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2 As diferenças entre a Igreja Ortodoxa e a Igreja Romana

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Particularidades da Igreja Ortodoxa (adaptado de texto do Patriarca de Constantinopla Bartolomeu I) As Igrejas Ortodoxas são iguais entre si e não se admite

a supremacia de nenhuma, muito menos que uma tenha autoridade sobre as outras. Dentre os líderes das Igrejas Ortodoxas (Patriarcas, Metropolitas e Arcebispos das Igrejas autônomas) concede-se o primado de honra (não de jurisdição) ao Patriarca de Constantinopla, pelo que o mesmo é considerado “primeiro entre os iguais” (“primus inter pares”). Considera-se infalível a Igreja como um todo, principalmente quando reunida em Concílio Ecumênico, pela assistência do Espírito Santo. Há, ainda, outras particularidades, relacionadas nos seguintes grupos básicos: a) particularidades gerais b) particularidades especiais Particularidades gerais (são dogmáticas, litúrgicas e disciplinares):
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A Igreja Ortodoxa admite sete Concílios Ecumênicos: Nicéia, no ano 325; Constantinopola, no ano 381; Éfeso, no ano 421; Calcedônia, no ano 451; Constantinopola, no ano 553; Constantinopola, no ano 680-681; Nicéia, no ano 787; A Igreja Ortodoxa admite a procedência do Espírito Santo somente do Pai, e não do Pai e do Filho (“filioque”). A Sagrada Escritura e a Santa Tradição têm igual valor como fontes de revelação divina. A transformação (consagração) do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo se dá, na celebração da Divina Liturgia (Santa Missa), pelo Prefácio, Palavra do Senhor e Epíclese, e não pelas expressões proferidas por Cristo na Última Ceia, como ensina a Igreja Romana. Em nenhuma circunstância, a Igreja Ortodoxa admite a infalibilidade do Bispo de Roma. Considera a infalibilidade uma prerrogativa de toda a Igreja e não de uma só pessoa. A Igreja Ortodoxa entende que as decisões de um Concílio Ecuménico são superiores às decisões do Papa de Roma ou de quaisquer hierarcas eclesiásticos. A Igreja Ortodoxa não concorda com a supremacia universal do direito do Bispo de Roma sobre toda a Igreja Cristã, pois considera todos os bispos iguais. Somente reconhece uma primazia de honra ou uma supremacia de facto (primus inter pares). A Virgem Maria, igual às demais criaturas, foi concebida em estado de pecado original. A Igreja Romana, por definição do

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a maior parte do povo participa no reconhecimento do seu estado de santidade. mas um só Juízo Universal. na Romana : ostiário. logo após a morte. imagens." aprovado pela Igreja de Roma. A Igreja Ortodoxa não admite a existência de um Juízo Particular para apreciar o destino das almas. e só extraordinariamente. 5-Os calendários ortodoxo e romano são diferentes. Via Crucis. somente com pão. na Igreja Romana. a Igreja Ortodoxa acolhe a solução do divórcio admitindo um segundo ou terceiro casamento penitencial. Diferenças especiais: Além disso. 9-Existem. nomeadamente. Sacramentos. acólito e sub-diácono. três ordens menores na Igreja Ortodoxa: leitor. Igreja. usa-se pão com levedura. especialmente. Encarnação. ou por graves razões. A Igreja Ortodoxa rejeita a agregação do "Filioque. Cristo-Rei. 3-O baptismo é por imersão. na Romana. 10-O Santo Mirão e a Comunhão na Igreja Ortodoxa efectuam-se imediatamente após o Baptismo. proclamou como "dogma" de fé a Imaculada Concepção. Estado religioso. na Romana. quanto à Páscoa da Ressurreição. O Sacramento da Santa Unção pode ser ministrado várias vezes aos fiéis em caso de enfermidade corporal ou espiritual. no ano de 1854. no Símbolo Niceno-Constantinopolitano. São distintas as concepções teológicas sobre religião. A Igreja Ortodoxa nega a existência do limbo e do purgatório. leitor e acólito. culto dos Santos. o Padre. A Igreja Ortodoxa não admite a existência de indulgências. sem levedura. o Bispo. Em casos excepcionais. as seguintes: o o o o o o o o o o 1-Nos templos da Igreja Ortodoxa só se permitem ícones. e não somente nos momentos de agonia ou perigo de morte. escatologia. como é praticado na Igreja Romana. 6-A comunhão dos fiéis é efectuada com pão e vinho. Imaculado Coração de Maria e outras comemorações análogas. Rosário. nele. Graça. 2-Os sacerdotes ortodoxos podem optar livremente entre o celibato e o casamento. 4-No Sacrifício Eucarístico. o Ministro é o Padre e não os contraentes.. o ministro habitual do Sacramento do Crisma é o Padre. 8-O processo da canonização de um santo é diferente na Igreja Ortodoxa.o o o o o o o o o papa Pio IX. No Sacramento do Matrimónio. subsistem algumas diferenças disciplinares ou litúrgicas que não transferem dogma à doutrina. não existem as devoções ao Sagrado Coração de Jesus. infalibilidade. São. 2 . 7-Na Igreja Ortodoxa. Corpus Christi. Na Igreja Ortodoxa.. na Igreja Ortodoxa.

introduzidos pelos papas romanos. na Romana. unidos pela fé ortodoxa. É ortodoxo quem ama o Verdadeiro Deus e ama a Jesus Cristo e a Sua doutrina. Os célebres escultores daquela época tiveram um amplo leque de actividades artísticas. a Santíssima Virgem Maria. Esta alteração da Verdade constitui um dos maiores erros teológicos desde que a Igreja Romana cindiu a união da Santa Igreja Ortodoxa no século XI.. duas alternativas. sem a menor alteração. quem assiste nas Igrejas Ortodoxas a todas as cerimónias. formando dois mandamentos distintos. Os Dez Mandamentos A Santa Igreja Católica Apostólica Ortodoxa conservou os dez mandamentos da Lei de Deus na sua forma original. na Romana. Em outra ordem de considerações. à qual passou a pertencer por meio do Baptismo ministrado por seus sacerdotes.o o 11-Na fórmula da absolvição dos pecados no Sacramento da Confissão. os santos e os anjos estavam em completo desacordo com o segundo mandamento de Deus. escuta a voz de Deus através dos pastores e empenha-se em viver do culto e da Graça derramada sobre todos os crentes. O mesmo não sucedeu com o texto adoptado pela Igreja Católica Apostólica Romana. originando obras de grande valor. como representante de Deus . mas em nome de Deus . Os papas escolheram esta última solução. ou impedir a criação de estátuas ou suprimir o segundo mandamento. tendo sido totalmente eliminado o segundo mandamento e o último dividido em duas partes. é um dogma de fé tal doutrina. caindo em grave erro." 12-A Ortodoxia não admite o poder temporal da Igreja. conforme o ensina a Santa Igreja Católica Apostólica Ortodoxa.. o sacerdote absolve em seu próprio nome. É ortodoxo quem vive a fé e pratica as virtudes pregadas pela Igreja Ortodoxa. no qual os dez mandamentos foram arbitrariamente alterados. pois. A fundação da Igreja Ortodoxa 3 ."Deus te absolve de teus pecados". recebe os sacramentos. o sacerdote ortodoxo absolve não em seu próprio nome. O que significa ser Ortodoxo o o o o É ortodoxo quem pertence à sociedade dos fiéis cristãos que. Não obstante. seguem os ensinamentos e a doutrina da Igreja Ortodoxa e obedecem aos seus Pastores em tudo o que é concernente à Glória de Deus e à Salvação da alma. é chamado ortodoxo aquele que crê rectamente (a palavra grega "ortodoxia" significa Doutrina Recta). as esculturas representando Deus. Esta modificação nos dez mandamentos.."Ego absolvo a peccatis tuis. foi motivada pelo Renascimento das artes. Havia.

como equivocada e erroneamente alguns propagam. IV Concílio Ecuménico. art. Ela não morre. 3.36). eram independentes na administração das suas respectivas regiões e. a Igreja Ortodoxa. Apesar de todas as campanhas. até nossos dias. em 1054. 6. Capítulo XVI. o Concílio Ecuménico. expandiu-se com os Apóstolos e edificou-se sobre o sangue dos mártires. art. com iguais direitos. o Evangelho foi propagado por todo o Ocidente e outras partes do mundo. desde o seu nascimento. denominação que usamos até hoje (At XI. iguais entre si. seguirá com Suas palavras: "Eu estarei convosco até a consumação dos séculos. nem com Miguel Cerulário. Os bispos exerciam a administração dos cristãos. 28. Logo após. Desde aquela era. a perfeição e a veracidade da sua doutrina divina. a Igreja Ortodoxa nasceu no ano 33 da era cristã. o de Constantinopla. negá-la. porque vive e descansa em Cristo e tem a promessa divina de que existirá até o fim dos séculos. pregando a doutrina de Jesus Cristo." Foi na cidade de Antioquia onde os primeiros crentes em Jesus Cristo começaram a chamar-se. o de Antioquia e Jerusalém. II Concílio Ecuménico. Da cidade de Roma. locais onde eram celebrados todos os actos religiosos e se aprendia a religião de Cristo (Actos dos Apóstolos). quando o Espírito Santo apareceu aos Apóstolos reunidos no Cenáculo como línguas de fogo. considerando-se o primeiro entre iguais "primus inter pares. À semelhança de seu Divino Mestre e fundador Nosso Senhor Jesus Cristo. cujas decisões são obrigatórias para toda a Igreja. A Igreja Ortodoxa surgiu na Palestina com Jesus Cristo. pela primeira vez. o de Alexandria. sempre subsistiu e triunfou. art.26). o Cristianismo vivia nas catacumbas.Fundada por Cristo sobre a fé de seus doze Apóstolos. Cristãos. art. aquele que mais autoridade tinha na sua região usava o título de Patriarca. Vive e viverá eternamente em Cristo e. dia de Pentecostes. onde o Apóstolo São Paulo formou a primeira comunidade cristã. perseguí-la. Imperador de Roma. motivado pela paz decretada por Constantino. constituída por várias famílias que ele enumera e saúda na sua Epístola aos Romanos. passando pelo muçulmano e turco. e as portas do inferno não prevalecerão contra Ela. O triunfo do Cristianismo teve lugar no terceiro século após a morte de Cristo. tem padecido e sofrido terríveis perseguições debaixo do jugo do Império romano. a prédica cristã chegou até Roma. confiante. Não teve a sua origem na Grécia ou noutra região ou país que não seja a Palestina. 4 . e ainda continua a sê-lo." o Patriarca de Roma. Até então. a Igreja segue o seu caminho através do mundo. Em vão os seus inimigos e todos os corifeus da impiedade tentaram destruí-la. capital do Império Romano. O sangue de uma infinidade de mártires tem selado e provado ao mundo a sublimidade do seu amor. A mais alta autoridade da Igreja Cristã era. Todos eles. Eram cinco os Patriarcas que o mundo cristão tinha nos primeiros séculos: o de Roma. pela condição de ser a capital do Império (I Concílio Ecuménico. A Igreja Cristã Ortodoxa nasceu com Cristo e seus Apóstolos e não com Fócio no ano 858. VI Concílio Ecuménico.

pelo menos parcial e. mormente em Constantinopla. Jamais se afastou. quando lançaram o Imperador Alexe V do cume do Monte Touros. Cristo assinalou-lhe o caminho a seguir. Dela separaramse outras Igrejas. atribuindolhes erros que não tinham. Até um patriarca veneziano. psicológicas. mas ela não se afastou nunca de ninguém ou da linha recta traçada por Jesus Cristo. até dogmáticas. disciplinares. não obstante haver o próprio Papa desaprovado a ocorrência. culturais. dos actos dos cruzados contra os fiéis da Ortodoxia neste infeliz Oriente. não pode deixar de recordar-se com profunda revolta e indignação. nem com o Patriarca Miguel Celurário. que foram totalmente nefastas para as relações entre as duas partes da Cristandade. Todavia. matando-o. as Igrejas e mosteiros latinos continuaram a existir.A separação das Igrejas Ortodoxa e Romana Em primeiro lugar devemos realçar que a Igreja Ortodoxa nunca se separou de nenhuma outra Igreja. enriqueceram. museus. Os Patriarcas Orientais e Ocidental permaneceram em comunhão. A armada veneziana. Essa atitude prejudicou profundamente a vida entre ambas as Igrejas. São múltiplas e complexas as causas. hoje e amanhã . colocaram um cidadão de nome Tomás Marosini.ano 792) de contrair casamento com a Princesa Irene de Bizâncio e não conseguir seu objectivo. se apossou do assento de Fócio. principalmente a questão do Filioque e dos Búlgaros.é sempre a mesma. Em Antioquia. A mentalidade do século XX. João e. e tesouros bizantinos. apoiado pelos teólogos da corte de Aix-la-Chapelle. inteiramente. litúrgicas e. pela famosa Quarta Cruzada. Destituíram o Patriarca legalmente escolhido. A ruptura definitiva e verdadeira produziu-se na época das Cruzadas. que por mil anos permaneceram unidas. nos livros chamados Carolinos. no século IX. em 1198. e ela observou-o e cumpriu-o sem se afastar nunca do mandato de Cristo. no 5 . A origem desse facto histórico teve como verdadeira causa a pretensão de Carlos Magno (século VIII . Triste e doloroso acontecimento na Igreja de Cristo foi a separação das Igrejas Ortodoxa e Romana. a unidade foi mantida. mesmo no Ocidente. atacou os orientais. e cercou a "Cidade Guardada por Deus. que transportava os Cruzados para a Terra Santa. Apesar das divergências havidas entre ambas as Igrejas. mesmo em Constantinopla. Os bispos orientais foram substituídos por latinos. A Igreja Ortodoxa é una. de acordo com o Papa Inocêncio III. desviou-se até Constantinopla. principalmente. obras de arte. saqueados pelos Cruzados para a Terra Santa. A divisão foi efectuada durante vários séculos. no ano de 1204. Ela permanece em linha recta desde Nosso Senhor Jesus Cristo e seus Apóstolos. Ressentindo-se com a recusa. da autêntica e verdadeira doutrina ensinada pelo Divino Mestre. no seu lugar. Tomás Marosini. todo o Ocidente. ontem. políticas. é bem certo e historicamente demonstrado que a separação definitiva não se processou com o Patriarca Fócio." Relíquias. O golpe de graça nos vestígios de unidade que ainda existiam foi dado. através dos séculos. no século XI (1054).

. cessaram os ataques contra a Igreja Ortodoxa e aos demais cristãos). Em três ocasiões. Em Jerusalém. depois de praticarem actos de rapina e pilhagem. que reconquistou a Capital. abundantemente. festa da Assunção de Nossa Senhora. Essa ânsia motivou três concílios: de Bai. que guardes este mandamento sem mácula nem repreensão até a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo" (I: VI-13 e 14). Apúlia. A Fidelidade Ortodoxa A Igreja Ortodoxa manteve sem acréscimos nem reduções a Lei que lhe foi confiada. "um só rebanho guiado por um só pastor. É absolutamente imprescindível reconhecer que a Igreja Ortodoxa não é uma ovelha desgarrada que vive no erro e nas trevas." sejam um dia. pelo General Alexe Estratigopolos. 13 de abril de 1204. Todos os esforços que se realizam actualmente em todo o mundo serão em vão e condenados ao fracasso se não se apoiarem na oração e no sacrifício. em nenhum deles. roubaram os seus palácios e igrejas. não deixando nenhum objecto de valor ou utensílio de utilidade doméstica. O cisma estava consumado e. João e. além de violação do direito. assaltaram os seus museus e lojas.. como todos apelavam. É necessário. Quando passaram por Constantinopla e a ocuparam na terça-feira. no dia 15 de agosto. São Paulo recomendou ao discípulo Timóteo que mantivesse a fé. dizendolhe: "Eu te exorto diante de Deus. (Após o último Concílio Ecuménico de Roma. de Leão. entre 1438 e 1439. depois de um cerco mortífero que durou sete meses.ano de 1098. não houve nenhuma possibilidade de sanar a ruptura até ao dia de hoje. Pedimos a Deus para que as palavras de Cristo. ficaram deslumbrados com sua civilização e riquezas. Os abusos dos cruzados devem ser considerados. uma feliz realidade. Somente Deus e as orações farão possível a união de ambas as Igrejas. destruíram a nobre cidade do Bósforo e incendiaram-na. e de Florença. pela Igreja de Roma contra a Igreja Ortodoxa. Os cruzados permaneceram em Constantinopla de 1204 a 1261. os cruzados foram definitivamente aniquilados na Palestina em 1291. actos de inimizade. não se conseguiu. apesar dos desejos e dos esforços conjugados nesse sentido. Simão. sob o governo do Imperador Miguel Paleólogos. no mínimo. compeliram o Patriarca legal. atacaram os seus habitantes. a ansiada união de todos os cristãos numa única Igreja. as pregações condenatórias e o tratamento de hereges e cismáticos prodigalizados. 6 . alegando a "salvação dos lugares santos das mãos dos muçulmanos árabes. A esperança de união não conseguiu converter-se em feliz realidade. que se eliminem e desapareçam totalmente os ataques. em 1274. Depois. porém. incólume e imaculada. em 1098. a afastar-se da Sé e substituíram-no por um chamado Dimper. debaixo de uma só autoridade: Cristo." mas o objectivo era bem outro. colocaram um de nome Bernard. Vieram ao Oriente. tal como a recebera. despojaram o Patriarca legítimo. no seu lugar. Infelizmente. quando foram obrigados a evacuá-la. inicialmente.

Cabe a todo crente e. cumpre restituí-lo à pessoa que lho confiou. permaneceu durante longo tempo como a vanguarda do cristianismo. completo. foram a maior prova e o mais santo testemunho da conservação da fé. em 1439. se desviaram da fé" (I: VI-20 e 21). no Oriente."Timóteo! Guarda o que te foi confiado. "Conserva o modelo de sãs palavras que de mim ouviste na fé e no amor que há em Cristo Jesus. O bispo Marcos não era. Os estudiosos da história do Oriente e os pesquisadores da verdade reconhecem que os homens do Oriente zelam com todo o rigor pelo que se lhes confia. Timóteo. era igual aos primazes orientais. sem acréscimos ou reduções. a qual tendo alguns professado. mormente quando o objecto confiado é uma questão de fé. este deve repô-lo. Um comentador das Epístolas apresentou o seguinte conceito: Quem recebe um depósito. relacionada com o que representa as contas a serem prestadas no Dia do Julgamento. aos mestres. Como ele existiram numerosas e nobres personalidades. sem reduções nem modificações. que é a fé. na Igreja do Oriente. que os transmitiram aos sucessores sem nenhuma alteração. com a maioria constituída de antagonistas. sem medo e sem vacilação. o único prelado íntegro e leal. evitando conversas vãs e profanas e objecções da falsa ciência. em defesa da fé confiada pelos seus antecessores. compareceu ao Concílio de Florença. arquivadas pela Igreja Ortodoxa. 7 . Nela se realizou o VI Concílio Ecuménico. cidade situada no coração fervilhante da Anatólia. que sejam fiéis na guarda desse depósito e transmiti-lo incólume e sem alterações àqueles que lhes sucederão. Os seus numerosos bispos contribuíram para a grandeza da Igreja. é muito precioso por constituir o direito de Deus. um dos seus sábios prelados. zeloso pela pureza da fé. batendo-se quase sozinho. Um depósito não é propriedade do depositário. todas as deliberações dos Concílios Ecuménicos. guardiães dos conselhos dos mestres. Éfeso. sã e intacta. O depósito. especialmente. Guarda o bom depósito com o auxílio do Espírito Santo que habita em nós" (II: I-13 e 14). que teve em Timóteo o seu primeiro bispo. que deles se orgulha através dos séculos. Assim. o discípulo dilecto do Apóstolo São Paulo que o sagrou Bispo de Éfeso. revelado à humanidade. de atitudes nobres e corajosas na defesa do cristianismo. O Bispo Marcos.

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