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Assistência Nutricional

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I
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3: • Perda de peso nos últimos seis meses. insuficiência renal. escaras. • Alergia alimentar. priorizando-se. pescoço ou pulmão. vômito). infecção — pneumonia. A classificação do nível de assistência nutricional é realizada após diagnóstico da situação do paciente. • Dificuldades na mastigação e/ou deglutição. internado ou ambulatorial. feridas. os cuidados aos pacientes que requerem maior atenção. quando eutrófico (> 10% nos últimos seis meses). é feita com base no nível de assistência nutricional1.Sistematização do Atendimento Nutricional Elisabeth Cardoso 1 A assistência nutricional ao paciente cardíaco. • Inapetência. a necessidade de tratamento dietoterápico e a presença ou não de fator de risco nutricional associado. câncer no trato digestivo ou cabeça. pancreatite. síndrome da imunodeficiência adquirida. Definimos risco nutricional como qualquer situação em que há presença de fatores. insuficiência respiratória por doença © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA 3 . A observação da presença de um ou mais fatores determina a necessidade de assistência nutricional especializada. disfagias. • Alterações nas funções digestivas (diarréia. relacionando a patologia de base. colite ulcerativa. • Terapia com quimioterápicos e • Presença de diagnóstico de alto risco nutricional: complicações pós-operatórias. temos2. acidente vascular cerebral. • Idade acima de 70 anos. Dentre os principais fatores. insuficiência cardíaca congestiva graus III ou IV. assim. doença de Crohn. condições ou diagnósticos que possam afetar o estado nutricional do indivíduo.

tabus ou intolerâncias alimentares relatadas pelo paciente. cirrose.. o nutricionista irá determinar o tipo de atendimento e a periodicidade da visita ao leito. quando necessário.1). bem como a alimentação nos finais de semana. 1. insuficiência hepática. Tabela 1. mensal. 19971 © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA Fatores de Risco Não Sim Não Sim Nível de Assistência Nutricional Primário Secundário Secundário Terciário 4 . • Freqüência do consumo de alimentos: São registradas as freqüências (diária. Conforme a classificação do nível de assistência nutricional. ao preparo. A Tabela 1. Nazima et al. distúrbios metabólicos severos — diabetes descompensado (glicemia acima de 140mg/dl). cirurgias digestivas. dislipidemias severas. necessidade de nutrição enteral ou parenteral. bem como dados de saneamento básico de interesse para o caso. crianças com peso abaixo do percentil 25 ou acima do percentil 75 do National Center for Health Statistics — NCHS4 (EUA). ANAMNESE NUTRICIONAL A anamnese nutricional é feita com base no levantamento do hábito alimentar do paciente (Fig. • Alimentação pregressa (crianças): Em crianças menores de um ano são especificados o tipo. o consumo de outros alimentos de interesse para o diagnóstico. semanal.5kg/m2 ou acima de 30. à aquisição. especificando-se. • Preferências e restrições: São registradas as preferências. além do levantamento qualitativo são especificadas as quantidades dos alimentos consumidos pelo paciente. à conservação e à higiene dos alimentos. a freqüência e os horários da alimentação. quando diferente do habitual. • Dieta especial: É pesquisada a experiência do paciente com relação à realização de dieta especial. Índice de Massa Corporal abaixo de 18.0kg/m2. Para o dia alimentar é utilizado o método adaptado de Burke5. no caso de paciente internado ou de retorno quando paciente de ambulatório.1 mostra a classificação do nível de assistência nutricional. Isosaki. Dependendo da necessidade.pulmonar obstrutiva crônica. • Condição ambiental: Neste campo são anotados condições e comportamentos quanto à disponibilidade. ao período de seguimento e à orientação recebida.1 Avaliação do Nível de Assistência Nutricional Necessidade de Dietoterapia Não Não Sim Sim Fonte: Cardoso. eventual ou inexistente) do consumo de alimentos por grupos.

HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FMUSP INSTITUTO DO CORAÇÃO Paciente (Etiqueta) ANAMNESE E DIAGNÓSTICO SERVIÇO DE NUTRIÇÃO E DIETÉTICA Data nascimento Sexo ||M ||F Peso atual N matrícula HC o Altura atual kg Circunferência Peso ideal m punho kg cm cm Índice massa corpórea (P/A2) Dados clínicos e laboratoriais Circunferência da cintura ALIMENTAÇÃO ATUAL Dia alimentar: Preferências/restrições: Dieta especial: [ ] Não [ ] Sim (especificar) Alimentação pregressa (crianças): FREQUÊNCIA DO CONSUMO DE ALIMENTOS Alimentos Leite/derivados C A R N E S Bovina Suína Ave Peixe Miúdos D S M E N Alimentos Frutas Embutidos Enlatados Salgados Doces Bebidas alcoólicas Refrigerantes Sucos D S M E N Alimentos G O R D U R A S D S M EN Óleo vegetal Margarina Manteiga Hidrogenada Animal Ovos Leguminosas Hortaliças Fig.1 – Modelo de impresso utilizado para registro da anamnese nutricional © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA 5 . 1.

1.1 – (Cont. Isosaki.Nunca CONDIÇÃO AMBIENTAL Estado nutricional: DIAGNÓSTICO Eutrofia Leve Desnutrição Moderada [ ] [ ] Atual [ ] Grave [ ] [ ] Crônica [ ] [ ] Alterada [ ] Inadequada (especificar) [ ] [ ] Pré-obesidade Obesidade Grau I Grau II Grau III [ ] [ ] [ ] [ ] Adultos: Crianças até 2 anos: [ ] [ ] [ ] [ ] Pregressa [ ] [ ] Normal [ ] Adequada Crianças > 2 anos: [ ] [ ] [ ] Circunferência da cintura: Alimentação habitual: Condição ambiental: [ ] Favorável [ ] Desfavorável (especificar) Nível de assistência nutricional: [ ] Primário [ ] Secundário [ ] Terciário CONDUTA Data / / Hora : Nutricionista (Assinatura/Carimbo) Fonte: Cardoso. Nazima et al.D .No/dia S ..) Modelo de impresso utilizado para registro da anamnese nutricional © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA 6 .Eventual N .No/mês E . 19971 Fig.No/semana M .

Latterza. O diagnóstico nutricional leva em conta a avaliação da alimentação habitual e a avaliação do estado nutricional.3 demonstra o plano de atendimento a pacientes internados e ambulatoriais. Cruz et al.2 Avaliação do Consumo Alimentar Grupo de Alimentos Pães e cereais Hortaliças Frutas Leite Número de Porções 5a9 4a5 3a4 3 Grupo de Alimentos Carnes Leguminosas Açúcares e doces Óleos e gorduras Número de Porções 1a2 1a2 1a2 1a2 Fonte: Philippi.AVALIAÇÃO DA ALIMENTAÇÃO HABITUAL Com base na anamnese nutricional. A distribuição dos nutrientes é avaliada segundo as recomendações do Adult Treatment Panel III7: 25% a 35% de lipídeos. conseqüentemente. deficiências e má distribuição dos alimentos são especificadas. As inadequações como excessos. Tabela 1. no seu estado nutricional. que será tratada em capítulo à parte. • Condição ambiental: São analisadas as interferências das condições favoráveis ou desfavoráveis no hábito alimentar do paciente e. considerando-se as recomendações da pirâmide alimentar adaptada à população brasileira6 (Tabela 1.19996 As recomendações quanto ao grupo de alimentos energéticos são analisadas de acordo com as particularidades de cada patologia.. é possível chegar à avaliação da alimentação habitual do indivíduo. A Tabela 1. 50% a 60% de carboidratos e aproximadamente 15% de proteínas. especificando-se as situações desfavoráveis para a adoção de medidas corretivas. © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA 7 . • Consumo alimentar: A avaliação da adequação do consumo alimentar é feita por grupos de alimentos.2).

• Acompanhamento de acordo com a evolução. para verificação das dúvidas sobre a alimentação e reforço das orientações abordadas na primeira consulta • Registro do atendimento em prontuário © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA 8 . em relação à patologia • Anamnese e diagnóstico do estado nutricional • Encaminhamento para atendimento em grupo ou individual.Tabela 1.3 Definição do Plano de Atendimento a Pacientes Internados e Ambulatoriais Nível de Assistência Nutricional Primário Pacientes Internados Pacientes Ambulatoriais • Verificação da prescrição médica e fornecimento da dieta • Orientação nutricional sobre noções básicas de nutrição e alimentação na prevenção da doença coronária • Registro do atendimento em prontuário • Alta da nutrição • Orientação nutricional sobre noções básicas de nutrição e da dieta. de acordo com critérios preestabelecidos. em relação à patologia • Anamnese e diagnóstico do estado nutricional • Encaminhamento para atendimento em grupo ou individual. • Acompanhamento de acordo com a evolução. de acordo com critérios pré-estabelecidos. para verificação das dúvidas sobre a alimentação e reforço das orientações abordadas na primeira consulta • Registro do atendimento em prontuário Secundário • Visita admissional • Anamnese e diagnóstico do estado nutricional • Verificação da prescrição da dieta • Prescrição dietética de acordo com a avaliação nutricional e prescrição médica • Acompanhamento de acordo com a evolução médica • Orientação nutricional na alta hospitalar • Registro do atendimento em prontuário Terciário • Visita admissional • Anamnese e diagnóstico do estado nutricional • Verificação da prescrição da dieta • Prescrição dietética de acordo com a avaliação nutricional e prescrição médica • Acompanhamento diário da evolução médica e nutricional do paciente • Orientação nutricional na alta hospitalar • Registro do atendimento em prontuário • Orientação nutricional sobre noções básicas de nutrição e da dieta.

eds. Isosaki M. Executive Summary of The Third Report of The National Cholesterol Education Program (NCEP) Expert Panel on Detection. Public Health Service. 6. 2000. Pirâmide alimentar adaptada: guia para escolha dos alimentos. and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults. Evaluation. JAMA 16: 285(19):2486-9. Anamnese e diagnóstico na assistência nutricional ao cardiopata. And Treatment of High Blood Cholesterol In Adults (Adult Treatment Panel. Rev Soc Cardiol Estado de São Paulo 5(supl A): 63-8. 5. Cruz ATR. Nakasato M. The dietary history as a tool in research. © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA 9 . Jensen GL. 1999. Nazima MKN. NCHS growth charts. p. 1997. 2.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Burke BS. 1998. J Am Diet Assoc 23: 1041-6. Ribeiro LC. Apovian C. 7. 1947. In: Shikora AS. At which body mass index and degree of weight loss should hospitalized elderl patients be considered at nutritional risk? Clin Nutr 17(5): 195-8 [Abstract]. 3. Evaluation. Expert Panel on Detection. MD. Cardoso E. Rockville.ATP III). 21-9. Health Resources Administration. New York: Chapman & Hall. Ovesen L. Latterza AR. 2001. Philippi ST. National Center for Health Statistics — EUA. Blackurn GL. Beck AM. 4. 1996. Rev Nutr Campinas 12(1):65-80. Still C. Nutrition support — theory and therapeutics. Malnutrition and related conplications.

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