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ApostilaMecatronica[1]

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Uma ambigüidade de vocabulário subsiste na definição da Manutenção Corretiva:
a noção de correção após uma falha contém a noção de melhoria.

Com efeito, após a detecção de uma falha acidental, na conservação tradicional,
retira-se o equipamento do estado de pane ou realiza-se um reparo restabelecendo-lhe a função
perdida.

Em manutenção, efetuaremos:

• uma análise das causas da falha;

• o restabelecimento da função normal do equipamento (retirada do estado de falha/
reparo);

• um melhoramento eventual (correção) visando a evitar a reincidência da pane, ou a
minimizar seus efeitos sobre o sistema.

• a colocação em memória da intervenção, permitindo uma exploração pormenorizada
mais tarde.

EXEMPLO: um rolamento está falhando.

• Conservação tradicional: troca-se o rolamento (troca padrão).

• Manutenção: procura-se saber a causa de tal falha, a sua freqüência e grau crítico,
de modo a evitar sua reaparição (rediscussão da montagem, do lubrificante, das so-
brecargas, etc.) e a minimizar seus efeitos (supervisão eventual através da análise
das vibrações, etc.).

Esse exemplo é característico do estado de espírito manutenção daqueles que intervêm na

tecnicidade valorizada.

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MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Manutenção efetuada com a intenção de reduzir a probabilidade de falha de um bem ou a
degradação de um serviço prestado.

É uma intervenção de manutenção prevista, preparada e programada antes da data prová-
vel do aparecimento de uma falha. Por mais adiantado que esteja o nível de preventiva executada,
sempre existirão falhas residuais, de caráter aleatório. As estatísticas mostram que:

• a carga global de trabalho decresce quando a parte de horas dedicadas à preventiva
aumenta;

• para um dado material, existe um custo de manutenção mínimo correspondente a
uma relação preventivo-corretiva que cabe ao gerente fixar.

Objetivos visados pela manutenção preventiva:

• Aumentar a confiabilidade de um equipamento e assim reduzir suas falhas em servi-
ço: redução dos custos de falha, melhoria da disponibilidade;

• Aumentar a duração da vida eficaz de um equipamento;

• Melhorar o planejamento dos trabalhos, e assim, as relações com a produção.

• Reduzir e regularizar a carga de trabalho;

• Facilitar a gerência dos estoques (consumos previstos);

• Aumentar a segurança (menos improvisações perigosas);

• Mais amplamente, reduzindo as surpresas, melhorar o clima das relações humanas
(uma pane imprevista sempre gera tensões).

O estabelecimento de uma política preventiva implica o desenvolvimento de um serviço
método-manutenção eficaz. Realmente, não é possível fazer preventivas sem um serviço que au-
mentará a curto prazo os custos diretos de manutenção, mas que permitirá:

• a gerência da documentação técnica, dos dossiês das máquinas, dos históricos;

• as análises técnicas do comportamento do material, • a preparação das interven-
ções preventivas;

• o acerto com a produção.

Condições necessárias à manutenção preventiva:

• Numa primeira fase, ela pode existir sozinha. Visitas preventivas periódicas permiti-
rão supervisionar o estado do material em serviço, mas principalmente permitirão
colocar em memória informações que serão úteis para o conhecimento das leis de

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degradação e os patamares (bases) de admissividade. Essas visitas preventivas per-
mitirão antecipar as falhas e, portanto, preparar as intervenções preventivas.

• Numa segunda fase, quando o comportamento em serviço será conhecido, ela evo-
luirá para a manutenção sistemática, mais fácil de gerenciar.

Modelo de ficha de Manutenção Preventiva

A manutenção preventiva teve sua origem nos Estados Unidos e foi introduzida no Japão em
1950. Até então, a indústria japonesa trabalhava apenas com o conceito de manutenção corretiva,
após a falha da máquina ou equipamento. Isso representava um custo e um obstáculo para a
melhoria da qualidade.

A primeira indústria japonesa a aplicar o conceito de manutenção preventiva e obter seus
efeitos, também chamada de PM (preventive maintenance) foi a Toa Nenryo Kogyo, em 1951. São

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dessa época as primeiras discussões a respeito da importância da manutenibilidade e suas conseqü-
ências para o trabalho de manutenção.

Em 1960, ocorre o reconhecimento da importância da manutenibilidade e da confiabilidade
como sendo pontos-chave para a melhoria da eficiência das empresas. Surgiu, assim, a manuten-
ção preventiva, ou seja, o enfoque da manutenção passou a ser o de confiança no setor produtivo
quanto à qualidade do serviço de manutenção realizado.

Na busca de maior eficiência da manutenção produtiva, por meio de um sistema compreen-
sivo, baseado no respeito individual e na total participação dos empregados, surgiu a TPM, em
1970, no Japão. Nessa época era comum:

• avanço na automação industrial;

• busca em termos da melhoria da qualidade;

• aumento da concorrência empresarial;

• emprego do sistema Just in Time;

• maior consciência de preservação ambiental e conservação de energia;

• dificuldades de recrutamento de mão-de-obra para trabalhos considerados sujos,
pesados ou perigosos;

• aumento da gestão participativa e surgimento do operário polivalente.

Todas essas ocorrências contribuíram para o aparecimento da TPM. A empresa usuária da
máquina se preocupava em valorizar e manter o seu patrimônio, pensando em termos de custo do
ciclo de vida da máquina ou equipamento. No mesmo período, surgiram outras teorias com os
mesmos objetivos.

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