PNLEM 2009

Geografia Pesquisa e Ação
Ângela Corrêa Raul Guimarães Wagner Ribeiro

Capítulo 10: A superpotência

Causas da hegemonia atual dos EUA

Hegemonia dos EUA

Influência Cultural: músicas, alimentação vestuário e língua

Poderio Econômico: 20% do PIB global

Capacidade Militar sem paralelo

Causas da hegemonia atual dos EUA
• Desarticulação da URSS. • Difusão de valores tido como absolutos: livre mercado e a democracia liberal. • Influência das grandes empresas norte-americanas (as multinacionais). • Abertura comercial apenas para aliados. • Desarticulação da União Européia como força militar. • Capacidade de articular recursos para levar a cabo intervenções militares múltiplas e em cenários diferentes.

Limites e dificuldades
Resistências internas • Enormes gastos financiados com impostos: opinião pública mais crítica. • Lembranças: enormes baixas e derrota no conflito do Vietnã. Sentimento anti-intervencionista. Cooperação com aliados • Necessidades: dividir custos das operações militares e de conseguir maior legitimidade internacional. • Alianças com aliados: facilitam isolamento do inimigo e reduzem críticas internas.
Clique aqui e leia o artigo de 19/03/2007 da Folha de S. Paulo: Manifestações antiguerra marcam o final de semana nos EUA

O complexo industrial-militar e a criação permanente de novas ameaças e inimigos
• Compras governamentais de centenas de bilhões de dólares, centenas de milhares de empregos e enormes lucros sustentam o parque industrial militar dos EUA. • Essas empresas lucram com os conflitos dos EUA com seus rivais
25/06/2004 - Porta-aviões Ronald Reagan, o maior do mundo, chega ao Rio de Janeiro (RJ), 25 jun (EFE)

O complexo industrial-militar e a criação permanente de novas ameaças e inimigos
Conflitos do pós II Guerra Mundial • Corrida armamentista contra a URSS. • Bloqueio de Cuba. • Guerras da Coréia, do Vietnã, Iraque, Afeganistão. • Conflitos nos Balcãs; • Tensões com Irã, Venezuela, Coréia do Norte e rivalidade crescente com a China.

Os Estados Unidos e sua área de influência histórica: As Américas

País

% das exportações para os EUA 84,7 81,6

% das importações dos EUA 50,9 54,9

México Canadá

• Canadá e México: imensa fronteira com a superpotência; NAFTA: forte dependência comercial de ambos. • América Central: Canal do Panamá – ligação costa leste e costa oeste dos EUA; Golfo do México – mar americano – presença incômoda de Cuba.

Os Estados Unidos e sua área de influência histórica: As Américas
• América do Sul: fornecimento de matérias primas essenciais (minérios e petróleo) e mercados consumidores amplos (Brasil e Argentina). • O Mercosul é uma tentativa de reação à estratégias geopolítica dos EUA para a América do Sul.

A pax americana: estratégias e doutrinas para conservar a hegemonia mundial
• Difusão e manutenção dos valores americanos como se universais fossem. • Os EUA após o fim da Guerra Fria passam a ser os guardiões da segurança internacional. • Os EUA passam a se empenhar na assinatura de tratados que limitem a proliferação de armas nucleares. • Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares – pressões sobre a Índia, Paquistão e Israel e outros não signatários.

A pax americana: estratégias e doutrinas para conservar a hegemonia mundial
• Preocupação constante dos EUA com o abastecimento de recursos naturais fundamentais para sua economia (petróleo, por exemplo). • Imposição de padrões tecnológicos americanos ao restante do mundo. • Apoio à pax americana em organismos multilaterais: FMI e Banco Mundial. • Presença, mediação e participação ativa na solução dos conflitos internacionais.

A Doutrina Bush

• Guerra permanente ao terror desencadeada pelos ataques de 11 de setembro. • Doutrina militar americana dos ataques preventivos. • Distanciamento dos EUA de temas supranacionais (questão ambiental, por exemplo – Protocolo de Kyoto). • Recusa ao Tribunal Penal Internacional.

A Doutrina Bush
Filme: Nova York Sitiada Crescente onda de ataques terroristas à cidade de NY levam à adoção de medidas de restrição às liberdades individuais. A realidade imitou a arte três anos depois.

• Eixo do mal (governos que segundo os EUA apóiam o terrorismo): Síria, Irã, Coréia do Norte, Venezuela. • Recusa ao papel da ONU e do Conselho de Segurança em caso de ameaça iminente aos EUA. • Restrições às liberdades internas. • Permissão para atuação de agentes dos EUA em países inimigos.

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