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A Avaliação da Aprendizagem nos dias de Hoje

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A Avaliação da Aprendizagem nos dias de Hoje

Autora: Cássia Ravena Mulin de Assis Medel[1] A dúvida é algo natural que deve ser estimulada. O bom didata sabe usá la em benefício do aluno e de si mesmo. Nos dias de hoje, a avaliação da aprendizagem não é algo meramente técnico. Envolve auto-estima, respeito à vivência e cultura própria do indivíduo, filosofia de vida, sentimentos e posicionamento político. Embora essas dimensões não sejam perceptíveis a t odos os professores, observa-se, por exemplo, que um professor que usa o erro do aluno como ponto inicial para compreender o raciocínio desse educando e rever sua prática docente, e, se necessário, reformulá -la, possui uma posição bem diversa daquele que a penas atribui zero àquela questão e continua dando suas aulas da mesma maneira. Do mesmo modo, o educador que faz uso de instrumentos de avaliação diversos para, ao longo de um período, acompanhar o ensino -aprendizagem, é diferente daquele que se restringe a dar uma prova ao final do período. Segundo Canen (2001), Gandin (1995) e Luckesi (1996), a avaliação é um julgamento sobre uma realidade concreta ou sobre uma prática, à luz de critérios claros, estabelecidos prévia ou concomitantemente, para tomada de decisão. Desse modo, três elementos se fazem presentes no ato de avaliar: a realidade ou prática julgada, os padrões de referência, que dão origem aos critérios de julgamento, e o juízo de valor. Através desses elementos, constata -se que a avaliação nã o é um processo apenas técnico. O educador deve refletir acerca de algumas questões: Quem julga? Por que e para que se julga? Quais os aspectos da realidade que devem ser julgados? Deve -se partir de que critérios? Esses critérios se baseiam em quê? A partir dos resultados do julgamento, quais são os tipos de decisões tomadas? Como foi dito, a avaliação não é um processo apenas técnico, é um procedimento que inclui opções, escolhas, ideologias, crenças, percepções, posições políticas, vieses e representaçõe s, que informam os critérios através dos quais será julgada uma realidade. A avaliação do aproveitamento de alunos, por exemplo, pode basear -se em critérios reduzidos, apenas à memorização de conteúdos, ou pode basear -se em critérios que visem ao crescimento pessoal dos alunos, no que diz respeito as suas atitudes, liderança, conscientização crítica e cidadã. Esses critérios se originam de opiniões acerca do que se entende por educação, e vão direcionar o julgamento de valor acerca do desempenho daqueles al unos. O Projeto Político -Pedagógico da escola deve ser elaborado coletivamente, e expor a visão acerca da missão da unidade escolar, direcionando os critérios através dos quais as práticas docentes que estão sendo desenvolvidas, sejam avaliadas. A avaliaç ão da aprendizagem não é um julgamento de valor apenas acerca do aluno, mas também acerca da prática docente, que tem como resultado o desempenho do aluno. Segundo Paulo Freire, a avaliação não é um ato pelo qual A avalia B, mas sim um processo pelo qual A e B avaliam uma prática educativa. Quando um professor dá uma explicação sobre um conteúdo, e no entanto, nos instrumentos de avaliação que ele elabora, propõe exercícios que abordam aspectos e habilidades referentes à matéria que não foram trabalhados, o aluno sente-se "perdido", sem ter um caminho a seguir, uma reflexão que possa fazer acerca daquela matéria. O educador deve ter uma posição de não neutralidade envolvida na escolha dos critérios para o julgamento de valor e na escolha daquilo que se des eja julgar, a avaliação, como dissemos anteriormente, envolve mais do que uma simples contemplação. Ela requer tomada de decisão. Conforme Luckesi (1996), sendo o juízo satisfatório ou insatisfatório, temos sempre três possibilidades de tomada de decisão: continuar na situação em que nos encontramos, introduzir mudanças para que o objeto ou situação se modifique para melhor ou suprimir a situação ou objeto.

deve -se ter inúmeros cuidados em sua elaboração e aplicação. ao mesmo tempo que forneçam subsídios ao trabalho docente. a avaliação formal é datada e obrigatória. de linguagem pouco clara para os educandos. tal como concebida e vivenciada na maioria das escolas brasileiras . Como. Os métodos de avaliação ocupam. 1 . direcionando o esforço empreendido no processo de ensino e aprendizagem de forma a contemplar a melhor abordagem pedagógica e o mais pertinente método didático adequado à disciplina ± mas não somente -. à medida que consideram. que restringem a avaliação a apenas um momento final. Avaliar.com. o professor não deve permitir que os resultados das provas periódicas. que trabalha numa dinâmica interativa. partindo de um único instrumento. igualmente. INTRODUÇÃO A avaliação. tendem a optar pela "supressão" do educando direta ou indiretamente. informando as ações em desenvolvimento e a necessidade de regulações constantes. geralmente de caráter classificatório. homogêneo. Segundo Perrenoud (1999). obrigatórias à decisão de avanço ou retenção em determinadas disciplinas. faz-se necessário um retorno as formas pelas quais a avaliação foi planejada. legitimador do fracasso.br/art_avaliacao. Para Oliveira (2003). http://sitededicas. Requer preparo técnico e grande capacidade de observação dos profissionais envolvidos. de caráter diagnóstico. sejam super valorizados em detrimento de suas observações diárias. algumas tomadas de decisão partindo de critérios que limitam o processo educativo a au las expositivas. ocupando mesmo o papel central nas relações que estabelecem entre si os profissionais da educação. ORIGEM DA AVALIAÇÃO . A avaliação da aprendizagem possibilita a tomada de decisão e a melhoria da qualidade de ensino. Na avaliação da aprendizagem. deve repensar acerca dos seus critérios de avaliação. da participação e produtividade de cada aluno. Para isso. o contexto sócio -político no qual o grupo está inserido e as condições individuais do aluno. sem duvida espaço relevante no conjunto das práticas pedagógicas aplicadas ao processo de ensino e aprendizagem. não se resume à mecânica do conceito formal e estatístico. é um processo mediador na construção do currículo e se encontra intimamente relacionada à gestão da aprendizagem dos alunos.htm A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM COMO PROCESSO CONSTRUTIVO DE UM NOVO FAZER A avaliação é parte integrante do processo ensino/aprend izagem e ganhou na atualidade espaço muito amplo nos processos de ensino. e. a avaliação da aprendizagem.uol.Infelizmente. acerca da necessidade de construir políticas e práticas que considerem essa diversidade e que estejam comprometidas com o sucesso e não o fracasso escolar. 2 . O professor. portanto. Desse modo. neste contexto. no novo paradigma. devem representar as avaliações aqueles instrumentos imprescindíveis à verificação do aprendizado efetivamente realizado pelo aluno. não é simplesmente atribu ir notas. tem se constituído no principal mecanismo de sustentação da lógica de organização do trabalho escolar e. em geral. É preciso deixar claro que a prova é somen te uma formalidade do sistema escolar. sempre que possível. alunos e pais. através de sua reprovaçã o. o educador de hoje. tem noção. ao longo de todo o ano.

revelando que uma grande ênfase em exercícios não levava necessariamente a um melhor rendimento. Rice sobre uma pesquisa avaliativa utilizada para estabelecer a relaçã o entre o tempo de treinamento e o rendimento em ortografia.1 ± Mensuração ± não distinguia avaliação e medida. ou seja. etc. A avaliação tem sido estudada desde o início do século XX. A avaliação da aprendizagem tem seus princípios e características no c ampo da Psicologia. Nessa fase. formativa e somativa. no processo de ensino/aprendizagem. De âmbito mais vasto e conteúdo mais rico. . apud Firme (1994). que a avaliação tenta recolher e que é necessária a professores e alunos. conforme Guba e Lincoln. um caminho a seguir entre um ponto de partida e um ponto de chegada. se alguns pararam por não saber o caminho ou por terem enveredado por um desvio errado. Nessa época. É essa informação. a avaliação tem uma intenção format iva. sendo que as duas primeiras décadas do século XX foram marcadas pelo desenvolvimento de testes padronizados para medir as habilidades e aptidões dos alunos. A avaliação descreve que conhecimentos. principalmente nos Estados Unidos. As avaliações a que o professor procede enquadram -se em três grandes tipos: avaliação diagnostica.Avaliar vem do latim a + valere. associa -se o ato de avaliar ao de ³medir´ os conhecimentos adquiridos pelos alunos. segundo Caro apud Goldberg & Souza (1982). sobre o progresso de grupos e de cada um dos seus membros. M. naturalmente que é necessário verificar se o trajeto está a decorrer em direção à meta. 3 ± EVOLUÇÃO DA AVALIAÇÃO A partir do início do século XX. 3. desde 1897 existem registros dos relatos de J. atitudes ou aptidões que os alunos adquiriram. A avaliação é uma operação descritiva e informativa nos meios que emprega. era preocupação dos estudiosos a elaboração de instrumentos ou testes para verificação do rendimento escolar. contribuindo para a obtenção de produtos ou resultados de aprendizagem. à influência de programas experimentais universitários sobre a personalidade e atitudes dos alunos. descritiva. pelos estudos de Robert Thorndike. Por isso. a compreensão do processo de avaliação do processo ensino/aprendizagem tem sido pautada pela lógica da mensuração. que significa atribuir valor e mérito ao objeto em estudo. São elas: mensuração. de acordo com Borba & Ferri (1997). à eficácia de programas de saúde pública. Caro apud Goldberg & Souza (1982) aponta várias destas pesquisas realizadas nos anos 20 para medir efeitos de programas de diversas áreas sobre o comportamento das pessoas. a avaliação constitui uma operação indispensável em qualquer sistema escolar. Eram realizados experimentos relativos à pr odutividade e à moral dos operários. Havendo sempre. avaliar é atribuir um juízo de valor sobre a propriedade de u m processo para a aferição da qualidade do seu resultado. as pesquisas avaliativas voltavam -se particularmente para a mensuraçã o de mudanças do comportamento humano. julgamento e negociação. Esta informação é necessária ao professor para procurar meios e estratégias que possam ajudar os alunos a resolver essas dificuldades e é necessária aos alunos para se aperceberem delas (não podem os alunos identificar claramente as suas próprias dificuldades num campo que desconhecem) e tentarem ultrapassá -las com a ajuda do professor e com o próprio esforço. A avaliação proporciona também o apoio a um processo a decorrer. As duas primeiras décadas deste século. que objetivos do ensino já atingiram num determinado ponto de percurso e que dificuldades estão a revelar relativamente a outros. Portanto. for mativa na intenção que lhe preside e independente face à classificação. a avaliação vem atravessando pelo menos quatro gerações. O papel do avaliador era. porém. isto é. foram marcadas pelo desenvolvimento de testes padronizados para medir as habilidades e aptidões dos alunos e influenciados. porém.

contudo. Hastings e Madaus (1975). Ela é construtivista em substituição ao modelo científico.1 ± Função diagnóstica . 3. é a que proporciona informações acerca das capacidades do aluno antes de iniciar um processo de ensino/aprendizagem. sendo necessário descrever o que seria sucesso ou dificuldade com relação aos objetivos estabelecidos. objetivos. que se concretiza por meio de relações partilhadas e cooperativas. 4. eminentemente técnico e. é fornecer . curso ou outro foco de atenç ão. que tem caracterizado. bem como a identificação das causas de repetida s dificuldades na aprendizagem. de acordo com Miras e Solé (1996. em certos casos. era preciso julgar sobre o conjunto de todas as dimensões do objeto. a geração anterior só oferecia informações sobre o aluno. Assim. Precisavam ser obtidos dados em função dos objetivos por parte dos alunos envolvidos nos programas escolares.A primeira abordagem. que se fundamenta num paradigma construtivista. as avaliações mais prestigiadas neste século. o julgamento passou a ser elemento crucial do processo avaliativo. A avaliação é responsiva porque. de resolver situações presentes. definido coletivamente. informações que permitam aos agentes escolares decidir sobre as intervenções e redirecionamentos que se fizerem necessários em face do projeto educativo. de PROCESSO verificação e de AVALIATIVO apreciação. Para Guba e Lincoln apud Firme (1994) é uma forma responsiva de enfocar e um modo construtivista de fazer. ela se situa e desenvolve a partir de preocupações. pois não só importava medir e descrever. Foi nessa fase que surgiu o termo ³avaliação educacional´. Conforme os estudiosos. em termos de mensuração e descrição. contemplada pela avaliação diagnóstica (ou inicial). segundo Bloom. A avaliação diagnóstica pretende averiguar a posição do aluno face a novas aprendizagens que lhe vão ser propostas e a aprendizagens anteriores que servem de base àquelas.então. Souza (1993) diz que a finalidade da avaliação. o avaliador assumiria o papel de juiz. tinha como preocupação maior o julgamento. administrativa e estrutural. tipos de decisão e outros. p. Neste sentido. 3. Converte -se. ou ainda. Neste sentido. então. busca a determinação da presença ou ausência de habilidades e pré -requisitos. no sentido de obviar as dificuldades futuras e. sobre o processo pedagógico. em um instrumento referencial e de apoio às definições de natureza pedagógica. seja ele um programa.4 ± Negociação ± nesta geração. negociado. a avaliação é um proces so interativo. inclusive sobre os próprios objetivos.2 ± Função formativa - . 381). 4 As funções ± da FUNÇÕES avaliação são: de DO diagnóstico. de um modo geral. projeto. de acordo com a quarta geração.3 ± Julgamento ± a terceira geração questionava os testes padronizados e o reducionismo da noção simplista de avaliação como sinônimo de medid a. 3.2 ± Descritiva ± essa geração surgiu em busca de melhor entendimento do objetivo da avaliação. e comprometido com a garantia da aprendizagem do aluno. diferentemente das alternativas anteriore s que partem inicialmente de variáveis. testes e exames eram indispensáv eis na classificação de alunos para se determinar seu progresso. neste sentido. Neste sentido o avaliador estava muito ma is concentrado em descrever padrões e critérios. 4. incorporando. proposições ou controvérsias em relação ao objetivo da avaliação. o que se havia preservado de fundamental das gerações anteriores.

pelo qual pode ser determinada etapa por etapa do processo ensino/aprendizagem. um processo para determinar em que medida os alunos estão se desenvolvendo dos modos desejados. questionamento. os objetivos da ava liação são traçados em torno de duas possibilidades: emissão de ³um juízo sobre uma pessoa. 4. uma situação ou um objeto. Pode ser chamada também de função creditativa. Ela se f az necessária para que possamos refletir. no sentido de identificar dificuldades e de lhes dar solução. 17). visando aperfeiçoa -lo. maior estímulo para um estudo sistemático dos conteúdos.3 ± Função somativa ± Tem como objetivo. a avaliação formativa visa informar o professor e o aluno sobre o rendimento da aprendizagem no decorrer das atividades escolares e a localização das deficiências na organização do ensino para possibilitar correção e recuperação. Segundo Bloom. Entende-se que a avaliação não pode morrer. . Representa o principal meio através do qual o estudante passa a conhecer seus erros e acertos. o que permite outorgar uma qualificação qu e. de fato. que mudança devem ser feitas para garantir sua efetividade. tanto ao estudo do aluno como ao trabalho do professor. e ³obtenção de informações úteis para tomar alguma decisão´. Estes mecanismos permitem que o professor detecte e identifique deficiências na forma de ensinar. de acordo com os níveis de aproveitamento. É ainda um auxílio para classificar os objetivos significativos e as metas educacionais. segundo Miras e Solé (1996. A avaliação somativa pretende ajuizar do progresso realizado pelo aluno no final de uma unidade de aprendizagem. é o processo de ajuizamento. para este autor. atingindo os objetivos pretendidos. Também tem o propósito de classificar os alunos ao final de um período de aprendizagem. julgamento ou valorização do que o educando revelou ter aprendido durante um período de estudo ou de dese nvolvimento do processo ensino/aprendizagem. 378) determinar o grau de domínio do aluno em uma área de aprendizagem. p. a uma visão de conjunto relativamente a um todo sobre o qual. possibilitando reformulações no seu trabalho didático. A avaliação. inerente e indissociável enquanto concebida como problematização. por sua vez. questionar e transformar nossas ações. apreciação. principalmente através de mecanismos de feedback.A segunda função á a avaliação formativa que. 5 ± OBJETIVOS DA AVALIAÇÃO Na visão de Miras e Solé (1996. Para Nérici (1977). 6 ± MODELO TRADICIONAL DE AVALIAÇÃO VERSUS MODELO MAIS ADEQUADO Gadotti (1990) diz que a avaliação é essencial à educação. assim. Corresponde a um balanço final. a avali ação é uma etapa de um procedimento maior que incluiria uma verificação prévia. pode ser utilizada como um sinal de credibilidade da aprendizagem realizada. verificando a compa tibilidade entre tais objetivos e os resultados efetivamente alcançados durante o desenvolvimento das atividades propostas. a efetividade ou não do processo e. a avaliação pode ser considerada como um método de adquirir e processar evidências necessárias para melhorar o ensino e a aprendizagem. em função de distintos critérios´. até aí. permite constatar se os alunos estão. 375). só haviam sido feitos juízos parcelares. incluindo uma grande variedade de evidências que vão além do exame usual de µpapel e lápis¶. A avaliação formativa pretende determinar a posição do aluno ao longo de uma unidade de ensino . Hastings e Madaus (1975). no sentido de aferir resultados já colhidos por avaliações do tipo formativa e obter indicadores que permitem aperfeiçoar o pr ocesso de ensino. reflexão. sobre a ação. um sistema de controle da qualidade. Outro aspecto destacado pela autora é o da orientação fornecida por este tipo de avaliação. p. em caso negativo. um fenômeno. p. Hastings e Madaus (1975). conforme Haydt (1995. Para Bloom.

A leitura das médias tende a ser ingênua (não se buscam os reais motivos para discrepâncias em determinadas disciplinas). É ela que sinaliza aos alunos o que o professor e a escola valorizam.o desenvolvimento das pressão psicológica. seguindo devem ser a meta em comum dos professores. criticidade). traça uma comparação entre a concepção tradicional de avaliação com uma mais adequada a objetivos contemporâneos. é crucial para a concretização do projeto educacional.eles se qualidade . para a promoção ou especialmente com relação à sua inclusão social (percepção do mundo. Sistema social preocupado com o futuro já alertava o ex-ministro da Educação. sob pretexto de serem um competências previstas no projeto educacional 'elemento motivador da aprendizagem'.o alvo do aluno deve ser promoção.o processo educativo permanece oculto. auxiliam muito a prática da avaliação e a orientação dos alunos. empregabilidade. é preciso olhar como está sua escola pública no presente". a avaliação deve ser Implicação ± as notas vão sendo observadas e um auxílio para se saber quais objetivos foram registradas. Foco nas provas . Estimula o desenvolvimento da submissão e de hábitos de comportamento físico tenso (estresse). A forma como se avalia.os estabelecimentos de ensino devem preocupam com as notas que demonstram o preocupar-se com o presente e o futuro do aluno. como a Taxionomia dos Objetivos Educacionais de Benjamin Bloom. Acr editar em um processo avaliativo mais eficaz é o mesmo que cumprir sua função didático -pedagógica de auxiliar e melhorar o ensino/aprendizagem. Os alunos estudam pela ameaça da prova.. modelos que indicam passos para a progressão na aprendizagem. Resultados dentro da normalidade são bem vistos. Não importa como elas foram obt idas.as provas são utilizadas como um fator negativo de motivação. O autor. Tabela 1 ± Comparação entre a concepção tradicional de avaliação com uma mais adequada Modelo tradicional de avaliação Modelo adequado Foco na promoção ± o alvo dos alunos é a Foco na aprendizagem . quais ainda faltam e quais as nem por qual processo o aluno passou.neste contexto. Nas primeiras aulas.O mito da avaliação é decorrente de sua caminhada histórica. não pelo que a aprendizagem pode lhes trazer de proveitoso e prazeroso. atingidos. Implicação . não importando a qualidade e os parâmetros para sua obtenção (salvo nos casos de exames como o ENEM que.o foco da escola passa a ser o resultado de seu ensino para o aluno e não mais a média do aluno na escola. interferências do professor que podem ajudar o aluno. de certa forma. avaliam e "certificam" Implicação . na tabela 1. se discutem as a aprendizagem e o que de proveitoso e prazeroso regras e os modos pelos quais as notas serão dela obtém. Cristóvam Buarque: "Para saber como será um país daqui há 20 anos." Implicação . obtidas para a promoção de uma série para outra. quadro global dos alunos.as notas são suficientes para os quadros estatísticos. ainda a sugestão de Comenius em sua Didática Magna criada no século XVII. mas também se torna necessária como instrumento de diagnóstico e acompanhamento do processo de aprendizagem. Implicação .a avaliação deixa de ser somente um objeto de certificação da consecução de objetivos. É comum ver professores utilizando ameaças como "Estudem! Caso contrário. relacionando -as com as implicações de sua adoção. vocês poderão se dar mal no dia da prova!" ou "Fiquem quietos! Prestem atenção! O dia da prova vem aí e vocês verão o que vai acontecer. interação. sendo que seus fantasmas ainda se apresentam como forma de controle e de autoritarismo por diversas gerações. Implicação . reprovação. O sistema social se contenta com as notas . Esse é um sinal de que a sociedade já começa a se preocupar com o .. criatividade. Neste ponto. Os estabelecimentos de ensino estão centrados Estabelecimentos de ensino centrados na nos resultados das provas e exames .são utilizadas como objeto de Foco nas competências . segundo Luckesi (2002). posicionamento.

a descrição (e não a prescrição) seria uma fonte de dados d a realidade. Para Wachowicz & Romanowski (2002). a prática das instituições não encontrou uma forma de agir que tornasse possível essa isenção: as prescrições suplantam as descrições e os pré -julgamentos impedem as observações. embora historicamente a questão tenha evoluído muito. implicando na participação de todos os envolvidos no processo educativo. Os dados registrados são formais e não representam a realidade da aprendizagem. Se a avaliação tem sido reconhecida como uma função diretiva. vem sofrendo . ou seja. da consciência e da cidadania. desde que não houvesse uma vinculação prescrita com os resultados. relativos. a prática mais comum na maioria das instituições de ensino ainda é um registro em forma de nota. como sendo a medida dos ganhos da aprendizagem pelo aluno. automaticamente pressiona dos a agir da forma tradicional. são marginalizados e. o resultado obtido pelo aluno. para usufruir dele . 7 . tem a capacidade de estabelecer a direção do processo de aprendizagem. É esse o caminho para revertermos estabelecimentos de ensino). tratando-se apenas de uma contabilização dos resultados. Isto é corroborado por Benvenutti (2002). Se fosse instituída.os diferentes grupos de práticas educacionais e distanciamento educacional do Brasil com o dos demais países. Sistemas educacionais que rompem com esse tipo de procedimento tornam -se incompatíveis com os demais. fazendo com que o aluno compreenda o mundo em que vive. em forma de nota. fragmenta -se o processo de avaliação e introduz-se uma burocratização que leva à perda do sentido do processo e da dinâmica da aprendizagem. por isso. A conseqüência mais grave é que essa arrogância não permite o aperfeiçoamento do processo de ensino e aprendizagem. Adaptado de Luckesi de (2002) Mudando de paradigma.A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM COMO PROCESSO CONSTRUTIVO DE UM NOVO FAZER O processo de conquista do conhecimento pelo aluno ainda não está refletido na avaliação. Implicação . a fragmentação e a burocratização acima mencionadas levam à perda da dinamicidade do processo. o quadro de uma educação "domesticadora" para "humanizadora". A isenção advinda da necessidade de analisar a aprendizagem (e não julgá -la) levaria o professor e os alunos a constatarem o que realmente ocorreu durante o processo: se o pro fessor e os alunos tivessem espaço para revelar os fatos tais como eles realmente ocorreram.valorização da educação somente os resultados interessam.não há garantia sobre a qualidade. ao dizer que a avaliação deve estar comprometida com a escola e esta deverá contribuir no processo de construção do caráter. E este é o grande dilema da avaliação da aprendizagem. Uma descrição da avaliação e da aprendizagem poderia revelar todos os fatos que aconteceram na sala de aula. O entendimento da avaliação. pois trabalha a realidade. para a organização da instituição escolar e para a profissionalização do professor. procedimento este que não tem as condições necessárias para revelar o processo de aprendizagem. principalmente discutida coletivamente. a avaliação seria real. mas estes são resultados efetivos para o indivíduo. No entanto. oriunda esta capacidade de sua característica pragmática. mas sobretudo que esteja preparado para transformá lo. embora apresentem conseqüências importantes para a vida pessoal dos alunos. Quando se registra. cria -se uma nova cultura avaliativa. Implicação . passando pela produção do conhecimento.

solidários e autônomos.htm . indicando a possibilidade de realizar -se na prática pela descrição e não pela prescrição da aprendizagem. desde que as teorias da educação escolar recolocaram a questão no âmbito da cognição. mudar nossa concepção. Acreditamos que o grande desafio para construir novos caminhos. a nota torna -se um fim em si mesma. Bevenutti (2002) diz que avaliar é mediar o processo ensino/aprendizagem. críticos. é construir uma nova escola. Basta romper com padrões estabelecidos pela própria história de uma sociedade elitista e desigual. http://www. Se as nossas metas são educação e transformação. pois esta sociedade reserva às instituições escolares o poder d e conferir notas e certificados que supostamente atestam o conhecimento ou capacidade do indivíduo.gestiopolis. Neste sentido. é vibrar junto a cada aluno em seus lentos ou rápidos progressos. o que torna imensa a responsabilidade de quem avalia. Perrenoud (1993) afirma que mudar a avaliação significa provavelmente mudar a escola. o cidadão. estaremos formando c idadãos conscientes. Enquanto a avaliação permanecer presa a uma pedag ogia ultrapassada. mudar a prática. Automaticamente.denúncias há décadas. é oferecer recuperação imediata. Romper paradigmas. Os novos paradigmas em educação devem contemplar o qualitativo. 8 CONCLUSÃO A avaliação é a parte mais importante de todo o processo de ensino -aprendizagem. o povo continuará escravo de uma minoria. segundo Ramos (2001). a mesma autora diz que a evasão permanecerá. é uma avaliação com critérios de entendimento reflexivo. conectado.com/Canales4/rrhh/aprendizagem. descobrindo a essência e a totalidade do processo educativo. fruto de uma democracia mascarada e opress ora. voltada para os valores da matéria ditadora. criativos. Desta forma. não nos resta outra alternativa senão juntos pensar uma nova forma de avaliação. Pretende-se uma mudança da aval iação de resultados para uma avaliação de processo. é promover cada ser humano. compartilhado e autonomizador no processo ensino/aprendizagem. ficando distanciada e sem relação com as situações de aprendizagem. Mudar a nossa concepção se faz urgente e necessário. que se considera a elite intelectual. e o educando. mudar a prática da avaliação nos leva a alterar práticas habituais. criando inseguranças e angústias e este é um obstáculo que não pode ser negado pois envolverá toda a comunidade escolar. Pensando a avaliação como aprovação ou reprovação.

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