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A INFLUÊNCIA DE KARL MARX NA TEORIA DE LEV SEMENOVICH

VYGOTSKY

Patrícia Bonow Fassbender1

Resumo

O texto objetiva discutir as influências filosóficas de Karl Marx na teoria de Lev


Semenovich Vygotsky. Em primeiro lugar, são tematizados alguns conceitos da teoria
marxiana que encontram respaldo na teoria vygotskiana. Paralelamente à discussão de co-
relações entre as duas teorias, o texto traz posições de comentadores que também discutem a
recepção de Marx na teoria de Vygotsky. O artigo conclui que o pensador alemão cooperou
significativamente com a tematização vygotskiana, sendo suporte e fundamento filosófico e
teórico para Lev Semenovich Vygotsky.

Este texto tem por finalidade discutir a influência de Karl Marx na teoria de Lev
Semenovich Vygotsky (1896-1934).
Vygotsky é um teórico estudado nos cursos de formação de professores, e um
referencial para Educação. Sua teoria explica os processos de desenvolvimento e
aprendizagem do ser humano e utiliza conceitos que fundamentam a prática pedagógica de
muitos professores e a compreensão dos processos educativos como: materialismo-histórico-
dialético, processo de mediação, zona de desenvolvimento proximal, funções psicológicas
superiores, interação, linguagem, instrumentos, signos etc. A base de explicação de tais
conceitos vygotskyanos encontra-se em influências filosóficas de alguns teóricos como Karl
Marx (1818-1883).
Assim, Karl Marx é uma das bases filosóficas da teoria de Vygotsky, que acreditava
que a teoria marxiana, para a psicologia, seria um processo de constituição de uma psicologia
verdadeiramente científica. Vygotsky entendia ser necessária uma teoria que realizasse a
mediação entre o materialismo dialético e os estudos sobre fenômenos psíquicos concretos e
fazia um paralelo entre a teoria psicológica mediadora e o materialismo histórico, pois este
último tem o papel de estabelecer as mediações necessárias entre o materialismo dialético e a
análise das questões concretas (histórias das sociedades e de cada formação social). Vygotsky

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Graduada em Pedagogia, Especialista em Educação Popular, Mestranda em Educação- Filosofia e
História da Educação- FaE/PPGE/UFPEL/FEPRÁXIS, email:patriciafassben@yahoo.com.br .
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acreditava ser necessária uma teoria que, para a psicologia, desempenhasse o papel que “O
Capital” de Marx, desempenhou para analisar o capitalismo. Ele criticou aqueles que achavam
que estava criando ou construindo uma psicologia marxista, adicionando dados psicológicos
empíricos às citações clássicas do marxismo, sem questionar ou utilizar idéias marxistas
sobrepondo teorias psicológicas estranhas ao universo marxista e incompatíveis com o
mesmo. Duarte (2000) destaca:

“Quando Vigotski afirmava querer apreender da globalidade do método de Marx


como se constrói a ciência, isso não pode, portanto, ser interpretado num sentido
pragmático, bastante corrente nos dias de hoje, quando é focalizada a questão do
método em educação (os métodos de pesquisa e os métodos de ensino), como se
Vigotski pretendesse adotar de Marx apenas aquilo que fosse imediatamente útil à
pesquisa no campo da psicologia. Vigotski pretendia fundamentar em Marx a
construção da psicologia, pretendia construir uma psicologia marxista e para isso se
fazia imprescindível a adoção do método de Marx em sua globalidade. Não há
margem para ecletismos nem para justaposições que desconsiderem o núcleo da
concepção marxista de ser humano, de sociedade e de história. Nesse sentido, nos
dias de hoje não é demais ressaltar que Vigotski entendia que o próprio
desenvolvimento da psicologia enquanto ciência está condicionada ao avanço do
processo de construção de uma sociedade socialista.” (DUARTE, 2000)

Assim, é importante ressaltar as idéias marxistas que auxiliaram na elaboração da


teoria vygotskiana. Para FREITAS (1999, p. 113), o marxismo de Vygotsky é não
reducionista, essencialmente dialético e se apoia numa perspectiva histórica, onde o homem é
efetivamente sujeito. E essa concepção de marxismo encontra-se enraizada na própria história
de sua vida e de seu trabalho teórico.

“O seu marxismo era, antes, uma construção que vinha sendo desenvolvida a partir
do conhecimento de textos de Hegel, Marx e Engels que lhe eram familiares antes
do início de seus estudos universitários. No decorrer de sua formação universitária,
aprofundou-se nessa linha de pensamento, que conservou por toda a sua vida...
Vygotsky que pensou por si mesmo, numa perspectiva dialética, em vez de ater-se
ao que Marx e Engels haviam dito, ou citá-los diretamente.” (FREITAS, 1999,
p.106)

Apesar de a maioria das obras de Vygotsky estarem traduzidas para o português, não
encontramos citações diretas de Marx, e sim conceitos de quem leu Marx, rigorosamente.
Pois, para FREITAS (1999, p.114) o marxismo era para Vygotsky uma ferramenta do próprio
pensamento e não um conjunto de verdades reveladas. O fato de não citar Marx vinha de não
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se deixar dominar pelo regime stalinista, onde os teóricos eram obrigados a citar Marx, Engels
e Lênin.

“Tratou Marx como um teórico, não subscrevendo o dogma do marxismo stalinista,


que considerava o homem como um mero produto da história e das circunstâncias.
Não se submeteu aos dogmas impostos à ciência pelo stalinismo. As formas de
ideologia e de organização social que começavam a se esboçar eram incompatíveis
com as posições que Vygotsky representava... Vygotsky não se curvava às
imposições do Estado, opondo-se ao método das citações (que consistia na
obrigatoriedade de se colocar nas publicações científicas citações de Marx, Engels
ou Lênin) para justificar os temas abordados.” (FREITAS, 1999, p.114)

Para o autor bielo-russo, o pensamento marxista era uma fonte científica muito
valiosa, pois a aplicação do materialismo histórico-dialético seria de grande importância para
a psicologia. É o que nos falam COLE e SCRIBNER, na introdução do livro “A formação
social da mente”.

“Vigotski, desde o início de sua carreira, via o pensamento marxista como uma fonte
científica valiosa. „Uma aplicação do materialismo histórico e dialético relevante
para a psicologia‟ seria um resumo preciso da teoria sociocultural de Vigotski dos
processos psicológicos superiores. Vigotski viu nos métodos e princípios do
materialismo dialético a solução dos paradoxos científicos fundamentais com que se
defrontam seus contemporâneos. Um ponto central desse método é que todos os
fenômenos sejam estudados como processos em movimento e em mudança”.
(COLE e SCRIBNER, in VYGOTSKY, 2007, p. XXV)

Para Vygotsky, esses processos de movimento e mudança da sociedade são essências,


pois produzem transformações na natureza humana. A teoria marxista da sociedade
(conhecida como materialismo histórico) também teve um papel fundamental no pensamento
de Vygotsky. De acordo com Marx, mudanças históricas na sociedade e na vida material
produzem mudanças na “natureza humana” (consciência e comportamento). Assim, para
Vigotski, o mecanismo de mudança individual ao longo do desenvolvimento tem sua origem
na sociedade e na cultura.
E, segundo OLIVEIRA (1997, p.28), o modo de produção da vida material
condiciona a vida social, política e espiritual do homem; o homem é um ser histórico, que se
constrói através de suas relações com o mundo natural e social. O processo de trabalho
(transformação da natureza) é o processo privilegiado nessas relações homem/mundo; a
sociedade humana é uma totalidade em constante transformação. É um sistema dinâmico e
contraditório, que precisa ser compreendido como processo em mudança, em
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desenvolvimento; as transformações qualitativas ocorrem por meio da chamada “síntese


dialética” onde, a partir de elementos presentes numa determinada situação, fenômenos novos
emergem. Essa é exatamente a concepção de síntese utilizada por Vygotsky ao longo de toda
sua obra.
E Vygotsky reforça essa idéia no “Manuscrito de 1929”:

“A palavra história (psicologia histórica) para mim significa duas coisas: 1)


abordagem dialética geral das coisas – neste sentido qualquer coisa tem sua história,
neste sentido Marx: uma ciência – a história (Arquivo, p. X), ciências naturais =
história da natureza, história natural; 2) história no próprio sentido, isto é a história
do homem. Primeira história = materialismo dialético, a segunda – materialismo
histórico. As funções superiores diferentemente das inferiores, no seu
desenvolvimento, são subordinadas às regularidades históricas (veja o caráter dos
gregos e o nosso). Toda a peculiaridade do psiquismo do homem está em que nele
são unidas (síntese) uma e outra história (evolução + história). O mesmo no
desenvolvimento infantil (compare as duas linhas); desenvolvimento natural e
histórico-cultural.” (VYGOTSKY, 2000)

Vygotsky busca compreender o homem através do estudo da origem e


desenvolvimento da espécie humana, destacando que o surgimento do trabalho constitui o
processo básico para marcar o homem como espécie diferenciada.
As idéias marxistas distinguem o trabalho do ser humano e do animal, não em sua
forma prática, já que esta é comum aos dois, mas na necessidade de um e de outro que os
encaminha para a atividade, pois, a atividade humana é física e mental e a do animal é apenas
instintiva. Segundo OLIVEIRA (1997), “ é o trabalho que, pela ação transformadora do homem
sobre a natureza cria a cultura e a história humanas.” (p.28) A autora ainda afirma que “no
trabalho desenvolvem-se, por um lado, a atividade coletiva e, portanto, as relações sociais, e,
por outro lado, a criação e utilização de instrumentos”. Marx explica com a ilustração do
trabalho de uma aranha e de um arquiteto.

“A aranha realiza operações que lembram o tecelão, e as caixas suspensas que


abelhas constroem envergonham o trabalho de muitos arquitetos. Mas até mesmo o
pior dos arquitetos difere de início da mais hábil das abelhas, pelo fato de que antes
de fazer uma caixa de madeira, ele já a construiu mentalmente. No final do processo
do trabalho, ele obtém um resultado que já existia em sua mente antes de começar a
construção. O arquiteto não só modifica a forma que foi dada pela natureza, como
também realiza um plano que lhe é próprio, definindo os meios, e o caráter da
atividade aos quais ele deve subordinar sua vontade”. (MARX, In VYGOTSKY,
2007,p.VII)
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Para Vygotsky, subsidiado pelo referencial de Marx, são as funções psicológicas


humanas que constituem a principal diferença entre os homens e os animais. O trabalho, na
visão marxista, permite entender a constituição social do sujeito, suas relações sociais, sua
historicidade e cultura. A ação transformadora do homem promove mudanças frequentes dos
elementos culturais, processo inerente ao movimento, ao pensamento humano. Assim, o
sujeito é visto como ser de contexto cultural, dialético e histórico.
O trabalho e suas diferentes formas evoluíram de atividades desenvolvidas com
instrumentos simples, até a inserção dos instrumentos tecnológicos. Estes instrumentos não
estavam prontos, mas são resultado de construções cognitivas que ocorreram a partir da
experiência histórica e cultural doa sujeitos mais experientes. Para OLIVEIRA (1997, p.24):

“... o homem transforma-se de biológico em sócio-histórico, num processo em que a


cultura é parte essencial da constituição da natureza humana. Não podemos pensar o
desenvolvimento psicológico como um processo abstrato, descontextualizado,
universal: o funcionamento psicológico, particularmente no que se referem às
funções psicológicas superiores, tipicamente humanas, está baseado fortemente nos
modos culturalmente construídos de ordenar o real”. (OLIVEIRA, 1997, p. 24)

Para Vygotsky, a interação não é necessária para o desenvolvimento do embrião


humano, mas é fundamental para o desenvolvimento cultural do individuo humano. O
desenvolvimento sócio-cultural do indivíduo é o desenvolvimento de um individuo histórico,
situado na história social humana e para que o desenvolvimento ocorra é necessária a
apropriação por parte dos indivíduos dos produtos culturais, tanto os da cultura material como
aqueles da cultura intelectual.
Para Vygotsky, a interação é principal força impulsionadora de todo o
desenvolvimento, e o adulto transmite à criança a cultura construída na história social
humana.

A palavra social em aplicação no nosso caso tem muitas significações: 1) mais geral
– todo o cultural é social; 2) sinal – fora do organismo, como instrumento, meio
social; 3) todas as funções superiores constituíram-se na filogênese, não
biologicamente, mas socialmente; 4) mais grosseira – significação – os mecanismos
dela são uma cópia do social. Elas são transferidas para a personalidade, relações
interiorizadas de ordem social, base da estrutura social da personalidade. Sua
composição, gênese, função (maneira de agir) – em uma palavra, sua natureza – são
sociais. Mesmo sendo, na personalidade, transformadas em processos psicológicos –
, elas permanecem 'quasi'-sociais. O individual, o pessoal – não é 'contra', mas uma
forma superior de sociabilidade. Paráfrase de Marx: a natureza psicológica da
pessoa é o conjunto das relações sociais, transferidas para dentro e que se tornaram
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funções da personalidade e formas da sua estrutura. Marx: sobre um homem como


'genus', aqui – sobre o indivíduo. Desenvolvimento cultural = desenvolvimento
social, não em sentido literal (desenvolvimento das inclinações ocultas, mas
freqüentemente – de fora; papel da construção, ocultamento das formas
desenvolvidas, compare atenção voluntária, papel do exógeno no desenvolvimento).
Melhor – a transformação das estruturas de fora para dentro: outra relação da onto- e
filogênese do que no desenvolvimento orgânico: lá a filogênese está incluída em
potencial e se repete na ontogênese, aqui a inter-relação real entre filo- e ontogenia:
a pessoa como biótipo não é necessária: para o embrião no útero da mãe desenvolve-
se em filhote humano, o embrião não interage com o biótipo adulto. No
desenvolvimento cultural esta inter-relação é a força motriz básica do
desenvolvimento (aritmética dos adultos e infantil, fala, etc.). (VYGOTSKY, 2000)

Para Rego (1995, p.59), os adultos incorporam na criança a sua cultura, atribuindo
significado às condutas e objetos culturais que se formaram ao longo da história. O bebê vive
em constante interação com os adultos, que asseguram a sobrevivência e também medeiam a
sua relação com o mundo. O comportamento da criança recebe influências dos costumes e
objetos da sua cultura.

“Com a ajuda do adulto, as crianças assimilam ativamente aquelas habilidades que


foram construídas pela história social ao longo de milênios: ela aprende a sentar, a
andar, a controlar os esfíncteres, a falar, a sentar-se à mesa, a comer com talheres, a
tomar líquidos em copos etc. Através das intervenções constantes do adulto (e de
crianças mais experientes) os processos psicológicos mais complexos começam a se
formar”. (REGO, 1995, p.60)

Segundo Fassbender (2003, p.11), para Vygotsky o desenvolvimento do psiquismo


humano é sempre mediado pelo outro, que atribui significados à realidade. Assim, o outro se
torna zona de desenvolvimento proximal; através de mediações, os membros imaturos vão
pouco a pouco se apropriando dos modos de funcionamento psicológico, do comportamento e
da cultura, e vão se apossando do patrimônio da história da humanidade e de seu grupo
cultural. Quando internalizados, estes processos começam a ocorrer sem intermediação de
outras pessoas. A atividade que antes precisou ser mediada, passa a constituir um processo
voluntário e independente.
Podemos observar o que VYGOTSKY (2007) expressa ao afirmar que:

“Quando as crianças se confrontam com um problema um pouco mais complicado


para elas, apresentam uma variedade complexa de respostas que incluem: tentativas
diretas de atingir o objetivo uso de instrumentos, fala dirigida à pessoa que conduz o
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experimento ou fala que simplesmente acompanha a ação e apelos verbais diretos ao


objeto de sua atenção. Quando analisado dinamicamente, esse amálgama de fala e
ação tem uma função muito especifica na história de desenvolvimento da criança;
demonstra, também, a lógica da sua própria gênese. Desde os primeiros dias de
desenvolvimento da criança, suas atividades adquirem um significado próprio num
sistema de comportamento social e, sendo dirigidas a objetivos definidos, são
retratadas através do prisma do ambiente da criança. O caminho do objeto até a
criança e desta até o objeto passa através de outra pessoa. Essa estrutura complexa é
o produto de um processo de desenvolvimento profundamente enraizado nas
ligações entre história individual e história social”. (p.19)

A interação e influência do meio social, da cultura e estrutura de sociedade são vitais


para o desenvolvimento do ser humano, pois o observa entre vários planos históricos.

“A vida social é um processo dinâmico, onde cada sujeito é ativo e onde acontece a
interação entre o mundo cultural e o mundo subjetivo de cada um. Neste sentido, e
novamente associado a sua filiação marxista. Vygotsky postula a interação entre
vários planos históricos: a história da espécie (filogênese), a história do grupo
cultural, a história do organismo individual da espécie (ontogênese) e a sequência
singular de processos e experiências vividas por cada indivíduo”.(OLIVEIRA,1997,
p. 38)

O autor alemão Karl Marx vem a contribuir significativamente com a teoria do autor
bielo-russo Lev Semenovich Vygotsky que julgava que os princípios metodológicos básicos
marxistas pudessem colaborar com a elaboração de uma teoria na psicologia. E segundo
COLE e SCRIBNER (2007, p. 27), Vygotsky deixa isso claro, ainda que em notas não
publicadas. A leitura cuidadosa desse manuscrito nos fornece provas convincentes da
sinceridade de Vygotsky e da imensa utilidade da estrutura por ele desenvolvida.

“Não quero descobrir a natureza da mente fazendo uma colcha de retalhos de


inúmeras citações. O que quero é, uma vez tendo aprendido a totalidade do método
de Marx, saber de que modo a ciência tem que ser elaborada para abordar o estudo
da mente. (...) Para criar essa teoria-método de uma maneira científica de aceitação
geral, é necessário descobrir a essência dessa determinada área de fenômenos, as leis
que regulam as suas mudanças, suas características qualitativas e quantitativas, além
de suas causas. É necessário, ainda, formular as categorias e os conceitos que lhes
são especificamente relevantes – ou seja, em outras palavras, criar o seu próprio
Capital. O Capital está escrito de acordo com o seguinte método: Marx analisa uma
única “célula” viva da sociedade capitalista – por exemplo, a natureza do valor.
Dentro dessa célula ele descobre a estrutura de todo o sistema e de todas as suas
instituições econômicas. Ele diz que, para um leigo, essa análise poderia parecer não
mais do que um obscuro emaranhado de detalhes sutis. De fato, pode ser que haja
esses detalhes sutis; no entanto, eles são exatamente aqueles absolutamente
necessários à “microanatomia”. Alguém que pudesse descobrir qual é a cédula
“psicológica”- o mecanismo produtor de uma única resposta que seja – teoria,
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portanto, encontrado a chave para a psicologia como um todo (de cadernos não
publicados). (VYGOTSKY, 2007, p. XXVII)

Os conceitos principais com que Vygotsky trabalha faz vir à tona a sua relação íntima
com a teoria marxiana. Freqüentemente, se tem dito isso, sem, entretanto, fundamentar
suficientemente a relação entre os dois autores. E como vimos, Karl Marx cooperou
significativamente com a tematização vygotskiana, sendo suporte e fundamento filosófico e
teórico para Lev Semenovich Vygotsky.

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