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Digitalização - um caminho para ampliar o acesso à informação

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O trabalho expõe conceitos de Biblioteca Virtual, Digital e Eletrônica, apresentados por especialistas da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Relata a importância da digitalização dos acervos dentro das grandes Bibliotecas Nacionais. Narra de maneira sucinta a história da Biblioteca Nacional do Brasil, nomeada Fundação Biblioteca Nacional, apresentando suas coleções e principais projetos. Descreve o processo de criação e implantação da Biblioteca Nacional Digital do Brasil e reflete sobre o papel do bibliotecário em meio à transformação da cultura analógica para a cultura digital. Mostra também imagens dos equipamentos existentes no laboratório de digitalização da Fundação Biblioteca Nacional, fotos de algumas obras pertencentes ao acervo e imagens do site da instituição e de seus projetos.

This paper aims to examine concepts of Virtual, Digital and Electronic Libraries, submitted by specialists in the Science of Organizing and Managing Libraries (Biblioteconomia) and in Information Technology. The theoretical basis focuses on the increasing importance of digitalization of National Libraries collections, also narrating, in a brief manner, the history
of the Brazilian National Library, so-called Fundação Biblioteca Nacional (National Library Foundation), and describing its collections and main projects. It also intends to describe the process of creating and implementing the Brazilian National Digital Library and analyses the role of the librarian amidst the change from an analogical culture into a digital culture. Images of the equipment existing in the digitalization lab of the National Library Foundation are shown, including some works belonging to the institution’s collection and images, site and projects.
O trabalho expõe conceitos de Biblioteca Virtual, Digital e Eletrônica, apresentados por especialistas da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Relata a importância da digitalização dos acervos dentro das grandes Bibliotecas Nacionais. Narra de maneira sucinta a história da Biblioteca Nacional do Brasil, nomeada Fundação Biblioteca Nacional, apresentando suas coleções e principais projetos. Descreve o processo de criação e implantação da Biblioteca Nacional Digital do Brasil e reflete sobre o papel do bibliotecário em meio à transformação da cultura analógica para a cultura digital. Mostra também imagens dos equipamentos existentes no laboratório de digitalização da Fundação Biblioteca Nacional, fotos de algumas obras pertencentes ao acervo e imagens do site da instituição e de seus projetos.

This paper aims to examine concepts of Virtual, Digital and Electronic Libraries, submitted by specialists in the Science of Organizing and Managing Libraries (Biblioteconomia) and in Information Technology. The theoretical basis focuses on the increasing importance of digitalization of National Libraries collections, also narrating, in a brief manner, the history
of the Brazilian National Library, so-called Fundação Biblioteca Nacional (National Library Foundation), and describing its collections and main projects. It also intends to describe the process of creating and implementing the Brazilian National Digital Library and analyses the role of the librarian amidst the change from an analogical culture into a digital culture. Images of the equipment existing in the digitalization lab of the National Library Foundation are shown, including some works belonging to the institution’s collection and images, site and projects.

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Categories:Types, School Work
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FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO FACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO

Carla Andrea AYRES Cristiana Ferreira da SILVA Gisele Maria Ruaro ZANCHET Renata Pinto TOSTA Thais Fernandes de MORAIS

Digitalização: um caminho para ampliar o acesso à informação

São Paulo 2006

Carla Andrea AYRES Cristiana Ferreira da SILVA Gisele Maria Ruaro ZANCHET Renata Pinto TOSTA Thais Fernandes de MORAIS

Digitalização: um caminho para ampliar o acesso à informação

Trabalho de Conclusão de Curso para a obtenção do título de Bacharel da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, pelas alunas do 8º semestre matutino. Orientadora: Prof.ª Maria das Mercês Apóstolo Coordenadora: Prof.ª Maria Ignês Carlos Magno

São Paulo 2006

Autorizamos a reprodução total ou parcial do conteúdo deste trabalho, desde que citada a fonte.

D574 Digitalização: um caminho para ampliar o acesso à informação / Carla Andrea Ayres ... [et al.]. - São Paulo, 2006. 109 p. : il. ; 30 cm. Outros autores: Cristiana Ferreira da Silva, Gisele Maria Ruaro Zanchet, Renata Pinto Tosta, Thais Fernandes de Morais Orientadora: Maria das Mercês Apóstolo Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, 2006. Inclui DVD. 1. Biblioteca Digital. 2. Biblioteca Eletrônica. 3. Biblioteca Virtual. 4. Fundação Biblioteca Nacional. I. Ayres, Carla Andrea. II. Silva, Cristiana Ferreira de. III. Zanchet, Gisele Maria Ruaro. IV. Tosta, Renata Pinto. V. Morais, Thais Fernandes de. Título: Um caminho para ampliar o acesso à informação. CDD 025.04

Folha de Aprovação

Carla Andrea Ayres Cristiana Ferreira da Silva Gisele Maria Ruaro Zanchet Renata Pinto Tosta Thais Fernandes de Morais Digitalização: um caminho para ampliar o acesso à informação

Conceito:

Banca Examinadora

Prof.(a) Maria das Mercês Apóstolo Assinatura: .................................................................................................................

Prof.(a) Concília Teodósio Assinatura: .................................................................................................................

Prof.(a) Magdalena Avena Assinatura: .................................................................................................................

Data de Aprovação: ______/______/_________.

DEDICATÓRIA

Dedicamos este trabalho aos nossos familiares e amigos pelo apoio, compreensão e carinho durante mais esta etapa de nossas vidas.

Carla Andrea Ayres Cristiana Ferreira da Silva Gisele Maria Ruaro Zanchet Renata Pinto Tosta Thais Fernandes de Morais

AGRADECIMENTOS

Somos gratas a Deus pela força diária, pela saúde, por todos os momentos de alegria e felicidade que passamos juntas.

Agradecemos as nossas famílias e amigos pelo apoio, carinho, paciência e compreensão por nossas ausências, para nos dedicarmos aos estudos ao longo do curso. Em 2006, tudo se intensificou, o Trabalho de Conclusão de Curso exigiu muita dedicação e tempo, mas valeu a pena, pois com a nossa convivência diária fortalecemos laços de amizade e carinho, aprendendo a superar os obstáculos e as diferenças, contando sempre com apoio mútuo.

Reconhecemos a devoção dos professores e funcionários da FESPSP e de todas as pessoas que nos auxiliaram nesta caminhada de sucesso. Durante meses passamos nossas manhãs na faculdade, aprendendo processos e atividades técnicas relacionadas à Biblioteconomia, mas acima de tudo, aprendendo ética e profissionalismo.

Agradecemos à Professora Maria Ignês Carlos Magno coordenadora da disciplina de Orientação de Trabalho de Conclusão de Curso, pela dedicação e orientação durante a realização do trabalho.

À Professora Maria das Mercês Apóstolo, somos gratas pela orientação prestada durante a elaboração de todo o trabalho, e por compartilhar seu imenso conhecimento com todas nós, direcionando-nos em todas as etapas de pesquisa e desenvolvimento do tema abordado.

Agradecemos às professoras Concilia Teodósio e Magdalena José Avena, por suas orientações e por participarem de nossa Banca Examinadora.

Reconhecemos a dedicação da bibliotecária Viviana Gomes pela atenção e esforço dedicados na intercessão junto a Sra. Ângela Maria Bettencourt, coordenadora de Informação Bibliográfica da Fundação Biblioteca Nacional.

Agradecemos ao professor Marcelo Silveira, pelas dicas e pelo auxílio nos momentos finais da formatação de nosso trabalho.

Agradecemos à equipe que compõe a Fundação Biblioteca Nacional, pelas informações fornecidas durante a nossa pesquisa.

“Não me parece inverossímil que em alguma prateleira do universo haja um livro total; rogo aos deuses ignorados que um homem – um só, ainda que seja há mil anos! – o tenha examinado e lido. Se a honra e a sabedoria e a felicidade não são para mim, que sejam para outros. Que o céu exista, embora meu lugar seja o inferno. Que eu seja ultrajado e aniquilado, mas que num instante, num ser, Tua enorme Biblioteca se justifique.” Jorge Luis Borges

RESUMO

O trabalho expõe conceitos de Biblioteca Virtual, Digital e Eletrônica, apresentados por especialistas da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Relata a importância da digitalização dos acervos dentro das grandes Bibliotecas Nacionais. Narra de maneira sucinta a história da Biblioteca Nacional do Brasil, nomeada Fundação Biblioteca Nacional, apresentando suas coleções e principais projetos. Descreve o processo de criação e implantação da Biblioteca Nacional Digital do Brasil e reflete sobre o papel do bibliotecário em meio à transformação da cultura analógica para a cultura digital. Mostra também imagens dos equipamentos existentes no laboratório de digitalização da Fundação Biblioteca Nacional, fotos de algumas obras pertencentes ao acervo e imagens do site da instituição e de seus projetos.

Palavras-chave: Digitalização, Biblioteca Digital, Biblioteca Virtual, Biblioteca Eletrônica, Bibliotecas Nacionais, Fundação Biblioteca Nacional, Biblioteca Nacional Digital do Brasil.

ABSTRACT

This paper aims to examine concepts of Virtual, Digital and Electronic Libraries, submitted by specialists in the Science of Organizing and Managing Libraries (Biblioteconomia) and in Information Technology. The theoretical basis focuses on the increasing importance of digitalization of National Libraries collections, also narrating, in a brief manner, the history of the Brazilian National Library, so-called Fundação Biblioteca Nacional (National Library Foundation), and describing its collections and main projects. It also intends to describe the process of creating and implementing the Brazilian National Digital Library and analyses the role of the librarian amidst the change from an analogical culture into a digital culture. Images of the equipment existing in the digitalization lab of the National Library Foundation are shown, including some works belonging to the institution’s collection and images, site and projects.

Key words: Digitalization, Virtual Library, Digital Library, Electronic Library, National Library, National Library Foundation, Brazilian National Digital Library.

LISTA DE FIGURAS

APÊNDICE B - Imagens retiradas do site da Fundação Biblioteca Nacional

Figura 1 – Página inicial do site da FBN.................................................................................91 Figura 2 – Página inicial do Projeto Biblioteca Nacional sem Fronteiras...............................92 Figura 3 - PESCE, Francesco. [Pedro II, Imperador do Brasil, Nápoles, Itália: 19 abr. 1888: retrato]. ...................................................................................................93 Figura 4 - O Imperador D. Pedro II, a Imperatriz e comitiva a bordo do vapor "Congo", de volta da Europa], 1888. ......................................................................................93 Figura 5 - DÜRER, Albrecht, 1471-1528. O pequeno cavalo. 1505.......................................94 Figura 6 – Livro de Horas século XIV - XV. Quando a devoção é prática pessoal................94 Figura 7 – Livro de Horas século XIV – XV. Frontispício feito com seda verde rendilhada do século XVIII. ...................................................................................................95 Figura 8 – Partitura da Coroação de D. Pedro II .....................................................................95 Figura 9 - ROSSINI, Gioacchino Antonio. Paris:1861. Coleção Salvatore Ruberti. A coleção Salvatore Ruberti é composta principalmente de imagens relativas as cantoras de ópera. ....................................................................................................................96 Figura 10 - BATISTA, Linda. Estréia na Rádio Nacional em 1937. Arquivo Brício de Abreu. A coleção Brício de Abreu abarca sobretudo artistas da Rádio Nacional da metade do século XIX a 1970.............................................................................................96 Figura 11 – Bíblia de Mogúncia do século XIX: a primeira a trazer data, lugar de impressão e nome do impressor. .............................................................................................96 Figura 12 – Página inicial do site Alexandre Rodrigues .........................................................97 Figura 13 – Tamanduá.............................................................................................................97

Figura 14 – [Sterculiaceae (Sterculia chicha): Árvore da castanha de Periquito] s.d. 1 des.: aquarela e grafite, col.; 34 x 24cm.........................................................................98 Figura 15 – Página inicial do Projeto Biblioteca Virtual da Cartografia Histórica dos Séculos XVI ao XVIII. .....................................................................................................99 Figura 16 – Munster, Sebastian, 1489-1552 Typus orbis universalis. [Basiléia, Suíça]: Apud Henricum,1552..................................................................................99 Figura 17 – A Ptolomeu, fl. séc. II [Planisfério]. Ulme [Alemanha]: Per provisorem suum Johannem Reger, [1486].....................................................................100 Figura 18 – Página inicial do projeto Tráfico de Escravos no Brasil. ...................................100 Figura 19 – Imagem de obra que compõe a coleção Tráfico de Escravos no Brasil......................................................................................................................................101 Figura 20 – Página inicial do projeto Mario Pedrosa. ...........................................................101 Figura 21 – Página inicial do projeto Brasil e Estados Unidos: expandindo fronteiras, comparando culturas. ...........................................................................................102 Figura 22 – Página inicial do projeto Compositores brasileiros............................................102 Figura 23 – Ópera de Carlos Gomes. ....................................................................................103 Figura 24 – Resumo da ópera O Guarani. .............................................................................103 Figura 25 – Página inicial do projeto Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira................................................................................................................................104 Figura 26 – Página principal da Biblioteca Nacional Digital do Brasil. ...............................104 Figura 27 – Catálogo de pesquisa simultânea da Biblioteca Nacional Digital do Brasil................................................................................................................................105 Figura 28 – A deusa das flores ..............................................................................................106 Figura 29 – Thereza Christina Maria.....................................................................................106

APÊNDICE C - Equipamentos utilizados no Laboratório da Biblioteca Nacional Digital do Brasil

Figura 1 - Scanner Zeutschel .................................................................................................107 Figura 2 - Scanner PowerPhasen ..........................................................................................107 Figura 3 - Back digital IMACON...........................................................................................108 Figura 4 - Impressora Plotter ................................................................................................108 Figura 5 - Rede Macintosh da Fundação Biblioteca Nacional. .............................................108

ANEXO A – Folder do Colóquio Biblioteca e informação digital: a herança cultural e científica em bits e byte

Figura 1 – Capa do folder ......................................................................................................109 Figura 2 – Conteúdo do folder...............................................................................................110

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABECIN - Associação Brasileira de Ciência da Informação. ABINIA - Associaocion de Estados Iberoamericanos para el Desarrollo de las Bibliotecas Nacionales Iberoamerica. BIBLIODADA/CALCO - Rede de Catalogação. BIREME - Centro Latino Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde. CENL - Conference of European National Librarians. FBN - Fundação Biblioteca Nacional. IBICT - Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia. NATIS - Infraestructuras Nacionales de Documentación, Bibliotecas y Archivos, 1974. PROLER - Programa Nacional de Incentivo à Leitura. TEL - The European Library. UNESCO - Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura. UNISIST - Sistema Mundial de Informatión Cientifica.

SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO...............................................................................................................15 2 INTRODUÇÃO....................................................................................................................17 3 OBJETIVOS.........................................................................................................................20 3.1 Objetivo geral ....................................................................................................................20 3.2 Objetivos específicos.........................................................................................................20 4 METODOLOGIA.................................................................................................................21 5 DEFINIÇÕES DOS TERMOS: eletrônica, digital e virtual ................................................24 6 DA TRADIÇÃO À CONTEMPORANEIDADE: um caminho a ser percorrido ................33 6.1 A origem das Bibliotecas Nacionais..................................................................................38 7 BIBLIOTECA NACIONAL DO BRASIL: uma história marcada por catástrofes, viagens, abandono e descaso.................. .................................................................................43 7.1 A Fundação Biblioteca Nacional no século XXI ..............................................................45 8 CAMINHOS DA DIGITALIZAÇÃO NAS BIBLIOTECAS NACIONAIS.......................50 8.1 O movimento europeu de digitalização .............................................................................54 9 BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL DO BRASIL .........................................................57 9.1 Acervo Digital da Fundação Biblioteca Nacional .............................................................59 9.2 Laboratório e processo de digitalização da FBN...............................................................66 9.3 Cadeia de Digitalização .....................................................................................................67 9.4 O profissional da informação junto ao projeto Biblioteca Nacional Digital do Brasil ..................................................................................................................................73 9.5 Exclusão e inclusão digital ................................................................................................75 10 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................81 REFERÊNCIAS ......................................................................................................................83 REFERÊNCIAS CONSULTADAS ........................................................................................88 APÊNDICE A – Questionário.................................................................................................89

APÊNDICE B – Imagens retiradas do site da Fundação Biblioteca Nacional........................91 APÊNDICE C – Equipamentos utilizados no Laboratório da Biblioteca Nacional Digital do Brasil .................................................................................................... 107 ANEXO A – Folder do Colóquio Biblioteca e informação digital: a herança cultural e científica em bits e bytes........................................................................................................109 ANEXO B – Carta sobre a Preservação do Patrimônio Digital ............................................111 ANEXO C – LEI n.º 10.994, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2004 ........................................117 CURRÍCULOS......................................................................................................................119

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1 APRESENTAÇÃO

Este trabalho tem o propósito de apresentar os conceitos relacionados às bibliotecas digitais, eletrônicas e virtuais, contar um pouco da história da Fundação Biblioteca Nacional, seus projetos e a criação da Biblioteca Nacional Digital do Brasil, como pioneira na digitalização de obras raras e documentos literários na América Latina e mostrar a importância da digitalização dos acervos e patrimônios culturais das bibliotecas nacionais espalhadas pelo mundo.

A digitalização de obras tem como finalidade primordial, preservar os acervos bibliográficos e culturais de uma determinada instituição e disseminar a informação de maneira democrática na atual sociedade globalizada.

A biblioteca continua exercendo sua função de disseminadora da informação e orientadora na aquisição do conhecimento. A história das bibliotecas pode ser dividida em três fases: a primeira compreende a biblioteca tradicional, com espaço físico bem delimitado e com prestação de serviços mecânicos. Sendo esta, o embrião que deu origem às demais bibliotecas, portanto cada uma é marcada pela tecnologia que está em vigor. Na segunda fase, a biblioteca utiliza-se da tecnologia dos computadores para realização dos serviços e na última passa a utilizar a informação em suporte digital. Observamos que ultimamente as bibliotecas passam da fase tradicional ao modo digital de modo rápido devido à preocupação em preservar e disponibilizar seu acervo e também pelas exigências da sociedade globalizada.

A biblioteca tradicional terá suas funções modificadas pelo acréscimo de serviços de informações em rede. O seu uso será ampliado e difundido pelo acesso aos catálogos on-line, às bases de dados, ao CD-ROM, à Internet e aos novos recursos eletrônicos. Dentro de uma ótica espacial a biblioteca tradicional e a biblioteca do futuro deverão coexistir. (HENSHAW apud PEREIRA e RUTINA, 1999). Na perspectiva dos autores citados, a biblioteca tradicional já modificou suas funções e já coexiste com a biblioteca do futuro.

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Dentro do contexto das bibliotecas do futuro, Krzyzanowski (1997) afirma que as mesmas “não vêm substituir as bibliotecas tradicionais, mas acrescentar aos usuários outras opções de acesso às informações registradas”.

Portanto, nossa pesquisa baseou-se no movimento de digitalização dos acervos das bibliotecas nacionais existentes no mundo, no compartilhamento de recursos e na criação da Biblioteca Nacional Digital do Brasil. E também como essa “revolução” atingiu a área da Biblioteconomia e Ciência da Informação, modificou o perfil e as atividades desenvolvidas pelo bibliotecário, os produtos e serviços prestados por essas instituições. Consequentemente, a forma de disseminar informações, tornando-as acessíveis a um grande número de pessoas, a procura de conhecimento, espalhadas pelo mundo, independente das barreiras geográficas e culturais.

Focamos nosso trabalho nas bibliotecas digitais, sua importância no contexto nacional e para isso nos baseamos na experiência da Fundação Biblioteca Nacional do Brasil, situada na cidade do Rio de Janeiro, com a implantação da Biblioteca Nacional Digital.

Acreditamos na relevância do nosso trabalho, que foi realizar uma pesquisa contemporânea, sobre um tema atual e em discussão. Consideramos a importância da digitalização como a maneira mais rápida, democrática e segura de acessar a informação e preservar o patrimônio bibliográfico nacional.

Nossa colaboração consistiu em reunir e organizar documentos atuais mesmo tendo em vista, a insipiência da existência dessas fontes.

Em virtude da escassez de literatura científica, nossa pesquisa foi embasada em alguns autores da área e em literatura de divulgação por se tratar de um tema inovador. A velocidade com que as tecnologias de informação evoluem nos leva a refletir e citar Cunha apud Campos (2000), que “a nossa é uma dessas épocas em que a poeira das perguntas demora a assentar e quando as respostas chegam já estão obsoletas”.

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2 INTRODUÇÃO

Acumular e armazenar em um único lugar todo o conhecimento humano, passado e presente, é um sonho antigo. Há muitos anos atrás vivemos uma experiência semelhante. Guardar todos os livros e documentos existentes em diferentes línguas. A grande Biblioteca de Alexandria, projetada para armazenar todos os pergaminhos escritos pelo mundo, chegou a reunir aproximadamente 500.000 manuscritos, esta quantia pode ter representado entre 30% e 70% de toda a produção da época.

Muitos questionam se a grande biblioteca digital universal é uma utopia ou realidade, para Kelly (2006), “a tecnologia está pronta para abrigar num único acervo toda a produção cultural do planeta”. Em todo o mundo, livros antigos, empoeirados e preciosos são colocados sobre scanners de alta tecnologia, para que, página por página a biblioteca universal seja construída.

O sonho da biblioteca universal se perdeu em meio a grande produção de livros e documentos, mesmo na Antiguidade, este sonho não foi realizado. Todavia, desde 2004, com o anúncio da empresa Google sobre a digitalização do acervo de cinco grandes bibliotecas, a promessa do acervo universal, ressuscitou. Segundo Brewster Kahle, bibliotecário responsável por alguns projetos de digitalização da Google, com a digitalização dos acervos será possível disponibilizar os trabalhos da humanidade a todas as pessoas do mundo. Este grande feito será lembrado para todo o sempre.

A biblioteca universal disponibilizaria tudo, o modelo digital adotado seria amplamente democrático, bem diferente das antigas bibliotecas, que atendiam um público restrito. O grande acervo deverá abrigar cópias de filmes, pinturas, fotos, músicas, transmissões de rádio e TV. Será necessário armazenar bilhões de páginas da rede e milhões de blogs.

A biblioteca será imensa, contudo a tecnologia digital permitirá a visualização de todas as informações a partir de um aparelho equipado com uma tela. O ser humano publicou, desde as tabuletas de argila dos sumérios até os dias atuais, cerca de 32 milhões de livros, 750 milhões

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de artigos e ensaios, 500 milhões de imagens, 500 mil filmes, 3 milhões de vídeos, shows de TV e curtas, além de 100 bilhões de páginas da web. Todo esse material digitalizado cabe em um espaço de 50 petabytes de discos, utilizando a tecnologia atual. Seria necessário um prédio do tamanho de uma modesta biblioteca para guardar os discos. O avanço da tecnologia permite a migração de tudo que conhecemos hoje para o universo dos bits.

Problemas com direitos autorais e a necessidade física de virar as páginas, o avanço na digitalização dos livros se estagnou, em média “um em vinte livros migrou do mundo analógico para o digital.” Esta realidade está mudando, grandes empresas escaneiam, nos dias de hoje, um milhão de obras por ano. Centenas de milhares de livros contemporâneos foram digitalizadas pela Amazon, a Universidade de Stanford, no coração do Vale do Silício, utiliza um robô de última geração, do tamanho de um pequeno veículo esportivo, que muda, automaticamente, as páginas de cada livro que escaneia.

A maior vantagem da biblioteca digital é sua portabilidade, os livros não mais serão ilhas, estarão “linkados” a outros. Segundo Kelly (2006), links e etiquetas digitais (que remetem umas páginas às outras na Internet) são as duas mais importantes inovações dos últimos 50 anos.

Com essas inovações o mundo estático do conhecimento transmitido através dos livros sofrerá mudanças significativas, pois cada página de um livro descobrirá outras páginas de outros livros, as obras digitalizadas deixam suas carcaças e se entrelaçam e se comunicam.

Portanto, a leitura se tornará uma atividade comunitária, será possível fazer anotações nas margens dos livros e transferi-las a outras pessoas, trocar bibliografias e a partir deste momento a biblioteca digital se torna um texto muito longo, torna-se o único livro do mundo. Em concordância disso Kelly (2006), afirma que cada texto informará o outro sobre sua existência como em um simples passe de mágica, através dos “links”.

Até poucos anos atrás essa magia existia em sonhos de muitos leitores e pesquisadores. Simon (2002), refletia sobre a existência de um grande assistente virtual que fosse capaz de

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armazenar a literatura científica na íntegra disponibilizando-a em qualquer hora e lugar, chamado pelo autor, de Oráculo Bibliográfico.

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3 OBJETIVOS

3.1 Objetivo geral

Relatar os caminhos da digitalização nas grandes bibliotecas nacionais da Europa e mostrar a importância do processo de digitalização na Fundação Biblioteca Nacional.

3.2 Objetivos específicos

Expor os conceitos sobre Biblioteca Virtual, Biblioteca Digital, Biblioteca Eletrônica apresentados por especialistas na área de Biblioteconomia e Ciência da Informação;

Contar de maneira rápida e sucinta o histórico da Biblioteca Nacional do Brasil, hoje conhecida como Fundação Biblioteca Nacional (FBN), apresentar suas magníficas coleções temáticas, o acervo e os projetos especiais em andamento;

Descrever o processo de implantação da Biblioteca Nacional Digital do Brasil desenvolvida com apoio da Fundação Biblioteca Nacional.

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4 METODOLOGIA

Para realização deste trabalho, identificamos entre os diversos tipos de pesquisa qual se adequava melhor ao assunto e aos objetivos delimitados para a confecção do mesmo. Optamos pela técnica de pesquisa bibliográfica, realizada com base em documentos já publicados na área a ser estudada, por se tratar de um assunto ainda novo e de conceitos pouco definidos e que não aponta um consenso geral entre os autores pesquisados.

Essa técnica nos permitiu buscar e reunir informações em várias fontes e suportes, para alcançar um dos nossos objetivos, a comparação entre conceitos sobre: Biblioteca Virtual, Biblioteca Eletrônica e Biblioteca Digital.

A coleta de dados foi feita em periódicos científicos da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação e em algumas bases de dados, buscadores e sites especializados, via web. A busca na Internet foi realizada utilizando-se expressões booleanas.

Os periódicos científicos consultados foram: Ciência da Informação; Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação; Perspectivas em Ciência da Informação. Pesquisamos no Portal de Periódicos da Capes e nos sites: Associação Brasileira de Ciência da Informação (ABECIN); Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia (IBICT), Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME).

Buscamos também no site pessoal do grande profissional da área Professor Oswaldo Francisco de Almeida Júnior e nos buscadores Google e Google Scholar, que ainda está em fase Beta. As expressões booleanas utilizadas na pesquisa foram: biblioteca (digital or virtual or eletrônica), biblioteca (and conceitos) biblioteca virtual, biblioteca digital e biblioteca eletrônica que foram usadas na construção do capítulo 5.

Para facilitar a confecção do trabalho selecionamos e resumimos artigos científicos para auxiliar na compreensão dos diferentes conceitos encontrados sobre as bibliotecas. Com o conhecimento adquirido através da interpretação dos textos, dividimos e nomeamos cada capítulo.

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Durante a pesquisa e elaboração do trabalho, participamos do evento - Biblioteca e Informação Digital: a herança cultural e científica em bits e bytes - realizado no MASP em São Paulo, no dia 06 de abril de 2006. Isso nos levou a redirecionar nossa pesquisa para o grande movimento de digitalização dos acervos nas bibliotecas nacionais da Europa e com enfoque na Biblioteca Nacional Digital do Brasil. Decidimos pesquisar como esse movimento se iniciou e como isso influenciou a FBN na criação da Biblioteca Nacional Digital do Brasil.

Para obtenção de mais informações sobre o assunto realizamos novas pesquisas bibliográficas em livros e artigos científicos. Tentamos um primeiro contato via e-mail com a Sra. Angela Maria Bettencourt, responsável pelo projeto Biblioteca Nacional Digital do Brasil e não obtivemos resposta. Elaboramos um questionário com perguntas abertas para facilitar a comunicação entre nosso grupo e FBN. O mesmo foi enviado por e-mail para a responsável pelo projeto. Infelizmente não obtivemos êxito. Somente após contato telefônico feito pela bibliotecária Viviane Gomez da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo FESPSP obtivemos a resposta do questionário (Apêndice A).

A construção do capítulo 6 foi embasada na leitura de textos de grandes pesquisadores e historiadores que publicaram trabalhos e livros a respeito do assunto. Durante nossa pesquisa bibliográfica encontramos muitas informações interessantes, o que estimulou o grupo e aguçou nossa curiosidade. Outro ponto interessante foi buscar na Internet informações sobre diversas bibliotecas nacionais que já passaram ou estão ainda passando pelo processo de digitalização. Apresentamos algumas bibliotecas nacionais e indicamos o endereço eletrônico das mesmas, para que o leitor possa navegar e conhecer os maravilhosos acervos e obras raras espalhadas pelo mundo com um simples clicar do mouse.

O capítulo 7 foi escrito através de informações retiradas dos livros: A longa viagem da biblioteca dos reis: do terremoto de Lisboa à Independência do Brasil de Lilia Moritz Schwarcz com Paulo César de Azevedo e Ângela Marques da Costa; e do livro Biblioteca Nacional: a história de uma coleção autoria de Paulo Herkenhoff que relatam a impressionante história da nossa Biblioteca Nacional. O capítulo mostra ainda a trajetória da Fundação Biblioteca Nacional até o século XXI.

No capítulo 8 escrevemos sobre as iniciativas da União Européia para a digitalização dos

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acervos de suas bibliotecas nacionais. Para isso pesquisamos na Internet e nos baseamos em informações adquiridas no colóquio Biblioteca e Informação Digital: a herança cultural e científica em bits e bytes - realizado no MASP em São Paulo, no dia 06 de abril de 2006 (ANEXO A – Folder). Em decorrência do evento buscamos notícias em jornais que

publicaram entrevistas feitas com alguns palestrantes do colóquio. Utilizamos o portal da UNESCO por ser esta instituição a que formulou as diretrizes que auxiliam na digitalização de acervos e estar na liderança dos grandes movimentos de preservação do patrimônio da humanidade.

Para elaborar o capítulo 9 utilizamos respostas obtidas através do questionário (Apêndice A) aplicado à coordenadora de Informação Bibliográfica da Fundação Biblioteca Nacional, Sra. Ângela Bettencourt e também informações obtidas na palestra ministrada por ela no colóquio Biblioteca e Informação Digital: a herança cultural e científica em bits e bytes - realizado no MASP em São Paulo, no dia 06 de abril de 2006. Firmamos contato com a coordenadora através de e-mails e telefonemas que foram intermediados pela bibliotecária Viviane Gomes.

Em posse das respostas que a Sra. Ângela nos forneceu e com informações que retiramos do site da FBN. Extraímos informações em artigos do jornal Folha de São Paulo, de 8 de abril de 2006 que relatavam as propostas da empresa Google para a digitalização do acervo da nossa Biblioteca Nacional. Apresentamos o acervo da Biblioteca Nacional Digital do Brasil que teve inicio através do projeto pioneiro Biblioteca Nacional Sem Fronteiras. Mostramos os Tesouros, Projetos Temáticos e os projetos que estão em andamento.

Descrevemos como é composto o laboratório de digitalização e seus modernos equipamentos, relatamos a cadeia de digitalização. Abordamos também o importante papel do bibliotecário em meio à criação da Biblioteca Nacional Digital. Para finalizar mostramos alguns projetos que objetivam aumentar a inclusão digital no nosso país.

Durante a nossa pesquisa realizamos uma visita à Fundação Biblioteca Nacional do Brasil, localizada na cidade do Rio de Janeiro, no dia 26 de outubro de 2006, o que possibilitou conhecer de perto a realidade dos processos, etapas e espaços existentes na Instituição, que ora apresentamos.

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5 DEFINIÇÕES DOS TERMOS: eletrônica, digital e virtual

Indicaremos a seguir conceitos apresentados por especialistas da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação, com o intuito de mostrar as diferenças encontradas no levantamento bibliográfico de literatura nacional no período de 1999 a 2006. Porém, não temos a intenção de questionar qual a melhor definição ou a terminologia mais adequada para os diferentes tipos de bibliotecas, e sim provocar reflexões sobre este assunto.

As definições e conceitos apresentados a seguir foram extraídos de dicionários lingüísticos, técnicos e textos produzidos por especialistas da área de Biblioteconomia e Ciência da Informação:

Eletrônica

De acordo com Ferreira (2004) eletrônica pode ser definida como parte da Física dedicada ao estudo do comportamento de circuitos elétricos que contenham válvulas, semi-condutores, transdutores ou a fabricação de tais circuitos.

Podemos entender segundo Aguiar apud Pereira e Rutina (1999) biblioteca eletrônica como um ambiente de estudo, ensino e aprendizagem de educação na qual a informação, é, prioritariamente, produzida e mantida em formato eletrônico e não confinado em espaço específico. Os textos, imagens (estáticas e animadas) e material sonoro, alocados em diferentes unidades físicas podem ser acessados de qualquer parte pelos os usuários.

A biblioteca eletrônica utiliza-se de processos básicos ligados a natureza eletrônica, ou seja, emprega o uso de computadores, como explica Marchiori (1997):

Digitalização: um caminho para ampliar o acesso à informação

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Na construção de índices on-line, na busca de textos completos e na recuperação e armazenagem de registros. A biblioteca eletrônica se direcionara para ampliar o uso de computadores na armazenagem, recuperação e disponibilidade da informação podendo envolver-se em projetos para a digitalização de livros. Haverá um uso extensivo de meios eletrônicos que ainda coexistirão com as publicações eletrônicas e será possível remeter-se ao bibliotecário e aos sistemas especialistas.

De acordo com Machado, Novaes e Santos (1999) a biblioteca eletrônica caracteriza-se principalmente pelo acesso on-line aos bancos de dados e a disponibilização de produtos e serviços prestados aos usuários de forma on-line.

Macedo e Modesto (1999) interpretam biblioteca eletrônica como uma réplica da biblioteca tradicional, mas com recursos de hardware e software computacionais para facilitar a busca, a leitura e a recuperação de informações armazenadas em mídia eletrônica (discos magnéticos, disquetes, CD-ROM) ou em suportes impressos. No ambiente da biblioteca eletrônica a informação impressa coexiste com a eletrônica. As bibliotecas automatizadas possuem elementos eletrônicos e são exemplos de biblioteca eletrônica.

Digital

Segundo Houaiss (2001), o termo Digital significa informação que trabalha exclusivamente com valores binários.

De acordo com Santos e Ribeiro (2003) Biblioteca Digital disponibiliza seu acervo via Internet ou outro acesso on-line, onde os documentos bibliográficos estão digitalizados apesar de ser muito confundida com a biblioteca virtual, não deixa de sê-lo indiretamente.

Segundo Cunha (1999) biblioteca digital aparenta algo revolucionário, mas, na verdade é o resultado de um processo gradual e evolutivo. Nas últimas décadas, o computador tem sido utilizado de forma crescente, não só para recuperação de novas informações através da

Digitalização: um caminho para ampliar o acesso à informação

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Internet, sobretudo como grande auxiliar na informatização e automatização do processamento técnico nas bibliotecas.

A biblioteca digital caracteriza-se por armazenar e possibilitar aos usuários o acesso à informação em suporte digital independente de tempo e espaço, permitindo o compartilhamento de informações de forma rápida e instantânea, através de redes de computadores. (MOREIRA apud MACHADO, NOVAES e SANTOS, 1999) Difere-se das demais, porque contém informações apenas na forma digital, podendo residir em meios diferentes de armazenamento como nas memórias de discos magnéticos e ópticos. Na biblioteca digital não existem livros na forma convencional e a informação pode ser acessada por meio de rede. (MARCHIORI, 1997)

A biblioteca digital além de disponibilizar seus catálogos de forma digital, permite que o usuário faça a leitura de textos e documentos através do computador e efetue a importação dos dados através de download. (PEREIRA e RUTINA, 1999).

Macedo e Modesto (1999), diferem a biblioteca digital das demais bibliotecas, pois consideram um:
Serviço de informação no qual todos os recursos informacionais estão disponíveis em formato processável por computador, ou seja, o armazenamento, preservação, recuperação, acesso e apresentação das informações ocorrem através do uso de tecnologia digital (discos ópticos e magnéticos). Nesse sentido a biblioteca digital não contempla materiais impressos como livros, já que esses seriam

convertidos/digitalizados para o formato digital. A informação é, pois compartilhada simultânea e instantaneamente por meio de acesso local ou remoto, já que a biblioteca digital se estrutura em redes de computadores, que são também veículos digitais. Este é o ponto chave: sua informação pode ser acessada remotamente em múltiplas vias.

Levy (1996) define biblioteca digital como:

Reunião de um ferramental de computação, estoque e comunicação digital juntamente com o conteúdo e software necessário para se reproduzir, emular, estender os serviços oferecidos por bibliotecas convencionais baseadas em papel e outros meios de coleção, catalogação, disseminação da informação. Uma biblioteca digital completa deve ser capaz de oferecer todos os serviços essenciais de uma

Digitalização: um caminho para ampliar o acesso à informação

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biblioteca tradicional, assim como explorar as bem conhecidas vantagens do estoque, pesquisa e comunicação digital.

A biblioteca digital foi abordada em nosso trabalho, após observarmos que as grandes bibliotecas nacionais utilizam esse termo para denominar o atual conceito de disseminação da informação via Internet. Em meio aos diversos conceitos encontrados na literatura especializada, acreditamos que o termo biblioteca digital é o mais adequado pois utiliza a digitalização dos acervos, sendo essa a melhor maneira encontrada por grandes nações, para criar, manter, preservar e propagar o patrimônio cultural do passado, presente e futuro da humanidade.

Virtual

Segundo Houaiss (2001) o termo Virtual constitui uma simulação de algo criado por meios eletrônicos.

Pierre Lévy (1996) declara que:
A palavra virtual vem do latim medieval virtualis, derivado, por sua vez, de virtus, força, potencia. O virtual tende a atualizar-se, sem ter passado, no entanto, à concretização efetiva ou formal, ou seja, é algo que não existe na forma física. O virtual apesar de ter uma pequena relação com o imaginário, é, na realidade, uma efetivação material, algo que pode ser tocado.

Para Ximenes (2003, p.963), virtual existe como faculdade, porém sem manifestação ou efeito atual; potencial. Suscetível de realizar-se. Condição cuja concretização é quase inevitável. Realidade perceptual (sons, imagens e sensações) criada exclusivamente pela ação ou uso do

Digitalização: um caminho para ampliar o acesso à informação

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computador. Ocorre somente na tela do computador conectado à Internet, ou que é possibilitado por essa conexão. De acordo com Santos e Ribeiro (2003) o termo Biblioteca Virtual não pode ser definido de maneira exata, pois não existe consenso na literatura profissional. Para uns, é a utopia do livre acesso à informação, outro entendimento considera os desafios que este novo representa para a profissão do bibliotecário, o que levam alguns a apontar até a obsolescência deste profissional.

O conceito mais utilizado de biblioteca virtual enfatiza “o emprego universal de computação avançada em alta velocidade e possibilidades de telecomunicação, acesso e distribuição dos recursos informacionais”.

A biblioteca virtual representa uma nova mentalidade em si tratando de oferecer fontes de informação científica a pesquisadores. Trata-se de um serviço de acesso a bases de dados, via Internet, que alcança todos os professores e alunos de uma instituição de pesquisa.

A biblioteca virtual baseia-se na troca de informações através de mídia on-line e criação de fontes de informações que não possuam necessariamente uma propriedade física. Constituem um referencial de pesquisa de fácil acesso a qualquer hora e em qualquer lugar.

Macedo e Modesto (1999) explicam biblioteca virtual como a ambiência da realidade não presencial, faz uso de recursos complexos, próprios de tecnologia de realidade virtual, utiliza softwares apropriados, acoplados a um computador conectado a outros periféricos interligados (microfones, fones de ouvido, visores, luvas e capacete entre outros equipamentos especiais) que produzem o cenário de uma biblioteca de forma dimensional. Através do uso desses equipamentos o usuário tem a sensação de que os objetos visualizados se parecem e se comportam como coisas reais. Esse poderá consultar os catálogos, percorrer estantes, visualizar contextos, identificar espaços e fazer analogias. A biblioteca virtual faz uso de tecnologia computacional das redes eletrônicas e de acessos remotos.

Para Torres Vargas apud Machado, Novaes e Santos (1999) a biblioteca virtual é um lugar com corredores, prateleiras e livros que podem ser escolhidos e observados pelos usuários enquanto caminham dentro da realidade virtual.

Digitalização: um caminho para ampliar o acesso à informação

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ZANG et al (2000), comparam o conceito de biblioteca virtual com o de uma biblioteca no seu aspecto ambiente físico, ou seja, referem-se à biblioteca virtual como aquela que não existe fisicamente. Para esclarecer o conceito de maneira mais ampla, citam Rooks, que "determina que o preceito da biblioteca virtual seja a aplicação universal de avançada computação de alta velocidade e capacidade de tele processamento para acessar e proporcionar os recursos de informação" (Rooks apud Zang, et al, 2000).

Bibliotecas virtuais são constituídas por conjunto de links para sites e documentos, softwares, imagens, bases de dados, catálogos on-line, disponíveis na Internet e organizados, de maneira estruturada, em áreas temáticas ou categorias de informação, possibilitando assim que o usuário recupere a informação que considera importante. (MARCONDES e GOMES, 1997).

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Quadro sinóptico das definições B i b l i o t e c a E l e t r ô n i c a E l e t r ô n i c a Ambiente de estudo, ensino e aprendizagem de educação em formato eletrônico e não confinado num espaço específico. Emprega o uso de computadores na armazenagem, recuperação e disponibilidade da informação.
PEREIRA, Ed. C.; RUTINA, R. O século XXI e o sonho da biblioteca universal: quase seis mil anos de evolução na produção, registro e socialização do conhecimento. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 4, n.1, p. 5-19, jan./jun. 1999. MARCHIORI, P. Z. “Ciberteca” ou biblioteca virtual: uma perspectiva de gerenciamento de recurso de informação.Ciência da Informação, Brasília: v.26, n.2 p.1-19, maio/ago.1997.

1999

1997

Acesso aos Bancos de Dados e prestação de serviço e disponibilização de produtos de forma on line.

1999

MACHADO, R. das N.; NOVAES, M. S. F.; SANTOS, A. H. dos. Biblioteca do futuro na percepção de profissionais da informação. Transinformação, Campinas, v. 11, n. 3, p. 215-222, set./dez. 1999.

Réplica da biblioteca tradicional com recursos computacionais. No ambiente da biblioteca eletrônica a informação impressa coexiste com a eletrônica.

1999

MACEDO, N. D. de; MODESTO, F. Equivalências: do serviço de referencia convencional a novos ambientes de redes digitais em bibliotecas. Revista brasileira de biblioteca e documentação, São Paulo, v. 1, n.1, p. 55-72, jan./jun. 1999.

Parte da Física dedicada ao estudo do comportamento de circuitos elétricos que contenham válvulas, semi-condutores, transdutores, etc., ou a fabricação de tais circuitos.

2004

FERREIRA, A. B. de H.; FERREIRA, M. B.; ANJOS, M. dos. Novo dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 3ed. Curitiba: Editora Positivo, 2004. 2120 p.

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Disponibiliza seu acervo via Internet ou outro acesso on line, onde os documentos bibliográficos estão digitalizados. B i b l i o t e c a D i g i t a l Possibilita o acesso a informação em suporte digital independente de tempo e espaço. Informações apenas na forma digital, podendo residir em meios diferentes de armazenamento como nas memórias de discos magnéticos e ópticos. Disponibiliza catálogos de forma digital e o acesso a textos e documentos através do computador. Recursos informacionais que estão disponíveis em formato processável por computador, ou seja, o armazenamento, preservação, recuperação, acesso e apresentação das informações ocorrem através do uso de tecnologia digital (discos ópticos e magnéticos). Uma biblioteca digital completa deve ser capaz de oferecer todos os serviços essenciais de uma biblioteca tradicional, assim como explorar as bem conhecidas vantagens do estoque, pesquisa e comunicação digital.

2003 1999 1997

1999

SANTOS, G. C.; RIBEIRO, C. M. Acrônimos, Siglas e Termos Técnicos: Arquivística, biblioteconomia, documentação, informática. Campinas: Átomo, 2003. 277p. MACHADO, R. das N.; NOVAES, M. S. F.; SANTOS, A. H. dos. Biblioteca do futuro na percepção de profissionais da informação. Transinformação, Campinas, v. 11, n. 3, p. 215-222, set./dez. 1999. MARCHIORI, P. Z. “Ciberteca” ou biblioteca virtual: uma perspectiva de gerenciamento de recurso de informação.Ciência da Informação, Brasília: v.26, n.2 p.1-19, maio/ago.1997. PEREIRA, E. C.; RUTINA, R. O século XXI e o sonho da biblioteca universal: quase seis mil anos de evolução na produção, registro e socialização do conhecimento. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 4, n.1, p. 5-19, jan./jun. 1999. MACEDO, N. D, de; MODESTO, F. Equivalências: do serviço de referencia convencional a novos ambientes de redes digitais em bibliotecas. Revista brasileira de biblioteca e documentação, São Paulo, v. 1, n.1, p. 55-72, jan./jun. 1999.

1999

1996

LEVY, P. O que é o virtual. São Paulo: Editora 34, 1996.

D i g i t a l

Informação que trabalha com valores binários.

2001

HOUAISS, A.; VILLAR, M. de S.; FRANCO, F. M. de M. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

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TERMO B i b l i o t e c a V i r t u a l

DEFINIÇÃO Emprego universal de computação avançada em alta velocidade e possibilidades de telecomunicação, acesso e distribuição dos recursos informacionais. Faz uso de recursos complexos, próprios de tecnologia de realidade virtual, utiliza softwares apropriados, acoplados a um computador conectado a outros periféricos interligados que produzem o cenário de uma biblioteca de forma dimensional. Lugar com corredores, prateleiras e livros que podem ser escolhidos e observados pelos usuários enquanto caminham dentro da realidade virtual. Conjunto de links para sites e documentos, softwares, imagens, bases de dados, catálogos online, disponíveis na Internet e organizados, de maneira estruturada. A aplicação universal de avançada computação de alta velocidade e capacidade de tele processamento para acessar e proporcionar os recursos de informação. Simulação de algo criado por meios eletrônicos. Realidade perceptual criada pela ação ou uso do computador. O virtual apesar de ter uma pequena relação com o imaginário, é, na realidade, uma efetivação material, algo que pode ser tocado.

ANO 2003

FONTE SANTOS, G. C.; RIBEIRO, C. M. Acrônimos, Siglas e Termos Técnicos: Arquivística, biblioteconomia, documentação, informática. Campinas: Átomo, 2003. 277p. MACEDO, N. D. de; MODESTO, F. Equivalências: do serviço de referencia convencional a novos ambientes de redes digitais em bibliotecas. Revista brasileira de biblioteca e documentação, São Paulo, v. 1, n.1, p. 55-72, jan./jun. 1999. MACHADO, R. das N.; NOVAES, M. S. F.; SANTOS, A. H. dos. Biblioteca do futuro na percepção de profissionais da informação. Transinformação, Campinas, v. 11, n. 3, p. 215-222, set./dez. 1999. MARCONDES, C. H.; GOMES, S. L. R. O impacto da Internet nas bibliotecas brasileiras. Transinformação, Campinas, SP, v. 9, n. 2, maio/ago. 1997.

1999

1999

1997

2000

ZANG, N. et al. Biblioteca virtual: conceito, metodologia e implantação. Revista de Pesquisa e Pós-Graduação, Erechim, v.1, n.1, p.217-236, 2000.
HOUAISS, A.; VILLAR, M. de S.; FRANCO, F. M. de M. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. XIMENES, S. Minidicionário da Língua Portuguesa. Ed. rev.; ampl. Bom Sucesso: Ediouro, 2003. 963 p. LEVY, P. O que é o virtual. São Paulo: Editora 34, 1996.

V i r t u a l

2001 2003 1996

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6 DA TRADIÇÃO À CONTEMPORANEIDADE: um caminho a ser percorrido

A história da civilização humana se formou graças ao acúmulo de experiências vividas pelas gerações que nos antecederam.

No início da civilização, o homem transmitia oralmente suas experiências aos filhos, netos e parentes próximos. Após este período indivíduos treinados para este fim transmitiam histórias e experiências para as gerações futuras. As bibliotecas não surgiram em meio a este cenário, nasceram posteriormente ligadas à história da escrita.

Registrar e preservar o conhecimento nas formas mais variadas sempre fez parte da nossa vida. Iniciamos este processo utilizando materiais como argila, papiro, pergaminho e posteriormente o papel. As bibliotecas surgiram da necessidade de armazenar documentos produzidos após a primeira revolução técnico-linguística, a escrita.

Os primeiros registros do conhecimento remontam ao período antes de Cristo. A história revela que os povos egípcios, sumérios, assírios e babilônios já registravam dados importantes de suas atividades agrícolas e pecuárias em tijolos de barros e tabuletas de argila.

Para escrever eram utilizados objetos pontiagudos de marfim, ossos ou metal, este tipo de escrita ficou conhecido como cuneiforme. Deste período destaca-se o código de Hammurabi, criado com a finalidade de implantar a justiça na terra, destruir o mal, evitar a opressão do fraco, propiciar o bem estar do povo e iluminar o mundo. Outro documento muito importante é o poema de Gilgamesh, considerado a primeira obra narrativa conhecida pela humanidade. (SOUZA, 2005).

Assim como a história da humanidade a escrita se desenvolveu em diferentes regiões e por diferentes motivos de ordem social e necessidades ideológicas. Não existe evolução da escrita, de acordo com Martins (2002, p. 35) há ”evolução” dentro de um sistema para outro. Não há “passagem” entre eles, e tudo indica que a sua invenção tenha respondido, para cada

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um, a intenções completamente diferentes”. Formas variadas de escrita surgiram no decorrer de nossa história, são elas: pictográfica, mnemônica, fonética, ideográfica, cuneiforme, hieroglífica e por fim os alfabetos orientais e ocidentais.

Podemos observar a importância da escrita, citando Diderot (séc. XVIII apud MARTINS, 2002, p. 70):
Sem a escrita, privilégio do homem, cada indivíduo, reduzido à sua própria experiência, seria forçado a recomeçar a carreira que o seu antecessor teria percorrido, e a história dos conhecimentos do homem seria quase a da ciência da humanidade.

Na antiguidade podemos destacar três grandes bibliotecas: Nínive, Alexandria e Pérgamo.

Países como Egito e China, entre outros, construíram bibliotecas séculos antes de Cristo, porém uma das civilizações que mais deixou evidências sobre sua grande coleção de documentos foi a assírio-babilônico, com a construção da grande biblioteca de Nínive, criada no VI século a.C. A enorme coleção de tijolos de barro era organizada por seções. (SERRAI, 1975)

Pertencente ao rei Assurbanipal II, a biblioteca de Nínive é considerada a primeira coleção de documentos catalogada e indexada da história. Grande parte do acervo era constituída por documentos encontrados nos arquivos das cidades conquistadas pelo rei, que governou no século VI a.C. um império que se estendia do Egito a Pérsia. Fragmentos da grande biblioteca foram encontrados recentemente no Museu Britânico, por Sir Henry Layard,

aproximadamente 25.000 fragmentos de tabuletas de argila com escrita cuneiforme. (SOUZA, 2005)

A grande biblioteca de Alexandria, criada entre 331 e 330 a.C., é considerada a primeira biblioteca do mundo e ficou conhecida como: O Grande Templo da Sabedoria. Inaugurada por Ptolomeu Sóter, enriquecia seu acervo, obrigando todo o navio, que aportasse em Alexandria, a entregar quaisquer rolos de papiro que possuíssem. O original era enviado à biblioteca e uma cópia era devolvida ao navio. Nos tempos áureos a biblioteca conseguiu

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reunir cerca de 700 mil rolos, porém alguns incêndios destruíram grande parte do acervo. Em 48 a.C., aproximadamente 40 mil rolos foram destruídos por um incêndio provocado pelo imperador Júlio César. Algum tempo depois Marco Antônio, líder romano, doou 200 mil livros e pergaminhos à biblioteca de Alexandria, porém os documentos foram saqueados da biblioteca de Pérgamo, sua grande rival.

Outras biblioclastias1 destruíram O Grande Templo da Sabedoria, diz a lenda que em 272 d.C., o imperador romano Aureliano mandou incendiar a biblioteca. Mais de um século depois, em 392, Teodósio I, destruiu edifícios pagãos e Alexandria estava entre eles. No ano de 640 com a invasão muçulmana a biblioteca sofre novo atentado, todo o seu acervo foi enviado para servir de fonte de energia para os banhos públicos durante seis meses. O califa Omar I declarou, que se os documentos estivessem de acordo com o Corão, não eram necessários e se não estivessem, deveriam ser destruídos, foi o que aconteceu. (SOUZA, 2005).

Existe a versão de Cin (1923 apud MARTINS, 2002) para explicar a destruição da biblioteca de Alexandria, Segundo o autor, quando os árabes tomaram a região em 640, a grande biblioteca já havia sido destruída por César em 47 a.C.. Alexandria provavelmente teria sido destruída pelos cristãos, porém para não serem responsabilizados pelo ocorrido criaram esta lenda culpando os árabes, fortalecendo, assim, a rivalidade entre as religiões.

Um detalhe importante a ser destacado sobre as centenas de milhares de rolos existentes na biblioteca de Alexandria, se refere ao catálogo, conhecido como Pinakes. Este estava organizado por grandes classes e em cada classe os autores estavam listados em ordem alfabética.

A biblioteca de Pérgamo, rival de Alexandria, foi uma das mais valiosas da Antiguidade. Disputou com aquela em qualidade, importância e número de volumes. Os reis de Pérgamo eram bibliófilos, admiradores da arte e cultura. O seu fundador, Rei Atalo I Sóter e seu filho Eumenes II foram responsáveis por promover e aumentar o acervo da biblioteca de Pérgamo chegando a acumular 200.000 volumes. Criaram
1

Destruição de livros. Um biblioclasta é uma pessoa que destrói livros.

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também uma escola de estudos gramaticais seguindo uma linha diferente da existente em Alexandria. Deram preferência a Filosofia, sobre tudo a Filosofia estóica, a busca da Lógica ao invés de análises filológicas, diferente de sua rival, que se especializou em edições de textos literários e críticas gramaticais.

Os volumes pertencentes ao acervo de Pérgamo eram reproduzidos inicialmente em papiro. Existe uma lenda que Alexandria por motivos de rivalidade e questões políticas deixou de fornecer o material a Pérgamo que por sua vez, precisou criar outro suporte para imprimir suas coleções. Assim surgiu o pergaminho, feito de pele animal, criado exclusivamente na cidade de Pérgamo. Segundo os historiadores a escolha de pele animal para confeccionar o pergaminho foi excelente, por ser considerado um suporte mais adequado e duradouro.

A biblioteca de Pérgamo guardou por 100 anos os manuscritos de Aristóteles sem editar e publicar o valioso tesouro. Só quando chegou a Roma, por insistência e empenho do político e escritor Cícero, os manuscritos foram editados e tornaram-se públicos aos estudiosos e a todos que quisessem ler.

Criada em 241 a.C., localizava-se na Ásia Menor e provavelmente foi destruída após a doação de grande parte de seu acervo para a biblioteca de Alexandria, por ordem do general Marco Antônio.

Durante a Idade Média, as bibliotecas localizadas dentro de mosteiros e conventos, não eram acessíveis ao público. Somente pessoas ligadas ao clero utilizavam os acervos manuscritos e os documentos religiosos eram copiados pelos próprios monges, nomeados copistas. Conhecidas como centros de confecção de livros e depósitos de obras antigas e modernas, as bibliotecas medievais contribuíram para salvar a riqueza literária da Antiguidade. (MARTINS, 2002)

O período Moderno, a partir da Renascença, apresentou grandes mudanças e transformações sociais. As bibliotecas perdem seu cunho religioso e passam a atender ao público leigo. Fato que ocorreu após o fortalecimento de quatro grandes movimentos sociais: laicização, democratização, especialização e socialização. (MARTINS, 2002)

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É importante ressaltar que nesse momento as bibliotecas medievais até então enclausuradas em mosteiros, sentiram-se obrigadas a abrir seu acervo ao público leigo devido ao crescimento das universidades. Não era mais possível manter seu o acesso a poucos privilegiados.

Em meados do século XVIII e XIX, a alfabetização em massa na Europa impulsionou a busca por informações e aprimoramento da educação. O conceito de biblioteca evoluiu e a partir destas mudanças, o atendimento e a disseminação da informação se tornaram uma das mais importantes funções exercidas por esta instituição. Não é mais só um depósito de livros, “ela desempenha, dessa forma por menos que pareça, o papel essencial na vida das comunidades modernas; é em torno dela que circulam todas as outras correntes da existência social” (MARTINS, 2002, p.325).

Nos últimos 150 anos as bibliotecas, extremamente ligadas às novas tecnologias de informação, acompanharam e superaram os novos paradigmas tecnológicos. Prova disto é a transição dos manuscritos para textos impressos, o acesso a grandes bancos de dados bibliográficos, o uso do CD-ROM e o advento da biblioteca digital no final dos anos 80. (CUNHA, 2000).

EVOLUÇÃO DA BIBLIOTECA Maturidade
ERA III ERA II
Automatizada

ERA IV
Digital Eletrônica

Virtual

b a

ERA I
Tradicional moderna

Zona de descontinuidade

1850

2000

Tempo

Fonte: Quadro Evolução da Biblioteca, Cunha (p. 75, 2000)

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6.1 A origem das bibliotecas nacionais

Existem inúmeras histórias que relatam os motivos que originaram a criação de bibliotecas nacionais. Cada instituição preserva a sua peculiaridade, mas a origem do conceito Biblioteca Nacional surgiu na Revolução Francesa.

Em alguns países nasceram como organismos de apoio a uma determinada instituição, como a conhecida Library of Congress. Em países em desenvolvimento foram criadas para dar suporte aos sistemas políticos, sócio-econômicos e culturais. As localizadas na Europa surgiram como bibliotecas dos reis que posteriormente foram abertas ao público para consulta de eruditos e depois como museus de livros. Existe ainda as originadas em bibliotecas privadas ou que sofreram influência de várias bibliotecas, como a British Library, e as que foram criadas para satisfazer as demandas das populações estabelecidas em colônias e que trazem a descolonização dos países. Seja qual for a origem de sua criação as bibliotecas nacionais tem objetivos e funções a cumprir em relação às suas respectivas nações.

Em consonância com Zaguán (2000) os três objetivos principais das bibliotecas nacionais que foram estabelecidos no Simpósio de Viena em 1958 e nos Seminários de Manila em 1964, Quito em 1966, Colômbia 1967, Kampala 1970 e de construções em Roma em 1973 são: • • •

Preservar e conservar a cultura nacional de um determinado país exercendo função de arquivo bibliográfico; Exercer funções de agência bibliográfica nacional, encarregada de desenvolver os serviços

bibliográficos e bibliotecários do país; Dar suporte ao sistema bibliotecário nacional, responsável pela linha bibliotecária do

mesmo e de estabelecer as relações com as bibliotecas de outros países. De acordo com ABINIA2 (2006), as bibliotecas nacionais exercem diferentes papéis na sociedade da informação e do conhecimento. São provedoras de informações organizadas
Associación de Estados Iberomamericanos para el Desarrollo de las Bibliotecas Nacionales Iberoamerica. Disponível em: <http://www.abinia.org/boletin/4-3/temas.htm>
2

Digitalização: um caminho para ampliar o acesso à informação

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sobre o seu país e responsáveis pelo bom funcionamento e desenvolvimento das outras bibliotecas existentes. Agem como facilitadoras do acesso as informações organizadas, porque preservam o acesso à memória documental de seu país, prestam suporte técnico a outras instituições, coordenando ações que complementam o acesso e o uso de informações disponíveis em cada um dos serviços oferecidos e disponibilizam informações via Internet.

De acordo com Zaguán, a UNESCO entende por bibliotecas nacionais aquelas que sob qualquer denominação, são responsáveis pela aquisição e conservação de exemplares de todas as publicações impressas no país e que funcionam como biblioteca de depósito, em virtude de depositários legais. Normalmente podem desempenhar também alguma das seguintes funções: • • • • •

Elaboração de bibliografia nacional; Reunir uma coleção de obras estrangeiras representativas ou relacionadas com o país; Atuar como centro de informação bibliográfica; Compilar catálogos coletivos; Publicar a bibliografia nacional retrospectiva.

As funções exercidas pelas bibliotecas nacionais segundo Programa NATIS facilitam os serviços centrais perante as seguintes operações: •

3

da UNESCO

Aquisição total da produção nacional perante o serviço de depósito legal (ANEXO C –

Lei n.º 10.994) e da produção estrangeira de interesse nacional perante compra, troca e doação; • • • Serviços bibliográficos encaminhados a apanhar o plano de controle universal; Empréstimo interbibliotecário nacional e internacional; Centro nacional de informação dividido em dois níveis: nacional que compreende a

coordenação dos serviços bibliográficos, centro de pesquisas bibliográficas e centro de contato dos organismos interessados; internacional que abrange a participação nos planos de cooperação internacional e coordenação das instituições interessadas;
3

Infraestructuras Nacionales de Documentación, Bibliotecas y Archivos, 1974. O programa se preocupa com o estabelecimento das infra-estruturas nacionais de documentação e biblioteconomia para chegar em um sistema de controle e intercambio mundial de informação bibliográfica. O acesso a este sistema se realiza em dois planos, o C.B.U e a D.U.P dos programas patrocinados pela IFLA.

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Papel predominante entre as bibliotecas do país que fazem parte do NATIS,

compreendendo: elaboração de uma política nacional de bibliotecas; planificação e desenvolvimento dos serviços bibliotecários do país; colaboração com outros organismos perante o controle dos serviços e da busca de soluções a problemas concretos; • Participação no Programa UNISIST4 (1971) e outros programas de cooperação

internacional com a finalidade de apanhar que o país seja representado de forma satisfatória e se estabeleça de forma propícia o fluxo de informação em ambos sentidos.

A estrutura orgânica das bibliotecas nacionais pode seguir dois modelos. Modelo unitário centralizado que reúne todas as funções e fundos em uma mesma biblioteca instalada em um ou mais edifícios, caso das bibliotecas da Espanha e França antes da reestruturação e o modelo plural descentralizado composto por várias bibliotecas que assume diferentes funções ou se especializam em diferentes áreas como é o caso das bibliotecas da Itália, Alemanha e Reino Unido.

Algumas das inúmeras bibliotecas nacionais existentes, e também outras renomadas e importantes, disponibilizam seus catálogos on line e possuem parte de seu acervo digitalizado. Indicaremos a seguir, algumas dessas instituições e seus respectivos endereços eletrônicos.

Biblioteca Apostólica do Vaticano - Biblioteca Apostolica Vaticana, fundada em 1450.

Disponível em: < http://bav.vatican.va/it/v_home_bav/home_bav.shtml >. •

Biblioteca Nacional da França - Bibliothèque nationale de France (BnF), fundada em

1537. Disponível em: < http://www.bnf.fr/ >.

Biblioteca Alemã - Die Deutsche Bibliothek (DDB), fundada em 1659.

Disponível em: < http://www.ddb.de/ >.


4

Biblioteca Britânica - The British Library, fundada em 1753.
Sistema Mundial de Información Científica

Digitalização: um caminho para ampliar o acesso à informação

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Disponível em: < http://www.bl.uk/ >.

La Biblioteca Nacional de Colombia, fundada em 1777.

Disponível em: <http://www.bibliotecanacional.gov.co/ >. •

Biblioteca Nacional da Rússia - São Petersburgo, fundada em 1795.

Disponível em: < http://www.nlr.ru/eng/ >.

Biblioteca Nacional de Portugal, fundada em 1796.

Disponível em < http://www.bn.pt/ >.

Biblioteca do Congresso - The Librarian of Congress, fundada em 1800.

Disponível em: < http://www.loc.gov/index.html >.

Fundação Biblioteca Nacional do Brasil, fundada em 1805. (APÊNDICE B - Figura 1)

Disponível em: < http://www.bn.br/site/default.htm >.

Biblioteca Nacional de la Republica Argentina, fundada em 1810.

Disponível em: < http://www.bibnal.edu.a/ >. • La Biblioteca Nacional de Chile, fundada em 1813.

Disponível em: <http://www.dibam.cl/biblioteca_nacional/index.asp>.

Real Gabinete Português de Leitura, inaugurado em inaugurado em 1837.

Disponível em: < http://www.realgabinete.com.br/htm/rgpl.htm >. •

La Biblioteca Nacional de Mexico, fundada em 1867.

Disponível em: < http://biblional.bibliog.unam.mx/bib/biblioteca.html >.

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• Biblioteca Pública de Nova Iorque - The New York Public Library (NYPL), fundada em 1895. Disponível em: < http://www.nypl.org/ >.

Biblioteca Mário de Andrade, inaugurada em 1926.

Disponível em: < http://www2.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/cultura/bibliotecas/marioandrade >.

A nova Biblioteca de Alexandria foi inaugurada em 2002.

Disponível em: < http://www.bibalex.org/English/index.aspx >.

As mudanças tecnológicas impulsionaram os novos paradigmas da sociedade da informação. O surgimento de suportes e mídias, beneficiou de forma expressiva as atividades desenvolvidas nas bibliotecas nacionais. Em meio às modernas tecnologias é possível para essas instituições manterem seu objetivo principal, preservar a memória nacional, e ao mesmo tempo disponibilizar recursos e documentos que antes eram apenas acessíveis a um público restrito. Hoje o usuário que busca informações contidas nas mais diversas mídias pode encontrar na Web e ter acesso a obras raras, fotografias exclusivas, mapas, partituras, músicas e muitos outros documentos de valor inestimável do acervo nacional.

Com todas as mudanças observadas ao longo da história das bibliotecas nacionais e com o aparecimento de novos suportes da informação, Brault (1998) questionou o futuro dessas instituições, sugerindo até uma mudança de nome. Para o autor, as mesmas deveriam ser chamadas Midiatecas Nacionais, pois essas incorporaram aos seus acervos os novos e modernos formatos de armazenamento da informação. Segundo o autor, as instituições devem se desvencilhar das amarras que as prendem ao passado e acompanhar as transformações ocorridas na sociedade para não se tornaram obsoletas.

De modo mais geral Cunha (2000) afirma, as bibliotecas que derem um passo nesse processo de transformação conseguirão renascer. Porém, aquelas que defenderem rigidamente o status quo, e preservarem uma visão bucólica do passado, sofrerão grande risco e terão pouca chance de serem reconhecidas como instituições necessárias.

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7 BIBLIOTECA NACIONAL DO BRASIL: uma história marcada por catástrofes, viagens, abandono e descaso.

Schwarcz, Azevedo, Costa (2002), relatam que a Real Biblioteca da Ajuda de Portugal foi destruída após incêndio, ocorrido durante um terremoto no ano de 1755. No mesmo ano Dom José I, rei de Portugal mandou organizar uma nova biblioteca, a Livraria Real.

Para reerguer a biblioteca destruída, foi necessário montar uma verdadeira operação de guerra, livreiros estrangeiros e agentes diplomáticos foram contratados, bibliotecas inteiras e coleções particulares adquiridas em nome das necessidades reais.

Dom João V, morto em 1750, ampliou a Real Biblioteca da Ajuda, criando uma verdadeira política de aquisições de manuscritos, livros, gravuras e mapas. Durante este período foi considerada uma das maiores bibliotecas modernas e preciosas da Europa. Antes de sua morte, mandou construir o Teatro da Ópera, que foi concluído em 1753 por seu filho Dom José I. Isso mostra a preocupação em colocar Lisboa em situação cultural próxima às outras capitais européias, possibilidade proporcionada pela descoberta das minas de ouro no Brasil.

Em novembro de 1807 a Família Real partiu de Portugal em direção ao Brasil devido à ocupação francesa. Durante essa mudança foram esquecidos os caixotes que continham livros, documentos, gravuras e outras preciosidades da Real Biblioteca.

No ano de 1809, perante a expectativa de uma segunda invasão francesa e com o medo que se instalava em Portugal, Alexandre Antônio Neves escreveu ao Rei explicando-lhe os fatos e pedindo ajuda para que fossem embarcados para o Brasil funcionários e o acervo da Livraria Real.

Em meados de 1810, com a possibilidade de novas invasões a Portugal, iniciou-se então, a transferência para o Rio de Janeiro da Real Biblioteca da Ajuda, composta pela Livraria Real e a Livraria do Infantado. Assim partiu a primeira leva de caixotes, acompanhada por José

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Joaquim de Oliveira, servente da Real Biblioteca, e trazia os estratégicos manuscritos da coroa, junto a uma coleção de seis mil códices que estava em um arquivo reservado na Livraria do Paço das Necessidades, em Lisboa.

A transferência total da Biblioteca se completou em setembro daquele ano. Em novembro, a Real Biblioteca estava novamente reunida em terras brasileiras, com cerca de 60.000 peças, entre livros, manuscritos, estampas, mapas, moedas e medalhas.

Em 27 de junho de 1810, determinou-se que a Real Biblioteca ficaria instalada na Ordem Terceira do Carmo. Inicialmente a biblioteca seria instalada nas salas do andar superior do hospital.

De acordo com Herkenhoff (1996), a Livraria do Rei estava no início sob o cuidado de religiosos, freis Gregório José Viegas, Joaquim Dâmaso e Antonio de Arrábia, o primeiro a receber título de bibliotecário. Em 1811 sob restrições e mediante prévia autorização régia a livraria foi aberta ao público. Três anos mais tarde, a livraria foi aberta a todos, dispensando consentimento real.

Em dezembro de 1812, percebeu-se que o andar superior do hospital não comportaria todo o acervo. Mediante ordem real, a biblioteca ocuparia também o andar térreo do prédio. No ano seguinte, obras para adaptação de espaço foram iniciadas, com isso a Real Biblioteca teria enfim sede e endereço próprios. Depois da reforma era preciso organizar todo o acervo. Os livros foram agrupados em cinco classes principais: Belas Artes, Ciências e Artes, História, Jurisprudência e Teologia.

Visto que bibliotecas são organismos em constante crescimento, não poderia ser diferente com a Biblioteca Real. Em 1811, a biblioteca foi presenteada pelo Frei José Mariano da Conceição Veloso com a doação de livros manuscritos originais e pranchas gravadas em cobre. No ano de 1815, foram incorporados ao acervo documentos pertencentes à biblioteca de Manuel Inácio da Silva Alvarenga.

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A Biblioteca Real denominada agora Biblioteca Imperial e Pública da Corte, passou a receber a partir de novembro de 1822, um exemplar de todas as obras, folhas periódicas e volantes impressos na Tipografia Nacional, por ordem do Governo Imperial. Essa legislação foi aperfeiçoada até chegar à criação da Lei do Depósito Legal para materiais impressos, do Decreto de Contribuição Legal, n.1825 de dezembro de 1907.

A Família Real retornou à Europa em 1821, deixando no Brasil a Biblioteca. Essa passou a ser de propriedade brasileira, após entendimentos diplomáticos que culminaram na Convenção Adicional ao Tratado de Paz e Amizade, celebrado entre Brasil e Portugal, em 29 de agosto de 1825.

Em 1990 a Biblioteca Nacional, juntamente com sua biblioteca subordinada Euclides da Cunha, o Instituto Nacional do Livro, a Biblioteca Demonstrativa, de Brasília, passaram a constituir a Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Integrado à Fundação Biblioteca Nacional, o Instituto Nacional do Livro foi transformado num departamento da FBN, o Departamento Nacional do Livro.

Atualmente a FBN está situada em um edifício de estilo eclético, no qual se misturam elementos neoclássicos e de art nouveau e compõe juntamente com o Museu Nacional de Belas Artes e o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, um conjunto arquitetônico e cultural de inestimável valor na Praça da Cinelândia, centro do Rio de Janeiro.

7.1 Fundação Biblioteca Nacional no século XXI

Na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro, no número 219 da Avenida Rio Branco, em um imponente edifício, encontra-se a FBN. Existem outros belos edifícios na cidade, o Palácio Gustavo Capanema, antiga sede do Ministério da Educação e Saúde, marco da arquitetura mundial, que hospeda a Divisão de Música e Arquivo Sonoro e a Biblioteca Euclides da Cunha, criada com a finalidade de atender estudantes do primeiro e segundo graus.

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Uma importante função da FBN é salvar a imagem do nosso país através do plano de tratamento do precioso acervo fotográfico do século XIX. O Projeto de Preservação do Acervo Fotográfico da Biblioteca Nacional – PROFOTO, recupera o que temos de mais valioso em acervo fotográfico brasileiro. Outras experiências indispensáveis no campo da conservação, estão em andamento, é o caso dos programas de informatização do acervo musical e de documentos cartográficos através de microfilmagem, com a possibilidade de ampliação de detalhes.

A FBN é o Depósito Legal de todas as obras publicadas no Brasil, por isso é responsável pela divulgação da Bibliografia Brasileira, no país e no exterior. Abriga os escritórios do ISBN (Internacional Standard Book Number) e do Direito Autoral, sendo assim um espaço da história editorial brasileira.

Por ser responsável pelo escritório de Direitos Autorais do Brasil, segue a risca a Lei do Direito Autoral onde o acesso World Wide Web só é permitido a documentos em domínio público.

Desde 1982, a FBN participa da Rede BIBLIODATA/CALCO5. Possui uma história própria na área de informática construída devido à rapidez no desenvolvimento das novas tecnologias, que proporcionam bons resultados, como por exemplo, o Sistema de Inventário e Recuperação de Periódicos e o Plano Nacional de Microfilmagem de Periódicos, juntamente com instituições de todo o país, refazem e salvaguardam coleções de jornais e revistas através de reprodução em microfilmes. Possui também o Plano Nacional de Restauração de Obras Raras, cujo objetivo é identificar e recuperar obras raras existentes na FBN e em bibliotecas e acervos bibliográficos do país.

A manutenção o acervo é feita nos laboratórios de restauração e conservação de papel, por profissionais qualificados, usando as mais modernas técnicas. Possui também oficina de encadernação e centro de microfilmagem e fotografia.

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Experiência nacional pioneira na criação de uma rede de catalogação cooperativa que visa a difusão dos acervos bibliográficos do país. Criada em 1977, pela Fundação Getúlio Vargas – FGV.

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Essa modernidade tecnológica permite a FBN produzir e adquirir inventários diversificados e importantes como, por exemplo, o Catálogo Coletivo das Publicações Seriadas e o Catálogo de Teses.

A FBN articula o país por meio do Sistema Nacional de Bibliotecas operando com as Bibliotecas Públicas Estaduais que coordenam as bibliotecas de cada Estado. Mais de 100.000 obras são distribuídas anualmente, através do sistema, para suprir à necessidade de novos livros que aumenta vertiginosamente.

Outro espaço importante é o Departamento Nacional do Livro, responsável por fomentar a indústria do livro, incentivar a produção literária e promover o hábito da leitura em usuários de bibliotecas públicas. Porém, a escassez de recursos financeiros e as constantes mudanças na economia nacional restringem essas ações.

Apesar das dificuldades, é possível realizar obras, como por exemplo, Catálogo de Editores Brasileiros, bolsas no exterior para tradução de autores brasileiros, publicações em língua estrangeira sobre o movimento editorial e literário no Brasil e a participação em feiras e bienais do livro no Brasil e no exterior, tudo isso visando o intercâmbio internacional e o desenvolvimento de novos mercados para a nossa cultura.

Para que a poesia brasileira seja conhecida no mundo, a FBN criou a Revista Poesia Sempre, território da poesia e da reflexão crítica em primoroso projeto gráfico. A Casa da Leitura, sede do PROLER6 inaugurada em 1993 como fórum permanente para discussão e desenvolvimento de uma política nacional de leitura, realiza vários encontros para desenvolver recursos humanos na área de formação da leitura. Os projetos Prazer de Ler e Leia Brasil são apoiados na experiência brasileira e voltados para ações de base. Desenvolve também projetos específicos com a finalidade de atender à terceira idade aos deficientes auditivos e visuais.

No século XIX os livros foram os armazenadores de informação, agora existem muitas outras formas contemporâneas que desempenham a mesma função. Devido a isso, a Biblioteca Nacional adaptou-se às novas circunstâncias e redesenhou seu perfil.
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Programa Nacional de Incentivo à Leitura.

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A Biblioteca do Ano 2000 tem como alvo recuperar o tempo perdido. Não existe espaço para melancolia neste cenário de luta contra o tempo. Tem sido assim a atualização tecnológica, tanto no campo da informática como na instalação dos ateliês de restauração e de novos sistemas de administração do livro. Como também na recuperação do edifício, do acervo, das imagens corroídas pelo tempo e por agentes de toda espécie, desde condições ambientais até o descuido histórico. Essa recuperação é vista no plano dos espaços reconquistados através do atendimento as expectativas criadas e do retorno que a nova cidadania solicita à instituição pública.

Para Affonso Romano de Sant’Anna (apud HERKENHOFF,1996) a Biblioteca Ano 2000 envolve a expansão física, a evolução tecnológica, a renovação e ampliação do acervo, o desenvolvimento de uma política nacional de leitura, a implantação do Sistema Nacional de Bibliotecas e a intensificação da presença da literatura brasileira no exterior, projeto este iniciado em 1991.

O projeto salienta o ano 2000 em seu título, porque tem uma dupla significação: primeiramente, criar aptidões para assumir tarefas de um presente marcado por rápidas mudanças científicas, tecnológicas e inovadoras, sendo esta a melhor forma de equipar-se para o futuro, e, por outro lado, garantir a recuperação de um passado perdido. (HERKENHOFF, 1996).

A FBN compreende um vasto limite geográfico o que a impulsiona a ampliar outras possibilidades para essa nova conquista territorial pelo livro. Nossa grande biblioteca brasileira atende, de forma diversificada, a pesquisadores de todo o país e do exterior, através de consultas por cartas, telefone, fax e e-mail.

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Há quase dois séculos a FBN atrai e apaixona brasileiros privilegiados pelo acesso à cultura, que encontram em sua magnífica estrutura e precioso acervo a forma de construir uma obra coletiva sob a antiga e válida noção do bem-comum.

A FBN é considerada pela UNESCO a oitava Biblioteca Nacional do mundo, e também a maior biblioteca da América Latina.

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8 CAMINHOS DA DIGITALIZAÇÃO NAS BIBLIOTECAS NACIONAIS

Durante séculos na história da humanidade, as informações foram transmitidas, inicialmente, de maneira oral. Com a invenção da escrita na Antiguidade, e com a criação do papel na Idade Média renovou-se a transmissão e comunicação de informações, que passam a ser manuscritas e impressas.

Na segunda metade do século XX, surgiram os novos veículos de transmissão e armazenamento de informações, tais como: discos, fitas magnéticas, microfichas, microfilmes fitas de vídeos, fitas cassetes, slides, CDs, DVDs, Internet, MP3 e etc. Estas novas mídias foram incorporadas aos acervos das bibliotecas e são bastante utilizadas pelos usuários. A forma de armazenar, organizar e disseminar informações no século XXI, está em constante evolução, isso a faz abandonar o meio físico e regressar a forma imaterial. Isto não significa retomar apenas a transmissão oral, mas também a escrita, agora armazenada eletronicamente, tendo seu acesso possível através de máquinas. (NEIBER, 2001).

Entre as inúmeras funções exercidas pelas bibliotecas, principalmente pelas bibliotecas nacionais, podemos destacar a grande preocupação em armazenar e conservar, durante período indeterminado, documentos e informação. A digitalização de documentos impressos auxilia este processo, aumentando a durabilidade dos registros do conhecimento e proporcionando facilidade e rapidez na disponibilização das informações que antes estariam somente armazenadas em grandes bibliotecas espalhadas pelo mundo.

Devido a esta preocupação, diferentes projetos surgiram com o intuito de auxiliar e patrocinar a digitalização de grandes acervos. A UNESCO, organização preocupada com a educação, cultura e ciência, desenvolveu em 1992 o Programa Memória do Mundo com o intuito de guardar e promover o patrimônio documental da humanidade, impulsionada também, pelo estado lastimável e a constante deterioração do patrimônio documental e do difícil acesso ao mesmo nas mais diversas partes do mundo.

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Citaremos a seguir, os principais objetivos, estabelecidos nas Diretrizes para Salvaguarda do Patrimônio Documental8, para direcionar o Programa Memória do Mundo:

Facilitar a preservação do patrimônio documental mundial mediante as técnicas mais adequadas; Facilitar o acesso universal ao patrimônio documental, mediante atividades consistentes em promover a produção de cópias numeradas e catálogos consultáveis na Internet e publicar e distribuir livros, CDs, DVDs e outros produtos de maneira tão ampla e eqüitativa como seja possível; Criar uma maior consciência em todo o mundo da existência e da importância do patrimônio documental, para o que se recorrerá, embora não exclusivamente, a ampliar os registros da memória do mundo e utilizar em maior medida os instrumentos e publicações de promoção e informação.

Conforme estabelecida nas Diretrizes, a missão do Programa é aumentar a consciência e a proteção do patrimônio documental mundial e manter acessibilidade universal e permanente. Sua concepção determina que, o patrimônio documental mundial pertence a todo o mundo. Deve ser plenamente preservado e protegido para todos, respeitando-se os hábitos e práticas culturais, e acessível a todos de maneira permanente e sem obstáculos. Outros projetos, movimentos e atividades caminham simultaneamente com o Programa Memória do Mundo. Destacamos a seguir alguns projetos existentes: • •

Convenção para a Proteção dos Bens Culturais em caso de Conflito Armado (Convenção

de La Haya de 1954). Disponível em: < www.icomos.org/hague>; Convenção da UNESCO sobre as Medidas que Devem Ser Adotadas para Proibir e

Impedir a Importação, a Exportação e a Transferência de Propriedade Ilícita de Bens Culturais (1970). Disponível em: < www.unesco.org/culture/laws/1970/html>; • Recomendação da UNESCO sobre a salvaguarda e conservação das imagens em

movimento (1980). Disponível em: < www.unesdoc.org/uli/ged.html>;

Elaboradas por JuanLyall em colaboração com Stephen Foster, Duncan Marshall e Roslyn Russel, sob os auspícios da IFLA (Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas). Este extraordinário e precursor documento, publicado em 1995, serviu de base para o subseqüente desenvolvimento do Programa e dos valores que representa.

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• •

Recomendação da UNESCO sobre a Salvaguarda da cultura Tradicional e Popular (1989).

Disponível em: < www.unesdoc.org/ulis/ged.html>; Escudo Azul: um programa de proteção do patrimônio cultural em perigo como

conseqüência de catástrofes naturais ou provocadas pelos seres humanos (1996). Disponível em: <www.icomos.org/blue_shield>; • Programa UNESCO para proteger as obras primas do patrimônio oral e imaterial da

humanidade. Disponível em: <www.unesco.org/culture/heritage/intangible/masterp/html_eng/index_en.htm>; • • O trabalho do Comitê do Patrimônio Mundial sobre uma estratégia global. Disponível em:

<www.unesco.org/whc/nwhc/pages/doc/main.htm>; O trabalho do Comitê do Patrimônio Mundial para melhorar a eficiência dos

procedimentos aplicados, reunião extraordinária de Budapeste, outubro de 2000 (compreendidos alguns aspectos relativos ao seguimento da estratégia global). Disponível em: < www.unesco.org/whc/archive/repbur00ss.pdf >.

Com o propósito de auxiliar os países na elaboração de políticas nacionais que estimulem ações responsáveis para preservação e acesso a herança digital, a UNESCO elaborou o Guia para a Preservação da Herança Digital, que contem a Carta sobre Preservação do Patrimônio Digital (ANEXO B) com a declaração de princípios que enfatiza a objetividade de políticas públicas e pontos técnicos.

De acordo com Zaher (2003), existem alguns aspectos importantes sobre a preservação da herança digital:
A herança digital é ilimitada no tempo, na geografia e na cultura e deve ser accessível a qualquer pessoa no mundo. Deve ser preservada e tornada acessível, de maneira a assegurar a representação através dos tempos, de raças, nações, culturas e línguas.

Entre os países que fazem parte do Projeto Registro da Memória do Mundo da UNESCO, o Brasil está presente com “A Coleção do Imperador: Fotografia Estrangeira e Brasileira no Brasil do Século 19”. Trata-se de uma coleção ímpar de 21.742 fotografias, doadas em 1891, pelo Imperador Pedro II a BN. Esse acervo fotográfico é o maior da América Latina. Relata

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com muita particularidade o século XIX por mostrar à intelectualidade, os costumes, a indústria e a história do Brasil, África, América do Norte e Europa.

Todo material digitalizado a partir do Programa Memória do Mundo aliado a outras iniciativas desenvolvidas no Brasil, América do Norte e Europa, é disponibilizado através das Bibliotecas Nacionais Digitais, via Internet. Contudo existem alguns desafios a serem ultrapassados para a construção dessas bibliotecas.

Segundo Le Crosnier (2005), existem três pontos chaves para a construção de Biblioteca Digital que escondem as tradicionais atividades biblioteconômicas, e revelam o conhecimento pratico adquirido com livros e revistas nos últimos tempos devido ao veloz crescimento da comunicação:

Acesso aos documentos: analisa meios de evitar que os direitos de propriedade intelectuais restrinjam o acesso ao conhecimento. E como conservar os limites e as exceções que autorizam as bibliotecas compartilharem da circulação do conhecimento em ambiente digital. Conservação e a digitalização: questiona qual será a política de seleção que determinará os documentos que serão digitalizados e em quais idiomas serão disponibilizados. Como será o processo de arquivamento desses fluxos de informações que circularão na rede e como preservar a essência dos bens comuns dos documentos de domínio público. Pesquisa documental: preocupa-se com a linguagem que será utilizada para unir os internautas, em como exercer o multilinguismo e a navegação através de definições estabelecidas pela web semântica. Como distinguir modelos de motores de busca e classificação para impedir que o conhecimento não se transfigure só e um registro da popularidade.

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8.1 O movimento europeu de digitalização

Em 1997, foi criado o portal Gabriel, serviço oficial da rede de cooperação Conference of the European National Librarians (CENL), disponível via Internet, que oferecia informações sobre quarenta e uma bibliotecas de trinta e nove países europeus e possibilitava o acesso a diversos serviços, incluindo catálogos de pesquisa e conteúdos digitais e digitalizados.

Em decorrência desse portal, foi desenvolvido no ano de 2001, o projeto The European Library9 (TEL) através do financiamento da Comissão Européia10. Os parceiros deste projeto são as bibliotecas nacionais da Alemanha, Eslovênia, Finlândia, Holanda, Inglaterra, Itália, Portugal e Suíça em conjunto com o Instituto Nacional Italiano de Catalogação (ICCU) e a CENL. O projeto TEL é o berço da European Digital Library, porém existe uma questão que ainda não pode ser resolvida e é tema de várias discussões, a multiplicidade de idiomas existentes em toda a Europa. A dúvida reside em qual idioma a European Digital Library será criada.

Em dezembro de 2004, a empresa Google, anunciou sua intenção em digitalizar os acervos das bibliotecas das Universidades de Harvard, Michigan, Oxford, Stanford e a da Biblioteca Pública de Nova York. Em resposta a essa declaração a Comissão Européia desenvolveu um projeto com o objetivo de gerar acesso digital ao patrimônio europeu. Espera-se que nos próximos cinco anos, aproximadamente seis milhões de documentos e outros bens culturais europeus, estejam disponíveis via Internet, através da Biblioteca Digital Européia.

Em janeiro de 2005, Jean-Noël Jeanneney, presidente da Biblioteca Nacional da França, publicou o artigo "Quando o Google desafia a Europa", anunciando a necessidade iminente de uma ação européia para impedir o domínio esmagador da língua inglesa, sobre as outras nações. Em resposta a intenção da Google um acordo foi assinado pelos países:, Alemanha, Espanha, França, Hungria, Itália e Polônia para a criação da Biblioteca Digital Européia. Este
9

10

Portal que congrega 45 bibliotecas nacionais européias. Disponível em: < http://www.europeanlibrary.org.> A Comissão Européia foi criada para representar o interesse europeu comum a todos os Estados-Membros da União, constituída por vinte e cinco países europeus.

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ano, em março, a Comissão Européia anunciou seu apoio ao projeto European Digital Library e recomendou que fosse iniciado imediatamente.

Com o intuito de estimular o trabalho de digitalização na Europa, a Comissão financiou a rede européia de centros de digitalização e se responsabilizará pela publicação de uma série de documentos políticos, tratando da questão da proteção dos direitos de propriedade intelectual no contexto das bibliotecas digitais.

Atualmente existe um recurso para a proteção dos autores e suas publicações digitais sob o nome de Creative Commons. Organização não comercial para o fomento de uma política de obtenção de licenças para o domínio público. Fundada no ano de 2002 por professores e funcionários de universidades americanas, pretende possibilitar que os próprios autores sejam eles músicos, fotógrafos, cineastas, determinem as licenças de uso para suas obras. No caso dos Creative Commons, não são mais as leis de direitos autorais de cada país que definem o tipo de uso legal das obras, são os autores que estipulam qual utilização, em que contexto e por quanto tempo deve haver proteção legal dos direitos autorais (GOEBEL, 2006).

Segundo a presidente da Sociedade de Informação e Meios de Comunicação, Viviane Reding “bastará um clique no mouse para que as tecnologias de informação nos permitam consultar a memória coletiva da Europa”.

A diretora geral da Biblioteca Nacional Alemã e presidente da Conferência de bibliotecas nacionais Européias Dra. Elisabeth Niggemann (2006), relata que a Comissão Européia apóia financeiramente os centros de digitalização com a preocupação de proteger os direitos de propriedade intelectual, uso e acesso nas bibliotecas digitais mas, com a condição dos Estados Membros cumprirem com sua parte nos recursos básicos para o processo de digitalização.

Niegmann (2006), declara que uma biblioteca digital só é relevante para o leitor quando ele encontra o que necessita. “Não basta que ele seja informado que a obra existe e talvez o local onde está disponível, mas ele deve ser encaminhado diretamente ao documento eletrônico”.

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A Comissão Européia divulgou, em setembro de 2005, os resultados de uma pesquisa sobre a criação da biblioteca digital européia. Realizada em importantes centros de informação, tais como: bibliotecas, museus, arquivos e universidades, a pesquisa demonstrou uma adesão favorável à iniciativa de tornar acessível ao público o patrimônio cultural europeu via Internet.

Em conseqüência dos resultados obtidos, a Comissão está definindo com mais clareza os aspectos práticos da Biblioteca Digital Européia: que constitui em um ponto de acesso multilíngüe de grande visibilidade dedicado aos recursos digitais das instituições culturais européias. Apoiar-se-á na estrutura do TEL, que atualmente é uma ferramenta de acesso aos catálogos das coleções de várias bibliotecas nacionais e permite acessar diversos recursos digitalizados das bibliotecas participantes.

Ao término de 2006, a Biblioteca Digital Européia estará em plena colaboração com as bibliotecas nacionais da União Européia, e aspira para os próximos anos reunir museus e arquivos a esta colaboração. Almejam também, tornar acessível até 2008 dois milhões de livros, manuscritos, fotos, filmes e outros bens culturais, com estimativa de chegar ao mínimo de seis milhões de itens em 2010.

Biblioteca Digital Européia é um dos principais projetos da estratégia geral da Comissão para estimular a economia digital, denominada estratégia i201011. Os principais elementos deste projeto têm como finalidade promover a digitalização e disponibilizar em rede o patrimônio cientifico e cultural da Europa.

Está programada para março de 2007, a primeira reunião com um grupo de alto nível sobre Biblioteca Digital Européia, dirigido pela Comissária Viviane Reding que reunirá as principais partes interessadas das instituições culturais e indústrias onde serão tratadas questões como a colaboração dos setores públicos e privados em matéria de digitalização e direitos autorais.

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Iniciativa da Comissão Européia para a Sociedade da Informação e Mídias

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9 A BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL DO BRASIL

A FBN realiza um primoroso trabalho de digitalização de seu acervo, seguindo o exemplo de outras grandes bibliotecas nacionais da Europa e EUA. Com isso, tornou-se pioneira na construção da Biblioteca Nacional Digital na América Latina.

As bibliotecas nacionais possuem funções bem definidas em relação aos fundos que devem possuir, aos serviços e produtos oferecidos e ao depósito legal. Sabemos que a FBN se enquadra nesse perfil, além de possuir as características fundamentais das bibliotecas tradicionais, sendo conservadora, um centro de pesquisa bibliográfica e prestando serviços que orientam a consulta e empréstimo de documentos. A Biblioteca Nacional Digital do Brasil diferencia-se por ser um organismo de ampla ação e supera a própria FBN pois está estruturada de várias formas, sendo considerada uma macro biblioteca.

Em janeiro de 2001, Eduardo Portella, presidente da FBN, em exercício na época, criou a Comissão Coordenadora para a Implantação de Bibliotecas e Arquivos Digitais com o objetivo de coordenar o processo de digitalização dos acervos pertencentes à Instituição. A coordenadora de Informação Bibliográfica da FBN, Ângela Bettencourt (2006), explica que em 2001 a Instituição iniciou o processo de digitalização das obras raras, da coleção de mapas e dos clássicos da literatura.

O projeto Biblioteca Nacional Digital do Brasil é financiado com recursos externos conseqüentes de uma política institucional de modernização, seguida por várias gestões administrativas. O Projeto Biblioteca Nacional sem Fronteiras (APÊNDICE B – Figura 2) foi muito importante para a criação da Biblioteca Nacional Digital, que atualmente digitaliza cerca de dez mil imagens, ou páginas de livro por mês.

A Library of Congress (LC) 12, serviu de modelo para a criação da cadeia de digitalização do acervo da FBN. Padrões de captura e tratamento dos arquivos digitais, foram desenvolvidos.
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Biblioteca do Congresso Norte Americano.

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Criou-se um esquema de metadados e se estabeleceu o intercâmbio de arquivos digitais e metadados. Antes disso, a FBN se espelhou na LC para implantar o processo de automação bibliográfica.

A FBN acompanhou o movimento internacional de digitalização iniciado por bibliotecas nacionais da Europa, estudou as técnicas e os padrões adotados, principalmente em relação ao tratamento técnico do documento digital, sua preservação em longo prazo e a interoperabilidade entre diferentes sistemas.

Segundo Bettencourt (2006), desde 2003 a instituição conta com laboratórios próprios e alcançou um ritmo de dez mil imagens digitalizadas por mês. A ação é seletiva e a prioridade é digitalizar os documentos mais raros, seguido daqueles que têm maior necessidade de preservação e, por fim, livros e documentos de maior demanda dos usuários, cujo manuseio deve ser reduzido.

Segundo Sodré (2006) atual presidente da Fundação Biblioteca Nacional:

“A digitalização é fundamental para a preservação e segurança dos acervos, pois o pesquisador acessa o documento sem

manuseá-lo. Mas é preciso selecionar o que vai para a internet, pois a profusão de informação pode levar ao caos. ”

Com o avanço das novas tecnologias de informação as pessoas podem encontrar informações e realizar suas pesquisas através de diversas maneiras. De acordo com Sodré (2006) não existe mais um monopólio da informação, as pessoas buscam informações em diferentes meios como cinema, Internet e televisão. O acesso é livre, e isso preocupa pois não há uma préseleção do que o usuário necessita, muitas vezes ele perde tempo e recupera informações irrelevantes não alcançando o objetivo desejado.

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Em 2005 a FBN recebeu uma proposta do Google para digitalizar dois milhões de itens, quase um quarto de seu acervo, o que representa um investimento de US$ 10 milhões, que sairia de graça para a instituição. Apesar da tentadora proposta, a decisão de não aceitar foi tomada em conjunto com o Ministério da Cultura devido à necessidade de analisar os mecanismos profissionais, econômicos e culturais. A FBN já está encaminhada em seu processo de digitalização com seus equipamentos próprios, seguindo em ritmo avançado mais lento, em comparação aos USA e Europa.

A FBN tem hoje mais de quatro mil itens digitalizados disponíveis na Internet. Um acervo digital composto por obras raras, tesouros e projetos temáticos. Apesar de todo o esforço da equipe da FBN, alguns problemas de acessibilidade podem ser observados no site que dá acesso aos catálogos e as obras digitalizadas. As dificuldades se apresentam, primeiramente, na busca da página da Biblioteca Nacional Digital do Brasil, pois a mesma se encontra em uma área sem visibilidade e posteriormente na demora das respostas durante a pesquisa e recuperação das informações e das obras digitalizadas. Tais problemas ocorrem devido ao estágio de implantação que se encontra o projeto. Por outro lado, o sistema oferece muitas vantagens aos usuários, a principal delas é a possibilidade de busca simultânea em catálogos de bibliotecas nacionais e institutos espalhados pelo mundo. Com isso o usuário necessita efetuar download de alguns programas específicos, de visualização de imagens e textos, para completar suas pesquisas.

9.1 Acervo digital da Fundação Biblioteca Nacional

A digitalização das obras existentes no acervo da Fundação Biblioteca Nacional iniciou-se em 2001. Projetos como a Biblioteca Virtual da Cartografia Histórica dos Séculos XVI ao XVIII e Tráfico de Escravos no Brasil, foram de suma importância para a captação de recursos, permitindo a criação do laboratório de digitalização, e a capacitação dos funcionários para lidar com as novas tecnologias existentes no processo de digitalização de obras raras. A seguir apresentamos os projetos que compõem esse acervo:

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Biblioteca Nacional sem Fronteiras

O Programa Biblioteca Nacional sem Fronteiras coloca a FBN à frente das bibliotecas da América Latina, equiparando-a com as maiores bibliotecas do mundo no processo de digitalização de acervos e acesso às obras e serviços através da internet, convertendo-a em uma biblioteca sem fronteiras. Este programa, constituído por coleções digitais temáticas, revela todas as áreas da instituição e, exclusivamente, os tesouros da Biblioteca Nacional e busca consolidar a inserção da FBN na sociedade de informação. A criação da Biblioteca Nacional Sem Fronteiras baseia-se em três importantes áreas:

A organização de infra-estrutura para Biblioteca Digital na FBN, abrangendo: aquisição

de softwares especializados, equipamentos apropriados e ampliação da rede lógica; implantação do sistema de gestão de processos, com objetivo de racionalizar os procedimentos internos para tornar mais rápido o atendimento via web; a capacitação de recursos humanos, essencial para a consolidação da infra-estrutura;

O desenvolvimento do sistema de informação digital tem como objetivos principais à

criação, organização e disponibilização do acervo digital. A política para a sistematização e padronização abrange a captura, armazenamento, preservação, geração de metadados gerenciamento de objetos digitais, busca, recuperação e disseminação, além de reprodução e proteção dos direitos autorais. Um dos importantes pontos é a ampliação dos registros que integram os catálogos on-line disponíveis ao publico;

O atendimento ao cidadão, ponto fundamental. Uma idéia ousada, que utiliza modernas

ferramentas tecnológicas que tornam possível prestar ao cidadão um atendimento de qualidade e personalizado.

O programa Biblioteca Nacional sem Fronteiras possibilita, através da Internet, visualizar textos e imagens, algumas obras impressas mais antigas do mundo, como a Bíblia de

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Mogúncia, a Carta de Abertura dos Portos e o Livro de Horas, ouvir clássicos da música brasileira do mestre Villa-Lobos e contemplar as gravuras de Debret.

Em 2001, foi criada a Comissão Coordenadora para a Criação de Bibliotecas e Arquivos Digitais com o intuito de equiparar a Fundação Biblioteca Nacional as grandes bibliotecas do mundo, transformando-a em uma biblioteca sem fronteiras.

Tesouros da Biblioteca Nacional

Obras representativas que constituem o precioso acervo da Biblioteca Nacional em formato digital.

Iconografia Considerado um dos mais valiosos acervos de imagens reunidos por uma instituição pública, possui em sua constituição exemplares ímpares de desenhos, estampas raras, fotografia e mapas que retratam o século XV até os dias atuais.

A Divisão de Iconografia desenvolveu o projeto PROFOTO, para recuperação do acervo fotográfico e estabeleceu novos critérios para o tratamento das fotografias e de outros tipos de materiais iconográficos. (APÊNDICE B – Figuras 3, 4 e 5)

Manuscritos Acervo composto inicialmente pelos manuscritos trazidos pela Família Real Portuguesa em 1808, é composto por aproximadamente 800.000 documentos em grego, latim, persa, português arcaico, clássico e contemporâneo, com os mais variados tipos de escrita, linguagem e papel, que abrange o período do século XI aos XXI. ( APÊNDICE B – Figuras 6 e 7)

Música A Divisão de Música e Arquivo Sonoro, originou-se em 1952, é constituída principalmente pela coleção da Real Biblioteca de Portugal. Novas coleções foram incorporadas ao acervo, como por exemplo a Coleção Thereza Christina Maria. Pertencem a esse acervo partituras de

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compositores nacionais e estrangeiros, incluindo manuscritos originais de Antônio Carlos Gomes e Francisco Mignone e partituras de Beethoven. Gravações em discos, fitas, CDs, literatura especializada, literatura de cordel, arquivo de fotografias, arquivo de correspondência e documentos como programas de concerto, recortes de jornais e revistas.

A Divisão desenvolve desde 1995 um projeto para preservação de manuscritos originais das partituras de autores brasileiros como Francisca Gonzaga e Ernesto Nazareth, por meio da digitalização. (APÊNDICE B – Figuras 8, 9 e 10)

Obras raras A Divisão de Obras Raras, criada em 1946, reúne cerca de 42.000 títulos, constituída por variados materiais bibliográficos, possui em seu acervo a edição especial do poema A visita, de Carlos Drummond de Andrade, a primeira edição da Arte da gramática da língua mais usada na Costa do Brasil, de Padre Anchieta, a primeira edição de Os Lusíadas (1572) e o menor livro do mundo, com apenas um centímetro de comprimento, que traduz em sete línguas o Pai-Nosso. (APÊNDICE B – Figura 11)

Projetos temáticos Projetos que retratam por meio de diferentes olhares a História do Brasil.

Alexandre Rodrigues Ferreira – 250 anos Disponível em: http://catalogos.bn.br/alexandre

Coleção composta por documentos sobre a fauna, flora e população da Amazônia produzida durante a Viagem Filosófica da Comissão Científica. Chefiada por Alexandre Rodrigues Ferreira, cientista brasileiro do século XVIII, e encarregado de viajar pelas capitanias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá. A Expedição partiu do porto de Lisboa em 1 de setembro de 1783, levando, entre outras pessoas, os riscadores José Joaquim Freire, Joaquim José Codina, e o jardineiro botânico Agostinho Joaquim do Cabo. Chegou no Brasil na cidade de Belém, em 21 de outubro do mesmo ano, e teve duração de nove anos. A partir dela foram gerados vários trabalhos e anotações sobre a região amazônica, registrando informações sobre a fauna, flora e seus habitantes. Fazem parte do acervo, documentos que

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auxiliaram nos estudos, correspondências e documentos produzidos por terceiros sobre Ferreira e sua Expedição Filosófica. (APÊNDICE B – Figuras 12, 13 e 14)

Atualmente essa coleção é composta por 191 documentos textuais e cerca de 1.500 desenhos, retratando a botânica e a fauna do Brasil no século XVIII. Todos os manuscritos foram restaurados, encadernados e microfilmados, as estampas fotografadas e digitalizadas, isso só foi possível através do financiamento da Fundação Vitae.

Projeto Biblioteca Virtual da Cartografia Histórica dos Séculos XVI ao XVIII http://consorcio.bn.br/cartografia

Em 2000, firmou-se o convênio entre a Biblioteca Nacional e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) com o intuito de criar, manter e disponibilizar uma Biblioteca Virtual de mapas raros, manuscritos, gravados ou impressos, abrangendo o período dos séculos XVI ao XVIII.

Os arquivos digitais oferecem à comunidade científica nacional e internacional informações únicas que podem ser consultadas e copiadas com resolução adequada, colaborando para a preservação dos originais, minimizando o manuseio e o desgaste. (APÊNDICE B – Figuras 15, 16 e 17)

Projeto Tráfico de Escravos no Brasil http://consorcio.bn.br/escravos

Tendo seu ponto de partida em 1999 pela UNESCO, o projeto Tráfico de Escravos e Escravidão, no contexto do Programa Memória do Mundo, torna possível a identificação da informação e da documentação existente no mundo no que se refere à escravidão e ao tráfico de escravos. Os resultados e levantamentos efetuados durante o projeto em diferentes locais podem ser acessados através da Web ou em CD-ROM. (APÊNDICE B – Figuras 18 e 19)

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Acervo Mário Pedrosa http://www.bn.br/site/pages/bibliotecaDigital/projetosTematicos/mariopedrosa.htm

A Biblioteca Nacional recebeu através do financiamento concedido pela Petrobrás o Acervo Mário Pedrosa. Constituído por sua biblioteca, com 7.924 livros, folhetos e periódicos, inclui obras na área de ciências sociais e humanas e seu arquivo pessoal, composto por aproximadamente 15.000 itens, destacando a correspondência ligada às suas atividades como crítico de arte e as de cunho político, textos de sua produção intelectual e de terceiros, notas de trabalho, recortes de jornais e documentos iconográficos sobre arte. (APÊNDICE B – Figura 20)

Projeto Brasil e Estados Unidos: Expandindo Fronteiras, Comparando Culturas. http://international.loc.gov/intldl/brhtml/brhome.html

O projeto Brasil e Estados Unidos: Expandindo Fronteiras, Comparando Culturas explora a história do Brasil, as interações entre o Brasil e Estados Unidos desde o século XVIII até os dias de hoje, além de contrastar e traçar um paralelo entre a cultura e história brasileiras e americanas. O projeto é fruto de uma cooperação entre a Fundação Biblioteca Nacional e a Biblioteca do Congresso. ( APÊNDICE B – Figura 21)

Compositores Brasileiros http://www.bn.br/fbn/musica/acervo.htm

O acervo da Divisão de Música e Arquivo Sonoro possui uma coleção de aproximadamente 220 mil peças. Formada inicialmente pelas coleções "Real Biblioteca" e "Teresa Cristina Maria" - com primeiras edições de Haydn, Mozart, Beethoven e outros compositores dos séculos XVIII e XIX - dedica atualmente especial atenção à coleção de música brasileira, constituída de obras de compositores como Carlos Gomes, Alberto Nepomuceno, VillaLobos, Padre José Maurício, Francisco Mignone, Lorenzo Fernandez, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Sinhô, Donga, Noel Rosa, Pixinguinha, Tom Jobim, entre outros. O acervo de discos contém 10.000 peças - CDs, discos de 78 RPm e 33 RPm, fitas cassete e de rolo - com gravações nacionais e estrangeiras de compositores eruditos e populares. (APÊNDICE B – Figuras 22, 23 e 24)

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Dicionário Cravo Albin http://www.dicionariompb.com.br

O Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, iniciado em 1995 pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. É o único especialmente direcionado à música popular brasileira, através do Departamento de Letras, e a Livraria Francisco Alves Editora, e tendo o apoio técnico da Informática e Engenharia de Sistemas (IES). (APÊNDICE B – Figura 25) •

Biblioteca Nacional Digital do Brasil

http://catalogos.bn.br/digital/

Como já foi mencionado a Biblioteca Nacional Digital do Brasil surgiu em decorrência do Programa Biblioteca Nacional sem Fronteiras, que tem por objetivo democratizar o acesso a FBN, através da criação de uma biblioteca digital construída de forma ampla, onde as coleções digitalizadas, os recursos humanos e os serviços oferecidos ao cidadão estão integrados. (APÊNDICE B – Figuras 26 e 27) • Projetos em andamento Arquivo Paschoal Segretto em parceria com a Petrobrás; Identificação de fotografias da Coleção Thereza Christina Maria em parceria com a Getty Foundation7; (APÊNDICE B – Figuras 28 e 29) Rede Virtual de Memória Brasileira em parceria com a FINEP.

7

A fundação de Getty fornece a sustentação às instituições e aos indivíduos durante todo o mundo, financiando uma escala diversa dos projetos que promovem a compreensão e a conservação das artes visuais. Disponível : < http://getty.art.museum/foundation/ >.

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9.2 Laboratório e processo de digitalização

O Laboratório de Digitalização da FBN foi implantado com os recursos obtidos durante o projeto Biblioteca Virtual da Cartografia Histórica dos Séculos XVI ao XVIII financiado pela FINEP13. Os recursos financeiros também foram utilizados para no processo de aperfeiçoamento dos funcionários da Fundação nas diferentes etapas que constituem a Cadeia de Digitalização de documentos e obras raras.

Com o andamento desse projeto, estudos foram realizados e viabilizaram a criação de um Sistema de Biblioteca Digital hábil a suprir as necessidades de acesso e interoperabilidade com outros sistemas, permitir a identificação e preservação de documentos, aspectos considerados essenciais à gestão de recursos digitais.

O laboratório de digitalização da FBN pode ser considerado o mais bem equipado entre as instituições públicas brasileiras. Para montagem do laboratório foram realizadas visitas técnicas a LC e consultas a empresas nacionais que já desenvolviam processos de digitalização.

A equipe multidisciplinar do laboratório é composta por profissionais na área de biblioteconomia, fotografia, informática e programação visual.

Equipamentos de alta tecnologia compõe o Laboratório de Digitalização, são eles: um scanner Zeutschel (APÊNDICE B) dois scanner PowerPhasen (APÊNDICE B) um scanner para digitalização de cromos, outros dois para digitalização de microfilmes, uma câmera digital Backs IMACON (APÊNDICE B) e uma impressora Plotter (APÊNDICE B) ligados à rede Macintosh (APÊNDICE B) com oito estações.

13

Financiadora de Estudos e Projetos vinculados ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

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9.3 Cadeia de digitalização

A cadeia de digitalização é composta por diferentes etapas, a seguir apresentaremos informações técnicas de cada etapa da digitalização de documentos:

Seleção Os materiais a serem digitalizados são selecionados pelos curadores dos acervos especializados, seguindo uma política institucional e critérios pré-estabelecidos, priorizando sua importância e demanda apresentada pelos usuários. Bibliotecários, historiadores e outros profissionais de áreas envolvidas são os responsáveis pela seleção de documentos que constituem os projetos temáticos. Na etapa de seleção de documentos é realizado o restauro, quando necessário, aproveitando que a obra que está desmontada para o processo de digitalização.

Captura A captura das imagens e textos é realizada em 300 dpi14 e obedece ao tamanho original do documento. O arquivo TIFF15 de qualidade é armazenado com a finalidade de preservação, posteriormente os arquivos derivados são gerados para fins de distribuição na Web.

Arquivamento e Estocagem

A nomeação e arquivamento digitais são realizados de forma sistemática seguindo critérios que tornam possível a fácil associação de um recurso digital ao seu documento original correspondente.

A organização dos arquivos no servidor é distribuída em pastas é de suma importância, por isso, decidiu-se pela mesma estrutura institucional de guarda dos documentos originais. A

14 15

DPIs (Dots per Inch) referem-se a pontos por polegada no papel. Tagged Image File Format é um formato para armazenar imagens, fotografias com alto nível de detalhe da imagem.

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armazenagem dos arquivos digitais derivados respeita a mesma estrutura dos arquivos máster ou arquivo digital principal. O armazenamento e estocagem pode ser on line (Hard Disk) e off line (DVDs, Hard Disks) guardados em arquivo deslizante na sala cofre, em condições ambientais adequadas.

Controle de Qualidade

Resolução, cor, tom e aparência geral são fatores essenciais na avaliação da qualidade da imagem. Existem dois níveis de execução para as estratégias de controle de qualidade, sendo o primeiro, a avaliação inicial, uma prova piloto e posteriormente, a avaliação continuada, ou seja, o acompanhamento da tarefa: •

Prova-piloto:

Trata-se de uma avaliação inicial que ocorre antes da execução do projeto. Utiliza-se um subconjunto de documentos a ser convertido, para verificar se as decisões técnicas tomadas com relação aos procedimentos e padrões existentes estão adequados. •

Acompanhamento da tarefa:

Este nível de avaliação garante a qualidade de todo o projeto de digitalização e consiste na aplicação periódica do processo feito na prova piloto.

Compressão e Visualização O programa de compressão é utilizado para diminuir o tamanho do arquivo digital tornando viável sua transmissão via Web. A escolha do programa de compressão depende do tipo de recurso a ser usado. Existem dois tipos de recursos: • • Simples: composto por uma única imagem: JPG16 e MrSid17. Multi-parte: composto de várias imagens: PDF18, DjVu19 , entre outros.

Joint Photographic Expert Groups. Formato de arquivo desenvolvido para imagens true colors, por isso é ideal para armazenar fotografias. 17 Software Multi-Resolution Seamless Image Database. 18 Portable Document Formatt 19 É um formato extraordinário para guardar imagens e textos simultaneamente e disponibilizá-los pela teia. O formato é um concorrente do pdf, apresentando inúmeras vantagens em compressão, versatilidade e eficiência de transmissão. É um formato aberto (embora proprietário), cujas especificações estão disponíveis sob a licença GPL.

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Sistema de gestão – Tratamento Técnico Conforme Bettencourt (2006) o desenvolvimento do processo de digitalização é realizado através de um conceito denominado Sistema de Gestão, usado desde 1996, permitindo sua evolução através de novas tecnologias indispensáveis à gestão dos recursos digitais, com objetivos direcionados a: •

Descrição e Identificação

A decisão de agrupar recursos digitais em um sistema de gestão próprio se solidificou após a análise da diferença entre o tratamento dado aos documentos tradicionais e aos documentos eletrônicos e na verificação das diversas necessidades de gerência, acesso e preservação dos documentos. O grande diferencial entre os dois tipos de documentos pode ser observado nas características específicas do documento eletrônico, o tratamento recebido por esse é semelhante ao tratamento técnico do documento tradicional, mas com as vantagens de preservação, administração, acesso e interoperabilidade com outros sistemas. •

Administração e Preservação

No que se refere à preservação, são gerados periodicamente pelo sistema, relatórios baseados em uma tabela de temporalidade que é planejada para alertar sobre o vencimento de uma determinada mídia. Em consulta a Sra. Ângela Bettencourt (2006), percebemos que a questão da durabilidade das mídias é bastante polêmica. Afirma que por esse ser um assunto recente não se têm estudos comprobatórios de longevidade dos novos suportes. Segundo Bettencourt por medida de precaução na BN considerase que a partir de cinco anos os DVDs se tornam sujeitos a cuidados e por esta razão os dados são migrados para outra mídia sem descartar a mídia antiga. Para os HDs este prazo é de dez anos. Segundo a metodologia seguida pela administração e preservação dos metadados20 administrativos abrange com prioridade os metadados de gestão dos direitos e reproduções e de preservação. Já os metadados estruturais relacionam as partes com o todo e vice-versa.
20

Dados referentes a outro dado. Conjunto de dados estruturados que caracterizam um outro dado.

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Acesso e Interoperabilidade com outros sistemas Com a intenção de aumentar a disseminação de seus conteúdos digitais a FBN escolheu participar do Open Archives Iniciative (OAI), cujo propósito é gerar padrões de interoperabilidade, tendo como objetivo tornar fácil a disseminação de conteúdos existentes em repositórios, permitindo intercâmbio, publicação, arquivamento e disseminação de infornações.

Classes de participantes na OAI-PMH21 framework22: • •

Provedores de dados (Data Providers) são sistemas administrativos que disponibilizam

seus metadados à coleta através do protocolo OAI-PMH; Provedores de serviços (Service Providers) utilizam a coleta de metadados via OAI-PMH

como base para a construção de serviços com valor agregado.

Para realizar comunicação com OAI os registros de metadados devem ser exportados em padrão Dublin Core23 com a linguagem XML24que significa: • • • Formato livre e aberto, mantido pelo W3C25 e independente de qualquer plataforma

informática; Disseminado no domínio das ciências da informação; Utilizado em bibliotecas para tornar público registros na web (MARCXML26, MODS27,

METS28, BiblioML29) e intercambiar registros na web (OAI/Dublin Core). Para uma melhor interoperabilidade com outros sistemas a FBN abriu o protocolo gateway Z39.5030 oferecendo maior comunicação com sistemas externos. Através da implementação

21

O OAI-PMH permite uma opção técnica aos provedores de dados de tornarem seus metadados disponíveis a serviços baseados nos padrões abertos HTTP (Hypertext Transport Protocol) e XML (Extensible Markup Language) eliminando as barreiras da web invisível ou profunda, possibilitando a sinalização de recursos não acessíveis aos motores de busca. 22 No desenvolvimento do software, um framework é uma estrutura de suporte definida em que um outro projeto do software pode ser organizado e desenvolvido. 23 Padrão internacional estabelecido pelo consórcioW3C para identificação de recursos através de metadados.
24 25

Extended Mark up Language. Linguagem de descrição documental para utilização na Internet.

World Wide Web Consortium. Definição de um conjunto de normas (standards) para o uso de XML, HTML e SXL e outras tecnologias Web. 26 Conversor de formatos MARC para XML. 27 Metadata Object Description Schema. 28 Esquema para codificar a descrição e administração de objetos digitais em bibliotecas digitais. 29 Formatos baseados em XML para o intercâmbio de bibliografias. 30 Protocolo desenvolvido pela National Information Standards Institute (outras instituições através da mesma interface do catalogo em computador NISO), que possibilita o acesso ä catálogos de uma determinada instituição, com a finalidade de pesquisa e recuperação da informação.

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do Z39.50 foi ativada uma interface única para conexão com múltiplos sistemas de informação. A utilização desse protocolo é fundamental no que se refere a Bibliotecas Digitais, já que esse tipo de biblioteca possibilita a seus usuários acesso aos conteúdos em parte ou no todo, por meio de uma única busca nos acervos de instituições semelhantes.

Segundo Bettencourt (2006), no sistema de gestão de recursos digitais usado pela FBN a estrutura dos registros é organizada através do MARC21
31

, os metadados baseiam-se no

Dublin Core e no MODS, tendo as mais diversas formas de exportação de dados desde as tradicionais como HTML32, ANSI 33, ISO2709 34 até as mais modernas MARCXML.

31 Criado nos anos 60, e em constante processo de manutenção, o formato MARC21 é um padrão para a representação e comunicação da informação bibliográfica de forma legível por computador. 32 Hypertext Mark-up Languages . Linguagem básica para desenvolvimento de sites. 33 American National Standards Institute. Principal órgão responsável pelo desenvolvimento de padrões nos Estados Unidos. ANSI é uma instituição não-governamental sem fins lucrativos, patrocinada por organizações de comércio, sociedades profissionais e pela indústria. 34 É um padrão ISO para descrição bibliográfica. Mantido pelo Comitê Técnico de Informação e Documentação.

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Fluxograma da Cadeia de Digitalização

Seleção

Captura

Arquivamento e Estocagem

Controle de Qualidade

Compressão e Visualização

Sistema de Gestão Tratamento Técnico

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9.4 O profissional da informação junto ao projeto Biblioteca Nacional Digital do Brasil

Não podemos deixar de comentar sobre a importância do bibliotecário e como esse profissional tem acompanhado as mudanças e evoluções na Biblioteconomia e Ciência da Informação.

Para Silva et al (2006) o papel do profissional da informação da atualidade exige uma profunda mudança da cultura analógica para a cultura digital. Esta situação de mutação é real. Tradicionalmente esse profissional permanecia em um espaço físico específico, processando, armazenando e recuperando documentos para o usuário presencial. Atualmente esse perfil tem sido complementado e substituído por novas competências e habilidades técnicas, tais como: construção e desenvolvimento de repositórios informacionais, bibliotecas digitais e virtuais em diferentes áreas. O profissional precisa familiarizar-se com os sistemas de informação, processos de digitalização de imagens, textos, mapas, fotografias, livros e diversos materiais impressos; participar de cursos, palestras e investir na educação continuada; conhecer e dominar as novas tecnologias de informação e comunicação.

Devido às demandas do mercado, principalmente após a criação dos novos tipos de bibliotecas, o profissional da informação necessita desenvolver novas habilidades. Neste contexto, o profissional precisa estar apto a lidar com as novas tecnologias da informação e da comunicação, educar seus usuários na busca e acesso as informações em meio digital.

Saber educar a si e aos outros é um dos desafios deste profissional e um passo importante para a formação da cultura informacional na sociedade. Proporcionar a um grande número de pessoas o acesso à informação é decisivo para o desenvolvimento individual e coletivo do cidadão. A principal tarefa, portanto desses profissionais, para as organizações como um todo e para o governo, é prepará-los para a sociedade da informação.

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O bibliotecário é responsável pela memória da produção técnico-científica e cultural do país, gerencia estoques informacionais, organiza e dissemina informações que poderão ser utilizadas e transformadas em conhecimento, podendo ser chamado gestor da informação.

Para suprir as necessidades do mercado e atender os diferentes usuários, o bibliotecário precisa oferecer novos produtos e serviços de informação com valor agregado, acompanhando as mudanças tecnológicas que são mais rápidas do que se imagina, e superando as expectativas dos clientes que crescem a cada dia. De acordo com Marchiori (1997), além de todos esses desafios, “o profissional vai garantir sua sobrevivência caso possua ou desenvolva habilidades de lidar com pessoas, flexibilidade e disposição para explorar as interfaces de informações gerais ou especializadas importantes para seus usuários”.

Enfatizando o novo papel do profissional, Blattman (apud ZAFALON, 2000):

Define que o perfil do bibliotecário no ambiente web, envolve-o como gerente/gestor do conhecimento e como profissional da tecnologia com foco na informação (coleta, identificação, organização), até mesmo porque o bibliotecário deve ter em mente as necessidades do usuário de seus serviços. Faz também parte do perfil, o gerenciamento da estrutura organizacional (saber onde e a quem recorrer no caso de necessidade de informações) e ter o entendimento dos diversos formatos, recursos, ferramentas e tipos de documentos. Deve também avaliar os impactos sobre os documentos.

Tarapanoff (2000) quebra antigos paradigmas para descrever o perfil do bibliotecário na sociedade pós–industrial, revelando-o como um profissional de atitudes pró-ativas que o destacam, no contexto da sociedade da informação, como especialista da informação e empresário. Responsável por criar e gerenciar informações, produtos e serviços, interpretando dados, transformando-os em conhecimento com valor agregado em tempo real para a tomada de decisões nos diferentes tipos de organizações, ou para atender a pesquisadores e usuários comuns.

Podemos citar a criação da Biblioteca Nacional Digital do Brasil como um fato que exemplifica de maneira clara essas transformações. Para sua construção foi necessário formar uma equipe multidisciplinar composta por bibliotecários, fotógrafos, profissionais das áreas

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de informática e programação visual. A equipe está em constante aperfeiçoamento e se baseia em tecnologias e processos de digitalização usados nos EUA e em paises da Europa.

Para que esse profissional consiga adquirir todas as habilidades citadas acima e atuar, não somente dentro das Bibliotecas Nacionais Digitais, mas também em outros projetos de digitalização e disponibilização de documentos e acervos, segundo Fox (2006), existe uma iniciativa para formar bibliotecários especializados em Bibliotecas Digitais e em todos os processos que fazem parte de sua criação, através de um curso que está sendo desenvolvido pela instituição Virginia Tech no estado da Virginia – EUA.

Em meio a essas mudanças não só os bibliotecários mas também as bibliotecas precisaram se adaptar e incorporar as novas tecnologias para se tornarem, além de depositárias, disseminadoras de informação em diferentes mídias e suportes e capacitadas a atender usuários em qualquer hora e lugar.

9.5 Exclusão e inclusão digital

Nos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, a desigualdade social e a concentração de renda são fatores predominantes para agravar a exclusão social e consequentemente, a exclusão digital. Atualmente, é possível observar que nosso país detém um dos piores índices globais quando o assunto é diferença social.

A Internet no Brasil iniciou-se em meados de 1995 principalmente para uso comercial e aos poucos se tornou um dos grandes meio de comunicação no país. Apesar de estar presente em muitos países e ter um crescimento acelerado, no Brasil, a Internet atende uma pequena parte da população, poucos são os privilegiados que possuem condições para usufruir desta tecnologia. O acesso à Internet, é desigual nas classes sociais, devido à alta taxa de analfabetismo, as péssimas condições da educação pública no Brasil, a falta de políticas governamentais favoráveis ao desenvolvimento tecnológico e a má distribuição de renda no país.

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Para amenizar o problema da exclusão digital é necessário o desenvolvimento de políticas públicas na área de tecnologia e uma maior participação das empresas privadas, organizações não governamentais, escolas e universidades para criação de pontos de acesso à Internet em todas as cidades; produção e disponibilização, no mercado brasileiro, de softwares e hardwares com baixo custo; implantação de cursos básicos de informática e desenvolvimento de serviços de acesso à Internet, em locais como: bibliotecas e escolas públicas, telecentros, centros e casas de cultura, centros comunitários, associações de bairro, igrejas e criação de Lan house pública.

De acordo com Galvão (2003) a alfabetização vai muito além do saber ler e escrever. Nos dias atuais é primordial o conhecimento básico em informática para o exercício da cidadania e participação na sociedade. Porém, processos simples como editar um texto no Word, criar apresentações no PowerPoint, enviar correspondências eletrônicas e fazer pesquisas na Internet, ainda são impraticáveis para um grande número de pessoas.

Em pesquisa realizada pelo Ibope (2003) e-Ratings.com, destinada especificamente ao uso de informática e Internet, as estatísticas apontam que, no mundo, apenas 5% da população (305 milhões de pessoas) têm acesso à Internet, assim distribuídos: Estados Unidos e Canadá (44,9%), Europa (27,4%), Ásia (22,6%), América Latina (3,5%), África (0,6%). No Brasil, por sua vez, o quadro de exclusão é semelhante, somente 8% da população (13,6 milhões de pessoas) acessam a Internet a partir de computadores localizados em casa. Desse total, 80% pertencem às classes A e B.

Em consonância com Vieira apud Galvão (2003) a má distribuição de renda para a população também é um fator que origina o problema da exclusão digital, uma vez que 66 milhões de brasileiros precisariam acumular renda no período de três a oito anos de trabalho, para adquirir um computador novo com configurações básicas. Outros fatores de impacto que podem ser observados na exclusão digital, são: falta de infra-estrutura nas telecomunicações; custo alto para o acesso, que inclui o preço do computador, o custo das tarifas telefônicas e as despesas com provedor de acesso; e por último a barreira do idioma, já que 80% dos websites existentes são de língua inglesa.

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Além dos aspectos descritos acima, para Almeida et al. (2005) a exclusão sócio-econômica gera a exclusão digital e essa fortalece as raízes da primeira. Na sociedade em que vivemos, pessoas sem conhecimento em informática, geralmente são discriminadas e apontadas como desqualificadas para o exercício profissional, em decorrência disto, gera-se baixa renda e desemprego. A inclusão digital não se torna apenas um ganho pessoal, mas também um ganho social e até mesmo material quando se leva em conta a produção da riqueza.

Pessoas que devido ao analfabetismo ou baixa renda não utilizam ferramentas tecnológicas podem ser consideradas excluídas digitalmente. Já aquelas pessoas que, apesar de terem uma condição financeira favorável e alguma formação escolar, são resistentes às mudanças e não se envolvem com as novas tecnologias, ficam desatualizadas e tornam-se membros da sociedade da exclusão digital e conseqüentemente da exclusão social, visto que passam a ter maiores dificuldades em conseguir empregos, desenvolver suas carreiras, realizar pesquisas escolares, etc. (ALMEIDA et al. 2005)

Galvão (2003) ressalta que, devido às diversidades socioculturais e educacionais existentes no Brasil, é inviável aplicar um único projeto de combate à exclusão digital país afora, pois uma vez que as medidas são eficazes para uma região, podem não ser para outras. As distintas necessidades e características existentes em cada região demonstram que é indispensável uma avaliação individual para identificação dos problemas e dificuldades enfrentados por cada uma delas para que ocorra a implantação do projeto adequado. Ainda segundo Almeida et al, 2005
Um parceiro importante no combate à exclusão digital é a educação. A educação é um processo e a inclusão digital é um elemento essencial deste processo. Instituições de ensino, tanto públicas como particulares, devem contribuir para o aprendizado e interação dos cidadãos com as novas tecnologias, sendo para isso necessária a atuação governamental e da própria sociedade. Atualmente, o termo sociedade do conhecimento, ou da informação, vem sendo usado para designar uma nova forma de sociedade, onde o recurso mais importante é o capital intelectual, que é cada vez mais exigido de quem deseja conseguir um emprego.

As desigualdades sociais serão minimizadas a partir de ações governamentais com a geração de empregos; qualificação das escolas públicas e técnicas; aprimoramento do conceito de cidadania entre a população brasileira. Essas e outras medidas são fundamentais para que

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ocorra uma diminuição da exclusão social e uma distribuição de renda mais justa. Uma vez que, quase metade da renda do país esta sob domínio de uma minoria da população.

Descreveremos a seguir algumas iniciativas criadas para combater a exclusão digital e tornar a vida dos cidadãos mais digna e participativa, sendo que algumas dessas iniciativas foram retiradas segundo Takahashi (2000). •

Comitê para Democratização da Informática - CDI

Responsável pela disseminação da informática e internet nas comunidades mais carentes do Brasil, o CDI é talvez uma das iniciativas mais intensamente ligada à democratização da informática. Para ampliar o projeto uma parceria com a UNESCO, Fundação Starmedia e EXXON foi criada, com o objetivo de conectar a internet aproximadamente cento e trinta comunidades em catorze estados brasileiros.

VivaRio

O projeto foi desenvolvido em comunidades carentes no Rio de Janeiro, e atua na área de educação. Utiliza intensamente a Internet desde 1997, com o lançamento do Serviço Civil Voluntário no Estado. A iniciativa tem como objetivo ampliar a educação supletiva, o uso da informática, Internet e a formação para a cidadania.

Rede de Informações para o Terceiro Setor - Rits

Organização fundada sob os cuidados do Programa Comunidade Solidária tem como objetivo principal apoiar organizações do terceiro setor no uso de recursos de informática e Internet.

CorreiosNet

Lançado em setembro de 2003 pela Empresa Brasileira de Correios e Telegráfos o projeto de inclusão digital objetiva instalar terminais com acesso a internet nas cidades mais carentes e atender a população brasileira de baixa renda.

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Projeto Clicar

Surgiu da experiência de ampliar a exposição permanente de aparelhos de Física e Química. Tem como missão básica disponibilizar computadores com acesso a Internet para a comunidade. Após análise das visitas recebidas, constatou-se que o projeto obteve grande aceitação e muito sucesso, uma vez que pessoas enfrentam até duas horas de condução para chegarem à sede do projeto.

EducaRede

Projeto criado pela Fundação Telefônica em parceria com o Centro de Pesquisas e Estudos em Educação, Cultura e Ação Comunitária visa criar infra-estruturas em telecomunicações, doando computadores e oferecendo através de seu portal capacitação para educadores, além de apoiar as Secretarias de Educação dos Estados.

Telecentros

Os Telecentros estão instalados em áreas de exclusão social da cidade de São Paulo, definidas em consonância com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do município. Até o momento, mais de cem unidades estão em funcionamento, disponibilizando cerca de 20 computadores em cada Telecentro. Oferecem acesso livre a Internet; cursos de informática e oficinas de criação de sites, arte digital entre outras.

Acessa São Paulo

Programa de inclusão digital do Governo do Estado de São Paulo oferece à população acesso as novas Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC's) e Internet. Contribui desta forma, para o desenvolvimento social, cultural, intelectual e econômico dos cidadãos paulistas. O programa implanta e mantêm os Infocentros, espaços públicos com computadores para acesso gratuito e livre à Internet.

Infocentros

Centros públicos de acesso à informática, locais de livre acesso onde a população pode utilizar os computadores para realizar trabalhos, conhecer diversos softwares, navegar e pesquisar na Internet. Os Infocentros estão instalados em diversos municípios e regiões do

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Estado de São Paulo. Seu objetivo é possibilitar ao cidadão, especialmente o de baixa renda, o livre acesso às tecnologias de informação e comunicação.

É imprescindível a divulgação das iniciativas e de todos os produtos e serviços digitais existentes. Geralmente estes serviços podem ser acessados por meio de bibliotecas virtuais e digitais, criadas por instituições públicas e privadas. Um exemplo é o projeto Biblioteca Nacional Digital do Brasil, desenvolvido pela Fundação Biblioteca Nacional, caminha lado a lado com projetos de digitalização de acervos das grandes bibliotecas nacionais espalhadas pelo mundo. As bibliotecas nacionais têm como missão principal preservar e disseminar toda a produção literária, científica e tecnológica de um país.

Porém para que os projetos de bibliotecas virtuais e digitais alcancem sucesso junto à comunidade brasileira, é vital que exista um aumento na inclusão digital, através das iniciativas aplicadas e políticas sociais, fazendo com que se tenha ampla utilização da rede de computadores, interligados via Internet, em todos os segmentos sociais.

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10 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O movimento da digitalização dos acervos das bibliotecas nacionais espalhadas pelo mundo demonstrou a grande preocupação dos países com a preservação de obras raras e de documentos importantes para a memória cultural da humanidade.

A Biblioteca Nacional há 200 anos armazena, preserva e dissemina informações sobre o patrimônio cultural brasileiro. Com a transição da cultura analógica para a cultura digital, a Fundação criou mecanismos que possibilitaram sua entrada na Sociedade da Informação. Projetos foram desenvolvidos com este intuito, um deles é a Biblioteca Nacional Digital do Brasil, implantada em 2001, que teve como modelo as grandes bibliotecas nacionais da Europa e a Library of Congress.

A digitalização do acervo existente na FBN possibilitará o acesso remoto a obras raras e documentos preciosos sobre a história do país e da produção literária e científica brasileira. Os seus procedimentos técnicos tornaram-se referência para outras bibliotecas da América Latina, por estarem calcados em metodologias internacionais com alto nível de qualidade.

Destacamos a importância dessa iniciativa para o processo de inclusão cultural e social do brasileiro, pois busca democratizar o acesso e fruição das riquezas produzidas por todos e disseminar os seus tesouros culturais, o que justifica todos os esforços que a biblioteca tem feito no sentido de engajar-se e levar este processo adiante.

Ao mesmo tempo a Fundação Biblioteca Nacional é um exemplo dos desafios que se colocam para a sociedade brasileira. Ocupa um prédio histórico que necessita de reparos e de preservação; em muitos aspectos de suas atividades diárias necessita de soluções emergenciais, enquanto que em outros ela se destaca como paradigma de modernidade, tecnologia de ponta, capacitando profissionais e formando um corpo técnico a altura das melhores bibliotecas do mundo.

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“Talvez me engane a velhice e o temor, mas suspeito que a espécie humana – a única – está por extinguir-se e que a Biblioteca perdurará: iluminada, solitária, infinita, perfeitamente imóvel, armada de volumes preciosos, inútil, incorruptível, secreta.” Jorge Luis Borges

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APÊNDICE A

Questionário

Dados Históricos De acordo com as informações obtidas no colóquio realizado em São Paulo, a construção da Biblioteca Nacional Digital se iniciou em 2001 com projetos de digitalização de imagens, financiados através de recursos externos. Quem foi o idealizador desta iniciativa?

Durante as palestras apresentadas em São Paulo, verificamos um movimento internacional, principalmente na Europa e EUA, de digitalização dos acervos e construção de bibliotecas digitais com o intuito de disponibilizar informações de maneira rápida e segura. Gostaríamos de saber o quanto isso influenciou a iniciativa brasileira?

Na realização do projeto foi observada resistência de alguns profissionais em adotar as novas tecnologias da informação como instrumento facilitador na realização das tarefas?

Recursos Financeiros

Entre os patrocinadores do projeto Biblioteca Nacional Digital, quais foram os principais colaboradores? Qual foi o custo inicial do processo de digitalização? Que instituição é a atual patrocinadora do projeto?

Recursos Físicos

Como foi a montagem do Laboratório de Digitalização? Baseou-se em alguma instituição? Recursos Humanos

Quantos funcionários compõem a equipe de digitalização? Quantos são contratados da instituição e quantos são terceirizados?

Qual a formação acadêmica dos funcionários que compõem a equipe?

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Informações Técnicas

Como a Lei de Direitos Autorais está sendo aplicada na digitalização de documentos para a Biblioteca Nacional Digital?

Agradecemos a sua colaboração,

Atenciosamente, Carla Andrea Ayres Cristiana Ferreira da Silva Gisele Maria Ruaro Zanchet Renata Pinto Tosta Thais Fernandes de Morais

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APÊNDICE B – Imagens retiradas do site da Fundação Biblioteca Nacional

Site da Fundação Biblioteca Nacional

Figura 1 - Página principal do site da FBN.

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Biblioteca Nacional Sem Fronteiras

Figura 2 - Página inicial do projeto Biblioteca Nacional sem Fronteiras.

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Tesouros da Biblioteca Nacional Digital do Brasil

Iconografia

Figura 3 - PESCE, Francesco. [Pedro II, Imperador do Brasil, Nápoles, Itália: 19 abr. 1888: retrato]. 1 foto, papel albuminado, p&b, 53 x 38 cm.

Figura 4 - O Imperador D. Pedro II, a Imperatriz e comitiva a bordo do vapor "Congo", de volta da Europa, 1888. 1 foto, colótipo, p&b, 17 x 23 cm.

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Figura 5 - DÜRER, Albrecht, 1471-1528. O pequeno cavalo. 1505. 1 grav., buril, 16,3 x 10,8 cm.

Manuscritos

Figura 6 - Livro de Horas século XIV - XV. Quando a devoção é prática pessoal.

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Figura 7 - Livro de Horas século XIV – XV. Frontispício feito com seda verde rendilhada do século XVIII.

Música

Figura 8 - Partitura da Coroação de D. Pedro II.

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Figura 9 - [ROSSINI, Gioacchino Antonio. Paris:1861]. Coleção Salvatore Ruberti. A coleção Salvatore Ruberti é composta principalmente de imagens relativas a cantoras de ópera.

Figura 10 - [BATISTA, Linda. Estréia na Rádio Nacional em 1937]. Arquivo Brício de Abreu. A coleção Brício de Abreu abarca sobretudo artistas da Rádio Nacional da metade do século XIX a 1970.

Obras Raras

Figura 11 - Bíblia de Mogúncia do século XIX: a primeira a trazer data, lugar de impressão e nome do impressor.

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Projeto temático Acervo Alexandre Rodrigues Ferreira

Figura 12 - Página inicial do site do projeto.

Figura 13 - Tamanduá.

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Figura 14 - [Sterculiaceae (Sterculia chicha): Árvore da castanha de Periquito] s.d. 1 des.: aquarela e grafite, col.; 34 x 24cm.

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Projeto Biblioteca Virtual da Cartografia Histórica dos Séculos XVI ao XVIII

Figura 15 - Página inicial do projeto.

Figura 16 - Munster, Sebastian, 1489-1552 Typus orbis universalis. [Basiléia, Suíça]: Apud Henricum,1552.

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Figura 17 - A Ptolomeu, fl. séc. II [Planisfério]. Ulme [Alemanha]: Per provisorem suum Johannem Reger, [1486].

Projeto Tráfico de Escravos no Brasil

Figura 18 - Página inicial do projeto.

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Figura 19 - Imagem de obra que compõe a coleção Tráfico de Escravos no Brasil.

Acervo Mário Pedrosa

Figura 20 - Página inicial do projeto.

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Brasil e Estados Unidos: expandindo fronteiras, comparando culturas

Figura 21 - Página inicial do projeto.

Compositores brasileiros

Figura 22 - Página inicial do projeto.

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Figura 23 - Ópera de Carlos Gomes.

Figura 24 - Resumo da ópera O Guarani.

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Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Figura 25 - Página inicial do projeto.

Site Biblioteca Nacional Digital do Brasil

Figura 26 - Página principal da Biblioteca Nacional Digital do Brasil.

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Catálogos on line da Fundação Biblioteca Nacional

Figura 27 - Catálogo de pesquisa simultânea.

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Projetos em andamento

Coleção Thereza Christina Maria

Figura 28 - A deusa das flores.

Figura 29 - Thereza Christina Maria.

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APÊNDICE C – Equipamentos utilizados no laboratório da Biblioteca Nacional Digital do Brasil

Figura 1 - Scanner Zeutschel Omniscan 8000-3S Fonte: http://www.best-tec.ltd.uk/id91.htm

Figura 2 - Scanner PowerPhasen Fonte: http://www.best-tec.ltd.uk/id91.htm

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Figura 3 - Backs digital IMACON Fonte: http://www.imacon.dk/sw157.asp

Figura 4 - Impressora Plotter Fonte: http://consorcio.bn.br/cartografia/projeto.html

Figura 5 - Rede Macintosh da Fundação Biblioteca Nacional. Fonte: http://consorcio.bn.br/cartografia/projeto.html

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ANEXO A – Folder do Colóquio Biblioteca e informação digital: a herança cultural e científica em bits e bytes

Figura 1 – Capa do folder

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Figura 2 – Conteúdo do folder

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ANEXO B

CARTA SOBRE A PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO DIGITAL PREÂMBULO

A Conferência Geral,

Considerando que o desaparecimento de patrimônio, qualquer que seja sua forma, constitui um empobrecimento do patrimônio de todas as nações; Relembrando que a Constituição da UNESCO estabelece que a Organização manterá, aumentará e difundirá o conhecimento ao assegurar a conservação e proteção do patrimônio mundial de livros, trabalhos artísticos e monumentos históricos e científicos; que seu programa “Informação para Todos” proporciona uma plataforma para a realização de discussões e ação voltadas para políticas de informação e salvaguarda do conhecimento registrado; e que seu programa “Memória do Mundo” tem como objetivo assegurar a preservação e o acesso universal ao patrimônio documental mundial; Reconhecendo que tais recursos de informação e expressão criativa são cada vez mais produzidos, distribuídos, acessados e mantidos em forma digital, criando um novo legado o patrimônio digital; Ciente de que o acesso permanente a esse patrimônio oferecerá amplas oportunidades para criação, comunicação e compartilhamento do conhecimento entre os povos, bem como proteção de direitos e títulos, e suporte de responsabilidade; Entendendo que esse patrimônio digital corre o risco de ser perdido e que sua preservação, para o benefício da presente e de futuras gerações, é uma questão urgente de interesse mundial, Tendo em mente a Declaração Universal sobre Diversidade Cultural da UNESCO, Proclama os seguintes princípios e adota a presente Carta.

O PATRIMÔNIO DIGITAL COMO UM PATRIMÔNIO PÚBLICO

Artigo 1 - Patrimônio digital

Recursos de conhecimento ou expressão humana, seja cultural, educacional, científico e administrativo, ou abrangendo a informação técnica, legal, médica e outros tipos de

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informação, são cada vez mais criados digitalmente, ou convertidos de sua forma analógica original à forma digital. Quando os recursos são criados em forma digital, não existe outro formato além do digital original. Materiais digitais incluem textos, bases de dados, imagens extáticas e com movimento, áudios, gráficos, software, e páginas Web, entre uma ampla e crescente variedade de formatos. Eles geralmente são passageiros e requerem produção, manutenção e gerenciamento intencionais para serem preservados. Muitos desses materiais são de valor e significância duradouros, e por isso constituem um patrimônio que deve ser protegido e preservado para as gerações atual e futura. Este patrimônio existe em qualquer língua, parte do mundo, e em qualquer área do conhecimento e expressão humanos.

Artigo 2 - Acesso ao patrimônio digital

O propósito da preservação do patrimônio digital é o de assegurar que este continue permanentemente acessível. Conseqüentemente, o acesso a materiais do patrimônio digital, especialmente aqueles de domínio público, deve ser imparcial e livre de restrições excessivas. Ao mesmo tempo, a segurança das informações delicadas e pessoais deve ser protegida de qualquer forma de intrusão. Cada Estado Membro deve cooperar com as organizações e instituições pertinentes encorajando um ambiente prático e legal que maximize a acessibilidade do patrimônio digital. Deve ser reafirmado e promovido um equilíbrio justo entre os direitos legítimos dos criadores, e de outros portadores desse direito, e os direitos do público de acessar os materiais do patrimônio digital.

RESGUARDANDO CONTRA A PERDA DE PATRIMÔNIO

Artigo 3 - A ameaça de perda

O patrimônio digital mundial corre o risco se ser perdido para a posteridade. Fatores que contribuem para isso incluem a rápida obsolescência do hardware e software que os traz à vida; incertezas relativas a recursos, responsabilidades e métodos de manutenção e preservação; e falta de legislação de apoio. As mudanças de atitude não acompanharam as mudanças tecnológicas. A evolução digital tem sido rápida e cara demais para governos e instituições, impedindo que estes desenvolvessem

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estratégias de informação e preservação oportunas e bem informadas. A ameaça ao potencial econômico, social, intelectual e cultural do patrimônio – blocos formadores do futuro - ainda não foi completamente compreendida.

Artigo 4 - Necessidade de Ação

A menos que as ameaças prevalecentes sejam discutidas, a perda do patrimônio digital será rápida e inevitável. Torna-se urgente a promoção da conscientização e defesa, alertando os elaboradores de políticas e sensibilizando o público em geral para o potencial dos meios digitais e a necessidade de sua preservação. Os Estados Membros serão beneficiados ao encorajar medidas legais, econômicas e técnicas para a proteção do patrimônio.

Artigo 5 - Continuidade da informação digital

O patrimônio digital é parte do todo mais abrangente, que é a informação digital. Medidas deverão ser tomadas ao longo do ciclo de vida da informação a fim de preservar o patrimônio digital. A preservação do patrimônio digital começa com a criação de sistemas confiáveis que produzam objetos digitais autênticos e estáveis.

MEDIDAS NECESSÁRIAS

Artigo 6 - Desenvolvendo estratégias e políticas

Estratégias e políticas para preservação do patrimônio digital podem ser desenvolvidas levando em consideração o nível de urgência, as circunstâncias locais, a disponibilidade de meios e projeções futuras. Isso pode ser facilitado pela cooperação entre criadores, detentores de direitos autorais e outros direitos relacionados, e instituições relevantes para o estabelecimento de padrões e compatibilidades comuns, e o compartilhamento de recursos.

Artigo 7 - Definindo o que deve ser mantido Como acontece com todo patrimônio documental, os princípios de seleção podem variar de país para país, embora os principais critérios para se decidir quais os materiais digitais devem ser mantidos sejam sua importância e durabilidade cultural, científica, evidencial, ou qualquer outro valor. As decisões relativas à seleção e a quaisquer revisões subseqüentes precisam ser

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tomadas de maneira responsável, com base em princípios, políticas, procedimentos e padrões definidos.

Artigo 8 - Protegendo o patrimônio digital

Os Estados Membros precisam de estruturas apropriadas para assegurar a proteção de seu patrimônio digital. As forças de mercado sozinhas não conseguirão isto. Como elemento chave para a política de preservação nacional, a legislação de arquivos e depósito legal ou voluntário em bibliotecas, arquivos, museus, e outros repositórios públicos deveria adotar o patrimônio digital. Legislações de direitos autorais e outros direitos relacionados deveriam permitir que os processos de preservação fossem legalmente assumidos por tais instituições. O direito ao acesso permanente a materiais de patrimônio digital depositados legalmente deveria ser garantido, com razoáveis restrições, sem causar discriminação a sua exploração normal. Estruturas legais e práticas de autenticidade são cruciais para prevenir a manipulação ou alteração intencional do patrimônio digital. Ambos requerem que o conteúdo, a funcionalidade dos arquivos e a documentação sejam mantidos na medida necessária a assegurar a autenticidade do registro.

Artigo 9 - Promovendo a diversidade cultural O patrimônio digital é inerentemente ilimitado pelo tempo, geografia, cultura ou formato. Ele é culturalmente específico, mas potencialmente acessível a qualquer pessoa no mundo. Minorias podem falar às maiorias, e indivíduos a uma audiência global. O patrimônio digital de todas as regiões, países e comunidades deve ser preservado e tornado acessível, criando, ao longo do tempo, uma representação equilibrada e imparcial de todos os povos, nações, culturas e línguas.

RESPONSIBILIDADES

Artigo 10 - Papéis e responsabilidades

Cada Estado Membro deve designar uma ou mais instituições para assumir a responsabilidade de coordenar a preservação do patrimônio digital, e fornecer a equipe e os recursos

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necessários. O compartilhamento de tarefas e responsabilidades deve basear-se em papéis e habilidades existentes. Medidas deveriam ser tomadas para:

(a) Induzir desenvolvedores de hardware e software; criadores, editores, produtores e distribuidores de material digital, bem como outros parceiros do setor privado a cooperar com bibliotecas, arquivos, museus e outras organizações de patrimônio público nacionais na preservação do patrimônio digital;

(b) Desenvolver treinamento e pesquisa, e compartilhar experiências e conhecimentos entre instituições e associações profissionais interessadas;

(c) Encorajar universidades e outras organizações de pesquisa a garantir a preservação de dados de pesquisa.

Artigo 11 - Parcerias e cooperação

A preservação do patrimônio digital requer esforços sustentados por parte de governos, criadores, editores, indústrias relevantes e instituições de patrimônio. Em vista do atual hiato digital, é necessário reforçar a cooperação internacional e a solidariedade para possibilitar que todos os países possam assegurar a criação, disseminação, preservação e o acesso permanente a seu patrimônio digital. Indústrias, editoras, e meios de comunicação de massa são impelidos a promover e compartilhar conhecimento e habilidades técnicas. O estímulo da criação de programas de educação e treinamento, acordos de compartilhamento de recursos, e disseminação de resultados de pesquisas e melhores práticas democratizarão o acesso às técnicas de preservação digital.

Artigo 12 - O papel da UNESCO

A UNESCO, em virtude de seu mandato e funções, tem a responsabilidade de:

(a) Levar em consideração os princípios definidos nesta Carta quando da execução de seus programas, e promover a implementação desses princípios no sistema da Organização das Nações Unidas e por organizações inter governamentais e não governamentais interessadas na preservação do patrimônio digital;

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(b) Servir de ponto de referência e fórum onde os Estados Membros, as organizações intergovernamentais e não governamentais internacionais, as sociedades civis e o setor privado possam se juntar para a elaboração de objetivos, políticas e projetos em favor da preservação do patrimônio digital;

(c) Fomentar a cooperação, a promoção da conscientização e capacitação; e estabelecer diretrizes padrão éticas, legais e técnicas, funcionando como um livro de referência para esta Carta;

(d) Determinar a necessidade de mais instrumentos de fixação de padrão para a promoção e preservação do patrimônio digital, levando em consideração as experiências adquiridas ao longo dos próximos seis anos durante a implementação da presente Carta e Diretrizes.

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ANEXO C - LEI n.º 10.994, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2004

LEI n.º 10.994, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2004 Dispõe sobre o depósito legal de publicações, na Biblioteca Nacional, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Esta Lei regulamenta o depósito legal de publicações, na Biblioteca Nacional, objetivando assegurar o registro e a guarda da produção intelectual nacional, além de possibilitar o controle, a elaboração e a divulgação da bibliografia brasileira corrente, bem como a defesa e a preservação da língua e cultura nacionais. Art. 2º Para os efeitos desta Lei, considera-se: I - Depósito legal: a exigência estabelecida em lei para depositar, em instituições específicas, um ou mais exemplares, de todas as publicações, produzidas por qualquer meio ou processo, para distribuição gratuita ou venda; II - (VETADO) III - (VETADO) IV - Distribuição ou Divulgação: a obra comunicada ao público em geral ou a segmentos da sociedade, como membros de associações, de grupos profissionais ou de entidades culturais, pela primeira vez e a qualquer título; V - Editor: a pessoa física ou jurídica que adquire o direito de reprodução gráfica da obra; VI - Impressor: a pessoa física ou jurídica que imprime obras, por meios mecânicos, utilizando suportes vários; VII - (VETADO) Art. 3º Esta Lei abrange as publicações oficiais dos veis da administração federal, estadual e municipal, compreendendo ainda as dos órgãos e entidades de administração direta e indireta, bem como as das fundações criadas, mantidas ou subvencionadas pelo poder público. Art. 4º São equiparadas às obras nacionais, para efeito do depósito legal, as provenientes do estrangeiro que trouxerem indicações do editor ou vendedor domiciliado no Brasil. Art. 5º O depósito legal será efetuado pelos impressores, devendo ser efetivado até 30 (trinta) dias após a publicação da obra, cabendo ao seu editor e ao autor verificar a efetivação desta medida. § 1º O não-cumprimento do depósito, nos termos e prazo deste artigo, acarretará:

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I - multa correspondente a até 100 (cem) vezes o valor da obra no mercado; II - apreensão de exemplares em número suficiente para atender às finalidades do depósito. § 2º Em se tratando de publicação oficial, a autoridade responsável por sua edição responderá pessoalmente pelo descumprimento do disposto neste artigo. § 3º Constituirá receita da Biblioteca Nacional o valor da multa a ser cobrada por infração ao disposto nesta Lei. § 4º O não-cumprimento do disposto nesta Lei será comunicado pelo Diretor-Geral da Biblioteca Nacional, à autoridade competente, para os fins do disposto neste artigo. Art. 6º As despesas de porte decorrentes do depósito legal são de responsabilidade exclusiva dos respectivos depositantes. Parágrafo único. A Biblioteca Nacional fornecerá recibos de depósito de todas as publicações arrecadadas, reservando-se o direito de determinar a substituição de todo e qualquer exemplar que apresente falha de integridade física. Art. 7º Para facilitar e agilitar o recebimento dos exemplares, em qualquer parte do território nacional, a Biblioteca Nacional poderá descentralizar a coleta do depósito legal, através de convênios com outras instituições, sendo-lhe permitido repassar a essas entidades um dos exemplares recolhidos. Art. 8º O depósito legal regulamentado nesta Lei não se confunde com o registro de obras intelectuais pelos autores ou cessionários, conforme o disposto, respectivamente, nos arts. 17 e 53, § 1º, da Lei n.º 5.988, de 14 de dezembro de 1973. Art. 9º O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 (noventa) dias, a partir de sua publicação. Art. 10. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 11. Revoga-se o Decreto n.º 1.825, de 20 de dezembro de 1907. Brasília, 14 de dezembro de 2004; 183º da Independência e 116º da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Gilberto Gil

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CARLA ANDREA AYRES
Dados pessoais Data de nascimento: 24/02/1973 Nacionalidade: Brasileira Estado civil: Casada Endereço residencial: Rua Vicente Leporace, 1093 – Campo Belo – São Paulo – SP CEP 04619-032 Telefones: (11) 5093-6845 / (11) 9980-6339 E-mail: carlahayres@yahoo.com.br CURSO SUPERIOR 2003 Superior em Biblioteconomia e Ciência da Informação - 8º semestre / 2006 – Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP. Premiação 2005 – Bolsa por Mérito Acadêmico, oferecida pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP. CURSOS COMPLEMENTARES E TREINAMENTOS Biblioteconomia 2004 – Curso Metodologia Lilacs Lildbi-Web descrição bibliográfica e indexação. Treinamentos 2005 – 2006 – PowerPoint / Publisher / Access / Winisis / Internet – navegação e pesquisa – FESPSP PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS 2006 – Biblioteca e informação digital: a herança cultural e científica em bits e bytes. São Paulo. MASP CONHECIMENTO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA Inglês – Básico Espanhol – Básico EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL Plena Consultores Função: Assistente em Biblioteconomia Período: 10/2006 – Atividades: Auditoria dos tesauros do Projeto SEBRAE, verificando o relacionamento dos termos existentes.

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Rede ScienTI Função: Estagiária em Biblioteconomia Período: 3/2006 - 4/2006 Atividades: Fazendo o tratamento da informação, descrição bibliográfica e indexação de documentos para o projeto de construção da base de dados da Rede ScienTI. Bireme - Centro Latino Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde Função: Estagiária em Biblioteconomia Período: 3/2004 - 11/2005 Atividades: Estagiária no setor de Fonte de Informações Referenciais, atuando na área de correção de registros bibliográficos, inclusão de registros de artigos de periódicos científicos, indexação de documentos, manutenção e controle de qualidade da base de dados LILACS EXPRESS. Participação em vários projetos relâmpagos de correções de registros bibliográficos e de correção dos helps de cada um dos campos da mesma base de dados. Participação no projeto da base de dados TEXTOC da BVS-CyS em um processo de trabalho de correção e indexação de registros bibliográficos da área de Ciência e Tecnologia. Escola Senai Suíço-Brasileiro Função: Estagiária em Biblioteconomia Período: 7/2004 - 12/2003 Atividades: Atuação na biblioteca da instituição fazendo o tratamento da informação, reorganizando, classificando e catalogando o acervo, elaborando fichas de registros, formulários e planilhas, registros de entrada de materiais, pesquisa e cotação para novas aquisições do acervo.

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CRISTIANA FERREIRA DA SILVA

Dados pessoais Data de nascimento: 18/06/1979 Nacionalidade: Brasileira Estado civil: casada Endereço: Rua Santana do Rio Preto 82 – Guaianazes – São Paulo – SP – CEP 08421-060 Telefones: (11) 6518-3853 / (11) 6523-1074 E-mail: crisinha03@yahoo.com.br ÁREAS DE INTERESSE Biblioteca, Setor de Documentação ou Arquivo EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL Indexação de livros em base de dados SQL Indexação de documentos Atendimento aos usuários Atualização de índices econômicos Atualização de periódicos (IOB, Banco Central, Aduaneiras, Manuais Utílitas, etc.) Classificação e armazenamento de documentos Desenvolvimento de clippings internos Disseminação seletiva da informação Guarda de livros por ordem de classificação Aquisição de livros Pesquisas em cd rom de jurisprudências, livros, periódicos, e internet HISTÓRICO PROFISSIONAL Pinheiro Neto Advogados Período: Janeiro 1993 – Função: Técnica de Biblioteca FORMAÇÃO ACADÊMICA Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação Biblioteconomia e Ciência da Informação - cursando 8º semestre. INFORMÁTICA Excel, Access, Word, Outlook, Power Point, Internet. CONHECIMENTO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA Inglês - Básico PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS 2006 – Biblioteca e Informação Digital: a herança cultural e científica em bits e bytes realizado em São Paulo, no dia 06 de abril – MASP

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2003 - Rede virtual de Bibliotecas do Congresso Nacional Palestrante: Simone Bastos Vieira – Diretoria da Sub-Secretaria de Biblioteca do Senado Federal 2003 - O bibliotecário como profissional da inteligência Palestrante: Marília Damiani Costa – Professora do Departamento de Ciência da Informação da UFSC.

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GISELE MARIA RUARO ZANCHET Dados pessoais Data de nascimento: 06/03/1962 Nacionalidade: Brasileira Estado civil: Casada Endereço residencial: Alameda Catanduva 89. Alphaville 4 – Santana de Parnaíba – SP CEP: 06542-035 Telefones: (11) 4153-4175 / (11) 9971-5381 E-mail: gmruaro@yahoo.com.br CURSO SUPERIOR 2003 – Superior em Biblioteconomia e Ciência da Informação - 8º semestre / 2006 – Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP. 1978 - 1980 – Superior incompleto em Administração de Empresas – Fundação Faculdade de Educação, Ciências e letras de Cascavel - PR – FECIVEL. CURSOS COMPLEMENTARES Biblioteconomia 2004 – Curso de Pesquisa Bibliográfica na BVS – BIREME/ OPAS/ OMS (16 horas). 2004 – Minicurso: introdução ao formato Marc 21 (4 horas). Informática 1999 – Básico em Informática: Windows / Word / Excel / MS DOS. PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS 2006 – Biblioteca e Informação Digital: a herança cultural e científica em bits e bytes realizado em São Paulo, no dia 06 de abril – MASP. 2005 – 9th World Congress on Heath Information and Libraries | 7th Latin American and Caribbean Congress on Health Sciences Information. 2005 – Apresentação de trabalho no XXI Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação. 2004 –XIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias. 2003 – 1 Encontro de Técnicos em Biblioteconomia (SENAC).

CONHECIMENTO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA Espanhol – Básico. Inglês – Avançado. Italiano – Intermediário.

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EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP Biblioteca Virtual do Centro de Documentação e Informação Função: Estagiária em biblioteconomia Período: 01/03/2005 – 01/01/2006. Atividades: inserção na base Memória da Biblioteca Virtual do Centro de Documentação e Informação (BV/CDi) da FAPESP, utilizando o software LILDBI_WEB; organização de formulários preenchidos pelos pesquisadores (beneficiários de auxílio FAPESP) com informações sobre a produção científica, para cadastro na BV/CDi; controle de qualidade da base Memória do LILDBI_WEB; consultas a bases de dados on line: Banco de Dados Bibliográficos da USP, Vocabulário Controlado da USP, Descritores em Ciência da Saúde (DECS), Base de Dados Bibliográficos UNICAMP, Base de Dados Bibliográficos UNESP, Base de Dados Bibliográficos UFSCAR; Portal de Periódicos da CAPES; b) consultas de informações: Websites do CNPq, FAPESP, USP, UNICAMP, UNIFESP, UNESP, UFSCAR, BIREME, GOOGLE, etc.

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RENATA PINTO TOSTA
Dados pessoais Data de nascimento: 11/03/1973 Nacionalidade: Brasileira Estado civil: Casada Endereço residencial: Rua: Chá de Frade, 25 - Moóca São Paulo – SP – CEP: 03178-150 Telefones: 11-6606-6117 / (11) 8548-8218 E-mail: re_tosta@yahoo.com.br FORMAÇÃO ACADÊMICA 4º ano de Biblioteconomia – Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo Previsão de formatura: Dez/ 2006

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL IBTA – Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada Período: 2002 Colégio Bandeirantes Bibliotecária II Atendimento ao usuário Auxílio em pesquisas Cadastro de livros e periódicos Auxílio em normalização de trabalhos acadêmicos Normalização de apostilas Indexação, cadastro e arquivo de artigos para hemeroteca Processamento técnico e organização do acervo Digitalização de material Relatório de movimento diário Software: Dataflex Abyara Empreendimentos Imobiliários Período: 2000 - 2001 Corretora de Imóveis Atendimento ao cliente Captação de novos clientes Mala direta Bonduelle do Brasil Período: 1997 - 1999 Secretária Secretária da diretoria comercial e administrativa

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Acompanhamento e relatórios de vendas Levantamento de comissões de vendedores Contas a pagar e receber Controle de gastos da equipe de vendas Arquivo Buffet Cacau Maravilha Período: 1994 - 1997 Sócia Atendimento ao cliente Contas a pagar e receber Organização, produção, recepção de eventos sociais e empresariais Controle de estoque Folha de pagamento

CURSOS Inglês Instituto Hispano – Brasileiro Cel-Lep Conhecimento intermediário

1995 - 1996 1997 – 2000

Espanhol Professor particular Conhecimento básico

2000

INFORMÁTICA Pacote Office completo, Internet e Scanner PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS 2º Integrar – Congresso Internacional de Arquivos, Bibliotecas, Centros de Documentação e Museus – Junho/2006. Colóquio Biblioteca e informação digital: a herança cultural e científicas em bits e bytes. Promovido pela Aliança Francesa, Goethe-Institut, Consulado da França, FEBAB e CRB-8. Maio/2006.

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THAIS FERNANDES DE MORAIS Dados pessoais Data de nascimento: 02/12/1982 Nacionalidade: Brasileira Estado civil: Solteira Endereço residencial: Rua Arumatéia, 545 – Parque Edu Chaves – São Paulo – CEP 02229110 Telefones: (11) 6246-2479 / (11) 9825-7062 E-mail: thaiszahara@yahoo.com.br CURSO SUPERIOR 2003 – Superior em Biblioteconomia e Ciência da Informação - 8º semestre / 2006 – Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP. Premiação 2006 – Bolsa por Mérito Acadêmico, oferecida pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP. Monitoria 2005 – 2006 – Auxiliar de professora junto à Disciplina Biblioteca - Laboratório da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação – FESPSP (4 horas semanais aos sábados). CURSOS COMPLEMENTARES E TREINAMENTOS Biblioteconomia 2004 – Curso Virtual de Pesquisa Bibliográfica na BVS – BIREME/ OPAS/ OMS (30 horas). 2004 – I Oficina de Acesso à Informação Científica e Técnica – CenDoTec. 2006 – Gestão de Carreira e Mercado de Trabalho para Estudantes de Biblioteconomia e Ciência da Informação : Planejamento e Estratégias – FEPSPSP (8 horas) Informática 1997 – Curso semi–profissionalizante de orientação profissional, informática e serviços – CAMP (Círculo de Amigos do Menor Patrulheiro de Vila Maria) 1997 – Básico em Informática: Windows / Word / Excel / MS DOS- UNINOVE (Universidade Nove de Julho) Treinamentos 2005 – 2006 – PowerPoint / Publisher / Access / Winisis / Internet – navegação e pesquisa – FESPSP PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS 2006 – Biblioteca e Informação Digital: a herança cultural e científica em bits e bytes realizado em São Paulo, no dia 06 de abril – MASP 2006 – 5 anos do Portal do Conhecimento, realizado em São Paulo – Conselho Universitário – USP 2006 – 2º Integrar: Congresso Internacional de Arquivos, Bibliotecas, Centros de Documentação e
Museus – Memorial da América Latina

2005 – Seminário de Consórcios de Bibliotecas Ítalo-Ibero-Latino-Americanas (SCBIILA) – FAPESP

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2005 – Simpósio Internacional de Propriedade Intelectual: da produção ao acesso à informação – SENAC 2005 – Apresentação de pôster como co-autora no 9th World Congress on Heath Information and Libraries | 7th Latin American and Caribbean Congress on Health Sciences Information. PARTICIPAÇÃO EM PROJETO SOCIAL 2003 – 2005 – Educadora Universitária no Programa Escola da Família do Governo do Estado de São Paulo (16 horas semanais aos sábados e domingos). CONHECIMENTO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA Inglês - Básico EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP Biblioteca Virtual do Centro de Documentação e Informação Função: Estagiária em biblioteconomia Período: 01/04/2004 – Atividades: Registro e organização de fascículos de periódicos; Inserção de dados nas bases da Biblioteca Virtual do Centro de Documentação e Informação da FAPESP, utilizando o software LILDBI_WEB com aplicação da metodologia BVS; Participação na elaboração de relatórios de treinamento e relatórios técnicos para as bases em implementação; Participação na elaboração de ficha catalográfica (catalogação na publicação) para publicações da Instituição; Processamento técnico de recursos: artigos de periódico, dissertações e teses, livros, sites, utilizando AACR2, Vocabulário controlado do SIBi/USP e Tabela de Áreas e Sub-áreas do Conhecimento FAPESP; Participação na revisão, avaliação e ajustes do site da Biblioteca Virtual do Centro de Documentação e Informação da FAPESP. Instituto Paulista de Ciências da Administração Biblioteca Especializada em Administração Função: Estagiária em biblioteconomia Período: 21/09/2003 - 30/03/2004 Atividades: Atendimento aos usuários (universitários de graduação, pós – graduação, mestrado e professores); Utilização do software WINISIS; Tratamento da Informação; Representação descritiva e temática dos recursos: livros, periódicos, trabalhos de produção científica; Organização do acervo. Estágio pelo CIEE – Centro Integração Empresa Escola. Centro Universitário Nove de Julho Biblioteca Universitária Função: Auxiliar de Biblioteca Período: 24/03/2002 - 17/09/2003 Atividades: Atendimento ao cliente (universitários de graduação, pós-graduação e professores) das áreas de humanas, exatas e biológicas; Processamento técnico de livros, periódicos, trabalhos de produção científica e material audiovisual e de formato eletrônico utilizando o Software ALEPH com planilha em formato USMARC para catalogação.

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Visita que realizamos à FBN em 26 de outubro de 2006 para conhecermos e finalizarmos nosso trabalho

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