CONTABILIDADE GERAL I

Docente: Ms JAIR ANTONIO FAGUNDES Discente: ....................................................................

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A GESTÃO...............................................................................................................................................................3 REGIMES CONTÁBEIS:........................................................................................................................................4 a) O Regime de caixa:...........................................................................................................................................4 .............................................................................................................................................................................4 b) O regime de competência ...............................................................................................................................6 O PLANO DE CONTAS..........................................................................................................................................8 TÉCNICA DE ELABORAÇÃO DO PLANO DE CONTAS. ...................8 1.- ATIVO:....................................................................................................................................................10 2.- PASSIVO:..................................................................................................................................................11 3 - RESULTADO DO PERIODO:..................................................................................................................11 a) OS LIVROS UTILIZADOS NA CONTABILIDADE.......................................................................................19 O DIÁRIO..........................................................................................................................................................19 O LIVRO RAZÃO..............................................................................................................................................20 O LIVRO CAIXA...............................................................................................................................................21 O LIVRO CAIXA E O IMPOSTO DE RENDA............................................................................................21 TRATAMENTO CONTABIL/TRIBUTÁRIO DAS OPERAÇÕES COM MERCADORIAS..............................27 a) CONTABILIZAÇÃO DAS ENTRADAS DE MERCADORIAS.................................................................27 EMPRESAS COMERCIAIS.........................................................................................................................27 EMPRESAS INDUSTRIAIS. ........................................................................................................................28 COMPRA DE BENS ATRAVÉS DE CONSÓRCIOS..................................................................................32 A AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES E O CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS......................................34 O INVENTÁRIO PERMANENTE....................................................................................................................41 A AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES E AS DISPOSIÇÕES DO DECRETO-LEI N. 1.598/77..........................42 O CAPITAL PRÓPRIO OU PATRIMÔNIO LIQUIDO.........................................................................................43 O CAPITAL SOCIAL (OU INDIVIDUAL). .....................................................................................................43 RESERVAS ........................................................................................................................................................44 LUCROS ACUMULADOS................................................................................................................................47 A DEPRECIAÇÃO.................................................................................................................................................48 MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO......................................................................................................................50 APRESENTAÇÃO DAS DEPRECIAÇÕES NO BALANÇO PATRIMONIAL...............................................57 BAIXA DE BENS DO ATIVO IMOBILIZADO................................................................................................58 ...........................................................................................................................................................................58 ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS.....................................................................................61 RELATÓRIOS CONTÁBEIS.............................................................................................................................61 O BALANÇO PATRIMONIAL..........................................................................................................................62 - O ATIVO.......................................................................................................................................................64 2 - PASSIVO...................................................................................................................................................72 3 - Patrimônio Líquido ...................................................................................................................................75 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO...............................................................................79 DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS.......................................................85 DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS.........................................................88 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO..........................................................89

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CAPITULO I

A GESTÃO.
Até este ponto vimos considerando o patrimônio num determinado momento de seu processo evolutivo. Na verdade, patrimônio estático não existe. Herrmann Junior, já afirmava que "a situação patrimonial, revelada pelo balanço, no fim de cada exercício, corresponde a um instantâneo apanhado das operações em marcha." As empresas iniciam-se com uma dotação em dinheiro que é aplicada em meios econômicos e serviços para serem, posteriormente, reconvertidos em dinheiro que voltará a ser aplicado e assim sucessivamente, até o término de sua existência; quando seu capital será reduzido à sua expressão inicial, que é o dinheiro. A diferença entre o que a empresa possuía no início de suas atividades e o que ela apurou no final de sua existência vai indicar o resultado de suas atividades, o resultado de sua gestão. A gestão é o conjunto de operações que visam diretamente alcançar os objetivos que a empresa se propôs. A gestão desenvolve-se através das ações dos órgãos da empresa; ações voltadas à obtenção dos fins colimados pela empresa e que, geralmente se resumem na obtenção de lucros. Não obstante ser única a gestão, iremos apreciá-la sob dois aspectos ou momentos distintos: o econômico e o financeiro. Daí falar-se em gestão econômica e gestão financeira. A gestão financeira desenvolve-se em entradas e saídas de dinheiro (monetárias) e tende a assegurar o equilíbrio financeiro indispensável a qualquer empresa. A gestão econômica relaciona-se com a formação dos réditos (resultados), sua distribuição ou aplicação. Entre as entradas e saídas de numerário - fenômenos financeiros - e os ingressos e custos - fenômenos econômicos - existem correlações que se manifestam de forma direta e imediata. Não é pois possível traçar uma linha separando a gestão financeira da gestão econômica. Os fenômenos econômicos próprios de cada empresa processam-se de forma ininterrupta na busca da formação do resultado por ela visado. A formação das receitas e das despesas é um fenômeno contínuo, sem interrupção. A gestão não se interrompe por ocasião do encerramento do balanço.

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É evidente que uma empresa não pode aguardar até o encerramento de suas atividades para apurar o resultado verificado nas suas transações. Em conseqüência, adotou-se, por imperiosa necessidade dos proprietários da empresa, que necessitam analisar periodicamente as atividades de sua gestão, e por imposição legal, para que os agentes do governo possam apurar o montante dos tributos devidos, a divisão da vida da empresa (gestão) em unidades de tempo de igual duração chamados de "exercício financeiro" A unidade de tempo em que se divide a existência - a gestão - das empresas para apuração parcelada dos resultados denomina-se, pois, "exercício financeiro". A escolha da unidade de tempo a ser adotada como exercício financeiro deveria decorrer de critério totalmente convencional e de exclusivo interesse da empresa. Hoje, no Brasil, por imposição de norma legal, o exercício financeiro coincide com o ano-calendário para as empresas de pequeno e médio porte; já as empresas de maior porte (as que recolhem o imposto de renda pelo lucro real), estão obrigadas a encerrar mensalmente seus balanços o que implica em dizer que o exercício financeiro fiscal para estas empresas equivale a um mês. A divisão da gestão em exercícios financeiros, para os efeitos de apuração periódica dos resultados, trouxe, por via de conseqüência, o surgimento de vários problemas que a contabilidade teve de enfrentar e resolver, especialmente em relação aos fatos ainda em processo de formação por ocasião do término do exercício financeiro. Um dos problemas enfrentados consiste em decidir-se se as receitas e as despesas em formação devem ser imputadas ao exercício em que são formadas ou ao exercício em que sejam pagas ou recebidas, respectivamente.

REGIMES CONTÁBEIS:

a) O Regime de caixa:

A solução mais simples está consagrada no chamado Regime de caixa. No regime de caixa as receitas e as despesas são imputadas ao exercício em que os valores tenham sido recebidos ou pagos, não importa o período a que correspondam. Exemplo: A assinatura anual de uma revista técnica, paga em março de 19x1, seria considerada como despesa ao mês de março. Não importa que seja recebida mensalmente, de março de 19x1 a fevereiro de 19x2.
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Os ordenados relativos ao mês de março de 19x1, são pagos no dia 5 de abril. Pelo regime de caixa a despesa relativa ao ordenados só será contabilizada no dia 5 de abril.

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ASSINATURA DE REVISTAS TÉCNICAS Mercado de Capitais – Março 19x1 a fev. 19x2 a CAIXA Mercado de Capitais – Recibo 7.452

1.200,00 1.200,00

ORDENADOS Folha de pagamento março 19x1 a BANCOS Cheques nr. 37224 a 37240

15.000,00 15.000,00

b) O regime de competência

Pelo regime de competência, as receitas e despesas são consideradas como encargos do exercício em que se formam, independentemente do fato de seu pagamento ter ocorrido no mesmo ou em outro exercício. No caso da assinatura anual da revista, o pagamento da assinatura seria normalmente registrado conforme segue:
ASSINATURA DE REV. TÉCN. A APROPRIAR Mercado de Capitais – Março 19x1 / fevereiro 19x2 a CAIXA ou BANCOS Mercado de Capitais – Recibo 7.452

1.200,00 1.200,00

Mensalmente, a parcela da despesa que corresponde a cada mês desta assinatura, será apropriada com o lançamento a seguir:

ASSINAT. DE REVISTAS TÉCNICAS (Despesas) Parcela apropriada relativa ao mês de março 19x1
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100,00

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a ASSINAT. DE REVISTAS TÉCNICAS A APROPR. Valor apropriado – março 19x1

100,00

No caso dos salários de março e que só virão a ser pagos no dia 5 de abril; o primeiro lançamento a ser feito corresponde ao registro da despesa com a concomitante formação da dívida:
ORDENADOS (Despesa) Folha de pagto relativo à março a ORDENADOS A PAGAR (Passivo Circ.) Valor da folha de março 19x1 30.000,00 30.000,00

No dia 5 de abril, com o pagamento dos ordenados faz-se o registro da baixa da obrigação e da concomitante saída de numerário:
ORDENADOS A PAGAR (Passivo Circ.) Pagamento folha de março 19x1 a CAIXA ou BANCOS Folha de pagamento de março 19x1 30.000,00 30.000,00

CAPITULO II.

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O PLANO DE CONTAS.
O Plano de Contas é a estrutura sobre a qual se constrói e elabora a escrituração, com a finalidade de mantê-la ordenada de forma a obter, de maneira clara e objetiva, os dois instrumentos informativos mais importantes da contabilidade: O Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício. Em outras palavras, o plano de contas deve ser planejado com a mesma estrutura do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado do Exercício. O Plano de Contas deve ser tão detalhado quanto seja o interesse da empresa em informações detalhadas; inexistem regras que estabeleçam o número máximo ou o número mínimo de contas que deve conter um plano de contas. É preciso que se saiba, todavia, que o plano de contas deve ser suficientemente elástico afim de permitir a inclusão de novas contas, sempre que elas se fizerem necessárias. Repetimos, o grau de detalhamento do plano de contas varia segundo o interesse do contador e da empresa levando em consideração, sempre, a necessidade de registrar todas as ocorrências na vida de uma empresa.

TÉCNICA DE ELABORAÇÃO DO PLANO DE CONTAS. O Plano de contas deve possuir contas em número suficiente para registrar todos os valores positivos, todos os valores negativos, todos os ingressos e todas as despesas de forma detalhada a fim de não ocorrerem confusões. Na preparação do Plano de Contas deve-se iniciar do grupo maior para os grupos menores - do geral para o particular. Assim, podemos dizer que o nosso plano de contas pode se dividir em quatro grandes grupos; a) CONTAS PATRIMONIAIS: 1.- ATIVO 2.- PASSIVO e PATRIMONIO LÍQUIDO b) CONTAS DE RESULTADO; 3.- RECEITAS 4.- DESPESAS

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Ou, visando a elaboração da demonstração do resultado do exercício, em apenas três: 1. ATIVO; 2. PASSIVO e PATRIMÔNIO LIQUIDO 3. CONTAS DE RESULTADO.

Este último será o sistema que usaremos em aula. A codificação do plano de contas Inexistem regras estabelecidas sobre a forma de codificar o plano de contas. Como, porém os números oferecem uma maior facilidade de ordenamento, geralmente adota-se um código numérico. Adotado o código numérico, as contas de primeiro grau serão designadas pelos seguintes dígitos: 1, designando as contas do ATIVO 2, designando as do PASSIVO e do PATRIMONIO LIQUIDO 3 – designando as CONTAS DE RESULTADO Assim, para buscarmos uma conta representativa de um bem ou direito (uma conta ativa) procuraremos uma cujo dígito codificador inicial seja "1"; quando quisermos uma conta representativa de uma obrigação (uma conta passiva) ou uma conta que represente uma parte do patrimônio líquido procuraremos uma conta cujo dígito inicial seja "2", já as contas de resultado serão procuradas pelo dígito 3, indicativo do grupo a que pertencem.

O grau das contas O sistema de graduação das contas funciona como se fosse uma árvore (ou melhor, três árvores), uma para o ativo, uma para o passivo e outra para as contas de resultado. As contas de primeiro grau representam os agrupamentos principais: 1. ATIVO: Agrupando todas as contas que representam bens ou direitos da empresa; 2. PASSIVO: Agrupando todas as contas que representam as obrigações da empresa e o capital próprio (Patrimônio líquido);

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3.- CONTAS DE RESULTADO:. Agrupando as contas de resultado. Seu saldo representa uma receita, um ingresso, um lucro, quando credor, ou uma despesa, um gasto, uma perda, quando devedor. As contas de segundo grau são aquelas que representam o agrupamento de contas em que se divide o ativo, o passivo e as contas de resultado, com o mesmo ordenamento em que é feita a apresentação das demonstrações contábeis; assim, teremos dentro do ativo, os seguintes grandes grupos:

1.-

ATIVO:

1.1 - ATIVO CIRCULANTE Este grupo agrega as contas que representam os valores disponíveis em caixa, em bancos, os valores a receber até a data do próximo balanço, os estoques e as despesas pagas antecipadamente e que influenciarão os resultados do exercício seguinte. Este grupo pode ser dividido em outros subgrupos de acordo com as necessidades e conveniências. 1.2 - ATIVO REALIZAVEL A LONGO PRAZO Este grupo agrega as contas que representam os valores a receber (0s direitos) que só venham a vencer após o balanço seguinte. 1.3 - ATIVO PERMANENTE – Neste grupo agregam-se as contas representativas dos bens adquiridos com caráter permanente, adquiridos com a intenção de usá-los, sem a intenção de revendê-los. Este grupo se divide em três outros grupos distintos:

1.3.01 – INVESTIMENTOS Agrupa as contas que representam as aplicações de recursos financeiros em outras empresas ou em bens que não mantenham relação com a atividade objeto da empresa; 1.3.02 – IMOBILIZAÇÕES – Aqui se agrupam as contas que representam as aplicações de recursos financeiros que visam a manutenção da atividade objeto da empresa e a s respectivas contas de regularização.

1.3.03 – DIFERIDO Este é o grupo que agrega as contas que representam as despesas que influenciarão o resultado de vários exercícios futuros, tais como:
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despesas pré-operacionais benfeitorias em imóveis de terceiros. 2.- PASSIVO:

2.1 - PASSIVO CIRCULANTE Reúne as contas representativas das obrigações da empresa, vencíveis no decurso do exercício seguinte (antes do próximo balanço);

2.2 - PASSIVO EXIGIVEL A LONGO PRAZO - Agrupa as contas que representam as obrigações que tiverem seu vencimento após o decurso do exercício seguinte (após o próximo balanço) 2.3 - RESULTADO DE EXERCICIOS FUTUROS Neste grupo são reunidas as contas que representam as receitas e despesas relativas a obras cujo ciclo operacional seja superior a um ano. Ex.: a construção de um edifício; etc.. Este grupo não será utilizado em nosso exercício. 2.4 - PATRIMÔNIO LIQUIDO Este grupo de contas representa o patrimônio líquido da empresa, formado pelo seu capital social, suas reservas e lucros ou prejuízos acumulados.

3 - RESULTADO DO PERIODO: Este é o grupo que agrega as contas de toda natureza que representem ingressos, receitas ou lucros de um lado e, de outro, as contas que representam custos, despesas ou perdas

3.1 - RECEITA BRUTA - Reúne as contas que representam a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços, ou apenas de serviços;

3.2 - ABATIMENTOS DA RECEITA BRUTA - Reúne as contas que representam as vendas anuladas, os descontos incondicionais e os impostos incidentes sobre as vendas, dos quais o comerciante é mero repassador (ICMS, PIS e COFINS).
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3.3 - CUSTO DAS VENDAS - Neste grupo se reúnem as contas utilizadas na apuração do Custo das mercadorias vendidas: Mercadorias estoque (EI); Compras à vista; Compras a prazo; Fretes sobre compras e Devolução de compras. 3.4 - DESPESAS OPERACIONAIS Todas as despesas necessárias à atividade geral da empresa, tendo em vista o fim a que ela se propõe. Este grupo, geralmente, é dividido em subgrupos de acordo com o interesse da empresa. (Despesas com vendas, Despesas administrativas, Despesas Financeira, etc.) 3.5 - RECEITAS NAO OPERACIONAIS São as receitas que não mantém vinculação com a atividade objeto da empresa. A receita apurada na venda de um bem do ativo imobilizado é um exemplo de receita não operacional.

3.6 - DESPESAS NÃO OPERACIONAIS - Despesas que não mantém vinculação com a atividade a que a empresa se propôs. A baixa, pelo valor contábil , de bem do ativo permanente alienado.

Os lançamentos serão sempre feitos nas contas de 5º grau, este registro será automaticamente transferido para as contas de 4.º daí para as de 3.º grau, destas para as contas de 2.º grau e destas para as de l.º grau. A representação gráfica abaixo ilustra esta afirmação.
========================================================================

I GRAU ^ < II GRAU ^ < III GRAU ^ < IV GRAU ^ < V GRAU
COD. DA CONTA COD RED TITULO DA CONTA GRAU ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------1 19 ATIVO 1
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2 3 4 5 5 4 5 5 4 5 5 3 4 5 5 5 5 5 5 5 5 5 4 5 5 4 5 5 5 5 4 5 4 5 4 5 2 3 4 5 5 3 4 5 5 5 5 4 5 5 5 3 4 5 4 5

1.1 1.1.01 1.1.01.001 1.1.01.001.0001 1.1.01.001.0002 1.1.01.002 1.1.01.002.0001 1.1.01.002.0002 1.1.01.003 1.1.01.003.0001 1.1.01.003.0002 1.1.02 1.1.02.001 1.1.02.001.0001 1.1.02.001.0002 1.1.02.001.0003 1.1.02.001.0004 1.1.02.001.0005 1.1.02.001.0006 1.1.02.001.0007 1.1.02.001.0008 1.1.02.001.0009 1.1.02.001.0010 1.1.02.002 1.1.02.002.0001 1.1.02.002.0002 1.1.02.003 1.1.02.003.0001 1.1.02.004 1.1.02.004.0001 1.1.02.004.0002 1.1.02.004.0003 1.1.02.004.0004 1.1.02.005 1.1.02.005.0001 1.1.02.006 1.1.02.006.0001 1.2 1.2.01 1.2.01.001 1.2.01.001.0001 1.3 1.3.01 1.3.01.001 1.3.01.001.0001 1.3.01.001.0002 1.3.02 1.3.02.001 1.3.02.001.0001 1.3.02.001.0002 1.3.02.001.0003 1.3.02.001.0004 1.3.02.002 1.3.02.002.0001 1.3.02.002.0002 1.3.02.002.0003 1.3.03 1.3.03.001 1.3.03.001.0001 1.3.03.002 1.3.03.002.0001

27 35 43 51 60 78 94 108 116 124 132 140 159 167 175 183 191 205 213 221 230 248 256 264 272 280 299 302 310 329 337 345 353 361 370 388 396 400 418 426 434 442 450 469 477 485 493 507 515 523 531 540 558 566 574 582 590 604 612 620 639

...

ATIVO CIRCULANTE DISPONIBILIDADES CAIXA GERAL Caixa matriz Caixa filial BANCOS C/MOVIMENTO B do Brasil S/A Bradesco S/A APLIC.LIQUIDEZ IMED. Bco. Real S/A Bco. Itau S/A DIREITOS REAL.A C.PRAZO CLIENTES Alvaro Dias 5 Bernardo Souto Carlos Borba Décio Constante Edvino Soares Fernando Salvio Guilherme Souto Ildefonso Camargo Henrique Costa José Souto VALORES DESCONTADOS (-) Títulos descontados

VALORES A RECUPERAR ICMS a recuperar Adiant. a funcionários Depósitos judiciais IR recuperável ESTOQUES Mercadorias DESP. DO EXERC. SEGUINTE Seguros antecipados ATIVO REALIZ. A LONGO PRAZO 2 CREDITOS E VALORES 3 CONTAS A RECEBER A. Couto ATIVO PERMANENTE INVESTIMENTOS PARTICIP.EM OUTRAS EMPRESAS Frigovale S/A Curtisinos S/A IMOBILIZAÇÕES VALOR ORIGINAL CORRIGIDO Terrenos Móveis e Utensílios Veículos Máquinas e equipamentos DEPRECIAÇÕES ACUMULADAS (-) Depr.acum. Móv. Utensílios (-) Depr.acum. veículos (-) Depr.acum. máq.e equip. DIFERIDO DESPESAS DE EXERC. FUTUROS Desp. Pré-operacionais AMORTIZAÇOES ACUMULADAS (-) Amort.Acum. Desp.Pré-oper.

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1 2 3 4 5 5 4 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 4 5 5 5 5 5 4 5 5 5 5 5 5 2 3 4 5 5 2 3 4 5 4 5 5 5 4 5 5

2 2.1 2.1.01 2.1.01.001 2.1.01.001.0001 2.1.01.001.0002 2.1.01.002 2.1.01.002.0001 2.1.01.002.0002 2.1.01.002.0003 2.1.01.002.0004 2.1.01.002.0005 2.1.01.002.0006 2.1.01.002.0007 2.1.01.002.0008 2.1.01.002.0009 2.1.01.002.0010 2.1.01.003 2.1.01.003.0001 2.1.01.003.0002 2.1.01.003.0003 2.1.01.003.0004 2.1.01.003.0005 .1.01.004 2.1.01.004.0001 2.1.01.004.0002 2.1.01.004.0004 2.1.01.004.0005 2.1.01.004.0006 2.1.01.004.0007 2.2 2.2.01 2.2.01.001 2.2.01.001.0001 2.2.01.001.0002 2.3 2.3.01 2.3.01.001 2.3.01.001.0001 2.3.01.002 2.3.01.002.0001 2.3.01.002.0002 2.3.01.002.0003 2.3.01.003 2.3.01.003.0001 2.3.01.003.0002 2.3.01.004 2.3.01.004.0001 2.3.01.004.0002 3 3.1 3.1.01 3.1.01.001 3.1.01.001.0001 3.1.01.001.0002 3.1.01.002 3.1.01.002.0091 3.1.01.002.0092 3.1.01.002.0093 3.1.01.002.0094

647 655 663 671 680 698 701 710 728 736 744 752 760 779 787 795 809 817 825 833 841 850 868 876 884 892 906 914 922 1775 930 949 957 965 973 981 990 1007 1015 1023 1031 1040 1058 1066 1074 1082 1090 1104 1112 1120 1139 1147 1155 1163 1171 1180 1198 1201 1210 1228

PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE EXIGIVEL A CURTO PRAZO BANCOS C/EMPRÉSTIMOS B Brasil S/A Bradesco S/A FORNECEDORES A & Souza Ltda B & Campos Ltda C & Camargo D & B Ltda E. Fortes & Cia. F & Cunha Ltda. G. Gaveta Ltda H & H Ltda. Irmo Castro Ltda. Justo Falido S/A CONTAS A PAGAR Ordenados a pagar Férias a pagar 13º. Salário a pagar Inss a pagar Fgts a pagar IMPOSTOS A PAGAR IRPJ a pagar Contr. Social a pagar Icms a recolher Pis a recolher Cofins a recolher IRRF a recolher PASSIVO EXIGIVEL A LONGO PRAZO EMPRESTIMOS E FINANCIAMENTO INSTITUIÇOES FINANCEIRAS B.do Brasil S/A Bradesco S/A PATRIMONIO LIQUIDO CAPITAL PROPRIO CAPITAL SOCIAL Capital integralizado RESERVAS Reservas de capital Reservas de reavaliação Reservas de lucro RESULTADOS ACUMULADOS Lucros acumulados Prejuízos a compensar

RESULTADO DO PERIODO RESULTADO OPERACIONAL LUCRO BRUTO RECEITA LIQUIDA Vendas à vista Vendas a prazo DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA Vendas anuladas Icms s/ vendas Pis Cofins
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1 2 3 4 5 5 4 5 5 5 5

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3 4 5 5 5 5 5 3 4 5 5 5 5 5 5 5 4 5 5 4 5 5 5 4 5 5 5 2 3 4 5 5 3 4 5

3.1.02 3.1.02.001 3.1.02.001.0001 3.1.02.001.0002 3.1.02.001.0003 3.1.02.001.0004 3.1.02.001.0005 3.1.03 3.1.03.001 3.1.03.001.0001 3.1.03.001.0002 3.1.03.001.0003 3.1.03.001.0004 3.1.03.001.0005 3.1.03.001.0006 3.1.03.001.0007 3.1.03.002 3.1.03.002.0001 3.1.03.002.0002 3.1.03.002.0003 3.1.03.002.0004 3.1.03.003 3.1.03.003.0001 3.1.03.003.0002 3.1.03.003.0003 3.1.03.004 3.1.03.004.0001 3.1.03.004.0002 3.1.03.004.0003 3.1.03.004.0004 3.2 3.2.01 3.2.01.001 3.2.01.001.0001 3.2.01.001.0002 3.2.02 3.2.02.001 3.2.02.001.0001 3.3 3.3 01 3.3.01.001 3.3.1.1.1 3.3.1.1.2 3.4 3.4.01 3.4.01.001 3.4.01.001.0001 3.4.01/001.0002 3.9 3.9.01 3.9.01.001 3.9.01.001.0003

1236 1244 1252 1260 1279 1287 1295 1309 1317 1325 1333 1341 1350 1368 1376 1384 1392 1406 1414 1422 1430 1449 1457 1465 1473 1481 1490 1503 1511 1520 1538 1546 1554 1562 1570 1589 1597 1600 1619 1627 1635 1643 1651 1724 1732 1740 1759 1767 1660 1678 1686 1716

.....

CUSTO CUSTO MERCADORIAS VENDIDAS Compras à vista Compras a prazo Fretes s/compras Devoluções de compras Custo Merc. vendidas DESPESAS OPERACIONAIS DESPESAS ADMINISTRATIVAS Ordenados Férias l3.o salário Contrib.Previdenciárias Depreciações Amortizações Prêmios de seguros DESPESAS COM VENDAS Títulos incobráveis Comissões pagas Publicidade 5 DESPESAS FINANCEIRAS Juros e desc passivos Variações monet passivas Despesas bancárias RECEITAS FINANCEIRAS Juros e desc ativos Variações monet ativas Comissões recebidas RESULTADO NAO OPERACIONAL DESPESAS NAO OPERACIONAIS DESPESAS NÃO OPERACIONAIS Perda na venda do imobilizado Baixa de ativo RECEITAS NAO OPERACIONAIS RECEITAS NÃO OPERACIONAIS Ganho na venda do imob.

PROVISOES P/ TRIBUTOS S/ LUCROS 2 PROVISÕES P/ TRIBUTOS S/ LUCROS 3 PROVISOES P/ TRIBUTOS S/ LUCROS 4 Provisão para o IRPJ 5 Provisão p/ Contrib. Social 5 APURAÇÃO DO RESULTADO 2 RESULTADO DO PERÍODO 3 RESULTADO DO EXERCICIO 1999 4 Resultado do Exercício 5

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Função e funcionamento das contas. Além das descrições acima, o plano de contas deve conter um roteiro em que sejam descritas a função, a posição dentro do elenco patrimonial, seu funcionamento, a natureza e destinação de seu saldo. Para um melhor entendimento, apresentaremos a ficha de alguma conta dentre as apresentadas no elenco.

Conta: Caixa Matriz Código: 1.1.01.001.0001 Reduzido: 51 Posição: 1. Ativo 1.1 Ativo Circulante 1.1.01 Disponibilidade Função: Registra a movimentação financeira da empresa através das entradas e saídas de dinheiro. Funcionamento: Debita-se: Para registrar os valores numerários entrados em caixa; Credita-se: Para registrar as saídas de valores numerários (dinheiro) da caixa Saldo: Representa a quantia de valores numerários existentes em caixa e será sempre devedor

Conta: Móveis e Utensílios Código: 1.3.02.001.0002 Reduzido: 523

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Posição: 1 1.3 1.3.02

Ativo Ativo Permanente Imobilizações

Função: Registra o valor de aquisição dos imóveis, seus acréscimos em virtude dos registros da Correção monetária e suas reduções decorrentes de alienação ou baixa por obsolescência.. Funcionamento: Debita-se: Para registrar o seu valor de aquisição, os acréscimos por novas aquisições;. Credita-se: Para registrar as reduções quer por baixa ou Venda. Saldo: Representa o valor atualizado dos móveis e utensílios existentes na data do balanço e será sempre devedor.

Conta: Depreciações acumuladas de móveis e Utensílios. Código: 1.3.02.002.0001 Reduzido: 566 Posição: 1 Ativo 1.3 Ativo Permanente 1.3.02 Imobilizações Função: Conta retificadora do ativo. Registra o valor da depreciações acumuladas período a período da conta móveis e utensílios Funcionamento: Debita-se: Para registrar a baixa da depreciação acumulada dos móveis e utensílios baixados; Credita-se: Para registrar, como contrapartida, o valor dos encargos com depreciação acumulados até a data do balanço. Saldo: Representa o valor total dos encargos com depreciação acumulados até a data do balanço. Será sempre credor e não poderá ser de valor superior ao da conta que está retificando.

Conta: Vendas à vista Código: 3.1.01.001.0001 Reduzido: 1163 Posição: 3 Resultado do período 3.1 Resultado operacional 3.1.01 Lucro bruto Função: Registra o valor das vendas à vista efetuadas no período: Funcionamento: Debita-se: No final do período para transferir o valor do seu saldo para a conta Resultado do Período. Credita-se: Para registrar o valor das vendas efetuadas à vista.
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Saldo: Representa o montante das vendas à vista efetuadas. Será sempre credor. Transfere-se ao final do período para a conta Resultado do período.

Conta: Resultado do Período. Código: 3.9.01.001.00032 Reduzido: 1716 Posição: 3 Resultado do período 3.3 Resultado acumulado do período 3.3.01 Resultados do período Função: Conta de existência efêmera. Tem por finalidade receber em transferência o saldo de todas as contas de resultado para apurar o resultado do período. Só é movimentada ao final do exercício. Funcionamento: Debita-se: Para receber em transferência o saldo das contas que representam custos e despesas Para transferir o saldo dos lucros obtidos para formar as provisões correspondentes aos tributos a recolher em decorrência dos resultados obtidos; Para transferir o saldo final para a conta Lucros acumulados. Credita-se: Para receber, em transferência, o saldo das contas que representam receitas, ingressos. Para transferir o saldo - quando apresenta prejuízo para a conta Prejuízos a compensar. Saldo: Esta conta não apresenta saldo, salvo durante a apuração do resultado. -------------------------------------------------------

CAPITULO III

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A) OS LIVROS UTILIZADOS NA CONTABILIDADE.

Os principais livros utilizados na contabilidade são: o Diário, o Razão, o Caixa e o Inventário. Outros livros auxiliares que variam em quantidade e espécie, de acordo com a natureza e as necessidades de cada empresa, também podem ser usados. Existem também os livros exigidos pela legislação fiscal, cujo valor, sob o aspecto contábil, é bastante reduzido, entre eles citamos: 1.- Livro registro de entradas de mercadorias; 2.- Livro registro de saídas de mercadorias; 3.- Livro de apuração do ICMS; 4.- Livro de apuração do IPI; 5.- Livro razão em Ufir; 6.- Livro de apuração do lucro real e outros Os livros podem ser classificados segundo seus fins: a) Obrigatórios: Os livros exigidos por lei; b) Facultativos: Os livros escriturados no interesse exclusivo do comerciante. Segundo sua natureza: a) Cronológicos: Aqueles em que a escrituração é feita em ordem cronológica, isto é, segundo a sucessão de dia, mês e ano; b) Sistemáticos: Aqueles em que os lançamentos são feitos em ordem sistemática, agrupando-se os registros segundo sua natureza e finalidade; Segundo sua utilidade: a) Principais: São os livros que oferecem todas as informações relativas à contabilidade. Servem de fonte de informação sobre todas as operações realizadas; b) Auxiliares: São os livros que particularizam as operações, oferecendo, em separado, uma análise específica e quantitativa de determinados valores.

O DIÁRIO. O livro diário é obrigatório e registra todas as operações e transações realizadas pela empresa. Os lançamentos neste livro obedecem a ordem cronológica de dia, mês ano. Os registros podem ser feitos agrupadamente em partidas mensais, desde que utilizados livros auxiliares em que estas operações estejam individuadamente registradas em ordem cronológica de dia, mês e ano.

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O livro diário. bem como os demais livros de escrituração devem se revestir de certas formalidades denominadas: a) Formalidades extrínsecas: os livros devem ser encadernados, ter suas folhas numeradas, estar autenticados na Junta Comercial, conter os termos de abertura e de encerramento; b) Formalidades intrínsecas: Os lançamentos devem ser feitos (à mão, mecânica ou eletronicamente ) em tinta preta ou azul, sem emendas, rasuras, raspaduras ou borrões, linhas em branco, em ordem cronológica, mantendo um método de contabilidade uniforme, em moeda e idioma nacional. O livro Diário pode ser desdobrado em vários livros auxiliares, todos revestidos das mesmas formalidades, cada um para o registro de fatos de determinada natureza. Assim, podemos ter o diário auxiliar de clientes, o diário auxiliar de fornecedores e outros. No livro diário geral far-se-á o registro do resumo dos lançamentos contidos nos livros auxiliares Os lançamentos no livro Diário devem ser feitos em ordem cronológica; respeitadas as formalidades intrínsecas. Os erros cometidos na escrituração do livro Diário são corrigidos através de estornos ou de lançamentos complementares. Não se admite raspar (apagar) um erro cometido na escrituração do diário. Nem tampouco o uso de verniz corretivo. Os lançamentos no Diário devem ser feitos de forma clara e concisa, e compõem-se de cinco partes importantes e indissociáveis: 1) - a data em que se realizou a operação; 2) - a conta devedora; 3) - a conta credora; 4) - o histórico; 5) - o valor.

O LIVRO RAZÃO. O livro Razão é um livro sistemático e, apesar de facultativo é um livro de grande utilidade e importância na Contabilidade. A legislação tributária atualmente exige a manutenção deste livro pelo período de cinco anos, caracterizando-o como um livro obrigatório perante as leis fiscais. O livro razão é um livro sistemático - destina uma folha para cada conta selecionando operações relativas a cada elemento específico do patrimônio. Os lançamentos no livro razão são feitos em ordem cronológica dentro de cada conta. O razão também pode ser escriturado em fichas, utilizando-se uma destas para cada conta. Cada lançamento no Diário, implica necessariamente na sua transcrição para o livro Razão. A conta debitada no Diário será, também, debitada no razão; e vice-versa, a conta creditada no diário, será também, necessariamente, creditada no razão. 20-92

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O LIVRO CAIXA O Caixa é o livro onde são registradas todas as operações que envolvam bens numerários. É portanto um livro de ordem sistemática, muito embora as operações financeiras venham a ser registradas em ordem cronológica. O livro Caixa é um livro facultativo, apesar da sua grande utilidade nas empresas, sendo considerado mesmo indispensável nos grandes empreendimentos. A escrituração do livro em análise divide-se em duas partes: a) - uma para o débito - onde são lançadas todas as entradas de dinheiro; b) - uma para o crédito - onde se registram todas as saídas de bens numerários. O saldo apresentado pelo livro Caixa deve coincidir com o saldo da conta "Caixa" apresentado pela contabilidade e com os valores existentes em cofre.

O LIVRO CAIXA E O IMPOSTO DE RENDA. O artigo 18 da Lei n. 8.541/92 determina que as empresas que optem pela tributação simplificada devem escriturar os recebimentos e os pagamentos de cada mês em um livro Caixa (exclusão feita às empresa que mantiverem escrituração contábil). Não mantendo os registros contábeis completos, a escrituração do livro Caixa torna-se obrigatória, mesmo que a empresa mantenha os outros livros fiscais escriturados regularmente. Neste livro são registradas todas as operações que envolvam as disponibilidades da empresa, tanto em Caixa quanto em Bancos; assim, mesmo os rendimentos de aplicações financeiras; as despesas bancárias normalmente lançadas diretamente na conta bancária do investidor, ainda que não transitem pelo Caixa, devem ser registradas no mesmo. Também os valores creditados diretamente em conta bancária correspondentes a qualquer importância recebida, bem como os pagamentos efetuados mediante cheque bancário, precisam ser registrados neste livro "Caixa". O saldo deste livro representa o montante dos valores disponíveis em Caixa mais o saldo das contas representativas das disponibilidades existentes em depósitos bancários.

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b)- TRANSAÇÕES DIVERSAS Apresentaremos, neste capítulo, a forma de se efetuar o registro contábil (lançamentos no Diário) das diversas transações que mantenham algum grau de dificuldade e que ocorrem com relativa freqüência em qualquer tipo de entidade.

1.- A empresa entrega, para desconto, no Banco do Brasil S/A, as duplicatas n. 116 e 117, emitidas contra L. Bandeira e C. de Castro, no valor de $ 26.000,oo e 32.000,oo, respectivamente. O Banco descontou as despesas no valor de $ 7.300,oo e depositou o restante na conta movimento da empresa:

B DO BRASIL S/A – C/MOVIMENTO - Importância depositada n/data. DESPESAS BANCARIAS - B do Brasil SA cfe extrato. a TITULOS DESCONTADOS. - L Bandeiras. - C. Castro.

50.700,00 7.300,00 26.000,00 32.000,00

2.- Chegado o vencimento, o B do Brasil avisa que L. Bandeira liquidou sua conta:
TITULOS DESCONTADOS L. Bandeira. a CLIENTES L Bandeira

26.000,00 26.000,00

3. Avisa também que C. Castro não efetuou o pagamento no vencimento, devendo o título ser reembolsado:
TITULOS DESCONTADOS. C. Castro..

32.000,00

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a B DO BRASIL C/ MOVIMENT. Valor reembolsado.

32.000,00

4.- A empresa perdeu $ 1.500,00 com clientes,:
TITULOS INCOBRAVEIS Perda com clientes. a CLIENTE. Tulio Ventosa, n/ dupl. 116..

1.500,00 1.500,00

5.- Pagamento de despesas (seguros) que serão apropriadas na medida que o encargo se consubstancie como tal.
SEGUROS ANTECIPADOS (Ou) A APROPRIAR). Novo seguros – Apólice 2.420. a CAIXA ou BANCOS. Apólice 2420 da Novo Seguros.

4.800,00 4.800,00

6.- Apropriação da despesa com seguro relativa ao mês em curso. A despesa paga corresponde a um ano, logo: 4.800,00 / 12 = 400,00
SEGUROS CONTRA FOGO. Apropriação despesa de março 19x1. a SEGUROS A APROPRIAR. Valor transferido p/ Seguros c/ fogo.

400,00 400,00

7.- O Aluguel relativo ao mês de março de 19x1 só será pago no dia 10 de abril. Adotado o regime de competência precisamos fazer o registro da despesa correspondente e o provisionamento para liquidação da divida na data do vencimento.

ALUGUEIS PASSIVOS. Valor correspondente a março. a ALUGUEIS A PAGAR. Luiz E. Krause.

5.000,00 5.000,00

8.- Os ordenados também são provisionados ao final do mês de março para serem pagos no inicio de abril. Ao ser provisionado o valor do ordenado a pagar também será registrada a divida da empresa pelo valor da contribuição ao INSS descontada do empregado.
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ORDENADOS. Valor da folha de pagamento março 19x1 a ORDENADOS A PAGAR. Líquido a pagar – março 19x1 a INSS A RECOLHER. Valor retido

10.000,00 9.100,00 900,00

9.- Provisionado o valor dos ordenados a pagar, registram-se, também, os encargos da empresa com o FGTS e INSS.

CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIARIAS. Encargos da empresa – folha de março. a INSS A RECOLHER. Relativo a folha de março 19x1 a FGTS A RECOLHER. Relativo a folha de março 19x1.

2.800,00 2.000,00 800,00

10.- A duplicata nr. 7.452, emitida por Leoncio Gauderio, no valor de $ 15.000,oo foi paga antecipadamente, com desconto de $ 1.500,00.

FORNECEDORES.. LEONCIO GAUDERIO – S/ Duplicata 7452 a CAIXA ou BANCOS Duplicata 7452 – Leoncio Gauderio a DESCONTOS OBTIDOS. Duplicata 7452 – Leoncio Gauderio

15.000,00 13.500,00 1.500,00

11.- Por sua vez, a duplicata 2.457, no valor de $ 63.000,00, emitida por Omega, foi paga depois de vencida, com juros de Cr$ 2.000,oo

FORNECEDORES. OMEGA . Duplicata 2.457.
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63.000,00

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JUROS PASSIVOS. Omega – Sua duplicata 2.457 a CAIXA ou BANCOS. Omega – Sua duplicata 2.457.

2.000,00 65.000,00

12 - . Registro do Custo das mercadorias vendidas, utilizando-se das seguintes informações; a- Saldo da conta mercadorias, representando o estoque inicial..( D )...............$ 20.000,00 b- Saldo da conta compras à vista..............................................( D )................$ 35.000,00 c- Saldo da conta compras a prazo............................................( D ).................$ 45.000,00 d- Saldo da conta fretes s/compras...........................................( D )................. $ 12.000,00 e- Saldo da conta Devolução de compras..................................( C )................. $ 3.000,00 f- Estoque de mercadorias existente no final do período.................................... $ 35.000,00

CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS Valor transferido p/encerramento do exercício a MERCADORIAS – Estoque Valor que se transfere p/ CMV a COMPRAS À VISTA Valor transferido para C M V a COMPRAS A PRAZO Valor transferido para C M V a FRETES S/ COMPRAS Valor transferido para C M V DEVOLUÇÃO DE COMPRAS Valor transferido para C M V a CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS Valor transferido de Devolução de compras MERCADORIAS – Estoque Valor do estoque existente em 31.12... a CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS Valor do estoque existente em 31.12....s

112.000,00 20.000,00 35.000, 00 45.000,00 12.000,00 3.000,00 3.000.00 35.000,00 35.000.00

13- Compras a prazo de mercadorias para revenda no valor de $ 100.000,00, ICMS embutido no preço (12%) = 12.000,oo
COMPRAS. J. Tavares – s/ Nota Fiscal 312 ICMS A RECUPERAR.. N.Fiscal 312 de J. Tavares. a FORNECEDORES. J TAVARES S/ Nota Fiscal 312. 88.000,00 12.000,00 100.000,00

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14- Venda à vista de mercadoria adquirida para revenda, no valor de $ 100.000,oo. O ICMS incidente sobre esta venda é de 17%, ou seja $ 17.000,00.
CAIXA Vendas à Vista cfe Notas Fiscais 01 a 16. a VENDAS À VISTA Notas Fiscais 1 a 16. ICMS S/VENDAS (Abatim.Rec.Bruta) Imposto contido nas vendas.. a ICMS A RECOLHER (passivo circ.) Valor e recolher 100.000,00 100.000,00 17.000,00 17.000,00

15- Ao final do mês o montante do ICMS a recolher é apurado mediante a comparação contábil do saldo das contas "ICMS a recuperar" e "ICMS a recolher"
ICMS A RECOLHER (passivo circ.) Valor transferido de ICMS a recuperar. a ICMS A RECUPERAR (ativo circ.). Valor transferido para ICMS a recolher 12.000,00 12.000,00

===============================================================

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CAPITULO IV

TRATAMENTO CONTABIL/TRIBUTÁRIO DAS OPERAÇÕES COM MERCADORIAS.

a)

CONTABILIZAÇÃO DAS ENTRADAS DE MERCADORIAS.

Inicialmente, convém analisar o que devemos entender por mercadoria. Para evitar distorções no entendimento, passaremos a considerar como mercadoria qualquer bem móvel, novo ou usado, que tenha sido adquirido com a finalidade de revendê-lo ou alugar o seu uso, no mesmo estado em que foi adquirido ou submetido a qualquer processo de industrialização. É irrelevante a distinção entre mercadoria (bens adquiridos para serem revendidos no mesmo estado) e produtos (bens adquiridos para serem revendidos depois de submetidos a algum processo de industrialização). Por força de disposição contida na legislação do Imposto de Renda (IN SRF 51/78) as empresas devem, nas entradas de mercadorias destinadas a revenda, assim como nas entradas de matérias-primas a serem empregadas na industrialização de produtos a serem revendidos , excluir o montante dos impostos recuperáveis acrescidos ao preço da mercadoria ou produto e destacados na nota fiscal. Isto significa que o ICMS que vem destacado na Nota Fiscal deve ser contabilizado em separado do valor da mercadoria adquirida através do referido documento; significa, também que o valor do IPI, acrescido ao preço da mercadoria e lançado na mesma Nota Fiscal deve ser contabilizada separadamente do valor da mercadoria adquirida. Uma Nota Fiscal no valor de R$ 100,00 está representando uma compra de mercadorias no valor de R$ 83,00 e um crédito de ICMS de R$ 17,00. Quando as mercadorias forem destinadas ao consumo ou uso próprio do adquirente, não se destinando a revenda nem a industrialização para posterior revenda, os impostos indiretos não são recuperáveis e, por isso, integram o seu custo de aquisição.
========================================================================

EMPRESAS COMERCIAIS. As empresas comerciais contabilizarão em separado apenas o ICMS recuperável, cobrado junto com o valor das mercadorias adquiridas, já que o IPI, quando houver, será computado como custo de aquisição, pois além de não ser recuperável, integra o custo das mercadorias vendidas.

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Contabilização: a) Compras em que não houve incidência do IPI:

Exemplo: Valor das mercadorias constante na N.Fiscal.................... Valor do ICMS embutido................................................: = Valor liquido das mercadorias......................................:
COMPRAS Trevisan & Cia. – Nota Fiscal 234. ICMS A RECUPERAR Nota Fiscal 234 – Trevisan & Cia a CAIXA. Trevisan & Cia. Ltda - Nota fiscal 234

100.000,00 17.000,00 83.000,00

83.000,00 17.000,00 100.000,00

b) Compras de mercadorias sujeitas ao IPI e ao ICMS simultaneamente: Exemplo: Valor das mercadorias constantes na Nota Fiscal......... ... + Valor do IPI cobrado................................................... = Total da compra........................................................... ICMS destacado na Nota Fiscal......................................
COMPRAS Dias & Dias Ltda – Nota Fiscal 444 ICMS A RECUPERAR. Nota Fiscal 444 de Dias & Dias Ltda.. a CAIXA Dias & Dias Ltda. – Nota Fiscal 444

100.000,00 8.000,00 108.000,00 12.000,00

96.000,00 12.000,00 108.000,00

========================================================================

EMPRESAS INDUSTRIAIS.

As empresas industriais contabilizarão as entradas de mercadorias a serem utilizadas como matéria-prima ou material secundário em separado do valor do ICMS e do IPI, que serão, ambos, recuperados através do sistema de créditos nos livros fiscais correspondentes

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a) Operações em que não há incidência do IPI. Quando, na operação, não houver incidência do IPI, o lançamento deve ser feito da mesma forma que se faz no comercio. Exemplo: Valor da Nota Fiscal............................................... ICMS destacado na Nota Fiscal............................ Valor líquido das mercadorias..............................

100.000,00 12.000,00 88.000,00

COMPRAS Marcondes Viana, s/ Nota Fiscal 16 ICMS A RECUPERAR Nota Fiscal n. 16 – M. Viana. a CAIXA Marcondes Viana, Nota Fiscal n. 16

88.000,00 12.000,00 100.000,00

b) Operações sujeitas ao ICMS e ao IPI simultaneamente Exemplo: Valor da fatura..................................... + mais IPI............................................. ICMS destacado............................
COMPRAS C. Polidoro, s/ Nota Fiscal 416 ICMS A RECUPERAR Nota Fiscal 416 – C. Polidoro. IPI A RECUPERAR Nota Fiscal 416 – C. Polidoro a CAIXA. Pago Nota Fiscal 416 de C. Polidoro

100.000,00 8.000,00

108.000,00 12.000,00

88.000,00 12.000,00 8.000,00 108.000,00

========================================================================

b) CONTABILIZAÇÃO DAS SAÍDAS DE MERCADORIAS.

POR EMPRESAS INDUSTRIAIS;
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a) O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Na contabilização das saídas de mercadorias não se inclui na receita bruta o valor do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que é cobrado do comprador ou contratante adicionado ao valor das mercadoria ou produto, do qual o vendedor dos bens ou serviços é mero depositário. Exemplo: Determinado fabricante vende produto de sua fabricação por $ 100.000,oo e cobra, junto com o produto vendido $ 8.000,oo de IPI (Valor total da Nota Fiscal $ 108.000,00).
CAIXA. Vendas à Vista cfe. Notas Fiscais 17 a 35. a VENDAS A VISTA Notas Fiscais 17 a 35 a IPI A RECOLHER Valor retido – Notas Fiscais 17 a 35

108.000,00 100.000,00 8.000,00

b) O ICMS. Como se sabe, o ICMS integra a sua base de cálculo, isto é, ele está incluído no preço de venda da mercadoria ou produto. No exemplo anterior, o preço do produto vendido por $ 100.000,oo estava assim distribuído: Valor da mercadoria.............. ICMS incluído no preço....... 83.000,00 17.000,00.

Assim, se o ICMS integra a receita bruta, dela precisa ser excluído (abatido) afim de se obter o valor da receita líquida. O lançamento da venda corresponde ao modelo apresentado antes. O lançamento de exclusão do ICMS é geralmente feito no final de cada período de apuração , conforme modelo abaixo:
ICMS S/VENDAS Valor do ICMS embutido nas vendas. a ICMS A RECOLHER. Valor a recolher

17.000,00 17.000,00

Para facilitar o entendimento dos lançamentos anteriormente efetuados, vamos analisar a função de cada uma das contas apresentadas:
-

ICMS S/ VENDAS é conta de resultado e se constitui em um abatimento da receita bruta;

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-

IPI A RECUPERAR e ICMS A RECUPERAR - são contas ativas e representam um direito, um valor a ser abatido do montante dos impostos (IPI e ICMS) devidos no período. São contas integrantes do ativo circulante.. IPI A RECOLHER e ICMS A RECOLHER - são contas representativas do montante dos impostos (IPI e ICMS) devidos pelas operações realizadas no período.

O encerramento do período. Ao final de cada período de apuração torna-se necessário apurar se os impostos detêm saldo favorável a empresa ou se a empresa tem impostos a pagar. Com esta finalidade verifica-se o saldo das contas IPI A RECUPERAR, ICMS A RECUPERAR comparando-os com o saldo das contas IPI A RECOLHER e ICMS A RECOLHER, respectivamente. Vimos, em nosso exemplo, que as contas que estamos estudando, apresentam os saldos abaixo descritos:

Contas ICMS A RECUPERAR ICMS A RECOLHER IPI A RECUPERAR IPI A RECOLHER

Saldo Devedor Saldo Credor 17.000,00 17.000,00 12.000,00 8.000,00

ICMS A RECOLHER. Valor que se transfere de ICMS a recuperar. a ICMS A RECUPERAR Valor que se transfere para ICMS a recolher

17.000,00 17.000,00

Com este lançamento, as duas contas passam a apresentar saldo "zero", significando que a empresa não deve nada em relação ao ICMS, mas também não detêm saldo favorável. Vejamos agora o lançamento de apuração do IPI:

IPI A RECOLHER Valor que se transfere de IPI a recuperar a IPI A RECUPERAR Valor que se transfere para IPI a recolher.

8.000,00 8.000,00

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Feito este lançamento, a conta IPI A RECOLHER apresenta saldo "zero" e a conta IPI A RECUPERAR fica com um saldo de $ 4.000,00o, significando que a empresa nada deve em relação ao IPI e inicia o período seguinte com um saldo favorável de $ 4.000,00.

Como regra geral, podemos afirmar que, na elaboração do conta corrente fiscal transfere-se o valor da conta que apresenta menor saldo para a conta cujo saldo é maior. Este lançamento encerra uma das duas contas, permanecendo aberta apenas uma delas, que indica o valor do imposto favorável ao contribuinte aproveitável nos meses subsequentes, ou, em caso contrário o valor do imposto devido.

COMPRA DE BENS ATRAVÉS DE CONSÓRCIOS.

A empresa que adquirir bens através de consórcio poderá se defrontar com duas fases distintas, que refletem, necessariamente, procedimentos diversos: - a primeira evidencia o período que antecede o recebimento do bem, mas que implica desembolso efetivo do consorciado; - a segunda surge com o recebimento, seja mediante sorteio ou antecipação (lance), remanescendo ou não saldo devedor. Nestas condições deverá registrar: I - Na primeira fase, os desembolsos iniciais como adiantamento a fornecedores, ou seja, as parcelas pagas antes do efetivo recebimento do bem, em conta do ativo imobilizado, sendo admissível, a critério da própria empresa, o registro no circulante ou no realizável a longo a longo prazo, desde que efetuado de acordo com os princípios de contabilidade recomendados para cada caso específico.
ADIANTAMENTO A FORNECEDORES Pago quota n. 1. a CAIXA Consórcio Krause – Quota n. 1

692.00 692.00

II - Na segunda fase, por ocasião do recebimento do bem: em conta específica e definitiva do ativo permanente, pelo valor constante da nota fiscal pelo qual o bem foi faturado que terá como contrapartida: a) conta do ativo que registrou as antecipações pagas;

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b) conta do passivo que irá registrar o saldo devedor na época do recebimento do bem, obtido através da multiplicação do número de parcelas a vencer pelo valor da parcela na data do recebimento do bem; III - As variações do saldo devedor que vierem a se verificar, decorrentes da alteração do valor das prestações serão refletidas nas contas que registram a obrigação, tendo como contrapartida a conta de VARIAÇÃO MONETARIA PASSIVA ou VARIAÇÃO MONETÁRIA ATIVA. Exemplo: A empresa participa de um consórcio para aquisição de um caminhão. Os valores pagos estão representados no saldo da conta ADIANTAMENTO A FORNECEDORES que soma a $ 15.900,00 e representa o valor de 30 quotas pagas. Ao receber o caminhão, faltam, portanto, 20 quotas a serem saldadas. O caminhão foi faturado por $ 34.600,00; o valor da quota mensal, na data do recebimento do bem, é de $ 692,00. - Valor da quota na data do recebimento do bem: $ 692,00; - Número de quotas que ainda faltam ser pagas: 20; 20 x 692,00 = 13.840,00 (representa o saldo devedor da empresa consorciada na data do recebimento do bem). Lançamento a ser feito na data do recebimento do bem:

VEICULOS Recebido cfe. NF n. 16 de Consórcio Krause a ADIANT.A FORNECEDORES Valor transferido em virtude recbto do bem. a FORNECEDORES Débito correspondente a 20 quotas pendentes a VARIAÇÕES MONETÁRIAS ATIVAS Diferença apurada no recebimento do bem

34.600,00 15.900,00 13.840,00 4.860,00

IV - A partir da 21a. prestação, será considerado como liquidação de débito o valor correspondente à par cela de $ 692,00; qualquer valor pago a menor será registrada como VARIAÇÃO MONETARIA ATIVA e todo o valor pago a maior será registrado como VARIAÇÃO MONETARIA PASSIVA..- Assim, se a quota nr. 21 fosse de $ 650,00,, o registro contábil seria feito como a seguir:

FONECEDORES CONSÓRCIO KRAUSE – Quota 21. a CAIXA Consórcio Krause – Quota 21 a VARIAÇÕES MONETÁRIAS ATIVAS Diferença apurada na liquidação quota 21.

692,00 650,00 42,00

Caso contrário, se o valor da quota atingisse o importância de $ 75.000,00, o lançamento seria o seguinte
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FORNECEDORES CONSÓRCIO KRAUSE Quota 21 VARIAÇÕES MONETÁRIAS PASSIVAS Dif. Apurada quota 21 – Cons. Krause a CAIXA Quota 21 – Consórcio Krause

692,00 58,00 750,00

CAPITULO V

A AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES E O CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS
O patrimônio é um conjunto de bens, direitos e obrigações, que somados algebricamente determinam a posição da riqueza de uma entidade O conjunto de bens, direitos e obrigações apresentados de maneira descritiva, nada representa; não nos basta saber que possuímos uma mesa, duas cadeiras e um dívida de $ 200,oo se não soubermos o valor da mesa e das cadeiras. Sem os valores correspondentes a informação deixa de ser útil. É preciso que os componentes do patrimônio sejam convertidos a uma unidade de medida comum, a moeda, para que possamos estabelecer comparações. E' preciso avaliar os componentes do patrimônio. Avaliar significa determinar o valor monetário de um bem, direito ou obrigação. A operação que converte os componentes do patrimônio a uma unidade de medida comum (a moeda) é a avaliação. A forma da avaliação depende da finalidade com que ela e' feita. Os bens e direitos podem ser avaliados pelo seu custo de aquisição, pelo seu custo de fabricação, pelo seu preço de venda, pelo seu preço de reposição, ou ainda, por uma série interminável de métodos. Vamos nos preocupar com a avaliação das mercadorias para fins de apurar o rédito (resultado) do exercício. Para apuração do resultado (lucro ou prejuízo) das atividades de uma empresa comercial importa conhecer os métodos adotados para avaliação dos estoques.

Métodos de avaliação dos estoques. Cada método apresenta uma característica diferente, com resultados também diferentes, que passaremos a examinar a seguir: 1 Método pelo custo específico 2 Método pelo custo mais recente; 3
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Método do preço médio unitário das compras; 4 Método do preço médio ponderado; 5 Método Fifo ou PEPS 6 Método Lifo ou UEPS; 7. Método do preço médio ponderado variável

Método pelo custo específico. Por ocasião do levantamento inventarial cada artigo está marcado com seu custo de aquisição através de uma etiqueta ou de qualquer outra simbologia convencionada.

Exemplo: Consideremos as seguintes transações; 1.- Compras pelo custo de aquisição:

01.01.a 02.01.a 04.01.a

1.000 unidades a $ 55,00, cada 600 unidades a $ 60,00, cada 400 unidades a $ 65,00, cada

55.000,00 36.000,00 26.000,00

2.- Vendas pelo preço de venda:

03.01.a

1.250 unidades a $ 64,00, cada

80.000,00

3. - O estoque, existente no final do exercício, estava assim constituído:
110 unidades a $ 55,00 cada 240 unidades a $ 60,00 cada 400 unidades a $ 65,00 cada Soma: 750 unidades, no valor total de 6.050,00 14.400,00 26.000,00 46.450,00

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Folha do razão: Compras: 1000 unidades a 55,00 600 unidades a 60,00 400 unidades a 65,00 Lucro bruto Soma MERCADORIAS Vendas 55.000,00 1250 unidades. a 64,00 36.000,00 Estoque final (750 Unidades) 26.000,00 9.450,00 126.450,00 Soma

80.000,00 46.450,00

126.450,00

Método pelo custo mais recente. Os bens são avaliados pelo preço da última aquisição. Não importa que esta tenha sido de apenas l ou 2 unidades e existam, digamos, 60, 80 ou 100 unidades do mesmo bem ou mercadoria. Em nosso exemplo, a última aquisição foi feita ao preço de $ 65,00 cada unidade, assim, o nosso estoque, avaliado por este sistema, valerá (750 x 65,oo) = $ 48.750,00

Compras 1.000 unidades a $ 55,00 600 unidades a $ 60,00 400 unidades a $ 65,00 Lucro bruto 128.750,00

MERCADORIAS Vendas: 55.000,00 1250 unidades a $ 64,00 36.000,00 Estoque Final (750 unidades) 26.000,00 11.750,00 Soma Soma

80.000,00 48.750,00

128.750,00

Método FIFO ou PEPS. FIFO = First in, first out. PEPS primeiro a= Primeiro a entrar, primeiro a sair.

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A primeira mercadoria que entra é, sempre, a primeira a ser vendida. Vendem-se sempre as mercadorias mais velhas, consequentemente, as mercadorias existentes em estoque correspondem às mercadorias adquiridas mais recentemente

Este método é aceito normalmente pela legislação brasileira para as empresas que não possuem controle de estoque permanente. Vimos, que em nosso exemplo restaram 750 unidades em estoque.- Como as mercadorias existentes correspondem sempre às mais recentemente adquiridas, concluímos que as nossas existências são formadas por: 400 unidades adquiridas a $ 65,oo cada....= 26.000,00 350 unidades adquiridas a $ 60,oo cada....= 21.000,00 Soma.................................. = 47.000,00

MERCADORIAS
Compras 1000 unidades a 55,00 600 unidades a 60,00 400 unidades a 65,00 Lucro Bruto Soma Vendas 55.000,00 1.250 unidades a $ 64,00 36.000,00 Estoque final (750 unidades) 26.000,00 10.000,00 127.000,00 Soma 80.000,00 47.000,00

127.000,00

Método LIFO ou UEPS. LIFO = Last in, first out. UEPS = Último a entrar, primeiro a sair. Este método, considera que as mercadorias ou produtos vendidos correspondem sempre às últimas aquisições, assim, permanecem em estoque sempre as mercadorias adquiridas a mais tempo. Para a apuração dos estoques por este método recomendamos a utilização das fichas de estoque; uma vez que nem sempre será a mercadoria adquirida a mais tempo a que restará por ocasião do inventário.

Entradas Data Qtde 01.01.a 1.000 02.01.a 600 03.01.a 03.01.a

Saídas Pr.Unit Total Qtde 55,00 55.000,00 60,00 36.000,00 600 650

Pr Unit

Saldos Total

Qtde 1.000 1.600 1.000 350

Valor 55.000,00 91.000,00 55.000,00 19.250,00

60,00 55,00

36.000,00 35,750,00

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04.01.a

400

65,00

26.000,00

750

45.250,00

MERCADORIAS
Compras 1.000 un. a 55,00 600 unid. a 60,00 400 unid. a 65,00 Lucro bruto Soma 55.000,00 36.000,00 26.000,00 8.250,00 125.250,00 Vendas 1250 unid. a 64,00 Est. Final (750) 80.000,00 45.250,00

Soma

125.250,00

Método do Preço médio unitário.

Por este método os estoques são avaliados através de um simples artifício matemático: somam-se os preços unitários pelos quais foram feitas as aquisições e o resultado divide-se pelo número de aquisições efetuadas no período. Em nosso exemplo teríamos a seguinte situação: 60,00 O número de unidades existente, multiplicado pelo preço médio unitário das compras resultará no valor do estoque existente na data do inventário. (750 x 60,00) = 45.000,00
MERCADORIAS Vendas: 55.000,00 1250 un. a 64,00 36.000,00 Estoque final (750 un.) 26.000,00 8.000,00 125.000,00 Soma

(55,00 + 60,00 + 65,00) / 3 =

Compras: 1.000 un. a 55,00 600 un. a 60,00 400 un. a 65,00 Lucro Bruto Soma

80.000,00 45.000.00

125.000,00

Método do Preço Médio Ponderado.

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Este método aproxima o preço médio ao custo das mercadorias em estoque, quando não for possível obter o custo específico de cada artigo.

Quantidade 1.000 600 400 Soma ... 2.000

Preço Unitário 55,00 60,00 65,00

Total 55.000,00 36.000,00 26.000,00 Soma. 117.000,00

Preço médio ponderado => 117.000 / 2.000 = 58,50 Valor do estoque => 750 x 58,50 = 43.875,00

MERCADORIAS
Compras: 1000 unidades a 55,00 600 unidades a 60,00 400 unidades a 65,00 Lucro Bruto Soma 55.000,00 36.000,00 26.000,00 6.875,00 123.875,00 Vendas: 1250 unidades a 64,00 Estoque Final (750 unidades) 80.000,00 43.875,00

Soma

123.875,00

Método do Preço Médio Ponderado Variável.

Várias são as formas de avaliação dos estoques pelo preço médio ponderado. Este método pode ser usado, fazendo as avaliações, por períodos de tempo determinado, como uma semana, um dia, como pode também, ser usado em cada operação.
Entra P.Unit 55,00 60,00 65,00 das Total 55.000,00 36.000,00 26.000,00 Saídas P.Unit Saldos Valor 55.000,00 91.000,00 19.900,00 45.900,00 Preço Médio 55,00 56,88 56,88 61,20

Data 01.01 02.01 03.01 04.01

Qtde 1.000 600 4400

Qtde

Total

1.250

56,80

71.100

Qtde 1.000 1.600 350 750

MERCADORIAS
Compras 1.000 unidades a 55,00 55.000,00 Vendas 1.250 unidades a 64,00 80.000,00

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600 unidades a 60,00 400 unidades a 65,00 Lucro bruto Soma

36.000,00 26.000,00 8.900,00 125.900,00

Estoque final (750 un.)

45.900,00

Soma

125.900,00

Comparação entre os métodos
Método Custo específico Custo mais recente Método FIFO/PEPS Método LIFO/UEPS Preço Médio Unitário Preço Médio Ponderado Preço Médio Ponderado Variável Estoque Quantidade 750 750 750 750 750 750 750 Final Valor 46.450,00 48.750,00 47.000,00 45.250,00 45.000,00 43.875,00 45.900,00 Lucro Bruto 9.450,00 11.750,00 10.000,00 8.250,00 8.000,00 6.875,00 8.900,00

Conclusão. Observando a tabela acima podemos, com toda a facilidade, concluir que o lucro bruto varia aritmeticamente na mesma proporção que varia o valor do estoque, donde podemos afirmar que um estoque superavaliado aumenta os lucros e um estoque subavaliado reduz os lucros da empresa pelo mesmo valor, ou seja: Quando se avalia o estoque para mais, o lucro bruto aumenta da mesma importância com que se aumentou o valor dos estoques; Quando se avalia o estoque para menos, o lucro bruto diminui da mesma importância com que se diminuiu o valor dos estoques. Outros critérios. Outros critérios de avaliação dos estoques podem ser utilizados, segundo a necessidade e a finalidade a que se aplicam. Damos como exemplo alguns outros critérios:

Avaliação dos estoques pelo custo de reposição - Para conseguir maior eficácia na administração das vendas, as empresas costumam adotar o critério de avaliação pelo custo de reposição com a finalidade de obter um lucro real. Sabendo-se o custo de reposição, aplica-se sobre ele um percentual de lucro para se saber o preço de venda da mercadoria. Exemplo: Determinada mercadoria, adquirida em fevereiro, teve um custo de aquisição de $ 10,oo, está para ser vendida em agosto do mesmo ano. Será suficiente
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aplicar um percentual de lucro bruto sobre o custo desta mercadoria para ofertá-la à venda, ou seria conveniente verificar seu custo de reposição, que na data da venda estaria por volta de $ 50,oo e sobre este custo aplicar a margem de lucro ? Para quem pretende continuar a negociar é de extrema importância analisar a possibilidade de repor o estoque vendido, para tanto a mercadoria deve, sempre, ser vendida por um preço superior ao seu preço de reposição.

Avaliação dos estoques pelo preço de venda ou de mercado - Esta modalidade de avaliação seria adotada no caso de venda de estabelecimento, quando todas as mercadorias seriam avaliadas pelo valor provável da venda futura e consiste na atribuição de valor para todas as mercadorias com base no preço vigente no mercado ou por um preço negociado entre as partes. A Lei nº 6404/76, em seu artigo 183, $ 4º prescreve: "Os estoques de mercadorias fungíveis destinados à venda poderão ser avaliados pelo valor de mercado, quando esse for o costume mercantil aceito pela técnica contábil." Ex. agropecuária.

Avaliação pelo custo histórico ou preço de mercado, o que for mais baixo - Este critério é considerado como raciocínio conservador ou de prudência, este critério não se presta para avaliações em países com altos índices inflacionários.

O INVENTÁRIO PERMANENTE.

Fica evidente, após os estudos efetuados que hoje em dia não é mais possível deixar um intervalo de tempo muito grande para efetuar o controle das existências de mercadorias. A própria legislação, obriga a se efetuar um levantamento mensal dos estoques existentes e como o levantamento físico dos estoques todos os meses é, em muitos casos, impraticável, torna-se necessária a existência de um sistema que permita o controle permanente das mercadorias e produtos existentes em estoque, um inventário permanente.

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A AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES E AS DISPOSIÇÕES DO DECRETO-LEI N. 1.598/77.

Inicialmente, convém que se saiba que o decreto-lei n. 1.598/77, regulamentou a Lei n. 6.404/76 (Lei das Sociedades Anônimas) e estendeu seus efeitos às demais espécies de empresas. Neste Decreto-lei foram estabelecidas normas para a avaliação dos estoques das empresas sujeitas a tributação pelo imposto de renda, o que alcança, enfim, a grande maioria das empresas. As mercadorias, matérias-primas, bens de revenda ou ingredientes de produção, adquiridos de terceiros, devem ser avaliados pelo seu custo médio (neste capítulo denominado de "Preço médio ponderado variável") ou aos preços de aquisição mais recentes. O preço médio de trata o referido Decreto-lei nada mais é do que o Preço Médio Ponderado Variável (assunto tratado ponto 1.7, deste capítulo), enquanto o critério de avaliação pelo preço de aquisição mais recente, é' especificamente, o método de avaliação pelo sistema FIFO (First in, first out. ) ou PEPS (Primeiro a entrar, primeiro a sair). Em conclusão, a empresa que não possuir um sistema de controle permanente dos estoques deverá definir o valor de suas existências, ao final de cada período, por contagem física ao preço praticado nas compras mais recentes. Mantendo um sistema de contabilidade de custos integrado e coordenado com o restante da escrituração, a empresa poderá utilizar este custo para avaliar os estoques dos produtos em fabricação e dos acabados. Resumindo: Os estoques podem ser avaliados: a) - Mercadorias e matérias-primas: a-1) empresas que possuam inventário permanente: 1.- pelo preço médio ponderado variável; 2.- pelo preço das aquisições mais recentes. a-2) empresas que não possuam inventário permanente: através de contagem física. Avaliado ao preço das últimas aquisições b) - Produtos acabados e em elaboração: b-1) para quem tenha contabilidade de custo integrada e coordenada com a contabilidade mercantil: 1.- Pelo custo médio ponderado de produção; 2.- Pelo custo das produções mais recentes. b-2) Nos demais casos: por arbitramento, adotadas as seguintes bases:: Os produtos acabados - por 70% do maior preço de venda, alcançado no período base, excluído o valor do ICMS; Os produtos em fabricação - por 80% do valor dos produtos acabados ou, por uma vez e meia o maior custo das matériasprimas adquiridas no período base. 42-92

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CAPITULO VI.

O CAPITAL PRÓPRIO OU PATRIMÔNIO LIQUIDO

O Capital próprio de uma empresa é o excedente do total dos valores ativos sobre o total dos valores passivos. O capital próprio é a parcela do patrimônio de uma entidade que restaria após a realização de todos os valores ativos e a liquidação total dos valores passivos. O Capital próprio, ou Patrimônio Líquido, é a parcela dos valores que restam do ativo de uma empresa, depois de dar cobertura à todas suas dívidas. Já vimos, no estudo da contabilidade introdutória que os valores do ativo não surgem por si só; eles tem sua origem nos capitais - nos capitais de terceiros (por compra de mercadorias a prazo e por empréstimos recebidos) e nos capitais próprios da empresa. Justifica-se, assim, a denominação de SITUAÇÃO LIQUIDA ATIVA, dada ao patrimônio liquido. Costuma-se dividir o capital próprio em vários grupos, de acordo com a natureza jurídica e financeira dos valores que o compõem. O Capital próprio (patrimônio líquido) se divide em: Capital social ou individual; Reservas; Lucros acumulados

O CAPITAL SOCIAL (OU INDIVIDUAL). O Capital social ou individual é também conhecido como "Capital nominal" e tem, geralmente, origem externa. É a parcela em dinheiro ou outros bens que os sócios entregam para a formação da empresa. Representa o valor originalmente investido na empresa. Este capital pode ser posteriormente alterado por:

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a) - recursos externos - admissão de novo sócio, novas integralizações, etc. b) - recursos internos - proveniente dos lucros oriundos da atividade objeto da empresa. O valor do capital social da empresa consta de seu contrato social e deve ser registrado junto aos órgãos competentes. Qualquer alteração no capital social, seja para mais ou para menos, implica na alteração deste instrumento e no cumprimento de uma série de formalidades legais, o que contribui para lhe dar o sentido de invariabilidade. Esta é a razão pela qual os lucros ou prejuízos apurados em cada período, são registrados em contas especiais ("Lucros acumulados" ou "Prejuízos a compensar") sem alterar diretamente a conta "Capital social". No Balanço o Capital social é apresentado dedutivamente. Apresenta-se o Capital subscrito (ou Capital social) e dedutivamente o Capital a integralizar, o resultado (ou saldo) é o Capital Integralizado. Enquanto o capital próprio é essencialmente variável, o capital social permanece, em geral, sem alterações.

RESERVAS

As reservas têm como objetivo fortalecer, isto é, aumentar a potencialidade do capital próprio e não tem uma finalidade específica. As reservas podem ser examinadas sob os seguintes pontos de vista: a - quanto às suas origens; b - quanto à sua base jurídica; c - quanto à sua exposição; d - quanto à sua segurança.

As reservas estudadas quanto à sua origem: Quanto à sua origem, dividimos as
reservas em: a– Reservas de lucro; Reservas de capital; Reservas de reavaliação do ativo. a) - As reservas de lucro - As reservas de lucro são formadas pela retenção de parte dos lucros líquidos alcançados no exercício. Significa que os lucros que poderiam vir a ser distribuídos entre os sócios da empresa ficam retidos na entidade como se tivessem sido retirados e depois entregues novamente, como se estivessem integralizando novas quotas de 44-92

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capital. A formação das reservas não altera o capital social registrado; elas figuram como uma espécie de prolongamento (reforço) do capital social. Reservar, no verdadeiro sentido da palavra representa um gesto de previdência que consiste em reter parte dos lucros líquidos, não os distribuindo com a finalidade de reforçar o patrimônio líquido da entidade, fortalecendo a empresa. . b) - As Reservas de capital - As reservas de capital são constituídas pelo valor correspondente à correção monetária da conta "Capital" que é calculada por ocasião de cada balanço e da própria conta "Reservas de Capital".. Como o valor da conta "Capital" só pode ser alterado mediante alteração do contrato/estatuto social, o valor da correção monetária não pode ser lançado diretamente na conta mencionada. O registro desta correção monetária é feito em conta aberta especialmente para este fim: Reserva de Capital. Outra forma de constituição da reserva de capital decorre do ágio cobrado no ato do lançamento de novas ações de empresas em funcionamento. A cobrança deste ágio se justifica pelo seguinte: Um sociedade anônima, emitiu, na época de sua instalação 1.000 ações, no valor nominal de $ 5,00, cada uma; assim, seu capital social era de (1.000 x $ 5,00) = $ 5.000,00. Durante certo período de sua existência conseguiu acumular reservas de lucro no montante de $ 2.000,00; desta forma, seu capital próprio se apresentava da seguinte forma: 1.- Capital social - 1.000 ações no valor de $ 5,00 cada. 5.000,00 2.- Reservas de lucro.......................................................... 2.000,00 Patrimônio líquido........................................................ 7.000,00 Isto significa que cada ação tem um valor nominal de $ 5,00 e um valor real de $ 7,00 (7.000,00 / 1.000). Admitindo novos sócios, é evidente que eles deverão pagar, no mínimo, $ 7,00 por cada ação: $ 5,00 pelo valor nominal e $ 2,00 de ágio. Este ágio formará a "Reserva de capital".

c) - Reservas de reavaliação do ativo Em época de inflação, o valor histórico dos bens, mesmo depois de corrigidos, fica bastante aquém de seu valor atual real. Esta diferença de moeda entre o valor atual do bem e o valor registrado na escrituração contábil apresenta reflexos no patrimônio líquido da empresa através do surgimento da "Reserva de Reavaliação do Ativo". Essa valorização ocorre sem interferência da desvalorização da moeda o que significa um aumento real do capital próprio, eis que a diferença constituída pela aumento do valor contábil do imóvel representa um lucro. É um lucro que não deve ser distribuído entre os sócios, mas deve formar uma reserva de reavaliação.

As reservas analisadas quanto à sua base jurídica. Quanto à base jurídica
dividimos as reservas em: a) - Reservas legais; b) - Reservas estatutárias ou contratuais; e 45-92

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c) - Reservas voluntárias ou livres.

a) - Reservas legais As reservas legais são constituídas por força de lei e referem-se às sociedades anônimas para fortalecer seu patrimônio liquido, dar maior segurança aos credores e aos próprios acionistas da empresa. A constituição da reserva legal, prevista na Lei das Sociedades Anônimas (Lei n.o 6.404/76) será formada pela dedução de 5% (cinco por cento) do lucro líquido e deixará de ser obrigatória quando atingir a 20% do capital social. b) - Reservas contratuais ou estatutárias Consideram-se reservas estatutárias as constituídas por força de disposição estatutária. A formação desta reserva depende da vontade dos acionistas que, ao elaborar o estatuto da empresa decidem sobre sua formação ou não. Sua formação se torna obrigatória quando o estatuto da empresa assim o dispuser As reservas contratuais, por sua vez, são aquelas formadas por força de disposição contratual. Não existe lei que obrigue sua formação, porém, uma vez que constem do contrato social tornam-se obrigatórias para os dirigentes da empresa

c) - Reservas voluntárias ou livres Existem reservas cuja formação depende exclusivamente da livre vontade dos sócios, sua formação independe de disposição legal, estatutária ou contratual. A reserva livre é formada por manifestação dos sócios que decidem reservar parte do lucro para formar reservas e assim reforçar o patrimônio líquido.

As reservas analisadas quanto à sua exposição.
Quanto à forma de sua exposição podemos dividir as reservas em: a) - Reservas expressas; b) - Reservas tácitas ou potenciais; c) - Reservas ocultas; e d) - Reservas fictícias.

a) - Reservas expressas Reservas expressas são aquelas que aparecem clara e expressamente no Balanço Patrimonial das empresas. Elas aparecem de forma visível no grupo de contas do Patrimônio Líquido e participam de forma expressa no capital próprio da empresa.

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b) - Reservas tácitas ou potenciais As reserva tácitas ou potenciais surgem de subavaliações involuntárias dos valores ativos. Um exemplo de reserva tácita são as depreciações que, quando calculadas pelos índices aceitos pela legislação, ultrapassam o valor real do encargo, reduzindo o valor das imobilizações além da realidade. A diferença entre estes valores indica a formação de uma reserva potencial, ou tácita. c) - Reservas ocultas Uma subavaliação intencional dos valores ativos gera uma reserva oculta. Também originam reserva ocultas a falta de reavaliaçào dos bens do imobilizado, quando comprovada sua necessidade. d) - Reservas fictícias Necessitando criar uma demonstração contábil que favoreça a opinião de terceiros, interessados na empresa, em gestões pouco escrupulosas usa-se o artifício de superavaliar os bens do ativo. Superavaliando os bens do ativo, cria-se um patrimônio líquido maior do que a realidade; como o capital social só varia mediante alteração do contrato social, surge uma reserva fictícia.

Uma análise das reservas quanto à sua segurança.
Quanto à sua segurança, podemos dividir as reservas em: a) - Reservas não cobertas; e b) - Reservas cobertas. a) - Reservas não cobertas O passivo representa a soma dos capitais de terceiros e capitais próprios dos quais se originaram os valores ativos deste mesmo balanço. Todos os valores ativos tem sua origem em algum valor lançado no passivo. Depois de algum tempo de funcionamento não se torna mais possível afirmar que estes ou aqueles valores ativos tenham se originado deste ou daquele valor registrado no passivo. Assim, as reservas fictícias, por não encontrarem a aplicação correspondente no ativo, são reservas não cobertas. b) - Reservas cobertas - Ao contrário das reservas não cobertas, as reservas cobertas são aquelas que tem no ativo sua correspondente aplicação, mesmo que seja impossível destacar precisamente o valor da aplicação a que corresponda esta reserva, é uma reserva coberta..

LUCROS ACUMULADOS. Ocorre freqüentemente que parte do lucro líquido fica retido até que seja decidida sua destinação. Mais cedo ou mais tarde este lucro acumulado receberá sua destinação específica, podendo ser distribuído entre os sócios, transformado em reservas ou utilizado no aumento do capital social. Por falta de desatinação específica, este lucro retido faz parte do patrimônio líquido da empresa. Varias são as causas da existência dos lucros acumulados nas demonstrações contábeis. Entre elas citamos:
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 na data do encerramento do balanço os sócios ainda não decidiram sobre a destinação do resultado apurado;  a destinação do lucro cabe a certos órgãos, como a assembléia geral das sociedades anônimas;  os sócios, por falta de dinheiro, esperam uma oportunidade para retirar seus lucros. Até então consideram conveniente que eles permaneçam no grupo que representa o patrimônio líquido

CAPITULO VII

A DEPRECIAÇÃO.
Depreciação é a perda de valor útil de um bem físico, em função do uso, da ação do tempo, da obsolescência e de outros fatores. Somente os bens físicos, (corpóreos, tangíveis) podem ser depreciados. A depreciação pode também ser considerada como uma parcela que se retira do lucro com o fim específico de formar uma provisão que permita substituir o bem depreciado sem a necessidade de recorrer a capitais de terceiros. Retira-se do lucro, anualmente, uma parcela igual a dez por cento (ou vinte no caso de veículos) do valor do bem; como se trata de uma despesa que não implica em saída de recursos financeiros, o valor do prejuízo ficará dentro da empresa formando uma provisão até a extinção da vida útil do bem, quando o valor da provisão (depreciação acumulada) terá atingido valor igual ao valor contábil do bem do ativo permanente. Sob outra ótica, os bens do ativo permanente têm uma vida economicamente útil relativamente longa e durante essa vida útil o valor do bem, desde que destinado a produção deve ser encarado como custo de produção, o que é feito através da depreciação. Os bens intangíveis, como as marcas e patentes, o fundo de comércio, os direitos autorais, as despesas pré-operacionais, (realizadas antes de se iniciar as atividades da empresa,

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bem como as benfeitorias edificadas em imóveis de terceiros), entre outros, são "amortizáveis", amortizam-se. Os recursos naturais, tais como as florestas, as minas e outros, são exauridos, sofrem de "exaustão". Apesar de tratar de fenômenos diferentes, com nomes diferentes, os cálculos e os procedimentos contábeis no tratamento das depreciações, amortizações, e exaustões são os mesmos. Contabilmente depreciam-se os bens físicos pertencentes ao ATIVO PERMANETE no grupo das IMOBILIZAÇÕES A perda do valor útil de um bem não pode ser contabilizada, pois sabemos que os atos e fatos administrativos, para serem contabilizados, precisam ter seu valor expresso em uma unidade de medida comum; assim, a perda da vida útil de um bem para poder ser registrada na contabilidade deve, em função do princípio da HOMOGENEIDADE, ser convertida à unidade de medida usual da contabilidade: a MOEDA.

Causas da depreciação.
As principais causas da depreciação são: a) O uso b) A ação do tempo c) A obsolescência

Bases da depreciação.
Três são os elementos que contribuem para a apuração do valor da depreciação: 1- 1- O Custo total - que compreende o custo do bem acrescido de todas as despesas necessárias, incorridas até o momento de sua entrada em funcionamento; 23- 2- O valor residual - que compreende o valor diretamente recuperável do bem, quando retirado de uso, depois de transcorrida sua vida útil; 43- O tempo de vida útil - apurado tecnicamente, pelo serviço de engenharia indica o percentual a ser utilizado no cálculo da depreciação. Como exemplo, digamos que um bem cujo valor seja de $ 200.000,oo e que deve ser depreciado integralmente (100%) teve sua vida útil estimada em 5 anos, a depreciação será calculada na base de (100 / 5 = 20), ou 20% ao ano. Utilizam-se, em larga escala, os índices técnicos aprovados pela Secretaria da Receita Federal.

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Apropriação facultativa dos encargos – A apropriação como custo ou despesa
operacional dos encargos com depreciação, amortização é facultativa, não constitui obrigação da empresa, mas sim uma faculdade. A empresa pode utilizar taxas inferiores ou pode mesmo não considerar qualquer valor a título de encargo com depreciação. O que ocorre quando a empresa utiliza percentuais inferiores aos admitidos é a conseqüente dilatação do prazo previsto para a depreciação, estabelecido de acordo com sua vida útil estimada. Se a empresa não depreciar ou adotar taxas inferiores de depreciação, não perde o direito à apropriação que pode ser feita nos anos seguintes, as importâncias não apropriadas, no entanto, não poderão ser recuperadas através da utilização de taxas superiores às máximas anualmente permitidas. Exemplo: Veículo adquirido em 07.01.97 foi depreciado â taxa anual de 20% em 1997, 1998 e 1999, não foi depreciado em 2000; em 2001 não poderá ser utilizada taxa superior aos 20% anuais, isso, todavia, não impede a apropriação de 100% dos encargos, mesmo que isso implica na dilatação do prazo de vida útil do bem.

MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO

Vários são os métodos (teóricos) utilizados no cálculo do valor das depreciações. Entre eles citaremos os seguintes métodos: a - depreciação por taxa constante; b - por taxa crescente; c - por taxa decrescente; d - por quotas proporcionais.

a) - Método da depreciação por taxa constante. Alguns autores preferem denominar este método como "método linear", isto é,' o método em que as depreciações seguem uma linha, de valor uniforme. Principais taxas de depreciação. (Tecnicamente aceitas e aprovadas pela Secretaria da Receita Federal. Computadores e seus periféricos: (Hardware e software) Edifícios e construções Equipamentos Ferramentas Instalações
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20% 4% 10% 10% 10% 50-92

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Máquinas em geral Móveis e utensílios Semoventes (animais de tração) Caminhões fora de estrada Motocicletas Tratores Veículos de passageiros e carga

10% 10% 20% 25% 25% 25% 20%

a-1) Método aplicado sobre o valor de aquisição: Baseia-se na hipótese em que a depreciação ocorre de maneira uniforme durante o tempo de vida útil do bem. E' o método mais utilizado: Quota anual de depreciação = Valor de aquisição / Número de anos vida útil. Ou seja, considerando que o valor de aquisição do bem seja representado por 100 (100%), teremos apurado a taxa de depreciação: = 100 / 5 = 20%.

Exemplo: Consideremos um veículo cujo valor de aquisição tenha sido de $ 200.000,00 e que tenha uma vida útil estimada em 5 anos.
Ano 1 2 3 4 5 Valor Inicial 200.000,00 160.000,00 120.000,00 80.000,00 40.000,00 % Depr. 20% 20% 20% 20% 20% Depreciação 40.000,00 40.000,00 40.000,00 40.000,00 40.000,00 Deprec,Acum. 40.000,00 80.000,00 120.000,00 160.000,00 200.000,00 Valor Final 160.000,00 120.000,00 80.000,00 40.000,00

a-2) Método aplicado sobre e valor original menos o valor residual. Este método tem como fundamento de que mesmo fora de atividade (depois de esgotada sua vida útil) o bem manterá um valor, por menor que seja: o valor residual. Assim, temos: Quota de depreciação = (Valor de Aquisição – Valor Residual) X Taxa de Depreciação Ou Quota de depreciação = (Valor de Aquisição – Valor Residual) / Vida Útil do Bem
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Exemplo: O veículo do exemplo anterior deve ser depreciado, permanecendo um valor residual da ordem de $ 2.000,00. Valor do bem.............................. ..20.000,00 Valor residual............................... . 2.000,00 Valor p/cálculo da depreciação.... ..18.000,00 Cálculo do valor a ser depreciado: (20.000,00 - 2.000,00) = 18.000,00 donde: Cota anual de depreciação: 18.000,00 x 20% = 3.600,00

Ano 1 2 3 4 5

Valor Inicial 20.000,00 16.400,00 12.800,00 9.200,00 5.600,00

%Depr. 20% 20% 20% 20% 20%

Depreciação 3.600,00 3.600,00 3.600,00 3.600,00 3.600,00

Deprec.Acumul. 3.600,00 7.200,00 10.800,00 14.400,00 18.000,00

Valor Final 16.400,00 12.800,00 9.200,00 5.600,00 2.000,00

a – 3) Bens adquiridos usados A taxa de depreciação de um bem é fixada em função da sua vida útil, contudo, quando se tratar de bem adquirido depois de usado, o prazo de ida útil admissível para fins de depreciação desses bens será o maior dentre os seguintes: 1. a metade do prazo de vida útil, admissível para o bem adquirido novo, ou 2. o restante de vida útil do bem considerando esta em relação à primeira instalação para utilização. Exemplo: Um veículo, cujo vida economicamente útil seja de cinco anos, foi adquirido depois de três anos e meio de uso. Cinco anos de vida útil equivalem a 60 meses; três anos e meio a 42 meses. Vida útil estimada.................................... 60 meses Vida útil decorrida................................... 42 meses Vida útil restante............................................................. 18 meses Metade da vida útil estimada (2,5 anos)........................... 30 meses Vida útil a ser considerada para efeito de cálculo da depreciação................ 30 meses, ou seja 3,33% ao mês do valor do bem adquirido depois de parcialmente usado.

Outro exemplo – Um veículo adquirido depois de um ano de uso (vida útil de 5 anos): Vida útil estimada: 5 anos = .......................................60 meses Vida útil decorridas: 1 ano = ......................................12 meses Vida útil restante: 4 anos.=.........................................48 meses Metade da vida útil estimada (2,5 anos)......................30 meses Vida útil considerada para efeito de cálculo da depreciação (o maior entre 48 e 30 meses) = 48 meses, ou seja 25% ao ano ou 2,0833% ao mês.

a – 4) Consertos e reparos de bens - Admite-se o registro das despesas com reparos e conservação de bens e instalações como custo ou despesa operacional destinadas a mantê-las
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em condições de perfeita operacionalidade. No entanto, se em decorrência dos reparos efetuados houver aumento da vida útil do bem por prazo superior a um ano as despesas correspondentes devem ser acrescidas ao valor de aquisição do mesmo para que possam servir de base à depreciação futura. Consideram-se gastos com reparos e conservação os recursos aplicados no sentido de recuperar o bem para recolocá-lo em condições de funcionamento, mantidas suas características iniciais Como a legislação do Imposto de Renda impede a dedução como custo ou despesas operacional o valor das despesas correspondentes ao valor não depreciado do bem adota-se o seguinte procedimento: a) aplicar o percentual de depreciação correspondente à parte não depreciada do bem sobre o custo total das partes ou peças que estiverem substituindo as antigas; b) registrar o valor apurado na letra “a” a débito da conta de resultado; c) diminuir do valor total dos custos de substituição o valor apurado na letra “a”; d) registrar o valor obtido na letra “c” a débito da conta do ativo imobilizado que registra o valor contábil do bem. Exemplo: 1. Valor do bem, registrado no ativo imobilizado na data dos reparos.... 10.000,00 2. Depreciação acumulada até a mesma data (45%).......................... .... 4.500,00 3. Parte não depreciado do bem (55%)............................................ .. 5.500,00 4. Custo dos reparos efetuados......................................................... 5.000,00 5. Percentual da parte não depreciado do bem (55%) – Despesa........... . 2.750,00 6. Diferença – a ser lançada no ativo imobilizado................................ 2.250,00

b ) - Método da depreciação por taxa crescente

b-1) - Método da progressão aritmética crescente.

O percentual total a ser depreciado (100%) deve ser dividido pelo número de anos de vida útil do bem; o resultado indicará a percentagem média de depreciação. Esta percentagem média consistirá na depreciação do ano central do período a ser depreciado (Período a ser depreciado: 5 anos - ano central = 3). Exemplo: um bem com uma vida útil estimada em 5 anos terá sua depreciação total (100%) dividida por 5 = 20%. Vinte por cento será a depreciação do ano central (3.o ano). A razão da progressão poderá ser arbitrada. Digamos que pretendemos depreciar um veículo cujo valor de aquisição tenha sido $ 20.000,oo e cuja vida útil tenha sido estimada em cinco (5) anos, adotando-se a progressão aritmética crescente com a razão de 3%.
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Ano 1 2 3 4 5

Valor do Bem 20.000,00

% de depreciação 20-3-3 = 14% 20-3 = 17% 20 = 20% 20+3 = 23% 20+3+3 = 26%

Deprec.do Período 2.800,00 3.400,00 4.000,00 4.600,00 5.200,00 20.000,00

b-2) - Método da progressão aritmética crescente por divisão proporcional de COLE (conhecido como método da “soma dos dígitos”). O valor do bem a ser depreciado será dividido pela soma do número de anos de vida útil do bem. O resultado obtido, denominado "coeficiente de proporcionalidade" será multiplicado pelo dígito correspondente ao ano que se quer depreciar.

Utilizando o exemplo anterior teremos: 20.000,00 / (1 + 2 + 3 + 4 + 5) = 20.000,00 / 15 = 1.333,33 1.333,33 x 1 = 1.333,33 – quota de depreciação do primeiro ano. 1.333,33 x 2 = 2.666,67 – quota de depreciação do segundo ano 1.333,33 x 3 = 4.000,00 – quota de depreciação do terceiro ano 1.333,33 x 4 = 5.333,33 – quota de depreciação do quarto ano 1.333,33 x 5 = 6.666,67 - quota de depreciação do quinto ano Soma......... 20.000,00 Ou, simplesmente: 1º. ano.... 20.000,oo x 1/15 = 1.333,33 2º. ano.... 20.000,oo x 2/15 = 2.666,67 3º. ano.... 20.000,oo x 3/15 = 4.000,oo 4º. ano.... 20.000,oo x 4/15 = 5.333,33 5º. ano.... 20.000,oo x 5/15 = 6.666,67

20.000,oo

c) - Determinação da depreciação por taxa decrescente.
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c-1) - Método da progressão aritmética decrescente - E' a aplicação em ordem inversa, do método da progressão aritmética crescente

c-2) - Método da progressão aritmética decrescente por divisão proporcional de COLE E' a aplicação em ordem inversa do método de progressão aritmética crescente por divisão proporcional de COLE. (item 4.2.2).

MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO POR QUOTAS PROPORCIONAIS.
Apropriação conforme as horas trabalhadas Estimada a vida útil em horas trabalhadas, a depreciação é calculada com base nestas horas.

Apropriação por unidades produzidas Estimada a quantidade de bens a serem produzidos, a depreciação é calculada com base na produção destes bens.

Apropriação por hora/operário - Critério idêntico ao da apropriação por horas trabalhadas.

CONTABILIZAÇÃO DAS DEPRECIAÇÕES.

Existem dois métodos para a escrituração das depreciações; o método direto e b) o método indireto
c) d)

Para deixar mais clara a distinção entre os dois métodos de escrituração, analisemos o seguinte exemplo: Valor de aquisição de uma máquina. .$ 20.000,00 55-92

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1. 2. 3. 4. 5.

Valor residual desta máquina............. .$ 2.000,00 Valor a depreciar em 5 anos................$ 18.000,00 / 5 = 3.600,00

Quota de depreciação no l.o ano............$ 3.600,00 Quota de depreciação no 2.o ano...........$ 3.600,00 Quota de depreciação no 3.o ano...........$ 3.600,00 Quota de depreciação no 4.o ano...........$ 3.600,00 Quota de depreciação no 5.o ano...........$ 3.600,00 Total.........................................$ 18.000,00

a) - Método direto de registro das depreciações - Pelo método direto de registro das depreciações, o valor do encargo é subtraído diretamente do valor da máquina ao mesmo tempo que o encargo é considerado como uma despesa, uma perda.
DEPRECIAÇÕES Encargos do período a MÁQUINAS Registro da depreciação 3.600,00 3.600, 00

A conta "Depreciações" é uma conta de resultado, extingue-se ao final de cada ano com a transferência de seu saldo para a conta "Resultado do Exercício”, ao passo que a conta "Máquinas" é uma conta patrimonial, seu saldo permanece e vai se reduzindo a cada ano. No fim 5.o ano o valor contábil da máquina é de $ 2.000,oo, que é o seu valor residual, deixando, pois, de ser depreciável.
MAQUINAS Data Histórico 01.01.01 31.12.01 21.12.02 31.12.03 31.12.04 31.12.05 Aquisição veículo Quota anual deprec. Quota anual deprec. Quota anual deprec. Quota anual deprec. Quota anual deprec. Movi mento Débito Crédito 20.000,00 3.600,00 3.600,00 3.600,00 3.600,00 3.600,00 Sal dos Devedor Credor 20.000,00 16.400,00 12.800,00 9.200,00 5.600,00 2.000,00

b) - O método indireto de contabilização escrituração das depreciações - Pelo método indireto de contabilização, o valor da depreciação atinge de forma indireta o valor da conta "Máquinas". O valor da depreciação é registrado numa conta de perdas e tem como contrapartida uma conta credora, que representa o valor total já depreciado do bem registrado no ativo.

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Desse modo o valor contábil do bem só se revela através da comparação da conta de máquinas, que é uma conta ativa, com a conta credora "Depreciações acumuladas de máquinas", que é uma conta retificadora do ativo. Para esclarecer o método indireto de escrituração das depreciações, aproveitamos o mesmo exemplo numérico já apresentado.
DEPRECIAÇOES Encargos do período a DEPREC. ACUMULADAS DE MÁQUINAS Depreciação do período 3.600,00 3.600,00

A conta "Depreciações" é uma conta de resultado , seu saldo é, periodicamente encerrado com a sua transferência para "Resultado do Exercício”. A conta "Depreciações acumuladas de máquinas" é uma conta patrimonial funcionando como conta retificadora do ativo, isto é, apesar de apresentar saldo credor ela aparece no ativo como conta redutora da conta "Máquinas".

APRESENTAÇÃO DAS DEPRECIAÇÕES NO BALANÇO PATRIMONIAL. No exemplo apresentado, permaneceram abertas as contas "Máquinas" e "Depreciações acumuladas s/máquinas". A primeira com seu saldo original de $ 20.000,00, devedor; a segundo com o saldo de $ 18.000,00, credor; a conta "Depreciações" vinha sendo encerrada ao final de cada período, seu saldo, portanto, é zero. A diferença entre o saldo (devedor) da conta "Máquinas" que é de $ 20.000,00 e o saldo (credor) da conta "Depreciações acumuladas máquinas" que é de $ 18.000,00, corresponde ao valor residual que, de inicio ficou decidido que permaneceria ($ 2.000,00).

B ALAN Ç O

PAT R I M O N I A L

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ATIVO CIRCULANTE Disponibilidades Direitos curto prazo Estoques Despesas antecipadas REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Direitos longo prazo PERMANENTE INVESTIMENTOS Participações em outras empresas IMOBILIZADO Veículos Deprec acumulada veículos DIFERIDO Despesas pré operacionais Amortização Acumulada Total do Ativo

PASSIVO CIRCULANTE Fornecedores Financiadores Contas a pagar EXIGIVEL A LONGO PRAZO Contas a pagar Financiadores PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social 20.000,00 Reservas (18.000,00) Lucros acumulados 6.000,00 (3.200,00) Total do Passivo

BAIXA DE BENS DO ATIVO IMOBILIZADO

O resultado obtido na alienação, baixa ou liquidação de bens ou direitos integrantes do Ativo Permanente, classifica-se como resultado não operacional, determinado pela diferença entre o valor contábil do bem e o valor obtido pela sua alienação. A baixa do bem na contabilidade deve corresponder à baixa física do bem do patrimônio da empresa. Os bens classificados no Ativo Permanente não podem ser transferidos para contas do Ativo Circulante a pretexto de que serão destinados à venda, devendo permanecer no Ativo Permanente até o momento de sua efetiva baixa. Um dos motivos que justifica essa exigência é o fato de que os resultados não operacionais obtidos pelas empresas na alienação, baixa ou liquidação desses bens tem influência na formação do lucro operacional. Portanto, um bem destinado à utilização na exploração do objeto social ou na manutenção das atividades da empresa somente poderá ser excluído do Ativo Permanente na ocorrência de sua alienação, baixa ou liquidação. Valor original do bem é a importância pela qual a aquisição tenha sido registrada na contabilidade da empresa. O valor contábil do bem é constituído do custo de aquisição (valor original do bem), diminuído dos encargos de depreciação, amortização ou exaustão acumulados. As empresas que mantém controle individual do bens deverão dar baixa do valor contábil do bem (valores registrados como valor do bem e da depreciação). Essa baixa será registrada como Despesa não operacional:

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31.03

DESPESAS NÃO OPERACIONAL BAIXA DE BEM DO ATIVO PERMANENTE Valor contábil do veículo placas AS 1456, vendido nesta Data para Nelson de Camargo VEÍCULOS Venda do automóvel placas AS 1456, à vista, conforme N/ Nota Fiscal nº 616 DEPRECIAÇAO ACUMULADA DE VEÍCULOS Baixa da depreciação calculada até a data da venda CAIXA Valor recebido de Nelson de Camargo, p/ venda do Veículo placas AS 1456, conforme n/ Nota Fiscal 616 RECEITA NÃO OPERACIONAL RECEITA DA VENDA DE IMOBILIZADO Valor recebido de Nelson de Camargo, p/ venda do Veículo placas<AS 1456, conforme n/ Nota Fiscal 616 RECEITA NÃO OPERACIONAL RECEITA NA VENDA DE IMOBILIZADO Valor transferido para apurar o ganho ou perda de capital DESPESAS NÃO OPERACIONAL BAIXA DE BEM DO ATIVO PERMANENTE Valor transferido para apurar o ganho ou perda de catal GANHOS DE CAPITAL Valor apurado na venda do veículo placas AS 616

12.000,00 19.800,00 7.800,00

31.03

14.000,00

14.0000,00

31.03

14.000,00

12.000,00 2.000,00

As empresas que não possuírem controle individual dos bens deverão: a) identificar o valor e a data de aquisição do bem; b) calcular o valor da depreciação acumulada até a data da alienação (Dividindo o valor de aquisição do bem pelo número de meses de vida economicamente útil do bem, multiplicando pelo número de meses decorridos entre a data da aquisição do bem e a de sua alienação. Exemplo: Um veículo adquirido em 01.10.98, por R$ 13.800,00, vendido em 30.03.00. Tempo de vida economicamente útil: 5 anos = 60 meses.. 13.800,00 /60 = 230,00 Tempo de vida decorrido entre a data da aquisição e a da baixa por alienação = 3 meses em 98, 12 meses em 99 e 3 meses em 2000 (3 + 12 + 3 = 18): 230,00 x 18 = 4.140,00. c) efetuar os lançamentos de venda ou baixa, conforme acima.

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CAPITULO VIII

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ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS.

RELATÓRIOS CONTÁBEIS

Por relatório contábil entende-se a exposição resumida e ordenada de dados colhidos pela contabilidade.

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“Art. 176 - Ao fim de cada exercício social, a Diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: i – balanço patrimonial; ii – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; iii - demonstração do resultado do exercício; iv – demonstração das origens a aplicações de recursos. Parágrafo 1º - As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior. Parágrafo 2º - Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada sua natureza e não ultrapassem 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas; mas é vedada a utilização de designações genéricas, como “Diversas contas” ou “Contas correntes”. Parágrafo 3º - As demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros segundo a propostas dos órgãos da administração, no pressuposto de sua aprovaçao pela assembléia geral. Parágrafo 4º- As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício. (...)” (Lei n.º 6.404/76)

O BALANÇO PATRIMONIAL “Art. 178. No Balanço as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia. Parágrafo 1º - No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente do grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: a) ativo circulante; b) ativo realizável a longo prazo; c) ativo permanente, dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo diferido.
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Parágrafo 2º - No passivo as contas serão classificadas nos seguintes grupos: passivo circulante; passivo exigível a longo prazo; resultado de exercícios futuros; patrimônio líquido dividido em capital social, reservas de capital, reservas de reavaliação, reservas de lucros e lucros ou prejuízos acumulados. Parágrafo 3º - Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de compensar, serão classificados separadamente.” (Lei n.º 6.404/76.) O Balanço Patrimonial é um relatório contábil apresentado de forma gráfica, onde (ativo = passivo + patrimônio Líquido). É o relatório através do qual o gestor apresenta o resultado da aplicação dos recursos a ele confiados. O Balanço Patrimonial é uma representação gráfica dos elementos que constituem o patrimônio de uma entidade em um determinado momento, normalmente no fim do ano ou de um período prefixado. a) b) c) d)

BALANÇO PATRIMONIAL – ENCERRADO EM 31.12.B ATIVO CIRCULANTE
Disponibilidades Direitos curto prazo Estoques Despesas antecipadas

Modelo Anterior Atual

Anterior

Atual

PASSIVO CIRCULANTE
Fornecedores Financiadores Enc. sociais, trab. e tribut.

REAL. L. PRAZO
Direitos a longo prazo Outras

EXIG L. PRAZO
Financiadores Outras contas a pagar

PERMANENTE INVESTIMENTOS Participações IMOBILIZADO
Bens móveis, imóv., veíc. (-)Deprec acumuladas

RESULT EX FUT
Receitas exerc. futuros - Custos e desp. corresp.

PATR LÍQUIDO
Capital integralizado Reservas de reavaliação Reservas de lucros Lucros/prej acumulados

DIFERIDO
Despesas pré-operac (-)Amortiz acumuladas

Total

Total

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- O ATIVO Conjunto de bens e direitos de propriedade da empresa, monetariamente mensuráveis, que representam benefícios presentes ou futuros para a empresa. Bens – (elementos capazes de satisfazer as nossas necessidades, que detenham as características de exterioridade, acessibilidade e transferibilidade) – dinheiro, ferramentas, veículos, máquinas, estoques, instalações etc. Direitos – (valores, monetariamente mensuráveis, de propriedade da empresa, em poder de terceiros) – contas a receber, duplicatas a receber, ações, depósitos bancários, investimentos, títulos de crédito etc. De propriedade da empresa – uma rodovia pública em ótimas condições de trafegabilidade, constantemente utilizada pelos veículos da empresa é um bem, pode até valorizar economicamente a empresa, mas não é um ativo, pois não é de sua propriedade. O Leasing é caso de discussão. Monetariamente mensuráveis – uma equipe de técnicos eficientissima, hoje já conhecida como capital intelectual, não pode ser evidenciada no ativo; seu valor não pode ser monetariamente mensurado. Que representem benefícios presentes ou futuros para a empresa – Um lote de mercadorias deterioradas existente no estoque, sem perspectivas de comercialização não deve permanecer como ativo da empresa, pois não trará vantagens para a empresa – não lhe trará benefícios nem presentes, nem futuros.

1.1 Ativo Circulante “Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: I – no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte.” (Lei n.º 6.404/76) O ativo circulante é o grupo de maior liquidez no Ativo da empresa. Agrupa as contas que representam os bens e direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte.
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A Lei das sociedades por ações recomenda que os bens e direitos sejam classificados na ordem do grau de liquidez decrescente; isto faz com que as contas do ativo circulante estejam posicionadas após as disponibilidades de acordo com a rapidez com que se converterão em dinheiro. Na literatura contábil o Ativo Circulante é tratado pelos seguintes sinônimos: • Capital de Trabalho – É com o ativo circulante que o administrador trabalha para produzir riquezas atendendo o objeto social da empresa; • Capital em giro – É o ativo circulante que o administrador movimenta, procurando girar mais rapidamente possível, visando melhorar a rentabilidade empresarial; • Ativo corrente – É o ativo circulante que corre, gira e trabalha no sentido de trazer benefícios à empresa; • Capital circulante –É o ativo circulante que assume dentro de um ciclo diversas formas, iniciando-se com dinheiro, transformando-se em mercadorias, posteriormente em duplicatas e, novamente, em dinheiro.

1.1.1 - Critérios de avaliação do ativo circulante (excluídos os estoques) A avaliação do Ativo Circulante, assim como dos outros ativos, está sujeita aos preceitos estabelecidos na Lei das Sociedades por Ações (6.404/76), extensivos a todos os tipos de sociedade pelo Decreto 1598/76: a) Os direitos, títulos de créditos e outros valores mobiliários não classificados como investimentos serão avaliados pelo custo de aquisição ou pelo valor de mercado, se este for menor; b) Os estoques (mercadorias, matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado) serão avaliados pelo custo de aquisição ou produção, deduzido da provisão para ajustá-lo ao valor de mercado quando este for menor. No ativo circulante, portanto, o critério exposto tanto pela Lei como pela teoria da contabilidade é o critério do “Custo ou mercado, o mais baixo”. De acordo com este critério, se o valor de mercado (preço de reposição) for menor que o preço de custo deverá prevalecer o preço de mercado (de reposição); possibilidade bastante remota em uma economia inflacionaria.

1.1.2 - Significado dos termos contábeis a) Disponível As disponibilidades representam numerário em caixa, saldos em bancos e direitos de liquidez imediata que não estão sujeitos a restrições de qualquer natureza para sua utilização. São recursos da empresa utilizados para fazer frente a seus compromissos imediatos ou para qualquer outra aplicação relativa à sua atividade. Caixa - Representa o dinheiro à disposição da empresa. Pode incluir cheques (à vista) recebidos ainda não depositados. Cheques a receber (prédatados), vales concedidos a título de adiantamento salarial devem ser registrados em contas especiais (Cheques a
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receber, Adiantamentos etc.)e não figurar no caixa. Seu saldo representa o montante de dinheiro existente no Caixa. Bancos c/ movimento (Depósitos bancários à vista)- Representa os depósitos efetuados em conta bancária que a empresa pode movimentar livremente mediante a emissão de cheques. Seu saldo representa o montante de dinheiro existente em depósito naquela data. Aplicações financeiras de liquidez imediata - São aplicações de liquidez imediata, ou seja, aplicações que podem ser resgatadas (transformadas em dinheiro) a qualquer momento, sem qualquer tipo de restrição. Seu saldo representa o montante das aplicações existentes. b) Clientes (Duplicatas a receber) -´ A duplicata é um documento que comprova a dívida de um cliente com a empresa em decorrência de uma operação mercantil. Origina-se de vendas de mercadorias/produtos ou prestação de serviços a prazo. O saldo da conta “Duplicatas a Receber” ou “Clientes” corresponde ao valor das duplicatas emitidas e ainda não liquidadas. c) (Duplicatas descontadas) A duplicata é cedida ao banco pela empresa por meio de endosso. O Banco antecipa à empresa o valor registrado na duplicata, descontando o juro correspondente ao período entre a entrega da duplicata e a data do seu vencimento. O impagamento da duplicata ao Banco que efetuou a operação, na data do seu vencimento, implica no reembolso, pela empresa emitente, do valor da duplicata. O saldo desta conta representa o valor da soma das duplicatas entregues para desconto que ainda não foram pagas ou reembolsada. Como forma de se evidenciar o risco por tal responsabilidade os valores descontados são apresentados como conta retificadora da conta Clientes. d) Estoques Os estoques são ativo tangíveis (ou aplicações de recursos visando a sua obtenção) destinados à venda, à distribuição, à transformação ou ao uso próprio no curso normal das atividades. Estão representados basicamente por: Mercadorias para revenda; produtos acabados; Produtos em elaboração, Matérias-primas, Almoxarifado e Importações em andamento. Os estoques cuja realização esteja prevista para ocorrer no exercício social (ou ciclo operacional) seguinte ao da data do balanço devem ser classificados no ativo circulante; os demais no ativo realizável a longo prazo. O estoque assume grande importância no contexto do Balanço Patrimonial e seus reflexos são imediatamente sentidos no Patrimônio Líquido. Incluem-se como custo de aquisição: o preço da matéria-prima ou mercadoria, inclusive os impostos não recuperáveis, o valor da comissão, da embalagem, do frete e do seguro, quando forem de responsabilidade do adquirente (os impostos recuperáveis não integram o custo de aquisição das mercadorias e matérias-primas). No caso de importação incluem-se ainda o imposto de importação, as despesas aduaneiras, de despachante etc., que se fizerem necessárias até a saída da mercadoria da área do porto de desembarque. A legislação do IPI e do ICMS contém as regras para o registro e controle dos estoques através do Livro Registro de Estoques (modelo 3), enquanto a legislação do imposto de renda cuida dos critérios de controle e, especialmente, dos critérios de avaliação. O valor do IPI não integra o valor dos estoques na indústria, ele é recuperável; pela mesma razão o valor do ICMS é excluído do valor dos estoques tanto na indústria como no comércio.

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Critérios de avaliação:(mais usuais) Mercadorias e matérias-primas As empresas que tem controle permanente de estoques poderão fazer o inventário quantitativo com base em seus assentamentos, mediante atribuição de preços médios ponderados ou utilização do sistema FIFO ou PEPS (primeiro a entrar, primeiro a sair). O uso do método LIFO ou UEPS (Último a entrar, primeiro a sair) não é admitido pela legislaçao brasileira para avaliação dos estoques. Razão: os estoque ficam subavaliados diminuindo o lucro da empresa naquele exercício. Mercadorias que não podem ser avaliadas pelo preço médio ou pelo método PEPS devem ser avaliadas pelo custo efetivo. Exemplo: o comércio de veículos usados. Produtos acabados e em fabricação A empresa que mantiver sistema de contabilidade de custo integrado e coordenado com o restante da escrituração, poderá, durante esse período utilizar os custos assim obtidos para avaliar seus estoques. Na falta de contabilidade de custos integrada e coordenada com o restante da escrituração os estoque de produtos acabados e em fabricação deverão ser avaliados: a) Produtos acabados – 70% do maior preço de venda praticado no período de apuração, excluído o valor do ICMS; b) Produtos em fabricação – 80% do valor atribuído aos produtos acabados no mesmo período. Por opção da direção da empresa, os produtos em fabricação também podem ser avaliados na base de 150% do valor da matéria-prima empregada na sua elaboração. Produtos agrícolas Os estoques de produtos agrícolas, animais e extrativos poderão ser avaliados aos preços correntes de mercado, conforme as práticas usuais em cada tipo de atividade. Essa faculdade antecipa a tributação pelo Imposto de Renda. O gado das empresas rurais, existente na data do balanço, deverá ser inventaria do preço corrente no mercado ou pelo preço real de custo, quando a organização contábil tiver condições de comprová-lo.

e) Despesas do exercício seguinte Aplicações de recursos em despesas que permitirão um benefício no próximo exercício e que, pelo princípio da confrontação devem ser apropriadas no exercício do benefício, independentemente da época do pagamento. São classificadas no ativo circulante por que representam o direito da empresa contratante receber um benefício no exercício seguinte. Inclui, normalmente as seguintes contas: Prêmios de seguro; Aluguel pago antecipadamente; Assinaturas e anuidades; Antecipação de comissões e prêmios

1.2 - Ativo Realizável a Longo Prazo

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Art. 179 As contas serão classificadas do seguinte modo: (...) II – no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da empresa que não constituam negócios usuais na exploração do objeto da companhia. (...) Parágrafo único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo. (Lei n.º 6.404/76).

• •

O ativo realizável a longo prazo distingue-se do circulante sob dois aspectos: quando ultrapassar o exercício seguinte; independente do prazo, quando se tratar de valores a receber oriundos de vendas, adiantamentos ou empréstimos que não se constituam em negócios usuais na exploração do objeto da empresa, a: • sociedades coligadas ou controladas; • diretoria -

acionistas ou participantes no lucro da companhia.

-

1.3 - Ativo Permanente O ativo permanente divide-se em três grandes grupos: Investimentos, imobilizado e diferido. A classificação de um bem ou direito no ativo permanente depende exclusivamente da intenção com que foi feita sua aquisição.

a) Investimentos “Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: I – (...) II – (...) III – Em investimentos: as participações permanente em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis

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no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa.” (Lei 6.404/76) Tratam-se de aplicações relativamente permanentes, algumas destinadas a produzir renda para a empresa. São participações, voluntárias ou incentivadas, em empresas e bens ou direitos adquiridos que não se enquadram no ativo circulante (foram adquiridos sem a intenção de revende-los), nem no imobilizado, pois não se destinam à atividade operacional da empresa. Os investimentos classificam-se em Investimentos permanentes e investimentos temporários, distinguindo-se um do outro pela intenção de permanência com que foi feita a aquisição. Os investimentos permanentes, por sua vez, classificam-se em: • Participações voluntárias – ações e quotas de outras entidades adquiridas pela empresa como forma de aplicar seus recursos ociosos visando uma vantagem futura (lucro ou valorização). Este tipo de participação ocorre, geralmente, nos casos de sociedades coligadas ou controladas. • Participações incentivadas – participações efetuadas através de incentivos fiscais em determinadas áreas e/ou setores, mediante dedução de parte do Imposto de Renda devido, tais como Reflorestamento, Turismo (Embratur) pesca (Sudepe) etc. • Outros investimentos permanentes – direitos de qualquer natureza que não se destinem à manutenção das atividades da empresa, como imóveis alugados a terceiros, terrenos adquiridos para uma provável expansão, obras de arte etc. a-1 – Critérios de avaliação gundo critérios estabelecidos pela Lei das S/A, os investimentos em participação no capital de outras sociedades serão avaliados pelo “custo de aquisição”, deduzido da provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente. Outra forma de avaliação dos investimentos permanentes é o “Método da Equivalência Patrimonial”. A aplicação do Método da Equivalência Patrimonial subordina-se à satisfação cumulativa de dois requisitos básicos: - Que o investimento seja relevante para a companhia investidora; - Que a empresa investida seja controlada, ou, se coligada que a empresa investidora tenha influência sobre sua administração, ou participe com 20% ou mais de seu capital social. Por sua vez, considera-se relevante o investimento: - Em cada coligada ou controlada se o valor contábil for igual ou superior a 10%(dez por cento) do valor do patrimônio líquido da empresa investidora; - No conjunto das sociedades coligadas ou controladas se o valor contábil for igual ou superior a 15% (quinze por cento) do valor do patrimônio líquido da empresa investidora. Aplicado o Método da Equivalência Patrimonial o valor do investimento será determinado mediante a aplicação da percentagem de participação no capital social da coligada ou controlada sobre o valor do Patrimônio Líquido determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação
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levantado na mesma data ou até 60 dias antes da data do balanço da investidora. b.- Imobilizado “Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: I – (...) II – (...) III – (...) IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens destinados à manutenção das atividades da companhia e da empresa, ou exercidos como essa finalidade, inclusive os de propriedade industrial ou comercial.” (Lei n.º 6.404/76). Ativo de natureza relativamente permanente, utilizado na atividade operacional da empresa que não se destina à venda. A circunstância que determina a razão de um bem adquirido com a intenção de não revende-lo ser lançado no imobilizado ao invés de ser lançado no investimento é o fato de ser ou não utilizado na consecução dos objetivos da empresa. A receita Federal (Legislação do Imposto de Renda) não admite que os bens classificados no Ativo Permanente sejam transferidos para o Ativo Circulante ou no Realizável a Longo Prazo a pretexto de que serão brevemente vendidos, devendo permanecer no Ativo Permanente até sua baixa efetiva. Os bens que compõem o ativo imobilizado podem ser classificados em duas espécies: • Bens tangíveis – bens corpóreos, que tem uma substância física, concreta, podem ser tocados: Edifícios, equipamentos, terrenos, obras de arte, reservas minerais, florestas etc. • Bens intangíveis (incorpóreos) – ativos que não têm substância física, que sem serem abstratos não podem ser tocados: Fundo de comércio (goodwill), direitos autorais, patentes relativas à invenções, marca de indústria ou comércio (capital humano). Uma das características dos bens que compõem o ativo imobilizado é sua vida relativamente longa. Pode-se entender por longa uma vida superior a um ano. Os gastos com aquisição de bens devem ser lançados no imobilizado, salvo se o bem adquirido tiver valor unitário inferior a R$ 326,61 (ano de 1999), não pertença a um conjunto maior (cadeiras de teatro, cinema, bar etc.) ou tenha uma vida útil inferior a um ano. Exemplo: um grampeador que custa menos de R$ 326,61, deve ser registrado como despesa (material de consumo). O valor dos gastos com manutenção ou reparo de bens do ativo imobilizado, desde que aumente a sua vida útil, deve ser contabilizado como acréscimo ao valor do bem. Não aumentando a vida útil do bem, o valor gasto com manutenção ou reparos deve ser registrado como despesa. A legislação do imposto de renda também admite que se contabilize como despesa ou custo operacional, os gastos incorridos com conservação e reparos de bens, desde que não resultem em aumento de sua vida útil. b.1 – Depreciação, amortização e exaustão A maior parte dos bens do ativo imobilizado (exceção feita a terrenos e obras de arte) tem uma vida útil limitada, quer dizer, serão úteis à empresa por um conjunto de períodos finitos de tempo. A medida que esses períodos forem decorrendo os bens vão perdendo sua
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utilidade e valor em função do uso, da ação do tempo e da obsolescência. O custo de um bem do imobilizado pode ser considerado como uma despesa incorrida nos períodos contábeis em que este bem seja utilizado, esta despesa é chamada de depreciação. A depreciação pode, portanto, ser tratada como a conversão gradativa do ativo imobilizado em despesa, ou um valor que se provisiona com a intenção de se substituir um bem, depois de transcorrida sua vida útil. Pode também ser considerada como uma provisão formada durante o tempo de utilização economicamente útil do bem com a finalidade de renovar o equipamento por ocasião de sua obsolescências. A taxa anual de depreciação é estabelecida em função do prazo de vida útil do bem a depreciar. Um bem com uma vida útil de 5 anos será depreciado a uma taxa anual de 100 / 5 = 20%; um bem com uma vida útil de 25 anos será depreciado a uma taxa anual de 100 / 25 = 4 %. A apropriação dos encargos com depreciação, amortização e exaustão é facultativa, não constitui obrigação da empresa, nem seu percentual é predeterminado. Uma empresa pode utilizar taxas inferiores âs admitidas ou, também, a seu critério, pode não considerar qualquer valor a título de encargo com depreciação, amortização ou exaustão. Não pode, todavia, apropriar no ano seguinte ou em anos posteriores os valores apropriados em percentuais inferiores aos admitidos junto com os do ano em tela, utilizando taxas superiores às máximas atualmente permitidas. O uso de taxas inferiores implica na conseqüente dilatação do prazo previsto como tempo de vida útil do bem. Neste caso, convém lembrar que, a alteração de critérios que possam vir a alterar os resultados da empresa devem ser noticiados nas Notas Explicativas.

Percentuais de depreciação normalmente utilizados:

Descrição do bem Bens móveis em geral Edifícios e construções Bibliotecas Ferramentas Máquinas e Instalações Industriais Veículos em geral Tratores

Vida útil 10 anos 25 anos 10 anos 5 anos 10 anos 5 anos 4 anos

Deprec. 10% 4% 10% 20% 10% 20% 25%

O cálculo da depreciação pode ser feito de várias maneiras, entre elas citam-se: • Método linear (quotas constantes); • Método da progressão aritmética crescente e decrescente; (utilização não prevista na legislação tributária (IR) • Método de Cole; (idem, idem.) • Método das horas trabalhadas; • Método das unidades produzidas; • Todas com e sem valor residual.

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A perda do valor do capital investido em ativos intangíveis (também do ativo diferido) chama-se de amortização. A amortização é calculada dividindo-se o valor do direito pelo número de anos de duração desse direito. Os encargos com a amortização são registrados como custos – quando se tratar de um bem empregado na produção - ou despesas operacionais – tratando-se de bem não empregado diretamente na atividade produtiva. A amortização acumulada – contrapartida da amortização - é conta retificadora do ativo. A perda de valor decorrente da exploração de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais e dos bens aplicados nessa exploração chama-se de exaustão. Os encargos com a exaustão são registrados como custos – quando se tratar de um bem empregado na produção - ou despesas operacionais – tratando-se de bem não empregado diretamente na atividade produtiva. A exaustão acumulada – contrapartida da exaustão - é conta retificadora do ativo. A exaustão é calculada levando em conta: 1. O custo de aquisição corrigido monetariamente (sic); 2. O volume da produção no ano; 3. A razão entre o potencial conhecido da mina ou da floresta e o volume de produção do período; 4. O prazo de duração do contrato, quando for o caso. c.- Diferido A Lei das S/A, no inciso V do art. 179 define o diferido como “as aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício social, inclusive os juros pagos ou creditados aos acionistas durante o período que anteceder o início das operações sociais.” O ativo diferido agrega as contas que se referem à: • Gastos de implantação e pré-operacionais; • Pesquisas e desenvolvimento de produtos; • Gastos de implantação de sistemas e métodos; • Gastos de reorganização; • Benfeitorias em imóveis de terceiros. Amortização é a operação que consiste em transportar uma parcela periódica do ativo diferido para custo ou despesa. A amortização das despesas ativadas no Diferido deve ser feita no prazo mínimo de 5 anos e no máximo de 10, a partir do momento em que o resultado desta despesa ativada entre em funcionamento. A amortização acumulada é uma conta retificadora do ativo diferido. 2 - PASSIVO Normalmente encontramos o passivo dividido em dois grandes grupos: • o passivo exigível, conhecido como capital de terceiros, e • o patrimônio líquido, denominado de capital próprio. Existe, no entanto, um terceiro grupo que não se enquadra como capital de terceiros e não se constitui em capital próprio: o Resultado de Exercícios Futuros, que constitui as receitas recebidas antecipadamente e que contribuirão para o resultado de exercícios futuros. Assim, pode-se concluir que o passivo engloba três grupos: • Passivo Exigível que compreende o circulante e o exigível a longo prazo; • Resultado de Exercícios Futuros
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Patrimônio Líquido.

2.1 - Características do passivo exigível “Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo permanente, serão classificados no ativo circulante, quando se vencerem no exercício seguinte, e no passivo exigivel a longo prazo se tiverem vencimento em prazo maior, observado o disposto no parágrafo único do art. 179.” (Lei n.º 6.404/76) As obrigações classificadas no passivo exigível devem atender a quatro características: • um exigível requer um dispêndio de dinheiro no futuro; • um exigível é o resultado de uma transação do passado e não de uma transação futura; • um exigível tem de ser passível de mensuração ou de aproximação razoável; • um exigível deverá ter uma contrapartida no ativo ou nas despesas. Exigíveis onerosos e não onerosos. Exigíveis onerosos são aqueles que estão custando à empresa juros e outros encargos. Exigíveis não onerosos compreende as obrigações que não implicam em acréscimos por ocorrência de encargos financeiros: salários a pagar, fornecedores.

2.2 - Critérios de avaliação do passivo exigível Os elementos do passivo serão avaliados de acordo com os seguintes critérios, segundo determina a Lei das Sociedades por Ações (art. 184): a) as obrigações, encargos e riscos, reconhecidos ou calculáveis, serão computados pelo valor atualizado até a data do balanço (acrescidos dos juros calculados até a data do balanço); b) as obrigações em moeda estrangeira com cláusula de paridade cambial, serão convertidas em moeda nacional à taxa de câmbio em vigor na data do balanço; c) as obrigações sujeitas à variação de índices preestabelecidos (UFIR, TR, CUB etc.)serão atualizada até a data do balanço

2.3 - Passivo Circulante. Regra estabelecida pela Lei das S/A estabelece que as obrigações da companhia quando vencerem no exercício seguinte sejam classificadas no passivo circulante. Também

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serão classificadas no passivo circulante as obrigações que se vencerem dentro do ciclo operacional quando este tiver duração maior que um ano. As obrigações que compõem o passivo circulante devem ser liquidadas dentro do exercício social seguinte ou dentro do período compreendido pelo seu ciclo operacional, se este for superior a um ano. O passivo circulante compõem-se, basicamente, das seguintes contas: a) Fornecedores b) Salários e encargos a pagar c) Impostos a recolher d) Empréstimos bancários e) Provisões f) Outras obrigações. • Fornecedores – Contrapartida das compras a prazo de matérias-primas e/ou mercadorias. Registro contábil das relações entre os fornecedores e a empresa. O saldo desta conta (ou grupo de contas) representa o montante da dívida com os fornecedores na data do balanço (balancete). • Salários e encargos a pagar – engloba a folha de pagamento (salários, ordenados) e os encargos previdenciários (Inss e Fgts). O Saldo representa o montante a ser pago dentro do curto prazo. • Impostos a recolher – Corresponde aos impostos cujo fato gerador já ocorreu mas que ainda não foram recolhidos aos cofres públicos. • Empréstimos bancários – representa os empréstimos bancários recebidos e que deverão ser pagos dentro do que se define por curto prazo. • Provisões (para férias, para 13º, para gratificação a empregados) – corresponde ao provisionamento da despesa para pagamento das férias de seus empregados, do 13º salário, das gratificações aos empregados, respeitados os limites estabelecidos pela legislação do Imposto de Renda. • Provisões para contingências – corresponde ao provisionamento de prováveis perdas futuras tal como acontece com débitos fiscais ou trabalhistas em litígio. • Receitas antecipadas – representa o valor das receitas que tenham sido recebidas sem que a respectiva contraprestação tenha ocorrido. É o princípio da confrontação.

2.4 - Passivo Exigível a Longo Prazo Agrupa as contas que representam obrigações vencíveis após o término do próximo exercício ou o ciclo operacional, se este for mais longo. O passivo exigível a longo prazo geralmente agrupa as contas representativas de financiamentos obtidos junto a terceiros.

2.5 – Resultado de Exercícios Futuros
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Art. 181. Serão classificadas como resultados de exercícios futuros as receitas de exercícios futuros, diminuída dos custos e despesas a elas correspondentes. (Lei n.º 6.404/76). Pelo princípio da realização da receita, esta não pode ser reconhecida antes de ser efetuada a entrega da mercadoria, ou prestado o serviço objeto da venda. O grupo “Resultado de Exercícios futuros” agrupa as contas que representam receitas recebidas antecipadamente subtraídas dos custos já incorridos ou a elas vinculados. Este grupo representa uma espécie de mini apuração de resultado onde as receitas e despesas relativas a uma operação ou prestação de serviços são confrontadas. A impressão inicial é de que neste grupo seriam registrados todos os adiantamentos recebidos. A realidade não é bem esta, só podem ser lançados neste grupo os adiantamentos que não sejam passíveis de devolução. Exemplo: Contrato de locação com cláusula de não reembolso no caso de devolução do imóvel antes do término do contrato. Havendo risco de devolução, o adiantamento deve ser registrado no Passivo exigível a longo prazo.

3 - Patrimônio Líquido O Patrimônio Líquido nada mais é do que o resultado da equação patrimonial básica: AT = PT + PL, apresentada de forma diferente: AT – PT = PL Os valores que compõem o Patrimônio Líquido não existem, fisicamente. O Patrimônio Líquido resulta de uma operação matemática. A soma dos valores que compõem o ativo, subtraída da soma dos valores que compõem o passivo, resulta no Patrimônio Líquido. Qualquer erro na avaliação dos ativos ou qualquer variação no valor das obrigações implica na alteração do valor do Patrimônio Líquido. 0 Patrimônio líquido representa o valor líquido que seria recebido pela empresa se ela vendesse todos os seus ativos (pelo valor contábil) e pagasse todos os seus passivos (também pelo valor contábil). Em outras palavras, o patrimônio líquido representa a riqueza da empresa, representa o seu capital próprio. O Patrimônio Líquido é constituído: a) pelo Capital social; b) pelas Reservas; c) pelos Lucros ou prejuízos acumulados 3.1 - Capital social “Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda não realizada.” (Lei n.º 6.404/76) Exemplo: Capital Subscrito............................................................. Capital a integralizar....................................................... Capital integralizado....................................................... 100.000,00 20.000,00 80.000,00

Representa o investimento aplicado na empresa pelos seus associados por ocasião de seu ingresso na sociedade, tem, geralmente, origem externa. É a parcela em dinheiro ou outros bens que os sócios entregam para a formação da empresa.
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Esse capital pode ser posteriormente alterado por: a) recursos externos – admissão de novos sócios, novas integralizações, etc., b) recursos internos – proveniente dos lucros oriundos da atividade objeto da empresa. O valor do capital social da empresa consta de seu contrato social e deve ser registrado junto aos órgãos competentes. Qualquer alteração no capital social implica na alteração desse instrumento e no cumprimento de uma série de formalidades legais, o que contribui para lhe dar o sentido de invariabilidade. Enquanto o capital próprio é essencialmente variável o capital social permanece, em geral, sem alterações.

3.1 - Reservas

São parcelas que se retiram dos lucros com a finalidade de reforçar o Patrimônio Líquido utilizadas, geralmente, para aumentar o capital social. 3.1.1- Reservas de capital “Art. 182 .... Parágrafo 1º - Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem: a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debentures ou partes beneficiarias; b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição; c) o prêmio recebido na emissão de debêntures; d) d) as doações e as subvenções para investimento.” (Lei n.º 6.404/76) e) As reservas de capital não se originam do lucro da empresa, elas tem como origem o ágio obtido na venda de ações da companhia, o valor apurado na alienação das partes beneficiárias, as doações e subvenções recebidas para investimentos, (Ex.: terreno para instalação da indústria recebido em doação da Prefeitura).

3.1.2- Reservas de reavaliação
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“Art. 182. ... Parágrafo 3º. Serão classificadas como reservas de reavaliação as contrapartidas de aumento de valor atribuídos a elementos do ativo em virtude de novas avaliações com base em laudo nos termos do artigo 8º, aprovado pela assembléia geral.” (Lei n.º 6.404/76) Ao ser feita a reavaliação de um bem está sendo feita a reavaliação da riqueza da empresa. A reserva de reavaliação é a contrapartida do lançamento da reavaliação dos bens do ativo. Embora aumentando o valor do Patrimônio Líquido, a reserva de reavaliação não transita pelo Resultado do Exercício pois seu valor não pode ser considerado como financeiramente disponível. Não transita pelo Resultado do Exercício e também não é tributada pelo imposto de renda enquanto não for realizada. O bem reavaliado é considerado realizado quando: alienação sob qualquer forma; depreciação, amortização ou exaustão (proporcionalmente), baixa por perecimento. A reserva de reavaliação é considerada realizada e, consequentemente alcançada pela tributação do Imposto de Renda, quando: for utilizada para aumentar o capital ou compensar prejuízos; for transferida para outra reserva; for apropriada em conta de resultado (depreciação, amortização ou exaustão)

A contrapartida da baixa da reserva de reavaliação será a conta de “Lucros acumulados” ou “Receitas não operacionais”. No caso de ter sido baixada pela conta de “Lucros acumulados”, sem transitar pelo Resultado do Exercício, deve ser adicionada ao Lucro liquido para fins de apuração do Lucro Real. . O valor registrado como reserva de reavaliação, decorrente ao aumento do valor de elementos do ativo em virtude de novas avaliações somente poderá ser computado como lucro para efeito de distribuição de dividendos ou participações, depois de sua realização. 3.1.3 Reserva de lucros “Art. 182. ... Parágrafo 4º. Serão classificadas como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia.” (Lei n.º 6.404/76) A reserva de lucro é uma espécie de Reserva Legal e como tal sua utilização está restrita à compensação de prejuízos e ao aumento do capital social. Classificam-se como reservas de lucros as contas constituídas pela apropriação de parcela do lucro da empresa.

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A Reserva de lucros classifica-se em: a) Reserva legal – Tem por fim assegurar a integridade do Capital Social e só pode ser utilizada para aumentar o capital ou compensar prejuízos. A Lei das S/A estabelece a obrigatoriedade de se aplicar 5% do lucro, antes de qualquer desatinação, para formação da Reserva Legal, que não deverá exceder de 20% do capital social. Reservas estatutárias – O estatuto social pode criar reservas desde que, para cada uma: 1) indique a sua finalidade de modo preciso e completo; 2) fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos destinados a sua constituição, b) Reservas para contingências – A assembléia geral, por proposta dos órgãos da administração, poderá destinar parte do lucro à formação de reserva com a finalidade de compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável. 3.1.4 Reserva para contingências “Art. 195. A Assembléia geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte do lucro líquido à formação de reserva com a finalidade de compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor pode ser estimado. Parágrafo 1º. A proposta dos órgãos da administração deverá indicar a causa da perda prevista e justificar, com as razoes de prudência que a recomendem, a constituição da reserva. Parágrafo 2º. A reserva será revertida no exercício que deixarem de existir as razoes que justificaram a sua constituição ou em que ocorrer a perda. O objetivo da constituição dessa reserva é segregar uma parcela de lucros, correspondente a prováveis perdas extraordinárias futuras que acarretarão diminuição dos lucros com a finalidade de não distribui-lo como dividendo. Sua reversão ocorrerá no exercício em que se confirmarem as perdas previstas. Fenômenos que afetam as operações e a rentabilidade das empresas: a) geadas ou secas; b) cheias, inundações e outros fenômenos naturais que podem ocorrer ciclicamente. 3.2 Lucros acumulados ou Reservas de Lucros. É a parcela dos resultados apurados no exercício, cuja distribuição aguarda deliberação da Assembléia Geral. O objetivo de sua constituição é evidenciar a parcela de lucros não realizada financeiramente. 3.3 – Ações em Tesouraria. As ações da companhia que forem adquiridas pela própria sociedade são denominadas Ações em Tesouraria. As ações, enquanto mantidas em tesouraria não terão direitos patrimoniais ou políticos. O preço de aquisição das ações não poderá ser superior: a) ao valor de mercado, 78-92

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b) ao valor fixado para resgate, na hipóteses de aquisição de ações que possuam prazo predeterminado para resgate.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO “Art. 187. A demonstração do resultado do exercício demonstrará: i – a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos; ii – a receita liquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto; iii – as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais; iv – o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não operacionais; v – o resultado do exercício antes do imposto de renda e a provisão para o imposto; vi – o lucro ou prejuízo liquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. Parágrafo 1º. Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda; b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos correspondentes a essas mesmas receitas e rendimentos. (Lei n.º 6.404/76). A cada final de exercício social a empresa elabora suas demonstrações contábeis, entre elas a Demonstração do Resultado do Exercício – DRE. Esta demonstração evidencia o grande indicador de eficiência empresarial: o retorno do capital investido pelos proprietários da empresa (associados). A Demonstração do Resultado do Exercício é apresentada de forma dedutiva, isto é, tomando como ponto de partida as vendas totais ocorridas no período, deduz-se: a) os abatimentos; b) o custo das vendas; c) as despesas operacionais para atingir o resultado operacional. Vide modelo simplificado abaixo:

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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO – 31.12.B DESCRIÇÃO RECEITA OPERACIONAL BRUTA Vendas de mercadorias Vendas de serviços ABATIMENTOS DA RECEITA BRUTA Devolução de vendas Descontos e abatimentos incondicionais Impostos s/ vendas (ICMS, PIS, COFINS) RECEITA LIQUIDA CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS LUCRO BRUTO DESPESAS OPERACIONAIS Despesas com vendas Despesas administrativas Despesas (- Receitas) financeiras RESULTADO OPERACIONAL RECEITAS NÃO OPERACIONAIS DESPESAS NÃO OPERACIONAIS RESULTADO ANTES DO IMP DE RENDA Provisão para o Imposto de Renda Provisão para a Contribuição social s/ o lucro PARTICIPAÇÕES RESULTADO LIQUIDO DO EXERCÍCIO Lucro por ação (LL / Número de ações)

Modelo ATUAL

ANTERIOR

Principais conceitos a) Receitas – Receita pode ser definida como o acréscimo de benefícios econômicos durante o período contábil na forma de entradas de ativos ou decréscimos de exigibilidades e que redundam num acréscimo do Patrimônio Líquido; b) Lucro – é o que se pode consumir durante um determinado período de tempo e sentir-nos tão bem no final como nos sentíamos no início, Isto é, pode ser consumido sem que venha a nos fazer falta. c) Ganhos – acréscimo de benefícios econômicos provenientes de itens não repetitivos, que podem ou não surgir das atividades normais da empresa. d) Renda – deve ser entendida como sinônimo de “rendimento” que é o evento que cria para a empresa uma disponibilidade financeira;
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e) Despesa – o sacrifício de ativos realizado em troca da obtenção de receitas. O uso ou consumo de bens e serviços no processo de obtenção de receitas. Algumas receitas correspondem a sacrifícios incorridos em função direta da obtenção de um receita específica, outras vezes o sacrifício tem uma relação com a manutenção das atividades da empresa; f) Perdas – evento econômico diminutivo do patrimônio líquido, não associado com as atividades relacionadas ao objetivo da empresa: Baixa de bens e direitos que perderam a utilidade para empresa; efeitos de geada, granizo, inundações, quando não acobertadas pela “Reservas para contingências” g) Custos – utilização de bens ou serviços na produção de outros bens ou serviços. Conceituação da legislação O Princípio da realização da receita e o Princípio do confronto das despesas, fazem parte do regime de competência em que as receitas, custos e despesas são considerados como tais no período da ocorrência do seu fato gerador e não quando são recebidos ou pagos. Conseqüências desses princípios: a) a receita de venda é considerada por ocasião da venda e não quando do seu recebimento; b) o custo da mercadoria é considerado por ocasião da venda da mesma; c) as despesas com salários e seus encargos são reconhecidas no mês em que se recebeu a prestação do serviço, mesmo sendo paga no mês seguinte; d) a compra de mercadoria ou matéria-prima é contabilizada quando do recebimento da mercadoria, não quando do seu pagamento; e) a despesa com o Imposto de Renda é registrada como provisão no mesmo período em que foram apurados os lucros e não no exercício em que é declarada e paga. 1 - Receita operacional bruta A Receita Bruta se constitui do valor total da receita proveniente das vendas de mercadorias e produtos (na indústria e comércio) e dos serviços prestados (nas entidades prestadoras de serviços). O valor do IPI não integra a Receita Bruta, pois sendo cobrado à parte do preço de venda, também deve ser contabilizado à parte. O IPI é um imposto do qual a entidade, quando indústria, faz o papel de mero depositário. Para que a apuração dos resultados não sofra distorções, não são computados no custo de aquisição das mercadorias adquiridas para revenda e das matérias-primas os impostos não cumulativos que devem ser recuperados. Nota: Como o comércio, excetuado o atacadista equiparado a industrial, não é contribuinte do IPI, o valor deste imposto, mesmo se tratando de um imposto não cumulativo, incidente sobre as mercadorias adquiridas para revenda, faz, necessariamente parte do seu custo de aquisição. Uma das falhas ainda existentes na forma da contabilização das vendas no Brasil é que os juros decorrentes pela defasagem no recebimento nas vendas a prazo, vem sendo lançados e pacificamente aceitos como aumento das vendas, quando se trata, na realidade, de receita financeira. 2 - Abatimentos da Receita Bruta a) Vendas canceladas (devolução de vendas) – correspondem à anulação de valores registrados como receita bruta. (Nota: as vendas canceladas de períodos anteriores,
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b)

c)

por não corresponderem à uma anulação dos valores registrados como receita bruta, devem ser registradas como Despesas de Venda) Descontos e abatimentos incondicionais – são parcelas redutoras do preço de venda, constantes na nota fiscal ou fatura de serviços. – Não se enquadram como descontos e abatimentos incondicionais, aqueles de ordem financeira, como os concedidos por antecipação de pagamento. Impostos incidentes sobre vendas ou serviços – aqueles que guardam proporcionalidade com o preço de venda ou serviço, mesmo quando o respectivo montante integre esses preços: 1) ICMS – Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicações; 2) PIS – Programa de integração social 3) COFINS – Contribuição para o financiamento da Seguridade Social; 4) ISSQN – Imposto sobre serviços de qualquer natureza; 5) IE – Imposto sobre exportação.

(Nota: Em uma empresa comercial o IPI pago sobre as mercadorias adquiridas para revenda, integra o custo destas. Em estabelecimento industrial, o IPI não constitui despesa nem receita; o seu controle é feito através de contas patrimoniais: Ipi a recuperar e Ipi a recolher) 3 - Receita líquida -

A Receita Líquida corresponde à Receita Bruta diminuída dos Abatimentos da Receita Bruta. É a receita normal da empresa uma vez que os abatimentos são receitas que não lhe pertencem – não são administráveis. É o ponto de partida para as análises – os abatimentos da receita bruta não são administráveis. 4 - Custo das Mercadorias (Produtos) Vendidas – O Custo das Mercadorias (Produtos) Vendidas será apurado com base no Registro Permanente de Estoques ou nos estoques existentes no final do período de apuração. O valor das mercadorias ou matérias-primas existentes no encerramento do exercício poderá ser o custo médio ou o custo das mercadorias e matérias-primas adquiridas mais recentemente (PEPS). O contribuinte que mantiver sistema de contabilidade de custo integrado e coordenado com o restante da escrituração poderá utilizar os custos apurados pelo sistema para avaliação dos estoques de produtos em fabricação e acabados. Na apuração do Custo das Mercadorias Vendidas é que se faz importante o conhecimento dos critérios de avaliação de estoques. Essa conta recebe as contrapartidas das baixas de estoques das mercadorias ou matérias-primas que, durante o exercício foram destinadas à revenda, além do custo dos serviços prestados com a mesma finalidade. Na forma da contabilização do Custo das vendas no Brasil os juros decorrentes pela defasagem no pagamento das compras a prazo, vem sendo lançados e pacificamente aceitos como aumento do custo das mercadorias vendidas, quando se trata, na realidade, de despesa financeira. Os encargos com exaustão e os encargos com amortização e depreciação de bens destinados à produção são considerados como custo de produção, enquanto a amortização e a

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depreciação de bens não aplicados diretamente às atividades produtivas são contabilizadas como “Despesas operacionais”. 5 - Sobra Bruta ou Lucro Bruto –

A Sobra Bruta (Lucro bruto) corresponde à diferença entre a Receita Líquida e o Custo das Mercadorias Vendidas. 6 - Despesas operacionais Classificam-se como Despesas Operacionais os encargos necessários à atividade da empresa e à sua manutenção, que não fazem parte do Custo. (Nota: Os custos são os encargos incorridos pela empresa para a produção de bens e serviços. As despesas são os demais encargos não ligados à área produtiva e que são necessários à geração de receitas.) As Despesas Operacionais classificam-se em: a) Despesas administrativas – valores pagos ou incorridos na direção ou gestão da empresa, destacando-se: - Despesa com pessoal, inclusive encargos - Energia Elétrica - Água - Telefone - Seguros - Impressos e material de escritório - Honorários da diretoria - Viagens e estadas Despesas com vendas – valores pagos ou incorridos para promoção, colocação e distribuição de mercadorias assim como os riscos assumidos com as vendas, destacando-se: - Propaganda e publicidade; - Créditos incobráveis - Despesa com pessoal, inclusive encargos - Comissões sobre vendas - Água, luz e telefone - Anulação de vendas de períodos anteriores. Despesas financeiras líquidas – valores correspondentes aos encargos de natureza financeira, deduzidos das receitas respectivas, tais como: - Juros passivos e ativos - Descontos financeiros concedidos e recebidos - Juros a título de remuneração do Capital próprio. Outras despesas operacionais – valores necessários ao objetivo social não incluídos nas classificações anteriores, como: - Variações monetárias passivas - Resultado negativo em participações societárias - Ágio de investimentos, quando amortizado. Consideram-se também Receitas Operacionais (acessórias ou secundárias), as seguintes:
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e)

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Receitas financeiras (Juros ativos, descontos financeiros obtidos, rendimento de aplicações financeiras, juros recebidos ou creditados sobre remuneração de capital próprio) Variações monetárias ativas Resultado positivo na equivalência patrimonial Reversão de provisões Receitas de aluguéis Amortização de deságio de investimentos avaliados pela equivalência.

7 - Sobra (ou lucro) operacional A Sobra (ou resultado) Operacional corresponde a Sobra (Lucro) Bruta (o) diminuída das Despesas Operacionais 8 - Receitas não operacionais Receitas não operacionais são as receitas provenientes de transações não incluídas nas atividades principais ou acessórias da empresa. As receitas não relacionadas diretamente com a atividade objeto da empresa são classificadas como Não Operacionais. Normalmente trata-se de ganhos, isto é são aleatórias. Exemplo: - Ganhos de capital – são classificados como ganhos ou perdas de capital, e computados na determinação do lucro real, os resultados na alienação, inclusive por desapropriação, na baixa por perecimento, extinção, desgaste, obsolescência ou exaustão, ou na liquidação de bens do ativo permanente (art. 317, DL 1598/77). - Ganhos – A característica de ganhos é a sua imprevisibilidade, o seu caráter de extraordinário. Exemplo de ganhos: prêmios de loteria, etc. perdas com geadas, chuvas de granizo na agricultura. 9 - Despesas não operacionais - Corresponde ao evento econômico diminutivo do patrimônio líquido, não associado com a atividade principal da empresa, independentemente de sua freqüência. Como casos comumente usados desse tipo de despesa encontramos a baixa do valor contábil das imobilizações ou com investimentos de natureza permanente, desde que não relacionados com a atividade principal da empresa. As perdas – eventos econômicos, diminutivos do Patrimônio Líquido, não associado com as relacionadas à atividade-objeto da empresa . Exemplo: perdas com geadas, granizo, etc., quando não coberta por “Reserva de contingências”; baixa de bens ou direitos que perderam a utilidade para a empresa.

10 - Lucro antes da CSSL e do Imposto de Renda Resultado operacional (+) Receitas não operacionais (-) Despesas não operacionais (=) Lucro (+ adições, - exclusões) antes da CSSL e do Imposto de Renda

11 - Contribuição social sobre o lucro –

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A Contribuição social sobre o lucro incide sobre o lucro do período base ajustado por adições e exclusões prescritas ou autorizadas pela legislação tributária mediante a aplicação da alíquota de 9% (nove por cento). 12 - Provisão para o Imposto de Renda -

A base de cálculo do Imposto de Renda é o Lucro Real correspondente ao período base de incidência. O Lucro Real (base de cálculo do IR) é apurado mediante a escrituração dos ajustes (adições, exclusões e compensações) da parte A do Lalur. A alíquota do Imposto de Renda (a partir de 01.01.96) é de 15% sobre a respectiva base de cálculo (Lucro Real). Além do imposto, há ainda a incidência de um adicional de 10% sobre a parcela do Lucro Real que exceder o valor resultante da multiplicação de R$ 20.000,00 pelo número de meses do respectivo período de apuração. Exemplo: A empresa “Sol Nascente” apurou durante o exercício de 1998 um Lucro Real de R$ 540.000,00. - Imposto de Renda (15% s/ 540.000,00)................. 81.000,00 + Adicional: 540.000,00 – (12 x 20.000,00) x 10%.. 30.000,00 = Total do Imposto a pagar.................................. 111.000,00 13 - Lucro Líquido do Exercício Resultado antes da CSSL e do Imposto de Renda (-) Provisão para Contribuição Social s/ o Lucro (-) Provisão para o Imposto de Renda 14 – Lucro por ação – A informação do lucro por ação deve ser dada na própria Demonstração do Resultado do Exercício, na linha subseqüente ao “Lucro Líquido do Exercício”. Quando as ações forem de mais de uma classe, e de valores diferente, deve se divulgar o lucro por classe de ação utilizando-se uma linha para cada classe.

DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS. A Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) tem por objetivo apresentar de forma ordenada e resumida as informações relativas às operações de investimento e financiamento da empresa durante o exercício, evidenciando a modificação da sua posição financeira. Os financiamentos estão representados pelas origens de recursos, e os investimentos pelas aplicações de recursos. O significado de recursos aqui abrange um conceito mais amplo que simplesmente dinheiro, representa o que a Lei das S/A denomina de Capital Circulante Líquido (CCL = AC – PC).

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Classificação das origens ou fontes- As origens ou fontes são agrupadas em categorias distintas: :a) Resultantes das próprias operações: 1. Lucro do exercício + acrescido das despesas que não implicaram em desembolso financeiro, como as depreciações, amortizações e exaustões ; + ajustamentos do resultado de exercícios futuros b) Dos acionistas , pelos aumentos de capital integralizado no exercício; c)De terceiros, resultantes de: 1. Empréstimos obtidos pela empresa, pagáveis a longo prazo; 2. Recursos oriundos da venda de investimentos, e bens do ativo imobilizado; 3. Transformação de direitos do Realizável a Longo prazo em Ativo Circulante. Classificação dos usos ou aplicações. Por sua vez as aplicações ou usos dos recursos agrupam-se em: a) Remuneração de acionistas, derivadas dos dividendos distribuídos; b) Aquisição de novos bens e direitos, compreendendo: 1.- aquisição de novos investimentos permanentes em outras sociedades; 2.- aquisição de bens do Ativo Imobilizado; 3.- aplicações de recursos no Ativo Diferido. c) Redução do Passivo Exigível a longo prazo mediante a liquidação da empréstimos a longo prazo. Importância da DOAR A importância da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR), reside no alto significado das informações por ela fornecidas que não aparecem nas demais demonstrações. Informações possíveis de serem extraídas da DOAR: a) Política de inversões permanentes da empresa e as fontes de recursos correspondentes; b) Recursos gerados pela própria empresa – lucro do exercício ajustado pelos itens que o integram, mas que não afetam o capital circulante líquido; c) Forma de aplicação dos recursos obtidos – empréstimos de longo prazo; d) Como a empresa está mantendo, reduzindo ou aumento seu capital circulante líquido; e) Compatibilidade entre os dividendos e a posição financeira da empresa.

Forma de apresentação: a) Demonstração da posição financeira:

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31.12.A 1.- Ativo Circulante 2.- Passivo Circulante 3.- Capital Circulante Líquido (1 – 2)

31.12.B

Variação

b)Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos Exercício findo em 31.12.B Descrição ORIGEM DOS RECURSOS Das operações Lucro Líquido do Exercício: Mais: Depreciações, Amortizações e exaustões Variações monetárias de emprést. a longo prazo Menos: Participação no lucro de controlada Dividendos recebidos Dos acionistas Integralizaçao de capital De terceiros Ingresso de novos empréstimos Baixa de bem do ativo imobilizado (valor contábil) Venda de investimentos Total das origens APLICAÇÕES DE RECURSOS Aquisição de bens do imobilizado – ao custo Adições ao ativo diferido Integralizaçao de novos investimentos Transferência para o Passivo Circ de empréstimos a L Prazo Dividendos propostos e pagos Total das aplicações Aumento do Capital Circulante Líquido Parcial Total

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DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS. A Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados possibilita a evidenciação do lucro do período, a forma de sua distribuição e movimentação ocorrida durante o período na conta de Lucros e ou Prejuízos acumulados. Uma demonstração isolada somente para o movimento da conta de Lucros ou Prejuízos acumulados tem por objetivo evitar a confusão na sua movimentação com a do Resultado do Exercício, trazendo para elas uma definição clara e uma perfeita segregação. Conteúdo exigido - A Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados discriminará: a) O saldo da conta no início do período; b) Os ajustes de exercícios anteriores (*); c) As reversões de reservas compreendendo a retirada dos valores registrados como reservas em retorno à conta de Lucros acumulados, geralmente, para fins de distribuição aos associados – pagamento de dividendos; d) O lucro líquido do exercício já excluídas as parcelas do Imposto de Renda e da Contribuição social sobre o Lucro; e) As transferências para reservas; f) Os dividendos distribuídos ou creditados pela companhia; g) A parcela dos lucros acumulados incorporada ao capital; h) O saldo da conta ao final do período. (*) Ajustes de exercícios anteriores De forma a não influenciar o resultado líquido do exercício por efeitos que não pertencem ao mesmo, para que o resultado do exercício reflita um valor que possa ser comparado com o de outros anos em bases similares, os valores relativos aos ajustes do resultado de exercícios anteriores devem ser lançados diretamente na conta de Lucros ou Prejuízos acumulados, sem transitar pela Resultado do Exercício. O parágrafo primeiro do art. 186 da Lei das S/A, só aceita como ajustes de exercícios anteriores os decorrentes de : - efeitos de mudança de critério contábil, ou de - retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, desde que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes.

Forma de apresentação
31.12.A SALDO NO INÍCIO DO EXERCÍCIO Ajustes de períodos anteriores SALDO INICIAL AJUSTADO 31.12.B

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(+) Reversão de reservas de lucro (+,-) Resultado líquido do exercício (- ) Formação de reserva de lucro (-) Capitalização de lucro (-) Dividendos distribuídos ou creditados (+, -) Outras movimentações SALDO NO FINAL DO EXERCÍCIO

DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO A elaboração da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, apesar de recomendada pelos mais conceituados autores brasileiros, não é obrigatória. Quando emitida pode substituir a Demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados. Quando emitida, sua publicação é obrigatória para as sociedades de capital aberto. As contas que foram o patrimônio líquido de uma entidade podem sofrer variações por inúmeros motivos, entre os quais salientam-se: I – Variações que afetam quantitativamente o patrimônio líquido: Acréscimo pelo lucro, Acréscimo por reavaliação de bens do ativo; Acréscimo pela venda de ações em carteira; Acréscimo por doações e subvenções recebidas Acréscimo por subscrição e Integralização de capital; Acréscimo pelo recebimento de valor que exceda o valor nominal das ações integralizadas, ou ao preço de emissão da ações sem valor nominal; Acréscimo por prêmios recebidos na emissão de debentures; Acréscimo pelo valor de venda de partes beneficiárias e bônus de subscrição Acréscimo ou redução por ajustes do resultado de exercícios anteriores; Redução pelo prejuízo líquido do exercício; Redução por dividendos distribuídos; Redução por pagamento ou creditamento de juros sobre o patrimônio líquido; Redução pela aquisição de ações próprias II – Variações que não afetam quantitativamente o patrimônio líquido: 89-92

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Aumento de capital com utilização de lucros e reservas; Apropriação do lucro líquido do exercício, reduzindo a conta de Lucros Acumulados para a formação de reservas como Reserva Legal, Reserva de Lucros a realizar, Reserva para Contingências e outras.; Reversão de reservas patrimoniais para a conta de Lucros ou Prejuízos acumulados; Compensação de prejuízos com Reservas.

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Apresentação Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido Exercício findo em 31.12.A
Capital SALDOS EM 31.12.A AJUSTES DE EXERCÍCIOS ANTERIORES: Efeitos de mudança de critérios contábeis Retificação de erros de exercícios anteriores AUMENTOS DE CAPITAL: Com lucros e reservas Por subscrição realizada REVERSÕES DE RESERVAS De Contingências LUCRO LIQUIDO EXERCÍCIO DO
160.000.00

Reserva de Reserva de Lucros Total Capital Lucro Acumulado
57.720.00 11.010.00 17.620.00 246.350.00

PROPOSTA DE DESTINAÇÃO DO LUCRO: Transferência para Reservas: - Reserva p/ contingências - Reserva Estatutária - Reserva de lucro - Reserva Legal Dividendos a distribuir SALDO EM 31.12.B

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