OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas

PROBLEMA NO 1 Carlos foi preso em flagrante por furto simples. Trata-se de réu que há mais de cinco anos foi condenado à pena de multa. Requereu fiança que foi negada pelo MM. Juiz da vara criminal por onde tramita o processo, tendo transcorrido o prazo recursal. QUESTÃO: Elaborar peça profissional em favor de Carlos. PROBLEMA NO 2 O cidadão “A” foi preso em flagrante, por haver praticado furto qualificado. Passados 45 dias, o Inquérito ainda não terminou, porque o Delegado de Polícia insiste em ouvir uma testemunha que teria presenciado os fatos. Solicitou sua soltura ao Juiz competente que a negou. QUESTÃO: Intentar, perante o órgão judiciário competente, a medida cabível, visando à liberdade de A. PROBLEMA NO 3 Processado por delito de furto qualificado, “A, citado para oferecer defesa preliminar, declinou o nome e endereço de seu advogado, o que constou da certidão exarada pelo oficial de justiça. No entanto, o advogado não foi intimado. Designada data para audiência, e não tendo o Advogado indicado por “A” dela sido intimado, não compareceu, tendo o MM. Juiz nomeado outro defensor “ad hoc” para “A”. “A” foi finalmente condenado à pena de 02 (dois) anos de reclusão, expedindo-se contra ele mandado de prisão, ainda não cumprido, visto que “A” encontra-se foragido, sem ainda ter sido intimado da sentença condenatória. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa de “A”. PROBLEMA NO 4 “A” que tem 20 anos de idade, foi denunciado, como incurso nas sanções do art. 234 do CP, porque em data de 13/03/2002, foi surpreendido na posse de filmes e materiais pornográficos que, segundo a inicial, se destinavam à venda. A proposta de transação penal foi rejeitada, bem como o sursis processual. Data a denúncia de 10/03/2004 e o despacho que a recebeu, de 14/03/2004. Diante da complexidade do feito, os autos estão conclusos para elaboração de sentença. QUESTÃO: Elaborar peça apta a solucionar a situação de “A” PROBLEMA NO 5 Carlos, funcionário público municipal, estava em sua casa dormindo na noite de 10 de março do ano passado, quando escutou um barulho na sala de jantar. Alertado pelo ruído, muniu-se de sua arma calibre 38 e, ao descer, viu um indivíduo alto e forte que revirava um armário. Amedrontado, Carlos efetuou um disparo atingindo o ladrão, na altura do peito, que, não resistindo, veio a falecer. Processado por infração ao art. 121 do CP, Carlos foi pronunciado e julgado pelo Tribunal do Júri e, ao final, condenado à pena de 6 anos de reclusão, não tendo ocorrido trânsito em julgado. A apelação foi peticionada. QUESTÃO: Apresentar a medida cabível em favor de Carlos. PROBLEMA NO 6 Paulo, depois de regularmente processado, foi condenado pela prática de aborto em Maria e, por isso, acha-se preso com sentença já confirmada em segunda instância e transitada em julgado. Examinados os autos, verifica-se que inexiste exame de corpo de delito direto ou indireto, tendo as decisões judiciais se valido da confissão de Maria para justificar a sanção penal. QUESTÃO: Elaborar peça profissional apta a resolver a situação de Paulo, bem como alcançar a devida indenização.

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PROBLEMA NO 7 Luiz foi denunciado como incurso nas penas do art. 171, parágrafo 2o, inciso VI, do CP, porque pagou compra que fi zera com cheque devolvido pelo banco sacado, por falta de suficiente provisão de fundos. No decorrer da ação, Luiz juntou prova de que pagara a dívida no curso do Inquérito Policial. O Ministério Público pediu a condenação de Luiz em seus memoriais QUESTÃO: Apresentar medida judicial cabível em favor de Luiz, justificando-a. PROBLEMA NO 8 No curso de ação penal de iniciativa privada ajuizada por João Henrique contra Edmar Benson, na Comarca de Perdões/MG, pela prática dos delitos previstos nos arts. 138, 139 e 140 do CP, o querelante foi devidamente intimado para constituir novo patrono por ter o anterior renunciado aos poderes que lhe foram outorgados, deixando, no entanto, o querelante de fazê-lo por mais de trinta dias seguidos. O advogado do querelado requereu a decretação da perempção e o juiz indeferiu a pretensão ao argumento de que a suposta omissão não poderia ser caracterizada como inércia ou desídia, pois independente de ser iniciativa privada, toda ação penal tem interesse público e deve seguir o seu trâmite até o final com o julgamento do mérito, Em face de tal decisão, atuando como advogado do querelado, elabore a petição de interposição do recurso e as razões que o acompanha com o devido e completo encaminhamento. PROBLEMA NO 9 Moacir, autor de uma Ação Ordinária de Indenização, procurando denegrir o caráter de Osvaldo, réu da mesma ação, afi rma, na presença de várias pessoas, ter este praticado o crime de estelionato por meio de cheque sem fundos, contra Afonso. Osvaldo, diante das afirmações constantes dos autos, procura advogado para defender seus direitos. QUESTÃO: Como advogado de Osvaldo, proponha a medida cabível. PROBLEMA NO 10 Tício vê-se denunciado porque teria, juntamente com outros tantos rapazes, danificado um telefone público que existe na rua em que vivem. A denúncia, embora alcance outro rapaz e faça menção a vários outros que estavam no local participando da mesma conduta, é lacônica, pois foi baseada em fatos indefi nidos, tais como: “eles fi zeram” ou “eles agiram dolosamente contra o bem público”. A denúncia reporta-se ao art. 163, parágrafo único, inciso I, do CP e Tício foi citado de seu inteiro teor. Os demais rapazes foram excluídos da peça vestibular sem qualquer razão justificada. QUESTÃO: Elabore medida cabível em favor de Tício. PROBLEMA NO 11 “A” foi condenado por infração ao artigo 157, do Código Penal, a 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão. A sentença respectiva reconhece os bons antecedentes do acusado, bem como sua primariedade. Entretanto, apesar de ter respondido ao processo em liberdade e comparecido a todos os atos para os quais foi intimado, o juiz negou o direito de recorrer em liberdade, com fundamento na gravidade do delito praticado, expedindo-se mandado de prisão. A sentença foi publicada ontem. QUESTÃO: Elabore a medida cabível PROBLEMA NO 12 Saulo foi processado, pelo Juiz de Direito de determinada vara criminal da capital, como incurso nas penas do art. 155, “caput”, cc. o art. 14, inciso lI, ambos do CP. Foi, ao final, condenado a cumprir pena de 4 meses de reclusão, “sursis” por 2 anos. Consta dos autos que Saulo, “punguista”, tentou subtrair para si a carteira da vítima, colocando a mão no bolso desta. Só não conseguiu consumar a subtração, porque a vítima não portava a carteira, já que a esquecera em casa. QUESTÃO: Como Advogado de Saulo apresentar o que melhor lhe couber, justificando a medida.

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elaborar a peça cabível. sendo exato que aprendeu ofício e já tem emprego certo para quando estiver em liberdade. PROBLEMA NO 17 Manoel está condenado por homicídio qualificado a 12 (doze) anos de reclusão. PROBLEMA NO 14 “A”. bacharel em Direito. QUESTÃO: Apresentar as razões do recurso proposto em favor de “B” e outras. O réu reúne péssimos antecedentes criminais e a acusação requereu sua condenação em memoriais. contam-se 15 anos efetivamente cumpridos. quando recapturado em blitz de rotina. A impetração do “Habeas Corpus” visava a obtenção de salvo-conduto para as pacientes. Hoje. conforme acórdão publicado hoje. Em ação própria. pois freqüentemente eram presas pelas autoridades policiais. Não é reincidente. acabou sendo condenado em três processos crime a penas de 18. e por tal razão requereu sua liberdade.000. QUESTÃO: Apresentar medida judicial cabível. deu provimento parcial ao referido recurso. e permaneceu em liberdade por 2 anos. no tocante ao crime de estupro. na esfera cível. para anular “ab initio” o processo. QUESTÃO: Como advogado de “A”. Após o cumprimento de 15 anos de reclusão. PROBLEMA NO 18 Tício. sustentando que elas vinham sofrendo constrangimento ilegal. deu um desfalque de R$ 2. condenado por crime de lesões corporais. na ocasião. responsável pela tesouraria do INSS. estando recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo. mantendo a decisão recorrida. Desde a captura. PROBLEMA NO 15 João. Ontem cumpriu 2/3 (dois terços) da pena imposta. Em primeira instância. “A” assume uma vida social normal. tendo sua pretensão indeferida pelo Magistrado. sob a acusação de que estavam fazendo “trottoir”. 213. 3 . funcionário público federal. durante instrução criminal de processo que tramita pelo Juízo da Vigésima Vara Criminal da Comarca de São Paulo. PROBLEMA NO 16 José encontra-se preso em virtude de sentença condenatória proferida pelo Juiz da 6ª Vara Criminal. Eram levadas ao xadrez e soltas após triagem. reparou o dano. fugiu. impetrou “Habeas Corpus” em favor de “B” e outras. respectivamente por três homicídios qualificados. Foram apuradas a autoria e a materialidade. dada a ausência de representação da vítima nesse sentido e a ilegitimidade ad causam do Ministério Público. A sentença aplicou ao réu a pena de 6 (seis anos) de reclusão. vencido em parte. QUESTÃO: Como advogado de Manoel.00 nos cofres da autarquia. do Código Penal. o Revisor e o Relator negaram provimento ao apelo da defesa. o “Habeas Corpus” foi denegado. a fi m de que não fossem mais trancafiadas por estarem se exibindo nas ruas. já cumpriu pena há cerca de 7 (sete) anos. Houve recurso. requerer o que é de direito. 25 e 30 anos. QUESTÃO: Na condição de advogado de José. sendo até presidente de uma entidade que cuida de menores abandonados. sob a alegação que há pena a cumprir. Interposto o recurso de apelação. As lesões foram graves. sempre com excelente comportamento carcerário. por ter incorrido nas penas do art. pagou todas as despesas de internação e tratamento da vítima. mas “A”. caput. lançar mão de medida cabível visando sua libertação.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 13 “A”. homem violento na juventude. enquanto o terceiro Juiz. QUESTÃO: Apresentar o recurso cabível.

S. A denúncia foi recebida pelo juiz da 12a Vara Criminal da Capital. bateu com a cabeça na guia. O voto divergente. sendo apenado em cada uma delas. não podendo a Ação Penal prosperar. QUESTÃO: Elaborar peça apta e cabível para defender os interesses do indivíduo “A”. Julgada a apelação. a sentença de 1a instância foi mantida por maioria de votos. A defesa apresentou memoriais em 10 de maio de 2006. QUESTÃO: Elaborar medida judicial em favor de “A”.71 do CP. estando em jogo. pois o acusado teria assumido o risco de produzir o resultado. tendo como vitimas três Casas de Loteria Esportiva.00 (cinco reais). Correu o processo com seus trâmites legais e. do CP e pronunciado pelo magistrado. casado. começaram a discutir. foi denunciado por ter subtraído de Maria um relógio. por ter o réu cometido um delito grave. sob alegação de ter sido interposto intempestivamente. o Juiz “a quo” deixou de processar tal recurso.E. Desse modo. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa do réu. primacialmente. O acórdão foi publicado ontem. vindo a falecer. foi condenado pelas 7a. “A” interpôs. sitas na capital.E. atingiu de lado e sem muita força a cabeça de Roberval. IX. em face da decadência já operada. com fundamento no artigo 581. parágrafo 2o. Ocorre que “B”. furtou para si de uma loja. no período das 21 horas. de estrutura física inferior à do agressor e mãos desprovidas de qualquer objeto. primário. João foi condenado à pena de 4 (quatro) anos de reclusão e a 10 (dez) dias-multa por ter violado o artigo 157. As testemunhas de defesa foram ouvidas em 25 de abril de 2006. na Rua São José. e o réu está na iminência de ser preso. vendedor. Seu pedido foi indeferido pelo Juiz. após uma partida de tênis. com dezenove anos de idade. em 12 de janeiro de 2001. dentro do prazo legal. Requereu ao Juiz competente o benefício do art. “A” requereu fosse reconhecida a extinção da punibilidade. elabore a peça adequada à sua defesa. Inconformado com a sentença condenatória. O denunciado simulou que estava armado. cinco canetas esferográficas. 4 . sendo indeferido seu pedido sob o fundamento de que sendo diversas as vítimas que se viram envolvidas no comportamento criminoso do agente. Roberval desequilibrou-se e. a 5 anos e 4 meses de reclusão e multa de R$ 300. por infração ao artigo 157. reduzia a pena a 8 meses de detenção. A vítima e as testemunhas de acusação foram inquiridas em 18 de março de 1996. Expediu-se mandado de prisão. Os fatos todos ocorreram no dia 30 de abril de 2000. ao cair ao solo. brasileiro. do Código Penal e foi fixado o regime prisional fechado para início do cumprimento da pena. ao entendimento de que houve dolo eventual. Em 25 de maio de 2006. bem jurídico personalíssimo. “caput”. avaliadas em R$ 5. ao golpear Roberval com a raquete. embora mantivesse a condenação. prolatou-se sentença condenatória. PROBLEMA NO 22 Os indivíduos Felício e Roberval. QUESTÃO: Na condição de advogado de Felício. interpôs recurso de apelação. Felício foi processado em liberdade perante a 1a Vara do Júri. em face do disposto no § 2o do artigo 155 do Código Penal. um anel e uma correntinha de ouro. A sentença de pronúncia foi prolatada há dois dias. do Código Penal. 121. deixou passar o prazo de seis meses do artigo 38 do CPP para propor a ação. ao final. por homicídio simples – art. “A” foi condenado pelo Juiz da 30a Vara Criminal a cumprir pena de 2 (dois) anos de reclusão. O defensor do réu perdeu o prazo para recorrer e a sentença transitou em julgado para a defesa e para a acusação. “caput”. em 25 de março de 2005 e o réu interrogado em 18 de dezembro de 2005. altura do número 879. PROBLEMA NO 20 O indivíduo “A”.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 19 “A” está sendo processado por violação ao artigo 213 do Código Penal. a ofendida. incisos I e II. R. PROBLEMA NO 21 João. PROBLEMA NO 23 O cidadão “A”.00. nascido em 12 de maio de 1936. do CPP. Desta forma. Felício que estava com a raquete na mão. Entretanto. 10a e 22a Varas Criminais.

em razão de esquizofrenia. a 1 (um) ano e 4 (quatro) meses de reclusão. PROBLEMA NO 25 Josafá da Silva. em seguida. II. não teria condição de compreender o caráter ilícito do fato. mantendo como refém os familiares de Josafá. 14. PROBLEMA NO 24 Mévio foi processado e.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas não cabe entender-se que está presente a ficção jurídica do crime continuado. momento no qual foi surpreendido por policial militar. desesperado. eis que a arma do crime foi encontrada em seu poder.000. durante anos. QUESTÃO: Apresentar medida cabível. na modalidade fraude por meio de pagamento com cheque. adotar as providências judiciais cabíveis. parágrafo 2o. exerceu cargo de confiança na firma de Mário. Como advogado de João. garantiu que no dia dos fatos Paulo o acompanhava em viagem de negócios. exigem que este providencie. O advogado. Este foi indiciado por estelionato. dirigi-se à farmácia de seu Josué. que. apresentou o cheque resgatado na delegacia. Durante a instrução. o Comerciante (Josué) dirigiu-se à delegacia. pedido este elaborado por tratar-se de réu primário e de bons antecedentes. por estar sem provisão de fundos. No dia seguinte. Ficou demonstrado ainda que. do Código Penal. onde quitou o débito. elabore a peça processual cabível. IV. que ainda o ameaçaram. é abordado ao sair de casa por dois meliantes. ao final. O agricultor. homem de poucas poses. a sacar dinheiro em caixa eletrônico. O juiz competente negou o pedido de suspensão condicional da pena formulado pelo advogado de Mévio. em concurso de pessoas com outras duas pessoas. Sabendo da “queixa” contra ele prestada. mas sim Jonas. razão pela qual Paulo foi absolvido sumariamente de forma imprópria em decisão publicada há dois dias. e. constituindo o Examinando como seu patrono.00 (dois mil reais). O Denunciado procura auxílio profissional. QUESTÃO: Como advogado de Mévio. que invadem sua residência. em meia-hora. onde prestou “queixa” contra Josafá. mandando-o ficar calado. ao tempo do crime. Sem sequer falar com Josafá. casado. previsto no artigo 121. 158. contra sua esposa. O MM. Durante a instrução. ambos do Código Penal. impetrou “habeas corpus”. fica claro que não era João o colaborador. onde apresentou o cheque recebido. que era homem voltado ao trabalho e que. que melhor represente os interesses do seu constituinte. sem maiores indagações. apresentando-lhe um cheque e solicitando que trocasse o título por dinheiro. o Farmacêutico dirigiu-se à agência bancária. João é impronunciado. teve o pagamento recusado. informa não possuir os assaltantes. Josafá dirigiu-se à casa de Josué. Os bandidos. tome a medida cabível. o qual foi denegado pela 2a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. exigem dinheiro que Josafá. pai de dois fi lhos. comprovou-se que o réu sempre teve vida normal e decente. em face da notória honestidade de Josafá. O Farmacêutico prontamente atendeu ao pedido. seu vizinho. ameaçando matar a esposa e filhos do agricultor. em votação não unânime. caput. durante seu depoimento como testemunha. PROBLEMA NO 26 João foi denunciado pela prática de homicídio qualificado motivo torpe. então. em razão de doença mental. combinado com o art. sob pena de cumprirem a ameaça. PROBLEMA NO 27 O Ministério Público denunciou Paulo pela prática de homicídio. R$ 2. Este último entregou o resgate aos bandidos. o Ministério Público denunciou o agricultor por estelionato. que. senão voltariam para matá-lo. condenado como incurso nas penas do art. QUESTÃO: Requerer medida em favor de Paulo. 5 . mediante grave ameaça. porque teria tentado constranger Tício. agricultor. Juiz de Direito determinou a citação de Josafá. bem como teria admitido a prática do fato a um amigo. QUESTÃO: Na qualidade de patrono de Josafá. com quem se assemelhava fisicamente. Ainda assim. pela ausência de indícios de autoria.

foi preso por policiais militares. após ouvir os fatos. 6 . apresente a peça processual cabível. Anos após. Romualdo encontrava-se no interior de sua residência. acrescidos de ¼ pela reincidência. fazendo gesto de que estava armado. em regime prisional fechado. a cumprir 20 (vinte) anos de reclusão. novamente colocando as mãos sob a camisa. Houve recurso interposto pela defesa e o Tribunal confirmou a sentença do juízo a quo. parágrafo 2o. QUESTÃO: Como advogado de Ernesto Manoel. mais 1/3 pela qualificadora para cada um dos crimes. Petrônio.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 28 Thiago subtraiu para si. quando ouviu um barulho no quintal. onde comunicou o ocorrido. Como o pneu do veículo estourou. então transferido para a Penitenciária de Jacaré. por duas vezes. como ali postos. prendeu-o em flagrante pelo crime de homicídio. um crime de homicídio noticiado apenas em sua Folha de Antecedentes. foi denunciado como incurso nas penas do artigo 157. por sentença transitada em julgado para a acusação. fundamentando-a. você é nomeado pelo Juiz da Comarca do Forte para arrazoar pedido feito pelo réu para que fosse revista sua condenação. Já na rua. tome a providência cabível. Nunca foi preso ou processado e nada tem contra as testemunhas arroladas. Vinte minutos depois. abriu a janela de sua casa e percebeu que uma pessoa. prosseguindo em sua fuga. A sentença transitou em julgado. causando sua morte. do Código Penal. caminhava dentro dos limites de sua propriedade. a íntegra do termo de interrogatório é a seguinte: “O interrogado admite ter praticado os fatos narrados da denúncia. em face da ausência de recurso da defesa. que não pôde identificar devido à escuridão. ameaçou Maria de morte. Na fase judicial. Petrônio o abandonou e. para fins de reincidência. em virtude de falta de viaturas para conduzi-lo à cidade do Forte. foi condenado à pena de treze anos e quatro meses de reclusão. inciso I. Imediatamente. roubou um veículo Opala. colocando a mão sob a camisa e utilizando-se do veículo na fuga. roubando seu veículo Monza. PROBLEMA NO 31 Ernesto Manoel foi condenado por juízo criminal singular.” Thiago foi condenado à pena de dois anos de reclusão e ao pagamento de dez dias-multa. sendo aquela assim fixada: quatro anos. O Delegado Plantonista. Romualdo dirigiu-se à Delegacia de Polícia mais próxima. visando à libertação de Romualdo. inciso I. § 4o. Petrônio não foi apresentado. por volta das 22 horas. tendo o seu defensor dativo dispensado a sua presença. que foi negada pelo juiz pela ausência requisito legal objetivo. Munido de um revólver. também do Código Penal. PROBLEMA NO 30 Petrônio cumpria pena na Penitenciária do Forte quando. mediante rompimento de obstáculo. adote medida judicial cabível. Romualdo constatou que havia matado um adolescente que lá havia entrado por motivos que fogem ao seu conhecimento. tendo o Juiz considerado. e ainda estando Petrônio preso. desferiu três tiros que acabaram atingindo a vítima em região letal. como advogado(a) de Thiago. Ao sair do interior de sua residência. PROBLEMA NO 29 Na data de ontem. Considerando tratar-se de um ladrão. QUESTÃO: Elaborar a medida cabível. Passados 4 anos de cumprimento de pena. como incurso no artigo 155. diversos bens descritos na denúncia. desacompanhado da certidão cartorária. conseguiu evadir-se do presídio. em dezembro de 2004. QUESTÃO: Como advogado de Petrônio. a defesa pediu progressão. QUESTÃO: Intimado da sentença. para tanto. eis que presente atestado de boa conduta carcerária. Na audiência para a oitiva das vítimas e testemunhas de acusação. c/c artigo 69 “caput”. ameaçando de morte o seu proprietário. do Código Penal. além da pena de multa. por ter sido incurso nas penas do artigo 157 §3o do Código Penal. quando trafegava pela rodovia. Ao final do processo.

Desde a fase de inquérito policial. Na instrução criminal. levantando-se com dificuldade. Capital. por sua vez. Onesto de Abreu foi absolvido com fundamento no artigo 386. 317 do Código Penal. Modestino. sem qualquer manifestação. provou que Onesto tem incólume vida profissional. as lesões corporais que o levaram à morte. João alcançou uma barra de ferro que se encontrava nas proximidades e golpeou Antonio por várias vezes. a quantia de R$ 5. que no dia dos fatos Antonio de Souza. categoricamente.00 (cinco mil reais) a fi m de não autuá-lo em flagrante delito por porte de substância entorpecente. “caput” do Código de Processo Penal. QUESTÃO: Como advogado de Modestino. Encerrada a instrução. tome a providência judicial cabíbel. A ação foi distribuída à 1a Vara Criminal. Durante a instrução criminal. por sua vez. por infração aos artigos 138 e 141. O “decisum” judicial foi publicado há dois dias. foi denunciado pelo Ministério Público Federal como incurso no art. porém o Magistrado rejeitou a inicial. determinou a instauração do Incidente de Sanidade Mental do acusado. inciso lII. A perícia conclui ser este portador de esquizofrenia grave. Nenhuma prova foi produzida pelo Ministério Público. consistente em internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. aplicandolhe Medida de Segurança. nos mesmos autos. A decisão judicial foi publicada há dois dias. sem. até que cessasse a agressão que sofria. Por tais fatos. teria ofendido a dignidade e a honra de Modestino eis que relatava aos presentes as relações homossexuais por este praticadas com um adolescente de 13 anos de idade. tome a providência judicial cabível. absolveu sumariamente João da Silva. QUESTÃO: Na condição de advogado de João da Silva. 7 .OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 32 Em festiva reunião realizada por empresários na Comarca de Bauru. mediante uso de uma barra de ferro. passou a desferir-lhe socos e pontapés. fundamentando-se nos artigos 6o do Código Penal e 70. QUESTÃO: Na condição de Advogado de Onesto de Abreu. o Magistrado. ajuizou no Foro Central de São Paulo. também foi denunciado. contudo. PROBLEMA NO 34 Onesto de Abreu. por advogado. na confluência das ruas Maria Paula e Genebra. Concomitantemente à ação penal. deduzindo na decisão. Inôcencio da Silva. queixacrime contra Ulpiano. Duas testemunhas presenciais arroladas pela defesa afirmaram. Onesto de Abreu respondeu a um procedimento administrativo que resultou em sua demissão do serviço público. com palavras de baixo calão. QUESTÃO: Como advogado de Maria da Luz. engenheiro civil com residência e domicílio em São Paulo. presenciarem a efetiva transação. PROBLEMA NO 35 No dia 10/10/2007. A defesa. Descoberta a autoria e formalizado o inquérito policial com prova robusta de materialidade e autoria. acatando o laudo Pericial.000. os autos permanecem com o Ministério Público há mais de trinta dias. Encerrada a primeira fase processual. por ter pago a Onesto de Abreu a quantia já referida. acione a providência judicial pertinente. ambos os acusados negam a autoria que lhes foi imputada pela acusação. duas testemunhas arroladas pela Promotoria. após provocar o acusado. todos do Código Penal. o Juiz. atue em prol da constituinte. como incurso no art. porque teria aceitado de Inocêncio da Silva. que se utilizou de violência e grave ameaça. por volta das 12 horas. agente de polícia federal. pelo prazo mínimo de 2 (dois) anos. de ofício. alegaram que ouviram os acusados conversando sobre um possível acordo. ser incompetente para processar e julgar o feito ocorrido na Comarca de Bauru. Ulpiano. injustamente. PROBLEMA NO 33 João da Silva foi denunciado pelo Ministério Público porque teria causado em Antonio de Souza. que se encontravam no dia dos fatos no Departamento de Polícia. 333 do Código Penal. exercida com uma faca. Maria da Luz teve seu relógio subtraído por João da Paz. inciso VII do Código de Processo Penal. mantendo a negativa no interrogatório judicial.

PROBLEMA NO 37 Nos autos do inquérito policial. agir no seu interesse. Requereu a liberação do veículo. QUESTÃO: Elabore a peça cabível em favor de “A”. com concessão de sursis. QUESTÃO: Tome as medidas cabíveis. como incurso no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais – “ vias de fato”. sem perceber que o nível da água de uma das piscinas estava baixo. campo de futebol. passou a importunar a passageira “B”. O presidente do clube. o magistrado suspende cautelarmente a habilitação para dirigir veículo automotor de José. foi indiciado em inquérito. QUESTÃO: Na condição de advogado de Antonio. PROBLEMA NO 38 Antenor teve seu veículo subtraído e posteriormente localizado e apreendido em auto próprio. A r. 8 . QUESTÃO: Como advogado de Antenor. que lhe foi proposta pelo Órgão Ministerial. Ingressou com “habeas corpus” perante o juiz da 4ª Vara Criminal visando o trancamento do inquérito policial e sua soltura. no dia de sua inauguração. o autor do furto. Os fatos ocorreram a bordo de aeronave. ainda vinculado ao juízo do Departamento de Inquéritos Policiais da Capital – DIPO –. O clube é freqüentado por muitos jovens da localidade. onde existem piscinas. sentença condenatória já transitou em julgado. em razão da aceitação da denúncia formulada pelo Ministério Público. à pena de 15 dias de prisão simples. tendo este sido condenado pela 1a Vara Criminal Federal da Seção Judiciária da Capital. a afirmação de que só será possível a restituição depois do processo penal transitar em julgado. está sendo processado criminalmente perante a 1a Vara Criminal da Capital. do Código Penal. Antonio. Ao mergulhar. PROBLEMA NO 41 O cidadão “A” viajava de avião de carreira do Rio de Janeiro para São Paulo no mês de agosto de 2002 quando. O acusado não aceitou nenhum benefício legal durante o processo. logo após a sua prática. conforme despacho cuja cópia está em seu poder. atue em favor do constituinte. lá jogou-se para brincar. QUESTÃO: Como advogado da vítima “B”. já que estabelecida a autoria. A intimação ocorreu há dois dias. instaurando a autoridade policial regular inquérito. agora. Comovido com as fotos presentes no inquérito policial. chegando a praticar vias de fato. ao desembarcar. parágrafo 3o . “A”. Em virtude destes fatos. etc. indiscutivelmente de sua propriedade. PROBLEMA NO 39 João foi detido em flagrante pela prática de crime de manutenção de casa de prostituição. na aproximação da Capital. PROBLEMA NO 40 José está sendo processado por crime de homicídio culposo. o que foi indeferido pelo delegado de polícia civil local. O garoto Cipriano. acusando-o da prática da figura prevista no artigo 121. adquiriu imóvel cujo valor coincide com o do numerário subtraído conforme escritura lavrada em Cartório e registrada no serviço imobiliário competente. aperfeiçoando-se ontem a intimação. Ingressou então com recurso em sentido estrito para o Tribunal de Justiça. atuar no escopo de obter o ressarcimento. fi cou evidenciado que Graciliano. QUESTÃO: Elabore o recurso cabível. Antonio não aceitou a suspensão processual.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 36 Antonio é presidente de um grande clube local. O recurso não foi provido. Cipriano bateu a cabeça no fundo da piscina e veio a falecer. justificando a medida com a gravidade das conseqüências do fato. salão de festas. e assim entendeu-se de processar “A” perante a Justiça Federal. A ação penal está tramitando. sendo seu pedido negado. com mais de três mil sócios.

III. “caput”. Juiz de Direito da 5a Vara Criminal da Capital aplicou a pena de 20 anos a cada um dos acusados. aproveitando-se de sua inexperiência e iludindo-a com promessa de casamento. cada um deles combinado com o art. vindo a vítima a sofrer lesões corporais de natureza leve. ele revogou imediatamente. QUESTÃO: Proponha o recurso cabível. Tícia não foi localizada. João foi condenado pelo crime do art. Tícia. tampouco havia omissão a suprir. estava cumprindo pena privativa de liberdade em regime aberto. de nome Tícia. aproveitando-se do fato de freqüentar a casa de Caia. do Código Penal. aparece o dono do veículo. em razão de ser hediondo o crime de estupro. de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de agentes. quanto ao fato em que Caia foi vítima. PROBLEMA NO 43 José foi processado e condenado pelo crime de furto qualificado. por crime de estelionato. e. de 21 anos de idade. (OBS. a manter com ele conjunção carnal. inciso III. 226. QUESTÃO: Como advogado de João. A pena base foi fixada acima do mínimo em razão de ter o réu maus antecedentes.05.05. (OBS. consistente na subtração. 217 à pena de 2 (dois) anos de reclusão. QUESTÃO: Como advogado de João. QUESTÃO: Na qualidade de defensor de Xisto. e 217 do Código Penal. vem a matar a vítima. apresentaram representação e comprovaram ser pessoas pobres. Foi acusado. que negou os fatos. conseguindo manter relações sexuais com ela.: a prova foi realizada dia 18/09/05) 9 .: a prova foi realizada dia 22/05/05) PROBLEMA NO 45 João. totalizando a pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão. João foi intimado da decisão no dia 15. Ainda. totalizando a pena de 7 (sete) anos e 6 (seis) meses de reclusão. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. 226. Foi também condenado pelo crime do art. aumentada de quarta parte. o regime aberto e determinou a regressão de João para regime fechado. em novo processo. Os advogados foram intimados da decisão há dois dias. definitivamente condenado. Ao iniciarem o furto. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. A sentença condenatória do MM. em outra vara criminal. mediante violência. e Caia. que confirmou ter sido vítima de sedução e afirmou ter sua irmã sido vítima de estupro. Interpôs embargos de declaração com objetivo de prequestionamento. 213. Xisto sai correndo.9. uma vez que estava sendo processado. casado com Semprônia. o que não era do conhecimento de Xisto. Segundo a denúncia. ainda não sentenciado. apresentar a peça jurídica competente. João constrangeu a irmã de sua namorada. do Código Penal à pena de 6 (seis) anos. José recorreu da decisão. por vários meses durante o primeiro semestre de 2004 e. O acusado foi intimado da sentença no dia 04. em concurso material. do mesmo diploma legal. enquanto Peter enfrenta a vítima e. PROBLEMA NO 44 João. usando de uma arma de fogo que portava.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 42 Xisto e Peter combinaram entre si a prática de furto qualificado. seduziu-a. “caput”. Na delegacia. que foi confirmada pelo tribunal competente. em relação ao fato de que foi vítima. Foi fixado como regime de pena o integralmente fechado. Foram ouvidos o acusado.05.05 e o advogado foi intimado no dia 19. aumentado de ¼ em face da incidência do art. João namorou Caia. 213. de 15 anos de idade. foi denunciado como incurso nas penas dos arts. sendo que o tribunal então alegou que não havia afrontado qualquer norma do ordenamento. deu ciência ao seu advogado. Chegando ao conhecimento do Juiz das Execuções Criminais a existência deste processo. virgem. no mesmo dia. do toca-fi tas de veículo estacionado na via pública.05. e seus pais. mediante arrombamento. de ofício. em dia não esclarecido do mês de junho de 2004.

306 CTB. do Código 10 . nessa fase processual. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. Sem ser preso. (OBS. vigora o princípio in dubio pro societate. ele foi intimado para comparecer após 90 (noventa) dias. Durante a instrução foram ouvidas duas testemunhas. deve o acusado ser pronunciado. Por ser o réu primário e de bons antecedentes. sob o fundamento de que o depoimento da testemunha da acusação. não podia ser o autor dos disparos. por ser ela presencial. ao sentenciar o magistrado considerou desnecessário exame pericial. realizando-se a sua citação por edital e sendo declarada a sua revelia. arrolada pela defesa. QUESTÃO: Como advogado de João. Diante de tantos evidentes sinais da intoxicação alcoólica. decretou a prisão temporária por 5 (cinco) dias. intimado da decisão no dia 15. agride-o com um cano. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. teria sido abordado com visíveis sinais de embriaguez. já que. no I. pois desaparecidos os vestígios. Consta dos autos que fora detido na rua de sua casa portando revólver desmuniciado. desde logo. que apresentou a defesa prévia.95. nos termos da denúncia. PROBLEMA NO 49 “B” foi condenado a 2 anos de reclusão e 10 dias-multa pelo crime previsto no artigo 14 da Lei no 10.2005. foi-lhe concedida na sentença (publicada ontem) a suspensão condicional da pena. alegando que ele estava sendo investigado por crimes de estelionato e furto e se tratava de pessoa sem residência fixa. foi denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil (discussão anterior por dívida de jogo) e por uso de recurso que impossibilitou a defesa (a surpresa com que agiu). em caso de dúvida. além do que.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 46 O Delegado de Polícia representou ao Juiz de Direito a fi m de que fosse decretada a prisão temporária de João. QUESTÃO: Como advogado de João. João soube da decisão e procurou um advogado para defendê-lo. PROBLEMA NO 50 Mário. depois do primeiro exame em Antônio. parágrafo 1o. substituído pela palavra das testemunhas em face de sua impossibilidade concreta. após violenta discussão com Antônio. A segunda testemunha.: a prova foi realizada dia 18/09/2005) PROBLEMA NO 48 João foi processado e condenado pelo crime do art. por isso. Foi expedido mandado de prisão. QUESTÃO: Na qualidade de advogado de “B”. Percebendo que João mal conseguia responder as perguntas a apresentar documentos. surgiu de repente e logo desferiu disparos em direção à vitima Antonio. Concluído o inquérito. João não foi encontrado. com base em informes do ofendido e de registros hospitalares. o policial registrou e evidência da embriaguez e o encaminhou ao hospital próximo para tratamento. PROBLEMA NO 47 João.826/03. no mesmo dia deu ciência ao seu advogado. por ela reconhecido fotograficamente na audiência. A primeira. realizado 15 (quinze) dias após o fato. arrolada pela acusação. Mário foi denunciado e condenado nas penas do artigo 129.1. na data do fato. tendo os peritos. afirmou que conhecia João há muito tempo. Foi-lhe nomeado Defensor Dativo. O juiz. em 5. QUESTÃO: Elabore a defesa cabível. afirmado a incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias. Durante o inquérito policial. apesar de devidamente registrado. causando-lhe a morte. merece crédito. a prorrogação da prisão por mais 5 (cinco) dias. se persistissem os motivos que levaram à sua decretação. eis que João se queixava de enjôos e tontura. tendo sabido pela esposa da vítima que o motivo era discussão anterior em virtude de dívida. Após os debates.09. ele não estava no Brasil e. após ouvir o Ministério Público. uma vez que. sabendo que. ato presenciado por duas testemunhas. João. adote a medida judicial cabível. João foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado. Procurado para ser citado. em “blitz” de rotina. sendo a sua prisão imprescindível para as investigações. autorizando. causando-lhe ferimentos. afirmou ter visto quando João.

por estar indiciado pela prática de crime de roubo. no dia 20. não executando os trabalhos pelos quais foi contratado. O Delegado de Polícia. com capacidade para doze cartuchos. conforme a exordial. não lhe permitiu o acesso aos autos porque a investigação era sigilosa. Entendeu o Magistrado que João cometera o crime porque ficou com o valor recebido. no dia 2 de novembro de 2006. o que faria em favor de Mário? Redija a peça. caput. foi a divisão de uma área de terras oriunda de herança.05. que estava foragido. 14.05. (OBS.: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 53 João Alves dos Santos foi condenado. Narra a denúncia que Pedro Antunes 11 . inciso II.2004. O acusado Mário e seu advogado deixaram escoar o prazo para impugnação da sentença. o denunciado. como assistente do Ministério Público e apelou de sentença condenatória que. fazendo uso de uma pistola. alínea e.04. para a defesa. efetuou um disparo contra seu irmão Alberto Antunes Rodrigues. O juiz não admitiu a apelação porque.02. de forma fundamentada. como marceneiro. por apropriação indébita porque. em via pública. inciso II. c/c o art. pela prática do crime de furto qualificado na modalidade continuada (artigos 155. QUESTÃO: Verifique a medida cabível e. todos do Código Penal. no dia 20. não pode o ofendido apelar de sentença condenatória para pleitear aumento de pena. no seu entendimento.: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 55 O Ministério Público ofereceu denúncia contra Pedro Antunes Rodrigues. postulando. 121.01. e art. no dia 05.2007. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. 61. QUESTÃO: Como advogado de João. apresente a peça adequada. atuara no processo por seu advogado. por volta das 15 horas. Antonio Aparecido Almeida. recebera. PROBLEMA NO 51 Lúcio. com 19 (dezenove) anos à época do fato. como advogado. pleiteando aumento da pena porque o condenado era reincidente.01. do Código Penal). QUESTÃO: Como advogado de Lúcio. parágrafo 4o.2005 e. na quadra 5. verifique a medida cabível e de forma fundamentada postule o que for adequado ao caso. dirigiu-se à Delegacia de Polícia e solicitou os autos de inquérito para exame. para a acusação no dia 05. vítima de estelionato. Este.2004.01. QUESTÃO: Como novo advogado.05. como pagamento adiantado pelos serviços que prestaria em sua residência. calibre 380.2002. Conforme a inicial acusatória.2004.2004. O que motivou o fato. no dia 06.01. sendo evitado porque a vítima recebeu pronto atendimento médico. (OBS. o que for de interesse de João Alves dos Santos. PROBLEMA NO 52 João Alves dos Santos. (OBS. de forma fundamentada. encontra-se condenado pela 27a Vara Criminal desta Comarca ao cumprimento da pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. todavia. na localidade de Planaltina – DF. Lúcio. na tentativa de matá-lo. importância de seu cliente. procurou advogado para atuar em sua defesa. e 71. no dia 20. veio a ser preso no dia 28. em 05. O delito de homicídio não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade. Ele e seu advogado foram intimados da sentença condenatória. por infração prevista no art. conforme sentença que transitou em julgado.02. verifique a medida cabível e. condenara Antonio Aparecido Almeida às penas mínimas de 1 (um) ano de reclusão e dez dias-multa. do lado esquerdo. causando-lhe lesões no peito.: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 54 João Alves dos Santos. no I. QUESTÃO: Como advogado de João.2005. O advogado da vítima foi intimado dessa decisão no dia 20. semi-automática. da marca Taurus. conforme laudo de exame em arma de fogo. qual a medida cabível em sua defesa? Redija a peça.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas Penal.

constatou-se ser falso. do que resultou perigo de vida. com maioria do capital. Em razão da lesão sofrida. da loja de equipamentos agrícolas Gramas. que informou que. o réu admitiu que teria dito ao seu irmão. tome as providências cabíveis para a sua defesa e redija a peça processual adequada. para isso. PROBLEMA NO 57 O juiz. localizada na cidade de Cuiabá. sentença que pronunciou o réu nos termos da denúncia. na qualidade de advogado de Pedro Antunes Rodrigues. PROBLEMA NO 58 João foi acusado de ter subtraído. Sobreveio. Fábio. substituindo a pena de reclusão pela restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade. tendo sido descobertos pelo 12 . vinte mil dólares de seu pai. ainda. 155 do Código Penal. de reiterar atos agressivos à integridade física da vítima e. que “a fazenda seria sua de qualquer jeito. arrolou Catarina Andrade. motivo pelo qual Tício deixou de repassar à Previdência Social. caput. a vítima foi atingida no lado esquerdo do peito. mas à sua mãe. por seu turno. Consta nos autos informação da polícia técnica de que na arma. Não foi juntada prova documental a respeito da propriedade do dinheiro. houve a subtração. admitiu. E. a acusação apresentou testemunhas não-presenciais. QUESTÃO: Como advogado de João.00 (cem reais). Na parte dispositiva. c/c o art. fixando regime inicial aberto. com cinqüenta e oito anos de idade. Submetido a julgamento pelo tribunal do júri. 121. todos do Código Penal. Conforme o laudo de exame de corpo de delito (lesões corporais). na véspera dos fatos. na residência de João.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas Rodrigues disse à vítima. ser condenado à pena mínima. realmente. Ouvidas duas testemunhas de acusação. QUESTÃO: Como advogado de João. Por outro lado. porque o prejuízo da vítima era de R$ 100. 61. redija. tendo cinco funcionários trabalhando em referido estabelecimento comercial. A empresa foi submetida à fiscalização. havia 7 cartuchos intactos. um dia antes do crime. disseram que. ao proferir sentença condenando João por furto qualificado. alínea e. que Pedro não possui antecedentes penais. fixou como pena a de reclusão de 2 (dois) anos. No mês de março do ano de 2004. os dera para o filho. as contribuições previdenciárias descontadas dos funcionários. inciso II. que. a peça processual que não seja o habeas corpus. tivesse que matar o próprio irmão”. do Código Penal. expressamente. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. ato contínuo. Houve proposta de suspensão condicional do processo. A defesa. o réu foi condenado a 5 anos de reclusão. PROBLEMA NO 59 Tício é sócio-gerente. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. na fundamentação. do local onde ocorreram os fatos. não aceita pelo acusado. então. no dia 5 de janeiro de 2003. redija a peça processual de sua defesa. como seu advogado. sem mandado judicial. em regime semi-aberto. por elas presenciada. apreendida imediatamente após o crime. Durante a instrução do feito. antes de falecer. depois de efetuar um único disparo de arma de fogo contra a vítima. A denúncia foi recebida pelo juiz. do art. vindo por isso João a ser denunciado como incurso no artigo 297. de forma fundamentada. O juiz condenou João pelo crime de furto simples às penas de 1 (um) ano de reclusão e 10 dias-multa. e nela apreendeu documento público que. tendo o projétil transfixado o coração. e art. QUESTÃO: Considerando essa situação hipotética. retirou-se. Alberto ficou 40 dias sem exercer suas atividades normais. Ao ser interrogado. conforme o disposto no art. privativa de advogado. pertinente à sua defesa. em face de sua primariedade e bons antecedentes. inciso II. submetido à perícia. voluntariamente. vítima. O pai. que se tratava de caso de aplicação do privilégio previsto no parágrafo segundo. devendo. PROBLEMA NO 56 Policial civil ingressou. QUESTÃO: Diante do inconformismo de João com essa condenação. o acusado e duas testemunhas de defesa afirmaram que os dólares não pertenciam ao pai do acusado. exatamente as palavras narradas na denúncia. no valor mínimo. nem que. caminhando. confirmou o fato e a propriedade dos dólares. 14. Pedro Antunes Rodrigues absteve-se. caput. no prazo e na forma legal. substituindo-a por uma pena restritiva de direito e multa. a empresa passou por séria crise financeira. incluindo a fundamentação legal.

restou denegada. o qual ofereceu denúncia. ambos da Lei no 10. parágrafo único. que o acusado é provavelmente soldado do tráfico. em favor de seu cliente. tendo sido expedidos os mandados de prisão. com exatidão. sob o argumento de que o decreto de prisão cautelar não explicitara a necessidade da medida nem indicara os motivos que a tornariam indispensável. Outrossim. entre os elencados no art. a declaração do débito e o pedido de parcelamento perante a Previdência Social. impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.” A defesa. com a numeração raspada). este. que proíbe a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. os crimes imputados ao acusado são sobremaneira graves. a primariedade e os bons antecedentes não são pressupostos a impor a liberdade de forma incontinente. a autoridade policial elaborou relatório e o enviou ao representante do Ministério Público. Instaurado Inquérito Policial. também. procedendo a comprovação do adimplemento de todas as parcelas. solteiro. Afirmou. Findo o inquérito. foi denunciado como incurso nas sanções previstas no art. indefiro o pedido de liberdade. O magistrado recebeu a denúncia e decretou a prisão preventiva como garantia da ordem econômica. Isto posto. não demonstrou qualquer intenção de fuga. Requereu. Em seu interrogatório informou que era o responsável pela folha de pagamento e que descontava as contribuições previdenciárias de seus empregados. e no art. ainda. 16. Tício foi indiciado e interrogado. QUESTÃO: Considerando a situação hipotética apresentada.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas órgão autárquico os atos praticados pelo senhor Tício. PROBLEMA NO 60 Rodrigo Malta. mas não as repassando à Previdência. 312 do Código de Processo Penal. pois a empresa passava por grave crise financeira. 14. em casos como o presente. QUESTÃO: Como advogado de Tício e Mévio. confirmando-se a decisão do juiz a quo. a prisão preventiva dos denunciados. sendo. Com efeito.826/2003. entendo que o pedido de liberdade provisória formulado não merece acolhida. em junho de 2004. diante da denegação da ordem. O advogado de Rodrigo pleiteou a liberdade provisória de seu cliente. em fevereiro de 2005. contudo. A ordem. 69 do Código Penal brasileiro. Registre-se que Rodrigo Malta é primário. 21 da Lei no 10. durante a instrução. residente na rua Pedro Afonso no 12. então. sócio minoritário da empresa Gramas e que não participava da gestão da sociedade. diversa de habeas corpus. 13 . brasileiro. foi preso em flagrante delito. destacando-se que. nascido em 4/5/1976. adotar as providências cabíveis. objetivando a concessão de liberdade provisória. São Paulo – SP. na condição de advogado(a) contratado(a) por Rodrigo Malta. possui bons antecedentes e compareceu à delegacia e ao juízo todas as vezes em que foi intimado. de acordo com o que dispõe o art. que assim se manifestou: “Após analisar os autos. motivo pelo qual foi lavrado auto de infração. Em 9/9/2008. preferindo aplicar o dinheiro no pagamento de fornecedores. IV. até o momento. que providenciara. em São Paulo – SP. entretanto o pleito foi indeferido pelo juiz a quo. que oficiou contrariamente à liberdade provisória. remetida representação ao Ministério Público. Moema. o que só será dirimido. De outro lado. melhor razão está com a bem pautada promoção do Ministério Público. ainda. em 2/8/2008. caput. indicando a prova indiciária. em desfavor de Tício e Mévio. interponha a peça jurídica cabível. em razão do disposto no art.826/2003 (porte de arma de fogo de uso permitido e posse de arma de fogo de uso restrito.

Na ocasião. e a testemunha Agnes. c/c art. As testemunhas de defesa disseram que a ré fora instigada por um tal de João a levar o par de tênis. trazida consigo. no horário do crime. Vânia refutou a imputação. Em seguida. tentando subtrair o veículo Corsa/ GM.a vara criminal da capital. contando a mesma versão dos fatos que narrara na delegacia. documentos que comprovam que Vânia é primária. declarando que Pedro Paulo era a 14 . residente na Rua José Portela n.5 g da substância entorpecente causadora de dependência química e física. cabível à espécie.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 61 No dia 30 de agosto de 2007. a peça jurídica. para que a vítima confirmasse que os indiciados eram os autores do crime. de modo que ela não tinha como saber que estava levando drogas para o seu marido. Disse. Pedro Paulo como autor do delito. diversa de habeas corpus. tendo ela passado calmamente pela guarita policial. no valor unitário mínimo. Ao registrar ocorrência policial. Há. tem bons antecedentes. 33. a fi m de se submeter a reconhecimento formal. e pagamento de sessenta e seis dias multa. conhecida como cocaína. puderam verificar a existência da droga. no interior de estabelecimento prisional. na noite anterior aos fatos. dormindo. destinada à entrega e consumo do preso José Pereira da Silva. Então. com um facão. PROBLEMAS EXTRAS PROBLEMA EXTRA NO 1 Pedro Paulo e Marconi estavam sendo investigados pela autoridade policial de distrito policial da comarca de São Paulo em razão da prática do delito de tentativa de furto qualificado pelo concurso de pessoas. 40. os laudos de constatação prévia e de exame químico-toxicológico. Constam. ocorrido no dia 9/6/2008. ambos da Lei no 11. em regime inicial fechado. que. A defesa tomou ciência da decisão. narrou ter visto dois indivíduos de estatura mediana. III. também. Vânia foi denunciada por tráfico de drogas. preso na Penitenciária III de Franco da Rocha. não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. Ao final. Em seu interrogatório em juízo. de cor verde. ocasião em que foi detida. em flagrante. na forma de uma única porção. Vânia foi condenada pelo juiz da 1a vara criminal da comarca de Franco da Rocha nas penas de seis anos de reclusão. sem demonstrar nervosismo ou medo. imediata e espontaneamente. ainda. Afirmou que. a vítima assinou o auto de reconhecimento. Vânia levava-lhe. confirmaram que. brasileira. no dia do crime. a ré fora surpreendida. Pedro Paulo foi convidado para que se fizesse presente naquela delegacia de polícia e assim o fez. ambos da Lei no 11. por isso. típica da atividade de tráfi co. c/c art. A vítima Maria Helena. em Franco da Rocha – SP. na posse de 11. redija. no estacionamento do shopping Iguatemi. havendo insistência. a vítima. o que foi aceito. seu marido. que confirmam não apenas a quantidade da droga apreendida. Maria Helena. que a abordagem da ré ocorrera de modo aleatório. Relataram. foi presa. que eles só não alcançaram êxito na empreitada criminosa por motivos alheios às suas vontades. estava em casa. com cabelos escuros e utilizando bonés. na data dos fatos. inicialmente. negou a autoria do delito. relatando que. semanalmente. de acordo com o art. por volta das 22 h. Ademais. que somente após a perfuração da sola do tênis. QUESTÃO: Considerando a situação hipotética apresentada. decidira levar o calçado para seu marido. 33. nos autos. na posse da substância entorpecente — escondida no interior do solado de um tênis —. junto com Marconi. Declarou.343/2006. dentro da Penitenciária III de Franco da Rocha. por fi m. Informaram. visto que foram impedidos de concluí-la pelos policiais militares que estavam em patrulhamento na região. casada. um indivíduo de prenome João fora até sua residência e pedira-lhe que entregasse um par de tênis a seu marido. nos autos. As testemunhas de acusação. que “não sabia que havia droga dentro da sola do tênis” e que. III. para reconhecimento. mantimentos e roupas.343/2006. agentes penitenciários. placa IFU 6643/SP. em favor de Vânia Pereira. como incursa no art. ainda.67. por parte dos policiais. O inquérito policial foi autuado e tramitava perante a 2. que lhe pertencia. ainda. No dia 30/6/2008. 40. Pedro Paulo foi posto em uma sala. mas também a forma de acondicionamento apresentada. iria pegar uma carona com a vítima não reconheceram. Vânia Pereira.

Defendeu-se por meio de um álibi. empregada doméstica. Diante disso. diversa de habeas corpus. foi até o quintal provido de uma lanterna e um revólver. Foi entregue a Pedro Paulo a nota de culpa. Ao final. e. por meio de seu advogado. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. enviando-o a julgamento perante o Tribunal do Júri. A Polícia chega ao local e prende-o em flagrante delito. QUESTÃO: Apresentar peça profissional em favor de Júlio. mediante o preço de R$ 200. 15 . “A”. sentença de pronúncia foi proferida há 3 (três) dias e o acusado está solto. Pedro Paulo não é primário. sem privar-se de recursos indispensáveis à sua manutenção própria. “A” aluga seu apartamento para um casal ali manter relações sexuais. após 2 (dois) dias. que pretendia assustá-lo a título de brincadeira. demonstrando a imprescindibilidade da oitiva. por força das restantes terem se mudado dos endereços constantes do mandado. Pedro acabou sendo denunciado por homicídio doloso simples. do CP. cabível à espécie. Porém. PROBLEMA EXTRA NO 6 “A”. pleiteou a substituição daquelas por outras. disparou em direção ao vulto. as razões da medida proposta. em favor de Pedro. QUESTÃO: Elabore perante o órgão judiciário competente medida cabível e favor de “A”.00. seu defensor arrolou cinco testemunhas. Julgado pelo Tribunal do Júri. PROBLEMA EXTRA NO 5 Pedro era casado com Maria há muitos anos. e que por fi m veio a falecer em conseqüência do disparo. e Júlio. Na defesa preliminar. no dia 9/6/2008. Ao retornar. foi estuprada por “B”. surgem testemunhas garantindo ser a 1a vez que “A” praticara tal fato. mostrando a conta do hotel. Processado. foram feitas as comunicações de praxe. redija. perante o órgão judiciário competente. “A” pretende promover uma ação penal contra o estuprador. QUESTÃO: Como advogado de “A”. apesar da negativa do acusado. em favor de Pedro Paulo. PROBLEMA EXTRA NO 4 Por estar necessitando de dinheiro. QUESTÃO: Sustentar. verificou-se que se tratava de um vizinho de Júlio. Repentinamente surge um vulto humano. porteiro do prédio onde trabalha. PROBLEMA EXTRA NO 3 Júlio foi denunciado e pronunciado como incurso nas penas do art. com sentença confirmada por votação unânime pela Instância Superior. pelo seguinte fato: acordado de madrugada em sua casa com ruídos estranhos. mas o Juiz competente o pronunciou. não tiveram filhos e moravam em São Paulo. 01 (um) mês após a publicação do Acórdão.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas pessoa que. havia tentado furtar o seu veículo. encontrou a esposa morta com um tiro na cabeça. Júlio foi condenado a seis anos de reclusão. o delegado autuou Pedro Paulo em flagrante delito e recolheu-o à prisão. foram ouvidas somente duas delas. Apurou-se também um tiro dado na parede com a mesma arma. A r. QUESTÃO Considerando a situação hipotética apresentada. Somente hoje. conforme orientação dos agentes de polícia. perante o órgão judiciário competente. tendo sido tal pedido indeferido. conforme certidão do senhor meirinho. “A” é condenado à pena de 2 (dois) anos de reclusão. “caput”. porém possui residência e emprego fixos. a peça jurídica. então. agravado por crime contra cônjuge. elabore a peça adequada. O réu veio a sofrer condenação a pena privativa de liberdade e o decisório já transitou em julgado. em seguida. PROBLEMA EXTRA NO 2 “A” foi denunciado pela prática do crime de furto. Ocorre que não pode prover as despesas de um processo. 121. Pedro viajou para Salvador a negócios e hospedou-se no Hotel Centro daquela cidade.

há mais de 180 (cento e oitenta dias) e ainda não se encerrou a instrução criminal. 121. seqüestrou Demóstenes. dado como incurso nas sanções do art. por força da flagrância delitiva. tendo a sentença transitado em julgado.. exigindo de sua família..00 (cem mil reais).. ambos do Código Penal. lê-se: “Isto posto. relatados e discutidos estes autos de apelação criminal no .c.171. em que é apelante “A” ‘sendo apelada a Justiça Pública: acordam. a um ano e dois meses de reclusão. Requerido o relaxamento do fl agrante ao Juízo processante. Não há nos autos qualquer laudo. QUESTÃO: Elaborar medida cabível em favor da moça. PROBLEMA EXTRA NO 9 Rui foi denunciado por furto qualificado e encontra-se foragido. não foram pagos por insuficiência de fundos. c... Como o processo fosse da competência da Vara do Júri. o namorado atira contra a moça e. o art.. dar provimento à apelação do réu para diminuir a pena a 14 meses de reclusão. voltando contra o peito. PROBLEMA EXTRA NO 12 Ésquines foi denunciado e está sendo processado por infração ao artigo 159 do Código Penal porque. dá-se provimento ao apelo do réu para fi xar pena em 14 meses de reclusão. justificando a medida proposta PROBLEMA EXTRA NO 11 Pedro. c. Cumprindo o plano. o prazo está fl uindo. “A’ encontra-se preso. E. Descoberta a fraude. “caput”.. por tentativa de homicídio (art. Interpôs recurso de apelação. que. Foi autuado em fl agrante delito no momento em que pegava o dinheiro. decretando prisão preventiva. PROBLEMA EXTRA NO 10 “A” foi processado e condenado a 04 (quatro) anos de reclusão por ter exposto à venda produto alimentício adulterado. como condição para sua libertação. Devidamente processado tal recurso.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 7 “A” foi condenado. Ambos sobreviveram. QUESTÃO: Apresentar medida em favor de Rui. como se verifica pela ementa: “vistos. ambos do Código Penal) e ela pelo delito previsto no artigo 122 do Código Penal. por sentença ainda não passada em julgado. Pedro adquiriu mercadorias da empresa POP Ltda.II. fundamentado-a. empresário.000. também atira. 71. A sentença baseou-se em auto de infração elaborado pela autoridade sanitária. uma vez que o representante do Ministério Público insiste na oitiva de duas testemunhas que devem ser ouvidas por meio de Carta Precatória. ensejando interposição de ordem de “Habeas Corpus” ao Tribunal competente. Valendo-se de um atestado de óbito falso obteve do Juiz Criminal a extinção da punibilidade. QUESTÃO: Elaborar peça processual visando resolver a situação de ‘A’. por residirem em outro Estado.. PROBLEMA EXTRA NO 8 Uma moça propõe ao seu namorado um pacto de suicídio. a importância de R$ 100. Foram denunciados: ele. deixado em local previamente combinado.. foi o mesmo indeferido. crime previsto no art. pagando-as com cheques. mediante grave ameaça exercida com arma de fogo. QUESTÃO: Como advogado(a) de Pedro. O acusado encontra-se preso. O Tribunal denegou a ordem requerida. na parte conclusiva da veneranda decisão. fundamentando o v. apresentados. artigo 14. e a vítima foi encontrada ilesa. a Colenda Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça houve por bem acolher as razões do apelante e diminuir-lhe a pena. adote a medida judicial cabível. para desconto posterior.” QUESTÃO: Elaborar peça profissional para corrigir o referido engano material contido no acórdão.. o próprio Juiz cassou a sua decisão que já houvera transitado em julgado. visando diminuir a pena. tendo sido verifi cado que os ferimentos resultantes foram leves. lnstiga-o de tal forma que ele aceita. foi condenado às penas de 1 (um) ano de reclusão e pagamento de 10 (dez) dias-multa. Segundo consta. acórdão no fato de que a gravidade da infração se sobrepõe ao 16 .c. por votação unânime. 272 do CP. em primeira instância. foram ambos pronunciados.

o que também justificava a condenação. a qual não transitou em julgado QUESTÃO: Elaborar medida cabível. de 23 anos. conversando com a noiva. casado e com família constituída. decisão que indeferiu o benefício foi prolatada hoje. A r. tendo recebido elogios do Diretor da Unidade Prisional. Requereu o seu livramento condicional. usando de violência. O processo prosperou e a sentença absolveu “A”. 17 . QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. tome a providência judicial cabível. “C” e “D” egressos da Penitenciária do Estado de São Paulo.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas eventual excesso de prazo. indenizou a vítima. PROBLEMA EXTRA NO 15 “A” requereu abertura de Inquérito Policial contra “B” pelo delito de estupro. tendo o juiz concedido o “sursis”. o Juiz da Vara competente. policiais militares que passavam por ali. PROBLEMA NO 17 “A” foi denunciado por violação ao artigo 329 do Código Penal. 288 do Estatuto Penal Repressivo. direcionada ao órgão Judiciário ad quem. convidou uma de suas alunas de nome “B”. o Ministério Público não recorreu e a defesa de João. tem ótimo comportamento prisional. O processo desenrolouse normalmente e o Juiz proferiu sentença condenatória. Porém. impressionado com a gravidade do caso e ainda influenciado pela frase que a vitima na verdade teria gostado. Agora. “A” está cumprindo pena. PROBLEMA EXTRA NO 14 João de Deus foi condenado a pena de 2 (dois) anos de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1a Vara Criminal da Capital. no último dia de que trata o artigo 103 do Código Penal. QUESTÃO: Elaborar peça profissional para solucionar a situação processual de “B”. Consta da sentença condenatória que “. entendeu prematuro o benefício e indeferiu a postulação. passaram por um bosque e “A”. após tantos anos na cadeia. dita por “A” na época do processo. No qüinqüídio legal. no dia 10 do mês passado foram fazer uma reunião no hotel da cidade. para tomar um suco após a aula. PROBLEMA EXTRA NO 13 “A’ com 35 anos de idade. foram presos pela polícia e enquadrados no art. professor de natação. O Promotor. ao receber a queixa respectiva. ouviram os gritos de “B” e efetuaram a prisão em flagrante de “A”. em lugar distante. do Código Penal.embora o réu apenas tenha aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100. prossiga no recurso interposto.” QUESTÃO: Como advogado de João de Deus e hoje intimado. “B”. moça de posses. Haviam combinado essa reunião quando estavam cumprindo pena. PROBLEMA EXTRA NO 16 “A”. radicado no distrito da culpa. QUESTÃO: Sustentar. que exigia sua presença na 23a Delegacia. as razões da medida proposta. QUESTÃO: Como advogado de Ésquines. Durante o processo. “A” não expressou humildade e até disse que “a vítima na verdade gostou”. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido. que é homem correto. com o fi m de discutir a melhoria de vida dos outros detentos.00 (cem reais) para retardar ato de ofício. em favor de “A”. sim.. No desenrolar da reunião. desconfigurando o alegado constrangimento ilegal. A ordem do investigador fundava-se no fato de “A” ter sido encontrado dentro de seu automóvel. estuprou “B”. “A” foi processado pelo artigo 213 do Código Penal. sendo que “B” moveu uma ação privada contra “A”. por haver resistido à determinação de policial à paisana. inconformado. boa laborterapia e inclusive subsiste do seu trabalho. Neste momento. perante o órgão judiciário competente. a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. apelou. que o considerou incurso no artigo 333.. No 10o dia consecutivo. já tendo descontado mais de 2/3 da reprimenda carcerária. o Magistrado competente decretou a prisão preventiva de “B”. o fato é que se viu favorecido. Quando se dirigiam ao barzinho. o que fi cou bem demonstrado nos autos.

agrediu a moradora e destruiu os móveis que estavam na sala. pronunciou-a. O querelado ofereceu suas razões defensivas. do Código Penal. PROBLEMA EXTRA NO 21 Pedro. Requereu a liberdade provisória que foi concedida pelo Juiz que arbitrou a fiança. A sentença transitou em 19 de novembro de 2002. por ser reincidente em crime doloso. PROBLEMA EXTRA NO 22 Paulo. justificando-a. 126 do CP. elaborar medida cabível. Ministério Público ofereceu a denúncia e deixou de propor o disposto no art. o recurso interposto pela defesa não foi recebido. No dia do interrogatório. após os trâmites legais. médico ginecologista. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa do réu. sem antecedentes criminais. QUESTÃO: Como advogado de Pedro. Aberta vista ao querelante. Estado de São Paulo. foi preso em flagrante pelo Delegado da 14a Circunscrição Policial. devido ao mandado de prisão expedido. do CP. nem o réu nem seu defensor. o Dr. Quando da expedição da competente carta precatória. o processo alcançou a fase dos debates orais. com 25 anos. parágrafo único. sendo que a audiência da oitiva das testemunhas de acusação foi marcada. o Magistrado. já condenada por crime anterior. a parteira procurou outro advogado. 89 da lei 9. o réu foi condenado nos termos da infração penal do crime em tela. O Juiz condenou o réu à pena de 7 (sete) meses de detenção. arrolou. Paulo. O réu está na iminência de ser preso. Euclides. A denúncia relatou que. Finda a instrução preliminar. parágrafo único. em defesa prévia. O interrogatório já foi realizado. A denúncia foi recebida em 28 de outubro de 2001. transitada em julgado. situada na rua dos Franceses. inciso I. foi denunciado pela violação do artigo 163. inciso IV. na comarca de São Paulo. Promotor de Justiça negou-se a apresentar proposta de suspensão do processo – artigo 89 da lei no 9. A sentença condenou o réu a dois anos de reclusão. após invadir a casa de Maria. processada pelo delito capitulado no art. em 05 de julho de 2000. O prazo de recurso está fluindo. do Código Penal. O processo seguiu sua tramitação normal. reconhecendo que este violara o artigo 163. por ele não ter se recolhido à prisão. QUESTÃO: Elaborar a medida judicial cabível para resolver o caso em definitivo em favor do réu. PROBLEMA EXTRA NO 20 Em queixa-crime formulada por Maria contra Raphael por crime de posse sexual mediante fraude. “caput”. três testemunhas residentes e domiciliadas em Santos. 18 . prolatou-se sentença condenatória em 27 de março de 2002. Fato provado pelo laudo de exame de corpo de delito realizado pelo IML. quando invadiu a casa de Maria. O decisório ainda não transitou em julgado. está sendo processado perante o 5o Tribunal do Júri da Capital como incurso nas penas do artigo 126.099 / 95. QUESTÃO: Apresentar medida em favor da parteira. em São Paulo. foram intimados. com fundamento nas suas confissões. por ter praticado aborto em uma mulher que a procurou. No processo criminal. QUESTÃO: Elaborar medida cabível. com direito a sursis.099 / 95 – por ter sido provado que o réu era reincidente em crime doloso e que tinha uma condenação pela prática de roubo. O réu foi intimado da sentença por edital. por estar praticando aborto em uma de suas pacientes. e. ocasião em foi deferido o pleito para entrega de memoriais. e designou-se interrogatório para 10 de dezembro de 2001. e fixou o regime prisional semi-aberto para início do cumprimento da pena. Encerrada a instrução. A vítima não foi submetida a exame de corpo de delito. deixou ele escoar-se o prazo sem qualquer manifestação. PROBLEMA EXTRA NO 19 Euclides. Intimada. confessou a maneira abortiva tanto na fase policial como na judicial. no 243. negando ao réu o direito de apelar em liberdade.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 18 Uma parteira. em processo que lhe é movido por roubo.

em despacho fundamentado e alegando ser necessária a prisão do acusado. QUESTÃO: Apresentar peça jurídica apta para solucionar a situação de Paulo. QUESTÃO: Como advogado de Gaio. Contudo. todos do Código Penal. empresário. a qualificação do indiciado. O Magistrado. bem como do recurso interposto pelo Promotor de Justiça. PROBLEMA EXTRA NO 26 Gaio foi denunciado como incurso no art. O juiz designou o interrogatório. praticado contra João Fernando Albuquerque o fato. esquece-se de apresentar o rol de testemunhas na peça inicial. dentre outras. por significativa maioria de votos. que naquela ocasião. por desatenção. QUESTÃO: Como advogado de João Fernando Albuquerque Filho. proferida no julgamento realizado há três dias. para assegurar a aplicação da lei penal. justificando-a. 29. O réu não foi localizado nos endereços existentes nos autos. Promotor de Justiça. O juiz decretou a revelia do réu e determinou a suspensão do processo e do prazo prescricional. até o momento em que o réu fosse citado pessoalmente.c. e o magistrado determinou a citação do réu por edital. A denúncia foi oferecida e o acusado acaba de ser citado. foi levado ao conhecimento do representante do Ministério Público por Marisa Albuquerque. atravessado o semáforo vermelho e dado causa à morte de José. Os Jurados. que consistia na subtração de um relógio de ouro. determinou a expedição de mandado de prisão. reiterando que a ação penal deve ser recebida para. § 2o. o réu não compareceu em juízo e não constituiu advogado. 155 do Código Penal). Consta dos autos. PROBLEMA EXTRA NO 24 Paulo foi denunciado por corrupção ativa. o art. O Promotor de Justiça recorre de tal decisão. QUESTÃO: Assim. ao final da instrução probatória. mãe do suposto autor do delito. O Doutor Delegado de Polícia instaurou o referido inquérito cumprindo a ordem da Promotoria. como advogado de Agripino. pois teria oferecido dinheiro aos policiais que o prenderam. não oferecendo. c. ao tomar conhecimento do teor da denúncia. condenou Gaio a cumprir a pena de 12 anos de reclusão. justificando-a. sustentou a Defesa.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 23 Antônio foi denunciado por ter. 121. expondo os motivos para tal. QUESTÃO: Ajuizar a medida judicial cabível para impedir que a prisão preventiva seja cumprida. além de narrar fato equivocado. No dia do interrogatório. expondo os motivos de seu inconformismo. descrevendo infração penal tipificada como receptação. justificando fundamentadamente os argumentos que nela desenvolverá. Você. outrossim. pelo crime de furto simples (art. oferece denúncia contra Agripino. no dia 25 de julho de 2000. A denúncia foi recebida no dia 5 de dezembro de 2000. O réu encontra-se na iminência de ser preso. fato que não foi objeto de reclamação na oportunidade. sendo certo que não foi formulado quesito acerca da inocência do pronunciado. inciso ll. adote a medida cabível. PROBLEMA EXTRA NO 25 Aurélio. é intimado para tomar ciência da decisão do Juiz. fazendo inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade. faça a peça processual que julgar correta para a defesa de Agripino. da tese da ausência do “animus necandi”. Em Plenário. Paulo não acabara de cometer qualquer delito. O juiz. PROBLEMA EXTRA NO 27 O Doutor Promotor de Justiça requisitou a instauração de inquérito policial contra João Fernando Albuquerque Filho. ser o réu condenado pejo crime que cometeu. ajuíze a providência judicial adequada. em regime fechado. 19 . rejeitaram todas. A sentença. O promotor de justiça requereu a prisão preventiva do réu devido à suspensão do processo e do prazo prescricional. tampouco existindo ordem de prisão emanada de autoridade competente. rejeita-a. nos termos do artigo 366 do Código de Processo Penal.

por unanimidade. veio a ser autuado em flagrante e foi denunciado por roubo simples. segundo a prova colhida. Na decisão de pronúncia. Foi deferido pedido da defesa para apresentação de memoriais. Procurado em seu endereço. sempre alegou que fora comprar remédio. roubo. no dia 04. em brincadeira. QUESTÃO: Como advogado de Agostinho. foi ao final condenado. Sob o argumento de que ele pertenceria a organização criminosa.09. a Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação. PROBLEMA EXTRA NO 29 João foi acusado pelo Ministério Público de praticar homicídio qualificado por motivo fútil porque disparou tiros que atingiram Pedro. latrocínio e seqüestro. no seu rosto. que desconfiou “daquele mal encarado” e avançou contra este imobilizando-o até a chegada da polícia. requereu sua colocação em regime disciplinar diferenciado pelo prazo de três anos. PROBLEMA EXTRA 30 João foi denunciado pela prática de crime de sonegação fiscal perante a 3 Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo.9. tome a medida cabível PROBLEMA EXTRA NO 31 João. O Oficial de Justiça.2006. Como advogado de João. condenado definitivamente por vários crimes de homicídio qualificado.09. a qualificadora da traição porque. João foi citado por hora certa e. utilize os meios necessários a sua defesa. O voto divergente assentou-se em dois motivos: é inconstitucional a imposição de regime integralmente fechado e o estupro com violência presumida não é crime hediondo. utilize os meios necessários a sua defesa. João mentira para Pedro. tomando ciência da decisão no dia 15. alteração do regime integralmente fechado para inicialmente fechado. certificou o ocorrido e concluiu que o acusado estaria se ocultando para não ser citado. desenvolva a medida judicial pertinente. por maioria. em fase oportuna. 20 . sendo intimado do julgamento em 15. com decisão definitiva. acrescentou. sem constituir defensor ou participar do processo. de forma fundamentada. Estava em gozo de livramento condicional. Permanece preso. sem ouvir o sentenciado.09. sua mãe informou ao oficial de justiça que estaria viajando. então. QUESTÃO: Como advogado de João. O juiz. e determinou o encaminhamento de João para penitenciária destinada ao cumprimento da pena no regime disciplinar diferenciado. sustentando que a prova é suficiente para tanto. subsidiariamente. e.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 28 Agostinho registra grande número de condenações por crimes contra o patrimônio e já cumpriu parte em regime fechado. aproveitando-se de momento em que ele estava sentado à mesa. iniciou o cumprimento de sua pena no dia 01. seu amigo.2006. assim agindo porque este cuspira. o Ministério Público. especialmente pelos maus antecedentes. o juiz. pleiteando absolvição por insufi ciência de prova e. QUESTÃO: Como advogado de João. além de admitir a qualificadora do motivo fútil. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. acatou o pedido. Agostinho. PROBLEMA EXTRA NO 32 João interpôs apelação contra condenação por estupro com violência presumida. o Ministério Público pleiteia a condenação de Agostinho.2006. no dia 05. Encerrada a instrução probatória. Consta dos autos que tem trâmite na 1a Vara Criminal da Capital. QUESTÃO: Como defensor de João. verifique o que pode ser feito em sua defesa e.2006. e retornaria apenas em 60 dias.09. que Agostinho ingressou na farmácia de Thomás. manteve o regime integralmente fechado. ainda. convidando-o para almoçar em sua casa e. a 156 (cento e cinqüenta e seis) anos de reclusão.2006. e causaram-lhe a morte. atingiu-o pelas costas. No julgamento da apelação.

404 do CPP. o advogado de Alfredo ingressou com a queixa-crime no dia 02. que ele teria se apropriado de valores recebidos de clientes da loja. O juiz proferiu sentença condenando João às penas de 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 10 dias-multa. fixada em seus patamares mínimos. de ter caluniado e injuriado Alfredo.05. A fim de que o Promotor de Justiça possa aditar a denúncia. ainda. os autos são baixados e. bem como o fato de o prejuízo sofrido pela vítima ter sido de pequena monta. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. O fato chegou ao conhecimento de Alfredo no dia 12.05. O Ministério Público se manifestou favoravelmente ao recebimento da queixa. O processo foi anulado em sede de revisão criminal por vício de citação. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. do Código Penal. Renovada a instrução. respectivamente.04. apurouse que o acusado era. a atenuante da menoridade prevista no art. foram juntados os autos de inquérito policial com os depoimentos das testemunhas ouvidas pela autoridade policial nos dias 12.03. mediante queixa. Antes de encerrado o inquérito e serem ouvidas as testemunhas. porque se provou ser o réu reincidente e não lhe beneficiar nenhuma atenuante.04. na presença de dois funcionários da loja na qual Alfredo trabalhava. porque. a qual foi recebida pelo juiz de direito no dia seguinte. entre outras circunstâncias.03. QUESTÃO: Como advogado de João.05. QUESTÃO: Apresentar a medida cabível. ainda. no dia 20. o magistrado profere sentença condenatória nos termos da nova capitulação jurídica. QUESTÃO: Como advogado de João. Levou o juiz em conta na aplicação da pena mínima. o juiz de uma das Varas Criminais da Capital entendeu ser o caso de nova definição jurídica do fato narrado da denúncia. I. em face das conseqüências graves do crime e. retornando à conclusão.08. que aguarda o julgamento em liberdade.05 e 13. PROBLEMA EXTRA NO 34 João. Posteriormente. foi acusado.02. 65. na verdade. O juiz fixou a pena privativa de liberdade acima do mínimo. PROBLEMA EXTRA NO 35 João foi condenado por crime de roubo qualificado pelo emprego de arma às penas de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e multa. chamou-o de “ladrão”. maior de 21 (vinte e um) anos à época do fato e que o prejuízo da vítima era bem mais elevado do que o inicialmente apurado.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 33 Estando os autos conclusos para sentença nos termos do art.2004. quando este requereu a instauração de inquérito para serem ouvidas as testemunhas do fato. afirmando. no dia 02.09. importando em pena mais severa ao réu. protestando pela posterior juntada dos autos de inquérito. sendo o valor de cada dia-multa fixado em um trigésimo do salário mínimo vigente. já condenado por crime contra a honra em sentença transitada em julgado praticado contra Antonio. em uma única operação. 21 .

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