P. 1
Tipicidade Conglobante

Tipicidade Conglobante

5.0

|Views: 497|Likes:

More info:

Published by: Hélio Machado Schiavo on Mar 16, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/16/2013

pdf

text

original

Tipo penal: é a descrição precisa do comportamento humano feito pela lei penal Fato típico é composto: conduta do agente

+ resultado + nexo de causalidade + tipicidade. Tipicidade: é a subsunção perfeita da conduta praticada pelo agente ao modelo abstrato previsto na lei penal, isto é, a um tipo penal incriminador. A adequação da conduta do agente ao modelo abstrato previsto na lei penal faz surgir a TIPICIDADE FORMAL ou LEGAL. Cabe ressaltar que essa adequação deve ser perfeita. Para se falar em tipicidade conglobante é preciso que: a) a conduta do agente seja antinormativa; b) que haja tipicidade material, ou seja, que ocorra um critério material de seleção do bem a ser protegido. TIPICIDADE PENAL = TIPICIDADE FORMAL + TIPICIDADE CONGLOBANTE * conduta antinormativa: isto é não imposta ou não fomentada pelo Estado. + * Tipicidade material: é que se afere a importância do bem no caso concreto, a fim de que possamos concluir se aquele bem específico merece ou não ser protegido pelo direito penal.

TIPICIDADE CONGLOBANTE

Cada um dos elementos que integram o crime deve ser analisado nessa ordem: * Conduta dolosa ou Culposa 1º Fato Típico: * Resultado * Nexo de causalidade entre a conduta e o resultado * Tipicidade Penal: Tipicidade Formal Tipicidade conglobante 2º Ilicitude: 3º Culpabilidade: Exemplos:
Carrasco Médico que intervém no paciente com finalidade de salvar a vida do paciente Há conduta dolosa Motorista que de forma culposa bate o retrovisor levemente um pedestre fazendo um pequeno corte Há conduta culposa

Conduta dolosa ou culposa Resultado Nexo de causalidade Tipicidade formal Tipicidade conglobante

Há conduta dolosa de matar o condenado Há a morte do condenado A conduta do carrasco produziu o resultado A conduta do carrasco subsume-se a um tipo penal Antijuridicidade: Não, pois a conduta do agente é imposta pela lei. Tipicidade Material: Sim, pois atinge um bem importante que está sob a tutela do direito penal.

Há resultado Há nexo de causalidade Á conduta do médico subsume-se a um tipo penal Antijuridicidade: Não, pois a conduta do agente é fomentada pela lei. Tipicidade Material: Sim, pois atinge um bem importante que está sob a tutela do direito penal.

Há resultado Há nexo de causalidade Á conduta do médico subsume-se a um tipo penal Antijuridicidade: Sim, pois a conduta do agente não é imposta, nem fomentada pela lei. Tipicidade Material: Não, pois apesar da integridade física estar sob a tutela do direito penal, excluem-se dos tipos penais aqueles fatos reconhecidos como bagatela (princípio da insignificância) . Fato Atípico

Conclusão

Fato Atípico

Fato Atípico

embora típica a conduta do médico.OBS: se o profissional da saúde atua com a finalidade de executar uma cirurgia estética. mas somente permitida. razão pela qual. 23. OBS: a teoria da tipicidade conglobante não prevalece de forma que os exemplos acima seria m considerados típicos lícitos em face da ocorrência de causas de justificação (art. do CP) . tolerada. 23. a sua atividade já não é fomentada pelo Estado. em virtude da ocorrência da causa de justificação prevista no art. não seria ilícita. neste caso. III do CP: exercício regular de direito.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->