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Católicos Carismáticos e Pentecostais Católicos

Católicos Carismáticos e Pentecostais Católicos

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Dr. ANÍ BAL PEREI RA DOS REI S
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2ª edição
EDI ÇÕES "CAMI NHO DE DAMASCO" Lt da.
S. PAULO
199 2
Direit os exclusivos cedidos a Edições "Caminho de Damasco"
que se reserva a propriedade lit erária dest a edição.
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SEMEADORES DA PALAVRA e-books evan gélicos
LDIÇÔL5 "CAMINnC DL DAMA5CC"
Ca|xa Þosta| 11.755
05090-970 ¬ 5ÂC ÞAULC ¬ CAÞI1AL
INDICL
Prefáci o. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Desde sempre. .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Ori gem dos at uai s cat óli cos cari smát icos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
Cari smát icos sem front ei ras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
O reavi vament o romanist a. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
A cravei ra pent ecost ali st a. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
Os pent ecost ai s cat ólicos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
Um pri mor de pági na pent ecost ali st a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
PREFÁCI O
É de t odo di a! E a velha alegação! Nasci nessa religi ão e
nela hei de morrer- E a pessoa nem quer ouvir o Evangelho.
Ou se o ouve e com o maior desint eresse. Já t em seu pont o-
de- vist a firmado. Ê o preconceit uoso.
Há t ambém nos meios evangélicos muit a gent e
preconceit uosa em mat éria de fé. Por qual quer mot ivo, menos
pelo de real convicção, abraçou det erminada denominação.
Jamais quest ionou suas dout rinas e prát icas à luz das
Escrit uras Sagradas. Nela firmou raízes, gr anj eou amigos e
obt eve cargos e responsabili dades. Se al guém lhe diz al go
cont rário a sua denominação, ao invés de examinar a
assert iva, zanga- se com o int erlocut or. E se admit e discut ir o
assunt o, exalt a- se, alt era- se na sua paixão desassisada. I st o e
o aut ent ico fanat ismo. E t ambém orgulho que o impede
reconhecer a possi bilidade de laborar em engano.
Cert a vez pergunt ei num moment o de int ensa
t ranqüilidade a um celebre, " líder" evangélico se ele t inha
alguma base sóli da na Bíbli a que j ust i ficasse sua crença no
bat ismo infant il. Ele, com os olhos marej ados de lagrimas,
pensou por alguns inst ant es, olhos fixament e em mim e disse-
me: "o irmão não pode esquecer que sou dessa denominação
e ela exige que assim se arei a. Fiquei est arrecido com a
explicação do meu int erlocut or que me parecia pessoa seria e
honest a em sua crença.
Sou bat ist a, não por fanat ismo, mas por convicção.
Cont udo não me considero fanát ico. Já fui "padre" e abandonei
t udo aquilo. Minha convicção bat ist a par t e de haver eu
adot ado a Bíblia como Única Regra de Fé e Prát ica. Excluo, por
conseguint e, t oda e qualquer out ra Font e de Revelação Divina.
Pois bem, se um dia alguém me demonst rar que a minha at ual
Denominação crê diversament e dos ensinos das Escrit uras e
me most rar que out ro grupo crê corret ament e em t udo
conforme a Palavra de Deus ensina, não t erei dúvida al guma
em deixar de ser bat ist a. A verdade e que at e o moment o nin-
guém me fez assim e, por mais que pesquise e sonde, não
consigo enfraquecer minhas convicções bat ist as. Ao cont rário,
quant o mais est udo a Bíblia mais se firmam e solidificam essas
convicções.
Considero que a leit ura dest e livro poderá causar
est ranheza em muit a gent e. Seria por isso muit o import ant e
que cada um o lesse despido de t odo e qual quer preconceit o.
Lesse- o com int eligência e desej o de se escl arecer.
As Sagradas Escrit uras nos ensinam acerca da exist ência
de muit os dons. Não soment e dons nat urais, como o da saúde,
o da musica, o da poesia et c. Mas, sobret udo elas nos falam
de dons espiri t uais concedidos pelo Espírit o Sant o aos crent es.
Ele os concede segundo Sua Vont ade, "repart indo
part icularment e a cada um como quer" ( I Cor. 12: 11) e "para
o que for út il" ( idem v. 7) . Se a I grej a e um corpo e cada um
de nos um de seus membros, cada um de nós, a semelhança
dos membros do corpo, t em responsabilidades e at ribuições
específicas. Os dons são dados a cada um na medi da de sua
ut ilidade Lendo em vist a o cumpriment o de seu múnus
próprio. Port ant o, ninguém pode se envaidecer de
det erminado dom que o Espírit o Sant o lhe out orgou. Em
receber um dom específico não vai mérit o algum da part e de
quem o recebe.
Est ou segurament e convencido que o Espírit o de Deus me
at ribuiu o dom de discernir os espíri t os ( I Cor . 12: 10)
Espírit os são indivíduos que vi vem nest a t er ra. João em
sua Primeira Epíst ola a eles se referia. Há espírit os, ou sej a,
indivíduos que negam a Ver dade sobre Jesus Crist o. Out ros
recusam out ros ensinos da Palavra de Deus. O Espírit o Sant o
dá a alguns servos do Senhor est a capaci dade de discernir,
avaliar bem, dist inguir, discriminar essas pessoas herét icas e
suas heresias.
No passado, ninguém como Paulo Apóst olo o t eve e o
exercit ou. E graças ao cumpriment o desse dom herdamos de
sua pena inspirada o seu luminoso Epist olário e de forma
singular a Epíst ola aos Romanos e a aos Gálat as dist inguidas
pelo aguerrido combat e a heresi a.
O exercício desse dom, que j amais dispensa o est udo
sério, diut urno e corret o das Escrit uras Sagradas, é árduo e
acarret a ant ipat ias. Out ros dons podem mesmo granj ear
aplausos.
Cumpro- o sabendo de minha responsabili dade e no
propósit o de sat isf azer o plano de Deus na minha vida. E ist o
plenament e me sat isf az.
Est as páginas f azem part e do cumpriment o desse meu
dever. Alegro- me, pois, de vê- las publicadas e mais ainda me
alegrarei por saber de pessoas esclarecidas por sua leit ura.
Minha "oração é no sent ido de ver nosso Senhor Jesus
Crist o glorificado por crent es dispost os a obedecer com
absolut a lealdade a Sã Dout ri na das Escrit uras e a divul gar a
Verdade do Evangelho expungida de qualquer mescla de erro
para que almas se salvem pela fé evangélica e pel a f é cresçam
na vida espirit ual.
S. Paulo, 23 de "Abril de 1982
Dr. Aníbal Pereira dos Reis
DESDE SEMPRE. . .
Por que esse espant o? Essa admiração t oda? Cat ólicos
carismát icos sempre houve. Ou sej a, cat ólicos dot ados de
carismas ou "dons" ext raordinários de curar, profet izar, fal ar
línguas "est ranhas".
A verificação é f ácil. A religi ão cat ólica se increment ou na
Velha Europa e depois nas Américas por meio da at uação
port ent osa dos chamados SANTOS dist ingui dos por graves
nevropat ias, ou acent uado hist erismo ou por admirável
capaci dade de mist i ficação.
Francisco de Assis é um deles. Out ra é Brigida cuj as
alucinações est imularam o desenvolviment o da anômala
dout rina do purgat ório. Nost radamus t ornou- se celebre at e
hoj e por suas profecias.
Na Alt a I dade Medi a sobressaíram os flagel ant es.
Originários de Perusa, na I t ália, alast rar am- se por t oda a
Europa Ocident al. Aos bandos promíscuos de moços, crianças
e velhos de ambos os sexos, muit as vezes t odos nus,
percorriam as cidades clamando, cant ando, urrando em
linguagem adoidada e desconexa, penit enciando- se com
açoit es e dai o seu nome de fl agelant es.
O processo de canonização do "padre" José de Anchiet a,
o primeiro "sant o" brasileiro, se replena de f ant ást icos
prodígios. Em meu' livro: ANCHI ETA: SANTO OU CARRASCO?
consigno alguns desses f ant asmagóricos port ent os.
A met a visada e sempre a mesma. Sust ent ar nos redut os
populares o prest ígio da reli gião.
Em nosso País, além dos sant uários e basíli cas
t radicionais como a de Aparecida, cent ro convergent e de
volumosas massas de romeiros, t em surgido sacerdot es
revest idos de excepcionais poderes ext r at errenos ( ?) . Nos
princípios da década de 40 celebrizou- se o frei Eust áquio,
ent ão vigário em Poá, Est ado de S. Paulo, e que t erminou seus
dias em Belo Horizont e, Minas Gerais, t endo sua memória
perpet uada no nome de um bairro da Capi t al Mineira por l á
haver, com sua mort e, concluído suas at ividades milagreiras.
Conheci- o pessoalment e em 1941. Passando por Campinas,
Est ado de S. Paulo, visit ou nosso Seminário. Aguardava- o um
médico mat erialist a e desenganado par alít ico de mais de vint e
anos de enfermidade. Para cont ent ar sua mulher, aquela
dedicada companheira que gast ara sua melhor mocidade a
cabeceira do mari do, anuíra ser apresent ado ao frade
curandeiro. Deit ado ali numa cama, um sorriso sardônico
ext eriorizava sua increduli dade mat erialist a. Ouvi- o a dizer: se
a ciência nest es vint e anos nada pode, que poderá f azer esse
padreco imbecil?
Eu assist i! O "padreco imbecil" aproximou- se do leit o.
Fixou seus olhos azuis nos olhos zombet eiros do médico
paralít ico. Apenas al guns segundos. Det ermi nou- lhe: levant e-
se! Nada rezou. Nenhum t remelique. Não o t ocou. Não invocou
"sant o" al gum. Só essa pal avra: ' levant e- se! e o médico
ergueu- se sobre suas próprias pernas. A princípio
cambaleant e. Firme e seguro na medida em que desenvolvia
seus passos percorreu dependênci as do Seminário.
Reint egrou- se na sociedade. Reassumiu suas ant igas
at ividades profissionais. Curado em definit ivo, nunca mais
sent iu qualquer problema nas pernas que. reconquist aram o
primit ivo vigor. E o seu coração recobrara o fervor cat ólico dos
dist ant es t empos de criança.
Em fins da década de 40 t ornou- se famoso o "padre"
Ant ônio Pint o, vigário de Rio Casca, da arquidiocese de
Mariana, t ambém em Minas Gerais. Seguiu- o nos anos 60 o
"padre" José Donizet i, de Tambaú, no I nt erior do Est ado de S.
Paulo.
Nest es parágrafos lembrei apenas al guns poucos nomes e
um ou dois episódios dos muit os, mui t íssimos nomes e fat os
espet aculosos do cat olicismo, cuj a hist ória é a hist oria do
embust e mais deslavado. Alias, seus sacrament os out ra coisa
não são senão mist ificações. Sua dout rina da eucarist ia, da
missa e da hóst ia consagrada, resume t odas as aberrações de.
sua desvairada t eologia.
ORI GEM DOS ATUAI S CATÓLI COS
CARI SMÁTI COS
Adj et ivei- os na condição de at uais porque, repit o, desde
sempre a religi ão romanist a criou e prest i giou seus fieis, suas
freiras e seus cléri gos carismát icos. Se o indivíduo não foi
carismát ico, ist o é, se não possuiu al gum " dom" prodigioso,
impossível ser canonizado "sant o". Uma das mais rigorosas
exigências, a princi pal, do processo canonizat ório e a da prova
ou comprovação das virt udes heróicas do candidat o fei t a
at ravés de mil agres. Cada est agio da canonização: o da
int rodução do processo quando os post ulant es do concorrent e
são obrigados a fundament arem sua pet ição em t rês prodígios,
o da declaração de sua bem- avent urança e o da canonização
propriament e dit a, requer a demonst ração de pelo menos t rês
port ent os de "veraci dade comprovada".
O Concilio Vat icano I I marcou uma fase de t ransição do
cat olicismo romano. Por sent ir a urgent e necessidade de se
adapt ar as novas condi ções econômico-polít ico- sociais e
religiosas do mundo, a hi erarquia clerical alvi t rou conformar se
a el as.
De rest o, e a velha t át ica do clero. Toda vez que e
chamado à encruzilhada hist órica de adapt ar- se ou morrer,
prefere, para não morrer, acomodar- se as novas conj unt uras.
Já que nunca pode t ransformar as est rut uras sociais, a el as se
encaixa.
Est e foi o principal obj et ivo do Concílio Ecumênico
Vat icano I I , que, na art imanha de adapt ação, se abriu em
leque em at uações diversificadas. No t erreno sócio- polít ico
desfral dou bandei ras socialist as e na área reli giosa arreganhou
abert uras ecumenist as.
O ecumenismo, examinei- o no livro de minha lavra O
ECUMENI SMO: SEUS OBJETI VOS E SEUS MÉTODOS, int ent a
t ambém o ret orno à comunhão vat icana das seit as dela
dissident es como os lut eranos e os anglicanos em t odas as
suas ramificações.
Essas seit as cat ólicas afast adas da barca pont i fícia,
vulgarment e conhecidas como prot est ant es, aceit aram o
assédio ecumenist a do clero romano e na mesa comum do
"dialogo" seus represent ant es t em se sent ado no afã de aparar
as arest as responsáveis pelo seu dist anci ament o da comunida-
de vat icana.
João Paulo I I , repit o pela milésima vez, e o sumo
pont ífice que o romanismo at ual precisava. Veio na hora exat a.
Sua exuber ant e at uação e firmada no programa conscient e de
capit alizar o máximo em t odos os espaços ( polít icos, sociais,
fi nanceiros e religiosos) . Usufrut uário de prest ígio
mult issecular do cargo de soberano pont ífice da mais rica e
poderosa reli gião do mundo, em benefício dela própria, João
Paulo I I se empenha ao ext remo.
Sua próxima vi agem a I ngl at erra, previst a para Agost o
dest e ano de 1982, visa a respal dar as últ i mas decisões dos
encont ros ecumênicos do clero das duas seit as: a vat icana e a
anglicana. Com cert eza o seu pont ificado se assinalara na
hist oria do romanismo pela consumação do regresso dos
anglicanos e part e dos lut er anos ao seio da "sant a madre".
Dado o seu desenvolviment o no meio das massas
populares o pent ecost alismo chamou a at enção da hierarqui a
vat icanist a.
Se a manobra do "di alogo" ecumenist i zant e vem dando
cert o com os anglicanos, lut eranos e ort odoxos, pelo menos de
inicio era inviável e improdut iva com os pent ecost alist as.
Dist inguem- se est es pelo exercício dos "dons espirit uais" ou
"carismát icos" incent i vados na exalt ação das emoções.
Dest art e a hierarqui a resolveu penet rar nas áreas
pent ecost alist as valendo- se de suas próprias prat icas.
Prat icas est as, out rossim, próprias da at uação do clero
romanist a no decurso de sua exist ência.
A perspicáci a clerical verificou com acerco ser a nação
nort e americana o lugar mais convenient e para o início de sua
at ual invest ida carismát ica.
A hierarquia vat icana e genial em seus planos e na
execução del es. Começa por aí: para cada empreendiment o
específico t em o indivíduo especi fico adrede preparado.
Nest a empresa ' o indivíduo t alhado foi o sacerdot e j esuít a
Edward O' Connor, da Universidade Cat ólica de Not re Dame.
Ment or espirit ual de St eve Clark e Ralph Mart in Keit er,
considerando- os adequados inst rument os na sua invest ida,
resolveu usá- los na explosão carismát ica vat icana t endent e a
ecumenist izar os pent ecost alist as. Colocou- lhes nas mãos, em
princípios de 1966, os dois livros: A CRUZ E O PUNHAL, de
David Wilkerson, e ELES FALARAM EM OUTRAS LÍ NGUAS, de
John Sherril. Lendo- os, segundo as previsões de O' Connor,
assimilaram sua orient ação e passaram a freqüent ar "reuniões
de poder" dos pent ecost alist as.
Clark e Keif er, dois l eigos cat ólicos engaj ados nos
Cursilhos de Crist andade, o moviment o desencadeado pelo
clero após o Concilio Vat icano I T com o propósit o de dinamizar
as prat icas religiosas ent re os fieis cat ólicos em função do
ecumenismo.
Comprovaram ambos a sua acert ada escolha pelo j esuít a
O' Connor pois sent iam as mesmas experiências
pent ecost alist as influenciados que eram por aquelas "reuniões
de poder".
O seu preparo excedeu as mais ot imist as expect at ivas de
seu ment or espirit ual. Devidament e preparados, port ant o,
compareceram Kei fere Clark, no Out ono de 1966, à Convenção
Nacional dos Cursilhos de Crist andade, celebrada em
dependências da Universidade Cat ólica Duquesne do Espírit o
Sant o, na cidade de Pit t sburg, Pennsylvania. Se os rel at órios
das at ivi dades ecumenist as revelavam progresso em cert os
meios prot est ant es, em geral, t am bem demonst ravam o
fracasso delas nos círculos pent ecost alist as.
St eve Clark e Ral ph Keifer t iveram ent ão a oport unidade
de dar seu t est emunho de at uação posit iva nesses ambient es
at e ent ão refrat ários ao "di álogo" ecumenist a. Fal aram sobre
aqueles dois livros pent ecost alist as e espalharam exemplares
deles a muit os companheiros cursilhist as.
À t erminada Convenção dos Cursilhos sucedeu um
espont âneo ( ?) encont ro de pessoas despert adas pela palavra
de Clark e Kei fer e int eressadas nas novas experiências.
O ambient e daquel a colina bat ida por const ant e brisa
fort e do Out ono faci lit ou o cenário do pent ecost al " vent o
impet uoso". As reuniões, por seu t urno, criaram o clima
psicológico favorável à ocorrência do chamado bat ismo no
Espírit o Sant o dos moldes pent ecost alist as.
Com efeit o, as manifest ações carismát icas não se fizeram
ret ardar. E no ambient e de ext rema excit ação nervosa
predominaram as línguas "est ranhas".
Deu- se o inicio do novo surt o pent ecost alist a nos
horizont es romanist as.
CARI SMÁTI COS SEM FRONTEI RAS
As pessoas do grande grupo de part ici pant es daquele
primit ivo encont ro de Pit t sburg espalharam- se e levaram sua
mensagem pent ecost alist a a out ros recant os e regiões da
América do Nort e.
No int ent o de permear t ambém a eli t e nort e americana o
clero Vat icano inst alou naquele pais muit as universidades
cat ólicas dent re as quais se sobreleva a de Not re Dame,
famosa inclusive por suas apresent ações esport ivas.
Ainda manipul ados pelo sacerdot e j esuít a Edward
O' Connor, Ralph Keifer e St even Clark se int roduziram nessa
Universidade. No verão de 1967, apenas um ano depois do
ocorrido na Universidade de Duquesne do Espírit o Sant o,
considerável par t e das t rês mil pessoas part i cipant es do curso
de ext ensão em mat érias adi ant adas, foi at ingida pela nova
experiência. Procedent es de muit as zonas do país, cada uma
levou para sua t erra o recado carismát ico. Tudo, de rest o, se
cumpriu consoant e o pl anej ament o do j esuít a O' Connor.
Ainda em Pit t sburg passou a sobressai r na maré
mont ant e do pent ecost alismo cat ólico o casal Kevin e Dorot y
Ranaghan, que, por sinal, se t ornou conhecido t ambém no
Brasil com o seu livro CATÓLI COS PENTECOSTAI S vert ido para
o nosso idioma com sua larga difusão a part ir de 1972 sob a
responsabilidade da edit ora pent ecost alist a O. S. BOYER
,
de
Pindamonhangaba, I nt erior Paulist a.
Esse livro incent ivou considerável simpat ia do
pent ecost alismo br asileiro para com o moviment o carismát ico
romano.
At é ent ão os pent ecost alist as acer bament e corri bat iam
as crassas prát icas idólat ras romaníst as. Daí por diant e
t ornou- se difícil ouvir- se um deles levant ar a voz nesse
sent ido. E se ocorre, carregam- no de duras reprimendas os
irmãos de "segunda benção".
O surt o pent ecost alizant e t em avassal ado t radicionais
denominações prot est ant es e evangélicas.
O casal Ranaghan, em seu livro, sem quaisquer
subt erfúgios, admit e: "um dos mais ricos frut os desse
moviment o carismát ico cont emporâneo é a união dos crist ãos
de muit as denominações, no Espírit o de Jesus. Episcopais,
lut eranos, presbi t erianos, met odist as, bat ist as, discípulos,
nazarenos, irmãos, assim como pent ecost ais denominacionais
t em se t ornado nossos queridos irmãos e irmãs em Crist o,
unidos pelo bat ismo com o Espírit o Sant o" ( p. 282) .
Releva frisar serem cat ólicos os Ranaghan. Segundo a
opinião deles o apelidado bat ismo no Espírit o Sant o a t odos
nivela dissolvendo t odas as barreiras dout rinárias.
Os result ados posit ivos prognost icados pela hierarquia
clerical com a incursão carismát ica nos domínios
pent ecost alist as e pent ecost ali zados do prot est ant ismo e das
denominações evangélicas surgiram muit o ant es do t empo
previst o.
Os aut ores do livro CATÓLI COS PENTECOSTAI S se
t ornam irreprimíveis em sua vit oriosa e obj et i va conclusão: ". . .
um saudável aspect o ecumênico se desenvolveu no
moviment o e t em si do t remendament e frut ífero. . . " ( p. 195) .
O monge benedit ino brasi leiro Est evão Bet t encourt , com
ot imismo last reado na realidade, chega a igual conclusão: "O
ecumenismo ( t endência a aproximação crescent e das diversas
denominações crist as ent re si) const it ui uma not a fort e do
pent ecost alísmo cat ólico. A est e t it ulo, o moviment o merece
aplausos e apoio" ( in PERGUNTE E RESPONDEREMOS,
149/ 1972, p. 238) .
Harold J. Rahn e out ro j esuít a. Veio dos Est ados Unidos
para o Brasi l invest i do da incumbência de foment ar aqui o
desenvolviment o carismát ico. SObre a mat éria j á escreveu o
livro SEREI S BATI ZADOS NO ESPÍ RI TO SANTO. Sem quaisquer
rebuços declara: ". . . t enho vist o o moviment o pent ecost al
favorecer melhor o ent endiment o ecumênico, em pouco
t empo, que discussões t eológicas, por um longo período"
( p. 22) . "Freqüent ement e, são ( os pent ecost ais cat ólicos)
abert os a pont o de apreciar, e mesmo aceit ar, muit as das
proposições que nos são caras" ( ps. 21, 22) .
Os pent ecost alist as, de fat o, a t odos e a t udo nivelam por
sua experiência caract eríst ica. Despi dos de convicções bíblicas
concordam com t odos e com t odos se unem desde que passem
pelo seu chamado bat ismo no Espírit o Sant o que, diga- se a
bem da verdade conquant o de passagem, nada t em a ver com
o Event o do dia do Pent ecost es segundo o regist ro de At os 2.
Rahn t em t oda a razão! Os cat ólicos carismát icos não se
preocupem! Não precisam por causa dos pent ecost alist as abrir
mão dos seus aberrant es dogmas. Os pent ecost alist as e
pent ecost ali zados aceit am as mais queri das proposições
vat icanas.
O REAVI VAMENTO ROMANI STA
Página a página as Escrit uras Sagradas recusam desvios
da Palavr a de Deus. Se o Minist ério de Paulo Apóst olo se
dest aca pelo impulso missionário, sobressai- se muit o mais
pelo seu zelo em defender a pureza da Verdade do Evangelho.
Seu Epist olário e o vi goroso t erçar da Espada do Espíri t o
cont ra as adult erações da Sacrossant a Verdade.
Seu desvelo leva- o a exigir dos crent es o afast ament o
daquel es t rânsfugas da rot a segura da Sã Dout rina: "E rogo-
vos, I rmãos, que not eis os que promovem dissensões e
escândalos cont ra a Dou t rina que aprendest es; desviai- vos
deles' " ( Rom. 16: 17) . ". . . DESVI AI - VOS DELES".
João échamado de o Apóst olo do Amor. E no apanágio de
Apóst olo do Amor est abelece: "Todo aquel e que prevarica, e
não persevera na Dout rina de Crist o, não t em a Deus; quem
persevera na Dout rina de Crist o, esse t em t ant o ao Pai como
ao Filho. Se alguém vem t er convosco, e não t raz est a
Dout rina, não o recebais em casa, nem t ampouco o saudeis"
( I I Jo. 9- 11) .
Pergunt o eu: que parceria, que ent endi ment o, que
aproximação no t erreno dout rinário e na vivência espirit uais
pode haver ent re os cat ólicos carismát icos e os aut ênt icos
evangélicos? Ent re eles e os pent ecost alist as decert o e
possível o ent endiment o.
As experiências carismát icas cat ólicas ao invés de
t ornarem seus suj eit os mais recept ivos ao Puro Evangelho,
impelem- nos a se reafervorarem nas prát i cas de sua falsa
religião. Ao invés de moverem- nos a quest ionar à luz das
Escrit uras os seus dogmas, est imulam- nos a mais firme
adesão a apelidada "i grej a".
Kevin e Dorot y Ranaghan são honest os em anunciar o
fat o: "O MOVI MENTO PENTECOSTAL NÃO SEPAROU OU
EXCLUI U OS CATÓLI COS DE SUA I GREJA. AO CONTRARI O
RENOVOU O SEU AMOR PELA I GREJA E EDI FI COU UMA FE
VI VA NA COMUNI DADE CATÓLI CA" ( p. 73) .
Desde o princípio do surt o carismát ico em Pi t t sburg vem
se ressalt ando o acont eciment o: "TODOS EXPERI MENTARAM
UM I NTERESSE MUI TO MAI OR EM PARTI CI PAR DA VI DA
SACRAMENTAL DA I GREJA DO QUE ANTES" ( p. 32) .
Rahn confirma: "UM CRI STÃO, CUJA VI DA É CONDUZI DA
PELO ESPÍ RI TO, NÃO PORÁ NUNCA EM QUESTÃO A
OBEDI ÊNCI A DE VI DA ÃS DI RETI VAS DA I GREJA OU DO
SUCESSOR DE PEDRO, O CRI STO VI SÍ VEL NA TERRA" ( SEREI S
BATI ZADOS NO ESPÍ RI TO SANTO, p. 38) .
O casal Ranaghan e o j esuít a Rahn com t odos os
orient adores cat ólicos carismát icos nist o são honest os e
coerent es nos seus erros. Não arredam uma fração de
milímet ro em sua post ura romanist a e em seu obj et ivo
ecumênico.
O j esuít a reconhece as "vant agens da renovação
carismát ica" na "NOVA APRECI AÇÃO DA I GREJA, DA
LI TURGI A, DA EUCARI STI A, DE MARI A" ( p. 38) .
Com efeit o, os t est emunhos dos "cat ólicos renovados"
comprovam a observação de Rahn. E no int uit o de enalt ecer a
validade das experiênci as carismát icas no reavivament o
romanist a, o livro CATÓLI COS PENTECOSTAI S de Ranaghan
enfileira uma série de depoiment os dos quais t ranscreverei
alguns.
Mary McCart hy reconhece: "A assist ência diária a missa
t ornou- se minha maneira de vi ver" ( p. 45) .
Pat rícia Gallagher relat a haver sido bat izada com o
Espírit o Sant o "enquant o est ava de j oelhos, em oração diant e
do sant íssimo sacrament o" ( p. 48) . E at est a: "Sint o- me mais
devot a do que nunca dos sacrament os, especialment e da
eucarist ia" ( p. 51) .
Thomas Noe, depois da experiênci a pent ecost alist a
descobriu "um novo grau de si gnificação em t odos os
sacrament os, especialment e na confissão e na eucarist ia.
Cheguei a ent ender", diz el e, "de maneira mais perfeit a a
eucarist ia como sacri fício. . . " ( p. 92) .
Rahn é conseqüent e com sua posição e at uação clerical
ao considerar "nat ural que após a purificação sacrament ai. . . e
a recepção de Crist o na eucarist ia, muit os sej am bat izados
com o Espírit o Sant o" ( p. 199) . Definido out rossim insist e:
"Uma das not as caract eríst icas dos que se ent regam ao
Espírit o Sant o e um grande amor a Crist o, um afervorament o
da devoção a eucarist i a. A necessidade de vi vência eucaríst ica
é uma das conseqüências do bat ismo no Espírit o Sant o"
( p. 217) .
Ent re os evangélicos a ignorância das Escri t uras e das
falsas dout rinas religiosas muit o vem cont ribuindo em prol da
heresia em t odos os seus mat izes. Nessa ignorância o
ecumenismo encont ra o seu eficacíssimo cal do de cult ura.
Se os pent ecost alist as e pent eeost al izados soubessem
realment e o significado do dogma eucaríst ico no cont ext o da
dogmát ica vat icana repel eriam qualquer convit e unionist a da
hierarquia clerical e rej ei t ariam qualquer oport unidade de
emparceirament o com os cat ólicos carismát icos.
Enquant o escrevia est e livro encont rei o Azambuj a, nosso
velho amigo. Quem não conhece o Azambuj a? Aquel e rapaz
muit o int eligent e ao pont o de quando lê um l ivro ou um art igo
de j ornal e t opa uma pal avra cuj o sent ido desconhece, vai logo
ao dicionário par a se inst ruir. Dest art e seu vocabulário e muit o
rico. E o Azambuj a sempre diz: não há palavras difíceis; há,
sim, gent e ignorant e! ! !
Encont rando- o li- lhe a frase acima, quent e ainda, da
pont a do l ápis e quent e ainda a folha de papel que a recebeu.
Fixou o indicador direit o na t est a, franzi u os sobrolhos,
enrugou os int ercilios, recuou dois passos e adiant ou um. . . E
coment ou com ar de censura: você e um invet erado ot imist a
( Ele sabe que considero os ot imist as uns f ora da reali dade
cuj os miolos se fixaram na est rat osfera) . Ot imist a f anát ico.
Sim, senhor! Ê que você é! Supõe ai nda que se os
pent ecost alist as conhecessem as bar baridades romanist as, se
soubessem o significado da missa cat ólica, eles repudi ariam
qualquer aproximação religiosa com os clérigos? I sso é
ot imismo ingênuo. Se soubessem mesmo e que ainda mais se
aproximariam deles. Com muit o mais pressa correriam para o
romanismo.
O nosso Azambuj a t em t oda a razão. Pedi- lhe perdão do
meu insensat o ot imismo. Onde est ava eu que não segurei
meus miolos presos à realidade dest e mundo? Deixei- os a
vagar pel as est rat osf eras da ficção. A espaços t enho esses
arroubos de fant asia. O Azambuj a t em razão. Toda a razão!
Ainda as vésperas da visi t a de João Paulo I I a S. Paulo, um
"missionário" pent ecost alist a mandou seus fieis irem ao
Campo de Mart e assist ir a missa do "papa" e comungar a
hóst ia consagrada porque, di zia ele, assim os irmãos
part icipam da sant a cei a do Senhor ( ???) .
Aliviou- se do espant o o Azambuj a quando lhe li o
parágr afo seguint e assim por mim redi gido:
Os pent ecost alist as e pent ecost alizados, cont udo de
propósit o se aproximam del es ( dos cléri gos) e os aplaudem
porquant o nem lhes int eressa o esclareciment o acerca dos
erros dout rinários romanist as. O indivíduo sofreu aqueles
t remeliques da sua experiênci a car act eríst ica, o rest o e rest o. . .
Recomendo a leit ura do meu livro A MI SSA. Lendo- o os
crent es evangélicos t ornam- se esclareci dos sobre a mat éria e
a considerarão, porque devidament e informados na sua
verdadeira dimensão, cult o de demônios. E mais. Recusarão a
aproximação com os pent ecost alist as e pent ecost alizados t re-
mendament e implicados e compromet idos com a mais infernal
das heresias, que e a da desconsider ação da TODO-
SUFI CI ÊNCI A e TODO- EFI CÁCI A do Sacrifício de Crist o.
Os cat ólicos carismát icos por se t ornarem mais fervorosos
e mais reavivados cat ólicos, como não poderia deixar de
acont ecer, exacerbam- se em sua mariolat ri a.
A mariolat ria cat ólica carismát ica at inge as raias
incomensuráveis do absurdo, f at o esse comprovado na
seguint e declar ação do j esuít a Rahn: a única devoção de Jesus
na t erra foi a sua devoção a Maria e essa " cont inua sendo a
devoção de Jesus no céu! " ( p. 41) .
Onde chegamos. Em plena era pós- conciliar quando os
prot est ant es supunham profunda reforma no cat olicismo
romano, o j esuít a Rahn, inspirador, increment ador e
incent ivador do moviment o carismát ico ent r e romanist as aqui
no Brasil, sai- se com essa lindeza de monst ruosa mariolat ria.
Jesus t ambém agora lá no Céu é devot o de Maria! ! ! Só um
psicopat a se passa por t al mariolat ra.
A página 197 Rahn quer relacionar Maria com o
Pent ecost es e reproduz um pronunciament o de Ni no
Salvaneschi Dal i Oglio ( UN FI ORE A MARI A) : "Quando, após a
Mort e de Jesus, os primeiros Apóst olos reunidos em t orno de
Nossa Senhora, ouviram- na relembrar os episódios de Nazaré,
Belém e Jerusalém, a sua voz foi para os di scípulos a voz do
Espírit o Sant o. Crist o t inha confiado a humanidade redimida ao
Espírit o Sant o e a Maria. Assim o Calvário e o Cenáculo uniam
a Virgem e o Paraclet o".
"Não faremos t erminar est a reflexão", acent ua o j esuít a
Harold Rahn, "sobre o Pent ecost es sem f alar daquel a que foi e
é a Mãe da I grej a. No Cenáculo, "t odos el es perseveravam
concordes na oração, com as mulheres e Mar ia, Mãe de Jesus"
( At . 1, 14) . Em Belém, Maria dera a luz Jesus, a Cabeça do
Corpo Míst ico. Na Cruz, pela palavra fecunda do seu Filho, o
seu coração se alargara para a mat ernidade espirit ual de t odos
os membros desse corpo, at e que se complet e na parusia. Era
normal que a Mãe presidisse, fosse a madrinha desse bat ismo
do Espírit o Sant o à I grej a, que no dia do Pent ecost es iniciava a
sua vida ofici al sobre a t erra. I nsepar ável dos mist érios de
Crist o, é ela a esposa do Espírit o que melhor que ninguém nos
pode obt er as suas graças e a renovação incessant e do
Pent ecost e para t odos os membros do seu Filho. Por isso, a
j ust o t it ulo, e chamada Mãe da I grej a" ( p. 70) .
"Aleluia a Maria. . . " ( p. 196) , é, da par t e dos cat ólicos
carismát icos, a expressão de exalt ação a Mari a.
ALELUI A A MARI A. . .
Você que e na verdade crent e evangélico concorda com
semelhant e enalt eciment o a Maria?
A int erj eição laudat ória ALELUI A quer dizer "louvai a
Deus", por seu próprio sent ido, soment e pode ser at ribuída a
Deus. "Louvai a Deus a Maria". . . Dest oa por complet o.
O rosário é o exercício devocional a Maria mais em voga
nos espaços romanist as e o mais cumulado de privilégios pelos
romanos pont ífices at ravés das chamadas i ndulgências a ele
anexadas. Em conseqüência os cat ólicos pent ecost alizados na
sua prát ica se afervoram. Jim Cavnar, por exemplo, "adquiriu
o habit o de rezar o rosário desde que recebeu o bat ismo com o
Espírit o Sant o" ( CATÓLI COS PENTECOSTAI S, p. 253) . Bert h e
Mary Lou confessam que a par t ir do seu bat ismo com o
Espírit o Sant o, " as devoções nat urais, como a de Maria. . .
t ornaram- se mais si gnificat ivas" ( p. 115) . Thomas Noe, por seu
t urno, "descobriu uma profunda devoção a Maria" ( p. 93) .
São decl arações e t est emunhos comprovant es do
reavivament o cat ólico conseqüent e do surt o pent ecost alist a
naqueles horizont es.
E, em result ado, se gr assa ent re os supost os evangélicos
pent ecost alist as e pent ecost ali zados verdadeiro analuvião de
simpat ia em favor do cat olicismo romano, o ecumenismo
obt ém considerável sucesso com a adesão de muit os deles a
cert os dogmas romanist as, como o da eucarist ia ( missa e
presença real de Crist o na hóst ia) e os at inent es a Mari a.
A CRAVEI RA PENTECOSTALI STA
É ela! A experiênci a! ! !
Todos os pent ecost alist as, pent ecost alizados e cat ólicos
carismát icos t em a sua experiência. Gozaram- na num
det erminado moment o. Decisiva, ela assinalou a sua vida
religiosa em duas et apas dist int as. A da fase ant erior
caract erizada pelo comodismo, pel a frieza, pelo desint eresse
das coisas espiri t uais. E a segunda dest acada pelo ent usiasmo,
e vibração.
À referida experiência consist e numa crise emocional
muit as vezes molhada de copiosas lágri mas e out ras em
gargalhadas irreprimíveis no frenesi de medonhos t rej eit os sob
ondas de calor como se elét ricas ou de calafrios a semelhança
da f ebre causada pel a gri pe. Uns ouvem a Voz de Deus ( ?) ,
out ros em esgares convulsionam no solo. Via de regra t udo
result a de um ambient e ext remament e emot ivo criado a
propósit o.
Essa ocorrência confundida com o bat ismo no Espírit o
Sant o t ambém ê a dos cat ólicos carismát icos. Ranaghan
regist ra o sucedido com Farley Hall Tom Noe que informa: ". . .
sent i imediat ament e como se meu peit o int eiro est ivesse
querendo subir para a cabeça. Meus l ábios começaram a t re-
mer e o meu cérebro começou a dar est alos. Em seguida
comecei a rir sem parar" ( p. 87) .
Os livros de cunho avivalist a t ransbor dam essas
experiências. Const it uem- se elas a craveir a at ravés da qual se
avalia a espirit ualidade das pessoas. E exat ament e por
fundament arem nesse inst ant e nevrosado que confundem com
o bat ismo no Espírit o Sant o a dist inção das duas fases espiri-
t uais do indivíduo, a decant ada di ferença de condut a, na
verdade, não exist e. Os velhos hábit os permanecem e o
ent usiasmo oscila na est eira das emoções de si mesmas
sempre inst áveis.
E, com efeit o, que comport ament o ou espirit uali dade
pode ser essa a aferi da no padrão das nevr opat ias? Em meu
livro A SEGUNDA BÊNÇÃO alongo- me em analise do assunt o.
Craveira ou padr ão essa crise nervosa que em muit os e a
manifest ação de al guma psicopat ia, dispensa par a os
pent ecost alist as e pent ecost al iza- dos o cuidado da dout rina.
De rest o, dedicam- lhe eles verdadeir a aversão. O que buscam
nas Escrit uras e uma sofist ica j ust i ficat iva de suas prat icas.
Por isso passam a focalizar passagens da Bíblia a luz de suas
experiências. Falam- lhes mais do que as Escrit uras essas
experiências. Ou melhor, est as passam a se const it uir sua
norma prát ica de crença.
Dest roem t odos os post ulados dout rinários porque
aceit am como pont o de par t ida de sua espirit uali dade o
apeli dado bat ismo no Espírit o Sant o. Que: o i ndivíduo cont inue
idólat ra não import a se passou pelos t remeli ques. Tremelicou,
t remulou, t irit ou, ót imo! Se permanecer em seus erros
religiosos, isso não t em import ânci a al guma.
Essa dest ruição dout rinária é sofist icament e coonest ada
com a invocação de Jl. 2: 28- 29: "E há de ser que, depois,
derramarei o Meu Espíri t o sobre t oda a carne, e vossos filhos e
vossas filhas profet izar ão, os vossos velhos t erão sonhos, os
vossos mancebos t erão visões. E t ambém sobre os servos e
sobre as servas naqueles dias derramarei o Meu Espírit o".
Consoant e Pedro ( At . . 2: 1 6- 18) est a profecia se
concret izou no dia do Pent ecost es.
Deduzem lit eralment e os pent ecost alist as e seus sat élit es
a universalização indiscriminada do bat ismo no Espírit o Sant o
que, repit o, confundem, t ambém sem qualquer
fundament ação nas Escrit uras, com uma crise emocional.
Segundo eles, aquel e SOBRE TODA A CARNE derruba t odas as
barreiras denominacionais. Deus não as l eva em cont a ao se
t rat ar de cumprir Sua Promessa do regist ro de Jl. 2: 28- 29. Em
decorrência dest a absurda conclusão, eles ni velam a t odas as
pessoas sob a craveira do seu bat ismo no Espírit o Sant o. O
indivíduo acei t ou est a ficção pent ecost alist a e o mais não in-
t eressa. Convulsionou- se em t remeliques est a t udo bem. As
dout rinas diferent es por mais disparat adas deixam de ser
consideradas. Dest art e ent re eles vivem em absolut a harmonia
presbit eri anos, met odist as, congregacionais, l ut eranos, episco-
pais, bat ist as. . . E agora os cat ólicos romanos.
Em seus encont ros, t odos balizados na mesma bit ol a
pent ecost alist a, ridicularizam- se as denominações
consideradas frut o de carnalidade.
É um j ardim de aclimação. O j ardim de aclimação da
convivência pacífica de t odos os bichos. Uma ut opia própria
das divagações da li t erat ura inf ant il do est ilo de Mont eiro
Lobat o.
No j ardim de aclimação pent ecost al - ecumenist a
exat ament e por t erem nivel ado a t odos debaixo do padrão da
experiência pent ecost alist a, sem quaisquer embaraços,
mist uram- se os que crêem na necessidade de obras além da fé
em Crist o para a salvação do pecador com os que crêem só na
fé em Crist o capaz de dispensar as mulet as das obras; os que
aceit am a perseverança et erna dos salvos com os que,
arminianament e, a negam; os que consagr am as Escrit uras na
qualidade de Única Font e de Revelação Divina ou Exclusiva
Regra de Fé e Vida com os que lhe acrescent am out ras font es
como a t radição vat icana, as revelações post eriores a seme-
lhança das de Ellen Whit e e José Smit h; os que enalt ecem
como lídimo bat ismo aquele celebrado por imersão e só de
crent es com os aspersionist as e advogados do bat ismo infant il;
os que confiam em Crist o no apanágio de Único porque Todo-
Suficient e Salvador com os que pret endem renovar- Lhe o
Sacrifício at ravés da repet ição de rit os religiosos a exemplo da
cognominada missa; os que em Jesus Cri st o proclamam o
Único Mediador ent re Deus e os homens com os devot os de
Maria t ambém medi aneira de t odas as gr aças; os que confiam
em Jesus Crist o seu Único porque I ndefect ível Advogado e
Refugio com os que se abrigam sob o palio de Maria advogada
e refugio dos pecadores porque co- redent ora; os que
part icipam da Cei a do Senhor por vela figur a do Sacrifício de
Crist o e cuj os element os, pão e vinho, separados ent re si,
simbolizam a Mort e Viçaria do Redent or, com os que se
curvam diant e daquel as espécies t idas como sacrament ais por
crerem numa presença física, ou espirit ual de Jesus Crist o e
por isso meios mecânicos da comunicação da Graça.
Esse clima de ecumênico j ardim de aclimação onde t odos
se mist uram na indiscriminada mist ura de t odas as dout rinas,
facilit a enormement e as pret ensões ecumenist as do sumo
pont ífice vat icano. Aliás, os propugnadores do ecumenismo
evangélico, de t ão i diot as, nem avaliam a riqueza da
cont ribuição com o seu ecumenismo evangélico por eles
oferecida ao ecumenismo concent raciánario do Vat icano.
Dissolvendo- se a post ura firme dent ro dos muros
deonominacionais, arrebent am- se as comport as at ravés de
cuj os rombos penet ram os ardilosos represent ant es do “ papa” .
E ha mais! Enquant o os prot est ant es e " evangélicos"
pent ecost alist as e pent ecost alizados, fanát icos de uma
int erpret ação sofist ica de Joel 2: 28- 29, enxovalham as
muralhas denominacionais e, em conseqüência, desprezam as
dout rinas caract eríst icas de cada denominação, os cat ólicos
carismát icos pregam sem subt erfúgios t ambém ent re aqueles
prot est ant es e "evangélicos" os seus dogmas e devoções
dist int ivos. O livro CATÓLI COS PENTECOS- TAI S dos Ranaghan,
t raduzido para o nosso vernáculo por pent ecost alist as
"evangélicos" e por est es edit ados, e incansável em apregoá-
los e enfileirar f at os comprobat órios do reavivament o ou
reafervorament o da fé cat ólica e de suas devoções sobret udo a
missa, a Maria e ao " papa".
Os cat ólicos carismát icos, na condição de valorosos
pont as- de- l ança nos redut os pent ecost alist as prot est ant es e
"evangélicos" se desvelam em lhes propagar suas próprias
dout rinas. Embasbacados na simpat ia pelos cat ólicos
carismát icos, insensivelment e, aceit am- nas. Em result ado,
ment ores e past ores pent ecost alist as t em- se t ornado cat ólicos.
Em cont rapart i da não me const a haver um sacerdot e ou
dirigent e cat ólico carismát ico se t ornado prot est ant e ou
"evangélico" por inf luência da craveira pent ecost alist a.
Conheço, sim, alguns ant igos cat ólicos carismát icos que se
convert eram verdadeirament e ao Evangelho de Jesus e abc>
minam a idolat ri a e a f eit içari a romanist a, bem como t oda e
qualquer sombra de pent ecost alismo.
Que ent re os habit ant es do ecumênico j ardim de
aclimação pent ecost alist a a t udo se despreze conquant o se
ponha a salvo a absurda int erpret ação de Jl. 2: 28- 29, ent ende-
se por se t rat ar de em bust eiros e nevropat as. I nconcebível,
porém, a passivi dade generalizada dos out ros.
Por inconformar-me com semelhant e sit uação dos
omissos, desej o, apesar de fazê- lo por mot ivos óbvios de
passagem, lembrar um enfoque indispensável de Jl. 2: 28- 29.
Quando Deus nosso Senhor promet eu derramar o Seu
Espírit o SOBRE TODA A CARNE quis Ele garant ir- nos a
universalização do Dom do Espírit o Sant o. Anunciava Ele o
rompiment o dos muros separat ist as ent re, j udeus e gent ios.
Est e Anúncio do Senhor calha per feit ament e, por lhe ser af im,
com a det erminação de Jesus: ". . . ide, ensinai TODAS as
nações. . . " ( Mt . 28: 18- 20) , de rest o, sincronizada com Seu
Pronunciament o em At . 1: 8; ". . . e Ser- Me- eis t est emunhas,
t ant o em Jerusalém, como em t oda a Judéia e Samaria, e at é
aos CONFI NS da t erra". Para o Evangelho não exist em limit es
nacionais e raciais.
De fei t o, seri a inconcebível absurdo supor- se. Deus a
derramar o Dom do Seu Espírit o sobre o idolat ra, sobre o
feit iceiro, sobre o segui dor do "out ro evangelho" ( At . 15: 1, 5;
Gl. 1: 6- 9) e sobre o discípulo do "out ro Jesus" ( I I Cor. 11: 4) .
Se os pent ecost alist as e pent ecost alizados se
credenciassem de razão por lhes assist ir a Verdade, a Bíbli a
deveria, por imprest ável, ser rasgada. Transformar- se- ia ela no
maior mot ivo de confusão, porquant o, t ambém no Novo
Test ament o, propugna ela pela separação ent re os fieis a Sã
Dout rina e aqueles que dela se af ast am. Al ias, os seus fieis
seguidores devem t est i ficar de sua fi deli dade a Sã Dout rina
das Escrit uras Sagradas separando- se dos hereges.
Paulo Apóst olo, em Rm. 16: 17, avesso a subt erfúgios e
eufemismos, advoga a separação: "E rogo- vos, irmãos, que
not eis os que promovem dissensões e escândalos cont ra a
Dout rina que aprendest es; desvi ai-vos deles". Em I Cor. 5: 11
impõe: ". . . com o t al nem comais". Com j ust o mot ivo sofrerão
os que recebem os apóst at as, previne o Apóst olo em I I
Cor. 11: 4.
E se João exort a a que se nem os saúde ( I I Jo. 9- 10) ,
que concórdia, que sociedade ou sociabili dade, que parceria,
que comunhão pode haver com eles ( I I Cor. 6: 14- 17) , embora
a pret ext o de. "bat ismo no Espírit o Sant o"?
E a irrefragável e imbat ível conclusão. Aquele bat ismo no
Espírit o Sant o pent ecost alist a, cravei ra a abrigar
indist int ament e e com a imolação da Sã Dout rina, t odos os
t remeliquent os, não provêm de Deus. É uma experiência
diabólica engendra da por sat anás empenhado em increment ar
a apost asi a dos Últ imos Tempos.
OS PENTECOSTAI S CATÓLI COS
Verificamos a origem, as convicções e os propósit os dos
cat ólicos carismát icos. Not amos a aprovação e os aplausos que
lhes vot am os pent ecost alist as e pent ecost ali zados.
Nest e capít ulo quero demonst rar porque o
pent ecost alismo e seit a cat ólica e ist o explica a sua afini dade
com os cat ólicos carismát icos.
Ele caiu! ! ! Sem se apoiar no espaldar da cadeira ou no
cant o da mesa, de sust o caiu. . .
Jamais lhe passara pelos miolos semelhant e idéi a. . . E
agora, assim de supet ão, ouvir isso. . . O PENTECOSTALI SMO E
SEI TA CATÓLI CA! ! !
La veio o copinho d’água com açúcar. . . Os abaninhos em
cima do nariz. . . Os t apinhas nas f aces. . . Dulçor. Dulçor,
acorda! Nos gemidos leves dist inguiu- se a pergunt a: Que foi- ?
Que houve? Dulçor, você se machucou? Dói- lhe em algum
lugar? As clássicas indagações das circunst ancias de quando
alguém l eva um t ombo.
Refeit o e recompost o o nosso amigo e int erlocut or
ocasional Dulçor, que na sua doçura honra seu nome, e agora
j á de espíri t o prevenido, ouve a afirmação repet ida: O
PENTECOSTALI SMO Ê SEI TA CATÓLI CA: : :
Mas como? At é o present e sempre o admit ira ent re as
Denominações Evangélicas!
Reflit amos j unt os, companheiro! Meu companheiro agora
j á não é mais o Dulçor e sim o int eligent e l eit or. Os impulsos
das emoções são irreflet idos. Por isso, companheiro leit or,
vamos reflet ir com o cérebro, órgão da int eli gência.
Nosso corpo se t ripart e em cabeça, t ronco e membros e
funciona com diversos órgãos. Cada qual com a sua específica
at ribuição. Os pulmões são os órgãos da respiração. Os
int est inos, da digest ão. Da circulação sangüínea e o coração. E
por aí vai. . . O cérebro e o órgão da int eli gênci a.
Dizem lá os ent endidos. . . Suponho t erem eles t oda a
razão. . . Razão por mim const at ada! O órgão quando sem uso
ou sem exercício at rofia- se. Já vi as pernas definhadas do
paralít ico.
At rofia- se o cérebro se o deixarmos de usar. Verifico
mesmo ser o cérebro o órgão mais ext enua do e definhado. A
falt a de seu convenient e e const ant e uso porque raras,
raríssimas, são as pessoas que pensam. A int eligência e a
faculdade mais nobre do ser humano e é a menos usada.
Muit os dão mais valor as unhas ou ao est ômago. Aquelas cui-
dam na manicure e as pint am com as cores mais lindas. A est e
empant urram com as mais requint adas i guarias. Ao cérebro
não dedicam nem a leit ura de uma linha sequer no mês para
nut ri- lo com um pensament o mais elevado.
Apesar de a nossa massa encef álica est ar um t ant o ou.
muit o embot ada pelo longo não- uso, façamos um esforço,
companheiro leit or, no sent ido de desemperrá- la. Os que a
t iverem at rofiada ou desist irão dest a leit ura se j á não a
mandaram as favas, ou não ent enderão o argument o ou
raciocínio. E cont inuarão a admit ir a fal sa inclusão dos
pent ecost alist as ent re os evangélicos.
É fat o de fácil averiguação. O CATOLI CI SMO se repart e
em inúmeras seit as. Das muit íssimas menciono algumas: a
cat ólica romana ou vat icana, a cat ólica brasileira, a cat ólica
argent ina, a cat ólica j aponesa, a dos velhos cat ólicos, a grega
ort odoxa, a anglicana, a cat ólica unida, a cat ólica rest aurada,
a ort odoxa russa. E t ant as out ras. Também o
PENTECOSTALI SMO.
Apresent o os indiscut íveis e irrecusáveis argument os de
ser o PENTECOSTALI SMO SEI TA CATÓLI CA. Exibo- os em
numero de OI TO!
PRI MEI RO - O pent ecost alismo nega a perseverança
et erna dos salvos. Em out ras palavras: supõe a possibil idade
de o crent e, se prat icar det erminados pecados, per der a
salvação.
Ora, esse ensino é cat ólico. Se o post ulado, da
perseverança et erna dos salvos e da própria essênci a do
Evangelho, o do risco da perda da salvação e ensino básico da
t eologia cat ólica.
Ao cont rário do cat olicismo, em t odas as suas
ramificações t ambém a pent ecost alist a, as Sagradas Escrit uras
ensinam, e com insist ência, que a salvação do crent e
evangélico é et erna. Et erna, e evi dent e, sem quaisquer
possibilidades de se per dê- la. ETERNA mesmo! É, de rest o, a
mais Gloriosa Promessa de nosso Senhor Jesus Crist o por
muit as vezes repet ida, consubst anciada em Jo. 10: 28- 29: "E
dou- lhes a Vida Et erna, e nunca hão de perecer, e ninguém as
arrebat ará da Minha Mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do
que t odos; e ninguém pode arrebat á- las da Mão de Meu Pai".
Dent re os livros de minha aut oria há um deles, O CRENTE
PODE PERDER A SALVAÇÃO?, de mais de 300 páginas
consagradas a exalt ar a Misericórdia do Salvador que dá a
Salvação Et erna ao crent e nEle e nela indefect ivelment e Ele o
sust ent a apesar das muit as e const ant es fraquezas e
infideli dades do salvo.
Já t enho observado. Todo o crent e evangélico que se
t orna "renovado" passa a viver o t orment o do medo de se
perder. Busca a chamada "segunda bênção" e se t orna
inseguro quant o à primeira.
O desprezo deles cont ra essa Promessa de Jesus e t ant o
que, em resul t ado de negá- la, dizem e um assunt o secundário.
O pent ecost alismo a semelhança do cat olicismo, de que e
uma seit a, engendra sofismas sobre sofismas com o emprego,
desonest o de cert as passagens bíbl icas na t ent at iva de negar a
perseverança dos salvos. Dessa forma recusam os pronuncia-
ment os claros e cat egóricos das Escrit uras acerca da essência
do Evangelho que e a Vi da Et erna out orgada por Crist o ao
crent e nEle.
SEGUNDO - A admit ir- se o risco de o salvo perder- se,
como querem os pent ecost alist as, há de se aceit ar o concurso
das obras para a salvação do pecador.
Com efeit o, se posso perder a minha salvação significa
que essa salvação est á na dependênci a de minhas obras. Essa
e a t ese fundament al, bási ca, do cat olicismo.
TERCEI RO - O pent ecost alismo ensina que se o crent e
comet e cert os pecados perde a salvação, mas se prat icar
out ros não a perde.
Cit o alguns exemplos desses pecados graves: adult erar,
prost it uir- se, assassinar, dançar em bailes do mundo, brincar o
carnaval. São os pecados que perpet rados cominam a perda
da salvação.
Menciono, out rossim, alguns pecados que não causam
t amanha desgraça. Ou sej a, prat ica- os o indivíduo sem o
perigo de deixar de ser salvo: a ment ira, a gula, a preguiça, a
maledicência dent re out ros.
Ora, isso é cat olicismo. A religião cat ólica, efet ivament e,
dist ingue sem qualquer base nas Escrit uras os pecados em
mort ais e veniais. Os mort ais são os que levam ao inferno. São
os graves. Os veniais não despoj am a Vida Et erna. São os
pecadinhos que t odo mundo f az a t oda hora.
QUARTO - Há grupos pent ecost alist as mais r igorosos que
incluem ent re os pecados mort ais, ist o e, os pecados que
causam a perda da salvação a embriagues, o fumar, a ida ao
cinema, e da par t e da mulher, o cort ar o cabelo, o uso do
bat om nos lábios e do esmal t e nas unhas, dos cosmét icos e
j óias, da calça esport e ou da minisaia.
Out ros grupos do pent ecost alismo prat icam sem qualquer
rest rição o t abagismo e a ingest ão de bebidas alcoólicas.
Out ros ainda são abst êmios dest as usanças, mas aceit am o
cort e de cabelo, o bat om, o esmalt e, a cal ça comprida e a
mini- saia nas mulheres.
Também há os pent ecost alist as que no passado vet avam
as senhoras e moças como vaidades mundanas o cort ar os
cabelos, o pint ar as unhas e os lábios e o uso de calças
esport es e j óias. Hoj e, cont udo, mudando de convicção moral,
aceit am essas coisas sem qualquer rest rição. Anos passados
cert a Assembléia de Deus do Rio de Janeir o condicionava a
perseverança da salvação dos homens ao uso do chapéu.
Depois de t ant as brigas modi ficou seu est at ut o e agora o
próprio past or sai a rua de cabeça descobert a.
Eis out ro pont o de ligação ent re o pent ecost alismo e o
cat olicismo a fazer daquele uma das incont áveis seit as dest e.
Se t em cabido a hierar quia pent ecost alist a est abel ecer a list a
dos peca dos graves, mort ais, e ret irar a gravidade de cert os
pecados passando- os para a relação dos veniais, t ambém isso
t em sido a empreit ada da hierarquia cat ólica. Lembro- me. ' Ao
t empo de menino vi o "seu vigário" a recusar a comunhão da
hóst ia a senhoras de lábios pint ados ou de cabelos curt os por
est arem segundo ele em publico pecado mort al.
Como o cat olicismo o pent ecost alismo est abelece a sua
hierarquia na qual idade de ár bit ro da gravi dade ou levidade
dos pecados, t ornando- a regra de moralidade. E de acordo
com os moldes do cat olicismo a adoção de out ra regra de vi da
ou comport ament o além das Escrit uras.
QUI NTO - O pent ecost alismo reconhece haver se perdi do
o crent e que, embora não haj a comet ido nenhum pecado
mort al, e eliminado da "i grej a" por abandono ou prolongada
ausência. Condiciona, por conseguint e, a sust ent ação da
salvação â "igrej a".
O cat olicismo est á cansado de repet ir seu dogma de que
fora da "igrej a" não há salvação. Ainda nest e últ imo concílio, o
Vat icano I I , repet iu- se à sociedade, ao f ast i o, esse enunciado
por ser a "igrej a" crida na condição de "sacrament o da
salvação".
SEXTO - O pent ecost alismo adot a o seu cognominado
bat ismo no Espírit o Sant o como "segunda benção", ist o é, uma
benção suplement ar ou complement aria a da salvação.
Também isso ó cat olicismo de vez que o cat olicismo
ensina o mesmo, com o seu chamado "sacrament o" do crisma
ou confirmação que consist e precisament e num revest iment o
especial do Espírit o Sant o post erior ao "sacrament o" da
regeneração.
Cert a ocasião f iz uma série de est udos sobre t eologi a
romanist a num I nst it ut o Teológico Bat ist a. Ao discorrer acerca
dos "sacrament os" enumerei os set e conhecidos naquela
dout rina. Um "past or" pent ecost alist a present e, um ouvint e,
solicit ou- me explicasse o t eor do crisma. E após minha
exposição explicou ele que ident ifica sua seit a com o
romanismo porque o romanismo advoga a "segunda benção",
conquant o diferent e sej a a t er minologia. Não t ive por onde se
não dar- lhe int eira razão.
SÉTI MO - O cat olicismo, embora propale crer na Bíblia
como Font e de Revelação Divina, acrescent a- lhe a t radição e
os oráculos do romano pont ífice, o infalível, com o prest igio de
verdadeiras font es dessa mesma Revelação Divina com a
vant agem de serem mais at uais. Posição dif erent e não t omam
os pent ecost alist as. Proclamam sua aceit ação das Escrit uras
Sagradas no apanágio de Única Regra de Fé e Prát ica.
Cont udo, na realidade negam serem el as essa Única Regra, ao
t ribut arem maior credibi lidade as suas indivi duais experi ências
à luz das quais examinam, quando examinam, cert os regist ros
das Escrit uras. Furt am, out rossim, a Palavra de Deus sua
Lídima Uni cidade de Font e de Revelação Divina por paut arem
suas crenças nas revelações dos seus profet as e prof et isas.
No meu livro A SEGUNDA BÊNÇÃO relat o o depoiment o
daquel e, pent ecost al ist a de Pet rópolis que me garant iu: j á
passei- desse est ágio de precisar ler a Bíblia. O Espírit o Sant o
fala diret ament e comigo.
Dizem eles por qualquer coisa: Deus falou ao meu
coração, Deus me revelou, por revelação do Espírit o Sant o
numa front al negação de ser a Bíblia a Revel ação Complet a de
Deus para nos. Hoj e Deus não fala diret ament e a mais
ninguém. Tudo quant o nos t inha Ele a dizer se cont ém nas
Escrit uras Sagradas que são a Sua Palavra.
No seu desapreço as Escrit uras Sagradas os
pent ecost alist as invocam, t orcendo seu verdadeiro sent ido,
aquela decl aração de Paulo: ". . . a let ra mat a, e o espíri t o
vivifica" ( I I Cor. 3: 6b) . Querem ent ender no seu prát ico
desprezo as Let ras Sant as que est as não devem ser
ent endidas naquilo que ensinam como se escrevem, mas como
são explicadas pelos seus profet as, como Deus agora lhes fal a
e revela diret ament e. É o dogma cat ólico pelos pen-
t ecost alist as aceit o e exercit ado. O dogma cat ólico que out orga
o dom da int erpret ação l egít ima e inf alível das Let ras Sagradas
aos iluminados da hi erarqui a.
O Espírit o Sant o de Deus ilumina Seu servo sincero nos
est udos de Sua Palavra sem, cont udo, dispensá- lo das sábias
regras de exegese decorrent es da norma áurea de se
int erpret ar a Bíblia com a própria Bíbli a, ou sej a, a Bíbli a
int erpret a, ou esclarece ou elucida a Bíblia, dispensando para
isso o concurso de quaisquer t radições, revelações de
modernos profet as e psicopat as vi dent es ( para não dizer vis
embust eiros) .
OI TAVO - O úl t imo pont o de cont act o ent re as duas
seit as: a FETI ÇARI A.
Êpa! ! ! O pent ecost alismo exercit a a feit içaria?
Felizment e o Dulçor não est a aqui. Se não veríamos out ro
t ombo.
O que é fei t içari a? Com exemplos explico melhor.
A ferradura at rás da port a, aquel a plant a espada
_
de- são-
j orge em frent e de casa, os amulet os usados no int ent o de
reprimirem- se as invest idas do mal, bem como as medalhas e
bent inhos presos a roupa ou alçados ao pescoço, t udo são
feit içarias. De f eit içaria são a água bent a à qual recorrem os
cat ólicos e a água que os pent ecost alist as colocam sobre o
rádio durant e as orações espalhafat osas e t eat rais de seus
"missionários" da cura divina. ( Conheço t rês t ipos de água
feit iceira: a água bent a romanist a, a água fluida espirit ist a e a
água orada pent ecost al ist a) .
Aquele "missionário", j á calçado em f abul osa pecúnia
concent rada provenient e de sua exploração dos ignorant es,
espalha a al t o preço um disco com suas grit arias e induz seus
pascácios devot os a aplicarem o referido disco no lugar da dor
como recurso cert o de alívio imediat o. Se dói a cabeça
coloque- se- o na cabeça, se no vent re ponha- se o disco no
vent re do pacient e. Tudo isso são pr át i cas feit iceiras das mais
ridículas e primit ivas.
Feit içari a e o levarem- se peças de roupa de um enfermo
para o médium espirit ist a, ou o clérigo vat icano ou o minist ro
pent ecost alist a rezar, ou dar passe ou orar sobre elas. Em
cert a "reunião de poder", est arrecido, vi um ex- past or bat ist a,
no passado de alt o cot urno nos meios bat ist as brasi leiros,
aut or de alguns livros, passar- se por feit iceiro. Dirigent e
daquel a reunião orava em cima das roupas que lhe levavam.
I mpossível encerrar est as reflexões omit indo algumas
linhas de analise sobre as roupas aludi das.
I gualment e na sua explicação inexplicada os
pent ecost alist as se nivelam aos feit iceiros romanist as. Ambas
as t eologias acorrem a At . 19: 12 na busca de coonest arem sua
feit içaria. O Regist ro Sacro discorre acerca do Minist ério de
Paulo e Apolo em Éfeso e diz: "De sort e que at e os lenços e
avent ais se levavam do seu corpo ( de Paulo) aos enfermos, e
as enf ermidades fugiam deles, e os espírit os malignos sai am".
Os clérigos vat icanist as e os " missionários"
pent ecost alist as não querem ler bem a Escrit ura t rasl adada
acima e se bem a l êem seu crime é maior pela mist ificação
conscient e e premedit ada que comet em. O Text o não afirma
que Paulo orava sobre as peças de roupa que lhe levavam.
I nforma sim que as pessoas efésias arrancavam do corpo de
Paulo os seus avent ais e os seus lenços e os l evavam.
Se da sombra de Pedro ( At . 5: 15) não se logrou
conservar fiapos, por que os primit ivos crist ãos deixaram de
conservar pedaços das roupas de Paulo Apóst olo? Teríamos at é
hoj e as preciosas relíquias. Todavia àqueles panos, fora
daquel a especial circunst ância, nenhum out ro prodígio obt ive-
ram.
Esse fat o de Éf eso e al guns mais a ele semelhant es
ocorreram por especialíssima permissão de Deus com o fim de
aut ent icar o Minist ério especialíssimo de servos Seus em dada
conj unt ura hist órica na corrent eza do período da Revelação
Bíbli ca.
A caída prodi giosa do maná no desert o aliment ou
milagrosament e o povo eleit o e para memória Deus mandou
Moisés encher dele um vaso e pô- lo no int erior da arca da
Aliança ( Ex. 16: 33- 34) . Det erminou- lhe ainda colocasse diant e
da mesma arca a florescida vara de Arão como o sinal de sua
eleição para o múnus de sumo sacerdot e ( Nm. 17: 10; Hb.
9: 4) . Os israelit as, t odavi a j amais t ri but aram qualquer cult o ou
crença a essas coisas, como nunca o fizeram aos ossos de
Eliseu, por suporem neles inerent e qualquer eficáci a
sobrenat ural.
At os 19: 12 de maneira alguma se prest a a aut orizar a
referida at it ude dos clérigos e dos pent ecost alist as no t ocant e
a se orar sobre roupas de doent es. O seu emprego indevido e
sofist a pelos pent ecost alist as, no ent ant o, revela t ambém
nest e part icul ar, se ident if icarem eles comos clérigos feit iceiros
do romanismo nout ra demonst ração de ser o pent ecost alismo
seit a cat ólica.
Da mesma prosápia t odos eles, cat ólicos carismát icos,
pent ecost alist as e pent ecost alizados, se ent endem e se afinam
porque seus básicos princípios dout rinários se ident ificam.
Cabe aos lídimos crent es evangélicos fugir de qual quer
acomadrament o com eles, a menos que queiram incorrer na
censura divina de t erem t ransgredi do a advert ência das
Escrit uras de Rm. 16: 17 e t ant as out ras afins. Se deles se
aproximarem que sej a para lhes anunciar o Genuíno
Evangelho. Eles precisam de ouvi- lo e aceit á- lo se quiserem
ser salvos da per dição.
UM PRI MOR DE PÁGI NA
PENTECOSTALI STA
Disseram- me vezes inumeráveis que os da Assembléia de
Deus são pent ecost alist as mais sensat os. Que não são
fanát icos como os dos demais grupos da seit a. A página
t rasladada demonst ra a saciedade que t odos, sem a exclusão
dos das Assembléias de Deus, t odos se enquadram na mesma
bit ola da heresia. Todos, t ambém os das Assembléias de Deus,
ensinam os mais graves absurdos e em igual ímpet o
embust eiro iludem e exploram o povo ignaro sempre dispost o
a ser enganado.
Trat a- se de UMA ASSOMBROSA CARTA DA RÚSSI A
divulgada pela revist a A SEARA, n
o
172 de Julho de 1979, ano
XXI I I , páginas 10 e 11, órgão edit ado pel a CASA
PUBLI CADORA DAS ASSEMBLÉI AS DE DEUS NO BRASI L, cuj o
diret or e o sr. Abraão de Almeida, um dos ment ores
dest acados desse grupo pent ecost alist a.
A cart a t eve sua divulgação sob int eira responsabilidade
da própri a revist a em cuj a apresent ação se dest aca a seguint e
frase: "UMA MULHER, QUE ERA MEMBRO ATI VO DO PARTI DO
COMUNI STA DA UNI ÃO SOVI ÉTI CA, DESPREZAVA OS CRENTES
E VI VI A NO PECADO, MORREU, FOI AO HADES E
RESSUSCI TOU CONVERTI DA CONTANDO SUA EXPERI ÊNCI A E
PREGANDO O EVANGELHO".
Transcrevo sem qualquer coment ário porque o seu t eor j á
se const it ui expressivo coment ário:
"Fui at éia. Desprezava a Deus e perseguia os que
seguiam a Crist o. Vivia no pecado e fui membro at ivo do
Part ido Comunist a.
Em 1965 t ive câncer no est ômago. Sofri durant e t rês
anos, mas t inha a esperança de ficar curada. Ent ret ant o a
doença progrediu sem que a Medicina pudesse dominá- l a.
Fiquei muit o fraca, piorando cada vez mais. Os médicos
decidiram operar- me e, no moment o em que cort aram meu
vent re, a mort e chegou, imediat ament e vi- me ent re eles, ao
lado do meu corpo, olhando a enfermidade. O est ômago e os
int est inos t inham t umores cancerosos. E eu pensava: "Por que
somos duas? Est ou em pé e ao mesmo t empo deit ada". Nest e
moment o o médico ret irou os int est inos que cont inham um
est ranho líquido e disse: "Ela não t inha condi ções de viver. Era
um verdadeiro milagre que est ivesse viva at e hoj e".
Recolocaram os int est inos no lugar, cost uraram o vent re de
qualquer maneira e decidiram ent regar o corpo para a prat ica
dos est udant es de Medicina.
Levaram meu corpo para o necrot ério e o cobriram com
um lençol. Mais t arde vi meu irmão com meu filho André, que,
chorando, dizia: "Mamãe, por que morrest e? Sou t ão pequeno,
com que vou viver?" Eu o abraçava e bei j ava, porém ele não
se dava cont a. Depois vi que me encont rava em casa e meus
familiares repart iam minhas coisas com irrit ação e mal dizendo
uns aos out ros.
Observei como os demônios corriam em t orno deles
anot ando t udo o que diziam. Em seguida cont emplei
espant ada t odas as minhas ações desde a infância. Comecei a
sent ir- me voando e subindo. Fiquei perplexa porque sabi a que
não me encont rava num avião e que est ava só. Uma força
invisível me sust ent ava e eu subi a cada vez mais alt o. Quando
voava ent re as nuvens uma luz resplandecent e me at ingiu e
ent ão caí sobre um grande lençol. Ao longe vi árvores de
folhas rosadas e bel as casi nhas, porem nenhuma pessoa havia
ali.
Não muit o longe avist ei uma mulher alt a, de andar suave.
Ao seu lado caminhava um j ovem com o rost o escondido nas
mãos e chorando amargament e. Suplicava algo a ela. Pensei
que era seu filho e int imament e condenei est a mulher por sua
falt a de misericórdia, pois el a não dava ouvidos ao j ovem.
Quando ela se aproximou quis pergunt ar- lhe onde eu est ava,
mas o rapaz caiu aos seus pés adorando- a, chorando e
rogando por algo. Não consegui ent ender o que ela dizi a a el e.
De repent e eles olharam para cima e pergunt aram:
"Senhor, onde a poremos?" Tremi de medo e foi aí que
compreendi que est ava mort a e que meu corpo est ava na
Terra. Lembrei- me de que t inha muit os pecados e que devia
prest ar cont as. Quando vivia na Terra não acredit ava que
exist isse alma. Comecei a chorar com amargura e uma voz
vinda do alt o disse a mulher: "Deixa- a volt ar à Terra, para
j unt o de seu pai, que e caridoso. Ha muit o chegou sua oração
rogando que most rasse a ela o lugar que merecia. Tirei- a da
face da Terra por sua vida pecaminosa e por se colocar cont ra
Deus. Eu a t irei sem que ela se arrependesse".
NO I NFERNO - I mediat ament e apareci no hades.
Rodearam- me serpent es e vermes com agui lhoes espet ando-
me o corpo. A dor era insuport ável. Eu grit ava em alt a voz
mas ninguém me acudi a. Meu ali ment o eram vermes mort os e
decompost os- gusanos. Com grit os pergunt ava: "Como posso
comer est es vermes?" Mas a minha ment e chegou est a frase:
"gusanos serão t ua cama e gusanos t e cobrirão", Ts. 14: 11. E
uma voz me falou: "Tu nunca j ej uast e". Nest e moment o pensei
em Crist o e clamei por sua misericórdia. Ele me disse: "Tu
vivias na Terra e não me reconhecias, não querias me
reconhecer e eu não t e reconheço aqui. Lembra- t e de que
mat avas t eus filhos ant es de nascerem e aos out ros dizias que
eles t inham filhos como sapos e que t u os evit avas. Em lugar
de far t ura enviei- t e doença para que t e arrependesse, mas at e
o fim me desprezast e. Não me reconhecest e I a, mas aqui
começarás a colher o que pl ant ast e".
Depois uma serpent e começou a rodear- me e ou vi um
ruído. Ent ão vi como numa visão a igrej a de nossa cidade e o
past or que sempre menosprezara. Uma voz me pergunt ou:
"Quem é?" "Nosso past or", respondi. "E como t u ali o
chamavas de zangão?" Quando disse ist o comecei a rogar- lhe:
"Perdoa- me, Senhor, deixa- me volt ar a Terra, pois lá dei xei um
filho pequeno". Ent ão ele me disse: "Tu t ens compaixão dele e
Eu t enho misericórdia de t odas as pessoas e desej o que se
arrependam. Brevement e virei j ulgar a t odos os que habit am
na Terra". Nest e inst ant e apareceu o mesmo lenço sob meus
pés e pergunt ei: "E aqui o Paraíso?" e uma voz respondeu:
"Para os pecadores a Terra é o Paraíso".
Apareci novament e no lugar de t orment os e foi mais
t errível do que da primeira vez. Eu est ava no meio do fogo; a
volt a est ava muit o escuro, o que me deixou assust adíssima.
Os demônios vieram e diziam: "Tu chegast e at é aqui, ami ga.
Tu nos escut ast e e servist e muit o bem". Est remeci,
lembrando- me dos meus pecados. Dos demônios voavam
chispas de fogo que. penet ravam em meus cabelos e sent i
muit as dores. Ouvia- se o gemido dos pecadores; t odos pálidos
e magros e de olhos esbugalhados, clamando com voz t errível:
". . . beber. . . beber. . . água". Eles me disseram: "Tu vi vest e na
Terra e não amavas a Deus, mas o desprezavas como nós e
com fornicários andavas e nunca t e arrependês- t e. Todo o t i po
de pecados comet es- t e e por isso t erás sofriment os aqui.
Porém os pecadores que li se arrependeram, recebem os
est rangeiros e aj udaram os pobres, est ão no Paraíso".
Eu est ava cada vez mais impacient e quando uma luz
surgiu e t odos caíram com o rost o no' chão e. começaram a
suplicar, não suport ando o sofriment o porque não havia uma
got a sequer de água. Mas uma voz cont est ou a t odos: "Na
Terra t odos sabem dest e sofriment o, porém não crêem e nem
sequer querem ouvir, e Eu não posso cont rariar os mandamen-
t os de meu Pai". Nest e moment o uma voz chegou aos meus
ouvidos, dizendo: "Deixe- a volt ar a Terra".
A RESSURREI ÇÃO - Tudo desapareceu e voei sem rumo
fixo. Não sei de que maneira apareci na ci dade de Barnauli, no
hospit al, e depois no necrot ério. A port a est ava fechada, mas
eu passei t ranqüilament e. Olhei meu corpo que est ava dei t ado
com a cabeça e os braços pendent es. Num moment o ent rei no
corpo e sent i frio. Nest e mesmo inst ant e t rouxeram um
homem mort o. Ao acender a luz me viram deit ada e t remendo
de frio. Ent ão t odos grit aram de medo. Volt aram depois e
levaram- me ao hospit al. Muit os médicos e enfermeiras ficaram
a me olhar, e disseram: "É preciso aquecer seu corpo com
lâmpadas". Quando fizeram ist o abri os olhos e falei. Todos
ficaram assombrados com mi nha ressurreição e no out ro dia j á
pude comer. Aos médicos eu disse: "Sent em-se e lhes cont arei
sobre o out ro mundo, onde est ive". Eles me ouviram
at ent ament e e no fim eu lhes disse que se não se
arrependessem aqui na Terra seu aliment o seria t odo o t ipo de
vermes e escorpiões mort os. Ficaram páli dos ao ouvir ist o e
muit os se int eressaram pelo meu caso.
Não sent ia nenhuma dor em meu corpo. Muit a gent e me
procurou at e que a polícia t eve que int ervir. Os médicos não
compreendiam como a doença t inha desaparecido. Levaram-
me a mesa de operação para uma revisão e disseram: "Por
que operaram uma pessoa complet ament e sã?". O médico que
havia feit o a operação ficou muit o envergonhado, coment ando:
"Como pude enganar- me? Tudo est ava decompost o pel a
infecção e agora t udo est a limpo e a região afet ada renovada
como a de uma criança".
Pergunt ei a um deles: "Que diz dest e caso?" Ele
respondeu: "Nada t enho que pensar. Você r enasceu do Todo
Poderoso". Ent ão respondi: "Se vocês crêem nist o, ent ão
devem renascer, deixando sua vi da de pecados".
Agora t enho 47 anos. Prego a Jesus Crist o e sua próxima
vinda porque Ele me disse ist o. Ainda me procuram pessoas de
vários lugares e a t odos t est ifico de Crist o, aconselhando- os a
se arrependerem e receberem ao Senhor como seu único e
suficient e Salvador. "
* * * * * *
I mpossível omit ir dois ou t rês coment ários.
Além de f ant asiosa a cart a é f alsa. Não di go falsa apenas
em sua origem. Falsa no seu cont eúdo.
Começa por aí! Nem aparece o nome da aut ora. Menciona
apenas um isolado André desacompanhado do nome de
família. Fal t a, out rossim, referência a nomes dos médicos.
Enfim, um relat o dest it uído de qual quer base ou comprovação
de sua veracidade.
O fat o em si é pura ficção. E descamba para as regiões
espirit ist as. Aquela est ória de o espírit o ficar por aí a rodear e
a rondar o corpo inert e. . .
A pat acoada se rest ringiria ao gênero do cont o e da
anedot a se não afet asse diret ament e ensi nos evident es da
Palavra de Deus.
As Escrit uras Sagradas j amais sugerem a per manência do
espírit o após a mort e ao redor do corpo a espreit ar as reações
dos circunst ant es.
E onde j á se viu uma revist a dit a evangélica supor a
possibilidade da conversão no inferno? A saída de alguém de
lá?
O inferno é definit ivo. Ninguém de lá pode sair. A
condenação do réprobo é et erna. I mpossível ao condenado ' ' no
inferno escapar del a por meio da regeneração. I mpossível at é,
com a pont a do dedo umedeci da, refrescar- lhe a língua.
A hist ória do rico e Lázaro, relat ada por Jesus, apresent a
conclusões definit ivas e inquest ionáveis. Se "aos homens est a
ordenado morrerem uma vez" ( Hb. 9: 27a) , de semelhant e
forma um grande e int ransponível abismo impede a passagem
do est ado de perdição et erna para a salvação. As palavras são
de Jesus Crist o: ". . . est a post o um grande abismo ent re nos e
vós" ( os condenados no infer no) , "de sort e que os que
quisessem passar daqui para vos não poderiam, nem t ão
pouco os de l á passar para cá" ( Lc. 16: 26) .
Seguindo- se o j uízo a mort e ( Hb. 9: 27b) , nenhuma
esperança mais rest a em favor do réprobo.
Os pent ecost alist as por fundament arem sua religião em
ext ravagant e experiências de fundo nevropat a ou de cunho
francament e ment iroso, desprezam por complet o as Sagradas
Escrit uras ou colocam- nas em plana inferior. E como result ado
caem nesses absurdos inadmissíveis ent re pessoas
evangélicas.
E vá alguém at rás dessa gent e a procurar a "segunda
benção" ou o "bat ismo no Espírit o Sant o". E vá alguém seguir-
lhe os passos na pret ensão de um aprofundament o na vida
espirit ual. . .
FI M

Dr. ANÍBAL PEREIRA DOS REIS
ex-padre

CATÓLICOS CARISMÁTICOS E PENTECOSTAIS CATÓLICOS
2ª edição

EDIÇÕES "CAMINHO DE DAMASCO" Ltda. S. PAULO
1992
Direitos exclusivos cedidos a Edições "Caminho de Damasco" que se reserva a propriedade literária desta edição.

Nossos e-books são disponibilizados gratuitamente, com a única finalidade de oferecer leitura edificante a todos aqueles que não tem condições econômicas para comprar. Se você é financeiramente privilegiado, então utilize nosso acervo apenas para avaliação, e, se gostar, abençoe autores, editoras e livrarias, adquirindo os livros. SEMEADORES DA PALAVRA e-books evangélicos

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Prefácio.................................................................................4 Desde sempre... .....................................................................7 Origem dos atuais católicos carismáticos ................................... 10 Carismáticos sem fronteiras .................................................... 14 O reavivamento romanista...................................................... 17 A craveira pentecostalista....................................................... 23 Os pentecostais católicos ........................................................ 29 Um primor de página pentecostalista ........................................ 38

PREFÁCIO
É de todo dia! E a velha alegação! Nasci nessa religião e nela hei de morrer- E a pessoa nem quer ouvir o Evangelho. Ou se o ouve e com o maior desinteresse. Já tem seu pontode-vista firmado. Ê o preconceituoso. Há também nos meios evangélicos muita gente preconceituosa em matéria de fé. Por qualquer motivo, menos pelo de real convicção, abraçou determinada denominação. Jamais questionou suas doutrinas e práticas à luz das Escrituras Sagradas. Nela firmou raízes, granjeou amigos e obteve cargos e responsabilidades. Se alguém lhe diz algo contrário a sua denominação, ao invés de examinar a assertiva, zanga-se com o interlocutor. E se admite discutir o assunto, exalta-se, altera-se na sua paixão desassisada. Isto e o autentico fanatismo. E também orgulho que o impede reconhecer a possibilidade de laborar em engano. Certa vez perguntei num momento de intensa tranqüilidade a um celebre, "líder" evangélico se ele tinha alguma base sólida na Bíblia que justificasse sua crença no batismo infantil. Ele, com os olhos marejados de lagrimas, pensou por alguns instantes, olhos fixamente em mim e disseme: "o irmão não pode esquecer que sou dessa denominação e ela exige que assim se areia. Fiquei estarrecido com a explicação do meu interlocutor que me parecia pessoa seria e honesta em sua crença. Sou batista, não por fanatismo, mas por convicção. Contudo não me considero fanático. Já fui "padre" e abandonei tudo aquilo. Minha convicção batista parte de haver eu adotado a Bíblia como Única Regra de Fé e Prática. Excluo, por conseguinte, toda e qualquer outra Fonte de Revelação Divina. Pois bem, se um dia alguém me demonstrar que a minha atual Denominação crê diversamente dos ensinos das Escrituras e me mostrar que outro grupo crê corretamente em tudo

Lesse-o com inteligência e desejo de se esclarecer. cada um de nós. Há espíritos. O Espírito Santo dá a alguns servos do Senhor esta capacidade de discernir. Seria por isso muito importante que cada um o lesse despido de todo e qualquer preconceito. distinguir. 12: 11) e "para o que for útil" (idem v. Ao contrário. ninguém pode se envaidecer de determinado dom que o Espírito Santo lhe outorgou. não consigo enfraquecer minhas convicções batistas.12:10) Espíritos são indivíduos que vivem nesta terra. como o da saúde. quanto mais estudo a Bíblia mais se firmam e solidificam essas convicções. João em sua Primeira Epístola a eles se referia. avaliar bem. tem responsabilidades e atribuições específicas. o da musica. Ele os concede segundo Sua Vontade. As Sagradas Escrituras nos ensinam acerca da existência de muitos dons. Os dons são dados a cada um na medida de sua utilidade Lendo em vista o cumprimento de seu múnus próprio. Não somente dons naturais. Se a Igreja e um corpo e cada um de nos um de seus membros. ou seja. Portanto. indivíduos que negam a Verdade sobre Jesus Cristo. "repartindo particularmente a cada um como quer" (I Cor. Outros recusam outros ensinos da Palavra de Deus. o da poesia etc. Em receber um dom específico não vai mérito algum da parte de quem o recebe. por mais que pesquise e sonde. a semelhança dos membros do corpo. No passado. Estou seguramente convencido que o Espírito de Deus me atribuiu o dom de discernir os espíritos (I Cor. ninguém como Paulo Apóstolo o teve e o exercitou. A verdade e que ate o momento ninguém me fez assim e.conforme a Palavra de Deus ensina. Considero que a leitura deste livro poderá causar estranheza em muita gente. sobretudo elas nos falam de dons espirituais concedidos pelo Espírito Santo aos crentes. E graças ao cumprimento desse dom herdamos de sua pena inspirada o seu luminoso Epistolário e de forma . não terei dúvida alguma em deixar de ser batista.7). discriminar essas pessoas heréticas e suas heresias. Mas.

pois. é árduo e acarreta antipatias. que jamais dispensa o estudo sério. de vê-las publicadas e mais ainda me alegrarei por saber de pessoas esclarecidas por sua leitura. 23 de "Abril de 1982 Dr. Cumpro-o sabendo de minha responsabilidade e no propósito de satisfazer o plano de Deus na minha vida. Estas páginas fazem parte do cumprimento desse meu dever. Outros dons podem mesmo granjear aplausos. Aníbal Pereira dos Reis . O exercício desse dom. diuturno e correto das Escrituras Sagradas. Paulo. Alegro-me. Minha "oração é no sentido de ver nosso Senhor Jesus Cristo glorificado por crentes dispostos a obedecer com absoluta lealdade a Sã Doutrina das Escrituras e a divulgar a Verdade do Evangelho expungida de qualquer mescla de erro para que almas se salvem pela fé evangélica e pela fé cresçam na vida espiritual.singular a Epístola aos Romanos e a aos Gálatas distinguidas pelo aguerrido combate a heresia. E isto plenamente me satisfaz. S.

falar línguas "estranhas". Francisco de Assis é um deles. além dos santuários e basílicas tradicionais como a de Aparecida. Outra é Brigida cujas alucinações estimularam o desenvolvimento da anômala doutrina do purgatório. centro convergente de volumosas massas de romeiros. penitenciando-se com açoites e dai o seu nome de flagelantes. o primeiro "santo" brasileiro. urrando em linguagem adoidada e desconexa. Em nosso País. profetizar.DESDE SEMPRE. A religião católica se incrementou na Velha Europa e depois nas Américas por meio da atuação portentosa dos chamados SANTOS distingui dos por graves nevropatias. cantando. tem surgido sacerdotes revestidos de excepcionais poderes extraterrenos (?). A verificação é fácil. na Itália.. Aos bandos promíscuos de moços. Ou seja. ou acentuado histerismo ou por admirável capacidade de mistificação. percorriam as cidades clamando. Originários de Perusa. Em meu' livro: ANCHIETA: SANTO OU CARRASCO? consigno alguns desses fantasmagóricos portentos. A meta visada e sempre a mesma. muitas vezes todos nus. Por que esse espanto? Essa admiração toda? Católicos carismáticos sempre houve. Nostradamus tornou-se celebre ate hoje por suas profecias. crianças e velhos de ambos os sexos. Nos princípios da década de 40 celebrizou-se o frei Eustáquio. Na Alta Idade Media sobressaíram os flagelantes. .alastraram-se por toda a Europa Ocidental. Sustentar nos redutos populares o prestígio da religião.. se replena de fantásticos prodígios. católicos dotados de carismas ou "dons" extraordinários de curar. O processo de canonização do "padre" José de Anchieta.

aquela dedicada companheira que gastara sua melhor mocidade a cabeceira do marido. Paulo. muitíssimos nomes e fatos espetaculosos do catolicismo. Reassumiu suas antigas atividades profissionais. Alias. Minas Gerais. Aguardava-o um médico materialista e desenganado paralítico de mais de vinte anos de enfermidade. Apenas alguns segundos. um sorriso sardônico exteriorizava sua incredulidade materialista.então vigário em Poá. no Interior do Estado de S. Passando por Campinas. Fixou seus olhos azuis nos olhos zombeteiros do médico paralítico. Firme e seguro na medida em que desenvolvia seus passos percorreu dependências do Seminário. nunca mais sentiu qualquer problema nas pernas que. Seguiu-o nos anos 60 o "padre" José Donizeti. e que terminou seus dias em Belo Horizonte. vigário de Rio Casca. Em fins da década de 40 tornou-se famoso o "padre" Antônio Pinto. da arquidiocese de Mariana. A princípio cambaleante. Reintegrou-se na sociedade. com sua morte. Não o tocou. Estado de S. Não invocou "santo" algum. Conheci-o pessoalmente em 1941. cuja história é a historia do embuste mais deslavado. Nestes parágrafos lembrei apenas alguns poucos nomes e um ou dois episódios dos muitos. que poderá fazer esse padreco imbecil? Eu assisti! O "padreco imbecil" aproximou-se do leito. E o seu coração recobrara o fervor católico dos distantes tempos de criança. da . Deitado ali numa cama. Paulo. concluído suas atividades milagreiras. anuíra ser apresentado ao frade curandeiro. Para contentar sua mulher. Ouvi-o a dizer: se a ciência nestes vinte anos nada pode. também em Minas Gerais. Curado em definitivo. Estado de S. tendo sua memória perpetuada no nome de um bairro da Capital Mineira por lá haver. Sua doutrina da eucaristia. Determinou-lhe: levantese! Nada rezou. reconquistaram o primitivo vigor. de Tambaú. Paulo. Só essa palavra: 'levante-se! e o médico ergueu-se sobre suas próprias pernas. visitou nosso Seminário. seus sacramentos outra coisa não são senão mistificações. Nenhum tremelique.

. resume todas as aberrações de.missa e da hóstia consagrada. sua desvairada teologia.

Cada estagio da canonização: o da introdução do processo quando os postulantes do concorrente são obrigados a fundamentarem sua petição em três prodígios. o da declaração de sua bem-aventurança e o da canonização propriamente dita. Já que nunca pode transformar as estruturas sociais.ORIGEM DOS ATUAIS CATÓLICOS CARISMÁTICOS Adjetivei-os na condição de atuais porque. acomodar-se as novas conjunturas. suas freiras e seus clérigos carismáticos. No terreno sócio-político desfraldou bandeiras socialistas e na área religiosa arreganhou aberturas ecumenistas. De resto. isto é. a elas se encaixa. intenta . Toda vez que e chamado à encruzilhada histórica de adaptar-se ou morrer. a hierarquia clerical alvitrou conformar se a elas. na artimanha de adaptação. O Concilio Vaticano II marcou uma fase de transição do catolicismo romano. e a velha tática do clero. Se o indivíduo não foi carismático. Por sentir a urgente necessidade de se adaptar as novas condições econômico-político-sociais e religiosas do mundo. desde sempre a religião romanista criou e prestigiou seus fieis. requer a demonstração de pelo menos três portentos de "veracidade comprovada". Este foi o principal objetivo do Concílio Ecumênico Vaticano II. que. O ecumenismo. para não morrer. impossível ser canonizado "santo". a principal. do processo canonizatório e a da prova ou comprovação das virtudes heróicas do candidato feita através de milagres. se abriu em leque em atuações diversificadas. prefere. Uma das mais rigorosas exigências. se não possuiu algum "dom" prodigioso. repito. examinei-o no livro de minha lavra O ECUMENISMO: SEUS OBJETIVOS E SEUS MÉTODOS.

em benefício dela própria. luteranos e ortodoxos. vulgarmente conhecidas como protestantes. aceitaram o assédio ecumenista do clero romano e na mesa comum do "dialogo" seus representantes tem se sentado no afã de aparar as arestas responsáveis pelo seu distanciamento da comunidade vaticana. Essas seitas católicas afastadas da barca pontifícia. Destarte a hierarquia resolveu penetrar nas pentecostalistas valendo-se de suas próprias praticas. repito pela milésima vez. Com certeza o seu pontificado se assinalara na historia do romanismo pela consumação do regresso dos anglicanos e parte dos luteranos ao seio da "santa madre". Dado o seu desenvolvimento no meio das massas populares o pentecostalismo chamou a atenção da hierarquia vaticanista. áreas Praticas estas. prevista para Agosto deste ano de 1982. Sua próxima viagem a Inglaterra. Distinguem-se estes pelo exercício dos "dons espirituais" ou "carismáticos" incentivados na exaltação das emoções. . pelo menos de inicio era inviável e improdutiva com os pentecostalistas. Veio na hora exata. e o sumo pontífice que o romanismo atual precisava. João Paulo II se empenha ao extremo. Sua exuberante atuação e firmada no programa consciente de capitalizar o máximo em todos os espaços (políticos.também o retorno à comunhão vaticana das seitas dela dissidentes como os luteranos e os anglicanos em todas as suas ramificações. visa a respaldar as últimas decisões dos encontros ecumênicos do clero das duas seitas: a vaticana e a anglicana. Usufrutuário de prestígio multissecular do cargo de soberano pontífice da mais rica e poderosa religião do mundo. sociais. João Paulo II. financeiros e religiosos). próprias da atuação do clero romanista no decurso de sua existência. outrossim. Se a manobra do "dialogo" ecumenistizante vem dando certo com os anglicanos.

tam bem demonstravam o fracasso delas nos círculos pentecostalistas. de David Wilkerson. no Outono de 1966. Nesta empresa 'o indivíduo talhado foi o sacerdote jesuíta Edward O'Connor. dois leigos católicos engajados nos Cursilhos de Cristandade. Mentor espiritual de Steve Clark e Ralph Martin Keiter. assimilaram sua orientação e passaram a freqüentar "reuniões de poder" dos pentecostalistas. considerando-os adequados instrumentos na sua investida. na cidade de Pittsburg. segundo as previsões de O'Connor. Pennsylvania. à Convenção Nacional dos Cursilhos de Cristandade. o movimento desencadeado pelo clero após o Concilio Vaticano IT com o propósito de dinamizar as praticas religiosas entre os fieis católicos em função do ecumenismo. compareceram Keifere Clark. Colocou-lhes nas mãos.A perspicácia clerical verificou com acerco ser a nação norte americana o lugar mais conveniente para o início de sua atual investida carismática. portanto. da Universidade Católica de Notre Dame. Lendo-os. e ELES FALARAM EM OUTRAS LÍNGUAS. O seu preparo excedeu as mais otimistas expectativas de seu mentor espiritual. celebrada em dependências da Universidade Católica Duquesne do Espírito Santo. resolveu usá-los na explosão carismática vaticana tendente a ecumenistizar os pentecostalistas. de John Sherril. Steve Clark e Ralph Keifer tiveram então a oportunidade de dar seu testemunho de atuação positiva nesses ambientes . Se os relatórios das atividades ecumenistas revelavam progresso em certos meios protestantes. A hierarquia vaticana e genial em seus planos e na execução deles. os dois livros: A CRUZ E O PUNHAL. em princípios de 1966. Clark e Keifer. em geral. Devidamente preparados. Começa por aí: para cada empreendimento específico tem o indivíduo especifico adrede preparado. Comprovaram ambos a sua acertada escolha pelo jesuíta O'Connor pois sentiam as mesmas experiências pentecostalistas influenciados que eram por aquelas "reuniões de poder".

As reuniões. Falaram sobre aqueles dois livros pentecostalistas e espalharam exemplares deles a muitos companheiros cursilhistas. O ambiente daquela colina batida por constante brisa forte do Outono facilitou o cenário do pentecostal "vento impetuoso". À terminada Convenção dos Cursilhos sucedeu um espontâneo (?) encontro de pessoas despertadas pela palavra de Clark e Keifer e interessadas nas novas experiências.ate então refratários ao "diálogo" ecumenista. criaram o clima psicológico favorável à ocorrência do chamado batismo no Espírito Santo dos moldes pentecostalistas. novo surto pentecostalista nos . por seu turno. Deu-se o inicio do horizontes romanistas. as manifestações carismáticas não se fizeram retardar. Com efeito. E no ambiente de extrema excitação nervosa predominaram as línguas "estranhas".

Até então os pentecostalistas acerbamente corri batiam as crassas práticas idólatras romanístas.CARISMÁTICOS SEM FRONTEIRAS As pessoas do grande grupo de participantes daquele primitivo encontro de Pittsburg espalharam-se e levaram sua mensagem pentecostalista a outros recantos e regiões da América do Norte. por sinal. Ralph Keifer e Steven Clark se introduziram nessa Universidade. BOYER. Esse livro incentivou considerável simpatia do pentecostalismo brasileiro para com o movimento carismático romano. Procedentes de muitas zonas do país. Tudo. foi atingida pela nova experiência. Ainda manipulados pelo sacerdote jesuíta Edward O'Connor. apenas um ano depois do ocorrido na Universidade de Duquesne do Espírito Santo. Daí por diante tornou-se difícil ouvir-se um deles levantar a voz nesse . cada uma levou para sua terra o recado carismático. se cumpriu consoante o planejamento do jesuíta O'Connor. de resto. Interior Paulista. No verão de 1967. S. Ainda em Pittsburg passou a sobressair na maré montante do pentecostalismo católico o casal Kevin e Doroty Ranaghan. que. famosa inclusive por suas apresentações esportivas. de Pindamonhangaba. considerável parte das três mil pessoas participantes do curso de extensão em matérias adiantadas. se tornou conhecido também no Brasil com o seu livro CATÓLICOS PENTECOSTAIS vertido para o nosso idioma com sua larga difusão a partir de 1972 sob a responsabilidade da editora pentecostalista O. No intento de permear também a elite norte americana o clero Vaticano instalou naquele pais muitas universidades católicas dentre as quais se sobreleva a de Notre Dame.

" (p. com otimismo lastreado na realidade. 282). Rahn e outro jesuíta. Releva frisar serem católicos os Ranaghan. discípulos. O surto pentecostalizante tem avassalado tradicionais denominações protestantes e evangélicas. O monge beneditino brasileiro Estevão Bettencourt.238). A este titulo.. Os resultados positivos prognosticados pela hierarquia clerical com a incursão carismática nos domínios pentecostalistas e pentecostalizados do protestantismo e das denominações evangélicas surgiram muito antes do tempo previsto. assim como pentecostais denominacionais tem se tornado nossos queridos irmãos e irmãs em Cristo. chega a igual conclusão: "O ecumenismo (tendência a aproximação crescente das diversas denominações cristas entre si) constitui uma nota forte do pentecostalísmo católico. batistas. luteranos. admite: "um dos mais ricos frutos desse movimento carismático contemporâneo é a união dos cristãos de muitas denominações. 149/1972. Harold J. Os autores do livro CATÓLICOS PENTECOSTAIS se tornam irreprimíveis em sua vitoriosa e objetiva conclusão: ".195). sem quaisquer subterfúgios..tenho visto o movimento pentecostal favorecer melhor o entendimento ecumênico.. carregam-no de duras reprimendas os irmãos de "segunda benção". p. Sem quaisquer rebuços declara: ". em seu livro. Episcopais. em pouco . o movimento merece aplausos e apoio" (in PERGUNTE E RESPONDEREMOS. Veio dos Estados Unidos para o Brasil investido da incumbência de fomentar aqui o desenvolvimento carismático. irmãos. no Espírito de Jesus. Segundo a opinião deles o apelidado batismo no Espírito Santo a todos nivela dissolvendo todas as barreiras doutrinárias. metodistas. O casal Ranaghan. E se ocorre. nazarenos.. unidos pelo batismo com o Espírito Santo" (p..sentido. um saudável aspecto ecumênico se desenvolveu no movimento e tem sido tremendamente frutífero. presbiterianos. SObre a matéria já escreveu o livro SEREIS BATIZADOS NO ESPÍRITO SANTO..

22). Os pentecostalistas. que discussões teológicas. por um longo período" (p. são (os pentecostais católicos) abertos a ponto de apreciar. "Freqüentemente. a todos e a tudo nivelam por sua experiência característica.tempo. nada tem a ver com o Evento do dia do Pentecostes segundo o registro de Atos 2. diga-se a bem da verdade conquanto de passagem.21. Despidos de convicções bíblicas concordam com todos e com todos se unem desde que passem pelo seu chamado batismo no Espírito Santo que. muitas das proposições que nos são caras" (ps.22). e mesmo aceitar. Os pentecostalistas e pentecostalizados aceitam as mais queridas proposições vaticanas. de fato. Rahn tem toda a razão! Os católicos carismáticos não se preocupem! Não precisam por causa dos pentecostalistas abrir mão dos seus aberrantes dogmas. .

nem tampouco o saudeis" (II Jo. que entendimento. quem persevera na Doutrina de Cristo. 9-11). e não traz esta Doutrina.O REAVIVAMENTO ROMANISTA Página a página as Escrituras Sagradas recusam desvios da Palavra de Deus. João échamado de o Apóstolo do Amor. que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a Dou trina que aprendestes. Se alguém vem ter convosco. DESVIAI-VOS DELES". Se o Ministério de Paulo Apóstolo se destaca pelo impulso missionário. Seu Epistolário e o vigoroso terçar da Espada do Espírito contra as adulterações da Sacrossanta Verdade. ". E no apanágio de Apóstolo do Amor estabelece: "Todo aquele que prevarica. que aproximação no terreno doutrinário e na vivência espirituais pode haver entre os católicos carismáticos e os autênticos evangélicos? Entre eles e os pentecostalistas decerto e possível o entendimento. não o recebais em casa. Ao invés de moverem-nos a questionar à luz das Escrituras os seus dogmas. não tem a Deus. esse tem tanto ao Pai como ao Filho. sobressai-se muito mais pelo seu zelo em defender a pureza da Verdade do Evangelho. e não persevera na Doutrina de Cristo. Irmãos. impelem-nos a se reafervorarem nas práticas de sua falsa religião. desviai-vos deles'" (Rom.. Seu desvelo leva-o a exigir dos crentes o afastamento daqueles trânsfugas da rota segura da Sã Doutrina: "E rogovos. Pergunto eu: que parceria. estimulam-nos a mais firme adesão a apelidada "igreja". 16:17).. As experiências carismáticas católicas ao invés de tornarem seus sujeitos mais receptivos ao Puro Evangelho. fato: Kevin e Doroty Ranaghan são honestos em anunciar o "O MOVIMENTO PENTECOSTAL NÃO SEPAROU OU .

especialmente da eucaristia" (p. em oração diante do santíssimo sacramento" (p. Com efeito. Rahn confirma: "UM CRISTÃO.32). E atesta: "Sinto-me mais devota do que nunca dos sacramentos. NÃO PORÁ NUNCA EM QUESTÃO A OBEDIÊNCIA DE VIDA ÃS DIRETIVAS DA IGREJA OU DO SUCESSOR DE PEDRO.73). 45). . Não arredam uma fração de milímetro em sua postura romanista e em seu objetivo ecumênico.38).38). Thomas Noe. AO CONTRARIO RENOVOU O SEU AMOR PELA IGREJA E EDIFICOU UMA FE VIVA NA COMUNIDADE CATÓLICA" (p. DA EUCARISTIA. especialmente na confissão e na eucaristia. O casal Ranaghan e o jesuíta Rahn com todos os orientadores católicos carismáticos nisto são honestos e coerentes nos seus erros. DE MARIA" (p. depois da experiência pentecostalista descobriu "um novo grau de significação em todos os sacramentos.51). p.EXCLUIU OS CATÓLICOS DE SUA IGREJA. Desde o princípio do surto carismático em Pittsburg vem se ressaltando o acontecimento: "TODOS EXPERIMENTARAM UM INTERESSE MUITO MAIOR EM PARTICIPAR DA VIDA SACRAMENTAL DA IGREJA DO QUE ANTES" (p. o livro CATÓLICOS PENTECOSTAIS de Ranaghan enfileira uma série de depoimentos dos quais transcreverei alguns. Mary McCarthy reconhece: "A assistência diária a missa tornou-se minha maneira de viver" (p. O jesuíta reconhece as "vantagens da renovação carismática" na "NOVA APRECIAÇÃO DA IGREJA. O CRISTO VISÍVEL NA TERRA" (SEREIS BATIZADOS NO ESPÍRITO SANTO. os testemunhos dos "católicos renovados" comprovam a observação de Rahn. Patrícia Gallagher relata haver sido batizada com o Espírito Santo "enquanto estava de joelhos. E no intuito de enaltecer a validade das experiências carismáticas no reavivamento romanista.48). DA LITURGIA. CUJA VIDA É CONDUZIDA PELO ESPÍRITO.

Nessa ignorância o ecumenismo encontra o seu eficacíssimo caldo de cultura. E comentou com ar de censura: você e um inveterado otimista (Ele sabe que considero os otimistas uns fora da realidade cujos miolos se fixaram na estratosfera). e a recepção de Cristo na eucaristia. eles repudiariam qualquer aproximação religiosa com os clérigos? Isso é . muitos sejam batizados com o Espírito Santo" (p. E o Azambuja sempre diz: não há palavras difíceis.. quente ainda." (p. um afervoramento da devoção a eucaristia.217). senhor! Ê que você é! Supõe ainda que se os pentecostalistas conhecessem as barbaridades romanistas. Enquanto escrevia este livro encontrei o Azambuja. se soubessem o significado da missa católica. Se os pentecostalistas e penteeostalizados soubessem realmente o significado do dogma eucarístico no contexto da dogmática vaticana repeleriam qualquer convite unionista da hierarquia clerical e rejeitariam qualquer oportunidade de emparceiramento com os católicos carismáticos. Otimista fanático. Entre os evangélicos a ignorância das Escrituras e das falsas doutrinas religiosas muito vem contribuindo em prol da heresia em todos os seus matizes. há. enrugou os intercilios.. gente ignorante!!! Encontrando-o li-lhe a frase acima. Rahn é conseqüente com sua posição e atuação clerical ao considerar "natural que após a purificação sacramentai.. Fixou o indicador direito na testa. sim. franziu os sobrolhos.92). Sim. vai logo ao dicionário para se instruir."de maneira mais perfeita a eucaristia como sacrifício. Definido outrossim insiste: "Uma das notas características dos que se entregam ao Espírito Santo e um grande amor a Cristo. nosso velho amigo.. recuou dois passos e adiantou um. A necessidade de vivência eucarística é uma das conseqüências do batismo no Espírito Santo" (p.Cheguei a entender".. Quem não conhece o Azambuja? Aquele rapaz muito inteligente ao ponto de quando lê um livro ou um artigo de jornal e topa uma palavra cujo sentido desconhece. da ponta do lápis e quente ainda a folha de papel que a recebeu.. Destarte seu vocabulário e muito rico. diz ele.199).

Lendo-o os crentes evangélicos tornam-se esclarecidos sobre a matéria e a considerarão. exacerbam-se em sua mariolatria. Recusarão a aproximação com os pentecostalistas e pentecostalizados tremendamente implicados e comprometidos com a mais infernal das heresias.. Com muito mais pressa correriam para o romanismo. E mais. como não poderia deixar de acontecer. Toda a razão! Ainda as vésperas da visita de João Paulo II a S. Os católicos carismáticos por se tornarem mais fervorosos e mais reavivados católicos. Paulo.. o resto e resto. Recomendo a leitura do meu livro A MISSA. Se soubessem mesmo e que ainda mais se aproximariam deles. um "missionário" pentecostalista mandou seus fieis irem ao Campo de Marte assistir a missa do "papa" e comungar a hóstia consagrada porque. Aliviou-se do espanto o Azambuja quando lhe li o parágrafo seguinte assim por mim redigido: Os pentecostalistas e pentecostalizados. porque devidamente informados na sua verdadeira dimensão. culto de demônios. O Azambuja tem razão. que e a da desconsideração da TODOSUFICIÊNCIA e TODO-EFICÁCIA do Sacrifício de Cristo. O nosso Azambuja tem toda a razão. O indivíduo sofreu aqueles tremeliques da sua experiência característica. fato esse comprovado na seguinte declaração do jesuíta Rahn: a única devoção de Jesus na terra foi a sua devoção a Maria e essa "continua sendo a devoção de Jesus no céu!" (p. A espaços tenho esses arroubos de fantasia. Pedi-lhe perdão do meu insensato otimismo. . dizia ele. contudo de propósito se aproximam deles (dos clérigos) e os aplaudem porquanto nem lhes interessa o esclarecimento acerca dos erros doutrinários romanistas.otimismo ingênuo. assim os irmãos participam da santa ceia do Senhor (???). A mariolatria católica carismática atinge as raias incomensuráveis do absurdo. 41). Onde estava eu que não segurei meus miolos presos à realidade deste mundo? Deixei-os a vagar pelas estratosferas da ficção.

Na Cruz.14). Mãe de Jesus" (At. Maria dera a luz Jesus. que no dia do Pentecostes iniciava a sua vida oficial sobre a terra. "Aleluia a Maria. "Não faremos terminar esta reflexão". o seu coração se alargara para a maternidade espiritual de todos os membros desse corpo.. Jesus também agora lá no Céu é devoto de Maria!!! Só um psicopata se passa por tal mariolatra. inspirador. Assim o Calvário e o Cenáculo uniam a Virgem e o Paracleto". da parte dos católicos carismáticos. "todos eles perseveravam concordes na oração.Onde chegamos.ouviram-na relembrar os episódios de Nazaré. Você que e na verdade crente evangélico concorda com semelhante enaltecimento a Maria? . "sobre o Pentecostes sem falar daquela que foi e é a Mãe da Igreja. A página 197 Rahn quer relacionar Maria com o Pentecostes e reproduz um pronunciamento de Nino Salvaneschi Dali Oglio (UN FIORE A MARIA): "Quando. os primeiros Apóstolos reunidos em torno de Nossa Senhora. " (p. e chamada Mãe da Igreja" (p. ate que se complete na parusia. ALELUIA A MARIA. Inseparável dos mistérios de Cristo. Cristo tinha confiado a humanidade redimida ao Espírito Santo e a Maria. a sua voz foi para os discípulos a voz do Espírito Santo.196). 1. o jesuíta Rahn. com as mulheres e Maria. Por isso. pela palavra fecunda do seu Filho. acentua o jesuíta Harold Rahn. a justo titulo... sai-se com essa lindeza de monstruosa mariolatria. Belém e Jerusalém. é. fosse a madrinha desse batismo do Espírito Santo à Igreja.. Em Belém. Em plena era pós-conciliar quando os protestantes supunham profunda reforma no catolicismo romano. após a Morte de Jesus. a Cabeça do Corpo Místico. é ela a esposa do Espírito que melhor que ninguém nos pode obter as suas graças e a renovação incessante do Pentecoste para todos os membros do seu Filho. a expressão de exaltação a Maria. Era normal que a Mãe presidisse. No Cenáculo.70). incrementador e incentivador do movimento carismático entre romanistas aqui no Brasil.

tornaram-se mais significativas" (p.. por seu turno.93). Jim Cavnar. Berth e Mary Lou confessam que a partir do seu batismo com o Espírito Santo. por seu próprio sentido. por exemplo. se grassa entre os supostos evangélicos pentecostalistas e pentecostalizados verdadeiro analuvião de simpatia em favor do catolicismo romano. "Louvai a Deus a Maria".. Em conseqüência os católicos pentecostalizados na sua prática se afervoram.115).A interjeição laudatória ALELUIA quer dizer "louvai a Deus".. São declarações e testemunhos comprovantes do reavivamento católico conseqüente do surto pentecostalista naqueles horizontes.. O rosário é o exercício devocional a Maria mais em voga nos espaços romanistas e o mais cumulado de privilégios pelos romanos pontífices através das chamadas indulgências a ele anexadas. como a de Maria. em resultado. o ecumenismo obtém considerável sucesso com a adesão de muitos deles a certos dogmas romanistas.253). Thomas Noe. E. Destoa por completo. p. "adquiriu o habito de rezar o rosário desde que recebeu o batismo com o Espírito Santo" (CATÓLICOS PENTECOSTAIS. . como o da eucaristia (missa e presença real de Cristo na hóstia) e os atinentes a Maria. "descobriu uma profunda devoção a Maria" (p. somente pode ser atribuída a Deus. "as devoções naturais.

Uns ouvem a Voz de Deus (?). Os livros de cunho avivalista transbordam essas experiências. A da fase anterior caracterizada pelo comodismo. ela assinalou a sua vida religiosa em duas etapas distintas. pentecostalizados e católicos carismáticos tem a sua experiência.A CRAVEIRA PENTECOSTALISTA É ela! A experiência!!! Todos os pentecostalistas. . não existe. Gozaram-na num determinado momento.. E exatamente por fundamentarem nesse instante nevrosado que confundem com o batismo no Espírito Santo a distinção das duas fases espirituais do indivíduo. E a segunda destacada pelo entusiasmo. Decisiva.87). Constituem-se elas a craveira através da qual se avalia a espiritualidade das pessoas. outros em esgares convulsionam no solo. Meus lábios começaram a tremer e o meu cérebro começou a dar estalos. pela frieza. Em seguida comecei a rir sem parar" (p. Via de regra tudo resulta de um ambiente extremamente emotivo criado a propósito.. pelo desinteresse das coisas espirituais. e vibração. À referida experiência consiste numa crise emocional muitas vezes molhada de copiosas lágrimas e outras em gargalhadas irreprimíveis no frenesi de medonhos trejeitos sob ondas de calor como se elétricas ou de calafrios a semelhança da febre causada pela gripe. Ranaghan registra o sucedido com Farley Hall Tom Noe que informa: ". Essa ocorrência confundida com o batismo no Espírito Santo também ê a dos católicos carismáticos. a decantada diferença de conduta. senti imediatamente como se meu peito inteiro estivesse querendo subir para a cabeça. na verdade. Os velhos hábitos permanecem e o entusiasmo oscila na esteira das emoções de si mesmas sempre instáveis.

Deus não as leva em conta ao se tratar de cumprir Sua Promessa do registro de Jl. Craveira ou padrão essa crise nervosa que em muitos e a manifestação de alguma psicopatia. derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne. Destroem todos os postulados doutrinários porque aceitam como ponto de partida de sua espiritualidade o apelidado batismo no Espírito Santo. Tremelicou. Por isso passam a focalizar passagens da Bíblia a luz de suas experiências. ótimo! Se permanecer em seus erros religiosos. O indivíduo aceitou esta ficção pentecostalista e o mais não interessa. confundem. Falam-lhes mais do que as Escrituras essas experiências. Deduzem literalmente os pentecostalistas e seus satélites a universalização indiscriminada do batismo no Espírito Santo que. com efeito. Convulsionou-se em tremeliques esta tudo bem. depois. tiritou. tremulou.. que comportamento ou espiritualidade pode ser essa a aferida no padrão das nevropatias? Em meu livro A SEGUNDA BÊNÇÃO alongo-me em analise do assunto. O que buscam nas Escrituras e uma sofistica justificativa de suas praticas. dedicam-lhe eles verdadeira aversão. 2: 1 6-18) esta profecia se concretizou no dia do Pentecostes. Consoante Pedro (At.2:28-29: "E há de ser que. 2:28-29. eles nivelam a todas as pessoas sob a craveira do seu batismo no Espírito Santo. também sem qualquer fundamentação nas Escrituras. e vossos filhos e vossas filhas profetizarão. De resto. Em decorrência desta absurda conclusão. repito.E. Segundo eles. aquele SOBRE TODA A CARNE derruba todas as barreiras denominacionais. As doutrinas diferentes por mais disparatadas deixam de ser . com uma crise emocional. Que: o indivíduo continue idólatra não importa se passou pelos tremeliques. os vossos mancebos terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o Meu Espírito". os vossos velhos terão sonhos. dispensa para os pentecostalistas e pentecostaliza-dos o cuidado da doutrina. Essa destruição doutrinária é sofisticamente coonestada com a invocação de Jl. estas passam a se constituir sua norma prática de crença. Ou melhor. isso não tem importância alguma.

Em seus encontros. simbolizam a Morte Viçaria do Redentor. No jardim de aclimação pentecostal-ecumenista exatamente por terem nivelado a todos debaixo do padrão da experiência pentecostalista. com os que se curvam diante daquelas espécies tidas como sacramentais por . os que confiam em Jesus Cristo seu Único porque Indefectível Advogado e Refugio com os que se abrigam sob o palio de Maria advogada e refugio dos pecadores porque co-redentora. E agora os católicos romanos. os que enaltecem como lídimo batismo aquele celebrado por imersão e só de crentes com os aspersionistas e advogados do batismo infantil. os que em Jesus Cristo proclamam o Único Mediador entre Deus e os homens com os devotos de Maria também medianeira de todas as graças. episcopais. todos balizados na mesma bitola pentecostalista. ridicularizam-se as denominações consideradas fruto de carnalidade. misturam-se os que crêem na necessidade de obras além da fé em Cristo para a salvação do pecador com os que crêem só na fé em Cristo capaz de dispensar as muletas das obras.consideradas. a negam.. batistas. os que consagram as Escrituras na qualidade de Única Fonte de Revelação Divina ou Exclusiva Regra de Fé e Vida com os que lhe acrescentam outras fontes como a tradição vaticana. as revelações posteriores a semelhança das de Ellen White e José Smith. Uma utopia própria das divagações da literatura infantil do estilo de Monteiro Lobato. congregacionais. pão e vinho. separados entre si. É um jardim de aclimação. Destarte entre eles vivem em absoluta harmonia presbiterianos.os que aceitam a perseverança eterna dos salvos com os que. os que participam da Ceia do Senhor por vela figura do Sacrifício de Cristo e cujos elementos. O jardim de aclimação da convivência pacífica de todos os bichos.. os que confiam em Cristo no apanágio de Único porque TodoSuficiente Salvador com os que pretendem renovar-Lhe o Sacrifício através da repetição de ritos religiosos a exemplo da cognominada missa. luteranos. sem quaisquer embaraços. metodistas. arminianamente.

facilita enormemente as pretensões ecumenistas do sumo pontífice vaticano. . ou espiritual de Jesus Cristo e por isso meios mecânicos da comunicação da Graça. nem avaliam a riqueza da contribuição com o seu ecumenismo evangélico por eles oferecida ao ecumenismo concentraciánario do Vaticano. Dissolvendo-se a postura firme dentro dos muros deonominacionais. a Maria e ao "papa". sim. aceitam-nas. insensivelmente. Em contrapartida não me consta haver um sacerdote ou dirigente católico carismático se tornado protestante ou "evangélico" por influência da craveira pentecostalista.crerem numa presença física. fanáticos de uma interpretação sofistica de Joel 2: 28-29. arrebentam-se as comportas através de cujos rombos penetram os ardilosos representantes do “papa”. Esse clima de ecumênico jardim de aclimação onde todos se misturam na indiscriminada mistura de todas as doutrinas. desprezam as doutrinas características de cada denominação. os propugnadores do ecumenismo evangélico. traduzido para o nosso vernáculo por pentecostalistas "evangélicos" e por estes editados. mentores e pastores pentecostalistas tem-se tornado católicos. E ha mais! Enquanto os protestantes e "evangélicos" pentecostalistas e pentecostalizados. em conseqüência. e incansável em apregoálos e enfileirar fatos comprobatórios do reavivamento ou reafervoramento da fé católica e de suas devoções sobretudo a missa. O livro CATÓLICOS PENTECOS-TAIS dos Ranaghan. na condição de valorosos pontas-de-lança nos redutos pentecostalistas protestantes e "evangélicos" se desvelam em lhes propagar suas próprias doutrinas. Embasbacados na simpatia pelos católicos carismáticos. Os católicos carismáticos. de tão idiotas. bem como toda e qualquer sombra de pentecostalismo. os católicos carismáticos pregam sem subterfúgios também entre aqueles protestantes e "evangélicos" os seus dogmas e devoções distintivos. enxovalham as muralhas denominacionais e. Aliás. alguns antigos católicos carismáticos que se converteram verdadeiramente ao Evangelho de Jesus e abc> minam a idolatria e a feitiçaria romanista. Conheço. Em resultado.

Se os pentecostalistas e pentecostalizados se credenciassem de razão por lhes assistir a Verdade. de resto. previne o Apóstolo em II Cor. desviai-vos deles"." (Mt. advoga a separação: "E rogo-vos. Por inconformar-me com semelhante situação dos omissos. irmãos. ide. que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a Doutrina que aprendestes. com a determinação de Jesus: ".. 5:11 impõe: ". porém.. judeus e gentios. avesso a subterfúgios e eufemismos. Inconcebível. tanto em Jerusalém.11:4). Alias. desejo. seria inconcebível absurdo supor-se. Quando Deus nosso Senhor prometeu derramar o Seu Espírito SOBRE TODA A CARNE quis Ele garantir-nos a universalização do Dom do Espírito Santo..15:1. Em I Cor. Paulo Apóstolo. por imprestável. Anunciava Ele o rompimento dos muros separatistas entre. 2:28-29. porquanto.2:28-29.1:8. Para o Evangelho não existem limites nacionais e raciais. Gl. Este Anúncio do Senhor calha perfeitamente. a Bíblia deveria. e Ser-Me-eis testemunhas. com o tal nem comais". ensinai TODAS as nações. . propugna ela pela separação entre os fieis a Sã Doutrina e aqueles que dela se afastam. ".... em Rm. 28:18-20).. Com justo motivo sofrerão os que recebem os apóstatas. 16:17. De feito. ser rasgada. Transformar-se-ia ela no maior motivo de confusão.. por lhe ser afim. entendese por se tratar de em busteiros e nevropatas. apesar de fazê-lo por motivos óbvios de passagem. sincronizada com Seu Pronunciamento em At. como em toda a Judéia e Samaria. Deus a derramar o Dom do Seu Espírito sobre o idolatra. lembrar um enfoque indispensável de Jl. também no Novo Testamento.Que entre os habitantes do ecumênico jardim de aclimação pentecostalista a tudo se despreze conquanto se ponha a salvo a absurda interpretação de Jl. e até aos CONFINS da terra". sobre o feiticeiro. a passividade generalizada dos outros.1:6-9) e sobre o discípulo do "outro Jesus" (II Cor.5.11:4. sobre o seguidor do "outro evangelho" (At. os seus fieis seguidores devem testificar de sua fidelidade a Sã Doutrina das Escrituras Sagradas separando-se dos hereges.

não provêm de Deus.E se João exorta a que se nem os saúde (II Jo. "batismo no Espírito Santo"? E a irrefragável e imbatível conclusão. embora a pretexto de. É uma experiência diabólica engendra da por satanás empenhado em incrementar a apostasia dos Últimos Tempos. 6:14-17). que comunhão pode haver com eles (II Cor. que concórdia. . craveira a abrigar indistintamente e com a imolação da Sã Doutrina. todos os tremeliquentos. 9-10). que sociedade ou sociabilidade. Aquele batismo no Espírito Santo pentecostalista. que parceria.

Nosso corpo se triparte em cabeça. assim de supetão. Neste capítulo quero demonstrar porque o pentecostalismo e seita católica e isto explica a sua afinidade com os católicos carismáticos.. Os .. órgão da inteligência.. Notamos a aprovação e os aplausos que lhes votam os pentecostalistas e pentecostalizados.. ouvir isso. você se machucou? Dói-lhe em algum lugar? As clássicas indagações das circunstancias de quando alguém leva um tombo.. as convicções e os propósitos dos católicos carismáticos. Os abaninhos em cima do nariz. vamos refletir com o cérebro. companheiro leitor. Ele caiu!!! Sem se apoiar no espaldar da cadeira ou no canto da mesa... acorda! Nos gemidos leves distinguiu-se a pergunta: Que foi-? Que houve? Dulçor. Por isso. Os pulmões são os órgãos da respiração. Dulçor. E agora. Dulçor. ouve a afirmação repetida: O PENTECOSTALISMO Ê SEITA CATÓLICA::: Mas como? Até o presente sempre o admitira entre as Denominações Evangélicas! Reflitamos juntos... Os impulsos das emoções são irrefletidos.. O PENTECOSTALISMO E SEITA CATÓLICA!!! La veio o copinho d’água com açúcar. de susto caiu. Jamais lhe passara pelos miolos semelhante idéia. Os tapinhas nas faces.. Cada qual com a sua específica atribuição. companheiro! Meu companheiro agora já não é mais o Dulçor e sim o inteligente leitor. e agora já de espírito prevenido. tronco e membros e funciona com diversos órgãos.OS PENTECOSTAIS CATÓLICOS Verificamos a origem.. Refeito e recomposto o nosso amigo e interlocutor ocasional Dulçor. que na sua doçura honra seu nome.

Razão por mim constatada! O órgão quando sem uso ou sem exercício atrofia-se. Ao cérebro não dedicam nem a leitura de uma linha sequer no mês para nutri-lo com um pensamento mais elevado.. Verifico mesmo ser o cérebro o órgão mais extenua do e definhado. Já vi as pernas definhadas do paralítico. A este empanturram com as mais requintadas iguarias. É fato de fácil averiguação. Também o PENTECOSTALISMO. no sentido de desemperrá-la. a católica japonesa. O cérebro e o órgão da inteligência. A inteligência e a faculdade mais nobre do ser humano e é a menos usada. a católica brasileira. façamos um esforço. Da circulação sangüínea e o coração. Aquelas cuidam na manicure e as pintam com as cores mais lindas. Apresento os indiscutíveis e irrecusáveis argumentos de ser o PENTECOSTALISMO SEITA CATÓLICA. muito embotada pelo longo não-uso. Em outras palavras: supõe a possibilidade . Atrofia-se o cérebro se o deixarmos de usar.. são as pessoas que pensam. E tantas outras. a católica argentina. E por aí vai. A falta de seu conveniente e constante uso porque raras. ou não entenderão o argumento ou raciocínio. a anglicana. Suponho terem eles toda a razão. Os que a tiverem atrofiada ou desistirão desta leitura se já não a mandaram as favas. a grega ortodoxa.. da digestão.. Exibo-os em numero de OITO! PRIMEIRO . companheiro leitor. a católica restaurada..O pentecostalismo nega a perseverança eterna dos salvos. Muitos dão mais valor as unhas ou ao estômago. a ortodoxa russa.intestinos. Dizem lá os entendidos. a católica unida. a dos velhos católicos. O CATOLICISMO se reparte em inúmeras seitas. Apesar de a nossa massa encefálica estar um tanto ou. raríssimas. Das muitíssimas menciono algumas: a católica romana ou vaticana.. E continuarão a admitir a falsa inclusão dos pentecostalistas entre os evangélicos.

as Sagradas Escrituras ensinam. e com insistência. e ninguém pode arrebatá-las da Mão de Meu Pai". que mas deu. Dentre os livros de minha autoria há um deles. em resultado de negá-la. Já tenho observado. e ninguém as arrebatará da Minha Mão. em todas as suas ramificações também a pentecostalista. O desprezo deles contra essa Promessa de Jesus e tanto que. Ao contrário do catolicismo. que a salvação do crente evangélico é eterna. Se o postulado. se praticar determinados pecados. engendra sofismas sobre sofismas com o emprego. é maior do que todos. de mais de 300 páginas consagradas a exaltar a Misericórdia do Salvador que dá a Salvação Eterna ao crente nEle e nela indefectivelmente Ele o sustenta apesar das muitas e constantes fraquezas e infidelidades do salvo. esse ensino é católico. 10:28-29: "E dou-lhes a Vida Eterna. o do risco da perda da salvação e ensino básico da teologia católica. Dessa forma recusam os pronunciamentos claros e categóricos das Escrituras acerca da essência do Evangelho que e a Vida Eterna outorgada por Cristo ao crente nEle. Ora. dizem e um assunto secundário. consubstanciada em Jo. de resto. a mais Gloriosa Promessa de nosso Senhor Jesus Cristo por muitas vezes repetida. Busca a chamada "segunda bênção" e se torna inseguro quanto à primeira. perder a salvação. e nunca hão de perecer. e evidente. desonesto de certas passagens bíblicas na tentativa de negar a perseverança dos salvos.de o crente. Eterna. ETERNA mesmo! É. . O CRENTE PODE PERDER A SALVAÇÃO?. O pentecostalismo a semelhança do catolicismo. de que e uma seita. sem quaisquer possibilidades de se perdê-la. Meu Pai. da perseverança eterna dos salvos e da própria essência do Evangelho. Todo o crente evangélico que se torna "renovado" passa a viver o tormento do medo de se perder.

São os pecadinhos que todo mundo faz a toda hora.O pentecostalismo ensina que se o crente comete certos pecados perde a salvação. Com efeito. básica. pratica-os o indivíduo sem o perigo de deixar de ser salvo: a mentira. brincar o carnaval. prostituir-se. mas aceitam o corte de cabelo. alguns pecados que não causam tamanha desgraça. A religião católica. Cito alguns exemplos desses pecados graves: adulterar. e da parte da mulher. do catolicismo. Ou seja. Ora. há de se aceitar o concurso das obras para a salvação do pecador. se posso perder a minha salvação significa que essa salvação está na dependência de minhas obras. o uso do batom nos lábios e do esmalte nas unhas. distingue sem qualquer base nas Escrituras os pecados em mortais e veniais. a gula. Menciono. o batom. outrossim. os pecados que causam a perda da salvação a embriagues. . mas se praticar outros não a perde. isto e. São os graves. Outros grupos do pentecostalismo praticam sem qualquer restrição o tabagismo e a ingestão de bebidas alcoólicas. efetivamente. o fumar. dos cosméticos e jóias. Os veniais não despojam a Vida Eterna.SEGUNDO . QUARTO . a ida ao cinema. o esmalte. Os mortais são os que levam ao inferno. Outros ainda são abstêmios destas usanças. Essa e a tese fundamental. a preguiça. a maledicência dentre outros. da calça esporte ou da minisaia.A admitir-se o risco de o salvo perder-se. São os pecados que perpetrados cominam a perda da salvação. a calça comprida e a mini-saia nas mulheres. dançar em bailes do mundo. o cortar o cabelo. como querem os pentecostalistas.Há grupos pentecostalistas mais rigorosos que incluem entre os pecados mortais. TERCEIRO . isso é catolicismo. assassinar.

Depois de tantas brigas modificou seu estatuto e agora o próprio pastor sai a rua de cabeça descoberta. também isso tem sido a empreitada da hierarquia católica. contudo. mudando de convicção moral. Anos passados certa Assembléia de Deus do Rio de Janeiro condicionava a perseverança da salvação dos homens ao uso do chapéu. Se tem cabido a hierarquia pentecostalista estabelecer a lista dos peca dos graves. e eliminado da "igreja" por abandono ou prolongada ausência. E de acordo com os moldes do catolicismo a adoção de outra regra de vida ou comportamento além das Escrituras. Eis outro ponto de ligação entre o pentecostalismo e o catolicismo a fazer daquele uma das incontáveis seitas deste. Hoje. por conseguinte. mortais. ao fastio.O pentecostalismo reconhece haver se perdido o crente que. Como o catolicismo o pentecostalismo estabelece a sua hierarquia na qualidade de árbitro da gravidade ou levidade dos pecados. Ainda neste último concílio.Também há os pentecostalistas que no passado vetavam as senhoras e moças como vaidades mundanas o cortar os cabelos. a sustentação da salvação â "igreja". repetiu-se à sociedade. O catolicismo está cansado de repetir seu dogma de que fora da "igreja" não há salvação. Condiciona. o pintar as unhas e os lábios e o uso de calças esportes e jóias. QUINTO . e retirar a gravidade de certos pecados passando-os para a relação dos veniais.' Ao tempo de menino vi o "seu vigário" a recusar a comunhão da hóstia a senhoras de lábios pintados ou de cabelos curtos por estarem segundo ele em publico pecado mortal. tornando-a regra de moralidade. . o Vaticano II. embora não haja cometido nenhum pecado mortal. esse enunciado por ser a "igreja" crida na condição de "sacramento da salvação". aceitam essas coisas sem qualquer restrição. Lembro-me.

a Palavra de Deus sua Lídima Uni cidade de Fonte de Revelação Divina por pautarem suas crenças nas revelações dos seus profetas e profetisas. por revelação do Espírito Santo . com o prestigio de verdadeiras fontes dessa mesma Revelação Divina com a vantagem de serem mais atuais. Certa ocasião fiz uma série de estudos sobre teologia romanista num Instituto Teológico Batista. conquanto diferente seja a terminologia. acrescenta-lhe a tradição e os oráculos do romano pontífice. um ouvinte.O pentecostalismo adota o seu cognominado batismo no Espírito Santo como "segunda benção". O Espírito Santo fala diretamente comigo. quando examinam. ao tributarem maior credibilidade as suas individuais experiências à luz das quais examinam. certos registros das Escrituras. o infalível. Não tive por onde se não dar-lhe inteira razão. embora propale crer na Bíblia como Fonte de Revelação Divina. Dizem eles por qualquer coisa: Deus falou ao meu coração. na realidade negam serem elas essa Única Regra.SEXTO . Furtam. uma benção suplementar ou complementaria a da salvação. Proclamam sua aceitação das Escrituras Sagradas no apanágio de Única Regra de Fé e Prática. Contudo. Também isso ó catolicismo de vez que o catolicismo ensina o mesmo. No meu livro A SEGUNDA BÊNÇÃO relato o depoimento daquele. isto é. E após minha exposição explicou ele que identifica sua seita com o romanismo porque o romanismo advoga a "segunda benção". solicitou-me explicasse o teor do crisma. Posição diferente não tomam os pentecostalistas. Deus me revelou. SÉTIMO .O catolicismo.desse estágio de precisar ler a Bíblia. com o seu chamado "sacramento" do crisma ou confirmação que consiste precisamente num revestimento especial do Espírito Santo posterior ao "sacramento" da regeneração. outrossim. Ao discorrer acerca dos "sacramentos" enumerei os sete conhecidos naquela doutrina. pentecostalista de Petrópolis que me garantiu: já passei. Um "pastor" pentecostalista presente.

Êpa!!! O pentecostalismo exercita a feitiçaria? Felizmente o Dulçor não esta aqui. contudo. No seu desapreço as Escrituras Sagradas os pentecostalistas invocam. e o espírito vivifica" (II Cor. a letra mata. Querem entender no seu prático desprezo as Letras Santas que estas não devem ser entendidas naquilo que ensinam como se escrevem. Tudo quanto nos tinha Ele a dizer se contém nas Escrituras Sagradas que são a Sua Palavra. ou esclarece ou elucida a Bíblia.O último ponto de contacto entre as duas seitas: a FETIÇARIA. mas como são explicadas pelos seus profetas. torcendo seu verdadeiro sentido. a Bíblia interpreta. OITAVO . revelações de modernos profetas e psicopatas videntes (para não dizer vis embusteiros). O Espírito Santo de Deus ilumina Seu servo sincero nos estudos de Sua Palavra sem. O dogma católico que outorga o dom da interpretação legítima e infalível das Letras Sagradas aos iluminados da hierarquia. bem como as medalhas e bentinhos presos a roupa ou alçados ao pescoço... De feitiçaria são a água benta à qual recorrem os católicos e a água que os pentecostalistas colocam sobre o . dispensando para isso o concurso de quaisquer tradições. dispensá-lo das sábias regras de exegese decorrentes da norma áurea de se interpretar a Bíblia com a própria Bíblia. O que é feitiçaria? Com exemplos explico melhor. tudo são feitiçarias. Hoje Deus não fala diretamente a mais ninguém. É o dogma católico pelos pentecostalistas aceito e exercitado. aquela planta espada_de-sãojorge em frente de casa. A ferradura atrás da porta.numa frontal negação de ser a Bíblia a Revelação Completa de Deus para nos. aquela declaração de Paulo: ". ou seja. os amuletos usados no intento de reprimirem-se as investidas do mal. 3:6b). como Deus agora lhes fala e revela diretamente. Se não veríamos outro tombo.

O Registro Sacro discorre acerca do Ministério de Paulo e Apolo em Éfeso e diz: "De sorte que ate os lenços e aventais se levavam do seu corpo (de Paulo) aos enfermos. Aquele "missionário". ou dar passe ou orar sobre elas. a água fluida espiritista e a água orada pentecostalista). Dirigente daquela reunião orava em cima das roupas que lhe levavam. Se da sombra de Pedro (At. por que os primitivos cristãos deixaram de . Tudo isso são práticas feiticeiras das mais ridículas e primitivas. espalha a alto preço um disco com suas gritarias e induz seus pascácios devotos a aplicarem o referido disco no lugar da dor como recurso certo de alívio imediato. estarrecido.rádio durante as orações espalhafatosas e teatrais de seus "missionários" da cura divina. vi um ex-pastor batista. 5:15) não se logrou conservar fiapos. Em certa "reunião de poder". no passado de alto coturno nos meios batistas brasileiros. já calçado em fabulosa pecúnia concentrada proveniente de sua exploração dos ignorantes. O Texto não afirma que Paulo orava sobre as peças de roupa que lhe levavam. e as enfermidades fugiam deles. ou o clérigo vaticano ou o ministro pentecostalista rezar.19:12 na busca de coonestarem sua feitiçaria. Feitiçaria e o levarem-se peças de roupa de um enfermo para o médium espiritista. Igualmente na sua explicação inexplicada os pentecostalistas se nivelam aos feiticeiros romanistas. Impossível encerrar estas reflexões omitindo algumas linhas de analise sobre as roupas aludidas. passar-se por feiticeiro. se no ventre ponha-se o disco no ventre do paciente. Se dói a cabeça coloque-se-o na cabeça. e os espíritos malignos saiam". Informa sim que as pessoas efésias arrancavam do corpo de Paulo os seus aventais e os seus lenços e os levavam. Os clérigos vaticanistas e os "missionários" pentecostalistas não querem ler bem a Escritura trasladada acima e se bem a lêem seu crime é maior pela mistificação consciente e premeditada que cometem. autor de alguns livros. (Conheço três tipos de água feiticeira: a água benta romanista. Ambas as teologias acorrem a At.

se identificarem eles comos clérigos feiticeiros do romanismo noutra demonstração de ser o pentecostalismo seita católica. todavia jamais tributaram qualquer culto ou crença a essas coisas. se entendem e se afinam porque seus básicos princípios doutrinários se identificam. pentecostalistas e pentecostalizados. por suporem neles inerente qualquer eficácia sobrenatural. Cabe aos lídimos crentes evangélicos fugir de qualquer acomadramento com eles. no entanto. . como nunca o fizeram aos ossos de Eliseu. fora daquela especial circunstância. Eles precisam de ouvi-lo e aceitá-lo se quiserem ser salvos da perdição. 17:10. Determinou-lhe ainda colocasse diante da mesma arca a florescida vara de Arão como o sinal de sua eleição para o múnus de sumo sacerdote (Nm. Atos 19:12 de maneira alguma se presta a autorizar a referida atitude dos clérigos e dos pentecostalistas no tocante a se orar sobre roupas de doentes. Se deles se aproximarem que seja para lhes anunciar o Genuíno Evangelho. a menos que queiram incorrer na censura divina de terem transgredido a advertência das Escrituras de Rm. Da mesma prosápia todos eles. Hb. 9:4). Todavia àqueles panos. revela também neste particular. Esse fato de Éfeso e alguns mais a ele semelhantes ocorreram por especialíssima permissão de Deus com o fim de autenticar o Ministério especialíssimo de servos Seus em dada conjuntura histórica na correnteza do período da Revelação Bíblica. O seu emprego indevido e sofista pelos pentecostalistas.16:33-34). católicos carismáticos.conservar pedaços das roupas de Paulo Apóstolo? Teríamos até hoje as preciosas relíquias. A caída prodigiosa do maná no deserto alimentou milagrosamente o povo eleito e para memória Deus mandou Moisés encher dele um vaso e pô-lo no interior da arca da Aliança (Ex. 16:17 e tantas outras afins. Os israelitas. nenhum outro prodígio obtiveram.

FOI AO HADES E RESSUSCITOU CONVERTIDA CONTANDO SUA EXPERIÊNCIA E PREGANDO O EVANGELHO". Trata-se de UMA ASSOMBROSA CARTA DA RÚSSIA divulgada pela revista A SEARA. Desprezava a Deus e perseguia os que seguiam a Cristo. Abraão de Almeida.UM PRIMOR DE PÁGINA PENTECOSTALISTA Disseram-me vezes inumeráveis que os da Assembléia de Deus são pentecostalistas mais sensatos. DESPREZAVA OS CRENTES E VIVIA NO PECADO. Transcrevo sem qualquer comentário porque o seu teor já se constitui expressivo comentário: "Fui atéia. . ano XXIII. um dos mentores destacados desse grupo pentecostalista. páginas 10 e 11. Que não são fanáticos como os dos demais grupos da seita. sem a exclusão dos das Assembléias de Deus. no 172 de Julho de 1979. QUE ERA MEMBRO ATIVO DO PARTIDO COMUNISTA DA UNIÃO SOVIÉTICA. MORREU. Vivia no pecado e fui membro ativo do Partido Comunista. A página trasladada demonstra a saciedade que todos. todos se enquadram na mesma bitola da heresia. ensinam os mais graves absurdos e em igual ímpeto embusteiro iludem e exploram o povo ignaro sempre disposto a ser enganado. cujo diretor e o sr. também os das Assembléias de Deus. órgão editado pela CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL. A carta teve sua divulgação sob inteira responsabilidade da própria revista em cuja apresentação se destaca a seguinte frase:"UMA MULHER. Todos.

Não muito longe avistei uma mulher alta. Fiquei muito fraca. chorando. Os médicos decidiram operar-me e. piorando cada vez mais. E eu pensava: "Por que somos duas? Estou em pé e ao mesmo tempo deitada". O estômago e os intestinos tinham tumores cancerosos. com que vou viver?" Eu o abraçava e beijava. por que morreste? Sou tão pequeno. Depois vi que me encontrava em casa e meus familiares repartiam minhas coisas com irritação e maldizendo uns aos outros. que. Comecei a sentir-me voando e subindo. a morte chegou. Ao seu lado caminhava um jovem com o rosto escondido nas mãos e chorando amargamente. Pensei que era seu filho e intimamente condenei esta mulher por sua falta de misericórdia. de andar suave. Quando voava entre as nuvens uma luz resplandecente me atingiu e então caí sobre um grande lençol. Ao longe vi árvores de folhas rosadas e belas casinhas. olhando a enfermidade. Entretanto a doença progrediu sem que a Medicina pudesse dominá-la. mas tinha a esperança de ficar curada. imediatamente vi-me entre eles. ao lado do meu corpo. Levaram meu corpo para o necrotério e o cobriram com um lençol. Era um verdadeiro milagre que estivesse viva ate hoje". Mais tarde vi meu irmão com meu filho André.Em 1965 tive câncer no estômago. costuraram o ventre de qualquer maneira e decidiram entregar o corpo para a pratica dos estudantes de Medicina. Observei como os demônios corriam em torno deles anotando tudo o que diziam. Neste momento o médico retirou os intestinos que continham um estranho líquido e disse: "Ela não tinha condições de viver. Sofri durante três anos. Fiquei perplexa porque sabia que não me encontrava num avião e que estava só. no momento em que cortaram meu ventre. Uma força invisível me sustentava e eu subia cada vez mais alto. Recolocaram os intestinos no lugar. . Em seguida contemplei espantada todas as minhas ações desde a infância. pois ela não dava ouvidos ao jovem. porem nenhuma pessoa havia ali. Suplicava algo a ela. dizia: "Mamãe. porém ele não se dava conta. Quando ela se aproximou quis perguntar-lhe onde eu estava.

A dor era insuportável. que e caridoso. deixa-me voltar a Terra. pois lá deixei um filho pequeno". Tirei-a da face da Terra por sua vida pecaminosa e por se colocar contra Deus. Depois uma serpente começou a rodear-me e ou vi um ruído.mas o rapaz caiu aos seus pés adorando-a. Senhor. Uma voz me perguntou: "Quem é?" "Nosso pastor". Comecei a chorar com amargura e uma voz vinda do alto disse a mulher: "Deixa-a voltar à Terra. Quando vivia na Terra não acreditava que existisse alma. Rodearam-me serpentes e vermes com aguilhoes espetandome o corpo. De repente eles olharam para cima e perguntaram: "Senhor. mas ate o fim me desprezaste. Em lugar de fartura enviei-te doença para que te arrependesse. não querias me reconhecer e eu não te reconheço aqui. respondi. chorando e rogando por algo. E uma voz me falou: "Tu nunca jejuaste". onde a poremos?" Tremi de medo e foi aí que compreendi que estava morta e que meu corpo estava na Terra. Então vi como numa visão a igreja de nossa cidade e o pastor que sempre menosprezara. Eu gritava em alta voz mas ninguém me acudia. Eu a tirei sem que ela se arrependesse". Neste momento pensei em Cristo e clamei por sua misericórdia. Ts. NO INFERNO . Ele me disse: "Tu vivias na Terra e não me reconhecias. 14:11. mas aqui começarás a colher o que plantaste". "E como tu ali o chamavas de zangão?" Quando disse isto comecei a rogar-lhe: "Perdoa-me. Então ele me disse: "Tu tens compaixão dele e Eu tenho misericórdia de todas as pessoas e desejo que se . Lembra-te de que matavas teus filhos antes de nascerem e aos outros dizias que eles tinham filhos como sapos e que tu os evitavas. Não consegui entender o que ela dizia a ele. Lembrei-me de que tinha muitos pecados e que devia prestar contas. Com gritos perguntava: "Como posso comer estes vermes?" Mas a minha mente chegou esta frase: "gusanos serão tua cama e gusanos te cobrirão". Ha muito chegou sua oração rogando que mostrasse a ela o lugar que merecia.Imediatamente apareci no hades. Não me reconheceste Ia. para junto de seu pai. Meu alimento eram vermes mortos e decompostos-gusanos.

Neste instante apareceu o mesmo lenço sob meus pés e perguntei: "E aqui o Paraíso?" e uma voz respondeu: "Para os pecadores a Terra é o Paraíso". beber. penetravam em meus cabelos e senti muitas dores. Eles me disseram: "Tu vi veste na Terra e não amavas a Deus. Mas uma voz contestou a todos: "Na Terra todos sabem deste sofrimento.. mas o desprezavas como nós e com fornicários andavas e nunca te arrependês-te. beber. o que me deixou assustadíssima. Todo o tipo de pecados cometes-te e por isso terás sofrimentos aqui. a volta estava muito escuro. Dos demônios voavam chispas de fogo que.. A RESSURREIÇÃO .. e disseram: "É preciso aquecer seu corpo com . Estremeci.Tudo desapareceu e voei sem rumo fixo. Neste momento uma voz chegou aos meus ouvidos. Voltaram depois e levaram-me ao hospital. Ao acender a luz me viram deitada e tremendo de frio.. Tu nos escutaste e serviste muito bem". porém não crêem e nem sequer querem ouvir. lembrando-me dos meus pecados. Brevemente virei julgar a todos os que habitam na Terra". recebem os estrangeiros e ajudaram os pobres. A porta estava fechada. estão no Paraíso". no hospital. Eu estava no meio do fogo. Os demônios vieram e diziam: "Tu chegaste até aqui. Olhei meu corpo que estava deitado com a cabeça e os braços pendentes. Neste mesmo instante trouxeram um homem morto. todos pálidos e magros e de olhos esbugalhados. mas eu passei tranqüilamente. Muitos médicos e enfermeiras ficaram a me olhar. e Eu não posso contrariar os mandamentos de meu Pai".. começaram a suplicar. clamando com voz terrível: ". amiga. Ouvia-se o gemido dos pecadores. Então todos gritaram de medo. água". Apareci novamente no lugar de tormentos e foi mais terrível do que da primeira vez. Num momento entrei no corpo e senti frio. Eu estava cada vez mais impaciente quando uma luz surgiu e todos caíram com o rosto no' chão e. Não sei de que maneira apareci na cidade de Barnauli. e depois no necrotério.arrependam. não suportando o sofrimento porque não havia uma gota sequer de água.. Porém os pecadores que li se arrependeram. dizendo: "Deixe-a voltar a Terra".

então devem renascer. Os médicos não compreendiam como a doença tinha desaparecido. Menciona apenas um isolado André desacompanhado do nome de família. Não sentia nenhuma dor em meu corpo. Agora tenho 47 anos. . Perguntei a um deles: "Que diz deste caso?" Ele respondeu: "Nada tenho que pensar. onde estive". Então respondi: "Se vocês crêem nisto. Ainda me procuram pessoas de vários lugares e a todos testifico de Cristo. deixando sua vida de pecados". Eles me ouviram atentamente e no fim eu lhes disse que se não se arrependessem aqui na Terra seu alimento seria todo o tipo de vermes e escorpiões mortos." ****** Impossível omitir dois ou três comentários. Além de fantasiosa a carta é falsa. Quando fizeram isto abri os olhos e falei. Não digo falsa apenas em sua origem.lâmpadas". referência a nomes dos médicos. Prego a Jesus Cristo e sua próxima vinda porque Ele me disse isto. aconselhando-os a se arrependerem e receberem ao Senhor como seu único e suficiente Salvador. Falsa no seu conteúdo. O médico que havia feito a operação ficou muito envergonhado. Aos médicos eu disse: "Sentem-se e lhes contarei sobre o outro mundo. Levaramme a mesa de operação para uma revisão e disseram: "Por que operaram uma pessoa completamente sã?". Começa por aí! Nem aparece o nome da autora. comentando: "Como pude enganar-me? Tudo estava decomposto pela infecção e agora tudo esta limpo e a região afetada renovada como a de uma criança". Todos ficaram assombrados com minha ressurreição e no outro dia já pude comer. Ficaram pálidos ao ouvir isto e muitos se interessaram pelo meu caso. outrossim. Muita gente me procurou ate que a polícia teve que intervir. Você renasceu do Todo Poderoso". Falta.

A história do rico e Lázaro. As Escrituras Sagradas jamais sugerem a permanência do espírito após a morte ao redor do corpo a espreitar as reações dos circunstantes. E como resultado caem nesses absurdos inadmissíveis entre pessoas evangélicas. de semelhante forma um grande e intransponível abismo impede a passagem do estado de perdição eterna para a salvação. refrescar-lhe a língua. Os pentecostalistas por fundamentarem sua religião em extravagante experiências de fundo nevropata ou de cunho francamente mentiroso. A condenação do réprobo é eterna. desprezam por completo as Sagradas Escrituras ou colocam-nas em plana inferior. relatada por Jesus.. nem tão pouco os de lá passar para cá" (Lc.. um relato destituído de qualquer base ou comprovação de sua veracidade. O fato em si é pura ficção. esta posto um grande abismo entre nos e vós" (os condenados no inferno) . 16:26). 9:27b). com a ponta do dedo umedecida. As palavras são de Jesus Cristo: ". A patacoada se restringiria ao gênero do conto e da anedota se não afetasse diretamente ensinos evidentes da Palavra de Deus. 9:27a). Se "aos homens esta ordenado morrerem uma vez" (Hb. E onde já se viu uma revista dita evangélica supor a possibilidade da conversão no inferno? A saída de alguém de lá? O inferno é definitivo. Seguindo-se o juízo a morte (Hb. Impossível ao condenado ''no inferno escapar dela por meio da regeneração.Enfim. apresenta conclusões definitivas e inquestionáveis. Aquela estória de o espírito ficar por aí a rodear e a rondar o corpo inerte.. E descamba para as regiões espiritistas. "de sorte que os que quisessem passar daqui para vos não poderiam.. nenhuma esperança mais resta em favor do réprobo. Ninguém de lá pode sair. . Impossível até.

. E vá alguém seguirlhe os passos na pretensão de um aprofundamento na vida espiritual. FIM ..E vá alguém atrás dessa gente a procurar a "segunda benção" ou o "batismo no Espírito Santo".

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