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1a aula de mancais de deslizamento - 2005

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MANCAIS DE DESLIZAMENTO

1 - REGIMES DE LUBRIFICAÇÃO 2 - Projeto de mancais 3 - Exercícios

Prof. Cláudio Tavares da Silva tavares@cefetpr.br UTFPR

1 – Regimes de Lubrificação
ÍNDICE • Lubrificantes
– Exemplos de aplicação

• Viscosidade • Lubrificação hidrostática • Regimes de lubrificação
– Hidrodinâmica (HD) – Elasto-Hidrodinâmica (EHD - EHL) – Lubrificação Limítrofe (boundary lubrication)

• Curvas de Stribeck • Referências Bibliográficas

da combustão) • Amortecem ruído • Mais importante: Reduzem o atrito e o desgaste formando um filme de baixa resistência ao cisalhamento entre as superfícies em contato Lubrificantes • Líquidos – óleos minerais – óleos sintéticos } + aditivos (contaminantes) • Graxas – líquidos + agente espessante (sabões) • maiores coeficientes de atrito • menor remoção de calor • Lubrificantes sólidos – pós – suspensões – revestimentos .Lubrificantes • Protegem superfícies contra corrosão • Removem calor gerado pelo atrito • Removem partículas geradas pelo desgaste (ou prod.

PVD.baixa dureza Óleos minerais • Classificação dos óleos minerais básicos – – – estrutura molecular predominante. revestimentos e suspensão de óleos e graxas • sólidos com estruturas lamelares ♦ ♦ ♦ Grafite (Tlim ~ 500ºC) Dissulfeto de molibdênio (MoS2) (Tlim ~ 300ºC) Politetrafluoroetileno (PTFE) (Tlim ~ 250ºC) • Filmes finos.Lubrificantes sólidos APLICAÇÃO • Máquinas e equipamentos da indústria alimentícia • Equipamentos espaciais • Sistemas com operação a altas temperaturas (>1000ºC) MATERIAIS POTENCIAIS: • baixo coeficiente de atrito • aplicados como pós. comprimento das cadeias laterais e razão entre os átomos de carbono das cadeias laterais e dos anéis Óleos sintéticos Poliglicóis <O> catalizador H C H <F> <O> Perfluoroalquileter C H <Si> <O> Óleo de silicone H Alquilbenzeno PAO hidrocarburo sintético Ester Poliolester . ~micrometros (eletrodeposição. etc) .

CuSn12Ni ÓLEO MINERAL Condições de ensaio: Rodagem: velocidade de entrada: 350 1/min torque de saída: 24 hs 100 Nm 24 hs 200 Nm 2 hs 300 Nm Funcionamento permanente: velocidade de entrada: 350 1/min torque de saída : 300 Nm tempo de funcionamento [h] .Lubrificantes • Líquidos – óleos minerais – óleos sintéticos – ÁGUA • Graxas – líquidos + agente espessante (sabões) • maiores coeficientes de atrito • menor remoção de carlor • Lubrificantes sólidos – pós – suspensões – revestimentos Exemplo da importância na escolha do lubrificante Perfis de desgaste de vários óleos desgaste [µm] Engrenagem de ensaio: Flender CUW 63 i = 1 : 39 . a = 63 mm sem fim : 16MnCrS5 coroa : GZ .

& torque engrenagem sem fim Viscosidade dos fluidos • Os fluidos podem ser classificados de acordo com o valor da razão entre os esforços tangenciais aplicados e as respectivas taxas de deformação • Tensão tangencial •Taxa de deformação em quantidades mensuráveis .Bancada de ensaios para óleos de engrenagens sem fim motor engrenagem cônica Vista superior Entrada do sensor de velocidade & torque gerador engrenagem secundária saída sensor de veloc.

s/m2) = (Pa. t .Viscosidade Medida da resistência ao cisalhamento de um fluido a uma dada temperatura [ASTM D88] τ = tensão de cisalhamento [Pa] µ (ou η)= viscosidade dinâmica ou absoluta [Pa.22 . t -180 / t) .22 .s/in2) µ/ρ = ν = Viscosidade cinemática Unidades [L2t] Sistema métrico = St = stoke (cm2/s) Sistema Internacional = (m2/s) Sistema Inglês = (in2/s) ρ = peso específico Viscosidade cinemática – Mede-se o tempo. a uma temperatura especifica –O tempo obtido denomina-se • Viscosidade Segundo Saybolt Universal (SUV) υ = (0.s/cm2) Sistema Internacional = (N.180 / t) (cSt) ou υ = (0. em segundos.s) Sistema Inglês = Reynolds = (lbf.s] du/dt = taxa de deformação ao cisalhamento (“shear strain rate”) µ = Viscosidade absoluta ou dinâmica Unidades [M/Lt] Sistema métrico (cgs) = P = poise (dina. 10-6 (m2/s) Viscosímetro Saybolt Universal . para escoar 60 ml de lubrificante.

Viscosidade – Viscosidade de diversos óleos Viscosidade dinâmica – Efeito da temperatura .

– Aço com aço é aceitável desde que endurecidos e lubrificados • contato de rolamento. Utilizado nos mancais do virabrequim e do eixo comando de válvulas. .Materiais para mancais • Propriedades dos materiais utilizados em mancais – Macio • absorver partículas externas – Resistência mecânica razoável • garantir tolerâncias dimensionais • suportar as elevações de temperatura – Resistência à corrosão – Lubricidade – Porosidade • O lubrificante é retido por capilaridade • Bronze sinterizado é o mais usado – Dureza • menor que 1/3 da dureza do componente móvel Materiais Metálicos • Babbit – – – – Liga de chumbo e estanho eletrodepositado em substrato rígido (aço) melhora a resistência à fadiga. • Fofo cinzento e Aço – O grafite do ferro fundido ajuda na lubrificação. Resistência à corrosão e à temperatura elevadas. Disponível nas formas sólido e sinterizado. Não suporta lubrificação limite. • Bronze – – – – Boa resistência mecânica e usinabilidade. Suporta lubrificação limite.

Regimes de lubrificação – LUBRIFICAÇÃO HIDROSTÁTICA • Lubrificação hidrodinâmica (HD) • Lubrificação elastohidrodinâmica (EHD ou EHL) Lubrificação mista • Lubrificação limítrofe Mancais de deslizamento – LUBRIFICAÇÃO SÓLIDA (Mancais Auto-lubrificados) . fibra de vidro. POM e Teflon® (PTFE) • baixo coeficiente de atrito • baixa resistência mecânica e temperatura de trabalho • limitação na carga e velocidade de operação.. – Grafite e bissulfeto de molibdênio (MoS2) • Estrutura Lamelar • Material de reforço • Resistência mecânica e temperatura de trabalho maior. – Baixas cargas e temperaturas. – Nylon®.Materiais Não-Metálicos – Possibilidade de trabalhar a seco (grafite). • necessidade de material de reforço – talco. – aumento do coeficiente de atrito. etc.

produzida pelo movimento relativo entre as peças.9 MPa) . – As pressões giram em torno de 1.Regimes de lubrificação LUBRIFICAÇÃO POR PELÍCULA ESPESSA • HIDROSTÁTICA – Suprimento contínuo de lubrificante através de bombeamento.000 [PSI] ( 6. – Pode ocorrer desgaste nas partidas e paradas – Coeficiente de atrito varia entre 0.002 e 0. – Sistema utilizado para lubrificar o virabrequim e o eixo comando de válvulas. – O filme de lubrificante se mantém limpo e livre de contaminantes. devido às perdas pelas laterais do mancal. bomba e canalização para distribuir o óleo. – O desgaste é reduzido praticamente a zero. – Necessita de fornecimento contínuo de lubrificante (por bombeamento ou por gravidade). – Necessita de reservatório. Lubrificação HD LUBRIFICAÇÃO POR PELÍCULA ESPESSA • HIDRODINÂMICA – A separação das peças é feita pela formação de uma cunha lubrificante.010.

2000] Mancais Anéis de 1º canalete Came (nariz) h [µm] < 1. Spikes.0 Ref: Prof H.2 ~ 1. cames. etc • Superficies não c . mancais de rolamento.Lubrificação HD • Ocorre em deslizamento de contatos conformes ou onde a pressão de contato é relativamente baixa (unidades a dezenas de MPa) “Journal bearing” “Pad bearing” “Piston (mid stroke)” • • • Modelo de REYNOLDS da lubrificação HD (1886) O óleo é levado ao contato pelo movimento das superfícies A viscosidade do óleo é a propriedade mais relevante na determinação da espessura do filme e do atrito Para pares encontrados em motores [Priest.onformes • Altas pressões de contato de Hertz (0.7 a 3.4 GPa) → aumento na viscosidade do lubrificante • Inviabilização do filme hidrodinâmico • Depende das deflexões elásticas . palestra realizada na EPUSP em 27/08/00 Lubrificação EHD anos 40 Lubrificação de engrenagens.0 < 0.

η / p) forças entre asperezas forças forças viscosas e viscosas asperezas ATRITO ESP. FILME DESGASTE .:Whitehouse (1994) Desgaste e atrito dependem do regime de lubrificação Desgaste nos sistemas lubrificados: 1.000x menor que nos sistemas a seco Atrito e Desgaste x Regimes de Lubrificação CURVA DE STRIBECK (µ versus v.Formação de filmes HD (limite inferior) EHD limítrofe misto Ref.000x a 10.

lubrifcation: a textbook in Tribology. 1996.800-834 CHENG. Amsterdam: Elsevier.4: Two body interactions-dynamic effect..N. The tribology handbook.. Engine Tribology.J. A. Tribology: friction and wear of engineering materials. E. 198p. Professional Engineering Publishing. D. Modelamentop de desgaste por deslizamento de aneis de pistão de motores de combustção interna.J.teses. 1992 BAYER. Marcel Dekker.S. Estudo do desgaste e atrito de um par metálico sob deslizamento lubrificado. Butterworth-Heinemann. Nanoscience and Technology. 1997 PERSSON. Mechanical wear prediction and prevention.139-162.C. 1994 WHITEHOUSE D. Second Ed. R. Tese de doutorado. Elastohydrodynamic lubrication. 1988 NEALE.. 657p.. H. CRC Press. CRC Handbook of Lubrication.. K.C.II Theory & Design.. CRC Press.. E. 759p. In: Booser.117 TAYLOR.br/teses/disponiveis/3/3132/tde-07052003-130638/ TOMANIK. 2000 DOWSON. p. wear. B.J. 462p.M.G. 2003 http://www. Tese de doutorado.. Handbook of Surface Metrology. cap 7. Sliding friction – Physical principles and application. M... History of Tribology. Great Britain.usp.. M. Institute of Physics Publishing. Friction.R. 248p. 1998 HUTCHINGS.. I.Curva de STRIBECK para componentes de motores Referências MARU. 1993 . p. Edward Arnold. 1994.M. Escola Politécnica da USP. 1997 LUDEMA. Escola Politécnica da USP. Vol. p. M.

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