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Aula sobre sucessão

Dra. Sandra Lucia Advogada


slucialaw@yahoo.co.uk

• 1. ACEITAÇÃO/”ADITIO”: ato que vai confirmar o


que já acontceu – efeito retro operante.

• Ato da sucessão ------- Ato da aceitação

Período conhecido como


DELAÇÃO.

Período de espera entre o ato da


sucessão e a aceitação que pode
poderá demorar muito tempo.

• PROCURAÇÃO: A procuração para que o mandatário


possa aceitar herança em lugar do herdeiro tem que ter
poderes especiais. Art. 661, §1º1 do CCB.

• TUTOR E CURADOR: tutor e curador dependem de


autorização judicial. Art. 1.748, II do CCB.

• IRREVOGABILIDADE: A aceitação é irrevogável. Não


pode voltar atrás. Art. 1.812, CCB. Esta regra gera problema
de Direito Intertemporal. A aceitação é ato “inter vivos”,
subordinada ao momento da celebração e, portanto, o
herdeiro não pode revogar se a sucessão se deu na vigência
do CCB de 1916.

• IRRETRATABILIDADE: será irretratável se a aceitação


se deu na vigência do Código anterior.

 ESPECIES DE ACEITAÇÃO:

o (1). EXPRESSA: (art. 1.805) dá-se por


declaração escrita que pode ser por:
 ESCRITO PARTICULAR
 ESCRITURA PUBLICA
 TERMOS NOS AUTOS

1
Art. 661. “O mandato em termos gerais só confere poderes de administração. §1º. Para alienar,
hipotecar, transigir, ou praticar outros quaisquer atos que exorbitem da administração ordinária,
depende a procuração de poderes especiais e expressos.” - atenção, o professor mencionou um
artigo que não foi anotado.
o (2). TACITA: (Esta é a forma mais usual). Ocorre
quando o herdeiro pratica um ato típico.
Exemplo:
 (a) entrar na posse e administração de
bens da herança,
 (b) nomear advogado para representá-
lo no inventário,
 (c) concordância com as “primeiras
declarações”.

o (3) PRESUMIDA: Art. 1.807, CCB. Provocada


por um interessado. Este artigo pode ser
aplicado para a hipótese do credor do
herdeiro.

o (4) DIRETA: do próprio herdeiro.

o (5) INDIRETA: feita por um terceiro.


o

 CARACTERÍSTICAS DA ACEITAÇÃO:
o (1) Ato personalíssimo: é o herdeiro que tem que
aceitar,

o (2) Natureza não receptícia: independe de


conhecimento de qualquer pessoa. Não precisa
homologação.

o (3) Tem que ser total: não pode ser parcial. A


herança é indivisível até a partilha. Exceto quando a
renúncia prejudica credores. Exemplo:

 Devedor de aluguel que tem herança para


receber, se ele quiser renunciar, os credores
poderão aceitar a herança em nome deste
herdeiro. Art. 1.813, CCB. A herança será
aceita pelo credor no limite do crédito (da
dívida), o restante continua renunciada. Trata-
se de aceitação parcial e indireta.

o (4) Incondicional:

2. RENÚNCIA: É a antítese da aceitação. É um ato de repúdio à


herança. Só pode ser feita após aberta a sucessão.2

2
“Pacta Corvina” é proibida pelo Direito brasileiro.
 FORMA: a renúncia só pode se dar expressamente
e estas forma expressa tem que ser solene por:

 ESCRITURA
PÚBLICA
 TERMOS NOS
AUTOS.
 MANDATÁRIO: o mandatário pode renunciar se
tiver poderes especiais. Art. 661, §1º.

 SUCESSÃO DE HERDEIRO RENUNCIANTE:


sua parte volta para o monte.

 ESPÉCIES DE RENÚNCIA: Há duas espécies na


doutrina.

o (1). RENÚNCIA ABDCATIVA: não quer.

o (2) RENÚNCIA
TRANSLATIVA/”INFAVOREM”:
transfere sua parte para alguém. 3. É
considerada aceitação porque primeiro aceita
e depois transfere.

 Hoje, seguramente, não existe mais


renúncia translativa. Hoje há:

CESSÃO DE DIREITOS HEREDITÁRIOS: Esta


o
cessão pode ser para qualquer pessoa, mas se for onerosa para
estranho, há o direito de preferência. Art. 1.792, CCB. Paga
impostos 2 vezes.

VENIA CONJUGAL: Art. 80,II imóvel (a herança) e


o
art. 1.647, I precisa vênia. Há duas correntes. É melhor pedir,
exigir, e fazer a vencia.

3. LEGITIMAÇÃO SUCESSÓRIA: Para ter legitimação


sucessória há dois requisitos:

3
É uma doação e aceitação para fins tributário.
(a) Ordem de vocação hereditária, e

(b) Testamento.

Estes requisitos devem ser vistos no momento da sucessão e


precisa estar vivo se não não recebe direito sucessório. Exceto:

o PROLE EVENTUAL: Art. 1.799, I do CCB.


Disposição testamentária deixada para filho de
determinada pessoa, o art. 1.800, §4º dá o
prazo de 2 (dois) anos para a concepção, pós
abertura da sucessão. Separa a “quota”, nomeia
um curador e aguarda ... Há uma discussão: se
a criança for adotada? Pode ou não?

 Não se pode fazer distinção


entre filhos. Se for adotado, a lei
não pode fazer diferença.

o CASO DE INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL:


O caso de inseminação artificial – em que há
vários embriões – autorizada pelo art. 1.597, III
gera um grande problema porque o art. Diz
“presumem-se concebidos na Constancia do
casamento os filhos” “III por inseminação
artificial homóloga,” . O problema é que o art.
1.800, §4º, fala de um prazo de dois anos para a
concepção após a abertura da sucessão.
Questiona-se a título de humor: a criança veio
intempestivamente?

4. ESPÉCIES DE SUCESSÃO:

 LEGÍTIMA: aquela em que a regra está prevista em


lei. Pode haver coexistência de “legítima” e
“testamentária” = Mista.

 TESTAMENTÁRIA: prevista no testamento.

5. SUCESSÃO LEGÍTIMA: da lei. O art. 1.829 traz a regra da


“ordem da vocação hereditária”. (Vocar = chamar). Ordem em
que os herdeiros são chamados. Primeiro deve descobrir a ordem
e depois saber o quanto recebe.

 CLASSES:
o 1ª CLASSE: descendentes (não
necessariamente os filhos)

o 2ª CLASSE: ascendentes (não


necessariamente os pais.) Obs.: só se fala
em ascendente quando não tiver mais na
linha descendente. Esta linha (reta) não
termina.

o 3ª CLASSE: cônjuge.

o 4ª CLASSE: colaterais. 4

 COMPANHEIRO: previsto no art. 1.790.

 REGRA: Numa mesma classe o herdeiro de


grau mais próximo exclui o de grau mais
remoto, salvo o direito de representação.

o DIREITO DE REPRESENTAÇÃO:
ocorre quando a lei chama certos
parentes mais próximos do herdeiro
“pré-morto” a suceder nos direitos que
ele teria se vivo fosse.

• LINHA RETA: sobe ou desce.

• LINHA COLATERAL:

A Tabela a seguir foi dada pelo Professor


Christiano Cassetari.

BISAVÔ BISAVÓ

TIO AVÔ
AVÔ AVÓ

PAI MÃE
TIO

IRM
4
Município não
AO é herdeiro e, portanto, não está ordem de vocação
hereditária.

AO
VOC
SOBRIN
HO
 DESCENDENCIA DO DESCENDENTE COM
CONJUGE: concorrente = leva parte da herança.

 ASCENDENTE COM O CONJUGE:

 CONJUGE E COLATERAL.

 CONJUGE DA 3ª CLASSE = leva tudo.

6. SUCESSÃO DO DESCENDENTE:

(1º.) saber quem é chamado, se há representação, pois, na


sucessão do descendente há representação.

(A) Por cabeça: mesmo grau descendente herda por


direito próprio. Quinhão (divisão).

(B) Por estirpe: em graus diferentes. Descendentes aqui


estão em graus diferentes herdam por representação.
Divisão:

p
ai

F F F
1 2 3

1/3 1/3
N N Estes dois dividem

1 2 por dois.

1/6 1/6

Descobrir os direitos que o herdeiro “pré-morto” teria se vivo


fosse:

Pai
deixo
u
F1 F2 F3

d d
e e
ix ix
o o
Solução: Filhos F1, F2 e F3, (morreram). Este é uum exemplo deu
sucessão “avoenga”.

7. SUCESSÃO DO ASCENDENTE:

Exemplo 1. Filho morreu deixou o pai. PAI

Solução: tudo para o pai.


FILH
O

Exemplo 2. Filho deixou pai e mãe.


PAI
E

FILH
O

Solução: metade cada um.

Art. 1.852. O direito de representação nunca se dá na linha


ascendente.

 REGRA DA SUCESSÃO DO ASCENDENTE: se dá


por linha paterna e materna.

 Tem que dividir a herança por linha.

AV AV AV
Ó Ó
Solução: Aqui divide:
Ô
linha materna = metade,
MÃ linha paterna = metade
PAI
E avô e metade avó.
FIL
HO

8. CONJUGE DE TERCEIRA CLASSE: Tem que ver antes o


Regime de bens. Pelo art. 1.571, termina a sociedade conjugal.

Solução: Meação do morto e meação do vivo. Bem particular do


morto de bem particular do vivo.

 EXCLUSÃO DO CONJUGE: O cônjuge está excluído


Da sucessão se houver:

 (1). Separação Judicial

 (2). Separação Extrajudicial

 (3) Separação de fato5 há mais de 2 anos (se


o sobrevivente for culpado)6

 DIREITO REAL DE HABITAÇÃO: O cônjuge terá


“direito real de habitação”, independentemente do
Regime de bens se houver um único bem imóvel destinado
à moradia a ser inventariado. ( a idéia é dar segurança para
o cônjuge, independentemente do regime.

 Requisito: ter um único bem imóvel


destinado à moradia.

 Obs. O art. Não fala quando termina.

• Um idosos que casa com mulher


jovem ela tem direito vitalício e os
herdeiros do marido tem direito à
propriedade mas ela tem direito (ao
imóvel) real de habitação.
5
STJ: A sucessão seria só da companheira e não ela concorrer com a
mulher.
6
Hoje não é mais habitual se falar em culpa.
• UNIÃO ESTÁVEL: O CCB 2002 é
omisso e a Jurisprudência entende que
tem direito.