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JURISPRUDÊNCIA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA PROPRIETÁRIO E CONDUTOR VEÍCULO

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JURISPRUDÊNCIA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA PROPRIETÁRIO E CONDUTOR VEÍCULO

Tribunal Acórdão Comarca: Órgão Relator: Data Dados Ramo Decisão: :

de 0377830-3 Julg.: Juiz Publ.: de

Alçada Apelação (Cv)

de Cível

Minas Ano: Câmara de Não Cível

Gerais 2002 Uberaba/Siscon Cível Brito 05/02/2003 publicado Unânime

Terceira Vieira Julg.: Dir.:

E M E N T A INDENIZAÇÃO - ACIDENTE DE TRÂNSITO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA PROPRIETÁRIA DO VEÍCULO - MOTORISTA INABILITADO - IRRELEVÂNCIA - CONVERSÃO À ESQUERDA - MANOBRA PERIGOSA INTERCEPTAÇÃO DA TRAJETÓRIA DE OUTRO VEÍCULO - CONDUTA CULPOSA - DEVER DE RESSARCIR. Incide responsabilidade civil da proprietária da unidade motora, perante o terceiro prejudicado, independentemente de quem esteja em sua direção no momento em que ocorreu o abalroamento e o conseqüente prejuízo. A ausência de habilitação legal para dirigir veículo motorizado, por si só, é insuficiente para, de forma isolada, comprovar a culpa do motorista , sendo certo que a simples ausência de tal documento não atua como indicativo de inexistência de prática para a direção de veículo motorizado. A manobra de conversão à esquerda exige do motorista o dever de verificar se a pista que objetiva transpor está livre para seu cruzamento e se a corrente de tráfego no mesmo sentido lhe permite proceder a manobra, de modo a que não intercepte a frente do veículo que transita na faixa que pretende atravessar ou ingressar, nem estreite, em demasia, o espaço entre os veículos que por ali transitam. Conforme explicita o artigo 159 do Código Civil são pressupostos da obrigação de indenizar a existência de ação ou omissão imputável ao agente, a sua culpabilidade, o dano provocado à vítima, bem como o nexo de causalidade entre este e o comportamento ilícito do ofensor. Assuntos: INDENIZAÇÃO, ACIDENTE DE TRÂNSITO APELAÇÃO CÍVEL Nº 377.830-3 - UBERABA - 05.02.2003 INDENIZAÇÃO - ACIDENTE DE TRÂNSITO - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA PROPRIETÁRIA DO VEÍCULO - MOTORISTA INABILITADO - IRRELEVÂNCIA - CONVERSÃO À ESQUERDA - MANOBRA PERIGOSA INTERCEPTAÇÃO DA TRAJETÓRIA DE OUTRO VEÍCULO - CONDUTA CULPOSA - DEVER DE RESSARCIR. Incide responsabilidade civil da proprietária da unidade motora, perante o terceiro prejudicado, independentemente de quem esteja em sua direção no momento em que ocorreu o abalroamento e o conseqüente prejuízo. A ausência de habilitação legal para dirigir veículo motorizado, por si só, é insuficiente para, de forma isolada, comprovar a culpa do motorista , sendo certo que a simples ausência de tal documento não atua como indicativo de inexistência de prática para a direção de veículo motorizado. A manobra de conversão à esquerda exige do motorista o dever de verificar se a pista que objetiva transpor está livre para seu cruzamento e se a corrente de tráfego no mesmo sentido lhe permite proceder a manobra, de modo a que não intercepte a frente do veículo que transita na faixa que pretende atravessar ou ingressar, nem estreite, em demasia, o espaço entre os veículos que por ali transitam. Conforme explicita o artigo 159 do Código Civil são pressupostos da obrigação de indenizar a existência de ação ou omissão imputável ao agente, a sua culpabilidade, o dano provocado à vítima, bem como o nexo de causalidade entre este e o comportamento ilícito do ofensor. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação Cível nº 377.830-3, da Comarca de UBERABA, sendo Apelante (s): SANCHO AUGUSTO DE PÁDUA MONTANDON e OUTRO e Apelado (a) (os) (as): KLÉBIO ALGOSTINHO TEODORO e OUTRO, ACORDA, em Turma, a Terceira Câmara Civil do Tribunal de Alçada do Estado de Minas Gerais, NEGAR PROVIMENTO AOS AGRAVOS RETIDOS, REJEITAR AS PRELIMINARES E NEGAR PROVIMENTO. Presidiu o julgamento o Juiz EDILSON FERNANDES e dele participaram os Juízes VIEIRA DE BRITO (Relator), MAURÍCIO BARROS (Revisor) e MAURO SOARES DE FREITAS (Vogal). O voto proferido pelo Juiz Relator foi acompanhado na íntegra pelos demais componentes da Turma Julgadora. Belo Horizonte, 05 de fevereiro de 2003. JUIZ VIEIRA DE BRITO Relator V O T O O SR. JUIZ VIEIRA DE BRITO: Trata-se de recurso de apelação interposto por Sancho Augusto de Pádua Montandon e Maria Cremilda Sucupira Montandon, nos autos da "Ação Ordinária de Reparatória de Danos Advindos de Delito" que lhes ajuizara Klébio Algostinho Teodoro e Clebert Fernandes, contra a r. sentença de fl. 271/273, em que o MM. Juiz monocrático julgou procedente, em parte, o pedido inicial, sob o fundamento de que "os autores transitavam em sua mão direcional, em via preferencial, devidamente sinalizada..., quando o primeiro requerido, de forma imprudente, desrespeitou a sinalização e avançou a pista de rolamento, interceptando, bruscamente, a trajetória do veículo dos autores" (fl. 272), condenando-os, solidariamente, "a

indenizar os autores nas despesas já despendidas no tratamento, arcando com aquelas necessárias até o fim da convalescença, a ser apurado em liqüidação, cuja soma será duplicada, nos termos do § 1º, do artigo 1.538 do Código Civil", R$5.000,00 (cinco mil reais) a título de danos morais e R$3.000,00 (três mil reais) por danos estéticos para cada vítima, além de 50% das custas processuais e honorários advocatícios de 20% sobre o valor da condenação, cabendo aos requerentes 50% das custas e 10% de honorários, isentos, por litigarem sob o pálio da assistência judiciária gratuita (fl. 273). Requerem, preliminarmente, seja apreciado o agravo retido de fl. 210/213, em que pugna pela produção de prova pericial, aduzindo, ainda, que Klébio Algostinho Teodoro não regularizou sua representação processual, devendo ser excluído da lide, e que a proprietária do veículo , Maria Cremilda, não merece ser condenada solidariamente, por não ter confiado o automóvel a pessoa irresponsável e imprudente. Sustentam que a imprudência causadora do evento danoso deverá ser imputada aos apelados, "ambos menores inabilitados para a condução de um veículo perigoso como a motocicleta" (fl. 278), não agindo com culpa o motorista Sancho Augusto, impugnando, ainda, os depoimentos testemunhais, por os considerar "MENTIROSOS, CONTRADITÓRIOS E GRATUITOS" (fl. 281). Insurgem-se, ao final, quanto as verbas indenizatórias que lhes foram impostas, ao argumento de que não há provas nos autos para alicerçar ressarcimento por danos morais e estéticos, motivo por que se mostra "excessiva sob todos os aspectos" (fl. 282) a referida condenação, devendo ser reformada a r. sentença de primeiro grau. Contra-razões recursais às fl. 290/303, em que requerem, preliminarmente, apreciação do agravo retido de fl. 98/100, e, no mérito, seja mantida "in totum" a r. decisão monocrática. Analisar-se-á, prima facie, os agravos retidos interpostos pelas partes, iniciando pelo de fl. 98/100, dos apelados, e em seguida o de fl. 210/213, dos apelantes. Insurgem-se os autores (fl. 98/100) contra a decisão que deferiu aos réus o prazo em dobro para prática dos atos processuais, por litigarem em litisconsórcio passivo, argumentando os apelados que "apesar de existirem 02 (dois) procuradores, na verdade se tratar de um só" (fl. 98), uma vez que os patronos dos apelantes possuem o mesmo endereço comercial, pertencendo, portanto, ao mesmo escritório, tratando-se, ainda, de mãe e filho. Esclarece o artigo 191 do Código de Processo Civil que "quando os litisconsortes tiverem diferentes procuradores, ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para contestar, para recorrer e, de modo geral, para falar nos autos". Verifica-se que a referida regra processual, ao conceder prazo em dobro aos litisconsortes que possuírem procuradores diferentes, não determina que possuam escritórios diferentes ou que não sejam parentes, motivo por que não há que se acolher a pretensão dos autores, ora agravantes, no que concerne à decisão de fl. 49 proferida pelo Juízo monocrático. A propósito, ensinam Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de Andrade Nery (Código de Processo Civil Comentado e Legislação Processual Civil Extravagante em Vigor, 6ª ed., Revista dos Tribunais, 2002, p. 543): "Caso os litisconsortes tenham advogados diferentes, fazem jus ao benefício de prazo. A regra incide mesmo que os advogados sejam companheiros ou sócios do mesmo escritório de advocacia ou peticionem em conjunto, pois o requisito legal para ter lugar o benefício é que os litisconsortes tenham advogados diferentes". No mesmo sentido já decidiram os tribunais do País: "Se os litisconsortes tiverem procuradores diferentes, mesmo que sejam advogados sócios ou companheiros do mesmo escritório de advocacia, têm direito ao benefício de prazo do CPC 191" (RT 565/86). Mediante tais considerações, nega-se provimento ao agravo retido de fl. 98/100. Já os réus, às fl. 210/213, agravam da decisão que indeferiu a prova pericial que requereram, alegando cerceamento de defesa, o que ocasionaria a nulidade da sentença, sob o argumento de que não está o magistrado observando os princípios da ampla defesa e do contraditório, por ser imprescindível ao deslinde da quaestio a realização de perícia técnica, apta a comprovar que os fatos não ocorreram como descritos na inicial. Anota-se que constitui princípio constitucional (artigo 5º, LV, da Constituição Federal) que, às partes litigantes, deve-se assegurar o direito do contraditório e a ampla defesa, proporcionando-lhes os meios adequados para tanto, devendo a prudência estar sempre presente nas decisões judiciais, no sentido de se acatar o pedido de produção de provas, se se vislumbrar a sua necessidade e utilidade prática, devendo-se afastar somente as que se mostrarem efetivamente supérfluas e inúteis. Segundo o artigo 130 do CPC, "Caberá ao Juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias à instrução do processo...", defluindo, daí, que nenhuma ofensa haverá à lei federal observar-se todos os princípios do "due process of law" e, desde que pertinentes as provas pretendidas, especialmente testemunhal e pericial, válido é o seu deferimento, já que o referido preceito legal permite indeferir apenas "as diligências inúteis ou meramente protelatórias". Assim, competindo ao Juiz decidir quanto à necessidade ou não da coleta das provas requeridas, não se mostra equivocada a decisão monocrática ora combatida, vez que, in casu, não é a prova pericial imprescindível à solução do litígio, estando o processo acompanhado de perícia detalhada e idônea acerca dos fatos e do local do evento danoso, apta a formar o convencimento do magistrado. Nesse sentido têm sido as decisões nos tribunais do País: "Ao Juiz processante cabe decidir da utilidade e admissibilidade da prova requerida, dizendo, melhor que ninguém, a necessidade da prova à cabal cognição. Na formação desse juízo de conveniência e utilidade, é preferível ao julgador usar de liberalidade que de avareza, inclusive para afastar qualquer ressaibo de cerceamento de defesa" (Agravo de Instrumento nº 45.363-MS, 5ª Turma do TRF, Rel. Ministro Pedro Acioli, RTFR 120/27). "É amplo o poder do juiz no sentido de complementar as provas, em busca da verdade real" (Agravo de Instrumento nº 586.060.683 - 1ª Câmara do TJRS, Rel. Des. Athos Gusmão Carneiro, j. em 05.05.87, RJTJRS 113/321). O Juiz, com efeito, é livre na investigação da verdade real, finalidade última do processo, cabendo-lhe, na prossecução desse desiderato, acatar ou determinar as provas que entender úteis, porquanto a prova é dirigida ao Juiz, a quem somente incumbe a sua direção em busca do esclarecimento da controvérsia, não se podendo, destarte, imputar, em face dos aspectos da cognição postos em juízo, que tal ou qual prova sejam acoimadas de necessária ou não.

No processo civil, deve prevalecer o princípio da verdade real sobre a meramente formal, podendo o magistrado, no uso do poder que lhe confere o Código de Processo Civil, determinar ou não a produção de provas que entender necessárias ao seu convencimento acerca dos fatos que lhe foram expostos pelos demandantes. Posto isso, nega-se provimento ao agravo retido de fl. 210/213. Ultrapassadas as questões incidentais suscitadas nos agravos retidos, conhece-se do apelo, uma vez que presentes os pressupostos necessários à admissibilidade recursal. Analisar-se-á a preliminar de irregularidade de representação suscitada pelos réus, ora apelantes, em relação a Klébio Algostinho Teodoro, por se tratar de matéria prejudicial ao exame do mérito em relação a este litigante. Sustentam que, na falta dos pais, o menor deveria ser assistido por tutor regularmente nomeado e não simplesmente por sua avó, como no caso dos autos, o que implica em sua exclusão da lide. Entretanto, verifica-se que não assiste razão aos apelantes pois tal irregularidade encontra-se atualmente sanada, por ter o autor, Klébio Algostinho Teodoro adquirido a maioridade, não havendo necessidade de que litigue assistido por sua avó. O documento de fl. 20 comprova a data de nascimento do apelado, 10.08.1979, contando, atualmente, com 23 anos de idade, não havendo que se falar em defeito de representação, posto que desnecessária na atualidade. Mediante tais considerações, rejeita-se essa preliminar. Ainda preliminarmente alegam os réus que a proprietária do automóvel, Maria Cremilda Sucupira Montandon, não deverá ser condenada a indenizar os autores, por não haver confiado o veículo a pessoa irresponsável, imprudente ou inexperiente, não concorrendo, de qualquer forma, para ocorrência do evento danoso, motivo por que merece ser excluída do pólo passivo da presente demanda. A propósito, releva anotar que legitimado a responder pelos danos causados a outrem são todos que tenham agido culposamente para ocorrência do evento danoso, decorrendo a responsabilidade do agente da prática do ato ilícito. Verifica-se que no caso dos autos exsurge clara a solidariedade da ré, ante sua condição de proprietária do veículo , embora conduzido por terceira pessoa no momento do acidente , em virtude de haver permitido que outrem pusesse em circulação máquina motorizada que, por sua natureza, aliada ao intenso tráfego reinante em todas as vias do País representa sempre um grande perigo ao patrimônio alheio, estando, pois, apta a demandar no pólo passivo da presente ação. Certo é que a simples alegação do motorista do automóvel da ré de que é pessoa responsável, prudente e habilitada não exclui a responsabilidade solidária a proprietária caso se entenda que a conduta do condutor do veículo deu ensejo ao evento danoso, por ser certo que, caso seja comprovada sua culpa, proprietário do automóvel responderá solidariamente pelos danos que tiver causado , motivo por que não assiste razão aos apelantes no que concerne à exclusão de responsabilidade solidária da ré de responder pelo evento danoso. Nesse sentido têm decidido os tribunais do País: "Responsabilidade civil - Colisão de veículos - Culpa in eligendo do proprietário de um deles - Solidariedade com o motorista culpado - Legitimidade passiva ad causam reconhecida - Responsabilidade civil. Acidente de trânsito. Solidariedade do proprietário do veículo , decorrente do critério de escolha da pessoa a quem confiou seu uso. Inexistência de negativa da regra do artigo 1.521, III, do Código Civil. Recurso provido para o fim de se reconhecer a legitimidade ad causam passiva da ré apelante, julgando-se o mérito da ação de reparação civil no Juízo de primeiro grau, com inversão do ônus da sucumbência" (Apelação Cível - TAPR, Rel. Juiz Franco de Carvalho, j. em 24.02.82, RT 574/240). Rejeita-se essa preliminar. Em sede meritória, alegam os apelantes que foram os autores os responsáveis pela ocorrência do evento danoso por serem "ambos menores inabilitados para a condução de um veículo perigoso como a motocicleta" (fl. 278), não tendo agido com culpa o motorista Sancho Augusto, insurgindo-se, ao final, quanto as verbas indenizatórias que lhes foram impostas, ao argumento de que não há provas nos autos para alicerçar ressarcimento por danos morais e estéticos. Assinala-se, a fim de solver a lide, que o direito privado, ao estabelecer regra sobre a responsabilidade civil, impôs o dever de indenizar prejuízos que se cause a outrem, desde que haja violação à ordem jurídica, conforme expressa o artigo 159 do Código Civil, que apresenta como pressupostos da obrigação de ressarcir a existência de ação ou omissão imputável ao agente; a sua culpabilidade; o dano provocado à vítima; bem como o nexo de causalidade entre este e o comportamento ilícito. Denota-se, assim, a imprescindibilidade de se apurar se o condutor do veículo que se chocou com a unidade motora dos apelados agiu com culpa, já que não subsiste qualquer laivo de dúvida com relação à ocorrência do acidente , bem como quanto ao nexo etiológico entre o mesmo e os danos causados às partes. Releva anotar que, embora a carteira de habilitação seja o documento que comprova a capacidade do motorista para conduzir veículo automotor, tem-se entendido que o fato isolado de o piloto não possuir habilitação nem sempre indica que o inabilitado seja o causador do dano, para efeito de responsabilidade civil. Nesse sentido é o magistério de Humberto Theodoro Júnior: "Se na dinâmica do evento danoso a falta de habilitação não assume posição de causa, não é ela suficiente para gerar a responsabilidade do motorista pelo resultado" (Responsabilidade Civil, p. 27). Induvidoso é que imprescindível se torna que haja a comprovação de que o inabilitado omitiu-se em agir de maneira, atenta, cautelosa e prudente, a fim de que se possa culpá-lo pelo sinistro, devendo-se analisar, portanto, de forma conjunta, o descumprimento da disposição regulamentar e a inobservância das regras de direito comum, calcadas na culpa ou no dolo da conduta do agente. Nessa linha de raciocínio, tem-se que, in casu, não se pode imputar a responsabilidade do acidente aos autores, ora recorridos, pelo simples fato de não possuírem habilitação para conduzirem motocicleta, sendo então ônus dos réus, ora apelantes, evidenciar que não causaram a colisão em tela, por recair sobre os mesmos o ônus de exibir tal prova, a fim de ilidir a presunção que milita em seu desfavor. Verifica-se que os autores transitavam, de motocicleta, pela Avenida Nené Sabino, que possui canteiro central, no sentido aeroporto/cemitério, quando, ao se aproximarem do cruzamento com a Rua Paraíba, tiveram sua trajetória interrompida pelo veículo Fiat Pálio, de propriedade da ré e conduzido pelo réu, que, tentando proceder a

exsurge clara. completar a manobra" (Responsabilidade Civil e Criminal nos acidentes automobilísticos. encontra-se a narrativa do Laudo nº 1115/99. uma vez que. caso se trate de uma pista com circulação nos dois sentidos. qualquer conversão à esquerda. aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da via da qual vai sair. causando-lhes danos materiais e morais que ensejam reparação. na sua mão de direção. registra Geraldo de Faria Lemos Pinheiro: "Se o veículo não atingisse primeiro a zona central do cruzamento para convergir à esquerda. Acrescentando que: "Foi cogitado que o veículo Moto transitava com o farol apagado. Antes de entrar à direita ou à esquerda. ou do bordo esquerdo. destino do réu. entretanto. a desatenção e imperícia do condutor do Fiat Pálio. ao efetuar uma conversão a esquerda a fim de passar a transitar em uma outra via. adentrando em via preferencial sem observar o fluxo de automóveis que já circulava pela avenida. sobre este procedimento preconiza o já citado Diploma Legal: "Artigo 37. 59/60). causando-lhe danos. sendo certo que deveria aguardar que a via pública estivesse completamente livre para atravessá-la e. que se efetue retorno no local. o que demonstra claramente a falta de atenção do condutor do veículo Pálio. principalmente de automóvel que está a pretender atravessar via . poderia perturbar a marcha e até surpreender o motorista que viesse pela mesma esquerda. quando. A despeito de estar o condutor do automóvel realizando manobra de conversão à esquerda. uma vez que sempre oferece perigo. Durante a manobra de mudança de direção. p. Do exame acurado dos elementos probatórios aqui expressos. pois ele deverá sempre aguardar o momento propício para. para cruzar a pista com segurança". com a avenida em que transitavam os apelados e que pretendia o apelante atravessar. mesmo estando em velocidade moderada não atentou em dar passagem ao veículo que transitava em via preferencial. sujeita a multa. 1967. II . sob pena de multa. ao proceder retorno. a fim de que os outros motoristas tenham conhecimento antecipado da manobra que vai ser realizada. estabelecendo a prioridade de passagem dos que transitam por vias preferenciais. 279). ao tentar fazer a manobra a fim de adentrar na via desejada. moral e estética. atravessando uma via preferencial a fim de adentrar na rua que era seu destino. ser infração grave. Com efeito. ao tentar efetuar manobra de conversão à esquerda. ainda. Nas vias providas de acostamento. ou o sinal dado com a mão. aproximar-se o máximo possível do seu eixo ou da linha divisória da pista. é considerado responsável pelo pagamento da indenização. Assim. Certo é que a conversão à esquerda. Fiat Pálio. conforme procedeu o apelante. a despeito de pretender realizar manobra perigosa de conversão à esquerda. Assim. Havendo sentido único. elaborado pelos peritos da Secretaria de Estado da Segurança Pública: ". tratando-se de uma pista de um só sentido. 1993. verifica-se que o Código de Trânsito Brasileiro regulamenta a circulação de veículos nos pontos de possível cruzamento. sendo possível. em uma ou em ambas as vias. sendo que no cruzamento com a Rua Paraíba não há placa de sinalização. sequer percebeu que os motociclistas já trafegavam por esta pista.. cruzando-a irresponsavelmente causou o acidente em exame. deflui dos elementos probatórios ínsitos nos autos que o réu conduzia seu automóvel. no caso em tela deu causa ao acidente o condutor do veículo 01 (Pálio). motivando a interceptação de sua unidade na preferencial trajetória desenvolvida pela unidade 02 (Moto Yamaha)". Do croqui de fl. 02 volumes. o condutor do veículo deve demonstrar prudência especial. Esclarece o referido artigo que: "Ao aproximar-se de qualquer tipo de cruzamento. em outra via ou em lotes lindeiros. quando houver. Não puderam os peritos contatar referido detalhe. transpondo canteiro central e invadindo a outra pista da avenida. Entretanto.travessia da avenida e adentrar na Rua Paraíba. tendo adentrado inopinadamente pela Avenida Nené Sabino. não basta para eximir o motorista da culpa. quem cruza via preferencial sem observar as devidas cautelas e é abalroado por outro veículo . é manobra que exige do condutor do veículo extremo cuidado e atenção. a preferência de passagem do veículo que vem em sentido contrário" (Código Nacional de Trânsito. certo é que subtrai-se do contexto probatório que o abalroamento em questão só aconteceu em virtude da imprudência do motorista do automóvel Fiat Pálio. No mesmo sentido é o entendimento de Wladimir Valler: "A conversão à esquerda deve ser precedida do sinal correspondente de mão e seta. A propósito. pela qual não transitava. o simples uso da seta. faltou com a prudência especial. 29/30). que o conduzia de forma desatenta. deixar de dar preferência de passagem nas interseções com sinalização de regulamentação. a fim de atravessá-la. aproximar-se o máximo possível do bordo direito da pista e executar sua manobra no menor espaço possível. o referido dispositivo legal. Ora. o condutor deverá: I . 2ª ed. sendo que era ainda noite. embora seja permitida pela legislação de trânsito. o condutor deverá aguardar no acostamento à direita.. Desse modo.. p.ao sair da via pelo lado esquerdo. 143 e fotografias de fl. Saraiva. chocou-se com a motocicleta dos autores apelados. colhendo-os de forma abrupta e causando-lhes danos de ordem material. mas respeitada. é obvio que a manobra poderá ser feita sem essa cautela. a conversão à esquerda e a operação de retorno deverão ser feitas nos locais apropriados e onde estes não existirem. abalroou o veículo dos apelados. Julex Livros. embora habilitado e transitando em velocidade compatível com o local. Dispõe. respeitadas as normas de preferência de passagem". 180/184 denota-se que a Avenida Nené Sabino é uma via preferencial. infringiu o artigo 44 do Código Brasileiro de Trânsito uma vez que. no artigo 215. "Artigo 38. pois o farol fora destruído com o impacto do acidente " (fl. O parecer técnico apresentado pelos próprios réus esclarece que o condutor do veículo 1. em qualquer caso. Destarte. transitando em velocidade moderada. em via pública. devendo ser realizada somente após a certeza do motorista sobre a possibilidade de realizar a conversão sem interferir na corrente de tráfego que já existe no local em que se pretende adentrar. não observando a preferência de passagem dos motociclistas que já percorriam a via preferencial no lado da pista que dava acesso à Rua Paraíba. Parágrafo único. de forma que possa deter seu veículo com segurança para dar passagem a pedestre e a veículos que tenham o direito de preferência". sem perigo de cortar a corrente de tráfego. o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas.ao sair da via pelo lado direito. uma vez que não há continuidade do canteiro central neste trecho.

o seu mau uso cria a responsabilidade pelos danos causados a terceiros. 38/147).. sem perigo de cortar a corrente de tráfego. já que. em conseqüência. observando o condutor o tráfego da preferencial para que o veículo que pretende convergir não obstrua a passagem de outros que já seguem a referida trajetória.. pois ele deverá sempre aguardar o momento propício para. nos termos do artigo 159 do Código Civil. sendo certo que a simples conversão deve ser feita somente em condições favoráveis. por parte do agente" (Da Responsabilidade Civil Automobilística. embora permitida.preferencial a fim de alcançar seu destino. Assim sendo. . ou não.Conversão à esquerda . o cônjuge. para tanto não bastando simples sinal luminoso. o filho maior. o amigo. É indiscutível. destarte. na atualidade. o proprietário do veículo fica necessária e solidariamente responsável pela reparação do dano. Na hipótese em tela. qualquer relação com o motorista causador do sinistro. Induvidosamente. deve ser precedida de cautela e paciência. nº 19. A propósito.. "A conversão à esquerda é manobra que envolve riscos que exigem cautelas especiais para a sua realização. por exemplo. como criador do risco para os seus semelhantes. ainda que conduzido por outrem. quer sob o prisma da teoria da culpa contra a legalidade. a responsabilidade pela reparação dos danos é. Assim.Responsabilidade civil Automóvel não conduzido pelo proprietário .. exsurge clara a culpa do condutor do veículo no acidente em exame. de modo a que não se intercepte a frente do veículo que transita pela avenida que se pretende ingressar. 62). não se vinculando ao danos ocorridos somente quando restar evidenciado que o referido veículo foi posto em circulação contra a sua vontade. no momento da realização da manobra. o simples uso da seta. os tribunais do País têm decidido que: "Indenização . segundo a qual "o fato do desrespeito ou da violação de uma determinação regulamentar implicaria. ou o sinal dado com a mão. 45/122). evidente que a culpa pelo evento danoso deu-se por culpa exclusiva do apelante. direta ou indireta. responder pelos prejuízos advindos dessa conduta culposa. Entretanto. embora a ausência de habilitação legal para dirigir veículo dos apelados. Fica quase à inteira responsabilidade do motorista que as empreende a observância das cautelas especiais previstas na lei.Responsabilidade civil . parada e espera de via desobstruída. completar a manobra" (Responsabilidade Civil e sua Interpretação Jurisprudencial. agiu com imprudência. Nesse sentido está o posicionamento dos pretórios nacionais: "Acidente de trânsito . de maneira que a travessia seja feita com segurança. é manobra que exige extremo cuidado e atenção porque sempre encerra perito. sem a imprevisão. p. a fim de que os outros motoristas tenham conhecimento antecipado da manobra que vai ser realizada. independentemente de ter. não basta para eximir o motorista da culpa. mesmo quando permitidas. sendo inconcebível imputar aos apelados a responsabilidade pelo evento danoso. a manobra de conversão à esquerda exige toda atenção e cautela do motorista que deverá verificar se a pista que ultrapassará está livre para seu cruzamento e se há corrente de tráfego no sentido contrário. mesmo porque o causador do acidente pode não ser subordinado ao proprietário do veículo . evitando interrompê-la. devendo. o depositário etc. Rui Stoco assevera que: "Como preleciona Wladimir Valler. antecedida de sinal regulamentar. "As conversões à esquerda ou à direita são manobras perturbadoras do fluxo de trânsito. Provada a responsabilidade do condutor.Acidente de trânsito . 623). independente do mais. é induvidosa a responsabilidade da proprietária do veículo pelos danos causados ao terceiro. em regra. 52/388). uma verdadeira culpa. p. somente podendo ser realizada após verificação da corrente de tráfego no mesmo sentido e em sentido contrário. Nesse contexto. Destarte. assim. Se optar pelo ajuizamento da ação contra o proprietário do veículo não necessitará provar sua culpa. nem qualquer relação de subordinação. uma vez que sendo o automóvel um veículo perigoso..Responsabilização deste em face da não comprovação de ter sido posto em circulação sem seu consentimento . A responsabilidade do proprietário do veículo não resulta de culpa alguma. conforme se explicitou in retro. O proprietário do veículo é responsável pelos danos a que este der causa. Wilson Mello da Silva entende que. independentemente de qualquer outro dispositivo legal. É dever de todo condutor de veículo dirigir com atenção e os cuidados indispensáveis à segurança do trânsito" (JUTACrim. . Observa Rui Stoco que: "a conversão à esquerda. já estudadas". ao deixar de observar o fluxo do trânsito antes de proceder a conversão à esquerda.Presunção juris tantum de ocorrência de empréstimo não elidida Culpa reconhecida Indenização devida. Neste sentido. em especial com os que se aproximam na faixa da contramão de direção" (JUTACrim. indispensáveis à segurança do trânsito. Certo é. ficando sobre a inteira responsabilidade do motorista que as empreende observar as cautelas especiais previstas na lei. tem-se caracterizada a responsabilidade do condutor do veículo pelo evento danoso. mesmo que conduzido por outrem. ao adentrar abruptamente em via preferencial. a responsabilidade civil automobilística se funda na teoria da culpa contra a legalidade. que as conversões à esquerda ou à direita são manobras que perturbam e afetam o fluxo do trânsito já existente no local. em face do desrespeito das normas de trânsito mencionadas "in retro". imprudência. do proprietário do veículo . etc. A conversão à esquerda deve ser precedida do sinal correspondente de mão e seta. salvo as hipótese excludentes. Culpa do motorista que fez conversão à esquerda. portanto. somente de se admitir a efetivação da manobra quando inexista perito de colisão com outros veículos. como. que é presumida. numa avenida. Não se exige a culpa in vigilando ou in eligendo. sendo certo que se afigura como responsável pelos prejuízos causados em acidente em que sua unidade motora deu causa. que a súbita interceptação da pista na qual se locomoviam os autores é que deu azo ao acidente . pouco importando que o motorista não seja seu empregado. quer sob o ângulo da teoria subjetiva. interferindo no fluxo de trânsito existente no local. mesmo quando permitidas. vez que também não resta comprovado que trafegavam de farol apagado ou que a visibilidade do motorista do Fiat Pálio tenha sido prejudicada por árvores do canteiro central da avenida. de per si. tendo em vista a imprudência com que agiu ao adentrar em via urbana sem a devida cautela.Verificação de sua possibilidade. quando outro veículo lhe passava à frente por esse mesmo lado" (RJTJSP. Colisão de veículos.

05. pelos prejuízos imputados a terceiros. indevidamente. Juiz José Brandão. motivo por que mantém-se a referida obrigação. passando-se a analisar o inconformismo dos apelantes no que concerne às verbas indenizatórias arbitradas na sentença objurgada.000. à integridade física e à saúde refere-se não só à vida exterior do indivíduo. entendendo também estar correto o valor de R$3. levar em conta as condições pessoais do ofendido e do ofensor" (RJTJRS. devendo. com base na culpa presumida. 706/67). que não está a merecer qualquer reparo. "Responsabiliza-se civilmente pela prática de ato ilícito o proprietário de veículo dirigido por terceiro que tenha ocasionado o evento danoso.784-1. satisfazer a dor da vítima e dissuadir. sendo manifesta a tristeza e dor naturais a qualquer ser humano que se vê deformado e parcialmente incapacitado para o trabalho. mágoa ou atribulações na esfera interna pertinente à sensibilidade de seu ego. com a quantia.UBERABA . Com efeito. Custas recursais pelos apelantes. porém. RJTAMG 44/184). pelo Boletim de Ocorrência de fl.05.. às relações sociais e públicas. Bol.291). sendo essa a orientação unânime dos tribunais do País: "Para a fixação do dano moral o julgador pode usar de certo arbítrio. p. de igual e novo atentado.00 (três mil reais) para cada apelado. não configurando tal verba uma premiação. na ocasião do embate. cumpre fixar que tal instituto refere-se ao prejuízo decorrente da dor imputada ao ser humano.2003 -26 Tribunal de Justiça de Santa Catarina .02. advinda da conduta imprudente do condutor do veículo e a existência do dano. entende-se que correto é o posicionamento adotado pelo MM. evidenciadas a responsabilidade civil. 127/411). Assim. cobertos de cicatrizes. Na verdade. O prejuízo estético também merece reparo. ofendem seus sentimentos.1ª TACivSP. nº 66. nem mesmo uma importância insuficiente para promover a pretendida reparação civil." (Apelação Cível nº 102. "A indenização por dano moral é arbitrável. No caso dos autos. bem como os prejuízos morais sofridos pela vítima. mesmo que conduzido por outrem. em virtude de um acidente de trânsito em cuja ocorrência não teve a menor responsabilidade . Indiscutível é que a avaliação do dano moral para o efeito de indenização é das tarefas mais difíceis impostas ao magistrado. fato que traduz inquestionável desestabilidade psíquica e que justifica. encontrando-se seu condutor. Quanto aos danos materiais. 25. o grau de dolo ou culpa presente na espécie. Tendo em vista todos os aspectos apontados in retro. máxime em se tratando de ameaça a valores protegidos enquanto aspectos basilares da personalidade humana. por si só. em situação econômica inferior em relação aos agentes. sendo certo que a tristeza resultante de ofensa à vida.. sob pena de vir a responder. 38 e 44 demonstram a situação em que se encontram os autores. as condições da vítima e do ofensor. arbitrada pelo magistrado. estabelece-se uma presunção de responsabilidade da titular desse bem que deve. sendo inquestionável que a ora recorrente figura como legítima proprietária do Fiat Pálio envolvido no acidente em tese. Mediante tais considerações e em se verificando a culpa do motorista do Fiat Pálio. conclui-se ser indenizável qualquer ação que importe em lesão íntima a outrem. a saber. a pessoa consigo mesma e perante a família e amigos íntimos. segundo o prudente arbítrio do órgão julgador. entende-se ser apta para fins indenizatórios a quantia correspondente a R$5. correta a sentença que impôs aos réus do dever de ressarcir. o direito ao ressarcimento por dano moral. In casu. tristeza ou vexame sofrido e penalizar o causador do dano. mas também ao interior. fixado pelo Juiz a quo.2003 -27APELAÇÃO CÍVEL Nº . Juiz Ferraz Nogueira. 490. estabeleceu-se uma presunção de responsabilidade em desfavor do proprietário do veículo . mantendo in totum a decisão de primeiro grau. Assim sendo. portanto. uma vez que as fotografias de fl. Os pretórios nacionais têm entendido que a indenização haverá de ser "suficientemente expressiva para compensar a vítima pelo sofrimento. ou seja.00 (cinco mil reais) para cada autor. mediante estimativa prudencial que leve em conta a necessidade de. confirmadas. conclui-se pela obrigatoriedade de ambos os réus ressarcirem os prejuízos causados. JUIZ VIEIRA DE BRITO LJC. exsurge claro que as vítimas encontram-se. uma vez que inexistem parâmetros e limites certos fixados na legislação em vigor. RT 691/117).02. no mínimo autorizado pela mesma.. por ser ele o guardião da coisa. valor este que será arbitrado em liquidação. dentre outros aspectos.830-3 . devendo responder se um terceiro imprudente teve acesso para colocá-la em circulação. À luz de tais ponderações. Posto isso. "O proprietário do veículo é responsável pelos danos a que este der causa. nega-se provimento ao recurso. em não comprovando estar o veículo em circulação contra sua vontade.se não restar comprovado ter sido o automóvel posto em circulação contra a sua vontade" (RT 691/119). provocando-lhe tristeza. ante as fraturas expostas que sofreram. APELAÇÃO CÍVEL Nº 377. o que implica na necessidade de se proceder ao arbitramento. levando em conta ainda a intensidade da culpa e a capacidade econômica dos ofensores" (COAD. Rel. inclusive. o autor da ofensa" (Revista dos Tribunais. responder solidariamente pelos prejuízos causados ao autor.000. tendo em vista que em momento algum se subtrai dos autos que o mencionado veículo fora posto em circulação sem o seu consentimento. de modo arriscado e perigoso. Rel. em razão de atos que. cabe ao dono arcar com a obrigação de guardar o bem que é proprietário . bem como o nexo causal entre tais elementos. o que significa um poder de comando e uma obrigação de impedir que a coisa escape ao controle ao ponto de causar danos ao patrimônio de outrem. 31/94. se não restar comprovado ter sido o automóvel posto em circulação contra a sua vontade" (Apelação Cível . aparentemente. Quanto aos danos morais. Juiz monocrático no que tange ao dever de ressarcir as despesas efetuadas pelos autores relativamente aos tratamentos a que foram submetidos. tem-se que o arbitramento do montante indenizatório deve ter por parâmetro.

Na ausência de critérios objetivos para mensuração do valor econômico da compensação pelos danos morais. A esposa e os filhos têm direito ao pagamento de pensão mensal em face da morte do pai arrimo de família. Roberto Carlos Nardi e Vera Cruz Seguradora S/A. Razoabilidade do julgador. postulando a final indenização dos danos morais. Presunção. Ausente contraprova à declaração de rendimentos do falecido. 62/66). Média das últimas remunerações percebidas pela vítima. Danos morais. por volta das 18:50 horas. a ser fixada com base na média das últimas remunerações por este percebidas. Responsabilidade civil subjetiva . argüindo. Abatimento condicionado à certeza de seu pagamento.004736-0. 31). no mérito. dos danos emergentes. em Primeira Câmara de Direito Civil. Afirmou equivocada a pretensão ao pagamento de indenização alimentar em parcela única. citados os réus. Colisão em cruzamento. nos termos do art. há se a ter por verdadeira para efeito de fixação da verba alimentar. Denunciação da lide. O segundo réu igualmente se defendeu. Solidariedade entre o segurado e o condutor do veículo . Morte do marido e pai de família. refutando também sua cumulação com o benefício previdenciário. Seguro obrigatório. ACORDAM. persistindo assim a necessidade da constituição de capital pelo réu denunciante. obrigada também está a seguradora litisdenunciada pelo ressarcimento integral do valor despendido. imprudentemente. Disse ainda que prestou socorro à vítima e questionou os prejuízos reclamados (fls. O proprietário é co-responsável junto ao condutor pelos danos causados a terceiros na ausência de manifesta comprovação da alienação do veículo . inexistindo acordo. atestando o valor de seus rendimentos (fls. 59). Ausência de critérios objetivos para sua quantificação. mas conduzido pelo segundo. Ganhos reais satisfatoriamente comprovados. I RELATÓRIO: Terezinha Salete Gross. negando provimento aos demais. Paulo Roberto Gross e Cezar Augusto Gross ajuizaram ação de reparação de danos em face de Sérgio Sessi e Roberto Carlos Nardi. interceptando a trajetória de motociclista vindo pela preferencial. desde que demonstrado de forma cabal seu efetivo pagamento. Garantia para o credor na lide principal. Acidente de trânsito. Sérgio Sessi e Vera Cruz Seguradora S/A para rejeitar a preliminar de ilegitimidade e dar provimento parcial ao primeiro. Requereram outrossim o benefício da assistência judiciária. preliminarmente. Prestação alimentar mensal. o veículo não mais lhe pertencia. Despesas com funeral. o que foi deferido (fl. 39/42). Vistos. os autores se manifestaram sobre as respostas (fls. tanto mais se inexistente qualquer elemento probatório acerca de sua expressa exclusão. seu marido e genitor Heinze Cláudio Gross trafegava de moto pela Avenida Getúlio Vargas quando fora surpreendido pelo automóvel de propriedade do primeiro réu. a ser fixada com base em sua última remuneração. Redução de 2/3 correspondentes aos seus presumíveis gastos pessoais. porque devedor solidário ao lado do co-réu. Presumíveis são os danos morais da família ante a morte trágica de ente querido. Cobertura. conhecer dos recursos interpostos por Roberto Carlos Nardi. pois. Designada a audiência preliminar. Essa particularidade todavia não lhes aproveita no que tange à inclusão do décimo terceiro salário no quantum indenizatório. bem como o pagamento de pensão alimentar até março de 2024. Impugnou por fim a declaração fornecida pela empregadora do falecido. Preliminar de ilegitimidade passiva ad causam. alegou culpa exclusiva da vítima. Relatora: Juiz Sônia Maria Schmitz. Exclusão do 13º salário. devem ser indenizadas as despesas com funeral. Estando a vítima desempregada há pouco tempo. a ponto de menosprezar a dor sofrida pela vítima. fixando essa verba de tal forma que não seja irrisória. decorrendo daí sua legitimidade para a causa. deve o julgador valer-se das regras de experiência comum e bom senso. por votação unânime. 48/51). Responsabilização integral da litisdenunciada. negando ademais sua responsabilidade pelo ocorrido. as partes requereram a transmudação do procedimento para possibilitar maior amplitude probatória e a inclusão de terceiro. Constituição de capital. denunciando à lide a seguradora Vera Cruz. preservando-se-lhe a existência digna. Referiram-se às disposições do art. Imprudência. comarca de Chapecó (2ª Vara Cível). À luz do princípio da reparação integral. 2003. consubstanciados nas despesas com funeral e perda total da motocicleta. Compreende-se na cobertura dos prejuízos pessoais ou corporais os danos morais. . Desemprego recente. de Chapecó. ou exagerada. ressalvando-se porém o abatimento do seguro obrigatório. Fator preponderante. na época. 277 do CPC (fls. compareceu o primeiro e apresentou contestação. apesar de ainda estar registrado em seu nome. afigura-se justo calcular o pensionamento ainda com base nas últimas remunerações auferidas. causando trágico acidente . É preponderante a culpa do condutor de veículo que ingressa em via pública. argumentando que. 2003. tornando-se fonte de enriquecimento ilícito. estimando-os em 800 salários mínimos. menos 1/3 correspondente aos gastos pessoais que presumidamente teria a vítima em vida. sua ilegitimidade passiva ad causam. Danos morais. Ingresso em via preferencial sem os cuidados necessários. A solvabilidade da seguradora denunciada não garante o crédito do autor. que inopinadamente invadiu a via preferencial. do qual aquele veio a falecer.Apelação cível n. Em seguida.004736-0. Respondendo o segurado pela totalidade da condenação. eis que atrelada à vigência de contrato de trabalho ou de vínculo institucional. relatados e discutidos estes autos de apelação cível n. na medida em que este jamais poderá exigi-lo diretamente daquela. sendo tãosomente apelada Terezinha Salete Gross e outros. Denunciou à lide a empresa Vera Cruz Seguradora S/A e. 159 do CC/1916. Na audiência conciliatória. data em que o falecido completaria 65 anos. Seguradora. Proprietário de veículo sinistrado. em que são apelantes e apelados Sérgio Sessi. em 19 de setembro de 2000. sobretudo por se destinar à recomposição da situação patrimonial da família. porque transitava em excesso de velocidade e sem capacete. Custas na forma da lei. Exclusão da responsabilidade sujeita à inequívoca comprovação da venda do automóvel.

AC n. "Não produzida essa prova. Asseverou também que as despesas com funeral foram cobertas pelo seguro obrigatório e que os danos morais revelam-se excessivos. cujo valor arbitrado ultrapassa seus ganhos mensais. mesmo sem a transferência junto ao órgão de trânsito (Súmula n. extrai-se: "Veja-se que nenhuma prova testemunhal foi produzida para corroborar a anterior alienação da moto. 96. e 155/157) e o representante do Parquet opinou pela procedência do pedido. Orli Rodrigues. prevalece a responsabilidade civil de quem figura na repartição de trânsito como proprietário do automotor causador do acidente . além do valor atualizado da moto sinistrada. seu segurado (fls. 266/267). divididos de modo igualitário entre os autores. Do acórdão relatado pelo saudoso Desembargador Eder Graf. confirmando o contrato de seguro pactuado com o primeiro réu. E ainda: 5) declarar o direito dos réus de deduzirem do quantum debeatur as importâncias que os autores já perceberam ou tiverem direito a perceber relativos ao seguro obrigatório. Insurgiu-se outrossim contra a quantificação dos danos morais. Ponderou inexistir substrato probatório para determinação da prestação alimentar. Do contrário. a transferência do veículo a outrem. reafirmando que os danos morais não se encontram cobertos. sustentando. 602. correspondente à parte do réu Sérgio Sessi. Do mesmo modo. realizou-se a solenidade. assegurando-se aos beneficiários remanescentes o direito de acrescer. não possui valor absoluto que sobrepuje os demais elementos contidos nos autos. e 4) de custas processuais e honorários de advogado. Na questão de fundo. 151/154. inexiste prova documental ou testemunhal que demonstre a mencionada compra e venda do automóvel. sentença. Sérgio Sessi interpôs recurso de apelação. entenda não ser o proprietário do veículo responsável pelos danos causados a terceiros por seu adquirente. Sobreveio daí a r.5% mês) desde o evento danoso (STJ. ponderou inexistir prova incontroversa da culpa do condutor do automóvel. porque embora a jurisprudência. motivo pelo qual só deverá responder por metade da condenação imposta. j. Roberto Carlos Nardi também apelou.1997). Quanto ao depoimento pessoal do réu Roberto Carlos Nardi. Des. e data desta. que lhe permite apreciar e valorar a prova. porque o débito já está garantido pela seguradora (fls. Finalmente. 02 do TJSC).10. atenta-se para o princípio do livre convencimento do julgador. Condenou-a a arcar com as custas e honorários advocatícios (fls. 146/148. AC n. até o limite de sua garantia. Trindade dos Santos. a partir da efetiva tradição." (TJSC. mais o montante da compensação dos danos morais. garantida a percepção do 13º salário na mesma proporção.000. no mérito. insistindo na preliminar de ilegitimidade passiva. com razão.00. acaso comprove ele. acolhendo a pretensão para. Determinou também que todos os valores sejam corrigidos monetariamente e acrescidos de juros legais (0. de Brusque. os autos ascenderam a esta Corte. tendo sido emitida. consoante seu prudente arbítrio. rel. esgrimindo outros argumentos (fls. É o relatório. negou manter vínculos negociais com o réu Roberto Carlos Nardi. razão pela qual deveria a pensão mensal ser fixada com base no salário mínimo. ao contrário do afirmado pelo réu Sérgio Sessi." (TJSC. 132 do STJ e Súmula n. ocasião em que foi tomado o depoimento pessoal de Roberto Carlos Nardi. estendendo-se em relação à esposa até quando o falecido completaria 65 anos de idade e com relação aos filhos menores até a data em que completarem 25 anos. Contra-arrazoados os recursos (fls. 3) de R$ 45. nos termos do parecer (fls. 158/167). desde que fundamentada a decisão. 119). assim como seja constituído capital cuja renda assegure o cabal cumprimento da indenização (CPC. 34. julgou procedente o pedido da lide secundária para declarar a responsabilidade da empresa Vera Cruz Seguradora S/A em relação aos réus. corrigidas desde o desembolso.A litisdenunciada. §§). precedentemente ao sinistro. na data da audiência .1997). 96. Ou ainda: ". fixados em 15% sobre a soma das parcelas vencidas com o capital necessário a produzir a renda equivalente às prestações vincendas. consagrado no art. Aprazada a audiência de instrução e julgamento. no dia e hora determinados. 253/255 e 256/264). ofereceu contestação. como enfatizado. de Dionísio Cerqueira." (AC n. j. prevendo a cobertura de danos materiais e corporais até R$ 30. j. 100/101). mister a inequívoca comprovação do negócio entabulado. 169/218). novamente invocando culpa exclusiva da vítima. a manutenção daquele que consta como proprietário do veículo causador do evento no pólo passivo da ação de reparação. 54). 24. apurado em procedimento de liquidação. anteriormente ao evento lesivo.Nas ações indenizatórias fundamentadas em acidente de circulação. já decidiu este Tribunal: "Só a prova incontroversa da alienação do veículo pode afastar a responsabilidade daquele em cujo nome está o mesmo registrado no DETRAN. via de conseqüência. tendo o Ministério Público deixado de intervir no feito (fls. rel. 232/239). tendo os autores desistido da produção da prova testemunhal (fl. De acrescentar que esse meio probatório. que o de cujus estava desempregado naquela época. inclusive nos encargos de sucumbência. Na hipótese.709. As partes apresentaram suas derradeiras alegações sob a forma de memoriais (fls. excluída a parcela referente ao 13º salário.10. não incluídos aí os prejuízos morais. 131 do CPC. Súmula n. O representante do Ministério Público opinou pelo saneamento do feito (fls. art.00 pelas despesas com funeral.32). da Capital. a qual resulta única e exclusivamente da declaração de seu condutor. VOTO: Há de ser afastada a preliminar de ilegitimidade passiva ad causam. esclarecendo estarem os últimos cobertos pela apólice do seguro (fls. 220/229). suposto adquirente.000. pugnando pela redução dessa verba a 30% do que percebia o falecido. 69/86). Julgando apelação semelhante. II. entendendo-a elevada e contra a constituição de capital. 149/150. 2) de R$ 3. apelou a litisdenunciada. condenar os réus Sérgio Sessi e Roberto Carlos Nardi ao pagamento: 1) de pensão mensal correspondente a 2/3 do salário líquido percebido pela vítima (R$ 503. de modo induvidoso. somente estará afastada a responsabilidade civil daquele que tem registrado o veículo abalroante em seu nome.797. 02. 29. é imposição legal. 241/248). por sua vez.006332-3. condenando-a a ressarci-los. Nesse sentido: "Havendo dúvida quanto à efetiva venda do veículo . Des. Aduziu também ser indevida a cumulação dos danos materiais com os morais. a contar da data do acidente . Inconformado.009219-6.06.1990). discorrendo sobre a formação dos contratos securitários.00 a título de danos morais.

1998). rel. anota-se: "Na ação de reparação de danos causados em acidente de veículo . seja por simplesmente ter acontecido no decurso de uma atividade realizada no interesse dela. de Chapecó. embora em casos excepcionais seja suficiente que o dano constitua risco próprio da atividade do responsável. afirmações. 44. Esse fato. cruzando a trajetória daquele que.06. age com culpa. para que surja a obrigação de indenizar: a) que haja um fato (uma ação ou omissão humana.003109-0. vol. com a Rua Benjamim Galotti. é preponderante a atitude do condutor de veículo que.005424-1. sentido Leste/Oeste.04. aliás. j. de Caçador. por ser documento elaborado por funcionário público no exercício de suas funções. j. precede todos eles): e) é preciso que o dano esteja contido no âmbito da função de proteção assinada à norma violada. fato gerador. restaria inócua a atividade de tais funcionários públicos (RT 713/134). causando o acidente . Sérgio Roberto Baasch Luz. Des." (TJSC. 468-469). deve o suposto alienante ser mantido no polo passivo da presente demanda indenizatória. de boa-fé. deve ser responsabilizado pelo evento.002920-6. sobre os quais estão de acordo praticamente todos os juristas. rel. Isso porque. Des. prepondera sobre eventual excesso de velocidade sedizentemente praticado pelo guiante do veículo que trafega na via assinalada como principal. deve-se acrescentar uma condição suplementar (e que. ainda assim é de mencionar-se o primado da súmula 489 do STF. não valendo a prova exclusivamente testemunhal para rebater documento comprovador da propriedade. Carlos Prudêncio. 21). O V1 colidiu com a parte dianteira na parte dianteira do lado esquerdo do V2 [. 96. de Chapecó. Assim. j. o evento danoso é fato incontroverso.de julgamento. mesmo excedendo a velocidade permitida. Ou ainda: "O ingresso em via preferencial. de Gaspar. assim manifestada. O V2 ao avançar no cruzamento obstruiu a trajetória do V1. Sobre o tema. 14. sob os fundamentos de que trafegava em excesso de velocidade e com os faróis apagados. Des. constitui manobra que exige do motorista redobrada cautela. egresso de via secundária." (AC n. A estes quatro pressupostos da responsabilidade civil. sem propriamente ter sido causado por esta. esta devidamente sinalizada no cruzamento com a placa 'PARE'. Salienta-se por relevante que "O Boletim de Ocorrência ou equivalente. rel. E prossegue: "Podemos ordenar os pressupostos da responsabilidade civil de forma mais didática dizendo ser necessário. "Isto é muito pouco para significar a induvidosa transferência do veículo de que trata a súmula 02 do TJ e para justificar a ilegitimidade passiva do eventual alienante. prepondera sobre eventual excesso de velocidade. No mérito. No caso. 03. porque. eis que autor e réus não divergem a respeito do acidente envolvendo o veículo conduzido por Roberto Carlos Nardi e a moto pilotada por Heinze Cláudio Gross. c) que tenham sido produzidos danos. sob pena de restar caracterizada a sua culpa. 1. Nesse norte: "O ingresso em artéria indicada como preferencial. Getúlio Vargas. com a invasão da preferência informando culpa autônoma e decisiva e que.2004). Sua conduta.2001). cabimento no âmbito de proteção de uma norma." (AC n. seja por se dever à atuação culposa da pessoa. nexo de causalidade e nexo de imputação". interceptando total ou parcialmente a passagem de outro veículo que por ela passava. ou ainda um fato da natureza) que seja antijurídico (isto é. de São José..008248-7. O veículo 01 (Motocicleta) trafegava pela Av. AC n. De acordo com o Boletim de Ocorrência. exige-se que o dano verificado seja resultado da violação de um bem protegido" (Direito das Obrigações. rel. 15. Trindade dos Santos. 05. j. Vai daí que. O veículo 02 (Palio) trafegava pela Rua Benjamim Galotti.001163-3. 99. verbis: "A compra e venda de automóvel não prevalece contra terceiros. em si mesmo ou nas suas conseqüências). 01. rel. de São José do Cedro.09. E nem se argumente culpa exclusiva da vítima. transpõe rodovia federal. 22." (TJSC. "o sinistro ocorreu no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas. 07. Des. como tal. p. goza de presunção de veracidade." E mudando o que deve ser mudado.816. Isto é. . mas aceita-se em princípio como verdadeiro o que lá está contido. na modalidade de imprudência. descrições. caso contrário. AC n. 2004. conforme preconizado pela jurisprudência. aquele que desavisadamente adentra-a. b) que esse fato possa ser imputado a alguém. sem as cautelas necessárias.]" (fl. está em debate a responsabilidade imputada aos réus por danos materiais e morais advindos do acidente de trânsito que vitimou Heinze Cláudio Gross.04..03. em rigor.05. pode e deve ser imputado a imprudência do condutor do automóvel que inadvertidamente ingressou em via preferencial. E mais: "É incontroverso que o condutor de um automóvel que. j. 2003. dando causa a abalroamento. sem a necessária cautela. sentido Sul/Norte. a transferência do automóvel do demandado a terceiro deve ser inequívoca para que se possa reconhecer sua ilegitimidade passiva ad causam. são precedentes desta Casa: "Age com imprudência o motorista que. José Volpato de Souza. São Paulo: Saraiva. é sempre oportuno lembrar as lições do professor Fernando Noronha que elenca os cinco pressupostos da obrigação de indenizar. cortando a trajetória do motociclista que ali trafegava. ou um fato humano. d) que tais danos possam ser juridicamente considerados como causados pelo ato ou fato praticado. a saber: "dano. vinha pela preferencial." (TJSC. ingressa em via pública. "Embora não se refira expressamente à responsabilidade civil por danos em acidente de veículos. condiciona aquele que provém de via secundária à certeza de que não haverá interrupção do fluxo de tráfego. mas independente da vontade. cortando a corrente de tráfego." (TJSC. rel. Assim. esta de 'VIA PREFERENCIAL'.1997). Des. marido e genitor dos autores. que não seja permitido pelo direito. etc. AC n. Wilson Guarany. frágil a prova acerca da venda do veículo sinistrado. cabendo à parte contrária destruir tais conclusões. Dionízio Jenczak. por seu turno. não se dá validade absoluta às afirmações nele constantes. ingressa em via preferencial e corta a trajetória de veículo que por ela trafega. Des. se o contrato não foi transcrito no Registro de Títulos e Documentos.1994). A propósito de acidentes como o que se está a tratar. AC n.2004). j. 96. a teor do que dispõe o artigo 159 do Código Civil.

Por isso é que a decisão merece ser reformada nesse particular. Enfim. considerando-se que o terço restante destinar-se-ia aos seus gastos pessoais. como dito. REsp n. Insuficiente para desconstituir essa prova é a impugnação genérica feita pelo apelante Sérgio Sessi à veracidade do aludido documento. Min. j. cabe frisar. Agnaldo Miguel Teixeira. Ou então: "Havendo nos autos prova do valor auferido pela vítima a título de renda mensal à época do acidente .04. dado o curto período em que permaneceu desempregado. Castro Filho." (TJSC.05. A única testemunha que sempre viu tudo com detalhes. o denunciante há que comprovar o anterior pagamento à parte lesada' (STJ-3ª Turma. privada agora de sua única fonte de renda.. Sr. De sua vez." (STJ. 98.016902-0. 185/186). 1. restou preservada. Min. desassistindo inteiramente razão ao apelante Roberto Carlos Nardi no que tange à sua integral cobertura pelo seguro obrigatório. por presunção.690/RJ. j. realmente atestou que a moto da vítima estava com 'os faróis apagados' (fl. até mesmo porque após a colisão até o próprio réu Nardi reconheceu em Juízo que a 'moto teve quebrada as lanternas e o farol dianteiro' (fl. 09. à relação entre devedor e credor da lide principal. visto que desacompanhada de qualquer elemento em contrário." "Assim: 'Nas ações indenizatórias. Honestamente. consoante se depreende da Relação dos Salários de Contribuição acostada (fls. p. o fato de a vítima estar desempregada na data do acidente não obsta o direito de seus dependentes ao percebimento dessa verba no valor ainda de suas últimas remunerações. rel. 299. terceiro pressuposto da responsabilidade civil. 296)" (Theotonio Negrão. acolheram os embargos. AC n. Detalhe: Se como acima visto a referida testemunha olhou para o acidente após escutar um 'estrondo'. 16.32. inexistentes na hipótese. faltam adminículos probatórios a sustentar essa versão. n.. há de se ter por verdadeiro o teor das informações ali contidas.Quanto aos faróis apagados. sem explicitação alguma. a testemunha Rosane Flores de maneira elogiavelmente honesta informou na Polícia que 'não sabe informar se a moto estava com os faróis ligados' (fl. tratando-se de pai de família. sob alegação de que o pensionamento já está garantido pela seguradora." E complementa o Togado: "Sobre o fato. até porque. sem o crivo do contraditório de um depoimento tomado em Juízo. A condição financeira e a dignidade de seus familiares.01. o objetivo de constituir-se um capital é o de dar à parte lesada a segurança de que não será frustrada quanto ao efetivo recebimemento das prestações futuras a que faz jus. na esteira da majoritária jurisprudência pátria: "Afigura-se razoável e justo fixar a indenização em 2/3 (dois terços) da renda da vítima. Sálvio de Figueiredo Teixeira. o que seria impossível caso fosse utilizado o salário mínimo como referência. de Xanxerê. v. 141). do CC/1916. No que concerne à inclusão da parcela relativa ao 13º salário na prestação alimentar.2001). tem-se por devida a inclusão da gratificação natalina na indenização. 118). em que laborou apenas 08 dias. 13. a testemunha Valdir Fachin anota 'que o depoente informa em sua percepção a moto estava com os faróis apagados' (fl. entende-se indevida.ed. deduzindo um terço (1/3) correspondente ao que essa. diferentemente do explanado acima. E nada justifica sua redução em 70%." (fls. REsp. versão essa corroborada por sua irmã Simone Flores que também disse que 'não recorda se a moto estava com os faróis apagados' (fl. Magistrado. Para que o denunciado seja obrigado à indenização. rel. Sérgio Paladino. 140). como viu se a moto estava ou não com os faróis apagados? Só por adivinhação. 27). Nessa situação. rel. 12. como bem acentuou o ilustre Juiz sentenciante. porquanto "o réu jamais afirmou isso. à época do acidente . não o estava efetivamente percebendo.03. num verdadeiro exercício de adivinhação. II). faróis apagados e daí para fora). se essa reparação tem por fim recompor a situação patrimonial da família do falecido.970/SP.106-AgRg-EDcl. 137). Regra aplicável. não há sequer início de prova atinente ao pagamento desse .9. art. o curto período de desemprego não aproveita aos autores. Não se há cogitar finalmente da desnecessidade de constituição de capital. j. sem a mínima preocupação em comprovar as razões com que se a impugna. com isso. Sálvio de Figueiredo Teixeira. 35. "Como não viu a moto antes da colisão. não restou provado (CPC. excluído o mês de agosto de 2000. não vejo como dar seriedade devida ao jovem testigo que depôs apenas na fase policial e estranhamente viu detalhes que mais ninguém viu (fivelas soltas. todas as evidências e presunções levam à responsabilização culposa do condutor do automóvel. o capital deverá ser constituído pelo réu-denunciante.2000). revela-se justo o cálculo efetuado pelo d. I. Des. É que. deve ser prontamente rechaçada pelo julgador. 2003. 682). correspondente aos presumíveis gastos pessoais que teria a vítima em vida. DJU 24. Ag 274. despenderia com seu próprio sustento" (STJ. 333.u. sob pena de se transferir ao Judiciário ônus legalmente imposto aos litigantes. pois. No tocante aos danos reclamados. São Paulo: Saraiva. simplesmente porque. Sobre as despesas com funeral. tem-se como razoável o desconto do percentual de 1/3. Código de Processo Civil e legislação processual em vigor. impõe-se a fixação da pensão devida aos seus dependentes em dois terços (2/3) daquele montante. dês que. Logo. "Havendo denunciação da lide e julgadas procedentes a ação principal e a denunciação. pelo contrário. rel.01. seus ganhos mensais giravam em torno de R$ 503. ausente contraprova à declaração de rendimentos do falecido ? já que nenhum documento nesse sentido foi juntado pelo apelante e tão pouco arrolada testemunha para esse desiderato ?. porque o falecido. conforme a regra estatuída no art. 160. p. diante das características do acidente . Diga-se aliás que tal prática cada vez mais constante ? e de certa forma cômoda ? de opor-se à lisura da prova documental anexada por uma das partes. 139). A contrario sensu: "No caso de ser a vítima trabalhador com vínculo empregatício. Min. até ser rescindido seu contrato com Vigilância Pedroso Ltda.1999). pois a fatalidade ocorreu no mês seguinte à rescisão do contrato de trabalho. correto está o arbitramento da prestação alimentar em 2/3 do valor da média das últimas remunerações percebidas pelo falecido. j. eis que.8. Afinal. tomando-se como base as últimas remunerações da vítima. até mesmo deixou estampada a desnecessidade de o farol da moto estar ligado uma vez que sequer estava ligada a iluminação pública e tinha visibilidade de todos os veículos e pedestres que transitavam no local. exclusivo responsável pelo sustento da esposa e dos dois filhos menores. devem ser indenizadas. posto estar o direito à gratificação natalina indiscutivelmente atrelado à vigência de contrato de trabalho ou de vínculo institucional. se o inverso ocorreu.537.

Com muita freqüência os danos à pessoa traduzir-se-ão em danos patrimoniais. afetando exclusivamente o patrimônio ideal dos atingidos pela perda. de São Miguel do Oeste. se houver. haja vista que a conduta dos réus subsume-se de forma imediata ao preceito estatuído no art. fundamento legal da responsabilidade civil subjetiva. também não dá margem ao seu enriquecimento ilícito. podem ou não refletir-se em perdas patrimoniais.00 per capita). talvez pudesse ser a de dano objetual. fazer algumas definições e distinções de forma a se verificar a classificação dos danos morais. Des. a mágoa. Trindade dos Santos. Des. Se tiverem. a tristeza. quando haja ofensa à pessoa. da Capital. mesmo que. em virtude da dor provocada pela perda do ente querido. psíquico ou moral. 96. Ademais. na sua individualidade. 1543) e moral (o chamado valor de afeição da mesma coisa. pleitear indenização por danos morais decorrentes da morte do cônjuge varão em acidente do trabalho. cumpre-se assentar que os prejuízos morais. e danos a coisas e a pessoas. "'Por seu turno. não são passíveis de comprovação no plano fático. é curial observar que a empresa Vera Cruz Seguradora S/A em nenhum momento negou seu vínculo contratual com o réu Sérgio Sessi. por exemplo um acidente de trânsito. tão-somente. mas podem não ter. deve o magistrado valer-se sobretudo das regras da experiência comum e do bom senso que. Prosseguindo-se na análise dos pressupostos da responsabilidade civil. máxime quando dividido proporcionalmente entre os três integrantes do polo ativo desta demanda (R$ 15. uma vez que os danos materiais e morais reivindicados pelos autores inegavelmente decorreram do evento lesivo focalizado.000. Mas sustentou que na apólice não estão cobertos os danos morais. j. a tese da seguradora de que o contrato de seguro realizado com os réus não dá cobertura à indenização a estes danos eis que não integram os danos pessoais. como a dor. e que os danos à pessoa andam normalmente associados a danos extrapatrimoniais. teremos os dois tipos de danos. mesmo quando não seja caracterizável um direito de personalidade. são independentes. 52. ou danos materiais. presumem-se da relação de parentesco. Decorrem eles. quando são afetados valores ligados à própria pessoa do lesado. Uma designação alternativa. por um lado. se possa dizer que eles têm necessariamente natureza moral. Um dano pessoal pode ser extrapatrimonial (exemplo: sofrimento resultante de calúnia . sendo implicações inarredáveis da natureza e das conseqüências advindas do fato. a que o art. o abalo psíquico. eles quase sempre surjam a par de danos extrapatrimoniais. equívoca. Ruy Rosado de Aguiar). desponta dos autos o nexo de causalidade. Dessa forma. nos aspectos físico. todavia. além do valor pecuniário. 1543 também se refere. 04. no julgamento da AC n. art.11.. encontrando-se farta jurisprudência no sentido de que o contrato de seguro por danos pessoais ou corporais compreende o dano moral (vide STJ.). os objetos tenham também um valor espiritual ou afetivo. em conseqüência da mesma calúnia). pode ser que. podem resultar danos materiais (destruição do veículo ) e pessoais (lesões em pessoas transportadas). Eder Graf. vale destacar o bem lançado voto proferido pelo eminente Desembargador Alcides dos Santos Aguiar. de Ponte Serrada: "Referente aos danos morais. Senão houver prejuízo econômico. Inconteste por fim é o cabimento no escopo da norma. na falta de critérios objetivos que permitam quantificar economicamente a lesão à honra subjetiva do cidadão. embora se intercruzem. rel. ligados a sentimentos essencialmente subjetivos. autorizam o julgamento por equidade. j. sem que. E para encerrar o exame do item "danos". Referentemente ao quantum dessa compensação (R$ 45.015728-8.00) ? tarefa das mais tormentosas do julgador ?.. Fala-se em dano a coisas. 159 do CC/1916. 18. rel. consubstanciados na dor e no abalo psíquico a que foram os autores submetidos em decorrência da morte trágica de seu marido e pai. não merece prosperar.06.109. sentença o Dr. Nesse caso. hipótese em que teremos ao mesmo tempo um dano patrimonial e outro moral (sem que isso necessariamente signifique que o segundo. a diferença entre danos a coisas e à pessoa pode ser expressa dizendo-se que se os primeiros . e para tal nada melhor do que as lições do Professor Fernando de Noronha. nestas situações. tenha de ser sempre objeto de reparação." (AC n. "Cabe aqui para elucidar a questão levantada. pois ao mesmo tempo em que não pode ser considerado irrisório. "'Nesta matéria. Mesmo um dano a coisas pode ser patrimonial (exemplo: preço ordinário da coisa usurpada . No Tribunal catarinense. ou à pessoa. Juiz determinou sejam excluídos do total da indenização os valores eventualmente percebidos pelos apelados a título de seguro obrigatório. "'Como se vê. rel. em outras palavras. em si mesmos. incapacitação para o trabalho). por outro. 1547) e patrimonial (diminuição de clientela. restando apenas discutir a responsabilização da litisdenunciada. Um dano patrimonial pode ser a coisas (exemplo: destruição de coisa) ou pessoal ( por exemplo. 99. Min. "'Neste aspecto. a tal ponto de menosprezar a dor sofrida pelos autores. teremos somente danos extrapatrimoniais. "'Os objetos atingidos por danos a coisas podem ter. mesmo porque não podem ser provados. A propósito.benefício. A par disso.1996). Nesse contexto. todavia.010888-2. "'De um mesmo fato. REsp 106326/PR.1997). juntamente com os filhos. dada a ausência de repercussão patrimonial. revela-se adequado. totalmente irrelevante mostra-se esse reclamo. quando se atingem objetos do mundo externo (objetos materiais ou coisas incorpóreas). devido a ser comumente usada como sinônima de 'dano patrimonial'. o que se pode dizer é que os danos a coisas são em regra de natureza patrimonial. Assim: "'Fala-se em dano pessoal. morais e patrimoniais. como no próprio dispositivo da r. a obrigação solidária dos réus de indenizar os prejuízos sofridos pelos autores está mais do que evidenciada. as classificações de danos patrimoniais e extrapatrimoniais. colhe-se da jurisprudência desta Corte: "É lícito à esposa. é evidente o interesse econômico do lesado e teremos dano patrimonial." (AC n. art. Essa controvérsia a rigor já está superada.000. um preço ou valor de mercado.cf. pois.cf. autoridade em responsabilidade civil. os danos que afetam as pessoas. da intensidade da ofensa havida. dentre muitos precedentes. A expressão dano material é. E também: "Os danos morais resultantes da morte de ente querido e.

Daí logo se vê que a tese da litisdenunciada não merece prosperar. . 1. ou obrigado à dívida toda. etc. e 1. Orli Rodrigues PRESIDENTE COM VOTO Sônia Maria Schmitz RELATORA 2 147428 - 16/09/2002 - 09:43 147428 . cada um com direito. A RESPONSABILIDADE E SOLIDARIA ENTRE AMBOS. já os danos pessoais com freqüência traduzir-se-ão tanto em prejuízos patrimoniais (pela redução da capacidade de trabalho. mais de um devedor." No mais. pois seu segurado. as condições gerais da relação securitária estão contidas no anexo a que expressamente faz remissão aquele instrumento. num segundo momento." "Art. E SE. A solidariedade não se presume. 93/94 não comprovam a versão da litisdenunciada. a Primeira Câmara de Direito Civil. conheceu dos apelos interpostos por Roberto Carlos Nardi. ENVOLVIDO NO ACIDENTE. tanto o proprietário (segurado) quanto o condutor do veículo sinistrado são responsáveis pela dívida toda. pela diminuição da clientela. pelo que impossível saber se se referem à relação negocial entre as partes ora litigantes. Diante de tais argumentos. ou totalmente. Dano e Nexo de causalidade. Participou do julgamento a eminente Senhora Desembargadora Salete Silva Sommariva. como apropriadamente consignou o Magistrado da causa. parcial. UNANIME. reaver integralmente o montante despendido com o pagamento da indenização. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado . pelo provimento em parte do recurso interposto por Roberto Carlos Nardi. JUNTO COM O CONDUTOR . Derradeiramente. ESTE. não há a menor prova nos autos de que o segurado tivesse conhecimento da exclusão dos danos morais. vota-se pela rejeição da preliminar.16/09/2002 ." E: "Art. DECISÃO: NEGADO PROVIMENTO. Há solidariedade quando na mesma obrigação concorre mais de um credor.) como em valores extrapatrimoniais (sofrimentos. se tiver mais de um autor a ofensa. À toda evidência. e pelo desprovimento dos apelos de Sérgio Sessi e Vera Cruz Seguradora S/A. III DECISÃO: Nos termos do voto da Relatora. 904. 904. Sérgio Sessi e Vera Cruz Seguradora S/A para rejeitar a preliminar de ilegitimidade e dar provimento parcial ao primeiro. nega-se a pretensão da seguradora de arcar com apenas a metade da indenização. CONSIDERADO. em se tratando de obrigação solidária. pág. 896. CULPADO PELO ACIDENTE. textual: "Art. E PARTE PASSIVA LEGITIMA NA ACAO RESSARCITORIA. Tal particularidade está prevista nos arts. já que inexistente na apólice anexada (fl. "Parágrafo único. conclui-se que o contrato de seguro por danos pessoais compreende o dano moral. caso acionado por escolha dos credores. não é menos certo porém que.518. obrigado pela totalidade da dívida na condição de devedor solidário.518. 337/338).LEGITIMIDADE E SOLIDARIEDADE PASSIVAS: O PROPRIETARIO DO VEICULO . do CC/1916. a dívida comum. embora raramente. terá direito de. caput. VALOR DOS DANOS: A FALTA DE PROVA DO VALOR DO CONSERTO NAO E ELEMENTO IMPRESCINDIVEL A CAUSA. todos responderão solidariamente pela reparação. o qual todavia não foi juntado. correspondente à parcela na condenação de seu segurado Sérgio Sessi. por unanimidade. é certo que a empresa denunciada não possui vínculos jurídicos com o réu Roberto Carlos Nardi. 896. traduzir-se em sofrimento psíquico (é exemplo o 'valor de afeição' ligado à destruição de coisas e animais).pode.09:43 Tribunal RECURSO: NÚMERO: DATA: ORGÃO: RELATOR: ORIGEM: de Alçada do Rio APC 190012203 15/03/1990 CAMARA DE Grande do Sul SEGUNDA WALDEMAR LUIZ PORTO FREITAS ALEGRE CIVEL FILHO E M E N T A ACIDENTE DE TRANSITO . O credor tem direito de exigir e receber de um ou alguns devedores. físicos ou psíquicos e outras perturbações anímicas)' (in apostila Capítulo 8. caput e parágrafo único. Ora. e. 19 de outubro de 2004." (Grifouse). resulta da lei ou da vontade das partes. Acrescente-se ainda que os documentos apócrifos colacionados às fls. 45) cláusula a respeito. tão-somente para excluir da condenação a parcela referente ao décimo terceiro salário. caput. "Assim. Florianópolis. negando provimento aos demais.

003281-9. funeral e remoção do veículo sinistrado.003281-9.MERA ALEGAÇÃO .COBERTURA INCLUÍDA NOS DANOS PESSOAIS .RECURSO DA LITISDENUNCIADA . de Seguros Gerais S/A. em Segunda Câmara de Direito Civil. A constituição de capital. em que o agente tenha atuado mediante culpa. na Rodovia SC 413.RECURSO DOS RÉUS RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ENTRE O CONDUTOR DO VEÍCULO E O PROPRIETÁRIO AUTOMOTOR SEGURADO PELO MOTORISTA . Relator: Des. Admitida a seguradora no pólo passivo da demanda indenizatória. de Rio do Sul. por inteiro. Monteiro Rocha. só podendo ser arredada se houver manifesta solvabilidade do devedor. excluídas as hipóteses de assistência judiciária gratuita. prevista no art. Fernando Alberti. que devem ser atualizados a partir do arbitramento. que não houve . daí decorrendo ferimentos graves no demandante e em seu filho.ZELO PROFISSIONAL DO ADVOGADO . a título de danos emergentes. afiançaram que a pensão é desnecessária e que o seu valor é excessivo. sua responsabilidade se transmuda para solidária . correm da data do evento danoso (Súmulas 43 e 54 do STJ).AUSÊNCIA DE COBERTURA .SEGURADORA . denunciação da lide à empresa Novo Hamburgo Cia. bem como o óbito de sua esposa. por votação unânime: 1) conhecer dos recursos.AUSÊNCIA . modelo Fusca. no dia 21/10/1989.HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS . Em indenização por acidente de trânsito possuem legitimidade passiva ad causam tanto o motorista que segurou o veículo . pleiteando.RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA COM OS RÉUS .RF. LG. os danos morais são englobados pelos danos pessoais. Em caso de incapacidade laborativa permanente e total. por volta das 10h45min. em que são apelantes e apelados Valdemar Hahn. 3) desprover o da seguradora. em Rio do Sul. ao argumento de que. foi abalroado em sua mão de direção pelo veículo de propriedade do primeiro demandado e conduzido pelo segundo. por óbito da mulher. transporte do veículo sinistrado e contratação de uma empregada doméstica. relatados e discutidos estes autos de apelação cível n.RECLAMO DESPROVIDO .CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS DE MORA FLUÊNCIA JUROS COMPOSTOS INAPLICABILIDADE RECLAMO PARCIALMENTE PROVIDO.CABIMENTO DA VERBA . I RELATÓRIO: Valdemar Hahn.PENSÃO ALIMENTÍCIA EM FAVOR DO MARIDO . os demandados ofertaram peça de resistência.ACIDENTE DE CIRCULAÇÃO . com exceção dos danos morais. 03.PENSÃO POR INCAPACITAÇÃO LABORATIVA . Sendo a causa complexa e demonstrando o patrono do vencedor zelo profissional.IMPROVIMENTO . pelas despesas e honorários.IRRESPONSABILIDADE AFASTADA . preliminarmente. É devida pensão alimentícia em favor do marido. o outro responderá. 602 do CPC. pensão por incapacidade laborativa. cujo auxílio na formação de um pecúlio comum é presumido. da data do sinistro até o momento em que a vítima completaria 65 anos de idade. Quanto ao mérito.AUSÊNCIA . Citados.CAUSA COMPLEXA . postulando a reparação das seguintes verbas: despesas médico-hospitalares dos envolvidos. o automóvel marca WV.SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA . por seu advogado. justifica-se verba honorária de 20% sobre o importe condenatório. cessando com a morte do pensionado. os danos emergentes devem ser indenizados. quanto o proprietário do automotor. qualificado nos autos.CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL DESNECESSIDADE . importando o estipêndio em 2/3 do salário mínimo vigente à época do evento. a indenização desfigurar a essência moral do direito e tampouco aviltar a importância do bem juridicamente tutelado. Adriano Pazi Alberti e Novo Hamburgo Companhia de Seguros Gerais S/A: ACORDAM. a pensão deve ser vitalícia e corresponder à totalidade dos proventos auferidos pela vítima ao tempo do acidente.MORTE DA ESPOSA .DANOS EMERGENTES INCOMPROVAÇÃO .DANOS MORAIS . também individuados no caderno processual.PROCEDÊNCIA NA ORIGEM . 03. propôs Ação de Reparação de Danos Materiais e Morais em face de Lineu Fernando Alberti e Adriano Pazi Alberti. é regra de ordem pública que objetiva a exeqüibilidade das sentenças condenatórias. luto e funeral da esposa. danos morais.SOLIDARIEDADE PATENTEADA . a título de lucros cessantes. não devendo. Para fins de cobertura securitária.ALEGAÇÃO INCOMPROVADA . Se um litigante decair de parte mínima do pedido. Prosseguiu asseverando que o ilícito lhe ensejou diversos danos. Vistos. INDENIZAÇÃO .IMPROVIMENTO . em se cogitando de ato ilícito. A correção monetária e os juros de mora. 4) prover em parte o do autor.RECLAMO DESPROVIDO .ARBITRAMENTO NO MÁXIMO LEGAL . Custas na forma da lei.DANOS MORAIS . Efetivadas despesas médicas e hospitalares com luto. Não são aplicados juros compostos em indenização decorrente de acidente de trânsito. A quantificação dos danos morais está subordinada à posição econômica do pagador e de quem irá receber o valor indenizatório. placas RS 4467.FIXAÇÃO EXCESSIVA .DESCABIMENTO . no entanto. à grave culpa do agente e às múltiplas repercussões da ofensa. 2) desprover o reclamo dos demandados.: CC-159 Tribunal de Justiça de Santa Catarina Apelação cível n.RECURSO DO AUTOR . da Comarca de Rio do Sul (2ª Vara Cível). cujo proprietário e condutor era o requerente.

na hipótese. além das despesas do tratamento e lucros cessantes até o fim da convalescença. ora autor/apelado. irretocável a r. mas pelo fato de outrem ou pelo fato da coisa. proprietário ou mesmo contra ambos. que ela providenciou as solenidades fúnebres. I. Em decorrência da responsabilidade pelo fato da coisa. direta ou indireta. que não houve despesas médicas. No mais. ed. então vigente e nas despesas com a remoção do veículo acidentado. Corte: "A responsabilidade entre o condutor e o proprietário do veículo causador do sinistro é do tipo solidária . mesmo porque o causador do acidente pode não ser subordinado ao proprietário do veículo . incluirá uma pensão correspondente à importância do trabalho para o qual se inabilitou ou a depreciação que ele sofreu". 1. a seguradora interpôs apelo. A solidariedade. rel. porém. nem qualquer relação de subordinação. 1999. que eles foram excessivamente quantificados e que a incapacidade laborativa foi parcial. o filho maior (Responsabilidade Civil e sua Interpretação Jurisprudencial.539 do Código Civil de 1916. o autor apelou e postulou a majoração da pensão alimentícia de 3. pois os atendimentos foram gratuitos. como também o é a contratação de uma empregada doméstica. prova no sentido de que foram suportados pelo autor. subsiste a solidariedade entre pai e filho. solidariedade esta facultativa. Há. Os prejuízos. há uma responsabilidade indireta ou complexa. f) honorários advocatícios. O autor asseverou. 99. São Paulo. a) Responsabilidade solidária : A responsabilidade solidária entre os agentes causadores dos danos decorre da circunstância de que o veículo era conduzido pelo filho. ficando ao arbítrio do acidentado a escolha" (Ap. decorre do fato da coisa. ou se lhe diminua o valor do trabalho. em dado momento. c) Pensão por incapacidade laborativa: O art. A responsabilidade do proprietário do veículo não resulta de culpa alguma. deve receber pensão vitalícia. que os honorários advocatícios são excessivos e que houve sucumbência recíproca. 175/186). Sobre a temática do pensionamento por incapacidade laborativa ensina RUI STOCO. item 8:00: "Se a incapacidade for permanente e total. b) danos emergentes. pontificando que o primeiro demandado não pode ser condenado solidariamente com o segundo. que a pensão é desnecessária e que o seu valor é excessivo. mas de propriedade do pai. . Houve réplica. Sobre o tema já decidiu esta e. eis que não despendeu aqueles valores. a ação indenizatória poderá ser interposta contra o condutor . n. Assim. p. em que o indivíduo responde não pelo fato próprio. como preleciona RUI STOCO: Em certos casos. 713): "Se a vítima sobrevive. b) Danos emergentes: Os danos emergentes. seja seu preposto ou não. mas em momento algum admitiu que não efetivou aqueles gastos. preconizou que o contrato não cobre danos morais. Na espécie. RT. ao valor dos salários. os prejuízos efetivos a serem liquidados se encontram documentados às fls. eis que não despendeu aqueles valores. p. os demandados apelaram. em casos desse jaez. do Código Civil de 1916. diversa daquela para a qual ficou incapacitada. que o autor não pode cobrar as despesas do funeral. proventos ou ganhos da vítima. Também inconformados. 4. quer dizer. Cit. ademais. pois os atendimentos foram gratuitos. como por exemplo o cônjuge..despesas médicas.. Não se exige a culpa in vigilando ou in eligendo. asseverando que não responde solidariamente com os demandados e apenas deve cobertura nos limites da apólice. 1. que a constituição de capital é inviável. II VOTO: 1 Recurso dos demandados: O reclamo dos demandados se prende ao seguinte: a) responsabilidade solidária . mas fica total ou parcialmente incapacitada para o trabalho. p.5 salários mínimos mensais. sim. d) danos morais. É o relatório. sobrevindo prestação jurisdicional monocrática. 26/30. Igualmente irresignada. 985 grifei). como de resto resulta elementar. então vigente.. que os danos morais são descabidos. foram suportados ao final pelo pai.010647-0. em seu Responsabilidade Civil e sua Interpretação Jurisprudencial. Des. Sérgio Roberto Baasch Luz). que julgou procedentes os pedidos formulados (fls. ed. Assim.537. Assim. não havendo qualquer lastro de prova de que os gastos tenham sido custeados pelo SUS. A seguradora foi citada e quedou inerte. que os danos morais são descabidos. Mais especialmente sobre a incapacidade permanente e a pensão vitalícia acrescenta o renomado escritor (Op. consoante se extrai do art. O feito foi saneado e instruído. de Ituporanga. Inconformado. 4. Cív. nas despesas com luto e funeral da vítima fatal (esposa do autor). mas em percentual correspondente à sua incapacidade.5 para 5. a indenização. Neste caso. estes de forma composta. a majoração dos danos morais e a incidência de correção monetária e de juros de mora do ilícito. estabelece que se "da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão. c) pensão por incapacidade laborativa. cujo fundamento jurídico reside na guarda da coisa. a pensão deverá corresponder à importância do trabalho para o qual se inabilitou. e ) constituição de capital. 797. será devida a pensão ainda que a vítima tenha condições de exercer outra atividade. Revista dos Tribunais. firmou-se o entendimento de que o dono do veículo responde sempre pelos atos culposos de terceiro a quem o entregou. sentença no tocante aos danos emergentes. a condenação dos demandados ao pagamento de pensão referente à morte da esposa. sendo certo que a jurisprudência. "Se a incapacidade for permanente e parcial. Em nada aproveita a alegação de que as despesas funerárias foram realizadas pela filha da vítima falecida. a indenização terá como paradigmas os mesmos salários ou proventos. tem preconizado a solidariedade entre o condutor e o proprietário do veículo . que o autor não pode cobrar as despesas do funeral. consistem nas despesas médico-hospitalares com todos os envolvidos no acidente.

A propósito. em decorrência do acidente. mas sim para o trabalho que antes era desempenhado. mas parcial. em que pese tratamento ortopédico por três anos. Sobre a matéria comenta CARLOS ROBERTO GONÇALVES. f) Honorários advocatícios: . 602 do CPC. deve ser fixado conforme a gravidade decorrente do ilícito. pelo regime aberto. de natureza ideal. pelo critério da equivalência econômica. cív. E tanto faz que tal lesão tenha ocorrido no campo se seus bens materiais ou na esfera daqueles outros bens seus. A culpa foi de grau elevado e rendeu condenação criminal. 602 do CPC. perdeu um braço. revela-se excessiva. poderá converter-se em meros lucros cessantes. nada justifica estabelecer tempo provável de vida àquele que necessitará para o resto de sua sobrevivência de amparo mensal. mantém-se a sentença apelada porque o valor indenizatório equivalente a 300 salários mínimos à época do acidente não desnatura a essência moral do direito em tela e tampouco avilta a importância do bem protegido juridicamente. 2003. como se verá adiante. a pensão será vitalícia e corresponderá à integralidade do salário ou provento auferido. 2003. pp. muito menos as terá quando estiver com idade mais avançada. passa a necessitar da generosidade alheia. 8. em virtude de acidente. Sem razão. ou pelo critério da simples compensação. como o queiram. se se trata. bem como quando alcançar os 65 anos de idade. será devida pelo tempo que perdurar a incapacidade. por exemplo. 602. inabilitação para o trabalho. Inapto para quaisquer atividades que pudessem lhe garantir o pão de cada dia. não reclamam prova robusta e são perfeitamente perceptíveis das circunstâncias do caso concreto. de outra banda. Relevante sublinhar que a incapacidade laboral focalizada pela lei civil não consiste necessariamente em inabilitação para todo e qualquer ofício. O que importa. Foi até mesmo fixada abaixo do que deveria. 797): "Se a incapacidade for temporária (não permanente). a pensão deve ser vitalícia e corresponder à totalidade dos proventos auferidos. "E a razão é simples: se é ele incapaz hoje em razão do infortúnio. o autor. neles se incluindo". 129/130. da mera satisfação. Não há maiores elementos de convicção sobre as condições econômicas dos demandados. surdez no ouvido direito. 2. E sobre a incapacidade temporária prossegue aquele mesmo autor (Op. imobilidade de um dos braços. é a reparação. 129/130). na espécie. a indenização. do que não se cogita na espécie. desmerece guarida o reclamo nesse tópico. independentemente das demais verbas. e) Constituição de capital: Os recorrentes pretendem seja arredada a verba do art. a pensão subsistirá até a integral convalescença do sinistrado. se de curta duração. Dionízio Jenczak). mas a seguradora confere solvabilidade ao pólo passivo da actio. 694: "A inabilitação refere-se à profissão exercida pela vítima e não a qualquer atividade remunerada. que em decorrência do mesmo acidente. a fim de assegurar seu devido cumprimento" (Ap. A constituição de capital só pode ser arredada se houver manifesta solvabilidade do credor. Não merece provimento o recurso dos réus no tocante à caução referida no art. n. o recurso nesse particular é desprovido. em seu Responsabilidade Civil. a incapacidade laboral for permanente. "Se hoje não tem condições de exercer uma atividade produtiva e remunerada. Cit. sentindo profundos danos morais em sua própria pessoa. p. "Ora. Se não houve danos morais. que resta mantida. Na hipótese dos autos. mas. sendo de evidente intelecção a grande dor produzida pelo inesperado e antecipado óbito da esposa do requerente. o demandante é pessoa simples. Assim. 424 e 427 "Na ocorrência da lesão manda o direito ou a eqüidade que se não deixe o lesado ao desamparo de sua própria sorte. rel. em hipótese alguma. O valor indenizatório em favor do requerente. mas corresponderá ao percentual de incapacidade sobrevinda. A ficção não pode sobrepor-se à realidade". Se. incluindo cirurgias e fisioterapia (fls. deve ser operada através de livre arbítrio judicial. o autor perdeu a companheira do resto da vida. mas também deficiência auditiva direita e incapacidade permanente total para o exercício de quaisquer funções. além da baixa em sua autoestima. tendo como parâmetros a posição econômica e social das partes. Em decorrência do ilícito culposo provocado pelos requeridos. se a incapacidade for temporária. A ofensa ensejou o óbito da esposa do requerente. Corte: "A constituição de capital é medida prevista no art. Logo. no outro". o que é muito difícil de ser conseguida. daí emergindo a censurabilidade da conduta praticada. Na espécie. a grave culpa do agente e as múltiplas repercussões da ofensa na vida do autor. Enfim.. pelo que deve subsistir. de Jaraguá do Sul.001213-3. Os danos psicológicos. num caso. o demandante se encontra total e permanentemente incapacitado para as atividades braçais que antes desempenhava. do Codex Instrumentallis e deve ser fixada sempre que a indenização por ato ilícito incluir prestação de alimentos. ed. não houve apenas para os requeridos. Saraiva. Des. o que é mister. Sobre a temática já decidiu esta e. p. A verba. de conformidade com o laudo pericial de fls. Nesse contexto...sem qualquer limitação temporal. ed. não só pelas fraturas múltiplas nas pernas e nos braços. o será aos 25 anos. não devendo a indenização desfigurar a essência moral do direito. houve inabilitação absoluta para o exercício de seu ofício e não mera diminuição de sua capacidade laborativa'". passou a ter ausência de locomoção. Forense. a pensão continua sendo vitalícia. A quantificação dos danos morais. Assim. de um violinista que. d) Danos morais: Sobre a temática dos danos morais ensina WILSON MELO DA SILVA. comenta SÍLVIO RODRIGUES: 'desse modo. porém. a título de danos morais. Daí emerge que se a incapacidade laborativa for permanente e total. em seu Do Dano Moral e sua Reparação.

015971-7. b) pensão pela morte da esposa. Min. o demandante se encontra total e permanentemente incapacitado para as atividades braçais que antes desempenhava. tem-se admitido o ajuizamento direto da demanda em face da seguradora e dos causadores do evento. o Código Civil de 2002 parece ter abraçado a tese da ação direta. Sendo a causa complexa e demonstrando o patrono do autor zelo profissional. Assim.não foi de grande monta. Ante o exposto. todavia. não seria de se admitir que. sentença. assim. a indenização por sinistro poderá ser paga pelo segurador diretamente ao terceiro prejudicado'" (TJSC . Sem razão. Sem razão. Quando chamado a resolver problema idêntico ao do caso sub judice. voto pelo desprovimento do recurso da seguradora. de conformidade com o laudo pericial de fls. a responsabilidade da seguradora subsiste solidária . Todavia. pelo que o presente recurso.813. da economia e da celeridade. estribado em entendimento do STJ.5. pelo que a propositura da ação diretamente contra ela também condiz com os princípios da economia e da celeridade. 2 Recurso da seguradora litisdenunciada: O reclamo da seguradora se prende ao seguinte: a) responsabilidade solidária .. mesmo que especificamente para os seguros obrigatórios. que detém indubitável solvabilidade. impondo-se. 3 Recurso do autor Valdemar Hahn: O reclamo se prende ao seguinte: a) majoração da pensão. o segurador garante o pagamento de perdas e danos devidos pelo segurado a terceiro'. voto pelo desprovimento do recurso dos demandados. c) Quantificação dos danos morais: Os danos morais foram apreciados e mantidos por ocasião do reclamo dos demandados (supra). devendo alcançar a totalidade dos mesmos. pois. tecnicamente. d) fluência da correção monetária e dos juros de mora. RSTJ 99/281). seria mesmo vertida à seguradora. Corte: "A responsabilidade da seguradora/denunciada não está embasada na culpa deste ou daquele pelo infortúnio. de minha relatoria. o imperativo maior da concretização do direito material fosse embaraçado pelo injustificado apego ao fetiche da forma. subsiste viável a detonação de demanda autônoma contra a seguradora. ao final.1997 p. que 'nos seguros de responsabilidade legalmente obrigatórios. "Afinal. da solvabilidade. que 'no seguro de responsabilidade civil. mas adstrita aos limites da apólice. nos limites da apólice.Apelação cível n. os danos morais enquadram-se na responsabilidade de ressarcimento da seguradora. b) Cobertura da apólice por danos morais: Relativamente à cobertura pelos danos morais. Des. de Concórdia. Ante o exposto. de Biguaçú. ressarcidos por conta da apólice que rege as relações estabelecidas entre a responsável direta pela reparação advinda do cometimento de ilícito e a companhia de seguros denunciada à lide" (Apelação Cível n.5 salários mínimos vigentes ao tempo do ilícito (fls. a) Responsabilidade solidária : Em princípio. 18. não merece provimento. nesse ponto. o Tribunal de Justiça de Santa Catarina vem adotando o seguinte entendimento: "Inquestionavelmente. a responsabilidade da seguradora decorre de direito regressivo. Assim.redução da pensão alimentícia .017781-7. com a evolução da matéria na doutrina e nos pretórios pátrios.017806-9. b) cobertura da apólice por danos morais. 21 do CPC. se a incapacitação foi total. o que arredaria. vem proclamando o Superior Tribunal de Justiça: "O contrato de seguro por danos pessoais compreende o dano moral. havendo decaimento de parte mínima dos pleitos formulados.O reclamo pretende a redução do estipêndio honorário e o reconhecimento da sucumbência recíproca. o que obviamente revela o acerto da tese preconizada na r. "Enfim. a pensão deve ser vitalícia e corresponder à totalidade dos proventos auferidos". . Prevista no contrato de seguro cobertura para os danos pessoais. Wilson Augusto do Nascimento). "na hipótese dos autos. pelo que reputo aplicável a norma contida no parágrafo único do art. conforme se extrai claramente do art. Des. 70. Trindade dos Santos). DJU 12." (Apelação cível n. Não há como excluir a seguradora da responsabilidade civil solidária no ressarcimento da indenização. c) majoração dos danos morais. Logo. que condenou solidariamente a litisdenunciada. mas no contrato de seguro que celebrou com a empresa de transportes/denunciante. desmerece amparo a súplica recursal nesse tópico. d) pensão por incapacidade laborativa. 788. ao dispor.. descabendo o recurso nesse tópico. Ruy Rosado de Aguiar. A parcela excluída . 02. "Da mesmo sorte. subsiste. Rel. militam em favor desse mesmo entendimento os princípios da instrumentalidade. do CPC. sendo o processo um instrumento de composição de litígios e de realização da Justiça. "Ademais. de Blumenau). d) Pensão por incapacidade laborativa: Sem fundamentar. que importam em 5. sentença. a seguradora apelante pretende o reconhecimento de incapacidade laborativa parcial do requerente. Sobre o tema traz-se a lume excerto desta colenda Segunda Câmara de Direito Civil. Em arremate. os danos morais subsumem-se na classificação de danos pessoais. a responsabilidade solidária . c) quantificação dos danos morais. em seu art. 20/24 e 150). estabelecendo ainda o art. resulta elementar que a responsabilidade . recurso conhecido e provido em parte" (REsp 106326/PR. consoante o que já ficou decidido acima. em que matéria foi exaustivamente debatida: "Daí emerge que resultando facultativa a denunciação no caso de contrato de seguro de responsabilidade civil. 98. A responsabilidade da seguradora. 129/130. colhe-se desta e. não há razão para que a verba seja fixada em 1/3 dos proventos auferidos. Assim. justifica-se a fixação do estipêndio honorário no máximo legal. Rel. a) Majoração da pensão: Conforme se registrou acima. conforme o decidido na r. cuja apólice foi juntada aos autos. 787. III. 03.

na hipótese. que eram feitos pela mulher. Nesse vértice já decidiu esta e. Cív. Nesse vértice a lição de RUI STOCO. em se cogitando de ato ilícito. a inclusão de juros compostos na satisfação dos danos justifica-se quando há prática de crime doloso" (JC 48/126 in Ap. Assim. Des. Cív. "O entendimento até então prevalecente era de que a mulher não deve alimentos ao marido. conforme fundamentação anterior. pp. "Atualmente. na hipótese de óbito da mulher.. Ante o exposto. Cív.6ª C. por certo. é uma espécie de poupança que merece ressarcimento na sua falta. cumprindo-se o disposto no art. devendo ser indenizados todos os prejuízos que o cônjuge . de modo a não poder pleiteá-los o marido que perde a mulher em acidente ou em razão de homicídio. 01. paralelamente à manutenção e criação dos filhos."A correção monetária da indenização do dano moral inicia a partir da data do respectivo arbitramento.001765-5. correm da data do evento danoso (Súmulas 43 e 54 do STJ).seja o homem ou a mulher comprovar ter sofrido. importando o estipêndio em 2/3 de um salário mínimo (vigente na época do evento). exigindo maior esforço econômico e impondo maior despesa na mantença da casa. por sua inabilitação laboral. tem um valor econômico aferível. 2003. Solon d'Eça Neves)."Cabível a indenização pela morte da mãe ou esposa. E desta e. Ap. de Canoinhas (o grifo é meu). da Capital. havia a orientação tradicional: ao marido não cabia direito à indenização. ainda que não exercesse ela profissão fora do lar. em conseqüência. O capital deve ser acrescido de correção monetária e juros legais de mora a partir do ilícito (Súmulas 43 e 54 do STJ). j. rel. 233. rel. evoluiu-se no sentido de que as verbas mencionadas no art. elevar a pensão alimentícia. Ap. n. para 5. 2000. da data do sinistro até o momento em que a vítima completaria 65 anos de idade. de Concórdia. "Essa atividade interna da mulher tem um significado preponderante e . Portanto. ficam a cargo da dona de casa. provejo o recurso nesse ponto para condenar os réus ao pagamento de uma pensão em favor do autor de 2/3 de um salário mínimo vigente à época dos fatos. a pensão pela morte da esposa.008112-4. total e permanente. via de regra.625/SP. IV. Des. a atividade doméstica que a mulher exerce junto da família é imprescindível. Ari Pargendler. eis que houve condenação criminal por crime culposo: "Segundo o entendimento reiterado desta Corte de Justiça. Luiz Carlos Freyesleben). "Portanto. ed. Corte: . 1999. 4. ainda que ela não exercesse atividade laborativa remunerada.5 salários mínimos vigentes ao tempo do ilícito. a argüição merece parcial acolhida. rel. na manutenção e subsistência da família" (Ap. que devem ser atualizados a partir do arbitramento (data da sentença). mesmo não exercendo atividade profissional fora do lar. "A pensão é cabível independentemente de a mulher (ou o menor) exercer ou não atividade externa. desorganiza e altera a estrutura da família.537 do CC de 1916 [danos emergentes e lucros cessantes] são apenas exemplificativas. Cív. em favor do marido e dos filhos. provejo o recurso para que a pensão incida sobre 5.027112-0.025110-8. eis que ajudava no sustento e na manutenção da família" (1º TACSP . a retroação à data do ajuizamento da demanda implicaria corrigir o que já está atualizado" (EDREsp 194. como vem sendo reconhecido por doutrinadores de escola e pelos tribunais. 1. b) Pensão pela morte da esposa: Ao contrário do que concluiu o digno julgador singular. da Capital. "Ora. traduz-se num ressarcimento de natureza material em razão da efetiva perda de uma contribuição fundamental da mulher" (grifei). Sem ela. com exceção dos danos morais. c) Majoração dos danos morais: O estipêndio não reclama majoração. nos termos do art. Juiz Carlos Roberto Gonçalves. devem fluir a partir da data do evento (Súmulas 43 e 54 do STJ)" (TJSC. é devida a pensão em favor do marido. nesse caso. Colhe-se da jurisprudência pátria: "O marido tem legitimidade ativa para pleitear indenização por morte da esposa em acidente de trânsito. rel. cessando com a morte do pensionado.. 602 do CPC. e ordenar que a . chegando-se mesmo a entender que a perda dos trabalhos domésticos. Assim. d) Fluência da correção monetária e dos juros de mora em relação à pensão e aos danos morais: A correção monetária e os juros de mora. n. Marcus Tulio Sartorato grifei). 00. in RT 641/181). Min. voto pelo parcial provimento do reclamo do autor para. em seu Responsabilidade Civil e sua Interpretação Jurisprudencial. RT. n. da data do sinistro até o momento em que a vítima completaria 65 anos de idade. Corte: . 2ª Câmara de Direito Civil. pela tranquilidade que propicia ao marido. O estipêndio. Des. além de obrigar todos a uma sobrecarga de tarefas para suprir a sua ausência na realização dos afazeres de rotina que. mesmo porque a sentença apelada foi mantida. assume caráter assistencial e objetiva ressarcir a subtração da poupança doméstica que a consorte possibilitava.5 salários mínimos vigentes ao tempo do ilícito. Cív. o marido não terá condições mínimas para exercer o seu mister e sustentar sua prole. ainda que ela não exercesse atividade laborativa remunerada e apenas se dedicasse às lides domésticas. companheiro e aos filhos. 711-712: "Conforme anotou CARLOS ROBERTO GONÇALVES. condenar os réus ao pagamento de uma pensão em favor do autor de 2/3 de um salário mínimo vigente à época dos fatos. são simples e não compostos. do CC de 1916. 'com relação à morte da mulher que não trabalha.Destarte. mas este os deve a ela. rel. Sobre o tema já decidimos: "A correção monetária e os juros de mora incidentes na pensão decorrente de responsabilidade civil delitual. Os juros de mora. seria compensada pelas despesas que o marido deixaria de ter'. "Não há como negar que a ausência da esposa (como a do marido). é efetivamente devida. porque sua função de auxiliar do marido. da data do sinistro até o momento em que a vítima completaria 65 anos de idade. presumindo-se sua contribuição na formação de um pecúlio comum. 24/06/2002 in Ap. mesmo que não exerça atividade remunerada. n.

022699-0. o pedido de concessão do benefício assistência judiciária Além disso. Outrosssim. AÇÃO ENDEREÇADA CONTRA A PROPRIETÁRIA. estes fixados em 10% sobre o valor da condenação. Noraldino Felix Gonçalves conduzindo o veículo da ré (de propriedade do Banestado Leasing S. sustentou sua ilegitimidade passiva ao argumento de que a responsabilidade civil é do condutor do veículo Sr. preliminarmente. 67/72). 03. contra ambos. colidiu com o caminhão de propriedade do autor. duzentos e oitenta e três reais e cinqüenta e oito centavos) pelos danos patrimoniais. e ainda. relatados e discutidos estes autos de apelação cível n. Relator: Des. CONTRARIEDADE CONTRA O VALOR APRESENTADO COMO RENDIMENTO MENSAL EM RAZÃO DA AUSÊNCIA DE PROVAS DO TEMPO QUE O CAMINHÃO FICOU PARADO. III DECISÃO: Nos termos do voto do relator. acarretando-lhe vários prejuízos. em que é apelante Nacional Indústria Química Ltda. Omissis. POSSIBILIDADE. Florianópolis.correção monetária e os juros de mora corram da data do evento danoso (Súmulas 43 e 54 do STJ). com exceção dos danos morais. PRELIMINAR AFASTADA. Instruído o feito.098. Vistos. 25 de novembro de 2004. com a oitiva de três testemunhas. 59/66). condenando a ré ao pagamento de R$ 9. condenou a ré ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios. MAZONI FERREIRA Presidente com voto MONTEIRO ROCHA Relator 2 Apelação cível n. Participou do julgamento o Exmo.16:09 Tribunal de Justiça de Santa Catarina Apelação cível n. foram apresentadas as alegações finais em forma de memorial. em Primeira Câmara de Direito Civil. 2) desprover o reclamo dos demandados.000. Noraldino.000. ou. por unanimidade. 2003. no dia 23 de dezembro de 1999. esta Segunda Câmara de Direito Civil decide: 1) conhecer dos recursos. Havendo solidariedade entre o proprietário do veículo e o motorista causador do dano. Juntou documentos (fls. postulou a condenação da empresa ré ao pagamento dos danos patrimoniais causados no veículo .26/11/2004 .00 (sete mil reais).. por derradeiro. . FUNDAMENTAÇÃO EMBASADA NO ASPECTO DE NÃO TEREM SIDO APRESENTADOS OUTROS ORÇAMENTOS. a ré apresentou contestação. IMPUGNAÇÃO DAS NOTAS FISCAIS. corrigidos a partir da emissão de cada nota fiscal. 3) desprover o da seguradora. e apelado Antônio Jair Pereira: ACORDAM. VEÍCULO DE PROPRIEDADE DE PESSOA JURÍDICA CONDUZIDO POR SÓCIO. (JC 43/74). DESCONSIDERAÇÃO.A. Jorge Schaefer Martins. NOTAS NÃO IMPUGNADAS NA CONTESTAÇÃO.098. Sentenciando. ACIDENTE DE TRÂNSITO. SENTENÇA MANTIDA. 8/30) Inexitosa a conciliação. negar provimento ao recurso.00 (dez mil e noventa e oito reais) -.R$ 7. da comarca de Araranguá (1ª Vara Cível). após perder o controle do automóvel. FALTA DE PROVAS EM SENTIDO CONTRÁRIO NO QUE PERTINE AO VALOR APRESENTADO E DE IMPUGNAÇÃO EM RELAÇÃO AO TEMPO QUE O CAMINHÃO FICOU INATIVO NA CONTESTAÇÃO. Monteiro Rocha 273588 . AUSÊNCIA DE PROVA HÁBIL A ILIDIR O ORÇAMENTO APRESENTADO.00 (sete mil reais) a título de lucros cessantes. Desembargador Luiz Carlos Freyesleben. a ré apelou. pleiteando sua exclusão do polo passivo da ação. além dos lucros cessantes . a ação pode ser indistintamente ajuizada contra um ou outro. REPARAÇÃO DE DANOS.R$ 10. ILEGITIMIDADE PASSIVA. DESCONSIDERAÇÃO. à unanimidade.) invadiu a pista contrária e . bem como ao pagamento de R$ 7.58 (nove mil.00 (dezessete mil e noventa e oito reais) e juntou documentos (fls. Houve réplica (fls. a minoração da indenização por danos materiais e . de Araranguá. No mérito. o afastamento da condenação referente aos lucros cessantes. impugnando. LUCROS CESSANTES. salvo prova de sua circulação contra a vontade do proprietário . o Magistrado a quo julgou procedente o pedido. que devem ser atualizados a partir do arbitramento (data da sentença). alegando que. Custas na forma de lei. Valorou a causa em R$ 10. 4) prover em parte o do autor. rebateu as verbas pleiteadas pelo autor.022699-0. sócio da empresa que faleceu em razão do acidente.003281-9 273588 26/11/2004 16:09Des. Finalmente. Sr. 2003.283. Inconformada. acrescido de correção monetária a contar da propositura da ação. I RELATÓRIO: Antônio Jair Pereira intentou ação de indenização pelo rito sumário contra Nacional Indústria Química Ltda.

39. (Apelação cível n. A respeito. a apelante sustenta que o único responsável pelo acidente seria o Sr. Por fim: RESPONSABILIDADE CIVIL ..Alegação de dissolução da sociedade . do contrato social juntado nas fls. Orli Rodrigues). tir. cujo fundamento jurídico reside na guarda da coisa.Com as contra-razões. independente do condutor do veículo ser seu preposto ou não. Toledo Silva) De mais a mais. 8ª Câm. p. há que se afastar a preliminar de ilegitimidade passiva ad causam..Ajuizamento contra pessoa jurídica . 22. há uma responsabilidade indireto ou complexa. São Paulo: Revista dos Tribunais.) Em certos casos. extrai-se o seguinte julgado: Ilegitimidade "ad causam" . pode-se constatar que o Sr.. II VOTO: De início.ACIDENTE DE TRÂNSITO . condutor do veículo . afirmando que "o valor correto da soma das notas fiscais (. sendo defeso em grau de recurso impugnar os demais valores ao argumento de que apresentado apenas um orçamento. portanto. nem qualquer relação de subordinação.Possibilidade .. Relator: Des.. Noraldino. (Responsabilidade civil e sua interpretação jurisprudencial. CONVERGE À ESQUERDA E COLIDE COM MOTOCICLETA QUE TRAFEGAVA NO MESMO SENTIDO . em decorrência da responsabilidade pelo fato da coisa entende-se que.Ação dirigida apenas contra o causador direto do dano . salvo prova de sua circulação contra a vontade do proprietário . O responsável pode ser estranho ao ato danoso. 65/66. Relator: Des. mas pelo fato de outrem ou pelo fato da coisa. pois enormes são as dificuldades na apuração do fato. Neste sentido doutrina Rui Stoco que: (. porém. problema cada vez mais acentuado. firmou-se o entendimento de que o dono do veículo responde sempre pelos atos culposos de terceiro a quem o entregou. Não se exige a culpa in vigilando ou in eligendo. o dono do veículo responde sempre pelos atos culposos causados por terceiro a quem entregou o veículo . OPOSIÇÃO . (JC 43/74). Alcides Aguiar). de Joaçaba. como por exemplo o cônjuge..) Em decorrência da responsabilidade pelo fato da coisa. 985) [sem grifo no original] Acerca das razões que impõem a responsabilidade do proprietário . Na verdade.931.. 76) [sem grifo no original] Afastada a preliminar. Havendo solidariedade entre o proprietário do veículo e o motorista causador do dano. duzentos e oitenta e três reais e cinqüenta e oito centavos). QUE.Recurso provido. atualizada e ampl. rev. 2001. contra ambos. ocasiona ilegalmente um prejuízo a alguém. não se pode falar em ilegitimidade passiva. (Apelação cível n.Irrelevância . a ameaça do não ressarcimento dos prejuízos sofridos e o freqüente estado de insolvência do autor material do ato lesivo somam-se entre os argumentos a favor da responsabilidade civil do proprietário .Ocorrência do evento quando ainda existente a firma .. rev. que o automóvel. apesar da afirmação de "que o autor juntou apenas 1 (uma) Nota Fiscal como comprovante de cada um de seus gastos. ou seja. pois a ação poderia ser proposta tanto contra o proprietário do veículo como o motorista causador do dano. passo à análise do mérito. de São José.MOTORISTA.. a impugnação limitou-se à nota juntada na fl. E ainda: Omissis. 2000. este fato alicerça ainda mais a legitimidade passiva ad causam da apelante. Rel. IMPUGNAÇÃO AO ORÇAMENTO.7. A propósito. 2. era de uso exclusivo do Sr. Contudo. Inocorre na obrigação solidária o litisconsórcio necessário.. ed. sequer tendo procedido a juntada de outro que pudesse rebater o valor cobrado ou comprovar sua abusividade.011648-3. Noraldino Felix Gonçalves. Ap. toda vez que o terceiro. o apelante não produziu prova hábil a ilidir o orçamento apresentado. o filho maior. em que o indivíduo responde não pelo fato próprio.. Além disso. Assim. Jundiaí. como quando não há nenhuma relação jurídica com o autor material. SEM AS CAUTELAS DEVIDAS. j.) é de R$ 9. 4. valor este que deverá ser o cobrado a título de danos materiais" (fl.Responsabilidade dos sócios pelos danos. como no caso concreto.) Omissis. atitude esta que indica seu total desinteresse quanto à pesquisa de preços para o conserto do veículo ". (A reparação nos acidentes de trânsito. a jurisprudência já se manifestou: Acidente de circulação .IMPOSSIBILIDADE DE ACOLHIMENTO RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DESTE E DA CONDUTORA (.Acidente de trânsito .PLEITO DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DO PROPRIETÁRIO ... concordou com o valor remanescente.283. FUNDAMENTAÇÃO EMBASADA NO ASPECTO DE SER ÚNICO. a tentativa de afastar as fraudes. atual.609/90. ed. A garantia da segurança do patrimônio próprio. e que no momento do acidente este não estava a serviço da empresa. na direção de um veículo . A responsabilidade do proprietário do veículo não resulta de culpa alguma. 439. Do mesmo modo é descabida a alegação de que o Sr. A vítima fica bastante insegura ao acontecer o evento diante do anonimato da culpa. Em relação aos danos materiais. ou contra ambos. embora estivesse em nome da empresa ré. 55).58 (nove mil. Com efeito. NÃO PROPRIETÁRIA DO VEÍCULO .Sentença mantida (1º TACSP. Noraldino era sócio da empresa e não empregado. Acerca do assunto. a jurisprudência já se manifestou: Omissis. ascenderam os autos a esta Corte. mesmo porque o causador do acidente pode não ser subordinado ao proprietário do veículo . 1999. era sócio da empresa Nacional Indústria Química Ltda. serviçal ou preposto. Noraldino Felix Gonçalves. e ampl. 9. sabe-se que é facultado ao autor da demanda promover a ação reparatória decorrente de acidente de trânsito contra o condutor do veículo causador do sinistro ou seu proprietário .1990. (. 4. A solidariedade entre o proprietário do veículo e o motorista causador do dano autoriza o ingresso da ação indistintamente contra um ou outro. e ainda. direta ou indireta. São Paulo: Revista dos Tribunais. Arnaldo Rizzardo assim discorre: Razões de ordem objetiva fizeram prevalecer a responsabilidade do proprietário do veículo causador do dano. a ação pode ser indistintamente ajuizada contra um ou outro. seja seu preposto ou não. até o limite de suas cotas . p.

VALOR APURADO TIDO POR JUSTO. 2003. Neste contexto. de Blumenau. em grau de recurso. JORGE SCHAEFER MARTINS. fazendo com que a empresa apelante respondesse solidariamente com o motorista. tampouco de qual seria o lucro líquido que o autor percebia mensalmente. 15 de outubro de 2004. a qual diga-se de passagem não está em contradição com o conjunto probatório.500.ABRANGENTE E GENÉRICA. Neste sentido. Presidente. em verdade. Danos morais mantidos. mantém-se hígida a declaração juntada pelo apelado.021825-2. PENSIONAMENTO. Min. pelo acórdão. Participou do julgamento. j. TRANSFERÊNCIA DO VEÍCULO NÃO PROVADA. com voto vencedor. Eduardo Ribeiro. negou-se provimento ao recurso. Transferência do caminhão não restou provada. bem como em razão da ausência de provas acerca do período em que o caminhão ficou parado. (Apelação cível n.00 (três mil e quinhentos reais). impondo-se como verdadeira a alegação aduzida na inicial. 30. Por derradeiro a apelante postula a exclusão da condenação pertinente aos lucros cessantes. apesar de impugnado o valor. apesar de indicar o rendimento mensal bruto. não presta para quantificar o lucro que o apelado deixou de auferir. (REsp 11. Relator: Jorge Schaefer Martins). EQUIVALENTE AO DOS REPAROS. Mais ainda quando. a ré se insurge a respeito. Efetivamente. Portanto. (RSTJ 111/246). consoante o inciso II do artigo 333 do CPC.9. Relator. Florianópolis. DESCONSIDERAÇÃO. Contrariedade. III DECISÃO: Ante o exposto. a apelante não trouxe provas que derribasse a informação.1991) Ou ainda: A presunção de serem verdadeiros os fatos não impugnados só poderá prevalecer quando não provoque contradição com a defesa em seu conjunto. na fl. 30 o autor juntou declaração da empresa na qual prestava serviço informando que seu faturamento médio mensal bruto seria de R$ 3. 1999. o Excelentíssimo Desembargador Dionizio Jenczak. O pensionamento tem vigência para os filhos até a data em que os mesmos completarem 21 anos e à viúva até a data em que o falecido completaria 70 anos. Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados pelo réu. Em relação ao tempo em que o caminhão ficou parado.363/RS. RECURSO DESPROVIDO.022699-0 Jorge RELATOR Jorge RELATOR Schaefer Schaefer Martins Martins Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul APELAÇÃO CÍVEL. ao artigo 302 do código de processo civil. 17. APELAÇÃO DÉCIMA Nº SANTO SPAGOLLA APELANTE/APELADO MARIA APELANTE/APELADO ANTONIO APELADO ACÓRDÃO MATERIAIS DE BERTHO PARA JESUS PAULO CONSTRUCAO SEGUNDA CÂMARA CÍVEL CÍVEL 70005321880 ÂNGELO LTDA TABORDA JUNIOR . com voto. Na contestação. ACIDENTE DE TRÂNSITO. não se pode olvidar do fato de que apenas agora. foram admitidos. à consideração de que a declaração acostada na fl. vota-se pelo não provimento do recurso. 8 ACV n. RESPONSABILIDADE CIVIL. ônus que competia à ré. Apelos não providos. já se posicionou o Superior Tribunal de Justiça: Processual civil Contestação Fatos não impugnados. por falta de provas em sentido contrário. DANO MORAL. ORLI RODRIGUES.

recibos. a título de pagamento de rescisão trabalhista. que comprovam que Antonio era o real proprietário do caminhão antes do acidente. Houve manifestação do Ministério Público pela procedência dos pedidos. dá a entender através de suposições. Quanto ao pensionamento. e dos documentos juntados. Relata que analisando as provas contidas nos autos chega-se a conclusão de que quando o acidente ocorreu. Primeira apelação: Relata o apelante que o magistrado deixou de analisar as provas contidas nos autos e decidiu os pontos controvertidos com base em impressões pessoais e suposições. admitindo-se a prova testemunhal. o que confirma os depoimentos das testemunhas. Carlos Eduardo Zietlow Duro. 20 de março de 2003. placas AAG-5223. Aduz que o veículo Mercedes Benz. seja responsável pelos danos causados. em negar provimento aos recursos de apelação. Des. e Des.00 a que foram condenados a título de indenização. A pensão deve ser devida aos filhos menores até os 21 anos de idade. Orlando Heemann Júnior. visto que ficou comprovada a transferência do caminhão bem antes do acidente. para evitar a condenação em tela. interpuseram recurso de apelação da sentença que julgou parcialmente procedente a referida ação. Em relação aos juros de mora e correção monetária. DR.que foi trazido inúmeras notas fiscais. os eminentes Senhores. o caminhão não pertencia mais a empresa. valor esse suficiente para compensar a dor sofrida. Relator. Segunda apelação: Afirma a apelante que o magistrado ao fixar a quantia a ser adimplida pelos requeridos a título de dano moral. Trata-se de acidente de trânsito ocorrido no dia 27 de outubro de 1996 quando a camionete Ford F1000. pede que dos R$ 500. tendo em vista que o valor do Mercedes Benz era superior aos dos direitos trabalhistas do segundo requerido. com Antônio Bertho. ou até seus casamentos. André Guidi Colossi. devem incidir a partir da data da publicação da sentença. que também foi adotado na sentença pelo juiz de direito Dr. é algo inusitado. Afirma também. contrariando as provas dos autos. além do signatário. placas NP5300.Vistos. VOTO DR. Afirma que o magistrado. RELATÓRIO MARCELO CEZAR MÜLLER. que tal negociação não foi comprovada apenas por depoimento de testemunhas. foi transferido para ele. seja reduzido o dinheiro com que o obituado gasta com si próprio ou seja 1/3. da data da citação. de dizer que a entrega de um Mercedes Benz para um empregado. quando há começo de prova por escrito. que a empresa teve o intuito de arquitetar os fatos comprovados nos autos. porque deverá ser dividida entre todos os autores. conforme os depoimentos das testemunhas. dado a Antonio Bertho de Paulo Júnior a título de pagamento de verbas trabalhistas. de propriedade da empresa demandada. Mais inusitado ainda.desembargadores. MARCELO CEZAR MÜLLER (RELATOR) Spagolla Materiais de Construção Ltda e Maria de Jesus Taborda. a empresa aceitou receber como compensação um . na ação de de reparação de danos materiais e morais. Pede que a verba dos danos morais seja majorada para a quantia de 1000 salários mínimos. mas também através de uma farta documentação juntada. à unanimidade. ou alternativamente 200 salários mínimos para cada autor. e que o apelante não era mais empregado da empresa. Custas na forma da lei. É o relatório. MARCELO CEZAR MÜLLER (RELATOR) -Eminentes colegas. Aduz que não há como fazer prevalecer que a pessoa jurídica em cujo nome esteja registrado o veículo . Participaram do julgamento. o voto é no sentido de manter a sentença hostilizada. no que tange aos danos morais. relatados e discutidos os autos. Porto Alegre. que move o segundo contra o primeiro. "Por primeiro. foi abalroada pelo caminhão Mercedes Benz. seja qual for o valor do contrato. não considerou a dimensão do evento. DR. quando. Acordam os Desembargadores integrantes da Décima Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado. Quanto à primeira apelação: Importante se faz mencionar o parecer do MP. ou em última hipótese. a respeito da controvérsia acerca da vinculação da empresa ora apelante. Salienta ainda. reduzindo-os para 100 salários mínimos. A sentença deve ser reformada também. até a idade de 65 anos. e não 70 anos como na sentença. Presidente. Entende que a indenização arbitrada é muito pequena.

surpreendentemente a empresa requerida tem em seu poder diversas notas fiscais e borderôs referentes ao caminhão Mercedes Benz supostamente alienado ao demandado Antônio. COLIDIU COM MOTOCICLETA. EM HAVENDO SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. em nenhum momento ficou comprovada a tradição do caminhão. devendo esta responder solidariamente.modesto terreno contendo uma casa de ínfimo valor". O TERMO FINAL DO PENSIONAMENTO DEVE LEVAR EM CONTA A DATA EM QUE A VÍTIMA COMPLETARIA 70 ANOS DE IDADE.sendo impossível a sua localização. Em momento algum. No que tange a data de vigência do pensionamento deve esta ser mantida como na sentença. seja compatível com a reprovabilidade da conduta ilícita. SEM TOMAR AS CAUTELAS NORMAIS. VALORES A TITULO DE DANOS MATERIAIS E PENSIONAMENTO BEM DOSADOS. QUE A CONDUZIA EM VELOCIDADE IMODERADA E SEM CAPACETE. . pelo indenização dos danos causados aos autores. até a data em que o falecido completaria 70 anos. OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. tendo recebido o caminhão Mercedes Benz em 1992. se houvesse mesmo sido transferido o caminhão para Antônio. não providenciou na transferência do veículo . André Guidi Colossi: "Em que pese se encontre jurisprudência que considere os 65 anos de idade da vítima como termo "ad quem". QUE AO PRETENDER INFLETIR A ESQUERDA. Cabe ressaltar que as testemunhas. ou seja. considerando que a documentação apresentada pela empresa ré não provou em momento algum a tradição do caminhão. sendo esta questão definida na esfera criminal. (7FLS. e também o art. data do evento. pois neste caso. Assim: "Importa dizer que o juiz. desapareceu. 1521. 5. poderão promover-lhe a execução.por tempo superior."( FILHO. Assim aplica-se a hipótese do art. 401 do CPC. as condições sociais do ofendido. inobstante a alegada tradição". a empresa requerida tinha perfeita ciência das graves conseqüências que poderiam advir do fato de ter um caminhão em nome da firma rodando pelo Brasil.inclusive economicamente ativa . 255. Conforme decisão desta Corte: "AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL. DO CPC). e admissível mencionar que antes da tradição o direito real não se traspassa. Oportuno salientar que o réu Antônio Bertho Paulo Júnior foi condenado no processo crime. para efeito da reparação do dano. Cabível então. APELACOES PARCIALMENTE PROVIDAS. inobstante o representante legal da primeira requerida diga.. do mesmo texto legal . o ofendido. por isto a prova exclusivamente testemunhal não seria suficiente. este fica prejudicado visto que a sentença já considerou o pedido. guardando uma certa proporcionalidade. jamais deixariam transcorrer quatro anos sem ser efetuada a transferência. SÃO COMPENSÁVEIS (ART.. o equivalente a 350 salários mínimos a título de dano moral segue parâmetros de sensatez. Sérgio Cavalieri. seu representante legal ou seus herdeiros. 63 do CPP: "Transitada em julgado a sentença condenatória. sinaliza pela inexistência da alegada negociação entre os requeridos. deve arbitrar uma quantia que. tais documentos são entregues diretamente á pessoa interessada. 4.000. VALOR DA CONDENACAO A TITULO DE DANOS MORAIS MAJORADO. CAPUT. são ligadas ao requerente pelo vínculo empregatício. VOLTAIRE DE LIMA MORAES. No que tange a alegação de que a negociação feita entre a empresa apelante e Antônio Bertho não foi provada somente com prova testemunhal. devida aos filhos menores até a data em que completarem 21 anos e à viúva. trazidas aos autos pela apelante. e que quem continuava gerenciando o veículo e o demandado Antônio era a empresa Spagolla. Portanto. que o demandado Antônio. situação que. no juízo cível. uma vida . seguindo o art. e outras circunstâncias mais que se fizerem presentes. "No mesmo diapasão. A determinação da expectativa de vida da vítima em 70 anos também tem amparo jurisprudencial: RJTJRS 198/309.. CULPA CONCORRENTE CARACTERIZADA PELO AGIR CULPOSO DO MOTORISTA DO MICRO-ÔNIBUS. A responsabilidade solidária é nítida neste caso. pois somente elucidou fatos presentes no processo ." Desta maneira bem colaciona a sentença prolatada pelo juiz de direito Dr. não é esta passível de acolhimento. examinar o art. após a rescisão do contrato de trabalho em 1992.00.) (APELAÇÃO CÍVEL Nº 598353720. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. a intensidade e duração do sofrimento experimentado pela vítima. à fl. Ademais. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. Ademais. notadamente neste Estado. ACIDENTE DE TRÂNSITO. Programa de Responsabilidade Civil.. a sentir do parquet. inciso III. fazendo ainda prova em sentido contrário... 1. até outubro de 1996. nem muito menos fez uso de suposições para basear o julgamento. comum é . caput e parágrafo único do Código Civil." Quanto ao valor do pensionamento. a capacidade econômica do causador do dano. págs 97 e 98) . sendo a quantia arbitrada na sentença a mais correta. 2001.(fl. Ed Malheiros. JULGADO EM 31/05/00). o juiz a quo contrariou as provas trazidas aos autos. de acordo com seu prudente arbítrio. causa estranheza que o requerido Antônio Bertho. RELATOR: DES. 2.21. 3." Em relação aos danos morais não merece guarida o pedido do apelante. o caminhão cuja questão versava valia no ano de 2000 R$ 18. ao valorar o dano moral. 1518. 3ºed. Assim restou demonstrado que não houve tradição do veículo Mercedes Benz." "De regra. 331 e 332) Chega-se à conclusão de que. . "De outra parte. PILOTADA DA VÍTIMA.

97 e 98).Majoração dos honorários dos procuradores dos autores.Os índices de correção monetária e os juros de mora devem incidir a partir da data do evento observadas as súmulas 43 e 54 do STJ. observado o limite da apólice de seguro. AMBOS DO CPC.Descabida a indenização postulada pela mãe por cuidar da filha acidentada. EXEGESE DOS ARTS. 3ª ed. Ante o exposto. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. guardiã do bem. nos termos do art. respectivamente elencadas abaixo : "Incide correção monetária sobre dívida por ato ilícito a partir da data do efetivo prejuízo". Neste sentido: "Para que a decisão seja razoável. mantém-se a quantificação dos danos morais assim como os fixados na sentença. Ilegitimidade da arrendadora para responder solidariamente pelos danos causados com o veículo objeto do contrato a terceiros. APELAÇÃO DESPROVIDA. Mantida a sentença.Manutenção da indenização por danos morais aos autores.2002. JUROS LEGAIS A CONTAR DO EVENTO DANOSO. Previsto o reembolso do dano pessoal. Para a fixação dos danos morais é necessário que haja uma certa proporcionalidade. § 2º. "Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso. Para isso. II . PROVA QUE APONTA O AGIR CULPOSO DO CONDUTOR DA MOTOCICLETA. o voto é no sentido de negar provimento aos recursos de apelação. Malheiros. PRESUNÇÃO DE CULPA NÃO ELIDIDA NO CONTEXTO PROBATÓRIO. Não comprovada a culpa grave do condutor do veículo segurado. Programa de Responsabilidade Civil. 2. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS. IV . analisa-se a situação econômica do autor e do réu.Pensão. Assim. a gravidade do fato e o grau de culpa de réu. este é descabido. JULGADO EM 25/09/02)" Quanto à segunda apelação: No que tange ao pedido de majoração dos danos morais. O dano moral é espécie do dano pessoal. Ed. Colossi. por entender ser razoável a quantia arbitrada. APELAÇÃO. acordo. A obrigação da seguradora é exclusiva com o segurado. 1. Apelações dos autores e da denunciada à lide providas em parte.que os meios escolhidos sejam compatíveis com os fins visados. que pode ser físico ou psíquico. COLISÃO POR TRÁS.Responsabilidade solidária da arrendatária do veículo . DES. Neste sentido: "RESPONSABILIDADE CIVIL POR ACIDENTE DE TRÂNSITO. descabendo o reembolso de terceiros. V . 70005321880 Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul Responsabilidade civil. VIII . Julgador MCM Nº 2002/CÍVEL ORLANDO CARLOS de HEEMANN EDUARDO 1º JÚNIOR ZIETLOW Grau: (PRESIDENTE): DURO: Andre De De Guidi acordo. do CPC. RELATOR: DES. III . E 343. RECURSO ADESIVO. I .Contrato de seguro e dano moral.Denunciação à lide. CONFISSÃO FICTA RESULTANTE DA REVELIA. Sérgio Cavalieri. e do condutor pelos danos causados aos autores. APELAÇÃO DÉCIMA Nº PORTO PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL CÍVEL 70004146452 ALEGRE . cabível o ressarcimento do dano moral. VI . correta a sentença que determinou a apuração dos rendimentos através de liquidação de sentença. Não comprovados os rendimentos da autora como advogada. é necessário que a conclusão nela estabelecida seja adequada aos motivos que a determinaram. VII . págs. RECURSO ADESIVO PROVIDO. À conclusão. IX . DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. SÚMULA 54 DO STJ.Contrato de Arrendamento Mercantil.Danos emergentes do autor varão não evidenciados. (APELAÇÃO E REEXAME NECESSÁRIO Nº 70004477972. DES. NAELE OCHOA PIAZZETA. Recurso Especial pendente quanto à questão da ilegitimidade não tem efeito suspensivo. 340. Acidente de trânsito. que a sanção seja proporcional ao dano".(FILHO. §§ 1º E 2º. I. 542. Ação de Indenização por Danos Materiais e Morais. em caso de responsabilidade extracontratual".

A. 19 de março de 2003.A. Acordam os integrantes da Décima Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado. ACÓRDÃO REGIME CRISTINA DE SILVEIRA EXCEÇÃO BONOTTO APELANTE/APELADA. Voltaire de Lima Moraes. Ainda. bem como de profissional da área de enfermagem. em prover em parte as apelações dos autores e da denunciada à lide. condenou o requerido Roger e a denunciada no pagamento de 70% das despesas processuais e dos . PAULA SILVEIRA BONOTTO. a ser arbitrada em liquidação de sentença. Vistos. os eminentes Senhores Des. enfim. MERCANTIL ANTÔNIO DISTRIBUIDORA DE VEÍCULOS E AUTOPEÇAS PERUZZO LTDA. Além disso. condenando o requerido Roger no ressarcimento das despesas efetuadas pela autora Isabel com o tratamento. nos autos da AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS ajuizada pelos primeiros apelantes contra ROGER ANTÔNIO PERUZZO. DR. JORGE ANDRÉ PEREIRA GAILHARD (RELATOR): Cuida-se de recursos de apelação interpostos por ISABEL CRISTINA SILVEIRA BONOTTO. ANDRÉ SILVEIRA BONOTTO. DIVAP APELADA. ARRENDAMENTO MERCANTIL. 828/834 que. à unanimidade. PATRÍCIA SILVEIRA BONOTTO. condenou o requerido Roger no pagamento de indenização equivalente a 400 salários mínimos para a autora Isabel. além do signatário. acolheu o pedido do autor Valdir de ressarcimento de lucros cessantes. condenando a denunciada a ressarcir os valores desembolsados pelo denunciante. Bayard Ney de Freitas Barcellos. PRISCILA SILVEIRA BONOTTO.DISTRIBUIDORA DE VEÍCULOS E AUTOPEÇAS LTDA e NORCHEN LEASING S. e Des. Participaram do julgamento.A. Por fim. IEDA FURASTÉ DA SILVEIRA e por BRADESCO SEGUROS S.A. Presidente. julgou procedente o pedido. de todos os pagamentos que os autores fizeram e vieram e efetuar a esse título. julgou improcedente o pedido em relação à requerida DIVAP e extinta ação em relação a Norchen Leasing S. Quanto aos danos morais. VALDIR ALBINO DIAS BONOTTO. com medicação e com acompanhamento técnico. ROGER APELADO. relatados e discutidos os autos. Relator. Também condenou o requerido Roger no pagamento de pensão mensal em favor da autora Isabel. Custas na forma da lei. SEGUROS LEASING S. as despesas com hospital.A. JORGE ANDRÉ PEREIRA GAILHARD. RELATÓRIO DR. a serem apurados em liquidação de sentença. contra a sentença de fls. a serem especificados em liquidação de sentença. incluídos os honorários médicos. Quanto à denunciação à lide.EM ISABEL 1ª BRADESCO 2º NORCHEN APELADA. nos limites da apólice. ARRENDAMENTO S. a 100 salários mínimos para o autor Valdir e a 50 salários mínimos para a autora Ieda. com fisioterapia. DIVAP . Porto Alegre. julgou procedente em parte o pedido. APELANTE/APELADO.

André Silveira Bonotto. Dessa forma. afirma que devem ser apurados em sede de liquidação de sentença. fls. arrendatária do veículo . argumenta que houve equívoco do juízo a quo. cuja exigibilidade restou suspensa face ao deferimento do benefício da justiça gratuita. na condição de devedora solidária da empresa. Quanto à indenização por serviços prestados pela autora Ieda. bem como a obrigação de indenização regressiva da arrendatária. entende não haver razão para o arbitramento de honorários em favor do procurador da requerida Nolchen Leasing S. Por sua vez. fixados em 10 salários mínimos para cada um. Nesse sentido.A. inerente ao proprietário da coisa frente aos danos causados a terceiros pelo eventual uso indevido. no mínimo deveria ter sido arbitrada pensão mensal em valor equivalente ao salário mínimo profissional do advogado. sua responsabilidade também pode ser verificada na condição de pessoa jurídica pelo ato de seu sócio. 854/855. enquanto contratante. refere que a responsabilidade do arrendador é objetiva. impondo-se a improcedência da denunciação.A. Patrícia Silveira Bonotto. que deve ser ressalvado no acórdão o direito dos autores de buscarem a indenização. na medida em que a ação principal foi julgada improcedente em relação à empresa DIVAP. pois excluída do feito. no que tange à verba honorária. a requerida DIVAP. o que evidencia sua pretensão de garantir a posição de assistente litisconsorcial. Além do mais. tem legitimidade para acionar a seguradora. Ademais. por sua vez. esclarece que o contrato de seguro que motivou a inclusão da apelante como denunciada à lide foi firmado exclusivamente com a pessoa jurídica DIVAP . Por outro lado.A. o qual causou o acidente. aduz que houve equivoco do juízo de primeiro grau ao remeter a fixação da pensão mensal para a fase de liquidação de sentença. caso seja provido o recurso especial. Além do mais. foi provimento nos termos por do da decisão Seguros recurso. observa que o conjunto probatório dá inteiro suporte à tese dos ora apelante. Inicialmente. cumprindo-lhe demonstrar a ausência de culpa de seu sócio. apresentado Bradesco De início. o que. lembra que a Cláusula VI do contrato de leasing prevê a hipótese de responsabilidade civil por danos a terceiros eventualmente não cobertos por seguro. no mínimo. dados o enorme sofrimento dos autores. tem que a prova está no fato de a mesma ter saído de sua casa para residir com a filha e com os netos a fim de melhor os atender. sustenta que não foi ressalvado pela sentença a responsabilidade da requerida Nolchen Leasing S. Valdir Albino Dias Bonotto.. conclui que a requerida deve ser responsabilizada.Distribuidora de Veículos e Autopeças Ltda. 947/962). com ênfase para os laudos médico e psicológico. No que diz com os danos emergentes. Por fim. giza que não há que se dizer que o contrato firmado entre a ora apelante e a empresa DIVAP aproveita o demandado Roger. pois por força de contrato e de lei. ainda. arbitrados em 10% sobre o valor da condenação. bem como dos honorários dos procuradores da DIVAP e da Norchen Leasing S. somente a empresa segurada. responde objetivamente pelos danos causados. . Acrescenta.A. que na mesma cláusula a arrendadora obriga a arrendatária a comunicar quaisquer intimações e citações referentes a danos sofridos por terceiros. pleiteia a sua majoração. 843/852). Isso porque.honorários ao patrono dos autores. pois sua responsabilidade deverá ser determinada por esta Corte. segundo o Sindicato dos Advogados. Priscila Silveira Bonotto. O primeiro recurso foi apresentado por Isabel Cristina Silveira Bonotto. pois não há coisa julgada. Também entende descabida a fixação de honorários ao patrono da requerida DIVAP. Por outro lado. de S. mas reflexo da sentença condenatória do requerido Roger. ou. a lide secundária restou automaticamente prejudicada.. os autores foram condenados no pagamento do restante das custas. (fls. Paula Silveira Bonotto e Ieda Furasté Da Silveira (fls. Dessa feita. Portanto. Pede A O apelação segundo o foi apelo recebida. face à insuficiência de elementos.. é inviável em razão do trânsito em julgado da sentença condenatória. Em relação aos danos materiais. vez que pende recurso especial no STJ. Em relação à requerida DIVAP. requer que a arbitrada em favor do patrono dos ora apelantes seja majorada. Relativamente à indenização por danos morais.

JORGE ANDRÉ PEREIRA GAILHARD (RELATOR): I 1. do CC. de ordem psíquica e emocional. 968/992). JULGADO EM 03/04/02). Leasing S. POR NÃO HAVER EQUIPARAÇÃO DO ARRENDAMENTO MERCANTIL A LOCAÇÃO PARA OS EFEITOS DE RESPONSABILIDADE CIVIL DECORRENTE DE ACIDENTE DE TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE CIVIL DA ARRENDANTE. RITO SUMÁRIO.Distribuidora de Veículos e Autopeças Ltda. Pede A A o provimento foi do recurso. É VOTO vieram conclusos.432. recursos. ACIDENTE DE TRÂNSITO. autos nesta os Instância. nos termos dos arts. SENDO IRRELEVANTE A VELOCIDADE TER SIDO OU NÃO . É PARTE ILEGÍTIMA PARA FIGURAR NO PÓLO PASSIVO DE DEMANDA INDENIZATÓRIA DECORRENTE DE ACIDENTE DE TRÂNSITO A EMPRESA ARRENDADORA MERCANTIL DO VEÍCULO ENVOLVIDO NO SINISTRO. AFASTADA A CULPA CONCORRENTE DA VÍTIMA MENOR DE 5 ANOS. caracterizando-se por ofensa à intimidade. sustenta a isenção da seguradora para responder por qualquer prejuízo decorrente do ato ilícito cometido pelo motorista do veículo segurado. do CC. apelação apelada Norchem Subiram Ouvido o Ministério os Público. NÃO SE APLICA A SUMULA N. exceção. A camioneta envolvida no acidente. motivo pelo qual deve ser reduzido. JULGADO EM 26/09/02). No que se refere à pensão mensal.A. 963/964. Contrato dos de autores. 1. BAYARD NEY DE FREITAS BARCELLOS.. Aliás. Corte. LEGITIMIDADE PASSIVA. Aliás. recebida. A ilegitimidade Do passiva da recurso arrendadora. PRECEDENTE: EI 196076319 . conforme o contrato de fls. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. 965. 1.454 e 1.QUARTO GRUPO CÍVEL DO EXTINTO TRIBUNAL DE ALÇADA. de fls. ou seja.A. PRELIMINAR. ILEGITIMIDADE PASSIVA. APELO DA AUTORA IMPROVIDO. Redistribuídos. O contrato de arrendamento mercantil não se confunde com o de locação. em relação aos danos morais. caso seja mantida a procedência da denunciação à lide. RELATOR: DES. (AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 70003542750. 492 DO STF. DÉCIMA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL. sendo inaplicável a Súmula 492. e 333. CULPA. à subjetividade da pessoa humana. AGRAVO DE INSTRUMENTO IMPROVIDO. "leasing".Alternativamente. à honra. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. I. entende que não são abrangidos pelos danos pessoais. autos o opinou Acompanharam consoante apresentou as a pelo improvimento em os documentos decisão contra-razões esta de ambos de os de (fls. diz que cumpria aos autores a prova relacionada aos seus rendimentos mensais. INDENIZAÇÃO. de natureza corpórea. a jurisprudência deste egrégio Tribunal é pacífica em não admitir a responsabilidade solidária . conclui que os danos morais são uma modalidade à parte de dano. era objeto de contrato de arrendamento mercantil entre Norchem Leasing S. Assim. RELATOR: DES. ARRENDAMENTO MERCANTIL. regime DR.435. EXCESSO DE VELOCIDADE. 461/464. Arrendamento Mercantil e Divap . INEXISTÊNCIA. por entender ser totalmente desmedido. consoante as seguintes decisões: ARRENDAMENTO MERCANTIL. ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM DA ARRENDADORA FACE AOS DANOS CAUSADOS PELO ARRENDATÁRIO. 159. Dessa maneira. na medida em que condenou a seguradora no ressarcimento dos danos morais. do STF. dirigida na época pelo requerido Roger Antônio Peruzzo. ORLANDO HEEMANN JÚNIOR. pois o mesmo agiu com culpa grave. relatório. afirma que a decisão de primeiro grau negou vigência ao disposto nos arts. arbitrada em 950 salários mínimos. ARRENDADORA MERCANTIL. os quais se caracterizam por decorrerem de injúria ou de lesões físicas. fl. Por fim. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70003382397. do CPC. ACIDENTE DE TRÂNSITO. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTES DE ACIDENTE DE TRÂNSITO. 1.460. insurge-se quanto ao total da indenização por danos morais. Tenho o entendimento de que o arrendador não é solidariamente responsável pelos danos causados a terceiros pelo arrendatário no uso do bem.

PRELIMINAR DE EXCLUSÃO DE PARTE ACOLHIDA. A culpa do motorista da camioneta. DANO MORAL. como arrendatária da camioneta dirigida por Roger. Poderia estar ganhando mais do que o salário mínimo profissional. 555/560).. do CPC.EXCESSIVA. CONCORRÊNCIA DE CULPAS POR ALEGAÇÃO DE NÃO ESTAR O AUTOR FAZENDO USO DE CAPACETE. respondendo por eventuais omissões no dever de guarda (fl. ou poderia estar ganhando menos. Ademais. OBSTRUINDO A TRAJETÓRIA DE MOTOCICLETA E CAUSANDO A QUEDA DE SEU CONDUTOR . não seria correto imputar-lhe a responsabilidade pelos danos causados a terceiros. PRESENTE A SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. a questão da culpa já transitou em julgado. § 5º. APELO DOS AUTORES PROVIDO. INOCORRÊNCIA. A pensão destinada à autora Isabel Cristina Bonotto. DPVAT. É o arrendatário quem explora o bem. Mesmo assim. 614/618) foi desconstituída na Segunda Instância (fls. quem com ele tem renda e lucro. face à pendência de Recurso Especial interposto contra outra decisão colegiada que reconheceu a ilegitimidade (fls. NÃO EXISTINDO ELEMENTOS NOS AUTOS PARA AFERIR A MÉDIA DOS RENDIMENTOS AUFERIDOS PELO AUTOR. Portanto. Era obrigação do juízo singular impulsionar o feito. A responsabilidade da arrendatária do veículo . (APELAÇÃO CÍVEL Nº 197281496. SILVESTRE JASSON AYRES TORRES. PROVA DA PERDA DE RENDIMENTOS AUFERIDOS MEDIANTE GORJETAS. pelos fundamentos acima. NECESSÁRIA A REALIZAÇÃO DE LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA PARA APURAÇÃO DOS VALORES DEVIDOS A TÍTULO DE LUCROS CESSANTES. QUANTO AO DANO MORAL. § 2º. descabe fixar a pensão de acordo com o salário mínimo profissional do advogado. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70005052394. APELO PARCIALMENTE PROVIDO. já que desconhecida a intensidade do trabalho da autora. LUCROS CESSANTES.17 prevê a responsabilidade da arrendatária pelos danos causados a terceiros. Consoante a sentença e o acórdão prolatados na ação em que o autor Valdir Bonotto postulou o ressarcimento dos danos do veículo .11 do contrato de arrendamento mercantil celebrado entre a Norchem Leasing S. não analisando a sua responsabilidade quanto à indenização postulada pelos autores. NOS TERMOS DO ART. Então. DÉCIMA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL. APELOS DOS REUS PREJUDICADOS. concluiu-se que Roger agiu culposamente. CABIMENTO. até a data do sinistro. RELATOR: DES. ESTANDO DE ACORDO COM A CAPACIDADE DAS PARTES. mantenho a sentença de extinção do processo com relação à arrendadora. 469). a sentença considerou a arrendadora excluída do processo. sendo guardiã do bem. Por isso. 700/705). CAPUT. NECESSÁRIA A DISTRIBUIÇÃO PROPORCIONAL DOS ÔNUS SUCUMBENCIAIS. Outrossim. DO CPC. sendo o responsável pelo evento danoso (fls. não cobertos pelo seguro (fl. julgou novamente extinto o processo em relação à arrendadora. tendo em vista o disposto no art. fiscalizando o seu uso. Por sua vez. deve ser responsabilizada solidariamente pelos danos causados aos autores.A. Segundo a cláusula IV. e a Divap. 118/120 e 143/145). 470). TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. O arrendatário tem a guarda do bem e por este deve zelar. responde solidariamente pelos danos causados aos autores. a teor do art. No que tange ao requerido Roger Antônio Peruzzo. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTES DE ACIDENTE DE TRÂNSITO. Logo. Essa a orientação da jurisprudência: RESPONSABILIDADE CIVIL EM ACIDENTE DE TRÂNSITO. 542. do CPC. 21. o que não ocorreu. não podendo exercer diretamente o controle e vigilância sobre a coisa. INDEPENDENTEMENTE DA EXISTÊNCIA OU NÃO DE PEDIDO RECONVENCIONAL. No presente feito. através de liquidação de sentença. pois o seu sócio acabou se envolvendo no acidente objeto deste processo. ADENTRA A CONTRAMÃO. tenho que a requerida Divap . CONSIDERADA A EXTENSÃO DO DANO ESTÉTICO SOFRIDO PELO AUTOR E POR SER ELE PESSOA JOVEM. Apesar de ser advogada. DANO MORAL. JULGADO EM 31/10/02). É FIXADO EM 300 SALARIOS MINIMOS PARA CADA UM DOS AUTORES. este processo não poderia ficar eternamente aguardando a decisão do Recurso Especial. LUCROS CESSANTES. 265. não tem a posse do veículo . Logo. acertada a sentença ao determinar a apuração dos rendimentos da autora. à arrendatária incumbia a guarda do veículo . já que o Recurso Especial não tem efeito suspensivo. ILEGITIMIDADE ATIVA DO APELANTE PARA POSTULAR DANOS MATERIAIS OCORRIDOS EM BEM QUE NÃO É DE SUA PROPRIEDADE. NÃO COMPROVANDO A OCORRÊNCIA DE MAL SÚBITO. A arrendadora. RELATOR: DR. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. era dever da arrendatária zelar pelo bom uso do veículo . DANO MATERIAL. NECESSÁRIA A MAJORAÇÃO DA RESPECTIVA INDENIZAÇÃO (DANO MORAL). CULPA DE MOTORISTA QUE. A decisão de extinção do feito em relação à arrendadora (fls. JULGADO EM 24/09/98). apesar de proprietária. PEDIDO DE DEDUÇÃO DE VALORES PAGOS A TÍTULO DE SEGURO OBRIGATÓRIO. Como a arrendatária não dispensou os cuidados necessários ao uso do veículo . DÉCIMA TERCEIRA CÂMARA CÍVEL. não foram comprovados os rendimentos mensais da autora Isabel. MARCELO CEZAR MULLER. 2.Distribuidora de Veículos e Autopeças Ltda. a cláusula VI. 3. POSSIBILIDADE DA APURAÇÃO DE VALORES NA FASE DE LIQUIDAÇÃO DE .

APELAÇÃO E RECURSO ADESIVO PARCIALMENTE PROVIDOS. Ademais. Todavia. Assim. O MUNICÍPIO É RESPONSÁVEL POR DANOS DECORRENTES DE DESMORONAMENTO DE PONTE. PENSÃO. demandando maior trabalho aos procuradores dos autores. BAYARD NEY DE FREITAS BARCELLOS. 184/190. principalmente. Os A autores a indenização pretendem a sentença. por si só. felizmente. A PENSÃO DE UM SALÁRIO MÍNIMO. 4. com vários incidentes processuais. O fato de Ieda ter ido morar com a filha não comprova. mãe e filha. Não deve ser desconsiderado. AUSÊNCIA DE CULPA DO MOTORISTA FALECIDO OU DO DENUNCIADO À LIDE. considerando o extremo sofrimento da autora. restando com seqüelas para o resto da vida. LOCALIZADA EM ESTRADA MUNICIPAL E QUE OCASIONOU A MORTE DO MARIDO DA DEMANDANTE. A deve indenização ser por serviços mantida prestados a pela sentença. Mantém-se 6. assim como os filhos. POSSIBILIDADE. PARÁGRAFO ÚNICO. em decorrência do acidente. DO CPC. morais. por majoração neste danos da ponto. inclusive sobre a indenização por danos morais e os valores a serem apurados em liquidação de . Nesse sentido. NÃO COMPROVADOS OS RENDIMENTOS DA VÍTIMA. Inclusive. As vendas do apartamento e das cotas sociais do autor estão comprovadas pelos documentos de fls. TRIBUNAL DE ALÇADA DO RS. Assim. JULGADO EM 13/10/99). RELATOR: DES. As fotografias de fls. SENTENÇA ILÍQUIDA. como bem ressaltado pelo digno Procurador de Justiça. portanto. o que. QUEO ANTECEDEU NA TRAVESSIA DA PONTE. tanto físico como psíquico. A sentença arbitrou a indenização em quatrocentos (400) salários mínimos para a autora Isabel. A mãe. ACIDENTE COM VEÍCULO RESPONSABILIDADE . o processo está tramitando desde outubro de 1996. há seis anos. LUIZ FERNANDO KOCH. APELO DA AUTORA PROVIDO EM PARTE. indenização. bem como o abalo emocional sentido pelos demais autores. autora Ieda neste Furasté da aspecto. gastos extras de sua parte. descabendo majoração. não há qualquer prova demonstrando que estas vendas aconteceram para custear o tratamento da autora Isabel. em cinqüenta (50) salários mínimos para cada um dos quatro filhos e à autora Ieda. tenho que a indenização foi prudentemente arbitrada na sentença. Os danos emergentes postulados pelo autor Valdir Bonatto. a indenização fixada para a autora Isabel aproxima-se do valor concedido por esta colenda Câmara em casos de falecimento. que a pretensão dos autores está sendo acolhida parcialmente e que o valor da indenização é de vulto. Silveira. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 599267556. REALÇANDO-SE QUE O PRINCÍPIO DO ART. Os honorários advocatícios. tenho que devem ser redimensionados os honorários dos procuradores dos autores para 13% sobre o valor da condenação. 5. JULGADO EM 12/09/84). no entanto. presenciando o sofrimento da esposa. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. tem o dever de auxiliar e em assim agindo. RELATOR: DES. Da mesma forma. EMBORA TENHA HAVIDO PEDIDO EM QUANTIA CERTA. COMO FIXADA. 290/299 mostram como era a autora Isabel antes do acidente. NÃO PODE SER COMPENSADA COM A IMPOSTA PELA CONDENAÇÃO. agravos de instrumento. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. PENSÃO PREVIDENCIÁRIA. A PENSÃO HÁ QUE SER APURADA EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. PARA DETERMINAR A APURAÇÃO DA PENSÃO EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. tornando-se uma pessoa praticamente improdutiva. O DIREITO DA POSTULANTE NÃO PODE SER SACRIFICADO PORQUE NÃO FEZ PROVA DO "QUANTUM DEBEATUR". DANOS MORAIS. e . QUE POR AQUELA TRANSITAVA DE AUTOMÓVEL.SENTENÇA. não há prova de que a autora Ieda tenha tido alguma despesa em razão do tratamento e recuperação da filha Isabel. não há qualquer indício de que tais vendas aconteceram por valor inferior ao preço de mercado da época das transações. o fato de a mãe deixar sua casa e ir morar na casa da filha. TERCEIRA CÂMARA CÍVEL. totalizando setecentos e cinqüenta (750) salários mínimos. É INCOMPATIVEL COM A SITUAÇÃO ECONÔMICA QUE O ACIDENTADO APRESENTAVA. MAJORACAO DE 20 PARA 40 SALÁRIOS MÍNIMOS. PEDIDO CERTO. 7. nesta Instância. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 184041671. não ocorreu com a autora.459. EM FACE DA GRAVIDADE DAS LESÕES SOFRIDAS. Também. É ERIGIDO A FAVOR E NAO CONTRA O AUTOR. não implica no reconhecimento de uma indenização. e como ficou depois do fato. não pode pretender ver este auxílio se transformar em indenização. Deve ser considerado que a ação está sendo julgada parcialmente procedente com relação à requerida Divap tornando-se responsável solidária pelo pagamento da indenização postulada pelos autores. De outro lado. cem (100) salários mínimos para o autor Valdir.

pelo menos quanto à indenização a que foi condenado a pagar na presente ação. LESÕES ESTÉTICAS NA FACE. O CONTRATO DE SEGURO COM COBERTURA POR DANOS PESSOAIS INCLUI OS RECLAMADOS DANOS MORAIS. 143/145.454.. No pertinente à culpa grave do motorista que dirigia o veículo segurado. quanto à pensão destinada à autora Isabel e fundamentação expendida no recurso Destarte. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. COBERTURA PELA APÓLICE. JULGADO EM 14/03/01). nos termos acima. DANOS MORAIS. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS.A. tal não foi reconhecida expressamente na sentença de fls. ESTABELECIDA NO CONTRATO DE SEGURO A CLÁUSULA DE RESPONDER PELO DANO QUE O SEGURADO CAUSA A TERCEIRO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. ROQUE MIGUEL FANK. VOLTAIRE DE LIMA MORAES (PRESIDENTE E REVISOR): De acordo. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. RELATOR: DES. APELAÇÕES PARCIALMENTE PROVIDAS. Efetivamente. evitando repetição. DESCONTO DO SEGURO OBRIGATÓRIO. 118/120 e nem no acórdão de fls. Descabe a condenação dos autores no pagamento dos honorários do procurador da Divap. EM SE TRATANDO DE PESSOA DE PARCA IDADE.. CONTRATO DE SEGURO. o face à recurso denunciada sucumbência dos à parcial.sentença. CONDENAÇÃO SOLIDÁRIA . em relação ao requerido Roger Peruzzo não existe nenhuma obrigação da denunciada à lide. RELATOR: DR. dou provimento parcial às apelações dos autores e da denunciada à lide. até o limite da apólice. A PAR DAS PRIVAÇÕES INERENTES A LESÃO QUE IRÃO TRANSPOR TODA SUA VIDA. os danos morais são espécie dos danos pessoais. Durante a instrução do presente feito. Logo. conforme o documento de fl. A CONTRATANTE. autores. AINDA. E DE FÁCIL CONSTATAÇÃO A DOR. Nesse sentido. MARCELO CEZAR MULLER. Como o contrato de seguro prevê a cobertura para os danos pessoais. Outrossim. SE SUBSUMEM NAQUELES. 509. . as seguintes decisões: AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTES DE ACIDENTE DE TRÂNSITO. em razão da condenação imposta no feito a Divap . reporto-me à dos autores. ônus da apelante. A SEGURADORA. 1. SOB ESTA EXPRESSA DENOMINAÇÃO. Há de ser mantida a obrigação da Bradesco Seguros S. e mais uma anuidade das prestações vincendas da pensão destinada à autora Isabel. Mantenho a sucumbência dos autores com relação à requerida Norchem Leasing S. MAJORAÇÃO. vai provido em parte à indenização por danos morais. DÉCIMA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL.A. com quem aquela mantinha contrato de seguro. ABRE CAMINHO PARA O RESSARCIMENTO NO SENTIDO LATO. RELATOR: DES.Distribuidora de Veículos e Autopeças Ltda. BAYARD NEY DE FREITAS BARCELLOS. O VALOR DO SEGURO OBRIGATÓRIO DEVE SER DEDUZIDO DA INDENIZAÇÃO JUDICIALMENTE FIXADA PERTINENTE AS DESPESAS MÉDICO-HOSPITALARES. já que a requerida ficou vencida na lide. lide. TORNANDO-SE COM ELE SOLIDÁRIA . APELO IMPROVIDO. E .. RESPONSABILIDADE DA SEGURADORA POR DANOS PESSOAIS. Por fim. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. É evidente que a responsabilidade da seguradora vai até o limite atualizado da apólice de seguro. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70005158993. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70001509801. A não previsão da cobertura dos danos morais não pode ser considerada como exclusão contratual expressa.E A TAL NÃO SE PRESTA O RELATIVO ÀS CONDIÇÕES GERAIS DO SEGURO . II é as custas provido Do impostas em recurso aos parte da autores. em reembolsar a quantia que a segurada deve ressarcir aos autores. Acontece que o contrato de seguro foi celebrado apenas entre a Divap e a Bradesco Seguros S. AO ABARCAR INDENIZAÇÃO A TÍTULO DE DANOS PESSOAIS. RESPONSABILIDADE CIVIL EM ACIDENTE DE TRÂNSITO. JULGADO EM 07/03/01). não há infração ao art. Mantêm-se Enfim. O SENTIMENTO DE DESGOSTO E O CONSTRANGIMENTO PELA PERDA.INCLUEM-SE NOS DANOS PESSOAIS. A PERDA DA ACUIDADE VISUAL EM CARÁTER INOPERÁVEL E IRREVERSÍVEL EM UM DOS OLHOS. AINDA QUE A APÓLICE NÃO FAÇA PREVISÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MUTATIS MUTANDIS. DE MODO QUE FAZ JUS A APELANTE A ELEVAÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO A TÍTULO DE DANOS MORAIS. DANO MORAL. do Código Civil de 1916. a culpa grave do motorista também não restou demonstrada. AÍ COMPREENDIDA A INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS QUE. CONSIDERANDO A EXTENSÃO DO DANO ESTÉTICO DO AUTOR É NECESSÁRIA A REDUÇÃO DA RESPECTIVA INDENIZAÇÃO. NÃO HAVENDO PROVA EXPRESSA DE SUA EXCLUSÃO ATRAVÉS DE DOCUMENTO HÁBIL A TANTO . (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70000076539. CONTRAI COM O SEGURADO RESPONSABILIDADE PELO DESEMBOLSO. DANO MORAL. o recurso da denunciada. Ante o exposto.A. DES. JULGADO EM 12/12/02). estes abrangem os danos físicos e psíquicos. uma vez que excluída expressamente do feito na sentença. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. POSSIBILIDADE. OS DANOS MORAIS. APELO PARCIALMENTE PROVIDO. COBERTURA DO CONTRATO DE SEGURO.

Verba adequada ao trabalho desenvolvido pelo procurador dos autores. VIII . já que espécie dos danos pessoais. O reajuste do valor da pensão mensal com base na variação anual do salário mínimo é critério compatível com a atividade laborativa exercida pelas vítimas. V . Manutenção do quantum fixado pela decisão de primeiro grau. 70004146452 Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul Responsabilidade civil. O seguro obrigatório pode ser descontado do montante da indenização (Súmula 246. Distribuição do ônus sucumbencial. Julgadora ªBNG.DPVAT. Custas na forma da lei. II Responsabilidade solidária . IV Indenização por danos morais. Caracterizada a culpa do condutor do veículo que. JAPG Nº 2002/CÍVEL BAYARD de NEY 1º DE Grau: FREITAS BARCELLOS: Rosaura De Marques acordo. APELAÇÃO DÉCIMA EM Nº PORTO JANE APELANTE. Porto Alegre. e Des. I . SANDRO APELADO. Presidente. 26 de fevereiro de 2003. O dever de indenizar do proprietário do automóvel que entrega as chaves a terceiro decorre da culpa "in eligendo". VI . Manoel Velocino Pereira Dutra. Sucumbência recíproca. Súmula 54. relatados e discutidos os autos. do STJ. Acordam os integrantes da Décima Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado. além do signatário.Correção monetária. além de estar de acordo com os parâmetros adotados por esta Câmara. Voltaire de Lima Moraes.Honorários advocatícios. do STJ). Recurso da primeira apelante provido parcialmente.Juros moratórios.DES. invade a pista contrária à sua mão de direção e colide frontalmente com outro veículo . IX .Culpa. Os juros de mora incidem desde a data do evento danoso. Acidente de trânsito. inclusive a indenização por danos morais. . os eminentes Senhores Des. em dar parcial provimento ao recurso da primeira apelante e em negar provimento ao recurso da seguradora. desde que comprovadamente pago. e de uma anuidade das parcelas vincendas. Participaram do julgamento. ACÓRDÃO MARLI SEGUROS ALEX VIEIRA PEREIRA PRIMEIRA REGIME CÂMARA DE CÍVEL CÍVEL EXCEÇÃO 70001988559 ALEGRE BILYCZ SA BALTEZAN Vistos. Borba. Recurso da seguradora improvido. BRADESCO APELANTE. bem como à complexidade da causa.Pensão mensal fixada em conformidade com os documentos juntados nos autos. desgovernado. Desconto de um terço dos rendimentos mensais da vítima relativo às despesas pessoais. III . pois bem apreciado o grau de culpa do causador do acidente e a gravidade das lesões causadas aos autores. A base para o cálculo da verba honorária deve ser constituída pelas parcelas vencidas.Responde a seguradora pelos danos morais estabelecidos em favor do ofendido. à unanimidade. VII .

por automóvel do Gol da primeira demandada. vieram os autos. a partir da data do fato. devidos desde a data do óbito até a maioridade daqueles ou até a conclusão do curso universitário. que ainda gozam do benefício da AJG. Dr. invocou os limites do seguro. 282 a 287). segundo as diretrizes do art. fl... os quais deverão ser convertidos em moeda corrente por ocasião do trânsito em julgado da sentença e corrigidos monetariamente até o pagamento. por inexistir vínculo seu com os demandantes. valores que deverão ser descontados em folha de pagamento. § 3º. nas indenizações por danos morais. bem como ao pagamento de alimentos à Luciana Vieira da Silva.34. Jane Marli Pereira Bilycz suscitou defeito de representação e ilegitimidade ativa de Sandro Alex Vieira. Relator. A seguradora interpôs agravo de instrumento. frontalmente. Sidnei. 26). em incidente autuado em apartado e acolhido judicialmente. salientou terem morrido ambos os condutores e alegou não haver prova de culpa do motorista do Gol. em alta velocidade. impúbere. que não se estendem aos danos morais. Também impugnou as parcelas postuladas. que transcrevo a seguir: Sandro Alex Vieira Baltezan e sua irmã. Disse não ter culpa pelo evento e impugnou as parcelas pretendidas. conduzido por Renato Amorin de Oliveira. mãe e irmão dos dois primeiros autores. 20. Ainda.97. Instruído o feito. Oportunizada intervenção ministerial e colhidas as contra-razões. com documentos. que se deslocava em sentido oposto. foram rejeitadas as preliminares (fl. (. Em razão da mínima sucumbência dos autores. em 13.)" (fl. requereu a determinação relativa às quotas dos incapazes. marido e pai dos demais. no valor correspondente a R$ 313. arcando a co-ré com o saldo. Na ocasião. Luciana Vieira da Silva. que foi colhido. opinou pelo provimento parcial do primeiro apelo. Acrescento. improvendo-se o segundo. acrescidos de juros legais de mora.67. no valor de R$ 246. Katiuschia Almeida Tavares. Após emenda à inicial. 326).. A 1ª demandada apelou. bem como o valor dado à causa. com licenciamento vencido. o autor Roberto Almeida Tavares restou gravemente ferido. com juros de mora legais. recebido na forma retida (apenso. Roberto Almeida Tavares e Rogério Medeiros Almeida Tavares. por ela. 274). no valor correspondente a cem salários mínimos para cada um. Roberto Almeida Tavares e Rogério Medeiros Almeida Tavares. e Sidnei da Silva Tavares. Segundo a inicial. desde maio de 1998. após sinalar descaber antecipação de tutela. arcarão as rés com a integralidade da sucumbência. e Rogério Medeiros Almeida Tavares. A 1ª demandada complementou sua apelação em face da decisão proferida nos embargos declaratórios. assistidos e representado. 445) Os autores apresentaram embargos declaratórios. representada. Roberto Almeida Tavares. ocorreu acidente de trânsito de que vieram a falecer Carmem Lúcia Vieira Baltezan e Fernando Vieira da Silva. No mérito. ainda. Reginaldo Maciel Franco. do CPC. e Tereza de Fátima Medeiros Almeida Tavares e os filhos desta. e ainda para CONDENAR a BRADESCO SEGUROS S/A e Jane Marli Pereira Bilyes ao pagamento de indenização por danos morais aos autores Sandro Alex Vieira Baltezan. JORGE ANDRÉ PEREIRA GAILHARD (RELATOR): Adoto na íntegra o relatório de fls. por ele. RELATÓRIO JORGE ANDRÉ PEREIRA GAILHARD. Os embargos foram acolhidos para estabelecer que a correção monetária será anual. DR. respectivamente. impúbere. da lavra do eminente Procurador de Justiça. desde a data do fato (Súmula 54 do STJ). ressaltando que a responsabilidade da seguradora se limita ao valor segurado. os réus contestaram.) PELO EXPOSTO. cerca de 17h. tendo se desgovernado e invadido a contramão. fotografias e prova oral. enquanto que o do Chevette trafegava em veículo em precárias condições. Bradesco Seguros S/A suscitou ilegitimidade passiva.12.. guarda (fl. aforaram ação de indenização por danos materiais e morais contra Jane Marli Pereira Bilycz e contra Bradesco Seguros S/A. sendo os honorários do procurador dos autores fixados em 15% da condenação. que o Ministério Público. púberes. 540/544. sobre as parcelas alimentícias vencidas por ocasião do pagamento. A seguradora apelou. neste caso. Pediu fossem deduzidos os valores recebidos a título de seguro obrigatório. Após réplica e outras manifestações das partes e do Ministério Público. Luciana Vieira da Silva. fls. Katiuschia Almeida Tavares. pela variação do salário mínimo.DR. Resultou sentença assim dispondo: "(. e recurso especial. No mérito. Tais vítimas fatais estavam no veículo Chevette dirigido pela última. nesta Instância. as partes apresentaram memoriais e o Ministério Público se manifestou pela procedência. JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE a presente ação para CONDENAR Jane Marli Pereira Bilyes ao pagamento de alimentos à Katiuschia Almeida Tavares. improvido por essa Colenda Câmara (apenso. .

Pelo contrário. não podendo ser considerado como causa concorrente do acidente. 375/376). relatório. nem conclusivo. JORGE ANDRÉ PEREIRA GAILHARD (RELATOR): Ambos Na I seqüência. tenho que a responsabilidade do veículo encontra-se configurada diante do nexo de causalidade e dos danos sofridos pelas vítimas. quanto à os e apelantes. 308/313). com se depreende do documento de fls. que trafegava desgovernado pela pista de rolamento. referem que chovia muito no dia em que ocorreu o acidente. Afora isso. ou seja. colidindo frontalmente com o Chevette. Diante desse quadro. afirmou que visualizou a colisão entre os veículos pelo espelho retrovisor de seu automóvel. pois sua culpabilidade advém da culpa in eligendo. especificamente. Ainda. Por fim. a testemunha presencial Luís Darlei Eidelwein (fls. ouvidas no Inquérito Policial. Flávio Gomes Martins. acidente. Ademais. superior a 120 Km//h. sustentou que a velocidade imprimida pelo condutor do Gol era superior à desenvolvida pela testemunha. II Da responsabilidade da requerida e da seguradora. sustentando que o Gol derrapou e ingressou adentrou na pista contrária a sua mão de direção. DR. não foi comprovado que o campo de visão do depoente não permitia que o mesmo visualizasse o acidente. o veículo Gol invadiu a pista em que trafegava o Chevette. teve de levar seu automóvel para o acostamento a fim de conseguir desviar do Gol. colidindo frontalmente com o último. de propriedade da apelante. placas IGE 6157. pode-se concluir que a culpa pela ocorrência do evento danoso foi do motorista do veículo Gol. fazendo com que se acumulasse água sob a pista. Da mesma forma. 326/327. que invadiu a pista de rolamento contrária à sua mão de direção e colidiu com o automóvel Chevette. não merece acolhida a argumentação de que o depoimento de Luís Darlei Eidelwein não é elucidativo. Portanto. referiu que o veículo de propriedade da apelante trafegava em alta velocidade.Redistribuídos. do análise preparados. saliento que o fato de o Chevette estar com o licenciamento vencido é mera irregularidade administrativa. provocando "aquaplanagem" (fls. Afora isso. pois ao chegar no local do sinistro. A prova testemunhal é uníssona nesse sentido. 341/343). Incensurável A partir da análise dos autos. a apelante Jane deve responder pelos danos causados às vítimas.6. do fato de a mesma ter entregado as chaves do automóvel a terceiro causador do acidente em que se envolveram as partes. É VOTO vieram os autos o conclusos. As demais testemunhas. entendo que se mostra previsível a reação da testemunha de olhar pelo retrovisor. pois conforme relatado pela mesma. também mencionou que o motorista do Chevette não tinha ingerido qualquer bebida alcoólica antes do acidente e que se encontrava em plenas condições para dirigir. O acidente de trânsito ocorreu por culpa do condutor do veículo Gol CL 1. Caracterizada a culpa do motorista do Gol. a os serão recursos analisados Da sentença da os culpa eminente pontos são levantados pela Juíza tempestivos por ambas ocorrência singular. em decorrência da chuva. com a traseira quase no acostamento da estrada. ou seja. Nesse diapasão. sustentou que o acidente ocorreu na mão de direção do Chevette. o veículo Gol estava atravessado no meio da pista. Por sua vez. resta apurar a responsabilidade da proprietária do automóvel. em regime de exceção. recordou que. da culpa. apesar de não terem presenciado o fato. a pista de rolamento estava molhada no dia do acidente. enquanto o Chevette estava em sua mão de direção. tenho que restou cristalina a culpabilidade do condutor do automóvel Gol na ocorrência do sinistro. em seu depoimento (fls. saliento que de acordo com o apurado no Boletim de Ocorrência de fls. 80Km/h. . Por outro lado. 33 e 78. Nesse ponto.

JULGADO EM 28/10/1999). Não há razão para alterar a pensão mensal arbitrada na sentença de primeiro grau. ERA CASO DE PROCEDÊNCIA DA AÇÃO. sejam eles físicos ou em sua estrutura psíquica. APELO IMPROVIDO (APC Nº 598584779. É o que orientam as seguintes decisões: RESPONSABILIDADE CIVIL. face à diversa natureza dos direitos envolvidos. VALOR DOS DANOS MORAIS. 283/287 do Agravo de Instrumento em apenso). Dessa feita. para o qual a vítima contribuía e outro reparatório. Acolho. RESPONSABILIDADE CIVIL. V Da condenação da seguradora no pagamento dos danos morais. além de bem apreciado o grau de culpa do causador do acidente. como mencionado pelo ilustre representante do Ministério Público. ACIDENTE DE TRÂNSITO. ANA MARIA NEDEL SCALZILLI. E . No que tange ao quantum fixado a título de indenização por danos morais (cem salários mínimos para cada autor.Nesses termos. tenho que o montante da indenização por dano moral. DANOS MATERIAIS E PESSOAIS. O contrato de seguro. por sua vez. equivalente a cem (100) salários mínimos para cada autor. a gravidade das lesões causadas aos autores (morte de familiares próximos: mãe. APELO IMPROVIDO. a apelante Jane não demonstrou sua incapacidade em suportar o pagamento da indenização. DÉCIMA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL. ATROPELAMENTO POR MORTE. aliás. ULTRAPASSAGEM EM RODOVIA. É PARTE LEGÍTIMA PARA RESPONDER A DEMANDA. DÉCIMA SEGUNDA CÂMARA CÍVEL. SOMENTE DEVE OCORRER A CONDENAÇÃO AO RESSARCIMENTO DOS PREJUÍZOS. DEVENDO SER MAJORADOS. Ressalto. Ademais. a qual. AFASTADA A CULPA EXCLUSIVA OU CONCORRENTE DA VÍTIMA DE ACIDENTE DE TRÂNSITO E PROVADO O AGIR IMPRUDENTE DO CONDUTOR DO VEÍCULO QUE ABALROOU A MOTOCICLETA. EM PARTE. não foi objeto de impugnação pela parte contrária. ainda. enquanto que a renda mensal de Carmem Lúcia Vieira Baltezan foi demonstrada pelos documentos de fls. CABÍVEL A DEDUÇÃO PELO VALOR DO DPVAT. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 598567790. suportados. COMO CO-RÉ. COMPROVADOS NOS AUTOS. 132/140). marido. Portanto. eventual pensionamento pelo INSS não elidiria o dever de prestar alimentos do responsável pelo ato ilícito. a seguradora deve responder solidariamente pelos danos causados às vítimas (fls. Além disso. O DEVER DE INDENIZAR DO PROPRIETÁRIO DO AUTOMÓVEL QUE ENTREGA AS CHAVES A TERCEIRO DECORRE DA CULPA "IN ELIGENDO". EM FACE DAS LESÕES CORPORAIS SOFRIDAS PELA VÍTIMA. RELATOR: DES. ACIDENTE DE TRÂNSITO. SUFICIENTEMENTE. 236/238. abrange tanto os danos materiais como os danos pessoais causados a terceiros. filho e irmão) e em conformidade com os parâmetros adotados por esta Câmara. CULPA EXCLUSIVA DO RÉU. à disposição do juízo. A empresa seguradora foi condenada solidariamente no pagamento da indenização por danos morais aos autores. a sugestão do Ministério Público. ainda. FALTA DE PROVA DA DIMINUIÇÃO DA CAPACIDADE LABORATIVA. DANOS MORAIS PRESENTES. IV Do quantum da indenização por danos morais. razão pela qual deve ser mantida. deve ser mantido o valor arbitrado pela digna julgadora de primeiro grau. bem como pelo depoimento de Fernando Faria Guaspari (fls. PRELIMINARES REJEITADAS. TJRS. principalmente se considerado que em prol da viúva e dos filhos das vítimas. É pacífico o entendimento desta Câmara de que o dano moral é espécie do dano pessoal. 232/235. ACIDENTE DE TRÂNSITO. até porque sua argumentação restringiu-se ao fato de ser a mesma funcionária pública estadual. FAZENDO PARTE DOS DANOS PESSOAIS. em caso de reconhecimento da responsabilidade . com exceção da autora Tereza). IMPUNHA-SE A ROCEDÊNCIA DA AÇÃO. RESPONSABILIDADE DA SEGURADORA. ressalto que os rendimentos mensais de Sidney da Silva Tavares foram comprovados pelos documentos de fls. AQUELA EM CUJO NOME ESTÁ REGISTRADO O VEÍCULO . PROVADO. as seguintes decisões: RESPONSABILIDADE CIVIL. JULGADO EM 04/11/99). EFETIVAMENTE. ANA MARIA NEDEL SCALZILLI. PENSÃO MENSAL. a indenização deve abranger a totalidade dos danos. foi corretamente descontado um terço dos ganhos das vítimas relativo às despesas pessoais. determinando que as quotas dos autores menores de idade sejam depositadas em caderneta de poupança. RESPONSABILIDADE DECORRENTE DA CULPA "IN ELIGENDO". um previdenciário. 314/315). Além do mais. QUE EFETUOU ULTRAPASSAGEM E CHOCOU-SE CONTRA O VEÍCULO DOS AUTORES. Nesse diapasão. SOLIDARIEDADE DO PROPRIETÁRIO DO BEM COM O CONDUTOR DO VEÍCULO . pendente de Recurso Especial. pois em conformidade com a prova documental apresentada nos autos. RESPONDE A SEGURADORA PELOS DANOS MORAIS ESTABELECIDOS EM FAVOR DO OFENDIDO. RELATOR: DES. que conforme a decisão proferida no julgamento do Agravo de Instrumento nº 700001711967. DPVAT. O FATO-MORTE DECORRENTE DO ATROPELAMENTO POR CULPA EXCLUSIVA DO CONDUTOR DO VEÍCULO . III Da pensão mensal. pai. não se mostra excessiva. é evidente. RECURSOS DOS AUTORES E RÉUS PROVIDOS. até o limite da apólice (fls.

PRELIMINAR DE NULIDADE AFASTADA. ao neste seguro ponto. PENSÃO MENSAL FIXADA EM VALOR CORRESPONDENTE A 2/3 DOS GANHOS DA VÍTIMA. necessariamente. RECURSO DE APELACAO NÃO PROVIDO. EM SE TRATANDO DE CONTRATO DE ADESÃO O DE SEGURO. NOS QUAIS O SEGURADO FOI CONDENADO. CAPUT. desde que comprovadamente pago. Ademais. EM PARTE. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 598096030. JULGADO EM 20/06/01). pois. Portanto. tal poderá ser objeto de consideração na fase executiva. (ART. POIS ACOLHIDA A PRETENSÃO EM QUASE SUA INTEGRALIDADE. não seguirem. em conformidade com o disposto no art. § 2º). 4. MARCELO CEZAR MULLER. a circunstância de os reajustes dos ganhos da primeira requerida. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO. 1. o que não pode ser entendido como exclusão contratual expressa. Da mesma forma. CLÁUSULA NESSE SENTIDO DEVE SER REDIGIDA COM DESTAQUE. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL. E SUBMETIDO ÀS NORMAS DO CÓDIGO DE DEFESA CONSUMIDOR (ART. pouco importa se no contrato de seguro não está previsto o ressarcimento dos danos morais. INADMISSÍVEL INOVAÇÃO DO PEDIDO EM FASE RECURSAL. RELATOR: DES. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70000439661. JULGADO EM 28/11/01). RESPONSABILIDADE CIVIL. do CPC. Portanto. 51. E . PROPRIETÁRIO -CONDUTOR DO AUTOMÓVEL. DANOS MORAIS E CONTRATO DE SEGURO. 54. cabível o reembolso à denunciante. PELOS DANOS SOFRIDOS PELO AUTOR. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 599172855. § 3º. DESDE QUE COMPROVADO O PAGAMENTO. DO CONTEXTO PROBATÓRIO. DO CDC). DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. VI improcede Das parcelas o relativas recurso. conforme referido pelo culto representante do Ministério Público. ACIDENTE DE TRÂNSITO. O DANO MORAL FAZ PARTE DA PREVISÃO INDENIZATÓRIA PARA DANO PESSOAL. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. HÁ DE SER CONSIDERADA NULA DE PLENO DIREITO (ART. VII Da correção monetária e dos juros moratórios. nos termos da Súmula 54. E ESTÁ DENTRO DOS PARÂMETROS ESTABELECIDOS PELA CÂMARA. DEVENDO SER CONDENADO AO RESSARCIMENTO. RELATOR: DR. ACIDENTE DE TRÂNSITO. APELAÇÃO CÍVEL. XV. entendo que não merece reforma a sentença a quo. VERIFICA-SE DEMONSTRADA A RESPONSABILIDADE DO REQUERIDO. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. proprietária do veículo . DANO MORAL FIXADO COM COERÊNCIA. 602. NECESSIDADE DA OCORRÊNCIA DE TODAS AS HIPÓTESES PARA A CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO. RECURSO PROVIDO. CESSANDO NO CASO DA CONVOLAÇÃO PELA VIÚVA DE NOVAS NÚPCIAS OU QUANDO OS FILHOS COMPLETAREM 25 ANOS OU CONVOLEM NÚPCIAS. JULGADO EM 04/04/01). JULGADO EM 03/03/99). os mesmos percentuais e datas dos reajustes do salário mínimo. pois as requeridas não lograram êxito em demonstrar o recebimento das importâncias pelos autores. AUSÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO EM PARECER FINAL ANTES DA SENTENÇA. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. QUANDO ISSO NÃO OCORRE. BAYARD NEY DE FREITAS BARCELLOS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS DA AÇÃO PRINCIPAL BEM DOSADOS DEVEM SER MANTIDOS. ESPÉCIE DE DANOS PESSOAIS. OS DANOS MORAIS INTEGRAM OS DANOS PESSOAIS E AQUELES. A SEGURADORA TEM RESPONSABILIDADE PELO RESSARCIMENTO DOS DANOS MORAIS. RELATOR: DES. obrigatório. . No entanto. AÇÃO DE REPARAÇÃO POR ATO ILÍCITO. Assim. APELAÇÕES DA SEGURADORA PROVIDA. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. incidem desde a data do evento danoso. CONFORME PRECEDENTES DA CÂMARA E DO STJ. deve ser mantida a sentença quanto à determinação de incidência dos juros moratórios de 06% ao ano. NÃO VINGANDO OS ARGUMENTOS EXPRESSOS NA CONTESTAÇÃO. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. PARA SEREM EXCLUÍDOS. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RS. LIMITAÇÃO TEMPORAL DO PENSIONAMENTO ATÉ A DATA EM QUE A VÍTIMA COMPLETASSE 65 ANOS. Esse o entendimento desta Câmara: RESPONSABILIDADE CIVIL. RESULTANDO DEMONSTRADO. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL. APELAÇÃO PROVIDA E RECURSO ADESIVO IMPROVIDO. VOLTAIRE DE LIMA MORAES. RESPEITADO O VALOR TOTAL DA APÓLICE. CHOQUE FRONTAL. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70001828763. do STJ. COMPENSAÇÃO DO SEGURO OBRIGATÓRIO INCABÍVEL. É ADMISSIVEL A COMPENSAÇÃO DO VALOR DO SEGURO OBRIGATÓRIO. pode ser descontado do montante da indenização. ATROPELAMENTO. DÉCIMA PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL.NÃO PROVIDO O DA DENUNCIADA À LIDE. 2. RELATOR: DES. CULPA CONFIGURADA. Quanto ao seguro obrigatório. ACIDENTE DE TRÂNSITO. A CULPA EXCLUSIVA É DO MOTORISTA QUE INVADE A PISTA CONTRÁRIA. APELAÇÃO DO RÉU DESPROVIDA. 3. MARCELO CEZAR MULLER. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 70002618437. RELATOR: DR. NÃO FAZ JUS A PENSIONAMENTO A VÍTIMA QUE NÃO TEVE COMPROMETIDA SUA CAPACIDADE LABORATIVA. MANOEL VELOCINO PEREIRA DUTRA. POIS NÃO DEMONSTRADO O SEU RECEBIMENTO OU MESMO O VALOR A QUE TERIAM DIREITO OS AUTORES. 3º. No que se refere à correção monetária. DO CDC). pois o reajuste do valor da pensão mensal com base na variação anual do salário mínimo é critério compatível com a atividade laborativa exercida pelas vítimas. EM PARTE. REJEITADA A PRELIMINAR. não é esse o caso dos autos. JULGADO EM 12/12/01).

AFASTAMENTO. INTELIGÊNCIA DO ART. RECURSO PROVIDO. Os autores. nos termos dos arts. . Quanto à verba honorária. 20. GARANTIA. fixados em 20% do valor a ser encontrado em favor da procuradora dos autores. sendo certo que. pelo que o ônus sucumbencial deve ser melhor repartido entre as partes. orientando-se o juiz pelos critérios sugeridos pela doutrina e pela jurisprudência. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA . VALOR. OBSERVÂNCIA. em razão disso. Mantém-se o benefício da justiça gratuita aos autores. havendo sucumbência recíproca. tenho que o percentual mostra-se adequado ao trabalho desenvolvido pelo patrono dos autores. SEM. FIXAÇÃO. recomendações e cautelas. DECORRÊNCIA. ENUNCIADO Nº 284. MANOEL VELOCINO PEREIRA DE DUTRA LIMA (PRESIDENTE E REVISOR): De De acordo. INDENIZAÇÃO. PAGAMENTO. o ônus da prova. POR. DANO MORAL. CARRO. ao porte econômico dos réus. ao nível sócio-econômico dos autores e . CULPA IN VIGILANDO. PAI. CULPA "IN VIGILANDO". entendo a base para o cálculo deve ser constituída pelas parcelas vencidas. a responsabilidade do dono da coisa é presumida. PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. FILHO MAIOR. proporcionalmente ao grau de culpa. CONDUTOR . bem como à complexidade da causa. PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. por sua vez. REPARAÇÃO DE DANOS. I . ACIDENTE DE TRÂNSITO. ADIAMENTO. CONTROLE PELA INSTÂNCIA ESPECIAL. INAPLICAÇÃO. VÍTIMA.Não demonstrado pelo proprietário do veículo que seu filho inabilitado o utilizou ao arrepio das suas proibições. ACIDENTE DE TRÂNSITO. 70001988559 Tribunal RESP RECURSO unanimidade. acordo. acrescidas de uma anuidade das parcelas vincendas. III . Tereza e Luciana) sucumbiram em parcelas do pedido. VOLTAIRE MORAES: Julgadora /BNG. dou provimento em parte ao recurso da primeira apelante e nego provimento ao recurso da seguradora. Em outras palavras. SOLIDARIEDADE. Todavia. ENTRE . condeno as requeridas no pagamento de 80% das custas processuais e dos honorários da procuradora dos autores. inclusive a indenização por danos morais. E . DECISÃO: QUARTA 29/10/1998 TURMA INDEXAÇÃO: RECONHECIMENTO. POSSIBILIDADE. PROPRIETÁRIO . PARÁGRAFO ÚNICO. II . OBJETIVO. mediante compensação.Nos termos da orientação adotada pela Turma. EXISTÊNCIA. DES. PRECEDENTES. PROPORCIONALIDADE. do CPC. § 3º e 21. PROPRIETÁRIO DO VEÍCULO . com razoabilidade. Assim. invertendo-se. responde o pai solidariamente pelos danos causados pelo ato culposo do filho. MORTE. DES. LEGITIMIDADE PASSIVA "AD CAUSAM". STJ. arbitrados em 15% sobre o valor das parcelas vencidas. e uma anuidade das parcelas vincendas.VIII - Do ônus sucumbencial. CRITÉRIO. DA JULGADOR: conhecer do 145358/MG recurso de ESPECIAL e dar-lhe Justiça (199700597431) provimento. atento à realidade da vida e às peculiaridades de cada caso. HABILITAÇÃO PARA DIRIGIR VEÍCULO . JAPG Nº 2000/CÍVEL Superior ACÓRDÃO: 249172 DECISÃO: DATA ORGÃO Por de 1º Grau: Cristina Pereira Gonzales.O valor da indenização por dano moral sujeita-se ao controle do Superior Tribunal de Justiça. PRECEDENTES. DANO MORAL. o proprietário do veículo responde solidariamente com o condutor do veículo . inclusive a indenização por danos morais. NECESSIDADE. Ante o exposto. CARACTERIZAÇÃO. NEGLIGÊNCIA. CC. na fixação da indenização a esse titulo. POSSIBILIDADE. valendo-se de sua experiência e do bom senso. ainda que maior. "QUANTUM". CULPA PRESUMIDA. recomendável que o arbitramento seja feito com moderação. E M E N T A CIVIL. Por outro lado. RESPONSABILIDADE CIVIL. alguns autores (Sandra. nos termos acima. ainda. SÚMULA/STF. E . deverão arcar com o pagamento de 20% das custas e dos honorários dos procuradores das requeridas. PRESUNÇÃO "JURIS TANTUM". 1518.

LEXSTJ 104/220). 2. RESP 29280RJ (DANO MORAL) STJ . 1993. 2. RDR 10/247. N.IV .. P. RESP 135202-SP (RSTJ 112/216) DOUTRINA: OBRA: RESPONSABILIDADE CIVIL. 29 AUTOR: AGUIAR DIAS REFERÊNCIAS LEGISLATIVAS: LEG: FED LEI: 003071 ANO: 1916 ***** CC-16 CODIGO CIVIL ART: 01521 INC: 00003 ART: 01527 ART: 01529 ART: 01518 PAR: UNICO LEG: FED CFD: ****** ANO: 1988 ***** CF-88 CONSTITUIÇÃO FEDERAL ART: 00005 INC: 00005 INC: 00010 LEG: FED SUM: 000341 (STF) . 441/445 AUTOR: AGUIAR DIAS OBRA: DA RESPONSABILIDADE CIVIL. V.: 00003 PG: 00258 RDTJRJ VOL. P. que supõe a impossibilidade de exata compreensão da controvérsia.: 00040 PG: 00077 VEJA: (RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA ) STJ . 4ª ED. não incidindo o enunciado 284 do Supremo Tribunal Federal. 220 AUTOR: CAIO MARIO DA SILVA PEREIRA OBRA: DA RESPONSABILIDADE CIVIL. P. LEXSTJ 105/129). 170.: 00772 PG: 00203 REsp 249394 MG 2000/0017705-9 DECISÃO: 18/05/2000 DJ DATA: 07/08/2000 PG: 00116 FONTE: DJ DATA: 01/03/1999 PG: 00325 JSTJ VOL.RESP 53321-RJ (RSTJ 105/230.RESP 116828-RJ (RDR 10/299. desnecessária a particularização dos dispositivos eventualmente violados. V. RELATOR: MINISTRO SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA SUCESSIVOS: REsp 216301 RJ 1999/0045936-9 DECISÃO: 17/08/1999 DJ DATA: 13/09/1999 PG: 00072 RT VOL.Depreendendo-se das razões recursais qual a questão jurídica colocada.

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