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OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas

PROBLEMA NO 1 Carlos foi preso em flagrante por furto simples. Trata-se de réu que há mais de cinco anos foi condenado à pena de multa. Requereu fiança que foi negada pelo MM. Juiz da vara criminal por onde tramita o processo, tendo transcorrido o prazo recursal. QUESTÃO: Elaborar peça profissional em favor de Carlos. PROBLEMA NO 2 O cidadão “A” foi preso em flagrante, por haver praticado furto qualificado. Passados 45 dias, o Inquérito ainda não terminou, porque o Delegado de Polícia insiste em ouvir uma testemunha que teria presenciado os fatos. Solicitou sua soltura ao Juiz competente que a negou. QUESTÃO: Intentar, perante o órgão judiciário competente, a medida cabível, visando à liberdade de A. PROBLEMA NO 3 Processado por delito de furto qualificado, “A, citado para oferecer defesa preliminar, declinou o nome e endereço de seu advogado, o que constou da certidão exarada pelo oficial de justiça. No entanto, o advogado não foi intimado. Designada data para audiência, e não tendo o Advogado indicado por “A” dela sido intimado, não compareceu, tendo o MM. Juiz nomeado outro defensor “ad hoc” para “A”. “A” foi finalmente condenado à pena de 02 (dois) anos de reclusão, expedindo-se contra ele mandado de prisão, ainda não cumprido, visto que “A” encontra-se foragido, sem ainda ter sido intimado da sentença condenatória. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa de “A”. PROBLEMA NO 4 “A” que tem 20 anos de idade, foi denunciado, como incurso nas sanções do art. 234 do CP, porque em data de 13/03/2002, foi surpreendido na posse de filmes e materiais pornográficos que, segundo a inicial, se destinavam à venda. A proposta de transação penal foi rejeitada, bem como o sursis processual. Data a denúncia de 10/03/2004 e o despacho que a recebeu, de 14/03/2004. Diante da complexidade do feito, os autos estão conclusos para elaboração de sentença. QUESTÃO: Elaborar peça apta a solucionar a situação de “A” PROBLEMA NO 5 Carlos, funcionário público municipal, estava em sua casa dormindo na noite de 10 de março do ano passado, quando escutou um barulho na sala de jantar. Alertado pelo ruído, muniu-se de sua arma calibre 38 e, ao descer, viu um indivíduo alto e forte que revirava um armário. Amedrontado, Carlos efetuou um disparo atingindo o ladrão, na altura do peito, que, não resistindo, veio a falecer. Processado por infração ao art. 121 do CP, Carlos foi pronunciado e julgado pelo Tribunal do Júri e, ao final, condenado à pena de 6 anos de reclusão, não tendo ocorrido trânsito em julgado. A apelação foi peticionada. QUESTÃO: Apresentar a medida cabível em favor de Carlos. PROBLEMA NO 6 Paulo, depois de regularmente processado, foi condenado pela prática de aborto em Maria e, por isso, acha-se preso com sentença já confirmada em segunda instância e transitada em julgado. Examinados os autos, verifica-se que inexiste exame de corpo de delito direto ou indireto, tendo as decisões judiciais se valido da confissão de Maria para justificar a sanção penal. QUESTÃO: Elaborar peça profissional apta a resolver a situação de Paulo, bem como alcançar a devida indenização.

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PROBLEMA NO 7 Luiz foi denunciado como incurso nas penas do art. 171, parágrafo 2o, inciso VI, do CP, porque pagou compra que fi zera com cheque devolvido pelo banco sacado, por falta de suficiente provisão de fundos. No decorrer da ação, Luiz juntou prova de que pagara a dívida no curso do Inquérito Policial. O Ministério Público pediu a condenação de Luiz em seus memoriais QUESTÃO: Apresentar medida judicial cabível em favor de Luiz, justificando-a. PROBLEMA NO 8 No curso de ação penal de iniciativa privada ajuizada por João Henrique contra Edmar Benson, na Comarca de Perdões/MG, pela prática dos delitos previstos nos arts. 138, 139 e 140 do CP, o querelante foi devidamente intimado para constituir novo patrono por ter o anterior renunciado aos poderes que lhe foram outorgados, deixando, no entanto, o querelante de fazê-lo por mais de trinta dias seguidos. O advogado do querelado requereu a decretação da perempção e o juiz indeferiu a pretensão ao argumento de que a suposta omissão não poderia ser caracterizada como inércia ou desídia, pois independente de ser iniciativa privada, toda ação penal tem interesse público e deve seguir o seu trâmite até o final com o julgamento do mérito, Em face de tal decisão, atuando como advogado do querelado, elabore a petição de interposição do recurso e as razões que o acompanha com o devido e completo encaminhamento. PROBLEMA NO 9 Moacir, autor de uma Ação Ordinária de Indenização, procurando denegrir o caráter de Osvaldo, réu da mesma ação, afi rma, na presença de várias pessoas, ter este praticado o crime de estelionato por meio de cheque sem fundos, contra Afonso. Osvaldo, diante das afirmações constantes dos autos, procura advogado para defender seus direitos. QUESTÃO: Como advogado de Osvaldo, proponha a medida cabível. PROBLEMA NO 10 Tício vê-se denunciado porque teria, juntamente com outros tantos rapazes, danificado um telefone público que existe na rua em que vivem. A denúncia, embora alcance outro rapaz e faça menção a vários outros que estavam no local participando da mesma conduta, é lacônica, pois foi baseada em fatos indefi nidos, tais como: “eles fi zeram” ou “eles agiram dolosamente contra o bem público”. A denúncia reporta-se ao art. 163, parágrafo único, inciso I, do CP e Tício foi citado de seu inteiro teor. Os demais rapazes foram excluídos da peça vestibular sem qualquer razão justificada. QUESTÃO: Elabore medida cabível em favor de Tício. PROBLEMA NO 11 “A” foi condenado por infração ao artigo 157, do Código Penal, a 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão. A sentença respectiva reconhece os bons antecedentes do acusado, bem como sua primariedade. Entretanto, apesar de ter respondido ao processo em liberdade e comparecido a todos os atos para os quais foi intimado, o juiz negou o direito de recorrer em liberdade, com fundamento na gravidade do delito praticado, expedindo-se mandado de prisão. A sentença foi publicada ontem. QUESTÃO: Elabore a medida cabível PROBLEMA NO 12 Saulo foi processado, pelo Juiz de Direito de determinada vara criminal da capital, como incurso nas penas do art. 155, “caput”, cc. o art. 14, inciso lI, ambos do CP. Foi, ao final, condenado a cumprir pena de 4 meses de reclusão, “sursis” por 2 anos. Consta dos autos que Saulo, “punguista”, tentou subtrair para si a carteira da vítima, colocando a mão no bolso desta. Só não conseguiu consumar a subtração, porque a vítima não portava a carteira, já que a esquecera em casa. QUESTÃO: Como Advogado de Saulo apresentar o que melhor lhe couber, justificando a medida.

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lançar mão de medida cabível visando sua libertação. por ter incorrido nas penas do art. e permaneceu em liberdade por 2 anos. A sentença aplicou ao réu a pena de 6 (seis anos) de reclusão. PROBLEMA NO 16 José encontra-se preso em virtude de sentença condenatória proferida pelo Juiz da 6ª Vara Criminal. a fi m de que não fossem mais trancafiadas por estarem se exibindo nas ruas. A impetração do “Habeas Corpus” visava a obtenção de salvo-conduto para as pacientes. 213. QUESTÃO: Apresentar as razões do recurso proposto em favor de “B” e outras. Não é reincidente. reparou o dano. 25 e 30 anos. já cumpriu pena há cerca de 7 (sete) anos. pagou todas as despesas de internação e tratamento da vítima. Eram levadas ao xadrez e soltas após triagem. para anular “ab initio” o processo. Interposto o recurso de apelação. impetrou “Habeas Corpus” em favor de “B” e outras. respectivamente por três homicídios qualificados. condenado por crime de lesões corporais. sendo exato que aprendeu ofício e já tem emprego certo para quando estiver em liberdade. sob a acusação de que estavam fazendo “trottoir”. PROBLEMA NO 18 Tício. deu provimento parcial ao referido recurso. quando recapturado em blitz de rotina. bacharel em Direito. estando recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo. Ontem cumpriu 2/3 (dois terços) da pena imposta. Em ação própria. QUESTÃO: Apresentar o recurso cabível. QUESTÃO: Como advogado de “A”. “A” assume uma vida social normal. o “Habeas Corpus” foi denegado. PROBLEMA NO 15 João. tendo sua pretensão indeferida pelo Magistrado. sob a alegação que há pena a cumprir. dada a ausência de representação da vítima nesse sentido e a ilegitimidade ad causam do Ministério Público. elaborar a peça cabível. Hoje.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 13 “A”. As lesões foram graves. pois freqüentemente eram presas pelas autoridades policiais. mantendo a decisão recorrida. mas “A”. o Revisor e o Relator negaram provimento ao apelo da defesa. 3 . QUESTÃO: Apresentar medida judicial cabível. durante instrução criminal de processo que tramita pelo Juízo da Vigésima Vara Criminal da Comarca de São Paulo. QUESTÃO: Na condição de advogado de José. sustentando que elas vinham sofrendo constrangimento ilegal. fugiu. funcionário público federal. contam-se 15 anos efetivamente cumpridos.000. deu um desfalque de R$ 2. Após o cumprimento de 15 anos de reclusão. PROBLEMA NO 14 “A”. sendo até presidente de uma entidade que cuida de menores abandonados. conforme acórdão publicado hoje. O réu reúne péssimos antecedentes criminais e a acusação requereu sua condenação em memoriais. responsável pela tesouraria do INSS. Desde a captura. Em primeira instância. na ocasião. no tocante ao crime de estupro. do Código Penal. e por tal razão requereu sua liberdade. requerer o que é de direito. PROBLEMA NO 17 Manoel está condenado por homicídio qualificado a 12 (doze) anos de reclusão. caput. na esfera cível. enquanto o terceiro Juiz. vencido em parte. Houve recurso. acabou sendo condenado em três processos crime a penas de 18. homem violento na juventude. sempre com excelente comportamento carcerário. Foram apuradas a autoria e a materialidade.00 nos cofres da autarquia. QUESTÃO: Como advogado de Manoel.

pois o acusado teria assumido o risco de produzir o resultado. embora mantivesse a condenação. O voto divergente. vindo a falecer. elabore a peça adequada à sua defesa. QUESTÃO: Elaborar medida judicial em favor de “A”. “A” interpôs. “caput”. 4 . tendo como vitimas três Casas de Loteria Esportiva. primacialmente. ao golpear Roberval com a raquete. Os fatos todos ocorreram no dia 30 de abril de 2000. O denunciado simulou que estava armado. Ocorre que “B”. brasileiro. prolatou-se sentença condenatória. sendo indeferido seu pedido sob o fundamento de que sendo diversas as vítimas que se viram envolvidas no comportamento criminoso do agente. PROBLEMA NO 23 O cidadão “A”. não podendo a Ação Penal prosperar. dentro do prazo legal. a sentença de 1a instância foi mantida por maioria de votos.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 19 “A” está sendo processado por violação ao artigo 213 do Código Penal. IX. em 25 de março de 2005 e o réu interrogado em 18 de dezembro de 2005. bateu com a cabeça na guia. A defesa apresentou memoriais em 10 de maio de 2006.E.E. QUESTÃO: Elaborar peça apta e cabível para defender os interesses do indivíduo “A”. 10a e 22a Varas Criminais. João foi condenado à pena de 4 (quatro) anos de reclusão e a 10 (dez) dias-multa por ter violado o artigo 157.00. a 5 anos e 4 meses de reclusão e multa de R$ 300. R. deixou passar o prazo de seis meses do artigo 38 do CPP para propor a ação. estando em jogo. Julgada a apelação. O acórdão foi publicado ontem. Felício foi processado em liberdade perante a 1a Vara do Júri. Desta forma. Felício que estava com a raquete na mão. por infração ao artigo 157. “caput”. sendo apenado em cada uma delas. incisos I e II. com dezenove anos de idade. interpôs recurso de apelação. O defensor do réu perdeu o prazo para recorrer e a sentença transitou em julgado para a defesa e para a acusação. bem jurídico personalíssimo. PROBLEMA NO 22 Os indivíduos Felício e Roberval. A denúncia foi recebida pelo juiz da 12a Vara Criminal da Capital. As testemunhas de defesa foram ouvidas em 25 de abril de 2006. avaliadas em R$ 5. parágrafo 2o. sitas na capital. vendedor. Roberval desequilibrou-se e. o Juiz “a quo” deixou de processar tal recurso. por homicídio simples – art. Desse modo. “A” foi condenado pelo Juiz da 30a Vara Criminal a cumprir pena de 2 (dois) anos de reclusão. “A” requereu fosse reconhecida a extinção da punibilidade. casado.71 do CP. altura do número 879. Requereu ao Juiz competente o benefício do art. após uma partida de tênis. nascido em 12 de maio de 1936. A sentença de pronúncia foi prolatada há dois dias.00 (cinco reais). por ter o réu cometido um delito grave. Expediu-se mandado de prisão. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa do réu. primário. A vítima e as testemunhas de acusação foram inquiridas em 18 de março de 1996. atingiu de lado e sem muita força a cabeça de Roberval. com fundamento no artigo 581. um anel e uma correntinha de ouro. começaram a discutir. sob alegação de ter sido interposto intempestivamente. do Código Penal e foi fixado o regime prisional fechado para início do cumprimento da pena. Entretanto. do CPP. PROBLEMA NO 21 João. Seu pedido foi indeferido pelo Juiz. Inconformado com a sentença condenatória. do CP e pronunciado pelo magistrado. do Código Penal. furtou para si de uma loja. a ofendida.S. foi denunciado por ter subtraído de Maria um relógio. QUESTÃO: Na condição de advogado de Felício. de estrutura física inferior à do agressor e mãos desprovidas de qualquer objeto. em face do disposto no § 2o do artigo 155 do Código Penal. ao entendimento de que houve dolo eventual. foi condenado pelas 7a. reduzia a pena a 8 meses de detenção. e o réu está na iminência de ser preso. em face da decadência já operada. no período das 21 horas. ao cair ao solo. Em 25 de maio de 2006. 121. em 12 de janeiro de 2001. PROBLEMA NO 20 O indivíduo “A”. ao final. na Rua São José. cinco canetas esferográficas. Correu o processo com seus trâmites legais e.

em votação não unânime. ao tempo do crime. PROBLEMA NO 24 Mévio foi processado e. dirigi-se à farmácia de seu Josué. Durante a instrução. II. garantiu que no dia dos fatos Paulo o acompanhava em viagem de negócios. o Ministério Público denunciou o agricultor por estelionato. constituindo o Examinando como seu patrono. o qual foi denegado pela 2a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. 5 . Ainda assim. na modalidade fraude por meio de pagamento com cheque. em concurso de pessoas com outras duas pessoas. mediante grave ameaça. O Denunciado procura auxílio profissional. razão pela qual Paulo foi absolvido sumariamente de forma imprópria em decisão publicada há dois dias. onde quitou o débito. em face da notória honestidade de Josafá. a 1 (um) ano e 4 (quatro) meses de reclusão. 158. desesperado. que invadem sua residência. ao final. No dia seguinte. Durante a instrução. Josafá dirigiu-se à casa de Josué. sem maiores indagações. senão voltariam para matá-lo. informa não possuir os assaltantes. que. que ainda o ameaçaram. QUESTÃO: Na qualidade de patrono de Josafá. parágrafo 2o. que era homem voltado ao trabalho e que.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas não cabe entender-se que está presente a ficção jurídica do crime continuado. ameaçando matar a esposa e filhos do agricultor. é abordado ao sair de casa por dois meliantes. caput. por estar sem provisão de fundos. ambos do Código Penal. e. mantendo como refém os familiares de Josafá. porque teria tentado constranger Tício. elabore a peça processual cabível. PROBLEMA NO 26 João foi denunciado pela prática de homicídio qualificado motivo torpe. QUESTÃO: Como advogado de Mévio. pela ausência de indícios de autoria. condenado como incurso nas penas do art. apresentou o cheque resgatado na delegacia. a sacar dinheiro em caixa eletrônico. onde apresentou o cheque recebido. teve o pagamento recusado.00 (dois mil reais). casado. 14. Sabendo da “queixa” contra ele prestada. O Farmacêutico prontamente atendeu ao pedido. Sem sequer falar com Josafá. QUESTÃO: Apresentar medida cabível. Este foi indiciado por estelionato. onde prestou “queixa” contra Josafá. seu vizinho. Os bandidos. Como advogado de João. exigem que este providencie. O MM. sob pena de cumprirem a ameaça. QUESTÃO: Requerer medida em favor de Paulo. que. em meia-hora. durante anos. exerceu cargo de confiança na firma de Mário. com quem se assemelhava fisicamente. o Farmacêutico dirigiu-se à agência bancária. PROBLEMA NO 25 Josafá da Silva. exigem dinheiro que Josafá. não teria condição de compreender o caráter ilícito do fato. adotar as providências judiciais cabíveis. mas sim Jonas. então. eis que a arma do crime foi encontrada em seu poder. pedido este elaborado por tratar-se de réu primário e de bons antecedentes. Ficou demonstrado ainda que. em razão de esquizofrenia. mandando-o ficar calado. R$ 2. contra sua esposa. PROBLEMA NO 27 O Ministério Público denunciou Paulo pela prática de homicídio. em seguida. IV. Juiz de Direito determinou a citação de Josafá. previsto no artigo 121. João é impronunciado. combinado com o art. O advogado. Este último entregou o resgate aos bandidos. agricultor. do Código Penal. durante seu depoimento como testemunha. fica claro que não era João o colaborador. O juiz competente negou o pedido de suspensão condicional da pena formulado pelo advogado de Mévio. homem de poucas poses. apresentando-lhe um cheque e solicitando que trocasse o título por dinheiro. comprovou-se que o réu sempre teve vida normal e decente. o Comerciante (Josué) dirigiu-se à delegacia. O agricultor.000. impetrou “habeas corpus”. em razão de doença mental. momento no qual foi surpreendido por policial militar. tome a medida cabível. pai de dois fi lhos. que melhor represente os interesses do seu constituinte. bem como teria admitido a prática do fato a um amigo.

por ter sido incurso nas penas do artigo 157 §3o do Código Penal. Na audiência para a oitiva das vítimas e testemunhas de acusação. Romualdo dirigiu-se à Delegacia de Polícia mais próxima. Já na rua. prosseguindo em sua fuga. eis que presente atestado de boa conduta carcerária. quando ouviu um barulho no quintal. visando à libertação de Romualdo. Petrônio. em dezembro de 2004. e ainda estando Petrônio preso. colocando a mão sob a camisa e utilizando-se do veículo na fuga. A sentença transitou em julgado. parágrafo 2o. apresente a peça processual cabível. Houve recurso interposto pela defesa e o Tribunal confirmou a sentença do juízo a quo. tome a providência cabível. foi preso por policiais militares. como ali postos. após ouvir os fatos. em virtude de falta de viaturas para conduzi-lo à cidade do Forte. mediante rompimento de obstáculo. ameaçando de morte o seu proprietário. por duas vezes. então transferido para a Penitenciária de Jacaré. para fins de reincidência. diversos bens descritos na denúncia. tendo o Juiz considerado. 6 . Ao sair do interior de sua residência. c/c artigo 69 “caput”. PROBLEMA NO 31 Ernesto Manoel foi condenado por juízo criminal singular. que não pôde identificar devido à escuridão. novamente colocando as mãos sob a camisa. Romualdo constatou que havia matado um adolescente que lá havia entrado por motivos que fogem ao seu conhecimento. Anos após. Petrônio o abandonou e. inciso I. a defesa pediu progressão. desacompanhado da certidão cartorária. do Código Penal. a cumprir 20 (vinte) anos de reclusão. a íntegra do termo de interrogatório é a seguinte: “O interrogado admite ter praticado os fatos narrados da denúncia. desferiu três tiros que acabaram atingindo a vítima em região letal. sendo aquela assim fixada: quatro anos. QUESTÃO: Intimado da sentença. roubou um veículo Opala.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 28 Thiago subtraiu para si. do Código Penal. Considerando tratar-se de um ladrão. roubando seu veículo Monza. fazendo gesto de que estava armado. onde comunicou o ocorrido. por volta das 22 horas. Nunca foi preso ou processado e nada tem contra as testemunhas arroladas. além da pena de multa. em face da ausência de recurso da defesa. Imediatamente. quando trafegava pela rodovia. você é nomeado pelo Juiz da Comarca do Forte para arrazoar pedido feito pelo réu para que fosse revista sua condenação. Na fase judicial. como incurso no artigo 155. abriu a janela de sua casa e percebeu que uma pessoa. como advogado(a) de Thiago. Petrônio não foi apresentado. Vinte minutos depois. § 4o. por sentença transitada em julgado para a acusação. Ao final do processo. prendeu-o em flagrante pelo crime de homicídio. Como o pneu do veículo estourou. PROBLEMA NO 29 Na data de ontem. Munido de um revólver. em regime prisional fechado. Romualdo encontrava-se no interior de sua residência. PROBLEMA NO 30 Petrônio cumpria pena na Penitenciária do Forte quando. acrescidos de ¼ pela reincidência. ameaçou Maria de morte. conseguiu evadir-se do presídio.” Thiago foi condenado à pena de dois anos de reclusão e ao pagamento de dez dias-multa. fundamentando-a. mais 1/3 pela qualificadora para cada um dos crimes. caminhava dentro dos limites de sua propriedade. QUESTÃO: Elaborar a medida cabível. causando sua morte. também do Código Penal. QUESTÃO: Como advogado de Ernesto Manoel. foi condenado à pena de treze anos e quatro meses de reclusão. foi denunciado como incurso nas penas do artigo 157. QUESTÃO: Como advogado de Petrônio. um crime de homicídio noticiado apenas em sua Folha de Antecedentes. O Delegado Plantonista. inciso I. para tanto. Passados 4 anos de cumprimento de pena. que foi negada pelo juiz pela ausência requisito legal objetivo. adote medida judicial cabível. tendo o seu defensor dativo dispensado a sua presença.

duas testemunhas arroladas pela Promotoria. A defesa. ser incompetente para processar e julgar o feito ocorrido na Comarca de Bauru. por sua vez. categoricamente. sem qualquer manifestação. o Juiz. também foi denunciado. passou a desferir-lhe socos e pontapés. presenciarem a efetiva transação. Maria da Luz teve seu relógio subtraído por João da Paz. O “decisum” judicial foi publicado há dois dias. Onesto de Abreu foi absolvido com fundamento no artigo 386. Duas testemunhas presenciais arroladas pela defesa afirmaram. mediante uso de uma barra de ferro. tome a providência judicial cabíbel. 317 do Código Penal. que no dia dos fatos Antonio de Souza. absolveu sumariamente João da Silva. ajuizou no Foro Central de São Paulo. Inôcencio da Silva. acione a providência judicial pertinente. como incurso no art. a quantia de R$ 5. todos do Código Penal. Ulpiano. fundamentando-se nos artigos 6o do Código Penal e 70. João alcançou uma barra de ferro que se encontrava nas proximidades e golpeou Antonio por várias vezes. QUESTÃO: Na condição de Advogado de Onesto de Abreu. Onesto de Abreu respondeu a um procedimento administrativo que resultou em sua demissão do serviço público. deduzindo na decisão. QUESTÃO: Na condição de advogado de João da Silva. sem.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 32 Em festiva reunião realizada por empresários na Comarca de Bauru. 7 . ambos os acusados negam a autoria que lhes foi imputada pela acusação. após provocar o acusado. levantando-se com dificuldade. Por tais fatos. inciso lII. PROBLEMA NO 33 João da Silva foi denunciado pelo Ministério Público porque teria causado em Antonio de Souza. Capital. atue em prol da constituinte. por advogado. inciso VII do Código de Processo Penal. Modestino. por infração aos artigos 138 e 141. injustamente. alegaram que ouviram os acusados conversando sobre um possível acordo. aplicandolhe Medida de Segurança. QUESTÃO: Como advogado de Modestino. queixacrime contra Ulpiano. por ter pago a Onesto de Abreu a quantia já referida. 333 do Código Penal. porque teria aceitado de Inocêncio da Silva. A perícia conclui ser este portador de esquizofrenia grave. provou que Onesto tem incólume vida profissional. Concomitantemente à ação penal. Na instrução criminal. Desde a fase de inquérito policial. consistente em internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. o Magistrado. por volta das 12 horas. Durante a instrução criminal. mantendo a negativa no interrogatório judicial. “caput” do Código de Processo Penal. A ação foi distribuída à 1a Vara Criminal. PROBLEMA NO 35 No dia 10/10/2007. PROBLEMA NO 34 Onesto de Abreu.000. com palavras de baixo calão. que se encontravam no dia dos fatos no Departamento de Polícia. teria ofendido a dignidade e a honra de Modestino eis que relatava aos presentes as relações homossexuais por este praticadas com um adolescente de 13 anos de idade. Encerrada a primeira fase processual. nos mesmos autos. foi denunciado pelo Ministério Público Federal como incurso no art. os autos permanecem com o Ministério Público há mais de trinta dias. agente de polícia federal. determinou a instauração do Incidente de Sanidade Mental do acusado. QUESTÃO: Como advogado de Maria da Luz. exercida com uma faca. Descoberta a autoria e formalizado o inquérito policial com prova robusta de materialidade e autoria.00 (cinco mil reais) a fi m de não autuá-lo em flagrante delito por porte de substância entorpecente. de ofício. pelo prazo mínimo de 2 (dois) anos. por sua vez. na confluência das ruas Maria Paula e Genebra. Nenhuma prova foi produzida pelo Ministério Público. até que cessasse a agressão que sofria. engenheiro civil com residência e domicílio em São Paulo. que se utilizou de violência e grave ameaça. acatando o laudo Pericial. porém o Magistrado rejeitou a inicial. A decisão judicial foi publicada há dois dias. tome a providência judicial cabível. contudo. Encerrada a instrução. as lesões corporais que o levaram à morte.

agora. que lhe foi proposta pelo Órgão Ministerial. adquiriu imóvel cujo valor coincide com o do numerário subtraído conforme escritura lavrada em Cartório e registrada no serviço imobiliário competente. Em virtude destes fatos. QUESTÃO: Como advogado de Antenor. O clube é freqüentado por muitos jovens da localidade. A intimação ocorreu há dois dias. QUESTÃO: Como advogado da vítima “B”. com mais de três mil sócios. Antonio não aceitou a suspensão processual. à pena de 15 dias de prisão simples. PROBLEMA NO 38 Antenor teve seu veículo subtraído e posteriormente localizado e apreendido em auto próprio. no dia de sua inauguração. QUESTÃO: Tome as medidas cabíveis. parágrafo 3o . salão de festas. PROBLEMA NO 37 Nos autos do inquérito policial. O recurso não foi provido. ainda vinculado ao juízo do Departamento de Inquéritos Policiais da Capital – DIPO –. atue em favor do constituinte. foi indiciado em inquérito. conforme despacho cuja cópia está em seu poder. indiscutivelmente de sua propriedade. lá jogou-se para brincar. QUESTÃO: Elabore a peça cabível em favor de “A”. Ao mergulhar. PROBLEMA NO 41 O cidadão “A” viajava de avião de carreira do Rio de Janeiro para São Paulo no mês de agosto de 2002 quando. a afirmação de que só será possível a restituição depois do processo penal transitar em julgado. O acusado não aceitou nenhum benefício legal durante o processo. justificando a medida com a gravidade das conseqüências do fato. sem perceber que o nível da água de uma das piscinas estava baixo. como incurso no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais – “ vias de fato”. onde existem piscinas. Comovido com as fotos presentes no inquérito policial. em razão da aceitação da denúncia formulada pelo Ministério Público. chegando a praticar vias de fato. PROBLEMA NO 39 João foi detido em flagrante pela prática de crime de manutenção de casa de prostituição. atuar no escopo de obter o ressarcimento. “A”. O presidente do clube. com concessão de sursis. está sendo processado criminalmente perante a 1a Vara Criminal da Capital. passou a importunar a passageira “B”. QUESTÃO: Elabore o recurso cabível. na aproximação da Capital. Ingressou com “habeas corpus” perante o juiz da 4ª Vara Criminal visando o trancamento do inquérito policial e sua soltura. Antonio. Cipriano bateu a cabeça no fundo da piscina e veio a falecer. o magistrado suspende cautelarmente a habilitação para dirigir veículo automotor de José. já que estabelecida a autoria. Ingressou então com recurso em sentido estrito para o Tribunal de Justiça. Requereu a liberação do veículo. O garoto Cipriano. A ação penal está tramitando. 8 . sendo seu pedido negado. agir no seu interesse. fi cou evidenciado que Graciliano. campo de futebol. o autor do furto. instaurando a autoridade policial regular inquérito. PROBLEMA NO 40 José está sendo processado por crime de homicídio culposo. ao desembarcar. o que foi indeferido pelo delegado de polícia civil local. e assim entendeu-se de processar “A” perante a Justiça Federal. acusando-o da prática da figura prevista no artigo 121. aperfeiçoando-se ontem a intimação. tendo este sido condenado pela 1a Vara Criminal Federal da Seção Judiciária da Capital. do Código Penal. logo após a sua prática. sentença condenatória já transitou em julgado. A r. etc. QUESTÃO: Na condição de advogado de Antonio.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 36 Antonio é presidente de um grande clube local. Os fatos ocorreram a bordo de aeronave.

(OBS. Foram ouvidos o acusado. que foi confirmada pelo tribunal competente. 226. João namorou Caia. conseguindo manter relações sexuais com ela. e. por vários meses durante o primeiro semestre de 2004 e. aumentada de quarta parte. de 21 anos de idade. em dia não esclarecido do mês de junho de 2004. ainda não sentenciado. de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de agentes. em razão de ser hediondo o crime de estupro. definitivamente condenado.05 e o advogado foi intimado no dia 19. Foi acusado. de nome Tícia.05. e 217 do Código Penal. Ainda. QUESTÃO: Como advogado de João. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. A pena base foi fixada acima do mínimo em razão de ter o réu maus antecedentes. João foi condenado pelo crime do art. 217 à pena de 2 (dois) anos de reclusão. de ofício. O acusado foi intimado da sentença no dia 04. uma vez que estava sendo processado. aproveitando-se de sua inexperiência e iludindo-a com promessa de casamento. “caput”. Na delegacia.: a prova foi realizada dia 22/05/05) PROBLEMA NO 45 João. a manter com ele conjunção carnal. cada um deles combinado com o art. Tícia não foi localizada. consistente na subtração. deu ciência ao seu advogado. apresentaram representação e comprovaram ser pessoas pobres. do mesmo diploma legal. e Caia. QUESTÃO: Proponha o recurso cabível. do Código Penal à pena de 6 (seis) anos. Foi fixado como regime de pena o integralmente fechado.05. do toca-fi tas de veículo estacionado na via pública. apresentar a peça jurídica competente. por crime de estelionato. João constrangeu a irmã de sua namorada. em outra vara criminal. 226. foi denunciado como incurso nas penas dos arts. PROBLEMA NO 44 João. mediante arrombamento. ele revogou imediatamente. vem a matar a vítima. aumentado de ¼ em face da incidência do art. seduziu-a. (OBS. vindo a vítima a sofrer lesões corporais de natureza leve.05. aproveitando-se do fato de freqüentar a casa de Caia. Segundo a denúncia. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. Juiz de Direito da 5a Vara Criminal da Capital aplicou a pena de 20 anos a cada um dos acusados. enquanto Peter enfrenta a vítima e. que confirmou ter sido vítima de sedução e afirmou ter sua irmã sido vítima de estupro. QUESTÃO: Na qualidade de defensor de Xisto. virgem. em novo processo. em relação ao fato de que foi vítima. aparece o dono do veículo. Interpôs embargos de declaração com objetivo de prequestionamento. totalizando a pena de 7 (sete) anos e 6 (seis) meses de reclusão. QUESTÃO: Como advogado de João. 213. casado com Semprônia. totalizando a pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão. PROBLEMA NO 43 José foi processado e condenado pelo crime de furto qualificado. A sentença condenatória do MM.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 42 Xisto e Peter combinaram entre si a prática de furto qualificado. usando de uma arma de fogo que portava.: a prova foi realizada dia 18/09/05) 9 . e seus pais. o regime aberto e determinou a regressão de João para regime fechado. quanto ao fato em que Caia foi vítima. o que não era do conhecimento de Xisto. “caput”. Os advogados foram intimados da decisão há dois dias. Tícia. João foi intimado da decisão no dia 15. do Código Penal. estava cumprindo pena privativa de liberdade em regime aberto. III. de 15 anos de idade. tampouco havia omissão a suprir. Chegando ao conhecimento do Juiz das Execuções Criminais a existência deste processo. Ao iniciarem o furto. inciso III. José recorreu da decisão.9. sendo que o tribunal então alegou que não havia afrontado qualquer norma do ordenamento.05. Xisto sai correndo. Foi também condenado pelo crime do art. no mesmo dia. em concurso material. mediante violência. que negou os fatos. 213.

nessa fase processual. na data do fato. adote a medida judicial cabível. vigora o princípio in dubio pro societate. com base em informes do ofendido e de registros hospitalares. nos termos da denúncia.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 46 O Delegado de Polícia representou ao Juiz de Direito a fi m de que fosse decretada a prisão temporária de João. afirmou ter visto quando João. desde logo. afirmado a incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias. que apresentou a defesa prévia. a prorrogação da prisão por mais 5 (cinco) dias. por isso. tendo sabido pela esposa da vítima que o motivo era discussão anterior em virtude de dívida.95. no I. alegando que ele estava sendo investigado por crimes de estelionato e furto e se tratava de pessoa sem residência fixa. pois desaparecidos os vestígios. Durante o inquérito policial.1. João. apesar de devidamente registrado. QUESTÃO: Na qualidade de advogado de “B”. em “blitz” de rotina. Após os debates. PROBLEMA NO 47 João. Consta dos autos que fora detido na rua de sua casa portando revólver desmuniciado. Diante de tantos evidentes sinais da intoxicação alcoólica. intimado da decisão no dia 15. QUESTÃO: Como advogado de João. O juiz. merece crédito. PROBLEMA NO 50 Mário. no mesmo dia deu ciência ao seu advogado. ele não estava no Brasil e. após ouvir o Ministério Público. ele foi intimado para comparecer após 90 (noventa) dias. Mário foi denunciado e condenado nas penas do artigo 129. afirmou que conhecia João há muito tempo. após violenta discussão com Antônio. Durante a instrução foram ouvidas duas testemunhas.2005. já que. por ser ela presencial. Percebendo que João mal conseguia responder as perguntas a apresentar documentos. Foi-lhe nomeado Defensor Dativo. depois do primeiro exame em Antônio. realizando-se a sua citação por edital e sendo declarada a sua revelia. o policial registrou e evidência da embriaguez e o encaminhou ao hospital próximo para tratamento. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. PROBLEMA NO 49 “B” foi condenado a 2 anos de reclusão e 10 dias-multa pelo crime previsto no artigo 14 da Lei no 10. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. sendo a sua prisão imprescindível para as investigações. arrolada pela defesa. Procurado para ser citado.09. não podia ser o autor dos disparos. QUESTÃO: Como advogado de João. arrolada pela acusação. ato presenciado por duas testemunhas. sob o fundamento de que o depoimento da testemunha da acusação. (OBS. A segunda testemunha. tendo os peritos. Foi expedido mandado de prisão. em 5. agride-o com um cano. surgiu de repente e logo desferiu disparos em direção à vitima Antonio. João foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado. foi-lhe concedida na sentença (publicada ontem) a suspensão condicional da pena.: a prova foi realizada dia 18/09/2005) PROBLEMA NO 48 João foi processado e condenado pelo crime do art. João não foi encontrado. foi denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil (discussão anterior por dívida de jogo) e por uso de recurso que impossibilitou a defesa (a surpresa com que agiu). além do que.826/03. se persistissem os motivos que levaram à sua decretação. João soube da decisão e procurou um advogado para defendê-lo. por ela reconhecido fotograficamente na audiência. teria sido abordado com visíveis sinais de embriaguez. parágrafo 1o. QUESTÃO: Elabore a defesa cabível. substituído pela palavra das testemunhas em face de sua impossibilidade concreta. Por ser o réu primário e de bons antecedentes. realizado 15 (quinze) dias após o fato. autorizando. deve o acusado ser pronunciado. do Código 10 . uma vez que. causando-lhe ferimentos. eis que João se queixava de enjôos e tontura. em caso de dúvida. A primeira. Sem ser preso. sabendo que. 306 CTB. causando-lhe a morte. Concluído o inquérito. decretou a prisão temporária por 5 (cinco) dias. ao sentenciar o magistrado considerou desnecessário exame pericial.

14. parágrafo 4o. calibre 380. 61. verifique a medida cabível e de forma fundamentada postule o que for adequado ao caso. não pode o ofendido apelar de sentença condenatória para pleitear aumento de pena. que estava foragido.2004. QUESTÃO: Como advogado de João. em via pública. Ele e seu advogado foram intimados da sentença condenatória. dirigiu-se à Delegacia de Polícia e solicitou os autos de inquérito para exame. não executando os trabalhos pelos quais foi contratado.: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 55 O Ministério Público ofereceu denúncia contra Pedro Antunes Rodrigues. como marceneiro. apresente a peça adequada. no dia 20. Lúcio. importância de seu cliente. 121. como assistente do Ministério Público e apelou de sentença condenatória que. alínea e.2004.2004. semi-automática.: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 54 João Alves dos Santos.2004.2005 e. Conforme a inicial acusatória. O Delegado de Polícia. como advogado. O juiz não admitiu a apelação porque. para a defesa.04. no I. para a acusação no dia 05. inciso II. no seu entendimento. Narra a denúncia que Pedro Antunes 11 . QUESTÃO: Como advogado de Lúcio. atuara no processo por seu advogado. e art. PROBLEMA NO 51 Lúcio. Antonio Aparecido Almeida. no dia 06. O delito de homicídio não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade. (OBS. em 05. (OBS. O acusado Mário e seu advogado deixaram escoar o prazo para impugnação da sentença. qual a medida cabível em sua defesa? Redija a peça.01. não lhe permitiu o acesso aos autos porque a investigação era sigilosa.05. todavia. c/c o art. recebera. no dia 20. veio a ser preso no dia 28. por infração prevista no art. Entendeu o Magistrado que João cometera o crime porque ficou com o valor recebido.05.05. por volta das 15 horas. encontra-se condenado pela 27a Vara Criminal desta Comarca ao cumprimento da pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. por apropriação indébita porque. do lado esquerdo. no dia 20. inciso II.2005. causando-lhe lesões no peito. Este. por estar indiciado pela prática de crime de roubo. de forma fundamentada. efetuou um disparo contra seu irmão Alberto Antunes Rodrigues. QUESTÃO: Como novo advogado.01. foi a divisão de uma área de terras oriunda de herança. no dia 05.2002. verifique a medida cabível e. conforme a exordial. com capacidade para doze cartuchos.01. O que motivou o fato. todos do Código Penal.: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 53 João Alves dos Santos foi condenado.01. condenara Antonio Aparecido Almeida às penas mínimas de 1 (um) ano de reclusão e dez dias-multa. de forma fundamentada. QUESTÃO: Como advogado de João. pleiteando aumento da pena porque o condenado era reincidente. pela prática do crime de furto qualificado na modalidade continuada (artigos 155.2007. conforme sentença que transitou em julgado. da marca Taurus. conforme laudo de exame em arma de fogo. na tentativa de matá-lo. com 19 (dezenove) anos à época do fato. PROBLEMA NO 52 João Alves dos Santos. procurou advogado para atuar em sua defesa. no dia 2 de novembro de 2006. do Código Penal).OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas Penal. o que faria em favor de Mário? Redija a peça. postulando.02. fazendo uso de uma pistola. na localidade de Planaltina – DF. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. o denunciado. como pagamento adiantado pelos serviços que prestaria em sua residência. vítima de estelionato. o que for de interesse de João Alves dos Santos. QUESTÃO: Verifique a medida cabível e. caput. O advogado da vítima foi intimado dessa decisão no dia 20. e 71. na quadra 5. (OBS.02. sendo evitado porque a vítima recebeu pronto atendimento médico.

121. ainda. caput. Pedro Antunes Rodrigues absteve-se. que informou que. do Código Penal. na véspera dos fatos. não aceita pelo acusado. de forma fundamentada. Submetido a julgamento pelo tribunal do júri. substituindo-a por uma pena restritiva de direito e multa. do art. e art.00 (cem reais). Sobreveio. na qualidade de advogado de Pedro Antunes Rodrigues. pertinente à sua defesa. QUESTÃO: Como advogado de João. Ao ser interrogado. disseram que. O pai. O juiz condenou João pelo crime de furto simples às penas de 1 (um) ano de reclusão e 10 dias-multa. do que resultou perigo de vida. localizada na cidade de Cuiabá. expressamente. confirmou o fato e a propriedade dos dólares. em face de sua primariedade e bons antecedentes. inciso II. tivesse que matar o próprio irmão”. admitiu. no valor mínimo. tendo sido descobertos pelo 12 . A empresa foi submetida à fiscalização. 14. Ouvidas duas testemunhas de acusação. todos do Código Penal. a empresa passou por séria crise financeira. privativa de advogado. arrolou Catarina Andrade. por seu turno. QUESTÃO: Como advogado de João. ato contínuo. caput. tendo cinco funcionários trabalhando em referido estabelecimento comercial. a vítima foi atingida no lado esquerdo do peito. c/c o art. submetido à perícia. Na parte dispositiva. da loja de equipamentos agrícolas Gramas. conforme o disposto no art. mas à sua mãe. inciso II. houve a subtração. PROBLEMA NO 58 João foi acusado de ter subtraído. um dia antes do crime. Em razão da lesão sofrida. vítima. no prazo e na forma legal. como seu advogado. vinte mil dólares de seu pai. Alberto ficou 40 dias sem exercer suas atividades normais. Não foi juntada prova documental a respeito da propriedade do dinheiro. motivo pelo qual Tício deixou de repassar à Previdência Social. 155 do Código Penal. porque o prejuízo da vítima era de R$ 100.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas Rodrigues disse à vítima. Durante a instrução do feito. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. as contribuições previdenciárias descontadas dos funcionários. sem mandado judicial. redija. PROBLEMA NO 56 Policial civil ingressou. apreendida imediatamente após o crime. a peça processual que não seja o habeas corpus. que “a fazenda seria sua de qualquer jeito. vindo por isso João a ser denunciado como incurso no artigo 297. tendo o projétil transfixado o coração. Conforme o laudo de exame de corpo de delito (lesões corporais). depois de efetuar um único disparo de arma de fogo contra a vítima. sentença que pronunciou o réu nos termos da denúncia. Por outro lado. havia 7 cartuchos intactos. na residência de João. tome as providências cabíveis para a sua defesa e redija a peça processual adequada. E. em regime semi-aberto. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. então. substituindo a pena de reclusão pela restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade. o acusado e duas testemunhas de defesa afirmaram que os dólares não pertenciam ao pai do acusado. realmente. antes de falecer. o réu admitiu que teria dito ao seu irmão. o réu foi condenado a 5 anos de reclusão. voluntariamente. que. no dia 5 de janeiro de 2003. A defesa. alínea e. para isso. do local onde ocorreram os fatos. fixando regime inicial aberto. com maioria do capital. Consta nos autos informação da polícia técnica de que na arma. ser condenado à pena mínima. exatamente as palavras narradas na denúncia. a acusação apresentou testemunhas não-presenciais. que se tratava de caso de aplicação do privilégio previsto no parágrafo segundo. Fábio. e nela apreendeu documento público que. na fundamentação. de reiterar atos agressivos à integridade física da vítima e. retirou-se. 61. QUESTÃO: Considerando essa situação hipotética. PROBLEMA NO 59 Tício é sócio-gerente. A denúncia foi recebida pelo juiz. constatou-se ser falso. redija a peça processual de sua defesa. incluindo a fundamentação legal. PROBLEMA NO 57 O juiz. No mês de março do ano de 2004. ao proferir sentença condenando João por furto qualificado. QUESTÃO: Diante do inconformismo de João com essa condenação. nem que. devendo. caminhando. com cinqüenta e oito anos de idade. que Pedro não possui antecedentes penais. os dera para o filho. fixou como pena a de reclusão de 2 (dois) anos. Houve proposta de suspensão condicional do processo. por elas presenciada.

312 do Código de Processo Penal. tendo sido expedidos os mandados de prisão. melhor razão está com a bem pautada promoção do Ministério Público. diversa de habeas corpus. o qual ofereceu denúncia. sócio minoritário da empresa Gramas e que não participava da gestão da sociedade. 21 da Lei no 10. os crimes imputados ao acusado são sobremaneira graves. este. indefiro o pedido de liberdade. interponha a peça jurídica cabível. também. Com efeito. QUESTÃO: Como advogado de Tício e Mévio. motivo pelo qual foi lavrado auto de infração. a declaração do débito e o pedido de parcelamento perante a Previdência Social. ainda. preferindo aplicar o dinheiro no pagamento de fornecedores. em desfavor de Tício e Mévio. com exatidão. Outrossim. entretanto o pleito foi indeferido pelo juiz a quo. 13 . na condição de advogado(a) contratado(a) por Rodrigo Malta. durante a instrução. de acordo com o que dispõe o art. Em 9/9/2008. a primariedade e os bons antecedentes não são pressupostos a impor a liberdade de forma incontinente. Registre-se que Rodrigo Malta é primário. 14. que assim se manifestou: “Após analisar os autos. caput. Tício foi indiciado e interrogado. Requereu. destacando-se que.” A defesa. ainda. possui bons antecedentes e compareceu à delegacia e ao juízo todas as vezes em que foi intimado. O magistrado recebeu a denúncia e decretou a prisão preventiva como garantia da ordem econômica. sendo. que oficiou contrariamente à liberdade provisória. contudo. sob o argumento de que o decreto de prisão cautelar não explicitara a necessidade da medida nem indicara os motivos que a tornariam indispensável. a autoridade policial elaborou relatório e o enviou ao representante do Ministério Público. parágrafo único. PROBLEMA NO 60 Rodrigo Malta. entendo que o pedido de liberdade provisória formulado não merece acolhida. restou denegada. 16. 69 do Código Penal brasileiro. Findo o inquérito. em favor de seu cliente. O advogado de Rodrigo pleiteou a liberdade provisória de seu cliente. em casos como o presente. QUESTÃO: Considerando a situação hipotética apresentada. A ordem. pois a empresa passava por grave crise financeira. com a numeração raspada).826/2003 (porte de arma de fogo de uso permitido e posse de arma de fogo de uso restrito. Em seu interrogatório informou que era o responsável pela folha de pagamento e que descontava as contribuições previdenciárias de seus empregados. Instaurado Inquérito Policial. e no art. não demonstrou qualquer intenção de fuga. diante da denegação da ordem. então. até o momento. o que só será dirimido.826/2003. em junho de 2004. a prisão preventiva dos denunciados. impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Moema. brasileiro. Isto posto. objetivando a concessão de liberdade provisória. Afirmou. nascido em 4/5/1976. procedendo a comprovação do adimplemento de todas as parcelas. IV. residente na rua Pedro Afonso no 12. foi preso em flagrante delito. em razão do disposto no art. adotar as providências cabíveis. entre os elencados no art. ambos da Lei no 10. que providenciara. remetida representação ao Ministério Público. que o acusado é provavelmente soldado do tráfico. São Paulo – SP. que proíbe a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. foi denunciado como incurso nas sanções previstas no art. indicando a prova indiciária. confirmando-se a decisão do juiz a quo.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas órgão autárquico os atos praticados pelo senhor Tício. mas não as repassando à Previdência. em São Paulo – SP. De outro lado. em fevereiro de 2005. em 2/8/2008. solteiro.

cabível à espécie. imediata e espontaneamente. c/c art. no valor unitário mínimo.343/2006. Em seguida. nos autos. iria pegar uma carona com a vítima não reconheceram. 40. Vânia foi denunciada por tráfico de drogas. Afirmou que. e a testemunha Agnes. em regime inicial fechado. tentando subtrair o veículo Corsa/ GM. brasileira. dormindo. Pedro Paulo foi posto em uma sala. Constam. redija. que somente após a perfuração da sola do tênis. tendo ela passado calmamente pela guarita policial. na posse de 11. por fi m. Então. por parte dos policiais. de acordo com o art. com um facão.343/2006. foi presa. contando a mesma versão dos fatos que narrara na delegacia. Vânia Pereira. QUESTÃO: Considerando a situação hipotética apresentada. Disse. Declarou. Há. por isso. no dia do crime. inicialmente.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 61 No dia 30 de agosto de 2007. Vânia refutou a imputação. a ré fora surpreendida. em favor de Vânia Pereira. com cabelos escuros e utilizando bonés. em Franco da Rocha – SP. III. A defesa tomou ciência da decisão. O inquérito policial foi autuado e tramitava perante a 2. Vânia levava-lhe. decidira levar o calçado para seu marido. Vânia foi condenada pelo juiz da 1a vara criminal da comarca de Franco da Rocha nas penas de seis anos de reclusão. na forma de uma única porção. que lhe pertencia. no interior de estabelecimento prisional. Ao registrar ocorrência policial. trazida consigo. negou a autoria do delito. havendo insistência. residente na Rua José Portela n. Em seu interrogatório em juízo. também. casada. 40. agentes penitenciários. III. os laudos de constatação prévia e de exame químico-toxicológico. no horário do crime. que. para reconhecimento. e pagamento de sessenta e seis dias multa. sem demonstrar nervosismo ou medo. ainda. típica da atividade de tráfi co. ainda. ainda. que “não sabia que havia droga dentro da sola do tênis” e que. nos autos. 33. puderam verificar a existência da droga. seu marido. ocasião em que foi detida. Maria Helena. junto com Marconi. que confirmam não apenas a quantidade da droga apreendida. 33. na posse da substância entorpecente — escondida no interior do solado de um tênis —. Relataram. por volta das 22 h. No dia 30/6/2008. narrou ter visto dois indivíduos de estatura mediana. documentos que comprovam que Vânia é primária. Na ocasião. Pedro Paulo foi convidado para que se fizesse presente naquela delegacia de polícia e assim o fez. o que foi aceito. Pedro Paulo como autor do delito.67. visto que foram impedidos de concluí-la pelos policiais militares que estavam em patrulhamento na região. relatando que. conhecida como cocaína. preso na Penitenciária III de Franco da Rocha. mantimentos e roupas. tem bons antecedentes. ambos da Lei no 11. As testemunhas de acusação. Ademais. dentro da Penitenciária III de Franco da Rocha. como incursa no art. para que a vítima confirmasse que os indiciados eram os autores do crime. A vítima Maria Helena. um indivíduo de prenome João fora até sua residência e pedira-lhe que entregasse um par de tênis a seu marido. ambos da Lei no 11. na noite anterior aos fatos. de modo que ela não tinha como saber que estava levando drogas para o seu marido.a vara criminal da capital. a vítima. a fi m de se submeter a reconhecimento formal. confirmaram que. declarando que Pedro Paulo era a 14 . Ao final. destinada à entrega e consumo do preso José Pereira da Silva.5 g da substância entorpecente causadora de dependência química e física. de cor verde. a peça jurídica. Informaram. As testemunhas de defesa disseram que a ré fora instigada por um tal de João a levar o par de tênis. diversa de habeas corpus. estava em casa. c/c art. que a abordagem da ré ocorrera de modo aleatório. semanalmente. em flagrante. ocorrido no dia 9/6/2008. placa IFU 6643/SP. na data dos fatos. que eles só não alcançaram êxito na empreitada criminosa por motivos alheios às suas vontades. a vítima assinou o auto de reconhecimento. no estacionamento do shopping Iguatemi. não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. mas também a forma de acondicionamento apresentada. PROBLEMAS EXTRAS PROBLEMA EXTRA NO 1 Pedro Paulo e Marconi estavam sendo investigados pela autoridade policial de distrito policial da comarca de São Paulo em razão da prática do delito de tentativa de furto qualificado pelo concurso de pessoas.

A Polícia chega ao local e prende-o em flagrante delito. mediante o preço de R$ 200. e Júlio. encontrou a esposa morta com um tiro na cabeça. em favor de Pedro Paulo. e que por fi m veio a falecer em conseqüência do disparo. PROBLEMA EXTRA NO 4 Por estar necessitando de dinheiro. Defendeu-se por meio de um álibi. Processado. e. apesar da negativa do acusado. Pedro viajou para Salvador a negócios e hospedou-se no Hotel Centro daquela cidade. 01 (um) mês após a publicação do Acórdão. seu defensor arrolou cinco testemunhas. Pedro Paulo não é primário. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. conforme certidão do senhor meirinho. Ocorre que não pode prover as despesas de um processo. foi até o quintal provido de uma lanterna e um revólver. em favor de Pedro. não tiveram filhos e moravam em São Paulo. havia tentado furtar o seu veículo. em seguida. que pretendia assustá-lo a título de brincadeira. sentença de pronúncia foi proferida há 3 (três) dias e o acusado está solto. diversa de habeas corpus. mostrando a conta do hotel. Pedro acabou sendo denunciado por homicídio doloso simples. do CP. enviando-o a julgamento perante o Tribunal do Júri.00. demonstrando a imprescindibilidade da oitiva. Porém. pelo seguinte fato: acordado de madrugada em sua casa com ruídos estranhos. a peça jurídica. Julgado pelo Tribunal do Júri. foram ouvidas somente duas delas. com sentença confirmada por votação unânime pela Instância Superior. “A” é condenado à pena de 2 (dois) anos de reclusão. por força das restantes terem se mudado dos endereços constantes do mandado. o delegado autuou Pedro Paulo em flagrante delito e recolheu-o à prisão. foram feitas as comunicações de praxe. disparou em direção ao vulto. PROBLEMA EXTRA NO 2 “A” foi denunciado pela prática do crime de furto. Foi entregue a Pedro Paulo a nota de culpa. redija. QUESTÃO: Elabore perante o órgão judiciário competente medida cabível e favor de “A”. 121. por meio de seu advogado. QUESTÃO Considerando a situação hipotética apresentada. O réu veio a sofrer condenação a pena privativa de liberdade e o decisório já transitou em julgado. Repentinamente surge um vulto humano. Diante disso. pleiteou a substituição daquelas por outras. “A” pretende promover uma ação penal contra o estuprador. agravado por crime contra cônjuge. conforme orientação dos agentes de polícia. “A” aluga seu apartamento para um casal ali manter relações sexuais.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas pessoa que. então. QUESTÃO: Apresentar peça profissional em favor de Júlio. Júlio foi condenado a seis anos de reclusão. empregada doméstica. Na defesa preliminar. tendo sido tal pedido indeferido. PROBLEMA EXTRA NO 5 Pedro era casado com Maria há muitos anos. 15 . Ao retornar. elabore a peça adequada. porém possui residência e emprego fixos. após 2 (dois) dias. “caput”. A r. Ao final. perante o órgão judiciário competente. mas o Juiz competente o pronunciou. Apurou-se também um tiro dado na parede com a mesma arma. sem privar-se de recursos indispensáveis à sua manutenção própria. no dia 9/6/2008. QUESTÃO: Como advogado de “A”. PROBLEMA EXTRA NO 3 Júlio foi denunciado e pronunciado como incurso nas penas do art. cabível à espécie. as razões da medida proposta. foi estuprada por “B”. Somente hoje. verificou-se que se tratava de um vizinho de Júlio. PROBLEMA EXTRA NO 6 “A”. surgem testemunhas garantindo ser a 1a vez que “A” praticara tal fato. “A”. perante o órgão judiciário competente. QUESTÃO: Sustentar. porteiro do prédio onde trabalha.

E. A sentença baseou-se em auto de infração elaborado pela autoridade sanitária. QUESTÃO: Como advogado(a) de Pedro. o próprio Juiz cassou a sua decisão que já houvera transitado em julgado. O Tribunal denegou a ordem requerida.. ambos do Código Penal. Segundo consta. a Colenda Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça houve por bem acolher as razões do apelante e diminuir-lhe a pena. c. QUESTÃO: Apresentar medida em favor de Rui. visando diminuir a pena.c.. apresentados. voltando contra o peito. Foram denunciados: ele.171. Descoberta a fraude.. 272 do CP. em que é apelante “A” ‘sendo apelada a Justiça Pública: acordam. Valendo-se de um atestado de óbito falso obteve do Juiz Criminal a extinção da punibilidade. Cumprindo o plano. artigo 14. pagando-as com cheques... uma vez que o representante do Ministério Público insiste na oitiva de duas testemunhas que devem ser ouvidas por meio de Carta Precatória. para desconto posterior. 71.. foi condenado às penas de 1 (um) ano de reclusão e pagamento de 10 (dez) dias-multa. e a vítima foi encontrada ilesa. justificando a medida proposta PROBLEMA EXTRA NO 11 Pedro. por residirem em outro Estado. “A’ encontra-se preso.” QUESTÃO: Elaborar peça profissional para corrigir o referido engano material contido no acórdão. “caput”. mediante grave ameaça exercida com arma de fogo. Não há nos autos qualquer laudo. crime previsto no art. PROBLEMA EXTRA NO 10 “A” foi processado e condenado a 04 (quatro) anos de reclusão por ter exposto à venda produto alimentício adulterado. por força da flagrância delitiva. a um ano e dois meses de reclusão. fundamentando o v. PROBLEMA EXTRA NO 9 Rui foi denunciado por furto qualificado e encontra-se foragido. decretando prisão preventiva. tendo sido verifi cado que os ferimentos resultantes foram leves.. acórdão no fato de que a gravidade da infração se sobrepõe ao 16 . Foi autuado em fl agrante delito no momento em que pegava o dinheiro. empresário.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 7 “A” foi condenado. Ambos sobreviveram. QUESTÃO: Elaborar peça processual visando resolver a situação de ‘A’. fundamentado-a.c. PROBLEMA EXTRA NO 8 Uma moça propõe ao seu namorado um pacto de suicídio. adote a medida judicial cabível. o namorado atira contra a moça e. relatados e discutidos estes autos de apelação criminal no . dar provimento à apelação do réu para diminuir a pena a 14 meses de reclusão. em primeira instância.. Como o processo fosse da competência da Vara do Júri. 121. PROBLEMA EXTRA NO 12 Ésquines foi denunciado e está sendo processado por infração ao artigo 159 do Código Penal porque. ensejando interposição de ordem de “Habeas Corpus” ao Tribunal competente.000. ambos do Código Penal) e ela pelo delito previsto no artigo 122 do Código Penal.II. como se verifica pela ementa: “vistos. lnstiga-o de tal forma que ele aceita. por votação unânime. não foram pagos por insuficiência de fundos.. também atira. dado como incurso nas sanções do art. que.00 (cem mil reais). Interpôs recurso de apelação. por sentença ainda não passada em julgado. deixado em local previamente combinado. Devidamente processado tal recurso. foi o mesmo indeferido. o prazo está fl uindo. foram ambos pronunciados. por tentativa de homicídio (art. lê-se: “Isto posto.. tendo a sentença transitado em julgado. há mais de 180 (cento e oitenta dias) e ainda não se encerrou a instrução criminal. na parte conclusiva da veneranda decisão. O acusado encontra-se preso. QUESTÃO: Elaborar medida cabível em favor da moça. como condição para sua libertação. o art. Requerido o relaxamento do fl agrante ao Juízo processante. exigindo de sua família. Pedro adquiriu mercadorias da empresa POP Ltda. dá-se provimento ao apelo do réu para fi xar pena em 14 meses de reclusão. seqüestrou Demóstenes. c. a importância de R$ 100.

por haver resistido à determinação de policial à paisana. “C” e “D” egressos da Penitenciária do Estado de São Paulo. policiais militares que passavam por ali. “A” foi processado pelo artigo 213 do Código Penal. a qual não transitou em julgado QUESTÃO: Elaborar medida cabível. tem ótimo comportamento prisional. as razões da medida proposta.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas eventual excesso de prazo. o que também justificava a condenação. No desenrolar da reunião. passaram por um bosque e “A”. Haviam combinado essa reunião quando estavam cumprindo pena. a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. usando de violência. boa laborterapia e inclusive subsiste do seu trabalho. que exigia sua presença na 23a Delegacia. direcionada ao órgão Judiciário ad quem. entendeu prematuro o benefício e indeferiu a postulação. tendo o juiz concedido o “sursis”. perante o órgão judiciário competente. No 10o dia consecutivo. No qüinqüídio legal.” QUESTÃO: Como advogado de João de Deus e hoje intimado. radicado no distrito da culpa. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. PROBLEMA EXTRA NO 14 João de Deus foi condenado a pena de 2 (dois) anos de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1a Vara Criminal da Capital. PROBLEMA EXTRA NO 13 “A’ com 35 anos de idade.00 (cem reais) para retardar ato de ofício. Durante o processo. A ordem do investigador fundava-se no fato de “A” ter sido encontrado dentro de seu automóvel. já tendo descontado mais de 2/3 da reprimenda carcerária. em lugar distante. para tomar um suco após a aula. “A” está cumprindo pena. PROBLEMA EXTRA NO 15 “A” requereu abertura de Inquérito Policial contra “B” pelo delito de estupro. 17 . desconfigurando o alegado constrangimento ilegal. convidou uma de suas alunas de nome “B”. apelou. o que fi cou bem demonstrado nos autos. do Código Penal. o Ministério Público não recorreu e a defesa de João. professor de natação. estuprou “B”. sendo que “B” moveu uma ação privada contra “A”. prossiga no recurso interposto. tome a providência judicial cabível.embora o réu apenas tenha aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100. indenizou a vítima. no dia 10 do mês passado foram fazer uma reunião no hotel da cidade. O processo desenrolouse normalmente e o Juiz proferiu sentença condenatória. Neste momento. o Juiz da Vara competente. PROBLEMA NO 17 “A” foi denunciado por violação ao artigo 329 do Código Penal. conversando com a noiva. foram presos pela polícia e enquadrados no art. QUESTÃO: Como advogado de Ésquines. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido. de 23 anos. PROBLEMA EXTRA NO 16 “A”. casado e com família constituída. tendo recebido elogios do Diretor da Unidade Prisional. que é homem correto. em favor de “A”. A r. no último dia de que trata o artigo 103 do Código Penal.. o Magistrado competente decretou a prisão preventiva de “B”.. QUESTÃO: Elaborar peça profissional para solucionar a situação processual de “B”. O processo prosperou e a sentença absolveu “A”. após tantos anos na cadeia. sim. o fato é que se viu favorecido. Porém. Agora. O Promotor. “A” não expressou humildade e até disse que “a vítima na verdade gostou”. ouviram os gritos de “B” e efetuaram a prisão em flagrante de “A”. ao receber a queixa respectiva. Quando se dirigiam ao barzinho. dita por “A” na época do processo. com o fi m de discutir a melhoria de vida dos outros detentos. moça de posses. QUESTÃO: Sustentar. Requereu o seu livramento condicional. Consta da sentença condenatória que “. inconformado. decisão que indeferiu o benefício foi prolatada hoje. 288 do Estatuto Penal Repressivo. “B”. que o considerou incurso no artigo 333. impressionado com a gravidade do caso e ainda influenciado pela frase que a vitima na verdade teria gostado.

e. e fixou o regime prisional semi-aberto para início do cumprimento da pena. PROBLEMA EXTRA NO 22 Paulo. Fato provado pelo laudo de exame de corpo de delito realizado pelo IML. Intimada. justificando-a. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa do réu. O réu foi intimado da sentença por edital. por ser reincidente em crime doloso. reconhecendo que este violara o artigo 163. O interrogatório já foi realizado. 89 da lei 9. com 25 anos. no 243. No dia do interrogatório. está sendo processado perante o 5o Tribunal do Júri da Capital como incurso nas penas do artigo 126. parágrafo único. em 05 de julho de 2000. “caput”. do Código Penal. QUESTÃO: Elaborar medida cabível. O processo seguiu sua tramitação normal. devido ao mandado de prisão expedido. o recurso interposto pela defesa não foi recebido. O Juiz condenou o réu à pena de 7 (sete) meses de detenção. inciso IV. do CP. foi denunciado pela violação do artigo 163. médico ginecologista. em São Paulo. QUESTÃO: Elaborar a medida judicial cabível para resolver o caso em definitivo em favor do réu. o réu foi condenado nos termos da infração penal do crime em tela. o Dr. Finda a instrução preliminar. Euclides. o Magistrado. a parteira procurou outro advogado. nem o réu nem seu defensor. o processo alcançou a fase dos debates orais. QUESTÃO: Como advogado de Pedro. A denúncia relatou que. Requereu a liberdade provisória que foi concedida pelo Juiz que arbitrou a fiança. No processo criminal. transitada em julgado. Paulo. prolatou-se sentença condenatória em 27 de março de 2002. Aberta vista ao querelante.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 18 Uma parteira. deixou ele escoar-se o prazo sem qualquer manifestação. com fundamento nas suas confissões.099 / 95 – por ter sido provado que o réu era reincidente em crime doloso e que tinha uma condenação pela prática de roubo. Estado de São Paulo. QUESTÃO: Apresentar medida em favor da parteira. O querelado ofereceu suas razões defensivas. PROBLEMA EXTRA NO 20 Em queixa-crime formulada por Maria contra Raphael por crime de posse sexual mediante fraude. e designou-se interrogatório para 10 de dezembro de 2001.099 / 95. confessou a maneira abortiva tanto na fase policial como na judicial. por ele não ter se recolhido à prisão. ocasião em foi deferido o pleito para entrega de memoriais. por estar praticando aborto em uma de suas pacientes. PROBLEMA EXTRA NO 21 Pedro. após invadir a casa de Maria. três testemunhas residentes e domiciliadas em Santos. elaborar medida cabível. na comarca de São Paulo. em processo que lhe é movido por roubo. quando invadiu a casa de Maria. A denúncia foi recebida em 28 de outubro de 2001. 126 do CP. inciso I. negando ao réu o direito de apelar em liberdade. 18 . foi preso em flagrante pelo Delegado da 14a Circunscrição Policial. em defesa prévia. PROBLEMA EXTRA NO 19 Euclides. pronunciou-a. A sentença condenou o réu a dois anos de reclusão. A vítima não foi submetida a exame de corpo de delito. Encerrada a instrução. após os trâmites legais. foram intimados. com direito a sursis. por ter praticado aborto em uma mulher que a procurou. O decisório ainda não transitou em julgado. já condenada por crime anterior. Promotor de Justiça negou-se a apresentar proposta de suspensão do processo – artigo 89 da lei no 9. do Código Penal. Ministério Público ofereceu a denúncia e deixou de propor o disposto no art. O réu está na iminência de ser preso. A sentença transitou em 19 de novembro de 2002. arrolou. O prazo de recurso está fluindo. Quando da expedição da competente carta precatória. agrediu a moradora e destruiu os móveis que estavam na sala. sendo que a audiência da oitiva das testemunhas de acusação foi marcada. situada na rua dos Franceses. processada pelo delito capitulado no art. sem antecedentes criminais. parágrafo único.

esquece-se de apresentar o rol de testemunhas na peça inicial. ao final da instrução probatória. O réu encontra-se na iminência de ser preso. até o momento em que o réu fosse citado pessoalmente. o réu não compareceu em juízo e não constituiu advogado. ser o réu condenado pejo crime que cometeu. que naquela ocasião. c. dentre outras. e o magistrado determinou a citação do réu por edital. Promotor de Justiça. PROBLEMA EXTRA NO 24 Paulo foi denunciado por corrupção ativa. Os Jurados. QUESTÃO: Como advogado de Gaio. por significativa maioria de votos. sustentou a Defesa. atravessado o semáforo vermelho e dado causa à morte de José. 19 . faça a peça processual que julgar correta para a defesa de Agripino. O Promotor de Justiça recorre de tal decisão. O juiz. pelo crime de furto simples (art. tampouco existindo ordem de prisão emanada de autoridade competente. Contudo. justificando fundamentadamente os argumentos que nela desenvolverá. A denúncia foi recebida no dia 5 de dezembro de 2000. A denúncia foi oferecida e o acusado acaba de ser citado. QUESTÃO: Apresentar peça jurídica apta para solucionar a situação de Paulo. todos do Código Penal. rejeitaram todas. ajuíze a providência judicial adequada. Consta dos autos. empresário. para assegurar a aplicação da lei penal. determinou a expedição de mandado de prisão. da tese da ausência do “animus necandi”. nos termos do artigo 366 do Código de Processo Penal. mãe do suposto autor do delito. descrevendo infração penal tipificada como receptação. § 2o. que consistia na subtração de um relógio de ouro. a qualificação do indiciado. bem como do recurso interposto pelo Promotor de Justiça. condenou Gaio a cumprir a pena de 12 anos de reclusão. O promotor de justiça requereu a prisão preventiva do réu devido à suspensão do processo e do prazo prescricional. foi levado ao conhecimento do representante do Ministério Público por Marisa Albuquerque. não oferecendo. outrossim. no dia 25 de julho de 2000. inciso ll. em despacho fundamentado e alegando ser necessária a prisão do acusado. é intimado para tomar ciência da decisão do Juiz. pois teria oferecido dinheiro aos policiais que o prenderam. fazendo inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade. A sentença. PROBLEMA EXTRA NO 26 Gaio foi denunciado como incurso no art. expondo os motivos de seu inconformismo. fato que não foi objeto de reclamação na oportunidade. 29. O Magistrado. reiterando que a ação penal deve ser recebida para. QUESTÃO: Como advogado de João Fernando Albuquerque Filho. O juiz designou o interrogatório. em regime fechado. Você. PROBLEMA EXTRA NO 27 O Doutor Promotor de Justiça requisitou a instauração de inquérito policial contra João Fernando Albuquerque Filho. Em Plenário. expondo os motivos para tal. PROBLEMA EXTRA NO 25 Aurélio. O Doutor Delegado de Polícia instaurou o referido inquérito cumprindo a ordem da Promotoria. justificando-a. QUESTÃO: Assim. adote a medida cabível. oferece denúncia contra Agripino.c. QUESTÃO: Ajuizar a medida judicial cabível para impedir que a prisão preventiva seja cumprida. Paulo não acabara de cometer qualquer delito. rejeita-a. por desatenção. praticado contra João Fernando Albuquerque o fato. proferida no julgamento realizado há três dias. além de narrar fato equivocado. O juiz decretou a revelia do réu e determinou a suspensão do processo e do prazo prescricional. O réu não foi localizado nos endereços existentes nos autos.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 23 Antônio foi denunciado por ter. ao tomar conhecimento do teor da denúncia. sendo certo que não foi formulado quesito acerca da inocência do pronunciado. 155 do Código Penal). No dia do interrogatório. como advogado de Agripino. 121. o art. justificando-a.

no dia 05. sendo intimado do julgamento em 15. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. latrocínio e seqüestro.2006. então. utilize os meios necessários a sua defesa. 20 . com decisão definitiva. iniciou o cumprimento de sua pena no dia 01. que desconfiou “daquele mal encarado” e avançou contra este imobilizando-o até a chegada da polícia. certificou o ocorrido e concluiu que o acusado estaria se ocultando para não ser citado. de forma fundamentada. foi ao final condenado. Foi deferido pedido da defesa para apresentação de memoriais. Procurado em seu endereço. veio a ser autuado em flagrante e foi denunciado por roubo simples. O voto divergente assentou-se em dois motivos: é inconstitucional a imposição de regime integralmente fechado e o estupro com violência presumida não é crime hediondo. QUESTÃO: Como advogado de Agostinho. especialmente pelos maus antecedentes. Estava em gozo de livramento condicional. Sob o argumento de que ele pertenceria a organização criminosa. O juiz. além de admitir a qualificadora do motivo fútil. sempre alegou que fora comprar remédio. por maioria. sua mãe informou ao oficial de justiça que estaria viajando.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 28 Agostinho registra grande número de condenações por crimes contra o patrimônio e já cumpriu parte em regime fechado. assim agindo porque este cuspira. a 156 (cento e cinqüenta e seis) anos de reclusão. em brincadeira. Encerrada a instrução probatória. e determinou o encaminhamento de João para penitenciária destinada ao cumprimento da pena no regime disciplinar diferenciado. tome a medida cabível PROBLEMA EXTRA NO 31 João. o Ministério Público. a Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação.2006. seu amigo. ainda. no seu rosto. tomando ciência da decisão no dia 15. atingiu-o pelas costas. sem ouvir o sentenciado. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. manteve o regime integralmente fechado. requereu sua colocação em regime disciplinar diferenciado pelo prazo de três anos. desenvolva a medida judicial pertinente. acrescentou. O Oficial de Justiça.2006. QUESTÃO: Como advogado de João. convidando-o para almoçar em sua casa e. João foi citado por hora certa e. e retornaria apenas em 60 dias.09. segundo a prova colhida. Consta dos autos que tem trâmite na 1a Vara Criminal da Capital. Na decisão de pronúncia. Agostinho.09. PROBLEMA EXTRA NO 29 João foi acusado pelo Ministério Público de praticar homicídio qualificado por motivo fútil porque disparou tiros que atingiram Pedro. a qualificadora da traição porque. aproveitando-se de momento em que ele estava sentado à mesa. sem constituir defensor ou participar do processo. PROBLEMA EXTRA 30 João foi denunciado pela prática de crime de sonegação fiscal perante a 3 Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo. o Ministério Público pleiteia a condenação de Agostinho. QUESTÃO: Como defensor de João.09. roubo. condenado definitivamente por vários crimes de homicídio qualificado. o juiz. e causaram-lhe a morte. pleiteando absolvição por insufi ciência de prova e. por unanimidade. subsidiariamente. utilize os meios necessários a sua defesa.09. e. no dia 04. sustentando que a prova é suficiente para tanto. PROBLEMA EXTRA NO 32 João interpôs apelação contra condenação por estupro com violência presumida.2006. que Agostinho ingressou na farmácia de Thomás. alteração do regime integralmente fechado para inicialmente fechado. QUESTÃO: Como advogado de João.9. Como advogado de João.2006. em fase oportuna. João mentira para Pedro. No julgamento da apelação. Permanece preso. acatou o pedido.

redija a peça processual mais adequada à sua defesa. 65. o advogado de Alfredo ingressou com a queixa-crime no dia 02. no dia 02.2004. a atenuante da menoridade prevista no art. na verdade. QUESTÃO: Como advogado de João. PROBLEMA EXTRA NO 34 João. foram juntados os autos de inquérito policial com os depoimentos das testemunhas ouvidas pela autoridade policial nos dias 12. bem como o fato de o prejuízo sofrido pela vítima ter sido de pequena monta. fixada em seus patamares mínimos. Antes de encerrado o inquérito e serem ouvidas as testemunhas. o magistrado profere sentença condenatória nos termos da nova capitulação jurídica.09. retornando à conclusão. entre outras circunstâncias.05. porque. o juiz de uma das Varas Criminais da Capital entendeu ser o caso de nova definição jurídica do fato narrado da denúncia.03. ainda.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 33 Estando os autos conclusos para sentença nos termos do art. ainda. I. QUESTÃO: Como advogado de João. importando em pena mais severa ao réu. O Ministério Público se manifestou favoravelmente ao recebimento da queixa. Renovada a instrução.05. de ter caluniado e injuriado Alfredo. que ele teria se apropriado de valores recebidos de clientes da loja.04. Posteriormente. protestando pela posterior juntada dos autos de inquérito. 404 do CPP. os autos são baixados e. a qual foi recebida pelo juiz de direito no dia seguinte. respectivamente. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. O processo foi anulado em sede de revisão criminal por vício de citação.08. QUESTÃO: Apresentar a medida cabível. já condenado por crime contra a honra em sentença transitada em julgado praticado contra Antonio. em face das conseqüências graves do crime e. PROBLEMA EXTRA NO 35 João foi condenado por crime de roubo qualificado pelo emprego de arma às penas de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e multa.05 e 13. quando este requereu a instauração de inquérito para serem ouvidas as testemunhas do fato. do Código Penal. na presença de dois funcionários da loja na qual Alfredo trabalhava.05. Levou o juiz em conta na aplicação da pena mínima. maior de 21 (vinte e um) anos à época do fato e que o prejuízo da vítima era bem mais elevado do que o inicialmente apurado. em uma única operação. que aguarda o julgamento em liberdade. afirmando. 21 .02. O juiz proferiu sentença condenando João às penas de 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 10 dias-multa. foi acusado. sendo o valor de cada dia-multa fixado em um trigésimo do salário mínimo vigente. chamou-o de “ladrão”. no dia 20. apurouse que o acusado era. A fim de que o Promotor de Justiça possa aditar a denúncia. O juiz fixou a pena privativa de liberdade acima do mínimo.03. porque se provou ser o réu reincidente e não lhe beneficiar nenhuma atenuante. O fato chegou ao conhecimento de Alfredo no dia 12. mediante queixa.04.

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