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S.

Martinho
Martinho, um valente soldado,
Cavalgava para a sua terra
De Itália tinha voltado
E França estava à sua espera

Montado num lindo cavalo


O cavaleiro Martinho
Atravessava uma serra
Por um longo caminho

Na serra estava frio


Mas Martinho agasalhado estava
Até no seu próprio cavalinho
Os dentes tiritavam

Eis que o seu olhar vislumbra


Alguém que gemendo, sofria
A sua alma generosa
De compaixão se enchia

Era um pobre mendigo


Que ali, com aquele frio,
A Martinho auxílio pediu

Este, sem hesitar,


Na sua espada pegou
E, num instante, em duas
A sua capa cortou

Com um sorriso nos lábios,


Nas mãos do mendigo deixou
Uma metade da sua capa
A outra para ele ficou

E um milagre se deu:
Perante tanta bondade
Até o mau tempo se esvaneceu

Começou a brilhar o Sol


Em forma de agradecimento
Àquele cavaleiro audaz
De tão nobre sentimento

Foi assim que nasceu


O dia de S. Martinho
Que, se Deus me deixar,
Hei-de comemorar este aninho.
Ana Rita, nº 1, 8º B