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Cartilha da Cidadania

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Cartilha da Cidadania

Fórum Permanente de Educação e Segurança Pública

Ministério Público do Estado de São Paulo

Fórum Permanente de Educação e Segurança Pública

Índice
Casamento Separação Divórcio União Estável Registro de Nascimento e Certidão de Óbito Investigação de Paternidade Pensão Alimentícia Guarda, Direito de Visitas, Tutela e Adoção Interdição Previdência e Assistência Social 03 07 10 11 14 17 19 22 25 26

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Casamento
1. O que é o casamento? O casamento é a união entre um homem e uma mulher, regulamentada pelas regras da lei civil, onde o casal deve manifestar a vontade de se unir em matrimônio na frente do Juiz. 2. Quem pode se casar? Só pode haver casamento entre pessoas de sexo diferente. 3. Existem pessoas que não podem se casar? Sim. A lei proíbe o casamento entre parentes muito próximos e não reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Assim, não podem se casar: pessoas do mesmo sexo, pais e filhos, avós e netos, irmã e irmão, tia e sobrinho ou tio e sobrinha, genro e sogra ou nora e sogro. As pessoas já casadas e não divorciadas e o cônjuge que sobreviveu com aquela pessoa condenada por matar ou tentar matar seu antigo cônjuge, também são proibidos de se casar.

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4. É permitido o casamento de pessoas menores de idade? As pessoas menores de idade, ou seja, com menos de dezoito anos, podem se casar sim, mas precisam da autorização de seus pais. 5. A família de uma pessoa pode decidir com quem ela irá se casar? Não. O casamento é ato pessoal e tanto o homem quanto a mulher poderão escolher a pessoa com quem desejam se casar. A família deve apenas orientar, nunca decidir. 6. Basta a intenção do homem e da mulher de viverem juntos para se ter um casamento? Não. Para que se tenha um casamento, ele deve acontecer de acordo com a lei, com várias regras e detalhes que devem ser respeitados para sua celebração. Quando o casal não passa por este processo e resolve viver junto, temos o que a lei chama de união estável, mas não casamento. 7. Onde se realiza o casamento civil? No Cartório de Registro Civil mais próximo da residência de um dos noivos. 8. O casamento realizado somente na Igreja tem valor para a lei? Não. No Brasil só o casamento feito através do cartório é válido. Mas o casamento religioso pode ter efeitos civis, desde que o padre ou o pastor tenha autorização legal para tal procedimento ou haja posterior registro no Cartório. 9. O casamento é gratuito? O casamento tem um custo aproximado de R$ 730,00, mas a lei assegura às pessoas que não possam pagar as taxas cobradas pelos Cartórios, o direito à gratuidade. Para isso é preciso que a pessoa procure o Cartório de Registro Civil mais próximo de sua casa com os seguintes documentos: • Comprovante de residência • Comprovante de renda • Certidão de nascimento dos interessados. 10. Quais são os documentos exigidos para o casamento? • Certidão de nascimento; • Declaração do estado civil (solteiro, divorciado ou viúvo), domicílio e residência atual dos noivos e de seus pais, se eles forem conhecidos; • Autorização dos pais ou autorização judicial caso os noivos sejam menores de idade; • Declaração assinada de duas testemunhas maiores que conheçam os noivos e que digam que não existe impedimento ao casamento;

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• Para os viúvos, certidão de óbito do marido ou da esposa; • Para os divorciados, registro da sentença de divórcio. • Ou ainda, certidão de anulação de casamento anterior, se for o caso. 11. Quais são os deveres entre marido e mulher no casamento? Homens e mulheres têm os mesmos direitos e deveres pela lei brasileira. Ambos têm a mesma importância para a formação da família ao contribuírem financeira, moral e espiritualmente para o bom desenvolvimento da relação amorosa e do crescimento dos filhos. Marido e mulher devem ser fiéis um ao outro, possuir uma vida em comum, viver sob o mesmo teto, amparar o outro sempre que possível e ainda possuem a responsabilidade de sustentar, amparar e educar seus filhos. 12. E quanto aos direitos no casamento? São os mesmos para homem e mulher? Diante da lei, homem e mulher são iguais e, dessa forma, possuem os mesmos direitos no casamento. Por isso, o marido nunca terá nenhum privilégio em relação a sua mulher e vice-versa. 13. Marido e mulher são obrigados a ouvir a opinião um do outro antes de tomar uma decisão importante? Em alguns casos, sim. Como por exemplo, quando da venda de um imóvel do casal. Também antes de ser fiador, isto é, quando marido ou a mulher promete que irão pagar uma dívida de outra pessoa caso ela não pague. 14. Marido e mulher devem morar sob o mesmo teto? Sim, a convivência entre homem e mulher casados deve acontecer sob o mesmo teto. Agora, se um dos dois for trabalhar em outra cidade ou precisar viajar por muito tempo, com o conhecimento do outro, não há problema. 15. A mulher é obrigada a usar o sobrenome do marido? Não, fica à escolha da mulher se quer acrescentar ao seu nome o sobrenome do marido. A lei também diz que se o homem quiser, poderá acrescentar o sobrenome da esposa ao seu. 16. O que significa regime de bens entre marido e mulher? O regime de bens é a forma encontrada para se determinar como ficarão os bens do marido e da mulher após o casamento, quando um deles vier a morrer ou se separarem. 17. Quais são os regimes de bens que regem o casamento? Comunhão Universal de Bens: é o regime em que são reunidos todos

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os bens dos cônjuges: os já existentes antes do casamento e os que serão adquiridos durante do casamento, formando-se um todo pertencente aos dois. Comunhão Parcial dos Bens: é o regime em que somente os bens adquiridos durante o casamento serão divididos entre os cônjuges. Os bens recebidos por herança ou doação serão excluídos desta divisão. Separação Convencional: é o regime em que os bens de cada cônjuge serão apenas dele e não do outro, ainda que adquiridos durante o casamento. Separação Legal: em certas circunstâncias a lei obriga a adoção desse regime. Da mesma forma que o regime anterior, há uma completa separação do patrimônio dos cônjuges. Participação Final nos Aqüestos: é um regime misto: durante o casamento aplicam-se às regras da separação, mas terminado o casamento a partilha dos bens do casal será realizada segundo as regras da comunhão parcial, igualando-se os lucros conquistados e as dívidas adquiridas. 18. Qual será o regime de bens, caso o casal não estabeleça nada a respeito? A lei prevê que será o da comunhão parcial de bens. No entanto, se os noivos quiserem escolher um outro regime deverão fazer um pacto antenupcial. É um contrato que deve ser elaborado antes do casamento, mediante escritura pública, e só terá validade se o casamento ocorrer. 19. O regime de bens pode ser mudado durante o casamento? Sim, desde que haja acordo entre os cônjuges, justificativa e ausência de prejuízos a outras pessoas, dependendo, sempre, de decisão do Juiz. 20. O que é noivado? O noivado é uma promessa de casamento entre homem e mulher, com a idéia de se conhecerem melhor antes do casamento. O noivado não é obrigatório e o rompimento não é ilegal. Mas a promessa de casamento não cumprida, de forma injusta e que cause danos, pode gerar direito à indenização. 21. A pessoa pode ser obrigada a casar se já for noiva? Não. O casamento nunca pode ser obrigatório, mesmo se a pessoa já for noiva. O casamento é ato pessoal e só pode se realizar quando as pessoas concordam.

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Separação
1. O que é separação? Separação é o ato praticado por um ou ambos os cônjuges que, por algum motivo, não querem mais viver juntos. 2. O que é a separação judicial e quais os seus efeitos? A separação judicial é aquela feita na Justiça e que termina com o dever entre o casal de morarem juntos, com a obrigação de serem fiéis e de considerarem comuns os bens adquiridos depois do casamento. Quem está separado judicialmente não pode se casar novamente enquanto não sair o divórcio, pois é o divorcio que coloca fim ao casamento. Fica, em regra, determinado quem terá a guarda dos filhos, em que valor será fixada a pensão alimentícia e como serão divididos os bens. 3. Quais os tipos de separação judicial? Separação consensual – dá-se quando os cônjuges concordam com a separação em todos seus aspectos (guarda, pensão, visitas, partilha de bens). A lei exige que o casal esteja há mais de 01 (um) ano casado; Separação litigiosa – dá-se quando um ou ambos os cônjuges não concordam com a separação ou todos ou alguns de seus aspectos (guarda, pensão, visitas, partilha de bens). Não há prazo para se ajuizar a ação de separação litigiosa.

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4. Quando acontece a separação de fato? Quando marido e mulher não mais vivem juntos, não se relacionam mais como marido e mulher, mas não entram com processo judicial. 5. O que é separação de corpos? A separação de corpos não é ainda a separação judicial, mas significa que marido e mulher não precisam mais morar juntos. A separação de corpos costuma ser pedida como forma de prevenção para proteger as pessoas, como por exemplo, nos casos em que o marido agride a mulher ou quando coloca o outro ou os filhos em risco físico ou moral. É uma medida de proteção que pode ser solicitada antes do processo de separação judicial. 6. Qual a diferença entre separação e desquite? Não existe diferença. A palavra desquite é antiga e não é mais usada; hoje, a lei fala em separação judicial. 7. Qual a diferença entre separação judicial e divórcio? Tanto na separação quanto no divórcio, o homem e a mulher não precisam mais manter deveres como morar na mesma casa ou serem fiéis. A principal diferença é que somente com o divórcio a pessoa pode se casar novamente, pois com ele o casamento termina perante a lei. 8. Quem é pode pedir a separação judicial? As pessoas que são casadas no papel, isto é, aquelas que possuem certidão de casamento. 9. O que é preciso fazer para dar início à separação judicial? Procurar um Advogado levando os seguintes documentos (cópias): • Certidão de casamento; • Documentação dos bens do casal; • Endereço do marido e da mulher; • Certidão de nascimento dos filhos. 10. Em que casos a pessoa pode pedir a separação? A separação pode ser pedida tanto pelo homem quanto pela mulher, nos casos de infidelidade, traição; quando um abandona a casa ou então pára de ajudar no sustento; quando acontecem maus-tratos, tanto em relação ao outro quanto aos filhos. E, ainda, se um dos casados provar que não tem mais uma vida em comum há mais de um ano consecutivo ou se o outro tiver doença mental incurável, manifestada depois do casamento, há mais de cinco anos. É possível, ainda, se ambos os cônjuges,

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casados a pelo menos um ano decidem pelo término do casamento. 11. O que fica decidido na separação? Em qualquer dos tipos de separação (consensual ou litigiosa) são resolvidas questões sobre divisão dos bens, guarda dos filhos menores ou incapazes, regulamentação das visitas aos filhos menores, responsabilidade pelo pagamento pensão alimentícia aos filhos menores e/ou cônjuge e a quantia devida. 12. Como ficam os filhos com a separação judicial, ou quando a união estável é encerrada? Na separação ou divórcio amigáveis, os filhos ficaram sob a guarda do cônjuge escolhido pelo casal ou com a guarda compartilhada. No caso de não haver acordo o Juiz determinará com quem elas deverão permanecer sempre visando o bem-estar das crianças, escolhendo o pai ou a mãe, independentemente da culpa pela separação ou divórcio. 13. Se o casal que esteja separado judicialmente quiser se reconciliar é permitido? A separação judicial não acaba em definitivo com o casamento. Há muitos casos de pessoas que se separam e voltam atrás. Se isso ocorrer, o casal deve procurar o Advogado e pedir a reconciliação perante o Juiz que a cancelará e retomará o estado de casados. 14. Após ser decretada a separação judicial, já é possível se casar de novo? Não. A separação judicial apenas dissolve a sociedade conjugal, acabando com o dever de fidelidade e de morar na mesma casa. Para que possa casar novamente deverá divorciar-se. 15. Com a separação judicial, como ficam os bens do casal? Vai depender do regime de bens escolhido pelo casal quando casaram. Se for o da Comunhão Universal de Bens, todos os bens conseguidos antes e durante o casamento serão divididos meio a meio; se for o da Comunhão Parcial, somente aqueles bens adquiridos durante o casamento serão divididos entre o casal. Já se o regime tiver sido o da Separação, os bens não serão divididos: cada um fica com que é seu. No regime de Participação Final nos Aqüestos, serão divididos, entre o casal, os bens adquiridos em conjunto.

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Divórcio
1. De que forma termina definitivamente o casamento? Com a morte ou com o divórcio. 2. O que é o divórcio? Divórcio é o processo que põe fim ao casamento de forma definitiva. Somente com o divórcio decretado pelo Juiz, a pessoa poderá se casar novamente. 3. O que é preciso fazer para se divorciar? É preciso procurar a orientação de um Advogado, levando os seguintes documentos: se o casal estiver separado judicialmente, levar o comprovante (certidão de casamento com averbação ou cópia da decisão que decretou a separação) e se tiverem filhos, as certidões de nascimento dos menores (filhos com menos de dezoito anos). Se o casal estiver separado de fato há mais de dois anos, é preciso que haja testemunhas e documentos para provar este tempo de separação, que permite solicitar o divórcio direto. Se houver bens do casal, é necessário levar os comprovantes de tais bens para futura partilha. 4. Depois de divorciadas, se as pessoas quiserem se reconciliar poderão ser consideradas casadas novamente? Não. O divórcio põe fim ao casamento. Se as pessoas se arrependerem e quiserem voltar, para serem consideradas casadas terão que se casar de novo. 5. Quais os tipos de divórcio? Divórcio direto – dá-se quando o casal se encontra separado de fato (sem sentença) há mais de 02 (dois) anos. Provando-se esse tempo de separação através de declarações, testemunhas ou outros documentos, o Juiz decretará o divórcio. Divórcio-conversão - somente terá lugar quando o casal já está separado por sentença. Exige a lei, como único requisito, que tenha passado 01 (um) ano da separação judicial. Não havendo reconciliação nesse período, o Juiz decretará o divórcio, com posterior averbação na certidão de casamento. 6. E o nome do cônjuge, como fica após a separação ou divórcio? Normalmente, o cônjuge volta a usar o nome de solteiro. Poderá manter o nome de casado se a mudança prejudicar sua identificação, se houver distinção entre seu sobrenome e o dos filhos ou ainda, se a mudança lhe causar dano grave.

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União Estável
1. O que é uma união estável? Segundo a lei, “união estável é a convivência pública entre um homem e uma mulher, contínua e duradoura, estabelecida com o objetivo e constituição de família”. Assim, quando um casal junta-se para constituir uma família, sem esconder esta relação, mesmo não sendo casados, são considerados conviventes ou companheiros. As pessoas que vivem juntas têm direitos e deveres umas para com as outras e para com os filhos. 2. O que significa “constituir família”? Constituir família não é somente ter filhos, é muito mais: significa o amor, a união, a partilha, a comunhão e a responsabilidade dos dois.

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3. Qual o tempo necessário de convivência para que se caracterize a união estável? Não há tempo mínimo ou máximo para caracterizar uma união estável. O Juiz analisará segundo o caso concreto e a intenção dos conviventes. 4. Quais são os deveres dos conviventes? São os mesmos do casamento. 5. Pessoas do mesmo sexo podem ter união estável? A lei não aceita como união estável a relação existente entre pessoas do mesmo sexo, embora já haja decisão em nossos Tribunais defendendo tal hipótese. A união estável é considerada semelhante ao casamento. 6. Qualquer pessoa pode constituir união estável com outra? Não, pois a lei não reconhece como união estável a convivência entre pessoas que já são casadas e ainda vivem com seu marido ou mulher. Para se ter união estável é preciso que as pessoas sejam solteiras, separadas, mesmo que separadas de fato (sem processo judicial), divorciadas ou viúvas. 7. É preciso que o casal que vive junto tenha filhos para que seja reconhecida a união estável? Não existe esta necessidade, mas se o casal já possui filhos registrados pelo pai e pela mãe, fica mais fácil provar a união estável. 8. É preciso que homem e mulher vivam na mesma casa para que seja caracterizada união estável? Não existe esta necessidade, mas a convivência precisa ser conhecida por outras pessoas. Assim, morar junto facilita a comprovação da união estável. Além disso, ela deve ser constante, isto é, é preciso que o casal esteja junto, freqüente encontros, festas dos parentes, entre outros eventos, como se casados fossem. 9. A companheira ou companheiro podem receber pensão do INSS, no caso de morte? A pessoa que paga o INSS pode colocar como seu dependente a companheira ou companheiro, para receber pensão no caso de morte do outro. Isso pode ser feito enquanto a pessoa que paga o INSS é viva. Mas se ela morre sem ter tomado este cuidado, o companheiro ou companheira terá que provar junto ao INSS que mantinha união estável com o ex-companheiro (a), podendo assim, tornar-se dependente e receber a pensão. Se não conseguir provar administrativamente, é possível entrar com um pedido judicial, através de um Advogado.

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10. O que poderá servir de prova ao Juiz ou junto ao INSS para demonstrar que ocorreu a união estável? Poderá servir de prova, nesta situação: • Cartas enviadas pelo companheiro; • Fotos que mostrem o casal juntos; • Fotos que mostrem o casal com os filhos; • Fotos de aniversário e outras reuniões; • Certidão de nascimento dos filhos; • Recibos de bens comprados em conjunto; • Testemunhas (vizinhos, por exemplo). 11. A quem pertence o patrimônio dos conviventes? Os bens adquiridos durante a união estável pertencem aos dois em partes iguais, salvo se houver contrato escrito entre eles fixando maneira diferente. Os bens adquiridos por compra, doação ou herança antes do início da união continuam a pertencer apenas a quem os comprou ou os recebeu. 12. Como ficam os bens que já existiam antes da união, mas que foram modificados durante a constância do relacionamento? Não haverá divisão do bem que já existia antes da união. No entanto, há o direito de divisão do valor de todas as construções feitas, seja de uma residência ou mesmo reformas feitas em construções já existentes, ou seja, vigora o sistema da comunhão parcial de bens existente no casamento.

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Registro de Nascimento ...
1. Preciso mesmo registrar alguém quando nasce e quando morre? Por quê? Sim. O registro de nascimento é muito importante, pois sem ele a pessoa não existe para a sociedade. Já a prova de que a pessoa morreu é a certidão de óbito, e é com este documento que os herdeiros ou dependentes poderão herdar algum bem ou receber algum benefício em dinheiro. 2. O que é certidão de nascimento? É o documento que comprova que uma pessoa realmente existe. Neste documento deve estar escrito o nome dos pais, dos avós, horário, local e data do nascimento, o dia do registro e o nome da pessoa que está sendo registrada. É importante verificar todos os dados para que não haja erros na certidão. 3. Como e onde se registra alguém? Tanto o registro de nascimento como a certidão de óbito são feitas no Cartório de Registro Civil e das Pessoas Naturais. Para o registro de nascimento a pessoa deve se dirigir ao Cartório mais próximo de onde a criança nasceu, com os documentos dos pais (RG, CPF, Certidão nascimento ou casamento) e a certidão de nascido vivo, dada pelo hospital ou maternidade. Para a certidão de óbito, deve se dirigir ao Cartório da cidade onde ocorreu o falecimento. Observe que se os pais são casados, somente um pode ir registrar a criança, levando a certidão de casamento. Agora, se não forem casados, os dois deverão comparecer. ATENÇÃO. Ninguém deve registrar em seu nome uma criança, sabendo que não é seu filho, pois estará cometendo um crime. Caso queira fazer isso

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sem problemas com a lei, deve entrar com pedido de adoção diretamente na Vara da Infância e Juventude do Fórum mais próximo de sua residência. 4. O registro é gratuito? A gratuidade é garantida por Lei, no primeiro registro. 5. Se o pai recusar-se a ir ao cartório e registrar o filho em seu nome, o que fazer? Nesse caso a mãe da criança deverá registrar o filho apenas em seu nome. A criança não pode e não deve ficar sem registro, pois não poderá freqüentar creches, escolas, postos de saúde. No próprio cartório de registro civil a mãe da criança deverá indicar o nome e o endereço do pai, que será convocado para que reconheça a paternidade. Este procedimento é previsto em lei e, mesmo que não haja o reconhecimento voluntário, será possível, através de um Advogado, entrar com a ação de investigação de paternidade. 6. Qual a importância de que todos tenham o nome do pai no registro? O nome do pai no registro de uma pessoa é necessário para que este tenha todos os direitos decorrentes de sua condição de filho, dentre eles, o direito de pedir pensão alimentícia, de herdar os bens do pai por ocasião de seu falecimento, de requerer eventual pensão por morte.

... e Certidão de Óbito
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7. E quem ainda não tem registro de nascimento, apesar de já ter certa idade? Neste caso a pessoa não existe perante a sociedade e precisa regularizar sua situação. Assim, essa pessoa deverá procurar o Cartório de Registro Civil mais próximo de sua casa e requerer o registro atrasado, levando provas de seu nascimento. 8. O pai faleceu sem ter registrado o filho, é possível que seu nome seja declarado no registro de nascimento? Sim, se os pais da criança eram casados e a criança nasceu até 300 dias depois da morte de seu pai, basta apresentar no Cartório a respectiva certidão de casamento e o atestado de óbito do pai. Nos demais casos o reconhecimento de paternidade poderá ser feito depois da morte do suposto pai, desde que o interessado procure um Advogado para entrar com ação de investigação de paternidade contra os herdeiros do falecido. 9. E se o pai declarado no registro de nascimento não for o verdadeiro pai da pessoa, é possível mudar tal situação? Sim, o interessado deverá procurar um Advogado para pedir ao Juiz que anule seu registro anterior, excluindo o nome de quem não é seu pai. Da mesma forma, a pessoa que souber não ser o pai “verdadeiro” de quem registrou, poderá propor ação negatória de paternidade. Nesta ação poderá provar que não é pai biológico do filho e requerer a exclusão de seu nome do registro.

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Investigação de Paternidade
1. Existe o chamado reconhecimento de paternidade. O que é isso? É a inclusão do nome do pai na certidão de nascimento do filho, depois da criança já ter sido registrada apenas em nome da sua mãe. 2. De que modo ele pode ser feito? No caso dos filhos menores de 18 anos o próprio pai poderá regularizar a situação se dirigindo a um Cartório, desde que haja a concordância da mãe. Quanto aos filhos maiores de 18 anos, só podem ser reconhecidos pelo pai caso concordem. Para tanto, basta comparecerem a um Cartório de Notas ou no Cartório onde foi feito o primeiro registro de nascimento, para lavrar escritura pública de reconhecimento de filho ou solicitar o auxílio de um Advogado para elaboração de um documento particular, que deverá ser levado nesse mesmo Cartório, acrescentando o nome do pai na certidão de nascimento. 3. E se o pai quiser reconhecer a paternidade e a mãe não deixar? O pai deverá procurar um Advogado para ingressar com ação declaratória de paternidade. 4. E se o pai não quiser registrar o filho, como fazer para que ele reconheça a paternidade? Somente o Juiz poderá determinar, por sentença, que o Cartório faça o registro em nome de determinada pessoa. Assim, caso o pai não registre seu filho, este, repre-

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sentado pela mãe (caso seja menor de 18 anos) deverá procurar um Advogado e ingressar com ação de investigação de paternidade. 5. O que é ação de investigação de paternidade? É um processo judicial com o fim de provar a paternidade biológica. Seu objetivo é que, após a realização do exame de DNA, o Juiz declare que certa pessoa é pai de outra e determine ao Cartório que coloque no registro do filho o nome do pai, mesmo contra a sua vontade. Para tanto é preciso provar a paternidade, sendo a prova mais importante o exame de DNA. Outras provas importantes são testemunhas, escritos, cartas de amor, bilhetes, fotografias, comprovante de endereço conjunto e quaisquer outros documentos que provem o relacionamento amoroso dos pais da criança, na época em que a mãe engravidou. 6. Se o filho não for registrado, pode pedir pensão? A certidão de nascimento é o documento que prova que se é filho. Se a pessoa não é registrada e precisa de pensão, deve provar que é filho. Hoje, a comprovação da paternidade é realizada através do exame de DNA. Comprovada a paternidade, o pai deverá registrar o filho em seu nome e pagar a pensão. Portanto, quanto mais cedo for ajuizada a ação investigatória, antes terá a criança direito à pensão alimentícia.

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Pensão Alimentícia

1. O que é pensão alimentícia? A pensão alimentícia consiste no pagamento mensal de valor suficiente para atender a necessidade de alimentação, escola, roupas, tratamento de saúde, medicamentos etc. 2. Quem deve pagar e quem tem direito a receber pensão alimentícia? Os pais devem pensão aos filhos menores, quando da separação do casal. Importante dizer que, tanto o homem quanto a mulher são responsáveis pelo sustento e cuidado para com os filhos. Esta obrigação não termina quando o casal se separa. A pensão também é devida ao ex-marido ou ex-mulher quando um deles não tem condições de sustentar-se por meios próprios. ATENÇÃO: Vale lembrar que a pensão alimentícia não diz respeito somente

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aos gastos com a alimentação, mas também com a educação, vestuário, lazer, saúde e outros que forem necessários. 3. Qual o valor desta pensão? Quando o Juiz determina o valor, ele leva em consideração não só a necessidade de quem irá receber a pensão, mas também as condições de quem irá pagar. Assim, é preciso saber quais são as despesas necessárias para o sustento de quem vai receber a pensão e a renda de quem vai pagá-la. 4. O valor da pensão pode ser modificado? Sim, havendo mudanças na vida de quem paga, por exemplo, se ela perde o emprego ou tem seu salário diminuído. Da mesma forma, quando houver mudanças na vida de quem recebe pensão, como, por exemplo, gastos com aparelho dentário, pode ser solicitada a revisão do valor da pensão. 5. Se a pessoa não esta conseguindo pagar a pensão, pois seu salário diminuiu ou nasceram mais filhos, o que pode fazer? Após o Juiz ter fixado o valor da pensão, qualquer alteração na vida ou no salário do alimentante deve ser informada, para que possa ser mudado o valor da pensão. Se a situação financeira alterou, o Advogado deverá entrar com ação revisional de alimentos. 6. Como se pede a pensão alimentícia? É necessário procurar um Advogado ou o Fórum, levando a certidão de nascimento do alimentando, assim como RG, CPF, endereços residencial e comercial completos do alimentante. Quanto mais dados serem fornecidos maior a possibilidade de encontrá-lo com rapidez. 7. O responsável parou de pagar pensão. O que fazer? Deve-se procurar um Advogado para cobrar a pensão devida. Caso este não pague, ou deixe de justificar a razão de não poder pagar, pode ter sua prisão decretada ou ter bens penhorados e vendidos para o pagamento. A punição máxima é a chamada “prisão civil”, que pode durar até 90 dias. 8. Como é o processo de execução de alimentos? Há duas espécies de execução: aquela em que são cobrados apenas os três últimos meses que estão atrasados e por meio dela o executado pode, se não efetuar o pagamento ou apresentar uma justificativa, ser preso por até 60 dias, e aquela em que são cobrados os meses mais antigos, em que haverá a penhora de bens do executado.

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9. Se a pessoa for presa, ela fica perdoada da dívida? Não. A prisão é uma penalidade pelo não pagamento da pensão, mas não substitui o pagamento. 10. Em que casos o ex-marido ou a ex-mulher não precisam pagar pensão? Quando quem recebe, passa a viver com outra pessoa ou se casa, ou quando pode se sustentar sozinho, não necessitando da pensão. 11. Existe caso em que a ex-mulher é obrigada a pagar pensão para ex-marido? Sim, a nossa lei diz que homens e mulheres são iguais, têm os mesmos direitos e os mesmos deveres. Assim, se a ex-mulher tiver condições e o ex-marido não tiver como sobreviver, ele poderá pedir pensão. 12. E no caso do casal somente morar juntos, sem ter casado, pode algum dos companheiros pedir pensão para o outro companheiro quando se separarem? Sim, mesmo sem ter casado “no papel”, o ex-companheiro ou ex-companheira poderá pedir pensão se tiver necessidade dela para sobreviver. 13. Só a pessoa casada é que pode pedir pensão para o filho? Não, a nossa lei não faz diferença entre filho nascido durante o casamento ou fora dele. Filho é filho, e como tal, tem direito à pensão. 14. Até quando dura a obrigação de pagar pensão para o filho? Embora muitos acreditem que seja até o filho completar dezoito anos, ou seja, se tornar maior de idade, a lei não estipula prazos. Assim, a pensão será devida sempre que a pessoa interessada demonstrar ao Juiz que tem necessidade de continuar recebendo pensão, como ocorre no caso do filho que está estudando e não tem condição de trabalhar e se sustentar. 17. Se o alimentando tornar-se maior ou casar-se, o que pode fazer o alimentante? É necessário, por meio de um Advogado, solicitar ao Juiz que o alimentante seja desobrigado de pagar a pensão. Isso pode ser pedido no próprio processo onde a pensão foi fixada, ou em outro específico chamado de “ação de exoneração de alimentos”.

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Guarda, Direito de Visitas, Tutela e Adoção
1. O que é Poder Familiar (conhecido como Pátrio Poder)? É o conjunto de direitos e obrigações dos pais em relação aos filhos menores. Independe dos pais serem casados ou não. Podem também exercer este poder os responsáveis legais pelos menores quando os pais se encontram impossibilitados por morte, ausência temporária ou pela perda deste poder. ATENÇÃO: Na separação, divórcio ou rompimento da união estável não se perde o poder familiar: só se perde esse poder em caso de morte ou se declarado judicialmente em ação, por conta de maus tratos, abusos etc. 2. O que significa ter a guarda do filho? E quem a determina? Significa ter a obrigação de manter o filho em sua companhia, dando-lhe os cuidados necessários de acordo com sua idade e se responsabilizando por seus atos. Em caso de separação, se os pais não entrarem em acordo, quem decidirá a guarda será o Juiz sempre analisando o que for melhor para a criança. Porém, se ambos concordarem, a escolha da guarda será deles. 3. Como se decide com quem ficará a guarda? O Juiz analisará quem tem as melhores condições para a criação, não significando que aquele que tem a melhor condição financeira permanecerá com a guarda, mas sim quem atender melhor as necessidades do menor, dando-lhe atenção, amor, carinho e estiver mais preocupado com seu crescimento e bem-estar. 4. O que é direito de visitas e como é regulamentado? É o direito daquele que não tem a guarda do filho. Havendo acordo entre os pais as visitas serão estabelecidas por eles, da forma que acharem melhor. Caso não haja acordo, o Juiz decidirá em quais dias e horários as visitas serão realizadas. 5. Quem tem a guarda pode impedir que o outro veja o filho, caso não esteja pagando a pensão alimentícia? Não. As visitas não podem ser condicionadas, porque o direito de visitas independe do pagamento da pensão alimentícia e é importantíssimo para a criança. Aliás, impedir o exercício do direito de visitas pode configurar crime.

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6. A guarda ou o regime de visitas pode ser modificado após decisão judicial? Sim, tanto por acordo entre os pais, quanto pelo Juiz, quando a outra parte passou a oferecer algum tipo de prejuízo ou risco ao menor. Neste último caso, em se tratando de guarda, poderá aquele que não possui a guarda ingressar com ação de busca e apreensão do menor, devendo comprovar o descaso ou maus tratos sofridos pela criança. 7. O que fazer quando aquele que não tem a guarda leva a criança e se recusa a devolvê-la no dia e hora marcados? Deverá procurar um Advogado, para ajuizar a ação de busca e apreensão de menor, indicando-se testemunhas que tenham presenciado a recusa na entrega do filho, assim como o exato local onde ele se encontra. O Juiz poderá conceder liminar autorizando um oficial de justiça a ir buscá-lo, onde quer que ele esteja. Por ser

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medida urgente não se deve deixar passar muitos dias da recusa da restituição da criança. 8. Como se perde e quando termina o Poder Familiar? Perde-se somente por determinação judicial, nos casos em que o pai ou a mãe castigue imoderadamente o filho; deixe o filho em abandono e que pratique atos contrários à moral e aos bons costumes. O condenado à pena de prisão superior a dois anos terá suspenso o poder familiar pelo período da condenação. Nestes casos, a um dos pais - aquele não condenado - caberá exclusivamente a responsabilidade. Termina o poder pela morte dos pais ou filho; pela adoção; pela emancipação e quando o filho atingir 18 anos ou, ainda, se casar. 9. O que é Tutela? É o poder familiar exercido por terceiro sobre o menor, nos casos em que o pai e a mãe perderam tal poder ou, ainda, no caso de morte dos dois. Se o menor possuir bens é dever do tutor cuidar deles, sempre prestando contas de tudo que fizer. 10. O que é adoção? E quem pode adotar? É o processo pelo qual uma pessoa pode se tornar mãe ou pai de outra. Exige-se, sempre, decisão judicial. Qualquer pessoa maior de 18 anos pode adotar. Caso haja interesse na adoção de uma criança, a Vara da Infância e Juventude deve ser procurada e o casal deverá se inscrever em uma lista e se submeter á avaliações por profissionais de confiança do Juiz. 11. Quem pode ser adotado? Os filhos de pais que perderam o poder familiar, os filhos de pais que concordarem com a adoção e os menores abandonados. É necessário que haja 16 anos de diferença de idade entre o adotante e o adotado. A adoção é irrevogável, ou seja, o adotado jamais voltará para sua família anterior (família “de sangue”).

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Interdição
1. Se uma pessoa maior de idade está doente e não consegue mais cuidar de suas coisas sozinho, o que deve ser feito? Se uma pessoa maior de idade não tem mais condições de se cuidar sozinha, seja pela idade avançada ou porque está doente, ela precisará de um responsável, o qual se chama Curador. Deverá o parente ou responsável procurar um Advogado ou o Promotor de Justiça, quando inexistir parente apto a assumir a curatela, para ingressar com ação de interdição. 2. Se a pessoa melhorar e não mais precisar do Curador, o que fazer? Deve-se procurar um Advogado, solicitando ao Juiz o levantamento da Interdição. 3. Se a pessoa não tem recursos financeiros e o Curador está enfrentando dificuldades para sustentá-lo, o que fazer? O curador pode consultar o INSS para analisar se essa pessoa tem direito ao benefício em razão de sua incapacidade de trabalhar e da pequena renda familiar (“benefício de prestação continuada”). Pode ainda pedir pensão alimentícia aos parentes do incapaz que possuam condições de ajudar e não o estejam fazendo. Se não conseguir o benefício junto ao INSS, é possível, ainda, ingressar com uma ação através de Advogado. 4. Qual medida judicial seria possível para se obter a internação obrigatória de um parente alcoólatra ou viciado em drogas? Seria possível ajuizar ação de interdição e, ao mesmo tempo, solicitar ao Juiz internação obrigatória em clínica particular (paga pelo Curador ou familiar) ou pública (onde será necessário esperar a vaga).

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Previdência Social e Assistência Social
1. O que é Previdência Social? A Previdência Social é um seguro social que garante renda ao contribuinte e aos seus dependentes, em casos de doença, acidente, maternidade, prisão, morte e velhice. Oferece, também, vários benefícios que juntos garantem tranqüilidade ao presente e ao futuro assegurando um rendimento seguro. Para ter essa proteção é necessário inscrever-se e contribuir todos os meses. Aqui você encontrará informações sobre cada um dos benefícios oferecidos e entre outros serviços disponíveis. 2. Quem pode usufruir desse seguro social? Todas as pessoas que pagam, isto é, recolhem contribuições para a Previdência Social, e seus dependentes. 3. Quem pode se inscrever/cadastrar na Previdência Social? Todas as pessoas (trabalhadores ou não), a partir de 16 anos podem se inscrever. Desde que não estejam inscritas em outro regime, como por exemplo os militares e os funcionários públicos com regime de previdência próprio. Também podem ser inscrever os menores, com mais de 14 anos, que exerçam atividade na condição de aprendiz. 4. O que devo fazer para me inscrever/cadastrar na Previdência Social? Todos os trabalhadores que tem carteira assinada já estão automaticamente inscritos na Previdência Social. Quem trabalha por conta própria precisa se inscrever e contribuir mensalmente para ter acesso aos benefícios previdenciários. Até mesmo quem não tem renda própria, como as donas-de-casa e os estudantes, podem se inscrever na Previdência Social. Para isso podem acessar a internet no “site” do Ministério da Previdência Social (www.inss.gov.br) ou dirigir-se a uma das Agências da Previdência Social (para informações sobre as agências – 135), acompanhado dos seguintes documentos: • Carteira de Identidade, ou Certidão de nascimento/casamento, ou Carteira de Trabalho e Previdência Social (obrigatório para Empregado Doméstico) e, • CPF, obrigatório.

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5.O que é carência? Carência é um número mínimo de contribuições que o segurado deve recolher para ter direito à concessão do benefício que ele pretender pedir. • O valor da carência é variável conforme o tipo de benefício. • Para obter auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, é necessário o cumprimento da carência de 12 contribuições mensais. Em ambos os casos o segurado deverá se submeter a perícia perante o INSS para verificar se ainda continua incapacitado para o trabalho. Se o médico do INSS der alta, o benefício será cessado e o segurado voltará ao trabalho. • Para as aposentadorias, a carência é de 180 contribuições mensais, mas para aqueles que já estavam vinculados à Previdência Social de alguma forma, antes de 24/07/1991, o legislador estabeleceu uma regra de transição apenas para a aposentadoria por idade. • Para o salário-família, pensão por morte, auxílio-reclusão, auxílio-doença, auxílio-acidente e aposentadoria por invalidez decorrentes de acidente de trabalho e algumas doenças especificadas em lei não há carência. 6. Quais são os tipos de aposentadorias? Para que a pessoa saiba se tem ou não direito a qualquer uma das aposentadorias a seguir especificadas, consulte sempre um Advogado, dirija-se a OAB mais próxima ou, ainda, utilize-se do Serviço Social da sua cidade. Esses são os tipos de aposentadoria: • Aposentadoria por Idade: Têm direito ao benefício os trabalhadores urbanos do sexo masculino aos 65 anos e do sexo feminino aos 60 anos de idade. Os trabalhadores rurais podem pedir a aposentadoria por idade com cinco anos a menos: aos 60 anos os homens, e aos 55 anos as mulheres. Para solicitar o benefício os trabalhadores urbanos inscritos a partir de 25 de julho de 1991 precisam comprovar 180 contribuições mensais. Os rurais têm de provar, com documentos, 180 meses de trabalho no campo. Entretanto, se se você trabalhou no passado e teve contribuições efetuadas antes de julho de 1991, para saber quantas contribuições serão necessárias para obtenção do benefício, basta olhar na tabela abaixo, identificando o ano em que você completou ou completará 60 anos de idade, se mulher e 65 anos de idade, se homem, para saber o numero de meses que precisará comprovar para obtenção de sua aposentadoria por idade. • Aposentadoria por Invalidez: É a transformação do auxílio-doença concedido aos trabalhadores que, por doença ou acidente, forem considerados pela perícia médica da Previdência Social incapacitados para exercer suas atividades ou outro tipo de serviço que lhes garanta o sustento. Para ter direito ao benefício, o trabalhador tem que contribuir para a

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Previdência Social por no mínimo 12 meses, no caso de doença. Se for acidente, não é exigido qualquer prazo de contribuição, mas é preciso estar inscrito anteriormente na Previdência Social. Quem recebe aposentadoria por invalidez tem que passar por perícia médica de dois em dois anos, senão o benefício é suspenso. Aposentadoria por Tempo de Contribuição: Pode ser de duas formas: Aposentadoria Integral, onde o trabalhador homem deve comprovar pelo menos 35 anos de contribuição e a trabalhadora mulher 30 anos ou, Aposentadoria Proporcional: onde o trabalhador tem que combinar dois requisitos: tempo de contribuição e a idade mínima. Para os homens são 53 anos de idade e 30 de contribuição e para as mulheres, 48 anos de idade e 25 de contribuição, mais um pedágio (variável de pessoa para pessoa do tempo que faltava em 16/12/1998) As aposentadorias por tempo de contribuição ou a por idade são irreversíveis e irrenunciáveis: a partir do primeiro pagamento, o segurado não pode desistir do benefício. O trabalhador não precisa sair do emprego para requerer a aposentadoria. No caso de Professores de ensino básico, fundamental e médio, inclusive diretores de escola e supervisores de ensino, pode-se pedir a aposentadoria após 30 anos (homens) e 25 anos (mulheres) de contribuição, desde que comprovem exclusivamente tempo de efetivo exercício do magistério (atividade em sala de aula). Aposentadoria Especial: Essa aposentadoria é para aquelas pessoas que tenham trabalhado em condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. Podendo, em casos previstos em lei, aposentar-se mais cedo. Para isso o trabalhador deverá comprovar, além do tempo de trabalho, efetiva exposição aos agentes físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais pelo período exigido para a concessão do benefício (15, 20 ou 25 anos), através do formulário DIRBEN 8030 (até 31.12.2003) ou PPP (a partir de 01/01/ 2004).

7. Há outros tipos de benefícios? Quais? Sim, além das aposentadorias, a Previdência Social também concede outros benefícios aos seus segurados ou aos seus dependentes (como filhos, por exemplo). Vejamos: • Auxílio-Doença: É um benefício dado ao segurado impedido de trabalhar por doença ou acidente a partir do 16º dia de afastamento para emprego e a partir do requerimento para os demais. Mas para se ter direito a esse benefício é necessário que o trabalhador tenha contribuído para a Previdência Social por, no mínimo, 12 meses. Esse prazo não será exigido

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em caso de acidente. Para ter esse benefício é necessária a comprovação da incapacidade em exame realizado pela perícia médica da Previdência Social. Também terá direito a esse benefício os segurados que, mesmo que não tenham contribuído por mais de 12 meses. tiverem doenças graves, como tuberculose ativa, hanseníase, doença mental, neoplasia maligna, cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, osteíte deformante em estágio avançado, Aids ou contaminado por radiação, desde que comprovada em laudo médico. Auxílio-Doença Acidentário: É dado ao segurado incapacitado para o trabalho em decorrência de acidente de trabalho ou de doença profissional. A concessão do auxílio-doença acidentário não exige tempo mínimo de contribuição. Esse benefício não é dado para o empregado doméstico. Auxílio-Acidente: Esse auxílio é pago ao trabalhador que sofre um acidente e que ficou com seqüelas que diminuíram sua capacidade de trabalho. Para concessão do auxílio-acidente não é exigido tempo mínimo de contribuição. O empregado doméstico, o contribuinte individual e o facultativo não recebem esse benefício. Esse benefício deixa de ser pago quando o trabalhador se aposenta.

8. Eu sou dependente de uma pessoa que foi presa. O que fazer? Tenho algum benefício? Os dependentes do segurado que for preso por qualquer motivo tem direito a receber o auxílio-reclusão durante todo o período da reclusão. O benefício será pago se o trabalhador não estiver recebendo salário, auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço. Não exige tempo mínimo de contribuição, e só é dado aos dependentes do segurado de baixa renda. 9. Quando o auxílio reclusão deixará de ser pago? O auxílio reclusão deixará de ser pago: • com a morte do segurado (será ele convertido em pensão por morte); • em caso de fuga, liberdade condicional, transferência para prisão albergue ou extinção da pena; • quando o dependente completar 21 anos ou for emancipado; • com o fim da invalidez ou morte do dependente. 10. O que é pensão por Morte? Esse benefício é pago à família do segurado quando ele morre. Para esse benefício não há tempo mínimo de contribuição. O benefício deixa de ser pago quando o

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pensionista morre e no caso de dependentes, quando eles se emancipam ou completam 21 anos ou quando acaba a invalidez, para pensionistas inválidos. 11. Como ter direito ao salário-maternidade? As seguradas que contribuem para a Previdência Social têm direito ao saláriomaternidade nos 120 dias em que ficam afastadas do emprego por causa do parto ou adoção. Em casos comprovados por atestado médico, o período de repouso poderá ser prorrogado por duas semanas antes do parto e ao final dos 120 dias de licença. 12. E as mães adotivas? Também tem direito ao benefício? Sim. O salário-maternidade também é pago para a segurada que adotar uma criança ou ganhar a guarda judicial para fins de adoção, com um tempo especial dependendo da idade da criança. 13. O que é considerado parto? Mesmo se a criança nascer morta? Considera-se parto o nascimento ocorrido a partir da 23ª semana de gestação, inclusive se o bebe nascer morto. 14. E se houver um aborto, eu tenho direito ao benefício? Sim. Nos abortos espontâneos ou previstos em lei (estupro ou risco de vida para a mãe), será pago o salário-maternidade por duas semanas. 15. Quando eu posso começar a receber o salário-maternidade? O salário-maternidade é pago a partir do oitavo mês de gestação (comprovado por atestado médico) ou da data do parto (comprovado pela certidão de nascimento), podendo ser reduzido em casos de partos antecipados. 16.E o Segurado que parou de contribuir para a Previdência Social? Se o segurado parou de contribuir para a Previdência Social manterá a qualidade de segurado por um tempo, que varia de um a três anos, dependendo do número de contribuições que tiver efetuado. É o que chamamos de PERÍODO DE GRAÇA. Neste período, ocorrendo o risco, haverá a cobertura. Quem estiver no gozo de benefício previdenciário não perde a qualidade de segurado da Previdência Social. 17. As contribuições anteriores se perdem? Não. Basta se filiar novamente à Previdência Social, isto é, voltar a recolher contribuições. Para que você possa novamente usufruir dos benefícios e para que as contribuições antigas sejam computadas, é necessário que se cumpra 1/3 da carência exigida para

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a concessão do benefício. Então, se o idoso perdeu a qualidade de segurado e quiser se aposentar, deve voltar a recolher, contribuindo mais 60 meses. Se quiser auxílio-doença, deve recolher 4 contribuições para readquirir a qualidade de segurado e poder pleitear o beneficio, mas nesse caso a doença não pode ser pré-existente e o segurado deverá provar que se trata de agravamento de doença. É que a lei previdenciária veda o ingresso no regime de previdência social a quem já for portador de doença incapacitante. No entanto, garante o benefício ao segurado que, embora já portador da doença, a mesma só se manifestou em decorrência de agravamento que impossibilite o trabalho, em função do decurso do tempo e quando já filiado à previdência. 18. Como ter direito ao salário-família? Benefício pago aos trabalhadores considerados de baixa renda, para auxiliar no sustento dos filhos, que não possuem bens suficientes para o próprio sustento de até 14 anos incompletos ou inválidos. Os empregados domésticos, contribuintes individuais, segurados especiais e facultativos não recebem salário-família. Para a concessão do salário-família não se exige tempo mínimo de contribuição. O benefício será encerrado quando o filho, enteado e/ou tutelado completar 14 anos. 19. Há algum benefício assistencial pago pelo INSS ao Idoso e à pessoa portadora de deficiência? Para se ter direito ao benefício de prestação continuada não é necessário contribuir para a previdência, basta preencher os seguintes requisitos: a) ser idoso (ter mais 65 anos de idade) e não exercer atividade remunerada ou, b) ser portador de deficiência, incapacitado para o trabalho e uma vida independente e, c) não ser filiado a um regime de previdência nem receber benefício público de espécie alguma. Além disso, é preciso comprovar renda familiar mensal por pessoa inferior a um quarto do salário mínimo. Para cálculo da renda familiar é considerado o número de pessoas que vivem na mesma casa: cônjuge, companheiro, pais, filhos (inclusive enteados e tutelados menores de idade) e irmãos não emancipados, menores de 21 anos e/ou inválidos.

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Fórum Permanente de Educação e Segurança Pública Setembro de 2008

Coordenação Geral e Revisão: Alexandre Rocha Almeida de Moraes Publicação: Câmara Municipal da Estância de Atibaia Texto: Elisabete Clara Grosse, Fernando Leonardi Campanella, Lígia Borghi Brasilio de Lima e Patrícia Borghi Brasilio de Lima Ilustrações: Edson Beleza Diagramação: Elisabete Clara Grosse Tiragem: 4.000 exemplares

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Apoio: MPSP - CAO Cível e de Tutela Coletiva
CONSUMIDOR
8 078 90

LEI

Ministério Público do Estado de São Paulo e Câmara Municipal da Estância de Atibaia

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