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paulo tadeu de souza albuquerque A FAIANÇA PORTUGUESA - DEMARCADOR CRONOLÓGICO

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A Faiança PortuguesaDemarcador Cronológico na Arqueologia Brasileira

Paulo Tadeu de Souza Albuquerque

Recife 1991 – 2001

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SUMÁRIO RESUMO / ABSTRACT / RESUME

PAG.

INTRODUÇÃO ______________________________________________________ 05

Parte 1 - OBJETIVOS
1.1- Problemas Levantados _____________________________________________06 1.2 -Objetivos. _______________________________________________________07

Parte 2 - DEFINIÇÃO
Definição de Procedimentos Metodológicos para análise da Faiança Portuguesa.___09 PLANILHAS Parte 3 – ORIGEM E CARACTERIZAÇÃO 3.1 - Síntese da origem da Faiança na Europa e caracterização da produção de faiança em Portugal : Breve Histórico. __________________________________________ 21 3.2 - Características e Etapas de Confecção. _____________________________ 23 3.3 - A Influência oriental na decoração da Faiança portuguesa._______________ 25 3.3.1 - Motivos Decorativos que ocorrem a partir do primeiro período___________ 28 3.3.2 - Motivos Decorativos que ocorrem a partir do segundo período____________27 3.4 Difusão e distribuição espacial das principais fábricas de Faiança no território portuguesa entre fins do séc. XVI e início do séc XIX._________________________28

Parte 4 - DEFINIÇÃO DE PERIODIZAÇÃO PARA FAIANÇA PORTUGUESA
TIPOEXPORTAÇÃO DE FINS DO SÉC. XVI AO INÍCIO DO SÉC XIX._______________________ ______________________________30 4.1- Períodos em que dividimos a Faiança Tipo Exportação de Portugal__________32 4.1.1 – 1o Período ____________________________________________________ 34

3

4.1.2 – 2o Período ___________________________________________________ 39 4.1.3 – 3o Período ____________________________________________________45 4.1.4 – 4o Período ____________________________________________________51 4.1.5 – 5o Período ____________________________________________________56

Parte 5 - CARACTERIZAÇÃO DAS FORMAS BÁSICAS USADAS NA PRODUÇÃO DA FAIANÇA PORTUGUESA A PARTIR DO TERCEIRO QUARTEL DO SÉC. XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX. ________________________________________64 Parte 6 – ESTUDO DE CASO : A Faiança Portuguesa no Sítio Vila Flor – RN –Brasil
6.1 - Considerações Históricas e Geográficas. _____________________________

78
6.2 - Achados : Faianças portuguesas achadas em escavações em Vila Flor, RN.__87

Parte 7 – PERIODIZAÇÃO E FORMAS NO SÍTIO VILA FLOR VILA FLOR
7.1 Periodização da faiança decorada de uso interno de Portugal e colônias de fins do século XVI ao início do XIX a partir dos achados do sítio Vila Flor, RN.________ __ 89 7.1.1 – 1º Grupo _____________________________________________________ 91 7.1.2 –2º Grupo _____________________________________________________ 97 7.1.3 - 3ºGrupo _____________________________________________________100 7.1.4 – 4º Grupo ___________________________________________________ 104 7.2 – As formas das faianças de uso interno em Portugal e Colônia identificadas nas escavações em Vila Flor – RN. ________________________________________ 109 Conclusão ________________________________________________________ 114 Anexos – Planilhas com Ilustrações dos achados de Vila Flor – RN – Brasil. _____ 121 Bibliografia sobre Faiança_____________________________________________ 150 Bibliografia Geral____________________________________________________ 154

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A Faiança Portuguesa – Demarcador Cronológico na Arqueologia Brasileira Paulo Tadeu de Souza Albuquerque * RESUMO
A partir das pesquisas arqueológicas realizadas no sítio Vila Flor entre 1987 e 1991, localizado no Estado do Rio Grande do Norte, no Nordeste do Brasil e que teve sua origem no Aldeamento Carmelita de Nossa Senhora do Desterro de Gramació, datado da primeira metade do século XVIII, nos propusemos a estudar os fragmentos de Faiança portuguesa ali encontrados. Para tal realizamos uma análise que permitiu caracterizar o universo da Faiança Portuguesa, do período que vai de fins do Século XVI ao início do Século XIX, no universo bibliográfico. Foram estabelecidas as suas principais características de acordo com o mercado a que se destinavam. A tipologia de formas, motivos e padrões decorativos básicos da Faiança, que definimos como do “tipo exportação”, foi periodizada em cinco unidades cronológicas estilísticas. Quanto à Faiança que indicamos como de uso interno de Portugal e suas Colônias, esta foi caracterizada em 4 grupos estilísticos de acordo com os achados de campo, sem que os dados reunidos permitam a ordenação cronológica destes grupos. A Sistemática adotada para o estudo de caso é uma decorrência dos métodos e técnicas desenvolvidos durante os cinco anos de trabalho de campo no sítio Vila Flor, RN - Brasil.

RESUMÉ
A partir des recherches archéologiques pendant les anées 1987 jusqu’á 1991, dans le site archéologique Vila Flor, à Rio Grande do Norte, Nordest du Brésil, que a eu ses origines dans le “Aldeamento Carmelita de Nossa Senhora do Desterro de Igramació, de la première moitié du XVIII Siècle, nous nous sommes proposés de faire l’étude da la Faïence Portugaise y rencontrée. Notre analyse nous a permis de caracterizer l’universe de la Faïence Portugaise, dans un période a partir du fin do XVI Siécle aux premiers décenies du XIX Siècle, d’aprés la bibliografie. On a établi , para les caractéristiques des trouvés, une classification selon le marché auquel la Faïence s’adressait: La Faïence du tipe “exportation”, classifiée em cinq groupes cronologiques et stylistiques, selon la typologie des formes, motifs e sens de décoration. La Faïence d’ usage à Portugal e ses Colonies, caracterizéé em 04 groupes stylistiques, sans suite chronologique. La sistematization des études s’est developpé a partir des méthodes e téchiniques employées au cours des cinq annés de recherches à Vila Flor.

SUMMARY
Between the years 1987 na 1991, arqueological research was realized in Vila Flor, localized on the Rio Grande do Norte Estate in Brazilian Northeast. Vila Flor came from the Aldeamento Carmelita de Nossa Senhora do Desterro de Igramació borned on the first half of the XVIII th century. Our arqueological research was based on the study os Portuguese Faience founded in that location. For this particular reason, we made a large cientific observation procedure that allowed us to fill out the questions about Portuguese Faience universe between the end of the XVI th century and the beggining of the XIX th century in a bibliografic universe. The main caracteristics of Portuguese Faience was organized acording to the respective market. Typological forms, motifs and standard decoration of Faience that we defined as “Export Faience” was divided in five cronologic styles. The Portuguese Faience universe is divide in two market: The Export Faience and The Domestic Use Faience (Portugal and Colony), the last one was organized in four styles grups acording to the pieces founded on Vila Flor research. We coundn’t difine a cronological organization for The Domestic Use Faience. The Sistematic procedure adoted by us was based on methodical techinics developed during the five years of work in Vila Flor – RN- Brazil.

* Laboratório de Arqueologia Urbana, Recife.

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INTRODUÇÃO Entre 1987 a 1991 foram realizadas escavações arqueológicas na cidade de Vila Flor, RN - Brasil, que fizeram parte do convênio estabelecido pelo Núcleo de Estudos Arqueológicos - NEA, do CMH – hoje PPGH – Programa de Póas Graduação em História da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE e a 3a. Regional dos extintos SPHANPró-Memória, hoje 4a. Coordenadoria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, Fortaleza- Ceará, órgão financiador do projeto juntamente com o Conselho Nacional de Pesquisas - CNPq. O sítio arqueológico estudado foi Vila Flor, cidade do Estado do Rio Grande do Norte, que se originou como a Missão Carmelita de Nossa Senhora do Desterro de Igramació, construída no século XVII, para os trabalhos de catequese, com uma população projetada para cem casais de índios, além dos religiosos. Do material encontrado nos detivemos, para os fins deste trabalho, com o qual obtivemos o grau de Mestre na Universidade Federal de Pernambuco – Programa de Pós-Graduação em Arqueologia, na análise dos fragmentos de Faiança portuguesa que apresentam grande interesse pela quantidade e pela grande variedade de motivos. O trabalho está dividido em sete partes, sendo a primeira delas relativa aos problemas levantados e dos objetivos a serem alcançados. Na segunda parte temos a definição dos procedimentos metodológicos por nós definidos para a análise da faiança portuguesa. Na terceira parte traçamos um panorama geral da Faiança européia e portuguesa. Na Quarta Parte explicitamos um esquema cronológico para a periodização da produção da Faiança Portuguesa de fins do séc. XVI ao início do séc. XIX do tipo exportação, conceituando e separando a louça estudada segundo suas características de produção. Na quinta parte, apresentamos um quadro das formas usadas na produção da faiança portuguesa no período estudado. Na sexta parte focalizamos o estudo de caso, com ênfase na Faiança que conceituamos como de uso interno em Portugal e Colônias. Na sétima , apresentamos um conjunto de grupos caracterizadores da faiança de uso interno de Portugal e Colônias, definidos por nossas pesquisas e exemplificados pelos achados arqueológicos do sítio de vila flor. E por último apresentamos as conclusões a que chegamos como sugestões de abordagem de análise para trabalhos posteriores. Este texto, relido à luz de novas bibliografias,manteve a sua forma e conteúdo originais quando de sua primeira versão, em 1991.

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PARTE 1 – OBJETIVOS 1.1 Problemas Levantados Escavações arqueológicas realizadas em sítios históricos brasileiros, do Norte ao Sul do País, revelam que a Faiança teve grande aceitação no mercado colonial brasileiro. Este fato é comprovado pela presença constante de louças entre os materiais transportados nos navios que vinham da Metrópole para a Colônia. Os mapas de carga infelizmente não detalham a qualidade do material, nem sua procedência, indicando, algumas vezes, que se trata de louça contrafeita da China. Não seria de se esperar que informações sobre colorido ou motivos decorativos constassem dessas listagens. Não só pela quantidade e qualidade, já em si expressiva, mas também pela variedade de motivos com que os artefatos são decorados, a Faiança mostra-se como um dos materiais arqueológicos mais representativos do período colonial brasileiro. Apesar dos achados sobre Faiança Portuguesa nos sítios arqueológicos brasileiros terem sido citados em relatórios, notas prévias e mesmo em trabalhos publicados sobre os sítios arqueológicos, ainda não foram analisados com a profundidade que merecem. A literatura sobre Faiança Portuguesa do período colonial é em geral pequena e dirigida a aspectos relativos à história da arte. Os especialistas, na maioria das vezes, estudaram coleções particulares ou museológicas, formadas a partir de critérios estéticos e artísticos, sem que se tenha notícia de um trabalho feito a partir de achados arqueológicos. É esta diretriz artística, de análise estilística, que caracteriza a obra de José Queiroz, Reynaldo dos Santos, Vasco Valente e Arthur de Sandão. A caracterização da produção de louça, segundo classificação que adotamos, tanto a que era dirigida ao mercado externo, apresentando maior apuro estético, quanto a que era produzida para uso doméstico, no período, está por fazer. Como conseqüência, até o presente, não foi desenvolvida uma metodologia apropriada para a análise da Faiança arqueológica na qual pudéssemos basear nosso estudo.

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1.2 Objetivos A proposta deste trabalho é identificar na Faiança Portuguesa as características de fabrico, as formas adotadas para os utensílios, motivos, padrões e cores usadas na sua decoração para estabelecer tipologias que possam ser enquadradas em períodos históricos, de tal forma que se produza uma cronologia aplicável à identificação e datação das louças portuguesas que são achadas em escavações arqueológicas em sítios históricos brasileiros. Para tanto foi realizado um estudo de caso tendo como objeto a Faiança Portuguesa como demarcador cronológico e sócio-cultural encontrado no sítio arqueológico de Vila Flor-RN, por ocasião das escavações do Aldeamento Carmelita de Nossa Senhora do Desterro de Gramació. Para conseguirmos este objetivo foi necessário realizarmos adaptações no método de pesquisa de campo, que resultaram em uma série de procedimentos metodológicos que descreveremos a seguir. O período coberto pelo estudo de caso vai dos fins do século XVI até o início do século XIX, sendo bastante representativo do período colonial brasileiro. O material estudado se encontra sob a forma de pequenos fragmentos ou peças incompletas, o que, se de um lado torna mais trabalhosa a tarefa de identificação pelo Arqueólogo, por outro se apresenta da maneira mais encontradiça nas escavações em outros pontos do País, isto é, extremamente fragmentado. O apoio dado pela bibliografia existente sobre o assunto nos foi limitado, não só pela quantidade de títulos e pelo enfoque dado ao assunto, quanto pelo fato de não analisarem o material de origem arqueológica. Procurou-se, portanto, identificar os principais motivos e padrões decorativos, as formas dos utensílios e sua nomenclatura funcional, se estabelecendo agrupamentos que correspondam a períodos significativos no desenvolvimento da produção de objetos de louça em Portugal, a fim de se estabelecer uma cronologia baseada no conhecimento sistemático das características da Faiança Portuguesa tal como se apresenta nos sítios arqueológicos.

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A

FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL

CRONOLÓGICO

NA

PLANTA BAIXA DA CIDADE DE VILA FLOR – RN COM PROJEÇÃO DO TRAÇADO URBANO IDENTIFICADO PELA ESCAVAÇÕES ARQUEOLÓGICAS.

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PARTE 2 - DEFINIÇÃO DE PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS PARA ANÁLISE DA FAIANÇA PORTUGUESA.

Do material encontrado nas escavações realizadas em sucessivas campanhas no sítio Vila Flor, grande interesse despertam as faianças portuguesas, cujos pequenos fragmentos foram encontrados em abundância nos diversos substratos das áreas escavadas. No entanto, apesar de serem achado frequente nas escavações feitas em sítios arqueológicos urbanos no País, não nos deparamos na literatura arqueológica brasileira e portuguesa especializada, com nenhum estudo que pudesse servir de modelo metodológico a ser seguido para realizar a análise deste material e que atendesse aos nossos objetivos. Foi portanto necessário proceder a adaptações e ajustes em procedimentos já conhecidos, o que foi feito, tendo sempre em vista as considerações de Tânia de Andrade Lima sobre o assunto: “Os sistemas classificatórios concebidos para os objetos recuperados em sítios históricos devem transcender os aspectos meramente formais sob o risco de serem construídas falsas categorias, totalmente diferentes das que foram criadas pelo grupo estudado. Para que não se transformem em exercícios estéreis, com resultados duvidosos, as tipologias devem ter por base critérios tecnológicos, morfológicos, estilísticos, funcionais e cronológicos, fundamentados em sólidas quantificações, tendo sempre como finalidade a explicação da realidade cultural.’ (Andrade Lima,T,1988) Procedemos à pesquisa bibliográfica e visitas a coleções correlatas em museus, tais como : Museu de Arte Antiga em Lisboa, Museu Machado de Castro em Coimbra, Museu Municipal de Vianna do Castelo, Museu Soares dos Reis em Porto, Fundação Ricardo Espírito Santo em Lisboa, Museu Britânico e o Vitória & Alberto em Londres, Museu de Arte Decorativa em Paris, Museu Histórico de Amsterdam e Rijksmuseum em Amsterdam, Kusnthandwerk em Frankfurt e Museum Für Kunst Und Gewerbe Hamburg em Hamburgo. Também em coleções privadas, no Brasil e em Portugal e demais países Europeus e Americanos, procurando observar nos próprios objetos em exposição as características descritas na literatura especializada. Nosso intuito foi o de perceber como os processos de fabricação e mesmo da constituição físico-

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química da pasta de argila influenciavam fatores como cor e textura e espessura dos recipientes. Procuramos também ter um contacto visual mais acurado com as formas de pratos, tigelas e demais peças do serviço de mesa, os mais comuns na época estudada, dentro de cada região produtora, observandose com atenção o colorido e os motivos principais usados para a decoração das louças, tendo-se em mente que o que estava sendo visto na sua inteireza teria de ser reconhecido em pequenos fragmentos, nos quais a forma total e portanto a utilidade da peça seria, na maioria das vezes, apenas sugerida. Reuniu-se desta maneira, informações sobre um conjunto de formas básicas dos objetos. Nesta fase aprofundamos os nossos conhecimentos acerca da nomenclatura utilizada para descrição das peças, assim como da denominação tradicionalmente atribuída aos tipos de formas e de demais peças de louça em Portugal. Com base na bibliografia e documentação disponível, obtivemos dados também sobre as regiões produtoras de faiança em Portugal e demais informações sobre o fabrico e decoração das peças produzidas. Realizamos então um levantamento dos motivos e padrões decorativos básicos, vistos tanto na bibliografia consultada, quanto nos próprios objetos expostos nas coleções visitadas, realizando um trabalho preparatório para o estudo dos fragmentos a serem analisados. Por motivo entendemos o desenho básico que se torna um módulo de repetição, ocorrendo isolado ou em combinações, entre os quais incluímos as linhas desenhadas delimitadoras das áreas das peças, que podem ocorrer isoladas e/ou associadas. Quanto ao padrão, é neste estudo definido como a repetição e /ou combinação de motivos, formando uma unidade visual para o reconhecimento do seu período e grupo cronológico e estilístico. A partir deste conhecimento foi possível identificar a faiança de origem portuguesa no universo dos fragmentos de louça encontrados em Vila Flor, o que nos colocou diante de um acervo quase que exclusivamente português, pelo menos no que diz respeito à área escavada ( 156.000m2). Desenvolvemos então o trabalho de análise deste material em seis etapas, que relatamos a seguir:

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l a. Etapa Definição das características de qualidade de produção e confecção da Faiança; levantamento de uma tipologia de motivos (vide planilhas) com suas principais características estilísticas; levantamento de um conjunto básico de formas com suas variáveis e medidas básicas; estabelecimento de uma cronologia para os motivos e formas levantadas. 2a.Etapa Criação de uma série de planilhas gráficas onde as três principais características estudadas – qualidade de fabrico, motivo decorativo e forma da peça - e suas variáveis pudessem ser combinadas entre si, ou seja, onde pudéssemos reunir binômios como: qualidade x forma; qualidade x motivos decorativos; motivos decorativos x forma. 3a etapa Aplicação das planilhas no universo de fragmentos a serem estudados. 4a. etapa Análise físico-química da composição da pasta e do biscoito, em comparação com os perfis físico-químicos das jazidas produtoras. 5a. etapa Localização de elementos decorativos, tais como, armas, brasões, paisagens, figuras, monumentos, insígnias religiosas ou militares, datas, logomarcas, monogramas, iniciais, numeração e marcas nos fragmentos que pudessem identificar proprietário, fabricante ou artesão. 6a. etapa Elaboração de quadros (planilhas) de padrões, motivos, formas, etc e características individuais e de produção. Estes quadros de planilhas visam mapear a realidade cultural contida na produção de faiança portuguesa, facilitando a análise do universo cultural de Vila Flor. A elaboração destas planilhas obedece aos mesmos princípios adotados para a criação das planilhas anteriormente criadas para a pesquisa de campo. As planilhas citadas estão exemplificadas a seguir .

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Planilhas de Análise de Faiança As planilhas exemplificadas obedecem à ordem de trabalho, ou seja, identificação e desenho dos motivos das faianças, identificação das formas, seguida do cruzamento de dados sobre tipo de faiança (exportação ou interna) com motivos decorativos (numerados seqüencialmente) marcas, sinais e datas, com dados sobre qualidade da faiança e sua forma, indicação de tamanho: P - pequeno M - médio G – grande

As PLANILHAS citadas estão exemplificadas a seguir como modelos.

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A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR – RN – BRASIL

FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉC. XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO PBM- Pesquisa Bibliográfica e Museológica PVF – Projeto Vila Flor

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A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR – RN – BRASIL
FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉC. XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO PBM - Pesquisa Bibliográfica e Museológica PVF – Projeto Vila Flor

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A

QUADRA A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR MATERIAL: FAIANÇA PORTUGUESA CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA FORMA FAIANÇA PORTUGUESA DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA BRASILEIRA DATA FOLHA PROJETO VILA FLOR – RN – BRASIL ARQUEOLOGIA BRASILEIRA

PROJETO VILA FLOR QUADRÍCULA

RN – BRASIL
DECORATIVOS

TIPOS DE M O T I V O S

FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÀO E DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉC. XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS NOTAS:

FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO E DE USO INTERNO EM PORTUGAL E SUAS COLÔNIAS , DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX FORMA

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TIPOS

NOTAS

PESQUISADOR

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRAPROJETO VILA FLOR – RN - BRASIL

QUADRA MATERIAL: FORMA DATA

FAIANÇA PORTUGUESA

FOLHA

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QUADRÍCULA

1 P M

2 G P M

3 G P M

4 G P M

5 G P M G

6 P M G

7 P M G

8 P M

9 G P M G

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FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR ARQUEOLOGIA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL

CRONOLÓGICO NA BRASILEIRA

FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX
PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA

MARCAS

Autor: Obra:

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A

FAIANÇA PORTUGUESA - DEMARCADOR ARQUEOLOGIA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL

CRONOLÓGICO NA BRASILEIRA

FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX
PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA

DATAS

Autor: Obra:

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A

FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR ARQUEOLOGIA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL

CRONOLÓGICO NA BRASILEIRA

FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX
PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA

SINAIS

Autor: Obra:

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PARTE 3 – ORIGEM E CARACTERIZAÇÃO 3.1 - SÍNTESE DA ORIGEM DA FAIANÇA NA EUROPA E CARACTERIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE FAIANÇA EM PORTUGAL : BREVE HISTÓRICO. A Faiança ou Majólica é um tipo de cerâmica vitrificada de grande teor decorativo introduzida pelos árabes na Europa através da Espanha. Os principais centros de produção de cerâmica utilitária ibéricos foram instalados em Valença, Sevilha e Maiórca, de onde deriva o nome Majólica , e onde foram produzidos azulejos, vasos e pratos com decoração mourisca , com elementos heráldicos, e algumas vezes motivos religiosos. Estes objetos eram exportados em barcos que saiam de Maiórca, tendo grande aceitação na Itália. A partir de cerca de 1450 a cidade italiana de Faenza também passa a produzir este tipo de cerâmica vitrificada, tornando-se o principal polo produtor e exportador da Europa.

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Outros centros italianos, como Caffefiolo e Siena se desenvolvem, criando aprimoramentos técnicos como reflexos metálicos, tal como é praticada em Pesaro, Deruta e Gubbio. Estes centros são eclipsados por Castel Durante e em 1530 por Urbino. Na França , Rouen se estabelece como fabricante de azulejos e, a partir do meio do século XVI, Lyon e Nevers passam a contar com oleiros oriundos da Itália. O mesmo acontecendo com Antuérpia, para onde imigram artesãos vindos de Castel Durante. Neste quadro de expansão da faiança, cujo centro irradiador foi a Itália, a produção portuguesa tem um início relativamente tardio, começando a partir da segunda metade do século XVI, tendo sido chamada de louça de Talavera. Mostra-se desde logo diferenciada da produção dos principais centros europeus, dominada pelo forte colorido e decoração com alta qualidade artística. Ao contrário, a louça portuguesa é eminentemente utilitária, assumindo características próprias em termos de decorarão e de produção, variando essas condições de acordo com o mercado consumidor a que se destina. Os períodos iniciais ainda não foram datados com precisão, o que só começa a acontecer a partir do início do século XVII, quando se manifesta uma marcante influência oriental nas formas e temáticas decorativas. Na fase que vai do fim do século XVI à primeira metade do século XVII, período da ocupação espanhola (1580-1640), a produção cai de qualidade a louça portuguesa passa por uma grande definição nas formas e padrões decorativos, terminando por assumir um conjunto de características próprias que vai identifica-las nos dois séculos que se seguem por assumir uma personalidade que podemos reconhecer como nacional. Com base nos nossos estudos e análises, podemos dividir a faiança portuguesa em dois grandes grupos, de acordo com o mercado consumidor a que se destinava, que serão referidos no contexto deste trabalho como “Faiança de uso interno” e “Faiança tipo exportação”. A Faiança, que aqui conceituamos como do tipo de uso interno é aquela produzida para venda no mercado interno,

destinada ao uso diário na mesa dos portugueses na Metrópole e nas colônias Portuguesas. Apresenta formas simples, de traços conservadores, representadas por pratos de diversos tamanhos, tigelas, jarras, boiões (tubos cilíndricos com tampa), escudelas e alguidares. É um

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conjunto de formas pouco numeroso, decorado com motivos singelos, e que pode ser encontrado em quase todos os sítios arqueológicos urbanos brasileiros. Possivelmente, esta faiança terá ligações com a faiança Coimbrã denominada de “Ratinho”. A Faiança, que aqui conceituamos como do tipo exportação tinha como alvo o mercado europeu e colônias, que era então abastecido de porcelana chinesa por Portugal. O mercado interno de maior poder aquisitivo também fazia uso desta Faiança como substituta da porcelana chinesa, sendo denominada de louça contrafeita da China. As porcelanas trazidas da China, ditas da Companhia das índias, serviram de modelo para esta produção de exportação, que demonstrava maior cuidado na confecção das peças, na aplicação e escolha do motivo, com melhor acabamento e vidrado, tendo um repertório de formas mais ampliado, que ia além das formas utilitárias, incluindo algumas de adorno.
Foram os Portugueses os que lideraram uma corrente orientalizante do gosto europeu, influenciando toda a produção de Faiança européia. Principalmente constata-se na produção de DELFT esta clara influência, derivada da presença de comerciantes judeus portugueses, mercadores da Faiança portuguesa em Amsterdam. 3.2 - CARACTERÍSTICAS E ETAPAS DE CONFECÇÃO Características básicas para a confecção e decoração da Faiança em Portugal Para a confecção da Faiança, a técnica consiste em preparar uma pasta para a feitura do “biscoito”, com a proporção de seis partes de argila plástica (barro), com quatro partes de Carbonato de Cálcio (caulim), sendo seu processo de vitrificação realizado em duas etapas e o seu característico esmaltamento é obtido através de um banho de óxido de estanho. Após a primeira queima, um segundo banho é realizado , composto de soda, potássio e sal. As tintas usadas para a decoração têm as seguintes características: o azul – obtido do óxido de cobalto; o vinhoso através de óxido de manganês; o verde, a partir do óxido de cobre; o vermelho, a partir do óxido de ferro e o amarelo, a partir do óxido de antimônio.

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ETAPAS: 1a. Etapa Confecção da peça em torno, sendo depois levada ao forno para a primeira fase de vitrificação. 2a. Etapa A peça, com o primeiro cozimento e vitrificação , recebe a decoração e um novo banho à base de óxido de estanho ou chumbo que depois do segundo cozimento vem a ressaltar a cor branca do vidrado.

A obtenção de matéria prima não apresentava maiores problemas , pois como ressalta José Queirós, em sua obra Cerâmica Portuguesa (Queirós, J., 1987): “São raros os pontos do país onde não se encontram barros de fina qualidade. Em Lisboa são freqüentes as manchas argilosas, como, por exemplo, a de São Mamede, que servia à antiga fábrica do Rato” Também cita Queirós (Queirós, J. 1987), o padre João Baptista de Castro, que afirma em sua obra Mapa de Portugal (l 742): “Poucas terras levarão vantagem à nossa na produção de barros finos, aptos para o fabrico de cousas domésticas. Entre todos merece o primeiro lugar o barro vermelho e odorífico de Extremoz .... depois deste seguem-se os de Lisboa ... os de Montemor-o-Novo, Sardoal, Averito e Pombal são fabricados de barros igualmente selectos, não sendo para desprezar a louça de barro que se fabrica na Vila das Caldas.”

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Como vimos, as técnicas de confecção da Faiança são simples e accessíveis, e grande número de oleiros se estabeleceram nas regiões próximas ao litoral lusitano .

3.3 - A INFLUÊNCIA ORIENTAL NA DECORAÇÃO DA FAIANÇA PORTUGUESA

A influência chinesa que se manifesta na primeira fase da faiança portuguesa é resultante do intercâmbio comercial oriente-ocidente, bastante intenso nos séculos XVI e XVII, através da companhia portuguesa das Índias . Sendo Portugal um grande empório dos produtos orientais, que seriam mais tarde distribuídos pela Europa, era grande o volume de porcelana que circulava no Reino. Logo no início a produção de louça local foi recaracterizada pela forte influência da porcelana chinesa, o que posteriormente levou-a ser confundida com as chinoiseries de Delft. Nessa produção de princípios do século XVII, o caráter predominante é o denominado desenho miúdo, típico da olaria produzida em Lisboa. Este motivo é inspirado em cenas da

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mitologia chinesa da dinastia Ming do período Wang-Li, que faz parte das primeiras porcelanas trazidas do Oriente para a Europa, que passariam a ser conhecidas por porcelanas kraak. Esta faiança de desenho miúdo apresenta-se na cor azul com finos traços em vinhoso, à qual, um pouco mais tarde, aos motivos chineses serão associados elementos europeus , como nomes, brasões, cenas tanto nacionais, como estrangeiras, além de motivos isolados, espalhados regularmente sobre a superfície da peça. Listamos e descrevemos a seguir um grupo de quatorze dos principais motivos decorativos orientais que tiveram influência na decoração da Faiança portuguesa do século XVII e princípios do XVIII, localizando-os nos períodos em que se divide a faiança portuguesa, detalhados posteriormente neste estudo:

3.3.1 - Motivos Decorativos que ocorrem a partir do primeiro período: Aranhões Desenho Míúdo Estilização de folha de onde partem nós sem fim. Decoração que tem como tema cenas da mitologia chinesa. Série de volutas sucessivas formando uma faixa, geralmente usada em jarras e boiões. Motivo floral usado na decoração de jarras e boiões. Motivo estilizado usado na decoração de jarras e

Faixa de volutas Folhas de acanto Caracóis -

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boiões.

3.3.2 - Motivos Decorativos que ocorrem a partir do segundo período: Laçarias Conjunto de linhas entrelaçadas. Aparecem Geralmente associadas aos elementos chineses, tanto em composição, quanto em superposição, tais como boninas, peônias, folhas, pedras sonoras, etc. Espécie de tubos de cerâmica ou bambú que geralmente ocorrem envolvidos por laçarias, e também em associação com folhas. São flores que se apresentam em grupos de cinco ou seis, unidas por haste com folhas pequenas. Grandes flores isoladas sobrepostas a laçarias. São representadas também associadas a nós sem fim.

Pedras sonoras

Boninas Peônias

Folhas lanceoladas - Elemento floral que tanto aparece associado a laçarias quanto a nós sem fim. Romãs - Frutos que, na mitologia chinesa, representam a Longevidade. Representadas como duas romãs unidas entre si por um ramo. - Linhas onduladas que terminam em ponto. - Elemento usado de forma estilizada, separando um motivo do outro. - Símbolo chinês que representa a felicidade.

Nós sem fim Laços

Crisântemos

27

3.4 - DIFUSÃO E DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS PRINCIPAIS FÁBRICAS DE FAIANÇA NO TERRITÓRIO PORTUGUESA ENTRE FINS DO SÉC. XVI E INÍCIO DO SÉC XIX.

Nos primórdios do século XVI, as olarias existentes localizavam-se preferencialmente nas cidades de Lisboa e Coimbra. Em 1552, Lisboa contava com dez casas onde se fazia cerâmica vitrificada . Esta Faiança, comumente chamada de “Málega” que se caracteriza pelo seu vitrificado branco e suas decorações em azul de cobalto eram produzidas em fornos denominados com “Veneza” ou “De Pisa”. Eram produzidas em olarias que também produziam azulejos. Acreditamos que só no final do século XVI, início do século XVII, é que algumas olarias se especializam em produzir azulejos ou louças.

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Quanto às suas formas, a Faiança Portuguesa do século XVI e XVII, apropria-se das formas das cerâmicas populares de Portugal, com suas influências árabes bem como das peças em metais e as formas identificadas nas porcelanas chinesas que desembarcavam em Lisboa. A Faiança Portuguesa só assume formas próprias no século XVIII, quando da imposição do universo estético Barroco e Rococó. No processo decorrente da revolução mercantilista, o número de consumidores deste produto aumentou expressivamente, levando a que se instalassem em outras áreas, fora dos centros tradicionais, Lisboa e Coimbra, olarias de pequeno a grande porte, para o atendimento desta expansão de demanda. Nesta fase, especialmente a partir da segunda metade do século XVIII, quando o Marquês de Pombal criou uma série de incentivos, no conjunto de reformas de seu governo, foi facilitada a instalação de olarias e de comerciantes de louça nos principais centros urbanos de Portugal , tais como Lisboa, Sacavém, Extremoz, Caldas da Rainha, Coimbra, Vila Nova de Gaia, Viana do Castelo. A literatura especializada em Faiança se detém mais nos aspectos estéticos, não tendo ainda se utilizado de documentação primária que pudesse esclarecer o número de olarias existentes em cada região produtora em seus períodos históricos.

A

FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR ARQUEOLOGIA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL

CRONOLÓGICO NA BRASILEIRA

MAPA DE PORTUGAL COM A LOCALIZAÇÃO DAS PRINCIPAIS FÁBRICAS DE FAIANÇAS DA SEGUNDA METADE DO SÉC XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX

29

Fábricas:
Viana do Castelo – Darque – 1774 Massarelo – Porto – 1767 Miragaia – Porto – 1775 Real do Cavaquinho – Gaia – 1787

30

S. Antônio de Vale de Piedade – Gaia – 1785 Brioso – Coimbra – XVIII Rossil de S. Clara – Vandelli – Coimbra - XVIII Juncal – Porto de Mós – 1770 Mosteiro de Mafra – Mafra – XVIII Real Fábrica de Louça (Rato) – Lisboa – 1767 Real Fábrica da Bica do Sapato – Lisboa – 1796 Custódio Ferreira Braga – Lisboa – XVIII Faiança de Estremoz – Estremoz – 1770?

PARTE 4 – DEFINIÇÃO DE PERIODIZAÇÃO PARA FAIANÇA PORTUGUESA TIPO EXPORTAÇÃO DE FINS DO SÉC. XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX Para se entender o conjunto de fatores que caracterizam a Faiança portuguesa de exportação, da época que vai do século XVI ao XIX, se teve a necessidade de dividí-la em períodos, visto que se percebiam diferenças estéticas e tecnológicas. O primeiro pesquisador a formular uma divisão, como a ora proposta, foi José Queirós, que na sua obra A Cerâmica Portuguesa, publicada em 1906, nos apresenta dois momentos que ele percebe na faiança portuguesa: o Período dos Aranhões e o Período dos Desenhos Miúdos, ambos caracterizados pela freqüência do uso destes dois motivos de inspiração chinesa. Além da louça branca comumente designada de “Malegueira” e suas congêneres de feitura popular. Em pesquisas realizadas e publicadas nos anos cinqüenta e sessenta, nas obras “A Faiança Portuguesa nos Séculos XVI e XI”, I (Santos, Reynaldo, 1956) e “Oito Séculos de Arte Portuguesa”, (Santos,Reynaldo,1960), o pesquisador Reynaldo dos Santos reconhece a vantagem desta periodização, propondo a divisão do conjunto em quatro períodos estilísticos, sem contudo precisá-los cronologicamente.

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Esta divisão não considera a Faiança produzida a partir da segunda metade do século XVIII, nem aquela de uso diário e de caráter popular, por nós definida como Faiança de uso interno. Os períodos definidos por Reynaldo dos Santos correspondem, a grosso modo, aos quatro primeiros períodos presentes na nossa tipologia, para a qual definimos limites cronológicos aproximados. Por estarmos estudando louça oriunda de sítios arqueológicos,datados até o final do séc. XIX, tornou-se necessário incorporar ao grupo um quinto período, correspondente às Faianças portuguesas produzidas a partir da segunda metade do século XVIII e início do século XIX. A partir do Séc. XIX a Faiança portuguesa perde sua hegemonia no mercado interno e externo, dando lugar à chamada faiança fina, inicialmente industrializada na Inglaterra e posteriormente disseminada pelos principais centros industrializados da Europa. A faiança portuguesa, com suas características manufatureiras artesanais de produção, era mais frágil que sua sucedânea denominada Faiança Fina “Inglesa” ou “Pó-de-pedra”, cedendo rapidamente terreno ao produto industrializado. O consumidor tinha na faiança “inglesa” as vantagens da maior durabilidade, variedade de padrões decorativos, cores e formas que atendiam às novas necessidades de hábitos da mesa. Além disso, foi achada em Vila Flor uma quantidade significativa de fragmentos com as características do que denominamos neste estudo de Faiança de Uso Interno. Os motivos decorativos e sua análise estão descritos no estudo de caso. A periodização proposta e que se segue, é, portanto, de inspiração no esquema de Reynaldo dos Santos para a realidade das Faianças encontradas nos sítios arqueológicos urbanos brasileiros.

32

4.1 - PERÍODOS EM QUE DIVIDIMOS A FAIANÇA TIPO EXPORTAÇÃO DE PORTUGAL 1º Período Faiança com decoração essencialmente inspirada em motivos regionais e temas chineses simples. Define-se aproximadamente a partir do terceiro quartel do século XVI até o primeiro quartel do século XVII. 2º Período - Faiança com decoração mista de padrões portugueses e chineses, apresentando em sua confecção um caráter mais elaborado. Define-se aproximadamente a partir do segundo quartel até o terceiro quartel do século XVII.

3º Período Faiança com decoração chinesa e portuguesa basicamente, assumindo características populares na sua confecção. Define-se aproximadamente a partir do último quartel do século XVII até o primeiro quartel do século XVIII.

33

4º Período - Faiança com decoração inspirada em motivos portugueses e europeus, apresentando uma grande diversidade de motivos e início do uso de policromia. Define-se aproximadamente a partir do segundo quartel até o terceiro quartel do século XVIII. 5º Período Faiança com motivos basicamente portugueses e europeus, fazendo grande uso de policromia. Define-se aproximadamente a partir do terceiro quartel do século XVIII até o primeiro quartel do século XIX. Os três primeiros períodos caracterizam-se pelo quase que exclusivo uso do azul sobre o esmalte branco, o quarto período se caracteriza pela transição tanto o uso de novas formas como para uso da policromia sendo o último período caracterizado pela diversidade de formas e uso exclusivo da policromia. Estas cinco fases apresentam um conjunto de formas e envases, bastante simples e muito identificadas com as formas das peças em metal, popular e ouriversaria, e com as formas da cerâmica comum, feitas sob uma só queima com um banho de sal marinho e areia com enxofre, conhecidas em Portugal como Barro vermelho de Extremos, que conservam influência das cerâmicas “Andalus” e “Mudejar”. Salientamos que os motivos aqui periodizados aparecem normalmente nas abas e bordas dos pratos, tigelas e travessas, como também em faixas que circundam o bojo, o fundo e a base das peças. Segue-se a representação gráfica dos cinco períodos através dos motivos básicos característicos, numerados seqüencialmente, encontrados em pesquisa. Foram escolhidos aproximadamente 15 motivos, destes motivos escolhidos para caracterizar cada período, podem se encontrar variáveis, razão pela qual foram selecionados. Para determinarmos a fonte em que foram identificados, usamos os seguintes códigos: PBM Motivo identificado em pesquisa bibliográfica e

34

Museológica PVF Motivo identificado na pesquisa de campo em Vila Flor, mas não encontrado anteriormente em pesquisa bibliográfica. Motivo identificado na pesquisa bibliográfica e museológica e também em Vila Flor.

PBM/PVF

Mais a frente, apresentaremos os diagramas do conjunto das formas encontradas e/ou desenvolvidas pela produção da Faiança Portuguesa tipo exportação para o período estudado.

4.1.1

1º PERÍODO

Faiança Tipo Exportação do terceiro quartel do século XVI até o primeiro quartel do século XVII Foram separados em pesquisa bibliográfica e museológica, onze motivos e padrões considerados como básicos para esta fase inicial da Faiança portuguesa de exportação. São de inspiração essencialmente regionais e chinesas simples e se apresentam quase que exclusivamente em azul escuro sobre branco.

35

36

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR – RIO GRANDE DO NORTE - BRASIL FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 1º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

01

Motivo chinês,baseado em ogivas e pontos

PB 02

Motivo composto por elemento em zigzag e semi-círculos embricados.

PB

03

Motivo composto por elemento em zigzag, sobre linhas onduladas. PB

37

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO
1º PERÍODO
PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF – PROJETO VILA FLOR
04 Motivo elaborado a partir de uma linha em zig-zag entremeado com elemento fitomorfo.

PB

05

Motivo composto por estilização de guirlandas

PB

06 Motivo que se apresenta ocupando toda a aba dos pratos, composto por uma seqüência de semi-círculos concêntricos,delimitados por linhas paralelas, executado na cor azul.

PB/PVF

38

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR - RIO GRANDE DO NORTE – BRASIL
FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 1º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

07 Motivo fitomorfo estilizado,na posição vertical

PB/PVF

08

Motivo composto por folhas intercaladas por ramos, no sentido vertical PB

09

Motivo caracterizado por semicírculos concêntricos, embricados na cor azul PB

39

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR - RIO GRANDE DO NORTE – BRASIL
FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 1º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

10 Motivo caracterizado por composição de elemento circular inferior, com três pontos

P.B/PVF

11

Variante do nº 10

PB/PVF

40

4.1.2.

2º PERÍODO

Faiança Tipo Exportação Dos 2º e 3º Quartéis Do Século XVII Foram identificados como padrões básicos desta fase, na bibliografia consultada, quinze modelos decorativos. Tratam-se de desenhos onde padrões tipicamente chineses, como os denominados “desenho miúdo” e aranhões, ocorrem conjuntamente com padrões de inspiração européia, portuguesa. Numa composição mais elaborada do que do período anterior. A louça portuguesa deste período é quase sempre branca com decorações em azul. Os padrões deste período foram numerados de 12 a 26.

41

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 2º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

Motivo identificado como “desenho miúdo”, que se caracteriza pela forte influência oriental, tanto nas bordas, como na base dos pratos e bojo de outras peças, tais como, bolão, escudela, travessas,etc. Executado nas cores azul e vinhoso PB 13

Motivo denominado por José Queiroz como ‘”ARANHÕES”. Baseado em motivos chineses. Cores azul e vinhoso, sobre esmalte branco e todo azul

PB/PVF 14

Motivo chinês, bastante elaborado. Caracterizado por um ramo de crisântemos PB

12

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 2º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

15 Motivo denominado de “Folhas de Acanto” , que se apresenta nas cores azul e vinhoso suave, sobre esmalte branco

PB 16

Variante do Nº

15

PB

17 Motivo denominado como “Faixas de Volutas”

PB

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 2º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

Motivo que aparece combinado com o motivo “Pétalas Embricadas” e demais motivos chineses

18

PB

Variante do Nº 18

19

PB 20

Este motivo, de inspiração chinesa, aparece associado a outros motivos nas abas dos pratos, circundando cenas ou figuras centrais. Apresenta-se nas cores azul e vinhoso ou totalmente azul. Denominado “ BONINAS” PB

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 2º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR
21

Variante do Nº 20

PB

22

Motivo bastante elaborado e complexo, de forte influência chinesa

PB 23

Este motivo apresenta as mesmas características do anterior, bastante elaborado e complexo, executado na cor azul escuro PB

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 2º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

24

Motivo denominado “Peônias”

PB 25

Motivo chamado de “Pétalas Embricadas”

PB/PVF 26

Motivo chamado de “Três Contas”. Apresenta-se nas cores azul e vinhoso ou totalmente azul.

PB/PV

4.1.3

3º PERÍODO

Faiança Tipo Exportação do 4º quartel do Século XVII ao 1º quartel do Século XVIII

Dos quinze padrões identificados na bibliografia, como sendo típicos deste período. Os motivos foram numerados de 27 a 41, caracterizando-se por serem desenhos chineses simplificados, de caráter popular na execução. Ocorrem geralmente em azul sobre fundo branco.

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 3º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

27 Este motivo aparece associado aos “Aranhões” , sendo denominado de “Romãs”

PB 28

Motivo variante do Motivo “Peônia”

PB 29

Motivo com estilização de Crisântemo

PB

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 3º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR
30

Variante do Nº

28

PB 31

Motivo denominado “Crisântemo” com laçarias e nós sem fim

PB 32

Motivo denominado “Pedras Sonoras” com laçarias sem fim.

PB

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 3º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

Motivo de inspiração chinesa, associado aos anteriores, assumindo as mesmas características já descritas. Executado nas cores azul e vinho

33

PB 34

Motivo denominado de “Folha Lanceolada”

PB/PVF 35

Motivo denominado de “Cabaça”

PB

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 3º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

36 Elemento caracterizado como “Laços”, que aparece como divisor de motivos, compondo padrão com os mesmos

PB 37 Variante do Nº 36

PB 38

Variante do Nº

36

PB

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 3º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

39

Variante do Nº 36

PB

40

Variante do Nº 36

PB 41

Variante do Nº 36 PB

4.1.4

4º PERÍODO

Faiança Tipo Exportação dos segundo e terceiro quartéis do século XVIII Foram isolados doze motivos básicos para este período, caracterizado pela influência portuguesa e européia de um modo geral nos desenhos. A decoração continua basicamente ocorrendo em azul sobre esmalte branco. Os motivos foram numerados de 42 a 53. Apresentam-se em azul sobre branco e mais raramente, em vinhoso.

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 4º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

Motivo chamado de “Faixas Barrocas” ou “Folhagem trançada”

42

PB/PVF

43 Motivo chamado de “Rendas Portuguesas”, tendo como forte inspiração os motivos chineses

PB

44 Variante do Nº 43. Suas características são bastante semelhantes, sendo que este motivo faz conjunto com a repetição em miniaturização

PB

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 4º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

45 Motivo de linhas diagonais cruzadas entre si e associado a outros motivos

PB

46 Motivo denominado “Faixa de Rouen” por também aparecer na faiança produzida na cidade francesa do mesmo nome. Este motivo se localiza nas bordas das peças, acompanhando a sua ondulação e suas reentrâncias. PB

47 Motivo estilizado em “Folhagem”. Apresenta-se na cor azul

PB

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 4º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

Motivo baseado em linha ondulada entre asteriscos. Apresenta-se nas cores azul e vinhoso, isoladas ou combinadas

48

PB

49 Motivo baseado em estilização de pequenas folhas, em tamanhos gradativos. Apresenta-se na cor azul

PB/PVF

50

Motivo caracterizado por linhas onduladas ou retas, cruzadas em diagonal, com grifos nos pontos de união

PB/PVF

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 4º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

Motivos denominados de “Esponjado Marmóreo”, que recobre toda a superfície da peça, lha conferindo um caráter homogêneo.

51

PB/PVF

Motivo caracterizado por largas pinceladas, que recobrem totalmente as peças, no sentido vertical, com linhas onduladas intercalando as pinceladas . Executado na cor azul

52

PB

Motivo caracterizado por largas pinceladas, que recobrem totalmente as peças no sentido vertical. Executado na cor azul.

53

PB/PVF

4.1.5 -

5º.DO PERÍODO

Faiança Tipo Exportação do terceiro quartel do século XVIII até ao primeiro quartel do século XIX. A faiança deste período caracteriza-se pelos motivos essencialmente portugueses e europeus, fazendo largo uso de policromia. É grande o número de padrões e motivos decorativos apresentados nas peças, embora não tenham sido identificadas, como nos períodos anteriores, delimitações estilísticas que pudéssemos usar como base. Por esta mesma razão, em vez de incluirmos um repertório previamente escolhido de motivos básicos, identificados na bibliografia, nos limitamos a mostrar os motivos encontrados em Vila Flor, dos quais sete constavam também da literatura especializada, perfazendo um total de quinze motivos.

ConsIderações Preliminares

Podemos afirmar que existe uma filiação indissociável entre a Faiança do 4o. Período com aquela produzida no período seguinte, tanto em termos de escolha de temas quanto de formas. A transição dos motivos decorativos é gradual passando a Faiança de meados do século XVIII a assumir gradativamente as características européias, portuguesas. Absorve também influências locais, e do barroco como um todo. Assim encontramos em um e outro período os mesmos motivos, como os que citamos: Faixas barrocas - Composição elaborada com folhas de acanto em movimentos ondulantes. Aparece nas cores azul e vinhoso.

Faixas de Rouen - Motivo decorativo surgido na cidade francesa de Rouen, e desenvolvido a partir de folhas de acanto.

Aparece em azul e vinhoso. Rendas - Motivo originalmente inspirado nas porcelanas chinesas no século XVII na produção da Faiança Coimbrã mas que também aparece no artesanato português. Aparece em azul e vinhoso ou verde e amarelo.

Guirlandas Estilizadas - Geralmente aparecem nas bordas, nas cores verde e amarelo ou azul e vinhoso. Folhagem Ramos entrelaçados em composições monocrômicas ou policrômicas

Durante a transição entre estes dois períodos, formas de tendências arcaicas se manifestam sobretudo nos produtos de Coimbra e do Monte Sinai, com preferência pelos motivos em azul sobre branco. Nesta fase, o fabrico e a comercialização de louças haviam sofrido um impulso devido ao apoio que as indústrias portuguesas vinham recebendo do governo. Em 1770, foi baixado um decreto protecionista para impedir que o Brasil passasse a produzir artesanalmente, em escala. Os oleiros do Reino foram favorecidos, já que o Brasil era o principal consumidor da louça da Metrópole. Em 1794, um decreto reduziu à metade as taxas de exportação para as províncias de além-mar, a fim de favorecer as vendas para os territórios mais distantes. Interessadas em exportar seus produtos as olarias se estabeleceram, com exceção da de Extremoz, ao longo do litoral português, assegurando desta forma o fornecimento de matéria prima, além do transporte e exportação da produção por via marítima. Desde as últimas décadas do século XVII que Coimbra exportava as sua louça pelo porto de Figueira da Foz, assim como, Darque o fez pelo porto de Viana. Durante os últimos decênios do século XVIII, constatamos o surgimento de olarias em Massarelos e Miragaia, ambas situadas na cidade do Porto, assim como as do Vale da Piedade ( Jerônimo Rossi) e do Cavaquinho (1788), estabelecidas em vila Nova da Gaia.

Pelo fim do século XVIII e começo do XIX, a louça portuguesa atingiu um padrão artístico mais refinado em termos de decoração, formas e cores. Distingue-se do período anterior sobretudo pela policromia, que era o ponto fundamental, colorindo ramos floridos, faixas concêntrica e guirlandas com pequenos buquês dispersos, salpicados ,aqui e ali, ao lado de paisagens e vistas campestres. Em suma, o que caracteriza basicamente a Faiança do 5º Período é a sua delicadeza e o esmero do artesão ao faze-la, como também a grande variedade de formas , que passa a apresentar tanto nas peças de caráter utilitário, quanto nas de uso decorativo ou de adorno, tais como, molduras de espelhos, aquários, castiçais, estatuetas e elementos construtivos.

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 5º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

54 Motivo caracterizado por duas finas linhas, circundando a borda dos pratos, com pequenos ramalhetes unidos entre si por uma estilização de guirlanda. Executado na cor castanho.

PVF 55

Motivo caracterizado por uma linha circundando toda a borda do prato, associada a uma guirlanda estilizada. Executado nas cores azul, verde e vinhoso. PB/PVF

56

Variante do Nº 55

PB/PVF

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 5º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR
57

Motivo caracterizado por ser policromico. Aparece na borda dos pratos, executado em amarelo, vinhoso e verde. PVF

Motivo caracterizado por um conjunto de linhas paralelas, concêntricas. Executado nas cores azul, amarelo e laranja, sobreposto por ramos estilizados nas cores vinhoso e verde.

58

PB/PVF

59 Motivo caracterizado por duas linhas paralelas, que delimitam linha ondulada, entre pontos. Executado na cor vinhoso. PVF

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PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

Motivo caracterizado por duas linhas paralelas, que delimitam linha ondulada entre pontos. Executado nas cores azul e vinhoso.

60

PVF

Motivo caracterizado por duas linhas paralelas, que delimitam linha ondulada entre pontos. Executado na cor azul.

61

PVF

62 Motivo caracterizado por linha composta de semi-círculos unidos por grifos. Executado na cor azul. PFV

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 5º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

Motivo caracterizado por duas linhas paralelas, sendo que a segunda é ondulada. Executado na cor azul.

PB/PVF

64 Motivo caracterizado por três linhas de espessuras diferentes, sendo a terceira ondulada. Executado na cor azul. PVF

65 Motivo caracterizado por duas linhas paralelas, da mesma espessura, que delimitam a borda dos pratos, seguidas de linha formada por semicírculos, unidos por pontos. Excutado na cor azul. 63

PVF

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 5º PERÍODO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

66 Motivo caracterizado por duas linhas paralelas de diferentes espessuras, que delimitam a aba dos pratos. Executado na cor azul e vinhoso. PB/PVF

67 Motivo monocrômico caracterizado por cercadura de linhas paralelas, de espessuras diferentes, que delimitam a abas dos pratos, onde aparecem estilizações de pequenos ramalhetes. Executado na cor azul. PB/PVF

68 Motivo monocrômico, caracterizado por duas linhas paralelas que contornam aba e borda dos pratos, onde aparecem estilizações de frutos. Executado na cor azul.

PB/PVF

PARTE 5 – CARACTERIZAÇÃO DAS FORMAS BÁSICAS USADAS NA PRODUÇÃO DA FAIANÇA PORTUGUESA A PARTIR DO TERCEIRO QUARTEL DO SÉC. XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX. Nas planilhas que se seguem, temos um panorama básico do universo de formas utilizadas ou desenvolvidas pela produção da Faiança Portuguesa para uso diário, compreendendo ainda os perfis dos pratos que são, juntamente com as tigelas, as formas de recipientes mais fortemente encontrados na Faiança Portuguesa em sítios arqueológicos brasileiros. Estão diagramados esquematicamente os pratos, as tigelas, as escudelas, as travessas, as terrinas, as garrafas, as jarras, os jarros, e outros tipos de potes (boiões, canudos e talhas).

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR – RN - BRASIL
FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO E DE USO INTERNO – PORTUGAL E COLÔNIAS DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX TIPOS: FORMA: PERFIS DE PRATOS

PEQUENO Tamanho Dimensão Diâmetro Altura (cm) (cm) + +

MÉDIO + + 20 4

GRANDE + 25 + 5

15(borda) 3(borda)

(borda) (borda)

(borda) (borda)

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR – RN – BRASIL
FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO E DE USO INTERNO – PORTUGAL E COLÔNIAS DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX FORMA: PRATOS

PEQUENO Tamanho Dimensão Diâmetro Altura (cm) (cm) + + 15 3

MÉDIO + 20 + 4

GRANDE + 25 + 5

(borda) (borda)

(borda) (borda)

(borda) ( borda)

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FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO E DE USO INTERNO – PORTUGAL E COLÔNIAS DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX TIPOS: FORMA: PRATOS

PEQUENO Tamanho Dimensão Diâmetro Altura (cm) (cm) + 15 + 3

MÉDIO + + 20 4

GRANDE + 25 + 5

(borda) (borda)

(borda) (borda)

(borda) (borda)

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FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO E DE USO INTERNO – PORTUGAL E COLÔNIAS DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX TIPOS: FORMA: TIGELA/ ESCUDELA

PEQUENO Tamanho Dimensão Diâmetro Altura (cm) (cm) + 1O + 5

MÉDIO + + 17,5 7,5

GRANDE + 25 + 10

(borda) (borda)

(borda) (borda)

(borda) (borda)

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR – RN – BRASIL
FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO E DE USO INTERNO – PORTUGAL E COLÔNIAS DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX TIPOS: FORMA: TIGELA/ ESCUDELA

PEQUENO Tamanho Dimensão Diâmetro Altura (cm) (cm) + + 10 5

MÉDIO + + 17,5 7,5

GRANDE + 25 + 10

(borda) (borda)

(borda) (borda)

(borda) (borda)

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR – RN – BRASIL
FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO E DE USO INTERNO – PORTUGAL E COLÔNIAS DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX TIPOS: FORMA: TRAVESSA

PEQUENO Tamanho Dimensão Diâmetro Altura Larg. X (cm) (cm) 30 + + 5 30

MÉDIO + + 22,5 x 50 40 10 + 70

GRANDE + 50 + + 15 30 x

(borda)

(borda)

(borda)

Comp.

+

15x

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR – RN – BRASIL
FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO E DE USO INTERNO – PORTUGAL E COLÔNIAS DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX TIPOS: FORMA: TRAVESSA

PEQUENO Tamanho Dimensão Diâmetro Altura Larg. X (cm) (cm) (cm) Comp. 15 x 30 + 30 + 5

MÉDIO + 40

GRANDE + 50 + 30 x70 15

(borda)

(borda)

(borda)

+ x 50

+ 10 + 22,5

+

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR – RN – BRASIL
FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO E DE USO INTERNO – PORTUGAL E COLÔNIAS DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX TIPOS: FORMA: TERRINAS

PEQUENO Tamanho Dimensão Diâmetro Altura Larg. X (cm) (cm) + 30 + + 5 15

MÉDIO + + + 40 10 22,5

GRANDE + 50 + 15 + 30

(borda)

(borda) (borda) x 50

(borda) (borda) x70

(cm) Comp. (borda) x 30

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FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO E DE USO INTERNO – PORTUGAL E COLÔNIAS DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX TIPOS: FORMA: JARRAS

PEQUENO Tamanho Dimensão Diâmetro (cm) + 8 + + 6 10

MÉDIO + + + 14 10,5 25

GRANDE + 20 + 15 + 40

(bojo) (borda)

(bojo) (borda) (bojo)

(bojo) (borda) (bojo)

Altura

(cm)

(bojo)

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR – RN – BRASIL
FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO E DE USO INTERNO – PORTUGAL E COLÔNIAS DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX TIPOS: FORMA: JARROS

Tamanho Dimensão Diâmetro Altura

PEQUENO (cm) (bojo) (cm) (bojo) + 10 (bojo) + 8 (bojo)

MÉDIO + + 29 (bojo) 40 (bojo)

GRANDE + 50 + 70

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR – RN – BRASIL
FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO E DE USO INTERNO – PORTUGAL E COLÔNIAS DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX TIPOS: FORMA: JARROS

PEQUENO Tamanho Dimensão Diâmetro Altura (cm) (cm) + 8 + 10

MÉDIO + + 40 29

GRANDE + 50 + 70

(bojo)

(bojo)

(bojo)

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR – RN – BRASIL
FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO E DE USO INTERNO – PORTUGAL E COLÔNIAS DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX TIPOS: FORMA: GARRAFAS

Tamanho Dimensão Diâmetro Altura

PEQUENO (cm) (bojo) (cm) + 12 + 5 (bojo) +

MÉDIO + 12,5 (bojo) 21

GRANDE + 20 + 30

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR – RN – BRASIL
FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO E DE USO INTERNO – PORTUGAL E COLÔNIAS DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX TIPOS: FORMA: POTE/BOIÃO/ CANUDO/TALHA

Tamanho Dimensão Diâmetro

PEQUENO (cm) (bojo) (borda) + 8 + 5 + 10 (bojo) (borda) +

MÉDIO + + 40 29 15 (bojo) (borda)

GRANDE + + + 50 25 70

Altura

(cm)

PARTE 6 - ESTUDO DE CASO :A FAIANÇA PORTUGUESA NO SÍTIO VILA FLOR – RN – BRASIL

6.1 CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS.

A região do antigo aldeamento de Gramació está localizado na Várzea do Cunhaú, a duas léguas de Canguaretama. Esta região fica a sudeste do atual estado do Rio Grande do Norte e sobre ela várias referências foram feitas poR autores do período colonial. O aldeamento de Gramació - Goatamataí ou Cuaramatahi - se situava à margem direita da foz do Rio Cunhaú - Cunhahug, Coramatahug ou Salgado conforme aparece na literatura dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX. A aldeia distava meia légua da barra do mesmo rio. Gabriel Soares de Souza, em seu Tratado Descritivo do Brasíl, indica que os navios franceses carregavam pau-brasil na Baía da Traição, no vizinho Estado da Paraíba, muito próximo à região ora estudada. Diogo de Campos Moreno, na obra “Livro que dá Razão ao Estado do Brasil” , cita os portos da Capitania do Rio Grande do Norte: Porto de Curimataug, Porto de Búzios,e Porto de Ponta Negra, afirmando que eram conhecidos dos relatos de cronistas da época. Para melhor apreciarmos esta sequência de fatos relacionados com a história de Vila Flor, elaboramos um quadro histórico cronológico.

Vila Flor Quadro Histórico / Cronológico 1604 O Capitão Mor Jerônimo de Albuquerque repartindo terras a seus filhos e parentes concedeu a Matias e Antonio de Albuquerque, em 2 de maio de 1604, 5.000 braças quadradas na várzea do Cunhaú entre outras terras. (RIHGRGN, 1938) 1614 O governador geral do Brasil Gaspar de Souza baixou uma previsão Régia sobre a repartição das terras na Capitania do Rio Grande do Norte, em 21 de janeiro de 1614 em função da concessão de 1604, que provocou diligências. (Barreto,J.J., 1985) 1645 O engenho Cunhaú foi atacado pelo fanático Jacob Habib e índios aliados. (Cascudo,L.C., 1955) 1656 Termo de desistência lavrado no Senado da Câmara de Natal- RN , por Antonio Matias de Albuquerque Maranhão, em favor dos padres Carmelitas, de uma légua quadrada na várzea do Rio Cunhaú. (Lima, N., 1930) 1700 EI Rey D. João lll, por um alvará em forma de lei, mandou que fossem doadas aos pobres missionários uma légua quadrada de terras para que fossem construidos aldeamentos para cem casais (excluindo crianças de até 14 anos de idade e velhos) e ainda, que fossem dadas ferramentas para a construção das casas e ferramentas para a lavoura. (ABN, 1930)

1743 No convento de Goiana (Pernambuco), foi celebrado o Capítulo em que foi eleito o Superior da Missão dos índios aldeados em Gramació, o Frei João de São André, tendo como auxiliar Frei André do Sacramento. (ABN, 1908) 1748 Frei Antonio de Assunção foi eleito Superior da Missão de Grammació, sendo substituído por Frei Manuel da Purificação, que continuou exercendo o apostolado até 1752. (Barreto, J.J., 1985) 1749 Segundo documento das Juntas das Missões, existiam no Rio Grande do Norte outras aldeias religiosas: Guaiarú (São Miguel do Guajarú, mais tarde Extremoz), dirigida por Jesuítas e habitada por Paiaicus e caboclos de língua geral (tupi), Mipibu (São José do Mipibu), dirigida por Capuchinhos,(Franciscanos) com caboclos de língua geral; Guaraíras (São João Batista de Guarairas) dirigida por Jesuítas com caboclos de língua geral. (ABN, 1908) 1755 A Carta Régia de 3 de Maio de 1755 elevou à categoria de Vila todos os aldeamentos indígenas existentes na Província, (Lima,N., 1930) 1762 O aldeamento de Gramació é transformado em Vila Flor, em obediência às instruções da Carta Régia de 3 de Maio de 1755, que impunha designações de localidades portuguesas às novas Vilas. Neste mesmo documento se tem a informação de que o Juiz Luis Carlos de Pina Castelo Branco manda erguer o Pelourinho da cidade para fixação de editais e provisões. (Ato de Criação de Vila Flor, 1762)

1774 A população de Vila Flor conta com seiscentos e quarenta e oito pessoas e duzentas e quatro fogos ou casas em toda a Frequesia. (L ima, N., 1930) 1810 No mapa de 1810, de H.M.Heather, New Chart of Brazií from Maranhan to Rio de Janeíro, aparece na costa do Rio Grande do Norte , na barra do rio Curimatahug, um local chamado Port Angaro (Cascudo, L.C.., 1955) 1817/1824 Habitantes e milicianos de vila flor participam dos movimentos revolucionários, ocorridos nestas datas, pro-independência. 1839 Vila Flor tinha 140 habitantes segundo o IBGE. (Barreto, J.i., 1985) 1858 Uma querela entre o vigário José Matos Silva e o deputado provincial capitão Sebastião Policarpo de Oliveira, senhor do engenho Juncal, transferiu a séde para a povoação de Saco de Uruá, transformada em Vila de Canguaretama. (Barreto, J.J.,1985) 1920 Vila Flor contava com 660 habitantes e 161 casas. E, 1920)

1940 Vila Flor contava com 940 habitantes e 118 casas. E, 1940) 1963 Pela Lei Estadual nº 3052 de 31 de dezembro de 1963, Vila Flor readquire sua autonomia municipal, tornando-se Município. (Barreto, J.J., 1985) 1985 O Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional – IPHAN , tomba a Casa de Câmara e Cadeia e começa o projeto de sua restauração. 1986 Iniciam-se as nossas pesquisas arqueológicas em Vila Flor.

Pelas informações já descritas, sabemos que desde o século XVI o local já era conhecido dos franceses. No século seguinte ali também estiveram holandeses e portugueses que travaram luta pela hegemonia na região. Os primeiros habitantes eram os índios potiguares que se encontravam divididos em alianças entre franceses e portugueses. Os padres Carmelitas, na segunda metade do século XVII, estavam de posse informal de uma área na várzea do Cunhaú, e daí exercendo a catequese dos índios, ação esta que acreditamos de gosto dos proprietários e produtores da região, pois quando da invasão destas terras, coisa que aconteceu várias vezes na região por estrangeiros, os índios catequisados não ficaram a favor dos invasores e sim dos colonizadores. É o caso, por exemplo, da tomada do Engenho Cunhaú pelo holandês Jacob Habib. Com o Termo de Desistência em 1656, a situação da posse da terra pelos Carmelitas, que até então era de fato e não de direito, passa para a legalidade, com o Alvará de EI-Rey de 1700 e se dá grande incremento à ação catequizadora, em decorrência da qual o aldeamento

passa a ter a forma física planejada para o assentamento de cem casais de índios. Esta ação incrementará a produção e a incorporação da mãode-obra índia ao sistema de produção implantado na Vila. O aldeamento de Gramació não estava isolado de um processo, mas sim ligado a um conjunto de aldeamentos Carmelitas e esses, possivelmente a um complexo de Missões de outras ordens, especialmente Jesuítas e Capuchinhos, que teriam se estabelecido nas costas do Rio Grande do Norte. Com a saída dos Carmelitas da região, em 1758, dá-se o impasse para muitos dos antigos aldeamentos. Aqueles que haviam desenvolvido uma estrutura produtora tiveram condições de se manter, como foi o caso de Vila Flor, ao passo que os que não tiveram sustentação econômica ou se dissolveram ou foram incorporados a outros núcleos. Na área de Vila Flor, no entanto, havia se desenvolvido a produção de açucar, a criação de gado e, talvez o mais importante, a produção de sal. Devido às condições físicas da produção de sal, é difícil a manutenção de alguma outra atividade paralela como, por exemplo, a agricultura de subsistência e a criação de gado. O produtor de sal, por sua vez, embora tendo uma condição econômica e social equivalente à do senhor de engenho, não se fixou na unidade produtora, a salina, indo residir nos núcleos urbanos mais próximos. O salineiro não era proprietário de terras, mas antes de tudo um concessionário do estado para a produção do sal. Vila Flor oferecia as condições para a fixação destes salineiros, ainda mais por ser o núcleo urbano mais próximo de nove salinas . Os senhores de engenho da região tinham seus padrões de habitação estabelecidos, sendo formadores de uma sociedade rural. Já os proprietários de salinas, como todos os senhores ligados às atividades produtivas mineradoras e extrativistas minerais, criaram no Brasil sociedades urbanas, como é o caso da ocupação urbana do Estado de Minas Gerais.

Conforme dados obtidos na Encíclopédía dos Municípios (IBGE, 1967), fizemos um perfil caracterizador das condições físicoclimáticas do Município de Vila Flor – RN. (Nordese do Brasil) O Município de Vila Flor está localizado na área meridional costeira do Rio Grande do Norte, no complexo hidrográfico Curimataú.Cunhaú. Caracteriza-se por uma paisagem de tabuleiro, com terrenos parcialmente planos cuja altitude cresce progressivamente de 40 a 50 metros para o interior e para o Oeste. Encaixam-se nesses tabuleiros os baixos cursos do sistema Curimataú-Cunhaú, tributários menores e rios secundários, como o rio Gramació. Esses baixos cursos são caracterizados por amplas planícies, cuja altitude dificilmente atinge 5 metros e alagamentos esporádicos provocados pelas marés. Os solos são predominantemente silicosos, não obstante acontecendo locais de solos argilosos . A matéria orgânica é removida rapidamente pela erosão, disto resultando solos deficientes destes nutrientes. O balanço dos nutrientes minerais também é limitado. A economia de água é precária. Localmente dão a estes solos o nome de arisco. De modo geral esgotam-se facilmente em poucos anos de uso. Esta região mostra um clima do tipo tropical (quente e úmido) sem serem nítidas as mudanças de estação, com a particularidade de não se verificarem temperaturas e precipitações altas durante todo o ano. O período chuvoso estende-se de março a julho, alcançando o máximo no outono e prolongando-se ainda intensamente durante o inverno. A vegetação é, na sua totalidade, secundária. Apenas em resumida área, margeando o Rio Gramació, já quase totalmente destruída, encontram-se restos da Mata Atlântica, não como resultado do tipo de solo, mas por acharem-se diretamente expostos ao clima úmido marinho. Nas terras baixas, que se prolongam por vários quilômetros, há predomínio das plantas halófilas, constituindo habitat para várias espécies de crustáceos e moluscos comestíveis. Entremeando essas primitivas coberturas vegetais desenvolveram-se plantações de coqueiros, mangueiras, bananeiras e cana-de-açucar. Embora toda a área seja bem servida por cursos d'água, apenas uma parte deles é perene, assim mesmo, na quase totalidade, por

influência da penetração das marés que possibilitam a navegação de barcos de pequeno calado até alguns quilômetros da foz. O rio mais importante é o Curimataú. Com características de rio temporário em toda a bacia superior, torna-se perene nos seus 25 quilômetros finais e aproximadamente a 5 quilômetros do mar une-se ao Cunhaú que banha a cidade de Canguaretama. Do Gramació, rio próximo à cidade de Vila Flor, nascem as vertentes do tabuleiro a 10 quilômetros da desembocadura. Sendo estreito, quase um riacho, o Gramació algumas vezes é impróprio à navegação. Embora perene, nos últimos vinte anos já secou algumas vezes, conforme demonstram os dados do IBGE. Vila Flor, séde do município de mesmo nome, possui, hoje, uma população de 2.500 habitantes, basicamente empregados como lavradores nas lavouras de cana-de-açúcar da região, em períodos sazonais. A média de renda é de 50 dólares mensais. O núcleo de Vila Flor oferece basicamente serviços secundários, sendo seu entorno limitado pelas plantações de grandes extensões de cana. Recentemente teve início uma primeira iniciativa a nível terciário: a criação de uma fábrica de redes que gera emprego para uma pequena parcela da população.

A

FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR - RIO GRANDE DO NORTE – BRASIL

MAPA DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL LOCALIZANDO A CIDADE DE NATAL – CAPITAL DO RN E A CIDADE DE VILA FLOR – RN.

6.1 - ACHADOS: FAIANÇAS PORTUGUESAS ACHADAS EM ESCAVAÇÕES EM VILA FLOR, RN

No sítio de Vila Flor, RN, foi localizado um universo de 1095 fragmentos de Faiança, identificado como sendo de origem portuguesa, sendo que 336 se caracterizaram por pertencerem ao tipo exportação e 759 ao grupo de faianças para uso interno em Portugal e Colônias. Faianças Tipo Exportação

As faianças tipo exportação encontradas em Vila Flor constam da tipologia já apresentada, perfazendo um total de trinta e quatro motivos distribuídos nos cinco Períodos, com maior quantidade e diversificação de achados nos 4º e 5º. Períodos. Dos fragmentos encontrados 73 foram identificados como pertencentes a este grupo mas devido às suas dimensões diminutas, não foi possível determinar quais os motivos que os decoravam, nem o período a que pertenciam. A Faiança de Uso Interno

A faiança dita de uso interno em Portugal e Colônias apresentou 39 motivos por nós reunidos em quatro grupos, sem que fosse possível, com base apenas neste estudo, colocá-los dentro de uma seqüência cronológica similar à que foi feita para classificar as louças tipo exportação. Esta faiança se mostra bastante conservadora, quanto ao caráter decorativo e de confecção, o que confirma seu caráter popular, visto que os motivos compostos por linhas que circulam as bordas datam do fim do século XVI, quando se estabelece o fabrico de Faiança no País, originalmente essa faiança é denominada de “Malegeira” mas que continuam a serem usados até fins do século XVIII, fator este que dificulta a delimitação cronológica dos motivos. Aqui caracterizando os grupo 1, 2 e

3. Outros motivos e técnicas de confecção também foram encontradas, o que aqui o qualificamos com 4o. grupo, esta faiança tem fortes características tanto pelo padrão decorativo como pela técnica de execução de cerâmica do tipo “Mudejar”, ou seja, faiança de influência árabe. Quanto às formas de faiança de uso interno em Portugal e Colônias, apresentam-se basicamente em duas únicas formas : pratos e tigelas e de pequenos formatos, não ultrapassando o tamanho de 20 cm de diâmetro. Além do conjunto descrito foram encontrados 365 fragmentos sem decoração. Estes fragmentos originalmente faziam parte de bordas, abas e fundos de pratos e tigelas, que são locais preferenciais para a aplicação de motivos decorativos, o que indica a existência de faiança de uso interno em esmalte branco sem decoração. Quanto aos recipientes, do conjunto de formas básicas e suas variáveis levantado na bibliografia, foram identificadas apenas duas : pratos e tigelas, assim mesmo com pouca variação de tamanho.

PARTE 7 - PERIODIZAÇÃO E FORMAS NO SÍTIO VILA FLOR VILA FLOR

7.1 - Periodização da faiança decorada de uso interno de Portugal e colônias de fins do século XVI ao primeiro quartel do século XIX,a partir dos achados do sítio Vila Flor, RN.

Portugal produzia para venda no mercado interno e para suas colônias um tipo de faiança destinada ao uso diário, com características populares tanto na produção, quanto no acabamento. Encontramos, por exemplo, nos fragmentos que vieram à tona nas escavações, casos em que a argila não se apresenta homogênea, em que a vitrificação é falha, o que resulta em peças mais frágeis e conseqüentemente, de custo inferior. No entanto, sua incidência no sítio de escavação leva a crer que a produção destas louças deve ter sido bastante expressiva. O que caracteriza a produção encontrada nos substratos datados dos séculos XVII e XVIII é a ocorrência de padrões quase sempre delimitados por motivos decorativos, compostos por linhas concêntricas, tanto na cor azul como nas cores vinhoso e verde, situados nas bordas dos pratos e escudelas, como também no fundo das peças, podendo ser tanto arabescos, quanto linhas concêntricas. Para facilitar o estudo dos motivos, estes foram reunidos em quatro grupos, sem contudo dispô-los em seqüência cronológica. As condições de pesquisa em campo não nos permitiram separá-los em unidades cronológicas, o que vem a ser reforçado pelo caráter conservador da produção deste tipo de faiança. Em outras palavras, não é possível, tomando como base os dados levantados em apenas um sítio arqueológico em que foi adotada esta metodologia, compormos um quadro caracterizador conclusivo sobre este tipo de faiança.

GRUPO 1 O primeiro grupo apresenta motivos decorativos na cor azul escuro, sem subtons, sobre um esmalte branco, caracterizado por linhas isoladas ou compostas, localizadas tanto nas bordas, quanto nos fundos, com ocorrência de pinceladas estilizadas em conjuntos ou esparsas, assim como arabescos e semicírculos concêntricos nas abas e arabescos, caracóis e círculos concêntricos nos fundos. Estes motivos também se apresentam, raramente, na cor vinhoso. Originalmente, essas peças datadas dos séculos XVI e XVII, são chamadas faiança “Málega”. GRUPO 2 Faiança com vitrificado incolor, em pasta de cor bege, com decoração simples na cor castanho que algumas vezes aparece intercalada com uma linha ondulada. GRUPO 3 Motivo caracterizado por duas linhas paralelas, intercaladas por linha ondulada, apresentando-se nas cores azul escuro, azul claro e vinhoso. Esta faiança tem um acabamento em vitrificação branca. GRUPO 4 Este grupo caracteriza-se pela decoração de inspiração hispano-árabe, ou seja, “Mudejar”, nas cores azul escuro e vinhoso ou castanho, sobre uma faiança de tonalidade bege, com vitrificado imperfeito, com grande número de variantes. Para formarmos estes grupos levamos em consideração a qualidade do biscoito e do esmalte aplicado, além dos motivos que associados ou repetidos que formam o grupo. Consideramos nesta análise também a posição em que se encontrava o motivo, ou seja, aplicado em bordas, abas e fundos. Quanto aos motivos e padrões decorativos identificados em Vila Flor, somente fragmentos do primeiro grupo haviam sido encontrados na bibliografia sob a denominação de Málega.

O Conjunto de motivos decorativos encontrados na Faiança de uso Interno em Portugal e Colônias Identificados nos achados arqueológicos de Vila Flor- RN estão exemplificados nestas planilhas que também detalham como foram associados os motivos decorativos dentro de cada grupo, e localizam a distribuição espacial da decoração nos recipientes, ou seja, borda, aba, fundo.

7.1 – 1º GRUPO

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL
FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO 2A.METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 1º GRUPO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

01 Motivo caracterizado por uma única linha circundando toda a borda. Encontrado nas cores azul ou vinhoso.

PB/PVF 02

Motivo variante do anterior, com duas linhas paralelas, circundando toda a borda. Encontrado nas cores azul ou vinhoso.

PB/PVF

03

Motivo caracterizado por uma única linha, que contorna toda a borda, recebendo, espaçadamente, um conjunto de três pinceladas. Encontrado nas cores azul e vinhoso. PB/PVF

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL
FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 1º GRUPO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

Motivo que se apresenta como variante do anterior, caracterizado pelo aparecimento de uma segunda linha paralela. Encontrado nas cores azul e vinhoso.

PB/PVF Motivo semelhante aos anteriores, sendo que as pinceladas identificadas não mais aparecem em conjunto de três, mas ocupando toda a borda de forma contínua, sobre uma única linha. Encontrado nas cores azul e vinhoso. 05

PB/PVF 06

Motivo semelhante ao anterior, apresentando agora duas linhas paralelas, abaixo da seqüência de pinceladas. Encontrado nas cores azul e vinhoso.

04

PB/PVF

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL
FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 1º GRUPO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

07 Motivo caracterizado por linha de contorno, na borda, sobreposta por conjuntos de três pinceladas, associados a uma linha de semicírculos embricados, sobre uma linha. Encontrado nas cores azul e vinhoso. PB/PVF 08 Motivo caracterizado por duas linhas paralelas, na borda, associadas a conjuntos de três pinceladas, compondo-se com seqüência de linhas onduladas. Encontrado nas cores azul e vinhoso.

PB/PVF 09 Motivo caracterizado por uma única linha que contorna a borda dos fundo dos pratos e tigelas. Encontrado nas cores azul e vinhoso.

PB/PV

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL
FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 1º GRUPO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR
10

Motivo caracterizado por duas linhas paralelas, que contornam toda a borda do fundo dos pratos e tigelas. Encontrado nas cores azul e vinhoso.

PB/PVF 11 Motivo, de inúmeras variantes, caracterizado por duas linhas paralelas ou uma única, que contornam toda a borda do fundo dos pratos e tigelas, apresentando no centro das peças “arabescos”, “círculos concêntricos”, “caracóis” e etc. Encontrado nas cores azul e vinhoso. PB/PVF

12 Variante 1 do Nº 11

PB/PVF

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL
FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 1º GRUPO

PB - PESQUISA BIBLIOGRÁFICA PVF - PROJETO VILA FLOR

Variante 2 do Arabescos

Nº 11

13

PB/PVF 14

Variante 3 Caracóis

do

Nº 11

PB/PVF

15

Variante 4 do Nº 11 Círculos concêntricos

7.2 – 2º GRUPO

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 2º GRUPO

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16

Motivo caracterizado por uma linha que contorna a borda do prato. Encontrado na cor castanho.

PVF 17 Motivo caracterizado por duas linhas, que contornam a borda do prato. Encontrado na cor castanho

PVF Motivo linhas prato, são de caracterizado por quatro que contornam a borda do sendo que as linhas externas maior espessura. 18

PV F

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 2º GRUPO

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19 Motivo caracterizado por duas linhas paralelas, unidas por uma linha ondulada. Encontrado na cor castanho.

PVF

Motivo caracterizado por duas linhas paralelas, unidas por uma linha ondulada, sendo esta cortada por uma terceira linha de espessura mais fina. Encontrado na cor castanho.

20

PVF

7.3 – 3º GRUPO

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 3º GRUPO

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Motivo caracterizado por duas linhas paralelas, unidas por linha ondulada. Executado na cor azul claro e vinhoso.

21

PVF 22 Variante do Nº 21. com o acréscimo de uma terceira linha paralela.

PVF Motivo caracterizado para o fundo das peças que trazem em suas bordas o motivo acima descrito. Executado nas cores azul claro e vinhoso.

PVF

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 3º GRUPO

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24

Motivo caracterizado por círculos concêntricos, localizado no fundo de pratos e tigelas. Executado nas cores azul claro e verde.

PVF 25 Variante do motivo anterior. Executado nas cores azul, verde e castanho.

PVF 26

Motivo caracterizado por três círculos concêntricos, nas cores azul, azul claro e castanho, utilizado no fundo de pratos e tigelas.

PVF

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 3º GRUPO

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27 Variante 1 do Nº 26

PVF 28

Variante

2

do Nº

26

PVF

7.4 – 4º GRUPO

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 4º GRUPO

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Motivo caracterizado por ter influência oriental (moura), que apresenta um grande número de variedades. Representado por linhas paralelas, de mesma espessura, tendo entre estas arabescos ou caracteres, na cor castanho. Localizado nas abas dos pratos de uma faiança mais rústica, num leve tom da cor Beige.

29

PVF 30

Variante

1

do Nº 29.

PVF 31 Variante 2 do Nº 29

PVF

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 4º GRUPO

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32 Variante 3 do Nº 29.

PVF

33 Variante 4 do Nº 29

PVF

34 Variante 5 do Nº

PVF

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 4º GRUPO

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Variante 1 Variante 6 do Nº 29 OBS. Foram identificadas outras inúmeras variantes, aqui não descritas.

do Nº 36

35

Motivo caracterizado e identificado para o fundo de peças que trazem em suas bordas os motivos acima descritos, de influência oriental (moura). Executado nas cores castanho e azul escuro, composto por dois círculos concêntricos, unidos por elemento decorativo na cor castanho.

PVF 36

37

PVF PVF

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX PORTUGAL E COLÔNIAS MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 4º GRUPO

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Variante 3 do Nº 36. Caracterizado por dois círculos concêntricos, na cor azul escuro, no interior de uma circunferência formada por semi-círculos embricados, na cor castanho.

38

PVF Motivo caracterizado pela composição de duas seqüências de duplos círculos concêntricos, na cor azul escuro.

39

PVF

7.2 - As formas das faianças de uso interno em Portugal e Colônias identificadas nas escavações em Vila Flor – RN. As planilhas que se seguem apresentam os resultados obtidos nas análises das faianças localizadas nas escavações realizadas em Vila Flor, reunindo dados sobre as formas dos recipientes com seus respectivos motivos decorativos, dentro de cada grupo.

A

FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR ARQUEOLOGIA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL

CRONOLÓGICO NA BRASILEIRA

FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DO TERCEIRO QUARTEL DO SÉCULO XVI ATÉ O PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX ENCONTRADOS EM VILA FLOR.

A

FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR ARQUEOLOGIA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL

CRONOLÓGICO NA BRASILEIRA

FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DO TERCEIRO QUARTEL DO SÉCULO XVI ATÉ O PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX ENCONTRADOS EM VILA FLOR.

A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DO TERCEIRO QUARTEL DO SÉCULO XVI ATÉ O PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX ENCONTRADOS EM VILA FLOR.

A

FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR ARQUEOLOGIA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL

CRONOLÓGICO NA BRASILEIRA

FORMAS BÁSICAS DA FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DO TERCEIRO QUARTEL DO SÉCULO XVI ATÉ O PRIMEIRO

QUARTEL DO SÉCULO XIX ENCONTRADOS EM VILA FLOR.

CONCLUSÃO

A pesquisa bibliográfica realizada permitiu a identificação das principais características de produção da faiança portuguesa da fase que se inicia na segunda metade do século XVI até a primeira metade do século XIX. O estudo deste período é por demais importante pois há pouca bibliografia tanto sobre a produção da Faiança Portuguesa, tanto a do tipo exportação quanto a do tipo Uso Interno como sobre a vida cotidiana no Brasil Colonial. Conhecer a faiança nos levará a perceber detalhes da vida doméstica da classe dominante bem como das classes menos abastadas mas livres dentro de uma sociedade escravocrata, tais como os comerciantes e os funcionários públicos que virão a dar origem a uma burguesia local. Este grupo social tentará espelhar em seus hábitos os padrões de vida da metrópole, sofrendo com a pouca oferta de produtos e a imposição dos produtos trazidos pelas companhias de comércio e uma visão da vida social menos dinâmica do que aquela oferecida no Reino. De um modo geral, não podemos afirmar que o português que emigrou para a colônia teria trazido consigo hábitos de mesa mais elaborados e complexos que refletissem a estruturação social do Reino. As poucas informações que temos a respeito nos foram passadas por cronistas que não se detiveram em detalhes que nos ajudassem neste particular. Com base nos dados da pesquisa bibliográfica e na observação do material estudado, pudemos distinguir dois tipos de produção de louças, cujas características variavam de acordo com o mercado a que se destinavam. São eles Faiança tipo exportação, de grande riqueza de padrões e motivos decorativos, com acabamento de melhor qualidade tanto na elaboração da peça quanto na sua decoração, e a Faiança de uso lnterno em Portugal e Colônias, de maior simplicidade na sua confecção e acabamento, destinada ao uso diário. Caracterizada a produção, e neste caso também uma expectativa de custo para as louças, sendo a de decoração e feitura mais apurada a que melhor preço alcançava na venda, podemos supor que dois momentos distintos são identificados para o uso de destas faianças: um que corresponde ao dia-a-dia e outro nas ocasiões mais formais ou festivas.

A partir desta caracterização elaborou-se uma tipologia de motivos e padrões decorativos correspondentes às duas linhas de produção. Procurou-se também levantar o conjunto básico de formas de recipientes, que acreditamos ser comum aos dois tipos de produção, composto de pratos, tigelas, travessas, terrinas, garrafas, jarras, jarros, potes, boiões e canudos. Para chegarmos aos itens acima mencionados, elaboramos um conjunto de planilhas com ilustrações disponíveis na bibliografia e em museus com peças identificadas por nós ou por outros autores, período a período como também um conjunto de desenhos que caracterizam as principais formas usadas na produção da faiança portuguesa nos períodos aqui analisados. (Vide Ficha de Ilustração por autor e por período) Para Faiança tipo exportação foi possível elaborar uma tipologia de motivos e padrões decorativos com suas principais características estilísticas como também estabelecer uma cronologia para esta tipologia. Este esquema dividiu este tipo de produção em cinco períodos distintos:

1º Período

Faianças com decoração essencialmente inspirada em motivos regionais e temas chineses simples, basicamente em azul sobre esmalte branco, datando aproximadamente do terceiro quartel do século XVI até o primeiro quartel do século XVII (1575 – 1625). 2º Período Faianças com decoração mista de padrões portugueses com chineses mais elaborados, produzidos aproximadamente a partir do segundo quartel até o terceiro quartel do século XVII (1625 – 1675). 3º Período Faianças com decorações chinesas, assumindo características populares na confecção, desenvolvidas aproximadamente a partir do último quartel do século XVII ao primeiro quartel do século XVIII (1675 – 1725). 4º Período Faianças com decoração inspirada em motivos portugueses e europeus, simples mas de grande diversidade, tendo sido produzida aproximadamente a partir do segundo quartel até o terceiro quartel do século XVIII (1725 – 1775). 5º Período Faiança com motivos portugueses e europeus fazendo largo uso de policromias, que passa a ser produzida na fase incluída, aproximadamente, entre o terceiro quartel do século XVIII ao primeiro quartel do Século XIX (1775 – 1825).

O conjunto de padrões levantados tanto na pesquisa bibliográfica quanto aos identificados em Vila Flor forma um total de l l 4 motivos, sendo possível identificar 107, dos quais 75 pertencem ao grupo do tipo exportação. Destes, 27 foram identificados em Vila Flor, já conhecidos na bibliografia especializada, e mais sete apenas em Vila Flor.

Para a Faiança de Uso lnterno em Portugal e Colônias, foram identificados em Vila Flor 39 motivos, dos quais somente um era conhecido na bibliografia especializada. Todos os demais foram localizados nas escavações do sítio. Procuramos agrupar esses motivos em conjuntos de uma certa homogeneidade, formando quatro grupos. As combinações entre si dos motivos identificados para cada grupo poderá vir a definir vários padrões, que, pelo pequeno universo de fragmentos não podemos ainda definir. Ao avaliar o total de 1095 fragmentos achados, identificamos 365 fragmentos sem decoração para uso interno e 730 decorados pertencentes tanto à faiança do diário quanto à do tipo exportação, que através do instrumento de análise proporcionado pelas planilhas gráficas, chegamos às seguintes conclusões: 1. Duzentos e sessenta e três fragmentos que compõem 27 motivos distribuídos nos cinco períodos da faiança tipo exportação. 2. Setenta e três fragmentos que compõem sete motivos da faiança do tipo exportação que pelo diminuto tamanho não permitiram a recomposição do desenho. 3. Trezentos e noventa e quatro fragmentos que compõem 39 motivos distribuídos nos 4 grupos em dividimos os achados da faiança de uso interno. Para melhor entendimento da distribuição dos motivos nos dois tipos de produção, temos o quadro que se segue:

Quadro Demonstrativo de motivos encontrados nos fragmentos encontrados em Vila Flor TIPO Exportação Exportaçao Uso Interno TOTAL Motivo 27
7 em branco

Número de Fragmentos 263 73 394 730

Percentuais 36% 10% 54% 100%

39 73

Como percebemos é maior a incidência de louça de uso cotidiano, embora desperte menos interesse nos especialistas, historiadores da arte e museólogos, mesmo sendo, acreditando o tipo mais representativa na mesa portuguesa colonial. Podemos ainda informar que a soma dos fragmentos decorados com os sem decoração do tipo de uso interno perfaz um total de 759 fragmentos, representando 66,67 % do universo de 1095 fragmentos e que a faiança tipo exportação representa um terço deste total, ou seja, 33,33 %. Apesar deste percentual alto, a faiança de uso interno se apresentou em Vila Flor sob dois tipos de formas: pratos e tigelas, com pouca variação de tamanho, reforçando nossa observação sobre o caráter conservador tanto em motivos quanto em formas desta faiança. Já a faiança do tipo exportação também apresenta esta quantidade reduzida de formas, mas sob um grande número de motivos mais elaborados. Neste quadro em que verificamos uma pobreza de formas, ficamos a questionar se na mesa brasileira desta fase haveria outras maneiras de suprir as necessidades, como por exemplo, a aquisição de pratos de servir em metal (Cobre, Estanho) e porcelana de outras procedências ou mesmo a cerâmica de produção local, indígena ou cabocla.

Outro fator que poderia influir seria a oferta do produto no mercado, condicionada pela escolha já determinada previamente pelo importador/exportador ou varejista, em função de acondicionamento ou frete de transporte reduzindo a encomenda de peças de maior volume, mais difíceis de serem transportadas ou que não tivessem a mesma certeza de venda. Ao observarmos a produção da faiança portuguesa no período aqui estudados, podemos observar dois grandes períodos que são antecipados por períodos que poderiam chamar de pré-qualificação para esses dois grandes momentos da produção da faiança portuguesa. As Faianças Portuguesas produzidas entre o último quartel do século XVI e o primeiro quartel do século XVII, vão definir o grande período orientalizante de influência chinesa que se define aproximadamente do segundo quartel do século XVII até o Primeiro Quartel do século XVIII, o que é considerado o primeiro grande período da Faiança Portuguesa. Do segundo e terceiro quartel do século XVIII, a faiança portuguesa passa por um período de adaptação às novas tendências de gosto e mercado que vem se materializar na sua plenitude máxima após o terremoto de Lisboa com a política mercantilista e “industrial”, implantada pelo Marquês de Pombal. O Marquês de Pombal incentivou a instalação de novas fábricas de faiança por todo o País, dando início a um segundo grande período da produção da faiança em Portugal, onde as características Barroco/Rococó irão caracterizar esta produção, que irá se expandindo até as invasões napoleônicas, quando muitas dessas fábricas são fechadas e poucas têm continuidade de produção. Após a saída dos franceses, quando da reestruturação da corte em Lisboa, contribui também para isso, a introdução de nova tecnologia, como a faiança Pó-de-Pedra de tecnologia inglesa e a diminuição do mercado exportador e consumidor em função de custos e qualidade menores. Ocorre um quase totasl desparecimento da Faiança Portuguesa nos sítios arqueológicos brasileiros, dando lugar ao aparecimento de enormes quantidades de fragmentos de faiança fina inglesa industrializada. As várias reflexões feitas sobre as Faianças portuguesas motivam novas reflexões sobre os achados em Vila Flor de fragmentos de porcelanas orientais e ocidentais, bem como um grande número de fragmentos de cerâmicas indígenas e caboclas (neo-brasileira) que serão objeto de outros estudos. Somente após estas análises é que poderemos

formular hipóteses com maior embasamento, que permitam retratar a mesa colonial de Vila Flor. Ainda assim, será necessário comparar os resultados obtidos em outros sítios de mesmo período, com metodologia semelhante para que possamos delinear um conjunto de informações que nos permitam formular hipóteses sobre a estruturação social de sociedades coloniais através do estudo dos fragmentos de louças que um dia serviram à mesa brasileira. Outro item proposto dentro de nossos objetivos foi o de sairmos da análise crono-estilística-morfológica para realizarmos o estudo da estrutura físico-química das pastas e esmaltes das faianças, comparando-as com os mesmos perfis químicos das jazidas produtoras de matéria-prima em Portugal. Não existindo dados sobre estas jazidas, resolvemos deixar para o futuro este tipo de análise. Só recentemente é que surgiram as primeiras análises físicoquímicas através do método de espectometria de fluorescência de raio X e por microscopia eletrônica de varrimento, com micro análise EDS, onde se pode fazer uma correta caracterização dos componentes das pastas cerâmicas, das peças arqueológicas e com isso fazer-se a comparação através dos mesmos métodos com os perfis físico-químicos obtidos nas jazidas que forneciam matéria-prima para as olarias de faiança antiga. Pretendíamos também determinar autoria, fabricante e proprietário através da identificação de marcas, datas e algarismos, sinais,monogramas, brasões e armas, o que não foi feito pois estes ítens não ocorreram nos fragmentos achados nas escavações. Apesar de termos feito uma seleção dentro da bibliografia de José Queiroz, “A Cerâmica Portuguesa e Outros Estudos”, de marcas, datas e algarismos, sinais, onde privilegiamos o que foi encontrado dentro deste universo de informações que cobrem dos fins do século XVI ao início do século XIX. Em nosso banco de dados, identificamos origem do fabrico, século da produção , cor e características encontradas (Vide Anexo “Ilustrações”) Os procedimentos metodológicos adotados tanto para campo quanto para laboratório foram fator decisivo para que chegássemos a obter a quantidade e qualidade de informações sobre o assunto, com o nível de precisão científica que desejávamos e que nos permitiu chegar ao conjunto de idéias que compõe esta conclusão. Paulo Tadeu de Souza Albuquerque

Recife – Pernambuco – Brasil - JUNHO/2000
Anexos – Planilhas com Ilustrações dos achados de Vila Flor – RN – Brasil.

ILUSTRAÇÕES VILA FLOR
Motivos identificados na pesquisa bibliográfica e encontrados nas escavações em Vila Flor. 1. Faiança tipo exportação- Período, motivo 6. PB I PVF 2. Faiança tipo exportação do 1º Período motivo 10. ps I PVF 3. Faiança tipo exportação do 2º. Periodo, motivo 25. PB I PVF 4. Faiança tipo exportação do 2º. Período, motivo 26, PB I PVF 5. Faiança tipo exportação do 4º. Período, Motivo 42, PB I PVF 6. Faiança tipo exportação do 4º. Período, motivo 46, PBI PVF 7. Faiança tipo exportação do 4º. Período. motivo 49. PB / PVF 8. Faiança tipo exportação do 4º. Periodo, motivo Sl, PB IPVF 9. Faiança tipo exportação do 4º. Período, variante do motivo 51 PVF 10. Faiança tipo exportação do 4º. Período, motivo 52. PB I PVF 11. Faiança tipo exportação do 5º. Período, motivo 55. PB I PVF 12. Faiança tipo exportação do 5º. Periodo. motivo 56, PVF 13. Faiança tipo exportação do 5º Período. motivo 58. PB I PVF 14 Faiança tipo exportação do 5º. Período, motivos 59. 60 e 61. PVF 15 Faiança tipo exportação do 5º Período, motivo 62. PB / PVF 16, Faiança tipo exportação do 5º. Período. motivo 64, PVF 17. Faiança tipo exportação do 5º. Período. motivo 67, PB I PVF 18 Faiança tipo exportação do 5º. Período, motivo variante de 67. PVF 19. Faiança tipo exportação do 3º. Período. motivo 68, PB I PVF 20. Faiança de uso interno. 1º Grupo. motivos 1 a 6, PVF 21. Faiança de uso interno, 1º Grupo, motivos 7 e 8, PVF 22. Faiança de uso interno, 1º Grupo, motivos 10 a 14, PVF 23. Faiança de uso interno, 2º Grupo, motivos 16 a 20, PVF 24. Faiança de uso interno, 3º Grupo, motivos 21 e 22 e variantes. PVF 25, Faiança de uso interno, 3º Grupo. motivos 23 a 25, PVF 26, Faiança de uso interno, 3º Grupo. motivos 26 a 28, PVF Faiança de uso interno. 4º Grupo , motivos 36 a 39, PVF Motivo identificado na pesquisa bibliográfica e encontrado nas escavações em Vila Flor.

27. 28.

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 1º PERÍODO
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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2

A

. METADE DO SÉCULO XVI AO

PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 1º PERÍODO
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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 1º PERÍODO
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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 2º PERÍODO
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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 2º PERÍODO
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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 4º PERÍODO
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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 4º PERÍODO
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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 5º PERÍODO

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PROJETO VILA FLOR RN – BRASIL FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO EXPORTAÇÃO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 5º PERÍODO
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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 1º GRUPO
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A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA PROJETO VILA FLOR - RN – BRASIL
FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 1º GRUPO

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A FAIANÇA PORTUGUESA – DEMARCADOR CRONOLÓGICO NA ARQUEOLOGIA BRASILEIRA
PROJETO VILA-FLOR – RN - BRASIL FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 1º GRUPO
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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 2º GRUPO
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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 3º GRUPO
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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 3º GRUPO
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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 3º GRUPO

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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INETERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 4º GRUPO
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FAIANÇA PORTUGUESA DO TIPO DE USO INTERNO DA 2A. METADE DO SÉCULO XVI AO PRIMEIRO QUARTEL DO SÉCULO XIX MOTIVO OU PADRÃO IDENTIFICADO 4º GRUPO
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Para o estudo da faiança portuguesa identificamos como obras fundamentais, aquelas produzidas pelos seguintes autores : José Queiroz Vasco Valente Reynaldo dos Santos Arthur de Sandão Rafael Salinas Calado

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