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Sistema Financeiro Nacional - Resumo

Sistema Financeiro Nacional - Resumo

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SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL

AGENTE EXECUTIVO DA CVM
1

CAPÍTULO 1


SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL



1.1 DEFINIÇÃO

O Sistema Financeiro Nacional pode ser definido como o conjunto de institui-
ções e órgãos que regulam, fiscalizam e executam as operações relativas à
circulação da moeda e do crédito.

1.2 ORIGENS E ASPECTOS HISTÓRICOS

Em 1920, foi criada a Inspetoria Geral de Bancos, que tinha como objetivo exercer
a fiscalização sobre as instituições financeiras. Não se tratava, portanto, de um
órgão destinado à normatização e ao controle amplo do mercado financeiro.
Apenas com a criação da Superintendência da Moeda e do Crédito - SUMOC,
em 1945, passou a existir um controle monetário mais amplo.
Em 1952, foi fundado o atual Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social - BNDES.
Em 1964, ocorreu a "Reforma Bancária¨, por intermédio da Lei n° 4.595, que
dispôs sobre:
1. a criação do Conselho Monetário Nacional;
2. a transformação da SUMOC no Banco Central da República do Brasil, que,
posteriormente, passou a ser denominado Banco Central do Brasil;
3. a composição original do Sistema Financeiro Nacional: Conselho Monetário
Nacional, Banco Central da República do Brasil (atual Banco Central do Brasil
- BACEN), Banco do Brasil S.A., Banco Nacional do Desenvolvimento Econô-
mico (atual Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BN-
DES) e demais instituições financeiras públicas e privadas;
Entre 1964 e 1965, foi criado o Sistema Financeiro da Habitação - SFH, tendo
como principal operador o Banco Nacional da Habitação - BNH. As principais fon-
tes de recursos do SFH são o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS e
o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo - SBPE. Em 1986, o BNH foi
extinto, e suas atribuições foram transferidas para a Caixa Econômica Federal.
A Lei do Mercado de Capitais, n° 4.728/65, estabeleceu normas relativas ao
mercado de investimentos.
PARTE 1
RICARDO J. FERREIRA
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Em 1976, pela Lei n° 6.385, foi criada a Comissão de Valores Mobiliários, que
também integra o Sistema Financeiro Nacional.
Em 1986, foi encerrada a conta movimento do Banco do Brasil perante o Banco
Central, dando-se início ao processo de transferência de todas as atribuições de
autoridade monetária responsável pela emissão de moeda ao BACEN.
Em 1988, foi autorizada a constituição dos "Bancos Múltiplos¨, permitindo-se
que uma mesma pessoa jurídica opere com mais de uma das seguintes cartei-
ras: comercial; de investimento; de desenvolvimento; de crédito imobiliário; e
de crédito, financiamento e investimento. Posteriormente, pela Resolução n°
2.099/94, foi autorizada a operação, por essas instituições, com a carteira de
arrendamento mercantil.
Em 1995, foi instituído o Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema
Financeiro Nacional - PROER, tendo como principais objetivos assegurar a li-
quidez e solvência do Sistema Financeiro Nacional e resguardar os interesses
de depositantes e investidores.

1.3 ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL

O Sistema Financeiro Nacional é dividido em dois Subsistemas:
1. Subsistema de Supervisão;
2. Subsistema Operativo.

1.3.1 SUBSISTEMA DE SUPERVISÃO

Função do Subsistema de Supervisão - O Subsistema de Supervisão tem
como função editar normas que definam os parâmetros para transferência de
recursos dos poupadores aos tomadores e controlar o funcionamento das insti-
tuições e entidades que efetuem atividades de intermediação financeira.

Composição do Subsistema de Supervisão - O Subsistema de Supervisão
tem a seguinte composição:
1. Conselho Monetário Nacional;
2. Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional;
3. Banco Central do Brasil S.A.;
4. Comissão de Valores Mobiliários;
5. Conselho Nacional de Seguros Privados;
6. Superintendência de Seguros Privados;
7. IRB - Brasil Resseguros;
8. Conselho de Gestão da Previdência Complementar;
9. Secretaria de Previdência Complementar.

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
AGENTE EXECUTIVO DA CVM
3
1.3.2 SUBSISTEMA OPERATIVO

Função do Subsistema Operativo - O Subsistema Operativo tem como fun-
ção operacionalizar a transferência de recursos do poupador para o tomador,
de acordo com as regras estabelecidas pelas entidades integrantes do Subsis-
tema de Supervisão.

Composição do Subsistema Operativo - O Subsistema Operativo tem a
seguinte composição:
1. Instituições Financeiras Bancárias ou Monetárias;
2. Instituições Financeiras Não Bancárias ou Não Monetárias;
3. Instituições do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo;
4. Agentes Especiais;
5. Instituições do Sistema de Distribuição de Títulos e Valores Mobiliários;
6. Instituições do Sistema de Liquidação e Custódia de Títulos e Valores Mobi-
liários;
7. Instituições Administradoras de Recursos de Terceiros;
8. Entidades Prestadoras de Serviços Financeiros Regulamentados;
9. Instituições do Sistema Nacional de Seguros Privados e de Previdência
Complementar;
10. Instituições Prestadoras de Serviços Financeiros Não Regulamentados.

1.4 INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Consideram-se instituições financeiras, para os efeitos da legislação em vigor, as
pessoas jurídicas, públicas ou privadas, que tenham como atividade principal ou
acessória a coleta, intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou
de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de proprie-
dade de terceiros. Equiparam-se às instituições financeiras as pessoas físicas que
exerçam qualquer dessas atividades, de forma permanente ou eventual.
As instituições financeiras somente podem funcionar no Brasil mediante prévia
autorização do Banco Central do Brasil ou, quando estrangeiras, por intermé-
dio de decreto do presidente da República.
É ilegal o desempenho de atividades de coleta, intermediação ou aplicação de
recursos sem prévia autorização.

1.4.1 INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS BANCÁRIAS

São as instituições financeiras autorizadas a captar recursos junto ao público
sob a forma de depósitos à vista, podendo, por isso, criar moeda escritural:
1. Bancos Comerciais;
2. Caixas Econômicas;
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RICARDO J. FERREIRA
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3. Cooperativas de Crédito;
4. Bancos Cooperativos;
5. Bancos Múltiplos com Carteira Comercial.

1.4.2 INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS NÃO BANCÁRIAS

Instituições financeiras não bancárias ou não monetárias são aquelas não au-
torizadas a captar recursos sob a forma de depósitos à vista:
1. Bancos de Investimento;
2. Bancos Estaduais de Desenvolvimento;
3. Sociedades de Arrendamento Mercantil;
4. Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento;
5. Companhias Hipotecárias;
6. Bancos Múltiplos sem Carteira Comercial.

1.4.3 INSTITUIÇÕES DO SBPE

Instituições do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo são aquelas autori-
zadas a captar recursos sob a forma de depósitos em caderneta de poupança,
cujos recursos são destinados principalmente ao financiamento habitacional:
1. Sociedades de Crédito Imobiliário;
2. Associações de Poupança e Empréstimo;
3. Caixas Econômicas (Estaduais);
4. Bancos Múltiplos com Carteira de Crédito Imobiliário;
5. Sociedade de Crédito Imobiliário;
6. Associação de Poupança e Empréstimo.

1.4.4 AGENTES ESPECIAIS

São instituições que executam funções atípicas, diferenciadas da espécie a que
pertencem:
1. Banco do Brasil S.A.;
2. Caixa Econômica Federal;
3. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
4. Banco do Nordeste do Brasil S.A.;
5. Banco da Amazônia S.A.

1.4.5 INSTITUIÇÕES DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO

Instituições do Sistema de Distribuição de Títulos e Valores Mobiliários são as
que prestam serviços a poupadores e tomadores, mediante compra e venda,
como intermediários, de títulos e valores mobiliários e câmbio:
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1. Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários;
2. Sociedades Corretoras de Câmbio;
3. Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários;
4. Corretores de Mercadorias e Corretores de Mercadorias Agrícolas;
5. Operadores Especiais de Mercadorias Agrícolas e Corretores de Algodão;
6. Agentes Autônomos de Investimentos.

1.4.6 INSTITUIÇÕES DO SISTEMA DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA

Instituições do Sistema de Liquidação e Custódia de Títulos e Valores Mobiliá-
rios são aquelas que prestam serviços aos intermediários financeiros, criando
condições propícias de mercado para a emissão e circulação de títulos e valo-
res mobiliários, sem, entretanto, efetuar operações de compra e venda:
1. Bolsas de Valores;
2. Entidades de Mercado de Balcão Organizado;
3. Sociedades de Compensação e Liquidação de Operações;
4. Bolsas de Mercadorias e Futuros;
5. Sistema Especial de Liquidação e Custódia - SELIC;
6. Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos.

1.4.7 INSTITUIÇÕES ADMINISTRADORAS DE RECURSOS DE TERCEIROS

São instituições que proporcionam a reunião de diversos poupadores que te-
nham objetivos comuns quanto à aplicação de seus recursos:
1 - Fundos Mútuos de Investimento Regulamentados pelo BACEN:
a) Fundo de Investimento Financeiro;
b) Fundo de Investimento Financeiro - Dívida Estadual e/ou Municipal;
c) Fundo de Aplicação em Quotas de Fundos de Investimento Financeiro;
d) Fundo de Renda Fixa - Capital Estrangeiro;
e) Fundo de Investimento no Exterior;
f) Fundo de Investimento Extramercado.
2 - Fundos Mútuos de Investimentos Regulados pela CVM:
a) Fundos Mútuos de Investimentos em Ações;
b) Fundos Mútuos de Investimentos em Ações - Carteira Livre;
c) Fundo de Investimento em Quotas de Fundos Mútuos de Investimentos em
Ações;
d) Fundos Setoriais de Investimentos em Ações;
e) Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes;
f) Fundo de Investimento Cultural e Artístico;
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RICARDO J. FERREIRA
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g) Fundo de Privatização - Capital Estrangeiro;
h) Fundo de Conversão - Capital Estrangeiro;
i) Fundo de Conversão - Capital Estrangeiro (Áreas Incentivadas).

3 - Fundos Mútuos de Investimentos Regulamentados pelo BACEN em
Conjunto com a CVM:
a) Fundos de Investimento - Capital Estrangeiro;
b) Fundos Mútuos de Investimento em Ações do Setor de Mineração;
c) Fundos Mútuos de Ações Incentivadas;
d) Fundos de Investimento Imobiliário;
e) Fundos Mútuos de Privatização - Dívida Securitizada.

4 - Fundos Mútuos de Investimento Regulamentados pelo BACEN, CVM
e SUSEP:
a) Fundo de Aposentadoria Programada Individual - FAPI.

5 - Outras:
a) Clubes de Investimentos;
b) Carteira de Títulos e Valores Mobiliários;
c) Sociedade de Investimento - Capital Estrangeiro;
d) Administrador de Consórcio.

1.4.8 ENTIDADES PRESTADORAS DE SERVIÇOS FINANCEIROS REGU-
LAMENTADOS

São entidades juridicamente definidas como não pertencentes à categoria de
instituição financeira, mas que prestam serviço financeiro regulamentado:
1. Agências de Fomento ou de Desenvolvimento.

1.4.9 INSTITUIÇÕES DO SISTEMA NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS
E PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

São instituições mantenedoras de seguros de coisas, pessoas, bens, responsa-
bilidades, obrigações, direitos, garantias, co-seguro, resseguro, retrocessão de
seguros, planos de pecúlio ou de rendas e de assistência médica ou odontoló-
gica e planos de benefícios complementares ou assemelhados aos da Previdên-
cia Social:
1. Sociedades Seguradoras;
2. Sociedades de Capitalização;
3. Entidades Abertas de Previdência Privada com Fins Lucrativos;
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4. Entidades Abertas de Previdência Privada sem Fins Lucrativos;
5. Entidades Fechadas de Previdência Privada;
6. Sociedades Administradoras de Planos de Seguro-Saúde;
7. Corretoras de Seguros.
Detentoras de volume significativo de poupança, as Entidades Fechadas de
Previdência Privada são supervisionadas pela Secretaria de Previdência Com-
plementar. As Entidades Abertas de Previdência Privada, pela SUSEP.

1.5 INSTITUIÇÕES PRESTADORAS DE SERVIÇOS FINANCEIROS NÃO RE-
GULAMENTADOS

Não são instituições financeiras, apesar de desenvolverem atividades tipica-
mente financeiras:
1. Sociedades Administradoras de Cartões de Crédito;
2. Sociedades de Fomento Mercantil.
Segundo o Banco Central do Brasil, o Sistema Financeiro Nacional é estrutura-
do da seguinte forma:

Órgãos Normativos Entidades
Supervisoras
Operadores
Instituições Financeiras Captadoras de
Depósitos à Vista
Demais Instituições Financeiras



Banco Central do
Brasil - BACEN
Outros Intermediários Financeiros e Ad-
ministradores de Recursos de Terceiros
Bolsas de Mercadorias e Futuros





Conselho Monetário
Nacional - CMN
Comissão de Valores Mo-
biliários - CVM
Bolsas de Valores
Sociedades Seguradoras
Sociedades de Capitalização


Conselho Nacional de
Seguros Privados -
CNSP

Superintendência de Se-
guros
Privados - SUSEP e

IRB - Brasil Resseguros
Entidades Abertas de Previdência Com-
plementar
Conselho de Gestão da
Previdência
Complementar - CGPC
Secretaria
De Previdência
Complementar - SPC
Entidades Fechadas de Previdência
Complementar (fundos de pensão)

O quadro apresentado em seguida demonstra a estrutura do Sistema Financei-
ro Nacional de forma mais detalhada.
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Supervisão
e Controle Órgãos de
Regulação
e Fiscalização


Bancos Múltiplos com Carteira
Comercial

BACEN
Bancos Comerciais BACEN
Caixas Econômicas BACEN
Cooperativas de Crédito BACEN


Instituições
Financeiras
Captadoras de
Depósitos
à Vista
Bancos Cooperativos BACEN
Bancos Múltiplos sem Carteira
Comercial

BACEN
Bancos de Investimento BACEN e CVM
Bancos de Desenvolvimento BACEN
Sociedades de Crédito, Financi-
amento e Investimento

BACEN
Sociedades de Crédito Imobiliário BACEN
Companhias Hipotecárias BACEN



Demais
Instituições
Financeiras




Associações de Poupança e
Empréstimo

BACEN
Bolsas de Mercadorias e de
Futuros

BACEN e CVM
Bolsas de Valores CVM
Sociedades Corretoras de Títu-
los e Valores Mobiliários

BACEN e CVM
Sociedades Distribuidoras de
Títulos e Valores Mobiliários

BACEN e CVM
Sociedades de Arrendamento
Mercantil

BACEN
Sociedades Corretoras de Câmbio BACEN




Outros
Intermediários
ou Auxiliares
Financeiros

Agentes Autônomos de Investi-
mento

BACEN e CVM
Entidades Fechadas de Previ-
dência Privada

SPC
Entidades Abertas de Previdência
Privada

SUSEP
Sociedades Seguradoras SUPEP
Sociedades de Capitalização SUSEP


Entidades Li-
gadas aos
Sistemas de
Previdência
e Seguros

Sociedades Administradoras de
Seguro-Saúde

SUSEP
Fundos Mútuos BACEN e CVM
Clubes de Investimento CVM
Carteiras de Investidores Es-
trangeiros

BACEN e CVM
Entidades
Administradoras
de Recursos
de Terceiros
Administradores de Consórcio BACEN
Sistema Especial de Liquidação e
de Custódia - SELIC

BACEN
Central de Custódia e de Liqui-
dação Financeira de Títulos -
CETIP


BACEN








CMN
Conselho
Monetário
Nacional




CNSP
Conselho
Nacional de
Seguros
Privados



CGPC
Conselho de
Gestão da
Previdência
Complementar







BACEN
Banco
Central
do Brasil







CVM
Comissão
de Valores
Mobiliários








SUSEP
Superinten-
dência de
Seguros
Privados e

IRB - Brasil
Resseguros






SPC
Secretaria
de
Previdência
Complementar



Sistema de
Liquidação
e Custódia
Caixa de Liquidação e Custódia CVM


As classificações apresentadas em seguida foram organizadas de acordo com a
estrutura do Sistema Financeiro Nacional prevista pelo Banco Central do Brasil.
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1.6 AUTORIDADES DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL

As autoridades do Sistema Financeiro Nacional podem ser:
1. Autoridades Monetárias;
2. Autoridades de Apoio.
As Autoridades Monetárias são responsáveis pela normatização e execução das
operações de emissão de moeda:
1. Conselho Monetário Nacional - CMN;
2. Banco Central do Brasil - BACEN.
As Autoridades de Apoio ou são instituições que, além de atuar como institui-
ções financeiras normais, auxiliam as autoridades monetárias na execução da
política monetária, como é o caso do Banco do Brasil, ou são instituições com
poderes de normatização limitado a um setor específico, como é o caso da
Comissão de Valores Mobiliários.
As principais Autoridades de Apoio do Sistema Financeiro Nacional são:
1. Comissão de Valores Mobiliários;
2. Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social;
3. Caixa Econômica Federal;
4. Banco do Brasil S.A..

1.7 ENTIDADES E ÓRGÃOS NORMATIVOS E SUPERVISORES DO SFN

De acordo com o Banco Central do Brasil, as entidades e órgãos normativos e
supervisores do Sistema Financeiro Nacional são os seguintes:
1. Conselho Monetário Nacional - CMN;
2. Banco Central do Brasil - BACEN;
3. Comissão de Valores Mobiliários - CVM;
4. Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP;
5. Superintendência de Seguros Privados - SUSEP;
6. IRB - Brasil Resseguros;
7. Conselho de Gestão de Previdência Complementar - CGPC;
8. Secretaria de Previdência Complementar - SPC.

1.7.1 CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL

O art. 2° da Lei n° 4.595/64 extinguiu o Conselho da Superintendência da Mo-
eda e do Crédito e criou o Conselho Monetário Nacional, com a finalidade de
formular a política da moeda e do crédito, objetivando o progresso econômico
e social do País.
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RICARDO J. FERREIRA
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Recebem o nome de RESOLUÇÕES as deliberações do CMN, cabendo ao BACEN
a sua divulgação.
O Conselho Monetário Nacional é o órgão máximo do Sistema Financeiro Na-
cional, com funções deliberativas, cujas normas são de observância obrigatória
por todas as instituições do sistema financeiro.

Objetivos do CMN - A política do Conselho Monetário Nacional tem como ob-
jetivo:
1. adaptar o volume dos meios de pagamentos às reais necessidades da eco-
nomia nacional e seu processo de desenvolvimento;
2. regular o valor interno da moeda, por meio da prevenção e correção dos
surtos inflacionários ou deflacionários de origem interna ou externa, das
depressões econômicas e de outros desequilíbrios oriundos de fenômenos
conjunturais;
3. regular o valor externo da moeda e o equilíbrio no balanço de pagamentos
do País, tendo em vista a melhor utilização dos recursos em moeda es-
trangeira;
4. orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras, quer públi-
cas, quer privadas, tendo em vista propiciar, nas diferentes regiões do Pa-
ís, condições favoráveis ao desenvolvimento harmônico da economia na-
cional;
5. propiciar o aperfeiçoamento das instituições financeiras e dos instrumentos
financeiros, com vistas à maior eficiência do sistema de pagamentos e de
mobilização de recursos;
6. zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;
7. coordenar as políticas monetária e creditícia, orçamentária, fiscal e da dívi-
da pública, interna e externa.

Funções do CMN - Entre outras, são funções privativas do Conselho Monetá-
rio Nacional:
1. autorizar a emissão de papel-moeda;
2. aprovar os orçamentos monetários, que são preparados pelo Banco Central
e por meio dos quais são estimadas as necessidades globais de moeda e
crédito;
3. fixar diretrizes e normas da política cambial e, inclusive, compra e venda
de ouro e quaisquer operações em moeda estrangeira;
4. disciplinar o crédito em todas as suas modalidades e as operações credití-
cias em todas as suas formas;
5. estabelecer normas relativas à fiscalização, constituição e funcionamento
das instituições financeiras;
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6. estabelecer normas sobre a política de taxas de juros, descontos, comis-
sões e qualquer outra forma de remuneração de operações e serviços ban-
cários;
7. disciplinar as operações de câmbio;
8. deliberar sobre a estrutura técnica e administrativa do Banco Central;
9. determinar as características gerais das cédulas e das moedas;
10. determinar a percentagem máxima dos recursos que as instituições finan-
ceiras poderão emprestar a um mesmo cliente ou grupo de empresas;
11. estipular índices e outras condições técnicas sobre encaixes, imobilizações
ou outras relações patrimoniais, a serem observadas pelas instituições fi-
nanceiras;
12. delimitar o capital mínimo das instituições financeiras;
13. expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas
pelas instituições financeiras;
14. determinar recolhimento de até 100% dos depósitos à vista e de até 60%
do total dos demais depósitos e/ou títulos contábeis das instituições finan-
ceiras, seja na forma de subscrição de letras ou obrigações do Tesouro Na-
cional ou compra de títulos da Dívida Pública Federal, seja por meio de re-
colhimento em espécie, em ambos os casos entregues ao Banco Central;
15. determinar os encaixes obrigatórios;
16. regulamentar as operações de redesconto e de empréstimo, efetuadas
com quaisquer instituições financeiras públicas ou privadas de natureza
bancária;
17. aprovar o regimento interno e as contas do Banco Central do Brasil, sem
prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União;
18. aplicar aos bancos estrangeiros que funcionem no País as mesmas veda-
ções ou restrições equivalentes, que vigorem, nas praças de suas matrizes,
em relação a bancos brasileiros ali instalados ou que nelas desejam esta-
belecer-se;
19. fixar a orientação geral a ser observada pela CVM no exercício de suas atri-
buições;
20. regular a utilização do crédito no mercado de valores mobiliários;
21. definir a política a ser observada na organização do mercado de valores
mobiliários;
22. definir as atividades da CVM que devam ser exercidas de forma coordenada
com o Banco Central do Brasil;
23. definir os tipos de instituições financeiras que poderão exercer atividades
no mercado de valores mobiliários, bem como as espécies de operações
que poderão realizar e de serviços que poderão prestar nesse mercado;
24. fixar as diretrizes para a aplicação das reservas técnicas das sociedades
seguradoras, entidades abertas e fechadas de previdência privada, poden-
do, no caso das últimas, estabelecer diretrizes diferenciadas para uma de-
PARTE 1
RICARDO J. FERREIRA
12
terminada entidade, ou grupo de entidades, levando em conta a existência
de condições peculiares relativamente a suas patrocinadoras.

Estrutura do CMN - O Conselho Monetário Nacional tem a seguinte com-
posição:
1. ministro de Estado de Fazenda, na qualidade de presidente;
2. ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão;
3. presidente do Banco Central do Brasil.
O CMN delibera mediante resoluções, por maioria dos votos, cabendo ao seu
presidente a prerrogativa de deliberar, nos casos de urgência e relevante inte-
resse, "ad referendum¨ dos demais membros, devendo, nesse caso, submeter
a decisão ao colegiado, na primeira reunião posterior à prática do ato.

Comissão Técnica da Moeda e do Crédito - Junto ao Conselho Monetário
Nacional, funciona a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito, com a função
básica de regulamentar algumas matérias de competência do Conselho Mone-
tário Nacional, composta pelos seguintes membros:
1. presidente e quatro diretores do Banco Central do Brasil;
2. presidente da Comissão de Valores Mobiliários;
3. secretário executivo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
4. secretário do Tesouro Nacional;
5. secretário de Política Econômica;
6. secretário executivo do Ministério da Fazenda.

Comissões Consultivas do CMN - Junto ao CMN, funcionam, ainda, as se-
guintes comissões consultivas:
1. de Normas e Organização do Sistema Financeiro;
2. do Mercado de Valores Mobiliários e de Futuros;
3. de Crédito Rural;
4. de Crédito Industrial;
5. de Endividamento Público;
6. de Política Monetária e Cambial;
7. de Processos Administrativos.

Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional - Criado pelo De-
creto n° 91.152/85, o CRSFN julga, em segunda e última instância administra-
tiva, os recursos interpostos das decisões relativas a penalidades administrati-
vas aplicadas pelo BACEN, pela CVM e pela Secretaria de Comércio Exterior.
O CRSFN tem ainda como atribuição julgar os recursos de ofício, interpostos
pelos órgãos de primeira instância administrativa, das decisões que concluírem
pela não aplicação das penalidades.
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
AGENTE EXECUTIVO DA CVM
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Estrutura do CRSFN - O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacio-
nal é integrado por oito Conselheiros, de reconhecida competência e possuido-
res de conhecimentos especializados em assuntos relativos aos mercados fi-
nanceiro, de capitais, de câmbio, de capitais estrangeiros e de crédito rural e
industrial, e de consórcios, observada a seguinte composição:
1. um representante do Ministério da Fazenda;
2. um representante do Banco Central do Brasil;
3. um representante da Secretaria de Comércio Exterior;
4. um representante da Comissão de Valores Mobiliários;
5. quatro representantes das entidades de classe dos mercados afins, por
estas indicados em lista tríplice.
As entidades de classe que integram o CRSFN são as seguintes: Abrasca (As-
sociação Brasileira das Companhias Abertas), Anbid (Associação Nacional dos
Bancos de Investimento), CNBV (Comissão de Bolsas de Valores), Febraban
(Federação Brasileira das Associações de Bancos), Abel (Associação Brasileira
das Empresas de Leasing), Adeval (Associação das Empresas Distribuidoras de
Valores) e AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil). Os representantes
das quatro primeiras entidades têm assento no Conselho como membros-
titulares e os demais, como suplentes.
Os conselheiros titulares e seus respectivos suplentes são nomeados pelo mi-
nistro da Fazenda, com mandatos de dois anos, admitindo-se a recondução por
uma única vez.
Também fazem parte do Conselho de Recursos dois Procuradores da Fazenda
Nacional, designados pelo procurador-geral da Fazenda Nacional, com a atri-
buição de zelar pela fiel observância da legislação aplicável, e um secretário-
executivo, nomeado pelo Ministério da Fazenda, responsável pela execução e
coordenação dos trabalhos administrativos. Para tanto, o Banco Central do
Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários e a Secretaria de Comércio Exterior
proporcionam o respectivo apoio técnico e administrativo.
O representante do Ministério da Fazenda preside o Conselho, e o vice-
presidente é o representante designado pelo Ministério da Fazenda entre os
quatro representantes das entidades de classe que integram o CRSFN.

1.7.2 BANCO CENTRAL DO BRASIL

A Lei n° 4.595/64, em seu art. 8°, transformou a Superintendência da Moeda e
do Crédito em autarquia federal, com sede e foro na capital da República, sob
a denominação de Banco Central da República do Brasil (atualmente, Banco
Central do Brasil), com personalidade jurídica e patrimônio próprio.
O Banco Central do Brasil, entidade autárquica vinculada ao Ministério da Fa-
zenda, funciona como "banco dos bancos¨.
PARTE 1
RICARDO J. FERREIRA
14
Sediado em Brasília, o BACEN tem representações regionais em Belém, Belo
Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e
Salvador.
Os resultados obtidos pelo Banco Central do Brasil são incorporados ao seu
patrimônio.
Compete-lhe cumprir as funções que lhe são atribuídas pela legislação em vi-
gor e executar as normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional.
Suas funções podem ser divididas como segue:
1. funções executivas - quando apenas implementa as resoluções do Con-
selho Monetário Nacional;
2. funções de controle ou fiscalização - quando direta ou indiretamente
controla o cumprimento dos dispositivos regulamentares;
3. funções próprias - quando exerce funções que lhe foram atribuídas pela
lei.

Funções do BACEN - Compete privativamente ao Banco Central do Brasil:
1. emitir papel-moeda e moeda metálica, nas condições e limites autorizados
pelo Conselho Monetário Nacional;
2. executar os serviços do meio-circulante;
3. receber os recolhimentos compulsórios e também os depósitos voluntários
das instituições financeiras;
4. realizar operações de redescontos e empréstimos a instituições financeiras
bancárias;
5. exercer o controle dos capitais estrangeiros, nos termos da lei;
6. ser depositário das reservas oficiais de ouro e moeda estrangeira;
7. exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar as penalidades
previstas;
8. estabelecer condições para a posse e para o exercício de quaisquer cargos de
administração de instituições financeiras privadas, bem como para o exercí-
cio de quaisquer funções em órgãos consultivos, fiscais e similares, segundo
normas que forem expedidas pelo Conselho Monetário Nacional;
9. realizar, como instrumento de política monetária, operações de compra e
venda de títulos públicos federais;
10. conceder autorização às instituições financeiras, a fim de que possam:
a) funcionar no País;
b) instalar ou transferir suas sedes, ou dependências, inclusive no exterior;
c) ser transformadas, fundidas, incorporadas ou encampadas;
d) praticar operações de câmbio, crédito real e venda habitual de títulos da
dívida pública federal, estadual e municipal, ações, debêntures, letras hipo-
tecárias e outros títulos de crédito ou mobiliários;
e) ter prorrogados os prazos concedidos para funcionamento;
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
AGENTE EXECUTIVO DA CVM
15
f) alterar seus estatutos.
11. efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e
venda de títulos públicos federais;
12. estabelecer condições para a posse e para o exercício de quaisquer cargos
de administração de instituições financeiras privadas, assim como para o
exercício de quaisquer funções em órgãos consultivos, fiscais e semelhan-
tes, segundo normas que forem expedidas pelo CMN;
13. entender-se, em nome do governo brasileiro, com as instituições financei-
ras estrangeiras;
14. promover, como agente do governo federal, a colocação de empréstimos
internos e externos, podendo, também, encarregar-se dos respectivos ser-
viços;
15. atuar no sentido de funcionamento regular do mercado cambial, da estabi-
lidade relativa das taxas de câmbio e do equilíbrio no balanço de pagamen-
tos, podendo, para esse fim, comprar e vender ouro e moeda estrangeira,
bem como realizar operações de crédito no exterior;
16. emitir títulos de responsabilidade própria, de acordo com as condições es-
tabelecidas pelo CMN;
17. regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros do-
cumentos;
18. prover, sob controle do CMN, os serviços de secretaria do Conselho Mone-
tário Nacional.
O BACEN pode ser considerado:
1. Banco dos Bancos:
a) em função de receber os depósitos compulsórios e reservas voluntárias dos
bancos;
b) por garantir a liquidez do sistema bancário, por meio de operações de re-
desconto.
2. Gestor do Sistema Financeiro Nacional:
a) ao elaborar normas, nos limites fixados pelo CMN, e permitir o funciona-
mento das instituições;
b) ao fiscalizar as instituições financeiras e decretar intervenção.
3. Executor da Política Monetária: pelo controle dos meios de pagamento.
4. Banco Emissor: quando emite moeda.
5. Banqueiro do Governo:
a) pela administração da dívida pública interna e externa;
b) por ser gestor e fiel depositário das reservas internacionais do País;
c) como representante junto às instituições financeiras internacionais;
d) como recebedor de depósitos da União.
PARTE 1
RICARDO J. FERREIRA
16

1.7.3 COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS

A CVM é uma autarquia federal, responsável pela normatização e fiscalização
do mercado de valores mobiliários emitidos por sociedades anônimas que ne-
gociem seus títulos com o público.

Objetivos da CVM - Os principais objetivos da CVM são:
1. fortalecer o mercado de títulos e valores mobiliários;
2. assegurar o funcionamento eficiente e regular das bolsas de valores, de
mercadorias e de futuros e de instituições auxiliares que operem nesses
mercados.

Funções da CVM - As principais funções da CVM são:
1. disciplinar e fiscalizar:
a) a emissão e distribuição de valores mobiliários no mercado;
b) a negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;
c) a organização, o funcionamento e as operações das bolsas de valores e das
bolsas de mercadorias e de futuros;
d) a administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários;
e) a auditoria de companhias abertas;
f) os serviços de consultor e analista de valores mobiliários.
2. fixar limites máximos de preços e comissões cobradas pelos intermediá-
rios;
3. fiscalizar companhias de capital aberto;
4. suspender a negociação de valores mobiliários;
5. decretar recesso das bolsas de valores;
6. divulgar informações para orientar os participantes do mercado;
7. efetuar o registro para negociação em bolsa de valores e no mercado de
balcão;
8. expedir normas aplicáveis às companhias abertas.

1.7.4 CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS

Órgão máximo do Sistema Nacional de Seguros Privados, o Conselho Nacional
de Seguros Privados (CNSP), por intermédio de seu colegiado, é responsável
pelo estabelecimento de normas aplicáveis às atividades de seguros no Brasil.
Quando da sua criação, pelo Decreto-lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, a
principal atribuição do CNSP era fixar as diretrizes e normas da política gover-
namental relativa aos Seguros Privados e à Capitalização. Com a edição da Lei
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
AGENTE EXECUTIVO DA CVM
17
nº 6.435, de 15 de julho de 1977, suas atribuições foram estendidas à Previ-
dência Privada, no âmbito das entidades abertas.

1.7.5 SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS

Compete à SUSEP controlar e fiscalizar o mercado de seguros, previdência
aberta, capitalização e planos privados de assistência à saúde. No caso da
previdência privada fechada, a competência é da Secretaria de Previdência
Complementar. Criada pelo Decreto-lei n° 73/66, com as modificações da Lei
n° 9.656/98, a SUSEP é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da
Fazenda e tem competência para fiscalizar a constituição, organização, fun-
cionamento e operação das sociedades seguradoras, de capitalização, enti-
dades de previdência privada aberta e operadoras de planos privados de as-
sistência à saúde, na qualidade de executora da política traçada pelo Conse-
lho Nacional de Seguros Privados.

1.7.6 IRB - BRASIL RESSEGUROS

Em 1939, foi constituído, na forma de sociedade de economia mista, o Institu-
to de Resseguros do Brasil, com a função de regular as operações de ressegu-
ro, cosseguro e retrocessão, além de promover o desenvolvimento das opera-
ções de seguro no País.
Sociedade de economia mista criada em 1997, o IRB - Brasil Resseguros sur-
giu da transformação do Instituto de Resseguros do Brasil, após a quebra do
monopólio da exploração das atividades de seguro, que até então cabia a este.

1.7.7 CONSELHO DE GESTÃO DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

Integrante da estrutura do Ministério da Previdência Social, o Conselho de
Gestão da Previdência Complementar é órgão colegiado ao qual compete regu-
lar, normatizar e coordenar as atividades das entidades fechadas de previdên-
cia complementar (fundos de pensão).

1.7.8 SECRETARIA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

É órgão executivo do Ministério da Previdência e Assistência Social, responsá-
vel pelo controle e fiscalização dos planos e benefícios e das atividades das
entidades de previdência privada fechada (instituições restritas a certos grupos
de trabalhadores, mantidas por meio de contribuições periódicas de seus asso-
ciados e da empresa mantenedora).
As entidades de previdência privada fechada não podem ter finalidade lucrati-
va e são entidades complementares ao sistema oficial de previdência e assis-
tência social.

PARTE 1
RICARDO J. FERREIRA
18
Relação entre o SFN e a SPC - A principal ligação da SPC com o SFN é rela-
tiva ao fato de o CMN fixar diretrizes para a aplicação das provisões técnicas
das entidades de previdência fechada.

1.8 AUTORIDADES DE APOIO

As principais autoridades de apoio do Sistema Financeiro Nacional são as se-
guintes:
1. Comissão de Valores Mobiliários;
2. Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social;
3. Caixa Econômica Federal;
4. Banco do Brasil S.A.;

1.8.1 BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCI-
AL - BNDES

Fundado em 1952, o BNDES é o principal instrumento de execução da política
de investimentos de longo prazo do governo federal, em áreas como a indús-
tria, comércio, agricultura. Atua também como importante investidor institu-
cional no mercado primário de ações.
É o encarregado de gerir todo o processo de privatização das empresas estatais.
Eis seus principais objetivos:
1. impulsionar o desenvolvimento econômico e social do País;
2. fortalecer o setor empresarial nacional;
3. atenuar os desequilíbrios regionais, criando pólos de produção;
4. promover o desenvolvimento integrado das atividades agrícolas, industriais
e de serviços;
5. promover o crescimento e a diversificação das exportações.
Entre as principais formas de atuação do BNDES, temos:
1. financiamento direto, podendo ser concedido a empresas e instituições pri-
vadas ou públicas, bem como a seus acionistas, para que estes participem
de aumento de capital;
2. financiamento para a compra de máquinas e equipamentos;
3. financiamentos indiretos, mediante linhas de crédito operadas por agentes
financeiros credenciados (bancos comerciais, de investimento, desenvolvi-
mento, entre outros);
4. por meio de participação acionária, apoio ao capital privado na comple-
mentação, consolidação e modernização da base industrial do País;
5. aval de repasse de linhas de crédito externo para financiamento de impor-
tação de equipamentos e insumos;
6. apoio ao lançamento de ações (operações underwriting);
7. apoio à construção naval com recursos do Fundo da Marinha Mercante.

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