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APOSTILA_DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

APOSTILA_DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

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  • 1 Programa da Disciplina
  • 1.1 Unidade Curricular
  • 1.2 Período Letivo
  • 1.3 Ementa
  • 1.4 Carga Horária Total
  • 1.5 Objetivos
  • 1.7 Metodologia
  • 1.9 Bibliografia Recomendada
  • 2.2 A Questão Ambiental
  • 2.4 Protocolo de Kyoto
  • 2.5 Movimento Ambientalista no Brasil7
  • 3 Desenvolvimento Sustentável: Que Bicho é Esse?13
  • 3.1 Desenvolvimento14
  • 3.2 Sustentabilidade15
  • 3.3 Desenvolvimento versus Sustentabilidade?
  • 4 Dimensões da Sustentabilidade
  • 4.1 Externalidades
  • 4.2 Sustentabilidade Social
  • 4.3 Sustentabilidade Econômica
  • 4.4 Sustentabilidade Ecológica
  • 4.5 Sustentabilidade Espacial
  • 4.6 Sustentabilidade Cultural
  • 5 Responsabilidade Socioambiental
  • 5.1 Conceito
  • 5.2 Responsabilidade Social Empresarial
  • 5.3 Terceiro Setor
  • 6 Política Ambiental
  • 6.1 Legislação Ambiental
  • 6.2 Política Ambiental
  • 6.3 Tributação Ambiental
  • 7.1 Normas ISO 14000
  • 7.3 Social Accountability 8000 (SA 8000)
  • 7.4 NBR 16000
  • Bibliográficas
  • ANEXOS
  • Anexos
  • Anexo 1: Atividades Complementares
  • Anexo 2: Roteiro Disciplinar – PIM
  • Anexo 3: Conteúdo Programático Detalhado

CURSOS SUPERIORES DE TECNOLOGIA

CAMPUS ALPHAVILLE

__________

MARKETING & RECURSOS HUMANOS
NOTURNO

TURMAS

GM3P06  GM4P06  GM4Q06

 GH4P06  GH4Q06  GH4S06
__________

Prof. Rodrigo Marchesin
profe s s or@rodrigom a rc hes in.c om

SÃO PAULO ∙ 2010

DESENV. SUSTENTÁVEL

apostila de

Antes de iniciar este trabalho, cumpre observar o mérito de uma equipe de professores, sem os quais esta apostila não seria possível:

Profa. Angela Pizzo Profa. Daniela Sakumoto Profa. Kelly Mariano Prof. Mauro Trubianelli Profa. Raquel Caparrós

APRESENTAÇÃO

Apresentação
Você já parou para pensar no que significa a palavra progresso? Pois então pense: estradas, usinas, cidades, máquinas e muitas outras coisas que ainda estão pôr vir e que não conseguimos nem ao menos imaginar. Algumas partes desse processo todo são muito bons, pois melhoram a qualidade de vida dos seres humanos de uma forma ou de outra, como no transporte, comunicação, saúde etc. Mas agora pense só: será que tudo isso de bom não tem nenhum preço? Será que para ter toda essa facilidade de vida nós, humanos, não pagamos nada?

Já ouviu, também, alguém dizer que, para tudo na vida, existe um preço? Pois é, nesse caso não é diferente. O progresso, da forma como vem sendo feito, está destruindo o planeta Terra e a natureza. Um estudioso do assunto disse, certa vez, que é mais difícil o mundo acabar devido a uma guerra nuclear ou a uma invasão extraterrestre (ou uma catástrofe qualquer) do que acabar pela destruição que nós, humanos, estamos provocando em nosso planeta. Você acha que isso é um exagero?

O preço que se cobra, hoje, para garantir a perpetuação da espécie humana, em uma abordagem evolucionista; ou resguardar o direito à vida daqueles que ainda não vieram à luz, em um contexto ético; chama-se desenvolvimento sustentável. Ou melhor, este conceito provavelmente será o “troco” que as forças da natureza entregarão ao Homo sapiens, caso este faça uma escolha diferente daquela que tem praticado nos séculos precedentes.

O desenvolvimento sustentável, infelizmente, é um tema explorado de maneira oportunista por muitas organizações, que enxergam apenas um discurso estratégico “politicamente correto”, sem perceber os impactos do uso indiscriminado dos fatores de produção. Desenvolvimento sustentável não é e não pode ser, decididamente, um negócio.

Quando falamos de desenvolvimento sustentável, falamos da vida, do direito que cada cidadão, nascido neste planeta, tem de usufruir deste espaço e alcançar padrões de vida superiores às condições que muitos países estão entregues. Alijadas dos direitos humanos, comunidades inteiras passam fome, prostituem-se física e moralmente, morrem

APRESENTAÇÃO

em conflitos civis e vendem as famílias como forma de sobrevivência. Pagam com suas vidas, a qualidade de uma parcela da população que consegue, de fato, viver.

O objetivo deste texto é reunir um conjunto básico de informações, as quais possam esclarecer e orientar o aluno quanto à importância do tema e expandir a discussão para uma dimensão crítica, sem perder o viés acadêmico de debates fundamentados na argumentação técnica e lógica científica. Neste sentido, os capítulos encontram-se estruturados segundo o direcionamento da ementa proposta para o curso.

Como forma de aprofundar o trabalho acadêmico, seguem algumas outras informações de cunho relevante: o programa da disciplina e na parte final, nos anexos, constam sugestões para as atividades complementares (prazos de entrega e validação de horas), o conteúdo programático – na íntegra – e um roteiro básico, para orientação específica, relacionado à parte da disciplina Desenvolvimento Sustentável no PIM (Projeto Integrado Multidisciplinar).

Portanto, a realização deste material configura-se como uma extensão do acesso à informação e formação técnicas, de forma a ampliar a empregabilidade dos profissionais de diferentes campos de atuação, através de um processo de qualificação, pautado pela transparência nas relações humanas, respeito à diversidade e inovação dos paradigmas pedagógicos.

Prof. Rodrigo Marchesin

 preste atenção às aulas. no lugar daquilo que ainda não sabe. e 03) Viva um dia de cada vez!! . para um melhor aproveitamento das aulas e do professor. Lembre-se das 3 regras básicas para a vida: 01) As escolhas sempre são suas.  colabore com os colegas e estimule-os a prestarem atenção à aula. será o respeito mútuo. portanto.  não utilize de meios escusos para fazer trabalhos e provas. É fundamental que cada uma das partes envolvidas esteja consciente deste pressuposto básico da comunicação humana. este cuidado não foge à regra e. sempre.CÓDIGO DE ÉTICA Como Aproveitar Seu Professor A base para um bom relacionamento.  combata a discriminação.  não busque competir com o professor.  não queira escolher o tema ou a forma da aula.  respeite as diferenças e as dificuldades dos colegas. contribuindo para a criação de um ambiente sinérgico.  procure estudar e realizar as tarefas determinadas pelo professor. faz-se necessário algumas observações relevantes:  evite endeusar ou menosprezar o professor. 02) Você não tem controle sobre tudo.  não pergunte o que já sabe. Em uma sala de aula.

12. Encerramento do Semestre * ** INÍCIO 04. como provas e trabalhos em sala (Plano de Aulas). devem ser considerados apenas os dias úteis (segunda a sexta-feira). Entrega AC 5 Avaliação NP2**. Resultados. porém para efeito de planejamento.10 03. Pede-se especial atenção aos prazos de entrega das Atividades Complementares – AC (destacadas no Cronograma de Aulas) e demais atividades especiais.10 17. As turmas de Marketing terão.10 25. para evitar a realização de duas provas no mesmo dia.10.PLANEJAMENTO DAS AULAS/2010 AGENDA Agenda do Aluno Esta agenda serve ao propósito docente de auxiliar o aluno na construção dos alicerces para a aprovação acadêmica na disciplina DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Substitutiva 6 Resultados Finais.08. uma antecipação do período de provas. Entrega AC 4 Consolidação dos Conceitos Avançados da Disciplina.10 20.10. Apresentação do PIM.11.11. Direcionamento Metodológico 2 Consolidação dos Conceitos Básicos da Disciplina.08.10 As datas de encerramento de cada uma das fases do curso estão anotadas com os finais de semana. através da organização e do planejamento dos estudos durante o segundo semestre letivo de 2010.08.10 24.10 29.10. Entrega AC 3 Avaliação NP1**.12.12.10 FIM 23. em caráter excepcional. Calendário – 2º Semestre AGOSTO T Q Q 3 4 5 10 11 12 17 18 19 24 25 26 31 SETEMBRO T Q Q 1 2 7 8 9 14 15 16 21 22 23 28 29 30 OUTUBRO T Q Q 5 12 19 26 6 13 20 27 7 14 21 28 D 1 8 15 22 29 S 2 9 16 23 30 S 6 13 20 27 S 7 14 21 28 D 5 12 19 26 S 6 13 20 27 S 3 10 17 24 S 4 11 18 25 D 3 10 17 24 31 S 4 11 18 25 S 1 8 15 22 29 S 2 9 16 23 30 04 Início das Aulas 07 Independência do Brasil 12 Nossa Senhora Aparecida D 7 14 21 28 S 1 8 15 22 29 NOVEMBRO T Q Q 2 3 4 9 10 11 16 17 18 23 24 25 30 S 5 12 19 26 S 6 13 20 27 D 5 12 19 26 S 6 13 20 27 DEZEMBRO T Q Q 1 2 7 8 9 14 15 16 21 22 23 28 29 30 S 3 10 17 24 31 S 4 11 18 25 02 Finados 15 República 23 Encerramento do Semestre 25 Natal . em função da grade curricular.10 24.10 28.10.10 23. ATIVIDADES* 1 Apresentação da Disciplina.10 04.

PLANEJAMENTO DAS AULAS/2010 AGENDA Cronograma de Aulas DIA dom 02 03 04 05 06 sáb dom 09 10 11 12 13 sáb dom 16 17 18 19 20 sáb dom 23 24 25 26 27 sáb dom 30 31 AULA 04 AULA 03 AULA 02 AULA 01 INÍCIO DAS AULAS AGOSTO DIA 01 02 03 sáb dom 06 07 08 09 10 SETEMBRO DIA 01 sáb dom 04 05 06 OUTUBRO DIA 01 02 03 04 NOVEMBRO DIA 01 DEZEMBRO FINADOS 02 03 sáb dom 06 07 08 PROVA NP1 (RH) 05 sáb dom 08 09 10 11 AULA 14 ENTREGA AC-3 INDEPENDÊNCIA 07 08 sáb dom 11 PIM 09 10 sáb dom 13 14 AULA 19 dom dom 13 14 15 16 17 sáb dom 20 21 22 23 24 sáb dom 27 28 29 30 PROVA NP1 (MKT) AULA 07 ENTREGA AC-1 AULA 06 12 13 14 15 sáb dom 18 19 20 21 22 sáb dom 25 26 27 28 29 sáb dom N. S. APARECIDA 12 sáb dom 15 16 17 18 REPÚBLICA AULA 15 15 16 17 sáb dom 20 21 22 AULA 20 AULA 11 ENTREGA AC-2 19 sáb dom 22 23 24 25 PROVA NP2 (MKT) 23 24 sáb dom 27 28 29 ENCERRAMENTO DAS AULAS AULA 12 26 sáb dom 29 30 PROVA NP2 (RH) 30 31 Curso/Turma: MAT NOT SEGUNDA MKT / RH TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA .

3 . todas as temáticas a serem trabalhadas ao longo da disciplina. 49 a 57 Cap.Pág. detalhadamente. 58 a 67 ----------------- ----Estudo de Caso Filme Estudo de Caso --------Estudo de Caso ----------------Filme ----Estudo de Caso ----Estudo de Caso ----------------- OBS: O Plano de Aulas tem por objetivo apresentar. 5 . 40 a 43 Cap. 4 . 34 a 39 ----Cap. . 58 a 67 Cap. de acordo com a ementa prevista pela Universidade.Pág.PLANEJAMENTO DAS AULAS/2010 AGENDA Plano de Aulas AULA CONTEÚDO LEITURA PRÉVIA ATIVIDADE 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 Apresentação / Metodologia / Bibliografia Aspectos Históricos / A Questão Ambiental Conceitos / Desenvolvimento / Sustentabilidade / DS Dimensões da Sustentabilidade Feriado – Independência Responsabilidade Socioambiental / RSE Terceiro Setor Prova NP1 (Marketing) Prova NP1 (RH) Feriado – Nossa Senhora Aparecida Vista de Prova NP1 Política Ambiental / Instrumentos Feriado – Finados Legislação Ambiental Certificações Normas ISO Prova NP2 Apresentações do PIM Vista de Prova NP2 / Prova Substitutiva Encerramento do Semestre ----Cap.Pág.Pág. 2 .Pág. preparando-se através da leitura preliminar do capítulo programado para aquela data. é importante que o estudante tome ciência da matéria a ser ministrada. 26 a 33 Cap.Pág. 49 a 57 ----Cap.Pág. 5 . para cada etapa do conteúdo programático e adequado desenvolvimento discente. 7 . Desse modo. 6 . 7 . 14 a 25 Cap. 44 a 48 ----------------Cap. 6 .Pág.Pág.

4 1.1 2.5 4.com SUSTENTÁVEL Sumário 1 PROGRAMA DA DISCIPLINA 1.8 1.3 1.6 EXTERNALIDADES SUSTENTABILIDADE SOCIAL SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA SUSTENTABILIDADE ECOLÓGICA SUSTENTABILIDADE ESPACIAL SUSTENTABILIDADE CULTURAL 34 34 35 36 37 38 38 5 RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL 5.5 ASPECTOS HISTÓRICOS A QUESTÃO AMBIENTAL CONFERÊNCIAS MUNDIAIS PROTOCOLO DE KYOTO MOVIMENTO AMBIENTALISTA NO BRASIL 14 15 17 18 19 22 3 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: QUE BICHO É ESSE? 3.3 2.9 UNIDADE CURRICULAR PERÍODO LETIVO EMENTA CARGA HORÁRIA TOTAL OBJETIVOS CONTEÚDO PROGRAMÁTICO METODOLOGIA CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA 10 10 10 10 10 10 11 11 12 13 2 INTRODUÇÃO 2.4 DESENVOLVIMENTO SUSTENTABILIDADE DESENVOLVIMENTO VERSUS SUSTENTABILIDADE? DEFINIÇÕES COMPLEMENTARES 26 26 28 30 32 4 DIMENSÕES DA SUSTENTABILIDADE 4.rodrigomarchesin.4 4.1 4.2 4.2 3.6 1.3 3.5 1.1 1.3 4.7 1.2 2.2 RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL 40 41 42 .www.4 2.1 3.2 1.1 CONCEITO 5.

5 NORMAS ISO 14000 NORMAS AA1000 SOCIAL ACCOUNTABILITY 8000 (SA 8000) NBR 16000 ISO 26000 58 61 63 63 64 66 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ELETRÔNICAS 68 68 68 ANEXOS ANEXO 1: ATIVIDADES COMPLEMENTARES ANEXO 2: ROTEIRO DISCIPLINAR – PIM ANEXO 3: CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DETALHADO 71 72 75 77 .4 7.www.2 POLÍTICA AMBIENTAL 6.3 TRIBUTAÇÃO AMBIENTAL 49 49 51 53 7 CERTIFICAÇÕES 7.com SUSTENTÁVEL 5.rodrigomarchesin.3 7.1 7.3 TERCEIRO SETOR 44 6 POLÍTICA AMBIENTAL 6.1 LEGISLAÇÃO AMBIENTAL 6.2 7.

1. Página 10 .1 Unidade Curricular Desenvolvimento Sustentável.com SUSTENTÁVEL 1 Programa da Disciplina 1. Mercado e meio ambiente. 1.2 Período Letivo 4º Semestre.www. A ética ambiental e o desenvolvimento sustentável. O conceito de desenvolvimento econômico-social. 1.rodrigomarchesin. Desenvolvimento sustentável. Críticas às visões economicistas do desenvolvimento. A ética ambiental e países subdesenvolvidos.4 Carga Horária Total 30 horas.5 Objetivos Adquirir visão fundamentada quanto à possibilidade de estabelecer relações entre desenvolvimento econômico e desenvolvimento sustentado.3 Ementa Teorias sobre o desenvolvimento. 1.

1 Nova Ordem Mundial  Aspectos Históricos  Desenvolvimento x Sustentabilidade  Sobrevivência ou Modismo? 1.7 Metodologia Para o desenvolvimento do conteúdo proposto.  Estudos dirigidos. serão utilizadas as seguintes técnicas:  Aulas expositivas dialogadas.  Vídeos.  Estudos de casos. 1 O detalhamento do Conteúdo Programático encontra-se no Anexo 3 desta apostila. Página 11 .6.  Resenhas.6 Conteúdo Programático1 1.www.com SUSTENTÁVEL 1.rodrigomarchesin.3 Instrumentos de Desenvolvimento Sustentável  Política Ambiental  Legislação  Certificações 1.2 Desenvolvimento Sustentável  Dimensões da Sustentabilidade  Responsabilidade Social e Ambiental  Terceiro Setor 1.6.6.

www. através de provas escritas. A Avaliação Bimestral é o instrumento final de acompanhamento do(a) aluno(a) para classificação do nível de domínio da matéria lecionada e será aplicada individualmente. textos de interpretação e/ou planilhas de cálculos.com SUSTENTÁVEL 1. de acordo com o quadro a seguir: Avaliações Atividades Programadas Avaliação Bimestral Pesos 20% 80% As Atividades Programadas referem-se aos estudos de caso.0 (cinco) no conjunto das habilidades que compõem a disciplina cursada e obtiver freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento).8 Critérios de Avaliação2 O processo de avaliação será contínuo. através de uma escala de 0 (zero) ponto até 10. sem consulta a qualquer fonte bibliográfica. Todas as atividades previstas serão medidas.rodrigomarchesin. divididos por 10. e terão pesos proporcionais ao seu grau de importância e dificuldade. O(A) aluno(a) é considerado(a) aprovado(a) se alcançar média semestral (MS) igual ou superior a 5. estudos dirigidos (individuais e/ou em grupo) e participação ativa nas atividades desenvolvidas durante o andamento da disciplina. de acordo com a fórmula abaixo e disposta no Manual de Informações Acadêmicas/UNIP 2010: MS = NP1 x 4 + PIM x 2 + NP2 x 4 10 Página 12 . anotações ou outros meios classificados como material de apoio à aprendizagem. 2 A Média Semestral (MS) é composta do somatório das notas NP1 e NP2 (peso 4) e PIM (peso2).0 (dez) pontos.

2ª ed. Desenvolvimento sustentável: o desafio do século XXI. BELLEN. Página 13 . 2009. ZATZ. 2008. VEIGA. 3ª ed. Desenvolvimento sustentável: que bicho é esse? Campinas. Gabriela. VEIGA. Indicadores de sustentabilidade: uma análise comparativa. dificuldades e motivações de gestores de empresas. Isabel C. Hans Michael van. SCOTTO.rodrigomarchesin. Rio de Janeiro: Garamond.. Rio de Janeiro: Elsevier. Fernando. 3ª ed. Petrópolis. RJ: Vozes. José Eli da. Leandro B.com SUSTENTÁVEL 1. 2008. GUIMARÃES.www. José Eli da. 2006. Desenvolvimento sustentável. SP: Autores Associados. Experiências empresariais em sustentabilidade: avanços. 2008. Rio de Janeiro: FGV. CARVALHO. Lia.9 Bibliografia Recomendada ALMEIDA.

Foi necessário reconhecer que a velocidade da transformação era tal que superava a capacidade científica e institucional para minimizar ou inverter o sentido de suas causas e efeitos. síntese química e irrigação. contribuindo assim para a preservação dos recursos hídricos. secas e fortes tempestades devem se tornar cada vez mais freqüentes e severas. Estes grandes problemas ambientais incluem: 1) Aquecimento global da atmosfera: combustíveis fósseis dominam o suprimento mundial de energia. fazendo com que as emissões resultantes de gases efeito estufa causem mudanças na temperatura e aumentem os riscos de mudanças climáticas.rodrigomarchesin. estimular o reuso e combater o desperdício. tem moldado as sociedades humanas por milênios e é a base de atividades como refrigeração. entre as plantas e os animais e nas relações entre todos eles.com SUSTENTÁVEL 2 Introdução Durante as décadas de 1970 e 1980 tornou-se cada vez mais claro que os recursos naturais estavam sendo dilapidados em nome do “desenvolvimento”. Veremos adiante o que as empresas.www. Página 14 . 2) Esgotamento da camada de ozônio da estratosfera. Estavam se produzindo mudanças imprevistas na atmosfera. A demanda acelerada por energia gera crescimento econômico. nos solos. mas ameaça o clima da Terra. nas águas. A crescente escassez de água e o alarmante declínio na biodiversidade aquática evidenciam práticas e políticas falhas em diversas partes do mundo para a proteção do recurso mais importante da vida. Os modelos climáticos prevêem que enchentes. colheitas e progresso econômico. A água é essencial para todos os seres vivos. custando vidas. processamento de alimentos. ambientalistas e governo estão fazendo para tornar processos industriais mais eficientes. 3) Crescente contaminação da água e dos solos pelos derramamentos e descargas de resíduos industriais e agrícolas: a disponibilidade de água é o mais preocupante problema de recursos que o mundo enfrenta hoje.

A fumaça das queimadas também estaria alcançando o sul do continente. com graves conseqüências para o clima do planeta. mão de obra e terra do que qualquer outra atividade. A produção de alimentos ecologicamente eficaz é hoje uma das principais metas do desenvolvimento econômico e humano.www. inclusive na Bacia do Prata. quando começaram as discussões sobre os riscos da degradação do meio ambiente. O modo que escolhemos para produzir alimentos pode determinar o futuro de pastagens. A produção de alimentos é a base de muitas economias. A produção mundial de grãos utiliza mais água. Acompanhar o crescimento da população e reduzir a desnutrição existente demandará uma produção de alimentos bem maior e com menos impacto ambiental. O estudo concluía que. Dennis Meadows e os pesquisadores do "Clube de Roma" publicaram o estudo Limites do Crescimento. Tais discussões ganharam tanta intensidade que levaram a ONU a promover uma Conferência sobre o Meio Ambiente em Estocolmo (1972).1 Aspectos Históricos A preocupação da comunidade internacional com os limites do desenvolvimento do planeta datam da década de 60. 2. em conseqüência do desmatamento amazônico esteja afetando o regime de chuvas em toda a América do Sul. 6) Degradação do solo. Especialistas em meteorologia têm fortes razões para acreditar que a mudança de clima. florestas. ecossistemas. mantidos os níveis de Página 15 .com SUSTENTÁVEL 4) Destruição da cobertura florestal/desmatamento: aproximadamente 30% da área potencial de florestas temperadas subtropicais e tropicais e 40% das pastagens temperadas foram convertidas para a agricultura. mas ameaça os ecossistemas dos quais depende.rodrigomarchesin. No mesmo ano. 5) Extinção de espécies. além de desgastar e contaminar o solo com agentes químicos e pesticidas.

programas de educação. apresentou um relatório que diz “desenvolvimento sustentável é desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem suas próprias necessidades”. a Comissão Mundial da ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED). segurança social e respeito a outras culturas. foi bem aceito pela comunidade internacional.www. Página 16 . preservação dos recursos naturais e do meio ambiente. no máximo. produção de alimentos e exploração dos recursos naturais. provocando uma repentina diminuição da população mundial e da capacidade industrial. envolvendo uma crítica à sociedade industrial. Assim. não há apenas um limite mínimo de recursos para proporcionar bemestar ao indivíduo. Em 1973. poluição. Para a ONU. Foram os debates em torno do eco-desenvolvimento que abriram espaço ao conceito de desenvolvimento sustentável. o canadense Maurice Strong lançou o conceito de eco-desenvolvimento. elaboração de um sistema social que garanta emprego. que também gerava a destruição desenfreada dos recursos naturais. inclusive ligando a superação da pobreza nestes últimos ao crescimento contínuo dos primeiros. O relatório não apresenta as críticas à sociedade industrial que caracterizaram os documentos anteriores.com SUSTENTÁVEL industrialização. Outra contribuição foram às declarações que afirmavam que a causa da explosão demográfica era a pobreza. demanda crescimento tanto em países industrializados como em subdesenvolvidos. solidariedade com as gerações futuras. em 100 anos. Os países industrializados contribuíam para esse quadro com altos índices de consumo. Esta teoria referia-se principalmente às regiões subdesenvolvidas.rodrigomarchesin. No ano de 1987. os caminhos do desenvolvimento seriam seis: satisfação das necessidades básicas. há também um máximo. o limite de desenvolvimento do planeta seria atingido. participação da população envolvida.

www. considerando que a degradação ambiental é resultante de um processo social. Natureza. pois inviabiliza um dos fatores de produção: o capital natural. ignorando ou desconhecendo suas causas.2 A Questão Ambiental A partir das últimas décadas a questão ambiental tornou-se uma preocupação mundial. um desenvolvimento centrado no crescimento econômico que relegue para segundo plano as questões sociais e ignore as aspectos ambientais não pode ser denominado de desenvolvimento. uma vez que reduz os fluxos de bens e serviços que a natureza pode oferecer à humanidade. poluição hídrica. espaço devem compor o processo de desenvolvimento como elementos de sustentação e conservação dos ecossistemas. É necessário introduzir um nova abordagem decorrente da compreensão de que a existência de uma certa qualidade ambiental está diretamente condicionada ao processo de desenvolvimento adotado pela nações. poluição atmosférica. armazenamento e transporte de resíduos perigosos. acidentes nucleares. seguramente prejudica o próprio crescimento. Logo.com SUSTENTÁVEL 2. segundo suas respectivas especificidades. desertificação. Pode-se considerar. O modo como se dá o crescimento econômico. comprometendo o meio ambiente. Entretanto. perda de biodiversidade são algumas das questões a serem resolvidas por cada uma das nações do mundo. pois de fato trata-se de mero crescimento econômico. terra. a complexidade dos problemas ambientais exige mais do que medidas pontuais que busquem resolver problemas a partir de seus efeitos. alterações climáticas. pressão populacional sobre os recursos naturais.rodrigomarchesin. desenvolvimento sustentável como o desenvolvimento que tratando de forma interligada e interdependente as variáveis econômica. A degradação ou destruição de um ecossistema compromete a qualidade de vida da sociedade. A questão ambiental deve ser tratada de forma global. determinado pelo modo como a sociedade apropria-se e utiliza os recursos naturais. Não é possível pretender resolver os problemas ambientais de forma isolada. A destruição da camada de ozônio. social e Página 17 . portanto. A grande maioria das nações do mundo reconhecem a emergência dos problemas ambientais.

3 Conferências Mundiais3 A partir do século XX. Após a Segunda Guerra (1940-1945) os Estados Unidos e a União Soviética despontam como as grandes potências industriais. 23-26. No processo de implementação do desenvolvimento sustentável a educação ambiental torna-se um instrumento fundamental. se acentuou. As notas reproduzidas neste trecho correspondem às observações da professora e não fazem parte da pesquisa bibliográfica desta apostila. O período entre guerras (1919-1939) foi marcado pela crise econômica em 1929. 3 Texto retirado do artigo produzido pela Profa. Página 18 . É certo que a implementação do desenvolvimento sustentável passa necessariamente por um processo de discussão e comprometimento de toda a sociedade uma vez que implica em mudanças no modo de agir dos agentes sociais. o processo de industrialização que foi iniciado no XIX com a Revolução Industrial. uma vez que a Europa estava em “reconstrução”. Logo. A tensão decorrente da concorrência entre as duas potências ficou conhecida na História como Guerra Fria. Irinéia M.com SUSTENTÁVEL ambiental é estável e equilibrado garantindo melhor qualidade de vida para as gerações presentes e futuras. e de suas decisões individuais. do comportamento das pessoas. Com a experiência socialista na URSS manteve-se até fins da década de 1980 dois sistemas políticos e econômicos distintos e antagônicos. buscando transformar essas pessoas em indivíduos que participem das decisões sobre seus futuros. Mesmo considerando que existe certo interesse pelas questões ambientais há que reconhecer a falta de informação e conhecimento dos problemas ambientais.www. Franco (Natureza. recessão e desemprego em massa nos EUA e Europa. O sucesso das ações que devem conduzir ao desenvolvimento sustentável dependerá em grande parte da influência da opinião pública. 10-2. 2. Ms. pp. a educação ambiental que tenha por objetivo informar e sensibilizar as pessoas sobre os problemas (e possíveis soluções) existentes em sua comunidade. Socieda e Ecologia). exercendo desse modo o direito a cidadania torna-se instrumento indispensável no processo de desenvolvimento sustentável.rodrigomarchesin.

principal causador do efeito estufa.  Declaração de Cocoyok (1974). 2.  Dag-Hammarskjöld (1975). A diminuição deveria 4 BRUSEKE. São Paulo. Os relatórios e conferências específicos sobre a questão ambiental surgem a partir dos anos 70. O problema do desenvolvimento sustentável. Página 19 . Editora Cortez.rodrigomarchesin. 29. Em 1990 aparece o primeiro informe com colaboração científica internacional. 1995. Vejamos a seguir os pontos mais importantes da discussão apresentados pelos relatórios e suas sugestões para a resolução desses problemas.com SUSTENTÁVEL Foi com a criação da Organização das Nações Unidas (ONU) nos anos 50. O IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental Sobre Mudança Climática) advertia sobre a necessidade de estabilizar a emissão de CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera. no Canadá. 2002) e assinatura do Protocolo de Kyoto em fevereiro desse ano (2005). Clóvis (org.  Rio 92 – Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992). entre cientistas e governantes. In Cavalcanti. com vários organismos internos que se iniciam programas específicos para o estudo do desenvolvimento econômico e das conseqüências ambientais da industrialização. Já nesta primeira reunião os cientistas apontavam para a gravidade do aumento da temperatura nas próximas décadas.  Relatório Brundtland (1987). Podemos incluir na lista a Conferência Rio+10 (Johanesburgo. Franz Josef.) Desenvolvimento e Natureza: estudos para uma sociedade sustentável. Franz Bruseke4 apresenta como os mais importantes:  Clube de Roma (1972).www. como um acontecimento marcante para a tentativa de solução dos problemas ambientais advindos da industrialização. p. na primeira reunião realizada em Toronto.  Ecodesenvolvimento (1973).4 Protocolo de Kyoto As discussões científicas em torno da questão climática (aquecimento global) começam em 1988.

em 16 de fevereiro de 2005 o Protocolo entra em vigor. Basicamente o protocolo “compromete a uma série de nações industrializadas a reduzir suas emissões em 5.br/vestibuol/atualidades/ult1685u163. Data de acesso 15/11/2005. Fernando. Protocolo de Kyoto.com SUSTENTÁVEL ser em torno de 60% na década de 90. Com isso. esperava-se “evitar interferências antropogênicas perigosas no sistema climático”. b) promoção do uso de fontes energéticas renováveis. Disponível em http://noticias. 55 governos. Entre as medidas para a redução das emissões de gases estufa tem-se: a) reforma dos setores de energia e transportes. Dois anos após o informe (1997) em Kyoto no Japão.5 Assim. Carlos.com/geografia/protocolo-kyoto.www. responsáveis em 1990 por 36. Nele tem-se pela primeira vez um acordo que compromete os países do Norte a reduzir suas emissões. Para entrar em vigência ele deveria ser assinado por. teve a assinatura de mais de 160 governos. Dentro da perspectiva da sustentabilidade esperava-se proceder de forma que os países industrializados mantivessem suas emissões de “gases estufa”.jhtm. Assim. A Convenção Marco sobre a Mudança Climática. htm. p. Data de acesso 15/11/2005. 5 YUJI. pp. nos níveis de 1990. Em 1995 um novo informe do IPCC deixa clara a influência na mudança climática por motivos humanos.rodrigomarchesin.1% das emissões dos países industrializados. Página 20 .uol.6 Este fato. Bush “declarou que os EUA.com. com a assinatura de 141 países. em 2000. 6 FERREIRA. ter a responsabilidade de proteger o clima. o presidente norte-americano George W.2% em relação aos níveis de 1990 para o período de 2008-2012. por ser danoso à sua economia”. durante a Eco-92. As negociações em torno das metas para essa diminuição permaneceram em discussão ainda por seis anos. Protocolo de Kyoto. é assinado o Protocolo de Kyoto. apenas confirmaria a tendência da política econômica norte-americana em privilegiar seus interesses. 1.brasilescola. Esses países devem mostrar um progresso visível no ano de 2005. com informações da BBC e do Ministério da Ciência e Tecnologia. começando pelos países do norte. abandonariam o protocolo. ainda que não se tenha chegado a um acordo sobre o significado desse item”.1-3. Em 2001. Folha de São Paulo. que somariam 55% das emissões de CO2. Disponível em www. no mínimo. todos os países deveriam dentro do “princípio da responsabilidade comum” (Nosso Futuro Comum).

Mesmo não sendo obrigado a reduzir sua emissão de gases por ser um país em desenvolvimento. é responsável pela produção de 250 milhões de toneladas de carbono – dez vezes menos que os EUA. e c) Programa de Redução de Emissões Veiculares.com SUSTENTÁVEL c) eliminação de mecanismos financeiros e de mercado inadequados aos fins da Convenção de Kyoto. ele teria de pagar a dívida no segundo. caso um país não cumpra a meta no primeiro período de compromisso. reciclagem. enviará para outros países. Um dos mecanismos mais comentados são os chamados Créditos Carbono.rodrigomarchesin. Um dos pontos em aberto no Protocolo é a punição aos países que não cumpram suas metas até 2012.www. Uma crítica à abordagem dos problemas ambientais e do desenvolvimento pode ser feita se considerarmos os efeitos históricos de todo o processo. principalmente aqueles em “desenvolvimento” para investir em programas de reflorestamento. b) Programa Nacional do Álcool (Proálcool). A discussão do Protocolo de Kyoto entre os ambientalistas acentua a influência humana nas mudanças climáticas e a responsabilidade dos países industrializados. O Brasil assinou a carta de ratificação do acordo em 23 de julho de 2002. “Segundo o acordo. d) redução das emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos. No entanto. Os programas desenvolvidos pelo governo brasileiro para “implantação da convenção do clima” são: a) Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural. ou qualquer outra atividade que auxilie na redução do aquecimento global. Estes são “investimentos financeiros” que um país caso não consiga (ou não queira) reduzir sua emissão dentro de sua meta. Em 2012 quando o prazo para os Página 21 . já que o protocolo prevê uma nova etapa com a estipulação de cortes além de 2012”. e) proteção de florestas e outros sumidouros de carbono.

São Paulo. Essa relação. De acordo com o almanaque o socioambientalismo é um movimento brasileiro. 9 JACOBI. tanto que. In: Almanaque Brasil Socioambiental. 2.5 Movimento Ambientalista no Brasil7 A aglutinação das demandas ambientais no Brasil começou a se dar nos anos 1970. 374. 374-377. JACOBI.8 Esse movimento teria tido maior relevância na sociedade brasileira em meados da década de 70. dentro das estruturas federal e estadual. Segundo Pedro Jacobi.9 7 8 Ver nota de rodapé 3. não faziam parte da agenda dessas organizações.com SUSTENTÁVEL primeiros resultados terminar é que poderemos avaliar com certeza o alcance dessas medidas. no entanto. O movimento ambiental soma-se aos outros movimentos do período. A cooperação se fortalece a partir de aproximações restritas a pequenos grupos da sociedade civil e pessoas que. deu origem ao socioambientalismo”. p.www. etc. saúde. quando os primeiros grupos estruturados aparecem e com o estímulo da Conferência de Estocolmo em 1972. dava-se em termos de conflito e cooperação.cit. Socioambientalismo. transporte. moradia. Pedro. Durante a ditadura militar (1964-1985). acreditavam na importância de proteger o meio ambiente. 2005. de desenvolvimento”. a palavra socioambiental não têm tradução literal para nenhum outra língua e precisa ser interpretada pela idéia que transmite. Afirma que poucos movimentos ou instituições no mundo possuem essa visão. A partir dos anos 90 houve uma crescente influência na “promoção de estratégia para um novo estilo.rodrigomarchesin. “a aproximação das lutas ambientais e sociais no Brasil. op. Página 22 . Houve uma confluência entre as agências ambientais estatais e algumas entidades ambientalistas. sustentável. há uma série de movimentos sociais que tentam encontrar respostas para seus problemas locais. tais como crescimento populacional e déficit de saneamento.. contribuindo para uma visão limitada da realidade”. pp. Outras questões diretamente ligadas ao agravamento da degradação ambiental. “A principal crítica é à excessiva tolerância com as indústrias pela poluição provocada e à morosidade dos processos de fiscalização. Instituto Socioambiental.

escolha de parte dos ambientalistas em entrar em instituições políticas (Partido Verde) e uma busca das ONGs ambientalistas em se profissionalizar e se aproximar das ONGs sociais. Houve articulações entre Organizações Não Governamentais (ONGs) européias e norte-americanas com as entidades brasileiras. Haveria uma série de parcerias estabelecidas entre os ambientalistas e as ONGs ou movimentos sociais. Página 23 . no entanto. Muitas ações eram feitas como denúncias e conscientização. Exemplos: (a) aproximação entre com os seringueiros da Amazônia e o apoio das ONGs à criação das reservas extrativistas (que teriam ficado conhecidas internacionalmente após o assassinato de Chico Mendes em 22 de 10 Idem. educação ambiental. esse período. 375.10 Desde os anos 1990. Caracterizou-se também. Uma das deficiências do movimento ambientalista era não possuir “nenhum diálogo ou repercussão na população mais excluída.www. contra a inundação de Sete Quedas no rio Paraná (1979-1983).rodrigomarchesin. com a crise econômica e a crítica em relação ao modelo de desenvolvimento adotado surgem também maiores pressões internacionais para a crise ambiental. p.com SUSTENTÁVEL Esses grupos se concentravam na região sul-sudeste e eram compostos por ativistas que desenvolviam uma série de atividades. o movimento ambientalista brasileiro teria conseguido superar essas barreiras. levando muito pouco em consideração as dimensões socioeconômicas da crise ambiental”. como a Campanha Nacional contra o Desmatamento da Amazônia em 1978. Na década de 1980. Exemplo: comunidades rurais. por “iniciativas para aprimorar os instrumentos legais de gestão ambiental” (legislação). trabalhos de proteção e recuperação de ambientes degradados. Segundo Jacobi essas campanhas obtiveram repercussão internacional e ajudaram na multiplicação de pressões contra o governo brasileiro. Algumas campanhas tiveram atuação nacional. Também contra a construção das usinas nucleares no Rio de Janeiro no período 1977-1985. proteção a ambientes ameaçados etc.

rodrigomarchesin. De um lado.12 Temos. o desafio de ter uma participação cada vez mais ativa na governabilidade dos problemas socioambientais e na busca de uma ambientalização dos processos sociais. (d) aproximação junto a diversas associações de bairro. para que estas possam ser aceitas pelos organismos governamentais. são as palavras de ordem para qualquer ação que seja direcionada ao meio ambiente. a necessidade de ampliar o escopo de sua atuação com engenharias institucionais que ampliem seu reconhecimento na sociedade e estimulem o engajamento de novos atores”. aponta essa participação como essencial na solução da crise ambiental. haveria uma tendência no movimento brasileiro em buscar uma ampliação de suas ações. assim. como dito acima. que procurariam agora incluir a questão ambiental em suas demandas. criaria a impressão de um amplo movimento favorável às indicações do Nosso Futuro Comum.com SUSTENTÁVEL dezembro de 1988). No 11 12 Idem. p. “O socioambientalismo do século XXI tem uma complexa agenda pela frente. incluindo a “variável ambiental na luta pelo acesso a terá”. incorporando a luta tradicional dos índios pela proteção de suas terras e a preservação do meio ambiente. 376. por sua vez. muitos desafios ainda precisariam de solução. A variedade de ONGs. e. Até mesmo. (c) aproximação com setores do Movimento dos Sem Terra (MST). A sustentabilidade e a gestão de recursos. Muito da discussão em torno do desenvolvimento sustentável incentiva a participação da sociedade civil.11 Como podemos perceber pela enumeração de ações e parcerias. identifica-se. Principalmente. nos âmbitos político e social. As implicações da ideologia adotada pelo movimento que podemos identificar como uma mistura entre o biocentrismo e o antropocentrismo.www. movimentos e grupos especializados em ações protecionistas e de cobrança para aplicação das legislações adequadas. com o Desenvolvimento Sustentável. Página 24 . De outro. Idem. nas ações que são realizadas pelo movimento. No entanto. (b) interação das ONGs com o Movimento Indígena. uma introdução à história do movimento ambientalista no Brasil.

www. como o Partido Verde (PV) brasileiro não atinge as camadas da população mais pobres. dos países periféricos. Nos países periféricos muito da questão ambiental. de 1987 a 2005 percebemos que há uma distância muito grande entre o discurso das Nações Unidas e a realidade global.rodrigomarchesin. mesmo com as ações dos movimentos ecológicos. Mantendo-se como demanda identificada com as classes média. Os partidos políticos com enfoque ambiental. Página 25 . Principalmente.com SUSTENTÁVEL entanto. perde ênfase ao ser confrontado com os problemas da miséria e distribuição desigual das riquezas.

em Maio/Agosto de 2002. é fundamental desviarmos nosso olhar para os dois conceitos construtores da expressão que tem produzido a maior revolução no uso dos fatores de produção desde a Revolução Industrial. antes de apresentar definições do assunto em foco desta apostila. abordaram o tema de forma ampla.rodrigomarchesin. as palavras desenvolvimento e sustentabilidade parecem um tanto quanto conflituosas para conviverem em harmonia no conceito de desenvolvimento sustentável.com SUSTENTÁVEL 3 Desenvolvimento Sustentável: Que Bicho é Esse?13 À princípio.1 Desenvolvimento14 O debate acerca do conceito de desenvolvimento é bastante rico no meio acadêmico. pertinente e acessível. 13 O título do capítulo refere-se à uma obra do professor José Eli da Veiga e da escritora Lia Zatz. em alguns pontos. que de maneira exemplar. Deve-se acrescentar que apesar das divergências existentes entre as concepções de desenvolvimento. a clássica questão econômica da escassez tem um enorme peso sobre o processo decisório dos agentes econômicos. publicado originalmente na Revista da FAE. se preocupar como tais incrementos são distribuídos. 3. principalmente quanto à distinção entre desenvolvimento e crescimento econômico. sem. 14 Texto baseado no artigo do economista Gilson Batista de Oliveira.www. Na verdade. Hoje. compreender cada um destes conceitos ajuda a explicar a intrincada rede de ações e reações que a sociedade humana criou e as necessidades de construção de um modelo econômico sustentado. elas se completam. elas não são excludentes. no entanto. Por essa razão. sejam famílias ou empresas. Página 26 . Dessa forma. pois muitos autores atribuem apenas os incrementos constantes no nível de renda como condição para se chegar ao desenvolvimento.

obviamente. políticos e históricos muito profundos. Tais intenções foram reafirmadas em diversas declarações e conferências que sucederam o período de guerra. Os debates sobre o desenvolvimento econômico foram acirrados no período posterior à segunda grande guerra. incremento na quantidade de bens e serviços por unidade de tempo à disposição de determinada coletividade. desigualdade. principalmente os aliados. principalmente. habitação. desemprego. que expressavam o desejo de criar condições para que todos os homens possam desfrutar de seguridade econômica e social. Com o término do conflito bélico. isto é. econômicas e sociais. deve resultar do crescimento econômico acompanhado de melhoria na qualidade de vida. tais como: saúde. deve incluir “as alterações da composição do produto e a alocação de recursos pelos diferentes setores da economia. alimentação. Desenvolvimento nada mais é que o crescimento – incrementos positivos no produto e na renda – transformado para satisfazer as mais diversificadas necessidades do ser humano. basicamente.rodrigomarchesin. que não cabe analisar aqui. educação. humana e social. dos problemas que os perseguiam (e ainda perseguem) nos períodos anteriores: guerra.com SUSTENTÁVEL O desenvolvimento. alimentação. dentre outras. Os economistas vêem surgir a necessidade de elaborar um modelo de desenvolvimento que englobe todas as variáveis econômicas e sociais. de forma a melhorar os indicadores de bem-estar econômico e social (pobreza. desenvolvimento é. do mesmo ano. miséria. Essa preocupação revelou os anseios de progresso e de melhoria das condições de vida das nações e regiões. política e. em qualquer concepção. o tema foi encarado por todos os países. aumento do fluxo de renda real. seus próprios territórios. ou seja. Página 27 . que podem ser vislumbrados tanto na primeira Declaração Inter-aliada de 1941. condições de saúde. desigualdades políticas. e.www. lazer. transporte. Sob o prisma econômico. desemprego. educação e moradia). discriminação racial. O desenvolvimento deve ser encarado como um processo complexo de mudanças e transformações de ordem econômica. como na Carta do Atlântico. O debate sobre o tema é acirrado pela conceituação econômica do termo desenvolvimento. que foi resultado de fatores econômicos. que visavam livrar o mundo.

Já a terceira. que criam um impasse e um anátema no âmbito da retórica científica. 2008. que também procura abrir o tal “caminho do meio”. ou seja. ao contrário. talvez alcançar a capacidade de crescer sem fim.com SUSTENTÁVEL É desta maneira que o desenvolvimento passa a ser entendido como uma resultante do processo de crescimento. Outra vez. são consideradas desenvolvidas as sociedades capazes de produzir continuamente. Nesse sentido. por enquanto só faz parte da retórica político-ideológica. apesar de não ser condição suficiente para o desenvolvimento. os três tipos de respostas serão brevemente apresentados antes de serem examinados com mais atenção. mais pessoas com títulos de doutor. no entanto. é um requisito para superação da pobreza e para construção de um padrão digno de vida. Em nome do desenvolvimento buscam-se valores crescentes: mais mercadorias. 3. Crêem. mais anos de vida. Mesmo com tanta controvérsia. Contudo. In: Desenvolvimento sustentável: o desafio do século XXI. o crescimento econômico. não importando a qualidade desse acréscimo. Aqui. Dessa maneira.www. Em primeiro lugar. José Eli da. como no caso do desenvolvimento. na procura pelo crescimento sempre está presente o sentimento de que o bom é quando se tem mais. Como pode ser entendida a sustentabilidade. que seja 15 VEIGA. há duas teses extremas. se preocupar com os efeitos dessa acumulação desenfreada.rodrigomarchesin. sem. o que as diferencia não é seu grau de complexidade. estão os que simplesmente acreditam que não exista dilema entre conservação ambiental e crescimento econômico. mais publicações científicas. Rio de Janeiro: Garamond. cuja maturidade se dá ao atingir o crescimento autosustentado. Página 28 . de maneira contínua. 3ª ed. dentre vários outros.2 Sustentabilidade15 O que é sustentável? Esta indagação também provoca três padrões básicos de resposta. É por isso que as nações perseguem o desenvolvimento (este como sinônimo de crescimento econômico) com o objetivo de acumular cada vez mais bens.

a tendência seria inversa. oxigenação de bacias hidrográficas e duas de suas contaminações (fecal e por metais pesados) – Gene M. maio 1995.www. Página 29 . pp.com SUSTENTÁVEL factível combinar essa dupla exigência. tal hipótese foi descartada quando estatísticas sobre um grande número de países que. não há qualquer evidência científica sobre as condições em que poderia ocorrer tal conciliação. Os precários dados estatísticos disponíveis no pós-Segunda Guerra Mundial. levaram Simon Kuznets a achar que pudesse existir uma lei que regeria a relação entre o crescimento do PIB e a desigualdade de renda. nos últimos cinqüenta anos. E as posições dos economistas podem variar de “A” a “Z” justamente porque ainda não é possível demonstrar uma das duas possibilidades extremas da polêmica. Krueger concluíram que as fases de desgraça e recuperação ambiental estariam separadas por um ponto de mutação que se situaria em torno de 8 mil dólares de renda per capita. 353-77). em 1971. Grossman e Alan B. além de serem apenas sobre um punhado de casos. Tanto é. Para o desgosto do que acham que o capitalismo é o fim da história. fazendo com que o crescimento passasse a melhorar a qualidade ambiental. por analogia à famosa curva em “U” invertido proposta em meados dos anos 1950 pelo terceiro ganhador do prêmio Nobel de Economia. que essa hipótese tem sido chamada de “curva ambiental de Kuznets”. mas melhorava depois de ultrapassar certo patamar de riqueza. Todavia. até em “U” invertido. Raciocínio idêntico à velha parábola sobre a necessidade de primeiro fazer o bolo crescer para depois distribuí-lo melhor. Piorava na arrancada. O debate científico internacional passou recentemente a ser pautado pela hipótese ultra-otimista de que o crescimento econômico só prejudicaria o meio ambiente até um determinado patamar de riqueza aferida pela renda per capita. Ao examinar a relação entre o comportamento da renda per capita e quatro tipos de indicadores de deterioração ambiental – poluição atmosférica urbana. A partir dele. Idêntica conjectura sobre a relação entre crescimento e meio ambiente foi lançada nas páginas de um dos mais respeitados periódicos científicos de economia: o “QJE” (The Quarterly Journal of Economics. Há tudo quanto é tipo de curva. as relações entre crescimento e desigualdade foram das mais heterogêneas.rodrigomarchesin.

Esse conceito foi apresentado em 1987 no Relatório Brundtland – Nosso Futuro Comum. constatar-se-á que são tão diversos os estilos de crescimento e as circunstâncias em que ele ocorre. Todavia. Centenas de sofisticadíssimos testos serão relatados em periódicos do calibre do QJE até que ela possa cair em descrédito..).com SUSTENTÁVEL O destino dessa hipótese certamente será idêntico.www. o que já está claro é que a hipotética conciliação entre o crescimento econômico moderno e a conservação da natureza não é algo que possa ocorrer no curto prazo. que foi elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e 16 Relativo à figura literária do doutor Pangloss (personagem do romance Cândido. em certas atividades. que professava um otimismo beato. e para quem tudo parecia correr às mil maravilhas. de forma isolada. e muito menos. Visa promover a harmonia entre os seres humanos e a natureza. 3. ou em locais específicos. Página 30 . até que a comunidade científica se convença do contrário. Quando um grande número de países tiver indicadores confiáveis sobre um leque mais amplo de variáveis ecológicas.. social e espacial. Aliás.rodrigomarchesin.3 Desenvolvimento versus Sustentabilidade? “Desenvolvimento Sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de gerações futuras atenderem suas próprias necessidades. é fundamental que seus usuários rompam com ingenuidade e se informem sobre respostas disponíveis para a pergunta “o que é sustentabilidade”. já existem bons indicadores que revelam as tragédias ambientais de países riquíssimos (. É a fusão do crescimento econômico com responsabilidade ambiental. Por isso. Para que a utilização desse adjetivo não seja tão abusiva. nada pode ser mais bisonho do que chamar de “sustentável” esta ou aquela proeza. a panglossiana16 proposição de Grossman & Krueger continuará a pautar o debate. que deve ser rejeitada a idéia de tão linear relação entre qualidade ambiental e renda per capita. sobretudo as necessidades dos mais pobres”. Seja qual for o futuro resultado dessa colossal polêmica. de Voltaire).

também conhecida por ECO-92. baseado num documento de 40 capítulos. em 1992. Ele contém dois conceitos chaves: i) o conceito de ‘necessidades’. Assim. conciliando métodos de proteção ambiental. nessa visão das relações homem-meio ambiente. Gro Harlen Brundtland. sobretudo as necessidades essenciais dos pobres do mundo. Página 31 . de modo que sejam preservados. impedindo-o de atender às necessidades presentes e futuras. resultaram desse processo cinco outros acordos: a Declaração do Rio. mas em todo o planeta e até um futuro longínquo. a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro. também tornaram-se referência para o delineamento de outro conjunto de intenções.www.. em escala planetária. que constitui a mais ousada e abrangente tentativa já realizada de promover. Esta ação faz parte de uma série de iniciativas que reafirmam uma visão crítica do modelo de desenvolvimento adotado pelos países industrializados e reproduzido pelas nações em desenvolvimento. atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades. Em essência. mas também pelas industrializadas. no Rio de Janeiro. Fica muito claro. Além da Agenda 21. há também um limite máximo para a utilização dos recursos naturais. o Convênio sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Mudanças Climáticas. ". que não existe apenas um limite mínimo para o bem-estar da sociedade. e que ressaltam os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas. o desenvolvimento sustentável é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos. a Declaração de Princípios sobre o Uso das Florestas. a fim de atender às necessidades e aspirações humanas". 1991) 17 A Agenda 21 é um programa de ação. o "desenvolvimento sustentável" é um objetivo a ser alcançado não só pelas nações ‘em desenvolvimento’.com SUSTENTÁVEL Desenvolvimento.. a Agenda 2117: ". tipo de desenvolvimento capaz de manter o progresso humano não apenas em alguns lugares e por alguns anos.rodrigomarchesin. que devem receber a máxima prioridade e: ii) "a noção das limitações que o estágio da tecnologia e da organização social impõem ao meio ambiente. contidos no relatório Nosso Futuro Comum. Os pontos centrais do conceito de desenvolvimento sustentável.. a direção dos investimentos. um novo padrão de desenvolvimento. criada pelas Nações Unidas e presidida pela então Primeira-Ministra da Noruega.. justiça social e eficiência econômica. (NOSSO FUTURO COMUM. Tratase de um documento consensual para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países num processo preparatório que durou dois anos e culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD).

exaustão 18 Pessoas. assim esta é outra crítica ao conceito de desenvolvimento sustentável. de modo a garantir que os bens e serviços naturais estejam disponíveis também para as gerações vindouras.www. Além dos P’s.com SUSTENTÁVEL 3. Planeta e Lucro. Essa definição. que é baseado no PIB que inclui outros itens como custos do crime. Página 32 . a idéia é crescer sem destruir o ambiente e esgotar os recursos naturais.rodrigomarchesin. Dentro do conceito de desenvolvimento sustentável.4 Definições Complementares O modelo de desenvolvimento sustentável é uma forma de conciliar as necessidades de modificação da biosfera com a capacidade de suporte da mesma. aspectos políticos e culturais também devem ser levados em conta. que pode ser traduzido como tripé da sustentabilidade. Ou seja. foi criado o Triple Bottom Line (Figura 1). Os três P’s do Triple Bottom Line são: People. no entanto. Planet and Profit18. Figura 1 – Quadro do Triple Bottom Line Um índice que surgiu com o conceito de sustentabilidade é o Índice de Progresso Genuíno (GPI). não adianta tentar mudar algumas coisas se a lógica do consumo continua a mesma. é considerada limitada por alguns cientistas já que não aborda outros aspectos como o político e o social.

mas que se popularizou por todos os continentes. Um conceito que está presente desde as pequenas atitudes diferenciadas de comportamento. até as grandes estratégias e investidas comerciais de algumas empresas as quais se especializaram em atender um mercado consumidor em franco crescimento. passando a fazer parte da vida cotidiana das pessoas. quanto dos processos produtivos que o envolvem. uma verdade que abre grandes perspectivas para o futuro. que hoje cobra essa qualidade diferenciada tanto dos produtos que consome. Uma forma de desenvolvimento que não está mais no plano abstrato. de defensores e contestadores. É possível afirmar que chegamos ao início do século XXI com um conceito de desenvolvimento sustentável bem mais amadurecido.www. Também temos os três R’s do consumo consciente são reduzir. principalmente no plano local. como a separação e a reciclagem do lixo doméstico. e que se mostra cada dia mais real e possível. Página 33 . tomadas pelo cidadão comum.rodrigomarchesin. reutilizar e reciclar.com SUSTENTÁVEL de recursos e diminuição do tempo de lazer. que não está mais restrito as discussões acadêmicas e políticas.

educação e outros aspectos que interferem diretamente na nossa qualidade de vida. Apenas baseado neste pressuposto que será possível definir novas políticas de desenvolvimento. que estabeleceu que existe uma externalidade quando a produção de uma empresa (ou um consumo individual) afeta o processo produtivo ou um padrão de vida de outras empresas ou pessoas. todos os aspectos que. Ao discutirmos isso.1 Externalidades O conceito de externalidade refere-se à ação que um determinado sistema causa em outros sistemas externos. Externalidades surgem quando o consumo ou a produção de um bem gera efeitos adversos (ou benefícios) a outros consumidores e/ou firmas. pobreza. alterando o meio que as cercam devem ter especial atenção e criteriosa observação. o conceito foi desenvolvido pelo economista inglês Arthur Cecil Pigou. habitação.www. ou seja. Desse modo. as quais possam contribuir para o efetivo alcance da eqüidade sócio-econômica. de alguma forma. economia. miséria. direta ou indiretamente.rodrigomarchesin. primeiramente. 4. interferem nas nossas ações e. é fundamental analisarmos. o conceito de externalidades. via o sistema de preços. e estes não são compensados efetivamente no mercado. na ausência de uma transação comercial entre elas. é necessário a reflexão relacionada ao local onde habitamos. Para a compreensão ampla sobre as dimensões da sustentabilidade. em 1920. o Planeta Terra. ao mesmo tempo. temos que necessariamente abordar temas específicos como: saúde .com SUSTENTÁVEL 4 Dimensões da Sustentabilidade Para discutir a sustentabilidade. Página 34 . Para a economia. produzem impactos nas comunidades envolvidas. sem que isso signifique produzir uma perspectiva sombria à existência do Homem na Terra.

ela também ajuda na proliferação de mosquitos na água parada e na destruição animal e vegetal do local. como na construção de uma hidroelétrica. do que aos poucos investir em melhorias e se tornar uma empresa sustentável e assim contribuir para uma melhoria ambiental. é feito um estudo para descobrir o causador dessa externalidade.com SUSTENTÁVEL As externalidades podem ser positivas ou negativas. isso quando a externalidade pode ser corrigida. No caso da externalidade não poder mais ser revertida. o de internalização. Positivas quando a ação causada por um sistema beneficia outros. Em alguns casos pode ocorrer externalidades positivas e negativas ao mesmo tempo. sem modificar seu modo de produção e diminuir seus efeitos de destruição ambiental. Com isso. Os princípios da sustentabilidade social Página 35 . como o caso contrario dado à cima. a qualidade da água melhora e assim as terras ao redor dele são valorizadas.www. ou seja. entre em regimento um novo conceito. que ao mesmo tempo em que beneficia irrigando áreas antes não irrigadas e ajudando na agricultura.rodrigomarchesin. uma empresa não trata seus resíduos. Quando ocorre uma externalidade negativa. é dele a responsabilidade de corrigir esse problema. encontrado o responsável.2 Sustentabilidade Social Esta dimensão social da estabilidade realça o papel dos indivíduos e da sociedade. No caso de a externalidade ser negativa. o responsável é multado e tem que pagar multas até deixar de ser causador da externalidade em questão. vemos que muitas vezes sai mais caro para a empresa manter-se como está. 4. seja por meio de tratamento de seus resíduos ou modificação de seu modo de produção. como quando a empresa trata seus resíduos antes de jogálos nos rios. Negativas quando a ação causada trás malefícios a outros sistemas. e está intimamente ligada à noção de bem-estar. assim polui o rio e as cidades q ficam no decorrem do rio são prejudicadas pela água contaminada. ele é obrigado a internalizar esse problema.

rodrigomarchesin. prevenindo a inflação. • na preservação do capital real. assim como o espaço de manobra para as gerações futuras. como infra-estruturas e edifícios.3 Sustentabilidade Econômica O conceito é redutor já que também os recursos econômicos têm de ser preservados. • na restrição parcial ou total do endividamento. • na estabilização do valor monetário. a sustentabilidade ecológica só pode ser alcançada por sociedades que desenvolvam comportamentos economicamente sustentáveis.  a luta constante pela melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. que não deve ser reduzida ao bem-estar material. Estes são:  a garantia da auto-determinação e dos direitos humanos dos cidadãos. Além disso. preservar o seu próprio capital recebido da geração dos seus pais e passálo à geração seguinte. tendo por objetivo a estabilidade social beneficiam também as gerações futuras. Página 36 . 4. Os seus princípios residem sobretudo: • na organização de estruturas econômicas de longo prazo que devem responder às exigências de sistemas estáveis.www. pois cada geração deve. • a promoção da igualdade de oportunidades. pelo menos. a promoção da autonomia da solidariedade e da capacidade de auto-ajuda dos cidadãos.  a garantia de segurança e justiça através de um sistema judicial fidedigno e independente.  a garantia de meios de proteção social fundamentais para os indivíduos mais necessitados. • no fato dos custos dos benefícios e serviços deverem ser pagos pela geração que deles beneficia-se.com SUSTENTÁVEL clarificam o papel dos indivíduos e a organização da sociedade e.  a inclusão dos cidadãos nos processos de decisão social.

Os princípios fundamentais associados à sustentabilidade ambiental são: • a restrição ao uso de energias não renováveis (como o petróleo) que só devem ser usadas mediante compromisso de criação proporcional de fontes de energia alternativas. As questões ambientais estiveram sempre no cerne do conceito de sustentabilidade e também sempre que se verificavam perigos iminentes para a sobrevivência da espécie humana. 4.4 Sustentabilidade Ecológica Sendo o ambiente fundamental para a vida. Até porque é contemporânea das primeiras percepções de risco ambiental e ameaças à vida no planeta.rodrigomarchesin.www. Recentemente. assumiu maior peso a abrangência da dimensão ambiental. é natural que estes aspectos tenham dominado a discussão inicial em volta da sustentabilidade. à preservação da biodiversidade e dos ecossistemas. • o uso cuidadoso das energias renováveis que nunca devem ser consumidas de forma a exceder a sua capacidade de regeneração. estendida à todas as espécies. • a limitação de descarga de substâncias no meio ambiente que não deve ultrapassar a capacidade de assimilação do mesmo. • no fato de os impostos pagos por cidadãos e empresas serem orientados para a sua capacidade de pagamento. que não coloquem em desvantagem as gerações futuras. Página 37 .com SUSTENTÁVEL • no uso eficaz dos recursos. • na garantia de todos os serviços econômicos serem produzidos de forma transparente e tendo em conta todas as despesas. • na negociação de pactos inter-gerações justos. • os riscos e o perigo para a vida humana provocados pelo Homem devem ser evitados.

é fundamental encarar o desafio da diversidade cultural como forma de enriquecimento coletivo. 4. salvaguardando especificidades culturais ao mesmo tempo que se constroem sentimentos maiores e mais abrangentes com que os indivíduos se possam identificar.com SUSTENTÁVEL 4.5 Sustentabilidade Espacial Voltada a uma configuração rural-urbana mais equilibrada e a uma melhor distribuição territorial de assentamentos humanos e atividades econômicas. muitas vezes através de processos dolorosos. proporcionando para isso o acesso a pacotes técnicos adequados.rodrigomarchesin. • destruição de ecossistemas frágeis. com ênfase nas seguintes questões: • concentração excessiva nas áreas metropolitanas. • ênfase no potencial para industrialização descentralizada.6 Sustentabilidade Cultural Os aspectos culturais e educacionais desempenham um papel fundamental para a sustentabilidade. pois incorporam os princípios básicos da sociedade e a sua forma de vida. por processos de colonização descontrolados. • estabelecimento de uma rede de reservas naturais e de biosfera para proteger a biodiversidade. • promoção de projetos modernos de agricultura regenerativa e agroflorestamento.www. Os princípios que regem a sustentabilidade cultural e educativa são a criação de condições para o desenvolvimento da personalidade de adolescentes e jovens através de: Página 38 . associada a tecnologias de nova geração (especialização flexível). ao crédito e aos mercados. operados por pequenos produtores. mas vitalmente importantes. Num mundo onde cada vez mais culturas se cruzam e aproximam-se. com especial atenção às indústrias de transformação de biomassa e ao seu papel na criação de empregos rurais não agrícolas.

• a atenção dada pela sociedade à complexidade dos sistemas e à dinâmica de mudanças criando competências para enfrentar os seus riscos e desafios. justiça e liberdade.com SUSTENTÁVEL • a garantia de condições mínimas como estruturas apropriadas.www. • a transmissão de valores fundamentais e do sentido de responsabilidade e ordem social. • facilitar a educação com objetivos profissionais e investir no desenvolvimento de um sistema de educação sólido entre gerações.rodrigomarchesin. Página 39 . solidariedade. condições de bemestar.

A associação desses conceitos à gestão dos negócios deve necessariamente expressar o compromisso efetivo de todos os escalões da empresa. empresas de transporte e mobilidade. nos modelos de negócio.19 19 Texto retirado de reportagem publicada. que pressiona pela minimização de custos e maximização de resultados no curto prazo. e assim sucessivamente.com SUSTENTÁVEL 5 Responsabilidade Socioambiental Embora já haja diversos exemplos de práticas de gestão socialmente responsável. na realidade. impede uma reflexão maior sobre a função social de cada negócio. É por conta disso que a sustentabilidade e a responsabilidade social empresarial não podem ser atribuídas apenas em nível institucional. uma organização não consegue ratificar a sua identidade sem que seu público interno – seus colaboradores mais diretos – o faça em suas relações cotidianas. Em outras palavras. originalmente. Cada negócio encontraria sua verdadeira função social. Essa nova visão pressupõe um processo de profunda mudança na cultura organizacional e. Em muitos casos. Por outras vezes.rodrigomarchesin. mas não encontra mecanismos para fazer com que seu público interno assimile este conceito e mude sua postura. empresas de saúde. produtos e. o ideal seria que as empresas de medicamentos fossem. O compromisso do público interno traduz a qualidade da inserção do tema na cultura organizacional.www. Em última análise. conseqüentemente. de forma permanente e estruturada. as empresas automobilísticas. a alta direção está comprometida com a sustentabilidade empresarial. a lógica de mercado. em um mundo em que as relações de poder e consumo devem ser repensadas. Página 40 . nos processos. em última análise. na Revista de Apoio à Tecnologia (2005). A educação corporativa e os sistemas de gestão têm um papel essencial nisto. a inserção da sustentabilidade e responsabilidade social às práticas diárias de gestão ainda representa um grande desafio para grande parte da comunidade empresarial brasileira. mas precisam ser ratificadas pelo público interno que reconstrói um contexto organizacional mais inclusivo.

o ambiente e os seus parceiros de negócio.org. Página 41 . a transparência nas relações com os envolvidos nas 20 suas atividades. Trata-se.com SUSTENTÁVEL 5. Entretanto.www. posto que reflete o próprio 20 IDEC. a todas as partes interessadas alcançadas pela empresa e que. podem influenciar os seus resultados. mais genericamente. as empresas decidem. tem em conta as conseqüências das ações de uma organização sobre os seus componentes externos. também. nível interno. O primeiro. comunidades locais. Engloba a preocupação e o compromisso com os impactos causados a consumidores. a responsabilidade social. podemos entender a responsabilidade socioambiental como um conceito.rodrigomarchesin. deve ser o pressuposto e a base da atividade empresarial e do consumo. contribuir para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo. por seu turno. clientes. ainda. um processo dinâmico. Com base nesse pressuposto. Muito mais que ações sociais e filantropia. autoridades públicas. e. portanto. notadamente.” Dessa forma. a gestão das empresas não pode e não deve ser norteada apenas para o cumprimento de interesses dos proprietários das mesmas. concorrentes e sociedade em geral. numa base voluntária. por sua vez. Disponível em: http://www.html. de evolução de pensamento e de práticas relacionadas a situações circunscritas a determinados organismos – sistemas econômicos e políticos vigentes em determinados países e suas organizações. relaciona-se com os trabalhadores e. no nosso entendimento. é interessante observarmos conceito proposto pelo IDEC – Instituto de Defesa do Consumidor: “(…) uma postura ética permanente das empresas no mercado de consumo e na sociedade. mas também pelos de outros detentores de interesses (stakeholders) como trabalhadores. E. os valores professados na ação prática cotidiana no mercado de consumo – refletida na publicidade e nos produtos e serviços oferecidos. o conceito de responsabilidade socioambiental deve ser entendido em dois níveis.br/bancos/responsabilidade_social_bancos/o_que_e_responsa bilidade_socioambiental. a postura da empresa em busca de soluções para eventuais problemas. O nível externo. meio ambiente e trabalhadores.idec. de um processo relacionado a questões específicas de tempo e espaço. segundo o qual.1 Conceito Entre as diversas abordagens e definições em torno do tema. fornecedores.

com SUSTENTÁVEL meio social. 21 22 FERNANDES. Se por um lado o setor privado tem cada vez mais lugar de destaque na criação de riqueza. respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais.rodrigomarchesin. preservando recursos ambientais e culturais para as gerações futuras. organizações públicas. Instituto.htm.portal-rp. complementa este conceito: “Responsabilidade Social consiste no somatório de atitudes assumidas por agentes sociais – cidadãos. a Responsabilidade Social Empresarial pode ser compreendida como: “… a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e pelo estabelecimento de metas empresariais que impulsionem o desenvolvimento sustentável da sociedade. por outro lado. organizações públicas ou privadas. A responsabilidade social e a contribuição das relações públicas. consumidores. Ângela. envolvendo diversos segmentos da sociedade – cidadãos. no qual se entrecruzam diversos fatores de ordem econômica.br/EthosWeb/pt/29/o_que_e_rse/ o_que_e_rse. privadas com ou sem fins lucrativos – estreitamente vinculadas a ciência do dever humano (ética) e voltadas para o desenvolvimento sustentado da sociedade. Comunicação apresentada ao GT de Relações Públicas.ethos. vem grande responsabilidade. realizado de 2 a 6 de setembro de 2000 na Universidade do Amazonas. no XXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação.br/ bibliotecavirtual/responsabilidadesocial/0098.www. empresas têm uma intrínseca responsabilidade social. ETHOS. Disponível em: http://www.com. Numa tentativa de aplicação racional do termo responsabilidade social. Página 42 .”22 As transformações sócio-econômicas dos últimos 20 anos têm afetado profundamente o comportamento de empresas até então acostumadas à pura e exclusiva maximização do lucro. O que é RSE.aspx. política e cultural.2 Responsabilidade Social Empresarial De acordo com o Instituto Ethos. Manaus – AM. comunidades etc. Disponível em: http://www1.”21 5.org. da INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. e dos recursos financeiros e humanos disponíveis. Acesso em: 16/09/2010. Em função da capacidade criativa já existente.

por fim. Uma postura sustentável é por natureza preventiva e possibilita a prevenção de riscos futuros. maior lucratividade. portanto. Empresas não devem satisfações apenas aos seus acionistas. relativamente recente. grosso modo. ao governo. portanto. deve ser difundido ao longo de todo e qualquer processo produtivo. não só garante a não escassez de recursos. Infelizmente. Um diálogo mais participativo não apenas representa uma mudança de comportamento da empresa. empresas também são responsáveis por seus fornecedores e devem fazer valer seus códigos de ética aos produtos e serviços usados ao longo de seus processos produtivos.  É distributiva. as seguintes características:  É plural. mas por via do fortalecimento de parcerias duráveis. à mídia.  É sustentável. ao setor não-governamental e ambiental e.rodrigomarchesin. mas também significa maior legitimidade social. promove a imagem da empresa como um todo e por fim leva ao crescimento orientado. conseqüentemente. O mercado deve agora prestar contas aos funcionários. muitos ainda confundem o conceito com filantropia. Página 43 . Com o surgimento de novas demandas e maior pressão por transparência nos negócios. Uma atitude responsável em relação ao ambiente e à sociedade. como impactos ambientais ou processos judiciais. Não somente o produto final deve ser avaliado por fatores ambientais ou sociais. Empresas só têm a ganhar na inclusão de novos parceiros sociais em seus processos decisórios. mas o conceito é de interesse comum e. mas também amplia o conceito a uma escala mais ampla. empresas se vêem forçadas a adotar uma postura mais responsável em suas ações. mas as razões por trás desse paradigma não interessam somente ao bem estar social.www. Muito pelo contrário. às comunidades com que opera.com SUSTENTÁVEL A idéia de responsabilidade social incorporada aos negócios é. Responsabilidade social anda de mãos dadas com o conceito de desenvolvimento sustentável. A busca da responsabilidade social corporativa tem. O desenvolvimento sustentável não só se refere ao ambiente. Assim como consumidores. mas também envolvem melhor performance nos negócios e. A responsabilidade social nos negócios é um conceito que se aplica a toda a cadeia produtiva.

genericamente. empresas serão obrigadas a publicar relatórios anuais. os impactos de suas atividades e as medidas tomadas para prevenção ou compensação de acidentes. Portanto. mas muitos prevêem que relatórios sócio-ambientais serão compulsórios num futuro próximo. o terceiro setor é visto como derivado de uma conjugação entre as finalidades do primeiro setor e a metodologia do segundo. como aquele de iniciativas de participação cidadã. O espaço criado pelo terceiro setor se configura. o setor privado começou a ajudar nas questões sociais.php?id=1. Não mais nos bastam mais os livros contábeis. Ou seja. através das inúmeras instituições que compõem o chamado terceiro setor. Nesse sentido. então. onde sua performance é aferida nas mais diferentes modalidades possíveis. Com a falência do Estado.www.23 5. que é responsável pelas questões sociais. mas o Brasil tem dado passos largos no sentido da profissionalização do setor e da busca por estratégias de inclusão social através do setor privado. composta por organizações que visam a benefícios coletivos. Muito do debate sobre a responsabilidade social empresarial já foi desenvolvido mundo afora. As ações que se constituem neste espaço são tipicamente extensões da 23 Texto retirado do sítio: http://www. que têm como objetivo gerar serviços de caráter público. O segundo setor é o privado.responsabilidadesocial. ou seja.com/institucional/institucional_view. Empresas são gradualmente obrigadas a divulgar sua performance social e ambiental. Muitas empresas já o fazem em caráter voluntário. o terceiro setor é constituído por organizações sem fins lucrativos e não governamentais. A globalização traz consigo demandas por transparência. Página 44 . responsável pelas questões individuais.com SUSTENTÁVEL  É transparente.3 Terceiro Setor O primeiro setor é o governo.rodrigomarchesin.

 Não distribuidoras de lucros: Nenhum lucro gerado pode ser distribuído entre seus proprietários ou dirigentes. As organizações que fazem parte deste setor apresentam as seguintes características:  Estruturada: Possuem certo nível de formalização de regras e procedimentos.  Voluntária: Envolvem um grau significativo de participação voluntária (trabalho não remunerado). não sendo controladas por entidades externas. sendo que a 10º colocada tem 10 bilhões de dólares de patrimônio. Página 45 . A participação de voluntário pode variar entre organizações e de acordo com a natureza da atividade por ela desenvolvida.1. Fundações e Empresas . Nos Estados Unidos já existem 40. Temos poucas fundações no Brasil. o destino que é dado a estes. e sim. o GIFE . o que distingue essas organizações não é o fato de não possuírem ‘fins lucrativos’.rodrigomarchesin. quando existem. Portanto.com SUSTENTÁVEL esfera pública não executadas pelo Estado e caras demais para serem geridas pelos mercados.Grupo de Instituições.1 Fundações São as instituições que financiam o terceiro setor. embora possam dele receber recursos.www. ou algum grau de organização permanente.000 fundações. No Brasil.com heróico esforço. fazendo doações às entidades beneficentes.  Privada: Estas organizações não têm nenhuma relação institucional com governos. Nossa maior fundação tem 1 bilhão.3.3. 5. conseguiu 66 fundações como parceiras.  Autônoma: Possuem os meios para controlar sua própria gestão. muitas fundações no Brasil têm pouca atuação na área social.1 Principais Personagens 5. temos também as fundações mistas que doam para terceiros e ao mesmo tempo executam projetos próprios. Depois de 5 anos. No entanto.

1. enfim. justamente. meninos de rua. promovem os direitos humanos e a cidadania. fazem tudo. idosos. de Campinas. velhos e adultos. estabelecem prioridades. com resultados comprovados. associações de bairro e clubes sociais.www. surdosmudos. livros. é a FEAC.2 Entidades Beneficentes São as operadoras de fato. estas doações mínguam. Vivem de doações anuais das empresas que as constituíram. O conceito de fundação é. atendem suicidas às quatro horas da manhã. e administram efetivamente a distribuição do dinheiro. cuidam dos carentes. seqüestros de dinheiro e congelamentos. sopão.3.000 a 220. Página 46 . sendo que os empresários avaliam. A Fundação Bradesco é um dos raros exemplos de fundação com fundos. doam sangue.3 Fundos Comunitários Community Chests são muito comuns nos Estados Unidos. a maioria de nossas fundações não tem fundos.com SUSTENTÁVEL Devido à inflação. reabilitam vítimas de poliomelite. ensinam esportes. Um dos poucos fundos existente no Brasil. 5. justamente quando os problemas sociais aumentam. merenda. São publicados números que vão desde 14. o que inclui escolas. educam jovens.3. o de acumular fundos nos anos bons para poder usá-los nos anos ruins. 5. drogados e alcoólatras. cuidam de filhos de mães que trabalham.000 entidades existentes no Brasil.1. Em épocas de recessão. ajudam a preservar o meio ambiente. Em vez de cada empresa doar para uma entidade. cuidam de cegos. órfãos e mães solteiras. combatem a violência. dão suporte aos desamparados. todas as empresas doam para um Fundo Comunitário.rodrigomarchesin. profissionalizam. protegem testemunhas.

que ajuda os carentes do bairro. universidades e hospitais eram no passado.www. na realidade.3.790 de 23/03/99.5 ONG’s (Organizações Não Governamentais) Nem toda entidade beneficente ajuda prestando serviços a pessoas diretamente. lucrativas ou atendem os interesses dos próprios usuários. Não há no direito brasileiro qualquer designação de ONG. por exemplo. Um clube esportivo. O importante é diferenciar uma associação de bairro ou um clube que ajuda os próprios associados de uma entidade beneficente. nem de um Estado impessoal. a OSCIP é entendida como uma instituição em si mesma. 24 Existe uma certa confusão no que diz respeito ao termo OSCIP. no fundo. Se procurarmos no Código Civil ou em outra lei a sigla ONG. De modo geral. esta categoria é chamada também de Advocacy Groups. somente no nome.rodrigomarchesin. isto é.1.24 5.3.4 Entidades Sem Fins Lucrativos Infelizmente. estes números chegam a 220. é sempre do indivíduo. OSCIP é uma qualificação decorrente da lei nº 9. Página 47 .6 Empresas com Responsabilidade Social A Responsabilidade Social. Por isto. 5. nunca de uma empresa jurídica.1. mas um reconhecimento supralegal. Muitas escolas. mas beneficia somente os seus respectivos sócios. político e sociológico que está em vigor mundo afora. de cunho cultural.000. ao invés de assumirem para si.com SUSTENTÁVEL 5. Lá. essas entidades também podem ser caracterizadas ou definidas como OSCIP’s – Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público. porém. Na legislação brasileira. sem fins lucrativos. Não há uma espécie de sociedade chamada ONG no Brasil.3.1. não vamos encontrar. fazendo pressão sobre nossos deputados. Nos Estados Unidos. como aqui. elas são muito poderosas politicamente. as pessoas repassariam as suas responsabilidades às empresas e ao governo. muitas entidades sem fins lucrativos são. é sem fins lucrativos. está ajudando indiretamente todas as mulheres. Caso contrário. organizações que lutam por uma causa. Uma ONG que defenda os direitos da mulher.

a nossa classe média doa. notadamente da classe média. acessíveis. e de estimular seus funcionários a serem mais responsáveis. 23 reais por ano. enquanto as pessoas físicas.www. em média. algumas empresas vão além da sua verdadeira responsabilidade principal. 5.rodrigomarchesin. Página 48 . vivem reclamando que os "outros" não resolvem os problemas sociais do Brasil.foi um dos pioneiros nesta área. leilões e eventos. o governo repassa 26% e o resto vem de bingos beneficentes. que é fazer produtos seguros. menos que 28% do total das doações.3.7 Pessoas Físicas No mundo inteiro. Porém. As fundações doam 40%.com SUSTENTÁVEL Mesmo conscientes disso.1. produzidos sem danos ambientais. doam os 90% restantes. O Instituto Ethos – organização sem fins lucrativos criado para promover a responsabilidade social nas empresas . No Brasil. as empresas contribuem somente com 10% da verba filantrópica global.

em meio à crise econômica. representando o primeiro fórum de discussões dos problemas ambientais. a II Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento – RIO92 (1992). de onde saiu o documento Agenda 21. regida pela Lei nº 6. Desde então. para a redução da emissão de carbono e gases na atmosfera. Resultaram desta conferência.1 Legislação Ambiental A Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA). apresenta como alguns de seus instrumentos: Página 49 . quando. e também de criam instrumentos de regulamentação de fiscalização. como níveis de poluição altamente comprometedores da qualidade de vida e elevado risco de esgotamento dos recursos naturais. além da tendência mundial de ações governamentais que apóiam uma gestão empresarial verde.rodrigomarchesin.com SUSTENTÁVEL 6 Política Ambiental A preocupação com o meio ambiente entrou na agenda em escala mundial a partir dos anos 1970. com o devido reconhecimento de sua gravidade.www. realizada em 1972. constituindo-se um marco fundamental na política ambiental global.938 de 31 de Agosto de 1981. a política demonstra a preocupação com o meio ambiente. a “Declaração sobre o Ambiente Humano” ou “Declaração de Estocolmo” e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). que determinava a redução de 50% na produção e consumo dos CFC's. com desenvolvimento sustentável. 6. Atualmente já está em discussão a formulação de um novo protocolo para a substituição do protocolo de Kyoto. O debate veio a evidência com a realização da I Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Conferência de Estocolmo). se passou a perceber que o boom do pós-guerra havia redundado em problemas de outra natureza. e o Protocolo de Kyoto (1997). ou seja. como a elaboração do Protocolo de Montreal (1987).

257 – Estatuto das Cidades.771.  o zoneamento ambiental. A Lei 6. O órgão central do SISNAMA é o IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente).  Lei 10.  a criação de áreas legalmente protegidas. responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental. de 12 de Fevereiro de 1998.  a aplicação de penalidades disciplinares ou compensatórias ao não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção de degradação ambiental. de 10 de Julho de 2001.  o licenciamento ambiental. de 8 de Janeiro de 1997. Página 50 .433 – Lei Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. dos Estados.www. com a função de promover.605 – Lei de Crimes Ambientais. a estruturação do Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA). O órgão superior do SISNAMA é o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). disciplinar e avaliar a implementação da PNMA. de 20 de Março de 2002.  Lei 4. do Distrito Federal. Dentre outras leis. ainda. dos territórios e dos Municípios.803 – Áreas de Preservação Permanentes e Reservas Legais.rodrigomarchesin.  Lei 9. alterada pela Lei 7. composto por órgãos e entidades da União. de 18 de Junho de 2000.985 – Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).  Resolução CONAMA nº 237/97 – Licenciamento Ambiental.938/81 apresenta.com SUSTENTÁVEL  o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental.  Resolução do CONAMA nº 001/86 – Avaliação de Impactos Ambientais.  a avaliação de impactos ambientais. com a função de assistir ao Presidente da República na formulação de diretrizes da PNMA.  Lei 9. podemos citar também:  Lei 9.

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Tais leis amparam os órgãos fiscalizadores brasileiros no cumprimento do dever de preservação e desenvolvimento sustentável e punem, conforme sanções previstas, empresas que descumprem as orientações e determinações legais.

6.2 Política Ambiental 6.2.1 Intervenção Governamental
Por que os governos precisam realmente intervir? A resposta é que em assuntos ambientais a mão invisível do mercado não consegue alinhar os interesses individuais ou empresariais com os sociais em geral. As pessoas podem guiar seus carros e não tomar ônibus para ir ao trabalho, as empresas podem usar clorofluorcarbonatos em seus refrigeradores comerciais.

Em ambos os casos, os custos para a sociedade em geral, pela fumaça do transito num caso e pela camada de ozônio danificada no outro, excedem qualquer custo privado individual ou empresarial. Só o mercado não basta. Os governos precisam intervir para alinhar os custos privados com os da sociedade como um todo.25

Para que o governo consiga controlar são criados mecanismos para garantir um desenvolvimento sustentável, como por exemplo, a criação de padrões de emissão de poluentes, que além das emissões controlam os processos e equipamentos, que é o caso do protocolo de Kyoto.

Outro mecanismo a ser citado é o zoneamento, que é a determinação de áreas em que não são permitidas certas atividades, como por exemplo, mineração, e também as licenças, que é a concessão via acordo de áreas para produção, a fim de restringir atividades em determinadas áreas ou a certos períodos do ano, como por exemplo, a indústria pesqueira.
25

CAIRNCROSS, p. 99, 1992. Página 51

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Por fim, a criação de cotas regulamenta a extração de recursos naturais, para que não haja uma produção predatória e garanta a preservação do meio ambiente. Ainda temos os órgãos de fiscalização governamental que fazem com que as leis e regulamentações vigentes sejam cumpridas, como veremos posteriormente.

6.2.2 Instrumentos Econômicos
A teoria econômica que fundamenta a maior parte da discussão sobre políticas ambientais em nível internacional tem por base o conceito de externalidade. Isto é, a degradação ambiental é traduzida como discrepância entre os custos privados e sociais. A melhor recomendação política é segundo essa orientação, a aplicação de instrumentos econômicos que incentivem os agentes a considerar os custos sociais nas suas decisões individuais. A idéia é que passem a sofrer algum ônus pela poluição causada ou mesmo a receber algum ganho por poluir menos.

Os tipos de instrumentos econômicos são os seguintes:  taxas e tarifas;  subsídios;  sistemas de devolução de depósitos;  criação de mercado.

As taxas são utilizadas porque as empresas passam a se preocupar com algum fator a partir do momento que ele possa gerar algum custo adicional para ela. Há vários tipos de taxa: taxa sobre efluentes, que são pagas sobre descargas no meio ambiente seja no ar, na água, no solo, baseada na quantidade ou qualidade do efluente; taxa sobre usuários, que é o pagamento pelos custos de tratamento público ou coletivo de efluente; taxa sobre produto, que é a adição ao preço dos produtos que geram poluição.

Os subsídios são formas de assistência financeira cujo objetivo é incentivar os poluidores a reduzir os níveis de poluição. Podem ser: subvenções, que são formas de
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assistência financeira condicionada a adoções de medidas antipoluição; empréstimos subsidiados, que são financiamentos de investimentos antipoluição a taxas de juros abaixo das de mercado; incentivos fiscais, os quais referem-se a depreciação acelerada de investimentos ou outras formas de isenção ou abatimento de impostos em casos de adoção de medidas antipoluição.

Os sistemas de devolução de depósitos são sobretaxas que incidem no preço final do produto potencialmente poluidor, devolvidas quando do retorno devido ao produto.

E, por fim, a criação de mercado consiste na criação de licenças de poluição negociáveis, como por exemplo, a compra e venda de direitos (cotas) de poluição, como a de emissão de carbono.

Entretanto, convém observar que dependendo do mercado, se for monopolizado, o custo pode recair sobre o consumidor. Alguns estudos microeconômicos demonstram que a determinação de limite para emissão de poluição funciona melhor que o imposto nesses casos.

6.3 Tributação Ambiental
A partir da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano em 1972 realizada em Estocolmo, que introduziu a complexidade da problemática ambiental na agenda internacional representando um marco na percepção dos problemas decorrentes do binômio desenvolvimento e meio ambiente, grande parte das nações industrializadas promulgou legislações e regulamentos ambientais, criando organismos encarregados de cuidar do meio ambiente. Organizações governamentais passaram a inserir a questão ambiental em seus programas e um grande número de ambientalistas e de organizações não governamentais surgiram em todo o mundo. Todavia, foram poucos os resultados no sentido de diminuir o impacto do crescimento econômico no meio ambiente.

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SUSTENTÁVEL

Em 1987 a publicação do relatório da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento “Nosso Futuro Mundial” veio alertar as autoridades governamentais para a necessidade de adoção de políticas públicas efetivas no combate à poluição, e motivar a realização no Rio de Janeiro, em 1992, da Conferencia sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Dentre os documentos gerados na Conferência destacou-se a Agenda 21, programa de ação para se implementar o desenvolvimento sustentável, que reconhecia que as leis e regulamentos ambientais, embora tivessem um papel importante, não eram suficientes para determinar novas atitudes e comportamentos das empresas e agentes poluidores. Para isso seria necessário que se fizessem acompanhar por instrumentos econômicos que adotassem o princípio do poluidor-pagador, internalizando os custos ambientais nos custos privados que os agentes econômicos incorressem em atividades de produção e consumo.

Considerando os instrumentos econômicos utilizados em políticas públicas de combate à poluição, os tributos são, sem dúvida, aqueles que vêm obtendo melhores resultados, impondo às indústrias e aos agentes poluidores o pagamento, de forma individual, pelo custo da poluição e degradação que geram e pelos malefícios que criam para a coletividade.

6.3.1 Tributação Ambiental no Brasil
O princípio do “poluidor-pagador” afirma que o poluidor deve arcar com o custo das medidas antipoluição adotadas pelas autoridades públicas para assegurar que o meio ambiente esteja num estado aceitável. Este princípio deve ser considerado como uma forma específica de distribuir os custos da proteção ambiental entre os poluidores ou usuários dos recursos e aqueles que se beneficiam desses melhoramentos.

O princípio do “poluidor-pagador” foi adotado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento dos Estados – OCDE em 1972 como orientação para políticas ambientais por parte dos governos e agências de assistência, estando hoje incluído no Princípio 16 da
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org. Outros elementos nocivos à biodiversidade também são tributados. solventes.asp?site_Acao=mostraPagina&paginaId=2013. O estudo demonstra que a tributação é também aplicada com freqüência na administração do lixo e no combate a poluição da água. pilhas. embalagens de papel e de plásticos. tais como a poluição sonora dos aviões. diferentes tipos de bens como pneus. que reconhece que os instrumentos econômicos. O Sistema Tributário Brasileiro permite que os impostos incidentes sobre a produção. o consumo e a propriedade possam ser utilizados como instrumentos de 26 Disponível em: http://www. processos produtivos ou consumos voltados à preservação do meio ambiente. enfocando a utilização de tributos ambientais por 28 países membros da organização. A análise da experiência brasileira com a utilização de instrumentos econômicos revela o surgimento de alguns instrumentos legais que adotaram princípios indutores de atividades.www. como sendo as principais categorias de instrumentos econômicos em termos de impacto e freqüência de aplicação. o interesse das autoridades governamentais centrou-se muito mais em instrumentos de política ambiental de base mercadológica. No final dos anos 1980 e durante os anos 1990. nas suas diferentes formas. Página 55 . Nos anos de 1994 e 1995 novos estudos da OCDE identificaram os tributos. complementam o papel dos instrumentos de comando e controle na alteração do comportamento e da atitude dos agentes poluidores.vitaecivilis. revela a existência de cerca de 40 modalidades de tributos ambientais utilizados em âmbito nacional e concentrando-se basicamente sobre combustíveis e outros tipos de produtos energéticos e foram instituídos com a finalidade de controlar a poluição gerada por veículos automotores.rodrigomarchesin.br/default. Um estudo desenvolvido pela OCDE. abrindo espaço para políticas ambientais mais eficientes economicamente e adequadas em relação às políticas setoriais.com SUSTENTÁVEL Declaração do Rio de Janeiro sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento de 199226. ao internalizar os custos da degradação ambiental.

rodrigomarchesin. Página 56 . o ICMS Ecológico. isenções e restituições.  na utilização do Imposto Territorial Rural – ITR devem ser excluídas das áreas tributáveis as de preservação permanente e de reserva legal. instituído na década de 1990 é sem dúvida a experiência mais importante no campo da tributação ambiental e vem ganhando importância dentro da estrutura regulatória. da infraestrutura do distrito e do acesso e fruição do patrimônio natural de Fernando de Noronha.com SUSTENTÁVEL tributação ambiental. há uma variável indutora nos critérios de distribuição da quotaparte que procura compensar os municípios que adotam uma conduta ambiental conservacionista e abrigam unidades de conservação em seus territórios. previstos legalmente.www.  encontramos ainda dentre os preceitos legais a existência de uma taxa de preservação ambiental que é cobrada pela utilização pelos visitantes. embora de uso isolado por algumas unidades da federação como indica o estudo Instrumentos Econômicos e Financeiros:  há previsões para utilização do abatimento do Imposto sobre a Renda – IR de importâncias despendidas em atividades de florestamento e reflorestamento. Minas Gerais. O imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é de competência estadual e segundo a legislação vigente. um quarto do produto de sua arrecadação deve ser distribuído para os municípios segundo critérios econômicos. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. o que com certeza induz à exclusão da cobertura vegetal. dando origem à transferência intergovernamental denominada quota-parte do ICMS. No Brasil. No caso dos estados que adotaram o ICMS ecológico como Paraná. por meio de um sistema de graduação de alíquotas. Existem ainda outras possibilidades de utilização de tributos ambientais no Brasil. evitando assim que sejam consideradas improdutivas. São Paulo.  as alíquotas do Imposto sobre Produtos Importados – IPI e do Imposto sobre Veículos Automotores – IPVA incidentes sobre veículos movidos a álcool e a gasolina são diferenciadas.

 no município do Rio de Janeiro foi instituída a contribuição de melhoria sobre proprietários de imóveis valorizados por obras públicas que apresentem conteúdo ambiental. Embu e Diadema. Rio de Janeiro. a utilização da tributação ambiental continua crescendo. onde ficaram isentas do ônus tributário as áreas de interesse ecológico ou relevante do ponto de vista ambiental para o município. verificando-se uma tendência de integração dos tributos ambientais às estruturas fiscais existentes.com SUSTENTÁVEL  há várias experiências de utilização do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU nos municípios de São Paulo.rodrigomarchesin. como a poluição. por exemplo. de modo que os tributos que recaem sobre “coisas ruins”. vêm substituir a tributação de “coisas boas” como. Página 57 . Em suma. o trabalho.www.

Página 58 . uma série de instrumentos de certificação foi criada nos últimos anos. trabalho escravo ou discriminação.  ISO 14000. ou stakeholders. enumeramos as seguintes:  Selo Empresa Amiga da Criança. Num mundo cada vez mais competitivo. é a comprovação das boas práticas empresariais. Criada em 1997 pelo Council on Economic Priorities Accreditation Agency (CEPAA). A pressão por produtos e serviços socialmente corretos faz com que empresas adotem processos de reformulação interna para se adequarem às normas impostas pelas entidades certificadoras. Esta certificação de cunho social enfoca principalmente a relação da empresa com seus diversos parceiros. Um certificado desse nível. primordialmente. O ISO 14000 é apenas mais uma das certificações criadas pela International Organization for Standardization (ISO). O AA1000 foi criado em 1996 pelo Institute of Social and Ethical Accountability.rodrigomarchesin. O apelo relacionado a esses selos ou certificados é de fácil compreensão. como trabalho infantil. Uma de suas principais características é o caráter evolutivo. Entre as certificações mais cobiçadas atualmente. empresas vêem vantagens corporativas em adquirir certificações que atestem sua boa prática empresarial. Selo criado pela Fundação Abrinq para empresas que não utilizem mão-de-obra infantil e contribuam para a melhoria das condições de vida de crianças e adolescentes.  AA1000.www. já que é uma avaliação regular (anual). O ISO 14000 dá destaque às ações ambientais da empresa merecedora da certificação. o SA8000 enfoca. consagrado mundialmente. A Social Accountability 8000 é uma das normas internacionais mais conhecidas.com SUSTENTÁVEL 7 Certificações No intuito de estimular a responsabilidade social empresarial. relações trabalhistas e visa assegurar que não existam ações anti-sociais ao longo da cadeia produtiva.  SA8000.

como a ABNT.  Benefícios para o exportador: quando a certificação é feita por um Organismo de Certificação que. possui acordos de reconhecimento com outros países.com SUSTENTÁVEL Figura 2 – Selos de Instituições Certificadoras Além das mudanças impostas pelo mercado. são benefícios da certificação:  Benefícios para o fabricante: a certificação garante a implantação eficaz dos sistemas de controle e garantia da qualidade nas empresas. E.www.rodrigomarchesin. A certificação também aumenta a satisfação do cliente e facilita a venda de produtos e a introdução destes em novos mercados já que são comprovadamente projetados e fabricados de acordo com as expectativas do mercado consumidor. Deste modo aumenta a competitividade das empresas certificadas frente às empresas que não estão. se as normas nacionais a serem aplicadas são equivalentes às normas dos países de destino ou Página 59 . Neste sentido. diminuindo a perda de produtos e os custo da produção. reduzindo desperdício e ampliando a produtividade das empresas. a certificação também carrega no seu bojo aspectos que podem ser considerados benéficos na medida em que colaboram para um sistema gerencial mais eficaz. evita a necessidade de certificação pelo país de destino.

proporciona a garantia de troca e consertos e permite a comparação de ofertas. Página 60 . evitando punições legais do seu não cumprimento. por outro lado. também funciona como meio de precaução contra futuras indenizações por danos ao meio-ambiente. impedindo a importação e consumo de produtos de má qualidade. A otimização das matériasprimas. a certificação oferece vantagens específicas como:  atender a legislação ambiental.www. pode produzir uma economia de energia.  revisão que as empresas realizam em todo seu processo produtivo para a obtenção da certificação ISO 14001. Se a marca é conhecida e procurada. pode auxiliar o desenvolvimento de políticas de proteção ao consumidor.  Benefícios para o consumidor: o produto certificado dá maior confiança e é um meio eficaz através do qual o consumidor pode identificar os produtos que são controlados e testados conforme as normas nacionais e internacionais.  otimização do tempo de produção. A certificação assegura uma relação favorável entre qualidade e preço.com SUSTENTÁVEL às internacionais. permite identificar e eliminar/reduzir desperdícios. Dentro desse contexto. auxiliando a escolha dos produtos por parte dos consumidores.  Benefícios para o governo: a certificação é um instrumento que o governo pode utilizar para criar uma infra-estrutura técnica adequada que auxilie o desenvolvimento tecnológico. a certificação de acordo com estas normas protege o exportador de barreiras técnicas ao comércio. melhorando o nível de qualidade dos produtos industriais nacionais. além da economia dos gastos com a sua aquisição.rodrigomarchesin. se evita a competição desleal. A certificação evita também o estabelecimento de controles obrigatórios desnecessários e. revertida em bonificação financeira para a empresa. também gera diminuição de resíduos e dos custos para a sua destinação. Além destes benefícios.

As normas preparadas propõem um modelo simples para organizar uma empresa que pretenda monitorar seu impacto ambiental. que recebeu o nome de ISO 14000. que adaptam os objetivos de desempenho ambiental à realidade da empresa.www. ISO/TC207. auditorias ambientais. a exemplo do que já vinha sendo feito pelo ISO/TC 196. a ISO27 criou um Grupo Assessor Estratégico sobre Meio Ambiente (Strategic Advisory Group on Environment – SAGE). o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável. Define um sistema de gerenciamento que é implantado e acompanhado por auditores. refere-se a vários aspectos. e tem a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT como um de seus membros fundadores. A série. como sistemas de gestão ambiental.com SUSTENTÁVEL  certificação interfere positivamente e diretamente na imagem da empresa. a ISO estabeleceu o Comitê Técnico de Gestão Ambiental. A ISO série 14000 trata de um grupo abrangente de normas e instrumentos referentes à gestão ambiental. apoiou a criação de um comitê específico. O objetivo da ISO é publicar documentos que estabeleçam práticas internacionalmente aceitas. com a série ISO 9000 de Gestão de Qualidade. Em março de 1993. Página 61 . Possui hoje mais de 200 comitês técnicos (TCs) e cerca de mil Subcomitês (SCs) para o desenvolvimento de normas internacionais em várias áreas. presidido pelo empresário suíço Stephan Schmidheiny. rotulagem ambiental. para desenvolver uma série de normas internacionais de gestão ambiental. pois evidencia sua postura correta e sustentável e assim passa a atender às expectativas de consumidores exigentes. avaliação do ciclo de vida e terminologia.rodrigomarchesin. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. 27 A ISO foi estabelecida em 1946 como uma confederação internacional de órgãos nacionais de normalização (ONNs) de todo o mundo. para analisar a necessidade de desenvolvimento de normas internacionais na área do meio ambiente. É uma organização não governamental. 7. na ISO. avaliação do desempenho ambiental.1 Normas ISO 14000 Em 1991. para tratar das questões de gestão ambiental. realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992.

5) Análise crítica constante pela administração. Declaração da organização. em períodos por ela determinados. 2) Planejamento. que não cessa. responsabilidades e autoridades. O Página 62 . deverão ser promovidas ações corretivas e registros. devendo retornar ao 1º item no sentido de uma espiral em constante movimento. Em ocorrendo a não conformidade. o qual consiste inicialmente em efetuar um levantamento dos aspectos ambientais. Definida a política ambiental. ponderando sobre a eventual necessidade de alterações na política ambiental. a organização passa a fazer seu planejamento. expondo suas intenções e princípios em relação ao seu desempenho ambiental global. Nessa fase a comunicação interna é muito importante.www. em função de atender o comprometimento com a melhoria contínua. que provê uma estrutura para a ação e definição de seus objetivos e metas ambientais. dos requisitos legais.com SUSTENTÁVEL O caminho percorrido na implantação das normas ISO 14000 pode ser dividido nas seguintes fases: 1) Elaboração da política ambiental. do estabelecimento dos objetivos e metas para então elaborar o programa de gestão ambiental. A justificativa para a manutenção de procedimentos documentados é que eles possibilitam o monitoramento e medição das características principais de suas operações que possam ter um impacto significativo sobre o meio-ambiente.rodrigomarchesin. Quando da sua implementação a empresa deverá estruturar e definir as funções. que deverão ser documentadas e comunicadas aos membros da organização. sendo obrigatória a “melhoria contínua”. 3) Implementação e operação. assim como fornecido treinamento para obter conscientização e competência necessárias para a conformidade com a política ambiental. Nesta etapa a administração promoverá a análise dos resultados trazidos pelos instrumentos do estágio anterior. 4) Verificação e ação corretiva. Ainda nesta etapa deverão ser estabelecidos e mantidos programas para auditorias periódicas do sistema de gestão ambiental. em especial da auditoria do sistema de gestão.

htm.crescer. como a Global Reporting Initiative (GRI). acionistas. a AA 1000 (AccountAbility 1000) é uma norma que define princípios e processos para prestação de contas visando assegurar a qualidade da contabilidade.2 Normas AA100028 Lançada em 1999. e normas padrões como as ISO e SA 8000. Página 63 .rodrigomarchesin. de qualquer tamanho e situada em qualquer local. privadas ou da sociedade civil. A AA 1000 é uma norma de diretrizes. auditores. sediada nos Estados Unidos. ambiental e financeiro. ela pode ser usada isoladamente ou em conjunto com outros padrões de prestação de contas. responsável pelo desenvolvimento e supervisão da norma internacional Social Accountability 8000 (SA 8000). e apresenta os principais tópicos ligados à responsabilidade social.3 Social Accountability 8000 (SA 8000) A SA8000 é uma norma que visa aprimorar o bem estar e as boas condições de trabalho bem como o desenvolvimento de um sistema de verificação que garanta a contínua conformidade com os padrões estabelecidos pela norma.www.com SUSTENTÁVEL comprometimento com a melhoria contínua do sistema de gestão ambiental é o que dá eficácia à proposta da norma. consultores e organizações certificadoras. não certificável. Desenhada para auxiliar empresas. 7.org/glossario/a. os pontos de divergência e de convergência com os demais padrões. sendo aplicável em organizações de qualquer setor. A SAI (Social Accountability International. antiga CEPAA) é uma organização nãogovernamental. auditoria e relato de informações de caráter. sejam públicas. 7. 28 Disponível em: http://www. social.

a SA8000 quer encorajar a participação de todos os setores da sociedade na busca de boas e dignas condições de trabalho.4 NBR 16000 Para ser realmente eficiente. que atualmente é apresentado por mais de 300. Várias empresas multinacionais nos Estados Unidos e na Europa estão implementando a norma SA8000 e exigindo que seus fornecedores operem dentro destes padrões. Inglaterra. Desenvolvida por um conselho internacional que reúne empresários. os procedimentos da organização precisam ser conduzidos dentro de um sistema de gestão estruturado.rodrigomarchesin. foi publicada em dezembro de 2004. Há várias empresas certificadas com SA8000 em diversos países. Página 64 . por meio da realização profissional de seus colaboradores e da promoção de benefícios ao meio ambiente e às partes interessadas. a norma ABNT NBR 16001 – Responsabilidade Social – Sistema de Gestão – Requisitos. A norma SA8000 apresenta-se como um sistema de auditoria similar ao ISO 9000. a Certificação do Sistema de Gestão de Responsabilidade Social demonstrará ao mercado que a organização não existe apenas para explorar os recursos econômicos e humanos. Após dois anos de preparação. Seus requisitos são baseados nas normas internacionais de direitos humanos e nas convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT).www. 7. Espanha. Itália e Brasil. tais como: Estados Unidos.com SUSTENTÁVEL A SA8000 é cada vez mais reconhecida no mundo como um sistema efetivo de implementação. ONGs e organizações sindicais.000 empresas em todo o mundo. mas também para contribuir com o desenvolvimento social. A partir daí. no Brasil. manutenção e verificação de condições dignas de trabalho.

bem como o combate ao trabalho forçado. ou seja. termos como remuneração justa. incluindo o de livre associação. encaminhou a elaboração da norma NBR 16001 como uma norma de especificação. pessoa com deficiência). Também. benefícios básicos e saúde e segurança (falta o complemento “no trabalho”) estão definidos muito vagamente. em função dela. idade. a ABNT. passível de auditoria ou certificação. diferentemente da ISO. alguns estão mais diretamente ligados à questão trabalhista: • os direitos da criança e do adolescente. de implementação. medição. A NBR 16001 tem uma concepção semelhante às normas ISO 9000 e ISO 14000. verificar (monitorar) e atuar (melhorar. Vale destacar que não foi utilizado o termo “negociação coletiva” que expressa a negociação como atividade conjunta dos trabalhadores e suas organizações. análise e proposição de melhorias. de gênero. incluindo o combate ao trabalho infantil.www. segundo a norma. de comunicação. criar sistemas de planejamento. planejar. ou seja. • promoção da diversidade e combate à discriminação (por exemplo: cultural. a remuneração justa e benefícios básicos.  direitos do trabalhador. • compromisso com o desenvolvimento profissional. documentação.rodrigomarchesin. A questão da cadeia produtiva é indiretamente mencionada (padrões de desenvolvimento sustentáveis). Entre os objetivos mínimos que a política de Responsabilidade Social deve ter.com SUSTENTÁVEL No Brasil. Página 65 . fazer. de negociação. corrigir). Em síntese. de raça/etnia. • promoção da saúde e segurança. a organização (não apenas as empresas) deve definir sua política de Responsabilidade Social e. de PDCA (Plan-Do-Check-Act).

ongs. • não terá caráter de sistema de gestão (modelo PDCA). práticas de trabalho. ONGs. A futura norma seguirá as seguintes deliberações: • será uma norma de diretrizes. • será consistente e não conflitante com normas da ISO e outros documentos. o Grupo de Trabalho de Responsabilidade Social. e serviço. prevista para publicação em setembro de 2010. governos. pesquisa e outros – se encontram para debater as principais tendências e buscar um futuro consensual para a responsabilidade social no mundo. trabalhadores. algo inovador dentro da ISO. A norma deverá ser capaz de orientar organizações em diferentes culturas. 29 Disponível em: http://uniethos. um fórum internacional que conta com a participação de mais de 400 pessoas e 78 países e cerca de 40 organizações internacionais e regionais.com SUSTENTÁVEL 7.rodrigomarchesin. entre outros. em 2005. sociedades e contextos. • será aplicável a qualquer tipo de organização.ws/iso26000/iso-26000-o-que-e/a-norma-iso-26000/. a até questões de implementação. governos.5 ISO 2600029 A ISO constituiu. empresas. suporte. A ISO 26000 deverá ser um grande guia sobre Responsabilidade Social. sem propósito de certificação. meio ambiente e governança. Página 66 .www. como empresas. Neste processo. representantes de diversas categorias de stakeholders – consumidores.tempsite. Este grupo é responsável pela elaboração da norma internacional de Responsabilidade Social – a ISO 26000. tratados e convenções internacionais já existentes. Outra característica importante do processo de construção da norma é seu caráter multistakeholder. Abordará temas que englobam desde direitos humanos.

a Suécia (SIS. Página 67 .rodrigomarchesin. o Brasil (ABNT. a liderança de um processo desta natureza é compartilhada entre um país em desenvolvimento.com SUSTENTÁVEL Além disso. e um país desenvolvido. pela primeira vez na ISO.www. Swedish Standards Institute). Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Curitiba: Revista da FAE. 1992. CMMAD. Lia.www. Desenvolvimento e natureza: estudos para uma sociedade sustentável. Meio ambiente: custos e benefícios. In: Almanaque Brasil Socioambiental. Uma discussão sobre o conceito de desenvolvimento. Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. CAIRNCROSS. Glossário. São Paulo: Instituto Socioambiental. VEIGA. SP: Autores Associados. JACOBI. Desenvolvimento sustentável: que bicho é esse? Campinas. Página 68 . Franz Josef. São Paulo: Cortez. v. Socioambientalismo. p. 2005.org/glossario/a. In: CAVALCANTI. Nosso Futuro Comum. 5. Clóvis (org. 1991. VEIGA. Gilson Batista. Frances. 2008. José Eli da.crescer. José Eli da. O problema do desenvolvimento sustentável. Disponível em: http://www. 2ª ed.htm. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas. 3ª ed. nº 2. 37-48. ZATZ. OLIVEIRA.rodrigomarchesin. 2008. 1995. Rio de Janeiro: Garamond. Maio/Agosto 2002.). São Paulo: Nobel.com SUSTENTÁVEL Referências Bibliográficas BRUSEKE. Eletrônicas CRESCER. Desenvolvimento sustentável: o desafio do século XXI. Pedro.

Folha de São Paulo. Rede Nacional de Consumo Responsável. IDEC.ethos. uol.COM.com. realizado de 2 a 6 de setembro de 2000 na Universidade do Amazonas. Responsabilidade Social.com SUSTENTÁVEL ETHOS.org. Acesso em: 16/09/2010. no XXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Disponível em: http:// www.br/EthosWeb /pt/29/o_que_e_rse/%20o_que_e_rse. FERNANDES.p df.aspx. Disponível em: http://www.rodrigomarchesin.ws/iso26000/iso26000-o-que-e/a-norma-iso-26000/.jhtm.consumoresponsavel. Instituto. Ângela.htm. Instituto de Defesa do Consumidor. Protocolo de Kyoto. br/_Uniethos/Documents/RevistaFAT03_ethos. Disponível em: http://www. RNCR. A gestão para a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável. URSINI. Disponível em: http://www1.idec.com/wp-content/rncr_fichas/RNCR_Ficha_C.php?id=1.br/vestibuol/atualidades/ult1685u163. FERREIRA.tempsite. da INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. Giuliana Ortega. Responsabilidade Socioambiental.portal-rp. UNIETHOS. RESPONSABILIDADE SOCIAL.com. ISO 26000. A responsabilidade social e a contribuição das relações públicas.br/bancos/responsabilidade_social_bancos /o_que_e_responsa bilidade_socioambiental. Manaus – AM.org. O que é RSE. BRUNO. Disponível em: http://www.html.ethos.com/institucional/institucional_view. Carlos. Disponível em: http://uniethos. Sustentabilidade. p. Disponível em http://noticias.org.br/bibliotecavirtual/responsabilidadesocial/0098. Comunicação apresentada ao GT de Relações Públicas.responsabilidadesocial. Tarsila Reis. com informações da BBC e do Ministério da Ciência e Tecnologia.pdf. Página 69 .www. Disponível em: http://www. 1.

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rodrigomarchesin.com SUSTENTÁVEL ANEXOS Anexos Página 71 .www.

ao final do relatório. obrigatoriamente.4. Estes comprovantes deverão ser. deverá ser anotado. as horas a serem validadas e os respectivos prazos de entrega. de AUTORIA DO ALUNO e MANUSCRITOS. opcionais e de caráter interdisciplinar. em consonância com as respectivas Diretrizes Curriculares Nacionais. As AC possibilitam o reconhecimento. Nos casos de artigos e/ou reportagens. por avaliação. as atividades realizadas no próprio semestre. com no mínimo 20 linhas e no máximo 2 páginas. nas ações de extensão junto à comunidade e no envolvimento inicial com a pesquisa acadêmica. incluindo a prática de estudos e atividades independentes.rodrigomarchesin. as indicações de AC estão distribuídas por categorias e em cada atividade proposta constam os conceitos-chave da matéria correlata. transversais. Página 72 . Somente serão validadas. os originais da atividade realizada. e comprovantes anexos.www. uma cópia do mesmo deverá ser anexada. o link (endereço) referente ao material pesquisado. conhecimentos e competências do aluno. preferencialmente.1 Apresentação As Atividades Complementares – AC são componentes curriculares obrigatórios dos Projetos Pedagógicos dos Cursos Superiores de Tecnologia da UNIP.com SUSTENTÁVEL Anexo 1: Atividades Complementares A1.2 Orientações Nas tabelas do item A1. especialmente nas relações com o mundo do trabalho. Os relatórios deverão ser. como cumprimento de horas de AC do semestre. de habilidades. Se os artigos/reportagens forem retirados de textos eletrônicos (internet). A1.

quando da ponderação. tornando a AC nula para efeito de atribuição de horas. na hipótese de horas “quebradas”. Por fim. Por exemplo. para que o(a) aluno(a) alcance a pontuação máxima – passível de atribuição – é fundamental estar atento(a) aos seguintes critérios e pesos: Elementos de Análise Texto Manuscrito Formulário Apropriado Quantidade de Linhas/Páginas30 Comprovante Adequado/Legível Adequação ao Tema Argumentação Pesos 10% 10% 10% 10% 20% 40% Para efeito de cálculo. a atribuição será 2 horas. a matemática produzir um resultado diferente de um número inteiro.4 horas. Caso o resultado seja 3. serão aceitos textos entregues fora do prazo determinado. Página 73 . é importante lembrar que o não cumprimento dos elementos de análise – Texto Manuscrito. a pontuação anotada será 4 horas.5 o número inteiro imediatamente superior. 30 Os únicos casos que não serão considerados o número de linhas/páginas são os referentes à participação nas campanhas solidárias ou em doação de sangue.2. a atribuição obedecerá as seguinte norma de arredondamento: considerando para horas “quebradas” abaixo de 0. Formulário Apropriado. Entretanto. e na hipótese de acima de 0. Em nenhuma hipótese. se o(a) aluno(a) receber 2. Quantidade de Linhas/Páginas e Comprovante Adequado/Legível – invalidará totalmente o relatório.5 o número inteiro imediatamente abaixo.3 Critérios para Atribuição de Horas Conforme as orientações. o(a)s aluno(a)s devem estar atento(a)s aos prazos de entrega dos relatórios de AC.rodrigomarchesin. elencadas no item A1.7 horas.com SUSTENTÁVEL A1.www. ou seja.

Roteiro: Lawrence Bender. podendo chegar às horas previstas. Filme Documentário.com c) Atividade Complementar 3: Descrição: Gênero: Conceitos-Chave: Validação de Horas: Data de Entrega: Atividade Livre Livro / Artigo / Seminário / Palestra / Curso / Evento. Página 74 .com SUSTENTÁVEL A1. Cristina. Aquecimento Global. Laurie Lennard e Scott Z. vol. O desenvolvimento sustentável em unidade de conservação: a naturalização do social. Até 05 horas. Sustentabilidade.3 Indicações31 a) Atividade Complementar 1: Descrição: UMA VERDADE INCONVENIENTE (An Inconvenient Truth).www. Até 10 horas. 09/novembro/2010. Scott Burns. 19/outubro/2010. 17 p. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais. Gênero: Conceitos-Chave: Validação de Horas: Data de Entrega: *Disponível no site: www. 20. Desenvolvimento Econômico. nº 59. Burns.rodrigomarchesin. 28/setembro/2010. Desenvolvimento Sustentável.rodrigomarchesin. Legendado. Sociedade e Ambiente. Sustentabilidade. EUA: Lawrence Bender Productions / Participant Productions. Artigo Científico. Desenvolvimento Sustentável. 31 As horas a serem atribuídas dependem do teor (conteúdo) do relatório. Até 10 horas. Direção: Davis Guggenheim. 100 min. Gênero: Conceitos-Chave: Validação de Horas: Data de Entrega: b) Atividade Complementar 2*: Descrição: TEIXEIRA. Responsabilidade Social. 2006.

a pergunta que busca uma resposta capaz de prover a manutenção da vida humana da terra.rodrigomarchesin. Página 75 . faz parte do Programa Pedagógico dos Cursos Superiores de Tecnologia da UNIP – Universidade Paulista. pode ser resumida da seguinte forma: como articular o uso dos recursos produtivos à uma realidade inclusiva.com SUSTENTÁVEL Anexo 2: Roteiro Disciplinar – PIM A2. deverão realizar o levantamento das características e práticas existentes numa organização. O PIM busca inserir o aluno nas práticas gerenciais fundamentadas nos conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula. reunidos em grupo. com caráter prático complementar do processo de ensino-aprendizagem. A2. Os alunos. Neste sentido. ao oferecer o espaço acadêmico para a pesquisa.1 Apresentação O Projeto Integrado Multidisciplinar – PIM. onde possa observar-se eqüidade social? Dessa forma. e onde o aluno pode envolver-se com o tema (matéria) e reconhecer sua aplicabilidade social e empresarial. o PIM é a ferramenta de intermediação na busca de reflexões.www. na forma de como devem proceder para atender aos requisitos exigidos pelo PIM. baseado nessa visão. Este roteiro é uma breve orientação aos alunos.2 Procedimentos As mudanças provocadas pelo avanço tecnológico e crescimento econômico trouxeram uma realidade nova e preocupante aos governos e corporações de todo planeta. na dimensão relativa à disciplina Desenvolvimento Sustentável – DS.

 eliminação de substâncias tóxicas. os alunos (grupos) deverão observar os seguintes pontos: 1) Importância do DS para a organização. apresente os subsídios necessários para a correta descrição da empresa.  substituição de materiais virgens por materiais reciclados. descrevendo um projeto passível de envolvimento pela organização objeto da pesquisa.  qual a importância das pessoas para a organização (Balanço Social).com SUSTENTÁVEL Para que a parte de DS. o grupo do PIM poderá buscar observar a realidade interna ou externa à empresa. Na hipótese de um projeto. no PIM. com o DS. apenas. ao propósito de contribuir ao suporte da elaboração textual do PIM.rodrigomarchesin.  reutilização de materiais. o grupo poderá oferecer uma solução. o contato com o professor e suas orientações in loco são insubstituíveis!! Bom trabalho!! Página 76 . produtos e equipamentos. 3) Resultados alcançados pela organização. Este roteiro serve. Informações complementares serão apresentadas no decorrer das aulas de DS.  propagação do conceito de sustentabilidade. 4) Caso a empresa não possua alguma prática relacionada ao DS. Indubitavelmente. baseando sua análise nos seguintes aspectos:  redução do consumo de recursos naturais e energia.www. 2) Descrição de práticas que envolvam a lógica sustentável e a responsabilidade socioambiental.  emprego da energia limpa.

Mercado e meio ambiente.Conteúdo Programático 1. O conceito de desenvolvimento econômico-social. Ética e desenvolvimento social Ética na organização Ética nas negociações A relação ética e desenvolvimento social A norma SA 8000 6. A ética ambiental e países subdesenvolvidos. As empresas e o ambiente externo local A responsabilidade empresarial e a legislação ambiental A demanda por qualidade de vida A singularidade da administração ambiental 3. As empresas e a cultura ambiental interna Uma reflexão sobre a política ambiental A cultura ambiental nas organizações As perspectivas no desenvolvimento da cultura ambiental 4.5 horas/aula I – Ementa Teorias sobre o desenvolvimento. Histórico do conceito de desenvolvimento sustentável A relação homem-natureza O meio ambiente torna-se um problema A problemática ambiental pós-guerra fria O papel das organizações não-governamentais O desenvolvimento sustentável como novo paradigma 2. A ética ambiental e o desenvolvimento sustentável.rodrigomarchesin.000 5. II – Objetivos Adquirir visão fundamentada quanto à possibilidade de estabelecer relações entre desenvolvimento econômico e desenvolvimento sustentado. III .www. Desenvolvimento sustentável. A gestão ambiental nas organizações Um esboço histórico A gestão ambiental A família de normas ISO 14. Plano de desenvolvimento sustentável Página 77 .com SUSTENTÁVEL Anexo 3: Conteúdo Programático Detalhado CURSO: Superior de Tecnologia em Marketing / Recursos Humanos Série: 4º semestre Período: Noturno Disciplina: Desenvolvimento Sustentável Carga Horária Semanal: 1. Críticas às visões economicistas do desenvolvimento.

4ª ed. Página 78 . N. R. 1999. nº 1. Campinas: Alínea. Desenvolvimento econômico. 1996. M.www. mais o projeto PIM. Henrique T. utilizando: Aulas expositivas Aulas reflexivas com análise de casos Dinâmica de grupos Seminários Vídeos Debates Será sempre indicada a bibliografia básica e específica necessária ao acompanhamento do curso e orientação do aluno na vida acadêmica e profissional. 22. NBR ISO 14. Para todas as exposições e para todos os pontos deverão ser utilizadas apresentações de casos práticos. VI – Bibliografia Bibliografia Básica DIAS..001.Estratégias de Trabalho O curso contará com equilíbrio teórico – prático por meio de exposições e discussão de casos práticos. USA: SAI. SAI.com SUSTENTÁVEL IV . v. 2002.. 5ª ed. SOUZA. São Paulo: Atlas. Social Accountability 8000 (SA 8000). Social Accountability International. V. 2001. Costa et al. The desirability and feasilibity of ISO Corporate Social Responsibility Standards. 40% da nota da P2 e 20 % da nota do PIM. Rio de Janeiro: ABNT.rodrigomarchesin. A ética ambiental e o desenvolvimento sustentável. seguida de apresentação por parte do professor. MATA. T. sendo que a média do semestre será constituída por 40% da nota da P1. Suíça: ISO. Rio de Janeiro: ABNT. Bibliografia Complementar BARBIERI. ZAVAGLIA. José Carlos. jan. Introdução à administração: da competitividade à sustentabilidade. sempre envolvendo os assuntos voltados à gestão das organizações. A exposição será feita por meio de colocação dos pontos a serem discutidos de forma esquemática. CASSAR. International Standartization Organization. sistemas e técnicas de apoio. Sistema de gestão ambiental: diretrizes gerais sobre princípios. ISO. NBR ISO 14. 2002. São Paulo: Revista Economia Política. 1997. Petrópolis: Vozes./mar. Desenvolvimento e meio ambiente: as estratégias de mudanças da agenda 21. 2003. 1996. Sistema de gestão ambiental: especificações e diretrizes para uso.001.Avaliação Duas provas teóricas/práticas bimestrais e trabalhos individuais ou em grupo.

com .rodrigomarchesin.www.

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