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Crise

A palavra “crise”, em chinês, é descrita em dois ideogramas


que distintamente significam “risco” e “oportunidade”.

Então, uma situação em que a maioria das pessoas acredita ser


a desgraça pura, uma pequena parcela vê como uma chance de obter
ganhos. E isso ocorre desde que o mundo é mundo.

Em todos os eventos naturais ou guerras que a humanidade já


enfrentou, apareceram pessoas de caráter duvidoso para lucrar com
a desgraça alheia. Foram os negociantes de escravos, que os
prendiam e os vendiam após uma batalha, que podia ser na Mongólia
de Gengis Khan, ou na África partida pelos europeus do século XVI.
Comerciantes que aumentavam (e aumentam) seus preços mediante
a mais antiga das leis do livre comércio, a lei da oferta e da procura,
mesmo após um grande cataclisma que ceifava a vida de milhares; e
esse produto podia ser água potável, ou simplesmente pão.

No mundo de hoje, nos defrontamos com acontecimentos que


repercutem em todos os cantos do mundo, graças à globalização.
Neste cenário, uma guerra no Golfo fez aumentar o preço do
petróleo; assim como pode acontecer na mais recente crise do
mundo árabe. Pode faltar energia no Japão após o tsunami que
atingiu as usinas nucleares, e ainda falta tudo no Haiti.

Com o risco de faltar petróleo, podemos amaldiçoar o mundo


árabe ou inventar novas possibilidades e modelos de combustível
para o deslocamento diário, inclusive pensar em usar, fomentar o
uso, e até vender bicicletas.

Alguém pode achar um novo nicho de mercado no Japão, quem


sabe para energia renovável, e recomendar que se aposentem os
enormes navios baleeiros, que consomem muito óleo diesel, e,
francamente, ainda caçam baleias...

Em meio à crise, existem os riscos e as oportunidades, basta


escolher para onde olhar e qual atitude tomar, a do bom comércio ou
a da exploração... enquanto isso, pesquise como enviar ajuda para o
Japão, Teresópolis, ou ainda Haiti.

Abraço e até a próxima semana!