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Dissídios Coletivos (Trabalho)

Dissídios Coletivos (Trabalho)

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INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR PLANALTO FACULDADES PLANALTO

Professora: Celma Nunes Osório Franco Aluno: Paulo César Dutra Sales – Semestre: 8º - Turma: “A” Curso: Direito - Disciplina: Direito Processual do Trabalho INTRODUÇÃO O dissídio coletivo é uma forma de se discutir e de se resolver, na justiça, direitos e interesses abstratos de pessoas indeterminadas, seja para a criação ou modificação das condições gerais de trabalho, seja na interpretação ou declaração do alcance de uma norma jurídica. Afirmava Oliveira Viana que “o juiz do trabalho, na verdade, é um ponderador de interesses econômicos em conflito. É um árbitro e a sua decisão – a sua sentença coletiva – é no fundo, substancialmente, uma verdadeira arbitragem” (Problemas de direito corporativo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1938, p. 106). CONCEITO Para Renato Saraiva dissídio coletivo é “...uma ação que vai dirimir os conflitos coletivos de trabalho por meio do pronunciamento do Poder Judiciário do Trabalho...” Para Amauri Mascaro dissídio coletivo é “um processo judicial de solução dos conflitos coletivos econômicos ou jurídicos”. Para Raimundo Simão de Melo, dissídio coletivo é “o processo através do qual se discutem interesses abstratos e gerais, de pessoas indeterminadas (categoria profissional ou econômica), com o fim de se criar ou modificar condições gerais de trabalho, de acordo com o principio da discricionariedade, atendendo-se aos ditames da conveniência e da oportunidade e respeitando-se os limites máximos previstos em lei”.

criando ou modificando condições de trabalho para certa categoria ou interpretando determinada norma jurídica”. o objeto é a aplicação dos direitos individuais do trabalhador. visando à criação ou interpretação de normas que irão incidir no âmbito dessas mesmas categorias”. De acordo com Sérgio Pinto Martins. pois a controvérsia compreende toda a categoria profissional e econômica. ou seja. o dissídio coletivo tem como partes. onde a sentença normativa será aplicável erga omnes. entidades sindicais. individualizadas. profissionais ou diferenciadas. modificação ou extinção das condições de trabalho para a categoria. Quanto ao aspecto subjetivo. No dissídio coletivo.Para o professor Carlos Henrique Bezerra Leite “Dissídio coletivo é uma espécie de ação coletiva conferida a determinados entes coletivos. . dissídio coletivo é “o processo que vai dirimir os conflitos coletivos do trabalho. para a defesa dos interesses cujos titulares materiais não são pessoas individualmente consideradas. as partes envolvidas são indeterminadas. Para Sérgio Pinto Martins. “Segundo o objeto. por meio de pronunciamento do Poder Judiciário. no dissídio individual as partes são perfeitamente determinadas. já nos dissídios individuais. para todos aqueles que pertençam ou venham a pertencer da categoria profissional ou econômica. no dissídio individual são discutidos interesses concretos e normas já existentes no mundo jurídico”. DISTINÇÃO ENTRE DISSÍDIOS COLETIVOS E INDIVIDUAIS O objeto principal dos dissídios coletivos é a criação de novas condições de trabalho para a categoria. já no dissídio individual as partes são uma pessoa física e uma pessoa jurídica ou física. o dissídio coletivo visa à interpretação de determinada norma jurídica ou à criação. mas sim grupos ou categorias econômicas. A característica principal dos dissídios coletivos é a indeterminação dos sujeitos que são alcançados pela norma coletiva. geralmente os sindicatos.

são aqueles que se destinam a criação de ou modificação das normas gerais de trabalho. são aqueles em que há divergência na aplicação ou interpretação de determinada norma jurídica. criando. b) Jurídicos . e) Extensão . acordos e convenções coletivas. instrumento de negociação coletiva.quando não houver sido estipulada data base da categoria. convenção ou sentença normativa. Os conflitos jurídicos. os conflitos ecômicos ou de interesse “são aqueles em que os trabalhadores reivindicam novas e melhores condições de trabalho. c) Originários ou iniciais . . a finalidade é apenas de se declarar o sentido de uma norma jurídica já existente ou interpretá-la”. sendo sentenças normativas. pela inexistência de norma coletiva anterior.são aquelas que visam modificar norma anterior. d) Revisionais . através da representação dos interessados por meio dos sindicatos. ou de direito. COMPETÊNCIA As ações de dissídio coletivo são de competência originária dos Tribunais Regionais do Trabalho instaurados nas regiões de sua jurisdição.tem como finalidade a interpretação. Para Carlos Henrique Bezerra Leite. Nos segundos. especialmente novas condições salariais. Nos conflitos econômicos tem-se por objeto a criação ou obtenção de uma norma jurídica. entre outros.quando buscam estender uma norma a trabalhadores que por ela não tinham sido alcançadas. que não foram acordadas previamente. Para Sérgio Pinto Martins.CLASSIFICAÇÃO Os conflitos coletivos podem ser divididos em econômicos ou de interesses e jurídicos. podemos classificar os dissídios coletivos da seguinte forma: a) Econômicos . assim como a declaração do alcance da norma jurídica existente. extinguindo ou modificando uma situação de trabalho na empresa.

O poder normativo da Justiça do Trabalho é espécie de juízo de equidade que será usado nas lacunas da lei ou da norma coletiva. pois dispõe sobre novas obrigações e direitos.NATUREZA JURÍDICA DA SENTENÇA NORMATIVA Questiona-se qual seria a natureza jurídica da sentença normativa. Carnelutti entendia que a decisão normativa “tem alma de lei em corpo de sentença”. as sentenças normativas não são motivadas. 131 do CPC). em relação a cada uma das cláusulas que foram objeto de julgamento. a justa composição do conflito de interesses das partes. parte com característica de ato jurisdicional e parte de ato legislativo. devendo traduzir. mesmo ao serem criados preceitos jurídicos anteriormente existentes”. em seu conjunto. e guardar adequação com o interesse da coletividade”. deve indicar os motivos que lhe formaram a convicção (art. pois objetiva solucionar o conflito coletivo que lhe foi posto a exame. podendo tais decisões ser consideradas nulas em grau de recurso”. O juiz. De acordo com Sergio Pinto Martins. esclarecendo que sua natureza seria híbrida. Para Sérgio Pinto Martins. 93. verifica-se que a natureza jurídica do poder normativo (sentença normativa) é jurisdicional. sob pena de nulidade. da Constituição). quando versa sobre normas e condições de trabalho. sob pena de nulidade (art. também terá que ser fundamentada. A sentença normativa tem natureza dispositiva. “a decisão que puser fim ao dissídio será fundamentada. Assim. IX. por se tratar de uma decisão. na sentença normativa. CONTEÚDO DAS DECISÕES A sentença normativa. “na prática. . Seria um ato jurisdicional ou um ato legislativo? Para Sérgio Pinto Martins “A sentença normativa continua se enquadrando como ato jurisdicional. quando deveriam sê-lo.

856 da CLT c/c art. Conforme Sérgio Pinto Martins “há necessidade de que a parte prove que houve a tentativa de negociação coletiva ou comprove que esta não chegou a seu final” para que seja instaurado o dissídio coletivo. a tentativa de negociação coletiva ou de arbitragem é condição da ação. o dissídio coletivo deverá ser instaurado dentro de sessenta dias anteriores ao respectivo termo final. tendo-se esgotado as tentativas negociais. 858.PROCESSO A petição inicial nos dissídios coletivos deverá ser apresentada obrigatoriamente (expressão utilizada pelo art.783/89). conforme disposição constitucional. a tentativa de negociação coletiva ou de arbitragem é condição para a propositura do dissídio coletivo. Contudo. 616 da CLT). Atualmente. pode o dissídio coletivo ser instaurado ex officio pelo Presidente do Tribunal Regional. 8º da Lei nº 7. . os motivos do dissídio e as bases da conciliação. o Ministério Público do Trabalho não poderá ajuizar dissídio coletivo em caso de greve em atividade não essencial. b da CLT. pois somente será admissível o dissídio. acordo ou sentença normativa em vigor. conter a peça inicial. para que o novo pacto coletivo tenha vigência no dia imediato a este termo (§ 3º do art. INSTAURAÇÃO DE OFÍCIO Na ocorrência de greve. PRAZO PARA INSTAURAÇÃO Existindo convenção. É um pressuposto indispensável de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. Logo. Deverá ainda com base no art. Outro requisito indispensável à propositura de dissídio coletivo é a comprovação de tentativas negociais frustradas. ou a requerimento do Ministério Público do Trabalho (art. 856 da CLT) na forma escrita.

A Delegacia Regional do Trabalho não tem poderes para requerer a instauração de dissídio coletivo. é chamado de suscitante. que figura no pólo ativo do processo. será designado. da CLT). pelo Presidente do Tribunal. que será realizada dentro de 10 (dez) dias ou do menor prazo possível. 857. Conforme Sérgio Pinto Martins. mas a obrigação.LEGITIMIDADE ATIVA De modo geral. Não estando a categoria organizada nem em nível de federação. estando com a devida forma. audiência de conciliação. poderá o dissídio coletivo ser instaurado pela federal correspondente”. trata-se de obrigação da Justiça do Trabalho solucionar o conflito se provocado pelas partes. PARTES Aquele que ingressa com o dissídio coletivo. Suscitado é aquele contra a qual foi ajuizado o dissídio coletivo. Embora o § 2º do art. parágrafo único. a representação será feita pela confederação respectiva (art. . As comissões de trabalhadores organizados em sindicatos também poderão ter legitimidade ativa para figurar no dissídio coletivo (art. configurando a única tentativa obrigatória de acordo. pode-se dizer que a legitimidade ativa para instaurar o dissídio coletivo é do sindicato. “inexistindo a organização sindical profissional ou econômica. 114 da Constituição use a expressão podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito. 5º da Lei n º 7. PROCEDIMENTOS Recebida e protocolada a petição inicial.783/89). Logo a Justiça do Trabalho não tem a faculdade de decidir o conflito.

Não há necessidade de que as partes apresentem-se pessoalmente. Não haverá citação por hora certa. ou não comparecendo ambas as partes ou apenas uma delas. é possível que a notificação se realize até por telefone. como manda a lei” (MARTINS. com base no art. pelo correio. podendo. Restando infrutífera a tentativa de acordo. tomar depoimento das partes e de testemunhas. pois se passa da notificação postal para o edital.A designação da audiência é comunicada às partes na forma do art. 863 da CLT). é imprescindível para se analisar a pretensão resistida. ao contrário. o Presidente submeterá o feito a julgamento pelo Tribunal. que o juiz pode determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento do conflito coletivo de trabalho. que prevê a realização de diligências. visando constatar sobre a pacificidade ou não da paralisação e se os serviços essenciais estão em funcionamento. 841 da CLT. 2003). inclusive. . porém. ou seja. podendo comparecer os representantes. que ela não deva ser feita. fazer inspeções judiciais para averiguar sobre as condições de trabalho de fato existentes quanto as circunstâncias discutidas nos autos. O objetivo da audiência é fazer com que as partes cheguem à conciliação. tanto que o art. Tratando-se de matéria urgente. Isso não quer dizer. Sustenta com propriedade Sérgio Pinto Martins que “.. o Presidente do Tribunal submeterá o requerimento à homologação do Tribunal na primeira sessão (art. Havendo acordo. CONTESTAÇÃO A CLT não prevê contestação no dissídio coletivo. 860 da CLT a denomina de audiência de conciliação.. mesmo não havendo previsão legal. É necessária em razão do contraditório. 864 da CLT. que são os advogados ou o preposto do empregador.

conforme menciona o art. b) A toda a categoria profissional (art. No dissídio coletivo. . 868. porém. como prevista nos arts. EXTENÇÃO DA SENTENÇA NORMATIVA Pode ser estendida a sentença normativa de duas maneiras: a) Em relação a todos os empregados da mesma profissão dos dissidentes da empresa (art. mas também os não associados. em razão do efeito erga omnes da sentença normativa. a sentença é denominada de acórdão (art. e guardar adequação com o interesse da coletividade. a justa composição do conflito de interesses das partes. A decisão que puser fim ao dissídio será fundamentada. sob pena de nulidade. EFEITOS DA SENTENÇA Os efeitos da sentença serão estendidos a todas as organizações sindicais que participaram do dissídio coletivo. 873 e 875 da CLT. mais precisamente: a categoria toda. a decisão é denominada de sentença normativa. único da CLT. devendo traduzir. par. 868 da CLT). PRAZO DE VIGÊNCIA A sentença normativa terá como prazo máximo de validade quatro anos. em seu conjunto. como qualquer sentença. 869 da CLT). 163 do CPC). Não serão beneficiados com a decisão apenas os associados do sindicato. embora vigore normalmente por um ano. A sentença no dissídio coletivo faz coisa julgada. estando sujeita à ação revisional.SENTENÇA Nos tribunais superiores.

portanto. portanto. os artigos 873 à 875 da CLT estabelecem a possibilidade de revisão se forem mudadas as condições econômicas anteriormente existentes. É cabível ação rescisória das sentenças normativas nas hipóteses previstas no art. REVISÃO A sentença normativa transita em julgado e. Não cabe revisão.Nos dissídios coletivos que tenham por objeto novas condições de trabalho e no qual figure como parte apenas uma fração de empregados de uma empresa. 873 da CLT). faz coisa julgada formal. d) por solicitação da Procuradoria da Justiça do Trabalho. em dissídios coletivos de natureza jurídica. Contudo. isto é. A extensão a toda a categoria profissional situada na jurisdição do Tribunal poderá ser solicitada por: a) por solicitação de um ou mais empregadores. poderá o Tribunal. O prazo para a revisão é de o dissídio estar em vigor há pelo menos um ano. aos demais empregados da empresa que forem da mesma profissão dos dissidentes (art. . 868 da CLT). A extensão somente pode ser feita quando o dissídio coletivo tenha por motivo novas condições de trabalho. visto que são as condições de trabalho que serão revistas. não cabe mais qualquer recurso. c) ex officio. embora seja uma decisão de mérito. de modo que tais condições tenham-se tornado injustas ou inaplicáveis (art. que não trata de condições de trabalho. Logo. na própria decisão. O dissídio de revisão só cabe nos dissídios de natureza econômica. ou de qualquer sindicato destes. no dissídio coletivo de natureza econômica. 485 do CPC. estender tais condições de trabalho. pelo Tribunal que houver proferido a decisão. b) por solicitação de um ou mais sindicatos de empregados. se julgar justo e conveniente. em razão da mudança das condições ou circunstâncias existentes em sua propositura. não poderá o dissídio ser estendido nos casos de dissídio de natureza jurídica. logo.

Por não se tratar de sentença condenatória. o que pode ocorrer em razão das mudanças das condições econômicas. da mesma forma pela qual é cumprida a lei: espontaneamente ou coercitivamente. . “O objetivo dessa revisão é amoldar as regras normativas à nova realidade circunstancial. O Tribunal que proferiu a sentença normativa objeto da revisão é que será competente para julgar o referido pedido. natureza condenatória. denominada de ação de cumprimento. por ter conteúdo constitutivodeclaratório. de condenar o empregador a pagar o que foi estabelecido na norma coletiva. 872 da CLT). mas apenas cumprimento. O dissídio coletivo tem natureza constitutiva. mas cumprido. se obtém por meio de reclamação individual. “será feita a revisão toda vez que as condições de trabalho tenham-se tornado injustas ou inaplicáveis. através de ações judiciais de dissídios individuais”. quando os empregadores não satisfizerem o pagamento devido. A sentença normativa não é suscetível de execução. Quanto a competência. a competência para conhecer da ação de cumprimento é da Vara do Trabalho ou do juiz de Direito investido de jurisdição trabalhista (parágrafo único do art. mas de cumprimento. É uma ação de conhecimento condenatória. a decisão normativa não comporta execução. portanto.De acordo com Sérgio Pinto Martins. Esclarece Wagner Giglio que “o conteúdo da decisão normativa não é executado. A Súmula 286 do TST permite ação de cumprimento de convenção ou acordo coletivo. para evitar prejuízos a uma das partes e enriquecimento ilícito à outra”. AÇÃO DE CUMPRIMENTO O cumprimento do dissídio coletivo. Para Raimundo Simão Melo. A ação de cumprimento tem. inflação etc. perante a Vara do Trabalho.

RECURSOS Prescreve o art. 7º da Lei nº 7. contradição bem como no manifesto equivoco na análise dos pressupostos extrínsecos do recurso. laudo arbitral ou decisão da Justiça do Trabalho em dissídio coletivo (art. o .701/88 permite em seu art. no prazo de oito dias. Apesar do recurso da decisão em dissídio coletivo ser dotado apenas de efeito devolutivo (art. podendo desde então ser executada através de ação de cumprimento. Neste. assim como a agravo regimental na forma e que for descrito em cada regimento dos tribunais. a luz do art. c da Lei n. omissa quanto ao pagamento dos dias parados. convenção. a Lei n. Comportam da mesma forma embargos de declaração no prazo de cinco dias nos casos de omissão. salvo violação a Constituição Federal do qual cabe recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal. que caberá recurso ordinário para a instância superior das decisões definitivas dos Tribunais Regionais. os embargos infringentes interposto por decisão não unânime contrária proferida em sede de dissídios coletivos de competência originária do TST. 9° o pedido de efeito suspensivo ao Presidente do TST que deverá analisar o pleito.701/88. E.° 7.° 7. presume-se não abusiva a greve. 6°. é absolutamente inviável o seu pleito em sede de dissídio individual. II. Também são cabíveis perante o TST. Da decisão emanada em sede de recurso ordinário pela Seção de Dissídios Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho não cabe mais recurso em âmbito trabalhista. questão esta a ser resolvida exclusivamente em sede de acordo. JURISPRUDÊNCIA GREVE NÃO DECLARADA ABUSIVA – OMISSÃO DA SENTENÇA NORMATIVA QUANTO AO PAGAMENTO DE DIAS PARADOS – PRETENSÃO DEDUZIDA EM DISSÍDIO INDIVIDUAL – INVIABILIDADE – Sendo a sentença normativa omissa. 895.783/89). ainda. tanto em dissídios individuais. Ainda são cabíveis agravo de instrumento das decisões denegatórias da interposição de recurso. b da CLT. 899 CLT). como em dissídios coletivos.

Juiz José Antônio Pancotti – DOESP 14. – RO 039345/2000 – Rel. 11.juízo não cria direito. – DC-ORI. 18. Se o pleito de dias parados em razão de greve não tem respaldo em qualquer norma de direito do trabalho.2002) DISSÍDIO COLETIVO – REAJUSTE SALARIAL – A concessão de reajuste de salário. (TRT 12ª R. 1804/2001 – (02815) – Florianópolis – SDC – Relª Juíza Maria de Lourdes Leiria – J.2002) DISSÍDIO COLETIVO – PAUTA REIVINDICATÓRIA NÃO REGISTRADA EM ATA – CAUSA DE EXTINÇÃO – A ata da assembléia de trabalhadores que legitima a atuação da entidade sindical respectiva em favor de seus interesses deve registrar.02. ou a sentença normativa. levando à extinção do processo sem julgamento do mérito. obrigatoriamente. a pauta reivindicatória. inviável o seu acolhimento. o acordo e a convenção coletivas. produto da vontade expressa pela categoria (Orientação Jurisprudencial nº 8 da Seção de Dissídios . Recurso ordinário a que se nega provimento. pois a impossibilidade de aferição da manifestação da vontade da totalidade dos trabalhadores envolvidos na controvérsia conduz à insuficiência do quorum deliberativo. 986/2000 – (01791/2002) – Florianópolis – SDC – Rel.03. mas aplica o direito material cuja fonte é a lei lato senso.01. – DC-ORI . ainda que de acordo com a política salarial vigente. além de cláusula do contrato individual do trabalho.2002) ENTIDADE SINDICAL COM REPRESENTAÇÃO EM MAIS DE UM MUNICÍPIO – NECESSIDADE DA REALIZAÇÃO DE ASSEMBLÉIAS MÚLTIPLAS – ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL Nº 14 DA SDC DO TST – Abrangendo a base territorial do sindicato representativo da categoria profissional mais de um Município. Juiz João Cardoso – J. (TRT 15ª R. tem a finalidade de restabelecer o poder aquisitivo do trabalhador. faz-se necessária a realização de assembléias múltiplas para a instauração do dissídio coletivo. nem em cláusula do contrato individual. (TRT 12ª R.

2002) BIBLIOGRAFIA MARTINS. – DC-ORI. Carlos Henrique Bezerra. – Proc. Pedro Paulo Teixeira. Amauri Mascaro. 2003. 267. inciso VI. Curso de direito processual do trabalho. Juiz Jorge Luiz Volpato – J.Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho). Juiz Floriano Vaz da Silva – DOESP 29. nos termos do art. 2010. Sucitado. (TRT 12ª R. (TRT 2ª R. São Paulo: Atlas. 2ª ed. NASCIMENTO. MANUS.2002) DISSÍDIO COLETIVO – FALTA DE REPRESENTATIVIDADE DO SUSCITANTE – EXTINÇÃO DO FEITO – Uma vez que o Suscitante não tem legitimidade para instaurar o presente dissídio coletivo. 18ª ed. pois não representa os trabalhadores da categoria econômica representada pelo. 00376/2000-0 – (2002000059) – SDC – Rel. Direito processual do trabalho. 04. São Paulo: Atlas. Sérgio Pinto. LEITE. Direito do trabalho. 2004. 1998. Curso de direito processual do trabalho. São Paulo: LTR. 1994/2001 – (023132) – Florianópolis – SDC – Red. p/o Ac. São Paulo: Saraiva.03. . do Código de Processo Civil.01. impõe-se a extinção do feito. 8ª ed.

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