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ATLETISMO Wildson Costa Araújo Histórico Em 1912, foi fundada a IAAF (Federação Internacional de Atletismo),
ATLETISMO
Wildson Costa Araújo
Histórico
Em 1912, foi fundada a IAAF (Federação
Internacional de Atletismo), hoje com sede
em Mônaco e é responsável pelo esporte em
todo o mundo. No Brasil há registros de
competições desde a década de 1910. A sua
prática estava sob a responsabilidade da
CBD (Confederação Brasileira de
Desportos), em 1914 a CBD se filiou a IAAF.
Histórico
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Histórico
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O atletismo é uma modalidade que surgiu a partir de movimentos naturais do homem (saltar, correr, lançar etc), e está presente na maioria dos desportos. Em 1790, foram organizadas as primeiras competições estabelecendo regras para esse desporto.

competições estabelecendo regras para esse desporto. Histórico Em 1977, foi criada no Rio de Janeiro a

Histórico

estabelecendo regras para esse desporto. Histórico Em 1977, foi criada no Rio de Janeiro a CBAt
estabelecendo regras para esse desporto. Histórico Em 1977, foi criada no Rio de Janeiro a CBAt

Em 1977, foi criada no Rio de Janeiro a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), momento este em que o atletismo se separou da CBD. Mas apenas em 1979 é que a CBAt passou a funcionar. Esta entidade manteve-se no Rio de Janeiro até 1994, quando a sede foi transferida para Manaus.

Histórico
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Na moderna definição, o atletismo é um esporte com provas de pista (corridas rasas, corridas com barreiras, corridas com obstáculos), campo (saltos, arremessos, lançamentos) e provas combinadas (heptatlo e decatlo), também fazem parte do atletismo a s corridas de rua, estrada e montanha, cross country e marcha atlética.

rua, estrada e montanha, cross country e marcha atlética. A Pista 2 O comprimento oficial da
A Pista
A Pista

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O comprimento oficial da pista de atletismo é de 400m. Consistindo de 2 retas paralelas e duas curvas com raios iguais. É composta de oito raias, cada uma medindo 1,22m.

Provas de Pista As provas do atletismo Abrangem: Corridas com barreira: 110m, Masculino
Provas de Pista
As provas do atletismo Abrangem:
Corridas
com
barreira:
110m,
Masculino

Corridas Rasas: 100m, 200m, 400m, 800m, 1500m, 5000m, 10.000m. Todas no masculino e feminino

400m

100m, 400m – Feminino

Provas de Pista
Provas de Pista

Revezamentos: 4x100m e 4x400m – Masculino e Feminino

Provas de marcha atlética: 20.000m e 50.000m – masculino

20.000m – Feminino Maratona: 42Km - Masculino

Provas combinadas :
Provas combinadas :
Provas combinadas :
Provas combinadas :
Provas combinadas :
Provas combinadas :
Provas combinadas :
Provas combinadas :
Provas combinadas :
Provas combinadas :
Provas combinadas :
Provas combinadas :
Provas combinadas :

Provas combinadas:

Provas combinadas :

Provas de Campo e Combinadas

Decatlo – Masculino (100m, distância, peso, altura, 400m, 110m c/ barreira, disco, salto c/ vara, dardo e 1500m) Heptatlo – Feminino (100m, altura, peso, 200m, distância, dardo e 800m).

(100m, altura, peso, 200m, distância, dardo e 800m). Provas de Campo e Combinadas Salto : Salto

Provas de Campo e Combinadas

Salto: Salto em Altura, Salto com Vara, Salto em Distância e Salto Triplo – Masculino e Feminino Arremessos: Peso – Masculino e Feminino Lançamentos: Disco, Dardo e Martelo – Masculino e Feminino

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Saltos Salto em Distância – É uma das provas mais naturais do atletismo, e envolve
Saltos
Salto em Distância – É uma das
provas mais naturais do atletismo,
e envolve as seguintes fases:
corrida de balança. chamada, vôo
e queda.
Existem três técnicas de salto:
Salto na passada, salto em
extensão e salto em tesoura.
Um atleta falha se:
Um atleta falha se:

(a) Iniciará com, tocar o solo além da linha de medição com qualquer parte de seu corpo, que passe correndo sem saltar ou no ato do salto; ou (b) der impulso fora da tábua de impulsão, seja à sua frente ou atrás do prolongamento da linha de medição; ou (c) ele toca o solo entre a linha de impulsão e o setor de queda;ou (d) ele emprega qualquer forma de salto mortal enquanto estiver correndo ou no ato do salto; ou (e) no curso da queda ele toca o solo fora da caixa mais próximo da linha de impulsão que a marca mais próxima feita na areia; ou (f) quando deixar o setor de queda, seu primeiro contato com o solo fora da caixa seja mais próximo da linha de impulsão que a marca mais próxima feita na areia, incluindo qualquer marca feita em desequilíbrio que esteja completamente dentro da caixa, mas mais próximo da linha de impulsão que a marca inicial feita no setor.

Tábua de Impulsão:
Tábua de Impulsão:

1. A tábua de impulsão deve estar enterrada no nível do corredor e da superfície da caixa de areia. A borda que fica mais próxima da caixa de areia é chamada “linha de impulsão” (medição). Imediatamente à frente dessa linha, estará colocada uma tábua indicadora de “plasticina” para auxiliar os árbitros. 2. A distância entre a tábua de impulsão e o fim da caixa de areia será de pelo menos 10 metros. 6. A linha de impulsão será colocada entre 1 e 3 metros da borda mais próxima da caixa de areia. 3. Construção. A tábua de impulsão será retangular, feita de madeira ou outro material rígido adequado e deve medir 1,22m ± 0.01m de comprimento, por 20cm (±2mm) de largura e 10cm de profundidade. Deverá ser pintada de branco. 4. Tábua Indicadora de Plasticina. Consistirá em uma tábua rígida com 10cm de largura (±2mm) e de 1,22m ±0.01m de comprimento, feita de madeira ou outro material apropriado e deverá ser pintada com uma cor contrastante com a tábua de impulsão. Onde possível, a plasticina deverá ser de uma terceira cor contrastante. A tábua deverá estar montada em uma depressão feita no corredor, no lado da tábua de impulsão mais próximo.

Não é falha se: Nota (i): O atleta corre por fora das linhas brancas que
Não é falha se:
Nota (i):
O atleta
corre por fora das linhas
brancas que
delimitam
o corredor em qualquer ponto.
Nota (ii): Não
é falha sob 1(b) acima, se uma parte do
sapato/pé do atleta tocar o solo fora ou na tábua antes da linha
de impulsão.
Nota (iii): Não é falha se, no curso da queda, um atleta toca
com qualquer parte de seu corpo, o chão fora da área de
queda, a menos que tal contato é o primeiro contato ou
contrarie o parágrafo 1 (e) acima.
Nota (iv): Não é falha se um atleta volta através do setor de
queda após ter
deixado o setor no sentido correto.
se um atleta toma impulsão antes de alcançar a tábua, por
essa razão, isso não será contado como uma falha.

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se um atleta toma impulsão antes de alcançar a tábua, por essa razão, isso não será
A área de queda:
A área de queda:

Deve ter a largura mínima de 2,75m e máxima de 3m. E, se possível, estar localizada de forma que o centro do corredor, quando prolongado, coincida com o centro da caixa. Nota: Quando o eixo do corredor não estiver em linha com o centro da área de queda, deverá ser colocada uma fita, ou se necessário duas, no prolongamento da área de queda de modo que se possa alcançar o descrito anteriormente. Ele deve ser cheio com areia molhada e fofa, com a superfície nivelada com a tábua de impulsão.

Saltos
Saltos

Saltos

Saltos
Saltos
Saltos
Saltos
Saltos
Saltos
Saltos
Saltos
Saltos
Saltos
Saltos
Saltos
a superfície nivelada com a tábua de impulsão. Saltos Salto Triplo – O salto triplo divide-se

Salto Triplo – O salto triplo divide-se nas seguintes fases: corrida de balanço, hop, step e salto. O hop, step e salto podem ser divididos cada um em três fases (chamada, vôo e queda). O hop, consiste em um salto em um só pé onde o atleta cai sobre o mesmo pé que deu a impulsão. No step o atleta cai sobre o pé contrario ao de impulsão.

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A Competição 1. O Salto Triplo consistirá de nesta ordem. Não saltar, tocar o solo
A Competição
1.
O
Salto
Triplo
consistirá
de
nesta ordem.
Não
saltar, tocar o solo com a sua perna “passiva”.

As regras do Salto em Distância aplicam-se ao Salto Triplo com as seguintes adições:

um salto com

impulsão em um só pé, uma passada e um salto,

2. O Salto com impulsão em um só pé será feito de modo que o atleta caia primeiro sobre o mesmo pé que deu a impulsão; na passada ele cairá com o outro pé do qual, conseqüentemente, o salto é realizado.

será considerado salto nulo se o atleta, ao

Saltos
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Saltos

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Salto em Altura – Salto vertical em que o atleta deve impulsionar-se em um só pé para ultrapassar uma barra (sarrafo) sem que este caia. No início o estilo usado para saltar era apenas a tesoura simples, em que o atleta passava sentado sobre a barra, até que no final do século 19, em 1893, o irlandês Michael Sweeney criou uma ligeira variante, o rolo para o interior, o que foi considerado então um grande avanço. Depois, em 1912, o norte-americano George Horine surpreendeu com o seu rolo- lateral, estilo em que consegui 2.00m.

Tábua de Impulsão:
Tábua de Impulsão:

1. A distância entre a linha de impulsão e a borda mais distante da caixa de areia deverá ser pelo menos 21m.

2. Em Competições Internacionais, recomenda-se que a linha de impulsão não esteja a menos de 13m para homens e 11m para mulheres a partir da borda mais próxima da caixa de areia. Nas demais competições, tal distância será adequada para o nível da competição.

5. Entre a tábua de impulsão e a área de queda, para a realização das fases de passo e salto, haverá uma área de impulsão de 1.22 ±0.01m de largura, proporcionando uma pisada sólida e uniforme.

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Saltos
Saltos
proporcionando uma pisada sólida e uniforme. 6 Saltos A evolução teria de esperar mais um quarto

A evolução teria de esperar mais um quarto de século, pois foi só em 1936 que o negro norte-americano David Albritton passou a barra a 2.07m com o seu rolo ventral, até que já nos anos 60 surge a última (até agora) inovação, quando o também americano Richard Fosbury revolucionou a disciplina, criando o seu “flop”, que consiste em passar de costas sobre a barra, estilo que lhe valeu o título olímpico de 68 com a marca de 2,24m.

Saltos
Saltos

Salto com Vara – Salto vertical em que o atleta deve ultrapassar uma barra (sarrafo) com o auxílio de uma vara. No inicio usava-se vara muito pesadas com três pregos na ponta. Posteriormente surgiram as varas de bambu, mais leve e de melhor manuseio, e as ponteiras de borracha. Com o advento das varas sintéticas (fibra de vidro e de carbono), sendo estas flexíveis, a prova vem adquirindo grandes avanços principalmente no que diz respeito a quebra de recordes.

Lançamentos
Lançamentos
Lançamentos
Lançamentos

Lançamentos

Lançamentos
Lançamentos
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Lançamentos
Lançamentos
Lançamentos
Lançamentos
Lançamentos
no que diz respeito a quebra de recordes. Lançamentos Abrangem três tipos de lançamentos: Lançamento do

Abrangem três tipos de lançamentos:

Lançamento do dardo, lançamento do disco e lançamento do martelo. O movimento é totalmente diferenciado do arremesso do peso, pois os implementos são realmente lançados, atirados.

Arremesso
Arremesso
implementos são realmente lançados, atirados. Arremesso Arremesso do Peso – A origem desta prova parece ser

Arremesso do Peso – A origem desta prova parece ser de origem irlandesa, pois nos Jogos Tailteanos, no início da Era de Cristo, os Celtas disputavam uma prova de arremesso de pedra que pelas descrições se assemelhavam à prova atual. O implemento é esférico e de metal, diferindo o peso de acordo com a categoria e sexo. O estilo mais utilizado nos dias atuais foi criado pelo norte- americano Perry O’Brien que consegui bater doze vezes do recorde mundial.

Lançamentos
Lançamentos

Lançamento do disco - Acredita-se que teria sido incluído no programa olímpico da Antiguidade na 18ª Olimpíada, em 708 a.C. Na era Moderna, faz parte do Programa Olímpico desde a 1ª Olimpíada, e é também a prova que menos alterações sofreu, não só no aspecto técnico, bem como no peso e dimensões do implemento, que se mantêm desde então inalterados. Consiste em lançar um disco de 1 a 2kg (dependendo da categoria) a maior distância possível.

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Lançamentos
Lançamentos
Lançamentos Lançamento do Dardo - O lançamento do dardo é a prova atlética com a conotação

Lançamento do Dardo - O lançamento do dardo é a prova atlética com a conotação mais direta com o dia-a-dia dos tempos antigos, já que derivava sem dúvida do seu uso para caçar ou para guerrear. Faz parte do Programa Olímpico Moderno desde 1908, e tem-se caracterizado pela superioridade dos atletas da Escandinávia, principalmente os finlandeses.

Provas Combinadas
Provas Combinadas
Provas Combinadas
Provas Combinadas

Provas Combinadas

Provas Combinadas
Provas Combinadas
Provas Combinadas
Provas Combinadas
Provas Combinadas
Provas Combinadas
Provas Combinadas
Provas Combinadas
Provas Combinadas
Provas Combinadas

Decatlo também de origem grega, pois este povo, sempre buscando a perfeição absoluta ou a procura do atleta completo, criou em 708 a.C. uma fórmula de competição que permitisse aos campeões menos dotados numa disciplina mostrar, num programa mais complexo, as suas possibilidades.

Lançamentos o É
Lançamentos
o
É
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Lançamento do Martelo – Prova bastante antiga. Os primeiros martelos eram de pedra fixados por um cabo de madeira rígida e só mais tarde foram substituídos por um martelo de ferro. No século XIII

lançamento do martelo era muito popular na Irlanda e na Escócia.

considerada uma das provas mais difíceis e

técnicas do atletismo, pois exige um longo período de exercitação e treino para poder ser dominado completamente.

Provas Combinadas Em
Provas Combinadas
Em

E assim criaram o Pentathlon (de penta = 5), que consistia na corrida do “stadion” (mais ou menos 200 metros), salto em distância, lançamentos do disco e do dardo e, ainda, um determinado tipo de luta.

1912, sob proposta da Suécia, o COI

resolveu incluir no programa o Decatlo como conhecemos hoje:

1º. Dia: 100m – distância – peso – altura – 400m 2º. Dia: 110m com barreiras – disco – vara – dardo – 1500m

Provas Combinadas
Provas Combinadas

Heptatlo - As provas combinadas para mulheres começaram a disputar-se em 1928, tendo como primeiro registro a alemã Selma Grieme. As provas do heptatlo são as seguintes:

1° dia: 100m com barreira, salto em altura, arremesso do peso e 200m rasos. 2° dia: salto em distância, lançamento do dardo e 800m rasos.

 

Referências Bibliográficas

 
 
 

KIRSCH, August et alli. Antologia do Atletismo. Metodologia para iniciação em escolas e clubes. Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 1984. FERNANDES, J.L. Atletismo: Corridas, São Paulo, EDUSP, 1978. PINI, Mano Carvalho. Fisiologia esportiva. Rio de Janeiro. 1983. MATVEEV, Lev Pavilovch. Treino Desportivo - Metodologia e Planejanmento. São Paulo. Phorte editora, 1997. MOSKOTOVA, Albina K. Seleção de talentos e prognósticos das capacidades motoras. Londrina. Centro de Informações Técnicas,

1996.

FILES, Vladimir P. Desporto Juvenil - Teoria e Metodologia. Londrina. Centro de Informações Técnicas, 1996. THOMPSON, Peter J.L. Introdución a Ia teoria dei entrenamiento. Londres. Mashalharts Print Services Ltd, 1991. BALLESTEROS, José Manuel. Manual de Entrenamiento Básico. Londres. International Amateur Athletic Federation, 1992.

Se pudermos dar a cada mais seguro para a saúde
Se
pudermos
dar
a
cada
mais seguro para a saúde

indivíduo a

quantidade exata de nutrientes e de

exercício, que não seja insuficiente nem

excessiva, teremos encontrado o caminho

(HIPÓCRATES, 460-377 aC)

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