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Tecnico Transacoes Imobiliarias Apostila

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Tecnico Transacoes Imobiliarias
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INEDI – Cursos Profissionalizantes

Técnico em Transações Imobiliárias

Noções de

Língua Portuguesa
MÓDULO 01

BRASÍLIA – 2005

Os textos do presente Módulo não podem ser reproduzidos sem autorização do INEDI – Instituto Nacional de Ensino a Distância SDS – Ed. Boulevard Center, Salas 405/410 – Brasília - DF Center, Telefax: (0XX61) 3321-6614

CURSO DE FORMAÇÃO DE TÉCNICOS EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS – TTI
COORDENAÇÃO NACIONAL André Luiz Bravim – Diretor Administrativo Antônio Armando Cavalcante Soares – Diretor Secretário COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Maria Alzira Dallla Bernardina Corassa – Pedagoga COORDENAÇÃO DIDÁTICA COM ADAPTAÇÃO PARA EAD Neuma Melo da Cruz Santos – Bacharel em Ciências da Educação COORDENAÇÃO DE CONTEÚDO José de Oliveira Rodrigues – Extensão em Didática Josélio Lopes da Silva – Bacharel em Letras EQUIPE DE APOIO TÉCNICO: INEDI/DF André Luiz Bravim Rogério Ferreira Coêlho Robson dos Santos Souza Francisco de Assis de Souza Martins PRODUÇÃO EDITORIAL Luiz Góes EDITORAÇÃO ELETRÔNICA E CAPA Vicente Júnior IMPRESSÃO GRÁFICA Gráfica e Editora Equipe Ltda

________________, Língua Portuguesa, módulo I, INEDI, Curso de Formação de Técnicos em Transações Imobiliárias, 3 Unidades. Brasília. Disponível em: www.inedidf.com.br. 2005. Conteúdo: Unidade I: Funções da linguagem; leitura e produção de textos – Unidade II: Textos técnicos – Unidade III: Revisão gramatical – Exercícios. 347.46:145 C560m

Caro Aluno O início de qualquer curso é uma oportunidade repleta de expectativas. Mas um curso a distância, além disso, impõe ao aluno um comoprtamento diferente, ensejando mudanças no seu hábito de estudo e na sua rotina diária, porque estará envolvido com uma metodologia de ensino moderna e diferenciada, proporcionando absorção de conhecimentos e preparação para um mercado de trabalho competitivo e dinâmico O curso Técnico em Transações Imobiliárias ora iniciado está dividido em nove módulos. Este módulo 01 traz para você a básica disciplina Língua Portuguesa que, dividida em três grandes unidades de estudo, apresenta, dentre outros itens essenciais, um amplo estudo da linguagem, noções de textos técnicos, e uma completa revisão gramatical, além de exercício de fixação, testes para avaliar seus aprendizado e lista de vocabulário técnico que, com certeza, será indispensável no seu desempenho profissional.Trata-se, como você pode perceber, de uma completa, embora sintética, habilitação no âmbito desse conhecimento tão decisivo para o futuro profissional do mercado imobiliário. Se o ensino a distância garante maior flexibilidade na rotina de estudos também é verdade que exige do aluno mais responsabilidade. Nós, do INEDI, proporcionamos as condições didáticas necessárias para que você obtenha êxito em seus estudos, mas o sucesso completo e definitivo depende do seu esforço pessoal. Colocamos à sua disposição, além dos módulos impressos, um completo site (www.inedidf.com.br) com salas de aula virtuais, fórum com alunos, tutores e professores, biblioteca virtual e salas para debates específicos e orientação de estudos. Em síntese, caro aluno, o estudo dedicado do conteúdo deste módulo lhe permitirá não só o domínio dos conceitos mais elementares da Língua Portuguesa, além do conhecimento dos instrumentos básicos para que o futuro profissional possa atingir os seus objetivos no mercado de imóveis. Além desse módulo, leia outros textos com maior atenção. Você vai gostar e aprender muito. Boa sorte!

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.......................................................................................................................... 07 UNIDADE I 1. COMUNICAÇÃO.................................................................................................................. 11 1.1 – O processo de comunicação e as variantes lingüísticas ......................................... 11 1.2 – Funções da linguagem .............................................................................................. 13 1.3 – Problemas de comunicação na empresa................................................................. 14 1.3.1. Algumas expressões a evitar ........................................................................... 18 2. TEXTOS: LEITURA E PRODUÇÃO................................................................................ 20 2.1 – Noção de texto .......................................................................................................... 20 2.2 – As várias possibilidades de leitura de um texto ..................................................... 21 2.3 – Adequação vocabular ............................................................................................... 24 2.3.1. Dúvidas quanto ao significado do vocábulo ................................................ 24 2.3.2. Outras recomendações na escolha dos vocábulos ....................................... 28 2.4 – Os textos e sua tipologia .......................................................................................... 30 2.5 – Textos publicitários................................................................................................... 33 UNIDADE II 3. TEXTO TÉCNICO ................................................................................................................ 39 3.1 – A organização do texto técnico............................................................................... 39 3.2 – A unidade do parágrafo ........................................................................................... 42 3.3 – A produção do texto técnico .................................................................................. 44 3.3.1. O texto da carta empresarial .......................................................................... 47 3.3.1. O planejamento do texto da carta ................................................................. 47 4. ASPECTOS DO TEXTO TÉCNICO ................................................................................. 50 4.1 – Ofício ......................................................................................................................... 50 4.2 – Requerimento ............................................................................................................ 51 4.2.1. Modelos de requerimento ............................................................................... 53 4.3 – Circular....................................................................................................................... 54 4.4 – Relatório .................................................................................................................... 55 4.4.1. Elementos do relatório ................................................................................... 56 4.4.2. Técnicas para a elaboração de relatórios....................................................... 57 4.4.3. Relatório administrativo ................................................................................. 58 4.4.4. Apresentação de solução de problemas ........................................................ 59 4.4.5. Enumeração dos fatos ..................................................................................... 59 4.4.6. Exposição temporial: cronologia dos fatos .................................................. 60 4.5 – Carta.... ....................................................................................................................... 61 4.5.1. Introduções comuns na correspondência ..................................................... 62 4.5.2. Fechos de cortesia ............................................................................................ 62 4.5.3. A elaboração do texto..................................................................................... 62

4.5.4. Simplificando o texto ...................................................................................... 63 4.5.5. Estética das cartas comerciais ........................................................................ 63 UNIDADE III 5. REVISÃO GRAMATICAL................................................................................................... 67 5.1 – Ortografia .................................................................................................................. 67 5.1.1. Fonemas e letras ............................................................................................... 67 5.2 – Acentuação ................................................................................................................ 70 5.2.1. Emprego do Hífen .......................................................................................... 70 5.2.2. Uso da vírgula .................................................................................................. 71 5.2.3. Uso da crase ..................................................................................................... 73 5.3 – Plural das palavras compostas ................................................................................. 74 5.4 – Flexão dos adjetivos compostos ............................................................................. 74 5.5 – Concordância verbal e nominal ............................................................................... 75 5.6 – Frase – oração – período......................................................................................... 77 5.6.1. Termos essenciais da oração........................................................................... 78 5.6.2. Tipos de sujeito ................................................................................................ 78 5.6.3. Oração sem sujeito .......................................................................................... 79 5.6.2. Tipos de predicado.......................................................................................... 79 5.7 – Correlações frasais .................................................................................................... 80 TESTE SEU CONHECIMENTO ........................................................................................... 83 BIBLIOGRAFIA......................................................................................................................... 89 GABARITO........... ..................................................................................................................... 90

INTRODUÇÃO
A língua portuguesa é uma preocupação de vários setores empresariais, que desejam ter em sua equipe profissionais experientes e comunicativos. O conteúdo desta apostila é coletado de vários tópicos presentes no ensino médio e que fazem parte também de outros cursos, como base de um aperfeiçoamento no estudo da matéria. Seria uma meta inalcançável pretender abarcar as minúcias de nossa língua, mas procuramos esclarecer as dúvidas mais freqüentes e colocar os pontos que consideramos sempre presentes no dia-a-dia do profissional do mercado imobiliário. Começamos por pontuar sobre noções de texto e as várias formas de entendê-los por achar que “saber ler” é o primeiro passo para uma comunicação eficiente e livre de equívocos. Assim, esperamos que essa primeira leitura sirva de incentivo para futuras leituras e conseqüente sucesso profissional. Parafraseando Paulo Freire: “A leitura de mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. Sucesso!

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LÍNGUA PORTUGUESA

Unidade

I
Conceituar Emissor, Receptor, Texto; Reconhecer as funções da linguagem; Reconhecer os requisitos de uma comunicação adequada; Identificar os vários tipos de texto; Reconhecer as características de um texto bem elaborado; Selecionar vocabulário adequado ao desempenho da profissão de Corretor, identificando expressões a evitar e expressões de uso recomendável; Refletir sobre a importância de uma comunicação clara e correta, em todas as áreas do relacionamento humano.

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LÍNGUA PORTUGUESA – Unidade I

1. COMUNICAÇÃO
1.1 – O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO E AS VARIANTES LINGÜÍSTICAS Para entender o processo de comunicação, é preciso entender, primeiramente, que a origem de toda a atividade comunicativa do ser humano está na linguagem, ou seja, a capacidade humana de se comunicar por meio de uma língua, que representa um sistema de signos convencionais usados pelos membros de uma mesma comunidade. Ao utilizar os signos que formam a nossa língua, obedecemos a certas regras de organização fornecidas pela própria língua. Exemplificando: É perfeitamente possível antepor ao signo casa o signo uma, formando a seqüência uma casa; se antes do signo casa colocarmos o signo um, não estaremos obedecendo às regras de organização da língua portuguesa. A linguagem é um processo de comunicação de uma mensagem entre dois falantes pelo menos: O destinador ou emissor, que emite a mensagem, e aquele a quem a mensagem é destinada, ou seja, o receptor ou destinatário. A língua falada e a língua escrita são dois meios de comunicação diferentes; a primeira é mais espontânea; a segunda obedece a um sistema mais disciplinado e rígido, uma vez que não conta com a significação paralela da mímica e da dicção, presentes na língua falada. Variantes lingüísticas são as variações que ocorrem na língua, motivadas por vários fatores: a) gráficos – dão origem ao regionalismo, que são expressões ou construções típicas de algumas regiões do país; quando essas construções ou expressões são muito marcantes, deixa-se de falar em regionalismo e fala-se em dialetos. Ex: “O guia turístico do Rio Grande do Sul é um baita guia, tchê”;
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b) sociais – o português das pessoas escolarizadas difere daquele empregado pelas pessoas que não têm acesso à escola; assim, algumas classes sociais dominam uma modalidade da língua – a língua culta – que goza de prestígio e representa uma forma de ascensão profissional e social; já o português utilizado diariamente pelo povo, sem qualquer preocupação gramatical é denominado língua popular, e objetiva somente comunicar informações e exprimir informações de forma eficaz. Ele é falado principalmente por pessoas de baixa escolaridade, ou mesmo analfabeto. Trocas como probrema, galfo, malmita , e expressões como “pra nóis fazer”, “ele chamou eu” são ocorrências freqüentes neste tipo de linguagem. Ainda socialmente condicionadas, existem certas formas de língua desenvolvidas por alguns grupos, sujeitas a transformações contínuas, e compreendidas facilmente por integrantes de uma comunidade restrita: as gírias. Ex: “Hoje paguei o maior mico, ‘mico’ significando ‘vexame’, ‘vergonha’, ‘constrangimento”; c) profissionais – o exercício de algumas atividades requer o domínio das chamadas línguas técnicas, abundantes em termos específicos, e restrito ao intercâmbio de certas categorias profissionais, como cientistas, economistas, médicos etc. Entre os economistas, por exemplo, usam-se as expressões viés de baixa ou viés de alta, para a alta ou a queda dos juros no mercado; d) situacionais – um mesmo indivíduo emprega diferentes formas da língua em diferentes situações comunicativas. Se estivermos numa situação de intimidade (por exemplo, uma conversa com amigos ou parentes), usamos uma lin• 11

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guagem mais informal, sem grandes preocupações com a correção gramatical; esse tipo de linguagem é chamado de linguagem coloquial ou familiar. Em situações mais formais (por exemplo, o discurso numa solenidade de formatura ou em uma missa de sétimo dia) usamos uma linguagem mais cuidada, procurando obedecer as normas gramaticais; esse tipo de linguagem é chamada língua culta ou norma padrão, e é utilizado nos livros didáticos, no ensino escolar, nos manuais etc. Quando o uso da língua não se restringe às necessidades práticas do cotidiano comunicativo, incorporando preocupações estéticas surge a língua literária, que procura produzir um sentimento estético no leitor, submetendo a escolha e a combinação dos elementos lingüísticos a atividades criadoras e imaginativas. Exemplo: “E a cidade morre. Daqui por diante apenas um bonde, um táxi ou uma conversa de noctívagos sacudirá por instantes o ar de morte que baixou sobre a cidade”
Fernando Sabino, O homem nu, 8ª ed. Rio de Janeiro: Sabiá, 1969, p.13

c) Faça um resumo do que vem a ser “linguagem literária”. _____________________________________ _____________________________________ d) Com suas próprias palavras defina o que vem a ser “linguagem culta”. _____________________________________ _____________________________________ e) Faça um resumo do você que entende por “linguagem familiar”. _____________________________________ _____________________________________

a) Volte ao texto e transcreva a melhor definição de “linguagem”. _____________________________________ _____________________________________ b) Pesquise e relacione quais os fatores que influem na variação lingüística. _____________________________________ _____________________________________
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1.2 – FUNÇÕES DA LINGUAGEM Quando nos comunicamos, essa ação envolve seis elementos: emissor ou remetente; a mensagem; o código utilizado; o canal (meio utilizado para veicular a mensagem), o referente (objeto ou situação de que a mensagem trata); e, por fim; o receptor ou destinatário. Cada um desses elementos está estreitamente ligado às seis funções desempenhadas pela linguagem. As seis funções são: A - FUNÇÃO REFERENCIAL - Esta função privilegia justamente o objeto ou situação de que a mensagem trata, ou seja, o referente, busca transmitir informações objetivas sobre ele, abstém-se de manifestações pessoais ou persuasivas. É uma função predominante nos textos de caráter científico, nos manuais de instrução e nas notícias veiculadas pelos jornais (textos jornalísticos), nos mapas, enfim, em textos que se propõem informar o leitor, transmitindo-lhe dados e conhecimentos precisos. Ex: “O batiscafo é composto de duas partes principais: um flutuador, que geralmente tem a forma de casco de navio, cheio de gasolina distribuída em vários compartimentos, e uma cabina esférica de aço”. B - FUNÇÃO EXPRESSIVA OU EMOTIVA – Esta função centraliza-se no emissor, que imprime no texto as marcas de sua atitude pessoal: emoções, opiniões, análises, avaliações. É visível, no texto, a presença (clara ou sutil) do emissor, mesmo em textos aparentemente impessoais, como relatórios, textos de imprensa, ou artigos críticos. Observe-se que os textos que utilizam a função expressiva obedecem a um projeto, no qual o emissor expõe suas opiniões, fornece argumentos para sustentá-las, procurando persuadir o receptor da mensagem; as manifestações expressivas terminam por tocar as manifestações conativas (que veremos adiINEDI - Cursos Profissionalizantes

ante), mas têm cunho marcadamente pessoal. Essa função é predominante nas cartas pessoais, nos diários, nas canções sentimentais, na poesia confessional, nas resenhas críticas. Ex: “Quando sinto o perfume de lavanda, imediatamente me lembro da minha infância, dos lençóis limpos, da sensação de conforto e proteção que eu tinha ao lado de meus irmãos”. C - FUNÇÃO CONATIVA – Esta função privilegia o receptor, utilizando elementos consistentes para persuadi-lo, seduzi-lo, convencê-lo, envolvendo o receptor com os conteúdos transmitidos, tornando-se evidente em textos marcados por pronomes de tratamento ou da segunda pessoa (você, vocês, Vossa Senhoria; tu, vós), ou pelo uso de certas formas gramaticais, como o imperativo e o vocativo. Essa persuasão pode ser construída de forma sutil ou agressiva. É a função utilizada nos textos publicitários, nos discursos políticos, nos sermões religiosos etc. Ex: “Faça um 21”, “Revista. Todo mundo lê até durante o expediente. Quem pode comprar revista, pode comprar seu produto”, “Seja má. Se você não se contenta com os 5 minutos (se tanto!) regulamentares que ele dedica de atenção às mulheres em geral, faça o que elas não fazem”. (Nova, ago. 1996) D - FUNÇÃO FÁTICA - A função fática se orienta sobre o canal de comunicação ou contato, buscando verificar e fortalecer a eficiência da comunicação, garantindo que o contato foi estabelecido; inicialmente ela foi utilizada para chamar a atenção por meio de “ruídos” (como psiu, ahn, ei). No caso dos textos escritos, o canal (suporte físico através do qual a mensagem enviada pelo emissor chega ao destinatário) é a própria página, com os sinais gráficos dispostos sobre ela; assim, a função fática, para fortalecer sua eficiência, utiliza, nos textos escritos, desde a seleção vocabular, até a disposição gráfica das letras, o tamanho e as cores das mesmas,
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a repetição sem exageros de certas palavras e expressões, e outros recursos sutis. Ex: “MITO – A mulher não pode ficar grávida enquanto estiver amamentando. VERDADE – Quando a mulher está amamentando tem a fertilidade diminuída. Mas isso varia muito de pessoa para pessoa. Sem anticoncepcional pode ser pá-pum. A mulher que amamenta deve se prevenir com camisinha ou minipílulas.” E - FUNÇÃO METALINGÜÍSTICA – A função metalingüística se volta para os elementos do código, explicando-os, analisando-os, definindo-os. Verificamos o uso desta função nos dicionários, nos poemas que falam da própria poesia, nas canções que falam de outras canções, nos textos didáticos, nas análises literárias, e até mesmo em numerosas situações cotidianas. Ex: “O que você quer dizer com isso?”, “Aspirar também significa desejar”, “Língua é um sistema de signos convencionais usados pelos membros de uma mesma comunidade”. F - FUNÇÃO POÉTICA – A função poética está voltada para a mensagem, utilizando recursos de forma e conteúdo que chamam a atenção para a própria mensagem, causando, nos leitores, surpresa, “estranhamento” e prazer estético, num arranjo original de formas e significado. O texto possui ritmo e sonoridade, desenvolvendo o sentido figurado das palavras (sentido conotativo), passível de diversas interpretações. Nas mensagens poéticas, a organização do código coloca as palavras em primeiro lugar, tornando-as quase um fim em si mesmas, e não um meio de significar outras coisas. As palavras valem pelo que elas são, e não pelo que elas representam (significam). Os lugares privilegiados desta função são os textos literários, mas podemos encontrá-la também em slogans publicitários, canções populares, textos de propaganda, provérbios e outras produções verbais.
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Ex: “Meses e meses recolhida e murcha, Sai de casa, liberta-se da estufa, a flor guardada (o guarda-chuva). Agora, cresce na mão pluvial, cresce. Na rua, sustento o caule de uma grande rosa negra, que se abre sobre mim na chuva.”
MOTA, Mauro, Itinerário, 2 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1983, p. 24.

Considerando as funções discriminadas, até então, é importante procurar, nos textos, a função predominante, já que os enunciados apresentam várias funções ao mesmo tempo, inexistindo a exclusividade, ou seja, não encontramos um texto que apresenta somente uma função. 1.3 – PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO NA EMPRESA Pelo estudo das variantes lingüísticas e das funções da linguagem, você já pôde observar que existem várias formas de linguagem empregadas no ato comunicativo. Na comunicação empresarial escrita, deve prevalecer o uso da norma culta, a objetividade, a clareza e a concisão, numa preocupação primordial com a eficácia e a exatidão da comunicação. O tipo de redação que passaremos a tratar não se pauta pelas normas do estilo literário e da expressividade artística, mas pelos indicadores da boa redação administrativa, institucional, jornalística ou didática, de caráter prático e utilitário, tendo como único objetivo produzir uma comunicação eficaz. Na produção de uma comunicação eficaz é fundamental a simplicidade dos textos comunicativos, tornando a linguagem menos complexa e mais direta. Na esfera empresarial, é ponto pacífico que as comunicações inadequadas, pretensiosas e prolixas trabalham contra o conceito de organização e contra a finalidade última de suas atividades, seja a de prestar serviços, oferecer produtos, seja a de
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disciplinar procedimento ou assegurar direitos e instruir pessoas. A redação empresarial eficaz obedece aos seguintes requisitos: • • • • • • • • clareza concisão correção precisão coerência concatenação consistência propriedade no uso das palavras

Além dos requisitos mencionados acima, objetividade, naturalidade, adequação ao leitor e informalidade são pilares da redação eficaz.

Clareza – Consiste na expressão límpida do pensamento, tornando o texto inteligível. Como a clareza é requisito básico de todo texto técnico, deve-se evitar a ambigüidade, ou seja, construções que possam gerar equívocos de compreensão. A ambigüidade decorre geralmente da dificuldade em identificar a que palavra se refere um pronome que possui mais de um antecedente na terceira pessoa. Ambíguo – Consiste na expressão que tem (ou pode ter) diferentes sentidos; que desperta dúvida. O desembargador comunicou a seu assessor que ele seria exonerado. Claro – O desembargador comunicou a seu assessor a exoneração deste. Há, ainda, outro tipo de ambigüidade, decorrente da dúvida sobre a que se está se referindo a oração reduzida. Ambíguo – Sendo indisciplinado, o chefe da seção repreendeu o funcionário. Claro – O chefe da seção repreendeu o funcionário por ser este indisciplinado.
Outro exemplo de duplicidade de sentido:

Ambíguo – Atribuíram mérito superior ao nosso trabalho.
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Claro – Atribuíram ao nosso trabalho mérito superior. Nesta oração, a ambigüidade decorre do entendimento de que o mérito atribuído foi superior ao trabalho executado (1º caso). Concisão – O redator conciso mostra sobriedade na linguagem, obtendo o máximo efeito comunicativo, com um mínimo de palavras, dispensando o supérfluo, as redundâncias, as repetições desnecessárias, as frases longas, as adjetivações inúteis. Clareza e concisão devem estar juntas, concorrendo, prioritariamente, para a eficiência na redação, reservando-se primeiro lugar à clareza. Por outro lado, não convém, certamente, exagerarmos na concisão, sob pena de prejudicar a clareza, a inteligibilidade da construção. Prolixo – é o tipo de construção que usa palavras em demasia ao falar ou escrever; que não sabe sintetizar o pensamento. Cadastros que estejam voltados para o aperfeiçoamento da técnica de registros são tudo que precisamos. Conciso – Precisamos de cadastros voltados para o aperfeiçoamento da técnica de registros. Redundante – É o tipo de construção que insiste nas mesmas idéias, que tem excesso de palavras, de expressões. Para evitar que o episódio se repita, a diretoria baixou medidas que punem a reincidência do fato, não permitindo que o mesmo ocorra de novo. Conciso – A diretoria baixou medidas punitivas para evitar a reincidência do fato. Correção – As incorreções na linguagem comprometem o redator e, de conseqüência, a empresa ou instituição que o emprega, denunciando a falta de conhecimento gramatical e desrespeito aos padrões da língua culta. A correção, somada à clareza e à concisão resulta numa redação satisfatória, talvez impecável. A desobediência aos preceitos gramaticais está contida em dois grupos: erros de sintaxe e erros nas palavras. Erro de sintaxe (erros na estrutura da frase – solecismo).
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Ex: Fizemos tudo por si na reunião; contamos consigo hoje, na convenção. Correto: Fizemos tudo por ti na reunião; contamos contigo hoje, na convenção. Erro nas palavras (erro na estrutura ou no emprego da palavra). Ex: Ele aspira um cargo de chefia. Correto: Ele aspira a um cargo de chefia. Precisão – Para um texto ser preciso, ele precisa conter todos os elementos necessários à comunicação, respondendo às indagações e interesses eventuais. Ex: “Convido Vossa Senhoria a participar da abertura do Primeiro Seminário Regional sobre o uso eficiente de energia no Setor Público, a ser realizado em 5 de junho próximo, às 9 horas, no auditório da Escola Nacional de Administração Pública, localizada no Setor de Áreas Isoladas, nesta capital”.

esses elementos de coesão podemos citar as preposições (a, de, para, com, por, etc.), as conjunções (que, para que, quando, embora, mas, e, ou, etc.), os pronomes (ele, ela, seu, sua, este, esta, esse, essa, aquele, o qual, que, etc.), os advérbios (aqui, aí, lá, assim, etc.). Ex: “É sabido que a violência nas escolas cresce assustadoramente. É sabido, ainda, que não se achou ainda uma solução para o problema. Em vista disso, a sociedade está se unindo para tentar modificar esse quadro. Para tanto, convoca uma reunião com todos os diretores de escolas da rede municipal”. Como você viu, no exemplo acima, os segmentos do texto estão ligados entre si, por meio de palavras que servem para dar continuidade ao que foi dito anteriormente e acrescentar novos dados. Consistência – Um texto é consistente quando dá informações confiáveis e corretas, demonstrando conhecimento do assunto e tratando apenas do que é significativo para quem o lê. Ex: “Comunicamos que, a 7 do corrente, foi instalado o Instituto de Cibernética Jurídica, órgão integrante desta Instituição. São objetivos do novo Instituto estudar as implicações sociais da cibernética no campo do Direito e divulgar conhecimentos sobre os sistemas utilizáveis no setor jurídico. Para isso, o novo órgão entrará em contato com o Poder Público, a Universidade, a indústria especializada e promoverá cursos, conferências e seminários.”

Coerência – A coerência deve ser entendida como unidade do texto. Num texto coerente todas as partes se encaixam de maneira complementar, de modo que não haja nada destoante, nada ilógico, nada contraditório. Existe uma solidariedade entre as partes do texto, possibilitando um bom entendimento do mesmo. Texto incoerente: Embora seu livro seja fundamental para nossos alunos, vamos adotá-lo imediatamente em nossa escola. Texto coerente: Considerando que seu livro é fundamental para nossos alunos, vamos adotá-lo imediatamente em nossa escola. Concatenação – A concatenação de idéias está inserida em um elemento textual chamado coesão. A concatenação é a conexão que deve existir entre os enunciados de um texto, quando organicamente articulados entre si. As relações de sentido de um texto são manifestadas por uma categoria de palavras denominadas conectivos ou elementos de coesão. Dentre
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Propriedade no uso da palavra – Essa propriedade se refere ao uso apropriado da linguagem, o cuidado no emprego das palavras, evitando cacoetes lingüísticos e termos surrados. Na escolha das palavras, devemos preferir a que traduz, com mais precisão, o que queremos dizer.
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Ex: Seu depoimento tem relação com o nosso parecer. Seria mais apropriado dizer: Seu depoimento confirma nosso parecer. Ex: Os maiores de sessenta anos estão infensos do pagamento daquele imposto. A construção correta é: Os maiores de sessenta anos estão isentos do pagamento daquele imposto.

a) Pesquise e relacione quais os seis elementos envolvidos na comunicação. __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ b) Existem seis funções da linguagem. Quais são elas? __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ c) Se existem seis funções da “linguagem”, pesquise e informe qual delas deve prevalecer na comunicação empresarial. __________________________________________ __________________________________________ d) Você usará muito a redação empresarial. Para que ela seja eficaz deverá obedecer a quais princípios? __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________
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1.3.1. Algumas expressões a evitar e expressões de uso recomendável O sentido das palavras liga-se intimamente à tradição e ao contexto de seu uso. Assim, alguns vocábulos e expressões (locuções), por seu emprego continuado com determinado sentido, passam a ser usadas sempre em tal contexto e com tal forma, que se tornam “expressões de uso consagrado”. Não obstante, a linguagem dos textos técnicos deve pautar-se, sempre, pelo padrão culto formal da língua, não devendo constar desses textos coloquialismos ou expressões de uso restrito a determinados grupos, o que acabaria por comprometer a compreensão por parte dos leitores. A seguir, apresentamos uma pequena lista de expressões cujo uso ou repetição deve ser evitado, indicando com que sentido devem ser empregadas, e sugerindo alternativas para palavras que são costumeiramente usadas em excesso: A partir de/ na medida em que À medida que (locução proporcional) – à proporção que, ao passo que, conforme: Os preços deveriam diminuir à medida que diminui a procura. Na medida em que (locução causal) – uma vez que, pelo fato de que: Na medida em que se esgotaram todas as possibilidades de acordo, o processo foi litigioso. Evite: à medida que/na medida que... Ambos/ todos os dois Ambos significa ‘os dois’ ou ‘um e outro’. Evite as expressões pleonásticas como ambos dois, ambos os dois, ambos a dois. Quando quiser enfatizar a dualidade, empregue todos os dois: Todos os dois assessores entregaram os relatórios exigidos. Anexo/ em anexo O adjetivo anexo concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere: Encaminho as atas anexas./Dirigimos os anexos projetos ao diretor de arte. A locução
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adverbial em anexo é invariável: Encaminho as minutas em anexo. Empregue também conjuntamente, juntamente com. Assim Use após a apresentação de uma proposta ou situação, fazendo uma ligação com a idéia seguinte. Use os substitutos: dessa forma, desse modo, ante o exposto, diante disso, conseqüentemente, por conseguinte, assim sendo, em face disso, face ao exposto, em vista disso. Bem como Evite a repetição, alternando com e, como (também), igualmente, da mesma forma. Ao nível de/em nível de A locução ao nível significa ‘a mesma altura de’: Fortaleza localiza-se ao nível do mar. Evite seu uso com o sentido de em nível, com relação a, no que se refere a. Em nível significa ‘nessa instância’: Em nível político, será difícil chegar-se a um acordo entre os parlamentares. A nível de constitui modismo, devendo ser evitado. Devido a Evite a repetição; pode ser substituído por em virtude de, graças a, por causa de, em razão de, provocado por. Desse ponto de vista Evite repetir, e empregue também sob este ângulo, sob este aspecto/ por este prisma, desse modo, destarte, assim. Dirigir Quando empregado com o sentido de encaminhar, alterne com transmitir, endereçar, mandar, encaminhar, remeter, enviar. No sentido de Utilize também com vistas a, a fim de, com o fito (finalidade, objetivo, intuito, fim) de, com a finalidade de, tendo em vista ou tendo em mira, tendo por fim.
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Informar Use as variações comunicar, avisar, noticiar, participar, levar ao conhecimento, dar conhecimento, instruir. Em face de Sempre que a expressão em face de equivaler a diante de é preferível a regência com a preposição de; evite, assim, face a, frente a. Relativo a Empregue também referente a, concernente a, tocante a, atinente a, pertencente a, que diz respeito a, que trata de, que respeita. Onde Como pronome relativo significa ‘em que’ (lugar): A cidade onde nasceu./ O país onde viveu. Evite, então, construções como “a lei onde é fixada a penalidade” ou “a reunião onde o assunto foi discutido”. Nesses casos, faça a substituição, empregando em que, na qual, no qual, nas quais, nos quais. O correto é: A reunião na qual o assunto foi discutido./ A lei na qual é fixada a penalidade. Ressaltar Varie com destacar, sublinhar, frisar, salientar, relevar, distinguir, sobressair. Nem Conjunção aditiva que significa ‘e não’ e ‘tampouco’, dispensando, portanto, a conjunção e: Não foram feitos reparos à proposta de comercialização da soja, nem à nova proposta de pagamento. Evite, ainda, a dupla negação não nem, nem tampouco. Ex: Não pôde encaminhar os relatórios no prazo, nem não teve tempo para revisá-los. Enquanto Conjunção proporcional equivalente a ao passo que, à medida que. Evite empregar a construção enquanto que, usada coloquialmente.
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a) Caro aluno. A pesquisa enriquece o seu vocabulário. Procure no dicionário a diferenças entre as expressões “a par de” a “ao par de” ____________________________________ ____________________________________

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2. TEXTOS: LEITURA E PRODUÇÃO
2.1 – NOÇÃO DE TEXTO Sem nenhuma dúvida, a palavra texto é familiar a qualquer estudante de primeiro e segundo graus, aparecendo freqüentemente no linguajar cotidiano, tanto dentro da escola quanto fora dela. Embora escutemos com freqüência as expressões “texto bem elaborado”, “o texto daquela peça é ruim”, “o texto não está suficientemente claro”, é necessário que se façam duas considerações fundamentais sobre a natureza do texto, partindo da questão: o que é um texto, afinal? A primeira consideração feita é a de que um texto não se resume a amontoado de frases, mas a um bloco significativo, constituído por várias unidades lingüísticas menores¸ que só são entendidas dentro do contexto no qual estão inseridas. O termo contexto se refere a uma unidade lingüística maior onde se encaixa uma unidade lingüística menor. Ex: A nossa cozinheira está sem paladar. Para entender o sentido exato deste texto minúsculo, é preciso considerar o contexto, ou situação concreta, em que ele foi produzido. Dito durante o jantar, após experimentar um bife, esse texto pode significar que o bife está sem sal; dito em um consultório médico pode significar que a empregada está acometida de alguma doença. Se eu digo ou escrevo a seguinte frase: “A estátua que desabou ao vivo”, ela será incompreensível, desprovida de sentido. Considere, agora o seguinte parágrafo: “Símbolo da queda de Sadam Hussein na manhã do dia 9 de março, a estátua que desabou ao vivo, via satélite, de Bagdá para o mundo, pode ser de um sósia do ditador”. Inserida no parágrafo, a frase adquire sentido, por estar dentro de um contexto. Como peças de um quebra-cabeça, constatamos que a frase encaixa-se no contexto do parágrafo, o parágrafo encaixa-se no contexto do capítulo, o capítulo encaixa-se no contexto da obra toda.
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A segunda consideração é a de que todo texto contém um pronunciamento dentro de um debate de escala mais ampla. Assim, ao construir um texto, o autor quer, através dele, marcar uma posição ou participar de um debate de escala mais ampla, mesmo que aparente total neutralidade. “...um jovem de 25 anos chamado John Hinckley Jr. entrou numa loja de armas de Dallas, no Texas, preencheu um formulário do governo com endereço falso e, poucos minutos depois, saiu com um Saturday Nigth Special – nome criado na década de sessenta para designar um revólver pequeno, barato e de baixa qualidade. Foi com essa arma que Hinckley, no dia 30 de março de 1981, acertou uma bala no pulmão do presidente Ronald Reagan e outra na cabeça de seu porta-voz, James Brady. Reagan recuperou-se totalmente, mas Brady desde então está preso a uma cadeira de rodas...” Embora o autor de um texto jornalístico se preocupe apenas em transmitir os fatos de maneira neutra, impessoal (lembra-se da função referencial?), existe, seguramente, por trás do exemplo escolhido, um pronunciamento contra o risco da venda indiscriminada de armas. Qualquer texto, por mais neutro que pareça, manifesta sempre um posicionamento frente a uma questão qualquer posta em debate (no caso em questão, a venda indiscriminada de armas).

a) Volte ao texto e relacione quais as duas principais observações que se pode fazer a respeito de um texto. __________________________________ __________________________________ __________________________________ __________________________________
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b) Qual o significado da palavra “sósia”? Dê sinônimos. __________________________________ __________________________________

2.2 – AS VÁRIAS POSSIBILIDADES DE LEITURA DE UM TEXTO Um texto, quando lido de maneira fragmentária, pode parecer um aglomerado de noções desconexas, ao qual o leitor pode atribuir o sentido que quiser. As interpretações de textos, entretanto, são limitadas pela conexão, pela coerência entre seus vários elementos. A coerência é garantida, sobretudo pela reiteração, a repetição ao longo do discurso. Para perceber a reiteração (repetição, renovação), devemos percorrer os textos inteiros, tentando localizar todas as recorrências, ou seja, todas as figuras e temas (assuntos) que conduzem a um mesmo significado. Alguns textos permitem mais de uma leitura, e as mesmas figuras podem ser interpretadas segundo mais de um plano de leitura. Para exemplificar, analisaremos o seguinte poema: 1 Retrato Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: Em que espelho ficou perdida minha face?
Cecília Meireles: poesia. Por Darcy Damasceno, Rio de Janeiro, Agir, 1974., p. 19 – 20

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O autor, nos versos 1 e 9, ao dizer que não tinha este rosto e estas mãos com as características do momento presente, faz pressupor que ele os tinha com características opostas, no passado. No verso 9, quando ele diz: “Eu não dei por esta mudança”, define dois planos distinINEDI - Cursos Profissionalizantes

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tos: um do passado, outro, do presente, ambos com características opostas entre si. Significados que remetem passado ao presente (explicitamente) Eu não tinha este rosto de hoje assim calmo, assim triste assim magro nem estes olhos tão vazios nem o lábio amargo Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas, e frias, e mortas eu não tinha este coração que nem se mostra Significados que remetem presente ao passado (implicitamente) Eu tinha aquele rosto de outrora tão irrequieto, tão alegre tão cheio e olhos tão expressivos e o lábio doce eu tinha aquelas mãos enérgicas vivas, e cálidas, e dinâmicas, eu tinha outro coração que se manifestava As figuras do eixo 1 agrupam-se em função do significado das coisas estáticas, enquanto que as figuras do eixo 2, em contraponto, expressam dinamismo e posse da vitalidade plena. Ao dizer “Eu não dei por esta mudança”, o poeta expressa sua perplexidade diante dela, diante do contraste entre o que ele era e no que se tornou. Agrupando as figuras a partir de um elemento significativo, estamos perto de depreender o tema do texto. No poema em questão, podemos dizer que o tema (o assunto do poema) é a decepção da consciência súbita e inevitável da passagem do tempo, do envelhecimento. Paralelamente aos indicadores do envelhecimento físico, indicado por palavras como magro, frias, mortas, outras figuras como triste,
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amargo, que nem se mostra, nos levam a entender que o envelhecimento físico foi acompanhado pela perda da energia, do entusiasmo, da alegria de viver. O poema permite, então, duas leituras: o desgaste material das coisas com o passar dos anos, e o desgaste psíquico, a perda de ilusões do ser humano com o passar do tempo. Não podemos, entretanto, dizer que um texto, ao implicar várias leituras, possa admitir que qualquer interpretação seja correta nem que o leitor possa dar ao texto o sentido que lhe aprouver. Para impedir que a interpretação seja pura invenção do leitor, contamos com os indicadores das várias possibilidades de leitura que o texto admite; podemos observar, então, que no interior do texto aparecem figuras ou temas que têm mais de um significado, e que apontam para mais de um plano de leitura, como no caso do poema examinado, em que os estados da alma (triste, amargo) possibilitaram concluir que o tema poderia ser também o envelhecimento psíquico (a desilusão, a amargura) do autor. Esses temas e figuras que apontam para mais de uma possibilidade de leitura são chamados relacionadores. Quando existem, no texto, outros termos que não direcionam para um certo plano de leitura há o que chamamos de desencadeadores de outro plano de leitura, como se comprova pela leitura desta fábula: O útil e o belo Parou um veado à beira do rio, mirando-se no espelho das águas. E refletiu: Bem malfeito de corpo que sou! A cabeça é linda, como estes formosos chifres que todos os animais invejam. Mas as pernas... Muito finas, muito compridas. A natureza foi injusta comigo. Antes me desse menos pernas e mais galharada na cabeça. Que lindo diadema seria. Com que orgulho eu passearia pelos bosques ostentando um enfeite único em toda animalidade!...
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EIXO 2

EIXO 1

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Neste ponto interrompe-se o latido dos veadeiros, valentes cães de caça que lhe vinham na pista, como relâmpagos. O veado dispara, foge a toda e embrenha-se na floresta. E enquanto corria pôde verificar quão sábia fora a natureza, dando-lhe mais pernas do que chifres, porque estes, com toda a sua formosura, só serviam para enroscar-se nos cipós e atrapalhar-lhe a fuga; e aquelas, apesar de toda feiúra, constituíam a sua única segurança. E mudou de idéia, convencido de que antes mil pernas finas, mas velocíssimas, do que formosa, mas inútil galhaça. Com a leitura desta fábula, o leitor responderia sem hesitar que se trata de uma história de homens, e não de animais. Como o leitor chegou a essa conclusão? Pelos elementos desencadeadores dessa possibilidade de leitura. E quais são esses elementos desencadeadores? Ora, são os sentimentos, próprios do ser humano, que aparecem no texto, como a insatisfação e a vaidade. A reiteração do traço semântico (de significado) humano nos obriga a ler a fábula como uma história de gente. No plano humano, o veado não é o veado, mas sim, homem insatisfeito, para quem “a grama do vizinho é sempre mais verde”, e que, sempre desejando o que não tem, quer possuir algo que o diferencie dos demais, como o diadema de galhos. No início da leitura, o termo veado propõe a leitura do texto como uma história de bichos. À medida que vamos lendo o texto, identificamos elementos que contêm traços humanos, que não permitem que se leia o texto como uma história de animais, pois desencadeiam um novo plano de leitura, passando a fábula a ser lida como uma história de homens. Os textos publicitários também podem usar elementos desencadeadores de outro plano de leitura, como neste anúncio: OS TUBARÕES DO ORÇAMENTO, OS ELEFANTES DAS ESTATAIS, AS COBRAS DA INFORMÁTICA, AS ZEBRAS DO FUTEBOL,
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AS GATAS DA MODA E OS DINOSSAUROS DO ROCK. PARA LIDAR COM TODOS ESTES BICHOS, SÓ COMEÇANDO COMO FOCA. Ao fazer uma homenagem aos jornalistas, que muitas vezes iniciam suas carreiras como “focas” (jornalista novato) o Grupo Pão de Açúcar utilizou categorias profissionais para desencadear o plano de leitura como um texto que fala de seres humanos. Conquanto tenhamos usado textos literários e publicitários para ilustrar este tópico, é importante salientar que um mesmo texto pode ser lido de várias formas, por várias leituras, pois o significado que cada um atribui àquilo que lê depende de um conhecimento prévio que o leitor tenha sobre aquele assunto. O conhecimento prévio do leitor sobre o assunto fará com que ele estabeleça uma relação com outros textos, perceba outros significados ocultos nas entrelinhas. Por exemplo, se eu leio um texto de um autor que já conheço, isso me permite estabelecer uma relação entre aquele texto e outros já lidos, o que me permitirá uma compreensão plena do texto. Se eu leio um texto sobre química e não tenho nenhum conhecimento prévio sobre aquele assunto, minha leitura do texto não será idêntica a de um professor de química, que possui um vasto conhecimento anterior sobre o assunto. Mesmo um simples classificado de jornal pode ser lido de diferentes maneiras, conforme o leitor que o lê, pois os desejos, intenções, possibilidades de cada um, influem na forma como ele fará a leitura do texto.

a) Depois de estudar estes itens, escreva resumidamente a forma como você lê um texto, normalmente. ___________________________________
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b) Vamos outra vez ao dicionário para sabermos a definição de “retórica”. ___________________________________ ___________________________________ c) Pense um pouco e registre porque Jesus falava por “parábolas”, sem usar o significado direto das palavras? ___________________________________ ___________________________________

2.3 – ADEQUAÇÃO VOCABULAR Na comunicação cotidiana, quando empregamos os vocábulos que constituem o nosso repertório, estamos refletindo nossa visão de mundo, nossas experiências diversas. O domínio do vocabulário varia de pessoa para pessoa, e é através dessa troca que adquirimos novas experiências e novos vocábulos, redefinindo nosso vocabulário. Quando contamos com um vocabulário vasto, compreendemos melhor o que se passa a nossa volta, melhorando nosso desempenho e adequação no processo comunicativo. O conhecimento do significado dos vocábulos garante uma parte essencial do entendimento entre as pessoas. No entanto, para haver comunicação, é necessário que o repertório vocabular seja comum entre os falantes. As dificuldades no processo comunicativo acontecem devido ao fato de que o sentido dos vocábulos está relacionado a inúmeros fatores – sociais, profissionais, de região, de escolaridade, de idade – culturais, enfim. Desse modo, cada grupo de pessoas apresenta um vocabulário próprio, que pode coincidir, ou não, com o de outro grupo. O vocabulário usado no âmbito profissional, nos grupos desportivos, religiosos e políticos permite uma especificidade muitas vezes desejada ou necessária. Esse vocabulário é entendido por vezes somente por aqueles que fazem parte do grupo (lembra-se das línguas técnicas?). Mas, à medida que vamos aprendendo o que esses termos específicos significam, eles passam a fazer parte do nosso vocabulário, incorporando-se ao nosso cotidiano. Neste tópico, procuraremos demonstrar que a adequação vocabular é de grande importância para a compreensão de qualquer texto, caracterizando o vocabulário de uso genérico e de uso específico. 2.3.1. Dúvidas quanto ao significado do vocábulo Muitas vezes temos dúvidas ao nos depararmos com vocábulos distintos, mas com

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grafia e pronúncia semelhantes ou iguais. É caso dos fenômenos denominados honomínia ou paronímia. A honomínia é a designação geral para os casos em que palavras de sentidos diferentes têm a mesma grafia. Manga, por exemplo. A paromínia designa o fenômeno que ocorre com palavras semelhantes (não idênticas) quanto à grafia ou à pronúncia. É fonte de muitas, como entre descrição (ato de descrever) e discrição (qualidade do que é discreto), ratificar (confirmar) e retificar (corrigir). Como o nosso objetivo é trabalhar principalmente com a redação técnica, a lista abaixo vai ajudá-lo a esclarecer suas dúvidas quanto à grafia e ao sentido das palavras, para que você passe a usá-las com propriedade. Absolver - relevar da culpa imputada, inocentar: O réu foi absolvido. Absorver - esgotar, embeber em si: A água da chuva foi absorvida pelo solo. Ascender - elevar-se, subir: Aquele homem ascendeu socialmente. Acender - atear (fogo), inflamar. Acento - sinal gráfico; inflexão vocal: Esta palavra não tem acento. Assento - banco, lugar: Ele tomou assento ao meu lado. Acerca de - sobre, a respeito de: No discurso, o deputado falou acerca de seu projeto habitacional. A cerca de - a uma distância aproximada de: A creche fica a cerca de vinte metros do prédio principal. Há cerca de - faz aproximadamente (tanto tempo): Há cerca de dois anos, nos deparamos com um caso semelhante; existem aproximadamente: Há cerca de mil títulos na biblioteca do colégio. Acidente - acontecimento casual, desastre: A demissão foi um acidente na sua vida profissional. A tempestade provocou vários acidentes. Incidente - episódio; que incide, que ocorre: O incidente da demissão já foi superado.
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Adotar - escolher, preferir; assumir; pôr em prática. Dotar - dar em doação, beneficiar: Ele o dotou com aplicações em títulos do governo. Afim - que apresenta afinidade, semelhança, relação (de parentesco): Se o assunto era afim, por que não foi colocado no mesmo capítulo? A fim de - para, com a finalidade de: O projeto foi encaminhado com muita antecedência a fim de permitir um exame minucioso. Aleatório - casual, fortuito, acidental. Alheatório - alienante, que desvia ou perturba. Ante - (preposição): diante de, perante: Ante tal fato, devemos repensar nossa metodologia de ensino. Ante - (prefixo): expressa anterioridade: antepor, antever, anteprojeto, antediluviano. Anti - (prefixo): expressa contrariedade, oposição: Aquele rapaz é anticomunista. Ao encontro de - para junto de; favorável a : Ele foi ao encontro de seus amigos./ O plano de carreira foi ao encontro das necessidades dos funcionários. De encontro a - contra; em prejuízo de: O veículo foi de encontro ao muro./ O governo não apoiou a medida, pois vinha de encontro aos interesses dos partidos. Ao invés de - ao contrário de: Ao invés de demitir dez funcionários, a empresa contratou mais trinta. (é inaceitável o cruzamento “ao invés de”) Em vez de - em lugar de: Em vez de demitir dez funcionários, a empresa demitiu quarenta. Evocar - lembrar, invocar: Evocou na palestra o início de sua carreira. Invocar - pedir (a ajuda de); chamar, proferir: Para alcançar seus objetivos, ele invocou a ajuda de Deus. Cassar - tornar nulo ou sem efeito, suspender, invalidar: O mandato do deputado foi cassado. Caçar - procurar, perseguir, procurar, apanhar (geralmente animais): Ele participou da caça à raposa.
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Casual - aleatório, fortuito, ocasional: O encontro dos dois foi casual. Causal - relativo à causa, causativo. Cavaleiro - que anda a cavalo. Cavalheiro - indivíduo distinto, gentil, nobre. Censo - alistamento, recenseamento, contagem. Senso - entendimento, juízo, tino: Ele possui bom senso para solucionar os problemas que surgem. Cerrar - fechar, encerrar, unir, juntar: As janelas estavam cerradas. Serrar - cortar com a serra, separar, dividir. Cessão - ato de ceder: A documento de cessão de terras foi lavrado em cartório Seção - subdivisão de um todo, setor, repartição, divisão: Em qual seção do tribunal ele trabalha? Sessão - espaço de tempo que dura uma reunião, um congresso, reunião, espaço de tempo durante o qual se realiza uma tarefa: A próxima sessão de cinema será às 14 horas. Chá - infusão. Xá - antigo soberano persa. Comprimento - medida, tamanho, extensão. Cumprimento - saudação. Concerto - acerto, composição, harmonização: O concerto de Guarnieri foi muito aplaudido. Conserto - reparo, remendo, restauração: Alguns defeitos físicos não têm conserto. Cozer - cozinhar, preparar. Coser - costurar, ligar, unir. Descrição - ato de descrever, representação, definição. Discrição - discernimento, reserva, prudência, recato.
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Despensa - local em que guardam mantimentos, depósito de provisões. Dispensa - licença ou permissão para deixar de fazer algo a que se estava obrigado; demissão. Despercebido - que não foi notado, para o que não se atentou: Apesar de sua importância, a fala do ministro passou despercebida. Desapercebido - desprevenido, desacautelado: Ele embarcou totalmente desapercebido dos desafios que lhe aguardavam. Emergir - vir à tona, manifestar-se. Imergir - mergulhar, entrar, afundar (submergir) Emigrar - deixar o país para residir em outro. Imigrar - entrar em um país estrangeiro para nele viver. Eminente (eminência) - alto, elevado, sublime. Iminente (iminência) - que está prestes a acontecer, pendente, próximo. Emitir (emissão) - produzir, expedir, publicar. Imitir (imissão) - fazer entrar, introduzir, investir. Empoçar - reter em poço ou poça, formar poça. Empossar - dar posse à, tomar posse, apoderar-se: O ministro será empossado no cargo, na próxima segunda-feira. Espiar - espreitar, observar secretamente, olhar. Expiar - cumprir pena, pagar, purgar. Flagrante - diz-se do ato que a pessoa é surpreendida a praticar: O bandido foi preso em flagrante quando furtava. Fragrante - que tem fragrância ou perfume; cheiroso. Induzir - causar, sugerir, aconselhar, levar a: O réu declarou que havia sido induzido a praticar o crime. Aduzir - expor, apresentar: A defesa, então, aduziu novas provas em contrário.
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Inflação - ato ou efeito de inflar, emissão exagerada de moeda, aumento persistente de preços. Infração - ato ou efeito de infringir ou violar uma norma. Infligir - cominar, aplicar (pena, repreensão, castigo): O juiz infligiu uma pena leve ao réu, que era primário. Infringir - transgredir, violar, desrespeitar (lei, regulamento etc.): O motorista infringiu as leis de trânsito. Mandado - ato de mandar, ordem escrita expedida por autoridade judicial ou administrativa: mandado de segurança, mandado de prisão etc. Mandato - autorização que alguém confere a outrem para praticar atos em seu nome; delegação, procuração: A duração do mandato do deputado é de dois anos. Pós (prefixo) - posterior a, que sucede, após: pós-moderno, pós-operatório. Pré (prefixo) - anterior a, que precede, à frente de, antes de: pré-primário, pré-modernista. Pró (advérbio) - em favor de, em defesa de: Meu parecer foi pró-eleições diretas. Recrear - proporcionar recreio, divertir, alegrar, Recriar - criar de novo. Repressão - ato de reprimir, contenção, proibição. Repreensão - ato de repreender, admoestação enérgica, advertência: O aluno foi repreendido pelo professor. Subentender - perceber o que não estava exposto claramente. Subtender - estender por baixo. Sustar - parar, interromper, suspender: O cheque foi sustado. Suster - sustentar, manter; fazer parar, deter. Taxa - imposto, multa, tributo. Tacha - prego pequeno; mancha; defeito.
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Tachar - censurar, qualificar: O rapaz foi tachado de subversivo. Taxar - fixar a taxa de, regular, regrar: O imposto sobre mercadorias foi taxado em 2%. Tráfego - trânsito de veículos, percurso, transporte. Tráfico - ne gócio ilícito, comércio, negociação. Trás - atrás, detrás, em seguida, após (cf. em locuções: detrás, por trás) Traz - 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo trazer. Vestiário - guarda-roupa; local em que se trocam roupas. Vestuário - as roupas que se vestem; traje. Vultoso - de grande vulto, volumoso: Ele pediu uma quantia vultosa para fazer a perícia técnica. Vultuoso - atacado de vultuosidade (congestão da face)

a) Veja quantas palavras parecem ter o mesmo significado. Para ficar gravado na memória, pesquise e escreva abaixo o que significa “honomínia”. ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ b) Repita o trabalho para gravar o que é “paromínia”. ____________________________________ ____________________________________
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2.3.2. Outras recomendações na escolha dos vocábulos Na elaboração de um texto técnico, prevalecem alguns cuidados no uso dos vocábulos. Não se devem utilizar palavras de difícil compreensão, mas também não se pode permitir que a língua falada interfira na língua escrita, que são dois meios de comunicação diferentes. A língua falada é mais solta, acompanhada de mímica e de entonação, elementos que, naturalmente, não aparecem na língua escrita. Justamente por isso devemos utilizar termos claros, evitando cacoetes de linguagem, chavões e cacófatos, sob pena de empobrecer a redação. O uso da língua culta é obrigatório nos textos de que tratamos. Além desses cuidados, devemos atentar, também, para o significado correto dos vocábulos, de modo a não ocorrer em deturpação de sentido do que queremos dizer. A seguir, apresentamos alguns vocábulos que podem ser utilizados livremente, e outros, cujo uso convém ser evitado em algumas situações: Admitir - não utilize como sinônimo de dizer, declarar ou afirmar. Admitir significa aceitar ou reconhecer fato em geral negativo: O ministro admitiu que a inflação pode voltar. Advérbio - evite começar períodos com advérbios formados com o sufixo mente: Curiosamente, o PT venceu as eleições. É melhor escrever: Ao contrário do que previam as pesquisas, o PT venceu as eleições. Alegar - Significa aceitar como prova, explicar e desculpar-se. O aluno alegou que não fez a tarefa porque estava doente. Além disso, além do que - melhor evitar. Geralmente pode ser substituído por e ou por um ponto. O artista fez exigências descabidas, pedindo diariamente dois litros de uísque importado. Além disso, exigiu que todas as toalhas
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fossem de linho egípcio. É melhor escrever: O artista fez exigências descabidas, pedindo diariamente dois litros de uísque importado e toalhas de linho egípcio. Ambiente/meio ambiente - Prefira ambiente ao pleonasmo meio-ambiente. Ano - sempre escreva sem ponto de milhar. Ex: 1998 Bimensal - para qualificar algo que acontece duas vezes por mês, empregue quinzenal. Não confunda com bimestral, que significa uma vez a cada dois meses. Cacófato - Mesmo que os textos não sejam lidos em voz alta, evite a ocorrência de sons desagradáveis formados pela união das sílabas finais de uma palavra com as iniciais de outra. Ex: conforme já, marca gol, confisca gado, uma herdeira etc. Cacoete de linguagem - Evite expressões pobres, repetidas à exaustão, perfeitamente dispensáveis em textos técnicos. Ex: via de regra, até porque, sal da terra, rota de colisão, trocar figurinhas, a toque de caixa, visivelmente emocionado, bater de frente com, causar espécie, elevada estima e distinta consideração, avançada tecnologia, carreira meteórica, longo e tenebroso inverno, a nível de, aparar arestas, em nível de, luz no fim do túnel, erro gritante, conseqüências imprevisíveis, duras críticas, quebrar o protocolo, pergunta que não quer calar, inflação galopante, lançar farpas, ataque fulminante etc. Cargo - escreva sempre com minúscula. Ex: presidente, secretário, papa, deputado, desembargador, juiz, promotor etc. Cólera - quando significa raiva é palavra feminina: Ela chegou ao limite da cólera. Quando designa a doença, pode ser masculino ou feminino. Ex: O amor nos tempos do cólera (livro de Gabriel García Marques).
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Chefe da nação - use apenas quando se referir às sociedades tribais. Quando se trata de sociedades não tribais, como é a nossa, emprega-se chefe de Estado ou chefe de governo. Culminar - evite essa expressão como sinônimo de terminar. Use-a apenas no sentido literal, de chegar ao ponto mais alto: A participação do Brasil nas Olimpíadas culminou na conquista de um título importante para a natação. Disciplina - escreva sempre com minúscula: direito, ciências sociais, geografia, filosofia, português, matemática. E - evite começar frase com essa conjunção. Ex: O ministro da economia anunciou o aumento da contribuição do INSS. E, além disso, informou que a idade requerida para aposentadoria também será modificada. Estado/estado - Utilize maiúscula para designar conceito político ou unidade da Federação: o Estado de Goiás, golpe de Estado. Quando significar situação ou disposição, empregue minúscula: O meu estado de espírito está péssimo. Falecer - Falecer é um eufemismo que significa haver falta ou carência. Use a palavra morrer. Garantir - Não utilize como sinônimo de dizer; garantir significa asseverar, responsabilizarse, afiançar. Lembrar - Não deve ser utilizado como sinônimo de dizer. Linguagem coloquial - Utilize uma linguagem próxima da coloquial, respeitando a norma culta, escolhendo a expressão mais clara possível. O encarregado do almoxarifado não sabe quanto gastou na compra é melhor que O encarregado do almoxarifado não sabe precisar com exatidão o montante gasto na transação comercial.
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Meia-noite - Significa o horário que marca o fim de um dia, não o começo de outro dia. O correto é escrever/dizer: A manifestação começa à meia-noite de hoje. Norte/Sul - Use maiúscula somente quando se referir aos hemisférios, ou às regiões Norte e Sul do Brasil. Ex: As chuvas têm castigado a região Sul do país. ONG - Sigla de organização não-governamental. Deve ser grafada em caixa alta (maiúsculas). País - deve ser escrito com minúscula, mesmo quando se referir ao Brasil. Ph.D - Abreviatura da expressão philosophiae doctor (doutor em filosofia). Com o uso generalizado para outras áreas, traduz-se por doutor. Que - Evite em excesso, para tornar o texto mais elegante e conciso. Ressaltar - significa destacar, tornar saliente. Não empregue como sinônimo de dizer. Revelar - não utilize como sinônimo de dizer. Significa tirar o véu, desvelar. Salientar - não use como sinônimo de dizer. Significa ressaltar, tornar saliente, distinto ou visível. Válido - Só use no sentido restrito de ter validade, vigência: Essa promoção é válida somente até sexta-feira. Viatura - o termo é um jargão policial; substitua por carro de polícia. Essas considerações a respeito da adequação vocabular serão complementadas sob o título Produção do texto técnico.
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2.4 – OS TEXTOS E SUA TIPOLOGIA Você, como leitor, já deve ter tomado contato com diversos tipos de textos, e suas classificações. Temos textos poéticos e textos científicos, textos em verso e textos em prosa, textos religiosos e textos políticos, textos verbais e textos não-verbais, textos publicitários, e muitas outras formas de classificação. Na tradição escolar já se implantou uma classificação bastante útil para a leitura e a produção de textos. Trata-se da classificação dos textos em narrativos, dissertativos e descritivos. Ainda que, na maioria das vezes, não encontremos um texto puro, pois podemos encontrar num único texto elementos da narrativa, da dissertação e da descrição, passaremos a estudálos, separadamente, de acordo com suas características, ocupando-nos inicialmente da narração. TEXTO NARRATIVO O texto narrativo relata as mudanças progressivas de estado que ocorrem com as pessoas e coisas através do tempo, existindo sempre uma relação de anterioridade e posterioridade. Na narração sempre se relata um fato, um acontecimento, do qual participam personagens. Aquele que conta, que narra o acontecido é denominado narrador. Percebe-se o predomínio das frases verbais, indicadoras de um processo ou ação. Além da presença do narrador, do fato relatado e dos personagens, a narração pode apresentar outros elementos, como: Enredo: o enredo é a estrutura da narrativa, o desenrolar dos acontecimentos, a tessitura dos fatos. Observe que o enredo se faz normalmente de incidentes, de intriga, ou seja, todo enredo está centrado em um conflito. Narrador: é quem narra os acontecimentos. Quando ele participa das ações como personagem, a narrativa é na primeira pessoa (eu); nesse caso, tudo o que ficamos sabendo passa pelo olhar e interpretação do personagemnarrador.Caso o narrador não participe dos
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acontecimentos como personagem, temos uma narrativa em terceira pessoa, na qual o narrador onisciente (aquele que tem ciência de tudo), “lê” os pensamentos e sentimentos do personagem, expressando seu ponto de vista a respeito dos personagens e dos fatos relatados. Personagens: São os seres que vivem os acontecimentos, participando ativamente deles. O personagem principal é chamado protagonista (você pode observar isso nas novelas, em que sempre há um personagem principal, o protagonista); aquele que se opõe ao protagonista é o antagonista (popularmente denominado vilão). Ambiente: é o espaço, os cenários onde transitam os personagens e onde os acontecimentos se desenrolam. Tempo: é a época, o momento em que se passam os acontecimentos. Para que fique mais clara a definição do texto narrativo, exemplificaremos com este pequeno texto: “Era uma vez dois irmãos. Um era otimista, o outro, pessimista. Certa vez, no Natal, ao abrirem seus presentes, os meninos encontraram o seguinte: o pessimista tinha ganhado uma bicicleta linda, de dez marchas, moderna e sofisticada. O otimista, ao abrir a linda caixa que recebera, deparou-se com um monte de fezes de cavalo. Disse então o pessimista: Viu? Ninguém gosta de mim. Agora, com certeza, mais cedo ou mais tarde, eu vou cair e quebrar a cabeça com essa bicicleta que corre tanto... Enquanto isso, o otimista já saíra correndo para a rua, disparado, gritando: Cadê meu cavalinho? Cadê meu cavalinho que ganhei no Natal?
Tânia Zagury, O adolescente por ele mesmo. 5ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1996, p. 93.

É importante que você perceba que é comum encontrarmos, no corpo da narrativa, passagens descritivas, como ocorre no texto
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acima, no qual o narrador descreve (mesmo que de forma sucinta) a personalidade dos personagens (os meninos). TEXTO DESCRITIVO A descrição é o que chamamos de retrato verbal de objetos, pessoas, cenas ou ambientes. Ela trabalha com imagens, permitindo que o leitor visualize o que está sendo descrito. No entanto, a descrição não se resume a uma simples enumeração de detalhes. É essencial que o autor, ao fazer uma descrição, saiba captar o traço particular que diferencie o objeto ou ser descrito de todos os demais objetos ou seres semelhantes. No caso de pessoas, é fundamental um retrato que valorize não somente a descrição física, mas também a descrição psicológica. A descrição possui, muitas vezes, um caráter subjetivo, pois ao fazer o retrato do personagem, ele insere aí sua visão pessoal, o que não deve ser considerado um defeito, já que sem essa subjetividade a descrição seria apenas um retrato frio e sem vida, uma fotografia. Assim, em maior ou menor grau, o autor revela a impressão que ele tem daquilo que descreve, exceto nas chamadas descrições técnicas ou científicas. Quando o autor, ao descrever, procura mostrar uma imagem bastante próxima da realidade, ele faz uma descrição objetiva. Mas, como já mencionamos anteriormente, excetuando as descrições técnicas ou científicas, dificilmente você encontrará uma descrição em que a subjetividade esteja ausente. O que distingue uma descrição objetiva de uma descrição subjetiva é o grau de interferência do sujeito (autor) na descrição. Você deve observar, ainda, que o texto descritivo relata as características de um objeto ou de uma situação qualquer num certo momento estático do tempo, não existindo, obviamente, a anterioridade e posterioridade presentes no texto narrativo, ou seja, não existe nada que indique progressão de um estado anINEDI - Cursos Profissionalizantes

terior para outro posterior. Se por acaso ocorrer essa progressão, o texto passa a ser um texto narrativo. Veja um exemplo de texto descritivo: Eis Brasília às seis da tarde. O trânsito flui lentamente. As lojas comerciais baixam suas portas. Pessoas lotam os pontos de ônibus. Os bares colocam suas mesas nas calçadas, esperando os fregueses habituais. Pedestres atravessam as ruas, apressados. Luzes pálidas incidem sobre os prédios e casas. Anoitece. Encontramos no texto características de um texto descritivo, pois: São relatados vários aspectos de um lugar (Brasília), num determinado tempo, que é estático (seis da tarde); Tudo é simultâneo, não existindo progressão temporal entre os enunciados. Uma observação final e importante é a de que dificilmente você encontrará um texto que seja exclusivamente descritivo. É freqüente encontrarmos trechos descritivos inseridos numa narração ou numa dissertação. Num romance, por exemplo, que é essencialmente um texto narrativo, você perceberá várias passagens descritivas, de pessoas, objetos, personagens ou ambientes. TEXTO DISSERTATIVO O texto dissertativo se caracteriza pela defesa de um ponto de vista, de uma idéia, ou pelo questionamento acerca de um assunto determinado. Na dissertação, o autor trabalha com argumentos (o texto dissertativo é um texto argumentativo), com dados, com fatos, utilizando-os para justificar seu ponto de vista. A dissertação é organizada em três partes distintas. São elas: Introdução - Na introdução você vai explicar o assunto a ser discutido, apresentando uma idéia, de um ponto de vista que você irá defender com argumentos.
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Desenvolvimento ou argumentação Nessa parte, você desenvolverá seu raciocínio inicial, defendendo seu ponto de vista com argumentos pertinentes, fornecendo dados, citando exemplos, fazendo referências a pontos de vista semelhantes etc. Conclusão - Você dará um fecho que comprove a idéia inicial e que seja coerente com os argumentos apresentados, retomando a idéia inicial. A dissertação, tal como a descrição, pode ser objetiva ou subjetiva. Nas dissertações objetivas, os argumentos são expostos de forma objetiva e impessoal, com o texto escrito na terceira pessoa, e o autor não se inclui na explanação (desenvolvimento), facilitando, por parte do leitor, a aceitação das idéias expostas. É o que acontece, por exemplo, nos textos de caráter científico, que requerem objetividade. Já nas dissertações de caráter subjetivo, o autor se inclui na explanação, colocando seu ponto de vista e usando verbos na primeira pessoa, conferindo um cunho pessoal ao texto. Você já deve ter tido oportunidade de constatar que a maioria dos concursos, inclusive o vestibular, propõe a produção de textos dissertativos. Assim, você deverá produzir, preferencialmente, uma redação objetiva, imparcial, escrita em terceira pessoa. É importante considerar que, na dissertação, predominam os conceitos abstratos, ou seja, as referências ao mundo real se dão por conceitos amplos, de modelos genéricos. Nos discursos dissertativos da filosofia ou da ciência, por exemplo, as referências ao mundo concreto ocorrem somente como recursos de argumentação, para ilustrar teorias gerais ou leis. O texto dissertativo é basicamente constituído de enunciados de caráter abstrato que, de maneira ampla e genérica, buscam organizar vários fatos singulares e concretos. Na dissertação não existe, em princípio, uma progressão temporal entre os enunciados (como ocorre na narração). No entanto, existe entre os enunciados relação de natureza lógica, ou seja, relações de implicação (o fato e sua
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condição, causa e efeito, uma premissa e uma conclusão etc.). Para um melhor entendimento, observe os exemplos abaixo, de dissertação objetiva e dissertação subjetiva.

a) Em poucas palavras descreva o que é um texto narrativo. _____________________________________ _____________________________________ b) Repita a operação e registre o que é um texto dissertativo. _____________________________________ _____________________________________ c) Você irá necessitar deste conhecimento durante toda sua vida. Portanto, defina abaixo o que vem a ser um texto descritivo. _____________________________________ _____________________________________

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DISSERTAÇÃO SUBJETIVA Nós, brasileiros, nos encontramos cada vez mais descrentes com as instituições políticas do Brasil. A cada ano que passa os problemas se avolumam. Dentre os fatores que contribuem para esse sentimento de desesperança, está o descaso do governo com a educação, os baixos salários pagos aos professores, a incapacidade do governo em brecar o processo inflacionário, a impunidade dos corruptos que têm saqueado os cofres públicos, e o descaso com a saúde pública. Apesar de tudo, continuo defendendo a idéia de que o Brasil é um país que pode dar certo. Para isso, é fundamental a participação da sociedade. Preste atenção no caráter subjetivo, pessoal do texto, sobretudo no segundo parágrafo, quando o autor manifesta de forma inconteste o seu ponto de vista introduzido pela passagem continuo defendendo... No entanto, mesmo quando a dissertação é subjetiva, é melhor evitar construções do tipo: “Eu acho que”, “na minha opinião”, “no meu ponto de vista”, evitando redundâncias. Quem estiver escrevendo o texto (lógico!), não precisa marcá-lo o tempo todo com pronomes de primeira pessoa. DISSERTAÇÃO OBJETIVA “Mais do que diversão, os desenhos animados podem ser um eficiente instrumento pedagógico para transmitir valores éticos, morais e modelos de comportamento para as crianças. Por isso, eles deveriam ser incorporados por professores à dinâmica da sala de aula, de modo a suscitar discussões e estimular reflexões”. É o que defende um grupo de 12 pesquisadores do Lapic (Laboratório de Pesquisa sobre a Infância, Imaginário e Comunicação), um grupo multidisciplinar ligado à Escola de Comunicação e Artes da USP, coordenado pela professora Elza Dias Pacheco, e que acaba de concluir a pesquisa “Desenho Animado na TV: Mitos, Símbolos e Metáforas”.
Desenhos podem ajudar a aprender, por Marta Avancini
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Neste texto dissertativo, o autor não aparece para o leitor como uma pessoa definida, embora seja visível que ele esteja nos transmitindo sua visão pessoal sobre o assunto (lembra-se da função expressiva?); ele simplesmente expõe o fato de forma objetiva e impessoal, conferindo ao texto um caráter imparcial, com a utilização de verbos na terceira pessoa. 2.5 – TEXTOS PUBLICITÁRIOS É necessário estudar em separado o texto publicitário, pela especificidade de sua redação, criatividade e originalidade. Nas funções da linguagem, você viu que a função conativa (aquela que procura seduzir, convencer, envolver) é bastante utilizada nos textos publicitários. No entanto, o texto publicitário não utiliza somente essa função, mas também a função fática, a função poética e a função expressiva, jogando com as emoções, anseios, necessidades, preconceitos e todo tipo de sentimentos do receptor de suas mensagens. Com o passar dos anos, a propaganda tornou-se um meio poderoso de difusão dos hábitos de consumo, não só de produtos, como também de conceitos e idéias. A redação publicitária é diferente das outras, pois o redator vai utilizar a linguagem (e também a imagem) de forma criativa, com os vários níveis de linguagem para atingir um determinado público, obedecendo basicamente quatro regras: atenção, informação, desejo e apelo. O texto procura chamar atenção, fazerse notar (óbvio!), mas também informa o leitor/espectador/ouvinte sobre as qualidades do produto anunciado, despertando a motivação/desejo para a compra do produto anunciado e, finalmente, faz um apelo para que o comprador em potencial adquira aquele produto. Ex: “Se fosse seu carro, você já teria trocado” (texto publicitário de uma campanha da Brastemp, na qual aparece uma antiqüíssima máquina de lavar roupas, um texto relatando as vantagens da nova Brastemp e ainda
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um bilhete sobre esse texto: “Brastemp Mondial, vai dizer que você ainda não tem?”). A publicidade ainda explora o uso de expressões da língua falada, objetivando criar uma atmosfera de intimidade com o leitor. Em um anúncio da Kibon, aparece o seguinte texto: “Vai morango aí, freguesa?”. Em outro, o anúncio utiliza dois termos característicos da imprecisão do código oral (treco e coiso) para valorizar o produto anunciado: “Esse treco serve pra você nunca mais esquecer o nome daquele coiso.” (o produto anunciado era um dicionário visual). Outra característica facilmente comprovada nos anúncios publicitários é o uso de frases curtas, de adjetivos, o uso do verbo no imperativo, o uso da segunda pessoa, advérbios. Exemplos: “Se alguém bater em você, chame a gente” (campanha do Bamerindus Seguros, referindo-se à batida de carros) “Não faça lipo. Faça aspiração” (campanha de Diet Shake, decompondo a palavra lipoaspiração, para incentivar o consumo do produto) “Uma programação para quem é tarado por futebol – Se você é do tipo que fica todo assanhado quando o assunto é futebol, então não pode perder a programação da TVA” (anúncio de emissora de TV, mostrando a foto de duas bolas de futebol dentro de um sutiã de renda). “Veja. Sinta. Tenha. Uma pele perfeita”. Lisa Renovada Uniforme Equilibrada Suave” (anúncio do creme Idealist, de Estée Lauder) Nos textos publicitários é comum o uso da ambigüidade, da dubiedade de sentido nas frases, que na publicidade passa a ser uma qualidade, o que não ocorreria, naturalmente, num texto técnico. Quando utiliza palavras que oferecem dupla possibilidade de leitura, a publi34 •

cidade procura chamar a atenção pelo lado humorístico da situação. Exemplos: “A gente nem tem roupa para receber o prêmio” (mensagem da revista Playboy, conhecida, sobretudo pelas fotos de mulheres nuas) “Foi bombom para você também?” (anúncio do bombom Sonho de Valsa, da Lacta)

“Tem coisa melhor que ficar falada no bairro?” (anúncio do jeans Di Paolucci, mostrando os corpos de duas jovens vestidas com o jeans da marca)
Todas as características do texto publicitário obedecem a uma lógica pré-determinada: o uso de adjetivos e advérbios procura criar uma caracterização exagerada do produto anunciado; a função apelativa (mais usada) se destina a convencer o receptor; e, finalmente utiliza frases curtas, pois geralmente a mensagem é apresentada num espaço pequeno (página de revista ou jornal), ou em um tempo curto (intervalos comerciais de rádio e TV). Quando se trata de um texto radiofônico, as repetições, principalmente do nome do anunciante, são propositais. Quem elabora o anúncio radiofônico sabe que os ouvintes estão sempre trocando de estação, então a repetição permite que a mensagem sempre seja captada, mesmo que pela metade. Segundo o pesquisador Jésus Martín Ribeiro, nossa sociedade constrói dia-a-dia a imagem que cada um tem de si. Para ele, a publicidade é um espelho, apesar de bem deformado, pois a imagem do lado de lá é muito mais bela que a imagem do lado real. O poder da publicidade, atualmente, não se restringe a convencer o consumidor a adquirir determinado produto, mas também a idealizar modelos estéticos, sexuais e comportamentais. O receptor da mensagem quer ter a
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beleza, a ousadia, a sensualidade dos modelos que vê nas telas ou nos outdoors.

a) Pense, pesquise e escreva abaixo quais as principais características de um texto publicitário. ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ b) Continue o estudo e diga qual a lógica prédeterminada dos textos publicitários. ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________

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Unidade

II
Identificar os tipos de texto técnico; Reconhecer as características básicas de um texto técnico; Produzir textos Técnicos comuns na área de transação imobiliária – carta comercial, ofício, requerimento, relatório.

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3. TEXTO TÉCNICO
3.1 – A ORGANIZAÇÃO DO TEXTO TÉCNICO Entende-se como redação técnica textos que se destinam a informações sobre o uso de alguma norma ou instrução. A redação técnica se divide em oficial, comercial e científica. A redação oficial se refere às comunicações oficiais emanadas do Poder Público (ofício, exposição de motivos, o aviso, o memorando oficial etc.); a redação comercial é a utilizada no comércio e na indústria (cartas comerciais, memorandos, circulares); e, na redação científica, se incluem as dissertações, os ensaios, as monografias, relatórios, manuais de instrução, descrições e narrações técnicas propriamente ditas, as teses etc. Já o termo redação empresarial é utilizado para designar a reunião de duas áreas, comercial e bancária. No que se refere à linguagem, os documentos técnicos apresentam características básicas: ela deverá ser clara, harmônica e objetiva, procurando oferecer comodidade ao destinatário, elemento fundamental da comunicação técnica. Essa modalidade de redação deve possuir o que chamamos qualidade de estilo, constituído pelos seguintes elementos. Harmonia - A harmonia é responsável pela sonoridade do texto; ele deve ser organizado de modo a não ferir os ouvidos do leitor. Para isso, é necessário que se evitem elementos que, embora sejam consideradas qualidades na linguagem literária, prejudicam a linguagem técnica. Dentre esses elementos nocivos à linguagem técnica, podemos citar: A repetição - que apresenta um todo gradativo, iniciando-se pela gradação, seguida das rimas, de cognatismo e de pleonasmos. A rima é a repetição da sílaba no interior ou final de vocábulos, sendo mais comum a rima na sílaba final. Ex: O diretor chamou, com horror, o coordenador e o professor que me falaram ontem sobre o amor.
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Cognatismo é a repetição da raiz, enfeixando palavras da mesma família.
Ex: Infelizmente, o rapaz se aborreceu com a felicidade dos irmãos, que foram felicitados pelos felizes amigos.

Pleonasmo é a repetição de idéias que tornam a frase redundante.
Ex: Nós vamos voltar para trás. /Vi com estes olhos que a terra há de comer./ Existe um elo de ligação entre eles./ Ela teve uma hemorragia de sangue. Repetição de palavras: É muito comum o excesso do que, do se e dos pronomes pessoais no interior do discurso. Para corrigir essa falha, devem-se reorganizar os períodos ou substituir as palavras. Ex: Solicito que me remeta o relatório de produção, que são necessários para que eu possa estabelecer as novas metas que me foram propostas. Simplificando: Solicito a remessa dos relatórios de produção, necessários para o estabelecimento das novas metas que me foram propostas. Ex: Eu necessito de uma resposta urgente, para que eu possa implantar novas medidas de segurança, que eu acho imprescindíveis. Ex: Necessito de uma resposta urgente, para implantar as novas medidas de segurança, que são imprescindíveis.

Cacofonia – É a junção de palavras, produzindo um som desagradável.
Ex: Mande-me já a encomenda. Nunca ganhei tantos presentes.

Eco – Consiste na repetição de um som numa seqüência de palavras.
Ex: O resultado da votação não causou comoção na população.
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Para facilitar a compreensão da organização de um texto técnico, colocaremos, aqui, algumas normas da ABNT para elaboração de documentos técnicos. TIMBRE – Quanto aos ofícios, deverá constar sempre na parte superior dos documentos de comunicação, visando a identificação do órgão emissor, Deverá estar em posição horizontal, no meio da folha, a 1,5 cm da borda e, existindo brasão ou logotipo, este poderá ficar em posição vertical rente à margem direita ou esquerda. Na elaboração de carta, considera-se o mesmo princípio e deverá ter as mesmas características do ofício. Nos memorandos não há necessidade, em função de ser um documento interno no qual todos que o emitem ou recebem estão inseridos no mesmo contexto de trabalho ou órgão. ÍNDICE E NÚMERO – No ofício são colocados a 2,5 cm da margem esquerda; é normal que se separe o índice do número por um traço diagonal (/), sendo que o número e o ano são separados por um hífen (-).Ex: Ofício nº ABNT/408-01, isto é, ofício número 408 do ano de 2001, expedido pela ABNT. Quanto ao índice e número de uma carta, devese colocar as iniciais do órgão ou setor a ele vinculado da mesma forma que no ofício, também do lado esquerdo alinhado à data. Alguns preferem que estes dados se posicionem no lado superior direito, visando facilitar a procura da mesma quando arquivada. LOCAL E DATA – Tanto no ofício, quanto na carta, deve estar alinhado ao índice e número, do lado direito, devendo conter local, dia, mês e ano da sua expedição. É importante que se escreva por extenso o nome do mês; e, quanto ao ano, não é conveniente que se separe por ponto o milhar da centena nem abreviá-lo. REFERÊNCIA OU EMENTA – No ofício deve ser alinhado a 2,5 cm da margem
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esquerda e dois espaços abaixo do índice e número, ou localizar-se do lado direito abaixo da data, desde que não ultrapassem a metade da folha. Na carta sua utilização segue os mesmos critérios do ofício. Lembrando que o texto deverá ser breve e objetivo, fazendo com que o destinatário identifique logo o assunto a ser tratado. VOCATIVO – No ofício deverá localizar-se a 5 cm da margem esquerda e a três espaços duplos da referência ou da ementa. O tratamento recomendado deverá ser de acordo com o cargo ou função do receptor, seguido por dois pontos. Na carta, o vocativo segue o mesmo esquema do ofício, sendo que se existir um relacionamento maior entre o remetente e o destinatário, o vocativo pode vir precedido da palavra ‘prezado’. Ex: Prezado Senhor. TEXTO – Tanto no oficio quanto na carta, inicia-se com parágrafo a 5cm do vocativo, sendo o objeto do documento, e apresenta abertura, desenvolvimento e fecho. O primeiro parágrafo e o fecho não são enumerados. Os demais se enumeram para facilitar a localização do assunto por parte do destinatário à eventual pesquisa. FECHO – Em caso de oficio ou carta o fecho não é numerado. É alinhado ao parágrafo, ficando a dois espaços duplos deste último, ou sob fórmula de cortesia. Ex: Atenciosamente. ASSINATURA – Nos três casos (ofício, memorando e carta) fica a 4 cm abaixo do fecho, contendo o nome e o cargo do signatário sem sublinhar o local da assinatura. ANEXOS – Também nos três casos ficam a dois espaços da assinatura e a 2,5cm do lado esquerdo da margem do papel. ENDEREÇAMENTO – Na carta é também chamado de endereço interno, e posto
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junto à margem esquerda do papel a 2,5 cm, localiza-se abaixo do índice e do número da carta a um espaço e meio, e deverá ser idêntico o constante no envelope. Ocupa geralmente de três a cinco linhas sempre dispostas em blocos; observe a grafia correta do nome ou razão sociais, a fim de evitar constrangimentos. No ofício, localiza-se na parte inferior esquerda a 2,5cm da margem esquerda do papel, seguindo-se o mesmo critério da carta quanto à sua disposição em efeito de blocos e ocupa de duas a três linhas. INICIAIS DO REDATOR E DO DIGITADOR – Nos três casos (carta, ofício, memorando) a 2,5cm da margem inferior, sendo que no memorando não são necessárias as iniciais do redator. TRANSPORTE DA MENSAGEM – No oficio devem-se transportar pelo menos duas linhas, deixando o endereçamento na primeira folha e transporta-se o restante dos elementos, não sendo necessário o transporte do timbre e indica-se com o número da folha. Repete-se o índice e o número; sua localização fica a 2,5cm da margem esquerda, a 2,5 cm do todo da folha ou 2,5cm abaixo do timbre se esse o tiver. Na carta também com duas linhas, sendo que todos os elementos que lhe sucedem são transportados.

c) Para aumentar seu nível de conhecimentos, responda como deve ser o fecho de um ofício, memorando ou de uma carta. ___________________________________________ ___________________________________________ d) E no ofício, que cuidado deve-se ter em relação ao transporte da mensagem para uma eventual segunda página? ___________________________________________ ___________________________________________

a) Vamos voltar ao início do parágrafo e ler mais uma vez como se divide a redação técnica? ___________________________________________ ___________________________________________ b) E os documentos técnicos? Quais devem ser suas características básicas? ___________________________________________ ___________________________________________
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3.2 – A UNIDADE DO PARÁGRAFO Coesão e Coerência Embora a correção gramatical seja uma qualidade muito importante no que se reporta às qualidades do estilo, uma redação absolutamente correta do ponto de vista gramatical, pode se mostrar inaproveitável. Problemas decorrentes de falhas na estruturação da frase, da incoerência de idéias, da falta de unidade e de ênfase podem invalidar uma composição. A unidade do parágrafo é conseguida quando dizemos uma coisa de cada vez, desprezando o que não é essencial ou não se relaciona com a idéia predominante no parágrafo (tópico frasal, ou idéia-núcleo), que estabelece uma relação clara entre a idéia principal e a secundária. Quando o texto é redigido de modo claro, coerente e objetivo, a margem de erros gramaticais é mínima, não comprometendo a eficácia da redação. Por coerência entende-se a relação entre a idéia predominante e as secundárias. Exemplo de texto coerente: A manhã era clara e luminosa. Eu podia enxergar claramente a paisagem ao redor, as árvores, os animais, os tons claros e escuros provocados pelas sombras das árvores e pelos raios de sol que se infiltravam por entre os galhos. Exemplo de texto incoerente: A manhã era clara e luminosa. A forte neblina e o céu encoberto por nuvens escuras só me permitiam distinguir vagamente a sombra dos animais e das árvores. Conquanto a unidade e a coerência possuam características próprias, quase sempre a falta de uma ocasiona a ausência da outra. A unidade, como já mencionado, pode ser alcançada mediante a atenção que se dá ao tópico frasal, ou seja, a idéia-núcleo do parágrafo, tendo o cuidado de não acrescentar, nas idéias secundárias, termos que tão tenham ligação com o tópico frasal. Ou seja, a unidade é conseguida quando se tem, em todo o texto, uma só idéia predominante. A relação entre a idéia principal e as secundárias deve ser indicada de maneira clara.
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Exemplo de falta de unidade no texto: O brasileiro tenta mostrar que a corrida armamentista que se trava entre as grandes potências é uma loucura. As telenovelas têm mostrado cenas gravadas em lugares paradisíacos. Exemplo de texto com unidade: Uma das utilidades do vinho, além de tornar a conversa do outro mais agradável, é impressionar os convivas. Para isso, um velho truque é decorar o nome de uma uva, chamar o garçom e pedir, com ar blasé: “Vê o melhor chardonnay que você tiver aí”. No primeiro caso, percebemos facilmente que a idéia principal é a corrida armamentista travada entre as grandes potências. No entanto, não existe nenhuma relação entre a idéia principal e a secundária (as cenas paradisíacas mostradas nas novelas). Seria possível, entretanto, estabelecer uma relação entre a idéia principal e a secundária pela partícula se. Teríamos então: O brasileiro tenta mostrar que a corrida armamentista que se trava entre as grandes potências é uma loucura. Se não colocarmos um ponto final nessa situação, em caso de conflito até mesmo os lugares paradisíacos mostrados nas telenovelas podem acabar desaparecendo. Outras formas para garantir a unidade no parágrafo: 1. Sempre que possível, usar tópico frasal explícito: Ex: O arcadismo tem um espírito nitidamente reformista. Ele pretende reformular o ensino, o comportamento social, os hábitos, constituindo uma manifestação artística de um novo tempo e de uma nova ideologia. Em Portugal, essas mudanças se fazem sentir desde o começo do século. 2. Evite os pormenores impertinentes, as redundâncias e as acumulações: Ex: Um dos mais movimentados e agitados centros financeiros do mundo todo, Zurique, também famosa e conhecida por seus gostosos chocolates, cujo sabor é inesquecível, e também mundialmente conhecida por seu comércio especializado em artigos caros, finos e requintados, além de possuir uma paisagem de cartão
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postal, uma das mais belas da Suíça, tem atraído ultimamente um grande número de pessoas doentes que decidem pôr fim à própria vida, na Dignitas, uma ONG que pratica a eutanásia legalmente. O período acima é prolixo e centopeico (longo, caudaloso). Os pormenores excessivos, grifados no texto, são dispensáveis, não servindo de reforço à idéia-núcleo (“Em Zurique, pessoas doentes decidem pôr fim à própria vida”). Eliminando os pormenores e redundâncias, teríamos: Um dos mais movimentados centros financeiros do mundo, Zurique, além de possuir uma paisagem de cartão postal, tem atraído ultimamente um grande número de pessoas doentes que decidem pôr fim à vida na Dignitas, uma ONG que pratica a eutanásia legalmente. Frases entrecortadas prejudicam a unidade do parágrafo. Selecione as mais importantes, transformando-as em orações principais de períodos curtos. Ex: Levantei-me cedo hoje de manhã. Eu tinha perdido o guarda-chuva. O ônibus demorou a passar. Eu fiquei ensopada. Eu apanhei um bruto resfriado. Reformulação: Levantei-me cedo hoje. Como tinha perdido o guarda chuva e o ônibus custasse a passar, fiquei ensopada e apanhei um bruto resfriado. Coloque em parágrafos diferentes idéias igualmente importantes, relacionando-as através de expressões que dêem idéia de transição: Ex: O governo Federal se empenha arduamente em acabar com a fome, por meio do Projeto Fome Zero. Muitos obstáculos, no entanto, entravam o projeto, impedindo uma ação mais eficiente. A participação hesitante da sociedade, as dificuldades burocráticas que impedem que os recursos cheguem ao seu destino são fatores difíceis de serem contornados. Todos sabem que uma divisão de tarefas, com a participação das associações de bairros, que passariam a fiscalizar o desperdício de alimentos, campanhas de mobilização em prol do mesmo objetivo, seriam fundamentais para o bom resultado do projeto. Os representantes de diversos setores da sociedade vêm falhando lamentavelmente, em virtude de uma falta de conscientização coletiva.
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A reformulação do texto, considerando apenas as idéias mais importantes, ficaria assim: O governo Federal se empenha arduamente em acabar com a fome através do projeto Fome Zero. No entanto, muitos obstáculos, como a burocracia e a falta de participação da sociedade, entravam o projeto. Ora, uma divisão de tarefas e uma participação mais ampla e direcionada da sociedade seriam fundamentais para o bom resultado do projeto. Entretanto, os representantes de diversos setores da sociedade vêm falhando lamentavelmente, em virtude de uma falta de conscientização coletiva. Embora se possa colocar em parágrafos diferentes idéias igualmente importantes, a idéia-núcleo não deve ser fragmentada em vários parágrafos. Ex: Nas últimas semanas, o tráfico de drogas produziu duas notícias chocantes. Um pai de família acabou por matar a tiros um filho dependente, quando ele tentava vender a TV da família para comprar cocaína. A mãe do rapaz disse: “Era ele ou nós, não havia outra alternativa”. A mãe do rapaz foi ouvida por Débora Abreu, da sucursal de Fatos, no Rio de Janeiro. Semanas antes, em São Paulo, um pai matou o filho caçula pelo mesmo motivo. “Foi uma reação inevitável”, disse o irmão da vítima em entrevista a Luiz Ortiz, de Fatos. Reformulando o texto: Nas últimas semanas, o tráfico de drogas produziu duas noticias chocantes. Um pai de família acabou por matar a tiros um filho dependente quando ele tentava vender a TV da família para comprar cocaína. “Era ele ou nós, não havia outra alternativa, disse a mãe, ouvida por Débora Abreu, da sucursal de Fatos, no Rio de Janeiro. Semanas antes, em São Paulo, um pai matou o filho pelo mesmo motivo. “Foi uma reação inevitável”, disse o irmão da vítima em entrevista a Luiz Ortiz, de Fatos.
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Resumindo: para conseguir unidade através da estrutura do parágrafo, você deve: Atentar somente para o essencial, colocando de modo claro a idéia em tópico frasal. Não se afastar da idéia predominante expressa no tópico frasal, passando, por descuido, para outro assunto totalmente alheio ao que se propôs discutir. Evitar a acumulação de pormenores ou fatos que se sobreponham à idéia-núcleo. Usar os conectivos de transição e palavras de referência para fazer uma relação entre as frases ou os parágrafos, para dar coerência e, conseqüentemente, unidade ao texto. Evitar as digressões (desvios de rumo ou de assunto) impertinentes ou irrelevantes, ou seja, que não sirvam à fundamentação das idéias desenvolvidas.

3.3 – A PRODUÇÃO DO TEXTO TÉCNICO A redação de um texto técnico não configura um bicho-de-sete-cabeças. Os critérios que a regem são os mesmos que regem qualquer outro tipo de composição (clareza, coerência, objetividade, ordenação lógica, correção gramatical, etc.). Sua estrutura e estilo apresentam, entretanto, algumas características próprias, obedecendo a um padrão mais ou menos comum, no qual predominam a objetividade, eficácia e clareza. Qualquer redação que deixe em segundo plano o feitio artístico da frase (lembra-se da função poética e da linguagem literária?) pode ser considerada uma redação técnica. Para comprovar o que foi dito acima, veja as características sempre presentes em uma redação técnica: Impessoalidade, para evitar a duplicidade de interpretações, que poderia ocorrer em um texto mais pessoal;

a) Para ficar melhor ainda, descreva as diferenças entre coesão e coerência. ________________________________________ ________________________________________

O uso do padrão culto de linguagem, passível de um bom entendimento, evitando vocábulos de uso restrito, como a gíria e o jargão; Formalidade e padronização, possibilitando uma uniformização dos textos; A concisão, para excluir do texto os excessos lingüísticos que nada lhe acrescentam; Quanto à forma (partes que compõem o texto), ela é praticamente a mesma em diversos tipos de textos técnicos. Como exemplo, especificamos a seguir as partes que compõem a carta empresarial, utilizáveis em qualquer outro tipo de carta técnica. 1 – Cabeçalho: Timbre Índice e número

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A data A linha de atenção A referência ou assunto Vocativo Obs: a linha de atenção é utilizada quando se deseja que a correspondência seja aberta por determinado funcionário, que deverá encarregar-se do assunto da carta. Indica-se o nome da pessoa e/ou do departamento a que se deseja encaminhar especificamente a correspondência. 2 – Texto: É o corpo da carta, compreendendo a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. 3 – Fecho: O fecho compreende: A despedida (a fórmula de cortesia) A assinatura As iniciais (de quem redigiu ou ditou a carta; em seguida as de quem a transcreveu ou digitou, separando-as por dois pontos (:), por diagonal (/) ou por hífen (-) As indicações de anexos O aviso de cópias O pós-escrito (acréscimo de alguma(s) frase(s) a uma carta depois de esta ter sido redigida no seu formato original. A abreviação usada e P.S. (“post scriptum”) Detalhando as partes da carta, temos: TIMBRE – O timbre contém o nome da empresa, o endereço completo da mesma,número de telefone e fax, e indicação de filiais, agências etc. ÍNDICE E NÚMERO – Empregado apenas quando a correspondência da empresa é descentralizada, indicando o setor ou departamento que está expedindo a carta. Em seguida ao índice, aparece o número de ordem da carta; como a numeração é reiniciada a cada ano, ela é seguida pelo número indicativo do ano.Ex: DC/105-03 (Carta nº 105, de 2003, expedida pelo Departamento de Cobrança).
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São colocados preferencialmente no canto superior esquerdo do papel, na mesma altura da data. DATA – Indicação do lugar, dia, mês e ano em que se expede a carta. Ex: São Paulo, 29 de abril de 2003. ENDEREÇO – Também chamado de endereço interno, o endereço compreende o nome (pessoa física) ou a razão social (pessoa jurídica) e o endereço do destinatário. Geralmente é colocado na margem esquerda do papel, logo abaixo do índice e do número da carta, devendo ser idêntico ao endereço externo (constante no envelope), disposto em bloco, ou seja, todas começando junto à margem esquerda. Ex: Senhores Paolucci & Ramos S/A Avenida Amendoeiras, 348 95600-000 Americana – SP Senhor Prof. Carlos Meira Av. Cândido Mendes, 890 87900-000 Passo Fundo - RS Obs: em alguns casos, além do nome do destinatário, coloca-se o cargo que ele ocupa na empresa. Atualmente, é de praxe omitir, na correspondência estritamente comercial, o tratamento e o título profissional do destinatário, iniciando-se diretamente pelo seu nome civil. Ex: Carlos Antônio da Silva Avenida Paulista, 132 40309-000 São Paulo – SP LINHA DE ATENÇÃO – Pode ser colocada dentro do endereço, após o nome da empresa, de forma abreviada ou por extenso. Ex: Tecelagem Avenida S/A At. Luiz Bertolucci Avenida Bento Gonçalves, 304 78 501-000 Silvânia – GO
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Metalúrgica Simões S/A Á atenção do Sr. Iran Mendes – Dep. Financeiro Travessa Iracema, 345 95070-000 Caxias do Sul – RS REFERÊNCIA OU ASSUNTO – É a síntese do conteúdo da carta. Ela aparece, tradicionalmente, entre o endereço e o vocativo, a igual distância dos dois, junto à margem esquerda, ou do meio em direção à margem direita, dependendo do estilo de disposição da carta no papel. Ela pode ser precedida de abreviatura Ref., ou não. Ex: Brahms & Cia. Ltda. Caixa Postal 683 82911-000 Petrópolis – RJ Ref. Pedido nº 34-99 Prezados Senhores Indústria de Móveis Meireles Ltda. Rua Arapongas, 256 98743-000 Goiânia - GO Prazo de entrega de móveis Prezados Senhores Obs. Em certos casos, não é recomendável que se use referência na carta, pois a antecipação do conteúdo pode deixar o destinatário desmotivado para ler a carta. Ex: uma carta de pedido de emprego, aumento de salário etc. VOCATIVO – o vocativo é a saudação de cortesia dirigida ao destinatário, antes de passar ao texto da carta. Não é recomendável que se abrevie qualquer dos termos do vocativo. O vocativo pode se limitar ao pronome de tratamento, ou ser acrescido do cargo ou função do destinatário. Ex: Senhores Senhor Gerente
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Em uma carta em que exista um relacionamento mais íntimo entre o remetente e o destinatário, devido a uma correspondência mais assídua, o vocativo pode vir antecedido do termo prezado. Ex: Prezado Senhor: Quando existe um grau ainda maior de amizade entre o remetente e o destinatário, o vocativo passa a ser nominal. Ex: Prezado Senhor Antônio Em cartas de caráter muito formal, dirigida a autoridades, o vocativo é antecedido do tratamento convencional. Ex: Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional É importante observar que em comunicações mais formais, o tom da carta deve corresponder à formalidade do vocativo utilizado. Por outro lado, quando existe um grau maior de intimidade, pode existir um menor grau de formalidade. O vocativo pode vir precedido de pontuação (:), ou não, conforme o estilo da carta, não existindo normas rígidas sobre o assunto, coexistindo perfeitamente três estilos de pontuação: pontuação aberta, pontuação fechada, pontuação mista (na qual somente o vocativo (:) e a despedida (,) serão pontuados). Veja exemplos em “Aspectos da Redação Técnica”. Obs. Ao final deste tópico, você encontrará uma lista com as formas de tratamento mais usadas e seus respectivos usos.

a) Registre aqui quais as características sempre presentes de um texto técnico. _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________
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3.3.1. O texto da carta empresarial O texto é a parte que contém a mensagem a ser transmitida. Ele se divide em três partes: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão (ou encerramento). Nas cartas rotineiras, a introdução é só a entrada no assunto. Desenvolvimento – A finalidade do desenvolvimento é expor claramente ao destinatário o assunto da carta. O assunto deve ser só um, sendo preferível redigir várias cartas, quando existirem muitos assuntos a serem tratados em diferentes departamentos. Encerramento (ou fecho) – É o parágrafo que finaliza o texto (ou corpo da carta). Pode-se englobar, no encerramento, a fórmula de cortesia da carta, principalmente em comunicações mais rotineiras. Eis algumas fórmulas padronizadas de cortesia: Aproveito a oportunidade para renovar a V. Exa. os meus protestos de respeito. Aproveito a oportunidade para apresentar a V. Sa. os protestos de minha consideração. Antecipamos nosso agradecimento pelas providências que forem tomadas. Subscrevemo-nos atenciosamente. Atenciosas saudações. Servimo-nos do ensejo para apresentar a V. Exa. nossos protestos de elevada estima e distinta consideração. 3.3.2. O planejamento do texto da carta Para uma carta ser considerada bem escrita é preciso que o remetente conheça o assunto sobre o qual versa a carta, para poder expressá-lo com clareza. É imprescindível, ainda, um bom conhecimento de elementos como: adequação vocabular, pontuação, correção da linguagem, estrutura da frase etc. Além desses requisitos, o planejamento do texto da carta é de grande ajuda para o redator.
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Os passos a serem seguidos são os seguintes: CONCEBER O ASSUNTO É neste momento que surge a necessidade da carta, que pode ser uma proposta de compra, um cancelamento de pedido, um pedido de mercadorias. Quando o assunto da carta é concebido por outra pessoa que não o redator, esta se ocupa do levantamento de dados. LEVANTAMENTO DE DADOS Neste passo, reúnem-se as informações sobre o que deverá ser especificado na carta, como preços, condições, forma de pagamento, dados pessoais, estoque, prazo para pagamento etc. Esses dados deverão ser anotados à parte, para consulta quando da consecução da carta. SELEÇÃO DOS DADOS Após a pesquisa para levantamento de dados, selecionam-se os que devem ser utilizados na carta, segundo o objetivo da correspondência. Se a carta se destina a atender solicitações, deve responder ao estritamente solicitado. Se o objetivo da carta for solicitar algo ao destinatário, ela deve ater-se a esse assunto, visto que uma das características da redação técnica é a objetividade, não cabendo assim, menção a fatos externos ao assunto tratado e com o qual não tenham nenhuma relação. ORDENAÇÃO DE DADOS Selecionados os dados, eles deverão ser ordenados, ou seja, colocados em seqüência, o que, sem dúvida facilitará a compreensão. A ordenação dos dados facilita a divisão da carta em parágrafos, de acordo com os diferentes aspectos de um mesmo assunto. Assim, em uma carta em que se solicitam várias providências, deve ser colocada primeiramente a providência inicial, seguidas as outras, que virão especificadas em cada parágrafo.
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RASCUNHO E REVISÃO Concluídas as etapas mencionadas, far-se-á um rascunho da carta, no qual será verificado se a carta obedece às qualidades de clareza, eficiência, objetividade, se a unidade do texto está garantida com conectivos adequados, se não existe nenhuma contradição ou falta de lógica no texto (incoerência). Deve ser verificado também se o pronome de tratamento é adequado à pessoa a quem se dirige, e se o vocativo e o fecho (incluindo a fórmula de cortesia) seguem o mesmo tom (mais formal ou menos formal). A revisão deve eliminar os elementos desnecessários, as redundâncias, verificar se o texto utiliza a norma culta, se a ortografia e a pontuação estão corretas, se o objetivo está devidamente enfatizado, e outros itens que se fizerem pertinentes. REDAÇÃO DEFINITIVA Após todos esses cuidados, feitas as correções necessárias, passa-se à redação definitiva do texto.

a) E na hora de escrever uma carta? Em quantas e quais as partes se divide o texto de uma carta? ________________________________________ ________________________________________ ________________________________________ ________________________________________ b) Para que se faça uma boa redação, responda quais as etapas anteriores à redação definitiva de um texto. ________________________________________ ________________________________________ ________________________________________ ________________________________________ ________________________________________
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Datilografia ou digitação Nesta etapa, a única preocupação é com a apresentação da carta, que deve possuir uma estética impecável, valorizando o texto. De posse destas informações, você já tem
TÍTULO Almirante Arcebispo Bispo Brigadeiro Cardeal Cônego Cônsul Coronel Deputado Embaixador Frade Freira General Governador de Estado Irmã (madre/sóror) Juiz Major Marechal Ministro Monsenhor Padre Papa Patriarca Prefeito Presidente Reitor de universidade Secretário de Estado Senador Tenente-coronel Vereador demais Autoridades oficiais e particulares FORMAS DE TRATAMENTO Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Excelência Sua/ Vossa Excelência Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Eminência Sua/Vossa Reverendíssima Sua/Vossa Senhoria Sua/Vossa Senhoria Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Reverendíssima Sua/Vossa Reverendíssima Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Reverendíssima Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Senhoria Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Reverendíssima Sua/Vossa Reverendíssima Sua/Vossa Santidade Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Magnificência Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Senhoria Sua/Vossa Excelência Sua/Vossa Senhoria

instrumentos para redigir uma carta empresarial. Mais à frente, ao estudar mais detalhadamente os aspectos do texto técnico, você encontrará modelos de diversos tipos de carta. Neste item, acrescentamos as formas de tratamento que você poderá utilizar.
SUBSCRIÇÃO DE CORRESPONDÊNCIA Exmo. Sr. Almirante Exmo. e Revmo. Dom, Reverendíssima Exmo. e Revmo. Dom. Exmo. Sr. Brigadeiro Exmo. e Revmo. Cardeal Reverendíssima (ou Eminência) Revmo. Sr. Cônego Ilmo. Sr. Cônsul Ilmo. Sr. Cel. Exmo. Sr. Deputado Exmo. Sr. Revmo. Sr. Fr. Revma. Ir. Exmo. Sr. General Exmo. Sr. Governador Revma. Ir. (ou Madre ou Sóror) Exmo. Sr. Dr. (ou Meritíssimo Juiz) Ilmo. Sr. Major Exmo. Sr. Marechal Exmo. Sr. Ministro Revmo. Sr. Mons. Revmo. Sr. Padre A Sua Santidade Papa (ou Beatitude) (ao Beatíssimo Padre) Exmo. e Revmo. Dom Reverendíssima (ou Beatitude) Exmo. Sr. Prefeito Exmo. Sr. Presidente Exmo. Sr. Reitor Magnífico Reitor Exmo. Sr. Secretário Exmo. Sr. Senador Ilmo. Sr. Ten. Cel. Ilmo. Sr. Vereador Ilmo. Sr.

*Use “Sua” quando se referir à autoridade sem se dirigir diretamente a ela. Empregue “Vossa” quando estiver se dirigindo diretamente à autoridade.

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4. ASPECTOS DO TEXTO TÉCNICO
Neste item, trabalharemos alguns aspectos do texto técnico, detalhando somente aqueles mais utilizados por profissionais do mercado imobiliário, e que, com ligeiras modificações, servirão de modelo para outros tipos de correspondência. A correspondência, quanto à espécie, pode ser dividida em: · · Particular, familiar ou social: trocada entre particulares, versando sobre assuntos íntimos, pessoais. Bancária: enfocando assuntos relacionados à vida bancária, tais como: solicitação de extrato, carta de apresentação, aviso de vencimento, carta de crédito. Comercial: ocupa-se da transação comercial ou industrial. Oficial: utilizada no serviço público, civil ou militar.

Local e data em que foi assinado, datilografado por extenso, com alinhamento à direita: Brasília, 25 de abril de 2003. Vocativo, que invoca o destinatário (consulte a lista dos pronomes de tratamento), seguido de vírgula: Senhor Chefe de Gabinete, Texto. Quando não se tratar de simples encaminhamento de documentos, o ofício deve apresentar a seguinte estrutura: Introdução, na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. Não utilize frases feitas, tais como: “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “É com grata satisfação que”. Empregue, preferencialmente, a forma direta: “Cumpre-me informar que”, “Submeto à apreciação se Vossa Senhoria”, “Informo a Vossa Excelência de que”; Desenvolvimento, no qual se detalha o assunto, objeto da comunicação; se forem vários os assuntos, eles devem ser tratados em parágrafos distintos, para maior clareza; Conclusão, na qual é reafirmada ou reapresentada a posição recomendada sobre o assunto. No texto, excetuando-se o primeiro parágrafo e o fecho, todos os demais parágrafos devem ser numerados. Fecho, que tem como finalidade arrematar o texto e saudar o destinatário. Visando a uniformização dos mesmos, adotam-se os seguintes critérios: Para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República: Respeitosamente, Para autoridades da mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: Atenciosamente, Assinatura do autor da comunicação; e
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· ·

Naturalmente, não nos ocuparemos, aqui, da correspondência bancária e particular, por não serem pertinentes à atividade profissional em questão. Enfocaremos somente alguns tipos de texto da correspondência oficial e comercial bastante utilizados, quais sejam: o ofício, o requerimento, a circular, o relatório e a carta. 4.1 – OFÍCIO O ofício é um documento da correspondência oficial externa, por meio do qual se comunicam os funcionários públicos no exercício de suas funções. Seguiremos o chamado “padrão ofício”, utilizado na Presidência da República, na redação de documentos semelhantes (aviso, exposição de motivos e ofício). O oficio contém, obrigatoriamente, as seguintes partes: Tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão expedidor: Ofício nº 145/DP
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Identificação do signatário, que deve ser a seguinte: (espaço para a assinatura) NOME (em maiúsculas) Diretor do Departamento de Serviços Gerais Secretaria da Administração Federal Obs. É recomendável que não se deixe a assinatura em uma página isolada. Todas as três modalidades de comunicação (aviso, exposição de motivos e ofício) devem trazer, a partir da folha dois de seu texto, e em todas as folhas de seu anexo, a pelo menos 1 cm de sua borda, o seguinte cabeçalho: Fl. (indicar nº da folha) do Of. nº 145/ DP, de 25.04.03. Nas folhas em que houver cabeçalho, o texto deverá ser iniciado a 2,5cm deste. A diagramação do ofício segue as seguintes especificações abaixo, nas quais as distâncias constam em centímetros por motivo de padronização. No sentido horizontal, 1 cm corresponde a cerca de 4 toques datilográficos (1 toque = 2,5 mm). No sentido vertical, 1 cm equivale a um espaço dois (espaço um = 0,5 cm), aproximadamente. Caso seja utilizado processador de texto, empregue as medidas em centímetro: a) margem esquerda: a 2,5 cm ou dez toques da borda esquerda do papel; b) margem direita: a 1,5 cm ou seis toques da borda direita do papel; c) tipo e número do expediente: horizontalmente, no início da margem esquerda (a 2,5 ou dez toques da borda do papel); verticalmente, a 5,5 cm ou seis espaços duplos (espaço dois) da borda superior do papel; d) local e data: horizontalmente, o final da data deve coincidir com a margem direita, e, verticalmente, deve estar a 6,5
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e) f) g) h) i)

cm ou sete espaços duplos (espaço dois) da borda superior do papel; vocativo: a 10 cm ou dez espaços duplos da borda superior do papel; texto: o texto inicia-se a 1,5 cm ou a três espaços simples do vocativo; espaço entre os parágrafos do texto: 1 cm ou um espaço duplo (espaço dois); fecho: centralizado, a 1 cm ou um espaço duplo do final do texto; identificação do signatário: 2,5 cm ou três espaços duplos do fecho;

Obs: O avanço de parágrafos do texto deve ser sempre o mesmo, ou seja, o equivalente a 2,5 cm ou dez toques. Outras considerações sobre ofícios Nas redações de ofícios e outras comunicações oficiais devem ser evitados: • expressões locais ou regionalismos; • expressões de duplo sentido; • estrangeirismos, exceto quando indispensáveis por não possuírem tradução exata ou constituírem expressões de uso consagrado, como algumas em latim: ad referendum ou royalties, que deverão ser destacadas em negrito, ou colocadas entre aspas; • repetição de palavras ou utilização de palavras cognatas, como: competente, compete; designado e designação, menção e mencionado etc. Na página a seguir, você encontrará um modelo padrão de ofício. 4.2 – REQUERIMENTO O requerimento é uma petição escrita, sob o amparo da lei, na qual se solicita algo a uma autoridade pública. O requerimento é dirigido ao cargo que a pessoa exerce, não a ela especificamente. Quando a formulação é feita por duas ou mais pessoas, tem-se um abaixoassinado, que é um requerimento coletivo.
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Modelo de Oficio (padrão)

5 cm

Ofício nº 524/SG-PR Brasília, 13 de abril de 2005.

Senhor Deputado, Complementando as informações transmitidas pelo telegrama nº 32, de janeiro último, informo a Vossa Excelência de que as medidas mencionadas em sua carta nº 4375, dirigida ao Senhor Presidente da República, estão amparadas pelo procedimento administrativo de demarcação de terras indígenas instituída pelo Decreto 22, de 4 de fevereiro de 1992 (cópia anexa). 2. Em comunicação, Vossa Excelência ressalva a necessidade de que – na definição e demarcação de terras indígenas – fossem levadas em consideração as características sócio econômicas regionais. 3. Nos termos do Decreto nº 22, a demarcação deverá ser precedida de estudos e levantamentos técnicos que atendam ao disposto no art.231, § 1º da Constituição Federal. Os estudos deverão incluir os aspectos sociológicos, cartográficos e fundiários. O exame deste último aspecto deverá ser feito conjuntamente com o órgão federal e estadual competente. 4. Os órgãos públicos estaduais e municipais deverão encaminhar as informações que julgarem pertinentes sobre a área em estudo. É igualmente assegurada a manifestação de entidades representativas da sociedade civil.

2,5 cm

A Sua Excelência o Senhor Deputado (nome) Câmara dos Deputados 10160-000 – Brasília-DF
2 cm

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Sendo um veículo de solicitação sob amparo da lei, o requerimento só pode ser dirigido a autoridades públicas. Qualquer pessoa, servidor público, ou não, que tenha interesse no serviço público pode se servir desta medida. Pode-se, também, endereçar requerimento a escolas particulares, que não configuram autoridade pública, mas que possuem atividades próprias do poder público, e tem seus serviços rigidamente fiscalizados e regulados por esse poder. Características do requerimento: Pessoa gramatical – Por deferência, empregase no preâmbulo a terceira pessoa do singular, que deve acompanhar o restante do requerimento. Vocativo – Compreende o pronome de tratamento e o nome do cargo ou função do destinatário, não se mencionando o nome civil da autoridade, pois, como já mencionado, o requerimento não se dirige à pessoa, mas ao cargo ou função que ela ocupa. Depois do vocativo, não se coloca nenhuma fórmula de saudação. Preâmbulo – compreende o nome do requerente (preferencialmente em caixa alta, todo ele), seguido pela sua qualificação (nacionalidade, estado civil, idade, filiação, naturalidade, domicílio etc.).Nem sempre é necessário que se coloquem todos esses dados. Quando o requerente é funcionário do órgão ao qual dirige o requerimento, basta indicar nome, cargo, o setor do órgão onde exerce suas funções, já que os outros dados já constam de sua ficha funcional. Quando o requerimento é feito por um aluno de escola particular ou estadual, basta colocar o nome do aluno, a série e o turno em que ele estuda, pois os outros dados já constam de sua ficha escolar. A qualificação é mais, ou menos completa, de acordo, também, com a finalidade a que se destina o requerimento.Na
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qualificação é importante distinguir residência, que é o local onde a pessoa mora habitualmente, de domicílio, que é a sede legal da pessoa, onde ela se presume presente para efeitos legais. Texto – a exposição do pedido, em termos claros e concisos, de forma objetiva. Podem-se invocar leis, decretos ou outros documentos, para fundamentar o pedido, que deve ser feito de forma cortês, mas sem polidez excessiva, evitando expressões exageradas como: “vem mui respeitosamente”, “vem humildemente solicitar” etc. Lembrese de que você está solicitando algo sob o amparo da lei, e não favores que dependam da disposição de espírito da autoridade à qual se dirige. Fecho: É a parte final do documento.São costumeiras as seguintes formas: Nestes termos, Pede deferimento. Abreviação: N. T. P. D. Aguarda deferimento. A. D. Termos em que pede e espera deferimento. Termos em que pede deferimento. Local e data: São Paulo, 12 de abril de 2003. Assinatura 4.2.1. Modelos de requerimento Senhor Diretor da Escola Alfredo Nasser: FULANO DE TAL, aluno desta Escola, regularmente matriculado, cursando a primeira série do primeiro grau, turma B, turno matutino, requer a Vossa Senhoria a dispensa das aulas de educação física, por motivos de saúde, conforme atestado médico em anexo.
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Termos em que pede deferimento. Goiânia, 17 de abril de 2003. Fulano de Tal. Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal

São Paulo, 26 de maio de 2003. Sr. Fulano de Tal Caixa Postal 695 SÃO PAULO – SP Senhor (es):

FULANO DE TAL, ocupante do cargo de Escriturário, nível 6, exercendo suas funções junto à Secretaria de Administração, requer a V.Exa. a concessão do auxílio-família, nos termos do art........, do Estatuto.....................por se encontrar licenciado para tratamento de saúde. Nestes termos, pede deferimento. Belo Horizonte, 12 de maio de 2003. Fulano de Tal

Temos o prazer de comunicar a V. Sa. (s) a inauguração da filial das Lojas Garden, nessa cidade. Continuaremos, como sempre, a prestar a nossos clientes o melhor dos nossos serviços. Esperando merecer de V.Sa. a consideração e confiança com que sempre nos distinguiram, subscrevemo-nos. Atenciosamente, Lojas Garden S.A. CIRCULAR Nº 50, DE 23 DE MAIO DE...... O DIRETOR GERAL DO TESOURO DO ESTADO, no uso de suas atribuições, comunica aos Srs. Exatores que, de conformidade com a Portaria nº 2.380, desta data, do Excelentíssimo Senhor Secretário da Fazenda, ficaram determinados, para o corrente exercício, os valores de R$ ................... (..............................) por cabeça de gado bovino, e de R$............................. (.................) para a arroba de lã, para base de cálculo da Taxa de Cooperação, constante do Decreto nº 43.786, de 5 de março de................. Fulano de Tal Diretor Geral em Substituição
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4.3 – CIRCULAR O termo circular define uma comunicação (carta, manifesto ou ofício) reproduzida em muitos exemplares e dirigida, simultaneamente, a várias pessoas ou a um órgão, objetivando transmitir avisos, ordens ou instruções de interesse geral. A circular deve ser datada, endereçada e assinada (ou autenticada). Ela não obedece a padrões rígidos quanto a sua forma. Quando se tratar de carta-circular, o receptor deve ter a impressão de que a carta foi redigida especialmente para ele. Para atingir esse objetivo, o redator deve utilizar uma redação que não seja de todo impessoal. Exemplos de circular:
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Brasília, 13 de maio de 2003. Senhor(a) Professor(a): Frente à impossibilidade de alguns professores em comparecer ao Churrasco de Confraternização marcado para 14 de junho, estamos tentando outra data que será comunicada posteriormente. Atenciosamente, Jussara Costa Nunes Coordenadora Pedagógica a) Cedo ou tarde você terá que escrever ofícios aos seus clientes. Para treinar bastante, resuma abaixo as principais características de um ofício. ________________________________________ ________________________________________ b) De igual modo, pesquise e responda qual a principal utilidade do memorando. ________________________________________ ________________________________________ c) Dê uma olhada no texto e descreva para que serve uma correspondência circular. ________________________________________ ________________________________________

4.4 – RELATÓRIO Relatório é a exposição de fatos de uma administração pública ou privada, acompanhada, se necessário, de gráficos, mapas, tabelas, ilustrações. O relator deve tomar como base um fato real, descrever o(s) fato(s), fazer uma interpretação, e, finalmente, apresentar propostas práticas para sanar os problemas detectados. Podemos dividir o relatório em três classes distintas: Quanto ao número de signatários: Individual; Coletivo; Quanto à periodicidade: Normal: surgimento regular; Eventual: surgimento irregular; Quanto à finalidade: Tantos tipos quanto forem os objetivos; Há vários tipos de relatórios: relatório de viagem, relatório administrativo, relatório de estudo de caso, de cadastro, de inspeção, de inquérito, de rotina, parcial, progressivo, de pesquisa, científico, contábil etc. Não importando o tipo de relatório, ele obedece sempre a mesma divisão: Introdução: onde é indicado o motivo da feitura do relatório; Corpo ou desenvolvimento: seção central, ordenada com destaque dos títulos e assuntos principais, respeitando-se a ordem de sucessão dos fatos. Conclusão: como o próprio nome indica, é o encerramento do relatório, a sua parte final, da qual constam: Considerações finais; Deduções lógicas de argumentação; Sugestões dispostas de maneira clara e ordenada. Agradecimentos, despedidas etc. Dentre diversos tipos de relatório, citaremos apenas aqueles que poderão ter utili• 55

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dade prática nas áreas as quais se destinam. São eles: Relatório de gestão social ou anual: é normal, pois é elaborado em períodos regulares, em regra um ano (civil, financeiro ou fiscal); é o “report” de maior importância, pelos esclarecimentos que presta e pela divulgação que promove; exigido por lei ou estatuto, é dirigido aos sócios ou aos acionistas, ou ainda, ao povo, se a entidade de onde ele emana for associativa, de fins comercial ou estatal. De inquérito: inclui-se entre os eventuais, ou seja, são feitos esporadicamente, em virtude de incumbência especial (estudo de normas de trabalho, seleção fortuita de pessoal, visita ou apuração de uma denúncia). Parcial: diz respeito à fração de exercício ou de gestão, podendo ser mensal, trimestral, conforme o tempo que abrange. Progressivo: é aquele que é preparado periodicamente durante inquéritos, pesquisas ou investigações. Conclusivo: possui uma conclusão resultante da análise de outro(s) relatório(s). Científico: estabelece fatos e conclusões, com uma determinada finalidade; De tomada de contas: constará de um parecer minucioso e objetivo sobre os elementos apresentados pela entidade, com apreciação a respeito da regularidade ou não das contas e pela atuação do administrador ou responsável pelo órgão que faz a prestação das contas. Administrativo: É uma comunicação escrita submetida à apreciação de uma autoridade superior, geralmente ao final de um exercício, relatando a atuação administrativa.
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Eles podem ser uma simples carta ou memorando, ou uma exposição de uma conferência, de um gráfico, de uma tabela, desde que requeridos ou utilizados pelos administradores. Relatório técnico-científico: É o documento original através do qual se difundem as informações correntes, sendo elaborado principalmente para descrever experiências, investigações, métodos, processos e análises. 4.4.1. Elementos do relatório Os elementos dos relatórios se distribuem seqüencialmente, dessa forma: • Folha de rosto – É a página que contém os elementos essenciais à identificação da obra, como entidade, empresa, setor ou departamento, título, autor, local e data; pode haver duas ou mais folhas de rosto (textos em mais de uma língua, edições fac-similadas etc.). • Sumário – será organizado ao final do trabalho, incluindo os títulos principais e os subtítulos, com a respectiva página. • Introdução – apresentação inicial do trabalho já elaborado, dando imediata ciência ao leitor sobre o aspecto relevante de seu conteúdo. • Desenvolvimento – trata-se do texto propriamente dito, uma explanação clara, simples e objetiva do assunto. • Conclusão – finalização do trabalho, confirmando, com argumentos, o ponto de vista do autor e apresentada nos mesmos moldes da introdução. • Anexos – materiais ilustrativos complementares que se fizerem necessários – tabelas, fotos, gráficos, ilustrações, taINEDI - Cursos Profissionalizantes

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belas etc. – mesmo que não sejam estritamente necessários para a compreensão do assunto. • Bibliografia – indicações cuidadosas e precisas, permitindo a identificação de publicações, no todo ou em parte. Quanto à localização, as referências bibliográficas podem ser: • • • • • Inteiramente incluídas no texto; Parte no texto, parte em nota de rodapé; Em nota de rodapé ou de fim de texto; Em listas bibliográficas, sintéticas ou analíticas; Encabeçando resumos.

4.4.2. Técnicas para a elaboração de relatórios A primeira providência é preparar um plano ou esquema. Com a ajuda do esquema, fica mais fácil perceber a importância do assunto a ser tratado, selecionar os fatos importantes, estabelecer uma hierarquia entre as idéias. Na organização do relatório, é preciso considerar o tema, as circunstâncias, o receptor, a utilidade das informações e a pertinência das sugestões finais. Escrever muito não significa, necessariamente, escrever bem. O relatório deve se restringir às informações realmente úteis, que podem ser complementadas com tabelas, gráficos, fotos e outras ilustrações que, muitas vezes, causam mais impacto do que as palavras. No esquema, procure determinar os verdadeiros objetivos do relatório. Faça as seguintes perguntas: Por que escrever este relatório? Quem lerá o relatório? O que pretendo escrever? Como fazê-lo?
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Respondendo a essas perguntas, você pode passar à redação do relatório, obedecendo a certas normas: Estilo - O estilo da redação de um relatório (seja ele de qual tipo for) deve ser formal, considerando as seguintes regras: Ausência de pronomes pessoais (eu, nós); Inexistência de abreviações; Uso da terceira pessoa (Fulano decidiu); Ausência de estrangeirismos ou regionalismos (a não ser Quando imprescindíveis à compreensão do assunto); Preferência pela voz ativa; Ausência de gírias ou expressões coloquiais. Ênfase nos pontos importantes - O redator técnico deve usar a disposição das frases e das palavras no período, com o intuito de realçar as idéias principais. Para isso ele deve considerar que o início do parágrafo é o melhor lugar para colocar a frase que deseja enfatizar. Ela também pode ser colocada no final do parágrafo, se o relator quiser variar, mas nunca deve estar diluída no meio do parágrafo. A ordem inversa também pode ser utilizada para realçar idéias. Ex: Se não for possível modificar o projeto, outras soluções deverão ser encontradas. Ordem inversa: Outras soluções deverão ser encontradas, se não for possível modificar o projeto. Utilize sempre palavras específicas, pertinentes ao assunto, empregando verbos no imperativo, evitando sempre que possível a voz passiva. Ex: Foram feitas várias alterações. Voz ativa: Fizemos várias alterações. Divida o relatório em secções e subseções, ou itens e subitens, para realçar as idéias e garantir a atenção do receptor. Os títulos devem ser curtos e uniformes, ou seja, quando no primeiro título aparecer um substantivo, no segundo você pode usar um gerúndio, o que contribui para maior clareza do texto. Ex: 2.1. Definição do campo de atuação. 2.2. Atuando com professores/pesquisadores. (no primeiro título, você utilizou o substantivo atuação; no segundo, você empregou o gerúndio atuando).
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Eficácia da redação – Para garantir uma comunicação eficiente, você deve: • Observar a concordância gramatical; • Não utilizar um rosário de frases curtas; • Eliminar as palavras desnecessárias; • Não usar pontos de exclamação ou reticências, que dão ao texto um caráter subjetivo; • Não utilizar expressões prolixas ou linguagem conotativa (sentido figurado). Ex: O vendedor é rápido como um raio. (linguagem conotativa)/ O vendedor é muito rápido. (linguagem denotativa). Usar expressões simples e curtas. Ex: Com referência ao fato.../ Prefira: Referente ao fato; Durante o ano de 1998.../Prefira: Em 1998... • Evitar fragmentos de frases. Ex: Embora não tenhamos alcançado nossos objetivos. (fragmento de frase)/Embora não tenhamos alcançado nossos objetivos, fomos elogiados pelo diretor. (frase completa) Despertar interesse – Para conseguir este objetivo, atente para as seguintes regras: O relatório deve ser compreensível e fácil de ler. A organização das idéias e a concatenação dos parágrafos (rever Unidade do parágrafo) são fundamentais para manter o leitor atento. A distribuição do texto no papel ou apresentação da matéria de forma estética contribui para despertar a atenção do leitor. A variação no comprimento dos parágrafos torna a leitura menos cansativa. Uma seqüência de parágrafos longos é excessivamente cansativa, da mesma forma que uma seqüência de parágrafos curtos. Varie! Utilize informações precisas. Por exemplo, em vez de dizer que o inverno foi rigoroso, diga “Neste inverno, a temperatura foi a 3 graus”;
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no lugar de “Carlos é bom digitador”, prefira “Carlos digita 300 toques por minuto”. 4.4.3. Relatório administrativo 4.4.3.1. Plano ou esquema da mensagem Relatório de Produção 1. Objetivo 2. Estabelecimento do cronograma 3. Tarefas realizadas 3.1. Quantidade 3.2. Qualidade 4. Tarefas que serão realizadas 4.1. A curto prazo 4.2. A médio prazo 4.3. A longo prazo 5. Tarefas impossíveis de realizar 5.1. Impossibilidade técnica 5.2. Insuficiência de recursos humanos 5.3. Insuficiência de recursos financeiros 5.4. Necessidade de atualização do maquinário e contratação de pessoal especializado. Após colher o material informativo que sustentará a mensagem (assunto), e planejada a exposição de idéias, a etapa seguinte é a organização do texto. O objetivo do relatório vai determinar a direção e organização da mensagem. Considere se a mensagem é informativa, persuasiva ou de orientação. O passo seguinte é definir o tipo de estrutura narrativa que será seguido: se ela obedecerá a uma ordem cronológica, ou se apresentará, desde o início, os fatos mais relevantes. Você também pode optar pela dissertação (ver “Os textos e sua tipologia”), seguindo a estrutura introdução, desenvolvimento e conclusão. As questões “o quê?/ quem?/ como?/ onde?/ e por quê?”, usuais na redação jornalística têm alcançado maior eficácia.Observe que a ordem da narrativa parte dos fatos mais importantes para os menos significativos.
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As estruturas mais comuns de relatórios são: Proposição: · Apresentação de solução de problemas; · Enumeração de fatos; · Exposição cronológica dos fatos; · Argumentação. Na apresentação que segue a exposição cronológica dos fatos, expõe-se inicialmente o problema e, em seguida, as causas e efeitos, concluindo com uma solução lógica. Quando a apresentação segue a exposição cronológica dos fatos, o problema é exposto inicialmente e, em seguida, causas e efeitos, concluindo com uma solução lógica. O esquema seria o seguinte: 1. Problema. 2. Causa. 3. Efeito 4. Soluções Já na exposição por enumeração de fatos ou pormenores, identifica-se em primeiro lugar a idéia principal, que servirá de base para a construção do relatório. A seguir, apresentam-se os fatos que comprovam ou fundamentam a idéia principal. 4.4.4. Apresentação de solução de problemas O modelo indicado para a elaboração desse tipo de relatório consiste na apresentação da proposição, ou seja, da idéia que se quer “vender”; em seguida, passa-se à apresentação do histórico, provas, argumentos, justificativas e encerrando o relatório com decisões ou conclusões.
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Modelo: A Diretoria da Empresa Alvorada, reunida no dia 16 de abril último,resolveu alterar sua política de vendas, após análises e discussões sobre as diversas formas de crédito, que vinham sendo praticadas há mais de cinco anos. Histórico: 1. 40% para clientes preferenciais, com volume de compra superior a 50 mil mensais 2. 30% para clientes com volume de compra entre 50 e 30 mil mensais 3. 20% para clientes com volume de compra até 20 mil mensais O prazo para pagamento de mercadorias também foi alterado, passando para 45 dias, para clientes especiais com volume de compra superior a 30 mil mensais. 4.4.5. Enumeração dos fatos (Preocupação espacial) Este segundo modelo de desenvolvimento do texto consiste na estrutura com a exploração de elementos espaciais, fazendo uma descrição dos fatos. Proposição: A Diretoria da Empresa Fecho de Ouro, reunida no último dia 20 de abril, resolveu alterar sua programação de vendas para a Capital e interior de São Paulo. Haverá a necessidade de os vendedores alterarem a sua programação de visitas e, particularmente, o volume de ven• 59

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das, conforme descrito a seguir: 1. Na capital, serão intensificadas as visitas para estimular as vendas centrais. A cota de produtos à disposição também será alterada: das antigas 90.000 unidades para 150.000 unidades 2. No interior serão consideradas relevantes as cidades de regiões mais desenvolvidas. As visitas serão em número de duas mensais e terão a sua disposição menor volume de produtos: das antigas 200.000 unidades para 180.000 unidades. Manifestação de expectativa

Cronológico dos fatos: Em março, os preços foram reajustados sem prévio dos aviso. Anteriormente seu vendedor avisava com antecedência sobre nova lista. Em abril, nossas surpresas foram maiores: a nossa percentagem foi diminuída. Conclusão: Diante de todos estes fatos, solicitamos urgentemente uma reunião com a diretoria de marketing da Araguaia a fim de esclarecermos e solucionarmos estes problemas. Argumentação: Introdução: A diretoria da empresa Fecho de Ouro, que se reuniu no último dia 24 de maio, comunica a seus vendedores algumas decisões relevantes nas transações comerciais com nossos clientes: Problema: Constatamos queda de vendas e desajuste no atendimento aos nossos clientes. Há inúmeras reclamações, bem como perdas de clientes considerados estratégicos. Nossos produtos têm chegado aos locais de venda em desvantagem com a concorrência, encontrando clientes predispostos a não coloca-los ao alcance do consumidor. Causa: Constatamos como causa, em primeiro lugar, a ausência de visitas sistemáticas e a carência de esclarecimento aos clientes.
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Assim esperamos melhorar nossa distribuição na capital e interior do de estado de São Paulo 4.4.6. Exposição temporial: Cronologia dos fatos Introdução: Para dar melhor continuidade às nossas relações comerciais, consideramos relevante relatarlhes fatos que vêm ocorrendo e ameaçam nosso longo e harmônico relacionamento. Relato: A partir do dia 4 de fevereiro fomos surpreendidos com um novo vendedor. Passamos a ser atendidos por um profissional de poucos recursos técnicos que não satisfaz a nossas necessidades de informação sobre o produto. Durante o mês de fevereiro, as visitas foram interrompidas e retomadas, revelando o desinteresse em nos atender.
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4.5 – CARTA Para escrever uma carta comercial, ou mesmo outras de ordem pessoal, é desejável que o redator se mantenha sempre atualizado, através da leitura de jornais, revistas e livros, e que reflita cuidadosamente sobre a mensagem que deseja produzir, excluindo das cartas comerciais expressões vazias de significado, como: verdadeiro caos, efetivamente, ensejo, lacuna preenchida, por especial obséquio, mui respeitosamente, para os devidos fins, motivos de ordem superior, oportunamente, e outras semelhantes. O uso desnecessário de expressões semelhantes produz um texto desestimulante, resultando em uma redação ineficaz quanto aos objetivos a que se propõe. A redação administrativa deve destacar-se pela precisão e concisão, centrada exclusivamente na informação e no receptor. Deve-se eliminar os estrangeirismos, as gírias, os pleonasmos viciosos, as redundâncias, as figuras de linguagem, as opiniões pessoais, os parágrafos intermináveis, e outros elementos que sirvam de obstáculo ao entendimento da mensagem. Os defeitos geralmente encontrados na redação administrativa são erros de estrutura da frase (fragmentos de frases, sujeito sem predicado, redundâncias, pleonasmos, oração subordinada sem oração principal etc.), e erros gramaticais (emprego incorreto dos pronomes, ausência de concordância nominal e verbal, regência verbal inadequada). A correspondência comercial tem a função primordial de informar, persuadir, solicitar informações ou providências, centrandose no receptor e na mensagem. O redator deve possuir um estilo próprio e conciso, criativo e original, mesmo obedecendo a um certo padrão que rege as cartas comerciais, no que diz respeito às introduções, às fórmulas de saudação e aos fechos de cortesia. Ele deve empregar palavras cujo sentido lhe seja conhecido e que sejam apropriados ao momento, redigindo o texto com o mesmo cuidado que teria
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a) O relatório é instrumento de capital importância para o corretor de imóveis. Quais as principais características de um relatório? _______________________________________ _______________________________________ b) O corretor de imóveis usa o Relatório de Vistoria, especialmente como acessório dos contratos de locação. Para que serve esse relatório? _______________________________________ _______________________________________

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com uma obra literária, pois a carta comercial exerce também a função de relações públicas e, quando unida à propaganda, é um veículo pelo qual a empresa alcança a venda de seus produtos ou serviços. Feitos esses comentários, disporemos a seguir exemplos de introduções e fechos de cortesia comuns nas cartas comerciais. 4.5.1. Introduções comuns na correspondência As introduções devem levar o receptor a continuar a leitura do texto. Uma introdução antiquada desestimula o leitor e desmerece o redator. As introduções usuais são:

• • • • • • • • •

Respeitosamente. Atenciosamente. Saudações. Cordiais saudações. Cordialmente. Apreciaremos sua pronta resposta. Subscrevemo-nos atenciosamente. Com distinta consideração. Abraços.

Evite estes fechos arcaicos:

• Participamos-lhes que... • Atendendo às solicitações constantes de sua carta datada de... • Temos a satisfação de comunicar a V. Exa. que... • Solicitamos a V. Sa... • Informamos a V. Sa ... • Em vista do anúncio publicado no... • Damos ciência a V. Sa.. • Comunicamos que...
Devem ser evitadas as introduções clichês, como:

• Sem mais para o momento, reitero a V. Exa. protestos de elevada estima e distinta consideração. • Sendo o que se nos apresenta para o momento. • Com as expressões de nossa elevada consideração, subscrevemo-nos atenciosamente. • Agradecendo-lhe, desde já, firmo-me com admiração e respeito. • Sendo tão somente para o momento, apresento a V. Sa. protestos de estima e consideração. • Com nossos agradecimentos, renovamos as expressões de nossa elevada consideração e distinta amizade.
4.5.3. A elaboração do texto A objetividade e a rapidez na exposição do pensamento são exigências da vida moderna, que levam o redator a buscar o vocabulário exato, a concatenação de idéias, a clareza do pensamento, a unidade do texto. Nunca é demais frisar as qualidades da redação, quais sejam: Exatidão: evite empregar palavras vagas, pouco usadas, compridas, difíceis, além da capacidade de compreensão do leitor. Desejando impressioná-lo, você pode alcançar um resultado não desejado, como a ineficácia da comunicação. Seja exato, atenha-se aos fatos, evitando imprecisões como: alguns, quase todos, há dias, muitos, poucos. Coerência de idéias: Existe uma transição lógica entre uma frase e outra? Utilizaram-se os conectivos adequados? Existe conINEDI - Cursos Profissionalizantes

• • • • • • •

Venho por meio desta... Escrevo estas mal traçadas linhas... Torna-se imperiosa... É com grata satisfação que... Venho por meio desta... Permita-me, oportunamente, dizer... Lamentamos profundamente ter de informar que... • No presente momento... • Serve esta para inteirá-lo... 4.5.2. Fechos de cortesia É constituído pelo último parágrafo, e os mais comuns são:
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tradição entre a idéia-núcleo e as idéias complementares? (rever unidade do parágrafo, coesão e coerência) Clareza: qualidade indispensável em qualquer correspondência comercial. Mesmo que existam expressões técnicas no texto, a redação deve ser tão clara que mesmo um leigo no assunto consiga apreender-lhes o sentido. Concisão: o redator deve observar o meio-termo, não escrevendo de forma tão prolixa ou concisa que se torne incompreensível para o leitor. 4.5.4. Simplificando o texto Ao escrever o texto o redator deve se restringir ao essencial, por economia de tempo e levando em conta a objetividade e concisão. Prefira expressões mais curtas, no caso, as da direita:

de 1,5. Entre os parágrafos colocam-se dois espaços de 1.5 ou três espaços simples. O vocativo pode usar fórmulas como: Prezado Senhor, Senhor Diretor, Senhores, Prezado Amigo, etc. Como outras correspondências técnicas, as cartas comerciais apresentam as seguintes partes:

• • • • • • • • • •

Cabeçalho ou timbre; Índice e número (algumas vezes apenas números); Local e data; Endereço ou destino; Vocativo; Introdução; Explanação; ou desenvolvimento; Fecho, ou encerramento; Assinatura; Iniciais (redator e datilógrafo, ou digitador).

• • • • • • • •

Acusamos o recebimento: recebemos. Segue anexo a esta: anexamos. Na expectativa de: esperamos. Um cheque nominal na importância de: um cheque de. No decorrer do ano em curso: durante. Será prontamente atendido: será atendido. No corrente mês de maio: neste mês. Anteriormente citado: citado. Evite estas expressões clichês:

Obs. Algumas cartas comerciais, de cunho mais informal, não fazem uso de todas as partes citadas, o que não constitui erro nem interfere na eficácia da redação. Modelos: São Paulo, 10 de maio de 2003. Senhor Empresário Estamos iniciando a comercialização de cartões de Natal confeccionados pelos menores da Creche Nossa Senhora de Fátima. Tal iniciativa se deve a uma postura de incentivo à criatividade infanto-juvenil, de integração do menor à sociedade por meio da arte. Convidamos V. Exa. a participar desse processo adquirindo os cartões da Creche Nossa Senhora de Fátima. Agradecemos, desde já, em nome dos menores, a sua ajuda. Atenciosamente, Ana Vasconcelos de Souza Diretora Social
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• • • • • • • •

Agradecemos-lhe antecipadamente. Aguardamos ansiosamente sua resposta. No devido tempo. Permita-me dizer. Pela presente acusamos o recebimento. Rogamos acusar o recebimento. Lamentamos informar. Servimo-nos desta para inteirá-lo.

4.5.5. Estética das cartas comerciais As margens esquerda e direita do papel devem ser de 3 cm. O espaço entre as linhas é
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Porto Alegre, 21 de março de 2003. SvRP/654 –XX Sr. T. A. André Bartholomeu Diretor da Organização Loyde Ltda Rua Castro Alves, 1.100 Santa Maria (RS) Prezado Senhor: Desejando divulgá-la entre os dirigentes de empresas públicas ou privadas reproduzimos a mensagem da Hewlett Packard para o Dia da Secretária. “Sem ela, você estaria perdido num vendaval de cartas, planos, cálculos, compromissos, lembretes e obrigações sociais; sem ela, você teria de multiplicar desculpas, corrigir erros, justificar atrasos e, quem sabe, mudar de profissão. Sua secretária contribui, de forma inconteste, para seu sucesso. A ela, você deve parte de seu êxito. Quando mais uma vez se comemora o Dia da Secretária, é você quem deve ter um gesto de amizade, em retribuição à sua dedicação e eficiência. Ela merece ser lembrada sempre”. Na oportunidade, enviamos a V.Sa. material publicitário referente a essa data, cada vez mais festejada em todos os escritórios do país. Atenciosamente Régis Pereira Chefe do SvRP MT/SB

b) Volte ao texto e pesquise quais as principais características de uma boa redação, relacionando-as abaixo. ____________________________________ ____________________________________ c) Resumidamente, escreva como deve ser a estética de uma carta comercial. ____________________________________ ____________________________________

a) A modernização deve ser preocupação constante para atualização dos nossos conhecimentos. Relacione abaixo dois exemplos de fechos de cortesia considerados arcaicos em cartas e ofícios: ____________________________________ ____________________________________
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Unidade

III
Conceituar Frase, Oração e Período; Identificar regras de acentuação e de uso do bifem; Utilizar, com correção as letras “S” e “Z”,”J” e “G”, “E” e “I”, “X” e “CH”, “O” e “U”, em determinadas palavras; Reconhecer os principais casos de emprego da vírgula; Reconhecer as características básicas de concordância verbal e nominal; Identificar formas de flexão dos adjetivos compostos.

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5. REVISÃO GRAMATICAL
A correção gramatical é uma qualidade que deve estar presente em todos os textos, sejam técnicos ou literários. Mesmo que a mensagem seja compreensível, a estética impecável, os erros gramaticais depõem contra o redator e desmerecem a qualidade do texto, impressionando negativamente o receptor. Assim sendo, neste título você encontrará algumas informações que poderão ajudá-lo a não incorrer nessas falhas. Naturalmente, não nos propomos a sanar todas as dúvidas e garantir uma redação irrepreensível, pois a Língua Portuguesa possui algumas complexidades, e conhecê-las profundamente é uma tarefa que demandaria muito tempo e esforço. No entanto, as informações contidas nesta apostila poderão resolver algumas dúvidas comuns quanto à ortografia, acentuação, frases, períodos, orações, correlações frasais, concordância verbal e nominal. Não se esqueça, porém, de que a leitura (livros, jornais e revistas) é fundamental para ampliar o vocabulário e escrever de forma correta. 5.1 – ORTOGRAFIA A ortografia é a parte da gramática que trata da correta representação escrita das palavras, fixando padrões de correção para a grafia das palavras. A forma como as palavras são grafadas (escritas) é produto de acordos ortográficos envolvendo os diversos países em que a língua portuguesa é oficial. Assim, grafar corretamente uma palavra é obedecer a um padrão estabelecido por lei. Entre os sons das palavras e a forma como elas são escritas podem ocorrer coincidências. Tal fato se dá quando duas (às vezes três) palavras apresentam identidade total ou parcial quanto à pronúncia ou quanto à grafia (você encontrará mais informações sob o título Adequação Vocabular).
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Observe: Chama (substantivo) e chama (verbo chamar) apresentam a mesma grafia e a mesma pronúncia. São palavras homônimas. Almoço (substantivo, nome de uma refeição) e almoço (verbo almoçar) apresentam a mesma grafia, mas pronúncia diferente. São palavras homógrafas. Cesto (substantivo) e sexto (numeral ordinal) tem a mesma pronúncia, mas grafia diferente. São palavras homófonas. Existem, ainda, casos de palavras com grafia e pronúncia semelhantes, sem que ocorra coincidência total. São as palavras chamadas parônimas, objeto de dúvidas freqüentes quanto ao emprego correto. É o caso de vultuoso/vultoso, inflação/infração, flagrante/ fragrante e outras, cujos casos mais comuns já citamos nesta apostila, quando tratamos da adequação vocabular. 5.1.1. Fonemas e letras A representação dos fonemas (sons) da língua portuguesa se dá por meio de um conjunto de símbolos denominado letras, que formam as palavras. Com a finalidade de ajudá-lo a escrever corretamente as palavras, colocamos as seguintes orientações: USO DO “S” A letra s é empregada: 1. Nos adjetivos terminados pelos sufixos – oso/osa, indicando estado pleno, abundância. Ex: horrorosa, cheiroso, formoso, dengoso; 2. Nos sufixos – ês/-esa/-isa, que indicam origem, profissão ou título de nobreza. Ex: holandês, holandesa, baronesa, camponesa, sacerdotisa, marquês, marquesa, princesa, duquesa; 3. Depois de ditongos. Ex: coisa, faisão,
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mausoléu, lousa, causa, maisena etc. 4. Nas formas do verbo pôr e querer. Ex: quis, pusesse, quiséssemos, repusera etc. 5. Nas palavras derivadas de outras, cujo radical termina em s. Ex: casa – casinha, casarão, casebre; pesquisa – pesquisar – pesquisado; análise – analisar, analisado; Obs: catequese – catequizar. USO DO “Z” Emprega-se a letra z: 1. Nos sufixos -ez/-eza, formadores de substantivos abstratos a partir de adjetivos. Ex:altivez, mesquinhez, beleza, certeza etc. 2. Nas palavras derivadas de uma primitiva grafada com z. Ex: juiz – juízo – ajuizar – ajuizado./ deslize: deslizamento – deslizar – deslizante./ razão: razoável, arrazoar./ raiz: enraizado. 3. No sufixo – izar, formador de verbos. Ex: atualizar, hospitalizar, canalizar CUIDADO! Em palavras como analisar e pesquisar não ocorre o sufixo verbal -izar. Veja a formação delas: análise + ar = analisar; pesquisa + ar = pesquisar; Escrevem-se com s: aliás, alisar, fase, fusão, atrás, quiser, colisão, nasal, pêsames, inclusive, usina, mosaico, empresa, aviso, através, brasa, catalisar, cisão, lisonjeiro, surpresa, lisura, crase, despesa, uso, visar, invés, brasa, atraso, atrasado, sinusite. Escrevem-se com z: abalizar, azia, baliza, tenaz, veloz, coriza, sagaz, assaz, capaz, rapaz, azar, azia, lazer, talvez, vazio, arroz, algoz, aprendiz, bazar, buzina, cafuzo, rodízio, feroz, verniz, xadrez, chafariz, fugaz, deslize, desprezo, giz, batizar (mas batismo), prazo. USO DO “G” E DO “J” Emprega-se a letra g : 1. Nas palavras terminadas em - ágio/ égio/ - ígio/ - ógio/ úgio. Ex: pedágio, régio, litígio, relógio, refúgio.
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2. Nos substantivos terminados em -gem Ex: viagem, passagem, aragem, coragem etc. (exceções: pajem, lambujem, lajem, grafados com j). 3. Nas palavras derivadas de outras que já apresentem o g. Ex: ágio: agiotagem/ gesso: engessar/engessado etc. 4. Geralmente, depois de a inicial. Ex: ágil, agir, agitado etc. Obs. O substantivo viagem se escreve com g, mas viajem, do verbo viajar, se escreve com j. Emprega-se a letra j: 1. Nas palavras derivadas de primitivas que se escrevem com j. Ex: jeito, ajeitar, ajeitado./ laranja, laranjal, laranjeira etc. 2. Em palavras de origem tupi. Ex: jibóia, pajé, jenipapo etc. 3. Em formas dos verbos terminados em – jar. Ex: arranjar: arranje, arranjei, arranjemos. 4. Na terminação – aje. Ex: ultraje, laje, traje etc. Grafia correta de algumas palavras: Com g: angélico, estrangeiro, evangelho, geringonça, sargento, sugestão, tangerina, gengibre, gengiva, herege, monge, vagido, ligeiro, ogiva, gim, tigela. Com j: anjo, gorjeta, jenipapo, monja, ojeriza, pajé, jiló, cafajeste, majestade, sarjeta. USO DO “X” E DO “CH” Emprega-se a letra x: 1. Geralmente depois de ditongo. Ex: eixo, caixa, caixote, caixão, feixe, faixa etc. 2. Depois de sílaba inicial en-. Ex: enxada, enxoval, enxame, enxuto, enxaguar, enxaqueca etc. Exceções: encher e seus derivados são grafados com ch: enchimento, enchenINEDI - Cursos Profissionalizantes

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te, enchido, preencher etc. Quando se junta o prefixo en a um radical iniciado por ch: encharcar, encharcado, enchocalhar, enchiqueirar etc. 3. Depois da sílaba inicial me. Ex: mexilhão, mexer, mexicano, mexerico, mexerica ATENÇÃO! Mecha e derivados se escrevem com ch. Outras palavras com x: bexiga, bruxa, lagartixa, maxixe, orixá, oxalá, praxe, puxar, xícara, xingar, luxo, elixir, luxuoso, xarope, xereta, engraxate, faxina, laxante, vexame etc. Outras palavras com ch: salsicha, machucar, mochila, macho, fachada, colcha, chutar, chuchu, cochilo, broche, inchar, cachimbo, cachaça, chafariz, tocha, piche, chimarrão etc. USO DO “E” E DO “I”: 1. Os verbos terminados em – uar e – oar são escritos com a letra e nas formas do presente do subjuntivo. Ex: efetuar: efetue, efetues; continuar: continue, continues; abençoar: abençoe, abençoes. 2. Os verbos terminados em - uir, - air, oer são escritos com a letra i na segunda e na terceira pessoa do singular do presente do indicativo. Ex: possuir: possuis, possui; contribuir: contribuis, contribui; cair: cais, cai; moer: móis, mói. Observe, ainda, as seguintes grafias: Com e: anteontem, cadeado, destilar, penico, periquito, empecilho, paletó, creolina, sequer, seringa, cedilha, campeão, encarnado, quase. Com i: privilégio, invólucro, penicilina, pontiagudo, crânio, umbilical, imbuia, dispendioso, escárnio, ansiar, casimira, esquisito. AS LETRAS “O” e “U”: A oposição entre as letras o e u é responsável pela diferença de significado entre as
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palavras: comprimento (medida)/cumprimento (saudação); soar (emitir som)/suar (transpirar); sortir (abastecer)/surtir (resultar).

a) Para que você nunca mais esqueça, pesquise no texto e defina nas linhas abaixo o que é ortografia. ______________________________________ ______________________________________ b) chama (substantivo) e chama (verbo chamar), são palavras ______________________________________ ______________________________________ c) cesto (substantivo) e sexto (numeral ordinal) são palavras ______________________________________ ______________________________________ d) Pesquise no dicionário o significado das seguintes palavras parônimas: - infração: _________________________ - inflação: _________________________ - flagrante: ________________________ - fragrante: ________________________ - vultoso: _________________________ - vultuoso: _________________________

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5.2 – ACENTUAÇÃO A acentuação consiste na utilização de certos sinais escritos sobre algumas letras, representando o que foi determinado pelas regras de acentuação. São eles: o acento agudo (´), o acento circunflexo (^), o acento grave (‘), o til (~), o trema (¨), o apóstrofo (‘) e o hífen (-). O acento agudo, quando colocado sobre as letras a, i, u e sobre o e pertencente ao grupo em, indica que essas letras representam as vogais tônicas da palavra (pronunciadas com mais força). Ex: carcará, caí, súdito, armazém; colocado sobre as letras e e o indicam, além da tonicidade, timbre aberto. Ex: lépido, céu, léxico, apóiam, bóia. O acento circunflexo, colocado sobre as letra a, e e o, além da tonicidade, indica timbre fechado. Ex: lâmpada, tênue, pêssego, supôs, Atlântico. O trema indica que o u é semivogal, e como tal pronunciado atonamente (de forma mais fraca) nos grupos gue, gui, que, qui: ungüento, sagüi, seqüestro, eqüino, lingüiça. O til indica que as letras a e o representam vogais nasais: órgão, alemã, ímã, portão, mãe. O acento grave indica a ocorrência da preposição a com o artigo a, com os pronomes demonstrativos a, as e com a letra inicial dos pronomes aquele, aquilo, aqueles, aquela, aquelas. Ex: à, às, àquele, àquela, àquilo. (crase) O apóstrofo serve para assinalar a supressão de um fonema (em geral uma vogal) em algumas pronúncias populares, no verso e em palavras compostas ligadas pela preposição de. Ex: copo d’água, paud’alho, galinha-d’água. O hífen é usado no final da linha para separar uma palavra em duas partes (pro-blema/
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proble-ma); para unir pronomes átonos a verbos (retive-o, peguei-o, levá-la-ei); para ligar elementos de palavras compostas ou derivadas por prefixação. 5.2.1. Emprego do Hífen Emprega-se o hífen: 1. Nas palavras compostas em que os elementos não conservam isoladamente sua significação, constituindo o conjunto uma unidade semântica. Ex: pára-choque, couve-flor, frango-d’água; 2. Em vocábulos formados pelos prefixos que representam formas adjetivas. Ex: anglo-brasileiro, sírio-libanês, greco-romana; 3. Nos vocábulos formados pelos prefixos abaixo, seguidos de palavras começadas por vogal: auto – auto-educação contra – contra-ataque extra – extra-oficial 4. Nos vocábulos constituídos por sufixos que representam formas adjetivas como: açu, guaçu e mirim. Ex: Moji-Mirim, Moji-Guaçu, capim-açu; 5. Nos vocábulos formados pelos prefixos relacionados abaixo, seguidos de palavras iniciadas por h, r, s: ante – ante-histórico anti – anti-higiênico arqui – arqui-rabino neo – neo-republicano proto – proto-revolucionário infra – infra-hepático pseudo – pseudo-revelação sobre – sobre-saia semi – semi-selvagem
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6. Nos vocábulos formados pelo prefixo supra, seguido por palavra começada por vogal, por r ou s: supra-renal supra-sumo supra-axila 7. Nos vocábulos formados pelo prefixo super , seguido de palavra iniciada por h ou r: super-requintado super-homem 8. Nos vocábulos formados pelos seguintes prefixos, seguidos por palavras iniciadas por vogal ou h: pan – pan-asiático mal – mal-amado 9. Nos vocábulos formados pelo prefixo bem, quando a palavra seguinte possui significado independente ou quando a pronúncia o requer: bem-aventurado bem-vindo bem-amado 10. Nos vocábulos formados pelos prefixos abaixo: sem – sem-cerimônia vice – vice-reitor ex – ex-diretor 11. Nos vocábulos formados pelos prefixos: pós – pós-meridiano pré – pré-escolar pró – pró-reitoria Observações úteis: • Os prefixos macro e micro se juntam com palavras iniciadas por vogal, r, s: microeconômica, macroeconomia, microrregião; • O prefixo sub junta-se às palavras iniciaINEDI - Cursos Profissionalizantes

das por b e r por meio de hífen: sub-região, sub-bibliotecário; • Os prefixos ab e ob só admitem hífen diante de palavras iniciadas por r: ab-rogar, ob-rogatório; • Os prefixos ad e sob só admitem hífen diante de palavras iniciadas por r: ad- rogar, sob-roda; • O prefixo sócio não admite hífen: socioeconômico, sociolingüística. 5.2.2. Uso da vírgula A vírgula marca separações breves de sentido, entre termos vizinhos, expressões explicativas, inversões, na oração ou no período. Principais casos do emprego da vírgula: • Para separar palavras ou orações justapostas, ou seja, não ligadas por conjunção. Ex: Chegou a Europa, visitou museus, resolveu assuntos comerciais, passeou com amigos, voltou ao Brasil e casou-se com uma amiga de infância. • As intercalações também devem ser colocadas entre vírgulas. Ex: O processo, acredito eu, será decidido favoravelmente. • Colocam-se entre vírgulas as expressões explicativas, corretivas, como: isto é, ou seja, ou melhor, ou por outra, quer dizer, por exemplo, etc. Ex: Os policiais, a meu ver, deveriam ser mais rigorosos no cumprimento do dever. • As conjunções coordenativas (e, nem, não só...mas também, mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, ou...,ou...., ora....,ora...., logo, portanto, por conseguinte, que, se, como, visto que, de sorte que, assim que, a fim de que, à medida que, enquanto, conforme, depois que etc.) devem ser colo• 71

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cadas entre vírgulas. Ex: O semestre foi difícil; não me queixo, porém./ Era preciso, pois, levar o caso as últimas conseqüências. • As orações adjetivas não restritivas (explicativas), os apostos, os vocativos, devem ser separados por vírgulas. Ex: Professores, é chegada a hora de tomar uma decisão./ Rodin, o grande escultor, teve uma existência atribulada. O homem, que é um animal racional, deve ser sensato em todas as suas atitudes. • Utiliza-se a vírgula também para indicar a elipse (ocultação) de verbo ou outro termo anterior. Ex: As mulheres agem com o coração; os homens, com a cabeça./ Os meninos brincam de bola; as meninas, de bonecas. • Separam-se os topônimos, nas datas. Ex: São Paulo, 10 de março de 2003. Considerações gerais: Nunca use vírgula entre sujeito e verbo, entre verbos ou nomes e seus complementos. No entanto, nos casos de o sujeito ser muito extenso, é admissível que a vírgula o separe do predicado para tornar o período mais claro. Ex: Os professores da pós-graduação de jornalismo e os funcionários do departamento de informática encarregados do andamento do projeto cultural, devem comparecer à reunião do próximo dia 15. Casos em que a vírgula é optativa: Em expressões adverbiais breves, intercaladas ou antepostas. Ex: O Vasco enfrenta, neste sábado, mais um desafio./O Vasco enfrenta neste sábado mais um desafio.
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Após no entanto, entretanto, por isso, porém, contudo, todavia, entretanto, quando essas palavras ou expressões iniciarem o período. Ex: No entanto o líder do partido deixou claro que não aceitará discussões./No entanto, o líder do partido deixou claro que não aceitará discussões.Cuidado! Não existe essa opção quando essas palavras ou expressões não iniciarem o período. Ex: O líder do partido declarou que participará da sessão, no entanto avisa que não aceitará discussões. Antes de orações adverbiais de alguma extensão que venham após a oração principal. Ex: O vereador deixará o partido se a Câmara não aprovar a CPI para apurar o caso das licitações./ O vereador deixará o partido, se a Câmara não aprovar a CPI para apurar o caso das licitações.

a) Para se tornar um especialista, cite dois exemplos com o emprego do hífen: ______________________________________ ______________________________________ b) Pense bem e responda: os prefixos ab e ob admitem hífen em quais situações? ______________________________________ ______________________________________ c) E os prefixos ad e sob, admitem hífen em quais situações? ______________________________________ ______________________________________ d) Veja no texto e escreva abaixo se o prefixo sócio admite hífen em alguma situação. ______________________________________ ______________________________________
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e) O uso correto da vírgula torna um texto claro e de fácil leitura. Pesquise e cite dois exemplos onde nunca se usa vírgula. ______________________________________ ______________________________________ f) Da mesma forma, cite dois exemplos onde o uso da vírgula é optativo: ______________________________________ ______________________________________

5.2.3. Uso da crase A crase é a fusão do artigo feminino a com a preposição a, assim não se utiliza a crase antes de palavra masculina. Exceção: Quando a palavra feminina estiver subtendida, usa-se crase. Ex: Ela adorava móveis à Luiz XV. (à moda de). Também não se usa a crase: • antes de verbos, antes de artigo indefinido (um, uma), • antes de expressões de tratamento (Vossa Excelência, Vossa Senhoria), • antes de pronomes pessoais (ele, ela, vós), antes de pronomes indefinidos (algum, alguém, todo, toda), • antes de pronomes demonstrativos (exceto aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo). Regra prática: emprega-se a crase quando, ao substituir o nome feminino por um masculino, aparecer a contração ao antes do nome masculino. Eu vou à cidade./Eu vou ao circo. Usa-se o sinal indicativo de crase em expressões referentes a horas. Ex: À uma horas. / Às três horas. Ocorre crase também: • Antes de pronomes demonstrativos (aquele/aqueles/ aquelas/aquelas/ aquilo). Ex: Fomos àquela fazenda. • Antes de nomes de países, quando ao fazer a inversão, aparecer a preposição da. Ex: Fui à Itália. (Voltei da Itália)/ Fui a Cuba. (Voltei de Cuba). Não ocorre crase antes de: • Antes de palavra masculina. Ex: Ele gosta de andar a cavalo. • Antes de nome de cidade. Ex: Vou a Paris. Atenção! Se o nome da cidade vier determinado, a crase é obrigatória. Ex: Vou à Paris eterna.

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• Antes de substantivos repetidos, nas locuções adverbiais, ainda que femininas. Ex: Frente a frente/ cara a cara/ gota a gota/ ponta a ponta. • Antes de substantivo plural, quando não regido da preposição a. Ex: Refiro-me a mulheres viúvas. Atenção! Em: Refiro-me às mulheres viúvas ocorre crase, pois há uma preposição e um artigo. A crase é facultativa quando: • Antes de nomes próprios.Ex: Dedico este livro à Maria./Dedico este livro a Maria. • Antes da locução até a. Ex: Vou até à cidade./Vou até a cidade. • Antes de pronomes possessivos. Ex: O memorando foi enviado à sua secretária./ O memorando foi enviado a sua secretária. 5.3 – PLURAL DAS PALAVRAS COMPOSTAS (substantivos e adjetivos) Considerando desnecessária uma revisão sobre o plural dos substantivos simples, nos deteremos simplesmente no plural das palavras compostas sem hífen, e no plural das palavras compostas cujos elementos são ligados por hífen.

• Palavra variável + palavra variável. Variam os dois elementos. Ex: cavalomarinho/cavalos-marinhos, cirurgião-dentista /cirurgiões-dentistas ou cirurgiães-dentistas. Ou varia só o primeiro (de acordo com a tradição da língua). Ex: escola-modelo/escolas-modelo ou escolas-modelos. • Elementos unidos por preposição. Varia apenas o primeiro elemento. Ex: péde-moleque/pés-de-moleque. • Palavras repetidas ou onomatopaicas. Só varia o segundo elemento. Ex: recoreco/reco-recos, tique-taque/tique-taques. Obs. Merecem destaque os seguintes substantivos compostos: o bota-fora/os bota-fora ou os bota-foras, o louva-a-deus/os louva-a-deus, o dizque-diz/os diz-que-diz, o salva-vidas/os salva-vidas, o joão-ninguém/os joões-ninguém, o pára-quedas/os pára-quedas, o bem-te-vi/os bem-te-vis, o bem-mequer/os bem-me-queres. 5.4 – FLEXÃO DOS ADJETIVOS COMPOSTOS Essas três formas de adjetivos compostos merecem destaque. • Adjetivo+adjetivo. Só varia o segundo elemento. Ex: problema político-econômico/problemas político-econômicos. • Adjetivo+substantivo. Nenhum dos elementos varia. Ex: carros amarelo-ouro/carros amarelo-ouro, saia amarelo-ouro/saias amarelo-ouro. • Cor de+substantivo. Nenhum dos elementos varia, o mesmo ocorrendo quando a expressão cor de está subentendida. Ex: papel cor-de-rosa/ papéis cor-de-rosa, camisa (cor de) cinINEDI - Cursos Profissionalizantes

PLURAL DAS PALAVRAS COMPOSTAS SEM HÍFEN.
O plural das palavras compostas sem hífen é feito como o das palavras simples. Ex: aguardente – aguardentes malmequer – malmequeres girassol – girassóis O plural das palavras compostas obedece às seguintes orientações: • Verbo ou palavra invariável + substantivo ou adjetivo. Só varia o segundo elemento. Ex: beijaflor/beija-flores
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za/camisas cinza, parede (cor de) gelo/ paredes gelo. Casos que merecem destaque: são invariáveis azul-celeste e azul-marinho. Ex: camisa azul-celeste/camisas azul-celeste, camisa azul-marinho/camisas azulmarinho, calça azul-celeste/calças azulceleste. • Em surdo-mudo variam os dois elementos. Ex: surdo-mudo/surdos-mudos. 5.5 – CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL A concordância nominal trata da harmonia entre as palavras que formam um grupo nominal: substantivo (ou pronome que o represente) e seus modificadores, que podem ser o artigo, o adjetivo, o pronome, o numeral ou o particípio. Alguns casos de concordância merecem especial atenção: 1. Adjetivo ou pronome modificando apenas um substantivo. As palavras que modificam o substantivo devem concordar em número (singular e plural) e gênero (feminino e masculino) com ele. Ex: Minha caneta é vermelha./Minhas canetas são vermelhas. 2. Adjetivo ou pronome modificando dois ou mais substantivos Quando vêm antes dos substantivos, os adjetivos e pronomes, via de regra, concordam com o substantivo mais próximo. Ex: As aves sobrevoam belos campos e lagoas./As aves sobrevoam belas lagoas e campos. O adjetivo vai para o plural, no masculino, se pelo menos um substantivo for masculino, ou para o plural, no feminino, se todos os substantivos forem femininos. Ex: Ele usava jaqueta e sapatos pretos./ Ele age com pontualidade e correção britânicas.
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O adjetivo concorda com o último substantivo, independentemente de número e gênero. Ex: Ele usava cinto e camisa preta. 3. Dois ou mais adjetivos modificando apenas um substantivo. Ex: Aprecio as literaturas brasileira e francesa/Aprecio a literatura brasileira e a portuguesa. (duas possibilidades de concordância) 4. Numerais ordinais que vêm antes de um único substantivo. Existem duas possibilidades de concordância. Ex: Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau José de Alencar./Escola Estadual de Primeiro e Segundo Graus José de Alencar. 5. Algumas expressões merecem destaque. Mesmo/mesma: A palavra mesmo é variável, devendo concordar em gênero e número com o termo enfatizado. Ex: Eu mesma fiz a sobremesa./ Eu mesmo consertei meu carro./Elas mesmas fizeram o almoço./Eles mesmos arrumaram suas malas. Obs: Quando significar realmente, a palavra é invariável. Ex: Eles fizeram mesmo o que prometeram. Anexo/anexa: Concorda em gênero e número com o termo ao qual se refere: fotocópias anexas/documentos anexos. Veja os exemplos: Seguem anexas as fotocópias./ Segue anexa a nota promissória. Atenção! A expressão em anexo é invariável. Ex: Seguem em anexo as fotocópias. Quites/quite. Concorda em número com o termo que acompanha. Ex: Depois desse acerto, estou quite com minhas obrigações./Eles não estão quites com suas obrigações. Meio/meia. Meio é invariável. Ex: A mulher está meio nervosa./ O homem está meio cansado. Contudo, quando é numeral fracionário modificador de substantivo, a palavra é variável. Ex: Ela tomou meio litro de leite./ Coloque meia xícara de leite no bolo.
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É bom/é necessário. Quando não se usa nenhum especificador para o substantivo (artigo), usa-se o adjetivo no masculino. Ex: Sopa é bom no inverno. Mas: A sopa é boa no inverno./ Calma é necessário. Mas: A calma é mais do que necessária.

5.5.1. Concordância verbal Você já deve ter notado que o verbo e o sujeito estão sempre ligados pelo mecanismo da concordância, mesmo quando o sujeito vem posposto (depois) do verbo. Trataremos, aqui, somente de algumas regras básicas. • Quando o sujeito é composto e anteposto ao verbo, a concordância se faz no plural. Ex: Pai e filho conversaram demoradamente.

a) A regra diz que não se usa a crase antes de palavra masculina. Cite uma exceção: ____________________________________ ____________________________________ b) Há casos nos quais o uso da crase é facultativo. Cite dois exemplos. ____________________________________ ____________________________________ c) O que são palavras onomatopaicas? Veja no texto e responda abaixo. ____________________________________ ____________________________________ d) Para ficar craque, escreva o plural das seguintes palavras: - saci-pererê: ______________________ - joão-ninguém: _____________________

• Quando o sujeito composto é formado por pessoas gramaticais diferentes, a concordância é a seguinte: a primeira pessoa prevalece sobre a segunda pessoa, que, por sua vez, prevalece sobre a terceira. Ex: Teus tios, tu e eu resolveremos essa questão. (resolveremos – primeira pessoa do plural.)/Tu e teus irmãos resolvereis essa questão. (resolvereis – segunda pessoa do plural)/Tios e primos resolveram essa questão. (resolveram - terceira pessoa do plural). • Quando o sujeito composto é resumido por um pronome indefinido (tudo, nada, ninguém), o verbo concordará com o pronome indefinido.Ex: Os móveis, as roupas, as louças, tudo estava fora de lugar./Festas, passeios, cinema, nada lhe interessava. • Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o verbo permanece sempre na terceira pessoa. Ex: Vossa Excelência atendeu o nosso pedido. • Quando o sujeito é pronome relativo que, o verbo concorda com o antecedente desse pronome. Ex: Fui eu que resolvi aquele incidente./Fomos nós que resolvemos aquele incidente. • Quando o sujeito é o pronome relati-

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vo quem, o verbo deverá permanecer na terceira pessoa do singular. Ex: Fui eu quem resolveu o problema./Fomos nós quem resolveu o problema. • Quando o sujeito é um nome que só se utiliza no plural, e não vem precedido de artigo, o verbo fica no singular. Ex: Férias faz bem. • Os verbos haver e fazer, quando impessoais (sem sujeito), permanecem na terceira pessoa do singular. Ex: Havia muitas pessoas na festa./ Devia haver muitas pessoas interessadas no apartamento./Faz dois meses que ela mudou de cidade./ Vai fazer dois meses que ela mudou de cidade. • Quando o verbo é acompanhado da partícula apassivadora se, tem sujeito expresso na oração e, portanto, concordará normalmente com o sujeito. Ex: Alugam-se casas de praia./Vendeu-se uma casa em bom estado./Obs. Quando a palavra se é índice de indeterminação de sujeito, o verbo permanece na terceira pessoa do singular. Ex: Precisa-se de marceneiros. • Quando o sujeito for formado pela expressão mais de um, mais de dois, o verbo vai concordar com o numeral que acompanha essas expressões. Ex: Mais de um aluno foi expulso./Mais de dois alunos foram expulsos. • Quando o verbo parecer estiver seguido de um infinitivo, ou se faz a flexão do verbo parecer, ou se flexiona o infinitivo. Ex: As luzes pareciam brilhar./ As luzes parecia brilharem. • Quando os núcleos do sujeito composto forem ligados por com, o verbo irá para o plural. Ex: O professor com os alunos organizaram a festa de despedida.
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• Quando o sujeito é formado por um pronome indefinido no plural, seguido dos pronomes pessoais nós ou vós, a concordância tanto pode ser feita com o indefinido plural, quanto com o pronome pessoal. Ex: Alguns de nós saíram da sala./Alguns de nós saímos da sala./ Muitos de vós chegaram cedo./Muitos de vós chegastes cedo. Obs: Quando o pronome está no singular, a concordância é feita com o pronome indefinido. Ex: Algum de nós saiu./Qual de vós encontrou o presente? • Quando há dois substantivos comuns de números diferentes, o verbo ser concordará preferencialmente com aquele que estiver no plural.Ex: A vida são esses momentos felizes./ O mundo são alegrias perdidas. • Quando o sujeito do verbo ser for um dos pronomes tudo, isso, isto, aquilo, o, a concordância deve ser feita, de preferência, com o predicativo do sujeito. Ex: Tudo são flores./Aquilo eram dores do parto./O que nos preocupava eram os acessos daquele rapaz./ Isto são coisas de adolescente. 5.6 – FRASE, ORAÇÃO, PERÍODO A parte da Gramática Normativa que estuda as relações entre as palavras na oração, e as relações das orações no período denomina-se sintaxe. Para entender essas relações, você precisa saber primeiramente o que é frase, o que é oração e o que é período. Então vejamos: Denomina-se frase um enunciado que possui sentido completo, podendo, ou não, se organizar em torno de um verbo. Ex: Silêncio!/ Os alunos chegaram agitados. No primeiro caso, não existe um verbo, mas o propósito comunicativo é atingido, então ele é uma frase. Aliás, até estruturas mais simples, como um simples “Ai!”, são conceituadas como frases, pois, em determinada situação, ou seja, dentro de
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um contexto é suficiente para transmitir um conteúdo claro. Na língua portuguesa, existem alguns tipos de frases cuja entonação é mais ou menos previsível, de acordo com o sentido transmitido. Assim: Frases declarativas: informam ou declaram alguma coisa. Podem ser: • afirmativas. Começou a escurecer. • negativas. Ainda não começou a escurecer. Interrogativas: usadas quando se quer obter alguma informação. A interrogação pode ser: • direta: Começou a chover? • indireta: Quero saber se começou a chover. Exclamativas: usadas para expressar um estado emotivo: Agora é que são elas! Imperativas: usadas para dar ordens, conselhos, ou fazer algum pedido. Ex: Não seja inconveniente./ Faça a coisa certa. Optativas: são usadas para exprimir desejo. Ex: Deus te abençoe!/ Bons ventos o tragam! Já a oração é um enunciado que possui sujeito e predicado, ou, pelo menos predicado, já que algumas orações não possuem sujeito. A oração sempre se organiza a partir de um verbo. Ex: O colega fez o exercício./ Faz frio em julho. A oração se caracteriza pela presença de um verbo, ou locução verbal, sendo que cada enunciado que possua verbo constitui uma oração. Para você saber o número de orações de um período, basta contar o número de verbos. Ex: Os pássaros e os homens amam esta região árida, vivem nesta região árida, palpitam nesta região árida. Temos, aqui, três orações num período composto. E, finalmente, o período é a frase constituída por uma, duas ou mais orações. O período pode ser simples, ou seja, constituído por
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apenas uma oração, a qual recebe o nome de oração absoluta (Ex: A menina dormia na sala), ou composto, quando constituído por mais de uma oração (Ex: Ela saiu de casa/ e não voltou mais). 5.6.1. Termos essenciais da oração: Os termos essenciais da oração são: sujeito e predicado. O sujeito é o elemento da oração, a respeito do qual se informa algo. A informação propriamente dita, ou seja, aquilo que se informa sobre o sujeito, denomina-se predicado. Ex: Os jogadores permaneceram no hotel. Sujeito: Os jogadores Predicado: permaneceram no hotel. O jogador/ permaneceu no hotel. Sujeito Predicado Obs: Pelos exemplos acima você pode observar que o sujeito sempre concorda com o verbo, isto é, se o sujeito está no singular, o verbo também fica no singular; se o sujeito está no plural, o verbo fica no plural (Lembra-se da concordância verbal?). Observe a oração: Aqueles dois inteligentes e esforçados alunos faltaram. O sujeito pode ser constituído por uma única palavra, ou por um conjunto de palavras, como no exemplo acima. A palavra de maior importância (que será sempre um substantivo) recebe o nome de núcleo do sujeito. No exemplo citado, o termo em negrito é o núcleo do sujeito, pois o pronome (aqueles), o numeral (dois) e os adjetivos (inteligentes e esforçados) estão apenas qualificando o sujeito. 5.6.2. Tipos de sujeito: O sujeito pode ser simples, quando possui um só núcleo; ou composto, quando possui mais de um núcleo. Ex: Muitos alunos inteligentes são tímidos. Sujeito simples
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Ex: Os professores, os alunos e os coordenadores organizaram a excursão. Sujeito composto Em muitos casos, o sujeito não vem expresso na oração, mas pode ser facilmente identificado pelo contexto e está implícito na desinência verbal. Trata-se de um sujeito simples implícito e sempre estará representado por um pronome pessoal reto. Ex: “Quero que você me ganhe, que você me apanhe...” (Caetano Veloso). O sujeito também pode ser indeterminado, quando não se pode (ou não se quer precisar que elemento da oração é o sujeito. Ex: Mataram minha cadela de estimação./ Precisa-se de motoqueiros. Obs. Se a palavra se for partícula apassivadora, o sujeito não será indeterminado, já que estará expresso na oração. Ex: Aluga-se uma casa de praia. O sujeito é uma casa de praia. O se é partícula apassivadora quando vem acompanhado de verbo que não é transitivo (v.t.d.) direto (sem preposição). O sujeito é expresso na oração. Ex: Revelou-se a idade do seqüestrador. v.t.d. sujeito O se é índice de indeterminação do sujeito quando vem acompanhado de verbo que não é transitivo direto; nesse caso, o sujeito é indeterminado. Ex: Confia-se em pessoas religiosas. v.i. 5.6.3. Oração sem sujeito: Ocorre oração sem sujeito com os verbos impessoais, que podem ser: a) Verbos que exprimem fenômeno da natureza, como chover, trovejar, amanhecer, anoitecer, ventar, relampejar etc. Ex: Anoiteceu rapidamente. (oração sem sujeito)
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b) Verbos: fazer, ser, estar indicando clima ou tempo cronológico. Ex: É uma hora./ Está quente./Faz dois anos desde o meu casamento. c) O verbo haver, quando empregado com referência a decurso de tempo, ou no sentido de existir. Ex: Há seis meses não chove nesta cidade./ Havia muitas mulheres na festa. Obs: O verbo existir não é impessoal, então terá o sujeito concordando regularmente com ele. Ex: Existem seres de outros planetas. 5.6.4. Tipos de predicado: Existem três tipos de predicado: PREDICADO VERBAL: É aquele que tem um verbo (transitivo ou intransitivo) como núcleo significativo. Ex: O dia amanheceu./Senti uma sensação estranha./ Contaram a triste verdade ao rapaz enganado. PREDICADO NOMINAL: É aquele que tem um nome como núcleo significativo; esse nome atribui uma qualidade ou um estado ao sujeito, sendo chamado de predicativo do sujeito. Nesse caso, o verbo não será significativo, funcionando somente como elo entre o sujeito e o atributo (qualidade) do sujeito. Esse tipo de verbo é chamado verbo de ligação. Ex: Marcos estava chateado./ Maria estava agitada. PREDICADO VERBO-NOMINAL: Quando o predicado tiver como núcleos de informação um verbo (transitivo ou intransitivo) e um nome (predicativo do sujeito ou do objeto) ele será um predicado verbonominal. Ex: Maria caminhava triste pelas ruas./ Carla saiu apressada com a bicicleta./ O juiz julgou o réu inocente.
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5.7 – CORRELAÇÕES FRASAIS A palavra correlação significa uma relação mútua entre dois termos. Como estamos falando em frases, a correlação frasal é uma relação mútua entre frases, e que consiste em apresentar idéias similares (parecidas) numa forma gramatical idêntica. A essa correlação damos o nome de paralelismo. Dessa forma, incorrem em erro redatores que conferem forma não paralela a elementos paralelos. Observe os exemplos: Através do aviso circular recomendou-se aos Ministérios economizar energia e que elaborassem projetos de contenção de despesas. Nessas duas orações subordinadas (economizar energia/ que elaborassem projetos de contenção de despesas) há duas estruturas diferentes para idéias semelhantes (economizar energia/elaborar projetos de contenção de despesa). A primeira oração (economizar energia) é uma oração reduzida de infinitivo, enquanto que a segunda (que elaborassem projetos de contenção de despesas) é uma oração desenvolvida introduzida pela conjunção que. Uma solução correta seria a de apresentar as duas orações subordinadas como orações desenvolvidas introduzidas pela conjunção integrante que, estabelecendo assim um paralelismo, ou seja, usando uma forma paralela para idéias similares. Corrigidas, as orações ficariam assim: Através do aviso circular recomendou-se aos Ministérios que economizassem energia e (que) elaborassem projetos de contenção de despesas. Assim redigida a frase, respeita-se à estrutura paralela na coordenação de orações subordinadas. No discurso inaugural, mostrou determinação, não ser inseguro, perspicácia e ter ambição.
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Aqui, foram coordenadas palavras (substantivos) com orações reduzidas de infinitivo (não ser inseguro/ter ambição). Veja uma possibilidade de correção: No discurso inaugural mostrou determinação, segurança, perspicácia e ambição. Outro problema comum é o falso paralelismo, que dá forma equivalente a idéias de hierarquia diferente ou, ainda, apresenta de forma paralela estruturas sintáticas diferentes: O escritor visitou Paris, Bruxelas, Roma e o Papa. Você percebeu alguma coisa errada, não? Nesta frase, colocou-se no mesmo nível a cidade (Paris, Bruxelas, Roma) e uma pessoa (o Papa). Uma opção de correção seria transformar a frase em duas frases simples, sem repetir o verbo da primeira (visitar): O escritor visitou Paris, Bruxelas e Roma. Nesta última capital, encontrou-se com o Papa. Outro problema causado pelo falso paralelismo é provocado pelo uso inadequado da expressão e que num período que não apresenta nenhum que anterior: O novo assessor é jurista renomado, e que possui sólida formação acadêmica. Uma opção para corrigir a frase é suprimir o pronome relativo (que): O novo assessor é jurista renomado e possui sólida formação acadêmica. Encontramos problemas quando o emprego de expressões correlativas como não só...mas (como) também; tanto...quanto (ou como); ou...ou; nem...nem etc não mantém o paralelismo obrigatório entre as estruturas apresentadas. Observe:

Ou Vossa Excelência acata o pedido, ou apresenta outra alternativa..
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LÍNGUA PORTUGUESA – Unidade III

O juiz não só tem obrigação de apurar a culpa, como também a de punir os culpados. Nestes exemplos, o paralelismo é rompido pela colocação do primeiro termo da correlação em posição equivocada. A posição correta das expressões correlativas seria a seguinte: Vossa Excelência ou acata o pedido, ou apresenta outra alternativa. O juiz tem obrigação não só de apurar a culpa, como também de punir os culpados.

a) As luzes pareciam brilhar; As luzes parecia brilharem. Qual das frases usa corretamente o plural dos verbos? ___________________________________ ___________________________________ b) Volte a ler o texto e responda quais os tipos de frases existem, de acordo com o sentido transmitido? ___________________________________ ___________________________________ c) E o período? O que é? Responda resumidamente. ___________________________________ d) Algumas expressões e formas verbais causam grande confusão na língua portuguesa. Nesta frase: Faz dez anos que nasceu. O verbo fazer não está flexionado (no plural) porque? ___________________________________ e) Estude mais uma vez a teoria e responda quais os tipos de predicados existentes? ___________________________________ ___________________________________
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I - Assinale a alternativa correta. 1. Linguagem é: a) A capacidade humana de se comunicar por meio de uma língua. b) O uso individual da língua. c) O conjunto de signos e forma de combinar esses signos. d) É a união de um significante e um significado. e) Um sistema de signos convencionais usados pelos membros de uma mesma comunidade. 2. Na função poética, a mensagem: a) se volta sobre si mesma, transformando-se em seu próprio referente; b) é elaborada de forma inovadora e imprevista, despertando prazer estético no leitor; c) imprime no texto as marcas de sua atitude pessoal: emoções, opiniões etc. d) privilegia o referente da mensagem, transmitindo informações objetivas; e) se orienta sobre o canal da comunicação, buscando verificar sua eficácia; 3. O objetivo da função referencial é: a) produzir textos que se propõem informar o leitor, transmitindo-lhe dados e conhecimentos precisos; b) usando de imagens, ritmo e sonoridade, produzir, no leitor, uma emoção estética; c) testar o canal da mensagem, procurando verificar o contato entre destinatário e remetente; d) influir no procedimento do destinatário, “falando a mesma língua que o receptor”; e) usar o código para explicar ou definir elementos do próprio código.
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4. Sua finalidade é exclusivamente prática: comunicar informações e exprimir opiniões e sentimentos de forma eficaz, sem qualquer preocupação com a “correção gramatical”. Esta definição se aplica a: a) Língua técnica; b) Língua popular; c) Gíria; d) Língua regional; e) Língua culta; 5. Diz que um chega, logo dão terra pra ele cultivar... É lavoura de café... Dão muda já crescida, diz que dão de um tudo...”(Jorge Amado). A linguagem utilizada nesse texto é a: a) coloquial; b) culta; c) popular; d) técnica; e) gíria; 6. Dentre as frases seguintes, assinale aquela que não contém ambigüidade: a) Peguei a condução correndo. b) O policial deteve o ladrão em seu apartamento. c) Vereador fala da reunião na TV Record. d) O menino viu o bandido descendo o morro. e) O pai abençoou o filho. 7. Os termos protagonista e antagonista se referem a tipos de personagens encontrados na: a) descrição; b) resenha; c) narração; d) dissertação; e) poesia; 8. A dissertação é um tipo de texto que contém: a) uma argumentação defendendo um ponto de vista sobre um determinado assunto; b) uma análise reflexiva sobre personagens em movimento; c) uma resenha crítica sobre um livro recém-lançado; d) verbos de ação e fatos em seqüência; e) um foco narrativo em primeira pessoa;
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9. Enredo, personagens e tempo são elementos da: a) resenha crítica; b) dissertação objetiva; c) dissertação subjetiva; d) narração; e) descrição; 10. A finalidade da descrição é: a) relatar um fato marcante; b) apresentar uma visão impessoal sobre um determinado personagem; c) contar uma história em que haja um protagonista e um antagonista; d) contar uma história interessante, a partir de um tema proposto; e) fazer um “retrato” verbal de cenas, objetos, pessoas ou ambientes; 11. Introdução, desenvolvimento ou argumentação são partes da: a) carta comercial; b) narração; c) dissertação; d) descrição; e) circular; 12. “Era loura: tinha olhos azuis, como os de Cecília, extáticos, uns olhos que buscavam o céu o pareciam viver dele...um vestido branco, de finíssima cambraia envolvia-lhe castamente o corpo, cujas formas aliás desenhava...”(Machado de Assis). O tipo de texto acima configura: a) uma narração; b) um resumo; c) uma resenha crítica; d) uma descrição; e) uma dissertação; 13. “Gastei trinta dias para ir do Rio Grande ao coração de Marcela, não já cavalgando o corcel do cego desejo, mas o asno da paciência, a um tempo manhoso e teimoso.(...)Teve duas fases a nossa paixão, ou ligação, ou qualquer outro nome(...)teve a fase consular e a fase imperial. (Machado de Assis)
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O texto em questão é uma: a) narração; b) dissertação; c) resenha; d) descrição; e) síntese; 14. O uso de adjetivos e advérbios, da função conativa da linguagem e de frases curtas é uma característica do texto: a) dissertativo; b) literário; c) técnico; d) narrativo; e) publicitário; 15. Na sala havia uma fumaça densa que não per mitia que enxer gássemos qualquer pessoa. Obser vei que ali havia pessoas de todos os tipos: loiras, ruivas, de olhos azuis, de olhos castanhos, maquiadas em tons claros e escuros. A qualidade que não está presente nesse texto é: a) a coesão; b) a coerência; c) a concisão; d) a argumentação; e) a clareza; 16. Ofício é o tipo mais comum de comunicação usado na correspondência: a) bancária; b) comercial; c) oficial; d) empresarial; e) escolar; 17. No ofício, ao final, além da assinatura do signatário, deve constar: a) a fórmula de cortesia; b) o endereço do signatário; c) o estado civil do signatário; d) cargo ou função do signatário; e) estado civil do remetente;
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18. O termo requerimento se aplica a: a) Um documento onde se declara algo, freqüente nos serviços policiais. b) Uma petição escrita, na qual se solicita algo a uma autoridade. c) Um instrumento pelo qual uma pessoa recebe de outra poderes para praticar atos ou administrar bens. d) Um documento da correspondência oficial externa, por meio do qual se comunicam os funcionários públicos. e) Um documento particular assinado por várias pessoas, contendo reivindicações. 19. O termo circular caracteriza: a) a narração escrita pormenorizada e autenticada de um fato; b) uma comunicação reproduzida em cópias, expedidas a diferentes pessoas, órgãos ou entidades; c) uma cópia integral, exata e certificada de um documento; d) um pedido sem certeza legal ou sem segurança quanto ao despacho favorável; e) uma nota enviada por diplomata, designada também por memorando diplomático. 20. O termo relatório se refere a: a) um documento através do qual a autoridade comprova um fato ou uma situação de que tenha conhecimento em razão do cargo ou função que exerce; b) afirmação da existência ou inexistência de uma situação de fato ou de direito; c) um acordo de vontades que tem por fim criar, modificar, ou extinguir direitos; d) um documento mediante o qual uma pessoa dá a outra poderes para praticar atos ou administrar interesses, em seu nome; e) uma descrição de fatos passados, analisados com o objetivo de orientar o serviço interessado ou o supervisor imediato, para determinada ação.
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21. O objetivo maior da carta comercial é: a) requerer um determinado benefício funcional; b) transmitir uma informação; c) registrar o que se passou numa reunião de diretoria; d) baixar uma ordem de natureza administrativa; e) fazer um convite informal; 22. Na correspondência, o termo vocativo significa: a) a saudação de cortesia que se dirige ao destinatário antes de entrar no assunto propriamente dito da carta; b) a exposição do motivo da carta; c) o parágrafo que encerra o corpo da carta; d) o fecho de cortesia; e) a mensagem que se quer transmitir. 23. Assinale a alternativa correta quanto à ortografia: a) expectativa – tensão – empecilho; b) fusil – discrição – tráfego; c) beneficente – previlégio – tóxico; d) hegemonia – pesquiza – vazio; e) baronesa – conceder – revesamento; 24. Assinale a alternativa correta quanto à acentuação das palavras: a) bônus – album – árduo – ônix – bíceps; b) apóiam – estoico – carnauba – esferóide – supôs; c) lâmpada – transatlântico – imãs – sotãos – ponêis; d) magóas – forceps – incrível – elétron – éter; e) vírus – tórax – mártir – órfãos – útil; 25. Assinale a alternativa correta quanto ao uso do hífen: a) recém-chegado, sem-cerimônia, pós-escrito; b) penta-campeão, porto-alegrense – malentendido;
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c) pós-graduação, anfi-teatro – ultra-sensível; d) anti-higiênico, tragi-comédia – páraquedas; e) matéria-prima – nipo-brasileiro – biotônico; 26. ...........-se de questões simples que se ..........facilmente; ..............-se, portanto, discussões desnecessárias. a) trata – resolverá – evite; b) tratam – resolverá – evite; c) tratam – resolverá – evitem; d) trata – resolverão – evitem; e) trata – resolverão – evite; 27. Assinale a alternativa correta quanto ao uso da crase: a) Ele andava as pressas. b) O chefe da repartição foi a Europa. c) Nunca falei à esta senhora. d) Ele usava sapatos à Luís XV. e) Ele levou a namorada à uma festa. 28. Assinale a alternativa em que o plural do substantivo composto está correto: a) couves-flores, chás-dançantes, contascorrentes; b) obras-primas, mulas-sem-cabeças, salários-famílias; c) pães-de-ló, técnico-científicas, arranhascéus; d) franco-belgas, guarda-florestais, avemarias; e) salve-rainhas, pés-de-moleque, decretoleis; 29. A oração, na qual o predicado é indispensável, é definida como: a) um enunciado marcado por uma entonação conclusa; b) um enunciado que se organiza em torno de um verbo; c) um período simples; d) um período composto; e) um enunciado que apresenta coerência.
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30. Denomina-se período simples aquele: a) constituído por apenas uma oração; b) constituído por duas ou mais orações; c) articulado por coordenação ou subordinação; d) organizado a partir de uma locução verbal; e) constituído por uma palavra substantivada e um predicado. II - Leia as afirmativas listadas a seguir. Algumas são verdadeiras, outras são falsas. Identifique-as, escrevendo, nos parênteses, a letra “V” nas afirmativas verdadeiras e a letra “F” nas falsas.. 1. ( ) Linguagem é a capacidade humana de se comunicar por meio de uma língua. 2. ( ) Na função poética, a mensagem privilegia o referente da mensagem, transmitindo informações objetivas. 3. ( ) O objetivo da função referencial é produzir textos que se propõem informar o leitor, transmitindo-lhe dados e conhecimentos precisos. 4. ( ) Sua finalidade é exclusivamente prática: comunicar informações e exprimir opiniões e sentimentos de forma eficaz, sem qualquer preocupação com a “correção gramatical”. Esta definição se aplica a: Língua regional. 5. ( ) Diz que um chega, logo dão terra pra ele cultivar...É lavoura de café...Dão muda já crescida, diz que dão de um tudo...”(Jorge Amado). A linguagem utilizada nesse texto é a coloquial. 6. ( ) As frases seguintes não contêm ambigüidade: “Peguei a condução correndo”, “O policial deteve o ladrão em seu apartamento”. 7. ( ) Os termos protagonista e antagonista se referem a tipos de personagens encontrados na narração.
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8. ( ) A dissertação é um tipo de texto que contém uma argumentação defendendo um ponto de vista sobre um determinado assunto. 9. ( ) Enredo, personagens e tempo são elementos da narração. 10. ( ) A finalidade da descrição é: contar uma história em que haja um protagonista e um antagonista; 11. ( ) Introdução, desenvolvimento ou argumentação são partes da dissertação. 12. ( ) “Era loura: tinha olhos azuis, como os de Cecília, extáticos, uns olhos que buscavam o céu o pareciam viver dele...um vestido branco, de finíssima cambraia envolvia-lhe castamente o corpo, cujas formas aliás desenhava...”(Machado de Assis). O tipo deste texto configura uma descrição. 13. ( ) “Gastei trinta dias para ir do Rio Grande ao coração de Marcela, não já cavalgando o corcel do cego desejo, mas o asno da paciência, a um tempo manhoso e teimoso.(...)Teve duas fases a nossa paixão, ou ligação, ou qualquer outro nome(...)teve a fase consular e a fase imperial. (Machado de Assis) O texto em questão é uma descrição; 14. ( ) O uso de adjetivos e advérbios, da função conativa da linguagem e de frases curtas é uma característica do texto publicitário. 15. ( ) Na sala havia uma fumaça densa que não permitia que enxergássemos qualquer pessoa. Observei que ali havia pessoas de todos os tipos: loiras, ruivas, de olhos azuis, de olhos castanhos, maquiadas em tons claros e escuros. A qualidade que não está presente nesse texto é a coerência. 16. ( ) Ofício é o tipo mais comum de comunicação usado na correspondência oficial; 17. ( ) No ofício, ao final, além da assinatura do signatário, deve constar cargo ou função do signatário;
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18. ( ) O termo requerimento se aplica a um documento onde se declara algo, freqüente nos serviços policiais. 19. ( ) O termo circular caracteriza uma cópia integral, exata e certificada de um documento; 20. ( ) O termo relatório se refere a uma descrição de fatos passados, analisados com o objetivo de orientar o serviço interessado ou o supervisor imediato, para determinada ação. 21. ( ) O objetivo maior da carta comercial é transmitir uma informação. 22. ( ) Na correspondência, o termo vocativo significa o fecho de cortesia. 23. ( ) Quanto à ortografia, a alternativa “a” está correta, as demais estão erradas. a) expectativa – tensão – empecilho; b) fusil – discrição – tráfego; c) beneficente – previlégio – tóxico; d) hegemonia – pesquiza – vazio; e) baronesa – conceder – revesamento; 24. ( ) Apenas a alternativa “d” está correta quanto à acentuação das palavras: a) bônus – album – árduo – ônix – bíceps; b) apóiam – estoico – carnauba – esferóide – supôs; c) lâmpada – transatlântico – imãs – sotãos – ponêis; d) magóas – forceps – incrível – elétron – éter; e) vírus – tórax – mártir – órfãos – útil; 25. ( ) A alternativa “a” está correta quanto ao uso do hífen: a) recém-chegado, sem-cerimônia, pós-escrito; b) penta-campeão, porto-alegrense – malentendido; c) pós-graduação, anfi-teatro – ultra-sensível; d) anti-higiênico, tragi-comédia – pára-quedas; e) matéria-prima – nipo-brasileiro – bio-tônico;
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26. ( ) Para completar a frase, você deve usar os verbos citados na alternativa “b”. ................-se de questões simples que se .................facilmente; ..................-se, portanto, discussões desnecessárias. a) trata – resolverá – evite; b) tratam – resolverá – evite; c) tratam – resolverá – evitem; d) trata – resolverão – evitem; e) trata – resolverão – evite; 27. ( ) Quanto ao uso da crase, está correta a frase “Ele usava sapatos à Luís XV” 28. ( ) O plural do substantivo composto está correto ,apenas, na alternativa “a”:

a) couves-flores, chás-dançantes, contascorrentes; b) obras-primas, mulas-sem-cabeças, salários-famílias; c) pães-de-ló, técnico-científicas, arranhascéus; d) franco-belgas, guarda-florestais, avemarias; e) alve-rainhas, pés-de-moleque, decretoleis; 29 ( ) A oração, na qual o predicado é indispensável, é definida como período composto. 30. ( ) Denomina-se período simples aquele constituído por apenas uma oração;

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BIBLIOGRAFIA
CUNHA, Celso & CINTRA, Lindley, A Nova Gramática do Português Contemporâneo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 3ª edição, 2001. GARCIA, Othon M., Comunicação em Prosa Moderna: Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, 13ª edição, 1986. JR. J. Mattoso Câmara, Manual de Expressão Oral e Escrita. Petrópolis: Editora Vozes, 2002. MANUAL DA REDAÇÃO DA FOLHA DE SÃO PAULO. São Paulo: Publifolha, 2001. MANUAL DA REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. Brasília: Presidência da República, 1991. MEDEIROS, João Bosco, Redação Empresarial. São Paulo: Editora Atlas S.A., 3ªedição, 2000. NETO, Pasquale Cipro & INFANTE, Ulisses, Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo, Editora Scipione, 1ª edição , 1997. NETO, Pasquale Cipro, Inculta e Bela 2. São Paulo: Publifolha, 2001. NICOLA, José de. & INFANTE, Ulisses, Gramática Contemporânea da Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Scipione, 15ª edição, 1998. SAVIOLI, Francisco Platão & FIORIN, José Luiz, Para Entender o Texto – Leitura e Redação.São Paulo, Editora Ática, 8º edição, 1994. TERRA, Ernani & NICOLA, José de. Gramática, Literatura e Redação para o 2º Grau. São Paulo: Editora Scipione, 1997.

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GABARITO GABARITO

EXERCÍCIO I
1-A 2-B 3-A 4-B 5-C 6-E 7-C 8-A 9-D 10-E 11-C 12-D 13-A 14-E 15-B 16-C 17-D 18-B 19-B 20-E 21-B 22-A 23-A 24-E 25-A 26-D 27-D 28-A 29-B 30-A

EXERCÍCIO II
1-V 2-F 3-V 4-F 5-F 6-F 7-V 8-V 9-V 10-F 11-V 12-V 13-F 14-V 15-V 16-V 17-V 18-F 19-F 20-V 21-V 22-F 23-V 24-F 25-V 26-F 27-V 28-V 29-F 30-V

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Técnico em Transações Imobiliárias

Noções de

Matemática Financeira
MÓDULO 02

BRASÍLIA – 2005

Os textos do presente Módulo não podem ser reproduzidos sem autorização do INEDI – Instituto Nacional de Ensino a Distância SDS – Ed. Boulevard Center, Salas 405/410 – Brasília - DF Telefax: (0XX61) 3321-6614

CURSO DE FORMAÇÃO DE TÉCNICOS EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS – TTI
COORDENAÇÃO NACIONAL André Luiz Bravim – Diretor Administrativo Antônio Armando Cavalcante Soares – Diretor Secretário COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Maria Alzira Dallla Bernardina Corassa – Pedagoga COORDENAÇÃO DIDÁTICA COM ADAPTAÇÃO PARA EAD Neuma Melo da Cruz Santos – Bacharel em Ciências da Educação COORDENAÇÃO DE CONTEÚDO José de Oliveira Rodrigues – Extensão em Didática Josélio Lopes da Silva – Bacharel em Letras EQUIPE DE APOIO TÉCNICO: INEDI/DF André Luiz Bravim Rogério Ferreira Coêlho Robson dos Santos Souza Francisco de Assis de Souza Martins PRODUÇÃO EDITORIAL Luiz Góes EDITORAÇÃO ELETRÔNICA E CAPA Vicente Júnior IMPRESSÃO GRÁFICA Gráfica e Editora Equipe Ltda

________________, Matemática Financeira, módulo II, INEDI, Curso de Formação de Técnicos em Transações Imobiliárias, 3 Unidades. Brasília. Disponível em: www.inedidf.com.br. 2005. Conteúdo: Unidade I: números proporcionais; operações sobre mercadorias – Unidade II: taxa de juros; inflação – Unidade III: capitalização simples e composta; montante – Exercícios 347.46:111 C490m

Caro Aluno O início de qualquer curso é uma oportunidade repleta de expectativas. Mas um curso a distância, além disso, impõe ao aluno um comportamento diferente, ensejando mudanças no seu hábito de estudo e na sua rotina diária, porque estará envolvido com uma metodologia de ensino moderna e diferenciada, proporcionando absorção de conhecimentos e preparação para um mercado de trabalho competitivo e dinâmico O curso Técnico em Transações Imobiliárias ora iniciado está dividido em nove módulos. Este módulo 02 traz para você a básica disciplina Matemática Financeira que dividida em três grandes unidades de estudo, apresenta, dentre outros itens essenciais, noções sobre proporções, operações sobre mercadorias, juros simples e compostos, descontos simples e compostos, além de exercício de fixação, testes para avaliar seu aprendizado e lista de vocabulário técnico que, com certeza, será indispensável no seu desempenho profissional.Trata-se, como você pode perceber, de uma completa, embora sintética, habilitação no âmbito desse conhecimento tão decisivo para o futuro profissional do mercado imobiliário. Se o ensino a distância garante maior flexibilidade na rotina de estudos também é verdade que exige do aluno mais responsabilidade. Nós, do INEDI, proporcionamos as condições didáticas necessárias para que você obtenha êxito em seus estudos, mas o sucesso completo e definitivo depende do seu esforço pessoal. Colocamos à sua disposição, além dos módulos impressos, um completo site (www.inedidf.com.br) com salas de aula virtuais, fórum com alunos, tutores e professores, biblioteca virtual e salas para debates específicos e orientação de estudos. Em síntese, caro aluno, o estudo dedicado do conteúdo deste módulo lhe permitirá o domínio dos conceitos mais elementares de Matemática Financeira, além do conhecimento dos instrumentos básicos para que o futuro profissional possa atingir os seus objetivos no mercado de imóveis. Enfim, ao concluir seus estudos neste módulo você terá vencido uma importante etapa para atuar com destaque neste seguimento da economia nacional. Boa sorte!

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.......................................................................................................................... 07 UNIDADE I 1. NÚMEROS PROPORCIONAIS..............................................................................12 2. OPERAÇÕES SOBRE MERCADORIAS ................................................................17 2.1 – Preços de custo e venda .................................................................................17 2.2 – Lucros e prejuízos .........................................................................................17 3. TAXA DE JUROS .....................................................................................................19 3.1 – Homogeneidade entre tempo e taxa ..............................................................19 3.2 – Juro exato e juro comercial ............................................................................21 4. INFLAÇÃO .............................................................................................................21 UNIDADE II 5. CAPITALIZAÇÃO SIMPLES ..................................................................................25 5.1 – Juros simples .................................................................................................25 5.2 – Montante simples .........................................................................................27 5.3 – Desconto simples ..........................................................................................27 6. CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA ............................................................................30 6.1 – Juros compostos ............................................................................................30 6.2 – Montante composto ......................................................................................30 6.3 – Desconto composto.......................................................................................32

TESTE SEU CONHECIMENTO ...............................................................................35 BIBLIOGRAFIA...........................................................................................................39 GABARITO........... .......................................................................................................40

INTRODUÇÃO
O serviço prestado ao cliente, pelo Corretor, pode ser classificado como parte das relações humanas, no processo de venda. Nesta etapa, o Corretor necessita de diferentes conhecimentos e habilidades específicas para que possa informar, orientar e oferecer segurança ao comprador. Dentre esses conhecimentos e habilidades, inclui-se a linguagem da Matemática Financeira. Nesse sentido, o presente trabalho foi elaborado e começa com uma matemática básica e fundamental, necessária à realização de um bom negócio, incluindo operações sobre mercadorias, taxas de juros, inflação, regimes de capitalização. O estudo do regime de Capitalização Simples é o cenário principal desta apostila. Nele é abordada a conceituação de juros simples, montante simples, desconto simples, cálculo de taxa acumulada, sempre com a utilização de vários exemplos. Todas as negociações financeiras têm como suporte um dos regimes de capitalização. Assim, procurou-se dar ênfase a essestópicos, estando os seus respectivos exemplos de aprendizagem, digitados no estilo passo a passo. O livro utilizado, Concursos Públicos - Matemática Geral e Financeira, de Benjamin Cesar de Azevedo Costa serviu de base para a formatação das etapas finais dos estudos. A matemática foi, gradativamente, aplicada ao comércio e às finanças devido a necessidade de melhor entendimento entre as relações de troca, para a utilização das melhores taxas em empréstimos e investimentos, para se fazer previsões de movimentação de capital no mercado, para cálculo de juros, montante, descontos. Dessas aplicações, originou-se o ramo específico, chamado Matemática Financeira. A Matemática Financeira deve ser bem entendida, pois, o conhecimento e a informação representam um grande poder para a execução de serviços, especialmente, em um mercado econômico que não é estático. O estudo deve ser uma constante na vida do aluno, pois, aquele que conseguir aliar fundamentação teórica à prática, terá um poderoso instrumento de trabalho nas mãos, além é claro, de clientes para efetuar negócios.

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MATEMÁTICA FINANCEIRA – Unidade I

Unidade

I
Conceituar os termos Proporção, Juros, Inflação, Taxa de juros; Realizar operações com números proporcionais, operações sobre mercadorias, taxas de juros, inflação; Refletir sobre a importância da Matemática Financeira, na atualidade.

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MATEMÁTICA FINANCEIRA – Unidade I

INTRODUÇÃO
O Capitalismo começou após o enfraquecimento do Feudalismo, por volta do décimo segundo século depois de Cristo, constituindo-se um novo sistema econômico, social e político. Capitalismo é o sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de comércio, indústria, com o objetivo principal de conseguir lucro. Como importantes características do Capitalismo, podemos citar: • a combinação de três centros econômicos (produção, oferta e consumo) formatando a economia de mercado; • o surgimento das grandes empresas; • as relações de trocas monetárias; • a preocupação com os rendimentos; e, • principalmente, o trabalho assalariado. Durante o seu desenvolvimento, o Capitalismo passou por quatro fases, sendo, atualmente, chamado de Capitalismo Financeiro. Nesta fase, as grandes empresas financeiras são as detentoras do maior volume do capital em circulação. As etapas do Capitalismo são, assim, enumeradas: 1ª Pré-Capitalismo: fase de implantação desse sistema (séculos XII ao XV); 2ª Capitalismo Comercial: os comerciantes administravam a maior parte dos lucros (séculos XV ao XVIII); 3ª Capitalismo Industrial: o capital é investido nas indústrias, transformando os industriais em grandes capitalistas (séculos XVIII, XIX, XX). É bom lembrar que esta terceira fase, ainda, acontece; 4ª Capitalismo Financeiro: o maior volume de capital em circulação é administrado pelas empresas financeiras.
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a) Capitalismo selvagem é expressão comum, especialmente partindo dos simpatizantes do socialismo. E você, o que entende por capitalismo? ______________________________________ ______________________________________ b) Nossa apostila traz breves noções de economia. Relendo o texto, responda: como pode ser definido o capitalismo financeiro? ______________________________________ ______________________________________

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1. NÚMEROS PROPORCIONAIS
João precisava calcular a altura de um poste, muito alto. Ele não podia medi-lo diretamente. João fez o seguinte: colocou uma pessoa que mede 1,80 m ao lado do poste e marcou as duas sombras – a do poste e a da pessoa. Ele verificou e anotou: • a sombra da pessoa media 1,20 m. • a sombra do poste media 20 m. A partir dessas medidas, João encontrou a altura do poste. Ele fez as seguintes operações: Comparou o comprimento da sombra da pessoa com a altura dela. Ele escreveu as medidas em centímetros, assim,
120 . Depois ele sim180

porcionais porque ele, muitas vezes, terá que determinar a relação entre medidas de um desenho, de uma planta, de um mapa geográfico e as medidas reais correspondentes. Veja o exemplo: Um corretor tinha a planta de um apartamento. Ele precisava saber qual era a área da sala. Ele examinou a planta e verificou o seguinte: • de acordo com a escala apresentada, cada centímetro desenhado no mapa correspondia a 100 centímetros da realidade; portanto 1:100; • se a razão entre as medidas que apareceram na planta da sala e as medidas reais
1 (lê-se 1 para 100), 100 isto significa que as medidas reais eram 100 vezes maiores do que as medidas assinaladas na planta;

era de 1 : 100 ou

plificou a fração e encontrou,

120 2 = . 180 3 Portanto, a razão entre o comprimento 2 ou 3

da sombra e a da altura da pessoa foi de:

2:3 , ou seja de 2 para 3. Como as medidas foram feitas no mesmo local e na mesma hora, João pode concluir que a razão entre o comprimento da sombra do poste e a altura do mesmo era de
2 . 3 Assim, João montou a operação

• uma dos lados da sala media 6 cm e o outro 8 cm; • que para conhecer as medidas reais da sala, ele deveria multiplicar as medidas da planta por 100 6 cm . 100 = 600 cm = 6 m 8 cm . 100 = 800 cm = 8 m Portanto, as medidas reais da sala são 6m e 8m. A área da sala é de 48m². O corretor pode adotar o mesmo procedimento para verificar outras medidas, tais como área, largura e altura de outras partes desenhadas na planta. Uma razão compara dois números pela divisão. Quando encontramos uma igualdade entre duas razões, a essa relação damos o nome de proporção, porque as quantidades medidas são proporcionais.
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20m 2 = e pode concluir que a altura do pos? 3

te é igual a 30 m, porque a razão

20 2 é igual a 30 3

Essa igualdade é uma proporção e os números usados na medidas são denominados “números proporcionais”. Para um corretor de imóveis, é muito importante saber trabalhar com números pro12 •

MATEMÁTICA FINANCEIRA – Unidade I

Mais um exemplo: O corretor foi mostrar uma fazenda que está a venda. Ele viajou 120 km e levou 2 horas. Ele pretende visitar outra que fica a 180 km dali. Se ele viajar na mesma velocidade, quanto tempo ele vai precisar para chegar até a outra fazenda?
120 180 = 2 ?

120 180 = e aplicou a propriedade utiX 2 lizada, anteriormente, e encontrou:

120 . X 120 . X X X

= 2 . 180 = 360 = 360 : 120 = 3

Veja:

O corretor levará 3 horas para chegar à outra fazenda. Verifique e faça o que se segue: • Sendo a e b, duas grandezas conhecidas, definimos a razão entre a e b, nesta ordenação, como o quociente entre a e b.

Os números que medem as distâncias e o tempo são proporcionais. Quanto maior a distância, maior será o tempo que ele vai gastar na viagem. Como ele pode conhecer o número da proporção desse exemplo? O corretor já conhece algumas proporções, tais como: a)
2 6 = 3 9

Então, escrevemos:

a ou a : b. b

b)

3 24 = 4 32

Observação: A grandeza que se encontra no denominador deve possuir, o seu valor, diferente de zero.

Ele sabe que se multiplicar os denominadores pelos numeradores vai poder verificar se as frações são iguais, se são proporcionais. Veja: 2.9 = 18 3.6 = 18, logo 2.9 = 3.6 3.32 = 96 4.24 = 96, logo 3.32 = 4.24 Essa frações são iguais, existe uma proporção entre elas. Porque, numa proporção os produtos do numerador de uma fração pelo denominador da outra fração são iguais. O corretor que já conhecia essa importante propriedade usada em Matemática fez o seguinte: substituiu o ponto de interrogação pela letra “x” que fica no lugar do termo desconhecido.
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a b
(a é o numerador e b é o denominador).

a) Pense um pouco e responda: porque é importante para o corretor de imóveis conhecer noções de razão e proporção? _____________________________________ _____________________________________ b) Calcule a razão entre a e b, sabendo-se que a = 32 e b = 28. _____________________________________ _____________________________________
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TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS

A igualdade de duas razões equivalentes é chamada Proporção.
Essa igualdade é uma proporção e os números usados nas medidas são proporcionais
14 •

16 8 = , 16 e 7 são os extremos 14 7 da proporção e 14 e 8 são os meios da proporção.

Exemplo 1:

Resposta:

Solução:

Essas três frações são Razões Equivalentes pois dividindo-se, o numerador pelo denominador, em cada uma das três frações, obteremos o mesmo resultado.
a 8 = . b 7 a 32 32 16 8 = = = , então b 28 28 14 7

Propriedade Fundamental: “Em toda proporção, o produto dos meios é igual ao produto dos extremos”.
12 16 e são iguais, logo: 3 4

Exemplo 2: As razões

12 16 = , então: 3 x 16 = 4 x 12. 3 4 48 = 48.

Vamos trabalhar, com a Divisão em Partes Proporcionais, através da análise do exemplo a seguir: EXEMPLO Dividir o número 850 em partes proporcionais aos números 1, 4 e 5. Observação: como a divisão é proporcional a três números, o número 850 será dividido em três partes. Solução: vamos supor que as três partes do número 850 sejam representadas, respectivamente, pelas letras X, Y e Z. X=
850 * 1 = 85. 1+ 4 + 5 850 * 4 = 340. 1+ 4 + 5 850 * 5 = 425. 1+ 4 + 5

Y=

Z=

Somando-se os números 85, 340 e 425 obteremos o número 850, provando assim, que a divisão em partes proporcionais está correta.
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MATEMÁTICA FINANCEIRA – Unidade I

No cálculo de cada uma das letras (X , Y e Z), devemos sempre dividir o número principal (neste caso o número 850), pelo somatório das partes proporcionais (no exemplo foram os números 1, 4 e 5), e em seguida, multiplicar o resultado desta divisão por cada uma das partes proporcionais. Divisão em Partes Inversamente Proporcionais utilizando uma exemplificação: Exemplo: Dividir o número 1.200 em partes inversamente proporcionais aos números 2 e 4. 1º passo: Deve-se inverter os números, tornando-os
1 1 e . 2 4

• 2ª parte:

1.200 * 1 = 400. 2 +1

4º passo: Somando-se os números 800 e 400 obteremos o número 1.200, provando assim que, a divisão em partes inversamente proporcionais está correta.

a) dividir o n° 450 em partes proporcionais aos números 2, 3 e 5. _____________________________________ _____________________________________ b) dividir o número 600 em partes proporcionais aos números 1 e 3. _____________________________________ _____________________________________

2º passo: Deve-se agora, colocar as frações em um mesmo denominador (denominador comum). Vamos fazer o mínimo múltiplo comum e depois dividir, o mínimo múltiplo encontrado, pelo denominador. Em seguida multiplicaremos o resultado desta divisão pelo numerador, lembrando que, estes cálculos estão acontecendo com as frações
1 e 2

1 . Como o valor do mínimo múltiplo comum 4 2 1 e . 4 4 3º passo: Um novo problema aparecerá, pois agora serão utilizados apenas os numeradores das novas frações encontradas no 2º passo. A partir daqui teremos uma resolução semelhante à divisão em partes proporcionais , pois o número principal ( neste caso o número 1.200 ) será dividido pelo somatório das partes ( números 2 e 1 ), sendo o resultado desta divisão multiplicado por cada uma das partes.

será 4, as frações se modificarão para

• 1ª parte:

1.200 * 2 = 800. 2 +1
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a) Resposta: 90, 135 e 225. b) Resposta: 450 e 150

TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS

ATENÇÃO: nesta parte, vamos estudar noções básicas que serão de grande valia no trabalho com porcentagens (percentagens). Exemplo 1: Escreva a taxa de 14,45% na forma unitária. Solução: devemos dividir a taxa por 100.
14,45 = 0,1445. 0,1445 é a 14,45% = 100 forma unitária. 3 na forma per4

a) qual a forma unitária dos seguintes percentuais: 1) 5 % =____________________ 2) 3,8 % =____________________ 3) 0,25 % =____________________

Exemplo 2: Colocar a fração centual.

b) qual a forma percentual dos seguintes números: 1) 0,025 =___________________ 2) 0,0025 =___________________ 3) ,25 =___________________

Solução: devemos utilizar as Razões Equivalentes e a propriedade fundamental das Proporções que estão citadas no início deste tópico.

x 3 = 4 100
4 . x = 3 . 100 4x = 300

x = 75, então

3 75 = = 75%. 4 100

Exemplo 3: Calcular 27% de 270. Solução: transformar 27% na forma unitária e depois multiplicar o número encontrado por 270.
27 = 0,27. Assim: 0,27 x 270 = 72,9. 100

27% =

72,9 corresponde a 27% de 270.
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MATEMÁTICA FINANCEIRA – Unidade I

2. OPERAÇÕES SOBRE MERCADORIAS
2.1 – PREÇOS DE CUSTO E VENDA Vamos trabalhar com problemas de porcentagens relacionados às operações de compra e venda. Ao se efetuar a venda de uma mercadoria pode-se ter lucro ou prejuízo, sendo que os mesmos podem ser calculados sobre o preço de custo ou sobre o preço de venda da mercadoria em questão. FÓRMULA BÁSICA PRV = PRC + LC Onde: PRV = Preço de Venda; PRC = Preço de Custo ou Preço de Compra; LC = Lucro obtido na Venda. 2.2 – LUCROS E PREJUÍZOS O estudo será feito com base nos exemplos a seguir: Exemplo 1: Lucro sobre o custo. Uma mercadoria foi comprada por R$3.000,00 e vendida por R$ 3.850,00. Calcule o lucro, na forma percentual, sobre o preço de compra. Solução: PRC = 3.000 PRV = 3.850 3.000 ⎯ 100% ⎯→ PRV = PRC + LC 850 ⎯ X ⎯→ LC = PRV - PRC LC = 3.850 – 3.000 LC = 850 3.000 . X = 100 . 850 X = 28,333%

Exemplo 2: Lucro sobre a venda. Uma mesa de escritório foi comprada por R$550,00 e vendida por R$705,00. Calcule o lucro, na forma percentual, sobre o preço de venda. Solução: PRC = 550 PRV = 705 705 ⎯ 100% ⎯→ PRV = PRC + LC 155 ⎯ X ⎯→ LC = PRV – PRC 705 . X = 100 . 155 LC = 705 – 550 X = 21,986% LC = 155 Obs: O lucro sobre o custo foi de 21,986%. Exemplo 3: Uma mercadoria foi vendida por R$430,00. Sabendo-se que o lucro foi de 15% sobre o preço da venda, calcule esse lucro. Solução: 430 ⎯ 100% ⎯→ X ⎯ 15% ⎯→ 100 . X = 430 . 15 X = 64,5 O lucro foi de R$64,50. Sendo o lucro calculado sobre o preço da venda, este terá o valor de 100% . Exemplo 4: Um monitor foi vendido por R$670,00, dando um lucro de R$152,00. Calcule o lucro, em porcentagem, sobre o preço de custo. Solução: PRV = PRC + LC PRC = PRV – LC PRC = 670 – 152 PRC = 518

518 ⎯ 100% ⎯→ 152 ⎯ X ⎯→

Obs.: O lucro sobre o custo foi de 28,333%.
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518 . X = 100 . 152 X = 29,344%.
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TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS

Sendo o lucro calculado sobre o preço de custo, este terá o valor de 100%. Exemplo 5: Uma mercadoria que foi comprada por R$1.050,00 foi vendida, com um prejuízo de 42%, sobre o preço de venda. Calcule o preço de venda. Solução: 142% ⎯ 1.050 ⎯→ 100% ⎯ X ⎯→ 142 . X = 100 . 1050 X = 739,44. O preço de venda é R$739,44. Como o prejuízo é de 42% sobre o preço de venda, este corresponderá a 100%. O preço de custo corresponderá então a 142%. Exemplo 6: Uns móveis de escritório foram vendidos com prejuízo de 15% sobre o preço de venda. Calcule o preço de venda sabendo-se que o preço de custo foi de R$445,00. Solução: 115% ⎯ 445 ⎯→ 100% ⎯ X ⎯→ 115 . X = 100 . 445 X = 386,96 O preço venda de é R$386,96. Como o prejuízo é de 15% sobre o preço de venda, este corresponderá a 100%. O preço de custo corresponderá a 115%. Exemplo 7: Utilização de índices. Em uma operação de compra e venda, a taxa de prejuízo para o preço de venda foi de 4
18 •

para 8. Determine o preço de venda sabendose que o preço de custo foi de R$2.500,00. Solução: Custo
2.500 12

Prejuízo

Venda

P
4 2.500 PRV = 12 8 12 . PRV = 2500 . 8 PRV = 1666,67.

PRV
8

O preço de venda é R$1.666,67. A relação de proporcionalidade entre o prejuízo e o preço de venda é estabelecida pela taxa 4 para 8. Temos assim 8 unidades de preço de venda para 4 unidades de prejuízo e, conseqüentemente, para cada 12 unidades de custo, neste exercício.

a) Um imóvel foi comprado por R$ 100.000,00 e vendido por R$ 156.000,00. Calcule o lucro da operação, na forma percentual. ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ b) Na venda de um apartamento o proprietário obteve um lucro de 20%. Se o preço pago pelo comprador foi de R$ 600.000,00, qual foi o preço pago inicialmente pelo proprietário. ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________ ____________________________________
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3. TAXA DE JUROS
Quando pedimos emprestado uma certa quantia a uma pessoa ou a uma instituição financeira é normal, pelo transcurso do tempo, pagarmos o valor que nos foi emprestado, acrescido de “ outra quantia que representa o aluguel pago pelo empréstimo”. Essa outra quantia representa o juro, ou seja, representa o bônus que se paga por um capital emprestado. O juro que é produzido em uma determinada unidade de tempo ( ao ano, ao mês, ao dia), representa uma certa porcentagem do capital ou do montante, cuja taxa se chama Taxa de Juros. 3.1 – HOMOGENEIDADE ENTRE TEMPO E TAXA O prazo de aplicação (representado pela letra n) deve estar, sempre, na mesma unidade de tempo (anos, meses, dias) em que está a taxa de juros (representada pela letra i ). CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES 1º) - O mês comercial possui 30 dias; - O ano comercial possui 360 dias; - O ano civil possui 365 dias. 2º) Normalmente, a taxa de juros i está expressa na forma percentual. Assim, para usála em qualquer fórmula de matemática financeira, deve-se antes, transformá-la para a forma unitária. Ex.: i = 25,8% ⎯ forma unitária ⎯ i = 0,258. ⎯→ ⎯→ Exemplo 1: A taxa de juros de 18% ao ano, considerando-se ano comercial, equivale a quantos % (por cento) ao dia? Solução: ano comercial = 360 dias. i=
18% = 0,05% ao dia. 360 resposta: 0,05% ao dia.
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a) o lucro corresponde a 56% do valor inicial do imóvel. b) R$ 500.000,00

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i=

12% = 1% ao mês. 12 resposta: 1% ao mês.

Exemplo 3: A taxa de juros de 3% ao mês, considerando-se o mês comercial, equivale a quantos % (por cento) ao dia? Solução: mês comercial = 30 dias.
3% = 0,1% ao dia. 30 resposta: 0,1% ao dia.

i=

Exemplo 4: A taxa de juros de 4,5% ao mês, equivale a quantos % ( por cento) ao ano? Solução: ( 4,5% ao mês) x 12 = 54% ao ano. i = 54% ao ano. resposta: 54% ao ano. Exemplo 5: A taxa de juros de 0,03% ao dia, equivale a quantos % ( por cento) ao ano, levando-se em consideração o ano civil? Solução: ( 0,03% ao dia ) x 365 = 10,95% ao ano. i = 10,95% ao ano. resposta: 10,95% ao ano.

a) A taxa de juros de 12,0 % ao ano, equivale a quantos % ( por cento) ao mês? _______________________________________ _______________________________________ b) A taxa de 1,8 % ao mês equivale a quantos % (por cento) ao ano? _______________________________________
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a) 1% a.m. b) 21,6% a.m.

Exemplo 2: A taxa de juros de 12% ao ano, equivale a quantos % (por cento) ao mês? Solução: i = 12% ao ano.

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3.2 – JURO EXATO E JURO COMERCIAL Geralmente, nas operações correntes, a curto prazo, os bancos comerciais utilizam o prazo n ( tempo ) expresso em dias. Assim, no cálculo do juro exato, teremos a taxa de juros i dividida por 365 dias, pois o ano utilizado é o ano civil. No cálculo do juro comercial, teremos a taxa de juros i dividida por 360 dias, pois o ano utilizado é o ano comercial. Juro Exato ⎯ J = C x x n. ⎯→ 365 Juro Comercial ⎯ J = C x x n. ⎯→ 360 Obs: As fórmulas do juro exato e do juro comercial serão abordadas no tópico capitalização simples. Por enquanto, basta compreender que as divisões feitas nas duas fórmulas foram necessárias para que, a unidade de tempo, entre n e i, fossem iguais.

i

i

Uma família pobre tende a utilizar o pouco dinheiro conseguido para comprar gêneros alimentícios. O restante do dinheiro, geralmente, é utilizado para o pagamento de serviços de água, luz e esgoto. Em uma família abastada, além dos gastos com alimentos, água tratada e eletricidade, costuma-se também gastar com roupas, carros, viagens, clínicas de beleza e estética, entre outras coisas mais. Assim, um aumento nos preços dos produtos de beleza e rejuvenescimento, terá peso zero no custo de vida da família pobre e um acréscimo no orçamento da família rica. Em suma, o custo de vida aumenta quando um produto que possui um determinado peso nas contas mensais, sofre também um aumento. EXEMPLO DE AUMENTO DO CUSTO DE VIDA Um casal gasta de seu orçamento mensal 12% com alimentação, 10% com vestuário, 8% com plano de saúde e 5% com o lazer. Acontece, então, uma elevação geral nos preços, acrescentando um aumento de 3% nos gastos com alimento, 5% nos gastos com vestuário, 4% nos gastos com plano de saúde e 2% nos gastos com o lazer. Calcule o aumento do custo de vida no mês. Solução: Para o cálculo do aumento, proporcionado por cada produto, deve-se multiplicar o gasto no orçamento na forma unitária com o aumento dos produtos na forma unitária. Alimentos: 0,12 x 0,03 = 0,0036. Vestuário: 0,10 x 0,05 = 0,005. Plano de Saúde: 0,08 x 0,04 = 0,0032. Lazer: 0,05 x 0,02 = 0,001.
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4. INFLAÇÃO
A inflação é caracterizada por um aumento geral e cumulativo dos preços. Esse aumento não atinge apenas alguns setores, mas o bloco econômico, como um todo. O aumento cumulativo dos preços acontece de forma contínua, prolongando-se, ainda, por um tempo indeterminado. O Estado, em associação com a rede bancária, aumenta o volume do montante dos meios de pagamento para atender a uma necessidade de demanda por moeda legal. Associado a esse aumento do montante de pagamento acontece, também, o aumento dos preços. O aumento dos preços gera a elevação do custo de vida, popularmente chamado de carestia. O custo de vida apresenta-se com peso variado nas diferentes classes econômicas.
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TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS

Produtos Alimentos Vestuário Plano de Saúde Lazer

Gasto no Gasto no Orçamento Aumento dos Aumento dos Produtos Orçamento na Forma Unitária Produtos na Forma Unitária 12% 10% 8% 5% 0,12 0,10 0,08 0,05 3% 5% 4% 2% 0,03 0,05 0,04 0,02 Aumento do Custo do Produto na Forma Percentual 0,36% 0,50% 0,32% 0,10%

Produtos Alimentos Vestuário Plano de Saúde Lazer

Aumento do Custo do Produto na Forma Unitária 0,0036 0,005 0,0032 0,001

Com o somatório dos aumentos de cada produto na forma percentual obtemos o aumento do custo de vida no mês em questão: 0,36% + 0,50% + 0,32% + 0,10% = 1,28%. Nesse mês, o aumento no custo de vida para a família do exemplo foi de 1,28%, devido a elevação dos preços de quatro produtos utilizados pelo casal.

a) Decorar não é bom. Tente entender cada incógnita e escreva abaixo a fórmula para cálculo de juros simples. _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ b) Relendo as noções de inflação, com suas palavras defina: o que vem a ser aumento do custo de vida? _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________
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MATEMÁTICA FINANCEIRA – Unidade II

Unidade

II
Conceituar os termos Capitalização, Juros simples e compostos, Montante, Desconto; Realizar operações sobre, taxas de juros, regimes de capitalização; Refletir sobre a importância desses conhecimentos e operações, na atualidade.

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TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS

24 •

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MATEMÁTICA FINANCEIRA – Unidade II

5. CAPITALIZAÇÃO SIMPLES
Capitalização é a formação ou acumulação de bens de capital, de bem econômico. Em um processo de capitalização, a pessoa aplica determinada quantia, por um certo período e ao final recebe o capital empregado mais os juros relativos a esse tempo. A soma, o ajuntamento dos juros obtidos com o capital empregado é o que se chama capitalização. Existem dois tipos de capitalização: simples e composta No regime de capitalização simples, temos a taxa ( i ) incidindo somente sobre o capital inicial ( C ), proporcionando, assim, a obtenção de juros simples, ao final do período de tempo ( n ). No regime de capitalização composta, temos o capital principal, acrescido de juros obtidos em mais de um período de aplicação. Assim, a cada nova aplicação, por outros períodos, tem-se um novo capital. 5.1 – JUROS SIMPLES * Juro produzido pelo capital C ao final de um período de tempo: J = C x i. * Juro produzido pelo capital C ao final de n ( vários ) períodos de tempo: J = C x i x n. FÓRMULA BÁSICA J=Cxixn Onde: J = juros simples. C = capital inicial ou principal. i = taxa de juros. n = tempo de aplicação ou prazo de tempo. Exemplo 1: Se um capital de R$8.825,00 for aplicado durante 2 meses, à taxa de 2% ao mês, qual será o valor dos juros simples? Solução: J = C x i x n
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C = 8825 J = 8825 x 0,02 x 2 i = 2% ao mês = 0,02 J = 353 n = 2 meses J = R$353,00 Obs: i e n estão na mesma unidade de tempo. Exemplo 2: Se um capital de R$550,00 for aplicado durante 4 meses, à taxa de 9% ao ano, qual será o valor dos juros simples? Solução: J = C x i x n. C = 550.
⎯→ i = 9% ao ano ⎯ 9% = 0,75% ao 12

mês = 0,0075. n = 4 meses. J = 550 x 0,0075 x 4. J = 16,50. J = R$16,50. Exemplo 3: Calcule o capital necessário para que haja um rendimento de R$650,00, sabendo-se que a taxa utilizada é de 5% ao mês e o período de tempo igual a 6 meses. Solução: J = C x i x n, mas isolando-se C temos, C =

J i .n
C=

J = 650.
650 0,05 * 6 C = 2166,67 C = R$2.166,67

i = 5% ao mês = 0,05. n = 6 meses.

Exemplo 4: Um capital de R$425,00 foi aplicado durante 6 meses, rendendo R$105,00 de juros simples. Calcule a taxa mensal i. Solução: J = C x i x n, mas isolando-se i temos, i = J = 105 C = 425. n = 6 meses. i=
105 425 * 6 i = 0,04117
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J . C .n

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i = 0,04117 está na forma unitária. Para colocarmos o resultado na forma percentual devemos multiplicar i por 100, ficando então como resposta, i = 4,117% ao mês. Na taxa i a unidade de tempo utilizada foi o mês porque o período de aplicação estava, em meses.

a) Calcule os juros simples de um capital de R$ 35.400,00, aplicado durante 15 meses à taxa de 2,6 % ao mês. __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ b) Calcule a taxa aplicada a um capital de R$ 12.600,00, durante 3 meses, e que rendeu juros simples de R$ 680,40. __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________

26 •

a) R$ 13.650,00. b) i = 1,80% a.m.
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MATEMÁTICA FINANCEIRA – Unidade II

5.2 – MONTANTE SIMPLES (ixn+1)= À soma dos juros simples (relativo ao período de aplicação) com o capital inicial ou principal dá-se o nome de montante simples. FÓRMULAS S = J + C ou S = C x i x n + C S = C x ( i x n + 1) Onde: S = Montante Simples. J = Juros Simples. i = Taxa de Juros. n = Período de Aplicação. Exemplo 1: Um capital de R$1.550,00 foi aplicado durante um período de 8 meses, à taxa de 24% ao ano, no regime de capitalização simples. Calcule o montante. Solução: S = J + C C = 1550.
⎯→ i = 24% ao ano ⎯ 24% = 2% ao 12

S C

i = 16% ao mês = 0,16. (i x n + 1) =
360.000 200.000 (i x n + 1) = 1,8. i x n = 1,8 – 1. i x n = 0,8. 0,16 x n = 0,8. n = 5 meses.

A unidade utilizada para n foi meses, devido ao fato, de i também estar em meses. 5.3 – DESCONTO SIMPLES Toda vez que se paga um título, antes da data de seu vencimento, obtemos um desconto (abatimento). Algumas considerações: • Valor Nominal (VN) é o valor indicado no título, na data de seu vencimento. • Valor Atual (VA) é o valor do título no dia do seu pagamento antecipado, ou seja, antes da data de vencimento. D =VN – VA Onde: D = Desconto. • Desconto Racional ou “Por Dentro”: Equivale aos juros simples produzidos pelo valor atual, à taxa utilizada e ao período de tempo correspondente. FÓRMULA

mês = 0,02. n = 8 meses. J = C x i x n. J = 1550 x 0,02 x 8. J = 248. S = J + C. S = 248 + 1550. S = 1798. S = R$1.798,00. Exemplo 2: Calcule o tempo no qual devese aplicar uma quantia de R$ 200.000,00, para obter um montante simples de R$360.000,00, à taxa de 16% ao mês. Solução: C = 200.000. S = C x (i x n + 1) S = 360.000.
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VA
1

=

DR VN = i .n 1 + i .n

Onde: DR = Desconto Racional; VA = Valor Atual; VN = Valor Nominal; i = taxa; n = Período de Tempo.
• 27

TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS

Exemplo 1: Calcule o desconto racional para um título com valor atual de R$16.000,00, à taxa de 2,6% ao mês e com prazo de 3 meses para o vencimento. Solução:

VA
1

=

DR i .n

Exemplo 1: Calcule o desconto bancário para um compromisso de valor nominal igual à R$ 2.700,00, à taxa de 18% ao ano, e prazo de 33 dias antes do vencimento. (Considerar o ano comercial). Solução:

VA = 16.000

i = 2,6% ao mês = 0,026 n = 3 meses. DR = VA x i x n DR = 16.000 x 0,026 x 3 DR = 1.248 DR = R$1.248,00 Exemplo 2: Se um empréstimo com valor atual de R$ 750,00, calcule o desconto racional, sabendo-se que a taxa de juros é de 12% ao ano e o prazo é de 5 meses para o vencimento.

DB VN = i .n 1

VN= 2.700.
18% = 0,05% 360

⎯→ i = 18% ao ano ⎯

ao dia = 0,0005. DB = VN x i x n DB = 2700 x 0,0005 x 33 DB = 44,55 DB = R$44,55. Exemplo 2: Calcule o desconto “por fora” para um pagamento antecipado, à taxa de 5,8% ao mês e prazo de 5 meses, sabendo-se que o valor nominal é de R$ 42.000,00.

DR = Solução: 1 i .n
⎯→ i = 12% ao ano ⎯

VA

VA = 750.

12% = 1% ao mês = 0,01. 12 DR = VA x i x n DR = 750 x 0,01 x 5 DR = 37,5 DR = R$37,5.

Solução: 0,058.

DB VN = i .n 1

VN = 42.000 i = 5,8% ao mês =

• Desconto Bancário ou Comercial ou “Por Fora”: Equivale aos juros simples produzidos pelo valor nominal, à taxa utilizada e ao período de tempo correspondente. FÓRMULA

DB = VN x i x n DB = 42.000 x 0,058 x 5 DB = 12.180 DB = R$12.180,00. • Considerações finais dentro da capitalização simples: - Como calcular uma taxa acumulada (ao ano) que é aplicada pelo período de n meses: Exemplo: No regime de capitalização simples, calcular a taxa acumulada a 36% ao ano, aplicada durante 8 meses. Solução: 1º) Verifica-se a taxa, neste caso i =36% ao ano;
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VA DB VN = = 1 − i .n i .n 1
Onde: DB = Desconto Bancário VA = Valor Atual; VN = Valor Nominal; i = Taxa; n = Período de Tempo.
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MATEMÁTICA FINANCEIRA – Unidade II

2º) Verifica-se o número de meses de aplicação, neste exemplo são 8 meses; 3º) Calcula-se o valor da taxa i no mês; ex.:
36% = 3% ao mês. 12

4º) Multiplica-se a taxa encontrada pelo número de meses; ex.: 3% x 8 = 24%. 5º) Resultado Final: 24%.

a) Calcule o tempo necessário para aplicar uma quantia de R$ 100.000,00, e obter um montante simples de R$ 180.000,00, à taxa de 8 % ao mês. ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ b) Se um empréstimo foi feito com valor atual de R$ 1.500,00, calcule o desconto racional, sabendo-se que a taxa de juros é de 6% ao ano e o prazo é de 10 meses para o vencimento. ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________

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a) t = 10 meses. b) R$ 900,00.
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TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS

6. CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA
Como foi visto anteriormente, no início de uma aplicação, temos o capital principal; após um período, esse capital sofre uma remuneração (juros), sendo então, capital e juros somados para, assim, formarem um novo capital (1º montante). Esse novo capital, após um segundo período, sofre uma outra remuneração (juros), sendo então, novo capital e juros somados para, assim, formarem um segundo montante. (E assim por diante). Então as remunerações acontecerão sempre, “em cima” do montante do período anterior, caracterizando o que chamamos de capitalização composta. 6.1 – JUROS COMPOSTOS FÓRMULA j = C x (1 + i )n − 1

j = 829,30 x [1,073742 − 1] j = 61,15 j = R$ 61,15. Exemplo 2: Calcule o valor dos juros compostos para um capital de R$777,56, aplicado à taxa de 6% ao ano, durante um período de 2 meses. Solução: C = 777,56. i = 6% ao ano ao mês = 0,005. n = 2 meses. = 0,5% j = C x (1 + i )n − 1

[

] ]

j = 777,56 x (1 + 0,005)2 − 1
2

[ j = 777,56 x [(1,005)

−1

j = 777,56 x [1,010025 − 1] j = 7,80 j = R$7,80.

]

[

]

6.2 – MONTANTE COMPOSTO FÓRMULA s = C x ( 1+i ) n Onde: s = Montante Composto; C = Capital Principal; ( 1+i ) n = Fator de Capitalização. i = Taxa de Juros; n = Período de Tempo. Exemplo 1: Calcule o montante composto para um capital de R$627,43, aplicado à taxa de 2% ao bimestre, durante um período de 6 meses. Solução: C = 627,43. i = 2% ao bimestre = 0,02. n = 6 meses

⎯ ⎯

⎯ ⎯

Onde: j = Juros Compostos; C = Capital Inicial; ( 1+i ) n = Fator de Capitalização; i = Taxa de Juros; n = Período de Tempo. Exemplo 1: Ao se aplicar um capital de R$829,30, no regime de capitalização composta, por um período de 3 meses, à taxa de 2,4% ao mês, qual será o juro obtido? Solução: C = 829,30. j = C x (1 + i )n − 1 i = 2,4% ao mês = 0,024.

[

]

j = 829,30 x (1 + 0,024 )3 − 1 n = 3 meses.

[

] ]

j = 829,30 x (1,024 ) − 1
3

[

Como 6 meses correspondem a três bimestres, o n será igual a 3, pois o período de capitalização é bimestral.
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MATEMÁTICA FINANCEIRA – Unidade II

s = C x ( 1+i ) n s = 627,43 x (1+0,02) 3 s = 627,43 x (1,02) 3 s = 627,43 x (1,061202) s = 665,83 s = R$665,83. Exemplo 2: Calcule o montante produzido por um capital de R$15.600,70, aplicado à taxa de 7,2% ao mês, durante 4 meses. Solução: C = 15.600,70. s = C x ( 1+i ) n i = 7,2% ao mês = 0,072. s = 15.600,70 x (1+0,072) 4 n = 4 meses. s = 15.600,70 x (1,072) 4 s = 15.600,70 x (1,320623) s = 20.602,64. s = R$20.602,64. Exemplo 3: Calcule o capital que gera um montante composto de R$7.656,70, à taxa de 18% ao ano, durante um período de aplicação de 4 meses. Solução: s = 7.656,70.
⎯→ i = 18% ao ano ⎯ 18% = 1,5% 12

Exemplo 4: Calcule a taxa composta para que, um capital de R$300,00, consiga gerar um montante de R$ 4.800,00, em um período de 2 meses. Solução: C = 300. s = C x (1+i ) n (1+i ) n =
2 (1+i ) =

s C

4.800 300 (1+i ) 2 = 16.

(1+i ) = 16 1+ i = 4 i=4–1 i=3

s = 4.800 n = 2 meses

• i = 3 representa a taxa na forma unitária; • Ao multiplicarmos por 100 obteremos a taxa i na forma percentual: i = 300%; • Para se descobrir a unidade de tempo da taxa, é só lembrar que, o período de tempo n está sendo usado em meses. • Resposta: i = 300% ao mês.

ao mês = 0,015. n = 4 meses. s = C x ( 1+i ) n C= C= C= C=

s (1 + i )n
7.656,70 (1 + 0,015)4 7.656,70 (1,015) 4

a) Ao se aplicar um capital de R$ 5.000,00, no regime de capitalização composta, por um período de 4 meses, à taxa de 3,0% ao mês, qual será o juro obtido? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ b) Calcule a taxa mensal que, aplicada a um capital de R$ 7.300,00 durante quatro meses, rendeu juros compostos de R$ 601,75. ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________
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7.656,70 1,061363 C = 7.214,03. C = R$ 7.214,03.
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6.3 – DESCONTO COMPOSTO No desconto composto, a taxa incide sobre uma determinada quantia que equivale ao capital. Essa determinada quantia é chamada de valor atual. Nos cálculos deste tipo de desconto, o montante, equivale ao valor nominal. FÓRMULA: VN = VA x (1 + i )n D = VN - VA

Exemplo 2: Calcular o valor atual de um título de R$753,53, à taxa de 18% ao ano, 3 meses antes do vencimento. Solução: VN = 753,53.
⎯→ i = 18% ao ano ⎯ 18% = 1,5% 12

ao mês = 0,015. n = 3 meses. VN = VA x (1 + i )n VA =

VN (1 + i )n
753,53 (1 + 0,015)3

Onde: VN = Valor Nominal; VA = Valor Atual; D = Desconto Composto.

VA = VA =

Exemplo 1: Determine o desconto composto de um capital de R$1.250,52, à taxa de 1,7% ao mês, 2 meses antes do vencimento. Solução : VN = 1.250,52. i = 1,7% ao mês = 0,017. n = 2 meses. VN = VA x (1 + i )n

753,53 1,045678 VA = 720,61 VA = R$ 720,61.

• Considerações finais dentro da capitalização composta: - Cálculo do montante a partir de uma série de vários depósitos: FÓRMULA:

VN VA = (1 + i )n
1.250,52 VA = (1 + 0,017 )2

M = Dep x

(1 + i )n − 1
i

VA = VA =

1.250,52 (1,017 )2

Onde: M = Montante; Dep = Depósitos. Exemplo: Calcule o montante de uma série de 4 depósitos de R$ 230,00 cada um, efetuados no fim de cada mês, à taxa de 2% ao mês, após o quarto depósito. Solução: Dep = 230. i = 2% ao mês = 0,02.
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1.250,52 1,034289 VA = 1.209,06. D = VN – VA D = 1.250,52 – 1.209,06 D = 41,46 D = R$41,46.
32 •

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M = Dep x M = 230 x M = 230 x M = 230 x M = 230 x

(1 + i )n − 1
i

(1 + 0,02 )4 − 1
0,02

(1,02 )4 − 1
0,02

(1,082432 ) − 1
0,02 0,082432 0,02

a) Um título bancário no valor de R$ 18.500,00 foi descontado 4 meses antes de seu vencimento, gerando um valor líquido para o credor de R$ 12.500,00. Qual a taxa de desconto percentual mensal usada na operação? _______________________________________ _______________________________________

• Equivalência entre taxa anual composta e taxa mensal composta: FÓRMULA:

(1 + i a ) = (1 + im )12

(1 + i a ) = (1 + i m )12

Onde: ia= Taxa anual composta; im= Taxa mensal composta. Exemplo: Determine a taxa anual composta equivalente à taxa mensal de 3%. Solução:

(1 + i a ) = (1 + im )12 (1 + i a ) = (1 + 0,03)12 (1 + i a ) = (1,03)12
(1 + ia ) = (1,425760)
i a = 1,425760 - 1 i a = 0,425760

Ao se multiplicar a taxa anual composta por 100, obtém-se o valor da referida taxa na forma percentual, ficando o valor igual a 42,5760%.
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1. i = 12% a.m.

M = 230 x 4,1216 M = 947,96 M = R$947,96.

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1. Escreva a fração a) b) c) d) e) 88,889% 86,800% 80,600% 90,889% 92,800%

16 na forma percentual: 18

6. Uma mesa de escritório foi comprada por R$ 275,00 e vendida por R$ 345,00. Calcule o lucro, na forma percentual, sobre o preço de compra: a) 25,45% b) 25,75% c) 22,40% d) 23,45% e) 26,40% 7. Uma mercadoria foi comprada por R$ 150,00 e vendida por R$ 205,00. Calcule o lucro, na forma percentual, sobre o preço de venda: a) 25,20% b) 26,75% c) 25,89% d) 26,50% e) 26,83% 8. Um monitor de computador foi vendido com um prejuízo de 9% sobre o preço de venda. Calcule o preço de venda sabendo-se que o preço de custo foi de R$ 327,00: a) R$ 300,00 b) R$ 305,00 c) R$ 310,00 d) R$ 295,00 e) R$ 290,00 9. Em uma determinada operação imobiliária (compra e venda), a taxa de prejuízo para o preço de venda foi de 2 para 6. Determine o preço de venda sabendo-se que o preço de custo foi de R$ 705,00: a) R$ 515,45 b) R$ 522,75 c) R$ 538,75 d) R$ 532,75 e) R$ 528,75 10. A taxa de juros de 24% ao ano, considerandose o ano comercial, equivale a quantos % ao dia? a) 0,050% ao dia. b) 0,056% ao dia. c) 0,067% ao dia. d) 0,072% ao dia. e) 0,035% ao dia.
• 35

2. A taxa de juros de 23,5% na forma unitária é: a) 235,0 b) 0,023 c) 023,5 d) 02,35 e) 0,235 3. Calcular o valor do somatório de: 42% de 350 com 16% de 102: a) 160,40 b) 163,32 c) 165,45 d) 167,32 e) 161,23 4. Dividir o número 540 em partes proporcionais aos números 4, 5 e 6: a) 148, 180, 212. b) 180, 212, 148. c) 100, 200, 240. d) 144, 180, 216. e) 200, 216, 124. 5. Dividir o número 325 em partes inversamente proporcionais aos números 2, 3 e 4: a) 200, 100, 25. b) 50, 75, 200. c) 150, 100, 75. d) 300, 10, 15. e) 20, 85, 220.
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11. A taxa de juros de 18% ao ano, equivale a quantos % ao mês? a) 1,50% ao mês. b) 1,30% ao mês. c) 1,25% ao mês. d) 1,35% ao mês. e) 1,55% ao mês. 12. A taxa de juros de 3,75% ao mês, equivale a quantos % ao ano? a) 40% ao ano. b) 45% ao ano. c) 35% ao ano. d) 30% ao ano. e) 42% ao ano. 13. Calcule os juros simples para um capital de R$ 823,00, aplicado à taxa de 24% ao ano, durante um período de 6 meses: a) R$ 101,00. b) R$ 99,40. c) R$ 98,76. d) R$ 95,20. e) R$ 97,40. 14. Calcule a taxa necessária para transformar R$ 15.000,00 em R$ 25.000,00 no prazo de 3 meses no regime de capitalização simples (juros simples): a) 22,22% ao mês. b) 22,23% ao ano. c) 2,22% ao ano. d) 2,22% ao mês. e) 88,22% ao mês. 15. Aplicando-se a juros simples a quantia de R$ 30.000,00, durante 8 meses, à taxa de 5% ao mês, qual será o montante obtido no final do período? a) R$ 34.000,00 b) R$ 36.000,00 c) R$ 38.000,00 d) R$ 40.000,00 e) R$ 42.000,00
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16. Calcule o montante de uma série de 3 depósitos de R$ 150,00 cada um, efetuados no fim de cada mês, à taxa de 1% ao mês, após o terceiro depósito: a) R$ 450,47 b) R$ 454,51 c) R$ 460,51 d) R$ 458,87 e) R$ 465,00 17. Calcule o montante, da aplicação de um capital de R$ 35.000,00, durante um período de 4 meses, a juros compostos de 7% ao mês: a) R$ 50.887,86 b) R$ 48.787,90 c) R$ 46.560,86 d) R$ 45.877,86 e) R$ 42.900,86 18. No regime de capitalização simples, a taxa acumulada a 18% ao ano, aplicada durante 4 meses é de: a) 7% b) 4% c) 6% d) 8% e) 10% 19. No regime de capitalização composta, determine a taxa anual equivalente à taxa mensal de 1,5%: a) 19,56% b) 20,06% c) 22,07% d) 18,40% e) 18,56% 20. Um capital C foi aplicado em um sistema de capitalização que, pagou juros compostos, à taxa de 10% ao mês. Após um bimestre, o montante era de R$ 1.050,00. Calcule o valor do capital C: a) R$ 850,50 b) R$ 855,46 c) R$ 867,76 d) R$ 870,40 e) R$ 872,76
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21. Um capital de R$ 2.330,00 eleva-se para R$ 2.790,00 , em 1 ano, no regime de capitalização simples. Calcule a taxa de aplicação ao ano. a) 19,50% ao ano b) 19,74% ao ano c) 18,56% ao ano d) 13,74% ao ano e) 15,64% ao ano 22. Calcule o montante simples para um capital de R$11.111,00, aplicado por um período de 72 dias, à taxa de 18% ao ano: a) R$ 11.350,60 b) R$ 11.430,23 c) R$ 12.400,00 d) R$ 11.510,99 e) R$ 10.540,99 23. Uma Letra de R$ 555,55 reduziu-se a R$ 490,00 quando foi paga um mês antes do vencimento. Calcule a taxa de desconto comercial simples: a) 12,33% ao mês b) 11,55% ao mês c) 13,55% ao mês d) 12,40% ao mês e) 11,80% ao mês 24. Sabendo-se que a taxa semestral é de 3,24%, calcule o valor da taxa nominal anual: a) 6,40% ao ano b) 6,48% ao ano c) 5,72% ao ano d) 6,58% ao ano e) 6,48% ao mês 25. Calcular os juros compostos de um capital de R$ 14.401,00, à taxa de 8,6% ao ano, durante um período de 3 anos: a) R$ 4.300,00 b) R$ 3.390,15 c) R$ 4.100,15 d) R$ 4.044,15 e) R$ 4.032,00
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26. Calcule o montante produzido pelo capital de R$ 7.702,00, a juros compostos de 6,2% ao ano, em um período de 3 anos: a) R$ 8.340,00 b) R$ 8.400,65 c) R$ 8.686,65 d) R$ 8.540,70 e) R$ 7.680,00 27. Calcule o valor do desconto composto para uma dívida de R$ 6.000,00 que foi descontada 1 ano antes do vencimento, à taxa de 15% ao ano: a) R$ 640,00 b) R$ 690,61 c) R$ 794,61 d) R$ 760,60 e) R$ 782,61 28. Um produto obteve dois aumentos consecutivos de 5% e 9%. No regime de capitalização composta, calcule o aumento final do produto: a) 12,45% b) 13,00% c) 13,45% d) 14,00% e) 14,45% 29. Calcule a taxa semestral proporcional a 47,42% ao ano: a) 4,74% b) 20,42% c) 25,00% d) 23,71% e) 23,00% 30. Calcule os juros simples para um capital de R$ 57,57, à taxa de 9% ao mês,durante um período de 23 dias: a) R$ 4,50 b) R$ 5,97 c) R$ 3,97 d) R$ 2,62 e) R$ 3,45
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BIBLIOGRAFIA
ARRUDA, J. J. A (1988) História Moderna e Contemporânea. 3ª Ed. São Paulo: Editora Ática, 263p. COSTA, B. C. A (1996) Concursos Públicos - Matemática Geral e Financeira. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Oficina do Autor, 206 p. CRESPO, A A. (1991) Matemática Comercial e Financeira. 6ª Ed. São Paulo: Editora Saraiva. D’AMBRÓSIO, N. & D’AMBRÓSIO, U. (1977) Matemática Comercial e Financeira com complementos de matemática e introdução ao cálculo. 25ª Ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 287 p. FARIA, R. G. (1979) Matemática Comercial e Financeira. Belo Horizonte: Editora Mc Graw-Hill do Brasil, 219 p. MARZAGÃO, L. J. (1996) Matemática Financeira: noções básicas. Belo Horizonte: Edição do Autor, 173 p. SANTOS, C. A. M.; GENTIL, N. & GRECO, S. E. (2003) Matemática. Série Novo Ensino Médio – Volume Único. São Paulo: Editora Ática, 424 p. SINGER, P. (1983) Guia da Inflação para o povo. 9ª Ed. Petrópolis: Vozes, 80 p.

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GABARITO GABARITO

1-A 2-E 3-B 4-D 5-C 6-A 7-E 8-A 9-E 10-C 11-A 12-B 13-C 14-A 15-E

16-B 17-D 18-C 19-A 20-C 21-B 22-D 23-E 24-B 25-D 26-C 27-E 28-E 29-D 30-C

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Técnico em Transações Imobiliárias

Noções de

Economia e Mercados
MÓDULO 03

BRASÍLIA – 2005

Os textos do presente Módulo não podem ser reproduzidos sem autorização do INEDI – Instituto Nacional de Ensino a Distância SDS – Ed. Boulevard Center, Salas 405/410 – Brasília - DF Center, Telefax: (0XX61) 3321-6614

CURSO DE FORMAÇÃO DE TÉCNICOS EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS – TTI
COORDENAÇÃO NACIONAL André Luiz Bravim – Diretor Administrativo Antônio Armando Cavalcante Soares – Diretor Secretário COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Maria Alzira Dalla Bernardina Corassa – Pedagoga COORDENAÇÃO DIDÁTICA COM ADAPTAÇÃO PARA EAD Neuma Melo da Cruz Santos – Bacharel em Ciências da Educação COORDENAÇÃO DE CONTEÚDO José de Oliveira Rodrigues – Extensão em Didática Josélio Lopes da Silva – Bacharel em Letras EQUIPE DE APOIO TÉCNICO: INEDI/DF André Luiz Bravim Rogério Ferreira Coêlho Robson dos Santos Souza Francisco de Assis de Souza Martins PRODUÇÃO EDITORIAL Luiz Góes EDITORAÇÃO ELETRÔNICA E CAPA Vicente Júnior IMPRESSÃO GRÁFICA Gráfica e Editora Equipe Ltda

____________________, Economia e Mercados, módulo III, INEDI, Curso de Formação de Técnicos em Transações Imobiliárias, 2 Unidades. Brasília. Disponível em: www.inedidf.com.br. 2005. Conteúdo: Unidade I: conceitos; lei da oferta e da procura – Unidade II: unidades monetárias – Exercícios 347.46:645 C836m

Caro Aluno O início de qualquer curso é uma oportunidade repleta de expectativas. Mas um curso a distância, além disso, impõe ao aluno um comportamento diferente, ensejando mudanças no seu hábito de estudo e na sua rotina diária, porque estará envolvido com uma metodologia de ensino moderna e diferenciada, proporcionando absorção de conhecimentos e preparação para um mercado de trabalho competitivo e dinâmico O curso Técnico em Transações Imobiliárias ora iniciado está dividido em nove módulos. Este módulo 03 traz para você a básica disciplina Economia e Mercados que dividida em duas grandes unidades de estudo, apresenta, dentre outros itens essenciais, os conceitos fundamentais, a lei da oferta e da procura, as instituições monetárias do nosso país, o estudo dos preços e do ponto de equilibrio, além de exercícios de fixação, testes para avaliar seu aprendizado e lista de vocabulário técnico que, com certeza, será indispensável no seu desempenho profissional.Trata-se, como você pode perceber, de uma completa, embora sintética, habilitação no âmbito desse conhecimento tão decisivo para o futuro profissional do mercado imobiliário. Se o ensino a distância garante maior flexibilidade na rotina de estudos também é verdade que exige do aluno mais responsabilidade. Nós, do INEDI , proporcionamos as condições didáticas necessárias para que você obtenha êxito em seus estudos, mas o sucesso completo e definitivo depende do seu esforço pessoal. Colocamos à sua disposição, além dos módulos impressos, um completo site (www.inedidf.com.br) com salas de aula virtuais, fórum com alunos, tutores e professores, biblioteca virtual e salas para debates específicos e orientação de estudos. Em síntese, caro aluno, o estudo dedicado do conteúdo deste módulo lhe permitirá não só o domínio dos conceitos mais elementares de Economia e Mercados, como também a melhor abordagem do consumidor, além do conhecimento dos instrumentos básicos para que o futuro profissional possa atingir os seus objetivos no mercado de imóveis. Enfim, ao concluir seus estudos neste módulo você terá vencido uma importante etapa para atuar com destaque neste seguimento da economia nacional. Boa sorte!

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.......... ...................................................................................................07 UNIDADE I 1. INTRODUÇÃO À ECONOMIA ..............................................................................11 1.1 – Conceito de economia ...................................................................................11 1.2 – O problema fundamental da economia ..........................................................11 1.3 – Quatro perguntas fundamentais .....................................................................12 1.4 – A curva de possibilidades de produção .........................................................13 1.5 – Os fatores de produção .................................................................................14 1.6 – O sistema econômico ....................................................................................15 2. TEORIA ELEMENTAR DA DEMANDA ...............................................................16 2.1 – Curva de demanda ........................................................................................16 2.2 – Bens complementares e bens substitutos ........................................................17 3. TEORIA ELEMENTAR DA PRODUÇÃO .............................................................19 3.1 – A função de produção ...................................................................................19 3.2 – Custo de produção, receita e lucro .................................................................19 3.3 – Curva de oferta .............................................................................................20 4. O MERCADO...... .....................................................................................................22 4.1 – O preço de equilíbrio ....................................................................................22 4.2 – Classificação dos mercados ...........................................................................22 5. CONSUMO E POUPANÇA .....................................................................................24 5.1 – Componentes do consumo ............................................................................24 5.2 – Poupança e investimento ...............................................................................24 6. EMPREGO......... ......................................................................................................25 6.1 – Mercado de Trabalho ....................................................................................25 6.2 – Oferta e demanda de emprego .......................................................................25 UNIDADE II 7. ECONOMIA MONETÁRIA ....................................................................................29 7.1 – A moeda: sua história e suas modalidades ......................................................29 7.2 – Funções de moeda ........................................................................................30 7.3 – Demanda e oferta de moeda ..........................................................................31 7.4 – As taxas de juros de equilíbrio .......................................................................32 8. SISTEMA FINANCEIRO .........................................................................................32 8.1 – A organização do sistema financeiro nacional .................................................33

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9. INFLAÇÃO........... ....................................................................................................34 9.1 – A definição e a medida da inflação .................................................................34 9.2 – As conseqüências da inflação .........................................................................34 9.3 – Inflação de demanda e inflação de custo .........................................................34 9.4 – A inflação no Brasil .......................................................................................35 10. O SETOR EXTERNO ............................................................................................38 10.1 – O Balanço de Pagamentos ...........................................................................38 10.2 – Taxa de câmbio ...........................................................................................38 10.3 – Organismos internacionais ...........................................................................39 11. CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO ................................40 11.1 – Crescimento e desenvolvimento ...................................................................40 11.2 – Fontes de crescimento .................................................................................40 11.3 – Indicadores de desenvolvimento ..................................................................41 12. POLÍTICAS MACROECONÔMICAS ....................................................................42 12.1 – Definições ...................................................................................................42 12.2 – Metas de política macroeconômica ..............................................................42 12.3 – Instrumentos de política macroeconômica ...................................................42 13. GLOBALIZAÇÃO ECONÔMICA .........................................................................44 13.1 – O processo de globalização .........................................................................44 13.2 – As conseqüências da globalização ................................................................44 TESTE SEU CONHECIMENTO .................................................................................46 GLOSSÁRIO .............................................................................................................54 BIBLIOGRAFIA...........................................................................................................60 GABARITO........ ..........................................................................................................61

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ECONOMIA E MERCADOS

INTRODUÇÃO
Uma das maneiras de estar no mundo, é por meio do conhecimento que você adquire. Ele é construído de diversas formas, na escola, no trabalho, em casa. O que se deseja e se espera das pessoas envolvidas no mercado imobiliário é a consciência e o cumprimento da responsabilidade na busca do conhecimento que, com certeza, irá colaborar para a realização de suas aspirações. A economia, enquanto ciência social aplicada, se preocupa com o problema da escassez, oferecendo ou tentando oferecer alternativas apropriadas para a solução desse mal que assola, de diversas maneiras, todo o mundo. A fome, o desemprego, a inflação são algumas das preocupações por parte daqueles que exercem a profissão de economista. O profissional da intermediação imobiliária não está divorciado da preocupação em se resolver o problema da escassez. Na verdade, no seu diaa-dia, ele lida com pessoas que têm necessidades ilimitadas e recursos limitados. Essas pessoas confiam, então, um patrimônio imobiliário, que na maioria das vezes é o único bem que elas tem, a esses profissionais, com a intenção de que os mesmos os comercializem, tanto na venda como na compra, buscando assim aumentar os limites dos seus recursos. Este módulo tem a intenção de oferecer ao profissional do ramo imobiliário um importante instrumento para a construção do seu conhecimento. Ele foi escrito de uma maneira clara e sistematizada, buscando sempre facilitar o entendimento de uma área do saber que é a economia. Os conceitos, leis e teorias básicas da ciência econômica estão aqui apresentados, de acordo com as principais bibliografias que tratam de tais questões. Ao estudar esse material, você certamente estará dando passos firmes na direção da construção do saber e é isso que faz a grande diferença entre o profissional preparado e aquele fadado ao fracasso. Invista em você mesmo, sendo aplicado nos estudos, e tenha uma vida de vitórias e realizações. Boa Sorte!

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Unidade

I
Conceituar Economia, Mercado, Produção, Demanda, Oferta, Custo, Receita, Lucro, Consumo, Poupança, Crédito, Emprego, Bens; Reconhecer características dos principais fatores e da função de produção; Reconhecer características dos diversos tipos de mercado; Identificar os agentes econômicos; Refletir sobre a responsabilidade econômica do profissional da área.

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1. INTRODUÇÃO À ECONOMIA
A economia passou a ser vista como ciência a partir da Grécia antiga, onde tivemos os primeiros registros de trabalhos econômicos. A economia faz parte de uma ciência maior, denominada ciências sociais. A economia estuda a ação econômica do homem, envolvendo, essencialmente, o processo de produção, a geração e a apropriação da renda, o dispêndio (as despesas) e o processo de acumulação. A economia, para que possa dar respostas aos problemas econômicos, procura o respaldo de outras áreas do conhecimento - das ciências humanas, das ciências exatas (matemática) e outras ciências, com o objetivo de resolver os problemas econômicos. Em outras palavras, a economia, segundo Rossetti (1997), se preocupa com todos os aspectos que estejam relacionados à produção, distribuição, custos e acumulação de bens e serviços. A economia se preocupa com grandes temas que interferem de uma ou de outra maneira na vida do homem. Dentre eles temos: escassez de recursos, emprego, produção, trocas, valor, moeda, preços, mercados, concorrência, remunerações, agregados, transações, crescimento, equilíbrio, organização. Tais temas fazem parte da vida do homem e representam o campo de estudo da ciência econômica. 1.1 – CONCEITO DE ECONOMIA Devido à complexidade dos problemas que envolvem o comportamento do homem, existem conceitos diferentes para a economia. A cada época, devido às concepções políticasideológicas de cada sociedade, pode-se observar a economia sob um ângulo diferenciado. Na medida em que novas preocupações de ordem econômica vão surgindo na vida do homem, o seu conceito vai evoluindo.
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No presente trabalho, adotaremos o seguinte conceito de economia: “A economia é a ciência que estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a usos alternativos”. ROSSETTI (1997, p.52.) A partir deste conceito, pode-se verificar que a preocupação básica da economia se refere aos escassos recursos para atender as necessidades ilimitadas. Tal conceito demonstra que a economia considera o fato de que se pode ter necessidades ilimitadas para satisfazer e que os recursos para tal fim são escassos. Nesse caso, tem-se que escolher a melhor alocação dos recursos capazes de produzir o necessário para satisfazer as necessidades. Essas escolhas são feitas pelos agentes econômicos. São agentes econômicos • unidades familiares, • empresas e • governo A economia procura examinar as opções viáveis que se apresentam aos agentes econômicos para empregar os limitados recursos sob seu comando, tomando decisões racionais diante de várias alternativas. 1.2 – O PROBLEMA FUNDAMENTAL DA ECONOMIA Segundo Rossetti (1997), o problema fundamental da economia está relacionado ao conflito entre os recursos limitados e necessidades ilimitáveis. Em outras palavras, o problema fundamental da economia se refere à escassez dos recursos de produção. Quando não se tem abundância relativa dos recursos de produção, as necessidades não são completamente satisfeitas. Se todos os bens fossem livres, a disponibilidade ilimitada de recursos seria de tal ordem que a obtenção de quaisquer bens não seria problema. Daí, não
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necessitaria da ciência econômica, pois não haveria problemas a resolver. Não haveria conflitos de interesses. Mas, são raros os bens que ainda são livres e que não temos que pagar para adquirilos. (água da chuva, por exemplo). Até mesmo o ar que respiramos, que ainda é livre, vai, pouco a pouco, se transformando em bem econômico. Daí surge a necessidade da economia, para que se possa usufruir, da melhor maneira possível, desses recursos. Como nenhum sistema econômico foi capaz de satisfazer, plenamente, a todas as necessidades dos indivíduos (em termos de bens e serviços), temos então a importância da economia, para ajudar a alocar recursos escassos para atender as necessidades ilimitadas. Em todos os países, as unidades familiares exigem mais e melhores produtos. As empresas para produzi-los exigem equipamentos de mais alta sofisticação, mais ágeis e mais produtivos. Os governos, para garantir a satisfação das necessidades dos outros agentes, têm de fornecer mais infra-estrutura econômica e social, melhores bens e serviços públicos. Todos necessitam da economia para auxiliá-los. 1.3 – QUATRO PERGUNTAS FUNDAMENTAIS Existem questões que acontecem em todas as economias, independente do grau de desenvolvimento que possuem. A primeira questão diz respeito ao que produzir. O que produzir com os recursos que são escassos para atender as necessidades ilimitadas da sociedade. Várias podem ser as alternativas de produção, dentre elas o que produzir para usufruir e gastar da melhor maneira possível os recursos que são limitados. Quanto produzir se refere à segunda questão. Quanto produzir de determinado produto ou produtos para atender as necessidades da sociedade, para a sustentação do seu bem-estar corrente e para a progressiva melhoria do seu padrão de vida.
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A terceira questão é como produzir. Como produzir para otimizar os recursos de produção (terra, capital, trabalho, capacidade tecnológica e capacidade empresarial) face à sua escassez. A última pergunta fundamental diz respeito a para quem produzir. Para quem vai ser direcionado o produto/serviço. Tal questionamento é importante para que se produza o necessário para atender as necessidades da sociedade. As respostas a essas perguntas são extremamente relevantes para resolver os problemas econômicos que afetam as sociedades como um todo. Várias são as possibilidades de se produzir bens/serviços, com a disponibilidade limitada de recursos, para atendê-las. Neste sentido, essas possibilidades de produção podem ser destinadas a uma variedade de combinações de diferentes categorias de bens e serviços que podem ser destinados à sociedade.

a) Para melhor apreender o que você leu nos tópicos acima, escreva a seguir o conceito usual de economia: _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ b) Com suas palavras, releia o texto pertinente e defina o que está caracterizado com sendo o problema fundamental da economia. _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ c) Quais são as quatro perguntas fundamentais de quem inicia o estudo da economia? _________________________________________ _________________________________________
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1.4 – A CURVA DE POSSIBILIDADE DE PRODUÇÃO A curva de possibilidade de produção retrata as alternativas para a utilização dos recursos, quando se compara a produção de dois ou mais produtos. Neste caso, os recursos não são suficientes para produzir toda a quantidade de todos os produtos para atender a sociedade, pois os mesmos são escassos. Daí a escolha de alternativas entre o que se produzir de um e de outro produto para atender as necessidades da população. Unidades Familiares, Empresas e Governo, como agentes econômicos que se interagem, participam direta ou indiretamente de todas as transações que realizam dentro do sistema econômico. Eles podem ser consumidores e/ou produtores dos bens/serviços que são destinados a eles próprios enquanto agentes econômicos. Unidades familiares são todos os tipos de unidades domésticas, unipessoais ou familiares, com ou sem laços de parentesco, segundo as quais a sociedade como um todo se encontra segmentada. As unidades familiares possuem e fornecem os recursos de produção (na forma de trabalho). Devido a isso, elas se apropriam de diferentes categorias de rendas (que podem ser salários, aluguéis, juros, etc.), e a partir daí decidem como, quando e onde e em quê as rendas recebidas serão despendidas. As empresas são os agentes econômicos que empregam e combinam os recursos de produção para a geração dos bens e serviços que atenderão às necessidades de consumo e de acumulação da sociedade. Essas empresas são heterogêneas, ou seja, são de diversos tipos e produzem diferentes produtos. O governo é o agente coletivo que contrata diretamente o trabalho das unidades familiares e que adquire uma parcela da produção das empresas para proporcionar bens e serviços úteis à sociedade, como um todo.
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Esses agentes - unidades familiares, empresas e governo - fazem parte do processo produtivo em que se tem que escolher entre alternativas diferentes, devido à escassez de recursos. Todos os agentes econômicos, considerados isoladamente ou em conjunto, defrontam com essa restrição econômica. As unidades familiares podem ter aspirações ilimitadas, mas defrontam com a amarga realidade dos recursos escassos, definidos por orçamentos restritos proveniente de sua limitação de renda. Normalmente, alguma coisa é sacrificada em favor de outra. As prioridades decididas, não importam quais sejam, traduzem sempre custos de oportunidade. Custos de se produzir um bem em detrimento do sacrifício de outro. Em outras palavras, refere-se ao custo de se deixar de produzir um bem em detrimento de outro. 1.5 – OS FATORES DE PRODUÇÃO Os fatores de produção representam os recursos disponíveis que, combinados, são direcionados para a produção de bens e/ou serviços para o atendimento das necessidades da população. São considerados fatores de produção: • • • • • a Terra o Trabalho o Capital a Capacidade Tecnológica. a Capacidade Empresarial

tão transformadas, são direcionadas para as outras atividades de produção. É a partir da interação com os demais fatores de produção que se viabiliza o efetivo aproveitamento da terra. A consciência social sobre sua preservação e reposição é muito importante, no intuito de que se tenha um melhor aproveitamento. b) Fator Trabalho A população de um País é constituída por pessoas de diferentes idades, de várias faixas etárias. A partir de determinada faixa etária, as pessoas começam a produzir, a render bens e serviços para si e para a família. Ela desenvolve, então algum tipo de trabalho que passa a ser um fator de economia. O Fator Trabalho é, portanto, constituído por uma parcela da população que contribui para o processo de produção. Essa parcela é denominada população economicamente ativa. Essa parte da população total, considerada produtiva, é definida por faixas etárias Os limites da faixa etária considerada, economicamente ativa, variam em função de dois fatores relevantes: • estágio de desenvolvimento da economia, • e o conjunto de definições institucionais, geralmente expresso através da legislação social e previdenciária. Em todos os países, uma parcela da população economicamente ativa, embora apta, fica à margem do processo produtivo. É a porção economicamente inativa. São, quase sempre, os desempregados. c) Fator Capital Fator Capital é o conjunto das riquezas acumuladas pela sociedade. Com o emprego dessas riquezas é que a população ativa se equi• 13

a) Fator Terra O Fator Terra constitui a base sobre a qual se exercem as atividades dos demais recursos de produção. As reservas naturais, renováveis ou não, encontram-se na base de todo o processo de produção. As dádivas da natureza, aproveitadas pelo homem em seus estados naturais ou enINEDI - Cursos Profissionalizantes

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pa para o exercício das atividades de produção. Esse conjunto de riquezas dá suporte às operações produtivas realizadas por parte da sociedade. O fator capital é constituído pelas diferentes categorias de riqueza acumulada, empregadas na geração de novas riquezas. Essas categorias são, também, chamadas de bens de investimento, tais como: máquinas, equipamentos, instrumentos e ferramentas, energia, telecomunicações, transportes, educação e cultura, saúde e saneamento, segurança, construções e edificações (prédios), plantações, etc. Referem-se às riquezas utilizadas pelas empresas para efetuar a produção. Representam os ativos das empresas, o seu patrimônio. Caracterizam-se por aumentar a eficiência do trabalho humano, para a produção de bens e serviços. Em economia, entende-se como pleno emprego dos recursos de produção (terra, capital e trabalho) quando toda a população está empregada; não há desemprego voluntário. d) Fator Capacidade Tecnológica O fator capacidade tecnológica é constituído pelo conjunto de conhecimentos e habilidades que dão sustentação ao processo de produção. Essa capacidade envolve desde os conhecimentos acumulados sobre as fontes de energia empregadas, passando pelas formas de extração de reservas naturais, pelo seu processamento, transformação e reciclagem, até chegar à configuração e ao desempenho dos produtos finais resultantes. É o elo de ligação entre o capital, a força de trabalho e o fator terra. e) Fator Capacidade Empresarial É através da capacidade empresarial que os recursos disponíveis são reunidos, organizados e acionados para o exercício de atividades produtivas.
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O processo de produção, em seus fundamentos, acontece com a mobilização combinada dos fatores terra, trabalho e capital, sob determinado padrão tecnológico. E o fator mobilizador é a capacidade empresarial. 1.6 – O SISTEMA ECONÔMICO Sistema econômico é a forma política, social e econômica pela qual está organizada uma sociedade. É um sistema que organiza a produção, a distribuição e o consumo de bens e serviços destinados à população. Fazem parte do sistema econômico: • estoque de fatores de produção (Terra, Capital, Trabalho, Capacidade Tecnológica e Capacidade Empresarial), • os agentes econômicos (unidades familiares, empresas e governo) e um conjunto de instituições (normas jurídicas). O estoque dos fatores de produção constitui a base da atividade econômica. Nenhum sistema econômico é possível sem que um conjunto de normas jurídicas discipline os deveres e as obrigações dos detentores dos recursos e das unidades que os empregarão. Daí o surgimento das complexas instituições. Os sistemas econômicos podem ser classificados em: a) Sistema capitalista de produção – é o sistema regido pelas leis de mercado, onde predominam a livre iniciativa e a propriedade privada dos fatores de produção; b) Sistema socialista – é o sistema no qual as questões econômicas fundamentais são resolvidas por um órgão central de planejamento, predominando a propriedade pública dos bens de produção.
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2. TEORIA ELEMENTAR DA DEMANDA
Demanda, em Economia, significa a procura por qualquer bem ou serviço, por determinado preço e em determinado momento. O estudo da demanda está alicerçado no conceito de utilidade. Utilidade é a qualidade que os bens econômicos possuem de satisfazer as necessidades humanas. Esta utilidade difere de consumidor para consumidor, uma vez que está baseada em aspectos psicológicos ou a preferências. Como esta utilidade visa satisfazer necessidades humanas, ela tem que apresentar algum valor. Utilidade é um conceito subjetivo, pois considera que o valor nasce da relação homem com os bens e/ou serviços. A demanda/procura pode ser definida como a quantidade de um determinado bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir em determinado período de tempo a um determinado preço, mantidas constantes todas as outras variáveis (ceteris paribus). As outras variáveis que influenciam a escolha (demanda) do consumidor são: • preço do bem ou serviço, • o preço dos outros bens, • a renda do consumidor, • o gosto ou preferência do indivíduo. Então, quando o preço de uma mercadoria aumenta, tudo o mais permanecendo constante, o consumidor perde o que chamamos de poder de compra. Dentro do estudo da demanda, temos a chamada Lei Geral da Demanda, que mostra que há uma relação inversamente proporcional entre a quantidade demandada e o preço do bem, ceteris paribus. Esta relação pode ser vista pela Curva de Demanda. 2.1 – CURVA DE DEMANDA A curva de demanda revela as preferências dos consumidores, sob a hipótese de que
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a) Em poucas palavras escreva o que são Agentes Econômicos: ________________________________________ ________________________________________ b) Os fatores de produção, base da economia, são: ________________________________________ ________________________________________ c) Como podem ser classificados os sistemas econômicos? ________________________________________ ________________________________________

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estão maximizando sua utilidade, ou seja, estão dando o mais alto grau de satisfação no consumo daquele produto. No exemplo da curva abaixo podemos verificar que para cada nível de preços as pessoas estão dispostas a adquirir determinadas quantidades de bens, onde quanto menor o preço mais produtos elas estarão dispostas a adquirir. A curva de demanda inclina-se de cima para baixo, no sentido da esquerda para a direita, tendo uma inclinação negativa, devido a inversibilidade da relação preço e quantidade demandada.

2.2 – BENS ECONÔMICOS Em Economia, BEM significa tudo aquilo que serve de elemento a uma empresa ou entidade para a formação do patrimônio empregado para desempenhar a atividade produtiva, útil para a produção direta ou indireta de seu lucro. È tudo aquilo que tem utilidade material, prática e valor financeiro. Em Economia, os bens são classificados como: • • • • • de Capital de Consumo – durável e não durável Intermediário Substituto Complementar

Bens de capital são os bens que servem para produzir outros bens, como por exemplo, uma máquina de costura, ou seja, máquinas e equipamentos que são utilizados para fabricar outros bens. Outras variáveis podem influenciar a demanda como: • a renda dos consumidores; • os preços dos outros bens e serviços; • os hábitos e preferências dos consumidores; • os gastos com propaganda e publicidade, etc. Em teoria da demanda, o preço é um conceito de extrema importância. O preço expressa o valor de troca entre as mercadorias. É sua expressão monetária de valor, que é utilizado para calcular o valor das mercadorias. A parte da economia que estuda a formação de preços é dita microeconomia. Tal teoria trata além da formação de preços, da fixação de preços mínimos por parte do governo, dos efeitos dos impostos sobre mercados específicos e sobre os custos de produção, dentre outros.
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Bens de consumo são aqueles que atendem, diretamente, à demanda. Eles são destinados ao consumo final dos consumidores. Existem dois tipos de bens de consumo: • duráveis, por exemplo: televisores, geladeira, aparelho de som, carro, liqüidificador, pois são bens que não possuem consumo imediato.; • não duráveis, são bens destinados ao consumo final e são consumidos imediatamente pelos consumidores, por exemplo: alimentos, produtos de higiene e limpeza, etc. Bens intermediários são os utilizados para produzir outros bens, mas difere dos bens de capital, porque são consumidos durante o processo produtivo. Por exemplo, o tecido que utilizado para produzir a camisa. No final do processo não existe mais tecido,
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mas sim camisa, enquanto a máquina de costura continua como tal, sendo utilizada para produzir outros bens. Bens substitutos são bens que interferem na demanda de um produto por parte do consumidor. Assim, quanto mais substitutos houver para um bem e/ou serviço, mais opções o consumidor terá à sua disposição para decidir sobre a sua demanda. Neste caso, pequenas variações em seu preço, para cima, por exemplo, farão com que o consumidor passe a adquirir mais de seu produto substituto, provocando queda em sua demanda maior do que a variação do preço. Por exemplo, o consumidor tem sua demanda por uma certa quantidade de tomate, que possui vários substitutos (repolho, cenoura, vagem, pepino, abóbora, etc.). Neste caso, qualquer variação de preço do tomate, por menor que seja, leva o consumidor a trocar uma certa quantidade (ou toda ela) de tomate por quantidades de produtos substitutos. Bens complementares são bens que tendem a influenciar a demanda de outros bens. São denominados bens complementares porque um está relacionado ao consumo do outro. Como por exemplo, o pão e a manteiga. Neste caso, quando o preço do pão subir isto ocasionará uma queda na demanda do próprio pão e, conseqüentemente, na demanda da própria manteiga, que o consumidor utiliza para passar no pão.

b) Após sua pesquisa, responda quais as principais variáveis que influenciam a demanda: _______________________________________ _______________________________________ c) Tente descrever, com suas palavras, o que é “ceteris paribus” : _______________________________________ _______________________________________ d) Para sedimentar o aprendizado, descreva o que é e como se classificam os bens econômicos: _______________________________________ _______________________________________

a) Pesquise no “glossário”, no texto da apostila e em dicionário econômico e defina o que vem a ser demanda: _______________________________________ _______________________________________
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3. TEORIA ELEMENTAR DA PRODUÇÃO
A Teoria da Produção pode ser conceituada pelo processo de transformação dos fatores adquiridos pela empresa (terra, capital, trabalho, capacidade tecnológica e capacidade empresarial) em produtos ou serviços, para a venda no mercado. (Vasconcellos - 2000). No processo de produção, diferentes insumos ou fatores de produção são combinados de forma a produzir um bem final. Insumos significa cada um dos elementos necessários para produzir mercadorias ou serviços. Ex. matéria prima, horas de serviço, equipamentos. As formas como os insumos são combinados constituem os chamados métodos ou processo de produção. A escolha do método ou processo de produção depende de sua eficiência. Um método de produção é, tecnicamente, eficiente quando comparado com outros métodos, utiliza menor quantidade de insumos para produzir uma quantidade equivalente do produto. Um método de produção é economicamente eficiente, quando está associado ao método mais barato relativamente a outros métodos. 3.1 – A FUNÇÃO DE PRODUÇÃO A produção de alguma coisa requer uma certa quantidade física dos fatores de produção, num determinada quantidade de tempo. Dessas quantidades empregadas vai resultar a obtenção de determinada quantidade física do produto pretendido. O resultado obtido surge, portanto, em função das quantidades de fatores e de tempo despendido. Em síntese, a função de produção é a relação que mostra a quantidade física obtida do produto a partir da quantidade física utilizada dos fatores de produção num determinado período de tempo. A função de produção admite sempre que o empresário esteja utilizando a maneira
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mais eficiente de combinar os fatores e, conseqüentemente, obter a maior quantidade produzida do produto. Podemos representar a função de produção, da seguinte maneira:

Q = f(x1,x2,x3, ... , xn)
Onde: Q é a quantidade produzida do bem ou serviço, num determinado período de tempo; x1,x2,x3, ... , xn identificam as quantidades utilizadas de diversos fatores de produção; e f indica que Q depende da quantidade de insumos utilizados. 3.2 – CUSTO DE PRODUÇÃO, RECEITA E LUCRO O objetivo básico de uma empresa é a maximização de seus resultados, de seu lucro quando da realização de sua atividade produtiva, da combinação dos fatores de produção. Assim sendo, o empresário procura sempre obter a máxima produção possível em face da utilização de certa combinação de fatores. O resultado dito ótimo para empresa poderá ser obtida quando for possível alcançar um dos seguintes objetivos: a) maximizar a produção para um dado custo total ou b) minimizar o custo total para um dado nível de produção. Custos totais de produção são o total das despesas realizadas pela empresa com utilização da combinação mais econômica dos fatores, por meio da qual é obtida uma determinada quantidade do produto. Os custos totais de produção (CT) são divididos em custos variáveis totais (CVT) e custos fixos totais (CFT): CT = CVT + CFT Os custos fixos totais (CFT), correspondem à parcela dos custos totais que não aumentam com o aumento da produção.
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São decorrentes dos gastos com os fatores fixos de produção, como por exemplo, depreciação, aluguéis, seguros, etc. Já os custos variáveis totais (CVT), correspondem à parcela dos custos totais que variam com o aumento da produção. São despesas realizadas com a compra da matéria-prima, materiais secundários, mão-deobra direta, etc. Os custos, também, podem ser classificados de curto ou longo prazo. Os custos de curto prazo são caracterizados por serem compostos por parcelas de custos fixos e de custos variáveis. Os custos de longo prazo são formados unicamente por custos variáveis, pois a partir de determinado momento, os próprios custos fixos que eram fixos passam a aumentar, pois aumentou o número de máquinas para produzir mais mercadorias. Os custos são, ainda classificados como médios e marginais. Os custos médios são obtidos pela divisão entre o custo total e a quantidade produzida, ou seja, representa o custo médio para se produzir determinado produto. O custo marginal é dado pela variação do custo total em resposta a uma variação da quantidade produzida, ou seja, deseja saber quanto variará o custo se acrescer uma unidade na produção. As empresas têm como objetivo maior a maximização de lucros. Onde se pode definir o lucro total como a diferença entre as receitas de vendas da empresa e os seus custos totais de produção. Ou seja: LT = RT – CT Onde: LT = lucro total; RT= receita total e CT= custo total. Receita é o valor que é recebido, que é apurado. Como receita total entende-se o valor das vendas totais realizadas num determinaINEDI - Cursos Profissionalizantes

do período de tempo. Então como receita teremos: RT = P x Q Onde: RT = receita total; P = preço e Q = quantidade. Ou seja, receita total é igual ao preço do bem ou serviço multiplicado por sua respectiva quantidade vendida. Qualquer empresa, que deseje maximizar lucros, escolherá o nível de produção para o qual a diferença positiva entre receita total e custo total sejam a maior possível. 3.3 – CURVA DE OFERTA Em Economia, oferta significa a quantidade de bens ou serviços que se oferece aos consumidores. A oferta representa as várias quantidades que os produtores desejam oferecer ao mercado em determinado período de tempo. Da mesma maneira que a demanda, a oferta depende de vários fatores: • de seu próprio preço e dos demais preços, • do preço dos fatores de produção, • das preferências do empresário e • da tecnologia. A função oferta mostra uma relação direta entre quantidade ofertada e nível de preços, ceteris paribus. Essa representa a chamada Lei Geral da Oferta. A relação direta entre a quantidade ofertada de um bem ou serviço e seu preço devese ao fato de que, um aumento do preço no mercado estimula as empresas, os produtores a produzirem mais, aumentando sua receita. Podemos expressar a curva de demanda conforme a figura da página ao lado.
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A inclinação da curva de oferta é positivamente inclinada, uma vez que a relação entre quantidade ofertada e o preço é diretamente proporcional. Além do preço do bem, a oferta de bem ou serviço é afetada pelos custos dos fatores de produção (matérias-primas, salários, preço da terra) e por alterações tecnológicas, ou pelo aumento do número de empresas no mercado.

a) Existem algumas definições sobre o que é insumo; procure no texto que você acaba de ler e transcreva a definição econômica de insumo: _________________________________________ _________________________________________ b) Raciocinando como um empresário, quando um método de produção é eficiente? _________________________________________ _________________________________________ c) Volet ao texto e escreva o que é função de produção para a economia: _________________________________________ _________________________________________ d) qual o objetivo básico de uma empresa? _________________________________________ _________________________________________
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4. O MERCADO
Na Língua Portuguesa, a palavra mercado tem diversos significados, dependendo da área de atuação. Você mesmo utiliza alguns deles. Em Economia, mercado pode significar o conjunto de transações comerciais entre vários países ou no interior de um país; e pode significar, também, o conjunto de consumidores que absorvem determinados produtos e/ou serviços. No presente trabalho será tratado o segundo conceito, ou seja, o que diz respeito ao meio consumidor 4.1 – O PREÇO DE EQUILÍBRIO A interação das curvas de demanda e oferta determina o preço e a quantidade de equilíbrio de um bem ou serviço em um dado mercado.

acúmulo de estoques não programado do produto, o que provocará uma competição entre os produtores, conduzindo a uma redução dos preços, até que se atinja o ponto de equilíbrio. Quando há competição, tanto de consumidores quanto de ofertantes, há uma tendência natural no mercado para se chegar a uma situação de equilíbrio estacionário. 4.2 – CLASSIFICAÇÃO DOS MERCADOS Há várias formas ou estruturas de mercado. Essas dependem, fundamentalmente, de três características básicas: a) número de empresas que compõem esse mercado; b) tipo de produto produzido nesse mercado e c) se existem ou não barreiras, obstáculos para que novas empresas entrem nesse mercado. Neste sentido podemos ter as seguintes estruturas de mercado: Concorrência Perfeita, Monopólio, Oligopólio e Concorrência Monopolista.

No encontro das curvas de oferta e demanda (ponto E) teremos o preço e a quantidade de equilíbrio, isto é, o preço e a quantidade que atendem os objetivos dos consumidores e dos produtores simultaneamente. Se a quantidade ofertada se encontrar abaixo daquela de equilíbrio “E”, teremos uma situação de escassez do produto. Haverá uma competição entre os consumidores, pois as quantidades procuradas serão maiores que as ofertadas. Formar-se-ão filas, o que forçará a elevação dos preços, até atingir-se o equilíbrio, quando as filas cessarão. Se, por outro lado, a quantidade ofertada se encontrar acima do ponto de equilíbrio E, haverá um excesso ou excedente de produção, um
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a) Concorrência Perfeita – é um tipo de mercado em que há um grande número de vendedores (empresas). Nesse caso, uma empresa, isoladamente, por ser insignificante, não afeta os níveis de oferta do mercado e, conseqüentemente, o preço de equilíbrio. É um mercado “atomizado”, pois é composto de um número expressivo de empresas, como se fossem átomos. Esse tipo de mercado possui algumas características básicas:
• trabalham com produtos homogêneos, onde não existe diferenciação entre os produtos ofertados pelas empresas; • não existem barreiras para o ingresso de novas empresas, ou seja, qualquer empresa pode entrar no mercado facilmente e • há transparência no mercado, onde todas as informações sobre lucros, preços, etc., são conhecidas por todos os participantes do mercado.
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Na realidade, não há o mercado, tipicamente, de concorrência perfeita no mundo real. Possivelmente, o mercado de produtos hortifrutigranjeiros (que produzem tomate, repolho, pepino, etc.) seja o exemplo mais próximo que se poderia apontar. b) Monopólio – Apresenta condições opostas às da concorrência perfeita. Nele existe, de um lado, um único empresário dominando inteiramente a oferta/produção e, de outro, todos os consumidores. Não há, portanto, concorrência, nem produto substituto ou concorrente. Nesse caso, ou os consumidores se submetem às condições impostas pelo vendedor, ou deixarão de consumir o produto. Para a existência de monopólios, geralmente, existem barreiras que impedem a entrada de novas empresas no mercado. Essas barreiras podem advir das seguintes condições: • controle de matérias-primas, onde o monopólio controla a fonte de matériaprima para produzir o seu produto; • patente exclusiva do produto, não permitindo que outras empresas produzam aquele produto; • elevado volume de capital, onde a empresa para entrar necessita de alto volume de capital e tecnologia.

respeitando as estruturas de custos das demais, e há empresas satélites que seguem as regras ditadas pelas líderes. Esse é um modelo chamado de liderança de preços. d) Concorrência Monopolista – é uma estrutura de mercado intermediária entre a concorrência perfeita e o monopólio, mas que não se confunde com oligopólio. Na concorrência monopolista há um número relativamente grande de empresas, com certo poder concorrencial, porém com segmentos de mercados e produtos diferenciados e com margem de manobra para fixação dos preços não muito ampla, uma vez que existem produtos substitutos no mercado.

a) Em termos de economia, qual a definição mais usada de mercado? __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ b) Com suas palavras tente explicar o que é preço de equilíbrio? __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ c) Quais as estruturas de mercado mais conhecidas? __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________
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c) Oligopólio – é caracterizado por um pequeno número de empresas que dominam a oferta de mercado. Pode caracterizar-se como um mercado em que há um pequeno número de empresas ou, então, um grande número de empresas, mas poucas dominam o mercado. No oligopólio, tanto as quantidades ofertadas quanto os preços são fixados entre as empresas por meio de conluios ou cartéis. O Cartel é uma organização (formal ou informal) de produtores dentro de um setor que determina a política de preços para todas as empresas que a ele pertencem. No oligopólio, normalmente as empresas discutem suas estruturas de custos. Há uma empresa líder que, via de regra, fixa o preço,
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5. CONSUMO E POUPANÇA
Em Economia, Consumo significa a utilização, pela população, pelos consumidores, das riquezas, materiais e artigos produzidos. 5.1 – COMPONENTES DO CONSUMO O consumo global de um país é influenciado por uma série de fatores, tais como: renda nacional, estoque de riqueza ou patrimônio, taxa de juros de mercado, disponibilidade de crédito, expectativa sobre a renda futura, rentabilidade das aplicações financeiras, etc. No entanto, estudos estatísticos mostram que as decisões de consumo da coletividade são influenciadas fundamentalmente pela renda nacional disponível, ou seja, a parcela da renda que fica disponível para os consumidores gastarem (ou pouparem). Então: C = f(RND), ou seja, o consumo se dá em função da renda, onde: C = Consumo agregado; RND = renda nacional disponível. 5.2 – POUPANÇA E INVESTIMENTO A poupança é a parcela da renda nacional que não é gasta em bens de consumo. A poupança é a diferença entre a renda e o consumo. Em outras palavras, é o não consumo presente, em função de um consumo futuro. Então: S = f(RND), ou seja, a poupança se dá em função da renda, onde: S = poupança agregada; RND = renda nacional disponível. Já o investimento (construções, máquinas, etc.) é o acréscimo ao estoque de capital que leva ao crescimento da capacidade produINEDI - Cursos Profissionalizantes

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tiva. A curto prazo, é visto pelo lado dos gastos necessários para a ampliação da capacidade produtiva. O investimento é a principal variável para explicar o crescimento da renda nacional de um país. Em linhas gerais, pode-se dizer que o investimento agregado é determinado por dois fatores: • a taxa de rentabilidade esperada, • a taxa de juros de mercado. A taxa de rentabilidade esperada ou taxa de retorno é calculada a partir da estimativa do retorno esperado pela aquisição do bem de capital (construções, máquinas, etc.). A taxa de juros e o investimento possuem uma relação inversamente proporcional. Se a empresa já dispõe de capital próprio, a taxa de juros representará quanto a empresa ganharia, se em vez de investir em suas instalações, aplicasse no mercado financeiro. Isto é o que chamamos de Custo de Oportunidade do Capital. Neste caso, um outro conceito importante é o de crédito, que regulado pela taxa de juros, determina o montante de investimentos. Crédito pode ser definido como sendo a troca de um bem disponível no momento pela promessa de um pagamento futuro. Quando as operações de crédito na economia são estimuladas, normalmente, o consumo das famílias aumenta. O capital pode sofrer desgaste durante o processo produtivo. Para repor esse desgaste ou mesmo substituir os equipamentos, as máquinas durante o processo produtivo, a depreciação pode ser utilizada para cobrir tais custos.

6. EMPREGO
6.1 – MERCADO DE TRABALHO No mercado de trabalho temos o que chamamos de população economicamente ativa, que são aquelas pessoas que fazem parte de uma determinada faixa etária que tem condições de estar trabalhando. Fazem parte da população economicamente ativa as pessoas efetivamente empregadas, recebendo salários e contribuindo para o aumento da renda e do consumo da economia. As pessoas desempregadas, também, fazem parte da população economicamente ativa, embora não estejam trabalhando ou estejam procurando emprego. 6.2 – OFERTA E DEMANDA DE EMPREGO O mercado de trabalho é constituído pela oferta e demanda de emprego. A oferta de emprego é determinada pelas empresas que ao produzirem, ao aumentarem a produção contratam pessoas para desempenhar determinadas atividades e recebem renda por isso. O governo também tem papel fundamental neste processo, pois, também, é um grande contratante de mão-de-obra. O governo, além de empregador, pode funcionar como um alavancador de empregos para a população quando desenvolve políticas que influenciam as atividades das empresas. O governo pode facilitar o aumento de emprego quando reduz tributos, oferece condições de maior crédito para as empresas, para que possam produzir mais, e, assim, contratar mais pessoas. Políticas direcionadas para a melhoria das condições de vida da população, no intuito de melhorar a distribuição de renda, também funciona como um incentivo para a geração de empregos.

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a) Claro que você já sabe o que é “consumo”; e quais os seus componentes? __________________________________________ __________________________________________ b) Em poucas palavras, defina o que vem a ser poupança: __________________________________________ __________________________________________ c) Como pode ser entendido o que é “investimento” no mercado imobiliário? __________________________________________ __________________________________________ d) Pesquise um pouco na apostila e relacione quais os fatores que determinam o investimento agregado: __________________________________________ __________________________________________ e) Na profissão de corretor de imóveis muito provavelmente você terá que avaliar bens móveis e imóveis: esse bens sofrem depreciação, mas o que é mesmo depreciação? __________________________________________ __________________________________________ f) O mercado imobiliário movimenta grandes somas em qualquer economia. E o que é mercado de trabalho? __________________________________________ __________________________________________ g) Pense um pouco e escreva abaixo:: quais as ações no campo econômico que o governo poderia adotar para melhorar o nível de emprego? __________________________________________ __________________________________________
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Unidade

II
Conceituar Moeda, Sistema Financeiro, Inflação, Balanço de Pagamentos, Taxa de Câmbio, Globalização, Macroeconomia; Identificar características básicas de organização do sistema financeiro nacional; Reconhecer a função da moeda; Estabelecer comparação entre Crescimento e desenvolvimento Econômico; Refletir sobre as conseqüências da globalização; Reconhecer a importância das informações estudadas para o exercício da profissão.
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7. ECONOMIA MONETÁRIA
7.1 – A MOEDA: SUA HISTÓRIA E SUAS MODALIDADES Em economia, moeda é o meio pelo qual são efetuadas as transações monetárias. Esse meio varia no tempo e entre as culturas. Vai desde a utilização de uma peça de metal cunhada pelo governo até às mais sofisticadas formas de transação. Monetária são coisas, ações relativas à moeda. O uso da moeda nas economias em que vivemos é de tal forma generalizada que se torna difícil imaginar o funcionamento de um sistema econômico em que não existam instrumentos monetários. Mas, existiam grupos que não utilizavam moeda. Esses primeiros agrupamentos, em geral nômades, sobreviveram sob padrões bastante simples de atividade econômica. Eram grupos que não conheceram a moeda e, quando recorriam a atividades de troca, realizavam trocas em espécie, ou seja, trocavam mercadorias por mercadorias. A prática de troca de mercadorias ou serviços, sem fazer uso de moeda, denominase escambo. Antes da existência da moeda, o fluxo de trocas de bens e serviços na economia dava-se por meio do escambo, com trocas diretas de mercadoria por mercadoria. No entanto, vários eram os transtornos causados pela falta da moeda, como por exemplo a questão da divisibilidade do bem para a troca por outro, ou seja, quando se tinha que dividir uma mercadoria para comprar uma unidade inteira de outra. Assim, na medida que a economia foi se desenvolvendo, aumentando as trocas, surgiu a necessidade do aperfeiçoamento dos instrumentos de troca. Com a evolução da sociedade, certas mercadorias passaram a ser aceitas por todos, por suas características peculiares ou pelo pró28 •

prio fato de serem escassas. Por exemplo, o sal, que por ser escasso, era aceito na Roma Antiga como moeda. Em diversas épocas e locais diferentes, outros bens assumiram idêntica função. Portanto, a moeda mercadoria constitui a forma mais primitiva de moeda na economia. Com a evolução do comércio, os metais preciosos passaram a assumir a função de moeda por diversas razões: são limitados na natureza, possuem durabilidade e resistência, são divisíveis em peso. Os metais preciosos tiveram o papel de moeda por muito tempo. Nosso atual papel-moeda teve origem na moeda-papel. As pessoas de posse de ouro, por questões de segurança, o guardavam em casas especializadas, onde os ourives – pessoas que trabalhavam com ouro e prata, emitiam certificados de depósitos dos metais. Ao adquirir bens e serviços, as pessoas podiam então fazer os pagamentos com esses certificados, já que, por serem transferíveis, o novo detentor do título poderia retirar o montante correspondente de metal junto ao ourives. Mais tarde, com a criação dos Estados nacionais aparece o papel-moeda. Cada Estado passou a emitir seu papel-moeda, sendo este lastreado (garantido) em ouro (padrão ouro). O ouro, contudo, era um metal com reservas limitadas na natureza, e como a capacidade de emitir moeda estava vinculada à quantidade de ouro existente, o padrãoouro passou a apresentar um obstáculo à expansão das economias nacionais e do comércio internacional, ao impor um limite a oferta monetária. Dessa forma, a partir de 1920, o padrãoouro foi abandonado, e a emissão de moeda passou a ser livre, ou a critério das autoridades monetárias de cada país. Assim, a moeda passou a ser aceita por força de lei, denominandose moeda de curso forçado ou moeda fiduciária (na qual se pode confiar).
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Pode-se conceituar moeda como um instrumento ou objeto que é aceito pela coletividade para intermediar as transações econômicas, para pagamento dos bens, serviços e fatores de produção. Essa aceitação é garantida por Lei, ou seja, a moeda tem “curso forçado”. Representa liquidez imediata para quem a possui, pois pode ser trocada por outras mercadorias e/ou serviços. É a única forma irrecusável para quitação de obrigações. 7.2 – FUNÇÕES E TIPOS DE MOEDA As principais funções da moeda são: • Instrumento ou meio de troca – serve para intermediar a troca de bens, serviços e fatores de produção da economia. • Denominador comum monetário – possibilita que sejam expressos em unidades monetárias os valores de todos os bens e serviços produzidos pelo sistema econômico. É um padrão de medida. • Reserva de Valor – a moeda representa liquidez imediata. Pode ser acumulada para a aquisição de um bem ou serviço no futuro. Ou seja, pode ser guardada para render valor no futuro. • Padrão para pagamento diferido – a moeda pode ser utilizada para pagamentos de contas em períodos diferentes. Tipos de Moeda • Moedas metálicas: são emitidas pelo Banco Central, constituem pequena parcela da oferta monetária e visam facilitar as operações de pequeno valor. • Papel-moeda: são emitidas pelo Banco Central, representa parcela significativa da quantidade de dinheiro em poder do público. Quando juntamos as moedas metálicas e o papel-moeda em poder do público denominamos de moeda manual. • Moeda escritural: é representada pelos depósitos a vista nos bancos comerciais.
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a) Volte ao tempo das cavernas e defina o que é escambo: __________________________________________ __________________________________________ b) Dê uma pesquisada no texto e escreva a definição de “moeda mercadoria” . __________________________________________ __________________________________________ c) Sempre ouvimos falar de “papel-moeda”. O que vem a ser esse conceito econômico? __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________ d) Agora que sabemos o que vem a ser papelmoeda, escreva abaixo quais as principais funções da moeda: __________________________________________ __________________________________________

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7.3 – DEMANDA E OFERTA DE MOEDA A criação da moeda depende da sua respectiva demanda e oferta por parte da população e das autoridades monetárias (governo). Oferta de Moeda Oferta de moeda é o suprimento de moeda para atender às necessidades da coletividade. Pode ser ofertada pelas autoridades monetárias e pelos Bancos Comerciais. A moeda é criada pelo governo e ofertada pelas autoridades monetárias e pelos bancos comerciais (Itaú, Bradesco, Safra etc). A oferta de moeda pode também ser chamada de meios de pagamento. Os meios de pagamento constituem o total de moeda à disposição do setor privado, não bancário, de liquidez imediata, ou seja, que pode ser utilizada imediatamente para efetuar transações econômicas. A liquidez da moeda é a capacidade que ela tem de ser um ativo prontamente disponível e aceito para as mais diversas transações. Os meios de pagamento em sua forma tradicional são a soma da moeda em poder das pessoas, mais os depósitos a vista nos bancos comerciais. Eles representam, então, “o quanto” a coletividade tem de moeda física (metálica e papel) com o público ou no cofre das empresas, somados a “o quanto” ela tem em conta corrente nos bancos. Uma das formas mais tradicionais de se aumentar rapidamente os meios de pagamento pode ser observada a partir da ampliação dos empréstimos pelos bancos comerciais ao setor privado. À medida em que os bancos comerciais têm mais recursos, eles possuem um efeito multiplicador, de dobrar, triplicar, a moeda através de empréstimos. O conceito econômico de moeda é representado apenas pela moeda que está com o setor privado não bancário, ou seja, excluemse os próprios bancos comerciais, e a moeda que está com as autoridades monetárias.
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Esse dinheiro que pertence aos bancos é denominado de encaixe monetário, que o mesmo tem que manter junto ao Banco Central. Representa a porcentagem dos depósitos de um banco que não pode ser emprestada ou empregada em qualquer negócio, devendo ficar como garantia ou lastro do mesmo. Também são considerados, na definição tradicional de meios de pagamento, as cadernetas de poupança e os depósitos a prazo nos bancos comerciais. Os meios de pagamento também podem ser chamados de M1, ou seja, ativos ou haveres monetários. Os demais ativos financeiros, que rendem juros, são chamados de ativos ou haveres não monetários. São os chamados M2, M3, M4, conforme a rapidez com que podem ter liquidez, ou seja, podem ser transformados em moeda. Ocorre criação de moeda quando há um aumento do volume dos meios de pagamento. O aumento dos empréstimos ao setor privado se refere à criação de moeda. Ocorre destruição de moeda quando existe redução dos meios de pagamento. O resgate de um empréstimo no banco se refere a destruição de moeda. Demanda de Moeda A demanda de moeda corresponde à quantidade desta que o setor privado, não bancário, retém, em média, com o público, no cofre das empresas e em depósitos a vista nos bancos comerciais. Existem três razões pelas quais se retém moeda, em vez de utilizá-la na compra de títulos, imóveis, etc. 1ª) As pessoas e empresas precisam de dinheiro para suas transações do dia-a-dia; 2ª) O público e as empresas precisam ter uma certa reserva monetária para fazer face a pagamentos imprevistos ou atrasos em recebimentos esperados (demanda de moeda por precaução); e
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3ª) Os investidores devem deixar uma “cesta” para a moeda, observando o comportamento da rentabilidade dos vários títulos, para fazer algum novo negócio (demanda de moeda por especulação). As duas primeiras razões dependem diretamente do nível de renda. Quanto maior a renda maior a necessidade de moeda para transações e por precaução. A terceira depende da taxa de juros, onde há uma relação inversa entre demanda de moeda por especulação e taxa de juros. Quanto maior o rendimento dos títulos, menor a quantidade de moeda que o aplicador retém em sua carteira, já que é melhor utiliza-la na compra de ativos rentáveis.

7.4 – A TAXA DE JUROS DE EQUILÍBRIO A taxa de juros tem um papel estratégico nas decisões dos mais variados agentes econômicos. Para as empresas, as decisões quanto à compra de máquinas, equipamentos, aumentos ou diminuição de estoques, de matérias-primas ou de bens finais são determinadas, não só pelo nível atual, mas, também, pelas expectativas quanto aos níveis futuros das taxas de juros. Se as expectativas quanto à trajetória das taxas de juros se tornam pessimistas, os empresários devem manter níveis baixos de estoques e mesmo de capital de giro, uma vez que o custo de manutenção desses ativos pode ser extremamente caro no futuro. Os consumidores exercem um maior poder de compra à medida em que as taxas de juros diminuem, e o contrário, se as taxas de juros aumentam. A taxa de juros tem um importante papel, pois a determinação de seu patamar influencia o volume de consumo, notadamente, de bens de consumo duráveis, por parte das famílias. A diminuição do consumo ocorre porque as pessoas passam a preferir poupança a consumo, e dirigem sua renda não gasta para os bancos, com o intuito de auferirem receitas financeiras. Muito se indaga sobre as diferenças entre as taxas de juros praticadas no mercado. Entre a taxa de juros que é determinada pelo Conselho Monetário Nacional e as taxas de juros cobradas pelos bancos comerciais. A essa diferença entre taxas de juros, no sistema bancário, dá-se o nome de “spread”.

a) No jargão da economia, o que vem a ser “meios de pagamento”: __________________________________________ __________________________________________ b) Releia o texto e escreva: o que é “encaixe monetário”? __________________________________________ __________________________________________

8. SISTEMA FINANCEIRO
Sistema Financeiro Nacional é a estrutura institucional que regulamenta, supervisiona e opera as intermediações financeiras, incluídas as dos consórcios, os negócios com valoINEDI - Cursos Profissionalizantes

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res mobiliários, os seguros e a previdência complementar. 8.1 – COMPÕEM O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL: I - Órgãos Normativos: a) Conselho Monetário Nacional (CMN) b) Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) c) Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC) II - Entidades Supervisoras: a) Banco Central do Brasil (Bacen) b) Comissão de Valores Mobiliários (CVM) c) Superintendência de Seguros Privados (Susep) d) Instituto de Resseguros do Brasil (IRBBrasil) e) Secretaria de Previdência Complementar (SPC) III - Agentes operadores do sistema: a) Bancos comerciais ou múltiplos, captadores de depósitos à vista b) Bancos de investimentos e demais instituições financeiras operadoras de poupanças e empréstimos c) Caixas Econômicas d) Cooperativas de crédito e) Intermediários financeiros e administradores de recursos de terceiros f) Bolsa de mercadorias e de futuros g) Bolsa de valores h) Sociedades seguradoras i) Sociedades de capitalização j) Entidades abertas de previdência complementar k) Entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão)
(Fontes: Constituição Federal )

No âmbito do sistema financeiro, qualquer entidade pública tem o mesmo tratamen32 •

to como se privada fosse, isto é, sem privilégio algum, como é o caso do Banco do Brasil. A lei é igual para todas. O Sistema financeiro dispõe de diversas modalidades de créditos para investimentos que podem estar ligados aos seguintes mercados: Mercado monetário: neste são realizadas as operações de curtíssimo prazo com a finalidade de suprir as necessidades de caixa dos diversos agentes econômicos, como os empréstimos para as pessoas físicas; Mercado de crédito: neste são atendidas as necessidades de recursos de curto, médio e longo prazos, principalmente oriundas da demanda de crédito para aquisição de bens de consumo durável e da demanda de capital de giro das empresas. Ex: crédito rápido, desconto de duplicatas, etc. Também engloba os financiamentos de longo prazo, como o Finame etc. As pessoas envolvidas no mercado de crédito são chamadas de credores e devedores. Mercado de Capitais: procuram suprir as exigências de recursos de médio e de longo prazos, principalmente com vistas à realização de investimentos em capital. Ex: compra e venda de ações, debêntures, etc. Mercado Cambial: nele são realizadas a compra e a venda de moeda estrangeira, para atender a diversas finalidades, como a compra de câmbio, para importação; a venda por parte dos exportadores; e venda/compra, para viagens de turismo. Mercados Primários e Secundários: Os primários são aqueles em que se realiza a primeira compra/venda de algum ativo recémemitido; os secundários caracterizam-se por negociarem ativos financeiros já negociados anteriormente. Mercados à vista, futuros e opções: Os mercados à vista negociam apenas ativos com preços a vista; os mercados futuros negociam os preços esperados de certos ativos e de mercadorias para determinada data futura e os mercados de opções negociam opções de compra/venda de determinados ativos em data futura.
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9. INFLAÇÃO
9.1 – A DEFINIÇÃO E MEDIDA DA INFLAÇÃO A inflação ou instabilidade de preços é definida como um aumento persistente e generalizado no índice de preços, ou seja, são aumentos contínuos de preços. As fontes de inflação diferem em função das condições de cada país, em virtude de alguns aspectos, como: a) tipo de estrutura de mercado – se concorrencial, monopolista ou oligopolista, dependendo do mercado há um condicionamento da capacidade dos vários setores repassarem aumentos de custos aos preços dos produtos; b) grau de abertura da economia ao exterior – quanto mais aberta a economia à competição externa, maior a concorrência interna entre fabricantes, e menores os preços dos produtos; e c) estrutura das organizações trabalhistas – onde quanto maior o poder de barganha dos sindicatos, maior a capacidade de obter reajustes de salários acima dos índices de produtividade e maior a pressão sobre os preços. 9.2 – AS CONSEQÜÊNCIAS DA INFLAÇÃO As conseqüências da inflação variam com a intensidade e com a velocidade do processo de alta dos preços. Uma baixa variação de preços, dita discreta, produz efeitos econômicos assimiláveis, em alguns casos até despercebidos pelos consumidores. O quadro de relativo conforto começa a alterar-se à medida que o processo de alta de preços se torna mais intenso, atingindo os fatores de produção, os produtos, as categorias de renda e os estratos socio-econômicos. A inflação corrói o poder de compra do salário nominal recebido pelo trabalhador, pela população.
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As inflações intensas podem produzir graves efeitos redistributivos sobre a renda agregada e as riquezas acumuladas. Esses efeitos dependem da intensidade do processo e dos mecanismos de defesa acionados. No limite, podem destruir as bases do ordenamento econômico, ao atingirem as funções monetárias ou a confiança do público em quaisquer formas de haveres financeiros (moeda, títulos, cadernetas de poupança, etc.). Algumas das suas conseqüências podem ser: • Destruição da moeda, com sua capacidade de reserva de valor e de sua utilidade como meio de pagamento; • Destruição da estrutura e da logicidade do sistema de trocas; • Desarticulação de suprimentos nas cadeias produtivas; • Regressão das atividades produtivas à linha de subsistência; • Queda vertiginosa do nível de emprego; • Ruptura do tecido social; • Ruptura político-institucional, onde o governo perde o controle da situação. Não há uma única teoria que seja capaz de explicar todos os tipos de inflação. Eles são muitos e, geralmente, são diferenciados por qualificativos que remetem às causas, às magnitudes dos processos de alta e suas características visíveis. Os principais troncos teóricos que procuram explicar a inflação podem ser agrupados em: inflação de demanda, inflação de custos e Inflação Inercial. 9.3 – INFLAÇÃO DE DEMANDA E INFLAÇÃO DE CUSTO Uma das principais explicações teóricas da inflação sustenta que as altas generalizadas de preços resultam de uma procura ou demanda agregada excessiva em relação à capacidade de oferta da economia, ou seja, refere-se ao
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excesso de demanda agregada em relação à produção disponível de bens e serviços. Neste caso, a procura exacerbada empurra os preços para cima, dando origem a uma espiral de alta, tanto mais intensa quanto menor for a capacidade ociosa da economia. Nesta situação, aumentos da demanda agregada de bens e serviços conduzem a elevações de preços. As inflações resultantes de gastos excessivos por parte dos consumidores, podem originar-se tanto do setor real (do próprio consumo da população), quanto no setor monetário da economia (onde o governo estimula o consumo colocando mais dinheiro no mercado, via taxas de juros baixas e com maior crediário). Tal fato, pode resultar do receio de falta de produtos, por parte dos produtores ou pode originar-se da inadequada condução da política monetária, levando à maior oferta de moeda e à multiplicação dos meios de pagamento em escalas mais que proporcionais à capacidade efetiva de geração de bens e serviços. Neste caso, uma solução para combater este tipo de inflação poderia ser o arrocho salarial, impedindo, assim, que as pessoas demandem bens e serviços, resultando em baixa pressão sobre os preços ou outras medidas que impeçam as pessoas de adquirir bens e serviços, reduzindo a pressão sobre os níveis de preços. A inflação de custos são movimentos de alta de preços originários da expansão dos custos dos fatores (terra, capital e trabalho) mobilizados no processamento da produção de bens e serviços. Este tipo de inflação pode ser associado a uma inflação de oferta. O nível de demanda permanece o mesmo, mas os custos de certos fatores importantes aumentam. Esse tipo de inflação pode originar-se: • da expansão de tributos indiretos cobrados pelo governo, que desencadeia um processo de alta que se auto-alimentará em espiral;
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• da expansão dos custos do fator trabalho que pode dar origem a altas generalizadas; • da ampliação das margens de lucro, ainda que setorialmente localizadas, pode propagar-se ao longo da cadeia de produção, elevando os preços. Em síntese, o aumento de salários e dos preços das matérias-primas representam um causador da inflação de custos. Os efeitos desse processo inflacionário podem influenciar no perfil da distribuição da renda, do balanço de pagamentos, nas finanças públicas e, até mesmo, nas expectativas das empresas. A inflação inercial ou inércia inflacionária fundamenta-se na capacidade de autopropagação da inflação e na prática generalizada da indexação – na correção dos custos dos fatores e dos preços dos produtos - indefinidamente, pelos índices da inflação passada, para que se mantenha a estrutura dos preços relativos e se recomponha a capacidade de compra das remunerações pagas. A concepção da inflação inercial pressupõe expectativas compulsivas que levam à remarcação contínua de preços, à indexação de contratos e a um tipo de convivência com o processo de alta aceito e praticado por todos os agentes econômicos. Existe, ainda, a inflação administrada, onde as empresas monopolistas ou oligopolistas aumentam seus preços com objetivos de lucrarem mais. Nesse caso, os consumidores não têm outra alternativa, senão deixar de consumir os produtos fabricados por tais empresas se não quiserem pagar mais por eles. 9.4 – A INFLAÇÃO NO BRASIL Uma das características históricas da economia brasileira é a tendência secular à alta dos preços. No Brasil, os períodos de variação acelerada dos preços têm prevalecido sobre os de inflação moderada, sobretudo nos últimos 50
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anos. A partir da 2ª Guerra Mundial o País viveu épocas de inflação galopante ascendente. E na transição dos anos 80 para 90 esteve bem perto de uma hiperinflação descontrolada. De uma simples leitura das séries históricas da inflação no Brasil, pode-se observar que nos últimos 50 anos aconteceram, pelo menos sete, períodos distintos. Eles são definidos pela magnitude das taxas de variação da oferta monetária e dos preços; pelas causas prováveis do processo de alta e pela tipologia dos programas de estabilização. Os períodos são: - 1946-58: Inflação de crédito e estrutural - 1958-63: Inflação predominantemente fiscal - 1964-67: Aplicação de controles ortodoxos - 1968-79: Inflação reprimida - 1980-85: Instalação de movimentos inerciais. - 1986-94: Fase dos choques heterodoxos. - 1994: A fundamentação e a implantação do Real.

se expandisse à oferta monetária. A este fator de impulsão dos preços somaram-se, também, as pressões reivindicatórias da classe trabalhadora, fazendo com que se impulsionasse, ainda mais, o processo inflacionário.

1964-67: Aplicação de controles ortodoxos (conforme norma) - No período, o processo foi o inverso ao verificado no anterior. O governo adotou rígidos mecanismos ortodoxos de controle do surto inflacionário. Debelou o déficit fiscal. Conteve a oferta monetária. Reformaram-se o sistema financeiro e a estrutura tributária. Cada um dos fatores diagnosticados como causadores do surto inflacionário do Período anterior foi objeto de controles rígidos. Com essas medidas, a inflação anual recuou: de uma taxa entre 80 e 90% para um novo patamar, próximo de 20%. 1968-79: Inflação reprimida – Nessa década, as bases institucionais do período anterior foram mobilizadas para o milagre econômico. Buscou-se conciliar forte crescimento econômico com contenção do processo inflacionário. As pressões internas, de origem financeira, que pressionavam a procura agregada para cima, somaram-se as pressões externas de custos, resultantes dos choques de oferta do cartel do petróleo. Tal fato ocasionou uma espiral procura-custos, passando a exercer fortes pressões de alta na inflação. Neste período, as emissões primárias de moeda utilizadas para conter o déficit do setor público, multiplicadas pelo sistema de intermediação bancária, criaram uma das principais precondições para a alta inflacionária dos preços. 1980-85: Instalação de movimentos inerciais – No início da década de 1980, a inflação brasileira situou-se na faixa dos três dígitos, mantendo-se em torno de 100%. Já no início de 1986, caminhava para 300%. Instalou-se na economia do país um processo inercial de inflação, sob sustentação da correção monetária generalizada. A inflação passada reprodu• 35

1946-58: Inflação de crédito e estrutural - Nesse período, aceleraram-se os processos de mudança estrutural do País, tanto no setor real (industrialização) quanto no financeiro (criação de instituições bancárias). Com isso, o efeito multiplicador da moeda escritural exerceu-se com maior impacto, ampliando o efeito inflacionário de emissões primárias de moeda. Acentuaramse, então, as pressões do setor real sobre o setor financeiro, tanto para elevação da taxa de câmbio, quanto para abertura de novas linhas de financiamento subsidiado. O resultado desta combinação, gradualmente, promoveu a aceleração da inflação, que saiu de um patamar de 20%, ao ano, para 40%, no final deste período. 1958-63: Inflação predominantemente fiscal - Durante o período, aliados às pressões por crédito pelo setor privado, somaramse as pressões fiscais devido aos constantes déficits de caixa do governo, fazendo com que
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zia-se no presente, animando um movimento ascendente de alta de preços. As expectativas dos agentes econômicos levaram à adoção de indexadores contratuais e a remarcações de preços. 1986-94: Fase dos choques heterodoxos – Foi um período marcado pelos planos econômicos heterodoxos, ou seja, da escolha de um conjunto de medidas de choque para conter o processo inflacionário. Foram vários planos, Plano Cruzado, Plano Bresser, Plano Verão, Planos Collor I e II, em que a inflação caia no início mas voltava com a falta de sustentação dos planos econômicos. 1994: A fundamentação e a implantação do Real. - 1994 foi o ano chave. Primeiro ocorreu a desidexação da economia com a criação da URV – Unidade de Referência de Valor. Depois foi implantado um novo padrão monetário, o Real. Neste período a inflação foi controlada, quando impunhou-se uma nova disciplina emissora e a manutenção de uma rigorosa linha estratégica, dirigida para quebrar as resistências sociais à estabilidade. A estabilização passaria a ser vista como um valor fundamental. Sistema que prevalece até os dias atuais. A inflação pode ser medida por números-índices, que são fórmulas matemáticas, onde abrangem as variações dos preços dos diversos produtos que compõem a cesta de consumo da população.

c) E o Banco Central no Brasil? Cite duas de suas principais funções: _________________________________________ _________________________________________ d) Quais mercados estão ligados ao Sistema Financeiro? _________________________________________ _________________________________________ e) No Brasil convivemos há muitos anos com a chamada inflação. Mas em economia, como ela é definida? _________________________________________ _________________________________________ f) Pense e escreva o que é indexação e quais os males de sua prática generalizada? _________________________________________ _________________________________________ g) O que é URV e o que representou para o combate à inflação no Brasil? _________________________________________ _________________________________________

a) Pense um pouco e relacione quais as funções do Sistema Financeiro Nacional: _________________________________________ _________________________________________ b) Quais as funções básicas do Conselho Monetário Nacional? _________________________________________ _________________________________________
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10. O SETOR EXTERNO
Comércio externo é o conjunto de atividades mercantis (comerciais), realizadas entre países diferentes Muitas explicações podem ser levantadas para explicar porque os países comercializam entre si. Dentre essas, destacam-se a diversificação de condições de produção, a possibilidade de redução de custos na produção de determinado bem vendido para um mercado global. Os economistas clássicos forneceram a explicação teórica básica para o comércio internacional através do chamado Princípio das Vantagens Comparativas. Esse princípio sugere que cada país deva se especializar na produção daquela mercadoria em que é relativamente mais eficiente (ou que tenha um custo relativamente menor). Essa será, portanto, a mercadoria a ser exportada. Por outro lado, esse mesmo país deverá importar aqueles bens cuja produção implicar um custo relativamente maior (cuja produção é relativamente menos eficiente). Desse modo, explica-se a especialização dos países na produção de bens diferentes, a partir da qual concretiza-se o processo de troca entre eles. A Teoria das Vantagens Comparativas foi formulada por David Ricardo em 1817. A teoria desenvolvida por Ricardo fornece uma explicação para os movimentos de mercadorias no comércio internacional, a partir da oferta ou dos custos de produção existentes nesses países. Logo, os países exportarão e se especializarão na produção dos bens cujo custo for comparativamente menor em relação àqueles existentes, para os mesmos bens, nos demais países exportadores. 10.1 – BALANÇO DE PAGAMENTOS Balanço de Pagamentos é o registro estatístico-contábil de todas as transações econômicas realizadas entre os residentes do País com os residentes dos demais países. Desse modo, estão
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registrados no balanço de pagamentos, por exemplo, todas as exportações e importações de mercadorias do período considerado: os fretes, os seguros, os empréstimos obtidos no exterior, ou seja, todas as transações com mercadorias, serviços e capitais físicos e financeiros entre o país e o resto do mundo. O balanço de pagamentos apresenta as seguintes subdivisões: Balança Comercial – Essa conta compreende, basicamente, o comércio de mercadorias. Balanço de Serviços – Registram-se todos os serviços pagos e/ou recebidos pelo Brasil, tais como: fretes, seguros, lucros, juros, royalties e assistência técnica, viagens internacionais. Transferências unilaterais – registramse as doações financeiras ou não interpaíses. Balanço de Transações Correntes – representa o somatório dos balanços - comercial, de serviços e de transferências unilaterais, resultando no saldo em conta corrente e/ou balanço de transações correntes. Movimento de Capitais ou Balanço de Capitais – Na conta de capital aparecem as transações que produzem variações no ativo e no passivo externos do País. Elas caracterizam a posição de devedora ou credora, perante o resto do mundo. As contrapartidas financeiras das exportações e importações de mercadorias e serviços e as transações financeiras puras, como ações e quota-parte do capital das empresas, títulos de outros países, empréstimos em moeda, investimentos e amortizações, são registradas nesta conta etc. 10.2 – TAXA DE CÂMBIO É a medida de conversão da moeda nacional em moeda de outros países, em função das relações econômicas que há entre eles. Pode, também, ser definida como o preço da moeda estrangeira em termos da moeda nacional. Assim, 1 dólar pode custar 2,90 reais. A determinação do preço das moedas, dos diferentes países, pode ocorrer de dois modos:
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• institucionalmente, através da decisão das autoridades econômicas com fixação periódica das taxas (taxas fixas de câmbio); • através do funcionamento do mercado, onde as taxas flutuam, automaticamente, em decorrência das pressões de oferta e demanda por divisas estrangeiras, ou seja, pela quantidade de moeda estrangeira no mercado (taxas flutuantes). A demanda de divisas é constituída pelos importadores, que precisam delas para pagar suas compras no exterior, uma vez que a moeda nacional não é aceita fora do país e pela saída de capitais financeiros. A oferta de divisas é realizada pelos exportadores, que recebem moeda estrangeira em contrapartida de suas vendas, e pela entrada de capitais financeiros internacionais. A taxa de câmbio está intimamente relacionada com os preços dos produtos exportados e importados e, conseqüentemente, com o resultado da balança comercial do país. Se a taxa de câmbio se encontrar em patamares elevados, estimulará as exportações, pois os exportadores passarão a receber mais reais pela mesma quantidade de divisas, derivadas da exportação. Em conseqüência, haverá maior oferta de divisas. Do lado das importações, a situação se inverte, pois se os preços dos produtos importados se elevam, em moeda nacional, haverá um desestímulo às importações e, conseqüentemente, uma queda na demanda por divisas. Uma taxa de câmbio sobrevalorizada surte efeito contrário tanto nas exportações como nas importações. Há um desestímulo às exportações e um estímulo às importações. A moeda brasileira (o Real) pode ser comparada com várias outras moedas, por isso temos várias taxas de câmbio. Por exemplo, temos uma taxa de câmbio entre Real e
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Dólar Americano; entre Real e Libra Inglesa; entre Real e Peso Argentino, entre Real e o Euro). 10.3 – ORGANISMOS INTERNACIONAIS Os organismos internacionais foram criados no intuito de estabelecer regras e convenções que regulem as relações monetárias e financeiras e não criem entraves ao desenvolvimento mundial. Surgiram, principalmente, em virtude das perturbações econômicas mundiais oriundas das grandes guerras mundiais. Foram criados três principais organismos econômicos internacionais:

Fundo Monetário Internacional – foi criado com o objetivo de evitar possíveis instabilidades cambiais e garantir a estabilidade financeira, eliminando práticas discriminatórias e restritivas aos pagamentos multilaterais e de socorrer os países, a ele associados, quando da ocorrência de desequilíbrios transitórios em seus balanços de pagamentos. Banco Mundial – também conhecido como BIRD (Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento), foi criado com o intuito de auxiliar a reconstrução dos países devastados pela guerra e, posteriormente, para promover o crescimento dos países em vias de desenvolvimento. O Banco empresta a taxas reduzidas de juros a países menos desenvolvidos, com o intuito de promover projetos, economicamente, viáveis e relevantes para o desenvolvimento desses países. Organização Mundial do Comércio – foi criada com o objetivo básico de buscar a redução das restrições ao comércio internacional e a liberalização do comércio multilateral.
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11. CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
a) No comércio externo, o que é o “Princípio das Vantagens Comparativas”? _________________________________________ _________________________________________ b) Relembre o que é Balança de Pagamentos, escrevendo abaixo o que vem a ser: _________________________________________ _________________________________________ c) Basicamente, o que representa a Balança Comercial? _________________________________________ _________________________________________ d) Como é estabelecida a “taxa de câmbio” no Brasil? _________________________________________ _________________________________________ 11.1 – CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO A Teoria do Crescimento e do Desenvolvimento Econômico discute estratégias de longo prazo, isto é, quais medidas devem ser adotadas para um crescimento econômico equilibrado e auto-sustentado. Nessa Teoria, a oferta ou produção agregada desempenha um papel importante na trajetória de crescimento de longo prazo, o que não se observa na análise de curto prazo. Crescimento e desenvolvimento econômico são dois conceitos diferentes. Crescimento econômico é o crescimento contínuo da renda per capita ao longo do tempo. Desenvolvimento econômico é um conceito mais qualitativo, incluindo as alterações da composição do produto e a alocação dos recursos pelos diferentes setores da economia, de forma a melhorar os indicadores de bemestar econômico e social. A economia pode se encontrar em diferentes estágios, como o de crescimento, ou de regressão/depressão econômica . Diz-se que está em regressão/depressão quando a economia está entrando em declínio no que se refere aos seus indicadores de crescimento, tanto de produção quanto de emprego. Normalmente, os países ricos caracterizam-se pelo crescimento de sua economia e da produtividade com que são aproveitados os recursos de produção. 11.2 – FONTES DE CRESCIMENTO ECONÔMICO O crescimento da produção e da renda decorre de variações na quantidade e na qualidade de dois insumos básicos: capital e mãode-obra. Nesse sentido, as fontes de crescimento são as seguintes:
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a) aumento na força de trabalho (quantidade de mão-de-obra), derivado do crescimento demográfico e da imigração; b) aumento do estoque de capital ou da capacidade produtiva; c) melhoria na qualidade da mão-de-obra, através de programas de educação, treinamento e especialização; d) melhoria tecnológica que aumenta a eficiência na utilização do estoque de capital; e e) eficiência organizacional, ou seja, eficiência na forma como os insumos interagem. 11.3 – INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO A avaliação do desenvolvimento é feita de forma diferente da que é usada para avaliar o crescimento. Para avaliação do crescimento são considerados, apenas, os níveis de produção e renda. Para avaliação do desenvolvimento são considerados outros indicadores, ou seja, outros elementos cuja presença ou ausência serve como indicação da existência de certas condições ambientais. Existem diferentes metodologias para avaliação do desenvolvimento. A mais importante é a utilizada pela ONU(Organização das Nações Unidas), conhecida como IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) Em Economia, “Índice” significa o que fornece os indícios, os sintomas, o sinal; o que denota alguma coisa ou condição particular. Para avaliação do índice de Desenvolvimento Humano (IDH) são considerado o PIB (Produto Interno Bruto) e os índices de emprego e analfabetismo. Em algumas metodologias são considerados outros índices para avaliar o desenvolvimento econômico de um país. Consideram, por exemplo, Índices que avaliem não só o analfabetismo, mas o sistema educacional, a saúde pública, os níveis de poluição,
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de preservação do meio ambiente, de habitação, de pobreza, os níveis de emprego, etc. Para que haja desenvolvimento econômico uma condição essencial é a aplicação de novas tecnologias para que se produza mais e possa gerar transformações sociais que acarretem numa melhor distribuição de renda.

a) Dê uma outra olhada no texto e escreva qual a diferença entre crescimento e desenvolvimento econômico: ___________________________________________ ___________________________________________ b) O que vem a ser “depressão econômica”? ___________________________________________ ___________________________________________ c) Quais os principais insumos básicos responsáveis pelo crescimento da produção? ___________________________________________ ___________________________________________ d) Escreva o que significa cada uma das letras da sigla IDH, e para que serve: ___________________________________________ ___________________________________________

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12. POLÍTICAS MACROECONÔMICAS
12.1 – DEFINIÇÕES A Macroeconomia é o ramo da economia que estuda os fatos ou eventos econômicos como um todo, analisando a determinação e o comportamento de grandes agregados, tais como: renda e produto nacionais, nível geral de preços, emprego e desemprego, estoque de moeda e taxas de juros, balança de pagamentos e taxa de câmbio. O governo, as grandes empresas estabelecem, forma sistemática, as orientações, uma série de medidas para se alcançar determinados fins. A essa sistematização dá-se o nome de “Política”. Na administração, não se pode permanecer no planejamento econômico de curto prazo e de consideração dos fatos ou eventos de forma isolada. Há que se pensar grande, de forma global, a médio e longo prazo. A esse tipo de planejamento dá-se o nome de Política Macroeconômica. A Política Macroeconômica, possui fundamentos, metas, instrumentos de ação/ diretrizes, cronogramas. 12.2 – METAS DE POLÍTICA MACROECONÔMICA As metas de uma Política Macroeconômica são as seguintes:

as conseqüências, como foi mencionado, anteriormente.

c) Distribuição de renda socialmente justa – mesmo tendo crescimento econômico e tendo uma economia estabilizada, pode haver má distribuição de renda. O governo, via suas políticas econômicas e sociais, visa reduzir os desníveis de renda entre as pessoas e regiões geográficas. d) Crescimento econômico – é condição necessária para o desenvolvimento econômico de qualquer país.
12.3 – INSTRUMENTOS DE POLÍTICA MACROECONÔMICA Os principais instrumentos para atingir tais objetivos são as políticas fiscal, monetária, cambial e comercial e de rendas.

a) alto nível de emprego, onde o governo utilizando-se de seus instrumentos sempre procura proporcionar mais postos de trabalhos face o nível de empregabilidade da economia; b) estabilidade de preços – meta principal de todos os governos. Estabilidade de preços é fundamental para o desenvolvimento dos demais objetivos de política econômica. Sem o controle da inflação, várias podem ser
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Política Fiscal – Refere-se a todos os instrumentos que o governo dispõe para a arrecadação de tributos e o controle de suas despesas. Se o objetivo da política econômica é reduzir a taxa de inflação, as medidas fiscais normalmente utilizadas são a diminuição de gastos públicos e/ou aumento da carga tributária, o que inibi o consumo. São instrumentos que visam diminuir os gastos da coletividade. Se o objetivo é um maior crescimento e emprego, os instrumentos fiscais são os mesmos, mas em sentido inverso, para elevar a demanda agregada. Política Monetária – Refere-se à atuação do Governo sobre a quantidade de moeda e títulos públicos. Os principais instrumentos são: • emissões de moeda; • reservas compulsórias (percentual sobre os depósitos que os bancos comerciais devem colocar à disposição do Banco Central);
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• Open Market (compra e venda de títulos públicos); • Redescontos (empréstimos do Banco Central aos bancos comerciais); • Regulamentação sobre crédito e taxas de juros. Assim, por exemplo: • se o objetivo é o controle da inflação, a medida apropriada de política monetária seria a diminuição do estoque monetário da economia (aumentando a taxa de reservas compulsórias, ou compra de títulos no open market); • se a meta é o crescimento econômico, a medida adotada seria o aumento do estoque monetário.

a) Existem algumas maneiras de definir o que é macroeconomia. Qual é a escolhida por você? __________________________________________ __________________________________________ b) No seu entendimento, quais devem ser as principais metas de uma política macroeconômica? __________________________________________ __________________________________________ c) Pesquise e escreva abaixo o que é política monetária: __________________________________________ __________________________________________

Políticas Cambial e Comercial – São políticas que atuam sobre as variáveis relacionadas ao setor externo da economia. A política cambial refere-se à atuação do governo sobre a taxa de câmbio. O governo, através do Banco Central, pode interferir no câmbio comprando ou vendendo dólares. A política comercial diz respeito aos instrumentos de incentivos às exportações e/ou estímulos e desestímulos às importações. Política de Rendas – refere-se à intervenção direta do governo na formação de renda (salários, aluguéis) através de controle e congelamento de preços.
Normalmente, esses controles são utilizados como instrumento de combate à inflação, como a fixação da política salarial, salário mínimo. A política de preços mínimos por parte do governo é um exemplo de política de renda. Com este tipo de política o governo visa dar garantias de preços ao produtor, com o propósito de protegê-lo das flutuações dos preços do mercado.
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13. GLOBALIZAÇÃO ECONÔMICA
13.1 – O PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO Globalização é o processo pelo qual a vida social e cultural dos diversos países do mundo é, cada vez mais, afetada por influências internacionais em razão de imposições políticas e econômicas. Em economia diz-se que globalização é a integração, cada vez maior, das empresas transnacionais num contexto de livre-comércio. Isso se dá, especialmente, devido à sofisticada informatização, ao desenvolvimento dos meios de comunicação e transporte. Empresas Transnacionais são aquelas que desenvolvem atividades ou políticas comuns a várias nações, integradas na mesma união política ou econômica. Os autores que defendem o processo de globalização da economia mencionam que, na tradição do pensamento liberal, o comércio exterior sempre foi enxergado como um indutor da melhoria dos padrões de consumo, na utilização mais eficiente dos recursos e no aumento da eficiência das empresas que enfrentam à concorrência internacional. Este tipo de argumentação defende que a prática do comércio internacional livre também contribui para uma distribuição mais eqüitativa da renda na medida em que corrigem a remuneração dos fatores segundo suas disponibilidades relativas. O processo de globalização representa uma abertura de fronteiras, um intercâmbio de informações, mercadorias, capitais, tecnologia entre várias nações. Neste processo de globalização, tornou-se comum a organização das nações em blocos, abrindo, entre eles, suas fronteiras e promovendo a abertura de novos mercados e a expansão de seus mercados internos.
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O Mercado Comum Europeu, o Mercosul e o Nafta são exemplos de que denominamos de blocos econômicos. 13.2 – AS CONSEQÜÊNCIAS DA GLOBALIZAÇÃO Dentro das correntes favoráveis ao processo de globalização, a maior parte dos teóricos, considerados liberais, considera este processo totalmente benéfico na medida que impulsionam a competitividade em todas as esferas do sistema econômico. Outras posições mais críticas, destacam os efeitos contrários do processo de abertura econômica, caracterizado, principalmente, pela exclusão social que o mesmo provoca. Para esses autores, o processo de globalização gera: • uma grande concentração dos investimentos estrangeiros diretos e da tecnologia nas mãos de poucas multinacionais, localizadas nas nações de capitalismo avançado. • a perda, para a esmagadora maioria dos países capitalistas, de boa parte de sua capacidade de conduzir um desenvolvimento parcialmente autocentrado e independente; • o desaparecimento de certa especificidade dos mercados nacionais; A destruição, para muitos Estados, da possibilidade de levar adiante políticas próprias, não é conseqüência exclusiva da globalização, intervindo como processo externo, sempre mais coercitivo, impondo a cada país, a seus partidários e a seus governos, uma determinada linha de conduta. O processo de globalização promoveu uma liberalização muito ampla do comércio exterior, mas seu efeito foi, sobretudo, para facilitar as operações dos grupos industriais multinacionais. A internacionalização é dominada mais pelo investimento internacional do
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que pelo comércio exterior e, portanto, molda as estruturas que predominam na produção e no intercâmbio de bens e serviços. Tal processo contribuiu consideravelmente para restabelecer a rentabilidade dos investimentos, exercendo forte pressão para o rebaixamento, tanto dos salários, como dos preços de muitas matérias-primas. Influi no comportamento do investimento, ou acentua suas características, da seguinte forma: forte propensão às aquisições/fusões; prioridade dos investimentos de reestruturação e racionalização; e, sobretudo, fortíssima seletividade na localização e escolha dos locais de produção.

a) E a famosa globalização? O que vem a ser? ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ b) Sempre ouvimos falar de empresas multinacionais. Como podem ser definidas? ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ c) E a empresa transnacional? O que é? ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________
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8. ( ) Política cambial é uma política que atua sobre as variáveis relacionadas ao setor interno da economia 9. ( ) Os instrumentos que o governo dispõe para a arrecadação de tributos e o controle de suas despesas se refere à política fiscal 10. ( ) Alto nível de emprego, estabilidade de preços, distribuição de renda e crescimento econômico são metas de política macroeconômica 11. ( ) É considerada fonte de crescimento econômico aumento na força de trabalho, aumento do estoque de capital, ou da capacidade produtiva, melhoria na qualidade da mãode-obra, melhoria tecnológica e eficiência organizacional 12. ( ) Compõem o Sistema Financeiro Nacional os Órgãos Normativos (CMN, CNSP , CGPG), as Entidades Supervisoras (BACEN, CVM, SUSEP, IRB-BR, SPC), e os Agentes operadores do sistema 13. ( ) Crescimento e desenvolvimento econômico, em economia, significam a mesma coisa. 14. ( ) A Microeconomia é o ramo da economia que estuda os fatos ou eventos econômicos como um todo, analisando a determinação e o comportamento de grandes agregados, tais como: renda e produto nacionais, nível geral de preços, emprego e desemprego, estoque de moeda e taxas de juros, balança de pagamentos e taxa de câmbio. 15. ( ) Sistema Financeiro Nacional é a estrutura institucional que regulamenta, supervisiona e opera as intermediações financeiras, incluídas as dos consórcios, os negócios com valores mobiliários, os seguros e a previdência complementar.
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I - A seguir estão algumas afirmativas referentes à matéria que você está estudando na Disciplina “Economia e Mercados”. Algumas afirmativas são verdadeiras, outras falsas. Marque as verdadeiras com a letra “V” e as falsas com a letra “F”. Coloque as letras nos colchetes colocados ao lado dos números. 1. ( ) A parte da economia que estuda o comportamento dos agregados econômicos é denominada microeconomia 2. ( ) Produto Interno Bruto pode ser definido como a soma dos valores monetários dos bens e serviços finais produzidos dentro dos limites econômicos do país. 3. ( ) Investimento representa a parte da renda que não é gasta com bens e serviços 4. ( ) Moeda é todo objeto que serve para facilitar as trocas de bens e serviços numa economia. Vai desde a utilização de uma peça de metal cunhada pelo governo até às mais sofisticadas formas de transação. 5. ( ) O processo de globalização representa uma abertura de fronteiras, um intercâmbio de informações, mercadorias, capitais, tecnologia entre várias nações. 6. ( ) Quando há uma procura excessiva superior à produção de bens e serviços, temos uma inflação de oferta 7. ( ) O balanço de pagamento é o registro contábil de todas as transações de um país com outro país
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16. ( ) São Órgãos Normativos do Sistema Financeiro o Banco Central do Brasil (Bacen), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Superintendência de Seguros Privados (Susep) , o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB-Brasil), a Secretaria de Previdência Complementar (SPC) 17. ( ) Organização Mundial do Comércio foi criada com o objetivo de evitar possíveis instabilidades cambiais e garantir a estabilidade financeira, eliminando práticas discriminatórias e restritivas aos pagamentos multilaterais e de socorrer os países, a ele associados, quando da ocorrência de desequilíbrios transitórios em seus balanços de pagamentos. 18. ( ) Destruição da moeda, de sua capacidade de reserva de valor e de sua utilidade como meio de pagamento é uma conseqüência da inflação 19. ( ) Taxa de câmbio é a medida de conversão da moeda nacional em moeda de outros países, em função das relações econômicas que há entre eles. Pode, também, ser definida como o preço da moeda estrangeira em termos da moeda nacional. 20. ( ) Para avaliação do índice de Desenvolvimento Humano (IDH) são considerados o PIB (Produto Interno Bruto) e os índices de emprego e analfabetismo. 21. ( ) Os meios de pagamento constituem o total de moeda à disposição do setor privado, não bancário, de liquidez imediata, ou seja, que pode ser utilizada imediatamente para efetuar transações econômicas. 22. ( ) Fundo Monetário Internacional - FMI - foi criado com o objetivo básico de buscar a redução das restrições ao comércio internacional e a liberalização do comércio multilateral.
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23. ( ) Entre os Agentes operadores do sistema estão os Bancos comerciais, os Bancos de investimentos, instituições financeiras operadoras de poupanças e empréstimos, Caixas Econômicas, Cooperativas de crédito, Sociedades seguradoras, Entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão), Bolsa de valores II - Assinale a alternativa correta. 1) A economia faz parte de que ciência: a) ciências sociais b) ciências biológicas c) ciências matemáticas d) ciências espaciais e) nenhuma das alternativas anteriores está correta 2) A partir do conceito de Rossetti de economia, onde esta é a ciência que estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação existente entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a usos alternativos, podemos afirmar que economia é: a) a ciência da escassez b) a ciência da fartura c) a ciência que estuda apenas um país d) a ciência que estuda apenas o comportamento político do homem e) nenhuma das alternativas anteriores está correta 3) As alternativas para a utilização dos recursos quando se compara a produção de dois ou mais produtos pode ser conceituado como: a) curvas de demanda b) curvas de oferta c) curvas de possibilidade de produção d) curvas do setor público e) nenhuma das alternativas anteriores está correta 4) O que produzir, quanto produzir, como produzir e para quem produzir se referem a:
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a) quatro recursos da economia b) quatro perguntas fundamentais da economia c) quatro necessidades da economia d) todas as alternativas anteriores estão corretas e) nenhuma das alternativas anteriores está correta 5) Unidades familiares, empresas e Governo são denominados: a) agentes de saúde b) agentes de educação c) agentes econômicos d) agentes empresariais e) agentes públicos 6) Em economia as famílias são classificadas como: a) proprietárias dos recursos de produção b) unidades de produção c) agentes econômicos d) alternativas (a) e (b) estão corretas e) alternativas (a) e (c) estão corretas 7) O Sistema econômico de produção regido pelas leis de mercado, onde predomina a livre iniciativa e propriedade privada dos fatores de produção, é denominado: a) sistema socialista b) sistema comunista c) sistema monetarista d) sistema capitalista e) nenhuma das alternativas anteriores está correta 8) Qual o significado da hipótese Ceteris Paribus? a) mantidas todas as condições crescentes b) mantidas todas as condições decrescentes c) mantidas todas as condições constantes d) mantidas todas as condições crescentes num período e decrescentes em outro e) nenhuma das alternativas anteriores está correta
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9) Entende-se por função de produção: a) a relação que mostra a quantidade física obtida do produto a partir da quantidade física utilizada dos fatores de produção num determinado período de tempo b) a relação que mostra a quantidade monetária obtida do produto a partir da quantidade física utilizada dos fatores de produção num determinado período de tempo c) a relação que mostra a quantidade física e monetária obtida do produto a partir da quantidade física utilizada dos fatores de produção num determinado período de tempo d) A opção a e c estão corretas e) nenhuma das alternativas anteriores está correta 10) Os custos de longo prazo são caracterizados por: a) por serem compostos por parcelas de custos fixos e de custos variáveis b) por se caracterizar apenas por custos fixos c) por se caracterizar apenas por custos variáveis d) as alternativas (b) e (c) estão corretas e) nenhuma das alternativas anteriores está correta 11) O equilíbrio de mercado de um bem ou de um serviço é determinado: a) pela oferta de mercado b) pela renda dos consumidores c) pela demanda de mercado d) pelos governos e) pela intersecção da curva de oferta com a de demanda desse produto 12) Monopólio: a) significa o mesmo que concorrência internacional. b) compreende uma situação em que o número de firmas no mercado é grande, mas os produtos não são homogêneos.
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c) corresponde a uma situação em que uma firma domina o mercado. d) significa concorrência perfeita, que se acha próxima do monopólio. e) significa transparência de mercado. 13) A parte da economia que estuda o comportamento dos agregados econômicos é denominada: a) macroeconomia b) microeconomia c) política monetária d) ceteris paribus e) nenhuma das alternativas anteriores está correta 14) Produto Interno Bruto pode ser definido como: a) a renda pessoal menos os impostos diretos pagos b) também conhecido como renda nacional liquida c) a soma dos valores não monetários da economia d) a soma dos valores monetários dos bens e serviços finais produzidos dentro dos limites econômicos do país. e) nenhuma das alternativas anteriores está correta 15) Sobre o Investimento é incorreto afirmar: a) é o acréscimo ao estoque de capital que leva ao crescimento da capacidade produtiva b) é uma das principais variáveis para explicar o crescimento da renda nacional de um país c) representa a parte da renda que não é gasta com bens e serviços d) a curto prazo, é visto pelo lado dos gastos necessários para a ampliação da capacidade produtiva e) todas as alternativas anteriores estão corretas 16) A respeito de moeda escritural é incorreto afirmar:
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a) é criada pelo sistema bancário b) é representada pelo cheque, nota promissória, cartão de crédito c) é também conhecida por moedas bancárias d) é constituída pelos depósitos nos bancos comerciais e demais instituições financeiras e) nenhuma das alternativas anteriores está correta 17) Assinale a afirmativa correta: a) moeda é todo objeto que serve para facilitar as trocas de bens e serviços numa economia b) cheque é uma moeda metálica c) a moeda não tem a função de servir como meio de troca na economia d) a moeda manual é emitida pelas empresas e) a moeda metálica é representada pelos títulos públicos 18) Inflação de demanda acontece quando: a) a demanda agregada da economia é inferior à produção b) a demanda agregada da economia é igual à produção c) a demanda agregada da economia é superior à produção d) a demanda agregada é igual aos custos de produção e) a demanda elástica da economia supera os custos de produção. 19) O balanço de pagamento é o registro: a) financeiros das transações com o exterior b) contábil de todas as transações de um país com outro país c) patrimonial de todas as transações de país com outro país d) é o registro físico de toda a economia e) é o registro financeiro das exportações 20) O ICMS pode ser considerado: a) um imposto direto b) uma contribuição de melhoria
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c) um imposto indireto d) um gasto do governo e) uma taxa cobrada pela produção de veículos 21) Não representa instrumentos de política monetária: a) reservas compulsórias b) open market c) redescontos d) regulamentação sobre crédito e taxas de juros e) controle das taxas cambiais 22) Política cambial é uma política que atua sobre as variáveis relacionadas: a) ao setor externo da economia b) ao setor interno da economia c) ao setor primário da economia d) ao setor secundário da economia e) ao setor terciário da economia 23) Os instrumentos que o governo dispõe para a arrecadação de tributos e o controle de suas despesas se refere a: a) política monetária b) política cambial c) política de Rendas d) política fiscal e) política comercial 24) Alto nível de emprego, estabilidade de preços, distribuição de renda e crescimento econômico são: a) metas de política microeconômica b) metas de política macroeconômica c) metas de política partidária d) metas de política internacional e) nenhuma das alternativas anteriores está correta 25) É considerada fonte de crescimento econômico: a) aumento na força de trabalho b) aumento do estoque de capital, ou da capacidade produtiva
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c) melhoria na qualidade da mão-de-obra d) melhoria tecnológica e eficiência organizacional e) todas as alternativas anteriores estão corretas 26) Quando há uma procura excessiva superior à produção de bens e serviços, temos: a) uma inflação de oferta b) uma inflação de demanda c) uma inflação inercial d) uma inflação de recursos e) nenhuma das alternativas anteriores está correta 27) Destruição da moeda, de sua capacidade de reserva de valor e de sua utilidade como meio de pagamento é uma conseqüência: a) da moeda b) da inflação c) do crescimento econômico d) do setor externo e) nenhuma das alternativas anteriores está correta 28) O mercado onde são realizadas a operações de curtíssimo prazo com a finalidade de suprir as necessidades de caixa dos diversos agentes econômicos, como os empréstimos para as pessoas físicas, é denominado: a) mercado cambial b) mercado de capitais c) mercado monetário d) mercado primário e secundário e) mercado à vista III - A seguir estão algumas afirmativas referentes à matéria que você está estudando na Disciplina “Economia e Mercados”. Algumas afirmativas são verdadeiras, outras falsas. Marque as verdadeiras com a letra “V” e as falsas com a letra “F”. Coloque as letras nos colchetes colocados ao lado dos números. 1. ( ) A Economia faz parte das ciências exatas
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2. ( ) A partir do conceito de Rossetti, podemos afirmar que Economia é a ciência da fartura 3. ( ) O “que produzir”, “quanto produzir”, “como produzir” e “para quem produzir” se referem a quatro perguntas fundamentais da economia. 4. ( ) Unidades familiares, empresas e Governo são denominados agentes econômicos. 5. ( ) Em economia, as famílias são classificadas como unidades de produção. 6. ( ) O Sistema econômico de produção regido pelas leis de mercado, onde predomina a livre iniciativa e propriedade privada dos fatores de produção, é denominado sistema socialista. 7. ( ) Entende-se por função de produção a relação que mostra a quantidade física e monetária obtida do produto a partir da quantidade física utilizada dos fatores de produção num determinado período de tempo. 8. ( ) Os custos de longo prazo são caracterizados apenas por custos fixos. 9. ( ) Monopólio corresponde a uma situação em que uma firma domina o mercado. 10. ( ) Em Economia, os bens são classificados como: de Capital, de Consumo – durável e não durável, Intermediário, Substituto e Complementar. 11. ( ) O mercado de trabalho possui uma parcela da população chamada de “economicamente ativa”, que são aquelas pessoas que fazem parte de uma determinada faixa etária que tem condições de estar trabalhando.
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12. ( ) As pessoas desempregadas e as subempregadas não fazem parte da população economicamente ativa. 13. ( ) Bens de capital são os bens que servem para produzir outros bens, como por exemplo, uma máquina de costura, ou seja, máquinas e equipamentos que são utilizados para fabricar outros bens. 14. ( ) Um método de produção é, tecnicamente, eficiente quando comparado com outros métodos, utiliza menor quantidade de insumos para produzir uma quantidade equivalente do produto. 15. ( ) Custos totais de produção são o total das despesas realizadas pela empresa com utilização da combinação mais econômica dos fatores, por meio da qual é obtida uma determinada quantidade do produto. 16. ( ) Os custos de uma empresa podem ser classificados de curto ou longo prazo. 17. ( ) Receita total é o valor das vendas totais, realizadas num determinado período de tempo. 18. ( ) Em Economia, oferta significa a quantidade de bens ou serviços que se oferece aos consumidores. 19. ( ) Da mesma maneira que a demanda, a oferta depende de vários fatores, tais como: de seu próprio preço e dos demais preços, do preço dos fatores de produção, das preferências do empresário e da tecnologia. 20. ( ) Em Economia, Consumo significa a utilização, pela população, pelos consumidores, das riquezas, materiais e artigos produzidos. 21. ( ) O consumo global de um país não tem relação com a renda nacional, o estoque de riqueza ou patrimônio, com taxa de juros
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de mercado, nem com a disponibilidade de crédito. 22. ( ) A poupança é a parcela da renda nacional que não é gasta em bens de consumo. A poupança é a diferença entre a renda e o consumo. É o não consumo presente, em função de um consumo futuro. 23. ( ) Crédito é a troca de um bem disponível,no momento, por outro semelhante.

24. ( ) O mercado de trabalho é constituído pela oferta e demanda de emprego. A oferta de emprego é determinada pelas empresas que ao produzirem, ao aumentarem a produção contratam pessoas para desempenhar determinadas atividades e recebem renda por isso. 25. ( ) O governo pode facilitar o aumento de emprego quando reduz tributos, oferece condições de maior crédito para as empresas, para que possam produzir mais, e, assim, contratar mais pessoas.

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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Agentes econômicos: são as empresas, as unidades familiares e o governo. Balança comercial: conta de um país que compreende, basicamente, o comércio de mercadorias. Balanço de pagamentos: é o registro estatístico-contábil de todas as transações econômicas realizadas entre os residentes do país com os residentes dos demais países. Banco Mundial: também conhecido como BIRD (Banco Interamericano de Reconstrução e Desenvolvimento), foi criado com o intuito de auxiliar a reconstrução dos países devastados pela guerra e, posteriormente, para financiar projetos, economicamente viáveis e relevantes par o desenvolvimento desses países. Bem: significa tudo aquilo que serve de elemento a uma empresa ou entidade, para a formação do patrimônio empregado para o desempenho de sua atividade produtiva, útil para a produção direta e indireta do seu lucro. Bens complementares: aqueles que tendem a influenciar a demanda de outros bens. Ex: o pão e Bens de consumo: aqueles que atendem, diretamente, à demanda. Podem ser duráveis (TV, geladeiras), ou não duráveis (alimentos, produtos de higiene) . Bens de capital: são os bens que servem para produzir outros bens. Bens intermediários: aqueles utilizados par produzir outros bens, sendo consumidos durante o processo e, por isso mesmo, são diferentes dos bens de capital. Ex: os tecidos Bens substitutos: aqueles que interferem na demanda de um produto por parte do consumidor. Assim, quanto mais substitutos houver para um bem ou serviço, mais opções o consumidor terá à sua disposição para decidir sobre a sua demanda.

Ceteris paribus: expressão utilizada para representar o teste ou análise de determinada situação, física ou econômica, mantendo constantes todas as demais variáveis do processo.
Consumo: em economia significa a utilização, pela população, pelos consumidores, das riquezas, materiais e artigos produzidos.
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GLOSSÁRIO
Crédito: é a troca de um bem disponível no momento pela promessa de um pagamento futuro. Custos: preço pago pela produção de um bem, ou o que deve ser despendido em dinheiro, tempo, esforço etc, para se obter algo. Demanda: o mesmo que procura. Pode ser definida como a quantidade de um determinado bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir em determinado período de tempo a um determinado preço, mantidas constantes todas as outras variáveis. Distribuição: em economia, é a distribuição da renda. Economia: é a ciência que estuda as formas de comportamento humano resultantes da relação entre as ilimitadas necessidades a satisfazer e os recursos que, embora escassos, se prestam a usos alternativos” (Definição de Rossetti, 1997, p.52). Emprego: maneira de prover a subsistência mediante ordenado, salário ou outra remuneração a que se faz jus pelo trabalho regular em determinado serviço, ofício, função ou cargo. Empresas transnacionais: são aquelas que desenvolvem atividades ou políticas comuns a várias nações, integradas na mesma união política ou econômica. Escassez de recursos: falta de recursos de produção, o inverso de abundância. Fator capacidade empresarial: é por meio da capacidade empresarial que os recursos disponíveis são reunidos, organizados e acionados para o exercício de atividades produtivas. Fator capacidade tecnológica: é constituído pelo conjunto de conhecimentos e habilidades que são sustentação ao processo de produção. Fator capital: é o conjunto das riquezas acumuladas pela sociedade. É constituído pelas diferentes categorias de riqueza acumulada, empregadas na geração de novas riquezas. Fator terra: constitui a base sobre a qual se exercem as atividades dos demais recursos de produção.
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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Fator trabalho: é constituído por uma parcela da população que contribuí para o processo de produção. Fatores de produção: são assim considerados a terra, o trabalho, o capital, a capacidade tecnológica e a capacidade empresarial. Insumos. FMI: Fundo Monetário Internacional, organismo internacional criado com o objetivo de evitar possíveis instabilidades cambiais e garantir a estabilidade financeira, eliminando práticas discriminatórias e restritivas aos pagamentos multilaterais e de socorrer os países associados, quando da ocorrência de desequilíbrios transitórios em seus balanços de pagamentos. Globalização: é o processo pelo qual a vida social e cultural dos diversos países do mundo é, cada vez mais, afetada por influências internacionais em razão de imposições políticas e conômicas. IDH: Índice de Desenvolvimento Humano, utilizado pela ONU (Organizações das Nações Unidas) para avaliação do desenvolvimento dos países. Inflação: caracterizada pela instabilidade de preços, é definida como um aumento persistente e generalizada no índice de preços. Insumos: o mesmo que fatores de produção. Cada um dos elementos necessários para produção de mercadorias ou serviços. Lei geral da demanda: mostra que há uma relação inversamente proporcional entre a demanda e o preço, isto é, se o preço aumenta, a procura, em regra, diminui. Lucro: em economia, lucro é definido como a diferença entre as receitas de vendas da empresa e os seus custos totais de produção. Macroeconomia: é o ramo da economia que estuda os fatos ou eventos econômicos como um todo, analisando a determinação e o comportamento de grandes agregados, tais como a renda e produtos nacionais Mercado: palavra com diversos significados. No presente trabalho será adotada a definição: conjunto de consumidores que absorvem determinados produtos e/ou serviços.

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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Mercado de concorrência perfeita: tipo de mercado onde há grande número de vendedores (empresas) e grande número de compradores. Microeconomia: parte da economia que estuda a formação dos preços. Moeda: é o meio pelo qual são efetuadas as transações monetárias. Outro conceito mais amplo define a moeda como sendo um instrumento ou objeto que é aceito pela coletividade para intermediar as transações econômicas, para pagamento de bens, serviços e fatores de produção. Moeda escritural: é representada pelos depósitos à vista nos bancos comerciais. Monopólio: tipo de mercado onde uma única empresa ou empresário domina por completo a oferta/produção de um ou mais produtos e serviços, e de outro lado todos os consumidores. È o oposto do mercado de concorrência perfeita. Oligopólio: tipo de mercado caracterizado por um pequeno número de empresas que dominam a oferta de mercado. Tanto as quantidades ofertadas quanto os preços são fixados entre as empresas por meio de conluio ou cartéis. OMC: Organização Mundial do Comércio, foi criada com o objetivo básico de buscar a redução das restrições ao comércio internacional e a liberalização do comércio multilateral. Papel-moeda: emitidas pelo Banco Central, representa parcela significativa da quantidade de dinheiro em poder do público. PIB: Produto Interno Bruto, representa a soma de todos os fatores de produção de um país. Poupança: é a parcela da renda nacional que não é gasta em bens d consumo. Preço: expressa o valor de troca entre as mercadorias e serviços. Preço de equilíbrio: encontro das curvas de oferta e de demanda, onde ocorre o equilíbrio entre o preço e a quantidade ofertada de determinado produto ou serviço. Recursos de Produção: o mesmo que fatores de produção.
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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Sistema econômico: é a forma política, social e econômica pela qual está organizada uma sociedade. Os sistemas econômicos de produção mais conhecidos são o capitalista e o socialista. Taxa de câmbio: é a medida de conversão da moeda nacional em moeda de outros países, em função das relações econômicas existente entre eles. Unidades familiares: os lares constituídos, as famílias, independentemente dos laços de união, de religião etc.

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BIBLIOGRAFIA
BATISTA JÚNIOR, Paulo Nogueira. “Globalização” e administração tributária. Leituras de Economia Política, Campinas, n.4, p.157-178, jun. 1997. CHESNAIS, François. A mundialização do capital/François Chesnais. Tradução Silvana Finzifoá. São Paulo. Xamã, 1996. LOPES, João do Carmo e ROSSETTI, José Paschoal. Economia Monetária. 7.ed.rev., amp. e atual. – São Paulo: Atlas, 1998. MACEDO, Jamil P. de et al. Manual do técnico em transações imobiliárias. 11.ed. Goiânia: AB, 1994.V.2.p.79-132. MOCHON, Francisco ; TROSTER, Roberto Luis. Introdução á economia. São Paulo: Makron Books, 1994. PASSOS, Carlos Roberto Martins; NOGAMI,Otto. Princípios de economia. São Paulo: Pioneira, 1999. ROSSETTI, José Paschoal. Introdução à economia. 17. ed. São Paulo: Atlas, 1997. SILVA, César Roberto Leite da; LUIZ, Sinclayr. Economia e mercados. 10. ed. São Paulo: Saraiva,1992. SOUZA, Nali de Jesus. Curso de economia. São Paulo: Atlas, 2000. VASCONCELLOS, Marco Antônio Sandoval; GARCIA, Manuel E. Fundamentos de economia. São Paulo: Saraiva, 2000. VASCONCELLOS, Marco Antonio Sandoval. Economia. Micro e Macro. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2001.

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GABARITO GABARITO

EXERCÍCIO I
1-F 2-V 3-F 4-V 5-V 6-F 7-V 8-F 9-V 10-V 11-V 12-V 13-F 14-F 15-V 16-F 17-F 18-V 19-V 20-V 21-V 22-F 23-V

EXERCÍCIO II
1-A 2-A 3-C 4-B 5-C 6-E 7-D 8-C 9-A 10-C 11-E 12-C 13-A 14-D 15-C 16-B 17-A 18-C 19-B 20-C 21-E 22-A 23-D 24-B 25-E 26-D 27-B 28-C

EXERCÍCIO III
1-F 2-F 3-V 4-V 5-F 6-F 7-F 8-F 9-V 10-V 11-V 12-F 13-V 14-V 15-V 16-V 17-V 18-V 19-V 20-V 21-F 22-V 23-F 24-V 25-V

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Técnico em Transações Imobiliárias

Noções de

Relações Humanas e Ética (Profissional)
MÓDULO 04

BRASÍLIA – 2005

Os textos do presente Módulo não podem ser reproduzidos sem autorização do INEDI – Instituto Nacional de Ensino a Distância SDS – Ed. Boulevard Center, Salas 405/410 – Brasília - DF Telefax: (0XX61) 3321-6614

CURSO DE FORMAÇÃO DE TÉCNICOS EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS – TTI
COORDENAÇÃO NACIONAL André Luiz Bravim – Diretor Administrativo Antônio Armando Cavalcante Soares – Diretor Secretário COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Maria Alzira Dalla Bernardina Corassa – Pedagoga COORDENAÇÃO DIDÁTICA COM ADAPTAÇÃO PARA EAD Neuma Melo da Cruz Santos – Bacharel em Ciências da Educação COORDENAÇÃO DE CONTEÚDO José de Oliveira Rodrigues – Extensão em Didática Josélio Lopes da Silva – Bacharel em Letras EQUIPE DE APOIO TÉCNICO: INEDI/DF André Luiz Bravim Rogério Ferreira Coêlho Robson dos Santos Souza Francisco de Assis de Souza Martins PRODUÇÃO EDITORIAL Luiz Góes EDITORAÇÃO ELETRÔNICA E CAPA Vicente Júnior IMPRESSÃO GRÁFICA Gráfica e Editora Equipe Ltda

________________, INEDI, Relações Humanas e Ética (Profissional), módulo IV, Curso de Formação de Técnicos em Transações Imobiliárias, 3 Unidades. Brasília. Disponível em: www.inedidf.com.br. 2005. Conteúdo: Unidade I: conceitos basicos; relações hunanas; canais de comunicação – Unidade II: ética e moral; a ética profissional. Unidade III – Exercícios 347.46:695 C455m

Caro Aluno O início de qualquer curso é uma oportunidade repleta de expectativas. Mas um curso a distância, além disso, impõe ao aluno um comportamento diferente, ensejando mundanças no seu hábito de estudo e na sua rotina diária, porque estará envolvido com uma metodologia de ensino moderna e diferenciada, proporcionando absorção de conhecimentos e preparação para um mercado de trabalho competitivo e dinâmico O curso Técnico em Transações Imobiliárias ora iniciado está dividido em nove módulos. Este módulo 04 traz para você a básica disciplina Relações Humanas e Ética Profissional que, dividida em três grandes unidades de estudo, apresenta, dentre outros itens essenciais, os conceitos fundamentais, a importância das relações humanas para o corretor de imóveis, os canais de comunicação e, ainda, a imagem e o marketing pessoal para o seu sucesso, além de exercícios de fixação, testes para avaliar seu aprendizado e lista de vocabulário técnico que, com certeza, será indispensável no seu desempenho profissional. Se o ensino a distância garante maior flexibilidade na rotina de estudos também é verdade que exige do aluno mais responsabilidade. Nós, do INEDI, proporcionamos as condições didáticas necessárias para que você obtenha êxito nessa tarefa, mas o sucesso completo e definitivo depende do seu esforço pessoal. Colocamos à sua disposição, além dos módulos impressos, um completo site (www.inedidf.com.br) com salas de aula virtuais, fórum com alunos, tutores e professores, biblioteca virtual e salas para debates específicos e orientação de estudos. Em síntese, caro aluno, o estudo dedicado do conteúdo deste módulo lhe permitirá não só o domínio dos conceitos mais elementares de Relações Humanas e Ética, como também a melhor abordagem do consumidor, além do conhecimento dos instrumentos básicos para que o futuro profissional possa atingir os seus objetivos no mercado de imóveis. Ao concluir seus estudos neste módulo você terá vencido uma importante etapa para atuar com destaque neste seguimento da economia nacional. Boa sorte!

SUMÁRIO
UNIDADE I 1. AS RELAÇÕES HUMANAS....................................................................................07 1.1 – Considerações iniciais ....................................................................................07 1.2 – Que é Relação Humana .................................................................................08 1.3 – Importância das Relações Humanas para o TTI .............................................08 1.4 – Os dez mandamentos das Relações Humanas ................................................09 1.5 – A Comunicação ............................................................................................10 1.5.1 – Empatia e a Comunicação ...................................................................11 1.5.2 – Comunicação não-verbal .....................................................................12 1.5.3 – O ciclo da comunicação ......................................................................13 1.5.4 – Emissor - transmissor - codificador .....................................................13 1.5.5 – Receptor - ouvinte - destinatário .........................................................13 1.5.6 – Canais de comunicação .......................................................................14 1.5.6.1 – Código ...................................................................................15 1.5.6.2 – Feedback ................................................................................17 1.5.6.2 – Percepção ...............................................................................17 1.6 – Imagem e Marketing pessoal ..........................................................................20 UNIDADE II 2. CONCEITUAÇÕES BÁSICAS .................................................................................25 2.1 – Definição escolhida .......................................................................................25 2.2 – Ética e moral ................................................................................................26 2.3 – Divergências de Comportamento ..................................................................27 2.3.1 – Razões das divergências ......................................................................27 2.4 – Mutabilidade da ética profissional..................................................................28 2.5 – O princípio fundamental da ética ...................................................................28 2.6 – Critérios auxiliares ........................................................................................29 2.7 – O objeto próprio da ética em relação a outras ciências ..........................................29 2.8 – A ética profissional .......................................................................................30 2.8.1 – Condições para ser uma profissão .......................................................30 2.8.2 – Os códigos de ética profissional ..........................................................31 2.9 – A ética e a virtude .........................................................................................31 2.9.1 – As virtudes básicas ..............................................................................32 2.9.2 – Os vícios.............................................................................................32 2.10 – Fundamentos da ética ..................................................................................33

UNIDADE III 3. FUNDAMENTOS OBJETIVOS DA ÉTICA: ASPECTOS DO SER HUMANO ......36 3.1 – O homem é um ser corpóreo ........................................................................36 3.2 – O homem é um ser inteligente .......................................................................36

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3.3 – O homem é um ser volitivo ...........................................................................36 3.4 – O homem é um ser emotivo ..........................................................................37 3.5 – O homem é um ser espiritual .........................................................................37 3.6 – O homem é um ser social ..............................................................................37 3.7 – O homem é um ser cósmico ..........................................................................38 3.8 – O homem é um ser histórico .........................................................................38 3.9 – O homem é um ser livre ................................................................................39 3.10 – O homem é um ser estético .........................................................................39 3.11 – O homem é um ser axiológico .....................................................................40 3.12 – O homem é um ser político .........................................................................40 3.13 – O homem é um ser teorizante ......................................................................41 3.14 – O homem é um ser prático ..........................................................................41 3.15 – Conclusão ...................................................................................................41 4. FUNDAMENTO SUBJETIVO DA ÉTICA: A CONSCIÊNCIA ...............................41 4.1 – Conceito .......................................................................................................42 4.2 – Evolução da consciência em cada pessoa .......................................................42 4.3 – Condicionamentos da consciência..................................................................42 4.4 – Meios para a formação da consciência ...........................................................43 4.5 – A consciência e a lei .......................................................................................43 4.6 – A consciência e o ato ético ............................................................................44 4.7 – Os desafios para a consciência .......................................................................44 4.7.1. Mecanismos de defesa ...........................................................................45 4.8 – A crise da consciência ética ............................................................................46 5. OS DILEMAS DA ÉTICA ........................................................................................47 6. O CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO CORRETOR DE IMÓVEIS ...........49 TESTE SEU CONHECIMENTO .................................................................................99 GLOSSÁRIO .............................................................................................................119 BIBLIOGRAFIA...........................................................................................................131 GABARITO........... ........................................................................................................132

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RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA

INTRODUÇÃO
Hoje se fala muito em ética: na política, na economia, na educação, na administração, na medicina, na justiça etc. Mas quais serão os seus fundamentos? Serão as leis? Serão os costumes? Serão as tradições? Não. Os fundamentos da ética estão nos aspectos essenciais da natureza do ser humano, conhecidos e vivenciados pela consciência, a fim de se construir a dignidade de cada pessoa na comunidade e pela comunidade. Em razão do desenvolvimento da humanidade, o discurso ético passou a ganhar força, incentivando um movimento que se vinha verificando na última década. Em conseqüência, o comprometimento com a ética, no cotidiano profissional, passou para a ordem do dia, não apenas como mera proclamação de intenção, mas como algo, embora muitas vezes intangível, determinante para a própria sobrevivência no mercado. O aumento da consciência em relação à relevância da conduta ética, não significa automaticamente, que ela seja praticada, pois conflitos e dilemas éticos não faltam em nosso dia-a-dia. Assim, este trabalho tem por objetivo colocar o leitor em contato com os fundamentos da ética, trazendo para o seu conhecimento as várias faces deste tema que envolve muita reflexão e debate. Também é abordado o Código de Ética Profissional do Corretor de Imóveis e legislação correlata à atividade profissional. Bons estudos.

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RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA

Unidade

I
Conceituar Relações Humanas; Reconhecer o objetivo das Relações Humanas no campo profissional; Identificar os fundamentos das Relações Humanas; Reconhecer as condições para ser uma bom profissional; Refletir sobre a importância de um comportamento adequado.

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RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA – Unidade I

1. AS RELAÇÕES HUMANAS
1.1 – CONSIDERAÇÕES INICIAIS Cada uma das pessoas tem sua própria individualidade, desejos, emoções, sentimentos, motivos, interesses que irão influenciar nas suas relações sociais. Além dessas qualidades pessoais, ela também está sob a influência dos laços familiares, das suas idéias políticas e ideológicas, das suas crenças religiosas, das tradições da comunidade, das pressões do mundo. A pressão imposta pela tecnologia, principalmente nas comunicações, determinará o futuro do homem moderno. Conhecer, entender e utilizar os browser, internet, mouse, site, etc. será o caminho inevitável para o profissional bem sucedido. Inovar é preciso. As maiores e melhores empresas do mundo são bem sucedidas porque são capazes de criar novas formas de apresentar o seu produto. Elas são capazes de entender as demandas existentes e apresentam produtos capazes de surpreender a concorrente e de conquistar o consumidor. A qualidade que diferencia estas empresas das outras é a capacidade de criar novidades. Ser criativa, nesta época de mudanças tão rápidas é um dos fatores que conduz ao sucesso independentemente do tipo de atividade exercida. Estas características também devem ser atributos das pessoas, porque quem faz a empresa é quem nela trabalha. Assim, criatividade, capacidade de entender as demandas do cliente, conhecer bem o produto que oferece devem ser qualidades de um bom corretor de imóveis. O advento das tecnologias de ponta nas telecomunicações acelerou o processo de comunicação entre os quarto cantos do mundo, acirrando a concorrência com ofertas de produtos similares e preços cada vez mais competitivos. Esta situação de paridade entre os produtos e serviços causou a morte do vendedor tradicional. O mercado exige, atualmente, um novo tipo de vendedor. Exige um profissional altamente qualificado, com muitos conhecimentos e principalmente que possua muita criatividade.
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O mercado exige hoje que o profissional de venda seja capaz de identificar as necessidades e desejos do cliente. Um profissional comprometido com a satisfação do cliente. Um profissional que ponha os interesses do cliente à frente dos seus, porque a realização do desejo do cliente será o seu sucesso. Um profissional que seja capaz de buscar dentro das opções disponíveis aquela que será a melhor solução para o cliente. Aquele que tenha a consciência de que está ali para servir o cliente e não para se servir dele. O mercado, hoje, exige que o profissional extrapole, que faça do seu atendimento uma surpresa para o cliente. O mercado de trabalho está carente de profissionais que extrapolem na capacidade de bem atender ao cliente. Portanto pessoal, mãos à obra. Venha fazer parte deste seleto time, onde muitos têm a chance de entrar, mas somente os mais obstinados, os mais criativos, os mais competentes permanecerão. Seja um profissional do futuro. Torne-se um solucionador de problemas. Esta é a grande diferença entre um profissional comum e os de sucesso. O profissional bem sucedido constrói o seu caminho. Ele consegue ver além do horizonte e por isso são capazes de inovar. O profissional do futuro não se satisfaz com pouco. Ele está sempre em busca da perfeição na realização do seu compromisso em atender bem o cliente.

1. Marque as alternativas corretas: São qualidades de um bom TTI: a) Ser criativo b) Ser capaz de entender as demandas do cliente c) Conhecer bem o produto que oferece d) Manter uma boa imagem e) Todas as acima
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2. A relações humanas são influenciadas pela: a) individualidade, desejos, emoções e sentimentos b) motivos, interesses, laços familiares, tradições e pressões do mundo c) idéias política, ideológicas e crenças religiosas d) nenhuma das acima e) todas as acima

1.2 – QUE É RELAÇÃO HUMANA Não existem dúvidas de que as pessoas são diferentes umas das outras. Mesmos gêmeos univitelinos, que tiveram a mesma criação, a mesma educação, desde pequenos demonstram características diferentes no comportamento, nas personalidades, no modo de agir em sociedade. Sempre tivemos consciência de que somos diferentes, de que temos necessidades diferentes uns dos outros. Apesar de tudo isso, compartilhamos de algo que é comum a todos os seres humanos: a capacidade de nos relacionarmos de forma consciente e voluntariamente uns com os outros. As relações humanas se estruturam através das interações entre as pessoas no seu diaa-dia. Desde a infância aprendemos a nos relacionarmos primeiro com nossos familiares. Este processo prolonga-se através do tempo, acompanhando o indivíduo em todos os estágios da sua vida – escola, grupo de amigos, trabalho. Este processo de relacionamento entre os indivíduos acaba sendo de extrema importância para a estruturação da personalidade do ser humano. Devido aos diferentes fatores que são envolvidos nas relações humanas, tais como as características psicológicas de cada pessoa, de como esta pessoa se integra nos ciclos sociais, da sua história de vida, este é um processo de alta complexidade, que não possui modelos ou fórmulas mágicas. Os modos de procedimentos nas relações humanas são demarcados pelas regras sociais às quais o indivíduo deve observar e adaptar (ou não) às suas próprias características de personalidade. O modo do indivíduo estar e perceber o mundo dependerá da multiplicidade das redes de interações que ele for estabelecendo durante a sua vida. Serão estas relações que construirão todo o sistema que sustentará o desenvolvimento social dos seres humanos. Onde houver mais de uma pessoa, envolvida num processo de troca de experiências, teremos um relacionamento humano.
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O estudo das relações humanas assumiu a importância que possui hoje, porque os estudiosos do comportamento humano perceberam que as relações humanas estavam sofrendo constante influência da mobilidade espacial dos indivíduos e dos grupos, do aumento sistemático do número de instituições e dos grupos sociais, dos quais todos nós pertencemos ou iremos pertencer, os contatos cada vez mais rápidos e superficiais que permeiam o cotidiano das pessoas. Assim, qualquer atividade que busque melhorar o modo como estas relações se estabelecem, e para isso precisa ter compreensão de todos os fatores envolvidos neste processo, assume um papel de extrema relevância no mundo atual. É preciso que se conheça cada um dos fatores que promovem uma relação harmoniosa entre as pessoas, respeitando cada indivíduo com suas características físicas e psicológicas. Se, como dito anteriormente, onde existem duas pessoas em interação há um relacionamento, podemos acreditar também que, nem sempre, este processo será totalmente harmonioso. É previsível a ocorrência de conflitos de crenças, costumes, valores, etc., pois qualquer tipo de relacionamento certamente estará subordinado às características que distinguem um indivíduo do outro. 1.3 – IMPORTÂNCIA DAS RELAÇÕES HUMANAS PARA O TTI Nós podemos nos relacionar com outras pessoas por vários motivos: profissionalmente, socialmente, por termos simpatia por ela, etc. Entretanto, o que importa neste momento é sermos capazes de avaliar qual o propósito pelo qual estamos buscando estabelecer um contato com outra pessoa. Isto é necessário porque irá impedir que o relacionamento humano que se estabelece naquele momento não seja ambivalente na sua interpretação. A tomada de consciência do propósito das relações humanas tem grande importância principalmente com relação aos relacionamentos profissionais. Se o profissional aprender a
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se relacionar profissionalmente de forma correta, muitos problemas futuros no local de trabalho ou com os clientes poderão ser evitados. Se o TTI souber identificar o real propósito do seu relacionamento com os colegas e principalmente com os clientes, ele estará dando um passo certo para o sucesso do seu trabalho. No ambiente de trabalho o que deve predominar são as condições para uma verdadeira harmonia entre o homem e o trabalho, e vice versa. A base concreta para um bom relacionamento é ter percepção dos nossos deveres e obrigações, e dos limites e regras que fazem a relação social ser harmônica. 1.4 – OS DEZ MANDAMENTOS DAS RELAÇÕES HUMANAS FALE com as pessoas. Não há nada tão agradável e animado quanto uma palavra de saudação, particularmente hoje em dia quando precisamos mais de sorrisos amáveis. SORRIA para as pessoas. Lembre-se, que acionamos 72 músculos para franzir a testa e somente 14 para sorrir. SEJA amigo e prestativo. Se você quer ter um amigo, seja um amigo. SEJA cordial. Fale e aja com toda sinceridade: tudo o que fizer, faça-o com todo o prazer. INTERESSE-SE sinceramente pelos outros. Mostre que as coisas da qual gostam e com as quais se preocupam também têm valor para você, de forma espontânea, sem precisar se envolver diretamente. SEJA generoso em elogiar, cauteloso em criticar. Os líderes elogiam. Sabem encorajar, dar confiança, e elevar os outros. SAIBA considerar os sentimentos dos outros. Existem três lados em qualquer controvérsia: o seu, o do outro, e o que está certo. PREOCUPE-SE com a opinião dos outros. Três comportamentos de um verdadeiro líder: ouça, aprenda e saiba elogiar. PROCURE apresentar um excelente trabalho. O que realmente vale nessa nossa vida é aquilo que fazemos para os outros.
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1. Complete a afirmação: As relações humanas se _________ através das interações entre as pessoas no(a) _________ a) Completam, grupo b) Desfazem, cotidiano c) Constróem, sociedade d) Estruturam, dia-a-dia 2. Processo de relacionamento humano é importante para: a) Estruturação da motivação. b) Estruturação do sujeito c) Estruturação do profissional d) Estruturação da personalidade 3. Assinale quais são os fatores abaixo que estão envolvidos no processo das relações humanas: a) As características psicológicas de cada pessoa, b) De como esta pessoa se integra nos ciclos sociais, c) Da sua história de vida, d) Todas as acima e) Nenhuma das acima. 4. Complete a afirmação: Onde existem duas pessoas em .....................há um ......................, podemos acreditar também que, nem sempre, este ..............será totalmente ......................... a) Congregação, relações humanas, processo, conflituoso b) Interação, relacionamento, sistema, harmonioso c) Interação, relacionamento, processo, harmonioso d) Interação, posicionamento, conjunto, conflituoso 5. Existe algo que é comum a todos os seres humanos:
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1. a capacidade de nos relacionarmos de forma consciente e voluntariamente uns com os outros, 2. a incapacidade de nos relacionarmos de forma consciente e voluntariamente uns com os outros 3. a capacidade de nos relacionarmos de forma consciente e involuntariamente uns com os outros. a) Somente 1 está correta b) Somente 2 está correta c) Somente 3 está correta d) Todas estão corretas e) Todas estão erradas 6. Complete a afirmação: Se o TTI souber identificar o real propósito do seu relacionamento com os colegas e principalmente com os clientes, ele estará dando um passo certo para ______________ a) sucesso b) fazer novos clientes c) realizar boas vendas d) incrementar o mercado e) fazer o nome da empresa 7. Complete a afirmação: Se o profissional TTI aprender a se relacionar profissionalmente de forma correta, muitos problemas futuros no local de trabalho ou com os clientes poderão ser ____________ a) evitados b) solucionados c) criados d) todas as acima e) nenhuma das acima 8. Complete a frase: O modo do indivíduo estar e _________________ o mundo dependerá da __________ das redes de interações que ele for __________ durante a sua vida. a) Perceber, multiplicidade, destruindo b) Construir, duplicidade, enaltecendo c) Perceber , multiplicidade, estabelecendo d) Destruir, complexidade, formando e) Comportar, qualidade, montando
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1.5 – A COMUNICAÇÃO A comunicação é a principal ferramenta do Técnico em Transações Imobiliárias-TTI. No mundo moderno, a palavra comunicação tornou-se lugar-comum e transformou-se em força de extraordinária vitalidade na observação das relações humanas e no comportamento individual. A comunicação é a utilização de qualquer meio pelo qual um agrupamento de códigos a mensagem - é transmitido. No caso dos seres humanos podemos dizer que a comunicação é a transmissão de um modo de pensar, de ser e de sentir. Seu objetivo é influenciar com o objetivo de se obter uma reação específica do outro interlocutor. É através da comunicação que as pessoas conseguem expressar suas emoções, motivar outras pessoas, transmitir fatos, opiniões e experiências. Por ser o grande trunfo para o sucesso do TTI no seu trabalho, é preciso que se tenha um bom conhecimento sobre como bem utilizar esta ferramenta. Saber comunicar é um atributo que todos nós possuímos, porém, alguns sabem utiliza-la melhor do que os outros. É preciso que a comunicação, como ferramenta, seja usada em benefício do indivíduo e da empresa. O uso adequado desta ferramenta coloca o profissional à frente da sua concorrência. Quem quiser comunicar-se bem deverá buscar subsídios nos treinamentos, dedicar esforços pessoais com o objetivo de aprimorar esta habilidade. Um grande engano ocorre quando se confunde comunicação com falar. Comunicação é muito mais do que simplesmente o ato da fala. Ela envolve outros sentidos que, na maioria das vezes, não são considerados como importantes, ou mesmo como parte essencial da comunicação. Ver, ouvir, sentir são, constantemente, esquecidos quando se discute o processo de comunicação. Muitas pessoas falam, e por não saber falar provocam danos irreparáveis na sua rede de relações humanas, principalmente na rede de relacionamentos
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profissionais. Muitas pessoas escutam mas não ouvem, muitas olham mas não vêem. Os poucos que conseguem desenvolver habilidades em saber ouvir, ver e sentir, descobrem que são capazes de inovar e melhorar o seu desempenho profissional. Para o profissional da venda, ouvir talvez seja o requisito principal para garantir o sucesso de um negócio. Ouvir requer muita prática e paciência. Requer a capacidade de saber refrear o impulso da impaciência para deixar a outra pessoa se expressar. Quando realmente estamos ouvindo, uma forte conexão é estabelecida entre nós e o outro. Uma ligação invisível que nos conecta e nos permite, num processo de empatia, ocuparmos o lugar do outro, e com isso conseguimos entender melhor que esta outra pessoa é e o que ela deseja. Quando você estiver ouvindo, foque sua atenção somente na outra pessoa. Escute, veja, sinta o que ela tem a dizer. Escute não somente o que está sendo dito, mas preste atenção principalmente no que não está sendo dito. ‘Leia’ a expressão corporal, sinta a energia transmitida, veja a luz que brilha no olhar do outro. Ou seja, fique concentrado no que está sendo dito pelo outro. Quando você realmente souber ouvir um mundo de oportunidades surgirá. Ouça seus clientes, sua família, seus amigos e você aprenderá muito com eles; principalmente a ouvir você mesmo. Ouça, pergunte, compreenda e, só então, dê a sua resposta. Convém ressaltar algumas habilidades de saber ouvir: • Um ouvinte eficiente é aquele que ‘ouve’ com todos os seus sentidos, emoções e sentimentos; • Um bom ouvinte deve ser capaz de pensar rapidamente para sintetizar e encontrar prontas respostas para aquilo que o transmissor está comunicando; • Saber ouvir exige reflexão, questionamento e poder de síntese sobre aquilo que está acontecendo;
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• O bom ouvinte não deve perder a concentração quando o transmissor está enviando uma mensagem. Ele de ficar sempre atento, não deve demonstrar inquietação e nem ansiedade, demonstrando interesse sobre o que está sendo transmitido. • O bom ouvinte olha para o transmissor todo o tempo, numa demonstração de respeito e interesse pelo outro. Tenha isso em mente: comunicar corretamente é fundamental para a sua profissão. 1.5.1 – Empatia e a Comunicação Além das palavras, existe um mundo infinito de nuanças e prismas diferentes que geram energias ou estímulos que são percebidos e recebidos pelo outro, através dos quais a comunicação se processa. Um olhar, um tom de voz um pouco diferente, um franzir de cenho, um levantar de sobrancelhas, podem comunicar muito mais do que está contido em uma mensagem manifestada através das palavras. O sucesso do moderno TTI está na sua capacidade de se colocar na posição do cliente e perceber todas a nuanças acima descritas. De ser capaz de entender como o seu cliente vê as coisas, de saber como ele exprime seus sentimentos. Sentir os problemas do cliente como se fossem os seus. Somente após ser capaz de se colocar no lugar do cliente, o bom TTI estará apto a solucionar o problema do cliente. Uma relação entre o TTI e o cliente tem que ser estabelecida nestes moldes de modo que o cliente passe a confiar no corretor. Uma relação estabelecida com o cliente, somente sob o ponto de vista do TTI, terá tudo para se tornar um retunbante fracasso. Além se saber se colocar na posição do cliente, a comunicação entre o TTI e o outro tem que ser clara, objetiva, sem distorções. Tem que ser elaborada numa linguagem que o cliente possa ser capaz de decifrar, de entender. Será neste processo de falar, sentir, ver e ouvir que se consegue descobrir as necessidades, os de16 •

sejos e os problemas que estarão envolvidos na relação comercial. A maioria dos insucessos nas vendas ocorre porque o vendedor não consegue descobrir o que seu cliente está lhe dizendo. É importante entender que não basta o TTI transmitir o que ele quer dizer. É fundamental que se procure saber e entender o que os clientes esperam dele ou e suas empresas. O importante é o que o cliente quer ouvir e não apenas aquilo que o TTI tem a dizer. Deve-se focar o discurso no benefício que se quer oferecer ao cliente e não na própria pessoa do TTI ou mesmo no produto/serviço que ele deseja vender. 1.5.2 – Comunicação não-verbal Impacto numa comunicação normal 7% Verbal Apenas palavras escritas 38% Vocal Incluindo tom de voz, inflexões e outros sons. 55% Não-verbal Gestos e movimentos Comunicação na comunicação frente a frente 35% Verbal Palavras 65% Não-verbal Gestos e movimentos Para a maioria dos pesquisadores o canal verbal é utilizado para transmitir informações e o canal não-verbal é usado para negociar atitudes entre as pessoas. A expressão não-verbal é um poderoso complemento, e às vezes um substituto, para a mensagem verbal. Apesar da expressão corporal assumir até mais importância do que a expressão verbal ela é comumente posta em segundo plano. A maioria das pessoas não sabe identificar os sinais corporais participantes de uma mensagem. Medo de fitar o outro, tiques nervosos, gestos incongruentes com o conteúdo do que é dito, ausência de gestos ou mesmo o seu uso excesINEDI - Cursos Profissionalizantes

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sivo, posturas inadequadas são detalhes que ‘comunicam’ muito mais do que mil palavras. Quando você TTI estiver se comunicando com seu cliente preste atenção nos sinais que seu corpo e o do seu cliente estão emitindo. Saiba ler nestas entre linhas e garanta melhores negócios. Seja simples e natural. Lembre-se de que seu cliente quer se comunicar com você, por isso ele está ali, e cabe a você facilitar o processo. A comunicação, quando eficaz, se dá através de atos simples e naturais, resultados de muito tempo de treino e observação. A simplicidade e a naturalidade estão presentes quando identificamos e afastamos os obstáculos que interferem na comunicação. Em suas apresentações, procure estar presente integralmente, o tempo todo. Invista nas relações interpessoais, dê o melhor de si. Invista nas suas relações interpessoais. O que é comunicação? É uma busca de entendimento, de compreensão. É uma ligação, transmissão de sentimentos e de idéias. Ao se comunicar o indivíduo coloca em ação todos os seus sentidos com o objetivo de transmitir ou receber de forma adequada a mensagem. Como já foi dito, nós podemos nos comunicar utilizando de canais verbais e não-verbais. Nas comunicações orais agrupamos mensagens do tipo ordens, pedidos, comunicações telefônicas, debates, discussões, etc. Nas comunicações escritas incluímos as cartas, jornais impressos, revistas, etc. Nas comunicações não-verbais estão as mímicas, onde estão incluídos os gestos de mãos, do corpo, da face. Pelo olhar, portanto não-verbal, conseguimos saber se o que está sendo solicitado de nós simplesmente pelo modo como o nosso interlocutor nos olha. Pela postura do corpo, porque o nosso corpo muitas vezes ‘fala’ melhor o que gostaríamos de dizer oralmente, somos capazes de verificar se estamos sendo ou não aceitos, ou se nossa mensagem está sendo bem ou mal recebida. Falar é uma atitude consciente enquanto a postura é inconsciente. Os gestos podem significar mais que você imagina!.
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1.5.3 – O ciclo da comunicação Comunicação é um processo de interação social entre indivíduos e não meramente uma troca de atos verbais e não-verbais. Comunicar-se está relacionado com o desempenho de papeis sociais, e durante o desenrolar do processo os comunicantes estão submetidos a várias condições psicológicas, tais como: falta de conhecimento sobre o assunto, nervosismo, tensão, ansiedade, etc. O ato de comunicar envolve sempre um propósito definido, um grau de imprevisibilidade e criatividade por parte de quem participa do processo. Um processo de comunicação envolve quatro integrantes básicos: um emissor; um receptor, um canal e o feedback.

1.5.4 – Emissor - Transmissor - Codificador No processo de comunicação pode-se considerar o emissor como o ponto de partida. É ele quem envia a mensagem através da palavra oral ou escrita, gestos, expressões, desenhos, etc. O emissor pode ser também uma organização informativa como rádio, TV, estúdio cinematográfico, etc. É preciso não confundir o emissor como fonte da mensagem. Por exemplo, ao ler uma mensagem, um locutor poderá estar dando início a um processo de comunicação, porém não será ele a fonte que originou a mensagem. Alguns fatores a serem considerados com relação ao emissor são: Motivação: ao estabelecer uma comunicação, os interlocutores podem possuir os
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mais variados motivos. Você, como especialista, pode estar tentando convencer a um grande investidor que aquele novo lançamento é a mais moderna concepção de empreendimento imobiliário, pode estar tentando vender um serviço, ou pode estar apenas apresentando a um grupo de colegas como foi o seu desempenho no ano que passou. Qualquer que seja o motivo é imprescindível que você esteja motivado, envolvido pelo assunto e que seja capaz de empolgar a quem lhe ouve de modo a convence-lo e finalmente alcançar o seu objetivo almejado com aquela mensagem. Credibilidade: o seu sucesso ao comunicar com o seu cliente, ou com uma outra pessoa qualquer, está diretamente relacionado com o seu conhecimento sobre o assunto que está sendo tratado. É preciso que você tenha segurança sobre o que está falando, que suas atitudes (comunicação não-verbal) sejam correspondentes ao conteúdo da mensagem. Mostre segurança, dinamismo e autoconfiança. Preparese cuidadosa e criteriosamente para usar corretamente sua expressão verbal e não verbal para comunicar-se com os outros. 1.5.5 – Receptor – Ouvinte – destinatário Receptor ou destinatário ou ouvinte é a pessoa ou grupo de pessoas situadas na outra ponta da cadeia de comunicação. Ele é o elemento mais importante do processo. Pode ser a pessoa que lê, que ouve, um pequeno grupo, um auditório ou uma multidão. Ao recebedor cabe decodificar a mensagem e dele depende, em termos, o êxito da comunicação. Vale considerar, nesse caso, os agentes externos que independem da vontade do recebedor (ruídos). O receptor recebe a mensagem e a interpreta internamente, manifestando externamente essa interpretação. O receptor faz o caminho inverso, isto é parte dos significantes até alcançar a intenção de significação. Você, TTI, deve sempre conhecer e analisar seus clientes (os receptores em potencial no seu trabalho) com antecedência para então
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decidir como irá apresentar os seus produtos. O levantamento das características do seu cliente deve incluir o máximo de informações possíveis sobre ele: sexo, idade, profissão, nível de instrução e expectativas ou necessidades. Lembre-se de que quanto mais adequada for a mensagem ao receptor, maior a probabilidade de você fechar um bom negócio. 1.5.6 – Canais de Comunicação Canal é a forma utilizada pelo emissor para enviar a mensagem. Deve ser escolhido cuidadosamente, para assegurar a eficiência e o bom êxito da comunicação. Um canal escolhido erroneamente pode prejudicar ou até mesmo impedir a concretização de uma comunicação. O emissor deve estar sempre preocupado com a escolha do canal mais adequado á sua mensagem, sem perder de vista as características do receptor. É o modo escolhido pelo emissor, através do qual a mensagem é levada até o receptor. Uma mensagem pode ser transmitida por diferentes modos e meios. Por exemplo: 1) visual – gestos, movimentos do corpo, expressões faciais postura; 2) auditiva – tom de voz, variação de altura e intensidade vocal; 3) verbal – palavras; 4) sensorial – manipulação de objetos; 5) pictórica – gráficos, diagramas e figuras. A comunicação ocorre, então, através dos órgãos dos sentidos: audição, visão, tato, olfato e paladar. Se você, TTI, deseja que seu cliente tenha uma boa idéia do novo lançamento à beira mar, certamente deverá usar e abusar da comunicação pictórica. Ou seja, mostrar ao seu cliente muitas e belas fotos do local onde será construído o imóvel que você deseja vender. Ao escolher o canal mais adequado à sua mensagem, você tomar alguns cuidados comINEDI - Cursos Profissionalizantes

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plementares para garantir que sua mensagem chegará ao receptor do modo como você quer: a) deve verificar se este canal está disponível e se o seu interlocutor tem acesso a ele; b) se este canal tem capacidade de transmitir sua mensagem com a velocidade necessária, de modo que o receptor não a receba após ela perder sua efetividade; c) certifique-se de que sua mensagem está sendo apresentada de uma forma, ou com um conteúdo, que o receptor tenha condições de decodifica-la. Imagine o nosso coração (emissor) mandando o sangue (mensagem) para os nossos pés (receptor). As veias seriam os canais de comunicação.

MENSAGEM Partindo do princípio de que comunicação é o processo de troca de mensagens entre duas ou mais pessoas pode-se concluir que para que as mensagens possam ser trocadas é preciso que repousem sobre um sistema simbólico comum ao transmissor e ao receptor. Esse sistema simbólico se formula através de um código, dentro do qual são concebidas as mensagens. Portanto, a mensagem é um conjunto de códigos estruturados e agrupados de uma forma coerente e que deve ser decifrado pelo receptor. É aquilo que o emissor deseja transmitir. É necessário que a mensagem tenha conteúdo, objetivos e use canal apropriado Os códigos podem ser verbais e não-verbais. O
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código verbal é aquele que utiliza da palavra falada ou escrita e o não-verbal é aquele que apresenta através das expressões corporais, portanto não utiliza a palavra. Seus códigos são os gestos, as mímicas, as posturas, etc. Uma mensagem é a tradução de idéias, objetivos e intenções. Um excelente TTI, ao preparar sua mensagem deve estar sempre preocupado com dois fatores fundamentais: o conteúdo e a estrutura de sua mensagem. O conteúdo refere-se ao que será dito com respeito a um determinado assunto. Primeiro você deve definir o objetivo da sua mensagem, tendo em mente as características do seu cliente e o tempo do qual você dispõe para efetuar a transação imobiliária desejada. Você deve escolher os pontos mais importantes a serem ressaltados, procurando motivar o seu cliente. Evite criar mensagens com diversos e diferentes conteúdos. Isso somente servirá para confundir o seu cliente. A estrutura diz respeito ao modo como você vai organizar sua mensagem. Uma mensagem para ser bem compreendida deve ter todos os seus elementos logicamente ligados entre si. De um modo geral, uma boa mensagem deve ter a seguinte estrutura: uma parte introdutória. Aqui devem ser ressaltados os aspectos mais atraentes e convidativos. Uma parte intermediária onde são dadas as principais explicações de forma clara, coerente, etc. E termina com uma conclusão. No caso de uma mensagem de venda, em geral a parte final incentiva ao fechamento do negócio. Uma mensagem mal estruturada tem seu impacto reduzido, em geral dificulta a compreensão e aceitação por parte do receptor. Alguns autores ainda acrescentam um terceiro fator: o estilo. O estilo está relacionado com o modo pelo qual o conteúdo da mensagem será apresentado. Cabe a você escolher, por exemplo, o tipo de letra, as cores, a diagramação do texto, etc. Numa mensagem você pode usar de diferentes modos de se expressar, de forma coloquial ou de um modo mais
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refinado. Porém, tome cuidado de usar um estilo que esteja de acordo com o seu produto e o seu cliente. 1.5.6.1 – Código Código é o conjunto de signos e regras de combinação desses signos capazes de dar sentido a um modo de pensar ou de se expressar. O emissor lança mão desse sistema de códigos para elaborar sua mensagem, realizando a operação de codificação. O receptor identificará esse sistema de signos, fazendo a operação de decodificação. Este processo somente poderá ser efetuado se o receptor tiver conhecimento dos símbolos utilizados e for capaz de decodifica-los. Portanto é importante que você analise bem o seu cliente para ter certeza de que ele conhece o código que você esta utilizando. Exemplos de código: as diferentes línguas, o vocabulário técnico utilizado por profissionais de diferentes áreas, o “código” braile, o “código” de sinais, etc. Ruídos O diagrama do processo de comunicação, apresentado anteriormente, deixa claro que o processo de comunicação é um caminho de duplo sentido. Ou seja, a comunicação existe em mão dupla. Isto quer dizer que um indivíduo pode ser ou não aceito por um outro indivíduo ou por um determinado grupo simplesmente pelo modo com o qual se comunica. De um modo geral, a não aceitação de um indivíduo em função do modo pelo qual ele se comunica ocorre devido a ‘obstáculos’ que restringem a eficácia da comunicação. Estes obstáculos podem ser em função do emissor, do receptor, ou de ambos, ou ainda devido a interferências existentes nos canais de comunicação. Portanto, podemos definir ruído como qualquer tipo de interferência existente no
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processo de comunicação, que resulte na dificuldade ou mesmo na impossibilidade do receptor decodificar a mensagem. As interferências podem ter as mais variadas origens. Podem ser oriundas do meio externo e ser de natureza física. Por exemplo, um raio que caia sobre uma linha telefônica interrompendo uma conversação; podem ser sons estranhos à comunicação tais como: pessoas falando, tosse, riso, barulho de máquinas ou nos equipamentos, etc. Algumas dessas interferências estão fora do controle do emissor e o máximo que ele pode fazer é tentar adaptar-se a elas. Pode também ser de caráter interno, tendo origem no receptor ou mesmo no próprio emissor. Esse ruído interno pode ser de origem emotiva, por exemplo, insegurança pessoal, falta de conhecimento do assunto ou produto a ser apresentado, etc. No entanto, na maioria das vezes esses ruídos poderão ser evitados se você tomar os cuidados necessários. Os estudos e pesquisas sobre comunicação têm apontado e comprovado que os ruídos no processo de comunicação freqüentemente distorcem o que se quer comunicar, a ponto de provocar rupturas definitivas nas relações sociais das pessoas. Quantas vezes podemos ver pessoas sendo surpreendidas por acusações sobre algo que ela não disse. Uma mensagem, quando é veiculada entre diversos interlocutores, sofre um processo de deteriorização tal em função das interferências a que é submetida, que ao final do seu ciclo, ela pode não estar expressando nada do que estava contido no seu sentido original. Por isso todo cuidado é pouco com relação aos ruídos. Quanto mais pudermos eliminar os ruídos, ou numa impossibilidade de faze-lo, quanto mais conhecermos as interferências que poderão ‘atacar’ nossa mensagem melhor. Há inúmeros ‘ruídos’ que interferem nos nossos relacionamentos humanos, atrapalhando a nossa convivência, causando desentendimentos graves, impedindo um relacionamento mais tranqüilo, mais harmônico, mais feliz.
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Eis alguns exemplos das causas de ruídos mais comuns: a) como relação aos emissores e receptores: - Emitir ou receber mensagens com sentimentos contraditórios ou agressivos. Por exemplo: emitir e ou receber mensagens com postura corporal demonstrando desinteresse, uso de ironias ou desprezo para com o outro, tons de voz agressivo, etc. - Emitir ou receber mensagens cujo conteúdo expressa crenças, costumes, hábitos, ideologias, que dizem respeito a somente um dos interlocutores. Por exemplo: enviar ou receber uma mensagem contendo apoio ao uso de drogas; apoio a este ou aquele partido político, etc. - Receber ou emitir mensagens não-verbais cujo simbolismo indicam uma postura negativa. Por exemplo: negar com a cabeça enquanto se afirma alguma coisa. - Mensagens emitidas ou recebidas por pessoas com deficiência física - surdez, mudez, cegueira, gagueira, etc. b) com relação á mensagem: - mensagens cujo conteúdo contém códigos cujos significados diferem entre os interlocutores. Por exemplo, mensagem com palavras, figuras, e quando não-verbal, gestos que não possuem o mesmo significado para emissor e receptor; - mensagem contendo palavras e termos desconhecidos ou pouco usados, fazendo com que a mensagem fique difícil de entender ou incompleta; - Uso de palavra, ou mesmo todo o texto escrito em idioma desconhecido pelo receptor. 1.5.6.2 – Feedback Pode-se dizer que o feedback (retroalimentação) é a última etapa do processo de
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comunicação. Sem que haja o feedback a comunicação não pode ser considerada completa. Esta fase se constituí de um conjunto de sinais, enviados pelo receptor, que permitem ao emissor conhecer o resultado da sua mensagem. Será esta fase que informará ao emissor se a sua mensagem original foi recebida e compreendida, ou não. O feedback confirma que a comunicação é um processo bilateral. Nele está contido toda a reação do receptor com relação a mensagem que o emissor enviou. Um componente de grande importância no feedback é a comunicação não-verbal por parte do receptor. Através das expressões corporais emitidas pelo receptor o emissor pode ter uma revelação, mesmo antes do receptor emitir qualquer tipo de resposta verbal, de como o receptor reagiu à sua mensagem. O emissor pode verificar se o receptor está reagindo como ele esperava. Uma reação positiva pode significar um bom entendimento e aceitação da mensagem, uma reação negativa pode significar uma recusa ou mal entendimento. Sinais de inquietude, distração ou indiferença pode dar boas pistas sobre como o receptor está reagindo à mensagem do emissor. Sorrisos, meneios de cabeça no sentido da afirmação indicam que o receptor está interessado, participativo. Todo TTI, para melhorar a compreensão das suas mensagens com os clientes, deve levar em consideração os seguintes princípios: Use e abuse do feedback, ou seja, pergunte ao seu cliente (ou procure notar nas suas expressões corporais) se ele está compreendendo o que você está lhe dizendo. Quando possível, utilize mais de um canal de comunicação. Ou seja, além de tentar convence-lo pela palavra, ofereça também mensagens gráficas (fotos, folder’s, mapas, etc.). Preste atenção no seu tom de voz e expressão corporal. Uma mensagem bem definida, clara e precisa facilita a compreensão e um bom feedback, por parte do seu cliente. Pelo feedback você pode saber se quem o escuta entendeu a sua mensagem e qual foi o impacto que ela causou no seu cliente.
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Utilize uma linguagem acessível. Lembrese de que nem todos entendem os termos técnicos que você utiliza, ou não conhecem o modo de analisar uma planta de um imóvel, etc. Não use de gírias jamais. Não fale somente para preencher o tempo. Certifique-se de que o que você tem a dizer ao seu cliente é importante para ele. Falas sem conteúdo não contribuirão para o seu sucesso. 1.5.6.3 – Percepção

envolve a apreensão de estímulos sensoriais, permitindo que se faça uma interpretação da realidade observada. A percepção tem um caráter individual porque cada pessoa capta uma mesma realidade, uma mesma situação de forma inteiramente pessoal, particular, única. A realidade é percebida de acordo com nossas experiências anteriores, nossas expectativas, necessidades, situação atual e conhecimentos do assunto. Por isso a percepção é seletiva. É através dela que começamos um relacionamento, buscando no outro características que nos agradam. Por isso realçamos as qualidades dos nossos amigos e os defeitos dos nossos desafetos. Então, um bom TTI, preocupado com o seu sucesso profissional, a partir de hoje, procurará otimizar sua comunicação com o cliente tomando as seguintes precauções: • Conhecer bem os próprios objetivos e produtos; • Procurar conhecer o seu cliente; • Pensar antes de falar; • Preparar antes o que irá falar; • Simplificar a mensagem; • Escolher uma linguagem clara; • Ter sempre uma postura positiva; • Ter cuidado com as brincadeiras, nunca usar de gírias ou palavras chulas; • Utilizar-se de recursos visuais para transmitir a mensagem; • Falar lenta e claramente, para que seus clientes possam compreender perfeitamente o que está sendo oferecido; • Observar o uso de gestos; • Acompanhar a expressão corporal do receptor para um feedback não verbal; • Utilizar-se de questões para checar se o cliente compreendeu com precisão o que você quis dizer; • Ser um bom e ativo ouvinte; • Aprender a se colocar no lugar do cliente (empatia).
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Uma velha ou uma criança moça?

A percepção não é uma fase da comunicação, mas é de extrema importância e não pode deixar de ser considerada. Um processo bem sucedido de comunicação começa pela percepção de tudo que nos rodeia, e para isso é preciso que se tenha uma muita sensibilidade. Sabemos que nossa percepção é influenciada por preconceitos e estereótipos. Esses fatores estão presentes em todas as culturas e nos predispõem a criar um juízo sobre o que está sendo dito. Ou seja, eles podem ditar o modo pelo qual iremos aceitar ou não o que está nos sendo dito ou vice-versa. É através dos nossos sentidos que captamos e adquirimos informações, por isso a percepção não é estática. Ela é um processo que
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1. A principal ferramenta do TTI é: a) A personalidade b) A imagem c) A comunicação d) A sabedoria e) A esperteza 2. Marque a alternativa que completa esta frase corretamente. A comunicação é a utilização de qualquer meio pelo qual um agrupamento de ........................ é transmitido. a) Informações. b) Palavras c) Recados d) Ruídos e) Códigos 3. A comunicação serve para as pessoas expressarem: a) Motivar outras pessoas b) Transmitir fatos, opiniões e experiências c) Suas emoções d) Todas as acima estão corretas e) Somente a e b estão corretas 4. Quais os sentidos que estão envolvidos na comunicação: a) Audição, tato, fala e visão b) Olfato, visão e tato c) Audição, paladar e visão d) Somente a e b estão corretas e) Todas as acima 5. Qual é, talvez, o principal requisito para o sucesso do TTI a) Saber ouvir b) Saber falar c) Saber escrever d) Saber influenciar
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6. Marque a alternativa que completa corretamente esta frase: A .................. é uma ligação invisível que nos conecta e nos permite ocuparmos o lugar do outro, e com isso conseguimos entender melhor que esta outra pessoa é e o que ela deseja. a) Relações sociais b) Simpatia c) Amizade d) Empatia e) Personalidade 7. Um poderoso complemento da comunicação é: a) Comportamento verbal b) Comportamento não verbal c) Modo de olhar para a outra pessoa d) Todas as acima e) Nenhuma das acima 8. O que é comunicação? 1) É uma busca de entendimento 2) É uma busca de compreensão 3) É uma busca de ligação com uma outra pessoa 4) É uma busca de transmissão de sentimentos a) Somente 1 e 2 estão corretas b) Somente 1 e 3 estão corretas c) Somente 2 e 3 estão corretas d) Todas as acima e) Nenhuma das acima 9. Os quatro integrantes básicos do processo de comunicação são: a) Emissor, receptor, ruído e canal b) Emissor, receptor ruído e feedback c) Emissor, receptor, canal e feedback d) Todas as acima e) Nenhuma das acima 10. Alguns fatores a serem considerados com relação ao emissor são: a) Motivação e credibilidade b) Credibilidade e honestidade c) Motivação e persistência d) Persistência e confiança e) Credibilidade e persistência
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11. No processo de comunicação qual é o elemento mais importante a) Emissor b) Receptor c) Feedback d) Canal 12. Quais dos meios abaixo você considera o mais adequado para transmitir uma mensagem: 1) Visual - gestos, movimentos do corpo 2) Auditivo - tom de voz, sons 3) Tato - manipulação de objetos 4) Paladar - gosto 5) Olfato - cheiro. a) 1 e 2 b) 2 e 3 c) 1 e 4 d) 2 e 4 e) Todos eles f) Nenhum deles 13. Complete a afirmativa: O código ........é aquele que utiliza da palavra falada ou escrita e o não-verbal é aquele que apresenta através ....................., portanto não .............. a palavra. a) Legal, expressões verbais, usa b) Não verbal, dos sinais, utiliza c) Verbal, das expressões corporais, utiliza d) Jurídico, das leis e normas, usa. e) Escrito, mensagens, usa. 14. Um excelente TTI, ao preparar sua mensagem deve estar sempre preocupado com: a) Conteúdo e a estrutura b) Clareza e o canal c) Estilo e a coerência d) Todas as acima e) Nenhuma das acima 15. Podemos definir ................ como qualquer tipo de ............... existente no processo de comunicação, que resulte na dificuldade ou mesmo na impossibilidade do receptor ................ a mensagem. a) Canal, interferência, codificar b) Ruído, interferência, decodificar
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c) Ruído, interferência, codificar d) Canal, feedback, decodificar e) Mensagem, código, compreender 16. O que é feedback a) Sinais enviados pelo emissor b) Sinais trocados entre emissor e receptor c) Sinais enviados pelo receptor d) Interferências existentes nas comunicações e) Modo como a comunicação é efetuada 17. Complete a afirmativa: A ___________ não é uma fase da comunicação, mas é de extrema importância e não pode deixar de ser considerada a) Objetividade b) Motivação c) Clareza d) Percepção e) Precisão

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1.6 – IMAGEM E MARKETING PESSOAL Vamos falar agora de um assunto de grande importância para quem deseja ter sucesso profissional. Vamos tratar da venda do próprio indivíduo. Este aspecto da relação comercial muitas vezes não é levado em consideração e por isso muitas vendas deixam de ser realizadas e o profissional não consegue entender o que aconteceu. Antes de tudo, lembrese da máxima “A PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE FICA”. Você nunca terá uma outra oportunidade para corrigir uma má impressão inicial. Para o TTI, por exemplo, a conquista do cliente antecede qualquer outra ação na venda de um imóvel. A venda de um produto ou aceitação de um serviço estão diretamente ligados à imagem que o cliente faz do vendedor. Esta imagem, construída pelo cliente, está diretamente ligada ao modo de se apresentar e pelo modo como se comporta o vendedor. O fracasso de muitos negócios muitas vezes não está ligado á aceitação ou à qualidade do produto ou serviço oferecido, mas tem como causa a falta de credibilidade e segurança que o vendedor deveria passar para o cliente. No contato que antecedeu à negociação o vendedor não conseguiu primeiramente ‘vender’ sua imagem, ou seja, não conseguiu conquistar o cliente, no contato inicial. O vendedor, numa transação comercial qualquer, aparece como um produto que também deve ser posto a exame do comprador, e por isso, este produto tem que ter as melhores características: aparência agradável, simpatia, bom nível de conhecimentos gerais e alto nível
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de conhecimento específico da usa área de trabalho e dos produtos/serviços que oferece, confiabilidade, respeito, etc., qualidades/características estas que estarão sendo associadas ao seu nome/marca. Essa associação influenciará decisivamente o desempenho profissional do vendedor e a sua relação com o cliente. Se o vendedor tomar precauções para valorizar a sua marca/nome ele estará agregando valores tangíveis e intangíveis às suas qualidades como profissional. Este é o grande desafio inicial num processo de vendas: criar o próprio marketing pessoal para vender a si mesmo, e vender mais facilmente o seu produto ou serviço. Vender a si mesmo é a mais importante e a mais difícil venda a se fazer. Você além de se convencer de que é um bom produto, tem que convencer a uma outra pessoa que esta é uma verdade. Vender a si mesmo é uma tarefa que o vendedor tem que fazer a cada possibilidade de negócio que ele pretende fechar. Se você conhece algum vendedor que está fazendo sucesso na vida profissional, pode ter certeza de que ele está se vendendo muito bem. Por outro lado, os insucessos que você também deve conhecer pode estar acontecendo em função de uma falha no processo de convencimento de que ele, vendedor, é um bom produto. O seu sucesso profissional é o resultado de uma venda pessoal bem elaborada e executada. As atitudes e os comportamentos são fatores preponderantes no crescimento profissional de um bom TTI. Um cliente estará sempre em busca do melhor produto, e, portanto, cabe a você TTI moderno, cuidar para que ele seja bem atendido, já no primeiro contato. Ofereça a seu cliente uma boa imagem, passe a ele grandes doses de credibilidade e confiança. Faça com que ele aceite o seu produto e/ ou serviço pelo simples fato de ter tido uma boa impressão sua. Em se tratando de vendas, é impossível obter-se um bom desempenho sem uma atitude positiva, um comportamento expansivo e voltado à construção de relacionamentos duradouros com os clientes Se você deseja construir uma boa imagem junto ao seu
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cliente, abaixo estão alguns princípios que poderão lhe ajudar. Treine muito, pratique muito, pois o sucesso não acontece por acaso. • Sorria. Mostre a seu cliente que você está feliz ao vê-lo. • Cumprimente as pessoas efusivamente. Seja expansivo. • Chame seu cliente pelo nome. Se preciso anote o nome dele num cartão e leia antes de encontrá-lo pela primeira vez. Existem exercícios de memorização. Pratique. • Mostre que você está realmente interessado em conhecer o seu cliente. • Faça seu cliente sentir que ele é valorizado por você. • Escute seu cliente com atenção. Leia nos gestos e nas expressões corporais as mensagens adicionais que estão sendo enviadas. • Ninguém sabe tudo na vida. Procure aprender com seu cliente. Seja humilde e esteja predisposto a aprender cada vez mais. • Não deixe de considerar os sentimentos e opiniões de seu cliente. • Ajude a seu cliente a tomar a decisão mais acertada. Não deixe de oferecer soluções alternativas. Não pense somente em fechar um negócio. A satisfação do cliente pode ser a garantia de negócios futuros. • Mantenha o seu bom humor em todas as circunstâncias, mesmo em frente às dificuldades. • Seja cordial, alegre e otimista, faça com que sua presença seja bem vinda. Procure saber o que for possível sobre o seu cliente. Procure pontos em comum entre você e ele. • Não emita opiniões de juízo jamais. Algo valorizado por você não o é necessariamente pelo seu cliente. • Seja simples ao expor seu produto. Seja franco, direto, honesto.
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• Não se esqueça das boas normas de educação. Ao final do negócio não se esqueça de agradecer ao cliente e de se colocar à disposição para novas transações comerciais. • Seja uma pessoa interessante, educada, gentil. • Aprenda a valorizar a si mesmo e ao seu trabalho. • Desenvolva uma personalidade positiva.

1. “A PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE FICA” esta frase significa que: a) TTI será sempre bem visto b) TTI deve andar bem vestido c) TTI deve se preocupar com sua imagem d) TTI deve falar bem e) TTI deve tomar cuidado com os feedbacks recebidos 2. Numa transação comercial o TTI é também: a) Um produto a ser vendido b) Um mero participante do processo c) Um elo a mais no processo comercial d) Um parceiro do cliente. 3. A venda de um produto ou aceitação de um serviço estão diretamente ligados à _________ que o cliente faz do vendedor. a) Imagem b) Tipo c) Característica d) Empatia e) Simpatia 4. Esta imagem, construída pelo cliente, está diretamente ligada ao modo de se ______ e pelo modo como se ________ o vendedor a) Apresentar, veste
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b) c) d) e)

Apresentar, comporta Comportar, fala Vender, apresenta Vestir, comporta

5. A venda fracassou porque no contato que antecedeu à negociação o vendedor não conseguiu primeiramente ____________ a) Vender a sua imagem b) Convencer o comprador c) Transmitir confiança ao comprador d) Enviar uma mensagem clara e precisa e) Decodificar o feedback 6. O produto vendedor deve ter: 1) aparência agradável e simpatia 2) bom nível de conhecimentos gerais 3) alto nível de conhecimento específico 4) confiabilidade 5) respeito a) 1 e 2 b) 3 e 4 c) 4 e 5 d) Todas as acima e) Nenhuma das acima 7. Complete a afirmativa: Se o vendedor tomar _______ para valorizar a sua ________ ele estará agregando valores ________ às suas qualidades como profissional a) precauções, marca/nome, tangíveis e intangíveis b) cuidados, venda, reais c) precauções, empresa, imediatos d) iniciativa, pessoa, tangíveis e intangíveis e) participação, venda, modernos 8. São fatores preponderantes no crescimento profissional de um bom TTI a) As atitudes e os comportamentos b) Imagem e comunicação c) Conhecimento e criatividade d) Todas as acima e) Nenhuma das acima

9. Complete a afirmativa: Em se tratando de ________, é impossível obter-se um bom desempenho sem uma _________, um comportamento _______ e voltado à construção de relacionamentos __________ com os clientes a) vendas, atitude positiva, restrito e duradouro b) vendas, atitude negativa, expansivos e breves c) vendas, atitude positiva, restritos e breves d) vendas, atitude neutra, expansivo e breve e) vendas, atitude positiva, expansivo e duradouros

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Conceituar Ética/Moral; Ética Profissional; Reconhecer o objeto próprio da ética; Identificar os fundamentos da ética; Reconhecer as condições para ser uma profissão; Refletir sobre a importância de um comportamento ético.

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2. CONCEITUAÇÕES BÁSICAS
O tempo atual está exigindo, cada vez mais, uma reflexão e uma postura ética em todos os setores da vida humana, especialmente no exercício das mais diversas profissões. Ocorre, porém, que freqüentemente faltam os fundamentos para esta reflexão e esta postura. Para que a ética não se reduza a um conjunto de normas ou etiquetas sociais, fazendo do ser humano um autômato, é mister procurar a razão de ser dos comportamentos. Em primeiro lugar, vamos analisar a definição e o conceito de ética, a mutabilidade de sua vivência, seu princípio fundamental, bem como seus critérios auxiliares; também será analisado o conceito de ética em relação às outras ciências, dando um destaque especial à ética profissional e concluindo com uma reflexão sobre a virtude.

2.1 – DEFINIÇÃO ESCOLHIDA A palavra “ética” deriva do grego etos, que significa costume. Ética, em sentido etimológico, tem significado idêntico ao radical latino mos, do qual deriva a palavra moral. Ambos os vocábulos significam costume ou hábito. Tanto a moral como a ética, se referem à “teoria dos costumes”, às regras de conduta. A moral estabelece normas de conduta, normas éticas, destinadas a regular os atos humanos tendentes à consecução dos fins que ao homem são próprios. Dentre os vários conceitos existentes, adotaremos o de Sertillanges, extraído de sua obra La philosophie morale de Saint Thomas: Ética é a ciência do que o homem deve ser em função daquilo que ele é. A ética estabelece um dever, uma obrigação, um compromisso, onde o seu fundamento é o próprio homem, pois é da sua natureza
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que surge a fonte de seu comportamento. Aliás, isto acontece com todas as coisas: o agir depende do ser; cada coisa se comporta de acordo com os elementos que a compõem, formando sua unidade. O que esperamos de um giz? Que ele escreva, pois é de sua natureza escrever. O que esperamos do sol? Que ele brilhe, pois isto é da sua natureza. Assim podemos dizer de tudo o que existe: em cada ser há um conjunto de energias para produzir determinadas ações, acarretando como conseqüência certos deveres: O dever do giz é ser e agir como giz; o dever do sol é ser e agir como sol; ao contrário, o único mal do giz é não ser e não agir como giz e o único mal do sol é não ser e não agir como sol. Igualmente vale para ser humano: a única obrigação do homem é ser e agir como homem; como, ao contrário, o único mal do homem é não ser e não agir como homem. Voltando então à definição de ética, podemos dizer que esta brota de dentro do ser humano, daqueles elementos que o caracterizam na sua essência como humano, diferenciando-o dos outros seres; ela exige antes a determinação de sua realidade ontológica para, a partir daí, estabelecer a forma de comportamento. Qualquer situação específica da pessoa deve embasar-se na realização do fundamental; assim, o administrador, antes de ser administrador, ele é uma pessoa humana, e só vai realizar-se como administrador na medida em que realizar-se como pessoa, e o mesmo poderíamos afirmar de outras possibilidades: ser pai, professor, advogado, exige antes de tudo, ser pessoa, ser gente, ser “homem”. Deste modo, a construção da ética parte das exigências ou necessidades fundamentais da natureza humana; estas não são aleatórias, mas existem no ser humano, limitando-o e identificando-o para que ele possa descobrir-se a satisfazer o que lhe é solicitado para sua realização. Portanto é uma questão ética o desenvolvimento das potencialidades humanas, um deslan• 31

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chamento de suas virtualidades. Antes de o homem perguntar: O que devo fazer? Como devo me comportar? Deve perguntar: O que sou? Quais são minhas energias humanas que não podem ficar represadas, mas devem ser impulsionadas? Como descobrir isto? Da mesma maneira como descobre qualquer outra coisa: usando de sua racionalidade, através da qual descobre a essência dos metais, da eletricidade etc. e, a partir disto, estabelece para que servem. Assim, usando sua racionalidade, deve descobrir sua essência, seus valores e princípios universais, suas faculdades ou capacidades, determinando também como vivê-las. Essas constatações mostram que o objetivo da ética é apontar rumos, descortinar horizontes para a realização do próprio ser humano; ela é a construção constante de um “sim” a favor do enriquecimento do ser pessoal; por isso a ética deve ser pensada como eminentemente positiva e não proibitiva. Desta maneira, a ética não se torna uma imposição ou obrigação aleatória e até extrínseca ao ser humano: seus fundamentos objetivos têm que ser assimilados ou conscientizados pelo indivíduo humano concreto. Por isso, a ética antecede códigos, normas ou leis e analisa a mesma validade destas para o ser humano. Podemos afirmar que a ética é a ciência que tem por objetivo a finalidade da vida humana e os meios para que isto seja alcançado. Em outras palavras, Ética é o caminho para a busca do aperfeiçoamento humano. Concluindo, o que está em jogo na ética é o ser humano, é a pessoa em todas as suas dimensões, perfazendo porém uma unidade no seu ser e no seu dever.

b) Descreva abaixo qual o objetivo da ética, no seu entendimento: __________________________________ __________________________________ c) Para consolidar o aprendizado, veja na apostila e transcreva como pode ser resumido o “princípio fundamental da ética”: __________________________________ __________________________________

a) Existem mais de um conceito sobre “ética”. Depois de revisar a teoria, qual o conceito de ética que você adotaria? __________________________________
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2.2 – ÉTICA E MORAL Há uma tendência de separar ou diferenciar o sentido destas palavras, mas, como já dito anteriormente, elas são sinônimas, podendo uma substituir integralmente a outra. Assim, nada impede que em vez de “código de ética profissional” seja chamado de “código de moral profissional”. Nas últimas décadas, talvez por exagero de prescrições descabidas da moral no chamado falso moralismo, criou-se a tendência de preferir a palavra “ética”; porém, mais do que se preocupar com palavras, o importante é aprofundar a razão de ser, o conteúdo, os valores que tanto a moral ou a ética nos apresentam. 2.3 – DIVERGÊNCIAS DE COMPORTAMENTO O ser humano na sua essência é imutável, pois, se mudar sua essência, deixa de ser humano e torna-se um outro ser. É neste sentido que se indaga quando o homem começou a existir ou como o evolucionismo estuda quando ocorreu o processo de humanização. Deve ter ocorrido um momento em que a natureza se definiu como “humana”; só para ficarmos com dados historicamente claros, lembramos os “homens” primitivos (5000 aC), os “homens” egípcios (3000 aC), os “homens” romanos (750 aC), os “homens” índios americanos (1500 dC). Ora, se podemos chamá-los de “homens”, a natureza, na sua essência, é a mesma, e, como conseqüência, seu comportamento deveria ser o mesmo. Todavia é mais do que notória a diversidade de atitudes em termos de tempo como de espaço; porém, mesmo no meio desta diversidade, o que o homem procura é a realização do seu ser, que é imutável. Podemos apontar algumas razões das divergências do comportamento humano, sem entrar no mérito do julgamento da consciência individual.
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2.3.1 – Razões das Divergências Uma primeira razão encontra-se no próprio conhecimento que o homem tem de si mesmo tanto individualmente como coletivamente. Assim, até a Baixa Idade Média, era desconhecida a existência de óvulo na mulher; inclusive os medievais afirmavam que no ato sexual o homem já colocava um “homenzinho” pronto na mulher, cuja função era fazer crescer este homenzinho, daí exigir-se da mulher uma atitude passiva ou receptiva. Ora, na medida em que vai se conhecendo melhor, a humanidade tem a possibilidade de modificar seus comportamentos. Uma segunda razão provém do conhecimento que o homem tem de outras realidades, no sentido delas para o próprio homem. Assim, para vários povos, incluindo os judeus no tempo de Cristo, a carne de porco era impura para o homem, não só biologicamente, mas, até, espiritualmente. Aqui vale a mesma reflexão feita anteriormente: é importante que o homem, cada vez mais, descubra o sentido das coisas para ele. Uma terceira razão engloba tradições e culturas com princípios, preconceitos e tabus que se cristalizam como uma segunda natureza. Assim, existem fatos que se perdem no passado, mas que tiveram uma razão de ser num determinado momento, e continuam ainda como paradigmas de comportamento. Por exemplo, em Biafra é tradição o jovem ajudar o velho morrer, fazendo-o subir num coqueiro que é sacudido em seguida para que ele caia. Outro exemplo é a origem do machismo, quando o homem teve que trabalhar a terra e criar animais, impondo-se pelo poder econômico à mulher. Uma quarta razão é fornecida pelo avanço das ciências e da tecnologia, que derruba mitos e conceitos do passado, porém, cria novos. Um exemplo que encontramos na área educacional: por milênios prevaleceu a inteligência lógica como faculdade básica determinante do conhecimento e da vida humana; hoje
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em dia afirma-se que 80% das decisões provêm da inteligência emocional. Estas razões mostram que a vida humana é muito mais dinâmica do que os enquadramentos que são feitos dela; mas ao mesmo tempo parece claro que o homem está sempre à procura de si, detectando razões para de fato sentir-se e viver como ser humano. 2.4 – MUTABILIDADE NA ÉTICA PROFISSIONAL Estas quatro razões de mutabilidade de vivência ética estão presentes também na existência profissional. Platão distingue três classes sociais a partir das três almas: os filósofos, onde domina a alma racional; os guerreiros, onde domina a alma irascível; e os operários, onde domina a alma apetitiva. Logicamente estes últimos eram subordinados aos anteriores, e desta maneira se justificava também a escravidão. Entre os medievais, muitos ensinavam que Deus já criara um grupo de ricos e a grande maioria de pobres para trabalhar para os primeiros. Aliás, o sistema capitalista na prática mantém a mesma idéia: os burgueses são para dirigir e dominar a economia, enquanto o operário é só para trabalhar e não para pensar. Existem alguns provérbios que escondem fundamentos éticos, como por exemplo: “a quem cedo madruga, Deus ajuda”, que serve para justificar a grande jornada dura do trabalhador, especialmente o agrícola, que é dominado por intermediários, financiadores e outros que trabalham bem menos e ganham bem mais. Lembramos ainda que os europeus, especialmente portugueses e espanhóis, quando quiseram escravizar os índios e os negros, encaminharam um documento ao Papa solicitando que fosse declarado que a alma desses povos era inferior à dos brancos. Diante destas reflexões, percebemos que a ética no exercício profissional está dependendo de variações culturais, interesses imediatistas, manutenção de poder. No fundo o que está
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em jogo de novo é: o que é o ser humano? Será que todos são fundamentalmente iguais ou temos que separá-los entre os intelectuais e os humildes, os patrões e os escravos, os superiores e os inferiores? 2.5 – O PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA ÉTICA Mesmo diante da mutabilidade da existência ética deve-se reconhecer um princípio fundamental, que é evidente por si mesmo para todas as pessoas, assim enunciado: “É necessário fazer o bem e evitar o mal”. Como foi descrito anteriormente, pode ocorrer uma discrepância na compreensão concreta do que é bem, mas toda pessoa sabe que deve procurar o bem. Mas o que é o bem? Bem é tudo aquilo que está de acordo com a natureza em geral e especialmente com a humana, perfazendo uma integridade ou harmonia no todo. Assim, pensar em progredir na profissão pode ser um bem enquanto favorece o encadeamento das próprias energias para melhorar de vida; namorar pode ser um bem enquanto favorece o equilíbrio afetivo da pessoa. “Na medida em que uma coisa está de acordo com a nossa natureza é necessariamente boa” (Spinoza, citado em Sá, 1996:27). Além disto, o bem é baseado numa relação especial e constituída por esta entre duas ou mais realidades. Portanto, trabalhar pode ser um bem enquanto a pessoa se vê relacionada à produção de um valor e ao mesmo tempo melhora as relações com seus familiares, garantindo seu sustento; dar uma esmola pode ser um bem na medida em que mostra a relação de amor com o próximo. E o mal, o que é? É uma negação, uma falta de um bem, uma desarmonia causada num todo pela ausência de algo. Assim, matar outra pessoa é um mal porque priva alguém da vida, que é um bem; ser desonesto no preço de uma mercadoria é um mal, porque tira algo de bom de outrem; sonegar impostos é um
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mal, porque desvia um bem da posse de quem é de direito. Todas as questões éticas, no fundo, se relacionam com esta pergunta: o que favorece ou não favorece à natureza do ser humano? Assim, o bem e o mal, o certo e o errado, embora possam e devam ser determinados em si, concretamente exigem uma reflexão constante, especialmente, diante de novas situações; um simplismo muito rígido pode impedir de vislumbrar, realisticamente, o que de fato é bom para o ser humano. 2.6 – CRITÉRIOS AUXILIARES A fim de facilitar a concretização do princípio fundamental, existem três critérios auxiliares. Os primeiros princípios são aqueles mais genéricos, de fácil compreensão e aceitação por qualquer pessoa; são “vazios”, isto é, sem se referir ainda a determinada situação; são universais, isto é, independentes de culturas ou ideologias específicas; são valores que antecedem leis feitas por autoridades, que regem as relações entre as pessoas; fazem parte do senso comum. Por exemplo: respeitar a vida humana, respeitar as coisas alheias, proferir a verdade, viver a honestidade e a sinceridade. Os segundos princípios são concretizações em situações mais específicas dos primeiros com mais dificuldades para aceitação unânime; normalmente dependem de culturas, ideologias, tradições, costumes e interesses; assim, nem sempre apresentam-se como uma dedução lógica e racional dos primeiros princípios, havendo divergências entre os grupos humanos. Assumindo os mesmos exemplos anteriores, é só acrescentar um novo elemento a cada item: respeitar a vida humana de um feto, respeitar as coisas alheias de um rico, proferir a verdade a um doente, viver a honestidade e a sinceridade na declaração de impostos. As conclusões remotas são aplicações dos segundos princípios em situações especialíssimas e bem definidas; a unanimidade é bem
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mais difícil ainda; aqui entram em jogo problemas ou realidades pessoais, especialmente de ordem emocional. Para esclarecer é só especificar um novo dado aos exemplos anteriores: respeitar a vida humana de um feto descerebrado, respeitar as coisas alheias de um rico que ganhou na loteria, proferir a verdade a um doente em fase terminal de vida, viver a honestidade e a sinceridade na declaração de impostos em épocas de crise financeira. A partir destes três critérios auxiliares é que cada pessoa procura responder para si mesma o que deve fazer. Assim, um administrador que está para despedir um empregado para conter despesas, mas sabe que o mesmo é pai de cinco filhos menores e que precisa daquele trabalho para sobreviver: despede ou não? O mesmo pode ocorrer com um médico responsável por um doente em coma, cujos parentes pedem-lhe o desligamento dos aparelhos que ainda o mantêm vivo: desliga ou não? 2.7 – O OBJETO PRÓPRIO DA ÉTICA EM RELAÇÃO A OUTRAS CIÊNCIAS Diversas ciências tratam do agir humano, assim como a Ética; cada uma, porém, tem seu enfoque próprio ou seu objeto formal específico; por isso, uma mera formação científica não significa necessariamente uma formação ética. A título de exemplo, vamos citar o objeto de algumas ciências para depois ressaltar o objeto da Ética comparativamente a elas. A Antropologia estuda o agir das pessoas como pertencentes a determinadas raças ou culturas; assim, o comportamento de cada pessoa é determinado não pelo fato de ser integrante da humanidade, mas sim de uma parte específica da mesma. A Sociologia estuda o comportamento das pessoas como membros de um grupo; por exemplo, esportivo, político, religioso, econômico, etc; preocupa-se em refletir sobre os elementos existentes no grupo: objetivos, coordenação, interesses comuns, etc.
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A Economia estuda o comportamento dos indivíduos enquanto produzem e consomem bens e serviços; sua preocupação é com a atividade do homem com relação aos recursos da natureza. A Teologia estuda o agir do homem a partir de suas relações com a Divindade; é uma determinada manifestação do transcendente que inspira o comportamento humano. A História procura compreender o comportamento humano dos fatos do passado em suas causas e conseqüências; ela não somente relata os acontecimentos com datas e personagens, mas se aprofunda em entendê-los para perceber o fio condutor dos mesmos através dos tempos. A Psicologia dá ênfase ao estudo do indivíduo em si, procurando entender no seu agir o que ele faz, por que faz e como faz; não estabelece critérios entre certo e errado, mas quer ajudar cada pessoa a se entender melhor e ser o agente de sua vida. O Direito é um conjunto de normas que disciplinam o comportamento humano ou a vida em sociedade; as leis feitas pelas autoridades e sua execução formam o interesse primordial do Direito. Todas as demais ciências estão de certo modo relacionados à ética. Assim, este trabalho tem por objetivo colocar o leitor em contato com os fundamentos da ética, trazendo para o seu conhecimento as várias faces deste tema que envolve muita reflexão e debate. São, não só importantes, mas, até necessárias para o homem viver a ética; o objeto desta porém, não se confunde com nenhuma delas; é o compromisso com o dever, a verdade, a justiça, o valor, a virtude; seus fundamentos estão nos aspectos essenciais da natureza humana, que devem ser descobertos e analisados pela reflexão racional num processo dinâmico e constante. A Ética é uma parte da Filosofia, “estudo das últimas e profundas causas das coisas”; ela transcende as ciências e procura auxiliá-las em questões que estas não conseguem atingir.
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2.8 – A ÉTICA PROFISSIONAL A ética profissional é a aplicação da ética geral no campo das atividades profissionais. A pessoa tem que estar imbuída de certos princípios ou valores próprios do ser humano para vivê-los nas suas atividades de trabalho. De um lado, ela exige a deontologia, isto é, o estudo dos deveres específicos que orientam o agir humano no seu campo profissional; de outro lado, exige a diciologia, isto é, o estudo dos direitos que a pessoa tem ao exercer suas atividades. Portanto, a ética profissional é intrínseca à natureza humana e se explicita pelo fato de a pessoa fazer parte de um grupo de pessoas que desenvolvem determinado agir na produção de bens ou serviços. Neste sentido, vale a pena refletir sobre as afirmações seguintes: “Cada conjunto de profissionais deve seguir uma ordem de conduta que permita a evolução harmônica do trabalho de todos, a partir da conduta de cada um, através de uma tutela no trabalho que conduza a regulação do individualismo sobre o coletivo” (Sá, 1996:92); “A ética é condição essencial para o exercício de qualquer profissão” (Franco, 1991:66). 2.8.1 – Condições para ser uma Profissão Para que uma atividade seja uma profissão e, conseqüentemente, para que haja uma ética profissional, são necessárias algumas condições, com manifestação cada vez mais claras e sistematizadas. Em primeiro lugar, a atividade deve envolver operações intelectuais acompanhadas de grande responsabilidade individual; e não é só uma tarefa imediata, mas exige um pensar sobre o que se faz para operar com eficiência, eficácia e efetividade; não basta contar com algo que está fora da pessoa, mas tem que vir uma decisão de dentro da própria pessoa. É assim que devem agir todos os profissionais.
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Em seguida, essa atividade deve comportar uma aprendizagem especial na área de seu conhecimento; essa aprendizagem tem que ter por base um conjunto sistemático e orgânico, que constantemente vai crescendo, se aperfeiçoando, e até se modificando; daí a importância e a necessidade de seminários, experiências, etc. Toda profissão supõe uma formação que não seja acadêmica ou teórica apenas, embora esta seja fundamental; deve porém, ser marcadamente prática em seus objetivos. Discute-se a necessidade de certificados ou diplomas para exercer uma determinada atividade; talvez dentro de uma organização social isto seja necessário, mas do ponto de vista ético, o necessário é o conhecimento da pessoa. Ainda: toda profissão deve consistir numa técnica capaz de ser transmitida através de disciplina especializada. Disciplina é um conjunto de processos, que incluem conteúdos e métodos, usando elementos principalmente da pedagogia e da didática para ensinar; isto não significa que todo profissional seja um professor na sua área, mas que a profissão em si possua meios para ser comunicada. Finalmente, toda profissão deve dispor de organizações adequadas com atividades, obrigações e responsabilidades com consciência de grupo; assim, as associações profissionais, os sindicatos, os conselhos profissionais, são importantes para a ética; desta maneira a pessoa encontra uma razão mais forte para viver de acordo com o princípio de solidariedade, e também a conduta de cada um se reflete na formação da imagem da profissão. 2.8.2 – Os Códigos de Ética Profissional A partir das reflexões anteriores, percebe-se o sentido dos códigos de ética profissional. Em primeiro lugar, eles estruturam e sistematizam as exigências éticas no tríplice plano de orientação, disciplina e fiscalização.
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Em segundo lugar, eles estabelecem parâmetros variáveis e relativos que demarcam o piso e o teto dentro dos quais a conduta pode ou deve ser considerada regular sob o ângulo ético. Dado que qualquer profissão visa interesses de outras pessoas ou clientes, os códigos visam também os interesses desses, amparando seu relacionamento com o profissional. Código é um conjunto de disposições, de regulamentos legais aplicáveis em diversos tipos de atividade. Código de ética profissional do Corretor de imóveis, portanto, é o conjunto de disposições que regem a profissão. Essas disposições são estabelecidas pelo Conselho Federal dos Corretores de Imóveis – COFECI. Essas disposições possuem efeito legal. Os códigos, porém, não esgotam o conteúdo e as exigências de uma conduta ética de vida e nem sempre expressam a forma mais adequada de agir numa circunstância particular. Os códigos sempre são definidos, revistos e promulgados a partir da realidade social de cada época e de cada país; suas linhas-mestras, porém, são deduzidas de princípios perenes e universais. Os códigos referem-se a atos praticados no exercício da profissão, a não ser que outros atos também tenham um reflexo nesta; por exemplo, se um administrador vem bêbado para a empresa. Finalmente, os códigos de ética por si não tornam melhores os profissionais, mas representam uma luz e uma pista para seu comportamento; mais do que ater-se àquilo que é prescrito literalmente, é necessário compreender e viver a razão básica das determinações. Desta maneira resume Maximiano (1997:294): “Códigos de ética fazem parte do sistema de valores que orientam o comportamento das pessoas, grupos e das organizações e seus administradores”. Porém, as pessoas têm que dar uma alma aos códigos para vivê-los, como afirma Sá (1996:136): “Quando a consciência profissio• 37

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nal se estrutura em um trígono, formado pelos amores à profissão, à classe e à sociedade, nada existe a temer quanto ao sucesso da conduta humana; o dever passa então a ser uma simples decorrência das convicções plantadas nas áreas recônditas do ser, ali depositadas pelas formações educacionais básicas”.

a) Escolha a melhor definição do que vem a ser ética profissional, e registre-a abaixo: ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ b) Há opiniões importantes sobre a ética: o que disse Franco sobre a ética, em sua obra de 1991? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ c) Analise a questão e escreva abaixo porque os Conselhos de Fiscalização Profissional são importantes para a ética: ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ d) Como futuro profissional do setor, defina o que é “código de ética profissional do corretor de imóveis”: ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________

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RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA – Unidade II

2.9 – A ÉTICA E A VIRTUDE As virtudes éticas são disposições estáveis para agir bem; a aquisição delas exige uma prática constante através de exercício; as virtudes são essencialmente pessoais; não provêm de herança e nem resultam de circunstâncias, do ensino ou do meio; elas podem partir de predisposições, mas sempre são o prêmio do esforço da vontade à luz da razão. As virtudes determinam e fixam as inclinações e os atrativos, assegurando a constância da conduta; facilitam a ação, suprimindo uma multidão de hesitações e de atos intermediários inúteis, produzindo presteza em fazer o bem e em fugir do mal; transformam-se quase em uma segunda natureza e fazem agradáveis todos os atos dos quais são o princípio. Neste sentido é bom lembrar o que afirma Sá (1996:65): “Na conduta ética, a virtude é condição basilar, ou seja, não se pode conceber o ético sem o virtuoso como princípio, nem deixar de apreciar tal capacidade em relação a terceiros”. 2.9.1 – As Virtudes Básicas • A prudência é a reta noção daquilo que se deve fazer ou evitar, exigindo o conhecimento dos princípios gerais da moralidade e das contingências particulares da ação; assim, existe “tempo para plantar e tempo para arrancar; tempo para demolir e tempo para construir; tempo para chorar e tempo para rir; ... (Eclesiastes 3,2-8). • A justiça é a vontade firme e constante de respeitar todos os direitos e todos os deveres; é a disposição de dar a cada um o que é seu de acordo com a natureza, a igualdade ou a necessidade; ela é a base da vida em sociedade e da participação na existência comum; a justiça implica a combinação de diversas atividades, que à primeira vista,
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podem parecer divergentes, mas que atingem sua harmonização na percepção existencial do “homem justo”, como a imparcialidade, a piedade, a veracidade, a fidelidade, a gratidão, a liberdade e a eqüidade. • A fortaleza é uma firmeza interior contra tudo o que molesta a pessoa no mundo, fazendo-a vencer as dificuldades e os perigos que excedem a medida comum e sofrer as penas mais pesadas. Ela resulta na magnanimidade que concita aos grandes empreendimentos em razão de sua excelência e a despeito de seus obstáculos; da magnificência que se compraz em realizar as grandes obras concebidas; da perseverança que vai sempre adiante e da paciência que nunca recua, sem obstinação e sem pusilanimidade. • A temperança é a regra, a medida e a condição de toda virtude; é o meio justo entre o excesso e a falta; uma obra boa é a que não falta nada e a que nem se deve acrescentar nada; assim, o homem cumpre bem sua função. Ela exige sensatez baseada num pensamento flexível e firme; ela não provém só de princípios abstratos, mas de uma consciência viva, atraída pela harmonia ideal e a complexidade do real. Assim, os atos que manifestam temperança são a continência, a sobriedade, a humildade, a mansidão e a modéstia. 2.9.2 – Os Vícios Os vícios não são, propriamente, a negação das virtudes, mas atitudes contrárias ao bem ou disposições estáveis para agir mal; em termos éticos, os vícios são adquiridos pelas pessoas. Os vícios também fixam as tendências fortalecendo a continuidade do comportamento, facilitando a ação para seus objetos;
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eles eliminam tergiversações, criando quase uma Segunda natureza na pessoa. Podemos citar como vícios principais: • O orgulho é a procura desordenada de excelência; toda pessoa tem o direito de ser e parecer aquilo que ela é; o orgulhoso porém, se valoriza demais e normalmente diminui e achincalha os outros. • A avareza é a procura desordenada de bens materiais; é uma necessidade vital usar das coisas deste mundo, mas o avarento acumula riquezas fazendo uso de meios nem sempre lícitos e, principalmente, centralizando todo o seu ser neste esforço. • A gula é a procura desordenada dos prazeres de comer e beber; este ato, que é tão importante para a vida, torna-se uma preocupação exagerada, estragando a própria saúde e prejudicando muitas vezes as atividades profissionais e familiares da pessoa. • A luxúria é a procura desordenada dos prazeres sexuais; a pessoa, em vez de realizar a sexualidade como um elemento importante de todo o seu ser, vive com fixação e obsessão procurando satisfações que até implicam em desrespeito a si mesmo e aos outros. • A inveja é a tristeza pelo bem alheio como um obstáculo ao próprio bem: o invejoso sofre quando o outro tem sucesso, como se isto impedisse de ele também crescer e aparecer; em vez de admirar e ficar feliz com as conquistas do próximo, ele sofre e até gostaria que ninguém fosse superior a si.
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• A preguiça é o recuo diante do trabalho e do esforço; o preguiçoso sabe quais são seus compromissos, mas sempre adia sua realização, faltando-lhe aquela energia para assumir atividades dentro de métodos adequados que lhe assegurem a construção de valores. • A ira é a violência contra aquilo que resiste à sua vontade, procurando vingança; a pessoa irada não raciocina, mas age intempestivamente não medindo as conseqüências de seus atos. Concluindo, podemos dizer que as virtudes, bem como os vícios, demonstram que a ética é uma construção da pessoa a partir do que ela pretende com seu ser, com sua vida, não só isoladamente, mas junto com os outros nestas realidades materiais. A palavra virtude origina-se da palavra latina “vis”, que significa força, energia, dinamismo; então o ser humano não pode esperar que as coisas aconteçam, mas deverá esforçar-se para imprimir um ritmo à sua vida. 2.10 – FUNDAMENTOS DA ÉTICA Foi visto, até aqui: que a ética diz respeito a tudo o que tem relação com a vida humana, a ética é “a ciência do que o homem deve ser em função daquilo que ele é”, que ética e moral são sinônimos, que a vivência ética sofre uma mutabilidade, que o princípio fundamental da ética é “fazer o bem e evitar o mal”, concretamente esclarecido por critérios auxiliares, que a ética está relacionada com outras ciências, que existe uma ética profissional e que a virtude é uma construção da ética na pessoa.
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Mas onde e em que tudo isto se fundamenta? Existe um fundamento objetivo, que é a própria natureza do ser humano. Essa natureza possui vários aspectos: corpóreo, inteligente, volitivo etc. Esses aspectos devem ser considerados na condição que possuem de harmonizarem-se e de interagirem-se entre si e não como realidades estanques. É o todo da pessoa que age numa unidade, por isso, a consideração em separado, que será feita em seguida, é mais por uma questão didática de aprofundamento do que de divisão do ser humano. Não se afirma a hierarquia ou a superioridade de um aspecto sobre o outro para evitar possível destaque de um em detrimento do outro.

a) “não se pode conceber a Ética sem a virtude”: quem fez essa afirmação? _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ b) Estude bastante o que são as virtudes, e relacione abaixo as chamadas “virtudes básicas”: _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ c) Claro que existem vários significados para o termo vício. Mas, no contexto do nosso estudo, como você definiria o que é “vício”: _____________________________________ _____________________________________ d) Numa perspectiva mais ampla, relacione os principais vícios humanos: _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________
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RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA – Unidade III

Unidade

III
Reconhecer os fundamentos - objetivos e subjetivos da ética; Conceituar Consciência, Código de Ética, Reconhecer as principais características do Código de Ética do Corretor de Imóveis; Reconhecer o processo de evolução da consciência; Refletir sobre a importância de um comportamento ético.

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RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA – Unidade III

3. FUNDAMENTOS OBJETIVOS DA ÉTICA: ASPECTOS DO SER HUMANO
Neste capítulo, vamos procurar entender o que é o homem, examinando as conseqüências práticas e concretas a que cada aspecto da sua natureza pode levar, pois, o estudo da ética é para entender o ser enquanto produz determinado agir. O termo homem é utilizado no seu sentido mais amplo: um ser dotado de uma multiplicidade de aspectos e capacidades que, quer sejam naturais ou adquiridas, podem ser desenvolvidas, aumentando suas potencialidades. 3.1 – O HOMEM É UM SER CORPÓREO É uma vida material com uma série de órgãos, cada um com sua razão de ser específica e com função respectiva, mas intimamente relacionados uns com os outros. É a realidade biofisiológica humana. O homem é capaz de um desenvolvimento extraordinário com seu corpo; a própria existência do homem se torna concreta através de um corpo do qual se tem a impressão de dominar o mundo; a corporeidade ou a somaticidade é um componente essencial do ser humano. Compete à ética preocupar-se com o desenvolvimento e o bem-estar de cada órgão, não só em si mesmo, mas em função de todo humano. Enfim, o cuidado com a saúde própria e alheia é um dever de cada pessoa, reclamado e exigido pela sua natureza. Existem questões clássicas a respeito disto, que hoje em dia são englobadas sob o nome de bioética. Bioética é o estudo dos problemas e implicações morais despertadas pelas pesquisas científicas, em biologia e medicina. Ela abrange questões como a utilização de seres vivos em experimentos e a legitimação moral do aborto, da eutanásia, dos transplantes, da clonagem, da utilização da célula tronco etc.
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A valorização do corpo humano próprio e alheio é imprescindível para uma construção ética.
3.2 – O HOMEM É UM SER INTELIGENTE A inteligência é a faculdade ou a capacidade da pessoa de penetrar nas coisas, descobrindo sua realidade mais íntima, relacionando os diferentes aspectos entre si e com a própria pessoa. Pela inteligência, o homem é capaz de entender o universo e a si mesmo.É com a inteligência que ele sintetiza tudo o que capta através dos sentidos e de outras faculdades, fazendo suas análises e críticas. Toda pessoa tem o dever ético de usar a sua inteligência em todas as situações da vida. É ela, em última análise, que apreende os valores inerentes dos seres e faz a pessoa transformá-los ou assimilá-los como próprios. A memória e a imaginação, como faculdades que arquivam e reproduzem as idéias, estão intimamente ligadas à inteligência. O ser humano não é um simples depósito de imagens, mas um inventor constante das mesmas, um ser criador de novos mundos dentro do seu interior. 3.3 – O HOMEM É UM SER VOLITIVO A vontade é a faculdade pela qual a pessoa toma decisões em sua vida. É o querer pessoal; é o indivíduo colocar todo o seu ser em função de seus objetivos, ideais e metas; é a pessoa evitar coações, imposições ou amordaçamentos tanto interiores como exteriores. Pela vontade a pessoa constrói sua existência a partir de convicções. Sendo dona de si mesma; ela se percebe sujeito de seus atos, responsável última pelos seus êxitos ou fracassos. A vontade pode sofrer de abulias, ou seja, a pessoa pode ser incapaz de tomar decisões voluntárias. Essa incapacidade pode ser relativa e temporária para iniciar o que quer que seja. Essa condição caracteriza algumas pessoas.
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Assim: os impulsivos são aqueles que sofrem passivamente seus impulsos, sendo forçados a agir; os veleidosos (de pouca vontade) são os que ficam na constatação do que devem fazer, sem se decidirem a querer fazê-lo; os fracos são os que decidem, mas abandonam a execução, e assim por diante. O uso da vontade, procurando vencer as diferentes abulias, é um dever ético. O ser humano não pode viver na passividade, mesmo quando obedece. 3.4 – O HOMEM É UM SER EMOTIVO As emoções, num sentido restrito, são expressões afetivas acompanhadas de reações intensas e breves do organismo em resposta a um acontecimento inesperado. Em sentido mais amplo as emoções se referem ao conjunto da realidade humana que se distingue do lógico; elas dão colorido à vida humana. Das emoções fazem parte as paixões, o prazer, a dor, o medo, as frustrações, a raiva. Destaca-se, com realce, o amor como estado emocional pelo qual se quer o bem do outro e a união com ele. O amor requer reciprocidade, dar e receber. Para a ética é necessário não só reconhecer a existência das emoções, mas que a pessoa as integre, as desenvolva, as equilibre. É uma questão ética a pessoa procurar superar padrões inábeis emocionalmente, sabendo lidar e manejar as próprias emoções e sabendo viver com as emoções alheias. 3.5 – O HOMEM É UM SER ESPIRITUAL A vida humana é a experiência da transcendência permanente. É a consciência do absoluto que faz emergir a provisoriedade estrutural da vida humana. Uma reflexão sobre esta
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capacidade de autodeterminação do homem, desperta a atenção pela sua insaciabilidade: o homem nunca está contente com o que realizou ou conquistou. Tem dentro de si um chamado para o Absoluto, o Infinito, o Transcendente. A pessoa não se contenta com o relativo, o finito, o imanente. Quer ir sempre além, inclusive de si mesmo. Toda pessoa procura uma realidade ou um ser que satisfaça esta tendência, e a forma mais comum é apresentada pelas religiões no encontro com um ser supremo, comumente chamado de Deus. É fundamental para a ética refletir sobre a necessidade da realização da dimensão espiritual ou religiosa do ser humano. Muitas situações devem ser questionadas para saber até que ponto o homem está sendo valorizado, como acontece em certos ritos, superstições e crendices, que freqüentemente não passam de exploração da ingenuidade alheia. 3.6 – O HOMEM É UM SER SOCIAL A pessoa é chamada a conviver em grupo. Nenhum ser humano pode ser uma ilha isolada no mundo, mas forma junto com os outros um grande arquipélago, vivendo mais ou menos próximo e distante dos outros, facilitando ou dificultando as correntezas da água entre si. Essa relação é um processo de interação contínua e constante das pessoas que vai moldando a existência de cada um. Embora cada pessoa seja uma em sua individualidade, algo irrepetível e, até certo ponto, insondável, ela precisa conviver com outras para se desenvolver como “ser humano”. Isto não só por necessidade física, especialmente nos primeiros anos de vida, mas por uma questão afetiva de intersubjetividade: toda pessoa sente necessidade de penetrar na intimidade psíquica de uma outra pessoa e deixar-se penetrar por ela. Sociedade não é uma mera justaposição de corpos ou uma entidade acima das pessoas. Ela é formada por essas, na medida em que se inter-relacionam, formando uma teia de laços
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interiores, dinamizando-se mutuamente e respeitando cada individualidade. Sem dúvida, viver em sociedade é inerente à condição humana, atributo que visa assegurar a sobrevivência, e, portanto, a continuidade da própria espécie. Essa condição humana exige uma organização exterior, especialmente nos campos político, econômico e educacional. Essas organizações, porém, não são um fim em si mesmas, mas instrumentos para que as pessoas se realizem melhor como seres humanos; portanto, tais organizações não devem ser reduzidas a objetos de manobras para outros interesses. As pessoas têm o direito e o dever de se associarem (associações de bairros, associações profissionais, sindicatos, clubes esportivos etc). As transformações surgem à medida em que se formam grupos e movimentos de pessoas conscientes. 3.7. O HOMEM É UM SER CÓSMICO O universo depende dele e ele depende do universo. A ação do homem sobre a natureza está inserida numa perspectiva do que ele pretende de si mesmo como indivíduo e como humanidade. Entre os seres do planeta existe uma relação estrutural, de tal modo que é impossível a existência de uns sem os demais. Para o homem explicitar bem a sua dimensão cósmica entra o valor da ciência, como uma exigência ética. É seu dever procurar conhecer a realidade de uma forma metódica e sistemática através de experimentações comprobatórias. É um dever analisar ou decompor o todo de um fato em suas partes para captar suas relações e recompô-lo em forma de sínteses, e tudo isto de forma dinâmica, como o é a própria realidade. A partir daí, é função do homem a criação da tecnologia, que é o conhecimento científico objetivado, concretizado e depositado. É a criação de novas realidades a partir do cosmos já existente.
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O homem, usando a tecnologia, toma consciência do poder que tem sobre o mundo como senhor do universo. Isto tem uma dimensão ética, pois pode-se dizer que o mundo (pelo menos o planetaTerra) espelha o que o homem é, favorecendo-o oudestruindo-o. Parece claro que o homem pode tomar três atitudes diferentes perante a natureza: considerá-la sagrada ou intocável, numa atitude de contemplação e respeito absoluto; considerarse absoluto perante ela, impondo-se com ganância no gozo de seus bens; relacionar-se com ela de forma racional, transformando-a com equilíbrio, num desenvolvimento sustentado, para o seu próprio bem, seja imediatamente, seja numa dimensão histórica futura. 3.8 – O HOMEM É UM SER HISTÓRICO O homem é chamado a criar fatos e não a sofrê-los; não deve ser arrastado pelos acontecimentos. Compete a ele programar a existência, saindo da contemplação fatalista para uma ação de sujeito de si mesmo e de tudo que lhe diz respeito. Mesmo que nem tudo, ainda, lhe seja compreensível e dominável, está nele o poder de investigar, de não se abater e de sempre colocar um pequeno avanço para que a humanidade vá, aos poucos, descortinando novos horizontes da vida e do mundo. O homem sofre influências do mundo em que vive: do clima, da flora, da fauna, de outros homens, dos astros, mas ele precisa ter consciência de que deve ser o sujeito de seus êxitos ou fracassos; não deve jogar as responsabilidade para fora de si, como se fosse conduzido por forças exteriores. O ser humano é o que ele decide ser pelo conjunto de suas ações. Quando a pessoa, individualmente e grupalmente, está convencida da sua historicidade, vive mais feliz e confiante, afugentando medos irracionais e assumindo decisões com mais força e coragem. Ao mesmo tempo, ela percebe que está num processo de “vir-a-ser”
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contínuo, num dinamismo em que nada está pronto, acabado, mas tudo está se fazendo, se realizando.

Éumdeveréticoohomemdeslancharsuasenergias para que não seja atropelado pelos fatos.
3.9 – O HOMEM É UM SER LIVRE A liberdade, em geral, significa poder fazer ou não fazer alguma coisa, podendo ser física, civil, política, religiosa, etc.. A liberdade, como livre-arbítrio, é o poder que a vontade possui de determinar a si mesma e, por si mesma, a agir ou não agir, sem ser a isto coagida por nenhuma força nem interior, nem exterior. Assim, toda escolha é uma limitação que a própria pessoa se impõe; porém, é dentro de limitações que ela se realiza, construindo aquilo a que se decidiu; por isso não convém muito mudar as opções, especialmente as mais fundamentais, a fim de que haja tempo de construí-las; mas nada impede, excepcionalmente, que haja mudanças. À liberdade corresponde a responsabilidade. O ato livre é um ato pelo qual, necessariamente, se deve responder, assumindo as conseqüências das ações e omissões. A liberdade oferece a possibilidade de corrigir o mau uso que se faz dela. “O futuro do homem é o próprio homem” (Ponge). A liberdade requer cuidados e vigilância. A luta pela liberdade é a luta pelas potencialidades da vida e vice-versa; requer superação constante da ignorância, exame dos impulsos inconscientes, análise dos objetivos e interesses predominantes na sociedade, questionando os poderes que monopolizam o rumo da vida em todos os setores. A liberdade não é egoísmo ou individualismo, pois ela tem uma dimensão social, sendo impossível sua existência fora da comunidade dos homens. Ela exige que as relações entre as pessoas não sejam apenas de proximidade ou contigüidade, mas de intersubjetivi48 •

dade e engendramento (criação, produção, composição). A liberdade tem por base a cooperação, a reciprocidade, o desenvolvimento da responsabilidade e do compromisso, superando assim, o liberalismo, que é essencialmente individualista. Em termos econômicos, a liberdade exige partilha ou esforço comum em que todos são recompensados, superando o conceito fechado de que, para alguém ganhar, alguém tem que perder, pois liberdade não significa exploração de nenhum tipo. Para tanto, é necessário que o homem tome consciência das diferentes alienações a que é submetido para enfrentá-las. Assim, pode haver alienação no consumo, quando as necessidades são artificialmente estimuladas, criando-se datas para gastar, ou no lazer, com uma indústria própria determinando os programas. 3.10 – O HOMEM É UM SER ESTÉTICO O homem vive à procura de harmonia, coerência, de beleza e perfeição das formas; para isto ele possui e desenvolve uma intuição pessoal que visa a entender o que cada realidade é em si mesma e no conjunto com as demais; é uma faculdade de se sentir totalizante. Sua base é a imaginação em constante criatividade, que vai além do imediato, inventando novas possibilidades não só numa linha convergente, mas também divergente diante de um leque infinito de respostas a um problema; é por isso que diferentes pinturas podem representar um mesmo panorama. A dimensão estética do homem o faz sair do terreno seguro da repetição do já conhecido, fazendo-o ver o todo sem preconceitos e sem temor de errar, assumindo riscos. Assim, quanto mais remexer as crenças estabelecidas, mais fecunda será esta dimensão.
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3.11 – O HOMEM É UM SER AXIOLÓGICO Etimologicamente, axiologia significa estudo dos valores. Valor é tudo aquilo que tem sentido, significado, apreço estima. Para Maximiano “valores são julgamentos a respeito do que é desejável e indesejável e oferecem justificativas para as decisões”. Cada ser existente já é um valor em si mesmo, determinando um ponto de partida para ser seu agir ou para seu desenvolver-se; mas como nenhum ser é isolado, o seu agir está situado com o agir de outros seres, numa espécie de inter-relacionamentos ou círculos concêntricos; nenhuma realidade se explica totalmente por si mesma. O homem deve questionar qual é o seu valor ou qual é o sentido do seu ser, quais são os outros seres, cujos pólos dão uma resposta à atração que o homem exerce sobre eles, e viceversa; e enfim, que atração sobre o homem exercem as outras realidades? 3.12 – O HOMEM É UM SER POLÍTICO Em sentido amplo, “política” significa a procura do bem comum da cidade (da palavra grega polis). Sob esse aspecto, qualquer pessoa pode e deve se interessar pela política, na medida em que ela procura viver não só para si, mas tendo em vista com suas ações o benefício de todas as pessoas; isto pode ocorrer no lar, na empresa, na escola, etc. A política implica uma teia de relações dos indivíduos entre si, dos indivíduos com os grupos e dos grupos entre si, em escalas local, regional, nacional e internacional, não só para não prejudicar os valores fundamentais da pessoa, mas principalmente para consegui-los. A política, assim entendida, abrange toda a vida da pessoa; é a superação do sentimento egoísta para atingir o horizonte do outro, do bairro, da cidade, do Estado, da Nação e, enfim, do mundo.
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Em sentido estrito, política significa a procura e o exercício do poder, estabelecendo estratégias para comandar na sociedade; é o gosto pela chefia em qualquer setor da vida humana, por exemplo, sindicatos, associações, igrejas, etc., sendo que comumente ela se aplica aos governos das nações em qualquer nível. O ideal é que a pessoa, chegando ao poder, veja-o como um instrumento para o bem comum e seja uma coordenador das aspirações existentes, para solucionar os problemas básicos do povo. Mesmo a grande maioria da população, que não tem um chamado específico para a política em sentido estrito, deve sentir-se responsável por ela. Para tanto, é importante que as pessoas procurem: conhecer a real situação de seu País/ DF ou Estado/Município para poder avaliar as propostas de eventuais candidatos; conhecer a vida dos postulantes a cargos públicos a fim de que as escolhas sejam por merecimento de capacidade e idoneidade; estejam vigilantes, fiscalizando como os governantes conduzem o bem comum.

Participar da política do poder é um dever éticodetodos.
Da Política depende, praticamente, a solução de múltiplos problemas comuns como: transporte, moradia, emprego, alimentação, instrução, lazer etc. No fundo, interessar-se pelo comando da comunidade é interessar-se pelo próprio bem pessoal, não de uma forma individualista, mas de uma forma conjugada com o bem de cada um dos integrantes da “cidade”. Para que isso se verifique, deve haver o respeito a todos os grupos, mesmo àqueles que não estão no poder. A liberdade de expressão é uma característica fundamental para que as pessoas tenham
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condições de comparar as idéias divergentes e assim optar melhor. Enfim, a política, como qualquer outro aspecto da vida humana, exige uma educação constante enquanto as pessoas tomam consciência de seus direitos e deveres, numa construção constante de participação das mesmas nas decisões pertinentes a todos. Assim, é um dever ético estar engajado em questões políticas, na medida em que a pessoa se sentir capaz para tal; desta maneira deverão diminuir os totalitarismos, as ditaduras, os clientelismos, os currais eleitorais. 3.13 – O HOMEM É UM SER TEORIZANTE Ele procura sistematizar e colocar em ordem as explicações das coisas, tanto as naturais como as criadas por ele; preocupa-se com o conhecimento lógico, o desenvolvimento de sua mente, interessa-se pela clareza das idéias, dos juízos e raciocínios na busca e pela posse da verdade. Teoria não é mera especulação distante da realidade, mas uma ordenação interior, conceptual, que explica e interpreta os objetos como são conhecidos pelo sujeito. É um dever ético para o homem teorizar a fim de ele não se tornar meramente passivo perante o mundo que o rodeia, sendo incapaz de captar a riqueza do universo e usufruir dela. Por outro lado, a pessoa deve evitar o puro academicismo em que a mente goza só com reflexões distantes do contexto, afastando o homem do dinamismo do mundo. A abertura de espírito é importante para uma teorização adequada, pois todo dogmatismo (adesão irrestrita) é contraproducente para o desenvolvimento do ser humano. 3.14 – O HOMEM É UM SER PRÁTICO O ser prático é uma conseqüência do ser teorizante. À medida em que o homem organiza, mentalmente, a realidade percebe que
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pode intervir nela e transformá-la. Ser prático não é ser tarefeiro, fazendo sempre igual, mas colocando sempre algo novo naquilo que se faz. Daí, o homem estar em constante fluxo e refluxo: da prática para a teoria e da teoria para a prática; nesta ida e volta, sua ação torna-se mais adequada e sua reflexão mais abrangente. É importante que como ser prático, o homem não caia num ativismo, pensando que o fazer muito é o mais importante. É o desenvolvimento do seu ser que está em jogo e não a quantidade do que a pessoa produz. A ênfase na produção pode levá-la a não perceber horizontes diferentes para sua vida. 3.15 – CONCLUSÃO Os aspectos que acabamos de analisar não esgotam o ser homem, mas são um ponto de partida importante e fundamental para que possamos equacionar uma série de situações que podem surgir na existência humana. A partir destes aspectos, é possível detalhar uma série de outros, como a honestidade, a lealdade etc. Esse detalhamento, sem dúvida, é interessante e até necessário, mas sempre deve haver uma volta ao ponto de partida; o que está em jogo é a existência do homem como homem, é uma visão de unidade que deve prevalecer. Também não existe nenhuma questão humana que se refira exclusivamente a uma dessas dimensões. Por exemplo, o aborto está relacionado aos aspectos corpóreo, emotivo, inteligente, social, e assim por diante. Por isso deve ser evitada uma posição simplista de ser a favor ou contra nos problemas éticos; quanto mais se alargar a abrangência dos dados, melhor será a sua compreensão para uma tomada de decisão.
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RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA – Unidade III

4. FUNDAMENTO SUBJETIVO DA ÉTICA: A CONSCIÊNCIA
No presente capítulo serão examinados os dados relativos aos condicionamentos, meios de formação, conflitos e formas de adaptação da consciência humana, tendo em vista que a ética é praticada por pessoas concretas, cada uma com sua história de vida, seus medos, suas convicções. Embora a ética tenha uma base comum a todas as pessoas, é uma construção pessoal, dinâmica e contínua. 4.1 – CONCEITO Na ética, consciência significa a capacidade de distinguir entre o bem e o mal para si mesmo; ela é a norma fundamental do comportamento de cada pessoa sob o ponto de vista ético. É a inteligência fazendo um juízo a respeito do acerto ou do erro para a própria pessoa, de um ato a ser praticado. A formulação desse juízo pressupõe uma série de critérios que a pessoa vai adquirindo desde a infância através da família, da escola, religião, meios de comunicação, pela vida, enfim. A consciência ética é a voz da própria pessoa para si mesma, que a obriga a procurar a verdade objetiva, num processo de conquista realizado constantemente. Daí podermos afirmar que a consciência ética pode ser aumentada, diminuída ou modificada de acordo com os esclarecimentos que a pessoa vai adquirindo. 4.2 – EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA EM CADA PESSOA Na criança, a consciência se caracteriza pelo imediatismo no tempo presente, sem abertura nem para o passado, nem para o futuro. Nessa fase, o ideal é o adulto contemporizar, aceitando a criança na sua própria realidade, com muita paciência, pois ela está apenas iniciando a caminhada de sua vida na construção de valores.
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a) Essa unidade III traz os principais “aspectos do ser humano”. Quais são eles? ______________________________________ ______________________________________ b) Liberdade, tão cantada em prosas e versos. Escreva abaixo quais são as bases fundamentais da liberdade: ______________________________________ ______________________________________ c) Como futuro profissional do mercado imobiliário, cujas atividades certamente vão obrigá-lo a relacionar-se diretamente com o público, porque é importante estar informado e participar da política? ______________________________________ ______________________________________

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No jovem, a consciência é mais voltada para o futuro e de acordo com um idealismo, que imagina um mundo diferente do atual. Ele está cheio de vida, de energias, de projetos. O ideal é manter um clima de diálogo constante, escutando bastante, apresentando razões a fim de levar o jovem a pensar em todos os dados possíveis, antes de tomar uma decisão. A consciência do adulto é aquela capaz de integrar os três tempos: o passado, o presente e o futuro. Ele já tem uma bagagem de vida que lhe permite refletir, bem como traçar projetos, mas vive a realidade de um presente que lhe pode dar a dimensão adequada do que é possível fazer, pois enxerga mais longe as conseqüências de seus atos. A consciência do idoso, muitas vezes, pára no passado, não aceitando novidades do presente e menos ainda pensando no futuro. Isto acontece por uma questão de segurança biológica e psicológica, pois a pessoa percebe, mesmo inconscientemente, que lhe resta pouco tempo de vida, e então tenta se garantir com os meios que sempre lhe foram favoráveis, sem se arriscar para o que lhe é desconhecido. É importante observar que estas diferenças entre criança, jovem, adulto e velho não possuem uma idade cronológica exata e rígida. São mais uma questão de mentalidade psicológica e não ocorrem abruptamente, de um dia para outro. Daí a importância de cada um conhecer o momento que está vivendo para se situar, bem como os momentos dos outros para que se consiga uma interação de consciências. 4.3 – CONDICIONAMENTOS DA CONSCIÊNCIA A consciência sofre condicionamentos de ordem: biológica (referente à vida no seu caráter orgânico-corpóreo); psicológica (o sentido de personalidade que individualiza a pessoa); sociológico e histórico (os fatos do passado marcam a vida presente e futura).
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Esses condicionamentos não devem ser considerados de uma forma fatalista ou determinista. Cada pessoa deve tomar consciência deles em si mesma e procurar aperfeiçoá-los, vencê-los, eliminá-los, superá-los, conforme a característica dos mesmos. A pessoa precisa aprender a viver com seus condicionamentos, sendo dona deles, observando suas influências na liberdade para as opções da consciência entre o bem e o mal. 4.4 – MEIOS PARA A FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA A consciência nunca está pronta, acabada. Ela passa por uma evolução com uma série de condicionamentos. A pessoa dispõe de alguns meios para melhorar seus critérios no discernimento entre o bem e o mal para si. A procura e o zelo constante pela verdade é um caminho imprescindível para a formação da consciência. A ignorância a respeito das coisas ou mesmo o conhecimento vulgar pode atrapalhar muito a pessoa. Ressalte-se, também, a importância da pessoa não ser simples expectador dos acontecimentos. O homem é construtor da história, assumindo criticamente tudo e criando novos fatos a partir do que os anteriores trouxeram. Reconhecer os próprios limites também é meio de formação da consciência. Cada pessoa tem que saber aquilo que é em si mesma e aquilo de que é capaz, para, a partir da própria realidade, dinamizar seu poder de escolha entre o bem e o mal. A superação de elementos negativos da personalidade, também é necessária para a progressiva formação da consciência. Assim, a pessoa deve lutar contra a precipitação, a negligência, a preguiça, a má-fé. O bom senso, o equilíbrio e o autodomínio são uma regra de ouro para a formação da consciência ética na pessoa. Cada um tem que tomar conta de si mesmo, decidir sua própria vida, assumir a sua própria história.
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4.5 – A CONSCIÊNCIA E A LEI Toda lei deve ser uma ordenação da razão em vista do bem comum, promulgada por quem tem o cargo de chefia na comunidade. Aqui, entende-se lei no sentido mais genérico do termo, ou seja, como toda regra escrita que emana de uma autoridade de uma determinada sociedade ou grupo e que impõe a esses a obrigação de cumprimento. Ex. decretos, portarias, normas, estatuto, código. A fim de satisfazer o conteúdo ético, toda lei deve: primar pela justiça, isto é, deve prescrever o que está de acordo com a natureza, a dignidade do ser humano; ter possibilidade de ser cumprida, preencher uma utilidade ou necessidade real; ter uma certa estabilidade. Toda lei cria um efeito imediato, que é obrigar as pessoas a agir de uma determinada forma (p.ex., pagar impostos); porém toda lei possui em efeito mais remoto ou mais profundo, que é dinamizar as virtudes da pessoa, como o respeito, a disciplina, a justiça, a prudência. A sanção é a recompensa pela observância ou o castigo pela violação da lei, do dever. A sanção é uma resposta ao comportamento da pessoa. Ela é fruto da responsabilidade da pessoa. Existem vários tipos de sanção: 1) da consciência, enquanto produz uma satisfação ou um desgosto resultante da observância ou da violação do dever; 2) da opinião pública, que costuma estimar ou valorizar as pessoas honestas e lançar ao desprezo os iníquos e corruptos, muito embora isto não ocorra de imediato;
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3) civil, ou administrativa, estabelecida por autoridade de determinada instituição, tais como, prêmio dado pela empresa ao empregado ou castigos como advertências, suspensões, demissões; 4) penal - é a norma que estabelece a pena para o crime ou contravenção. Discute-se muito a respeito do valor ou da razão de ser de uma sanção. É certo que o bem em si deve ser a razão última do ato, mas a sanção pode ser um auxiliar precioso, e até necessário, face às fraquezas do ser humano. O verdadeiro sentido da sanção deve ser a frutificação, isto é, o prêmio ou castigo devem ser o resultado da própria ação feita pela pessoa. Os prêmios e os castigos devem ser proporcionais aos atos da pessoa e não por vingança, remédio ou exemplo; ai reside toda dificuldade de uma legislação ou de uma ação justa. A consciência é a resposta da pessoa para si mesma, enquanto que a lei é a resposta da sociedade para a pessoa; por causa disto podem ocorrer conflitos entre ambos. 4.6 – A CONSCIÊNCIA E O ATO ÉTICO Os atos eticamente bons ou maus, ou, de acordo com a linguagem popular, morais ou imorais, surgem após a constatação da existência de vários elementos que serão analisados a seguir:

O Objeto – O objeto é a “coisa” que o ato realiza diretamente por si mesmo, enquanto é conhecida pela razão conforme ou não ao bem; Ex., “ajudar alguém” é bom, “matar uma pessoa” é mal. As Circunstâncias - São todos os elementos acidentais do ato que podem acarretar atenuantes ou até modificar o sentido do objeto.
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O Fim – É a intenção do sujeito ou o objeto do ato interior; este é a primeira causa ou o termo último da ação.
4.7 – OS DESAFIOS PARA CONSCIÊNCIA Uma pessoa pode possuir determinadas características que bloqueiam a sua consciência ética. Essas características são um desafio para a consciência. São elas: Preconceito – É a atribuição de certas características às pessoas de um determinado grupo, sem analisar a validade ou a veracidade das mesmas, criando um comportamento rígido, cristalizado. Para superar os preconceitos é necessário o correto conhecimento dos atributos do grupo social; p.ex., a interdependência do comportamento pela cooperação diante de obstáculos comuns, como pode acontecer no caso de competições esportivas, atividades profissionais, calamidades públicas. Em ocasiões como essas pode-se observar a igualdade dos atributos ou, até mesmo, a superioridade do outro para o qual é dirigido o preconceito. Ideologia – Constitui um corpo sistemático de representações e normas que ensinam as pessoas a pensar e a agir com a função de assegurar determinadas relações e condições de existência, adaptando os indivíduos a tarefas prefixadas, garantindo a coesão dos mesmos e a aceitação de atividades sem críticas. Exemplos: capitalismo, comunismo, fascismo, protestantismo etc. A ideologia vive, fundamentalmente, de símbolos e é formada por estereótipos organizados de maneira coerente. Toda ideologia tem uma grande capacidade de mobilizar as pessoas e as massas, especialmente quando aparece com caráter redentor, mostrando-se progressista, avançada ou revolucionária, mais pela prática e pela ação do que por palavras. Foi assim que o socialis54 •

mo foi proposto para acabar com as injustiças do capitalismo, o comunismo soviético para melhorar a vida do povo explorado pelo czarismo, etc. Mas toda ideologia corre o perigo de ser totalitária, criando estratégias só para seus objetivos, fora do bem comum; assim ela mantém a dominação do grupo, subordinando a si a ciência, a cultura, a religião, a moral, o Estado, a nação, a educação, tudo enfim. Para a tomada de consciência, é importante que a pessoa examine os fundamentos teóricos, as propostas concretas e os comportamentos propostos pela ideologia, a fim de que ela possa, de fato, decidir mais adequadamente. Alienação – é o alheamento, a indiferença da pessoa. Ocorre quando a pessoa renuncia ao seu poder de decisão e age levado de roldão por outras forças. Assim, existe a alienação: na produção - na dicotomia entre a concepção do produto e a sua confecção - enquanto uns pensam, outros fazem sem nenhum poder de participação na concepção, no consumo, onde as necessidades são artificialmente estimuladas; para isto basta analisar as propagandas, bem como a disposição de produtos em supermercados: o apelo ao novo torna tudo descartável e rapidamente obsoleto, criando uma obsessão nas pessoas para as compras, onde as emoções falam mais alto do que a realidade ou a necessidade. Até no lazer pode ocorrer a alienação. A ação repetitiva pode tornar a pessoa incapaz de se divertir ou a faz procurar compensações violentas. Também a indústria do lazer manipula os gastos, determinando programas, como discotecas, bingos, filmes, competições etc.
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Hoje em dia, a maior parte da população não tem acesso ao lazer ativo, como esportes, passeios, turismo, ligando-se, então, ao lazer passivo, como é o caso da televisão, que leva a comportamentos mecanizados. De novo é necessário que a consciência repense se não está sendo conduzida por alguma forma de alienação, a fim de que a pessoa assuma a decisão e a condução de sua vida. 4.7.1 – Mecanismos de defesa A tomada de consciência tem seus mecanismos de defesa para superar desafios. Assim, a pessoa pode reagir: • agressivamente - contra a causa de sua frustração, o que revela uma precipitação no julgamento das causas que provocaram o fato, demonstrando que o indivíduo não está no seu estado normal de reflexão e raciocínio; • fantasiando - atitude que consiste em fugir para o mundo da imaginação criadora, a fim de satisfazer o que a realidade nega para a pessoa. De um lado, a fantasia mostra metas, ideais ou objetivos que a pessoa tem, de outro lado, expõe a dificuldade em enfrentar a dureza de uma realidade que nem sempre permite a concretização dos desejos pessoais. A imaginação deve ser regulada pela inteligência e pela vontade, a fim de que a pessoa enfrente melhor seus conflitos e frustrações;

um nivelamento por baixo, ao considerar todos incompetentes para uma determinada atividade. Este comportamento impede um maior entrosamento entre as pessoas, principalmente quando se trata de ações que devem ser executadas em equipe; • buscando compensação - consiste em contrabalançar uma deficiência, procurando a realização num campo diferente. É um mecanismo que põe em realce o desejo da pessoa de estar bem consigo mesma e com a sociedade, e, como não consegue isto através de uma atividade, procura outra, muito embora sempre reste uma sensação de incapacidade; • com racionalização - consiste em inventar justificativas para si mesmo e para os outros, a fim de desculpar-se de atitudes erradas. É uma mentira consciente que a pessoa faz a si mesma e aos outros; • com repressão - é um ato de renúncia de um desejo que se mostra em desacordo com os princípios da própria pessoa. A pessoa se reprime, ou seja se contém, se refreia; • com sublimação - consiste em desviar alguma energia instintiva para um fim social nobre. A sublimação revela um certo perfeccionismo em pessoas que não toleram imperfeições nem em si nem nos outros; são indivíduos insatisfeitos e que estão à procura do absoluto, e mesmo quando fazem bem aos outros, estão pensando mais na autosatisfação que no benefício alheio. Através da sublimação, a pessoa pode chegar a uma fase onde cai no nihilismo, ou seja, de tanto procurar o “tudo”, cai no “nada absoluto”, num ceticismo tal
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• fazendo projeção - quando se atribui a outras pessoas os próprios defeitos e deficiências. Revela falta de autoconhecimento, ou, se este existe, revela um despistamento da pessoa em reconhecer as próprias falhas. Pode estar acompanhada de preguiça, indolência ou negligência em vencer suas deficiências. É uma atitude que pretende estabelecer
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que não acredita em mais nada, ou se agarra a um dogmatismo fanático, alienando-se das situações da realidade. As atividades religiosa, artística e intelectual podem ser exemplos típicos de sublimação, quando a pessoa coloca a sua energia a serviço de fins considerados mais elevados. 4.8 – A CRISE DA CONSCIÊNCIA ÉTICA Este problema aparece no mundo de hoje porque as pessoas enfrentam várias situações em que parece difícil ou até impossível separar o certo do errado. A crise de consciência, geralmente, ocorre porque: • o avanço da ciência, um valor tido por si mesmo e absoluto, parece ignorar outros valores, por exemplo, questões relativas à bioética; • o desejo desenfreado do ter pode levar ao afogamento do ser, enquanto as pessoas se perdem no meio de tantas coisas, escurecendo assim o horizonte dos valores da vida; • a preocupação exagerada com a aprendizagem do poder-fazer pode criar um abismo em relação à autêntica formação do homem como um todo, reduzindo-o a uma simples máquina produtiva. A formação prático-material da vida menospreza a cultura ética. • a democratização abstrata da sociedade cria o pressuposto de que o que vale é o que pensa a maioria; é o “você decide” com a eleição de opiniões, sendo a verdade o resultado da soma do “sim” contra o “não”. Freqüentemente, estas opiniões já são formadas a priori pelos próprios meios de comunica56 •

ção, que exploram idéias carregadas de emotividade e onde há pouco campo para o raciocínio lógico. Daí ocorre uma confusão entre os valores, até com indiferença pelos mesmos e com abuso da consciência dos indivíduos pelos poderosos, e isso tanto na política, na economia como na religião. • o ativismo desenfreado também pode provocar dificuldades para a consciência. As pessoas estão muito ocupadas em trabalhar e não sobra tempo para pensar; assim, com o trabalho absorvendo demais o indivíduo, raramente ele questiona o sentido de sua vida, os valores que cultiva, as formas de relacionamento com o próximo e mesmo a validade de sua profissão para sua realização pessoal. A transição histórica que está vivendo a humanidade é também fator determinante de crise. A partir da Segunda Guerra Mundial, as formas padronizadas de família, de escola, de postura social foram colocadas em dúvida e outras ainda não foram elaboradas; as gerações antigas perderam o rumo que tinham e as novas ainda não o acharam. Tudo isto gera incertezas e inseguranças. Finalmente, vive-se uma grande crise espiritual quando as religiões tradicionais parecem não responder mais às necessidades das pessoas; aí questiona-se até o próprio Deus ou, pelo menos, a idéia sobre ele; como conseqüência, haverá a falta de um valor unificador, abalando com isso a consciência: “Se Deus não existe, tudo é permitido.” (Dostoiewsky)

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h) Para melhor apreender o assunto: quais os fatores que podem provocar a chamada “crise de consciência”? ______________________________________ ______________________________________ a) Tratando agora de alguns aspectos subjetivos da ética, qual a definição de “consciência” para a ética? ______________________________________ ______________________________________ b) Pesquise no texto e relacione quais os condicionamentos sofridos pela ética: ______________________________________ ______________________________________ c) Para fixar seus conhecimentos sobre o tema, relacione as três “regras de ouro” para formação da consciência: ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ d) O profissional corretor de imóveis está sujeito a punições. Para ampliar sua visão a respeito, escreva abaixo a definição do que vem a ser “sanção”: ______________________________________ ______________________________________ e) Muito utilizada em nossos tempos atuais, defina o que significa a expressão “preconceito”: ______________________________________ ______________________________________ f) Faça o mesmo em relação a “alienação”: ______________________________________ ______________________________________ g) Após estudar a teoria, relacione abaixo as formas das pessoas reagirem, como mecanismos de defesa: ______________________________________ ______________________________________

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5. OS DILEMAS DA ÉTICA Por que se percebe tanta diferença entre o discurso e a prática quando se trata de ética? Uma primeira explicação é a de que o discurso, por habitar o mundo das idéias, é mais fácil de mudar do que a prática, sujeita a atritos e obstáculos. Outra explicação, mais pessimista, é a de que o discurso está dissociado da prática. Se por um lado a evolução do discurso ético propiciou um “despertar” nos profissionais, por outro impinge a ética como mercadoria. Em grandes empresas, por exemplo, ações de responsabilidade social vêm sendo usadas como reforço de propaganda, com verbas que saem do departamento de marketing! O problema não está, é claro, nas ações sociais, mas surge quando se confundem essas ações com o que é o cerne da atitude ética: o modo de enfrentar os dilemas cotidianos. Conflitos éticos não faltam no mundo dos negócios, no dia-a-dia profissional. A solução não está, somente, em se criar um Código de Ética da categoria; tem que haver a atitude ética integral. O profissional, seja de que área for, deve ter um comportamento ético mesmo que em detrimento de benefícios intangíveis a curto prazo. Porque ética se constrói. Não vem de cima para baixo, de fora para dentro. O agente tem que estar consciente de suas ações. Durante algum tempo, acreditou-se que ética e negócios não combinavam; onde havia a primeira, os segundos eram fadados ao insucesso. A visão mudou: a ética impõe restrições nos negócios, que hoje são baseados na honestidade, verdade e justiça. Embora tenhamos a tentação de associar ética a convicções perenes, o fato é que os valores da sociedade mudam. Já foi considerado ético ter escravos. Já foi considerado ético revistar funcionárias na saída do trabalho para verificar se furtavam peças. O lado bom do discurso ético é a apropriação da exigência de transparência e correção.
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Essencialmente, a eticidade é apenas uma apresentação abstrata de conduta, mas as condutas concretas, invariavelmente, serão praticadas por vontade de um ou mais indivíduos. A conduta humana sofre os efeitos da ambiência em que se desenvolve a profissão.

6. O CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO CORRETOR DE IMÓVEIS
O Código de Ética Profissional dos Corretores de Imóveis foi aprovado pela Resolução-COFECI nº 326, de 25/06/1992. Esse Código de Ética estabelece linhas ideais éticas para o exercício da atividade do Corretor de Imóveis. Ele é um instrumento regulador, no qual se baseia a vigilância de atuação, realizada pelos Conselhos Regionais dos Corretores de Imóveis (CRECI) em suas regiões respectivas, coordenada pelo Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (COFECI). Em dez artigos, o Código de Ética do Corretor de Imóveis traça as linhas de conduta a ser seguida por aqueles que desenvolvem a atividade específica. Mas, como já dito anteriormente, é a conduta sadia do ser, consigo mesmo e com seu ambiente de trabalho, que levam ao sucesso profissional. Se amamos o que fazemos, o fruto de nosso trabalho será de boa qualidade e trará proveitos. Se nos valorizamos como profissionais, é possível auferir melhores rendimentos. Se agimos com ética em todos os momentos de nossas vidas, conseguimos materializar os ideais que nos norteiam. E é também através da profissão que o homem pode ser útil à sua comunidade, numa reciprocidade de benefícios a quem pratica e a quem recebe o fruto do trabalho. A profissão de corretor imobiliário exige uma conduta específica, que em parte é ditada pelo seu Código de Ética, para que haja sucesso e construção de um conceito pleno do valor da profissão para a sociedade. Esse conINEDI - Cursos Profissionalizantes

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ceito não se concretiza sem a prática. O valor profissional deve acompanhar-se de um valor ético para que exista uma integral imagem de qualidade. É inequívoco que o trabalho individual influencia e recebe influências do meio onde é praticado, não sendo, pois, somente em seu grupo que o profissional dá sua contribuição ou a sonega. Existe uma função social em cada profissão e não é diferente a do corretor de imóveis: o agente consciente do valor social de sua ação, da vontade direcionada ao geral, pode realizar importantes feitos que alcançam repercussão ampla. Uma vez definida a profissão, é necessário que haja comprometimento com os deveres éticos, pertinentes e compatíveis com a escolha da tarefa a ser desempenhada. De modo geral, as relações essenciais no fenômeno do dever ético, são: I. A escolha da profissão implica o dever do conhecimento, que implica o dever da execução adequada. II. O agente não é obrigado a aceitar um empenho profissional, mas se obriga ao aceitá-lo. III. Zelo é virtude; diligência é o exercício dessa virtude. IV. É necessário ser honesto, parecer honesto e ter o ânimo de sê-lo, para que exista a prática do respeito ao direito de nosso semelhante. Executar a contento, com o máximo interesse, o serviço para o qual o corretor de imóveis foi contratado, realizando tudo o que se fizer necessário, no tempo certo, demonstra zelo profissional, além de afastar qualquer possibilidade de vir a ser responsabilizado em reparar danos, morais ou materiais, ou até mesmo prejuízos que seu cliente entenda devidos. É dever também do corretor de imóveis orientar e dar assistência ao cliente, guiando-o e conduzindo-o ao limite máximo de
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aproveitamento de seus serviços, com segurança e serenidade, enquanto durar a prestação do serviço.

a) Porque existem tantas diferenças entre o “discurso e a prática”, quando se trata de ética? ______________________________________ b) A conduta ética dos corretores de imóveis é estabelecida em quais normas legais? ______________________________________ c) O Código de Ética da profissão de corretor de imóveis (Resolução-Cofeci 326/92), faz a distinção entre faltas graves e leves. Pesquisando a norma citada, escreva quais são as faltas éticas consideradas “graves” para o corretor de imóveis. ______________________________________ d) Pesquisando a Lei 6.530/78 e a ResoluçãoCofeci nº 326/92, relacione abaixo quais as penalidades que podem sofrer o corretor de imóveis que contraria o Código de Ética da profissão. ______________________________________

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d) A Ética tem como fundamento o próprio ser e agir do homem e) n.d.a. 5. As virtudes éticas são disposições estáveis para agir bem, e a aquisição dessas virtudes pelo homem, exige: a) capacidade intelectual b) condição genética favorável c) profundo conhecimento filosófico d) conhecimento sobre teologia e) prática constante através do exercício das mesmas. 6. A Ética antecede os códigos, normas e leis porque: a) é uma ciência que não se impõe aleatoriamente ao ser humano; ele tem que viver por si os fundamentos objetivos da ética, para assimilá-los. b) Faz parte da recente reclassificação das Ciências Modernas. c) Foi criada por Platão. d) Foi criada por Aristóteles. e) n.d.a. 7. Existe um princípio ético fundamental, que é evidente por si mesmo para todas as pessoas. Assinale a alternativa em que o mesmo está expresso: a) A vida humana é muito mais dinâmica do que os enquadramentos que são feitos dela. b) É necessário fazer o bem e evitar o mal. c) De tempos em tempos, o homem está à procura de si. d) Eticamente, sempre existiram os dominantes e os dominados. e) n.d.a. 8. Assinale a alternativa que conceitua “bem” em contraposição a “mal”: a) Uma relação constituída entre duas ou mais realidades. b) Uma composição harmônica da interação humana.
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I - Assinale a aternativa correta. 1. Diante da definição: “Ciência do que o homem deve ser em função daquilo que ele é”, podemos dizer que estamos falando de: a) Ética b) Antropologia c) História d) Psicologia e) Sociologia 2. O homem, através de sua racionalidade, busca conhecer a si e ao mundo que o cerca. Neste sentido, a ética: a) Não ajuda em nada o ser humano b) É um dos caminhos para a busca do aperfeiçoamento humano. c) É uma imposição aleatória ao ser humano. d) É uma ciência praticada somente por filósofos. e) Só existe se forem editados os códigos de ética. 3. Na análise de determinada atitude, identificamos o agente consciente, isto é, aquele que conhece a diferença entre bem e mal, certo e errado, permitido e proibido, virtude e vício. Podemos afirmar que neste caso, o agente tem uma: a) formação filosófica adequada b) capacidade de liberar desejos e impulsos c) conduta ética d) submissão ao poder instituído e) formação cultural eclética 4. Assinale a alternativa correta: a) O fundamento único da Ética é a Filosofia b) A Ética está centrada na Sociologia c) A Antropologia é o fundamento da Ética
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c) Bem é tudo aquilo que está de acordo com a natureza em geral e especialmente com a natureza humana, perfazendo uma harmonia no todo. d) Uma negação que priva o ser humano de se complementar. e) n.d.a. 9. Ética profissional é a aplicação da ética geral no campo das atividades profissionais específicas; esta afirmação é verdadeira desde que: a) o agente tenha boa formação acadêmica b) o agente desempenhe a sua profissão há muito tempo c) o agente conheça Filosofia e Antropologia d) o agente esteja imbuído de valores próprios do ser humano (virtudes) para vivê-los em suas atividades profissionais. e) n.d.a. 10. Assinale a alternativa em que não está expressa uma virtude humana: a) prudência b) justiça c) temperança d) firmeza interior e) avareza 11. Dizer que o homem é um ser prático, significa: a) que ele organiza mentalmente a realidade, percebendo que nela pode intervir e transformá-la. b) que ele é tarefeiro. c) que ele é teorizante. d) que ele age apenas instintivamente. e) que ele pratica as tarefas da mesma forma que os animais. 12. Assinale a alternativa que contém afirmativa correta: a) Política é a forma que o indivíduo tem para comandar os outros, em seu benefício exclusivo, ou de uma minoria que ele representa.
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b) Política é o estabelecimento de estratégias para comandar na sociedade, visando o benefício de todas as pessoas. c) Política, em sentido amplo, é a procura do bem-estar individual. d) Política não é para qualquer pessoa. e) n.d.a. 13. O homem é um ser estético, porque: a) Aprecia a beleza das mulheres. b) Tem imaginação fértil. c) Vive à procura de harmonia, da coerência, da perfeição das formas, da unidade das coisas. d) Não aprecia sair do terreno seguro do já conhecido, em busca do que é novo. e) n.d.a. 14. Para que haja ética, um dos pressupostos básicos é que o homem seja livre, porque: a) ele não precisa de limitações. b) ele possui ideais altruístas. c) é mais importante ser livre de regulamentos. d) qualquer ação, gesto ou pensamento só tem valor moral se tiver sido concebido com liberdade. e) n.d.a. 15. Dizer que o homem é um ser volitivo, significa: a) que ele não tem querer pessoal. b) que ele não é responsável pelos seus atos. c) que ele não responde por seus erros e fracassos, pois nunca é o culpado. d) que ele constrói sua vida a partir dos erros dos outros. e) que a vontade é a faculdade pela qual a pessoa toma decisões em sua vida. 16. A Ética possui fundamentos que podem ser aferidos objetivamente. Dentre eles: a) Que o homem é um ser corpóreo, volitivo e inteligente. b) Que o homem é um ser científico. c) Que o homem é um ser analítico.
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d) Que o homem é um ser econômico. e) n.d.a. 17. Ao analisar o fundamento objetivo ético de que o homem é um ser social, significa: a) que ele precisa freqüentar festas para interagir com outros indivíduos. b) que ele é chamado a conviver em grupo, não conseguindo viver isolado. c) que ele é individualista. d) que ele é a criação de novas realidades. e) n.d.a. 18. Dizer que o homem é um ser histórico, significa: a) que ele tem conhecimento da História Antiga b) que ele deve permanecer inerte, numa atitude de contemplação diante da vida c) que ele é chamado a criar os fatos ou acontecimentos de sua época, e não a sofrê-los, passivamente. d) que ele tem o poder de permanecer numa atitude fatalista diante da vida. e) n.d.a. 19. Para o estudo da ética, “consciência” significa: a) a noção que a pessoa tem de si mesma b) ser honesto e justo c) ser sincero e coerente d) a capacidade de distinguir entre o bem e o mal para si mesmo. e) n.d.a. 20. Embora a ética tenha uma base comum a todas as pessoas, é uma construção: a) coletiva e descontínua. b) pessoal e descontínua, dependendo da idade do agente. c) coletiva , histórica e social. d) coletiva e dinâmica. e) pessoal, contínua e dinâmica. 21. Segundo o Código de Ética do Imobiliário, é dever do profissional no exercício de suas
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atividades: a) defender os direitos e prerrogativas profissionais e a reputação da classe. b) integrar o mesmo grupo religioso de seus colegas. c) não prestigiar as entidades de classe. d) referir-se desairosamente sobre seus colegas de profissão. 22. O Código de Ética do Corretor de Imóveis foi aprovado através da: a) Resolução-COFECI nº 146/82 b) Resolução-COFECI nº 326/92 c) Resolução-CRECI nº 326/92 d) Resolução-CRECI nº 263/82 e) Resolução-COFECI nº 336/92 23. Cumpre ao corretor de imóveis, no exercício de sua profissão: a) intermediar negócio que saiba impossível por falta de documentação. b) atrapalhar negócio iniciado por seu colega, para angariar o cliente para si. c) agir com zelo, responsabilidade e honestidade em relação a seus clientes. d) referir-se desairosamente sobre seus colegas de profissão. e) n.d.a. 24. A construção de uma boa imagem profissional repercute em toda a categoria. Neste sentido, o Código de Ética Profissional do Imobiliário prevê como um dos seus deveres: a) andar sempre de terno e gravata b) possuir telefone celular c) possuir um notebook d) o zelo do prestígio de sua classe e o aperfeiçoamento da técnica das transações imobiliárias. e) n.d.a. 25. O Código de Ética Profissional dos Corretores Imobiliários é: a) um conceito subjetivo sem efeitos práticos b) conflitante com as resoluções sindicais
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c) facultativo para aqueles que quiserem observá-lo d) um conjunto de normas sem punições. e) de observação obrigatória pelos profissionais inscritos nos Conselhos Regionais. 26. “Cada conjunto de profissionais deve seguir uma ordem de conduta que permita a evolução harmônica do trabalho de todos, a partir da conduta de cada um, através de uma tutela que conduza a regulação do individualismo perante o coletivo.” Estamos falando de: a) ética profissional b) ética filosófica c) ética aristotélica d) ética kantiana e) n.d.a. 27. Complete o raciocínio com uma das alternativas ao lado: As virtudes formam a consciência ética estrutural e habilitam o profissional ao êxito no desempenho de suas atividades. Podemos então concluir que ausentes as virtudes no agir profissional... a) o agente deve voltar a estudar Filosofia. b) não se consegue a realização de um exercício ético competente, seja qual for a natureza do serviço prestado. c) o agente deve compenetrar-se mais da importância da Psicologia. d) de qualquer modo, a atividade será realizada. e) n.d.a. 28. O cuidado com que um indivíduo desempenha suas atividades, começa com uma responsabilidade individual, fundamentada na relação entre o sujeito e o objeto de trabalho. A isso denominamos: a) paciência b) temperança c) zelo d) avareza e) lealdade
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29. Assinale a alternativa que indica um dever ético profissional: a) Sair cedo de casa todos os dias para trabalhar. b) Estar sempre atualizado dos negócios em seu meio profissional. c) Colocar metas e objetivos a serem alcançados a médio e longo prazo. d) Conhecer bem o que se faz, pois o conhecimento implica no dever da execução adequada da atividade. e) n.d.a. 30. É dever do Corretor de Imóveis, perante seus clientes: a) omitir os detalhes que possam depreciar o negócio. b) apresentar os dados do negócio, mais ou menos certos. c) não deixar que o cliente venha saber de dados ou riscos do negócio. d) trabalhar sem contratar por escrito os serviços que vai prestar e a remuneração correspondente. e) inteirar-se de todas as circunstâncias do negócio, antes de oferecê-lo. II - Leia as afirmativas listadas a seguir. Umas verdadeiras, outras falsas. Nos parênteses colocados depois dos números, identifique as afirmativas verdadeiras com a letra “V” e as falsas com “F”. 1. ( ) Ética é a Ciência que trata do que o homem deve ser em função daquilo que ele é”. 2. ( ) O homem, através de sua racionalidade, busca conhecer a si e ao mundo que o cerca. Neste sentido, a ética só contribui para o aperfeiçoamento humano se houver um Código estabelecido por instituição competente. 3. ( ) Na análise de determinada atitude, identificamos uma pessoa consciINEDI - Cursos Profissionalizantes

RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA

ente. Ela conhece a diferença entre bem e mal, certo e errado, permitido e proibido, virtude e vício. Podemos afirmar que, neste caso, a pessoa tem uma conduta ética. 4. ( ) A Ética tem como fundamento o próprio ser e agir do homem 5. ( ) As virtudes éticas são disposições estáveis para agir bem e a aquisição dessas virtudes exige a prática constante através do exercício das mesmas. 6. ( ) A Ética antecede os códigos, normas e leis porque é uma ciência que se impõe aleatoriamente ao ser humano 7. ( ) É necessário fazer o bem e evitar o mal. Este é um princípio ético fundamental, que é evidente por si mesmo para todas as pessoas. 8. ( ) Bem é tudo aquilo que está de acordo com a natureza em geral e especialmente com a natureza humana, perfazendo uma harmonia no todo. 9. ( ) Ética profissional é a aplicação da ética geral no campo das atividades profissionais específicas. Para que isso ocorra é necessário que a pessoa esteja imbuída de valores próprios do ser humano (virtudes) para vivê-los em suas atividades profissionais. 10. ( ) A prudência, a justiça e a avareza são as maiores virtudes humanas. 11. ( ) Dizer que o homem é um ser prático, significa que ele é tarefeiro. 12. ( ) Política é o estabelecimento de estratégias para comandar na sociedade, visando o benefício de todas as pessoas.
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13. ( ) O homem é um ser estético, porque não precisa sair do terreno seguro do já conhecido, em busca do que é novo. 14. ( ) Para que haja ética, um dos pressupostos básicos é que o homem seja livre, porque ele não precisa de limitações. 15. ( ) Dizer que o homem é um ser volitivo, significa que ele não é responsável pelos seus atos. 16. ( ) A Ética possui fundamentos que podem ser aferidos objetivamente porque o homem é um ser corpóreo, volitivo e inteligente. 17. ( ) Afirmar que o homem é um ser social, significa que ele é chamado a conviver em grupo, não conseguindo viver isolado. 18. ( ) Dizer que o homem é um ser histórico, significa: que ele tem o poder de permanecer numa atitude fatalista diante da vida. 19. ( ) Para o estudo da ética, “consciência” significa a capacidade de distinguir entre o bem e o mal para si mesmo. 20. ( ) Embora a ética tenha uma base comum a todas as pessoas, ela é uma construção: pessoal, contínua e dinâmica. 21.( ) Segundo o Código de Ética do Imobiliário, é dever do profissional no exercício de suas atividades defender os direitos e prerrogativas profissionais e a reputação da classe. 22. ( ) O Código de Ética do Corretor de Imóveis foi aprovado através da Resolução-COFECI nº 326/92.
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23.( ) Cumpre ao corretor de imóveis, no exercício de sua profissão agir com zelo, responsabilidade e honestidade em relação a seus clientes. 24. ( ) A construção de uma boa imagem profissional repercute em toda a categoria. Neste sentido, o Código de Ética Profissional do Imobiliário prevê como um dos seus deveres andar sempre com roupas adequadas. 25. ( ) O Código de Ética Profissional dos Corretores Imobiliários é facultativo para aqueles que quiserem observá-lo 26. ( ) “Cada conjunto de profissionais deve seguir uma ordem de conduta que permita a evolução harmônica do trabalho de todos. Essa ordem de conduta é o que se chama ética profissional

27. ( ) As virtudes formam a consciência ética estrutural e habilitam o profissional ao êxito no desempenho de suas atividades. 28. ( ) Zelo é o cuidado que indivíduo tem no desempenho de suas atividades. Começa com uma responsabilidade individual, fundamentada na relação entre o sujeito e o objeto de trabalho. 29. ( ) É dever ético conhecer bem o que se faz, pois o conhecimento implica no dever da execução adequada da atividade. 30. ( ) É dever do Corretor de Imóveis, perante seus clientes. inteirar-se de todas as circunstâncias do negócio, antes de oferecê-lo.

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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Alienação: ato ou efeito de alienar-se; alheação. Também usado como venda ou cessão de bens. Ambiente organizacional: é todo o universo que envolve externa e internamente uma empresa, no qual operam os seus agentes. Apetitivo: que tem apetite. Autoridade: em administração de empresas a autoridade é definida como sendo o direito de dirigir outras pessoas dentro de uma organização, mandando e fazendo-se obedecer. Avareza: natureza do ser avaro. Miserabilidade, mesquinhez. Excessivo apego ao dinheiro. Axiologia: estudo ou teoria de alguma espécie de valor, particularmente dos valores morais. Clientes: é o segmento alvo e direcionador prioritário das organizações com fins lucrativos. Concorrentes: composto pelo segmento competitivo das organizações. COFECI: Conselho Federal de Corretores de Imóveis, autarquia federal criada com a Lei nº 6.530/78, com a finalidade de disciplinar, organizar e fiscalizar a profissão de corretor de imóveis em todo o território nacional. CRECI: Conselho Regional de Corretores de Imóveis. São criados e extintos pelo COFECI, com sede em cada capital dos Estados brasileiros, com a finalidade precípua de organizar o cadastro dos profissionais corretores de imóveis da sua jurisdição e fiscalizar sua atuação, zelando para que cumpram sua missão com zelo e dedicação, protegendo, dessa forma, a sociedade constituída. Delegação: em administração de empresas a delegação significa a designação de tarefas aos empregados/funcionários, considerando sua competência e informação para desempenhá-las. Departamentalização: significa o agrupamento de atividades de forma que tarefas relacionadas logicamente entre si sejam executadas em conjunto.

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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Efetividade: referente à realização permanente dos objetivos globais da organização em sintonia. É a capacidade de funcionar normalmente. Em nível setorial significa o grau de contribuição de determinada atividade para os objetivos globais. Eficácia: refere-se ao resultado satisfatório do empreendimento, à capacidade de atingir um objetivo ou resolver um problema, pela maneira mais rápida, com os melhores resultados e ao menor custo possível. Eficiência: significa fazer as coisas de maneira correta; refere-se à qualidade dos processos de trabalho, envolvendo o bom uso dos recursos humanos, materiais e tecnológicos. É a qualidade ou característica de quem ou do que, num nível operacional, cumpriu as suas obrigações; Empatia: tendência para sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa. Colocar-se no lugar da outra. Empresas: é toda organização de natureza civil ou mercantil, explorada por pessoa física ou jurídica, de qualquer atividade com fins lucrativos (ver Lei federal nº 4.137/62, art. 6o). Ética: estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana. È derivada do grego etos, que significa costuma. Esta apostila adota a definição de Sertillanges, na sua obra La philosophie morale de Saint Thomas: Ética é a ciência do que o homem deve ser em função daquilo que ele é. Extrínseca: que é exterior, não pertencente à essência de uma coisa. Feedback: o mesmo que retroalimentação. Nas organizações, significa as informações obtidas após análise ou pesquisa do funcionamento de algum sistema ou organização. È o processo utilizado par controlar os resultados da ação pelo conhecimento dos seus efeitos. Globalização: é o processo pelo qual a vida social e cultural dos diversos países do mundo é, cada vez mais, afetada por influências internacionais em razão de imposições políticas econômicas. Gula: excesso na comida e na bebida. Apego excessivo a boas iguarias. Habilidades conceituais: envolvem a capacidade de compreender e lidar com a organização ou unidade organizacional como um todo, compreendendo suas várias funções, a interligação entre elas e o relacionamento com o ambiente.
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RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA

GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Habilidades humanas: referem-se à facilidade de relacionamento interpessoal e grupal, envolvendo a capacidade de comunicar, motivar, liderar, coordenar e resolver conflitos individuais ou coletivos, manifestando-se no desenvolvimento da cooperação da equipe, no encorajamento à participação e ao envolvimento das pessoas. Habilidades técnicas: é a capacidade pessoal de desempenhar tarefas especializadas que envolvem certos métodos ou procedimentos, tais como contabilidade, marketing, vendas etc. Incongruente: inconveniente, incompatível, impróprio, incôngruo, incoerente. Irascível: que se irrita com facilidade; irritável.

Know-how: palavra de origem inglesa que significa o conhecimento disponível sobre os produtos e serviços objeto da criação e suas técnicas de produção ou prestação.
Luxúria: incontinência, lascívia, sensualidade. Também usado com o significado de corrupção, libertinagem. Metas: expressam resultados em termos mais precisos e restritos, estabelecendo prazos, quantidades e valores e outros aspectos mensuráveis, definindo padrões concretos de atuação da empresa e seus diversos setores. Moral: conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto par qualquer tempo ou lugar, quer par grupo ou pessoa determinada. Relativo às nossa faculdades morais: brio, vergonha. Mutabilidade: qualidade de mutável, instabilidade, volubilidade. Nome de fantasia: nome diferente da razão social, que a empresa pode ter, usado para identificar e fazer-se conhecer de forma mais fácil pelo consumidor. Ontologia: parte da ciência que trata do ser enquanto ser, isto é, do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres. Organização: genericamente, significa a ordenação, a arrumação das partes de um todo, a partir de um conjunto de normas para esse fim estabelecidas.
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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Organização como instituição: designação atribuída a qualquer grupo de pessoas que, conscientemente, combinam seus esforços e outros tipos de recursos par alcançar objetivos comuns socialmente úteis. Organograma: é a representação gráfica e abreviada da estrutura organizacional de uma empresa, apresentando-a de forma visual, contendo os seus órgãos componentes, suas funções, vinculações etc. Paradigma: modelo, padrão, estalão. Pessoa Física: qualquer ser humano, sujeito a direitos e obrigações perante a sociedade. O mesmo que pessoa natural. Pessoa Jurídica: é a entidade constituída de indivíduos ou de bens, com vida, direito, obrigações e patrimônios próprios. Pictografia: sistema de escrita de natureza icônica, baseada em representações bastante simplificadas dos objetos da realidade. Pictórica: referente a ou próprio da pintura; pictorial, pitoresco. Políticas ou diretrizes: são regras gerais de ação que orientam os membros da empresa na conduta diárias de suas operações, atuando como parâmetros das decisões delegadas aos níveis inferiores. Procedimentos: são diretrizes detalhadas para a execução de uma atividade, especificando a seqüência de atos relativos à mesma. Recursos humanos: é composto pelo grupo de pessoas que desenvolvem as atividades de uma organização. Em resumo, são os empregados de uma empresa. Responsabilidade: é a obrigação de execução de tarefas distribuídas por quem detém a autoridade. Rotinas: atividade freqüente ou regular de procedimentos.

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RELAÇÕES HUMANAS E ÉTICA

BIBLIOGRAFIA
AMOEDO, Sebastião. Ética do trabalho. Rio de Janeiro:Qualitymark. 1997. 107p. FRANCO, Hilário. “Os princípios da ética, da legalidade e da legitimidade”. In:Revista Brasileira de Contabilidade. 1991, p.65-67. MAXIMIANO, Antônio César Amaru. Teoria geral da administração. São Paulo : Atlas, 1997. 415 p. SÁ, Antônio Lopes de. Ética Profissional. São Paulo : Atlas, 2001. 248p.

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GABARITO GABARITO

EXERCÍCIO I
1-A 2-B 3-C 4-D 5-E 6-A 7-B 8-C 9-D 10-E 11-A 12-B 13-C 14-D 15-E 16-A 17-B 18-C 19-D 20-E 21-A 22-B 23-C 24-D 25-E 26-A 27-B 28-C 29-D 30-E

EXERCÍCIO II
1-V 2-F 3-V 4-V 5-V 6-F 7-V 8-V 9-V 10-F 11-F 12-V 13-F 14-F 15-F 16-V 17-V 18-F 19-V 20-V 21-V 22-V 23-V 24-F 25-F 26-V 27-V 28-V 29-V 30-V

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Técnico em Transações Imobiliárias

Noções de

Direito e Legislação
MÓDULO 05

BRASÍLIA – 2005

Os textos do presente Módulo não podem ser reproduzidos sem autorização do INEDI – Instituto Nacional de Ensino a Distância SDS – Ed. Boulevard Center, Salas 405/410 – Brasília - DF Telefax: (0XX61) 3321-6614

CURSO DE FORMAÇÃO DE TÉCNICOS EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS – TTI
COORDENAÇÃO NACIONAL André Luiz Bravim – Diretor Administrativo Antônio Armando Cavalcante Soares – Diretor Secretário COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Maria Alzira Dalla Bernardina Corassa – Pedagoga COORDENAÇÃO DIDÁTICA COM ADAPTAÇÃO PARA EAD Neuma Melo da Cruz Santos – Bacharel em Ciências da Educação COORDENAÇÃO DE CONTEÚDO José de Oliveira Rodrigues – Extensão em Didática Josélio Lopes da Silva – Bacharel em Letras EQUIPE DE APOIO TÉCNICO: INEDI/DF André Luiz Bravim Rogério Ferreira Coêlho Robson dos Santos Souza Francisco de Assis de Souza Martins PRODUÇÃO EDITORIAL Luiz Góes EDITORAÇÃO ELETRÔNICA E CAPA Vicente Júnior IMPRESSÃO GRÁFICA Gráfica e Editora Equipe Ltda

_____________________, Direito e Legislação, módulo V, INEDI, Curso de Formação de Técnicos em Transações Imobiliárias, 4 Unidades. Brasília. Disponível em: www.inedidf.com.br. 2005. Conteúdo: Unidade I: direito natural; direito de família – Unidade II: direito das obrigações – Unidade III: direito das coisas; Unidade IV: legislação sobre mercado imobiliário – Exercícios 347.46:677 C954m

Caro Aluno O início de qualquer curso é uma oportunidade repleta de expectativas. Mas um curso a distância, além disso, impõe ao aluno um comportamento diferente, ensejando mudanças no seu hábito de estudo e na sua rotina diária, porque estará envolvido com uma metodologia de ensino moderna e diferenciada, proporcionando absorção de conhecimentos e preparação para um mercado de trabalho competitivo e dinâmico O curso Técnico em Transações Imobiliárias ora iniciado está dividido em nove módulos. Este módulo 05 traz para você a básica disciplina Direito e Legislação que, dividida em quatro grandes unidades de estudo, apresenta, dentre outros itens essenciais, os conceitos fundamentais do direito, o direito natural, de família, contratos, noções de direito comercial, dos bens e obrigações e ainda toda a legislação sobre a profisão de corretor de imóveis no Brasil, sua regulamentação e as principais leis sobre o mercado imobiliário nacional, além de exercícios de fixação, testes para avaliar seu aprendizado e lista de vocabulário técnico que, com certeza, será indispensável no seu desempenho profissional.Trata-se, como você pode perceber, de uma completa, embora sintética, habilitação no âmbito desse conhecimento tão decisivo para o futuro profissional do mercado imobiliário. Se o ensino a distância garante maior flexibilidade na rotina de estudos também é verdade que exige do aluno mais responsabilidade. Nós, do INEDI, proporcionamos as condições didáticas necessárias para que você obtenha êxito em seus estudos, mas o sucesso completo e definitivo depende do seu esforço pessoal. Colocamos à sua disposição, além dos módulos impressos, um completo site (www.inedidf.com.br) com salas de aula virtuais, fórum com alunos, tutores e professores, biblioteca virtual e salas para debates específicos e orientação de estudos. Em síntese, caro aluno, o estudo dedicado do conteúdo deste módulo lhe permitirá não só o domínio dos conceitos mais elementares de Direito e Legislação, como também a melhor abordagem do consumidor, além do conhecimento dos instrumentos básicos para que o futuro profissional possa atingir os seus objetivos no mercado de imóveis. Enfim, ao concluir seus estudos neste módulo você terá vencido uma importante etapa para atuar com destaque nesse seguimento da economia nacional. Boa sorte!

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................07 UNIDADE I LEI DE INTRODUÇÃO AO DIREITO CIVIL (LICC) ................................................11 1. DAS PESSOAS .........................................................................................................12 1.1 – Das pessoas naturais ......................................................................................12 1.2 – Das pessoas jurídicas .....................................................................................14 1.3 – Do domicílio ................................................................................................15 2. DOS BENS................................................................................................................16 2.1 – Dos bens considerados em si mesmos ............................................................16 2.2 – Dos bens reciprocamente considerados .........................................................17 2.3 – Dos bens públicos .........................................................................................17 2.4 – Das benfeitorias ............................................................................................19 3. DOS FATOS JURÍDICOS .........................................................................................19 3.1 – Fatos, atos e negócios jurídicos ......................................................................19 3.2 – Da representação ..........................................................................................21 3.3 – Da condição do termo e do encargo ..............................................................21 3.4 – Dos defeitos do negócio jurídico ...................................................................21 3.5 – Da Invalidade do Negócio Jurídico ................................................................24 3.6 – Dos Atos Ilícitos ...........................................................................................24 3.7 – Da Prescrição e da Decadência ......................................................................25 UNIDADE II 4. DO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES .........................................................................29 4.1 – Das modalidades de obrigações .....................................................................29 4.2 – Da transmissão das obrigações ......................................................................31 4.3 – Do adimplemento e extinção das obrigações .................................................32 4.4 – Do inadimplemento das obrigações ...............................................................37 4.5 – Dos contratos em geral .................................................................................40 4.6 – Das várias espécies de contrato ......................................................................44 4.7 – Dos atos unilaterais .......................................................................................56 UNIDADE III 5. DIREITO DAS COISAS ............................................................................................61 5.1 – Da posse .......................................................................................................61 5.2 – Dos direitos reais ..........................................................................................63 5.3 – Da propriedade .............................................................................................63 5.4 – Do Condomínio Geral ..................................................................................67

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5.5 – Do Condomínio Edilício ...............................................................................68 5.6 – Da Propriedade Resolúvel .............................................................................68 5.7 – Direitos reais de Gozo ou Fruição .................................................................69 5.8 – Da Superfície ................................................................................................69 5.9 – Dos Servidões ...............................................................................................69 5.10 – Do Usufruto ...............................................................................................69 5.11 – Do Uso .......................................................................................................71 5.12 – Da Habitação ..............................................................................................71 5.13 – Do Direito do Promitente Comprador ........................................................71 5.14 – Direitos Reais de Garantia sobre coisas Alheias ............................................71 5.15 – Da Anticrese ...............................................................................................73 UNIDADE IV 6. LEI Nº 4.591/64 - Lei do Condomínio em edificações e das incorporações imobiliárias................................................................................................................77 7. LEI Nº 6.766/79 - Lei do parcelamento do solo urbano .............................................79 8. LEI Nº 8.078/90 – Lei de proteção do consumidor ...................................................81 9. LEI Nº 8.245/91 – Lei de locações dos imóveis urbanos ............................................86 10. LEI Nº 6.015/73 – Lei dos Registros Públicos .........................................................90 11. LEI Nº 6.530/78 E SEU INSTRUMENTO REGULAMENTADOR, O DECRETO 81.871/78 .............................................................................................92 12. RESOLUÇÃO-COFECI Nº 146/82 – Institui o Código de Processo Disciplinar .....95 13. RESOLUÇÃO-COFECI Nº 326/92 – Institui o código de Ética Profissional ...........96 TESTE SEU CONHECIMENTO .................................................................................99 GLOSSÁRIO .............................................................................................................119 BIBLIOGRAFIA...........................................................................................................131 GABARITO........ ..........................................................................................................132

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DIREITO E LEGISLAÇÃO

INTRODUÇÃO
A vida do cidadão é regida pela Constituição Brasileira e por leis que dela decorrem. A Constituição encontra-se no ápice do ordenamento jurídico, é a LEI MAIOR. Todas as normas devem se adequar a ela, sob pena de serem inconstitucionais e, consequentemente, ficarem “fora” do mundo jurídico. Cada Lei decorrente da Constituição trata, em regra, da conceituação básica de uma área de interesse e/ou das diretrizes específicas que se objetiva regular. Essas normas estabelecem os direitos e os deveres do cidadão em todos os campos de atividade - profissionais, socioculturais, políticos e econômicos; além de fundamentar e delimitar a Atividade Estatal.

Legislação é um conjunto de leis que regulam um assunto em particular.
Algumas atividades profissionais possuem um conjunto de leis que a regulam, ou seja, possuem legislação própria. A atividade profissional na área de Transação Imobiliária, do Corretor de imóveis tem a sua legislação própria. Os profissionais dessa área possuem prerrogativas legais que precisam ser conhecidas e vivenciadas. Para eles, são estabelecidos deveres e direitos. A disciplina Direito e Legislação, neste curso, significa estudo das Prerrogativas e Normas legais relativas ao Técnico em Transação Imobiliária. Assim, no presente trabalho, vamos tratar do Direito e da Legislação referente a esse profissional. Vamos destacar, sobretudo, o Código Civil Brasileiro e as leis complementares que regulam a matéria de forma específica e relacionadas à área de transação imobiliária. Código Civil é o conjunto de disposições e de regulamentos legais, referentes ao direito civil, à vida do cidadão, sendo o grande tratado de Direito Privado. O Código Civil é o próprio cotidiano do indivíduo. Ele trata das situações que são mais afetas ao dia-a-dia do cidadão. O que está disposto no Código Civil diz respeito à vida da pessoa, de seus bens e de sua família, bem como regula as relações dos indivíduos em sociedade: obrigações contratuais, responsabilidades, entre outros.
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O atual Código Civil Brasileiro foi aprovado pela Lei n° 10.406, de 10 de janeiro de 2002 que passou a vigorar 1 ano depois. Esse novo Código revogou o anterior que era de 1916 e, revogou, também, a primeira parte do Código Comercial que tratava, basicamente, das sociedades comerciais. Além dessas revogações, o novo Código Civil revogou toda ou partes de outras leis quando dispôs do assunto tratado nessas. Este tipo de revogação, denomina-se “Revogação Tácita”, pois a lei posterior não dispôs de forma expressa que a anterior seria retirada do mundo jurídico, mas por tratarem do mesmo tema, a mais nova prevalece. Revogar uma lei, portanto, é abolir toda ou parte dela que contenha disposições contrárias ao que foi disposto pela nova. Quando a lei é revogada no seu todo ocorre a “AB-ROGAÇÃO”; apenas em parte ocorre a “DERROGAÇÃO”.

Unidade

I
Reconhecer características básicas de uma lei; Conceituar os termos pessoa natural ou física, pessoa jurídica, domicílio, Bens, fato jurídico; Reconhecer características dos principais tipos de pessoa jurídica; Estabelecer diferenças existentes entre os diversos tipos de BEM e entre os fatos jurídicos; Identificar as exigências legais necessárias ao desempenho da profissão; Reconhecer a importância das informações estudadas para o exercício da profissão; Refletir sobre a responsabilidade legal do profissional da área.

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DIREITO E LEGISLAÇÃO – Unidade I

LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL
Em 1942, foi promulgado o Decreto-Lei Nº 4.657, conhecido como Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro. Essa Lei estabelece dispositivos importantes que não foram derrogados pelo novo Código Civil. O tema central da Lei de Introdução do Código Civil é a própria lei, na medida em que versa a respeito: • da sua vigência; • da sua revogação; • da impossibilidade de alegar-se o seu desconhecimento; • da aplicação da mesma; • de suas lacunas; • da sua interpretação; e • sua eficácia no tempo e no espaço. Cabe ressaltar que a Lei de Introdução ao Código Civil, na sua parte final, regula o chamado Direito Internacional Privado, o qual regula as relações entre pessoas jurídicas internacionais privadas, não sendo, portanto, objeto de análise do presente trabalho. Feita tal consideração, passamos a conceituar e analisar os principais tópicos tratados na Lei de Introdução do Código Civil. Toda Lei, depois de aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, e sancionada pelo Presidente da República, é apresentada ao povo, para que este conheça o seu conteúdo. Essa apresentação é feita no Diário Oficial da União. A publicação no Diário Oficial é o ato de tornar a lei pública e, portanto, de conhecimento geral. A lei, para ser imperativa, ou seja, para ser obrigatória a todos, deve estar em vigor. A maioria delas costuma indicar a data a partir da qual entrará em vigor. Todavia, se uma lei nada dispuser a respeito, ela entrará em vigor 45 dias após a publicação oficial, no território nacional, e em 3 meses nos países estrangeiros onde se admite a legislação pátria.
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O intervalo de tempo que vai da data da publicação da lei até a data de sua entrada em vigor denomina-se vacatio legis. Durante esse período ela não produz efeito, valendo a lei anterior. Tal medida objetiva a concessão de prazo para que todos se adaptem à nova lei. O novo Código Civil, por exemplo, passou a vigorar após um período de vacatio legis. Esse período foi de 1(um) ano. Via de regra, a lei vigora por tempo indeterminado, até que uma outra lei posterior a modifique ou revogue. Mas, a lei nova deve ter hierarquia (grau de poder) igual ou superior à da lei modificada ou revogada. Há casos em que a lei é de vigência temporária, principalmente para atender situações extremas, mas passageira. Se a lei estiver em vigor, ninguém pode escusar-se de cumpri-la, alegando que não a conhece. A lei não é capaz de prever todas as situações jurídicas e, sendo omissa, deve, então, o juiz decidir o caso de acordo com a analogia (semelhança entre coisas ou fatos), com os costumes e com os princípios gerais de direito. A aplicação da lei ao caso concreto deve sempre atender aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. Uma vez em vigor, a lei tem efeito imediato e geral, mas deve respeitar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. Ato jurídico perfeito é o já consumado segundo a lei vigente, ao tempo em que se efetuou. Direito adquirido é aquele que o seu titular pode exercer, pessoalmente ou por terceiros, ou aquele cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição preestabelecida inalterável, a arbítrio de outrem. Chama-se coisa julgada a decisão judicial que não cabe mais recurso. Essas informações são de ordem geral para todas as leis brasileiras. A partir de agora, você vai conhecer alguns dispositivos do Código Civil, aqueles que guardam estreita relação com o Técnico em Transação Imobiliária.
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1. DAS PESSOAS
Pela legislação brasileira todo indivíduo é capaz de direitos e obrigações na ordem civil. O reconhecimento da pessoa como tal é dada por sua personalidade jurídica. A personalidade civil começa com o nascimento, mas a lei protege, também, o nascituro desde a sua concepção. 1.1 – DAS PESSOAS NATURAIS Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na vida civil, ou seja, tem personalidade que a autoriza a ser titular de deveres e direitos nas relações jurídicas entre os homens. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida e termina com a morte. A respiração é considerada como sendo a prova mais eficaz do nascimento com vida. Todavia, desde a concepção, a lei põe a salvo os direitos do nascituro; ser já concebido, mas que está por nascer. Nesse sentido, o nascituro pode herdar, receber doações e legados, ser adotado, figurar como sujeito ativo e passivo de diretos e obrigações, desde que venha a nascer. A CAPACIDADE CIVIL é a aptidão da pessoa para ser titular, ou seja, exercer direitos e assumir obrigações na ordem civil. Apesar de toda pessoa ser titular de diretos e deveres, necessariamente, não significa que ela possa exercê-los plenamente. Há casos em que a lei protege determinados grupos de pessoas, considerando a idade, saúde e o desenvolvimento mental, impedindo-os de exercer pessoalmente seus direitos. A esse grupo de pessoas dá-se a denominação de incapazes. Assim, a INCAPACIDADE pode ser entendida como a vedação imposta pela lei para a prática pessoal de direitos e obrigações, não obstante a pessoa seja titular desses direitos e deveres. A incapacidade pode ser absoluta ou relativa. São ABSOLUTAMENTE INCAPAZES, para exercer, pessoalmente, os atos da sua vida
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civil, os menores de dezesseis anos, os que, por enfermidade ou deficiência mental, não demonstram o necessário discernimento para a prática desses atos, e os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. A determinação da capacidade da pessoa é de suma importância para a validade de um negócio jurídico, pois ele é NULO quando celebrado por pessoa absolutamente incapaz. E sendo nulo não gera nenhum efeito. No exercício de diretos e deveres, os absolutamente incapazes são REPRESENTADOS pelo pai, tutor ou curador, que pratica ato jurídico em nome ou pela pessoa, absolutamente incapaz. São RELATIVAMENTE INCAPAZES a certos atos ou à maneira de os exercer, os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; os ébrios habituais; os viciados em tóxicos e os que, por deficiência mental tenham o discernimento reduzido; os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; os pródigos, ou seja, o dissipador de seus bens. O negócio jurídico celebrado por pessoa relativamente incapaz é ANULÁVEL. A lei permite aos relativamente incapazes a prática de atos jurídicos, mas condiciona essa prática à ASSISTÊNCIA do pai, tutor ou curador, ou seja, de uma pessoa plenamente capaz, que se posta ao lado do relativamente incapaz, auxiliando-o na prática do ato jurídico e integrando-lhe a capacidade. A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. Todavia, a incapacidade pode ser cessada, para os menores, pela EMANCIPAÇÃO concedida pelos pais, pelo casamento, pelo exercício de emprego público efetivo, pela colação de grau em curso de ensino superior, pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego no qual, o menor, com dezesseis anos completos tenha economia própria. Uma vez ocorrida a emancipação ela se torna irrevogável e definitiva. Quem se emancipou pelo exercício do comércio e depois faINEDI - Cursos Profissionalizantes

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liu, quem se casou e depois ficou viúvo ou se divorciou não retorna à condição de incapaz. A existência da pessoa natural termina com a morte. Pode-se, também presumir a morte e assim declará-la, sem decretação de ausência, depois de esgotadas as buscas e averiguações, nos casos em que é extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida, se o desaparecido em campanha ou feito prisioneiro não for encontrado até dois anos após o término da guerra. A morte presumida tem como conseqüência a abertura da sucessão definitiva quanto aos bens e a dissolução da sociedade conjugal. A observação de informações como essas são muito importantes no estabelecimento de uma transação imobiliária, principalmente no que tange a cobrança de impostos, sucessões de bens e realização de negócios, lembrando sempre, neste último caso, de se averiguar a idade e o desenvolvimento mental da pessoa com a qual será realizado qualquer contrato. A pessoa natural é, também, conhecida como pessoa física.

d) Em nosso dia-a-dia muito se fala em ter direito sobre isso ou aquilo. Mas, para o direito, o que significa “direito adquirido”? ________________________________________ e) No estudo do direito natural, quando tem início a “personalidade civil”? ________________________________________ f) O corretor de imóveis muitas vezes é contratado para vender imóveis que fazem parte de inventários. Por isso é necessário saber: o que é “nascituro” e o que a lei diz a seu respeito? ________________________________________ g) O que vem a ser “capacidade civil”, como definição dada pelo direito natural? ________________________________________ h) Uma pessoa definida por lei como “relativamente incapaz” pode praticar negócios jurídicos? Se praticar, o ato jurídico será válido? ________________________________________ i) Veja o que é emancipação e como pode se dar, e transcreva nas linhas a seguir: ________________________________________

a) Existem leis de vários tipos no nosso ordenamento jurídico. Consulte o texto e defina o que é uma lei imperativa: ________________________________________ __________________________________ b) Depois de publicada no Diário Oficial, em quanto tempo a lei entrará em vigor, se nada estiver disposto a respeito? ________________________________________ ________________________________________ c) Para aumentar seu vocabulário, o que significa “vacacio legis” ? ________________________________________ ________________________________________
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j) Estamos habituados a falar em “pessoa física” e “pessoa jurídica”. Mas qual o sinônimo de pessoa física? ________________________________________

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1.1.1. Dos Direitos da Personalidade Toda pessoa tem direitos relativos à sua personalidade. Os direitos da personalidade são a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, o nome e o pseudônimo. Eles são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. Isto significa que o titular de direitos de personalidade não pode, exceto em casos específicos previstos em lei, transmitir esses diretos a outrem, não pode renunciar ou deles dispor voluntariamente. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória, nem se pode usar o nome alheio em propaganda comercial. 1.1.2. Da Ausência A ausência ocorre quando uma pessoa desaparece do seu domicílio e dela não se tem mais notícia ou não tenha deixado representante ou procurador. Ao ausente será nomeado curador, que procederá a arrecadação dos bens. Tal fato pode gerar providências a serem observadas pelo corretor durante uma transação imobiliária. Os interessados poderão requerer a declaração de ausência e a abertura da sucessão provisória depois de decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou três anos se ele deixou representante ou procurador. São considerados interessados na declaração de ausência: o cônjuge não separado judicialmente, os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários, os que tiverem sobre
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os bens do ausente direito dependente de sua morte e os credores de obrigações vencidas e não pagas. Dez anos depois da abertura da sucessão provisória poderão os interessados requerer a sucessão definitiva. Pode-se requerer a sucessão definitiva, também, provando-se que o ausente conta oitenta anos de idade e que as últimas notícias dele remontam a cinco anos. 1.2 – DAS PESSOAS JURÍDICAS Pessoa jurídica é a entidade constituída de indivíduos ou de bens com vida, direitos, obrigações e patrimônio próprios. As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo, e de direito privado. São pessoas jurídicas de direito público interno: a União; os Estados; o Distrito federal e os Territórios; os Municípios, as autarquias e as demais entidades de caráter público criadas por Lei. São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. São pessoas jurídicas de direito privado as associações, as sociedades, e as fundações. A existência legal das pessoas jurídicas de direito privado começa com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da personalidade. 1.2.1. Das associações e das sociedades As associações são constituídas pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos, exercendo via de regra, atividades culturais, religiosas ou beneficentes. As sociedades são constituídas pela união de pessoas que se organizam visando fins econômicos, ou seja, visando o lucro. São exemplos a sociedade civil, a sociedade limitada, a sociedade anônima de economia mista.
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1.2.2. Das Fundações Fundação é a pessoa jurídica composta pela organização de um patrimônio, destacado pelo seu instituidor para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência. A fundação possui apenas patrimônio gerido por curadores e não tem proprietário, nem titular, nem sócios. As fundações são veladas pelo Ministério Público da unidade da federação onde estão situadas. 1.3 – O DOMICÍLIO Na área jurídica, domicílio é o local onde se considera que uma pessoa reside ou esteja estabelecida, para os efeitos legais; é onde ela se encontra para cumprir determinados atos. O domicílio pode ser classificado como voluntário, legal e de eleição. Voluntário é o domicílio estabelecido por critério exclusivo do indivíduo, sem qualquer interferência exceto sua manifestação de vontade. Legal ou necessário é o domicílio fixado por lei para determinadas pessoas (exemplo: filhos menores – domicílio dos pais; funcionário público – local da lotação,). Domicílio de eleição é o especificado, de comum acordo, pelas partes contratantes. 1.3.1. Domicílio da pessoa natural O domicílio da pessoa natural ou pessoa física é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. Todavia, se a pessoa tiver diversas residências, vivendo nelas alternadamente, qualquer delas poderá ser considerada seu domicílio. O domicílio também pode ser o local de trabalho ou o lugar onde a pessoa mantém o centro de suas ocupações, ou, ainda, o lugar onde for encontrada, se não tiver residência fixa ou centro de ocupações habituais.
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1.3.2. Domicílio da pessoa jurídica O domicílio das pessoas jurídicas é o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos. Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados.

a) Para apreender o conceito, escreva abaixo quais são os direitos da “personalidade”: _____________________________________ _____________________________________ b) Veja no texto estudado o que é “ausência declarada” e como procede o juiz em relação aos bens da pessoa declarada ausente: _____________________________________ _____________________________________ c) Uma pessoa pode simplesmente desaparecer, deixando sem notícias a esposa, filhos, pais etc.. Essa ausência causa problemas diversos. Quem pode ser interessado na “declaração de ausência”? _____________________________________ _____________________________________ d) Depois de quantos anos da abertura da sucessão provisória pode ser requerida a definitiva? _____________________________________ _____________________________________ e) Para o direito o que é uma “pessoa jurídica”? Você verá que é bem diferente do que pensamos a respeito. _____________________________________ _____________________________________ f) Existem empresas estatais, autarquias etc.. Para aumentar seu conhecimento, re• 15

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lacione abaixo as principais características das fundações: _____________________________________ _____________________________________ g) O local onde moramos tem significado especial para o direito. Qual a definição de “domicílio da pessoa natural”? _____________________________________ _____________________________________ h) Para o Direito, o local de trabalho pode ser declarado como domicílio? _____________________________________ _____________________________________ i) Como o Direito define o domicílio da pessoa jurídica”? _____________________________________ _____________________________________

2. DOS BENS
Bens são as coisas de quantidades limitadas e com utilidade, econômica ou jurídica, para a pessoa e que nela provoca o desejo de possuí-las. Estão, portanto, fora da categoria de bens: terrenos em marte, o ar atmosférico, a água do mar, entre outros. Conforme as suas características, os bens têm diversas classificações, a saber: 2.1 – DOS BENS CONSIDERADOS EM SI MESMOS 2.1.1. Dos Bens Imóveis São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. Também são considerados imóveis, para efeitos legais, os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram e o direito à sucessão aberta. Não perdem o caráter de imóveis as edificações que, separadas do solo, mas conservando a sua unidade, forem removidas para outro local, e os materiais provisoriamente separados de um prédio, para nele se reempregarem. 2.1.2. Dos Bens Móveis São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio, ou de remoção por força alheia, sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. Também são considerados móveis, para efeitos legais, as energias que tenham valor econômico, os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes, e os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. Os materiais destinados a alguma construção, enquanto não forem empregados, conservam sua qualidade de móveis; readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio.

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2.1.3. Dos Bens Fungíveis e Consumíveis São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Infungíveis são os que não podem ser substituídos, valendo pela sua individualidade. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância, sendo também considerados tais os destinados à alienação. Inconsumíveis, são os bens móveis de natureza durável. 2.1.4. Dos Bens Divisíveis Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância, diminuição considerável de valor, ou prejuízo do uso a que se destinam. É exemplo a gleba de lote rural, a barra de ouro. Indivisíveis são os bens que não admitem divisão. 2.1.5. Dos Bens Singulares e Coletivos São singulares os bens que, embora reunidos, se consideram de per si, independentemente dos demais. São coletivos os bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação comunitária. 2.2 – DOS BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente. Acessório é o bem cuja existência supõe a do principal. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das circunstâncias do caso. Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico.
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2.3 – DOS BENS PÚBLICOS São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno. Todos os outros bens são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem.

São bens públicos:
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças; II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias; III - e os dominais ou dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação. Os bens públicos dominicais podem ser alienados desde que observadas as exigências da lei. Em qualquer hipótese os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.

a) Existem bens móveis e imóveis. Após ter consultado a matéria, escreva a definição jurídica de “bens”: ______________________________________ ______________________________________ b) Esse é o objeto da sua futura profissão: o que são “bens imóveis” ? ______________________________________ ______________________________________
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c) E os “bens móveis”? Como o direito os define? ______________________________________ ______________________________________ d) Uma das características mais comuns aos bens é a fungibilidade: o que vem a ser “bens fungíveis”? ______________________________________ ______________________________________ e) Outra definição importante: o que são “bens consumíveis”? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ f) É bom que você saiba: consulte a teoria e escreva abaixo a definição de “bens principais”, “bens acessórios” e “pertença”: ______________________________________ ______________________________________ g) Claro que existem bens particulares e públicos: o que são bens públicos “de uso comum do povo” ? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ h) Consulte um pouco mais a teoria e diga abaixo o que são bens públicos “de uso especial”: ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ i) Bens públicos “dominicais”? Quais são eles? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________ j) Pense antes de responder: é possível requerer “usucapião” de um bem público? ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________
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2.4 – DAS BENFEITORIAS Na área jurídica, benfeitoria significa obra, modificação ou conserto útil, realizado em propriedade alheia – móvel ou imóvel – e que reverterá em benefício do proprietário. As benfeitorias podem ser voluntárias, úteis ou necessárias. São voluptuárias as benfeitorias dispensáveis, que se prestam ao mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. São úteis as benfeitorias que aumentam ou facilitam o uso do bem. São necessárias as benfeitorias indispensáveis, que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor. No processo de transação imobiliária, esses conceitos são muito importantes e muito utilizados.

3. FATOS JURÍDICOS
3.1 – FATOS, ATOS E NEGÓCIOS JURÍDICOS Fato jurídico é o acontecimento que produz conseqüências jurídicas. O fato jurídico pode decorrer da natureza, como os efeitos de uma ventania, ou de uma ação humana, criando, transferindo, modificando, ou extinguindo direitos e obrigações. É importante diferenciar ato jurídico de negócio jurídico. O ato jurídico é o acontecimento que tem seus limites estabelecidos pela lei, tanto na forma, nos termos quanto nos efeitos. O negócio jurídico é o ato lícito que faculta às partes de estabelecerem a fixação dos termos e dos efeitos, de acordo com seus interesses particulares.
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A validade do negócio jurídico requer agente capaz; objeto lícito, possível, determinado ou determinável, e forma prescrita ou não defesa (proibida) em lei. A realização de negócio jurídico tem como pressuposto uma declaração de vontade. Aquele que a emite deve ter capacidade, ou seja, estar consciente da declaração de vontade e das suas conseqüências. Quando existe incapacidade absoluta ou relativa, o agente deve ser representando ou suprido. A qualidade e o requisito do que é lícito, ou seja a liceidade do objeto visa garantir a obediência dos negócios ao ordenamento jurídico na medida em que não permite negócios jurídicos que vão de encontro à lei, a moral ou aos bons costumes. Ressalte-se que a impossibilidade inicial do objeto não invalida o negócio jurídico se for relativa, ou se cessar antes de realizada a condição a que ele estiver subordinado. Por fim, na realização do negócio jurídico é imprescindível a obediência à forma, ou seja, o meio pelo qual ele se exterioriza. A regra geral é de que a validade da declaração de vontade dependerá de forma especial somente quando a lei expressamente a exigir, sendo livre a forma nos demais casos. No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não valer sem instrumento público, a sua ausência o invalida. A manifestação de vontade, mesmo que o autor haja feito a reserva mental de não querer o que manifestou, tem validade, exceto se o destinatário da manifestação tinha conhecimento do desejo do declarante. O silêncio importa anuência, quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem e quando não for necessária a declaração de vontade expressa. Nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção nelas consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem. Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar de sua celebração. Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente.
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a) Por lei, as benfeitorias voluptuárias são reembolsadas ao inquilino (locatário) pelo proprietário (locador)? _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ b) Esses conhecimentos são importantes nos contratos de locação: que são “benfeitorias úteis”? _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ c) O inquilino pode realizar “benfeitorias necessárias” no imóvel locado e pedir reembolso integral ao proprietário depois? _____________________________________ _____________________________________ d) Atenção: os conceitos a seguir são a base de quase tudo no direito: qual a diferença entre “fato jurídico” e “negócio jurídico”? _____________________________________ _____________________________________ e) O corretor de imóveis é, por definição, intermediário de negócios jurídicos: quais os requisitos para validade de um negócio jurídico”? _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ f) Obediência a prazos fazem parte da vida do corretor de imóveis. Existe uma situação muito especial nos contratos de locação, na qual o silêncio da parte significa concordância. Qual é ela? _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________
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3.2 – DA REPRESENTAÇÃO Os poderes de representação são conferidos pela lei ou pelo interessado. A manifestação de vontade do representante, nos limites de seus poderes, produz efeitos em relação ao representado. O representante é obrigado a provar às pessoas, com quem tratar em nome do representado, a sua qualidade e a extensão de seus poderes, sob pena de, não o fazendo, responder pelos atos que a estes excederem. É anulável o negócio concluído pelo representante em conflito de interesses com o representado, se tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com aquele tratou. Realizado o negócio, o prazo de decadência para pleitear sua anulação é de cento e oitenta dias, a contar da conclusão do negócio ou da cessação da incapacidade. 3.3 – DA CONDIÇÃO, DO TERMO E DO ENCARGO 3.3.1. Da condição Considera-se condição a cláusula que subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. Deriva exclusivamente da vontade das partes. São lícitas todas as condições não contrárias à lei, à ordem pública ou aos bons costumes. São proibidas as condições que privarem o negócio jurídico de todo efeito e o sujeitar ao puro arbítrio de uma das partes. Invalidam os negócios jurídicos, que lhes são subordinados, as condições impossíveis (quando suspensivas); as ilícitas, as de fazer coisa ilícita e as condições incompreensíveis ou contraditórias. A condição impossível é aquela em que o acontecimento necessário para a eficácia do ato jurídico é inatingível, inalcançável ou legalmente proibida. Condições suspensivas são aquelas em que a aquisição do direito fica na dependência
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de um evento futuro e incerto. Enquanto este não ocorrer, não se terá adquirido o direito. 3.3.2. Do Termo Termo é a definição do momento, do dia em que começam ou terminam os efeitos do negócio jurídico. O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito. Para estabelecimento do termo, salvo disposição legal ou convencional em contrário, computam-se os prazos, excluído o dia do começo, e incluído o do vencimento. Se o dia do vencimento cair em feriado, considerar-seá prorrogado o prazo até o seguinte dia útil. Meado é considerado, em qualquer mês, o seu décimo quinto dia. Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início, ou no imediato, se faltar exata correspondência. Os prazos fixados por hora contar-se-ão minuto a minuto. Estabelecido um negócio jurídico entre vivos, sem fixação de prazo, ele é exeqüível desde logo, exceto se a execução tiver de ser feita em lugar diverso ou depender de tempo. 3.3.3. Do Encargo O encargo é cláusula acessória que impõe uma obrigação ao beneficiário do ato jurídico. Não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva. O encargo ilícito ou impossível será considerado não escrito, liberando o ato negocial de qualquer restrição. Todavia, se constituir o motivo determinante da liberalidade será invalidado o negócio jurídico. 3.4 – DOS DEFEITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO O negócio jurídico tem como fundamento a livre e consciente manifestação de vontade com vistas a atingir os fins pretendidos. Se ela
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não é consciente ou o querer não se manifestou livremente o negócio jurídico pode ser anulado porque defeituoso. O negócio jurídico é passível de anulação nos casos de erro ou ignorância, dolo, coação, estado de perigo e lesão. Há, também, manifestação de vontade que o agente quis e estava consciente, mas a expressou em desacordo com as disposições legais ou da boa-fé, como no caso da fraude contra credores. 3.4.1. Do Erro ou Ignorância Erro é a falsa noção sobre alguma coisa, enquanto a ignorância é o desconhecimento acerca de algo. Ambos viciam o consentimento do declarante, que teria se manifestado de outra maneira se conhecesse a realidade. ATENÇÃO: São anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio. Erro substancial ou essencial é aquele que recai sobre a natureza do negócio, sobre o objeto principal da declaração ou sobre alguma das qualidades a ele essenciais. Da mesma forma, erro substancial é aquele que recai sobre a identidade ou sobre a qualidade essencial da pessoa a quem se refira a declaração de vontade, desde que tenha influído nesta, de modo relevante. Ainda, erro substancial é aquele que ocorre quando for o motivo único ou principal do negócio jurídico, sendo de direito e não implicando recusa à aplicação da lei. O ato jurídico somente é anulado por erro substancial ou essencial. Não acarreta nulidade o erro acidental ou secundário. O erro de indicação da pessoa ou da coisa, denominado erro acidental, a que se referir a declaração de vontade, não viciará o negócio quando, por seu contexto e pelas circunstâncias, se puder identificar a coisa ou pessoa cogitada.
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3.4.2. Do Dolo Dolo é o artifício ou expediente usado para enganar alguém. Os negócios jurídicos são anuláveis quando o dolo for a sua causa. Diferencia o dolo do erro porque a vontade neste é enganada espontaneamente, enquanto que naquele ela é provocada. O dolo é acidental quando, a seu despeito, o negócio seria realizado, embora por outro modo. Ele só obriga à satisfação das perdas e danos. Nos negócios jurídicos bilaterais, o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, constitui omissão dolosa, provando-se que sem ela o negócio não se teria celebrado. Se ambas as partes procederem com dolo, nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio ou reclamar indenização. 3.4.3. Da Coação Coação é a violência física ou moral que impede alguém de dispor livremente de sua vontade. A coação, para viciar a declaração da vontade, há de ser tal que incuta ao paciente fundado temor de dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, ou aos seus bens. Não se considera coação a ameaça do exercício normal de um direito, nem o simples temor reverencial. 3.4.4. Do Estado de Perigo Ocorre o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa. 3.4.5. Da Lesão Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.
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3.4.6. Da Fraude Contra Credores Pratica fraude contra credores o devedor insolvente ou na iminência de o ser, que onera ou aliena seus bens, desfalcando seu patrimônio em detrimento dos credores. Nesse caso, os credores poderão anular os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida. Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente, quando a insolvência for notória, ou houver motivo para ser conhecida do outro contratante.

jurídico pode ser anulado por vício: ______________________________________ ______________________________________ f) Negócios imobiliários podem ter muitos “vícios”: qual a diferença entre negócio jurídico nulo e anulável? ______________________________________ ______________________________________ g) Para o direito, qual a diferença entre “dolo” e “culpa”? ______________________________________ ______________________________________ h) Uma das condições de licitude dos contratos bilaterais é a concordância de ambas as partes: dê um exemplo de “coação moral” ? ______________________________________ ______________________________________ i) Fraudar um negócio jurídico é crime: veja o que é “fraude contra credores” e escreva abaixo: ______________________________________ ______________________________________ ______________________________________

a) Para o Direito como se chama o principal instrumento jurídico que oficializa a “representação”? ______________________________________ ______________________________________ b) Alguns contratos, até mesmo escrituras de imóveis, trazem cláusulas especiais. O que é uma “cláusula de condição” num negócio jurídico? ______________________________________ ______________________________________ c) Para aumentar seu cabedal de conhecimentos, consulte a teoria e defina o que é “termo” em direito: ______________________________________ ______________________________________ d) Um bom corretor de imóveis deve estar preparado para redigir cláusulas especiais nos negócios jurídicos que intermediar: dê um exemplo de uma “cláusula acessória de encargo”: ______________________________________ ______________________________________ e) Volte ao texto e, após consultar o assunto, escreva abaixo em quais situações um negócio
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3.5 – DA INVALIDADE DO NEGÓCIO JURÍDICO A desobediência quanto a forma prescrita em lei acarreta uma sanção que impede o negócio jurídico de produzir efeitos. Essa sanção é denominada nulidade, que pode ser absoluta ou relativa. A nulidade absoluta caracteriza-se pela falta de algum elemento substancial do negócio jurídico, como, por exemplo, quando for celebrado por pessoa absolutamente incapaz, quando for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto, quando o motivo determinante das partes for ilícito. Da mesma forma, nulo é o negócio jurídico quando não se reveste da forma prescrita em lei, tiver por objetivo fraudar lei imperativa, e quando a lei taxativamente o declarar nulo ou proibir-lhe a prática, sem cominar sanção. Também é nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e na forma. A simulação ocorre nos casos de declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira, ao se antedatar ou pós-datar escritos particulares, ou, ainda, quando aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem ou transmitem. A nulidade relativa caracteriza-se pela incapacidade relativa do agente ou por vício resultante de manifestação de vontade. A nulidade relativa só pode ser levantada pelo interessado direto. Pode ser convalidada com a ocorrência da prescrição, pela correção do vício, pela revogação da exigência legal ou pela ratificação. A nulidade absoluta, por ser matéria de ordem pública, pode ser levantada a qualquer tempo, por qualquer pessoa. Não admite convalidação ou ratificação e não se sujeita a prescrição. O prazo decadencial para anulação do negócio jurídico decorrente e vício de vontade é de quatro anos, contados conforme o vício.
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Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para pleitearse a anulação, será este de dois anos, a contar da data da conclusão do ato. Anulado o negócio jurídico, restituir-seão as partes ao estado em que antes dele se achavam e, não sendo possível restituí-las, serão indenizadas com o equivalente. A invalidade do instrumento não induz a invalidade do negócio jurídico sempre que este puder provar-se por outro meio. Respeitada a intenção das partes, a invalidade parcial de um negócio jurídico não o prejudicará na parte válida, se esta for separável. A invalidade da obrigação principal implica a das obrigações acessórias, mas a destas não induz a da obrigação principal. 3.6 – DOS ATOS ILÍCITOS Denomina-se ilícito o ato condenado pela lei e/ou pela moral. É um ato, uma causa ou um procedimento proibido, ilegal. Em Direito existe ato ilícito e negócio ilícito. A distinção entre ato ilícito e negócio ilícito observa-se, sobretudo, quanto aos seus efeitos. O primeiro é punido com a ineficácia, enquanto o segundo gera a obrigação de reparar o dano. A pessoa que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. Também comete ato ilícito, o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes. Não são considerados atos ilícitos aqueles praticados em legítima defesa ou no exercício regular de direito ou a promoção da deterioração ou a destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente, observados as circunstâncias e o limites.
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DIREITO E LEGISLAÇÃO – Unidade I

3.7 – DA PRESCRIÇÃO E DA DECADÊNCIA Em Português a palavra prescrição tem sentido diferentes. Ela é entendida como receita médica ou como ato de dar ordem antecipada para que se faça algo. Mas, juridicamente, ela tem outro sentido bem diferente. Na área jurídica, Prescrição significa esgotamento de prazo concedido por lei; perda de ação atribuída a um direito que fica desprotegido, em função do não uso dela durante aquele prazo. O titular de direitos deve, portanto, exercê-los no tempo e na forma estabelecida pela lei ou estabelecida particularmente, sob pena de caducidade, de decadência e, por conseqüência, o perecimento do direito ou da possibilidade de cobrá-lo. 3.7.1. Da Prescrição A prescrição é a extinção de uma ação ajuizável em decorrência da inércia do seu titular, durante certo lapso de tempo. A prescrição extingue a pretensão e por conseqüência a possibilidade de se exigir um direito. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. Especificamente, afeta o direito imobiliário. Prescrevem em três anos: • a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos; • a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias; • a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias; • a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa, a pretensão de reparação civil; • a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso de seguro de responsabilidade civil obrigatório.
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Prescrevem em cinco anos: • a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular; • a pretensão dos profissionais liberais, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato; • a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. 3.7.2 – Da Decadência Decadência e a extinção do direito em decorrência da inércia do seu titular, que deixa escoar o prazo legal ou convencionado, para o seu exercício. Enquanto a prescrição extingue a pretensão, na decadência, o titular perde o próprio direito e extingue-se não só a pretensão, mas o próprio direito pelo não exercício do mesmo. O titular inerte perde a possibilidade de ajuizar ação para fazer valer um direito.

a) Da teoria à prática: pense um pouco e cite um exemplo de “nulidade absoluta” num negócio imobiliário: ______________________________________ ______________________________________ Existem cláusulas principais e acessórias nos contratos: a invalidade de uma cláusula acessória invalida a obrigação principal? ______________________________________ ______________________________________ c) Sua apostila relaciona e define o que vem a ser ato ilícito. Cite um exemplo de um “ato ilícito” num negócio imobiliário: ______________________________________ ______________________________________
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DIREITO E LEGISLAÇÃO – Unidade II

Unidade

II
Conceituar os termos Obrigação, Mora, Arras, Contrato, Distrato, Preempção, Evicção, Doação, Locação, Retrovenda, Fiança; Identificar características das principais modalidades de obrigação; dos tipos de contrato, de pagamento, de compra e venda, de doação, de empréstimo; Estabelecer relação entre a matéria aprendida com a profissão do Corretor; Reconhecer a importância das informações estudadas para o exercício da profissão de Corretor; Refletir sobre a responsabilidade legal do profissional da área.
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4. DO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES
As pessoas, quase sempre, devem dar, fazer ou não devem fazer alguma coisa de ordem moral ou econômica em benefício de outrem. Esse dar, fazer ou não fazer determinada coisa, torna-se obrigação. Mas, algumas obrigações possuem vínculo de direito. Assim, muitas dessas obrigações são expressas em um escrito, pelo qual a pessoa se obriga a satisfazer uma dívida, a cumprir um contrato. Na área de Direito, “Obrigação é a relação jurídica, de caráter transitório, estabelecida entre devedor e credor e cujo objeto consiste numa prestação pessoal econômica, positiva ou negativa, devida pelo primeiro ao segundo, garantindolhe o adimplemento através do seu patrimônio” (Washington de Barros Monteiro). A prestação ou contraprestação pessoal deve ser possível, licita, determinada ou determinável, e traduzível em dinheiro. 4.1 – DAS MODALIDADES DAS OBRIGAÇÕES As obrigações dividem-se em obrigações de dar ou restituir, obrigações de fazer, ou de não fazer. 4.1.1. Das Obrigações de Dar Essas obrigações relacionam-se a obrigatoriedade de entregar alguma coisa, que poderá ser certa, determinada e específica ou incerta, indeterminada ou genérica. Via de regra as obrigações incertas tratam sobre coisas fungíveis, e as obrigações certas sobre coisas infungíveis. 4.1.1.1. Das Obrigações de Dar Coisa Certa A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela, mesmo que não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso. O credor de coisa
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certa não está obrigado a receber outra, ainda que mais valiosa. As obrigações de dar e de restituir se resolvem conforme averiguação da existência de culpa do devedor. Nas obrigações de dar coisa certa, se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos. Se deteriorada, poderá o credor exigir o equivalente, ou aceitar a coisa no estado em que se acha, com direito a reclamar indenização das perdas e danos. Nas obrigações de dar coisa certa, se a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes. Se deteriorada a coisa, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu. Apenas para ilustrar: tradição é a entrega da coisa feita pelo devedor ao credor, e obrigação resolvida é a obrigação finda, extinta. Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até o dia da perda. Se a coisa se perder por culpa do devedor, responderá, este, pelo equivalente, mais perdas e danos. Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor, recebê-la-á o credor, tal qual se ache, sem direito a indenização; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá, este, pelo equivalente e mais perdas e danos. Na área de transição imobiliária esta obrigação é muito comum, sobretudo na definição das características do imóvel alugado. 4.1.1.2. Das Obrigações de Dar Coisa Incerta A coisa incerta será indicada, ao menos, pelo gênero e pela quantidade. Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade, a escolha pertence ao devedor, se o contrário não resultar do título da obrigação; mas não pode• 29

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rá dar a coisa pior, nem será obrigado a prestar a melhor. Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito. 4.1.2. Das Obrigações de Fazer A obrigação de fazer relaciona-se com o encargo de prestar um serviço, um ato positivo, material ou imaterial, em benefício do credor ou terceiro. Bem exemplifica a obrigação de fazer o encargo aceito pelo pedreiro para construir um muro. O devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele exeqüível incorrerá na obrigação de indenizar perdas e danos. Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa dele, responderá por perdas e danos. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar as custas do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível. Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização judicial, executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido. 4.1.3. Das Obrigações de Não Fazer A obrigação de não fazer relaciona-se com o encargo de abster-se obrigatoriamente de um fato que poderia praticar, de tolerar, consentir ou não impedir. Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar. Se aquele que se obrigou a abster-se de praticar o ato o fizer, o credor pode exigir seu desfazimento, sob pena de o próprio credor o desfazer a custa do devedor, que responderá também por perdas e danos. Em caso de urgência, poderá o credor desfazer ou mandar desfazer, sem prejuízo do ressarcimento devido.
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4.1.4. Das Obrigações Alternativas Obrigação alternativa é aquela que tem por objeto duas ou várias prestações que são devidas de tal maneira que o devedor se libere inteiramente executando uma “só dentre elas” (Planiol). Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou, mas ele não pode obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra. Quando a obrigação for de prestações periódicas, a faculdade de opção poderá ser exercida em cada período. Se uma das duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tornada inexeqüível, subsistirá o débito quanto à outra. Se, por culpa do devedor, não se puder cumprir nenhuma das prestações, não competindo ao credor a escolha, ficará aquele obrigado a pagar o valor da que por último se impossibilitou, mais as perdas e danos que o caso determinar. Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações tornar-se impossível por culpa do devedor, o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou o valor da outra, com perdas e danos; se, por culpa do devedor, ambas as prestações se tornarem inexeqüíveis, poderá o credor reclamar o valor de qualquer das duas, além da indenização por perdas e danos. Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor, extinguir-se-á a obrigação. 4.1.5. Das Obrigações Divisíveis e Indivisíveis Obrigação divisível é aquela cuja prestação o devedor pode cumprir a obrigação por partes. Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-se dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um
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DIREITO E LEGISLAÇÃO – Unidade II

fato não suscetíveis de divisão. Se, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado pela dívida toda. O devedor, que paga a dívida, subroga-se no direito do credor em relação aos outros coobrigados. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos. 4.1.6. Das Obrigações Solidárias Há solidariedade quando na mesma obrigação concorre mais de um credor, ou mais de um devedor, cada um com direito, ou obrigado, à dívida toda. A solidariedade não se presume, resulta da lei ou da vontade das partes. A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos co-credores ou co-devedores, e condicional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro. 4.1.6.1. Da Solidariedade Ativa Cada um dos credores solidários tem direito a exigir do devedor o cumprimento da prestação por inteiro. Enquanto alguns dos credores solidários não demandarem o devedor comum, a qualquer daqueles poderá este pagar. O pagamento feito a um dos credores solidários extingue a dívida até o montante do que foi pago. Convertendo-se a prestação em perdas e danos, subsiste, para todos os efeitos, a solidariedade. O credor que tiver remitido a dívida ou recebido o pagamento responderá aos outros pela parte que lhes caiba. 4.1.6.2. Da Solidariedade Passiva O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores, parcialmente ou totalmente, a dívida comum; se o pagamento tiver sido parcial, todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida não
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aproveitam aos outros devedores, senão até à concorrência da quantia paga ou relevada. A cláusula, condição ou obrigação adicional, qualquer que seja ela, estipulada entre um dos devedores solidários e o credor, não poderá agravar a posição dos outros sem consentimento destes. Impossibilitando-se a prestação por culpa de um dos devedores solidários, subsiste para todos o encargo de pagar o equivalente; mas pelas perdas e danos só responde o culpado. Todos os devedores respondem pelos juros da mora, ainda que a ação tenha sido proposta somente contra um; mas o culpado responde aos outros pela obrigação acrescida. O credor pode renunciar à solidariedade em favor de um, de alguns ou de todos os devedores. Se o credor exonerar da solidariedade um ou mais devedores, subsistirá a dos demais. 4.2 – DA TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES 4.2.1. Da Cessão de Crédito Na cessão de crédito, o credor (cedente) pode transferir a terceiro (cessionário) o direito que possui em relação ao devedor (cedido), se a isso não se opuser à natureza da obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor. A cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação. A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do devedor, não responde por mais do que daquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança. O crédito, uma vez penhorado, não pode mais ser transferido pelo credor que tiver co• 31

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nhecimento da penhora; mas o devedor que o pagar, não tendo notificação dela, fica exonerado, subsistindo somente contra o credor os direitos de terceiro. 4.2.2. Da Assunção de Dívida É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção da dívida, interpretando-se o seu silêncio como recusa. Salvo assentimento expresso do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir da assunção da dívida, as garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor. Se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-se o débito, com todas as suas garantias, salvo as garantias prestadas por terceiros, exceto se este conhecia o vício que inquinava (corrompia, infamava) a obrigação. 4.3 – DO ADIMPLEMENTO E EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES O ato de cumprir a obrigação é denominado adimplemento. A obrigação pode ser extinta com o pagamento, com a dação em pagamento, com a novação, a compensação, a transação, confusão e a remissão de dívidas. 4.3.1. Do Pagamento O pagamento é o cumprimento dado a uma obrigação, em dinheiro ou coisa. 4.3.1.1. De quem deve Pagar Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se o credor se opuser, dos meios conducentes à exoneração do devedor. Igual direito cabe ao terceiro não interessado, se o fizer em nome e à conta do devedor, salvo oposição deste.
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Só terá eficácia o pagamento que importar transmissão da propriedade, quando esse for feito por quem possa alienar o objeto em que ele consistiu. Se se der em pagamento coisa fungível, não se poderá mais reclamar do credor que, de boa-fé, a recebeu e consumiu, ainda que o solvente não tivesse o direito de aliená-la. 4.3.1.2. Daqueles a quem se deve Pagar O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente, sob pena de só valer depois de por ele ratificado, ou tanto quanto reverter em seu proveito. O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo (suposto como legítimo) é válido, ainda provado depois que não era credor. Não tem validade o pagamento, cientemente, feito ao credor incapaz de quitar, se o devedor não provar que em benefício dele efetivamente reverteu. 4.3.1.3. Do Objeto do Pagamento e Sua Prova O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa. Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou. As dívidas em dinheiro deverão ser pagas no vencimento, em moeda corrente e pelo valor nominal. É lícito convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas. Quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução, poderá o juiz corrigi-lo, a pedido da parte, de modo que assegure, quanto possível, o valor real da prestação. São nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, bem como para compensar a diferença entre o valor desta e o da moeda nacional, excetuados os casos previstos na legislação especial.
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DIREITO E LEGISLAÇÃO – Unidade II

O devedor que paga tem direito a quitação regular e pode reter o pagamento, enquanto não lhe seja dada. A quitação designará o valor e a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, ou quem por este pagou, o tempo e o lugar do pagamento, com a assinatura do credor, ou do seu representante. Quando o pagamento for em quotas periódicas, a quitação da última estabelece, até prova em contrário, a presunção de estarem solvidas as anteriores. Se o pagamento se houver de fazer por medida, ou peso, entender-se-á, no silêncio das partes, que aceitaram os do lugar da execução. 4.3.1.4. Do Lugar do Pagamento Efetuar-se-á o pagamento no domicílio do devedor, salvo se as partes convencionarem diversamente, ou se o contrário resultar da lei, da natureza da obrigação ou das circunstâncias. Designados dois ou mais lugares, cabe ao credor escolher entre eles. Dívida quérable - que deve ser reclamada, paga no domicílio do devedor. Dívida portable ou portável, que deve paga no domicílio do credor. Sendo o contrato omisso prevalecerá o domicílio do devedor como lugar do pagamento. Se o pagamento consistir na tradição de um imóvel, ou em prestações relativas a imóvel, far-se-á no lugar onde situado o bem. Ocorrendo motivo grave para que se não efetue o pagamento no lugar determinado, poderá o devedor fazê-lo em outro, sem prejuízo para o credor. O pagamento reiteradamente feito em outro local faz presumir renúncia do credor, relativamente ao previsto no contrato. 4.3.1.5. Do Tempo do Pagamento Salvo disposição legal em contrário, não tendo sido ajustada época para o pagamento, pode o credor exigi-lo imediatamente. As obrigações condicionais cumprem-se na data do implemento da condição, cabendo ao credor a prova de que o devedor teve ciência deste.
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Ao credor assistirá o direito de cobrar a dívida antes de vencido o prazo estipulado no contrato ou definido no Código Civil, nos seguintes casos: • desde que no caso de falência do devedor, ou de concurso de credores; • se os bens hipotecados ou empenhados forem penhorados em execução por outro credor; • se cessarem ou se tornarem insuficientes as garantias do débito e o devedor se negar a reforçá-las. 4.3.2. Pagamento em Consignação A palavra consignar tem diversos sentidos. Dentre esses, consignar significa registro por escrito; assinalar, fazer notar; benzer-se com o sinal da cruz; confiar algo aos cuidados de outrem; entregar mercadoria em depósito; entregar algo ao controle de outrem. Consignação é o ato ou efeito de consignar em qualquer um dos sentidos. Na área jurídica, Consignação significa a entrega ou depósito judicial em mãos de um terceiro ou num estabelecimento ou caixa pública, que o devedor faz da quantia em dinheiro ou da coisa que constitui o objeto da obrigação, seja porque o credor se recusa a receber, seja por outros motivos determinados em lei Pode o devedor efetuar o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida, sendo o ato considerado pagamento, extinguindo-se a obrigação. O pagamento pode ser feito em consignação nos seguintes casos: • se o credor não puder ou recusar, sem justa causa, receber o pagamento dar quitação na devida forma; • se o credor não for ou não mandar receber a coisa no lugar, no tempo e condição devidos;
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se o credor for incapaz de receber; for desconhecido, declarado ausente, ou residir em lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil; • se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento; • se pender litígio sobre o objeto do pagamento. Para que a consignação tenha força de pagamento é imprescindível a observância dos requisitos do pagamento, ou seja, feita observando a identidade do credor, a prestação deve ser integral e efetuada na época acordada, ou se feita com atraso, acompanhada dos encargos da mora. Por fim, deve ocorrer no lugar estipulado para o pagamento. Enquanto o credor não declarar que aceita o depósito, ou não o impugnar, poderá o devedor requerer o levantamento, pagando as respectivas despesas, e subsistindo a obrigação para todas as conseqüências de direito. 4.3.3. Do Pagamento com Sub-Rogação Sub-rogar tem o significado de trocar, substituir, colocar uma coisa ou pessoa no lugar de outra. A sub-rogação deve ser declarada expressamente no contrato, não se presumindo. Ocorre quando o credor recebe o pagamento de terceiro e lhe transfere todos os seus direitos. Ela transfere ao novo credor todos os direitos, ações, privilégios e garantias do primitivo, em relação à dívida, contra o devedor principal e os fiadores. Ela pode ser pessoal ou real. Na sub-rogação pessoal a dívida é paga por um co-devedor ou terceiro interessado. Na sub-rogação real substitui-se a coisa devida. A sub-rogação também pode ser legal ou convencional. A sub-rogação legal resulta de uma definição jurídica e se manifesta nos casos em que o credor paga a dívida do devedor comum;
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em que terceiro efetiva o pagamento para não ser privado de direito sobre imóvel, em que terceiro interessado paga a dívida pela qual era ou podia ser obrigado, no todo ou em parte. A sub-rogação convencional decorre de estipulação de vontades entre o credor e terceiro ou entre o devedor e terceiro. 4.3.4 – Da imputação do Pagamento Imputar o pagamento significa indicar o que se está pagando. Ocorre quando a pessoa obrigada por dois ou mais débitos da mesma natureza, a um só credor, indica a qual deles oferece pagamento, se todos forem líquidos e vencidos. São requisitos a dualidade ou pluralidade de dívidas, a identidade do credor e devedor, débitos de natureza igual e suficiência de pagamento para qualquer das dívidas. 4.3.5. Da dação em Pagamento Dação em pagamento é o ato de pagar com algum bem uma dívida em dinheiro. É a entrega pelo mutuário de imóvel hipotecado ao agente financeiro, ou de devedor a credor, correspondente ao que deveria ser pago em moeda. O credor de coisa certa não pode ser obrigado a receber outra coisa, ainda que mais valiosa. Mas, o credor pode consentir em receber prestação diversa da que lhe é devida. A coisa dada em pagamento, mesmo que diversa do estipulado, pode extinguir a obrigação desde que o credor concorde com a substituição. Determinado o preço da coisa dada em pagamento, as relações entre as partes regularse-ão pelas normas do contrato de compra e venda. Se for título de crédito, a coisa dada em pagamento, a transferência importará em cessão. Se o credor for evicto da coisa recebida em pagamento, restabelecer-se-á a obrigação
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primitiva, ficando sem efeito a quitação dada, ressalvados os direitos de terceiros. Credor evicto é aquele que perdeu um bem, em conseqüência de reivindicação feita pelo verdadeiro dono. 4.3.6. Da Novação Novação é a renovação de contrato ou obrigação judicial. É a substituição de uma obrigação por outra. É a extinção de uma dívida anterior por uma nova que é criada. A novação ocorre pela substituição do sujeito ativo ou do sujeito passivo ou do objeto da obrigação, surgindo uma nova relação jurídica, que extingue e substitui a anterior. A novação por substituição do devedor pode ser efetuada independentemente de consentimento deste. Se o novo devedor for insolvente, não tem o credor direito de ação regressiva contra o primeiro, salvo se este obteve por má-fé a substituição. A novação extingue os acessórios e garantias da dívida, sempre que não houver estipulação em contrário. Não aproveitará, contudo, ao credor ressalvar o penhor, a hipoteca ou a anticrese, se os bens dados em garantia pertencerem a terceiro que não foi parte na novação. Anticrese é um tipo de contrato em que o devedor entrega um imóvel, transferindo-lhe o direito de auferir os frutos e rendimentos para compensar uma dívida. É uma consignação de rendimento. A novação feita sem o consentimento do fiador o exonera com o devedor principal. Não podem ser objeto de novação obrigações nulas ou extintas, exceto as obrigações simplesmente anuláveis. 4.3.7. Da Compensação Compensar significa estabelecer ou restabelecer o equilíbrio; conter algo opondo-lhe efeitos contrários; contrabalançar um mal, um prejuízo. Compensação é o ato de compensar.
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Juridicamente, a compensação é uma modalidade de extinção de obrigação recíproca. Se duas pessoas forem, ao mesmo tempo, credores e devedores uma da outra, as duas obrigações extinguem-se, até onde se compensarem. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis. A diferença de causa nas dívidas não impede a compensação, exceto se provier de esbulho, furto ou roubo, se uma se originar de comodato, depósito ou alimentos, ou se uma for de coisa não suscetível de penhora. As partes podem, de comum acordo, estipular a exclusão da compensação, ou, ainda, no caso de renúncia prévia de uma delas. 4.3.8. Da Confusão Em determinados negócios pode ocorrer o fato de uma mesma pessoa ser identificada como credor e como devedor. A esse fato, dáse o nome de confusão. Ex. Quando o proprietário de um bem dominante passa a deter a propriedade de um bem financiado pelo primeiro. Se na mesma pessoa se confundir as qualidades de credor e devedor a obrigação será extinta. A confusão pode verificar-se a respeito de toda a dívida, ou só de parte dela. Cessando a confusão logo se restabelece, com todos os seus acessórios, a obrigação anterior. 4.3.9. Da Remissão das Dívidas Remissão é o ato de remir, de perdoar, de relaxar, de pôr a caminho de novo. Juridicamente, remissão é o ato pelo qual o credor dispensa graciosamente o devedor de pagar a dívida. É um ato de liberalidade do credor, e bilateral, pois depende da concordância do devedor. A remissão pode ser total ou parcial, e pode produzir os mesmos efeitos que a transação. A remissão da dívida extingue a obrigação, mas não pode prejudicar terceiro.
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a) Obrigação, em direito, tem um significado bastante diferente do que conhecemos vulgarmente. Pesquise e relacione as modalidades de “obrigação”: ___________________________________ ___________________________________ b) A pesquisa pode ser no dicionário ou na apostila: o que significa “adimplemento de uma obrigação” ? ___________________________________ ___________________________________ c) Depois de assumidas, como podem ser extintas as obrigações? ___________________________________ d) Para o direito em geral, em quais situações o credor poderá cobrar uma dívida antes de vencido o prazo? ___________________________________ ___________________________________ e) Melhore o seu cabedal de conhecimentos respondendo: qual o significado jurídico de “consignação”? ___________________________________ f) Em quais casos o pagamento de uma dívida poderá ser feito “em consignação” ? ___________________________________ ___________________________________ g) Dê uma olhada em sua apostila e responda abaixo o que é “pagamento com sub-rogação”? ___________________________________ ___________________________________ h) Essa informação é importante para o corretor de imóveis: o que é “dação em pagamento”? ___________________________________
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i) Nas negociações imobiliárias, especialmente nas locações, é bastante comum repactuar uma dívida. Para o direito o que significa “novação” de uma obrigação? ___________________________________ ___________________________________ j) Ainda sobre obrigações, qual a definição jurídica de “compensação”? ___________________________________ ___________________________________ k) Não se envolva em confusões e responda: o que significa “confusão” para o direito? ___________________________________ ___________________________________ l) Fique por dentro da teoria e defina o que significa “remissão” de uma dívida: ___________________________________ ___________________________________

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DIREITO E LEGISLAÇÃO – Unidade II

4.4 – DO INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES Inadimplir significa descumprir uma obrigação assumida. Essa inexecução gera uma série de conseqüências jurídicas, conforme a obrigação. Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor. O inadimplemento pode ser relativo ou absoluto. Relativo, também denominado mora, ocorre quando a obrigação não foi cumprida no tempo, lugar e formas estipuladas, mas sua execução ainda pode ser aproveitada pelo credor. A inadimplência é considerada absoluta quando a obrigação não foi cumprida e sua execução fora do tempo, lugar e formas estipuladas não mais se aproveita ao credor. Nesse casso ocorre o inadimplemento. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado. Nas obrigações negativas, de não fazer, o devedor é havido por inadimplente desde o dia em que executou o ato de que se devia abster. Nos contratos benéficos, responde por simples culpa o contratante, a quem o contrato aproveite, e por dolo aquele a quem não favoreça. Nos contratos onerosos, responde cada uma das partes por culpa, salvo as exceções previstas em lei. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado. O caso fortuito ou de força maior se caracteriza pela inevitabilidade do acontecimento, do fato, e pela ausência de culpa na produção do evento. 4.4.1. Da Mora Mora é uma delonga, uma demora do tempo. Em Economia, mora significa a quantia que
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se paga a mais em uma dívida pelo não cumprimento do prazo estipulado. No campo jurídico, mora é retardamento do devedor ou do credor no cumprimento de uma ação judicial. A mora consiste na inexecução total ou parcial de uma obrigação, mas sua execução, ainda que tardia ou deficiente pode ser aproveitada pelo credor. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer. O devedor responde pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado. Se a prestação, devido à mora, se tornar inútil ao credor, este poderá enjeitá-la, e exigir a satisfação das perdas e danos. Não havendo fato ou omissão imputável ao devedor, não incorre este em mora. No prazo estipulado, o inadimplemento da obrigação positiva e líquida, constitui de pleno direito em mora o devedor. Não havendo prazo estipulado, a mora se constitui mediante interpelação judicial ou extrajudicial. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde que o praticou. Nas obrigações negativas, considera-se o devedor em mora a partir do dia em que se executou o ato, se dele havia a obrigação de se abster. Nos contratos que versam sobre imóveis a interpelação cartorária ou judicial, constitui o devedor em mora. O devedor em mora responde pela impossibilidade da prestação, mesmo sendo essa impossibilidade resultante de caso fortuito ou de força maior, se estes ocorrerem durante o atraso, salvo se provar isenção de culpa, ou que o dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse oportunamente desempenhada. A mora do credor faz cessar para o devedor a responsabilidade de conservação da coisa, obriga o credor a ressarcir as despesas empregadas em conservá-la, e sujeita-o a recebê-la pela estimação mais favorável ao deve• 37

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dor, se o seu valor oscilar entre o dia estabelecido para o pagamento e o da sua efetivação. Purga-se a mora, por parte do devedor, oferecendo este a prestação mais a importância dos prejuízos decorrentes do dia da oferta, e por parte do credor, oferecendo-se este a receber o pagamento e sujeitando-se aos efeitos da mora até a mesma data. Esses conceitos são muito utilizados em transação imobiliária. 4.4.2. Das Perdas e Danos Aquele que causar prejuízo a alguém, pelo descumprimento culposo de um contrato ou pela prática de ato ilícito deve reparar as perdas e danos. Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidos ao credor abrangem, além do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar. 4.4.3. Dos Juros Legais Juro é a quantia que remunera um credor pelo uso de seu dinheiro durante determinado tempo; uma porcentagem sobre o qual foi emprestado. É a soma cobrada por quem empresta o seu dinheiro a outrem. Juro significa, também, a renda ou rendimento de um capital, de uma importância investida. No dizer de Sílvio Rodrigues, “juro é o preço do uso do capital”, ou seja, juro significa rendimento de capital. Distinguem-se os juros em compensatório e moratório. Juro compensatório é a remuneração do capital empregado. Juro moratório é a indenização pelo prejuízo resultante da mora culposa na execução de uma obrigação. Quando os juros moratórios não forem convencionados ou o forem sem taxa estipulada ou quando provierem de determinação da lei, serão fixados segundo a taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional.
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Ainda que se não alegue prejuízo, é obrigado o devedor aos juros da mora que se contarão assim às dívidas em dinheiro, como às prestações de outra natureza, uma vez que lhes esteja fixado o valor pecuniário por sentença judicial, arbitramento, ou acordo entre as partes. 4.4.4. Da Cláusula Penal A cláusula penal, ou multa convencional, é uma convenção estipulada pelas partes na qual estas se obrigam a pagar uma determinada multa no caso de violação de algum dispositivo contratual. Trata-se de uma obrigação acessória, que tem por objetivo garantir o cumprimento da obrigação principal e também fixar previamente o valor das perdas e danos em caso de descumprimento do pactuado. Por ser obrigação acessória, sendo nula ou anulada a obrigação principal, também o são as disposições contidas na cláusula penal. Incorre de pleno direito o devedor na cláusula penal, desde que, culposamente, deixe de cumprir a obrigação ou se constitua em mora. A cláusula penal pode ser estipulada conjuntamente com a obrigação, ou em ato posterior. Também pode referir-se à inexecução completa da obrigação, à de alguma cláusula especial ou simplesmente à mora. O valor da cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da obrigação principal, sendo a penalidade reduzida eqüitativamente se a obrigação principal tiver sido cumprida em parte, ou se o montante da penalidade for manifestamente excessivo, tendo-se em vista a natureza e a finalidade do negócio. Para exigir a pena convencional, não é necessário que o credor alegue prejuízo. Ainda que o prejuízo exceda ao previsto na cláusula penal, não pode o credor exigir indenização suplementar se assim não foi convencionado. Se o tiver sido, a pena vale como mínimo da indenização, competindo ao credor provar o prejuízo excedente.
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4.4.5. Das Arras ou Sinal (arts. 417 a 420 do novo CC) Arras são os recursos pagos por um dos contratantes para garantir o cumprimento de um contrato, comumente, conhecido por sinal. É um termo muito comum na área de transação imobiliária. Por sua importância, o Código Civil trata do assunto no Capítulo VI. Um contrato preliminar pode ser garantido pelas arras ou sinal, que torna presumido o acordo final e obrigatório o contrato. Se, por ocasião da conclusão do contrato, uma parte der à outra, a título de arras, dinheiro ou outro bem móvel, deverão as arras, em caso de execução, ser restituídas ou computadas na prestação devida, se do mesmo gênero da principal. Se a parte que deu as arras não executar o contrato, poderá a outra tê-lo por desfeito, retendo-as. Se inexecução for de quem recebeu as arras, poderá quem as deu haver o contrato por desfeito, e exigir sua devolução mais o equivalente, com atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, juros e honorários de advogado. A parte inocente pode pedir indenização suplementar, se provar maior prejuízo, valendo as arras como taxa mínima. Pode, também, a parte inocente exigir a execução do contrato, com as perdas e danos, valendo as arras como o mínimo da indenização. Se no contrato for estipulado o direito de arrependimento para qualquer das partes, as arras ou sinal terão função unicamente indenizatória. Neste caso, quem as deu perdê-las-á em benefício da outra parte; e quem as recebeu terá devolve-as em dobro. Em ambos os casos não haverá direito a indenização suplementar.
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a) Quitar compromissos e pagar obrigações são atividades comuns das empresas imobiliárias: o que significa “inadimplir” ? ______________________________________ ______________________________________ b) Pesquise em sua apostila e defina o que é “mora”. Defina, também, o que significa “purgar uma mora”: ______________________________________ ______________________________________ c) Nosso Código de Defesa do Consumidor estabeleceu algumas regras que protegem o inquilino nos contratos de locação: o que é “juro compensatório”, muito usado pelas imobiliárias? ______________________________________ ______________________________________ d) E o juro “moratório”, o que vem a ser? ______________________________________ e) Veja os artigos 417 a 420 do novo Código Civil, e defina o que quer dizer “arras”: O que significa “lei de arras” numa promessa de compra e venda? ______________________________________ ______________________________________

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4.5 – DOS CONTRATOS EM GERAL Contrato é a uma convenção estabelecida entre duas ou mais pessoas, com o objetivo de adquirir, resguardar, modificar ou extinguir entre elas uma relação jurídica patrimonial. A validade do contrato depende da capacidade jurídica das partes, do objeto lícito, possível, determinado ou determinável, bem como de forma prescrita ou não proibida pela lei. São princípios básicos que informam os contratos: • a autonomia de vontades; • a supremacia da ordem pública; • a força vinculante do contrato. A autonomia de vontades faculta às partes a liberdade para estipular ou não estipular o que lhes convenha ou de escolher com quem contratar. A supremacia da ordem pública torna a autonomia da vontade relativa, uma vez que ela está sujeita às normas legais imperativas e aos princípios da moral e dos bons costumes. Nesse sentido, a liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato, além de que é obrigatório aos contratantes guardar, tanto na execução quanto a conclusão do contrato, os princípios de probidade e boa-fé. A força vinculante do contrato, também denominada “pacta sunt servanda”, significa que o contrato faz lei entre as partes. Uma vez estipuladas as condições, observada a livre e consciente manifestação de vontade e a supremacia da ordem pública, as disposições expressas no contrato são de cumprimento obrigatório pelas partes. As cláusulas ambíguas ou contraditórias, eventualmente, constantes do contrato de adesão devem ser interpretadas de modo mais favorável ao aderente. Da mesma forma, nos contratos de adesão, são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do aderente a direito resultante da natureza do negócio.
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As partes podem estipular contratos atípicos, desde que observe as normas fixadas pela lei. A lei veda a contratação de herança de pessoa viva. 4.5.1 – Da Formação dos Contratos A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos dela, da natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso. Deixa de ser obrigatória a proposta feita para pessoa presente, sem estabelecimento de prazo, e não aceita imediatamente. A pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante é considerada presente. Também, deixa de ser obrigatória a proposta feita para pessoa ausente, sem o estabelecimento de prazo, se tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do proponente. Da mesma forma, deixa de ser obrigatória a proposta feita para pessoa ausente, com estabelecimento de prazo, se não tiver sido expedida a resposta dentro do prazo estipulado. Por fim, deixa de ser obrigatória a proposta se, antes dela, ou simultaneamente, chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente. A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos essenciais ao contrato, salvo se o contrário resultar das circunstâncias ou dos usos. Pode revogar-se a oferta pela mesma via de sua divulgação, desde que ressalvada esta faculdade na oferta realizada. Se a aceitação, por circunstância imprevista, chegar tarde ao conhecimento do proponente, este deverá comunicar imediatamente ao aceitante, sob pena de responder por perdas e danos. A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará nova proposta. Se o negócio for daqueles em que não seja costume a aceitação expressa, ou o proponente a tiver dispensado, o contrato será considerado concluído caso não chegue à recusa. ConINEDI - Cursos Profissionalizantes

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sidera-se inexistente a aceitação, se antes dela ou com ela chegar ao proponente a retratação do aceitante. Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitação seja expedida. Todavia, são exceções a essa regra os casos em aceitação é considera inexistente, se o proponente se houver comprometido a esperar resposta, ou se a aceitação não chegar no prazo convencionado. Reputar-se-á celebrado o contrato no lugar em que foi proposto. 4.5.2. Da Estipulação em Favor de Terceiro Estipular significa, contratar, estabelecer condições, cláusulas e obrigações recíprocas. A estipulação pode ser feita em favor de terceiro, que não participa do estipulado. O seguro de vida é um clássico exemplo de estipulação em favor de terceiro, na medida em que o segurado estabelece com a seguradora algum benefício em favor de do beneficiário, que não participa diretamente do contrato. O beneficiário pode exigir o cumprimento do estipulado, observado as condições e normas do contrato, mas também pode ser substituído pelo estipulante, independente de anuência. 4.5.3. Da Promessa de Fato de Terceiro Pode alguém firmar compromisso para que terceiro pratique determinado ato. Aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas e danos, quando este o não executar. 4.5.4. Dos Vícios Redibitórios Redibir significa devolver (uma mercadoria com defeito), enjeitar; anular a venda de algo que possui defeitos ocultos descobertos pelo adquirente. Redibitório é o que pode motivar a anulação de uma venda. Vícios Redibitórios são os defeitos ocultos presente na coisa, de tal modo grave que a tornam imprópria ao uso a que se destina ou lhe diminuam o valor.
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Verificado o vício redibitório, pode o adquirente optar pelo abatimento no preço ou por rejeitar a coisa. Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu com perdas e danos. Se o não conhecia, tão-somente restituirá o valor recebido, mais as despesas do contrato. A responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa pereça em poder do alienatário, desde que o perecimento se dê por vício oculto já existente ao tempo da tradição. O prazo de decadência do direito de obter a redibição ou abatimento no preço é de trinta dias para móveis, contados da entrega efetiva, e de um ano para imóveis. Na impossibilidade de ser o defeito oculto conhecido no prazo legal, a decadência correrá a partir do momento em que dele tiver ciência até o máximo de cento e oitenta dias se móveis, e um ano se imóveis. Os prazos não correm na constância de cláusula de garantia, mas o adquirente deve denunciar o defeito ao alienante nos trinta dias seguintes ao seu descobrimento, sob pena de decadência. 4.5.5. Da Evicção Evicção é o ato de destituir, de desapossar, judicialmente, alguém de uma propriedade. É a perda de um bem pelo adquirente, em conseqüência de reivindicação feita pelo verdadeiro dono. A evicção é fato que causa ao adquirente a perda total ou parcial da coisa adquirida, por decisão judicial, em favor de terceiro, este reconhecido como verdadeiro dono. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública. Contrato oneroso é aquele em que ambas as partes têm obrigações patrimoniais, com vantagens recíprocas. As partes podem, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção. Todavia, não obstante a cláu• 41

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sula que exclui a garantia contra a evicção, se esta se der, tem direito o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta, se não soube do risco da evicção, ou, dele informado, não o assumiu. O evicto, salvo estipulação em contrário, tem direito à restituição integral do preço ou das quantias que pagou, à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir; à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente resultarem da evicção, e às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído. Se parcial, mas considerável, for a evicção, poderá o evicto optar entre a rescisão do contrato e a restituição da parte do preço correspondente ao desfalque sofrido. Se não for considerável, caberá somente direito a indenização. Não pode o adquirente demandar pela evicção, se sabia que a coisa era alheia ou litigiosa. 4.5.6. Dos Contratos Aleatórios Aleatório é o que depende de circunstâncias, de eventos futuros, do acaso, do fortuito; que depende de ocorrências imprevisíveis. O contrato aleatório é aquele em que há dependência direta a eventos futuros ou incertos, sendo que as partes assumem o risco de uma contra prestação desproporcional ou mesmo de nada receber. Quem vendeu coisa pendente de fato futuro sem se responsabilizar pelos resultados recebe o preço integral, desde que de sua parte não tenha havido dolo ou culpa. Quem prometeu a entrega de coisa futura de quantidade indeterminada, sem se responsabilizar pelos resultados recebe o preço integral ainda que a coisa venha a existir em quantidade inferior à esperada, desde que alguma quantidade venha a existir e que de sua parte não tiver concorrido culpa. Mas, se da coisa nada vier a existir, alienação não haverá, e o alienante restituirá o preço recebido.
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O mesmo entendimento é aplicado às coisas existentes, mas expostas a risco. 4.5.7. Do Contrato Preliminar O contrato preliminar é a declaração de vontade de ambas as partes, ou de uma delas, no sentido de prometerem firmar posteriormente um contrato definitivo. Esta modalidade de contrato, exceto quanto à forma, deve conter todos os requisitos essenciais ao contrato a ser celebrado. Deverá ser levado ao registro competente. Uma vez concluído o contrato preliminar, e nele não constando cláusula de arrependimento, qualquer das partes terá o direito de exigir a celebração do definitivo, fixando prazo à outra para que o efetive. Esgotado o prazo ao contrato preliminar é conferido caráter definitivo, salvo se a isto se opuser a natureza da obrigação. Se o estipulante não der execução ao contrato preliminar, poderá a outra parte considerálo desfeito, e pedir perdas e danos. Se a promessa de contrato for unilateral, o credor, sob pena de ficar a mesma sem efeito, deverá manifestar-se no prazo nela previsto, ou, inexistindo este, no que lhe for razoavelmente assinado pelo devedor. 4.5.8. Do Contrato com Pessoa a Declarar Ao concluir um contrato, pode uma das partes reservar-se a faculdade de indicar a pessoa que deve adquirir os direitos e assumir as obrigações dele decorrentes. Essa indicação deve ser comunicada à outra parte no prazo de cinco dias da conclusão do contrato, se outro prazo não tiver sido estipulado. A pessoa adquire os direitos e assume as obrigações decorrentes do contrato, a partir do momento em que este foi celebrado. 4.5.9. Da Extinção do Contrato São modalidades de extinção do contrato o seu cumprimento e a rescisão, termo este entendido em sentido amplo.
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A rescisão pode ocorrer pelo distrato, pela denúncia unilateral, por força de cláusula resolutiva expressa ou tácita, ou pelo inadimplemento. 4.5.9.1. Do Distrato Distrato é o ato ou efeito de desfazer, de distratar, de anular um acordo. Juridicamente, trata-se de outro acordo, entre as partes, para rescindir,, extinguir o vínculo estabelecido no contrato, em acordo anterior. O distrato faz-se pela mesma forma exigida para o contrato. A rescisão (ou em sentido estrito a resilição) unilateral pode ocorrer mediante denúncia notificada à outra parte, desde que a lei expressa ou implicitamente o permita. Se, porém, dada a natureza do contrato, uma das partes houver feito investimentos consideráveis para a sua execução, a denúncia unilateral só produzirá efeito depois de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos investimentos. 4.5.9.2. Da Cláusula Resolutiva Cláusula resolutiva é a disposição expressa ou tácita que implica na revogação do negócio jurídico pelo inadimplemento da obrigação por uma das partes. A cláusula é expressa quando está registrada, consignada, manifestada de modo a não admitir objeção. A cláusula é tácita quando não está formalmente expressa, não está traduzida por palavras, mas pode estar implícita ou subentendida em um acordo. A cláusula resolutiva expressa opera de pleno direito; a tácita depende de interpelação judicial. A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato, se não preferir exigir-lhe o cumprimento, cabendo, em qualquer dos casos, indenização por perdas e danos. 4.5.9.3. Da Exceção de Contrato não Cumprido A exceção de contrato não cumprido, ou exceptio non adimpleti contractus, ocorre nos contraINEDI - Cursos Profissionalizantes

tos bilaterais e consiste na proibição aos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, exigir o implemento da obrigação do outro. Da mesma forma, se sobrevier a uma das partes contratantes a diminuição em seu patrimônio, capaz de comprometer ou tornar duvidosa a prestação pela qual se obrigou, pode a outra se recusar à prestação que lhe incumbe, até que aquela satisfaça a que lhe compete ou dê garantia bastante de satisfazê-la. 4.5.9.4. Da Resolução por Onerosidade Excessiva Se a prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato de execução continuada ou diferida. A resolução poderá ser evitada, oferecendo-se o réu a modificar eqüitativamente as condições do contrato. Se no contrato as obrigações couberem a apenas uma das partes, poderá ela pleitear que a sua prestação seja reduzida ou alterada no modo de executá-la, a fim de evitar a onerosidade excessiva.

a) Muitos contratos fazem parte da vida dos corretores de imóveis. Portanto, responda: quais são os princípios básicos para validade dos contratos? _______________________________________________ _______________________________________________ _______________________________________________ b) Essa pode ser encontrada no texto da apostila: qual o significado da expressão latina “pacta sunt servanda” ? Trata-se de um princípio usado nos contratos. _______________________________________________ _______________________________________________
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c) Veja em sua apostila e escreva abaixo: o que é um “contrato de adesão”? _______________________________________________ _______________________________________________ d) Pelas normas vigentes no ordenamento jurídico brasileiro, o que é necessário para que um contrato entre ausentes se torne perfeito? _______________________________________________ _______________________________________________ e) Essa é questão comum nos exames de proficiência: o que são “vícios redibitórios”? _______________________________________________ _______________________________________________ f) Pesquise: o que é e qual a conseqüência jurídica da “evicção”? _______________________________________________ _______________________________________________ g) Para saber mais, defina abaixo o que é distrato: _______________________________________________ _______________________________________________

4.6 – DAS VÁRIAS ESPÉCIES DE CONTRATO 4.6.1. Da Compra e Venda É o contrato pelo qual um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa e o outro se obriga a pagar-lhe certo preço em dinheiro. O contrato de compra e venda possui três elementos essenciais: acordo de vontades, a coisa e o preço (consensus, res et pretium). • A declaração de vontade vem a ser o consentimento que vem a recair sobre a coisa e o preço. • A coisa é o objeto da compra e venda, podendo ser qualquer coisa comercializável. • O preço deve ser em dinheiro ou em coisas representativas de dinheiro. A compra e venda pode ter por objeto coisa atual ou futura. Neste caso, ficará sem efeito o contrato se esta não vier a existir, salvo se a intenção das partes era de concluir contrato aleatório. Se a venda se realizar à vista de amostras, protótipos ou modelos, entender-se-á que o vendedor assegurará ter na coisa as qualidades que a elas correspondem. Prevalece a amostra, o protótipo ou o modelo, se houver contradição ou diferença com a maneira pela qual se descreveu a coisa no contrato. O preço pode ser fixado ao arbítrio de terceiro, à taxa do mercado ou bolsa, em certo e determinado dia e lugar, ou em função de índices ou parâmetros, desde que suscetíveis de objetiva determinação. Convencionada a venda sem fixação de preço ou de critérios para a sua determinação, se não houver tabelamento oficial, entende-se que as partes se sujeitaram ao preço corrente nas vendas habituais do vendedor. Na falta de acordo, por ter havido diversidade de preço, prevalecerá o termo médio.
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A fixação do preço não pode ser deixada ao arbítrio exclusivo de uma das partes componentes do contrato de compra e venda, sob pena de tornar-se nulo o contrato. As despesas de escritura e registro ficam a cargo do comprador, e as despesas da tradição a cargo do vendedor, exceto se as partes estipularem em contrário. O vendedor não é obrigado a entregar a coisa antes de receber o preço, exceto no caso de venda a crédito. Na área de transação comercial, Tradição é o ato de entregar, de transferir algo a outra pessoa. É o meio pelo qual se transfere a propriedade da coisa móvel ao adquirente, em decorrência do cumprimento a um contrato. Via de regra a transferência do bem é efetiva ou real, mas também poderá ser simbólica ou fictícia. Até o momento da tradição, os riscos da coisa correm por conta do vendedor, e os do preço por conta do comprador. A tradição da coisa vendida, na falta de estipulação expressa, dar-se-á no lugar onde ela se encontrava, ao tempo da venda. Não obstante o prazo ajustado para o pagamento, se antes da tradição o comprador cair em insolvência, poderá o vendedor sobrestar na entrega da coisa, até que o comprador lhe dê caução de pagar no tempo ajustado. É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem consentido. Em ambos os casos dispensa-se o consentimento do cônjuge se o regime de bens for o da separação obrigatória. Os cônjuges podem contratar a compra e venda com relação a bens excluídos da comunhão. A lei veda em alguns casos, sob pena de nulidade, a realização do contrato de compra e venda, mesmo que a venda se dê em hasta pública. Nesse sentido não podem ser comprados:
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• pelos tutores, curadores, testamenteiros e administradores, os bens confiados à sua guarda ou administração; • pelos servidores públicos, em geral, os bens ou direitos da pessoa jurídica a que servirem, ou que estejam sob sua administração direta ou indireta; • pelos juízes e outros serventuários ou auxiliares da justiça, os bens ou direitos em litigância no juízo onde servirem ou que se estender a sua autoridade; • pelos leiloeiros e seus prepostos, os bens de cuja venda estejam encarregados. Se, na venda de um imóvel, se estipular o preço por medida de extensão, ou se determinar a respectiva área, ocorrerá a venda ad mensuram. Se a extensão não corresponder às dimensões dadas, o comprador terá o direito de exigir o complemento da área, e, não sendo isso possível, o de reclamar a resolução do contrato ou abatimento proporcional ao preço. Decai do direito de propor as ações em relação a venda ad mensuram o vendedor ou o comprador que não o fizer no prazo de um ano, a contar do registro do título. A venda ad corpus é aquela em que o imóvel é vendido como coisa certa e discriminada, tendo sido apenas enunciativa, a referência, às suas dimensões. Nesse caso não haverá complemento de área, nem devolução de excesso, ainda que não conste, de modo expresso, ter sido ter sido a venda ad corpus. O vendedor, salvo convenção em contrário, responde por todos os débitos que gravem a coisa até o momento da tradição. Nas coisas vendidas conjuntamente, o defeito oculto de uma não autoriza a rejeição de todas. O condômino em coisa indivisível não pode vender a sua parte a estranhos, se outro condômino a quiser. Nesse caso, o condômino não informado da venda poderá haver para si a parte vendida a estranhos, desde que deposite o preço pago e requeira a coisa vendida no prazo máximo de cento e oitenta dias, sob pena de decadência.
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Os Contratos de Compra e Venda podem ser gravados com cláusulas especiais, estabelecendo direitos e deveres específicos, tais como cláusula de retrovenda, de venda a contento e da sujeita à prova, da preempção ou preferência, da venda com reserva de domínio, e da venda sobre documentos. 4.6.1.1. Da Retrovenda A expressão “retro”, colocada junto de outra palavra, como prefixo, significa o que retrocede; voltar atrás no tempo; não levar adiante um intento, um acordo. Retrovenda é um pacto feito entre as partes, pelo qual o vendedor se assegura o direito de resgatar ou recobrar a coisa vendida, dentro do prazo estipulado, pagando o que recebeu ou outro que se tenha acertado. No caso, o vendedor não precisa levar adiante o compromisso de venda, pela falta de cumprimento das obrigações do comprador. O Código Civil (Subseção de Retrovenda) estabelece que o vendedor de coisa imóvel pode reservar-se o direito de recobrá-la no prazo máximo de decadência de três anos, restituindo o preço recebido e reembolsando as despesas do comprador, inclusive as que, durante o período de resgate, se efetuaram com a sua autorização escrita, ou para a realização de benfeitorias necessárias. 4.6.1.2. Da Venda a Contento e da Sujeita a Prova A venda a contento é a cláusula que determina que a venda somente se aperfeiçoa após o adquirente manifestar seu agrado. Assim, entende-se que a venda é feita sob condição suspensiva, ainda que a coisa lhe tenha sido entregue. Da mesma forma, a venda sujeita a prova presume-se feita sob a condição suspensiva de que a coisa tenha as qualidades asseguradas pelo vendedor e seja idônea para o fim a que se destina. Em ambos os casos, as obrigações do comprador, que recebeu, sob condição suspensiva, a coisa comprada, são as de mero comodatário, enquanto não manifeste aceitá-la.
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Não havendo prazo estipulado para a declaração do comprador, o vendedor terá direito de intimá-lo, judicial ou extrajudicialmente, para que o faça em prazo improrrogável. 4.6.1.3. Da Preempção ou Preferência Preempção significa precedência na compra. Juridicamente, significa que existe uma cláusula contratual que garante ao primitivo vendedor a preferência para readquirir o objeto vendido, caso este seja posto à venda. É uma preferência de compra garantida ao antigo proprietário A Cláusula impõe ao comprador a obrigação de oferecer ao vendedor a coisa que aquele vai vender, ou dar em pagamento, para que este use de seu direito de prelação (preferência) na compra. O direito de preferência não se pode ceder nem passa aos herdeiros. O prazo para exercer o direito de preferência não poderá exceder a cento e oitenta dias, se a coisa for móvel, ou a dois anos, se imóvel. Aquele que exerce a preferência está, sob pena de a perder, obrigado a pagar, em condições iguais, o preço encontrado, ou o ajustado. O vendedor pode também exercer o seu direito de prelação (de escolha, de preferência), intimando o comprador, quando lhe constar que este vai vender a coisa. Salvo estipulação das partes fixando prazo diverso, o direito de preempção caducará em três dias se não exercida em relação à coisa móvel, e em sessenta dias subseqüentes à data em que o comprador tiver notificado o vendedor, se imóvel. Se o comprador alienar a coisa sem ter comunicado previamente ao vendedor o preço e as vantagens que por ela lhe oferecem responderá por perdas e danos. O adquirente se tiver procedido de má-fé, responderá solidariamente. 4.6.1.4. Da Venda com Reserva de Domínio Quando uma pessoa vende uma coisa móvel, pode reservar para si a propriedade,
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até que o preço esteja integralmente pago. Tal decisão deve ser uma cláusula inserta (introduzida) no contrato de compra e venda. A cláusula de reserva de domínio será estipulada por escrito e depende de registro no domicílio do comprador para valer contra terceiros. Não pode ser objeto de venda com reserva de domínio a coisa que não pode ser caracterizada perfeitamente, de modo a diferenciá-la de outras congêneres. Na dúvida, decide-se a favor do terceiro adquirente de boa-fé. Segundo o entendimento doutrinário, é considerada cláusula suspensiva, na medida em que suspende a transferência da propriedade da coisa alienada. A transferência de propriedade ao comprador dá-se no momento em que o preço esteja integralmente pago. O vendedor somente poderá executar a cláusula de reserva de domínio após constituir o comprador em mora, mediante protesto do título ou interpelação judicial. Verificada a mora do comprador, poderá o vendedor mover contra ele a competente ação de cobrança das prestações vencidas e vincendas e o mais que lhe for devido; ou poderá recuperar a posse da coisa vendida. 4.6.1.5. Da Venda Sobre Documentos Na venda sobre documentos, a tradição da coisa é substituída pela entrega do seu título representativo e dos outros documentos exigidos pelo contrato ou, no silêncio deste, pelos usos. Estando a documentação em ordem, não pode o comprador recusar o pagamento, a pretexto de defeito de qualidade ou do estado da coisa vendida, salvo se o defeito já houver sido comprovado. Salvo estipulação em contrário, o pagamento deve ser efetuado na data e no lugar da entrega dos documentos. 4.6.2. Da Troca ou Permuta “Troca é o contrato pelo qual as partes se obrigam a dar uma coisa por outra, que não seja dinheiro” (Clovis Beviláqua).
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Aplicam-se à troca as disposições referentes à compra e venda, com exceção de que cada um dos contratantes pagará por metade as despesas com o instrumento da troca, salvo se estipularem ao contrário. Da mesma forma, é anulável a troca de valores desiguais entre ascendentes e descendentes, sem consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante. 4.6.3. Do Contrato Estimatório Contrato Estimatório e uma modalidade de acordo em que o proprietário, denominado consignante, entrega bens móveis a outrem, denominado consignatário, que fica autorizado a vendê-los, pagando àquele o preço ajustado, salvo se preferir, no prazo estabelecido, restituir-lhe a coisa consignada. Se o consignatário não puder restituir a coisa em sua integridade, ou a restituição tornar-se impossível, ainda que por fato a ele não imputável, mesmo assim não se exonera da obrigação de pagar o preço ao consignante. A coisa consignada não pode ser objeto de penhora ou seqüestro pelos credores do consignatário, enquanto não pago integralmente o preço. O consignante não pode dispor da coisa antes de lhe ser restituída ou de lhe ser comunicada a restituição.

a) O contrato de compra e venda passará a ser documento constante em suas futuras negociações. Estude e responda quais são os três elementos essenciais nos contratos de compra e venda: _______________________________________ _______________________________________ b) Depois de fechada a venda, vamos ao Cartório: por lei, a quem cabe pagar as despesas de escrituração e registro na compra e venda? _______________________________________
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c) Dê uma olhada em sua apostila e responda: o que significa o instituto jurídico chamado “tradição”? _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ d) Nem tudo pode ser vendido ou comprado: em quais casos a lei proíbe a realização de contrato de compra e venda? _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ e) A primeira vista não parece, mas o corretor de imóveis lida muito com isso: o que é “venda ad mensuram”? _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ f) Continue sua pesquisa e escreva abaixo o que vem a ser “venda ad corpus”: _______________________________________ _______________________________________ g) A Terracap usa esse instituto jurídico em todos os seus contratos de compra e venda: o que significa a “cláusula de retrovenda”? _______________________________________ _______________________________________ h) Outro instituto jurídico que o corretor necessita conhecer muito bem: o que vem a ser “cláusula de preempção ou preferência”? _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ i) Posse, propriedade e domínio você deve estar craque: então responda o que significa a “cláusula de reserva de domínio” num contrato? _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________
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4.6.4. Da Doação A doação é uma modalidade de contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere bens ou vantagens do seu patrimônio para o patrimônio de outra pessoa, que os aceita. Aquele que doa é denominado doador, e quem aceita donatário. A manifestação da aceitação pelo donatário é condição indispensável ao aperfeiçoamento do negócio. A doação é pura quando traduz simples liberalidade, mero benefício movido pelo altruísmo do doador. Remuneratória, quando objetiva retribuir serviços ou favores prestados por qualquer motivo não cobrados pelo donatário. Com encargo, ou modal quando se impõe ao donatário uma contraprestação que ele deve cumprir e que resulta em vantagem ao doador ou a outrem. Condicional, quando sua eficácia depende de acontecimento futuro e incerto. A doação de ascendentes a descendentes, ou de um cônjuge a outro, importa adiantamento do que lhes cabe por herança. O doador pode estipular que os bens doados voltem ao seu patrimônio, se sobreviver ao donatário. Não prevalece cláusula de reversão em favor de terceiro. São restrições à liberdade de doar a disposição torna nula a doação de todos os bens do doador, sem reserva ou renda suficiente para a sua subsistência, e o excesso da doação que atingir o quinhão da legítima dos herdeiros. A doação do cônjuge adúltero ao seu cúmplice pode ser anulada pelo outro cônjuge, ou por seus herdeiros necessários, até dois anos depois de dissolvida a sociedade conjugal. Salvo declaração em contrário, a doação em comum a mais de uma pessoa entende-se distribuída entre elas por igual. Se os donatários, em tal caso, forem marido e mulher, subsistirá na totalidade a doação para o cônjuge sobrevivo. A doação pode ser revogada por ingratidão do donatário, ou por inexecução do enINEDI - Cursos Profissionalizantes

cargo. Pode, também, a revogação ser automática, no caso de doação resolúvel. A doação onerosa pode ser revogada por inexecução do encargo, se o donatário incorrer em mora. Não havendo prazo para o cumprimento, o doador poderá notificar judicialmente o donatário, assinando-lhe prazo razoável para que cumpra a obrigação assumida. 4.6.5. Da Locação de Coisas Locação é o ato de locar, de alugar uma coisa. Juridicamente, é um contrato pelo qual uma das partes cede à outra o uso e gozo de bem móvel ou imóvel ou se compromete a lhe fornecer serviço, por prazo certo ou indeterminado, mediante pagamento de certa quantia. Locador é uma pessoa física ou jurídica que cede a outrem (o locatário) o uso e gozo de bem móvel ou imóvel, mediante um contrato de locação. O locador é detentor da legitimidade para ceder a alguém (ao locatário), a título oneroso, um bem de sua propriedade ou sob sua proteção e/ou administração patrimonial. Podem, assim, ser locadores: • • • • proprietário, propriamente dito; tutor; usufrutuário; espólio, etc.

Em todas essas condições, o locador deve, necessariamente, ter a legitimidade para figurar no polo ativo da locação. Por locatário entende-se a pessoa que recebe do locador um bem ou um serviço, mediante um contrato de locação, obrigandose a pagar por isso o preço ajustado. O locatário é também chamado de inquilino, de arrendatário. Como o locador, o locatário deve, igualmente, ser capaz para assumir compromissos e responder pelo seu cumprimento ou pelas conseqüências pela inadimplência.
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O locador é obrigado a entregar ao locatário a coisa alugada em condições de servir ao uso a que se destina, e a mantê-la nesse estado, pelo tempo do contrato, salvo cláusula expressa em contrário. Da mesma forma, garantir ao locatário, durante o tempo do contrato, o uso pacífico da coisa. O locatário é obrigado a servir-se da coisa alugada conforme estipulado ou presumido; dispensar a ela o mesmo cuidado como se sua fosse; a pagar pontualmente o aluguel nos prazos ajustados, e, em falta de ajuste, segundo o costume do lugar; e restituir a coisa, finda a locação, no estado em que a recebeu, salvas as deteriorações naturais ao uso regular. Havendo prazo estipulado à duração do contrato, antes do vencimento não poderá o locador reaver a coisa alugada, senão ressarcindo ao locatário as perdas e danos resultantes, nem o locatário devolvê-la ao locador, senão pagando, proporcionalmente, a multa prevista no contrato. O locatário gozará do direito de retenção, enquanto não for ressarcido. 4.6.6 . Do Empréstimo Juridicamente, empréstimo é o ato de se colocar, temporariamente, coisas fungíveis ou não fungíveis à disposição de alguém, sob determinadas condições. Uma coisa é considerada fungível quando ela se gasta, quando se consome com o uso. Ela é passível de ser substituída por outra coisa da mesma espécie, qualidade, quantidade ou valor. Ex. dinheiro, combustível Uma coisa é não fungível ou infungível quando com o uso conserva-se ela mesma. Ex. casa, carro, terreno O empréstimo ocorre nas seguintes condições; em comodato e mútuo. 4.6.6.1. Do Comodato O comodato é o empréstimo gratuito de coisas não fungíveis e que deve ser restituída no tempo convencionado pelas partes. Perfazse com a tradição do objeto.
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Comodante é a pessoa que dá algo em comodato. Comodatário é a pessoa que recebe algo em comodato. O comodatário é obrigado a conservar, como se sua própria fora, a coisa emprestada, não podendo usá-la senão de acordo com o contrato ou a natureza dela, sob pena de responder por perdas e danos. O comodatário constituído em mora, além de por ela responder, pagará, até restituí-la, o aluguel da coisa que for arbitrado pelo comodante. O comodatário não poderá jamais recobrar do comodante as despesas feitas com o uso e gozo da coisa emprestada. 4.6.7.2. Do Mútuo O mútuo é um contrato em que uma das partes empresta coisas fungíveis à outra parte. Mutuário é o recebedor do empréstimo no contrato mútuo. Mutuador ou mutuante é o que ou quem mutua, que ou quem empresta algo no contrato de mútuo. No empréstimo mútuo há transferência do domínio da coisa emprestada ao mutuário, por cuja conta correm todos os riscos dela, desde a tradição. O mutuário é obrigado a restituir ao mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade. Esse tipo de empréstimo pode ser oneroso ou gratuito. O empréstimo é oneroso quando envolve ou está sujeito a ônus, a encargos. Ele produz reciprocidade e vantagens e de obrigações para as partes envolvidas. O empréstimo mútuo, usualmente, refere-se a empréstimo de dinheiro. Destinando-se o mútuo a fins econômicos, presumem-se devidos juros, observados que, se eles não forem convencionados, ou o forem sem taxa estipulada, ou quando provierem de determinação da lei, serão fixados segundo a taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional, permitida a capitalização anual.
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4.6.8. Da Prestação de Serviço A palavra prestação tem diversos sentidos. Quase todos utilizados pelo corretor de imóveis. No presente trabalho, prestação significa o ato de prestar algo a alguém, de propiciar algo a quem precisa. É realizar uma ação, um serviço para alguém. Existem muitas modalidades de prestação de serviço, todas elas regulamentadas, por diferentes leis. Algumas modalidades de prestação de serviço estão sujeitas às leis trabalhistas ou à determinada lei especial. Mas, existe uma modalidade de prestação de serviço que se refere, exclusivamente, às empresas prestadoras de serviços e aos trabalhadores autônomos. Nesses casos não existe a caracterização de relação sujeita às leis trabalhistas. Da mesma forma, não se aplica às categorias profissionais com regulamentação própria, como os corretores de imóveis, quando autônomos. Esses casos são regidos pelo Código Civil Brasileiro, Capítulo VII, de grande importância para os profissionais da área de transação imobiliária. Pelo Código Civil, toda espécie de serviço ou trabalho lícito, material ou imaterial, pode ser contratada mediante retribuição. O pagamento ocorrerá depois de prestado o serviço, salvo se, por convenção ou costume, não houver de ser adiantada. A obrigação de fornecer os materiais não se presume, mas resulta da lei ou da vontade das partes. O contrato para elaboração de um projeto não implica a obrigação de executá-lo ou de fiscalizar-lhe a execução. Nos contratos de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis, o empreiteiro de materiais e execução responderá, durante o prazo irredutível de cinco anos, pela solidez e segurança do trabalho, assim em razão dos materiais, como do solo. Decairá desse direito o dono da obra que não propuser a ação contra o empreiteiro, nos cento e oitenta
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dias seguintes ao aparecimento do vício ou defeito. Sem anuência de seu autor, não pode o proprietário da obra introduzir modificações no projeto por ele aprovado, ainda que a execução seja confiada a terceiros, a não ser que, por motivos supervenientes ou razões de ordem técnica, fique comprovada a inconveniência ou a excessiva onerosidade de execução do projeto em sua forma originária. Essa proibição não abrange alterações de pouca monta, ressalvada sempre a unidade estética da obra projetada. Não se extingue o contrato de empreitada pela morte de qualquer das partes, salvo se ajustado em consideração às qualidades pessoais do empreiteiro. 4.6.9. Do Depósito A palavra depósito tem diversos significados - estabelecimento comercial, local de despejos; conjunto de resíduos material acumulado; o objeto ou a quantia entregue a um depositante. Significa, também, o ato ou efeito de depositar. Esses dois últimos tipos de depósito pode ser objeto de contrato e, nesse caso, é previsto no Código Civil que estabelece a forma como deve ser conduzido. Denomina-se depositante ou depositador aquele que deposita e depositário aquele que recebe a guarda de um depósito. O contrato de depósito pode ser voluntário ou necessário. Qualquer que seja a modalidade, o depositário que não o restituir quando exigido será compelido a fazê-lo mediante prisão não excedente a um ano, e ressarcir os prejuízos. 4.6.9.1. Do Depósito Voluntário Contrato em que uma parte, o depositário, recebe um objeto móvel, para guardar, até que o depositante o reclame. O contrato de depósito é gratuito, exceto se houver convenção em contrário, se resultante de atividade negocial ou se o depositário o praticar por pro• 51

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fissão. O depósito voluntário provar-se-á por escrito. O depositário é obrigado a guardar e conservar a coisa depositada como se sua fosse, bem como devolvê-la quando o exigir o depositante. Se o depósito se entregou fechado, colado, selado, ou lacrado, nesse mesmo estado se manterá. Salvo disposição em contrário, a restituição da coisa deve dar-se no lugar em que tiver de ser guardada. As despesas de restituição correm por conta do depositante. O depositário não poderá, sem licença expressa do depositante, servir-se da coisa depositada, nem a dar em depósito a outrem, sob pena de responder por perdas e danos. O depositante é obrigado a reembolsar as despesas feitas pelo depositário, na guarda da coisa, a indenizar os prejuízos que do depósito provierem e pagar a gratificação eventualmente estipulada no contrato. 4.6.9.2. Do Depósito Necessário Depósito necessário é aquele que independe da vontade das partes, mas por obrigação legal ou por ocasião de alguma calamidade, como o incêndio, a inundação, o naufrágio ou o saque. As bagagens dos viajantes ou hóspedes nas hospedarias onde estiverem são equiparadas ao depósito necessário. Nesse caso, os hospedeiros responderão como depositários, assim como pelos furtos e roubos que perpetrarem as pessoas empregadas ou admitidas nos seus estabelecimentos. 4.6.10 . Do Mandato Mandato significa aquilo de que se está encarregado de fazer; incumbência dada por outrem; missão; delegação de poder conferida a alguém para representação oficial, para praticar atos ou administrar interesses. Mandatário é aquele que recebe mandato ou procuração para agir em nome de outro. É também o executor de atos autorizados pelo mandante. Mandante é aquele que tem autori52 •

dade para mandar, a pessoa que confere poderes a outrem para praticar atos em seu nome. O mandatário é também conhecido como outorgado e o mandante como outorgante ou outorgador. Em alguns casos o mandato é objeto de contrato, por meio do qual alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome, praticar atos ou administrar interesses. A procuração é o instrumento do mandato. O mandato pode ser expresso ou tácito, verbal ou escrito. Todas as pessoas capazes são aptas para dar procuração mediante instrumento particular, que valerá desde indicado o lugar onde foi passada, a qualificação do outorgante e do outorgado, a data e o objetivo da outorga com a designação e a extensão dos poderes conferidos, bem como a assinatura do outorgante. O terceiro com quem o mandatário tratar poderá exigir que a procuração traga a firma reconhecida. Mesmo que o mandato seja outorgado através de mandato por instrumento público, o substabelecimento pode ser feito mediante instrumento particular. Substabelecimento é o ato pelo qual o mandatário transfere a outrem, o substabelecido, os poderes que lhe foram conferidos pelo mandante. Para os atos que exijam escritura pública, como a compra e venda de imóveis, o mandato deve ser outorgado por intermédio de escritura pública. Portanto, a outorga do mandato está sujeita à forma exigida por lei para o ato a ser praticado. Não se admite mandato verbal quando o ato deva ser celebrado por escrito. A aceitação do mandato pode ser tácita, e resulta do começo de execução. O mandato pode ser especial a um ou mais negócios determinadamente, ou geral a todos os do mandante. O mandato pode ser para negócios (ad negotia), ou com finalidade judicial (ad judicia). Via de regra só confere poderes de administração. Para alienar, hipotecar, transigir, ou praticar outros quaisquer atos que exorbitem da administração ordinária, depende a procuraINEDI - Cursos Profissionalizantes

DIREITO E LEGISLAÇÃO – Unidade III

ção de poderes especiais e expressos. O poder de transigir não importa o de firmar compromisso. 4.6.10.1. Das Obrigações do Mandatário O mandatário é obrigado a aplicar toda sua diligência habitual na execução do mandato, e a indenizar qualquer prejuízo causado por culpa sua ou daquele a quem substabelecer, sem autorização, poderes que devia exercer pessoalmente. 4.6.10.2. Das Obrigações do Mandante O mandante é obrigado a satisfazer todas as obrigações contraídas pelo mandatário, na conformidade do mandato conferido, e adiantar a importância das despesas necessárias à execução dele, quando o mandatário lho pedir. É obrigado ao mandante a pagar ao mandatário a remuneração ajustada e as despesas da execução do mandato, ainda que o negócio não surta o esperado sem culpa do mandatário. Da mesma forma é obrigado o mandante a ressarcir ao mandatário as perdas que este sofrer com a execução do mandato, sempre que não resultem de culpa sua ou de excesso de poderes. 4.6.10.3. Da Extinção do Mandato São modalidades de extinção do mandato a revogação ou a renúncia; a morte ou interdição de uma das partes; sobrevindo estado que inabilite o mandante a conferir os poderes, ou o mandatário para os exercer; e pelo término do prazo ou pela conclusão do negócio. Quando o mandato contiver a cláusula de irrevogabilidade e o mandante o revogar, pagará perdas e danos. Se a cláusula de irrevogabilidade for condição de um negócio bilateral, ou tiver sido estipulada no exclusivo interesse do mandatário, a revogação do mandato será ineficaz. O mandato com a cláusula “em causa própria”, não poderá ser revogado e nem se extinguirá pela morte de qualquer das partes,
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ficando o mandatário dispensado de prestar contas, e podendo transferir para si os bens móveis ou imóveis objeto do mandato, obedecidas as formalidades legais. Para revogar o mandato deve o mandante notificar da revogação o mandatário ou procurador e ainda comunicar o fato a todos os eventuais interessados, seja por meio de notificações diretas ou publicação em jornal. Não tomadas essas providências continuarão válidos os atos ajustados entre o procurador demitido e terceiros de boa-fé, que não sabiam da revogação. É irrevogável o mandato que contenha poderes de cumprimento ou confirmação de negócios encetados, aos quais se ache vinculado. A nomeação comunicada de um outro mandatário para o mesmo negócio revoga o mandato anterior. A renúncia do mandato será comunicada ao mandante, que, se for prejudicado pela sua inoportunidade, ou pela falta de tempo, a fim de prover à substituição do procurador, será indenizado pelo mandatário, salvo se este provar que não podia continuar no mandato sem prejuízo considerável, e que não lhe era dado substabelecer.

a) Quase todos os Contratos são bilaterais, onerosos, comutativos etc. Mas esse é diferente: qual a principal característica dos contratos de doação? _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ b) Estude um pouquinho e responda: em quais casos a doação pode ser revogada? _____________________________________ _____________________________________
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c) Pela lei nº 8.245/91 (Lei do Inquilinato), quem pode ser “locador”? _____________________________________ d) Essa carece pesquisar:; defina o que é “direito de retenção” nos contratos de locação: _____________________________________ e) Essa modalidade de contrato tem uma característica especial: o que é “contrato de comodato”? _____________________________________ f) Procuração é o documento que o mandatário recebe para agir em nome de outro, denominado mandante. E o corretor de imóveis, como se denomina o documento que o autoriza a vender ou alugar um imóvel? _____________________________________ g) Uma procuração ou autorização de venda pode ser revogada por quem a outorgou: pesquise e responda: quais as formas legais para extinção do mandato? _____________________________________

4.6.11. Da Comissão A palavra comissão tem diversos significados, popularmente conhecidos. Comissão pode significar: - a gratificação que se dá ao comissionado por serviço prestado; - percentagem ou prêmios que representantes comerciais, corretores, vendedores cobram sobre o valor do negócio realizado ou serviço prestado; - gratificação por cargo ou emprego; - conjunto de pessoas incumbidas de realizar uma tarefa; - ato de cometer, de entregar, de dar ou delegar algo a alguém, de incumbir alguém de realizar algo. Comitente é a pessoa que incumbe alguém de executar determinado ato, mediante pagamento. Comissário ou comissionado é a pessoa que exerce uma comissão, delegado. No presente trabalho, recebe o nome de Comissão, a modalidade de contrato em que o comissário passa a comprar ou vender bens, em seu próprio nome, mas por conta de um comitente, e de acordo com as instruções deste. O comissário fica diretamente obrigado para com as pessoas com quem contratar, sem que estas tenham ação contra o comitente, nem este contra elas, salvo se o comissário ceder seus direitos a qualquer das partes. O leiloeiro é um exemplo típico de ocorrência de comissão, desde que ausente o proprietário da coisa leiloada. No desempenho das suas incumbências o comissário é obrigado a agir com cuidado e diligência, não só para evitar qualquer prejuízo ao comitente, mas ainda para lhe proporcionar o lucro que razoavelmente se podia esperar do negócio, respondendo por qualquer prejuízo que, por ação ou omissão, ocasionar ao comitente, salvo motivo de força maior. O comissário não responde pela insolvência das pessoas com quem tratar, exceto em caso de culpa e se ele assumir o ônus através da cláusula del credere. Nesse caso responderá o comissário solidariamente com as pessoas com que houver tratado em nome do comitente.
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DIREITO E LEGISLAÇÃO – Unidade III

Cláusula del credere é aquela em que “o comissário assume a responsabilidade pela solvência daqueles com quem vier a contratar no interesse e por conta do comitente” (Maria Helena Diniz). 4.6.12. Da Corretagem (Arts. 722 a 729 do novo Código Civil) Corretagem é o oficio, a função do Corretor. Corretor é aquele que age como intermediário em negócios particulares, que se envolve na compra e venda de bens ou ações na bolsa de valores. O exercício de corretagem é objeto de um contrato específico. Pelo contrato de corretagem, uma pessoa se obriga a obter para a segunda um ou mais negócios, conforme as instruções recebidas. A atividade do corretor é voltada para o público, não para pessoas determinadas. Define-se o contrato de corretagem pelo liame obrigacional: não pode haver ligação decorrente de mandato, de prestação de serviços ou por qualquer relação de dependência. O corretor é obrigado a executar a mediação com a diligência e prudência que o negócio requer, prestando ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento dos negócios. Deve, também, sob pena de responder por perdas e danos, prestar ao cliente todos os esclarecimentos que estiverem ao seu alcance, acerca da segurança ou risco do negócio, das alterações de valores e do mais que possa influir nos resultados da incumbência. (Ver art. 723 do Código Civil) A remuneração do corretor, se não estiver fixada em lei, nem ajustada entre as partes, será arbitrada segundo a natureza do negócio e os usos locais. O contrato de corretagem tem como objetivo a disponibilização dos meios necessários para realização do negócio. Nesse sentido, a remuneração é devida ao corretor uma vez que tenha ele conseguido o resultado previsto
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no contrato de mediação, mesmo que este não se efetive em virtude de arrependimento das partes. Iniciado e concluído o negócio diretamente entre as partes, nenhuma remuneração será devida ao corretor. Todavia, se for ajustada a corretagem com exclusividade, através de documento escrito, terá o corretor direito à remuneração integral, ainda que realizado o negócio sem a sua mediação, salvo se comprovada sua inércia ou ociosidade. Se, por não haver prazo determinado, o dono do negócio dispensar o corretor, e o negócio se realizar posteriormente, como fruto da sua mediação, a corretagem lhe será devida. Da mesma forma se procederá se o negócio se realizar após a decorrência do prazo contratual, mas por efeito dos trabalhos do corretor. Para resguardar seus direitos é recomendável ao Corretor notificar o dono do negócio, discriminado as pessoas com quem tratou com vistas à intermediação. Se o negócio se concluir com a intermediação de mais de um corretor, a remuneração será paga a todos em partes iguais, salvo ajuste em contrário. 4.6.13. Da Fiança A fiança é o contrato por meio do qual uma pessoa garante satisfazer ao credor uma obrigação assumida pelo devedor, caso este não a cumpra. A fiança é uma modalidade de contrato que só tem validade, se escrito. Seu estabelecimento independe da vontade do devedor e não vale além da obrigação afiançada A fiança prestada pelo cônjuge sem o consentimento do outro tornará anulável o ato praticado, podendo o outro cônjuge pleitearlhe a anulação, até dois anos depois de terminada a sociedade conjugal. O credor não pode ser obrigado a aceitar fiador indicado se este não for pessoa idônea, domiciliada no município onde tenha de prestar a fiança, e não possua bens suficientes
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para cumprir a obrigação. Sobrevindo a insolvência ou incapacidade do fiador poderá o credor exigir que seja substituído. O fiador que pagar integralmente a dívida fica sub-rogado nos direitos do credor, respondendo este também por todas as perdas e danos que o fiador pagar, e pelos que sofrer em razão da fiança. Na fiança por tempo indeterminado pode o fiador exonerar-se da fiança que tiver assinado, sempre que lhe convier, ficando obrigado por todos os efeitos da fiança, durante sessenta dias após a notificação do credor. 4.6.14. Da Transação “TRANSAÇÃO é um acordo em que duas ou mais pessoas ajustam cláusulas e condições, mediante concessões recíprocas para evitar litígio ou por fim a litígio, em curso”. Portanto, transação significa um ajuste no qual as pessoas realizam um negociação ou contrato; acordo, um convenção. É um negócio ou ato comercial, uma operação de compra e venda. É lícito aos interessados prevenirem ou terminarem o litígio mediante concessões mútuas. Podem ser objeto de transação os direitos patrimoniais de caráter privado. Quando a lei exigir, ou quando recair sobre direitos contestados em juízo, a transação deverá ser feita por escritura pública, permitido o instrumento particular nos demais casos. A transação deve ser interpretada restritivamente e por ela não se transmitem, apenas se declaram ou reconhecem direitos. Sendo nula qualquer das cláusulas da transação, nula será esta. Só se anula a transação nos casos de dolo, coação, ou erro essencial quanto à pessoa ou coisa controversa. 4.6.15. Do Compromisso ou Arbitragem É admitido compromisso, judicial ou extrajudicial, para resolver litígios entre pesso56 •

as que podem contratar, exceto para solução de questões de estado, de direito pessoal de família e de outras que não tenham caráter estritamente patrimonial. Admite-se nos contratos a cláusula compromissória, para resolver divergências mediante juízo arbitral, na forma estabelecida na Lei 9.307/1996, que regula a arbitragem. A Cláusula é compromissória quando expressa compromisso assumido. 4.7 – DOS ATOS UNILATERAIS Um ato é unilateral quando só uma das partes se obriga para com a outra. 4.7.1. Da Promessa de Recompensa Aquele que, por anúncios públicos, se comprometer a recompensar, ou gratificar, a quem preencha certa condição, ou desempenhe certo serviço, contrai obrigação de cumprir o prometido. Aquele que fizer o serviço, ou satisfizer a condição estabelecida poderá exigir a recompensa estipulada. A promessa de recompensa pode ser revogada utilizando-se da mesma publicidade, desde que seja feita antes de prestado o serviço ou preenchida a condição. 4.7.2. Do Pagamento Indevido O pagamento indevido é aquele efetuado sem qualquer vínculo obrigacional que o justifique. Aquele que recebeu o que lhe não era devido ou recebeu dívida condicional antes de cumprida a condição fica obrigado a restituir. Quem voluntariamente pagou o indevido incumbe a prova de tê-lo feito por erro. 4.7.3. Do Enriquecimento Sem Causa O enriquecimento sem causa é o acréscimo patrimonial de alguém, em prejuízo de outrem, sem justa razão, ou de modo ilícito. É o locupletamento à custa alheia.
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Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores monetários.

a) Lembrando que o corretor de imóveis, como profissional autônomo, recebe honorários, veja acima e escreva abaixo o que vem a ser um contrato de comissão: _______________________________________ b) Para saber mais: quais os artigos do Código Civil que tratam da corretagem ? _______________________________________ c) O Corretor de imóveis pode se especializar em muitas funções atinentes à profissão. Mas, pense um pouco e defina: qual a função básica do corretor de imóveis? _______________________________________ d) Em quais casos de intermediação o corretor de imóveis poderá receber os honorários, mesmo que o negócio não se concretize? _______________________________________ e) O contrato de fiança, uma das garantias na locação, deve obrigatoriamente ter a assinatura do cônjuge, também conhecido como outorga uxória? _______________________________________ f) Atuando como corretor de imóveis você deverá saber muito bem o que vem a ser Juízo Arbitral. Então, pesquise e responda o que é uma “cláusula compromissória” nos contratos de locação: _______________________________________ g) Outro instituto jurídico: o que significa “enriquecimento sem causa “? _______________________________________
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Unidade

III
Conceituar os termos Obrigação, Mora, Arras, Contrato, Distrato, Preempção, Evicção, Doação, Locação, Retrovenda, Fiança; Identificar características das principais modalidades de obrigação; dos tipos de contrato, de pagamento, de compra e venda, de doação, de empréstimo; Estabelecer relação entre a matéria aprendida com a profissão do Corretor; Reconhecer a importância das informações estudadas para o exercício da profissão de Corretor; Refletir sobre a responsabilidade legal do profissional da área.
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5. DIREITO DAS COISAS
“COISA”, no presente trabalho, significa tudo aquilo que é suscetível de apropriação ou alienação, ou seja que pode ser adquirido ou vendido em uma transação comercial. O Código Civil, no seu Livro III, trata, especificamente do Direito das Coisas. Essa é uma área que sempre oferece demandas, por parte de vendedores e compradores. O direito das coisas apresenta-se como um vínculo entre a pessoa e a coisa. É um direito absoluto e oponível erga omnes (contra todos), ou seja, o titular do direito real tem o poder de reivindicar a coisa onde quer que se encontre ou de quem quer a detenha. De acordo com entendimento teóricodoutrinário tradicional, os direitos reais são aqueles, estabelecidos em lei, não se admitindo interpretação extensiva. Nesse sentido são diretos reais a propriedade, a superfície, as servidões, o usufruto, o uso, a habitação, o direito do promitente comprador do imóvel, o penhor, a hipoteca e a anticrese. Não se deve confundir direito real com direito sobre a coisa, pois este é bem mais amplo que o primeiro, pois além de englobar os diretos reais, abrange a posse e as obrigações mistas ou propter rem. Enquanto no direito das coisas existe um vínculo direto entre uma pessoa e uma coisa que deve ser respeitado por todos, no direito das obrigações o vínculo é estabelecido entre pessoas determinadas, excluindo terceiros estranhos à relação. 5.1 – DA POSSE Posse é o ato de se apossar de alguma coisa. Ter posse é ter domínio de fato sobre alguma coisa. ´´É o estado de quem possui alguma coisa”. Posse é o exercício de fato, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade, em nome próprio e com autonomia.
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5.1.1. Da Posse e sua Classificação Interessa informar a classificação da posse quanto à extensão da garantia possessória, quanto aos vícios objetivos, quanto à subjetividade, quanto aos efeitos, ou quanto à idade. Quanto à extensão da garantia possessória a posse pode ser direta ou indireta. Direta quando exercida diretamente pelo possuidor sobre a coisa; indireta quando o proprietário a conserva por ficção legal, mas o exercício da posse direta é conferido a outrem, em virtude de contrato ou direito real limitado. Quanto aos vícios objetivos a posse pode ser justa ou injusta. Justa é a posse que não for violenta, clandestina ou precária. Injusta é a que for violenta, clandestina ou precária. Posse violenta é aquela adquirida com o uso da força física ou violência moral. Posse clandestina é aquela adquirida às escondidas daquele que tem interesse em conhecê-la. Posse precária é aquela cedida em caráter provisório e adquirida com abuso de confiança por parte de quem recebeu a coisa com o dever de restituí-la. Quanto à subjetividade a posse pode ser de boa-fé ou de má-fé. De boa-fé é aquela em que o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa; de má-fé é aquela em que o possuidor conhece o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa. Quanto aos efeitos a posse pode ser ad interdicta ou ad usocapionem: • ad interdicta é aquela que pode ser amparada pelos interditos possessória, nos casos de esbulho, turbação ou ameaça; • ad usocapionem é aquela capaz de dar origem à usucapião da coisa. Quanto à idade a posse pode ser nova ou velha. Nova é aquela que data de menos de ano e dia; velha a que data de mais de ano e dia. A posse nova admite a concessão de liminar nas ações possessórias, a velha não.
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A posse de boa-fé só perde este caráter no caso e desde o momento em que as circunstâncias façam presumir que o possuidor não ignora que possui indevidamente. Salvo prova em contrário, entende-se manter a posse o mesmo caráter com que foi adquirida. 5.1.2. Da Aquisição da Posse Adquire-se a posse desde o momento em que se torna possível o exercício, em nome próprio, de qualquer dos poderes inerentes à propriedade. A posse pode ser adquirida pela própria pessoa que a pretende ou por seu representante, por terceiro sem mandato, dependendo neste caso de ratificação. A posse do imóvel faz presumir, até prova contrária, a das coisas móveis que nele estiverem. A posse transmite-se aos herdeiros ou legatários do possuidor com os mesmos caracteres. O sucessor universal continua de direito a posse do seu antecessor; e ao sucessor singular é facultado unir sua posse à do antecessor, para os efeitos legais. São atos que não induzem e nem autorizam a aquisição da posse os de mera permissão ou tolerância, os violentos, ou clandestinos, senão depois de cessar a violência ou a clandestinidade. 5.1.3. Dos Efeitos da Posse A posse pode ser perturbada pela turbação, pelo esbulho ou pela ameaça de agressão iminente. O esbulho é a perda da posse, injustamente, por emprego de violência, clandestinidade ou abuso de confiança. A turbação é a tentativa de esbulho, embaraçando o exercício da posse, sem, contudo, acarretar sua perda. O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força, contanto que o faça logo; os atos de defesa não podem ir além do indispensável à manutenção, ou restituição da posse. Da mesma forma, o turbado pode utilizar-se da ação de manutenção de posse, e o esbulhado a ação de reintegração de posse.
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Quando mais de uma pessoa se disser possuidora, manter-se-á provisoriamente a que tiver a coisa, se não estiver manifesto que a obteve de alguma das outras por modo vicioso. 5.1.4. Da Perda da Posse Perde-se a posse quando o possuidor deixa, embora contra a própria vontade, de ter de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade. São exemplos o abandono, a tradição, a perda ou destruição da coisa.

a) Estar ou não estar na posse de um bem: o que é ter posse de uma coisa? ______________________________________________ ______________________________________________ b) A posse tem várias classificações: defina posse justa: ______________________________________________ ______________________________________________ c) Esse tipo de posse acontece com freqüência: o que vem a ser posse precária? ______________________________________________ ______________________________________________ d) Quanto à subjetividade, como pode ser defendida a posse? ______________________________________________ ______________________________________________ e) E quanto aos efeitos, como pode ser a posse? ______________________________________________ ______________________________________________ f) Essa é fácil, mas é melhor pesquisar: o que é “posse velha”? ______________________________________________
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g) Pela lei, quais os atos que não induzem nem autorizam a posse? ______________________________________________ h) Como o direito define o que vem a ser “turbação da posse”? ______________________________________________ i) E o “esbulho da posse”? Veja a definição na apostila e a reescreva abaixo: ______________________________________________ j) Existe mais de uma maneira de se perder a posse de um bem: como pode se dar a perda da posse? ______________________________________________

5.2 – DOS DIREITOS REAIS São diretos reais sobre as coisas: • a propriedade - direito de usar, gozar e dispor de um bem, • a superfície • as servidões, • o usufruto, • o uso, • a habitação, • o direito do promitente comprador do imóvel, • o penhor, • a hipoteca • a anticrese. Os direitos reais sobre coisas móveis, quando constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com a tradição, ou seja, conforme o costume. Os direitos reais sobre imóveis constituídos ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis dos referidos títulos. 5.3 – DA PROPRIEDADE O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha. O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das águas. São proibidos os atos que não trazem ao proprietário qualquer comodidade ou utilidade, e sejam animados pela intenção de prejudicar outrem. O proprietário pode ser privado da coisa, nos casos de desapropriação, por necessidade ou utilidade pública ou interesse social, bem como no de requisição, em caso de perigo público iminente.

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A propriedade do solo abrange a do espaço aéreo e subsolo correspondentes, em altura e profundidade úteis ao seu exercício, não podendo o proprietário opor-se a atividades que sejam realizadas, por terceiros, a uma altura ou profundidade tais, que não tenha ele interesse legítimo em impedi-las. As jazidas, minas e demais recursos minerais, os potenciais de energia hidráulica, os monumentos arqueológicos e outros bens referidos por leis especiais pertencem à União, constituindo propriedade distinta da do solo. A propriedade presume-se plena e exclusiva até prova em contrário. Plena é a propriedade em que todos os direitos elementares (usar, gozar, dispor e reaver) estão reunidos no proprietário. Limitada quando um desses elementos é entregue a um outro titular. Os frutos e mais produtos da coisa pertencem, ainda quando separados, ao seu proprietário, salvo se, por preceito jurídico especial, couberem a outrem. 5.3.1. Da Aquisição da Propriedade Imóvel Adquire-se a propriedade imóvel: • pelo usucapião; • pela transcrição do título de transferência no registro de imóvel; • pela acessão; • pelo direito hereditário. A aquisição pode ser originária ou derivada. Originária quando o indivíduo faz seu o bem sem que alguém tenha lhe transmitido; derivada quando houver transmissão de domínio, por ato causa mortis ou inter vivos. 5.3.1.1. Da aquisição pelo Usucapião A aquisição da propriedade por Usucapião é decorrente do exercício de posse mansa e pacífica, com ânimo de dono, por determinado tempo fixado pela lei. A aquisição por usucapião é declarada por sentença, a qual servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis.
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Não podem ser usucapidos os bens públicos e as coisas fora do comércio. São várias as possibilidades de se adquirir a usucapião conforme as características do imóvel e da posse. Adquire a propriedade, independentemente de título e boa-fé, aquele que, sem oposição ou interrupção, possuir como seu um imóvel por quinze anos. Se o morador houver estabelecido no imóvel sua moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo, o prazo é reduzido a dez anos. Adquire a propriedade aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possuir como sua, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra em zona rural não superior a cinqüenta hectares, tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família e fazendo dela sua moradia. Adquire a propriedade aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possuir como sua, por cinco anos ininterruptamente e sem oposição, área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, utilizando-a para sua moradia ou de sua família. Adquire também a propriedade do imóvel aquele que, contínua e sem contestação, com justo título e boa-fé, o possuir por dez anos. Reduz-se o prazo a cinco anos se o imóvel houver sido adquirido, onerosamente, com base no registro constante do respectivo cartório, cancelada posteriormente, desde que os possuidores nele tiverem estabelecido a sua moradia ou realizado investimentos de interesse social e econômico. O possuidor pode, para o fim de contagem de prazo, acrescentar à sua posse a dos seus antecessores, desde que todas sejam contínuas, pacíficas. O justo título e a boa-fé são exigidos nos casos de usucapião após dez anos da posse. 5.3.1.2. Da aquisição pelo Registro do Título Somente se transfere a propriedade por ato entre vivos mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis; enquanto não se registrar o título translativo, o alienante continua a ser havido como dono do imóvel.
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Até a decretação da invalidade do registro e o respectivo cancelamento, o adquirente continua a ser havido como dono do imóvel. O registro é eficaz desde o momento em que se apresentar o título ao oficial do registro e este o prenotar no protocolo. 5.3.1.3. Da Aquisição por Acessão A acessão é o acréscimo a um imóvel, seja decorrente da atividade humana ou por causas naturais. Ocorre de forma natural por formação de ilhas, por aluvião, por avulsão (deslocamento violento de certa porção de terra que se destaca de uma propriedade para se juntar ou acrescer a outra) ou por abandono de álveo (leito de rio cuja corrente foi desviada); e por causas artificiais por plantações ou construções. 5.3.1.3.1. Das ilhas As ilhas que se formarem em correntes comuns ou particulares pertencem aos proprietários ribeirinhos fronteiros. A denominação rios particulares significa rios não navegáveis. Sendo o rio navegável as ilhas formadas são da pessoa de direto público em que tais correntes pertencem. 5.3.1.3.2. Da Aluvião Aluvião é a denominação dos acréscimos formados, sucessiva e imperceptivelmente, por depósitos e aterros naturais ao longo das margens das correntes, ou pelo desvio das águas destas. O acréscimo por aluvião pertence aos donos dos terrenos marginais, sem indenização. 5.3.1.3.3. Da Avulsão Avulsão e a denominação que se dá ao fato de uma porção de terra se destacar de um prédio e se juntar a outro, por força natural violenta. Nesse caso, o dono do imóvel acrescido adquirirá a propriedade do acréscimo, se indenizar o dono do primeiro ou, sem indenização, se, em um ano, ninguém houver reclamado.
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5.3.1.3.4. Do Álveo Abandonado Álveo é o leito do rio. O álveo abandonado de corrente pertence aos proprietários ribeirinhos das duas margens, sem que tenham indenização os donos dos terrenos por onde as águas abrirem novo curso, entendendo-se que os prédios marginais se estendem até o meio do álveo. 5.3.1.3.5. Das Construções e Plantações Toda construção ou plantação existente em um terreno presume-se feita pelo proprietário e à sua custa, até que se prove o contrário. Ocorrendo plantação ou construção em terreno próprio, mas com sementes, plantas ou materiais alheios, o dono do terreno adquire a propriedade destes; mas fica obrigado a pagar-lhes o valor, além de responder por perdas e danos, se agiu de má-fé. Ocorrendo plantação ou construção em terreno alheio, mas com sementes, plantas e construções próprias, estas são perdidas em proveito do proprietário do térreo, mas se o plantador ou construtor agiu de boa-fé terá direto à indenização. Se a construção ou a plantação exceder consideravelmente o valor do terreno, aquele que, de boa-fé, plantou ou edificou, adquirirá a propriedade do solo, mediante pagamento da indenização fixada judicialmente, se não houver acordo.

a) Nossa Constituição Federal estabelece o chamado “direito de propriedade”. Veja no texto e defina abaixo: quais são os direitos reais sobre a propriedade? ___________________________________________ ___________________________________________ b) Para acumular mais conhecimentos, relacione também os direitos reais sobre as coisas: ___________________________________________
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c) A pergunta a seguir é tida como certa nos exames de proficiência: como se adquire os direitos reais sobre as coisas? ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ d) Veja na apostila e escreva abaixo: quais as faculdades do proprietário sobre as coisas? ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ e) Pode-se adquirir a propriedade de muitas maneiras, segundo normas legais: quais as formas de aquisição da propriedade? ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ f) Todos os corretores de imóveis necessitam saber o que é usucapião. Pesquise e escreva essa definição abaixo: ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ g) Outra forma de aquisição da propriedade é por acessão. Como a lei a define? ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ h) O que é aquisição da propriedade por “avulsão”? ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ i) Por “abandono do álveo”, embora pouco conhecida, essa é mais uma forma de aquisição da propriedade. Dê uma olhada em sua apostila e transcreva o que é. ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________
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5.3.2. Da Perda da Propriedade Perde-se a propriedade imóvel por alienação (venda), pela renúncia, por abandono, por perecimento da coisa, e pela desapropriação. Outras causas também consideradas pela lei causam a perda da propriedade, tais como o usucapião, a acessão etc. 5.3.3. Dos Direitos de Vizinhança 5.3.3.1. Do Uso Anormal da Propriedade O proprietário ou o possuidor de um prédio tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde dos que o habitam, provocadas pela utilização de propriedade vizinha, podendo exigir do dono do prédio vizinho a demolição, ou a reparação deste, quando ameace ruína, bem como que lhe preste caução pelo dano iminente. 5.3.3.2. Das Árvores Limítrofes A árvore, cujo tronco estiver na linha divisória, presume-se pertencer em comum aos donos dos prédios confinantes. As raízes e os ramos de árvore, que ultrapassarem a estrema do prédio, poderão ser cortados, até a divisa, pelo proprietário do terreno invadido. Os frutos caídos de árvore do terreno vizinho pertencem ao dono do solo onde caíram, se este for de propriedade particular. 5.3.3.3. Da Passagem Forçada O dono do prédio que não tiver acesso a via pública, nascente ou porto, pode, mediante pagamento de indenização cabal, constranger o vizinho a lhe dar passagem. 5.3.3.4. Da Passagem de Cabos e Tubulações O proprietário é obrigado a tolerar a passagem, através de seu imóvel, de cabos, tubulações e outros condutos subterrâneos de serviços de utilidade pública, desde que receba indenização suficiente para atender, também, à desvalorização da área remanescente.
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5.3.3.5. Das Águas O dono ou o possuidor do prédio inferior é obrigado a receber as águas que correm naturalmente do superior, não podendo realizar obras que embaracem o seu fluxo. O proprietário de nascente, ou do solo onde caem águas pluviais, satisfeitas as necessidades de seu consumo, não pode impedir, ou desviar o curso natural das águas remanescentes pelos prédios inferiores. 5.3.3.6. Dos Limites entre Prédios e do Direito de Tapagem O proprietário tem direito a cercar, murar, valar ou tapar o seu prédio, urbano ou rural, e pode constranger o seu confinante a proceder com ele à demarcação entre os dois prédios, a aviventar rumos apagados e a renovar marcos destruídos ou arruinados, repartindo-se proporcionalmente as despesas. 5.3.3.7. Do Direito de Construir O proprietário pode levantar em seu terreno as construções que lhe aprouver, salvo o direito dos vizinhos e os regulamentos civis e administrativos. O proprietário construirá de maneira que o seu prédio não despeje águas, diretamente, sobre o prédio vizinho e não poderá abrir janelas, ou fazer terraço ou varanda, a menos de metro e meio do terreno vizinho. São proibidas construções capazes de poluir ou inutilizar a água do poço ou nascente alheia. Não é permitido fazer escavações ou quaisquer obras que tirem ao poço ou à nascente de outrem a água indispensável às suas necessidades normais. 5.4 – DO CONDOMÍNIO GERAL Há condomínio quando a mesma coisa pertence a mais de uma pessoa, cada qual com sua parte ideal. Via de regra o novo Código Civil revogou as disposições da Lei 4.591 em referência ao condomínio.
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5.4.1. Do Condomínio Voluntário Cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação, sobre ela exercer todos os direitos compatíveis com a indivisão, reivindicá-la de terceiro, defender a sua posse e alhear a respectiva parte ideal, ou gravá-la, mas nenhum condômino pode alterar a destinação da coisa comum, nem dar posse, uso ou gozo dela a estranhos, sem o consenso dos outros. O condômino é obrigado, na proporção de sua parte, a concorrer para as despesas de conservação ou divisão da coisa, e a suportar os ônus a que estiver sujeita. A todo tempo será lícito ao condômino exigir a divisão da coisa comum. Podem os condôminos estipular que fique indivisa a coisa comum por prazo não maior de cinco anos, suscetível de prorrogação ulterior. 5.4.2. Do Condomínio Necessário Ocorre essa modalidade de condomínio quando há meação de paredes, cercas, muros e valas. O proprietário que tiver direito a estremar um imóvel com paredes, cercas, muros, valas ou valados, tê-lo-á igualmente a adquirir meação na parede, muro, valado ou cerca do vizinho, embolsando-lhe metade do que atualmente valer a obra e o terreno por ela ocupado. 5.5 – DO CONDOMÍNIO EDILÍCIO O Condomínio edilício é instituído em edificações e tem como características partes que são propriedade exclusiva, e partes que são propriedade comum dos condôminos. As partes suscetíveis de utilização independente, tais como apartamentos, escritórios, salas, lojas, sobrelojas ou abrigos para veículos, sujeitam-se a propriedade exclusiva, podendo ser alienadas e gravadas livremente por seus proprietários. São de utilização em comum pelos condôminos, e não podem ser alienados separadamente, ou divididos, o solo, a estrutura do pré68 •

dio, o telhado, a rede geral de distribuição de água, esgoto, gás e eletricidade, a calefação e refrigeração centrais, e as demais partes comuns, inclusive o acesso ao logradouro público. Os condôminos têm o direito de usar, fruir e livremente dispor das suas unidades, usar das partes comuns, conforme a sua destinação, sem excluir a utilização pelos demais compossuidores, e votar nas deliberações da assembléia e delas participar, estando quite. São deveres do condômino contribuir para as despesas do condomínio, na proporção de suas frações ideais, abster-se de realizar obras que comprometam a segurança da edificação ou a forma e a cor da fachada, das partes e esquadrias externas, não utilizar a sua parte de maneira prejudicial ao sossego, salubridade e segurança dos possuidores, ou aos bons costumes. O condômino que não pagar a sua contribuição ficará sujeito aos juros moratórios convencionados ou, não sendo previstos, os de um por cento ao mês e multa de até dois por cento sobre o débito. O adquirente de unidade responde pelos débitos do alienante, em relação ao condomínio, inclusive multas e juros moratórios. A administração do condomínio cabe ao síndico, que poderá não ser condômino, eleito em assembléia para mandato não superior a dois anos, o qual poderá renovar-se. Compete ao síndico, dentre outros, representar, ativa e passivamente, o condomínio, cumprir e fazer cumprir a convenção, o regimento interno e as determinações da assembléia, zelar pela conservação e a guarda das partes comuns, cobrar dos condôminos as suas contribuições, bem como impor e cobrar as multas devidas, prestar contas à assembléia, anualmente e quando exigidas, realizar o seguro da edificação etc. 5.6 – DA PROPRIEDADE RESOLÚVEL Propriedade resolúvel é aquela de caráter transitório, não permanente, que pode
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ser cancelada sobrevindo determinada condição legal ou convencional, a condição resolutiva ou termo final. Ocorrendo a condição ou advindo o termo diz que a propriedade foi resolvida. Nesse caso, são também resolvidos os direitos reais concedidos na sua pendência, e o proprietário, em cujo favor se opera a resolução, pode reivindicar a coisa do poder de quem a possua ou detenha. São exemplos o pacto de retrovenda, a venda a contento, a propriedade fiduciária etc. 5.7 – DIREITOS REAIS DE GOZO OU FRUIÇÃO SOBRE COISAS ALHEIAS Os direitos reais são previstos e limitados por lei, e não se admitem a criação de novas espécies por ato de vontade das partes. Essa modalidade de direito transfere o domínio do imóvel ao adquirente, para que este possa gozar e fruir do bem, conforme o tipo de direito real pactuado. Os direitos reais sobre coisas alheias comentados serão os que tratam da superfície, das servidões, do usufruto, do uso, da habitação, do direito do promitente comprador, do penhor, da hipoteca e da anticrese. 5.8 – DA SUPERFÍCIE O proprietário pode conceder a outrem o direito de construir ou de plantar em seu terreno, por tempo determinado, mediante escritura pública devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis. O direito de superfície não autoriza obra no subsolo, salvo se for inerente ao objeto da concessão. O direito de superfície pode transferirse a terceiros e, por morte do superficiário, aos seus herdeiros. Extinta a concessão, o proprietário passará a ter a propriedade plena sobre o terreno, construção ou plantação, independentemente de indenização, se as partes não houverem estipulado o contrário.
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5.9 – DAS SERVIDÕES A servidão é o proveito ou facilidade prestada por um prédio - o serviente - em favor de outro – o dominante. A servidão proporciona utilidade para o prédio dominante e grava o prédio serviente, que pertence a outro dono. É constituída mediante declaração expressa dos proprietários, ou por testamento, e subseqüente registro no Cartório de Registro de Imóveis. O exercício da servidão é restrito às necessidades do prédio dominante, de modo a evitar agravar o encargo ao prédio serviente. Constituída para certo fim, a servidão não se pode ampliar a outro. 5.10 – DO USUFRUTO O usufruto é um direito conferido a uma pessoa que o autoriza a usar coisa alheia, móvel ou imóvel, e auferir para si os frutos por ela produzidos. Cabe ao usufrutuário a posse, o uso, a administração e os frutos da coisa; e ao proprietário (conhecido como nu-proprietário) o direito abstrato à propriedade. O usufruto pode recair em um ou mais bens, em um patrimônio inteiro, ou parte deste, abrangendo-lhe, no todo ou em parte, os frutos e utilidades. O usufruto de imóveis será constituído mediante registro no Cartório de Registro de Imóveis. Não se pode transferir o usufruto por alienação; mas o seu exercício pode ceder-se por título gratuito ou oneroso. O usufrutuário pode usufruir em pessoa, ou mediante arrendamento, o prédio, mas não lhe mudar a destinação econômica, sem expressa autorização do proprietário. O usufrutuário, antes de assumir o usufruto, inventariará, à sua custa, os bens que receber, determinando o estado em que se acham, e dará caução, fidejussória ou real, se lha exigir o dono, de velar-lhes pela conservação, e entregá-los findo o usufruto. To• 69

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davia o usufrutuário não é obrigado a pagar as deteriorações resultantes do exercício regular do usufruto. É atribuição do usufrutuário pagar as despesas ordinárias de conservação dos bens no estado em que os recebeu, bem como as prestações e os tributos devidos pela posse ou rendimento da coisa usufruída. Extingue-se o usufruto pela morte do usufrutuário, pelo termo de sua duração, pela cessação da causa que o originou, pela destruição da coisa, pela consolidação (quando a mesma pessoa passa a ser o usufrutuário e o proprietário), pelo usucapião, por culpa do usufrutuário, quando aliena, deteriora, ou deixa arruinar os bens, pela renúncia, pelo não uso, ou não fruição, da coisa em que o usufruto recai etc. Os demais casos de extinção do usufruto estão presentes no art. 1410 do Código Civil.

e escreva abaixo que é condomínio necessário: _________________________________________ _________________________________________ e) Qual a definição do Código Civil, art. 1.331, sobre condomínio edilício? _________________________________________ _________________________________________ f) Muitos são os direitos e os deveres dos condôminos. Relacione abaixo apenas três dessas obrigações: _________________________________________ _________________________________________ g) Mais novidades no Código Civil: veja nos artigos 1.369 e seguintes o que vem a ser “direito de superfície”, e registre abaixo. _________________________________________ _________________________________________ h) Quais são os direitos do usufrutuário, previstos no art. 1.394 do Código Civil? _________________________________________ _________________________________________

a) Assim como se pode adquirir a propriedade de várias formas, também se pode perdê-la. Quais são as formas de perda da propriedade? _________________________________________ _________________________________________ b) Essa pergunta é básica: qual a principal forma de perda da propriedade? Pense um pouco e pesquise, pois pode haver confusão a esse respeito. _________________________________________ _________________________________________ c) Nas relações condominiais e no direito de vizinhança, como é chamada a obrigação do vizinho de repartir despesas com a construção de muro comum aos dois prédios? _________________________________________ _________________________________________ d) O Código Civil traz, a partir do art. 1.314, 44 artigos sobre condomínios. Veja o art. 1.327
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i) Aumente os seus conhecimentos e responda: o que é “nú-proprietário”? _________________________________________ _________________________________________

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5.11 – DO USO (CC, ART. 1417) O uso é uma espécie de usufruto restrito, que atribui ao seu titular apenas o uso de coisa alheia, sem direito à administração e aos frutos, salvo daquilo que seja necessário ao consumo pessoal e da família, compreendidas a de seu cônjuge, dos filhos solteiros e das pessoas de seu serviço doméstico. São aplicáveis ao uso, no que não for contrário à sua natureza, as disposições relativas ao usufruto. 5.12 – DA HABITAÇÃO (CC, ART. 1414) O direito real temporário de habitar gratuitamente casa alheia. O titular deste direito não a pode alugar, nem emprestar, mas simplesmente ocupá-la com sua família. São aplicáveis à habitação, no que não for contrário à sua natureza, as disposições relativas ao usufruto. 5.13 – DO DIREITO DO PROMITENTE COMPRADOR (CC, ART. 1417) Mediante promessa de compra e venda, em que se não pactuou arrependimento, celebrada por instrumento público ou particular e registrada no Cartório de Registro de Imóveis, adquire o promitente comprador direito real à aquisição do imóvel. O promitente comprador, titular de direito real, pode exigir do promitente vendedor ou de terceiros, a quem os direitos deste forem cedidos, a outorga da escritura definitiva de compra e venda, conforme o disposto no instrumento preliminar; e, se houver recusa, requerer a adjudicação do imóvel. 5.14 – DIREITOS REAIS DE GARANTIA SOBRE COISAS ALHEIAS “Direito real de garantia é aquele que confere ao seu titular a prerrogativa de obter o pagamento de uma dívida com o valor ou a
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renda de um bem aplicado exclusivamente à sua satisfação” (Sílvio Rodrigues). São eles o penhor, a hipoteca e a anticrese. 5.14.1. Disposições gerais sobre o penhor, hipoteca e a anticrese. Nas dívidas garantidas por penhor, anticrese ou hipoteca, o bem dado em garantia fica sujeito, por vínculo real, ao cumprimento da obrigação. Só aquele que pode alienar poderá empenhar, hipotecar ou dar em anticrese. Só os bens que se podem alienar serão dados em penhor, anticrese ou hipoteca. A coisa comum a dois ou mais proprietários não pode ser dada em garantia real, na sua totalidade, sem o consentimento de todos; mas cada um pode individualmente dar em garantia real a parte que tiver. O pagamento de uma ou mais prestações da dívida não importa exoneração correspondente da garantia, ainda que esta compreenda vários bens, salvo disposição expressa no título ou na quitação. O credor hipotecário e o pignoratício têm o direito de excutir (executar judicialmente) a coisa hipotecada ou empenhada e preferir, no pagamento, a outros credores, observada, quanto à hipoteca, a prioridade no registro. Excetuam-se dessa regra as dívidas trabalhistas, previdenciárias, fiscais, que têm preferência. O credor anticrético tem direito a reter em seu poder o bem, enquanto a dívida não for paga; extingue-se esse direito decorridos quinze anos da data de sua constituição. A dívida será considerada vencida se o bem dado em garantia se perecer, deteriorar ou depreciar e o devedor, intimado, não o reforçar ou substituir, se o devedor cair em insolvência ou falir, se as prestações não forem pontualmente pagas, se desapropriar o bem dado em garantia. É nula a cláusula que autoriza o credor pignoratício, anticrético ou hipotecário a ficar com o objeto da garantia, se a dívida não for
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paga no vencimento, mas vencida a dívida, poderá o devedor dar a coisa em pagamento da dívida. Quando, excutido o penhor, ou executada a hipoteca, o produto não bastar para pagamento da dívida e despesas judiciais, continuará o devedor obrigado pessoalmente pelo restante. 5.14.1.1. Do Penhor (CC, art 1431 e ss) Penhor significa a entrega, o empenho de coisa móvel ou imóvel como garantia de obrigação assumida. Constitui-se o penhor pela transferência efetiva da posse que, em garantia do débito ao credor ou a quem o represente, faz o devedor, ou alguém por ele, de uma coisa móvel, suscetível de alienação. O credor pignoratício tem direito: • à posse da coisa empenhada; à retenção dela em caso de indenização de despesas justificadas; • ao ressarcimento do prejuízo que houver sofrido por vício da coisa empenhada; • a promover a execução judicial, ou a venda amigável, se autorizado expressamente pelo contrato ou pelo devedor; • a apropriar-se dos frutos da coisa empenhada que se encontra em seu poder; • a promover a venda antecipada sempre que haja receio fundado de que a coisa empenhada se perca ou deteriore, mas o dono da coisa empenhada pode impedir a venda antecipada, substituindo-a, ou oferecendo outra garantia real idônea. O credor não pode ser constrangido a devolver a coisa empenhada, ou uma parte dela, antes de ser integralmente pago. O credor pignoratício é obrigado à custódia da coisa, na qualidade de depositário, a
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ressarcir ao dono a perda ou deterioração de que for culpado, à defesa da posse da coisa empenhada e a comunicação ao dono dela, das circunstâncias que tornarem necessário o exercício de ação possessória, a restituí-la, com os respectivos frutos e acessões, uma vez paga a dívida. Extingue-se o penhor com a extinção da obrigação; com o perecimento da coisa; renunciando o credor; confundindo-se na mesma pessoa as qualidades de credor e de dono da coisa; dando-se a adjudicação judicial, a remissão ou a venda da coisa empenhada, feita pelo credor ou por ele autorizada. 5.14.1.2. Da Hipoteca (CC, art. 1473 e ss) Hipoteca é o ato ou efeito de hipotecar, de oferecer um bem, geralmente um imóvel, como garantia na tomada de um empréstimo pecuniário (relativo a dinheiro). “Hipoteca é o direto real que o devedor confere ao credor, sobre um bem imóvel de sua propriedade ou a outrem, para que o mesmo responda, preferentemente ao credor, pelo resgate da dívida” (Sílvio Rodrigues). Podem ser objeto de hipoteca os imóveis e os acessórios dos imóveis conjuntamente com eles, o domínio direto, o domínio útil, as estradas de ferro, os recursos naturais a que se refere o art. 1.230 do Código Civil, independentemente do solo onde se acham, os navios, e as aeronaves. Em nosso caso discorremos somente sobre a hipoteca que grava bens imóveis. É nula a cláusula que proíbe ao proprietário alienar imóvel hipotecado, mas poderá convencionar-se que vencerá o crédito hipotecário, se o imóvel for alienado. O dono do imóvel hipotecado pode constituir outra hipoteca sobre ele, mediante novo título, em favor do mesmo ou de outro credor. Salvo o caso de insolvência do devedor, o credor da segunda hipoteca, embora vencida, não poderá executar o imóvel antes de vencida a primeira. As hipotecas serão registradas no cartório do lugar do imóvel, ou no de cada um deles,
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se o título se referir a mais de um. Compete aos interessados, exibido o título, requerer o registro da hipoteca. Os registros e averbações seguirão a ordem em que forem requeridas, sendo que o número de ordem determina a prioridade, e esta a preferência entre as hipotecas. Ambas as partes podem prorrogar a hipoteca, até perfazer vinte anos, da data do contrato. A lei confere hipoteca, chamada nesse caso de hipoteca legal: • às pessoas de direito público interno sobre os imóveis pertencentes aos encarregados da cobrança, sua guarda ou administração; • aos filhos, sobre os imóveis do pai ou da mãe que passar a outras núpcias, antes de fazer o inventário do casal anterior; • ao ofendido, ou aos seus herdeiros, sobre os imóveis do delinqüente, para satisfação do dano causado pelo delito e pagamento das despesas judiciais; • ao co-herdeiro, para garantia do seu quinhão ou torna da partilha, sobre o imóvel adjudicado (submetido a ato judicial que dá a alguém a posse de determinado bem) ao herdeiro reponente (o que repõe); • ao credor sobre o imóvel arrematado, para garantia do pagamento do restante do preço da arrematação. A hipoteca extingue-se pela extinção da obrigação principal, pelo perecimento da coisa, pela resolução da propriedade, pela renúncia do credor, pela remição, e pela arrematação ou adjudicação. 5.15 – DA ANTICRESE (CC, ART. 1506) Na anticrese o devedor entrega ao credor a posse do imóvel, cedendo-lhe o direito de auferir os frutos e rendimentos desse imóvel, até o montante da dívida a ser paga.
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O imóvel hipotecado pode ser dado em anticrese, sendo a recíproca verdadeira. O credor anticrético pode administrar os bens dados em anticrese e fruir seus frutos e utilidades, mas deverá apresentar anualmente balanço, exato e fiel, de sua administração. O adquirente dos bens dados em anticrese poderá remi-los, antes do vencimento da dívida, pagando a sua totalidade à data do pedido de remição e imitir-se-á, se for o caso, na sua posse. Até aqui você recebeu informações referentes ao Código Civil. É importante que você adquira o seu exemplar para que possa consultá-lo, sempre que necessário. Com certeza, você vai precisar dele.

a) Nas relações contratuais bilaterais, especialmente nos de compra e venda, o que vem a ser o “promitente comprador”? Confirme seus conhecimentos no art. 1.417 do Código Civil. ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ b) Veja no art. 1.431 do Código Civil ou na sua apostila a correta definição de penhor. Para fixar esse conhecimento, transcreva essa definição com suas palavras. ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ c) A hipoteca, prevista no art. 1.473 do Código Civil, é instituto jurídico muito utilizado como garantia de financiamento imobiliário e devidamente registrado nas escrituras. Qual a correta definição de hipoteca? ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________
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d) Definida no art. 1.506 do Código Civil, a anticrese, embora pouco conhecida, pode ser de muita utilidade nos contratos imobiliários. Pesquise e registre abaixo o que vem a ser a anticrese. ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________

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DIREITO E LEGISLAÇÃO – Unidade IV

Unidade

IV
Reconhecer o objetivo de cada Lei analisada; Identificar as exigências legais necessárias ao desempenho da profissão; Identificar o papel dos Conselhos de Classe da área; Reconhecer a importância das informações estudadas para o exercício da profissão; Refletir sobre a responsabilidade legal do profissional da área.

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6. LEI Nº 4.591, DE 16 DE DEZEMBRO DE 1964
Dispõe sobre o condomínio em edificações e as incorporações imobiliárias. 6.1 – DO CONDOMÍNIO Condomínio é a posse ou direito simultâneo por duas ou mais pessoas, sobre um objeto, ainda em estado de indivisão. É a co-propriedade. Em um prédio de apartamentos, o conjunto das dependências de uso comum (corredores, escadas, elevadores, a rede geral de distribuição de serviços, entrada) pertencem à totalidade dos proprietários dos apartamentos do prédio. Existem vários tipos de Condomínio. O que se refere a edificação chama-se condomínio edílicio. A Lei n.º 4.591/64 dispõe sobre o condomínio em edificações (edilício) e as incorporações imobiliárias. Mas, a parte referente a condomínio edilício foi derrogada pelo Código Civil, isto é, essa parte foi alterada pelo novo Código Civil. Assim, No presente trabalho, só serão destacados os dispositivos relativos a incorporações imobiliárias. 6.2 – DAS INCORPORAÇÕES Incorporação imobiliária é a atividade exercida com o intuito de promover e realizar a construção, para alienação total ou parcial, de edificações ou conjunto de edificações compostas de unidades autônomas. Incorporador é a pessoa física ou jurídica, que embora não efetuando a construção, compromisse ou efetive a venda de frações ideais de terreno objetivando a vinculação de tais frações a unidades autônomas, ou que meramente aceite propostas para efetivação de tais transações, coordenando e levando a termo a incorporação. O incorporador somente poderá negociar sobre unidades autônomas após ter arquiINEDI - Cursos Profissionalizantes

vado, no cartório competente de Registro de Imóveis, os documentos comprovando a propriedade do terreno; a inexistência de débitos de impostos, protesto de títulos; ações cíveis e criminais e de ônus reais relativos ao imóvel, aos alienantes e ao incorporador; os projetos de construção devidamente aprovados pelas autoridades competentes. O número do registro da incorporação, bem como a indicação do cartório competente, constará, obrigatoriamente, dos anúncios, impressos, publicações, propostas, contratos, preliminares ou definitivos, referentes à incorporação, salvo dos anúncios “classificados”. Quando o incorporador contratar a entrega da unidade a prazo e preços certos, determinados ou determináveis, deverá informar obrigatoriamente aos adquirentes, por escrito, no mínimo de seis em seis meses, o estado da obra. O incorporador responde civilmente pela execução da incorporação, devendo indenizar os adquirentes ou compromissários, dos prejuízos que a estes advierem do fato de não se concluir a edificação ou de se retardar injustificadamente a conclusão das obras. É vedado ao incorporador alterar o projeto, especialmente no que se refere à unidade do adquirente e às partes comuns, modificar as especificações, ou desviar-se do plano da construção, salvo autorização unânime dos interessados ou exigência legal; Após a concessão do “habite-se” pela autoridade administrativa, o incorporador deverá requerer a averbação da construção das edificações, para efeito de individualização e discriminação das unidades, respondendo perante os adquirentes pelas perdas e danos que resultem da demora no cumprimento dessa obrigação. 6.2.1. Da Construção de Edificação em Condomínio A construção de imóveis, objeto de incorporação, poderá ser contratada sob o regime de empreitada ou de administração.
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Poderá ser designada, no contrato de construção ou eleita em assembléia, uma Comissão de Representantes, composta de no mínimo três membros escolhidos entre os contratantes, para representá-los junto ao construtor ou ao incorporador, em tudo que interessar ao bom andamento da obra. Cada contratante da construção só será imitido na posse de sua unidade se estiver em dia com as obrigações assumidas, exercendo o construtor, o incorporador ou o condomínio o direito de retenção sobre a respectiva unidade. 6.2.1.1. Da Construção por Empreitada Nas incorporações em que a construção seja feita pelo regime de empreitada, esta poderá ser a preço fixo, ou a preço reajustável por índices previamente determinados. Na empreitada a preço fixo, o preço da construção será irreajustável, independentemente das variações que sofrer o custo efetivo das obras e qualquer que sejam suas causas. Na empreitada a preço reajustável, o preço fixado no contrato será reajustado na forma e nas épocas nele expressamente previstas, em função da variação dos índices adotados, também previstos obrigatoriamente no contrato. Em toda a publicidade ou propaganda escrita, destinada a promover a venda de incorporação com construção pelo regime de empreitada reajustável, em que conste preço, serão discriminados explicitamente o preço da fração ideal do terreno e o preço da construção, com indicação expressa da reajustabilidade, dispensada essa exigência nos anúncios “classificados” dos jornais. 6.2.1.2. Da Construção por Administração Nas incorporações em que a construção for contratada pelo regime de administração, também chamado “a preço de custo”, será de responsabilidade dos proprietários ou adquirentes o pagamento do custo integral de obra. No regime de construção por administração, será obrigatório constar do respectivo contrato o montante do orçamento do custo
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da obra e a data em que se iniciará efetivamente a obra. Em toda publicidade ou propaganda escrita destinada a promover a venda de incorporação com construção pelo regime de administração em que conste preço, serão discriminados explicitamente o preço da fração ideal de terreno e o montante do orçamento atualizado do custo da construção, com a indicação do mês a que se refere o dito orçamento, dispensada essa exigência nos anúncios “classificados” dos jornais. 6.2.2 . Das Infrações Pode-se estipular no contrato que a falta de pagamento, por parte do adquirente ou contratante, de três prestações do preço da construção, depois de prévia notificação com o prazo de dez dias para purgação da mora, implique na rescisão do contrato, e que, na falta de pagamento, pelo débito respondem os direitos à respectiva fração ideal de terreno e à parte construída adicionada. Não purgada a mora o prazo de dez dias poderá ser promovida, em leilão público, a venda da quota de terreno. O contrato poderá dispor que o valor das prestações pagas com atraso seja corrigível em função da variação do índice geral de preços que reflita as oscilações do poder aquisitivo da moeda nacional. É crime contra a economia popular promover incorporação, fazendo, em proposta, contratos, prospectos ou comunicação ao público, afirmação falsa sobre a construção do condomínio, alienação das frações ideais do terreno ou sobre a construção das edificações, punível com pena de reclusão de um a quatro anos e multa. Na mesma pena incorre também o corretor de imóveis, o incorporador, o construtor, os diretores ou gerentes de empresa incorporadora, corretora ou construtora que, em contrato, publicidade ou comunicação ao público fizerem afirmação falsa sobre a constituiINEDI - Cursos Profissionalizantes

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ção do condomínio, alienação das frações ideais ou sobre a construção das edificações, ou que usar, ainda que a título de empréstimo, em proveito próprio ou de terceiros, bens ou haveres destinados a incorporação contratada por administração, sem prévia autorização dos interessados.

7. LEI No 6.766, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1979
Dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano e dá outras Providências O parcelamento do solo urbano poderá ser feito mediante loteamento ou desmembramento. Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação, com abertura de novas vias de circulação, de logradouros públicos ou prolongamento, modificação ou ampliação das vias existentes. Considera-se desmembramento a subdivisão de gleba em lotes destinados a edificação, com aproveitamento do sistema viário existente, desde que não implique na abertura de novas vias e logradouros públicos, nem no prolongamento, modificação ou ampliação dos já existentes. Considera-se lote o terreno servido de infra-estrutura básica cujas dimensões atendam aos índices urbanísticos definidos pelo plano diretor ou lei municipal para a zona em que se situe. Consideram-se infra-estrutura básica os equipamentos urbanos de escoamento das águas pluviais, iluminação pública, redes de esgoto sanitário e abastecimento de água potável, e de energia elétrica pública e domiciliar e as vias de circulação pavimentadas ou não. Nas zonas habitacionais declaradas por lei como de interesse social (ZHIS), a infra-estrutura básica dos parcelamentos situados consistirá, no mínimo, de vias de circulação, escoamento das águas pluviais, rede para o abastecimento de água potável, e soluções para o esgotamento sanitário e para a energia elétrica domiciliar.
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Somente será admitido o parcelamento do solo para fins urbanos em zonas urbanas, de expansão urbana ou de urbanização específica, assim definidas pelo plano diretor ou aprovadas por lei municipal. É proibido o parcelamento do solo urbano, enquanto não solucionados os problemas, em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações, que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública, com declividade igual ou superior a trinta por cento Também não será permitido o parcelamento do solo em terrenos onde as condições geológicas não aconselham a edificação ou em áreas de preservação ecológica. A lei municipal definirá os prazos para que um projeto de parcelamento apresentado seja aprovado ou rejeitado e para que as obras executadas sejam aceitas ou recusadas. Transcorridos os prazos sem a manifestação do Poder Público, o projeto será considerado rejeitado ou as obras recusadas, assegurada a indenização por eventuais danos derivados da omissão. Nos Municípios cuja legislação for omissa, os prazos serão de noventa dias para a aprovação ou rejeição e de sessenta dias para a aceitação ou recusa fundamentada das obras de urbanização. Aprovado o projeto de loteamento ou de desmembramento, o loteador deverá submetê-lo ao Registro Imobiliário dentro de 180 (cento e oitenta) dias, sob pena de caducidade da aprovação. Juntamente com o pedido deverá apresentar os documentos de comprovação da propriedade do terreno; de inexistência de débitos de impostos, protesto de títulos, ações cíveis e criminais e de ônus reais relativos ao imóvel e aos alienantes; cópia do ato de aprovação do loteamento e comprovante do termo de verificação da execução das obras exigidas; exemplar do contrato-padrão de promessa de venda, ou de cessão ou de promessa de cessão. No Registro de Imóveis far-se-á o registro do loteamento, com uma indicação para cada lote, a averbação das alterações, a abertu• 79

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ra de ruas e praças e as áreas destinadas a espaços livres ou a equipamentos urbanos. O processo de loteamento e os contratos depositados em cartório poderão ser examinados por qualquer pessoa, a qualquer tempo, independentemente do pagamento de custas ou emolumentos, ainda que a título de busca. São irretratáveis os compromissos de compra e venda, cessões e promessas de cessão, os que atribuam direito a adjudicação compulsória e, estando registrados, confiram direito real oponível a terceiros. Os compromissos de compra e venda, as cessões e as promessas de cessão valerão como título para o registro da propriedade do lote adquirido, quando acompanhados da respectiva prova de quitação. Se aquele que se obrigou a concluir contrato de promessa de venda ou de cessão não cumprir a obrigação, o credor poderá notificar o devedor para outorga do contrato ou oferecimento de impugnação no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de proceder-se ao registro do pré-contrato, passando as relações entre as partes a serem regidas pelo contratopadrão. Nesse caso, terão o mesmo valor de pré-contrato a promessa de cessão, a proposta de compra, a reserva de lote ou qualquer outro instrumento, do qual conste a manifestação da vontade das partes, a indicação do lote, o preço e modo de pagamento, e a promessa de contratar. Aquele que adquirir a propriedade loteada mediante ato inter vivos, ou por sucessão causa mortis, sucederá o transmitente em todos os seus direitos e obrigações, ficando obrigado a respeitar os compromissos de compra e venda ou as promessas de cessão, em todas as suas cláusulas, sendo nula qualquer disposição em contrário, ressalvo o direito do herdeiro ou legatário de renunciar à herança ou ao legado. O contrato particular pode ser transferido por simples trespasse, lançado no verso das vias em poder das partes, ou por instru80 •

mento em separado, declarando-se o número do registro do loteamento, o valor da cessão e a qualificação do cessionário, para o devido registro. A cessão independe da anuência do loteador, mas, em relação a este, seus efeitos só se produzem depois de cientificado, por escrito, pelas partes ou quando registrada a cessão. Vencida e não paga a prestação, o contrato será considerado rescindido trinta dias depois de constituído em mora o devedor. Nesse caso, a requerimento do credor, o devedor-adquirente será intimado a satisfazer as prestações vencidas e as que se vencerem até a data do pagamento, os juros convencionados e as custas de intimação. Purgada a mora, convalescerá o contrato. Permanecendo a inadimplência, de posse da certidão de não haver sido feito o pagamento em cartório, o vendedor requererá ao oficial do registro o cancelamento da averbação. Em qualquer caso de rescisão por inadimplemento do adquirente, as benfeitorias necessárias ou úteis por ele levadas a efeito no imóvel deverão ser indenizadas, sendo de nenhum efeito qualquer disposição contratual em contrário. Não serão indenizadas as benfeitorias feitas em desconformidade com o contrato ou com a lei. Ocorrendo o cancelamento do registro por inadimplemento do contrato e tendo havido o pagamento de mais de um terço do preço ajustado, o oficial do registro de imóveis mencionará este fato no ato do cancelamento e a quantia paga; somente será efetuado novo registro relativo ao mesmo lote, se for comprovada a restituição do valor pago pelo vendedor ao titular do registro cancelado, ou mediante depósito em dinheiro à sua disposição junto ao Registro de Imóveis. É proibido vender ou prometer vender parcela de loteamento ou desmembramento não registrado. Verificado que o loteamento ou desmembramento não está registrado, deverá o adquirente do lote notificar o loteador para
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suprir a falta, suspendendo o pagamento, ao loteador, das prestações restantes, mas efetuando o depósito delas junto ao Registro de Imóveis competente. Regularizado o loteamento pelo loteador, este poderá levantar as prestações depositadas em cartório. Será nula de pleno direito a cláusula de rescisão de contrato por inadimplemento do adquirente, quando o loteamento não estiver regularmente inscrito. Constitui crime contra a Administração Pública dar início, ou efetuar loteamento ou desmembramento do solo para fins urbanos sem autorização do órgão público competente, em desacordo com as disposições legais ou sem a observância das determinações constantes do ato administrativo de licença. Da mesma forma, constitui crime fazer, ou veicular em proposta, contrato, prospecto ou comunicação ao público ou a interessados, afirmação falsa sobre a legalidade de loteamento ou desmembramento do solo para fins urbanos, ou ocultar fraudulentamente fato a ele relativo. Em ambos os casos a pena é de reclusão, de um a quatro anos, e multa. A pena será aumentada de um a cinco anos, e multa, se o crime é cometido por meio de venda, promessa de venda ou reserva de lote não registrado no Registro de Imóveis competente ou com inexistência de título legítimo de propriedade do imóvel loteado ou desmembrado. Quem, de qualquer modo, concorrer para a prática das condutas acima citadas incidirá nas penas cominadas, considerados em especial os atos praticados na qualidade de mandatário de loteador, diretor ou gerente de sociedade. Aquele que registrar loteamento ou desmembramento não aprovado pelos órgãos competentes, registrar o compromisso de compra e venda, a cessão ou promessa de cessão de direitos, ou efetuar registro de contrato de venda de loteamento ou desmembramento não registrado será apenado com detenção de um a dois anos, e multa.
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8. LEI Nº 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990
Dispõe sobre a proteção do consumidor 8.1 – DEFINIÇÕES E CONCEITOS Consumidor é a pessoa que adquire mercadorias, riquezas e serviços para uso próprio ou de sua família. Portanto, Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Destinatário final é aquele que adquire um produto ou serviço para utilizar em uso próprio, que não revende o produto para outrem, nem o aplica na produção de outros produtos. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas que haja intervindo nas relações de consumo, ainda que indetermináveis. Esta última definição é uma exação jurídica denominada consumidor por equiparação. Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. O Código do Consumidor estabelece normas visando a proteção e defesa do consumidor, da ordem pública e do interesse social. É de vital importância o conhecimento de alguns conceitos e regras que regem o direito do consumidor, pois o Corretor de Imóveis é um fornecedor de serviços com características bem particulares uma vez que fornece seus serviços profissionais tanto ao vendedor quanto ao comprador.
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8.2 – DA RESPONSABILIDADE PELO FATO DO PRODUTO E DO SERVIÇO Não raro ocorre de o produto ou serviço causar danos às pessoas. Neste caso o fabricante, o produtor, o construtor, e o importador respondem de modo objetivo. A responsabilidade objetiva independe da averiguação da culpa e só é excluída se provada a inexistência do defeito, que não foi colocado o produto no mercado ou que a culpa é exclusiva do consumidor ou de terceiro. Considera-se o produto defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera. Não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar. O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas. O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste ou que o defeito decorre de culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. Os profissionais liberais são exceção à regra da responsabilidade objetiva, vez que sua responsabilidade pessoal deve ser apurada mediante a verificação de culpa. 8.3 – DA RESPONSABILIDADE POR VÍCIO DO PRODUTO E DO SERVIÇO Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aque82 •

les decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária. Ocorrendo o vício e não sendo ele sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; ou o abatimento proporcional do preço. O prazo de trinta dias pode ser reduzido a sete dias ou dilatado até 180 dias, desde que as partes assim estipulem. O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: • a reexecução dos serviços, sem custo adicional e quando cabível; • a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos, • o abatimento proporcional do preço. A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados, por conta e risco do fornecedor. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade. 8.4 – DA DECADÊNCIA E DA PRESCRIÇÃO O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis, noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.
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A reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, transmitida de forma inequívoca, obsta a decadência do direto de reclamar dos vícios aparentes. No caso de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. 8.5 – DAS PRÁTICAS COMERCIAIS 8.5.1. Da Oferta Toda informação ou publicidade oferecendo ou apresentando produtos ou serviços obriga o fornecedor que a fizer ou dela se utilizar a integrar o contrato que vier a ser celebrado. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, sobre as características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. 8.5.2. Da Publicidade A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal, sendo proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. É abusiva a publicidade discriminatória, a que incite à violência, explore o medo ou a
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superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. A publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina. 8.5.3. Das Práticas Abusivas É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas consideradas abusivas: • praticar a venda casada, ou seja, condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço; • limitar quantitativamente sem justa causa, ou recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque e, ainda, de conformidade com os usos e costumes; • enviar ou entregar ao consumidor qualquer produto ou serviço sem solicitação prévia; • prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor para impingir-lhe seus produtos ou serviços. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor sem a sua solicitação, equiparam-se às amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento; • repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos; • colocar no mercado de consumo qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas técnicas convencionadas; • recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento;
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• elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços; • deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério; • aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços. Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de dez dias, contado de seu recebimento pelo consumidor. Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento obriga os contraentes e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes. O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio. 8.5.4. Da Cobrança de Dívidas Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável. 8.6 – DA PROTEÇÃO CONTRATUAL O Conselho de Defesa do Consumidor (CDC) protege o consumidor antes, quando e após a elaboração do contrato. Os contratos não obrigarão o consumidor, se não lhe foi dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou
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se forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor. As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de sete dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito. 8.6.1. Das Cláusulas Abusivas São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: • impossibilitem, exonerem, atenuem ou transfiram a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços; • subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga; • estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor; • determinem a utilização compulsória de arbitragem; • deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, embora obrigando o consumidor; • autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato, após sua celebração; • possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.
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A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato, exceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus excessivo a qualquer das partes. As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu termo não poderão ser superiores a dois por cento do valor da prestação. É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos. Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações, bem como nas alienações fiduciárias em garantia, consideram-se nulas de pleno direito às cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado. 8.6.2. Dos Contratos de Adesão Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas foram unilateralmente colocadas pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo. As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.

creva, resumidamente, o que vem a ser a incorporação imobiliária. ________________________________________ ________________________________________ b) Outra questão certa de provas e avaliações: quem pode ser incorporador? ________________________________________ ________________________________________ c) O anúncio de incorporação, de loteamentos e de condomínios para venda somente pode ser feito mediante quais providências do empresário? ________________________________________ ________________________________________ d) Para lotear uma gleba o empresário deverá obedecer disposições de que lei? ________________________________________ ________________________________________

a) A “incorporação imobiliária”, regulada pela Lei nº 4.591, de 16/12/1964 e modificações posteriores, é de grande importância para os corretores de imóveis, havendo algumas empresas que se especializam nessa atividade. Pesquise em sua apostila e esINEDI - Cursos Profissionalizantes

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9 - LEI No 8.245, DE 18 DE OUTUBRO DE 1991
Dispõe sobre as locações dos imóveis urbanos e os procedimentos a elas pertinentes. 9.1 – DA LOCAÇÃO EM GERAL A locação de imóvel urbano regula - se pelo disposto nesta lei. A locação pode ser residencial e não residencial. São reguladas pelo Código Civil ou leis especiais os imóveis públicos, as garagens autônomas, os espaços destinados à publicidade, os “aparthotéis”, hotéis. As partes podem ajustar um contrato de locação por qualquer prazo, dependendo de autorização conjugal, se igual ou superior a dez anos. Ausente a vênia conjugal, o cônjuge não estará obrigado a observar o prazo excedente. Durante o prazo estipulado para a duração do contrato, não poderá o locador reaver o imóvel alugado, mas o locatário poderá devolvê-lo, pagando a multa pactuada ou judicialmente estipulada. A ação do locador para reaver o imóvel é a de despejo. O locatário poderá denunciar a locação por prazo indeterminado mediante aviso por escrito ao locador, com antecedência mínima de trinta dias. Se o imóvel for alienado durante a locação, o adquirente poderá denunciar o contrato, com o prazo de noventa dias para a desocupação, salvo se a locação for por tempo determinado e o contrato contiver cláusula de vigência em caso de alienação e estiver averbado junto à matrícula do imóvel. Idêntico direito terá o promissário comprador e o promissário cessionário, em caráter irrevogável, com imissão na posse do imóvel e título registrado junto à matrícula do mesmo. A denúncia deverá ser exercitada no prazo de noventa dias contados do
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registro da venda ou do compromisso, presumindo - se, após esse prazo, a concordância na manutenção da locação. A locação também poderá ser desfeita por mútuo acordo; em decorrência da prática de infração legal ou contratual; em decorrência da falta de pagamento do aluguel e demais encargos; ou para a realização de reparações urgentes determinadas pelo Poder Público. É livre a convenção do aluguel, mas não pode ser estipulado em moeda estrangeira, nem vinculado à variação cambial ou ao salário mínimo. Só pode ser cobrado adiantadamente em caso de locação por temporada, ou se não foi dada garantia. O aluguel está sujeito aos reajustes por vontade das partes, mas não havendo acordo pode ocorrer reajuste judicial, a cada três anos. O locador é obrigado: • a entregar ao locatário o imóvel alugado em estado de servir ao uso a que se destina; • a garantir o uso pacífico do imóvel locado, responder pelos vícios ou defeitos anteriores à locação; • fornecer ao locatário descrição minuciosa do estado do imóvel quando de sua entrega; • fornecer ao locatário recibo discriminado dos pagamentos, pagar as taxas de administração imobiliária e de intermediações, inclusiva as despesas necessárias à aferição da idoneidade do pretendente ou de seu fiador; • pagar os impostos, taxas e o de seguro, salvo disposição expressa em contrário no contrato; • pagar as despesas extraordinárias de condomínio, sendo estas as despesas que não se refiram aos gastos rotineiros de manutenção do edifício.
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O locatário é obrigado a: • pagar pontualmente o aluguel e os encargos da locação; • servir - se do imóvel para o uso convencionado ou presumido e tratá-lo com o mesmo cuidado como se fosse seu; • restituir o imóvel no estado em que o recebeu, salvo as deteriorações decorrentes do seu uso normal; • não modificar a forma interna ou externa do imóvel sem o consentimento prévio e por escrito do locador; • pagar as despesas de telefone e de consumo de força, luz e gás, água e esgoto; • permitir a vistoria do imóvel pelo locador, cumprir integralmente a convenção de condomínio e os regulamentos internos; • pagar o prêmio do seguro de fiança; • pagar as despesas ordinárias de condomínio, sendo estas as despesas necessárias à sua administração. Convencionado que cabe ao locatário a responsabilidade pelo pagamento dos tributos, encargos e despesas ordinárias de condomínio, o locador poderá cobrar tais verbas juntamente com o aluguel do mês a que se refiram. No caso de venda, promessa de venda, cessão ou promessa de cessão de direitos ou dação em pagamento, o locatário tem preferência para adquirir o imóvel locado, em igualdade de condições com terceiros. Nesse caso deve o locador cientificar o locatário através de notificação judicial, extrajudicial ou outro meio de ciência inequívoca. O direito de preferência do locatário deverá ser exercido de maneira inequívoca no prazo de trinta dias. Não se aplica o direito de preferência nos casos de perda da propriedade ou venda por decisão judicial, permuta, doação, integralização de capital, cisão, fusão e incorporação.
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O locatário preterido no seu direito de preferência poderá reclamar do alienante as perdas e danos ou, depositando o preço e demais despesas do ato de transferência, haver para si o imóvel locado. O prazo para tal é de seis meses, a contar do registro do ato no cartório de imóveis, desde que o contrato de locação esteja averbado pelo menos trinta dias antes da alienação do imóvel. Havendo condomínio no imóvel, a preferência do condômino terá prioridade sobre a do locatário. O locador pode exigir do locatário, como garantia, a prestação de caução, fiança, ou seguro de fiança locatícia, sendo vedada mais de uma modalidade de garantia num mesmo contrato de locação. Salvo disposição contratual em contrário, qualquer das garantias da locação se estende até a efetiva devolução do imóvel. Não estando a locação garantida por qualquer das modalidades, o locador poderá exigir do locatário o pagamento do aluguel e encargos até o sexto dia útil do mês vincendo. Constitui contravenção penal exigir o pagamento de quantia ou valor além do aluguel e encargos permitidos, exigir mais de uma modalidade de garantia num mesmo contrato de locação, e cobrar antecipadamente o aluguel, salvo os casos de locação para temporada ou locação sem garantia. 9.2 – DA LOCAÇÃO RESIDENCIAL Nas locações ajustadas por escrito e por prazo igual ou superior a trinta meses, a resolução do contrato ocorrerá findo o prazo estipulado, independentemente de notificação ou aviso. Findo o prazo ajustado, se o locatário continuar na posse do imóvel alugado por mais de trinta dias sem oposição do locador, presumir - se - á prorrogada a locação por prazo indeterminado, mantidas as demais cláusulas e condições do contrato. Ocorrendo a prorrogação, o locador poderá denunciar o contrato a qualquer tempo, concedido o prazo de trinta dias para desocupação.
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Quando ajustada verbalmente ou por escrito e como prazo inferior a trinta meses, findo o prazo estabelecido, a locação prorroga - se automaticamente, por prazo indeterminado. Nesse caso, somente pode ser retomado o imóvel: • nos casos de mútuo acordo das partes; • decorrentes da prática de infração legal ou contratual, • decorrentes da falta de pagamento do aluguel e demais encargos; • para a realização de reparações urgentes determinadas pelo Poder Público; • decorrentes de extinção do contrato de trabalho, • se a ocupação do imóvel pelo locatário estiver relacionada com o seu emprego; • se for pedido para uso próprio, de seu cônjuge ou companheiro, ou para uso residencial de ascendente ou descendente que não disponha, assim como seu cônjuge ou companheiro, de imóvel residencial próprio; • se a vigência ininterrupta da locação ultrapassar cinco anos. 9.3 – DA LOCAÇÃO PARA TEMPORADA Locação para temporada é aquela contratada por prazo não superior a noventa dias destinada à residência temporária do locatário, para prática de lazer, realização de cursos, tratamento de saúde, etc. O locador poderá receber de uma só vez e antecipadamente os aluguéis e encargos, bem como exigir do locatário, como garantia, a prestação de caução, fiança, ou seguro de fiança locatícia, sendo vedada mais de uma modalidade de garantia num mesmo contrato de locação. Findo o prazo ajustado, se o locatário permanecer no imóvel sem oposição do locador por mais de trinta dias, presumir-se-á prorrogada a locação por tempo indeterminado,
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não mais sendo exigível o pagamento antecipado do aluguel e dos encargos. 9.4 – DA LOCAÇÃO NÃO RESIDENCIAL Na locação comercial, o locatário terá direito à renovação do contrato, caso tenha sido ele celebrado por escrito e com prazo determinado. Nesse caso o prazo mínimo do contrato a renovar ou a soma dos prazos ininterruptos dos contratos escritos deve ser de cinco anos, e esteja o locatário explorando seu comércio, no mesmo ramo, pelo prazo mínimo e ininterrupto de três anos. Ação renovatória é a modalidade da ação destinada a fazer valer o direto de renovação do contrato locatício, e deve ser proposta no interregno de um ano, no máximo, até seis meses, no mínimo, anteriores à data da finalização do prazo do contrato em vigor. O locador não estará obrigado a renovar o contrato se: • por determinação do Poder Público, tiver que realizar no imóvel, obras que importarem na sua radical transformação; • o imóvel vier a ser utilizado por ele próprio ou para transferência de fundo de comércio existente há mais de um ano, sendo detentor da maioria do capital o locador, seu cônjuge, ascendente ou descendente. Nesse caso o imóvel não poderá ser destinado ao uso do mesmo ramo do locatário, salvo se a locação também envolvia o fundo de comércio, com as instalações e pertences. Nas locações de imóveis utilizados por hospitais, unidades sanitárias oficiais, asilos, bem como de estabelecimento de saúde e de ensino autorizados, o contrato somente poderá ser rescindido nos casos de mútuo acordo; em decorrência da prática de infração legal ou contratual; em decorrência da falta de pagamento do aluguel e demais encargos; para a realização de reparaINEDI - Cursos Profissionalizantes

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ções urgentes determinadas pelo Poder Público; o proprietário pedir o imóvel para demolição, edificação, licenciada ou reforma que venha a resultar em aumento mínimo de cinqüenta por cento da área útil. Quando o locatário for pessoa jurídica e o imóvel se destinar ao uso de seus titulares, diretores, sócios, gerentes, executivos ou empregados considerar-se-á a locação como sendo não residencial, de forma que as disposições que serão aplicadas são da locação comercial. Nos demais casos de locação não residencial, o contrato por prazo determinado cessa, de pleno direito, findo o prazo estipulado, independentemente de notificação ou aviso. Findo o prazo estipulado, se o locatário permanecer no imóvel por mais de trinta dias sem oposição do locador, presumir - se - á prorrogada a locação nas condições ajustadas, mas sem prazo determinado. O contrato de locação por prazo indeterminado pode ser denunciado por escrito, pelo locador, concedidos ao locatário trinta dias para a desocupação.

o aluguel adiantado? _________________________________________ _________________________________________ d) Qual a ação judicial correta para reaver o imóvel ocupado por locatário inadimplente? _________________________________________ _________________________________________ e) Existem três tipos de garantia locatícia, e a Lei nº 8.245/91 proíbe a exigência de mais de uma nos contratos de locação. Qual a penalidade prevista para o corretor de imóveis que exigir mais de um tipo de garantia nos contratos de locação? _________________________________________ _________________________________________ f) Imóvel alugado pode ser vendido. Mas o que é “direito de preferência” para o locatário? _________________________________________ _________________________________________ g) Contratos de aluguel podem ter prazo definido ou indefinido. Qual a principal característica do imóvel locado com prazo igual ou superior a 30 meses? _________________________________________ _________________________________________ h) Pesquise na sua apostila e defina: para que serve a Ação Renovatória de Aluguel? _________________________________________ _________________________________________

a) Quem adquirir um imóvel locado tem qual prazo para pedir a desocupação do imóvel? Qual o prazo que o locatário tem para desocupar o imóvel? Essas questões estão tratadas na Lei do Inquilinato. _________________________________________ _________________________________________ b) Todo corretor de imóveis deve saber isto: o que significa “denunciar” um contrato de locação? _________________________________________ _________________________________________ c) Cobrar aluguel adiantado é proibido por lei. Em qual situação especial é permitido cobrar
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10. LEI Nº 6.015, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1973
Dispõe sobre os registros públicos, e dá outras providências 10.1 – DAS ATRIBUIÇÕES Os registros públicos objetivam conferir autenticidade, segurança, publicidade e eficácia aos atos jurídicos. São modalidades de registro público: • • • • registro civil de pessoas naturais, o registro civil de pessoas jurídicas, o registro de títulos e documentos, o registro de imóveis.

causarem, por culpa ou dolo, aos interessados no registro. 10.2 – DA PUBLICIDADE Os oficiais e os encarregados das repartições em que se façam os registros são obrigados a lavrar certidão do que lhes for requerido e a fornecer às partes as informações solicitadas. Qualquer pessoa pode requerer certidão do registro sem informar ao oficial ou ao funcionário o motivo ou interesse do pedido. No caso de recusa ou retardamento na expedição da certidão, o interessado poderá reclamar à autoridade competente, que aplicará, se for o caso, a pena disciplinar cabível. 10.3 – DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS Serão registrados no registro civil de pessoas naturais, os nascimentos, os casamentos, os óbitos, as emancipações, as interdições, as sentenças declaratórias de ausência, as opções de nacionalidade, e as sentenças que deferirem a legitimação adotiva. Serão averbados, à margem do registro as sentenças que decidirem a nulidade ou anulação do casamento, a separação, divórcio ou o restabelecimento da sociedade conjugal, os atos judiciais ou extrajudiciais de reconhecimento de filhos ilegítimos, as escrituras de adoção e os atos que a dissolverem, e as alterações ou abreviaturas de nomes. Não serão cobrados emolumentos pelo registro civil de nascimento e pelo assento de óbito, bem como pela primeira certidão respectiva. Os reconhecidamente pobres estão isentos de pagamento de emolumentos pelas demais certidões extraídas pelo cartório de registro civil. 10.4 – DO REGISTRO CIVIL DE PESSOAS JURÍDICAS No registro civil de pessoas jurídicas serão inscritos os contratos, os atos constitutiINEDI - Cursos Profissionalizantes

Com esse intuito existem os cartórios de registro: • de nascimentos, casamentos e óbitos, a quem cabe registrar os atos relacionados às pessoas naturais; • de registro de títulos e documentos, a quem cabe registrar os atos relacionados às pessoas jurídicas e ao registro de títulos e documentos; o • de registro de imóveis, a quem cabe registrar os atos relacionados aos imóveis. O serviço cartorial começará e terminará às mesmas horas em todos os dias úteis, mas o de registro civil de pessoas naturais funcionará todos os dias, sem exceção. É nulo o registro lavrado fora das horas regulamentares ou em dias em que não houver expediente, sendo civil e criminalmente responsável o oficial que der causa à nulidade. Os Oficiais do Registro terão direito, a título de remuneração, aos emolumentos fixados nos Regimentos de Custas, os quais serão pagos, pelo interessado que os requerer, no ato de requerimento ou no da apresentação do título. Os oficiais são civilmente responsáveis por todos os prejuízos que, pessoalmente, ou pelos prepostos ou substitutos que indicarem,
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vos, os estatutos ou compromissos das sociedades civis, religiosas, pias, morais, científicas ou literárias, bem como o das fundações e das associações de utilidade pública, as sociedades civis que revestirem as formas estabelecidas nas leis comerciais, salvo as anônimas, e os atos constitutivos e os estatutos dos partidos políticos. A existência legal das pessoas jurídicas só começa com o registro de seus atos constitutivos. 10.5 – DO REGISTRO DE TÍTULOS E DOCUMENTOS No Registro de Títulos e Documentos será feita a transcrição dos instrumentos particulares, para a prova das obrigações convencionais de qualquer valor ou, facultativamente, de quaisquer documentos, para sua conservação. Para surtir efeitos em relação a terceiros estão sujeitos a registro no Registro de Títulos e Documentos, entre outros, os contratos de locação de prédios os contratos de compra e venda em prestações, com reserva de domínio ou não, os de alienação ou de promessas de venda referentes a bens móveis e os de alienação fiduciária, as quitações, recibos e contratos de compra e venda de automóveis, bem como o penhor destes, os instrumentos de cessão de direitos e de créditos, de sub-rogação e de dação em pagamento. O registro integral dos documentos consistirá na trasladação dos mesmos, com a mesma ortografia e pontuação, com referência às entrelinhas ou quaisquer acréscimos, alterações, defeitos ou vícios que tiver o original apresentado, e, bem assim, com menção precisa aos seus característicos exteriores e às formalidades legais. O oficial deverá recusar registro a título e a documento que não se revistam das formalidades legais. O oficial, salvo quando agir de má-fé, devidamente comprovada, não será responsáINEDI - Cursos Profissionalizantes

vel pelos danos decorrentes da anulação do registro, ou da averbação, por vício intrínseco ou extrínseco do documento, título ou papel, mas, tão-somente, pelos erros ou vícios no processo de registro. O oficial será obrigado, quando o apresentante o requerer, a notificar do registro ou da averbação os demais interessados que figurarem no título, documento, o papel apresentado, e a quaisquer terceiros que lhes sejam indicados, podendo requisitar dos oficiais de registro em outros Municípios, as notificações necessárias. Por esse processo, também, poderão ser feitos avisos, denúncias e notificações, quando não for exigida a intervenção judicial. O serviço das notificações e demais diligências poderá ser realizado por escreventes designados pelo oficial e autorizados pelo Juiz competente. 10.6 – DO REGISTRO DE IMÓVEIS No Registro de Imóveis serão feitos o registro e a averbação dos títulos ou atos constitutivos, declaratórios, translativos e extintos de direitos reais sobre imóveis reconhecidos em lei, inter vivos ou causa mortis, quer para sua constituição, transferência e extinção, quer para sua validade em relação a terceiros, quer para a sua disponibilidade. Nesse sentido serão feitos os registros: • da instituição de bem de família, das hipotecas, dos contratos de locação de prédios, das penhoras, arrestos e seqüestros de imóveis, dos contratos de compromisso de compra e venda de cessão, das incorporações, instituições e convenções de condomínio; • dos contratos de promessa de venda, cessão ou promessa de cessão de unidades autônomas condominiais, dos loteamentos urbanos e rurais, da compra e venda pura e da condicional, da alienação fiduciária em garantia de coisa imóvel etc.
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• das averbações de extinção dos ônus e direitos reais, das cláusulas de inalienabilidade, impenhorabilidade e incomunicabilidade impostas a imóveis, do contrato de locação, para os fins de exercício de direito de preferência, da notificação para parcelamento, edificação ou utilização compulsórios de imóvel urbano etc. Via de regra todos os atos de registro ou averbação previstos no art. 167 da Lei de Registros Públicos são obrigatórios e deverão ser efetuados no território da situação do imóvel. O registro e a averbação poderão ser provocados por qualquer pessoa, incumbindolhe as despesas respectivas. Em todas as escrituras e em todos os atos relativos a imóveis, bem como nas cartas de sentença e formais de partilha, o tabelião ou escrivão deve fazer referência à matrícula ou ao registro anterior, seu número e cartório. Deverá constar obrigatoriamente nas escrituras e nos autos judiciais a indicação com precisão, os característicos, as confrontações e as localizações dos imóveis, mencionando os nomes dos confrontantes e, ainda, quando se tratar só de terreno, se esse fica do lado par ou do lado ímpar do logradouro, em que quadra e a que distância métrica da edificação ou da esquina mais próxima, exigindo dos interessados a certidão do registro imobiliário. Nenhum registro poderá ser feito sem que o imóvel a que se referir esteja matriculado. O registro, enquanto não cancelado, produz todos os efeitos legais ainda que, por outra maneira, se prove que o título está desfeito, anulado, extinto ou rescindido. A instituição do bem de família far-se-á por escritura pública, declarando o instituidor que determinado prédio se destina a domicílio de sua família e ficará isento de execução por dívida.
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11. LEI Nº 6.530, DE 12 DE MAIO DE 1978 E SEU INSTRUMENTO. REGULAMENTADOR, O DECRETO Nº 81.871, DE 29 DE JUNHO DE 1978.
A Lei n.° 6530/78 e o seu instrumento regulamentador, o Decreto 81.871/78, regulamentam a profissão de Corretor de Imóveis e disciplinam o funcionamento de seus órgãos de fiscalização. O exercício da profissão de Corretor de Imóveis será permitido ao possuidor de título de Técnico em Transações Imobiliárias ou àquele inscrito nos termos da Lei nº 4.116/62, desde que requeira a revalidação da sua inscrição. Ao Corretor de Imóveis compete exclusivamente exercer a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis. Pode, ainda, mas não de modo exclusivo, opinar quanto à comercialização imobiliária. As pessoas jurídicas também poderão exercer o que compete ao Corretor de Imóveis, mas o atendimento ao público interessado na compra, venda, permuta ou locação de imóvel, somente poderá ser feito por Corretor de Imóveis inscrito no Conselho Regional da jurisdição. As pessoas jurídicas deverão ter como sócio gerente ou diretor um Corretor de Imóveis, individualmente inscrito O exercício simultâneo, temporário ou definitivo da profissão em área de jurisdição diversa da do Conselho Regional onde foi efetuada a inscrição originária do Corretor de Imóveis ou da pessoa jurídica, fica condicionado à inscrição e averbação profissional nos Conselhos Regionais que jurisdicionam as áreas em que exercerem as atividades. Ao Corretor de Imóveis inscrito será fornecida Carteira de Identidade Profissional, à pessoa jurídica será fornecido Certificado de Inscrição. O pagamento da anuidade ao Conselho Regional constitui condição para o exercício da profissão de Corretor de Imóveis e da pessoa jurídica. Deverá a anuidade ser paga até o
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último dia útil do primeiro trimestre de cada ano, salvo a primeira, que será devida no ato da inscrição do Corretor de Imóveis ou da pessoa jurídica. O número da inscrição do Corretor de Imóveis ou da pessoa jurídica constará obrigatoriamente de toda propaganda, bem como de qualquer impresso relativo à atividade profissional. Somente poderá anunciar publicamente o Corretor de Imóveis, pessoa física ou jurídica, que tiver contrato escrito de mediação ou autorização escrita para alienação do imóvel anunciado. O Conselho Federal (COFECI) e os Conselhos Regionais (CRECI) são autarquias, dotadas de personalidade jurídica de direito público, com autonomia administrativa, operacional e financeira. Tem por objetivo a disciplina e a fiscalização do exercício da profissão de Corretor de Imóveis, bem como representar, em juízo ou fora dele, os legítimos interesses da categoria profissional. O COFECI tem como sede e foro a Capital da República e jurisdição em todo o território nacional, e cada CRECI tem sede e foro na Capital do Estado da sua jurisdição. O COFECI é composto por dois representantes, efetivos e suplentes, de cada Conselho Regional, eleitos dentre os seus membros. O CRECI é composto por vinte e sete membros efetivos e igual número de suplentes. O mandato dos membros do COFECI e do CRECI é de 3 (três) anos, permitida a recondução. Somente poderão ser membros do Conselho Regional os Corretores de Imóveis com inscrição principal na jurisdição há mais de dois anos e que não tenham sido condenados por infração disciplinar. Os Conselhos Federal e Regionais serão administrados por uma diretoria, eleita dentre os seus membros, composta de um presidente, dois vice-presidentes, dois secretários e dois tesoureiros. Junto aos Conselhos Federal e Regionais funcionará um Conselho Fiscal, composto de três membros, efetivos e suplentes, eleitos dentre os seus membros.
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A extinção ou perda de mandato de membro do COFECI e dos CRECI ocorrerá por renúncia, por superveniência de causa de que resulte o cancelamento da inscrição, por condenação a pena superior a dois anos, em virtude de sentença transitada em julgado, por destituição de cargo, função ou emprego, mencionada à prática de ato de improbidade na administração pública ou privada, em virtude de sentença transitada em julgado, e por ausência, sem motivo justificado, a três sessões consecutivas ou seis intercaladas em cada ano. Compete ao Conselho Federal eleger sua diretoria; elaborar e alterar seu regimento; elaborar o regimento padrão dos Conselhos Regionais e homologá-lo; aprovar o relatório anual, o balanço e as contas de sua diretoria, bem como a previsão orçamentária para o exercício seguinte; criar e extinguir Conselhos Regionais e Sub-regiões; baixar normas de ética profissional; elaborar contrato padrão para os serviços de corretagem de imóveis; fixar as multas, anuidades e emolumentos devidos aos Conselhos Regionais; decidir as dúvidas suscitadas pelos Conselhos Regionais; julgar os recursos das decisões dos Conselhos; aprovar o relatório anual, o balanço e as contas dos Conselhos Regionais; fiscalizar irregularidades e intervir temporariamente nos Conselhos Regionais; destituir diretor de Conselho Regional, por ato de improbidade no exercício de suas funções; e baixar resoluções e deliberar sobre os casos omissos. Compete aos Conselhos Regionais eleger sua diretoria; aprovar o relatório anual, o balanço e as contas de sua diretoria, bem como a previsão orçamentária para o exercício seguinte; propor a criação de sub-regiões; homologar tabelas de preços de serviços de corretagem; decidir sobre os pedidos de inscrição de Corretor de Imóveis e de pessoas jurídicas; organizar e manter o registro profissional das pessoas físicas e jurídicas inscritas; expedir carteiras profissionais e certificados de inscrição; impor as sanções às infrações ético-disciplinares previstas em lei; baixar resoluções, no âmbito de sua competência.
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São receitas de cada CRECI as anuidades, emolumentos e multas, a renda patrimonial, as contribuições voluntárias, e as subvenções e dotações orçamentárias. São receitas do COFECI 25% das anuidades e emolumentos arrecadados pelos Conselhos Regionais, além da renda patrimonial, as contribuições voluntárias, e as subvenções e dotações orçamentárias. Ao Corretor de Imóveis e à pessoa jurídica é vedado transgredir normas de ética profissional fixadas no Código de Ética: • prejudicar, por dolo ou culpa, os interesses que lhe forem confiados; • exercer a profissão quando impedido de fazê-lo ou por qualquer meio; • auxiliar ou facilitar o exercício da profissão aos não inscritos ou impedidos; • anunciar publicamente proposta de transação a que não esteja autorizado através de documento escrito; • fazer anúncio ou impresso relativo à atividade de profissional sem mencionar o número de inscrição; • anunciar imóvel loteado ou em condomínio sem mencionar o número de registro do loteamento ou da incorporação no Registro de Imóveis; • violar o sigilo profissional; negar aos interessados a prestação de contas ou recibo de quantias ou documentos; • violar obrigação legal concernente ao exercício da profissão; praticar, no exercício da atividade profissional, ato que a lei defina como crime ou contravenção; • deixar de pagar contribuição ao CRECI; promover, ou facilitar, a terceiros transações ilícitas ou que por qualquer forma prejudiquem interesses de terceiros; • recusar a apresentação de Carteira de Identidade Profissional, quando couber As sanções disciplinares aplicáveis aos Corretores de Imóveis e pessoas jurídicas são
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advertência verbal; censura; multa; suspensão da inscrição, até noventa dias; e cancelamento da inscrição, com apreensão da carteira profissional. Na determinação da sanção aplicável, orientar-se-á o Conselho pelas circunstâncias de cada caso, de modo a considerar leve ou grave a falta. A reincidência na mesma falta determinará a agravação da penalidade. A multa poderá ser acumulada com outra penalidade e, na hipótese de reincidência, aplicar-se-á em dobro. A pena de suspensão será anotada na Carteira de Identidade Profissional do Corretor de Imóveis ou responsável pela pessoa jurídica e se este não a apresentar para que seja consignada a penalidade, o Conselho Regional poderá convertê-la em cancelamento da inscrição. As penas de advertência, censura ou multa serão comunicadas pelo Conselho Regional em ofício reservado, não se fazendo constar dos assentamentos do profissional punido, senão em caso de reincidência. Da imposição de qualquer penalidade caberá recurso, com efeito suspensivo, ao COFECI. O recurso apresentado pelo apenado é denominado voluntário e deverá ser interposto no prazo de trinta dias a contar da ciência da decisão. Ex officio é o recurso interposto obrigatoriamente pelo Presidente do CRECI nos casos de penalidade de suspensão da inscrição, até 90 (noventa) dias, ou cancelamento da inscrição, com apreensão da carteira profissional. As instâncias recorridas poderão reconsiderar suas próprias decisões, mas será o COFECI a última e definitiva instância nos assuntos relacionados com a profissão e seu exercício. A suspensão por falta de pagamento de anuidades, emolumentos ou multas só cessará com a satisfação da dívida, podendo ser cancelada a inscrição.
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12. RESOLUÇÃO-COFECI Nº 146/82
Aprova o Código de Processo Disciplinar 12.1 – DA JURISDIÇÃO Os Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis (CRECI), nos limites territoriais da respectiva região, têm jurisdição administrativa visando a apuração e punição de infração às leis, regulamentos e normas disciplinadoras do exercício da profissão de Corretores de Imóveis. Se em primeira instância a jurisdição é exercida pelo CRECI, em grau de recurso o é pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI). 12.2 – DO PROCESSO DISCIPLINAR O processo disciplinar decorrente da prática de infração à Lei n° 6.530/78, ao Decreto n° 81.871/78 e às Resoluções baixadas pelo COFECI, pode ser originado pela lavratura do Auto de Infração ou pelo recebimento do Termo de Representação. Na persecução administrativo disciplinar deve-se assegurar as garantias constitucionais da ampla defesa e do contraditório, levando em conta os princípios da reconsideração de decisões e da dualidade de instâncias. A punibilidade decorrente de ilícito apurado em processo disciplinar prescreve em cinco anos contados da data de verificação de sua ocorrência. A lavratura do auto de infração ou do termo de representação interrompe o prazo prescricional. Será arquivado, ex officio ou a requerimento do autuado ou do representado, todo processo disciplinar paralisado há mais de 03 (três) anos, pendente de despacho ou julgamento, com responsabilização do membro ou servidor do CRECI que der causa ao arquivamento. Os prazos previstos no Código de Processo Disciplinar serão computados excluindose o dia do começo e incluindo-se o do vencimento, serão contínuos e não se interrompeINEDI - Cursos Profissionalizantes

rão em domingos, sábados, feriados e dias de ponto facultativo, mas não começarão nem terminarão nesses dias e, nesta última hipótese, serão prorrogados até o primeiro dia útil subseqüente. Excetua-se dessa regra o prazo para apresentação do instrumento de intermediação imobiliária, que é imediato. 12.2.1. Do Auto de Infração O auto de infração será lavrado pelo CRECI contra pessoas físicas ou jurídicas que transgridam normas disciplinares. O agente de fiscalização lavrará o auto de infração contendo a qualificação completa do autuado, a data, hora e local da lavratura, o local da ocorrência da infração, dispositivo legal infringido e a descrição circunstanciada dos fatos e elementos caracterizadores da infração. O Auto de Infração será lavrado sempre no estabelecimento do infrator, ainda que a infração tenha sido cometida em outro local. Estabelecimento do infrator é o escritório do Corretor de Imóveis ou a sede da matriz ou da filial da pessoa jurídica. Excluem-se do conceito de estabelecimento o stand ou posto de venda em locais de construção, de incorporação ou de loteamento. A apresentação do contrato de intermediação imobiliária deve ser imediata à solicitação pelo agente fiscal, mas qualquer outro documento pode ser apresentado obrigatoriamente no prazo de cinco dias na sede do CRECI. Os instrumentos de contrato de intermediação imobiliária deverão ser arquivados no escritório do Corretor de Imóveis contratado, durante um ano, contado do vencimento do prazo de vigência, à disposição da Fiscalização. Lavrado o auto de infração e cientificado o infrator, terá este o prazo improrrogável de 15 dias para a apresentação de defesa escrita, acompanhada ou não de documentos. Esgotado o prazo de quinze dias e sendo considerado procedente o auto de infração será o processo administrativo à Comissão de Ética e Fiscalização Profissional (CEFISP) que
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o instruirá e o julgará aplicando, conforme as circunstâncias particulares do caso, uma penalidade. 12.2.2. Da Representação O processo administrativo de representação iniciar-se-á pelo recebimento de denúncia, comunicação de membro ou servidor do COFECI ou do CRECI, ou ofício de autoridade pública, da ocorrência de infrações ético-disciplinares perpetrada por Corretor de Imóveis. A peça preliminar poderá ser apresentada por qualquer pessoa e deverá conter a qualificação e assinatura do denunciante, além de narrar, fundamentadamente, os fatos e circunstâncias tidas como caracterizadores da infração. Nesse caso será transformada em representação, a qual se iniciará mediante a lavratura de termo próprio. Se a peça preliminar descrever fato caracterizador de infração cometida por pessoa não inscrita no CRECI, não será instaurada a representação, mas a referida peça preliminar será remetida à autoridade policial. Lavrado o termo de representação e cientificado o representado, terá este o prazo improrrogável de 15 dias para a apresentação de defesa escrita, acompanhada ou não de documentos, requerimentos de diligência e quaisquer provas admitidas em direito. Esgotado o prazo de quinze dias será o processo administrativo remetido Comissão de Ética e Fiscalização Profissional (CEFISP), que o instruirá e o julgará indicando, conforme as circunstâncias particulares do caso, uma penalidade. Após o processo administrativo será relatado e proferido voto em Sessão Plenária. A sistemática da apuração de infração em caso de representação difere do auto de infração. Neste a CEFISP instrui e julga o processo administrativo, naquele a Comissão instrui e indica a penalidade, que pode ser aceita ou não pelos Conselheiros reunidos em Sessão Plenária.
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12.3 – DOS RECURSOS Independente de a penalidade ter sido decorrente e auto de infração ou de representação, os recursos disponíveis, seus prazos e a forma de seu processamento são idênticos. O autuado poderá, no prazo de trinta dias, contados da data de cientificação da decisão tomada pela CEFISP ou pela Sessão Plenária, interpor recurso cujo efeito será suspensivo. Interposto o recurso, poderá ser-lhe atribuído efeito de pedido de reconsideração ou encaminhado ao COFECI. No primeiro caso o processo administrativo será submetido à revisão da Sessão Plenária do CRECI e se julgado improcedente deverá ser encaminhado ao COFECI para apreciação do recurso. Interposto ou não o recurso voluntário, o Presidente do CRECI recorrerá ex officio ao COFECI, no caso de imposição das penalidades de suspensão ou cancelamento da inscrição.

13. RESOLUÇÃO-COFECI Nº 326/92
Institui o Código de Ética Profissional Código é uma compilação, um conjunto de leis, normas, regulamentos, idéias e de signos, de símbolos para cifrar ou representar algo. Ética é o conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo profissional, de uma sociedade. Muitas profissões possuem a definição da ética que deve nortear as pessoas que atuam na área. Essa definição é estabelecida pelo órgão competente que fiscaliza a profissão, geralmente um Conselho. A profissão do corretor possui o seu Código de Ética. Ele contém regras obrigatórias para todos os Corretores de Imóveis e tem por objetivo fixar a forma pela qual eles devem conduzir-se quando no exercício profissional. Nesse sentido, o Código anuncia que os deveres do Corretor de Imóveis compreendem, além da defesa do interesse que lhe é conINEDI - Cursos Profissionalizantes

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fiado, o zelo pelo prestígio de sua classe e o aperfeiçoamento da técnica das transações imobiliárias. Quando no exercício da profissão, em relação à classe profissional, cabe ao Corretor de Imóveis: • não praticar nem permitir a prática de atos que comprometam a dignidade profissional; • defender os direitos e prerrogativas profissionais e a reputação da classe; • zelar pela existência, fins e prestígio dos Conselhos Federal e Regionais, contribuindo sempre que solicitado; • auxiliar na fiscalização do exercício profissional, comunicando, com discrição e fundamentadamente, aos órgãos competentes, as infrações de que tiver ciência; • relacionar-se com os colegas dentro dos princípios de consideração, respeito e solidariedade visando a harmonia da classe; colocar-se a par da legislação vigente e procurar difundi-la. Em relação aos clientes, cabe ao Corretor de Imóveis: • inteirar-se de todas as circunstâncias do negócio, antes de oferecê-lo e ao fazêlo apresentar dados rigorosamente certos, nunca omitindo detalhes que o depreciem, informando o cliente dos riscos e demais circunstâncias que possam comprometer o negócio; • recusar transação que saiba ilegal, injusta ou imoral; • comunicar, imediatamente, ao cliente o recebimento de valores ou documentos a ele destinado; • prestar contas pormenorizadas ao cliente, quando este as solicite ou logo que concluído o negócio; • orientar tecnicamente o negócio, reservando ao cliente a decisão do que lhe interessar pessoalmente;
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• restituir ao cliente os papéis de que não mais necessite; • dar recibo das quantias que o cliente lhe pague ou entregue a qualquer título; • contratar, por escrito e previamente, a prestação dos serviços profissionais; • receber comissões ou compensações pelo mesmo serviço prestado somente de uma única parte, exceto se houver consentimento de todos os interessados, ou for praxe usual na jurisdição. Ao Corretor de Imóveis é terminantemente proibido: • aceitar tarefas para as quais não esteja preparado ou que não se ajustem às disposições legais; manter sociedade profissional fora das normas e preceitos estabelecidos em lei; • promover a intermediação com cobrança de “over-price” (sobrepreço); e locupletar-se a custa do cliente; • receber comissões em desacordo com a Tabela de honorários vigente; • angariar serviços com prejuízo moral ou material, ou desprestígio para outro profissional ou para a classe; • desviar cliente de outro Corretor de Imóveis; • deixar de atender ou cumprir às notificações ou determinações regulares emanados do Conselho Profissional; • acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente atividades de transações imobiliárias. Da mesma forma, é defesa a promoção de transações imobiliárias contra disposição literal da lei; • o abandono dos negócios confiados a seus cuidados, sem motivo justo e prévia ciência do cliente; • aceitar incumbência de transação que esteja entregue a outro Corretor de Imóveis, sem dar-lhe prévio conhecimento, por escrito ou, ainda, sem com ele contratar;
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• anunciar capciosamente; • reter negócio quando não tiver probabilidade de realizá-lo; • utilizar sua posição para obtenção de vantagens pessoais; • receber sinal nos negócios que lhe forem confiados caso não esteja expressamente autorizado para tanto. O Corretor de Imóveis responde civil e penalmente por atos profissionais danosos ao cliente, a que tenha dado causa por imperícia, imprudência, negligência ou infrações éticas. A apuração das faltas cometidas contra o Código de Ética, bem como a aplicação da correspondente penalidade é de competência do CRECI, em cuja jurisdição se encontrar inscrito o Corretor de Imóveis.

______________________________________ ______________________________________ d) O voto para eleição dos 27 Conselheiros Efetivos e 27 Suplentes ocorre de três em três anos e é obrigatório. Qual a penalidade imposta ao corretor de imóveis que não votar nem justificar a ausência nas eleições dos Creci´s? ______________________________________ ______________________________________ e) Verifique no art. 11 da Lei nº 6.530/78, com a nova redação dada pela Lei nº 10.795/2003, como é a composição do Cofeci e registre abaixo. ______________________________________ ______________________________________ f) Sua pesquisa pode ser completa: como é a composição dos Creci’s? ______________________________________ ______________________________________ g) O mandato dos Conselheiros do sistema Cofeci/Creci´s, sem remuneração de qualquer natureza, tem a duração de quantos anos? ______________________________________ ______________________________________ h) Em relação aos seus colegas de profissão, cite três transgressões éticas graves possíveis de serem cometidas pelo corretor de imóveis: ______________________________________ ______________________________________ i) Quais as penalidades possíveis de serem impostas aos corretores de imóveis em caso de transgressão ética? ______________________________________ ______________________________________ j) Veja na Lei 6.530/78, no Decreto nº 81.871/ 78 e na Resolução-Cofeci nº 326/92 (Código de Ética) e cite três comportamentos terminantemente proibidos ao Corretor de Imóveis: ______________________________________ ______________________________________
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a) O imóvel é conhecido como “bem de raiz”. E o que vem a ser “averbação” de um fato jurídico na matrícula de um imóvel? ______________________________________ ______________________________________ b) Volte ao texto de sua apostila e escreva abaixo: o que é um “bem-de-família”? ______________________________________ ______________________________________ c) A Lei 8.009/90 dispõe sobre a impenhorabilidade do bem-de-família. A lei 8.245/91, no art. 82, diz que o bem-de-família pode ser dado em garantia nos contratos de locação. Recentemente, o Ministro do STF, Carlos Veloso, decidiu que ele não pode ser penhorado em nenhuma situação. Essa é uma questão polêmica: o bem-de-família pode ou não pode ser dado em garantia nos contratos de locação? Tire essa dúvida com o seu professor, e registre a resposta obtida.
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10. ( ) Os bens públicos estão sujeitos a usucapião. 11. ( ) É anulável o negócio jurídico por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. I - Leia as afirmativas apresentadas a seguir. Observe que algumas são verdadeiras, outras são falsas. Identifique-as, colocando, nos parênteses que estão na frente dos números, a letra “V” nas afirmativas verdadeiras e “F” nas falsas. 1. ( ) O intervalo de tempo compreendido entre a data da publicação da lei e sua entrada em vigor denomina-se vacatio legis. 2. ( ) A personalidade civil do homem, começa aos 21 anos. 3. ( ) O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. 4. ( ) São considerados absolutamente incapazes de exercer pessoalmente atos da vida civil os menores de 16 anos. 5. ( ) Capacidade civil é a aptidão da pessoa para exercer direitos e assumir obrigações. 6. ( ) Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial, enquanto conservarem sua qualificação, são alienáveis. 7. ( ) São bens móveis tudo o que o proprietário mantiver intencionalmente empregado em sua exploração industrial, aformoseamento ou comodidade. 8. ( ) Fato jurídico é o acontecimento apto a produzir conseqüências jurídicas. 9. ( ) Quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem, e não for necessária a declaração de vontade expressa, o silêncio importa anuência.
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12. ( ) A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. 13. ( ) Obrigação é o vínculo pessoal de direito existente entre pessoas, tendo por objeto uma prestação ou contraprestação de conteúdo econômico determinada ou especifica. 14. ( ) Pródigo é aquele que esbanja a sua fortuna. 15. ( ) O devedor não responde perante o fiador por todas as perdas e danos que este pagar. 16. ( ) Quem paga tem direito à quitação regular. A quitação regular deve designar o valor e a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, ou quem por este pagou, o tempo e o lugar do pagamento, com a assinatura do credor, ou do seu representante. 17. ( ) Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as duas obrigações extinguem-se, até onde se compensarem. 18. ( ) São direitos reais a propriedade, a novação, a superfície, o direito do promitente comprador do imóvel e a hipoteca. 19. ( ) O Contrato de locação residencial se desfaz, dentro outro motivos, por mútuo acordo, por infração legal ou contratual, por não pagamento do aluguel. 20. ( ) Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente, quando a insolvência for notória, ou houver motivo para ser conhecida do outro contratante.
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21. ( ) Considera-se em mora o devedor que efetua o pagamento, mas o credor que não recebe no tempo, lugar ou forma que a lei ou a convenção estabelecer. 22. ( ) Em se tratando de efeitos das obrigações, não havendo prazo assinalado, a mora se constitui a partir da notificação, interpelação ou protesto. 23. ( ) Aquele que causar prejuízo a alguém responde por perdas e danos. A reparação, ou indenização abrange, além do prejuízo imediato, o que o prejudicado deixou de lucrar. Sobre a reparação incidem atualização monetária, juros oficiais e honorários advocatícios. 24. ( ) Arras são os recursos pagos por um dos contratantes para garantir o cumprimento de um contrato, comumente, conhecido por sinal. 25. ( ) Contrato bilateral é aquele em que há constituição de obrigações recíprocas. 26. ( ) Contrato preliminar devidamente assinado em que as partes não comparecem na data agendada para assinatura do contrato definitivo resulta em anulação da relação jurídica. 27. ( ) A locação pode ter por objeto apenas coisas imóveis 28. ( ) O defeito oculto da coisa, que a torne imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminua o valor, é chamado vício redibitório. 29. ( ) Evicção é a estipulação em favor de terceiro no qual se convenciona certa vantagem patrimonial a favor de terceiro alheio à formação do vínculo contratual. 30. ( ) O distrato faz-se pela mesma forma exigida para o contrato. 31. ( ) Júlio César firmou contrato se obrigando a transferir o domínio de imóvel resi100 •

dencial para Marco Antônio, e este a lhe pagar R$ 100.000,00. Essa modalidade de contrato denomina-se locação imobiliária. 32. ( ) O contrato de compra e venda não é passível de nulidade mesmo quando deixa a taxação do preço ao arbítrio exclusivo de uma das partes. 33. ( ) Na compra e venda, as despesas da escritura ficarão a cargo do comprador, e as da tradição a cargo do vendedor, salvo cláusula em contrário. 34. ( ) Retrovenda é o pacto adjeto à compra e venda em que o vendedor de coisa imóvel pode reservar-se o direito de recobrá-la no prazo máximo de decadência de dez anos, restituindo o preço recebido e reembolsado as despesas do comprador. 35. ( ) A cláusula inserida no contrato de venda de coisa móvel que permite ao vendedor reservar para si a propriedade, até que o preço esteja integralmente pago, designa-se reserva de domínio 36. ( ) Na permuta, salvo disposição em contrário, cada um dos contratantes pagará por metade as despesas com o instrumento da troca; 37. ( ) Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra. O doador pode fixar prazo ao donatário, para declarar se aceita ou não a liberalidade. Desde que o donatário, ciente do prazo, não faça, dentro dele, a declaração, entenderse-á que aceitou, se a doação não for sujeita a encargo. A doação far-se-á por escritura pública ou instrumento particular. 38. ( ) A modalidade de contrato em que uma das partes se obriga a ceder à outra, por tempo determinado ou não, o uso e gozo de
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coisa não fungível, mediante certa retribuição, é denominada permuta. 39. ( ) Se o comodato não tiver prazo convencional pode o comodante, quando desejar, suspender o uso e gozo da coisa emprestada, porque o comodatário não poderá jamais recobrar do comodante as despesas feitas com o uso e gozo da coisa emprestada. 40. ( ) O mútuo é uma modalidade de empréstimo de coisas fungíveis na qual o mutuário é obrigado a restituir ao mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade. 41. ( ) Toda a espécie de serviço ou trabalho lícito, material ou imaterial, pode ser contratada mediante retribuição. 42. ( ) Na venda ad mensuram, se o comprador constatar que o imóvel não corresponde às dimensões da escritura pode exigir o complemento da área. 43. ( ) A modalidade de contrato pelo qual uma pessoa passa a comprar ou vender bens, em seu próprio nome, mas por conta de outrem, e de acordo com as instruções deste é denominada evicção. 44. ( ) Todas as pessoas capazes são aptas para dar procuração mediante instrumento particular, que valerá desde que tenha a assinatura do outorgante. 45. ( ) A modalidade de contrato em que uma pessoa não ligada a outra em virtude de mandato, de prestação de serviços ou por qualquer relação de dependência, obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios, conforme as instruções recebidas, é denominada corretagem. 46. ( ) A modalidade de contrato no qual uma pessoa garante satisfazer ao credor uma
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obrigação assumida pelo devedor, caso este não a cumpra, é denominada corretagem. 47. ( ) O corretor é obrigado a executar a mediação com a diligência e prudência que o negócio requer, prestando ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento dos negócios. 48. ( ) Marco Antônio tem um litígio com Júlio César acerca de uma dívida. Aquele entende que a dívida é de R$ 10.000,00, ao passo que o devedor entende que é só de R$ 5.000,00. Após discussão entre eles, firmaram acordo colocando fim à questão mediante o pagamento ao credor do valor de R$ 7.500,00. Esta modalidade de contrato é conhecida como novação. 49. ( ) É anulável a troca de valores desiguais entre ascendentes e descendentes, sem consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante. 50. ( ) Usucapião é a forma de aquisição de propriedade imóvel que o ocorre quando alguém detém a posse de uma coisa com ânimo de dono, por determinado tempo, ininterruptamente, e sem oposição: 51. ( ) Adquire-se a propriedade imóvel somente pela transcrição do título de transferência no Cartório de Registro de Imóvel e pelo direito hereditário: 52. ( ) O proprietário tem o direito de usar, gozar e dispor da coisa, por isso tem o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha. 53. ( ) O condômino é obrigado, na proporção de sua parte, a concorrer para as despesas de conservação da coisa. 54. ( ) Sob pena de responder por perdas e danos, o corretor deve prestar ao cliente todos
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os esclarecimentos que estiverem ao seu alcance, acerca da segurança ou risco do negócio, das alterações de valores e do mais que possa influir nos resultados da incumbência. 55. ( ) Usufruto ocorre quando o proprietário concede, mediante ato inter vivos, a posse, uso, administração e percepção de frutos de um imóvel, conservando a sua propriedade. 56. ( ) O instrumento particular deve conter a indicação do lugar onde foi passado, a qualificação do outorgante e do outorgado, a data e o objetivo da outorga com a designação e a extensão dos poderes conferidos. 57. ( ) Nas dívidas garantidas por penhor, anticrese ou hipoteca, o bem dado em garantia não fica sujeito, por vínculo real, ao cumprimento da obrigação. 58. ( ) Um imóvel e seus acessórios podem ser, conjuntamente, objeto de hipoteca e o dono dos mesmos pode constituir outra hipoteca sobre eles. 59. ( ) A convenção, mediante a qual o credor, possuindo um imóvel do devedor, percebe os seus frutos para conseguir a soma de dinheiro emprestada, imputando na dívida e até o seu resgate, as importâncias que for recebendo, denomina-se servidão predial. 60. ( ) Marco Antônio, devedor, entregou ao credor Júlio César, como garantia do cumprimento da obrigação assumida, um bem móvel. Houve entre as partes um negócio jurídico chamado penhor. 61. ( ) O corretor ou o gerente de empresa corretora que usar, ainda que a título de empréstimo, em proveito próprio ou de terceiros, bens ou haveres destinados a incorporação contratada por administração, sem prévia autorização dos interessados, cometerá crime contra a economia popular.
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62. ( ) São modalidades de parcelamento do solo urbano loteamento e a incorporação. 63. ( ) Em caso de vício do serviço prestado pelo Corretor de Imóveis, a reexecução dos serviços não pode ser confiada a terceiros. 64. ( ) A preempção ou preferência é o pacto adjeto à compra e venda em que o comprador de coisa, no caso de pretender vendê-la ou dá-la em pagamento, fica com a obrigação de oferecêla a quem lha vendeu, para que este use do seu direito de prelação em igualdade de condições. 65. ( ) No caso de venda do imóvel, o locatário terá preferência para adquiri-lo, desde que conste expressamente do contrato cláusula específica nesse sentido. 66. ( ) Um contrato de locação pode ser desfeito por mútuo acordo, por infração legal ou contratual, pela inadimplência do aluguel e, também em caso de reparações urgentes determinadas pelo poder público. 67. ( ) A hipoteca, o penhor e a alienação fiduciária são garantias reais que podem ser transcritas ou averbadas no registro de imóveis. 68. ( ) O registro deixa de ser eficaz no momento em que se apresenta o título ao oficial do registro e este o prenota no protocolo. 69. ( ) A Lei n° 6530/78 criou o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis e lhes atribuiu a função de disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de Corretor de Imóveis. 70. ( ) De acordo com a Lei n.° 6530/78 são atribuições exclusivas do Corretor de Imóveis exercer a intermediação imobiliária. 71. ( ) A multa, a censura, a suspensão da inscrição e o cancelamento da inscrição são
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modalidades de incentivos disciplinares aplicáveis pelos Conselhos Regionais. 72. ( ) O exercício da profissão de Corretor de Imóveis, em todo território nacional, é permitido a qualquer pessoa no gozo de seus direitos civis. 73. ( ) O Corretor de Imóveis foi julgado pelo Conselho Regional e imposta a condenação de suspensão por noventa dias. A condenação foi mantida pelo Conselho Federal. Em relação aos efeitos da condenação não se pode afirmar que no período de noventa dias o corretor de imóveis poderá somente anunciar proposta de transação imobiliária, mas para finalizar o negócio dependerá de autorização do Conselho Regional. 74. ( ) O auto de infração será lavrado pelo Agente de Fiscalização do Conselho Regional de Corretores de Imóveis contra pessoa física ou jurídica que transgridam normas ético-disciplinares. A contar da data de recebimento da segunda via do auto de infração, o infrator terá o prazo improrrogável de quinze dias para apresentar defesa escrita, acompanhada ou não de documentação. Em qualquer fase do processo administrativo disciplinar deve ser observado a ampla defesa e o contraditório. 75. ( ) O Código de Ética Profissional tem por objetivo fixar a forma pelo qual deve se conduzir o Corretor de Imóveis, quando no exercício da profissão. II - Marque a alternativa correta. 1) O intervalo de tempo compreendido entre a data da publicação da lei e sua entrada em vigor denomina-se: a) termo strictu. b) termo lato. c) período jacente. d) vacatio legis. e) prazo legis.
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2) A personalidade civil do homem, começa: a) do nascimento com vida. b) aos 14 anos. c) aos 16 anos. d) aos 18 anos. e) aos 21 anos 3) - Considere os seguintes enunciados I – O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. II – Capacidade civil é a aptidão da pessoa para exercer direitos e assumir obrigações. III – Pródigo é aquele que esbanja a sua fortuna. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) somente os enunciados I e II estão corretos. b) somente os enunciados I e III estão corretos. c) somente os enunciados II e III estão corretos. d) todos estão incorretos e) todos estão corretos. 4) São considerados absolutamente incapazes de exercer pessoalmente atos da vida civil os menores de: a) 14 anos. b) 16 anos. c) 18 anos. d) 21 anos. e) não há incapacidade absoluta no código civil em vigor. 5) Assinale a alternativa que complete a frase: ______________são considerados relativamente incapazes de exercer pessoalmente atos da vida civil: a) os maiores de dezoito anos e menores de 21 anos. b) os menores de 16 anos. c) os maiores de 14 anos. d) os deficientes mentais.
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e) os maiores dezesseis anos e menores de dezoito anos. 6) Considere os seguintes enunciados I – Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial, enquanto conservarem sua qualificação, são alienáveis. II – Os bens públicos estão sujeitos a usucapião. III – São públicos os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direto privado. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) somente os enunciados I e II estão corretos. b) somente os enunciados I e III estão corretos. c) somente os enunciados II e III estão corretos. d) todos estão corretos. e) todos estão incorretos. 7) Assinale a alternativa correta: I – Consideram-se bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. II – São bens imóveis os direitos de obrigações e as ações respectivas. III – São bens móveis tudo o que o proprietário mantiver intencionalmente empregado em sua exploração industrial, aformoseamento ou comodidade. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) somente os enunciados I e II estão corretos. c) somente os enunciados I e III estão corretos. d) somente os enunciados II e III estão corretos. e) somente o enunciado I está correto. 8) Considere os seguintes enunciados I – Fato jurídico é o acontecimento apto a produzir conseqüências jurídicas.
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II – A validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial, senão quando a lei expressamente a exigir. III – A validade do negócio jurídico requer somente a capacidade do agente. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) somente os enunciados I e II estão corretos. b) somente os enunciados I e III estão corretos. c) somente os enunciados II e III estão corretos. d) todos estão corretos. e) todos estão incorretos. 9) Considere os seguintes enunciados: I – A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de não querer o que manifestou, salvo se dela o destinatário tinha conhecimento. II – Quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem, e não for necessária a declaração de vontade expressa, o silêncio importa anuência. III – Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos nos enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 10) Considere os seguintes enunciados: I – É anulável os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal,
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em face das circunstâncias do negócio. O erro é substancial quando concerne à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a quem se refira a declaração de vontade, desde que tenha influído nesta de modo relevante. II – É o negócio jurídico anulável por dolo, quando este for a sua causa. III – A coação, para viciar a declaração da vontade, há de ser tal que incuta ao paciente fundado temor de dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, ou aos seus bens. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos nos enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 11) Considere os seguintes enunciados: I – É anulável o negócio jurídico por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores. II – O negócio anulável não pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de terceiro. III – É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado no caso de coação, do dia em que ela cessar. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos nos enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 12) Considere os seguintes enunciados: I – A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. II – Prescreve em três anos a pretensão reINEDI - Cursos Profissionalizantes

lativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos. III – Prescreve em cinco anos a pretensão do recebimento de honorários profissionais de corretor de imóveis, contado o prazo da conclusão dos serviços. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos nos enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 13) Considere os seguintes enunciados: I – Obrigação é o vínculo pessoal de direito existente entre pessoas, tendo por objeto uma prestação ou contraprestação de conteúdo econômico. II – Essa ou contraprestação deve ser possível, licita, determinada ou determinável, e ainda traduzível em dinheiro. III – Na obrigação de dar ou restituir, a coisa a ser entregue deverá sempre ser certa, determinada ou especifica. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos os enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 14) Considere os seguintes enunciados: I – A obrigação de fazer está relacionada à obrigação de prestar um serviço, como, por exemplo, fazer uma pintura em um apartamento. II – A obrigação de não fazer está relacionada a uma abstenção obrigatória, ou a uma obrigação de consentir ou não impedir. III – O pagamento feito a um dos credores solidários extingue a dívida até o montante do que foi pago. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que:
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a) b) c) d) e)

todos os enunciados estão corretos. todos os enunciados estão incorretos. somente o enunciado I está correto. somente o enunciado II está correto. somente o enunciado III está correto.

d) a quitação regular consiste tão somente em devolver o título ao devedor. e) a quitação regular deve indicar apenas o objeto da dívida e o valor pago. 17) Considere as seguintes proposições: I – Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as duas obrigações extinguem-se, até onde se compensarem. II – O usucapião é modalidade de aquisição do domínio do bem imóvel ou móvel, nunca da servidão, do uso. III – Em dação em pagamento o credor não pode consentir em receber prestação diverso do que lhe é devida. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) somente o enunciado I está correto. c) somente o enunciado II está correto. d) somente o enunciado III está correto. e) nenhum enunciado está correto. 18) São direitos reais, exceto: a) a propriedade. b) a novação. c) a superfície. d) o direito do promitente comprador do imóvel. e) a hipoteca. 19) Considere as seguintes proposições: I – A compensação é um modo de extinção de obrigação, até onde se equivalerem, entre pessoas que são, ao mesmo tempo, devedora e credora uma da outra, por dívidas líquidas, vencidas. II – Em relação à responsabilidade pelos acidentes de consumo, o produtor responde pelos danos causados aos consumidores independentemente de culpa, salvo caso fortuito e força maior. III – O Contrato de locação residencial se desfaz, dentro outro motivos, por mútuo acordo, por infração legal ou conINEDI - Cursos Profissionalizantes

15) Considere os seguintes enunciados: I – O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir, até a contestação da lide, que sejam primeiro executados os bens do devedor, desde que nomeie bens do devedor, sitos no mesmo município, livres e desembargados, quantos bastem para solver o débito. II – O fiador que pagar integralmente a dívida fica sub-rogado nos direitos do credor. III – O devedor não responde perante o fiador por todas as perdas e danos que este pagar. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos os enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 16) Que paga tem direito à quitação regular. Escolha dentre as alternativas abaixo as melhor que define “quitação regular”: a) a quitação regular deve designar a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, ou quem por este pagou, com a assinatura do credor, ou do seu representante. b) a quitação regular deve designar o valor e a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, ou quem por este pagou, o tempo e o lugar do pagamento, com a assinatura do credor, ou do seu representante. c) a quitação regular deve designar tão somente a espécie da dívida quitada, o tempo e o lugar do pagamento, com a assinatura do credor, ou do seu representante com a expressão “recebida”.
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tratual, por não pagamento do aluguel. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) somente o enunciado I está correto. c) somente o enunciado II está correto. d) somente o enunciado III está correto. e) nenhum enunciado está correto. 20) Considere os seguintes enunciados: I – Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o devedor já insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser anulados pelos credores quirografários, como lesivos dos seus direitos. II – Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente, quando a insolvência for notória, ou houver motivo para ser conhecida do outro contratante. III – Anulados os negócios fraudulentos, a vantagem resultante reverterá em proveito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de credores. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos nos enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 21) Considere os seguintes enunciados: I – Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebe-lo no tempo, lugar ou forma que a lei ou a convenção estabelecer. II – A cláusula penal é um pacto secundário, razão pela qual a nulidade da obrigação importa a da cláusula penal. III – Havendo inexecução de uma obrigação, o devedor responde por ela, mas só responderá pelas perdas e danos se a tanto tiver se obrigado.
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Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) somente os enunciados I e II estão corretos. b) somente os enunciados I e III estão corretos. c) somente os enunciados II e III estão corretos. d) todos estão corretos. e) todos estão incorretos. 22) Em se tratando de efeitos das obrigações, considere os seguintes enunciados: I – A mora do credor pode resultar obrigação deste em ressarcir as despesas com a conservação da coisa. II – Se a mora do devedor resultar em inocuidade ao credor, este pode recusar a prestação e exigir a satisfação por perdas e danos. III – Não havendo prazo assinalado, a mora se constitui a partir da notificação, interpelação ou protesto. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) somente os enunciados I e II estão corretos. b) somente os enunciados I e III estão corretos. c) somente os enunciados II e III estão corretos. d) todos estão corretos. e) todos estão incorretos 23) Considere os seguintes enunciados: I – Aquele que causar prejuízo a alguém responde por perdas e danos. II – A reparação, ou indenização abrange, além do prejuízo imediato, o que o prejudicado deixou de lucrar. III – Sobre a reparação incidem atualização monetária, juros oficiais e honorários advocatícios. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados.
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c) estão corretos os enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 24) Considere os seguintes enunciados: I – Arras vêm a ser a entrega de dinheiro ou outra coisa infungível, dada por um dos contratantes ao outro, para não concluir o contrato ou eximir-se da evicção; II – Na obrigação de fazer, o credor é obrigado a aceitar de terceiro a prestação, mesmo que tenha sido convencionado que o devedor a faça pessoalmente; III – As hipotecas valem contra terceiros, independentemente, de estarem inscritas no cartório de registro de imóveis. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) somente os enunciados I e II estão corretos. b) somente os enunciados I e III estão corretos. c) somente os enunciados II e III estão corretos. d) todos estão corretos. e) todos estão incorretos. 25) Considere os seguintes enunciados: I – O solo é bem imóvel. II – Contrato bilateral é aquele em que há constituição de obrigações recíprocas. III – Hipoteca é direito real sobre imóvel, em virtude do qual este, continuando na posse do devedor, assegura, ao credor, o pagamento da dívida, pela preferência alcançada da execução. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos nos enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 26) Contrato preliminar devidamente assinado em que as partes não comparecem na data
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agenda para assinatura do contrato definitivo resulta em: a) anulação da relação jurídica. b) suspensão dos efeitos do contrato. c) rescisão do contrato. d) conversão em contrato definitivo. e) alteração de cláusulas contratuais. 27) Considere os seguintes enunciados: I - A locação pode ter por objeto tanto coisas moveis quanto imóveis II - A locação predial é contrato bilateral, enquanto que o mutuo é contrato unilateral. III - No contrato de honorários para intermediação imobiliária, o Corretor de Imóveis é o locador, ao passo que o cliente é o locatário. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) somente os enunciados I e II estão corretos. b) somente os enunciados I e III estão corretos. c) somente os enunciados II e III estão corretos. d) todos estão corretos. e) todos estão incorretos. 28) O defeito oculto da coisa, que a torne imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminua o valor, é chamado: a) preliminar. b) adesivo. c) evicto. d) distrato. e) vício redibitório. 29) Considere os seguintes enunciados: I – O prazo de decadência do direito redibitório é de trinta dias para móveis, e de um ano para imóveis, contados da entrega efetiva. II – Evicção é a estipulação em favor de terceiro no qual se convenciona certa vantagem patrimonial a favor de terceiro alheio
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à formação do vínculo contratual. III – Quando o vício, por sua natureza, só puder ser conhecido mais tarde, o prazo contar-se-á do momento em que dele tiver ciência, até o prazo máximo de 180 dias, se bens móveis, e de um ano, para os bens imóveis. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos os enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 30) Considere os seguintes enunciados: I – O distrato faz-se pela mesma forma exigida para o contrato. II – A cláusula resolutiva expressa opera de pleno direito. III – Nos contratos bilaterais, nenhum dos contratantes, antes de cumprida a sua obrigação, pode exigir o implemento da do outro. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão incorretos. c) somente o enunciado I está correto. d) somente o enunciado II está correto. e) somente o enunciado III está correto. 31) Júlio César firmou contrato se obrigando a transferir o domínio de imóvel residencial para Marco Antônio, e este a lhe pagar R$ 100.000,00. Essa modalidade de contrato denomina-se: a) permuta. b) compra e venda. c) arrendamento mercantil. d) locação imobiliária. e) evicção. 32) Considere as seguintes proposições: I – O contrato de compra e venda não é passível de nulidade mesmo quando deiINEDI - Cursos Profissionalizantes

xa a taxação do preço ao arbítrio exclusivo de uma das partes. II – Nas coisas vendidas conjuntamente, o defeito oculto de uma autoriza a rejeição de todas as outras. III – Na compra e venda, as despesas da escritura ficarão a cargo do comprador, e as da tradição a cargo do vendedor, salvo cláusula em contrário. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) somente o enunciado I está correto. c) somente o enunciado II está correto. d) somente o enunciado III está correto. e) nenhum enunciado está correto. 33) Considere os seguintes enunciados: I – A tradição da coisa vendida, na falta de estipulação expressa, dar-se-á no lugar onde ela se encontrava, ao tempo da venda. II – Não sendo a venda a crédito, o vendedor não é obrigado a entregar a coisa antes de receber o preço. III – Até o momento da tradição, os riscos da coisa correm por conta do vendedor, e os do preço por conta do comprador. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão incorretos. c) somente o enunciado I está correto. d) somente o enunciado II está correto. e) somente o enunciado III está correto. 34) Considere os seguintes enunciados: I – Na venda ad mensuram, se o comprador constatar que o imóvel não corresponde às dimensões da escritura pode exigir o complemento da área. II – A preempção ou preferência é o pacto adjeto à compra e venda em que o comprador de coisa, no caso de pretender vendê-la ou dá-la em pagamento, fica com a obrigação de oferecê-la a quem
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lha vendeu, para que este use do seu direito de prelação em igualdade de condições. III – Retrovenda é o pacto adjeto à compra e venda em que o vendedor de coisa imóvel pode reservar-se o direito de recobrá-la no prazo máximo de decadência de dez anos, restituindo o preço recebido e reembolsado as despesas do comprador. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) somente os enunciados I e II estão corretos. b) somente os enunciados I e III estão corretos. c) somente os enunciados II e III estão corretos. d) todos estão corretos. e) todos estão incorretos. 35) A cláusula inserida no contrato de venda de coisa móvel que permite ao vendedor reservar para si a propriedade, até que o preço esteja integralmente pago, designa-se: a) retrovenda. b) perempção. c) reserva de domínio d) pacto comissório. e) consignação 36) Considere os seguintes enunciados: I – Na permuta, salvo disposição em contrário, cada um dos contratantes pagará por metade as despesas com o instrumento da troca; II – É anulável a troca de valores desiguais entre ascendentes e descendentes, sem consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante. III – A cláusula de reserva de domínio será estipulada por escrito e depende de registro no domicílio do comprador para valer contra terceiros. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que:
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a) b) c) d) e)

todos os enunciados estão corretos. todos os enunciados estão incorretos. somente o enunciado I está correto. somente o enunciado II está correto. somente o enunciado III está correto.

37) Considere os seguintes enunciados: I – Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra. II – O doador pode fixar prazo ao donatário, para declarar se aceita ou não a liberalidade. Desde que o donatário, ciente do prazo, não faça, dentro dele, a declaração, entender-se-á que aceitou, se a doação não for sujeita a encargo. III – A doação far-se-á por escritura pública ou instrumento particular. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão incorretos. c) somente o enunciado I está correto. d) somente o enunciado II está correto. e) somente o enunciado III está correto. 38) A modalidade de contrato em que uma das partes se obriga a ceder à outra, por tempo determinado ou não, o uso e gozo de coisa não fungível, mediante certa retribuição, é denominada: a) preempção. b) permuta. c) locação de coisas. d) cláusula resolutória. e) retrovenda. 39) Considere os seguintes enunciados: I – O comodato é uma modalidade de empréstimo gratuito de coisas não fungíveis que se perfaz com a tradição do objeto. II – Se o comodato não tiver prazo convencional pode o comodante, quando desejar, suspender o uso e gozo da coisa emprestada.
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III – O comodatário não poderá jamais recobrar do comodante as despesas feitas com o uso e gozo da coisa emprestada. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos os enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 40) Considere os seguintes enunciados: I – O mútuo é uma modalidade de empréstimo de coisas fungíveis na qual o mutuário é obrigado a restituir ao mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade. II – O mútuo transfere o domínio da coisa emprestada ao mutuário, por cuja conta correm todos os riscos dela desde a tradição. III – Não se tendo convencionado expressamente, o prazo do mútuo será de mínimo trinta dias, se for de dinheiro; Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos os enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 41) Considere os seguintes enunciados: I – Toda a espécie de serviço ou trabalho lícito, material ou imaterial, pode ser contratada mediante retribuição. II – A retribuição pagar-se-á depois de prestado o serviço, se, por convenção, ou costume, não houver de ser adiantada, ou paga em prestações. III – A prestação de serviço não se poderá convencionar por mais de quatro anos, embora o contrato tenha por causa o pagamento de dívida de quem o presta, ou se destine à execução de certa e determinada obra. Neste caso, decorridos
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quatro anos, dar-se-á por findo o contrato, ainda que não concluída a obra. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos os enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 42) Considere os seguintes enunciados: I – Pelo contrato de depósito recebe o depositário um objeto móvel, para guardar, até que o depositante o reclame. II – O contrato de depósito é gratuito, exceto se houver convenção em contrário, se resultante de atividade negocial ou se o depositário o praticar por profissão. III – O depositário é obrigado a ter na guarda e conservação da coisa depositada o cuidado e diligência que costuma com o que lhe pertence, bem como a restituíla, com todos os frutos e acrescidos, quando o exija o depositante. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão incorretos. c) somente o enunciado I está correto. d) somente o enunciado II está correto. e) somente o enunciado III está correto. 43) Considere os seguintes enunciados: I – Todas as pessoas capazes são aptas para dar procuração mediante instrumento particular, que valerá desde que tenha a assinatura do outorgante. II – O instrumento particular deve conter a indicação do lugar onde foi passado, a qualificação do outorgante e do outorgado, a data e o objetivo da outorga com a designação e a extensão dos poderes conferidos. III – O terceiro com quem o mandatário tratar poderá exigir que a procuração traga a firma reconhecida.
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Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão incorretos. c) somente o enunciado I está correto. d) somente o enunciado II está correto. e) somente o enunciado III está correto. 44) A modalidade de contrato pelo qual uma pessoa passa a comprar ou vender bens, em seu próprio nome, mas por conta de outrem, e de acordo com as instruções deste é denominada: a) evicção. b) comissão. c) novação. d) empreitada e) corretagem. 45) A modalidade de contrato em que uma pessoa não ligada a outra em virtude de mandato, de prestação de serviços ou por qualquer relação de dependência, obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios, conforme as instruções recebidas, é denominada: a) evicção. b) comissão. c) novação. d) empreitada e) corretagem. 46) Considere os seguintes enunciados: I – Pelo contrato de corretagem, uma pessoa, não ligada a outra em virtude de mandato, de prestação de serviços ou por qualquer relação de dependência, obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios, conforme as instruções recebidas. II – O corretor é obrigado a executar a mediação com a diligência e prudência que o negócio requer, prestando ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento dos negócios. III – Sob pena de responder por perdas e danos, deve o corretor prestar ao cliente todos os esclarecimentos que estiverem ao seu alcance, acerca da segurança
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ou risco do negócio, das alterações de valores e do mais que possa influir nos resultados da incumbência. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos os enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 47) A modalidade de contrato no qual uma pessoa garante satisfazer ao credor uma obrigação assumida pelo devedor, caso este não a cumpra, é denominada: a) novação b) fiança. c) retrovenda. d) transação. e) corretagem. 48) Marco Antônio tem um litígio com Júlio César acerca de uma dívida. Aquele entende que a dívida é de R$ 10.000,00, ao passo que o devedor entende que é só de R$ 5.000,00. Após discussão entre eles, firmaram acordo colocando fim à questão mediante o pagamento ao credor do valor de R$ 7.500,00. Esta modalidade de contrato é conhecida como: a) novação. b) corretagem. c) transação. d) fiança e) retrovenda. 49) Aquele que defende pessoalmente a sua posse, diante de ato de turbação ou esbulho, está utilizando: a) da manutenção da posse. b) do interdito possessório. c) do esforço imediato. d) da reintegração de posse. e) da imissão de posse. 50) Forma de aquisição de propriedade imóvel que o ocorre quando alguém detém a posINEDI - Cursos Profissionalizantes

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se de uma coisa com ânimo de dono, por determinado tempo, ininterruptamente, e sem oposição: a) acessão. b) usucapião. c) herança jacente. d) registro de título. e) comoriência. 51) Adquire-se a propriedade imóvel: a) pela transcrição do título de transferência no Registro de Imóvel, pela acessão, pelo usucapião e pelo direito hereditário. b) somente pela transcrição do título de transferência no Cartório de Registro de Imóvel e pelo direito hereditário. c) pela transcrição do título de transferência no Cartório de Registro de Imóvel, pela tradição, pelo usucapião e pelo direito hereditário; d) pela transcrição do título de transferência no Cartório de Registro de Imóvel, pela confusão, pelo usucapião e pelo direito hereditário. e) pela transcrição do título de transferência no Cartório de Registro de Imóvel, pela evicção e pela compensação. 52) Considere as seguintes proposições: I – O proprietário tem o direito de usar, gozar e dispor da coisa, mas não tem o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha. II – Avulsão é o arrancamento de um bloco considerável de terra por força das águas, e o seu conseqüente arremesso de encontro a terras de outrem. III – O álveo ou leito abandonado do rio, público ou particular, pertence ao aos proprietários ribeirinhos das duas margens, com divisa no meio. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) somente os enunciados I e II estão corretos.
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c) somente os enunciados I e III estão corretos. d) somente os enunciados II e III estão corretos. e) nenhum enunciado está correto. 53) Considere as seguintes proposições, em relação ao condomínio: I – Cada unidade autônoma corresponde a uma fração ideal no condomínio sobre o terreno e as partes comuns do edifício. II – As partes suscetíveis de utilização independente, tais como apartamentos, escritórios, podem ser alienadas livremente por seus proprietários. III – O condômino é obrigado, na proporção de sua parte, a concorrer para as despesas de conservação da coisa. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) somente o enunciado I está correto. c) somente o enunciado II está correto. d) somente o enunciado III está correto. e) nenhum enunciado está correto. 54) Propriedade resolúvel é a de caráter não permanente, que pode ser cancelada pelo advento de determinada condição legal ou convencional. São cláusulas ou condições que tornam a propriedade resolúvel, exceto: a) o pacto de retrovenda. b) a doação de cláusula de reversão. c) a propriedade fiduciária. d) o usucapião. e) a venda a contento. 55) Considere os seguintes enunciados: I – Usufruto ocorre quando o proprietário Júlio César concede, mediante ato inter vivos, a posse, uso, administração e percepção de frutos de um imóvel a Cleópatra, conservando a sua propriedade. II – O usufruto de imóveis, quando não resulte de usucapião, constituir-se-á medi• 113

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ante registro no Cartório de Registro de Imóveis. III – O usufrutuário que não quiser ou não puder dar caução suficiente perderá o direito de administrar o usufruto, se assim exigir o dono do imóvel. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) somente os enunciados I e II estão corretos. b) somente os enunciados I e III estão corretos. c) somente os enunciados II e III estão corretos. d) todos estão corretos. e) todos estão incorretos. 56) Considere os seguintes enunciados: I – Mediante promessa de compra e venda, em que se não pactuou arrependimento, celebrada por instrumento público ou particular, e registrada no Cartório de Registro de Imóveis, adquire o promitente comprador direito real à aquisição do imóvel. II – O promitente comprador, titular de direito real, pode exigir do promitente vendedor, ou de terceiros, a quem os direitos deste forem cedidos, a outorga da escritura definitiva de compra e venda, conforme o disposto no instrumento preliminar. III – Se houver recusa da outorga da escritura definitiva de compra e venda, o promitente comprador pode requerer ao juiz a adjudicação do imóvel. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos nos enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 57) Considere os seguintes enunciados: I – Nas dívidas garantidas por penhor, an114 •

ticrese ou hipoteca, o bem dado em garantia fica sujeito, por vínculo real, ao cumprimento da obrigação. II – Só aquele que pode alienar poderá empenhar, hipotecar ou dar em anticrese; só os bens que se podem alienar poderão ser dados em penhor, anticrese ou hipoteca. III – É nula a cláusula que autoriza o credor pignoratício, anticrético ou hipotecário a ficar com o objeto da garantia, se a dívida não for paga no vencimento. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos nos enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 58) Considere os seguintes enunciados: I – Podem ser objeto de hipoteca os imóveis e os acessórios dos imóveis conjuntamente com eles. II – É nula a cláusula que proíbe ao proprietário alienar imóvel hipotecado, mas pode convencionar-se que vencerá o crédito hipotecário, se o imóvel for alienado. III – O dono do imóvel hipotecado não pode constituir outra hipoteca sobre ele. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos nos enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III. 59) A convenção, mediante a qual o credor, possuindo um imóvel do devedor, percebe os seus frutos para conseguir a soma de dinheiro emprestada, imputando na dívida e até o seu resgate, as importâncias que for recebendo, denomina-se: a) sub-hipoteca.
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b) c) d) e)

penhor de direitos. caução de título de crédito. servidão predial. anticrese.

60) Marco Antônio, devedor, entregou ao credor Júlio César, como garantia do cumprimento da obrigação assumida, um bem móvel. Houve entre as partes um negócio jurídico chamado: a) garantia fiduciária. b) penhor. c) hipoteca. d) anticrese. e) novação. 61) Considere os seguintes enunciados: I – Nenhuma incorporação poderá ser proposta à venda sem a indicação expressa do incorporador, devendo também seu nome permanecer indicado ostensivamente no local da construção. II – Em toda a publicidade ou propaganda escrita, destinada a promover a venda de incorporação com construção pelo regime de empreitada reajustável, em que conste preço, serão discriminados explicitamente o preço da fração ideal do terreno e o preço da construção, com indicação expressa da reajustabilidade. Esta exigência será dispensada nos anúncios “classificados” dos jornais. III – O corretor ou o gerente de empresa corretora que usar, ainda que a título de empréstimo, em proveito próprio ou de terceiros, bens ou haveres destinados a incorporação contratada por administração, sem prévia autorização dos interessados, cometerá crime contra a economia popular. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos os enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III.
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62) São modalidades de parcelamento do solo urbano: a) loteamento e usucapião. b) loteamento de desmembramento. c) loteamento e incorporação. d) incorporação e desmembramento. e) incorporação e evicção. 63) Considere os seguintes enunciados: I – São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos ou serviços, que transfiram responsabilidade a terceiros. II – Em caso de vício do serviço prestado pelo Corretor de Imóveis, a reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros. III – Vendi meu terreno declarando na escritura que o imóvel estava sendo pleiteado por terceiro, que me notificara dizendo ser dono e ter melhor direito que o meu. Nesse caso a confissão do vício em escritura pública é motivo de nulidade do contrato. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) somente os enunciados I e II estão corretos. b) somente os enunciados I e III estão corretos. c) somente os enunciados II e III estão corretos. d) todos estão corretos. e) todos estão incorretos. 64) Considere os seguintes enunciados: I – O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito ao dobro do que pagou em excesso, a titulo de repetição de indébito. II – O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de sete dias a contar de sua assinatura, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer por telefone. III – O fornecedor de produtos e serviços pode em contrato inserir cláusula esta• 115

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belecendo a inversão do ônus da prova em seu prejuízo. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) somente o enunciados I está correto. b) somente o enunciado II está correto. c) somente o enunciados III está correto. d) todos estão corretos. e) todos estão incorretos 65) Considere as seguintes proposições acerca da locação: I – O locatário somente poderá exercer direito de retenção por benfeitorias se estas houverem sido autorizadas pelo locador. II – Caso não haja acordo a respeito, caberá ação revisional de aluguel após três anos de vigência do contrato. III – No caso de venda do imóvel, o locatário terá preferência para adquiri-lo, desde que conste expressamente do contrato cláusula específica nesse sentido. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) somente o enunciado I está correto. c) somente o enunciado II está correto. d) somente o enunciado III está correto. e) nenhum enunciado está correto. 66) Considere os seguintes enunciados, acerca da Lei de Locações: I – Pode o contrato de locação ser desfeito por mútuo acordo, por infração legal ou contratual, pela inadimplência do aluguel e encargos. II – Também pode o contrato de locação ser desfeito em caso de reparações urgentes determinadas pelo poder público. III – Despejo é o nome da ação do locador para reaver, podendo ser cumulada com a cobrança de aluguéis. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos.
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b) c) d) e)

todos os enunciados estão errados. estão corretos os enunciados I e II. estão corretos os enunciados I e III. estão corretos os enunciados II e III.

67) Considere os seguintes enunciados: I – O sistema comum de registro de imóveis produz o efeito de presunção juris et de jure da existência da propriedade e dos direitos reais sobre o imóvel, ressalvados os direitos de terceiro, que adquire o bem de raiz por confiar na veracidade do registro. II – O registro imobiliário terá eficácia conservatória de documento. III – A hipoteca, o penhor e a alienação fiduciária são garantias reais que podem ser transcritas ou averbadas no registro de imóveis. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) somente os enunciados I e II estão corretos. b) somente os enunciados I e III estão corretos. c) somente os enunciados II e III estão corretos. d) todos estão corretos. e) todos estão incorretos. 68) Considere os seguintes enunciados: I – Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis. II – Enquanto não se registrar o título translativo, o alienante continua a ser havido como dono do imóvel. III – O registro é eficaz desde o momento em que se apresentar o título ao oficial do registro, e este o prenotar no protocolo. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos os enunciados estão corretos. b) todos os enunciados estão errados. c) estão corretos nos enunciados I e II. d) estão corretos os enunciados I e III. e) estão corretos os enunciados II e III.
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69) A Lei n° 6530/78 criou o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis e lhes atribuiu, em relação ao exercício da profissão (art. 5°), a função de: a) avaliar e disciplinar. b) cadastrar e penalizar. c) prestar contas e penalizar. d) disciplinar e assistir juridicamente. e) disciplinar e fiscalizar. 70) De acordo com a Lei n.° 6530/78 são atribuições exclusivas do Corretor de Imóveis: a) exercer a intermediação imobiliária. b) vender consórcios imobiliários. c) emitir laudo de avaliação judicial. d) nenhuma das anteriores. e) todas as respostas anteriores. 71) Considere os seguintes enunciados: I – O Corretor de Imóveis não pode negar a prestação de contas ou recibo de quantia ou documento que lhe tenham sido entregues a qualquer título. II – Deixar de pagar contribuição ao Conselho Regional é uma infração disciplinar que pode ser aplicada àquele corretor de imóveis que não paga o tributo chamado anuidade. III – A multa, a censura, a suspensão da inscrição por até noventa dias e o cancelamento da inscrição são modalidades de sanções disciplinares aplicáveis pelos Conselhos Regionais. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) todos estão corretos. b) somente os enunciados I e II estão corretos. c) somente os enunciados I e III estão corretos. d) somente os enunciados II e III estão corretos. e) todos estão incorretos. 72) O exercício da profissão de Corretor de Imóveis, em todo território nacional, somente será permitida:
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a) ao possuidor de título de Técnico em Transações Imobiliárias. b) a qualquer pessoa no gozo de seus direitos civis. c) ao possuidor de diploma de conclusão do 2° Grau. d) ao possuidor de título de Técnico em Transações Imobiliárias, inscrito no Conselho Regional da jurisdição. e) ao possuidor de diploma ma conclusão do 3° Grau. 73) O Corretor de Imóveis foi julgado pelo Conselho Regional e imposta a condenação de suspensão por noventa dias. A condenação foi mantida pelo Conselho Federal. Em relação aos efeitos da condenação não se pode afirmar: a) que no período de noventa dias o Corretor de Imóveis não poderá exercer as atividades típicas da profissão. b) se o Corretor de Imóveis exercer a profissão no período de suspensão está cometendo outra infração disciplinar e poderá ser novamente condenado. c) pena de suspensão deverá ser anotada na Carteira de Identidade do Corretor de Imóveis. d) se o Corretor de Imóveis reincidir na mesma infração não será primário e a penalidade poderá ser agravada, observadas as circunstâncias do caso. e) no período de noventa dias o corretor de imóveis poderá somente anunciar proposta de transação imobiliária, mas para finalizar o negócio dependerá de autorização do Conselho Regional. 74) Considere os seguintes enunciados: I – O auto de infração será lavrado pelo Agente de Fiscalização do Conselho Regional de Corretores de Imóveis contra pessoa física ou jurídica que transgridam normas ético-disciplinares. II – A contar da data de recebimento da segunda via do auto de infração, o infrator terá o prazo improrrogável de quin• 117

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ze dias para apresentar defesa escrita, acompanhada ou não de documentação. III – Em qualquer fase do processo administrativo disciplinar deve ser observado a ampla defesa e o contraditório. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) somente os enunciados I e II estão corretos. b) somente os enunciados I e III estão corretos. c) somente os enunciados II e III estão corretos. d) todos estão incorretos. e) todos estão corretos. 75) Considere os seguintes enunciados, em relação ao Código de Ética Profissional: I – O Código de Ética Profissional tem por objetivo fixar a forma pelo qual deve se conduzir o Corretor de Imóveis, quando no exercício da profissão.

II – O Corretor de Imóveis deve se relacionar com seus colegas de profissão dentro dos princípios da consideração respeito e solidariedade. III – Não é obrigatória a observância das regras de conduta presentes no Código de Ética, mas apenas um indicativo de como deve ser o profissional ideal. Em análise aos enunciados pode-se afirmar que: a) somente os enunciados I e II estão corretos. b) somente os enunciados I e III estão corretos. c) somente os enunciados II e III estão corretos. d) todos estão incorretos. e) todos estão corretos.

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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Ab-rogação da lei: significa revogação total de uma lei por outra. Absolutamente incapaz: situação do indivíduo proibido, por lei, de exercer pessoalmente todos os atos da vida civil. Art. 3o do CC. São absolutamente incapazes os menores de 16 anos, os que, por enfermidade ou doença mental não tiverem discernimento para a prática dos atos da vida civil, e os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade. Ação revisional de aluguel de imóvel: tem o objetivo de proceder ao reajuste do aluguel quando não há acordo entre o locador e o locatário. Pode ser movida por qualquer das partes. Ver art. 68 a 70 da Lei nº 8.245/91.

Ad Corpus: expressão latina que qualifica a venda que se faz por corpo, i.é, por um único preço. Ex: venda de apartamentos, casas etc. Ad Mensuram: expressão latina que qualifica a venda em que o preço é estipulado por unidades ou partes, sem se considerar o todo. É a venda por medida ou à conta. Ex: venda de fazendas: o preço é estipulado por alqueire, por equitare etc. Ad Valorem: expressão latina que significa pelo valor.
Aforamento: também designado enfiteuse, é o contrato pelo qual o proprietário transfere o domínio útil e perpétuo de um imóvel, mediante o pagamento de um foro anual, certo e invariável. Este instituto jurídico foi abolido pelo novo CC, no art. 2.038. Águas interiores: águas marítimas, fluviais e lacustres que integram o território de um Estado. Águas pluviais: aquelas acumuladas pela chuva. Podem passar a pertencer àquele que as represar em terrenos de sua propriedade. Alienação fiduciária: negócio jurídico pelo qual uma das partes chamada fiduciário, adquire, em confiança, a propriedade de um bem móvel, obrigando-se a devolvê-lo quando satisfeita a obrigação. A Lei 9.514/97, art. 22, passou a permitir a alienação fiduciária para bens imóveis. Alqueire: unidade de medida agrária que varia de região para região. Em Minas Gerais o alqueire vale 48.400 m²; em São Paulo, 24.200 m², e no norte do Brasil 27.225 m². Aluguel: do latim elocariu. Preço de alugar. Aluguer. Aluvião: modo de aquisição originária de propriedade imóvel, derivada da formação de acréscimos de depósitos natural de terras, ou pelo desvio das águas do rio.
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GLOSSÁRIO
Alvará: ordem emanada de autoridade competente em favor de alguém, certificando, autorizando ou determinando atos e direitos. Na construção civil é a autorização para início de obra. Álveo: superfície que as águas cobrem sem transbordar para o solo natural e ordinariamente enxuto. Anticrese: contrato pelo qual o devedor – conservando ou não a posse de um imóvel – atribui ao credor (anticresista), a título de garantia da dívida, os frutos e rendimentos oriundos do imóvel. Aqüestos: bens adquiridos por qualquer dos cônjuges, na vigência da sociedade, e que passam a integrar a comunhão. Arbitragem: processo decisório de conflito de interesses em que os litigantes escolhem, de comum acordo, um árbitro mediador, comprometendo-se a acatar o parecer deste. Mediante cláusula compromissória este tipo de solução de demandas vem sendo muito utilizado nos contratos de locação e de compra e venda de imóveis. Arras: do grego arrabon. Garantia ou sinal dado por um dos contratantes que firma a presunção de acordo final e torna obrigatória a convenção. Ver arts. 417 a 420 do CC. Arrendamento: contrato pelo qual o arrendador dá em locação um imóvel ao arrendatário. Mais utilizado para imóveis rurais, embora não haja diferença essencial entre arrendamento e locação.

Astreinte: penalidade imposta ao devedor, consistente numa prestação periódica, que vai sendo acrescida enquanto o montante total do débito não é pago.
Aval: garantia do pagamento do título de crédito, de natureza pessoal, dada por terceiro. Avulsão: modo de aquisição originária da propriedade imóvel, que ocorre quando, por força natural violenta, uma porção de terra se destaca de um prédio e se junta a outro. Bem-de-família: proteção, instituída mediante escritura pública, contra eventual execução de bens, relativamente ao imóvel em que reside a família. (Ver Lei nº 6.015/73, art. 260). A Lei 8.009/90, art. 3o, III, permite que o bem-de-família seja dado em garantia nos contratos de locação, podendo, por este dispositivo legal, ser penhorado. No mesmo sentido dispõe a Lei nº 8.245/91, art. 82). No entanto, a jurisprudência do STF está firmada no sentido de que o bem-de-família é impenhorável, fazendo-o com lastro no direito constitucional de moradia. Assim, os artigos citados das leis 8.009/90 e 8.245/91, são insconstitucionais.
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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Benefício de ordem: também chamado de benefício de excussão, consiste na prerrogativa legal conferida ao fiador demandado de exigir, até a contestação da lide, que sejam executados inicialmente os bens do devedor principal. Ver art. 827 do CC. Benfeitorias: obras ou despesas realizadas em um bem imóvel (ou móvel), com o intuito de mantê-lo conservado, melhorado ou embelezado. Podem ser classificadas como benfeitorias úteis, necessárias ou voluptuárias. Bens fungíveis: aqueles móveis que podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade. Bens imóveis: aqueles que não podem ser transportados sem que ocorra a sua destruição ou inutilização. Podem ser: • imóveis por natureza: o solo, com a sua superfície. • imóveis por acessão física ou artificial: edifícios. • imóveis por acessão intelectual: as sementes lançadas ao solo. • imóveis assim considerados para efeitos legais: direitos reais sobre imóveis, penhor agrícola e as ações que os asseguram, as apólices da dívida pública, o direito à sucessão aberta, os navios e os aviões. Bens infungíveis: aqueles que são insubstituíveis por outros. As obras de arte, o direito autoral etc. Bens públicos: aqueles que integram o domínio nacional, pertencentes à União, aos Estados, Aos Municípios e ao Distrito Federal. São assim classificados: • bens de uso comum do povo: mares, rios, estradas, ruas e praças. • bens de uso especial: terrenos e edificações em uso para o serviço público. • bens dominicais: constituídos pelo patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal ou real dessas entidades. Casa: Determina a CF no art. 5o, XI: “A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.” Caso fortuito: acontecimento de ordem natural gerador de efeitos jurídicos, como as erupções vulcânicas, queda de raios, estiagem, avalanches, o aluvião etc. Caução: garantia do adimplemento da obrigação, que consiste no depósito em dinheiro ou na apresentação de bens suficientes em juízo (caução real) ou nomeação de fiador idôneo (caução fidejussória). Caução na locação de imóvel prevista no art. 37, I, da Lei nº 8.245/91. Cessão: contrato oneroso ou gratuito, pelo qual o cedente transfere, ao cessionário, créditos ou direitos.
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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Cláusula compromissória: também denominada pactum de compromittendo, é a cláusula que obriga os contratantes, em caso de litígio, a se submeterem à composição desta mediante arbitragem. Muito utilizada nos contratos de locação. Cláusula leonina: cláusula contratual que atribui, a uma das partes, vantagens injustificadamente maiores do que aquelas conferidas à outra parte. Comodato: do latim commodatum, significando empréstimo gratuito de bem infungível, que se perfaz com a tradição deste. Não admite a devolução de bem diverso daquele objeto do acordo. (CC, arts. 579 a 585). Comoriência: morte simultânea de uma ou mais pessoas, sem que se saiba qual delas faleceu primeiro. Compáscuo: terreno em que pastam animais de vários donos. Compra e venda: contrato em que um dos contratantes, denominado vendedor ou alienante, se obriga a transferir a propriedade de um bem móvel ou imóvel, corpóreo ou incorpóreo, ao outro contratante, denominado comprador ou adquirente, mediante o pagamento de preço certo em dinheiro ou valor fiduciário correspondente. Ver art. 481 do CC. Compromisso arbitral: convenção pela qual os interessados submetem seu litígio à arbitragem judicial ou extrajudicial de uma ou mais pessoas. Ver cláusula compromissória. Compromisso de compra e venda (ou contrato ou promessa de compra e venda): contrato preliminar que objetiva a celebração posterior de um contrato definitivo, que vem a ser de compra e venda, quase sempre de bem imóvel. Ver arts. 462 a 466 do CC. Concordata: benefício que a lei confere ao devedor comerciante de boa-fé, consistente na prorrogação dos prazos de pagamento ou na redução do montante devido, a fim de evitar a decretação de sua falência. Condição resolutiva: condição que enseja a extinção do contrato, tão logo verificado determinado fato, em regra estabelecido por uma das partes, como a quitação de prestações. Condomínio: direito exercido simultaneamente, por várias pessoas, sobre um mesmo objeto, incidindo referido direito num quinhão ideal. Condomínio edilício: denominação adotada pelo CC (arts. 1.331 e seguintes) para o condomínio em edifício de apartamentos. Consumidor: toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. (Lei nº 8.078/90, art. 2o – Código do Consumidor)
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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Contrato: acordo de vontades entre duas ou mais pessoas, sobre objeto lícito e possível, com o fim de adquirir, resguardar, modificar ou extinguir direitos. Pode ser aberto, acessório, a titulo oneroso ou não, bilateral ou unilateral (doações), consensual, comutativo etc. Contrato de corretagem: pelo contrato de corretagem uma pessoa denominada corretor, não vinculada por mandato (procuração), prestação de serviços ou qualquer relação de dependência, obriga-se a obter para o outro contratante, seu cliente, denominado dono do negócio ou comitente, um ou mais negócios, conforme as instruções que receber. (ver CC, arts. 722 a 729). Contrato de locação de imóvel: contrato bilateral, oneroso, comutativo, firmado entre o locador e o locatário, tendo como objeto imóvel residencial, não residencial ou rural, com obediência aos ditames da lei do inquilinato (Lei 8.245/91) e do Código do Consumidor. Dação em pagamento: um dos modos de extinção das obrigações, consistente no pagamento de dívida mediante a entrega de objeto diferente do convencionado, devendo operar-se com o consentimento do credor. Denúncia vazia: denúncia imotivada da locação de imóvel, promovida pelo locador ou pelo locatário. Ver artigos 6o e 57 da Lei do Inquilinato – Lei nº 8.245/91. Derrogação da lei: revogação parcial de uma lei. A ab-rogação é a revogação total da lei. Desapropriação: uma das formas de expropriação(CF, art. 5 o, XXIV), consistente no desapossamento coercitivo de um bem móvel ou imóvel, pelo Poder Público, com fundamento na necessidade pública, na utilidade pública ou, ainda, no interesse social, e mediante a justa e prévia indenização em dinheiro. Despejo de imóvel: desocupação judicial de imóvel locado, em favor do proprietário. Ver Lei do Inquilinato (8.245/91), arts. 59 e seguintes. Dever de urbanidade (ética profissional): dever imposto ao profissional, consistente em tratar bem o público, os colegas de profissão, as autoridades e os funcionários públicos em geral, com respeito, discrição e independência, exigindo igual tratamento e zelando pelas prerrogativas a que tem direito, de modo a tornar-se merecedor de respeito, contribuindo com isso para o prestígio de sua classe. Direito de recobro (mesmo que retrovenda): direito do vendedor de recobrar o imóvel vendido, desde que restitua o preço pago, mas as despesas e melhorias realizadas pelo adquirente.
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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Direito de tapagem: direito de vizinhança fundado no princípio da utilização da propriedade, consistente em poder cercar, murar, valar ou tapar prédio urbano ou rural. Direitos de vizinhança: decorrentes das limitações jurídicas à fruição de imóveis vizinhos pelos respectivos proprietários. Washington Barros Monteiro observa: “Os direitos de vizinhança constituem limitações impostas pela boa convivência social, que se inspira na lealdade e na boa-fé. A propriedade deve ser usada de tal maneira que torne possível a coexistência social. Se assim não se procedesse, se os proprietários pudessem invocar uns contra os outros seu pretenso direito absoluto e ilimitado, não poderiam praticar qualquer direito pois as propriedades se aniquilariam no entrechoque de suas várias faculdades”. Distrato: dissolução de um contrato motivado por rescisão, resilição ou resolução. Doação: contrato gratuito (benéfico) pelo qual uma das partes (doador) se compromete a transferir, gratuitamente, um bem de sua propriedade para o patrimônio de outra. É um tipo de contrato unilateral. A doação pode ser pura ou incondicional, condicional, modal, remuneratória, com cláusula de reversão, a título singular e inoficiosa. Vale lembrar que a doação pode ser revogada em caso de ingratidão do donatário. Ver arts. 538 a 563 do CC. Domicílio: local onde a pessoa natural ou jurídica exerce sua atividade habitual, enquanto residência é o local onde a pessoa natural mora, com intenção de ali permanecer. Edil: do latim aedes, casa, prédio; daí edificium, combinando com ficium, de facere. É também sinônimo de vereador. Empreitada: contrato que denomina a “locação de serviço em que o locador se obriga a fazer ou mandar fazer certa obra, mediante retribuição determinada ou proporcional ao trabalho executado.” Endosso: assinatura do endossante aposta no verso em branco do título, que tem por efeito transferir a propriedade deste, remanescente o endossante como um coobrigado solidário no cumprimento da obrigação. Enfiteuse: também denominado aforamento, é um contrato bilateral e oneroso, no qual, por ato inter vivos ou por disposição de última vontade, o proprietário do imóvel confere, perpetuamente, a outrem o domínio útil deste, mediante o pagamento de uma pensão anual, invariável, denominada foro. Escritura: documento que comprova a celebração de um negócio jurídico. Espólio: Conjunto de bens que integra o patrimônio deixado pelo de cujus, e que serão compartilhados, no inventário, entre os herdeiros ou legatários.
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DIREITO E LEGISLAÇÃO

GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Estelionato: crime capitulado no art. 171 do CP, praticado contra o patrimônio alheio, que tem como características o engodo, a astúcia e a picardia. Ética profissional: como cidadão e profissional, deve o homem conduzir-se éticamente nos seus contatos com seu semelhante. Os corretores de imóveis estão obrigados a obedecer o Código de Ética Profissional, estabelecido par a classe com a Resolução-Cofeci nº 326/92. Evicção: perda total ou parcial de uma coisa, que sofre seu adquirente, em conseqüência de decisão judicial promovida pelo verdadeiro dono ou possuidor. Ver arts. 447 a 456 do CC. Fato jurídico: todo acontecimento, natural ou humano, capaz de produzir, modificar ou extinguir direitos. Fiança locatícia: contrato acessório em que o fiador garante o cumprimento da obrigação principal pelo afiançado, se este não cumpri-la. A fiança é estabelecida entre o credor e o fiador, independentemente da vontade do afiançado, de modo que o fiador será quem o credor quiser. Ver arts. 819 a 827 do CC, e art. 37 da Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91). Fraude contra credores: defeito nos negócios jurídicos, consistente na diminuição dolosa do patrimônio do devedor, promovida por este, no intuito de prejudicar seus credores. Função social da propriedade: expressão que denomina o princípio pelo qual o interesse público deve ter preferência sobre a propriedade privada, embora sem eliminá-la. Daí resultam os institutos da desapropriação. Fundo de comércio: fundo de comércio é a expressão adotada pelo art. 1.412 do CC, designando o complexo de bens corpóreos e incorpóreos, organizado para o exercício empresarial. Garantias locatícias: garantias que a lei confere ao locador de imóveis em face da eventualidade do inadimplemento do contrato pelo inquilino. São três as modalidades definidas no art. 37 da Lei nº 8.245/91: a caução, a fiança e o seguro fiança locatícia. Geminados: diz-se de imóveis contíguos, em parede-e-meia. Jamais use a expressão germinados, no caso de imóveis contíguos. Habite-se: autorização concedida pela autoridade administrativa para que o imóvel edificado de acordo com os requisitos legais possa ser ocupado para os fins a que se destina. Hasta pública: é a venda judicial de imóveis, por leiloeiro.
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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Hectare: unidade de medida agrária correspondente a 100 ares. Cada are, por sua vez, vale 100m². Assim, um hectare vale 10.000m². Herdeiro: pessoa a quem se defere a sucessão de bens deixados pelo autor da herança. Podem ser herdeiros legítimos, aqueles que a lei inclui na sucessão legítima (CC, art. 1829) e, por devolução (CC art. 1.844) o Município, o Distrito Federal e a União. Herdeiro necessário, legitimário ou forçado, qual seja, o descendente ou ascendente do autor da herança. Herdeiro universal, aquele que, legítimo ou necessário, é o único sucessor. Herdeiro porcionário, aquele que, com outro herdeiro, divide o quinhão hereditário. Hipoteca: direito real de garantia que incide sobre imóvel. Imóvel rural: prédio rústico de área contínua qualquer que seja a sua localização, destinado à exploração extrativa agrícola, pecuária ou agroindustrial, quer mediante planos públicos de valorização, quer mediante iniciativa privada (art. 1º I, da Lei nº 4.504/64 – Estatuto da Terra). Incorporador imobiliário: pessoa natural ou jurídica, empresária ou não, que, embora não levantando a construção, comprometa-se ou efetive a venda de frações ideais de terreno objetivando a vinculação de tais frações a unidades autônomas, em edificações a serem construídas ou em construção sob regime condominial, coordenando e levando a termo a incorporação e responsabilizandose, conforme o caso, pela entrega, a certo prazo, preço e determinadas condições, das obras concluídas. (Lei 4.591/64, arts. 29 e 32 a 47) Inquilino: pessoa que mora em imóvel cedido por locação. Locatário. Latifúndio: vasta extensão de terra concentrada nas mãos de um só proprietário. É definido no art. 4o da Lei nº 4.504/64. Legado: parte da herança deixada pelo testador àquele que não seja herdeiro, denominado legatário. Legítima: parte da herança que cabe a cada herdeiro, e que não pode ser disposta pelo testador. Letra de câmbio: título de crédito formal, consistente numa ordem escrita de pagamento, de um emitente ou sacador, a outrem, chamado aceitante ou sacado, para que pague a um terceiro, denominado tomador, determinada importância em local e data determinados. Locação: contrato bilateral, consensual, oneroso e comutativo, em que uma das partes, denominada Locador, se compromete a ceder à outra, denominada Locatário, o uso e gozo de bem móvel ou imóvel não fungível.
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DIREITO E LEGISLAÇÃO

GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Locação não residencial: denominação dada pela Lei nº 8.245/91 (Lei do Inquilinato), à locação comercial, industrial, abrangendo, ainda, locação de prédios públicos, galpões etc. Locação para temporada: locação de imóvel destinado à residência temporária do inquilino, por prazo não superior a 90 dias. Ver art. 48 da Lei do Inquilinato. Locador: denominação que se dá àquele que loca, aluga o bem ao locatário. Em se tratando de imóvel o locador é chamado por muitos de senhorio. Luvas: importância que o inquilino paga ao locador, independentemente do aluguel, para conseguir um contrato de locação comercial. O art. 45 da Lei nº 8.245/91 permite a cobrança de luvas nos contratos iniciais. Mediação: atividade que consiste em aproximar as partes potencialmente contratantes, orientando-as para a concretização do negócio, mediante comissão (honorários, no caso dos corretores de imóveis) a ser paga por um ou por ambos os interessados. Multipropriedade imobiliária: também chamada time-sharing: trata-se de um sistema original de condomínio de bem imóvel, em que cada condômino tem o direito de utilizá-lo, com exclusividade, durante um certo período do ano previamente estabelecido com os demais condôminos. Mútuo: espécie de contrato de empréstimo em que o mutuante transfere ao mutuário o domínio de bem fungível, tendo este a obrigação de restituir bem do mesmo gênero, qualidade e quantidade. O objeto mais comum deste contrato é o dinheiro. Nascituro: ser humano já concebido e que se encontra, ainda, no ventre materno. Nome empresarial: firma ou denominação da pessoa natural ou jurídica no exercício de suas atividades empresariais. O Código Civil trata deste assunto nos arts. 1.155 a 1.168. Nota Promissória: título de crédito formal, consistente numa promessa de pagamento a ser efetuado pelo emitente, ao beneficiário ou à ordem deste, em data e local determinados. Notário: denominação dada ao Tabelião de notas, aquele encarregado da elaboração de escrituras públicas. Notificação premonitória: notificação que faz o locador ao inquilino para denunciar o contrato de locação em vigor. Ver art. 46 da Lei nº 8.245/91 – Lei do Inquilinato.
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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Novação: um dos modos de extinção das obrigações, que consiste na formação de uma nova obrigação, em substituição à anterior, que se extingue. Nunciação de obra nova: tipo de ação judicial especial, de caráter preventivo, para impedir que construção ou obra congênere venha a causar danos ao proprietário possuidor de imóvel, a condômino de condomínio edilício ou ao Município. Nu-proprietário: denominação ao proprietário de um bem que o cede em usufruto a outrem. Ocupação: forma originária de aquisição de propriedade, que consiste na apropriação de coisa sem dono. Ônus real: gravame incidente sobre bens móveis ou imóveis, em face de direitos reais sobre coisas alheias. Outorga uxória: autorização dada pela mulher ao marido, para a prática de determinados atos, sem a qual estes não teriam validade, haja vista o disposto nos artigos 107, 220, 1.647, 1.648 e 1.650, todos do CC. Pacto compromissório: também denominado contrato preliminar, é a convenção pela qual as partes se comprometem a celebrar contrato futuro. A promessa de compra e venda é um exemplo. Pacto de melhor comprador: cláusula do contrato de compra e venda pela qual o vendedor, dentro de um prazo estipulado, pode desfazer o negócio se aparecer um novo comprador que ofereça melhores condições. Penhor: direito real sobre coisa alheia, consistente na entrega de um bem móvel, suscetível de alienação, efetuada pelo devedor ou terceiro, ao credor, para garantia de um débito. Penhora de bens: apreensão judicial de bens do devedor, destinada a garantir o pagamento da dívida. Pessoa natural: ser humano dotado de direitos e obrigações determinados pela lei. Posse: de acordo com o art. 1.196 do CC, considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de alguns dos poderes inerentes à propriedade. Preempção: também denominado referência ou prelação, é a cláusula especial do contrato de compra e venda de bem móvel ou imóvel, que garante ao vendedor o direito de readquirí-lo junto ao comprador, desde que sustente igualdade de condições perante um terceiro interessado na compra.
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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Procurador: pessoa que, no contrato de mandato, recebe poderes do mandante para atuar em nome deste, praticando atos ou administrando interesses. Pode ser pública ou particular. Pródigo: aquele que dilapida seus bens de forma compulsiva. È o esbanjador, o perdulário inconseqüente, que leva à ruína seu patrimônio, muitas vezes prejudicando a família. Redibição: rejeição de um bem com vício oculto, adquirido ou recebido a título de doação onerosa. A redibição se formaliza mediante ação redibitória. Relativamente incapaz: situação do indivíduo que, embora possa praticar, pessoalmente, sem qualquer restrição, certos atos da vida civil, para a maioria destes deverá estar assistido por alguém escolhido em função do parentesco, de relação de ordem civil ou por decisão judicial. Remição de dívida: resgate, pagamento de dívida. Remissão: renúncia, libertação, perdão de dívida concedido pelo credor ao devedor. Renúncia: uma das formas de perda de propriedade, a par da alienação (a principal forma de perda da propriedade), do perecimento da coisa e da desapropriação. Retrovenda: cláusula especial de contrato de compra e venda, pela qual o vendedor tem o direito de resgatar o bem alienado (vendido), dentro de determinado prazo, pagando o preço recebido e mais as despesas realizadas pelo comprador. Semovente: expressão que denomina os animais, especialmente aqueles úteis aos homens. Sublocação de imóveis: ato de alugar a um terceiro uma parte da coisa locada. Superfície (direito de): direito real de uso de bem alheio, consistente na cessão de imóvel, pelo proprietário, a um superficiário, gratuita ou onerosamente, para que este construa ou plante no terreno. È regulado pelos arts. 1.369 a 1.377 do CC. Tapume: cerca de arame ou madeira, sebe viva, vala, enfim, qualquer estrutura que sirva de demarcação de terrenos contíguos, e para impedir a entrada de pessoas ou animais. Ver art. 1.297 do CC. Terras devolutas: são bens de natureza dominial, vale dizer, integral o patrimônio de pessoas jurídicas de direito público. São terras vagas, não aproveitadas, que podem ser alienadas ou cedidas a particulares. Ver art. 20 da CF.
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GLOSSÁRIO GLOSSÁRIO
Terrenos de marinha: faixa de terra banhada pelas águas marinhas, lacustres ou fluviais, numa largura de 33 m, contados da preamar média terra adentro. Esses terrenos integram o patrimônio da União. Tombamento: ato pelo qual o Poder Público visa a preservação de bem de valor histórico, cultural, artístico, científico ou paisagístico, e que consiste na sua inscrição como Patrimônio Nacional. Tradição: entrega real ou ficta de um bem, mediante a qual se transmite a propriedade ou a posse. A tradição de um bem imóvel se perfaz com o registro da escritura pública no Cartório do Registro de Imóveis daquela região específica. Transação: convenção pela qual as partes (transigentes) extinguem obrigações litigiosas mediante concessões mútuas. Transcrição: ato pelo qual o oficial competente lnça, em livro próprio, o registro dos títulos translativos de propriedade, por ato inter vivos. Turbação da posse: ato que, injustamente praticado, impede o normal exercício da posse pelo legítimo possuidor. Ver arts. 926 e 927 do CPC. Usucapião: modo originário de aquisição da propriedade, autorizada pela posse mansa e pacífica, de um bem, no período fixado por lei. Ver arts. 1.260 a 1.262 do CC. CF, arts. 183 e 191, CPC, arts. 941 a 945. Usufruto: direito real sobre bem alheio atribuído a alguém para que possa fruir das utilidades e frutos de um bem de propriedade alheia, sem alteração de sua substância, enquanto temporariamente destacado da mesma propriedade.

Vacatio Legis: período em que a lei nova, embora publicada oficialmente, fica com sua vigência suspensa.
Venda a contento: cláusula especial do contrato de compra e venda pela qual o comprador pode desfazer o negócio se a coisa recebida não for do seu agrado, tendo as obrigações de mero comodatário, enquanto estiver em seu poder, sob condição suspensiva, e não manifestar a aceitação. Venda ad corpus: venda de bem imóvel que leva em conta apenas sua especificação por características e confrontações, sem determinação de área. Ver CC, art. 500. Venda ad mensuram: espécie de venda de imóvel que exige a especificação da párea alienada, sendo esta determinada. Ver CC, art. 500. Vício redibitório: defeito oculto que torna o bem alienado impróprio para o uso a que se destina, ou causa diminuição do seu valor. Ver CC, art. 2.164.
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DIREITO E LEGISLAÇÃO

BIBLIOGRAFIA
AGIARIAN, Hercules. Curso de direito imobiliário. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2000. BERSONI, Darcy. Direitos reais. São Paulo: Saraiva, 1999. CARVALHO. Afrânio. Registro de imóveis. Rio de Janeiro: Forense, 1998. PEREIRA. Caio Mario da Silva. Condomínios e incorporações. Rio de Janeiro: Forense, 1996. PEREIRA. Lafayete Rodrigues. Direito das coisas. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1995. TEPEDINO. Gustavo. Multipropriedade imobiliária. São Paulo: Saraiva, 2000. ALVIM, Arruda, ALVIM, Thereza. Código do Consumidor Comentado. 2 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1993. BEVILÁQUA, Clóvis. Código Civil Comentado. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1916 a 1939. DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro.São Paulo: Saraiva.v. 2: Teoria geral das obrigações,1984. v.3: Teoria das obrigações contratuais e extracontratuais, 1995. DINIZ, Maria Helena. Lei de introdução ao código civil brasileiro interpretada. São Paulo: Saraiva, 1994. RODRIGUES, Sílvio. Direito civil. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 1981c v. 3: Dos contratos e das declarações de vontade. RODRIGUES, Sílvio. Direito civil. 12. ed. São Paulo: Saraiva, 1981a v. 1: Parte geral. RODRIGUES, Sílvio. Direito civil. 12. ed. São Paulo: Saraiva, 1981b v. 2: Parte geral das obrigações. CENEVIVA, Walter. Lei de registros públicos. 13. ed. São Paulo: Saraiva:1999

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GABARITO GABARITO

EXERCÍCIO I
1-V 2-F 3-V 4-V 5-V 6-F 7-A 8-V 9-F 10-F 11-V 12-V 13-V 14-V 15-F 16-V 17-V 18-F 19-V 20-V 21-F 22-F 23-V 24-V 25-V 26-F 27-F 28-V 29-F 30-V 31-F 32-F 33-V 34-F 35-V 36-V 37-V 38-F
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EXERCÍCIO II
1-D 2-A 3-E 4-B 5-E 6-E 7-E 8-A 9-A 10-A 11-C 12-A 13-C 14-A 15-C 16-B 17-B 18-B 19-A 20-A 21-A 22-A 23-A 24-? 25-? 26-D 27-D 28-E 29-D 30-A 31-B 32-D 33-A 34-A 35-C 36-A 37-A 38-C 39-D 40-A 41-A 42-A 43-A 44-B 45-E 46-A 47-B 48-C 49-C 50-B 51-A 52-D 53-A 54-D 55-D 56-A 57-A 58-C 59-E 60-B 61-A 62-B 63-A 64-D 65-C 66-A 67-B 68-A 69-E 70-A 71-A 72-D 73-E 74-E 75-A

39-F 40-V 41-V 42-V 43-F 44-V 45-V 46-F 47-V 48-F 49-V 50-V 51-F 52-V 53-V 54-V 55-V 56-V 57-F 58-F 59-F 60-V 61-V 62-F 63-F 64-V 65-F 66-V 67-V 68-F 69-V 70-V 71-F 72-F 73-V 74-V 75-V

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Técnico em Transações Imobiliárias

Noções de

Desenho Arquitetônico e Construção Civil
MÓDULO 06

BRASÍLIA – 2005

Os textos do presente Módulo não podem ser reproduzidos sem autorização do INEDI – Instituto Nacional de Ensino a Distância SDS – Ed. Boulevard Center, Salas 405/410 – Brasília - DF Center, Telefax: (0XX61) 3321-6614

CURSO DE FORMAÇÃO DE TÉCNICOS EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS – TTI
COORDENAÇÃO NACIONAL André Luiz Bravim – Diretor Administrativo Antônio Armando Cavalcante Soares – Diretor Secretário COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA Maria Alzira Dalla Bernardina Corassa – Pedagoga COORDENAÇÃO DIDÁTICA COM ADAPTAÇÃO PARA EAD Neuma Melo da Cruz Santos – Bacharel em Ciências da Educação COORDENAÇÃO DE CONTEÚDO José de Oliveira Rodrigues – Extensão em Didática Josélio Lopes da Silva – Bacharel em Letras EQUIPE DE APOIO TÉCNICO: INEDI/DF André Luiz Bravim Rogério Ferreira Coêlho Robson dos Santos Souza Francisco de Assis de Souza Martins PRODUÇÃO EDITORIAL Luiz Góes EDITORAÇÃO ELETRÔNICA E CAPA Vicente Júnior IMPRESSÃO GRÁFICA Gráfica e Editora Equipe Ltda

________________, INEDI, Noções de Desenho Arquitetônico e Construção Civil, módulo VI, Curso de Formação de Técnicos em Transações Imobiliárias, 4 Unidades. Brasília. Disponível em: www.inedidf.com.br. 2005. Conteúdo: Unidade I: histórico; normas técnicas – Unidade II: etapas do projeto – Unidade III: esquadrias – Unidade IV: projetos – Exercícios 347.46:659 C837m

Caro Aluno O início de qualquer curso é uma oportunidade repleta de expectativas. Mas um curso a distância, além disso, impõe ao aluno um comportamento diferente, ensejando mudanças no seu hábito de estudo e na sua rotina diária, porque estará envolvido com uma metodologia de ensino moderna e diferenciada, proporcionando absorção de conhecimentos e preparação para um mercado de trabalho competitivo e dinâmico. O curso Técnico em Transações Imobiliárias ora iniciado está dividido em nove módulos. Este módulo 06 traz para você a básica disciplina Desenho Arquitetônico e Construção Civil que, dividida em quatro grandes unidades de estudo, apresenta, dentre outros itens essenciais, a nomeclatura de normas técnicas, as etapas de um projeto arquitetônico e os principais termos utilizados na arquitetura e na construção civil, e com certeza será indispensável no seu desempenho profissional.Trata-se, como você pode perceber, de uma completa, embora sintética, habilitação no âmbito desse conhecimento tão decisivo para o futuro profissional do mercado imobiliário. Se o ensino a distância garante maior flexibilidade na rotina de estudos também é verdade que exige do aluno mais responsabilidade. Nós, do INEDI, proporcionamos as condições didáticas necessárias para que você obtenha êxito em seus estudos, mas o sucesso completo e definitivo depende do seu esforço pessoal. Colocamos a sua disposição, além dos módulos impressos, um completo site (www.inedidf.com.br) com salas de aula virtuais, fórum com alunos, professores e tutores, biblioteca virtual e salas para debates específicos e orientação de estudos. Em síntese, caro aluno, o estudo dedicado do conteúdo deste módulo lhe permitirá não só o domínio dos conceitos mais elementares da Arquitetura e Construção Civil, como também os termos adequados para conversação com os clientes, além do conhecimento dos instrumentos básicos para que o futuro profissional possa atingir os seus objetivos no mercado de imóveis. Enfim, ao concluir seus estudos neste módulo você terá vencido uma importante etapa para atuar com destaque neste seguimento da economia nacional. Boa sorte!

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ..........................................................................................................09 UNIDADE I 1. O DESENVOLVIMENTO DA ARQUITETURA ..................................................13 2. NORMAS TÉCNICAS ............................................................................................15 2.1 – ABNT ..........................................................................................................15 2.2 – Formatos de Papel ........................................................................................16 2.3 – Dobraduras das Pranchas..............................................................................17 2.4 – Caligrafia Técnica ........................................................................................17 2.5 – Carimbo ou Legenda ....................................................................................18 2.6 – Tipos de papel ..............................................................................................19 2.7 – Tipos de linhas .............................................................................................19 2.8 – Tipos de escalas ............................................................................................20 2.9 – Linhas de Cotas ............................................................................................22 3 - PROJEÇÕES ORTOGONAIS ...............................................................................23 UNIDADE II 4 - ETAPAS DO PROJETO .........................................................................................27 4.1 – Escolha do Lote ou Terreno ..........................................................................27 4.2 – Compra do Lote ...........................................................................................27 4.3 – Contratação do Arquiteto .............................................................................27 4.4 – Encomenda do Projeto .................................................................................27 4.5 – Estudo Preliminar ........................................................................................27 4.6 – Anteprojeto ..................................................................................................27 4.7 – Projeto Final.................................................................................................27 4.8 – CREA ..........................................................................................................27 4.9 – Prefeitura .....................................................................................................27 5 - LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO ..................................................................29 5.1 – Planimétrico .................................................................................................29 5.2 – Altimétrico ...................................................................................................29 5.3 – Planialtimétrico ............................................................................................29 5.4 – Curvas de Nível............................................................................................29 5.5 – Orientação ...................................................................................................29 5.6 – Termos Técnicos...........................................................................................29 6. PROJETO DE ARQUITETURA ............................................................................30 6.1 – Planta Baixa .................................................................................................30

6.2 – Fachadas ou Elevações ..................................................................................31 6.3 – Corte ...........................................................................................................31 6.4 – Planta de Cobertura .....................................................................................31 6.5 – Planta de Situação ........................................................................................31 6.6 – Implantação e Locação .................................................................................31 6.7 – Quadro de Aberturas ....................................................................................31 6.8 – Quadro de Áreas ..........................................................................................32 7. CONTRATAÇÃO DOS PROJETOS COMPLEMENTARES ................................32 7.1 – Projeto de Estrutura .....................................................................................32 7.2 – Projeto Hidro-Sanitário ................................................................................33 7.3 – Projeto Elétrico ............................................................................................33 7.4 – Projeto Telefônico ........................................................................................34 UNIDADE III 8. PORTAS E PORTÕES ............................................................................................39 9. JANELAS...... ...........................................................................................................41 9.1 – Tipos de Aberturas das Janelas .....................................................................41 9.1.1. Basculante............................................................................................41 9.1.2. Máximo-Ar ..........................................................................................41 9.1.3. Guilhotina ...........................................................................................41 9.1.4. Correr ..................................................................................................41 9.1.5. Veneziana.............................................................................................42 9.1.6. Janela com Bandeirola ..........................................................................42 10. FASE DE TRANSIÇÃO .........................................................................................42 10.1 – Método Tradicional de Desenho .................................................................42 10.1.1. Prancheta ...........................................................................................42 10.1.2. Régua “T” .........................................................................................43 10.1.3. Régua Paralela ....................................................................................43 10.1.4. Escala ................................................................................................43 10.1.5. Esquadros ..........................................................................................43 10.1.6. Transferidores.....................................................................................43 10.1.7. Réguas de Normógrafo ......................................................................44 10.1.8. Gabaritos ...........................................................................................44 10.1.9. Régua Flexível ....................................................................................44 10.1.10. Achuriador Rápido ..........................................................................44 10.1.11. Pantógrafo .......................................................................................45 10.1.12. Lápis – Lapiseiras .............................................................................45 10.1.13. Curva Francesa ................................................................................45 10.1.14. Bigode .............................................................................................45 10.1.15. Compasso ........................................................................................45 10.2 – Método Atual de Desenho - CAD, uma nova filosofia de trabalho .............45

UNIDADE IV 11. OBRA............ .........................................................................................................49 11.1 – Ação de Adjudicação Compulsória .............................................................49 11.2 – Alvará .........................................................................................................49 11.3 – Cartório de Notas.......................................................................................49 11.4 – Certidão Negativa ......................................................................................49 11.5 – Código de Obras ........................................................................................49 11.6 – Habite-se....................................................................................................49 11.7 – Imposto de Transmissão de Bens Imobiliários (ITBI) ..................................49 11.8 – Juizado Especial Cível ................................................................................50 11.9 – Lei de Zoneamento ....................................................................................50 11.10 – Memorial Descritivo ................................................................................50 11.11 – Plano Diretor ...........................................................................................50 12. PROJETOS DE RESIDÊNCIAS ...........................................................................50 12.1 – Classificação ...............................................................................................50 12.1.1. Classificação quanto ao tipo ...............................................................50 12.1.2. Classificação quanto à edificação ........................................................51 13. FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS ..........................................................................53 13.1 – Fundações ..................................................................................................53 13.2 – Estruturas ...................................................................................................53 13.2.1. Tipos de Estruturas ............................................................................53 13.3 – Instalações de esgoto ..................................................................................56 14. REVESTIMENTOS ...............................................................................................60 14.1 – Soleiras, rodapés, peitoris............................................................................60 14.2 – Ferragens ....................................................................................................61 14.3 – Vidros ........................................................................................................61 15. APARELHOS .........................................................................................................61 16. ELEMENTOS DECORATIVOS ...........................................................................62 TESTE SEU CONHECIMENTO ..............................................................................65 GLOSSÁRIO .............................................................................................................69 BIBLIOGRAFIA.. ........................................................................................................79 GABARITO........ .........................................................................................................80

INTRODUÇÃO
Este módulo de desenho Arquitetônico contém ilustrações que ajudarão o aluno a melhorar interpretação dos tópicos abordados, facilitando sua compreensão no momento de apresentar um empreendimento para cliente. O desenho arquitetônico possui uma linguagem própria de expressão, a qual será apresentada no decorrer dos tópicos. O aluno terá conhecimento de todo o processo de desenvolvimento de um projeto arquitetônico, passando a ter intimidade com seus símbolos e termos básicos para a leitura deste módulo. É importante que o aluno esteja consciente que o aprendizado flui com mais facilidade, quando existe o espírito de equipe. A troca de informações se faz necessária: saber ouvir, saber falar, respeitar a opinião do próximo é fundamental, para que todos, no final do curso atinjam o objetivo. Aprender não é só acumulo de informações, mas sim saber interpretá-las de acordo com a realidade da vida, é saber aproveitar, explorar do começo ao fim da vida. “O homem nasce sem nenhuma estrutura e morre inacabado, por isso é um ser em construção”. Os Pilares do Conhecimento: Aprender a viver juntos Aprender a conhecer Aprender a fazer Aprender a ser

Aprender é uma função permanente do seu organismo, é a atividade pela qual o homem cresce, mesmo quando o seu desenvolvimento biológico há muito se completou. Essa capacidade de aprender permite uma educação indefinida, um indefinido crescimento ao ser humano.

Unidade

I
Conceituar normas técnicas, ABNT; Reconhecer características das principais exigências estabelecidas pela ABNT para a área de arquitetura; Reconhecer a importância das normas técnicas para o exercício de uma profissão.

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DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE CONSTRUÇÃO CIVIL – Unidade I

1. O DESENVOLVIMENTO DA ARQUITETURA
O escritor francês André Moreux definiu que a Arquitetura é a arte de construir sob o signo da beleza”. Nem sempre foi assim. A necessidade primitiva e inata de todos os animais de buscarem um abrigo não foi diferente no homem. A chuva, o vento, o frio, os predadores fizeram com que os primeiros homens buscassem abrigos seguros. Era o instinto de conservação que os compelia a essa busca. Nos primórdios da formação das civilizações humanas, a noção de habitação não tinha o sentido de permanência e as moradias eram transitórias. Esse conceito foi aos poucos se desenvolvendo e paulatinamente o homem passou a cuidar com mais desvelo dos seus abrigos: desenhava nas paredes das cavernas, usava materiais mais duradouros nas construções e, para se proteger, cuidar dos rebanhos recém domesticados e a agricultura incipiente, agrupava-se. Assim, por necessidade de sobrevivência, passou a ser um animal gregário, logo, um animal social. A medida que o homem evoluiu, suas construções, além de serem locais de refúgio, passaram a ser também lugares onde ele tem prazer em estar. A sua preocupação não se restringia apenas a se proteger, ele queria estar em local ao mesmo tempo seguro, agradável e belo. Suas emoções não se restringiam só ao medo, mas também ao prazer e à sua religiosidade. Homenageavam os seus mortos e reverenciavam as suas divindades. Suas construções eram mais sólidas e duradouras, mais limpas e arejadas e, sobretudo, o homem passava a ocupar-se com o estético, isto é, procurava construir com a preocupação voltada para o belo. Surgem as pinturas rupestres, como as das grutas de Altamira, na Espanha, e as belas e simétricas construções monolíticas, como as de Stonehenge, na Inglaterra.
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Das construções eminentemente utilitárias da pré-história, passamos pela arquitetura monumental do Egito e da Mesopotâmia ou então aos estilos arquitetônicos tão peculiares da Índia, do Japão, da China ou mesmo das Américas, cada qual com suas particularidades culturais. Do harmônico dos estilos greco-romano, vamos ao soberbo do gótico e o barroco na Idade Média e Renascença, depois de passar pelo neoclássico, chegamos hoje à Arquitetura contemporânea. Se, nos primórdios da história, o homem tinha na arte de construir a essência de se resguardar, passando posteriormente a ser elemento de tributo aos deuses e a Deus, hoje, o homem volta a si e consubstancia suas edificações ao seu conforto e bem-estar, enfim ao seu prazer. Nesta busca incessante, nesta inquietude humana, concluímos que a Arquitetura, como a arte de edificar, é, ao mesmo tempo, uma ciência dinâmica e ilimitada em sua capacidade criadora, que aliou as necessidades fundamentais do homem, como: a) físicas: de abrigo; b) emocionais: de segurança e proteção; c) estéticas: de beleza e funcionalidade.

• O instinto de conservação levou o homem a buscar abrigos seguros que se foram modificando com o passar dos tempos. • Com a evolução do homem, as construções, além de locais de refúgio, passaram a ser, também, locais agradáveis e belos. • Das construções utilitárias da pré-história, passamos por diversos estilos até a arquitetura contemporânea. • A Arquitetura é a arte de edificar; uma ciência dinâmica e ilimitada em sua capacidade criadora. • A Arquitetura aliou as necessidades fundamentais do homem: físicas, emocionais e estéticas.
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Assinale, com um X nos parênteses, se as afirmativas são verdadeiras ou falsas. Justifique suas respostas. 1. Quando André Moreux definiu que “a Arquitetura é a arte de construir sob o signo da beleza”, deu a entender que a Arquitetura é uma arte eminentemente decorativa. ( ) Verdadeira ( ) Falsa 2. O homem primitivo procurava os abrigos porque este era o seu instinto de preservação. ( ) Verdadeira ( ) Falsa 3. Até recentemente, a primordial preocupação ao construir grandes obras arquitetônicas era homenagear os mortos e reverenciar os deuses (ou Deus); hoje não é mais esta a preocupação do homem. ( ) Verdadeira ( ) Falsa 4. Os estilos arquitetônicos mostram o grau de evolução de um povo em épocas diversas. ( ) Verdadeira ( ) Falsa
4. Verdadeira. Dentre os parâmetros mais consistentes para se medir o nível evolutivo de um povo, estão suas edificações, o apuro das técnicas construtivas e, naturalmente, a evolução dos estilos.

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3. Verdadeira. As obras modernas estão mais preocupadas com o conforto pessoal. 2. Verdadeira. A busca por abrigo ainda hoje se faz movida pela necessidade de proteção, seja das intempéries climáticas, seja dos agressores externos. 1. Esta afirmativa é falsa. A Arquitetura, além de ser uma arte preocupada com a forma e a estética, busca também o conforto e a satisfação individual ou coletiva. A decoração, seja ela realizada para embelezar interiores ou na busca de formas plásticas, é elemento complementar da Arquitetura.
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2. NORMAS TÉCNICAS
2.1 – ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS O sistema de padronização é o alicerce para garantir a qualidade de um projeto. Para facilitar a compreensão do projeto em nível nacional, todos os componentes que envolvem o desenho de arquitetura e engenharia são padronizados e normalizados em todo o país. Para isto existem normas específicas para cada elemento do projeto, assim como: caligrafia, formatos do papel e outros. O objetivo é conseguir melhores resultados a partir do uso de padrões que supostamente descrevem o projeto de maneira mais adequada e permitem a sua compreensão e execução por profissionais diferentes independente da presença daquele que o concebeu. Como instrumento, as normas técnicas contribuem em quatro aspectos: • Qualidade: fixando padrões que levam em conta as necessidades e os desejos dos usuários. • Produtividade: padronizando produtos, processos e procedimentos. • Tecnologia: consolidando, difundindo e estabelecendo parâmetros consensuais entre produtores, consumidores e especialistas, colocando os resultados à disposição da sociedade. • Marketing: regulando de forma equilibrada as relações de compra e venda.

1. Pesquise e cite os quatro aspectos relativos às normas técnicas. ________________________________________ ________________________________________ 2. Volte ao texto e transcreva a definição do que vem a ser ABNT. ________________________________________ ________________________________________

• As normas técnicas são um processo de simplificação de procedimentos e produtos. • As normas fixam padrões de qualidade, padronizam produtos, processos e procedimentos consolidam, difundem e estabelecem parâmetros consensuais entre produtores, consumidores e especialistas, bem como regulam as relações de compra e venda. • O órgão responsável pela normalização técnica, no país, é a ABNT.
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1. Qualidade, produtividade, tecnologia e marketing. 2. ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas é o órgão responsável pela normatização técnica no Brasil.

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Formato A0 A1 A2 A3 A4

Dimensões 1189 x 841mm 841 x 594mm 594 x 420mm 420 x 297mm 297 x 210mm

Margens
Esquerda Outras

25mm 25mm 25mm 25mm 25mm

10mm 10mm 7mm 7mm 7mm

Largura do Carimbo 175mm 175mm 178mm 178mm 178mm

Esp. Linhas das margens 1,4mm 1,0mm 0,7mm 0,5mm 0,5mm

2.2 – FORMATOS DO PAPEL As Normas Brasileiras de Desenho Técnico estabelecem como padrão a série “A”. A NBR 10.068 tem o objetivo de padronizar as dimensões, layout, dobraduras e a posição da legenda, garantindo desta forma uniformidade e legibilidade. Os itens a serem observados na NBR, são os seguintes: • posição e dimensões da legenda; • margem e quadro; • marcas de centro; • escala métrica de referência; • sistema de referência por malhas; • marcas de corte.

Os formatos da série “A” tem como base o Formato A0, cujas dimensões guardam entre si a mesma relação que existe entre o lado de um quadrado e sua diagonal (841 2 =1189), e que corresponde a um retângulo de área igual a 1 m2. A NBR10068 é complementada com a NBR 8402, referente à execução de caracteres para escrita em desenhos técnicos e procedimentos, e pela NBR 8403, que cuida da aplicação de linhas em desenhos – tipos de linhas – largura das linhas e procedimentos.
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2.3 – DOBRADURAS DAS PRANCHAS Os projeto de Arquitetura e Engenharia após serem executados, devem ser dobrados conforme as figuras abaixo:

Cabides para projetos

Formato A0

Formato A1
Moldura de 10mm

Formato A1

Indicação das dobras

Carimbo

Formato A2

Formato A1 – com medidas 2.4 – CALIGRAFIA TÉCNICA Existe uma padronização também para a caligrafia técnica, para evitar que os projetos desenvolvidos em localidades diferentes sejam interpretados de formas distintas. Desta forma, adquire-se maior agilidade na interpretação e execução do projeto.
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Formato A3
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A NBR 8402 tem a finalidade de fixar características da escrita a mão livre ou por instrumentos usados para a elaboração dos projetos. Segundo a norma, as letras devem ser sempre em maiúsculas e não inclinadas. Os números não devem estar inclinados LETRAS A B C D E F G H...
A B C D E F G H...

1. Relacione abaixo quais os elementos freqüentemente usados no desenho técnico. _________________________________________ _________________________________________ 2. O carimbo, localizado no canto esquerdo das pranchas, possuiu alguns itens obrigatórios definidos pela ABNT. Relacione-os abaixo. _________________________________________ _________________________________________ 3. Qual o objetivo dos símbolos e das convenções em um projeto? _________________________________________ _________________________________________ 4. Como denominamos as linhas indicativas das dimensões do objeto desenhado? _________________________________________

NÚMEROS 1 2 3 4 5 6 7 8 9...
1 2 3 4 5 6 7 8 9...

(2,0mm – Régua 80 CL – Pena 0,2mm) (2,5mm – Régua 100 CL – Pena 0,3mm) (3,5mm – Régua 140 CL – Pena 0,4mm) (4,5mm – Régua 175 CL – Pena 0,8mm) 2.5 – CARIMBO OU LEGENDA Em um projeto de Arquitetura ou Engenharia, faz-se necessário a identificação de alguns elementos, tais como: tipo de projeto, endereço, autor do projeto, responsável técnico pela obra, tipo de escala empregada, área do lote, área de construção, número da prancha, números de prancha, espaço reservado para a aprovação da prefeitura e pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREA, entre outros.

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4. As linhas indicativas das dimensões do projeto desenhado são denominadas "cotas". 3. Os símbolos e as convenções são utilizados para maior clareza ou simplicidade do projeto; 2. Devem constar em um carimbo informações sobre: endereço da obra, autor do projeto e responsável técnico, proprietário, nome do desenho, escala, desenhista, data e etc; 1. Os elementos freqüentemente utilizados no desenho técnico são: a) carimbos, b) símbolos ou convenções, c) cotas;
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2.6 – TIPOS DE PAPEL Existem duas categorias de papel para a elaboração do projeto de arquitetura: opacos e transparentes. Papéis transparentes: Antes do advento do software para projetos, os projetos originais eram elaborados em papel-vegetal, por ser um papel transparente e de fácil manuseio e também, por proporcionar cópias idênticas aos originais. Papéis Opacos: Apresentam uso variável, para desenhos em geral; os projetos de Arquitetura e Engenharia abandonaram o uso do papel vegetal para os originais, abrindo espaço para o papel sulfite. Com o uso do computador para a elaboração

dos projetos, é possível imprimir em papel sulfite tantas vezes quantas forem necessárias.
2.7 – TIPOS DE LINHAS Os projetos utilizam uma variedade de tipos de linhas, para representar objetos em várias situações. Já as instalações prediais requerem nomenclatura e convenções próprias. Vejamos algumas das convenções mais usuais:

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2.8 – ESCALAS - considerações de alguns autores: "Toda representação está numa proporção definida com o objeto representado. Esta proporção é chamada de escala". ( Raisz, 1969:47) "Escala é, então, a relação que existe entre os comprimentos de um desenho e seus correspondentes no objeto; portanto, escala nada mais é do que uma razão de semelhança. Sendo assim, toda escala é expressa por uma fração; essa fração é chamada escala numérica; sua representação gráfica chama-se escala gráfica. Os comprimentos considerados no desenho são chamados distâncias gráficas e os considerados no objetos são chamados distâncias naturais" (Rangel, 1965:11) Existem três tipos de escalas: Escala Natural, Escalas de Redução e Escalas de ampliação. 2.8.1. Escala Natural: Quando o objeto que está sendo representado no desenho, apresenta a mes20 •

ma medida do real, chamamos de escala natural. A escala natural está na razão 1 para 1, ou seja, o real está para o desenho na razão de uma medida do real para uma medida do desenho. 2.8.2. Escala de Redução: Quando o objeto que está sendo representado é de grandes dimensões, usamos escala de redução, para possibilitar sua representação no papel. Por exemplo, quando projetamos uma residência, um prédio ou uma cidade. Escala de redução são representadas da seguinte forma: 1/10 – 1/20 – 1/50 – 1/100 – 1/200 1/100 e outras. O número 1 indica o desenho e o próximo o real. Exemplo: 1/50 (um por cinqüenta) Significa que um centímetro do papel representará 50 cm do real, ou seja, o desenho será reduzido 50 vezes.
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2.8.3. Escala de Ampliação: Quando o objeto que está sendo representado é muito pequeno, necessitando ser ampliado para melhor interpretação do projeto. Esta escala é empregada nas áreas de mecânica, eletrônica, desenho de jóias, entre outras. OBS - Escala real - Usa-se este tipo de escala quando o desenho deve ser igual ao objeto desenhado. A representação desta escala é sempre 1:1 (lê-se um por um).

3. Veja no texto e descreva para que servem as escala reais. ____________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ II - Dadas as escalas abaixo, escreva-as por extenso e identifique se são de ampliação, redução ou real. 1) 1½ : 1 2) 1 : 1½ 3) 5: 5 4) 1 : 1.000 5) 1.000 : 1 III. Um pouco mais de teoria: descreva como procedemos nas escalas gráficas. ____________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ____________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________

I - Responda as alternativas. 1. Pense um pouco e responda: qual a finalidade das escalas de redução? ____________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ 2. E as escalas de ampliação? Para que servem? ____________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________
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III - Nas escalas gráficas, seccionamos um segmento de reta em várias partes iguais, obedecendo a um plano de desenho previamente estabelecido. As escalas gráficas são sempre partes ou múltiplos do metro, ou de outro sistema de medida estabelecido. II -1) Um e meio por um. É uma escala de ampliação, pois o objeto no desenho foi aumentado uma vez e meia; 2) Um por um e meio. É uma escala de redução e o contrário da anterior; 3) Cinco por cinco. A razão 5:5 é igual à razão 1:1, logo, é uma escala real; 4) Um por mil. É uma escala de redução; o objeto foi reduzido mil vezes no desenho; 5) Mil por um. É uma escala de ampliação; o objeto foi aumentado mil vezes no desenho. I - 1) Como o próprio nome indica, as escalas de redução são usadas para reduzir, no desenho, um determinado objeto; 2) Ao contrário das escalas de redução, as de ampliação são utilizadas para aumentar o desenho de um objeto; 3) As escalas reais servem para reproduzir o objeto em seu tamanho natural ou real.

• As escalas numéricas podem ser: de redução, de ampliação e real. • A escala de redução significa que o desenho é menor que o objeto desenhado. É usada quando o objeto é muito grande e não temos como representá-la graficamente. • A escala de ampliação significa que o desenho é maior que o objeto desenhado. É usada quando o objeto é muito pequeno e sua representação não será nítida, • A escala real significa que o desenho é igual ao objeto desenhado. • As escalas numéricas são assim representadas: - de redução -1:2 (lê-se um por dois), ou seja, o desenho é a metade do objeto desenhado; - de ampliação -2:1 (lê-se dois por um), isto é, o desenho é duas vezes maior que o objeto desenhado; - real -1:1 (lê-se um por um), ou seja, o desenho é igual ao objeto desenhado. • Escala gráfica é aquela em que seccionamos um segmento de reta em várias partes iguais, obedecendo a um plano de desenho previamente estabelecido.

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2.9 – LINHAS DE COTA Cotagem em Desenho Técnico (NBR - 10126) Representação gráfica das dimensões no desenho técnico de um elemento, através de linhas, símbolos, notas e valor numérico numa unidade de medida. Elementos gráficos para representação de cotas
Linha de cota ou de dimensionamento Dimensão do objeto

Linhas de chamada

Recomendações • a característica da linha de cota e linha auxiliar: linha estreita e contínua.

• linha auxiliar deve ser prolongada ligeiramente além da linha de cota. • deixar um pequeno espaço entre a linha auxiliar e o elemento ou detalhe a ser cotado. • linhas auxiliares devem ser perpendiculares aos elementos a serem cotados e paralelas entre si. • linhas de centro não devem ser utilizadas como linhas de cota ou auxiliares porém podem ser prolongadas até o contorno do elemento representado e a partir daí com linha auxiliar (contínua estreita). • sempre que o espaço disponível for adequado colocar as setas entre as linhas auxiliares, quando não for pode-se representar externamente. • cotagem de raios, a linha de cota parte do centro do arco e uma única seta e representada onde a linha de cota toca o contorno do arco, a letra R (erre maiúscula) deve ser representada na frente do valor da cota.

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Técnica de Cotar a) as cotas devem ser representadas acima e paralelamente à linha de cota e aproximadamente no seu ponto médio. b) as cotas devem ser lidas da base da folha de papel. As linhas de cotas devem ser interrompidas próximas ao meio para representação da cota.

Símbolos para as cotas • Utilizamos alguns símbolos, para facilitar e identificar das formas dos elementos cotados. φ - diâmetro R - raio

3. PROJEÇÕES ORTOGONAIS
O desenho arquitetônico consiste em representar as edificações, levando em consideração as projeções, vistas, elevações, detalhes e cortes. Estas projeções nos proporcionam uma visão espacial, ou melhor, volumétrica da edificação.
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Unidade

II
Conceituar projeção, projeção ortogonal, levantamento topográfico; Identificar o significado de termos técnicos da área de arquitetura e engenharia, geralmente, utilizados durante o processo de transação imobiliária; Reconhecer características do levantamento topográfico e das diversas eta-pas de um projeto.

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4. ETAPAS DO PROJETO
É importante conhecer a linguagem do projeto arquitetônico, com seus símbolos e convenções, assim como, para saber ler e escrever corretamente, temos necessidade dos conhecimentos e regras de gramática. O desenho arquitetônico apresenta uma série de peculiaridades, que veremos a seguir, no sentido de instruir o aluno e torná-lo capaz de fazer uma leitura completa do projeto. Iniciaremos, passo a passo, as etapas de elaboração de um projeto, desde a escolha do lote até a aprovação nos órgãos competentes. 4.1 – ESCOLHA DO LOTE OU TERRENO - É importante levar em consideração alguns itens como: • Localização • Edificações vizinhas • Posição em relação ao Norte • Situação topográfica do lote (feito pelo topógrafo) • Afastamentos exigidos pela prefeitura (Uso do Solo) • Índice de ocupação (Uso do Solo) • Resistência do solo (Projeto de Fundação) 4.2 – COMPRA DO LOTE - Certificar-se de que toda a documentação está correta e passar imediatamente a escritura para o nome do comprador. 4.3 – CONTRATAÇÃO DO ARQUITETO - É de fundamental importância a contratação deste profissional, até mesmo antes da negociação do lote, quando ele poderá orientar na escolha e adequação do terreno. 4.4 – ENCOMENDA DO PROJETO Antes de dar início ao projeto de arquitetura, é necessário uma conversa detalhada entre o cliente e o arquiteto. Neste momenINEDI - Cursos Profissionalizantes

to o arquiteto solicitará ao cliente o Uso do Solo, fornecido pela Prefeitura e o Levantamento Topográfico , que deverá ser executado por um topógrafo. Nesta etapa o profissional colherá dados do cliente, conhecerá suas necessidades e expectativas, para a elaboração do Programa de Necessidades, colhendo todas as informações necessárias para dar início à fase, a qual chamamos de Estudo Preliminar. 4.5 – ESTUDO PRELIMINAR - A partir do momento em que o arquiteto fica ciente dos objetivos e necessidades de seu cliente, começa a elaboração de um croqui, ou melhor, de um esboço, que dará início a nova fase, denominada de Anteprojeto. 4.6 – ANTEPROJETO - É o projeto desenhado, seguindo todas as normas do desenho técnico e da ABNT. 4.7 – PROJETO FINAL - Logo após a aprovação do projeto pelo cliente, o arquiteto passa a finalizá-lo, incluindo todos os desenho necessários para a aprovação na prefeitura e no CREA. 4.8 – CREA - O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia é o órgão onde o arquiteto registra um documento denominado ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, no qual assume total responsabilidade pelo projeto que assina. O CREA fiscaliza a atuação dos profissionais formados nas áreas de engenharia, arquitetura e agronomia. Regulamentadas, essas profissões têm direitos e deveres que devem ser respeitados por quem as exerce. O CREA verifica se a conduta desses trabalhadores está adequada – os que cometem erros graves correm o risco de perder o registro no Conselho e ficar em situação irregular. 4.9 – PREFEITURA – O cliente ou o profissional deverá levar o projeto para ser aprovado pela prefeitura; caso seja aprovado, deverá
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TÉCNICO EM TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS

providenciar cinco jogos de cópia para serem registrados e carimbados.

I. Assinale, com um X nos parênteses, as afirmações verdadeiras. 1. ( ) Somente as edificações de menor complexidade exigem planejamento. 2. ( ) É na fase de programa da obra que o profissional responsável pelo projeto capta os desejos do cliente e determina as diretrizes para o início de seus trabalhos. 3. ( ) O objetivo do “planejar” resumese na união perfeita entre o lucro, o tempo e o trabalho propriamente dito. 4. ( ) Além de outros fatores, o clima, a aeração, a insolação, o estilo e a topografia são observados num projeto. II. Relacione as áreas de forma correta. 1. ( ) quartos 2. ( ) banheiros
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II - 1. (A); 2. (A); 3. (B); 4. (B); 5. (C); 6. (B); 7. (C); 8. (B); 9. (B); 10. (A)

I - 1. ( ) Qualquer projeto exige um planejamento; 2. (x); 3. (x); 4. (x)

• Toda obra exige um planejamento que vai desde o momento dos primeiros contatos, que chamamos de fase de programa da obra, até a sua concretização. • O objetivo deste planejamento é o de obter maior lucro, com o menor dispêndio de tempo e trabalho. • Os espaços da obra são definidos levando-se em consideração fatores tais como: clima, aeração, insolação, estilo e topografia. • Um programa bem simples de uma residência abrange as seguintes áreas: - íntima: quartos, banheiros, sala íntima; - social: sala, varanda, lavabo, piscina, escritório, garagem; - serviço: área de serviço, cozinha, copa, quarto de empregada e despensa.

3. ( ) varanda 4. ( ) piscina 5. ( ) cozinha 6. ( ) sala 7. ( ) dependências de empregada 8. ( ) escritório 9. ( ) lavabo 10. ( ) sala de televisão A - íntima B - social C - serviço

DESENHO ARQUITETÔNICO E NOÇÕES DE