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Sociedade empresária é um tipo de aglutinação de esforços de diversos agentes

Sociedade empresária é um tipo de aglutinação de esforços de diversos agentes

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Sociedade empresária é um tipo de aglutinação de esforços de diversos agentes, interessados nos lucros que uma atividade econômica complexa

, de grande porte, que exige muitos investimentos e diferentes capacitações, promete propiciar. É a que explora uma empresa, ou seja, desenvolve atividade econômica de p rodução ou circulação de bens e serviços, normalmente sob a forma de sociedade limitada ou sociedade anônima. Sociedade empresária, por sua vez, é a pessoa jurídica que explora uma empresa. A própria sociedade é titular da atividade econômica. O termo é diferente de sociedade empresarial, que designa uma sociedade de empresários. No caso em questão, a pessoa jurídica é o agente econômico organizador da empresa. A nova lei de recuperação de empresas nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, vem a regular a recuperação extrajudicial, judicial e a falência nos trazendo algumas mudanças importantes na atual legislação falimentar, conforme vemos de forma geral: 1) Mudanças de termos e suas implicações. A atual lei de falências e concordatas é revogada pela Lei nº 11.101, "Regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência de devedores pessoas físicas e jurídicas que exerçam atividade econômica regida pelas leis comerciais, e dá outras providências". Seria melhor que o texto começasse falando da recuperação extrajudicial, da recuperação judicial e da falência nessa ordem, pois o primeiro caminho para se tentar solucionar as dificuldades econômicas e financeiras do devedor seria a recuperação extrajudicial e não a recuperação judicial. 2) A nova lei visa principalmente a recuperação da média e grande empresa, sendo a recuperação das empresas de pequeno porte e microempresas vista de forma secundária. A nova lei de recuperação de empresas e falência está mais preocupada com a recuperação das médias e grandes empresas, criando para essas um procedimento ordinário e submetendo as empresas de pequeno porte e microempresas a um procedimento especial, semelhante a atual concordata preventiva, dilatando o máximo do prazo atual de pagamento dos credores quirografários de 24 para 36 meses, podendo ser prorrogado por mais um ano. 3) Desaparecem as concordatas preventiva, suspen siva e a continuidade dos negócios do falido. As concordatas preventiva e suspensiva e a continuidade dos negócios do falido após a declaração da falência que eram mecanismos de recuperação judicial da empresa, passam a dar lugar a um único processo, chamado de recuperação judicial que ocorre sempre antes da falência.

4) Nasce a recuperação extrajudicial. A recuperação extrajudicial é uma tentativa do devedor resolver seus problemas com os credores sem que haja grande necessidade da intervenção judicial. Com a atual legislação o empresário que propõe dilatar o prazo de pagamento de suas dívidas e pede remissão de seu débito pode ter sua falência declarada e isso não ocorrerá mais com a nova legislação aonde os credores serão chamados extrajudicialmente par a negociar seus créditos com o devedor. Na prática o processo de recuperação extrajudicial representa a primeira tentativa de solução amigável das dívidas do empresário e surgirão muitos escritórios se auto-intitulando especialistas nesse tipo de negociaç ão, devendo os devedores estarem atentos. 5) Da recuperação judicial. Não sendo possível a recuperação extrajudicial o próximo passo será a busca da recuperação judicial. Neste caso ocorrerá uma maior intervenção judicial e o devedor deverá apresentar um plano de recuperação judicial e irá negociá -lo com os credores reunidos em assembléia. O devedor deverá ser um bom negociante. Os credores poderão rejeitar o plano de recuperação, propondo ou não alterações. No primeiro caso o devedor se submete a aceitá -las, pois, caso contrário poderá ser declarada sua falência se as modificações não forem abusivas, como ocorre, de forma geral, no segundo caso, ou seja, o destino da empresa passa para as mãos dos credores e não fica unicamente nas mãos do devedor, como ocorre atualmente com a concordata, onde o devedor seguindo o que está estabelecido na lei se propõe a pagar seus credores à vista, em 6, 12,18 e 24 meses. Não existe mais um prazo limitado para os pagamentos, assim pode ser apresentado um plano propondo o p agamento da dívida em 10 anos. O devedor que não podia pedir concordata com a atual legislação poderá pedir a recuperação judicial com a nova. Assim, por exemplo, o comerciante tendo título protestado por valor relevante, não podia pedir concordata e com a nova legislação, o empresário poderá. 6) A falência. A falência poderá ser pedida pelo próprio devedor, pelo credor ou ela decorrerá da decisão que julgue improcedente o pedido de recuperação judicial; pela não aprovação do plano de recuperação judicial e ainda da conversão de um processo de recuperação jud icial em falência quando uma obrigação essencial do empresário for descumprida, como por exemplo, pela não apresentação do plano de recuperação judicial. Para o pedido de falência será necessário, no mínimo, crédito equivalente a 40 salários mínimos.

que. contan do com a participação livre de todos e respeitando direitos e deveres de cada um de seus cooperados. Não é a pessoa jurídi ca que é cedida e sim a empresa. cujo Projeto de Lei foi enviado pelo Poder Executivo à Câmara dos Deputados em 1993. Os termos utilizados no projeto "empresário" e "sociedade empresária" não parecem ser os mais corretos. Desta forma. relator da matéria no Senado. Estão sujeitos a recuperação extrajudicial. Após mais de dez anos de tramitação no Congresso Nacional.101. que. Desta forma. É oportuno transcrever aqui trecho do Parecer do Senador Ramez Tebet. sem fins lucrativos. tendo em vista que a finalidade na nova lei é a de manter a atividade organizada em funcionamento. de 9 de fevereiro de 2005. quando se fala em empresário se engloba a figura do empresário individual e da sociedade empresária. caso contrário. judicial e a falência o empresário. Cooperativa é uma associação de pessoas com interes ses comuns. sempre de objetivo econômico. já não mais se adequava ao moderno mundo empresarial e ao panorama da economia brasileira e mundial. de uma nova lei de falências. portanto. a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária". depois de quase sessenta anos em vigor. ainda sob o governo do Presidente Itamar Franco. ou seja.7) A cessão da empresa. por isso que a sucessão trabalhista e a sucessão tributária irão desaparecer permitindo que uma pessoa possa comprar uma empresa. "regula a recuperação judicial. muitos negócios surgirão para investidores que querem comprar empresas falidas sem adquirir o passivo. ao justificar as alterações propostas por . toda a atividade organizada do empresário para que ela possa ter continuidade após a falência. foi sancionada pelo Presidente da República a Lei nº 11. foi revogado o sexagenário Decreto-Lei nº 7. mais precisamente. ou seja. "sociedade de economia mista " é uma sociedade na qual há colaboração entre o Estado e particulares. economicamente organizada de forma democrática. é importante que a atividade seja mantida. tornando -se esse segundo termo " sociedade empresária " repetitivo. aos quais presta serviços. isto é.661. Dessa forma. Trata-se. 8) Pessoas submetidas a futura lei. A grande novidade é que a nova legislação passa a ser aplicada as companhias aéreas. que. a lei não estará sendo respeitada. ambos reunindo recursos para a realização de uma finalidade. pois o empresário pode exercer a atividade individualmente ou sob a forma de sociedade. nos termos da ementa. se a empresa for comprada somente para ser extinta. de 21 de junho de 194 5. o legislador procura preservar a empresa. Empresa de economia mista ou. sem comprar o passivo da pessoa jurídica. Nasce o instituto da cessão da empresa após a falência.

Da Convolação da Recuperação Judicial em Falência (Capítulo IV). ainda que de forma perfunctória. tanto quanto possível. .Pontos relevantes no conteúdo: a) Redefinição do universo de incidência da lei: o empresário e a sociedade empresária. finalmente. Da Recuperação Judicial (Capítulo VI). é indesejável que haja repetições. Da Recuperação Judicial (Capítulo III)." O texto da lei possui 201 artigos divididos em oito capítulos: Disposições Preliminares (Capítulo I). Disposições Comuns à Recuperação Judicial e à Falência (Capitulo II). Da Falência (Capítulo V). seus dispositivos devem ter coerência interna.aquela Casa no Substitutivo aprovado pela Câmara dos Deputados. podendo servir de ponto de partido para estudos mais profundos. para que se reduza. deve apresentar três características fundamentais: primeiramente. a possibilidade de que controvérsias interpretativas comprometam a segurança jurídica dos interessados. afirmou: "A lei de falências. Uma avaliação multissetorial Protesto de "cheques podres" no Rio de Janeiro Os grupos econômicos: aspectos fáticos e legais do moderno fenômeno empresarial O presente trabalho pretende traçar. ou seja. Das Disposições Penais (Capítulo VII). Textos relacionados y y y y y Comentários sobre o endosso A holding como modalidade de planejamento patrimonial da pessoa física no Brasil Reflexos da patenteabilidade das sequências de DNA humano. além de mostrar os vetos apostos ao projeto. I . os dispositivos devem ser claros e tecnicamente precisos. e Disposições Finais e Transitórias (Capítulo VIII). de forma que seus dispositivos possam ser bem compreendidos no âmbito dos respectivos institutos que pretendem disciplinar. deve ser logicamente estruturada. para cumprir os objetivos a que se propõe. um esboço dos principais pontos da lei. co ntradições ou omissões que dificultem a aplicação da lei. em segundo lugar.

151). c) Exclusão da sucessão tributária e trabalhista. . envolva somente credores quirografários. 141. inciso II e § 2º). (art. b) Plano especial de recuperação judicial para microempresas e empresas de pequeno porte. de 9 de fevereiro de 2005. O texto menciona expressamente que a venda da empresa em hasta pública estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor. O pedido de recuperação judicial com base em plano especial não acarreta a suspensão do curso da prescrição nem das ações e execuções por créditos não abrangidos pelo plano. I). 70 a 72) Propõe-se um plano especial que. no caso da exclusão da sucessão tributária. O valor que superar esse limite deverá ser inscrito no quadro geral como crédito quirografário (art. VI. no limite de cinco salários mínimos por trabalhador. considerado preciso. Esse valor deve satisfazer às necessidades. Essa supe rprioridade será dada às parcelas de natureza estritamente salarial vencidas nos três meses anteriores à decretação da falência ou à distribuição do pedido de recuperação judicial. para restringir o âmbito de incidência da lei aos empresários e às sociedades empresárias. as d erivadas da legislação do trabalho e as decorrentes de acidentes de trabalho.O texto sancionado aproveita o conceito de empresário contido novo Código Civil (art. "c"). nos moldes da atual concordata. Interessante registrar que. com parcelamento de seus créditos em 36 parcelas mensais e sucessivas. 966). 83. 83. d) Limite para a preferência do crédito tr abalhista Estabeleceu-se limite à preferência do crédito trabalhista de 150 salários mínimos por trabalhador (art. inclusive sobre as restituições em dinheiro. (arts. o dispositivo se harmoniza com as modificações introduzidas no Código Tributário Nacional pela também recém-promulgada Lei Complementar nº 118. inclusive as de natureza tributária. Além disso. vencendo-se a primeira 180 dias após o pedido de recuperação. os empregados do devedor contratados pelo arrematante serão admitidos mediante novos contratos de trabalho (art. e) Superprioridade de créditos trabalhistas de natureza salarial É definido um valor (5 salários-mínimos) até o qual os trabalhadores terão prioridade absoluta de recebimento.

"contabilidade paralela". como. "favorecimento de credores". aderindo à tradição legislativa penal brasileira. A nova lei autoriza essas empresas a requererem recuperação judicial ou extrajudicial. 199) De acordo com o Código Aeronáutico. 186 do Código Tributário Nacional. de 9 de fevereiro de 2005. Os créditos derivados da legislação trabalhista continuam em primeiro lugar. "violação de sigilo empresarial". por seus atos co nstitutivos. conforme visto acima. a continuidade dos contratos de arrendamento mercantil de aeronaves ou de suas partes. nomina todas as infrações penais. Por meio da imprensa. o Dep. i) Possibilidade de aplicação da lei às companhias aéreas (art. "fraude a credores". entre outras. conforme a citada Lei Complementar nº 118. Também aqui a modificação necessitou de alteração no art. 83 altera significativamente a ordem de classificação de créditos na falência. na hipótese de falência ou recup eração judicial.f) Alteração na ordem de classi¿cação de créditos na falência O art. excetuadas as multas tributárias. tenham por objeto a exploração de serviços aéreos de qualquer natureza ou de infra -estrutura aeronáutica. g) Disposições penais ± Dos crimes em espécie O novo diploma legal. Oswaldo Biolchi (relator na Câmara dos Deputados do PL 4. além de garantir. "indução a erro". "divulgação de informações falsas". Em segundo lugar vêm os créditos com garantia real até o limite do valor do bem gravado. Os créditos tributários ocupam a terceira posição na ordem de preferência.376/93. O texto aprovado inicialmente pela Câmara colocava esses dois últimos créditos em igualdade de condições na proporção de um para um e não excetuava as multas tributárias. embora limitados a 150 salários -mínimos por credor. h) Não-aplicação das novas regras às falências e concordatas em curso A nova lei não se aplicará aos processos de falência ou concordata ajuizados anteriormente à sua vigência (art 192). estavam impedidas de impetrar concordata as empresas que. por exemplo. que originou a lei em análise) tem se .

mas também em todas as ações que envolvam a massa falida. o que causaria demora injustificada na tramitação." De fato. reclamatórias trabalhistas etc. No caso das empresas aéreas. "o projeto de lei não afasta as . ainda que irrelevantes.661. acatando manifestações dos Ministérios das Justiça e da Fazenda. Além das disposições previstas nesta Lei." Nas razões de veto. 4o O representante do Ministério Público intervirá nos processos de recuperação judicial e de falência. Assim. A participação do Ministério Público já está garantida no texto em vários momentos importantes do procedimento. mesmo com o veto do dispositivo. o tratamento diferenciado nos parece compree nsível e perfeitamente constitucional. sobrecarregando a instituição e reduzindo sua importância institucional. até mesmo das irrelevantes. 4º: "Art. devido a importância da atividade. vetou integralmente o art. ações de cobrança.g. que obriga a intervenção do parquet não apenas no processo falimentar. de 21 de junho de 1945.manifestado pela inconstitucionalidade do dispositivo alegando que feriria o princípio da isonomia ao criar uma situação de privilégio para as empresas aéreas. está garantida. Isonomia não significa igualdade absoluta e só é exercida em sua plenitude quando se trata desigualmente os desiguais. o princípio da isonomia ± igualdade de todos perante a lei ± é exercido sempre conforme os limites impos tos pela própria legislação. execuções fiscais. mesmo as de pequeno valor. II -Vetos presidenciais a) O Presidente da República. sendo aquele orgão intimado dos principais atos processuais. 201). No entanto. Com bem diz o parecer que fundamenta o veto. e. o representante do Ministério Público intervirá em toda ação proposta pela massa falida ou contra esta. j) Prazo da vacatio legis O prazo para início da vigência da lei foi estabelecido em 120 dias (art. Parágrafo único.. a sua ação fiscalizadora. o dispositivo pode levar a um interpretação restritiva que entenda a necessidade da intervenção do Ministério Público em todas as fases do processo. alega-se que "o dispositivo reproduz a atual Lei de Falências ± Decreto-Lei no 7.

a) a substituição do administrador judicial e a indicação do substituto............" b) Outros dispositivos vetados foram a alínea "c" do inciso I e alínea "a" do inciso II do art. ...... uma vez que.. houve um equívoco do legislador ao mencionar o µadministrador judicial¶.. I ±.. os quais prevêem a possibilidade de o Ministério Público intervir em qualquer processo... o juiz convocará a assembléia -geral de credores para deliberar sobre o nome do gestor judicial que assumirá a administração das atividades do devedor. INTRODUÇÃO Há cinco anos.. como se atesta da leitura do art..101/2005.............. que regula a recuperação judicial.... e.......02..... que estabelece que.....................disposições dos arts.................................... foi publicada em edição extra no Diário Oficial da União a lei 11....... c) a substituição do administrador judicial e a indicação do substituto.... 1......... neste processo específico............................ sem deixar de apresentar uma breve exposição das controvérsias no plano internacional.... devido a uma das hipóteses previstas no art...2005......... II ±.... em 09. quando do afastamento do devedor.. ao que parece......... 65... 64.... 82 e 83 do Código de Processo Civil. o projeto refere se a este último...... ao prever a convocação da assembléia-geral de credores para deliberar sobre nomes........" De acordo com as razões do veto...... E o escopo do presente trabalho é apontar as principais modificações trazidas pela nova legislação falimentar na área do Direito do Trab alho...... no qual entenda haver interesse público............ extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária.... quando pretendia se referir ao µgestor judicial¶...... ....... requerer o que entender de direito..... demonstrando algumas polêmicas surgidas e o posicionamento adotado pelo Poder Judiciário para a solução dos impasses advindos com as mudanças das regras.......... 35. BREVE HISTÓRICO .... 35: "Art.....

Em caso de falência ou de liquidação judiciária de uma empresa. os trabalhadores já gozavam de proteção para a hipótese de falência de empresas desde 1943 com a entrada em vigor da Consolidação das Leis Trabalhistas. através do Decreto 41. Não obstante a introdução da lei falimentar no ordenamento pátrio em 1945. cuja redação original do artigo 449. o seu crédito. foi ratificada pelo Brasil a Convenção 95 da OIT.661.101/2005. cujo ar tigo 11 dispunha: Artigo 11 1.1957.721. 449. seja pelos salários que não ultrapassem limite prescrito pela legislação nacional. Análise da ADI 2135 à luz da Constituição. Os direitos oriundos da existência do contrato de trabalho subsistirão em caso de falência. das leis processuais. foi regulamentado pelo Decreto-lei 7. § 1º. seja pelos salários que lhes são devidos à título de serviços prestados no decorrer de período anterior à falência ou à liquidação e que será prescrito pela legislação nacional. os trabalhadores seus empregados serão tratados como credores privilegiados. c onstituirão crédito privilegiado a totalidade dos salários devidos ao empregado e um terço das indenizações a que tiver direito.06.O direito falimentar brasileiro. até a edição da lei 11. prioritariamente. na área trabalhista. de 21 de junho de 1945. da doutrina e da própria jurisprudência do STF Das consequências jurídicas decorrentes do reconhecimento do vínculo empregatício na Justiça do Trabalho Justiça do Trabalho e a tutela do meio ambiente laboral Posteriormente. em face dos demais credores: ART. concordata ou dissolução da empresa. Na falência e na concordata. µcaput¶ e parágrafo primeiro da CLT previa um privilégio especial para os obreiros. . e crédito quirografário os restantes dois terços" (1) Textos relacionados y y y y y As ações monitórias da CNA na Justiça do Trabalho A prisão civil do depositário infiel proveniente da execução trabalhista A competência material da Justiça do Trabalho conforme atual interpretação do Supremo Tribunal Federal. recebendo estes. em 25.

ou empresas cuja falência tenha sido decretada. Após a ratificação da Convenção 95/OIT. e m 14. deve ser mencionado que a Convenção 95 foi superada pela Convenção 173/OIT. originando inúmeras polêmicas. sendo algumas tratadas a seguir. 3. provocando profundas modificações. principalmente na esfera trabalhista.101. que foi introduzida no o rdenamento jurídico pátrio para regular a recuperação judicial.(2) Por respeito ao leitor do presente trabalho.449.. em relação aos outros créditos privilegiados. 2. ALGUMAS POLÊMICAS TRABALHISTAS ADVINDAS COM A LEI 11.10. A ordem de prioridade do crédito privilegiado constituído pelo salário.) §1º Na falência constituirão créditos privilegiados a totalidade dos salários devidos ao empregado e a totalidade das indenizações a que tiver direito (3) A promulgação da Constituição da Republica em 1988 não trouxe nenhuma regra expressa e específica sobre créd itos trabalhistas resultantes de empresas em processo de concordata .101/2005 A Lei 11101/2005 provocou uma verdadeira flexibilização em alguns institutos do Direito do Trabalho. (.instituto que existia na época ..1977. publicou -se a Lei 11. . em 09/02/2005. após longos estudos e debates. que dispõe sobre a proteção dos créditos trabalhistas em caso de insolvência do empregador. Por fim. não ratificada pelo Brasil. deve ser determinada pela legislação nacional. o artigo 449 da CLT sofreu modificação em sua redação. sendo alterado o parágrafo primeiro do artigo para adequação da norma trabalhista aos itens do artigo 11 da convenção da Organização Internacional do Trabalho. com mudanças consideráveis no privilégio de recebimento do crédito trabalhista do obreiro e na sucessão. O salário que constitua crédito privilegiado será pago integralmente antes que os credores comuns possam reivindicar sua parte.2. extrajudicial e a falência. Art.

depois deles a preferência dos credores por encargos ou dívidas da massa (art. Clovis Brasil Pereira.101/2005 que: Art. ou quando houver. a lei 11101/2005 foi alvo de severas críticas por parte de muitos estudiosos do direito. Estas. em conformidade com a decisão que for proferida na Justiça do Trabalho. e. independente do limite de valores. na falência.661/45.A nova lei ainda ratificou o posicionamento do decreto -lei anterior que fixou a competência da Justiça Estadual Comum para a execução dos créditos trabalhistas de empresas em processo de falência. 124). que acumularam ao longo do tempo créditos oriundos de direitos trabalhistas .1 DA LIMITAÇÃO DO CRÉDITO TRABALHISTA PRIVILEGIADO A 150 SALÁRIOS MÍNIMOS Reza o artigo 83 da lei 11.(4) Analisando o dispositivo legal citado acima. obedece à seguinte ordem:(5) Logo. Pela legislação anterior. O conceituado advogado Dr. perdendo o valor excedente a preferência no recebimento. ante a modificação introduzida qu e limitou o privilegio do crédito trabalhista em 150 salários mínimos. principalmente para os mais antigos. 102. Ressalvada a partir de 2 de janeiro d e 1958. os trabalhadores detinham a primazia sobre os demais créditos. sobre cuja legitimidade não haja dúvida. a classificação dos créditos. A classificação dos créditos na falência obedece à seguinte ordem: I ± os créditos derivados da legislação do trabalho. li mitados a 150 (cento e cinqüenta) salários-mínimos por credor. portanto. em artigo publicado em maio de 2005 asseverou que essa alteração foi ao nosso ver um retrocesso no que tange aos direitos dos trabalhadores das empresas. assumindo a preferência no quadro geral de credores. a preferência dos créditos dos empregados. e os decorrentes de acidentes de trabalho. 2. Art. por salários e indenizações trabalhistas. verifica -se que a lei 11. serão as polêmicas abordadas a seguir no presente tr abalho. 83.101/2005 introduziu modificação na preferência dos créditos trabalhistas em relação ao Decreto-lei 7.

5º. inciso I. apontando violações do artigo 83. na hipótese de falência do empregador. Marcos Fernandes Gonçalves. outros pontos de inconstitucionalidade foram aduzidos por juristas como: a violação ao direito adquirido e ao Princípio da Dignidade da Pessoa Humana ante a inversão da proteção de outros vencimentos em detrimento do crédito alimentar. aduziu: (. não vislumbramos outra exegese senão considerar como direito fundamental a garantia integral dos créditos trabalhistas. inciso I da lei 11101/2005 aos artigos 1º. Nessas condições. diante dos dispositivos constitucionais aplicáveis à espécie. 7º. essa limitação foi ao encontro deles por ter assegurado que um número maior de credores fosse alcançado pelo valor disponível. inciso I serviu para evitar fraudes no processo falimentar. inciso IV. em sua obra Comentários à Nova Lei de Falências. tendo sido preservado o mínimo essencial à sobrevivência do credor trabalhista. ainda. os estudiosos defensores da limitação do crédito trabalhista argumentaram que não houve violação constitu cional alguma.) A preferência da classe dos empregados e equiparados é estabelecida com vistas a atender os mais necessitados. mas tão-somente uma alteração na ordem de preferência do valor excedente a 150 salários mínimos.. Aduziram os defensores da limitação do crédito privilegiado que. e os credores por elevados salários não se consideram nesta situação. caput. Nesse sentido posicionou-se o renomado jurista Fabio Ulhoa Coelho que. posto que não houve perda dos valores excedentes por parte dos trabalhadores.(8) . incisos IV..com a empresa e foram preteridos pelo legislador na partilha dos cr éditos da falida.(6) Dr. a partir do momento que inibiu o ajuizamento de ações decorrentes de contratos de falsos empregados com elevados salários. da Lei 11101/05.(7) Além desses argumentos expostos acima. Afirmaram. ao contrário de ferir os Princípios da Isonomia e da Dignidade da Pessoa Humana. que o artigo 83. Por outro lado. enten demos que o artigo 83. que utilizavam dessa manobra jurídica para esgotar todos os recursos da massa falida. VI e XXX da CR/88 ressaltou que Em verdade. ainda. vai de encontro a basilares princípios constitucionais.

inciso IV da CR/88. o P. Observo. cujo principal enfoque girava em torno da proteção e não da preservação da empresa como fonte geradora de bens econômicos e sociais. independentemente da categoria em que tais créditos estejam classificados. Em outras palavras. Assim. ou seja. a lei 11101/2005 busca assegurar que essa proteção alcance o maior número de trabalhadores.) as disposições da Lei 11101/2005 abrigam uma preocupação de caráter distributivo. diga -se ± para que os créditos trabalhistas tenham um tratamento preferencial. a proteção do patrimônio dos trabalhadores. justamente aqueles que auferem os menores salários. porquanto.. Diante da polêmica. posicionou-se pela inexistência de qualquer violação aos dispositivos constitucionais à limitação do crédito trabalhista privilegiado.(9) E prosseguiu o voto do Ministro Relator da ADI: (. que o estabelecimento de um limite quantitativo para a inserção dos créditos trabalhistas na categoria de preferenciais.(9) . justamente..934 DF. (. significou o rompimento com a concepção doutrinária que dava suporte ao modelo abrigado no Decreto -Lei 7661/45.diga-se desde logo ± não há aqui qualquer perda de direitos por parte dos trabalhadores.101/05 rebateram as alegações levantadas pela corrente contrária sobre a violação do citado dispositivo legal ao artigo 7º. forçoso é convir que o limite de conversão dos créditos trabalhistas em quirografários fixado pelo art.. longe de inviabilizar a sua liquidação. o que não é o caso debatido. Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 3. eles não deixam de existir nem se tornam inexigíveis. tem em mira. inciso I da lei 11. do ponto de vista histórico.Ademais. os defensores da corrente que prestigiaram o artigo 83. em especial dos mais débeis do ponto de vista econômico. Argumentaram que o inciso IV do artigo 7º da Constituição da República vedou a indexação do salário mínimo somente para prestações periódicas. porquanto. para além do qual os créditos decorrentes da relação de trabalho deixam de ser preferenciais.. 83 da lei 11101/2005 não viola a Constituição. a propósito. estabelecendo um critério o mais possível equitativo no que concerne ao concurso de credores. É que .) Também nesse tópico não vejo qualquer ofensa à Constituição no tocante ao estabelecimento de um limite máximo de 150 (cento e cinquenta) salários mínimos. ao fixar um limite máximo ± bastante razoável.

101/2005 foram as redações dos artigos 60. delineada e pacificada a prime ira polêmica apresentada no presente trabalho que foi trazida pela lei 11. Art. 2.. para o efeito de classificá -los como quirografários.. O objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor.(9) Tem-se. promovida sob qualquer das modalidades de que trata este artigo: I ± (.Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não afetará os direitos adquiridos por seus empregados. em salários mínimos. portanto. o voto do Ministro Relator em um único parágrafo assentou: (.) Parágrafo único.(11) .. pela redação dos dispositivos supracitados verifica -se que os mesmos conflitam diretamente com os artigos 10 e 448 da CLT.(11) Art. 60 (.2 DA ALIENAÇÃO LIVRE DE ÔNUS E SUCESSÃO DOS BENS DO DEVEDOR Outro ponto de bastante polêmica trazido pela lei 11. Na alienação conjunta ou separada de ativos. observado o disposto no §1º do artigo 141 desta lei. inciso II.101/2005. pois o que a Constituição veda é a sua utilização como indexador de prestações periódicas e não como parâmetro de indenizações ou condenações.A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados. inclusive da empresa ou de suas filiais.) por fim.(10) Acontece que. parágrafo únic o e 141. Art. inciso IV da CR/88. 10 .E quanto à violação ao artigo 7º. de acordo com remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. inclusive as de natureza tributária.) II ± o objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor. 448 .. 141. as derivadas da legislação do trabalho e as decorrentes de acidente do trabalho. que não encontro nenhum vício na fixação do limite dos créditos trabalhistas... (10) Art. inclusive as de natureza tributária.

Luiz Salvador (12) . como atividade negocial. empregos e ocupações. posto que o antigo titular da empresa tornou-se insolvente e o sucessor juridicamente irresponsável. VI e 170. gerando.) a empresa. VIII da CR/88.Com fundamento nesses dispositivos celetistas.. por afronta aos Princípios da Dignidade da Pessoa Humana.101/2005. ao elidir a responsabilidade trabalhista do sucessor provocaram apropriação capitalista do trabalho da pessoa humana sem a respectiva contraprestação equitativa. Provocado a manifestar sobre a inconstitucionalidade das redações dos artigos da lei 11101/2005. incisos I e IV. Alexandre de Souza Agro Belmonte (.por todos cita-se Dr. a inconstitucionalidade dos artigos 60. Citando as palavras do Magistrado do TRT/RJ Dr. Sustentaram. aduzindo que a dignidade da pessoa humana encontra-se no exercício do seu labor e no percebimento do seu salário e o pleno emprego so mente se consubstancia com a existência e continuidade da unidade produtiva de emprego. par ágrafo único e 141. entenderam alguns juristas que a modificação introduzida pelos artigos 60. o P. inciso II. (14) . ainda. incisos I e IV. por violação aos artigos 1º.101/2005 significou um retrocesso para o trabalhador em prol dos interesses capitalistas. portanto. Supremo Tribunal Federal.. Guilherme Guimarães Feliciano apud artigo do Dr. a corrente majoritária entendeu que a modificação introduzida pela lei 11. do Trabalho e do Pleno Emprego. e subsistindo os empregos. que subsistam os empregos. VIII da CR/88. parágrafo único e 141. VI e 170. rebateram os defensores dos artigos da lei 11.(13) Quanto à inconstitucionalidade apontada pela corrente contrária. Entretanto. além de ter aumentado a chance de continuidade da empresa por outros administradores.101/2005. gera negócios que possibilitam a inserção de trabalhadores para o respectivo d esenvolvimento. subsistindo. também preservou por consequência os postos de trabalho e os salários dos trabalhadores. É preferível que ela subsista e. que subsistam os salários.que os dispositivos legais ora em comento. Afirmaram esses juristas . no voto do Ministro Ricardo Lewandowski na ADI3934/DF entendeu que não há " qualquer ofensa direta aos valores implícita ou explicitamente protegidos pela Carta Política". inciso II da lei 11. insculpidos nos artigos 1º.

tendo em conta. parágrafo único e 141. tendo em conta o contexto fático e jurídico com o qual se defrontou. inciso II da lei 11.101/2005. com fulcro nos artigos 7º. .(14) Por fim. aqueles que entendeu mais idôneo para disciplinar a recuperação judicial e a falência das empresas. antes de tudo. §2º e 23.. portanto. eis que os reputou mais adequados ao tratamento da matéria. a nova legislação que regula a recuperação judicial. a função social que tais complexos patrimoniais exerceu. III.Para o Ministro Relator: No caso. de maneira a assegurar -lhes a maior expansão possível. sobretudo. mais uma vez.3 DA COMPETÊNCIA PARA EXECUÇÃO DE CRÉDITOS TRABALHISTAS EM PROCESSOS DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E FALÊNCIA Na vigência do Decreto-lei 7661/45. com igual densidade axiológica. concluiu: Por essas razões. a saber. a livre iniciativa e a função social da propriedade ± de cujas manifestações a empresa é uma das mais conspícuas ± em detrimento de outros. Supremo Tribunal Federal que rechaçou por completo todas as alegações de inconstitucionalidade dos artigos 60. da Lei Maior. salta à vista que o referido diploma legal buscou. garantir a sobrevivência das empresas em dificuldades ± não raras vezes derivadas das vicissitudes por qu e passa a economia globalizada . optou por dar concreção a determinados valores constitucionais. o papel do legislador infraconstitucional resumiu -se a escolher dentre os distintos valores e princípios constitucionais igualmente aplicáveis à espécie. sedimentou-se o entendimento no sentido de que a competência para executar os créditos trabalhistas no caso de empresas em processo de falência era da Justiça Comum. o apoio do P. ao concebê -los. parágrafo único e 141. autorizando a alienação de seus ativos. a teor do disposto no artigo 170. extrajudicial e a falência do empresário.(14) Tem-se. 2. particularmente porque o legislador ordinário. entendo que os artigos 60.(14) E prossegue: Do ponto de vista teleológico. II do texto legal em comento mostram-se constitucionalmente hígidos no aspecto em que estabelecem a inocorrência de sucessão dos créditos trabalhistas.

Não obstante a polêmica surgida com a promulgação da Emenda Constitucional 45. 114. dispondo em seus artigos 6º. outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho. (16) Aduziam ainda que não existia qualquer previsão legal conferindo ao Juízo Estadual jurisdição sobre matéria eminentemente trabalhista.. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: (. (15) Art. Ao juízo da falência devem concorrer todos os credores do devedor comum. surgiu uma nova corrente defensora da competência da Justiça do Trabalho para executar os créditos trabalhistas das empresas em processo de falência. alegando e provando os seus direitos. 23.. atraiu a competência da justiça especializada para a execução dos créditos trabalhistas no caso de empresas em processo de falência. que mo dificou a redação do artigo 114 da CR/88 para ampliação da competência da Justiça do Trabalho. razões pelas quais a competência deveria ser da Justiça do Trabalho por força do artigo 114. inciso IX da CR/88. 7° É competente para declarar a falência o juiz em cuj a jurisdição o devedor tem o seu principal estabelecimento ou casa filial de outra situada fora do Brasil. comerciais ou civis. mas. (. também.) 2º O juízo da falência é indivisível e competente para todas as ações e reclamações sobre bens. Art. interesses e negócios da massa falida. §§1º e 2º e 76: .. Asseverava essa corrente que a ampliação do alcance da competência da Justiça do Trabalho pela Emenda Constitucional 45 para abranger não só as relações de emprego. as quais serão processadas na forma determinada nesta lei. (15) Após a promulgação da Emenda Constitucional 45. na forma da lei. a publicação da lei 11101/2005 ratificou o posicionamento do decreto -lei anterior.) IX outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho.Art..

perante o administrador judicial. subsistindo a competência da Justiça do Trabalho tão-somente para tornar líquido o valor devido. cita-se o entendimento do C. 8o desta Lei.(17) Art. está sujeito a rateio com os demais créditos trabalhistas. exclusão ou modificação de créditos derivados da relação de trabalho. inclusive aquelas dos credores particulares do sócio solidário. esta.Art. serão processadas perante a justiça especializada até a apuração do respectivo crédito. Aduziu essa corrente que apesar da Emenda Constitucional 45 ter ampliado a competência da Justiça do Trabalho com a modificação do ar tigo 114. por si só. ressalvadas as causas trabalhistas.6º A decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação judicial suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor . LEI N 11101/2005. interesses e negócios do falido. Nesse sentido. CRÉDITO TRABALHISTA. o entendimento predominante continuou a ser pela competência da Justiça Estadual para julgamento das execuções em processo de falência e recuperação judicial. que será in scrito no quadro-geral de credores pelo valor determinado em sentença. não atraiu a execução do crédito trabalhista na falência ante a existência dos Princípios da Indivisibilidade e da Universalidade do Juízo da Falência. fiscais e aquelas não reguladas nesta Lei em que o falido figurar como autor ou litisconsorte ativo. As ações trabalhistas serão processadas na Justiça do Trabalho até a apuração do respectivo crédito para posterior habilitação no juízo universal da falência (art. defensora da competência da Justiça do Trabalho ante os termos do artigo 114. habilitação. COMPETÊNCIA. § 1o Terá prosseguimento no juízo no qual estiver se processando a ação que demandar quantia ilíquida. § 2o É permitido pleitear. pois não obstante o crédito trabalhista tenha precedência na ordem de classificação dos créditos na falência. inciso IX da CR/88. inclusive as impugnações a que se refere o art. O juízo da falência é indivisível e competente para conhecer todas as ações sobre bens. 76. Para tanto. entendeu-se que a força atrativa do juízo universal alcançaria a execução dos créditos trabalhistas.(17) A despeito da corrente surgida. EXECUÇÃO. Recurso de Embargos a que nega provimento. Tribunal Superior do Trabalho: FALÊNCIA. . 83 da Lei 11101/2005). mas as ações de natureza trabalhista.

SBDI1.06. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. DJ de 24. sendo essa também a regra adotada pela lei 11101/05. 114 DA CF. Agravo desprovido. deixando ao seu alvedrio a avaliação das hipóteses em que se afigure con venientemente o julgamento pela Justiça do Trabalho. EXECUÇÃO DECRÉDITOS TRABALHISTAS EM PROCESSOS DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. que deverão habilitar seu crédito junto ao Juízo Universal da Falência. à luz das peculiaridades das situações que pretende regrar. INTERPRETAÇÃO DO DISPOSTO NA LEI 11101/2005. além daquelas taxativamente estabelecidas nos incisos anteriores. I ± A questão central debatida no presente recurso consiste em saber qual o juízo competente para processar e julgar a execução dos créditos trabalhistas no caso de empresa em fase de recuperação judicial. João Batista Brito Pereira.507. V ± A opção do legislador infraconstitucional foi manter o regime anterior de execução dos créditos trabalhistas pelo juízo universal da falênc ia. (TST ± AIRR ± 16. RECURSO DE REVISTA. Juiz Convocado Luiz Ronan Neves Koury. Supremo Tribunal Federal ao analisar a competência para execução de créditos trabalhistas em processos de recuperação judicial e falência. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL COMUM COM EXCLUSÃO DA JUSTIÇA DO TRABALHO. 114 da Constituição Federal apenas outorgou do legislador ordinário a faculdade de submeter à competência da Justiça Laboral outras controvérsias. DECRETAÇÃO DA FALÊNCIA. EM FACE DO ART. II ± Na vigência do Decreto-lei 7661/1945 consolidou-se o entendimento de que a competência para executar os créd itos ora discutidos é da Justiça Estadual Comum.550/2002-902-02-00-6.05) (18) AGRAVO DE INSTRUMENTO.991/1998-0. III ± O inciso IX do art.02. sem . IV ± O texto constitucional não o obrigou a fazê -lo. decidiu: CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA.(TST ± E-RR. Min. Rel. 3ª Turma. DJ de 03. com efeito. Esta corte sedimentou o entendimento de que após a decretação da falência a Justiça do Trabalho é competente para a purar o valor devido aos empregados.06) (19) E o P. Rel. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO PARA PROSSEGUIR COM A EXECUÇÃO. desde que decorrentes da relação de trabalho.

... da intenção de representá -los é burocrática e desnecessária................. Diz ainda o texto justificador do veto que o equívoco merece ser sanado............... afirma -se que a exigência de condicionar a representação sindical à prévia comunicação a seus associados.........RE 583955-9 ± RJ... II ± comunicar aos associados por carta que pretende exercer a prerrogativa do § 5º deste artigo..prejuízo da competência da Justiça Laboral quanto ao julgamento do processo de conhecimento.... ato privativo do juiz....... já que na alínea "e" do inciso I do dispositivo vetado é feita expressa referência ao gestor judicial. o que ensejaria a inaplicab ilidade do dispositivo.. Ministro Ricardo Lewandowski.......... 37......................... Cremos que a expressão deliberar sobre a substituição do administrador judicial e a indicação do substituto (texto vetado) não pode ser confundida com a nomeação em si do administrador judicial.. a ........" Na justificativa do veto..... Salvo melhor juízo.............. (STF . observa-se que neste ponto a Lei 11101/2005 não trouxe nenhuma inovação ou polêmica para a área trabalhista......... DJE 28/08/2009)(20) Pelo exposto.............. por carta. Pleno..... que almeja a celeridade do processo....................... garantindo... pois... não nos parece que tenha ocorrido o equívoco apontado.. servindo apenas para restringir ainda mais a atuação sindical........ c)Por fim.......... elidindo-se a possibilidade de a lei vir a atribuir competências idênticas à assembléia-geral de credores e ao juiz da recuperação judicial ou da falência.... VI ± Recurso Extraordinário conhecido e improvido... § 6º..... 52 do nova lei. com inequívocos prejuízos para a sociedade........... tendo a nova legislação apenas ratificado os dispositivos do Decreto -lei 7661/45 que previa a execução dos créditos trabalhistas pela Justiça Comum... ...... o último dispositivo vetado foi o inciso II do § 6º do art...................... conforme di spõe o art.. ..... uma vez que o § 5º do mesmo artigo determina que o sindicato representará somente os trabalhadores que não comparecerem à assembléia. 37: "Art....... Rel........

participação direta daqueles que não desejarem ser representados por sua entidade sindical. qu e tantos males traz para a Sociedade. por exemplo. a limitação da preferência dos crédito trabalhista a apenas 150 salários -mínimos quando se sabe que não são raras as indenizações trabalhistas que superam esse valor. Conclusão Não há dúvidas que o novo diploma legal traz substanciais mudanças e inovações visando a modernizar os procedimentos de falências e. pois será difícil ter em mão milhares de comprovantes de recebimento ou de postagem para provar que todos os milhares de trabalhadores foram devidamente comunicados por carta de que o sindicato pretende cumprir seu dever de defender os interesses da categoria que representa. Além disso. . por conseqüência. É questionável. ao introduzir a recuperação de empresas (judicial ou extrajudicial) tentar prover o Ordenamento Jurídico de um instrumental apto a evitar a morte de uma empresa. Somente o tempo dirá se os legisladores conseguiram o objetivo pretendido. da própria Assembléia-Geral. principalmente. o dispositivo abre perigosa possibilidade de impugnação da legitimidade da representação dos sindicatos e.

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