V Semana de Engenharia de Produção e Transportes

Dezembro de 2005, UFRGS, Porto Alegre, RS

Estudos de tráfego para veículos de carga em rodovias federais do RS
João Fortini Albano (LASTRAN/UFRGS) Helmesona Santana (LASTRAN/UFRGS) Resumo
Trata o presente trabalho da descrição de contagens volumétricas qualificadas e de estudos de tráfego realizados nas rodovias BR/386, BR/290, BR/287 e BR/285 com a finalidade de servir de base de apoio para o desenvolvimento de estudos de determinação dos efeitos provocados pelo tráfego das Composições de Veículos de Carga – CVC’s sobre os pavimentos da rede de rodovias arteriais do Rio Grande do Sul e para a avaliação das conseqüências da falta de fiscalização por pesagem sobre os pavimentos gaúchos. Os trabalhos decorrem de uma ação conjunta entre o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Sul e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, através do Laboratório de Sistemas de Transportes (Lastran). Para atendimento a estes objetivos, descreve-se o planejamento da pesquisa realizada, os métodos adotados e os resultados obtidos. Palavras chave: Veículos de carga, contagem volumétrica, estudo de tráfego, VDMa.

1 Introdução Não se pode questionar nem minimizar a importância do transporte rodoviário de cargas. Em termos nacionais, o setor tem a responsabilidade por 60,5% da movimentação das cargas (GEIPOT, 2001). Sem o transporte rodoviário, produtos essenciais não chegariam às mãos dos consumidores, indústrias não produziriam e o comércio externo seria mínimo. Qualquer nação fica praticamente paralisada se houver interrupção dos serviços prestados pelo setor. No Rio Grande do Sul, a dependência da economia ao transporte rodoviário é ainda maior. Nos últimos anos os transportadores têm enfrentado uma crise cujas conseqüências encaminham o fechamento de algumas empresas e uma redução no número de autônomos. Existem várias causas que indicam a origem dos problemas. Técnicos do setor apontam para mudanças nos paradigmas de mercado provocados pelos efeitos da globalização, a maior competitividade, a redução da necessidade de manter estoques, etc. são condições que, somadas, reduzem o valor e a demanda por fretes, situação que tem obrigado as empresas a amplas reformulações logísticas como forma de sobrevivência. Reivindicam-se medidas oficiais de regulamentação como possibilidade de contornar as dificuldades. A produtividade do transporte de cargas no Brasil é deficiente, atingindo segundo a CNT e COPPEAD (2002), apenas 22% daquela registrada no sistema de transporte dos Estados Unidos. Algumas empresas e associações de pequenos e médios empresários, na busca de melhores resultados, estão começando a trabalhar quase que exclusivamente com composições de veículos de carga (CVC’s), particularmente, bitrens eletrônicos, com maior capacidade de carga, maior potência, motores mais duráveis e menor consumo de combustível. Porém, o aumento de uso das CVC’s deve ser bem avaliado pelo poder público, pois os mesmos interferem no fluxo do tráfego, no desempenho e na durabilidade dos pavimentos, pontes e viadutos. Até meados de 2003 não eram conhecidos a quantidade de CVC´s nem o percentual destes veículos sobre a frota de carga nas rodovias. Na mesma ocasião, o DAER necessitava de estudos técnicos para comprovar a necessidade de implantação de uma sistemática de
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• Disponibilidade de um rápido recrutamento e facilidades de treinamento do pessoal para os levantamentos de campo. RS pesagem de veículos nas rodovias estaduais e no âmbito do Laboratório de Sistemas de Transportes da Ufrgs. o registro detalhado dos estudos de tráfego desenvolvidos bem como a ampla divulgação dos resultados constitui o objetivo deste trabalho. Tendo em vista o atendimento aos critérios estabelecidos. João Fortini Albano desenvolvia no Lastran da Ufrgs (2005). • Existência significativa de volume de CVC’s. A descrição da programação das contagens. João Fortini Albano que pretendia determinar os efeitos dos excessos de carga sobre a durabilidade prevista de pavimentos da malha de rodovias arteriais do Rio Grande do Sul. uma vez que entre outras finalidades. Para subsidiar os estudos e as necessidades relatadas. • As rodovias escolhidas deveriam cobrir o espectro quantitativo do tráfego de veículos comerciais e. iniciava o desenvolvimento da Tese de doutoramento do Prof. programaram-se uma série de contagens volumétricas qualificadas e um estudo de tráfego para rodovias federais do Rio Grande do Sul. Julgou-se adequado considerar que o estudo deveria se executado em rodovias com alto. médio e baixo Volume Diário Médio (VDM) de veículos comerciais. Porto Alegre. definiu-se que as rodovias escolhidas para o desenvolvimento do estudo fariam parte do elenco de trechos integrantes do Programa Estadual de Concessões de Rodovias – PECR. Assim. diante destas circunstâncias e interesses estabeleceram-se dois protocolos de colaboração técnico-científica entre o Daer e a Ufrgs representada pela Fundação EmpresaEscola de Engenharia da Ufrgs – FEENG (Contratos de nºs PJ/CD/158/02 e PJ/CD/082/03) através dos quais deveriam ser desenvolvidos estudos para determinar a influência do tráfego de composições de veículos de carga CVC´s sobre os pavimentos das rodovias do Rio Grande do Sul e o levantamento dos efeitos da falta de fiscalização por pesagem sobre pavimentos rodoviários no Rio Grande do Sul. administrado pelo DAER através da Divisão de Operação da Via e Concessões. foram escolhidas as seguintes rodovias como representantes da malha viária gaúcha tendo em vista os objetivos e as finalidades estabelecidas: Estudos de tráfego para veículos de carga em rodovias federais no RS Albano & Santana 2 . 2001). procura-se determinar o efeito destes sobre os pavimentos da rede rodoviária principal. com base nas informações contidas no Relatório Anual de Acompanhamento do Programa Estadual de Concessões de Rodovias e Pedágios Comunitários no Rio Grande do Sul (DAER. Assim. Partes dos estudos e dados colhidos em campo deveriam integrar a tese de doutorado que o Prof. UFRGS. 2 Escolha das rodovias para o estudo Os critérios estudados e definidos para a escolha das rodovias representativas da rede de rodovias foram os seguintes: • Existência de pontos de apoio adequados para execução das contagens e levantamentos de dados necessários.V Semana de Engenharia de Produção e Transportes Dezembro de 2005.

00 Km 86 + 880. seria viável formular as hipóteses de carregamento da frota de carga bem como definir seu crescimento.Localização dos postos de coleta de dados Rodovia Localização do Posto BR/386 BR/290 BR/287 BR/285 Km 370 + 752. Os dados relativos ao fluxo e tipo de veículos historicamente gerados nos postos de pedágio do sistema não puderam ser utilizados de forma integral neste estudo. RST/287 Santa Cruz do Sul – Tabai Carazinho – Passo Fundo Frota Comercial Frota Comercial Quantidade (2001) Qualidade (2001) 1. Para o andamento dos trabalhos de campo ficou estabelecido o cumprimento dos seguintes quesitos: • Os auxiliares de pesquisa para os levantamentos seriam recrutados nos quadros das empresas concessionárias. foram definidos os procedimentos para execução das contagens de tráfego. RS Tabela 1 – Trechos escolhidos para as contagens e estudos Rodovia BR/386 BR/287 BR/285 Trecho Estrela – Entr.916 Alto Médio Médio Baixo BR/290 Eldorado do Sul – Pantano Grande Os locais definidos para a coleta de dados e contagens volumétricas em função dos critérios estabelecidos e condições de apoio foram as praças de pedágio nas seguintes localizações: Tabela 2 . Com base nos critérios pré-estabelecidos.638 801. com base nestes pressupostos. UFRGS.151. Com os dados oriundos do campo. Após a definição das quatro rodovias arteriais da rede sob jurisdição do DAER para desenvolvimento das contagens volumétricas.525 497. 2001) ao contrário de eixos individuais que se referem mais às questões operacionais e financeiras relativas à operação das rodovias concedidas. supervisionadas pela Diretoria de Operação e Concessões do DAER.00 Localidade Fazenda Vista Alegre Eldorado do sul Venâncio Aires Passo Fundo 3 Programação e execução das contagens volumétricas Avaliou-se que a pesquisa deveria ser desenvolvida em curto espaço de tempo e com custos reduzidos. definiu-se que os dados do trabalho seriam coletados nas praças de pedágio das rodovias escolhidas.V Semana de Engenharia de Produção e Transportes Dezembro de 2005.214 809. Esta condição fica mais evidente quando se pretende associar a quantidade e a categoria dos veículos de carga com o desempenho de pavimentos. Assim. pois as cargas sobre as estruturas de pavimentos são avaliadas por pesos praticados por veículos classificados de acordo com os conjuntos de eixos (Soares e Motta.00 Km 129 + 140. Estudos de tráfego para veículos de carga em rodovias federais no RS Albano & Santana 3 . programou-se também contar veículos que trafegavam vazios e carregados (total ou parcialmente). Porto Alegre.00 Km 326 + 300.

56 BR/290 1.34 1.34 2.00 Albano & Santana Estudos de tráfego para veículos de carga em rodovias federais no RS 4 . As planilhas de contagem com os dados oriundos do campo foram revisadas e as informações foram devidamente consolidadas.25 1. decidiu-se que a quantidade de veículos da categoria 2U. de carga leve e média. seria avaliada de forma indireta. Para esta finalidade contaram-se os veículos 3U com eixos levantados.15 1.10 1. Outras composições autorizadas. particularmente no que diz respeito à consolidação.00 1. durante 24 horas por dia.00 1. Realizou-se uma inspeção nos locais de coleta de dados. oportunidade em que foram esclarecidos detalhes e fornecidas instruções complementares.00 1. Nos dias 05/11/2002 (terça-feira) e 08/11/2002 (sexta-feira). • A frota comercial de veículos foi definida como constituída por veículos de carga leve. UFRGS. O tipo e a quantidade de modelos de CVC´s (reboque. bitrem. Porto Alegre.27 1. com base na programação estabelecida. média.16 1. pesada (truque). Tabela 3 – Índice de expansão do VDM para 24 horas por categoria Categoría 3U 2S1 2S2 2S3 3S2 3S3 2UR2 BR/386 1. Os índices de expansão calculados estão discriminados na Tabela 3. RS • As instruções da coordenação da pesquisa deveriam ser repassadas aos auxiliares de pesquisa e executado um treinamento prévio tendo em vista o correto andamento das contagens de campo. as contagens volumétricas foram executadas durante 24 horas. • Para não interferir nas operações das praças de pedágio.V Semana de Engenharia de Produção e Transportes Dezembro de 2005.18 1. Para o índice de expansão final de cada categoria foi determinada a média aritmética entre os índices de terça-feira (fluxo baixo) e o de sexta-feira (fluxo alto). • Programou-se a contagem dos veículos carregados e vazios para o período de 01 a 07 de agosto de 2003.04 1. Para cada categoria de veículo de carga foi calculado um índice de expansão com base nos levantamentos executados na terça e na sexta-feira.11 1. Desta forma. • As contagens volumétricas foram realizadas no período de 04 a 10 de novembro de 2002 e.07 1. ultrapesado (carretas) e CVC´s.19 1.50 BR/285 1. mas de circulação inexpressiva nas estradas gaúchas foram descartadas para o presente levantamento. Nos demais dias os levantamentos foram realizados entre as 06 e 22 horas.50 1. tritrem e rodotrem) foram selecionados de acordo com os modelos autorizados e constantes no Anexo I da Resolução 68 do CONTRAN.26 1. os dados de campo foram levantados dentro de condições consideradas normais. tabulação dos dados e prazos para encaminhamento do material.08 1.

56 14.10 1.61 12.05 1.56 0. uma vez que neste local foram executadas contagens volumétricas durante 24 horas por dia. Os valores do VDM24 estão apresentados na Tabela 4.24 1. todos os dias.50 4. relacionam-se os dados levantados no campo corrigidos para 24 horas. Porto Alegre.00 1.71 54.71 21.14 3.08 2.81 319.00 1.62 4.V Semana de Engenharia de Produção e Transportes Dezembro de 2005.00 4.67 1.28 31.44 1.00 0.57 118.50 524.00 0.81 0.00 5.00 1.00 1.68 8.57 2.14 BR 290 440. Tabela 4 – Valores do VDM24 calculados Categoria 3U 2S1 2S2 2S3 3S2 3S3 2UR2 3UR2 3UR3 3UR4 3S2B2 3S3B2 3S2A1S2 BR 386 1102.18 1. Na seqüência.65 0.00 0.10 1.00 21.96 4.68 371. RS 3UR2 3UR3 3UR4 3S2B2 3S3B2 3S2A1S2 1.86 2.07 1.96 264. bastante semelhante à planilha utilizada nas contagens volumétricas. UFRGS.06 8.43 Apresenta-se na Figura 1 a planilha usada nas contagens de veículos vazios e carregados (total ou parcial).14 BR 285 281.07 7.22 112.29 41. que foram calculados multiplicando-se os volumes das contagens de 16 horas pelo índice de expansão determinado (Tabela 3).00 Não foi necessária a correção do VDM para 24 horas no posto de Venâncio Aires na BR/287.71 25.43 10.33 3.04 1. Estudos de tráfego para veículos de carga em rodovias federais no RS Albano & Santana 5 .43 13.00 1.39 5.

V Semana de Engenharia de Produção e Transportes Dezembro de 2005. Porto Alegre. RS CONTAGEM VEÍCULOS CARREGADOS CONVÊNIO DAER-UFRGS Página Trecho: Praça de Pedágio: Sentido: Data: ____de _____ Hora Inicio: Hora Final: Tipos de Veículos Código DAER Código Geral N.º de Veiculos Descarregados 2 3 3 4 5 5 6 4 5 6 7 7 8 7 9 Outros Tipos de CVCs 2U 3U 2S1 2S2 2S3 3S2 3S3 2UR2 3UR2 3UR3 3UR4 3S2B2 3S3B2 3UR2R2 3S2A1S2 Figura 1 – Planilha de contagem de veículos com e sem carga Estudos de tráfego para veículos de carga em rodovias federais no RS Albano & Santana 6 . UFRGS.º de Veiculos Carregados N.

A variação mensal dos VDM’s permitiu o cálculo de um índice para a correção pretendida. Procedeu-se também a uma discriminação do total dos veículos da categoria 2U em duas classes: carga leve e carga média. Porto Alegre. Possuem Peso Bruto Total (PBT) máximo de até 8.207 Estudos de tráfego para veículos de carga em rodovias federais no RS Albano & Santana 7 . variando de acordo com o modelo e o fabricante. O cálculo dos percentuais das classes de veículos 2U foi efetuado com base em contagens volumétricas classificadas feitas pela Equipe de Engenharia de Tráfego do DAER para o Programa de Restauração (DAER.11 O fluxo de veículos de carga varia com a sazonalidade. Os índices estão discriminados na Tabela 6.V Semana de Engenharia de Produção e Transportes Dezembro de 2005. Tabela 6 – Correção anual para o VDM24 Rodovia BR/386 BR/290 BR/287 BR/285 Referência Posto DNIT: nº 43 Km 386. 2001) em rodovias localizadas nas áreas de influência das rodovias estudadas.0 t. Após. Utilizaram-se.13 BR/290 295.57 BR/285 160.15% para a m2U(22). As unidades do tipo carga média possuem PBT máximo de 16 t.85% para a classe leve 2U(16) e 60. RS 4 Cálculo do VDMa O número de veículos de carga do tipo 2U. foi necessário corrigir o VDM24 cujos dados foram coletados em novembro de 2002. também utilizado para a correção do tráfego da BR/386.40 242.4 BR/290 Posto DNIT: nº 43 Km 386. os caminhões de encomendas e entregas. também. pesquisaram-se informações oriundas de postos de contagem do DNIT nas proximidades dos locais das contagens.127 1.197 1. Os cálculos efetuados indicam uma discriminação da categoria 2U em: 39. este valor foi utilizado para correção do número diário de veículos da categoria “2” obtido dos registros de volume de tráfego nas praças de pedágio do DAER entre os meses de janeiro e agosto de 2002. inicialmente o número diário de veículos da categoria 3U contados com os eixos suspensos. Para esta finalidade. Calculou-se. Na falta de uma referência para a correção anual do VDM24 na BR/287.6 BR/386 Posto DNIT: nº 45 Km 113. contagens de tráfego de rodovias arteriais similares às do presente trabalho como a BR/101 e a BR/116.6 BR/285 Índice de correção 1.42 562. Tabela 5 – VDM24 para a categoria 2U Categoria 2U (16) 2U (22) BR/386 372. Por este motivo. foi obtido de forma indireta. Os veículos 2U do tipo carga leve são.31 BR/287 339.58 512. adotou-se. característicos de regiões urbanas e suburbanas. UFRGS.69 446. conhecido popularmente como “toco”. pela proximidade e características similares do fluxo. as informações proporcionadas pelos dados do posto de contagem nº 43 do DNIT.6 BR/386 Posto DNIT: nº 39 Km 340.127 1. normalmente. para que o N decorrente represente o tráfego incidente sobre as rodovias estudadas de forma representativa ao longo do ano.

V Semana de Engenharia de Produção e Transportes Dezembro de 2005.23 526.50 0.60 19.50 4.94 264.42 562.28 31.79 26.63 0. UFRGS.00 Tabela 8 – Resumo do VDM na BR/290 Categoria 2U (16) 2U (22) 3U 2S1 2S2 2S3 3S2 3S3 2UR2 3UR2 3UR3 3UR4 3S2B2 3S3B2 3S2A1S2 Totais VDM24 295.14 2954.15 0.57 2134.79 0.00 4.02 37.68 0.26 0.68 371.16 3.31 440.79 590.77 9.75 6.38 134.72 633.40 17.74 0.29 3330.13 1102.04 100.23 25.82 1.00 1.51 524.47 2.66 4.69 446. Porto Alegre.67 54.83 46.30 8.06 8.71 0.86 2.22 1.86 0.57 2.59 % VDMa 16.15 1.94 534.43 4.22 112.07 7.82 0.00 Albano & Santana Estudos de tráfego para veículos de carga em rodovias federais no RS 8 .34 0.71 21.81 VDMa 419.95 444.17 10.00 0.07 VDMa % 12.62 4.41 10.42 37.00 5.52 1242.65 4.95 0.08 297.96 4.00 21.32 0. e o VDMa: Tabela 7 – Resumo do VDM na BR/386 Categoria 2U (16) 2U (22) 3U 2S1 2S2 2S3 3S2 3S3 2UR2 3UR2 3UR3 3UR4 3S2B2 3S3B2 3S2A1S2 Totais VDM24 372.23 0.12 0.68 8.10 0.43 1.00 1.14 1783.22 20.03 24. apresenta-se por categoria de veículo de carga o valor determinado para VDM24. RS A seguir.28 VDMa 353.00 0.62 10.13 15.12 100.99 11.31 0.58 25.61 12.27 61.29 41.72 5.14 3.16 1.

72 VDMa 382.00 0.26 3.43 126.00 1996.00 0.12 0.75 284.18 1.29 9.21 0. RS Tabela 9 – Resumo do VDM na BR/287 Categoria 2U (16) 2U (22) 3U 2S1 2S2 2S3 3S2 3S3 2UR2 3UR2 3UR3 3UR4 3S2B2 3S3B2 3S2A1S2 Totais VDM24 339.00 100.23 0.18 26.53 20.81 319.02 0.00 0.49 11.33 10.25 0.23 339.04 100.00 0.43 13. Porto Alegre.43 23.58 512.71 0.16 385.43 10.40 242.39 0.43 1185.58 0.81 6.57 118.71 252.00 0.43 6.73 % VDMa 19.07 7.83 0.V Semana de Engenharia de Produção e Transportes Dezembro de 2005.95 0.30 0.86 6.14 0.56 0.37 17.31 0.00 Tabela 10 – Resumo do VDM na BR/285 Categoria 2U (16) 2U (22) 3U 2S1 2S2 2S3 3S2 3S3 2UR2 3UR2 3UR3 3UR4 3S2B2 3S3B2 3S2A1S2 Totais VDM24 160.41 0.71 577.24 VDMa 193.71 25.39 5.28 31.00 39.65 1.53 0.66 535.52 1430.57 6.11 281.47 9.08 2.57 475.97 0.86 2.14 111.00 0.00 0.00 0.23 2.43 5.96 0.17 28.76 44. UFRGS.29 0 0 1771.52 16.59 % VDMa 13.61 292.73 2.08 0.72 142.34 2.00 0.93 26.00 Estudos de tráfego para veículos de carga em rodovias federais no RS Albano & Santana 9 .24 14.50 6.04 1.63 5.14 1.56 14.

44 66.8 36. Porto Alegre.5 45. A composição qualitativa levantada para a frota de veículos comerciais nos trechos estudados é a seguinte: Tipo de veículo de carga Carga leve Carga média Carga pesada Ultrapesada CVC’s Total BR 386 12.0 Composição % da frota comercial BR 290 BR 287 16.9 37.68 26.60 19.6 43. Esta ação foi desenvolvida partindo-se das indicações formuladas por Neves (2002).0 BR 285 13.71 39.4 29.5 42.V Semana de Engenharia de Produção e Transportes Dezembro de 2005.58 19.53 20. RS Para auxiliar no estabelecimento das hipóteses de carregamento da frota e contornar as dificuldades de tempo e custos.03 28. A quantidade de veículos pertencentes.52 100.1 23.67 28.71 3. 3UR4.4 30.0 100.1 26. 3S2B2 e 3S2A1S2 que trafegam com eixos suspensos é significativa.9 39. programar e executar uma contagem de veículos vazios e carregados nas rodovias definidas para o estudo.1 29.32 28.8 33. Rodovia Categoria BR 386 3UR4 3S2B2 3S2A1S2 3U 3UR4 3S2B2 3U 3UR4 3S2B2 3U 2S3 % com os eixos suspensos CE2 CE3 CE4 CE5 19.93 24.5 35.67 66.5 64. principalmente.2 - BR 290 BR 287 BR 285 2. Esta condição pode ser interpretada como ação dos transportadores no sentido de reduzir os custos operacionais com economia de rodagem e pedágio. 2S3.0 32.8 40. às categorias 3U.4 37.54 2.83 30.19 1.53 23. UFRGS.53 100. além das contagens volumétricas.17 25.6 72.2 23.7 5 Conclusões 1.36 100.3 % Carregados 75.6 25. Tabela 11 – Contagem “vazios e carregados” Rodovia BR/386 BR/290 BR/287 BR/285 % Vazios 24.02 37. decidiu-se.5 42.0 Estudos de tráfego para veículos de carga em rodovias federais no RS Albano & Santana 10 .5 37.0 44.9 52.0 27.80 2.43 23.4 27.6 69.

F. RS 3. UFRGS. Equipe de Engenharia de Tráfego. Pode-se também definir com melhor precisão as hipóteses de carregamento e determinar os efeitos dos excessos de carga quando as rodovias não possuem fiscalização por pesagem. É importante destacar que participação de CVC’s na frota de veículos comerciais nas rodovias pesquisadas pode ser avaliada como pequena. Porto Alegre. RS: Escola de engenharia. M. 2004. Porto Alegre: Escola de Engenharia. Apresenta-se na Tabela 11 os valores percentuais de veículos vazios e carregados.F. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Produção – PPGEP da UFRGS. 2004). GEIPOT. e Masiero. Relatório de Pesquisa. 2002. A. e Masiero. Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem. Porto Alegre.F. Ministério dos Transportes. Efeitos da falta de fiscalização por pesagem sobre os pavimentos rodoviários no RS. Albano e Masiero. Volumes I e II. Curso de PósGraduação em Engenharia de Produção – PPGEP da UFRGS. Anuário Estatístico dos Transportes. 2001. Empresa Brasileira de Planejamento de Transporte. A baixa incidência de veículos de carga trafegando vazios.4%). Diretoria de Operação e Concessões.V Semana de Engenharia de Produção e Transportes Dezembro de 2005. Manutenção e Instalação de Estudos de tráfego para veículos de carga em rodovias federais no RS Albano & Santana 11 . DAER. 2005. 2003. Porto Alegre: DAER. Tese de Doutorado. 2001. 2002. Com os dados levantados e apresentados nos itens anteriores foi possível encaminhar a determinação do número de operações do eixo padrão de 8. 26p.19 BR 287 1. Brasília. Rodovia % de CVC’s BR 386 2. J. 2003. 2001. CNT e COPPEAD. DAER. 232p.36 BR 285 2. Confederação Nacional do Transporte – CNT e Centro de Estudos em Logística – COPPEAD/UFRJ.2tf (N) e os fatores de veículo da frota de cada rodovia. Transporte de Cargas no Brasil – Ameaças e Oportunidades para o Desenvolvimento do País – Diagnóstico e Plano de Ação. A influência do tráfego de composições de veículos de carga – CVC’s sobre os pavimentos das rodovias do Rio Grande do Sul. Relatório anual de acompanhamento do Programa Estadual de Concessões de Rodovias e Pedágios Comunitários no Rio Grande do Sul – Relatório n° 09.52 BR 290 3. J. os dados serviram para análises de efeitos dos CVC´s sobre os pavimentos e da durabilidade prevista para os mesmos constantes em relatórios de pesquisa divulgados amplamente para técnicos e interessados no assunto (Albano e Masiero. 5. Relatório de Pesquisa. Efeitos dos excessos de carga sobre a durabilidade de pavimentos. 6. Albano. Após. Programa Restauração – Contagens de Tráfego – Lotes 7/14 por DRRs. São Paulo.53 4. 2005). J. E. Os dados colhidos no campo e apresentados neste trabalho viabilizaram uma análise funcional e econômica do desempenho dos pavimentos nas condições de com e sem fiscalização por pesagem utilizando-se as ferramentas existentes no programa HDM-4 do Banco Mundial (Albano. Análise dos efeitos do excesso de carga na durabilidade e nos custos de pavimentação. Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem. caracteriza uma boa utilização da frota e maior lucratividade dos operadores. Divisão de Planejamento. Palestra realizada no Seminário Recuperação. particularmente na BR/386 (24. Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Produção – PPGEP da UFRGS. Referências Albano. Neves. DF. E. Albano. Porto Alegre: DAER. Porto Alegre: Escola de Engenharia. 43p. 33p.

M. Considerações sobre a determinação do Fator de Veículo no cálculo do Número N. Rio de Janeiro: ANPET.. SP. International Business Communications – IBC. Soares. Anais.V Semana de Engenharia de Produção e Transportes Dezembro de 2005. Estudos de tráfego para veículos de carga em rodovias federais no RS Albano & Santana 12 . RS Pavimentos realizado em 22/05/2002 em São Paulo. In: CONGRESSO DE ENSINO E PESQUISA E ENSINO EM TRANSPORTES. 2001. 2001. Campinas. 15. J. L. e Motta. UFRGS. Porto Alegre.. G. B. p381-389. SP.

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