UNIVERSIDADE SALVADOR – UNIFACS  Curso: Ciência da Computação  Disciplina: Fundamentos de Matemática para Computação I  Professor: Armando Peixoto  Aluno: ______________________________________________ 

Notas de Aulas 

LÓGICA FORMAL 

Salvador, julho de 2006. 

Piada sobre Lógica 
  ⁻ Um caipira encontra um professor com um livro debaixo do braço. Pergunta,  então:  ⁻ ⁻ ⁻ ⁻ O que isso, moço?  É um livro de Lógica!, reponde o professor.  Lógica? Pra que serve isso?  Lógica é uma coisa que ajuda a gente a raciocinar, a tirar conclusões. Por  exemplo, Você tem cachorro em casa?, pergunta o professor.  ⁻ ⁻ ⁻ ⁻ ⁻ ⁻ ⁻ ⁻ Tenho, sim senhor.  Então, quando você chega em casa, ele faz festa.  Faz, sim senhor.  E daí, traz seu chinelo na boca.  Traz, sim senhor.  Então você não tem chulé!  É verdade! Qui maravilha, sô!  Viu? É assim que funciona a Lógica. 

O caipira, empolgado com o que aprendera, compra o livro de Lógica e vai mostrar  a um amigo:  ⁻ ⁻ ⁻ ⁻ ⁻   Cumpadre, veja que trem bão é a Lógica!  Lógica? Que é isso?  Deixa eu mostrar procê: Ocê tem cachorro em casa?  Não, responde o amigo.  Então ocê tem um chulé brabo, cumpadre! Não é verdade? 

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.......  Tautologias ou proposições logicamente verdadeiras ............................... 19  ............................................................................................... Forma Normal das Proposições .....................................................................................................  Proposições equivalentes  ............................ 2.......................... 5  4..................... Referências Bibliográficas ......................................................................................................  Relação de Implicação ........................................................................................................................ 5  3.......................................................................................................................... 13  ................................................................................................................... 12  6.. 14  10............. 14  11............................................. 11  5..........................  O que é uma Proposição? ...........................................................................  Quantificadores...................... Método Dedutivo .......................................................... 16  14......... 16........................................................ 15  13. 15  12............ 14  9...................................................  Negação de proposições com quantificadores ...ÍNDICE      1. 16  15.................................................................................... 8.... 24  3 ..... 4  ............................. Argumentos .......  Negação de uma proposição simples ............................  Relação de Equivalência ................... Forma Normal Conjuntiva (FNC) ................................................ Exercícios  ..................................  Proposições compostas e seus conectivos ....................................... Forma Normal Disjuntiva (FND) ....................... 12  7......................................................................

1. logo não declarativa. Não é uma proposição. Seguem exemplos de proposições envolvendo a sentença aberta citada acima: i) x 2 − 1 = 0 para x = ±1 (V). Pelos dois princípios anteriores temos que: Toda proposição tem um e somente um dos valores lógicos. c) Ela é muito talentosa. ii) ∀x ∈ R. O que é uma Proposição? 1. Definição: Chama-se proposição a todo conjunto de palavras ou símbolos que exprimem um pensamento completo. e mesmo que estivesse teríamos uma controvérsia. x 2 − 1 = 0 (V) e iv) ∃ | x ∈ R . b) Viva o curso de Ciência da Computação! Temos uma frase exclamativa que não é uma oração declarativa. 1. É uma proposição já que é falsa ou verdadeira. Expressa uma sentença aberta (função proposicional). x 2 − 1 = 0 (F).2. x 1. pois “ela” não está especificada. f) u: ∀ x ∈ R. satisfazendo as seguintes premissas (ou axiomas): a) Ser verdadeira (V ou 1) ou falsa (F ou 0) não admitindo qualquer outra possibilidade (Princípio do Terceiro Excluído). 4 .3. Nota: Para transformar uma sentença aberta numa proposição.1. Não é falsa nem verdadeira. x 2 − 1 = 0 (F). basta atribuir valores às variáveis existentes ou fazer uso dos Quantificadores Universal e/ou Existencial. Exemplos: a) p: A lua é um satélite da terra – Valor lógico (V) b) q: Nos EUA o inglês é a língua oficial – Valor lógico (V) c) r: Todo número que divide 12 divide 6 – Valor lógico (F) d) s: Dez é menor do que sete – Valor lógico (F) e) t: Existe vida em outros planetas. d) x 2 − 1 = 0 . b) Não ser verdadeira e falsa simultaneamente (Princípio da Não-Contradição). x = 1 – Valor lógico (F). iii) ∃ x ∈ R . verdade ou falsidade. os quais serão estudados na página 14. Contra-Exemplos: a) Que dia é hoje? Temos uma frase interrogativa que não é uma oração declarativa.

b) p ∨ q .1. ~s: 7 é um número par (F). Tipos de símbolos lógicos: a) p ∧ q . A negação da negação de uma proposição p tem o mesmo valor lógico de p. ~ (~ (~ (L ~ (p)))) ≡ ⎨ 14244 4 3 ⎩ ~p se n é ímpar n 3. Lê-se: p ou q c) p ∨ q . Proposições compostas e seus conectivos 3. transformando em “canto ou assovio”. Mais geralmente podemos escrever: ⎧ p se n é par . quando não houver duplicidade de interpretação.Disjunção (inclusiva). ~q: 5 ≤ 3 (F) c) r: π ∈ Q (F). a negação de p é a proposição que indicaremos por ~p. desta forma podermos dispensar o primeiro “ou”. ~p: Paris não é capital do Japão (V) b) q: 5>3 (V). Definição: Chama-se de proposição composta aquela formada pela combinação de duas ou mais proposições simples. basta escrever “p ou q”. Lê-se: p e q.Disjunção Exclusiva. Negação de uma proposição simples Dada uma proposição p. Embora. Outro exemplo. Lê-se: ou p ou q. cujo valor lógico é verdadeiro quando p é falso e cujo valor lógico é falso quando p é verdadeiro. 5 . Segue abaixo uma tabela-verdade para representar este fato. ligadas por conectivos (símbolos lógicos). ~r: π ∉ Q (V) d) s: 7 não é um número par (V). como por exemplo: o aluno após as avaliações será aprovado ou reprovado.Conjunção. “ou canto ou assovio”. p V F ~p F V Exemplos: a) p: Paris é capital do Japão (F).2.

“Platão era grego e Pilatos era romano” são proposições que representam conjunções de proposições simples. q p é condição necessária e suficiente para q Bi-condicional p↔q Condicional p→q Disjunção 3. Tanto p como q. também. Por exemplo. Lê-se: “Se p. Observe a tabela-verdade abaixo. uma proposição do tipo p ∧ q é verdadeira apenas quando p e q são verdadeiras simultaneamente.. mas.2. Conjunção: Quando duas proposições simples p e q estão ligadas pelo conectivo ∧ . então q p. e somente se q” ou “p é condição necessária e suficiente para q” ou “q é condição necessária e suficiente para p”. e. “Caetano Veloso é baiano e 2 + 2 = 5 ”. e) p ↔ q – Bicondicional.d) p → q – Condicional. então q” ou “p é condição suficiente para q” ou “q é condição necessária para p” ou ainda “q. se p”. se p q segue de p p é uma condição suficiente para q q é uma condição necessária para p p se. Lê-se: “p se. O conceito ∧ traduz um sentido de simultaneidade. Ademais.. temos: Expressão em Português Conectivos Lógicos Expressão Lógica não p É falso que p.. mas também q.. Não é verdade que p. logo q p somente se q q. e somente se. isto é. Conjunção Negação ~p p∧q p∨q apesar de ou Se p. além disso. embora. Não só p. 6 . assim como. a proposição composta resultante é chamada conjunção de p com q.

a proposição composta resultante é denominada disjunção de p com q.3. Disjunção inclusiva ou simplesmente Disjunção: Quando duas proposições simples p e q estão ligadas pelo conectivo ∨ . na linguagem natural. “Irei ao cinema ou ao teatro” traduz uma idéia de exclusão. Observe a tabelaverdade a seguir: p∨ q V V V F 7 p V V F F q V F V F . John Venn) e o circuito de chaveamento correspondente. A conjunção goza das seguintes propriedades: comutativa. Por exemplo. o conectivo ou é sempre usado com o sentido não-exclusivo. enquanto que em “Amanhã choverá ou fará frio” o que se pretende garantir é a ocorrência de pelo menos um dos fenômenos. tem um elemento neutro (o valor lógico 1) x ∧ 1 = x e possui um elemento absorvente (o valor lógico 0) x∧0=0. associativa. Na Lógica Formal. A partícula ou. no entanto. ou ocorre aquilo). sendo possível que ambos ocorram.p V V F F q V F V F p∧q V F F F Construir em sala de aula o diagrama de Venn (matemático britânico do século XIX. A disjunção só é falsa se p e q forem falsas. como a de que pelo menos uma das hipóteses ocorre. pode traduzir tanto a idéia de possibilidades mutuamente exclusivas (ou ocorre isso. 3.

tais que x∨ ~ x = 1 e x ∧ ~ x = 0 . 3. Propriedades mistas: a) A disjunção é distributiva em relação à conjunção. A disjunção possui as seguintes propriedades: comutativa. c) Para todo elemento x.Construir em sala de aula o diagrama de Venn e o circuito de chaveamento correspondente. b) A conjunção é distributiva em relação à disjunção. 8 . tem um elemento neutro (o valor lógico 0) x ∨ 0 = x e possui um elemento absorvente (o valor lógico 1) x ∨1=1. existe um e um só elemento ~ x . associativa. Disjunção Exclusiva: “ou p ou q” p V V F F q V F V F p∨ q F V V F • Construir em sala de aula o diagrama de Venn e o circuito de chaveamento correspondente.4.

a condicional não será negada. como por exemplo: “Se o Bahia ganhar. a condicional exprime uma idéia do que é viável ou do que pode acontecer. “Se o pássaro canta. então não irei à Unifacs”. vá de táxi”. Em qualquer uma dessas situações. então está vivo” e “Se chover. Observe a tabela-verdade a seguir: p→q V F V V p V V F F q V F V F Construir em sala de aula o diagrama de Venn e o circuito de chaveamento correspondente. Por exemplo. a condicional é verdadeira. as proposições simples constituintes traduzem uma idéia de “causa” e “efeito”: é como se a segunda decorresse da primeira. então q.5. não será falsa. a condicional “se p. Algumas vezes. o “então” fica subentendido. caso o Bahia perca ou empate o jogo. Condicional: Se p. Ademais. em qualquer outro caso. mas isso traduz a idéia intuitiva de que. 9 . freqüentemente. Num condicional. então q” é falsa quando se tem. quando a condicional será falsa? A resposta é: apenas no caso de o Bahia vencer o jogo e João não oferecer o churrasco. Isto é. No nosso exemplo. Pode parecer um pouco estranho que a condicional “se p. não existe o compromisso de o “efeito” ocorrer. Como negar um condicional? No exemplo anterior. na linguagem corrente. ficará a critério de o João oferecer ou não o churrasco. não ocorrendo a “causa”. simultaneamente. João fará um churrasco” e “Se beber. quando a promessa feita por João terá sido quebrada? Ou seja. então q” seja verdadeira no caso em que a proposição p é falsa. p verdadeira e q falsa.3.

10 . ao passo que. a ordem de precedência observada entre as operações lógicas (conectivos) estudas anteriormente. causa e efeito da outra. p ∨ ( ~ q → q ∧ r ) é composta por uma disjunção. quando e somente quando a outra o for. simultaneamente. uma delas é verdadeira quando e somente quando a outra o for. elas afirmam a mesma coisa. e será falsa. como se cada uma pudesse ser considerada. Do ponto de vista da Lógica Formal.6. é de extrema importância. c) → (condicional). Portanto. a correta colocação de parênteses. ou seja. a proposição composta p ↔ q → r é da forma bi-condicional. intuitivamente. quando for o caso. e somente se q”. a proposição p∨ ~ q → q ∧ r encontra-se na forma condicional. que é a seguinte: a) ~ (negação). Esta ordem de precedência entre os conectivos tem a finalidade de permitir a identificação da forma da proposição composta.3. conforme mostramos a seguir: Assim. Bicondicional: “p se. d) ↔ (bicondicional). agora. Observe a tabela-verdade dada abaixo: p↔q V F F V p V V F F q V F V F Construir em sala de aula o diagrama de Venn e o circuito de chaveamento correspondente. Estabeleceremos. Quando duas proposições são logicamente bi- condicionadas. b) ∧ e ∨ (conjunção e disjunção). É como se uma delas acarretasse a outra e vice-versa.

Exemplo: Construir em sala de aula. Solução: 4. pede-se para convertê-la numa proposição condicional e numa proposição conjuntiva. Tautologias ou proposições logicamente verdadeiras Quando uma proposição composta possui sempre o valor lógico V. uma conjunção. Fazendo uso de parênteses na expressão anterior. esta proposição é denominada de Tautologia. independentemente dos valores lógicos das proposições simples. menos ainda.Exemplo: A proposição composta p → q ↔ s ∧ r é uma bicondicional e nunca uma condicional ou. 11 .

F). F) nem o par (F . Relação de Equivalência Sejam P e Q duas proposições quaisquer. então P → Q é uma Tautologia. Se P ⇔ Q. não ocorre o par (V . isto é. Exemplo: Construir em sala de aula 12 . então P ↔ Q é uma Tautologia. ou seja. Relação de Implicação Construída a Tabela-Verdade para P → Q. dizemos então que P → Q é uma implicação lógica e escreveremos P ⇒ Q. sendo P e Q duas proposições quaisquer (simples ou composta). a proposição P é equivalente à proposição Q e escreveremos P ⇔ Q se P ⇒ Q e Q ⇒ P. não acontecer de P ser verdadeira e Q ser falsa simultaneamente. se em nenhuma linha ocorre o par (V . Portanto. Exemplo: Construir em sala de aula 6. V). Se P ⇒ Q.5.

Proposições equivalentes Vamos. agora. estabelecer algumas proposições equivalentes de extrema importância para o estudo das proposições lógicas. faremos inicialmente o preenchimento da Tabela-Verdade abaixo usando as proposições expostas na legenda. Para estabelecermos tais equivalências. p V V F F q V F V F ~p ~q F F V V F V F V P Q R S T U X Y Z W A B C D E G Legenda: 1) P :~ ( p ∧ q) 4) S :~ p ∧ ~ q 7) X :~ p ∨ q 10) W : q → p 13) C :~ q →~ p 16) G : p ↔ ~ q 2) Q :~ p ∨ ~ q 5) T : p → q 8) Y :~ ( p → q) 11) A : ( p → q) ∧ (q → p) 14) D :~ ( p ↔ q) 3) R :~ ( p ∨ q) 6) U :~ ( p ∧ ~ q ) 9) Z : p ∧ ~ q 12) B : p ↔ q 15) E :~ p ↔ q Conclusões: Fazer em aula 13 .7.

Quantificador Universal (∀) que significa: Qualquer que seja. conservando-se o universo de definição (ou seja: os conjuntos dos números complexos. Negação de proposições com quantificadores A negação destas proposições é efetuada trocando-se o quantificador universal pelo existencial (ou vice-versa). irracionais. 10.3 10. p⇒q→ p.1. etc.1 C ⇒ p e p ⇒ T . racionais. algum. existe pelo menos um.8 ( p → q) ∧ p ⇒ q ( p ∨ q) ∧ ~ p ⇒ q p∧q⇒ p∨q. para todo. Vamos agora exemplificar a demonstração de implicações e equivalências por um método mais eficiente. Quantificador Existencial (∃) que significa: Existe. transformam-nas em proposições. C é uma contradição e T é p ∧ q ⇒ p (Simplificação). 10. todo. Os quantificadores mais usados são: 8. p ⇒ p ∨ q (Adição). 9. 8.5 10. onde p é uma proposição qualquer. etc. Quantificadores São expressões que. uma tautologia. (Modus Tollens). Exemplos: Demonstrar as seguintes implicações: 10.2 10. O quantificador “ ∃ | ” significa “existe somente um”.7 10. reais. acrescentadas às sentenças abertas. 14 . inteiros ou naturais) e negando-se a sentença aberta (ou seja: a função proposicional). denominado “Método Dedutivo”. (Modus Ponens).8.4 10.6 10.2. Método Dedutivo Todas as implicações e equivalências forma demonstradas até aqui pelo “Método das tabelas-verdade”. ( p → q ) ∧ ~ q ⇒~ p (Silogismo Disjuntivo).

( p → q ) ∧ ( p →~ q ) ⇔ ~ p . 11. quando muito. estão na forma normal (FN) as seguintes proposições: ~ p ∧ ~ q . ∧ e ∨ . a negação só incide sobre letras proposicionais. p →q⇒ p∧r →q. Exemplos: Demonstrar as seguintes equivalências: 10. os conectivos ~. Exemplificando. Há duas espécies de FN para uma proposição: a forma normal conjuntiva (FNC) e a forma normal disjuntiva (FND). b) ~ não aparece repetido (como ~ ~) e não tem alcance sobre ∧ e ∨ . ( p → r ) ∧ (q → r ) ⇔ p ∨ q → r . p → q ⇔ p∨q →q. e somente se. c) A disjunção ( ∨ ) não tem alcance sobre a conjunção ( ∧ ).15 10. 12. p ∧ q → r ⇔ p → ( q → r ) (Exportação-importação). e somente se.16 10.9 10. ~ ( ~ p∨ ~ q ) e ( p ∧ q ) ∨ ( ~ q ∨ r ) . ∧ e ∨ . ( p → r ) ∨ (q → s) ⇔ p ∧ q → r ∨ s . isto é.10 p ⇒~ p → q .11 10.14 10. são verificadas as seguintes condições: a) Contém. não há componentes do tipo p ∨ (q ∧ r ) . Forma Normal Conjuntiva (FNC) Definição: Diz-se que uma proposição está na forma normal conjuntiva (FNC) se.17 p → q ⇔ p ∧ ~ q → C (Redução ao Absurdo). 15 . que a seguir vamos definir e exemplificar. contém os conectivos ~.12 10.13 10. Forma Normal das Proposições Definição: Diz-se que uma proposição está na forma normal (FN) se. quando muito.10. isto é. ( p → q) ∨ ( p → r ) ⇔ p → q ∨ r .

b) ~ ((( p ∨ q ) ∧ ~ q ) ∨ ( q ∧ r )) . 13. ∧ e ∨ . os conectivos ~. isto é. 1 16 . c) p ↔ q∨ ~ r .K . estão na FND as seguintes proposições: ~ p∨ ~ q . a negação só incide sobre letras proposicionais. ( p → q ) ↔ ( ~ q →~ p ) . isto é. f) A conjunção ( ∧ ) não tem alcance sobre a disjunção ( ∨ ).K . estão na FNC as seguintes proposições: ~ p ∧ ~ q . simples ou compostas. ~ p ∧ q ∧ r e ( ~ p ∨ q ) ∧ ( ~ q∨ ~ r ) . Pn (n ≥ 1) e Q proposições quaisquer. Exemplo: Determinar a FNC das seguintes proposições: a) ~ b) ((( p ∨ q ) ∧ ~ q ) ∨ ( q ∧ r )) . não há componentes do tipo p ∧ (q ∨ r ) . Exemplificando. quando muito. e somente se. P2 . 14. Forma Normal Disjuntiva (FND) Definição: Diz-se que uma proposição está na forma normal disjuntiva (FND) se. P2 . 1 Definição: Chama-se argumento toda a afirmação de que uma dada seqüência finita P . Exemplo: Determinar a FND das seguintes proposições: a) ( p → q) ∧ (q → p) . Argumentos Sejam as proposições P . são verificadas as seguintes condições: d) Contém. p ∨ ( ~ q ∧ r ) e ( p ∧ ~ q ) ∨ ( ~ p ∧ ~ q ∧ r ) . Pn (n ≥ 1) de proposições tem como conseqüência ou acarreta uma proposição final Q.Exemplificando. e) ~ não aparece repetido (como ~ ~) e não tem alcance sobre ∧ e ∨ .

a validade dos seguintes argumentos: 17 . 1 b) Q decorre de P .As proposições P .K . Um argumento de premissas P . pretendemos justificar a verdade da conclusão a partir da verdade das premissas. 1 Observe que. Notemos que. Exemplos: 14.K . e a proposição Q diz-se a 1 conclusão do argumento. Duas condições. portanto. e somente se. ao construir um argumento. Pn e de conclusão Q indica-se por: 1 P . ou ainda P ∧ P2 ∧ K ∧ Pn |⎯ Q . através de atribuição de valores lógicos. Pn . estas duas condições são independentes. P2 . P2 . Pn acarretam Q. 1 Proposição: Um argumento P ∧ P2 ∧ K ∧ Pn |⎯ Q será válido se.K .1) Para os itens de a) até j). não podemos garantir a verdade da conclusão. P2 . Em geral. a condicional 1 P ∧ P2 ∧ K ∧ Pn → Q é tautológica. P2 . Pn .K . 1 Um argumento que consiste em duas premissas e uma conclusão chama-se silogismo. Pn |⎯ Q . P2 . mesmo argumentando de modo coerente. Pn dizem-se as premissas do argumento. um argumento válido NUNCA conduz a uma conclusão falsa.K .K . P2 . testar. 1 d) Q se infere de P . Pn . P2 . E mesmo partindo de premissas verdadeiras. Se pelo menos uma das premissas é falsa. 1 c) Q se deduz de P . se recorrermos a uma argumentação não coerente. são necessárias para que possamos garantir a verdade de uma conclusão: a verdade das premissas e o recurso a uma argumentação coerente. partindo de premissas verdadeiras. um argumento da forma P ∧ P2 |⎯ Q . é isso que garante a confiabilidade nos resultados da ciência. 1 1 e se lê de uma das seguintes maneiras: a) As proposições P .K . a verdade da conclusão não pode ser garantida. isto é.

4) Você foi convocado a participar do júri em um processo criminal. verifique se é um argumento válido ou um sofisma (argumento não válido) p∨ ~ q. p ∧ q |____ q d) p∨ ~ r . a faca estaria na gaveta. Além disso. ~ ( ~ p ∧ ~ s ) |____ ~ q → r . q → r . Mas todos sabemos que o 18 .P :p→q 1 a) P2 :~ q ∴~ p P :p→q 1 b) P2 :~ p ∴~ q c) P : p∨ ~ q 1 P2 : p → r P3 :~ r ∴~ q P : p∨q 1 d) P2 : p ∨ ~ q ∴p P : p∨q 1 P2 : q → r ∴~ p → r P :p→q 1 e) P2 :~ ( ~ p ∨ q ) ∴p P : p∨ ~ q 1 P2 : q ∧ r ∴p f) P : p∨q 1 P2 : q → r ∴~ p → r P : p∨q 1 P : p∨q 1 P2 : q → r g) P2 :~ p →~ q h) P3 :~ r ∴p ∴p i) j) 14. então a faca estava na gaveta e o martelo esta no celeiro. ~ ( ~ r ∨ q ) |____ ~ r →~ p e) ( p → q ) ∨ ~ r . q →~ r |____ ~p P :1+ x = 1 → x = 0 1 h) P2 : x ≠ 0 ∨ 2 x = 0 ∴ 2x ≠ 0 → 1 + x ≠ 1 g) P : p → (q → r) 1 P2 : s → ( t → v ) i) P3 : q → s ∧ t P4 :~ ( q ∧ v ) Q: p ↔ r 14. a) q →~ p. então Jason Pritchard não viu a faca. ~ ( ~ r ∧ s ) . p → q. Ou a faca não estava na gaveta ou Jason Pritchard viu a faca. se a faca estava lá no dia 10 de outubro.2) Testar a validade dos argumentos abaixo. ~ r → s. ~ (~ p) |⎯ ~ q c) p → q.3) Considerando a estrutura lógica abaixo. ~ s |____ ~ r f) ~ p ∨ q. O advogado de defesa argumenta: “Se meu cliente fosse culpado. Se a faca não estava lá no dia 10 de outubro. ~ s ∨ q |____ q P :x=0→x≠ y 1 P2 : x = z → x = y P3 : x = z Q:x ≠0 b) p →~ q. 14.

então x = 3 ou x = −3 . ando na praia P3 : Hoje é sábado Q: Hoje. e somente se. (g) Se existem boas mulheres. (c) Se não for o Curso de Ciência da Computação da Universidade Salvador. então todo homem será bem amado. (d) Se x 2 = 9 . P3 |⎯ Q sabendo-se que: 1 P : Se chove e é sábado. então as proposições falsas são: (a) ~ p → q (d) ( p ∧ q) → ( p∨ ~ q) (g) q∨ ~ (~ p) 3) A condicional ~ p → q é falsa. x ≥ 0 . Portanto.5) Testar a validade do argumento P .martelo não estava no celeiro. se penso em ti. (f) x ∈ R se. (i) “Se um dia eu fosse teu e fosses minha. (b) Se Rui Barbosa é soteropolitano. desista. o nosso amor conceberia um mundo e do teu ventre nasceriam deuses”. eu fico em casa ou ando na praia. Obtenha os valores lógicos das proposições p e q. xy = 1 . então fico em casa 1 P2 : Se não chove. ∃ y ∈ N. então é baiano. senhoras e senhores. Exercícios 1) Dar a negação das seguintes proposições: (a) A cidade é grande e não dorme. meu cliente é inocente”. O argumento do advogado está correto? Qual seria o seu voto? 14. (e) ∀x ∈ N. (j) ( p ∧ ~ q) ∨ ( p → q) (k) (~ q → p) ∧ ( p ∨ q) 2) Se p é falsa e ~q é verdadeira. (b) ~ p ∧ ~ q (e) p →~ q (c) p ∨ q (f) p ↔ q 19 . (h) Choro. P2 . 15.

∃ y ∈ R. x 2 − x + 1 > 0 (h) ( ) ∀ x ∈ R. ( x − 2) y = 0 (m) ( ) ∀ x ∈ R. x −1 ∈ R (b) ( ) ∃ x ∈ R. ∀ y ∈ R. são: (a) Se um número é par então termina em zero (b) Se um número não é par então não termina em zero (c) Um número não termina em zero ou é par 6) Sejam as proposições: p: o estudante é atleta e q: o estudante é forte. y ∈ R.4) A proposição p ↔ q é verdadeira e ~p é falsa. ( x − 2) y = 0 20 . então as proposições cujo valor lógico é verdadeiro são: (a) ~ p ∧ ~ q (b) p ∧ ~ q (c) p → q 5) Os itens equivalentes à proposição “Se um número termina em zero então é par”. x + y = 4 (k) ( ) ∃ x. x 2 + y 2 = 1 (l) ( ) ∀ x ∈ R. ∃ y ∈ R. x / x = 1 (e) ( ) ∀ x ∈ R. ∀ y ∈ R. Quais das proposições abaixo representam simbolicamente a proposição “O estudante é fraco. se é atleta”? (a) p → q (b) p → ~ q (c) p ∧ ~ q (d) ~ ( p ∧ q) 7) Quais das proposições abaixo são equivalentes a ~ p ∧ q ? (a) p ∧ ~ q (b) ~ ( p∨ ~ q) (c) ~ (~ p ∧ q) (d) ~ ( q → p ) 8) Classifique em verdadeira (V) ou falsa (F) as proposições abaixo. (a) ( ) ∀ x ∈ R. ( x 2 − 4) = ( x + 2)( x − 2) (f) ( ) ∃ | x ∈ R. x 2 − 3x + 2 < 0 (i) ( ) ∀ x ∈ R. x 2 + 1 = 0 (c) ( ) ∃ x ∈ R. x 2 − 5 x + 6 = 0 (g) ( ) ∀ x ∈ R. x + y = 4 (j) ( ) ∀ x ∈ R. x + 1 = 6 (d) ( ) ∀ x ∈ R.

13) Supondo que: (a) V(p ∨ q) = V e V(~ p → ~ r) = F. 0 < x − a < δ ⇒ f ( x ) − L < ε ? 10) Demonstre as seguintes equivalências: (a) p ∨ ( q ∧ r ) ⇔ ( p ∨ q) ∧ ( p ∨ r ) (b) ~ ( p ∧ q) ⇔ ~ p ∨ ~ q (c) ~ ( p ∨ q) ⇔ ~ p ∧ ~ q (d) ( p ∧ q) ∧ r ⇔ p ∧ ( q ∧ r ) (e) ( p ∨ q) ∨ r ⇔ p ∨ ( q ∨ r ) (f) p ↔ q ⇔ ~ p ↔~ q (g) ~ ( p → q) ⇔ p ∧ ~ q 11) Sejam as proposições p: Bill Gates adora computador e q: Dadá Maravilha nunca foi campeão de pingue-pongue. Escreva cada uma das proposições seguintes sob a forma simbólica usando p e q. (b) V(p → ~ s) = F. determine o V(p). V(q) e V(r). (c) Ninguém fala alemão. determine V(~ s → r ∨ p) 14) Construa as tabela-verdades das seguintes proposições: (a) ~ (p ∧ ~ q) 21 . (b) Não falar inglês é não falar alemão. ∃ δ > 0. Escreva cada proposição abaixo na linguagem corrente. (a) ~ p (b) p ∧ q (c) p ∨ q (d) q ↔ p (e) p → ~ q (f) p ∨ ~ q (g) ~ p ∧ ~ q (h) p ∧ ~ q → p 12) Sejam p: Ele fala inglês e q: Ele fala alemão. (a) Ele não fala inglês e nem fala alemão.9) Qual é a negação da proposição ∀ ε > 0. (f) Ele não fala inglês ou. (e) Ele não fala inglês. (d) Ele não pode falar ao mesmo tempo inglês e alemão. se não falar inglês. porém fala alemão. ainda ele fala ao mesmo tempo inglês e alemão.

(b) p ∧ q → p ∨ q (c) ~ p → (q → p) (d) ( p ↔ p ∧ ~ p ) ↔ ~ p (e) ( p ↔ ~ q) ↔ q → p (f) [ (p ∧ r) ∨ (q ∧ ~ r) ] ↔ [ (~ p ∧ r) ∨ (~ q ∧ ~ r) ] (g) p → ( p → ~ r) ↔ q ∨ r (h) ( p ∨ q ) ∧ ~ p → q 15) Verifique quais das proposições acima (ou seja. d) p1 : x = y → x = z p2 : x = z → x = 1 p3 : x = 0 → x ≠ 1 22 . 17) Mostre sem utilizar a tabela verdade que: p ↔ q ⇔ ( p ∧ q) ∨ ( ~ p ∧ ~ q). 18) Utilizando propriedades simplifique as seguintes proposições: (a) p ∧ ~ (p ∧ ~ q) (b) [( p ∨ q ) ∧ ~ p ] ∨ ~ (p ∨ q ) (c) ~ ( ~ p → ~ q ) (d) ~ ( p ∨ q ) ∨ ( ~ p ∧ q ) (e) ( p → q ) ∧ ( ~ p → q ) 19) Dada a condicional: Se x2 é impar então x é impar. c) Se eu for ao cinema e estudar então irei à praia Se eu não for ao cinema ou não estudar. determine: a sua recíproca. 20) Verifique a validade dos argumentos. então terei boas notas b) Se trabalho. 16) Mostre que as proposições " x = 2 ∨ x ≥ 3 " e " ~ (x< 3 ∧ x ≠ 2) " são equivalentes. da questão 14) são tautológicas e quais são contradições. a contrapositiva e a recíproca da contrapositiva. justificando suas respostas: a) Bruno vai ao cinema ou ao teatro Se Bruno vai ao teatro então telefona Bruno não telefona Logo. não posso estudar Trabalho ou passo em Álgebra Trabalhei Logo. passei em Álgebra. Bruno foi ao cinema.

p4 : x = y ∴x ≠ 0 21) (Poscomp – 2002) Assinale o argumento válido. S2 indicam premissas e S a conclusão: (a) S1: Se o cavalo estiver cansado então ele perderá a corrida S2: O cavalo estava descansado S: O cavalo ganhou a corrida (b) S1: Se o cavalo estiver cansado então ele perderá a corrida S2: O cavalo ganhou a corrida S: O cavalo estava descansado (c) S1: Se o cavalo estiver cansado então ele perderá a corrida S2: O cavalo perdeu a corrida S: O cavalo estava cansado (d) S1: Se o cavalo estiver cansado então ele perderá a corrida S2: O cavalo estava descansado S: O cavalo perdeu a corrida 22) Use a demonstração indireta (por absurdo) para verificar se os quatro argumentos dados a seguir são válidos. p1 : ~ p → ~ q ∨ ~ r p2 : s → q ∧ r p3 : s ∧ r p p1 : p → q ∨ r p2 : s ↔ r p3 : ~ p ∨ q ~p∧q p1 : p ∨ q p2 : ~p ∧ ~ q → r p3 : r ↔ q q p1 : (p → q ) ∨ r p2 : s ∨ t → ~ r p3 : s ∨ ( t ∧ u ) p→q 23 . onde S1 . terei boas notas.Não fui à praia Portanto.

1992.7) SOUZA. Fundamentos Matemáticos para a Ciência da Computação.6) comunicação. João Nunes de. Jair Minoro [et al]. 16. Rio de Janeiro: Campus. Lógica e linguagem cotidiana – verdade. 24 . 1995. argumentação. 2002. 16.23) Verifique a validade dos argumentos para cada conclusão proposta: 1º Argumento: p1 : Todos os poetas são pobres p2 : Para se professor é preciso diplomar-se pela Universidade p3 : Nenhum diplomado em Universidade é pobre c1 : Professores não são pobres c2 : Poetas não são professores c3 : Se Vicente é diplomado pela Universidade então ele não é poeta. semântica e sistemas de duração. A.5) LIMA.1) ABE. A. 16. 16. coerência.3) DAGHLIAN.. São Paulo: Atlas S.. Referências Bibliográficas 16.. 1975. Centro Editorial e Didático da UFBA.4) GERSTING. Belo Horizonte: Autêntica. Editora Livraria Nobel S. Judith L. São Paulo: Arte & Ciência. 16. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S. Nilson José.2) ALENCAR FILHO. Jacob. Arlete Cerqueira. 4ª ed.A. 2002. Lógica e Álgebra de Boole. Lógica e Linguagem. MACHADO. Introdução à lógica para a Ciência da Computação. Lógica para Ciência da Computação: fundamentos da linguagem. 16. Iniciação à Lógica Matemática. 2º Argumento: p1 : Todos os matemáticos são pessoas interessantes p2 : Alguns professores vendem seguros p3 : Somente pessoas desinteressantes tornam-se vendedores de seguros c1 : Vendedores de seguros não são matemáticos c2 : Algumas pessoas interessantes não são professores c3 : Alguns professores não são pessoas interessantes c4 : Alguns professores não são matemáticos c5 : Alguns matemáticos são professores c6 : Se Armando é um matemático então não vende seguros. 16. 1999. Edgard. 2005.