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O TRABALHO DA ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO

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O TRABALHO DA ENFERMAGEM EM CENTRO CIRÚRGICO ± ANÁLISE DE DEPOIMENTOS Rosalina Aparecida Partezani Rodrigues* Fátima Aparecida Emm Faleiros Sousa

*

Os autores relatam nesse artigo o trabalho da enfermeira no centro cirúrgico ou seja, os objetos de trabalho, os instrumentos, o produto e suas finalidades. Unitermos: Processo de trabalho, enfermeira, enfermagem em centro cirúrgico
1. INTRODUÇÃO

No que tange ao conhecimento de prática, Para ALMEIDA (1985,1986), a prática de enfermage m é entendida como o "conhecimento ( saber da enfermagem) corporificado em um nível técnico (instrumentos e condutas) e relações sociais específicas, visando ao atendimento de necessidades humanas, que podem ser definidas biológica, psicológica e socialmente". ALMEIDA e cols. (1989) ainda concebem a prática de enfermagem como prática social e, portanto, historicamente estruturada e socialmente articulada. Ela é constitutiva das práticas sociais em geral e das práticas de saúde em particular. A referida autora procede a uma reflexão da evolução histórica da prática de Na América Latina, a partir de 1960, com o desenvolvimento e a modernização dos hospitais foi centrada a atenção à saúde na área curativa e, por sua vez, a prática da enfermagem também se desenvolveu nessa área. ALCANTRA (1963) refere que "os novos estabelecimentos hospitalares passaram a constituir maior mercado para as enfermeiras diplomadas, relegando a plano secundários os serviços de saúde publica". Ainda a autora assinala ter encontrado em 1950, 49,4% das enfermeiras no campo hospitalar e 17,2% no campo da saúde pública em nosso país. O trabalho da enfermagem é parte integrante do processo de trabalho em saúde, tanto no modelo de assistência individual como coletiva (CASTELLANOS e cols.,1989) por sua vez são partes complementares de um mesmo trabalho. Em se tratando do processo de trabalho em Centro Cirúrgico este tem por objetivo a assistência curativa, individualizada. O trabalho da enfermeira de Centro Cirúrgico nasceu para atender à s necessidades da equipe cirúrgica, isto é, houve a necessidade de desdobrar o trabalho médico ao organizar uma unidade onde fossem realizadas as cirurgias, bem como o preparo de material e equipamentos indispensáveis ao procedimento cirúrgico. Segundo COR REIA (1978), a enfermeira assumiu a prática no Centro cirúrgico, apenas para fiscalizar o serviço de enfermagem, no sentido de verificar o cumprimento adequado das técnicas. A prática da enfermeira em centro cirúrgico estava mais voltada para os aspectos de gerenciamento, ou seja, para a provisão, o manuseio, e a manutenção de materiais e equipamentos nas salas de operação. JOUCLAS (1987) refere que o desenvolvimento das técnicas cirúrgicas e os procedimentos anestésicos tiveram seu marco no final dos ano s 60 e início de 70. O centro cirúrgico, por sua vez, estava se tornando uma unidade de alta

garante à profissão sua continuidade no tempo". do ensino e da pesquisa. . o objetivo deste estudo é analisar o trabalho da enfermeira em centro cirúrgico. quais sejam. ou seja. de reprodução e da existência (bens e serviços). cirúrgico. Outrossim. porque nela se consubstancia a realização do compromisso social. (década de 60/70). necessitando estar preparado para o atendimento das mais sofisticadas cirurgias. 1989). produto e finalidades. É na relação do homem com a natureza que ocorre o processo de produção. geradas pe las primeiras necessidades. Objetivo de trabalho "são todas as coisas que o homem apenas separa de sua conexão imediata com o seu meio natural". A transformação do objeto de trabalho em produto se faz através de um gasto de energia que entra no processo sob a forma de instrumento. Assim. no ano de 1988. nos níveis da assistência. (ALMEIDA et al. sendo obrigatório e coletivo.. São Paulo. refere que é pelo processo de trabalho com seus elementos constitutivos. instrumentos. Nesse processo de produção. 1989). CARVALHO & CASTRO (1979) interpretam-na como sendo o "significado de uma profissão na sociedade. o "trabalho é um processo do qual participa o homem e a natureza". que o homem transforma a natureza. no qual relata que a profi ssão está relacionada aos fatos sociais de cada período e que a prática tanto da saúde como da enfermagem está ligada ao processo de mudança social. portant o é regida por um plano preestabelecido de transformação". enfermagem em seu trabalho "O saber da Enfermagem a sua dimensão prática". Para ele.. de reprodução e da existência determinada pelo grau de desenvolvimento das forças produtivas. como os primeiros transplantes de rim e de coração. ou seja seus objetos de trabalho.tecnologia. também se relaciona com as primeiras expressões do saber da enfermagem citadas por ALMEIDA (1986). na cidade de Ribeirão Preto. fizemos um recorte da prática de enfermagem e optamos por estudar somente o trabalho da enfermeira de centro Assim. os quais contribuíram para a evolução da prática em centro cirúrgico. 1. devido ao nosso interesse nesta área específica. Através dos relatos de JOUGLAS (1987) percebemos que a prática da enfermeira em centro cirúrgico. como sendo constituídas pela execução das técnicas em enfermagem. o objetivo de trabalho. "O instrumento representa o ponto de encontro do produto que contém as necessidades e a finalidade do trabalho. surgiram os princípios científicos relacionados à assepsia cirúrgica. produto e finalidade.A Enfermeira e o trabalho no Centro Cirúrgico Para MARX (1985) o trabalho é social e a essência do ser humano está no trabalho. que se estabelece em um período numa dada sociedade. A questão da prática da enfermeira vem sendo indagada no que se refere ao objeto de trabalho. o qual. O objetivo já contém em potencial o projeto do produto. observamos que após esse período.1 . fator este determinante nesta prática. instrumento de trabalho. o "produto virtual" (ALMEIDA et al." MENDES-GONÇALVES (1988).

resultante das necessidades coletiva (MENDES .SP seguiu inicialmente a identificação das profissionais e a seguir. Para a coleta de dados foi utilizado um instrumento. refere que as funções da enfermeira estão relacionadas a um processo histórico e social condicionados à visão de mundo . A técnica utilizada pelas pesquisadoras foi a de registro contínuo.o fundamental neste modo é recuperar a força de trabalho oferecendo condições para que o trabalhador retorne ao processo produtivo. realizadas as leituras e organizados os dados. O instrumento foi aplicado em 17 enfermeiras. mas coletivos e. Os componentes do processo de trabalho são constituídos pela matéria que se aplica ao trabalho. 1988). in dividualmente. mas o ptamos por fazê-lo porque é real.a enfermagem. obedecendo a seqüência temporal em que os fatos se dão (DANNA. as quais trabalham em unidade de centro cirúrgico dos hospitais gerais do município de Ribeirão Preto. Para realizar este procedimento utilizamos um roteiro de observação sistematizado. correspondendo este ao modelo individual de assistência. A historicidade é a segunda característica do trabalho que identifica as necessidades humanas e as satisfaz.do homem enquanto ser com seus valores. a socialidade e a historicidade.GONÇALVES. Assim. a maneira de satisfazê -las também varia. A realização da observação em apenas um dos hospitais estudados foi um dos limites deste trabalho. 1986).São características essenciais do trabalho humano. Para a compreensão do trabalho da enfermagem faz se necessário olhar para o processo de trabalho em saúde e MENDES -GONÇALVES (1988) relata dois modelos tecnológicos: * clínico . registrando a localização do sujeito. a respeito da prática da enfermeira na referida unidade em estudo.1988). e as relações sociais de produção. A análise desta prática da enfermeira em centro cirúrgico nos hospitais gerais de Ribeirão Preto . classificação dos dados: foi realizada de acor do com . Como o homem é social.GONÇALVES . a satisfação de suas necessidades ocorre através do trabalho. instrumentos. 1984). qual seja seu objetivo. Para a análise dos dados segui-se os passos propostos por MINAYO (1992): ordenação dos dados: as entrevistas foram ordenadas. a enfermeira trabalhando no centro cirúrgico de um determinado hospital da cidade de Ribeirão Preto. o trabalho humano é sempre histórico (MENDES . Dessa forma. p roduto e finalidade desse trabalho. os meios ou instrumentos do trabalho. CASTELLANOS (1987). pa ra atender às finalidades específicas. pelas pesquisadoras. isto é. constando esse de duas etapas sendo a primeira relacionada à identificação do profissional e a segunda a um questionário semi-estruturado com itens abertos. como tal estão em constantes mudanças. direto e a luz do processo de trabalho. Foi utilizado também um roteiro para observação da prática das enfermeiras em um dos centros cirúrgicos estudados. "Registro contínuo consiste em um período ininterrupto de observação. o processo de trabalho das enfermeiras. porque a representação é um processo de reconstituição que contém tanto o fazer como o dizer (discurso) (MAGNANI. advindas daí são contraditórias. Estas correspondem aos carecimentos não individuais. Um dos objetivos da observação foi identificar o processo de trabalho da enfermeira em centro cirúrgico. seus ideais e da própria profissão . registrar o que ocorre na situação.

a não existência de planejamento para a prática administrativa. A administração. que esta muitas vezes sente -se "fiscalizadora e controladora" do processo de produção e "supervisora do pessoal de enfermagem". coordenação das várias atividades e providências de recursos humanos e materiais é um dos instrumentos para se atingir a finalidade: a transformação no corpo biológic o do cliente através do ato cirúrgico. Após essas duas etapas foi realizada a análise final. o centro cirúrgico. A tecnologia teve uma repercussão acentuada nessas instituições e a prática da enfermeira evidenciou -se em um novo ambiente." portanto. o objeto de trabalho da enfermeira em Centro Cirúrgico no final da década de 1950 era a "organização do ambiente em que o docente estava inserido". "que é cobrado muito da enfermeira "iniciativa e decisão para responder às exigências dos cirurgiões e da instituição" e. há um distanciamento entre as verdadeiras necessidades e a prática realizada.). notando-se assim a maior preocupação com a solicitação médica. haverá espaço para assistência ao paciente cirúrgico. o "cuidar" do paciente e o "administrar" o centro cirúrgico. Com vistas à prática exercida pelas enfermeiras. principalmente nos grandes Hospitais das capitais. sendo que essas refe rem sentir-se "sobrecarregadas. vista pelas mesmas como "falha" essa função. exigindo uma outra compreensão do processo de trabalho. "uma vez realizado o planejamento administrativo de forma coerente. dos materiais e esterilização dos instrumentos médico -cirúrgicos proporcionando meios para o cirurgião realizar o ato cirúrgico. O objetivo de trabalho da enfermeira de centro cirúrgico no ano de 1988 é a organização do ambiente quanto à limpeza da sala. ainda nos depoimentos é relatado que. Na década de 1950 e 1960 e enfermage m se institucionalizou no Brasil de uma forma marcante. mantendo-a submissa às regras. Percebemos dessa forma. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO No que se refere ao processo de trabalho humano. de acordo com o referencial proposto.T. Quanto ao "administrar". . normas e rotinas. no sentido de terem várias coisas ao mesmo tempo para serem resolvidas. verificamos nesse estudo.as categorias do referencial teórico. A função burocrática da enfermeira predomina. TREVISAN (1988) em seu estudo relata que a função burocrática da enfermeira é comandada pelo comprom isso com a organização. obtém -se o objetivo de trabalho (O. que a mesma está voltada para o aspecto administrativos e coerentes com os objetivos da instituição. e com este recorte delineia -se o projeto do Isto posto. O produto do trabalho da enfermagem em determinado momento passa a ser instrumento do trabalho médico. MENDES -GONÇALVES (1988) coloca que ao "recortar um certo objeto separando -o de sua conexão imediata com o meio natural.

Em relação à "transformação do objeto de trabalho em produto. este objeto de trabalho não está presente. o que pode ser constatado pelas falas das enfermeiras e pela observação. com vistas à assepsia do procedimento. Os instrumentos de trabalho são utilizados para apreender e transformar o objetivo de trabalho. freqüentemente eles são tratados "como caso" e não como pessoas. Em geral. Vale ressaltar que. O "cuidar" visa apenas a técnica e os princípios científicos. a organização. por sua vez. vamos rever que o objeto de trabalho da enfermeira no ano de 1980 era a "organização do ambiente em que o docente estava inserido" e entendemos que o produto esperado. que o planejamento. anti-sepsia. As atividades administrativas realizadas pelas enfermeiras de centro cirúrgico ficam muito claras nas suas representações. o planejamento e execução dos procedimentos técnicos devem ser o mais rigoroso possível com relação a limpeza do ambiente. na realidade. coordenar e controlar o trabalho da equipe de enfermagem e também as atividades que o centro cirúrgico mantém com outras seções do hospital. o comando. esta se faz através de um gasto de energia que entra no processo sob a forma de instrumentos de trabalho (ALMEIDA e cols.percebemos que no ano de 1988. JOUGLAS (1987) aborda em seu estudo. Percebe -se que. Dessa forma. Verificamos que. 1989). através das falas das enfermeiras. necessidade do processo de trabalho.. Na prática do "cuidar" assiste-se a um afastamento entre enfermeira e paciente. com uma gama de recursos tecnológicos bem mais sofisticados. para a provisão. que a enfermeira de centro cirúrgico surgiu para organizar o ambiente cirúrgico. promovendo dessa forma um ambiente asséptico. a enfermeira refere que "não tem tempo para dar cuidado ao paciente". A finalidade do ato cirúrgico exige este processo. na prática diária. assepsia e toda tecnologia envolvid a no centro cirúrgico. sendo que muitas vezes a primeira "não tem oportunidade de ver o paciente". as enfermeiras delegam o "cuidar" do paciente cirúrgico aos "ocupacionais de enfermagem que. e permanece até os dias de hoje."cuidar" . ou seja "a manutenção do paciente no ambiente da sala de cirurgia livre de infecções". não estão preparados para assisti-lo. para complementar o projeto médico. mas são.Percebemos. fica caracterizada a finalidade do trabalho da enfermeira em centro cirúrgico como sendo "a organização do ambiente do centro cirúrgico". isto é. segundo a teoria de FAYOL (1968). a administração da enfermeira está coerente com as necessidades da instituição. No que se refere ao objetivo de trabalho . . Cabe salientar ainda que. isto é. Dessa forma. o manuseio e a manutenção de materiais e equipamentos da sala de cirurgias. "sendo consideradas necessidades da instituição". a organização do processo de cuidar. o controle e coordenação estão incorporados no seu trabalho diário.

os instrumen tos. o .. Os instrumentos de trabalho que abordaremos na área de enfermagem em centro cirúrgico serão relatados. no caso da microbiologia tem um papel fundamental . favorecendo assim uma maior segurança e rapidez no atendimento ao paciente cirúrgico. instrumento de trabalho "é uma coisa ou complexo de coisas.)... sendo que cada elemento desempenha uma tarefa.tendo este avançado muito nas últimas décadas. segundo as falas das enfermeiras..Para MARX (1985).. a enfermeira de centro cirúrgico não só utiliza alguns instrumentos de trabalhos.. No trabalho da enfermaria de centro cirúrgico. "organização do ambiente em que o doente está inserido. o cuidado e a administração".. O uso destes instrumentos é bem evidente em todos os centros cirúrgicos estudados. por exemplo. reduzindo assim o índice de infecção do paciente cirúrgico no período trans -operatório. os trabalhadores inserem entre si mesmo e o objeto de trabalho e lhes serve para dirigir suas atividades sobre esse objeto (. são ressaltados também o aprofundamento quanto à Estando a enfermeira inserida no centro cirúrgico. Quanto ao conhecimento.. que identificamos através da representação das enfermeiras utilizadas para a realização de processo de trabalho destas. para a prevenção e controle da infeção. Quando à organização do ambiente. mas também. como a organização do ambiente. havendo assim uma divisão ao trabalho. assepsia e esterilização . unidade esta que envolve uma alta tecnologia. desde o seu funcionamento até a sua utilização ".. um órgão que acrescenta a seus próprios órgãos corporais".a limpeza do ambiente cirúrgico. Percebe -se que. e assim "toda a equipe deve paramentar -se e aplicar as técnicas corretamente".. sendo relatado pelas enfermeiras que "a cada momento recebemos um apare lho novo e necessitamos estudá lo. anti-sepsia e esterilização são "importante para os meios de trabalho da enfermeira" e que é "importante o controle rigoroso da esterilização dos materiais e seu manuseio"..organização do ambiente. o desenvolvimento e o aprimoramento das técnicas também foram observados. o cuidado e a administração. de acordo com objeto de trabalho. O apare cimento de novos instrumentos de trabalho da enfermeira em centro cirúrgico surgiu graças ao desenvolvimento do conhecimento que. foram os envolvem o paciente. ou ainda. anti-sepsia.. "a tecnologia é importante pois oferece uma assistência mais qualificada ao paciente". isto é.. instrumentos de trabalho devem ser utilizados para acompanhar os avanços tecnológicos no setor saúde. Por exemplo. Concomitantemente com a tecnologia. transfere o manejo e a execução destes par a o atendente e auxiliar de enfermagem dando conta assim do projeto de trabalho médico. O trabalho da enfermagem em centro cirúrgico é especial izado e coletivo. o conhecimento cientifico sobre a assepsia. da cura dos corpos dos pacientes cirúrgicos e também da finalidade do trabalho da enfermeira .

.. "depende dos elementos que compõe m a equipe". Como é um trabalho coletivo. As normas e rotinas possibilitam a prev isibilidade. como em quantidade para o processo cirúrgico. ou "colocação da placa de bisturi. orientando as funções de seus administradores e abrangendo horizontes mais amplos de modo a visualizar o hospital como um todo orgânico. cuidado com o paciente e gerenciamento da utilidade tem como ponto de referência a comunicação. promove assim segurança ao paciente. As normas e rotin as na unidade de centro cirúrgico são seguidas com muito rigor. O administrar é um meio para a transformação do ato cirúrgico. isto se faz necessário. sistêmico e estrutural". A observação é um dos instrumentos de trabalho que permeia toda a unidade .. A comunicação tanto escrita como verbal também identificada como um instrumento de trabalho tanto da enfermeira quanto da equipe de trabalho de centro cirúrgico. O controle de infecção é fundamental no processo de trabalho em centro cirúrgico.... derramando anti -séptico" ou ainda "material inadequado para cirurgia". enquanto que para são o diagnóstico e a técnica cirúrgica. teste de seleção de materiais e controle das cirurgias suspensas". "o paciente cirúrgico deve receber o melhor tratamento possível". horário de funcionamento que deve ser rigoroso. o cuidado ao paciente também está presente na administração.. todas as ações são previsíveis por todos. .. desinfecção do ambiente cirúrgico. bem Como o andamento do serviço. O controle para evitar infecção parece -nos que é o ponto mais importante para a enfermeira de centro cirúrgico. sendo prescri ções de . As normas e rotinas no centro cirúrgico compreendem um conjunto de medidas relativas a "uniforme próprio para o centro cirúrgico. A observação é um instrumento que possibilita a capacidade de reflexão.. uma vez que uma pequena falha na identificação do p aciente "ou na "colocação de um aparelho errado". isto é. Outro instrumento identificado foi a observação. favorecendo assim a qualidade da assistência. Todo aspecto de organização do ambiente.. caso contrário. referindo -se ao trabalho de FAYOL (1968) argumenta que se focaliza a estrutura formal da organização e "sua teoria do processo administrativo se fez presente na organização hospitalar. escalas cirúrgicas que devem ser elaboradas com 24 horas de antecedência. julgamento e tomada de decisão da enfermeira em centro cirúrgico. "serviço não anda".. pois. são fatores que podem prejudicar o paciente. parcelado entre vários agentes. A operacionalização das normas e as rotinas também foram observadas por nós e relatadas pelas enfermeiras em sua prá tica profissional. materiais e equipamentos que devem estar disponíveis tanto em qualidade.rigor com que a enfermeira solicita aos seus funcionários no que se refere "a assepsia" na execução das técnicas. o qual deve permear todos os momentos do trabalho. As enfermeiras relatam "que deve haver uma comunicação efetiva no centro cirúrgico"...a organização de todo o ambiente.

Anais. Latino -am. 03. LEITE. Latino -am. 04. 395 p. Associação Brasileira de Enfermagem.C. et. Anais.P. Latino -am. ALMEIDA. ALCÂNTRA. Tese (Doutorado) . Universidade de São Paulo.. p 31. A prática da enfermagem como subsídio para a formação enfermeiro. Rev. Universidade de São Paulo. São Paulo. 125p. CORREIA.P. CASTELLANOS.v. 41.C.F. Universidade de São Paulo.. 1989. 1979. enfermagem . p.C. São Paulo: Cortez. 53-59. 1 . Universidade de São Paulo. 1 .p. H.Escola de Enfermagem.. 10. Tese (Cátedra) Escola de Enfermagem. ROCHA. Florianópolis. 1979.julho 1993 Referências Bibliográficas 01. DANNA. A enfermagem moderna como categoria profissional: obstáculos à sua expansão na sociedade brasileira.E. 1978. 06. 2 . enfermagem .. 1968. ed. Novo processo de supervisão de enfermagem hospitalar. São Paulo. 1986. 2 .julho 1993 33 .v. 1985. CASTRO I. São Paulo: Atlas.E. T. Tese (Doutorado) Escola de Enfermagem. Brasília: Associação Brasileira de Enfermagem.S.Ribeirão Preto . ALMEIDA. Tradução de Irene Boyano e Maria de Souza. 21-34 .1978. M. p 43. Análise da função do circulante de sala de operações de acordo com a metodologia sistêmica de organização de recursos humanos.. Ribeirão Preto. p. 21-34 . al.p. O trabalho do enfermeiro: a procura e o encontro de um caminho para o seu estudo: da abordagem mecânico-funcionalista à pesquisa emancipatória. O saber da enfermagem e sua dimensão prática.P.. V. São Paulo: Edicom. Os desafios da enfermagem nos anos 90. Reflexo sobre a prática de enfermagem. M. 1989. M. Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. et.. B. JOUCLAS. 1963. 09.Ribeirão Preto . Florianópolis.Ribeirão Preto . 1989. M.julho 1993 32 02. 1989. ed. G. 165 -176. Anais. al. 7. Ensinando observação: uma introdução.147. M. CARVALHO.M. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM. 30. p. In: A PRÁTICA DA ENFERMAGEM E O CURRÍCULO DE GRADUAÇÃO.n.T.A. U.n. 08. Rev. 1987. Ribeirão Preto.Y.v. 2 . 214 p. 07. 41. enfermagem . ALMEIDA. Florianópolis. Anais. 05. Anais.G. Belém. V. 1984. Administração industrial e geral. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM . CASTELLANOS.como proceder na coordenação do trabalho coletivo. M. FAYOL.B. MATTOS. 11.P. Associação Brasileira de Enfermagem. B. Associação Brasileira de Enfermagem. 1 . A situação da enfermagem nos anos 90. Fortaleza. IN: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM.P. 2. 30.n. 1987. 1985. Rev. 21-34 . In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM. Fortaleza.p.

São Paulo. 15. Universidade de Brasília. O processo de trabalho de saúde. 16. Os aspectos que consideramos neste item são referentes à escala de funcionários (escala . que é um dos principais instrumentos de trabalho da enfermeira de centro cirúrgico e. de S.p. 21-34 . Latino-am. 1992. o controle e a supervisão são os mais utilizados pelas enfermeiras de centro cirúrgico. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo/Departamento de Medicina Preventiva.A.. promovendo dessa forma um ambiente mais adequado possível. O desafio do conhecimento.v. Notamos que. São Paulo. 1985.C. que no nosso entender deve ser melhor estudado para que haja uma aplicação prática mais efetiva desse processo de trabalho.) 13. o cuidado indireto e o administrar o centro cirúrgico. MAGNANI. Ruth C. Os instrumentos de trabalho identificados pela enfermeira de centro cirúrgico foram: o conhecimento.. TREVISAN. no ano de 1988. 14. 1 . K.n. o bom senso. enfermagem . a observação...Ribeirão Preto . (Org. Com relação à finalidade consideramos como sendo a organização do ambiente em centro cirúrgico. Tradução de Regis Barbosa e Flávio R. as enfermeiras se preocupam com a solicitação da equipe médica do que propriamente com questão administrativa. Hucetec/Abrasco. Enfermagem hospitalar: administração & burocracia. In: CARDOSO. J. MINAYO. O processo administrativo é utilizado em todos os momentos do processo de trabalho de enfermeira de centro cirúrgico. Rev. Rio de Janeiro: Paz e Terra. O capital: crítica da economia política. 1986.B. "vamos aguardar a cirurgia termin ar para tomarmos uma postura ". MENDES-GONÇALVES.12.. ou ainda "vamos aguardar o cirurgião checar para chegarmos a uma conclusão melhor. MARX. TREVISAN (1988) No processo administrativo. O bom senso também ocorreu em alguns momentos dos relatos realizados pelas enfermeiras como. a comunicação. normas e rotinas.. Discurso e representação. ou de como os baloma de kiriurna podem reencarnar-se nas atuais pesquisas. L. o qual esta va voltado para organização do ambiente em que o doente estava inserido. "as decisões devem s er tomadas com cautela e com muita reflexo por nós". 1988. pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo.julho 1999 Fonte: Scielo A análise permitiu-nos apreender o trabalho da enfermagem em centro cirúrgico. M. Acreditamos que o bom senso é um instrumento de trabalho que deve permear todo o processo de trabalho de enfermeira. o controle e a supervisão. Brasília: Ed.G. A aventura antropológica: teoria e pesquisa.. 1988 31 p (Mimeografado). R. M. 2 . 2. ed.. cujo produto é manter o pacient e no ambiente de sala de cirurgia livre de infecções.C. Köthe.

2 (11.de serviço diário.há o reconhecimento de que essa "assistência é fragmentada".3%) estão na faixa etária dos 20 -30 anos... as enfermeiras relatam que recorrem a livros e revistas". No objeto "administrar" em algumas falas das enfermeiras.. que é o cuidar do paciente durante do ato cirúrgico. 23 (5.8%) na faixa etária acima de 40. O processo administrativo é um meio que a enfermeira utiliza para coordenar o trabalho coletivo. * Instrumento de Trabalho Ainda sobre o "cuidar" as mesmas referem que "o contato com o paciente é mínimo. e se o equipamento está em funcionamento e é adequado".40 anos e apenas 1 (5. bem como a satisfação potencial dos carecimentos (N. quando é possível" . em 1988 existiam 405 enfermeiros. que "as atividades burocráticas são muitas".6%) desenvolviam sua prática na unidade de centro cirúrgico. .) e este por sua vez conterá a realização das potencialidades inscritas no objeto de trabalho. sendo este manifestado pela preocupação com o ambiente. sendo que a coleta de dados foi realizada com apenas 17 enferm eiras.. férias..7%) na faixa etária dos 30 . e não é "explicado ao paciente o procedimento a que será submetido" e . "não há trabalho de acompanhamento ao paciente nos períodos pré. falta s. através da observação. havendo um distanciamento entre as verdadeiras necessidades do serviço e a prática realizada." * Produto e Finalidade produto (P. 4.. trans e pós operatório" e a enfermeira tem consciência que falta um planejamento da assistência ao paciente no período trans operatório". das quais 349 (86. CONSIDERAÇÕES FINAIS fisiopatologia e à técnica.) que desencadeiam todo o processo. geralmente na recepção do centro cirúrgico. Verificamos que. não há um planejamento para a prática administrativa.1%) atuantes nos hospitais onde coletamos os dados. bem como da sala de cirurgia escalada). e nfim a preocupação com o paciente passa através de outras atividades subjacentes ao cuidado direto. Desse total.Outro aspecto considerado também é que "o médico não espera a enfermeira conversar com o paciente cirúrgico.. mas é um cuidado indireto.. procuram "visitar outros centros cirúrgico s com o objetivo de aprimorar os conhecimentos nessa área". 14 (82. ainda participam "de eventos científicos" e também verificamos." No município de Ribeirão Preto. que "não sobra tempo para a assistência" e o "número de enfermeiras que atuam no centro cirúrgic o é mínimo. quanto ao material se está adequado para a cirurgia".. o mais organizado possível e o material deve ser esterilizado de maneira mais correta.. que as mesmas "solicitam orientação aos cirurgiões e também aos demais elementos da equipe de enfermagem".. controle de folgas. Observamos que o cuidado ao paciente ressalta -se nas representações das enfermeiras... em virtude de que 06 delas encontravam -se afastadas do trabalho..

dentre outros e também a equipe de enfermagem subdividida em quatro categorias: enfermeiras.Quanto ao sexo.4%) estão na faixa de 4 a 6 salários mínimos e 4 (23. as 17 (100%) enfermeiras do centro cirúrgico são do sexo feminino. A grande maioria cursou habilitação em enfermagem Médico -Cirúrgico. epidemiológico . Em relação ao tempo de trabalho. sendo essa coerente com a prática atual e.45%) de 2 a 5 anos e 7 (41. (1989). todos ocupando o mesmo espaço. o trabalho que vamos discorrer neste estudo será o relacionamento especificamente com o modelo clínico (individual). 5 (29. O trabalho no centro cirúrgico faz parte do trabalho em saúde e tem como característica o trabalho coletivo. durante e após a cirurgia.a cirurgia . Os dados nos mostram que quanto ao salário r ecebido pelos enfermeiros 13 (76. 3. 2 (11. * Portanto.6%) de 6 a 8 salários mínimos.8%) cursaram Médico Cirúrgica. buscaram -no . A grande maioria cursou habilitação em enfermagem Médico -Cirurgia.no qual procure-se controlar a doença no meio social. anestesistas. Assim. centrado na área hospitalar. no que diz respeito à faixa etária. perceberam que essa nova tarefa exigia -lhes maior aprimoramento de conhecimentos técnicos.6%) 40 horas semanais.2 .1 . apenas uma pequena parcela tem curso de especialização.7%) Saúde Pública e 4 (76. atuando no centro cirúrgico com outras enfermeiras. Quanto ao tempo de prática como enfermeira de centro cirúrgico registrou -se que 11 (64. evitando a incapacidade para o trabalho.Identificação dos Profissionais. técnicos de Rx e de laboratório.oferecendo condições para que a equipe médica e de enfermagem possam planejar as necessidades dos pacientes antes. O centro cirúrgico é uma área física do hospital. o início da prática da enfermeira em centro cirúrgico no município de Ribeirão Preto desenvolveu-se a partir da criação da Faculdade de Medic ina e da Escola de Enfermagem. correspondendo este ao modelo de assistência em saúde coletiva. al.O Processo de trabalho da Enfermeira em Centro Cirúrgico * Objeto de Trabalho Para o estudo da prática da enfermeira em centro cirúrgico foram utilizadas como referências as categorias do processo de trabalho formuladas por MARX (1985) e utilizada na enfermagem por ALMEIDA et. 3. auxiliares e atendentes de enfermagem. Segundo a entrevistada. com um a equipe multiprofissional equipamento e material de consumo adequado à execução do processo cirúrgico. realizado por vários profissionais como os cirurgiões. verificamos que 5 (29. técnicos. Segundo entrevista feita a BRANDANI (1988)**. Verificamos que a população é jovem. mas com uma divi são técnica de trabalho onde cada um exerce uma determinada tarefa. sendo que a sua finalidade é fornecer subsídios que propiciem o desenrolar do processo do ato terapêutico .1%) 5 anos ou mais de prática hospitalar.45%) têm de 5 meses a 2 anos. enfatizando a unidade de centro cirúrgico. e também quanto ao tempo de prática em centro cirúrgico.4%) têm jornada de trabalho até 36 horas e 4 (23.

analisar os fatores de desgaste. viabilizando a realização de cirurgias com o provimento de materiais.através de visitas e outros centros. "pouco desgastante". Com a criação da Escola de Enfermagem. Na análise dos dados. Metodologia: trata-se de um estudo quantitativo. A prática da enfermagem cirúrgica. abrangendo as atividades do cotidiano do circulante de sala como condições de trabalho e relacionamento. identificando-os por grau de desgaste. a Diretora desta unidade trouxe enfermeiras da capital do Estado para atuarem no Hospital e exercerem a função de docente. Aspectos de organização do trabalho como a circulação externa das salas de operações. dificultada pela falta de material e demora no atendimento para sua a aquisição ou os longos plantões de 12 horas são fatores que interferem no desgaste físico e mental deste grupo específico de trabalhadores. especificamente em centro cirúrgico. a necessidade de contratação de uma enfermeira recém formada para o desempenho das funções junto ao centro cirúrgico. O circulante de sala é um elemento da equipe de enfermagem. assim como para a tomada de condutas apropriadas para a prevenção ou diminuição dos fatores de desgaste. le vantamentos bibliográficos e orientações médicas. dessa forma. transversal e descritivo. atendimento às emergências. estava voltada para o ensino e a assistência. Crescendo a demanda de alunos de alunos nesta Escola. Objetivos: identificar quais são os fatores de desgaste percebidos pelos circulantes de sala de um centro cirúrgico. havendo. o maior grau de desgaste se deu no contato com os profissionais do sub-estoque. realizado com 21 circulantes de sala de operações de um Hospital Público Universitário. solicitações e necessidades no atendimento ao paciente. que com treinamento específico assume a assistência ao paciente na realização do ato anestésico-cirúrgico na sala de operações. Na coleta de dados utilizou-se um questionário com 15 questões. geralmente um auxiliar de enfermagem. Ele é o contato direto do paciente e dos elementos da equipe cirúrgica. os fatores desgastantes foram distribuídos em "nada desgastante". Resultados: como maior fator de desgaste destacamos a circulação externa de salas. Quanto ao relacionamento interpessoal. seguida pela falta de material. equipamentos. "médio desgastante" e "muito desgastante". . gerou -se a necessidades da atuação das docentes no Hospital apenas por um período parcial. Conclusão: a escolha do circulante de sala de operações como enfoque principal deste estudo justifica-se pelo papel relevante que este desempenha no cuidado direto ao paciente.

CONCLUSÃO 24 . TÉCNICOS E AUXILIARES DE ENFERMAGEM ENFª S TERESA SHIRLEY TATIANA 1 . Atende as seguintes especialidades: serviços cirúrgicos de cirurgia geral. Os profissionais que atuam no Centro Cirúrgico são: as equipes médicas (cirúrgica e anestesiologia). foi inaugurado no dia 27 de outubro de 1936. mas atende quadros eletivos dentro das especialidades citadas. ortopedia.ROTINAS PARA MANUSEIO DE MATERIAL PÉRFURO CORTANTE 8 .ROTINA PARA A ARRECADAÇÃO DE PERTENCES 18 . otorrinolaringologia.IMPRESSOS 23 .ROTINAS PARA PRECAUÇÃO PADRÃO 9 . vascular.ROTINAS PARA RECEBIMENTO DO PACIENTE NO CENTRO CIRÚRGICO 7 .ROTINA PARA PEDIDO DE SALA 15 .ROTINA PARA ENCAMINHAMENTO DE EQUIPAMENTO PARA A MANUTENÇÃO 17 . obstetrícia.ATRIBUIÇÕES DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM 5 .ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO ASSISTENCIAL 4 . unidade coronariana.ROTINAS PARA ENCAMINHAMENTO DE PEÇAS E MATERIAS PARA PATOLOGIA E LABORATÓRIO 13 . que têm como objetivo assistir adequadamente às necessidad es do paciente.ORGANOGRAMA 22 . administrativa e de higiene.ROTINA PARA CIRCULAÇÃO DE BOLSAS NO C.INTRODUÇÃO 2 . É um hospital de emergência.ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO COORDENADOR 3 .C. serviços clínicos de clínica médica.ATRIBUIÇÕES DO INSTRUMENTADOR CIRÚRGICO 6 . Cti.MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA ENFERMEIROS. plástica. oftalmologia. localizado à rua Mário Ribeiro nº 117 no bairro do Leblon cep: 22430 -160. neurocirurgia. 19 . .SOLICITAÇÃO PARA PEDIDO DE SANGUE E HEMODERIVADOS 20 .ROTINAS PARA UTILIZAÇÃO DE GLUTARALDEÍDO 21 .ROTINAS PARA ÓBITO PARCIAL 11 . buco maxilo e proctologia.BIBLIOGRAFIA 1 .INTRODUÇÃO O hospital Municipal Miguel Couto. de enfermagem. com capacidade para 480 leitos.ROTINA PARA O TRANSPORTE DEPACIENTE GRAVE 16 .ROTINAS PARA ÓBITO 10 .ROTINAS PARA RECEBIMENTO E ENCAMINHAMENTO PARA BIOXXI 12 .ROTINAS PARA CONFER NCIA DO CARRINHO DE PARADA 14 . pediatria.

Realizar planejamento estratégico de enfermagem. utilizando impresso próprio da instituição. Elaborar escala de conferência de equipamentos e supervisionar o cumprimento. supervisionar e avaliar o uso adequado de materiais e equipamentos. ressaltando a importância de uma assistência humanizada. Zelar pelas condições ambientais de segurança. e também intercorrências administrativas. tais como: almoxarifado. Cumprir e fazer cumprir as normas estabelecidas pelo setor de CCIH a todos que ingressem no C. licenças. compras. Verificar o agendamento de cirurgias em mapas específicos e orientar a montagem das salas. Avaliar continuamente o relacionamento interpessoal entre a equipe de enfermagem. . inevitáveis nesse tipo de trabalho. de forma harmônica e integrada para a segurança e eficiência do ato cirúrgico. Prever e prover o setor de materiais e equipamentos. para os usuários do serviço de saúde. garantindo o correto uso dos mesmos. Avaliar o desempenho da equipe de enfermagem. Realizar parecer técnico. conferindo faltas. Prover educação continuada. farmácia e etc. rotinas e procedimentos do setor. Conhecer a autorização da atualização da Vigilância Sanitária quanto a o Alvará de Funcionamento do Estabelecimento assistencial de Saúde (EAS) e do CC. Executar rotinas e procedimentos pertinentes à sua função. Participar de reuniões quando solicitado e promover reuniões com a equipe de trabalho. Orientar.estar do paciente e da equipe interdisciplinar. Realizar avaliação de desempenho da equipe. propondo soluções. Supervisionar e orientar o correto preenchimento do débito dos serviços de enfermagem.Pretendemos com esse Manual normatizar. devido a uma constante atualização de nossos conhecimentos perante a medicina. Propor medidas e meios que visem à prevenção de complicações no ato anestésico.cirúrgico. visando ao bem . padronizar e aprimorar a qualidade das ações dos profissionais de enfermagem.. conforme norma da instituição. Participar de reuniões e comissões de integração com equipes multidisciplinares. atrasos. devendo desta forma prover um instrumento facilitador. 2 . junto ao enfermeiros assistenciais. Notificar possíveis ocorrências adversas ao paciente. Atuar e coordenar atendimentos em situações de emergência.ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO COORDENADOR Participar da elaboração de nor mas. Esperamos também que as boas relações humanas e o profissionalismo sempre prevaleçam sobre as tensões. Verificar a presença dos funcionários no setor. Elaborar escalas mensais e diárias de atividades dos funcionários (férias).C. É importante ressaltar que este manual está sujeito a modificações. relacionado a compra de matariais. estando aberto a críticas e sugestões. realocando-os.

Realizar inspeção física no paciente na entrada da sala de operações.ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO ASSISTENCIAL Realizar plano de cuidados de enfermagem e supervisionar a continuidade da assistência prestada aos pacientes cirúrgicos. Informar as condições clínicas para o enfermeiro da Unidade Intermediária (UI) e / ou Centro de Terapia Intensiva (CTI).Zelar para que todos os impressos referentes à assistência do paciente no CC sejam corretamente preenchidos. Prever e prover o CC de recursos humanos e materiais necessários ao atendimento em Sala de Operações (SO). Acompanhar o paciente à SO. caso haja necessidade. Participar do planejamento de reformas e /ou construção da planta física do setor. Atuar junto ao chefe de equipe de anestesia e cirurgia na liberação das salas. Orientar a desmontagem da sala cirúrgica e o encaminhamento de materiais especiais. Providenciar a arrecadação dos pertences dos pacientes e anotar em livro próprio. Recepcionar o paciente no CC. acompanhando o paciente sempre que possível. Manter ambiente cirúrgico seguro tanto para o paciente quanto para a equipe multiprofissional. Colaborar no ato anestésico caso haja necessidade. Supervisionar o serviço de limpeza. 4 . para a realização das cirurgias. 3 . Supervisionar o serviço de limpeza. Checar resultados de exames laboratoriais realizados no transoperatório.ATRIBUIÇÕES DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM . Providenciar a manutenção de equipamentos junto aos setores competentes. Avaliar o correto posicionamento do paciente para o ato anestésico -cirúrgico. prontuário. Realizar escala diária de atividades dos funcionários. certificando se do correto posicionamento de catéter es. Providenciar a manutenção de equipamentos junto aos setores competentes. Atuar junto ao chefe de equipe de anestesia e cirurgia na liberação das salas. Solicitar e verificar o mapa de sangue. sondas e drenos. certificando -se do correto preenchimento dos impressos próprios do CC. Priorizar o atendimento aos pacientes dependendo do grau de complex idade clínico e cirúrgico. Supervisionar as ações dos profissionais da equipe de enfermagem. Checar a programação cirúrgica previamente. Conferir o material permanente e psicotrópicos do setor. Auxiliar na transferência do paciente da mesa cirúrgica para maca realizando breve inspeção física para detectar possíveis eventos adversos e certificando se do correto posicionamento de catéteres. sondas e drenos. Auxiliar na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica. Checar materiais e equipamentos necessários ao ato cirúrgico. pulseira de identificação e exames pertinentes ao ato cirúrgico. Realizar relato em livro de ordens e ocorrências. Realizar sondagem vesical.

em que a cirurgia está escalado. Iniciar a degermação das mãos. drenos e etc. Verificar o funcionamento da iluminação da SO. sondas e drenos. Utilizar corretamente equipamentos. Priorizar os procedimentos de maior complexidade. da equipe multiprofissional. Proceder arrumação da mesa cirúrgica. 5 . com o monitor. Verificar. Notificar o enfermeiro responsável sobre possíveis intercorrências. descritas no planejamento de assistência realizado pelo enfermeiro assistencial do CC. Auxiliar no correto posicionamento para o ato cirúrgico. Remover sujidades dos equipamentos expostos e das superfícies. Ter como norma o Código de Ética Profissional do COREN. Auxiliar na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica. Receber o paciente no CC. compressas e gases como fator de segurança para o paciente. Solicitar ao circulante de sala algum material que esteja faltando na sala como fios. Zelar pelo correto manuseio de equipamentos. . Abrir os materiais estéreis dentro de técnicas assépticas. Auxiliar o anestesiologista na indução/reversão do procedimento anestésico. Comunicar ao enfermeiro defeitos em equipamentos e materiais. conforme orientação do enfermeiro. descartáveis e roupas. Participar de treinamentos e programas de desenvolvimento oferecidos. Prover a SO com material e equipamentos adequados. Manter a ordem e a limpeza no seu ambiente de trabalho. Auxiliar na transferência do paciente da mesa cirúrgica para a maca. Solicitar a presença do enfermeiro sempre que necessário.Cumprir normas e regulamentos da instituição. Estar ciente das cirurgias marcadas para a sala de sua responsabilidade. Encaminhar peças exames e outros pedidos realizados no transcorrer da cirurgia. levando em consideração as orientações do setor de controle de infecção da instituição. certificando se do correto posicionamento de cate teres. Participar de reuniões com seus líderes quando solicitado. Verificar o funcionamento dos gases e equipamentos. após o início da anestesia do paciente. certificando se do correto posicionamento de cateteres. na dúvida perguntar ao cirurgião. Controlar materiais. Tomar providências para a manutenção da temperatura adequada da sala. Auxiliar na paramentação da equipe cirúrgica. com a ajuda do monitor. materiais permanentes. Verificar a limpeza de paredes e do piso da SO. Realizar a desmontagem da SO. Preencher corretamente todos os impressos pertinentes ao prontuário do paciente e a instituição. de acordo com cada tipo de cirurgia e as necessidades individuais do paciente. Verificar. sondas e drenos.ATRIBUIÇÕES DO INSTRUMENTADOR CIRÚRGICO: Observar as normas e rotinas do setor. qual o instrumental necessário para a cirurgia. Zelar pelas condições ambientais de segurança do paciente.

se necessário. Conferir o número de compressas e gazes entregues ao cirurgião. Atender as solicitações dos cirurgiões no decorrer da cirurgia. Encaminhar ao expurgo todo o instrumental.ROTINAS PARA RECEBIMENTO DO PACIENTE NO CENTRO CIRÚRGICO Receber o paciente. Auxiliar na paramentação da equipe cirúrgica. utilizar uma pinça para descartá-los. Manter o paciente aquecido. Desprezar o conjunto de agulha e seringa. Substituir o recipiente quando estiver com ¾ do volume. quando prestam cuidados aos pacientes ou manuseiam .Realizar a conferência do instrumental cirúrgico e comunicar ao circulante. Registrar todos os cuidados de enfermagem prestados diretamente ao paciente e a evolução. confirmar informações sobre o jejum (a partir de que horário). as doenças anteriores. que deve estar com camisola. quando necessário. passando o instrumental. as alergias. Transportar a caixa de material pérfuro cortante em recipiente próprio. se necessário fazê -lo com técnica passiva. Colocar o paciente na mesa cirúrgica de modo confortável e seguro. Ao término da cirurgia re-conferir o instrumental. Encaminhar o paciente à sala de cirurgia. Auxiliar o anestesiologista durante a indução anestésica. Procedimento: Não reencapar agulha. 7 . Preservar a segurança física e emocional do paciente. retirada de objetos como próteses dentárias. no CC. Manter a mesa em ordem e o instrumental limpo no decorrer da cirurgia. Retirar os campos. agulhas de suturas. com cobertor ou manta térmica (a manta térmica propicia um aquecimento controlado e mais eficaz). Proteger a pele do paciente durante a anti-sepsia com produtos químicos. Manter o paciente aquecido. Desprezar todo material perfuro cortante em recipiente próprio. 6 . Realizar prescrição de enfermagem para o pós operatório no final do procedimento. em baldes próprios. Rever prescrição de enfermagem e alterando-a.ROTINAS PARA PRECAUÇÃO PADRÃO São medidas de proteção que devem ser adotadas por todos os profissionais de saúde. Auxiliar a equipe cirúrgica a posicionar o paciente para cirurgia. Desprezar o material perfuro cortante em caixas próprias. apresentar-se. 8.ROTINAS PARA MANUSEIO DE MATERIAL PÉRFURO CORTANTE Essas rotinas tem por finalidade prevenir os acidentes com material biológico. Realizar a lavagem do material. Realizar o cateterismo vesical. Manter a família informada sobre o andamento da cirurgia. Como condutas de segurança. Não manusear diretamente bisturis. verificar nome e prontuário.

Descontaminação de artigos e equipamentos. Consistem em: Lavagem das mãos.artigos contaminados. em caso de contato com sangue e fluídos corporais. retirando -as após prestar a assistência. Proteção facial. Uso de luvas de procedimento. Lavar as mãos após a retirada das luvas. Mauseio correto de artigos e roupas contaminadas. Uso do avental. . independentemente de doença transmissível comprovada. antes e após ter contato com o paciente. Manuseio correto de material pérfuro cortante. Descontaminação de superfícies ambientais.

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