OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas

PROBLEMA NO 1 Carlos foi preso em flagrante por furto simples. Trata-se de réu que há mais de cinco anos foi condenado à pena de multa. Requereu fiança que foi negada pelo MM. Juiz da vara criminal por onde tramita o processo, tendo transcorrido o prazo recursal. QUESTÃO: Elaborar peça profissional em favor de Carlos. PROBLEMA NO 2 O cidadão “A” foi preso em flagrante, por haver praticado furto qualificado. Passados 45 dias, o Inquérito ainda não terminou, porque o Delegado de Polícia insiste em ouvir uma testemunha que teria presenciado os fatos. Solicitou sua soltura ao Juiz competente que a negou. QUESTÃO: Intentar, perante o órgão judiciário competente, a medida cabível, visando à liberdade de A. PROBLEMA NO 3 Processado por delito de furto qualificado, “A, citado para oferecer defesa preliminar, declinou o nome e endereço de seu advogado, o que constou da certidão exarada pelo oficial de justiça. No entanto, o advogado não foi intimado. Designada data para audiência, e não tendo o Advogado indicado por “A” dela sido intimado, não compareceu, tendo o MM. Juiz nomeado outro defensor “ad hoc” para “A”. “A” foi finalmente condenado à pena de 02 (dois) anos de reclusão, expedindo-se contra ele mandado de prisão, ainda não cumprido, visto que “A” encontra-se foragido, sem ainda ter sido intimado da sentença condenatória. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa de “A”. PROBLEMA NO 4 “A” que tem 20 anos de idade, foi denunciado, como incurso nas sanções do art. 234 do CP, porque em data de 13/03/2002, foi surpreendido na posse de filmes e materiais pornográficos que, segundo a inicial, se destinavam à venda. A proposta de transação penal foi rejeitada, bem como o sursis processual. Data a denúncia de 10/03/2004 e o despacho que a recebeu, de 14/03/2004. Diante da complexidade do feito, os autos estão conclusos para elaboração de sentença. QUESTÃO: Elaborar peça apta a solucionar a situação de “A” PROBLEMA NO 5 Carlos, funcionário público municipal, estava em sua casa dormindo na noite de 10 de março do ano passado, quando escutou um barulho na sala de jantar. Alertado pelo ruído, muniu-se de sua arma calibre 38 e, ao descer, viu um indivíduo alto e forte que revirava um armário. Amedrontado, Carlos efetuou um disparo atingindo o ladrão, na altura do peito, que, não resistindo, veio a falecer. Processado por infração ao art. 121 do CP, Carlos foi pronunciado e julgado pelo Tribunal do Júri e, ao final, condenado à pena de 6 anos de reclusão, não tendo ocorrido trânsito em julgado. A apelação foi peticionada. QUESTÃO: Apresentar a medida cabível em favor de Carlos. PROBLEMA NO 6 Paulo, depois de regularmente processado, foi condenado pela prática de aborto em Maria e, por isso, acha-se preso com sentença já confirmada em segunda instância e transitada em julgado. Examinados os autos, verifica-se que inexiste exame de corpo de delito direto ou indireto, tendo as decisões judiciais se valido da confissão de Maria para justificar a sanção penal. QUESTÃO: Elaborar peça profissional apta a resolver a situação de Paulo, bem como alcançar a devida indenização.

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PROBLEMA NO 7 Luiz foi denunciado como incurso nas penas do art. 171, parágrafo 2o, inciso VI, do CP, porque pagou compra que fi zera com cheque devolvido pelo banco sacado, por falta de suficiente provisão de fundos. No decorrer da ação, Luiz juntou prova de que pagara a dívida no curso do Inquérito Policial. O Ministério Público pediu a condenação de Luiz em seus memoriais QUESTÃO: Apresentar medida judicial cabível em favor de Luiz, justificando-a. PROBLEMA NO 8 No curso de ação penal de iniciativa privada ajuizada por João Henrique contra Edmar Benson, na Comarca de Perdões/MG, pela prática dos delitos previstos nos arts. 138, 139 e 140 do CP, o querelante foi devidamente intimado para constituir novo patrono por ter o anterior renunciado aos poderes que lhe foram outorgados, deixando, no entanto, o querelante de fazê-lo por mais de trinta dias seguidos. O advogado do querelado requereu a decretação da perempção e o juiz indeferiu a pretensão ao argumento de que a suposta omissão não poderia ser caracterizada como inércia ou desídia, pois independente de ser iniciativa privada, toda ação penal tem interesse público e deve seguir o seu trâmite até o final com o julgamento do mérito, Em face de tal decisão, atuando como advogado do querelado, elabore a petição de interposição do recurso e as razões que o acompanha com o devido e completo encaminhamento. PROBLEMA NO 9 Moacir, autor de uma Ação Ordinária de Indenização, procurando denegrir o caráter de Osvaldo, réu da mesma ação, afi rma, na presença de várias pessoas, ter este praticado o crime de estelionato por meio de cheque sem fundos, contra Afonso. Osvaldo, diante das afirmações constantes dos autos, procura advogado para defender seus direitos. QUESTÃO: Como advogado de Osvaldo, proponha a medida cabível. PROBLEMA NO 10 Tício vê-se denunciado porque teria, juntamente com outros tantos rapazes, danificado um telefone público que existe na rua em que vivem. A denúncia, embora alcance outro rapaz e faça menção a vários outros que estavam no local participando da mesma conduta, é lacônica, pois foi baseada em fatos indefi nidos, tais como: “eles fi zeram” ou “eles agiram dolosamente contra o bem público”. A denúncia reporta-se ao art. 163, parágrafo único, inciso I, do CP e Tício foi citado de seu inteiro teor. Os demais rapazes foram excluídos da peça vestibular sem qualquer razão justificada. QUESTÃO: Elabore medida cabível em favor de Tício. PROBLEMA NO 11 “A” foi condenado por infração ao artigo 157, do Código Penal, a 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão. A sentença respectiva reconhece os bons antecedentes do acusado, bem como sua primariedade. Entretanto, apesar de ter respondido ao processo em liberdade e comparecido a todos os atos para os quais foi intimado, o juiz negou o direito de recorrer em liberdade, com fundamento na gravidade do delito praticado, expedindo-se mandado de prisão. A sentença foi publicada ontem. QUESTÃO: Elabore a medida cabível PROBLEMA NO 12 Saulo foi processado, pelo Juiz de Direito de determinada vara criminal da capital, como incurso nas penas do art. 155, “caput”, cc. o art. 14, inciso lI, ambos do CP. Foi, ao final, condenado a cumprir pena de 4 meses de reclusão, “sursis” por 2 anos. Consta dos autos que Saulo, “punguista”, tentou subtrair para si a carteira da vítima, colocando a mão no bolso desta. Só não conseguiu consumar a subtração, porque a vítima não portava a carteira, já que a esquecera em casa. QUESTÃO: Como Advogado de Saulo apresentar o que melhor lhe couber, justificando a medida.

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sempre com excelente comportamento carcerário. PROBLEMA NO 14 “A”. fugiu.000. homem violento na juventude.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 13 “A”. Hoje. sustentando que elas vinham sofrendo constrangimento ilegal. elaborar a peça cabível. pois freqüentemente eram presas pelas autoridades policiais. Houve recurso. bacharel em Direito. tendo sua pretensão indeferida pelo Magistrado. funcionário público federal. QUESTÃO: Apresentar as razões do recurso proposto em favor de “B” e outras. sob a acusação de que estavam fazendo “trottoir”. lançar mão de medida cabível visando sua libertação. pagou todas as despesas de internação e tratamento da vítima. dada a ausência de representação da vítima nesse sentido e a ilegitimidade ad causam do Ministério Público. deu provimento parcial ao referido recurso. durante instrução criminal de processo que tramita pelo Juízo da Vigésima Vara Criminal da Comarca de São Paulo. QUESTÃO: Na condição de advogado de José. contam-se 15 anos efetivamente cumpridos. PROBLEMA NO 18 Tício. e por tal razão requereu sua liberdade. PROBLEMA NO 17 Manoel está condenado por homicídio qualificado a 12 (doze) anos de reclusão. Em primeira instância. 213. 3 . PROBLEMA NO 16 José encontra-se preso em virtude de sentença condenatória proferida pelo Juiz da 6ª Vara Criminal. PROBLEMA NO 15 João. quando recapturado em blitz de rotina. Em ação própria. Desde a captura. reparou o dano. Interposto o recurso de apelação. Após o cumprimento de 15 anos de reclusão. na esfera cível. na ocasião.00 nos cofres da autarquia. caput. QUESTÃO: Como advogado de “A”. mantendo a decisão recorrida. e permaneceu em liberdade por 2 anos. QUESTÃO: Apresentar o recurso cabível. sendo exato que aprendeu ofício e já tem emprego certo para quando estiver em liberdade. sob a alegação que há pena a cumprir. Foram apuradas a autoria e a materialidade. requerer o que é de direito. por ter incorrido nas penas do art. O réu reúne péssimos antecedentes criminais e a acusação requereu sua condenação em memoriais. do Código Penal. 25 e 30 anos. enquanto o terceiro Juiz. o Revisor e o Relator negaram provimento ao apelo da defesa. mas “A”. condenado por crime de lesões corporais. impetrou “Habeas Corpus” em favor de “B” e outras. no tocante ao crime de estupro. vencido em parte. Não é reincidente. acabou sendo condenado em três processos crime a penas de 18. As lesões foram graves. respectivamente por três homicídios qualificados. responsável pela tesouraria do INSS. “A” assume uma vida social normal. A impetração do “Habeas Corpus” visava a obtenção de salvo-conduto para as pacientes. já cumpriu pena há cerca de 7 (sete) anos. o “Habeas Corpus” foi denegado. Eram levadas ao xadrez e soltas após triagem. estando recolhido na Penitenciária do Estado de São Paulo. QUESTÃO: Como advogado de Manoel. QUESTÃO: Apresentar medida judicial cabível. sendo até presidente de uma entidade que cuida de menores abandonados. Ontem cumpriu 2/3 (dois terços) da pena imposta. para anular “ab initio” o processo. A sentença aplicou ao réu a pena de 6 (seis anos) de reclusão. conforme acórdão publicado hoje. a fi m de que não fossem mais trancafiadas por estarem se exibindo nas ruas. deu um desfalque de R$ 2.

prolatou-se sentença condenatória. vindo a falecer.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 19 “A” está sendo processado por violação ao artigo 213 do Código Penal. A sentença de pronúncia foi prolatada há dois dias.E. nascido em 12 de maio de 1936. um anel e uma correntinha de ouro. sitas na capital. “caput”. Julgada a apelação. O acórdão foi publicado ontem. 4 . Roberval desequilibrou-se e. interpôs recurso de apelação. estando em jogo. em 12 de janeiro de 2001. Os fatos todos ocorreram no dia 30 de abril de 2000. “A” foi condenado pelo Juiz da 30a Vara Criminal a cumprir pena de 2 (dois) anos de reclusão. Em 25 de maio de 2006.71 do CP. Felício foi processado em liberdade perante a 1a Vara do Júri. “caput”. dentro do prazo legal. PROBLEMA NO 22 Os indivíduos Felício e Roberval. Requereu ao Juiz competente o benefício do art. ao final. o Juiz “a quo” deixou de processar tal recurso. por ter o réu cometido um delito grave. a 5 anos e 4 meses de reclusão e multa de R$ 300. deixou passar o prazo de seis meses do artigo 38 do CPP para propor a ação. R. “A” requereu fosse reconhecida a extinção da punibilidade. PROBLEMA NO 21 João. do CPP. A denúncia foi recebida pelo juiz da 12a Vara Criminal da Capital. atingiu de lado e sem muita força a cabeça de Roberval. foi condenado pelas 7a. O voto divergente. ao cair ao solo. por infração ao artigo 157. após uma partida de tênis. QUESTÃO: Elaborar medida judicial em favor de “A”. QUESTÃO: Na condição de advogado de Felício. não podendo a Ação Penal prosperar. altura do número 879. Correu o processo com seus trâmites legais e. a ofendida.00. pois o acusado teria assumido o risco de produzir o resultado. do CP e pronunciado pelo magistrado. começaram a discutir. Entretanto. e o réu está na iminência de ser preso. avaliadas em R$ 5. tendo como vitimas três Casas de Loteria Esportiva. A defesa apresentou memoriais em 10 de maio de 2006. casado. Felício que estava com a raquete na mão. A vítima e as testemunhas de acusação foram inquiridas em 18 de março de 1996. Desse modo. sendo apenado em cada uma delas. 10a e 22a Varas Criminais. ao entendimento de que houve dolo eventual. PROBLEMA NO 23 O cidadão “A”. em 25 de março de 2005 e o réu interrogado em 18 de dezembro de 2005. Inconformado com a sentença condenatória. com dezenove anos de idade. embora mantivesse a condenação. Expediu-se mandado de prisão. furtou para si de uma loja. parágrafo 2o. IX. 121. na Rua São José. primacialmente. elabore a peça adequada à sua defesa. Seu pedido foi indeferido pelo Juiz.E. no período das 21 horas. com fundamento no artigo 581. O denunciado simulou que estava armado. de estrutura física inferior à do agressor e mãos desprovidas de qualquer objeto. brasileiro. Desta forma. em face da decadência já operada. do Código Penal e foi fixado o regime prisional fechado para início do cumprimento da pena. em face do disposto no § 2o do artigo 155 do Código Penal. As testemunhas de defesa foram ouvidas em 25 de abril de 2006. O defensor do réu perdeu o prazo para recorrer e a sentença transitou em julgado para a defesa e para a acusação. primário. vendedor. Ocorre que “B”. João foi condenado à pena de 4 (quatro) anos de reclusão e a 10 (dez) dias-multa por ter violado o artigo 157. por homicídio simples – art. PROBLEMA NO 20 O indivíduo “A”. ao golpear Roberval com a raquete. foi denunciado por ter subtraído de Maria um relógio. “A” interpôs. sendo indeferido seu pedido sob o fundamento de que sendo diversas as vítimas que se viram envolvidas no comportamento criminoso do agente. do Código Penal. bateu com a cabeça na guia.00 (cinco reais). QUESTÃO: Elaborar peça apta e cabível para defender os interesses do indivíduo “A”. a sentença de 1a instância foi mantida por maioria de votos. incisos I e II. reduzia a pena a 8 meses de detenção. sob alegação de ter sido interposto intempestivamente.S. cinco canetas esferográficas. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa do réu. bem jurídico personalíssimo.

00 (dois mil reais). Este foi indiciado por estelionato. em razão de esquizofrenia. onde prestou “queixa” contra Josafá. tome a medida cabível. PROBLEMA NO 26 João foi denunciado pela prática de homicídio qualificado motivo torpe. momento no qual foi surpreendido por policial militar. dirigi-se à farmácia de seu Josué. o Farmacêutico dirigiu-se à agência bancária. o qual foi denegado pela 2a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. em votação não unânime. Josafá dirigiu-se à casa de Josué. então. ameaçando matar a esposa e filhos do agricultor. por estar sem provisão de fundos. porque teria tentado constranger Tício.000. O advogado. Como advogado de João. caput. QUESTÃO: Como advogado de Mévio. razão pela qual Paulo foi absolvido sumariamente de forma imprópria em decisão publicada há dois dias. durante seu depoimento como testemunha. Ainda assim. 5 . sem maiores indagações. o Comerciante (Josué) dirigiu-se à delegacia. desesperado. homem de poucas poses. onde apresentou o cheque recebido. Juiz de Direito determinou a citação de Josafá. PROBLEMA NO 24 Mévio foi processado e. constituindo o Examinando como seu patrono. pela ausência de indícios de autoria. fica claro que não era João o colaborador. a sacar dinheiro em caixa eletrônico. informa não possuir os assaltantes. e. parágrafo 2o. em face da notória honestidade de Josafá. não teria condição de compreender o caráter ilícito do fato. QUESTÃO: Requerer medida em favor de Paulo. teve o pagamento recusado. QUESTÃO: Apresentar medida cabível. pai de dois fi lhos. que invadem sua residência. Este último entregou o resgate aos bandidos. Sem sequer falar com Josafá. elabore a peça processual cabível. O juiz competente negou o pedido de suspensão condicional da pena formulado pelo advogado de Mévio. que melhor represente os interesses do seu constituinte. O agricultor. casado. mandando-o ficar calado. O Farmacêutico prontamente atendeu ao pedido. Durante a instrução.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas não cabe entender-se que está presente a ficção jurídica do crime continuado. com quem se assemelhava fisicamente. ambos do Código Penal. II. que. No dia seguinte. em concurso de pessoas com outras duas pessoas. garantiu que no dia dos fatos Paulo o acompanhava em viagem de negócios. O MM. do Código Penal. senão voltariam para matá-lo. QUESTÃO: Na qualidade de patrono de Josafá. Os bandidos. agricultor. impetrou “habeas corpus”. João é impronunciado. exerceu cargo de confiança na firma de Mário. que. 14. onde quitou o débito. comprovou-se que o réu sempre teve vida normal e decente. adotar as providências judiciais cabíveis. Ficou demonstrado ainda que. na modalidade fraude por meio de pagamento com cheque. em meia-hora. exigem que este providencie. ao tempo do crime. pedido este elaborado por tratar-se de réu primário e de bons antecedentes. ao final. mantendo como refém os familiares de Josafá. em seguida. Durante a instrução. R$ 2. 158. que ainda o ameaçaram. a 1 (um) ano e 4 (quatro) meses de reclusão. durante anos. é abordado ao sair de casa por dois meliantes. contra sua esposa. sob pena de cumprirem a ameaça. mas sim Jonas. previsto no artigo 121. em razão de doença mental. condenado como incurso nas penas do art. PROBLEMA NO 27 O Ministério Público denunciou Paulo pela prática de homicídio. bem como teria admitido a prática do fato a um amigo. IV. que era homem voltado ao trabalho e que. PROBLEMA NO 25 Josafá da Silva. seu vizinho. O Denunciado procura auxílio profissional. mediante grave ameaça. Sabendo da “queixa” contra ele prestada. exigem dinheiro que Josafá. eis que a arma do crime foi encontrada em seu poder. apresentando-lhe um cheque e solicitando que trocasse o título por dinheiro. o Ministério Público denunciou o agricultor por estelionato. combinado com o art. apresentou o cheque resgatado na delegacia.

e ainda estando Petrônio preso. Petrônio. a defesa pediu progressão. por ter sido incurso nas penas do artigo 157 §3o do Código Penal. Romualdo encontrava-se no interior de sua residência. Considerando tratar-se de um ladrão. Imediatamente. fundamentando-a. um crime de homicídio noticiado apenas em sua Folha de Antecedentes. QUESTÃO: Como advogado de Ernesto Manoel. por sentença transitada em julgado para a acusação. QUESTÃO: Como advogado de Petrônio. Vinte minutos depois. Romualdo dirigiu-se à Delegacia de Polícia mais próxima. Passados 4 anos de cumprimento de pena. como incurso no artigo 155. desacompanhado da certidão cartorária. quando ouviu um barulho no quintal. para tanto. do Código Penal. a íntegra do termo de interrogatório é a seguinte: “O interrogado admite ter praticado os fatos narrados da denúncia. também do Código Penal. diversos bens descritos na denúncia. do Código Penal. 6 . quando trafegava pela rodovia. a cumprir 20 (vinte) anos de reclusão. Como o pneu do veículo estourou. PROBLEMA NO 29 Na data de ontem.” Thiago foi condenado à pena de dois anos de reclusão e ao pagamento de dez dias-multa. roubou um veículo Opala. ameaçou Maria de morte. Ao final do processo. inciso I. abriu a janela de sua casa e percebeu que uma pessoa. acrescidos de ¼ pela reincidência. tendo o Juiz considerado. mais 1/3 pela qualificadora para cada um dos crimes. Petrônio não foi apresentado. em virtude de falta de viaturas para conduzi-lo à cidade do Forte. você é nomeado pelo Juiz da Comarca do Forte para arrazoar pedido feito pelo réu para que fosse revista sua condenação. além da pena de multa. conseguiu evadir-se do presídio. visando à libertação de Romualdo. § 4o. Petrônio o abandonou e. que foi negada pelo juiz pela ausência requisito legal objetivo. parágrafo 2o. então transferido para a Penitenciária de Jacaré. O Delegado Plantonista. sendo aquela assim fixada: quatro anos. QUESTÃO: Elaborar a medida cabível. Romualdo constatou que havia matado um adolescente que lá havia entrado por motivos que fogem ao seu conhecimento. Ao sair do interior de sua residência. Houve recurso interposto pela defesa e o Tribunal confirmou a sentença do juízo a quo. por volta das 22 horas. causando sua morte. desferiu três tiros que acabaram atingindo a vítima em região letal. caminhava dentro dos limites de sua propriedade. onde comunicou o ocorrido. colocando a mão sob a camisa e utilizando-se do veículo na fuga. prendeu-o em flagrante pelo crime de homicídio. eis que presente atestado de boa conduta carcerária. como advogado(a) de Thiago. foi denunciado como incurso nas penas do artigo 157. foi condenado à pena de treze anos e quatro meses de reclusão. tome a providência cabível. inciso I. para fins de reincidência. adote medida judicial cabível. Munido de um revólver. Anos após. por duas vezes. tendo o seu defensor dativo dispensado a sua presença. PROBLEMA NO 30 Petrônio cumpria pena na Penitenciária do Forte quando. novamente colocando as mãos sob a camisa. c/c artigo 69 “caput”. em face da ausência de recurso da defesa. como ali postos. apresente a peça processual cabível. ameaçando de morte o seu proprietário. em dezembro de 2004. Nunca foi preso ou processado e nada tem contra as testemunhas arroladas. Já na rua. A sentença transitou em julgado. QUESTÃO: Intimado da sentença. fazendo gesto de que estava armado. após ouvir os fatos. foi preso por policiais militares. Na audiência para a oitiva das vítimas e testemunhas de acusação. mediante rompimento de obstáculo. Na fase judicial.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 28 Thiago subtraiu para si. roubando seu veículo Monza. em regime prisional fechado. prosseguindo em sua fuga. PROBLEMA NO 31 Ernesto Manoel foi condenado por juízo criminal singular. que não pôde identificar devido à escuridão.

até que cessasse a agressão que sofria. porém o Magistrado rejeitou a inicial. nos mesmos autos. mantendo a negativa no interrogatório judicial. levantando-se com dificuldade. Duas testemunhas presenciais arroladas pela defesa afirmaram. foi denunciado pelo Ministério Público Federal como incurso no art. presenciarem a efetiva transação. Concomitantemente à ação penal. que se utilizou de violência e grave ameaça. O “decisum” judicial foi publicado há dois dias. ambos os acusados negam a autoria que lhes foi imputada pela acusação. 7 . por sua vez. que no dia dos fatos Antonio de Souza. Capital. por sua vez. alegaram que ouviram os acusados conversando sobre um possível acordo. Maria da Luz teve seu relógio subtraído por João da Paz. A ação foi distribuída à 1a Vara Criminal. inciso lII. sem. Modestino. ser incompetente para processar e julgar o feito ocorrido na Comarca de Bauru. PROBLEMA NO 35 No dia 10/10/2007. PROBLEMA NO 33 João da Silva foi denunciado pelo Ministério Público porque teria causado em Antonio de Souza. o Juiz. acatando o laudo Pericial. determinou a instauração do Incidente de Sanidade Mental do acusado.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 32 Em festiva reunião realizada por empresários na Comarca de Bauru. passou a desferir-lhe socos e pontapés. QUESTÃO: Como advogado de Maria da Luz. A perícia conclui ser este portador de esquizofrenia grave. a quantia de R$ 5.00 (cinco mil reais) a fi m de não autuá-lo em flagrante delito por porte de substância entorpecente. 317 do Código Penal. tome a providência judicial cabível. os autos permanecem com o Ministério Público há mais de trinta dias. João alcançou uma barra de ferro que se encontrava nas proximidades e golpeou Antonio por várias vezes. A decisão judicial foi publicada há dois dias. após provocar o acusado. Descoberta a autoria e formalizado o inquérito policial com prova robusta de materialidade e autoria. duas testemunhas arroladas pela Promotoria. Encerrada a primeira fase processual. aplicandolhe Medida de Segurança. também foi denunciado. atue em prol da constituinte. por ter pago a Onesto de Abreu a quantia já referida. por infração aos artigos 138 e 141. Onesto de Abreu respondeu a um procedimento administrativo que resultou em sua demissão do serviço público. exercida com uma faca. consistente em internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico. PROBLEMA NO 34 Onesto de Abreu. Por tais fatos. 333 do Código Penal. todos do Código Penal. tome a providência judicial cabíbel.000. fundamentando-se nos artigos 6o do Código Penal e 70. por advogado. injustamente. por volta das 12 horas. agente de polícia federal. absolveu sumariamente João da Silva. QUESTÃO: Na condição de Advogado de Onesto de Abreu. provou que Onesto tem incólume vida profissional. categoricamente. Onesto de Abreu foi absolvido com fundamento no artigo 386. deduzindo na decisão. A defesa. Inôcencio da Silva. pelo prazo mínimo de 2 (dois) anos. “caput” do Código de Processo Penal. Ulpiano. o Magistrado. como incurso no art. as lesões corporais que o levaram à morte. Encerrada a instrução. QUESTÃO: Como advogado de Modestino. inciso VII do Código de Processo Penal. na confluência das ruas Maria Paula e Genebra. engenheiro civil com residência e domicílio em São Paulo. contudo. queixacrime contra Ulpiano. Durante a instrução criminal. sem qualquer manifestação. QUESTÃO: Na condição de advogado de João da Silva. acione a providência judicial pertinente. de ofício. que se encontravam no dia dos fatos no Departamento de Polícia. porque teria aceitado de Inocêncio da Silva. Desde a fase de inquérito policial. ajuizou no Foro Central de São Paulo. mediante uso de uma barra de ferro. Nenhuma prova foi produzida pelo Ministério Público. Na instrução criminal. teria ofendido a dignidade e a honra de Modestino eis que relatava aos presentes as relações homossexuais por este praticadas com um adolescente de 13 anos de idade. com palavras de baixo calão.

QUESTÃO: Elabore o recurso cabível. aperfeiçoando-se ontem a intimação. está sendo processado criminalmente perante a 1a Vara Criminal da Capital. Antonio. com concessão de sursis. conforme despacho cuja cópia está em seu poder. lá jogou-se para brincar. agora. campo de futebol. instaurando a autoridade policial regular inquérito. 8 . do Código Penal. O recurso não foi provido. o magistrado suspende cautelarmente a habilitação para dirigir veículo automotor de José. fi cou evidenciado que Graciliano. ainda vinculado ao juízo do Departamento de Inquéritos Policiais da Capital – DIPO –. O garoto Cipriano. e assim entendeu-se de processar “A” perante a Justiça Federal. PROBLEMA NO 39 João foi detido em flagrante pela prática de crime de manutenção de casa de prostituição. Comovido com as fotos presentes no inquérito policial. O acusado não aceitou nenhum benefício legal durante o processo. “A”. QUESTÃO: Na condição de advogado de Antonio. PROBLEMA NO 38 Antenor teve seu veículo subtraído e posteriormente localizado e apreendido em auto próprio. Antonio não aceitou a suspensão processual. foi indiciado em inquérito. Ingressou com “habeas corpus” perante o juiz da 4ª Vara Criminal visando o trancamento do inquérito policial e sua soltura. QUESTÃO: Como advogado da vítima “B”. indiscutivelmente de sua propriedade. já que estabelecida a autoria. A ação penal está tramitando. como incurso no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais – “ vias de fato”. atue em favor do constituinte. PROBLEMA NO 41 O cidadão “A” viajava de avião de carreira do Rio de Janeiro para São Paulo no mês de agosto de 2002 quando. justificando a medida com a gravidade das conseqüências do fato. sendo seu pedido negado. PROBLEMA NO 37 Nos autos do inquérito policial. Requereu a liberação do veículo. Cipriano bateu a cabeça no fundo da piscina e veio a falecer. o que foi indeferido pelo delegado de polícia civil local. passou a importunar a passageira “B”. salão de festas. a afirmação de que só será possível a restituição depois do processo penal transitar em julgado. A intimação ocorreu há dois dias. à pena de 15 dias de prisão simples. logo após a sua prática. QUESTÃO: Tome as medidas cabíveis. em razão da aceitação da denúncia formulada pelo Ministério Público. acusando-o da prática da figura prevista no artigo 121. o autor do furto. A r. ao desembarcar. QUESTÃO: Como advogado de Antenor. parágrafo 3o . chegando a praticar vias de fato. agir no seu interesse. Em virtude destes fatos. onde existem piscinas. que lhe foi proposta pelo Órgão Ministerial. Ingressou então com recurso em sentido estrito para o Tribunal de Justiça. QUESTÃO: Elabore a peça cabível em favor de “A”. PROBLEMA NO 40 José está sendo processado por crime de homicídio culposo.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 36 Antonio é presidente de um grande clube local. atuar no escopo de obter o ressarcimento. Os fatos ocorreram a bordo de aeronave. Ao mergulhar. adquiriu imóvel cujo valor coincide com o do numerário subtraído conforme escritura lavrada em Cartório e registrada no serviço imobiliário competente. O clube é freqüentado por muitos jovens da localidade. sentença condenatória já transitou em julgado. tendo este sido condenado pela 1a Vara Criminal Federal da Seção Judiciária da Capital. no dia de sua inauguração. com mais de três mil sócios. sem perceber que o nível da água de uma das piscinas estava baixo. etc. O presidente do clube. na aproximação da Capital.

Ainda. “caput”.05.: a prova foi realizada dia 18/09/05) 9 . aproveitando-se do fato de freqüentar a casa de Caia. 213. o que não era do conhecimento de Xisto. cada um deles combinado com o art. Tícia. 217 à pena de 2 (dois) anos de reclusão. usando de uma arma de fogo que portava. ainda não sentenciado. mediante violência. em outra vara criminal. aproveitando-se de sua inexperiência e iludindo-a com promessa de casamento. Foi fixado como regime de pena o integralmente fechado. que foi confirmada pelo tribunal competente. por vários meses durante o primeiro semestre de 2004 e. que negou os fatos. Interpôs embargos de declaração com objetivo de prequestionamento. em relação ao fato de que foi vítima. João constrangeu a irmã de sua namorada. Foram ouvidos o acusado. em dia não esclarecido do mês de junho de 2004. tampouco havia omissão a suprir. João foi condenado pelo crime do art. em novo processo. que confirmou ter sido vítima de sedução e afirmou ter sua irmã sido vítima de estupro. em razão de ser hediondo o crime de estupro. inciso III. Segundo a denúncia. apresentar a peça jurídica competente.05. 226. aparece o dono do veículo. QUESTÃO: Como advogado de João. enquanto Peter enfrenta a vítima e. sendo que o tribunal então alegou que não havia afrontado qualquer norma do ordenamento. virgem. “caput”. III. do mesmo diploma legal. a manter com ele conjunção carnal. aumentado de ¼ em face da incidência do art. por crime de estelionato. PROBLEMA NO 44 João. aumentada de quarta parte. de ofício. e 217 do Código Penal. casado com Semprônia. QUESTÃO: Na qualidade de defensor de Xisto. Chegando ao conhecimento do Juiz das Execuções Criminais a existência deste processo.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 42 Xisto e Peter combinaram entre si a prática de furto qualificado. totalizando a pena de 2 (dois) anos e 6 (seis) meses de reclusão. deu ciência ao seu advogado. e seus pais. estava cumprindo pena privativa de liberdade em regime aberto. do Código Penal. em concurso material. de 21 anos de idade. vindo a vítima a sofrer lesões corporais de natureza leve.05 e o advogado foi intimado no dia 19. ele revogou imediatamente. A pena base foi fixada acima do mínimo em razão de ter o réu maus antecedentes. de nome Tícia.9. Xisto sai correndo. José recorreu da decisão. 226. e.05. conseguindo manter relações sexuais com ela. de 15 anos de idade. Juiz de Direito da 5a Vara Criminal da Capital aplicou a pena de 20 anos a cada um dos acusados. apresentaram representação e comprovaram ser pessoas pobres. e Caia. Foi acusado. Tícia não foi localizada. do toca-fi tas de veículo estacionado na via pública. Foi também condenado pelo crime do art. o regime aberto e determinou a regressão de João para regime fechado. definitivamente condenado. Ao iniciarem o furto. O acusado foi intimado da sentença no dia 04. (OBS. seduziu-a.: a prova foi realizada dia 22/05/05) PROBLEMA NO 45 João. consistente na subtração. mediante arrombamento. foi denunciado como incurso nas penas dos arts. uma vez que estava sendo processado. Os advogados foram intimados da decisão há dois dias. totalizando a pena de 7 (sete) anos e 6 (seis) meses de reclusão. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. QUESTÃO: Proponha o recurso cabível.05. João namorou Caia. QUESTÃO: Como advogado de João. de roubo qualificado pelo emprego de arma e concurso de agentes. 213. (OBS. vem a matar a vítima. no mesmo dia. Na delegacia. João foi intimado da decisão no dia 15. A sentença condenatória do MM. PROBLEMA NO 43 José foi processado e condenado pelo crime de furto qualificado. quanto ao fato em que Caia foi vítima. do Código Penal à pena de 6 (seis) anos. redija a peça processual mais adequada à sua defesa.

por isso. apesar de devidamente registrado. Concluído o inquérito. no mesmo dia deu ciência ao seu advogado. pois desaparecidos os vestígios. na data do fato. arrolada pela defesa. adote a medida judicial cabível. Consta dos autos que fora detido na rua de sua casa portando revólver desmuniciado. João não foi encontrado. QUESTÃO: Na qualidade de advogado de “B”. alegando que ele estava sendo investigado por crimes de estelionato e furto e se tratava de pessoa sem residência fixa. arrolada pela acusação. sabendo que. no I. realizando-se a sua citação por edital e sendo declarada a sua revelia. Por ser o réu primário e de bons antecedentes. depois do primeiro exame em Antônio. nos termos da denúncia. além do que. autorizando. o policial registrou e evidência da embriaguez e o encaminhou ao hospital próximo para tratamento.2005. PROBLEMA NO 50 Mário. merece crédito. ao sentenciar o magistrado considerou desnecessário exame pericial. não podia ser o autor dos disparos. ele foi intimado para comparecer após 90 (noventa) dias. realizado 15 (quinze) dias após o fato. Percebendo que João mal conseguia responder as perguntas a apresentar documentos. intimado da decisão no dia 15. já que. Durante a instrução foram ouvidas duas testemunhas. A primeira. com base em informes do ofendido e de registros hospitalares. do Código 10 . em caso de dúvida. agride-o com um cano. Procurado para ser citado. afirmou que conhecia João há muito tempo.1. 306 CTB. João. QUESTÃO: Como advogado de João. vigora o princípio in dubio pro societate. Após os debates.826/03. substituído pela palavra das testemunhas em face de sua impossibilidade concreta. redija a peça processual mais adequada à sua defesa.95. afirmado a incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 (trinta) dias. por ela reconhecido fotograficamente na audiência.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 46 O Delegado de Polícia representou ao Juiz de Direito a fi m de que fosse decretada a prisão temporária de João. em 5. QUESTÃO: Como advogado de João. decretou a prisão temporária por 5 (cinco) dias. surgiu de repente e logo desferiu disparos em direção à vitima Antonio. O juiz. Foi expedido mandado de prisão. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. ato presenciado por duas testemunhas. deve o acusado ser pronunciado. a prorrogação da prisão por mais 5 (cinco) dias. ele não estava no Brasil e. PROBLEMA NO 47 João. sendo a sua prisão imprescindível para as investigações. tendo sabido pela esposa da vítima que o motivo era discussão anterior em virtude de dívida. teria sido abordado com visíveis sinais de embriaguez. A segunda testemunha. João soube da decisão e procurou um advogado para defendê-lo. Mário foi denunciado e condenado nas penas do artigo 129. que apresentou a defesa prévia. Diante de tantos evidentes sinais da intoxicação alcoólica.: a prova foi realizada dia 18/09/2005) PROBLEMA NO 48 João foi processado e condenado pelo crime do art. desde logo. Sem ser preso. sob o fundamento de que o depoimento da testemunha da acusação. Foi-lhe nomeado Defensor Dativo. João foi pronunciado por homicídio duplamente qualificado. afirmou ter visto quando João. após violenta discussão com Antônio. uma vez que. QUESTÃO: Elabore a defesa cabível. após ouvir o Ministério Público. por ser ela presencial. (OBS. causando-lhe a morte. em “blitz” de rotina. Durante o inquérito policial. eis que João se queixava de enjôos e tontura. tendo os peritos. foi-lhe concedida na sentença (publicada ontem) a suspensão condicional da pena. nessa fase processual. PROBLEMA NO 49 “B” foi condenado a 2 anos de reclusão e 10 dias-multa pelo crime previsto no artigo 14 da Lei no 10.09. se persistissem os motivos que levaram à sua decretação. causando-lhe ferimentos. parágrafo 1o. foi denunciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil (discussão anterior por dívida de jogo) e por uso de recurso que impossibilitou a defesa (a surpresa com que agiu).

de forma fundamentada. QUESTÃO: Como advogado de João.2007. Ele e seu advogado foram intimados da sentença condenatória.: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 53 João Alves dos Santos foi condenado. pleiteando aumento da pena porque o condenado era reincidente. alínea e. no seu entendimento.05. Antonio Aparecido Almeida. (OBS. atuara no processo por seu advogado.01. c/c o art. caput. O que motivou o fato.01. na tentativa de matá-lo. no dia 20. para a acusação no dia 05. PROBLEMA NO 51 Lúcio.05.05. Entendeu o Magistrado que João cometera o crime porque ficou com o valor recebido. na quadra 5. Lúcio. importância de seu cliente. vítima de estelionato. verifique a medida cabível e de forma fundamentada postule o que for adequado ao caso. O delito de homicídio não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade.2005. não pode o ofendido apelar de sentença condenatória para pleitear aumento de pena. causando-lhe lesões no peito. por infração prevista no art.04. e 71. em 05. no I. todos do Código Penal. apresente a peça adequada.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas Penal. inciso II. PROBLEMA NO 52 João Alves dos Santos. QUESTÃO: Como novo advogado. no dia 05. inciso II.: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 55 O Ministério Público ofereceu denúncia contra Pedro Antunes Rodrigues. condenara Antonio Aparecido Almeida às penas mínimas de 1 (um) ano de reclusão e dez dias-multa. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. por volta das 15 horas.01. Conforme a inicial acusatória. em via pública.2004. parágrafo 4o. por estar indiciado pela prática de crime de roubo. por apropriação indébita porque. (OBS. no dia 06. encontra-se condenado pela 27a Vara Criminal desta Comarca ao cumprimento da pena de 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão. na localidade de Planaltina – DF. postulando. O advogado da vítima foi intimado dessa decisão no dia 20. O acusado Mário e seu advogado deixaram escoar o prazo para impugnação da sentença. no dia 20. procurou advogado para atuar em sua defesa. O juiz não admitiu a apelação porque. foi a divisão de uma área de terras oriunda de herança. como marceneiro. qual a medida cabível em sua defesa? Redija a peça. para a defesa. efetuou um disparo contra seu irmão Alberto Antunes Rodrigues. do Código Penal).: a prova foi realizada em 22/05/2004) PROBLEMA NO 54 João Alves dos Santos. conforme a exordial. 121. como assistente do Ministério Público e apelou de sentença condenatória que. calibre 380. e art. 14.02. pela prática do crime de furto qualificado na modalidade continuada (artigos 155.02. no dia 2 de novembro de 2006.01. dirigiu-se à Delegacia de Polícia e solicitou os autos de inquérito para exame. do lado esquerdo. de forma fundamentada. com 19 (dezenove) anos à época do fato.2004. no dia 20.2004.2005 e. recebera. não lhe permitiu o acesso aos autos porque a investigação era sigilosa. QUESTÃO: Como advogado de Lúcio. todavia. conforme sentença que transitou em julgado. semi-automática. QUESTÃO: Verifique a medida cabível e. da marca Taurus. com capacidade para doze cartuchos. QUESTÃO: Como advogado de João. o que for de interesse de João Alves dos Santos. (OBS. fazendo uso de uma pistola. O Delegado de Polícia. o que faria em favor de Mário? Redija a peça. Este. verifique a medida cabível e.2004. conforme laudo de exame em arma de fogo. Narra a denúncia que Pedro Antunes 11 . não executando os trabalhos pelos quais foi contratado. como pagamento adiantado pelos serviços que prestaria em sua residência. veio a ser preso no dia 28. que estava foragido.2002. como advogado. o denunciado. 61. sendo evitado porque a vítima recebeu pronto atendimento médico.

Na parte dispositiva. nem que. A empresa foi submetida à fiscalização. com maioria do capital.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas Rodrigues disse à vítima. postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. ato contínuo. no valor mínimo. a empresa passou por séria crise financeira. submetido à perícia. na fundamentação. a peça processual que não seja o habeas corpus. confirmou o fato e a propriedade dos dólares. ao proferir sentença condenando João por furto qualificado. No mês de março do ano de 2004. Não foi juntada prova documental a respeito da propriedade do dinheiro. O pai. ainda. Em razão da lesão sofrida. 121. mas à sua mãe. de reiterar atos agressivos à integridade física da vítima e. apreendida imediatamente após o crime. então. em regime semi-aberto. QUESTÃO: Considerando essa situação hipotética. para isso. e nela apreendeu documento público que. que Pedro não possui antecedentes penais. o réu admitiu que teria dito ao seu irmão. Houve proposta de suspensão condicional do processo. ser condenado à pena mínima. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. PROBLEMA NO 56 Policial civil ingressou. O juiz condenou João pelo crime de furto simples às penas de 1 (um) ano de reclusão e 10 dias-multa. fixando regime inicial aberto. c/c o art. porque o prejuízo da vítima era de R$ 100. Consta nos autos informação da polícia técnica de que na arma. substituindo-a por uma pena restritiva de direito e multa. disseram que. privativa de advogado.00 (cem reais). tendo cinco funcionários trabalhando em referido estabelecimento comercial. QUESTÃO: Como advogado de João. 61. QUESTÃO: Como advogado de João. fixou como pena a de reclusão de 2 (dois) anos. 14. admitiu. vinte mil dólares de seu pai. Alberto ficou 40 dias sem exercer suas atividades normais. por seu turno. a vítima foi atingida no lado esquerdo do peito. motivo pelo qual Tício deixou de repassar à Previdência Social. Ao ser interrogado. tome as providências cabíveis para a sua defesa e redija a peça processual adequada. que “a fazenda seria sua de qualquer jeito. havia 7 cartuchos intactos. A denúncia foi recebida pelo juiz. antes de falecer. sentença que pronunciou o réu nos termos da denúncia. constatou-se ser falso. PROBLEMA NO 57 O juiz. tivesse que matar o próprio irmão”. sem mandado judicial. em face de sua primariedade e bons antecedentes. as contribuições previdenciárias descontadas dos funcionários. devendo. incluindo a fundamentação legal. depois de efetuar um único disparo de arma de fogo contra a vítima. expressamente. caminhando. no dia 5 de janeiro de 2003. QUESTÃO: Diante do inconformismo de João com essa condenação. localizada na cidade de Cuiabá. que. do Código Penal. substituindo a pena de reclusão pela restritiva de direitos consistente em prestação de serviços à comunidade. redija. houve a subtração. a acusação apresentou testemunhas não-presenciais. arrolou Catarina Andrade. na qualidade de advogado de Pedro Antunes Rodrigues. caput. um dia antes do crime. com cinqüenta e oito anos de idade. vítima. conforme o disposto no art. como seu advogado. tendo o projétil transfixado o coração. que se tratava de caso de aplicação do privilégio previsto no parágrafo segundo. pertinente à sua defesa. PROBLEMA NO 58 João foi acusado de ter subtraído. Ouvidas duas testemunhas de acusação. retirou-se. na residência de João. realmente. por elas presenciada. A defesa. caput. Sobreveio. Fábio. alínea e. não aceita pelo acusado. do art. vindo por isso João a ser denunciado como incurso no artigo 297. no prazo e na forma legal. E. inciso II. do local onde ocorreram os fatos. redija a peça processual de sua defesa. tendo sido descobertos pelo 12 . os dera para o filho. do que resultou perigo de vida. e art. todos do Código Penal. Durante a instrução do feito. Por outro lado. 155 do Código Penal. exatamente as palavras narradas na denúncia. Submetido a julgamento pelo tribunal do júri. Pedro Antunes Rodrigues absteve-se. Conforme o laudo de exame de corpo de delito (lesões corporais). PROBLEMA NO 59 Tício é sócio-gerente. inciso II. o réu foi condenado a 5 anos de reclusão. voluntariamente. que informou que. de forma fundamentada. o acusado e duas testemunhas de defesa afirmaram que os dólares não pertenciam ao pai do acusado. da loja de equipamentos agrícolas Gramas. na véspera dos fatos.

solteiro. em junho de 2004. diante da denegação da ordem. 13 . O advogado de Rodrigo pleiteou a liberdade provisória de seu cliente. diversa de habeas corpus. 16. então. QUESTÃO: Considerando a situação hipotética apresentada. em São Paulo – SP. durante a instrução. QUESTÃO: Como advogado de Tício e Mévio. Isto posto. com a numeração raspada). mas não as repassando à Previdência. Requereu. procedendo a comprovação do adimplemento de todas as parcelas. entendo que o pedido de liberdade provisória formulado não merece acolhida. pois a empresa passava por grave crise financeira. que oficiou contrariamente à liberdade provisória. em fevereiro de 2005. de acordo com o que dispõe o art. impetrou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. IV. entre os elencados no art. motivo pelo qual foi lavrado auto de infração. e no art. contudo. o qual ofereceu denúncia. 312 do Código de Processo Penal. a declaração do débito e o pedido de parcelamento perante a Previdência Social. indefiro o pedido de liberdade. Com efeito. Outrossim. adotar as providências cabíveis. em razão do disposto no art. também. melhor razão está com a bem pautada promoção do Ministério Público. São Paulo – SP. PROBLEMA NO 60 Rodrigo Malta. De outro lado. que assim se manifestou: “Após analisar os autos. Instaurado Inquérito Policial. a autoridade policial elaborou relatório e o enviou ao representante do Ministério Público. Em seu interrogatório informou que era o responsável pela folha de pagamento e que descontava as contribuições previdenciárias de seus empregados. este. entretanto o pleito foi indeferido pelo juiz a quo. 21 da Lei no 10.826/2003 (porte de arma de fogo de uso permitido e posse de arma de fogo de uso restrito. ainda. A ordem. preferindo aplicar o dinheiro no pagamento de fornecedores. foi preso em flagrante delito.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas órgão autárquico os atos praticados pelo senhor Tício. Afirmou. caput. Em 9/9/2008. remetida representação ao Ministério Público. destacando-se que. o que só será dirimido. em favor de seu cliente. residente na rua Pedro Afonso no 12. até o momento. sócio minoritário da empresa Gramas e que não participava da gestão da sociedade. em desfavor de Tício e Mévio. 14. Registre-se que Rodrigo Malta é primário. ainda. que o acusado é provavelmente soldado do tráfico.826/2003. tendo sido expedidos os mandados de prisão. a prisão preventiva dos denunciados. Findo o inquérito. objetivando a concessão de liberdade provisória. nascido em 4/5/1976. restou denegada. confirmando-se a decisão do juiz a quo. 69 do Código Penal brasileiro. brasileiro. em casos como o presente. que providenciara.” A defesa. ambos da Lei no 10. os crimes imputados ao acusado são sobremaneira graves. O magistrado recebeu a denúncia e decretou a prisão preventiva como garantia da ordem econômica. que proíbe a liberdade provisória no caso dos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. possui bons antecedentes e compareceu à delegacia e ao juízo todas as vezes em que foi intimado. na condição de advogado(a) contratado(a) por Rodrigo Malta. Tício foi indiciado e interrogado. parágrafo único. foi denunciado como incurso nas sanções previstas no art. Moema. a primariedade e os bons antecedentes não são pressupostos a impor a liberdade de forma incontinente. em 2/8/2008. sob o argumento de que o decreto de prisão cautelar não explicitara a necessidade da medida nem indicara os motivos que a tornariam indispensável. interponha a peça jurídica cabível. com exatidão. sendo. não demonstrou qualquer intenção de fuga. indicando a prova indiciária.

puderam verificar a existência da droga. imediata e espontaneamente. no estacionamento do shopping Iguatemi. na data dos fatos. relatando que. não se dedica a atividades criminosas nem integra organização criminosa. a vítima. As testemunhas de defesa disseram que a ré fora instigada por um tal de João a levar o par de tênis. para reconhecimento. com um facão. preso na Penitenciária III de Franco da Rocha. e a testemunha Agnes. Ao final. diversa de habeas corpus. Vânia foi denunciada por tráfico de drogas. c/c art. de acordo com o art. c/c art. contando a mesma versão dos fatos que narrara na delegacia. PROBLEMAS EXTRAS PROBLEMA EXTRA NO 1 Pedro Paulo e Marconi estavam sendo investigados pela autoridade policial de distrito policial da comarca de São Paulo em razão da prática do delito de tentativa de furto qualificado pelo concurso de pessoas. Há. casada. 40. Vânia foi condenada pelo juiz da 1a vara criminal da comarca de Franco da Rocha nas penas de seis anos de reclusão. semanalmente. em regime inicial fechado. e pagamento de sessenta e seis dias multa. residente na Rua José Portela n. Vânia refutou a imputação. os laudos de constatação prévia e de exame químico-toxicológico. Ademais. havendo insistência. junto com Marconi. declarando que Pedro Paulo era a 14 . mantimentos e roupas. por parte dos policiais. negou a autoria do delito. que somente após a perfuração da sola do tênis. ocasião em que foi detida. Constam. em flagrante. por fi m. O inquérito policial foi autuado e tramitava perante a 2. também. que “não sabia que havia droga dentro da sola do tênis” e que. em Franco da Rocha – SP. ainda. No dia 30/6/2008. a vítima assinou o auto de reconhecimento. Pedro Paulo como autor do delito. a ré fora surpreendida. Ao registrar ocorrência policial. trazida consigo.a vara criminal da capital. Relataram. agentes penitenciários. ocorrido no dia 9/6/2008. para que a vítima confirmasse que os indiciados eram os autores do crime. decidira levar o calçado para seu marido. de cor verde. brasileira. ainda. na forma de uma única porção. Vânia levava-lhe. o que foi aceito. visto que foram impedidos de concluí-la pelos policiais militares que estavam em patrulhamento na região. 40. dentro da Penitenciária III de Franco da Rocha. foi presa. Informaram. um indivíduo de prenome João fora até sua residência e pedira-lhe que entregasse um par de tênis a seu marido. iria pegar uma carona com a vítima não reconheceram. ambos da Lei no 11. ainda. Disse. por volta das 22 h. de modo que ela não tinha como saber que estava levando drogas para o seu marido. que a abordagem da ré ocorrera de modo aleatório. A defesa tomou ciência da decisão. redija. na posse da substância entorpecente — escondida no interior do solado de um tênis —.343/2006. confirmaram que. como incursa no art. nos autos. narrou ter visto dois indivíduos de estatura mediana. tem bons antecedentes.67. na posse de 11. dormindo. Afirmou que. cabível à espécie. destinada à entrega e consumo do preso José Pereira da Silva. que lhe pertencia. em favor de Vânia Pereira. com cabelos escuros e utilizando bonés. no horário do crime. documentos que comprovam que Vânia é primária. seu marido. típica da atividade de tráfi co. III. QUESTÃO: Considerando a situação hipotética apresentada. Maria Helena. mas também a forma de acondicionamento apresentada. que eles só não alcançaram êxito na empreitada criminosa por motivos alheios às suas vontades.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA NO 61 No dia 30 de agosto de 2007. por isso. que. a fi m de se submeter a reconhecimento formal. Declarou. tendo ela passado calmamente pela guarita policial. que confirmam não apenas a quantidade da droga apreendida. na noite anterior aos fatos. inicialmente. Então. Vânia Pereira. 33.5 g da substância entorpecente causadora de dependência química e física. sem demonstrar nervosismo ou medo.343/2006. 33. Na ocasião. As testemunhas de acusação. no valor unitário mínimo. a peça jurídica. tentando subtrair o veículo Corsa/ GM. no dia do crime. no interior de estabelecimento prisional. Pedro Paulo foi convidado para que se fizesse presente naquela delegacia de polícia e assim o fez. estava em casa. Em seguida. Pedro Paulo foi posto em uma sala. ambos da Lei no 11. conhecida como cocaína. nos autos. III. A vítima Maria Helena. placa IFU 6643/SP. Em seu interrogatório em juízo.

Pedro viajou para Salvador a negócios e hospedou-se no Hotel Centro daquela cidade. porém possui residência e emprego fixos. QUESTÃO: Como advogado de “A”. Ao retornar. foram feitas as comunicações de praxe. 121. Somente hoje. Defendeu-se por meio de um álibi. do CP. Porém. então. “A” pretende promover uma ação penal contra o estuprador. Júlio foi condenado a seis anos de reclusão. com sentença confirmada por votação unânime pela Instância Superior. 15 . cabível à espécie. PROBLEMA EXTRA NO 5 Pedro era casado com Maria há muitos anos. perante o órgão judiciário competente. porteiro do prédio onde trabalha. Repentinamente surge um vulto humano. A Polícia chega ao local e prende-o em flagrante delito. QUESTÃO: Elabore perante o órgão judiciário competente medida cabível e favor de “A”. “A” é condenado à pena de 2 (dois) anos de reclusão. perante o órgão judiciário competente. agravado por crime contra cônjuge. a peça jurídica. empregada doméstica. enviando-o a julgamento perante o Tribunal do Júri. após 2 (dois) dias. QUESTÃO: Sustentar. Ao final. em favor de Pedro. sentença de pronúncia foi proferida há 3 (três) dias e o acusado está solto. PROBLEMA EXTRA NO 3 Júlio foi denunciado e pronunciado como incurso nas penas do art. encontrou a esposa morta com um tiro na cabeça. o delegado autuou Pedro Paulo em flagrante delito e recolheu-o à prisão. Julgado pelo Tribunal do Júri. havia tentado furtar o seu veículo. foram ouvidas somente duas delas. “A” aluga seu apartamento para um casal ali manter relações sexuais. PROBLEMA EXTRA NO 2 “A” foi denunciado pela prática do crime de furto. foi até o quintal provido de uma lanterna e um revólver. Apurou-se também um tiro dado na parede com a mesma arma. Foi entregue a Pedro Paulo a nota de culpa. 01 (um) mês após a publicação do Acórdão. por meio de seu advogado. conforme orientação dos agentes de polícia. O réu veio a sofrer condenação a pena privativa de liberdade e o decisório já transitou em julgado. pleiteou a substituição daquelas por outras. QUESTÃO: Apresentar peça profissional em favor de Júlio. pelo seguinte fato: acordado de madrugada em sua casa com ruídos estranhos. QUESTÃO Considerando a situação hipotética apresentada. tendo sido tal pedido indeferido. Pedro Paulo não é primário. PROBLEMA EXTRA NO 4 Por estar necessitando de dinheiro. Na defesa preliminar.00. QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. mediante o preço de R$ 200. redija. mas o Juiz competente o pronunciou. Ocorre que não pode prover as despesas de um processo. em seguida. surgem testemunhas garantindo ser a 1a vez que “A” praticara tal fato. disparou em direção ao vulto. conforme certidão do senhor meirinho. sem privar-se de recursos indispensáveis à sua manutenção própria. diversa de habeas corpus. foi estuprada por “B”. “caput”. A r. no dia 9/6/2008. não tiveram filhos e moravam em São Paulo. as razões da medida proposta.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas pessoa que. por força das restantes terem se mudado dos endereços constantes do mandado. que pretendia assustá-lo a título de brincadeira. seu defensor arrolou cinco testemunhas. Diante disso. elabore a peça adequada. Pedro acabou sendo denunciado por homicídio doloso simples. PROBLEMA EXTRA NO 6 “A”. Processado. demonstrando a imprescindibilidade da oitiva. “A”. e. e Júlio. em favor de Pedro Paulo. verificou-se que se tratava de um vizinho de Júlio. apesar da negativa do acusado. e que por fi m veio a falecer em conseqüência do disparo. mostrando a conta do hotel.

c. 71. Ambos sobreviveram. Como o processo fosse da competência da Vara do Júri. Foi autuado em fl agrante delito no momento em que pegava o dinheiro. crime previsto no art.. pagando-as com cheques. PROBLEMA EXTRA NO 8 Uma moça propõe ao seu namorado um pacto de suicídio. tendo a sentença transitado em julgado. o art. a um ano e dois meses de reclusão. O acusado encontra-se preso. 121. Segundo consta. fundamentado-a. Não há nos autos qualquer laudo. PROBLEMA EXTRA NO 12 Ésquines foi denunciado e está sendo processado por infração ao artigo 159 do Código Penal porque. Requerido o relaxamento do fl agrante ao Juízo processante.. acórdão no fato de que a gravidade da infração se sobrepõe ao 16 . em que é apelante “A” ‘sendo apelada a Justiça Pública: acordam. Cumprindo o plano. c. 272 do CP.00 (cem mil reais).. deixado em local previamente combinado. ambos do Código Penal) e ela pelo delito previsto no artigo 122 do Código Penal. PROBLEMA EXTRA NO 9 Rui foi denunciado por furto qualificado e encontra-se foragido. por força da flagrância delitiva. O Tribunal denegou a ordem requerida.171. Interpôs recurso de apelação.000. por residirem em outro Estado.c. lê-se: “Isto posto. PROBLEMA EXTRA NO 10 “A” foi processado e condenado a 04 (quatro) anos de reclusão por ter exposto à venda produto alimentício adulterado. como condição para sua libertação. dado como incurso nas sanções do art. seqüestrou Demóstenes.” QUESTÃO: Elaborar peça profissional para corrigir o referido engano material contido no acórdão. adote a medida judicial cabível. lnstiga-o de tal forma que ele aceita. apresentados.. Pedro adquiriu mercadorias da empresa POP Ltda. Valendo-se de um atestado de óbito falso obteve do Juiz Criminal a extinção da punibilidade.. dar provimento à apelação do réu para diminuir a pena a 14 meses de reclusão. E. em primeira instância. fundamentando o v. o namorado atira contra a moça e. foi o mesmo indeferido. A sentença baseou-se em auto de infração elaborado pela autoridade sanitária. empresário.II. visando diminuir a pena. para desconto posterior... QUESTÃO: Elaborar peça processual visando resolver a situação de ‘A’. foram ambos pronunciados. também atira. a importância de R$ 100. não foram pagos por insuficiência de fundos. como se verifica pela ementa: “vistos.. foi condenado às penas de 1 (um) ano de reclusão e pagamento de 10 (dez) dias-multa. dá-se provimento ao apelo do réu para fi xar pena em 14 meses de reclusão. por tentativa de homicídio (art. voltando contra o peito. há mais de 180 (cento e oitenta dias) e ainda não se encerrou a instrução criminal. a Colenda Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça houve por bem acolher as razões do apelante e diminuir-lhe a pena.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 7 “A” foi condenado.. Foram denunciados: ele. uma vez que o representante do Ministério Público insiste na oitiva de duas testemunhas que devem ser ouvidas por meio de Carta Precatória. por sentença ainda não passada em julgado. c. Descoberta a fraude. exigindo de sua família. ensejando interposição de ordem de “Habeas Corpus” ao Tribunal competente. justificando a medida proposta PROBLEMA EXTRA NO 11 Pedro.. “caput”. o prazo está fl uindo. mediante grave ameaça exercida com arma de fogo. artigo 14. QUESTÃO: Apresentar medida em favor de Rui. tendo sido verifi cado que os ferimentos resultantes foram leves. que. e a vítima foi encontrada ilesa. Devidamente processado tal recurso. QUESTÃO: Elaborar medida cabível em favor da moça. decretando prisão preventiva. relatados e discutidos estes autos de apelação criminal no . “A’ encontra-se preso. ambos do Código Penal. por votação unânime. na parte conclusiva da veneranda decisão. QUESTÃO: Como advogado(a) de Pedro. o próprio Juiz cassou a sua decisão que já houvera transitado em julgado.

QUESTÃO: Produzir a peça cabível na espécie. no último dia de que trata o artigo 103 do Código Penal. ao receber a queixa respectiva. PROBLEMA EXTRA NO 15 “A” requereu abertura de Inquérito Policial contra “B” pelo delito de estupro. por haver resistido à determinação de policial à paisana. do Código Penal. No 10o dia consecutivo. Mesmo que o réu tenha se sentido coagido.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas eventual excesso de prazo. Haviam combinado essa reunião quando estavam cumprindo pena. indenizou a vítima. sim. usando de violência. de 23 anos. Consta da sentença condenatória que “. em favor de “A”. no dia 10 do mês passado foram fazer uma reunião no hotel da cidade. foram presos pela polícia e enquadrados no art. radicado no distrito da culpa. No qüinqüídio legal. “C” e “D” egressos da Penitenciária do Estado de São Paulo. que o considerou incurso no artigo 333. tendo o juiz concedido o “sursis”. a condenação seria de rigor em razão da crescente onda de corrupção que não é tolerada pela sociedade. o que fi cou bem demonstrado nos autos. PROBLEMA EXTRA NO 13 “A’ com 35 anos de idade. O Promotor. Agora. entendeu prematuro o benefício e indeferiu a postulação. estuprou “B”. A r. dita por “A” na época do processo. QUESTÃO: Como advogado de Ésquines. inconformado. 17 . O processo prosperou e a sentença absolveu “A”. em lugar distante. policiais militares que passavam por ali. prossiga no recurso interposto. tendo recebido elogios do Diretor da Unidade Prisional. casado e com família constituída. Neste momento. que exigia sua presença na 23a Delegacia. para tomar um suco após a aula. a qual não transitou em julgado QUESTÃO: Elaborar medida cabível. “A” foi processado pelo artigo 213 do Código Penal. 288 do Estatuto Penal Repressivo. decisão que indeferiu o benefício foi prolatada hoje. Durante o processo. desconfigurando o alegado constrangimento ilegal. apelou. o Ministério Público não recorreu e a defesa de João. com o fi m de discutir a melhoria de vida dos outros detentos. ouviram os gritos de “B” e efetuaram a prisão em flagrante de “A”. boa laborterapia e inclusive subsiste do seu trabalho. PROBLEMA EXTRA NO 14 João de Deus foi condenado a pena de 2 (dois) anos de reclusão e 10 (dez) dias-multa pelo Juízo da 1a Vara Criminal da Capital. que é homem correto. PROBLEMA NO 17 “A” foi denunciado por violação ao artigo 329 do Código Penal. perante o órgão judiciário competente. sendo que “B” moveu uma ação privada contra “A”. A ordem do investigador fundava-se no fato de “A” ter sido encontrado dentro de seu automóvel.” QUESTÃO: Como advogado de João de Deus e hoje intimado. moça de posses. tem ótimo comportamento prisional. QUESTÃO: Elaborar peça profissional para solucionar a situação processual de “B”. direcionada ao órgão Judiciário ad quem. professor de natação. convidou uma de suas alunas de nome “B”. o Magistrado competente decretou a prisão preventiva de “B”. PROBLEMA EXTRA NO 16 “A”. Requereu o seu livramento condicional. as razões da medida proposta. passaram por um bosque e “A”. “B”.. o fato é que se viu favorecido. O processo desenrolouse normalmente e o Juiz proferiu sentença condenatória. QUESTÃO: Sustentar. já tendo descontado mais de 2/3 da reprimenda carcerária. o Juiz da Vara competente. impressionado com a gravidade do caso e ainda influenciado pela frase que a vitima na verdade teria gostado. conversando com a noiva. tome a providência judicial cabível. o que também justificava a condenação. “A” não expressou humildade e até disse que “a vítima na verdade gostou”. No desenrolar da reunião.embora o réu apenas tenha aquiescido ao insistente pedido do funcionário público e lhe dado R$ 100. após tantos anos na cadeia. “A” está cumprindo pena.. Quando se dirigiam ao barzinho. Porém.00 (cem reais) para retardar ato de ofício.

O processo seguiu sua tramitação normal. do CP. elaborar medida cabível. reconhecendo que este violara o artigo 163. o processo alcançou a fase dos debates orais. Ministério Público ofereceu a denúncia e deixou de propor o disposto no art.099 / 95. Promotor de Justiça negou-se a apresentar proposta de suspensão do processo – artigo 89 da lei no 9. parágrafo único. QUESTÃO: Elaborar peça em defesa do réu. por estar praticando aborto em uma de suas pacientes. no 243. o Dr. “caput”. inciso I. situada na rua dos Franceses. Requereu a liberdade provisória que foi concedida pelo Juiz que arbitrou a fiança. do Código Penal. QUESTÃO: Elaborar a medida judicial cabível para resolver o caso em definitivo em favor do réu.099 / 95 – por ter sido provado que o réu era reincidente em crime doloso e que tinha uma condenação pela prática de roubo. A denúncia relatou que. Encerrada a instrução. arrolou. na comarca de São Paulo. ocasião em foi deferido o pleito para entrega de memoriais. Paulo. O querelado ofereceu suas razões defensivas. Finda a instrução preliminar. No dia do interrogatório. nem o réu nem seu defensor. O Juiz condenou o réu à pena de 7 (sete) meses de detenção. Euclides. Intimada. médico ginecologista. 89 da lei 9. sendo que a audiência da oitiva das testemunhas de acusação foi marcada. por ele não ter se recolhido à prisão. A sentença transitou em 19 de novembro de 2002. QUESTÃO: Apresentar medida em favor da parteira. após os trâmites legais. 18 . Fato provado pelo laudo de exame de corpo de delito realizado pelo IML. No processo criminal. agrediu a moradora e destruiu os móveis que estavam na sala. 126 do CP. com fundamento nas suas confissões. já condenada por crime anterior. do Código Penal. por ser reincidente em crime doloso. em São Paulo. prolatou-se sentença condenatória em 27 de março de 2002. em defesa prévia. com direito a sursis. devido ao mandado de prisão expedido. quando invadiu a casa de Maria. O interrogatório já foi realizado. QUESTÃO: Como advogado de Pedro. e fixou o regime prisional semi-aberto para início do cumprimento da pena. Estado de São Paulo. foi denunciado pela violação do artigo 163. Quando da expedição da competente carta precatória. O réu está na iminência de ser preso. PROBLEMA EXTRA NO 21 Pedro. o réu foi condenado nos termos da infração penal do crime em tela. a parteira procurou outro advogado. A sentença condenou o réu a dois anos de reclusão. foram intimados. O réu foi intimado da sentença por edital. A vítima não foi submetida a exame de corpo de delito. e designou-se interrogatório para 10 de dezembro de 2001. transitada em julgado. pronunciou-a. está sendo processado perante o 5o Tribunal do Júri da Capital como incurso nas penas do artigo 126. Aberta vista ao querelante. após invadir a casa de Maria.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 18 Uma parteira. inciso IV. o recurso interposto pela defesa não foi recebido. sem antecedentes criminais. PROBLEMA EXTRA NO 19 Euclides. PROBLEMA EXTRA NO 20 Em queixa-crime formulada por Maria contra Raphael por crime de posse sexual mediante fraude. deixou ele escoar-se o prazo sem qualquer manifestação. por ter praticado aborto em uma mulher que a procurou. com 25 anos. confessou a maneira abortiva tanto na fase policial como na judicial. o Magistrado. O prazo de recurso está fluindo. e. justificando-a. QUESTÃO: Elaborar medida cabível. processada pelo delito capitulado no art. foi preso em flagrante pelo Delegado da 14a Circunscrição Policial. PROBLEMA EXTRA NO 22 Paulo. negando ao réu o direito de apelar em liberdade. O decisório ainda não transitou em julgado. em 05 de julho de 2000. A denúncia foi recebida em 28 de outubro de 2001. parágrafo único. três testemunhas residentes e domiciliadas em Santos. em processo que lhe é movido por roubo.

a qualificação do indiciado. § 2o. é intimado para tomar ciência da decisão do Juiz. rejeitaram todas. que naquela ocasião. No dia do interrogatório. PROBLEMA EXTRA NO 24 Paulo foi denunciado por corrupção ativa. QUESTÃO: Assim. adote a medida cabível. oferece denúncia contra Agripino. PROBLEMA EXTRA NO 25 Aurélio. condenou Gaio a cumprir a pena de 12 anos de reclusão. A sentença. nos termos do artigo 366 do Código de Processo Penal. pelo crime de furto simples (art. O juiz decretou a revelia do réu e determinou a suspensão do processo e do prazo prescricional. o art. 29. O Promotor de Justiça recorre de tal decisão. atravessado o semáforo vermelho e dado causa à morte de José. O Doutor Delegado de Polícia instaurou o referido inquérito cumprindo a ordem da Promotoria. justificando-a. O Magistrado. Promotor de Justiça. Paulo não acabara de cometer qualquer delito.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 23 Antônio foi denunciado por ter. sustentou a Defesa. faça a peça processual que julgar correta para a defesa de Agripino. como advogado de Agripino. tampouco existindo ordem de prisão emanada de autoridade competente. em despacho fundamentado e alegando ser necessária a prisão do acusado.c. expondo os motivos de seu inconformismo. empresário. fazendo inserir circunstâncias totalmente divorciadas da realidade. que consistia na subtração de um relógio de ouro. praticado contra João Fernando Albuquerque o fato. QUESTÃO: Como advogado de Gaio. O réu encontra-se na iminência de ser preso. para assegurar a aplicação da lei penal. pois teria oferecido dinheiro aos policiais que o prenderam. expondo os motivos para tal. ao tomar conhecimento do teor da denúncia. PROBLEMA EXTRA NO 27 O Doutor Promotor de Justiça requisitou a instauração de inquérito policial contra João Fernando Albuquerque Filho. esquece-se de apresentar o rol de testemunhas na peça inicial. PROBLEMA EXTRA NO 26 Gaio foi denunciado como incurso no art. Os Jurados. O juiz designou o interrogatório. reiterando que a ação penal deve ser recebida para. ao final da instrução probatória. QUESTÃO: Ajuizar a medida judicial cabível para impedir que a prisão preventiva seja cumprida. determinou a expedição de mandado de prisão. Você. além de narrar fato equivocado. foi levado ao conhecimento do representante do Ministério Público por Marisa Albuquerque. O réu não foi localizado nos endereços existentes nos autos. bem como do recurso interposto pelo Promotor de Justiça. O promotor de justiça requereu a prisão preventiva do réu devido à suspensão do processo e do prazo prescricional. mãe do suposto autor do delito. todos do Código Penal. no dia 25 de julho de 2000. justificando-a. c. fato que não foi objeto de reclamação na oportunidade. Contudo. ser o réu condenado pejo crime que cometeu. por significativa maioria de votos. inciso ll. A denúncia foi recebida no dia 5 de dezembro de 2000. descrevendo infração penal tipificada como receptação. outrossim. por desatenção. proferida no julgamento realizado há três dias. 121. QUESTÃO: Como advogado de João Fernando Albuquerque Filho. dentre outras. o réu não compareceu em juízo e não constituiu advogado. não oferecendo. em regime fechado. 155 do Código Penal). rejeita-a. O juiz. Em Plenário. da tese da ausência do “animus necandi”. até o momento em que o réu fosse citado pessoalmente. Consta dos autos. sendo certo que não foi formulado quesito acerca da inocência do pronunciado. justificando fundamentadamente os argumentos que nela desenvolverá. ajuíze a providência judicial adequada. e o magistrado determinou a citação do réu por edital. A denúncia foi oferecida e o acusado acaba de ser citado. 19 . QUESTÃO: Apresentar peça jurídica apta para solucionar a situação de Paulo.

postule o que for de seu interesse por meio de peça adequada. QUESTÃO: Como defensor de João. sustentando que a prova é suficiente para tanto. sua mãe informou ao oficial de justiça que estaria viajando. requereu sua colocação em regime disciplinar diferenciado pelo prazo de três anos. com decisão definitiva. por unanimidade.2006. que Agostinho ingressou na farmácia de Thomás. tome a medida cabível PROBLEMA EXTRA NO 31 João. aproveitando-se de momento em que ele estava sentado à mesa. por maioria. especialmente pelos maus antecedentes. desenvolva a medida judicial pertinente. condenado definitivamente por vários crimes de homicídio qualificado. o juiz. sendo intimado do julgamento em 15. Procurado em seu endereço. e determinou o encaminhamento de João para penitenciária destinada ao cumprimento da pena no regime disciplinar diferenciado.09. atingiu-o pelas costas. alteração do regime integralmente fechado para inicialmente fechado. o Ministério Público pleiteia a condenação de Agostinho. no dia 04. Consta dos autos que tem trâmite na 1a Vara Criminal da Capital. no seu rosto.2006. acrescentou. e causaram-lhe a morte. Estava em gozo de livramento condicional. que desconfiou “daquele mal encarado” e avançou contra este imobilizando-o até a chegada da polícia. sem constituir defensor ou participar do processo. sempre alegou que fora comprar remédio.09. QUESTÃO: Como advogado de Agostinho.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 28 Agostinho registra grande número de condenações por crimes contra o patrimônio e já cumpriu parte em regime fechado. iniciou o cumprimento de sua pena no dia 01. e retornaria apenas em 60 dias. Sob o argumento de que ele pertenceria a organização criminosa. assim agindo porque este cuspira. seu amigo. PROBLEMA EXTRA NO 32 João interpôs apelação contra condenação por estupro com violência presumida. e. tomando ciência da decisão no dia 15. QUESTÃO: Como advogado de João. O voto divergente assentou-se em dois motivos: é inconstitucional a imposição de regime integralmente fechado e o estupro com violência presumida não é crime hediondo. Permanece preso. 20 . Agostinho. subsidiariamente.2006. PROBLEMA EXTRA 30 João foi denunciado pela prática de crime de sonegação fiscal perante a 3 Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo. No julgamento da apelação. pleiteando absolvição por insufi ciência de prova e. a qualificadora da traição porque. roubo. O juiz. de forma fundamentada. acatou o pedido. verifique o que pode ser feito em sua defesa e. certificou o ocorrido e concluiu que o acusado estaria se ocultando para não ser citado. Foi deferido pedido da defesa para apresentação de memoriais. latrocínio e seqüestro. em fase oportuna.09.2006. então. manteve o regime integralmente fechado. a Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação. Na decisão de pronúncia. PROBLEMA EXTRA NO 29 João foi acusado pelo Ministério Público de praticar homicídio qualificado por motivo fútil porque disparou tiros que atingiram Pedro.09. João foi citado por hora certa e.2006. utilize os meios necessários a sua defesa. Encerrada a instrução probatória. QUESTÃO: Como advogado de João. no dia 05. o Ministério Público. além de admitir a qualificadora do motivo fútil. Como advogado de João. utilize os meios necessários a sua defesa. segundo a prova colhida. a 156 (cento e cinqüenta e seis) anos de reclusão.9. foi ao final condenado. João mentira para Pedro. veio a ser autuado em flagrante e foi denunciado por roubo simples. sem ouvir o sentenciado. em brincadeira. O Oficial de Justiça. ainda. convidando-o para almoçar em sua casa e.

04. PROBLEMA EXTRA NO 34 João. 21 . quando este requereu a instauração de inquérito para serem ouvidas as testemunhas do fato. porque.02. maior de 21 (vinte e um) anos à época do fato e que o prejuízo da vítima era bem mais elevado do que o inicialmente apurado. de ter caluniado e injuriado Alfredo. 404 do CPP.OAB 2ª FASE MG Direito Penal Problemas para Peças Práticas PROBLEMA EXTRA NO 33 Estando os autos conclusos para sentença nos termos do art. apurouse que o acusado era. A fim de que o Promotor de Justiça possa aditar a denúncia. importando em pena mais severa ao réu. o magistrado profere sentença condenatória nos termos da nova capitulação jurídica. QUESTÃO: Como advogado de João. Renovada a instrução. os autos são baixados e. que ele teria se apropriado de valores recebidos de clientes da loja. QUESTÃO: Apresentar a medida cabível. no dia 02. 65.08. ainda. bem como o fato de o prejuízo sofrido pela vítima ter sido de pequena monta. a qual foi recebida pelo juiz de direito no dia seguinte. em face das conseqüências graves do crime e. em uma única operação. entre outras circunstâncias.09. PROBLEMA EXTRA NO 35 João foi condenado por crime de roubo qualificado pelo emprego de arma às penas de 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e multa. que aguarda o julgamento em liberdade. Posteriormente. O Ministério Público se manifestou favoravelmente ao recebimento da queixa. O juiz fixou a pena privativa de liberdade acima do mínimo. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. porque se provou ser o réu reincidente e não lhe beneficiar nenhuma atenuante. mediante queixa.03. QUESTÃO: Como advogado de João. O juiz proferiu sentença condenando João às penas de 6 (seis) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 10 dias-multa. sendo o valor de cada dia-multa fixado em um trigésimo do salário mínimo vigente.05. I. redija a peça processual mais adequada à sua defesa. Antes de encerrado o inquérito e serem ouvidas as testemunhas. a atenuante da menoridade prevista no art. na verdade.05 e 13. protestando pela posterior juntada dos autos de inquérito. o advogado de Alfredo ingressou com a queixa-crime no dia 02. retornando à conclusão.04. Levou o juiz em conta na aplicação da pena mínima. respectivamente. já condenado por crime contra a honra em sentença transitada em julgado praticado contra Antonio. do Código Penal. na presença de dois funcionários da loja na qual Alfredo trabalhava. fixada em seus patamares mínimos. foi acusado. ainda.03. no dia 20. O fato chegou ao conhecimento de Alfredo no dia 12. afirmando. chamou-o de “ladrão”.2004.05. O processo foi anulado em sede de revisão criminal por vício de citação. foram juntados os autos de inquérito policial com os depoimentos das testemunhas ouvidas pela autoridade policial nos dias 12. o juiz de uma das Varas Criminais da Capital entendeu ser o caso de nova definição jurídica do fato narrado da denúncia.05.