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CRIMINOLOGIA

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CRIMINOLOGIA

A criminologia é uma ciência empírica que se ocupa do crime, do delinqüente, da vítima e do controle social do delitos. Baseia-se na observação, nos fatos e na prática, mais que em opiniões e argumentos, é interdisciplinar e, por sua vez, formada por outra série de ciências e disciplinas, tais como a biologia, a psicopatologia, a sociologia, política, etc. Quando nasceu, a criminologia tratava de explicar a origem da delinqüência, utilizando o método das ciências, o esquema causal e explicativo, ou seja, buscava a causa do efeito produzido. Pensou-se que erradicando a causa se eliminaria o efeito, como se fosse suficiente fechar as maternidades para o controle da natalidade. Academicamente a Criminologia começa com a publicação da obra de Cesare Lombroso chamad "L'Uomo Delinquente", em 1876. Sua tese principal era a do delinqüente nato. Já existiram várias tendências causais na criminologia. Baseado em Rousseau, a criminologia deveria procurar a causa do delito na sociedade, baseado em Lombroso, para erradicar o delito deveríamos encontrar a eventual causa no próprio delinqüente e não no meio. Um extremo que procura as causas de toda criminalidade na sociedade e o outro, organicista, investigava o arquétipo do criminoso nato (um delinqüente com determinados traços morfológicos)... (Veja Rousseau, Personalidade Criminosa) Isoladamente, tanto as tendências sociológicas, quanto as orgânicas fracassaram. Hoje em dia fala-se no elemento bio-psico-social. Volta a tomar força os estudos de endocrinologia, que associam a agressividade do delinqüente à testosterona (hormônio masculino), os estudos de genética ao tentar identificar no genoma humano um possível "gene da criminalidade", juntamente com os transtornos da violência urbana, de guerra, da fome, etc. De qualquer forma, a criminologia transita pelas teorias que buscam analisar o crime, a criminalidade, o criminoso e a vítima. Passa pela sociologia, pela psicopatologia, psicologia, religião (nos casos de crimes satânicos), antropologia, política, enfim, a criminologia habita o universo da ação humana. A nós interessará a criminologia que diz respeito à psiquiatria.
John Herbert Dillinger (22 de junho de 1903 - 22 de julho de 1934) foi um ladrão de bancos estadunidense, considerado por alguns como um criminoso perigoso, e por outros idolatrado como um Robin Hood do século XX. Isto porque muitos estadunidenses culpavam os bancos pela depressão dos anos 30 e Dillinger só roubava bancos. Dillinger ganhou o apelido de "Jackrabbit" por suas fugas da polícia e rapidez dos assaltos. Além disso era uma figura atlética, tendo sido considerado um bom jogador de beisebol quando estivera na prisão. Suas ações, assim como outros criminosos dos anos 30, como Bonnie e Clyde e Ma Barker, dominaram a atenção da imprensa, que começou a chamá-los de "inimigos públicos" (public enemy), entre 1931 e 1935, época em que o FBI se desenvolveria e tornar-se-ia mais sofisticado.

[editar] Biografia
Dillinger nasceu em Indianápolis, Indiana, filho de John Wilson Dillinger (1864-1943) com a primeira esposa Mary Ellen "Mollie" Lancaster (1860-1907). Ele se alistou na Marinha, mas desertou poucos meses depois. Depois que saiu da Marinha, Dillinger voltou para Indiana e se casou em 12 de abril de 1924 com Beryl Ethel Hovious. Mas tinha dificuldades em arrumar emprego fixo e manter seu casamento.

[editar] Vida de crimes
Dillinger se tornou criminoso e foi preso em 1924 na Cadeia Estadual de Indiana. Atrás das grades conheceu ladrões de bancos perigosos como Harry Pierpont de Muncie (Indiana) e Russell "Boobie" Clark de Terre Haute. Dillinger trabalhou na lavanderia da prisão com isso ajudou numa fuga de Pierpont, Clark e outros. Dillinger ficou preso na Cadeia de Indiana até 1933, quando foi solto por liberdade condicional. Ao sair, encontrou os criminosos que ajudara e entrou para a quadrilha. Graças a notoriedade ganha pelo criminoso, o grupo ficou conhecido como "a primeira gangue de Dillinger" que, além de Pierpont e Clark, ainda contava com Charles Makley, Edward W. Shouse Jr., Harry Copeland, "Oklahoma Jack" Clark, Walter Dietrich e John "Red" Hamilton. Homer Van Meter e Lester Gillis (Baby Face Nelson) formariam a "segunda gangue de Dillinger", após a fuga dele de Crown Point (Indiana). Segundo a imprensa, Dillinger usava diferentes golpes em seus roubos a banco: se disfarçou de vendedor de alarmes de segurança em Indiana e Ohio. De outra vez sua gangue se passou por uma companhia cinematográfica que queria encenar um roubo a banco. Se dizia que a gangue de Dillinger roubara cerca de $ 300.000 dolares (correspondente a 5 milhões de dolares atuais) de dezenas de bancos. Poucos meses depois da saída da Cadeia de Indiana, ele voltou à prisão, em Lima (Ohio), mas sua gangue o libertou, assassinando o xerife Jessie Sarber. A maior parte da quadrilha foi capturada no fim do ano em Tucson, Arizona durante um incêndio no Historic Hotel Congress. Dillinger foi preso e enviado para a cadeia de Crown Point, Indiana. Ele foi a julgamento por suspeita do homicídio do guarda William O'Malley durante um tiroteio em um banco em East Chicago, Indiana. Durante o julgamento, foi tirada uma famosa fotografia de Dillinger apontando a arma no promotor Robert Estill. Em 3 de março de 1934, Dillinger fugiria de Crown Point. Dillinger aparentemente usou uma arma moldada atráves de uma barra de sabão, um fato explorado no folclore sobre gângsters. Essa fuga trouxe constrangimentos ao xerife Lillian Holley, que ameaçou Dillinger de morte. Dillinger cruzou a fronteira de Indiana-Illinois num carro roubado, cometendo um crime federal que o colocou sob a mira do FBI. Em abril, a quadrilha apareceu em Manitowish Waters, Wisconsin, procurando um esconderijo. Eles foram denunciados à promotoria de Chicago, que contatou o FBI. Logo uma equipe de agentes liderados por Hugh Clegg e Melvin Purvis cercaram o esconderijo, mas os bandidos foram avisados. No tiroteio que se seguiu a quadrilha fugiu em debandada. O agente W. Carter Baum foi atingido e morto por "Baby Face" Nelson. No verão de 1934, Dillinger sumiu de circulação. Ele foi para Chicago e usou o nome de Jimmy Lawrence. Ele arranjou a namorada Polly Hamilton, que não sabia da sua identidade. Mas o FBI encontrou seu carro, logo deduzindo que ele estava na cidade.

[editar] Morte

Dillinger havia ido ao cinema assistir o filme de gângsters Manhattan Melodrama no Biograph Theater em Lincoln Park, Chicago. Dillinger estava com sua namorada Polly e com Ana Cumpanas (conhecida por Anna Sage). Sage estava com problemas de imigração e fez um acordo com Purvis e o FBI para emboscar Dillinger. Ela não disse ao certo o cinema que iriam, então a equipe de agentes se dividiu em dois locais. Na saída do cinema escolhido, os agentes atiraram em Dillinger, matando-o. Dillinger foi baleado três vezes, sendo atingido no coração. Sage usou um vestido laranja, para que os agentes a identificassem. A luz artificial distorceu a cor, fazendo com que surgisse o mito da "dama de vermelho", um personagem traiçoeiro. Mesmo tendo colaborado com o FBI, Sage foi deportada para Romênia em 1936, onde morreria onze anos depois. Dillinger foi enterrado no Cemitério de Crown Hill[1] em Indianápolis. Em 2006 o Discovery Channel exibiu o documentário The Dillinger Conspiracy, no qual se sugeriu que o sargento da polícia de Chicago Martin Zarkovich era quem estava com a arma identificada como a de onde partiu a bala que matou Dillinger

VIOLÊNCIA SEXUAL & CRIME SEXUAL SERIAL - 1
Os atos de violência contra as pessoas por motivos sexuais constituem uma parte importante de todos os delitos sérios e podem chegar às formas mais desumanas de assassinato. O crime por prazer constitui casos extremos de sadismo, onde a vítima é assassinada e às vezes mutilada, com o propósito de provocar gratificação sexual ao criminoso, o qual normalmente consegue o orgasmo mais pela violência do que pelo coito. O chamado Crime Sádico Serial, ou homicídio por Parafilia, pode ser considerado homicídio por prazer, já que a causa e a razão do ato tem uma origem sexual. Deve ser tarefa da sexologia e da psiquiatria forense estabelecer os aspetos da personalidade de um criminoso sexual com características de crime serial. O exame de todas as manifestações da conduta delinqüencial deve ser investigado em função da personalidade total do criminoso e de seu inseparável contexto social. Além disso o perito médico deve descobrir o valor e a significação que a realidade tem para o criminoso, seu juízo crítico, capacidade de auto-determinar-se, etc.

Em 1996, 307.000 mulheres foram vítimas de estupro, estupro ou agressão sexual (National Crime Victimization Survey. Bureau of Justice Statistics, U.S. Department of Justice, 1997). Um dos aspectos mais característicos do crime sexual é que ele quase nunca é denunciado. O motivo mais comum desta atitude das mulheres - de não denunciar estes crimes - é decorrente do fato delas acreditarem que isto é um problema muito íntimo ou assunto estritamente pessoal, além do medo de represálias por parte do agressor. Aproximadamente 68% das vitimas de estupro conheciam seu agressor. (Violence against Women. Bureau of Justice Statistics, U.S. Dept. of Justice, 1994) veja mais

Quando há incontestável dificuldade do criminoso para aceitar a lei, pode significar uma anomalia adaptativa no desenvolvimento de sua personalidade. Porém, não obstante, o exame psiquiátrico geral dos criminosos sexuais seriais tem mostrado que a expressiva maioria deles (80 a 90%) não apresenta sinais de alienação mental franca. Falamos em “alienação mental franca” porque a imensa maioria desses criminosos é composta por indivíduos com Transtornos da Personalidade, Psicopatas Anti-sociais, portadores de Disfunções Sexuais ou Parafilias (veja Parafilias e Personalidade Psicopata) e nenhum desses quadros caracteriza uma alienação mental suficiente para a inimputabilidade. tem 2 páginas: 01 > 02

Alguns poucos desses criminosos podem apresentar Transtornos Neuróticos, sobretudo de tonalidade ObsessivoCompulsiva (veja). Apenas um grupo minoritário, de 10 a 20%, é composto por indivíduos com graves problemas mentais, quadros com características psicóticas alienantes, quer dizer, juridicamente inimputáveis. Ao contrário de outros assassinos seriais, não devemos crer, sistematicamente, que o criminoso sexual serial é sempre impelido por incontroláveis desejos ou impulsos sexuais incoercíveis, ou qualificar esses agressores sexuais seriais como doentes mentais alienados. A ausência de doença mental alienante, sobretudo nos violentadores é a regra habitual e, o que se observa em geral, é que são indivíduos com condutas aprendidas numa socialização deficitária. Antes de se avaliar cada caso, é importantíssimo distinguir o Desvio Sexual (Parafilia) do crime sexual. Este último transgride as leis, enquanto no Desvio Sexual essa transgressão não é obrigatória. É assim, por exemplo, que um exibicionista (Parafilia) pode ser concomitantemente um criminoso ou, ao contrário, um masoquista ou sádico (Parafilia) passa a vida toda sem cometer delito algum. Não devemos, em hipótese nenhuma, homogeneizar os agressores sexuais sob rótulo de "loucos", simplesmente por se

tratarem de pessoas que representam o comportamento desviante, o comportamento diferente e indisciplinado, sem que haja premente preocupação científica para o caso de cada um. O perito não deve influenciar-se pela intolerância social com tais comportamentos, inclinando-se sistematicamente no diagnóstico da "loucura". A conduta violenta pode ser melhor compreendida como sendo resultado da interação entre a personalidade prévia do autor, seu estado emocional atual, sua situação interpessoal e o contexto social em que se desenvolve o ato agressivo. Em tese, academicamente, "a violência consiste em ações de pessoas, grupos, classes ou nações que ocasionam a morte de seres humanos ou que afetam prejudicialmente sua integridade física, moral, mental ou espiritual". Para a psiquiatria essa definição é incompleta, na medida em que não trata de um dos aspectos mais relevantes da agressão, ou seja, da angústia, medo, fobia e toda sorte de ansiedades e depressões que as pessoas experimentam depois da agressão, sabe-se lá por quanto tempo, ou do sofrimento emocional diante da simples possibilidade de agressões, antes mesmo de terem sido perpetradas. Juridicamente, se o comportamento sexual de uma pessoa causa dano à outra, afeta a sexualidade de um menor, mesmo mediante seu consentimento, constituirá um delito, crime ou delinqüência.

Semiologia da conduta delinqüencial
Para poder realizar uma perícia médica sexológica correta, devemos partir da realização de uma boa semiologia do criminoso e da conduta delinqüencial. Ao considerar cada caso de delito sexual, deve-se fazer o exame da vítima e do agressor, sobretudo deste último. Tratase de sua bio-psicogênese, ou seja, das características de sua personalidade, bem como dos fatores ambientais. Para configurar sua personalidade basal e as influências ambientais que sobre ela se fizeram sentir, devemos avaliar sua historia vital e existencial, tentando argüir os elementos e eventuais causas para delinqüir (criminogênese). Atualmente existem várias escalas preditivas do potencial agressivo que podem ser aplicadas a possíveis criminosos seriais, como é o caso da HCR-20 (canadense), outras que

apontam para os riscos de reincidência e assim por diante. Infelizmente pouca coisa há traduzida para o português (veja).

Estado civil
Os criminosos seriais podem ser adultos jovens ou de meia idade. É raro observar menores de 18 anos e maiores de 50. Predominam os solteiros entre os criminosos sexuais, normalmente portadores de personalidade imatura e instável, entre os 30 e 40 anos de idade, emocionalmente dependentes e habitualmente filhos únicos, convivendo em grande dependência de sua mãe, em geral viúva e dominante. Entre quase 1.200 pacientes vítimas de agressão sexual atendidas no serviço do Hospital Pérola Byington, observou-se que entre 86,6% das adolescentes e 88,1% adultas o agressor era desconhecido, mas na maioria dos casos de crianças agredidas o agressor pôde ser identificado, normalmente parentes e vizinhos (Aspectos Biopsicossociais da Violência Sexual, Jefferson Drezett).

Numero de agressões
O agressor serial não costuma ter um número limite de agressões em sua vida, por exemplo, quatro crimes sexuais até hoje, sendo o último perpetrado há 10 anos ou coisas assim. Em geral o limite costuma ser determinado pela sua detenção ou morte. Quando se trata de Criminoso Sexual Serial as agressões cumprem um ritual homicida, o corpo da vítima será o testemunho do fato e permitirá fazer a interpretação psicodinâmica da agressão. Quando as agressões terminam em lesões e, sobretudo, em atentados contra a liberdade sexual, é comum que as vítimas e testemunhas não denunciem o criminoso por medo ou constrangimento. Observa-se atualmente um maior numero de denúncias nos tribunais contra esses agressores. Até há pouco tempo as denúncias eram escassas devido ao constrangimento das vítimas mas essa atitude denunciatória tem colaborado para que o criminoso seja preso, interrompido sua seqüência de crimes e apenado mais rapidamente.

Roupa

O Criminoso Sexual Serial agride sexualmente, sem necessariamente matar. Trata-se da grande maioria dos estupradores e violentadores sexuais. Caso ocorra a morte ou mutilação da vítima será um Assassino Sexual Serial, tipo "serial killer", matando várias vítimas em algum período de tempo com propósito de gratificar-se sexualmente. Quando se trata de um criminoso sexual serial aos moldes de "serial killer", uma constatação importante é sobre a roupa que usa o criminoso. Não raras vezes a roupa pode ser sempre a mesma, quando realiza o crime. A roupa também pode ser parte de um ritual que tem um simbolismo particular para o agressor, como se fosse um uniforme de combate, razão pela qual tende sempre a utilizar a mesma roupa. Cada agressor do tipo "serial killer" utiliza um equipamento pessoal. Em geral não é freqüente que o criminoso utilize um traje social sofisticado, tipo terno, blazer, etc, salvo naqueles casos em que o modo de operar requeira tal vestimenta, por exemplo, para seduzir mulheres em lugares de luxo, para ir a um Hotel ou para a residência da vítima.

Aspecto psicofísico
Dificilmente o criminoso sexual serial e o assassino serial sexual apresentam a imagem escraxada do perverso e cruel. Em geral são, ao contrario, pessoas de razoável a bom nível social, se comportam de forma cordial, se mostram saudáveis, sedutores, educados, inteligentes e astutos. Com essas características a criminalidade passa desapercebida no âmbito da comunidade e até para os conhecidos e, se têm um trabalho estável, também se mostram inocentes e bons companheiros de trabalho. Paralelamente, quando desenvolvem sua atividade delinqüencial, mudam totalmente de personalidade, como se adotassem outra identidade (na realidade a personalidade autêntica e original, já que a social é um disfarce) e, não só mudam a conduta social habitual, senão também assumem seu verdadeiro comportamento ritualizado que obedece aos desígnios de uma conduta perturbada e delinqüencial. Assim se observa uma serie de características especiais que os identificam. A nível psíquico, podem ser alfabetizados, de bom quociente intelectual, alguns com nível de estudo secundário e até

universitário. Nestes casos, é comum que não tenham completado totalmente a universidade devido alguma frustração ou conflito. Excepcionalmente se tem registrado criminosos sexuais e assassinos sexuais seriais baixo nível intelectual. A linguagem que podem utilizar durante a execução do ato criminoso costuma ser de ameaças, insultos, desqualificação, agressão, provocação, autovalorização, vingança, etc.

Ocupação
Quase em todos os casos os criminosos seriais têm trabalhos efetivos e se comportam neles de forma responsável, podem ser pontuais e cumpridores, obtendo dos chefes o reconhecimento e boas referências. Alguns trabalham por conta própria, outros têm um bom passado familiar e se dedicam a tarefas recreativas, hobbys, colecionam objetos artísticos, possuem refinados gostos culturais ou realizam ações de beneficência na comunidade, em atitude paradoxal com suas tendências delituosas. Os que têm filhos, podem ser pais rígidos e autoritários e impõem uma férrea disciplina familiar, com total oposição aos comportamentos transgressores que cumprem durante sua atividade delinqüencial.

Modalidade da atividade sexual
A modalidade da atividade sexual que realiza o criminoso serial tem a ver com a forma de compensar as dificuldades sexuais que freqüentemente apresenta ao tentar uma relação sexual convencional. Dessa maneira, a agressão sexual costuma ser, de fato, violenta e/ou intimidatória, e essa violência passa a funcionar como um estímulo erótico compensador da hiposexualidade que apresenta habitualmente diante das relações convencionais. Apesar do ataque de violação ser, habitualmente, por via vaginal ou anal, também se observa, com assiduidade, ataque sem acesso carnal propriamente dito, como por exemplo, através de equivalentes agressivos sádicos com os quais conseguem o orgasmo.

Antecedentes penais

É raro que essas pessoas apresentem antecedentes delinqüenciais detectados, públicos ou conhecidos da polícia. Os criminosos seriais que possuem antecedentes criminais podem ser por fatos muitíssimo similares mas em outras regiões do país. Assim como há criminosos seriais que apresentam uma dupla vida, entre a imagem social e a delinqüencial, se encontram também alguns que têm também uma dupla vida dentro do próprio âmbito criminoso, quer dizer, apresentam uma "carreira" delinqüencial habitual, quase sempre como ladrões e a outra vida "autêntica" de agressor serial. Às vezes utilizam a primeira para lograr a segunda.

Personalidade social
Não é certa a noção generalizada de que estes criminosos sexuais seriais sejam torpes e agressivos, ou que apresentem antecedentes públicos de condutas sociais violentas, ou que se caracterizem como libertinos sexuais. É muito raro que as condutas sexuais delituosas seriais se dêem em promíscuos ou "liberados sexuais", bem como em pessoas que se vangloriam socialmente de sua vida sexual abertamente. O habitual é que nem tenham namorada, que sejam reprimidos sexuais, introvertidos, tímidos, ou dependentes afetivos, sobretudo da mãe. Comumente seu papel social é exatamente contrário daquele que se esperaria de uma pessoa sexualmente atirada; retraídos e acanhados.

Estado mental
É muito raro que esses criminosos seriais sejam francamente alienados ou psicóticos. O mais habitual é encontrarmos o criminoso serial com Transtornos da Personalidade e/ou psicopatas instintivos, os quais descarregam sua agressão contra o ser humano do meio circundante, meio este, ao qual não se adaptam. As variantes esquizóides e hístero-paranóides são as de maior prevalência entre os Transtornos da Personalidade. O criminoso serial em geral se mimetiza no meio social para passar desapercebido. Os neuróticos obsessivo-compulsivos, embora estejam também descritos entre os criminosos sexuais seriais, não são de observação tão freqüente como se

acreditava antes. De modo geral são pessoas psiquicamente bem orientadas e lúcidas, têm noção do certo e do errado, tem crítica de seus atos. Esse grau de consciência se corrobora pelo fato deles não agirem como agem caso tenha algum policial por perto.

Sociogênese
Deve-se investigar também os fatores ambientais que influem para forjar o desenvolvimento da personalidade básica do criminoso sexual serial. Para ele se deve ter em conta: 1) a personalidade do indivíduo que delinqüe e; 2) seu inseparável contexto social. A personalidade do criminoso deve ser o centro da investigação psiquiátrica forense, uma vez que ela é a unidade à qual estão referidas todas as manifestações de sua conduta, motivação, etc., portanto o estudo da conduta delinqüencial deve fazer-se em função da personalidade total do indivíduo (comportamento de acordo com sua historia vital) e seu inseparável contexto ambiental. A dificuldade crônica do criminoso para aceitar a lei e sua constante insensibilidade aos demais reflete as dificuldades no desenvolvimento de sua personalidade. Como se observa freqüentemente, ao estudarmos as gangues, o ato criminoso do grupo pode significar uma violação ou transgressão da norma estabelecida desencadeada por uma circunstância existencial adversa, um reflexo ideológico esdrúxulo, uma desobediência social ou coisas assim. Entretanto, no caso do criminoso sexual serial nem sempre (ou quase nunca) se encontram circunstâncias sócio-ambientais associadas ou que tenham influído decididamente em sua conduta delinqüencial. No criminoso sexual serial, na imensa maioria dos casos, se observa que a psicogênese (traumas psíquicos pessoais) tem maior predominância que a sociogênese (fatores ambientais). Não obstante, embora não haja circunstâncias sócio-ambientais associadas na atualidade, mesmo assim devemos investigar o meio social onde o criminoso se criou, seu grau de educação e escolaridade, sua relação parental, o grau de marginalidade social, experiências ocupacionais, abandono familiar, negligência materna, etc.

Sempre se tem insistido em acentuar a diferença que existiria entre o indivíduo criminoso e o homem socialmente adaptado. Pode-se dizer que é evidente existir uma historia pessoal com determinadas características no criminoso, um contexto social e disposições que falam em determinadas circunstâncias, as quais explicariam as condutas delituosas em geral e as condutas sexuais em particular. Veja ao lado a descrição do caso Pedro Alonso Lopez para ilustrar essa idéia.

Criminogênese
A criminogênese, ou a explicação das causas que teve o criminoso sexual serial para delinqüir, é fruto do estudo de sua historia biológica, ou seja, do perfil constitucional de sua personalidade básica, mais as influências ambientais que sobre essa personalidade atuaram resultando na situação atual. Assim, se observam com freqüência alterações psicopatológicas de certa significação. Freqüentemente são indivíduos instáveis, imaturos, inclinados à agressividade diante das frustrações, hostis, reprimidos, com baixa autoestima, necessitados de afeto, inseguros, tímidos, temerosos, etc. No caso particular do violentador serial típico, se observa habitualmente uma personalidade agressiva com forte componente sádico e com grande hostilidade consciente ou inconsciente para com a mulher (sentimento de insegurança) e temor sobre sua masculinidade. A personalidade do tipo borderline ou esquizóide pode estar presente. Deve-se recordar que o violentador se diferencia do sádico genuíno porque exerce sua violência para submeter possessivamente (penetração peniana) a vítima, diferentemente do sádico que pode obter prazer através da violência exercida sobre a vítima mesmo que não se concretize a penetração. O fato sexual é punível pela atividade sexual executada mediante violência, engano, coação física ou psíquica a outra pessoa ou com um menor de idade.

O ato criminoso
Depois do criminoso deve-se investigar o ato da violência para, através dos mecanismos utilizados, observar a dinâmica do delito. Portanto, a conduta delinqüencial surge da interação entre um agressor e um fato criminoso. Para os fins práticos devemos ter em conta um tripé inseparável:
a) personalidade do criminoso

b) dinâmica do crime c) reação do meio ambiente

Em se tratando de violência sexual, esta pode consistir em um conjunto de vários crimes, além daquele de natureza sexual, propriamente dito. A mulher pode, por exemplo, além de ser vítima de violação, também ser vítima de ofensas à integridade física, de roubo, de dano, etc. Atualmente, os termos "abuso", "agressão" e "violência" sexual são utilizados de forma confusa e genérica. Vejamos alguns significados da terminologia empregada para essas agressões: a) Violação Sexual É quando alguém é forçado a manter relações sexuais com uso de violência, ameaça grave, criação de estado de inconsciência ou de impossibilidade de reação. Portanto, Violação Sexual ou Estupro é a mesma coisa, ou seja, o ato físico de atacar outra pessoa e forçá-la a praticar sexo sem seu consentimento. b) Coação Sexual Consiste em constranger outra pessoa por meio de violência, ameaça grave para esse fim, ou tornar a vítima inconsciente ou posto na impossibilidade de resistir a sofrer ou a praticar, consigo ou com outrem, ato sexual de relevo. c) Assédio Sexual O Assédio Sexual inclui uma aproximação sexual nãobenvinda, uma solicitação de favores sexuais ou qualquer conduta física ou verbal de natureza sexual indesejável. Isso é quase igual à Coação Sexual, com a diferença que na coação há presença obrigatória de ameaça grave. d) Abuso Sexual É a prática de ato sexual com pessoa inconsciente ou incapaz de opor resistência, aproveitando-se do seu estado de incapacidade, mas não tendo contribuído para a criação desse estado, quando então seria coação e abuso sexual. As maiores vítimas são crianças e adolescentes, normalmente incapazes de opor resistência. e) Exploração Sexual A Exploração Sexual ocorre quando há algum tipo de envolvimento sexual (ou intimidade) entre uma pessoa que está prestando algum serviço (de confiança e com algum poder delegado) e um indivíduo que procurou a sua ajuda

profissional. Por exemplo; a mulher abusada por um médico, dentista, policial, padre, etc.

Circunstâncias de lugar e tempo
Os cenários dos atos delinqüenciais podem ser variados e concordantes com a psicodinâmica delinqüencial do criminoso. Assim se observa, em geral, que os delitos podem ocorrer em lugares ocasionais ou predeterminados. confunda Assassino Sexual Serial com
Criminoso ou Delinqüente Sexual O que se observa, nos delitos sexuais, é que eles podem ser cometidos, em grande número de vezes, por pessoas consideradas "normais" do ponto de vista psicopatológico, porém estupradores e que o acontecimento sexual delituoso ocorre numa determinada circunstância momentânea. Isso acontece porque muitos desses delitos são cometidos não diretamente pela perturbação sexual do agressor mas, freqüentemente, por situações que favorecem o delito, como por exemplo, a intoxicação alcoólica ou por drogas. Não obstante, e é obvio, tais delitos sexuais também podem ser cometidos por pessoas portadoras de transtornos da sexualidade, como por exemplo as parafilias. Só enaltecemos as tais circunstâncias ambientais favorecedoras do delito, para que não se tenha a idéia errada de que a existe sempre um transtorno mental para que a pessoa se transforme num criminoso sexual. Assassino Sexual é muito diferente. É aquele que mata compusoriamente e com freqüência motivado por prazer sexual. Foi realizado em estudo retrospectivo, de 1993 a 1999, sobre crimes sexuais (698 casos), na região de Bragança Paulista – SP. Nesse período, o crime sexual mais freqüente foram as tentativas e casos comprovados de estupro (457 casos ou 65,47%) sendo (189, 41,35%) com conjunção carnal positiva. A faixa etária onde ocorreram a maior prevalência de tentativas e de estupros comprovados foi a de 11-20 anos (172 ou 37,63%), e destes, 140 ou 30,63% apresentaram exame de conjunção carnal positivo. Houve 91 casos de abusos sexuais ao sexo masculino ou 13,03%, sendo 86 ou 94,50% destes atentados violentos ao pudor e a maior prevalência na faixa etária de 0-10 anos, ou seja 58% dos atentados violentos ao pudor ao sexo masculino. O principal autor dos crimes sexuais ocorridos no período é em sua maioria de origem desconhecida ou não referido no laudo. Desses elementos, 591 ou 84,6% fizeram uso de algum tipo de violência ao praticar o abuso sexual. Cerca de 74 ou 10,60% dos atos sexual abusivos, acorreram no próprio ambiente familiar,, sendo o padrasto ou amásio da mãe o autor mais freqüente (10 ou 2,29%), seguido pelo pai (15 ou 2,14%); e dentre esses casos, em Garavito era conhecido como PATETA, O LOUCO e O PADRE. Se apresentava como vendedor de rua, monge, indigente, doente ou representante de fundações fictícias para idosos e educação infantil. Dessa maneira, conseguia entrada livre nas escolas como palestrante. Mudou-se para diversas partes do país depois que começou a matar grande número de vítimas, em 1994. Passou um tempo no Equador, mas não se sabe quantas vítimas fez ali. A maioria dos assassinatos ocorreu no estado de Risaralda e sua capital, Pereira. Quarenta e um corpos foram encontrados ali e 27 na cidade vizinha de Valle de Cauca. Em maio de 2000, na cidade de Bogotá, foi condenado

a 1.853 anos de prisão

Os lugares ocasionais, são aqueles em que a vítima aparece num momento não buscado mas que, dadas as circunstâncias e o fato de cumprir com as "necessidades" do agressor, este a agride no lugar que encontra mais apropriado a seus propósitos. Os lugares predeterminados, são aqueles que formam parte do programa que elabora o autor para satisfazer suas necessidades agressivas. Estes lugares podem ser a residência da vítima, lugares exteriores como terrenos baldios ou obras em construção ou outros mais sofisticados, como colégios, conventos, oficinas, elevadores, etc. Com respeito ao momento de ataque, se observa que o dia da semana, o momento do dia ou a hora tem que ver com o cumprimento de um ritual que satisfaz as necessidades do autor, enquanto podem ser recordatórios de algum fato de significação pessoal, ou aniversário de algo que se tem que reivindicar o vingar, etc. ASSASSINOS ESOTÉRICOS E SATÂNICOS Joan Acocella conta que Antes de qualquer coisa, deve ficar claro que o autor acredita sim em todos os deuses; no meu, no seu e nos deuses dos bilhões de budistas, muçulmanos, etc. Portanto, não se trata de eu ser uma pessoa descrente. Aliás, é bom que se diga: descrente não significa aquele que não crê em NADA, mas antes, significa aquele que não acredita em TUDO. Sempre que nos deparamos com notícias sobre crimes bárbaros e cruéis que, de alguma forma envolvem o satanismo, há uma tendência popular em atribuí-los a alguma manifestação da "loucura". Imediatamente a psiquiatria é questionada sobre qual eventual tipo de doença mental estaria em jogo. A primeira questão a ser esclarecida é sobre a vocação popular em considerar louca a pessoa satânica. Quando procuramos na internet páginas que fazem referência ao satanismo, em português encontramos em torno de 5.500 delas, 4.000 em italiano, 7.400 em espanhol, 78.500 em inglês e assim por diante. Faça o teste você mesmo e digite a palavra nos principais mecanismos de busca.
a paciente-estrela de um programa de tv americano, P. B., mudava de personalidade em frente à câmera para o Chicago Evening News, e acreditava ser uma sacerdotisa satânica que comia cadáveres. Afirmava que seus filhos eram membros do culto e assassinos experientes. Os anos 80 foram cheios de rituais satânicos, muitos deles atribuídos aos Transtornos de Personalidade Múltipla. Era uma epidemia. Num livro sobre o assunto (Michelle Remembers) conta e história de uma dona de casa canadense que tinha sido torturada aos cinco anos por um culto satânico. Os Caso

Ora, seria muita pretensão da medicina psiquiatrizar toda essa população pelo simples fato de discordarem dos princípios religiosos tradicionais do mundo cristão, budista, muçulmano, etc. Não podemos, de forma alguma, psiquiatrizar as pessoas que não comungam a mesma crença religiosa tradicional do sistema. Se assim fosse, seria manifestação de loucura um cristão vivendo na China, onde existem mais de um bilhão de budistas, ou um muçulmano em nosso meio, tradicionalmente cristão e coisas parecidas. O segundo tópico importante a ser considerado é sobre a negação cultural de características próprias da natureza humana, normalmente envolvidas na questão religiosa, tomando erroneamente por doença atributos próprios da espécie. Há uma tendência cultural em suspeitar de doença as atitudes que acabam resultando na morte de pessoas. Talvez seja mais correto, cientificamente falando, considerar a doença sob o ponto de vista cultural e, em seguida, os estados onde a consciência esteja prejudicada, obrigatoriamente nessa ordem. Se não fosse nessa ordem, ou seja, se negássemos os aspectos culturais, correríamos o risco de considerar doença os milhões de estados de transe, onde há severo prejuízo do estado de consciência, que se observam em determinadas culturas. Um dos aspectos da natureza humana em questão é a perene característica do ser humano em conduzir sua vida, desde o nascimento até a morte, sob os princípios da barganha. Ele, o ser humano, concebeu Deus com o principal propósito de protege-lo, conforta-lo e impulsiona-lo corajosamente para a vida. É difícil ao cidadão comum entender um deus que se dedique à proteção e cumplicidade com, digamos, seu vizinho. Um deus que exista também para proteger e abençoar seus inimigos. "Se Deus existe, Ele haverá de proteger a mim e minha família, dar-me oportunidades e iluminar meu caminho.... O vizinho, ora o vizinho... Ele que encontre o deus dele..." tem 2 páginas: 01 > 02 O exercício da bondade, fraternidade, humildade, honestidade, retidão moral e toda sorte de atitudes pretensamente honrosas, e que não são, de forma alguma, natural-mente fisiológicas ao ser humano comum, têm como objetivo, primeiro a reciprocidade, ou seja o desejo de que procedam assim também comigo e, em segundo lugar, que me

satânicos quase a mataram de fome, vomitaram nela, a sodomizaram e a eletrocutaram. Certa vez a levaram até um dique de pedra num carro arrebentado, esfregando nela pedaços de cadáveres ensangüentados. No final, a largaram dentro de um túmulo onde jogaram gatinhos mortos. Após um ano, eles a deixaram ir, e ela "esqueceu" tudo até que começaram suas sessões de hipnose com o Dr. Pazder, vinte e dois anos depois. Em Appleton, Wisconsin, a paciente N.C. desenvolveu na terapia de Transtorno de Personalidade Múltipla, cento e vinte e seis personalidades alternantes, que incluíam um demônio e um pato! A fim de expulsar o demônio, o terapeuta submeteu-a ao exorcismo. Usou um extintor de incêndios, alegando que "Satanás costuma deixar anéis de fogo". Estas histórias e outras resultaram em acordos e indenizações multimilionárias.

garanta um lugar especialmente confortável no céu, se na terra eu não conseguir mais nenhuma vantagem com tudo isso de bom que eu sou. E entre os egoístas seres humanos, existem sempre aqueles um pouco mais egoístas. Existem aqueles que, em não tendo suas ambições atendidas naturalmente por si mesmos, porque isso demanda competência, dedicação, esforço próprio, determinação..., por não serem atendidos também por um Deus atuante e participativo, até porque isso implicaria numa contrapartida teológica de boa dose de tolerância, paciência, abnegação, bondade e compreensão ..., optam por negociar com outras entidades mais fáceis, menos exigentes e mais fisiológicas. Ora, essa tendência em lavar vantagem e procurar alguém para fazer por eles não pode, de maneira nenhuma, caracterizar uma doença mental.. O que nos confunde é que, sociologicamente falando, as atitudes humanas são argüidas sob a ótica do comum e desejável como requisitos de normalidade, ou seja, como se diz vulgarmente, "bater na mãe e arrotar na primeira comunhão" só podem ser atitudes de pessoas ensandecidas. O mesmo se pensa em relação às barganhas (como as promessas dos cristãos) de pessoas satânicas. O sacrifício no satanismo, que pode acabar em crime ou assassinato, reflete também uma barganha em clara intenção de benefício do proponente, portanto, sem necessariamente vestígio algum de insanidade. Normalmente o perpetrante de crimes satânicos sabe sim, e muito bem, discernir o certo do errado, sabe a natureza de seu ato e tem noção das leis. Por outro lado, assim como existem doentes mentais nas artes, na militância política, entre militares, médicos, advogados, religiosos, etc... também existem doentes mentais entre pessoas que se comportam satanicamente. Portanto, EM HAVENDO DOENÇA MENTAL, que tipo seriam elas? Ou melhor dizendo; quais as eventuais doenças mentais que favoreceriam o desenvolvimento de atitudes satânicas? Crimes Satânicos Em algumas ocasiões, o fascinante e desconhecido mundo do esoterismo pode converter-se num terreno escorregadio, atraente e perigoso para todas aquelas pessoas que se deixam influenciar pelo lado obscuro do comportamento humano e

pelas possibilidades fantasiosas de sucesso fácil. A sociedade, ao longo de sua história, tem registrado uma grande quantidade de crimes e homicídios de altíssima crueldade e propósitos torpes relacionados à crenças religiosas. Devemos pensar nesses crimes sob 2 pontos de vista; primeiro, devemos avaliar se eles não satisfazem aspectos de uma natureza humana destrutiva, ambiciosa e cruel (vide Estado Natural do Homem de Thomas Hobbes). Só depois disso, devemos ver se eles não refletem uma insanidade que encontrou no fanatismo religioso vazão às fantasias e aos delírios da doença. A dinâmica desses crimes é variável, refletindo desde pretensas inspirações divinas, esdrúxulas influências diabólicas, espiritistas ou extraterrestres, até estranhos rituais com propósitos exclusivamente hedonistas ou egoisticamente interesseiros, resultando em brutais assassinatos, algumas vezes em massa. Não são incomuns também os fanáticos idealistas que não titubeiam em sacrificar a própria vida ou a de seus seguidores por convicções extremas e absurdas. Existem ainda os pseudoexorcistas com conceitos alterados da realidade, onde sua obsessão em acabar com um mal ou liberar um corpo supostamente possuído por espíritos, vampiros e diabos, acabavam promovendo torturas, agressões e mesmo assassinatos. É de se perguntar se, às vezes, essas pessoas não estariam extravasando suas próprias inclinações sádicas nos exorcismos com agressões físicas. Sempre existiram grandes quantidades de denúncias sobre "seitas satânicas", supostamente implicadas em todo tipo de delitos, desde macabros assassinatos rituais, profanações, tráfico de drogas, prostituição, etc. A figura do Diabo tem servido à todo tipo de aberração da personalidade ou como bode (e bode é do diabo) expiatório das psicopatias e sociopatias. Assim, casos tão dramáticos como o do Albaicím ou o de Almansa, em o que uma mulher e uma menina morreram depois de serem ambas submetidas à selvagens "exorcismos". Convencionalmente os crimes ainda serão chamados de satânicos, mesmo quando, na realidade, foram cometidos em nome de Deus, por não existirem crimes divinos.

Personalidade Múltipla e Crimes Esotéricos Uma divisão didática das condições associadas aos crimes esotéricos é a que se segue: As alterações psíquicas bastante envolvidas com crimes esotéricos e/ou satânicos são o Transtorno de Personalidade Múltipla (Personalidade Dupla, etc) e o Transtorno de Transe e Possessão, a primeira preconizada pelo CID.10 e a segunda pelo DSM.IV. De qualquer forma, seja o primeiro ou o segundo nome, esse estado patológico está sempre atrelado ao comportamento histérico e dissociativo. Pelo CID-10 o Transtorno de Transe e Possessão é caracterizado por uma perda transitória da consciência de sua própria identidade, associada a uma conservação perfeita da consciência do meio ambiente. Devem aqui ser incluídos somente os estados de transe involuntários e não desejados. Exclui-se desse diagnóstico os casos decorrentes do contexto cultural ou religioso da pessoa, como por exemplo, o transe que a pessoa experimenta durante uma sessão espírita, de umbanda, etc. O Transtorno de Personalidade Múltipla (atualmente melhor designado Transtorno Dissociativo de Identidade, DSM.IV) tem como característica essencial a presença de duas ou mais identidades ou estados de personalidade distintos, que recorrentemente assumem o controle do comportamento da pessoa. No Transtorno de Personalidade Múltipla clássico e típico existe uma incapacidade de recordar informações pessoais importantes, cuja extensão é demasiadamente abrangente para ser explicada pelo esquecimento normal. Psicopatologicamente, o Transtorno Dissociativo de Identidade reflete um fracasso em integrar vários aspectos da identidade, memória e consciência. Cada estado de personalidade pode ser vivenciado como se possuísse uma história pessoal distinta, auto-imagem e identidade próprias, inclusive um nome diferente. Em geral existe uma identidade primária, portadora do nome correto do indivíduo, a qual é passiva, dependente, culpada e depressiva. As identidades alternativas com freqüência têm nomes e características diferentes, que contrastam com a

identidade primária (por ex., são hostis, controladoras e autodestrutivas). Identidades hostis ou agressivas podem, por vezes, interromper atividades ou colocar as outras em situações incômodas. Os indivíduos com este transtorno experimentam freqüentes lacunas de memória para a história pessoal tanto remota quanto recente. A amnésia freqüentemente é assimétrica. Pode haver perda de memória não apenas para períodos recorrentes de tempo, mas também uma perda geral da memória biográfica para algum período extenso da infância. As transições entre as identidades freqüentemente podem ser ativadas pelo estresse psicossocial, pela ansiedade exagerada, pela tensão pré-menstrual (veja esse transtorno no DSM.IV). Em geral, as pessoas que recebem o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Múltipla já passaram pelo menos sete anos no sistema de saúde mental. Segundo várias pesquisas sobre estes pacientes, 90% deles são depressivos, 61% fizeram sérias tentativas de suicídio, e 53% têm uma história de abuso significativo (veja artigo completo sobre Personalidade Múltipla). A cultura, através da mídia, da literatura e do folclore forneceu modelos de personalidades alternantes para as mais diversas aspirações histéricas, desde Mr. Spock, Tartarugas Ninjas, pomba Gira, até os mais pervertidos demônios, vampiros e lobisomens. Rock (ou Cultura) e Crimes Esotéricos Um dos casos mais famosos de assassinatos esotéricos ligados ao rock foi a ação do maníaco americano Charles Manson e sua fascinação pela música dos Beatles. Manson era um fanático religioso que acreditava ser Jesus Cristo encarnado e possuir uma "família", que eram os seguidores de suas pregações. Manson acreditava também que os Beatles eram anjos mandados a Terra por Deus para avisar os homens sobre o terrível apocalipse que se aproximava, e que eles haviam feito isso através do famoso White Album, o Álbum Branco. As canções segundo interpretações de Charles Manson, citavam suicídio (Yer Blues), os próprios sons do Armageddon, trazidos

pelos "anjos do apocalipse" (Revolution#9), sugestões de destruição (a versão de Revolution contida no álbum chamada de Revolution#1 era um take mais lento do famoso single da banda e na frase que fala "But when you talk about destruction... don´t you no that you can count me out..." eis que imediatamente após a última palavra (out) uma voz pronuncia de uma forma bem clara "in") e, principalmente, as guerras raciais figuradas em diversas músicas. Essas guerras raciais são sugeridas para Mason em, por exemplo, "Piggies", que seriam os "porcos brancos" e "Black Bird" possivelmente os Panteras Negras. Notava no fade de "Piggies", sons de metralhadoras, sugerindo a guerra declarada, o caos total, as guerras raciais, a destruição, a revolução final. Charles Mason em certa época teve uma música supostamente roubada pelos "Beach Boys", sua canção "Cease to Exit" teria sido utilizada pelo grupo californiano sobre o título de "Never Learn Not to Love" para o álbum 20/20. A fúria de Manson caiu principalmente sobre Terry Melcher (filho de Doris Day), um produtor musical que havia negado um contrato de gravação de suas músicas, incluindo a utilizada pelos Beach Boys, estes fazendo grande sucesso com o plágio de sua canção. Assim, Mason decide invadir com sua "família" a exresidência do produtor Melcher. Na loucura de Manson, não importava se Melcher morasse ou não lá. A nova moradora era a atriz Sharon Tate na época recém casada com o diretor Roman Polanski. A artista estava com alguns amigos em sua casa. Manson promoveu uma chacina, numa atitude absurdamente covarde. A familia Manson utilizou o sangue de suas vítimas para escrever nas paredes da casa "Helter Skelter", "Political Piggy" e "Arrise". Helter Skelter e seu significado tomado por Manson, citados antes, seriam o seu propósito, Political Piggy seria a referência às pessoas mortas ali e Arise, uma citação a um trecho da música "Black Bird": "You’re only waiting for this moment to arise" (Você está esperando somente este momento para levantar-se), este trecho é repetido várias vezes na música. Um outro fato ligando os Betles e seu Álbum Branco com Charles Mason, é que um dos assassinos da família possuía o apelido "Sexy Sadie", nome de outra música do disco do grupo

musical (veja mais sobre Rock e Satanismo). O rock satânico tal como se conhece agora, o "Death Metal", tem sua origem no Heavy Metal, movimento musical surgido no final dos anos 60 (Black Sabbath, 1969) que se inspira, entre outros, em Lede Zeppelim. Em algumas letras das canções desse grupo se oferece a vida de satanás. O músico do grupo nazi-satânico, o sueco Burzum, assassinou um colega seu de Mayhem obedecendo a um sinistro rito. A relação cultural entre o rock e o satanismo remonta aos tempos em que os Roling Stones confraternizaram com o diabo em álbuns como, por exemplo, Their Satanic Majesties Request (1967) e Sympathy for the Devil (1968), cuja letra diz: "Por favor, deixe-me que me apresente. Sou um homem rico e distinto (...). Tenho roubado a alma e a fé de muitos homens. Estive presente quando Jesus teve seus momentos de dúvida e dor". Bryam Gregory, guitarrista da primeira formação de The Cramps, abandonou a o grupo para unir-se a uma seita satânica. Para celebrar sua iniciação, deixou-se fotografar nu, com uma serpente enrolada no pênis. Depois montou uma banda chamada The Beast. Os próprios Cramps pertenceram a A Igleja de Satã (veja Church of Satan – Website oficial da Igreja de Satã, Legion of Loki - Igreja de Satã de em Saint Louis, Mephisto Grotto – Igreja de Satã de Chicago).

Joan Acocella conta que a paciente-estrela de um programa de tv americano, P. B., mudava de personalidade em frente à câmera para o Chicago Evening News, e acreditava ser uma sacerdotisa satânica que comia cadáveres. Afirmava que seus filhos eram membros do culto e assassinos experientes. Os anos 80 foram cheios de rituais satânicos, muitos deles atribuídos aos Transtornos de Personalidade Múltipla. Era uma epidemia. Num livro sobre o assunto (Michelle Remembers) conta e história de uma dona de casa canadense que tinha sido torturada aos cinco anos por um culto satânico. Os satânicos quase a mataram de fome, vomitaram nela, a sodomizaram e a eletrocutaram. Certa vez a levaram até um dique de pedra num carro arrebentado, esfregando nela pedaços de cadáveres ensangüentados. No final, a largaram dentro de um túmulo onde jogaram gatinhos mortos. Após um ano, eles a deixaram ir, e ela "esqueceu" tudo até que começaram suas sessões de hipnose com o Dr. Pazder, vinte e dois anos depois. Em Appleton, Wisconsin, a paciente N.C. desenvolveu na terapia de Transtorno de Personalidade Múltipla, cento e vinte e seis personalidades alternantes, que incluíam um demônio e um pato! A fim de expulsar o demônio, o terapeuta submeteu-a ao exorcismo. Usou um extintor de incêndios, alegando que "Satanás costuma deixar anéis de fogo". Estas histórias e outrAssassino em série
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Um assassino em série (as vezes conhecido pelo nome em inglês serial killer) é um tipo de criminoso de perfil psicopatológico que comete crimes com uma certa freqüência, geralmente seguindo um modus operandi e às vezes deixando sua "assinatura", como por exemplo coleta da pele das vítimas - no caso de Ed Gein.

Curiosamente, nos Estados Unidos, com menos de 5% da população mundial, produziu 84% de todos os casos conhecidos de serial killers desde 1980. Muitos dos que foram capturados

pareciam cidadãos respeitados - atraentes, bem sucedidos, membros ativos da comunidade - até que seus crimes foram descobertos. Geralmente os serial killers demonstram três comportamentos durante a infância, conhecidos como a tríade MacDonald: fazem xixi na cama, causam incêndios, e são cruéis com animais. Os serial killers, diferentemente de outros assassinos, preferem matar com as mãos ou através de outros métodos que não as armas de fogo. A melhor definição de assassinato serial foi publicada pelo Instituto Nacional de Justiça em 1988: “Uma série de dois ou mais assassinatos cometidos como eventos separados, normalmente, mas nem sempre, por um infrator atuando isolado. Os crimes podem ocorrer durante um período de tempo que varia desde horas até anos. Quase sempre o motivo é psicológico, e o comportamento, e o comportamento do infrator e a evidência física observada nas cenas dos crimes refletiram nuanças sádicas e sexuais” Existem basicamente dois tipos de serial killers: os do tipo organizado, sujeitos que normalmente exibem inteligência normal e conseguem se inserir bem à sociedade, são muito mais difíceis de serem pegos, visto que planejam seus crimes, não costumam deixar provas e podem ter uma vida aparentemente normal com esposa, filhos e emprego, muitas vezes de alto nível, podem chegar mesmo a concluir nível superior. Já os tipo desorganizados, são impulsivos, não planejam seus atos, costumam usar objetos que encontram no local do crime e muitas vezes os deixam para trás deixando muitas provas. Não há como listar a incontável lista de serial killers, entre os casos casos mais conhecidos, cruéis e bizarros estão:

- Theodore Robert Bundy – década de 70. Esse sociopata contrasta com a imagem que temos de um “louco homicida”. Era atraente, autoconfiante, politicamente ambicioso, bem sucedido com uma ampla variedade de mulheres. Tinha temperamento explosivo e imprevisível e boas notas na época da escola. Entrou para a faculdade, trabalhando meio período numa linha direta para suicidas, assumindo assim sua aparência de respeitável membro da sociedade. Em 1974 faz sua primeira vítima, dando início a uma série de assassinatos brutais. Seu padrão eram mulheres jovens, atraentes, com cabelos escuros na altura do ombro e repartidos no meio, todas muito parecidas fisicamente. Ted foi executado em cadeira elétrica em 1989 confessando de 20 a 30 assassinatos. - Andrei Romanovich Chikatilo: Década de 70/80. Serial killer de manifestação tardia colocou a culpa em sua infância sofrida com o regime soviético. Tinha grau universitário, esposa, dois filhos. Era um “homem inserido na sociedade”. Chamava-se de “besta louca”e “erro da natureza”. Seu primeiro crime foi em 1978 quando já tinha 42 anos. Seus crimes eram extremamente cruéis, a ponto de ser apelidado de o “Estripador de Rastov”. Tinha padrões de canibalismo que negou com algumas vítimas, muitas encontradas faltando órgãos. Suas vítimas eram mulheres e crianças jovens de ambos os sexos. Já na prisão, confessou 55 homicídios, foi condenado à morte e executado com um tiro. -Jeffrey Lionel Dahmer: Década 80/90. De significativo em sua história de infância: foi molestado por um garoto vizinho aos oito anos e seus pais tinham brigas ferozes depois de separados. Tinha um padrão de comportamento exibicionista. Em sua mente doentia, criou a idéia de criar zumbis que seriam seus brinquedos sexuais vivos, para isso, fazia buracos nas cabeças das vítimas escolhidas e pingava líquidos cáusticos nas feridas, tentando assim destruir a vontade da vítima. Experimentou segundo ele, canibalismo com pelo menos um corpo, embora dissesse que não era sua prática comum. Foi condenado à prisão perpétua tendo sido morto na prisão em 94. -John Wayne Gacy Jr.: - Década de 70. Seu pai, um tirano, alcoólatra. Era crudelíssimo com ele espancando-o brutalmente e chamando-o de menininha

estúpida e inútil, fazendo-o crescer duvidando de sua masculinidade. Formou-se em administração e chegou a casar-se por duas vezes. Fazia festas em sua casa quando se vestia de palhaço tendo ficado conhecido desta forma por muitos. Não tinha padrão ao escolher suas vítimas que podiam ser conhecidos ou não, ele as estrangulava guardava em casa. Foram tantas vítimas que ficou sem espaço passando a desovar num rio próximo de casa. Foi preso e recebeu sentença de prisão perpétua por 33 assassinatos. A pena capital foi reestabelecida em seu estado tendo sido executado por injeção letal em 94. -Edward Theodore Gein: Década de 50. Seus crimes inspiraram o filme psicose e embora muitos o tenham excedido em número de mortes, nunca se viu nada semelhante no campo da “aberração mental”. Sempre teve dúvidas de sua masculinidade tendo pensado em amputar seu pênis, mas decidiu-se para tornarse mulher freqüentar cemitérios retirando corpos ou partes deles e usando como decoração em sua casa. Em ocasiões especiais, usava o pedaço mais fino para usar em casa, vestia vestes completas feitas com os órgãos que retirava. Mas precisava de mais e em 54 começa a matar. Preso, confessa dois assassinatos e o roubo dos túmulos, porém o número parece ter sido maior, inclusive o de seu irmão. Morreu em um manicômio judiciário.

[editar] Assassinos em série no Brasil
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Adriano da Silva - Suspeito de ter assassinado e violentado 12 crianças. Bandido da Luz Vermelha - Assassino notável pela crueldade e frieza. Chico Picadinho - Esquartejava as vítimas. Maníaco do Parque - Estuprava e asfixiava as mulheres que seduzia. Marcelo de Andrade - Estuprou e matou onze meninos, no Rio de Janeiro, após o que bebeu seu sangue e comeu parte de suas carnes.

[editar] Outros assassinos em série
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Dr John Bodkin Adams (1899-1983) - Assassino britânico Aileen Wuornos Albert De Salvo Albert Fish Cabo Antônio Costa - militar da GNR que matou 3 raparigas. Andrei Chikatilo - Homicida russo condendado por matar 52 pessoas; era canibal. Billy Cook Charles Manson Daniel Barbosa - Homicida colombiano que confessou ter matado 71 meninas. David Berkowitz - Serial killer norte-americano da década de 1970. Dennis Rader - Um dos mais cruéis e alegóricos assassinos em série dos Estados Unidos. Ed Gein - Assassino em série norte-americano do começo do século XX; necrófilo e canibal. Erzsébet Báthory Estripador de Lisboa - assassino de pelo menos três mulheres na área de Lisboa. Nunca foi identificado. Gilles de Rais - Homicida Medieval

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Henry Lee Lucas - Um dos mais prolíficos assassinos da história dos Estados Unidos. Ivan Marko Milat - Assassino australiano acusado de ter matado, pelo menos, 7 mochileiros. Jack Estripador - Assassino britânico de prostitutas. Jeffrey Dahmer - Assassino em série norte-americano dos anos de 1960; necrófilo e canibal. John Wayne Gacy - Assassino americano de homens Ottis Toole Pedro Alonso Lopez - Um dos serial killers com maior número de vítimas contabilizado. Ted Bundy - Serial killer norte-americano.

as resultaram em acordos e indenizações multimilionárias Fernando Portela TRANSE E POSSESSÃO
Apesar de acreditarmos piamente em todos os deuses e demônios, vamos abordar o tema como se espera da ciência, deixando para outros profissionais de outras áreas a difícil tarefa de lidar com o sobrenatural. Em nosso meio a maioria das pessoas que se apresentam em transe não são, decididamente, portadoras de nenhuma patologia psiquiátrica. Trata-se da influência de elementos sócio-culturais na representação da realidade. Mas essa página não objetiva tratar desses casos.

Câmara, psiquiatra clínico, professor da UFRJA, tem um magnífico artigo sobre TRANSE E POSSESSÃO: AS BASES DA PSIQUIATRIA TRANSCULTURAL BRASILEIRA. Veja um trechinho:

"A cultura popular brasileira dispõe de um extraordinário recurso para o equilíbrio biopsicossocial de A influência da cultura nos sentimentos, suas comunidades, ou pelo menos das afetos e comportamentos não deve ser, chamadas “camadas por si só, tomada como doenças populares”. Trata-se mental. Se assim fosse, um cordão de do sincretismo carnaval, aos olhos de outra cultura, religioso onde as por exemplo, poderia ser tomado como seitas espiritistas são o elemento comum um batalhão de dementes. Trataremos aqui daqueles casos que comportam um desta cultura. permeando a diagnóstico médico e psíquico. população do país em todos os Alguns pacientes com Epilepsia do Lóbulo Temporal ou do Sistema Límbico recantos. Estas seitas são amplas e podem sofrer exóticas mudanças de diversificadas e se personalidade, tanto sob a forma incluem aqui, dentre aguda, durante crises (se houverem) as mais conhecidas, ou, mais curiosamente, entre os o espiritismo ataques. A sintomatologia dessas Kardecista, de origem européia mas mudanças de personalidade se dá,

comumente, com episódios de êxtase místico, preocupações religiosas, compulsão e falar ou escrever sobre temas metafísicos, orações, estados de êxtase de graça (com sentimentos de bondade extrema). Se as visões e alterações da personalidade forem muito evidentes nesses pacientes disrítmicos, podemos falar em Transtorno Psicótico Devido a uma Condição Médica Geral. Esse transtorno é caracterizado por alucinações ou delírios proeminentes, presumivelmente decorrentes dos efeitos fisiológicos diretos de uma condição médica geral sobre o cérebro. tem 3 páginas: 01 > 02 > 03

aclimatado a cultura popular brasileira, os cultos afro-brasileiros trazidos pelos negros escravos (candomblé, quimbanda, catimbó, xangô, batuque), os dos índios nativos da terra (pagelança, paricá) e o culto brasileiro por excelência derivado de um sincretismo entre todas estas: a umbanda. (continua)

Xô Satanás
As alucinações (sintoma psicótico) nesses pacientes podem ocorrer em qualquer uma das cinco modalidades dos sentidos, isto é, visual, olfativa, gustativa, tátil ou auditiva, mas certos fatores etiológicos tendem a provocar fenômenos alucinatórios específicos. Assim sendo, as alucinações olfativas, especialmente aquelas envolvendo o odor de borracha queimada, enxofre ou outros cheiros desagradáveis, são altamente sugestivas de epilepsia do lobo temporal. Os delírios podem expressar uma variedade de temas, incluindo somáticos, grandiosos, religiosos e, com maior freqüência, persecutórios (DSM.IV). Em relação ao misticismo, as epilepsias temporais são tão cogitadas que o DSM.IV diz, textualmente: “Os delírios religiosos têm estado especificamente associados, em alguns casos, à epilepsia do lobo temporal.” Uma outra consideração do DSM.IV, diz respeito à constante presença de aspectos atípicos num Transtorno Psicótico que aparece como conseqüência de alterações orgânicas; é atípica, por exemplo, a idade do início das alucinações, a qual pode surgir em qualquer época da vida. Também é quase obrigatória a hipótese de Epilepsia do Lobo Temporal diante da ocorrência de alucinações olfatórias e gustativas. Na mesma linha das disritmias cerebrais (epilepsias), alguns casos de enxaqueca também podem incluir, entre

seus sintomas, episódios definidos como aura, quando então são vistas luzes brilhantes muito similar às visões místicas atribuídas por alguns. Por outro lado, a literatura psiquiátrica também descreve numerosos casos de Síndrome de Tourette, um transtorno psiconeurológico não tão raro, interpretados erroneamente como possessões do demônio, assim como pode acontecer em relação a certos casos, como a Esquizofrenia, o Transtorno Afetivo Bipolar ou mesmo alguns Transtornos Depressivos mais graves com sintomas psicóticos. Isso tudo sem falar dos maiores clientes de espíritos e demônios; os histéricos em suas mais variadas apresentações. O melhor conhecimento da neurociência vem permitindo que esses pacientes possam ser tratados adequadamente, em vez de serem considerados como iluminados, paranormais, mediúnicos ou tocados por algum espírito, superior ou inferior, dependendo das conveniências. Acontece que nem sempre há interesse cultural que sejam tratados, mas essa é outra questão, muito extensa para esse trabalho. Algumas crises neurológicas (Epilepsias), neuropsiquiátricas (Síndrome de Tourette) ou psiquiátricas propriamente ditas (Histerias e afins), podem se manifestar por uma sensação de horror e medo, por violentas convulsões, por lançar o enfermo ao solo, falar “línguas estranhas”, enfim, por sintomas culturalmente atribuídos aos demônios ou outras entidades poderosas. Embora a sintomatologia básica das doenças mentais seja uniforme e universal, ela sofre grande influência do contexto cultural. Delírio, por exemplo, assim como alucinações, são de ocorrência universal em pacientes esquizofrênicos do mundo todo, assim como é também universal a teatralidade dos histéricos, as palavras estranhas proferidas pelos portadores de Tourette e assim por diante. É a mesma universalidade do sintoma da febre diante de uma infecção, em qualquer lugar do mundo. Entretanto, delirar e alucinar com isso ou aquilo, dependerá do conteúdo cultural do psiquismo de cada um. Mas, mesmo assim, muitos casos continuam sendo objeto de controvérsia, especialmente quando o entorno social do enfermo favorece a interpretação demoníaca.
Veja assuntos relacionados: Síndrome de Gilles de la Tourette (no DSM.IV) Epilepsia do Lobo Temporal (melhor descrito

em Forense) Transtorno Psicótico por Condição Médica Geral (no DSM.IV) Histeria (veja Histeria e Demônios)

Os Cultos da Aflição
Cristina Pozzi Redko é uma antropóloga que publicou interessante trabalho sobre Cultos de Aflição, entendendo-se esse tipo de culto como aquele para o qual se dirigem pessoas aflitas e em busca da resolução de problemas concretos do cotidiano. Com esse enfoque, a religiosidade é usada para resolver problemas que dizem respeito a doenças, dificuldades amorosas e financeiras e problemas familiares (Alguns Idiomas Religiosos de Aflição no Brasil - Cristina Pozzi Redko). Supondo verdadeiro o fato das pessoas procurarem apoio religioso proporcionalmente à angústia que as aflige, também será lícito o ditado segundo o qual quem está bem consigo mesmo não incomoda os demais (nem as entidades). Portanto, com clientela garantida pelas mazelas do cotidiano, os sofrimentos emocionais ou angústia existencial são os alvos perseguidos por muitas religiões, tentando tornar a vida mais compreensível, suportável e auxiliando as pessoas a se orientarem dentro de seus contextos problemáticos. De fato, os problemas de saúde em primeiro lugar, seguido por problemas econômicos e sentimentais, constituem a parte mais expressiva da aflição que leva as pessoas a procurarem uma ajuda religiosa. E essa procura será tão maior quanto mais incômodos forem os problemas e quanto mais escassas forem as condições tradicionais para resolvê-los. Normalmente a religião mobiliza pessoas a procurar ajuda por causa de suas representações mágicas. Há ainda um elemento facilitador que é concepção cultural da existência de dois tipos de doenças; as do corpo e, desafiando qualquer avanço científico, aquelas do espírito. A igreja, de modo geral, pode se ocupar de ambas, com evidente predileção pelo segundo tipo. A doença espiritual é mais conhecida em nosso meio como "encosto" (causado por um espírito naturalmente mau) ou "uma obsessão" (causada por um espírito obsessor, entendase como quiser). Entretanto esta distinção é muito sutil, na medida em que as doenças materiais de difícil solução médica podem passar, repentinamente, a ser consideradas

como agravadas por elementos espirituais. Ora, para essa população que sente as agruras da vida através da magia de seus corpos, não basta a medicina. Há que se recorrer ao arsenal igualmente espiritualizado. Os sofredores constituem-se num Culto dos Aflitos, procurando seitas e igrejas que mais prontamente atendem seus reclamos. O exótico e exuberante culto pentecostal atende a todos. Durante os Cultos de Aflição essas igrejas despedem grandes esforços para retirar encostos, desfazer a inveja e o olho-grande, libertar pessoas da feitiçaria, dos despachos de macumba, das possessões por orixás, guias e espíritos. Alguns folhetos chegam ao ponto de trazerem uma lista de indicações ao alcance dos trabalhos dos cultos, tais como problemas de "desemprego, sentimental, financeiro, vícios, enfermidades, nervosismo, depressão, ouvir vozes, ver vultos, familiar", divulga as especialidades terapêuticas da igreja conforme o dia da semana (Neopentecostais; Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil - Ricardo Mariano, Editora Loyola). Um dos perigos mais contundentes desses Cultos de Aflição é tentar alterar o significado de alguma doença para aquele que a está sofrendo. Mas os rituais não implicam, obrigatoriamente, na remoção definitiva dos sintomas, mas na mudança dos significados que a pessoa atribui a esses sintomas ou ainda a uma alteração em seu estilo de vida, protelando perigosamente um tratamento médico adequado. Fenômenos como o encosto, a possessão pelo demônio ou por um espírito, muitas vezes são sintomas de transtornos emocionais mas, infelizmente, no contexto religioso do Brasil a possessão e o transe são comportamentos culturalmente aceitos e raramente são vistos como sintomas de distúrbio mental. Muitas das doenças curadas nesses Cultos de Aflição são causados, segundo seus embasamentos teológicos, pelo mal-olhado, feitiço, coisa-feita, bruxaria, macumba ou coisa que o valha. O próprio catolicismo popular é muito flexível, tolerante e receptivo a essas idéias, pois, compartilha a crença nos espíritos, na eterna luta entre Deus e o diabo e na possibilidade ser possuído por ele.

Deus, Diabo, Cultura e Religião

O Pentecostalismo (de pentecostes) surge em 1906 no interior das igrejas reformadas dos EUA e difunde-se rapidamente pelos países do Terceiro Mundo. Os primeiros missionários do pentecostalismo chegam ao Brasil em 1910 e rapidamente conquistam grande número de fiéis. As igrejas pentecostais são as que mais crescem na América Latina, dando ênfase à pregação do Evangelho, às orações coletivas, feitas em voz alta por todos os fiéis; aos rituais de exorcismos e de curas, realizados em grandes concentrações públicas. Uma das seitas pentecostais mais difundidas no Brasil é a Igreja Universal do Reino de Deus (Conhecimentos Gerais). Uma porcentagem de 13 a 15% da população brasileira se considera "evangélica", uma categoria que engloba todas as religiões protestantes e, destes, 70% são Pentecostais. Os evangélicos pentecostais no Brasil estão distribuídos pelas seguintes religiões:
Assembléia de Deus Congregação Cristã no Brasil Exército de Salvação Igreja Batista Aliança Igreja Batista Independente Igreja Cristocêntrica - Casa de Oração Igreja do Evangelho Quadrangular Igreja Metodista Wesleyana Igreja Pentecostal Brasil para Cristo Igreja Pentecostal Deus é Amor Igreja Sara Nossa Igreja Universal do Reino de Deus

Terra

A Igreja Católica, por sua vez, mantém uma posição ambígua nestas frentes demoníacas: após o Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI eliminou a figura do exorcista, que foi recuperada, no entanto, por João Paulo II. Cada diocese deve dispor de um, ainda que nem todas o tenham embora os casos de possessão estejam aumentando devido ao auge do esoterismo.
Esoterismo - S. m. 1. Filos. Doutrina ou atitude de espírito que preconiza que o ensinamento da verdade (científica, filosófica ou religiosa) deve reservar-se a número restrito de iniciados, escolhidos por sua inteligência ou valor moral. 2. Designação que abrange um complexo conjunto de doutrinas práticas e ensinamentos de teor religioso

e espiritualista, em que se confundem influências de religiões orientais e ciências ocultas, associadas a técnicas terapêuticas, e que, supostamente, mobilizam energias não integrantes da ciência e que visam a iniciar o indivíduo nos caminhos do autoconhecimento, da paz espiritual, da sabedoria, da saúde, da imortalidade, etc. Exotérico - Adj. Filos. 1. Diz-se de ensinamento que, em escolas da Antiguidade grega, era transmitido ao público sem restrição, dado o interesse generalizado que suscitava e a forma acessível em que podia ser exposto, por se tratar de ensinamento dialético, provável, verossímil.

Em alguns movimentos dentro da Igreja Católica o exorcismo é prática constante e habitual, como é o caso do Movimento Carismático. Mas, tanto os segmentos mais tradicionais da Igreja Católica, como da Igreja Anglicana, manifestam temores de que exorcismos levados a cabo por fanáticos evangélicos possam chegar a causar problemas sérios a pessoas indefesas. No pentecostalismo se exercem práticas de exorcismo, que é libertar a pessoa da possessão por demônios (pessoa endemoninhada, não é certo dizer endemoniada), pois o demônio está presente em todos esses cultos pentecostais e seus rituais de exorcismo consistem em receber o Espírito Santo e expulsar os demônios. Há muitos grupos de tonalidade espiritualista no Brasil, assim como o batuque, xangô, kadercismo, umbanda, candomblé. Alguns preferem ser considerados seitas, outros preferem ser tidos por religiões, o certo é que todos se baseiam na comum teoria da espiritualidade. Embora as tendências dessas seitas e religiões sejam de contraporem-se umas às outras, muito existe de comum entre elas. As crenças da influência do demônio e dos espíritos se baseiam em 3 conceitos principais:
1. 2. 3. o ser humano tem um outro corpo além do material; o corpo espiritual; espíritos desencarnados estão em constante contato com o mundo físico; os humanos podem aprender a incorporar espíritos.

A Umbanda foi, sem dúvida, a primeira religião espiritualista desenvolvida no sul do Brasil, ao longo do processo de industrialização e apresenta um sincretismo de

elementos do candomblé afro-brasileiro, da macumba, kardecismo e catolicismo. Na umbanda o consulente tem a oportunidade de entrar em contato com espíritos através da incorporação dos mesmos no médium. O caldo cultural, entretanto, dentro do qual vive nosso sistema tende a legitimar como real a existência dos demônios, os quais agem neste mundo, possuem pessoas, interferem na felicidade e bem estar de qualquer um e se passam por muitas formas que assumem. Para se ter uma idéia da força do demônio em nossa cultura, buscando-se pela palavra “satanismo” na Internet através dos mecanismos de busca, constatamos existirem mais de 14.800 páginas em português e mais de 94.000 em inglês (satanism, pesquisado por Busca-UOL em abril de 2002).

Os Transes e Possessões
O falar línguas estranhas, a chamada glossolalia, constituiu um elemento marcante da doutrina pentecostal. Trata-se de uma forte evidência do batismo no Espírito Santo. Alguns antropólogos e psicopatologistas classificam tal experiência extática (posto em êxtase, absorto, enlevado) como sendo um transe de inspiração. Distinguem esse tipo de transe dos fenômenos extáticos religiosos da umbanda e do candomblé, os quais classificam como transes de possessão. Não vemos como atribuir alguma importância a essa distinção, enfim... De qualquer forma, em matéria de manifestação extática, são tratados juntos e com a mesma terapêutica a glossolalia e o transe de possessão. A CID.10 (Classificação Internacional das Doenças) rotula em F44.3 o chamado Estado de Transe e de Possessão. Trata-se de um transtorno caracterizado por uma perda transitória da consciência de sua própria identidade, associada a uma conservação perfeita da consciência do meio ambiente. Devem ser incluídos nesse diagnóstico somente os estados de transe involuntários e não desejados, excluídos aqueles de situações admitidas no contexto cultural ou religioso do sujeito. Isso significa que, durante um culto religioso entrando uma pessoa em transe, voluntariamente, pois ocorre no momento em que isso lhe é adequado, não se pode atribuir esse

diagnóstico. Para que o quadro seja reconhecido como Estado de Transe e de Possessão não deve ser voluntário. O DSM.IV (Classificação de Doenças Mentais da Associação Norte-americana de Psiquiatria), por sua vez, classifica o mesmo quadro como 300.15, Transtorno Dissociativo Sem Outra Especificação. Esta categoria se destina a transtornos nos quais a característica predominante é um sintoma dissociativo (isto é, uma perturbação nas funções habitualmente integradas da consciência, memória, identidade ou percepção do ambiente, enfim histérico) que não satisfaz os critérios para outro Transtorno Dissociativo específico. Como exemplos o DSM.IV cita, entre outros casos, estados dissociativos ocorridos em indivíduos que foram submetidos a períodos de persuasão coercitiva prolongada e intensa, como por exemplo, lavagem cerebral, reforma de pensamentos ou doutrinação em cativeiro. Em seguida fala também do Transtorno de Transe Dissociativo, referindo como perturbações isoladas ou episódicas do estado de consciência, identidade ou memória, inerentes a determinados locais e culturas, subdividindo esse transtorno em dois tipos; Transe Dissociativo e Transe de Possessão. O Transe Dissociativo envolve o estreitamento da consciência quanto ao ambiente imediato, comportamentos ou movimentos estereotipados vivenciados como estando além do controle do indivíduo. O Transe de Possessão envolve a substituição do sentimento costumeiro de identidade pessoal por uma nova identidade, atribuída à influência de um espírito, poder, divindade ou outra pessoa, e associada com movimentos estereotipados "involuntários" ou amnésia. O Transe de Possessão adquire colorido regional e cultural nas várias partes do mundo; amok (Indonésia), bebainan (Indonésia), latah (Malásia), pibloktoq (Ártico), ataque de nervios (América Latina) e possessão (Índia).
João Acácio Pereira da Costa, mais conhecido como O Bandido da Luz Vermelha (24 de junho de 1942 - 5 de janeiro de 1998), foi um notório criminoso brasileiro. João Acácio foi rejeitado pela família ainda criança, dali por diante, sua vida no crime se iniciou. Chegou em São Paulo ainda na adolescência, fugindo dos furtos que praticara em Santa Catarina. Foi morar em Santos, onde se dizia filho de fazendeiros e bom moço. Na verdade, levava uma vida pacata no lugar que escolheu pra morar, praticando seus crimes em São Paulo e voltando incólume para Santos. Seu estilo próprio de cometer os crimes (sempre nas últimas horas da madrugada, usando um lenço para cobrir o rosto e carregando uma lanterna com bocal vermelho) chamou a atenção da imprensa, que o

apelidou de "Bandido da Luz Vermelha", em referência ao notório criminoso estadunidense Caryl Chessman, que tinha o mesmo apelido. A polícia levou seis anos para identificá-lo. Preso em 8 de agosto de 1967, é acusado por quatro assassinatos, sete tentativas de homicídio e 77 assaltos, sendo condenado a 351 anos, 9 meses e três dias de prisão, dizem que cometeu estupro ou que teve relações sexuais com as vítimas de seus crimes, porém não foi acusado deste crime (o comentário era que recebia muitas visitas de mulheres desconhecidas que choravam sua ausencia). Após cumprir os 30 anos previstos em lei, é libertado em 26 de agosto de 1997. Após libertado ganha fama na cidade onde passa a morar, Joinville/SC tinha obsessão em vestir roupas vermelhas e quando alguém lhe pedia um autógrafo ele simplesmente escrevia a palavra "Autógrafo". Passa apenas quatro meses e vinte dias em liberdade; em 5 de janeiro de 1998, é assassinado pelo pescador Nelson Pinzegher em legítima defesa, pois ameaçara matar o irmão do mesmo e tentara abusar sexualmente a mãe desses pescadores, senhora idosa que era uma das poucas pessoas que por solidariedade o alimentava. Sua vida de crimes inspirou o filme O bandido da luz vermelha, do cineasta Rogério Sganzerla.
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Criminologia Crime Sexual Serial Delinqüência Infantil Delito Sexual (Parafilias) Epilepsia e a Lei Imputabilidade Personal. Borderline Personal. Criminosa? Personal. Psicopática Psiquiatria e Violência Transt. Sociopáticos Violenta Emoção Biologia da Violência
Cérebro e Violência

TRANSE E POSSESSÃO O QUE É O PENTECOSTALISMO?

O Pentecostalismo é um movimento religioso que tem a convicção de que os dons milagrosos ou os sinais que Deus deu aos apóstolos e às igrejas primitivas ainda estão disponíveis, podendo ser exercitados pelos cristãos hoje, portanto, o Pentecostalismo reivindica que Deus dá dons milagrosos para as "... Essas pessoas.

Fernando Portela Câmara, psiquiatra clínico, professor da UFRJA, tem um magnífico artigo sobre TRANSE E POSSESSÃO: AS BASES DA PSIQUIATRIA TRANSCULTURAL BRASILEIRA. Veja um trechinho:

Crimes Satânicos Transes e Possessões Perícia Psiquiátrica Dano Psíquico
Índice - Xô Satanás - Os Cultos da Aflição - Deus, Diabo, Cultura e Religião - Os Transes e Possessões - O que é Pentecostalismo - Conversão - Falar Línguas - Patologia do Pensamento Mágico - Pensamento Mágico

“entidades” são estereótipos de A idéia se baseia no Evangelho de São Marcos (16:17-18 e I Corintos 12:8-11): personalidades que representam “E estes sinais seguirão aos que crerem: complexos Em meu nome expulsarão os demônios; inconscientes que falarão novas línguas; pegarão nas às vezes critica e fala da serpentes; e, se beberem alguma coisa personalidade mortífera, não lhes fará dano algum; e ordinária. São porão as mãos sobre os enfermos, e os formas alternativas curarão.” de existência, um ....... personagem que dramatiza um “Porque a um pelo Espírito é dada a desejo de ser numa palavra da sabedoria; e a outro, pelo personalidade que mesmo Espírito, a palavra da ciência; e geralmente leva a outro, pelo mesmo Espírito, a fé, e a uma vida monótona, outro, pelo mesmo Espírito, os dons de desinteressante e curar; e a outro a operação de demasiadamente censurada ou maravilhas; e a outro a profecia; e a reprimida, seja pelo outro o dom de discernir os espíritos; e família ou grupo, a outro a variedade de línguas; e a seja pela situação outro a interpretação das línguas. Mas econômica ou um só é o mesmo Espírito que opera pessoal. É isto que todas estas coisas, repartindo freqüentemente particularmente a cada um como quer.” vemos nestes casos, e que já Na igreja católica o Pentecostalismo às havia sido notado vezes é chamado de movimento por Eugene Azam carismático, devido ao fato de dar (1887) estudando a ênfase à suposta continuação do célebre Félida, charismata milagroso ou dons. Flournoy (1900) e Haveria dois tipos de dons, mencionados outros, e confirmado muitas vezes. Não no Novo Testamento: há os dons existe nenhum chamados ordinários e os dons evidência de abuso extraordinários. sexual na infância

- Idéias Deliróides - Sugestão, AutoSugestão e Crença Exagerada

Os dons chamados ordinários levam esse nome porque Deus, ordinariamente, os dá às pessoas em todos os tempos, tais como a fé, a esperança e a caridade. Os dons extraordinários são assim chamados porque não são dados ordinariamente. Estes dons extraordinários são sobrenaturais e permitem às pessoas que os possuem executar ações sobrenaturais.

por parte destes pacientes, nada é conclusivo nem existem indícios seguros nestas pesquisas".

Transes com ou sem possessão ocorrendo como distúrbio dissociativo não são tão incomuns quanto Normalmente, quando os Pentecostais normalmente se falam de dons ou charismata, eles se pensa. Encontramos referem aos dons extraordinários da mais amiúde nas cura, dos milagres, de falar línguas camadas sociais estranhas, revelações diretas de Deus, mais “populares” e expulsão de demônios e até mesmo nos cultos de seita pegar em serpentes e beber veneno e animistas, sejam outras peripécias.Para os Pentecostais, a espiritistas e cultos expressão Batismo com o Espírito Santo afro-brasileiros, seja em cultos é um evento diferente do batismo da revivalistas ou igreja, o qual objetiva a graça da pentecostalistas salvação e perdão do pecado original. cristãos. Entretanto, Para eles, o Batismo com Espírito Santo se o médico que seria o exercício de um ou mais dons trata da alma extraordinários, falar em línguas aprendeu a estranhas, etc. O nome Pentecostal reconhecer os sinais deriva, justamente, da crença de que e os sintomas do podem ser repetidos os milagres do transe, e como ele pode se ocultar sob Pentecostes, especialmente, o de falar a forma de sintomas em línguas estranhas. psiquiátricos e Fonte: Estudos Bíblicos de Autores psicossomáticos, e Batistas se o médico estabelece em seu CONVERSÃO ambiente terapêutico uma Enquanto na terminologia psiquiátrica atmosfera de conversão significa a passagem ou o liberdade e salto de um conteúdo psíquico para o confiança, ele orgânico, um quadro que faz parte do poderá descobrir o espectro histérico ou histriônico, em transe como religião conversão significa uma grande fundamento e mudança na atitude cognitiva da pessoa. princípio de muitos distúrbios. Veja o Após a conversão as pessoas percebem- artigo todo

se a si mesmas como mudadas em pelo menos dois diferentes aspectos: em seus traços de personalidade

(temperamento por exemplo), e na própria identidade social (incluindo vínculos comunitários, sentimentos de pertinência, papéis desempenhados, percepções do mundo, etc). Veja Hulda Stadtler Entre as mudanças cognitivas operadas na conversão destacam-se as concepções de si mesmo e a aquisição de um novo sistema cognitivo. Entre as alterações da concepção particular de si mesmo ou da reavaliação do "estar-nomundo", o Pentecostalismo descortina para a pessoa a possibilidade de tornarse um membro especial do povo de Deus com a conseqüente reestruturação cognitiva.

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Segundo Hulda Stadtler, em sua tese “Conversão ao pentecostalismo e alterações cognitivas e de identidade”, o Pentecostalismo gera mudanças em todos os aspectos das vidas das pessoas, e essas mudanças são valorizadas positivamente tanto pelos convertidos quanto pelos outros. Existem, de acordo com os dois principais modelos religiosos de nosso meio, duas explicações para as mudanças da personalidade na conversão. Para os católicos carismáticos, as alterações seriam o resultado do abandono de comportamentos prévios pela intervenção direta do Espírito Santo. Para os crentes da Assembléia de Deus e outros evangélicos pentecostais a conversão seria a adoção de um modelo de personalidade e comportamento do próprio Cristo.

O DOM DE FALAR LÍNGUAS
Com grande freqüência, podendo constatar-se até em programas da televisão, fiéis tomados pelo Espírito Santo, com grande júbilo e êxtase, conversam entre si falando línguas. Para os Pentecostais, como vimos, trata-se do Batismo com Espírito Santo, ou seja, do exercício de um ou mais dons extraordinários, como por exemplo, o dom de falar em línguas estranhas, etc. Na psiquiatria a emissão de sons desconexos

leva o nome de glossolalia. E de fato, essa questão pode ser vinculada a uma problemática fundamental na constituição do sujeito humano; sua relação com a linguagem. A aquisição da linguagem no ser humano não pode ser considerada um mero aprendizado de uma espécie de comunicação para usos imediatos como ocorre com outros animais. Trata-se do ingresso no mundo simbólico, fato que caracteriza essencialmente o ser humano, que funda a cultura e marca o limite da espécie. Segundo Sérgio Telles (O Dom de Falar Línguas), ao nascer a criança é mergulhada no universo lingüístico dos pais, num encontro definitivo, irreversível. Uma vez dentro da língua materna, a criança dela não mais poderá sair. A mãe fala e, através da linguagem, introduz a criança no mundo simbólico. No início da vida, as palavras e o discurso, soarão sempre à criança como uma língua estrangeira, imposta duramente e indispensável ao estabelecimento das bases de sua sobrevivência e de sua identidade como sujeito humano. Quem fala representa, à criança, quem manda, entende e domina, embora não se entenda ainda e perfeitamente o que fala. Aos poucos a criança que ainda não fala, ouve, absorve, apreende e adquire a fala dos adultos. Estes sons parecem-lhe absolutamente desconhecidos, misteriosos, surpreendentes, enigmáticos e fascinantes (Idem). E esse fascínio por línguas estranhas acaba persistindo, tal como uma cicatriz indelével, ao longo da vida das pessoas. Podemos supor que ao falarem "línguas", as pessoas em transe, possuídas ou, como se diz culturalmente, dotadas desse estado, estariam psicologicamente regredidas e identificadas com a mãe, com os adultos ou com poderosos portadores da linguagem, aqueles que representavam ser os superiores na infância. O episódio pode simbolizar aqueles momentos fundamentais do psiquismo, onde a pessoa ouvia fascinada a língua "estrangeira", incompreensível e misteriosa, eficaz e capaz de resolver problemas, de oferecer soluções. Pode significar o encantamento da criança que ainda não fala ao se deparar com os sons do discurso dos adultos poderosos. Quem vivencia alguma liturgia católica conduzida em latim

experimenta sentimentos estranhos e poderosos. As expressões dessa língua estranha persistem ruminantemente na memória. Ao falar “línguas” a pessoa em transe, possuída, ou melhor, o inconsciente dessa pessoa faz com que a palavra transcenda sua condição de signo comunicativo para representar o simbólico, para manifestar e expressar sua identificação com o superior poderoso.

Vocação para o Sobre-Humano
De certa forma todos nós, através do lado mágico de nosso pensamento (veja Pensamento Mágico - Derreísta) temos uma tendência a ter sentimentos e comportamentos sobre-humanos, algo de compense a desagradável sensação de pequenez e finitude a que todos estamos sujeitos, ora mais, ora menos fortemente. Sentir-se "sobre-humano" pode aliviar a limitação para a felicidade plena imposta por nossa condição existencial. Mesmo nas pessoas tidas por descrentes, realistas, racionais, seja lá como gostam de ser consideradas, a partir do momento em que jogam na loteria, mesmo quando todas as probabilidades racionais não recomendam o jogo, está se manifestando um pensamento mágico. Seria um pensamento que foge à dureza da racionalidade que estabelece as probabilidades de ganhar, seria algo do tipo: "pode ser que eu tenha sorte" ou "pode ser que tenha chegado o meu dia..." e assim por diante. Isso é sentir-se sobre-humano, diferente dos demais. Pode ser que a sensação de poder se comunicar com espíritos, de ser escolhido como porta-voz dos espíritos, de ter sensibilidade especial (diferente dos outros), de poder curar, de poder prever ou influir no futuro, nos faça sentir especiais, sobre-humanos. Não tem sido nem um pouco comum encontrar um renomado e competente médico recebendo espíritos de outro médico para realizar suas curas; ele as realiza de maneira convencional, a duras penas de ter tido que aprender, estudar, se formar, etc. Mas, estando profissionalmente realizado, esse médico não precisa recorrer ao sobre-humano para dar vazão à uma vocação oculta e, muito provavelmente, frustrada. Também atenua a sensação de termos falhado, de nos sentirmos uma pessoa não tão brilhante como gostaríamos, se

nossas falhas e limitações tivessem origem fora de nós mesmos, independentemente de nossa vontade. A possessão por entidades pode resolver esses sentimentos de inferioridade ou, quando não, realçar sentimentos de superioridade. O sentimento sobre-humano e até mesmo o sentimento de achar que Deus está conosco (um fortíssimo aliado) alivia frustrações e sensações de fraqueza, nos dá forças e compensa a dureza de um cotidiano simplesmente humano.

palavra Bruxaria, segundo o uso corrente da língua portuguesa, designa as faculdades sobrenaturais de uma pessoa, que geralmente se utiliza de ritos mágicos, com intenção maligna - a magia negra - ou com intenção benigna - a magia branca. É também utilizada como sinônimo de curandeirismo e prática oracular, bem como de feitiçaria. Para os bruxos seguidores da Moderna Wicca, contudo, a Bruxaria é o culto à Deusa e ao Deus em sistemas que variam de uma deidade única hermafrodita ou feminina à pluralidade de panteões antigos, mais notadamente os panteões celta, egípcio, assírio, greco-romano e normando (viking). Feiticeiro seria aquele que realiza feitiços, seja ele bruxo ou não, e feitiço, o gênero de magia cujo objetivo é interferir no estado mental, astral, físico e/ou na percepção que outra pessoa tem da realidade. A magia, por sua vez, é o uso de forças, entidades e/ou "energias" não pertencentes ao plano físico para nele interferir.

Índice
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1 A Bruxaria Tradicional e a Bruxaria Moderna 2 Dois Princípios Básicos na Bruxaria 3 Caça às Bruxas na Europa Ocidental o 3.1 Na Idade Média o 3.2 Na Idade Moderna 4 Caça às Bruxas - Novas visões históricas 5 Ver também 6 Ligações externas

[editar] A Bruxaria Tradicional e a Bruxaria Moderna
Há uma grande confusão, entre os leigos, acerca de Bruxaria Tradicional e Bruxaria Moderna. A Bruxaria Tradicional tem suas raízes aprofundadas através do período préhistórico, podendo ser considerada em parte irmã e em parte filha de antigas práticas e cultos xamânicos. Historicamente, tal e qual os xamãs, o papel social das bruxas tradicionais era basicamente dividido entre a prestação de auxílio à população na cura de problemas de saúde (problemas da carne, da psiquê e do espírito) e o contato com os espíritos dos mortos e dos deuses (encaminhamento de espíritos recém-desencarnados a seu destino, obtenção de favores da Deusa e/ou dos Deuses, previsões do futuro para

facilitar a tomada de decisões tanto no nível pessoal quanto para a comunidade - neste último caso a leitura do futuro seria para os chefes). A Bruxaria Moderna, por outro lado, embora se relacione firmemente com a Bruxaria Tradicional, surge historicamente com Gerald Gardner, com a criação da Wicca no ano 1950 da Era Comum. Apesar de a Bruxaria Tradicional, ao longo de seus estimados mais de 20.000 anos de existência, ter vindo absorvendo elementos estranhos a suas raízes ancestrais, sendo uma religião viva e que evolui continuamente, seu eixo fundamental é bastante distinto do da Bruxaria Moderna, pois Gardner não apenas adotou novos elementos, mas tornou alguns destes em bases fundamentais da Wicca, amalgamando de forma indissolúvel o que teria aprendido como iniciado na Bruxaria Tradicional com conhecimentos adquiridos junto ao druidismo e conceitos de origem claramente oriental. Agrava-se a confusão entre bruxaria moderna e bruxaria tradicional ao ter se tornado recorrente o uso da expressão "wicca tradicional" para designar aqueles cuja linhagem iniciática remonta a Gerald Gardner.

[editar] Dois Princípios Básicos na Bruxaria
A Bruxaria, sendo caracterizada pela liberdade de pensamento, acaba por apresentar um amplo leque de linhas de pensamento e de vertentes de características bastante distintas, entretanto, alguns elementos em comum podem ser apresentados a fim de que se tenha melhor compreensão do significado da bruxaria. Elencamos dois princípios comuns, em especial, que ao mesmo tempo que ajudam a compreensão, afastam conceitos equivocados calcados em histórias infantis e preconceitos medievais à prática da bruxaria. O Respeito ao Livre-Arbítrio - Nenhum verdadeiro bruxo buscará doutrinar aqueles que têm outro credo. Para os bruxos, a fé só é verdadeira se resulta de escolha individual e espontânea. Nenhum verdadeiro bruxo realizará qualquer tipo de magia no intuito de se beneficiar de algo que prejudicará outra pessoa. Para os bruxos, cada um tem seu próprio desafio a enfrentar. Usar de qualquer subterfúgio para escapar dos desafios que se apresentam é apenas adiar uma luta que terá de ter lugar nesta ou em outras vidas. Adiar problemas é o mesmo que acumulá-los para as próximas encarnações. A Comunhão com a Natureza - O verdadeiro bruxo respeita a natureza, e por natureza ele entende absolutamente tudo o que não é feito pelo homem, inclusive os minerais. Quando preserva a natureza, suas preocupações não são a viabilidade da manutenção da vida humana na Terra, o verdadeiro bruxo respeita a natureza simplesmente porque se sente parte dela, porque a ama. Os bruxos não acham que a natureza está à sua disposição. Os homens, os minerais, os vegetais e toda a espécie de animal são apenas colegas de caminhada, nenhum mais ou menos importante que o outro. Ainda assim, matam insetos que lhes incomodam e arrancam mato que cresce nos canteiros de flores sem dramas de consciência. Não são falsos em suas crenças nem românticos idealistas. Acreditam que conflitos fazem parte da natureza.

[editar] Caça às Bruxas na Europa Ocidental
A Caça às Bruxas foi uma perseguição social e religiosa que começou no final da Idade Média e atinge seu apogeu na Idade Moderna. O mais famoso manual de Caça às Bruxas é o Malleus Maleficarum (Martelo das Feiticeiras), de 1484. No passado os historiadores consideraram a Caça às Bruxas européia como um ataque de histeria supersticiosa que teria sido forjada e espelhada pela Igreja Católica. Seguindo essa lógica, era "natural" supor que a perseguição teria sido pior quando o poder da igreja era maior, ou seja: antes da Reforma Protestante dividir a cristandade ocidental em segmentos conflitantes. Nessa visão, embora houvesse ocorrido também julgamentos no começo do período moderno, eles teriam sido poucos se comparados aos supostos horrores medievais. Pesquisas recentes derrubaram essa teoria de forma bastante clara e, ironicamente, descobriu-se que o momento mais forte da histeria contra as bruxas ocorreu entre 1550 e 1650, juntamente com o nascimento da celebrada "Idade da Razão".

[editar] Na Idade Média

Ulricus Molitoris
Virtualmente todas as sociedades anteriores ao período moderno reconheciam o poder das bruxas e, em função disso, formularam leis proibindo que crimes fossem cometidos através de meios mágicos. O período medieval não foi exceção, mas inicialmente não havia ninguém caçando bruxas de forma activa. Esse contexto relativamente benígno permaneceu sem grandes alterações por séculos. As posturas tradicionais começaram a mudar perto do fim da Idade Média. Pouco depois de 1300, na Europa Central, começaram a surgir rumores e pânico acerca de conspirações malígnas que estariam tentando destruir os reinos cristãos através de magia e envenenamento. Falava-se de conspirações por parte dos muçulmanos e de associações entre judeus e leprosos ou judeus e bruxas. Depois da enorme devastação decorrente da peste negra (que vitimou 1/3 da população européia entre 1347 e 1350) esses rumores aumentaram e passaram a focar mais em supostas bruxas e "propagadores de praga". Casos de processo por bruxaria foram aumentando lentamente, mas de forma constante, até que os primeiros julgamentos em massa apareceram no Século XV.

[editar] Na Idade Moderna
Em 1484 foi lançado o livro Malleus Maleficarum, pelos inquisidores Heinrich Institoris e Jakob Sprenger, que se torna uma espécie de bíblia da caça às bruxas. Com 28 edições esse volumoso manual define as práticas consideradas demoníacas. Ao surgirem as primeiras ondas da Reforma Protestante o número de julgamentos chega a diminuir por alguns anos. Entretanto, em 1550 a perseguição cresce novamente, dessa vez atingindo níveis alarmantes. Esse é o período mais sanguinário da histeria, que atingiu tanto terras católicas como protestantes e durou de 1550 a 1650. Depois desse período os julgamentos diminuem fortemente e desapareceram completamente em torno de 1700.

[editar] Caça às Bruxas - Novas visões históricas
A partir dos anos 70 do Século XX, os historiadores passaram a estudar detalhadamente os registros históricos de julgamentos, ao invés de confiar apenas nos relatos dos casos mais famosos e outras fontes pouco seguras. A nova metodologia trouxe mudanças significativas na compreensão que se tinha deste período. Vejamos algumas das ideias chaves dessa nova visão:

A "Caça às Bruxas" na Europa começou no fim da Idade Média e foi um fenómeno religioso e social da Idade Moderna. A situação assumiu tamanha dimensão, também devido às populações sofrerem frequentemente de maus anos agrícolas e de epidemias, resultando elevada taxa de mortalidade, e dominadas pela superstição e pelo medo. A maior parte das vítimas foram julgadas e executadas entre 1550 e 1650. A quantidade de julgamentos e a proporção entre homens e mulheres condenados poderá variar consideravelmente de um local para o outro. Por outro lado, 3/4 do continente europeu não presenciou nem um julgamento sequer. A maioria das vítimas foram julgadas e executadas por tribunais seculares, sendo os tribunais locais, foram de longe os mais intolerantes e cruéis. Por outro lado, as pessoas julgadas em tribunais religiosos recebiam um melhor tratamento, tinham mais chances de poderem ser inocentadas ou de receber punições mais brandas. O número total de vítimas ficou provavelmente por volta dos 50 mil, e destes, cerca de 25% foram homens. Mulheres estiveram mais presentes que os homens, e também enquanto denunciantes, e não apenas como vítimas. A maioria das vítimas eram parteiras ou curandeiros; mas a maioria não era bruxa. A grande maioria das vítimas eram da religião cristã, até porque a população pagã na Europa na época da Caça às Bruxas, era muito reduzida. Estudos recentes vêm apontar que muitas das vítimas da "Caça as Bruxas", bem como de muitos "casos de endemoniados", teriam sido vítimas de uma intoxicação. O agente causador era um fungo denominado Claviceps purpurea, um contaminante comum do centeio e outros cereais. Este fungo biossintetiza uma classe de metabólitos secundários conhecidos como alcalóides do Ergot e, dependendo de suas estruturas químicas, afectavam profundamente o sistema nervoso central. Os camponeses que comeram pão de centeio (o pão das classes mais pobres) contaminado com o fungo, eram envenenados e desenvolveram a doença, actualmente denominada de ergotismo. Em alguns casos, também verificou-se alegações falsas de prática de "bruxaria" e de estar "possuído pelo demônio", com o fim de se apropriar ilicitamente de bens alheios ou como uma forma de vingança. Três artigos - em inglês - que explicam as novas teses são:

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The Burning Times; Recent Developments in the Study of The Great European Witch Hunt. Who Burned the Witches?
...

Criminologia Crime Sexual Serial Delinqüência Infantil Delito Sexual (Parafilias) Epilepsia e a Lei Imputabilidade Personal. Borderline Personal. Criminosa? Personal. Psicopática Psiquiatria e Violência Transt. Sociopáticos Violenta Emoção Biologia da Violência
Cérebro e Violência

TRANSE E POSSESSÃO Patologia do Pensamento Mágico
Havendo saúde mental, os estímulos para que o raciocínio se desenvolva devem provir de fontes externas e internas. Mas o pensamento não é guiado apenas por considerações estritamente atreladas à realidade, ele também flui motivado por estímulos interiores, abstratos e afetivos ou até instintivos. A criação humana, por exemplo, ultrapassa muitas vezes a realidade dos fatos, refletindo estados interiores variados e de enorme valor para a construção de nosso patrimônio cultural. Voltar-se para o mundo interno significa que o pensamento se manifesta sob a forma de DEVANEIOS - uma espécie de servidão das idéias às nossas necessidades mais íntimas, aos nossos afetos e paixões. Enquanto há saúde mental, entretanto, nossos devaneios são sempre voluntários e reversíveis; eles devem ser nossos servos e não nossos senhores. Em estados mais doentios, esses devaneios ou fugas da realidade são emancipados da vontade, são impostas ao indivíduo de forma absoluta e tirânica. Parece tratar-se de um indivíduo que despreza a realidade e vive uma realidade nova que lhe foi imposta involuntariamente, da qual não consegue libertar-se. A própria concepção da realidade pode sofrer alterações nos transtornos psíquicos. Em determinados estados neuropsicológicos a realidade pode sofrer alterações de natureza bioquímica, funcional ou anatômica. Em outros estados, agora de natureza psicopatológica, os elementos da realidade também podem ser

Wellington Zangari é diretor de Inter Psi, Grupo de Semiótica, Interconectividade e Consciência, Centro de Estudos Peirceanos, Programa de Estudos PósGraduados em Comunicação e Semiótica, PUC-SP. Veja um trecho de seu artigo Estudos psicológicos da mediunidade: uma breve revisão: "... Assim, apesar da mediunidade "fazer uso" de capacidades dissociativas individuais do médium, a dissociação parece disciplinada pelo grupo social de que o médium participa. Os elementos sócio-culturais que darão o contorno das personalidades "intrusas" estão presentes no grupo social do médium e, portanto, na mente do médium. A análise de Burguignon oferece a possibilidade de compreender que a diferença entre a dissociação patológica e a dissociação nãopatológica reside na cultura. Hughes (1992), após entrevistar e administrar escalas de dissociação a sujeitos

Crimes Satânicos Transes e Possessões Perícia Psiquiátrica Dano Psíquico Índice - Xô Satanás - Os Cultos da Aflição - Deus, Diabo, Cultura e Religião - Os Transes e Possessões - O que é Pentecostalismo - Conversão - Falar Línguas - Patologia do Pensamento Mágico

- Pensamento Mágico - Idéias Deliróides - Sugestão, AutoSugestão e Crença Exagerada

deturpados por fatores afetivos, emocionais ou psíquicos, de forma a prevalecer uma concepção do mundo determinada exclusivamente pelo interior de ser e não mais pela lógica comum a todos nós.

diagnosticados como portadores de desordem de personalidade múltipla e de médiuns, concluiu que "os médiuns Ao pensamento que se afasta da não exibem alto realidade morbidamente, ou seja, grau de psicopatologia, doentiamente, damos o nome de nem apresentam Pensamento Derreísta em oposição ao experiências Pensamento Realista, atrelado à dissociativas em realidade. Falamos “se afasta grau mais elevado morbidamente da realidade” porque em freqüência, esse tipo de pensamento não mais apesar de suas depende do arbítrio que todos temos em experiências de transe. fantasiar e voltar à realidade voluntariamente. Ele devaneia obrigatoriamente, sendo negado ao paciente a faculdade de entendimento dos limites de nossas fantasias, quando nos imaginamos ganhadores da loteria ou coisas assim, e da realidade, com a consciência plena de nossa situação. Para aqueles que acreditam ser normal e até desejável que a pessoa tenha seus pensamentos exclusivamente atrelados ao concreto e ao real, lembramos que essa limitação imposta ao pensamento, fazendo-o incapaz de afastar-se do absolutamente concreto, leva o nome de Concretismo, que também é uma alteração da forma do pensamento. O Pensamento Derreísta é aquele que se desvia da razão, faltando-lhe tenacidade para se atrelar à realidade. Sua característica principal e criar, a partir de antigas cognições e novas representações, um mundo novo e de acordo com os desejos, anseios e angústias. Apesar de tanto os médiuns quanto os portadores de desordens de múltipla personalidade estarem condicionados à dissociação ao nível dos processos mentais, eles diferem em relação à etiologia, função, controle e patologia. (...) Enquanto que para os portadores de desordens de personalidade múltipla a dissociação com co-consciência é idiossincrática e compulsiva, para os médiuns de transe a experiência dissociativa acompanhada de co-consciência é contextualizada culturalmente e está sob o controle da consciência do praticante". veja

Pensamento Mágico
De forma mais prática e didática, podemos considerar o pensamento derreísta como sendo uma espécie de Pensamento Mágico, e o pensamento

realista como sendo o Pensamento Lógico. Portanto, é normal que a pessoa contenha ambos tipos de pensamento em seu psiquismo, valendo-se deles de acordo com as necessidades adaptativas. Para resolver as necessidades práticas do cotidiano a pessoa se vale do Pensamento Lógico (realista); calcula dinheiro, planeja seu dia, prioriza atividades, dirige de acordo com as normas, comporta-se com sensatez, lógica e discernimento, etc. Diante das necessidades interiores os Pensamentos Mágicos são mais lenitivos. Através deles a pessoa faz suas orações, nutre seus desejos e esperanças, aposta na loteria, evita passar debaixo de uma escada, acredita em seus deuses, fala da sorte ou do azar, enfim, devaneia. E normalmente esses devaneios obedecem às normas da cultura em que vivemos, ao menos em boa parte deles. tem 3 páginas: 01 > 02 > 03

tudo

De modo geral, quanto maiores as angústias, mais recorremos aos Pensamentos Mágicos. Isso ocorre fisiologicamente nas pessoas normais mas, diante de situações psíquicas patológicas, a “opção” para o Pensamento Mágico pode tornar-se tiranamente absoluta. Essa predileção pelo Pensamento Mágico pode se dar em vários graus; desde uma simples crença, fé, idéia supervalorizada, fanatismo, até o delírio franco. Isso significa que uma simples crença pode privilegiar a Mágica sobre a Lógica discretamente, sendo possível sair do mágico para o lógico com facilidade, enquanto no delírio, o grau maior de submissão da lógica ao mágico, o retorno voluntário ao Pensamento Lógico é basicamente impossível. Então, para saber se a pessoa está totalmente, parcialmente ou ligeiramente submissa aos seus Pensamentos Mágicos ou, como é bom frisar bastante, totalmente submissa aos Pensamentos Mágicos de seu entorno, devemos saber se essa pessoa tem ou não delírios. Nas Esquizofrenias, por exemplo, a pessoa perde totalmente os limites entre o mágico e o lógico, através de seus delírios. De modo geral, qualquer patologia mental capaz de produzir delírios subjuga a lógica, privilegiando morbidamente a mágica. Assim sendo, agora que sabemos serem os delírios os mais graves causadores da soberania do Pensamento Mágico, o problema da psicopatologia será descrever as patologias que originam delírios, conseqüentemente, que causam o domínio absoluto da mágica sobre o lógico. Jaspers define o Delírio com sendo um juízo patologicamente falseado e que deve, obrigatoriamente, apresentar três características*:
1. Uma convicção subjetivamente irremovível e uma crença absolutamente inabalável com impossibilidade de se sujeitar às influências de quaisquer argumentações da lógica; 2. Um pensamento de conteúdo impenetrável e incompreensivo psicologicamente para o indivíduo normal; 3. Uma representação sem conteúdo de realidade, ou seja, que não se reduz à análise dos acontecimentos vivenciais.

*-características de Delírio, verdadeiro ou primário, segundo Karl Jaspers. Essa definição de Jaspers é de extremo valor na diferenciação entre sugestionabilidade e delírio, ou seja,

LICANTROPIA e VAMPIRISMO
O mito do Homem-Lobo se registra desde a Idade Média até nossos dias. Na Idade Média se cometia grande quantidade de crimes sádicos e sexuais que sempre terminavam por ser atribuídos a seres sobrenaturais, devido à superstição e ao medo da gente. Alguns trabalhos curiosos comparam esses delitos sobrenaturais antigos com os crimes sexuais seriais executados por criminais contemporâneos, identificando as violações e os assassinatos atribuídos aos temidos homens-lobo com as barbaridades e sevícias levados a cabo pelos assassinos de hoje. Em psiquiatria, a licantropia aparece como uma enfermidade mental com tendência canibal, onde o doente se imagina estar transformado em lobo e, inclusive, imitando seus grunhidos. Em alguns casos graves esses pacientes se negam a comer outro alimento que não seja carne crua e bem sanguinolenta.

A Natureza da Violência ... Jeanine Nicolazzi Philippi

De fato, explica Freud, os homens não são criaturas gentis que, no máximo, podem defender-se quando atacadas, mas seres Isoladamente, tanto as tendências eminentemente sociológicas, aos quais os dotes pulsionais lhes quanto as psicológicas e orgânicas fracassaram. Hoje em dia imprimem uma fala-se no elemento bio-psico-social. Volta a tomar força os significativa cota de estudos de endocrinologia, que associam a agressividade do agressividade, cujos delinqüente à testosterona (hormônio masculino), os estudos efeitos podem ser de genética ao tentar identificar no genoma humano um apreendidos na possível "gene da criminalidade". apropriação que fazem dos outros, Esses transtornos, normalmente diagnosticados como severas utilizando-os não psicoses, apresentam concomitantemente um alto grau de apenas como um ajudante ou objeto histerismo, cursando com idéias delirantes e mudança total da sexual, porém como pessoalidade e, como outras psicoses, não sendo possível um outro qualquer separar a realidade do imaginado. sobre o qual a descarga pulsional Antigamente, sendo as psicoses de difícil tratamento, efetiva-se de proliferavam psicóticos esquizofrênicos e outros doentes diversas formas, mentais, como os sádicos, necrófilos e psicopatas em geral, os como na exploração quais ocorriam à licantropia como via de saída para seus do trabalho, nas delírios ou seus instintos mórbidos. humilhações, torturas e mortes. A agressividade é intrínseca às funções do eu do homem, ou seja, uma estrutura distinguida por uma tensão agressiva, por uma intenção de agressão. "Tensão no sentido de

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Estes doentes se valiam, como ainda hoje, dos personagens da cultura e do folclore para solidificar a crença em poder transformar-se em lobo, e que, nas noites de lua cheia, seu corpo se cobria de pelo, seus dentes se tornavam pontiagudos e suas unhas cresciam até converter-se em garras. Possuídos por tais delírios, os doentes vagavam pelas ruas assediando suas vítimas, atacando, mordendo e, em algumas ocasiões, esquartejando e comendo partes de seu corpo. Hoje em dia a medicina conhece outros tipos de doenças que poderiam explicar parte do mito da licantropia, como por exemplo a Porfiria Congênita. Esta doença se caracteriza por problemas cutâneos, foto-sensibilidade e depósitos de porfirina, um pigmento dos glóbulos vermelhos que escurece os dentes e a urina, dando a impressão que o paciente esteve bebendo sangue. Outras doenças, como por exemplo a Hipertricose ou o Hirsutismo, as quais provocam o crescimento exagerado de pelos por todo o corpo, incluindo a face, eram interpretadas, antigamente, como qualidades sobrenaturais onde os pacientes podiam converter-se em bestas. Mas, por outro lado, ao longo da historia tem surgido alguns criminosos considerados "homens-lobo" devido aos seus métodos canibais de matar a vítima.

PORFIRIAS (Lobisomem e Vampiro)
As Porfirias são um grupo de doenças genéticas cuja causa é um mau funcionamento da seqüência enzimática do grupo Heme da Hemoglobina (a HEMOGLOBINA é o pigmento do sangue que faz que este seja vermelho e é composta pelo grupo Heme e varias classes de GLOBINAS, segundo circunstâncias , normais, que agora não vêem ao caso). O grupo Heme é quem transporta o oxigênio dos pulmões ao resto das células do organismo e é um complexo férrico (em estado ferroso). Qualquer erro na hereditariedade que interfere na síntese do grupo Heme é capaz de produzir as doenças chamadas Porfirias.

O Monstro
Os sintomas das Porfirias são:

1) Fotosensibilidade, que se apresenta em todos tipos, menos na chamada Forma Aguda Intermitente. Esta fotosensibilidade é o resultado do acúmulo de porfirinas livres de metal na pele produzindo sérias lesões: 1.a) Hirsutismo. Para o organismo proteger-se da luz, o pelo cresce exageradamente e em lugares não habituais, como no vão dos dedos e dorso das mãos, nas bochechas, no nariz, enfim, nos lugares mais expostos à luz. Evidentemente esses pacientes devem sair quase que exclusivamente à noite. 1.b) Pigmentação. A pele pode apresentar também zonas de pigmentação ou de despigmentação e os dentes podem ser vermelhos fazendo que o aspecto do doente se afaste cada vez mais do ser humano normal e se aproxime da idéia de um monstro. 2) As porfirinas acumuladas na pele, podem absorver luz do sol em qualquer longitude, tanto no espectro ultravioleta, como no espectro visível e logo transferir sua energia ao oxigênio que provêem da respiração. O oxigênio normalmente não é tóxico, mas com o excesso de energia transferido pelas porfirinas, o oxigênio se libera sob a forma de oxigênio altamente reativo. Este oxigênio altamente reativo, produz destruição dos tecidos, predominantemente os mais distais e mais expostos, como é o caso das pontas dos dedos, o nariz, etc, oxidando essas áreas de forma violenta, com severa inflamação em forma de queimação. Assim sendo, quando esses pacientes se expõem à luz, suas mãos se convertem em garras e sua face, peluda em sua totalidade, mostra uma boca permanentemente aberta por lesões repetitivas dos lábios. Estando os dentes descobertos, adquirem aparência maior, sugerindo presas. As narinas, pelos mesmos motivos das lesões, se apresentam voltadas mais para cima e como orifícios tétricos e escuros. Dessa forma teremos o lobisomem tal qual descrito pelo mito do Homem-Lobo. Imaginemos agora, na metade do século XIV, a possibilidade de encontrarmos em meio de una noite escura, esse tipo de paciente que sai de noite para

evitar o dano que produz a luz, com a aparência descrita acima.

O Sangue da vítima
As Porfirias são doenças genéticas e sem cura, atualmente. Mesmo que alguns dos sintomas não possam ser aliviados, atualmente o principal tratamento para algumas porfirias, é a injeção de concentrados de glóbulos vermelhos (hemácias) ou soluções de Grupo Heme. Além disso, recomenda-se ao doente o uso continuado de filtros solares. Mas, na Idade Media, a injeção do pigmento Heme ainda não era possível, e nem havia sido descoberto. Podemos das asas à imaginação e supor que, em algum momento, algum paciente mais desesperado tenha sido induzido ou orientado por algum curandeiro a comer ferro ou carne crua, senão a beber sangue. A própria carência de Heme ou ferro pode desenvolver essa inclinação alimentar. Na realidade não se sabe como, mas não é difícil imaginar a pulsão que algum porfírico deve ter sentido em beber grandes quantidades de sangue e melhorar seus sintomas com isso. Nascia assim, não apenas o Lobisomem, como também o Vampiro. As descrições literárias e folclóricas da época (e até hoje) se incumbiram em oferecer um conteúdo cultural suficientemente denso para compor o cenário do delírio licântropo de muitos doentes mentais.

A Maldição
A natureza genética das porfirias, juntamente com alguns costumes endogâmicos (casamento entre membros de uma mesma família) em alguns grupos étnicos da Europa Oriental e entre a nobreza européia em geral, poderia ter desencadeado a doença em pessoas geneticamente ligadas. Pode vir daí a lenda da maldição familiar dos Lobisomens e/ou de ser Lobisomem o sexto ou sétimo filho do casal ou coisas assim.

O Alho, Vampiros e Lobisomens
Há uma crença folclórica sobre o poder do alho para afugentar vampiros. Quais seriam os fundamentos dessa crença?

Existe no fígado uma enzima chamada de Citocromo P450, cuja função seria, junto com outras enzimas, remover do organismo substâncias não solúveis em água produzindo produtos xenobióticos hidrossolúveis, cumprindo assim uma das funções desintoxicantes do fígado. Como acontece com a hemoglobina, o Citocromo P450 possui o grupo HEME que, neste caso, cumpre uma tarefa diferente. Quando o Citocromo P450 hepático está metabolizando uma amplia variedade de drogas e outros compostos orgânicos, seu grupo Heme pode ser destruído (veja mais em LA REVISTA DEL VAMPIRO). Muitas drogas e compostos orgânicos que destroem o grupo Heme do Citocromo P450 hepático, têm muito em comum com um dos principais componentes do alho, o dialquilsulfito, que além de tudo é volátil. Isso sugere que a ingestão ou aspiração de alho aumenta a severidade de um ataque de porfiria, pois o complexo Heme, modificado pela destruição do Citocromo P450 hepático, é um potente inibidor da enzima ferroquelatase, portanto o alho não só destrói o grupo Heme, mas também decompõe o aparato biosintético do mesmo. Assim sendo, se o Heme não é sintetizado no organismo, não poderá inibir o excesso de síntese de porfirinas por retroalimentação negativa (feed-back) e, essa ruptura do equilíbrio é o que agrava o ataque de porfiria. Essa seqüência química faz com que o alho seja extremamente danoso aos portadores de porfiria.

A CONDESSA SANGRENTA (VAMPIRESA) Mais conhecida como "A Condessa Sangrenta", devido aos macabros e depravados crimes que cometeu, Elizabeth Bathory foi uma aristocrata húngara pertencente a uma das mais ilustres famílias da Europa. De fato desta mesma família também foram Estevam e Sigmund Bathory, que ocuparam os tronos da Polônia e da Transilvânia, respectivamente. Além disso, também vieram dessa mesma família vários dignitários do clero e alguns ministros da Hungria. Acreditavam que madame Bathory matava jovens donzelas para banhar-se em seu sangue, uma vez que acreditava que, assim fazendo, se manteria sempre jovem e bela. Dizem que chegou a assassinar perto de 650 pessoas com este propósito. Atualmente e depois das investigações, não se sabe se o propósito era realmente este, mas de qualquer forma, pode-se assegurar que cometeu realmente uma grande quantidade de crimes de extrema crueldade. A historia de Elizabeth começa em 1560. Seu castelo se encontrava em Cachtice, cidade situada na Slovakia. Também passou parte de sua vida em Viena, onde tinha uma mansão próxima do palácio real, no centro da cidade. Ali Elizabeth fez construir uma jaula de ferro, dentro da qual torturava as jovens donzelas. Grande parte dos investigadores atribui os maus instintos da condessa à alguma degeneração genética, devidos aos casamentos consangüíneos de sua família. De fato Elizabeth era muito propensa a ataques de epilepsia e, entre seus familiares havia numerosos antecedentes de práticas de magia negra e satanismo. Aliás seu irmão Stephem e sua tia, ambos de marcada tendência homossexual, foram conhecidos libertinos, além disso, deve-se citar o caso de sua antepassada Cara Báthory que, apesar de praticar todo tipo de aberrações sexuais, envenenou seu próprio marido. Aos onze anos, como era costume entre algumas famílias, Elizabeth foi prometida para Ferenc Nadasdy, filho de outra família aristocrática húngara. Foi viver com a família de Ferenc, no sombrio castelo de Csejthe. Ali gostava de manter intimidades com outros moços, chegando a engravidar de um deles. Devido a este incidente aos 13 anos, teve o filho em segredo e este lhe foi tomado, casando-se dois anos depois Ferenc Nadasdy. Ferenc, posteriormente conhecido como "O Cavaleiro Negro" por suas proezas como general no campo de batalha, era tão cruel como sua mulher. Esteve a maior parte de seu matrimônio lutando contra os turcos e quando voltava para casa, distraia-se torturando os prisioneiros. De fato Ferenc ensinou várias técnicas de tortura a Elizabeth.

SÍMBOLOS DA NOVA ERA
Publicado em 2/19/2006

Existe há séculos uma série de símbolos que são a representações de diversos costumes e crenças. São como logotipos, representação gráfica (desenho, letras, etc) usado pelas empresas atuais que ao vê-los logo reconhecemos. A maioria das pessoas que utiliza esse sistema simbólico está ligada à música e aos meios de diversão em geral, com destaque aos grupos de Rock (Metal), que fazem de suas vestimentas e capas de discos, os mais eficientes veículos de divulgação dessa simbologia. Veja abaixo alguns exemplos:

Anarquia O movimento prega a destruição de toda e qualquer organização que não queira se integrar ao novo sistema. Declara a anarquia do inferno a essas organizações que resistem à adesão universal.

Ankh ou "Cruz com laço", "Cruz egípcia"... Antigo símbolo egípcio que representa a vida, o conhecimento cósmico e o intercurso sexual. Também é conhecido por bruxos como a "Cruz Ansata", utilizado em rituais de encantamento, fertilidade e divinação. Todo faraó ao morrer levava a cruz junto às narinas para adquirir imortalidade. Ele era encontrado sempre nos hieróglifos, sendo segurado pelas divindades egípcias como se fosse uma chave, o que nos remete ao seu significado como "a chave dos portões que separam a vida e a morte", já que estes desenhos eram muito comuns em pirâmides mortuárias dos faraós. O Ankh simboliza a vida, o conhecimento cósmico, o intercurso sexual e o renascimento.

Arco-íris É o símbolo principal da Nova Era, mas apresentado só a metade! Ele representa a ponte entre a alma humana individual e a "Grande Mente Universal" ou "Alma Universal", que é Lúcifer. Também é considerado como "Ponte Mental" entre o homem e as energias cósmicas e a cidade de Shambala, governada por Lúcifer. Na Bíblia, o arco-íris é o símbolo da Aliança entre Deus e o Seu povo.

Besouro Símbolo que mostra que a pessoa que usa tem poder dentro do satanismo.

Borboleta A borboleta é o símbolo próprio dos adeptos da nova era ou dos "aquarianos". Como a lagarta entra no casulo, transforma-se e sai em forma de borboleta, assim a humanidade passa de uma era antiga, transforma-se em todos os sentidos e entra na nova era.

Cabeça de bode É um símbolo de zombaria, contrário ao cordeiro de Deus "Jesus".

Casal Transpessoal

Símbolo do fim do casamento representado pela letra Omega, última letra do alfabeto grego. Os adeptos da Nova Era dizem que o ser humano não deve pertencer a nenhuma família possessiva, mas deve ficar sempre livre para buscar outros parceiros.

Chalice Well (Símbolo celta) Associado aos poderes mágicos, o chalice well representa o poço do Glastonbury, no fundo do qual estaria escondido o Santo Graal - o cálice usado por Cristo na última ceia. É um objeto da tradição celta mais recente, pois remonta o início da Era Cristã e ao período medieval. Usado como talismã, atrai proteção e facilita a comunicação com os seres elementais - fadas, gnomos, ondinas, silfos, salamandras e duendes. Não há uma divindade associada a esse talismã, porque ele se identifica com o cristianismo (incorporado pelos celtas), não tendo, portanto, uma ligação direta com o druidismo nem com a mitologia celta primitiva.

Chifre Usado em colares, pulseiras, brincos, etc. Simboliza o afastamento de fluídos negativos (mal olhado, olho gordo...).

Circulo O movimento cíclico do Universo e das energias. Representa toda forma de força cíclica, seja corpórea ou universal ininterrupta.

Cruz Celta Associada à coragem e ao heroísmo, a cruz celta ajuda a superar obstáculos e a conquistar vitórias graças aos próprios esforços. Atrai reconhecimento, fama e riqueza, mas essas bênçãos só são garantidas para quem trabalha com afinco e dedicação. Por isso, a cruz celta também concede força de vontade e disposição. A divindade relacionada a esse talismã é Lug,

o Senhor da Criação na mitologia celta.

Cruz com laço Simboliza o desprezo da virgindade, troca da parceiros conforme a escolha pessoal. A NE ensina que a sexualidade é a parte que purifica o ser humano, eleva o espírito e embeleza o corpo. É a volta ao paganismo antigo, cujos "deuses" promoviam as danças com barulho excessivo, as orgias, a prostituição ritual, etc.

Cruz Satânica ou Cruz da confusão O nome por si já diz o que significa, qual o seu uso, e o objetivo do porque usa.

Cruz suástica Para o Movimento Nova Era simboliza o movimento cósmico. É bem conhecida sua conotação com a pessoa de Adolf Hitler e seu movimento nazista que dizimou milhões de seres humanos na Segunda guerra mundial. É conhecido, também no Brasil e em outras partes do mundo, o renascimento deste movimento nazista. A cruz suástica é inspiração de chamberlain, um vidente satânico e conselheiro de Hitler. Foi ele que inspirou a Hitler as idéias de um reino de terror e poder.

Cruz de Cabeça para Baixo Usado por grupos de Rock e adeptos da Nova Era. Simboliza zombaria da cruz de Jesus. Usado também em rituais satânicos.

Estrela de cinco pontas As duas pontas para cima, significam Lúcifer e seu reino; duas pontas para baixo, significa o homem como deus, no lugar de Deus. É símbolo da adoração a Satanás já estabelecida em várias partes do mundo. Alguns conjuntos musicais de "Rock" adoram este símbolo para garantir sucesso.

Estrela de Davi em círculo É usada pelo movimento Nova Era como símbolo da unificação da humanidade com as forças cósmicas.

Fita entrelaçada Sem Fim Significa a vida entrelaçada, onde há sempre uma continuidade em outras encarnações. Também representa o pacto de sangue entre os nova-erinos, envolvendo pessoas ou organizações. É usado para uma melhor obediência entre os aliados do movimento Nova Era.

Lua-estrela Usados em roupas, adereços, artes e também em centros espíritas. Simboliza poder para transportar através do cosmos.

Mancha Usada principalmente em automóveis. É uma gota de sangue em zombaria ao sangue redentor de Jesus.

Mão chifrada Usado por artistas ligados à música (principalmente Rock) e seus fãs. Simboliza invocação ao diabo e louvor em rituais satânicos.

Netuno Simboliza a transformação das crenças. A cruz para baixo significa que todas as crenças serão destruídas para que o planeta Terra seja governado por Maitreya o "Novo Messias".

Número da besta Este número tem qualidades sagradas e por isso, deveria ser usado com maior freqüência possível para representar a Nova era, segundo os ensinamentos da Alice Bailey, sumasacerdotisa da Sociedade Teosófica.

Olho de Lúcifer Simboliza o olhar de satanás sobre as finanças do mundo. (ver nota de um dólar).

Olho de Lúcifer Usado em roupas e outros meios. Simboliza o olho de satanás vendo tudo e chorando por aqueles que estão fora do seu alcance (judeus e cristãos principalmente).

Olho de Hórus É um outro antigo símbolo egípcio. Representa o olho divino do deus Hórus, as energias solar e lunar, e freqüentemente é usado para simbolizar a proteção espiritual e também o poder clarividente do Terceiro Olho.

Pé-de-galinha (Movimento Hippie) É uma cruz de cabeça para baixo, também chamada de "pé-de-galinha". Simboliza a "verdadeira" paz sem Cristo. O pé-de-galinha é uma cruz com os braços quebrados e caídos. O círculo representa o inferno. Na década de 60 foi usada pelos hippies; também foi símbolo de ecologia no mundo, pois representa uma árvore de cabeça para baixo. E esse símbolo simboliza a Igreja de Satã nos Estados Unidos.

Pentagrama É um dos símbolos pagãos mais poderosos e mais populares entre os Bruxos e Magos Cerimoniais. O pentagrama (uma estrela de cinco pontas circunscrita num círculo) representa os quatro antigos e místicos elementos: fogo, água, ar e terra, superados pelo espírito. Na Wicca o símbolo do pentagrama é geralmente desenhado com a ponta para cima a fim de simbolizar as aspirações espirituais humanas. Um pentagrama voltado com duas pontas para cima é um símbolo do Deus Cornífero.

Pirâmide É tida como elemento que capta a energia cósmica e beneficia as pessoas dando sorte nos negócios.

Plutão Simboliza a "união planetária, construção da "Aldeia Global", é o novo nascimento do planeta Terra com a união sem fronteiras, acima de credos, cor e raça. Simboliza também a "paz universal" dentro da nova era.

Pomba com Ramo Simboliza a paz à qual tendem os aquarianos, na esperança de que as águas de Peixes sequem para dar lugar à Nova Era.

Raio É o reconhecimento do poderio de satanás, senhor Satã, e a disposição de estar a seu serviço.

Signo de Lúcifer Este sinal é o símbolo da bandeira de Lúcifer. O círculo representa o planeta Terra como reino

de satanás. O ponto são os homens, instrumentos a serviço deste reino.

SS Usado por grupos nazistas e grupos de Rock também em roupas, broches, tatuagens, etc. Simboliza o louvor e invocação de satanás.

Triângulo Símbolo com várias interpretações, aliás conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento, vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade. É um símbolo de manifestação finita na magia ocidental, sendo usado em rituais para invocar os espíritos quando o selo ou sinal da entidade a ser invocada está no centro do triângulo. O triângulo é equivalente ao número três - número mágico poderoso - e é um símbolo sagrado da Deusa Tripa: Virgem, Mãe e Anciã. Invertido simboliza o princípio masculino. Tem cabalisticamente duas formas de interpretação, define o temário, numero três: causa, ação e reação. É também a força do etéreo quando o vértice está para cima.

Triskle Celta (Símbolo celta) Associado aos quatro elementos básicos da natureza - a terra, o fogo, o ar e a água - , o triskle celta é o símbolo que sintetiza toda a sabedoria desse povo. Ele representa as três faces da mulher, considerada a expressão máxima da natureza: a anciã, a mãe e a virgem. Usado como talismã, esse objeto atrai as três principais qualidades femininas - ou seja, a intuição, a ternura e a beleza - e ajuda a obter proteção contra todos os males. A divindade relacionada a esse talismã é a própria natureza, cultuada pelos celtas.

Unicórnio

É o símbolo da liberdade e promiscuidade sexual: homossexualismo, lesbianismo, heterossexualismo, fornicacionismo, sexo grupal, etc.

Urano Amor à natureza que se expressa através dos movimentos ecológicos. Urano simboliza a harmonia com o cosmo, adoração à deusa Gaia, o que eles chamam de "Lado feminino de Deus".

O Tao ou Yin Yang A representatividade chinesa do macro e microcosmos e das duas energias que regem das duas energias que regem o mundo, yin e yang; o feminino e o masculino; o bem e o mal; a ordem e o caos; - energias opostas que se complementam. A força intrínseca do Universo convertendo-se ora em uma, ora em outra.

Este artigo abordará o tema Belzebu. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda.

Referências:
II Reis, 1, 2 e Mateus 12, 24-27 Como regente efetivo do princípio de decomposição e das matérias putrefatas, surgiu sempre em formas nauseabundas e grotescas, algumas inclusive quase extraterrestres, ou intraterrestres... Aparências que de tão impensáveis, inconcebíveis mesmo, chegam a ser obscenas. Sem uma intensa concentração e resistência não é possível suportar a náusea que a sua presença provoca. Um fator agravante é a questão pessoal do nosso ódio recíproco, o que lhe faz surgir como aglomerados orgânicos informes cheios de feridas, bocas, órgãos indefiníveis, vapores tóxicos, fluidos corrosivos. O aspecto mais aceitável e “social” que tomou foi o de uma mosca gigante com braços em vez de patas, cujo zumbido exasperante ainda polui minha memória. Trata-se aqui de uma inteligência inumana em perpétua revolta contra qualquer forma de harmonia, o que significa que para o nosso ponto de vista é mais hostil do que um psicopata assassino e canibal. Sob qualquer aspecto, um dedicado delinqüente que não tem a menor noção de nada além de matar a todos, de preferência já. Sob sua direção estão os demônios subalternos da poluição moderna, em suas muitas formas, assim como de todas as pestes e novas doenças como a Aids, o Ebola e todas as espécies de infecções e contágios, inclusive espirituais, como obsessões. Sob sua direção estão os espíritos imundos que responderam a Jesus que seu nome era Legião, pois eram muitos, e que causam as possessões mais selvagens e constantes, já que são entidades muito baixas e primitivas, assim como ele. O fato de que não seja tão cerebral e inteligente quanto os outros em nada

diminui o seu poder, pelo contrário, especializa-o na direção inversa, onde descobre a perfeição da estupidez e da ignorância, criando um universo mental no qual tudo se reduz a lixo e a excrementos. Seu alcance mental é o de um verme num cadáver, reduzido a corroer num rumor incansável a espuma infeliz de seu ódio à Criação. Por isso mesmo, o que mais aprecia é corromper a Inocência sempre que possível, semeando o Desespero e o Niilismo mais cegos, numa resistência feroz a qualquer manifestação dos Poderes da Luz. Inspira os atos de destruição mais covardes, como o Terrorismo e a crueldade contra crianças, tendo inspirado Herodes pessoalmente na Matança dos Inocentes, do que, aliás, se orgulha muito e ri até hoje. Alguns dos seus protegidos são, por exemplo, o célebre terrorista Abu Nidal, que se intitula “o espírito mau que vaga à noite provocando pesadelos” o ex-presidente americano Ronald Reagan, a quem em 1966 deu a idéia de envenenar secretamente as plantações de maconha da Califórnia e a quem protegeu de um atentado, bem como a Margareth Thatcher, outra favorita sua. Também podemos citar o milionário John Paul Getty, que recusou pagar o resgate de seu neto mesmo recebendo a orelha dele pelo Correio e o Imperador Nero com o seu Incêndio de Roma e a perseguição aos Cristãos. Talvez não seja demais acrescentar o desequilibrado e obscuro Eróstrato, que incendiou o Templo de Diana em Éfeso, uma das Sete Maravilhas da Antigüidade, apenas para que seu nome perdurasse na História, infelizmente até hoje. Na verdade, se não fosse pelo incessante Poder dos Anjos, principalmente do Arcanjo Michael, Belzebu certamente consumiria todo o Universo com sua fúria, sendo talvez isso o que tentou expressar quando falou através de Calígula a famosa frase: “Queria que o povo tivesse uma só cabeça, para corta-la de um só golpe!” Talvez por isso alguns teóricos o considerem erroneamente como o Regente Supremo do Inferno, já que teria dado um “Golpe de estado” em Satan, de quem, na verdade, é aliado. Assim como Satan é o Mestre de todos os VAMPIROS, Belzebu é o patrono e o líder da legião dos ZUMBIS, que, ao contrário do que se costuma crer, não são apenas entidades legendárias e muito menos estão restritos ao Haiti e à América Central. - O Livro dos Demônios - Antonio Augusto Fagundes Filho

Este artigo abordará o tema Pazuzu. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda.

"Pazuzu, Senhor das Febres e Pragas, Anjo Negro dos Quatro Ventos com genitais apodrecendo dos quais uivam dos dentes afiados sobre as cidades atacadas..." - William S. Burroughs, Cities of the Red Night (Cidades da Noite Vermelha)
O mais poderoso demônio do vento das cidades perdidas da Assíria e Babilônia pode ser considerado como a mais malevolente força elemental no mundo da mitologia. Como Pazuzu, esse demônio do Oriente Médio alcançou atenção popular na sensacional novela de William Peter Blatty, The Exorcist (O Exorcista). O filme inspirado nesta novela trouxe o assunto de possessão demoníaca para um contexto popular, mas isso foi deixado mal entendido, para [uma] seqüela atmosférica, The Exorcist II: The Heretic (O Exorcista II: O Herético), dirigido por John Boorman, para representar as forças maléficas de Pazuzu num autentico, contexto mitológico como um varredor do deserto, causador da desolação e praga. Isso foi imaginado efetivamente no filme como um enxame de lacustas, noticiando um apocalipse de fome. Nesse livro erudito, The Domain of Devils (O Domínio dos Diabos), Eric Marple descreve o demônio do vento como a mais terrível de todas entidades demoníacas, tendo poder para espalhar doenças repugnantes com sua ígnea e seca respiração. O demônio tem "para uma cabeça muitos crânios descarnados de cão".¹ Representando morte, doença, e como sem carne, morte cerebral, o varredor do deserto, fome. Significativamente, Willian Woods explica na sua "História do Diabo":... Na Mesopotamêa o demônio chifrudo, Pazuzu, montou no vento e espalhando malária..."² deste modo acentuando [o poder] destrutivo do demônio montado como "senhor de todas as febres e pragas." Quiçá referindo-se a Pazuzu

como o dragão devorador, Typhon, "anjo dos ventos fatais", equiparado com a doença Typhoide. Outra representação do demônio do vento pode ser traçada no velho testamento, onde o diabo é descrito como um criatura negra hirsuta, um invasor do deserto das terras perdidas. ³ A idéia de um demônio do vento como criatura do deserto talvez derive da concepção egípcia de Set, o destruidor, o mais antigos dos deuses, o qual foi representado como um estranho cão-como-animal, distinto do varredor "denizen" do deserto, o chacal. Kenneth Grant chamou essa manifestação de Set, [de] Shugal "a simbólica raposa do deserto de Set", a metade mal da Besta 666" o número de Shugal [é] 333. A metade má da besta é Choronzon (333), outra criatura pestilenta representando o caos em toda sua latencia ou aspectos manifestados. É dito ter Choronzon conduzido Aleister Crowley a insanidade pela invocação [feita por Crowley] da entidade no deserto do Norte da Africa.5 Representando a malícia do caos e da destruição, Choronzon é provavelmente um dos mais complexos símbolos do ocultismo ocidental. Interessantíssimo, na explicação sobre Pazuzu na concepção da Besta, nós encontramos seu número 107. Kenneth Grant explica que este número é o número do anjo de Leão , OVAL, o mensageiro da Besta.6 Oval literalmente significa "ovo", e por essa razão refere-se ao Aeon do "filho", ou Aeon de Set, no qual está ainda em forma embrionária. Em muitas das teologias antigas do mundo, esse Aeon final é a era da destruição, quando o Mensageiro da Besta, Pazuzu, entregará sua palavra: o uivo do pestilento vento do deserto. Os antigos terão reconhecimento dessa palavra [n]o terrível "grande dragão" : ATEM, de quem o número é 440, isso é também o número do "aniquilador", "cessar", "desaparecer", e, significativamente, "completo", ao qual deve se referir ao termino do ciclo, como ATEM, é também a deusa da periodicidade, idêntica a terrível deusa hindu, Kali a destruidora. Interessante também notar que 107+333=440. Essa formula pode representar o sopro ultimato do vento da devastação da boca do "grande dragão", ATEM, a Besta do apocalipse. No relato dessas concepções para o antigo demônio do vento sudeste do Oriente Médio, nós podemos entender porque esse símbolo foi considerado com tal temor e terror. Como o mais cruelmente destrutivo demônio do panteão das criaturas nefastas, o demônio do vento representa a destruição da vida humana.

Este artigo abordará o tema Lúcifer, o Portador da Luz. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda. Lúcifer é uma palavra latina que significa "portador da luz" (Vem do latim, lux, lucis = luz; ferre = carregar) cuja correspondente em grego é "phosphoros", significa "o portador do archote" ou "o portador da luz", sendo ele mesmo, como indica o seu nome, aquele que traz a luz onde ela se faz necessária. Além disso, Lúcifer foi um nome dado pelos latinos ao planeta Vênus. (Nesta acepção leva inicial maiúscula.) Todos sabem que Vênus, por sua proximidade ao sol, "aparece" quando este se encontra ao horizonte, durante os crepúsculos, seja esse matutino ou vespertino. Dai ele ser conhecido como a estrela da manhã, e também a estrela vespertina. Durante o amanhecer, a "estrela" Vênus aparece ao horizonte antes do "nascimento" do sol. Na observação dos antigos, é como se fizesse o papel de arauto do sol, puxando o astro rei de seu sono nas regiões abissais. Ele, nas manhãs, anunciava a chegada do sol, como se o carregasse. No entardecer, Vênus "empurrava" o Sol de volta para as regiões obscuras. Dai se dizer que Vênus ou Lúcifer, estrela da manhã "porta" o archote, ou, o sol... Esta é a razão pela qual um dos primeiros papas foi chamado de Lúcifer, como provam Yonge e registros eclesiásticos. (O termo "Lúcifer" não aparece no Novo Testamento como nome de demônio).

Em Apocalipse 22:16 está escrito: "Eu, Jesus, ... Eu sou a raiz e o descendente de Davi, sou

a estrela radiosa da manha." — Isso abre uma discussão interessante pois se o próprio Jesus se auto denominou a estrela radiosa da manhã, que também é Lúcifer, este nome não deveria ter sido associado ao mal de forma alguma! — Houve também um Bispo chamado Lúcifer, de Cagliari, na Sicília, de 370 a 371, que montou uma doutrina contrária a todo e qualquer contato com os idólatras.

Posteriormente, para combater e substituir a versão aceita corrente dos Livros de Enoch para a "quedados anjos", Tomás de Aquino entre outros, criaram uma segunda versão, tomando a decisão infeliz de transformar a palavra num epíteto do demônio. Helena Blavatsk, escreveu uma crítica na introdução da revista "Lúcifer" [Vol. I, No 1, Setembro, 1887] informando que "foi Gregório Magno quem aplicou pela primeira vez a seguinte passagem de Isaías, 'Como caíste do céu, ó Lúcifer, filho da manhã', etc. à Satã e, desde então, a ousada metáfora do profeta, que se referia, afinal, a um rei assírio inimigo dos israelitas, tem sido aplicada ao Diabo". Já outros atribuem essa tradição como tendo se originado com uma interpretação — bastante forçosa — de Orígenes de algumas passagens Bíblicas.

Falando a respeito do poder dado aos discípulos, para lutarem contra o poder do Inimigo, Cristo disse: "Eu vi Satanás cair do céu como um relâmpago!" (Lucas 10, 18). No Apocalipse 9, uma estrela cai do céu sobre a Terra e se transforma em Apollyon, o anjo do poço do abismo. Obviamente, ambos se referiam metaforicamente a humanos usando uma analogia de passagens da condenação dos anjos, liderados por Semjazah, em Enoch. Entretanto, estas palavras foram interpretadas por Orígenes, e depois pelos Padres da Igreja, como referências a um capítulo do Livro de Isaías no qual Yaveh protege seu povo destruindo o orgulho de seu inimigo. (O nome de "Estrela d'alva", ou Lúcifer, foi interpretado por Orígines como sendo o nome de Satanás antes de sua queda do Paraíso. Segundo ele, Lúcifer e seus anjos caíram por sua própria escolha. Seu motivo teria sido o orgulho, representado pela tentativa de se equipararem a Deus. Desejavam colocar sua própria vontade no lugar da vontade de Deus. E isto era considerado como a base do pecado em todos os níveis. Aos poucos, estas idéias começaram a se transformar na base dos ensinamentos tradicionais sobre o Diabo). Trata-se de uma interpretação errônea do seguinte trecho de Isaías que fala da "morte do rei da Babilônia" Nabucodonosor (Nebukadneççar em hebraico), que recebeu a maldição suprema da privação da sepultura:

"Como caíste do céu, ó estrela dálva, filho da aurora! Como foste atirado à terra, vencedor da nações! E, no entanto, dizias no teu coração: 'Hei de subir até o céu, acima das estrelas de Deus colocarei o meu trono, estabelecer-meei na montanha da Assembléia, nos confins do norte. Subirei acima das nuvens, tornar-me-ei semelhante ao Altíssimo.' E, contudo foste precipitado ao Xeol, nas profundezas do abismo". Os que te vêem fitam os olhos em ti, e te observam com toda atenção, perguntando: "Porventura é este o homem que fazia tremer a terra, que abalava reinos?" (Isaías 14, 12-15)

Segundo estudiosos da Bíblia, a expressão usada no texto "ó estrela d'alva, filho da aurora!" parece inspirar-se num modelo fenício. Em todo caso, eles apresentaram vários pontos de contato com os poemas de Râs-Shamra: a estrela d'alva e a aurora são duas figuras divinas; a montanha da assembléia é aquela em que os deuses se reuniam, como no Olimpo dos gregos. Posteriormente, os padres interpretaram a queda da estrela d'alva (Vulg., "Lúcifer") como a do príncipe dos demônios.

Daí em diante a história se arrastou acumulando erro após erro. Como já era de se esperar, não seria tão simples sepultar Enoch. Muitos aceitaram a nova versão da "queda dos anjos" mas não esqueceram a antiga e, logo, as interações culturais cuidaram de unir ambas. Relações sexuais de anjos com humanos saíram de um passado longínquo de Enoch e

passaram para o "tempo presente". Falava-se de Íncubos e Succubos; Então, como o novo objetivo do lado negro seria tomar o trono de Deus, nada mais prático do que criar um novo messias. Assim, já nos primeiros tempos da cristandade, a profetiza Sibila Tiburtina, previa a chegada do Anticristo — que seria de origem judia. Entretanto, Santa Hildegarda foi a primeira a dizer que ele seria filho de "um demônio disfarçado de anjo de luz". Diz ela:

"O filho de perdição que reinará pouco tempo, virá ao anoitecer da duração do mundo, no tempo correspondente a esse momento em que o sol desapareceu já no horizonte, isto é, que virá nos últimos dias. Armai-vos com tempo, e preparai-vos para o mais terrível de todos os combates. Após haver passado uma juventude libertina no meio de homens muito perversos e num deserto onde haverá sido conduzido por um demônio disfarçado de anjo de luz, a mãe do filho de perdição o conceberá e o alumiará sem conhecer seu pai. O filho de perdição é essa besta muito malvada', que fará morrer os que recusam crer nele... Quando o filho de perdição tiver levado a cabo todos os seus propósitos, reunirá todos os crentes e lhes dirá que quer subir ao céu. No momento dessa ascensão, um raio lhe ferirá, matando-o. Por outro lado, a montanha na qual se terá estabelecido para proceder à sua ascensão, será coberta no mesmo instante por uma nuvem que propagará um cheiro de podre horrível e infernal."

Ainda no século V, Dante Alighieri apresentava o quadro mais falso, famoso e hediondo que o mundo já conheceu: "O imperador do reino doloroso erguia o peito para fora da geleira. Eu, com minha estatura, mais próximo estou de um gigante do que um gigante comparado com o braço, apenas, de Lúcifer. Imagina pois, leitor, quão grande será Lúcifer, se calculado pelo tamanho de seus braços. Se um dia foi belo, quanto é hoje horrendo; se contra seu Criador alçou a fronte, bem entendo seja ele a fonte única do mal que o mundo inteiro chora. Nem sei como diga a estupefação que em mim causou o haver-me aparecido de três faces era sua cabeça. Era vermelha (a indicar o ódio que o move) a face que eu via de frente; as outras duas repousam, cada uma, sobre largo ombro, mas lá em cima, no alto crânio, formavam três um só conjunto. A face da direita estava entre o branco e o amarelo; a da esquerda lembrava a cor que amorena a gente nascida e afeita à terra onde o Nilo tem seu curso. Sob cada face, duas asas vastas quando convém a um ser de modo volátil e mau. Velas tão grandes não vi jamais em nau de alto mar. Não tinham penas, e mais lembravam aquelas asas próprias dos morcegos. Continuamente agitadas, produziam os três ventos gélidos / que mantém o Cócito enregelado. Pelos seis olhos, chorava; por três peitos escorriam suas lágrimas, pranto feito de sangue e espuma. Em cada boca triturava um pecador, qual moinho a esmagar o grão. Ao condenado que na boca fronteira a mim atormentava, acrescentava-se um outro sofrimento, pois com as garras, em fúria constante, Lúcifer por inteiro lhe arrancava a pele." (ALIGHIERI, Dante. A divina comédia. S. Paulo: Cultrix, 1965, p. 121, vv. 28-60)

Inúmeros inquisidores, artistas, etc. propagaram pelos séculos esta desmerecida "má fama", juntando horrores após horrores num "efeito bola de neve", que aglomerava e crescia com todo tipo de disparates, frutos do medo dos condenados e da demência humana. Provavelmente, dos autores mais recentes, o que mais influenciou a imaginação humana foi Milton, com sua cultuada obra "O Paraíso Perdido":

"Fere-lhes com tais modos os ouvidos: Dominações, virtudes, principados, Tronos, poderes, se são vossos inda Estes imensos títulos pomposos, Se acaso inda não são nomes inúteis:

Há quem, por um tirânico decreto, Todo o poder a si vem arrogar-se Fazendo dele horrível monopólio, E, sob o nome de monarca ungido, Eclipsa nossa glória e privilégios. Toda esta marcha rápida, noturna, Esta convocação acelerada, Promove-as ele, a fim de vermos como, Com que pompas nos cumpra recebê-lo Quando vier extorquir de nós - escravos !Tributo genuflexo agora imposto, Vil prostração, que feita ante um já cansa, Que feita a dois se torna insuportável! E não pode outro arbítrio mais sisudo Dar-nos mais elevados pensamentos, Que a sacudir tal jugo nos ensinem? Curvareis vosso colo majestoso ? Súplice joelho dobrareis humildes ? Decerto o não fareis, se não me engano, Que vosso jus por vós é conhecido: Bem sabeis que no Céu nascidos fostes, No Céu antes de vós nunca habitado; E, se ente vós não sois iguais de todo, Iguais contudo sois na liberdade: As várias gradações, as jerarquias Da liberdade os forros não estragam, Antes maior firmeza lhes transmitem. Quer dentre iguais na liberdade pode Por direito ou razão alçar um cetro Sobre consórcios seus, posto mostraram Menor poder em si, menos fulgores? Não temos leis e nem por isso erramos; E quem tais leis impor-nos pode ou deve ? Ninguém pois pode ser monarca nosso, Nem de nós exigir tão vil tributo Em desprezo dos títulos excelsos, Que atestam destinada nossa essência Para ser dominante e não escrava." (MILTON, John. O paraíso perdido. Trad. de Antônio José de Lima Leitão. S. Paulo: Logos, p. 261-2)

O mal esta feito, o erro divulgado. "É o falso Lúcifer da legenda heterodoxa; é este anjo altivo para julgar-se Deus, bastante corajoso para comprar a independência a custo de uma eternidade de suplícios, bastante belo para ter podido adornar-se em plena luz divina; bastante forte para reinar ainda nas trevas e na dor e para construir um trono com sua inextinguível fogueira." (LÉVI, Éliphas, História da Magia, S. Paulo, Pensamento, p. 29).

Este artigo abordará o tema Violadores de Túmulos. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda. O violador de túmulos originou-se como parte da mitologia árabe. Esteve presente em diversos contos de As Mil e Uma Noites. Os violadores de túmulos representaram um aspecto mais demoníaco dos jinns, os espíritos da mitologia árabe. O ghul árabe (masculino) e a ghulah (feminino) viviam perto das sepulturas e atacavam e comiam cadáveres. Acreditava-se que os violadores de túmulos moravam em locais desertos onde poderiam assaltar viajantes incautos que os confundiam com um companheiro de viajem, sendo dessa forma desencaminhados. Ghul-I-Beában era um violador de túmulos particularmente monstruoso que se acreditava habitar os desertos do Afeganistão e Irã. Marco Polo, refletindo sobre os relatos de violadores de túmulos que ouviu durante duas viagens, sugeriu que violadores de túmulos, grifos e boa fé eram três coisas a que pessoas faziam referência freqüente, mas que não existiam. Os violadores de túmulos retornaram à cultura popular no século XX através de uma enxurrada de filmes de monstros. Os novos violadores de túmulos eram parecidos com vampiros na medida que reanimavam pessoas mortas de forma humanóide apesar de se alimentarem de carne humana. Agiam também sem intenção e sem intelecto e pareciam ser, de certas forma, derivados do zumbi – a figura do folclore haitiano que alegadamente voltava a viver através da magia e era fadada a trabalhar a serviço da pessoa que a reavivara. Um caso do século XIX, o de Fraçois Bertrand, é um exemplo popular de comportamento idêntico ao dos violadores de túmulos. Bertrand, um oficial não-comissionado do exército francês foi detido após ter entrado no cemitério e ter violado vários túmulos em Paris. Foi condecorado e sentenciado à longa pena em 1849 após confessar ter uma incontrolável compulsão para dilacerar os cadáveres de mulheres e de meninas. Sua história se tornou mais tarde a base de um romance popular, The Werewolf of Paris, de Guy Endore. Os violadores de túmulos modernos, na realidade um misto de violador/zumbi, foram apresentados em dois filmes dirigidos por George Romero: Night of the Living Dead (1968) e Dawn of the Dead (1979). Night of the Living Dead retratava os mortos retornando à vida por meio de uma espécie de radiação, para comer seus pares humanos. Os mortos-vivos andavam devagar, eram limitados em suas ações e podiam ser destruídos por um projétil ou uma pancada na cabeça. Embora pudessem ser mortos com relativa facilidade, em grupo poderiam sobrepujar indivíduos ou pequenos grupos, tais como os que, no filme, estavam confinados à casa da fazenda. Night of the Living Dead e Dawn of the Dead parecem ter inspirado uma série de filmes italianos destacando uma variação do violador/zumbi, conforme exemplificado no filme City os the walking dead (1983) de Umberto Lenzi. ....Alucinação é a percepção real de um objeto que não existe, ou seja, são percepções sem  um estímulo externo. Dizemos que a percepção é real, tendo em vista a convicção inabalável da pessoa  que alucina em relação ao objeto alucinado.  Sendo a percepção da alucinação de origem interna, emancipada de todas as variáveis que podem  acompanhar os estímulos ambientais (iluminação, acuidade sensorial, etc.), um objeto alucinado  muitas vezes é percebido mais nitidamente que os objetos reais de fato.  Delírio é uma convicção errônea não­corrigível. Mas, seria preciso lembrar que nem toda  convicção errônea não­corrigível é um delírio. Se essa convicção se relacionar com falta de cultura ou  erudição, com a falta de conhecimentos ou de inteligência, então não será um delírio, seria mais uma  ignorância. Tampouco será delírio aquelas representações errôneas que se originam de sentimentos  compreensíveis. Se o amante, por exemplo, está convicto da perfeição da amada imperfeita não se  trata de idéias delirantes. As convicções filosóficas ou religiosas também não são delírios, mesmo que  muitas pessoas as considerem errôneas, elas devem ser classificadas como idéias supervalorizadas.

Este artigo abordará o tema Satã, o Príncipe do Mal. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda. O mal é reconhecido por todos nós como aquilo que prejudica, aquilo que fere; o que se opõe ao bem, à virtude, à probidade e que nos afasta de Deus; aquilo que, concebido como externo a nós e fora de nosso controle, nos leva ao medo irracional e a superstições perigosas que, na maioria das vezes, põem em risco não só a nossa sanidade mental como a integridade física daqueles que nos cercam. Prova maior dos malefícios gerados pela insânia da superstição é a vergonhosa caça às bruxas efetuada na idade média e que levou à fogueira milhares de inocentes que morreram para aliviar o pânico de uma população acuada pela criminosa individualização externa de um dos aspectos mais profundos da alma humana: O Diabo. Satã, o grande Príncipe das Trevas, aquele "através do qual o mal se faz presente no mundo" é, nos nossos tempos, a grande justificativa, projetada no meio, que alivia toda a culpa de um processo interno não condizente com os ditames da moral vigente. Pensamentos de avareza, desejos de vingança, lascívia e uma série de outros ditos "malefícios"são rejeitados pela nossa autocrítica e mecanicamente atribuídos a um ser externo que introduz estes aspectos na nossa alma "pura e santa", aliviando a pressão gerada pelo atrito entre a imagem que criamos de nós mesmos e aquilo que realmente somos. Todo este atrito surge do pensamento dualista que gerencia as nossas vidas desde há séculos. Dividimos o mundo, simplisticamente, entre as forças do mal e as forças do bem, adotamos uma auto-imagem de "bonzinhos" como nosso ideal e, rejeitando nossa contraparte, aquela obscura e incompreensível, fingimos que ela não existia. Produzimos a desarmonia e acreditamos, ingenuamente, que não sofreríamos as conseqüências deste ato ilícito. Hoje somos os filhos do caos, confusos e perplexos diante de nosso próprio Eu dividido e dilacerado pelo nosso consciente racional, mas ainda assim inalcançável à nossa mente linear e mecanicista, tentando justificar nossos atos "maus" através de uma figura lendária cuja única "culpa" é ser portador de cornos, ter seu corpo coberto por pêlos e ter cascos em vez de pés. Esta imagem o afasta daquilo que concebemos como harmônico e belo, tornando-o portanto a figura ideal para a projeção de toda a nossa desordem interior. O significado de Satã tem, no entanto, uma abrangência quiçá equivalente aquela contida entre o céu e a terra, ou seja, muito maior do que "possa supor a nossa vã filosofia" e é na tentativa de resgatar este significado que este artigo inicia agora uma viagem através do túnel do tempo, buscando junto aos antigos a verdadeira imagem deste ser lendário, misto de terror e fascínio que povoa os recônditos mais obscuros de nossa própria alma. Não seria demais aqui fazer um alerta em favor da suscetibilidade humana que ainda persiste no vulgo: ainda hoje há aqueles que podem vir a enxergar as palavras que seguem como arautas de uma heresia qualquer. Já aprendemos a não tentar convencer o vulgo. Porém convenhamos, diante de tantos absurdos e não sendo eu intelectualmente deficiente, apenas um caminho me resta, o do herege esclarecido. A Origem de Satã A humanidade, desde os seus primórdios, procurou saciar as suas angústias em relação a uma existência incerta através da criação de deuses que, detentores de todo o poder, pudessem protegê-la no presente e ao mesmo tempo dar-lhe esperanças em relação ao futuro. A elaboração destes seres divinos e poderosos, no entanto, trazia consigo uma outra problemática relacionada à presença do mal no mundo. Como justificar que os deuses protetores houvessem permitido que o mal penetrasse no reino sob seus domínios e ameaçasse seus devotos?

No mundo antigo esta justificativa se dava através de um conceito amplo do divino que englobava aspectos de luz e de sombras. Os deuses dos gregos, assim como os do Egito e os da Mesopotâmia, eram manifestações ambivalentes do Deus único. O mal e o bem procediam de um mesmo deus que, tal qual a imagem do andrógino, continha a união harmônica dos opostos. Os deuses, procedentes deste "Grande Pai", possuíam características boas e más, podendo tanto gerar e proteger quanto destruir. Estes filhos divinos do Deus único mostravam sinais do mundo celestial e do mundo subterrâneo, sendo este último associado ao mal. Na antiga Grécia o rei dos deuses era Zeus Pater, o Júpiter de Roma. Como "pai celeste", Zeus podia tanto provocar as tempestades destruidoras quanto as chuvas fertilizadoras. A esposa deste deus, Hera, rainha dos deuses, possuía também esta mesma dualidade. Deusa ctônica, era identificada com a divindade Gaia, deusa da fertilidade e da natalidade. Somada à ambivalência ética este casal divino possuía também a ambivalência sexual, sendo Hera considerada o lado feminino de Zeus e vice-versa. Os filhos deste casal divino possuíam esta mesma dualidade ética e sexual, exemplos claros deste fato são Atena, Poseidon, Hermes e seu filho Pã que nos forneceu os dados arquitetônicos para a construção da imagem de Satã, alimentada pelo mundo católico cristão. No mundo antigo a abrangência ética dos deuses não trazia a necessidade da personificação do mal, no entanto, com o "progresso"do pensamento religioso e a chegada do cristianismo esta necessidade tornou-se um mal necessário para a sobrevivência das novas religiões. O pensamento cristão trouxe o conceito do Deus infinitamente bondoso que estava apartado de todo o mal, sendo assim, o único meio para justificar a existência do maléfico, entre os seus devotos, era através da criação de um outro ser que, tendo sido criado por este Deus único, usou mal o seu livre arbítrio, afastando-se dos desígnios divinos. Surge a explicação mitológica cristã mais conhecida de como o princípio do mal teria entrado em nosso mundo. O livro de Enoch é um texto apócrifo escrito por volta do ano 200 a.C. que relata a história da queda dos anjos, narrando a entrada do Príncipe das Trevas no mundo dos homens. A história da queda dos anjos não fez parte do cânon cristão, no entanto, tornou-se a pedra fundamental de onde surgiram os ensinamentos posteriores sobre Satã. Enoch relata que através de uma visão foi-lhe mostrado como um grupo de anjos, encorajados por seu líder Satanael, teria descido das regiões celestiais para a Terra. Em nosso mundo, eles teriam se apaixonado e copulado com as filhas dos homens, bem como, ensinado muitas artes e ciências, trazendo também o vício. Seus descendentes, frutos de seus interlúdios amorosos, ensinaram a iniqüidade sobre a Terra até o dia em que Deus decidiu provocar o dilúvio para punir os pecadores, condenando os anjos a viver nas sombras até o dia do Juízo Final. Aos poucos, os nomes da legião de anjos rebeldes foram sendo combinados para representar um único ser espiritual maligno, essência de todo o mal, Satã, cujo significado em hebraico é o adversário. Aos poucos, o mito de Satã ganha expressão na imaginação do povo e por volta do século IX o diabo ocupa posição central na crença dos cristãos ocidentais. Os cristãos orientais davam pouco valor ao maligno, mantendo a fé de que todas as coisas, independente de parecerem boas ou más, vinham das mãos de Deus. Esta postura de fé acabou por custarlhes a vida. Na Europa medieval o poder de Satã era considerado imenso. Ele era Lúcifer, o grande anjo caído que ainda pretendia derrotar os planos de Deus e que sobre a terra produzia atos de maldade contra a humanidade. Aquilo que outrora havia sido apenas uma lenda agora toma ares de realidade aos olhos da população que se acreditava totalmente à mercê das forças do mal. Alguns padres da Igreja consideravam o povo cristão como um exército de luz em eterno combate com o exército das trevas, pertencendo a este último todos aqueles que não professavam a fé cristã. Esta idéia foi a mola propulsora que provocou e justificou a violência contra os hereges, fossem eles judeus ou pessoas acusadas de bruxaria. O mundo

passou a ser um campo de batalha entre Deus e Satã, antagonismos míticos que enlouqueciam a mente dos fiéis. Na França esta onda de loucura teve como objeto de feroz perseguição os cátaros, povo considerado herege por acreditar em dois poderes eternos o Deus da bondade e o Criador do mal, criador do mundo material. Os cátaros acreditavam que o resultado da guerra no paraíso havia sido o aprisionamento dos espíritos celestiais em corpos terrenos, para serem transformados em seres humanos. O único objetivo do ser humano seria, portanto, o retorno ao lar celestial. Infelizmente, pagaram caro pela sua "heresia" e foram exterminados pelo "exército do Senhor". Tudo em nome de Deus! O ato pecaminoso de trazer à realidade um mito tem conseqüências desastrosas e, até mesmo nos nossos dias, podemos perceber os reflexos sociais deste pecado primordial. Reflexo este, projetado no ressurgimento de seitas "cristãs" que tomam para si o direito de salvar as almas das garras de Satã, afirmando textualmente a sua existência, tal qual na idade média, se considerando coadjuvantes da eterna luta entre o Mal e o Bem. Esta posição dogmática preocupa a qualquer ser consciente de seus direitos, pois parece querer rever o terror religioso ditatorial de eras passadas e deve ser combatido, a fim de que aquela loucura de fé não ressurja jamais! A Face de Satã Os textos do Velho e do Novo Testamento nunca deram a Satã uma forma física. A idéia geral era a de que o diabo podia assumir a forma que desejasse, desde um lindo anjo, passando por uma mulher voluptuosa e uma serpente tentadora ou até mesmo um dragão horrendo das profundezas. No entanto, nenhuma iconografia ou retrato do Diabo, seja em pintura ou gravura, foi encontrada com data anterior ao século VI, e não se descobriu muita coisa a respeito antes do século IX, quando as representações dele crescem rapidamente. Um ponto focal do mal era bem melhor compreendido se ele fosse personificado. Para que esta personificação fosse possível era necessário trazer o mito à realidade, dar-lhe forma, uma aparência através da qual pudesse ser identificado. Nada mais conveniente a uma religião nova do que utilizar as formas de divindades religiosas antigas, a fim de representar o mal e apagar a influência destas mesmas divindades no meio social humano. O cristianismo emergia num mundo pagão sexualmente vigoroso e, portanto, completamente ofensivo aos ditames cristãos nos quais o sexo, esta maravilha criada por Deus, era considerado pecado capital. Assim, onde procurar os elementos para a formação da imagem do mal, senão nas divindades pagãs de fertilidade que representavam a verdadeira essência da tentação? E foi assim que o alegre Pã se tornou vítima dos algozes cristãos, passando de divindade celestial, filho de Hermes, descendente direto de Zeus, a habitante dos reinos subterrâneos que buscava sempre arrebatar as pobres almas indefesas as quais, provavelmente, jamais haviam tocado flauta ou provado as delícias do maravilhoso entorpecimento provocado pelo vinho. A razão pela qual fazia esta diabrura estava, segundo a cristandade, no ódio incontido contra Deus. Convenhamos que este ódio devia ser uma coisa descomunal, pois cristãos amedrontados e reprimidos deviam ser companhias muito entediantes para este deus que festeja eternamente a alegria dos prazeres da vida! Na mitologia grega, Pã, o filho de Hermes, tinha nascido com o corpo coberto de pêlos e possuía chifres, rabo e cascos de bode, além de uma pequena barbicha. Esta figura de Pã é exatamente o que até hoje se imagina como Satã, o Príncipe das Trevas. Este ser era um deus rústico que habitava os bosques e os campos sagrados, tendo como companhia pequenos diabinhos, seus filhos e filhas que pregavam peças nos seres humanos. Como um deus da natureza, era dotado de poderes de inspiração e profecia. Representava o desejo sexual com todo a sua força criadora e destrutiva, sendo vinculado, pelos olhos cristãos, com tudo o que havia de mau. Para piorar a sua situação na religião emergente, era considerado um dos companheiros de Dionísio, deus da fertilidade representado pela vinha, personificação do ciclo natural de morte e vida renovada, mortificação e êxtase. O bode também era sagrado nos ritos de Dionísio, sendo seus chifres sinal de fertilidade e poder. O formato de bode dado à figura de Pã era, portanto, duplamente diabólico.

Para o mundo cristão o deus rústico representava os excessos e a depravação, os vícios do mundo material, constituindo a imagem completa do paganismo, a figura ideal para ser associada ao mal. O paganismo, religião do demônio, tinha que ser destruída pelo exército de seguidores de Jesus. No momento da crucificação do Cristo, o deus Pã foi considerado como morto, embora o Diabo ainda se disfarçasse em sua figura e tivesse que ser erradicado da face da Terra. Era sabido que Satã havia sido um anjo e como tal era portador de asas, mas estas haviam perdido as características de beleza e agora eram negras e desprovidas de plumagem, assemelhando-se às asas negras do morcego, criatura noctívaga e sinistra que povoava os pesadelos dos fiéis. A delineação cristã tradicional apresenta o Diabo alternando nas cores vermelho ou preto. A cor vermelha caracterizava os adeptos de Seth, porém não seria errado supor que a cor vermelha fosse oriunda do fogo destruidor dos mundos infernais. A cor preta também representava Seth na forma de um suíno negro, assim como Dionísio era também, ocasionalmente negro, mas o preto de Satã pode vir da sua associação com as trevas, que simbolizam a morte e os terrores da noite. O mundo subterrâneo associado a Satã representava nos povos antigos tanto a morte, quanto a fertilidade, tal qual a semente parece morrer ao ser tragada pela terra para, no tempo certo, renascer em forma de folhas e frutos. O fogo do inferno é a representação clara do desejo sexual que potencializa a alma muito além das perspectivas impostas pela vã racionalidade humana. No entanto, como esta hipótese era entendida pelo cristão como uma submissão da alma aos instintos animais, ou ainda uma suposta depreciação dos anseios espirituais perante aqueles materiais, a possibilidade da alma transcender os limites da razão através do desejo sexual era vista como sendo um irretorquível sinal da perdição da própria alma, ou o inequívoco sintoma da danação derradeira do espírito. Essa inversão de valores foi bem típica de todo o processo de catequese do ocidente, onde o sagrado tomou ares de sacrílego, quando os processos naturais da criação e da emancipação humana foram confundidos com a própria silhueta do "mal". Para ilustrar a forma com que os agentes desta, esta sim, perversão atuavam basta nos referirmos ao símbolo da virgem sexualmente imaculada que, numa absurda e singular forma de partenogênese humana, pariu uma criança redentora. Não foi, portanto, meramente obra do acaso que a imagem de Maria Imaculada tornou-se o principal baluarte contra toda e qualquer tentação infernal relacionada à sexualidade humana, trazida à tona por Satã. Satã ao redor do mundo Nas diversas culturas que povoam o nosso planeta encontramos formulações a respeito do "Príncipe das Trevas." Esta sincronicidade mitológica entre culturas que jamais vieram a ter contato entre si talvez se deva, como gostaria de afirmar Jung, ao inconsciente coletivo; mas, por outro lado, talvez tenha como causa algum tipo de difusão cultural que ainda não se apresente ao nosso conhecimento. O fato é que todas as culturas primevas que aceitaram o princípio divino reconheceram também a sua ambivalência, considerando o bem e o mal como fazendo parte de sua constituição. Esta ambivalência talvez tenha surgido, a princípio, da observação da própria natureza que tanto favorecia o homem, permitindo-lhe a sua subsistência, quanto o prejudicava, trazendo-lhe a destruição e a morte através das catástrofes naturais para ser, mais tarde, acrescida à necessidade de se explicar o advento do mal num mundo criado por um ser onipotente: Deus; talvez tenha ainda surgido da observação da própria alma do homem que parece sempre imersa no eterno dilema entre os opostos. As hipóteses aventadas como causa do surgimento da ambivalência divina são várias, mas o ponto básico para os antigos é único: Deus possui duas faces.

Deus, no mundo antigo, era a intercessão dos opostos; um ser tão poderoso que, contendo em si as forças antagônicas do universo, ainda assim era símbolo de beleza e harmonia superiores. Deus era aquele que continha em si tanto o princípio da criação, quanto o da destruição, sendo portanto imortal e dono de poder infinito. No monoteísmo o Ser Supremo era visto como a reunião de duas tendências opostas em um só. No politeísmo estas mesmas tendências eram expressas em termo de muitos deuses que, sendo muitos, representavam apenas um grande deus: a mãe natureza. O postulado expresso pela divindade ambígua é o de que todas as coisas, boas ou más, vêm de Deus. Na medida em que as pessoas passam a necessitar de um Deus bom e protetor passam a não atribuir-lhe o mal e criam a oposição de forças dentro da própria divindade, separando-a em dois eternos inimigos. Perde-se a unidade e esta perda é expressa nos eternos contos mitológicos da guerra no céu. Com freqüência, um grupo de deuses, depostos por uma nova geração de divindades, é considerada como detentora do mal. No início da evolução religiosa indo-iraniana haviam dois grupos de deuses, os asuras (Índia) ou ahuras (Irã) e os devas. No Irã, os ahuras derrotaram os devas, tornando-se, o seu chefe, o Deus Superior. Na Índia, os devas derrotaram os asuras. Embora o resultado tenha sido diferente em ambos os povos, num sentido mais profundo o processo foi o mesmo. Um grupo de divindades foi vencido pelo outro e relegado à condição de espíritos maus. Na tradição judaica, o livro de Enoch, onde se relata a queda dos anjos que rejeitam o paraíso e as ordens de Deus, é também o relato de uma guerra no céu. A rebelião é levada a cabo por vários líderes, dentre eles o príncipe Satanael que acaba por se transformar na personificação da essência de todo o mal. A palavra Diabo vem de diabolos, termo grego que significa o acusador ou agressor e que traduzida para o vocábulo hebraico nos revela Satã, que significa: o adversário. Assim como todos os demônios, Satã, nas diversas culturas sobre a face da Terra, era reconhecido como deus. Os primeiros egípcios chamavam Satã de "A Grande Serpente Satã", Filho da Terra, considerado imortal porque era regenerado todos os dias no útero da Deusa. Satã parece ter sido um aspecto oculto do sol, Horus-Ra, correspondendo à serpente Phyton, o aspecto oculto de Apolo. Ele foi o consorte fálico da deusa Sati, ou Setet, que corresponde ao aspecto virginal de Kali, e que dominou o Alto Egito que era conhecido como a Terra de Sati. O deus era também conhecido como Seth, o adversário de Osíris e que mais tarde é vencido por Horus. A serpente era também conhecida como a fonte da vida e vivia em uma yoni no templo de Isis, podendo ter uma função oracular, do mesmo modo que Python. Satã era considerado freqüentemente como o alter-ego do deus Sol, o Sol Negro, espírito da noite e da morte. Ele era o deus que reinava sobre a noite. O molde é o mesmo em OsirisSet, Apollo-Python, Anu-Aciel, Baal-Yamm, etc. O deus da noite era o adversário do deus do dia não porque ele fosse mau, mas sim porque ele era a fase adormecida deste mesmo deus. Satã reaparece no folclore russo como a grande serpente do submundo Koshchei, a imortal. Ela era aquela a quem o Sol tinha que matar, do mesmo modo que o homem deseja matar o fantasma da morte com o qual empreende luta eterna. Para os Hebreus Satã era um adversário no senso estrito da palavra, aquele que testava a fé dos homens. Originalmente Satã era um dos bene ha-elohim , filhos de Deus, mas posteriormente os tradutores bíblicos singularizaram o plural para ocultar o fato de que os primeiros Judeus adoravam múltiplos deuses. Este filho de Deus foi identificado com Lúcifer pelas palavras de Jesus que afirma ter visto Satã descer à terra como um relâmpago.

Esta mesma associação é vivida pelos Persas no seu mito sobre Ahriman, a serpenterelâmpago que é expulsa dos céus pelo deus da luz. Os Persas acreditavam que esta serpente era o irmão gêmeo de Deus e esta idéia invadiu a tradição gnóstica e os livros de magia medieval que consideravam a palavra Satã como sendo um dos nomes místicos de Deus, assim como Messias, Adonai, Emmanuel, etc. Os islâmicos chamam a Satã de Shaytan, aquele que governa a raça de djinn, os "gênios", que eram espíritos muito mais antigos do que o próprio Allah. Shaytan se rebelou contra Deus, segundo a lenda islâmica, quando Deus criou o homem e exigiu de seus anjos que estes adorassem ao homem, sendo expulso de seu reino. Poderia aqui continuar minha narrativa enumerando, quase que interminavelmente, várias outras culturas que tiveram Satã como uma das suas mais importantes divindades, mas julgo que isto seria por demais cansativo para o leitor, embora fosse fonte de grandes descobertas a respeito deste ser que povoa nossas noites de sono. Importante, no entanto, é ressaltar que Satã, longe da imagem infantil que dele possuímos, tem uma grandiosidade peculiar que fez com que ele, ao contrário de outras divindades, sobrevive-se a todos estes séculos culturais, sendo reconhecido, venerado ou odiado, até mesmo em nosso século XX, a Era da Tecnologia e da Informação. Satã, um "estímulo" ao cumprimento do dogma moral cristão O cristianismo é uma religião voltada para o além túmulo, seus dogmas falam a respeito de condutas morais que devem ser seguidas para se alcançar o reino de Deus, cujo filho, Jesus, já afirmava que seus domínios não eram deste mundo. Nos primeiros anos do surgimento da doutrina cristã acreditava-se que Deus havia criado dois reinos distintos, um pertencente ao Cristo e outro ao Diabo. O mundo material, tal qual o conhecemos, pertencia a Satã. Santo Inácio chamava o Diabo de "soberano deste mundo" e qualquer apego à matéria era considerado pecaminoso, um verdadeiro empecilho para a salvação eterna. O domínio de Satã não abrangia apenas os bens terrenos , mas se estendia principalmente aos seres humanos, cujas almas habitavam os corpos feitos do barro, substância da natureza do mal que expunha os devotos à tentação do material. A crença literal nos dois reinos distintos criados por Deus levou à convicção de que haviam dois povos antagonistas em eterna luta no universo, os escravos do Demônio e os guerreiros da luz. Estes dois povos coexistiam no contingente terrestre, sendo impossível distinguir a qual povo pertencia cada pessoa, pois o mal podia se apresentar sob o disfarce do bem. Este dom diabólico que o adversário de Deus tinha para se mascarar era, exaustivamente, exemplificado através da lenda de Adão e Eva. Neste relato mitológico a serpente prega o logro à mulher fazendo-a pensar que a mente daquele que fôra criado podia alcançar toda a onisciência do Criador. Santo Agostinho foi um dos maiores apologistas desta hipótese dualista. Em a Cidade de Deus descreve o Cosmos dividido em duas cidades, a terreal e a divina. Na primeira habitavam os demônios e os seres humanos seduzidos por seus vícios; enquanto que na segunda moram os anjos bons e os ímpios. Relata ainda que o mundo em que vivemos é como que uma intercessão entre essas duas cidades, não sendo da ordem do humano distinguir quem pertence a cada uma delas. Afirma que não podemos sequer ter certeza sobre nós mesmos, visto que, estamos sujeitos a constantes mudanças. O cristianismo era uma religião de ação, ou seja, uma religião de ditames comportamentais em que se dizia claramente o que se devia fazer ou não. Para garantir a obediência do rebanho era necessário criar algo ameaçador que aterrorizasse as ovelhas do Senhor em caso de não cumprimento da Lei. Este algo ameaçador era Satã, a grande arma adotada pela Igreja para manter o rebanho na direção "correta" ou, pelo menos, naquilo que se considerava ser correto. A impossibilidade, exposta aos fiéis através de ensinamentos como os de Santo Agostinho, de obter a consciência sobre a sua própria natureza, levava o ser humano à constante dúvida

sobre sua própria essência, mantendo-o sob o constante terror de poder sucumbir repentinamente aos ditames de Satanás. Sucumbir a Satã equivalia a ser condenado, por toda a eternidade, a viver as torturas do fogo do inferno, tão bem exemplificadas nas pinturas medievais. Nunca, em toda a história da humanidade, tão poucos escravizaram tantos! Satã, foi o grande "estímulo" fornecido à humanidade pelos líderes cristãos em defesa da moral e dos bons costumes. E, infelizmente, até mesmo hoje, um símbolo nascido do anseio humano pela liberdade, continua sendo usado como elemento repressor da nossa natureza divina, presente de Deus. Os escravos servirão! A Tradição católica sobre Satã Nas escrituras não se encontra definido se o Diabo deveria ser encarado como um espírito independente de Deus ou se como uma expressão simbólica dos baixos instintos que levam o pecado. No entanto, a interpretação realizada pelos padres da Igreja, no decorrer do desenvolvimento dogmático cristão, levou à concretização definitiva de Satã como um ser ontológico. A Igreja desenvolveu uma doutrina sobre Satanás e os demônios que findou sendo ampliada pelo povo e endossada pela teologia, sendo propagada pela pregação e catequese. Segundo este conjunto de princípios, Satã e seus súditos foram criados por Deus como espíritos livres, dotados de inteligência, pois eram desprovidos de corpo material. Os anjos caídos, assim como os homens, foram colocados diante da "opção" de se aceitarem como criaturas de Deus, tendo como bem supremo de sua existência a devoção do amor a Ele ou, recusarem-se a essa condição, negando o amor divino. Alguns anjos disseram não à primeira hipótese e como castigo foram banidos para o inferno e apartados definitivamente de Deus. Esta é uma amostragem clara de que a palavra opção no cristianismo tem significado limitado, sendo induzida por ameaças sutis a respeito de torturas infernais. O inferno, neste tempo de início doutrinário, não era um lugar propriamente dito, e sim, uma condição de tormento do espírito que experienciaria para toda a eternidade o ódio e o desespero. Satã e seus aliados, habitantes das profundezas infernais, eram acusados de tentarem a torto e a direito o indefeso ser humano, o qual, quando embebido em natureza maligna, acabava por se envolver nas malhas do Demônio, afastando-se de Deus. Eram também acusados de serem detentores do conhecimento oculto, podendo praticar atos ditos milagrosos que iludiam o pobre vulgo. As curas milagrosas eram consideradas conseqüência direta do exorcismo da alma adoentada, que fazia com que o demônio abandonasse aquele corpo. Na casa do Senhor não existe Satanás... Desde o Vaticano II não existe mais um consenso comum na doutrina que trata de Satã e seus comparsas. Alguns teólogos insistem em adotar a interpretação medieval, outros recusam-se a acreditar na figura satânica, enquanto outros procuram dar-lhe uma "nova" interpretação, acentuando o seu aspecto interno. Procuraremos falar dos primeiros, conhecidos como tradicionalistas, por considerá-los verdadeiros devotos de Satã, visto que, demonstram uma crença fervorosa na sua existência, recusando a despir-se de uma mentalidade pertencente à chamada Era das Trevas. Desejam ardentemente manter o ensinamento da Igreja intacto para todo o sempre, considerando-o um dogma de fé e, sendo assim, perpetuam eternamente a existência concreta daquele a quem tanto odeiam, ou quiçá amam, pois amor e ódio são duas faces de uma mesma moeda. Estes seres, adoecidos pelo medo, advertem que num mundo em que não se acredita mais de forma convicta na figura ontológica daquele ser demoníaco é necessário ressaltar ainda

mais a sua existência, com o objetivo de proteger o reino de Deus dos assaltos imprevistos de Satanás. Estes pensadores extremados da Igreja, estes sim verdadeiramente demoníacos, defendem a idéia de que os mesmos atos de bruxaria que existiam no início da era moderna continuam acontecendo nos nossos dias. Reconhecem que houveram muitos erros judiciais na inquisição, mas que estes erros eram culpa do demônio que induziam os inquisidores ao erro. Mais uma vez, vemos aqui perfeitamente encarnada aquela figura de barba e chifres, já que nesse caso o Demônio faz as vias do bode expiatório. Em um periódico católico austríaco, o pontífice máximo da Igreja Católica Apostólica Romana, papa João Paulo II, expõe seus ensinamentos a respeito de Satã datados de 1986: "Em toda a parte do mundo, os adeptos do demônio pervertem hoje o pensamento humano. Não há perversidade que não lhes venha à memória. O que leva as pessoas à magia, à cartomancia, bruxaria e culto a Satanás ? O Diabo é uma realidade." Segundo o "Divino Representante de Deus na Terra", qualquer pessoa que se aventure no reino conhecido como ocultista está sob a égide do Príncipe da Penumbra. Guiados por esta mentalidade insana, milhares de pessoas hostilizam hoje a qualquer indivíduo que seja adepto das ciências sagradas, considerando-os como pertencentes à tropa de elite do Anjo Trevoso. O preconceito não é prática de eras remotas, suas chamas ardem intensamente sob o manto da hipocrisia humana e, tal qual a fogueira das antigas inquisições, está presente na língua ferina do "povo de Deus" reunido nos movimentos cristãos e neo-cristãos. Estes movimentos, dentre eles as diversas seitas evangélicas e o movimento carismático católico, são como o revival de terrores passados. Estimulam o fanatismo e, ensandecidamente, resgatam a individualização exterior de uma característica obscura de nossa própria alma, Satã. Estaríamos nós diante de uma volta ao passado? As Amantes de Satã "No princípio era a Mãe, o Verbo veio depois" (Beyond Power - Marilyn French). A primeira etapa na evolução sócio-cultural da humanidade nos fala de uma sociedade matriarcal. A fé representativa deste modelo social repousa na crença de que o mundo havia sido criado por uma divindade feminina, a Grande Deusa, conhecida por vários nomes, desde Géia, a Mãe Terra, na Grécia, até Nanã Buruquê que dá a luz todos os orixás, na África. O culto à Grande Mãe exerceu grande fascínio através dos tempos e até mesmo na nossa era ele se mostra objeto de desejo. Este grande fascínio se deve ao fato de que a Deusa mãe é altamente permissiva, amorosa e não coercitiva. O homem, vivendo de caça e coletas, se mantinha em harmonia com a natureza, assimilando todos os prazeres de um Jardim das Delícias. A mulher, representação da deusa na Terra, era considerada sagrada, ocupando lugar de destaque nesta cultura. A sua função biológica de dar à luz criaturas humanas era relacionado com a criação do mundo, levada a cabo pela Deusa, símbolo do feminino. O sexo era um ato sagrado, no qual, a mulher era veículo entre o masculino e o feminino, propiciando ao homem a sua união com a Criadora dos Céus e da Terra. Esta cultura foi se modificando conforme os obstáculos à sobrevivência foram surgindo. Com o advento da sociedade agrícola, a necessidade de braços fortes para, não só cultivar a terra, mas principalmente para brigar por ela, modificaram os valores do sagrado e a Deusa foi se transformando, paulatinamente, em um ser andrógino, atingindo finalmente a forma de um Deus macho.

O declínio de poder da deusa foi acompanhado pelo declínio do feminino, passando, a mulher, de divindade terrena a escrava reprodutora, objeto de ganho material pelo crescimento populacional. O cristianismo representa a concretização final do processo patriarcal, subjugando a mulher no seu último vestígio sagrado de outrora, a sexualidade. O deus único e onipotente controla a vida dos seres humanos, cria o mundo em sete dias e, ao final, cria o homem. Só depois cria a mulher, a partir de uma costela torta de Adão. Ambos são colocados no paraíso e a queda deste mundo de paz e harmonia se dá pela sedução da mulher, que astutamente convence Adão a se render à tentação da serpente, Satã. A relação homem-mulher-natureza abandona o sentido de integração e adota o de dominação. A partir deste contexto a mulher é vista em constante conluio com o demônio, tentando o homem e prejudicando a sua transcendência. Ela é ligada à natureza, à carne, seu corpo insinua o prazer sexual, o grande pecado. Como castigo, passa a parir com dor, sendo considerado este ato, outrora sagrado, como uma grande maldição, conseqüência da sua fornicação. Maria, a mãe de Deus, é a grande arma da Igreja contra o feminino pecaminoso. Ela é um modelo criado para exemplificar a mulher perfeita. Esta mulher assexuada objetiva a concretização de duas ambições episcopais, abocanhar, através do arquétipo da Grande Mãe, aquelas ovelhas que ainda se mantinham fiéis a antiga religião, e anular o poder da sexualidade feminina, considerado ameaçador à estrutura eunuca e machista do catolicismo. Em Maria inviolada a sexualidade está abolida e, devido a isto, ela alcançou a graça de poder trazer à vida uma criança sem passar pelo transe de dor. Além dos já expostos motivos religiosos, existia ainda um outro motivo para se anular a mulher, o domínio político. Desde a mais remota antigüidade a mulher detinha o poder da cura, seu conhecimento a respeito de ervas medicinais lhe dava posição de destaque num mundo infestado por doenças e com pouco conhecimento médico, tal qual o conhecemos hoje em dia. As curadoras eram as cultivadoras ancestrais das ervas que devolviam a saúde a população e eram também as melhores anatomistas de seu tempo. Na Idade Média passaram a constituir uma ameaça ao poder médico masculino que vinha tomando forma, através das universidades, no sistema feudal. Para complicar mais a sua situação este saber medicinal era transmitido oralmente através de confrarias femininas, onde se ensinava não só os segredos da cura do corpo, mas também da alma. Estas confrarias foram também fomentadoras de revoltas camponesas contra o feudos em formação, sistema político incentivado pela Igreja católica e protestante. Para alcançar este poder centralizador era necessário inibir a influência sexual e política feminina. Ressaltar a associação do feminino com o mal era não só uma necessidade religiosa, mas também política. O reinado cristão se sente ameaçado, surge a Inquisição. Este vergonhoso episódio da história humana visava "ensinar" às massas o sistema de regras da conduta social vigente, submetendo-a aos excessos dos senhores feudais. E principalmente, submeter a mulher, haja visto que 85% dos bruxos exterminados eram do sexo feminino. Era essencial ao sistema capitalista um rigoroso controle do corpo e dos excessos sexuais que tornavam o trabalhador indócil ao comando de seu senhor. Anula-se com isso a vontade do servidor, tornando-o facilmente manipulável. Mas para que o puritanismo fosse instalado foi necessária muita violência. Até meados da Idade Média as regras morais cristãs ainda eram frouxamente seguidas pela população, havendo ainda muitos núcleos do paganismo. Segundo muitos estudiosos da época a "caça às bruxas" não constituiu uma histeria coletiva, como é propagado, mas sim,

uma manobra política muito bem planejada pela classe dominante, a fim de se sedimentar no poder. O Malleus Maleficarum, escrito em 1484 pelos inquisidores Heinrich Kramer e James Sprenger, torna-se o documento que orienta a horrenda perseguição, uma verdadeira bíblia para os inquisidores. Seu conteúdo trata das relações dos bruxos com Satã, ressaltando o papel da mulher como amante dedicada em permanente concubinato com Satanás. Suas teses são as seguintes: 1) O Demônio, com a permissão de Deus, procura fazer o máximo de mal aos homens a fim de apropriar-se do maior número possível de almas. 2) E este mal é feito prioritariamente através do corpo, único "lugar"onde o Demônio pode entrar, pois "o espírito [do homem]" é governado por Deus, a vontade por uma anjo e o corpo pelas estrelas. E porque as estrelas são inferiores ao espírito e o Demônio é um espírito superior, só lhe resta o corpo para dominar. 3) E este domínio lhe vem através do controle e da manipulação dos atos sexuais. Pela sexualidade o Demônio pode apropriar-se do corpo e da alma dos homens. Foi pela sexualidade que o primeiro homem pecou e, portanto, a sexualidade é o ponto mais vulnerável de todos os homens. 4) E como as mulheres estão essencialmente ligadas à sexualidade, elas se tornam as agentes por excelência do Demônio (as feiticeiras). E as mulheres têm mais conivência com o Demônio "porque Eva nasceu de uma costela torta de Adão, portanto nenhuma mulher pode ser reta" 5) A primeira e maior característica, aquela que dá todo o poder às feiticeiras, é copular com o Demônio. Satã é, portanto, o senhor do prazer. 6) Uma vez obtida a intimidade com o Demônio, as feiticeiras são capazes de desencadear todos os males, especialmente a impotência masculina, a impossibilidade de livrar-se de paixões desordenadas, abortos, oferenda de crianças a Satanás, estrago das colheitas, doenças nos animais, etc. 7) E esses pecados eram mais hediondos do que os próprios pecados de Lúcifer quando da rebelião dos anjos e dos primeiros pais por ocasião da queda, porque agora as bruxas pecam contra Deus e o Redentor (Cristo), e portanto este crime é imperdoável e por isso só pode ser resgatado com a tortura e a morte. As estatísticas do genocídio são aterradoras. O pânico espalha-se pela Europa. Estima-se o número de execuções em seiscentas por ano para certas cidades, uma média de duas vítimas da fogueira por dia, "exceto aos domingos". O Martelo das Feiticeiras nos informa que novecentas bruxas foram executadas num único ano na área de Wertzberg, e cerca de mil na diocese de Como. Em Toulouse, quatrocentas mulheres foram assassinadas num único dia; no arcebispado de Trier, em 1585, duas aldeias forma deixadas apenas com duas mulheres moradoras cada uma. Qualquer indício de que o Diabo estava por perto, como o aborto de alguma mulher, leite coalhado, morte do gado, estrago da colheita, eram motivos para se acusar de bruxaria a alguma pobre vítima, de preferência aquelas que ainda se mostravam um pouco afoitas na cama e mantinham uma certa liberdade do pensar. Não bastasse a morte cruel a que eram submetidas, sendo queimadas vivas na fogueira, eram levadas a torturas atrozes preliminares com o objetivo de que confessassem fornicações com o demônio. Eram despidas de suas roupas e seu corpo nú raspado, sendo submetidas a procedimentos tarados e sexualmente perversos, gerados na repressão sexual da Igreja de Deus. Suas partes íntimas que, segundo o Malleus, não devem ser mencionadas, eram violadas com a desculpa de se procurar objetos enfeitiçados escondidos.

Após a confissão, arrancada sob tortura, a fogueira chegava a ser uma benção para estas mulheres, cujo único contato com o Demônio havia acontecido a algumas horas antes da sua morte, na pessoa dos seus inquisidores, "o exército santo do Senhor". A mulher, após todo este período de repressão, passou a se tornar dócil e submissa, negando a si mesma o prazer da liberdade, não só sexual como social. Passa a transmitir a toda a sua prole as regras de sobrevivência, aprendidas a duras penas, obediência incondicional a Deus e submissão à Igreja. O poder eclesiástico atinge seu ponto máximo de domínio político e social. Muito tempo foi necessário para que a humanidade retomasse o seu direito à liberdade e começasse a vivenciar o prazer sem culpa. E talvez seja apenas coincidência que, justamente em nossa época, quando a relação homem-mulher busca uma reintegração do poder sexual, surjam seitas cristãs enfatizando os perigos do sexo, bem como a existência real de Satã, o senhor dos prazeres corporais... Conclusão A idéia de um mal que espreita a vida humana, e que incita a deslizes esteve desde o princípio dos tempos ligada ao pensamento humano. A teodicéia cristã criou a justificativa para a existência do mal, personificando-o na figura de Satã, enquanto o povo, agradecido, aliviava o fardo da culpa. E o sentido de transgressão era tão grande, alimentado que estava por dogmas puritanistas, que nos entregamos sofregamente à idéia de um foco externo que se opunha às nossas virtudes. Passamos a assumir o papel de meras vítimas na calamidade espiritual que assola a humanidade. E da ação passamos para a inércia eterna, perturbada apenas pelo estímulo do malfeitor da humanidade, o Príncipe da Noite. O abandono do papel de agente para assumir o papel do objeto sobre o qual se age, afastou de nós a responsabilidade pelos fatos do porvir. Assim, se algo bom acontece, é Deus que traz, se algo de mal ocorre, é o Diabo que o provoca. Esta inércia embota nossa mente e, qual cães bem alimentados, rejeitamos nosso livre arbítrio, desejando apenas obedecer. E obedecemos. Obedecemos tanto que com o tempo esquecemos de nossa natureza, ou mesmo, daquilo que um dia ela fôra. Esquecemos que somos filhos de Deus e, como tal, uma raça de real nobreza, criados com o livre pensar para estarmos aptos ao livre agir, a fim de lutar pelas nossas raízes. Um homem sem raízes é um homem sem alma. E foi isto que nos tornamos, autômatos, desprovidos de vontade, totalmente submetidos aos ditames de uma moral vigente e embotados por uma natureza animal poderosa, instigada pela repressão dos instintos promovida pelos diversos sistemas religiosos através dos séculos. Hoje somos caóticos, abandonados à inércia de nossas vidas, bailando ao sabor das ondas e lutando desordenadamente pela sobrevivência. Satã representa um espírito rebelde, um espírito do contrário, um espírito de luta. Satã é tudo aquilo que o preguiçoso e acomodado não desejam ver ou sentir. Neste âmbito, e tão somente neste âmbito, ele é o mal. Satã é aquele que recusa o aconchego paterno e desafia a ordem estabelecida, afirmando intrepidamente poder superá-la em beleza e perfeição. É aquele que recusa o amor e enfrenta os tormentos da solidão, afirmando a sua própria vontade. É o dedo em riste que aponta para as nossas chagas, suscitando nosso orgulho. É o grito de rebeldia que se recusa a morrer e que, por vezes, surge na alma subjugada. Satã é aquele que se diz o agente ativo de um processo, recusando entregar-se mansamente à passividade. Satã ou

Lúcifer, se assim o preferirem, é o portador da luz, aquele que oferece a sabedoria à entidade humana. Sabedoria implica em busca que implica em esforço. Esforço representa luta e a luta, em seus meandros, traz a angústia. A angústia surgida da inconformidade pela nossa condição atual que se encontra muito aquém de nossas possibilidades. Esta inconformidade é o tormento real de nossa existência, o mal que tememos e que nos submete a uma condição inferior. Satã simboliza a liberdade do pensar e do agir, condições necessárias para a busca do enlevo espiritual que estimula a existência da alma superior. Liberdade leva a responsabilidade e responsabilidade é tudo aquilo que o vulgo não deseja. E mais uma vez, neste âmbito, e apenas neste, Satã representa o mal. O Príncipe das Trevas, como o próprio nome já nos revela, habita a escuridão. Aquele lado obscuro de nossa alma, simbolizado pela noite, e relegado por nós aos infernos abissais de nosso próprio ente. Resgatar este lado obscuro da constituição pessoal e trazê-lo de volta à luz é iniciar o processo de volta à reintegração do ser. Representa o abandono das dicotomias e o retorno à unidade, integração perfeita entre o homem e sua própria natureza, encetando a busca da harmonia estereotipada em Deus. Qualquer tentativa de externar este aspecto de nosso espírito é eminentemente desastrosa e só pode trazer, agora sim, o mal. Este mal, vivenciado ao longo de nossa história através do fanatismo e da coação religiosa que acabou por gerar, na sua insânia, perseguições grotescas com o conseqüente extermínio de boa parte daqueles que, tal como nós, são filhos de Deus, nossos irmãos.

Abuso por Ritual Satânico
Há quase duas décadas que existem alegações da existência de um bem organizado culto satânico cujos membros molestariam sexualmente, torturariam e assassinariam crianças nos Estados Unidos. As alegações podem ter atingido o seu pico quando Geraldo Rivera falou disto no seu talk show. Tanto quanto sei, Geraldo não planeia anunciar a conclusão de um estudo de quatro anos que não encontrou um único caso que corrobore evidências de abusos por rituais satânicos. O estudo foi conduzido na Universidade da California em Davis pelos professores de psicologia Gail S. Goodman e Phillip R. Shaver, em conjunto com Jianjian Qin da UC Davis e Bette I. Bottoms da Universidade do Illinois em Chicago. O estudo foi apoiado pelo National Center on Child Abuse and Neglect. Foram investigados mais de 12.000 acusações e consultados mais de 11.000 psiquiatras, serviços sociais e forças policiais. Os investigadores não encontraram qualquer evidência de um só caso de abuso por culto satânico. Se existem milhares de acusações infundadas, donde surgiram? A maior parte delas, de crianças. Como há a crença de que as crianças não inventariam histórias de comerem outras crianças ou ter sexo com girafas após andarem de avião quando deviam estar na creche, as histórias foram muitas vezes tomadas pelo valor literal por pais, terapistas e policias. Contudo, os investigadores concluiram que as crianças não inventam histórias de rituais satânicos. Então, donde vieram as histórias? Provavelmente de terapistas, policias, advogados e pais. Qualquer um que tenha visto videos dos interrogatórios ou lido transcrições, sabe que há evidências de que terapistas e policias encorajam e

recompensam as crianças por aceitarem sugestões de comportamentos abusivos bizarros. Tambem desencorajam a verdade recusando-se a aceitar não como resposta, obrigando a criança a continuar no interrogatório até darem as respostas que são procuradas. Há uma triste ironia. Os que fazem acusações de abusos satânicos são pessoas religiosas. Os investigadores concluiram, contudo, que "Há muitas mais crianças a serem abusadas em nome de Deus do que em nome de Satanás." De acordo com Gail Goodman, a lei americana protege pais que recusam assistência médica aos filhos e que isso corresponde a abuso. A negação de cuidados médicos com motivos religiosos pode ser apenas a ponta do icebergue. Há um movimento crescente entre alguns cristãos que é uma espécie de "amor duro". Em certos aspectos, o método é reminiscente de Watson e a sua aproximação behaviorista à educação infantil: tratar a criança como um adulto em miniatura a quem falta auto-disciplina. Suportam o seu abuso com
Este artigo abordará o tema Lilith. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda. De acordo com J. Gordon Melton, "Lilith, uma das mais famosas figuras do folclore hebreu, originou-se de um espírito maligno tempestuoso e mais tarde se tornou identificada com a noite. Fazia parte de um grupo de espíritos malignos demoníacos dos americanos que incluíam Lillu, Ardat Lili e Irdu Lili." Segundo ele, Lilith apareceu também no Gilgamesh Epic babilônico (aproximadamente 2000 a. C.) como uma prostituta vampira que era incapaz de procriar e cujos seios estavam secos. Foi retratada como uma linda jovem com pés de coruja (indicativos de vida noctívaga) que fugiu de casa perto do Rio Eufrates e se estabelece no deserto. Lilith aparece no Antigo Testamento quando Isaías ao descrever a vingança de Deus, durante a qual a Terra foi transformada num deserto, proclamou isso como um sinal de desolação: "Lilith repousará lá e encontrará seu locar de descanso" (Isaías 34:14) Lilith aparece em relatos da Torah assírio-babilônica e hebraica entre outros textos apócrifos. Na versão jeovística (da tradição religiosa hebraica) para o Gênesis, enriquecida pêlos testemunhos orais dos rabinos consta que Lilith foi criada com pó negro e excrementos, condenada por Jeová-Deus a ser inferior ao homem. Considerando-se que Adão vivia no Jardim do Éden no pleno equilíbrio de sua sagrada androginia (pois fora criado a imagem e semelhança do criador), compreende-se como o surgimento da primeira mulher fez nascer um distanciamento entre Deus e Homem. Num outro texto, um comentário bíblico do Beresit-Rabba (rabi Oshajjah) a primeira mulher é descrita cheia de saliva e sangue, o que teria desagradado a Adão, de modo que JeováDeus "tornou a cria-la uma segunda vez". Lilith, então, veio ao mundo com os répteis e demônios feitos ao cair da noite do sexto dia da criação, uma sexta feira (segundo o Bereshit Rabba). Por isso, ela já fora criada como um demônio. (Lilith é representada como, rainha da Noite, mãe dos súcubos). Consumida a união carnal com Lilith, Adão teria mergulhado na angústia da paixão, vendo o seu distanciamento da divindade como um preço pelo êxtase orgástico que nunca sentira. Lilith foi citada pela edição hebraica e inglesa de "The Babylonian Talmud", organizada pelo rabi Epstein e publicado pela Socino Press, de Londres, em 1978. Aqui, Lilith aparece um demônio noturno de longos cabelos, que perturba os homens. Segundo a tradição talmúdica, Lilith é a "Rainha do Mal", a Mãe dos Demônios e a Lua Negra. No Talmude, ela é descrita como a primeira mulher de Adão. Ela brigou com Adão, reivindicando igualdade em relação a seu marido, deixando-o "fervendo de cólera". Lilith queria liberdade de agir, de escolher e decidir, queria os mesmos direitos do homem mas quando constatou que não poderia obter status igual, se rebelou e, decidida a não

submeter-se a Adão e, a odia-lo como igual, resolveu abandoná-lo. Segundo as versões aramaica e hebraica do Alfabeto de Ben Sirá (século 6 ou 7). Todas as vezes em que eles faziam sexo, Lilith mostrava-se inconformada em ter de ficar por baixo de Adão, suportando o peso de seu corpo. E indagava: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual." Mas Adão se recusava a inverter as posições, consciente de que existia uma "ordem" que não podia ser transgredida. Lilith deve submeter-se a ele pois esta é a condição do equilíbrio preestabelecido. Vendo que o companheiro não atendia seus apelos, que não lhe daria a condição de igualdade, Lilith se revoltou, pronuncia nervosamente o nome de Deus, faz acusações a Adão e vai embora. É o momento em que o Sol se despede e a noite começa a descer o seu manto de escuridão soturna, tal como na ocasião em que Jeová-Deus fez vir ao mundo os demônios. Adão sente a dor do abandono; entorpecido por um sono profundo, amedrontado pelas trevas da noite, ele sente o fim de todas as coisas boas. Desperto, Adão procura por Lilith e não a encontra: Procurei-a em meu leito, à noite, aquele que é o amor de minha alma; procurei e não a encontrei" (Cântico dos Cânticos III, 1). Lilith partiu rumo ao Mar Vermelho (Diz-se que quando Adão insistiu em ficar por cima durante as relações, Lilith usou seus conhecimentos mágicos para voar até o Mar Vermelho). Lá onde habitam os demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica. É um lugar maldito, o que prova que Lilith se afirmou como um demônio, e é o seu caráter demoníaco que leva a mulher a contrariar o homem e o questionar em seu poder. Desde então, Lilith tornou-se a noiva de Samael, o senhor das forças do mal do SITRA ACHRA (aramaico, significa "outro lado"). Como conseqüência, deu à luz toda uma descendência demoníaca, conhecida como "Liliotes ou Linilins", na prodigiosa proporção de cem por dia. [Alguns escritos contam que Adão queixou-se a Deus sobre a fuga de Lilith e, para compensar a tristeza de Adão, Deus resolveu criar Eva, moldada exatamente como as exigências da sociedade patriarcal. A mulher feita a partir de um fragmento de Adão. É o modelo feminino permitido ao ser humano pelo padrão ético judaico-cristão. A mulher submissa e voltada ao lar. Assim, enquanto Lilith é força destrutiva (o Talmude diz que ela foi criada com "imundície" e lodo), Eva é construtiva e Mãe de toda Humanidade (ela foi criada da carne e do sangue de Adão).] Jehová-Deus tenta salvar a situação, primeiro ordenando-lhe que retorne e, depois, enviou ao seu encalço uma guarnição de três anjos, Sanvi, Sansavi e Samangelaf, para tentar convencê-la; porém, uma vez mais e com grande fúria, ela se recusou a voltar. Lilith está irredutível e transformada. Ela desafiou o homem, profanou o nome do Pai e foi ter com as criaturas das trevas. Como poderia voltar ao seu esposo? Os anjos ainda ameaçaram: "Se desobedeces e não voltas, será a morte para ti." Lilith , entretanto, em sua sapiência demoníaca, sabe que seu destino foi estabelecido pelo próprio Jeová-Deus. Ela está identificada com o lado demoníaco e não é mais a mulher de Adão. (Uma outra versão conta que esses mesmos anjos, a teriam condenado a vagar pela terra para sempre). Acasalando-se com os diabos, Lilith traz ao mundo cem demônios por dia, os Lilim, que são citados inclusive na versão sacerdotal da Bíblia. Jeová-Deus, por seu lado, inicia uma incontrolável matança dessas criaturas, que, por vingança, são enfurecidas pela sua genitora. Está declara a guerra ao Pai. Os homens, as crianças, os inválidos e os recém casados, são as principais vítimas da vingança de Lilith. Ela cumpre a sua maligna sorte e não descansará assim tão cedo. Uma outra versão diz que foram os anjos mataram os filhos que tivera com Adão. Tão rude golpe transformou-a, e ela tentou matar os filhos de Adão com sua segunda esposa, Eva. Lilith Alegou ter poderes vampíricos sobre bebês, mas como os anjos a queriam impedir, fizeram-na prometer que, onde quer que visse seus nomes, ela não faria nenhum mal aos humanos. Então, como não podia vencê-los, ela fez um trato com eles: concordou em ficar

afastada de quaisquer bebês protegidos por um amuleto que tivesse o nome dos três anjos. Não obstante, esse ódio contra Adão e contra sua nova (e segunda) mulher, Eva, resultou, para Lilith, no desabafo da sua fúria sobre os filhos deles e de todas as gerações subseqüentes. A partir daí, Lilith assume plenamente sua natureza de demônio feminino, voltando-se contra todos os homens, de acordo com o folclore assírio babilônico e hebraico. E são inúmeras as descrições que falam do pavor de suas investidas. Conta-se, por exemplo, que Lilith surpreendia os homens durante o sono e os envolvia com toda sua fúria sexual, aprisionando-os em sua lasciva demoníaca, causando-lhes orgasmos demolidores. Ela montava-lhes sobre o peito e, sufocando-os (pois se vingava por ter sido obrigada a ficar "por baixo" na relação com Adão, conduzia a penetração abrasante. Aqueles que resistiam e não morriam ficavam exangues e acabavam adoecendo. Por isso Lilith também está identificada com o tradicional vampiro. Seu destino era seduzir os homens, estrangular crianças e espalhar a morte. Lilith permaneceu como um item de tradição popular embora pouco tivesse sido escrito sobre ela quando da compilação do Talmude (século 6 a.C.) até o século 10. Sua biografia se expandiu em detalhes elaborados e muitas vezes contraditórios nos escritos dos antigos países hassídicos. Durante os primeiros séculos da era cristã, o mito de Lilith ficou bem estabelecido na comunidade judaica. Lilith aparece no Zohar, o livro do Esplendor, uma obra cabalística do século 13 que constitui o mais influente texto hassídico e no Talmud, o livro dos hebreus. No Zohar, Lilith era descrita como succubus, com emissões noturnas citadas como um sinal visível de sua presença. Os espíritos malignos que empesteavam a humanidade eram, acreditava-se, o produto de tais uniões. No Zohar Hadasch (seção Utro, pag. 20), está escrito que Samael - o tentador - junto com sua mulher Lilith, tramou a sedução do primeiro casal humano. Não foi grande o trabalho que Lilith teve para corromper a virtude de Adão, por ela maculada com seu beijo; o belo arcanjo Samael fez o mesmo para desonrar Eva: E essa foi a causa da mortalidade humana. O Talmude menciona que "Quando a serpente envolveu-se com Eva, atirou-lhe a mácula cuja infecção foi transmitida a todos os seus descendentes... (Shabbath, fol. 146, recto)". Em outras partes, o demônio masculino leva o nome de Leviatã, e o feminino chama-se Heva. Essa Heva, ou Eva, teria representado o papel da esposa de Adão no éden durante muito tempo, antes que o Senhor retirasse do flanco de Adão a verdadeira Eva (primitivamente chamada de Aixha, depois de Hecah ou Chavah). Das relações entre Adão e a Heva-serpente, teriam nascido legiões de larvas, de súcubos e de espíritos semiconscientes (elementares). Os rabinos fazem de Leviatã uma espécie de ser andrógino infernal, cuja a encarnação macho (Samael) é a "serpente insinuante" e a incarnação fêmea (Lilith), é a "cobra tortuosa" (ver o Sepher Annudé-Schib-a, fol. 51 col. 3 e 4). Segundo o Sepher EmmeckAmeleh, esses dois seres serão aniquilados no fim dos tempos: "Nos tempos que virão o Altíssimo (bendito seja!) decapitará o ímpio Samael, pois está escrito (Is. XVII, 1): 'Nesse tempo Jeová com sua espada terrível visitará Leviatã, a serpente insinuante que é Samael e Leviatã, a cobra tortuosa que é Lilith' (fol. 130, col. 1, cap.XI)". Também segundo os rabinos, Lilith não é a única esposa de Samael; dão o nome de três outras: Aggarath, Nahemah e Mochlath. Mas das quatro demônias só Lilith dividirá com o esposo a terrível punição, por tê-lo ajudado a seduzir Adão e Eva. Aggarath e Mochlath tem apenas um papel apagado, ao contrário do que acontece com as outras duas irmãs, Nahemah e Lilith. No livro História da Magia, Eliphas Levi transcreve: "Há no inferno - dizem os cabalistas duas rainhas dos vampiros, uma é Lilith, mãe dos abortos, a outra Nahema, a beleza fatal e assassina. Quando um homem é infiel à esposa que lhe foi destinada pelo céu, quando se entrega aos descaminhos de uma paixão estéril, Deus retoma a esposa legítima e santa e entrega-o aos beijos de Nehema. Essa rainha dos vampiros sabe aparecer com todos os encantos da virgindade e do amor; afasta o coração dos pais, leva-os a abandonar os

deveres e os filhos; traz a viuvez aos homens casados, força os homens devotados a Deus ao casamento sacrílego. Quando usurpa o título de esposa, é fácil reconhece-la: no dia do casamento está calva, porque os cabelos das mulheres são o véu do pudor e está proibido para ela neste dia; depois do casamento finge desespero e desgosto pela existência, prega o suicídio e afinal abandona violentamente aquele que resistir, deixando-o marcado com uma estrela infernal entre os olhos. Nahema pode ser mãe, mas não cria os filhos; entregaos a Lilith, sua funesta irmã, para que os devore." (Sobre isso pode-se ver também o Dicionário Cabalístico de Rosenhoth e o tratado De Revolutionibus Animorum, 1.° e 3.° tomos da Kabala Denudata, 1684, 3 col. in-4.) Diz a lenda que depois que Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, Lilith e suas asseclas, todas na forma de incubus/succubus, os atacaram, fazendo assim com que Adão procriasse muitos espíritos impuros e Eva mais ainda. Segundo a tradição judaica, Lilith faz os homens terem poluções noturnas para gerar filhos demônios . Há um costume, ainda praticado em Jerusalém, de espantar esses filhos do corpo morto de seu pai, andando em círculo com o cadáver antes do sepultamento e atirando moedas em diferentes direções para distrair os filhos demônios. Durante a idade média, as histórias sobre Lilith se multiplicaram. Já foi, por exemplo, identificada como uma das duas mulheres que foram ao Rei Salomão para que ele decidisse qual das duas era a mãe de uma criança que ambas reivindicavam. Em outros escritos, foi identificada como a rainha de Sabá. Segundo uma antiga tradição judaica, Lilith apareceu a Salomão disfarçada na rainha de Sabá, uma visitante real da Etiópia ou da Arábia à corte do rei Salomão (I Reis 10). Sabá era um país pacífico, cheio de ouro e prata, cujas plantas eram irrigadas pelos rios do Paraíso. Por ter ouvido falar relatos sobre o seu maravilhoso país, o Reino de Sabá, e sua rainha de uma ave, cuja linguagem compreendia, Salomão desejava muito conhecer a rainha e ela desejava conhecê-lo devido à sua reputação de sábio, e queria fazer-lhe perguntas sobre magia e feitiçaria. Mas ele suspeitou que algo estava errado e conseguiu ludibria-la: Quando chegou, encontrou-o sentado em uma casa de vidro, e pensando que fosse água, levantou a saia, revelando pernas bem cobertas de pêlos, o que indicava que ela uma feiticeira. Não obstante, Salomão desposou-a e preparou uma poção para eliminar o pêlo de suas pernas. Conta-se, que a casa real da Etiópia alegava ser descendente da união de Salomão com a Rainha de Sabá, e os judeus negros da Etiópia, os falashes, localizam suas origens nos israelitas que o rei Salomão enviou com a rainha para a Etiópia. Outro descendente dessa união foi Nabucodonosor, que se tornou rei da Babilônia. Uma tradição totalmente diferente nega que tenha sido uma rainha quem veio visitar Salomão, afirmando que foi o rei de Sabá. Proteção conta Lilith: Lilith foi descrita como uma figura sedutora com longos cabelos, que voa como uma coruja noturna para atacar aqueles que dormem sozinhos, para roubar crianças e fazer mal a bebês recém-nascidos. Foi encontrada entre os elementos mais conservadores da comunidade judaica do século 19, uma forte crença na presença de Lilith, sendo que alguns deles podem ser visto ainda hoje. Lilith foi descrita como uma assassina de crianças para roubar suas almas. Ela atacava os bebês humanos, especialmente os nascidos de relações sexuais inadequadas. Se não consegue consumir crianças humanas ela come até mesmo sua própria prole demoníaca. Também é de opinião geral que foi Lilith quem provocou o ódio de Caim contra Abel, seu irmão, e levou-o a revoltar-se contra ele e matá-lo. Os homens eram alertados para não dormirem numa casa sozinhos para que Lilith não os surpreendesse. Em "O Livro das Bruxas", Shahrukh Husain relembrou um antigo conto judeu "Lilith e a Folha de Capin", de Jewish Folktales, que dizia que certa vez um judeu que foi seduzido por Lilith e ficou enfeitiçado por seus encantos. Mas ele estava muito perturbado com isso, e então foi ao Rabino Mordecai de Neschiz para pedir ajuda. Mas o rabino sabia por clarividência que o homem estava vindo, e avisou a todos os judeus da cidade para não deixa-lo entrar em suas casas ou dar-lhe lugar para dormir. Assim, quando o homem chegou não encontrou nenhum lugar para passar a noite e deitou-se num monte de feno num quintal. À meia-noite, Lilith apareceu e sussurrou-lhe: "Meu amor, saia

desse feno e venha até aqui". Curioso, o homem perguntou: "Por que eu deveria ir até você? Você sempre vem a mim." Ela explicou-se dizendo: "Meu amor, nesse monte de feno há uma folha de capim que me causa alergia". O homem perguntou: "Então por que você não me mostra? Eu a jogo fora e você pode vir." Assim que Lilith a mostrou, o homem pegou a folha de capim e enrolou em seu pescoço, livrando-se para sempre do domínio dela. Lilith foi marcada como sendo especialmente odiosa para o acasalamento sexual normal dos indivíduos que ela atacava como succubi e incubi. Descarregava sua ira nas crianças humanas resultantes de tais acasalamentos ao sugar-lhes o sangue e estrangulando-as. Acrescentava, também, quaisquer complicações possíveis às mulheres que tentassem ter crianças - esterilidade, abortos etc. Por isso, Lilith passou a assemelhar-se a uma gama de seres vampíricos que se tornavam particularmente visíveis na hora do parto e cuja presença era usada para explicar problemas ou mortes inesperadas. Para combatê-los, os que acreditavam em Lilith desenvolveram rituais elaborados para banila de suas casas. O exorcismo de Lilith e de quaisquer espíritos que a acompanhavam muitas vezes tomava a forma de um mandado de divórcio, expulsando-os nus noite adentro. Usam-se amuletos (em hebraico "kemea") como proteção contra demônios, mau olhado, doença, combater hemorragia nasal ou para fazer uma mulher estéril conceber, tornar fácil o parto, garantir a felicidade de um recém nascido, obter sabedoria e outros fins. Esses amuletos são textos e desenhos geralmente escritos em pequenos pedaços de pergaminho e incluem sinais mágicos, permutações de letras e os nomes de Deus (Agla, Tetragramaton, etc.) ou de anjos como o de Rafael, Gabriel ou dos poderosos anjos Sanvi, Sansavi e Samangelaf que garantem proteção contra Lilith, que ataca as mulheres no parto e causa a morte dos infantes. O amuleto é usado em volta do pescoço ou às vezes pendurado numa parede de casa. Para que um amuleto seja considerado eficaz, tem que ser escrito por uma pessoa santa (segundo a tradição judaica), exímia na prática da Cabala. Se o ele se mostrar eficaz na cura de alguém em três ocasiões diferentes, será então, comprovadamente, considerado um amuleto. Embora, aparentemente, amuletos tenham sido amplamente usados no período talmúdico, Maimônides e outros rabinos de mente mais voltada para a filosofia, como Ezequiel Landau, opunham-se a eles, considerando-os superstições vazias. Seu uso, no entanto, foi apoiado pelos místicos e pela crença popular. Até mesmo os cristãos buscavam amuletos com os judeus na Idade Média. Em muitas partes do mundo atual há pessoas que ainda usam amuletos representando os três Anjos que foram enviados em busca de Lilith (ou Lilah, como também é chamada, o que talvez nos tenha dado Da-Lila, também uma sedutora e tentadora.) Esses talismãs são usados porque, embora Lilith se recusasse a voltar, prometeu a esses três Anjos que, se visse os seus nomes inscritos junto de um recém-nascido, ela deteria sua mão e o pouparia - o que vem a ser o propósito do ritual. Um talismã típico é um círculo mágico no qual as palavra "Eva e Adão" barram a entrada de Lilith, habitualmente escritas com carvão na parede do aposento onde a criança está e em cuja porta estão escritos os nomes dos três anjos. A alternativa: "Não deixem Lilith entrar aqui" costuma ser escrita na cabeceira da cama da mulher que espera um filho, usando-se tinta vermelha (cor da planta de Marte). Como proteção contra ela costumava-se pendurar amuletos e talismãs na parede e sobre a cama para mantê-la afastada ou pregar amuletos com as palavras "Adão e Eva excluindo Lilith" nas paredes da casa em que uma mulher se preparava para o nascimento do filho. No passado, o processo de nascimento era cercado de práticas mágicas com a intenção de proteger a mãe e o filho das forças demoníacas. Lilith tem inveja da alegria da maternidade, pois foi apartada do marido (Adão) logo no início de seu casamento. Ela constitui assim uma ameaça ao embrião. Também se sussurravam sortilégios no ouvido das mulheres para facilitar o trabalho de parto. A porta do quarto das crianças tinha os nomes dos três anjos escritos sobre ela, e, às vezes, cercava-se o quarto com um círculo de carvões ardentes.

Nas vésperas de Shabat e da lua nova, quando uma criança sorri é porque Lilith está brincando com ela. Para livrá-la de qualquer mal, deve-se bater de leve três vezes em seu nariz pronunciando-se uma fórmula de proteção contra Lilith. Também crianças que riam no sono, acreditava-se, estavam brincando com Lilith e daí o perigo de morrerem em suas mãos. Na Idade Média era considerado perigoso beber água nos solstícios e equinócios, porque nessa época o sangue menstrual de Lilith pingava, poluindo líquidos expostos. Parece que Lilith é mais bondosa com as meninas porque estas só podem correr o risco da hostilidade a partir dos vinte anos, enquanto os meninos estão sob a mira das suas perversidade e malevolências até o seu oitavo aniversário. Num livro sobre "Magia das velas", encontramos uma versão moderna de um Talismã de Proteção Contra Lilith: "Se você quiser fazer um talismã de altar que o proteja de Lilith, e ele não precisa ficar restrito a esse uso, pode fazê-lo da seguinte maneira: pegue uma folha de papel forte, branco (o tamanho dependerá do espaço disponível). Desenhe nela um grande círculo preto, e dentro desse círculo desenhe outro menor. Divida esse círculo interior em três partes iguais de 120° e faça pequenas marcas nessas pontas. Una essas marcas para fazer um triângulo no centro do talismã. Nos três pontos em que o triângulo toca o círculo interior, entre o círculo interior e o exterior, escreva os três nomes angélicos Sanvi, Sansavi e Semengalef - no sentido horário, um em cada ponta do triângulo. No meio do trecho, entre esses nomes, desenhe uma cruz. Coloque a vela para Lilith no centro do triângulo (Lilith é representada por uma vela branca que se tornou negativa com cera preta ou por uma vela preta), com uma vela para cada um dos três anjos do lado de fora do círculo exterior, , em oposição aos seus nomes (pode marcar as velas, se desejar) na ponta do triângulo. Só que não se deve deixar de observar infalivelmente neste ou em qualquer outro talismã, o seguinte: a linha que desenha o círculo exterior deve ser inteira, sem falhas, sem interrupções. Se necessário, desenhe-o de forma extraforte, para obter isso. Se o que está tentando é conter algo, não deve haver interrupções através das quais esse algo possa escapar ou engana-lo." Segundo a tradição judaica, as influências astrológicas determinam a vida de uma pessoa, mas Israel é diretamente guiado por Deus. Porém, enquanto os cabalistas e muitos rabinos medievais acreditavam que os céus eram "o livro da vida" e a astrologia a "ciência suprema", Maimônides repudiou tais idéias como superstições proibidas. No mapa astral, Lilith ou Lua Negra indica sedução e ânsia de liberdade. Influências que atingem nossas personalidades. A Lua exerce uma influência no inconsciente, nos sonhos, no sono, na memória, nas emoções e nas reações espontâneas. Segundo o astrólogo e tarórologo Hermínio Amorim, foi a partir de 1914, quando Lilith apareceu sob a influência de Plutão, que fez uma órbita longa até 1938, que as mulheres começaram os movimentos de libertação. Antes, Lilith aparecia sob influência do signo de câncer. Atualmente as mulheres vivem melhor sua sensualidade, sem culpa, sem medo de serem acusadas de bruxas, como antigamente. Os conteúdos psíquicos simbolizados pela Lilith são muitas vezes interpretados como raiz da libido. É claro que também são percebidos como geradores de poderes paranormais, inclinação para bruxaria, mediunidade, etc. De qualquer maneira, é uma potencialidade simbólica e inconsciente. Uma feminilidade que dura muito tempo foi oprimida e omitida (A Lua Negra. Na Idade Média foi personificada pela bruxa, contra a qual o homem, e principalmente a Igreja Católica, moveu uma das mais sangrentas perseguições de toda a sua história). De acordo com Hermínio, "Lilith foi feita por Deus, de barro, à noite, criada tão bonita e interessante que logo arranjou problemas com Adão". Esse ponto teria sido retirado da Bíblia pela Inquisição. O astrólogo assinala que ali começou a eterna divergência entre o masculino e o feminino, pois Lilith não se conformou com a submissão ao homem. Bibliografia: Ferreira, Fernando Mendes (editor). Revista AXÉ, ANO 1 N° 1. Publicação mensal da Ninja Comércio e Distribuidora Ltda., São Paulo/SP. Impressão: Brasiliana. Guaita, Marie Victor Stanislas de. Le Temple de Satan (le Serpent de la Gênèse). Librairie du

Merveilleux, Paris, 1891. Husain, Shahrukh. O Livro das Bruxas (The Virago Book of Wtiches). Editora Objetiva LTDA, Rio de Janeiro, Brasil. 1995. Melton, J. Gordon. The Vampire Book. Copyring © 1994 by Gale Research, uma divisão da International Thomson Publishing Inc. Sicuteri, Roberto. Lilith, a Lua Negra. Ed. Paz e Terra, 1985. Unterman, Alan. Dictionary of Jewish Lore & Legend. Copring © 1991, Thames and Hudson Ltd, London.

citações biblicas e quem sabe quantos os seguirão

Leviatã
Este artigo abordará o tema Leviatã. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda. Leviatã (Leviathan ou Leviatha) é dado na demonologia como um dos quatro príncipes coroados do inferno. É o monstro marinho bíblico, de enormes proporções e rei de todas as criaturas do mar. Seu nome vem do hebraico, e significa literalmente; Serpente Tortuosa, uma referência tanto a sua natureza animalesca como ao seu aspecto oculto. Seu arquétipo referê-se a brutalidade, ferocidade e aos impulsos mais selvagens e incontidos da humanidade. No campo espiritual o famoso demonologista Wierius chama-o de "o grande embusteiro", ou "o grande enganador", pela facilidade co que triunfa em lances políticos, tratados comerciais e intrigas palacianas. Talvez não por acaso territorialmente é reconhecido por dominar a América Latina. A descrição visual de Leviatã é sempre a de uma critura abissal de proporções gigantescas. Segundo os escritos de La Légende Dorêe, datados de 1518, Levitã é comparável a um dragão, metade besta e metade peixe, muito maior que um boi e absurdamente mais comprido e rápido que um cavalo. Seus dentes são agudos como espadas e possui chifres em ambos os lados da cabeça. O Dicionário Judaico de Lendas e Tradições de Alan Uterman afirma que os olhos do Leviatã iluminam o mar a noite e podem ser vistos a milhas de distância. A água ao seu redor ferve com o hálito quente de sua boca, o que o faz ser sempre acompanhado de cortinas de vapor escaldante. O odor fétido do Leviatã pode superar até a fragrância do jardim do Éden, e caso seu fedor lá penetrasse, ninguém poderia sobreviver. De acordo com a tradição cabalística o Leviatã simboliza Samael, o príncipe do mal, que será destruído nos tempos futuros. Durante as grandes navegações do século XIV e XV, Leviatã personificou o medo do Mar e do desconhecido. Nesta época não foram poucos os relatos de que tripulações inteiras dragadas por este ser, que era tido como a besta marinha por excelência que se escondia nas tempestades, destruia portos inteiros e afundava as embarcações. Sua antiguidade remete aos mitos da cosmovisão judaica onde Leviatã é considerado por alguns estudiosos como uma das criaturas primevas, ou seja, um dos seres antiquíssimos que existiam no início de tudo e que tiveram de ser derrotados por Jeová antes que se tivesse início a criação dos céus e da Terra. Segundo esta lenda Jeová matou a fêmea Leviatã para impedir que o casal procriasse e destruísse o mundo que tinha em mente. Com sua pele, delimitou as fronteiras do espaço profundo e fez roupas para Adão e Eva. Ainda segundo a escatologia judaica, no final dos tempos, com a chegada do Messias, Gabriel entrará em uma briga de proporções cósmicas para matar o macho Leviatã, ou, segundo outra versão, fará com que o gigantesto Beemot, outra criatura primeva trave uma batalha com o Leviatã até que ambos se matem mutuamente. No grande banquete messiânico para os justos, a pele do Leviatã servirá então como um toldo gigantesco e sua carne será servida a todos.

Este artigo abordará o tema Legião. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda. Em demonologia, Legião é o nome genêrico que se dá a toda possessão coletina, no qual dois ou mais espíritos infernais habitam o mesmo corpo. Existem relatos em que mais de uma centena de demônios sobrepujam uma mesma pessoa, nestes casos o próprio discurso e comunicação são comprometidos, pois é como uma multidão falasse usando uma só boca. Tal fenômeno explica em parte comportamentos ezquizofrênicos no qual o possuido apresente personalidades múltiplas distintas a de seu próprio caráter diário. No Novo Testamento o fenômeno se repete por duas vezes, no livro de Marcos e em Lucas: No Livro de Marcos (5,1-13) Chegaram então ao outro lado do mar, à terra dos gerasenos. E, logo que Jesus saíra do barco, lhe veio ao encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo, o qual tinha a sua morada nos sepulcros; e nem ainda com cadeias podia alguém prendê-lo; porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas; e ninguém o podia domar; e sempre, de dia e de noite, andava pelos sepulcros e pelos montes, gritando, e ferindo-se com pedras, Vendo, pois, de longe a Jesus, correu e adorou-o; e, clamando com grande voz, disse: - Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes. Pois Jesus lhe dizia: - Sai desse homem, espírito imundo. E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu-lhe ele: - Legião é o meu nome, porque somos muitos. E rogava-lhe muito que não os enviasse para fora da região. Ora, andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos. Rogaram-lhe, pois, os demônios, dizendo: Mandanos para aqueles porcos, para que entremos neles. E ele lho permitiu. Saindo, então, os espíritos imundos, entraram nos porcos; e precipitou-se a manada, que era de uns dois mil, pelo despenhadeiro no mar, onde todos se afogaram. No Livro de Lucas (8,27-33) Logo que saltou em terra, saiu-lhe ao encontro um homem da cidade, possesso de demônios, que havia muito tempo não vestia roupa, nem morava em casa, mas nos sepulcros. Quando ele viu a Jesus, gritou, prostrou-se diante dele, e com grande voz exclamou: - Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes. Porque Jesus ordenara ao espírito imundo que saísse do homem. Pois já havia muito tempo que se apoderara dele; e guardavam-no preso com grilhões e cadeias; mas ele, quebrando as prisões, era impelido pelo demônio para os desertos. Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu ele: - Legião; porque tinham entrado nele muitos demônios.

E rogavam-lhe que não os mandasse para o abismo. Ora, andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos; rogaram-lhe, pois que lhes permitisse entrar neles, e lho permitiu. E tendo os demônios saído do homem, entraram nos porcos; e a manada precipitou-se pelo despenhadeiro no lago, e afogou-se.

Este artigo abordará o tema Lady Cocaine. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda.

Sendo a demonologia uma ciência esquecida é natural que os espíritos mais atuantes dos dias de hoje, sejam simplesmente ignorados pelos estudiosos. Estudam a atuação do rei das pragas que acabam com a colheita, mas esquecem de se perguntar sobre a taxa crescente de abortos e os acidentes aéreos. Lady Cocaine é um caso típico, e a descrição a seguir de Antonio Augusto Fagundes Filho não nos deixa mais ignorá-la. Outros nomes: Senõrita Coca, Sepent Blanc, Madre Coca Talvez por ser uma das mais novas criaturas do Inferno, desde que irrompeu no Mundo, ao tornar-se moda nos Anos 20, vem expandindo seu poder de uma maneira nunca vista. Não imaginada, aliás, nem pelos próprios demônios, que a elevaram a um grau de verdadeira “superstar” do Mundo Subterrâneo. Embora outras drogas como o álcool, o ópio, a morfina ou os barbitúricos também sejam demônios perfeitamente análogos a ela, a Rainha Branca do Mal reina soberana sobre todos os vícios. Basta lembrar que o simples uso das folhas de coca já foi condenado pelo Segundo Concílio de Lima, em 1567. Assim como o uso do ópio expressava a indolência onírica típica do século passado, a Cocaína condensa em si a vibração mental e a proposta característica de toda a nossa época: a Competição do Individualismo mais exarcebado. Por entorpecer a sensibilidade, distorcer o juízo crítico e acirrar o plano mental em detrimento da emoção, é a droga que perfeitamente retrata a face oculta da modernidade. Em função disso provoca súbitas explosões emocionais, tormentosas e sinceras, em geral apenas para logo recair em uma paranóia ainda mais feroz. Suas vítimas todas conhecem os labirintos da Culpa e os porões do Remorso, assim como os Mistérios implacáveis do Tempo e da Solidão Fundamental da Condição Humana. Só a

podem conhecer verdadeiramente aqueles que perderam em suas garras alguém muito importante, como um amor ou ente querido, ou os que sentiram que estavam morrendo e clamaram a Deus por mais um dia. Para ela, cada “overdose” é um triunfo e cada tragédia um orgasmo. Por isso mesmo, trata-se do maior apetite de destruição de todo o Inferno, sendo o mais insaciável dos Seres das Trevas. Outra particularidade sua é que jamais abandona as suas presas, permanecendo sempre à espreita da menor oportunidade para retomar seu império despótico. Relato Surgiu para mim como uma mulher de beleza estranha e sorriso fixo, doentio. Muito magra, apresentava todos os sinais físicos dos viciados, inclusive às vezes sangrava o seu nariz, o que a fazia rir como se fosse muito divertido. Seu cabelo era enorme, preto e branco, e seus olhos saltados, arregalados, sublinhavam cada movimento de seus gestos rápidos, muito nervosos. Falava sem parar de olhar para todos os lados, em contagiante paranóia, como a esperar algum desastre. Mudava de humor rápida e inexplicavelmente, passando de ameaçadora a comovida em questão de segundos, completamente absorvida num frenesi mental que a fazia imprevisível, irracional, quase demente. Enquanto falava, fazia lânguidos gestos com as mãos, jorrando dos dedos grossas fileiras de pó cristalino com as quais brincava, distraidamente, o tempo todo.

- O Livro dos Demônios
Este artigo abordará o tema Kali. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda.

Kali, (do sanscrito Kālī का ली ) é uma das mais importantes divindades da mitologia na Índia, era conhecida, entre outras características, pela sua sede de sangue. Esta deusa apareceu pela primeira vez nos escritos indianos por volta do século VI em invocações pedindo sua ajuda nas guerras. Nesses primeiros textos foi descrita como tendo presas, usando uma guirlanda de cadáveres e morando no local de cremações.

Kali fez sua aparição mais famosa no Devi-mahatmya, onde se juntou à deusa Durga para lutar contra o espírito demoníaco Raktabija, que tinha a habilidade de se reproduzir com cada gota de sangue derramado; assim, ao lutar com ele, Durga se viu sobrepujada pelos clones de Raktabija. Kali resgatou Durga ao vampirizar Raktabija e ao comer suas duplicatas. Kali foi vista por alguns como o aspecto irado de Durga.

A Deusa da Morte
Diversos séculos mais tarde, no Bhagavat-purana, ela e seus seguidores, os dakinis, avançaram sobre um bando de ladrões, decaptaram-nos, embebedaram-se em seu sangue e divertiram-se num jogo de atirar suas cabeças de um lado para outro. Outros escritos registraram que seus templos deveriam ser construídos longe das vilas e perto dos locais de cremação. Kali tem um relacionamento ambíguo com o mundo. Por um lado destruía os espíritos malignos e se estabelecia a ordem. Entretanto também servia como representante das forças que ameaçavam a ordem social e a estabilidade por sua embriaguez de sangue e subseqüente atividade frenética. Por seu relacionamento com os aspectos da morte foi rapidamente identíficada como uma manifestação do diabo pelos primeiros missionários cristãos a chegarem no Vale do Indo e po muitos orientalistas desinformados até meados do século XIX.

A Deusa do Sexo
Kali também apareceu como uma consorte do deus Shiva. Engajaram-se numa dança feroz. Pictoricamente, Kali geralmente era vista sobre o corpo inclinado de Shiva numa posição dominante enquanto se engajavam em relações sexuais. Assim, Kali se tornou a divindade dominante no hinduísmo tântrico, onde era louvada como a forma original das coisas e a origem de tudo o que existe. Foi chamada de Criadora, Protetora e Destruidora. No tantra o caminho da salvação se dava através das delícias sensuais do mundo – as coisas geralmente proibidas a um indiano devoto – tais como álcool e sexo. Kali representava as últimas realidades proibidas e dessa forma deveria ser abrigada no íntimo e sobrepujada no que seria o ritual da salvação. Ensinava que a vida se alimentava da morte, que a morte era inevitável para todos os seres e que, na aceitação dessas verdades – confrontando Kali nos campos de cremação, demonstrando dessa forma coragem igual à sua terrível natureza –, haveria libertação. Kali, como muitas divindades, simbolizava a desordem que aparecia continuamente entre todas as tentativas de se criar a ordem. A vida era, em última instância, indomável e imprevisível.

Santa Sara Kali
Kali sobreviveu entre os ciganos, que tinham migrado da Índia para a Europa na Idade Média, como Sara, a Deusa Negra. De acordo com a história as três Marias do novo testamento viajaram para a França onde deveriam encontrar com Sara, uma cigana que as ajudou na chegada. Batizaram Sara e pregaram o evangélio ao seu povo. Os ciganos celebram os dias 24 e 25 de maio todos os anos em Saint-Maries-de-la-Mer, uma pequena vila francesa onde se acredita que os eventos ocorreram. Uma estátua de Sara foi colocada na cripta da igreja onde os ciganos mantêm sua vigília anual.

Kaliyuga
De acordo com as escrituras hindus, o universo passa por fases divididas em enormes períodos de tempo, chamados yuga, coerêntes com o conceito thelemico de aeons. Atualmente vivemos a Kaliyuga, a era de Kali, ou a Era do Ferro. Um período de conflito, desastres, desordem, incerteza espiritual e descrenças. É uma era gigantesca de situações difíceis, períodos de transição abrupta, guerras e catastrófes de todso os tipos. A crise espiritual e material são a norma. Kali Yuga começou no instante em que Krishna parte do mundo material a aproximadamente 5 mil anos e durará exatamente 432 000 anos - findando no ano 428 899. quando este momento chegar Kalki, o último avatar de Vishnu, chegará montado em um cavalo branco e manejando uma espada flamejante com a qual irá derrotar todo o mal.

A Essência de Kali
Eu sou as trevas por trás e por baixo das sombras. Eu sou a ausência de ar que espera no inicio de cada respiração. Eu sou o fim antes que a vida recomece, a deterioração que fertiliza o que vive. Eu sou o poço sem fundo, o esforço sem fim para reivindicar o que é negado. Eu sou a chave que destranca todas as portas. Eu sou a glória da descoberta, pois eu sou o que está escondido, segregado e proibido.Venha a mim na Lua Negra e veja o que não pode ser visto, encare o terror que é só seu. Nade até mim através dos mais negros oceanos, até o centro de seus maiores medos. Eu e o Deus das trevas o manteremos em segurança. Grite para nós em terror e seu será o poder de suportar o insuportável. Pense em mim quando sentir prazer e eu o intensificarei. Até o dia em que terei o maior prazer de encontra-lo na encruzilhada entre os mundos. Sabedoria e a capacidade de dar poderes são os meus presentes. Ouça-me, criança, e conheça-me por quem eu sou. Eu tenho estado com você desde o seu nascimento e ficarei com você ate que você retorne a mim no crepúsculo final. Eu sou a amante apaixonada e sedutora que inspira o poeta a sonhar. Eu sou aquela que te chama ao fim de sua jornada. Quando o dia se vai, minhas crianças encontram seu descanso abençoado em meus braços. Eu sou o útero do qual todas as coisas nascem. Eu sou o sombrio, silencioso túmulo; todas as coisas devem vir a mim e suportar a morte e o renascer para o todo. Eu sou a Bruxa que não será governada, a tecelã do tempo, a professora dos mistérios. Eu corto as linhas que trazem minhas crianças ate mim. Eu corto as gargantas dos cruéis e bebo o sangue daqueles sem coração. Engula seu medo e venha ate mim, e você descobrira verdadeira beleza, forca e coragem. Eu sou a fúria que dilacera a carne da injustiça. Eu sou a forja incandescente que transforma seus demônios internos em ferramentas de poder. Abra-se a meu abraço e domínio. Eu sou a espada resplandecente que te protege do mal. Eu sou o cadinho no qual todos os seus aspectos se misturam em um arco-íris de união. Eu sou as profundezas aveludadas do céu noturno, as brumas rodopiantes da meia-noite, coberta de mistério. Eu sou a crisálida na qual você ira encarar o que te apavora e da qual você ira florescer vibrante e renovada. Procure por mim nas encruzilhadas e você será transformada, pois uma vez que você olhe para meu rosto não existe volta. Eu sou o fogo que beija as algemas e as leva embora. Eu sou o caldeirão no qual todos os opostos crescem para se conhecer de verdade. Eu sou a teia que conecta todas as coisas.

Eu sou a curadora de todas as feridas, a guerreira que corrige todos os erros a seu tempo. Eu faço o fraco forte. Eu faço humilde o arrogante. Eu ergo o oprimido e dou poderes ao desprivilegiado. Eu sou a justiça temperada com compaixão. Eu sou você, eu sou parte de você, estou dentro de você. Procure-me dentro e fora e você será forte. Conheça-me, aventure-se nas trevas para que você possa acordar com equilíbrio, iluminação e plenitude. Leve meu amor consigo a toda parte e encontre o poder interior para ser quem você quiser.

Este artigo abordará o tema Drusila. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda. Extraído de um livro anônimo de teurgia europeu Drusila esteve encarnada na Roma Antiga. Era uma grande iniciada nos Templos dos Mistérios Sexuais de Roma. Praticava, porém, a Senda da Mão Esquerda. Morreu bem velha, sempre praticando magia nos templos. Depois que desencarnou, seu corpo estava eletricamente poderoso, carregado de energia sexual transmutada. Ela acumulou e absorveu toda esta energia dos inúmeros homens com quem copulava nos rituais de magia dos templos romanos. Ao desencarnar, seu corpo astral voltou a ter a aparência de quando ela era jovem. Devido ao seu enorme poder de natureza astro-elétrica, Drusila tornou-se senhora de seu destino no plano astral. Nenhum mentor espiritual conseguia capturá-la ou obrigá-la a reencarnar-se para pagar seu carma na Terra . Ficou à margem da lei divina. Sem dúvida alguma, tornou-se mais um demônio nas fileiras sombrias desta Terra. Tornou-se uma força sexual negativa da natureza, uma protetora da prostituição, dos abortos, da pornografia e dos crimes passionais. Invocada pelos magos e teurgistas no plano astral, Drusila aparece como uma mulher belíssima e sedutora. Ela aparece totalmente nua. Tem cabelos negros e olhos azuis. Em seu braço esquerdo, há um bracelete de ouro com brilhantes. Seu face, porém, é perenemente tensa e tenebrosa. Sua aura emana uma energia sombria e caótica. É sempre atraída pela luxúria dos humanos. Os ritos para invocá-la são todos de natureza sexual. Drusila alimenta-se da energia sexual dos homens encarnados. Os homens desdobram-se em astral durante o sono do corpo físico. Drusila copula com eles no plano astral e absorve sua energia astro-elétrica. Drusila estimula as fantasias sexuais e seduz os homens nos sonhos. Eles têm sonhos eróticos; sonham que estão copulando. Em grande parte das vezes, chegam a ter uma polução noturna, ou seja, derramam fisicamente seu sêmem. Drusila também absorve a contraparte astral deste sêmem, fortalecendo-se e mantendo-se robusta. Drusila é um súcubo, um poderoso demônio sexual que atua no plano astral. Ela tem a posse de uma parte dos domínios terrestres de Satã. Está encarregada de degenerar sexualmente e prostituir a humanidade. Tem muitos seguidores e seguidoras no plano astral. É chefe de vários súcubos e íncubos que atacam a humanidade à noite durante o sono. Depois da Revolução Sexual que ocorreu a partir da segunda metade do século XX, Drusila pôde expandir seus domínios e influências sobre a humanidade. A partir da energia negativa expandida das esferas satânicas da Terra, estimulou-se o sexo livre sem responsabilidade, a promiscuidade, o mercado do sexo (pornografia, publicidade erótica) e a prática homossexual masculina. Agora o objetivo das entidades tenebrosas é estimular a prática homossexual feminina, o que já está ocorrendo com intensidade há algum tempo. Isto trará

como consequência lógica a degradação da humanidade a médio e longo prazo. A degeneração espiritual e moral da humanidade começa a partir da degeneração sexual. A grande maioria dos demônios não pode se materializar no plano físico. Sua ação no plano material é meramente espiritual e mental. Porém, no plano astral, estão livres para atuarem como quiserem, pois ali existe plena liberdade de ação e movimento. As formas-pensamento de luxúria dos seres humanos também servem de fonte de energia e alimento para tais classes de demônios sexuais.

Belphegor
Este artigo abordará o tema Belphegor. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda. Os antigos magos diziam que ele costumava surgir sob a forma de um velho sátiro muito feio e com uma enorme língua obscena para fora de uma boca fétida que nunca se fechava. No entanto, para mim surgiu completamente transformado, pois veio na forma de um opressivo conjunto de monitores, teclados e equipamentos de computador. Em outras palavras, o velho demônio rústico agora evoluiu para além do Homem, mais parecido do que eu gostaria com “HAL”, o computador assassino de “2001 - Uma Odisséia no Espaço”. Surpreendente, mas pelo menos é limpo...

O que esse espécime apresenta de mais interessante á a incrível transformação que operou em si mesmo ao longo dos séculos a partir de uma pequena característica que possuía. Desde sempre, Belphegor foi considerado um demônio extremamente inventivo, sendo o criador de todas as idéias de armas e aparelhos de destruição, tortura e controle do comportamento humano. Assim como a enorme trama de fios dos computadores do Pentágono gerou o surgimento de uma nova forma de barata, que come plástico e tem as costas quadriculadas, nossa civilização tecnológica propiciou o surgimento desse moderno Frankestein que é a Alta Tecnologia erigida em ídolo, verdadeiro rascunho do Anticristo. De sua mente engenhosa vieram os machados de pedra, o aço de Damasco, a pólvora, a dinamite e a nitroglicerina, como a gilhotina, o silenciador e a cadeira elétrica, apenas como exemplo. Hoje em dia é dos demônios mais ativos, ainda mais do que no tempo em que era o preferido dos alquimistas fracassados. Alguns de seus auxiliares mais próximos asseguram que “o Professor mudou muito depois DELA...”, sendo que “o Professor” é como gosta de ser chamado e “ELA” é a Bomba, seu maior orgulho e seu maior problema, pois precisa ser mantida em uma região à parte do Inferno, pois é quase incontrolável e hostil até com ele mesmo. Digamos apenas que não me comoveu. Disseram também que depois de Hiroshima ele começou a adquirir feições de máquina até atingir o aspecto informatizado de hoje e que, todavia, segue mudando. Segundo eles, desde então seu orgulho cresceu a tal ponto que evita e é evitado pelos outros demônios, sendo consultado apenas em último caso e em problemas específicos. Confesso que não lamento a falta de uma entrevista pessoal com ele, mas já que não fala nem com seus irmãos, fiquei bastante aliviado e repeti para mim mesmo: “Uns confiam em carros e cavalos, mas eu farei menção do Nome do Senhor Nosso Deus”. (*) Não foi encontrada referência etimológica segura. (Nota do Autor) - O Livro dos Demônios - Antonio Augusto Fagundes Filho

Este artigo abordará o tema Belial. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda.

Referências:
II Samuel 16,7; Salmo 18-5; II Coríntios 6,15 Do Hebraico (?) - “O Profano, O Desprezível. Por ser dos mais vis, é um espírito que adotou formas insólitas e grotescas, mas sempre emblemas de voracidade, como uma nuvem de escorpiões alados, um charco de lama negra ao meu redor ou como o fogo escuro e fumacento de uma tocha sem luz. Ao que tudo indica, tem grande resistência em assumir a forma humana, possivelmente por orgulho e repugnância... Sobre esse demônio tem-se estabelecido muito pouco, apesar de sua grande notoriedade. Sabe-se que foi um dos primeiros anjos a aderir à Rebelião de Lúcifer e que foi o que mais arrastou outros consigo, com seu proselitismo. Também está estabelecido que o único local onde lhe foi prestado culto abertamente foi em Sodoma, o que motivou a destruição da cidade. Podemos acrescentar o episódio em que o Rei Salomão o prendeu com suas legiões em uma garrafa que jogou um poço, onde ficou até que os babilônios a abrissem, e teremos esgotado o material “comprovado” sobre ele. Na verdade isso se deve ao fato de que Belial é um espírito de rebelião surda, cegamente embrutecido numa torpe obstinação para o Mal, pelo que sua função maior é a de intensificar os danos de seus cúmplices. No entanto, empenha-se nisso com terrível furor, o que faz com que não sejam nada desprezíveis os efeitos de seus ataques. Sob sua inspiração estão os crimes bárbaros e sem razão aparente, principalmente entre familiares e amigos. Também patrocina os “serial killers” e todos os tipos de loucura agressiva ou assassina, bem como tudo que for irracional, intenso e altamente destrutivo. Por ser demônio de nenhuma profundidade filosófica, careca de maior importância para registro, já que é incapaz de expressar-se por idéias articuladas, ou pelo menos o foi comigo. Talvez ele tenha pensado a mesma coisa de mim, sob o seu ponto de vista... Provavelmente por ser tão obtuso e tacanho, ocupa a função de “atender ao distinto público”, ou “OMBUDSMAN”, o que deve fazer o Inferno parecer ainda pior para os seus adeptos... - O Livro dos Demônios - Antonio Augusto Fagundes Filho

Este artigo abordará o tema Beemot. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda. Porque se lê no capítulo XL de Jó que Beemot come feno como um boi, os rabinos transformaram-no no boi maravilhoso, reservado para o festim de seu messias. Esse boi é tão enorme, dizem eles, que engole todos os dias o feno de mil montanhas imensas com o qual se vem cevando desde o começo do mundo. Jamais abandona suas mil montanhas, onde a forragem que ele comeu durante o dia torna a brotar durante a noite, para o dia seguinte... Os judeus prometem-se muita alegria no festim do qual ele será a iguaria melhor, a mais substancial. É comum jurarem pela parte que lhes caberá do boi Beemot. COLLIN De PLANCY, dictionnaire infernal, Paris, 1961 Na verdade, esse boi é um hipopótamo e, se come o feno de mil montanhas, não mora nas montanhas, mas sim sob o lótus e as plantas aquáticas dos rios ou dos pântanos. Simboliza o animalesco, o irracional, a força bruta. Foi somente numa tradição posterior que ele passou a simbolizar uma imensa reserva de alimento a ser repartida entre os convivas de futuros festins solenes ou míticos. Texto do "Dicionário de Símbolos" de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant.

Behemot (hebraico "fera", ou mais propriamente, "feras") Animal de proporções gigantescas mencionado na Bíblia (Jó 40), e o equivalente terrestre ao monstro marinho chamado Levitã. Behemot é do tamaho de mil montanhas e bebe tanta água diariamente que um rio especial emana do Paraíso para saciar sua sede. Ele ruge uma vez por ano, no mês de Tamuz, para aterrorizar os animais selvagens do mundo e mantê-los sob controle. Na Idade do Messias, Behemot e Leviatã matar-se-ão um ao outro e sua carne será comida no grande banquete messiânico. Texto do "Dicionário Judaico de Lendas e Tradições" de Alan Uterman.

Magia negra
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A magia negra ou goécia é a forma de magia, um sistema mágico, convencionalmente conhecidas como "más", mas a Magia Negra é uma prática de integração com nosso arquétipo Sombra (psicologia) como reconhecido pelo Jung. O indivíduo que inicia as suas práticas neste campo alega fazer pacto com demônios e espíritos, chegando até a "vender" a sua alma em troca de sucesso, poder e satisfação pessoal. A invocação demoníaca e o bruxedo são consideradas práticas da magia negra. Já as práticas do Vodu, do feitiço e da necromancia podem ser utilizadas para o bem ou para o mal, podendo ser vistos, no segundo caso, também como peculiaridades da magia negra. Os adeptos de práticas de magia negra são denominados popular e incorretamente como bruxos (pois estes acreditam em deuses e deusas), feiticeiros, satanistas ou endemoniados. Com base em rituais, cânticos, invocações e usando fórmulas mágicas, afirma-se que conseguem manipular o comportamento de pessoas, geralmente o fazendo para o seu proveito próprio, o que equivale a dizer que é para a subjugação e para o mal da pessoa objeto do feitiço. A magia negra pode ser vista como uma comunicação com forças sobrenaturais. Tal comunicação pode ser feita de várias maneiras, inclusive através da transcendência, que significa a prática de se tentar que o espírito saia do corpo do praticante e fique flutuando no ar, procurando contato com outros espíritos afins.

Índice
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1 Magia Negra no Ocultismo 2 Magia Negra para o Setianismo 3 A magia negra à luz da Doutrina Espírita 4 Ver também 5 Recomendado

[editar] Magia Negra no Ocultismo

A Magia Negran do Ocultismo é reconhecido não como bem ou mal, nessa matriz de ilusões e difamações dos inimigos da magia e do progresso individual. É reconhecido como um meio de se alterar as nossas Sombras interiores a favor do progresso.

[editar] Magia Negra para o Setianismo
Seguidores do Caminho da Mão Esquerda (Setianismo) praticam o que, em um sentido muito especialmente definido, denominamos Magia Negra. Magia Negra concentra-se em metas autodeterminadas. Sua fórmula é "Minha Vontade será feita", em oposição à à magia branca do Caminho da Mão Direita, cuja fórmula é "Tua/Vossa Vontade será feita". Magia Negra é evitada e temida porque fazer Magia Negra é assumir inteira responsabilidade por suas ações, opções e eficiência. Uma vez que a Magia lhe habilita a influenciar ou mudar eventos de maneiras não compreendidas nem antecipadas pela sociedade, você precisa primeiro desenvolver uma apreciação sadia e sofisticada pelas éticas que governam seus próprios motivos, decisões e ações antes de pô-la em prática. Usar magia por desejos impulsivos, triviais ou egoístas não é uma atitude Setiana. Você deve tornar sua segunda natureza a prática de sempre préavaliar cuidadosamente as conseqüências do que você deseja fazer, e então escolher o caminho da sabedoria, justiça e aperfeiçoamento. O Templo de Set utiliza um longo espectro cultural e conceptual de ferramentas mágicas, muito além de apenas as egípcias, e está sempre buscando novas abordagens e técnicas. Magia pode tanto ser operativa - para curar a doença de sua mãe, conseguir um emprego melhor, fortalecer sua memória, etc. - ou ilustrativa/iniciatória. A segunda refere-se a processos mágicos que visam habilitar e desempenhar o processo vitalício de Iniciação. Eles são como os "ritos de passagem" de várias culturas primitivas e religiões convencionais, mas se distinguem desses através de um importante fator: Eles representam uma mudança individual, em vez de social. Trabalhos Iniciatórios representam dessa forma a realização da auto-deidificação, enquanto "ritos de passagem" sociais integram um indivíduo à sociedade. Um "rito de passagem" comunicando passagem ao estado adulto afirma que o indivíduo envolvido está agora possuído de certa dignidade e responsabilidades. Um trabalho Iniciatório desperta o indivíduo a certos poderes individuais [e responsabilidades], os quais podem ou não ser usados em um contexto social. Magia Iniciatória é necessariamente individual, e situa o praticante a uma distância conceptual da sociedade. Iniciação não ocorre dentro da Câmara Ritual, mas é ilustrada lá. Magia Negra é o meio através do qual os Iniciados no Caminho da Mão Esquerda experimentam sua própria divindade, em vez de rezar para deuses imaginários.

[editar] A magia negra à luz da Doutrina Espírita
A prática da magia negra é explicada, à luz da Doutrina Espírita, pelo O Livro dos Espíritos em suas questões 549 e 550, sob o título de "Pactos", de 551 a 556, sob o de "Poder Oculto, Talismâs e Feiticeiros", e 557 "Bençãos e Maldições". Ali se ensina que as ações de espíritos voltados para o mal sobre as pessoas podem ser impedidas, caso a pessoa objeto dessas ações invocar, em sua proteção, a ação de espíritos voltados para o bem. Ensina, ainda, que para que uma pessoa tenha a ajuda de espíritos voltados para o bem, ela deverá manter-se em harmonia com eles, envolvendo-se, em todas as suas atividades e práticas, com pensamentos nobres e sempre procurando auxiliar aos necessitados.

Este artigo abordará o tema Azazel. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda. De acordo com o livro de Enoque, é um dos 200 anjos que se rebelaram contra Deus . Nos escritos apocalípticos é o poder do mal cósmico , identificado pelos impulsos dos homens maus e da morte . Eles teriam vindo à Terra, para esposar os humanos e criar uma raça de gigantes . O Livro das Revelações , de Abraão , descreve-o como uma criatura impura e com asas. É identificado como a serpente que tentou Eva e que poderia ser o pai de Caim . No século II os búlgaros bogomilianos concordavam que Satanael teria seduzido Eva e que ele, não Adão, era o pai de Caim . A maioria dos bogomilianos foi queimada viva pelo imperador bizantino Alexis . Os Atos dos Apóstolos falam, ainda, em outros três demônios a saber : RIRITH, divindade maléfica do sexo feminino, desencadeadora de tempestades, espécie de fantasma noctívago, que os babilônios chamavam de Lilitu . Antiga tradição popular judaica afirma que Lilith teria sido a primeira mulher de Adão , BERGAR , cujo sentido é o de maligno e comparado, por São Paulo, como anti cristo , e ASMODEU , conforme já exclarecido, aparece no livro de Tobias como o assassino dos maridos de Sara . O nome de Azazel (como poder sobrenatural) significa "deus-bode". Na demonologia mulçumana, Azazel é a contraparte do demônio que refusou a adorar Adão ou reconhecer a supremacia de Deus. Seu nome foi mudado para Iblis (Eblis), que significa "desespero". Em Paraíso Perdido (I, 534), Milton usa o nome para o porta bandeiras dos anjos rebeldes.

Azazel é assim o destino do bode expiatório que carregava os pecados de Israel para o deserto no Iom Kipur (Lev. 16). Dois bodes idênticos eram selecionados para o ritual. Um era escolhido, por sorteio, como oferenda a Deus, e o outro era enviado para Azazel, no deserto, para ser lançado de um penhasco. O sumo sacerdote recitava para o povo uma confissão de pecados sobre a cabeça do bode expiatório, e uma linha escarlate era enrolada, parte em volta de seus chifres, parte em volta de uma rocha no topo do penhasco. Quando o bode caía, a linha tornava-se branca, indicando que os pecados do povo haviam sido perdoados. Embora a palavra Azazel possa se referia a um lugar, ou ao bode, também foi explicada como sendo o nome de um demônio. Os pecados de Israel estariam, pois, sendo devolvidos à sua fonte de impureza. Os cabalistas viam no bode um suborno às forças do mal, para que Satã não acusasse Israel e, ao contrário, falasse em sua defesa. Azazel é também o nome de um anjo caído. Texto do "Dicionário Judaico de Lendas e Tradições" de Alan Uterman.

Este artigo abordará o tema Abadom. Aproveite também para conhecer nossa loja com alguns produtos relacionados ao caminho da mão esquerda.

O deus Apollo era o deus solar do céu durante o dia e o Lorde da Morte no mundo subterrâneo durante a noite. Sua última forma se tornou o judeu Appolyon, Espírito do Poço (Apocalipse 9:11). Apollo-Phyton foi a deidade serpente no Poço do Oráculo de Delphi que inspirou os videntes com vapores místicos de seu mundo inferior. Abaton era a palavra grega para poço, que os hebreus alteraram para Abaddon, que mais tarde se tornou sinônimo do inferno Cristão e o nome dado ao anjo do abismo ou da morte ou do inferno, no Apocalipse, por São João, sendo identificado como o anjo exterminador, no versículo 10-23, capitulo 12 do livro do Êxodo. Por ser mencionado também, no primeiro capitulo do livro do Apocalipse de João, fizeramse esforços históricos para mostrar que este texto se aplicava profeticamente a pessoas, tais como o imperador Vespasiano, Maomé e até mesmo Napoleão. Assim o anjo, em geral, era encarado como “satânico”, mas deve-se notar, porém, que Apocalipse 20,1-3 mostra que o anjo com “a chave do abismo” é representante de Deus, vindo do céu, e, em vez de ser “satânico”, ele amarra Satanás e o lança no abismo. Comentando Apocalipse 9,11, The Interpreter’s Bible (A Bíblia do Intérprete) diz: “Abadon, porém, não é um anjo de Satanás, mas de Deus, realizando sua obra de destruição às ordens de Deus.” Mesmo assim Abadon ainda visto como o chefe dos demônios - gafanhotos , o soberano do Poço Sem Fundo (Judas , 6) e o rei dos demônios no livro do Êxodo, assim esta escrito . "Porque o senhor passara ferindo os egípcios e quando ele vir este sangue sobre a verga das vossas portas, e sobre as duas umbreiras , passara a porta da vossa casa e não deixara entrar nela o anjo exterminador a ferir-vos. " No hebraico, a palavra ’avad·dóhn significa “destruição” e pode também referir-se ao “lugar de destruição”. Aparece no texto hebraico original no total de cinco vezes, e em quatro das ocorrências é usada em paralelo com “sepultura”, “Seol” e “morte”. (Sal 88,11; Jó 26,6; 28,22; Pr 15,11) A palavra ’avad·dóhn, em todos estes casos, refere-se aos processos destrutivos que resultam da morte humana, e estes textos indicam que a decomposição ou destruição ocorre no Seol, a sepultura comum da humanidade. Em Jó 31,12, ’avad·dóhn designa o efeito prejudicial dum proceder adúltero. Jó declarou: “[Tal proceder adúltero] é um fogo que consumiria até à destruição [‛adh-’avad·dóhn], e se arraigaria entre todos os meus produtos.” Abaton, também chamado de mundus ou útero da Terra, era um poço real, geralmente colocado sob ou dentro de templos pagãos. Aqueles que entravam nele buscavam a "incubação" ou seja, dormir lá durante a noite em uma imitaçã omágica do sono incubatório no útero, para serem visitados por um incubus, ou espíritos que traziam sonhos proféticos. Sacerdotes novatos passavam por pe'riodos de incubação mais longos para imitar a experiência da morte, enterro e renascimento de dentro da Mãe-Terra. Uma vez iniciados nesta prática, eles buscavam ganhar a prática da oneiromancia (a forma divinatória que funciona interpretando sonhos proféticos).

Sacerdotes Assírios adquiriam poderes similares após uma jornada no Poço. Eles então cobriam o sacerdote com muitas cores, significando a comunhão com a Deusa, sob o nome Onírico de Nanshe. O ritual de enterro e ressurreição como o acima citado é encontrado de maneira idêntica também na vida de muitos sábios. Um deles, o filósofo Pitagórico Tales de Mileto, conhecido como um dos Sete Sábios do mundo antigo, que adquiriu sua sabedoria através de comunhão com a Deusa da Sabedoria em um abaton.

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