IEFP - ISG

Ficha Técnica

Colecção Título Suporte Didáctico Coordenação e Revisão Pedagógica Coordenação e Revisão Técnica

MANUAIS PARA APOIO À FORMAÇÃO EM CIÊNCIAS EMPRESARIAIS

Contabilidade Geral II Guia do Formando IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional Departamento de Formação Profissional

ISG – Instituto Superior de Gestão Gracinda Santos/ISG IEFP ISG ISG JERAMA – Artes Gráficas, Lda.
Instituto do Emprego e Formação Profissional, Av. José Malhoa, 11 1099-018 Lisboa

Autor Capa Maquetagem Montagem Impressão e Acabamento Propriedade Edição Tiragem Depósito Legal ISBN

Portugal, Lisboa, Dezembro de 2004 1000 exemplares 218232/04 972-732-910-1

Copyright, 2004 Todos os direitos reservados ao IEFP Nenhuma parte deste título pode ser reproduzido ou transmitido, por qualquer forma ou processo sem o conhecimento prévio, por escrito, do IEFP

Contabilidade Geral II

Guia do Formando

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.... 164 BIBLIOGRAFIA....... 171 Contabilidade Geral II Guia do Formando ............................ÍNDICE GERAL IEFP Índice Geral I......................................................................... Noção ................................................. Reabertura das Contas .....DOAF (Anteriormente Designada Mapa de Origens e Aplicação de Fundos) ....................................................... 167 GLOSSÁRIO .. Demonstração de Resultados .................... 134 II........................................................................................................................................ 98 9............ 145 1........................ 169 ÍNDICE REMISSIVO ....................................................................... TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO............................................................................................................................. Anexos ao Balanço e Demonstração de Resultados............................................................................................... 40 5.............................................................................................................. 163 RESOLUÇÕES ....................................................... Aplicação de Resultados.................................................................................................................................................. 4 2.................................................................................................................................................................. 88 8............................................ 78 7... 152 QUESTÕES E EXERCÍCIOS ............................................................................................................................................................ 114 10...................................................................................................... 1 1........................................................................................................ 14 4............................................................................................................................ Balancete Rectificado...... Balancete de Verificação........................................................ TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO................. 118 11...................... Encerramento das Contas..................................................... Balancete Final................................................................................................................ Apuramento de Resultados................ 148 2............... Demonstração das Origens e das Aplicações de Fundos .............................................................................................................................................................................. Balanço......................................... Lançamento de Rectificação e Regularização......................................................................... 50 6............................................................................................... 6 3...............

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I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO

CONTABILIDADE GERAL II

I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO

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Objectivos No final desta unidade temática o formando deverá estar apto a: • • registar todas as operações necessárias ao apuramento de resultados e encerramento de contas; efectuar o preenchimento e elaboração dos mapas obrigatórios e respectivos anexos.

Temas: 1. Noção 2. Balancete de verificação 3. Lançamento de rectificação e regularização 4. Balancete rectificado 5. Apuramento de resultados 6. Balancete Final 7. Balanço 8. Demonstração de Resultados 9. Anexos ao Balanço e Demonstração de Resultados 10. Demonstração das Origens e das Aplicações de Fundos (anteriormente designada Mapa de Origens e Aplicação de Fundos) 11. Encerramento das Contas • • • Resumo Questões e Exercícios Resoluções
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NOÇÃO Os trabalhos de fim de exercício envolvem a transformação de um conjunto de dados. Anexos ao Balanço e Demonstração de Resultados. Demonstração das Origens e da Aplicação de Fundos .IEFP I. Fase de preparação dos documentos a apresentar aos diversos utilizadores da informação financeira de cada organização. É a fase operacional. O balancete rectificado ou de inventário. O balancete final ou de apuramento de resultados. noutro conjunto de dados apresentados de forma normalizada para permitirem comparações e análises diversas. 2. Balancete de fecho. 2. 4. 5. 2. 1.Elaboração propriamente dita das demonstrações financeiras. Demonstração de Resultados. Os lançamentos de rectificação e regularização ou a chamada regularização e rectificação de contas.Trabalhos preparatórios à preparação das demonstrações financeiras. • Fase 3 . I 4 Guia do Formando Contabilidade Geral II . procedimentos a desenvolver e mapas a elaborar em cada uma das fases que o compõem. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Neste capítulo vamos estudar o trabalho contabilístico de fim de exercício. coligidos manual ou automaticamente e armazenados de forma automática. O inventário geral e o balancete de verificação. e pode ser total ou parcialmente automática. engloba: 1. Estes trabalhos englobam três fases distintas: • Fase 1 . Trata-se de uma fase de conferências e validações. sendo estas compostas por: 1. 4. tais como 1. Corresponde ao fecho efectivo do exercício contabilístico e ao início do novo exercício contabilístico. Balanço. 3. • Fase 2 . Lançamentos de encerramento ou de fecho. 3. O apuramento de resultados.Encerramento das Contas.

Contabilidade Geral II Guia do Formando I 5 .I.Balancetes de verificação. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Esquematicamente podemos ter: Trabalho corrente efectuado mensalmente ↓ Balancetes de verificação ↓ Lançamentos de rectificação e regularização ↓ Balancete rectificado ↓ Demonstração de Resultados ↓ Lançamentos de Apuramento de Resultados ↓ Balancete de Apuramento de Resultados ↓ Balanço ↓ Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados ↓ Demonstração de Origem e Aplicações de Fundos O trabalho corrente já foi alvo de estudo anterior pelo que vamos iniciar o nosso estudo a partir da etapa .

O Plano Oficial de Contabilidade (decreto-lei nº 410/89 de 21 de Novembro) determina os critérios de valorimetria que deverão ser aplicados na inventariação das disponibilidades. contudo. descrição e valorização. Inventário Geral A inventariação dos bens. Principio da prudência – Significa que é possivel integrar nas contas um grau de precaução ao fazer as estimativas exigidas em condições de incertez sem. designadamente: • • • inventário das existências. Principio da consistência – Considera-se que a empresa não altera as suas politicas contabilisticas de um exercicio para o outro. previstos no Plano Oficial de Contabilidade no seu capítulo 4. permitir a criação de reservas ocultas ou provisões excessivas ou a deliberada quantificação de activos e proveitos por defeito ou de passivos e custos por excesso. Principio do custo histórico – Os registos contabilisticos devem basear-se em custos de aquisição ou de produção. Por vezes existem divergências entre estes valores. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 2. indepenedentemente do seu recebimento ou pagamento. devendo incluir-se nas demonstrações financeiras dos periodos a que respeitam. inventário do imobilizado.IEFP I. quer a escudos nominais. com duração ilimitada. quer a escudos constantes. • • • • O inventário geral é obtido pela soma dos diversos inventários parcelares. É necessário fazer a verificação destes saldos em função dos saldos reais que através do inventário geral vão ser determinados. nomeadamente: • • • Princípio da continuidade – Considera-se que a empresa opera continuadamente. Principio da substância sobre a forma – As operações devem ser contabilizadas atendendo à sua substância e à realidade financeira e não apenas à sua forma legal. nas existências e nas imobilizações. no seu capítulo 5. Principio da especialização ou do acréscimo – Os Proveitos e os custos são reconhecidos quando obtidos ou incorridos. direitos e obrigações existentes no património de cada empresa implica a sua determinação. das dívidas de terceiros e a terceiros. inventário das contas de terceiros e de disponibilidades. BALANCETE DE VERIFICAÇÃO Este balancete dá a conhecer os saldos contabilísticos. I 6 Guia do Formando Contabilidade Geral II . Além dos critérios valorimétricos há ainda que respeitar os princípios de contabilidade geralmente aceites. Principio da materialidade – As demosntrações financeiras devem evidenciar todos os elementos que sejam relevantes e que possam afectar avaliações ou decisões pelos utentes interessados.

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Vamos analisar cada um deles em particular.

O Inventário das Existências

Aplicado nas empresas comerciais e industriais, não se resume a uma simples contagem de existências, pois tem que ter em conta um conjunto de regras relacionadas com: • a definição da data de separação dos dois exercícios ou dos dois períodos de contabilização, chamada a data de “cut-off”, ou seja, a data--limite para considerar os movimentos contabilísticos e respectivos movimentos reais de mercadorias ou de produtos.

Imaginemos que a contabilização das facturas relativas às matérias primas adquiridas não é efectuada imediatamente com a entrada das mesmas, pois as matérias primas são acompanhadas da guia de remessa e a factura é endereçada à empresa por correio. Pode acontecer que esta factura só seja recepcionada durante a primeira semana de Janeiro do ano (N+1), logo, no inventário de 31/12/N as matérias primas já estão em armazém, mas não estão registadas na contabilidade.

Para evitar distorções deverão ser verificadas: • • • • as últimas facturas de compras e de vendas e sua movimentação física nos armazéns; os últimos registos de entradas e saídas de armazém e sua movimentação contabilistica; todos os documentos referentes a devolução aos fornecedores ou dos clientes; as transferências verificadas entre armazéns, para evitar duplicações ou omissões.

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I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO

As contagens devem ser efectuadas com rigor e método, devendo ser definidos de uma forma muito objectiva os seguintes factores: • a unidade da contagem - se observarmos a figura junta, constatamos que as caixas de cartão não apresentam um tamanho uniforme, há portanto que classificá-las e contá-las dentro dessas classificações; a hora de realização da contagem - esta deverá ser definida de acordo com as possibilidades dos intervenientes, não esquecer que se for efectuada com o novo exercício iniciado, há que corrigir as entradas e saídas respectivas; o método da contagem - dependendo do número de itens diferentes a contar e da sua diversidade assim se analisa se é possível fazer uma contagem integral ou por amostragem; (Amostragem - processo de selecção de partes de um todo que nos permitem retirar conclusões sobre esse todo). Este método depende também do tipo de inventário utilizado, se for o inventário permanente existirão listagens actualizadas que poderão ser confirmadas por amostragem, se for o inventário intermitente poderá ser necessário fazer uma contagem exaustiva de todos os bens. • os intervenientes - as pessoas que vão efectuar as leituras e medições, (tem que se definir quem observa o quê e em que medida, acautelando sempre o principio da segregação de funções). (Principio da segregação de funções - o executante de uma tarefa não deve ser o único interveniente na inventariação dos grandezas associadas a essa tarefa). Os intervenientes deverão assinar as listagens de inventário.

As existências podem ser valorizadas através de vários Métodos de Custeio, nomeadamente: • • • • • Custo Especifico; Custo Médio Ponderado; FIFO – First In First Out; LIFO – Last In Fist Out; Custo Padrão;

Este Métodos variam entre si pela forma como é efectuada a valorização dos bens saídos de armazém e consequentemente a valorização dos que ficam.

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O Inventário do Imobilizado

As empresas devem manter actualizados ficheiros relativos aos seus bens de imobilizado. O artigo 51 do Código do IVA indica quais os elementos que devem constar desse registo: 1. Número de código; 2. Descrição do bem; 3. Localização do bem; 4. Data de aquisição; 5. Identificação do fornecedor; 6. Data de entrada em funcionamento; 7. Vida útil estimada; 8. Data do início da amortização; 9. Taxa anual de amortização; 10. Valor do IVA suportado ou deduzido; 11. Classificações contabilísticas; 12. Reavaliações verificadas; 13. Seguros; 14. Contratos de assistência.

O inventário de imobilizados tem que responder não só à verificação da existência dos bens, mas também à verificação daqueles que se encontram obsoletos e dos que não estando em uso apresentam características de bom funcionamento. Teremos um registo do seguinte tipo:
Nº 1 2 Descrição Mesa reuniões Computador Local Sede Fábrica Data aquisição Data utilização Fornecedor Preço aquisição Vida útil Mai-95 Jun-97 Mai-95 Jan-98 Mobel1 COPX 59.000 10 400.000 3

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100 u. 25.IEFP I. 2.m.m. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO O Inventário das Contas de Terceiros e de Disponibilidades Para garantir que os saldos evidenciados na contabilidade nas contas de Disponibilidades e de Terceiros são os verdadeiros.m.m.000 u.m. isto é.000 u. clientes ou fornecedores. Quando obtemos a resposta é necessário comparar o saldo que temos na contabilidade com a informação fornecida pelas entidades que foram alvo da circularização. 70 u.000 u.m.m. aos bancos. 5.m. 7.m. Total em notas 200 u.m. 5 u. por exemplo da seguinte forma: Contagem de caixa em 31/12/N efectuada por António Euro Quantidade Descrição 10 5 30 12 1 30 10 50 14 notas notas notas notas notas moedas moedas moedas moedas Total em moedas Total do caixa Valor unitário 10. 60. 500 u.m. 500 u.000 u.000 u. • circularização de saldos. 1.m.000 u. 1. 205.m.m.570 u.070 u.m.m.000 u.000 u. Quando os saldos não são coincidentes vamos efectuar a sua reconciliação. deveremos efectuar: • contagens de caixa. aos devedores e aos credores que nos confirmem o valor do saldo das nossas contas. Ao fazermos uma contagem de caixa vamos elaborar um registo onde consta o número de notas e de moedas de cada valor. aos clientes e aos fornecedores. ou seja.000 u. 197. compatibilizar os saldos evidenciados pelos bancos. 12.m.m.500 u. pedir aos bancos com que a empresa trabalha. Esta prática é denominada de reconciliação de contas.m. 6.m. com os da empresa.000 u. Valor total 100. 500 u.m. ou seja contar o dinheiro físico existente nos cofres da empresa no final do ano. 10 u. I 10 Guia do Formando Contabilidade Geral II .

nomeadamente débito ou crédito de juros. devoluções de cheques.são depósitos que já estão considerados como recebidos na nossa contabilidade mas ainda não chegaram ao banco. são situações de erro que devem ser corrigidas. • Depois destas operações chegamos ao valor apresentado pelo banco para o saldo da nossa conta bancária. diminuir os movimentos a débito que estão na contabilidade da empresa mas ainda não constam do saldo bancário no banco. logo entre a data em que o cheque sai da empresa e a data em é descontado esse cheque consta dos registos da empresa mas não consta dos registos do banco. mas apenas seja agrafado ao documento do lançamento já efectuado anteriormente. ou pelo contrário são depósitos efectuados por terceiras entidades que já estão movimentados na conta bancária. diminuir os movimentos a crédito que estão no saldo bancário do banco mas ainda não constam da contabilidade da empresa.podem existir valores referentes a operações bancárias cujos documentos ainda não foram recepcionados na empresa. É necessário um cuidado acrescido para que ao recepcionarmos o documento definitivo não seja efectuado outro lançamento. os beneficiários só procedem ao desconto desses cheques quando os recebem. 2. 3. estes movimentos devem ser lançados na contabilidade tendo como suporte a cópia do extracto de conta. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 11 . 4.I. outros movimentos constantes dos registos contabilísticos mas não dos movimentos bancários podem existir valores lançados por erro numa conta bancária que são de outra. • • • A reconciliação dos saldos pode-se fazer da seguinte forma: • Ao saldo apresentado pela conta bancária na contabilidade da empresa vamos: 1. débito de despesas. ou cheques que não chegaram a ser utilizados por terem sido anulados. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP No caso dos bancos as diferenças podem ocorrer por existirem: • depósitos em trânsito .a empresa emite os cheques e lança-os na contabilidade nessa altura. outros movimentos constantes dos registos bancários mas não dos contabilísticos . cheques por descontar . Quando detectados. adicionar os movimentos a débito que estão no saldo bancário do banco mas ainda não constam da contabilidade da empresa. adicionar os movimentos a crédito que estão na contabilidade da empresa mas ainda não constam do saldo bancário no banco. mas que a empresa ainda contabilizou.

solicitamos a v/ resposta no envelope selado que anexamos. Vimos pela presente solicitar que nos informem dos saldos apresentados pelas seguintes contas à data de 31. Conta de Empréstimos nº 987654 .saldo devedor de 150 u. No tocante à conta de empréstimos está tudo correcto.12.saldo credor de 100.N: Conta de Depósitos à ordem nº 123456 ____________ Conta de Empréstimos nº 987654 _____________ Antecipadamente gratos. I 12 Guia do Formando Contabilidade Geral II . Saldo da conta bancária na empresa Saldo da conta bancária no banco .saldo credor de 123 u.m.27 u.m.123 u.m.+ 150 u.m.saldo devedor de 100.IEFP I. que ainda não foi recepcionado na empresa. Conta de Empréstimos nº 987654 . Na contabilidade da empresa os saldos apresentados são: Conta de Depósitos à ordem nº 123456 .000 u. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Exemplo de carta a dirigir ao banco para circularização de saldos: Ao Banco Avenida Lisboa Exmos senhores. Vamos observar o extracto bancário e detectamos que existe um cheque devolvido do cliente X.. .m. enquanto na conta de depósitos à ordem o mesmo não acontece.m. que está por lançar no valor de 27 u.m. A resposta do banco Avenida informou que os saldos eram os seguintes: Conta de Depósitos à ordem nº 123456 . Teríamos a seguinte folha de reconciliação bancária.m.000 u. Movimento a crédito no banco e não considerado pela empresa .

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No final do ano devemos efectuar este movimento e tentar que o documento chegue o mais rápido possível. Também aos clientes e fornecedores devem ser dirigidas cartas a solicitar a confirmação dos saldos evidenciados na contabilidade, neste caso as cartas podem mencionar os saldos pedindo aos clientes e fornecedores que assinalem se estão ou não de acordo com o valor apresentado, ou não indicar o valor e esperar que os clientes e fornecedores nos informem do seu saldo.

Exemplo de carta dirigida a um cliente: Ex.mos. Senhores Francisco Pinguins Lda Lisboa Exmos Senhores, Vimos pela presente solicitar que nos informem se concordam com o seguinte saldo evidenciado pela conta corrente nos nosso livros contabilísticos, à data de 31.12.N. O saldo é de 1.250.000 u.m. a nosso favor: Concordo ________ Não concordo _________ o saldo é de _____________ . Queiram fazer o favor de devolver esta carta devidamente assinada no envelope selado que juntamos. Antecipadamente gratos,

Se o cliente responder que concorda, está tudo bem. Se o cliente responder que não concorda e indicar qual o seu saldo, vamos reconciliar os dois saldos e identificar as diferenças. Imagine que este cliente informa que só nos deve 1.000.000 u.m.. Vamos observar o extracto da primeira semana de Janeiro do ano N+1 e confirmamos que foi recepcionado a 2 de Janeiro um cheque de 250.000 u.m., cheque este datado de 28/12/N. Está justificada a diferença, o cliente já tem o cheque abatido na sua contabilidade em 31.12.N, mas nós ainda não.

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3. LANÇAMENTO DE RECTIFICAÇÃO E REGULARIZAÇÃO Os lançamentos de rectificação e de regularização apoiam-se nos inventários. Estes lançamentos tem por objectivo adequar os saldos contabilísticos aos saldos reais apurados pelos inventários. Tipo de Lançamentos de Rectificação e Regularização

Divergências entre os Saldos Contabilísticos e os Valores Apurados no Inventário Devidas a Erros ou Omissões

Nomeadamente: • • • • • • Falhas de Caixa; Diferenças entre os saldos das contas de bancos e os extractos correspondentes; Movimentos anormais de stocks; Facturas não lançadas de clientes ou fornecedores; Imobilizados alienados e não evidenciados na contabilidade. Falhas de Caixa;

Ao verificarem-se os valores existentes no Caixa podemos detectar diferenças entre o valor constante do balancete e o valor físico em dinheiro.São as denominadas Falhas de Caixa. Devemos determinar a razão de ser destas diferenças e efectuar os movimentos respectivos. Exemplo Considere que o saldo de caixa apresentado no balancete era de 100 u.m., mas no inventário efectuado em 31.12.N o valor existente era de 95 u.m., sendo a diferença da responsabilidade do tesoureiro. Efectuamos o seguinte lançamento: 1 26 - Outros Devedores e Credores 262 - Pessoal 2629 - Outras operações com o pessoal a 11 Caixa Diferença apurada em caixa ------------------------//--------------------------5 5

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O saldo da conta Caixa fica corrigido sendo o tesoureiro responsável pela diferença. Consideremos agora que esta diferença não era da responsabilidade de ninguém, tratou-se de um documento indevidamente eleborado, sendo considerada a diferença uma falha de caixa a contabilizar em custos extraordinários. Teriamos o seguinte lançamento: 2 69 – Custos e Perdas Extraordinárias 698 – Outros Custos e Perdas Extraordinárias 6983 – Diferença de Caixa a 11 Caixa Diferença apurada em caixa ------------------------//--------------------------5 5

Diferenças Entre os Saldos das Contas de Bancos e os Extractos Correspondentes

Conforme já referimos anteriormente, os saldos apurados no Inventário podem ser diferentes do balancete. Devemos em primeiro lugar encontrar justificação para essas diferenças e: • corrigir os lançamentos, quando se detectem erros, ou; • efectuar os lançamentos que sejam perfeitamente identificados em termos de cabimento no exercício económico que estamos a encerrar. Exemplo Ao efectuarmos as reconciliações bancárias referentes a 31/12/N das duas contas bancárias de que a empresa é titular, detectámos os seguintes factos: • Conta 129 - Banco do Sul - não está lançado na contabilidade o cheque número 800435 de 10.000 u.m. descontado no banco em 15/12/N; • Conta 126 - Banco do Oriente - a contabilidade apresenta um lançamento referente a um cheque com o número 800435 de 10.000 u.m. que não se encontra descontado no banco; Como podemos constatar trata-se do mesmo cheque, vamos efectuar o movimento de regularização: 2 12 - Depósitos à ordem 126 - Banco do Oriente a 12 - Depósitos à ordem 129 - Banco do Sul Regularização cheque 435 ------------------------//--------------------------10.000 10.000

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m. tendo havido retenção na fonte de IRC de 20%.Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas 612 . cada e pelo inventário físico apenas se encontraram 450 peças.m. Vamos efectuar o lançamento correspondente: 4 61 . através do inventário de existências. detectar diferenças substanciais.Mercadorias 321 .500 u.Juros Obtidos 7815 Outras aplicações de tesouraria Contabilização dos juros da aplicação Nº3 12 . podemos efectuar o lançamento e quando for recepcionado o documento respectivo juntá-lo-emos ao lançamento já efectuado: 3 Diversos a 78 Proveitos e Ganhos Financeiros 781 . Exemplo O balancete evidencia um valor de 9.IEFP I.Depósitos à ordem 126 .000 Uma empresa que utilize o Sistema de Inventário Permanente pode. referentes a 950 peças pelo valor unitário de 10 u. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Se na mesma reconciliação bancária for evidenciado que em 31/12/N foram-nos creditados pelo Banco do Oriente os juros da aplicação financeira Nº1 que se venceu nessa data no valor de 800 u.m.Peças Regularização de existências ------------------------//--------------------------500 500 I 16 Guia do Formando Contabilidade Geral II .Mercadorias a 32 .Estado e outros entes públicos 241 Imposto sobre o rendimento 2412 Retenções na fonte ------------------------//--------------------------Movimentos Anormais de Stocks 800 200 1. Temos que analisar todos os movimentos de entrada e saída em armazém para justificar esta diferença e concluímos que não foi dada saída das mercadorias referentes a uma venda de 500 peças cujo custo era de 10 unidade.Banco do Oriente 24 ..

250 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 17 . Vamos efectuar o correspondente lançamento de abate: 6 Diversos a Diversos Alienação da máquina 1234 48 ..000 u.m. Devemos sempre efectuar os lançamentos dentro do respectivo mês. não estando registado o seu abate. de material de escritório no valor de 170 u.Fornecimentos e serviços externos 622 .m.250 u. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Facturas Não Lançadas de Clientes ou Fornecedores Algumas facturas dos últimos dias do ano podem estar por lançar.Fornecimentos e serviços 62217 ....Depósitos à ordem a 42 . • Amortizações acumuladas na data da venda de 4. Exemplo Estava por pagar e por registar uma factura do fornecedor Artez Lda.I.000 1.m. • Valor de aquisição de 5.m. com especial cuidado no encerramento do ano. • Valor de venda de 1.Material de escritório a 26 Outros devedores e credores 268 Devedores e credores diversos 2681 Artez Lda ------------------------//--------------------------170 170 Imobilizados Alienados e Não Evidenciados na Contabilidade No inventário de imobilizados detectou-se que a máquina de código 1234 foi alienada. as informações relativas a esta máquina são as seguintes: • Aquisição no ano N-4. 5 62 .Amortizações acumuladas 12 .250 5.Imobilizações corpóreas 79 – Proveitos e ganhos extraordinários ------------------------//--------------------------4.000 u.000 250 5.

m.000 58.m.000 300 200 Preço unitário (u.000 300 200 Preço unitário (u.m.000 64.000 Descrição Existências iniciais Entrada Saída I 18 Guia do Formando Contabilidade Geral II . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Divergências Entre os Saldos Contabilísticos e os Valores Apurados no Inventário Divergências entre os saldos contabilísticos e os valores apurados no inventário devidas à incorrecta aplicação de critérios valorimétricos. Tomemos o seguinte exemplo: No inventário de existências observou-se a seguinte ficha de mercadorias: Descrição Existências iniciais Entrada Saída Quantidade (unidades) 1.) 50.m.000 74. o saldo final é composto por 1. Critérios de valorimetria dos imobilizados.) 50.IEFP I.000 unidades ao preço unitário de 50 u. porque a sua alteração provoca alterações significativas nos resultados apresentados.000 Como neste caso a empresa utilizou o LIFO (Last In First Out). Valor total para balanço: 58 000 u. nomeadamente: • • Valorização das existências.000 74.) 50 80 50 Saldo final (u.m.m.m. Se em alternativa utilizasse o FIFO (First In First Out) o saldo final seria determinado da forma seguinte: Quantidade (unidades) 1.. A observância do principio da consistência obriga-nos a utilizar os critérios valorimétricos de uma forma consistente ao longo dos vários exercícios económicos.) 50 80 80 Saldo final (u. e 100 unidades ao preço unitário de 80 u.

Custos diferidos e uma conta de PASSIVO com as sub-contas: 273 . Valor total para balanço: 64 000 u.Acréscimos e Diferimentos é uma conta de ACTIVO com as sub-contas: 271 . por exemplo: • Juros de depósito a prazo. e 300 unidades ao preço unitário de 80 u. líquidos do respectivo imposto. nomeadamente: • Principio da especialização ou do acréscimo. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP O saldo final é composto por 800 unidades ao preço unitário de 50 u.Acréscimos e Diferimentos. Considere que uma empresa constituiu em 1/12/N um depósito a prazo com vencimento em 1/6/N+1.Proveitos diferidos Vamos analisar em que condições se utiliza cada uma delas. proveitos/ganhos respectivos é necessário observar os princípios de contabilidade geralmente aceites.m.I. 271 . A conta 27 .registo de proveitos do exercício a receber em exercícios seguintes. • Principio da prudência Princípio da Especialização ou do Acréscimo No sentido de permitir registar os custos e proveitos nos exercícios a que respeitam existe no POC a conta 27 .m... Como podemos observar da aplicação não consistente dos critérios de valorimetria das existências podem surgir grandes divergências nos resultados e nos valores apresentados no balanço.m. Aplicação dos Princípios Contabilísticos Para imputar ao exercício os custos/perdas.Acréscimos de proveitos .Acréscimos de custos 274 . Contabilidade Geral II Guia do Formando I 19 . na data de vencimento serão creditados na nossa conta de depósitos à ordem juros no montante de 900 u.m.Acréscimos de proveitos 272 .

“juros à cabeça”.IEFP I.Proveitos e ganhos financeiros 781 .Acréscimos de proveitos 2711 . I 20 Guia do Formando Contabilidade Geral II .m.Depósitos a prazo Juros a receber em N+1 ------------------------//--------------------------150 150 272 . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Em 31/12/N temos que contabilizar os juros já vencidos mas cujo recebimento só ocorrerá em 6/N+1: Início 1/12 Proveito do ano N 31/12 Proveito do ano N+1 Recebimento dos juros 1/6/N+1 Em 31/12/N o valor dos juros a receber é de: 900 / 6 = 150 u.Custos diferidos .Juros a receber a 78 .Acréscimos e diferimentos 271.Juros obtidos 7811 .registo de despesas ocorridas no exercício correspondentes a custos de exercícios seguintes: • • • Rendas e alugueres pagos por antecipação na utilização de bens imóveis ou móveis de terceiros. cuja vigência ultrapassa o exercício económico. que representam um custo futuro. Juros cobrados em operações financeiras em regime de desconto por dentro. 4 27 . Prémios de seguros pagos.

tendo sido contabilizado como custo do exercício na conta 62223 seguros.m.m.m.115 u.. Que se deve fazer? O custo não é só a este exercício económico mas também ao exercício económico seguinte: Início 1/9 31/12 Fim 31/8/N+ 1 Custo do ano N+1 8 meses Custo do ano N 4 meses O custo mensal é de 480/12 = 40 u.I.115 1. vamos efectuar o seguinte lançamento: 1 27 272 a 62 622 Acréscimos e diferimentos Custos diferidos Fornecimentos e Serviços Externos Fornecimentos e Serviços 1.m.m. no valor de 480 u. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 21 .m. O custo de 4 meses é de 4 x 40 u. O custo de 8 meses é de 8 x 40 u. = 160 u. a renda do estabelecimento no valor de 1. = 320 u.115 2721 Rendas de instalações 62219 Rendas e Alugueres Pagamento da renda de Janeiro ------------------------//--------------------------- Em Setembro do ano N foi pago o prémio do seguro de incêndio. cujo período é de 1/9/N a 31/8/N+1. referente ao mês de Janeiro do ano N+1. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Exemplo Em Dezembro do ano N pagámos por cheque.m.

Empréstimos obtidos Empréstimo obtido em 1/9/N 12 .68.Empréstimos obtidos 27 .Custos diferidos 2723 .000 . 3 Diversos a 23 .m..m. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO O lançamento a efectuar é o seguinte: 2 27 Acréscimos e diferimentos 272 Custos diferidos 2722 Seguros a 62 622 62 Fornecimento e Serviços Externos Fornecimentos e serviços Fornecimento e Serviços Externos 320 320 Rectificação do pagamento ------------------------//--------------------------- A mesma empresa obteve em 1/9/N um financiamento de 70.m.Juros de 121 dias = 1.Juros pagos ------------------------//--------------------------585 70. Custo do ano N+1 . sabendo que o prazo total é de 182 dias e que os dias decorridos de 1/9/N a 31/12/N são 121 devíamos efectuar o seguinte lançamento referente aos juros suportados (70.745): Custo do ano N . cujos juros foram pagos antecipadamente.m.745 / 182 x 121 = 1.Custos e perdas financeiras 681 ..Acréscimos e diferimentos 272.255 u.Juros suportados 6812 .Depósitos à ordem 68 .255 I 22 Guia do Formando Contabilidade Geral II .Juros dos restantes 61 dias = 1.160 68.000 u.IEFP I.745 / 182 x 61 = 585 u.000 1.255 = 1. tendo o valor líquido recebido sido de 68.160 u.

por exemplo consumos de água.333 1.00 x -------. 12 1 68 . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 273 .333 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 23 .N? Início 1/9 Custo do ano N 31/12 Custo do ano N+1 Pagamento juros 1/3/N+1 Em 31/12/N o valor dos juros a pagar é de: 0.12.Acréscimos de custos 2733 .000 u.I. Fornecimentos e serviços diversos que já se verificaram mas cujos documentos definitivos estão em falta. Encargos com férias e subsídios de férias vencidos no exercício e cujo processamento ocorrerá no exercício seguinte.08 50.registo de custos do exercício a pagar em exercícios seguintes: • • • Juros de financiamentos obtidos.333 u.x 4 = 1. qual o movimento a efectuar em 31.Juros suportados 6811.Juros a liquidar Juros a pagar em N+1 ------------------------//--------------------------1.000.m.Acréscimos de custos . que se pagam em Janeiro respeitantes ao mês de Dezembro.Empréstimos bancários a 27 . Exemplo A empresa Tudo Bem Lda contraiu um empréstimo de 50.Acréscimos e diferimentos 273 .Custos e perdas financeiros 681 .m. em 1 de Setembro do ano N à taxa de juros de 8% ao ano com pagamento de juros ao semestre. electricidade ou telefones.

Fornecimentos e serviços 62211 .Remunerações do pessoal 6421 . no montante de 49 u. e que os encargos sociais representam 23.000 12.: 3 62 .m.Subsídio de férias 645 .total Encargos Total 0.IEFP I.Acréscimos de custos 2734 .m.Acréscimos e diferimentos 273 .m.700 u. sabendo que o valor mensal de ordenados é de 12.000 u. 24.700 I 24 Guia do Formando Contabilidade Geral II .m.000 u. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO A mesma empresa não tinha ainda contabilizado o valor de encargos com férias e subsídio de férias para no ano N+1 relativos ao ano N.m.Acréscimos e diferimentos 273 .Vencimentos 6422 .700 29.Fornecimentos e serviços externos 622 .75% . cuja factura apenas iremos receber em Janeiro de N+1.000 u.Electricidade a 27 . 29. 12. que lançamento vamos efectuar? Férias Subsídio de férias Sub .Remunerações a liquidar Contabilização de férias e subsídio de férias a liquidar em N+1 64 .Custos com o pessoal 642 .000 5.000 u.Acréscimos de custos 2732 .2375 x 24.Consumos a liquidar Energia a pagar em N+1 ------------------------//--------------------------49 49 12.000 12.700 u.m.m.Encargos sobre remunerações ------------------------//--------------------------Vamos agora contabilizar o consumo estimado de energia referente ao mês de Dezembro. O lançamento a efectuar é o seguinte: 2 Diversos a 27 . 5.

I. • apresentem dúvidas quanto à sua realização.. ao valor de aquisição das referidas existências.Proveitos diferidos 2741 .Proveitos diferidos .m.Rendas recebidas Recebimento da renda de Janeiro N+1 ------------------------//--------------------------120 120 Princípio da Prudência O cumprimento deste princípio visa o registo das provisões do exercício por forma a efectuar as correcções dos valores dos activos que: • apresentem valores de realização inferiores aos do balanço. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 25 .450 u.Acréscimos e diferimentos 274. Respeita também a este princípio a constituição de provisões para fazer face a obrigações e encargos futuros.Depósitos à ordem a 27 .registo de receitas ocorridas no exercício. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 274 . o lançamento a efectuar será o seguinte: 4 12 . Exemplo de constituição de provisões para depreciação de existências: As existências em armazém foram avaliadas em 12. referente ao mês de Janeiro do ano N+1. é o caso dos títulos e das existências. por exemplo: • Rendas e alugueres recebidos Exemplo Recebemos em Dezembro do ano N a renda de uma loja que temos alugada. O preço de mercado era inferior em 950 u. como sejam os clientes que se mostrem difíceis de cobrar.m. correspondentes a proveitos de exercícios seguintes.

IEFP I.m. 410 u.m. obteve-se a seguinte informação em relação a atrasos de pagamento: 1 2 3 4 5 6 Dívidas a 30 dias Dívidas a 90 dias Dívidas a 120 dias Dívidas a 190 dias Dívidas a 380 dias Dívidas a em processo judicial 300 u.Para depreciação de existências 6732 .m. 950 950 Vamos respeitar os critérios fiscais definidos no artigo 34 do Código do IRC. 100 % para créditos em mora há mais de 24 meses. I 26 Guia do Formando Contabilidade Geral II .m. 40 u.m.Mercadorias a 39 . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Vamos constituir provisão pelo valor de 950 u. 50 % para créditos em mora há mais de 12 meses e até 18 meses.Provisões para depreciação de existências 392 . 400 u.m. 50 u. 100 u. 75 % para créditos em mora há mais de 18 meses e até 24 meses..m.Mercadorias Constituição de provisão ------------------------//--------------------------Exemplo de constituição de provisões para cobrança duvidosa: Relativamente ao saldo de clientes. nomeadamente: • • • • 25 % para créditos em mora há mais de 6 meses e até 12 meses. o lançamento a efectuar será o seguinte: 1 67Provisões do exercício 673 .

m. Valor provisão 0 u.Provisões para Cobranças duvidosas 281 . 40 u. O lançamento a realizar será o seguinte: 2 67Provisões do exercício 671 . 100 u.m.. 410 u.m.Para cobranças duvidosas 6711 .m.m.m. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Assim teremos o seguinte valor de provisões: Divida 30 dias 90 dias 120 dias 190 dias 380 dias em processo judicial Total Escalão N/A N/A N/A 6 a 12 meses 12 a 18 meses Total Taxa 0 0 0 25% 50% 100% Valor dívida 300 u. 0 u.m. 0 u.m.m. assim só teria que constituir a diferença entre 470 e 400 u. 50 u. 50 u. 410 u. o lançamento seria: 3 67 671 a 28 Provisões do exercício Para cobranças duvidosas Provisões para Cobranças duvidosas 70 70 6711 Dívidas de clientes 281 Dívidas de clientes Reforço de provisão ------------------------//--------------------------- Contabilidade Geral II Guia do Formando I 27 .m. 400 u.Dívidas de clientes Constituição de provisão ------------------------//--------------------------470 470 Imaginemos agora que esta empresa apresentava um saldo na sua conta de provisões de 400 u.m.m. 10 u.m. ou seja 70 u.m.Dívidas de clientes a 28 . 470 u.m..m.I..

ou seja variação negativa da estimatiova de riscos entre dois periodos contabilisticos consecutivos temos que utilizar um conta de Proveitos Extraordinários.Regularização de existências (devedor ou credor). TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Se a empresa apresentasse um saldo de 500 u.Compras (devedor). 38 . teria que reuzir em 30 u. através dos registos contabilísticos.IEFP I. não há necessidade de efectuar qualquer movimento contabilístico para apuramento do custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas.m. Quando se utiliza o inventário intermitente o apuramento do custo das existências vendidas ou consumidas vai ser efectuado com base nas contagens físicas dos stocks. As contagens físicas efectuadas na inventariação são muito importantes como meio de controlo. o custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas. o seu saldo. Salvo se existirem diferenças entre os valores contabilísticos e os valores de inventário.m. O lançamento a efectuar seria o seguinte: 4 28 Provisões para Cobranças Duvidosas 281 Dívidas de clientes a 79 Proveitos e Ganhos Extraordinários 796 Redução de amortizações e de provisões 7962 Provisões Redução de provisão ------------------------//--------------------------30 30 Movimentação das Contas de Existências para Apuramento do Custo das Vendas e da Variação da Produção • • hipótese de utilização do sistema de inventário permanente. Nas empresas que utilizam este tipo de inventário as seguintes contas vão apresentar saldos: • • • 31 . I 28 Guia do Formando Contabilidade Geral II . 32 . hipótese de utilização do sistema de inventário intermitente. A principal característica que diferencia estes dois tipos de inventário é o facto de no primeiro podermos permanentemente determinar. Quando estamos perante uma redução da necessidade de provisões.Mercadorias (devedor).

Saldo credor de 400 u.Existências inicias C . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Para apurarmos o custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas (valor a constar na conta 61).Compras .m.. 3.Ef Ei . saldar a conta de compras por contrapartida da respectiva conta de existências: 1 32 .m.000 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 29 . saldar as contas de regularizações por contrapartida da respectiva conta de existências. pelo Custo das Mercadorias Vendidas e das Matérias Consumidas.Saldo devedor de 100.Saldo devedor de 2.. • 32 .250 unidades monetárias.000 u. ou seja. O CMVMC é determinado da seguinte forma: CMVMC = Ei + C . Do inventário realizado em 31/12/N soube-se que as existências finais ascendem a 1.Regularização de existências .Compras Saldar conta de compras ------------------------//--------------------------100.000 100.m.Regularizações Ef .Mercadorias . 2.Existências finais Exemplo As contas da empresa apresentam os seguintes saldos: • 31 .Reg .Compras Reg . saldar a conta de compras por contrapartida da respectiva conta de existências. • 38 . iremos: 1. debitando assim a conta 61 (CMVMC).I. creditar a conta de existências pelo valor dos consumos efectuados. Vamos efectuar os movimentos de apuramento do custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas: 1.000 u.Existências a 31 .

TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 2. creditar a conta de existências pelo valor do Custo das Mercadorias Vendidas e das Matérias Consumidas por contrapartida da conta 61.000 (2) (1) 100.1.Regularização de existências (2) 400 400 I 30 Guia do Formando Contabilidade Geral II .350 Os lançamentos no razão serão: 31.CMVMC a 32 .IEFP I.000 (3) 400 100.400 .000 (1) e 32 .350 100. CMCMC = 2.Compras 100.250 38 .000 Saldo final = Ef = 1.Mercadorias 2.Regularização de existências a 32 .350 3 61 .000 .350 100. saldar as contas de regularizações por contrapartida da respectiva conta de existências: 2 38 .250 = 100.000 + 100.Existências Saldar conta de regularizações ------------------------//--------------------------400 400 3.Existências Apuramento do CMVMC ------------------------//--------------------------100.

350 Contabilização de Amortizações do Exercicio Anualmente são contabilizados os valores correspondentes á parcela proporcional á vida útil de cada bem a titulo de depreciação na rubrica de Amortizações.Custo Mercadorias Vendidas e das Matérias Consumidas (3) 100. Assim um equipamento adquirido em 1998 pelo valor de 10.000 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 31 . efectuando-se o seguinte lançamento: 1 a 66 – Amortizações do exercicio 662 – Imobilizações corpóreas 42 – Imobilizações Corpóreas 423 – Equipamento Básico Amortização anual Máquina X ------------------------//--------------------------2. Neste Decreto estão definidos os diversos métodos de amortização e as taxas máximas e minimas a que as mesmas podem ser calculdas. As amortizações estão enquadradas pelo Decreto Regulamentar nº2/90 de 12 de Janeiro.000 u.m.000 2. cuja vida util estimada é de 5 anos poderá ser amortizado nesses cinco anos em parcelas mensais de 2.000 u.m. assim é expressa em anos ou meses.I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 61 . A vida útil dos bens é o periodo durante o qual se reintegram ou amortizam os bens integralmente.

12.. 4 u.m. cheque 432 . no extracto de conta bancário está debitado o valor de 125 u. por problemas com o carro do paquete.510 u.m. 3. No entanto. A empresa Z Lda apresentava em 31.m. 7 u.15 u.. apenas chegaram ao banco a 2/1/N+1. que. 4.m. com data de 28/12/N.m. efectue a reconciliação dos dois saldos e prepare os lançamentos de rectificação ou de regularização a efectuar antes do encerramento de N: 1.m. a empresa ainda contabilizou este facto por não ter recebido o respectivo aviso de débito bancário. em 31/12/N foram considerados depositados cheques no valor de 923 u.m.220 u. cheque 148 cheque 145 cheque 540 cheque 840 4 u. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Exercícios Propostos 1. Tendo presentes as informações a seguir indicadas.m. 8 u. I 32 Guia do Formando Contabilidade Geral II .IEFP I. beneficiários ainda não apresentaram a desconto junto do banco: cheque 123 .N um saldo contabilístico na conta de depósitos à ordem devedor de 4.m.m. no valor de 800 u.100 u.. 2. no extracto de conta bancário a devolução do cheque do cliente Alberto Lda. estava lançado. referente ao pagamento de juros ocorrido em 31/12/N. constam do extracto da empresa um conjunto de cheques cujos. o saldo evidenciado na mesma data pelo seu extracto bancário era de 2.m.

Juros suportados a 12 . Lançar o cheque devolvido do cliente Alberto Lda.I.Clientes c/c a 12 .Depósitos à ordem Estorno de lançamento ------------------------//--------------------------2. Corrigir o depósito não efectuado.Clientes c/c a 12 .Custos e perdas financeiras 681 .Depósitos à ordem Juros debitados em 31/12/N ------------------------//--------------------------125 125 800 800 923 923 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 33 . 3 68 . 2 21 . Lançar os juros debitados pelo banco.Clientes 211 .510 Lançamentos a realizar: 1.Clientes 211 .Depósitos à ordem Cheque devolvido de Alberto Lda. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Resolução 1 2 3 4 5 6 Saldo da conta de depósitos à ordem na nossa contabilidade Depósito não efectuado Cheque devolvido por lançar Cheques não descontados Juros debitados Saldo na conta de depósitos à ordem no Banco 4. ------------------------//--------------------------3. efectuar lançamento de estorno do depósito inicial: 1 21 .200 -923 -800 +138 -125 2.

composto pelas seguintes facturas: • • • Factura 43 .” O fornecedor informou-nos que o saldo a seu favor é de 5.250 u.500 4. de 8/N Factura 55 55 u.Trabalhos especializados a 26 – Outros Devedores e Credores 268 – Devedores e Credores Diversos 2682 .250 I 34 Guia do Formando Contabilidade Geral II . em 31/12/N.m. 1 62 .Silva Santos Lda.500 1.m.450 4.1. Factura 43 1.4. Com base nos elementos seguintes pretende-se que efectue a conferência da conta corrente do fornecedor de serviços informáticos “Silva Santos Lda.500 50 11.m.250 u. que por lapso foi tomada por um recibo e como tal arquivada sem qualquer lançamento contabilístico.950 4.m.Fornecimentos e Serviços Externos 62236 . O lançamento a efectuar é o seguinte..500 u. de 6/N Factura 50 .m. de 9/N Na nossa contabilidade o extracto de conta corrente do referido fornecedor apresenta o seguinte movimento: Data Janeiro Fevereiro Março Abril Abril Agosto Setembro Movimento Factura 2 Factura 35 Pagamento facturas 2 e 35 Factura 40 Pagamento factura 40 Factura 50 Factura 55 Totais Saldo antes dos lançamentos Saldos após os lançamentos 6.000 0 4.IEFP I.000 500 Resolução Após a reconciliação da nossa conta com os valores apresentados pelo nosso fornecedor constatamos que não foi efectuado o lançamento da factura 43 de 1. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 2.800 u.950 Débito Crédito 1.

TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 3.000 176.000 15.224.200 0 0 0 0 4.133 16.600 54.800 Saldo Credor 0 0 0 4.800 Informações complementares: • As remunerações de férias e respectivo subsídio a processar no ano N+1 relativas ao trabalho prestado no ano N.267 4.000 123. Com base no balancete de verificação seguinte efectue os lançamentos de regularização decorrentes do trabalho de inventário. foram pagos ascendem a 12.m. sendo os encargos de 23.667 0 0 0 0 3.000 0 382.467 12.067 831.333 36. Conta Nome da Conta Saldo Devedor 11 12 15 19 21 22 24 26 28 29 31 32 39 41 42 43 48 51 55 59 62 64 68 69 71 72 78 79 Caixa Depósitos à ordem Títulos negociáveis Provisões p/ aplicação tesouraria Clientes Fornecedores Estado e outros entes públicos Outros devedores e credores Provisão para cobrança duvidosa Provisão p/ riscos e encargos Compras Mercadorias Provisão p/ depreciação existências Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas Imobilizações Incorpóreas Amortizações acumuladas Capital Reservas Resultados transitados Fornecimentos e serviços externos Custos com o pessoal Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários 14.333 8.333 214.067 324.200 35.000 333.333 0 0 0 83.I.224. Empresa dos Parafusos Unidos Lda.467 92.200 0 200.000 30.600 0 0 16.400 0 284.000 u.75%.333 9. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 35 .400 92.041.333 0 0 0 0 257..933 11.467 16.639.000 83.600 0 0 1.867 10.

m.m. o valor da renda líquida de IRC foi de 1..420 u. • • O inventário de existências resultou em 375.m. O saldo da conta 15 .000 u.m. cujo valor de mercado actualmente ronda os 23. (Iva incluído a 5%) Telefone .000 u.m.3.12/N é de 800 u. Existem dívidas em mora de clientes nos seguintes montantes e escalonadas em função da data de vencimento: • • • 16.300 u.m.420 u.m. cada. • Na conta 78 está contabilizada a renda recebida em Dezembro.m.1. entre 18 e 24 meses.8.. a cotação em 31.20. • • • O valor de Amortizações acumuladas reparte-se da seguinte forma: • • Imobilizações corpóreas . adquiridas por 920 u. Para imobilizações corpóreas .000 u.m.000 u. Para imobilizações incorpóreas .120 u. (Iva incluído a 5%) Energia .m. Imobilizações incorpóreas .m.m. com mais de 24 meses. 6. (Iva incluído a 17%).789 u.200 u.m. I 36 Guia do Formando Contabilidade Geral II ...IEFP I. 10.000 u. no entanto verifica-se a existência de stock valorizados ao preço de custo de 27.m. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO • Em Janeiro de N+1 consumos referentes ao ano N+1: • • • Água .m. (a taxa de retenção na fonte é de 20%).Títulos negociáveis é composto por 100 acções de valor nominal de 1. As amortizações do exercício serão as seguintes: • • • Para investimentos financeiros .1.800 u.m. entre 6 e 12 meses.000 u. referente ao mês de Janeiro do ano N+1 da loja arrendada.m.980 u.m.160 u.400 u.1.74.

Acréscimos de custos 2732 .700 1.Fornecimentos e serviços externos 622 .Acréscimos e diferimentos 273 .725 1.Dívidas de clientes a 28 .153 Contabilidade Geral II Guia do Formando .Acréscimos e diferimentos 273 .Para cobranças duvidosas 6711 .700 29.I.Dividas de clientes Constituição de provisões -------------------------//---------------------------5 39 .Outros Serviços referentes a Dezembro 62 .Água 62222 .Rendas Renda de Janeiro ---------------------------//--------------------------67 .153 8.Proveitos diferidos 2741 . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Lançamento a efectuar no diário: 1 64 .Remunerações a liquidar Contabilização das férias e subsidio de férias (1) ---------------------------//--------------------------2 Diversos a 27 .Provisões para cobrança duvidosa 281 .Electricidade 62213 .remunerações do pessoal a 27 .Provisões do exercício 671 .Fornecimentos e serviços 62211 .333 400 991 2.625 1.Provisões para depreciação de existências I 37 29.Acréscimos e diferimentos 274 .625 8.Proveitos e ganhos financeiros a 27 .Custos com o pessoal 642 .Comunicações ---------------------------//--------------------------3 78 .Acréscimos de custos 2739 .

980 3. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 392 .2375 = 29.De imobilizações corpóreas 483 .De investimentos em imóveis 482 .980 25.Custos e perdas financeiras 684 .Títulos negociáveis -------------------------//---------------------------7 Diversos a Diversos Amortizações anuais 68 .Amortizações acumuladas 481 .Títulos negociáveis a 19 .769 10.Amortizações de investimentos em imóveis 66 .000 20.Provisões para aplicações financeiras 6841 .Proveitos e ganhos extraordinários 796 .Provisões -------------------------//---------------------------6 68 .000 x 2 x 1.Amortizações do exercício 662 .Imobilizações incorpóreas a 48 .Reduções de amortizações e de provisões 7962 .753 12.789 1.Mercadorias a 79 .753 I 38 Guia do Formando Contabilidade Geral II .600 7.700 3.IEFP I. Férias e subsidio de férias: 12.789 1.000 7.De imobilizações incorpóreas ------------------------//--------------------------Explicação dos valores: 1.Imobilizações corpóreas 663 .600 12.Provisões para aplicações de tesouraria 195 .Custos e perdas financeiras 683 .

). TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 2.300 Valor Bruto = ---------------. A provisão para títulos negociáveis necessária é de 120 u.333 991 3.580 u.400 1. pelo que vamos constituir a diferença 5.467.120 32.m.= 1625 0.120 Taxa 25% 75% 100% Provisão 4. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 39 .I. Custos do ano N a pagar no ano N+1: Valor total Água Energia Telefones 420 1.m.400 u.420).m..000 7.620 A provisão existente é de 9.) pelo que temos que regularizar o excesso.8 IRC (retenção fonte 20% VB)=325 Valor líquido de renda=1300 4.160 IVA 5% 5% 17% Custo 400 1. ou seja 3. por cada título.m. Como existe uma provisão de 4. A provisão para depreciação de existências necessária é de (27. ou seja: 120 x 100 = 12. Provisões de cobrança duvidosa Mora 6 a 12 meses 18 a 24 meses + de 24 meses Total Valor 16.500 6. vamos constituir a diferença (7600u. Como o valor existente é de 16.23.000 6.000 u.000 . Renda recebida 1.000 10.120 17. 6.m.m.333 (12753 u.

proveitos e ganhos expressam as componentes negativas e positivas do resultado do exercício. BALANCETE RECTIFICADO O balancete rectificado é aquele em que os saldos apresentados estão de acordo com os inventários efectuados.m.959 u. Exemplo 1. Imobilizações corpóreas Imobilizações incorpóreas . 11.716 u. elaboramos o balancete rectificado: Anexo .m. .708 u.Compras: Mercadorias Matérias-primas • 1.m.619 u.81.973 u. Existências finais (inventário) Mercadorias Matérias-primas Produtos acabados 366.298 u.m.m. 168.476. Não se encontram ainda contabilizadas as férias e subsidio de férias a liquidar no ano N+1. Vamos efectuá-los no Diário e no Razão e. o valor mensal é de 30.644. • Amortizações do exercício.6.m.704 u. É o balancete rectificado que serve de ponto de partida para o apuramento de resultados. sendo também conhecidas as seguintes informações: • Desdobramento da conta 31 . • • • Juros a pagar do financiamento bancário . Neste balancete as contas de custos e perdas. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 4. e os encargos sociais ascendem a 23. 1. 465.555 u.2.75%.m.IEFP I. Suponhamos que a empresa Luar de Agosto apresentava o balancete anexo referente a 31/12/N.Balancete de verificação I 40 Guia do Formando Contabilidade Geral II .000 u.064 u.895 u.m.m.m. posteriormente.Fornecimentos e serviços externos no valor de 3.260 unidades monetárias.m. A renda do escritório referente ao mês de Janeiro foi liquidada e contabilizada em Dezembro na conta 62 . Para obtermos o balancete rectificado temos que efectuar estes movimentos de regularização. 87.

186.838 64.886 Crédito 4. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Balancete de 1º grau Empresa “Luar de Agosto” Conta Nome da Conta Acumulados anuais Débito 11 12 21 22 23 24 25 26 27 28 31 32 33 36 41 42 43 44 48 51 55 56 57 59 62 63 64 65 68 69 71 72 73 78 79 88 Caixa Depósitos à ordem Clientes Fornecedores Empréstimos obtidos Estado e outros entes públicos Sócios Outros devedores e credores Acréscimos e diferimentos Provisão para cobrança duvidosa Compras Mercadorias Produtos acabados e intermédios Matérias primas.970 10.455 338.340.749.962 24.252 32 0 0 2.206 121.662 1.173 579.574 64.231 18.348 5.062.493 314. subsidiárias e de consumo Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas Imobilizações Incorpóreas Imobilizações em curso Amortizações acumuladas Capital Ajustamentos partes de capital Reservas de reavaliação Reservas Resultados transitados Fornecimentos e serviços externos Impostos Custos com o pessoal Outros custos operacionais Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos suplementares Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Resultado Liquido do exercício Total 4.380 0 544.425 433.206 119.037.452 0 409.547 1.283 59.979 18.547 1.756.173 34.697.745 0 1.173 28.567 10.886 unid:u.057.982 69.696 414.612 58.009 1.767 469.170 1.305 462.622.608 5.151 239.562 4.655 36.253 4.392 504.944 352.090 0 283 16.500 20.857 5.890 53.859.198 39.427 1.766.839.162 1.619 239.290.226 1.I.293 14.804 295.892 39.970 10.283 59.306 0 4.975 2.548 14.442 266.491 55.681 56.193 152.m.799 469.063 803.343 4.173 28.890 53.867 699.227 28.845 21.839 149.697 42.899.340.277 0 0 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 41 .329 597.345.427 1.264 53.115 64.339 5.532 0 0 0 0 101.352 295.644.700.954 64.491 59.009 121.331 49.027 2.567 420.920 6. Saldo Devedor Credor 4.812 2.584 193.279 3.270 596.619 23.655 36.253 144.188.383.658 5.059 211 82.

566 168.704 6.476. subsidiárias e de consumo Apuramento do custo das matérias primas consumidas ------------------//----------------(5) a 66 482 Amortizações do exercício Amortizações acumuladas Imobilizados corpóreos ------------------//----------------(6) a 66 483 Amortizações do exercício Amortizações acumuladas Imobilizados incorpóreos ------------------//-----------------(7) a 681 273 Custos financeiros Acréscimos de custos Juros a liquidar ------------------//-----------------(8) a 272 622 Custos diferidos Fornecimentos e serviços externos Renda de Janeiro ------------------//-----------------3.555 1.regularizações: (1) a 321 312 Mercadorias Compras Transferência das compras ------------------//----------------(2) a 361 316 Matérias primas.708 140.555 I 42 Guia do Formando Contabilidade Geral II .238 1.349. subsidiárias e de consumo Compras Transferência das compras ------------------//----------------(3) a 612 321 Custo mercadorias vendidas e consumidas (1) Mercadorias Apuramento do custo das mercadorias vendidas ------------------//----------------(4) a 616 361 Custo mercadorias vendidas e consumidas (2) Matérias primas.708 81.260 3.476.704 2.895 81.054 168.260 2. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Lançamentos no diário de operações diversas .566 1.349.895 6.IEFP I.238 140.064 1.

Existências finais CMPC = 59.250 u.Mercadorias 239. x 2 = 60.555 .716. valor dos encargos .349.349.064 .m.I. x 0.000 u.000 u.250 74.970 (3) (1) 1.970 +1.60.959 1.366.349.m.m.566 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 43 .m.2375 = 14. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP (9) a 273 Diversos Acréscimos de custos Remunerações a liquidar (3) 642 645 Remunerações do pessoal Encargos sobre remunerações ------------------//-----------------60.566 (2) O Custo das matérias primas consumidas (CMPC) é calculado da seguinte forma: CMPC = Existências iniciais + Compras . Procedemos em seguida aos lançamentos no razão: 321 .30.890 + 168.566 1.476.555 1.m. valor de 2 meses de ordenados .716 CMPC = 140.476.000 u.959 CMVC = 1.000 14.Existências finais CMVC = 239.525 Saldo devedor de 366.000 u.87.250 (1) O Custo das mercadorias vendidas e consumidas (CMVC)é calculado da seguinte forma: CMVC = Existências iniciais + Compras .30.238 (3) O valor das remunerações a pagar é calculado da seguinte forma: valor de 1 mês de ordenados .

238 140.151 Conta saldada 36 .955 504.064 1.Matérias primas.Compras 1.555 168.566 140. subsidiárias e de consumo 59.489.766.890 (2) 168.804 Saldo devedor de 1.895 88.766.238 121.708 6.766.895 593.151 (1) (2) 1.Amortizações do exercício (5) (6) 81.407 (4) 140.489.IEFP I.amortizações acumuladas 42.452 Saldo credor de 550.804 81.452 (5) (6) 42.716 61.603 48 .Custo das mercadorias vendidas e consumidas (3) (4) 1. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 31 .954 Saldo devedor de 87.532 1.238 1.804 66 .708 6.603 Saldo devedor de 88.349.476.151 I 44 Guia do Formando Contabilidade Geral II .064 227.

Custos com o pessoal 469.316 Saldo devedor de 121.293 2.260 (7) (9) 73.677 Balancete rectificado antes do apuramento de resultados Balancete de 1º grau Contabilidade Geral II Guia do Formando I 45 .348 2.231 Saldo devedor de 541.719 34.Acréscimos e diferimentos 69.242 152.250 229.968 2.005 Saldo credor de 156.704 124. e de Imobilizações Corpóreas 511.512 64 .464 u.260 37.252 3.745 (8) 3.677 Saldo devedor de 543.491 u.39.247 62 .231 (8) 579.250 543. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Sendo de Imobilizações Incorpóreas . 68 .m.Fornecimentos e serviços externos 579.427 (9) 74.m.I.348 27 .612 (7) 2.704 74.Custos financeiros 121.

306 0 4.392 593.348 5.339 5.193 229.283 227.697.719 18.162 1.) Saldo (u.603 124.681 56.857 5.920 6. subsidiárias consumo Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas Imobilizações Incorpóreas Imobilizações corpóreas em curso Amortizações acumuladas Capital Ajust.452 0 409.316 58.845 21.644.345.283 87.662 1.057.859.151 1.512 32 0 0 0 2.343 4.804 579.206 88.226 1.126 4.622.812 2.238 0 101.525 10.170 1.407 295.063 803.IEFP I.574 64.383.489.425 433.567 10.677 1.982 73.009 1.279 3.151 1.m) Devedor Credor 4.) Crédito (u.198 39.567 420.005 0 1.655 36.227 28.027 2.491 59.442 266.242 14.059 211 156.608 5.500 20.489.603 121.037.962 24.173 31.115 64.839.954 64.277 0 0 0 0 0 I 46 Guia do Formando Contabilidade Geral II .968 53.655 36.584 193.329 597.fil. Reservas de reavaliação Reservas Resultados transitados Custo mercadorias vendidas e consumidas Fornecimentos e serviços externos Impostos Custos com o pessoal Outros custos operacionais Amortizações do exercício Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos suplementares Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Resultado Liquido do exercício Total Nome da Conta Acumulados anuais Débito (u. partes cap.899.m.090 0 283 16.491 55.716 53.231 18.955 295.562 4.305 550.m.009 0 366.547 1. e assoc.331 49.270 596.290.959 10.756.677 1.455 338.658 5.867 699.975 2.749.173 0 37.804 541.493 314.954 53.644.799 543.766.380 0 1.696 414.566 0 140.700.766.619 23.186.206 88. primas.767 543.247 14.839 149.126 4.253 144.547 1. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Empresa “Luar de Agosto” Conta 11 12 21 22 23 24 25 26 27 28 31 32 33 36 41 42 43 44 48 51 55 56 57 59 61 62 63 64 65 66 68 69 71 72 73 78 79 88 Caixa Depósitos à ordem Clientes Fornecedores Empréstimos obtidos Estado e outros entes públicos Sócios Outros devedores e credores Acréscimos e diferimentos Provisão para cobrança duvidosa Compras Mercadorias Produtos acabados e intermédios Mat.838 64.697 42.892 39.253 4.173 31.716.944 352.188.349.062.173 1.

333 0 8.580 0 0 0 108.620 16.747 0 0 0 12.298.769 333.792 861. obtido anteriormente Conta 11 12 15 19 21 22 24 27 26 28 29 31 32 39 41 42 43 48 51 55 59 62 64 66 67 68 69 71 72 78 79 Caixa Depósitos à ordem Títulos negociáveis Provisões p/ aplicação tesouraria Clientes Fornecedores Estado e outros entes públicos Acréscimos e diferimentos Outros devedores e credores Provisão para cobrança duvidosa Provisão p/ riscos e encargos Compras Mercadorias Provisão p/ depreciação existências Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas Imobilizações Incorpóreas Amortizações acumuladas Capital Reservas Resultados transitados Fornecimentos e serviços externos Custos com o pessoal Amortizações do exercício Provisões do exercício Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Total Descrição Saldo devedor Saldo credor 14.600 0 0 1.600 0 0 3.639.333 36. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 2.067 324.200 0 200.333 214.200 33.000 0 382.533 11. para tal peguemos no Balancete após movimento de regularização.667 0 0 0 0 0 0 3.467 92. Vamos preparar o balancete rectificado antes de apuramento de resultados da empresa Parafusos Unidos.333 17.298.000 123.867 10.000 176.000 34.333 0 0 0 0 259.000 30.153 65.020 4.050 15.000 0 284.300 22.200 0 0 0 0 4.133 16.I.842 25.041.769 8.000 83.400 92.747 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 47 .

067 .797.067 321 Mercadorias 312 Mercadorias 612 Mercadorias a 32 321 Mercadorias I 48 Guia do Formando Contabilidade Geral II .754 u.639.m.797. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Resolução Vamos apurar o Custo das Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas.513 O lançamento a efectuar é o seguinte: 32 a 31 Existências Compras Transferência das compras ------------------//-----------------61 Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas Existências Apuramento do custo das mercadorias vendidas ------------------//-----------------1.639.754 = 1.200+ 1.639.797.: CMVMC = 324.513 1.IEFP I.513 1.165. sabendo que as existências finais apuradas pelo Inventário são de 165.067 1.

600 0 0 3.020 4. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Obtemos o seguinte balancete rectificado antes de apuramento de resultados: Conta 11 12 15 19 21 22 24 27 26 28 29 31 32 39 41 42 43 48 51 55 59 61 62 64 66 67 68 69 71 72 78 79 Caixa Depósitos à ordem Títulos negociáveis Provisões p/ aplicação tesouraria Clientes Fornecedores Estado e outros entes públicos Acréscimos e diferimentos Outros devedores e credores Provisão para cobrança duvidosa Provisão p/ riscos e encargos Compras Mercadorias Provisão p/ depreciação existências Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas imobilizações Incorpóreas Amortizações acumuladas Capital Reservas Resultados transitados Custo merc.797.133 16.000 0 382.400 92.300 22.333 17.580 0 0 0 108. vendidas e mat.041.867 10.467 92.153 65.I.000 123.620 16.333 36.792 861.769 8.754 0 200.298.667 0 0 0 0 0 0 0 3.842 25.513 259. Fornecimentos e serviços externos Custos com o pessoal Amortizações do exercício Provisões do exercício Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Total Descrição Saldo devedor 14.747 Saldo credor 0 0 0 12.333 214. Cons.000 176.200 0 0 0 0 4.333 0 8.600 0 0 0 165.533 11.000 83.333 0 0 0 0 1.747 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 49 .200 33.298.000 34.000 30.000 0 284.050 15.769 333.

Custos e perdas financeiros Conta 69 .Proveitos e ganhos extraordinários I 50 Guia do Formando Contabilidade Geral II .Fornecimentos e serviços externos Conta 63 .IEFP I.Provisões do exercício Conta 68 . Relembremos as contas de que estamos a tratar: Classe 6 .Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas Conta 62 . APURAMENTO DE RESULTADOS Tendo por objectivo final apurar o valor do resultado líquido do exercício que estamos a encerrar.Custos e perdas extraordinárias Classe 7 . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 5.Proveitos e ganhos financeiros Conta 79 .Outros proveitos e ganhos operacionais Conta 78 .Prestações de serviços Conta 73 .Custos com o pessoal Conta 65 .Proveitos suplementares Conta 74 .Contas de proveitos e ganhos Conta 71 .Impostos Conta 64 .Vendas Conta 72 .Amortizações do exercício Conta 67 . e fazer transferências entre saldos das próprias contas de Resultados.Contas de Custos e Perdas Conta 61 .Trabalhos para a própria empresa Conta 76 .Outros custos e perdas operacionais Conta 66 .Subsídios à exploração Conta 75 . vamos transferir os saldos das contas de Custos e Perdas e de Proveitos e Ganhos para as principais contas de Resultados.

e. 3.Resultados operacionais Conta 82 . Apuramento dos resultados financeiros. Apuramento dos resultados extraordinários.Resultado liquido do exercício Conta 89 .Resultados Conta 81 . Serão as seguintes as fases a considerar: 1. e.Imposto sobre o rendimento do exercício Conta 88 . Apuramento dos resultados antes de impostos.Resultados extraordinários Conta 85 . um saldo credor numa conta de resultados representa um lucro. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 51 .I. Apuramento dos resultados correntes.Resultados antes de impostos Conta 86 . respeitando os códigos das contas mencionadas na classe 8 (Resultados). Apuramento dos resultados operacionais. 4. a crédito pelos saldos credores das contas de proveitos e ganhos. Cálculo da estimativa de Imposto (IRC). 2. • • um saldo devedor numa conta de resultados representa um prejuízo.Dividendos antecipados O apuramento de resultados faz-se sequencialmente.Resultados financeiros Conta 83 . 7.Resultados correntes Conta 84 . 6. As contas de resultados são movimentadas: • • a débito pelos saldos devedores das contas de custos e perdas. pelo que. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Classe 8 . 5. Apuramento do resultado liquido do exercício.

desperdícios. subprodutos.Resultados Operacionais → ← → ← → ← → ← → ← → ← → Existências Finais: Conta 33 Conta 34 Conta 35 Crédito Conta 71 Conta 72 Conta 73 Conta 74 Conta 75 Conta 76 O saldo da conta 81 representa o Resultado Operacional. desperdícios. produtos e trabalhos em curso (conta 35) Esquematicamente: Débito Conta 61 Conta 62 Conta 63 Conta 64 Conta 65 Conta 66 Conta 67 Existências Iniciais: Conta 33 Conta 34 Conta 35 → ← → ← → ← 81 . 2.IEFP I. resíduos e refugos (conta 34).Custos e perdas. 2. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Apuramento dos Resultados Operacionais Vamos movimentar a conta 81 . subprodutos.Resultados Operacionais: • A débito 1. pelos saldos das contas da classe 7 .Proveitos e ganhos. e. pelo valor das existências iniciais de: produtos acabados e intermédios (conta 33). produtos e trabalhos em curso (conta 35) • A crédito 1. resíduos e refugos (conta 34). pelos saldos das contas da classe 6 . I 52 Guia do Formando Contabilidade Geral II . e. pelo valor das existências finais de: produtos acabados e intermédios (conta 33).

Fornecimentos e serviços externos 64 .000 u.000 Vendas Proveitos suplementares ------------------//---------------140. 98.m 1.000 (2) Saldo = 0 163.Custos e perdas extraordinários 71 . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Exemplo 1.000 u.Vendas 73 .m.Proveitos suplementares 79 . Sabendo a empresa Fruta Verde apresenta os seguintes dados.000 15.000 138.050 u.m. 8.m.Existências iniciais de mercadorias 32 .Custo das mercadorias vendidas 163.000 1. 10.m. 15.000 u.200 141.000 u.200 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 53 .m.000 u.m.Custos e perdas financeiros 69 .Custos com o pessoal 68 .000 u.Compras 61 .m 100. 140. 25.000 98.m. Vamos calcular os diversos tipos de resultados: 32 .000 25.m.m. O Resultado Operacional será obtido com o seguinte lançamento no Diário: (1) a Diversos Resultados Operacionais 81 Transferência de Proveitos 71 73 (2) a a a a 81 Diversos Resultados operacionais Transferência de Custos 61 62 64 Custo das mercadorias vendidas Fornecimentos e serviços externos Custos com pessoal -----------------//---------------61 .Custo das mercadorias vendidas 62 . 7.000 u.500 u.000 u.I.200 u.Existências finais de mercadorias 31 . 4.Proveitos e ganhos extraordinários 5.

Custos e perdas financeiros e da conta 78 .IEFP I.000 71 .200 141.200 141.Custos com o pessoal 15.Resultados operacionais (2) (2) (2) Saldo Credor 98.000 (2) Saldo = 0 25. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 62 .000 64 .Fornecimentos e serviços externos 25.000 1.000 (2) Saldo = 0 15.000 73 .200 Apuramento dos Resultados Financeiros Vamos movimentar a conta 82 .000 (1) 15.200 140.Proveitos e ganhos financeiros.Proveitos suplementares (2) 1. I 54 Guia do Formando Contabilidade Geral II .Resultados Financeiros O resultado financeiro resulta da comparação dos saldos das contas 68 .000 3.000 Saldo = 0 140.200 Saldo = 0 1.200 81 .000 (1) 25.Venda de mercadorias (1) 140.

No exemplo apresentado efectuaremos o seguinte lançamento no Diário: (3) a 82 68 Resultados Operacionais Custos e perdas financeiras Transferência de Custos 4.Proveitos e ganhos financeiros Esquematicamente: Débito Conta 68 82 .Custos e perdas financeiras A crédito pelo saldo da conta 78 .Custo e perdas financeiros 4.Resultado antes de impostos.500 82 .Resultados financeiros (3) 4. desse facto dependerá a forma de apuramento do resultado na conta 85 .500 (3) 4.Resultados Correntes.500 4.500 Apuramento dos Resultados Correntes Esta conta pode ser ou não movimentada. Vamos movimentar a conta 83 . Contabilidade Geral II Guia do Formando I 55 .500 68 .I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP É movimentada: • • A débito pelo saldo da conta 68 .Resultados Financeiros → ← Crédito Conta 78 O saldo da conta 82 representa o Resultado Financeiro.

500 I 56 Guia do Formando Contabilidade Geral II .Resultados Financeiros Consoante as contas 81 e 82 apresentem saldo devedor ou credor assim será movimentada a débito ou a crédito a conta 83 .500 (5) a 81 83 Resultados Operacionais Resultados Correntes Transferência de Resultados Operacionais 3.Resultados financeiros (3) 4. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Esta conta recebe os saldos das duas contas movimentadas anteriormente: • • 81 .IEFP I.500 (4) 4. Esquematicamente: Débito Conta 81 e 82 quando saldo devedor 83 .200 3.200 82 .500 4. No seguimento do nosso exemplo teremos: (4) a 83 82 Resultados Correntes Resultados Financeiros Transferência do resultado financeiro 4. 82 .Resultados Correntes. e.Resultados Correntes → ← Crédito Conta 81 e 82 quando saldo credor O saldo da conta 83 representa o Resultado Corrente.Resultados Operacionais.

050 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 57 .Resultados Extraordinários O resultado extraordinário resulta da comparação dos saldos das contas 69 .000 1.000 3.000 (1) 25.I. É movimentada: • • A débito pelo saldo da conta 69 .Proveitos e ganhos extraordinários Esquematicamente: Débito Conta 69 84 .200 83 .Proveitos e ganhos extraordinários.Custos e perdas extraordinárias A crédito pelo saldo da conta 79 .000 (1) 15.200 141.200 140.Resultados Extraordinários → ← Crédito Conta 79 O saldo da conta 84 representa o Resultado Extraordinário.Resultados operacionais (2) (2) (2) (5) 98.050 8.Custos e perdas extraordinários e da conta 79 .200 Apuramento dos Resultados Extraordinários Vamos movimentar a conta 84 .Resultados Correntes (4) 4.200 141. No exemplo apresentado teremos: (6) a 84 69 Resultados Extraordinários Custos e perdas extraordinárias Transferência dos custos extraordinários 8.500 (5) 3. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 81 .

000 69 .Custos e perdas extraordinárias 8.Resultados Extraordinários.Resultados Correntes.050 (7) 10.000 Apuramento dos Resultados antes de Impostos Esta conta tem movimentação facultativa.IEFP I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO (7) a 79 84 Proveitos e ganhos extraordinários Resultados Extraordinários Transferência dos proveitos extraordinários 10. como anteriormente referimos.Resultados Extraordinários (6) 8. dependendo da movimentação ou não da conta 83 . e.Resultado liquido do exercício.000 10. Consoante as contas 83 e 84 apresentem saldo devedor ou credor assim será movimentada a débito ou a crédito a conta 85 . dela dependendo a forma de movimentação da conta 88 . Este apuramento faz-se na conta 85 e esta pode ser movimentada de duas formas.Proveitos e ganhos extraordinários (7) 10.050 (6) 8. I 58 Guia do Formando Contabilidade Geral II .000 84 .000 10.050 79 .Resultados antes de impostos. Se tivermos utilizado a conta 83 esta conta receberá os saldos das contas movimentadas anteriormente: • • 83 . 84 .Resultados Correntes.

Resultados antes de impostos (8) 1.000 85 .950 1.950 10.050 (7) 1.950 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 59 .300 (9) 1. No nosso exemplo teremos: (8) a 85 83 Resultados antes de impostos Resultados correntes Transferência dos resultados correntes 1. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Esquematicamente: Débito Conta 83 e 84 se saldo devedor O saldo da conta 85 representa o resultado antes de impostos.300 (9) a 84 85 Resultados extraordinárias Resultados antes de impostos Transferência dos resultados extraordinários 84 .Resultados antes de impostos → ← Crédito Conta 83 e 84 se saldo credor 83 .I.500 (5) (8) 3.950 (6) (9) 8.Resultados extraordinários 1.Resultados correntes (4) 4.300 1.200 1.300 85 .

Saldo Credor .Resultados antes de impostos.Resultados operacionais.000 (1) 25.200 141.Lucro. 82 .000 (1) 15.200 I 60 Guia do Formando Contabilidade Geral II . Esquematicamente: Débito Conta 81. 82 e 84 se saldo credor 81 .Resultados financeiros.Resultados operacionais (2) (2) (2) (10) 98.Resultados antes de impostos → ← Crédito Conta 81.000 1. 82 e 84 se saldo devedor O saldo da conta 85 representa o resultado antes de impostos. 82 e 84 apresentem saldo devedor ou credor assim será movimentada a débito ou a crédito a conta 85 . e. Alternativamente Esta conta receberá os saldos das contas movimentadas anteriormente: • • • 81 . No nosso exemplo teremos: (10) a 81 85 Resultados correntes Resultados antes de impostos Transferência dos resultados correntes 3.200 141. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO O resultado antes de impostos é de 650 u.200 140.000 3. 84 .200 3.m.IEFP I..200 85 .Resultados extraordinários Consoante as contas 81.

Resultados extraordinários 1.I.000 85 .950 10.500 (10) (12) 3.Imposto sobre o Rendimento das pessoas Colectivas.Resultados antes de impostos (11) 4.500 (12) a 84 85 Resultados extraordinários Resultados antes de impostos Transferência dos resultados extraordinários 84 .diminuindo o valor de resultado líquido da empresa.500 (11) 4.950 (6) (12) 8.Resultados financeiros 4.. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 61 . saldo credor da conta 85.500 (3) 4. no caso português o IRC .050 (7) 1.m. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP (11 a 85 82 Resultados antes de impostos Resultados financeiros Transferência dos resultados financeiros 82 .950 O resultado antes de impostos apurado é de 650 u.Imposto a pagar ao Estado. este valor tem que ser expresso nas contas das empresas: • • porque se traduz numa obrigação .500 4. Cálculo da Estimativa de Imposto (IRC) Numa economia sujeita a imposto sobre o rendimento.200 1. e.950 1. porque representa uma afectação de resultados .

1 = 37.4%) O valor da estimativa de imposto a pagar é de: 650 u. ou seja (34% x 1. Reconhecimento da obrigação de pagar ao Estado o montante da estimativa feita: 86 .Imposto sobre rendimento do exercício (12) 243. Crédito .m.Resultado líquido: • • Débito . 86 .conta 86 .Resultados e que engloba dois movimentos: 1.Imposto sobre o rendimento do exercício. Crédito .conta 88 .Resultado liquido do exercício.m.Imposto sobre rendimento do exercício (2) 88 .Impostos sobre o rendimento. 3.4% = 243 u.IEFP I.1 24 . 86 . Reconhecimento da obrigação de pagar ao Estado o montante da estimativa feita: • • Débito . Transferência da estimativa feita para a conta 88 . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO É uma realidade cuja movimentação não se limita às contas da classe 8 .Imposto sobre rendimento do exercício (1) 24 .conta 24 .Imposto sobre o rendimento 243. incidindo a taxa de derrama de 10%.1 (12) I 62 Guia do Formando Contabilidade Geral II . x 37.conta 86 .Resultado líquido do exercício (2) Vamos considerar que no nosso exemplo o valor da estimativa é de 34% para IRC.Imposto sobre o rendimento do exercício.Imposto sobre o rendimento (1) 2.

Esta pode ser movimentada de duas formas.Imposto sobre rendimento do exercício 243.Resultados Correntes e 85 . 82 . 86 . e.Resultados antes de impostos.Estimativa de imposto sobre o rendimento se tivermos utilizado a conta 85. Alternativamente esta conta receberá os saldos das contas movimentadas anteriormente: • • • • 81 .Estimativa de imposto sobre o rendimento Contabilidade Geral II Guia do Formando I 63 .I. 84 .Resultados operacionais.Resultado liquido do exercício → → ← Conta 85 se saldo credor Crédito O saldo da conta 88 representa o resultado liquido do exercício.1 243. Esta conta receberá os saldos das contas movimentadas anteriormente: • • 85 . Transferência da Estimativa feita para a conta 88 . Esquematicamente: Débito Conta 86 Conta 85 se saldo devedor 88 .Resultado Liquido: 86 .1 Apuramento do Resultado Liquido do Exercício Este apuramento faz-se na conta 88.Resultados Correntes. 86 .Resultado Liquido do exercício 243.1 (13) 88 .Resultado Líquido do Exercício. e. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 4. Consoante a conta 84 apresente saldo devedor ou credor assim será movimentada a débito ou a crédito a conta 88 .Resultados extraordinários. como anteriormente referimos. dependendo da movimentação ou não das contas 83 .Resultados financeiros.

82 e 84 se saldo devedor Crédito O saldo da conta 88 representa o Resultado liquido depois de impostos.Resultado liquido do exercício → → ← Conta 81. 82 e 84 se saldo credor Débito Conta 86 Conta 81.1 (15) Saldo credor (Lucro) de 406.IEFP I. 82 e 84 apresentem saldo devedor ou credor assim será movimentada a débito ou a crédito a conta 88 . No nosso exercício teremos o seguinte movimento: (14) a 85 88 Resultados antes de impostos Resultados líquidos Transferência dos resultados antes de impostos 88 .Resultado liquido do exercício.9 650 Débito (13) Crédito 650 I 64 Guia do Formando Contabilidade Geral II .Resultado liquido do exercício 243. Esquematicamente: 88 . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Consoante as contas 81.

799 543. 149.277 0 Credor unid:u.804 37.253 4.I.562 4. 2.839 5.299 u.655 36.343 4.719 18.899.283 u.316 58.767 543.m.838 0 Crédito Saldo Devedor 0 1.489.603 121.227 Sabendo que: 1.348 5.027 2. a taxa de imposto sobre o rendimento é de 34%.655 36. as existências finais (inventário) de produtos acabados ascendem a 11. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Exercício de Aplicação 2 Vamos efectuar o apuramento de resultados da empresa Luar de Agosto: Do Balancete rectificado antes do apuramento de resultados apenas nos interessam as contas das classes 6 e 7 e as informações referentes às suas existências de produtos acabados: Balancete de 1º grau Empresa “Luar de Agosto” Conta Descrição Acumulados anuais Débito 61 62 63 64 65 66 68 69 71 72 73 78 79 88 Custo mercadorias vendidas e consumidas Fornecimentos e serviços externos Impostos Custos com o pessoal Outros custos operacionais Amortizações do exercício Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos suplementares Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Resultado Liquido do exercício 1.677 1.231 18.m.608 2.749.619 23.m.115 0 0 541.812 28.206 88.603 124.968 53. as existências iniciais de produtos acabados totalizam 10.090 0 283 16.845 21. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 65 .512 32 0 0 0 2..677 1. 3.804 579.489.206 88.

804 541.562 36.603 2.968 1.253 4.767 543.IEFP I.683.719 18.777.562 121.677 1.776 Resultados Operacionais Transferência de Proveitos Vendas Prestação de serviços Proveitos suplementares ------------------//---------------Resultados operacionais 2.655 2.749.968 121.619 23.206 88.489.527 I 66 Guia do Formando Contabilidade Geral II . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Vamos efectuar os lançamentos no diário e razão de apuramento de resultados: (1) a Diversos 81 71 72 73 (2) a a a a a a a (3) a 81 Diversos Transferência de Custos 61 62 63 64 65 66 82 68 Custo das mercadorias vendidas Fornecimentos e serviços externos Impostos Custos com pessoal Outros custos operacionais Amortizações do exercício -----------------//---------------Resultados financeiros Custos e perdas financeiras Transferência de Custos financeiros -----------------//---------------(4) a 78 82 Proveitos e ganhos financeiros Resultados financeiros Transferências de proveitos financeiros -----------------//---------------36.

751 (7) a 84 69 Resultados Extraordinários Custos e perdas extraordinárias Transferência dos custos extraordinários -----------------//---------------53.750 (11) A 88 85 Resultados liquido do exercício Resultado antes de impostos Apuramento do resultado liquido do exercício 40.345 (10) a 85 84 Resultados antes de impostos Resultados correntes Transferência dos resultados extraordinários -----------------//---------------48.751 93. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP (5) a 83 82 Resultados Correntes Resultados Financeiros Transferência do resultado financeiro -----------------//---------------85.406 85.027 (8) a 79 84 Proveitos e ganhos extraordinárias Resultados Extraordinários Transferência dos proveitos extraordinários -----------------//---------------4.I.406 (6) a 81 83 Resultados Operacionais Resultados Correntes Transferência de Resultados Operacionais -----------------//---------------93.277 (9) a 83 85 Resultados correntes Resultados antes de impostos Transferência dos resultados correntes -----------------//---------------8.405 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 67 .

206 543.677 18.719 541.489.719 66 .767 541.IEFP I.489.804 (2) 1.Custos com o pessoal 543.677 65 . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Vamos efectuar os lançamentos correspondentes no Razão: 61 .Outros custos operacionais 1.489.719 (2) 541.804 1.206 1.603 88.804 1.767 64 .Fornecimentos e serviços externos 541.719 63 .677 (2) 543.206 1.603 88.603 I 68 Guia do Formando Contabilidade Geral II .Impostos 18.Amortizações do exercício 88.603 (2) 88.Custo das mercadorias vendidas e consumidas 1.767 (2) 18.804 62 .677 543.489.767 18.206 (2) 1.

619 72 .749.655 4.253 23.027 78 .Proveitos e ganhos extraordinários (8) 4.277 4.562 36.Custos e perdas extraordinárias 53.562 79 .968 (3) 121.277 4.027 53.Custos e perdas financeiras 121.253 23.027 71 .968 121.253 73 .749.562 36.027 53.655 23.749.749.Proveitos e ganhos financeiros (4) 36.Proveitos suplementares (1) 4.655 4.968 121.655 4.968 69 .277 4.619 (7) 53.619 2.Vendas (1) 2.619 2.562 36.I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 68 .277 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 69 .Prestações de serviços (1) 23.253 2.

80 541.655 121.489.277 48.749.968 83 .Resultados financeiros (3) 121.751 84 .027 I 70 Guia do Formando Contabilidade Geral II .751 93.603 93.751 2.406 8.Resultados extraordinários (7) 53.253 4.562 85.027 53.968 (4) (5) 36.750 53.767 543.751 4.619 23.Resultados correntes (5) (9) 85.527 (1) (1) (1) 2.719 18.677 1.968 93.527 82 .IEFP I.777. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 81 .Resultados operacionais (2) (2) (2) (2) (2) (2) (6) 1.406 2.027 (8) (10) 93.206 88.777.345 (6) 121.

750 (9) (11) 48.Resultados antes de impostos (10) 48.Resultado Liquido do exercício (11) 40. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 85 .405 48.345 40.405 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 71 .I.750 88 .750 8.

000 0 382.797.IEFP I.000 34.050 15.769 8.400 92.000 123.600 0 0 0 165.667 0 0 0 0 0 0 0 3.020 4.867 10.747 I 72 Guia do Formando Contabilidade Geral II .300 22.600 0 0 3.769 333.153 65.467 92.000 176.747 Saldo credor 0 0 0 12.580 0 0 0 108.041.333 17.513 259.200 33.754 0 200.842 25. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Exercício de Aplicação 3 Vamos efectuar o apuramento de resultados da empresa Parafusos Unidos: Conta 11 12 15 19 21 22 24 27 26 28 29 31 32 39 41 42 43 48 51 55 59 61 62 64 66 67 68 69 71 72 78 79 Caixa Depósitos à ordem Títulos negociáveis Provisões p/ aplicação tesouraria Clientes Fornecedores Estado e outros entes públicos Acréscimos e diferimentos Outros devedores e credores Provisão para cobrança duvidosa Provisão p/ riscos e encargos Compras Mercadorias Provisão p/ depreciação existências Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas imobilizações Incorpóreas Amortizações acumuladas Capital Reservas Resultados transitados Custo mercadorias vendidas e matérias consumidas Fornecimentos e serviços externos Custos com o pessoal Amortizações do exercício Provisões do exercício Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Total Descrição Saldo devedor 14.333 214.000 30.298.000 83.298.620 16.133 16.333 36.533 11.333 0 0 0 0 1.333 0 8.200 0 0 0 0 4.792 861.000 0 284.

769 8.533 65.842 33.153 2.691 33.797.792 861.006 128.691 31. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Vamos efectuar os lançamentos no diário e razão de apuramento de resultados: 1 a a a 2 a a a a a a 3 a Diversos 81 71 72 81 Diversos Transferência de Custos 61 62 64 66 67 82 68 Custo das mercadorias vendidas Fornecimentos e serviços externos Custos com pessoal Amortizações do exercício Provisões do exercício ----------------//---------------Resultados financeiros Custos e perdas financeiras Transferência de custos financeiros ----------------//---------------4 a 78 82 Proveitos e ganhos financeiros Resultados financeiros Transferências de proveitos financeiros ----------------//---------------5 a 83 82 Resultados Correntes Resultados Financeiros Transferência do resultado financeiro ----------------//---------------6 a 81 83 Resultados Operacionais Resultados Correntes Transferência de Resultados Operacionais ----------------//---------------128.527 Resultados Operacionais Transferência de Proveitos Vendas Prestação de serviços ----------------//---------------Resultados operacionais 3.300 22.006 31.200 3.842 65.533 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 73 .077.041.I.333 36.513 259.533 1.949.

200 11.200 8 a 79 84 Proveitos e ganhos extraordinárias Resultados Extraordinários Transferência dos proveitos extraordinários ----------------//---------------25.315 10 a 84 85 Resultados extraordinários Resultados antes de impostos Transferência dos resultados extraordinários ----------------//---------------13.446 37.IEFP I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 7 a 84 69 Resultados Extraordinários Custos e perdas extraordinárias Transferência dos custos extraordinários ----------------//---------------11.135 I 74 Guia do Formando Contabilidade Geral II .020 25.020 9 a 83 85 Resultados correntes Resultados antes de impostos Transferência dos resultados correntes ----------------//---------------96.820 11 a 86 24 Estimativa de IRC Estado e outros entes públicos Estimativa de IRC ----------------//---------------37.446 12 a 88 86 Resultado liquido do exercício Estimativa de IRC Estimativa de IRC ----------------//---------------37.446 37.135 110.446 13 a 85 88 Resultados antes de impostos Resultado liquido do exercício Apuramento do resultado liquido do exercício 110.315 96.820 13.

TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Vamos efectuar os lançamentos correspondentes no Razão: 61 .792 (2) 259.533 (3) 65.513 62 .533 65.792 259.153 (2) 8.513 1.769 22.797.153 861.300 861.769 8.792 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 75 .533 65.Provisões do exercício 8.769 68 .Custos e perdas financeiras 65.Fornecimentos e serviços externos 259.769 (2) 22.300 67.I.153 8.Custo das mercadorias vendidas e consumidas 1.513 (2) 1.513 1.533 22.797.300 259.797.Custos com o pessoal 861.153 66 .Amortizações do exercício 22.300 (2) 861.792 64 .797.

797.333 3.153 22.020 I 76 Guia do Formando Contabilidade Geral II .300 8.842 33.Vendas (1) 3.020 25.041.533 3.077.041.Proveitos e ganhos extraordinários (8) 25.200 78 .200 71 .200 79 .842 33.333 3.IEFP I.200 36.020 25.020 81 .842 36.333 72 .333 36.200 36.041.333 11.041.842 33.Proveitos e ganhos financeiros (4) 33.533 3.769 128.006 3.200 25.792 (1) 861.Prestações de serviços (1) 36.Resultados operacionais (2) (2) (2) (2) (2) (6) 1.200 (7) 11.Custos e perdas extraordinárias 11.200 11. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 69 .200 3.077.041.513 (1) 259.

315 13.533 (4) (5) 65.Resultados antes de impostos (13) 110.446 37.446 24 .135 (9) (10) 110.006 128. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 82 .135 25.Resultados extraordinários (7) (10) 11.820 25.I.315 128.006 33.200 (8) 13.820 110.446 (12) 37.Estimativa de Imposto a pagar (11) 37.135 86 .842 31.Estado e outros entes públicos (11) 88 .Resultados financeiros (3) 65.533 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 77 .533 83 .446 37.020 85 .Resultado Liquido do exercício (12) 37.020 25.Resultados correntes (5) (9) 31.446 96.691 65.135 37.446 (13) 110.691 (6) 96.020 128.006 84 .

662 1.059 211 156.892 39.622.975 2.959 10.345.565 0 366.009 1.306 0 4.547 1.982 73. encontram-se saldadas e das contas da classe 8 . 3.162 1. as classes 6 e 7.198 39.491 55.716 53.242 14.IEFP I.383.151 1.491 59.279 3.920 6. subsidiárias e de consumo Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas imobilizações Incorpóreas imobilizações em curso Amortizações acumuladas Capital Nome da Conta Acumulados anuais Débito 4.955 295.700.584 193. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 6.349.697.Resultados Líquidos do exercício apresenta o resultado gerado apurado nesse exercício após a consideração da estimativa de imposto a pagar.171 1.063 803.4 e 5.290.005 0 1.151 1.696 414.247 14.839.766.339 5.857 5.766.392 593.186.238 0 101.188.062. evidenciam os saldos de acordo com o inventário.525 10.859. 2.305 550.452 0 Crédito 4.253 144.954 53. BALANCETE FINAL Balancete Final também designado por Balancete de apuramento de resultados.329 597.270 596. Este balancete designa-se por final porque é com base nele que se elaboram os balanços finais e se efectuam os lançamentos de fecho do exercício.037.057.Resultados apenas a 88 . Exemplo de Aplicação 1 Retomando os nossos exemplos anteriores para a empresa Luar de Agosto o Balancete Final será o seguinte: Conta 11 12 21 22 23 24 25 26 27 28 31 32 33 36 41 42 43 44 48 51 Caixa Depósitos à ordem Clientes Fornecedores Empréstimos obtidos Estado e outros entes públicos Sócios Outros devedores e credores Acréscimos e diferimentos Provisão para cobrança duvidosa Compras Mercadorias Produtos acabados e intermédios Matérias primas.009 0 Credor I 78 Guia do Formando Contabilidade Geral II .331 49. neste as contas das classes 1.756.944 352.283 227.566 0 140.658 5.547 1.193 229.407 295.500 20.697 42.567 Saldo Devedor 4.716.283 87.681 56.226 1.

231 18.405 37.574 64.173 1.899.845 21.962 24.455 338.405 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 79 .867 699.206 88.751 53.173 1.750 Saldo Devedor Credor 10.206 88.489.839 2.115 2.343 4.V.493 314.839 2.380 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 40.027 48.751 53.115 2.I.489.343 4.M.799 543.747 Crédito 420.777.677 1.899.603 124.316 58.750 40.804 579.777.968 93.533.425 433.527 121.603 124.527 121.968 93.845 21.954 64.227 28.799 543.655 36. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Conta 55 56 57 59 61 62 63 64 65 66 68 69 71 72 73 78 79 81 82 83 84 85 88 Nome da Conta Ajustamentos partes de capital Reservas de reavaliação Reservas Resultados transitados C.231 18.316 58.442 266.227 28.677 1.533.027 48. Fornecimentos e serviços externos Impostos Custos com o pessoal Outros custos operacionais Amortizações do exercício Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos suplementares Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Resultados Operacionais Resultados financeiros Resultados Operacionais Resultados extraordinários Resultados antes de impostos Resultado Liquido do exercício Total Acumulados anuais Débito 409.747 37.804 579.655 36.M.

754 0 200.333 17.580 0 0 0 108.000 30.000 0 284.050 15.689 1.333 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.000 0 382.272.467 92. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Para os Parafusos Unidos teremos: Conta 11 12 15 19 21 22 24 27 26 28 29 31 32 39 41 42 43 48 51 55 59 61 62 64 66 67 68 69 71 72 78 79 88 Caixa Depósitos à ordem Títulos negociáveis Provisões p/ aplicação tesouraria Clientes Fornecedores Estado e outros entes públicos Acréscimos e diferimentos Outros devedores e credores Provisão para cobrança duvidosa Provisão p/ riscos e encargos Compras Mercadorias Provisão p/ depreciação existências Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas imobilizações Incorpóreas Amortizações acumuladas Capital Reservas Resultados transitados Custo mercadorias vendidas e matérias consumidas Fornecimentos e serviços externos Custos com o pessoal Amortizações do exercício Provisões do exercício Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Resultado Liquido do exercício Total Descrição Saldo devedor 14.333 0 8.000 83.487 Saldo credor 0 0 0 12.333 214.000 176.620 16.487 I 80 Guia do Formando Contabilidade Geral II .000 123.867 10.272.600 0 0 3.769 333.446 34.IEFP I.400 129.133 16.667 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 72.600 0 0 0 165.

5.600 6.567 4. 9. 4. Sr. 2. Joaquim de que forma a sua conta de Perdas e Ganhos deve ser encarada do ponto de vista contabilístico. 10. Sabendo que no ano passado ocorreram os movimentos a seguir indicados. nomeadamente explicando-lhe as contas apropriadas e demonstrando o resultado obtido.340 435 50 1.I. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 81 . Joaquim não tem conhecimentos de contabilidade e utiliza um sistema em que todos os factos modificativos que ocorrem na sua empresa são “contabilizados” numa conta de Perdas e Ganhos. 6.) 12.m. 3.400 2. 7.421 15 499 Na sua qualidade de estudante de contabilidade explique ao Sr.320 5. Venda de mercadorias Pagamento de clientes Compra de uma viatura Ordenados ao pessoal Juros do empréstimo Descontos de pronto pagamento concedidos Amortização do equipamento Valor das mercadorias saídas de armazém Imposto de selo Publicidade no jornal local Valor (mil u. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Exercícios Propostos 1. determine o saldo dessa conta: Descrição do movimento 1. 8.

determine as incógnitas A.500 B 552 20. 67.420 198 2. 68.800 400 450 435 C 100 D 117 1. B. A nível financeiro.12.m.000 1.130 200 453 1. D. Conta 61. e a Demonstração de Resultados por Funções. I 82 Guia do Formando Contabilidade Geral II . era como abaixo se indica. E. C. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 2. 71 72 75 78 79 81 82 83 84 85 86 88 Descrição Custo das mercadorias vendidas e consumidas Fornecimentos e serviços externos Impostos Custos com pessoal Outros custos e perdas operacionais Amortizações do exercício Provisões do exercício Custos e perdas financeiros Custos e perdas extraordinários Vendas prestação de serviços Trabalhos para a própria empresa Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Resultados operacionais Resultados financeiros Resultados correntes Resultados extraordinários Resultados antes de impostos Imposto sobre o rendimentos do exercício Resultado Líquido do exercício Valor (mil u. 69.IEFP I. 65. patrimonial e monetário vamos elaborar.N após o apuramento de resultado a informação disponível sobre a KAPA S. 64. F.A. Demonstrações Financeiras são os documentos que apresentam a situação económico-financeira da empresa bem como a sua situação patrimonial e monetária. a Demonstração das Origens e Aplicações de Fundos e a Demonstração de Fluxos de Caixa. A nível económico vamos elaborar a Demonstração de Resultados por Natureza. 63. 66.000 400 C O passo seguinte consiste na elaboração das Demonstrações Financeiras. o Balanço.) A 5. 62. Sabendo que em 31.

Contabilidade Geral II Guia do Formando I 83 . Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados. nomeadamente as referidas no nº 1 do artigo 2º do Decreto-lei 410/89: • • • • • • • Sociedades nacionais e estrangeiras abrangidas pelo Código das Sociedades Comerciais. Todas as empresas que apliquem o Plano Oficial de Contabilidade são obrigadas a elaborar este conjunto de informação. De salientar que o Plano Oficial de Contabilidade não se aplica aos bancos e empresas financeiras. Demonstração da Origem e da Aplicação de Fundos. Estabelecimentos individuais de responsabilidade limitada. Empresas públicas.I. Demonstração de Resultados por Natureza. Outras entidades que. Empresas individuais reguladas pelo Código Comercial. Refere ainda o plano oficial de Contabilidade no seu capítulo 3º as principais características da informação financeira. Agrupamentos complementares de empresas e agrupamentos europeus de interesse económico. devendo estar preparadas de forma a prestarem todo um conjunto de informações económico financeiras de forma normalizada e compreensível a todos aqueles que delas necessitam. por legislação especifica. Cooperativas. às empresas de seguros ou a outras entidades para as quais esteja prevista a utilização de planos específicos. nomeadamente: • Objectivos: As demonstrações financeiras são da responsabilidade dos órgãos de gestão de cada entidade. já se encontrem sujeitas à sua adopção ou venham a estar. são apresentados pelo Plano Oficial de Contabilidade no seu capítulo 2: • • • • • Balanço. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Estes documentos. Demonstração de Resultados por Funções.

A informação útil caracteriza-se por ser: Relevante .a informação deve ser preparada de forma uniforme ao longo da vida da entidade.toda aquela informação cuja omissão pode alterar as decisões tomadas pelos utentes. Fiável . 2. A informação deve ser compreensível para poder ser utilizada pelos utentes.a informação apresenta de forma apropriada os factos. I 84 Guia do Formando Contabilidade Geral II . Comparável .IEFP I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO • Características qualitativas 1. pois só assim esta informação se torna útil.

Determinação do resultado: 1.Resultados Correntes Resultados Antes de Impostos = Resultados Correntes + Resultados Extraordinários.Custos e Perdas Financeiras 68 .000 + 117 D = 1.889 1.400 E = 600 Determinemos agora a Incógnita D . 9. é preciso verificar o sinal dos resultados Extraordinários.600 435 50 4.117 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 85 . Vamos começar pelo fim: Determinar O Resultado Líquido do Exercício .Custo das Mercadorias Vendidas e Consumidas Margem nas Vendas (1-2) 62 .Impostos 64 . ou seja como os Custos extraordinários são superiores aos Proveitos Extraordinários.Custos e Perdas Financeiras Total de custos Operacionais e Financeiros Resultado 12. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Resoluções 1.Imposto sobre o rendimento E = 1. 11.000 .146 499 15 2. 3. este resultado apresenta o sinal negativo 1.567 6. 4.Vendas 61 .340 1.I. 5. 6. 2.Incógnita E: Resultado Líquido = Resultado Antes de Impostos . 10. 71 .257 2. 8.Amortizações do Exercício 68 . 7.Custos com o Pessoal 66 .000 = D + (-117) D = 1.421 6.Fornecimentos e Serviços Externos 63 .

200 Total de Custos Operacionais = A + 5.Resultados Financeiros C = 1. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Vamos determinar os resultados operacionais: Resultados Operacionais = Resultados Correntes .017 = 22.017 Para determinar os Resultados Financeiros vamos efectuar: Resultado Financeiro = Proveitos Financeiros .( A + 9.Total de Custos operacionais: Total de Proveitos Operacionais = 20.9.117 .901 1.420 + 198 + 2.130 + 200 + 453 + 1.500 = A + 9.100 C = 1.200 .800 + 400 = 22.Custo das mercadorias Vendidas e Consumidas vamos partir do Resultado Operacional e do Total de Proveitos para determinarmos o Total de Custos e posteriormente o nosso A: Resultado Operacional = Total de Proveitos Operacionais .017 A = 11.1.282 I 86 Guia do Formando Contabilidade Geral II .IEFP I.B B = 350 Para determinarmos o valor de A .Custos Financeiros 100 = 450 .000 + 1.901) A = 22.901 .200 .

282 5.I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Teremos o nosso quadro final seguinte: Conta 61 62 63 64 65 66 67 68 69 71 72 75 78 79 81 82 83 84 85 86 88 Descrição Custo das mercadorias vendidas e consumidas Fornecimentos e serviços externos Impostos Custos com pessoal Outros custos e perdas operacionais Amortizações do exercício Provisões do exercício Custos e perdas financeiros Custos e perdas extraordinários Vendas prestação de serviços Trabalhos para a própria empresa Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Resultados operacionais Resultados financeiros Resultados correntes Resultados extraordinários Resultados antes de impostos Imposto sobre o rendimentos do exercício Resultado Líquido do Exercício Valor (mil u.000 1.000 400 600 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 87 .800 400 450 435 1.117 117 1.500 350 552 20.130 200 453 1.420 198 2.) 11.017 100 1.m.

BALANÇO Documento de informação patrimonial. seja o analítico ou o sintético é similar: Poderá ter uma disposição Horizontal: Activo Capital Próprio e Passivo ou Vertical: Activo Capital Próprio e Passivo I 88 Guia do Formando Contabilidade Geral II . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 7. O modelo do Balanço. Como pode ser observado no capítulo 6 do Plano Oficial de Contabilidade são apresentados dois tipos de Balanços: • • Balanço Analítico. Balanço Sintético. financeira e monetária.IEFP I.

Se algumas não se mostrarem necessárias são enumeradas sendo o seu valor de zero. A coluna 3 destina-se à enumeração de todas as rubricas constantes nos modelos apresentados pelo POC.Activo Líquido é calculado pela diferença entre AB e AP. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP A página referente ao Activo apresenta a seguinte estrutura: Códigos das contas CEE POC Activo AB 1 2 3 4 Exercícios N AP 5 AL 6 N-1 AL 7 A coluna 1 destina-se ao código de contas da CEE de acordo com a Directiva Contabilística nº4. ou seja: Activo Líquido = Activo Bruto .AL . 5 e 6 destinam-se a apresentar os valores correspondentes ao exercício económico a que se referem as contas: • • • • coluna 4 .Amortizações e Provisões A coluna 7 destina-se ao valor do Activo Líquido do exercício económico anterior. não se podem deixar de enumerar as rubricas apresentadas pelos modelos oficiais.AB .valores de Amortizações e de Provisões acumuladas. para cada uma das rubricas apresentada Contabilidade Geral II Guia do Formando I 89 . coluna 5 . A coluna 2 destina-se ao códigos das contas do POC.AP .I. ou seja os valores constantes nas contas de activo não modificados por qualquer amortização ou provisão.valores de Activo Bruto. apresentados no balanço referentes às contas de activo. coluna 6 . As colunas 4.

A coluna 4 destina-se a apresentar os valores correspondentes ao exercício económico a que se referem as contas (Ano N). I 90 Guia do Formando Contabilidade Geral II . A coluna 5 destina-se a apresentar os valores correspondentes ao exercício económico anterior (Ano N-1). A coluna 3 destina-se à enumeração de todas as rubricas constantes nos modelos apresentados pelo POC. A coluna 2 destina-se ao códigos das contas do POC.IEFP I. Se algumas não se mostrarem necessárias são enumeradas sendo o seu valor de zero pois não se podem deixar de enumerar as rubricas apresentadas pelos modelos oficiais. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO A página referente ao Capital próprio e Passivo apresenta a seguinte estrutura: Códigos das contas CEE POC CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Exercícios N N-1 1 2 3 4 5 A coluna 1 destina-se ao código de contas da CEE de acordo com a Directiva Contabilística nº4.

a utilizar: BALANÇO (Artigo 3º do Decreto-lei nº 410/89) Código das contas CEE POC Exercícios N AB AP ACTIVO C I II III 43+441/6+4 49 42+441/6+4 48 41+441/6+4 47 Imobilizado: Imobilizações incorpóreas Imobilizações corpóreas Imobilizações financeiras X X X X D I II 32 a 37 21+22+24+2 5+ 26 Circulante: Existências Dívidas de terceiros: médio e longo prazo curto prazo III IV 15+18 11 a 14 Títulos negociáveis Depósitos bancários e caixa Acréscimos e diferimentos: Total do Activo X X X X X E 27 X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X AL N+ 1 AL Contabilidade Geral II Guia do Formando I 91 .I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Apresentamos o modelo de Balanço sintético.

IEFP I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Códigos das contas CEE A I II III IV 51 54 56 571 52+53+55+ 572/9 V 59 POC CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Capital próprio: Capital Prémios de emissão de acções (quotas) Reservas de reavaliação Reservas legais Restantes reservas e outros capitais próprios Resultados transitados Subtotal VI 88 89 Resultado líquido do exercício Dividendos antecipados Total do capital próprio Passivo: B C 29 21 a 26 Provisões para riscos e encargos Dívidas a terceiros: médio e longo prazo curto prazo D 27 Acréscimos e diferimentos: Total do passivo Total do capital próprio e do passivo Exercícios N N-1 X X X X ±X ±X ±X ±X -X ±X X X X X ±X ±X ±X ±X -X ±X X X X X X X X X X X X X X X I 92 Guia do Formando Contabilidade Geral II .

799 4.I.283 87.305 -550. Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas imobilizações Incorpóreas imobilizações em curso Amortizações acumuladas Capital Ajustamentos partes de capital Reservas de reavaliação Reservas Resultados transitados C.574 64. Fornecimentos e serviços externos Impostos Nome da Conta Acumulados anuais Débito Crédito Saldo 4.270 596.186.057.009 1.700.349.697.857 5.425 -433.226 1.511.500 -20.954 64.M.005 0 1.491 59.442 266.452 0 409.697 42. subs.566 0 140. e de cons.622.959 10.547 1.173 1.198 39.955 -295.920 6.567 -10.V.238 0 101.975 2.231 18.009 0 366.839.584 193. Conta 11 12 21 22 23 24 25 26 27 28 31 32 33 36 41 42 43 44 48 51 55 56 57 59 61 62 63 Caixa Depósitos à ordem Clientes Fornecedores Empréstimos obtidos Estado e outros entes públicos Sócios Outros devedores e credores Acréscimos e diferimentos Provisão para cobrança duvidosa Compras Mercadorias Produtos acabados e intermédios Matérias primas.063 803.892 39.493 -314.547 1.716.188.151 1.283 227.859.696 -414.242 -14.662 1. Como não dispomos de elementos sobre os valores do ano anterior não colocamos as colunas respectivas: Sabemos ainda que as amortizações acumuladas se repartem da seguinte forma: • • Imobilizado corpóreo .062.306 0 4.392 593.345.944 -352.037.331 49. Imobilizado incorpóreo .407 295.253 -144.962 24.489.804 579.525 10.m.247 14.290.m.804 579.339 5.565 420.766.766.193 229.279 3.464 u.173 1.171 1.681 56.162 1.059 -211 -156.329 597.39.982 73.455 338. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Exercício de Aplicação 1 Com base no balancete rectificado da empresa Luar de Agosto vamos elaborar o seu Balanço para o ano em curso.383.380 0 0 0 0 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 93 .491 55.716 53.491 u.658 5.799 4.756.867 699.231 18.489.151 1.M.954 53.

677 1.343 4.115 2.747 Crédito 543.751 53.527 121.115 2.316 58. são as que constarão no Balanço.405 0 As parcelas sombreadas.227 28.655 36.751 53.655 36.206 88.405 37.027 48.845 21.533.845 21.527 121.533.968 93.316 58. I 94 Guia do Formando Contabilidade Geral II .747 37.027 48.899.603 124.750 Saldo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 40.777.343 4.750 40.IEFP I.777.603 124.206 88.899. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Acumulados anuais Conta 64 65 66 68 69 71 72 73 78 79 81 82 83 84 85 88 Nome da Conta Débito Custos com o pessoal Outros custos operacionais Amortizações do exercício Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos suplementares Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Resultados Operacionais Resultados financeiros Resultados Operacionais Resultados extraordinários Resultados antes de impostos Resultado Liquido do exercício Total 543.968 93.839 2.227 28.839 2.677 1.

567 10.681 56.674 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 95 .305 51 Capital 55 Ajustamentos partes de capital em filiais e associadas 56 Reservas de reavaliação 57 Reservas 59 Resultados transitados 88 Resultado Liquido do exercício Total do capital próprio Passivo Dividas a terceiros .174.425 433. subsidiárias e de consumo Produtos acabados e intermédios Mercadorias Dividas de terceiros Clientes Depósitos bancários e caixa Depósitos bancários Caixa Acréscimos e diferimentos Acréscimos e diferimentos Total do Activo 73.638 564.063 4.464 0 677.214 2.716 10.161.493 314.547 55.053.005 2.674 56.681 803.959 87.283 366.I.013.944 20.247 1.063 4.253 144.009 789.305 39.547 55.059 211 229.428 53.491 511.500 414.892 53.739.716 10.174.283 366.188.460 352.696 14.curto prazo 23 Empréstimos obtidos 22 Fornecedores 24 Estado e outros entes públicos 25 Sócios 26 Outros devedores e credores 27 Acréscimos e diferimentos Total do passivo Total do capital próprio e passivo 295.687 87.964 73.005 2.380 0 1.959 39.405) 1.865 (40. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Activo Bruto Activo Amortizações e Provisões Activo Liquido Capital Próprio e Passivo Capital Próprio Ano N Imobilizado 43 42 41 44 Imobilizado incorpóreo Imobilizado corpóreo Imobilizado financeiro Imobilizado em curso Circulante Existências 36 33 32 21 12 11 27 Matérias primas.491 1.

16.333 214. Fornecimentos e serviços externos Custos com o pessoal Amortizações do exercício Provisões do exercício Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Resultado Liquido do exercício Total Descrição Saldo devedor 14.580 0 0 0 108.600 0 0 0 165.000 123.333 I 96 Guia do Formando Contabilidade Geral II .769 333.446 34. Cons.400 129.667 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 72.333 0 8.000 0 284.487 As amortizações acumuladas repartem-se em: • • Imobilizado corpóreo .000 30.467 92.133 16. Mat.272.754 0 200.333 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.689 1.436 Imobilizado incorpóreo .IEFP I.333 17.92.000 0 382. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Balancete rectificado da Parafusos Unidos Conta 11 12 15 19 21 22 24 27 26 28 29 31 32 39 41 42 43 48 51 55 59 61 62 64 66 67 68 69 71 72 78 79 88 Caixa Depósitos à ordem Títulos negociáveis Provisões p/ aplicação tesouraria Clientes Fornecedores Estado e outros entes públicos Acréscimos e diferimentos Outros devedores e credores Provisão para cobrança duvidosa Provisão p/ riscos e encargos Compras Mercadorias Provisão p/ depreciação existências Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas imobilizações Incorpóreas Amortizações acumuladas Capital Reservas Resultados transitados Custo Merc.000 83.272.620 16.487 Saldo credor 0 0 0 12.867 10.000 176.050 15.600 0 0 3. Vend.

174 365.697 200.000 8.518 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 97 .050 479.247 83.curto prazo 22 Fornecedores 24 Estado e outros entes públicos 26 Outros credores Acréscimos e diferimentos 27 Acréscimos e diferimentos Total do passivo Total dos capitais próprios e do Passivo 284.333 10.689 16.467 14.580 17.333 176.620 162.333 214.000 141.272.446 15.600 Passivo 29 Provisões para riscos e encargos Dividas a terceiros .I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Activo Imobilizado 43 42 41 Imobilizado incorpóreo Imobilizado corpóreo Imobilizado financeiro Circulante Existências 32 21 24 22 26 15 12 11 Mercadorias Dividas de terceiros Clientes Estado Fornecedores Outros devedores Títulos negociáveis Títulos negociáveis Depósitos bancários e caixa Depósitos bancários Caixa Total do Activo Activo Bruto Amortizações e Provisões 16.000 1.000 123.829 1.130.518 12.333 34.969 1.000 72.333 10.667 478.000 165.689 650.754 382.467 14.600 92.000 123.133 200.000 16.130.487 3.333 92.400 129.600 83.436 Activo Liquido Capital Próprio e Passivo Capital Próprio 0 51 Capital 57 Reservas 59 Resultados transitados 88 Resultado Liquido do exercício Total do capital próprio Ano N 333.867 83.000 80.000 8.000 30.

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS Demonstração de Resultados por Natureza Trata-se de um documento de informação de carácter económico. a demonstração dos resultados por funções. proveitos e ganhos apresentada pelo Plano Oficial de Contabilidade. A segunda apresenta características variáveis em função da empresa.IEFP I. • • a demonstração dos resultados por natureza. Apresentadas no capítulo 7 do Plano Oficial de Contabilidade as demonstrações de resultados previstas são duas. Também a disposição da Demonstração de Resultados pode ser: Horizontal: Custos e Perdas Proveitos e Ganhos Resumo I 98 Guia do Formando Contabilidade Geral II . A primeira respeita a classificação de custos e perdas. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 8. pelo que é também denominada de Demonstração de resultados por Natureza.

TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP ou Vertical: Custos e Perdas Proveitos e Ganhos Resumo A estrutura de cada página será a seguinte: Códigos das contas CEE 1 8 POC 2 3 4 Rubricas Exercícios N 5 6 N-1 7 A coluna 1 destina-se ao código de contas da CEE de acordo com a Directiva Contabilistica nº4. A coluna 2 destina-se ao códigos das contas do POC. A coluna 3 destina-se à enumeração de todas as rubricas constantes nos modelos apresentados pelo POC.I. Se algumas não se mostrarem necessárias são enumeradas sendo o seu valor de zero pois não se podem deixar de enumerar as rubricas apresentadas pelos modelos oficiais. As colunas 6 e 7 destinam-se a apresentar os valores correspondentes ao exercício económico anterior (Ano N-1). Contabilidade Geral II Guia do Formando I 99 . As colunas 4 e 5 destinam-se a apresentar os valores correspondentes ao exercício económico a que se referem as contas (Ano N).

TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO A área 8 . correntes.b) 5 5 6 7 10 8+11 69 86 641+642 66 67 63 65 683+684 61 62 POC Custos e perdas Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas Fornecimentos e serviços externos Custos com o pessoal: Remunerações Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo Provisões Impostos Outros custos e perdas operacionais (A) Amortizações e provisões de aplicações e investimentos financeiros Juros e custos similares (C) Custos e perdas extraordinárias (E) Imposto sobre o rendimento do exercício (G) 13 88 Resultado liquido do exercício X X X X X X X X ±X X X X X X X X X X X X X X X X X ±X X X X X X X X X X X X X 643 a 648 Encargos sociais X X X X X X Exercícios N N-1 I 100 Guia do Formando Contabilidade Geral II . e. para cada um dos anos: • • • • • operacionais. financeiros.a) 4. antes de impostos. a utilizar: (Artigo 3º do Decreto-lei nº 410/89) Códigos das contas CEE A 2.Resumo apresenta-nos um conjunto de resultados.a) 3.IEFP I. Apresentamos o modelo mais simples. a) 2. resultado liquido do exercício.b) 4. b) 3 3.

(E) = Resultado líquido do exercício (F) .(C) = Resultados antes de impostos (F) .I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP B Proveitos e ganhos 71+72 Vendas e prestações de serviços Variação da produção 75 74 Trabalhos para a própria empresa Subsídios à exploração (B) 784 Rendimentos de participações de capital Rendimentos de títulos negociáveis e de outras aplicações financeiras Outros juros e proveitos similares (D) 79 Proveitos e ganhos extraordinários (F) Resumo: X X X X X X X X X X X X X X X X X X ±X X X X X X X ±X X 73+76 Outros proveitos e ganhos operacionais Resultados operacionais (B) .(C-A) = Resultados correntes (D) .(G) = Contabilidade Geral II Guia do Formando I 101 .(A) = Resultados financeiros (D-B) .

I 102 Guia do Formando Contabilidade Geral II .489.IEFP I.839 149.m.608 5.489.845 21.343 4.799 543. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Exercício de Aplicação 2 Vamos elaborar a Demonstração de Resultados por natureza da Luar de Agosto. Para tal temos que ter presente o balancete antes de apuramento de resultados.603 124.655 36.027 -2.277 Descrição 61 Custo mercadorias vendidas e consumidas 62 Fornecimentos e serviços externos 63 Impostos 64 Custos com o pessoal 65 Outros custos operacionais 66 Amortizações do exercício 68 Custos e perdas financeiras 69 Custos e perdas extraordinárias 71 Vendas 72 Prestações de serviços 73 Proveitos suplementares 78 Proveitos e ganhos financeiros 79 Proveitos e ganhos extraordinários Os custos com pessoal são repartidos da seguinte forma: • • Remunerações .655 -36.090 0 283 16.450..m.603 121.253 -4.804 541.562 -4. respeitante às contas da classe 6 e 7: Acumulados anuais Débito 1.512 32 0 0 0 2.115 Saldo 1.619 -23.206 88.899.812 2.316 58.804 579.677 u.749.767 543.719 18.206 88.677 1.968 53.677 1.348 5.838 Crédito 0 37.000 u.231 18.227 28. Encargos sociais .93.

de aplic.973 2. Provisões Impostos Outros custos e perdas operacionais (A) 683+6 Amort.031. e prov.I.858. e inv.781 0 2.767 1.968 2.683.677 88.805. e incorp. Vend.000 93.523 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 103 . Cons. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Resolução Custos e perdas 61 62 Custo das Merc.489.027 2.858.776 88.754 53.603 0 18.366 450. financeiros 84 Juros e custos similares (C) 69 86 88 Custos e perdas extraordinárias (E) Imposto sobre o rendimento do exercício (G) Resultado Liquido do exercício 0 121.804 541.781 (40.677 1.818.968 121.206 19.405) 2. e das Mat.719 2.603 543. Fornecimentos e serviços externos Custos com o pessoal: 641+6 Remunerações 42 643 a 648 66 67 63 65 Encargos sociais Amortizações do imobilizado corp.

. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Proveitos e ganhos 71+72 75 74 73+76 784 Vendas e prestações de serviços Variação da produção Trabalhos para a própria empresa Subsídios à exploração Outros proveitos e ganhos operacionais (B) Rendimentos de participações de capital Rend.(A) = Resultados financeiros (D-B) .814. Lembro que no apuramento de resultados se calculou Imposto sobre o rendimento no montante de 37.405 -40. I 104 Guia do Formando Contabilidade Geral II .772.m.000 u.406 8..366 4.IEFP I. de Tít.527 2.655 2.562 36.777.777.m.818. Outros juros e proveitos similares (D) 79 Proveitos e ganhos extraordinários (F) Resumo: Resultados operacionais (B) .(E) = Resultado líquido d exercício (F) .(C) = Resultados antes de impostos (F) .562 2.600.345 -40.(C-A) = Resultados correntes (D) .277 2.261. Neg.751 -85.527 2.089 4. e de outras apl.m. Financ. Encargos sociais .446 u.872 Vamos elaborar a Demonstração de Resultados da empresa Parafusos Unidos sabendo que os Custos com pessoal se repartem da seguinte forma: • • Remunerações .(G) = 93.405 36.300 u.

333 Demonstração de Resultados por Natureza referente ao ano N Custos e perdas 61 62 Custo das merc.527 30.153 65.200 33.533 3. Vend.769 8.797.I.041. Provisões Impostos Outros custos e perdas operacionais (A) Amort.513 259.533 65. Cons.153 0 0 2. e prov. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Parafusos Unidos 61 62 64 66 67 68 69 71 72 78 79 Custo mercadorias vendidas e matérias consumidas Fornecimentos e serviços externos Custos com o pessoal Amortizações do exercício Provisões do exercício Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários 1.020 0 3.792 861.513 259.060 11.949.792 2.015.305 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 105 . Fornecimentos e serviços externos Custos com o pessoal: 641/ 2 Remunerações 643/8 66 67 63 65 683/4 Encargos sociais Amortizações do imobilizado corp.057.797.200 3.000 261.769 8. e das mat.922 861.200 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 36. e inc. de aplic.300 1.300 22. Inv.842 25.533 11.300 22.260 600. Financeiros Juros e custos similares (C) 69 Custos e perdas extraordinárias (E) 0 65.026.

IEFP

I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO

86 88

Imposto sobre o rendimento do exercício (G) Resultado Liquido do exercício

37.446 3.063.706 72.689 3.136.395

Proveitos e ganhos 71+72 Vendas e prestações de serviços Variação da produção 75 74 Trabalhos para a própria empresa Subsídios à exploração 3.077.533 3.077.533 33.842 25.020 33.842 3.111.375 25.020 3.136.395 128.006 -31.691 96.315 110.135 72.689 (B) 784 Rendimentos de partic. de capital Outros juros e proveitos similares (D) 79 Proveitos e ganhos extraordinários (F) 3.077.533

73+76 Outros proveitos e ganhos operacionais

Demonstração de Resultados por Funções A Demonstração de Resultados por Funções dá uma visão mais funcional e analítica de importância acrescida para os gestores. Para a podermos efectuar é necessário classificar os custos/perdas e proveitos/ganhos numa perspectiva das funções ou dos produtos ou das actividades existentes na empresa.

I 106

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I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO

IEFP

O modelo a adoptar deverá ser o seguinte: Demonstração dos resultados por funções (Artigo 25º da 4ª Directiva da CEE):
Exercícios N 1 2 3 4 5 6 Vendas e prestações de serviços Custo das vendas e prestações de serviços Resultados brutos Custos de distribuição Custos administrativos Outros proveitos operacionais Resultados operacionais 7 Rendimentos de participações de capital Relativos a empresas interligadas Relativos a outras empresas 8 Rendimentos de títulos negociáveis e de outras aplicações financeiras Relativos a empresas interligadas Outros 9 Outros juros e proveitos similares Relativos a empresas interligadas Outros 10 11 Amortizações e provisões de aplicações e investimentos financeiros Juros e custos similares Relativos a empresas interligadas Outros Resultados correntes 14 15 Proveitos e ganhos extraordinários Custos e perdas extraordinárias Resultado antes de impostos Imposto sobre o rendimentos do exercício 19 Resultado líquido do exercício N-1

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IEFP

I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO

Exercício de Aplicação Resolvido Acumulado a Acumulado a Saldo Saldo Débito Crédito Devedor Credor 437 7.487 1.000 8.967 1.564 200 80 27 7.567 2.753 33 647 0 0 735 80 3.067 10 333 0 0 34.987 420 2.133 0 2.667 4.400 103 167 67 0 0 0 0 147 10.667 0 0 0 0 13.533 367 316 34.987 17 5.354 1.000 6.300 0 200 80 0 7.567 2.753 33 647 0 0 735 80 3.067 10 0 0 0 27.843 0 0 0 0 2.836 103 167 40 0 0 0 0 147 10.667 0 0 0 0 13.200 367 316 27.843

Conta 11 12 13 21 22 24 26 28 31 32 41 42 48 51 62 63 64 68 71 78 79 Caixa

Descrição

Depósitos à ordem Depósitos a prazo Clientes Fornecedores Estado e outros entes públicos Outros devedores e credores Provisão para cobrança duvidosa Compras Mercadorias Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas Amortizações acumuladas Capital Fornecimentos e serviços externos Impostos Custos com o pessoal Custos e perdas financeiras Vendas Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Total

Do inventário realizado em 31/12/N obtiveram-se os seguintes elementos: 1. Em caixa havia apenas 10 u.m. sendo que a diferença de 7 u.m. respeita a uma despesa por regularizar do tesoureiro.

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Guia do Formando

Contabilidade Geral II

100 u. 5.500 u. os juros ascendem a 653 u. a 150 dias .m. Sabe-se que no saldo de clientes existem dividas em mora. O saldo devedor da conta 24 respeita a pagamentos por conta de IRC e o valor a crédito respeita a IRS retido em salários e IVA a entregar ao Estado.m. o preço de mercado era inferior em 40 u. no valor de 500 u. 3. As existências em armazém foram avaliadas em 500 u..I.m. nomeadamente: • • • • • • • 5.m. 5. 4.m.. Este exercício tem por objectivo aplicar todos os elementos estudados nesta unidade temática.m. a 200 dias . 3.m.m.5. ao valor de aquisição relativamente às 50 unidades armazenadas. 5. a 30 dias . a 400 dias . desde os lançamentos de rectificação até à elaboração das Demonstrações Financeiras.m.3. O saldo de depósitos à ordem do banco com que a empresa trabalha apresentava um saldo de 4.m. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 2. Está por contabilizar o pagamento da renda de janeiro do escritório. sendo a diferença explicada por: 1.1. 2.050 u.150 u. As amortizações do exercício referentes ao imobilizado corpóreo são de 65 u. a 90 dias 600 u.400 u..5.m.. 5..2.m. esta renda foi paga por cheque. Não estar ainda descontado o cheque 131 de 200 u. e IVA a 17%.. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 109 . Está também por contabilizar uma factura de compra de material de escritório no valor de 100 u..4.m. Estar por contabilizar o valor de juros pagos em 30/12/N referentes ao empréstimo que terminou nessa data.

000 0 0 0 0 0 80. e como tal ainda não se encontra movimentado.400 16.000 0 300 80 0 0 44..536 Do inventário realizado em 31/12/N obtiveram-se os seguintes elementos: 1. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Exercício por Resolver 1 Conta 11 12 13 21 22 24 26 28 29 31 32 41 42 48 51 62 63 64 68 69 71 78 79 Caixa Depósitos à ordem Depósitos a prazo Clientes Fornecedores Estado e outros entes públicos Outros devedores e credores Provisão para cobrança duvidosa Provisões para riscos e encargos Compras Mercadorias Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas Amortizações acumuladas Capital Fornecimentos e serviços externos Impostos Custos com o pessoal Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Descrição Débito 3.100 2. O saldo do banco com que a empresa trabalha apresenta um valor devedor de 2.800 0 16.000 24.520 200 3.200 16.m.000 u.880 0 0 4.520 200 3.000 26.400 60 84 2..920 6.200 480 60 100 45.620 14. I 110 Guia do Formando Contabilidade Geral II .200 800 1.200 800 1.880 0 0 4.400 2.000 0 0 153.000 0 0 0 0 0 82.000 9.500 380 180 800 0 0 0 880 4.000 8.200 107.IEFP I.120 6.536 Credor 0 0 0 0 17.016 940 2.912 480 19.500 Crédito 2. As amortizações do exercício referentes ao imobilizado corpóreo ascendem a 120 u.520 12. a diferença em relação ao saldo evidenciado pela empresa refere-se a um cheque devolvido do cliente “Aroma Lda” que ainda não foi recepcionado na tesouraria da empresa.840 2.m. 2.500 Devedor 1.100 320 80 0 0 0 0 880 4.400 60 84 0 0 0 107.912 480 19.200 153.384 2.

I. estando previsto um acréscimo de 3% e uma taxa de encargos patronais de 23. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 3. a 30 dias.m. Não estão ainda contabilizadas as férias e o subsidio de férias a apagar no ano N+1 referentes ap ano N. desde os lançamentos de rectificação até à elaboração das Demonstrações Financeiras. 5. 800 u. 1.m. e a 370 dias. a 150 dias.. 4.617 u.755.m.500 u.m. As existências finais ascendem a 9. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 111 .. Tem este exercício por objectivo aplicar todos os elementos estudados neste capítulo. 200 u.m.. o valor mensal é de 1. Sabe-se que no saldo de clientes existem dividas em mora com o seguinte escalonamento temporal.000 u.

titulos a desconto Fornecedores c/c Fornecedores -titulos a pagar Estado e outros entes públicos Outros devedores e credores Provisão para cobrança duvidosa Compras Mercadorias Provisão p/ depreciação existências Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas Amortizações acumuladas Capital Reservas Fornecimentos e serviços externos Impostos Custos com o pessoal Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Descrição Acumulado a débito 22.000 10.200 Saldo credor 0 0 0 0 0 0 24.600 2.000 0 0 0 0 200 0 120.000 30. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Exercício por Resolver 2 Conta 11 12 13 211 212 213 221 222 24 26 28 31 32 39 41 42 48 51 57 62 63 64 68 69 71 78 79 Caixa Depósitos à ordem Depósitos a prazo Clientes c/c Clientes .000 6.600 0 0 0 0 0 235.000 12.600 0 0 0 0 0 236.800 8.000 0 2.000 8.000 0 0 630.800 62.000 61.600 20.000 630.000 322.000 72.000 3.400 40.600 0 1.000 8.600 0 0 9.040 Acumulado a crédito 21.000 11.200 I 112 Guia do Formando Contabilidade Geral II .200 52.000 6.800 52.400 80.040 Saldo devedor 280 4.000 12.000 11.000 3.000 54.720 28.titulos a receber Clientes .IEFP I.000 11.000 0 0 2.000 200 2.000 240 76.000 61.600 1.400 720 0 0 0 322.000 32.200 0 0 0 9.200 20.000 0 60.000 10.000 240 52.680 1.800 880 122.000 600 80 920 0 0 1.600 2.400 10.400 720 1.200 0 800 4.600 1.000 80.000 1.800 1.

Faltavam contabilizar os juros vencidos do depósito a prazo desde 1/9/N à taxa de 5% e cujo pagamento ocorrerá em 1/3/N+1. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP O inventário a que se procedeu em 31/12/N forneceu os seguintes elementos: 1. 7. Em caixa apenas estava a quantia de 120 u. A inventariação física das existências mostrou que as mesmas valem 30. O valor de férias e subsidio de férias ascendem a 5. Tem este exercício por objectivo aplicar todos os elementos estudados neste capítulo. ao seu preço de custo.950 u. 6... desde os lançamentos de rectificação até à elaboração das Demonstrações Financeiras..000 u.. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 113 . facturas reclamadas judicialmente facturas com menos de 6 meses .I. 3.m.m. . por mês estando previsto um aumento de 3% e encargos sociais obrigatórios de 23.m.000 u.m. verificando-se uma quebra face ao valor de mercado de 1. 4.5.1.m.m.m.200 u. 2.1.000 u.m. por ano. As dividas em mora são as seguintes: • • • facturas vencidas entre 6 e 12 meses .75%.400 u. Estava paga a renda do armazém referente ao mês de Janeiro do ano N+1 no valor de 200 u.m. As amortizações das imobilizações corpóreas ascendem a 2.600 u. 5.

5. Indicar e comentar as contas em que os métodos aplicados sejam diferentes dos do exercício anterior. nomeadamente Balanço Demonstração de Resultados e. nem todos são preenchidos por todas as empresa. Trata-se de uma lista de 48 pontos. Indicar e analisar as disposições do Plano Oficial de Contabilidade que não tenham sido devidamente aplicadas. ainda. quantificando o seu impacto nas Demonstrações Financeiras. I 114 Guia do Formando Contabilidade Geral II . ANEXOS AO BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS Os anexos são os conjuntos de informações descritivas sobre as Demonstrações Financeiras. 2. para se poderem comparar. Se existirem Trespasses com amortização além de cinco anos. 4. apresentar justificação. e também alguns dos pontos estão em branco para serem preenchidos face às necessidades de cada empresa.Despesas de instalação” e “432 . O Anexo está contido no capítulo 8 do Plano Oficial de Contabilidade. Apresentar as alterações no resultado do exercício provocadas por alterações de critérios de valorimetria ou de métodos de cálculo de amortizações ou provisões. 8. Indicar as cotações utilizadas quando existam saldos em moedas estrangeiras. vamos analisar resumidamente cada um dos pontos: 1. Indicar o número médio de pessoas ao serviço. Justificar o conteúdo das contas “431 . algumas informações complementares que explicam a situação apresentada nessas Demonstrações.Despesas de investigação e de desenvolvimento”. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 9.IEFP I. Apresentar os critérios valorimétricos e métodos adoptados nas diferentes rubricas do Balanço e da Demonstração de Resultados. Indicar situações que afectem os impostos futuros. 3. 7. 6. 9.

de acordo com o seguinte quadro: Activo Bruto Rubricas Saldo Inicial Reavaliação ou ajustamento Aumentos Alienações Transferências e abates Saldo Final Imobilizações Incorpóreas: (discriminar) Imobilizações corpóreas: (discriminar) Imobilizações financeiros: (discriminar) Amortizações e provisões Rubricas Imobilizações Incorpóreas: (discriminar) Imobilizações corpóreas: (discriminar) Imobilizações financeiros: (discriminar) Saldo Inicial Reforço Regularizações Saldo Final 11.I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 10. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 115 . Apresentar os movimentos ocorridos nas rubricas de imobilizado e respectivas amortizações e provisões. Indicação dos custos incorridos no exercício no recursos a empréstimos para financiamento de imobilizações em construção e que tenham ficado terminadas neste exercício.

no tocante a adiantamentos ou empréstimos. 33. Informações relativas a empresas pertencentes a um mesmo grupo. Indicar para as imobilizações corpóreas e em curso as suas características no tocante a origem. Valores de dividas de cobrança duvidosa incluídas nas rubricas de balanço. Discriminação da conta 4154 . 22. 19. financiamento e prazos de conclusão. 25. Valor global de dividas activas e passivas respeitantes ao pessoal da empresa. Indicação de eventuais movimentos financeiros verificados entre a empresa e os seus órgãos de administração. Justificação da atribuição de valor inferior ao do valor de mercado a bens do activo circulante. 27. Valor de dividas tituladas que no balanço não evidenciem tal característica. indicando rubrica a rubrica o custo histórico. 29. Indicação das parcelas integradas em “Títulos negociáveis” cujo peso seja superior a 5% do activo circulante da empresa. Quantidades e valores de títulos emitidos pela empresa com indicação dos direitos que conferem. Indicação dos diplomas legais à luz dos quais se efectuaram as reavaliações do imobilizado. 20. 24. Indicação e justificação de provisões extraordinárias referentes a abens do activo circulante. Discriminação de dividas incluídas na rubrica Estado. 28. de direcção e de fiscalização. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 12. Indicação de eventuais diferenças entre as dividas a pagar e quantias já recebidas por conta dessas dividas. Descrição das responsabilidades da empresa por garantias prestadas. I 116 Guia do Formando Contabilidade Geral II . Valor de dividas a terceiros com prazo superior a cinco anos. 30. 26. Indicação dos bens utilizados em locação financeira e respectivos valores contabilisticos. 16. o valor de acréscimo provocado pela reavaliação e o valor após a reavaliação.IEFP I. 14. 31. 17. Elaboração de mapa discriminativo das reavaliações. se em mora.Fundos. Valor global de compromissos financeiros que não figurem no balanço. 13. 15. 18. 23. Valor de dividas de terceiros cobertas por garantias reais. Valores de existências em poder de terceiros. 21. Indicação de diferenças entre os valores apresentados no Balanço e os valores de mercado para os elementos do Activo Circulante. 32. à consignação.

Numero e valor nominal das acções subscritas durante o exercício. ainda não referidas. Demonstração de resultados extraordinários. Explicitação de outras alterações nas rubricas de capitais próprios. 47. 45. Desdobramento das contas de provisões e movimento do ano. 42. Indicação do valor das remunerações atribuídas aos órgãos de gestão. 41. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 117 . Repartição dos valores apresentados nas contas 71 . Indicação dos titulares do capital desde que superiores a 20%. 39.Prestação de serviços pelo mercado interno e externo. 40. 38. Outras informações que sejam consideradas relevantes. 46. Indicação das variações das reservas de reavaliação durante o exercício. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 34. 43. 44. 36. Demonstração de resultados financeiros. Demonstração do custo das mercadorias vendidas e da matérias consumidas. Numero de acções e seu valor nominal que compõem o capital social da empresa. Forma de realização do capital social ou aumentos de capital. Demonstração da variação da produção. 48. 37. 35.Vendas e 72 .I. Informações exigidas por diplomas legais.

000 u. a pronto pagamento: • • Aplicação . Analisemos os seguintes factos e determinemos a origem e aplicação respectiva: 1. financeira e monetária é um importante auxilio e complemento das demonstrações financeiras.m.Diminuição de depósitos à ordem. Aplicação de fundos é o destino dado a todos os fundos obtidos pela empresa e que se vão materializar em: • • Aumentos das contas do Activo.DOAF (ANTERIORMENTE DESIGNADA MAPA DE ORIGENS E APLICAÇÃO DE FUNDOS) Quando observamos e analisamos um Balanço e uma Demonstração de Resultados nada nos é dito sobre algumas vivências da empresa. A Demonstração de Origens e Aplicação de Fundos vem responder a estas perguntas. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 10. Tratando-se de um documento de informação patrimonial. Reduções das contas do passivo e da Situação Líquida. Origem . Compra de uma máquina de 10. nomeadamente: • • • • • Que investimentos foram efectuados? Como foram financiados esses investimentos? Como foi financiada a actividade corrente? Se foram distribuídos lucros.IEFP I.Aumento do imobilizado corpóreo. DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E DAS APLICAÇÕES DE FUNDOS . etc. Origens e Aplicações de Fundos Origem de fundos é considerada toda a fonte de fundos próprios ou alheios que nos permitem financiar a vida da empresa e que se vão reflectir em: • • Aumentos das contas do passivo e da Situação Líquida. ou. I 118 Guia do Formando Contabilidade Geral II . ou Reduções das contas do Activo.

Diminuição do passivo de curto prazo. Origem .Diminuição de disponibilidades. Aplicação financeira: • • Aplicação . Origem . Origem . Renegociação de uma dívida de curto prazo por utilização de um novo empréstimo de médio e longo prazo: • • Aplicação . são eles: • • as amortizações.I.Aumento da Situação Líquida. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP 2. ou seja: • • • Resultados Líquidos.Aumento do passivo de curto prazo.Aumento de dívidas de terceiros Origem . 3.Aumento de disponibilidades.Aumento das aplicações financeiras. Aumento de capital próprio por entrada de “dinheiro fresco”: • • Aplicação . surgindo a noção de Autofinanciamento. Venda de mercadoria a crédito: • • Aplicação . ou seja. Origem . 4. 6. todos os fundos gerados e que permanecem ao serviço da empresa. Provisões.Diminuição dos activos de curto prazo.Aumento do passivo de médio e longo prazo. logo os valores recuperados nas vendas para suportar estes dois tipos de custos são também uma origem de fundos. Amortizações. De todos os custos reflectidos na Demonstração de Resultados existem dois tipos de custos a que não estão associados desembolsos de fundos.Aumento das existências. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 119 . 5. Compra de matérias primas a crédito: • • Aplicação . Estamos perante dois tipos de movimentos que não se traduzem em pagamentos. e as provisões.

é com base neste mapa que elaboraremos os seguintes: a Demonstração das Variações de Fundos Circulantes . • • I 120 Guia do Formando Contabilidade Geral II . um simples quadro em que mencionamos todas as rubricas do Balanço e encontramos as variações verificadas de um ano para o outro. ou seja de médio e longo prazo e onde vamos encontrar uma linha com o resultado da Demonstração das Variações de fundos Circulantes (aumento ou diminuição dos fundos circulantes). com base nestes elementos são elaborados três mapas: • um Mapa de Mutação de Valores. que nos apresenta as variações nas rubricas de natureza permanente.IEFP I.que apresenta as variações das rubricas do Balanço relacionadas com o curto prazo. excluindo as amortizações e as provisões. ou seja. e a Demonstração das Origens e Aplicação de Fundos. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO A Elaboração da Demonstração de Origens e Aplicação de Fundos Para elaborarmos a DOAF necessitamos de ter os Balanços de dois anos sucessivos da empresa.

compreendem todas as rubricas de curto prazo e permite-nos obter o resultado verificado nos findos circulantes. As rubricas de médio e longo prazo serão tratadas na elaboração da DOAF.I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Apresentamos seguidamente os modelos de mapa a utilizar: Mapa de Mutação de Valores Rubricas Activo Imobilizados Existências Dividas de terceiros Médio e longo prazo Curto prazo Disponibilidades Total Capital próprio Capital Reservas Resultados Passivo Dividas a terceiros Médio e longo prazo Curto prazo Total Ano N Ano N+1 Variação Demonstração das Variações dos Fundos Circulantes 1 2 3 4 5 Aumentos das existências Aumentos das dividas de terceiros a curto prazo Diminuições das dividas a terceiros a curto prazo Aumentos das disponibilidades Diminuição dos fundos circulantes X X X X X X 1 2 3 4 5 Diminuições das existências Diminuições das dividas de terceiros a curto prazo Aumentos das dividas a terceiros a curto prazo Diminuições das disponibilidades Aumento dos fundos circulantes X X X X X X Os valores para preenchimento deste mapa são obtidos directamente do mapa de mutação de valores. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 121 .

IEFP I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Demonstração da origem e da aplicação de fundos Origem dos fundos Internas Resultado liquido do exercício Amortizações Variação de provisões ±x ±x ±x ±x Diminuições de capitais próprios Externas Aumentos dos capitais próprios: Aumentos de capital e prestações suplementares Aumentos de prémios de emissão e de reservas especiais Cobertura de prejuízos Movimentos financeiros a médio e longo prazo: Diminuições de investimentos financeiros Diminuições das dívidas de terceiros a médio e longo prazo Aumentos das dívidas a terceiros a médio e longo prazo Diminuição de imobilizações Cessão de imobilizações Diminuição dos fundos circulantes x x Aumento dos fundos circulantes x x Aplicação dos fundos Distribuições Por aplicação de resultados Por aplicação de reservas x x x Diminuições de capital e de prestações suplementares x x x x x Movimentos financeiros a médio e longo prazo: Aumentos de investimentos financeiros Aumentos das dívidas de terceiros a médio e longo prazo Diminuições das dívidas a terceiros a médio e longo prazo x x x x x x x x Aumento de imobilizações Trabalhos da empresa para ela própria Aquisição de imobilizações x x x I 122 Guia do Formando Contabilidade Geral II .

2. Variação de provisões .000 31/12/N 7.000 u.000 3. Origens externas: 1. se lucro com o sinal positivo. obtêm-se directamente do mapa de mutação de balanços. relativamente a todas as provisões constantes do balanço. A linha de diminuição de fundos circulantes será preenchida alternativamente à linha aumentos de fundos circulantes e depende do resultado do mapa variação de fundos circulantes.Somam-se os saldos das diversas contas da classe 66 . nomeadamente por incorporação de reservas. Resultado Líquido do Exercício . por exemplo: Conta 28 29 39 Total Provisões para cobrança duvidosa Provisões para riscos e encargos Provisões para depreciação de existências 31/12/N-1 10. aumentos de prémios de emissão e de reservas especiais ou cobertura de prejuízos Nestas rubricas apenas se consideram as entradas de “dinheiro fresco”.000 4.considera-se o saldo da conta 88 (Resultado Líquido do Exercício). Aumentos de capital e prestações suplementares.000 A rubrica “Variação de provisões” origem terá sinal negativo e valor de 5.000 17. Amortizações . se prejuízo com o sinal negativo.000 0 5. Análise das Rubricas Individuais que Compõem a DOAF: Origens internas: 1.regista-se o valor líquido do imobilizado alienado. Movimentos financeiros a médio e longo prazo . independentemente do valor do resultado obtido nessa alienação. 2.I. Diminuição de imobilizações . porque esse já está reflectido nos resultados líquidos.000 12. 3.Amortizações do exercício 3.resultam da comparação dos dois balanços. não são consideradas as outras formas de aumento de capital ou de cobertura de prejuízo. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 123 . por via da mais ou menos valia gerada.m.vamos determinar a diferença entre o saldo do final do ano anterior e o saldo final do ano em causa. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Todas as rubricas devem ser desdobradas de acordo com os balanços de cada empresa.

2.000 -1.000 200 300 -400 500 -80 80 17.000 1. obtêm-se directamente do mapa de mutação de valores.600 8.810 -200 0 -120 700 -10 -80 8.810 0 300 -520 1.000 0 -2.400 -900 200 1. Duvidosa Caixa e títulos negociáveis Provisão p/ aplic. Distribuições Por aplicação de resultados ou por aplicação de reservas .400 -1.600 12. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Aplicações 1.determinam-se pelas variações dos dois balanços.IEFP I. Aumento de imobilizações . Diminuições de capitais próprios Diminuições de capital e de prestações suplementares que se materializam em saídas de fundos. 4.000 9.000 7. Movimentos financeiros a médio e longo prazo .200 -90 0 26.500 800 5. Tesouraria Custos diferidos Total 5.600 600 3.compreende os investimentos efectuados mas especial atenção ao facto de termos que retirar os valores resultantes da reavaliação de imobilizados.400 1.400 Ano (N+1) Variação I 124 Guia do Formando Contabilidade Geral II . Exemplo de Aplicação 1 São conhecidos os seguintes elementos da empresa XPTO. de que se apresenta o Mapa de Mutação de Valores: Ano N ACTIVO Imobilizações corpóreas Imobilizações em curso Amortizações acumuladas Investimentos financeiros Mercadorias Clientes Fornecedores Outros devedores Provisão p/ cob.representa as saídas de dinheiro para os detentores do capital ou outros órgãos das sociedades. 3.

por 60 u.m. Pretende-se elaborar a Demonstração de Origens e Aplicações de Fundos.000 8. Foram vendidos imobilizados corpóreos.300 para 2.600 Ano (N+1) Variação 10. No ano N+1 os resultados foram afectados da seguinte forma: 1..900 900 17.700 1. Esta reavaliação provocou um acréscimo nos valores de aquisição de 1.000 2.000) resultou da reavaliação dos imobilizados corpóreos. para accionistas e 800 u. 3.m.660 0 8. 4.. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 125 .m.000 1. 2.000 -200 1.I. Os imobilizados em curso ficaram concluídos no ano N+1.200 u.700 u.m.300 840 1.000 700 -840 740 1.400 E ainda que: 1.m. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Ano N CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Capital Reservas Resultados transitados Resultado liquido do exercício Empréstimos obtidos m/l prazo Fornecedores C/C Estado e outros entes públicos Total 4.000 8.900 26.000 0 2. para aumento de capital. que estavam integralmente amortizados e cujo custo de aquisição tinha sido 800 u.400 1. O acréscimo das reservas (de 1..000 6.

.m. = 5.m.m.200 u. 5.1.m. I 126 Guia do Formando Contabilidade Geral II .110 700 4 Diminuições das disponibilidades 0 5 Aumento dos fundos circulantes 4.IEFP I.600 u.800 u. = 12.000 u. .600 u.410 2 Diminuições das dividas de terceiros a curto prazo Fornecedores 200 0 Custos diferidos 3 Aumentos das dividas a terceiros a curto prazo Estado e outros entes públicos 80 1.000 .400 u.000 0 2.110 Cálculos complementares para elaboração da Demonstração de origens e Aplicação de Fundos: Investimento em Imobilizado Corpóreo: Imobilizado Corpóreo no ano N Alienação de Imobilizado Actualização provocada pela reavaliação Investimento em imobilizado corpóreo Imobilizado corpóreo no ano N+1 + 5.200 u. .800 + 1.m.m.000 u.000 X = 6. + 1. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Resolução Demonstração da Variação dos Fundos Circulantes 1 Aumentos das existências Mercadorias 2 Aumentos das dividas de terceiros a curto prazo Clientes 3 Diminuições das dividas a terceiros a curto prazo Fornecedores 4 Aumentos das disponibilidades 5 Diminuição dos fundos circulantes 200 1.830 4.m. Deste investimento há uma parte que se encontrava em Imobilizado em Curso pelo que o Investimento de Imobilizado Corpóreo a considerar é de 6.m.m. + X u.810 1 Diminuições das existências 1.200 + X = 12.

= 2.m.200 u.500 u. + Y u.600 .m.m.m.500 X = 1.m. Neste momento já podemos resolver o nosso problema e determinar o valor das amortizações do exercício: Amortizações acumuladas no ano N Alienação de Imobilizado Actualização provocada pela reavaliação Amortizações do exercício Amortizações acumuladas no ano N+1 + 1. + Z u.600 u.m.m. + 500 u.500 1.I. + Y u.200 .800 u. Contabilidade Geral II Guia do Formando I 127 .200 u.m.m.m.800 + Z + X = 2. . = 2. Nesta equações encontramos duas incógnitas vamos ter que determinar em primeiro lugar o acréscimo de amortizações acumuladas provocado pela Reavaliação do Imobilizado: Acréscimo do valor do imobilizado Acréscimo do valor das amortizações acumuladas valor da reserva de reavaliação + 1. 700 u. .500 u. 1.m.m.600 . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Determinação das amortizações do exercício: Amortizações acumuladas no ano N Alienação de Imobilizado Actualização provocada pela reavaliação Amortizações do exercício Amortizações acumuladas no ano N+1 + 1.m.800 u.800 + 500 + X = 2.m.600 u.X = 700 X = 500 u.m. 1. X u.

atribuídas a sócios Reservas 1.m.000 u. Variação +6.m.660 u.m. Ano N+1 10. somados aos 40 de resultados transitados totalizam as 1. -1.660 u.IEFP I.m.m.000 u.300 u. Podemos finalmente preencher o mapa de Dotação de Origens e Aplicação de Fundos. -840 u.m.m.m Resultados líquidos do ano N 1. deverão constar na DOAF Trata-se do valor da reserva de reavaliação. +700 u. Observações 800 resultam da afectação de Resultados Transitados pelo que só 5.200 u. não se menciona nada na DOAF 800 foram afectos a capital os restante 40 foram distribuídos aos sócios foram distribuídos aos sócios. 2.700 u.000 u. Resultados transitados 840 u.m.m.m.m. I 128 Guia do Formando Contabilidade Geral II . 0 u. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Movimentos no Capital Próprio: Rubrica Capital Ano N 4.m.m. 0 u.000 u.

200 130 3.200 5.200 Aumentos das dívidas de terceiros a médio e longo prazo Diminuições das dívidas a terceiros a médio e longo prazo 200 200 Diminuições de capital e de prestações suplementares Distribuições Por aplicação de resultados Por aplicação de reservas 1. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Demonstração da origem e da aplicação de fundos Origem dos fundos Internas Resultado liquido do exercício Amortizações Variação de provisões 2.930 1.I.930 Aumento dos fundos circulantes 2.200 Movimentos financeiros a médio e longo prazo: Aumentos de investimentos financeiros 5.700 1700 Aplicação dos fundos Contabilidade Geral II Guia do Formando I 129 .000 Trabalhos da empresa para ela própria Aquisição de imobilizações 5.830 9.000 Aumento de imobilizações 1.400 1.730 Diminuições de capitais próprios Externas Aumentos dos capitais próprios: Aumentos de capital e prestações suplementares Aumentos de prémios de emissão e de reservas especiais Cobertura de prejuízos Movimentos financeiros a médio e longo prazo: Diminuições de investimentos financeiros Diminuições das dívidas de terceiros a médio e longo prazo Aumentos das dívidas a terceiros a médio e longo prazo Diminuição de imobilizações Cessão de imobilizações Diminuição dos fundos circulantes 9.200 5.

Vamos elaborar a Demonstração de Origens e Aplicação de Fundos para o ano N+1.. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Exercício por Resolver 1: Retiraram-se os seguintes elementos da contabilidade da empresa Lamelas SA : Rubricas Prov. 5.m para imobilizado corpóreo e 60 u..IEFP I. tendo o seu custo sido de 280 u. As amortizações do exercício foram de 400 u.m. no valor de 600 u.400 200 680 680 1.640 -1. 3. 2. Depreciação existências Provisão para riscos e encargos Imobilizado corpóreo Amortizações acumuladas de Imobilizados corpóreos Imobilizado incorpóreo Investimentos financeiros Empréstimos obtidos m/l prazo Capital Reserva legal Reserva de reavaliação Resultados transitados Resultado líquido exercício Ano N 46 70 220 4. Foi alienado um equipamento que se encontrava amortizado em 50%. 4.200 200 400 -200 80 Ano N+1 100 60 182 6. Durante o ano N+1 foram adquiridos 10% do capital da empresa ZAS LDA.900 220 740 480 2.000 208 800 0 200 Sabendo ainda que: 1. Houve uma reavaliação do imobilizado corpóreo no ano N+1.m. tendo-se calculado uma reserva de reavaliação de 800 u..680 -1.m. para imobilizado incorpóreo. I 130 Guia do Formador Contabilidade Geral II . Houve uma redução de fundos circulantes de 146 u. foi também alienada a quota que detinha na TRUZ..m.m. Créditos cobrança duvidosa Prov.

900 Contabilidade Geral II Guia do Formador I 131 .680 -280 X Z 6. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Resolução Cálculos complementares para elaboração da Demonstração de origens e Aplicação de Fundos: Investimento em Imobilizado Corpóreo: Imobilizado Corpóreo no ano N Alienação de Imobilizado Actualização provocada pela reavaliação Investimento em imobilizado corpóreo Imobilizado corpóreo no ano N+1 + 4.900 = 1400 .640 Nesta equações encontramos duas incógnitas vamos ter que determinar em primeiro lugar o acréscimo de Imobilizado provocado pela Reavaliação do Imobilizado: 4.280 + X + Z = 6.400 -140 W 460 1.640 Determinação das amortizações do exercício: Amortizações acumuladas no ano N Alienação de Imobilizado Actualização provocada pela reavaliação Amortizações do exercício Amortizações acumuladas no ano N+1 1.I.680 .140 + W + 460 W = 180 Acréscimo do valor do imobilizado Acréscimo do valor das amortizações acumuladas Valor da reserva de reavaliação C-180 = 800 C = 980 C 180 800 1.

I 132 Guia do Formador Contabilidade Geral II .680 .m. foram transferidos para resultados Transitados Resultados transitados (200) u.260 4.280 + 180 + Z = 6. Resultados líquidos do ano N 80 u. 1.m.640 Movimentos no Capital Próprio: Rubrica Capital Ano N Ano N+1 Variação +800 u.680 -280 X Z 6.000 u.m.m.m. 0 u.640 Z = 1.m.000 u. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Neste momento já podemos resolver o nosso problema e determinar o valor do investimento: Imobilizado Corpóreo no ano N Alienação de Imobilizado Actualização provocada pela reavaliação Investimento em imobilizado corpóreo Imobilizado corpóreo no ano N+1 + 4. Trata-se do valor da reserva de reavaliação.m. não se menciona nada na DOAF -200 u.m. +400 u. deverão constar na DOAF 1.m.IEFP I.m.m. 2.m Houve cobertura de prejuízos em 80 u. 0 u.200 u. Observações 400 resultam da afectação da Reserva de Reavaliação pelo que só 400 u. Reservas 600 u.m.m. de afectação de resultados e os 120 foram entrada de fundos para cobertura de prejuízos -80 u.

260 120 520 400 Movimentos financeiros a médio e longo prazo: Aumentos de investimentos financeiros Aumentos das dívidas de terceiros a médio e longo prazo Diminuições das dívidas a terceiros a médio e longo prazo 600 600 200 460 -6 654 Diminuições de capitais próprios Diminuições de capital e de prestações suplementares Distribuições Por aplicação de resultados Por aplicação de reservas Aplicação dos fundos Contabilidade Geral II Guia do Formando I 133 . TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Podemos finalmente preencher o mapa de Dotação de Origens e Aplicação de Fundos Demonstração da origem e da aplicação de fundos Origem dos fundos Internas Resultado liquido do exercício Amortizações Variação de provisões Externas Aumentos dos capitais próprios: Aumentos de capital e prestações suplementares Aumentos de prémios de emissão e de reservas especiais Cobertura de prejuízos Movimentos financeiros a médio e longo prazo: Diminuições de investimentos financeiros Diminuições das dívidas de terceiros a médio e longo prazo Aumentos das dívidas a terceiros a médio e longo prazo Diminuição de imobilizações Cessão de imobilizações Diminuição dos fundos circulantes 146 Aumento dos fundos circulantes 1.I.860 540 540 Aumento de imobilizações Trabalhos da empresa para ela própria Aquisição de imobilizações 1.860 1.260 1.

200 0 800 4.088.600 122.200 20.800 0 1.000 9. Quando se faz a passagem do lançamento do Diário ao Razão todas as contas aparecem saldadas. Existências Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas Amortizações acumuladas Capital Reservas Compras Fornecimentos e serviços externos Impostos Custos com o pessoal Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Proveitos e ganhos financeiros Resultados operacionais Resultados financeiros Resultados correntes Resultados extraordinários Resultados antes de impostos Resultados líquido do exercício 1.400 300 51.400 720 236.800 52.600 -1.000 11.000 61.020 -2.000 10.600 2.000 8.000 0 60. Este lançamento será efectuado de forma inversa na abertura do exercício seguinte. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO 11.000 10.000 9.600 1400 720 236. É um lançamento em que se debitam e creditam.800 -10.820 1.000 6.320 Saldo 280 4.000 13. as contas do balancete que apresentam saldo devedor ou credor.800 880 63.100 1.000 51.000 66.088.000 10.100 0 I 134 Guia do Formando Contabilidade Geral II .720 28.600 1.000 32.000 61.000 40.000 3.000 235.800 30.600 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 -51.400 300 51.000 235.000 3.000 13.000 -11.000 2.600 -20.000 10.600 0 0 122.400 51.000 -600 120 -920 63. ENCERRAMENTO DAS CONTAS Os trabalhos de fim de exercício apresentam como etapa final o chamado lançamento de encerramento das contas.680 1.000 8.320 Rubricas Acumulados anuais Débito 22.200 52.400 Crédito 21.600 200 2.IEFP I. Balancete antes de encerramento Conta 11 12 13 21 22 24 26 28 32 39 41 42 48 51 57 61 62 63 64 68 69 71 78 81 82 83 84 85 88 Caixa Depósitos à ordem Depósitos a prazo Clientes Fornecedores Estado e out. entes públicos Outros devedores e credores Provisão cobrança duvidosa Mercadorias Provisão p/ dep.600 2.000 51.

pelo saldo das contas Fecho do exercício. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Diário: Operações diversas (fecho) Mês de Dezembro do ano N Lançamento de encerramento ou fecho de exercício Conta Conta creditada debitada 11 12 13 21 26 32 41 42 Nr.800 120 63.020 97.820 Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício.600 2. pelo saldo das contas Fecho do exercício.600 20. pelo saldo das contas Fecho do exercício.100 97. pelo saldo das contas Fecho do exercício.I.000 8. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas 22 24 28 39 48 51 57 88 10. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício..000 6.000 11.820 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 135 . pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício.000 600 920 1. pelo saldo das contas Fecho do exercício. 1 Descrição Fecho do exercício.000 13.600 51. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício.000 2. pelo saldo das contas Valor 280 4. pelo saldo das contas Fecho do exercício.

100 1.400 720 236.000 9.800 1.140 Crédito 22.400 51.600 1.000 235. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Balancete após o encerramento Rubrica 11 Caixa 12 Depósitos à ordem 13 Depósitos a prazo 21 Clientes 22 Fornecedores 24 Estado e outros entes públicos 26 Outros devedores e credores 28 Provisão para cobrança duvidosa 32 Mercadorias 39 Provisão p/ depreciação existências 41 Investimentos financeiros 42 Imobilizações corpóreas 48 Amortizações acumuladas 51 Capital 57 Reservas 61 Compras 62 Fornecimentos e serviços externos 63 Impostos 64 Custos com o pessoal 68 Custos e perdas financeiras 69 Custos e perdas extraordinárias 71 Vendas 78 Proveitos e ganhos financeiros 81 Resultados operacionais 82 Resultados financeiros 83 Resultados correntes 84 Resultados extraordinários 85 Resultados antes de impostos 88 Resultados líquido do exercício Acumulados anuais Débito 22.000 13.800 40.000 51.000 10.820 4.IEFP I.400 300 51.000 3.000 235.600 122.000 51.000 11.600 2.000 10.800 52.000 10.800 63.800 52.140 Saldo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 I 136 Guia do Formando Contabilidade Geral II .400 51.000 8.800 1.186.200 2.600 1.200 2.600 122.000 10.000 66.820 4.186.600 1.800 40.000 61.200 20.000 61.000 32.000 13.800 63.600 1.400 300 51.200 20.000 3.000 11.000 8.600 2.400 720 236.000 66.000 32.000 9.100 1.

754 0 200. Fornecimentos e serviços externos Custos com o pessoal Amortizações do exercício Provisões do exercício Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Resultado Liquido do exercício Total Descrição Saldo devedor 14.769 333.467 92.I. cujo balancete antes de encerramento é o seguinte: Balancete rectificado da Parafusos Unidos Conta 11 12 15 19 21 22 24 27 26 28 29 31 32 39 41 42 43 48 51 55 59 61 62 64 66 67 68 69 71 72 78 79 88 Caixa Depósitos à ordem Títulos negociáveis Provisões p/ aplicação tesouraria Clientes Fornecedores Estado e outros entes públicos Acréscimos e diferimentos Outros devedores e credores Provisão para cobrança duvidosa Provisão p/ riscos e encargos Compras Mercadorias Provisão p/ depreciação existências Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas imobilizações Incorpóreas Amortizações acumuladas Capital Reservas Resultados transitados Custo Mercadorias Vendidas Mat.600 0 0 3.272.689 1.000 30.050 15.446 34.620 16.272.667 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 72.133 16.333 0 8.487 Resolução Contabilidade Geral II Guia do Formando I 137 .000 83.000 123. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Exercício de Aplicação por Resolver Exercício de Aplicação 1 Pretende-se que efectue o lançamento de encerramento de contas e apresente o balancete após o encerramento de contas da empresa Luar de Agosto.600 0 0 0 165.580 0 0 0 108.333 17. Cons.000 0 284.333 214.487 Saldo credor 0 0 0 12.333 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1.000 176.000 0 382.867 10.400 129.

000 123.000 284.000 382.620 16.272.272. pelo saldo das contas Fecho do exercício..487 Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício.600 3.000 176.754 200. pelo saldo das contas Fecho do exercício.333 1. 1 Descrição Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício.333 30. pelo saldo das contas Fecho do exercício.487 I 138 Guia do Formando Contabilidade Geral II . pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Conta Conta debitada creditada 11 12 15 21 22 24 26 32 41 42 43 Valor 14. pelo saldo das contas 19 22 24 26 27 28 29 39 48 51 59 88 12. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício.133 16.333 860 165.689 1.050 17.000 83. pelo saldo das contas Fecho do exercício. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Diário : Operações diversas (fecho) Mês de Dezembro do ano N Lançamento de encerramento ou fecho de exercício Nr.400 129. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício.467 92.667 72.IEFP I.446 15. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício.867 10.580 108. pelo saldo das contas Fecho do exercício.769 333. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício.333 34.

Fornecimentos e serviços externos Custos com o pessoal Amortizações do exercício Provisões do exercício Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Resultado Líquido do exercício Total Descrição Saldo devedor 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Saldo credor 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 139 .I. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Balancete após o fecho Conta 11 12 15 19 21 22 24 27 26 28 29 31 32 39 41 42 43 48 51 55 59 61 62 64 66 67 68 69 71 72 78 79 88 Caixa Depósitos à ordem Títulos negociáveis Provisões p/ aplicação tesouraria Clientes Fornecedores Estado e outros entes públicos Acréscimos e diferimentos Outros devedores e credores Provisão para cobrança duvidosa Provisão p/ riscos e encargos Compras Mercadorias Provisão p/ depreciação existências Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas imobilizações Incorpóreas Amortizações acumuladas Capital Reservas Resultados transitados Custo Mercadorias Vendidas Mat. Cons.

151 1.455 338.383.186.982 73.899.290. e de cons.574 64.283 87. Fornecimentos e serviços externos Impostos Custos com o pessoal Outros custos operacionais Amortizações do exercício Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Vendas Prestações de serviços Proveitos suplementares Nome da Conta Acumulados anuais Débito 4.316 58.959 10.171 1.677 1.247 14.206 88.859.452 0 409.059 -211 -156.329 597.063 803.227 28.242 -14.658 5.009 0 366.677 1.584 193.567 -10.804 579.162 1.306 0 4.655 Saldo 4.839 2.193 229.009 1.525 10.037.V.343 4.962 24. Investimentos financeiros Imobilizações corpóreas imobilizações Incorpóreas imobilizações em curso Amortizações acumuladas Capital Ajustamentos partes de capital Reservas de reavaliação Reservas Resultados transitados C.766.716.899.425 -433.716 53.231 18.279 3.226 1.173 1.892 39.489.173 1.944 -352.283 227.547 1.681 56.316 58.231 18.339 5.975 2.697 42.622.867 699.491 59.920 6.305 -550.349.343 4.655 Crédito 4.857 5.238 0 101.489.198 39.493 -314. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Exercício de Aplicação 2 Pretende-se que efectue o lançamento de encerramento de contas e apresente o balancete após o encerramento de contas da empresa Parafusos Unidos.799 543.206 88.566 0 140.331 49.057.270 596.M.565 420.603 124. subs.547 1.253 -144.766.700.756.380 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 I 140 Guia do Formando Contabilidade Geral II .696 -414.IEFP I.062.839.407 295.697.804 579.603 124.227 28.188.005 0 1. cujo balancete antes de encerramento é o seguinte: Conta 11 12 21 22 23 24 25 26 27 28 31 32 33 36 41 42 43 44 48 51 55 56 57 59 61 62 63 64 65 66 68 69 71 72 73 Caixa Depósitos à ordem Clientes Fornecedores Empréstimos obtidos Estado e outros entes públicos Sócios Outros devedores e credores Acréscimos e diferimentos Provisão para cobrança duvidosa Compras Mercadorias Produtos acabados e intermédios Matérias primas.954 53.662 1.345.392 593.839 2.491 55.955 -295.799 543.954 64.M.442 266.500 -20.151 1.

115 2.968 93.027 48.750 40.I.777.968 93.527 121.747 Crédito 36.845 21.845 21.027 48.533.405 37.751 53.115 2.777.751 53.527 121. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Conta 78 79 81 82 83 84 85 88 Nome da Conta Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Resultados Operacionais Resultados financeiros Resultados Operacionais Resultados extraordinários Resultados antes de impostos Resultado Liquido do exercício Total Acumulados anuais Débito 36.405 0 Contabilidade Geral II Guia do Formando I 141 .533.747 37.750 Saldo 0 0 0 0 0 0 0 40.

pelo saldo das contas I 142 Guia do Formando Contabilidade Geral II . pelo saldo das contas Fecho do exercício.696 366.487 1 Fecho do exercício. pelo saldo das contas 352.009 550.500 20. pelo saldo das contas Fecho do exercício.380 1.892 39.716 53.059 211 156. pelo saldo das contas Fecho do exercício.253 144.493 314.IEFP I. pelo saldo das contas Fecho do exercício.959 87. pelo saldo das contas Fecho do exercício.242 14. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício.500 352.405 2. pelo saldo das contas Fecho do exercício.696.681 56. pelo saldo das contas Fecho do exercício. Descrição Conta debitada Conta creditada 11 12 21 32 36 41 42 43 44 88 22 23 Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício. pelo saldo das contas Fecho do exercício.547 1. pelo saldo das contas 24 25 26 27 28 48 51 55 56 57 Valor 4.272.188. pelo saldo das contas Fecho do exercício.491 55. pelo saldo das contas Fecho do exercício.063 803.567 10. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO Resolução Diário : Operações diversas (fecho) Mês de Dezembro do ano N Lançamento de encerramento ou fecho de exercício Nr. pelo saldo das contas Fecho do exercício.755 Fecho do exercício.425 433.955 295. pelo saldo das contas Fecho do exercício.305 40. pelo saldo das contas Fecho do exercício.

Balancetes mensais em que os saldos evidenciados permitem efectuar conferência de contas e valores aferindo-se as correcções a elaborar.balancete que se obtém após o lançamento de apuramento de resultados. TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Resumo O trabalho contabilistico de fim de exercício engloba as seguintes fases: Balancetes de verificação .movimentos para apurar os resultados do exercício nos diferentes níveis: Resultados Operacionais Resultados Financeiros Resultados Correntes Resultados Extraordinários Resultados Antes de Impostos Resultado Líquido do Exercício ↓ Balancete de Apuramento de Resultados . ↓ Lançamentos de rectificação e regularização .lançamentos efectuados para adequar os movimentos contabilisticos à realidade verificada nos inventários e cumprimento dos Princípios de Contabilidade Geralmente Aceites ↓ Balancete rectificado .Documento de natureza Económica que nos permite demonstrar como foram obtidos os diversos níveis de resultados ↓ Lançamentos de Apuramento de Resultados . todas as contas de Custos e proveitos deverão surgir saldadas ↓ Contabilidade Geral II Guia do Formando I 143 .I.balancete resultante dos lançamentos de rectificação e regularização efectuados ↓ Demonstração de Resultados .

TRABALHO DE FIM DE EXERCÍCIO ↓ Balanço .IEFP I.mapa financeiro que nos informa sobre o natureza dos movimentos financeiros verificados entre dois períodos sucessivos No final destes procedimentos temos o exercício económico em estudo devidamente encerrado e foram elaborados os mapas obrigatórios. I 144 Guia do Formando Contabilidade Geral II .mapa financeiro que nos transmite a posição da empresa no dia em que é elaborado.conjunto de informações sobre as Demonstrações Financeiras que nos auxiliam na sua compreensão e justificação ↓ Demonstração de Origem e Aplicações de Fundos . evidenciando todos os direitos e obrigações de que a empresa é titular ↓ Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados .

II. TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO CONTABILIDADE GERAL II .

.

II. efectuar os movimentos de aplicação de resultados. TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Objectivos No final desta unidade temática o formando deverá estar apto a: • • efectuar os movimentos que permitem reabrir as contas da empresa. Aplicação de resultados • • • Resumo Questões e Exercícios Resoluções II 147 Contabilidade Geral II Guia do Formando . Reabertura das Contas 2. Temas: 1.

020 97.600 20.820 Fecho do exercício pelo saldo das contas Fecho do exercício pelo saldo das contas Fecho do exercício pelo saldo das contas Fecho do exercício pelo saldo das contas Fecho do exercício pelo saldo das contas Fecho do exercício pelo saldo das contas Fecho do exercício pelo saldo das contas Fecho do exercício pelo saldo das contas 22 24 28 39 48 51 57 88 10. Vamos efectuar o lançamento no Diário inverso ao que efectuámos para encerrar as contas no capítulo anterior.000 2. REABERTURA DAS CONTAS No início de cada exercício económico há que reabrir as contas para se começar a trabalhar de novo.IEFP II.000 6. foi efectuado o movimento seguinte: Mês de Dezembro do ano N Lançamento de encerramento ou fecho de exercício Nr.820 II 148 Guia do Formando Contabilidade Geral II .000 11.000 600 920 1. Descrição 1 Fecho do exercício. TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO 1.600 51. Assim.600 2.800 120 63. pelo saldo das contas Fecho do exercício pelo saldo das contas Fecho do exercício pelo saldo das contas Fecho do exercício pelo saldo das contas Fecho do exercício pelo saldo das contas Fecho do exercício pelo saldo das contas Fecho do exercício pelo saldo das contas Fecho do exercício pelo saldo das contas Conta debitada Conta creditada 11 12 13 21 26 32 41 42 Valor 280 4.000 8.100 97.000 13.

000 11.400 300 51.100 1.000 61.800 52.800 52.400 720 236.000 61.000 51.000 13.600 2.820 4.800 1.600 2.600 1.000 10.000 8.600 1.000 3.000 235.400 51. TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Balancete após o encerramento Acumulados anuais Débito 11 Caixa 12 Depósitos à ordem 13 Depósitos a prazo 21 Clientes 22 Fornecedores 24 Estado e outros entes públicos 26 Outros devedores e credores 28 Provisão para cobrança duvidosa 32 Mercadorias 39 Provisão p/ depreciação existências 41 Investimentos financeiros 42 Imobilizações corpóreas 48 Amortizações acumuladas 51 Capital 57 Reservas 61 Compras 62 Fornecimentos e serviços externos 63 Impostos 64 Custos com o pessoal 68 Custos e perdas financeiras 69 Custos e perdas extraordinárias 71 Vendas 78 Proveitos e ganhos financeiros 81 Resultados operacionais 82 Resultados financeiros 83 Resultados correntes 84 Resultados extraordinários 85 Resultados antes de impostos 88 Resultados líquido exercício 22.800 63.400 51.000 9.800 1.800 40.II.000 3.100 1.000 9.200 20.600 1.186.000 51.000 10.000 10.600 122.600 1.800 40.000 11.000 235.000 10.000 66.200 20.140 Crédito 22.200 2.820 4.186.400 720 236.000 32.000 8.600 122.400 300 51.200 2.140 Saldo 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Contabilidade Geral II Guia do Formando II 149 .000 66.000 13.800 63.000 32.

600 20.000 2.600 2. TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO Agora vamos efectuar o movimento seguinte de reabertura de contas: Diário: Operações diversas (Reabertura) Mês de Janeiro do ano N+1 Nº Descrição Conta debitada 11 12 13 21 26 32 41 42 Conta creditada Valor 280 4.000 11.000 13.800 120 63.820 II 150 Guia do Formando Contabilidade Geral II .000 6.820 1 Abertura do exercício Abertura do exercício Abertura do exercício Abertura do exercício Abertura do exercício Abertura do exercício Abertura do exercício Abertura do exercício Abertura do exercício Abertura do exercício Abertura do exercício Abertura do exercício Abertura do exercício Abertura do exercício Abertura do exercício Abertura do exercício 22 24 28 39 48 51 57 88 10.600 51.100 97.000 600 920 1.000 8.IEFP II.020 97.

todas as outras contas.000 6.000 2. começarão a ter movimento quando se iniciarem as operações do ano.000 8. contas de Balanço.600 20.000 11.000 -600 120 -920 63. 41 Investimentos financeiros 42 Imobilizações corpóreas 48 Amortizações acumuladas 51 Capital 57 Reservas 88 Resultados liquido exercício 97.000 600 Crédito Saldo 280 4.100 0 Como se pode verificar as contas da classe 6 e 7 ainda não apresentam quaisquer valores.600 -51.020 2.000 8.000 -11. TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Após este lançamento obtemos o balancete de abertura seguinte: Balancete de abertura Acumulados anuais Débito 11 Caixa 12 Depósitos à ordem 13 Depósitos a prazo 21 Clientes 22 Fornecedores 24 Estado e outros entes públicos 26 Outros devedores e credores 28 Provisão p/ cobrança duvidosa 32 Mercadorias 39 Provisão p/ depreciação Exist. apresentam os saldos constantes do Balanço de fecho do exercício.000 6. Contabilidade Geral II Guia do Formando II 151 .800 10.820 63.000 13.800 -10. agora aberto.II.000 120 920 280 4.100 97.020 -2.820 2.600 1.000 13.600 51.600 -20.600 -1.

Resultado Líquido do Exercício para uma conta 59 . sendo depois sancionada essa proposta pelo órgão de fiscalização competente. lucros ou prejuízos são apreciados pela Assembleia Geral de sócios ou accionistas.Resultado Líquido do Exercício Saldo devedor PREJUÍZO de X (Crédito X) 59 .Resultados Transitados (Crédito X) 88 . Em função do tipo de resultado apurado assim serão deliberadas diferentes formas de aplicação do resultado. Os resultados contabilísticos apurados no exercício económico. Os resultados apurados.IEFP II. resultados líquidos de IRC.Resultados Transitados.Resultado Líquido do Exercício Saldo credor LUCRO de X (Débito X ) 59 . TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO 2. ou Prejuízos. Independentemente da afectação de resultados que seja decidida é necessário transferir o saldo da conta 88 . estes deliberam sobre a sua aplicação. quando exista. 88 . só podem ser de dois tipos: • • Lucros. APLICAÇÃO DE RESULTADOS Só falta uma operação para termos o trabalho de fecho do exercício completamente realizado .a aplicação de resultados.Resultados Transitados (Débito X ) II 152 Guia do Formando Contabilidade Geral II .

5. c) Para incorporação no capital.m.6 €” e no seu artigo 295º estabelece o valor desta reserva: “Uma percentagem não inferior à vigésima parte dos lucros da sociedade é destinada à constituição da reserva legal e.Formas Obrigatórias de Afectação de Resultados Obrigações Legais .000 u..” no artigo 296º define as condições de utilização desta reserva: “A reserva legal só pode ser utilizada: a) Para cobrir a parte do prejuízo acusado no balanço do exercício que não possa ser coberto pela utilização de outras reservas. 54.000 u. 87.000 u. Vejamos o seguinte exemplo: Os resultados apurados pela empresa “Faz Sol” foram os seguintes nos últimos cinco anos: Ano 199X 199X+1 199X+2 199X+3 199X+4 Valor de resultados 1. até que aquela represente a quinta parte do capital social.000 unidades monetárias. à sua reintegração.m. b) Para cobrir a parte dos prejuízos transitados do exercício anterior que não possa ser coberto pelo lucro do exercício nem pela utilização de outras reservas. Contabilidade Geral II Guia do Formando II 153 .000 u. O capital social desta empresa é de 100..000 u. TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Lucros .” Ou seja do resultado líquido positivo (lucro) terão obrigatoriamente que ser afectos à Reserva Legal 5% (1/20) até se atingir o montante acumulado de 20% do capital social.m. sendo caso disso. 200.m..II.m.de limite mínimo de 997.Reserva Legal O Código das Sociedades Comerciais no seu artigo 218º dispõe que “É obrigatória a constituição de uma reserva legal.

54.IEFP II. TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO O movimento de constituição de reservas será o seguinte: Ano 199X 199X+1 199X+2 199X+3 199X+4 Resultado 1..000 u. 10.000 u.m. 2.000 u.000 u.000 u. Reserva Acumulada 200 u. 1. no entanto este valor será transposto para EURO em função do factor de conversão estipulado.m.700 u. sendo que por unidades monetárias estamos a considerar a centena de escudos.000 u.000 u. Reserva a constituir (1) 200 u.350 u.m.m.m.700 u. 13.m. 250 u. 10. logo no último ano a reserva a constituir não será de 4.850 u.500 u. 250 u.m.m.m.m.000 u.m.m.000 u.000 u. 87. 17.m. O valor limite da reserva legal desta empresa é de 20.000 u.m. 13. 10. pelo que o valor já constituído ainda é inferior ao limite.m.m. 4..150 u.250 u.000 u.m.m..000 u.m.m. 15.m. 200.m. Reserva Acumulada 200 u. 5. mas de 1. mas o valor mínimo é de 200 u.m.m.m.m. 54.m.m. Reserva a constituir (1) 200 u.m. 200.150 u. o valor da reserva legal terá por limite 15.000 u. (1) A reserva a ser constituída de 5% do resultado era 50 u.000 u. 5.350 u.m. 250 u. 2. 250 u.250 u.m.m. Suponhamos agora que o seu capital social são 75. 10.850 teríamos o seguinte quadro: Ano 199X 199X+1 199X+2 199X+3 199X+4 Resultado 1.m.m. 87. O movimento contabilístico a efectuar é o seguinte: 59 ..m.000 u.Resultados Transitados X 571 .Reserva Legal X II 154 Guia do Formando Contabilidade Geral II .m.

Reserva Estatutária Podem os estatutos de cada empresa definir regras para constituição de reservas ou afectação de resultados.Reserva Estatutária X Obrigações Contratuais .Reservas Contratuais Poderão ainda existir contratos entre a empresa e diferentes organismos que determinem a afectação de resultados a finalidades específicas no seguimento de acordos ou operações concretas. Contabilidade Geral II Guia do Formando II 155 . outras reservas.Resultados Transitados X 572 .Resultados Transitados X 573 .Formas Livres Ao remanescente dos lucros da empresa podem colocar-se diversas alternativas de aplicação: • • • • gratificações de lucros. TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Obrigações Estatutárias . accionistas / sócios. resultados transitados.II.Reserva Contratual X Lucros . O movimento contabilístico a efectuar é o seguinte: 59 . O movimento contabilístico a efectuar é o seguinte: 59 .

constituem um custo fiscalmente aceite aquando da entrega da declaração fiscal respectiva. embora decididas após o encerramento do exercício. da existência de lucros que não se podem distribuir para salvaguardar a continuidade da empresa. O movimento contabilístico é o seguinte: Pela deliberação da atribuição da gratificação: 59 .Dividendos Dividendo é a forma de repartir os lucros proporcionalmente à quota parte do capital social de cada sócio ou accionista.Resultados Transitados Montante atribuído 262 . TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO Gratificações de Lucros Forma de distribuir resultados aos órgãos sociais e ao pessoal que.IEFP II. no sentido de serem defendidos os direitos de todos os sócios / accionistas ao dividendo. II 156 Guia do Formando Contabilidade Geral II .Outros credores Montante atribuído Pelo pagamento: 262 .Retenção imposto Imposto retido Accionistas / Sócios . Sobre este assunto existem diversos artigos do Código das Sociedades Comerciais.Outros credores Montante pago 12 .Depósitos à ordem Valor líquido a entregar 242 .

TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Por outro lado é ainda importante referir que para se distribuir dinheiro. Esta conta apresenta um saldo relativo à atribuição efectuada mas ainda não disponibilizada. ou não.Retenção imposto Imposto retido Contabilidade Geral II Guia do Formando II 157 . daí ser utilizado 25X3. pelo que a tesouraria de empresa deve ser devidamente preparada para que a distribuição de resultados não limite o normal desenvolvimento financeiro da organização. O pagamento pode ocorrer num momento temporal próximo. Sabemos que lucro não é sinónimo de “dinheiro em caixa”.Resultados atribuídos Dividendo atribuído 25X4 .Accionistas ou sócios cada uma das categorias de sócios ou accionistas está desdobrada num conjunto de contas iguais sendo sempre a 2513.II. No momento em que se disponibiliza o montante atribuído teremos o seguinte lançamento: 25X3 . O movimento contabilístico desta forma de aplicação de resultados envolve três fases: A atribuição do dividendo 59-Resultados Transitados Montante atribuído 25 X 3 . ou seja a intenção está reconhecida mas ainda não se procedeu à disponibilização destes fundos.Resultados atribuídos Montante atribuído Na classe 25 .Lucros disponíveis Valor liquido do dividendo 242 .as contas de resultados atribuídos. 2533. 2523. 2543 ou 2553 . é necessário que se encontrem disponíveis meios monetários.

Reservas Montante do prejuízo 59.IEFP II.Resultados transitados Montante do prejuízo II 158 Guia do Formando Contabilidade Geral II .Lucros disponíveis Dividendo líquido 12 . proceder à sua cobertura através de Reservas ou ainda fazer entrada de dinheiro dos sócios. Prejuízos Quando se verifiquem prejuízos a Assembleia Geral pode deliberar a sua transferência para Resultados Transitados.Resultados transitados Montante do prejuízo Movimento contabilístico para a cobertura através de entregas de fundos pelos sócios: 25 . TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO Quando se fizer o pagamento: 25X4 .Accionistas / Sócios Montante do prejuízo 59 .Depósitos à ordem Valor líquido a pagar Outras Reservas A Assembleia Geral pode decidir efectuar outro tipo de aplicação constituindo as chamadas reservas livres. sociais ou outros. para fins produtivos. Movimento contabilistico para a cobertura através de reservas: 56/57 . Resultados Transitados A parcela de resultados que fica na empresa é aplicada em resultados transitados permanecendo nessa mesma conta.

. determine o valor que permanecerá na empresa em Resultados Transitados e efectue os lançamentos de aplicação de resultados no Diário e no Razão.000 u.m.II.000 2. TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Exemplo 1.000 .1.450 X = 550 O valor que permanecerá em Resultados Transitados será de 500 u.m. Sabendo que o saldo da conta 88 era credor em 2. A empresa Alfabeta procedeu à seguinte deliberação de aplicação de resultados na Assembleia Geral realizada em 31/03/N para apreciação do resultado do ano N-1: • • • • para reserva legal . para reservas livres . Contabilidade Geral II Guia do Formando II 159 .m. Resultado a aplicar Aplicação de resultados Reserva legal Cobertura do prejuízo do ano N-2 Distribuição de dividendos Reservas livres Resultados Transitados 300 450 500 200 X 2..000 300 + 450 + 500 + 200 + X = 2.300 u.450 u.m.000 X = 2.m.500 u.200 u. para cobertura do prejuízo do ano N-2 .m. para distribuição de dividendos .

Resultados Transitados ano N 571 .Resultados atribuídos Aplicação de resultado ano N ----------------------//-----------------------500 200 450 300 2.Resultados Transitados ano N 594 . TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO Lançamentos no diário: 1 a 88 .Reserva livre Aplicação de resultado ano N ----------------------//-----------------------5 a 595 .Resultados Transitados ano N Transferências de saldo ----------------------//-----------------------2 a 595 .Resultados Transitados ano N-1 Aplicação de resultado ano N ----------------------//-----------------------4 a 595 .000 II 160 Guia do Formando Contabilidade Geral II .Resultado Líquido do exercício 595 .restantes accionistas / sócios 2553 .Resultados Transitados ano N 574 .IEFP II.Resultados Transitados ano N 255 .Reserva legal Aplicação de resultado ano N ----------------------//-----------------------3 a 595 .

571 .Resultados Transitados ano N-1 (3) 450 574 .Resultado Liquido do Exercício (1) 2.II.000 2.Resultados Transitados ano N (2) (3) (4) (5) 300 (1) 450 200 500 Saldo Credor de 550 u.Reserva Legal (2) 300 2.000 594 .000 Saldo = 0 595 .Reserva livre (4) 200 255 . TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Lançamentos no razão: 88 .Resultados atribuídos (5) 500 Contabilidade Geral II Guia do Formando II 161 .m.

Deliberar a permanência em Resultados Transitados 2. Por razões de natureza legal é normal que só durante o primeiro trimestre de cada ano sejam deliberados pelos órgãos das sociedades comerciais os destinos a dar aos resultados obtidos no exercício económico anterior. TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO Resumo Os exercícios económicos sucedem-se no tempo pelo que após um encerramento de contas de um determinado ano é necessário efectuar a reabertura dessas mesmas contas para se começarem a efectuar os lançamentos do novo ano. Obrigações contratuais Constituição de reserva contratual 4. Formas livres Atribuição de gratificações de lucros Atribuição de resultados aos sócios Outras reservas Manter em resultados transitados Quando o resultado foi de PREJUÍZO: 1. esta afectação pode revestir diversas formas. Proceder à sua Cobertura por transferência de Reservas 3. Obrigações estatutárias Constituição de reserva estatutária 3.IEFP II. que apresentamos esquematicamente: Quanto o resultado foi de LUCRO: 1. II 162 Guia do Formando Contabilidade Geral II . Formas obrigatórias Constituição de reserva legal 2. Promover a entrada de “dinheiro dos sócios”.

m.m.. Procedeu à seguinte deliberação de aplicação de resultados do ano N (lucro de 123. O restante permanecerá na conta de Resultados Transitados.. Contabilidade Geral II Guia do Formando II 163 .. Constituição de Reserva livre de 15. Cobertura de Prejuízo do ano anterior de 26.II. Distribuição de Dividendos de 10. Efectue os lançamentos de aplicação de resultados no Diário e no Razão.000 u.m.000 u.100 u.m.m.) na Assembleia Geral realizada em 25 de Março do ano N+1: • • • • • Constituição de reserva legal no montante estipulado no Código das Sociedades Comerciais. e a reserva actual ascende a 4.412 u. o capital social da empresa é de 25.m.587 u. TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Questões e Exercícios A empresa Tudo em Cima AS.000 u.

412 + 10.587 123.100 26.587 X = 123.000 +15.55.512 X = 68.000 15.IEFP II. TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO Resoluções Resultado a aplicar Aplicação de resultados Reserva legal Cobertura do prejuízo do ano N-2 Distribuição de dividendos Reservas livres Resultados Transitados 4.m.000 + X = 123.587 4.075 u.075 O valor que permanecerá em Resultados Transitados será de 68.100 + 26.000 123.412 10. II 164 Guia do Formando Contabilidade Geral II .587 .

Resultados Transitados ano N-1 Aplicação de resultado ano N ----------------------//--------------------26.Resultados Transitados ano N 594 .587 2 595 .Resultado Líquido do exercício 595 .000 Contabilidade Geral II Guia do Formando II 165 .Resultados atribuídos Aplicação de resultado ano N 10.412 4 595 .II.Reserva livre Aplicação de resultado ano N ----------------------//--------------------15.Resultados Transitados ano N Transferências de saldo ----------------------//--------------------123.restantes accionistas / sócios 2553 .000 5 595 .Resultados Transitados ano N 574 .Resultados Transitados ano N 255 .Reserva legal Aplicação de resultado ano N ----------------------//--------------------4.100 3 595 .Resultados Transitados ano N 571 . TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO IEFP Lançamentos no Diário 1 88 .

Resultados Transitados ano N-1 (3) 574 .Resultados Transitados ano N (2) (3) (4) (5) 4.000 15.100 26.IEFP II.587 Saldo = 0 595 .Reserva livre (4) 255 .Reserva Legal (2) 594 .587 II 166 Guia do Formando Contabilidade Geral II .587 123.100 (1) 123.Resultados atribuídos (5) 10. 571 .Resultado Líquido do Exercício (1) 123.075 u.000 26.412 4.412 15.000 Saldo Credor de 68. TRABALHO COMPLEMENTAR DE FIM DE EXERCÍCIO Lançamentos no Razão 88 .m.000 10.

António e Ferrão. VIEIRA DA SILVA. V. Contabilidade das Sociedades. 9ª Edição. Carlos Alberto da. Elemento de Contabilidade Geral . Azevedo e Rodrigues. Rogério. Luís. Editora Rei dos Livros. GONÇALVES DA SILVA. O Encerramento Anual das Contas. Martins. Editora Rei dos Livros 6ª edição.. SILVA CUNHA. Editora Rei dos Livros 3ª Edição. Plátano Editora. Manual de casos práticos. J. 1998. Editora Rei dos Livros. BORGES. 15ª Edição.M. Gabriel.1996. BORGES. 1997. Martins. Editora Rei dos Livros. OLIVEIRA. Carlos e Correia Alves. António. António e Ferrão. e Esteves Pereira. 1997. F. BORGES. Apontamentos de Contabilidade Geral. A Contabilidade e a Prestação de Contas. António e Rodrigues. Editora Rei dos Livros 7ª edição 1995. Contabilidade Geral e Financeira. Editora Rei dos Livros 1997 Contabilidade Geral II Guia do Formando 167 .BIBLIOGRAFIA IEFP Bibliografia BAPTISTA DA COSTA. Contabilidade Financeira.

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M Mão de obra directa é constituída pelas remunerações e encargos do pessoal que trabalha directamente na produção. se não de produzir esses custos não existem. Custos dos períodos custos que existem independentemente dos produtos serem ou não produzidos. Custo complexivo custo formado pelos custos industriais e não industriais excluindo qualquer componente de recuperação de capitais investidos. Custo de transformação representa a incorporação efectuada no produto de mão de obra directa e de gastos gerais de fabrico. no pressuposto de que os preços se mantêm constantes. no pressuposto de que as quantidades se mantêm constantes. D Desvio de preços desvio verificado pela variação dos preços praticados. Contabilidade Geral II Guia do Formando 169 . Desvio de quantidades desvio verificado pela variação das quantidades consumidas ou produzidas. corresponde ao lucro nulo. limiar mínimo do preço de venda. Lucro liquido é o lucro verificado entre o preço de venda e o custo complexivo. Custo económico técnico representa o preço de venda normal que deve ser praticado. de mão de obra directa e de gastos gerais de fabrico. L Lucro bruto representa o lucro se apenas for considerado como custo o custo industrial dos produtos vendidos.GLOSSÁRIO IEFP Glossário C Contabilidade analítica contabilidade que permite a análise de custos e proveitos e consequentemente do resultado gerado explicando os seus valores de uma forma individual e desagregada. Custos dos produtos são os custos relacionados com os produtos. Custo primo ou directo é definido pela parcela das matérias primas e da mão de obra directa. Contabilidade geral contabilidade global da empresa.técnico. Matérias primas engloba todos os custos suportados com as matérias primas e materiais utilizados na produção. visa obter o seu resultado global comparando o total de proveitos com o total de custos registados num determinado período económico. Custo industrial corresponde ao custo de produção dos produtos e engloba o custo da mão de obra directa dos gastos gerais de fabrico e das matérias primas consumidas. Lucro puro é o lucro total verificado entre o preço de venda e o custo económico . G Gastos gerais de fabrico são todas as matérias subsidiárias e custos indirectos de produção que não possam ser classificados como mão de obra directa ou como matérias primas. Desvio de produção desvio formado pelos desvios de matérias primas. engloba o custo complexivo e os custos figurativos.

num determinado centro de custo. Sistema de custeio total real consideram-se todo o tipo de custos. Sistema de custeio com imputação racional de custos fixos reais na determinação do custo industrial dos produtos apenas se consideram os custos variáveis e os custos fixos. Sistema dualista sistema de registo de movimentos contabilistico em que não se verifica contrapartidas entre as contas da contabilidade Geral e da Contabilidade Analítica. Sistema de custeio com imputação racional de custos fixos básicos na determinação do custo industrial dos produtos apenas se consideram os custos variáveis e os custos fixos. no apuramento do custo industrial dos produtos. a preços básicos. a preços reais. P Produção conjunta são obtidos vários produtos de um mesmo ciclo produtivo. as funções desempenhadas são semelhantes e é passível de ser medida a sua actividade. Sistema de custeio total básico consideram-se todo o tipo de custos. na proporção da produção esperada para o período em análise. a preços básicos. fixos ou variáveis. no apuramento do custo industrial dos produtos. Sistema monista sistema de registo de movimentos contabilistico em que se verifica contrapartidas entre as contas da contabilidade Geral e da Contabilidade Analítica.IEFP GLOSSÁRIO Método das secções homogéneas baseia-se em efectuar o cálculo do custo industrial e dos custos não industriais através da determinação do custo das secções homogéneas. Método Directo método de determinação dos custos de produção utilizado na fabricação por ordens de produção ou de encomenda. Método Indirecto método de determinação dos custos de produção utilizado na fabricação contínua de único produto. Sistema de custeio variável real consideram-se apenas os custos variáveis no apuramento do custo industrial dos produtos. a preços reais. U Unidade de custeio unidade de medida de cada centro de custo. fixos ou variáveis. S Secção Homogénea unidade organizacional que tem um só responsável. Unidade de obra quando. 170 Guia do Formando Contabilidade Geral II . básicos. a unidade de custeio corresponde à unidade de imputação. Sistema de custeio variável básico consideram-se apenas os custos variáveis no apuramento do custo industrial dos produtos. Unidade de imputação unidade de medida do centro de custo a incorporar nos produtos finais ou noutros centros de custos. na proporção da produção esperada para o período em análise. reais.

... 98.............. 141....... 92..... 115.... 88... 117. 46.. 186... 147 Prejuízos........ 7 Principio do custo histórico. 57 B Balancete de fecho........................ 81... 51....... 144..... 116.58. 79... 56.. 42. 3....... 147 Custos e perdas .. 75. 51..... 91... 80.. 25.. 56.... 120. 22 Principio da substância sobre a forma ...... 79.... 120... 179 Provisões....... 129.......... 112..... 140........ 109. 77..10 Anexo ....... 56.....4 Demonstração de resultados ............... 41. 71. 98...... 67..... 113 G Gratificações de lucros. 113.. 183. 113. 46.................. 124.. 81. 113............ 160. 7 Principio da prudência . 91.. 145....... 138..... 6. 156... 173.... 56...... 54..... 170..............109... 127.. 42.. 91...... 165.... 115.... 90...... 112.... 189 Principio da consistência ... 31. 41.......... 143 Demonstração de resultados por funções....... 184......... 97. 113....... 183... 179 Contabilidade Geral II Guia do Formando 171 .... 69. 191 Apuramento de resultados .... 99. 165........ 38.... 118.................... 98.. 90. 52.... 138....4 Balancete de verificação ................. 133... 84.. 67... 136.. 84.......... 186 Reserva legal. 103.... 93.. 4....... 168 Activo.. 160.... 132.... 22 Principio da materialidade . 65. 134..... 57. 134.. 168.... 128.. 88. 38. 46........132 Dividendos...... 142. 92....122.. 104...... 172 Balanço . 7 Proveitos e ganhos.... 88.... 24.......... 6.. 62.......... 75. 114.... 29... 7 Principio da especialização ou do acréscimo7.. 6... 165. 151.. 136.... 60... 57...... 189 P Passivo ........ 163... 111...... 170.... 121.. 124.... 124.... 173 Aplicação de fundos .....3.... 130... 120.......... 68... 121.. 160...... 28......... 38.... 114.. 63.. 118. 79.... 3.. 42...... 52.... 102.... 191...3. 58.. 115........... 60.. 129. 54...... 124. 99........ 165................. 109....... 127... 52........ 26. 179 D Demonstração das Origens e da Aplicação de Fundos . 59... 23.. 59. 115.... 81....... 4........ 155 Resultados antes de impostos ....... 102... 67.. 118...... 57..... 128... 118.... 130.... 113.... 7.... 110.111.... 80.ÍNDICE REMISSIVO IEFP Índice Remissivo A Acréscimos e diferimentos ...... 30...... 142... 87.. 110...... 45. 88...... 102. 140. 116. 23.. 112. 78.... 126.........144 Aplicação de resultados . 148. 104. 78....... 25......... 90.......... 58.. 188..... 36. 146.....58. 62...... 27........ 163.. 132... 183.. 16 Lançamentos de encerramento ou de fecho .............. 118. 26............... 126........ 116. 41....... 54. 77..... 136. 45 Balancete rectificado .. 54...... 192 Resultado liquido do exercício. 132 L Lançamento de rectificação e regularização 3............. 149....... 45.. 133. 95.... 130. 93...... 165 R Reserva estatutária . 58. 120.. 163......... 128. 144. 182 C Capital próprio ...177...................... 65....... 73..187 I Imposto sobre o rendimento do exercício ..... 7.... 99................... 4 Lucros... 20.. 116. 195 Dividendos antecipados ...........3... 44. 147 Amostragem ...... 91..... 63.... 121. 70... 99.. 102.

69..... 81. 160... 91.. 60.. 129.. 71. 115.. 126. 86... 118. 163...... 133.. 160. 133. 163..... 189 172 Guia do Formando Contabilidade Geral II .... 163. 116. 90.... 71.. 86.. 65. 170. 77. 165. 90.58... 86.. 56. 99.. 86... 163... 71. 114...58. 126.. 126. 102. 102... 113. 98.... 73. 151. 179 Resultados transitados ...... 54. 88. 98. 129... 77..... 71.... 95. 95.... 120..58. 91...... 80.. 160..... 160. 73... 179 Resultados operacionais........ 129. 46.. 52.... 102. 62. 77. 95...... 115. 102... 63. 93.... 179 Resultados extraordinários . 170... 69... 179 Resultados financeiros..38.58.... 98. 64....IEFP ÍNDICE REMISSIVO Resultados correntes ... 156. 80.. 168.

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