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Ativo e sua Avaliação

(Publicado na Revista Ciências Sociais em Perspectiva – Vol. 01 – nº 02 – 1º Semestre de 2003) Mestre em Controladoria e Contabilidade Estratégica pela UNIFECAP-SP; Especialização em Controldadoria e Gerência Finaceira – UNIOESTE; Graduação em Ciências Contábeis pela UNIOESTE; Professor do Curso de Ciências Contábeis da UNIOESTE – Cascavel – PR

RESUMO No presente trabalho foram discutidas as diversas formas de avaliar os ativos, sendo abordado o assunto sob dois aspectos: a valores de entrada e a valores de saída. Primeiramente foi apresentado duas definições de ativo, uma desenvolvida a quase um século atrás, mas com ensinamentos atuais e outra bem recente abrangendo o que realmente o ativo representa para a empresa. Com relação aos outros conceitos pesquisados foram tiradas características que complementam o conhecimento de ativo. Foi dando ênfase aos objetivos da avaliação dos ativos e também algumas características que deverão conter nos mesmos e assim enfatizando as diversas formas de avaliar os ativos, sendo este o tema central de nosso trabalho. Para os ativos serem avaliados a valores de entrada tem-se quatro opções: pelo custo histórico; pelo custo histórico corrigido; pelo custo corrente de reposição e pelo custo corrente corrigido. E para avaliar os ativos a valores de saída também quatro opções: com valores descontados das entradas de caixa futura; preços correntes de venda; equivalentes correntes de caixa e valores de liquidação. E para finalizar foram destacados alguns aspectos sobre a avaliação de ativos intangíveis e a sua subjetividade. Palavras-chave – Avaliação de Ativos; Características dos Ativos; definições de Ativos. ABSTRACT In the present paper the several forms were discussed of assets evaluating, being approached the subject under two aspects: to you value of entrance and to you value of exit. Firstly it was presented two assets definitions, a developed the almost one century behind, but with current and other very recent teachings embracing what the assets really represents for the company. With relationship to the other researched concepts were removed characteristics that complement the knowledge of active. He went giving emphasis to the objectives of the evaluation of the assets and also some characteristics that should contain in the same ones and like this emphasizing the several forms of evaluating the assets; this is the central theme of our paper. For the assets they be appraised to you value of entrance it is had four options: for the cost historical; for the corrected cost historical; for the average cost of replacement and for the corrected average cost. And to evaluate the assets to you also value of exit four options: with discounted values of future box's entrances; average prices of sale; equivalent box currents and liquidation values. And to conclude they were outstanding some aspects about the evaluation of intangible assets and your subjectivity. Key Word - Assets Evaluation; Assets Characteristics; Assets Definitions.

2 .

que são: as compras dos ativos. No Ativo estão aplicados os recursos indispensáveis para o desenvolvimento do empreendimento. níveis de utilização dos bens. o Ativo. com a mesma linha de produtos etc. Ao ser necessário efetuar um levantamento do patrimônio da empresa. amortização. se bem geridos. aplicação de previsão de perdas. reavaliação. exaustão. Em todas as empresas mesmo aquelas que tenham objeto social idênticos. os controles internos. depreciação. disponíveis para os gestores desenvolverem as atividades da empresa. pois são ocorrências já ocorridas. a utilização dos bens e direitos de forma maximizada e ordenada e a sua avaliação. que influenciarão de forma exemplar. com as mesmas necessidades. aplicação de provisões de ganhos etc. correção monetária. Esta preocupação baseia-se principalmente em 4 pontos. terão seus ativos diferenciados pelos seguintes aspectos: valor de aquisição dos bens e direitos (custo histórico).3 Introdução Os profissionais da contabilidade sempre estão preocupados em gerar informações que surtam efeito ao serem utilizadas pelos seus usuários. Isto tudo demonstra o que já foi lançado na contabilidade da empresa. poderão ser encontrados também outros valores que dizem respeito aos possuidores do capital. dentre outros. juros. que podem chegar até a casa do sentimentalismo e estima. Serão encontrados ainda valores que . e desta forma tem como ponto de preocupação.

deverão receber cuidados especiais. Desta forma pode-se verificar que há diferença entre o valor que foi ou que é atribuído aos bens e direitos e a avaliação que é medida ou atribuída. conforme Berrini (1957). comenta.4 dependerão da aceitação do mercado. aqui o autor destacou o valor e o poder de troca que os mesmos terão. da melhor forma possível. mas sim deixando até indagações. pois do contrário não teria sentido figurar em seu patrimônio. com um senso de utilidade alto e a preferência dos consumidores. apud Iudícibus (1997: 94) “Ativo é qualquer contraprestação ou não. possuída por uma empresa e que tenha valor para ela”. Relacionado aos ativos das entidades estão todos os bens e direitos necessários para satisfazer adequadamente as necessidades e para o desenvolvimento de suas atividades. não de forma que esgote o assunto. pode ser conceituado como algo que possui um . Devese crer que. O objetivo da presente pesquisa será o de tentar explicar a melhor ou as melhores maneiras de se avaliar os Ativos. manutenção e controle. “Ativo. pois o assunto é muito subjetivo e particular. foi verificado que há condições de se efetuar uma relação em ordem cronológica sobre os conceitos de Ativo. analisados e processados poderão facilitar o alcance dos objetivos propostos pela contabilidade. Outro conceito bem atual defendido por Iudícibus & Marion (1999: 145). dependendo da situação e circunstâncias vivida no momento. como exemplo podemos destacar Panton (1924). portanto não suscetíveis de medição”. sendo de utilidade. quanto à administração. “o valor de um bem é resultante de diversas causas. Definições Ativos Analisando diversos conceitos. o bem ou o direito. desta forma possibilitando o agrupamento de dados que depois de compilados. seja por influência da empresa ou do mercado. descrito por vários autores no decorrer dos tempos. sendo a maioria delas de origem psicológica.

Características. . aos conceitos foram acrescentados um número maior de detalhamentos e características pertinentes à época de sua ocorrência. Analisando vários outros conceitos com diferentes enfoques e pontos de vista. direta ou indiretamente mediata ou no futuro. funções e finalidades dos ativos. onde ocorreu a introdução da informática para se fazer a Contabilidade. Na relação abaixo serão destacadas características. pode-se verificar que a maioria deles se diferencia. Foi verificado também que com o passar do tempo. Poder de troca Geração de receita Valor adquirido Direito de propriedade Tem valor para a empresa Benefícios futuros Recursos econômicos São controláveis Posse Resultado de eventos Benefício econômico futuro Serve para manter a passados atividade São meios para se chegar aos Uma promessa de caixa Que tenha noção de utilidade fins à empresa Contribuir para a geração de Gasto realizado que criou Que tenha valor econômico fluxo de caixa um direito para a empresa Constituídos de recursos Garante em partes a Que tenha potencial de econômicos continuidade geração de caixa Direitos de transação corrente Facilmente podem ser Adquirido a um custo ou passada transformados em dinheiro monetário mensurável Potencial para gerar fluxo de caixa. função e finalidade dos ativos. deve trazer consigo algo que possa ser utilizado pela empresa e que possa auxiliar na geração de resultados pelo menos dentro do prazo de sua vida útil. qualidades e finalidades dos ativos. para a entidade capaz. A época que trouxe mudanças significativas foi à década de 90.5 potencial de serviços em seu bojo. extraídos dos diversos conceitos analisados. funções. referindo-se às características. de gerar fluxos de caixa”. mediata ou no futuro. direta ou indiretamente. principalmente referindo-se à evolução temporal. que vem de encontro a um dos principais objetivos das empresas comerciais e industriais que é o lucro. O ativo para ser considerado como tal.

. confiáveis. valor determinado pelos avaliadores”.6 Avaliação de Ativos Quando se está falando em avaliação há necessidade de se pensar em dois fatores importantes: os itens monetários e os não monetários. análise. Iudícibus (1999) destaca que “é claro que a mensuração monetária é o último estágio. apreciação. Objetivo da avaliação dos Ativos Quando o gestor se depara com uma situação em que tem que decidir sobre a compra ou venda de um bem. Avaliação. medição. Em cadastro básico mais amplo. enquanto mensuração. Estas dúvidas com relação à compra poderão ser resumidas em: Será que este bem vale tudo isto? Quanto este bem irá agregar ao meu patrimônio? Dará o retorno esperado? Satisfará todas as minhas necessidades? e etc. surgem sempre dúvidas. o que aparece nas demonstrações. dando uma noção mais restrita a itens monetários. apropriadas e econômicas para as tomadas de decisões”. determinar a medida de. as quais têm necessidade de serem sanadas para que os decisores fiquem tranquilos.” enfatizando algo mais amplo englobando os itens monetários e não monetários. pois estes irão se complementar. nada impede que se delineiem outras características do ativo. pois terão certeza que foi feito um bom negócio. Sendo assim Mock & Grove. segundo Ferreira (1986:205) é o “ato ou efeito de avaliar.. mas estas ficam escondidas do usuário”. apud Guerreiro (1989:80) destacam que sistema de mensuração é o “conjunto de procedimentos que atribui números a objetos e eventos com o objetivo de prover informações válidas. Ferreira (1986:1119) coloca que é o “ato de medir ou mensurar. .

receitas e despesas são mais sociais que físicos. mas de julgamentos. volume. como capacidade de produção em toneladas ou números de . E sem dúvidas para estarem complementados os parâmetros deve-se atribuir valores monetários. preferências. Por estas razões é que se deve definir o objetivo da avaliação de um ativo. e poderão ser: O preço que estou pedindo será aceito pelo mercado? Estarei tendo vantagens com a venda do bem? Conseguirei comprar outro por este valor? Sim são inúmeras as duvidas que surgem. pois a questão é muito subjetiva e depende de vários fatores conforme explica Homburger apud Guerreiro (1989: 88. destacam que “Geralmente. Hendriksen & Van Breda. A quantia de custo de um ativo em qualquer negócio particular depende não só do tempo e lugar de aquisição. tanto do comprador como do vendedor”. unidades físicas. Estas hipóteses podem ser definidas como: Para quem? Em que situação? É necessário? É urgente? Etc. área. e com base neles é que se irá decidir quais parâmetros de medida (itens não monetários). a mensuração é imaginada em termos monetários. medos. há necessidade de definir quais são os objetivos a serem alcançados. (1999: 304).7 E com relação à venda não será tão diferente. quilogramas. destacando diversas hipóteses como forma de se alcançar o melhor resultado. no seu caráter. etc..). eles dependem e estão sujeitos ao julgamento e preferências do homem como um ser social (. esperanças. será utilizado: metros.89) “Os valores financeiros dos Ativos.. litros. Não deve ser esquecido que dados não monetários. Deve-se ainda destacar que para se mensurar algo. Passivos. satisfazendo as necessidades de informações do usuário em questão.

claros. podem muitas vezes ser relevantes para certas predições para tomada de decisão”. . serão necessárias informações na medida exata das necessidades dos gestores. Confiabilidade.8 operários. para não cair na subjetividade. Precisão.A mensuração deve ser do tamanho exato ou na quantidade certa. conforme será descrito abaixo: Objetividade.Para que a mensuração possa ser precisa. Oportunidade. ou seja não serão mais úteis.A confiabilidade se comprova quando da aceitabilidade e verificabilidade dos dados mensurados no ativo. Formas de Avaliação dos Ativos Ao se atribuir valor a um ativo deve-se verificar qual é o objetivo da empresa. que a primeira instância seriam quatro. necessariamente. Acurácia.A margem de erro com relação à informação sobre a mensuração não poderá existir para que a realidade possa ser expressa. para aquisição de algo necessário.As informações mensuradas devem ser fornecidas no tempo exato em que são necessárias. Para avaliar ou mensurar um ativo deve-se. para se desfazer de algo que não é mais útil para a empresa. transmitindo aquilo que realmente for necessário para os usuários. para manter a sua atividade. indicando a veracidade dos fatos. Exatidão.Deve-se adotar procedimentos adequados. possibilitando assim a condução do negócio da melhor forma possível. verificar e aplicar algumas características que são atributos básicos da informação. para se saber o valor atual do seu patrimônio e para dispor seus produtos ou mercadorias a disposição de seus clientes. caso contrario perderão a sua utilidade. transparentes e de fácil compreensão.

pago quando um ativo ou seus serviços ingressam na empresa por meio de uma troca ou conversão. Podem ser apresentados da seguinte forma: • • • • Valores Descontados das entradas de caixa futura. Valores de entrada . São de mais fácil verificabilidade em função de serem tomados como base. Ocorre quando a empresa adquire algum ativo necessário a manutenção de sua atividade. fatos que já ocorreram ou que já foram realizados. ou o valor de alguma outra forma de compensação. Referem a vendas efetuadas pela empresa.“As medidas de entradas representam o volume de dinheiro. Preços Correntes de Venda. Valores de Liquidação.” Hendriksen & Van Breda.“Os preços de saída representam o volume de caixa. de valores de entrada e valores de saída. recebido quando um ativo ou serviço deixa a empresa por meio de troca ou conversão. São baseados na troca de bens. . ou a atribuição de valores aos bens que estão sendo colocados a disposição de interessados. Equivalentes Correntes de Caixa. Podem ser apresentados da seguinte forma: • • • • Custo Histórico Custo Histórico Corrigido Custo Corrente de Reposição Custo Corrente de Reposição Corrigido Valores de Saída .” Hendriksen & Van Breda. convertidos em valores mobiliários.9 Estes podem ser chamados. (1999: 310). produtos ou mercadorias. mais claramente. (1999: 310). ou o valor de algum outro instrumento de pagamento.

em termos de valor. mostra quanto foi pago pelo bem ou direito e não o que vale. “É o valor original da transação. (1999: 146) Como o custo histórico demonstra a realidade dos fatos. somente na data de sua ocorrência. demonstra mais objetividade e verificabilidade. Iudícibus & Marion. o valor econômico expressa a realidade somente próximo da data de aquisição. demonstra objetividade pois há condições de expor claramente os procedimentos . os quais darão condições de trazer os valores mais próximos da realidade. Custo Histórico Corrigido É caracterizado pela modificação do custo histórico. diferenciando-se nas formas demonstradas a cima. pois os valores na maioria das vezes são objetivos e obtidos da contabilidade da empresa. é o valor acordado entre comprador e vendedor. serão destacadas algumas vantagens e desvantagens de sua utilização: Vantagens . se foram fabricados”. não expressando a realidade e ter sua avaliação monetária defasada.Com o passar do tempo o custo histórico pode perder sua substância econômica. quanto custou à empresa adquirir um determinado ativo ou quanto custaram os insumos contidos no ativo. Esta forma de avaliação é mais simplificada.10 Valores de Entrada Custo Histórico Os valores de entrada são necessários quando há a ocorrência de lançamentos a serem efetuados na contabilidade. facilita o trabalho de verificação dos auditores. através de indicadores oficiais. Desvantagens . isto é.Expressa o valor de aquisição. As características do custo histórico corrigido são: o valor de aquisição será o mais atualizado. com a perda do poder aquisitivo da moeda.

hoje.00 15.: um computador. Contabilidade tradicional 40. será que a reposição será de um bem usado no mesmo estado ou de um bem novo com novas reformulações. Ex. para adquirir um BETA 1986. maior velocidade.00 25. representando o valor contábil do bem. Custos Correntes de Reposição “Custo corrente de um ativo. seria a somatória dos custos correntes dos insumos contidos em um bem igual ao originalmente adquirido menos a depreciação”. “Custo de reposição no estado em que se encontra: seria quanto se teria que pagar. Aqui se pode verificar a existência de um fator que dificulta o exercício real da reposição que é o avanço tecnológico.00 Contabilidade a custo de reposição 40.Iudícibus e Marion (1999:148).00 30. Isto ocorre quando se tem a intenção de vender um bem para posteriormente comprar um novo e atualizado. maior capacidade. Ocorrências Vendas (-) Custo das vendas /reposição (+)Economia de custo realizada (=) Lucro bruto/realizado Fonte: Iudícibus & Marion (1999: 149). o custo para aplicação da correção é baixo. no mercado de segunda mão.11 utilizados. que na maioria das vezes não permite comparação com o mesmo produto já lançado e utilizado pelo mercado. em fim trazendo muita vantagem em comparação ao antigo.00 15.00 . Iudícibus (1997: 104). da condições de comparabilidade com outros períodos. Haverá relevância na informação. no estado em que se encontra. Neste sentido surgem algumas dúvidas. Utiliza-se os valores lançados na contabilidade corrigidos ou atualizados através de indicadores oficiais.00 5. chegando a atingir valores próximos ao que realmente representam. aproximadamente no estado em que se encontra o que estamos avaliando”.

00 R$ 1. conforme será descrito abaixo: . deve-se levar em conta a objetividade.10 inflação) O bem valorizou R$ 1. resultará na valorização real do bem ou direito. as informações poderão chegar bem próximos da realidade. R$ 1. As características são baseadas em: É o preço de mercado mais a atualização.00 x 1. Eles se diferenciam das seguintes formas. a verificação será feita através da diminuição do custo de reposição e o custo de reposição corrigido.100.150.000. mas acrescido da atualização através de índices oficiais.00 Quadro resumido demonstrando os valores de Entrada Custo Histórico Custo Histórico Corrigido Custo corrente de Reposição Custo Corrente de Reposição Corrigido Valor de aquisição Valor de aquisição mais a correção Valor de reposição do bem vendido Valor de aquisição do bem vendido.000. a comparabilidade e o custo benefício da informação.H.12 Custo Corrente de Reposição Corrigido Está ligado às mesmas problemáticas do método de avaliação anterior.: Custo histórico Inflação do período Custo corrente de reposição Custo corrente de reposição corrigido (C.00 10% R$ 1. mais a correção Valores de Saída A metodologia utilizada para avaliação ou mensuração de ativos através de valores de saída é utilizada quando a empresa os coloca a disposição de terceiros de forma normal ou sente a necessidade de se desfazer de algum ativo de forma inesperada. provocada pela perda do poder aquisitivo da moeda. Ex.00 R$ 50.

. o preço corrente de venda pode ser uma razoável aproximação do futuro preço de venda”. As características podem ser: Com relação a um bem trazer a valor presente de fluxo de caixa (descontar toda aquela capacidade de produção do bem já utilizada. Limitações: Qual é a taxa mais adequada? Estimar corretamente os valores a receber.13 Valores descontados das entradas de caixa futuras Os valores dos ativos. Estimar corretamente o potencial de produção e de geração de caixa futura de um bem. Iudícibus (1995: 102). destacando ainda a capacidade de produção e geração de caixa futura). descontado a uma taxa determinada que melhor vier a se adequar à questão. Com relação a um direito trazer a valor presente de fluxo de caixa (destacar o quanto o mercado estaria disposto a pagar pelo título (direito) hoje). através de descontos calculados por meio de taxas. Preços correntes de venda “Quando o produto da empresa for vendido em um mercado organizado. tem condições de serem transformados a valores de hoje. Ou quanto este bem ainda tem condições de produzir? Variáveis incontroláveis (turbulência do mercado. Estimar a potencialidade de um ativo intangível. tanto relacionados aos bens como dos realizáveis no futuro. avanço tecnológico). Isto quer dizer que a avaliação estaria próxima do valor que o mercado está praticando. descontado a uma determinada taxa que melhor vier a se adequar à questão.

bem a baixo do que é praticado no mercado. Equivalentes correntes de Caixa. Desta forma aqui estaria sendo considerado que cada ativo existente na empresa teria que ter aceitação no mercado. É mais corretamente aplicado a ativos que foram comprados ou produzidos para venda. avaliada pelo valor de mercado. As características são: somente ativos que teriam preço corrente de e aceitação pelo mercado. a busca de caixa rápido. a venda seria efetuada através de liquidação ordenada. As características destacadas foram: as vendas serão forçadas. por motivos alheios a sua vontade. ou seja. Esta metodologia está ligada tanto a mercadorias e produtos novos como usados. pode ser considerado. Esta metodologia está mais ligada a mercadorias e produtos novos. É considerado o extremo em se falando em valores de saída. pode ser comparado ao custo de oportunidade. inesperadamente. A valoração do bem estaria condicionada pelo valor que o mercado estaria oferecendo. Ao utilizar esta abordagem a empresa deveria colocar a venda todos os ativos de forma ordenada. tendo que vende-los a preços incompatíveis com o mercado. Valores de Liquidação Quando a empresa. como aproximação do futuro preço de venda. deveria ter demanda perante o mercado. . tem a necessidade de se desfazer de seus ativos. tendo condições de faze-lo gradativamente. pode ser utilizada em dois casos: quando um determinado bem se torna obsoleto para a empresa ou quando a mesma está em processo de descontinuidade. ou seja.14 Características: O valor realizável líquido (vendas menos despesas com vendas). os intangíveis seriam excluídos pois dificilmente teriam colocação.

Segundo Hendriksen & Van Breda. Aqui se pode ver que no ato da aquisição de uma empresa se tem condições de identificar esta diferença. Trazer a valor presente Provável valor de venda do produto Venda dos Ativos de forma ordenada Venda forçada dos Ativos Ativos Intangíveis Intangíveis Tradicionais Nomes de produtos Direitos de autoria Despesas Diferidas Propaganda e promoção Adiantamentos a autores . além daqueles normalmente conhecidos. cujo valor é limitado pelos direitos e benefícios que antecipadamente sua posse confere ao proprietário”. (1999: 388). mas do contrário ao ser necessário avaliar os intangíveis para venda de uma empresa estará se enfrentado dificuldades. Os ativos intangíveis poderão ser separados em duas partes que são: os adquiridos e os que surgem com o esforço e o desenrolar da atividade da empresa. Conforme Hendriksen & Van Breda. terá aceitação pelo mercado. (1999: 389) Temos diversos ativos intangíveis que na maioria das vezes não são considerados como tais.15 Quadro resumido demonstrando os valores de Saída Valores descontados das entradas de caixa futura Preço corrente de venda Equivalente corrente de caixa Valores de liquidação Ativo intangível Conforme Kohler apud Iudícibus. como a diferença positiva entre o custo de uma empresa adquirida e a soma de seus ativos tangíveis líquidos”. A forma mais clara de se avaliar um ativo intangível é prever quanto tempo ainda o produto ou bem a ele relacionado. (1995: 176) “Intangível é um ativo de capital que não tem existência física. às vezes. “Ativos intangíveis são definidos.

Vê-se que para se obter uma mensuração adequada há necessidade do estudo e utilização de métodos quantitativos (estatística) aplicados a contabilidade para se conseguir dados confiáveis. no limite do que a evolução da ciência da mensuração permite e sempre assegurando a maior relevância à mensuração. o torna de difícil mensuração e avaliação..)”. Por ser de caráter estritamente subjetivo. conforme destaca Iudícibus (1999:04) “o contador. (1999: 389) Custo de desenvolvimento de software Custos judiciais Pesquisa de marketing Custos de organização Custos pré-operacionais Custos de mudança Reparos Compromissos de não concorrer Custos de instalação Custo de treinamento Custo de emissão de títulos de dívida Avaliação do ativo intangível Cada ativo intangível por ter características próprias e geralmente não figurar nos registros contábeis. desejada pela sociedade e pelos usuários.16 Franquias Interesses futuros Goodwill Licenças Direitos de Operações Patentes Matrizes de gravação Processos secretos Marcas do comércio Marcas de produtos Custos de pesquisa e desenvolvimento Fonte: Hendriksen & Van Breda. em suas avaliações deverá ser o mais objetivo possível. A objetividade material deve ser substituída pelo subjetivismo balizado por critérios científicos (distribuições de probabilidade.. ..”. Mas como se pode ser objetivo diante de uma subjetividade tamanha? diante disto Iudícibus (1999:04) enfatiza que a mensuração deve ser feita no sentido de “orientar a contabilidade rumo a uma subjetividade responsável (risco). sem parâmetros concretos é que os profissionais da contabilidade devem procurar fazer algo mais e criar critérios fundamentados neste contexto. etc. com uma margem mínima de erros.

Graduação em Ciências Contábeis pela UNIOESTE.17 E assim se pode perceber que a disciplina de estatística é muito importante e muitas vezes não recebe a devida atenção nos cursos de graduação. os quais poderão ser utilizados de forma que possa se adequar às diversas necessidades da empresa. NOTAS 1 Mestre em Controladoria e Contabilidade Estratégica pela UNIFECAP-SP. corre-se o risco de se entrar em questões subjetivas. Mesmo ao ser efetuado a avaliação ou mensuração de ativos tangíveis. equivalentes correntes de caixa e valores de liquidação. Para a avaliação de ativos intangíveis a questão fica ainda mais complicada e para tanto a sugestão e conseqüente conclusão a foi chegado com e presente trabalho é de que deve-se utilizar métodos científicos. preços correntes de venda. Professor do Curso de Ciências Contábeis da UNIOESTE – Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Campus de Cascavel – PR . E para os ativos serem avaliados adequadamente devemos analisar o enfoque que está sendo dado para a avaliação. Custo Corrente de Reposição e Custo Corrente Corrigido. Custo Histórico. No caso dos valores de saída. podendo ser utilizados conforme as diversas situações em que a empresa se encontrar. as quais não fornecem parâmetros para informações concretas. foram destacadas quatro ênfases distintas. também foram destacadas quatro ênfases que são: Valores descontados das entradas de caixa futura. pois ela poderá tomar suas decisões com dados mais próximos da realidade. Custo Histórico Corrigido. tanto com relação aos valores de entrada como com valores de saída. Especialização em Controldadoria e Gerência Finaceira – UNIOESTE. por parte dos alunos. no caso dos valores de entrada. principalmente dos que se utilizam da matemática e estatística para se chegar o mais próximo da necessidade do negócio. Conclusão Avaliar os ativos de forma adequada é para a empresa de suma importância. e até mesmo nos de pógraduação.

V. São Paulo: Atlas. Revista e Aumentada. Mensuração e Avaliação do Ativo: Uma Revisão Conceitual e uma Abordagem do Goodwill e do Ativo Intelectual. Tânia Maria da Conceição Benther Machado. Michael F. nº16.FIPÈCAFI. 1986. 1999. 1989. MARION. FERNANDES. Sérgio de. Mensuração em Contabilidade. Teoria da Contabilidade. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 1999. Modelo Conceitual de Sistema de Informação de Gestão Econômica: Uma contribuição à Teoria da Comunicação da Contabilidade. BERRINI. Eldon S. IBRACON . Luiz Carlos. Aprova a NBC T 4 . Aurélio Buarque de Holanda.ed.FIPÈCAFI.80. . 10 – Maio/Agosto – 1998. São Paulo. São Paulo. Ativo e sua Mensuração. IUDÍCIBUS. São Paulo: Freitas Bastos. São Paulo: Atlas. V. 1957. nº18. 9 – Julho/Dezembro – 1997.18 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ALMEIDA. 1997. HENDRYKSEN. Zaina Said El. José Carlos. Introdução a Teoria da Contabilidade. GUERREIRO. Resolução 732 de 22-10-92. 1998. 5 ed. & VAN BREDA. ______________________. Teoria da Contabilidade. Avaliação de Imóveis. FERREIRA. São Paulo.. 1999.. Normas Internacionais de Contabilidade. 3. Maria Goreth Miranda & HAJJ. Sérgio de. Cadernos de Estudos . p. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE.Da Avaliação Patrimonial. Rio de Janeiro : Nova Fronteira. -FEA/USP.Instituto Brasileiro de Contadores. 2ª ed. Tese (doutorado). São Paulo: Atlas. Reinaldo. Cadernos de Estudos . IUDÍCIBUS.

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