelo número de alunos matriculados, aproximadamente 6000 (quantidade constante do edital da Concorrência n.º 1/2005), teríamos um quantitativo de 150.000 refeições, que é menos da metade do especificado na NF n.º 11.125. . Pagamentos a Nicolas Barreira Gonzalez - NBG No processo de pagamento, protocolo n.º 315/06 de 24/5/2006, constava cópia da Nota Fiscal n.º 26.318 de 17/5/2006 da NBG, no valor de R$ 265.129,19, e cópias das planilhas de consumo nas escolas na segunda quinzena de abril de 2006. A Nota Fiscal n.º 26.318 não discrimina o quantitativo de merendas servidas, mas só o total para cada tipo de merenda, isto é, refeições servidas em Creche, EMEFs ou EMEIs, nem especifica o período dos serviços faturados. Dividindo-se esses valores pelo custo unitário constante da proposta da empresa, obtém-se uma quantidade de 197.420 merendas. Entretanto a soma dos quantitativos das planilhas totaliza 54.885 merendas, incompatível com o quantitativo estimado da nota fiscal. . Com relação ao gerenciamento dos contratos de merenda escolar, observou-se que a Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus, apesar do alto valor envolvido na terceirização da merenda (só o contrato com a NBG tem o montante estimado de R$ 1.474.118,00), realizou pagamentos sem nenhuma verificação dos valores. EVIDÊNCIA: Processos de pagamento para as empresas SP e NBG. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Todas as notas fiscais, quando entram na Tesouraria da Prefeitura, vêm devidamente liquidadas, nos termos do artigos 62 e 63 da Lei 4320/64. "Art. 62. O pagamento da despesa só será efetuado quando ordenado após sua regular liquidação. Art. 63. A liquidação da despesa consiste na verificação
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do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito. § 1º Essa verificação tem por fim apurar: I - a origem e o objeto do que se deve pagar; II - a importância exata a pagar; III - a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação. § 2º A liquidação da despesa por fornecimentos feitos ou serviços prestados terá por base: I - o contrato, ajuste ou acordo respectivo; II - a nota de empenho; III - os comprovantes da entrega do material ou da prestação do serviço." Cumpre esclarecer que em relação ao pagamento da empresa Nicolas Barreira Gonzalez NBG, no valor de R$ 265.129,19 (NF nº 26.318, de 17/5/2006), ocorreu um equívoco de interpretação, posto que esta se refere a 70% de refeições dos meses de fevereiro, março e abril do corrente ano. Isso ocorreu porque foi expedida uma única nota fiscal em razão da data de sua emissão, (anteriormente era emitida uma única nota para os três tipos de serviços Creche, EMEFs ou EMEIs). Todas as notas fiscais são acompanhadas de planilhas, sendo que valor divergente ocorreu por tal motivo, já que se tratava de um período maior. Podemos concluir, portanto, que o período a que se refere a nota fiscal é equivalente a cinco (05) quinzenas, e não apenas a uma como aponta o ilustre auditor. Portanto a quantidade de 197.420 merendas para cinco quinzenas, fica bem abaixo da quantidade referente à segunda quinzena de abril, que totalizou 54.885 merendas. Portanto a média quinzenal é de 39.484 merendas". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A liquidação de notas fiscais deve estar acompanhada de documentos que comprovem os valores, os serviços ou materiais recebidos, o que não foi verificado nos processos de pagamento mencionados na constatação. A informação da Prefeitura referente a Nota Fiscal Nº26.318 da NBG não pode ser confirmada, já que não foram apresentadas cópias dessas planilhas. 1.2.7 CONSTATAÇÃO: Contagem incorreta da quantidade de merendas servidas.

FATO: Observou-se divergência significativa entre as planilhas ("Refeições Servidas - Terceirizada" com contagem diária de merendas, assinadas pelos Diretores das Escolas e nutricionistas da empresa NBG) e as anotações feitas pelas merendeiras (em cadernos ou folhas avulsas). Numa amostra de 9 escolas, foram encontradas divergências nos registros de 6 escolas. Observaram-se inclusive quantitativos na planilha "Refeições servidas - Terceirizada" em períodos em que não houve aula. . Foram visitadas as seguintes escolas:
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EE/EMEF NERCY AMÉLIA MARTELINI DAHER. De acordo com anotações da merendeira da escola, foram servidas 3.556 refeições na 1ª quinzena do mês de julho de 2006; entretanto, na planilha "Refeições servidas - Terceirizada", consta que teriam sido servidas 5.230 refeições no mês, uma diferença de 49%. Ressalta-se ainda que, na planilha "Refeições servidas - Terceirizada" consta refeições servidas no 3º turno do dia 6/7/2006 e 2º e 3º turno do dia 7/7/2006, apesar da merendeira registrar em caderno que nesses períodos não foram servidas refeições. . EMEF DOM ALDERICO LAMBRECHTS De acordo com anotação da merendeira, foram servidas na 1ª quinzena de julho 1250 refeições, enquanto que na planilha "Refeições servidas - Terceirizada" consta um quantitativo 132% maior - 2899 refeições. . EECI MÁRIO COVAS De acordo com anotação da merendeira da escola, foram servidas na 2ª quinzena de julho, 1202 refeições, enquanto que na planilha Refeições servidas - Terceirizada" consta um quantitativo 10% maior 1323 refeições. . EMEI PAULINA KOCKX De acordo com anotação da merendeira da escola, foram servidas na 1ª quinzena de julho, 716 refeições, enquanto que na planilha "Refeições servidas - Terceirizada" consta um quantitativo 55% maior 1108 refeições. Consta na planilha que foram servidas refeições no 2º período de 5/7/2003 e no 1º e no 2º período de 7/7/2006, apesar de não haver registro correspondente no caderno da merendeira. . EMEF SENHOR BOM JESUS De acordo com anotação da merendeira, foram servidas na 1ª quinzena de julho, 2277 refeições, enquanto que na planilha "Refeições servidas - Terceirizada" consta um quantitativo 72% maior - 3926 refeições. Consta na planilha que foram servidas refeições nos dias 6 e 7/7/2006 sem registro correspondente no caderno da merendeira. . EMEF RENATO TONOLLI Nessa escola observou-se que as planilhas de "Refeições servidas" referentes a março, abril e maio de 2006 contêm quantidades múltiplas de dez ou cem; por exemplo, nos dias 20 a 24/3/2006 consta que no 1º turno da escola foram servidas 220, 400, 320, 420, 300 refeições. Evidentemente tais quantitativos não correspondem ao número de refeições efetivamente servidas, pois é improvável que o comparecimento dos alunos ocorra dessa forma. Conclui-se que os dados dessas planilhas não correspondem ao quantitativo de refeições servidas. Ressalta-se ainda que não há anotações manuais feitas pela merendeira correspondentes a esses períodos que possibilitem a confrontação de dados. Em relação ao período de 7 a 11/8/2006, verificou-se que os números de refeições foram anotados pela merendeira numa folha de controle avulsa, que especificava os quantitativos de café da manhã, de almoço, de lanche da tarde, de almoço da tarde e de jantar. Estas anotações também apresentavam inconsistências: quantitativos de almoço
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em múltiplos de dez, incompatíveis com uma contagem efetiva de refeições servidas; não há anotação do número de refeições de jantar, apesar de constarem tais quantitativos na planilha "Refeições Servidas". Verificou-se ainda outra irregularidade na planilha "Refeições servidas", pois foi realizada a soma de lanches e refeições para fins de pagamento, fato não previsto no Contrato, ocasionando aumento em torno de 16% do valor a ser pago. . CONTROLES FALHOS A diferença observada em seis escolas corresponde a 47% da quantidade de merenda (ver tabela), percentual muito alto para ser justificado por erros involuntários. Se considerarmos as nove escolas visitadas, incluindo três em que não foram verificadas divergências, obtém-se uma diferença de 36%. Como o contrato tem o valor global previsto de R$ 1.474.118,00, fazendo-se um cálculo aproximado, supondo que essa diferença seja constante ao longo do contrato e aproximadamente igual para todas as escolas, haveria um pagamento excedente à empresa NBG de R$ 530.475,47. Os dados obtidos nas visitas às escolas estão resumidos na tabela abaixo: .
NOME DA ESCOLA período Quantidade Quantidade DifePerc. anotada na rença (A-B) /A pela planilha (A-B) merendeira (B) (A) 3556 5230 1674 47% 1250 1202 716 2277 4085 2899 1323 1108 3926 4750 1649 121 392 1649 665 132% 10% 55% 72% 16%

1 EMEI EMEF ESTADUAL PROFESSORA NERCY AMÉLIA 2 EMEF DOM ALDERICO LAMBRECHTS 3 EEE CI MARIO COVAS 4 EMEI PAULINA KOCKX 5 EMEF SENHOR BOM JESUS 6 EMEF RENATO TONOLLI

1ª quinzenajulho/2006 1ª quinzenajulho/2006 2ª quinzenajulho/2006 1ª quinzenajulho/2006 1ª quinzenajulho/2006 referente ao 1º e 2º turno, 7 a 11/8/2006 1ª quinzenajulho/2006 2ª quinzenajulho/2006 1ª quinzenajulho/2006

SUBTOTAL (1 até 6) 7 CMM BENEDITA APARECIDA SANTOS 8 EMEF IRMÃ MARIA NILA PONTES 9 EMEIFRE ADÃO SABINO DE BRITO SUBTOTAL (7 até 9) TOTAL (1 até 9)

13086 305 3214 485 4004 17090

19236 305 3214 485 4004 23240

6150 0 0 0 0 6150

47% 0% 0% 0% 0% 36%

TABELA - CONTAGEM INCORRETA DE MERENDAS Ressalta-se que foi verificado apenas um período limitado, pelo fato da empresa ter recolhido os controles (cadernos ou planilhas das
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merendeiras) dos meses anteriores. De acordo com informação prestada pela supervisora da empresa NBG, esses cadernos ou planilhas foram recolhidas pela empresa e não foram arquivados, de forma que não há como realizar confrontação de dados de períodos anteriores. De acordo com informações de merendeiras e assistentes de direção das escolas, em muitos casos as planilhas "Refeições Servidas" foram elaboradas com o auxílio da nutricionista da empresa NBG. As diferenças nos quantitativos, de acordo com os assistentes de direção das escolas, não teriam sido percebidas. De acordo com informação prestada por ex-nutricionista da empresa, algumas merendeiras foram orientadas a anotar um quantitativo maior de refeições servidas, porque, devido a um tempo limitado de recreio, seria necessário servir a alunos, principalmente de séries mais avançadas, a refeição já com repetição, isto é, um prato mais cheio que o previsto. Ressalta-se que tal procedimento não tem previsão contratual. O valor unitário da merenda aos alunos do ensino fundamental foi previsto em R$ 1,31 (EMEI/EMEF), que engloba alunos da 1ª até 8ª série, portanto há uma grande diferença na quantidade necessária de alimentos entre esses alunos. Uma criança da 8ª série certamente necessitará de um prato mais cheio que uma da 1ª série, esta talvez nem necessitando de uma porção completa. O contrato é falho pois o pagamento baseado na quantidade de merendas traz subjetividade, pois, dependendo da merendeira e do aluno, a porção num prato se altera. Esse fato é agravado pela falta de controles nas escolas e na Prefeitura Municipal. EVIDÊNCIA: Entrevista por telefone com a supervisora da empresa NBG, Sra. Cíntia. Planilhas "Refeições servidas". Entrevistas nas escolas e verificação de cadernos e anotações de merendeiras. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Segundo a Secretária Municipal de Educação apurou, a acusação de falta de controle e diferença entre o relatório do Diretor e anotação da(s) merendeira(s), este último documento citado, não serve como parâmetro, pelos seguintes motivos: 1) Os apontamentos das mesmas, não têm consistência devido: - ao baixo grau de instrução das funcionárias; - ao revezamento das merendeiras e auxiliares de cozinha na distribuição dos pratos servidos e nas repetições; - anotações como lembretes, em papéis avulsos e posterior entrega ao diretor; - registro de outros quesitos (quantidades de produtos utilizados na confecção da merenda do dia). . 2) O número de pratos, em algumas escolas, era insuficiente (problema sanado junto à empresa terceirizada, com aquisição de mais pratos). Assim o referido utensílio, utilizado para a repetição, era o que tinha sido utilizado pelo aluno, e conseqüentemente anotado. Assim, em que pese o número de pratos ser o contado, por vezes era repetida a refeição no mesmo prato, por insuficiência deste e por curto período de recreio.
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3) Tempo reduzido de duração do intervalo, em que se faz a distribuição da merenda escolar para um grande número de educandos. São as mesmas funcionárias que se desdobram para fazer a comida, lavar os pratos e talheres, além do refeitório para as diferentes turmas em diversos horários. Os relatórios da direção retratam com veracidade o número de pratos servidos e as repetições, pois os mesmos se incumbem de fiscalizar e coordenar a merenda escolar. . 4) Variação de cardápio alguns alimentos são aceitos por maior número de alunos quando comparado a outros. As quantidades variam de um dia para outro. . 5) Encerramento do 1º semestre letivo, com a realização de atividades extra-classe, com o comparecimento de todos os alunos, em um único período. . 6) Realização de jogos do campeonato escolar, onde se procurou a adequação da merenda ao local a ser servido, isto é, lanches e sucos. . 7) Salientamos que a população deste Município é constituída em sua enorme maioria de famílias de baixa renda, carentes, o que justifica o grande número de repetições, pois muitos só se alimentam na escola. . 8) As informações de que as planilhas foram elaboradas com auxílio da nutricionista não procede, pois a confecção e preenchimento das mesmas são de responsabilidade dos Diretores. . 9) Orientação na forma de registro quando o prato for mais cheio: essa informação é desconhecida dos Diretores e do pessoal da Secretaria da Educação, pois quaisquer mudanças ou alterações na maneira de contagem de pratos servidos ou da merenda escolar, a empresa tem que notificar e solicitar autorização à Secretaria da Educação, por meio de documento oficial dirigido ao CAE Conselho de Alimentação Escolar. . Assim, por todo o exposto não prospera a imputação de falta de controle". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. As informações prestadas pela Prefeitura não alteram as constatações realizadas pela fiscalização, que tiveram por base os documentos disponíveis: anotações das merendeiras e relatórios assinados pelos Diretores. Se os apontamentos das merendeiras não têm consistência como informa a Prefeitura, os relatórios elaborados pelos diretores de escola teriam ainda uma menor acuracidade, pois estes não estarão sempre presentes no momento da distribuição da merenda. As informações sobre a elaboração das planilhas pela nutricionista da empresa e registro a maior quando o prato for mais cheio foram obtidas por entrevistas com funcionários de escolas. 1.2.8 CONSTATAÇÃO: Contratação de empresa para fornecimento

de

pães,

apesar

da

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Prefeitura possuir padaria-piloto.

FATO: A Tomada de Preços n.º 1/2003 foi realizada com o objetivo de contratar os serviços de fornecimento de 900.000 pães, de 50g, para a merenda escolar. O Contrato n.º 34/2003 com a padaria, CNPJ 74.255.522/0001-70, foi assinado em 28/4/2003, com vigência de 20 meses e valor estimado de R$ 171.000,00. Entretanto a Prefeitura possuía uma padaria comunitária que poderia fornecer ao menos parte desses pães, sem necessidade de incorrer na totalidade dessa despesa. Além disso, verificou-se que um vereador municipal era sócio-proprietário da padaria contratada. EVIDÊNCIA: Ata da Tomada de Preços 1/2003. Sistema CNPJ da Receita Federal. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Existe a realização de um projeto visando qualificar mão-de-obra para formação de padeiro e confeiteiro, sendo que o produto desta atividade reverte em favor do próprio projeto e na eventualidade, em proveito da comunidade sediada em bairro extremante carente do município. Esclarece-se, por oportuno, que os equipamentos que compõe o aludido projeto são essencialmente simples e em reduzido número, e por esta razão jamais poderiam fornecer todos os gêneros necessários à merenda escolar do município. Os equipamentos são utilizados por alunos do curso de panificação, ministrado pelo SENAI aos sábados. Ou seja, não é um comércio de venda de pães e sim no estabelecimento se realiza curso de capacitação. Ademais, considerando a necessidade de regularidade no fornecimento e na quantidade, não seria possível tecnicamente que o curso fornecesse tais gêneros, restando assim indevido o apontamento em questão. Insta esclarecer que nenhum vereador do município era sócio da referida empresa à época da contratação (Doc. 22). O documento acima mencionado afasta o apontamento em questão". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente, considerando que não foi possível analisar a efetiva capacidade de produção da padaria comunitária. Ressalta-se que no sistema da Receita Federal consta que o vereador foi excluído da padaria CNPJ 74.255.522/0001-70 em 26/1/2005, portanto durante a vigência do contrato era de fato sócio-gerente da empresa. 1.2.9 CONSTATAÇÃO: Falta de aplicação financeira dos recursos do PNAC.

FATO: Os recursos federais, repassados à Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus para o Programa Nacional de Alimentação Escolar
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- Creche, foram mantidos na conta corrente, durante o ano de 2005, sem movimentação ou aplicação financeira. EVIDÊNCIA: Extrato bancário da conta 0379-45-000078-5 - BANESPA de Pirapora do Bom Jesus- PNAC.

Prefeitura

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Estamos encaminhando em anexo os comprovantes dos depósitos relativos à aplicação financeira dos recursos do PNAC (Doc. 29). Ademais, cumpre esclarecer que os recursos deixaram de sofrer aplicação quando de seu efetivo recebimento, em razão da Administração não haver sido comunicada deste fato. A Municipalidade, por meios próprios, conseguiu manter a realização do objetivo do convênio, que não sofreu nenhum prejuízo, e consequentemente seus beneficiários também não. Diante do acima declinado, fica claro que a Administração cumpriu fielmente os termos que se obrigou no convênio celebrado". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Apesar da aplicou os recursos, a ação corretiva impropriedade verificada.

Prefeitura informar que posterior não altera a

1.2.10 CONSTATAÇÃO: Presidente do Conselho de Alimentação Escolar é Finanças.

o

Secretário

de

FATO: De acordo com o §3º, art. 12 da Resolução/FNDE/CD/N.º 38 de 23/8/2004: "...Fica vedada a indicação do Ordenador de Despesas das Entidades Executoras para compor o Conselho de Alimentação Escolar.". No entanto, o Presidente do Conselho de Alimentação Escolar em Pirapora do Bom Jesus é o Secretário de Finanças, violando a segregação de funções prevista na norma do FNDE. Além disso, verificou-se que os membros da Comissão de Alimentação são em sua maioria funcionários da Prefeitura ou professores. Neste caso, essa comissão tinha pouca independência para fazer críticas sobre a execução do Programa. Por exemplo, a representante dos pais de alunos era também professora na escola. Assim, quando se questiona aos membros do CAE o cumprimento das atribuições, afirmam que tudo é executado perfeitamente e que a qualidade da merenda fornecida é boa. Entretanto não há como obter uma informação independente tendo em vista a relação dos componentes do CAE com a Prefeitura. EVIDÊNCIA: Decreto Municipal nº 2.115 de 1/2/2005, que designa os membros do Conselho Municipal de Alimentação Escolar, onde consta o Sr. Adeguimar Lourenço Simões como representante do Poder Executivo. O Sr. Simões é o Secretário Municipal de Finanças da Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus.
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MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O Senhor Adeguimar Lourenço Simões não é o ordenador da despesa no município de Pirapora do Bom Jesus, em observância a divisão das atribuições dos cargos públicos. De outra sorte, a fim de evitar qualquer tipo de questionamento, através do Decreto nº 2417/2006, de 01 de novembro de 2006 (Doc. 23), foi revogada a nomeação deste servidor de suas atribuições junto ao Conselho Alimentar Escolar, e nomeada para o exercício destas atribuições a Sra. Tahuana de Freitas Kawano (servidora de provimento efetivo cargo Professor Educação Básica segmento infantil). Feitos os esclarecimentos supra, e considerando os documentos apresentados, requer o afastamento deste apontamento". Ressalte-se que a justificativa apresentada refere-se apenas ao primeiro parágrafo da constatação tendo em vista que o texto encaminhado para o gestor não apresentava os parágrafos seguintes. ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Apesar da ação corretiva da Prefeitura, a constatação é mantida pois houve falha na segregação de funções. Ressalta-se que o Sr. Adeguimar Lourenço Simões, além do cargo de Secretário de Finanças da Prefeitura, também era Presidente da Comissão Permanente de Licitações, julgando inclusive as contratações de serviços de terceirização da merenda escolar, atos que deveriam ser analisados pelo CAE. Portanto existiu uma incompatibilidade nessas atribuições. AÇÃO : 4014 CENSO ESCOLAR DA EDUCACAO BASICA - NACIONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Realizar, anualmente, em parceria com as Secretarias de Educação dos Estados e do Distrito Federal, por escola, a coleta de informações estatístico-educacionais referentes a matrículas e docência, para subsidiar o planejamento e a gestão da Educação nas esferas governamentais. ORDEM DE SERVIÇO : 183579 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Levantamento detalhado das escolas e do aluno da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio. AGENTE EXECUTOR : PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: Não se aplica

1.2.11 CONSTATAÇÃO: Divergência relativa aos quantitativos de alunos das Creche, Pré Escola, Primeira à Oitava séries e da Educação de Jovens e Adultos.

FATO: Nas escolas que possuem ensino infantil, ensino fundamental e educação de jovens e adultos, foram verificadas divergências entre os quantitativos de alunos cadastrados nos diários de classe, e o número de fichas de matrícula apresentadas, em relação aos dados do Censo
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Escolar 2005. No que tange à análise das fichas dos alunos matriculados na EMEF Adão Sabino Brito, em confrontação com os dados do Censo Escolar 2005, verificamos que, do total de 31 fichas encaminhadas à equipe de fiscalização, a aluna de iniciais MCO, registrada na ficha como da 2ª série A, não foi encontrada em nenhuma das classes da instituição escolar referenciada. As escolas para as quais se verificaram divergências nos quantitativos dos diários de classe e os dados do Censo Escolar foram assinalados na tabela a seguir: Educação Infantil Ed. Fundamental EJA Censo Diário Dif Censo Diário Dif Censo Diário Dif (1) (2) (3) (1) (2) (3) (1) (2) (3) 31 40 39 -1 30 -1

Escola EMEF Adão Sabino de Brito CMM Benedita Aparecida dos Santos EMEF Dom Alderico Lambrechts EMEF Profª Nercy Amélia Martelini Daher EEECI Mário Covas EMEI Paulina Kockx EMEF Senhor Bom Jesus

387

398

+11

395 7 228 11 203 +4 -25 747 18

393 20

-2 +2

258

195

-63

744

-3

EVIDÊNCIA: Censo Escolar 2005 das escolas (Amostra/FTP). Conferência dos diários de classe das escolas (Amostra/FTP). MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Com relação as divergência temos a esclarecer o seguinte: . A) EMEF Adão Sabino de Brito: a ficha da aluna MARIA CRISTINA OSORIO foi preenchida indevidamente na Prodesp e corrigida no mesmo dia, transferindo a aluna para a EMEF VEREADOR TOMAZ PALAZZOLLI, onde ela concluiu o ano letivo de 2005, conforme se verifica nos documentos da Prodesp em anexo (doc. 24); . B) CMM Benedita Aparecida dos Santos: a criança foi matriculada regulamente pelo seu responsável legal, e não compareceu durante o período letivo, como se verifica na lista de presença (falta em todos os dias). Foi acionado o Conselho Tutelar para verificar o caso, que passou a data base de 31 de março, sendo que após esta data não houve possibilidade de alteração por imposição do próprio sistema adotado
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pela Secretaria Estadual de Ensino (doc. 25). . C) EMEF Dom Alderico Lambrechts: os professores registraram em seus diários 11 alunos matriculados ou transferidos posteriormente à data base de 31 de março, ao cadastro da Prodesp ( doc. 26). . D) EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher: com relação à diferença apontada de 65 alunos, temos a esclarecer que esta se deu por se tratar de cursos semestrais (PEJA). Destes 63 alunos do ensino jovens e adultos, os dados referem-se às matriculas no ciclo II do 1.º semestre letivo, e os diários de classes analisados contem as matriculas do Ciclo II do 2.º semestre. Existem, ainda, mais 2s alunos de transferência recebida, sendo um para a 6º-C no dia 25/07, e outro no 6ª-E no dia 04/08, razão pela qual não houve possibilidade de inclusão no sistema (doc. 27). . E) EEECI Mário Covas: a divergência deveu-se ao fato de que 04 alunos estão matriculados na Pré-Escola e 02 em Escola de Ensino Fundamental. Portanto, não poderia estar cadastrado no EEECI Mário Covas, e, como necessitam de apoio pedagógico, freqüentam regulamente como ouvintes. Para controle de presença, o professor os listou no Diário de Classe, porém sem qualquer duplicidade no sistema, com o simples intuito de prestigiar aquela criança com necessidades especiais (doc.28). . F) EMEI Paulina Kockx: quando da abertura das matriculas, os 25 alunos apontados no relatório foram devidamente matriculados, mas não compareceram às aulas. Ocorre, entretanto, que acionado o Conselho Tutelar para verificar o caso, passou a data base de 31 de março para que se pudessem fazer as alterações no sistema. Por isto, juntam-se os comprovante de matrícula realizados pelos seus genitores (doc. 29). . EMEF Senhor Bom Jesus: com relação a 1ª série D, o aluno apontado é ouvinte registrado no diário de classe e não consta na relação da Prodesp, já que o Professor o colocou na lista de presença. Com relação à 6ª serie A e 8ª serie A, os alunos não foram registrados no Diário de Classe pelos professores, mas o cadastro Prodesp ocorre normalmente (doc. 30)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. Considerando que a equipe de fiscalização não teve acesso "in loco" à documentação enviada pela Prefeitura Municipal e nada foi informado pelo responsável, sobre as ocorrências nas escolas, as quais resultaram na divergência do quantitativo de alunos cadastrados nos diários de classe e o Censo Escolar 2005, não é possível afirmar que as alterações se realizaram e a divergência foi sanada. 1.3 - PROGRAMA 1376 DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL AÇÃO : 0515 DINHEIRO DIRETO NA ESCOLA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL - N A REGIAO SUDESTE
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OBJETIVO DA AÇÃO : Garantir recursos para possibilitar às escolas condições mínimas de funcionamento para manter o aluno do Ensino Fundamental, buscando a participação da sociedade e autonomia gerencial dos recursos, culminan do na melhoria das condições físicas e pedagógicas das unidades educacionais. ORDEM DE SERVIÇO : 182575 OBJETO FISCALIZAÇÃO: - Aquisição de materiais de consumo e permanente pela Unidade Executora Própria - UEx, necessários ao funcionamento da escola e de serviços para manutenção, conservação e pequenos reparos na unidade escolar. AGENTE EXECUTOR : PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 19.878,90

1.3.1 CONSTATAÇÃO: Falta de aplicação financeira dos recursos do PDDE.

FATO: Analisando o extrato bancário da conta-corrente n.º 32.248-2, agência 1529-6, do Banco do Brasil, verificamos que o valor de 519,50 não foi devidamente aplicado pela Prefeitura Municipal, período de 16/09/2004 a 31/12/2004. EVIDÊNCIA: Extrato bancário da conta - corrente específica do Programa.

da R$ no

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Tendo em vista que o dinheiro do PDDE é depositado diretamente nas contas correntes das APMs, sendo encaminhado sem a devida comunicação a Municipalidade em conta corrente aberta pelo Governo Federal, em uma agência em que o Município não movimenta na cidade de Barueri, somente tomamos conhecimentos dessa verba quando se verificou a inadimplência na prestação de contas do recurso em 2005. Mesmo assim, estamos encaminhando, em anexo, o valor depositado de correção e atualização referente ao recurso de R$ 519,50, enviando ofício à Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas (doc. 31)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O Município não cumpriu à determinação da legislação em vigor. Além disso, os esclarecimentos enviados pela Prefeitura Municipal não procedem, visto que: a falta de aplicação financeira dos recursos não é originária de conta corrente das APMs, mas da C/C 32.248-2 PM PIR BOM JESUS PDDE, Unidade Executora do Programa da EMEF Adão Sabino de Brito Rural, ou seja, da própria Prefeitura Municipal. O valor referente a juros e correção calculado até novembro do corrente exercício, deveria ter sido devolvido para a conta do Tesouro Nacional e não para a conta-corrente supracitada, conforme consta do comprovante de depósito encaminhado a esta CGU.
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1.3.2

CONSTATAÇÃO: Formalização incorreta aos recursos do PDDE.

da Prestação de Contas de 2004 referente

FATO: O Município recebeu o valor de R$ 20.217,80, no exercício de 2004, para a execução do PDDE, assim distribuído para as UEx da localidade: - EMEF Irmã Maria Nila Pontes ............................ R$ 4.714,50 - EMEF Senhor Bom Jesus .................................. R$ 6.210,40 - EMEF Adão Sabino de Brito Rural (Prefeitura Municipal) . R$ 519,50 - EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher ................R$ 3.013,30 - EMEF Dom Alderico Lambrechts ........................... R$ 2.841,70 - EMEF Renato Tonolli Brito Pedro ........................ R$ 2.918,40 As prestações de contas do exercício de 2004, referentes às UEx supracitadas, foram encaminhadas pela Prefeitura Municipal à Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas, por meio do Ofício N.º 095/2005 GPJPPC, de 28 de fevereiro de 2005. Em 28 de setembro de 2005, por intermédio da Notificação/PC2004/ PDDE/Nº 001/2005 destinada ao Prefeito Municipal, a Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas informou que após a análise dos documentos pertinentes à prestação de contas da UEx EMEF Adão Sabino de Brito Rural (Prefeitura Municipal), foram constatadas falhas nos seguintes documentos apresentados: -Demonstrativo da Execução da Receita e da Despesa e de Pagamentos Efetuados - Anexo III O valor informado no campo correspondente aos recursos "transferidos pelo FNDE no exercício", no montante de R$ 20.217,80 (montante este transferido para as 6 UEx), está diferente da parcela única repassada para à Prefeitura Municipal (R$ 519,50). -Demonstrativo Sintético Anual da Execução Físico-Financeira - Anexo V. O valor correspondente à "despesa realizada" (R$ 19.779,47), está maior do que o "valor total" (R$ 19.698,30); O valor informado no campo correspondente aos recursos "transferidos pelo FNDE no exercício" (R$ 20.217,80), está diferente do valor efetivamente repassado (R$ 19.698,30). -Extrato Bancário da conta específica da entidade executora do Programa Não constava da referida prestação de contas. A Prefeitura Municipal encaminhou nova documentação ao FNDE (Ofício N.º 473/2005 GPJPPC), de 25 de outubro de 2005, para complementação e correção da prestação de contas, contendo inclusive o anexo: -Demonstrativo da Execução da Receita e da Despesa e de Pagamentos Efetuados - Anexo III .Campo 14 Despesa Realizada "R$ 19.698,30", anteriormente constava do valor de R$ 19.779,47; .Bloco 3 Pagamentos Efetuados "R$ 19.698,30" (21 itens). Tal demonstrativo não deveria compor a respectiva prestação de contas, tendo em vista que a Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus (UEx) não utilizou o recurso recebido no exercício de 2004, no valor de R$ 519,50, nem comprovou a devolução desse valor. Essa falha do gestor não permitirá a regularização da prestação de
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contas supracitada, devendo a mesma continuar na situação "em diligência". No entanto, a prestação de contas supracitada continuará na situação informada pela Coordenação Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas "em diligência", uma vez que o demonstrativo ora citado não deverá compor a respectiva prestação de contas, tendo em vista que a Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus (UEx) não utilizou o recurso recebido no exercício de 2004, no valor de R$ 519,50. EVIDÊNCIA: Prestação de Contas do PDDE 2004. Extratos Bancários 2004 e 2005. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A prestação de contas do exercício de 2004 foi corrigida e encaminhada para a Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas (doc. 32), sendo certo que nenhum servidor agiu de má-fé, tendo apenas cometido um equívoco involuntário na sua elaboração". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A Prefeitura Municipal não cumpriu com à determinação da legislação em vigor. Além disso, a justificativa apresentada apenas confirma a falha na elaboração da prestação de contas. 1.3.3 CONSTATAÇÃO: Prestações de Contas de 2005 formalizadas sem observância da norma relativa à execução do PDDE.

FATO: Na análise das prestações de contas, relativas ao exercício de 2005, das escolas (UEx) EMEF Senhor Bom Jesus, EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher, EMEF Dom Alderico Lambrechts, EMEF Irmã Maria Nila Pontes e EMEF Renato Tonolli Brito Pedro, constatamos que tais prestações não observaram à norma pertinente ao PDDE, tendo sido verificadas algumas situações, a saber: - Demonstrativo da Execução da Receita e da Despesa e de Pagamentos Efetuados, aprovado pelo Conselho Fiscal da Associação de Pais e Mestres - APM, contendo dados incompatíveis (Valor Recebido no Exercício: R$ 2.863,80 - Despesa Realizada: R$ 2.291,04 = Saldo: R$ "0") *; - Aprovação das contas pelo Conselho Fiscal da APM sem identificação de seus membros, conforme o registrado no documento de criação do Conselho "Qualificação dos Membros da Diretoria da APM"; - Aprovação das contas pelo Conselho Fiscal da APM sem as devidas assinaturas. ** EVIDÊNCIA: Prestação de Contas do exercício de Lambrechts. * Prestação de Contas do exercício de

2005 2005

da das

EMEF

Dom

Alderico (UEX) do

escolas

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Município. Prestação de Contas do exercício de 2005 das EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher e EMEF Renato Tonolli Brito Pedro. ** MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "As prestações de Contas 2005 já foram devidamente corrigidas e encaminhadas à Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas (doc. 33)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O Município não cumpriu com à determinação da legislação em vigor. Além disso, a documentação encaminhada a esta CGU, refere-se à Prestação de Contas da (UEx) PM PIR Bom Jesus PDDE e o fato constatado corresponde as Prestações de Contas das (UEx) EMEF Senhor Bom Jesus, EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher, EMEF Dom Alderico Lambrechts, EMEF Irmã Maria Nila Pontes e EMEF Renato Tonolli Brito Pedro. 1.3.4 CONSTATAÇÃO: Falta de levantamento das prioridades para atendimento às nas aquisições com recursos do PDDE.

escolas

FATO: As escolas EMEF Senhor Bom Jesus, EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher, EMEF Dom Alderico Lambrechts, EMEF Irmã Maria Nila Pontes e EMEF Renato Tonolli Brito Pedro receberam recursos, no exercício de 2005, para execução do PDDE na localidade. No entanto, estas não realizaram o levantamento das prioridades para atendimento às suas respectivas escolas, contrariamente ao estabelecido pelas regras do Programa. EVIDÊNCIA: Entrevista com as responsáveis nas UEX do Município. Prestação de contas de 2005 das UEX do Município. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "As necessidades prioritárias foram amplamente discutidas no período do planejamento escolar e colocadas em reuniões de pais e mestres. Não foram registradas de forma própria em razão do curto espaço de tempo para o gasto do recurso e para a prestação de contas do Programa. Estaremos nas próximas reuniões formalizando e registrando toda a matéria discutida". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O Município não cumpriu com à determinação da legislação em vigor e os esclarecimentos prestados apenas confirmam o fato relatado e dispõe sobre providência futura. 1.3.5 CONSTATAÇÃO: Falta de tombamento dos bens adquiridos com recursos do PDDE.

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FATO: A Prefeitura Municipal não procedeu ao tombamento dos bens adquiridos pelas escolas da localidade (UEx), apesar de estas já terem protocolado os termos de doação dos equipamentos junto à Prefeitura, sendo elas: - EMEF Senhor Bom Jesus 02 Telefones Siemens E 3005 s/ chave de bloqueio; 01 Tapete retangular 2,5 x 2,0 metros; 01 Microfone semiprofissional LESON; 01 Duplicador a álcool Facit. Valor total das aquisições ..... R$ 955,14 - EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher 01 Impressora Citizen 200G. Valor total da aquisição ....... R$ 569,03 - EMEF Dom Alderico Lambrechts 02 Armários Bella Línea Porta. Valor total das aquisições ..... R$ 572,76 - EMEF Irmã Maria Nila Pontes 01 Impressora Multifuncional Lexmark X1185/X1195; 01 Microfone com fio; 01 DVD Philips MP3 portátil DVP4000). Valor total das aquisições ..... R$ 956,68 - EMEF Renato Tonolli Brito Pedro 02 Ventiladores de coluna 60 cm Ventsol; 01 Impressora Citizen 200 GX. Valor total das aquisições ..... R$ 920,02 EVIDÊNCIA: Inspeção física dos equipamentos adquiridos. Termos de doação dos bens adquiridos. Prestação de contas de 2005 das UEX do Município. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Foi sanada essa falha. As APMS estão conferindo os equipamentos e juntando notas fiscais para encaminhá-los para a realização do tombamento e patrimoniar os bens por elas adquiridos, conforme cópia do ofício expedido pela Secretaria Municipal de Educação (doc. 34)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O Município não cumpriu com à determinação da legislação em vigor e os esclarecimentos prestados apenas confirmam o fato relatado e dispõe sobre providência futura. 1.3.6 CONSTATAÇÃO: Notas fiscais sem atesto do recebimento identificação do Programa.

de

materiais

e

sem

FATO: As notas fiscais das prestações de contas do PDDE, no valor total de R$ 20.231,35, durante o exercício de 2005, das escolas EMEF Senhor Bom Jesus, EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher, EMEF Dom Alderico Lambrechts, EMEF Irmã Maria Nila Pontes e EMEF Renato Tonolli Brito Pedro não foram devidamente atestadas e não contêm a identificação de
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que foram pagas com recursos do Programa, contrariando o Resolução/CD/ FNDE n° 17, de 9 de maio de 2005.

art.

14

da

EVIDÊNCIA: Notas Fiscais 22656, 22828, 22829, 22830, 23358 a 23360, 24080; 002; 009791 a 009794; 5357; 2187 e 0153.

24078

a

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Conforme se verifica na cópia das NFs, essa falha foi sanada, tendo sido devidamente atestado o recebimento, constando, inclusive, o carimbo com identificação do programa (doc. 35)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. A Prefeitura Municipal providenciou o carimbo de identificação nas notas fiscais pagas com os recursos do PDDE; no entanto, anteriormente ao apontamento desta CGU, não ocorreu cumprimento à determinação da legislação em vigor. 1.3.7 CONSTATAÇÃO: Pagamento de tarifas bancárias efetuado indevidamente pelas UEx no exercício de 2005.

FATO: As escolas EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher, EMEF Dom Alderico Lambrechts e EMEF Irmã Maria Nila Pontes efetuaram, no exercício de 2005, pagamento indevido de tarifas bancárias (CPMF, Juros de Saldo Devedor e Tarifa Diversa), no valor total de R$ 29,10 (vinte e nove reais e dez centavos), contrariando a legislação vigente. EVIDÊNCIA: Extratos bancários da conta

corrente específica do Programa.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O débito de tarifas bancárias ocorreu de maneira equivocada por parte da instituição financeira, sendo certo que o apontamento já foi resolvido, tendo a importância no valor total de R$ 29,10 (vinte e nove reais e dez centavos), referente as tarifas bancárias (CPMF, Juros de Saldo Devedor e Tarifa Diversa), sido devolvida, com o Acompanhamento de Prestação de Contas (doc. 36)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O Município não cumpriu à determinação da legislação em vigor. Além disso, o comprovante de depósito de devolução, encaminhado a esta CGU, não apresenta como cliente as UEx EMEF Profª. Nercy Amélia Martelini Daher, EMEF Dom Alderico Lambrechts e EMEF Irmã Maria Nila Pontes, responsáveis pelo pagamento indevido das tarifas bancárias constatado. A devolução das tarifas deve ser realizada por cada unidade executora para a conta-corrente específica por ela administrada.

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AÇÃO : 0969 APOIO AO TRANSPORTE ESCOLAR NO ENSINO FUNDAMENTAL - NAC IONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Garantir a oferta de transporte escolar aos alunos do ensino público, residentes em área rural, por meio de assistência financeira, em caráter suplementar, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, de modo a garantir-lhes o acesso e a permanência na escola. ORDEM DE SERVIÇO : 182820 OBJETO FISCALIZAÇÃO: - Aquisição, Prefeitura Municipal/SEDUC, de combustível para os veículos escolares e de serviços contratados junto a terceiros para o trans porte dos alunos; Pagamento de despesas com impostos e taxas, peças e serviços mecânicos. - Atuação do Conselho de Acompanhamento e Controle Social. - Existência e atuação da Equipe Coordenadora do PNATE. AGENTE EXECUTOR : PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 12.111,41

1.3.8 CONSTATAÇÃO: Falta de utilização e de PNATE.

aplicação

financeira

dos

recursos

do

FATO: Constatamos que a Prefeitura Municipal não utilizou os recursos repassados à conta corrente n.º 15243-9, da agência 1596-2, do Banco do Brasil, referentes ao PNATE Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar. O Secretário Municipal de Administração e Finanças informou que os recursos depositados no Banco do Brasil são automaticamente aplicados e que faltou atenção para o fato ocorrido. Devido à conciliação bancária feita pela tesouraria (conforme Of. n.º 173/06 SAF, de 07 de agosto de 2006), tais recursos, no valor de R$ 12.348,32 (doze mil, trezentos e quarenta e oito reais, trinta e dois centavos), repassados no período de 01 de janeiro de 2005 a 11 de junho de 2006, não foram utilizados e foram aplicados somente a partir de 12 de junho de 2006, em desacordo com o disposto no art. 4º da Resolução/CD/FNDE N.º 17/2004. EVIDÊNCIA: Extratos bancários da conta corrente 15243-9 PM Jesus PNATE.

Pirapora

de

Bom

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Estamos encaminhando em anexo os comprovantes dos depósitos relativos à aplicação financeira dos recursos do PNATE, e Acompanhamento de Prestação de Contas (doc. 37)".

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ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. A Prefeitura Municipal encaminhou comprovante de depósito da C/C 15.243-9 PM PIR Bom Jesus PNATE, de 13/11/2006, no valor de R$ 388,09, correspondente a correção dos recursos recebidos e não aplicados. No entanto, no valor ora citado deixou de ser computado a correção do montante de R$ 2.097,76, conforme análise realizada na documentação de esclarecimentos encaminhada pelo Sr. Prefeito Municipal. Além disso, não houve esclarecimentos a respeito da não utilização dos recursos, durante o exercício de 2005. 1.3.9 CONSTATAÇÃO: Transferência e débito autorizado de saldos da específica do PNATE sem identificação da finalidade.

conta-corrente

FATO: Foi transferido e ainda autorizado o débito dos saldos de R$ 1.384,88, R$ 1.038,66 e R$ 346,22 em 27/08/04, 29/11/04 e 28/12/04 respectivamente, da conta-corrente específica do PNATE (c/c nº15.243-9), no exercício de 2004. No entanto, não foi disponibilizada a documentação que comprovasse o destino dos respectivos valores e/ou em quais despesas foram utilizados. Com isso, o repasse totalizando R$ 3.006,67, para a execução do Programa no Município, finalizou o exercício com o saldo de apenas R$ 236,91 (21/12/2004). EVIDÊNCIA: Extrato bancário da conta

corrente específica do PNATE.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Já foi efetuado a devolução dessa verba, face a aplicação equivocada do recurso, que em razão do lapso de tempo pequeno não foi possível localizar (doc. 38)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificada não acatada. A Prefeitura Municipal não cumpriu com à determinação da legislação em vigor, uma vez que a documentação encaminhada a esta CGU não faz nenhuma referência ao fato relatado. Além disso, não foi localizado nenhum comprovante de depósito de devolução dos valores supracitados. 1.3.10 CONSTATAÇÃO: Os recursos do PNATE relativos ao exercício de 2004 não foram utilizados, nem aplicados, nem devolvidos. Prestação de Contas de 2004 apresentada ao FNDE fora do prazo e com impropriedades.

FATO: A Prefeitura Municipal recebeu, no exercício de 2004, o valor de R$ 3.006,67 para a execução do PNATE na localidade. A prestação de contas do exercício referenciado, descumprindo o prazo estabelecido na Resolução N.º 18/2004, foi encaminhada em 25 de julho de 2005 (Ofício N.º 342/2005 GPJPPC), e somente após solicitação feita pela
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Coordenação Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, por meio do Ofício N.º 06145/2005/DIPRA/CGAP/DIFIN/FNDE, de 05 de maio de 2005. Em 09 de agosto de 2005, por intermédio do Ofício N.º 11373/2005 FNDE/DIFIN/CGCAP/DIPRA, a Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas restituiu a documentação apresentada pela Prefeitura Municipal, informando que esta não foi registrada como prestação de contas por não constar o parecer do Conselho de Acompanhamento e Controle Social - CACS FNDE Anexo III. Em 17 de novembro de 2005, por intermédio do Comunicado/PC2004/ PNATE/Nº001/2005, destinado ao Presidente do CACS do Município, a Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas informou que, após a conferência da prestação de contas, foram constatadas as seguintes impropriedades: - Demonstrativo da Execução Financeira (Receita e Despesa) - Anexo 12 Saldo financeiro apurado no exercício está calculado incorretamente e o valor correspondente à "despesa realizada" está maior do que o valor "total" (Despesa Efetivada: R$ 3.006,67; Despesa Realizada: R$ 6.200,00; Saldo: R$ (-) 3.193,33). - Relação de Pagamentos Efetuados - Anexo 9 Os cheques 851323, 850056, 997768, 997829 e 851286, totalizando o valor de R$ 6.200,00, não constam do extrato bancário da conta específica do PNATE (15243-9). - Parecer Conclusivo do Conselho de Acompanhamento e Controle Social Anexo III A conclusão da análise da prestação de contas não está compatível com os dizeres e o posicionamento firmado no parecer. A Prefeitura Municipal encaminhou nova documentação ao FNDE (Ofício N.º 280/2006 GPJPPC) com dados alterados e novas informações: - Demonstrativo da Execução Financeira (Receita e Despesa) - Anexo 12 Constando Saldo R$ "0". - Relação de Pagamentos - Anexo 9 Constando apenas os cheques 851323 (R$ 2.500,00) e 850056 (R$ 506,67), este anteriormente no valor de R$ 2.000,00. - Parecer Conclusivo do Conselho de Acompanhamento e Controle Social Anexo III Conclusão da análise da prestação de contas "regular com ressalvas", anteriormente "regular" pela análise do Conselho. - Justificativa apresentado pela Prefeitura, de 29 de junho de 2006. O Prefeito Municipal e o Secretário Municipal de Administração e Finanças informam que os recursos recebidos não foram movimentados na conta específica do Programa, sendo que os pagamentos efetuados foram feitos com outras contas da Prefeitura Municipal. - Extrato bancário da conta específica do Programa, de 07/07/2006, referente à aplicação financeira com os dados, como segue: Saldo em 30/06/2006 ...................... R$ 1,87 Saldo de Fundos de Investimentos ........ R$ 12.419,22 Ressaltamos que o saldo constante do extrato bancário supracitado corresponde ao saldo da conta-corrente em 31/12/2004 (R$ 236,91) somado aos recursos repassados para o Município, no exercício de 2005 (R$4.720,00) e 2006 (R$7.391,41) acrescido de rendimentos de aplicação financeira referente ao período de 12/06/2006 a 07/07/2006 (data do extrato).
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Diante do exposto, constatamos que não houve comprovação de utilização dos recursos para a execução do Programa no Município referentes ao exercício de 2004 no valor de R$3.006,67, apesar do saldo da contacorrente em 31/12/2004 apresentar o valor de R$236,91. Além disso, não houve devolução dos recursos recebidos ao FNDE. EVIDÊNCIA: Prestação de Contas do PNATE 2004. Extratos Bancários 2004, 2005 e 2006. Livro de Atas do Conselho do FUNDEF. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Estamos encaminhando, em anexo, os comprovantes dos depósitos relativos à aplicação financeira. Estamos, também, enviando ofício à Coordenadora Geral de Contabilidade e Acompanhamento de Prestação de Contas (doc. 38)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificada não acatada. A Prefeitura Municipal não cumpriu com à determinação da legislação em vigor, uma vez que a documentação encaminhada a esta CGU foi disponibilizada e analisada "in loco", não apresentando documento novo que pudesse alterar o fato constatado. Além disso, não foi localizado nenhum comprovante de depósito de devolução do valor de R$3.006,67. 1.3.11 CONSTATAÇÃO: Falta de atuação da Equipe Coordenadora do PNATE.

FATO: Em entrevista com os membros da Equipe Coordenadora do PNATE, constatamos que estes não exerceram o papel de assessoramento à Prefeitura Municipal, bem como não foram encontrados registros da atuação da respectiva equipe para cumprimento das competências previstas na legislação em vigor. EVIDÊNCIA: Entrevista com os membros da Equipe Coordenadora do Programa. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A Secretária Municipal de Educação declarou que os membros Equipe Coordenadora do PNATE estão trabalhando com empenho dedicação, inclusive fazendo o acompanhamento deste (doc. 39)".

da e

ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A Declaração de que tem se demonstrado atuante no que concerne ao desenvolvimento de ações não exime a responsabilidade da Equipe Coordenadora do PNATE de cumprir com a legislação em vigor, em relação ao seu papel de assessoramento à Prefeitura Municipal. Ressalte-se que foram os próprios membros da equipe que informaram o fato constatado. 1.3.12 CONSTATAÇÃO: Falta de atuação do Conselho e da apresentação de ato normativo de
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instituição do CACS-FUNDEF.

FATO: Não foram encontrados registros da atuação do Conselho de Acompanhamento e Controle Social do FUNDEF - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério CACS-FUNDEF, no acompanhamento e controle do PNATE, bem como não foi disponibilizado o ato normativo que instituiu o respectivo Conselho na localidade, embora solicitado pela equipe de fiscalização. EVIDÊNCIA: Livro de Atas do Conselho do FUNDEF. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Os esclarecimentos devidos demonstrando que tal apontamento não procede se encontram estampados no item 1.1.6 deste relatório e a eles nos reportamos". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. A Prefeitura Municipal encaminhou cópia da Lei Nº 556/97 (criação do Conselho do FUNDEF) e Decreto Nº 2125/2005 (indicação dos membros do Conselho do FUNDEF). No entanto, não foi apresentada nenhuma cópia de ata de reunião do Conselho, a qual fizesse referência aos recursos do PNATE não utilizados nem aplicados em 2005, bem como da formalização e encaminhamento indevidos da Prestação de Contas do Programa, relativa ao exercício de 2005. Portanto, o Conselho não é atuante no acompanhamento da execução do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar, tendo em vista que não apresentou registros das falhas supra mencionadas. 2 33000 MINISTERIO DA PREVIDENCIA SOCIAL

2.1 - PROGRAMA 0084 ARRECADACAO DE RECEITAS PREVIDENCIARIAS AÇÃO : 2570 AUDITORIA FISCAL DAS CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS - NA CIONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Aumentar a arrecadação da Previdência Social, mediante ação eficaz de fiscalização e cobrança de créditos previdenciários. ORDEM DE SERVIÇO : 182365 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Verificação da retenção e recolhimento da Contribuição Previdenciária em favor da Previdência Social nos contratos de serviços executados mediante cessão de mão-de-obra firmados pela prefeitura. AGENTE EXECUTOR : PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 683.609,16
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2.1.1 CONSTATAÇÃO: Ausência de retenção previdenciária.

e

recolhimento

da

contribuição

FATO: A Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus não tem realizado a retenção do percentual de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços, bem como não tem recolhido à Previdência Social a importância quando retida, nos casos de serviços a ela prestados mediante cessão de mão-de-obra ou empreitada, infringindo disposição contida na Lei n.º 8.212, de 24 de julho de 1991, e na Instrução Normativa MPS/SRP n.º 3, de 14 de julho de 2005. EVIDÊNCIA: Notas Fiscais referentes à contratação de mediante cessão de mão-de-obra ou empreitada:
Empresa Sylvester Construção & Pavimentação Ltda CNPJ 03.967.557/0001-94 Sylvester Construção & Pavimentação Ltda CNPJ 03.967.557/0001-94 Sylvester Construção & Pavimentação Ltda CNPJ 03.967.557/0001-94 Sylvester Construção & Pavimentação Ltda CNPJ 03.967.557/0001-94 Paviter Pavimentação Terraplenagem e Locações Ltda CNPJ 06.257.338/0001-00 Paviter Pavimentação Terraplenagem e Locações Ltda CNPJ 06.257.338/0001-00 Sylvester Construção & Pavimentação Ltda CNPJ 03.967.557/0001-94 Sylvester Construção & Pavimentação Ltda CNPJ 03.967.557/0001-94 Sylvester Construção & Pavimentação Ltda CNPJ 03.967.557/0001-94 Sylvester Construção & Pavimentação Ltda CNPJ 03.967.557/0001-94 Sylvester Construção & Pavimentação Ltda CNPJ 03.967.557/0001-94 Crete Construções e Comércio Ltda CNPJ 01.018.919/0001-75 Crete Construções e Comércio Ltda CNPJ 01.018.919/0001-75 Crete Construções e Comércio Ltda CNPJ 01.018.919/0001-75 Erival Telecom. Comércio e Representações Ltda CNPJ 64.606.486/0001-99 FIG Indústria Comércio e Construções Ltda-ME CNPJ 58.060.930/0001-10 Construtora Constulex Ltda CNPJ 03.204.264/0001-55 Construtora Constulex Ltda CNPJ 03.204.264/0001-55

serviços

prestados

Nota fiscal Nº124 de 02/06/2005 Nº127 de 30/06/2005 Nº134 de 29/07/2005 Nº146 de 21/10/2005 Nº36 de 12/04/2005 Nº12 de 28/04/2005 Nº128 de 04/07/2005 Nº132 de 03/08/2005 Nº143 de 01/09/2005 Nº144 de 03/10/2005 Nº152 de 29/12/2005 Nº550 de 22/07/2005 Nº556 de 08/08/2005 Nº557 de 08/08/2005 Nº21394 de 09/05/2006

Valor(R$) 53.700,00 36.700,00 36.730,00 10.942,40 40.000,00 30.400,00 19.777,20 16.580,00 21.680,00 17.994,00 14.850,00 13.307,75 11.647,75 6.172,40 63.128,58

Nº326 8.030,00 de 12/05/2005 Nº89 146.144,01 de 07/01/2005 Nº90 121.955,07 de 07/01/2005

Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 51 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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Empresa CONSPAV Construção Pavimentação Comércio Ltda CNPJ 07.053.570/0001-99

Nota fiscal Valor(R$) e Nº11 13.870,00 de 10/05/2006

arquivo com as evidencias MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O Departamento de Finanças já está procedendo ao levantamento dos valores em que não foram realizadas as retenções, para notificação aos mesmos, e está procedendo a retenção do percentual de 11% sobre o valor bruto da nota fiscal, visando atender o disposto na Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, bem como na Instrução Normativa MPS/SRP nº 3, de 14 de julho de 2005". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada, pois apenas confirma que Municipal de Pirapora do Bom Jesus não tem cumprido a efetuado o recolhimento devido. 3 36000 MINISTERIO DA SAUDE

a Prefeitura legislação e

3.1 - PROGRAMA 1203 VIGILANCIA EPIDEMIOLOGICA E AMBIENTAL EM SAUDE AÇÃO : 0829 INCENTIVO FINANCEIRO AOS ESTADOS, DISTRITO FEDERAL E MU NICIPIOS CERTIFICADOS PARA A EPIDEMIOLOGIA E CONTROLE D E DOENCAS OBJETIVO DA AÇÃO : Promover ações de notificação, investigação, vigilância ambiental, controle de doenças, imunizações, sistemas de informação, supervisão, educação em saúde, comunicação e mobilização social na área de epidemiologia e controle de doenças. ORDEM DE SERVIÇO : 181742 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Execução das diversas ações do programa, pactuadas na Programação Pactuada Integrada de Vigilância em Saúde - PPI/VS. AGENTE EXECUTOR : P.DO BOM JEUS ADMINISTRACAO DIRETA MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: FUNDO A FUNDO OU CONCESSãO MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 38.797,40

3.1.1 CONSTATAÇÃO: Utilização dos recursos do TFVS prevista para as ações do Programa.

em

finalidade

diversa

daquela

FATO: Os cheques elencados a seguir referem-se à aplicação em despesas não relacionadas com o TFVS - Teto Financeiro de Vigilância em Saúde:
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Cheque nº Valor 201246 R$1.740,00 201249 R$ 894,70

201258

R$2.575,00

850002 850004 201260 850006 850007

R$1.563,60 R$1.924,40 R$2.600,00 R$1.982,22 R$ 840,33

850011

R$1.140,00

Data Despesa 24.01.2005 Diária paga à médica do PSF 21.03.2005 Peças de veículos que não realizam trabalhos para a vigilância 04.07.2005 Cheque sacado. Não foi apresentada documentação referente a este pagamento 19.08.2005 Medicamentos 31.08.2005 Material odontológico 04.11.2005 Material médicohospitalar 02.12.2005 Material para PSF’s 24.04.2006 Manutenção de equipamentos médicos e odontológicos 26.06.2006 Manutenção de microônibus da Secretaria de Educação .

EVIDÊNCIA: Extrato bancário. Extrato contabilidade da Prefeitura.

analítico

emitido

pelo

setor

de

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Estamos encaminhando, em anexo, os comprovantes dos depósitos relativos a devolução das importâncias com finalidade adversa daquela prevista nas ações do Programa, conforme faz prova a cópia do comprovante de recolhimento (doc. 41)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. O ressarcimento ao erário foi comprovado, mas não elide a iniciativa de utilizar os recursos para pagamento de despesas não permitidas pelo Programa. 3.1.2 CONSTATAÇÃO: Irregularidade na utilização dos recursos epidemiológica, configurada por pagamentos sem liquidação.

da vigilância comprovação de

FATO: Os cheques elencados comprovação documental: Cheque nº Valor 201258 R$2.575,00

a

seguir

referem-se

a

despesas

sem

Data Despesa 04.07.2005 Cheque sacado. Não foi apresentada documentação referente a este pagamento

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Cheque nº Valor 850005 R$3.000,00

Data Despesa 30.09.2005 A nota fiscal nº 022237 refere-se a compra de medicamento no valor de R$360,00, porém o pagamento foi feito com um cheque no valor de R$3.000,00. Tabela 02

EVIDÊNCIA: Extrato bancário. Extrato contabilidade da Prefeitura.

analítico

emitido

pelo

setor

de

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Em relação ao pagamento do cheque nº 850005, no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais), trata-se de 3 Ordens de Pagamento distintas, a saber: (a) Ordem de Pagamento nº 4876/3, no valor R$ 360,00 (trezentos e sessenta reais, referente à Nota Fiscal nº 022237 emitida pela Comercial Rioclarense Ltda.; (b) Ordem de Pagamento nº 5398/3, no valor R$ 240,00 (duzentos e quarenta reais, referente à Nota Fiscal 022622 emitida pela Comercial Rioclarense Ltda., referente a material utilizado pela vigilância; (c) Ordem de Pagamento nº 1047/3, no valor R$ 2.400,00 (dois mil e quatrocentos reais), referente às Notas Fiscais nºs. 022011 e 022021. Tudo isto perfaz o valor total de R$ 3.000,00 (três mil reais)(doc. 42), sendo certo que a importância de R$ 2.575,00 foi ressarcida (doc. 43), razão pela qual não existe razão para prosperar dita imputação". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. O ressarcimento ao erário foi parcialmente comprovado. A devolução dos recursos ou parte dos recursos não elide a iniciativa do gestor de utilizar os recursos para pagamento de despesas não permitidas pelo Programa. Os recursos referentes ao pagamento de despesas no valor de R$3.000,00, pagos com o cheque 850005, não foram devolvidos pelo gestor. Tais recursos foram utilizados para compra de medicamentos, conforme cópias das notas fiscais apresentadas. Esse tipo de despesa não pode ser paga com recursos deste programa, havendo outros programas da área de saúde cujos recursos poderiam ser utilizados para esse fim. 3.1.3 CONSTATAÇÃO: Transferência de recursos para outras finalidades.

FATO: Em 21/12/2005, foi transferido da conta-corrente do Programa o valor de R$ 2.500,00, sendo que sua devolução ocorreu em 29/12/2005. Em 13/01/2006, houve uma transferência de saldo no valor de R$ 2.200,00, não constando no extrato, até julho de 2006, qualquer devolução referente a tal valor.
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EVIDÊNCIA: Extrato bancário. Extrato contabilidade da Prefeitura.

analítico

emitido

pelo

setor

de

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Estamos encaminhando, em anexo, os comprovantes dos depósitos relativos à devolução dessas importâncias, confirmando que em razão do pequeno lapso de tempo, não foi possível levar essa apuração até o seu final, sendo que administrativamente estamos promovendo à apuração e aplicação para, posteriormente, se comprovada, solicitar a sua devolução (doc. 44)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. O ressarcimento ao erário foi comprovado, porém a devolução dos recursos não elide a falta de controle do gestor na utilização dos recursos do Programa. Além disso, não apresentou justificativas para a transferência do valor de R$ 2.500,00, ocorrida no dia 21/12/2005 e devolvida em 29/12/2005. 3.1.4 CONSTATAÇÃO: Inadequabilidade das instalações do Setor de Vigilância e Epidemiológica.

Sanitária

FATO: A área administrativa dos setores de Vigilância Sanitária e Epidemiológica ocupam mesma área destinada ao depósito de inseticidas e materiais. O local em que funcionam as atividades administrativas deve abrigar os funcionários que ali trabalham e ter espaço disponível para acomodar, orientar ou passar o serviço para os agentes que vão a campo. O local onde são guardados os inseticidas não pode estar sujeito às intempéries, deve ser de acesso restrito, ter boa ventilação, deve ter armazenamento e controle adequados sem implicar riscos de contaminações ou danos ambientais. O local onde são guardados os materiais e EPI deve ser diferente do local de armazenamento de inseticidas para que não haja contaminação. EVIDÊNCIA: Visita ao local. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Efetivamente o local não é o mais apropriado. Contudo, esse local é provisório, e a partir de janeiro de 2007 os setores de Vigilância Sanitária e Epidemiológica estarão locados em outro espaço, onde haverá condições de separar os locais em administração, atendimento ao público, guarda de materiais, armazenamento de inseticidas, de forma adequada e sem prejuízos para o trabalho ou para os funcionários. Este espaço estará disponível a partir de meados de dezembro, e estaremos em condições de ocupá-lo até janeiro de 2007. Quando tal ocorrer, será
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comunicado à CGU. Informamos que o novo local destinado é onde funciona, atualmente, a fisioterapia que se encontra anexo a este prédio, atividade esta que irá ocupar o novo Centro de Reabilitação e Especialidades. Podemos afirmar, todavia, que em nenhum momento o serviço do setor está sendo prejudicado, fornecendo à população um serviço de qualidade, afastando-se assim tal apontamento". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O gestor reconhece que o local onde funciona a Vigilância Sanitária e Epidemiológica não é adequado. Além disso, as medidas de correção adotadas pelo gestor, como a mudança do local, não elidem o fato apontado. 3.1.5 CONSTATAÇÃO: Utilização indevida de veículo.

FATO: Conforme informações prestadas pela Secretaria de Saúde, em resposta à Solicitação de Fiscalização SF n.º 02/2006, nas atividades do Programa são utilizadas 2 Kombis e 2 Corsas. Porém, de acordo com informações constantes do formulário de controle utilizado pelo Setor de Transporte, o veículo Corsa, placa BNZ 0529, não está sendo utilizado na realização das ações e serviços previstos no Programa. EVIDÊNCIA: Controle de veículos do Setor de Transportes. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O veículo foi utilizado para transporte ambulatorial de alguns pacientes, por pouco tempo, já que o veículo que fazia este tipo de atividade encontrava-se em manutenção, não se podendo deixar de atender o munícipe que necessita do transporte para levá-lo ao seu tratamento, correndo o risco de prejudicar seu tratamento. É necessário salientar que apesar do veiculo não estar sendo usado exclusivamente pela Vigilância, ele estava a serviço da população necessitada, cumprindo esclarecer que o Sistema de Saúde é único. O veículo já retornou para os trabalhos ligados à Vigilância, conforme comprovante em anexo. (doc. 45). Seria totalmente inadmissível alegar qualquer desvio de finalidade quando, na verdade, o veículo estava sendo utilizado em favor da população que não poderia deixar de ser atendida. A real intenção do convênio é que deve prevalecer, ou seja, o de bem servir a população. Ademais, a cidade de Pirapora do Bom Jesus não possui nenhum caso de dengue, o que comprova que a cidade possui amplo controle sobre essa epidemia, ratificando assim a improcedência da denúncia (doc. 46)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O gestor reconheceu que o veículo não estava sendo

utilizado

nas

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atividades do Programa. 3.1.6 CONSTATAÇÃO: Cumprimento parcial de metas pactuadas.

FATO: O Município de relativas às ações Pactuada Integrada demonstra o quadro

Pirapora do Bom Jesus não atingiu as metas de vigilância em saúde, pactuadas na Programação (PPI VS), referente ao exercício de 2005, conforme a seguir (lista exemplificativa): Indicador Meta 2005 80,00 Realizado 2005 25,00

Proporção de casos de doenças de notificação compulsória encerrados oportunamente Proporção de casos de doenças exantemáticas (sarampo + rubéola) investigados em 48 horas Proporção de surtos de doenças transmitidas por alimentos investigados oportunamente Proporção de casos de sarampo e rubéola investigados laboratorialmente Proporção de pontos estratégicos pesquisados para o controle da dengue. Proporção de armadilhas pesquisadas.

80,00

25,00

70,00 80,00 95,00 100,0 0

Zero Zero 73,15 65,69 58,66 Zero 81,25

Proporção de gatos vacinados em relação a 80,00 população de gatos estimada Proporção de amostras de SNC de gatos encaminhadas para diagnóstico 3,00 laboratorial para detecção da raiva Proporção de óbitos captados pelo SIM 100,0 0 Tabela 03 EVIDÊNCIA: Controle de veículos do Visita ao local.

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "As informações que constam da tabela apresentada possuem algumas distorções que foram corrigidas, e outras que o programa não permite. Vejamos:
Indicador Meta 2005 Realizado 2005 25,00 Comentário No ano de 2005 tivemos 4 casos mas apenas 1 encerrado oportunamente em conseqüência de atraso do registro dos

Proporção de casos de 80,00 doenças de notificação compulsória encerrados

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Indicador oportunamente

Meta 2005

Realizado 2005

Comentário dados sobre o encerramento no sistema de informação, falha técnica que não será repetida no próximo ano, pois a técnica foi capacitada em principalmente relação aos prazos para encerramento das notificações que havia desconhecimento destes prazos. Apesar de ser apresentado no relatório da auditoria como 25,00, na realidade o número apresentado foi zero, mas que não significa que nenhum caso foi investigado, mas sim que não tivemos casos no ano de 2005, e o sistema não permite deixar em branco – anexo documento comprobatório. (anexo II) A anotação zero não significa que nenhum surto foi investigado, mas sim que não houve surto de doenças transmitidas por alimentos no ano de 2005, o programa não permite deixar em branco, ou colocar informações do tipo não houve casos, anexo documento comprobatório. (anexo II) A anotação zero não significa que nenhum caso foi investigado, mas sim que não houve caso dessas doenças no ano de 2005, o programa não permite deixar em branco, ou colocar informações do tipo não houve casos, anexo documento comprobatório. (anexo II) Este indicador ficou prejudicado pela inadequação em relação a coleta de dados e pelo

Proporção de casos de 80,00 doenças exantemáticas (sarampo + rubéola) investigados em 48 horas

25,00

Proporção de surtos 70,00 de doenças transmitidas por alimentos investigados oportunamente

zero

Proporção de casos de 80,00 sarampo e rubéola investigados laboratorialmente

zero

Proporção de pontos 95,00 estratégicos pesquisados para o controle da dengue

73,15

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Indicador

Meta 2005

Realizado 2005

Comentário atraso na alimentação do Sistema SISAED, atualmente estamos corrigindo esta falha com melhor capacitação da equipe responsável pela ação. Indicador prejudicado pela falta temporária de veículo para execução da ação e inadequação na coleta dos dados, falha corrigida. Falha na sensibilização da população para a importância da imunização da população de felinos, e dificuldade operacional para captura e imunização desta população. Neste indicador realmente não cumprimos a meta por termos dificuldades de capturar gatos errantes para encaminhamento ao Instituto Pasteur Esta meta não foi atingida por subregistro das informações em atraso na chegada das mesmas, com isso há atraso na digitação ou perda de dados. A diretoria regional de saúde atrasa no envio das informações, em média 4 meses, o Hospital Geral de Itapevi, que é referencia para o município não envia as ao informações município, sendo assim, contamos apenas com as informações em tempo real fornecidas pelo cartório localizado no município. Assunto vem sendo discutido a nível regional para corrigir erros e distorções”.

Proporção armadilhas pesquisadas

de 100,00

65,69

Proporção de gatos 80,00 vacinados em relação à população de gatos estimada

58,66

Proporção de amostras 3,00 de SNC de gatos encaminhadas para diagnostico laboratorial para detecção da raiva Proporção de óbitos 100,00 captados pelo SIM

zero

81,25

tabela
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ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Conforme constou na manifestação da Prefeitura, algumas metas não foram totalmente atingidas. Além disso, algumas falhas foram referentes ao sistema, porém outras foram resultado de equívocos na alimentação do sistema de acompanhamento das metas. 3.2 - PROGRAMA 1214 ATENCAO BASICA EM SAUDE AÇÃO : 0587 ATENDIMENTO ASSISTENCIAL BASICO NOS MUNICIPIOS BRASILEI ROS - NO ESTADO DE SAO PAULO OBJETIVO DA AÇÃO : Ampliar o acesso da população rural e urbana à atenção básica, por meio da transferência de recursos federais, com base em um valor per capita, para a prestação da assistência básica, de caráter individual ou coletivo, para a prevenção de agravos, tratamento e reabilitação, levando em consideração as disparidades regionais. ORDEM DE SERVIÇO : 181685 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Habilitação dos municípios para o recebimento dos recursos do Piso de Atenção Básica; Repasse de recursos financeiros do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos Municipais de Saúde ou, excepcionalmente, para os Fundos Estaduais de Saúde. AGENTE EXECUTOR : P.DO BOM JEUS ADMINISTRACAO DIRETA MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: FUNDO A FUNDO OU CONCESSãO MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 282.547,65

3.2.1 CONSTATAÇÃO: Falhas nos procedimentos licitatórios.

FATO: O objeto da Tomada de Preços TP n.º 001/2005 era a contratação de empresa para fornecimento de medicamentos (125 itens) para entrega parcelada, pelo período de 12 meses. O processo foi realizado no período de 21/06/2005 a 27/07/2005. O contrato foi assinado em 03/08/2005. Nesta licitação foram verificadas as seguintes impropriedades: a) O resumo do edital do processo licitatório foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo - DOE, porém não houve publicação em jornal de grande circulação, em desobediência ao disposto no inciso III do art. 21 da Lei n.º 8.666/93. Este fato pode ter contribuído para que, embora no processo licitatório estejam anexadas as Guias de Recolhimento no valor de R$ 20,00 em nome de 7 empresas a seguir relacionadas, apenas as empresas Comercial Cirúrgica Rioclarense e Vital Hospitalar apresentaram proposta:
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- Parâmetro Comércio, Importação e Exportação Ltda. CNPJ 05.904.533/0001-11 (na fazenda estadual e federal, a atividade desta empresa está cadastrada como comércio atacadista de outros produtos alimentícios); - Centro Vale Comércio de Produtos Hospitalares Ltda. CNPJ 53.611.125/0001-14; - Comercial Cirúrgica Rioclarense Ltda. CNPJ 67.729.178/0001-49; - Cotamed Farmacêutica Ltda. CNPJ 05.061.324/0001-53; - Dakfilm Comercial Ltda. CNPJ 61.613.881/0001-00 (na fazenda estadual e federal, a atividade desta empresa está cadastrada como comércio atacadista de instrumentos e materiais médico-cirúrgico, hospitalares e laboratoriais). Ressalte-se que esta empresa (Dakfilm), conforme relatado em outro ponto, participou das licitações Carta Convite n.º 062/2002, 048/2003, 019/2004 e n.º 033/2005, referentes à aquisição de materiais médico-hospitalares, tendo vencido as 3 últimas em todos os itens e vencido parcialmente a Carta Convite n.º 062/2002. Deve-se considerar que nesses certames houve restrição à competitividade, conforme tratado em ponto específico neste relatório; - Bontempo Distribuidora de Medicamentos Ltda. CNPJ 05.218.166/0001-00; - Vital Hospitalar Comercial Ltda. CNPJ 61.610.283/0001-88. . Além disso, dos 125 itens constantes do edital, 10 ficaram sem cotação. Após julgamento das propostas (menor preço por item), o resultado da licitação ficou assim distribuído: - Rioclarense R$ 165.422,00; - Vital Hospitalar R$ 228.889,82, totalizando R$ 394.311,82. . b) Não foi apresentada estimativa prévia dos preços dos itens constantes da proposta. Deve-se observar que as contratações públicas somente poderão ser efetivadas após estimativa prévia do seu valor, que deve obrigatoriamente ser juntada ao processo de contratação e, quando for o caso, ao edital ou convite. Entre outros objetivos, a apresentação da estimativa serve para que se verifique se há recursos orçamentários suficientes para pagamento da despesa com a contratação; c) Com relação à qualificação econômico-financeira, o artigo 31, inciso III, da Lei n.º 8.666/93, estabelece que a garantia será limitada a 1% do valor estimado do objeto da contratação. Porém, em decorrência da ausência de estimativa de preços, não há como verificar se a exigência de garantia no valor de R$ 5.130,00, supera o limite de 1% do valor estimado; d) Também em decorrência da ausência de estimativa de preços, não há como verificar se a exigência de capital social mínimo, no valor de R$ 51.300,00, supera o limite de 10% do valor estimado; e) Ainda em decorrência da ausência de estimativa de preços, não há no processo licitatório manifestação da compatibilidade dos preços das propostas com os do mercado, conforme estabelece o artigo 43, inciso IV da Lei n.º 8.666/93. Conforme pesquisa efetuada no site
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www.farma.saude.sp.gov.br da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, verificou-se que os preços dos medicamentos ofertados na TP n.º 001/2005 estão acima dos registrados nas atas de registros de preço com relação a 22 medicamentos pesquisados. Não foi possível verificar os preços dos outros 93 itens por não apresentarem cotação nesse site; f) Não está anexada ao processo licitatório a apresentação da garantia para execução do contrato equivalente a 3% do valor, conforme previsto no edital; g) A Prefeitura não está efetuando os pagamentos conforme estabelecido na cláusula V do contrato, que prevê pagamento em até 30 dias após entrega dos medicamentos. Conforme relatório do Setor de Contabilidade da Prefeitura, os valores lançados referentes a despesas amparadas por esta TP 01/2005 foram: - Vital (em 2005): Valor empenhado: R$ 75.335,28 Valor pago: R$ 10.000,00 - Vital (em 2006): Valor empenhado: R$ 218.889,82 Valor pago: R$ 58.188,52 - Rioclarense (em 2005): Valor empenhado: R$ 39.936,20 Valor pago: R$ 5.000,00 - Rioclarense (em 2006): Valor empenhado: R$ 160.422,00 Valor pago: R$ 25.978,82. EVIDÊNCIA: Tomada de Preços TP nº 001/2005 MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A Tomada de Preço nº 01/2005 atendeu aos ditames da Lei de Licitações (8666/93), sendo certo afirmar que não há que se admitir que o fato de haver publicação somente no DOE criara qualquer restrição à competitividade, uma vez que pelo menos 07 empresas adquiriram os editais, recolhendo, para tanto, a importância de R$ 20,00 (vinte reais), oportunidade em que analisaram os requisitos do edital e, por sua conveniência ou desinteresse, ou porque não preenchiam os requisitos exigidos, não participaram dos certames. Nessa licitação foram apresentadas propostas pelas empresas Comercial Cirúrgica Rio Clarense e Vital Hospitalar, as quais encontravam-se em conformidade com o edital (aliás, afixado no no local de costume). A Prefeitura atuou de forma transparente e aberta, com sessões publicas em local aberto, tendo observado todos os prazos legais exigidos pela Lei Federal nº 8666/93. Neste sentido, o STJ já se manifestou pela legalidade da contratação até mesmo sem publicação no DOE, conforme acórdão abaixo: . "REsp 287727 / CE ; RECURSO ESPECIAL - 2000/0118834-8 Relator(a) Ministro MILTON LUIZ PEREIRA (1097) Órgão Julgador T1 PRIMEIRA TURMA Data do Julgamento 24/09/2002 Data da Publicação/Fonte DJ 14.10.2002 p. 190 Ementa Administrativo. Licitação. Vinculação às Cláusulas Editalícias. Publicidade Somente no Jornal de Grande Circulação Local. Ausência de Prejuízo. Prevalência do Interesse
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Público. Lei 8.666/93 (art. 49). . 1. Demonstrada a suficiente abrangência publicitária da licitação e ausente alegação objetiva de prejuízo, prevalece o interesse público, como chancelador da legalidade do ato, perdendo significado a irregularidade ocorrida. 2. Recurso sem provimento. . Embora não tenha sido juntada a estimativa prévia dos preços dos itens constantes da proposta, ela efetivamente existe, encontrando-se arquivada junto ao processo do Edital da TP 001/2005. A garantia, conforme inciso III, art. 31, da Lei Federal 8.666/93, alterada pela Lei nº 8.883/94, foi de R$ 5.130,00 (cinco mil cento e trinta reais). O item 09 do referido Edital, na letra "e", exigiu a rova de capital social mínimo de R$ 51.300,00 (cinqüenta e um mil reais), devidamente integralizado e registrado na Junta Comercial até a data da abertura do Envelope nº 01 (habilitação), conforme artigo 31 da Lei 8.666/93. Fica claro que o custo estimado da contratação, pelo período de 12 (doze) meses, foi de R$ 513.000,00 (quinhentos e treze mil reais), e este valor não foi aleatório, mas fundamentado em uma planilha de preços que teve como parâmetro a tabela ABCFARMA e o Guia Farmacêutico Brasíndice. A alegação de que a empresa DAKFILM participou das licitações na modalidade Carta Convite de nº 063/2002, 048/2003, 019/2004 e 033/2005, e de que venceu as três últimas em todos os itens, vencendo ainda parcialmente a carta convite 062/2002, não leva obrigatoriamente a uma ilegalidade. Embora não esteja anexada ao processo, foi realizada uma consulta prévia de preço (que se encontra na pasta própria) de todos os itens constantes das propostas, já que todos os procedimentos licitatórios são analisados pelo setor competente da Administração e precedido do pedido de reserva de dotação. O valor estimado dessa contratação foi de R$ 513.000,00 (quinhentos e treze mil reais). Conforme estabelece o item 6.1 do Edital, o valor para participar da licitação (garantia) foi de 1% (um por cento); e como se verifica no item 6.2, a garantia para a execução do contrato foi de 3% do mesmo valor. Conforme se verifica no item 3. DOS RECURSOS FINANCEIROS, se verifica que a reserva de dotação foi para o período de 06 (seis) meses, pois o Edital estabelece que a diferença deveria ser consignada no exercício de 2006 (seguinte). Fica afastada, assim, a acusação imputada, tendo a Administração atendido todos os requisitos da legislação federal aplicável. Ainda assim, por cautela, foi determinada a apuração do ocorrido em apartado, por procedimento administrativo próprio". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada conforme análise a seguir: -item "a" A publicação apenas no DOE não atende o estabelecido na lei 8.666/1993. Nesse sentido, há vários acórdãos do Tribunal de Contas da União-TCU: "Sempre publicar os editais de concorrência e tomada de preços em jornal de grande circulação, conforme previsto nos incisos II e III do art. 21 da Lei 8.666/1993 e Decisão 1.295/2002 - Plenário - TCU, Ata 35, de 25/9/2002.
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Acórdão 583/2005 Segunda Câmara" "Inclua, nos procedimentos licitatórios, a publicação do resumo do Edital em jornal de grande circulação, conforme artigo 21, III, da Lei nº 8.666/1993. Acórdão 166/2005 Segunda Câmara" "Proceda à publicação dos resumos dos editais dos processos licitatórios na imprensa oficial e em jornal diário de grande circulação, conforme o disposto no art. 21, inciso III, da Lei nº 8.666/1993, observando o prazo mínimo estabelecido no § 2º do mesmo artigo para o recebimento das propostas ou realização do evento. Acórdão 712/2003 Segunda Câmara" Com relação ao fato de estar anexada ao processo uma guia de recolhimento em nome da Dakfilm, realmente não configura uma ilegalidade e não foi apontado como tal neste item. A observação quanto a participação desta empresa foi com o intuito de ressaltar que a mesma já havia participado de outros certames promovidos pela Prefeitura, sendo que nos certames citados houve restrição à competitividade, conforme relatado em ponto específico deste relatório e onde inclusive, na justificativa, a própria prefeitura aventa a hipótese de a empresa ter agido em conluio com outras duas. Também o que se verificou é que a Dakfilm, conforme pesquisa efetuada na internet, tem participado de licitação em outros municípios para fornecer equipamentos médico-hospitalares, mas não para fornecer medicamentos. Com relação aos recibos dos depósitos em nome das empresas, anexados ao processo, os mesmos não comprovam efetivamente a retirada dos editais e não há qualquer outro documento com identificação e assinatura dos representantes das empresas que possam comprovar esse fato. . -item "b", "c", "d" e "e" Embora a prefeitura alegue que foi realizada uma estimativa prévia dos preços dos itens constantes da proposta, e que, com base nessa pesquisa estipulou-se o valor da garantia para participar da licitação (1%) e o valor da garantia para a execução do contrato (3%), essa estimativa não foi apresentada e também não constava do processo licitatório. Nesse sentido, as recomendações do Tribunal de Contas da União-TCU são: "Realize pesquisa de preços como forma de cumprir a determinação contida no art. 43, inciso IV, da Lei de Licitações, fazendo constar formalmente dos documentos dos certames a informação sobre a equivalência dos preços. Acórdão 301/2005 Plenário" "Realização de ampla pesquisa de preços no mercado, a fim de estimar o custo do objeto a ser adquirido, definir os recursos orçamentários suficientes para a cobertura das despesas contratuais e servir de balizamento para a análise das propostas dos licitantes, em harmonia com os arts. 7º, § 2º, inciso III, e 43, incisos IV e V, todos da Lei 8.666/1993. Acórdão 1182/2004 Plenário" "Elabore orçamento com vistas à estimativa de custos do objeto licitado, prévio à fase externa da licitação, estimado em planilhas de
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quantitativos e preços unitários, elemento integrante do edital, conforme exigido no art. 40, § 2º, inciso II, e 43, inciso IV, da Lei nº 8.666/1993. Acórdão 861/2004 Segunda Câmara" "Promova, em todos os procedimentos licitatórios, a realização, de pesquisa de preços em pelo menos duas empresas pertencentes ao do objeto licitado ou consulta a sistema de registro de preços, visando aferir a compatibilidade dos preços propostos com os praticados no mercado, nos termos do disposto no inciso V, § 1º, art. 15 e inciso IV, art. 43, da Lei nº 8.666, de 1993 e Decisões nºs 431/1993-TCU Plenário, 288/1996-TCU Plenário e 386/1997-TCU Plenário. Acórdão 828/2004 Segunda Câmara" . -item "f" A prefeitura não apresentou justificativas para este item. Não está anexada ao processo licitatório a apresentação da garantia para execução do contrato equivalente a 3% do valor, conforme previsto no edital. . -item "g" A prefeitura não apresentou justificativas para este item. A Prefeitura não está efetuando os pagamentos conforme estabelecido na cláusula V do contrato, que prevê pagamento em até 30 dias após entrega dos medicamentos. 3.2.2 CONSTATAÇÃO: Compra de medicamentos com preços acima do registrado na registro de preços no "site" da Secretaria de Estado da Saúde Paulo.

ata de de São

FATO: O objeto da Tomada de Preços TP n.º 001/2005 era a contratação de empresa para fornecimento de medicamentos (125 itens) para entrega parcelada, pelo período de 12 meses. Não foi apresentada estimativa prévia dos preços dos itens constantes da proposta. Deve-se observar que as contratações públicas somente poderão ser efetivadas após estimativa prévia do seu valor, que deve obrigatoriamente ser juntada ao processo de contratação e, quando for o caso, ao edital ou convite. Não há no processo licitatório manifestação da compatibilidade dos preços das propostas com os do mercado. Conforme pesquisa efetuada no site www.farma.saude.sp.gov.br da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (comparativo a seguir), verificou-se que os preços de 22 dos 115 medicamentos cotados na TP n.º 001/2005 estão acima dos registrados nas atas de registros de preço. Não foi possível verificar os preços dos outros 93 itens por não apresentarem cotação nesse site.

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Item Nome do medicamento do edital 8 Amicacima, Sulfato 100mg/ml 9 Amicacima, Sulfato 500mg/ml 11 Aminofilina – 24mg/ml 15 Benzilpenicilina Potássica 5.000.000 UI 17 Bicarbonato de Sódio 8,4% 26 Cefalotina sódica – 1g 31 Cloreto de potássio – 19,1% 33 Cloreto de sódio – 20% 47 Deslanosido – inj.2 ml 49 Dexametasona – 4mg/ml 55 Diclofenaco de sódio – 25mg/ml 63 Fenitoina – 50mg/ml 66 Fitometadiona – inj. 1ml 68 Furosemida – 10mg/ml 70 Glicose – 25% 71 Glicose – 50% 72 Gluconato de cálcio – inj. 10ml 73 Haloperidol – 5mg 74 Heparina sódica 5.000UI/0,25ml 76 Hidrocortisona – inj. 100mg 77 Hidrocortisona – inj. 500mg 91 Nifedipina – 10mg Sublingual

Menor Preço Preço da site TP 01/2005 1,10 0,30 1,80 0,68 4,36 0,80 2,85 0,29 0,28 1,10 1,39 0,42 2,19 1,05 0,36 0,28 0,30 1,35 3,01 1,47 2,16 6,42 0,14 0,60 0,26 1,44 0,34 1,07 0,11 0,107 0,69 0,49 0,179 0,72 0,30 0,1924 0,134 0,143 0,825 0,40 0,3456 0,90 2,08 0,08

no variação

+267% +200% +161% +203% +135% +166% +163% +161% +59% +183% +134% +204% +250% +87% +108% +109% +63% +652,5% +325% +140% +208% +75%

EVIDÊNCIA: TP nº 001/2005. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Em relação à Tomada de Preços TP nº 001/2005, trata-se de procedimento para a contratação de empresa para fornecimento de medicamentos (125 itens) para entrega parcelada, pelo período de 12 meses. A pesquisa foi efetuada no site www.farma.saude.sp.gov.br da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (comparativo a seguir), que verificou os preços de 22 dos 115 medicamentos cotados na TP n.º 001/2005, afirmando a CGU que está acima dos registrados nas atas de registros de preço. Na ata de registro de preços, a redução dos preço dos medicamentos
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se deve ao seguintes fatores: . 1. elevada quantidade de medicamentos; 2. medicamentos adquiridos do próprio governo; 3. medicamentos genéricos; 4. pagamentos à vista; 5. Isenção do ICMS; 6. Reajustes que os medicamentos sofrerão ao longo dos 12 (doze) meses. . Nos 22 medicamentos que o auditor procedeu a verificação dos preços da TP nº 001/2005, que afirma que estão acima dos registrados nas atas de registros de preço, não é verdade pois senão passamos a verificar os preços dos mesmos medicamentos de acordo com a tabela aprovada pela Resolução n.º da ABCFARMA, onde extraímos os preços tanto do fabricante como o preço máximo para venda, Vejamos: . Se pegarmos como referência a lista de preços da ABCFARMA teremos os seguinte preços
Item Nome do Medicamento o Edtal 8 9 11 Menor Valor Preço da FabriTP n.º cante 01/2005 Sulfato 1,10 2,78 7,58 1,74 Valor Maximo Lista

Amicacima, 100mg/ml Amicacima, Sulfato 1,80 500mg/ml Aminofilina – 24mg/ml 0,68 Benzilpenicilina Potássica 5.000.000 4,36 UI Bicarbonato de Sódio 0,80 8,4% Cefalotina sódica – 2,85 1g Cloreto de potássio – 0,29 19,1% Cloreto de sódio – 0,28 20% Deslanosido – inj.2 1,10 ml Dexametasona – 4mg/ml 1,39 Diclofenaco de sódio 0,42 – 25mg/ml Fenitoína – 50mg/ml 2,19 Fitometadiona – inj. 1,05 1ml Furosemida – 10mg/ml 0,36 Glicose – 25% Glicose – 50% 0,28 0,30

3,84 10,48 2,41

15 17 26 31 33 47 49 55 63 66 68 70 71

4,51 0,52 2,38 0,51 0,50 0,82 5,11 0,68 1,97 2,19 0,48 0,56 0,60

6,24 0,73 3,29 0,70 0,69 1,13 7,06 0,94 2,73 3,02 0,67 0,78 0,83

Abcfarma pág.20 Abcfarma pág.20 Abcfarma pág.20 Abcfarma pág.34 Abcfarma Pág.37 Abcfarma Pág.48 Abcfarma pág.58 Abcfarma pág.58 Abcfarma pág.45 Abcfarma pág.69 Abcfarma 71 Abcfarma pág.105 Abcfarma 114 Abcfarma pág.96 Abcfarma 102 Abcfarma pág.102

pág.

pág.

pág.

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Item Nome do Medicamento o Edtal 72 73 74 76 77 91

Valor Menor Preço da FabriTP n.º cante 01/2005 0,89 Gluconato de cálcio – 1,35 inj. 10ml Haloperidol – 5mg 3,01 2,10 Heparina sódica 1,47 5.000UI/0,25ml Hidrocortisona – inj. 2,16 100mg Hidrocortisona – inj. 6,42 500mg Nifedipina – 10mg 0,14 Sublingual 1,44 3,29 7,94 0,46

Valor Maximo

Lista

1,23 2,90 1,98 4,54 10,98 0,64

Abcfarma 102 Abcfarma pág.104 Abcfarma 119 Abcfarma pág.63 Abcfarma 63 Abcfarma pág.142

pág.

pág.

pág.

Convém também verificar a cotação tendo como referência guia farmacêutico Braslndice (doc. 47)

a

tabela

do

Item Edtal

o

Nome do Medicamento

8 9 11 15 17 26 31 33 47 49 55 63

Amicacima, 100mg/ml Amicacima, Sulfato 1,80 500mg/ml Aminofilina – 24mg/ml 0,68 Benzilpenicilina 4,36 Potássica 5.000.000 UI Bicarbonato de Sódio 8,4% 0,80 Cefalotina sódica – 1g Cloreto de potássio 19,1% Cloreto de sódio – 20% Deslanosido – inj.2 ml Dexametasona – 4mg/ml Diclofenaco de sódio 25mg/ml Fenitoína – 50mg/ml 2,85 – 0,29 0,28 1,10 1,39 – 0,42 2,19

Menor Valor Preço da Maximo TP n.º 01/2005 Sulfato 1,10 1,52

Lista

66 68 70

Fitometadiona – inj. 1ml Furosemida – 10mg/ml Glicose – 25%

1,05 0,36 0,28

BRASILÍNDICE pág.106 4,95 BRASILÍNDICE pág. 106 0,77 BRASILÍNDICE pág. 106 BRASILÍNDICE 6,25 pág. 113 0,86 BRASILÍNDICE pág. 114 3,30 BRASILÍNDICE pág.120 DIVERSOS BRASILÍNDICE pág.125 DIVERSOS BRASILÍNDICE pág. 125 1,13 BRASILÍNDICE pág. 119 NÃO CONTA BRASILÍNDICE NÃO COTA DIVERSOS BRASILÍNDICE pág.133 e 134 NÃO BRASILÍNDICE NÃO POSSUI POSSUI COTAÇÃO COTAÇÃO 2,72 BRASILÍNDICE pág.194 DIVERSOS BRASILÍNDICE pág. 146 DIVERSOS BRASILÍNDICE pág. 148

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Item Edtal

o Nome do Medicamento

71 72 73 74 76 77 91

Glicose – 50%

Menor Valor Preço da Maximo TP n.º 01/2005 0,30 DIVERSOS 1,20 3,64 1,82 3,48 7,99 0,46

Lista

Gluconato de cálcio – 1,35 inj. 10ml Haloperidol Injetavel – 3,01 5mg Heparina sódica 1,47 5.000UI/0,25ml Hidrocortisona – inj. 2,16 100mg Hidrocortisona – inj. 6,42 500mg Nifedipina – 10mg 0,14 Sublingual

BRASILÍNDICE pág 148 BRASILÍNDICE pág. 148 BRASILÍNDICE pág. 149 BRASILÍNDICE pág. 103 BRASILÍNDICE pág. 130 BRASILÍNDICE pág.130 BRASILÍNDICE pág. 103

Quanto aos pagamentos efetuados em atraso dos medicamentos, conforme afirma o nobre auditor, justificamos que estes são efetuados com recursos federais e de acordo com a disponibilidade financeira do Município. Portanto as despesas com medicamentos bancadas com recursos da União não sofrem e nem nunca sofreram atrasos. Assim ficou devidamente demonstrado que não ocorreu nenhum prejuízo ao erário, que os preços são compatíveis com os de mercado e que o procedimento seguido para aquisição destes obedeceu aos termos da lei". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Os preços registrados nos sites do Ministério da Saúde (BPS-Banco de Preços) e do Governo do Estado de São Paulo (BEC-SP) referentes aos preços dos medicamentos adquiridos por alguns órgãos, também revelam que os preços dos medicamentos adquiridos pela Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus estão acima dos praticados no âmbito do administração pública. As publicações Brasilíndice e Abcfarma utilizadas como referência pela Prefeitura aplicam-se à venda feita no comércio varejista pelas farmácias. 3.2.3 CONSTATAÇÃO: Falhas nos procedimentos licitatórios.

FATO: O objeto da Tomada de Preços TP n.º 003/2005 era a contratação de empresa para fornecimento de material de consumo técnico-hospitalar e ambulatorial (153 itens) para entrega parcelada, pelo período de 12 meses. O processo foi realizado no período de 21/06/2005 a 15/08/2005. Nesta licitação foram verificadas as seguintes impropriedades: a) O resumo do edital do processo licitatório foi publicado apenas no Diário Oficial do Estado de São Paulo - DOE, sem publicação em jornal
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de grande circulação, em desobediência ao disposto no inciso III do art. 21 da Lei n.º 8.666/93. Este fato pode ter contribuído para que, embora no processo licitatório estejam anexadas as Guias de Recolhimento no valor de R$ 20,00 em nome das 12 empresas a seguir listadas, apenas as empresas Comercial Cirúrgica Rioclarense e Dakfilm apresentaram proposta para a maioria dos itens sendo que a Vital Hospitalar cotou 7 dos 153 itens e a IBF cotou 8 dos 153 itens. As Guias de Recolhimento estão em nome das empresas: - Parâmetro Comércio, Importação e Exportação Ltda. CNPJ 05.904.533/0001-11 (na fazenda estadual e federal, a atividade desta empresa está cadastrada como "comércio atacadista de outros produtos alimentícios"); - Biolab Sanus Farmacêutica Ltda. CNPJ 49.475.833/0010-99; - União Química Farmacêutica Nacional S.A. CNPJ 49.475.833/0010-99; - Centro Vale Comércio de Produtos Hospitalares Ltda. CNPJ 53.611.125/0001-14; - Mogami Importação e Exportação Ltda. CNPJ 50.247.071/0001-61; - Cirúrgica União Ltda. CNPJ 04.063.331/0001-21; - King Limp Com. Produtos de Limpeza Ltda. CNPJ 38.841.433/0001-42 (na Receita Federal, a atividade desta empresa está cadastrada como "Comércio atacadista de produtos de higiene, limpeza e conservação domiciliar") - Comercial Cirúrgica Rioclarense Ltda. CNPJ 67.729.178/0001-49; - Cotamed Farmacêutica Ltda. CNPJ 05.061.324/0001-53; - Dakfilm Comercial Ltda. CNPJ 61.613.881/0001-00. Ressalte-se que esta empresa (Dakfilm), conforme relatado em outro ponto, participou das licitações Carta Convite n.º 062/2002, 048/2003, 019/2004 e n.º 033/2005, referente à aquisição de materiais médico-hospitalares, tendo vencido as 3 últimas em todos os itens e vencido parcialmente a Carta Convite n.º 062/2002. Deve-se considerar que nesses convites houve restrição à competitividade em certame; - Vital Hospitalar Comercial Ltda. CNPJ 61.610.283/0001-88; - Indústria Brasileira de Filmes Ltda. CNPJ 33.255.787/0001-91. Após julgamento das propostas (menor preço por item), o resultado da licitação ficou assim distribuído: Empresa Valor Dakfilm R$ 219.265,60 Vital Hospitalar R$ 36.852,92 IBF R$ 52.585,92 Rioclarense R$ 236.368,88 Total ........... R$ 545.073,32 . b) Não foi apresentada estimativa prévia dos preços dos itens constantes da proposta. Deve-se observar que as contratações públicas somente poderão ser efetivadas após estimativa prévia do seu valor,
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que deve obrigatoriamente ser juntada ao processo de contratação e, quando for o caso, ao edital ou convite. Entre outros objetivos, a apresentação da estimativa serve para que se verifique se há recursos orçamentários suficientes para pagamento da despesa com a contratação; c) Ainda em decorrência da ausência de estimativa de preços, não há no processo licitatório manifestação da compatibilidade dos preços das propostas com os do mercado, conforme estabelece o artigo 43, inciso IV da Lei n.º 8.666/93; d) Não está anexada ao processo licitatório, a apresentação da garantia para execução do contrato equivalente a 3% do valor, conforme previsto no edital; e) A Prefeitura não está efetuando os pagamentos conforme estabelecido na cláusula V do contrato, que prevê pagamento em até 30 dias após a entrega dos medicamentos. Conforme relatório do Setor de Contabilidade da Prefeitura, os valores lançados referentes a despesas amparadas pela TP 03/2005 em questão foram: - Dakfilm (em 2005): Valor empenhado: R$ 30.118,30 Valor pago: R$ 21.654,90 - Dakfilm (em 2006): Valor empenhado: R$ 197.610,66 Valor pago: R$ 80.452,00 - Vital (em 2005): Valor empenhado: R$ 1.519,00 Valor pago: R$ 0,00 - Vital (em 2006): Valor empenhado: R$ 36.852,92 Valor pago: R$ 0,00 - Rioclarense (em 2005): Valor empenhado: R$ 33.176,20 Valor pago: R$ 0,00 - Rioclarense (em 2006): Valor empenhado: R$ 236.368,08 Valor pago: R$ 42.240,48. EVIDÊNCIA: Tomada de Preços TP nº 003/2005 MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O objeto da Tomada de Preços TP n.º 003/2005 era a contratação de empresa para fornecimento de material de consumo técnico-hospitalar e ambulatorial (153 itens) para entrega parcelada, pelo período de 12 meses. O processo foi realizado no período de 21/06/2005 a 15/08/2005. Não há que se falar que o fato de haver publicação somente no DOE, houve restrição a competitividade, pois doze (12) empresas recolheram a importância de R$ 20,00 (vinte reais) cobrada para retirada do edital, mostrando que houve ampla publicidade. Se boa parte dessas empresas resolveu não participar do certame, isso se deveu, ou ao desinteresse quanto ao objeto licitado ou à impossibilidade de preencher os requisitos do edital. A final, optaram em participar as empresas: Comercial Cirúrgica Rioclarense Ltda.; e Dakfilm Comercial Ltda. e IBF Ltda., Essas empresas apresentaram suas propostas, sendo certo que a Administração atuou de maneira transparente, aberta, com sessões públicas realizadas em local de livre acesso, observando-se,
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enfim, todos os prazos estabelecidos pela Lei Federal n.º 8666/93. Neste sentido o STJ se manifestou pela legalidade da contratação até mesmo sem publicação no DOE, conforme acórdão abaixo: . REsp 287727 / CE ; RECURSO ESPECIAL - 2000/0118834-8 Relator(a) Ministro MILTON LUIZ PEREIRA (1097) Órgão Julgador T1 PRIMEIRA TURMA Data do Julgamento 24/09/2002 Data da Publicação/Fonte DJ 14.10.2002 p. 190 Ementa Administrativo. Licitação. Vinculação às Cláusulas Editalícias. Publicidade Somente no Jornal de Grande Circulação Local. Ausência de Prejuízo. Prevalência do Interesse Público. Lei 8.666/93 (art. 49). 1. Demonstrada a suficiente abrangência publicitária da licitação e ausente alegação objetiva de prejuízo, prevalece o interesse público, como chancelador da legalidade do ato, perdendo significado a irregularidade ocorrida. 2. Recurso sem provimento. . Embora não tenha sido juntada a estimativa prévia dos preços dos itens constantes da proposta, esta existe. De fato, o item 6.1 do Edital da TP 003/2005 exigiu garantia conforme Inciso III do Art. 31, da Lei Federal 8.666/93 alterada pela Lei nº 8.883/94 no valor de R$ 4.120,00 (quatro mil cento e vinte reais). Ademais, o item 09 do referido Edital na letra "e" exige dos licitantes prova de capital social mínimo de R$ 41.200,00 (quarenta e um mil e duzentos reais), conforme artigo 31 da Lei 8.666/93. Esses dois itens deixam claro que o custo estimado da contratação pelo período de 12 (doze) meses foi de R$ 412.000,00 (quatrocentos e doze mil reais). É de se notar, ainda, que este valor não apareceu aleatoriamente e sim baseado e fundamentado em uma planilha de preços prévios que tiveram com parâmetro a tabela ABCFARMA e o Guia Farmacêutico Brasíndice (doc. 47 anexo). Não existe nenhuma irregularidade no tocante ao fato de que a empresa DAKFILM, participou das licitações na modalidade Carta Convite 063/2002; 048/2003; 019/2004 e 033/2005, venceu as três últimas em todos os itens e venceu parcialmente a carta convite 062/2002. Embora não esteja anexada ao processo foi realizada a consulta prévia de preço dos itens constantes das propostas, pois todos os procedimentos licitatórios analisados pelo auditor foram precedidos do pedido de reserva de dotação. O valor estimado da contratação é de R$ 412.000,00-(quatrocentos e doze mil reais), conforme estabelece o item 6.1 do Edital o valor para participar de 1% (um por cento), e como se verifica no item 6.2 a garantia para execução do contrato é de 3% do valor do contrato. Conforme se verifica no item 3. DOS RECURSOS FINANCEIROS, a reserva de dotação foi para o período de 06 (seis) meses, pois o Edital estabelece que a diferença deveria ser consignada no exercício de 2006 (seguinte). Por todo o exposto ficou devidamente esclarecido que nenhuma irregularidade ocorreu". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativas não acatadas conforme análise a seguir:
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-item "a" A publicação apenas no DOE, não atende o estabelecido na lei 8.666/1993. Nesse sentido, há vários acórdãos do Tribunal de Contas da União-TCU: "Sempre publicar os editais de concorrência e tomada de preços em jornal de grande circulação, conforme previsto nos incisos II e III do art. 21 da Lei 8.666/1993 e Decisão 1.295/2002 - Plenário - TCU, Ata 35, de 25/9/2002. Acórdão 583/2005 Segunda Câmara" "Inclua, nos procedimentos licitatórios, a publicação do resumo do Edital em jornal de grande circulação, conforme artigo 21, III, da Lei nº 8.666/1993. Acórdão 166/2005 Segunda Câmara" "Proceda à publicação dos resumos dos editais dos processos licitatórios na imprensa oficial e em jornal diário de grande circulação, conforme o disposto no art. 21, inciso III, da Lei nº 8.666/1993, observando o prazo mínimo estabelecido no § 2º do mesmo artigo para o recebimento das propostas ou realização do evento. Acórdão 712/2003 Segunda Câmara" Com relação ao fato de estar anexada ao processo uma guia de recolhimento em nome da Dakfilm, realmente não configura uma ilegalidade e não foi apontado como tal neste item. A observação quanto a participação desta empresa foi com o intuito de ressaltar que a mesma já havia participado de outros certames promovidos pela Prefeitura, sendo que nos certames citados houve restrição à competitividade, conforme relatado em ponto específico deste relatório e onde inclusive, na justificativa, a própria prefeitura aventa a hipótese de a empresa ter agido em conluio com outras duas. Com relação aos recibos dos depósitos em nome das empresas, anexados ao processo, os mesmos não comprovam efetivamente a retirada dos editais e não há qualquer outro documento com identificação e assinatura dos representantes das empresas que possam comprovar esse fato. . -item "b", "c", "d" e "e" Embora a prefeitura alegue que foi realizada uma estimativa prévia dos preços dos itens constantes da proposta, e que, com base nessa pesquisa estipulou-se o valor da garantia para participar da licitação (1%) e o valor da garantia para a execução do contrato (3%), essa estimativa não foi apresentada e também não constava do processo licitatório. Nesse sentido, as recomendações do Tribunal de Contas da União-TCU são: "Realize pesquisa de preços como forma de cumprir a determinação contida no art. 43, inciso IV, da Lei de Licitações, fazendo constar formalmente dos documentos dos certames a informação sobre a equivalência dos preços. Acórdão 301/2005 Plenário" "Realização de ampla pesquisa de preços no mercado, a fim de estimar o custo do objeto a ser adquirido, definir os recursos orçamentários suficientes para a cobertura das despesas contratuais e servir de balizamento para a análise das propostas dos licitantes, em harmonia com os arts. 7º, § 2º, inciso III, e 43, incisos IV e V, todos da Lei
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8.666/1993. Acórdão 1182/2004 Plenário" "Elabore orçamento com vistas à estimativa de custos do objeto licitado, prévio à fase externa da licitação, estimado em planilhas de quantitativos e preços unitários, elemento integrante do edital, conforme exigido no art. 40, § 2º, inciso II, e 43, inciso IV, da Lei nº 8.666/1993. Acórdão 861/2004 Segunda Câmara" "Promova, em todos os procedimentos licitatórios, a realização, de pesquisa de preços em pelo menos duas empresas pertencentes ao do objeto licitado ou consulta a sistema de registro de preços, visando aferir a compatibilidade dos preços propostos com os praticados no mercado, nos termos do disposto no inciso V, § 1º, art. 15 e inciso IV, art. 43, da Lei nº 8.666, de 1993 e Decisões nºs 431/1993-TCU Plenário, 288/1996-TCU Plenário e 386/1997-TCU Plenário. Acórdão 828/2004 Segunda Câmara" . -item "f" A prefeitura não apresentou justificativas para este item. Não está anexada ao processo licitatório a apresentação da garantia para execução do contrato equivalente a 3% do valor, conforme previsto no edital. . -item "g" A prefeitura não apresentou justificativas para este item. A Prefeitura não está efetuando os pagamentos conforme estabelecido na cláusula V do contrato, que prevê pagamento em até 30 dias após entrega dos medicamentos. 3.2.4 CONSTATAÇÃO: Restrição à competitividade em certame licitatório.

FATO: Em todos os convites a seguir relacionados foram convidadas somente as empresas Thidimed Comercial Ltda. CNPJ 04.995.021/0001-45, Dakfilm Comercial Ltda. - CNPJ 61.613.881/0001-00 e Dipafarm Comercial Ltda. - CNPJ 04.251.933/0001-02: . - Carta Convite n.º 062/2002 (licitação por item). Objeto: Aquisição de materiais, equipamentos e mobília para a Secretaria de Saúde. O resultado da licitação foi: Dakfilm R$ 26.563,63 e Dipafarm R$ 12.174,88. . - Carta Convite n.º 048/2003, Carta Convite n.º 019/2004 e Carta Convite n.º 033/2005 (licitação por item). Objeto: Aquisição de materiais médico-hospitalares para serem utilizados nas Unidades de Saúde do Município. . Nesses 3 convites a Dakfilm apresentou o menor preço em todos os itens:
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Carta Convite n.º 048/2003: R$ 79.918,50, Carta Convite n.º 019/2004: R$ 79.892,14 e Carta Convite n.º 033/2005: R$ 79.937,15. . Todas as empresas tem endereço no bairro da Casa Verde, zona norte da capital paulista. . Com relação à composição societária: a) Thidimed Comercial Ltda. - sócio responsável - CPF 325.405.138-67 (filho de sócio da Dakfilm) - sócio - CPF 662.399.668-00 (o telefone cadastrado na Receita Federal é o mesmo de um dos sócios da Dipafarm, de CPF 253.709.548-01). - contador - CPF 090.429.288-67 (mesmo da Dipafarm e Dakfilm) - contador - CNPJ 01.796.610/0001-06 . b) Dipafarm Comercial Ltda. - sócio responsável - CPF 085.744.858-41 (o e-mail cadastrado na Receita Federal refere-se à Dakfilm) - sócio - CPF 253.709.548-01 (o telefone cadastrado na Receita Federal é o mesmo de um dos sócios da Thidimed, de CPF 662.399.668-00) - ex-sócio - CPF 278.316.588-07 (excluído em 09/02/2004 - filha de sócio da Dakfilm) - ex-sócio - CPF 278.535.698-58 (excluído em 30/08/2004 - filho de sócio da Dakfilm) - contador - CPF 090.429.288-67 (mesmo da Thidimed e Dakfilm) . c) Dakfilm Comercial Ltda. - sócio responsável - CPF 692.506.348-20 (mesmo sobrenome de sócios ou ex-sócios da Thidimed e Dipafarm) - sócio - CPF 132.736.418-27 (mãe de sócios ou ex-sócios da Thidimed e Dipafarm) - ex-sócio - CPF 032.152.938-38 (excluído em 14/09/2001 mesmo sobrenome de sócio da Thidimed e também de ex-sócios da Dipafarm) - contador - CPF 090.429.288-67 (mesmo da Dipafarm e Thidimed). . O vínculo entre as participantes prejudicou a competitividade que se busca alcançar com as licitações. Esse vínculo foi verificado pela presença de familiares na composição societária das empresas, bem como pelo fato das 3 empresas apresentarem o mesmo contador. Essa contratação equipara-se a uma contratação direta. Além disso, conforme entendimento do Tribunal de Contas da União TCU, para impedir que no convite sempre participem as mesmas empresas, deve ser convidado, no mínimo, mais um interessado para cada repetição do certame e para convites de objeto idêntico ou assemelhado às licitações anteriores. EVIDÊNCIA: Carta Convite nº 062/2002. Carta Convite nº 048/2003. Carta Convite nº 019/2004. Carta Convite nº 033/2005. Pesquisa nos sistemas da Receita Federal (CPF e CNPJ). MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Esse procedimento licitatório encontra-se em perfeita regularidade. De fato, a Administração valeu-se da norma contida no §
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1º do artigo 32 da Lei federal n.º 8666/93, que dispõe textualmente o seguinte: . §1o A documentação de que tratam os arts. 28 a 31 desta Lei poderá ser dispensada, no todo ou em parte, nos casos de convite, concurso, fornecimento de bens para pronta entrega e leilão. . A propósito, a Professora Maria Sylvia Zenella Di Pietro, no ensina que: . "De acordo com o § 1.º do artigo 32, a documentação pode ser dispensada, no todo ou em parte, nos casos de convite, concurso, fornecimento de bens para pronta entrega e leilão (Direito Administrativo/ Maria Sylvia Zenella Di Pietro-14.ed.São Paulo; Atlas. 2002, pág.335". . O mestre Diógenes Gasparini, também segue na mesmo esteira, senão vejamos: "Com o encerramento do prazo para o recebimento dos envelopes "documentação e proposta" tem início a fase da habilitação, que só tem essa cronologia, isto é, a segunda do procedimento, quando este é a concorrência. Na Tomada de Preços , acontece antes. No Convite, leilão e concurso, em principio não existe conforme se depreende do disposto no § 1.º do art. 32 do Estatuto Federal Licitatório". (Direito Administrativo/Diógenes Gasparini. 5.ed. ver. Atul.e aum. São Paulo: Saraiva. Pág.467) . Toshio Mukai, também se posiciona neste sentido ao afirmar que: . "O art. 32 dispõe sobre as condições da apresentação dos documentos, sendo que o § 1.º reza que a documentação para habilitação poderá ser dispensada, no todo ou em parte, nos casos de convite, concurso e fornecimento de bens para pronta entrega.(Novo Estatuto jurídico das licitações e contratos público/;Toshio Mukai- 2ª ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1993. pág.41.) . Ou seja, o Município cumpriu integralmente a legislação, haja vista que essa não obriga que na modalidade convite, seja exigido o contrato social dos participantes. Desta forma não havia como saber da existência de parentesco entre os proprietários ou sócios comuns entre nossos fornecedores. Se ocorreu alguma ilegalidade, certamente inexistiu qualquer participação de servidores municipais. Por isso mesmo é que a Municipalidade já instaurou processo administrativo, para apurar responsabilidades dessas empresas licitantes que podem ter agido em conluio. Deixamos claro que em todos os procedimentos licitatórios, seja por que modalidade for, sempre é estimado o valor da contratação, mediante consulta prévia de preços dos itens licitados, ainda que essa pesquisa não esteja anexada ao processo respectivo, eis que ficam arquivadas em pasta própria, renovadas anualmente. Com base nessas estimativas é que foram feitas as reservas de dotação, que jamais deixaram de ocorrer. A afirmativa de que houve uma única empresa que ganhou todos os
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procedimentos licitatórios, além de não ser verídica, não representa ilegalidade alguma. De fato, aos editais sempre se deu ampla publicidade, e sempre se verificou a participação de várias empresas. Ganhou aquela ofereceu o menor preço ao Município. Há que se deixar claro que todos os procedimentos adotados na licitação estão em conformidade com a legislação federal. Nas licitações sob modalidade de convite, a publicidade sempre foi feita por afixação do edital no átrio da Prefeitura conforme estabelece o art. 24 § 3.º da Lei Federal 8.666/93. A alegação de que as empresas licitantes estejam situadas no mesmo bairro não passa de mera ilação, com a mais devida vênia, pois estão elas sediadas em endereços diferentes e já haviam participado de vários outros certames em anos anteriores. Contudo para que não pairem quaisquer dúvidas acerca da lisura no trato da coisa pública, a Administração Municipal, embora não esteja obrigada a tanto, tem efetuado suas compras por meio do pregão (presencial ou eletrônico). Anexamos à presente os documentos comprobatórios das informações aqui prestadas (doc. 48)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Na modalidade convite, a Administração escolhe quem quer convidar, entre os possíveis interessados, cadastrados ou não. Ou seja, a iniciativa de escolher os participantes parte da prefeitura e o fato da lei dispor que a documentação para habilitação poderá ser dispensada, no todo ou em parte, nos casos de convite, não desobriga a administração de garantir que todos os princípios sejam respeitados, em especial, neste caso, o da competitividade. Portanto, a dispensa da documentação permitida pela lei 8.666/93, para a modalidade convite, não elide nem justifica a ocorrência da restrição à competitividade nesses 4 convites analisados. Deve-se ressaltar que a hipótese aventada pela prefeitura, de conluio por parte das empresas licitantes, sem participação de servidores municipais, não pode prosperar, tendo em vista que as empresas foram convidadas pela própria administração para participar do certame. Além disso, por meio de pesquisa na Internet verificou-se que a Dakfilm aparece como participante em vários processos licitatórios, contudo não há qualquer registro em nome da Thidimed ou da Dipafarm. Nesse sentido, para impedir que no convite sempre participem as mesmas empresas, há determinação do Tribunal de Contas da União - TCU, para que se convide, no mínimo, mais um interessado para cada repetição do certame e para convites de objeto idêntico ou assemelhado às licitações anteriores, conforme Acórdão 2528/2003Primeira Câmara-TCU: "Proceda obrigatoriamente a ampliação de competidores por meio do convite a novos licitantes, cadastrados ou não, nas licitações sucessivas para objetos similares ou idênticos (art. 22, § 6º)." Além disso, o TCU, no material "Orientações Básicas" 3ª. Edição, orienta: "Para alcançar o maior número possível de interessados no objeto licitado e evitar a repetição do procedimento, muitos órgãos ou
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entidades vêm utilizando a publicação do convite na imprensa oficial e em jornal de grande circulação, além da distribuição direta aos fornecedores do ramo. A publicação na imprensa e em jornal de grande circulação confere ao convite divulgação idêntica à da concorrência e à da tomada de preços e afasta a discricionariedade do agente público." Com relação aos documentos comprobatórios (doc. 48) apresentados, os mesmos referem-se apenas a certidões negativas de débito da Previdência Social, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, FGTS e comprovante de inscrição na Secretaria da Receita Federal das 3 empresas citadas, não sendo pertinentes para a justificativa do fato. 3.2.5 CONSTATAÇÃO: Restrição à competitividade em certame licitatório.

FATO: Para participar do Convite n.º 06/2006, cujo objeto era a locação de 2 ambulâncias e 2 motos para um período de 12 meses, foram convidadas as seguintes empresas: Luiz Viana Transportes Ltda. CNPJ 07.590.934/0001-70, - Credicar Locadora de Veículos Ltda. - CNPJ 22.257.109/001-41 e - Locamais Ltda. - CNPJ 42.769.224/0001-02. . As 3 empresas participantes são de Belo Horizonte-MG, sendo que a Luiz Viana Transportes e a Credicar Locadora de Veículos estão instaladas no mesmo endereço, em salas diferentes. Não há no processo licitatório, aviso de recebimento - AR comprovando que estes convites foram entregues pelo serviço dos Correios, observando-se que as empresas estão localizadas fora do estado de São Paulo a aproximadamente 600km do Município de Pirapora do Bom Jesus. Tampouco há contrato de representação ou outro documento nomeando um representante da empresa. Apesar disso, as declarações das empresas confirmando que receberam os convites constam do processo. Também não estão anexados os envelopes em que foram apresentadas as propostas, não sendo possível determinar a forma como as mesmas foram entregues na Prefeitura. Conforme ata da Comissão de Licitação na data da abertura das propostas, não há qualquer menção à presença dos representantes dos licitantes convidados, nem a assinatura dos mesmos. Com relação ao seguro dos veículos e das motos, item importante a se considerar na apresentação das propostas, este não foi questionado por qualquer uma das empresas, sendo que nem o edital nem o contrato fizeram menção a respeito deste assunto e todas as propostas apresentaram valores muito próximos. Ressalte-se que a ausência de cláusula no contrato apontando a quem caberá a responsabilidade no caso de roubo, furto, incêndio ou qualquer sinistro, bem como cobertura em relação a terceiros, impossibilita a imputação de responsabilidade do caso de sinistro. Não há menção também à substituição dos veículos no caso de necessidade de manutenção. Também se verificou que os sócios da empresa Luiz Viana Transportes Ltda. são filhos dos sócios da empresa Credicar Locadora de Veículos Ltda.
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Para confirmar o vínculo entre as duas empresas há o fato de que, embora a vencedora do certame tenha sido a Luiz Viana Transportes Ltda., a documentação das duas ambulâncias indica como proprietária dos veículos a Credicar Locadora de Veículos Ltda. O cadastro da Receita Federal indica que a atividade da empresa Luiz Viana Transportes seria "serviços de entrega rápida" e o cadastro da empresa Credicar Locadora de Veículos indica como atividade da empresa "locação de veículos rodoviários de passageiros com motorista, intermunicipal, interestadual e internacional". Este fato contraria o disposto no art. 22, §3º, da Lei n.º 8.666/1993: "convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto." Com relação à outra participante do certame, a empresa Locamais Ltda., a mesma não trabalha com locação de ambulâncias ou motos, apenas carros comuns, conforme informações obtidas por telefone. O vínculo existente entre duas participantes que sequer estão cadastradas nos órgãos oficiais como sendo do ramo pertinente ao objeto do convite, bem como a participação de uma terceira, que não trabalha com o tipo de veículo solicitado, prejudicou a competitividade que se busca alcançar com as licitações. EVIDÊNCIA: Carta Convite nº 06/2006. Pesquisa nos sistemas da Receita Federal (CPF e CNPJ). MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A Auditoria apontou que não teria ocorrido competitividade entre as empresas que participaram do Convite sob nº 06/2006, visando obter a locação de duas ambulâncias e duas motocicletas, sendo as primeiras para uso na área da saúde e as últimas para educação. Participaram três empresas do procedimento licitatório, todas elas com sedes localizadas na cidade Belo Horizonte, sendo que seus representantes legais foram chamados perante a comissão de sindicância para prestar seus esclarecimentos, ocasião em que se apurou que nenhuma ilegalidade foi cometida. A Empresa Locamais, segundo foi apontado pelo órgão requisitante, não teria ambulâncias ou motocicletas para locar. Porém, seu representante legal, informou que presta serviços de locação de quase todos os tipos de veículos, sendo que ao receber o pedido, caso não dispusesse do veículo solicitado analisaria a conveniência em adquirir ou locar, de maneira a cumprir ao solicitado pelo contratante. Ademais exigir que cada empresa interessada em participar do certame já fosse proprietária dos veículos seria ferir princípio de isonomia, haja vista que poderia limitar o número de participantes. Aí sim haveria restrição à competitividade. O que importa é que o licitante disponha do bem necessário ao objeto licitado quando recebe a ordem de início da Municipalidade. O ramo de atividade da empresa declarada vencedora é totalmente compatível com o objeto solicitado pela Administração, conforme se infere da cópia do contrato social anexa (doc. 49). Segundo foi apurado pela Municipalidade, todas as empresas afirmaram que possuem sua sede na cidade de Belo Horizonte/MG em razão da alíquota do IPVA, que naquela localidade é o equivalente a 1%, o que proporciona as mesmas maior competitividade.
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Consta também que essas empresas tiveram acesso a Administração por meio de propaganda e visitas diretas efetuadas ao departamento de compras para que pudessem se inteirar dos certames a serem realizados Todas elas prestam serviços em localidades próximas e acodem a licitações sob modalidade de convite mesmo sem terem sido convidadas, já que os editais ficam afixados nas sedes dos entes licitantes. Os representantes afirmaram ainda que efetivamente retiraram as propostas e as encaminharam pessoalmente, sem acompanhar o julgamento, por mera liberalidade como permite a lei. Alegou-se ainda, que as empresas Credicard (doc. 49) e Luiz Viana Transportes Ltda. (doc. 50), não possuem em seu objeto social a habilitação para locação de veículos. Todavia, os documentos ora anexados mostram que ambas as empresas possuem total habilitação para participar do procedimento licitatório, a primeira conforme "CLÁUSULA III, Do Objeto Social O objetivo da sociedade continua inalterado, ou seja, a prestação de serviços de locação de veículos (grifo nosso) com e sem motorista e os serviços de transporte de passageiros, cargas e malotes" e o da segunda "CLÁUSULA III, Do Objeto Social A sociedade terá como objeto a exploração do ramo de transporte municipal de pequenas cargas e encomendas e locação de veículos automotores" (grifo nosso). No tocante a falta de previsão contratual sobre seguro, a questão se revela irrelevante para o quesito competitividade. Todavia, para eliminar quaisquer dúvidas, cumpre esclarecer que no ramo da locação o seguro é sempre por parte da contratação, salvo previsão contratual, conforme confirmado pelo representante da empresa. Ressalte-se, por derradeiro, que até a presente data a Administração não foi onerada em nada a esse respeito. Os envelopes foram encartados às fls. 24 (LOCAMAIS) do procedimento licitatório, afastando-se assim tal apontamento e das outras empresas estavam encartadas em outro local. Outra acusação é a de que a competitividade teria sido fragmentada em razão de que duas empresas que participaram do certame, no caso a CREDICARD e a LUIZ VIANA TRANSPORTES, teriam em seus quadros pessoas de mesma família (pai e filho). Em oitiva dos representantes das duas empresas e pela juntada do comprovante de contrato social, efetivamente se tratam de pessoas de mesma família, porém foi dito pelo senhor Luiz Viana, representante legal da Luiz Viana Transportes Ltda., que não possui relacionamento estreito com seu genitor (representante da empresa Credicard), e que tomou conhecimento do serviço por meio de contato direto e nem mesmos sabia que a empresa Credicard iria participar do procedimento, vindo somente descobrir tal fato quando do comunicado do resultado. Apesar de tudo isso, não se vislumbrou até o presente momento que em razão de tal vínculo ocorreu qualquer prejuízo ao erário, uma vez que o preço ofertado estava abaixo do preço de mercado. Seja como for, já está sendo apurada responsabilidades quanto a esse caso, ou seja, se as empresas agiram de má-fé ou não, ocasião que após lhes concedido o direito da ampla defesa, a Administração irá decidir sobre eventual aplicação de penalidades. Declarou ainda o senhor Luiz, bem como requereu a juntada de documento esclarecendo que o veículo que estava a disposição da Administração já havia sido adquirido por sua empresa, e que transferência não havia ocorrido anteriormente em razão de problemas
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burocráticas, pois sempre que uma locadora compra um veículo é obrigada a permanecer com sua titularidade por cerca de seis meses. No tocante ao endereço de funcionamento das empresas os mesmos efetivamente não conferem, sendo certo que a empresa Credicard funciona na Avenida Professor Mário Werneck, nº 813, Estoril, BH/MG e a empresa Luiz Viana na Rua Rio Grande do Norte, 783, sala 03 Funcionários, BH/MG, sendo certo que ao tempo do convite, ambas funcionavam em mesmo prédio, porém em salas distintas, bem como a empresa Credicard inclusive possuía filial em outro endereço. Para provar o alegado foi juntado o contrato social da empresa Credicar 18ª e 19ª alteração e contrato social da empresa Luiz Viana Transportes Ltda. Com a exibição dos contratos, verifica-se que somente em uma única proposta apareceu o endereço igual, e que segundo o representante legal da empresa Credicard, provavelmente funcionário seu utilizou-se de carimbo errado, sendo que a sala 03 já foi da Credicard, mas deixou há muito tempo de o ser, sendo que posteriormente passou a funcionar somente na sala 01, e que atualmente está localizada em outro bairro (Estoril). Conclui-se assim, que não se trata de falta de competitividade uma vez que as empresas estão legalmente constituídas, possuem habilitação para prestar o serviço e o preço praticado está dentro do valor de mercado. Isto Posto, tendo em vista que já está sendo apurada responsabilidade das empresas envolvidas, que a legislação não obriga a exibição de contrato social de todas as empresas, que todos os envolvidos confirmaram terem apresentado proposta, outro não pode ser o entendimento senão o de afastar tal imputação, sendo que o resultado do procedimento administrativo instaurado será comunicado a essa Controladoria". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Na modalidade convite, a Administração escolhe quem quer convidar entre os possíveis interessados, cadastrados ou não. Ou seja, a iniciativa de escolher os participantes parte da prefeitura e o fato da lei dispor que a documentação para habilitação poderá ser dispensada, no todo ou em parte, nos casos de convite, não desobriga a administração de garantir que todos os princípios sejam respeitados, em especial, neste caso, o da competitividade. Portanto, a dispensa da documentação permitida pela lei 8.666/93, para a modalidade convite, não elide nem justifica a ocorrência da restrição à competitividade na licitação analisada. Com relação a ausência de AR tanto na entrega dos convites às empresas de Belo Horizonte, quanto na entrega das propostas por parte das mesmas, a justificativa apresentada pela prefeitura foi de que os representantes das empresas afirmaram que "retiraram as propostas e as encaminharam pessoalmente". A Prefeitura também alegou que as empresas convidadas "prestam serviços em localidades próximas e acodem a licitações sob modalidade convite mesmo sem terem sido convidadas". Não foram apresentados documentos que comprovem essas alegações, cabendo observar que, com relação a participação das empresas em processos licitatórios realizados por outros municípios paulistas, verificou-se, por meio de pesquisa na Internet, que a empresa Credicar
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Locadora de Veículos Ltda. já participou de outros certames, mas não foram encontrados registros da participação da empresa Locamais Ltda. nem da empresa Luiz Viana Transportes Ltda. que registrou-se na Junta Comercial de Minas Gerais apenas em 05/09/2005. Quanto a observação feita pela equipe a respeito da ausência de questionamento por parte das empresas a respeito da inclusão ou não do seguro dos veículos, foi com o intuito de ressaltar que o valor do seguro é item relevante na composição do preço da locação e apesar da responsabilidade pelo mesmo não ter ficado claro no convite, ainda assim as 3 propostas foram apresentadas com valores próximos. Com relação à alegação de que o Sr. Luiz Viana, representante e sócio majoritário (90% das cotas) da empresa Luiz Viana Transportes, teria afirmado "que não possui relacionamento estreito com seu genitor (representante da empresa Credicard)" a mesma não procede, tendo em vista que as ambulâncias locadas da empresa Luiz Viana Transportes estavam em nome da Credicar. Nenhuma das alegações apresentadas pela prefeitura podem ser consideradas válidas para contestar a ausência da competitividade no convite, evidenciada pela presença de vínculo entre os sócios de 2 das 3 empresas convidadas e reforçada por outros fatos observados no processo licitatório. Com relação aos documentos apresentados, os mesmos referem-se a cópias reprográficas dos contratos sociais das empresas convidadas. 3.2.6 CONSTATAÇÃO: Despesa antieconômica.

FATO: O Convite n.º 06/2006 tinha por objeto a locação de 2 ambulâncias e 2 motos por um período de 12 meses. A empresa vencedora do Convite apresentou os seguintes valores, ressaltando que esse procedimento licitatório estava viciado com relação à real competitividade dos participantes, conforme tratado em ponto específico deste Relatório: valor da locação mensal de cada moto 150cc: R$ 250,00 e - valor da locação mensal de cada ambulância: R$ 2.640,00. Portanto, para o período de um ano, com relação especificamente à ambulância, o valor da locação de cada uma corresponderia a R$ 31.680,00. No "site" da Fiat, uma Fiorino furgão 0km, mesmo modelo da ambulância alugada, apresentou o preço, em agosto de 2006, de R$ 33.140,00. Não foi apresentada estimativa prévia dos preços dos itens constantes da proposta. Deve-se observar que as contratações públicas somente poderão ser efetivadas após estimativa prévia do seu valor, que deve obrigatoriamente ser juntada ao processo de contratação e, quando for o caso, ao edital ou convite. Entre outros objetivos, a apresentação da estimativa serve para que se verifique se há recursos orçamentários suficientes para pagamento da despesa com a contratação e também para manifestação da compatibilidade dos preços das propostas com os do mercado, conforme estabelecido no artigo 43, inciso IV da Lei n.º 8.666/93.

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EVIDÊNCIA: Carta Convite nº 06/2006. Pesquisa nos sistemas da Receita Federal (CPF e CNPJ). MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "No tocante a questão da não existência de cotação de preços preliminares, ocorreu apenas falha procedimental, uma vez que os preços preliminares estavam sendo armazenados em pasta própria (doc. 51), praxe anteriormente existente, mas já corrigido e juntado em cada expediente, sendo hoje impossível existir pedido de reserva de empenho sem que se tenha conhecimento do valor necessário, ou seja, não existiu nenhuma falha que comprometesse o certame. Inobstante tal fato, há de se ressaltar que em nenhum momento foi questionado o valor do serviço, ou seja, o valor deste está muito aquém do valor de mercado, significando grande economia ao erário público. Os servidores já resolveram essa questão e foram orientados no sentido de que toda e qualquer cotação deverá permanecer na pasta do referido procedimento licitatório, para que não ocorra nenhuma dúvida e garanta total transparência ao processo. No que diz respeito à despesa chamada "anti-econômica", lembramos que não foi realizada a contratação de serviço sem um estudo prévio e tanto é verdade que a economia de combustível utilizado pelas ambulâncias é muito grande. De fato, enquanto o veículo locado gasta cerca de 11 km/l, os veículos da frota municipal gastam aproximadamente 50% a mais. Ou seja, somente a economia com o combustível já é mais do que suficiente para pagar o contrato. Os veículos locados, segundo informação do setor de transporte e pelo representante legal da empresa contratada, ultrapassa não rara às vezes 7.000 km e, assim, o gasto com manutenção, pneus, reposição de peças e conserto é por demais muito elevado, fazendo com que a terceirização deste serviço, ao contrário do que alegado, sela altamente vantajoso ao erário. Note-se, ainda, que seria necessário adquirir o veículo, ou seja, dispor de quantia significativa, sendo certo que o valor de um veículo similar, sem aparelhos de oxigênio como as que existem na Administração, chega a custar cerca de R$ 37.000,00 (trinta e sete mil reais), e a depreciação a cada ano, no caso de uma ambulância, é de aproximadamente 20% ao ano. Atualmente a Administração arca somente com o gasto de combustível, bastante reduzido em razão do tipo de ambulância locada quando comparada à que anteriormente era utilizada. Todas as demais despesas ficam por conta e risco da empresa contratada. Com certeza esses valores não foram levados em conta quando da análise do contrato por parte da auditoria. A Administração agiu com toda a lisura e eficiência possível, fazendo com que a população desfrute de um veículo novo com total condição de uso, melhorando a qualidade do serviço e reduzindo o custo operacional. Em síntese, a decisão preencheu plenamente o interesse público". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Embora a prefeitura alegue que foi realizada uma estimativa prévia dos preços de locação de ambulância e tenha apresentado em sua
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justificativa uma cotação realizada por uma empresa de Campinas, essa pesquisa não constava do processo licitatório analisado. O estudo prévio citado na justificativa, que teria embasado a decisão da administração de locar as ambulâncias, não foi apresentado. Ressalte-se que a Prefeitura não fez esse estudo quando adquiriu as ambulâncias que estão atualmente sem utilização e necessitando de manutenção no setor de transportes da prefeitura. Ainda com relação à alegação de que a locação da ambulância é mais vantajosa para a Prefeitura do que a compra, deve-se observar que a prefeitura de Pirapora do Bom Jesus adquiriu 2 unidades móveis por meio de convênio, uma no ano de 2.001 e outra mais recentemente, no ano de 2.005. Se, conforme alegado pela Prefeitura, "o gasto com manutenção, pneus, reposição de peças e conserto é por demais muito elevado, fazendo com que a terceirização deste serviço, ao contrário do que alegado, seja altamente vantajoso ao erário", a decisão de adquirir ambulâncias, ainda que por meio de convênios, precisa ser melhor analisada pela administração. Consta do seu Plano Municipal de Saúde a intenção de adquirir, por meio de convênios com governo federal ou estadual, entre os anos de 2006 a 2009, mais 2 ambulâncias (valor previsto R$66.950,00 cada uma) e 1 veículo para a Vigilância Sanitária (valor previsto R$28.000,00). 3.2.7 CONSTATAÇÃO: Indícios de fraude em procedimento licitatório.

FATO: O Convite n.º 04/2006 tinha por objeto a contratação de empresa especializada para desenvolvimento de software para informatização de toda rede assistencial de saúde do Município, conforme solicitação da Secretária Municipal de Saúde, de 13 de janeiro de 2006. O memorial descritivo, anexo a essa solicitação, apresentou as características do software, especificando que o mesmo deveria contar com 3 sistemas: 1. Sistema de Atendimento Municipal; 2. Sistema de Agendamento de Unidade de Saúde; 3. Sistema de Distribuição e Controle de Almoxarifado da Saúde. Além disso, no memorial descritivo há especificações bem detalhadas a respeito das informações que deveriam estar contidas nos módulos dentro de cada sistema, como por exemplo: "O sistema deverá ser um mecanismo de controle gerencial das Unidades de Saúde do município através de registros e coletas de dados dos atendimentos das Unidades Básicas de Saúde (UBS, PSF e PS/PA), utilizando recursos modernos de processamento de dados...", e também "Este sistema deverá obrigatoriamente conter alguns módulos que deverão ter as informações abaixo mencionadas: ..." No processo licitatório estão anexadas as cotações realizadas pelas empresas antes da elaboração do edital, todas elas apresentando valores muito próximos, porém sem trazer especificada a forma como o valor foi obtido, sem apresentação do cálculo de homens-hora necessários para o desenvolvimento do sistema. Os preços apresentados pelas empresa foram os seguintes: 1 - Inguz Comercial Ltda. CNPJ 01.392.961/0001-51 - R$ 79.000,00;
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2 - Covema Informática CNPJ 46.806.394/0001-70 - R$ 78.990,00; 3 - Mariano & Malagueta Ltda. CNPJ 58.451.022/0001-58 - R$ 78.900,00. Funcionária da empresa Covema Informática, por meio de contato telefônico, informou que a Covema não trabalha com desenvolvimento de software, confirmando a atividade cadastrada na Receita Federal: "Comércio varejista de máquinas e equipamentos para escritório". Com relação à empresa Inguz Comercial Ltda., o telefone indicado no papel timbrado em que foi apresentada a cotação, bem como o endereço e telefone, referem-se a uma outra empresa. Nessa outra empresa trabalha a pessoa que teria assinado a proposta da Inguz. Por meio de contato telefônico, esse funcionário afirmou que lá trabalha há 5 anos, que a empresa para a qual trabalha não desenvolve softwares como aqueles utilizados para controle de estoques, por exemplo, e negou ter assinado a proposta. Com relação à Inguz, o cadastro da Receita Federal confirma que o endereço dela é outro e indica como atividade "comércio varejista de máquinas, equipamentos e materiais de informática." A vencedora do certame foi a empresa Mariano & Malagueta Ltda. que apresentou o menor preço: R$ 78.882,00. Porém, o cadastro desta empresa na Receita Federal é "comércio atacadista de livros, jornais e outras publicações". Esta empresa presta serviços para a Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus na área de informática. As outras empresas que apresentaram proposta no certame licitatório foram as mesmas que haviam apresentado a cotação antes do edital, além do estabelecimento comercial de CNPJ 66.975.236/0001-51, cadastrada na Receita Federal com a atividade "Lojas de variedades, exceto lojas de departamentos". No envelope em que foi apresentada a proposta consta como atividade deste estabelecimento: "Venda de Relógios, Jóias, Brinquedos, Presentes e Bazar, Materiais Esportivos em Geral, Uniformes em Geral, Bolas, Calções, Meias, Troféus, Placas e Medalhas, Artigos Pedagógicos e Material de Escritório." Há indícios de que houve uma montagem do processo licitatório com o intuito de amparar prestação de serviço já executado por determinada empresa, tendo em vista que, além das propostas apresentadas não serem legítimas, há o fato de que a adjudicação ocorreu em 25 de janeiro de 2006, e os softwares terem sido instalados por representante da empresa Mariano & Malagueta Ltda. em dezembro de 2005, portanto, em data anterior ao certame licitatório. EVIDÊNCIA: Carta Convite nº 04/2006. Pesquisa nos sistemas da Receita Federal (CPF e CNPJ). Entrevista às funcionárias da Secretaria de Saúde. Cópia de uma "tela" do computador em que aparece a data da instalação do programa no Setor de Almoxarifado de Medicamentos. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A alegação de que ocorreu ato ilegal no procedimento licitatório sob nº 04/06 Convite não prospera. Vejamos: A administração, por meio do processo licitatório, visou e conseguiu contratar empresa especializada por preço muito mais em conta, objetivando a implantação de um Sistema de Informação na rede municipal de saúde e almoxarifado da saúde. A administração forneceu os dados necessários que obrigatoriamente deveria possuir o sistema, de maneira a atender ao interesse público, ou seja, não indicou marca,
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modelo, tipo, etc. Ocorreu cotação preliminar de maneira a embasar o pedido, conforme documentação existente na pasta própria ora juntada neste expediente, dando conta do valor da reserva solicitada. Portanto, fica claro que o que se desejou contratar foi a implantação de sistema e não o "desenvolvimento" de sistema, já que tal objeto teria um custo bastante oneroso para a Administração, podendo, inclusive, inviabilizar competição. Por isso que a Administração buscou apontar as características que se desejava, de maneira a buscar a proposta mais vantajosa, ou seja, aquela de menor preço. Acresce dizer que nem mesmo se possui nos quadros municipais pessoa técnica capaz de indicar os elementos necessários para desenvolvimento do sistema de informática e, por tal razão, optou-se apenas pela "implantação" (e não "desenvolvimento") de um sistema, restando claro o equívoco, data vênia, da CGU. Ou seja, em nenhum momento efetuou-se processo licitatório para o "desenvolvimento" de um sistema, mas sim para a "implantação" de um sistema. Atingimos, assim, o segundo ponto: a capacidade das empresas em prestar o serviço contratado. Ora, analisando-se os contratos sociais das referidas empresas, resta devidamente comprovado que todas elas possuem plena habilitação técnica para o fornecimento de software, em particular a empresa vencedora, que possui habilitação para a "implantação" de serviços de comunicação, razão pela qual não existiria (como não existe) nenhum empecilho para a sua contratação. Ademais, essas empresas (docs. 52/54) já prestam ou prestaram serviços nesta mesma área, tanto para a iniciativa privada quanto para o Poder Público, o que justifica o chamamento das mesmas para esse certame. Assim, a assertiva de que em consulta ao cadastro da Receita Federal se chegou à conclusão de que tais empresas não possuem capacidade para prestar esse serviço fica desde logo afastada, uma vez que foi exibido pelas mesmas toda a documentação necessária e exigível pela lei de licitações, inclusive o contrato social dando conta de sua especialidade. O apontamento da CGU deixou de considerar que o ramo de atividade é bem mais amplo do que aquele que consta resumido nos cadastros da Receita Federal, e bastaria que tivesse sido solicitada a documentação existente nos arquivos da Prefeitura, relativamente às empresas envolvidas, para se poder analisar o código e a descrição das atividades econômicas secundárias, afastando qualquer dúvida a respeito. No tocante a empresa COVEMA MÁQUINAS E MÓVEIS DE ESCRITÓRIO LTDA. (doc. 55), cujo nome fantasia é "COVEMA INFORMÁTICA", restou claro que em nenhum momento ocorreu má-fé, já que o próprio proponente induziu a erro a Administração. Note-se que a legislação não exige a apresentação do contrato social quando da modalidade "Carta-Convite", ficando facultado ao contratante a solicitação deste ou de mais documentos quando julgar necessário. Ora, o próprio proponente, conforme faz prova seu cartão de visita (doc. 56) mostrou que atuava no ramo de informática. Ademais, essa empresa não foi a vencedora do certame, tendo ficado patente que a mesma utiliza-se do seu nome fantasia, o que induz a qualquer um ao entendimento equivocado sobre a atividade desta empresa.
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Todas as empresas, em sindicância instaurada pelo Poder Público, confirmaram a participação no processo licitatório, negando possuir qualquer vínculo umas com a outras, assegurando, desta forma, a mais plena e ampla competitividade. A alegação de que teria indício de fraude no processo licitatório em razão de que consta como data de implantação o mês de dezembro de 2.005, quando o processo licitatório findou-se em janeiro de 2.006, também não se sustenta. De fato, o que pode ter ocorrido é que foi utilizado pelo sistema a base de dados existentes em cada equipamento, e efetuados testes em datas anteriores para se conhecer o sistema, para que este pudesse efetuar sua utilização e migração para o novo sistema, incluindo calendário e relógio do equipamento desatualizado, bem como eventuais testes ocorridos no equipamento antes da implantação final para aproveitamento da compatibilidade e troca de informações. Diante de tais esclarecimentos, adotou-se a compra por meio eletrônico, entendendo-se que não se encontra caracterizada, por isso, nenhuma irregularidade". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Cumpre esclarecer que o equívoco referente ao objeto licitado: desenvolvimento ou implantação de software, tem origem nos próprios documentos anexos ao processo de licitação. O Ofício SS nº 03/06, de 13/01/2006, assinado pela secretária de saúde, dirigido ao Sr. Prefeito, apresenta a seguinte solicitação: "Venho por meio deste solicitar a contratação de empresa especializada que desenvolva software para informatização de toda rede assistencial de saúde do município." O edital do convite por sua vez descreve o objeto a ser contratado da seguinte forma: "contratação de empresa especializada para implantação de sistema de informação na rede municipal de saúde e almoxarifado da saúde, conforme anexo I." Não foram apresentados quaisquer documentos que pudessem comprovar que as empresas efetivamente participaram do convite e tinham condições de oferecer o serviço objeto da licitação. Os documentos apresentados na justificativa apenas indicam que uma das empresas já participou de pregão promovido por órgão público, tendo sido contratada para fornecer alguns itens de hardware, confirmando as informações obtidas por esta equipe de fiscalização. Além disso, não há como efetuar um convite para uma empresa tendo como referência apenas seu cartão de visita ou seu nome fantasia. Outras informações são necessárias como trabalhos já realizados, empresas ou entidades onde já foram realizados esse tipo de serviço e se ela teria condições de dar suporte técnico no período de implantação. Não há qualquer documentação que comprove que houve troca de informações no sentido de se verificar o tipo de software oferecido por cada um desses fornecedores. Também deveria haver algum questionamento por parte das empresas a respeito de tipo de rede utilizado, quantidade de computadores e outra informações necessárias para oferecer o serviço desejado pela prefeitura. Além disso, a justificativa apresentada pela prefeitura para o fato da data do sistema ser anterior ao certame, foi de que podem ter sido realizados "testes em datas anteriores para se conhecer o sistema, para que este pudesse efetuar sua utilização e migração para o novo
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sistema, incluindo calendário e relógio do equipamento desatualizado, bem como eventuais testes ocorridos no equipamento antes da implantação final para aproveitamento da compatibilidade e troca de informações." Observe-se que esses testes não foram realizados por todos os participantes do certame. Conforme informações dos funcionários da unidade de saúde visitada, em dezembro de 2005, o representante da empresa, que viria posteriormente a ser a vencedora do certame, instalou alguns programas nos computadores dessa unidade, cabendo ressaltar que de todas as empresas convidadas, essa era única que já prestava serviços para a Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus. Ademais este processo licitatório iniciou-se somente em janeiro de 2006. Com relação aos testes, as outras empresas também teriam procurado essas unidades de saúde para avaliar a serviço a ser executado e realizar alguns testes. 3.2.8 CONSTATAÇÃO: Pagamento de despesas sem prévia pesquisa de preços.

FATO: A Nota Fiscal n.º 106, emitida pela empresa Assessoria e Assistência Médica Ltda., referente à locação de aparelho de ultra-som, foi paga com o cheque n.º 850599, no valor de R$ 7.505,70, compensado em 16/09/2005. Na solicitação desta locação, efetuada pela ex-Secretária Municipal de Saúde, não há especificação do motivo da contratação, o período, tampouco apresenta pesquisa de preço. A Nota Fiscal n.º 181, emitida pela empresa Mariano & Malagueta Ltda., referente à "implantação de pontos de rede no 1º e 2º andar na Secretaria de Saúde deste município", foi paga com o cheque n.º 850675, no valor de R$ 7.980,00, com data de 20/04/2006. Não foi apresentada qualquer pesquisa de preços. Ressalte-se que, mesmo nos casos de dispensa de licitação, é necessário que se justifiquem os preços pagos por meio de pesquisa de mercado prévia. EVIDÊNCIA: Nota fiscal nº 106 emitida pela empresa Assessoria e Assistência Médica Ltda., nota fiscal nº 181 emitida pela empresa Mariano & Malagueta Ltda. e respectivos cheques. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Com relação aos motivos que levaram a Secretaria de Saúde à locação do equipamento de ultra-sonografia, tal se tornou necessário por haver um grande número de exames a serem realizados, com demanda excessivamente reprimida. A falta de realização desses exames traria prejuízos imensos à saúde das pessoas. Ademais, os exames dos munícipes de Pirapora são efetuados na cidade de Itapevi, que fica bem distante da cidade de Pirapora do Bom Jesus. O tempo que se levaria para o agendamento desses exames naquela cidade, certamente iria trazer sérios e irremediáveis transtornos para a população. Diante disto, optou-se pela locação de um equipamento de ultrasonografia por um curto espaço de tempo, de maneira a resolver a demanda reprimida então existente, o que acabou efetivamente
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acontecendo, com pleno êxito, uma vez que comparando-se o índice do ano de 2.004 com o de 2.005, houve uma redução significativa, caindo de 16,16,98 para 11,7 (doc. 57). Inegável que ocorreu pesquisa prévia de preço para ambos os serviços, pois caso contrário nem mesmo se teria condições de ser efetuada a contratação, já que sequer se saberia por quanto seria empenhada a verba para tal serviço. Ocorre que as cotações preliminares ficavam antes armazenadas em pastas próprias (e não com o processo de aquisição, contratação e/ou locação), o que já foi agora solucionado após a auditoria da CGU. Não houve, pois, nenhuma ilegalidade". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa parcialmente acatada. Embora agora tenha sido apresentado um orçamento para aluguel de aparelho de ultra-sonografia (documento nº 57) para o outro serviço apontado não foi apresentada a pesquisa de preços. 3.2.9 CONSTATAÇÃO: Pagamentos efetuados sem comprovação da execução das despesas.

FATO: Foram feitos pagamentos com cheques da conta do PAB, cujas despesas não foram comprovadas por meio de documentos e que, por este motivo, deverão ser devolvidos à conta do Programa. São os cheques: Cheque nº 850452 850468 850470 850507 850513 850532 850535 850537 850554 850555 850557 850596 850618 850673 Data 03.02.2005 20.01.2005 04.01.2005 04.05.2005 10.05.2005 24.05.2005 02.06.2005 08.06.2005 17.06.2005 17.06.2005 17.06.2005 30.08.2005 07.11.2005 19.04.2006 Valor R$ 5.800,00 R$ 750,00 R$ 178,14 R$ 971,41 R$ 700,00 R$ 900,00 R$ 290,00 R$ 320,10 R$ 900,00 R$ 900,00 R$ 1.568,00 R$ 155,10 R$ 460,00 R$ 5.608,00

(*) Os medicamentos relacionados na Nota Fiscal n.º 00463, emitida pela Mix Medicamentos em 18/04/2005, totalizam R$ 8.900,00. Esta nota foi paga parcialmente por meio do cheque n.º 850624, emitido em 18/11/2005, no valor de R$ 6.900,00. Não consta a entrada desses medicamentos no controle do almoxarifado de medicamentos da Prefeitura. O atesto desta Nota foi feito pelo Secretário de Saúde à época. . A Nota Fiscal referia-se à compra de:
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-

15.000 15.000 40.000 25.000

comprimidos comprimidos comprimidos comprimidos

de de de de

Metildopa 250mg Metildopa 500mg Captopril 25mg Captopril 50mg

valor valor valor valor

R$ R$ R$ R$

2.550,00; 3.900,00; 1.200,00; 1.250,00.

. (*) A Nota Fiscal n.º 001109, emitida pela Comercial Supri Ltda.-EPP, também em 18/04/2005, no valor de R$ 25.200,00, foi paga parcialmente por meio do cheque n.º 850625, emitido em 18/11/2005, no valor de R$ 2.200,00. Também neste caso não consta a entrada do medicamento no controle do almoxarifado de medicamentos da Prefeitura. O atesto desta nota foi feito pelo Secretário de Saúde à época. . A Nota Fiscal referia-se à compra de: . - 200 frascos com 50 tiras para dosagem de glicemia Advantage II valor unitário R$ 126,00; valor total da Nota R$ 25.200,00. . (*) Os medicamentos relacionados na Nota Fiscal n.º 001166, emitida pela Sinafar - Sistema Nacional Farmacêutico Ltda. em 17/03/2005, totalizam R$ 26.674,00. Esta Nota foi paga parcialmente por meio do cheque n.º 850567, emitido em 14/07/2005, no valor de R$ 4.674,00. Não consta a entrada de alguns dos medicamentos no controle do almoxarifado de medicamentos da Prefeitura. . O medicamento cuja entrada não foi confirmada no controle do almoxarifado da Prefeitura é: . - 25.000 cápsulas de Metformina 850mg valor R$ 6.500,00. EVIDÊNCIA: Extrato bancário. Extrato contabilidade da Prefeitura.

analítico

emitido

pelo

setor

de

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Estamos encaminhando, em anexo, a relação das comprovações de pagamento referente ao cheque nº 850.452, de 03.02.2005, no valor de R$ 5.800,00 (doc. 58). Esse cheque se destinou ao pagamento da folha dos servidores da área da saúde. Com relação ao pagamento de R$ 5.608,00, foram utilizados para o pagamento de impressos e formulários para suprir as necessidades do posto de Saúde (doc. 59) . Com relação aos demais cheques, estamos encaminhando, em anexo, os comprovantes dos depósitos relativos à devolução (doc. 60) desses recursos na conta PAB, afastando eventual irregularidade possível. No tocante à indicação de que teriam sido adquiridos medicamentos e estes não teriam dado entrada no Almoxarifado da Saúde, restou prejudicada, pois em oitiva do Secretário de Saúde que respondia pelo cargo à época, este informou que os mesmos permaneceram na Secretaria de Saúde e posteriormente foram utilizados em campanha de prevenção à hipertensão e diabetes. Tal fato foi amplamente divulgado, sendo inclusive objeto de alto índice de satisfação por parte da população. Assim, em nenhum momento ocorreu irregularidade na aquisição dos medicamentos, já que foram utilizados diretamente pelo órgão requisitante".
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ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa parcialmente acatada. Comprovou-se o depósito do cheque nº 850.452, de 03.02.2005, na conta da prefeitura por meio de apresentação de extrato bancário. Também foram apresentadas as notas fiscais referentes a confecção de impressos para a área de saúde que teriam sido pagas com o cheque nº 850673, de 19/04/2006, no valor de R$5.608,00. Os valores referentes aos outros cheques cujas despesas não foram comprovadas foram devolvidos, conforme cópia dos comprovantes de depósito apresentados e extrato da conta-corrente. Porém, a devolução dos recursos não elide o fato do gestor ter efetuado pagamentos de despesas não permitidas pelo Programa. Além disso, com relação a ausência de comprovação da entrada de alguns medicamentos constantes das notas fiscais nº 00463, 001109 e 001166 no Almoxarifado da Saúde, a Prefeitura alegou que os "mesmos permaneceram na Secretaria de Saúde e posteriormente foram utilizados em campanha de prevenção à hipertensão e diabetes. Tal fato foi amplamente divulgado." Não foram apresentados quaisquer documentos que pudessem comprovar essas alegações. 3.2.10 CONSTATAÇÃO: Pagamentos de despesas não permitidas pelo Programa.

FATO: Foram feitos pagamentos com cheques da conta do PAB, cujas despesas não se relacionam com as atividades do Programa. Os recursos somente devem ser utilizados para pagamento de despesas relacionadas com as atividades de atenção básica à saúde. . São os cheques: Cheque nº 850441 850447 850448 850453 850454 850460 850473 850474 850484 850485 Data 05.01.2005 01.02.2005 03.02.2005 16.02.2005 16.02.2005 21.02.2005 Xx 05.01.2005 22.02.2005 21.02.2005 Valor R$ 1.500,00 R$ 1.400,00 R$ 660,00 R$ 2.000,00 R$10.000,00 R$ R$ R$ R$ R$ 1.804,03 800,00 1.000,00 850,00 2.766,54 Justificativa Pintura secretaria e PSF Cartucho para impressora P.I. Suprimento de fundos (*) NF de 2002, inclui material de limpeza Aluguel secretaria Diárias não justificadas Suprimento de fundos (*) P.I. não ficou comprovada relação empregatícia na área de atendimento básico à saúde Pintura ortopedia/vigilância Suprimento de fundos (*) não ficou comprovada sua

850487 850495 850496

28.02.2005 22.03.2005 21.03.2005

R$

500,00

R$ 1.000,00 R$ 1.928,99

Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 91 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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Cheque nº

Data

Valor

Justificativa relação empregatícia na área de atendimento básico à saúde Pintura vigilância Açougue Suprimento de fundos (*) Pintura vigilância Furp (contrapartida) Açougue Pintura vigilância Pintura Secretaria aluguel secretaria Açougue funilaria Corsa (vigilância) Mercado Suprimento de fundos (*) Suprimento de fundos (*) Pintura vigilância Mercado Aluguel secretaria Açougue não ficou comprovada a relação empregatícia na área de atendimento básico à saúde) não ficou comprovada a relação empregatícia na área de atendimento básico à saúde) Furp (contrapartida) Açougue transporte locação ultrassom – não há justificativa documentada, nem o período a que se refere. FL Exata (contrapartida) Aluguel secretaria Planam (contrapartida) Não houve comprovação de que os medicamentos chegaram ao almoxarifado Aluguel secretaria Aluguel secretaria Aluguel secretaria Gás GLP – não houve comprovação se que a compra atende apenas a área da saúde.

850499 850503 850505 850511 850512 850525 850530 850540 850543 850545 850550 850552 850556 850558 850560 850573 850577 850579 850584

01.04.2005 28.04.2005 05.05.2005 10.05.2005 09.05.2005 17.05.2005 19.05.2005 16.06.2005 20.06.2005 16.06.2005 20.06.2005 16.06.2005 17.06.2005 17.06.2005 17.06.2005 18.07.2005 20.07.2005 18.07.2005 28.07.2005

R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$

1.500,00 1.600,00 1.000,00 200,00 3.574,20 708,24 2.185,00 1.449,60 1.804,03 397,43 450,00 1.025,73 1.000,00 1.000,00 2.057,00 2.194,80

R$ 1.804,03 R$ 1.760,70 R$ 421,40

850585

21.07.2005

R$

983,28

850586 850593 850597 850599

21.07.2005 25.08.2005 19.09.2005 19.09.2005

R$ 1.563,90 R$ 165,40 R$ 1.864,80 R$ 7.505,70

850600 850604 850609 850625

19.09.2005 20.09.2005 30.09.2005 22.11.2005

R$ 5.084,55 R$ 1.804,03 R$ 1.122,64 R$2.200,00

850639 850660 850670 850706

18.01.2006 06.03.2006 10.04.2006 27.07.2006

R$ R$ R$ R$

3.608,06 1.832,92 1.804,03 1.616,00

Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 92 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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(*) Com relação às despesas pagas com recursos de suprimento de fundos, o responsável pelo suprimento deve apresentar além dos comprovantes das despesa, os documentos que embasaram a realização da mesma, como por exemplo: ofícios com a convocação para participar de reuniões em outros municípios com indicação do dia, hora e local e atas das reuniões com nomes dos participantes. Além disso, deve-se ressaltar que estão incluídos nesses comprovantes, nota de hotel referente a período que não corresponde ao evento alegado e nota de despesa que na verdade foi emitida por estabelecimento registrado na Receita Federal como Casa Lotérica. EVIDÊNCIA: Extrato bancário. Extrato contabilidade da Prefeitura.

analítico

emitido

pelo

setor

de

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Estamos encaminhando, em anexo, os comprovantes dos depósitos relativos à devolução de despesas não permitidas pelo Programa, em razão de divergência em relação à aplicabilidade desse recurso, sendo certo que a Administração, ao seu ver, aplicou corretamente o recurso. Mas, de maneira a não sofrer qualquer sanção ela mesma efetuou a devolução, conforme comprova a cópia anexa (doc. 61). Insta ainda esclarecer que com relação à Nota Fiscal referente ao cheque nº 850.454, foi restituído o valor de R$ 1.066,40 em atenção ao apontamento da auditoria da CGU, juntando-se aqui, também, o comprovante das despesas pagas com os cheques nºs 850484 e 850599, justificado no item 3.3.8 (doc. 57)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa parcialmente acatada. A devolução dos recursos, não elide o fato do gestor ter pagamentos de despesas não permitidas pelo Programa. 3.2.11 CONSTATAÇÃO: Transferências indevidas.

efetuado

FATO: Os recursos dos Programas PAB - parte fixa, Saúde da Família PSF, Saúde Bucal e Agentes Comunitários de Saúde são transferidos para a conta-corrente n.º 70.106-8 do Banco do Brasil. A Prefeitura transferiu recursos desta conta para outra conta-corrente da Prefeitura no Banespa, por meio de emissão de cheques, sob a alegação de pagamento de salários e outras despesas referente à folha de funcionários, conforme tabela a seguir: Cheque nº Data 850472 04.01.2005 850592 15.08.2005 850610 850619 850633 17.10.2005 17.11.2005 19.12.2005 Valor R$ 1.207,57 R$ 20.000,00 R$ 21.000,00 R$ 14.000,00 R$ 3.107,87 R$ 2.790,15

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Cheque nº Data 850634 19.12.2005 850642 17.01.2006 850700 30.06.2006

Valor R$ 14.100,00 R$ 6.600,00 R$ 39.850,00

EVIDÊNCIA: Extrato bancário. Extrato contabilidade da Prefeitura.

analítico

emitido

pelo

setor

de

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Estamos encaminhando, em anexo, a comprovação da transferência dos valores para a conta "Folha para Pagamentos dos Médicos e do Pessoal da Saúde" (doc 62). Com relação ao restante, estamos encaminhando os comprovantes de depósito na conta PAB (doc. 63), referente à devolução da importância, por equívoco na utilização do recurso". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A devolução dos recursos, não elide o fato do gestor ter pagamentos de despesas não permitidas pelo Programa.

efetuado

3.2.12 CONSTATAÇÃO: Gerenciamento inadequado dos recursos federais do PAB-Fixo.

FATO: Os recursos dos Programas PAB - parte fixa, Saúde da Família PSF, Saúde Bucal e Agentes Comunitários de Saúde são transferidos para a conta-corrente n.º 70.106-8 do Banco do Brasil. A Prefeitura transferiu recursos desta conta para outra conta-corrente da Prefeitura no Banespa, por meio de emissão de cheques, sob a alegação de pagamento de folha de funcionários. Esse tipo de procedimento, aliado a ausência de conciliação bancária mensal com controles que possibilitem identificar a utilização dos recursos por programa, impedem a análise da adequação dos gastos aos objetivos de cada programa, dificultando a atuação dos órgãos de fiscalização e do Conselho Municipal de Saúde. Não há como desvincular despesas efetuadas à conta do programa do PAB com as contas do PSF, por exemplo. A administração de diversas contas do Fundo Municipal de Saúde para gerenciamento dos Programas de Saúde dificulta o acompanhamento das despesas, principalmente quanto a sua pertinência a cada Programa. Ressalte-se que as notas fiscais apresentadas não trazem indicação da fonte de recursos utilizada e não fazem referência aos programas em questão. Além disso, o pagamento dessas notas, muitas vezes, é feita em parcelas, sem que se tenha controle efetivo sobre a quitação das mesmas ou pagamento em duplicidade, ou ainda, a apresentação da mesma nota para comprovar despesas de outros programas. Além disso, foram apresentadas notas fiscais emitidas em 2002, 2003 e 2004, pagas em parcelas, porém vários fatores impedem que seja verificada a legitimidade desses pagamentos, quais sejam: ausência de conciliação bancária mensal com controles que possibilitem identificar
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a utilização dos recursos por programa, transferência de recursos para outra conta bancária e o fato de que algumas notas foram emitidas há 4 anos e pagas parceladamente ao longo dos anos, com recursos de fontes diversas. EVIDÊNCIA: Extrato bancário. Extrato contabilidade da Prefeitura.

analítico

emitido

pelo

setor

de

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Isso ocorreu em razão de que em Pirapora existe apenas uma única agência bancária, do Banco Banespa-Santander, o que por vezes faz com que para facilitar o recebimento de salário esses sejam pagos por meio de transferência do Banco do Brasil. Assim, segue em anexo (doc. 64) a relação dos servidores que receberam seus salários desta forma, de maneira a afastar qualquer imputação de ilegalidade". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada uma vez que não acrescenta qualquer informação adicional àquela anteriormente apresentada, permanecendo a impropriedade constatada, ou seja, gerenciamento inadequado dos recursos federais do PAB-Fixo. 3.2.13 CONSTATAÇÃO: Composição do CMS não atende à paridade prevista em lei.

FATO: A Lei Municipal n.º 776, de 07/02/2005, assim definiu a composição do CMS - Conselho Municipal de Saúde: . I Dos Prestadores de Serviços. 01 (um) Representante da Secretaria; 01 (um) Representante da DIR V; 01 (um) Representante da Prefeitura Municipal; 01 (um) Representante da Entidade Filantrópica; . II Dos Trabalhadores do SUS. 04 (quatro) representantes dos trabalhadores da Secretaria Municipal da Saúde; . III Dos Usuários. 04 (quatro) representantes de Entidades ou Associações Comunitárias; 04 (quatro) representantes de Organizações Religiosas. . Porém, dos 4 representantes de entidades ou associações comunitárias, 3 são funcionários da prefeitura: . 1 merendeira; 1 chefe de divisão e 1 ajudante geral. . Também na relação de representantes de organizações religiosas, um dos suplentes é funcionário da prefeitura.
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Portanto, não está sendo obedecida uma das condições estabelecidas na Lei n.º 8.142/90, art. 4º, inciso II, que determina que, para que os municípios recebam os recursos financeiros devem contar com Conselho Municipal de Saúde com composição paritária. EVIDÊNCIA: Ato de nomeação do CMS. Relação de funcionários da Prefeitura. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Na realidade, o que ocorreu foi que os membros do Conselho possuíam vínculo com a Administração e tal fato ocorreu principalmente pelo total desinteresse da população (que é pequena), além do que tudo já estava sendo feito para consertar esse impasse, que foi efetivamente resolvido por meio da expedição do Decreto Municipal nº 2416/06 (doc. 65), indicando os novos Conselheiros". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O gestor confirmou o que foi apontado. As providências adotadas pelo gestor para sanar o problema não elidem o fato apontado. 3.2.14 CONSTATAÇÃO: Atuação do CMS não atende ao disposto 333/2003, do Ministério da Saúde.

na

Resolução

CNS

n.º

FATO: As reuniões do CMS têm um caráter informativo, conforme pode se depreender das atas das reuniões. O Conselho não tem opinado nas questões de saúde, nem questionado a respeito das despesas efetuadas. Nas reuniões do Conselho apenas se formaliza a aprovação de medidas já adotadas, como reflexo do fato de a composição do CMS não ser paritária, composta em sua maioria por funcionários da Prefeitura, conforme relatado em ponto específico deste Relatório. Embora as demonstrações trimestrais de receita e despesa do Fundo sejam submetidas ao CMS pelo Secretário de Saúde do Município, conforme disposto na Resolução, este ato resume-se a uma apresentação das contas de forma global, não exonerando o CMS da responsabilidade de fiscalizar todos os gastos efetuados, verificando, por exemplo, se as despesas estão condizentes com o Plano Municipal de Saúde, se os preços pagos por bens ou serviços são os praticados no mercado, se os bens entregues estão em uso e atendem ao objetivo proposto, se os serviços contratados foram efetivamente realizados, se os processos licitatórios que ampararam a execução das despesas são legítimos, além de analisar os extratos bancários verificando se há um documento correspondente a cada débito registrado, sendo que essas verificações devem ser feitas em todas as contas-correntes que movimentam recursos da saúde. Essas fiscalizações têm o intuito de verificar a forma como os recursos públicos estão sendo aplicados na área de saúde no município. Conforme Resolução CNS n.º 333/2003, do Ministério da Saúde, são atribuições do CMS: "Primeira Diretriz: ... O Conselho de Saúde consubstancia a participação da sociedade
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organizada na administração da Saúde, como Subsistema da Seguridade Social, propiciando seu controle social. Parágrafo único. Atua na formulação e proposição de estratégias e no controle da execução das Políticas de Saúde, inclusive em seus aspectos econômicos e financeiros. ... Terceira Diretriz: A participação da sociedade organizada, garantida na Legislação, torna os Conselhos de Saúde uma instância privilegiada na proposição, discussão, acompanhamento, deliberação, avaliação e fiscalização da implementação da Política de Saúde, inclusive em seus aspectos econômicos e financeiros. A legislação estabelece, ainda, a composição paritária de usuários, em relação ao conjunto dos demais segmentos representados. ... Quinta Diretriz: Aos Conselhos de Saúde Nacional, Estaduais, Municipais e do Distrito Federal, que têm competências definidas nas leis federais, bem como, em indicações advindas das Conferências de Saúde, compete: ... XIII - Propor critérios para programação e execução financeira e orçamentária dos Fundos de Saúde e acompanhar a movimentação e destinação dos recursos. XIV - Fiscalizar e controlar gastos e deliberar sobre critérios de movimentação de recursos da Saúde, incluindo o Fundo de Saúde e os transferidos e próprios do Município, Estado, Distrito Federal e da União. XV - Analisar, discutir e aprovar o relatório de gestão, com a prestação de contas e informações financeiras, repassadas em tempo hábil aos conselheiros, acompanhado do devido assessoramento. ..." EVIDÊNCIA: Atas das reuniões do CMS. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A constatação foi feita baseada nas atas das reuniões, que nem sempre podem não estar transmitindo de forma fiel o que nelas ocorre, pois seria menosprezar os componentes do Conselho dizer que os mesmos não participam das discussões e deliberações, fato que efetivamente ocorre. As questões levantadas pelos Conselheiros, além de serem pertinentes, têm o intuito de dar contribuições para as resoluções e deliberações, sendo essa, aliás, uma das finalidades do Conselho. Na verdade, a maior falha está centrada na forma equivocada como vêm sendo elaboradas a Atas das Reuniões. Vale lembrar que alguns conselheiros participaram de cursos de formação para conselheiros, ministrado pela Diretoria Regional de Saúde DIR V, e um novo curso de formação está sendo programado para o próximo ano, com a participação de outros conselheiros. Poucos são os município que se preocupam em qualificar seus conselheiros, fato este que não foi levado em consideração pela auditoria". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. As atas das reuniões devem conter fielmente o

que

foi

discutido

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pelo Conselho. Tal documento devidamente assinado é o que realização da reunião e o assunto discutido. 3.2.15 CONSTATAÇÃO: Falhas na elaboração do PMS.

comprova

a

FATO: O PMS - Plano Municipal de Saúde 2006-2009 traz informações relevantes a respeito da situação da saúde do Município, como por exemplo: "o índice de mortalidade infantil do município está dentre um dos mais altos da região e maior que do Estado ..., mas em 2004 foi de 20,08 o maior da região, sendo que as causas de mortalidade estão ligadas à (sic) falhas na Atenção Básica e a má condição de vida da população ...". Ainda conforme relatado no Plano Municipal, em 2004, o índice do município foi de 20,08, e no Estado de São Paulo, o índice foi de 14,25. A taxa de mortalidade infantil - razão entre o número de óbitos de crianças no primeiro ano de vida e o total de nascidos vivos - é um dos indicadores mais utilizados para avaliar as condições de saúde de uma população. Já a taxa de mortalidade na infância, que mostra a relação entre os óbitos de menores de cinco anos e os nascidos vivos, foi de 28,11 no Município e 16,50 no Estado de São Paulo. Porém, embora o Plano Municipal de Saúde traga informações relevantes a respeito da situação da saúde do Município, não foi apresentado o Quadro de Metas - QM, que seria parte integrante do PMS, onde seriam apresentadas metas prioritárias e a programação em saúde. Com relação à Agenda de Saúde, trata-se de uma ferramenta de gestão de periodicidade anual que não foi elaborada pelo gestor local da saúde. Descumpriram-se, portanto, as Portarias n.º 393 e 548 do Ministério da Saúde, ambas de 2001. EVIDÊNCIA: Plano Municipal de Saúde 2006-2009. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Com relação aos dados apresentados no Plano Municipal de Saúde sobre o indicador de mortalidade infantil, na época de sua elaboração foram utilizados dados de 2004, realidade que em 2005 foi modificada graças ao trabalho de "Atenção Básica" que foi implantado no município. Em 2005 o coeficiente de mortalidade infantil foi de 11,68 - abaixo da Regional de Saúde (em anexo documento comprobatório - doc. 66). Em relação ao "Quadro de Metas", foi ele apresentado dentro do Plano de Saúde com o sub-titulo "Objetivos e Estratégias O Novo Modelo de Organização da Assistência", no qual consta de que forma será direcionado o Modelo Assistencial proposto e quais as metas que queremos atingir enquanto Modelo Assistencial. No sub-título "Investimentos em Saúde" e "Custeio", apresentamos as necessidades financeiras para execução do Plano, bem como a fonte de recurso. Além disto no doc. 67 encontram-se contempladas todas ações e o que se espera de cada uma delas para a efetividade do "Plano Municipal de Saúde"(em anexo os trechos citados - doc. 68)".
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ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Não foi apresentado um documento referente ao orçamento anual que apresente de forma detalhada itens como medicamentos, material médicohospitalar, capacitação de servidores, diárias, água, energia elétrica, manutenção de equipamentos, etc. de tal forma que fique claro onde serão alocados os recursos destinados à saúde durante o ano. Com relação ao quadro de metas, o documento citado na justificativa não apresenta numericamente as metas a serem atingidas bem como proposta de ações objetivas para que se atinjam tais metas. AÇÃO : 0589 INCENTIVO FINANCEIRO A MUNICIPIOS HABILITADOS A PARTE V ARIAVEL DO PISO DE ATENCAO BASICA - PAB PARA A SAUDE DA FAMILIA OBJETIVO DA AÇÃO : Estimular a implantação de equipes de saúde da família, agentes comuni tários de saúde e equipes de saúde bucal nos municípios, visando à reo rientação das práticas assistenciais básicas, com ênfase nas ações de prevenção de doenças e na promoção da saúde. ORDEM DE SERVIÇO : 182717 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Implantação, composição e funcionamento das Equipes do PSF, além da ve rificação da infra-estrutura das Unidades Básicas de Saúde onde os atendimentos são prestados. AGENTE EXECUTOR : PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: FUNDO A FUNDO OU CONCESSãO MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 210.600,00

3.2.16 CONSTATAÇÃO: Profissional do PSF-III não está cumprindo a carga horária semanal de 40 horas.

FATO: A médica, CRM 54754, profissional da Equipe de Saúde da Família do PSF-III "Arlinda Maria de Jesus", não comparece ao Posto nas quintas-feiras. EVIDÊNCIA: Visita ao PSF-III, consulta ao Livro de Ponto, Ofício SMS Nº 125/06 da Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus, entrevistas com a população. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Em relação a esta constatação, a mesma já foi sanada e respondida à esta Auditoria através do Ofício SMS nº 125/06 (doc. 69). Com efeito, a profissional de PSF III está cumprindo a carga horária de 40
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horas semanais, sendo que o fato ocorreu por culpa da profissional que não obedeceu à determinação superior. Lembra-se que tal apuração restou prejudicada, em que pese aos sábados ser um excelente dia para atendimento, em razão de que em Pirapora, além do apelo turístico religioso, também existe a característica de ser uma "cidade dormitório", e vários trabalhadores somente podem passar por consulta aos sábados". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. A própria justificativa apresentada reconhece que a médica descumpria a carga horária à época da fiscalização. 3.2.17 CONSTATAÇÃO: Falta de ACS sobrecarregando as equipes.

FATO: O PSF-I possui 10 micro-áreas e duas destas, a 8 e a 9, não contam com Agentes Comunitários de Saúde - ACS, sobrecarregando o trabalho dos demais componentes da equipe para que a cobertura seja efetivada. EVIDÊNCIA: Relação dos ACS fornecida pela Prefeitura e equipe de Agentes Comunitários de Saúde do PSF-I.

entrevista

com

a

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Essa constatação é real, mas justifica-se porque as contratações de novos agentes necessitam de um longo processo seletivo, já que não há mais agentes a ser convocados do último concurso. Já foi solicitado a abertura de novo processo seletivo, conforme MEMO SMS nº 113/2006, (doc. 71). Assim que esteja concluído, estas duas áreas terão cobertura efetivada, sendo que em nenhum momento ocorreu qualquer prejuízo para a realização do serviço. Note-se que a Administração, após manifestação favorável do setor de finanças, elaborou quesitos para a formação do processo seletivo, que se encontra preste a ser encerrado". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. Ainda que a Prefeitura declare que não houve prejuízos quanto à realização do serviço, é inegável que os Agentes Comunitários de Saúde tiveram seus encargos aumentados. AÇÃO : 8581 ESTRUTURACAO DA REDE DE SERVICOS DE ATENCAO BASICA DE S AUDE - NACIONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Financiamento para a adequação e ampliação da rede de serviços de atenção básica de saúde; apoio técnico e financiamento para melhoria adequação da rede de serviços caracterizada como de primeira referência para a atenção básica. ORDEM DE SERVIÇO : 181845 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Aquisição de equipamentos hospitalares e material permanente.
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AGENTE EXECUTOR : P.DO BOM JEUS ADMINISTRACAO DIRETA MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: CONVÊNIO SIAFI 505124 MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 84.313,35

3.2.18 CONSTATAÇÃO: Falhas em procedimentos licitatórios.

FATO: O Plano de Trabalho aprovado para o Convênio n°. 780/2004 (Siafi 505124), celebrado entre Ministério da Saúde e Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus, previa a aquisição de equipamentos hospitalares e material permanente, conforme relação constante do Processo n.º 25000.059186/04-76: Equipamento Bomba de infusão peristáltico rotativo Desfibrilador com bateria Foco cirúrgico auxiliar com 3 bulbos Processadora automática para revelação de filme RA Microcomputador, com monitor, com Windows Professional Impressora jato de tinta Computador Servidor de Dados, com Windows 2.000 Server No Break Estabilizador Qtde. 2 1 1 1 10 5 1 2 10 Valor unitário 6.974,00 12.317,00 4.620,00 12.500,00 2.280,00 460,00 13.857,00 219,00 34,00 TOTAL Valor total 13.948,00 12.317,00 4.620,00 12.500,00 22.080,00 2.300,00 13.857,00 438,00 340,00 82.400,00

. Foram realizados três processos licitatórios desses equipamentos, na modalidade convite. . a) Carta-Convite n.º 046/2005 Valores em Reais (R$) Qtd 2 1 1 Comercial Supri Bomba de infusão14.517,00 peristáltica rotativa Desfibrilador com7.050,00 bateria, Foco cirúrgico6.150,00 auxiliar com 3 bulbos. TOTAL 27.717,00 Descrição Masif 16.404,22 7.966,50 6.949,50

para

a

aquisição

Intracath 15.484,80 7.520,00 9.678,00

31.320,22

32.682,80

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A cópia do edital anexada ao processo não apresenta o carimbo indicando que foi afixado. Faltam os AR da entrega dos convites às empresas convidadas antecipadamente. Não constam das propostas a identificação clara das empresas licitantes, CNPJ das empresas, bem como nome dos representantes legais. Na NF não consta número do convênio, embora conste identificação da carta-convite e número do processo. . b) Carta-Convite n.º 047/2005 Valores em Reais (R$) Qtd Descrição Dakfilm Konimagem Dipafarm 1 Aquisição de uma13.820,00 14.900,00 15.300,00 processadora automática para revelação de filme de RX

Nas propostas apresentadas não constam os CNPJ das empresas, nem o nome dos seus representantes legais. A cópia da nota fiscal não estava anexada ao processo. Na nota fiscal de venda da Dakfilm não consta o número do Convênio nem do processo licitatório. A composição societária das empresas participantes indica vínculo entre as empresas, conforme tratado em ponto específico deste Relatório. . c) Convite n.º 057/2005 Aquisição de Equipamentos de Informática para a Secretaria da Saúde: Qtd 10 Descrição Best Alto Mar Seven Computer Digital com22.500,00 23.100,00 23.990,00 Ghz ou 1.996,00 14.390,00 998,00 Não cotou 40.484,00 1.990,00 14.599,00 958,00 Não cotou 41.537,00

5 1 2 10

Microcomputador processador 2.0 superior Impressora jato de tinta1.845,00 8 ppm Computador servidor de13.990,00 dados com 2 processadores No break 800,00 Estabilizador Não cotou TOTAL39.135,00

A especificação do computador servidor de dados está incompleta no edital, embora nenhum dos participantes tenha feito qualquer questionamento a respeito desse fato e todas as empresas tenham apresentado cotação com valores muito próximos. Importante ressaltar que, neste Convite, assim como no Convite n.º 047/2005, há vínculo na composição societária das empresas convidadas.
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Neste caso, há um mesmo sócio-responsável nas 3 empresas, conforme detalhado em item específico deste Relatório. Em nenhum processo há estimativa prévia dos preços dos itens constantes da proposta para que se possa ter uma referência dos preços propostos. Deve-se observar que as contratações públicas somente poderão ser efetivadas após estimativa prévia do seu valor, que deve obrigatoriamente ser juntada ao processo de contratação e, quando for o caso, ao edital ou convite. o caso, ao edital ou convite. EVIDÊNCIA: Carta-Convite nº 046/2005; Carta-Convite nº 047/2005; Carta-Convite nº 057/2005; Consulta à base de dados de CNPJ e CPF. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Não houve qualquer falha nos procedimentos licitátorios, que em tudo atenderam ao disposto no § 1º do art. 32 da Lei Federal 8.666/93, realizado somente com a entrega das propostas. Se houve algum "conluio" entre os participantes, não é fato que pode ser jogado à responsabilidade do Poder Público, que só tomou conhecimento dos sócios de cada licitante após a apresentação dos respectivos contratos sociais. Acresce dizer que os convites foram retirados por meio de seus representantes comerciais ou em alguns casos por meio do proprietário, e todas as empresas são legalmente constituídas. Não existe nenhuma irregularidade no processo. O fato de não haver sido lançado carimbo indicando o convênio não o transforma em irregular, já que na nota fiscal existe a indicação do processo licitatório, ou seja, a origem do recurso que originou a abertura do procedimento licitatório, afastando qualquer espécie de dúvida. No tocante à falta de estimativa de preço, deve ser levado em consideração que todo e qualquer empenho deve ocorrer de forma prévia e, no caso, a cotação existia, mas ficou arquivada em pasta própria. Tanto isto é verdade que para se possa ser deferido algum projeto junto ao Ministério, a cotação de preço deve obrigatoriamente pré-existir, bem como deve passar pela aprovação junto ao órgão concedente, que possui pessoal habilitado". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Apesar da justificativa apresentada pela Prefeitura de que os convites foram retirados por meio de seus representantes comerciais ou em alguns casos por meio do proprietário, não há como identificá-los no documento referente à entrega do convite e também na proposta apresentada, tendo em vista que não constam nesses documentos o nome, CPF e cargo. Não foram apresentadas justificativas para essa falha. A alegação da Prefeitura, de que à época não tinha conhecimento do contrato social das empresas convidadas, não procede, observando-se que, para entregar convites para representantes das empresas ou procuradores por ela nomeados, a administração deveria ter acesso aos contratos de representação ou à procuração, bem como aos respectivos contratos sociais para verificar se a pessoa que assinou o contrato de
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representação ou outorgou a procuração detinha poderes para tal ato. Com relação aos convites entregues diretamente aos proprietários das empresas, de que forma a administração poderia confirmar se determinada pessoa ainda fazia parte da composição societária da empresa, sem que tivesse acesso ao contrato social. Com relação à identificação do convênio nas notas fiscais, embora a Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus alegue que a mesmas apresentam indicação do número do processo licitatório, a IN 01/97 estabelece que as notas fiscais devem apresentar indicação clara do Convênio a qual se referem. Quanto ao computador servidor de dados, objeto do Convite nº 057/2005, a Prefeitura não apresentou esclarecimentos para o fato de todas as propostas apresentarem cotações com valores muito próximos, apesar da especificação incompleta no convite. Tampouco foi apresentada a esta Equipe de Auditoria a pasta própria a que se refere o gestor, na qual constaria a cotação prévia dos equipamentos. Esta cotação teria sido utilizada pela Prefeitura como referência para os projetos a serem aprovados pelo Ministério concedente. 3.2.19 CONSTATAÇÃO: Restrição à competitividade em certame licitatório.

FATO: A composição societária das empresas que foram convidadas para apresentar proposta na Carta-Convite n.º 047/2005, indica que há vínculo entre as mesmas. Foram entregues convites para as empresas: - Dakfilm Comercial Ltda. - CNPJ 61.613.881/0001-00; Dipafarm Comercial Ltda. - CNPJ 04.251.933/0001-02 e - Konimagem Comercial Ltda. - CNPJ 58.598.368/0001-83. A Dakfilm apresentou a proposta de menor valor: R$ 13.820,00, fato que se repete quando são convidadas empresas deste grupo. Todas as empresas tem endereço na região norte da capital paulista. . Com relação à composição societária: . - Dipafarm Comercial Ltda. CPF 085.744.858-41 responsável (o e-mail cadastrado na Receita Federal refere-se à Dakfilm) CPF 253.709.548-01 CPF 278.316.588-07 (excluído em 09/02/2004 filha de sócio da Dakfilm) CPF 278.535.698-58 (excluído em 30/08/2004 filho de sócio da Dakfilm) Contador CPF 090.429.288-67 (mesmo da Dakfilm) . - Dakfilm Comercial Ltda. CPF 692.506.348-20 responsável (irmão de sócio-responsável da Konimagem e mesmo sobrenome de sócios excluídos da Dipafarm) CPF 132.736.418-27 (mãe de sócios excluídos da Dipafarm e mesmo sobrenome de sócios da Konimagem)
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CPF 032.152.938-38 (excluído em 14/09/2001 - mesmo sobrenome de sócio da Konimagem e também de sócios excluídos da Dipafarm) Contador CPF 090.429.288-67 (mesmo da Dipafarm) . - Konimagem Comercial Ltda. CPF 082.014.378-29 responsável (irmão de sócio-responsável da Dakfilm) CPF 585.786.688-04 mesmo sobrenome de sócios da Dakfilm e de sócios excluídos da Dipafarm) . O vínculo entre as empresas participantes anulou a competitividade que se busca alcançar com as licitações, podendo-se considerar que houve uma contratação direta. Esse vínculo foi verificado pela presença de familiares na composição societária das empresas, bem como pelo fato de 2 empresas apresentarem o mesmo contador. EVIDÊNCIA: Carta Convite nº 0047/2005. Pesquisa nos Federal (CPF e CNPJ).

sistemas

da

Receita

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Não houve restrição alguma nesse certame, pois foi dada ampla publicidade ao Edital, inclusive com afixação no átrio da Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus, aberto a quaisquer interessados em participar do certame. A Administração não possuía nenhum indício ou possibilidade real e necessária de desconfiar da composição societária das empresas participantes, sendo certo que os preços estavam em consonância com a cotação preliminar (preço de mercado). Tanto isto é verdade que esta cotação foi deferida e homologada por Comissão Técnica do Ministério da Saúde, e sem essa homologação não haveria possibilidade de aprovação do projeto. Portanto, a competitividade não foi prejudicada. De toda sorte, a Administração mandou apurar qualquer eventual irregularidade, visando ver se existiu alguma irregularidade para eventual aplicação de sanção às licitantes. Ao final, esta apuração será encaminhada à CGU. Há de se considerar, ainda, que o fato mais importante é que os preços estavam abaixo dos preços de mercado (à época), não havendo nenhum prejuízo ao erário". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A afixação do edital no átrio da prefeitura não elide a constatação de restrição à competitividade do certame. A respeito da publicidade na modalidade convite, cabe ressaltar que o TCU, na publicação "Licitações & Contratos Orientações Básicas 3ª Edição", observa que para alcançar o maior número possível de interessados no objeto licitado e evitar a repetição do procedimento e também visando afastar a discricionariedade do agente público, muitos órgãos ou entidades vêm utilizando a publicação do convite na imprensa oficial e em jornal de grande circulação, além da distribuição direta aos fornecedores do ramo. Os documentos que comprovam a entrega dos convites, assim como as propostas apresentadas, não contém o nome, CPF e cargo das pessoas que teriam praticado esses atos. Porém, a prefeitura deve ter se
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certificado que essas pessoas tinham poderes para tanto. Portanto, não procede a alegação da Prefeitura de que à época não tinha conhecimento do contrato social das empresas convidadas, observando-se que, para entregar convites ou receber propostas de representantes das empresas ou procuradores por ela nomeados, a administração deveria ter acesso aos contratos de representação ou à procuração, bem como aos respectivos contratos sociais como meio de verificar se a pessoa que assinou o contrato de representação ou outorgou a procuração poderia fazê-lo. Com relação aos convites entregues diretamente aos proprietários das empresas, cabe o mesmo raciocínio. Para a administração confirmar se determinada pessoa fazia parte da composição societária da empresa, seria necessário acesso ao contrato social. No convite não há a fase de habilitação, nem se exige cadastramento para as empresas convidadas. Porém, essa liberalidade da lei para a modalidade mais simples de licitação não exime a administração de garantir a competitividade do certame. A administração escolhe os participantes do Convite devendo certificar-se de que sua escolha atenderá aos princípios que norteiam os procedimentos licitatórios. Com relação ao fato da cotação ter sido deferida e homologada por Comissão Técnica do Ministério da Saúde, deve-se observar que os preços foram apresentados pela Prefeitura e eventual omissão ou falha na aprovação por parte do concedente não justifica a ausência de competitividade no procedimento licitatório. 3.2.20 CONSTATAÇÃO: Ausência de competitividade em certame licitatório.

FATO: A composição societária das empresas que foram convidadas para apresentar proposta na Carta-Convite n.º 057/2005, indica que há vínculo entre as mesmas. Foram entregues convites para as empresas: - CNPJ 05.030.875/0001-50 (B.C.B. Ltda. - ME); - CNPJ 07.104.015/0001-49 (A.M.E.I. Ltda.) e - CNPJ 03.358.625/0001-18 (S.D.I. Ltda.). O sócio responsável - CPF 075.397.798-29 é o mesmo nas 3 empresas que apresentaram proposta. Neste caso, não houve competitividade, podendo-se equiparar a uma contratação direta. Aliado a isso, há indícios de que o menor preço proposto para o computador servidor de dados indica que o mesmo está acima do preço de mercado. Não há possibilidade de se realizar uma cotação precisa em virtude da especificação do equipamento estar incompleta no edital, embora nenhuma das empresas tenha feito qualquer questionamento e todas elas tenham apresentado cotações com valores muito próximos. Deve-se observar que as contratações públicas somente poderão ser efetivadas após estimativa prévia do seu valor, que deve obrigatoriamente ser juntada ao processo de contratação e, quando for o caso, ao edital ou convite. EVIDÊNCIA:
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Carta Convite nº 0057/2005. Pesquisa nos Federal (CPF e CNPJ).

sistemas

da

Receita

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O Município de Pirapora do Bom Jesus, ao realizar o certame licitatório objeto deste apontamento, obedeceu ao regramento pertinente a Lei de Regência sobre o tema. De fato, não há na lei exigência de prévio cadastramento para efeito da realização desta modalidade de certame, sendo que ausente os cadastrados não teria a Fazenda Pública outra solução que não a de convidar as empresas que eram possíveis dentro do ramo de atuação, em razão de publicidade efetuada pelas mesmas, pois foi justamente desta forma que se tomou conhecimento da existência das mesmas. Imagina-se que não seria possível verificar a existência de vínculo entre as empresas, vez que apenas se dispunha dos dados principais das empresas. De outra sorte, está havendo ampla apuração com relação aos fatos apontados por esta douta auditoria da CGU. Ademais, face aos preços obtidos no certame não há que se falar em restrição à competitividade, sendo, porém, contraditória a alegação de superfaturamento, em decorrência da alegação de que não fora possível fazer uma cotação precisa, ainda mais que todos e quaisquer interessados em participar do certame tiveram condição de o fazer. Para finalizar, em relação à composição societária de determinada empresa, como já foi esclarecido no item 3.3.4, o Município dispensava a fase de habilitação por força do § 1º do art. 32 da Lei Federal nº 8.666/93. Ademais, as empresas possuem CNPJ diferentes, localizadas em regiões distintas e, portanto, não haveria como saber a composição societária das mesmas". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A justificativa apresentada pela prefeitura para o fato de ter convidado exatamente 3 empresas cujo sócio-responsável é o mesmo, num mercado com tantos fornecedores desse tipo de equipamento, foi de que, não havendo cadastro de empresas fornecedoras na prefeitura e "em razão de publicidade efetuada pelas mesmas", resolveu convidá-las, sem saber do vínculo existente. Não procede a alegação da Prefeitura de que não seria possível verificar a existência de vínculo entre as empresas, vez que apenas se dispunha dos dados principais das empresas. Cabe observar que, para entregar convites ou receber propostas por meio de representantes das empresas ou procuradores por ela nomeados, a administração deveria ter acesso aos contratos de representação ou à procuração, bem como aos respectivos contratos sociais como forma de verificar se a pessoa que assinou o contrato de representação ou outorgou a procuração detinha poderes para tal ato. Com relação aos convites entregues diretamente aos proprietários das empresas, cabe o mesmo raciocínio. Para a administração confirmar se determinada pessoa fazia parte da composição societária da empresa, seria necessário acesso ao contrato social. A prefeitura está correta quando afirma que no convite não há a fase de habilitação, nem se exige cadastramento para as empresas convidadas. Porém, essa liberalidade da lei para a modalidade mais simples de licitação não exime a administração de garantir a
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competitividade do certame. A administração escolhe os participantes do Convite devendo certificar-se de que sua escolha atenderá aos princípios que norteiam os procedimentos licitatórios. Quanto ao equipamento efetivamente adquirido "computador servidor de dados", a Prefeitura não apresentou esclarecimentos para o fato de todas as propostas apresentarem cotações com valores muito próximos, apesar da especificação incompleta no convite. Também não há justificativas para a ausência de pesquisas de preços. Se tivesse sido apresentada alguma pesquisa, ela poderia ser utilizada como referência para uma correta cotação por parte da equipe de fiscalização. Porém, a ausência dessa pesquisa bem como de algumas informações na especificação do equipamento não impediu a realização de cotação que, embora imprecisa, pode ser utilizada como referência. Nos itens onde poderia haver dúvidas, foi utilizada uma configuração mais cara. Nessa pesquisa verificou-se que o preço cotado, inclusive por uma das empresas participantes da licitação, foi menor que o valor pago pela Prefeitura pelo equipamento. 3.2.21 CONSTATAÇÃO: Superfaturamento na compra de equipamentos.

FATO: O objeto da Carta-Convite n.º 046/2005 equipamentos médico-hospitalares. A Comercial Supri apresentou o menor preço conforme tabela a seguir: Qtd 2 Descrição Comercial Supri 14.517,00 7.050,00 6.150,00 27.717,00

era em

aquisição todos os

de

itens,

Masif 16.404,22 7.966,50 6.949,50 31.320,22

Intracath 15.484,80 7.520,00 9.678,00 32.682,80

Bomba de infusão peristáltica rotativa 1 Desfibrilador com bateria, Foco cirúrgico auxiliar com 1 3 bulbos. Total ...........................

Conforme cotação solicitada por telefone para a fabricante da Bomba de Infusão adquirida pelo Município, o preço do equipamento é R$ 2.500,00. Equipamento idêntico foi adquirido por outro município, pelo preço de R$ 2.690,00. A nota fiscal da Comercial Supri indica que o preço unitário cobrado foi de R$ 7.258,50; portanto aproximadamente 170% maior que os preços pesquisados. Além disso, uma bomba de infusão foi adquirida pela Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus com recursos do Convênio n.º 2121/2004, em junho de 2006, pelo preço de R$ 2.460,00. Com relação ao desfibrilador, o preço informado por um fornecedor do fabricante do equipamento adquirido foi de R$ 5.850,00. A nota fiscal da Comercial Supri indica que o preço unitário cobrado foi de R$ 7.050,50, portanto aproximadamente 20% maior que o preço pesquisado. Além disso, há o agravante de a empresa Masif não ter confirmado participação neste procedimento licitatório, podendo caracterizar fraude por direcionamento na licitação.
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EVIDÊNCIA: Carta-convite 046/2005 MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Não houve nenhum superfaturamento, pois os valores estão de acordo com os parâmetros estabelecido "Plano de Trabalho" aprovado para o Convênio n° 2121/2004 (Siafi 505122) celebrado entre o Ministério da Saúde e a Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus, que previa a aquisição de equipamentos hospitalares e material permanente, conforme relação constante do Processo nº 25000.071035/04-96, devidamente aprovado pelo Ministério da Saúde, e no Plano de Trabalho aprovado para o Convênio n° 780/2004 (Siafi 505124), celebrado entre Ministério da Saúde e Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus, que previa a aquisição de equipamentos hospitalares e material permanente, conforme relação constante do Processo n.º 25000.059186/04-76, devidamente aprovados pelo Ministério da Saúde. Quanto à bomba de infusão peristáltica rotativa, adquirida pelo Município pelo valor de R$ 7.258,50, foi aprovado no "Plano de Trabalho" do Ministério pelo Convênio n° 2121/2004 (Siafi 505122), no valor de R$ 7.392,00. Já no Convênio n° 780/2004 (Siafi 505124), o valor aprovado é de R$ 6.974,00. Pelo desfibrilador com bateria, o município pagou R$ 7.050,00, e o valor aprovado no Convênio n° 780/2004 (Siafi 505124) foi de R$ 12.317,00. Quanto ao preço informado por um fornecedor do fabricante do equipamento adquirido (de R$ 5.850,00), verifica-se que a nota fiscal da Comercial Supri indica que o preço unitário cobrado foi de R$ 7.050,50, portanto 20% a mais que o preço pesquisado, pois só o ICMs é 18%. Sem fundamento, portanto, a colocação de superfaturamento. Deixamos claro, porém, que o equipamento pesquisado não é o mesmo que a Prefeitura adquiriu, já que o equipamento comprado é muito mais completo. Note-se, ainda, que em razão de se tratar de compra de vários itens que não possuem características mínimas lançadas no edital, não se pode comprar por imposição de marcas, e sempre haverá variação de preços. Assim, resta claro que sempre que ocorrem pesquisas de preço sem que se tenha a as características do equipamento que se deseja adquirir, bem como, condições de pagamento, quantidade, prazo, local de entrega, etc., os preços variam bastante, além, é claro, de ser necessário verificar se o produto está com escassez ou não no mercado, fatos estes que devem ser levados em consideração antes de ser imputado que ocorreu qualquer excesso de preço na aquisição". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A Prefeitura apenas alega que não houve superfaturamento sem apresentar quaisquer documentos que comprovem essa alegação. Com relação ao fato do Plano de Trabalho ter sido aprovado pelo Ministério da Saúde, deve-se observar que os preços foram apresentados pela Prefeitura e eventual omissão ou falha na aprovação por parte do concedente não justifica o superfaturamento dos equipamentos adquiridos. Além disso, não há no processo licitatório pesquisa de preços
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realizada pela Prefeitura que pudesse confirmar o preço indicado no plano de trabalho encaminhado ao ministério concedente. Com relação à cotação de preços realizada pela equipe de fiscalização, cumpre esclarecer que alguns preços foram obtidos diretamente do fabricante do equipamento fornecido para a Prefeitura e já incluem os impostos incidentes na operação. A Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus não apresentou justificativas para o fato da empresa Masif não ter confirmado sua participação nesse certame. Ressalte-se que neste caso, o superfaturamento fica agravado pela ausência de competitividade do certame com a participação de apenas 2 empresas e pela simulação da participação de uma terceira empresa, fazendo parecer que o processo foi lícito. 3.2.22 CONSTATAÇÃO: Contrapartida não efetivada pela Prefeitura.

FATO: No termo de convênio havia previsão de contrapartida por parte da Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus no valor de R$ 2.400,00. A contrapartida não foi efetivada, sendo inclusive objeto de cobrança no Parecer Gescon n.º 3151, de 27/07/2006, da Divisão de Convênios e Gestão do Ministério da Saúde. Essa mesma Divisão apontou também que a Entidade Convenente não adquiriu 10 estabilizadores, previstos no Plano de Trabalho apresentado, e solicitou a devolução do saldo do convênio no valor de R$ 1.241,35. EVIDÊNCIA: Parecer Gescon nº 3151, de 27/07/2006. Extrato bancário. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Estamos encaminhando, em anexo, os comprovantes dos depósitos na conta do convênio relativos à contrapartida, para que não paire dúvida no cumprimento do convênio por parte da administração (doc. 73)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A Prefeitura apresentou em sua justificativa (doc. 73), a mesma cópia do recibo de depósito utilizada para comprovar a devolução de recursos referentes à contrapartida do convênio n.º 853/2004, no valor de R$1.122,64. A Prefeitura também não efetuou o depósito do saldo da contrapartida, no valor de R$ 2.400,00. AÇÃO : 8581 ESTRUTURACAO DA REDE DE SERVICOS DE ATENCAO BASICA DE S AUDE - NACIONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Financiamento para a adequação e ampliação da rede de serviços de atenção básica de saúde; apoio técnico e financiamento para melhoria adequação da rede de serviços caracterizada como de primeira referência
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para a atenção básica. ORDEM DE SERVIÇO : 181846 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Aquisição de Unidade Móvel de Saúde. AGENTE EXECUTOR : P.DO BOM JEUS ADMINISTRACAO DIRETA MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: CONVÊNIO SIAFI 505123 MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 64,80

3.2.23 CONSTATAÇÃO: Inconsistências na formalização de Convênio.

FATO: O Convênio n.º 853/2004 foi firmado entre o Ministério da Saúde e a Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus, com o objetivo de adquirir uma unidade móvel de saúde. O valor previsto do Convênio foi de R$ 64.800,00, sendo R$ 60.000,00 recursos federais e R$ 4.800,00 a contrapartida municipal. Apesar de constar no SIAFI o início da vigência como 1/7/2004 e o Termo de Convênio estar publicado no DOU de 2/7/2004, há diversos documentos no processo que indicam que até 1/7/2004 não havia a documentação completa do Convênio. Constam do Processo 25000.059479/2004-53 os seguintes documentos: a) fl. 2 - Ofício do Prefeito de Pirapora do Bom Jesus de 10/9/2004 (posterior a 1/7/2004), solicitando ao Ministro da Saúde a formalização do Convênio; b) fls. 9 a 14 - Plano de Trabalho sem data; c) fl. 25 - Memorando do Coordenador Geral de Convênios e Contratos de 27/10/2004 encaminhando o Processo para análise e parecer técnico; d) fl. 26 - Parecer n.º 3047/04 - CGIS/DIPE/SE/MS (Coordenação Geral de Investimento em Saúde da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde) de 28/10/2004, aprovando a proposta da Prefeitura. De acordo com a Instrução Normativa STN n.º 1, de 15/1/1997, temos que: "art.2º O Convênio será proposto pelo interessado ao titular do Ministério, órgão ou entidade responsável pelo programa mediante a apresentação do Plano de Trabalho...". Os documentos mencionados, posteriores a 1/7/2004, indicam que o Plano de Trabalho não estava elaborado ou a análise desse Plano de Trabalho foi posterior a data registrada no SIAFI, violando a Instrução Normativa. EVIDÊNCIA: Processo do Ministério da Saúde nº 25000.059479/2004-53 . MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O Município recebeu em seu favor emenda orçamentária, para obtenção de unidade móvel de saúde. A formalização do convênio ocorreu de maneira regular, obedecendo-se as imposições do Ministério da Saúde, o que levou a concretização do convênio, logrando o município em adquirir uma unidade móvel de saúde, há muito esperada face à necessidade da
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população. No tocante ao encaminhamento de documentos, estes sempre foram apresentados quando solicitados, sendo certo que a Administração não possui qualquer gerenciamento sobre a liberação de recursos, não merecendo qualquer apontamento neste quesito". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. Apesar da processo ser competência do Ministério da Saúde, a informou qual seria a data do Plano de Trabalho e se foi elaborado após a assinatura do Termo de Convênio. 3.2.24 CONSTATAÇÃO: Aquisição de veículo sem especificação Trabalho.

elaboração do Prefeitura não esse documento

prevista

no

Plano

de

FATO: O Plano de Trabalho, relativo ao Convênio n.º 853/2004, especificou a aquisição de um veículo para transporte de pacientes com motor a gasolina, 2,4l, de 128cv de potência. A Prefeitura adquiriu pelo Convite n.º 44/2005 um veículo de potência menor, de apenas 60cv de potência. EVIDÊNCIA: Cópia do Processo de Convênio nº 25000.059479/2004-53 obtido Ministério da Saúde/Brasília. A especificação do veículo consta da fl.13 do Processo Convênio.

no de

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A imputação de que o veículo foi adquirido sem as características contidas no Plano de Trabalho não está correta, visto que tudo foi adquirido em conformidade com o plano de trabalho que foi aprovado pelo Ministério da Saúde, sendo que a dúvida suscitada está sendo objeto de apuração por parte da Administração, uma vez que até o presente momento nada de irregular foi detectado". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O veículo especificação do Plano de Trabalho. 3.2.25 CONSTATAÇÃO: Irregularidade caracterizada por licitatório, agravada por sobrepreço.

adquirido

não

atende

a

simulação

de

procedimento

FATO: A aquisição da unidade móvel de saúde do Convênio n.º 853/2004 foi realizada através do Convite n.º 44/2005 de 28/6/2005. O processo do Convite foi executado por um único funcionário, o Secretário de Administração e Finanças, pois a Portaria n.º 5.571/05, de 3/1/2005, do Prefeito designou esse Secretário como responsável pelo julgamento das Cartas Convite do Município, alegando que tal
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procedimento estaria autorizado pelo §1º do art. 51º da Lei n.º 8.666/1993: "§1º No caso de convite, a comissão de licitação, excepcionalmente, nas pequenas unidades administrativas e em face da exigüidade de pessoal disponível, poderá ser substituída por servidor formalmente designado pela autoridade competente.". Entretanto, já existia na Prefeitura Comissão de Licitação constituída com três servidores designados pela Portaria n.º 5.897/05 de 1/4/2005; portanto o argumento de exigüidade de pessoal disponível é sem fundamento. A centralização no julgamento de convite numa única pessoa é falha de controle, e a administração municipal também incorreu na falta de segregação de funções, pois o próprio Secretário de Administração e Finanças teve a incumbência de julgar as propostas, adjudicar e autorizar o pagamento. No processo de Convite n.º 44/2005 não consta a realização de pesquisa prévia de preços. O Edital e o anexo do Convite são falhos, pois definem apenas o objeto, "aquisição de veículo tipo ambulância para simples remoção, furgão, 0km, com potência mínima de 60cv, a gasolina, na cor branca, para utilização nas unidades de saúde do Município", mas não definem prazo de entrega, forma de pagamento, minuta de contrato e formas de garantia do veículo adquirido por prazo mínimo. Teriam sido convidadas três empresas: Planam Indústria, Comércio e Representação Ltda., Med Press Medicamentos e Serviços Ltda. e a NV Rio Comércio e Serviços Ltda. As duas primeiras empresas estão localizadas em Cuiabá/MT e a terceira na cidade do Rio de Janeiro/RJ. O Secretário de Administração e Finanças afirmou que as propostas de convites são entregues pessoalmente por motoboy, forma inusitada e pouco factível, já que as empresas estão sediadas em outros estados. Não constam dos envelopes de propostas carimbo ou evidência que indique que esses envelopes tenham sido enviados pelos Correios. A abertura dos convites teria ocorrido em 5/7/2005, com propostas das três empresas convidadas. A empresa Planam ofereceu o menor preço, no valor de R$ 63.740,00, para um veículo marca FIAT, modelo Doblô Cargo 1.3, Furgão 0 Km com equipamentos para simples remoção. O valor de R$ 63.740,00 tem sobrepreço. Em 25/4/2005 a empresa Planam realizou a venda de uma ambulância de mesma especificação para a Prefeitura de Tabapuã pelo valor de R$ 45.900,00, portanto R$ 17.840,00 a menos do que o cobrado da Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus. As empresas Planam e Med Press constam do notório 'esquema dos sanguessugas', empresas de um mesmo grupo que simularam a realização de licitações. O proprietário da empresa a NV Rio Comércio e Serviços Ltda. afirmou que não participou do Convite n.º 44/2005, portanto teria ocorrido falsificação de assinatura e de documento. Ressalta-se entretanto que essa empresa apareceu em diversos convites forjados pela empresa Planam, como consta do depoimento do Sr. Luiz Antônio Trevisan Vedoin ao Poder Judiciário. Observou-se que, apesar da Prefeitura ter realizado o pagamento em 30/9/2005, o veículo ainda está em propriedade da empresa Planam Indústria, Comércio e Representações Ltda., de acordo com consulta ao sistema Renavam, em 21/8/2006. Além disso, o veículo de Chassis 9BD22315862008575 consta como de placa KAF7464, Cuiabá MT, entretanto o veículo da Prefeitura com esse chassis não apresentava
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placa. A Prefeitura afirmou que não possuía nenhum documento do veículo, apesar de decorrido onze meses do pagamento. A utilização do veículo sem placa e sem documentação são violações ao Código Nacional de Trânsito. No momento da fiscalização o veículo encontrava-se parado, por problemas mecânicos. A Prefeitura informou que a ambulância teria sofrido um acidente, quebrando o pára-brisas e danificando o radiador. O veículo teria ido para conserto numa oficina, mas retornou ainda com problemas no radiador. O atendimento à população está sendo feito por uma ambulância adquirida por Convênio e por duas ambulâncias alugadas, onde também foram verificadas irregularidades nos procedimentos licitatórios. EVIDÊNCIA: Processo de Convite nº 44/2005 Declaração do proprietário da empresa NV Rio Comércio Ltda Inspeção do veículo. Relatório de Fiscalização RF179093. Auto de Interrogatório encaminhado a CPMI pelo Poder Justiça Federal do Mato Grosso por Ofício de 11/7/2006.

e

Serviços

judiciário,

Ambulância doblô .

Veículo sem placa

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MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Na realidade, a Administração sempre atua de maneira transparente e dentro da legalidade, e, no caso presente, tomou conhecimento pelos meios de comunicação de que a empresa PLANAM fornecedora de uma ambulância ao Município - poderia ter desenvolvido alguma atividade ilegal. Diante disso, procurou em seus arquivos e viu que essa empresa havia vendido uma unidade móvel no ano de 2.005 para Pirapora. Por tal razão, está investigando se ocorreu alguma irregularidade nesta contratação, inclusive com a oitiva de representantes das empresas e servidores de outros órgãos, de maneira a garantir o direito da ampla defesa. Até o presente momento, não se apurou a participação de nenhum servidor municipal que diretamente tenha agido de má-fé, e nem tão pouco alguma lesão ao erário municipal. Tão logo a apuração seja encerrada será encaminha ao órgão denunciante para seu conhecimento e providência que julgar necessária. Inegável que a unidade vem servindo a população local de maneira eficiente, sendo efetuada sua conservação e manutenção, o que fez aumentar a possibilidade de atendimento na área da saúde. Vale dizer, efetivamente o objetivo do convênio vem e está sendo cumprido. No que se refere ao documento desse veículo, a administração já tomou todas as providências para obtê-lo, tendo proposto junto à Vara Fazendária de Cuiabá (MT) uma ação judicial com esse objetivo, conforme comprova cópia de distribuição de demanda sob nº 612/2006, 4ª Vara Fazendária de Cuiabá (doc. 74). Fica, destarte, esclarecida a razão pela qual o veículo se encontra sem placa, pois foi exatamente na época do escândalo "Planam" que esse documento deveria ter chegado à Administração". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A Prefeitura não justificativas para as constatações relatadas: entrega convite e sobrepreço.

apresentou irregular do

3.2.26 CONSTATAÇÃO: Pagamento de contrapartida municipal com recursos federais.

FATO: A unidade móvel de saúde foi adquirida pelo valor de R$ 63.740,00, sendo que R$ 62.617,36 foram pagos com recursos federais (incluindo o resultado de aplicação financeira) e R$ 1.122,64 como contrapartida da Prefeitura Municipal. A Prefeitura realizou o pagamento de R$ 1.122,64 com recursos federais do PAB - Piso de Assistência Básica, ao invés de utilizar recursos próprios, contrariando o previsto no Termo de Convênio. EVIDÊNCIA: Extratos bancários, processo de pagamento. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Estamos encaminhando, em anexo, os comprovantes dos depósitos transferindo recursos próprios para a conta PAB (doc. 75), uma vez que
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foi cometido um equivoco na Administração. Mas foi resolvido por da devolução da quantia supra".

meio

ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. Entretanto a ação corretiva posterior da Prefeitura não altera a impropriedade relatada. AÇÃO : 8581 ESTRUTURACAO DA REDE DE SERVICOS DE ATENCAO BASICA DE S AUDE - NACIONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Financiamento para a adequação e ampliação da rede de serviços de atenção básica de saúde; apoio técnico e financiamento para melhoria adequação da rede de serviços caracterizada como de primeira referência para a atenção básica. ORDEM DE SERVIÇO : 181847 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Aquisição de equipamentos hospitalares e material permanente. AGENTE EXECUTOR : P.DO BOM JEUS ADMINISTRACAO DIRETA MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: CONVÊNIO SIAFI 505122 MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 128.268,80

3.2.27 CONSTATAÇÃO: Falhas na execução do convênio.

FATO: O Plano de Trabalho aprovado para o Convênio n°. 2121/2004 (Siafi 505122), celebrado entre Ministério da Saúde e Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus, previa a aquisição de equipamentos hospitalares e material permanente, conforme relação constante do Processo n.º 25000.071035/04-96: O Plano de Trabalho aprovado em 05/01/2005 previa: Item Descrição Qtd 1 Oxímetro de pulso OXP 10 1 2 Desfibrilador (A.C.) 1 adulto e pediátrico, carga para 400 Joules. 3 Ventilador Volumétrico 1 4 Aspirador Cirúrgico 1 Elétrico portátil 5 Bomba de infusão 1 peristáltico rotativo 6 Bomba de infusão 1 peristáltico rotativo 7 Bomba de infusão 1 peristáltico rotativo 8 Ap. de Raio X convencional 1 fixo (800 MA) com mesa. Local Sala Urgência Sala Urgência Valor 4.450,00 4.450,00

Sala Urgência Sala Urgência

25.500,00 1.224,00

Sala Obs. Fem. 7.392,00 Sala Obs. Mas. 7.392,00 Sala Obs. Infantil Sala Raio X 7.392,00 65.800,00

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Qtd Local Valor total 123.600,00 O total de recursos do Convênio é de R$ 123.600,00, sendo R$ 120.000,00 por parte do concedente e R$ 3.600,00 como contrapartida da convenente - Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus. O prazo de vigência foi prorrogado para 18/12/2006 (incluído o prazo de 60 dias para apresentação da prestação de contas final). Foram realizados dois processos licitatórios, na modalidade convite, para a aquisição do objeto do Convênio, a saber: . a) Carta-Convite n.º 026/2006: Aquisição de aparelho de Raio X e acessórios. . b) Carta-Convite n.º 027/2006: Aquisição de equipamentos para sala de urgência/emergência. . Itens da Carta-Convite n.º 027/2006: Item Qtd. 1 1 2 1 3 1 4 1 5 2 6 1 7 1 8 2 9 2 10 3 11 1 Descrição Oxímetro de Pulso Desfibrilador pas adulto e pediátrico Ventilador volumétrico Aspirador Cirúrgico Elétrico Bomba de infusão peristáltica rotativa Monitor de pressão não invasivo Eletrocardiógrafo, 3 canais Reanimador pulmonar manual, adulto Reanimador pulmonar manual, infanfil Suporte de Soro, aço inox, com rodízios Laringoscópio, adulto

Item

Descrição

Os itens 6 a 10 adquiridos nessa licitação não constam do Plano de Trabalho apresentado e aprovado pelo Ministério da Saúde. Além disso, a quantidade prevista no Plano de Trabalho para o item 5 (bomba de infusão peristáltica) era 3 unidades, sendo que foram licitadas apenas 2 unidades desse item. O Plano de Trabalho estabelece a aquisição de um equipamento de Raio X de potência 800MA, porém foi adquirido um equipamento de potência 500MA. Não há carimbo nas notas fiscais indicando que as mesmas foram pagas com recursos do Convênio. EVIDÊNCIA: Plano de trabalho do Convênio nº 2121/2004. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O município solicitou a reformulação do Convênio nº 2121 através do ofício GP nº 353/2005, de 04 de agosto de 2005, e como não recebeu resposta até a data da execução do mesmo, realizou a compra dos equipamentos que melhor atendiam a necessidade do município e constavam da solicitação de reformulação. Note-se que a prestação de contas pode ser encaminhada até o final do mês de dezembro de 2.006. Em anexo encontra-se cópia da solicitação da reformulação (docs. 76 e
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77). Saliente-se que em todas as notas fiscais já foram lançados os carimbos mencionando o convênio, em que pese já ter sido lançada nas mesmas que os equipamentos foram adquiridos, indicando o procedimento licitatório. Ou seja, este tem efetiva origem no convênio e nenhuma irregularidade ocorreu. Ademais, insta esclarecer que o equipamento com 800MA não existe no mercado, e tanto é verdade que nem mesma a digna auditoria logrou encontrá-lo para comparar preços. Assim, resta claro que tal apontamento não pode subsistir, ainda mais pela solicitação de troca de objetos e prazo para prestação de contas". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus solicitou a alteração do Plano de Trabalho em 04/08/2005 e os equipamentos foram adquiridos por meio de licitação em 25/05/2006, antes da sua aprovação formal e antes da própria solicitação. Segundo a IN nº 01/97, toda e qualquer alteração do Plano de Trabalho original deve ser submetida e aprovada pelo Ministério da Saúde para ser executada. A justificativa apresentada pela Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus quanto à aquisição de um equipamento de Raio X de menor potência (500MA) não procede, uma vez que o Plano de Trabalho apresentado ao Ministério da Saúde referia-se a um equipamento de 800MA, o que pressupõe uma prévia pesquisa de preços de um produto existente no mercado. A Prefeitura não apresentou quaisquer documentos referentes à cotação por ela realizada quer seja do equipamento de 800MA ou 500MA. 3.2.28 CONSTATAÇÃO: Falhas em procedimentos licitatórios. FATO: Foram realizados dois processos licitatórios para a aquisição do objeto do Convênio, na modalidade convite. . a) Carta-Convite n.º 026/2006: Aquisição de equipamentos para a sala de Raio X. . As propostas foram apresentadas conforme tabela a seguir: . Valores em Reais (R$) Item Qtd. Descrição Saude Vilson Meditronix Com. e Proteção Repres. Radiológica 47.600,00 N/C 46.200,00

1

1

2 3 4 5

1 1 1 2

Unidade de radiodiagnóstico 500mA/90 kV Avental, plumbífero 0,50mm, comp. 1,00m Cone de extensão Passa chassis Chassis radiográficos e Écran 13x18

1.280,00 1.450,00 4.530,00 2.166,00

1.300,00 1.490,00 4.750,00 2.460,00

1.234,00 1.232,80 4.220,00 928,00

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Item Qtd.

Descrição

6 7 8 9 10 11 12

2 2 2 2 1 1 1

Chassis radiográficos e Écran 18x24 Chassis radiográficos 4.640,00 e Écran 24x30 Chassis radiográficos 6.722,00 e Écran 30x40 Chassis radiográficos 6.660,00 e Écran 35x35 Divisor radiográfico 280,00 18x24 Divisor radiográfico 350,00 24x30 Divisor radiográfico 385,00 30x40 total 72.641,00

Saude Vilson Meditronix Com. e Proteção Repres. Radiológica 3.300,00 3.480,00 1.480,00 5.060,00 6.850,00 6.850,00 310,00 370,00 405,00 33.325,00 2.188,00 2.848,00 3.180,00 207,00 322,00 362,00 64.601,80

Na proposta apresentada pela empresa Saúde Comércio e Representação Ltda. não constam: CNPJ, telefone da empresa nem identificação e qualificação do responsável pela apresentação da mesma. Na proposta apresentada pela empresa Vilson Proteção Radiológica não constam identificação e qualificação do responsável pela apresentação da mesma. A empresa Vilson Proteção Radiológica (Nalia Aparecida Domingues Leite Acessórios ME - CNPJ 06.191.412/0001-32) não apresentou proposta para o principal item do convite Unidade de Radiodiagnóstico 500mA/ 90KV. Portanto, não foram apresentadas 3 propostas válidas para todos os itens, tampouco foram apresentadas justificativas para a não repetição do procedimento. Além disso, o processo foi iniciado em 02/05/2006, a homologação ocorreu em 30/05/2006, as Notas Fiscais n.º 468 e 469, referentes a esses equipamentos, foram emitidas em 14/06/2006, o pagamento foi efetuado em 19/06/2006, porém, o equipamento, conforme carimbo do almoxarifado, foi recebido apenas em 01/08/2006, data posterior ao pagamento. Não há carimbo nas notas fiscais indicando que as mesmas foram pagas com recursos do Convênio. Há indícios de fraude neste Processo, conforme detalhado em ponto específico deste Relatório. . b) Carta-Convite n.º 027/2006: Aquisição de equipamentos para sala de urgência/emergência. . Estão anexadas no processo as propostas das empresas Cândido Com. Mat. Hosp. E Serv. Ltda., R&R Saúde Representações e Comércio Ltda. e Viamed Produtos Médicos e Hospitalares Ltda. . Valores em Reais (R$) Item Qtd. Descrição Viamed R&R Candido

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Item Qtd. Descrição 1 1 Oxímetro de Pulso 2 1 Desfibrilador pas adulto e pediátrico 3 1 Ventilador volumétrico 4 1 Aspirador Cirúrgico Elétrico 5 2 Bomba de infusão peristáltica rotativa 6 1 Monitor de pressão não invasivo 7 1 Eletrocardiógrafo, 3 canais 8 2 Reanimador pulmonar manual, adulto 9 2 Reanimador pulmonar manual, infanfil 10 3 Suporte de Soro, aço inox, com rodízios 11 1 Laringoscópio, adulto total

Viamed 5.900,00 10.700,00 9.985,00 3.060,00 4.920,00 10.500,00 7.950,00 207,36 177,12 816,00 322,00 54.537,48

R&R 6.050,00 10.800,00 10.970,00 3.200,00 5.400,00 10.580,00 7.900,00 230,00 201,00 780,00 350,00 56.411,00

Candido 6.100,00 10.950,00 11.200,00 3.120,00 6.040,00 10.700,00 8.200,00 192,00 170,00 870,00 380,00 57.922,00

Em nenhuma das propostas apresentadas consta a identificação e qualificação do responsável pela apresentação da mesma. . O resultado da licitação foi: . - Cândido Com. Mat. Hosp. E Serv. Ltda. R$ 362,00, - R&R Saúde Representações e Comércio Ltda. R$ 8.680,00 e - Viamed Produtos Médicos e Hospitalares Ltda. R$ 45.387,00. . Também não constam do processo as notas fiscais das empresas Cândido Com. Mat. Hosp. e Serv. Ltda. (R$ 362,00) e R&R Saúde Representações e Comércio Ltda. (R$ 8.680,00). Em nenhum processo há estimativa prévia dos preços dos itens constantes da proposta para que se possa ter uma referência dos preços propostos. Deve-se observar que as contratações públicas somente poderão ser efetivadas após estimativa prévia do seu valor, que deve obrigatoriamente ser juntada ao processo de contratação e, quando for o caso, ao edital ou convite. EVIDÊNCIA: Carta-Convite nº 026/2006; Carta-Convite nº 027/2006; Extrato da Conta Corrente; Nota Fiscal nº 468 e 469. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "a) Carta Convite 26/06 Em apertada síntese, foi alegado que teria ocorrido falha no procedimento licitatório, pois segundo o que se apurou, os proponentes não teriam sido identificados. Contudo, tal fato não é capaz de tirar a legalidade do ato, principalmente porque todos eles confirmaram a
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participação no processo licitatório, e na proposta existem elementos suficientes para identificar a empresa e, acima de tudo, tal fato não e imprescindível para formalização da proposta. Note-se, ainda, que todas as empresas possuem habilitação para participar do certame, estando legalmente estabelecidas e com suas obrigações tributárias e previdenciárias em ordem. Acima de tudo, são uma das poucas que possuem registro junto ao Ministério da Saúde para comercializar o equipamento, e registro junto à ANVISA (docs 78 e 79). Quanto a imputação que diz respeito ao carimbo na nota fiscal, acusando data de recebimento do material diversa (posterior) à data do pagamento, não foi objeto de maior apuração quando da auditoria e por mero questionamento aos responsáveis pelo recebimento, tal fato já teria sido esclarecido. Na realidade, segundo o que foi apurado pela Sindicância aberta por determinação do senhor Prefeito, logrou-se apurar que o ocorreu foi uma falha do setor de Almoxarifado, que recebeu efetivamente a mercadoria na data de 16 de junho (antes do pagamento), conforme comprova o canhoto de recebimento da empresa. Ocorreu que o equipamento chegou e foi encaminhado ao Almoxarifado da Saúde e lá permaneceu até ser encaminhado ao Almoxarifado Central, em razão de não se possuir local apropriado e estar com problemas no telhado. No tocante ao carimbo mencionando o convênio, tal fato já foi solucionado, uma vez que na nota fiscal já menciona o convênio (fonte de recurso), e o procedimento licitatório. No caso em tela, um dos proponentes deixou de cotar referido equipamento, não sendo isso suficiente para causar qualquer prejuízo ou ilegalidade, pois foi somente um único item, em que já existia cotação preliminar (doc. 80) não existindo proibição na Lei para esse procedimento. Registre-se que a demora na abertura de um novo procedimento poderia acarretar a perda do convênio em razão do prazo de vigência. Saliente-se que não existe nenhum questionamento em relação ao preço pago pela Administração, e tanto isto é verdade que nada foi apontado, ou seja, os valores na realidade foram adquiridos abaixo do preço de mercado, possibilitando inclusive a compra de mais equipamentos com o saldo que remanescente. . b) Carta Convite 27/06 Conforme comprovam os documentos em anexo, as Notas Fiscais expedidas por: . Cândido Com. Mat. Hosp. e Ser. Ltda.................. R$ 362,00 R&R Saúde Representações e Comércio Ltda.. ...........R$ 8.680,00 Viamed Produtos Médicos e Hospitalares Ltda......... R$ 45.387,00 . foram juntadas, dando conta que nada existe de irregular com as mesmas, inclusive atestando o recebimento do equipamento e demonstrando a fonte de recurso (doc. 82). A estimativa prévia, conforme já apontado, ficou em pasta própria, fato este já resolvido (doc. 81). Ou seja, determinou-se que tudo fosse juntado ao expediente em questão e renumeradas as suas folhas, pois além da cotação preliminar efetuada pelo Departamento de Compras, ainda se valeu do plano de trabalho encaminhado ao Ministério da Saúde, onde consta o valor dos equipamentos, sendo certo que referido
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plano foi analisado e aprovado, não existindo nenhum óbice para sua utilização. Saliente-se, ainda, que foram adquiridos equipamentos com preço bem abaixo daqueles aprovados pelo Ministério da Saúde (item 5,6 e 7, fls. 52 do relatório), razão pela qual a imputação de falha, como bem ficou demonstrado, não ocorreu". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus não esclareceu o fato de não constar das propostas: CNPJ, telefone da empresa e identificação e qualificação do responsável. Sem os elementos supra citados, não se pode atestar que a proposta apresentada é legítima e foi assinada por pessoa qualificada pela empresa para tal ato. Além disso, a Carta-Convite nº 026/2006, em seu item 3.2 estabelece: "A proposta deverá ser datilografada ou impressa via computador e assinado pelo responsável, contendo o nome do signatário e sua função ou cargo na firma, sem rasuras ou borrões". Com relação à justificativa para a inconsistência entre as datas de recebimento e pagamento dos equipamentos não foi apresentada a cópia do canhoto com a data do efetivo recebimento do equipamento. Quanto à ausência de três cotações válidas para o principal item do convite Unidade de radiodiagnóstico 500mA/90 kV, o entendimento do TCU nesses casos é de que o convite deve ser repetido ou devem ser apresentadas justificativas para a não repetição. O fato de haver uma cotação preliminar não elide a falha apontada, tendo em vista que esse cotação foi realizada pela mesma empresa que participou do convite. 3.2.29 CONSTATAÇÃO: Indícios de fraude em procedimento licitatório.

FATO: Há indícios de fraude no Convite n.º 026/2006 realizado para aquisição de equipamentos para a sala de Raio X. As propostas das empresas Saúde Comércio e Representação Ltda. e Vilson Proteção Radiológica, utilizam a mesma fonte e mesmo tamanho de fonte do processador de texto, de tal forma que colocando-se ambas contra a luz, verifica-se que há diferença apenas no valor dos itens e o fato de uma estar com linhas de grade e a outra não. Além disso, a proposta da empresa Vilson Proteção Radiológica apresenta o valor total, por extenso, de SETENTA E DOIS MIL, SEISSENTOS E QUARENTA E UM REAIS, exatamente o valor total da proposta apresentada pela empresa Saúde Comércio e Representação Ltda. escrita da mesma forma e com o mesmo erro na grafia da palavra "seiscentos", porém os itens cotados pela empresa Vilson Proteção Radiológica totalizam R$ 33.255,00. O texto "SETENTA E DOIS MIL, SEISSENTOS E QUARENTA E UM REAIS" na proposta da empresa Vilson Proteção Radiológica deveria expressar o valor total apresentado na planilha da empresa: R$ 33.255,00. Porém, evidenciando o fato de que houve manipulação das propostas, houve um equívoco da pessoa que copiou a proposta da empresa Saúde Comércio e Representação Ltda. Foram alterados os preços dos itens, mas ficou mantido o valor total expresso por extenso, originariamente na
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proposta da empresa Saúde Comércio e com o mesmo erro de ortografia. EVIDÊNCIA: Carta-Convite nº 026/2006; Carta-Convite nº 027/2006.

Representação

Ltda.,

inclusive

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Na realidade, o fato mencionado não se apresenta da forma como alegado, pois comparando-se as propostas se constata que a proposta da empresa Saúde Comércio e Representação Ltda. possui 3 folhas, enquanto a proposta da empresa Vilson Proteção Radiológica foi elaborada em apenas 2 folhas. Como se admitir sobreposição? Outra divergência se apresenta no tocante aos itens descritos, ou seja, cada proposta possui seqüência própria, e tanto isto é verdade que o item "avental" encontra-se lançado em duas páginas na primeira empresa, e em uma única página na segunda empresa. Prematuro afirmar que por ter ocorrido similaridade no tipo de letra e ortografia ocorreu ilegalidade. Na realidade, a Administração está apurando em procedimento próprio se houve eventual falha procedimental para, aí sim, poder se valer das sanções previstas na Lei nº 8.666/93, se for o caso, posto que sempre atuou e atua de maneira transparente e clara, não admitindo qualquer falha. Cumpre ainda ser salientado que no procedimento instaurado, até a presente data não se vislumbrou a participação dolosa de nenhum servidor público, sendo certo que está sendo apurado se houve algum "conluio" por parte das licitantes, que negam qualquer prática irregular. Tão logo se finde a Sindicância, seu resultado será encaminhado à CGU". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A afirmação de que as propostas apresentadas pelas empresas Saúde Comércio e Representação Ltda. e Vilson Proteção Radiológica não permitem sobreposição, por não possuírem o mesmo número de páginas (três e duas, respectivamente) não procede, pois, como a empresa Vilson deixou de apresentar cotação para o primeiro item do certame, basta deslocar a primeira página da proposta da empresa Saúde para constatar a coincidência entre a fonte e o tamanho de fonte do processador de texto, fato esse que se repete na página subseqüente. A Prefeitura de Pirapora também não justificou como a proposta da empresa Vilson Proteção Radiológica apresenta, o valor total por extenso, de SETENTA E DOIS MIL, SEISSENTOS E QUARENTA E UM REAIS, exatamente o valor total da proposta apresentada pela empresa Saúde Comércio e Representação Ltda., inclusive com o mesmo erro de grafia da palavra "seiscentos", fato que evidencia ainda mais a manipulação de propostas. 3.2.30 CONSTATAÇÃO: Compra de equipamentos com preços acima do preço de mercado.

FATO: O objeto da Carta-Convite n.º 026/2006 equipamentos para a sala de Raio X.

era

a

aquisição

de

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A empresa Meditronix apresentou o menor preço em todos os itens. . Foram localizados na Internet apenas os preços dos itens 2, 3, 10, 11 e 12, sendo que os preços pesquisados foram inferiores apresentado pelo vencedor do certame. . Valores em Reais (R$) Pesquisa na Internet 4, ao

Item Qtd. 1 1

Descrição Unidade de radiodiagnóstico 500mA/90 kV Avental, plumbífero 0,50mm, comp. 1,00m Cone de extensão Passa chassis Chassis radiográficos e Écran 13x18 Chassis radiográficos e Écran 18x24 Chassis radiográficos e Écran 24x30 Chassis radiográficos e Écran 30x40 Chassis radiográficos e Écran 35x35 Divisor radiográfico 18x24 Divisor radiográfico 24x30 Divisor radiográfico 30x40

Meditronix 46.200,00

Sobrepreço

2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12

1 1 1 2 2 2 2 2 1 1 1

1.234,00

563,00

119% 39% 7%

1.232,80 886,00 4.220,00 3.930,00 928,00 1.480,00 2.188,00 2.848,00 3.180,00 207,00 322,00 362,00 174,00 272,00 296,00

19% 18% 22%

EVIDÊNCIA: Carta-convite 026/2006 MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A finalidade do convênio era a adequação e ampliação da rede de serviços ofertados a população, fato este que foi plenamente atingido. A alegação de que ocorreu compra de equipamento acima do preço de mercado não prospera, senão vejamos: O procedimento licitatório teve como cotação preliminar subsidiar a compra para o Plano de Trabalho que foi encaminhado e aprovado pelos órgãos técnicos do Ministério da Saúde e consulta de preços junto ao mercado (doc. 81). Note-se que a única variação relevante dentre inúmeros itens foi apenas a de um único item, que é um tipo especial de avental utilizado por ocasião do manuseio do equipamento de Raio-X. Na verdade, não se trata de um simples avental, e sim de um tipo especial, sendo certo que o apontamento é muito genérico, não se sabendo quais as características deste avental cotado por meio eletrônico;
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A lei não permite efetuar um procedimento licitatório para cada item, mas sim uma licitação global, com preço unitário, visando atender de maneira mais rápida e eficiente a necessidade da Administração, o que efetivamente foi alcançado, já que o preço de aquisição tinha amparo na cotação preliminar e no Plano de Trabalho que foi aprovado pelo MS. O preço final foi bem abaixo destes dois parâmetros. Trata-se de pedido de compra com cerca de mais de doze itens, sendo que somente em um caso foi apontado como relevante diferença de valor (o avental plumbífero), comprado por cerca de 119% de acréscimo, com suposto prejuízo de R$ 671,00. Na realidade, não foi apresentado qual foi a fonte, tipo de material, durabilidade, garantia, e ainda se possui as condições técnicas necessárias a atender o objeto licitado. Tanto é verdade que a Comissão de Sindicância não conseguiu encontrar referido preço em nenhum fornecedor, todos eles com preço bastante próximo do preço vencedor, bem como, há de se considerar que foi feito um procedimento licitatório visando a aquisição de vários equipamentos, e não somente de um avental. Tais fatos devem ser considerados, ou seja, além do prazo para pagamento, quantidade, local de entrega entre outros, pois caso contrário não estaríamos atendendo o quesito da isonomia entre os participantes e praticamente abrindo um procedimento para cada item, o que poderia inclusive levar ao fracionamento da licitação, fato inadmissível. Face ao exposto, não podemos aceitar que referida compra foi realizada com preço acima do mercado, pois existia cotação preliminar e plano de trabalho aprovado pelo Ministério da Saúde". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Com relação ao fato do ministério concedente ter aprovado o plano de trabalho onde constavam os preços dos equipamentos, deve-se observar que os preços foram apresentados pela própria Prefeitura e eventual omissão ou falha na aprovação por parte do concedente não justifica o sobrepreço praticado. Além disso, com relação à alegação de que foram feitas cotações para serem utilizadas como referência para o plano de trabalho a ser apresentado para o ministério concedente, há que se observar que essa cotações foram realizadas pelas mesmas empresas que foram convidadas para o certame, donde se conclui que os preços utilizados como referência também poderiam estar acima do mercado. Com relação à pesquisa de preços, diferentemente da equipe da Prefeitura que poderia ter realizado uma ampla pesquisa de preços, esta equipe de fiscalização, por meio de rápida pesquisa na Internet, encontrou o preço de alguns itens, sendo que os itens localizados são equivalentes aos adquiridos pela Prefeitura e apresentaram menor preço do que o efetivamente pago. Também não procede a alegação de que "A lei não permite efetuar um procedimento licitatório para cada item, mas sim uma licitação global, com preço unitário", tendo em vista que a Prefeitura já utilizou-se do tipo de licitação "menor preço por item" em outros processos. Além disso, no convite se faz necessário um mínimo de 3 propostas válidas por item. Observando-se essa determinação, não há qualquer impedimento para que se convide mais de 3 empresas, ainda que uma delas só possa
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oferecer um item do edital. Neste caso, não haveria fracionamento, tampouco um procedimento para cada item, como quer fazer acreditar o gestor em suas alegações. AÇÃO : 8581 ESTRUTURACAO DA REDE DE SERVICOS DE ATENCAO BASICA DE S AUDE - NACIONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Financiamento para a adequação e ampliação da rede de serviços de atenção básica de saúde; apoio técnico e financiamento para melhoria adequação da rede de serviços caracterizada como de primeira referência para a atenção básica. ORDEM DE SERVIÇO : 181848 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Aquisição de Unidade Móvel de Saúde. AGENTE EXECUTOR : P.DO BOM JEUS ADMINISTRACAO DIRETA MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: CONVÊNIO SIAFI 457596 MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 86.400,00

3.2.31 CONSTATAÇÃO: Simulação de licitação na aquisição de ambulância.

FATO: O Convênio n.º 2027/2002 foi assinado em 5/7/2002 entre o Ministério da Saúde e a Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus, para a aquisição de uma unidade móvel de saúde. O valor previsto foi de R$ 86.400,00, sendo R$ 72.000,00 recursos federais e R$ 14.400,00 a contrapartida municipal. A aquisição foi desmembrada em duas partes: o Convite n.º 12/2003 referente à aquisição do veículo e o Convite n.º 13/2003 referente à aquisição de 'gabinete de adaptação para ambulância', a saber: . Convite n.º 12/2003 de 10/1/2003. Consta nesse Processo a participação de três empresas: Klass Comércio e Representação Ltda. (Cuiabá-MT), Esteves e Anjos Ltda. ME (Itaboraí-RJ) e Francisco Canindé da Silva ME (Cuiabá-MT). A Klass Comércio e Representação Ltda. apresentou a menor proposta, R$58.500,00, para um veículo Fiat Iveco. . Convite n.º 13/2003 de 10/1/2003. Teriam participado desse convite três empresas: Enir Rodrigues de Jesus - EPP (Cuiabá-MT), Vedovel Comércio e Representações Ltda. (Curitiba-PR) e Lealmaq - Leal Máquinas Ltda. (Belo Horizonte-MG). De acordo com o processo do Convite, a empresa Enir Rodrigues de Jesus EPP apresentou a menor proposta, R$ 27.900,00 para o 'gabinete de adaptação a um veículo tipo VAN para atendimento médico'. . Todas as empresas participantes dos Convites n.º 12/2003 e n.º 13/2003 são integrantes do 'esquema dos sanguessugas', de empresas
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ligadas à família Vedoin. A aquisição da ambulância foi fracionada em duas partes para não ultrapassar o limite de R$ 80.000,00 da Lei 8.666/1993, de forma que pudesse ser direcionada, por meio de convites, a esse grupo de empresas. O Prefeito Municipal de Pirapora do Bom Jesus homologou os convites em 22/1/2003, declarando vencedoras as empresas Klass e Enir Rodrigues de Jesus - EPP. A União repassou R$ 72.000,00 para a Prefeitura em 29/5/2003. A Prefeitura realizou o pagamento às empresas em julho de 2003 e janeiro de 2004. A Divisão de Convênios e Gestão do Ministério da Saúde verificou que os recursos federais ficaram sem aplicação no período de maio a julho de 2003, mas de acordo com o Parecer Gescon/MS N.º 1198, de 2/4/2004, a Prefeitura fez a devolução do correspondente ao rendimento da aplicação. Apesar das irregularidades na aquisição do veículo do Convênio n.º 2027/2002, verificou-se que essa ambulância tem sido utilizado para o atendimento da população. EVIDÊNCIA: Auto de Interrogatório encaminhado a CPMI pela Justiça Federal Mato Grosso por Ofício de 11/7/2006. Processo do Convites Nº12 e Nº13

do

Ambulância Iveco

Vista traseira MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Na realidade participaram do certame as empresas: Klass

Comércio

Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 127 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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e Representação Ltda. (Cuiabá-MT), Esteves e Anjos Ltda. ME (Itaboraí-RJ) e Francisco Canindé da Silva ME (Cuiabá-MT). A Klass Comércio e Representação Ltda. apresentou a menor proposta, R$ 58.500,00, para um veículo Fiat Iveco. O objetivo do convênio vem sendo plenamente alcançado, uma vez que o veículo se encontra à disposição da população, que vem usufruindo da melhor maneira deste equipamento. De início verifica-se que no procedimento licitatório adotado não se vislumbra nenhuma falha procedimental, visto que na realidade o que se buscou foi o melhor preço. O relatório da auditoria igualmente não questiona que o preço de aquisição do equipamento tenha sido adquirido pelo menor preço. Entende-se que não há que se falar em fracionamento, vez que o procedimento adequou-se perfeitamente aos termos da lei nº 8.666/93, ou seja, pagou-se o menor preço nos dois equipamentos, tudo em consonância com orientação expedida pelo Ministério da Saúde, sendo certo, que se o próprio órgão concedente aprovou as contas e forneceu as instruções que foram seguidas, como poder se desejar penalizar o município, que apenas conseguiu para sua população mais um veículo e um equipamento muito útil para a melhoria da condição do serviço de saúde posto a disposição de todos? Assim o município somente seguiu orientação do Ministério da Saúde, não podendo ser ele imputada conduta irregular, devendo tal questionamento ser desconsiderado". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O fracionamento da licitação permitiu que os convites fossem dirigidos a empresas fora do Estado de São Paulo, participantes de esquemas de desvio do erário. AÇÃO : 8581 ESTRUTURACAO DA REDE DE SERVICOS DE ATENCAO BASICA DE S AUDE - NACIONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Financiamento para a adequação e ampliação da rede de serviços de atenção básica de saúde; apoio técnico e financiamento para melhoria adequação da rede de serviços caracterizada como de primeira referência para a atenção básica. ORDEM DE SERVIÇO : 181850 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Construção/Reforma de Unidade de Saúde e aquisição de equipamentos. AGENTE EXECUTOR : P.DO BOM JEUS ADMINISTRACAO DIRETA MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: CONVÊNIO SIAFI 434269 MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 355.949,41

3.2.32 CONSTATAÇÃO: Falta de devolução de recursos na prestação de contas do convênio.

FATO:
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 128 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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Na análise do Convênio n.º 3832/2001 constatou-se que a convenente tem a devolver a importância de R$ 32.231,58, devido a falhas na prestação de contas final do convênio. As despesas do Convênio totalizaram R$ 323.739,10, sendo que, R$ 317.239,10 na construção da obra, objeto do convênio, e R$ 6.500,00 em pagamento ao projeto básico, peça integrante do processo licitatório da mesma obra. O concedente repassou o valor de R$ 263.985,78 sendo que a contrapartida contratada foi de R$ 65.996,45 e as receitas financeiras recebidas importaram no valor de R$ 25.988,45 totalizando uma entrada de R$ 355.970,68. Quando da finalização do Convênio, os saldos remanescentes, inclusive os provenientes das receitas obtidas das aplicações financeiras realizadas, devem ser devolvidos ao ministério repassador dos recursos no prazo de trinta dias. Cabe notar que a convenente emitiu o cheque n.º 850012 da conta-corrente n.º 13.173 - agência 1529 do Banco do Brasil, no valor de R$ 50.152,75, em 1º de fevereiro de 2005, para pagamento a Dakfilm Comercial Ltda. Este pagamento não tem relação com o objeto do Convênio, não fazendo parte, inclusive, da prestação de contas enviada ao Ministério. EVIDÊNCIA: Extratos bancários, Notas de empenho, termo de convênio e processo licitatório. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Foi solicitado prazo para devolução do valor apurado na prestação de contas encaminhada (doc. 83), em razão da situação orçamentária da municipalidade, bem como, no tocante ao cheque mencionado, foi pago diretamente a empresa contratada para execução da obra, com recursos do PAB cuja devolução da quantia se deu na conta especifica do PAB, conforme doc. 85". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O documento nº. 83 refere-se ao Ofício GB nº 345/06, de 10/11/2006, assinado pelo Sr. Prefeito e dirigido ao Chefe de Divisão de Convênios do Ministério da Saúde em São Paulo, no qual o gestor solicita prorrogação do prazo para devolução do recurso. Esse fato apenas comprova que não houve a devolução de recursos na prestação de contas do convênio. 3.2.33 CONSTATAÇÃO: Ausência dos comprovantes de recolhimento ao INSS contribuições retidas dos prestadores de serviços.

referente

às

FATO: A convenente, nos pagamentos efetuados à empresa FL EXATA COMERCIAL E CONSTRUTORA LTDA, reteve adequadamente os valores referentes ao desconto de 11% devidos ao INSS sobre a parcela de mão-de-obra constante nas notas fiscais. Porém, a convenente não apresentou à equipe de fiscalização, os
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 129 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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comprovantes de recolhimento das referidas retenções à Social que deveriam totalizar a quantia de R$ 17.596,01. EVIDÊNCIA: Extratos bancários, Notas de empenho e Notas fiscais.

Seguridade

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Considerando o apontamento, está sendo providenciada a devolução da quantia em favor do INSS (doc. 84), o que será oportunamente informado a essa Controladoria. Sem prejuízo, já se instaurou processo administrativo para apurar responsabilidades em razão do fato ocorrido". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. O recolhimento feito ao INSS em 13/11/2006, referente aos valores retidos da empresa prestadora dos serviços, não elide o fato de que o gestor, durante um certo período, apropriou-se indevidamente de recursos destinados à Seguridade Social. 3.2.34 CONSTATAÇÃO: Pagamento de contrapartida municipal com PAB-Fixo.

recursos

federais

do

FATO: Na análise dos pagamentos efetuados pela convenente, constatou-se que no pagamento realizado a título de contrapartida municipal, por meio do cheque n.º 850039, no valor de R$ 9.645,65, em 22 de janeiro de 2004, foram utilizados recursos do PAB Programa de Assistência Básica. Da mesma forma, o pagamento realizado em 26 de abril de 2004, no valor de R$ 11.822,14, por meio do cheque n.º 850313, a título de contrapartida municipal, teve como origem recursos da conta PAB fixo. O pagamento realizado a título de contrapartida municipal em 18 de agosto de 2004, no valor de R$ 12.500,00, por meio do cheque n.º 850377, teve como origem recursos da conta PAB. O pagamento realizado a título de contrapartida municipal em 14 de outubro de 2004, no valor de R$ 10.000,00, por meio do cheque n.º 850414, teve como origem os recursos da conta PAB. O pagamento realizado, a título de contrapartida municipal, em 12 de julho de 2005, no valor de R$ 6.000,00, por meio do cheque n.º 286060, teve como origem recursos do Fundo Municipal de Saúde. O pagamento realizado, a título de contrapartida municipal, em 19 de setembro de 2005, no valor de R$ 5.084,55, por meio do cheque n.º 850600, teve como origem recursos da conta PAB. EVIDÊNCIA: Extratos bancários, Notas de empenho e Notas fiscais. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Seguem anexos os comprovantes dos relativos à contrapartida (doc. 85)". ANÁLISE DA EQUIPE:
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 130 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

depósitos

na

conta

do

PAB,

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Justificativa acatada parcialmente. O gestor concordou com os apontamentos e efetuou a devolução dos recursos no valor de R$55.052,34. Porém, a devolução não elide o fato de que foram utilizados indevidamente recursos do PAB para efetivar a contrapartida do convênio. 3.2.35 CONSTATAÇÃO: Unidade de saúde construída com recursos do concluída desde outubro de 2004, mas não está em uso.

Convênio

está

FATO: O Convênio n.º 3832/2001 firmado com o Fundo Nacional de Saúde tinha como objeto a construção de unidade de saúde e aquisição de equipamentos e materiais permanentes. O valor total do Convênio era de R$ 329.982,63, sendo R$ 263.985,78 por parte do concedente, e R$ 65.996,45 como contrapartida da convenente - Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus. Os recursos foram liberados da seguinte forma: Data Valor 22/04/2002 R$ 87.998,26 24/05/2002 R$ 43.996,02 24/05/2002 R$ 43.999,24 12/01/2005 R$ 87.995,26 . A obra foi realizada e a última medição foi feita em 07/10/2004; entretanto, a unidade de saúde está fechada desde então, não havendo utilização contrariamente ao previsto no Plano de Trabalho apresentado. EVIDÊNCIA: Extratos bancários. Medições. Visita ao local. Convênio. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Na realidade o que vem ocorrendo são empecilhos técnicos que vem dificultando a instalação e funcionamento. A carga elétrica em nosso município varia muito, sendo necessária a instalação de transformadores entre outros equipamentos, para raio, etc..., o que vem procrastinando a execução da mudança. A Administração não vem medindo esforços para sanar de imediato esse problema, tanto é verdade que neste último mês de outubro conseguiu junto a Eletropaulo sanar tal dificuldade, o que acabou viabilizar a instalação da unidade, fato este que irá ocorrer em meados do mês de janeiro de 2.007. Ainda é de rigor informar que a demora se deve à dificuldade de fazer instalar mais equipamentos e móveis, posto que não adianta colocar para funcionar parcialmente a unidade e sim de maneira completa. Por isso, foi procedido a um pedido de alteração de projeto, o que por si só já retarda a instalação/funcionamento. Seja como for, o valor concedido atendeu parcialmente as necessidades da unidade. Isto posto podemos concluir que a demora ocorreu problema técnico e financeiro, os quais já estão praticamente sanados, de modo que a partir de meados de janeiro a nova unidade terá mais equipamentos e
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 131 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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proporcionará uma sensível melhora na qualidade dos serviços postos a disposição da população, que jamais a mesma sofreu qualquer prejuízo com a demora". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Não houve planejamento adequado por parte do gestor, quando da formalização do Convênio. A Unidade de saúde está concluída desde outubro de 2004, sem utilização, caracterizando má gestão dos recursos públicos, que foram investidos nessa construção sem apresentar qualquer retorno desse investimento para a população. 3.3 - PROGRAMA 1293 ASSISTENCIA FARMACEUTICA E INSUMOS ESTRATEGICOS AÇÃO : 0593 INCENTIVO FINANCEIRO A MUNICIPIOS HABILITADOS A PARTE V ARIAVEL DO PISO DE ATENCAO BASICA - PAB PARA ASSISTENCI A FARMACEUTICA BASICA - NO ESTADO DE SAO PAULO OBJETIVO DA AÇÃO : Conhecer toda a sistemática de aquisição e distribuição dos medicamentos básicos e avaliar a coerência da aquisição e da distribuição com a programação pactuada na CIB, bem como a execução do Programa nas Unidades de Saúde. ORDEM DE SERVIÇO : 181809 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Aquisição dos medicamentos básicos conforme PEAF AGENTE EXECUTOR : P.DO BOM JEUS ADMINISTRACAO DIRETA MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: FUNDO A FUNDO OU CONCESSãO MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 25.798,62

3.3.1 CONSTATAÇÃO: Uso indevido de recursos federais para efetivação da contrapartida municipal relativamente ao Programa de Assistência Farmacêutica Básica.

FATO: A compra de medicamentos, que faz parte da contrapartida municipal, foi paga com recursos federais originários ou do Programa de Assistência Básica - PAB Fixo ou ainda do Fundo Nacional de Saúde. EVIDÊNCIA: Processos de pagamentos de contrapartida municipal. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Após a verificação não foi

medicamentos

que

deveriam

compor

a

possível

localizar

os

recursos

Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 132 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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federais utilizado como contrapartida, mas deixamos claro que todos os recursos utilizados em contrapartida identificado foram estornado para conta especifica do programa (doc. 86)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O documento de nº. 86 citado na justificativa do gestor refere-se apenas a uma declaração emanada do Sr. Secretário de Administração e Finanças do município com o seguinte teor: "... não conseguimos identificar o valor pago indevidamente a título de contrapartida do programa de Assistência Farmacêutica Básica. Declaro ainda que todos os valores apurados pela CGU relativos aos pagamentos indevidos com recursos federais foram devolvidos." Não foram apresentados comprovantes de pagamento de medicamentos com recursos próprios, a título de contrapartida. 3.3.2 CONSTATAÇÃO: Os estoques físicos de escriturados.

medicamentos

não

correspondem

aos

FATO: O controle de estoques dos medicamentos constantes na relação do Programa "Dose Certa" é realizado por fichas de prateleira tanto no almoxarifado central como nas três Unidades Básicas de Saúde. As receitas médicas são emitidas em uma única via e não são retidas, apenas carimbadas, impossibilitando a conferência da saída real de medicamentos em um determinado dia. Na verificação efetuada, constatou-se, em dois postos de distribuição de medicamentos e no almoxarifado central, que os estoques físicos não correspondem aos escriturados nas respectivas fichas de controle de estoque. Na Unidade Básica de Saúde n.º 1, constatou-se em inspeção física que em 75% dos itens analisados o estoque registrado não corresponde ao real. Houve falta de medicamento em 12,5% dos casos examinados e sobra de medicamentos em 62,5% dos casos conforme demonstra a tabela a seguir:

Medicamento

Ficha

Prateleira

Diferença

Propanolol

690

890

+ 200

Furosemida

910

920

+

10

Diperona

150

157

+

7

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Medicamento Eritromicina

Ficha 50

Prateleira 50

Diferença 0

Metildopa

1110

1310

+ 200

Cimetinina

1340

1340

0

Captropil

2680

2500

- 180

Digoxinina

740

760

+ 20

Na Unidade Básica de Saúde n.º 3 constatou-se em contagem física que em 87,5% dos itens analisados o estoque registrado não corresponde ao real. Houve falta de medicamentos em 75% dos casos examinados e sobra de remédios em 12,5% dos casos conforme demonstrado:

Medicamento

Ficha

Prateleira

Diferença

Captropil

1240

880

-360

Dipirona

176

175

-

1

Metronizadol

8

8

0

Nifetina

420

460

+ 40

AAS

990

660

- 330

Polivitaminico

47

37

- 10

Glibenclamida

2660

2400

- 260

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Aminofilina

980

960

- 20

No almoxarifado central observaram-se diferenças apenas nos medicamentos controlados, como por exemplo, no item Diazepan comprimidos. Não foram detectadas diferenças significativas na amostra de medicamentos selecionada na Unidade Básica de Saúde n.º 2. A conferência física dos estoques, portanto, demonstrou a ineficácia dos mecanismos de controle sobre a armazenagem e conseqüentemente sobre a distribuição de medicamentos. EVIDÊNCIA: Entrevistas com os responsáveis pela distribuição medicamentos. Conferência das fichas de prateleira.

dos

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Primeiramente, impende observar que a auditoria efetuou inspeção no decorrer do dia e, por isso, houve uma discrepância. De fato, o sistema de controle que pudemos adotar foi o de controlar as entradas e saídas ao final do dia. As saídas são lançadas primeiramente em uma ficha de controle diária, as quais são depois condensadas e lançadas de uma só vez nas fichas de controle de estoque. Assim, a inspeção durante o dia não retratou a real situação do estoque. A par desse aspecto, a implantação de controle de estoques, bem como o treinamento dos funcionários municipais para operá-los, são medidas bem recentes, o que naturalmente gera algumas falhas. Deve ainda ser considerado que o movimento é muito grande, sobretudo porque a cidade sofre muito com a poluição do Rio Tietê. O fato é que a Municipalidade tem empreendidos os seus maiores esforços para corrigir essas falhas. Um dos meios de melhorar a qualidade desse controle partiu da Secretaria de Saúde, que a realização de curso de qualificação aos servidores. Apesar dessas pequenas falhas, que já estão sendo corrigidas, deve ficar consignando que os medicamentos controlados, estão rigorosamente inventariados, sem qualquer falha quanto a esse aspecto". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. O fato dos lançamentos serem feitos apenas no final do dia foi levado em consideração pela auditoria, de tal forma que em uma das Unidades Básicas de Saúde não foi constatada diferença na quantidade dos medicamentos verificados. De qualquer forma, o fato das receitas médicas serem emitidas em uma única via e não ficarem retidas, apenas carimbadas, prejudica a conferência da saída real de medicamentos. Além disso, embora o Município tenha informado que implementaria medidas a fim de corrigir o problema apontado, a eficácia destas medidas não pode ser confirmada. 3.3.3 CONSTATAÇÃO: Falha na alimentação do sistema de acompanhamento de Incentivos à Assistência Farmacêutica Básica.

recursos

de

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FATO: A Nota fiscal n.º 000463, emitida por Mix Medicamentos Ltda., foi lançada como contrapartida do Programa de Assistência Farmacêutica Básica em 18 de abril de 2005, referente à compra dos medicamentos: . - Metildopa 250mg 15000 unidades: R$ 2.550,00 - Metildopa 500mg 15000 unidades: R$ 3.900,00 - Captopril 25mg - 40000 unidades: R$ 1.200,00 . Constatou-se que os referidos medicamentos não constam nessa data como entrada nas fichas de controle de estoque do almoxarifado central. O recebimento e atesto da Nota Fiscal não foi feito pela farmacêutica responsável. Não há como verificar se essa Nota Fiscal refere-se a medicamentos efetivamente entregues. EVIDÊNCIA: Planilhas de controle de entradas e saídas, fichas de prateleira e notas fiscais de compra de medicamentos. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Estes medicamentos foram adquiridos para o Programa de Controle de Hipertensão, sendo que a Secretaria de Estado não os repassavam por falta de matéria prima face à elevada demanda. Por isso, foram entregues diretamente nas USF, para utilização no Programa. Essa falha já foi sanada devendo obrigatoriamente todo e qualquer material inclusive medicamento ser lançado na ficha e no almoxarifado ficarem estocados e sob sua responsabilidade". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Não foram apresentados documentos que comprovem a efetiva entrada desses medicamentos nas USF ou a utilização dos mesmos no Programa de Controle de Hipertensão. 3.3.4 CONSTATAÇÃO: Fragilidade nos controles do fluxo de medicamentos almoxarifado central e os postos de atendimento.

entre

o

FATO: Na verificação das planilhas de controles de entrada e saídas de medicamentos, constatou-se, em 40% dos itens analisados, que a saída de medicamentos do denominado almoxarifado central não correspondeu a soma das entradas nos três postos de distribuição de medicamentos. EVIDÊNCIA: Planilhas de entradas e saídas de medicamentos e estoques.

de

controle

de

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A eventual falha em controle de fluxo observada pela auditoria ocorreu de forma equivocada, em razão de ter sido utilizada na ocasião
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a planilha de prestação de contas do Farmanet. O período é variável entre 20 e 30 dias, e as USF geralmente lançam entradas em mês subseqüente, o que gera uma diferença. Este problema foi equacionado pelo lançamento diário nas fichas de prateleiras do Almoxarifado Central". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. O fato do gestor ter tomado providências para tentar sanar o problema por meio de lançamento diário nas fichas de prateleiras do Almoxarifado Central, não elide o fato de na época havia fragilidade nos controles do fluxo de medicamentos entre o almoxarifado central e os postos de atendimento. 4 38000 MINISTERIO DO TRABALHO E EMPREGO

4.1 - PROGRAMA 0106 GESTAO DA POLITICA DE TRABALHO, EMPREGO E RENDA AÇÃO : 2272 GESTAO E ADMINISTRACAO DO PROGRAMA OBJETIVO DA AÇÃO : Consubstanciar a participação da sociedade organizada na administração de um Sistema Público de Emprego, em nível nacional, conforme prevê a Convenção Nº 88 da Organização Internacional do Trabalho - OIT, acompanhando a utilização dos recursos financeiros administrados pelo Sistema Nacional de Emprego e no âmbito do Programa de Geração de Emprego e Renda. ORDEM DE SERVIÇO : 182193 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Atuação da Comissão Municipal de Emprego no acompanhamento dos programas a cargo do Ministério do Trabalho e Emprego. AGENTE EXECUTOR : P.DO BOM JEUS ADMINISTRACAO DIRETA MUNICIPAL MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: Não se aplica

4.1.1 CONSTATAÇÃO: A Comissão Municipal de Emprego-CME não é atuante.

FATO: Inicialmente, o Sr. Secretário de Administração e Finanças de Pirapora do Bom Jesus informou que não havia Comissão Municipal de Emprego instituída. Posteriormente, foi apresentada a Lei Municipal nº. 631, de 21/02/2001, que "autoriza o Poder Executivo a firmar convênio ou acordo com o Governo Federal, através do Condefat/MTb - Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo e dá outras providências." O Decreto nº 1447/2001, de 12/03/2001, instituiu a Comissão Municipal de Emprego e a Portaria nº. 3277/2001, de 20/04/2001 nomeou os componentes da citada Comissão.
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Porém, esta Comissão não é atuante, de tal forma que não há atas de reuniões realizadas. Não há foi apresentado qualquer documento que comprove a homologação de seu Regimento Interno pela Comissão Estadual De Emprego. EVIDÊNCIA: Lei Municipal nº. 631, de 21/02/2001, Decreto 12/03/2001 e Portaria nº. 3277/2001, de 20/04/2001. Ausência de atas das reuniões da CME.

1447/2001, de

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: Esta constatação não foi apresentada ao gestor para apresentar justificativas, tendo sido incluída após o encaminhamento do informativo. ANÁLISE DA EQUIPE: O gestor não teve oportunidade de apresentar justificativas tendo em vista que esta constatação foi incluída após o encaminhamento do informativo. 5 51000 MINISTERIO DO ESPORTE

5.1 - PROGRAMA 0182 ESPORTE DIREITO DE TODOS AÇÃO : 1056 IMPLANTACAO DA INFRA-ESTRUTURA DO DESPORTO EDUCACIONALNACIONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Implantação de infra-estrutura para a prática desportiva em escolas públicas de ensino fundamental, tais como construção de quadra e ginásios, dentre outras instalações e espaços esportivos. ORDEM DE SERVIÇO : 182645 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Construção de quadra poliesportiva AGENTE EXECUTOR : PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: CONTRATO DE REPASSE MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 108.584,90

5.1.1 CONSTATAÇÃO: Procedimentos licitatórios em desacordo com a (Carta-Convite nº 53/2002).

Lei

8666/93

FATO: A obra de infra-estrutura esportiva no Município de Pirapora do Bom Jesus teve suporte financeiro por meio do Contrato de Repasse n.º 134649-49/2001/MET/CAIXA, firmado em 31 de dezembro de 2001, no valor total de R$ 149.650,28, sendo R$ 110.000,00 em recursos federais e o
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restante a título de contrapartida municipal. O Município de Pirapora do Bom Jesus procedeu à licitação Carta-Convite n.º 53/2002, tendo como objeto a contratação de empresa para execução de obras de construção de uma piscina semi-olímpica, vestiários e uma quadra poliesportiva, no Centro Social Urbano, localizado no bairro Vila Nova, com julgamento pelo critério de menor preço. A citada Carta-Convite não exigiu os documentos de habilitação para as empresas licitantes. Verificou-se que não consta do processo documentação relativa à habilitação jurídica, qualificação técnica, qualificação econômico-financeira, regularidade fiscal, cumprimento do disposto no inciso XXXIII do art. 7º da Constituição Federal, descumprindo-se totalmente o art. 27 da Lei nº 8.666/1993. O Projeto Básico não se encontrava junto ao processo, e, mesmo após solicitação, não fora apresentado. A planilha com a estimativa dos preços unitários levantados pela Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus estabelecia o valor total da obra em R$ 149.650,30. A Caixa Econômica Federal considerou adequados tais preços. De forma irregular, desde o seu início, o processo teve prosseguimento. Foram convidadas três empresas: CKJ-Construtora Kalil Jorge Ltda, CNPJ 01.405.957/0001-80; Construtora Trevisan Ltda, CNPJ 66.025.776/0001-74 e EAP Engenharia Administração e Participações S/A, CNPJ 50.243.997/0001-89. Apenas as empresas convidadas apresentaram propostas. Seguem-se os valores das propostas de cada empresa: - CKJ Construtora Kalil Jorge Ltda. R$ 148.825,91 - Construtora Trevisan Ltda. R$ 148.878,23 - EAP Engenharia Administração e Participações S/A. R$ 149.233,88 . A Comissão Permanente de Licitação procedeu ao julgamento da Carta-Convite n.º 53/2002 em 21 de junho de 2002, em que se sagrou vencedora, pelo menor preço, a empresa CKJ Construtora Kalil Jorge Ltda. A homologação do resultado e a adjudicação do objeto à empresa CKJ Construtora Kalil Jorge Ltda ocorreram em 26 de junho de 2002, efetuadas pelo Prefeito, seguindo o parecer da Comissão Permanente de Licitação. O Contrato nº 39/2002 foi firmado com a empresa CKJ Construtora Kalil Jorge Ltda nesse mesmo dia. O cronograma constante do Plano de Trabalho previa quatro meses para a conclusão das obras. As obras tiveram seu início em 28 de junho de 2002, com andamento muito lento desde o seu início, sendo paralisadas por dificuldades financeiras. A empresa apresentou a Nota Fiscal n.º 0388, de 29 de julho de 2002, no valor de R$ 15.292,93 referente à primeira medição da obra. O Contrato foi rescindido pelo Município em 30 de dezembro de 2003, após a decretação da falência da referida empresa em 29 de agosto de 2003. Não houve liberação de recursos pela Caixa Econômica Federal. EVIDÊNCIA: Processo do Contrato de Repasse nº 134649-49/2001 (Siafi 451948) e Carta-Convite nº 53/2002.
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MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Na realidade, a Municipalidade efetivamente firmou convênio nos termos explicitados no item supra, sendo certo que não mediu esforços para seu cumprimento. Todas as obrigações assumidas foram cumpridas, e eventuais atrasos ocorreram por adequação do projeto e demora no encaminhamento da resposta por parte do órgão concedente, o que sem sombra de dúvida foi o maior causador dos atrasos. Inegável que as prorrogações foram deferidas e a verba oriunda do convênio foi utilizada em proveito deste. Ou seja, em que pese a demora, não ocorreu qualquer prejuízo para as partes e nem desvio da finalidade. Na realidade o projeto foi ampliado às expensas do erário municipal, de maneira a melhorar as condições de uso e aumentar o leque de opções no local, sendo que a obra está em condições de uso, não se vislumbrando motivo para nenhum apontamento". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada, pois no que licitatório não houve manifestação.

tange

ao

procedimento

5.1.2 CONSTATAÇÃO: Procedimentos licitatórios em desacordo com a (Carta-Convite nº 10/2004).

Lei

8666/93

FATO: O Município de Pirapora do Bom Jesus procedeu a uma nova licitação, a Carta-Convite n.º 10/2004, de 19 de janeiro de 2004, tendo o mesmo objeto da Carta-Convite n.º 53/2002 e o critério de julgamento pelo menor preço. A planilha com a estimativa dos preços unitários levantados pela Prefeitura estabelecia o valor total da obra em R$ 145.382,71. Os preços foram considerados adequados pela Caixa econômica Federal, levando-se em conta que para este certame foram descontados os serviços efetuados pela empresa CKJ, ficando inalterados os demais quantitativos. A Caixa Econômica Federal considerou o novo valor total para acompanhamento do contrato de R$ 160.675,64. O novo cronograma físico-financeiro previa 90 dias para a execução dos serviços. Novamente, da mesma forma que na licitação anterior, a CartaConvite n.º 10/2004 não exigiu os documentos de habilitação para as empresas licitantes, descumprindo o art. 27, seguindo-se o processo de maneira totalmente irregular desde o seu início. Foram convidadas três empresas: Sylvester Construção e Pavimentação Ltda, CNPJ 03.967.557/0001-94; Estilu's Serviços Gerais da Construção Civil Ltda, CNPJ 60.917.838/0001-76 e Impacto Comércio e Pavimentação Ltda, CNPJ 00.421.536/0001-80. Apenas as três empresas convidadas apresentaram propostas. Seguem-se os valores das propostas de cada empresa: - Sylvester Construção e Pavimentação Ltda R$ 145.382,71 - Estilu's Serviços Gerais da Construção Civil Ltda R$ 148.698,73 - Impacto Comércio e Pavimentação Ltda R$ 149.081,40 . A Comissão Permanente de Licitação procedeu ao julgamento da
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Carta-Convite n.º 10/2004 em 26 de janeiro de 2004, em que se sagrou vencedora, pelo menor preço, a empresa Sylvester Construção e Pavimentação Ltda. A homologação do resultado e adjudicação do objeto da Carta-Convite n.º 10/2004 ocorreram em 29 de janeiro de 2004, com o Prefeito acompanhando o parecer da Comissão Permanente de Licitação. A empresa Sylvester foi contratada pelo valor de R$ 145.382,71. Este procedimento ocorreu de forma irregular, devido ao vício na origem, mais uma vez descumprindo-se a Lei nº 8.666/93. EVIDÊNCIA: Processo do Contrato de Repasse nº 134649-49/2001 (Siafi 451948) e Carta-Convite nº 10/2004. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Na realidade, a Municipalidade efetivamente firmou convênio nos termos explicitados no item supra, sendo certo que não mediu esforços para seu cumprimento. Todas as obrigações assumidas foram cumpridas, e eventuais atrasos ocorreram por adequação do projeto e demora no encaminhamento da resposta por parte do órgão concedente, o que sem sombra de dúvida foi o maior causador dos atrasos. Inegável que as prorrogações foram deferidas e a verba oriunda do convênio foi utilizada em proveito deste. Ou seja, em que pese a demora, não ocorreu qualquer prejuízo para as partes e nem desvio da finalidade. Na realidade o projeto foi ampliado às expensas do erário municipal, de maneira a melhorar as condições de uso e aumentar o leque de opções no local, sendo que a obra está em condições de uso, não se vislumbrando motivo para nenhum apontamento". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada, pois no que licitatório não houve manifestação.

tange

ao

procedimento

5.1.3 CONSTATAÇÃO: Obras atrasadas com sucessivas paralisações.

FATO: A empresa Sylvester Construção e Pavimentação Ltda apresentou a primeira medição em 11 de março de 2004, e a correspondente Nota Fiscal n.º 077, de 2 de março de 2004, no valor de R$ 36.274,14. O primeiro pagamento à empresa Sylvester foi de R$ 11.372,72 com o cheque nº 001 compensado em 15 de março de 2004. A Caixa Econômica Federal, por intermédio do RAE - Relatório de Acompanhamento de Empreendimento, de 31 de março de 2004, aponta ritmo lento dos serviços. Na mesma data, emite parecer considerando viável o prosseguimento dos serviços e a conclusão da obra em 90 dias. Posteriormente, a empresa Sylvester Construção e Pavimentação Ltda apresentou a segunda medição em 16 de abril de 2004, e a correspondente Nota Fiscal n.º 079, de 15 de abril de 2004, no valor de R$ 42.755,31.
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O RAE seguinte, de 4 de agosto de 2004, glosou alguns itens da segunda medição e apontou que os serviços estavam aparentemente paralisados, além de algumas outras pendências. Novo RAE, de 27 de agosto de 2004, acolhe as providências adotadas, reitera que os serviços estão paralisados e considera fraco o desempenho do agente executor. A equipe técnica da Caixa atesta a realização de serviços referentes à 3ª etapa relativa ao Contrato de Repasse. Em 30 de agosto de 2004, os técnicos da Caixa atestam o cumprimento da 4ª etapa relativa ao Contrato de Repasse. A Caixa desbloqueia recursos referentes à 3ª etapa no valor de R$ 5.810,49 mediante o depósito da contrapartida de R$ 2.094,43, e referentes à 4ª etapa no valor de R$ 14.368,32 mediante o depósito da contrapartida de R$ 5.179,16. Note-se que, até 1º de setembro de 2004, todas as liberações de recursos ocorreram em conformidade com as fiscalizações dos técnicos da Caixa Econômica Federal e as subseqüentes autorizações, tendo o Município depositado os valores de contrapartida indicados pela Caixa. Aparentemente as obras ficaram paralisadas desde a segunda medição. Em 27 de abril de 2005 a Caixa informa alteração no prazo de vigência do contrato, que passa a ser até 30 de dezembro de 2005. As obras deveriam ter sido concluídas no final de abril de 2004. A empresa Sylvester Construção e Pavimentação Ltda apresenta terceira medição em 3 de maio de 2005, e a correspondente Nota Fiscal n.º 114, de 2 de maio de 2005, no valor de R$ 66.346,36. Em 3 de junho de 2005, a Caixa informa à Prefeitura que a prestação de contas parcial apresentada está inconsistente e pede providências. No RAE - Relatório de Acompanhamento de Empreendimento, de 16 de junho de 2005, a Caixa informa que houve alterações no projeto inicial e que foram aceitas pela Caixa. As alterações incluem a construção de outras duas piscinas menores, de uma lanchonete e de arquibancada, cujas obras foram licitadas e ganhas pela mesma empresa que já atuava no projeto inicial, ou seja, a Sylvester Construção e Pavimentação Ltda. Os custos referentes a esses novos serviços não foram objeto de reprogramação do contrato inicial e são assumidos pela Prefeitura. Ressalte-se que não houve alteração do objeto pactuado e sim o acréscimo de novas benfeitorias no mesmo local, cujas obras realizarse-iam paralelamente às do projeto original. Essas obras adicionais é que teriam atrasado a evolução do projeto original. Adicionalmente, o mesmo Relatório aponta que não foi apresentado o relatório de execução físico-financeira do período e que a planilha de medição da construtora está errada, e ainda que os serviços estão em ritmo lento. Em 16 de junho de 2005 a Prefeitura, por meio do Ofício nº 010/05, informa "que o objeto do contrato 0134649-49 está 100% físicoexcutado" (sic), informação esta que será mais tarde denegada pela própria Prefeitura. Em 29 de junho de 2005, a Caixa atesta o cumprimento de outra etapa do Contrato de Repasse nº 134649-49/2001 e informa que serão desbloqueados os valores correspondentes mediante o depósito da contrapartida indicada. Na mesma data, mediante Ofício n.º
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4095/GIDUR/SP, declara que a prestação de contas parcial apresentada pela Prefeitura está incompleta e solicita informações. Em 30 de junho de 2005, o Contrato de Repasse recebe um termo aditivo que altera a contrapartida a que está obrigado o Município para R$ 50.675,54. A última liberação de recursos é comunicada à Câmara Municipal em 30 de junho de 2005. A Caixa atestou o cumprimento da 5ª etapa relativa ao contrato, e desbloqueou recursos no valor de R$ 50.501,87 mediante depósito de contrapartida por parte da Prefeitura, o que foi verificado. O cheque n.º 000007, com o valor de R$ 51.053,43, foi compensado em 1º de julho de 2005. Até a data deste Relatório, não se obteve a cópia deste cheque nem sequer a Prefeitura apresentou a prestação de contas correspondente. Em 10 de fevereiro de 2006, a Caixa encaminha o Ofício nº 889/06/GIDUR/SP à Prefeitura, em que declara que o Sr. Adeguimar informou que as obras não estavam concluídas, contrariando o Ofício n.º 010/05, de 16 de junho de 2005 da própria Prefeitura. No Ofício SMO 03/06, de 19 de abril de 2006, a Prefeitura informa que foi retomado o andamento das obras, ou seja, admite que emitiu informação falsa no Ofício n.º 010/05, de 16 de junho de 2005. Em 4 de julho de 2006, é prorrogada a vigência do Contrato de Repasse nº 0134649-49/01 para 30 de setembro de 2006. Tudo isto posto, e após visita à obra, conclui-se que a construção de infra-estrutura esportiva apresenta a execução física informada no último Relatório de Acompanhamento de Empreendimento, e que as liberações de recursos pela Caixa ocorreram em conformidade com as inspeções técnicas efetuadas. Note-se que a placa afixada na obra contém o número errado do Contrato de Repasse, constando na placa o número 136649-49/2001, sendo o número correto 134649-49. A obra encontra-se atrasada principalmente devido à ampliação do projeto inicial, mas também devido ao não cumprimento dos prazos contratuais pela empresa contratada para as obras. A Prefeitura não apresentou os relatórios de execução físico-financeira em conformidade com o exigido pelo Contrato de Repasse, nem tampouco as prestações de contas parciais. EVIDÊNCIA: Processo do Contrato de Repasse nº 134649-49/2001 (Siafi 451948). Visita à obra. Relatório fotográfico:

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Placa de Divulgação e Identificação da obra com indicação incorreta do número do Contrato de Repasse Piscina não concluída

Materiais de construção ao fundo, incompatíveis com a utilização da piscina

Entulho espalhado pela lateral da piscina, indicando obra ainda inconclusa

Quadra incompleta

Quadra nua e arquibanca sem acabamento adequado

Instalações anexas inconclusas

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Vestiário não concluído

Materiais para construção espalhados

Instalações elétricas e hidráulicas pendentes, impossibilitando uso

Materiais espalhados e instalações sanitárias ainda com papel

Portas e paredes com revestimento sem acabamento

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Pias sem instalação de torneiras

Luminária sem lâmpada e restos de materiais de construção

Porta e instalação sanitária sem acabamento adequado

Porta e revestimento de parede sem acabamento

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Na realidade, a Municipalidade efetivamente firmou convênio nos termos explicitados no item supra, sendo certo que não mediu esforços para seu cumprimento. Todas as obrigações assumidas foram cumpridas, e eventuais atrasos ocorreram por adequação do projeto e demora no encaminhamento da resposta por parte do órgão concedente, o que sem sombra de dúvida foi o maior causador dos atrasos. Inegável que as prorrogações foram deferidas e a verba oriunda do convênio foi utilizada em proveito deste. Ou seja, em que pese a demora, não ocorreu qualquer prejuízo para as partes e nem desvio da finalidade. Na realidade o projeto foi ampliado às expensas do erário municipal, de maneira a melhorar as condições de uso e aumentar o leque de opções no local, sendo que a obra está em condições de uso, não se vislumbrando motivo para nenhum apontamento". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada, pois os atrasos já aconteceram antes da ampliação das benfeitorias e não houve manifestação quanto à ausência de prestação de contas. Além disso, tais atrasos estão comprometendo a conservação da infra-estrutura esportiva já construída e impedindo o
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alcance do objetivo pretendido.

6 -

55000 MINISTERIO DO DESENV. SOCIAL E COMBATE A FOME

6.1 - PROGRAMA 0068 ERRADICACAO DO TRABALHO INFANTIL AÇÃO : 2060 ATENDIMENTO A CRIANCA E AO ADOLESCENTE EM ACOES SOCIOED UCATIVAS E DE CONVIVENCIA - NACIONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Garantir proteção à criança e ao adolescente com idade de 7 a 15 anos que tiverem seu direito ao não trabalho violado. A proteção ocorrerá através da garantia de permanência na escola, fortalecendo seu processo de aprendizagem por meio da participação em atividades sócio-educativas e de convivência comunitária, que contribuirão para a ampliação do seu universo cultural e social e também por meio do pagamento da bolsa Criança Cidadã. ORDEM DE SERVIÇO : 183272 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Atuação do gestor municipal no tocante a aplicação/destinação dos recursos recebidos pelo município, o atendimento das metas pactuadas e os controle internos existentes. Execução da Jornada Escolar Ampliada no tocante às atividades desenvolvidas e controle internos existentes, e ainda, a existência e atuação da Comissão Municipal de Erradicação do Trabalho InfantilCMETI. AGENTE EXECUTOR : PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: FUNDO A FUNDO OU CONCESSãO MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 90.110,00

6.1.1 CONSTATAÇÃO: Atendimento inferior à meta prevista.

FATO: A meta do PETI - Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, no Município de Pirapora do Bom Jesus, é o oferecimento da jornada ampliada em horário alternativo ao escolar e pagamento de bolsa mensal de R$ 40,00 a 92 crianças ou adolescentes até 15 anos. Durante os trabalhos de campo, constatou-se que a Secretaria Municipal da Promoção Social trabalha com um cadastro de 90 beneficiários, 46 que freqüentariam a jornada no período da manhã e 44 à tarde. No entanto, durante três visitas em dias diferentes, verificou-se que não havia mais do que 25 jovens em cada período, fato confirmado por um dos monitores como usual. A análise dos registros de freqüência de agosto de 2006 (até o dia
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22) revela que a freqüência média no mês foi de 15,69 participantes no período da manhã e 24,69 à tarde. Verifica-se que são vários os fatores que contribuíram para o esvaziamento da jornada. A administração municipal não tem cumprido adequadamente seu papel na execução do Programa. A carga horária semanal, inferior ao estipulado, e a precariedade das atividades e da alimentação oferecidas caracterizam falha na contrapartida municipal na execução do Programa. O não pagamento pontual das bolsas aos beneficiários constitui negligência e omissão graves. O conjunto de deficiências apontadas vem provocando o descumprimento da meta pactuada. participante pela Secretaria, a mesma informou não estar mais freqüentando a jornada porque "não tinha o que fazer lá, ficava um olhando para a cara do outro". 4) Ausência de alimentação adequada. Apesar de haver recursos federais sem movimentação na conta corrente do Programa, a Prefeitura não tem oferecido aos participantes a complementação alimentar que poderia ser mais um elemento a despertar o interesse dos beneficiários. De acordo com informação da própria Secretária da Promoção Social, em 2006 a alimentação tem consistido em lanche 5) Jornada oferecida apenas de segunda a quinta feira. Às sextas-feiras não há funcionamento da jornada do PETI. Os responsáveis afirmam que utilizam esse dia da semana para a formação dos monitores. No entanto, em consulta ao livro de registro das atividades de 2006, foi possível verificar que, durante o ano, houve apenas uma reunião por mês, com atividades curtas que não poderiam ocupar os dois períodos. . A administração municipal não tem cumprido adequadamente seu papel na execução do Programa. A carga horária semanal, inferior ao estipulado, e a precariedade das atividades e da alimentação oferecidas caracterizam falha na contrapartida municipal na execução do Programa. O não pagamento pontual das bolsas aos beneficiários constitui negligência e omissão graves. O conjunto de deficiências apontadas vem provocando o descumprimento da meta pactuada. EVIDÊNCIA:

Aula

de música em 01/08/2006, com 12 participantes presentes

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.

Crianças .

e

adolescentes

sem

adulto

presente - 23/08/2006

Registros de freqüência dos participantes do PETI de 2005 e 2006. Registros das atividades de capacitação dos monitores realizadas em 2006. Entrevista a monitores e à Secretária da Promoção Social. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O Município de Pirapora do Bom Jesus está executando o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil nos moldes propostos pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Neste contexto é de se observar bons resultados como a diminuição crescente do trabalho infantil da ordem de 80%. O desafio de enfrentar essa redução era enorme. De fato, as atividades turístico-religiosas, que constituem base da economia local, acabavam atraindo inúmeras crianças que pediam esmolas em troca de "guardar" veículos estacionados nas vias públicas. Além disso, existiam muitas crianças dedicadas ao recolhimento de lixo reciclável e outras sub-atividades. O Trabalho multisecretarial aliado esforços com este Programa e com os Conselhos Municipais, possibilitou a evolução no desenvolvimento das políticas de proteção a criança e Adolescente. A jornada ampliada deste município vem atender as designações constantes do programa, funcionando em local de apoio, com ampla área de lazer, refeitório, e duas salas para execução das atividades, cumprindo o objetivo de um bom desempenho escolar e freqüência na escola, contribuindo para enriquecimento do universo cultural e artístico das crianças atendidas já que se volta ao trabalho de cultura local ("samba de roda"), cultura regional ("bumba meu boi"), além de exercer atividades físicas e trabalhos em sala de aula voltados a atividades artísticas (doc. 87). Periodicamente são realizadas atividades envolvendo as famílias ao Programa de Forma a Sensibilizar e atender aos ditames gerais do Programa, bem como integra-las na sociedade como cidadãos mais conscientes. Destacando os critérios determinados pelo Ministério para a manutenção do Programa, cujo fato inclusive constou de ata do CMETI. Quanto à freqüência das crianças apontada pela auditoria no dia da visita, insta esclarecer que sazonalmente podem ocorrer baixas na
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freqüência do programa, mas nestes casos de imediato a equipe gestora e CMETI, implementa medidas para verificar as ocorrências solicitando até mesmo pareceres sociais, visando identificar as reais ocorrências (doc. 88). Jornais de Circulação local vem demonstrando a importância dos programas sociais e do ganho cultural, educacional, de saúde e de cidadania para as crianças integrantes do projeto, demonstrando o conhecimento da sociedade e seu controle social (doc. 89), bem como atuação dos integrantes do Programa na transformação social. As crianças inseridas no programa estão freqüentando escolas públicas municipais (doc. 90) e vem evoluindo no seu desenvolvimento pessoal eeducacional (doc. 91). Neste contexto o Programa desenvolvido no Município vem atingindo as orientações do Ministério a saber: "retirar crianças e adolescentes do trabalho perigoso, penoso, insalubre e degradante; possibilitar acesso, a permanência e o bom desempenho de crianças e adolescentes na escola; fomentar e incentivar a ampliação do universo de conhecimentos da criança e do adolescente, por meio de atividades culturais, esportivas, artísticas e de lazer no período complementar à escola, ou seja na jornada ampliada; proporcionar apoio e orientação às famílias por meio de oferta de ações sócio-educativas; e implementar programas e projetos de geração de trabalho e renda para as famílias" (Caderno de Capacitação do PETI Módulo I)", Senão vejamos: A) O Programa conseguiu tirar do trabalho perigoso, penoso, insalubre e degradante, até agora, 92 crianças residentes no município (doc. 92); B) As crianças integrantes do Programa são encaminhadas às escolas públicas, passando a freqüentá-las sob acompanhamento (doc. 93); C) A jornada ampliada conta com atividades educacionais, culturais, desportivas, incluindo participação em solenidades cívicas como desfile de "sete de setembro" e apresentações culturais, sendo que todos os preparativos são feitos durante a jornada ampliada. Como se vê dos anexos documentos, neste momento existem diversas atividades postas à disposição dos integrantes do Programa (doc. 87); D) As famílias participam de eventos e reuniões a fim de fortalecer o vínculo familiar e sensibilizar acerca da importância de uma atenção especial à criança e ao adolescente. No inicio do ano realizou-se palestra presidida pelo CMETI, com a participação do Delegado de Polícia Titular do Município, destacando a importância da família no contexto social e desenvolvimento das crianças e seus reflexos legais (doc. 94); E) As famílias são convidadas a participar dos programas locais de geração de emprego e renda desenvolvidos pelo município tais como: cursos de Corte-e-Custura, Bordado, Pintura e Computação e são também convidadas a participar do Programa e Educação de Jovens e Adultos, quando for o caso (doc. 95); . É de se frisar que as ações do PETI no município contam com equipe de trabalho composta por profissionais multi-setoriais e de diversos segmentos visando proporcionar às crianças envolvidas o desenvolvimento de suas potencialidades. O resultado disso é que as crianças engajadas no Programa vem apresentando melhora no desempenho escolar. Trata-se, esse, de um importante método avaliador de resultados (doc. 96);
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Eventuais atrasos nos pagamentos da Bolsa sempre foram contornados com ações voltadas a potencializar a cidadania, não tornando o pagamento desta como único incentivo à participação, até mesmo porque o próprio Ministério em vezes acabou por atrasar os pagamentos em, como notamos do apontamento da própria auditoria: "Em janeiro de 2005, foram efetuados 2 repasses, referentes as parcelas de novembro e dezembro de 2.004" (fls. 64 do relatório item 5.1.3. 2º parágrafo do item). As crianças contavam com reforço alimentar e nutricional, observado por profissional da área de Nutrição, que solicitou a formulação de um nobo cardápio que, em breve, será implantado e seguido. A jornada ampliada era observada de segunda a quinta para proporcionar a formação e aprimoramento dos monitores e, apesar de realizadas regularmente as reuniões, não foi feito o registro no livro próprio. Essa falha já foi corrigida. Essa jornada ampliada atendia aos parâmetros do projeto, que assim exigem: "A carga horária semanal será de no mínimo 15 horas..." (Caderno de Capacitação do PETI Módulo V fls. 12, último parágrafo), Ou seja, a jornada diária era de mais de 4 horas garantia o aprimoramento dos monitores, conforme diretriz do Ministério: "Para tanto, faz-se necessário garantir a formação continuada dos Monitores. Deve ser previsto um treinamento mínimo, além de momentos mensais formativos com vistas ao planejamento e a reflexão sobre temáticas de cotidiano. Esta formação fundamenta-se no pressuposto de que a educação implica na necessidade de conhecimentos sempre atualizados"(Caderno de Capacitação do PETI Módulo V Fls. 12, 6º Parágrafo do Tópico Quanto a Jornada Ampliada). Os apontamentos desta Controladoria Geral da União possibilitaram o aperfeiçoamento dos institutos locais e revisão de procedimentos sempre valiosos no processo de aprimoramento, sendo que requer o acatamento desta justificativa". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Nenhuma das alegações elide a constatação "in loco" de precariedade na execução e atendimento inferior à meta do PETI. Tampouco os documentos anexados à manifestação podem se contrapor à realidade verificada durante a fiscalização desta CGU/SP. Os dados informados sobre a diminuição do trabalho infantil no município não foram respaldados por qualquer comprovação. Os registros fotográficos de atividades assistenciais realizadas em 2005 já haviam sido mostrados à equipe de fiscalização. Quanto aos comprovantes de freqüência escolar apresentados, não correspondem a qualquer constatação, uma vez que já haviam sido analisados durante os trabalhos de campo. Não há, na justificativa enviada pela prefeitura, qualquer elemento novo que permita eximi-la de sua responsabilidade em relação ao esvaziamento da jornada do PETI durante o ano de 2006. 6.1.2 CONSTATAÇÃO: Instalações com espaço insuficiente para atendimento das metas.

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FATO: A jornada ampliada é oferecida nas dependências da Secretaria Municipal da Promoção Social. A sala destinada às atividades é pequena para comportar o número previsto de participantes por período. Na área externa há quadras e espaços abertos, onde são realizadas atividades de recreação e uma aula de música semanal. EVIDÊNCIA: Visita às instalações do PETI. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O Município de Pirapora do Bom Jesus está executando o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil nos moldes propostos pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Neste contexto é de se observar bons resultados como a diminuição crescente do trabalho infantil da ordem de 80%. O desafio de enfrentar essa redução era enorme. De fato, as atividades turístico-religiosas, que constituem base da economia local, acabavam atraindo inúmeras crianças que pediam esmolas em troca de "guardar" veículos estacionados nas vias públicas. Além disso, existiam muitas crianças dedicadas ao recolhimento de lixo reciclável e outras sub-atividades. O Trabalho multisecretarial aliado esforços com este Programa e com os Conselhos Municipais, possibilitou a evolução no desenvolvimento das políticas de proteção a criança e Adolescente. A jornada ampliada deste município vem atender as designações constantes do programa, funcionando em local de apoio, com ampla área de lazer, refeitório, e duas salas para execução das atividades, cumprindo o objetivo de um bom desempenho escolar e freqüência na escola, contribuindo para enriquecimento do universo cultural e artístico das crianças atendidas já que se volta ao trabalho de cultura local ("samba de roda"), cultura regional ("bumba meu boi"), além de exercer atividades físicas e trabalhos em sala de aula voltados a atividades artísticas (doc. 87). Periodicamente são realizadas atividades envolvendo as famílias ao Programa de Forma a Sensibilizar e atender aos ditames gerais do Programa, bem como integra-las na sociedade como cidadãos mais conscientes. Destacando os critérios determinados pelo Ministério para a manutenção do Programa, cujo fato inclusive constou de ata do CMETI. Quanto à freqüência das crianças apontada pela auditoria no dia da visita, insta esclarecer que sazonalmente podem ocorrer baixas na freqüência do programa, mas nestes casos de imediato a equipe gestora e CMETI, implementa medidas para verificar as ocorrências solicitando até mesmo pareceres sociais, visando identificar as reais ocorrências (doc. 88). Jornais de Circulação local vem demonstrando a importância dos programas sociais e do ganho cultural, educacional, de saúde e de cidadania para as crianças integrantes do projeto, demonstrando o conhecimento da sociedade e seu controle social (doc. 89), bem como atuação dos integrantes do Programa na transformação social. As crianças inseridas no programa estão freqüentando escolas públicas municipais (doc. 90) e vem evoluindo no seu desenvolvimento pessoal eeducacional (doc. 91). Neste contexto o Programa desenvolvido no Município vem atingindo
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as orientações do Ministério a saber: "retirar crianças e adolescentes do trabalho perigoso, penoso, insalubre e degradante; possibilitar acesso, a permanência e o bom desempenho de crianças e adolescentes na escola; fomentar e incentivar a ampliação do universo de conhecimentos da criança e do adolescente, por meio de atividades culturais, esportivas, artísticas e de lazer no período complementar à escola, ou seja na jornada ampliada; proporcionar apoio e orientação às famílias por meio de oferta de ações sócio-educativas; e implementar programas e projetos de geração de trabalho e renda para as famílias" (Caderno de Capacitação do PETI Módulo I)", Senão vejamos: F) O Programa conseguiu tirar do trabalho perigoso, penoso, insalubre e degradante, até agora, 92 crianças residentes no município (doc. 92); G) As crianças integrantes do Programa são encaminhadas às escolas públicas, passando a freqüentá-las sob acompanhamento (doc. 93); H) A jornada ampliada conta com atividades educacionais, culturais, desportivas, incluindo participação em solenidades cívicas como desfile de "sete de setembro" e apresentações culturais, sendo que todos os preparativos são feitos durante a jornada ampliada. Como se vê dos anexos documentos, neste momento existem diversas atividades postas à disposição dos integrantes do Programa (doc. 87); I) As famílias participam de eventos e reuniões a fim de fortalecer o vínculo familiar e sensibilizar acerca da importância de uma atenção especial à criança e ao adolescente. No inicio do ano realizou-se palestra presidida pelo CMETI, com a participação do Delegado de Polícia Titular do Município, destacando a importância da família no contexto social e desenvolvimento das crianças e seus reflexos legais (doc. 94); J) As famílias são convidadas a participar dos programas locais de geração de emprego e renda desenvolvidos pelo município tais como: cursos de Corte-e-Custura, Bordado, Pintura e Computação e são também convidadas a participar do Programa e Educação de Jovens e Adultos, quando for o caso (doc. 95); . É de se frisar que as ações do PETI no município contam com equipe de trabalho composta por profissionais multi-setoriais e de diversos segmentos visando proporcionar às crianças envolvidas o desenvolvimento de suas potencialidades. O resultado disso é que as crianças engajadas no Programa vem apresentando melhora no desempenho escolar. Trata-se, esse, de um importante método avaliador de resultados (doc. 96); Eventuais atrasos nos pagamentos da Bolsa sempre foram contornados com ações voltadas a potencializar a cidadania, não tornando o pagamento desta como único incentivo à participação, até mesmo porque o próprio Ministério em vezes acabou por atrasar os pagamentos em, como notamos do apontamento da própria auditoria: "Em janeiro de 2005, foram efetuados 2 repasses, referentes as parcelas de novembro e dezembro de 2.004" (fls. 64 do relatório item 5.1.3. 2º parágrafo do item). As crianças contavam com reforço alimentar e nutricional, observado por profissional da área de Nutrição, que solicitou a formulação de um nobo cardápio que, em breve, será implantado e seguido. A jornada ampliada era observada de segunda a quinta para
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proporcionar a formação e aprimoramento dos monitores e, apesar de realizadas regularmente as reuniões, não foi feito o registro no livro próprio. Essa falha já foi corrigida. Essa jornada ampliada atendia aos parâmetros do projeto, que assim exigem: "A carga horária semanal será de no mínimo 15 horas..." (Caderno de Capacitação do PETI Módulo V fls. 12, último parágrafo), Ou seja, a jornada diária era de mais de 4 horas garantia o aprimoramento dos monitores, conforme diretriz do Ministério: "Para tanto, faz-se necessário garantir a formação continuada dos Monitores. Deve ser previsto um treinamento mínimo, além de momentos mensais formativos com vistas ao planejamento e a reflexão sobre temáticas de cotidiano. Esta formação fundamenta-se no pressuposto de que a educação implica na necessidade de conhecimentos sempre atualizados"(Caderno de Capacitação do PETI Módulo V Fls. 12, 6º Parágrafo do Tópico Quanto a Jornada Ampliada). Os apontamentos desta Controladoria Geral da União possibilitaram o aperfeiçoamento dos institutos locais e revisão de procedimentos sempre valiosos no processo de aprimoramento, sendo que requer o acatamento desta justificativa". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Nenhuma das alegações elide a constatação "in loco" de precariedade na execução e atendimento inferior à meta do PETI. Tampouco os documentos anexados à manifestação podem se contrapor à realidade verificada durante a fiscalização desta CGU/SP. Os dados informados sobre a diminuição do trabalho infantil no município não foram respaldados por qualquer comprovação. Os registros fotográficos de atividades assistenciais realizadas em 2005 já haviam sido mostrados à equipe de fiscalização. Quanto aos comprovantes de freqüência escolar apresentados, não correspondem a qualquer constatação, uma vez que já haviam sido analisados durante os trabalhos de campo. Não há, na justificativa enviada pela prefeitura, qualquer elemento novo que permita eximi-la de sua responsabilidade em relação ao esvaziamento da jornada do PETI durante o ano de 2006. 01/2006 (26/01/2006) à Ata nº 05/2006 (setembro/2006), possivelmente por engano, veio uma Ata nº 01/2006 idêntica, com o mesmo texto, citando a mesma data, horário e local de realização, com as mesmas assinaturas, porém com a fonte (letra) diferente e o cabeçalho "CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DE PIRAPORA DO BOM JESUS". Ressalte-se que o CMAS é presidido pela funcionária entrevistada anteriormente. Os documentos enviados pela prefeitura não elidem a constatação de falta de atuação do CMETI, pois ainda que se reunissem, não agiram para evitar o esvaziamento da jornada do Programa no município, com o agravante de que o aparecimento tardio desses papéis, com as características apontadas, torna-os de frágil credibilidade. 6.1.3 CONSTATAÇÃO: Deficiência na alimentação desenvolvidas na jornada.

oferecida

e

nas

atividades

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FATO: As atividades oferecidas são de baixa qualidade e pouca variedade. . Com exceção das aulas de música realizadas às terças-feiras, há poucas atividades sócio-educativas e de convivência que incentivem a participação das crianças. Há um monitor que faz recreação na quadra, o que acaba sendo de pouco interesse por se repetir nos outros 3 dias da semana. Quando ele não está, geralmente há uma auxiliar que "toma conta" das crianças. Na última visita, no dia 23/08/2006, as crianças e adolescentes estavam sem nenhum adulto responsável, brincando nas dependências da Secretaria. Em entrevista domiciliar a uma adolescente indicada como participante pela Secretaria, a mesma informou não estar mais freqüentando a jornada porque "não tinha o que fazer lá, ficava um olhando para a cara do outro". Apesar de haver recursos federais sem movimentação na conta corrente do Programa, a Prefeitura não tem oferecido aos participantes a complementação alimentar que poderia ser mais um elemento a despertar o interesse dos beneficiários. De acordo com informação da própria Secretária da Promoção Social, em 2006 a alimentação tem consistido em lanche. EVIDÊNCIA: Entrevista a monitores, crianças e Social.

à

Secretária

da

Promoção

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O Município de Pirapora do Bom Jesus está executando o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil nos moldes propostos pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Neste contexto é de se observar bons resultados como a diminuição crescente do trabalho infantil da ordem de 80%. O desafio de enfrentar essa redução era enorme. De fato, as atividades turístico-religiosas, que constituem base da economia local, acabavam atraindo inúmeras crianças que pediam esmolas em troca de "guardar" veículos estacionados nas vias públicas. Além disso, existiam muitas crianças dedicadas ao recolhimento de lixo reciclável e outras sub-atividades. O Trabalho multisecretarial aliado esforços com este Programa e com os Conselhos Municipais, possibilitou a evolução no desenvolvimento das políticas de proteção a criança e Adolescente. A jornada ampliada deste município vem atender as designações constantes do programa, funcionando em local de apoio, com ampla área de lazer, refeitório, e duas salas para execução das atividades, cumprindo o objetivo de um bom desempenho escolar e freqüência na escola, contribuindo para enriquecimento do universo cultural e artístico das crianças atendidas já que se volta ao trabalho de cultura local ("samba de roda"), cultura regional ("bumba meu boi"), além de exercer atividades físicas e trabalhos em sala de aula voltados a atividades artísticas (doc. 87). Periodicamente são realizadas atividades envolvendo as famílias ao Programa de Forma a Sensibilizar e atender aos ditames gerais do Programa, bem como integra-las na sociedade como cidadãos mais
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conscientes. Destacando os critérios determinados pelo Ministério para a manutenção do Programa, cujo fato inclusive constou de ata do CMETI. Quanto à freqüência das crianças apontada pela auditoria no dia da visita, insta esclarecer que sazonalmente podem ocorrer baixas na freqüência do programa, mas nestes casos de imediato a equipe gestora e CMETI, implementa medidas para verificar as ocorrências solicitando até mesmo pareceres sociais, visando identificar as reais ocorrências (doc. 88). Jornais de Circulação local vem demonstrando a importância dos programas sociais e do ganho cultural, educacional, de saúde e de cidadania para as crianças integrantes do projeto, demonstrando o conhecimento da sociedade e seu controle social (doc. 89), bem como atuação dos integrantes do Programa na transformação social. As crianças inseridas no programa estão freqüentando escolas públicas municipais (doc. 90) e vem evoluindo no seu desenvolvimento pessoal eeducacional (doc. 91). Neste contexto o Programa desenvolvido no Município vem atingindo as orientações do Ministério a saber: "retirar crianças e adolescentes do trabalho perigoso, penoso, insalubre e degradante; possibilitar acesso, a permanência e o bom desempenho de crianças e adolescentes na escola; fomentar e incentivar a ampliação do universo de conhecimentos da criança e do adolescente, por meio de atividades culturais, esportivas, artísticas e de lazer no período complementar à escola, ou seja na jornada ampliada; proporcionar apoio e orientação às famílias por meio de oferta de ações sócio-educativas; e implementar programas e projetos de geração de trabalho e renda para as famílias" (Caderno de Capacitação do PETI Módulo I)", Senão vejamos: K) O Programa conseguiu tirar do trabalho perigoso, penoso, insalubre e degradante, até agora, 92 crianças residentes no município (doc. 92); L) As crianças integrantes do Programa são encaminhadas às escolas públicas, passando a freqüentá-las sob acompanhamento (doc. 93); M) A jornada ampliada conta com atividades educacionais, culturais, desportivas, incluindo participação em solenidades cívicas como desfile de "sete de setembro" e apresentações culturais, sendo que todos os preparativos são feitos durante a jornada ampliada. Como se vê dos anexos documentos, neste momento existem diversas atividades postas à disposição dos integrantes do Programa (doc. 87); N) As famílias participam de eventos e reuniões a fim de fortalecer o vínculo familiar e sensibilizar acerca da importância de uma atenção especial à criança e ao adolescente. No inicio do ano realizou-se palestra presidida pelo CMETI, com a participação do Delegado de Polícia Titular do Município, destacando a importância da família no contexto social e desenvolvimento das crianças e seus reflexos legais (doc. 94); O) As famílias são convidadas a participar dos programas locais de geração de emprego e renda desenvolvidos pelo município tais como: cursos de Corte-e-Custura, Bordado, Pintura e Computação e são também convidadas a participar do Programa e Educação de Jovens e Adultos, quando for o caso (doc. 95); . É de se frisar que as ações do PETI no município contam com equipe de trabalho composta por profissionais multi-setoriais e de diversos segmentos visando proporcionar às crianças envolvidas o
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desenvolvimento de suas potencialidades. O resultado disso é que as crianças engajadas no Programa vem apresentando melhora no desempenho escolar. Trata-se, esse, de um importante método avaliador de resultados (doc. 96); Eventuais atrasos nos pagamentos da Bolsa sempre foram contornados com ações voltadas a potencializar a cidadania, não tornando o pagamento desta como único incentivo à participação, até mesmo porque o próprio Ministério em vezes acabou por atrasar os pagamentos em, como notamos do apontamento da própria auditoria: "Em janeiro de 2005, foram efetuados 2 repasses, referentes as parcelas de novembro e dezembro de 2.004" (fls. 64 do relatório item 5.1.3. 2º parágrafo do item). As crianças contavam com reforço alimentar e nutricional, observado por profissional da área de Nutrição, que solicitou a formulação de um nobo cardápio que, em breve, será implantado e seguido. A jornada ampliada era observada de segunda a quinta para proporcionar a formação e aprimoramento dos monitores e, apesar de realizadas regularmente as reuniões, não foi feito o registro no livro próprio. Essa falha já foi corrigida. Essa jornada ampliada atendia aos parâmetros do projeto, que assim exigem: "A carga horária semanal será de no mínimo 15 horas..." (Caderno de Capacitação do PETI Módulo V fls. 12, último parágrafo), Ou seja, a jornada diária era de mais de 4 horas garantia o aprimoramento dos monitores, conforme diretriz do Ministério: "Para tanto, faz-se necessário garantir a formação continuada dos Monitores. Deve ser previsto um treinamento mínimo, além de momentos mensais formativos com vistas ao planejamento e a reflexão sobre temáticas de cotidiano. Esta formação fundamenta-se no pressuposto de que a educação implica na necessidade de conhecimentos sempre atualizados"(Caderno de Capacitação do PETI Módulo V Fls. 12, 6º Parágrafo do Tópico Quanto a Jornada Ampliada). Os apontamentos desta Controladoria Geral da União possibilitaram o aperfeiçoamento dos institutos locais e revisão de procedimentos sempre valiosos no processo de aprimoramento, sendo que requer o acatamento desta justificativa". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Nenhuma das alegações elide a constatação "in loco" de precariedade na execução e atendimento inferior à meta do PETI. Tampouco os documentos anexados à manifestação podem se contrapor à realidade verificada durante a fiscalização desta CGU/SP. Os dados informados sobre a diminuição do trabalho infantil no município não foram respaldados por qualquer comprovação. Os registros fotográficos de atividades assistenciais realizadas em 2005 já haviam sido mostrados à equipe de fiscalização. Quanto aos comprovantes de freqüência escolar apresentados, não correspondem a qualquer constatação, uma vez que já haviam sido analisados durante os trabalhos de campo. Não há, na justificativa enviada pela prefeitura, qualquer elemento novo que permita eximi-la de sua responsabilidade em relação ao esvaziamento da jornada do PETI durante o ano de 2006.
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6.1.4 CONSTATAÇÃO: Irregularidades na execução da jornada. FATO: A jornada tem sido oferecida apenas de segunda a quinta feira. Às sextas-feiras não há funcionamento da jornada do PETI. Os responsáveis afirmam que utilizam esse dia da semana para a formação dos monitores. No entanto, em consulta ao livro de registro das atividades de 2006, foi possível verificar que, durante o ano, houve apenas uma reunião por mês, com atividades curtas que não poderiam ocupar os dois períodos. EVIDÊNCIA: Registros de freqüência dos participantes do PETI de 2005 e 2006. Registros das atividades de capacitação dos monitores realizadas em 2006. Entrevista a monitores e à Secretária da Promoção Social. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O Município de Pirapora do Bom Jesus está executando o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil nos moldes propostos pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Neste contexto é de se observar bons resultados como a diminuição crescente do trabalho infantil da ordem de 80%. O desafio de enfrentar essa redução era enorme. De fato, as atividades turístico-religiosas, que constituem base da economia local, acabavam atraindo inúmeras crianças que pediam esmolas em troca de "guardar" veículos estacionados nas vias públicas. Além disso, existiam muitas crianças dedicadas ao recolhimento de lixo reciclável e outras sub-atividades. O Trabalho multisecretarial aliado esforços com este Programa e com os Conselhos Municipais, possibilitou a evolução no desenvolvimento das políticas de proteção a criança e Adolescente. A jornada ampliada deste município vem atender as designações constantes do programa, funcionando em local de apoio, com ampla área de lazer, refeitório, e duas salas para execução das atividades, cumprindo o objetivo de um bom desempenho escolar e freqüência na escola, contribuindo para enriquecimento do universo cultural e artístico das crianças atendidas já que se volta ao trabalho de cultura local ("samba de roda"), cultura regional ("bumba meu boi"), além de exercer atividades físicas e trabalhos em sala de aula voltados a atividades artísticas (doc. 87). Periodicamente são realizadas atividades envolvendo as famílias ao Programa de Forma a Sensibilizar e atender aos ditames gerais do Programa, bem como integra-las na sociedade como cidadãos mais conscientes. Destacando os critérios determinados pelo Ministério para a manutenção do Programa, cujo fato inclusive constou de ata do CMETI. Quanto à freqüência das crianças apontada pela auditoria no dia da visita, insta esclarecer que sazonalmente podem ocorrer baixas na freqüência do programa, mas nestes casos de imediato a equipe gestora e CMETI, implementa medidas para verificar as ocorrências solicitando até mesmo pareceres sociais, visando identificar as reais ocorrências (doc. 88). Jornais de Circulação local vem demonstrando a importância dos programas sociais e do ganho cultural, educacional, de saúde e de
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cidadania para as crianças integrantes do projeto, demonstrando o conhecimento da sociedade e seu controle social (doc. 89), bem como atuação dos integrantes do Programa na transformação social. As crianças inseridas no programa estão freqüentando escolas públicas municipais (doc. 90) e vem evoluindo no seu desenvolvimento pessoal eeducacional (doc. 91). Neste contexto o Programa desenvolvido no Município vem atingindo as orientações do Ministério a saber: "retirar crianças e adolescentes do trabalho perigoso, penoso, insalubre e degradante; possibilitar acesso, a permanência e o bom desempenho de crianças e adolescentes na escola; fomentar e incentivar a ampliação do universo de conhecimentos da criança e do adolescente, por meio de atividades culturais, esportivas, artísticas e de lazer no período complementar à escola, ou seja na jornada ampliada; proporcionar apoio e orientação às famílias por meio de oferta de ações sócio-educativas; e implementar programas e projetos de geração de trabalho e renda para as famílias" (Caderno de Capacitação do PETI Módulo I)", Senão vejamos: P) O Programa conseguiu tirar do trabalho perigoso, penoso, insalubre e degradante, até agora, 92 crianças residentes no município (doc. 92); Q) As crianças integrantes do Programa são encaminhadas às escolas públicas, passando a freqüentá-las sob acompanhamento (doc. 93); R) A jornada ampliada conta com atividades educacionais, culturais, desportivas, incluindo participação em solenidades cívicas como desfile de "sete de setembro" e apresentações culturais, sendo que todos os preparativos são feitos durante a jornada ampliada. Como se vê dos anexos documentos, neste momento existem diversas atividades postas à disposição dos integrantes do Programa (doc. 87); S) As famílias participam de eventos e reuniões a fim de fortalecer o vínculo familiar e sensibilizar acerca da importância de uma atenção especial à criança e ao adolescente. No inicio do ano realizou-se palestra presidida pelo CMETI, com a participação do Delegado de Polícia Titular do Município, destacando a importância da família no contexto social e desenvolvimento das crianças e seus reflexos legais (doc. 94); T) As famílias são convidadas a participar dos programas locais de geração de emprego e renda desenvolvidos pelo município tais como: cursos de Corte-e-Custura, Bordado, Pintura e Computação e são também convidadas a participar do Programa e Educação de Jovens e Adultos, quando for o caso (doc. 95); . É de se frisar que as ações do PETI no município contam com equipe de trabalho composta por profissionais multi-setoriais e de diversos segmentos visando proporcionar às crianças envolvidas o desenvolvimento de suas potencialidades. O resultado disso é que as crianças engajadas no Programa vem apresentando melhora no desempenho escolar. Trata-se, esse, de um importante método avaliador de resultados (doc. 96); Eventuais atrasos nos pagamentos da Bolsa sempre foram contornados com ações voltadas a potencializar a cidadania, não tornando o pagamento desta como único incentivo à participação, até mesmo porque o próprio Ministério em vezes acabou por atrasar os pagamentos em, como notamos do apontamento da própria auditoria: "Em janeiro de 2005, foram efetuados 2 repasses, referentes as parcelas de novembro e
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dezembro de 2.004" (fls. 64 do relatório item 5.1.3. 2º parágrafo do item). As crianças contavam com reforço alimentar e nutricional, observado por profissional da área de Nutrição, que solicitou a formulação de um nobo cardápio que, em breve, será implantado e seguido. A jornada ampliada era observada de segunda a quinta para proporcionar a formação e aprimoramento dos monitores e, apesar de realizadas regularmente as reuniões, não foi feito o registro no livro próprio. Essa falha já foi corrigida. Essa jornada ampliada atendia aos parâmetros do projeto, que assim exigem: "A carga horária semanal será de no mínimo 15 horas..." (Caderno de Capacitação do PETI Módulo V fls. 12, último parágrafo), Ou seja, a jornada diária era de mais de 4 horas garantia o aprimoramento dos monitores, conforme diretriz do Ministério: "Para tanto, faz-se necessário garantir a formação continuada dos Monitores. Deve ser previsto um treinamento mínimo, além de momentos mensais formativos com vistas ao planejamento e a reflexão sobre temáticas de cotidiano. Esta formação fundamenta-se no pressuposto de que a educação implica na necessidade de conhecimentos sempre atualizados"(Caderno de Capacitação do PETI Módulo V Fls. 12, 6º Parágrafo do Tópico Quanto a Jornada Ampliada). Os apontamentos desta Controladoria Geral da União possibilitaram o aperfeiçoamento dos institutos locais e revisão de procedimentos sempre valiosos no processo de aprimoramento, sendo que requer o acatamento desta justificativa". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Nenhuma das alegações elide a constatação "in loco" de precariedade na execução e atendimento inferior à meta do PETI. Tampouco os documentos anexados à manifestação podem se contrapor à realidade verificada durante a fiscalização desta CGU/SP. Os dados informados sobre a diminuição do trabalho infantil no município não foram respaldados por qualquer comprovação. Os registros fotográficos de atividades assistenciais realizadas em 2005 já haviam sido mostrados à equipe de fiscalização. Quanto aos comprovantes de freqüência escolar apresentados, não correspondem a qualquer constatação, uma vez que já haviam sido analisados durante os trabalhos de campo. Não há, na justificativa enviada pela prefeitura, qualquer elemento novo que permita eximi-la de sua responsabilidade em relação ao esvaziamento da jornada do PETI durante o ano de 2006. 6.1.5 CONSTATAÇÃO: Ausência de funcionamento da CMETI.

FATO: Apesar de ter sido criada e seus membros formalmente designados, por meio do Decreto n.º 2.212, de 03/10/2005, a Comissão de Erradicação do Trabalho Infantil - CMETI não está em funcionamento efetivo no Município de Pirapora do Bom Jesus. De acordo com informações prestadas pela representante da
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categoria profissional de Serviço Social, que é funcionária da Prefeitura, a última reunião da CMETI ocorreu em agosto de 2005, ou seja, antes da indicação de seus membros atuais. A precariedade na implementação da jornada ampliada, a falta de pagamento das bolsas em 2006 e o esvaziamento decorrente indicam a falta de atuação da instância de controle social, a quem caberia acompanhar a execução do Programa.

EVIDÊNCIA: Entrevista à representante da categoria profissional Social. Falhas verificadas na execução do Programa.

de

Serviço

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A Comissão Municipal de Erradicação do Trabalho Infantil teve seus membros instituídos através do Decreto nº 2.212, de 03 de outubro de 2.005 (doc. 97), sendo que esta realiza reuniões mensais voltadas ao atendimento das orientações do programa e fiscalização das atividades. Diversamente do entendido pela douta auditoria, esta Comissão que tem função voltada ao controle do projeto e aprimoramento das atividades, vem atuando em prol da sustentação do programa, bem como emitindo orientações e sugestões voltadas ao desenvolvimento deste (doc. 98). É de ressaltar que já no inicio deste ano sob a Presidência deste Conselho realizou-se ciclo de palestras voltado à orientação das famílias quanto à importância da educação das crianças e adolescentes. Dela participou, por exemplo, o Douto Delegado de Polícia Titular do Município, que tratou do aspecto social da proteção a criança, com seus reflexos no trabalho, na área civil e criminal (doc. 98). Frise-se, por oportuno, que as atividades desenvolvidas pelo Órgão Gestor Municipal estão adequadas às realidades locais, e neste contexto o CMETI tem agido de forma a promover a evolução das atividades e o engajamento de todas as Secretarias no programa. Quanto à informação de que apenas uma ata fora realizada em agosto de 2005, anterior à implantação da Comissão, isso em parte se explica por um equivoco do servidor municipal que prestou informações à auditoria. De fato, os documentos anexos demonstram o contrário. Ademais o CMETI pôde observar que o número de crianças trabalhando nos finais de semana era reduzido. Atualmente além do trabalho da CMETI, ainda há outros parceiros envolvidos, tais como o Conselho Municipal, Guarda Municipal e diversos comerciantes, que auxiliam no acompanhamento satisfatório do programa. Com a contribuição do CMETI, está sendo erradicado o trabalho infantil em nossa cidade". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Em entrevista à esta equipe de fiscalização, no dia 31/08/2006, a assistente social da prefeitura, representante da categoria profissional do serviço social na Comissão de Erradicação do Trabalho Infantil - CMETI, inscrita no Cadastro de Pessoas Físicas sob o nº 692.824.988-91, negou a existência de qualquer ata ou registro de reuniões da comissão, uma vez que a única
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discussão específica sobre o tema ocorrera em agosto de 2005 e o decreto nomeando seus membros fora criado apenas em dezembro daquele ano. A prefeitura anexa, agora, à sua manifestação, cópias de atas bimestrais do que teriam sido reuniões do CMETI. Trata-se de folhas digitadas em computador, impressas com o cabeçalho "COMISSÃO DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL - PETI - PIRAPORA DO BOM JESUS", assinadas por alguns de seus membros, entre os quais a citada assistente social. No entanto, junto a essas folhas (que vão da Ata nº 01/2006 (26/01/2006) à Ata nº 05/2006 (setembro/2006), possivelmente por engano, veio uma Ata nº 01/2006 idêntica, com o mesmo texto, citando a mesma data, horário e local de realização, com as mesmas assinaturas, porém com a fonte (letra) diferente e o cabeçalho "CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DE PIRAPORA DO BOM JESUS". Ressalte-se que o CMAS é presidido pela funcionária entrevistada anteriormente. Os documentos enviados pela prefeitura não elidem a constatação de falta de atuação do CMETI, pois ainda que se reunissem, não agiram para evitar o esvaziamento da jornada do Programa no município, com o agravante de que o aparecimento tardio desses papéis, com as características apontadas, torna-os de frágil credibilidade. 6.1.6 CONSTATAÇÃO: Pagamentos da bolsa às famílias incompletos e com atraso em 2005.

beneficiárias

do

programa

FATO: O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome repassa mensalmente à Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus o valor de R$ 3.680,00, referentes a 92 bolsas urbanas de R$ 40,00 para cada participante. Em janeiro de 2005, foram efetuados 2 repasses, referentes às parcelas de novembro e dezembro de 2004. Os créditos, através da conta estadual n.º 58.067-8 (Ag. 1529-6 do Banco do Brasil), foram finalmente destinados à conta-corrente municipal n.º 70.126-2 (Ag. 1596-2 do Banco do Brasil), em 13/01/2005, e totalizaram R$ 7.360,00. Os pagamentos das bolsas do PETI, no entanto, foram efetuados em junho de 2005, com cinco meses de atraso. As 12 parcelas para pagamento das bolsas referentes a 2005 foram enviadas pelo MDS diretamente para a conta n.º 16.977-3 (Ag. 1596-2 do Banco do Brasil), mensalmente, de março (parcelas de janeiro e fevereiro) a dezembro. Os repasses totalizaram R$ 44.160,00, correspondendo a 12 parcelas para 92 participantes, ou seja, 1.104 bolsas de R$ 40,00. Os pagamentos aos participantes, porém, foram incompletos e ocorreram com atraso de mais de cinco meses. O primeiro lote (490 bolsas) começou a ser pago em 26/08/2005. O segundo (395 bolsas) se deu a partir de 16/12/2005 e o último (90 bolsas) apenas em 30/05/2006, totalizando R$ 39.000,00, correspondentes a apenas 975 bolsas. EVIDÊNCIA: Extratos bancários das contas

16.977-3

(Ag.

1596-2)

e

Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 162 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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nº70.126-2 (Ag. 1529-6) do Banco do Brasil. Relação de pagamentos beneficiários do Programa.

aos

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Os pagamentos do PETI encontram-se todos regularizados com referência ao exercício acima mencionado (doc. 99). Não houve pagamentos incompletos. O que ocorreu é que determinadas crianças não receberam a bolsa em razão de não cumprirem as exigências do Ministério: "A família poderá receber a bolsa somente se os filhos inseridos no Programa tiverem a freqüência mensal mínima exigida pelo MEC na escola e na jornada ampliada, podendo ser adotado um percentual maior à critério da área de educação" (Caderno de Capacitação do PETI Módulo II fls. 04 item Quais São as exigências para o pagamento das Bolsas às Famílias"). E ainda: "No mês em que um ou mais filhos não obtiverem a freqüência mínima exigida e não houver justificativa para isso, será suspenso naquele mês o pagamento da(s) bolsa(s) à família. No mês seguinte, caso a freqüência os filhos seja regularizada a família voltará a receber a(s) bolsa(s)."(Caderno de Capacitação do PETI Módulo II fls. 04 item Como poderá se dar a suspensão temporária do pagamento da Bolsa Família?, 1º parágrafo do tópico- doc 100). Insta esclarecer que eventual atraso ocorreu por problemas na parametrização das informações entre o Ministério e o Órgão Gestor do Programa, uma vez que houve alteração das contas correntes, sem a necessária comunicação a respeito. Mas nem por isso há qualquer falha imputável ao Município, já que o agente financeiro é que se omitiu em informar a ocorrência desta alteração e das especificações da Conta. Não podemos deixar de registrar que a abertura das atuais contas deu-se apenas por siglas sem descrição exata do programa a que se ligavam. Isso naturalmente causou atrasos. Ademais esta Controladoria Geral da União pode observar que o próprio Ministério em determinados períodos atrasou os repasses ao Município: "...."Em janeiro de 2005, foram efetuados 2 repasses, referentes as parcelas de novembro e dezembro de 2004"...Porém todas as bolas foram pagas as famílias, de acordo com a freqüência das crianças e famílias nas atividades, de acordo com o preestabelecido entre os governos" (Informativo, fls. 64, item 5.1.3. 3º parágrafo do item)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Configura inoperância administrativa não buscar saber, junto ao Ministério repassador, o destino dos recursos a serem recebidos. A constatação foi baseada na análise dos repasses recebidos pelo município e dos extratos bancários da conta do Programa, com os pagamentos efetuados, incompletos e com atraso. A prefeitura anexou à sua resposta uma lista digitada em computador, com uma relação de nomes de beneficiários e valores que teriam sido pagos, sem qualquer comprovação de recebimento, como assinaturas ou extratos bancários. 6.1.7 CONSTATAÇÃO: Ausência de pagamentos do PETI em 2006.
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 163 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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FATO: A Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus recebeu, de março a junho de 2006, 5 parcelas de R$ 3.680,00 para pagamento mensal das 92 bolsas urbanas de R$ 40,00 a cada participante do PETI. Em julho, em função do processo de integração com o Programa Bolsa Família, o repasse foi de R$ 1.160,00. No entanto, o valor integral de R$ 19.560,00 não foi movimentado e nenhum pagamento referente à participação durante o ano de 2006 foi efetuado. Os impactos da negligência da administração municipal na implementação do Programa estão detalhados em ponto específico deste relatório. EVIDÊNCIA: Extrato bancário da conta nº 18.953-7 (Ag. 1596-2 do Banco Brasil). Relação de pagamentos aos beneficiários do Programa.

do

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Os pagamentos do PETI encontram-se todos regularizados com referência ao exercício acima mencionado (doc. 101). Insta esclarecer que eventual atraso ocorreu por problemas na parametrização das informações entre o Ministério e o Órgão Gestor do Programa, uma vez que houve alteração das contas correntes, sem a necessária comunicação a respeito. Mas nem por isso há qualquer falha imputável ao Município, já que o agente financeiro é que se omitiu em informar a ocorrência desta alteração e das especificações da Conta. Não podemos deixar de registrar que a abertura das atuais contas deu-se apenas por siglas sem descrição exata do programa a que se ligavam. Isso naturalmente causou atrasos. Ademais esta Controladoria Geral da União pode observar que o próprio Ministério em determinados períodos atrasou os repasses ao Município: "...."Em janeiro de 2005, foram efetuados 2 repasses, referentes as parcelas de novembro e dezembro de 2004"...Porém todas as bolas foram pagas as famílias, de acordo com a freqüência das crianças e famílias nas atividades, de acordo com o preestabelecido entre os governos" (Informativo, fls. 64, item 5.1.3. 3º parágrafo do item) . E mais: "A Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus recebeu, de março a junho de 2.006, 5 parcelas de R$ 3.680,00 para pagamento mensal das 92 bolsas...." Informativo, fls. 65, item 5.1.4. 3º parágrafo do item). Como notamos em quatro meses fora destinada cinco bolsas, em razão do próprio Ministério mais uma vez ter atrasado o pagamento de uma parcela. Concluímos assim, que nenhuma irregularidade foi cometida pela Administração, e sim um problema de troca de informações entre os órgãos participantes, o qual já foi solucionado". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Configura inoperância administrativa não buscar saber, junto ao Ministério repassador, o destino dos recursos a serem recebidos. A constatação foi baseada na análise dos repasses recebidos pelo município e dos extratos bancários da conta do Programa, sem movimentação até a elaboração do relatório preliminar de
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 164 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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fiscalização, em setembro de 2006. A prefeitura anexou à sua resposta uma lista digitada em computador, com uma relação de nomes de beneficiários e valores que teriam sido pagos, sem qualquer comprovação de recebimento, como assinaturas ou extratos bancários. 6.1.8 CONSTATAÇÃO: Recursos do PETI sem movimentação e sem aplicação financeira.

FATO: A Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus tem deixado, sistematicamente, os recursos do Programa sem utilização e sem aplicação financeira, descumprindo o art. 19 da Portaria MDS n.º 736, de 15/12/2004, que prevê em seu parágrafo único: "Os recursos transferidos, enquanto não utilizados na sua finalidade, devem ser obrigatoriamente aplicados em caderneta de poupança ou em fundo de curto prazo". . Os valores estão demonstrados na tabela a seguir: Conta bancária Banco do Brasil Nº 70.126-2 Ag. 1596-2 Nº 70.126-2 Ag. 1596-2 Nº 16.977-3 Ag. 1596-2 Nº 16.977-3 Ag. 1596-2 Nº 16.977-3 Ag. 1596-2 Nº 16.979-X Ag. 1596-2 Nº 18.953-7 Ag. 1596-2 Nº 18.957-X Ag. 1596-2 Finalidade do repasse Período sem movimentação Saldo acumulado

Pagamento de bolsa urbana Despesas com a jornada Pagamento de bolsa urbana Pagamento de bolsa urbana Pagamento de bolsa urbana Despesas com a jornada Pagamento de bolsa urbana Despesas com a jornada

13/01/2005 17/06/2006 13/01/2005 05/04/2006 17/03/2005 15/08/2005 13/09/2005 15/12/2005 17/02/2006 30/05/2006 17/03/2005 15/08/2005 07/03/2006 31/07/2006 21/03/2006 31/07/2006

a a a a a a a a

R$ 7.360,00 R$ 1.840,00 R$ 22.080,00 R$ 18.240,00 R$ 6.280,00 R$ 5.520,00 R$ 19.560,00 R$ 6.150,00

Saldos das contas do Programa em 31/07/2006: Conta bancária Banco do Brasil Nº 70.126-2 Ag. 1596-2 Nº 16.977-3 Ag. 1596-2 Nº 16.979-X Valor sem aplicação Valor aplicado Total

R$ 2.238,20 R$ 2.680,00 -

R$ 2.983,24 R$ 10,29

R$ 2.238,20 R$ 5.663,24 R$ 10,29

Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 165 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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Conta bancária Banco do Brasil Ag. 1596-2 Nº 18.953-7 Ag. 1596-2 Nº 18.957-X Ag. 1596-2 Total

Valor sem aplicação

Valor aplicado

Total

R$ 19.560,00 R$ 6.150,00 R$ 30.628,20

R$ 2.993,53

R$ 19.560,00 R$ 6.150,00 R$ 33.621,73

EVIDÊNCIA: Extratos bancários das contas do 31/07/2006.

Programa,

de

01/01/2005

a

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Os recursos do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil eram repassados para a conta corrente nº 70126-2, e sem qualquer comunicação prévia do Ministério ou do Agente Financeiro passaram a ser depositados a Favor da Conta Corrente nº 16977-3 e posteriormente a conta sob nº 18.957-X Neste contexto a ausência da parametrização das informações financeiras levou a enorme dificuldade inicial do reconhecimento da origem financeira dos recursos, sem o que não se poderia fazer qualquer movimentação ou aplicação desses valores. Ademais, por vezes o Ministério acabou por atrasar pagamentos, como constatado por esta auditoria no item 5.1.3, fls. 64: "Em janeiro de 2005, foram efetuados dois repasses, referentes às parcelas de novembro e dezembro de 2.004". E ainda: "....Em janeiro de 2005, foram efetuados 2 repasses, referentes as parcelas de novembro e dezembro de 2004"...Porém todas as bolas foram pagas as famílias, de acordo com a freqüência das crianças e famílias nas atividades, de acordo com o preestabelecido entre os governos" (Informativo, fls. 64, item 5.1.3. 3º parágrafo do item). E mais: "A Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus recebeu, de março a junho de 2.006, 5 parcelas de R$ 3.680,00 para pagamento mensal das 92 bolsas...." Informativo, fls. 65, item 5.1.4. 3º parágrafo do item). Como notamos em quatro meses fora destinada cinco bolsas, em razão do próprio Ministério mais uma vez ter atrasado o pagamento de uma parcela. Estes atrasos, aliados à criação de novas contas identificadas apenas por siglas (doc. 102), impossibilitaram inicialmente a identificação da origem dos recursos e sua destinação. É natural que essa confusão impeça a imediata aplicação dos recursos. Apesar dos fatos acima apontados, os valores que deveriam ser aplicados já o foram nas respectivas contas., conforme os comprovantes de depósito anexos (doc. 103 - Comprovantes Depósitos do Valor que seria Remuneração da Aplicação). Em que pese a argumentação acima declinada, já foi realizado o depósito correspondente a aplicação financeira, de modo a afastar completamente qualquer penalidade ao Município (doc. 103)".
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 166 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. Configura inoperância administrativa não buscar saber, junto ao Ministério repassador, o destino dos recursos a serem recebidos, no caso de não estarem sendo depositados na conta bancária anterior. A reposição do valor correspondente ao rendimento da aplicação financeira que não foi realizada elide apenas em parte a constatação, porque a falha mais grave, no que diz respeito à efetividade do Programa, consiste em sua não utilização na Jornada do PETI. 6.1.9 CONSTATAÇÃO: Despesas efetuadas por meio de saques da conta do PETI.

FATO: A Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus efetuou saques da conta específica do PETI para executar parte das despesas da jornada do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, descumprindo o art.19, "caput", da Portaria MDS n.º 736, de 15/12/2004, que prevê: "Os recursos de que tratam esta Portaria devem ser mantidos em contas específicas para cada programa, podendo ser movimentados somente mediante cheque nominativo ao credor ou ordem bancária". Os saques, tratados como "adiantamentos" nos processos de comprovação das despesas, foram em favor da assistente social da Prefeitura, CPF n.º 692.824.988-91, que apresentou notas fiscais de aquisição de alimentos e lápis, sem qualquer registro de cotação ou pesquisa de preço. Tampouco consta das referidas notas fiscais qualquer identificação do recurso como sendo do PETI. . Os saques estão discriminados na tabela a seguir: Conta bancária Banco do Brasil Nº 70.126-2 Ag. 1596-2

Data

Cheque nº

Valor em R$

Empresas favorecidas

05/04/2005

850691 800,00

Nº 70.126-2 Ag. 1596-2

06/06/2005

850692 900,00

"Casa de Carne Missé" CNPJ 04.838.966/0001-53 (NF 92 - R$ 43,00) "Atacadão Distrib.,Com.e Ind.Ltda." - CNPJ 75.315.333/0043-68 (NF 348557 a 348562 - R$ 759,00 "José Antonio da Silva Pirapora -ME - CNPJ 03.033.183/0001-30 (NF 522 - R$ 31,24) "Atacadão Distrib.,Com.e Ind.Ltda." - CNPJ 75.315.333/0043-68 (NF 376213 a 376215 - R$ 837,40) "Armarinhos Fernando" CNPJ 48.076.228/0001-91

Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 167 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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(NF 498181 - R$ 36,90)

EVIDÊNCIA: Extrato bancário da conta nº 70.126-2 (Ag. 1596-2 do Banco do Brasil). Processos de prestação de contas dos adiantamentos. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Os pagamentos efetivados em razão do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil foram feitos observando-se os parâmetros da Lei Federal 4.320/1964, ou seja, com prévio empenho, liquidação e ordem de pagamento, tudo conforme o artigo 65 do diploma acima mencionado. Ademais, observou-se o artigo 19 da MDS 736, de 15 de dezembro de 2004, uma vez que a ordem de pagamento deu-se em razão de cheque nominativo a pessoa certa (doc. 104). Por certo a Legislação Federal permite adiantamento de valores para despesas de pronto pagamento, como ocorre com a Legislação Municipal. O Adiantamento em questão obedeceu ao preconizado na Lei Municipal nº 524 de 12 de Março de 1997, sendo certo que os bens adquiridos foram usados em benefício do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil em Pirapora do Bom Jesus e dentro dos permissivos no convênio, como notamos: "Os recursos da jornada ampliada são repassados na rubrica de custeio, o que significa que só podem ser utilizados para material de consumo. Os recursos devem ser utilizados para compra de gêneros alimentícios para o reforço alimentar, materiais escolares, esportivos, artísticos, pedagógicos e de lazer. Também pode ser adquiridos uniformes para a jornada ampliada, sendo permitido ainda que até 30% desses recursos sejam utilizados para pagamento dos monitores, desde que não prejudique as ações essenciais da jornada ampliada, como exemplo o reforço alimentar" (Cartilha do PETI, Brasília 2004, Módulo III, fls. 08, item Como podem ser gastos os recursos da Jornada Ampliada)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A Portaria MDS nº 736, de 15/12/2004, transcrita parcialmente neste relatório na descrição da presente constatação, prevê explicitamente "cheque nominativo ao credor", ou seja, ao fornecedor de bem ou prestador de serviço e não a funcionário da prefeitura incumbido de executar despesas. Ao contrário do afirmado pela prefeitura, a legislação federal que rege a execução dos repasses em questão não permite o "adiantamento de valores para despesas de pronto pagamento". 6.1.10 CONSTATAÇÃO: Saque não justificado da conta do PETI.

FATO: O cheque n.º 850003, no valor de R$ 920,00, foi sacado em 01/09/2005 da conta específica do PETI, conta-corrente n.º 16.979-X (Ag. 1596-2 do Banco do Brasil), em 01/09/2005, sem que qualquer justificativa tenha sido apresentada. A conta recebeu os repasses destinados à manutenção da jornada do
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 168 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

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PETI em 2005.

EVIDÊNCIA: Extrato bancário da conta nº 16.979-X (Ag. 1596-2 do Banco do Brasil). MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A douta auditoria apontou que houve saque da conta do PETI sem a devida justificativa no valor de R$ 920,00, referente ao cheque nº 8500003. Não existe, contudo, nenhuma irregularidade. O cheque nº 850003 foi emitido em favor de Atacadão Distribuição, e Comércio Ltda., inscrito no CNPJ sob nº 75.315.333/0043-68 (doc. 105) no valor de R$ 920,00, para aquisição de alimentos a serem consumidos pelos jovens beneficiários do programa. Essa utilização guarda perfeita sintonia com as normas ministeriais, que dispõe que os recursos da Jornada ampliada podem ser gastos, segundo o Ministério: "Os recursos da jornada ampliada são repassados na rubrica de custeio, o que significa que só podem ser utilizados para material de consumo. Os recursos devem ser utilizados para compra de gêneros alimentícios para o reforço alimentar, materiais escolares, esportivos, artísticos, pedagógicos e de lazer. Também pode ser adquiridos uniformes para a jornada ampliada, sendo permitido ainda que até 30% desses recursos sejam utilizados para pagamento dos monitores, desde que não prejudique as ações essenciais da jornada ampliada, como exemplo o reforço alimentar" (Cartilha do PETI, Brasília 2004, Módulo III, fls. 08, item Como podem ser gastos os recursos da Jornada Ampliada). Por derradeiro, note-se que a liquidação dessa despesa, ademais, obedeceu aos ditames da Lei 4.320/64". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. A prefeitura não anexou cópia do cheque 850003 e as notas fiscais enviadas junto com sua manifestação não perfazem exatamente o valor debitado da conta: - NF 412568 - R$ 211,29 - NF 412569 - R$ 134,26 - NF 412570 - R$ 274,36 - NF 412571 - R$ 300,85 Total: R$ 920,76 6.1.11 CONSTATAÇÃO: Desvio de finalidade em pagamentos efetuados com recursos do PETI.

FATO: Com os recursos destinados à manutenção da jornada do PETI (contacorrente n.º 16.979-X - Ag. 1596-2 do Banco do Brasil) foram realizados dois pagamentos que estão justificados como "bolsa do orientador de capacitação do Programa Agente Jovem - 04 meses", tanto nas ordens de pagamento como nas solicitações assinadas pela Secretária da Promoção Social, a saber: - cheque n.º 850006, no valor de R$ 1.500,00, sacado pela titular do CPF 009.801.044-16, em 13/09/2005; - cheque n.º 850007, no valor de R$ 800,00, sacado pela titular do CPF
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354.483.658-09, em 13/09/2005. As duas favorecidas foram posteriormente contratadas como funcionárias da prefeitura. O cheque n.º 850011 da mesma conta foi emitido em favor de "PHD Tecidos Ltda.", CNPJ 03.874.002/0002-89, no valor de R$ 504,02, em 20/04/2006. No entanto, a Nota Fiscal n.º 00900 está carimbada como "PAGO COM RECURSO ESTADUAL - CONVÊNIO SEADS". EVIDÊNCIA: Extrato bancário da conta nº 16.979-X (Ag. 1596-2 do Banco do Brasil). Notas fiscais e processos de pagamento. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Os saques efetivados através dos cheques nºs 850006 e 850007 (doc. 106) deram-se em função do pagamento de orientador dirigido ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, nos termos do convênio. O único problema foi a utilização da fonte de recurso errônea, razão pela qual foi devolvida a importância correspondente (doc. 107). Quanto à contratação dos orientadores, é imperioso esclarecer que um deles foi aprovado em processo de seleção do Poder Público municipal (doc. 108), e outro foi admitido em razão de excepcional serviço desempenhado junto ao programa em outras oportunidades (doc. 108). Quanto ao Cheque nº 8500011 (Doc. 109), insta esclarecer que por equivoco houve o carimbo com a menção "Pago com Recurso Estadual Convênio SEADS". O certo seria que constasse "pago com recurso do PROGRAMA PETI". Ou seja, tratou-se de mero erro material já corrigido, já que, de resto, o pagamento encontra amparo nas orientações do Ministério e utilizado na uniformização das crianças integrantes". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. A prefeitura efetuou apenas a devolução do valor corrigido do cheque 850006 (R$ 1.500,00), não tendo comprovado a mesma iniciativa em relação ao cheque 850007 (R$ 800,00). Na documentação anexada, há duas cópias do mesmo depósito (nº da autenticação A.791.81E.5D3.DA0.BA1). 6.1.12 CONSTATAÇÃO: Indícios de fraude em emissão de notas fiscais comprovação de despesas do PETI.

apresentadas

para

FATO: Foram identificados indícios de fraude na emissão de notas fiscais, apresentadas para comprovação de despesas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, conforme detalhamento a seguir: a) Nota Fiscal n.º 208 - CNPJ 01.595.160/0001-93 (material de escritório): A Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus apresentou a Nota Fiscal n.º 208 da empresa "Janete Aparecida Dias-ME", CNPJ 01.595.160/0001-93, para justificar a emissão do cheque n.º 850008 da conta-corrente n.º 16.979-X - Ag. 1596-2 do Banco do Brasil, no valor de R$ 2.010,15, em 29/11/2005. Consta do processo de pagamento solicitação da Secretária da
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Promoção Social, em 21/11/2005, para aquisição dos seguintes itens de material de escritório "para uso desta secretaria": - 15 caixas de grampo; - 20 unidades de cola bastão; - 30 unidades de caneta piloto; - 6 caixas de caneta azul; - 6 caixas de caneta preta; - 5 caixas de lápis preto; - 10 grampeadores; - 4 caixas de corretivo; - 15 caixas de papel sulfite A4; - 24 rolos de fita durex; - 20 caixas de disquete 1.44; - 6 caixas de envelope ofício branco; - 6 caixas de envelope ofício kraft; - 15 unidades de almofada para carimbo azul; - 25 pastas AZ grandes; - 50 pastas com grampo; - 1 caneta marca-texto; - 10 rolos de fita adesiva. . Em pesquisa ao Sistema CNPJ, verificou-se que a empresa favorecida é, de fato, registrada como "comércio atacadista de instrumentos e materiais médico-cirúrgico, hospitalares e laboratoriais". Não foi possível localizar seus responsáveis e vizinhos. No endereço que consta da nota fiscal afirmaram, em contato telefônico, não existir empresa no local. A Nota Fiscal n.º 208 está preenchida com tipo datilográfico idêntico a outra nota apresentada para justificar despesa de material de escritório do Programa Agente Jovem. Trata-se da Nota Fiscal n.º 297 da empresa "Nair Pires de Carvalho Paula-ME", também registrada no Sistema CNPJ como "comércio atacadista de instrumentos e materiais médico-cirúrgico, hospitalares e laboratoriais", cuja responsável afirma não ter efetuado qualquer venda a essa Prefeitura (tópico aprofundado em constatação do referido Programa neste Relatório). Além disso, esta equipe de fiscalização teve acesso à Nota Fiscal n.º 209 da mesma empresa "Janete Aparecida Dias-ME", emitida em 05/12/2005, no valor de R$ 5.160,40, respaldada pela seguinte solicitação da mesma Secretária da Promoção Social, de 01/12/2005 (20 dias depois da primeira): - 15 caixas de grampo; - 20 unidades de cola bastão; - 30 unidades de caneta piloto; - 20 caixas de caneta azul; - 20 caixas de caneta preta; - 5 caixas de lápis preto; - 10 grampeadores; - 4 caixas de corretivo; - 150 caixas de papel sulfite A4; - 24 rolos de fita durex; - 20 caixas de disquete 1.44; - 10 caixas de envelope ofício branco; - 10 caixas de envelope ofício kraft;
Controladoria-Geral da União Secretaria Federal de Controle Interno 171 Missão da SFC: “Zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos.”

22º Sorteio de Unidades Municipais – Pirapora do Bom Jesus - SP

.

15 unidades de almofada para carimbo azul; 50 pastas AZ grandes; 50 pastas com grampo; 5 canetas marca-texto; 10 rolos de fita adesiva.

Outro elemento que indica a falta de autenticidade da aquisição em questão é que uma terceira compra dos mesmos itens foi realizada no mesmo período, de outro fornecedor (Comercial Cidebrás Ltda. - CNPJ 68.196.294/0001-02). Neste último processo de pagamento, consta nova solicitação da Secretária da Promoção Social, com a mesma data de 21/11/2005: - 10 caixas de grampo; - 20 unidades de cola bastão; - 30 unidades de caneta piloto; - 7 caixas de caneta azul; - 6 caixas de caneta preta; - 3 caixas de lápis preto; - 15 pacotes de papel ofício; - 10 grampeadores; - 4 caixas de corretivo; - 20 caixas de papel sulfite A4; - 20 rolos de fita durex; - 12 caixas de disquete 1.44; - 10 caixas de envelope ofício branco; - 6 caixas de envelope ofício kraft; - 15 unidades de almofada para carimbo azul; - 15 unidades de almofada para carimbo preta; - 55 pastas AZ grandes; - 200 pastas com grampo; - 4 caixas de caneta marca-texto; - 35 rolos de fita adesiva; - 60 réguas 30 cm.; - 12 unidades tinta preta impressora 840 HP; - 10 unidades tinta colorida impressora 840 HP; - 100 blocos para anotações médio; - 20 apontadores; - 150 pastas L; - 5 pastas suspensas. . Como agravante, há total coincidência de valores unitários dos itens que compõem a Nota Fiscal n.º 208 da empresa "Janete Aparecida Dias-ME" e os relacionados nas Notas Fiscais n.º 1359 e n.º 1360 (25/11/2005 - R$ 6.018,89), da empresa Comercial Cidebrás Ltda., também registrada no Sistema CNPJ como "comércio atacadista de instrumentos e materiais médico-cirúrgico, hospitalares e laboratoriais", e apresentada para justificar despesa do Programa de Atenção à Criança (tratada em detalhes em constatação própria neste Relatório). Os valores unitários coincidentes nas notas das duas empresas estão descritos abaixo:

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Item

Caixa de grampo com 500 unidades Rolo de fita adesiva 5 cm. Almofada para carimbo Cola em bastão 10g. Caixa com 50 canetas Caneta piloto Caixa de caneta marca-texto Caixa de lápis preto (144) Grampeador Caixa de corretivo (12) Caixa de papel sulfite A4 (500) Rolo de fita durex (12x40) Caixa de disquete 1.44 (10) Caixa de envelope ofício branco (100) Caixa de envelope raia grande kraft (100) Pasta AZ grande Pasta com grampo

Valor unitário nas duas empresas R$ 5,40 R$ 2,82 R$ 8,40 R$ 3,06 R$ 29,68 R$ 1,78 R$ 13,43 R$ 53,15 R$ 12,82 R$ 15,90 R$ 14,85 R$ 1,15 R$ 10,50 R$ 7,38 R$ 27,68 R$ R$ 4,82 0,84

b) Nota Fiscal n.º 2386 CNPJ 03.145.338/0001-20 (gêneros alimentícios): Em 12/12/2005, a Secretária da Promoção Social solicitou a aquisição de alimentos para uso "desta Secretaria". O cheque n.º 850010 da conta específica do PETI, n.º 16.979-X, Ag.1596-2 do Banco do Brasil, no valor de R$ 2.862,75, foi sacado em 02/01/2006. A empresa favorecida seria a "Angelina Emiko Hayashi-ME" (CNPJ 03.145.338/0001-20). De acordo com a Nota Fiscal n.º 2386, de 29/12/2005, que não traz qualquer identificação ou carimbo do Programa, os seguintes produtos foram adquiridos: - 100 kg de arroz; - 70 kg de feijão; - 100 pacotes de macarrão (500g) - 50 kg de queijo prato; - 40 kg de presunto; - 150 pacotes de bolacha; - 150 kg de farinha de trigo; - 05 caixas de copo descartável de água (200 ml) - 10 caixas de leite longa vida; - 100 litros de refrigerante 2,5 l; - 50 panetones; - 100 kg de frango congelado. . Na mesma data, a Secretária fez uma segunda solicitação, utilizada para comprovar despesa do Programa Agente Jovem (cheque n.º 850004 conta 16.982-X, Ag.1596-2 do Banco do Brasil, sacado em 02/01/2006): - 100 kg de arroz; - 50 kg de feijão; - 40 kg de queijo prato;
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40 kg de presunto; 60 kg de frango congelado; 50 kg de carne moída; 50 kg de salsicha; 100 kg de açúcar refinado.

A Nota Fiscal n.º 75, emitida na mesma data de 29/12/2005, por "Anderson Gomes-ME" (CNPJ 05.560.534/0001-96) é de R$ 2.125,50. As duas notas fiscais estão preenchidas à mão, com caligrafia idêntica, bastante peculiar. Não resta dúvida que tanto os campos de destinatário, como a descrição dos produtos e seus valores foram escritos pela mesma pessoa. . Os valores unitários coincidentes nas notas das duas empresas estão descritos a seguir: Valor unitário nas duas empresas R$ 2,60 R$ 6,50 R$ 1,90 R$ 7,10 R$ 8,90

Item

Frango congelado (kg) Arroz tipo I (kg) Feijão carioca tipo I (kg) Queijo prato (kg) Presunto (kg)

Nenhuma das duas notas traz impresso qualquer número de telefone. Tampouco foi possível contatar as empresas através dos números obtidos em pesquisas no Sistema CNPJ e consultas à empresa Telefônica. O recebimento de tal quantidade de alimentos, que seria questionável em função do número de participantes dos dois programas e dos depoimentos de que não houve, mesmo em 2005, fartura no oferecimento de refeições, torna-se bastante improvável uma vez que as notas foram emitidas em 29/12/2005. Não houve realização das jornadas do PETI e do Agente Jovem no mês de janeiro de 2006 e a própria Secretária afirma que a oferta de refeições foi precária no ano corrente. As duas notas têm apenas a rubrica da própria Secretária atestando a chegada do material, contrariando o Princípio da Segregação de Funções. EVIDÊNCIA: Solicitações de compra de material de escritório pela Secretária da Promoção Social. Notas fiscais relacionadas abaixo: Nota Fiscal 208 209 297 1359 1360 2386 75 CNPJ 01.595.160/0001-93 01.595.160/0001-93 01.580.379/0001-19 68.196.294/0001-02 68.196.294/0001-02 03.145.338/0001-20 05.560.534/0001-96

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Notas fiscais e processos de pagamento. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Aponta a douta auditoria indícios de fraude na emissão de notas fiscais apontadas no item supra do relatório. Tal afirmação não procede, como se demonstrará. De início, observe-se que os procedimentos de compra e pagamento dos produtos ou serviços a cargo de Departamento de Compras obedecem estritamente ao previsto na Lei 4.320/64. Ademais as despesas realizadas se amoldam aos permissivos de cada programa especifico, de acordo com seu respectivo programa. Com relação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, o Ministério assim dispôs: "Os recursos da jornada ampliada são repassados na rubrica de custeio, o que significa que só podem ser utilizados para material de consumo. Os recursos devem ser utilizados para compra de gêneros alimentícios para o reforço alimentar, materiais escolares, esportivos, artísticos, pedagógicos e de lazer. Também pode ser adquiridos uniformes para a jornada ampliada, sendo permitido ainda que até 30% desses recursos sejam utilizados para pagamento dos monitores, desde que não prejudique as ações essenciais da jornada ampliada, como exemplo o reforço alimentar" (Cartilha do PETI, Brasília 2004, Módulo III, fls. 08, item Como podem ser gastos os recursos da Jornada Ampliada). Cada um dos processos teve prévia cotação, solicitação, empenho e liquidação somente ao final com o pagamento, ex vi do que dispõe os artigos 58 e seguintes da Lei 4.320/64, não se podendo exigir da administração que vistorie cada sede de fornecedor, sobretudo porque são eles que trazem o material adquirido até a Administração. O fato de eventual fornecedor ter negado a realização da venda não pode prosperar, uma vez que uma empresa possui mais de um funcionário e, por vezes, representantes comerciais, não sendo todos obrigados a saber de todas as vendas realizadas pela empresa. Logo, o relatório da auditoria aponta que o Município deveria adotar procedimentos não previstos em lei o que, naturalmente, não se coaduna com o princípio da legalidade. Ademais, o caso de uma ou mais empresas terem fechado suas portas para o comércio infelizmente é uma coisa muito comum em nosso país, fato este que não pode ser imputado à Administração. Quanto à identidade de produtos esclarece-se que estes foram adquiridos segundo as necessidades de cada um dos programas que em razão de suas similaridades acabou por se solicitar quantidade igual, e que o volume de material utilizar-se-ia durante a vigência do exercício, vez que tinham preocupação a época com eventuais atrasos. Quanto à identidade de valores apontada pela douta auditoria, o departamento de compras esclareceu que devido à uniformização das compras, alguns dos produtos somente puderam ser comprados em outros fornecedores, face ao esgotamento dos estoques daqueles que ofereceram menor preço. Porém como os preços encontravam-se superiores nos outros fornecedores, o departamento solicitou que fosse reduzido no mínimo ao patamar anteriormente obtido pela administração, o que gerou sensível economia aos cofres municipais. Quanto ao aspecto da razão social das empresas, estas ofereceram os produtos e entregaram as mercadorias, afirmando de detinham autorização para venda dos produtos, mantendo estabelecimento
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comercial aberto para tal fim. Seguem, anexos, os respectivos documentos que provam tal situação (doc. 110), Ora, conforme já demonstrado antes, é desnecessário para aquisição direta de produtos a exibição de contrato social. No que tange à identidade de letras datilografadas apontadas pela auditoria, insta esclarecer que a proximidade das letras não passa de mera coincidência, que poderá ser melhor observada nesta nova oportunidade, posto que uma máquina de datilografar terá tipologia igual ou muito próxima de outra máquina. Ou seja, esmo que forem de marcas e modelos diversos, podem ter seus tipos (letras) iguais. Essa acusação não passa, data vênias, de mera ilação, não havendo quaisquer outros elementos que levem à conclusão de que houve irregularidades nesse mister. Ao contrário, ocorreu cotação preliminar e os objetos foram adquiridos segundo a proposta de menor preço, que guardou sintonia com os valores de mercado. Com relação à Nota Fiscal 209, a mesma foi restituída ao programa, face a gama de recursos que poderiam ser utilizados com o Programa BRALF (doc. 111). Há que se ressaltar que estamos diante de pessoas com sérias vulnerabilidades sociais, e que, portanto, necessitam de amplo apoio. Destarte, os materiais adquiridos foram de grande valia para o exercício da jornada complementar. Quanto à quantidade de alimentos, há que se registrar que a aquisição abrangeu estoque necessário até o aporte das primeiras parcelas do ano seguinte, cujos atrasos eram usuais. Assim, garantiu a Municipalidade que não houvesse solução de continuidade das atividades dos Programas. No que tange aos materiais de consumo, estes foram adquiridos por necessidade do projeto e, em se tratando de material de consumo, é natural que haja similaridade, visando o atendimento das necessidades do programa por um longo período de tempo, durante o qual as atividades não podem sofrer inmterrupões e exigem o volume solicitado. Assim, tratou-se de compra direta, precedida de cotação preliminar, e que resultou em contratação a preço de mercado, com regular entrega do material. Ou seja, considerados esses aspectos, não há como se imputar a ocorrência de qualquer irregularidade, mesmo porque, conforme amplamente demonstrado acima, a lei não exige a apresentação de contrato social para esses casos". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Não foram apresentadas justificativas que pudessem comprovar a utilização da quantidade de alimentos perecíveis (presunto, queijo, carne moída, salsicha) adquiridos em 29/12/2005, considerando-se que não houve realização de trabalhos dos programas PETI e Agente Jovem em janeiro de 2006. A Prefeitura apresentou em anexo a sua justificativa, as cópias das Declarações de Firma Individual registradas na Junta Comercial, referentes às empresas Janete Aparecida Dias ME e Nair Pires de Carvalho Paulo ME. Esses documentos nada puderam acrescentar ao que já foi observado, cabendo ressaltar apenas que, coincidentemente, ambas foram registradas em dezembro de 1996. Com relação às notas fiscais, nenhuma das justificativas apresentadas
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comprovam a utilização do tipo de material adquirido: caixas de envelope ofício branco, caixas de envelope ofício kraft, almofadas para carimbo azul, grampeadores, caixa de corretivo, caixas de disquete, entre outros itens, em atividades do Programa, desenvolvidas no município. Além disso, embora a Prefeitura alegue que não há obrigatoriedade de sua parte em verificar o contrato social de seus fornecedores e que não conhece a instalação física desses estabelecimentos, mantendo contato apenas com seus representantes, não apresentou a identificação, o telefone e o contrato de representação que autoriza essas pessoas a negociarem em nome das empresas. 6.1.13 CONSTATAÇÃO: Fraude na disponibilização de conta específica do PETI.

cópias

de

extratos

bancários

de

FATO: Por meio da Solicitação de Fiscalização n.º 03/2006, a equipe da Controladoria Regional da União no Estado de São Paulo - CGU/SP requisitou, em 26/07/2006, os extratos bancários das contas específicas do Programa, referentes a 2005 e 2006. Até o encerramento do período inicialmente previsto para os trabalhos de campo, 04/08/2006, a Prefeitura não tinha disponibilizado os extratos de 2006 da conta n.º 16979-X, Ag. 1596-2 do Banco do Brasil, criada pelo MDS para os repasses a serem destinados à manutenção da jornada do PETI. O Secretário Municipal de Governo, Administração e Finanças comprometeu-se, junto à citada equipe, a entregar os referidos extratos na sede desta CGU/SP, até o dia 07/08/2006. Dessa forma, na data acordada, protocolou entrega de cópias de extratos dos meses de janeiro a julho de 2006. A análise da documentação entregue, porém, revelou tratar-se de montagem grosseira de extratos obtidos junto ao sítio do Banco do Brasil na Internet. Os extratos do "SISBB Sistema de Informações Banco do Brasil" possuem: - no canto superior direito, um código composto da chave identificadora de cada consulta; - data e hora da consulta; - números da agência e da conta; - movimento do período solicitado; - mensagem do Banco ao correntista; - na parte inferior central: "Transação efetuada com sucesso por:", acompanhada do código de acesso e do nome do responsável pela consulta, por tratar-se de pessoa jurídica. . Nas seis páginas disponibilizadas, observou-se o seguinte(*): 1) Janeiro: - Identificador: BP65111607283515032; - Emissão em 10/02/2006, às 16:47:59h; - Movimentação acusando o débito do cheque n.º 850010 (R$ 2.862,75), em 02/01/2006, com resgate de aplicação;
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- Mensagem do Banco: "OBSERVAÇÕES: Ofertas de empréstimos (CDC Renovação)....". * sem constatações . 2) Fevereiro: - Identificador: BP35011258004678006; - Emissão em 09/03/2006, às 14:59:20h; - Sem movimentação, acusando saldo zerado em 31/01/2006; - Mensagem do Banco: "Grandes empresas contam com um banco que espelha seus negócios...". * sem constatações . 3) Março: - Identificador: BP35011258004678006; - Emissão em 11/04/2006, às 14:59:20h; - Sem movimentação, acusando saldo zerado em 31/01/2006; - Observações do Banco: "Grandes empresas contam com um banco que espelha seus negócios...". * Repetição da chave identificadora única do extrato do mês anterior; mesma hora, com coincidência de horas, minutos e segundos em relação ao mês anterior. . 4) Abril: - Identificador: BP21101030046557006; - Emissão em 03/05/2006, às 09:36:37h; - Sem movimentação, acusando saldo zerado em 11/05/2006; - Observações do Banco: "Programa de relacionamento: Pontos Jul/06:...". * Extrato emitido em 03/05/2006 trazendo saldo posterior, de 11/05/2006; observações informando saldo de pontos acumulados até julho de 2006. . 5) Maio: - Identificador: BP21101030046557006; - Emissão em 05/06/2006, às 10:36:37h; - Sem movimentação, acusando saldo zerado em 11/05/2006; - Observações do Banco: "Programa de relacionamento: Pontos Jul/06:...". * Repetição da chave identificadora única do extrato do mês anterior; coincidência dos minutos e segundos do extrato do mês anterior; repetição da mensagem de saldo de pontos acumulados até julho de 2006. . 6) Junho: - Identificador: BP21101030046557006; - Emissão em 07/07/2006, às 14:36:37h; - Sem movimentação, acusando saldo zerado em 11/05/2006; - Observações do Banco: "Programa de relacionamento: Pontos Jul/06:...". * Repetição da chave identificadora única dos extratos dos dois meses anteriores; coincidência dos minutos e segundos dos extratos dos dois meses anteriores; repetição da mensagem de saldo de pontos acumulados até julho de 2006. .
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Todas as seis folhas trazem na parte inferior a mensagem "Transação efetuada com sucesso por: ", acompanhada de um código e do nome do Secretário de Governo, Administração e Finanças da Prefeitura. Em face das observações apontadas, solicitou-se ao gerente da Agência 1596-2 do Banco do Brasil que disponibilizasse diretamente a esta CGU/SP os extratos da conta n.º 16979-X. A discrepância ficou evidenciada, uma vez que nos originais constam os seguintes débitos, que não tinham aparecido nas cópias disponibilizadas pela Prefeitura: . - 20/04/2006 - cheque compensado n.º 850011 - R$ 504,02; - 11/05/2006 - cheque compensado n.º 850012 - R$ 440,00. . Ainda em função das constatações acima descritas, esta CGU/SP efetuou consulta à Agência Ministério da Fazenda do Banco do Brasil, por meio do Ofício n.º 28103/2006. A resposta revelou que "o código alfanumérico que aparece na parte superior direita da página de extratos .... (é) um identificador de sessão, ou seja, um código gerado cada vez que um usuário informa sua chave JXXXXXXX e senha de acesso no canal." Portanto, fica comprovado que o código não poderia se repetir em sessões diferentes, informação necessária e suficiente para a constatação de fraude na apresentação de documentos à equipe fiscalizadora. EVIDÊNCIA: Cópias de extratos bancários da conta nº 16979-X, Ag. 1596-2 do Banco do Brasil, disponibilizadas pela Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus. Extratos originais da mesma conta fornecidos diretamente a esta CGU pela referida Agência. Resposta do Banco do Brasil ao Ofício nº 28103/2006 desta CGU/SP. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Encaminha-se os extratos fornecidos pela Gerência do Banco do Brasil referentes à conta corrente nº 16.979-X, Agência do Banco do Brasil, para a Secretaria Municipal de Governo e Administração. Há que ressaltar que conforme informações da Secretaria de Administração e Finanças não houve fraude, uma vez que fora entregue aos auditores da CGU cópia da Conciliação Bancária em que consta expressamente a existência dos cheques nºs 8500011 e 8500012, respectivamente nos valores de R$ 504,02 e R$ 440,00 (doc. 112 ). Com referência à repetição do código identificador, inexiste qualquer divergência, sendo que a data de emissão é a mesma (incluindo os valores), sendo inviável apresentarem-se com data diferente. Com relação ao mês de março, equivoca-se o relatório, como se verifica da cópia anexa nº BP35011258004678003 (não constante do relatório), o que por certo gerou o equivoco. Com relação ao mês de maio, temos a informar que solicitamos do Banco do Brasil os necessários esclarecimentos, pois o valor da movimentação existente não constava do extrato. Portanto, o fato decorreu de erro material do agente financeiro. Com relação aos meses de junho e julho, por não haver movimentação, não foi possível obter via internet o extrato, pois o que nele consta é o período sem movimentação".
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ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Ao contrário do alegado, o relatório não está equivocado. Entre os papéis de trabalho da fiscalização, constam três cópias de extratos que teriam sido emitidos em três meses diferentes, com o mesmo código identificador (BP35011258004678006), ocorrência impossível segundo o Banco do Brasil; a diferença apresentada pelo extrato ora anexado à manifestação da prefeitura (emitido em 11/04/2006 e identificado como BP35011258004678003) e o disponibilizado anteriormente, apenas depõe a favor da constatação de manipulação fraudulenta das cópias disponibilizadas anteriormente. Cabe destacar que a prefeitura não pediu esclarecimentos ao Banco do Brasil em relação ao fato de um extrato que teria sido emitido em 03/05/2006 apresentar saldo zerado em 11/05/2006 (data posterior à emissão), com o texto informando o saldo de pontos acumulados até julho de 2006. 6.2 - PROGRAMA 0070 PROTECAO SOCIAL A INFANCIA, ADOLESCENCIA E JUVENTUDE AÇÃO : 0886 CONCESSAO DE BOLSA PARA JOVENS DE 15 A 17 ANOS EM SITUA CAO DE VULNERABILIDADE E/OU RISCO SOCIAL - NACIONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Garantir meios para que o jovem em situação de vulnerabilidade e risco social possa ser inserido em atividades que promovam sua cidadania, visando sua permanência no sistema educacional e sua iniciação no mercado de trabalho, e ainda, contribuir para a promoção da convivência familiar e comunitária, mediante a ampliação do universo informacional para o exercício nas comunidades. ORDEM DE SERVIÇO : 183282 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Atuação do gestor municipal no tocante a aplicação/destinação dos recursos recebidos pelo município, o atendimento das metas pactuadas por meio das entidades e os controles internos existentes. Atuação das entidades, quanto ao atendimento das metas pactuadas, qualidade das instalações e do atendimento prestados aos beneficiários. AGENTE EXECUTOR : PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: FUNDO A FUNDO OU CONCESSãO MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 38.348,31

6.2.1 CONSTATAÇÃO: Pagamentos do Agente Jovem incompletos e com atraso em 2005.

FATO: O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome mensalmente, em 2005, à Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus

repassou o valor

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médio de R$ 1.560,00, referentes a 24 bolsas de R$ 65,00 para cada adolescente do Programa Agente Jovem. As 12 parcelas para pagamento das bolsas referentes a 2005 foram enviadas pelo MDS diretamente para a conta-corrente nº 16.984-6 (Ag. 1596-2 do Banco do Brasil). Onze parcelas foram depositadas, mensalmente, de março (parcelas de janeiro e fevereiro) a dezembro e a última foi creditada em março de 2006. Os repasses totalizaram R$ 18.720,00, correspondendo a 12 parcelas para 24 participantes, ou seja, 288 bolsas de R$ 65,00. Os pagamentos aos participantes, porém, foram incompletos e ocorreram com atraso de mais de cinco meses. O primeiro lote (103 bolsas) começou a ser pago em 01/09/2005. O segundo (106 bolsas) se deu a partir de 19/12/2005 e o último (24 bolsas) apenas em 30/05/2006, totalizando R$ 15.145,00, correspondentes a 233 bolsas. EVIDÊNCIA: Extratos bancários da conta nº 16.984-6 (Ag. 1596-2). pagamentos aos beneficiários do Programa.

Relação

de

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Os pagamentos do "Programa Agente Jovem", no município de Pirapora do Bom Jesus, encontram-se todos regularizados com referência ao exercício acima mencionado (doc. 113). O Ministério deu início aos pagamentos no mês de março de 2.005, como se nota pelo relatório desta auditoria, senão vejamos: "As 12 parcelas para pagamento das bolsas referentes a 2005 foram enviadas pelo MDS diretamente para a conta-corrente nº 16.984-6 (Agência 1596-2 do Banco do Brasil). Onze parcelas foram depositadas, mensalmente, de março (parcelas de janeiro e fevereiro) a de dezembro e a última foi creditada em Março de 2.006" (Informativo, item 5.2.1, 2º parágrafo do item). Destarte, observamos que houvera atraso no repasse de valores dos meses de janeiro e fevereiro. Esclarece-se, por oportuno, que todas as atividades programadas com os jovens foram realizadas e os objetivos e metas foram cumpridos, sendo certo que foram neles despertados o sentido de cidadania e valorização (doc. 114) Eventuais atrasos no ano de 2.006 decorreram de alteração na conta-corrente para depósito, sem qualquer comunicação prévia do Ministério ou do agente financeiro. Os pagamentos que se efetivaram deram-se de acordo com os parâmetros do programa e eventuais pagamentos a menor decorreram da suspensão temporária em razão do não cumprimento destas pelos bolsistas, mas jamais por vontade da Administração". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Configura inoperância administrativa não buscar saber, junto ao Ministério repassador, o destino dos recursos a serem recebidos. A constatação foi baseada na análise dos repasses recebidos pelo município e dos extratos bancários da conta do Programa, com os pagamentos efetuados, incompletos e com atraso. A prefeitura anexou à sua resposta uma lista digitada em computador, com uma relação de nomes de beneficiários e valores que teriam sido pagos, sem qualquer comprovação de recebimento, como assinaturas ou
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extratos bancários. 6.2.2 CONSTATAÇÃO: Ausência de pagamentos do Agente Jovem em 2006.

FATO: A Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus recebeu, de março a julho de 2006, 6 parcelas para pagamento mensal das 24 bolsas urbanas de R$ 65,00 a cada participante do Programa Agente Jovem. No entanto, o valor integral de R$ 9.360,00 não foi movimentado e nenhum pagamento referente à participação durante o ano de 2006 foi efetuado. EVIDÊNCIA: Extrato bancário da conta nº 18.954-5 (Ag. 1596-2 do Banco Brasil). Relação de pagamentos aos beneficiários do Programa.

do

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Os pagamentos do "Programa Agente Jovem" encontram-se todos regularizados com referência ao exercício acima mencionado (doc. 115). Se efetivamente ocorreu atraso, este se deu por problemas na parametrização das informações entre o Ministério e o Órgão Gestor do Programa, uma vez que houve alteração das contas correntes, sem nenhuma comunicação para o Município acerca desta alteração. É de se informar, ainda, que sequer o agente financeiro informou a Fazenda Pública do Município a ocorrência desta alteração e das especificações da Conta. Não podemos deixar de registrar que a abertura das atuais contas ocorreu apenas por siglas, sem a descrição exata do programa a que se ligava, o que levou a eventuais atrasos em decorrência da necessidade de constatação exata da titularidade da mesma. Ademais, pode-se observar que o próprio Ministério, em determinados períodos, atrasou os pagamentos, como se verifica: "A Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus recebeu, de março a julho de 2.006, 6 parcelas para pagamento mensal das 24 bolsas urbanas de R$ 65,00 a cada participante do Programa Agente Jovem" (Informativo, item 5.2.2., 1º parágrafo). Ora, nota-se que em 7 meses o Município recebeu 6 parcelas, sendo certo que estes pagamentos ocorreram no mês de março, portanto janeiro e fevereiro encontravam-se atrasados. Não se olvide, por igual, que no exercício de 2006 foi feito um depósito de valor no mês de abril junto a conta-corrente diversa da que estava recebendo anteriormente os valores". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. Configura inoperância administrativa não buscar saber, junto ao Ministério repassador, o destino dos recursos a serem recebidos. A constatação foi baseada na análise dos repasses recebidos pelo município e dos extratos bancários da conta do Programa, com os pagamentos efetuados, incompletos e com atraso. A prefeitura anexou à sua resposta uma lista digitada em computador, com uma relação de nomes de beneficiários e valores que teriam sido pagos, sem qualquer comprovação de recebimento, como assinaturas ou extratos bancários.
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6.2.3 CONSTATAÇÃO: Recursos do Programa Agente Jovem sem movimentação e sem aplicação financeira.

FATO: A Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus tem deixado, sistematicamente, os recursos do Programa sem utilização e sem aplicação financeira, descumprindo o art. 19 da Portaria MDS nº 736, de 15/12/2004, que prevê em seu parágrafo único: "Os recursos transferidos, enquanto não utilizados na sua finalidade, devem ser obrigatoriamente aplicados em caderneta de poupança ou em fundo de curto prazo". Os valores estão demonstrados na tabela a seguir: .
Conta bancária Banco do Brasil Nº 16.984-6 Ag. 1596-2 Nº 16.984-6 Ag. 1596-2 Nº 16.982-X Ag. 1596-2 Nº 18.954-5 Ag. 1596-2 Nº 18.956-1 Ag. 1596-2 Finalidade do repasse Pagamento de bolsa Pagamento de bolsa Despesas com a jornada Pagamento de bolsa Despesas com a jornada Período sem movimentação 22/03/2005 a 15/08/2005 11/10/2005 a 18/12/2005 22/03/2005 a 15/08/2005 08/03/2006 a 31/07/2006 13/03/2006 a 31/07/2006 Saldo acumulado R$ 9.360,00 R$ 7.735,00 R$ 5.500,00 R$ 9.360,00 R$ 2.749,98

. Saldos das contas do Programa em 31/07/2006: .
Conta bancária Banco do Brasil Nº 20.456-0 Ag. 1529-6 (recursos 2004) Nº 16.984-6 Ag. 1596-2 Nº 16.982-X Ag. 1596-2 Nº 18.954-5 Ag. 1596-2 Nº 18.956-1 Ag. 1596-2 Total Valor sem aplicação Valor aplicado R$ 5.691,33 Total R$ 5.691,33

R$ 9.360,00 R$ 2.749,98 R$ 12.109,98

R$ 2.351,01 R$ 8.042,34

R$ 2.351,01 R$ 9.360,00 R$ 2.749,98 R$ 20.152,32

EVIDÊNCIA: Extratos bancários das contas do 31/07/2006. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Os recursos do "Programa Agente

Programa,

de

01/01/2005

a

Jovem"

eram

repassados

para a

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conta-corrente nº 16984-6 (doc. 116). Sem nenhuma comunicação prévia do Ministério ou do Agente Financeiro, esses recursos passaram a ser depositados na conta-corrente nº 18954-5 (doc. 117). Neste contexto, a ausência da parametrização das informações financeiras efetuadas unilateralmente levaram à impossibilidade inicial do reconhecimento da origem financeira dos recursos, necessário a qualquer movimentação ou aplicação da mesma. Ocorre que por vezes o Ministério acabou por atrasar pagamentos, como constatado por esta auditoria no item 5.2.1, ou seja: "As 12 parcelas para pagamento das bolsas referentes a 2005 foram enviadas pelo MDS diretamente para a conta-corrente nº 16.984-6 (Agência 1596-2 do Banco do Brasil). Onze parcelas foram depositadas, mensalmente, de março (parcelas de janeiro e fevereiro) a de dezembro e a última foi creditada em Março de 2.006" (Informativo, item 5.2.1, 2º parágrafo do item). Estes atrasos - aliados à criação de novas contas identificadas apenas por siglas (doc. 116/117) - impossibilitaram a identificação da origem dos recursos e, consequentemente, sua destinação e logicamente a sua não aplicação. Os valores que deveriam ser aplicados, apesar dos fatos acima apontados, já foram aportados nas respectivas contas nos termos dos comprovantes de depósito (doc. 118), para que não sofra a Administração nenhuma sanção". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. Configura inoperância administrativa não buscar saber, junto ao Ministério repassador, o destino dos recursos a serem recebidos, no caso de não estarem sendo depositados na conta bancária anterior. A reposição do valor correspondente ao rendimento da aplicação financeira que não foi realizada elide apenas em parte a constatação, porque a falha mais grave, no que diz respeito à efetividade do Programa Agente Jovem, consiste em sua não utilização. 6.2.4 CONSTATAÇÃO: Indícios de fraude em emissão de notas fiscais comprovação de despesas do Programa Agente Jovem.

apresentadas

para

FATO: Foram identificados indícios de fraude na emissão de notas fiscais, apresentadas para comprovação de despesas do Programa Agente Jovem, conforme detalhamento a seguir: a) Nota Fiscal n.º 297 - CNPJ 01.580.379/0001-19 (material de escritório): A Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus apresentou a Nota Fiscal n.º 297 da empresa "Nair Pires de Carvalho Paula-ME", CNPJ 01.580.379/0001-19, para justificar a emissão do cheque n.º 850003 da conta-corrente n.º 16.982-X - Ag. 1596-2 do Banco do Brasil, no valor de R$ 1.515,00, compensado em 07/12/2005. Consta do processo de pagamento solicitação da Secretária da Promoção Social, em 01/12/2005, para aquisição dos seguintes itens de material de escritório "para uso desta secretaria": - 50 pacotes de papel sulfite tamanho Ofício;
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- 6 unidades de tinta para impressora HP 840 colorida. Pesquisa no Sistema CNPJ revelou que a empresa favorecida é, de fato, registrada como "comércio atacadista de instrumentos e materiais médico-cirúrgico, hospitalares e laboratoriais". Embora não conste telefone na Nota Fiscal, foi possível ter acesso ao número através de consulta à empresa Telefônica pelo endereço (Rua Emil Abrany, 5 - São Paulo). Em contato telefônico realizado no dia 01/09/2006 com a responsável pela empresa (CPF 172.676.328-58), a mesma afirmou que a empresa não efetuou qualquer venda nos últimos doze meses e jamais teve qualquer contato comercial com a Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus. Já havia chamado a atenção da equipe de fiscalização o fato de que a referida Nota Fiscal está preenchida com o mesmo tipo datilográfico da Nota Fiscal n.º 208 da empresa "Janete Aparecida Dias-ME", CNPJ 01.595.160/0001-93, apresentada para justificar despesa do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e já analisada em item específico deste Relatório. . b) Nota Fiscal n.º 1960 - CNPJ 00.669.710/0001-09 (produtos de limpeza): A Nota Fiscal n.º 1960 da empresa CYPA - Comércio de Produtos de Limpeza Ltda.-ME (CNPJ 00.669.710/0001-09) foi apresentada para comprovar o pagamento que ensejou a emissão do cheque n.º 850002, da mesma conta bancária, no valor de R$ 1.534,40, compensado em 07/12/2005. Todos os itens do pedido de compra, formulado pela Secretária da Promoção Social em 01/12/2005, coincidem com outro também enviado pela citada Secretária no dia 21/11/2005, utilizado para justificar despesa do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil: - 20 caixas de sabão em pó de 1 kg; - 36 litros de álcool perfumado; - 06 caixas com 2.500 copos para água (200 ml); - 12 litros de lisoforme; - 10 galões de 5 litros de sabão líquido; - 20 pacotes de sacos de lixo (100 l); - 01 caixa com 5000 copos para café; - 50 peças de pano em algodão para limpeza; - 20 fardos de papel higiênico com 64 rolos. . A aquisição resultante do primeiro pedido foi realizada de outra empresa (CNPJ 57.761.058/0001-75 - Santo Amaro Comércio de Produtos de Limpeza Ltda.-ME), mas os valores unitários dos produtos são idênticos ao da Nota Fiscal n.º 1960, ora colocada sob suspeição. Os valores unitários coincidentes nas notas das duas empresas estão descritos a seguir: Valor unitário nas duas empresas R$ 6,00 R$ 3,10 R$ 59,00

Item

Sabão em pó OMO (1 kg) Álcool perfumado (1 l) Caixa de copo descartável (200 ml)

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Item

Lisoforme (1 l) Galão de sabão líquido (5 l) Pacote de saco de lixo (100 l) Caixa de copo descartável para (5.000) Peça de pano em algodão para limpeza Fardo de papel higiênico (64 rolos)

Valor unitário nas duas empresas R$ 3,90 R$ 4,20 R$ 19,00 café R$ 50,00 R$ 1,40 R$ 18,00

No entanto, ao tentar localizar a empresa "CYPA", a equipe deparou-se com a seguinte situação: A Nota Fiscal foi impressa em março de 1997. No endereço nela impresso hoje funciona outro comércio. O telefone impresso não existe mais. O endereço que consta do Sistema CNPJ é o endereço residencial apresentado no Sistema de Cadastro de Pessoa Física da responsável (CPF 135.691.588-45), Rua Dr. Georgino Paulino dos Santos, 143. Em consulta à empresa Telefônica, obteve-se a informação de que não há qualquer assinante comercial com o nome da referida empresa. As dificuldades de localização da empresa, as coincidências entre os dois pedidos e os valores unitários dos produtos nas duas aquisições e ainda o fato de a Nota Fiscal ter apenas a rubrica da própria Secretária como atestado de recebimento das mercadorias constituem indícios de falta de autenticidade da despesa. . c) Nota fiscal n.º 75 CNPJ 05.560.534/0001-96 (gêneros alimentícios): Em 12/12/2005, a Secretária de Promoção Social solicitou a aquisição de alimentos para uso "desta Secretaria". O cheque n.º 850004, no valor de R$ 2.125,50, da conta específica do Programa Agente Jovem, n.º 16.982-X, Ag. 1596-2 do Banco do Brasil, foi sacado em 02/01/2006. A empresa favorecida seria "Anderson Gomes-ME" (CNPJ 05.560.534/0001-96). De acordo com a Nota Fiscal n.º 75, de 29/12/2005, que não traz qualquer identificação ou carimbo do Programa, os seguintes produtos foram adquiridos: - 100 kg de arroz; - 50 kg de feijão; - 40 kg de queijo prato; - 40 kg de presunto; - 60 kg de frango congelado; - 50 kg de carne moída; - 50 kg de salsicha; - 100 kg de açúcar refinado. . Na mesma data, a Secretária fez uma segunda solicitação, utilizada para comprovar despesa do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil: - 100 kg de arroz; - 70 kg de feijão; - 100 pacotes de macarrão (500g) - 50 kg de queijo prato; - 40 kg de presunto;
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.

150 pacotes de bolacha; 150 kg de farinha de trigo; 05 caixas de copo descartável de água (200 ml) 10 caixas de leite longa vida; 100 litros de refrigerante 2,5 l; 50 panetones; 100 kg de frango congelado.

A Nota Fiscal nº 2386, emitida em 29/12/2005 pela empresa "Angelina Emiko Hayashi-ME" (CNPJ 03.145.338/0001-20), foi utilizada para respaldar a emissão do cheque nº 850010, no valor de R$ 2.862,75, da conta específica do PETI, nº 16.979-X, Ag. 1596-2 do Banco do Brasil, conforme constatado em item específico do referido Programa neste Relatório. As duas notas fiscais estão preenchidas à mão, com caligrafia idêntica, bastante peculiar. Não resta dúvida de que tanto os campos de destinatário, como a descrição dos produtos e seus valores foram escritos pela mesma pessoa. Os valores unitários coincidentes nas notas das duas empresas estão descritos a seguir: Valor unitário nas duas empresas R$ 2,60 R$ 6,50 R$ 1,90 R$ 7,10 R$ 8,90

Item

Frango congelado (kg) Arroz tipo I (kg) Feijão carioca tipo I (kg) Queijo prato (kg) Presunto (kg)

Nenhuma das duas notas traz impresso qualquer número de telefone. Tampouco foi possível contatar as empresas através dos números obtidos em pesquisas no Sistema CNPJ e consultas à empresa Telefonica. O recebimento de tal quantidade de alimentos, que seria questionável em função do número de participantes dos dois programas e dos depoimentos de que não houve, mesmo em 2005, fartura no oferecimento de refeições, torna-se bastante improvável uma vez que as notas foram emitidas em 29/12/2005. Não houve realização das jornadas do PETI e do Agente Jovem no mês de janeiro de 2006 e a própria Secretária afirma que a oferta de refeições foi precária no ano corrente. As duas notas têm apenas a rubrica da própria Secretária atestando a chegada do material, contrariando o Princípio da Segregação de Funções. EVIDÊNCIA: Solicitações de compra de material de escritório, limpeza e alimentos pela Secretária da Promoção Social. Notas fiscais relacionadas abaixo:
Nota fiscal CNPJ

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Nota fiscal 208 209 297 1359 1360 2386 75 8186 1960

CNPJ 01.595.160/0001-93 01.595.160/0001-93 01.580.379/0001-19 68.196.294/0001-02 68.196.294/0001-02 03.145.338/0001-20 05.560.534/0001-96 57.761.058/0001-75 00.669.710/0001-09

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Neste ato, devem ser repetidas as mesmas argumentações efetuadas por ocasião da resposta dada ao item 5.1.9. De fato, aponta-se a existência de indícios de fraude na emissão de notas que não procedem. É que os procedimentos de compra dos produtos ou serviços a cargo de Departamento de Compras, com posterior pagamento, obedecem estritamente ao previsto na Lei 4.320/64. Ademais, as despesas realizadas se amoldam aos permissivos de cada programa em especifico, ou seja, destina-se a gêneros alimentícios ou de custeio utilizados separadamente, cada qual adquirido para seu respectivo programa. Com relação do "Programa de Erradicação do Trabalho Infantil", assim leciona o Ministério: "Os recursos da jornada ampliada são repassados na rubrica de custeio, o que significa que só podem ser utilizados para material de consumo. Os recursos devem ser utilizados para compra de gêneros alimentícios para o reforço alimentar, materiais escolares, esportivos, artísticos, pedagógicos e de lazer. Também pode ser adquiridos uniformes para a jornada ampliada, sendo permitido ainda que até 30% desses recursos sejam utilizados para pagamento dos monitores, desde que não prejudique as ações essenciais da jornada ampliada, como exemplo o reforço alimentar" (Cartilha do PETI, Brasília 2004, Módulo III, fls. 08, item 'Como podem ser gastos os recursos da Jornada Ampliada'). Cada um dos processos teve prévia cotação, solicitação, empenho e liquidação somente ao final, com o pagamento ex vi do que dispõe os artigos 58 e seguintes da Lei 4.320/64. Ora, não se pode exigir da administração que vistorie cada sede de fornecedor, até porque são eles (fornecedores) que trazem o material até a Administração. O fato de que eventual fornecedor teria negado a realização de uma venda não invalida o processo. Afinal, a Administração só pode agir conforme a lei. Também não se pode fechar os olhos para o fato de ser comum uma ou mais empresas encerrarem suas atividades, impossibilitando sua localização. Quanto à identidade de produtos, esclarece-se que estes foram adquiridos segundo as necessidades de cada um dos programas, ou seja, em razão de suas similaridades acabou por se solicitar quantidade igual, e que o volume de material utilizar-se-ia durante a vigência do exercício, vez que tinham preocupação à época com eventuais atrasos. Quanto à identidade de valores apontadas pela auditoria, o Departamento de Compras esclareceu que devido a uniformização das compras, alguns dos produtos somente puderam ser comprados em outros fornecedores, vez que findo naqueles que ofereceram menor preço. Porém, como os preços encontravam-se superiores nos outros
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fornecedores, aquele departamento solicitou que fosse reduzido ao mínimo o patamar anteriormente comprado, visando a busca do menor preço, o que ocorreu com êxito, gerando preços muito próximos. Quanto ao aspecto da razão social das empresas, estas ofereceram os produtos e entregaram as respectivas mercadorias, afirmando de detinham autorização para venda dos produtos, mantendo estabelecimento comercial aberto para tal fim. Junta-se à presente os respectivos documentos que informam tal situação (doc. 110), lembrando ser desnecessária para a aquisição direta de produto, a exibição de contrato social. No que tange à identidade de letras datilografadas apontadas pela auditoria, insta esclarecer que a proximidade das letras não passa de mera coincidência, que poderá ser melhor observada nesta nova oportunidade, posto que uma máquina de datilografar terá tipologia igual ou muito próxima de outra máquina, não sendo necessário nem mesmo ser da mesma marca e modelo, bastando ter tipos (letras) iguais. Não se pode colocar em dúvida a seriedade de nenhum servidor público diante da simples desconfiança de irregularidade, baseada em mera semelhança de tipografia. Registre-se, por oportuno, ter havido, no caso, cotação preliminar, e em nenhum momento foram questionados os valores dos objetos, justamente por ter sido o mais baixo. Com relação à Nota Fiscal nº 209, ela for restituída ao programa face a gama de recursos que poderiam ser utilizados com o Programa BRALF (doc. 111). Há que se ressaltar, todavia, que se está diante de uma população com sérias vulnerabilidades sociais, que necessitam de amplo apoio, e os materiais adquiridos foram de grande valia para o exercício da jornada complementar. Quanto à quantidade de alimentos, registre-se que eles teriam duração necessária até o aporte das primeiras parcelas do ano seguinte, uma vez que era costumeiro o atraso das primeiras parcelas, sendo certo que as crianças necessitam desses alimentos. Na realidade, o que se desejou e se conseguiu foi a garantia de continuidade dos programas. No que tange aos materiais de consumo, estes foram adquiridos por necessidade do projeto e em se tratando de material de consumo, natural ocorrer a similaridade entre os mesmos visando o atendimento das necessidades do programa por um longo período de tempo, uma vez que as atividades deveriam ser continuadas e as atividades pedagógicas exigiam o volume solicitado. Assim sendo, por se tratar de compra direta onde restou demonstrado que existiu cotação preliminar, preço de mercado, entrega do material, e ainda, não exigindo a lei a apresentação de contrato social para esses casos, restou caracterizado que a Administração cumpriu a legislação nº 8.666/93, razão pela qual mera suposição não pode ser suficiente a abalar a legalidade dos atos praticados. O que na realidade restou bastante demonstrado é que nenhuma irregularidade ocorreu e sim a existência de um procedimento que visou comprar produto por menor preço, proporcionando uma perfeita execução do projeto. E tanto ist é verdade que nenhuma falha na execução foi apontada. No tocante à alimentação fornecida, basta ser analisado o valor repassado e o número de beneficiários do programa. Se for somente se fundamentar a sobrevivência do programa por meio do recurso repassado,
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esse nem mesmo teria condições de vir a ser executado. Os atrasos no repasses constituem-se fato inegável, em que pese tentar-se desviar-se de tal ponto. Todavia, em nenhum momento ocorreu a paralisação do programa, sendo sustentado pela Administração". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente, embora a manifestação da Prefeitura não refute os indícios apontados, nem acrescente qualquer elemento objetivo para elidir a constatação. À época da fiscalização, esta equipe procurou circularizar as informações obtidas e solicitou à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, por meio do Ofício nº 28568/2006/GAB/CGU-Regional/SP CGU-PR, de 1º de setembro de 2006, endereçado ao Ilmo. Coordenador Adjunto de Administração Tributária, a verificação de autenticidade das referidas notas fiscais, cujas cópias foram a ele enviadas em anexo. Não tendo recebido, até a data de fechamento deste Relatório, os resultados da verificação, não é possível ainda confirmar os indícios de fraude na emissão das notas, razão por que acatamos parcialmente a justificativa do gestor. 6.2.5 CONSTATAÇÃO: Desvio de finalidade na utilização de recursos do Programa Jovem.

Agente

FATO: Com os recursos destinados ao pagamento das bolsas do Programa Agente Jovem, em 2005, repassados para a conta-corrente nº 16.984-6, da Ag. 1596-2 do Banco do Brasil, a Prefeitura realizou um pagamento de R$ 1.500,00 à servidora de CPF 064.369.228-22. A solicitação, por parte da Secretária da Promoção Social, em 22/11/2005, refere-se ao pagamento de bolsa do Orientador do Programa Agente Jovem. O cheque nº 850025 da referida conta foi compensado em 19/12/2005, prejudicando o pagamento integral das bolsas aos jovens participantes do Programa, conforme descrito em item específico deste Relatório. De acordo com a relação disponibilizada pela administração municipal, a favorecida pelo pagamento é funcionária da Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus desde 04/10/1991, em regime de 8 horas diárias, sendo atualmente Chefe de Divisão locada na Secretaria da Promoção Social, no mesmo endereço onde é realizada a jornada do Programa Agente Jovem. Em entrevista à funcionária, em 03/08/2006, houve a confirmação do pagamento, mas não foi possível esclarecer que tipo de serviço teria sido prestado. A entrevistada afirmou ter dado "palestras sobre assuntos gerais" para os jovens e reiterou que isso teria ocorrido durante seu período normal de expediente, uma vez que a jornada é oferecida no período da tarde. Qualifica-se como totalmente indevido o pagamento a servidor municipal em horário de trabalho habitual, sem comprovação da qualificação mínima necessária e descrição das atividades realizadas, com recursos que deveriam ter sido destinados às bolsas dos jovens
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participantes do Programa. EVIDÊNCIA: Extrato bancário da conta nº 16.984-6 (Ag. 1596-2 do Banco do Brasil). Processo de pagamento. Relação de funcionários da Prefeitura. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Os recursos do programa foram empregados visando potencializar as ações, em observância às orientações prestadas pelo Ministério com relação ao objetivo a ser desenvolvido. As atividades foram regularmente desenvolvidas por profissional capacitado para as atividades e palestras desenvolvidas. Ademais, a profissional que ministrou as atividades conta com larga experiência no certame, em especial no trato da integração família com os bolsistas. Acresce dizer que não houve nenhum conflito de interesses, pois a mesma encontrava-se naquele período afastada de suas funções habituais. A escolha dessa profissional, por sua vez, observou critérios objetivos, levando em consideração os aspectos pessoais e profissionais que ela detinha. Também não houve prejuízo aos bolsistas no recebimento dos valores, considerando a quantidade de bolsas que deveriam ser quitadas naquela oportunidade e o valor constante da conta corrente. Por oportuno, cumpre esclarecer que na realidade o recurso deve ser devolvido, em razão do que por ocasião do pagamento utilizou-se a fonte de recurso equivocada, porém sem prejuízo para nenhuma parte. Neste ato, regulariza-se a situação, apresentando à restituição o valor da conta corrente das bolsas (doc. 121). A Administração instaurou Sindicância para apuração de eventual responsabilidade". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. O ressarcimento ao erário foi comprovado, mas não elide a iniciativa de utilizar indevidamente os recursos do Programa. AÇÃO : 2556 SERVICOS DE PROTECAO SOCIOASSISTENCIAL A CRIANCA E AO A DOLESCENTE - NACIONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Assegurar o desenvolvimento integral das crianças de 0 a 5 anos, e das crianças e adolescentes de 6 a 14 anos em situação de pobreza e de risco social, valorizando a convivência social e familiar. ORDEM DE SERVIÇO : 183275 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Atuação do gestor municipal no tocante a aplicação/destinação dos recursos recebidos pelo município, o atendimento das metas pactuadas por meio das entidades e os controle internos existentes. Atuação das entidades, no tocante ao atendimento das metas pactuadas, qualidade das instalações e do atendimento prestados aos beneficiários. AGENTE EXECUTOR : PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: FUNDO A FUNDO OU CONCESSãO
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MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 31.230,36 6.2.6 CONSTATAÇÃO: Recursos do Serviço de Proteção Sócio-Assistencial à movimentação e sem aplicação financeira.

Criança

sem

FATO: O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome tem repassado à Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus, em 2005 e 2006, R$ 1.487,16 por mês, para as despesas do Serviço de Proteção Sócio-Assistencial à Criança. Em 2005, os recursos eram transferidos como "Proteção Social Básica - Infância (PAC - Programa de Atenção à Criança). Em 2006, denomina-se "Piso Básico de Transição", podendo ser aplicado nas modalidades "ASEF" (assistência às famílias), "JOI" (jornada integral), ou "JOP" (jornada parcial). O Município tem trabalhado com a meta de atendimento de 102 crianças de 0 a 6 anos, em jornada integral, na creche municipal "Padre Agostinho Damen". No entanto, verificou-se que a administração municipal tem deixado, sistematicamente, os recursos do Programa sem utilização e sem aplicação financeira, descumprindo o art. 19 da Portaria MDS n.º 736, de 15/12/2004, que prevê em seu parágrafo único: "Os recursos transferidos, enquanto não utilizados na sua finalidade, devem ser obrigatoriamente aplicados em caderneta de poupança ou em fundo de curto prazo". Exercício de 2005: O MDS repassou as 12 parcelas de R$ 1.487,16, de 22/03/2005 a 29/12/2005, através da conta-corrente n.º 16.932-3, da Ag. n.º 1596-2 do Banco do Brasil, totalizando R$ 17.845,92. Até o dia 15/08/2005, porém, nenhum gasto havia sido efetuado e o montante de R$ 8.922,96 permanecia em conta-corrente, sem aplicação financeira. Em 16/08/2005, nesta única vez, a Prefeitura efetuou aplicação de curto prazo desse saldo. Os repasses posteriores não tiveram aplicação financeira, tendo parte deles sido gasto apenas em 28/11/2005, permanecendo o restante sem utilização e sem aplicação financeira. A execução da parcela gasta, por sua vez, está questionada em tópico próprio deste Relatório, já que houve a apresentação de nota fiscal com indício de fraude para comprová-la. Exercício de 2006: Os repasses vêm sendo creditados, a partir de 02/03/2006, acumulando o saldo de R$ 8.922,96 até 31/07/2006, na conta-corrente n.º 18.955-3, da Ag. n.º 1596-2 do Banco do Brasil. Nenhum valor foi gasto ou aplicado no mercado financeiro até 31/07/2006. Saldos das contas do Programa em 31/07/2006:
Conta bancária Banco do Brasil Nº 16.932-3 Ag. 1596-2 Nº 18.955-3 Ag. 1596-2 Total Valor sem aplicação R$ 2.974,32 R$ 8.922,96 R$ 11.897,28 Valor aplicado R$ 125,90 R$ 125,90 Total R$ 3.100,22 R$ 8.922,96 R$ 12.023,18

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EVIDÊNCIA: Extratos bancários das contas do 31/07/2006.

Programa,

de

01/01/2005

a

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Os recursos do "Programa de Serviço de Proteção Sócio-Assistencial à Criança", eram repassados para a conta-corrente nº 16932-3 (doc. 122). Sem qualquer comunicação prévia do Ministério ou do Agente Financeiro, tais recursos passaram a ser depositados na conta-corrente nº 18955-3 (doc. 123). Neste contexto, a ausência da parametrização das informações financeiras levaram à impossibilidade inicial do reconhecimento da origem financeira dos recursos, necessário a qualquer movimentação ou aplicação da mesma. Ocorre que por vezes o Ministério acabou por atrasar pagamentos, como constatado por esta auditoria no item 5.2.7, ou seja: "O MDS repassou as 12 parcelas de R$ 1.487,16, de 22/03/2005 a 29/12/2005, através da Conta corrente nº 16.932-3, da agência nº 1596-2 do Banco do Brasil, totalizando R$ 17.845,92" (Informativo, item 5.2.7, 8º parágrafo do tópico). Estes atrasos, aliados à criação de novas contas identificadas apenas por sigla (doc. 122/123), impossibilitaram a identificação da origem dos recursos, a sua destinação e logicamente a sua não aplicação. Insta esclarecer que os valores que deveriam ser aplicados, apesar dos fatos acima apontados, já foram aportados às respectivas contas nos termos dos comprovantes de depósito (doc. 124)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. Configura inoperância administrativa não buscar saber, junto ao Ministério repassador, o destino dos recursos a serem recebidos, no caso de não estarem sendo depositados na conta bancária anterior. A reposição do valor correspondente ao rendimento da aplicação financeira que não foi realizada elide apenas em parte a constatação, porque a falha mais grave, no que diz respeito à efetividade do Programa, consiste em sua não utilização no Serviço de Proteção Sócio-Assistencial à Criança. 6.2.7 CONSTATAÇÃO: Despesas efetuadas por meio de saque Proteção Sócio-Assistencial à Criança.

da

conta

do

Serviço

de

FATO: Em 04/02/2005, foram efetuados 2 repasses, referentes às parcelas de novembro e dezembro de 2004. Os créditos, através da conta estadual n.º 8.265-1 (Ag. 1529-6 do Banco do Brasil), foram finalmente destinados à conta-corrente municipal n.º 70.120-3 (Ag. 1596-2 do Banco do Brasil), em 10/02/2005, e totalizaram R$ 2.974,32. O saldo anterior da conta era de R$ 17,88 e a Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus efetuou saque de R$ 2.980,00 para executar as despesas do Programa, descumprindo o art. 19, "caput", da Portaria MDS
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n.º 736, de 15/12/2004, que prevê: "Os recursos de que tratam esta Portaria devem ser mantidos em contas específicas para cada programa, podendo ser movimentados somente mediante cheque nominativo ao credor ou ordem bancária". O saque, tratado como "adiantamento" nos processos de comprovação das despesas, foi em favor da funcionária da Prefeitura de CPF n.º 064.369.228-22, que apresentou notas fiscais de aquisição de alimentos e lápis, sem qualquer registro de cotação ou pesquisa de preço. Tampouco consta das referidas notas fiscais qualquer identificação dos recursos como sendo do Programa de Proteção Sócio-Assistencial à Criança. Os gastos, efetuados em tinta para tecido e material de escritório, foram comprovados da seguinte maneira:
Conta bancária Banco do Brasil

Data

Cheque Valor em R$ nº

Empresas favorecidas

Nº 70.120-3 Ag. 1596-2

"Maria Aparecida Beraldo Gallo Pirapora-ME" - CNPJ 15/02/2005 850007 2.980,00 00.771.986/0001-01 (NF 0009 R$ 470,40) "Clovis Atacadista Ltda. " CNPJ 46.523.007/0001-99 (NF 32497 e 32498 - R$ 2.548,48

EVIDÊNCIA: Extrato bancário da conta nº 70.120-3 (Ag. 1596-2 do Brasil). Processo de prestação de contas do adiantamento.

Banco

do

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Os pagamentos efetivados em razão do "Programa de Proteção Sócio-Assistencial à Criança" foram feitos observando-se os parâmetros da Lei Federal 4.320/1964. Ocorreram o prévio empenho, a liquidação e a ordem de pagamento, com permissão do artigo 65 do diploma acima mencionado. Ademais, foram feitos com estrita observância do art. 19 da MDS 736, de 15 de dezembro de 2004, uma vez que a ordem de pagamento deu-se em razão de cheque nominativo a pessoa certa (doc. 125). Por certo, ainda. a Legislação Federal permite adiantamento de valores para despesas de pronto pagamento, como ocorre com a legislação Municipal. E o Adiantamento em questão obedeceu ao preconizado na Lei Municipal nº 524, de 12 de Março de 1997, sendo certo que os bens adquiridos foram implementados a favor do "Programa de Proteção Sócio-Assistencial à Criança", dentro dos permissivos no convênio. Ademais, os gastos em questão deram-se com base em solicitações dos monitores diretamente ligados aos projetos". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A Portaria MDS nº 736, de 15/12/2004, transcrita parcialmente neste relatório na descrição da presente constatação, prevê explicitamente "cheque nominativo ao credor", ou seja, ao fornecedor de bem ou prestador de serviço e não a funcionário
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da prefeitura incumbido de executar despesas. Ao contrário do afirmado pela prefeitura, a legislação federal que rege a execução dos repasses em questão não permite o "adiantamento de valores para despesas de pronto pagamento". 6.2.8 CONSTATAÇÃO: Indícios de fraude em notas fiscais apresentadas para comprovação de despesas do Serviço de Proteção Sócio-Assistencial à Criança.

FATO: Foram identificados indícios de fraude na emissão de notas fiscais, apresentadas para comprovação de despesas do Serviço de Proteção Sócio-Assistencial à Criança, conforme detalhamento a seguir: Notas Fiscais n.º 1359 e n.º 1360 - CNPJ 68.196.294/0001 (material de escritório): A Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus apresentou as Notas Fiscais n.º 1359 e n.º 1360 da empresa Comercial Cidebrás Ltda., CNPJ 68.196.294/0001-02, para justificar a emissão do cheque n.º 850001 da conta-corrente n.º 16.932-3, da Ag. 1596-2 do Banco do Brasil, no valor de R$ 6.108,89, em 28/11/2005. Consta do processo de pagamento solicitação da Secretária da Promoção Social, em 21/11/2005, para aquisição dos seguintes itens de material de escritório "para uso desta secretaria": - 10 caixas de grampo; - 20 unidades de cola bastão; - 30 unidades de caneta piloto; - 7 caixas de caneta azul; - 6 caixas de caneta preta; - 3 caixas de lápis preto; - 15 pacotes de papel ofício; - 10 grampeadores; - 4 caixas de corretivo; - 20 caixas de papel sulfite A4; - 20 rolos de fita durex; - 12 caixas de disquete 1.44; - 10 caixas de envelope ofício branco; - 6 caixas de envelope ofício kraft; - 15 unidades de almofada para carimbo azul; - 15 unidades de almofada para carimbo preta; - 55 pastas AZ grandes; - 200 pastas com grampo; - 4 caixas de caneta marca-texto; - 35 rolos de fita adesiva; - 60 réguas 30 cm.; - 12 unidades tinta preta impressora 840 HP; - 10 unidades tinta colorida impressora 840 HP; - 100 blocos para anotações médio; - 20 apontadores; - 150 pastas L; - 5 pastas suspensas. . Em pesquisa no Sistema CNPJ, verificou-se que a empresa favorecida é, de fato, registrada como "comércio atacadista de instrumentos e
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materiais médico-cirúrgico, hospitalares e laboratoriais". A pessoa responsável está registrada no Cadastro de Pessoas Físicas sob o n.º 087.226.898-50. Uma vez que os telefones que constam da Nota Fiscal não respondem, procurou-se contato telefônico com vizinhos do endereço nela impresso (Avenida Cupecê, 1677/sala 6 - Capital). Os ocupantes da sala 8 do mesmo prédio afirmaram que a empresa consistia numa sala quase sempre fechada, que não funciona mais lá há cerca de 10 anos. O sistema de informações da Telefônica (102) informa que o assinante solicitou não ter o número de telefone divulgado, fato inusitado para um comércio, que em princípio deveria querer ampla divulgação sobre como ser acessado. Em mais uma tentativa de localização dos responsáveis, procurou-se pelo endereço que consta do Sistema CNPJ (Rua José Neves, 341/sala 3 Capital), cujo telefone também não consta do "Guia de Assinantes Telefônica" na Internet. Os ocupantes da sala 2 afirmaram estar no prédio há 3 anos e, desde então, nunca viram qualquer movimento na sala 3. O contador que consta como responsável pela empresa no mesmo Sistema CNPJ (CPF 012.959.488-18) revelou, também através de contato telefônico mantido em 01/09/2006, que desde 1994 não trabalha mais com a empresa e desconhece seu paradeiro. Afirmou que a firma costumava funcionar no endereço que consta como sendo a residência da responsável pela empresa no Sistema CPF (Rua do Mar, 38 - Capital), tendo acrescentado tratar-se de pessoa inidônea, razão de seu afastamento profissional. Manifestando surpresa pelo fato de seu nome continuar registrado como contador responsável no Sistema CNPJ, afirmou que tomaria as providências para atualizar o cadastro. Conforme relatado em item específico, a Prefeitura apresentou a Nota Fiscal n.º 208 da empresa "Janete Aparecida Dias-ME", CNPJ 01.595.160/0001-93, para justificar a emissão do cheque n.º 850008 da conta-corrente n.º 16.979-X - Ag. 1596-2 do Banco do Brasil, no valor de R$ 2.010,15, em 29/11/2005. Consta desse processo de pagamento outra solicitação da Secretária da Promoção Social, da mesma data de 21/11/2005, para aquisição dos seguintes itens de material de escritório "para uso desta secretaria": - 15 caixas de grampo; - 20 unidades de cola bastão; - 30 unidades de caneta piloto; - 6 caixas de caneta azul; - 6 caixas de caneta preta; - 5 caixas de lápis preto; - 10 grampeadores; - 4 caixas de corretivo; - 15 caixas de papel sulfite A4; - 24 rolos de fita durex; - 20 caixas de disquete 1.44; - 6 caixas de envelope ofício branco; - 6 caixas de envelope ofício kraft; - 15 unidades de almofada para carimbo azul; - 25 pastas AZ grandes; - 50 pastas com grampo; - 1 caneta marca-texto; - 10 rolos de fita adesiva.
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. Cabe ressaltar que essa empresa também está registrada no Sistema CNPJ como "comércio atacadista de instrumentos e materiais médico-cirúrgico, hospitalares e laboratoriais". Da mesma forma, não foi possível localizar seus responsáveis e vizinhos. No endereço que consta da nota fiscal afirmaram, em contato telefônico, não existir empresa no local. Além disso, a Nota Fiscal n.º 208 está preenchida com tipo datilográfico idêntico a outra nota apresentada para justificar despesa de material de escritório do Programa Agente Jovem. Trata-se da Nota Fiscal n.º 297 da empresa "Nair Pires de Carvalho Paula-ME", também registrada no sistema CNPJ como "comércio atacadista de instrumentos e materiais médico-cirúrgico, hospitalares e laboratoriais", cuja responsável afirma não ter efetuado qualquer venda a essa Prefeitura (tópico aprofundado em constatação do referido Programa neste Relatório). Acrescente-se que a equipe teve acesso à Nota Fiscal n.º 209 da mesma empresa "Janete Aparecida Dias-ME", emitida em 05/12/2005, no valor de R$ 5.160,40, respaldada pela seguinte solicitação da mesma Secretária da Promoção Social, de 01/12/2005 (20 dias depois da primeira): - 15 caixas de grampo; - 20 unidades de cola bastão; - 30 unidades de caneta piloto; - 20 caixas de caneta azul; - 20 caixas de caneta preta; - 5 caixas de lápis preto; - 10 grampeadores; - 4 caixas de corretivo; - 150 caixas de papel sulfite A4; - 24 rolos de fita durex; - 20 caixas de disquete 1.44; - 10 caixas de envelope ofício branco; - 10 caixas de envelope ofício kraft; - 15 unidades de almofada para carimbo azul; - 50 pastas AZ grandes; - 50 pastas com grampo; - 5 canetas marca-texto; - 10 rolos de fita adesiva. Como agravante, há total coincidência de valores unitários dos itens que compõem as Notas Fiscais n.º 1359 e n.º 1360 (25/11/2005 R$ 6.018,89), da empresa Comercial Cidebrás Ltda. e a Nota Fiscal n.º 208 da empresa "Janete Aparecida Dias-ME". . Os valores unitários coincidentes nas notas das duas empresas estão descritos abaixo:
Valor unitário nas duas empresas R$ 5,40 R$ 2,82 R$ 8,40 R$ 3,06 R$ 29,68

Item Caixa de grampo com 500 unidades Rolo de fita adesiva 5 cm. Almofada para carimbo Cola em bastão 10g. Caixa com 50 canetas

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Item Caneta piloto Caixa de caneta marca-texto Caixa de lápis preto (144) Grampeador Caixa de corretivo (12) Caixa de papel sulfite A4 (500) Rolo de fita durex (12x40) Caixa de disquete 1.44 (10) Caixa de envelope ofício branco (100) Caixa de envelope raia grande kraft (100) Pasta AZ grande Pasta com grampo

Valor unitário nas duas empresas R$ 1,78 R$ 13,43 R$ 53,15 R$ 12,82 R$ 15,90 R$ 14,85 R$ 1,15 R$ 10,50 R$ 7,38 R$ 27,68 R$ 4,82 R$ 0,84

EVIDÊNCIA: Solicitações de compra de material de escritório pela da Promoção Social. Notas fiscais relacionadas abaixo:
Nota fiscal 208 209 297 1359 1360 CNPJ 01.595.160/0001-93 01.595.160/0001-93 01.580.379/0001-19 68.196.294/0001-02 68.196.294/0001-02

Secretária

Notas fiscais e processos de pagamento. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Neste ato transcrevemos a resposta do item 5.2.4. De fato, aponta-se a existência de indícios de fraude na emissão de notas que não procedem. É que os procedimentos de compra dos produtos ou serviços a cargo de Departamento de Compras, com posterior pagamento, obedecem estritamente ao previsto na Lei 4.320/64. Ademais, as despesas realizadas se amoldam aos permissivos de cada programa em especifico, ou seja, destina-se a gêneros alimentícios ou de custeio utilizados separadamente, cada qual adquirido para seu respectivo programa. Com relação do "Programa de Erradicação do Trabalho Infantil", assim leciona o Ministério: "Os recursos da jornada ampliada são repassados na rubrica de custeio, o que significa que só podem ser utilizados para material de consumo. Os recursos devem ser utilizados para compra de gêneros alimentícios para o reforço alimentar, materiais escolares, esportivos, artísticos, pedagógicos e de lazer. Também pode ser adquiridos uniformes para a jornada ampliada, sendo permitido ainda que até 30% desses recursos sejam utilizados para pagamento dos monitores, desde que não prejudique as ações essenciais da jornada ampliada, como exemplo o reforço alimentar" (Cartilha do PETI, Brasília 2004, Módulo III, fls. 08, item 'Como podem ser gastos os recursos da Jornada Ampliada'). Cada um dos processos teve prévia cotação, solicitação, empenho e
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liquidação somente ao final, com o pagamento ex vi do que dispõe os artigos 58 e seguintes da Lei 4.320/64. Ora, não se pode exigir da administração que vistorie cada sede de fornecedor, até porque são eles (fornecedores) que trazem o material até a Administração. O fato de que eventual fornecedor teria negado a realização de uma venda não invalida o processo. Afinal, a Administração só pode agir conforme a lei. Também não se pode fechar os olhos para o fato de ser comum uma ou mais empresas encerrarem suas atividades, impossibilitando sua localização. Quanto à identidade de produtos, esclarece-se que estes foram adquiridos segundo as necessidades de cada um dos programas, ou seja, em razão de suas similaridades acabou por se solicitar quantidade igual, e que o volume de material utilizar-se-ia durante a vigência do exercício, vez que tinham preocupação à época com eventuais atrasos. Quanto à identidade de valores apontadas pela auditoria, o Departamento de Compras esclareceu que devido a uniformização das compras, alguns dos produtos somente puderam ser comprados em outros fornecedores, vez que findo naqueles que ofereceram menor preço. Porém, como os preços encontravam-se superiores nos outros fornecedores, aquele departamento solicitou que fosse reduzido ao mínimo o patamar anteriormente comprado, visando a busca do menor preço, o que ocorreu com êxito, gerando preços muito próximos. Quanto ao aspecto da razão social das empresas, estas ofereceram os produtos e entregaram as respectivas mercadorias, afirmando de detinham autorização para venda dos produtos, mantendo estabelecimento comercial aberto para tal fim. Junta-se à presente os respectivos documentos que informam tal situação (doc. 110), lembrando ser desnecessária para a aquisição direta de produto, a exibição de contrato social. No que tange à identidade de letras datilografadas apontadas pela auditoria, insta esclarecer que a proximidade das letras não passa de mera coincidência, que poderá ser melhor observada nesta nova oportunidade, posto que uma máquina de datilografar terá tipologia igual ou muito próxima de outra máquina, não sendo necessário nem mesmo ser da mesma marca e modelo, bastando ter tipos (letras) iguais. Não se pode colocar em dúvida a seriedade de nenhum servidor público diante da simples desconfiança de irregularidade, baseada em mera semelhança de tipografia. Registre-se, por oportuno, ter havido, no caso, cotação preliminar, e em nenhum momento foram questionados os valores dos objetos, justamente por ter sido o mais baixo. Com relação à Nota Fiscal nº 209, ela for restituída ao programa face a gama de recursos que poderiam ser utilizados com o Programa BRALF (doc. 111). Há que se ressaltar, todavia, que se está diante de uma população com sérias vulnerabilidades sociais, que necessitam de amplo apoio, e os materiais adquiridos foram de grande valia para o exercício da jornada complementar. Quanto à quantidade de alimentos, registre-se que eles teriam duração necessária até o aporte das primeiras parcelas do ano seguinte, uma vez que era costumeiro o atraso das primeiras parcelas, sendo certo que as crianças necessitam desses alimentos. Na realidade, o que se desejou e se conseguiu foi a garantia de continuidade dos programas. No que tange aos materiais de consumo, estes foram adquiridos por
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necessidade do projeto e em se tratando de material de consumo, natural ocorrer a similaridade entre os mesmos visando o atendimento das necessidades do programa por um longo período de tempo, uma vez que as atividades deveriam ser continuadas e as atividades pedagógicas exigiam o volume solicitado. Assim sendo, por se tratar de compra direta onde restou demonstrado que existiu cotação preliminar, preço de mercado, entrega do material, e ainda, não exigindo a lei a apresentação de contrato social para esses casos, restou caracterizado que a Administração cumpriu a legislação nº 8.666/93, razão pela qual mera suposição não pode ser suficiente a abalar a legalidade dos atos praticados. O que na realidade restou bastante demonstrado é que nenhuma irregularidade ocorreu e sim a existência de um procedimento que visou comprar produto por menor preço, proporcionando uma perfeita execução do projeto. E tanto ist é verdade que nenhuma falha na execução foi apontada. No tocante à alimentação fornecida, basta ser analisado o valor repassado e o número de beneficiários do programa. Se for somente se fundamentar a sobrevivência do programa por meio do recurso repassado, esse nem mesmo teria condições de vir a ser executado. Os atrasos no repasses constituem-se fato inegável, em que pese tentar-se desviar-se de tal ponto. Todavia, em nenhum momento ocorreu a paralisação do programa, sendo sustentado pela Administração". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente, embora a manifestação da Prefeitura não refute os indícios apontados, nem acrescente qualquer elemento objetivo para elidir a constatação. À época da fiscalização, esta equipe procurou circularizar as informações obtidas e solicitou à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, por meio do Ofício nº 28568/2006/GAB/CGU-Regional/SP CGU-PR, de 1º de setembro de 2006, endereçado ao Ilmo. Coordenador Adjunto de Administração Tributária, a verificação de autenticidade das referidas notas fiscais, cujas cópias foram a ele enviadas em anexo. Não tendo recebido, até a data de fechamento deste Relatório, os resultados da verificação, não é possível ainda confirmar os indícios de fraude na emissão das notas, razão por que acatamos parcialmente a justificativa do gestor. 6.3 - PROGRAMA 1006 GESTAO DA POLITICA DE SEGURANCA ALIMENTAR E NUTRICIONAL AÇÃO : 8249 FUNCIONAMENTO DOS CONSELHOS E COMISSOES DE GESTAO COMPA RTILHADA DA ASSISTENCIA SOCIAL - NACIONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Estimular, qualificar e fortalecer o exercício do controle social preconizado na Lei Orgânica da Assistência Social - LOAS, por meio dos conselhos e comissões de gestão compartilhada de Assistência Social. ORDEM DE SERVIÇO : 183273 OBJETO FISCALIZAÇÃO:
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Existência e atuação dos conselhos e compartilhada da assistência social. AGENTE EXECUTOR : PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: Não se aplica

comissões

de

gestão

6.3.1 CONSTATAÇÃO: Falta de atuação do CMAS.

FATO: O Conselho Municipal de Assistência Social - CMAS do Município de Pirapora do Bom Jesus foi criado em 22/09/1997, por meio da Lei n.º 537/97. Em 02/08/2005, foram designados, através do Decreto n.º 2.167, seus atuais membros. Das 16 pessoas que o compõem, entre titulares e suplentes, apenas 3 não fazem parte do quadro de funcionários da Prefeitura. Até os que figuram na composição do CMAS como representantes de entidades de assistência social sem fins lucrativos, de entidade religiosa e de sociedade amigos de bairro fazem parte do rol de servidores municipais. A ausência de membros atuantes realmente independentes termina por prejudicar o controle social efetivo. Através da análise das atas de suas reuniões, constatou-se que, em 2006, o Conselho reuniu-se apenas para tratar de questões administrativas impostas por demandas provenientes dos programas federais ou estaduais. A primeira reunião, extraordinária, realizada em 10/01/2006, tratou dos procedimentos necessários para a implementação da atualização cadastral dos beneficiários do Programa Bolsa Família, cujo prazo era 31/03/2006. A segunda, em 02/03/2006, realizou-se com o intuito de eleger um delegado para o "10º Pleito Estadual da Assistência Social". Em 22/03/2006, mais uma vez extraordinariamente, a terceira e última reunião do ano até o momento foi realizada para comunicar o desligamento de uma das suplentes. Através da análise das atas, depreende-se que não há, por parte do CMAS, atuação efetiva no sentido de supervisionar a execução dos programas assistenciais no Município. A precariedade verificada na implementação da jornada do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI e a procedência do fundamento das denúncias de não pagamento das bolsas do PETI e do Agente Jovem por parte da Prefeitura, relatadas pela equipe em ponto específico deste Relatório, permitem afirmar que o Conselho não tem sido capaz de exercer efetivamente seu papel de representante do controle social em Pirapora do Bom Jesus. EVIDÊNCIA: Decreto de designação dos membros do CMAS. Relação de funcionários da Prefeitura. Atas das reuniões de 2006. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O Conselho Municipal de Assistência

Social

do

Município

de

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Pirapora do Bom Jesus foi instituído por meio da Lei Municipal nº 537/97, de 22 de setembro de 1.997 e sua atual composição foi instituida através do Decreto nº 2.167, de 02 de agosto de 2.005. Os Conselheiros são indicados pelas respectivas categorias, que a seu próprio critério apresentam quem deverá lhes representar. A atuação do Conselho Municipal de Assistência Social de Pirapora do Bom Jesus, tendo em vista os gravames sociais é intenso e conta com grande número de segmentos a serem observados: idosos, famílias, crianças e adolescentes, entre outros. Sua participação na elaboração de políticas públicas, orientando e fiscalizando é intensa (doc. 126 Plano Plurianual de Assistência Social). Esse Conselho realiza periodicamente reuniões e extraordinariamente sempre que necessário (doc. 127 Atas do Conselho Municipal de Assistência Social), solicitando, também, sempre que necessário, intervenções dos órgãos municipais no fomento de determinada atividade ou intensificação de dadas atividades, fatos também ocorridos com relação aos projetos cujos recursos Federais. O Conselho Municipal de Assistência Social, a título de exemplo, participou intensamente do ciclo de palestras no início de 2.006, voltados a famílias inseridas em programas sociais (doc. 94) bem como nas conferências Municipais realizadas (doc. 128). Insta esclarecer que por equivoco, foram apresentadas atas de reuniões extraordinárias para a CGU, quando na verdade deveriam ser apresentadas tanto as atas das reuniões ordinárias quanto das extraordinárias (doc. 129 Atas do CMAS)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. As atas originais foram apresentadas pela presidente do CMAS como sendo as únicas existentes até a data da fiscalização. Em sua manifestação, a prefeitura anexou mais quatro, sendo três posteriores aos trabalhos de campo. Trata-se de quatro atas de reuniões realizadas em abril, agosto, setembro e outubro de 2006: A ata nº 04/2006 reporta uma reunião que teria ocorrido no dia 10/04/2006, às 18:30h, com o objetivo de aprovar a prestação de contas do exercício de 2005 dos programas sociais no âmbito federal. Segundo consta, a presidente "frisou a importância da aprovação para o município...". A prestação foi aprovada por unanimidade, apesar de todos os problemas físicos e financeiros na execução dos programas assistenciais, que esta equipe observou em poucos dias de fiscalização. A ata nº 05/2006 relata reunião conjunta do CMAS com o CMDCA (Conselho Municipal de Direitos da Criança e Adolescente), com o tema de formação de mão-de-obra especializada entre jovens do município para a empresa "Mamoré Mineração e Metalurgia" e convênios voltados para cursos profissionalizantes, temas estranhos ao controle social da execução dos programas sociais por parte da prefeitura, objetivo primeiro do CMAS. A ata nº 06/2006, mais uma vez, vem cumprir as exigências administrativas de aprovar o Plano Municipal de Assistência Social para o ano de 2007 (por unanimidade e sem nenhum adendo ou ressalva relatados). A ata nº 07/2006 relata uma reunião que teria sido convocada para
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informar sobre um evento de capacitação em relação à implementação do Sistema Único ocorrido na Capital, do qual participou a presidente do CMAS. A apresentação de cópias xerográficas relatando reuniões que teriam ocorrido posteriormente reforça a constatação de instrumentalização do Conselho pela administração municipal. São reuniões burocráticas, sem a participação efetiva da sociedade civil organizada, em que não afloram temas de fato pertinentes ao acompanhamento dos programas sociais no município e tampouco ocorre qualquer questionamento em relação à sua execução. 6.4 - PROGRAMA 1093 ATENDIMENTO INTEGRAL A FAMILIA AÇÃO : 4915 ATENCAO INTEGRAL A FAMILIA OBJETIVO DA AÇÃO : Contribuir para a efetivação da Assistência Social como política públi ca garantidora de direitos de cidadania e promotora de desenvolvimento social,na perspectiva da prevenção e superação das desigualdades e exclusão social, tendo a família como unidade de atenção. ORDEM DE SERVIÇO : 183381 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Atuação do gestor municipal no tocante ao cumprimento das condicionali dades previstas pela NOB-Norma Operacional Básica da Assistência Social com relacao ao níveis de gestao dos recursos assistenciais. AGENTE EXECUTOR : PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: FUNDO A FUNDO OU CONCESSãO MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: Não se aplica

6.4.1 CONSTATAÇÃO: Precariedade nas instalações de atendimento previstas no PAIF.

FATO: O Município de Pirapora de Bom Jesus está habilitado no nível básico de gestão da assistência social para implementação do PAIF Programa de Atenção Integral à Família. O Programa prevê a criação de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) para desenvolver ações e serviços básicos continuados para famílias em situação de vulnerabilidade social, como requisito para que o município possa se habilitar ao nível básico ou pleno de gestão do SUAS. De acordo com a NOB - Norma Operacional Básica, as unidades do CRAS devem ser dotadas de no mínimo três ambientes: uma recepção, uma ou mais salas reservadas para entrevistas e salão para reuniões com grupos de famílias. O único CRAS do Município funciona, em conjunto com instalações da Secretaria Municipal de Saúde, na Av. Paulo Henrique Baccarat, no
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bairro Parque Payol. O espaço destinado à Assistência Social consiste em uma mesa de recepção e duas pequenas salas de atendimento. Não há qualquer espaço onde seja possível realizar encontros com mais de três pessoas. O computador usado é o da área da Saúde e não há acesso à rede Internet, conforme recomendado na NOB-SUAS (Norma Operacional Básica do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome). EVIDÊNCIA:

CRAS de Pirapora do Bom Jesus:

MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O Programa PAIF esta sendo desenvolvido neste Município de Pirapora do Bom Jesus SP. O Programa encontra-se hoje sediado em bairro onde reside a população inserida com maior vulnerabilidade social: Bairro do Parque Payol e adjacências (Índice Paulista de Responsabilidade Social SEADE). O espaço físico está sendo readequado. Tratando-se de região extremamente carente, dificultoso torna-se inclusive localizar local amplo, destacando que o Município esta edificando nas proximidades um novo prédio visando o atendimento previsto. Insta também esclarecer que apesar das dificuldades, o local atende as exigências da NOB (Norma Operacional Básica), pois conta com duas pequenas salas e um sala de reunião, também potencializada com espaço para curso de informática (doc. 130)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada, na medida em que as exigências da NOB-SUAS (Norma Operacional Básica do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) continuam não atendidas. As fotos anexadas à manifestação da prefeitura comprovam a ausência de espaço para a realização de reuniões com mais de três pessoas. A sala mostrada nas fotos, pertencente à Secretaria Municipal de Saúde, seguramente não comportaria "reuniões com grupos de famílias", como requer o Manual de Orientações Técnicas para o Centro de Referência de Assistência Social. Do ponto de vista da necessidade de instalação de computador com acesso à Internet, nada foi acrescentado na justificativa.
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6.5 - PROGRAMA 1335 TRANSFERENCIA DE RENDA COM CONDICIONALIDADES AÇÃO : 006O TRANSFERENCIA DE RENDA DIRETAMENTE AS FAMILIAS EM CONDI CAO DE POBREZA E EXTREMA POBREZA (LEI N: 10.836, DE 200 4) - NACIONAL OBJETIVO DA AÇÃO : Operacionalização do Programa no âmbito municipal (Prefeitura Municipal, Caixa, Famílias, Escolas e Controle Social). ORDEM DE SERVIÇO : 182320 OBJETO FISCALIZAÇÃO: Processo de monitoramento do cadastro e do cumprimento das condicionalidades pelas famílias; Operacionalização do Programa pelo agente operador Caixa conforme previsão contratual; - Controle Social existente e atuante; e - Famílias cadastradas e atendidas conforme regras do Programa. AGENTE EXECUTOR : PIRAPORA DO BOM JESUS PREFEITURA ORGAO PUBLICO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL QUALIF. DO INSTRUMENTO DE TRANSF.: FUNDO A FUNDO OU CONCESSãO MONTANTE DE RECURSOS FINANCEIROS: R$ 725.317,00

6.5.1 CONSTATAÇÃO: Ausência de instituição da Coordenação Municipal do Bolsa Família.

FATO: De acordo com informação prestada pela Secretária Municipal da Promoção Social, a Coordenação Municipal do Programa Bolsa Família não foi instituída em Pirapora do Bom Jesus. Nem mesmo foram designados técnicos responsáveis pelo acompanhamento das condicionalidades nas áreas de educação e saúde. Se na área da saúde, a Secretaria Municipal tem assumido a tarefa de fiscalizar o cumprimento quanto à vacinação e pesagem das crianças beneficiárias, o mesmo não tem ocorrido na área da educação. Embora a Secretaria Municipal de Educação afirme controlar a freqüência escolar dos beneficiários, a desatualização do código INEP das escolas, relatado em ponto específico deste Relatório, permite afirmar que o acompanhamento não tem sido satisfatório. A ausência de uma Coordenação Municipal do Programa atuante, com técnicos designados especificamente para o acompanhamento das condicionalidades, certamente é um dos fatores que concorrem para a situação verificada. EVIDÊNCIA: Ausência da Coordenação Municipal do Programa Bolsa Família. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR:
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"Sempre existiu um controle do programa, mas ele era feito de maneira geral, dentro de cada Secretaria, sem formalidade de divisão de atribuição. Por meio da Portaria nº 7001, de 01 de novembro de 2.006, esse procedimento foi alterado de maneira a melhorar o controle (doc. 131). Neste contexto, há um trabalho em rede entre as Secretarias Municipais de Saúde, Educação e Desenvolvimento Econômico e Promoção Social. Desse modo, a divisão das tarefas tem atingido as metas propostas no programa. Aliás, a própria auditoria ressaltou que a Secretaria de Saúde tem assumido as tarefas de fiscalizar o cumprimento quanto à vacinação e pesagem das crianças. A Secretaria Municipal de Educação tem efetivado o controle de freqüência, assiduidade e evolução escolar, sendo certo que dentro de suas possibilidade tem atualizado o Código INEP. Esclarece-se, por oportuno, que eventual atraso na atualização do Código acima mencionado já foi superado, tendo decorrid da transferência de local da sede da Secretaria Municipal de Educação, que havia sido provisoriamente instalada em local sem acesso à Internet, enquanto providenciavam-se as transferências. Tal situação transitória, contudo, não gerou nenhum prejuízo ao projeto, vez que as unidades escolares mantiveram o controle das informações necessárias ao Programa. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Promoção Social, por sua vez, tem atuado de forma sistemática, visando disponibilizar os serviços necessários às famílias atendidas pelo Programa e estabelecendo parcerias para oferta de programas sociais complementares, tanto com órgãos governamentais, como instituições como SEBRAE, SENAI, entre outros". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. A prefeitura reconheceu as falhas apontadas e afirmou estar tomando providências para superá-las. A criação da Coordenação Municipal do Programa Bolsa Família é um passo nesse sentido, mas a efetividade do controle ainda não pode ser atestada. 6.5.2 CONSTATAÇÃO: Ausência de divulgação da relação Família.

de

beneficiários

do

Bolsa

FATO: De acordo com informação prestada pela Secretária Municipal da Promoção Social, e conforme observação da equipe durante os trabalhos de campo, a Prefeitura Municipal de Pirapora do Bom Jesus não divulga a relação dos beneficiários do Programa Bolsa Família. A omissão contraria o §1º do art. 32 do Decreto n.º 5.209/2004, que prevê que "A relação de beneficiários do Programa Bolsa Família deverá ser amplamente divulgada pelo Poder Público municipal e do Distrito Federal". A ausência da divulgação favorece a existência de famílias cadastradas que não se enquadram nos requisitos necessários para participação no Programa, conforme relatado em item específico deste
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Relatório. EVIDÊNCIA: Entrevista com a Secretária Municipal da Promoção Social. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "O Município vem mantendo a sociedade local informada sobre o andamento do programa Bolsa Família. O órgão gestor, com apoio dos Conselhos, tem envidado esforços para manutenção das atualizações necessárias e do constante cadastramento e recadastramento (doc. 132 Ata do Recadastramento). Ademais, veículos de comunicação local têm divulgado informações pertinentes ao programa (doc. 133), demonstrando a constante preocupação com o recadastramento e sua atualização pelo Município. O Município fez afixar em locais oficiais listas com relação dos beneficiários, bem como fez inserir em seu site oficial (doc. 134)". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa acatada parcialmente. As atividades de atualização do cadastro não têm relação com a constatação de falha na divulgação da relação de beneficiários do Programa. A iniciativa, tomada após a fiscalização desta CGU/SP, no sentido de publicar a lista de famílias beneficiárias no sítio oficial da prefeitura na internet, embora positiva, não atende plenamente o disposto no § 1o do art. 32 do Decreto 5.209/04, que regulamenta o Programa Bolsa Família e prevê: "§ 1o A relação de beneficiários do Programa Bolsa Família deverá ser amplamente divulgada pelo Poder Público municipal e do Distrito Federal." A citada relação deveria estar visível em locais públicos de ampla circulação no município, como escolas, postos de saúde e na própria sede da prefeitura, uma vez que o acesso à rede mundial de computadores ainda se restringe a uma pequena parcela da população brasileira. 6.5.3 CONSTATAÇÃO: Deficiências na atuação da Secretaria Municipal de Educação quanto à execução do Bolsa Família. FATO: Ao iniciar a visita às escolas para verificação da freqüência dos componentes da amostra, constatou-se que em várias delas os alunos não foram localizados. Questionados, os gestores afirmaram que já haviam feito as alterações das escolas no "sistema do governo federal", mas que havia uma demora em sua atualização. Diante disso, esta equipe entregou a relação de alunos da amostra para que a Secretaria Municipal de Educação indicasse a escola de fato freqüentada por eles. Segundo o que foi informado, dos 55 alunos da amostra, 5 estariam estudando em municípios limítrofes e 5 não puderam ser localizados:

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Estudando em municípios limítrofes, segundo a Secretaria Municipal de Educação (NIS): 160.4054.33-62 200.8645.13-88 164.1684.77-53 206.4434.49-83 165.2566.65-47 Não localizados do Sistema de Ensino do Estado de SP (NIS): 160.4049.32-25 206.4434.71-76 206.4434.22-12 164.1271.41-98 206.4434.55-56 Reiniciando-se as visitas às escolas para a aferição da freqüência dos 45 restantes, constatou-se que 7 não estavam matriculados onde a Secretaria Municipal informara. Não localizados na escola informada pela Secretaria Municipal de Educação (NIS): 206.4434.22-20 161.1044.75-88 206.4435.09-24 161.7563.89-65 206.4435.09-16 162.4325.05-80 206.4434.29-80 Dos 38 localizados, 1 não constava na relação da escola como beneficiário do Programa Bolsa Família e 8 (21%) registravam freqüência no último trimestre (maio, junho e julho de 2006) inferior aos 85% exigidos como contrapartida do benefício. A dificuldade na localização dos alunos evidenciou que a própria administração municipal não detém informações atualizadas em relação aos códigos INEP/escola dos alunos beneficiários do Programa. EVIDÊNCIA: Relação de escolas onde estariam matriculados os 55 alunos da amostra, fornecida pela Secretaria Municipal de Educação. Visitas às 7 escolas do município com alunos da amostra. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "A Secretaria Municipal de Educação implementou um programa de recadastramento de toda a sua rede de educação, voltada a uma ampla atualização de toda a base cadastral, especialmente com relação a crianças e adolescentes inseridos em programas sociais. A carência do Município e o fluxo migratório para outras regiões
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mais ricas como Barueri e São Paulo, dão causa a uma alta rotatividade nas escolas. Não é demasiado lembrar que dentro da região metropolitana de São Paulo o Município de Pirapora do Bom Jesus é o 37º em arrecadação dentre os 39 que o compõe (índice Paulista de Responsabilidade Social). Considerando os profundos problemas sociais enfrentados pelas famílias inseridas no programa, eventuais casos esporádicos de diminuição da freqüência podem ser notados, porém tão logo constados são encaminhados ao Conselho Tutelar e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Promoção Social, pois muitas vezes a Bolsa é a única fonte de renda da família. Destarte, o controle sempre foi feito, apesar dessas enormes dificuldades locais". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A prefeitura reconheceu a falha, apontou alguns fatores que contribuem para sua ocorrência, mas não comprovou qualquer medida concreta no sentido de seu enfrentamento. 6.5.4 CONSTATAÇÃO: Falta de atuação da instância de controle social do Programa Bolsa Família.

FATO: A "Comissão da Instância de Controle Social do Programa Bolsa Família" do Município de Pirapora de Bom Jesus foi criada em 17/09/2004, e o Decreto n.º 2.187, de 12/08/2005, dispôs sobre a designação de seus membros. No entanto, em entrevista com a representante da Secretaria Municipal de Saúde na referida instância, verificou-se que a Comissão nunca se reuniu. Seus membros não receberam capacitação para atuação na Comissão e não têm tido acesso às instruções operacionais elaboradas periodicamente pelo gestor federal. Da mesma forma, enquanto instância, os componentes não têm realizado visitas às escolas e aos postos de saúde para acompanhar as condicionalidades. A ausência de um controle social efetivo tem tido reflexos negativos na execução do Programa, apontados em pontos específicos deste Relatório (falhas no acompanhamento das condicionalidades da execução, falta de divulgação dos beneficiários do Programa, existência de famílias fora do perfil usufruindo do benefício). EVIDÊNCIA: Entrevista a membro da Comissão da Instância de Controle Social do Programa Bolsa Família. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Foi efetivamente instalada a Comissão de Controle Social do Programa Bolsa Família. Contudo, o que se apurou é que existem alguns membros que não estão correspondendo às suas atribuições, razão pela qual referida Comissão está tomando as devidas providências para corrigir essa falha.
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Ademais, foi determinada a sistematização das informações por ela produzidas, de modo a melhorar a eficiência do controle. Inobstante o acima relatado, não se apontou nenhuma irregularidade no cumprimento do programa, mesmo diante das dificuldades de acesso às informações entre a Administração e o órgão concedente. É certo, de outra parte, que o apontamento da CGU foi muito salutar para o Município, e colaborou para melhoria da Administração deste programa". ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A prefeitura reconheceu a falha, alegou estar tomando providências, mas não apontou quais medidas concretas seriam adotadas no sentido de sua superação. 6.5.5 CONSTATAÇÃO: Famílias não localizadas.

FATO: Das 27 famílias que compõem a amostra enviada para os trabalhos de campo, não foi possível localizar 8, das quais 5 teriam mudado de cidade, segundo os vizinhos, informação coerente com a não localização das crianças nas escolas do Município. .
NIS Informações obtidas Crianças localizadas nas escolas da cidade? Não Não Não Não Não Não tem crianças Não tem crianças Não tem crianças

108.4086.94-09 163.5063.84-85 206.4434.21-90 206.4435.08-94 209.5309.68-87 209.5312.35-82 126.7275.92-61 165.9267.77-41

nenhuma nenhuma mudou-se vendeu a mudou-se mudou-se mudou-se mudou-se

para casa para para para para

Poços de Caldas-MG Engenho Novo Barueri Ubatuba Cotia

EVIDÊNCIA: Visitas domiciliares às famílias da amostra. MANIFESTAÇÃO DO AGENTE EXECUTOR: "Existe sim o controle das famílias cadastradas. Ocorre que há intenso fluxo migratório da população de Pirapora para a capital de São Paulo e mesmo para outras cidades da região metropolitana, o que ocasiona constante mudança de famílias. Essas alterações são periodicamente detectadas por meio dos recadastramentos realizados pelo município. Com relação às famílias apontadas pela auditoria, as mesmas já foram recadastradas seguindo as normas do programa neste município, de acordo com os fatos acima apontados. A Administração Pública, de maneira a intensificar o controle sobre o programa, faz, periodicamente, trabalho de campo, noticiado inclusive pela imprensa (doc.135)".
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ANÁLISE DA EQUIPE: Justificativa não acatada. A afirmação de que as famílias questão já estariam com a situação regularizada não foi comprovada manifestação da prefeitura.

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