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SINOPSE - DIREITO PROCESSUAL CIVIL - DA EXECUÇÃO

SINOPSE - DIREITO PROCESSUAL CIVIL - DA EXECUÇÃO

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Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr.

 Duraid Bazzi
DA EXECUÇÃO 1. Duas técnicas de execução: Antigamente, o processo civil era separado em processos estanques, onde os atos  de cognição se prestavam a formar a convicção do juiz e os atos de execução se  destinavam a tornar material o direito que se gozava com certo grau de certeza.  Ainda   que   transitada   em   julgado   a   sentença   condenatória   não   se   cumpria  automaticamente,   caso   o   devedor   não   cumprisse   a   obrigação,   era   necessário  ajuizar   outra   ação   para   os   atos   satisfativos   do   credor.   Também   não   havia  distinções significativas entre a execução por título judicial e extrajudicial. O Código Civil passou por sucessivas transformações que alteraram por completo o  sistema inicialmente adotado.  As sentenças condenatórias de obrigação de fazer ou não fazer receberam cunho  mandamental, sendo expedido uma ordem ao devedor para que a cumpra e caso isto  não ocorra,  desnecessário processo autônomo  de execução. Basta que se postulem  as   providências   previstas   nos   parágrafos   4º,   5º   e   6º   do   artigo   461   para  efetivação da determinação judicial. “Art. 461. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou   não fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação, ou, se procedente   o   pedido,   determinará   providências   que   assegurem   o   resultado   prático   equivalente ao do adimplemento. … § 4º O juiz poderá, na hipótese do parágrafo anterior ou na sentença, impor   multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor, se for suficiente ou   compatível com a obrigação, fixando­lhe prazo razoável para o cumprimento do   preceito. § 5º Para a efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático   equivalente, poderá o juiz, de ofício ou a requerimento, determinar as medidas   necessárias,   tais   como   a   imposição   de   multa   por   tempo   de   atraso,   busca   e   apreensão, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de obras e impedimento de   atividade nociva, se necessário com requisição de força policial. § 6º O juiz poderá, de ofício, modificar o valor ou a periodicidade da multa,   caso verifique que se tornou insuficiente ou excessiva.” Continua existindo o processo de execução autônomo de obrigação de fazer e não  fazer   (artigos   632   e   seguintes   do   CPP),   mas   este   ficou   reservado   àquelas  obrigações que figurem título executivo extrajudicial. Antes, num processo de cobrança, por exemplo, poderíamos identificar até três  processos distintos: o de conhecimento, o de liquidação e o de execução. Após a  introdução   da   Lei   11.232/05,   essa   sistemática   foi   modificada   e   passou   a  considerar todo o procedimento, desde o aforamento da demanda até a satisfação  da   execução   como   um   processo   único,   onde   os   processos   antigos   passaram   a  configurar  fases  deste.   A   doutrina   denomina   esta   sistemática   como  processo  sincrético que contém fases cognitivas e executivas. Desta forma, a nomenclatura  correta para esta fase é cumprimento de sentença e não processo de execução. O conceito de sentença no processo de conhecimento que era o fim do processo  naquele   determinado   grau   de   jurisdição   foi   reformulado.   A   sentença   somente  findará o processo se extinguir o mesmo sem resolução de mérito. A sentença que 

Aluna: Paula Cristina Carvalho 

 a reparar os danos que o executado haja sofrido.   nos   termos dos demais artigos deste Capítulo.   a   liquidação desta. conta e responsabilidade do exequente.   275. 475­I e 475­O). procede­se à sua   liquidação. 461 e 461­A   desta   Lei   ou. Duraid Bazzi resolve o mérito põe fim apenas a fase cognitiva em primeiro grau e não mais ao  processo.   referidos   no   art. Da decisão de liquidação caberá agravo de instrumento. “Art.   se a sentença for reformada. III – o levantamento de depósito em dinheiro e a prática de atos que importem   Aluna: Paula Cristina Carvalho  . 475­I. 475­H. processando­se   em   autos   apartados.   por   execução.  exceto   aqueles   originados   de   sentença   arbitral.  bastando a intimação do advogado. O tema passou a ser tratado nos artigos 475­A a 475­H. II – fica sem efeito.   penal   condenatória   e  estrangeira. O processo deverá prosseguir com a fase de liquidação (se o valor da  condenação não for líquido) e a fase de execução.   do   mesmo modo que a definitiva. § 2º Quando na sentença houver uma parte líquida e outra ilíquida.   em   autos   apartados. para só então encerrar­se.” “Art. restituindo­se as partes ao estado anterior e liquidados eventuais   prejuízos nos mesmos autos. ao credor é   lícito   promover   simultaneamente   a   execução   daquela   e.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr. se for o caso.   cumprindo   ao   liquidante   instruir   o   pedido com cópias das peças processuais pertinentes.   tratando­se   de   obrigação   por   quantia   certa. §   3º   Nos   processos   sob   procedimento   comum   sumário. e não mais no  livro II – Do processo de execução. Quando a sentença não determinar o valor devido.   A   execução   provisória   da   sentença   far­se­á.   475­O. é defesa a sentença ilíquida. a seu prudente critério. 475­A. cujos processos não tramitaram na esfera civil.   no   que   couber. § 1º Do requerimento de liquidação de sentença será a parte intimada. na pessoa   de seu advogado. O cumprimento da sentença far­se­á conforme os arts. § 2º A liquidação poderá ser requerida na pendência de recurso.  A   fase   de   execução   no   processo   sincrético   pode   ser   definitiva   ou   provisória  (art. Por integrar o processo sincrético. “Art. haja vista que esta ocorrera na fase do processo de conhecimento. §  1º  É  definitiva  a  execução  da  sentença  transitada  em  julgado  e  provisória   quanto   se   tratar   de   sentença   impugnada   mediante   recurso   ao   qual   não   foi  atribuído efeito suspensivo. alíneas d e e desta Lei.   inciso II. observadas as seguintes normas: I – corre por iniciativa. sobrevindo acórdão que modifique ou anule sentença objeto   da execução. fixar de plano. desnecessário nova citação  do devedor. cumprindo ao   juiz. a liquidação deixou de existir como processo  autônomo.” “Art.” Considerando esta sistemática (processo sincrético).   no   juízo   de   origem. Ressalte­se   que   o  processo   sincrético   caberá   apenas   aos   títulos   judiciais. por arbitramento. que se obriga.

 homologado judicialmente. de qualquer natureza. aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal. mas de  mero   incidente   processual.   de   seu   representante   legal. até o limite de sessenta vezes o valor do salário­mínimo.   somente   nesta   ficará   sem   efeito   a  execução.   o   exequente   instruirá   a   petição   com   cópias autenticadas das seguintes peças do processo.   475­J) incluirá a ordem de citação do devedor.   outras   peças   processuais   que   o   exequente   considere   necessárias. ainda que inclua   matéria não posta em juízo. entregar coisa ou pagar quantia. para liquidação   ou execução. VII   –   o   formal   e   a   certidão   de   partilha. V – o acordo extrajudicial. conforme o caso.   544). 475­N.” Na execução por título judicial.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr.   Por   isso. podendo o advogado valer­ se do disposto na parte final do art. IV – a sentença arbitral. arbitrada de plano pelo juiz e prestada   nos próprios autos. São títulos executivos judiciais: I   –   a   sentença   proferida   no   processo   civil   que   reconheça   a   existência   de   obrigação de fazer. IV  e VI.   salvo quando da dispensa possa manifestamente resultar risco de grave dano.” Os títulos executivos judiciais deixaram de ser tratados no Livro do Processo de  Execução   e   agora. o mandado inicial (art. § 1º: I – sentença ou acórdão exequendo. II – nos casos de execução provisória em que penda agravo de instrumento junto   ao   Supremo   Tribunal   Federal   ou   ao   Superior   Tribunal   de   Justiça   (art. §3º   Ao   requerer   a   execução   provisória. II – certidão de interposição do recurso não dotado de efeito suspensivo. Esta impugnação não tem natureza jurídica de nova ação. Parágrafo único. o devedor terá a oportunidade de oferecer uma  impugnação  em   15   dias   a   contar   da   data   que   é   intimado. Nos casos dos incisos II. V   –   facultativamente. de   difícil ou incerta reparação. 544.   e   são   aptos   a  desencadear a fase executiva.   na   pessoa   de   seu  advogado. § 2º A caução a que se refere o inciso III do caput deste artigo poderá ser   dispensada: I – quando.   se   o   credor   não  preferir que ela seja pessoal.   exclusivamente   em   relação   ao   inventariante. “Art. como os embargos. não fazer. nos casos de crédito de natureza alimentar ou decorrente de ato   lícito. se a sentença provisória for   modificada   ou   anulada   apenas   em   parte.   eles   estão   enumerados   no   artigo   475­N. no juízo civil. III – procurações outorgadas pelas partes. IV – decisão de habilitação.   salvo   se   for   acolhida.   resultando   na  Aluna: Paula Cristina Carvalho  . § 1º No caso do inciso II do caput deste artigo. III – a sentença homologatória de conciliação ou de transação.   ou   na   falta   deste. Duraid Bazzi alienação de propriedade ou dos quais possa resultar grave dano ao executado   dependem de caução suficiente e idônea. VI – a sentença estrangeira. II – a sentença penal condenatória transitada em julgado. o exequente   demonstrar situação de necessidade. homologada pelo Superior Tribunal de Justiça. se for o caso.

§1º Para efeito do disposto no inciso II do caput deste artigo. V – o crédito. II – inexigibilidade do título. sob pena de rejeição liminar dessa impugnação. “Art. II – a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor.   bem   como os de seguro de vida. bem   como de encargos acessórios.   quando   as   custas.   cabe   relembrar   que  serão   processados   perante   o   juízo   competente. a debênture e o cheque.   anticrese   e   caução. “Art. modificativa ou extintiva da obrigação. IV – ilegitimidade das partes. considera­se   também inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados   inconstitucionais   pelo   Supremo   Tribunal   Federal.   Estes  títulos são aqueles descritas no artigo 585 CPC.   para   serem   executados. pleiteia   quantia superior à resultante da sentença.   ou   fundado   em   aplicação   ou   interpretação da lei ou ato normativo tidas pelo Supremo Tribunal Federal como   incompatíveis com a Constituição Federal.  A   amplitude  cognitiva dessa impugnação também é limitada. dos Estados.   o   instrumento de transação referendado pelo Ministério Público. VII – a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União.   Capítulos   II   e   III.   desde   que   superveniente à sentença.   emolumentos   ou   honorários   forem   aprovados   por  decisão judicial. tais como taxas e despesas de condomínio.   em  processo   autônomo   na  conformidade   do   disposto   no   Livro   I. a lei atribuir  força executiva. pela Defensoria  Pública ou pelos advogados dos transatores. III   –   os   contratos   garantidos   por   hipoteca.   ou   de   tradutor. 585. Somente as matérias indicadas no  artigo 475­L. a nota promissória. em caráter taxativo. dos Territórios e dos Municípios. serão examinadas.   penhor. do   Distrito Federal.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr.   de   intérprete. III – penhora incorreta ou avaliação errônea. a duplicada. VI   –   o   crédito   de   serventuário   de   justiça. VI – qualquer causa impeditiva. o   documento   particular   assinado   pelo   devedor   e   por   duas   testemunhas. oriundos de país estrangeiro. documentalmente comprovado. A impugnação somente poderá versar sobre: I – falta ou nulidade da citação se o processo correu à revelia.  Aluna: Paula Cristina Carvalho  . decorrente de aluguel de imóvel.   contra   a   qual   caberá   agravo   de   instrumento. em excesso de execução.   será   julgada   por   decisão  interlocutória. correspondente aos créditos   inscritos na forma da lei. cumprir­lhe­á declarar de imediato o   valor que entende correto.   novação. Duraid Bazzi extinção   do   processo   (caso   em   que   caberá   apelação). §2º   Não   dependem   de   homologação   pelo   Supremo   Tribunal   Federal.   compensação. os títulos executivos extrajudiciais. São títulos executivos extrajudiciais: I – a letra de câmbio.   perito. §2º Quando o executado alegar que o exequente. V – excesso de execução.   transação   ou   prescrição. IV – o crédito decorrente de foro e laudêmio. como   pagamento.475­L. §1º   A   propositura   de   qualquer   ação   relativa   ao   débito   constante   do   título   executivo não inibe o credor de promover­lhe a execução. VIII – todos os demais títulos a que por disposição expressa.   Título   IV.” Quanto   a  execução   dos   títulos   executivos   extrajudiciais.

Execução   de   título   extrajudicial: Execução   por   título   judicial   –  sempre definitiva.   Após   penhora   e   intimação.   Há  Sentença   ilíquida:   processo   de citação. grau.   461  (quando   tiver   por   objeto   obrigação   de  Sentença   condenatória:   punha   fim   ao fazer   ou   não   fazer).  provisória.   se   a   condenação   ainda   não Exceções:   execução   de   sentença   penal  tivesse   transitado   em   julgado.   Será   provisória   quando  houver embargos com efeito suspensivo e  apelação   pendente   contra   sentença   que  os julgou improcedentes. Duraid Bazzi O   título.   para   ter   eficácia   executiva.   dando   início   a   processo  Não cumprimento espontâneo de sentença autônomo.   sujeita   a   agravo   de  instrumento. prévia   penhora. a de  Execução   fundada   em   título   judicial   e liquidação e a de execução. regulada   no   Livro   I. Sentença Ilíquida: fase de liquidação. mas sim. uma outra fase (não  Execução   de   sentença:   podia   ser há necessidade de citação do devedor).   sem  liquidação.   É   quase   sempre  definitiva. Execução   da   sentença:   a   defesa   se   dá  por impugnação – não se dispensa prévia  penhora.   há   de   satisfazer   aos   requisitos   de  formação exigidos pela lei do lugar de sua celebração e indicar o Brasil como o   lugar de cumprimento da obrigação. de sentença arbitral e de  pendesse   de   recurso   dotado   de   efeito sentença   estrangeira.   10.   Passou   a   ser  suspensivo.232/05   e  11.  A   liquidação   é   declarada   por   decisão  interlocutória.144/02.   após  1973 alterações   decorrentes   das   Leis  8.   mas   só  penhora.   nos   arts. a satisfação final do julgado.952/94. Pode ter  até três fases: a de conhecimento. extrajudicial   (procedimento  semelhante):   citação   para   o   devedor Sentença:   deixa   de   ser   definida   como  pagar   em   24   horas   ou   nomear   bens   à ato   que   põe   fim   ao   processo.   Defesa   por   embargos. Aluna: Paula Cristina Carvalho  .Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr.   11.   mas condenatória. de   entrega   de  coisa)   e   475   (obrigação  por   quantia).   461­A   (obrigação  processo em primeiro grau. condenatória: necessário dar início ao  processo de execução. cumprimento de sentença: não cria novo  processo. será   sentença   se   encerrá­lo   ou   puser  prazo   de   10   dias   para   oposição   de fim   à   fase   condenatória   em   primeiro  embargos (suspendiam a execução). Execução   por   título   extrajudicial:  continua   regulada   no   Livro   II.382/06 Separação   do   processo   de   conhecimento Processo   sincrético:   desde   a  do   processo   de   execução   (processos propositura da ação de conhecimento até  estanques).” Quadro Sinótico:  Panorama das principais inovações recentes da execução civil Sistema do Código de Processo Civil de Sistema   atual   de   execução   civil.

Processo   de   execução:   formação   de   um   processo   autônomo   e   pressupõe   um  documento   a   que   a   lei   tenha   atribuído   eficácia   executiva. processo autônomo.   273.   os   efeitos   da   tutela   pretendida   no   pedido   inicial.  Aluna: Paula Cristina Carvalho  .12 / Marcus Vinicius Rios Gonçalves.   a   requerimento   da   parte. se convença da verossimilhança da alegação e: … § 3º A efetivação da tutela antecipada observará. Daí a  importância da execução.  poderá   ser   provisória   se   houver   oposição   de   embargos   recebidos   com   efeito  suspensivo   enquanto   pender   apelação   da   sentença   que   os   julgou   improcedentes. Modalidades da execução: • Cumprimento de sentença: constitui apenas uma fase de um processo maior. v.   a   norma  concreta enquanto naquela se busca aplicação do direito ao fato concreto. 2010 2. 475­I. no que lhe couber e conforme   sua natureza.  585 CPC). ­ São Paulo: Saraiva.   nos   termos   do   artigo   475­I.   total   ou  parcialmente.   nos   termos dos demais artigos deste Capítulo. • A   execução   por   título   judicial.  O   juiz   poderá. ficando a execução suspensa até o julgamento dos  embargos.   desde   que.  Neste   caso   é   preciso   atender   a   dois   requisitos:   o   juiz   deverá   atribuir   aos  embargos o efeito suspensivo (exceção).  Nesta   o   que   se   pretende   é   fazer   atuar. Entretanto. definitiva. 461. §3º CPC).Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr. 273. Utilizada para títulos extrajudiciais (art.   existindo prova inequívoca.   §1º   do   CPC. reform. Da atividade executiva: A   atividade   jurisdicional   na   execução   é   diversa   do   processo   de   conhecimento. A técnica para a atividade executiva será: • imediata – sem processo autônomo. cumprimento de sentença. as normas previstas nos arts. e 461­A. Utilizada para títulos judiciais (art. • autônoma – prescinde o prévio processo de conhecimento. 3.   tratando­se   de   obrigação   por   quantia   certa. e que tenha havido apelação da sentença  que os julgou improcedentes. §  1º  É  definitiva  a  execução  da  sentença  transitada  em  julgado  e  provisória   quanto   se   tratar   de   sentença   impugnada   mediante   recurso   ao   qual   não   foi  atribuído efeito suspensivo.” A execução fundada em título extrajudicial é. em regra. ­ 13ª. Como foram considerados improcedentes. Sem ela o credor não teria possibilidade de satisfazer­ se sem a colaboração do devedor.   é  definitiva quando houver sentença transitada em julgado. “Art.   A   técnica  aplicada será sempre autônoma. a execução poderá prosseguir. e provisória quando foi  impugnada mediante recurso sem efeito suspensivo. Também é provisória a execução  das decisões de antecipação de tutela (art.” “Art.  sempre  precedida  de  atividade  cognitiva. ed.   por   meio   de   atos   materiais. §§ 4º e 5º. O cumprimento da sentença far­se­á conforme os arts. 588. 475­N CPC).   antecipar. Duraid Bazzi Processo de execução e cautelar. 461 e 461­A   desta   Lei   ou.   por   execução.   A técnica  aplicada  será   sempre  imediata.

 salvo quando a dispensa puder causar  grave dano.   onde   haverá   a  formação de novo processo. Também será  dispensada   a   caução   quando   a   execução   for   provisória   porque   pende   agravo   de  instrumento no STF ou STJ (art.:imposição de multa diária pelo atraso) para que o próprio  devedor   cumpra   a   obrigação   que   lhe   foi   imposta   e   os   de  sub­rogação  onde   o  Estado­juiz substitui­se ao devedor no cumprimento da obrigação.   formam  processo  autônomo  no  juízo cível competente. tratadas no Livro  do Processo de Conhecimento. Em regra. O devedor responde. a) Princípio da patrimonialidade – a garantia do débito é o patrimônio e não a  pessoa do devedor.   arbitrais   e  estrangeiras. Para   obter   a   satisfação   do   credor.   a  obrigação converter­se­á em perdas e danos.591. caso haja alteração no julgado. porém será provisória e não  definitiva. mas tão  somente   àquelas   fundadas   em   título   executivo   extrajudicial. 544 CPC). embora  continuem gozando de autonomia enquanto fase processual distinta da anterior. não se aplica mais este princípio às execuções em geral. As  execuções de título judicial não gozam de autonomia enquanto processo. que deverá indenizar  os prejuízos que der causa se a sentença for reformada. a caução  será dispensada se o exequente demonstrar situação de necessidade.   Neste   caso. a ser prestada pelo credor.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr. Há   situações   em   que   a   execução   se   inviabiliza. até o valor de sessenta salários mínimos. A principal diferença  entre ela e a definitiva é a necessidade de caução.  que  embora  sejam  títulos  judiciais. Duraid Bazzi haja vista que a apelação não tem efeito suspensivo.   pessoal:   a   recusa   do   devedor   em   realizar   determinada  prestação de fazer de caráter personalíssimo. Exemplificando:  o credor não paga. Se o crédito for de natureza alimentar  ou decorrente de ato ilícito. onde o Estado­juiz impõe  meios de pressão (ex. o prejuízo do  devedor será irreversível.  Desta forma.   seja   por   razões   materiais   ou  pessoais. o Estado apreende os seus bens e os vende em hasta pública e. A  caução será exigida em três situações: quando houver levantamento de dinheiro.  com o produto paga o credor. No caso de execução de alimentos. entretanto aplicam­se também às execuções imediatas. A  exceção   são   as   execuções   de   sentenças   penais   condenatórias. A execução provisória corre por conta e risco do exequente.   o   legislador   faz   uso   de   dois   tipos   de  mecanismos (meios da função executiva): os de coerção. Princípios da execução: Autonomia   da   execução   –   decorre   da   instauração   de   uma   relação   processual  distinta daquela formada no processo de conhecimento (título extrajudicial). “Art. pois os alimentos são por sua natureza irrepetíveis. 4. Ex. os princípios estão indicados em dispositivos do Livro do Processo de  Execução.   se   não   for   possível   obter   o   resultado   equivalente. sendo indispensável a citação do devedor.  para garantir ao devedor o ressarcimento em caso de modificação do julgado.  prática de atos que importem alienação de domínio ou prática de atos dos quais  possa resultar grave dano ao executado. de difícil ou incerta reparação. para o cumprimento de suas obrigações.: material – perecimento da coisa  nas   obrigações   de   dar. com todos   Aluna: Paula Cristina Carvalho  . conforme dispõe o artigo 591 CPC.

 569 e  § único).   III). Será suspensa a arrematação logo que o produto da alienação   dos bens bastar para o pagamento do credor.   que   adquire.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr. Por isso.   realiza­se   a   execução   no   interesse   do   credor.   pela   penhora.   692. a desistência dependerá da anuência do devedor se ele  tiver oposto embargos à execução ou tiver apresentado impugnação.” São exceções apenas as dívidas de alimentos. senão naquilo que for  necessário para satisfação do credor. Duraid Bazzi os seus bens presentes e futuros.   751.  659.” Por isso. ressalvada a excepcional conversão em pecúnia.  A   penhora   deverá   incidir   em   tantos   bens   quantos   bastem   para   o   pagamento do principal atualizado. Porém. pois a execução é realizada  no seu interesse. em segunda praça ou leilão.  Se o processo terminar por desistência ou reconhecimento do pedido. b) nos demais casos. a execução não atingirá o patrimônio do devedor.  “Art.   o   direito   de   preferência   sobre   os   bens   penhorados. juros. custas e honorários advocatícios. parágrafo único. “Art. ofereça preço   vil. Sempre que desistir da execução embargada ou impugnada e a desistência  for   homologada.   as despesas e os honorários serão pagos pela parte que desistiu ou reconheceu. a extinção dependerá da concordância do embargante. 26 e 569. arts.  O artigo 659 do CPC determina que serão penhorados tantos quantos bens bastem  para o pagamento do principal.   612.” c)  Princípio   da   utilidade  –   não   é   admitido   o   uso   da   execução   apenas   trazer  prejuízo ao devedor sem que reverta em benefícios o credor.   despesas   processuais   e  honorários advocatícios (CPC. 692.   o   credor   deve   suportar   as   custas.” O credor tem plena disponibilidade do processo podendo desistir de toda execução  ou de algumas medidas executivas a qualquer tempo. Na desistência da execução. Não será aceito lanço que.   em   que   tem   lugar   o   concurso   universal   (art. juros.” “Art. b)  Princípio do exato adimplemento  – a execução faz­se no interesse do credor  (art. “Art. 612 CPC) e deve garantir­lhe o resultado que decorreria do adimplemento da  obrigação (execução específica). §2º CPC).   parágrafo  único CPC). sendo  suspensa   logo   que   o   produto   da   alienação   for   suficiente   (art.   pagando o credor as custas e os honorários advocatícios. custas e honorários advocatícios. 569.  Ressalvado   o   caso   de   insolvência   do   devedor.   659. Parágrafo único. salvo restrições estabelecidas em lei. a). O credor tem a faculdade de desistir de toda a execução ou de apenas   algumas medidas executivas. e eles não versarem apenas questões processuais (art. na execução  por título judicial. que permitem a prisão civil em caso  de inadimplemento. Parágrafo único. 26. Aluna: Paula Cristina Carvalho  .” “Art. observar­se­á o seguinte: a) serão extintos os embargos que versarem apenas sobre questões processuais. a penhora  não   será   levada   a   efeito   quando   evidente   que   o   produto   da   execução   dos   bens  encontrados for totalmente absorvido pelo pagamento das custas da execução (art.

 620.  5. Quando por vários meios o credor puder promover a execução. o juiz   mandará que se faça pelo modo menos gravoso para o devedor”. Caso não tenha. 659.  A doutrina da inexistência do contraditório na execução foi sustentada muitas  vezes com o argumento de que não há julgamento de mérito.  portanto   a   legitimidade   das   partes   é   aferida   pelo   que   consta   do   título  executivo. quando por vários meios puder ser obtida a  satisfação   do   credor.  entretanto.   quando   evidente   que   o   produto   da   execução   dos   bens   encontrados   será   totalmente   absorvido   pelo   pagamento   das   custas da execução.   o   juiz   mandará   que   a   execução   se   faça   do   modo   menos  gravoso   ao   devedor   (art.   Ele  poderá atuar no processo como parte. porém. como no processo de  conhecimento.: ações civis públicas quando decorre  o prazo de 1 ano sem que se habilitem interessados em número compatível com a  gravidade do dano – Lei 8. Quando atuar como fiscal da lei. 100). f)  Princípio   do   contraditório  –   controversa   a   incidência   do   princípio   do  contraditório   no   processo   de   execução.  as despesas serão incluídas no débito e suportadas pelo devedor.   Ainda   que   de   forma   mitigada. e)  Princípio   da   responsabilidade   do   devedor  –   incumbe   ao   devedor   a  responsabilidade pelas custas. Duraid Bazzi “Art. ele é aplicável.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr. a sua legitimidade para ajuizar a  execução depende de autorização legal (ex. O   Ministério   Público   também   tem   legitimidade   para   promover   a   execução.  As despesas com edital. seja o que precede  às   hastas   públicas. No entanto.   Efetivamente. A execução  faz­se no interesse do credor. A penhora deverá. As partes na execução: Legitimidade ativa: A execução há de ser promovida por quem figure no título executivo como credor. seja o de citação ou o de intimação.   inexiste   julgamento   de   mérito   na   execução. despesas do processo e honorários advocatícios. cabendo­lhe promover a execução da sentença  condenatória. feita a antecipação.   Assim.   620   CPC). “Art.   com   avaliação   de   bens   e   todas   as   outras   que   se   fizerem  necessárias ao bom andamento da execução serão carreadas ao devedor. É frequente que o credor tenha de antecipar o pagamento de tais despesas.” d) Princípio da menor onerosidade – deve ser conjugado com os demais. O credor deve ter capacidade processual.   e   com  características peculiares.   evitam­se   gravames   desnecessários. “Art.078/90 art.. deverá ser representado  ou assistido. Podem promover a execução forçada: Aluna: Paula Cristina Carvalho  .  quando o credor tem outros meios para tornar concretos os seus direitos. sob  pena de não haver como prosseguir a execução.. nem por isso deixou de ser fartamente lardeado que o réu está sendo  processado na fase do conhecimento e o contraditório tenha existido. §   2º   Não   se   levará   a   efeito   a   penhora. 566.

  sujeitos   à  execução. Não se admite no processo ou fase de execução qualquer das formas de intervenção  de terceiro. 567. sempre que. III – o sub­rogado.   se   os   do   devedor   forem   insuficientes   à   satisfação   do   direito   do  credor.  Embora   a   norma   refira­se   especificamente   ao   fiador. que se aplica também às execuções por títulos judiciais (art.   parágrafo   único   do   CPC. 347 CC.   toda   vez   que   houver   sub­ rogação. nos casos de sub­rogação legal ou convencional.   Ainda   que   sejam   numerosos   os   credores.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr. O art.” É   admissível   o   litisconsórcio. 567 do CPC.   Aplicam­se   subsidiariamente   ao   cumprimento   da   sentença. A sub­rogação opera­se. que pagar a dívida. executar a parte que lhe caiba. Duraid Bazzi I­ o credor a quem a lei confere título executivo. os herdeiros ou os sucessores do credor. poderá executar o afiançado nos   autos do mesmo processo. elenca situações em que é atribuída legitimidade ativa a pessoas que não  participaram da formação do título. ou até a totalidade da dívida.   que  paga  a  credor   hipotecário.” O legislador atribui legitimidade ativa ao sub­rogado.   tanto   ativo   quanto   passivo.   ou   da  vontade dos interessados. mas tornaram­se sucessoras do credor. por morte   destes. nos casos prescritos em lei. Parágrafo único. O fiador.   475­R.   ações   e   privilégios   que   eram   atribuídos   ao   credor   primitivo). mesmo que o tenha havido na fase do processo de conhecimento não se  estenderá à execução. na  hipótese   de   solidariedade   ativa. 595.   sendo   sempre  facultativo   (as   hipóteses   de   litisconsórcio   necessário   em   execução   ficam  restritas as obrigações de fazer incindíveis. poderá o sub­rogado prosseguir nos mesmos autos.  O fiador. em favor: I – do credor que paga a dívida do devedor comum. quando executado.   346   CC. assumindo  os   direitos. II – o Ministério Público. 346.  475­R). ou às relacionadas a entrega de  coisa   indivisível). “Art. poderá nomear à penhora bens livres e   desembargados   do   devedor.   Mas   não   se   pode   obrigar   a   totalidade   dos  credores a demandar conjuntamente.  bem   como do terceiro que efetiva o pagamento para não ser privado de direito sobre   imóvel.  O   artigo   595. as normas que regem o processo de execução de título extrajudicial.   cada   um   poderá. nos casos de sub­rogação  legal ou convencional (sub­rogado ­ aquele que paga a dívida alheia. II  –  do  adquirente  do  imóvel  hipotecado. Aluna: Paula Cristina Carvalho  .   no   que   couber. “Art. de pleno direito. Podem também promover a ação ou nela prosseguir: I – o espólio.   porém. lhes for transmitido o direito resultante do título executivo.  livremente.” CC – “Art.   A  sub­rogação   pode   decorrer   de   lei   como   nas   hipóteses   do   art. por  ato inter vivos ou mortis causa. como nas situações do art.   Os   bens   do   fiador   ficarão.” “Art.   faculta   ao   fiador   que   pagar   a   dívida  prosseguir nos próprios autos a execução do afiançado. II  –  o  cessionário.   quando  o  direito  resultante  do  título  executivo  lhe  foi   transferido por ato entre vivos.

  podendo   ser   executado   pela   obrigação   afiançada. 6. sob a condição expressa de ficar o mutuante sub­rogado nos direitos do   credor satisfeito. A fiança pode ser convencional ou judicial. podendo ainda o exequente optar pelo juízo do local onde se  encontram   bens   sujeitos   à   expropriação   (o   que   pode   facilitar   a   penhora.   sendo   desnecessária   a   prova   de   culpa   do   empregado   se   este   tiver  condenação criminal.  Aluna: Paula Cristina Carvalho  . que paga a dívida pela qual era ou podia ser   obrigado.  no curso do processo. enquanto não efetivar  a partilha ou após esta os herdeiros e sucessores. basta a prova da existência de título executivo contra uma das partes  e a demonstração de que esse débito é garantido por fiança judicial. no todo ou em parte.   Para   iniciar   a  execução.  ainda que não figurem no título executivo. reconhecido como tal em título  executivo. com o  consentimento do credor. presta garantia pessoal ao cumprimento da obrigação de uma  das   partes.” CC – “Art. Duraid Bazzi III – do terceiro interessado.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr. “Súmula 341 do STF. não enseja a propositura de execução  contra o preponente. respondendo cada herdeiro na  proporção   da   parte   que   lhe   coube   na   herança.   Em   caso   de   solidariedade   entre  devedores e na morte de um destes.  o  patrão  responde  pelos  danos  civis  causados  por  seus empregados. será  o patrimônio do cessionário que responderá pelo débito. Conforme  súmula  341  do  STF. é necessária a propositura de ação de conhecimento  contra   ele. o fiador judicial. Assim. entretanto não há título executivo contra o patrão. serão legitimados o espólio.  A sentença penal que condena o preposto. II – quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa para solver a   dívida. Esta anuência é necessária porque. A sub­rogação é convencional: I   –   quando   o   credor   recebe   o   pagamento   de   terceiro   e   expressamente   lhe   transfere os direitos. É presumida a culpa do patrão ou comitente pelo ato culposo   do empregado ou preposto. Para que o  seu patrimônio seja atingido. 347. Também poderá ser legitimado passivo o novo devedor que assumiu o débito. os herdeiros somente serão obrigados a pagar  a  cota  que   corresponder  a  seu  quinhão  hereditário.  exceto  se  a  obrigação  for  indivisível.” Em caso de morte do devedor. Competência: A execução fundada em título judicial será processada perante o juízo na qual o  título se formou. Convencional é aquela que resulta de  contrato enquanto judicial provém de ato processual. feita a cessão.”  Legitimidade passiva: Em regra a execução é ajuizada contra o devedor. O fiador judicial e o responsável tributário podem ser demandados na execução.

Prestações: Obrigação de fazer ou não fazer (art. Obrigação por quantia certa (artigos 475­I e 475­R). sem o qual o direito não adquire a certeza necessária para que se  possa invadir. mas apenas uma fase. 461­A e parágrafos). Caráter: Natureza:  imediata  – sem processo autônomo. é competente o foro da praça de pagamento  do título. Execução definitiva: se a sentença já houver transitado em julgado. arbitral ou estrangeira. Se não houver indicação da praça de  pagamento. Constituem um novo processo em que o réu deverá ser citado.   caso   em   que   a   remessa   dos   autos   do  processo   será   solicitada   ao   juízo   de   origem.   A   escolha   deve   ser   feita   pelo  credor. Se o exequente demandar fora das opções que a lei lhe outorgou. Quando o título executivo for sentença penal condenatória. Duraid Bazzi avaliação   e   expropriação)   ou   pelo   atual   domicílio   do   executado   (que   poderá  facilitar   as   intimações   necessárias).  Exceção: dívida de alimentos. 475­N do CPC) Não formam um novo processo. Para execução de título extrajudicial. documentos não provenientes do Judiciário. ou nos casos de execução das decisões de antecipação da tutela. Estão enumerados no artigo 585 do  CPC. Princípio   da   menor   onerosidade:  Na   possibilidade   de   mais   de   um   meio   de  satisfação  do  interesse  do  credor. 461 do CPC e seus parágrafos). a execução correrá perante o juízo civil competente. Execução provisória: se a sentença tiver sido impugnada por recurso. sentença estrangeira  ou sentença arbitral. sem efeito  suspensivo. Princípio do contraditório: Assegurado pela CF a todos os processos judiciais. honorários. Princípio   da   responsabilidade   do   devedor:  Responsabilidade   pelas   custas.  despesas do processo. pois  haverá execução autônoma. Título extrajudicial Fundamento: Títulos executivos extrajudiciais. salvo se fundadas em sentença penal. Princípio do exato adimplemento:  A execução deve ser específica e suficiente  para satisfação do credor e não mais do que isso. se outro não houver sido eleito. razão pela qual dispensam a  citação do réu. o patrimônio do devedor.  aos quais a lei atribui eficácia executiva. Caráter: Aluna: Paula Cristina Carvalho  .Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr. a execução deverá ser proposta no foro de domicílio do devedor.  o  juiz  mandará  que  ocorra  da  forma  menos  gravosa ao devedor. o que pressupõe prévia atividade  cognitiva. Título Judicial: Fundamento: Emanados do Poder Judiciário (enumerados no art. Obrigação de entrega de coisa (art. coercitivamente.  Quadro Sinótico:  Execução Princípios: Princípio   da   patrimonialidade:  Garantia   do   débito   –   patrimônio   do   devedor. o juiz  deve dar­se por incompetente de ofício.

 Promoverá a  execução por ato inter vivos. Prestações: Obrigação de fazer ou não fazer (artigos 632 e seguintes do CPC).   e a  petição  inicial  há  de  vir  firmada  por  quem  tenha  capacidade postulatória. Espólio. pois inaplicável o artigo 42. Exceção:   A   execução   será  provisória  pendente   a   apelação   da   sentença   de  improcedência dos embargos do executado. Duraid Bazzi Natureza: autônoma – é prescindível o prévio processo de conhecimento. havendo condenação do preposto por sentença penal.  o espólio deverá ser demandado. Após. 566. a sucessão no  polo ativo far­se­á na forma do artigo 43 do CPC. a legitimidade dependerá da autorização legal. do CPC): deve ter  capacidade  processual.   no   curso   do  processo. Na hipótese de solidariedade passiva. Sub­rogado:  a   sub­rogação   pode   ser   legal   (artigo   346   do   CC)   ou   convencional  (artigo   347  do  CC). Novo devedor: nova pessoa assume o débito com o consentimento do credor. a cessão não vale. a legitimidade será do espólio. a legitimidade passiva para  os herdeiros ou sucessores. I. sem a  necessidade de extinguir­se a execução originária. sendo que respondem na proporção de cada parte que  lhes couber na herança. se um terceiro pagar a dívida. Regra: Execução definitiva. Fiador   Judicial   e   responsável   tributário:  podem   ser   demandados. Mesmo que iniciada a execução. Sem a  anuência deste. Litisconsórcio / Intervenção de Terceiros Aluna: Paula Cristina Carvalho  . desde que eles tenham sido recebidos  no efeito suspensivo (art.   embora   não  figurem   no   título   executivo. sucessores ou herdeiros do devedor: até o momento da partilha de bens. Assim.   ou  nela  prosseguir. Quando atuar como  fiscal da lei. salvo se a obrigação era indivisível. porque a  lei   outorga   eficácia   executiva   a   certos   títulos. sub­rogando­se nos direitos  do credor. 587 do CPC). Por isso. os herdeiros ou  devedores   respondem   apenas   no   limite   da   cota   que   corresponder   o   seu   quinhão  hereditário. será possível requerer o prosseguimento nos próprios autos.  a legitimidade será dos herdeiros ou sucessores.   Responsável   tributário   é   aquele   que   não   pratica   o   fato   gerador   do  tributo. Ministério Público: promoverá a execução nos casos autorizados em lei. sucessores ou herdeiros do credor:  podem promover a execução por ato  mortis causa.   Fiador   judicial   é   aquele   que. mas é obrigado ao cumprimento da obrigação por disposição legal. Quando  atuar como parte. sempre lhe será dado promover a execução. Espólio.  não   é   possível   executar   o   preponente. Obrigação por quantia certa (artigos 646 e seguintes – contra devedor solvente  e artigos 748 e seguintes – contra devedor insolvente) Legitimidade Ativa Credor que figure como tal no título executivo (art.  Permite­se  ao  sub­rogado  dar  início   à execução.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr. Se a morte do credor ocorrer depois do ajuizamento da execução. Consumado tal ato.   presta   garantia   pessoal   ao   cumprimento   da   obrigação   de   uma   das  partes.   já   que   ele   não   foi   parte   no   processo  criminal. Obrigação de entrega da coisa (artigos 621 e seguintes). §1º  do CPC. o cessionário pode  assumir o polo ativo sem anuência do devedor. Cessionário:  decorrente da cessão de crédito (artigo 286 do CC). Antes da partilha dos bens. Legitimidade Passiva Devedor que figure como tal no título executivo:  só cabe execução contra quem  figura no título.   atribuindo­lhes   a   certeza  necessária para desencadear o processo de execução.

 uma vez  que   na   execução   não   haverá   sentença   favorável   a   uma   das   partes. reform. Processo de execução e cautelar.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr. de sorte que nenhum contatante possa exigir a  prestação do outro.   Nos   contratos   bilaterais. Só será  necessário   quando   versar   sobre   obrigação   de   fazer   incindível. Foro da praça do pagamento do título. pode exigir o implemento do outro. ed.   antes   de   cumprida a sua obrigação. pode a outra recusar­se à prestação   que   lhe   incumbe. na hipótese de solidariedade.   empregando   meios   idôneos. chamamento  ao processo.   ou   entrega   de  coisa indivisível. a execução deverá ser proposta no foro  do domicílio do devedor. o juiz  pode declarar­se incompetente de ofício: • juízo no qual o título se formou. 477. Competência Regra:  São três os foros competentes (CPC. Nem mesmo a assistência. Somente se a execução for proposta fora de qualquer  dos três.   correrão   perante   o   juízo   cível  competente.   nenhum   dos   contratantes. A exceptio só se aplica quando houver  obrigações recíprocas e simultâneas. consubstanciada  em título executivo. se outro não houver sido eleito.12 / Marcus Vinicius Rios Gonçalves. art. Se. ou até a totalidade da dívida.   e   o  credor   recusar­se   ao   cumprimento   da   contraprestação. oposição e nomeação à autoria. ­ 13ª. e cada credor poderá livremente executar a parte que  lhe caiba. sentença estrangeira e sentença arbitral. CC  ­  “Art. Duraid Bazzi Litisconsórcio: é admitido na execução. portanto cabível a exceção de incompetência por parte do  devedor. Competência relativa.   mas   sim   a  satisfação de um crédito consubstanciado em um título executivo. se  o   devedor   se   propuser   a   cumprir   a   sua   parte. Não havendo praça definida de pagamento. Exceção: sentença penal condenatória. não se procederá a execução. 2010 7.” Aluna: Paula Cristina Carvalho  . antes de ter cumprido a sua. ­ São Paulo: Saraiva. é necessário que o devedor não tenha  satisfeito espontaneamente obrigação líquida.   476. v. depois de concluído o contrato.   Tal   aplicação   processual  está prevista nos artigos 476 e 477 do CC.” CC ­ “Art. cabendo a escolha ao  credor. Intervenção   de   terceiros:  Não   são   admissíveis   na   execução   as   formas   de  intervenção de terceiro previstas no Livro I: denunciação da lide. 475­P). Em caso de prestações simultâneas. certa e exigível. • foro em que o executado tiver bens.  por   implicarem   formação   de   novo   processo. tanto no polo ativo quanto no passivo.   até   que   aquela   satisfaça   a   que   lhe   compete   ou   dê   garantia  bastante de satisfazê­la. • foro de domicílio atual do executado. sobrevier a uma das partes   contratantes   diminuição   em   seu   patrimônio   capaz   de   comprometer   ou   tornar   duvidosa a prestação pela qual se obrigou. Requisitos necessários para a execução: Inadimplemento do devedor Para que o credor tenha interesse de agir.  É em regra facultativo.

  A obrigação não deixa de ser líquida por não apontar o montante da dívida. não haverá  óbice a que se promova simultaneamente a liquidação daquela e a execução desta. da perfeição formal do título. A   obrigação   contida   no   título   extrajudicial   tem   sempre   de   ser   líquida   para  ensejar a execução.   Cabe   somente   à   lei  discriminar quais são os títulos executivos.  haverá processo de liquidação de sentença. pois é ele que dá a certeza da existência do crédito. v. 585 Obrigação líquida.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr.  8. líquida e exigível. 586. No CPC eles encontram­se enumerados  nos artigos 475­N e 585. certa e exível Líquida: a natureza do débito predeterminado e o  valor já fixado.   O   título   é   certo   quando   se   sabe   que   se   deve. art. ­ 13ª. chegar ao valor devido. reform.   líquido.” A obrigação é certa quando não há controvérsia quanto à existência do crédito. Certa: não há controvérsia quanto à existência  do crédito Exigível: a obrigação já pode ser cobrada. Requisitos do título executivo: O   artigo   586   do   CPC   estabelece   que   a   execução   fundar­se­á   sempre   em   título  executivo de obrigação líquida. Se assim  não o for. ed.12 / Marcus Vinicius Rios Gonçalves. Caso não haja valor fixado. A obrigação é líquida quando determinado o valor e a natureza daquilo que se  deve. 2010 Aluna: Paula Cristina Carvalho  . certa e exigível. desde  que   se   possa. Processo de execução e cautelar.  “Art. A   exigibilidade   diz   respeito   ao   vencimento   da   dívida.   quando   se   sabe  quanto e o que deve. somente com a verificação de um dos dois institutos  é que o crédito tornar­se­á exigível. A  certeza decorre. ­ São Paulo: Saraiva. Quadro Sinótico:  Requisitos necessários para execução Título Executivo Requisitos  Inadimplemento  dos títulos  executivos do devedor Títulos executivos judiciais. pois não existe liquidação de título extrajudicial. Duraid Bazzi Título executivo O   título   executivo   é   um   documento   dotado   de   eficácia   para   tornar   adequada   a  tutela   executiva   de   uma   pretensão. Se a sentença for parte ilíquida e outra parte líquida. normalmente.   pelos   elementos   contidos   no   título.   Sem   ele   não   há   como   executar   (nulla   executio   sine  titulo).   Se   a   obrigação   estiver  sujeita a condição ou termo. A execução para cobrança de crédito fundar­se­á sempre em título de   obrigação certa. 475­N Títulos executivos extrajudiciais: art.   A   sua   existência   é   que   viabiliza   o  ajuizamento   da   execução.   e   por   simples   cálculo  aritmético. é necessário que antes do início da execução se proceda à liquidação  do débito. necessária para  que   a   esfera   patrimonial   do   devedor   seja   invadida.

 quando sobre ele pender ação fundada em direito real é  fraude à execução e está contemplada no inciso V. nos termos da lei. o  adquirente estará obrigado a restituir ao alienante o bem negociado.” Quanto   as   obrigações   reipersecutórias.   sem   que   haja  possibilidade   de   opor   embargos   de   terceiros   com   sucesso. nos casos em que os seus bens próprios. o sucessor  terá responsabilidade patrimonial. tratando­se de execução fundada em direito   real ou obrigação reipersecutória.   a   execução   é   sempre   patrimonial. Somente os bens do devedor que está sendo demandado que poderá ser atingido pela  execução. II – do sócio. proferida entre as partes originárias. A alienação de bem. pois o adquirente ou cessionário de coisa litigiosa  fica sujeito aos efeitos da sentença (art.   Caso   isto   ocorra. tratando­se de execução fundada em direito real ou obrigação  reipersecutória.   salvo   as   restrições   legais. sem que ele possa opor­se por meio de  embargos de terceiro. Aluna: Paula Cristina Carvalho  .   O  patrimônio do devedor é a garantia de seus credores. reservados ou de sua  meação respondem pela dívida. nos termos da lei. e a execução recairá sobre o bem a ele  transferido.   para  cumprimento de sua obrigação.   Esses   terceiros   não  configuram no polo passivo da execução. Responsabilidade patrimonial: Exceto   no   caso   de   devedor   de   alimentos. Duraid Bazzi 9. IV – do cônjuge. o credor poderá fazer a execução recair sobre o  bem alienado em mãos de terceiro. Assim. 592. Acolhido o pedido. ela é ineficaz  perante o credor.   o   terceiro  poderá   valer­se   da   ação   de   embargos   de   terceiros   para   livrar   seus   bens   da  constrição indevida.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr.” A responsabilidade patrimonial estende­se aos bens: • Do sucessor a título singular. “Art. §3º do CPC).  • Do sócio. 42. Se. como se não existisse e o bem continuasse a integrar o  patrimônio   do   devedor. 42.  no curso da ação. Imagine­se uma demanda em que se postule a resolução de um  contrato de compra e venda.   impondo   a   sua  restituição.  que   não   são   parte   na   execução   podem   ter   seus   bens   atingidos. porém tem responsabilidade patrimonial e  seus bens ficam sujeitos à execução.   Reconhecida   a   fraude   à   execução   e   decretada   a  ineficácia da alienação. V – alienados ou gravados com ônus real em fraude de execução.   não   podendo   atingir   bens   de   terceiro. ainda que não tenha participado da ação. … § 3º  A sentença. respondendo o devedor com  todos   os   seus   bens   presente   e   futuros. O artigo 592 do CPC elenca algumas situações excepcionais nas quais terceiros.   mas   que   repercutem   sobre   um   determinado   bem. III – do devedor. “Art. quando em poder de terceiros. o bem tiver sido alienado pelo adquirente. Ficam sujeitos à execução os bens: I – do sucessor a título singular. e resolvido o contrato. estende os seus   efeitos ao adquirente ou ao cessionário.   são   aquelas   fundadas   em   direito  pessoal.

  solidária   ou   subsidiariamente.   seja   qual   for   o   regime   de   bens.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr.. 1648.   ele   deverá   opor   embargos   de  terceiro. nenhum dos cônjuges pode. ainda que em mãos de terceiros.  em que a questão da desconstituição da personalidade jurídica poderá ser  discutida com toda a amplitude.   sem a autorização do outro. exceto no regime da separação absoluta: … .  • Do devedor.   pelas  dívidas da empresa. no caso em que seus bens responderem pela dívida.   Há   uma   redundância.   não   os  cônjuges. no qual terá o ônus de demonstrar que a dívida não o favoreceu. como há necessidade de outorga uxória (art.III – prestar fiança ou aval. • Do cônjuge. 1.   que   até   então   eram   terceiros.  “Art. do  CC). Hoje.   neste   artigo. Também será possível quando o juiz  perceber que a empresa foi usada por má­fé e de forma abusiva. • Alienados ou gravador com ônus real em fraude de execução. 1647. As hipóteses de alienação em fraude à execução estão enumeradas no artigo  593 do CPC. só o patrimônio  daquele que o perpetrou responderá.   o   outro   responder   por   elas. Há aqueles que entendem que neste caso. quando em poder de terceiro. Considera­se em fraude de execução a alienação ou oneração de   Aluna: Paula Cristina Carvalho  . ambos respondem. ou a sua meação. alternativa ou cumulativamente. será possível nas execuções ajuizadas contra a  empresa.”. Neste caso  o juiz decreta a desconsideração da personalidade jurídica. atingir os bens dos sócios. III. O bem do próprio devedor. Se   as   dívidas   de   um   cônjuge   houverem   revertido   proveito   ao   casal   ou   à  família. embargos  de terceiro ou de devedor. Assim. 593. dependendo do que ele queira alegar. Ressalvado o disposto no art. os  sócios.   pois   a   propriedade   do   bem  continua   sendo   do   devedor   e   não   há   que   se   recorrer   às   regras   da  responsabilidade patrimonial. “Art. Se   o   cônjuge   quiser   livrar­se   da   penhora. Se houver  sido   intimado   da   penhora   e   quiser   discutir   o   débito   ou   a   nulidade   da  execução será embargos de devedor. Duraid Bazzi Há   casos   onde   o   sócio   responde. devendo ocorrer a defesa dos sócios por embargos de devedor e  não   de   terceiro   e   esta   tem   sido   a   solução   que   vem   predominando   nos  Tribunais. Se quiser apenas livrar seus bens da  constrição.  Essa presunção era invertida no caso de dívidas decorrentes de aval: em  princípio   só   respondiam   por   aquelas   que   prestavam   a   garantia.. Se a dívida provier de ato ilícito. a via adequada são os embargos de terceiros. autorizando a  penhora dos bens dos sócios. Há uma presunção  relativa de que a dívida contraída por um beneficia o outro.  podendo a execução atingir os seus bens ou a sua meação. O cônjuge do executado pode opor. portanto o  cônjuge responde pela dívida do outro até provar que não foi beneficiado. estará sujeito à  execução.   devem   ser   citados   a   integrar   a  execução.647. Estes poderão ajuizar embargos de terceiros.

 O   reconhecimento   da   fraude   à   execução   depende   do   registro   da   penhora   do   bem   alienado   ou   da   prova   de   má­fé   do   terceiro   adquirente.” Aluna: Paula Cristina Carvalho  .   A   fraude   de   execução   é  instituto  processual  e   configura  ato   atentatório   à  dignidade   da  justiça  (CPC. corria contra o devedor   demanda capaz de reduzi­lo à insolvência. o juiz condenará   cada   um   na   proporção   do   seu   respectivo   interesse   na   causa. …  § 1º Quando forem dois ou mais os litigantes de má­fé. III – nos demais casos expressos em lei. O legislador criou ainda um mecanismo. I). ao tempo da alienação ou oneração. Embora tenham semelhanças.   que   pressupõe   ação   em   andamento. Se agir de má­fé.” “Súmula   375   do   STJ.” A alienação de coisa litigiosa não é vedada e nem modifica a legitimidade  das partes originárias.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr. “Art. não haverá presunção de má­fé do adquirente.   Sem   este   registro. aplicável às execuções por título  extrajudicial onde o credor.  ao passo que na fraude de execução o credor já demandou o devedor e este  já foi citado. 600. “Art. porém ela é ineficaz em relação ao credor. A   ineficácia   da   alienação   deverá   ser   reconhecida   em   ação   própria  (pauliana) na hipótese de fraude contra credor e quando houver fraude de  execução.   a   ineficácia   poderá   ser  decretada nos próprios autos. art. averbando no registro de imóveis ou de outros  bens sujeitos a registro. 18. Duraid Bazzi bens: I – quando sobre eles pender ação fundada em direito real.  Na fraude contra credores já existe a dívida mas não há ação em andamento.  A   fraude   contra   credor   gera   a   anulabilidade   e   a   fraude   de   execução   a  nulidade. A   fraude   contra   credores   é   instituto   de   direito   material   tratada   pelo  Código   Civil   como   defeito   do   negócio   jurídico.  O STJ tem decidido reiteradas vezes que só a partir da citação é que a  alienação   configura   fraude   de   execução. para evitar eventual fraude. Assemelham­se pois em ambos o devedor aliena os bens. são institutos que não  se confundem.   conforme  súmula 375 do STJ.  tornando­se   insolvente   e   ainda   por   que   em   ambos   a   alienação   é   ineficaz  perante o credor. II – quando.   conforme   apurado   em   incidente   que   correrá   em   autos  apartados   conforme   artigo   18.  Considera­se   atentatório   à   dignidade   da   Justiça   o   ato   do   executado que: I – Fraude a execução.   600.   ou   solidariamente aqueles que se coligaram para lesar a parte contrária. poderá registrar  a distribuição da execução. o credor terá de indenizar os  prejuízos   causados.   §2º   do   CPC.   Antes   da   citação   poderá   haver  fraude contra credores.

 ed. ­ 13ª. Processo de execução e cautelar. e este  ação   (de   conhecimento. ­ São Paulo: Saraiva. extrajudical) em andamento.  contudo   não  há   a O credor já demandou o devedor.  salvo as restrições legais.   a A   ineficácia   em   relação   ao   credor   é  qual   deve   ser   reconhecida   em   ação reconhecida nos próprios autos. 2010 Aluna: Paula Cristina Carvalho  . salvo nas situações previstas no art. paulitana. 2010 2ª regra Quadro Sinótico: Fraude contra credores e fraude à execução Título executivo judicial  (execução imediata) Antes da citação no  processo de conhecimento.   conquanto   exija   ação  na própria execução. ­ 13ª. v. Processo de execução e cautelar. Após a citação no  processo de conhecimento. reform.12 / Marcus Vinicius Rios Gonçalves. Não se pode atingir bens de  terceiros. Instituto de direito processual.   no   caso   de já   foi   citado   (para   ação   de  título   executivo   judicial. dependendo do  execução.12 / Marcus Vinicius Rios Gonçalves.   a  distribuição   da   execução   (art. v. ­ São Paulo: Saraiva. Dívida   já  existente. que só  será   presumida   se   a   penhora. reform. Título executivo  extrajudicial (execução  autônoma) Antes da citação no  processo de execução.Direito Processual Civil ­ Processo de Execução – 1º Semestre – 4º ano Professor: Dr. 59 do CPC. ed. adquirente (Súmula 375 do STJ).   ou   de conhecimento ou execução.   no   caso   de   título   executivo caso). Na execução devem ser atingidos apenas e tão somente os bens do  devedor que está sendo demandado. Semelhanças entre ambas Fraude contra credores Fraude à execução Gera   a   ineficácia   do   negócio   jurídico Gera   a   ineficácia   do   negócio   jurídico  fraudulento. própria: ação paulitana. Defeito do negócio jurídico. Ato atentatório à dignidade da justiça. Após a citação no  processo de execução. Fraude Contra credores À execução Das diferenças entre ambas Fraude contra credores Fraude à execução Instituto de direito material.   e   o  devedor   responde   com   todos   os   seus   bens   presentes   e   futuros.   615­A)  ou   a   citação   nas   ações   reais   ou  reipersecutórias forem registradas. Depende   de   comprovação   de   má­fé   do Também   exige   prova   de   má­fé   do  adquirente. Ineficácia   em   relação   ao   credorr. Duraid Bazzi Quadro Sinótico: Responsabilidade Patrimonial 1ª regra O   patrimônio   do   devedor   é   garantia   de   seus   credores.   que   pode   ser   reconhecida fraudulento.

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