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1.

CONCEITO DE OBRIGAÇÃO

É a relação jurídica transitória, existente entre um sujeito ativo, denominado credor, e outro sujeito passivo,
o devedor, cujo objeto consiste numa prestação situada no âmbito dos direitos pessoais, positivo ou
negativo.

Sujeito Ativo – Beneficiário da obrigação, aquele que tem o direito: CREDOR.


Sujeito Passivo – DEVEDOR.

5.1 - Solidariedade ativa

Configura-se pela presença de vários credores, chamados concredores, todos com o mesmo direito
de exigir integralmente a dívida ao devedor comum (267).

A solidariedade ativa é rara porque na sua principal característica está sua principal inconveniência
(269). Assim, o devedor não precisa pagar a todos os concredores juntos, como na obrigação indivisível (260,
I). Pagando apenas a um dos credores solidários, mesmo sem autorização dos demais, o devedor se
desobriga, e se este credor for desonesto ou incompetente, e reter ou perder a quota dos demais, os
concredores nada poderão reclamar do devedor, terão sim que reclamar daquele que embolsou o
pagamento.

Mas caso algum dos concredores já esteja executando judicialmente o devedor, o pagamento deverá
ser feito ao mesmo (268), o que se chama de prevenção, ficando tal credor prevento para receber o
pagamento com prioridade em nome de todos os concredores.

Outro inconveniente é que se um dos credores perdoar a dívida, o devedor fica liberado, e os demais
concredores terão que exigir sua parte daquele que perdoou (272).

Como se vê, na solidariedade ativa cada credor fica sujeito à honestidade dos outros concredores.
Por estes inconvenientes a solidariedade ativa é rara, afinal não interessa ao credor.

1. Solidariedade Ativa
De acordo com o art. 264, do Código Civil, o regime da solidariedade importa que, quando na mesma
obrigação concorrer mais de um credor, cada um deles terá direito à dívida toda. Isto é, um único co-credor
pode exigir do devedor o pagamento integral da dívida.
Assim, por exemplo, se João e Paulo são credores solidários de Pedro, que deve a eles um automóvel, tanto
João como Paulo, cada um isoladamente, pode exigir, do devedor, a entrega do automóvel.
O que aconteceria, porém, se o automóvel fosse totalmente destruído e o devedor tivesse que cumprir a
obrigação mediante o pagamento da quantia de R$ 6.000,00 (seis mil reais), valor equivalente a coisa
perecida?
Deixando, pois, o objeto da obrigação de ser indivisível (automóvel) para se tornar divisível (quantia
equivalente em dinheiro), ainda persistiria a regra segundo a qual qualquer um dos co-credores poderia
exigir a dívida toda, no caso R$ 6.000,00 (seis mil reais), ou cada um deles só poderia exigir a parte que caiba
a cada um deles, ou seja, R$ 3.000,00 (três mil reais), por exemplo?
 O fato, porém, é que nas obrigações solidárias é absolutamente irrelevante ser o objeto da obrigação
divisível ou indivisível, pois o regime da solidariedade se traduz em um vínculo que se estabelece entre co-
credores e/ou co-devedores, não tendo qualquer dependência com o objeto em si da obrigação.
 Tanto é assim que o art. 271, do Código Civil, estabelece que: convertendo-se a prestação em perdas e
danos, subsiste, para todos os efeitos a solidariedade.

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