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CONSIDERAÇÕES SOBRE A EXPOSIÇÃO A FUMOS METÁLICOS DE CHUMBO EM SOLDAS NAS MPEs DO VALE DA ELETRÔNICA - João Paulo de Oliveira Neto - publicação

CONSIDERAÇÕES SOBRE A EXPOSIÇÃO A FUMOS METÁLICOS DE CHUMBO EM SOLDAS NAS MPEs DO VALE DA ELETRÔNICA - João Paulo de Oliveira Neto - publicação

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Um dos setores industriais de maior crescimento nas últimas décadas é o de eletroeletrônicos, basicamente formado por micro e pequenas empresas. Este trabalho tomou como base o Arranjo Produtivo Local Eletroeletrônico de Santa Rita do Sapucaí, composto de micro e pequenas empresas, nas quais, em razão de dificuldades operacionais, não existe gestão sistêmica de SST dificultando a implementação de programas que contribuam efetivamente para a proteção da saúde e integridade física dos seus colaboradores, em especial nos setores de produção. Uma das atividades comuns nas indústrias de eletroeletrônicos é a soldagem de componentes, conhecida por solda eletrônica ou solda branda onde se utilizam ligas de estanho e chumbo. Nessas atividades há a exposição dos trabalhadores a vapores tóxicos e fumos metálicos que, apesar da baixa toxidade, ao longo de sua vida laborativa pode causar danos irreparáveis à saúde. Faz-se necessário a proteção desses trabalhadores adotando-se medidas de controle adequadas que protejam o trabalhador, evitando doenças ocupacionais relacionadas ao chumbo e outros metais e resguardem as empresas de possíveis prejuízos decorrentes de demandas judiciais. Este trabalho visa apresentar argumentos suficientes para alertar empreendedores e profissionais em segurança e saúde do trabalho quanto aos riscos de doenças causadas pela exposição a fumos metálicos de chumbo em operações de solda eletrônica e ressalta a importância de se adotar medidas de controle, privilegiando a adoção de sistemas de Ventilação Local Exaustora.
Um dos setores industriais de maior crescimento nas últimas décadas é o de eletroeletrônicos, basicamente formado por micro e pequenas empresas. Este trabalho tomou como base o Arranjo Produtivo Local Eletroeletrônico de Santa Rita do Sapucaí, composto de micro e pequenas empresas, nas quais, em razão de dificuldades operacionais, não existe gestão sistêmica de SST dificultando a implementação de programas que contribuam efetivamente para a proteção da saúde e integridade física dos seus colaboradores, em especial nos setores de produção. Uma das atividades comuns nas indústrias de eletroeletrônicos é a soldagem de componentes, conhecida por solda eletrônica ou solda branda onde se utilizam ligas de estanho e chumbo. Nessas atividades há a exposição dos trabalhadores a vapores tóxicos e fumos metálicos que, apesar da baixa toxidade, ao longo de sua vida laborativa pode causar danos irreparáveis à saúde. Faz-se necessário a proteção desses trabalhadores adotando-se medidas de controle adequadas que protejam o trabalhador, evitando doenças ocupacionais relacionadas ao chumbo e outros metais e resguardem as empresas de possíveis prejuízos decorrentes de demandas judiciais. Este trabalho visa apresentar argumentos suficientes para alertar empreendedores e profissionais em segurança e saúde do trabalho quanto aos riscos de doenças causadas pela exposição a fumos metálicos de chumbo em operações de solda eletrônica e ressalta a importância de se adotar medidas de controle, privilegiando a adoção de sistemas de Ventilação Local Exaustora.

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Muito discutível é a questão dos índices seguros a que o trabalhador possa estar

exposto sem que sofra danos à saúde, a ACGIH estabelece Valores Limites de Tolerância

(TLVs) e Índices Biológicos de Exposição (BEIs) que são atualizados periodicamente em

função de fatores como: avanços tecnológicos, pesquisas científicas e opiniões dos fabricantes

de produtos químicos. Segundo Moraes (2007), a toxicologia ainda não possui total confiança

nos valores determinados para os limites de tolerância existentes, fazendo restrições quanto a

sua validade, seja pela suscetibilidade individual das pessoas ou porque os testes são

realizados em cobaias. Moraes (2007) complementa que os limites de tolerância estão longe

de ser uma linha divisória entre o seguro e o nocivo, servindo apenas como balizador.

Os TLVs referem-se às concentrações de substâncias químicas dispersas no ar e

representam às condições as quais se acredita, a maioria dos trabalhadores possa estar

exposta, repetidamente, dia após dia, durante sua vida laboral, sem sofrer efeitos adversos à

saúde. (ACGIH, 2008).

Os BEIs geralmente indicam a concentração de uma substância em meio biológico das

pessoas expostas e indica a absorção do agente químico, abaixo da qual quase nenhum

trabalhador deveria experimentar efeitos adversos à saúde. (ACGIH, 2008).

A NR 15 da Portaria No

3214/1978 define no item 15.1.5 o Limite de Tolerância (LT)

da seguinte forma:

“Entende-se por "Limite de Tolerância", para os fins desta Norma, a
concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a

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Engenharia de Segurança do Trabalho, 2010

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natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à
saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral.”

Freitas et al. (1997), critica essa definição que, segundo ele, repete a pratica de

diversos países, de atribuir ao LT uma suposta idéia de proteção à saúde, segundo a qual,

exposição crônica em ambientes com concentração abaixo deste valor não causaria riscos à

saúde. Para o chumbo inorgânico, a NR 15 quadro No

1 do anexo 11 estabelece o LT para 48

h/semana de 0,1 mg/m3

enquanto a ACGIH (2008) adota o TLV (TWA) para 40 h/semana de

0,05 mg/m3

, ou seja, o limite de 0,039 mg/m3

para a jornada de 48 h/semana, utilizando-se a

formula de Brief e Scala:

Onde:
FCs = fator de correção semanal
Hps = duração da jornada semanal padrão, em horas, 40 h (ACGIH 2008); 48 h (NR 15)
Hs = duração da jornada de trabalho semanal real, 44 h (Indústria no Brasil)
168 = número total de horas da semana

Os fatores de correção semanal (FCs), para a jornada de 44 h/semana, segundo a

formula de Brief e Scala são: 0,88 (ACGIH 2008) e 0,126 (NR 15), na tabela abaixo se têm os

valores dos Limites de Tolerância corrigidos para jornada de 44 h/semana para a algumas

substâncias que compõem as ligas de solda na indústria eletrônica.

SUBSTÂNCIA

ACGIH (2008)

NR 15 Anexo 11(*)

TLV (TWA) em mg/m3

LT em mg/m3

40 h/sem

44 h/sem

48 h/sem

44 h/sem

Estanho - Sn (CAS 7440-31-5)

2

1,760

-

-

Chumbo – Pb (CAS 7439-92-1)

0,05

0,044

0,1

0,0126

Cobre - Cu (CAS 7440-50-8)

0,2

0,176

-

-

Prata - Ag (CAS 7440-22-4)

0,1

0,088

-

-

Antimônio - Sb (CAS 7440-36-0)

0,5

0,440

-

-

(*) - A NR 15 não estabelece LTs para a exposição ao Estanho, Cobre, Prata e Antimônio.

TABELA 01 – Limites de Tolerância corrigidos para 44 h/semana.

FCs = Hps

x 168 - Hs

Hs

168 - Hps

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Após as correções para a jornada de 44 h/semana, no caso do Chumbo, o valor Limite

de Tolerância segundo a NR 15 (0,126 mg/m3

) é 2,86 vezes mais alto que o Limite de

Tolerância segundo a ACGIH (0,044 mg/m3

).

No caso do Estanho a NR 15 não estabelece Limites de Tolerância. Para a ACGIH

(2008), o valor do TLV (TWA) corrigido para a jornada de 44 h/semana é de 1,760 mg/m3
.

Segundo Freitas et al. (1997), o que a norma brasileira e a de muitos países não levam

em consideração é o fato da própria ACGIH não advogar o uso dos seus valores limites, como

padrões legais, mas apenas como diretrizes na assessoria ao controle dos riscos à saúde, por

pessoas treinadas em Higiene do Trabalho. Na contracapa do livro TLVs e BEIs ACGIH

(2008) consta a nota ao usuário:

“Estes valores não representam linhas divisórias entre concentrações
seguras e perigosas e não devem ser usados por pessoas sem formação

na disciplina de Higiene Ocupacional.”

A ABHO, no livro de TLVs e BEIs da ACGIH (2008, p. VII), lembra que “toda a

ênfase deve ser dada as substâncias com potencial carcinogênico, verificando seus valores na

NR 15 e como são tratados pela ACGIH. A OIT aponta os cânceres como a principal causa de

mortes relacionadas ao trabalho”. Segundo a ACGIH (2008, p. 83), o Chumbo Inorgânico é

considerado agente carcinogênico em experimentos com animais (A3), a ACGIH (2008, p.

84) recomenda que as exposições aos carcinogênicos sejam mantidas no mínimo e que a

exposição para os carcinogênicos A3, para qualquer via de absorção, deve ser cuidadosamente

controlada, sendo mantida abaixo do TLV, nos níveis mais baixos possíveis.

A legislação brasileira, através da Norma Regulamentadora NR 7, Portaria SSST No

24/1994, em seu item 7.4.2, estabelece como deverão ser realizados exames complementares.

No item 7.4.2.1, estabelece que para os trabalhadores cujas atividades envolvam os riscos

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discriminados nos Quadros I e II, os exames médicos complementares deverão ser executados

e interpretados com base nos critérios constantes dos referidos quadros e seus anexos. A

periodicidade de avaliação dos indicadores biológicos do Quadro I deverá ser no mínimo

semestral, podendo ser reduzida a critério do médico coordenador, ou por notificação do

médico agente da inspeção do trabalho, ou mediante negociação coletiva de trabalho.

O Ministério da Saúde recomenda para os trabalhadores expostos ao chumbo:

Levantar a história clínica-ocupacional e exame físico; Orientar o paciente sobre intoxicação

por chumbo e formas de prevenção e, caso o valor da dosagem de chumbo no sangue for

menor que 9µg/dl, realizar exames para chumbo sanguíneo Pb-S e ácido delta amino

levulínico urinário Ala-U semestral em caso persistência da exposição. (ANEXO A –

Fluxograma de Intoxicação por Chumbo Metálico elaborado pelo Departamento de Ações

Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde).

O parâmetro Valor de Referência da Normalidade (VR) é o valor possível de ser

encontrado em populações não-expostas ocupacional mente; o Índice Biológico Máximo

Permitido (IBMP), que substituiu o antigo LTB - Limite de Tolerância Biológica é o valor

máximo do indicador biológico para o qual se supõe que a maioria das pessoas

ocupacionalmente expostas não corre risco de dano à saúde. A ultrapassagem dos limites

definidos pela NR 7, Quadro I - Parâmetros para Controle Biológico da Exposição

Ocupacional a Alguns Agentes Químicos, significa exposição excessiva.

Indicador Biológico

NR 7 – Quadro I

ACGIH (2008)

Material Análise

VR

IBMP

BEI (*)

Sangue

Pb-S

40 µg/100ml

60 µg/100ml

30 µg/100ml

Urina

Ala-U

4,5 mg/g creatinina

10 mg/g creatinina

-

(*) Mulheres em idade fértil cujo Pb-S > 10 µg/100 ml estão em risco de gerar crianças com Pb-S > 10 µg/100 ml
e vir a ter déficit cognitivo

TABELA 02 – Índices biológicos de exposição para o Chumbo (CAS 7439-92-1).

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Para a ACGIH (2008, p. 112), o Índice Biológico de Exposição (BEI) para o Chumbo

Inorgânico (CAS 7439-92-1) é de 30 µg/100ml e ressalta que mulheres em idade fértil, cujo

chumbo no sangue exceda 10 µg/100ml estão em risco de gerar uma criança com chumbo

acima do nível considerado seguro e com alto risco de vir a ter déficit cognitivo. Vale lembrar

que na indústria eletroeletrônica predominam os trabalhadores do sexo feminino em idade

fértil.

Os resultados apresentados em estudos de Cordeiro et al. (1996), apontam contra a

validação dos Limites de Tolerância Biológica (LTB), estabelecidos no Brasil para a Pb-S e a

Ala-U, sugerindo que seus valores, estabelecidos pela Norma Regulamentadora NR 7,

atualizada em 1994 pela Portaria SSST No

24/1994, são inadequados para a proteção da saúde

dos trabalhadores brasileiros que estariam sujeitos a Intoxicação Profissional pelo Chumbo

(IPPb). Segundo Cordeiro et al. (1996), mesmo os trabalhadores que desenvolvem atividades

em ambientes onde os níveis de exposição ao chumbo estão abaixo dos limites de tolerância

com baixos níveis de chumbo no sangue, podem sofrer de distúrbios neurológicos.

A situação é ainda mais grave para aqueles trabalhadores que consomem álcool ou

estão expostos a substâncias tóxicas como solventes orgânicos e agrotóxicos. (CORDEIRO,

1996).

2.3.3. Determinação dos Níveis de Exposição aos Fumos Metálicos de Chumbo

Para se determinar a exposição ocupacional de trabalhadores a fumos metálicos

oriundos de processo de solda eletrônica utilizam-se como critério as recomendações da

ACGIH.

Os fumos metálicos são partículas sólidas produzidas por condensação ou oxidação de

vapores de substâncias sólidas em condições normais e são classificados como riscos

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químicos; os riscos químicos são os riscos causados pelas substâncias químicas presentes no

ambiente de trabalho, na condição de matéria-prima, produto intermediário, produto final ou

como material auxiliar. Os dados foram coletados por meio de avaliação de campo da

exposição ocupacional a fumos metálicos.

A NR 15 da Portaria No

3214/1978 no item 15.1.5 define Limite de Tolerância (LT), a

concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de

exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral.

Para avaliações adotaram-se os limites recomendados pela NR 15, do quadro I do anexo 11

ou, os recomendados pela ACGIH, caso sejam mais restritos.

A NR 9 da Portaria No

3214/1978 no item 9.3.6.1 define Nível de Ação (NA), o valor

acima do qual devem ser iniciadas ações preventivas de forma a minimizar a probabilidade de

que as exposições a agentes ambientais ultrapassem os limites de exposição. As ações devem

incluir o monitoramento periódico da exposição, a informação aos trabalhadores e o controle

médico. No item 9.3.6.2, alínea “a” consta o nível de ação para agentes químicos, a metade

dos limites de exposição ocupacional, considerados de acordo com a alínea “c” do item

9.3.5.1 – quando os resultados das avaliações quantitativas da exposição dos trabalhadores

excederem os valores dos limites previstos na NR-15 ou, na ausência destes os valores limites

de exposição ocupacional adotados pela ACGIH, ou aqueles que venham a ser estabelecidos

em negociação coletiva de trabalho, desde que mais rigorosos do que os critérios técnico-

legais estabelecidos. Para este trabalho utilizou-se os parâmetros definidos pela ACGIH por

serem mais restritivos que a NR 15.

A amostragem foi realizada em uma pequena empresa do Vale da Eletrônica em Santa

Rita do Sapucaí no Sul de Minas Gerais.

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FIGURA 02 – Trabalhador com a bomba de amostragem.

Fonte: arquivo do autor

A empresa, fabricante de equipamentos de comunicação, está instalada em prédio de

alvenaria com pé direito de 3m, com ventilação natural através de janelas do tipo basculante.

O operador realiza as operações de solda em uma bancada com iluminação direta na

posição sentada, sendo sua função a montagem e solda de componentes eletrônicos, utilizando

como ferramenta, um Ferro de Soldar 220 volts - 70 watts e solda em fio com fluxo 6040

Sn/Pb, marca COBIX (ANEXO B – Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico

- FISPQ).

Para as análises quantitativas dos agentes foi utilizado o método OSHA-ID-121-

Espectrofotometria de Absorção Atômica, realizado por laboratório especializado, conforme

certificado de análise. (ANEXO C – Certificado de Análise 04.0283.05).

Equipamento utilizado: Bomba de Amostragem Individual marca BDX II - No

de controle 06

Amostrador:

Cassete com filtro de éster de celulose 0,8 m - No

de controle 590

Método:

OSHA ID 121 – Espectrometria de Absorção Atômica

Vazão:

2,0 L/min

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Volume amostrado:

480 L

Material amostrado:

Estanho, Chumbo
Tempo de amostragem: 240 minutos (07:15h as 11:15h)

TABELA 03 – Dados do equipamento de amostragem.

Fonte: Laboratório Toximed Ambiental

Adotaram-se os parâmetros da ACGIH, corrigidos para jornada de 44h/semana e os

resultados foram os seguintes:

AGENTE QUÍMICO

ACGIH (TLV/TWA)(*)
(mg/m3
)

RESULTADOS

(mg/m3
)

Estanho (CAS 7440-31-5)

1,760

0,10

Chumbo (CAS 7439-92-1)

0,044

0,02

(*) Corrigido para 44h/semana conforme formula de Brief e Scala

TABELA 04 – Limites de tolerância e resultados da amostragem.

Considerando-se o efeito combinado Estanho/Chumbo tem-se que os contaminantes

monitorados e quantificados ficaram abaixo dos Limites de Tolerância estabelecidos pela

ACGIH (2008). A Concentração Total ∑C/T = 51,1%, se encontra acima do nível de ação.

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Estanho

(mg/m3
)

Chumbo

(mg/m3
)

∑C/T

Concentrações (C)

0,10

0,02

Limite de Tolerância (T)

1,760

0,044

Resultados C/T

0,0568

0,4545

0,511
51,1%

TABELA 05 – Concentração Total (∑C/T).

Fonte: Arquivo do autor

Analisando-se os resultados, conclui-se que, apesar de não se caracterizar

insalubridade, considerando-se o efeito cumulativo do chumbo no organismo, conclui-se que

existe exposição aos agentes tóxicos analisados, havendo a tendência de risco de dano à saúde

do trabalhador.

Vale lembrar que mesmo as ligas reconhecidas como “Lead Free” com baixa

porcentagem ou ausência do elemento Chumbo, não se pode assegurar sua não toxidade,

portando, caso sejam adotadas, será necessário avaliar a exposição seguindo a metodologia

indicada.

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