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Trabalho Sistema Massa Mola

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Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia-CEFET-BA Mestrado em Engenharia Mecânica

Sistema Massa-Mola

Mestrando José Alves de Oliveira Neto
Novembro 2008

1

as duas forças se anulam. por exemplo. Então. que u(t) seja medido positivamente para baixo. A força restauradora da mola Fm. mas de sentidos opostos. segue. sendo f a força resultante que atua sobre a massa m e pela segunda lei de Newton. F !  k ( x  u ) .Sistema Massa-Mola Consideremos umcorpo de massa m fixado na extremidade inferior de uma mola helicoidal vertical de comprimento l. (1) Em termos dinâmicos. temos: f (t ) ! mu " (t ) (2) Para se compreender melhor a dinâmica desse sistema. admitamos ainda.etc). da lei de Hooke. isto é. ser deslocado para baixo à distancia A e depois largado. Admitindo-se que a deformação x é pequena. e assim. e a força restauradora da mola. que a força restauradora da mola é proporcional a x e assim podemos escrever Fm !  kx . onde g é aceleração da gravidade. que é proporcional à alongação total x  u e sempre atua no sentido de reestabelecer a posição original da mola. e dada por P ! mg . x + u 0indica que a mola está comprimida. com o comprimento diminuído de x  u e então a força da mola estará 2   . Uma vez que o sistema massa-mola está em equilíbrio. Duas forças atuam no ponto onde a massa está ligada à mola: a força peso. note que x + u " 0significa que a mola está esticada e a força da mola estará dirigida para cima. estamos interessados em estudar o movimento do corpo de massa m sob a ação de uma força externa. por outro lado. Assim. que sempre atua para baixo. mg  kx ! 0 . como. a constante k é chamada de constate da mola e é determinada com base nas propriedades da mola (composição do material. A força peso P ! mg . seja u(t) o deslocamento(alongamento da mola) da massa em relação à posição de equilíbrio no instante t. diâmetro da mola. a saber: 1. espessura. 2. para baixo. uma deformação de comprimento x. dirigida para cima e indicada por Fm. O sinal menos na ultima equação simboliza o fato de P e Fm serem forças de mesma direção. devida a atração gravitacional. devemos considerar separadamente as quatro forças que compõe a resultante f. conforme figura (1) abaixo: A massa provoca na mola.

então u esta aumentando. Finalmente. £ u" (t ) ! f (t ) ! ¡ ¡ u" (t ) ! g  k (( x  u (t ))  bu ' (t )  F (t ) u" (t ) ! g  kx  ku (t )  bu ' (t )  F (t ) u" (t ) ! ku (t )  bu ' (t )  F (t ) ou seja. viscosidade) ou fruto da utilização de algum dispositivo absorvedor de choques. mu " (t )  bu (t )  ku (t ) ! F (t ) (5) ou. o corpo está se deslocando para baixo e Faestará dirigida para cima. se du / dt 0.[( x  u )] !  k ( x  u ) . Os resultados experimentais mostram que esta força é aproximadamente proporcional à velocidade escalar du / dt da massa e se du / dt " 0. em qualquer caso. e são a velocidade e a aceleração respectivamente. u está diminuindo. denominado amortecedor.dirigida para baixo.u ' (t ) sendo b é uma constante positiva. Assim. Esta é a força que dá origem ao fenômeno conhecido como oscilador harmônico forçado e na maioria das vezes tem caráter periódico. a posição e a velocidade iniciais. considerando a atuação destas forças. a força amortecedora Fa. existe ainda a possibilidade da atuação de uma força externa F(t) dirigida para cima ou para baixo. (4) 4. x  u ! k . na forma clássica: d 2u du b  ku ! F (t ) 2 dt dt A equação acima é uma equação diferencial linear de segunda ordem. onde m. a saber. será sempre da forma. ou seja: u ( 0) ! u 0 e u ( 0) ! u 0 Vamos estudar na seqüência os três tipos possíveis de oscilações descritas pela equação (6) ¢  F  Fa  F (t ) ¡ ¡ ¡ ¡ ¤ (6) (7) 3 . A força resistiva ou de amortecimento. o corpo está se deslocando para cima e Fa estará dirigida para baixo.b ek são constantes com significados físicos bem definidos. u(t) é a função incógnita que indica a posição da mola em cada du d 2u instante. sendo dada por Fm ! k . podemos reescrever a equação (2) como. Para completar a descrição do dt dt 2 fenômeno. dependendo de F(t) ser positiva ou negativa. resistência do ar. por outro lado. devemos especificar duas condições iniciais. chamada constante de amortecimento. a força restauradora é: Fm !  k ( x  u ) (3) 3. Fa. Portanto. Logo. Fa ! b. que sempre atua na direção oposta à direção do movimento e é devida às propriedades do meio (atrito.

m mr 2  k ! 0   r 2 !  ¨ k ¸ ¨ k ¸ ¹ f1 (t ) ! e 0. Oscilações Livres d 2u du b  ku ! F (t ) . vem: k k k   r ! s  . onde w0 ! ª º ª º Logo. mu"ku ! 0 Resolvendo a equação (9). onde as constantes A e B são determinadas pelas condições iniciais. isto é . temos: § § ! cos  e 2   2      Assim.t .1. cos© t ¹ ! cos( w0 t ) e f 2 (t ) ! e 0. 2 2 e tgU !  !  2 2 !   ®2 cos 2 U ±  ¯ ! 2 sen 2U ± ! ° ¨ ¦ ©   k .sen© © m ¹ © m t ¹ ! sen ( w0 t ).i .t . m (10) (11) ! rsen 2 (12) (cos 2 U  sen 2U ) 4 . Como k e m são constantes positivas segue que  é negativo e m m m k assim r é complexo. Portanto as soluções particulares são. r ! 0 s . a solução geral de (9) é: u (t ) ! A cos( w0 t )  Bsen(w0 t ) . Podemos ainda escrever a solução (10) na forma u(t ) ! R cos(w0 t  U ) ! R cos(w0 t ) cosU  Rsen((w0 t )senU Comparando agora a equação (11) com a equação(10). suponhamos que não aja atuação de força externa nem a 2 dt dt presença de força amortecedora. sendo F (t ) ! 0 e b ! 0 temos: ¥ Na equação d 2u  ku ! 0 dt 2 (8) (9) ou. isto é.

e r2t . Portanto r ! 2m i) b 2  4mk " 0   u (t ) ! . A freqüência angularwo.t  B.e r1 . cos( Qt )  B. u (t ) ! R cos( w0 t  U ) Para finalizar a análise do movimento oscilatório livre. b u (t ) ! A.e 2 m .e 2 m . definimos: I. dado por: X ! 2T k /m ! 2T m k (14) (13) II. Oscilações Livres Amortecidas Se incluirmos agora o efeito da força amortecedora e desprezarmos novamente a força externa. 2m 5 . onde Q ! t   b t b t 4km  b 2 " 0.sen(Qt ). que é o tempo necessário para uma oscilação completa.t  .t. e dada por: w0 ! k m (16) IV.e 2 m .e r1 .expressa em radianos por segundo. ou o número de oscilações completas por unidade de tempo: f ! 1 1 ! X 2T k / Hz m (15) III. 2 ii) b 2  4mk ! 0   iii) b 2  4mk 0   u (t ) ! A.Portanto. Operíodo X . Sua equação característica é mr 2  br  k ! 0 e o discriminante desta  b s b 2  4mk e então temos três casos a considerar: equação é ( ! b  4mk . a equação (6). que é o deslocamento máximo do corpo em relação á posição de equilíbrio: R! A2  B 2 (17) 2. A amplitude R.e r2t ! ( A  Bt ). transforma-se em: m d 2u du b  ku ! 0 2 dt dt (18) Vamos resolver a equação (18). Afreqüênciaf.

5991  3 5991 5 r! 5 .1 Por outro lado.sen© (21) © 20 ¹ © 20 t ¹] ª º ª º Calculando u¶(t)e aplicando as condições inicias u (0) ! 0. isto é: Fm ! kx   3 ! k . determinar a sua posição em qualquer instante. 3 ! 30 0. Então.1 5 (20) Resolvendo a equação (20): 3 9 9  6000 5991 2r 2  r  30 ! 0   ( !  240 ! ! 5 25 25 25  5991 3  s  3 s i.05 e u ' (0) ! 0. considerando m ! 2 e as condições iniciais dadas no SI.1   k ! Fa ! b.sen© © 20 ¹ © 20 t ¹ . as soluções particulares reais são: f1 (t ) ! e A solução geral é então.[ cos© t ¹  . A frase ³uma mola é esticada de 10cm por uma força de 3N´ nos permite encontrar a constante da mola. Um corpo com massa 2kg é pendurado na mola e também é ligado a um amortecedor viscoso que exerce uma força de 3N quando a velocidade do corpo for 5m/s.u ' (t )   3 ! b. e receber uma velocidade inicial para baixo de 10cm/s. 5cm alem da posição de equilíbrio.05 e u (0) ! 0.i ! ! s 4 20 20 20 Logo.Dos três casos acima o mais importante é o terceiro e assim vamos investigá-lo um pouco mais de perto. precisamos determinar os valores de m.0. Assim. como as raízes da equação característica são complexas. Solução Sabemos que o problema é governado pela equação mu " (t )  bu (t )  ku ! 0 . cos© t ¹ e f 2 (t ) ! e 20 . vamos modelar o seguinte problema: Uma mola é esticada de 10cm por uma força de 3N. u (0) ! 0.5   b ! 3 5 Portanto. ª º ª º t ¨ 5991 ¸ ¨ 5991 ¸ ¹ u(t ) ! e 20 .temos: 2u"  3 u '  30u ! 0 . Para tanto. 3 t 20 3 t ¨ 5991 ¸ ¨ 5991 ¸ ¹ . o trecho ³um amortecedor viscoso exerce uma força de 3N quando a velocidade do corpo for 5m/s´ nos dá a chave para obter a constante de amortecimento.1 : 3   6 . b e k. Se o corpo for puxado para baixo.

u ( t ) ! e 20 .e 0 . Ao lado a ausência do termo e 0 .15t cos 3. u ' (0 ) !  5991 3 B cos 0 ] !  A 20 20 5991 B ! 0 . Oscilações Forçadas 7    3 ¨ 3 20 t e [ cos © © 20 ª ¨ 5991 ¸ t ¹  sen © © ¹ 20 ª º 3 t 5991 ¸ t ¹ ]  e 20 [  ¹ 20 º 5991 20 ¨ sen © © ª 5991 ¸ t¹  ¹ 20 º 5991 20 ¨ cos © © ª 5991 ¸ t ¹] ¹ 20 º  . quando t=0. 05   A ! 0 . vai se aproximando da posição de equilíbrio à medida que o tempo aumenta.05 a 0.5071 O gráfico abaixo nos dá a posição do corpo de massa m em função do tempo t.0572 e tg U ! B ! 0.1 20 Então.15 ¹ .sen © ¹ © 20 t ¹] © 20 5991 º º ª ª (22) Calculando R ! A 2  B 2 ! 0.[ 0.t  0.u ' (t ) !  3 0 5991 e [ A cos 0  Bsen 0 ]  e 0 [  Asen 0  20 20 u ( 0 ) ! e 0 [ A cos 0  Bsen 0 ] ! 0 . 05 . 3.0572 . oscila no intervalo  0.8701.05 .05 .15 5991 ! 2 . e vai diminuindo mais e mais. Isso é devido ao fator de amortecimento u a (t ) ! 0. 3 t ¨ 5991 ¸ ¨ 5991 ¸ 2.15 .  3 A  20 5991 B ! 0 . 05   B ! 0 . ou seja.1  20 20 B ! 2  0 .15 t nos revela o comportamento sem o efeito do amortecimento.5071 .05 .5555   U ! 0. Observe que ele está na posição u ! 0.e 0. reescrevemos (22) como: A u (t ) ! 0.15 t . 0 .1   20 3 5991 . 5991 Portanto. cos © t¹  .0572.

k . a forma: d 2u du m 2 b  ku ! F0 cos wt dt dt Ou ainda. é aplicada ao sistema massa-mola. m m Como m e k são constantes positivas. A equação (6) toma. mu" (t )  bu (t )  ku (t ) ! F0 cos wt (24) (23) 3.. Então a equação (24) assume a forma: mu"  ku ! F0 cos wt (25) Para resolver esta equação necessitamos encontrar uma solução para a equação homogênea e a solução da não homogênea. cos ¨ © © ª Ou simplesmente.Oscilações Forçadas sem Amortecimento Para começar. u h ! A.Vamos estudar agora o caso no qual uma força externa periódica . cos. segue que ré complexo ou seja. r ! 0 s i . Portanto a solução geral de (26) é: u h ! A .e 0 t . devemos resolver a equação: mu"  ku ! 0 (26) mr 2  k ! 0   mr 2 ! k   r ! s  k . Assim. do tipo F0 cos wt . vamos supor que não haja amortecimento. então.1.

w0 t  B.sen.

e 0 t sen © © m ¹ ª º k ¸. t¹ m ¹ º Para resolver a equação não homogênea vamos supor que a equação procurada seja u ! a. u ' !  awsen( wt ) u" !  aw 2 cos( wt ) Substituindo u e u´em (25). cos( wt ) .w0 t . teremos:  maw 2 cos( wt )  ka cos( wt ) ! F0 cos( wt )   . Então. w0 ! k m (27) ¨ k ¸ t ¹  B .

F0 F0 F0 ! ! 2 2 2 k  mw m k /m  w m( w0  w 2 ) Substituindo (28) em u ! a.ka  maw cos( wt ) ! F 2 0 cos( wt ) Assim. utilizando (27) e (29) obtemos a solução geral da equação (25). ou seja: 8 F0 ! a (k  mw 2 )   a ! . obtemos a solução da não homogênea: F0 . cos( wt ) . cos( wt ) up ! 2 m( w0  w 2 ) Portanto.

(28) (29) .

cos ..u ! A.

sen .w0 t  B.

cos 0  B. u (0) ! 0 e u ' (0) ! 0 . 3.1. Existem dois casos de especial importância. derivando (30) e utilizando as condições iniciais: F0 F0 cos 0 ! 0   A !  u(0) ! A. 2 m( w0  w 2 ) Logo u (t ) !  Portanto. w0 ! m( w  w 2 ) 2 0 k m (30) É interessante observar que esta função é a soma de duas funções periódicas de diferentes freqüências w0e w e diferentes amplitudes.sen0  2 2 2 m( w0  w 2 ) m( w0  w ) u ' !  Aw 0 sen ( w 0 t )  Bw 0 cos( w 0 t )  u ' (0 ) !  Aw 0 sen 0  Bw 0 cos 0  wF 0 sen ( wt ) 2 m ( w0  w 2 ) wF 0 sen 0 ! 0   B ! 0 .w0 t  F0 .1. u (t ) ! F0 . isto é. Então. cos( wt ).Batimentos Para encontrarmos os valores das constantes A e B podemos supor que o corpo esteja inicialmente em repouso.

A primeira exibe o 2 2 2 m( w0  w ) gráfico de u (t ) ! 3sen (0. 2 2 m(w0  w 2 ) m( w  w ) 2 0 (31) ¨w w ¸ a!© 0 t¹ º ª 2 Por outro lado.sen© 0 t ¹.1t ).sen (0.sen© 0 t ¹ .cos wt  cos w0 t m( w  w 2 ) 2 0 F0 F0 cos( w0 t )  cos( wt ) . subtraindo as formulas de cos( a s b ) e fazendo ¨w w ¸ eb ! © 0 t ¹ .obtermos º ª 2 forma: ¨w w ¸ ¨w w ¸ cos wt  cos w0 t ! 2.1t ). expressa pelo termo 2 F0 w w sen( 0 t ) .sen (0. 9 . é possível.9t ) ser limitado pelas funções u1 (t ) ! 3sen(0. Dessa forma (31) toma a º ª 2 º ª 2 ¨ w w ¸ w w 2 F0 sen( 0 t ) ¹ sen( 0 t) u (t ) ! © 2 2 © m( w  w ) ¹ 2 2 0 ª º (32) Temos assim um movimento que possui variação periódica de amplitude. Apresentamos abaixo duas figuras típicas deste fenômeno. A segunda realça o fato do gráfico de u (t ) ! 3sen (0.9t ) .1t ) e u 2 (t ) ! 3sen(0.1t ) .

w ! w0 . u ! u h  u p onde u h ! A.1. isto é.3. cos .2. Ressonância O efeito da ressonância ocorre quando a força externa possui freqüência igual à freqüência natural do sistema. A equação (25) assume agora a forma: mu"  ku ! F0 cos w0t (33) Sua solução é.

sen .w 0 t  B.

F0 cos w0t . w 0 ! k e a solução up da não homogênea m é obtida observando-se que o termo não homogêneo. vem: 2 2 (2bmw0  amw0 t  kat ) cos w0t  (2amw0  bmw0 t  kbt ) senw0t ! F0 cos w0t Igualando os coeficientes correspondentes.senw 0 t .senw0 t ! 2mw0  2 amw0  bm !! !! ! k . cos w0 t  bt . u p ! a cos w0t  aw0tsenw0t  bsenw0t  bw0t cos w0t ! ( a  bw0t ) cos w0t  (b  aw0t ) senw0t 2 2 u p ! bw0 cos w0t  ( aw0  bw0 t ) senw0t  aw0tsenw0t  (bw0  aw0 t ) cos w0t 2 2 u p ! ( 2bw0  aw0 t ) cos w0t  ( 2 aw0  bw0 t ) senw0t. temos: 2 2bmw0  amw0 t  kat ! F0 2  2 amw0  bmw0 t  kbt ! 0 2 Como w0 ! k t  kbt ! 0   2 amw0  bkt  bkt ! 0   a ! 0 m F0 tsenw0 t . Assim. então m F0 k 2bmw0  am t  kat ! F0   2bmw0  akt  akt ! F0   b ! m 2 mw0 10 . Portanto u p ! at. Derivando. Substituindo u e u´em (33).w 0 t . cos w0 t  bt. é uma solução da equação e assim a solução procurada é da forma u p ! at .

u ! A. 3 tsent 2 O gráfico de (35) está na figura abaixo u ! cos t  sent  " (35) 11 . encontre a solução e exiba o gráfico do sistema forçado sem amortecimento descrito pelo problema de valor inicial: u"  u ! 3 cos wt . u (0) ! 1. w0 ! m 2mw0 (34) Admitindo que força externa possui freqüência igual à freqüência natural do sistema. cos w0 t  B.1. 2mw0 2. u ' (0) ! 1 Solução r 2  1 ! 0   r ! 0 s i e w0 ! u h ! A cos t  Bsent up ! F0 3 3 tsenw0 t ! tsent ! tsent . teremos 3 u ! A cos t  Bsent  tsent 2 3 3 u !  Asent  B cos t  sent  t cos t 2 2 3 u (0) ! A cos 0  Bsen0  0 sen0 ! 1   A ! 1 2 3 3 u" (0) !  Asen0  B cos 0  sen0  0 cos 0 ! 1   B ! 1 2 2 Portanto.senw0 t  Exemplo F0 k tsenw0 t .1 2 1 k ! !1 1 m 3 u ! A cos t  Bsent  tsent 2 Derivando e aplicando as condições iniciais. Logo.

de modo que a solução procurada deve ser da forma: u p (t ) ! A cos wt  Bsenwt (38) Derivando up duas vezes e substituindo em(36) teremos: u 'p !  Awsenwt  Bw cos wt e u "p !  Aw 2 cos wt  Bw 2 senwt. O fenômeno da ressonância pode provocar problemas sérios no projeto de estruturas. A equação (24) modela o fenômeno. Na prática 2 isto significa que a mola irá se partir. onde r1 e r2 são soluções da equação característica. Para resolver esta equação necessitamos encontrar a solução uh da equação homogênea e a solução up da equação completa. ou seja: mu" (t )  bu (t )  ku (t ) ! F0 cos wt (36) onde m é massa do corpo.  Amw 2 cos wt  Bmw 2 senwt  Abwsenwt  Bbw cos wt  Ak cos wt  Bksenwt ! F0 cos wt ( Ak  Bbw  Amw 2 ) cos wt  ( Bk  Abw  Bmw 2 )senwt ! F0 cos wt Daí.2. que podem ser reais ou complexas conjugadas. b é o fator de amortecimento proporcional à velocidade. após um certo tempo. passará a oscilar com a freqüência da força externa.uma vez que a instabilidade gerada por ela pode levar à desestruturação do sistema. A solução geral é a soma dessas duas soluções. Solução da homogênea: mu " (t )  bu (t )  ku (t ) ! 0 : 1 2 (37) Já sabemos que a solução de (37) é u h ! c1 e r t  c 2 e r t . k é a constante da mola e F0 cos wt é a força externa aplicada ao sistema.Oscilações Forçadas com Amortecimento Consideremos agora o movimento de um sistema massa-mola com amortecimento.3 tsent faz o movimento ficar ilimitado quando t p g . vem: m 2m 12 . Para encontrar a solução da não homogênea podemos admitir que a massa. Observe que a presença do termo 3. ® (k  mw 2 ) A! F0 ± ®  Bbw  Amw 2 ! F0 cos wt Ak ± (k  mw 2 ) 2  b 2 w 2  ¯ ¯ 2 bw ° Bk  Abw  Bmw ! 0 ± ! bw A ! B F0 2 ± k  mw (k  mw 2 ) 2  b 2 w 2 ° 2 Como w0 ! k b 2   k ! mw0 e fazendo K !   b ! 2 mK .

mas K ! é uma constante real positiva. # R! F0 / m 2 ( w0  w 2 ) 2  4K 2 w 2 A 2  B 2 e tgU ! 2K[ [0  [ 2 2 B A R! e tg U ! (40) cos( wt  U ) (41) cos( wt  U ) (42)  b ( 2m t  b (  c2 e 2m t ! c1 e b t 2m . Assim quando t p g . possui amplitude constante e não depende das condições iniciais.e 2m t (  ( ¸ b ¨ t t t © c e 2 m  c e 2 m ¹e 2 m ! c eEt  c e Et .F0 / m ( w0  w2 ). u p (t ) ! F0 / m 2 ( w0  w 2 ) 2  4K 2 w 2 Assim. Por este motivo u h ! c1e r1t  c2 e r2t é chamada de solução transiente.e Kt (43) ! 1 2 1 2 © ¹ ª º . Como resultado. 2m 2m e  Kt p 0 e conseqüentemente u h ! c1 e r1t  c 2 e r2t p 0 . A ! 2 2Kw.2 (mw0  mw 2 ) m( w 2  w 2 ) (k  mw 2 ) F0 F0 ! 2 2 0 2 2 F0 ! A! ± 2 ± (k  mw 2 ) 2  b 2 w 2 (mw0  mw 2 ) 2  (2mK ) 2 w 2 m [( w0  w )  4K 2 w 2 ] ¯ Porta 2mKw bw bw ± F0 F0 ! 2 2 A! B! ± (k  mw 2 ) 2  b 2 w 2 m [( w0  w 2 ) 2  4K 2 w 2 ] k  mw 2 ° nto. resta apenas o termo: $ Em (43) Observe que esta ultima expressão varia com a mesma freqüência da força externa. pois é o que permanece depois que o estado transiente desaparece.F0 / m e B! 2 (39) 2 2 2 2 2 ( w0  w )  4K w (w0  w 2 ) 2  4K 2 w 2 Reescrevendo u p (t ) ! A cos wt  Bsenwt na forma u p (t ) ! R cos( wt  U ) e lembrando que: Finalmente. a solução geral de (36) é: u ! c1e r1t  c 2 e r2t  F0 / m 2 ( w0  w 2 ) 2  4K 2 w 2 O termo u h ! c1 e r t  c 2 e r t pode ser escrito como: 1 2 u h ! c1 e ( b é real ou complexo. Esta é a chamada solução estacionária ou resposta forçada.e ( t 2m  c2 e b t 2m  ( .

! U (t ) ! F0 / m 2 ( w0  w 2 ) 2  4K 2 w 2 cos( wt  U ) (44) 13 .

sen © © 2159 ª 1 ¨ 127 ¸ 8 8t t¹  e . Symon.-Equações Diferenciais Elementares e Valores de Contorno.25u (t )  2u (t ) ! cos 2t . Sears. Young. cos © ¹ © 8 17 º ª 2 127 ¸ 8 cos( 2 t )  t¹  sen ( 2 t ) ¹ 17 8 17 º Abaixo exibimos o gráfico da solução Observe o efeito da solução transiente nos 20 primeiros segundos e como ela desaparece a partir daí. Ed. Mark W. Keith R. LTC. Francis. u ( 0) ! 2 % % Utilizando o aplicativo MAPLE. Movimento Ondulatório. gerando um movimento de mesma amplitude e mesma freqüência. DiPrima. LTC. Rio de Janeiro-RJ. Boyce. 3.Mecânica. 4. vol 2. Rchard C. Ed. Tradução Jean Pierre Von der Weid. 1984. Ed. Campus.. obtemos a solução: u(t) ! 1 ¨ 248 127  8 t e .. Willian E. Waterloo.Exemplo: Resolver o sistema oscilatório descrito pelo problema de valor inicial: u " (t )  0. Rio de Janeiro-RJ. Aplicativo MAPLE 11. Tradução Horácio Macedo. Rio de Janeiro-RJ. Waterloo Maple Inc. 14 . 1982. u (0) ! 0. Zemansky. 1998. Hugh D. Física: Mecânica dos Fluidos. Ontário-Canadá. Calor. Tradução Gilson Brand Batista.. Bibliografia 1. 2.

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