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Consciência moral e ética:

A consciência moral é a característica que o ser humano tem para elaborar juízos normativos, espontâneos e
imediatos.
Como se forma a consciência moral?
A consciência moral forma-se tendo em conta certas qualidades e certos requisitos: por um lado, a
consciência moral só se forma num ser capaz de reflectir e de compreender o sentido da sua reflexão; por
outro lado, o meio onde o ser se insere e desenvolve tem uma importância fundamental, uma vez que
fornece as condições necessárias e elementares para que a formação da consciência moral possa acontecer.
Qual o papel, o sentido e a função da consciência moral?
O papel da consciência moral é normativo e crítico. È uma papel normativo porque ordena o que devemos
fazer e é uma papel critico porque nos impede de fazer qualquer coisa ou condena-nos quando realizamos
uma acção na qual não nos reconhecemos.
O sentido da consciência moral é apelativo, imperativo e judicativo. O sentido apelativo da consciência moral
invoca os valores e as normas ideais na nossa acção que não devemos renunciar, como por exemplo: não
matar e não roubar; no sentido imperativo, a consciência moral apresenta uma acção como obrigatória, ou
seja, ordena a prática de uma acção compatível com valores ou princípios; no sentido judicativo existe um
julgamento das acções praticadas, havendo ou não remorsos.
A função da consciência moral é orientar normativamente as nossas intenções e julgar os nossos actos. Por
isso, à consciência moral liga-se o conceito de responsabilidade, ou seja, a obrigação de uma pessoa de
responder pelas suas próprias acções que se apoiam em razoes ou motivos.
Contudo para existir consciência moral o indivíduo tem que ter ética. A ética é uma reflexão sobre o
fundamento das acções humanas, por isso diz-se que a ética e a consciência moral tem uma relação de
complementaridade.

Kant
Kant afirma que as acções humanas podem ser qualificadas, porém, a questão que inquire sobre a
moralidade das acções é o dever. Kant diz que a acção moral tem por base o exercício da razão prática e da
liberdade. Para Kant, a acção moral consiste em agir por dever, por respeito à lei, tendo a boa vontade como
condição dessa moralidade, uma vez que sem ela o sujeito não sentiria nenhuma inclinação para cumprir a
lei moral. Contudo, o que a acção moral exprime para Kant é um imperativo categórico, por isso, a acção
moral consiste na acção por dever.

Conceitos:
- A priori: designa todo o conhecimento independente da experiencia

-Lei: é um conjunto de normas obrigatórias

- Respeito: é a determinação imediata de vontade pela lei e a consciência desta determinação

- Imperativo categórico: é a forma necessária que a lei moral assume e é o critério segundo o qual podemos
avaliar a moralidade das acções humanas.

- Dever: é o que estamos na obrigação de fazer

- Razão pratica: é a capacidade própria dos sujeitos para desenvolver uma existência moral

- Liberdade: é a capacidade que a vontade tem para agir independentemente de causas estranhas que a
determinam, ou seja, designam a capacidade voluntaria do sujeito de auto-determinação nas escolhas que
pode e faz.

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