Artigo 5º da Constituição Federal

Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
Explicação ao caput: Brasileiros e estrangeiros “residentes” no Brasil – Essa infeliz expressão se formos levar ao pé da letra, excluiria os TURISTAS das garantias deste artigo. É necessário uma interpretação sistemática (no contexto, conjunta) para perceber que estão aí incluídos todos os estrangeiros, residentes ou não, primeiro porque o próprio artigo veda a distinção “de qualquer natureza”, pelo que não se pode distinguir por residência, e ainda o § 2° deste artigo garante o respeito, no Brasil, de direitos vindos de “tratados internacionais” (Um tratado internacional é um acordo resultante da convergência das vontades de dois ou mais sujeitos de direito internacional, formalizada num texto escrito, com o objetivo de produzir efeitos jurídicos no plano internacional.) e neles

está o dever de preservar a integridade de pessoas de outras nacionalidades que estejam no Brasil.
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
Explicação: Essa igualdade de sexo não é absoluta, já que pode ser excepcionada pela própria CF já que no próprio inciso consta que a igualdade é nos termos da desta constituição , como ocorre por exemplo na proteção especial do mercado de trabalho da mulher (art. 7° XX), no regime de aposentadoria (arts. 40 e 201) ou pela aplicação do princípio da igualdade material (impõe ao Poder Público a obrigação de oferecer instrumentos que permitam a inserção ou reinserção social, econômica e produtiva dos membros das chamadas “minorias sociais) , que legitimou, por exemplo, a exigência de um percentual mínimo de candidatas a cargos eletivos, nas convenções partidárias.

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
Explicação: Determina que somente a lei pode criar , transformar ou extinguir obrigações de fazer ou de não fazer, tornando pois inconstitucional os decretos executivos ou outros atos administrativos como instruções, resoluções ou portarias que pretendam obrigar. HIERARQUIA DAS NORMAS JURÍDICAS Estrutura hierarquizada: a pirâmide representa a hierarquia das normas dentro do ordenamento jurídico - esta estrutura exige que o ato inferior guarde hierarquia com o ato 1

hierarquicamente superior e, todos eles, com a Constituição, sob pena de ser ilegal e inconstitucional - chamada de relação de compatibilidade vertical CF LEIS ATOS

III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
Explicação: Crime de Tortura, nos termos da lei, constitui: a) constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental, com o fim de obter informação ou confissão da vítima ou de terceira pessoa, ou para provocar ação ou omissão de natureza criminosa ou em razão de discriminação racial ou religiosa; b) submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo. Esse inciso se alinha ao PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. Tratamento desumano – É aquele que se tem por contrário à condição de pessoa humana. Tratamento dado a bicho. Tratamento degradante – É aquele que diminui a condição de pessoa humana e sua dignidade.

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
Explicação: É o direito que a pessoa tem de exprimir, por qualquer forma e meio, o que pensa a respeito de qualquer coisa. Em outras palavras, é o direito de uma pessoa dizer o que quiser, de quem quiser, da maneira como quiser, no local em que quiser. Porém, a livre manifestação deverá ser limitada pela veracidade. No que toca à liberdade de imprensa, o limite seria o interesse público na informação. A liberdade de manifestação do pensamento não é uma garantia constitucional absoluta, tendo contra si limites morais e jurídicos. A exigência constitucional de que a pessoa que manifesta identifique-se visa a dar concreção ao inciso V, possibilitando a quem reste eventualmente ofendida pela expressão buscar reparação judicial, civil e criminal, pelas vias adequadas.

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sentido e avaliado pela própria pessoa. Essa proporcionalidade deve ser observada no meio e no modo. na forma da lei. nos termos da lei. Trata-se de uma cláusula de responsabilização. 2) moral – dano à pessoa. a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva. esperada. Explicação: O Poder Público é obrigado a permitir o atendimento espiritual em tais locais. além da indenização por dano material. Essa assistência religiosa será prestada à conta da própria confissão religiosa ou do interessado. Impede que ocorra qualquer prejuízo. Explicação: Esse inciso assegura a qualquer pessoa no Brasil o direito de abraçar qualquer orientação religiosa que queira e de determinar-se pelas concepções ditadas pela sua consciência. VII . privação ou redução de direitos à pessoa por conta de suas convicções religiosas ou de consciência. pela ação cível própria. de uma limitação ao direito de manifestação das concepções por terceiros. sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida. moral ou à imagem. 3 . Imagem social – dano ao conjunto das características que compõem a reputação do indivíduo. Entidades civis de internação coletiva – hospitais. Explicação: o direito de resposta é assegurado a quem for atingido na sua honra ou imagem pelo exercício do direito de expressão de outrem. asilos.é inviolável a liberdade de consciência e de crença. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. aos domínios de sua intimidade religiosa. Não poderá contudo destinar ajuda material ou financeira para isso. independente de dano à reputação. A prova do dano moral é a prática do ilícito donde resulta dor e sofrimento que causam tal dano. VI . 2) Pedido de indenização em Juízo. 3) imagem – imagem física: dano à figura da pessoa. Os danos morais são acumuláveis com os danos materiais. presídios.é assegurado o direito de resposta. Liberdade de culto – designa direito às solenidades e aos ritos pelos quais a pessoa externa sua religiosidade. proporcional ao agravo. Direitos do atingido: 1) é o direito de resposta proporcional a ofensa. Os danos indenizáveis são: 1) material – quantia de perda imediata e quantia representativa de perda futura.é assegurada. Liberdade de crença – é conceito que se refere às convicções religiosas da pessoa. estabelecimentos educacionais e correlatos.V .

Isso é possível se a pessoa obrigada declarar convicção religiosa. artigos científicos e correlatos. Há. Hipóteses de aplicação de escusa de consciência – A convicção religiosa.são invioláveis a intimidade. chamada de prestação alternativa. fixada em lei. o dever do voto. não será privado de direitos. a natureza do ato ofensivo. músicas. a honra e a imagem das pessoas. a atuação como mesário ou auxiliar eleitoral. esperada. chamadas escusa (Razão ou pretexto invocado para se eximir de uma obrigação ou ajuda) de consciência. Honra: é a dignidade pessoal refletida na consideração alheia e no sentimento próprio da pessoa. liberam a pessoa da obrigação legal original. administrativo ou legislativo. Quem está sujeito à obrigação imposta pela lei deve cumpri-la ou estará sujeito à penas por ela impostas. científica e de comunicação. Explicação: Intimidade: A esfera secreta da pessoa. Explicação: O conteúdo deste dispositivo invalida qualquer ato estatal. terá os direitos políticos suspensos. salvo se as invocar para eximirse de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa. a controle de conteúdo ou de temática. a participação em Tribunal do Júri. Vida privada: A casa onde mora. entre outros. Explicação: A lei tem o poder de obrigar. o número de 4 . científica ou de comunicação. livros. bases militares. Dano à imagem: É avaliado pela pessoa ofendida em relação ao grupo social no qual se insere. independentemente de censura ou licença. que cause ou possa causar embaraço à expressão da atividade intelectual. mas a sujeitam a outra. embarcações militares. X . a sujeição a prova em concurso público em determinado dia ou horário. artística. peças de teatro.Entidades militares – quartéis. Dano material: quantia de perda imediata e quantia representativa de perda futura. filosófica ou política para não cumprir a ordem legal. livros e revistas. Imagem: é a concepção de terceiros sobre a pessoa. artes plásticas. uma possibilidade de ocorrer negativa de cumprimento de obrigação legal sem que haja punição. VIII . filosófica ou política pode ser alegada contra: serviço militar obrigatório. contudo.é livre a expressão da atividade intelectual. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. etc. sua exposição pública. se novamente se recusar. Dano moral: É avaliado pela pessoa ofendida em relação a si mesma.ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. a vida privada. Essas alegações. O valor a ser pedido pelo dano moral como indenização será de acordo com a exposição pública da pessoa. artística. Levará em conta a atividade da pessoa. textos em jornais e dos próprios jornais. Alcança a produção de filmes. Cumprindo essa prestação alternativa. IX . também criada por lei. como sujeição a licenças. a capacidade econômica do ofensor.

ofício ou profissão condicionado às exigências 5 . é qualquer local no qual a pessoa tenha condições de praticar atos de vida privada.a casa é asilo inviolável do indivíduo. para esses fins. XII . atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Dia Penal: Período de duração da luz solar. ou qualquer outra via correlata. ofício ou profissão. e-mail. nesse inciso XI. Explicação: correspondência – é toda mensagem escrita por via missiva (Carta. ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador. Explicação: Não é coincidência a proteção da intimidade e da vida privada no inciso X e da “casa”. Casa: .pessoas que com o ofendido tem contato. por determinação judicial.é livre o exercício de qualquer trabalho. ou para prestar socorro. da intimidade. aposento de habitação coletiva.aposento de habitação individual. se de acesso restrito. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Exceção: Exercício de trabalho. a salvo da curiosidade. da vida privada e da comunicação. da interferência ou do acesso de terceiros. XI . prestação de socorro. Dia civil: espaço de tempo entre 6h e 20h. “casa”. Explicação: Regra: liberdade de exercício de trabalho. fax. no último caso. XIII .é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas. ou. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. desastre. Por conta disso. ofício ou profissão. b) Somente durante o dia: por determinação judicial. Ingresso na casa de terceiros: 1) Com consentimento do morador: a qualquer momento. A proteção do sigilo de correspondência se assenta na proteção dos direitos de expressão. salvo. local de habitação temporária. telegrama. por ordem judicial. Buscou-se proteger o ambiente no qual a pessoa exercita sua vida privada na plenitude ou na maior extensão. Pode ser imagem física ou imagem social (o conjunto das características que a definem socialmente). 2) Sem consentimento do morador ou contra este: a)A qualquer momento: em flagrante delito. epístola). de dados e das comunicações telefônicas. durante o dia. local de trabalho.

Explicação: O que é? Direito de ir. no caso de estado de sítio.todos podem reunir-se pacificamente.impostas por lei. cível. Direito de se deslocar. aos brasileiros e estrangeiros no território nacional. Bens: abrange todos os bens móveis da pessoa. Garantia correspondente: É a ação de hábeas corpus. desde que 6 . em locais abertos ao público. Explicação: Todos: Qualquer pessoa. é bastante amplo. como as relativas ao combate ou a contenção de epidemias. administrativo ou parlamentar.é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte. permanecer ou dele sair com seus bens. mas não impede a tributação incidente sobre a entrada ou saída de tais bens do Brasil. que beneficia os exercentes de algumas profissões. independentemente de autorização. vir e ficar. nos termos da lei. psicólogos e religiosos. quando necessário ao exercício profissional. podendo qualquer pessoa. além de outras. criminal. Acesso à informação: abrange tanto informações relativas ao Poder Público quanto a pessoas físicas ou jurídicas privadas. Âmbito: no território brasileiro. Restrições: Poderá haver restrições em tempo de guerra. tem alcance geral e se aplica a qualquer juízo. sem armas. portanto. e as tributárias. Alcance do sigilo profissional: O sigilo profissional. desde que em padrões razoáveis. nacional ou estrangeira. Sigilo da fonte: significa proteção da pessoa que detinha a informação e que a liberou para conhecimento público ou geral. O direito de ser informado. XV . Tais profissionais.é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz. XVI . XIV . advogados. não podem e não devem divulgar informações ou dados aos quais tiveram acesso em razão da ocupação profissional. fixadas em lei. em tempo de paz. de qualquer idade. fundamentadas no interesse público ou social no desempenho de certa atividade. A quem é assegurado? Como regra. portanto. brasileiro ou estrangeiro. nele entrar. como médicos. Tempo de paz: significa tempo de normalidade democrática e institucional.

XVII . Explicação: Associação: união de pessoas que se organizam para fins não econômicos. pois deverá obedecer a uma lei que vai dispor sobre a criação dessas entidades. O Poder público poderá. O local escolhido deverá ser aberto ao público e apto a receber o evento. na forma da lei. sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento.é plena a liberdade de associação para fins lícitos. Explicação: É direito assegurado tanto a brasileiros quanto a estrangeiros. Caráter paramilitar: uso de regramento de funcionamento semelhante ao adotado pelas estruturas militares. como rígida hierarquia. portanto. vedada a de caráter paramilitar. contudo. Explicação: A plenitude de liberdade de associação para fins lícitos conduz ao direito de criá-las independentemente de autorização do Poder Público. É toda coligação voluntária de algumas ou de muitas pessoas físicas. independentemente de idade ou capacidade civil. ou seja. uso de uniforme. com o intuito de alcançar alguma finalidade lícita. a de cooperativas independem de autorização. Plena: Impossibilidade de lei ou regramento administrativo versando sobre o direito de associação para fins lícitos. 7 . Condições: A reunião deve ser pacífica e não pode haver armas. de livre criação. sendo definida como um direito de ação coletiva que envolve a adesão consciente de duas ou mais pessoas com a finalidade de realização de um objetivo. Criação de cooperativas: deverá respeitar o que a lei vier a impor (como a obrigatoriedade de um Conselho Fiscal e a proibição de remunerar os cargos de comando) não sendo. impedi-la se constatar o caráter não pacífico ou a presença de armas. Autorização: Não há necessidade. adestramento de combate. Condicionamento: A finalidade deve ser lícita. sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. por longo tempo. XVIII .não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local. uso de armas. Reunião: É eventual e temporária. Prévio aviso: Tem como objetivo possibilitar a reunião tomando medidas relativas ao trânsito e à segurança de prédios públicos.a criação de associações e. amparada pela lei ou não contrária a ela.

exigindo-se. no primeiro caso. a Permanência em associação e Saída da associação: é decisão da própria pessoa. Tem por objetivo acautelar a coletividade contra o funcionamento irregular. não bastando previsão genérica em seus estatutos. Explicação: O Ingresso em associação. É desnecessária.ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado. XXI . na forma do estatuto da entidade. Terá a duração que for determinada pelos membros. têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente. quando expressamente autorizadas. segundo conceitua o Código Civil. e o direito de reavê-la do poder de quem quer que. político-administrativa e civil. a ata da assembléia geral que conferiu à associação poderes específicos para a demanda. OBS: esse inciso se aplica por extensão também aos sindicatos. Explicação: direito de propriedade é a faculdade de usar. o trânsito em julgado. XXII . a possua ou detenha.as entidades associativas. além de previsão genérica estatutária. finalmente. 8 .as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial. Explicação: Autorização expressa: deve ser feita por documento nos autos do processo (judicial). a expressa e específica autorização de cada um dos associados. símbolo. XIX . ilegal ou perigoso da associação. atestando de maneira inequívoca que a associação está autorizada a atuar judicialmente em defesa dos direitos e interesses dos representados.Interferência estatal: a interferência estatal acarreta responsabilidade penal (abuso de autoridade). Suspensão voluntária de funcionamento: É feita pelos próprios associados. gozar e dispor da coisa.é garantido o direito de propriedade. XX . autoral. marca. A comprovação exige. Extensão: A previsão genérica deste dispositivo abarca o direito à propriedade material (móvel e imóvel) e imaterial (imagem. Explicação: Suspensão compulsória de funcionamento: depende de decisão judicial não definitiva (cabe recurso) dada em antecipação de tutela ou liminarmente. injustamente. É necessário também a juntada de instrumento de mandato (procuração assinada pelo Presidente da associação) ou de ata da assembléia geral com poderes específicos.

em parcelas anuais. iguais e sucessivas. tudo segundo o art. a propriedade. podendo ter prazo de vencimento de 05 (cinco). Tais valores fazem parte do sigilo bancário do detentor (proprietário). Função social da propriedade rural: O art. Descumprimento da função social da propriedade: Pode levar à perda da propriedade. 184. a indenização será em títulos da dívida agrária (Os títulos da dívida agrária – TDA – são títulos mobiliários da dívida pública federal interna. ou de aquisição amigável de imóvel rural pelo INCRA para fins de reforma agrária. os seguintes requisitos: a) aproveitamento racional e adequado. são custodiados junto à Caixa Econômica Federal – CEF – em sua gerência financeira – GEFIN . CF determina que a propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade previstas no Plano Diretor. 186 determina que a propriedade rural cumprirá sua função social quando atender.em Brasília – DF. decorrentes de desapropriações de imóveis rurais (art. ao grupo social. além de direito da pessoa. III. criação industrial) e beneficia tanto brasileiros quanto estrangeiros. XXIII . A emissão desses títulos depende de aprovação prévia do Senado Federal. Desapropriação-sanção: Implica a perda da propriedade urbana mediante indenização em títulos da dívida pública. as benfeitorias úteis e as necessárias. no caso de imóvel rural. § 2°. assegurados o valor real da indenização e os juros legais. 10 (dez). mas também que esse dono exerce em relação a terceiros. simultaneamente. Significa dizer que a propriedade não é um direito que se exerce apenas pelo dono de alguma coisa. d) exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores. § 4°. não apenas individual. Ou seja. por índice calculado com base na Taxa Referencial (TR) referente ao mês anterior. segundo critérios e graus de exigência fixados em lei. tanto pessoas físicas quanto jurídicas. ou por ordem judicial. Explicação: Função social da propriedade: É um conceito que dá a esta um atributo coletivo. indenizada em títulos e não em dinheiro. Função social da propriedade urbana: O art. No caso de propriedade rural. podem ser consultados e movimentados. c) observância das disposições que regulam as relações de trabalho. de alguma forma.invenção. por desapropriação por interesse público. Essa desapropriação paga em títulos é chamada de desapropriação-sanção (pena). 15 9 .a propriedade atenderá a sua função social. Por ocasião da emissão. que fica constitucionalmente obrigada a retribuir. 182. da Constituição Federal do Brasil). e somente por ele. 182. Seu valor nominal é atualizado no primeiro dia útil de cada mês. exceto. é também um encargo contra essa (pessoa). um benefício pela manutenção e uso da propriedade. com prazo de resgate de até doze anos. b) utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente.

Necessidade pública: indispensabilidade do bem para. A sanção aparece na imposição. XXIV . desapropriar ou expropriar é transferir compulsoriamente bens privados para o domínio público. mediante justa e prévia indenização em dinheiro. deve ser feita em dinheiro. resgatáveis em até vinte anos. o traçado de uma ferrovia. A indenização será posterior ao fim da ocupação do bem. Indenização justa: é a que equivale ao valor real de mercado do imóvel desapropriado. mas ao longo de anos. assim definida em lei. Forma de indenização: Em geral. a apontar entre os bens desapropriáveis. a autoridade competente poderá usar de propriedade particular. 3% ou 6 % ao ano. com cláusula de preservação do valor real. como ocorre no caso de desapropriação para reforma agrária de imóvel que descumpra a função social da propriedade rural. indenizando.no caso de iminente perigo público. 18 (dezoito) ou 20 (vinte) anos. Explicação: Desapropriação: é a forma de aquisição de bens pelo poder público para incorporar esse bem ao patrimônio público. se houver dano.a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública. ressalvados os casos previstos nesta Constituição. não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva. por exemplo. XXV . praça. O proprietário não perde a propriedade. Utilidade pública: conveniência da desapropriação. condicionada à existência e demonstração do dano. dependendo da área do imóvel ou a forma da desapropriação. com taxa de juros de 1%. assegurada ao proprietário indenização ulterior.(quinze). de não ser indenizado imediatamente. o mais adequado a critério do poder público. etc.). Explicação: A iminência vem da possibilidade clara e imediata de ocorrência do evento. É exemplo a escolha de imóvel para sediar posto de saúde.a pequena propriedade rural. dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento. como regra o ex-proprietário. Interesse social: decorre do desatendimento da função social da propriedade. transposição do rio São Francisco. a partir do segundo ano de sua emissão. 2%. Assim. hospital. 10 . desde que trabalhada pela família. ou por interesse social. mas apenas precisa tolerar a ocupação e utilização temporária do bem pelo Poder Público. Indenização prévia: Deve ocorrer antes da perda definitiva da propriedade particular ao Poder Público (imissão definitiva na posse). contra o expropriado. XXVI .

composições musicais e obras de desenho. XXVII . 11 . Duração dos direitos patrimoniais: Perduram por setenta anos. o prazo será de setenta anos. conferências e sermões. Penhora: significa a troca da propriedade pelo valor do débito. os de utilização. artísticas e científicas. publicação ou reprodução de suas obras. adaptações e traduções. Autor: é a pessoa criadora da obra literária. Meios de financiar o desenvolvimento: Como o acesso ao crédito na rede bancária privada fica dificultado pela proibição constitucional de utilização da pequena propriedade em garantia. O prazo máximo será de cinco anos. também estão protegidos pelo direito autoral programas de computados.Explicação: Pequena propriedade rural: o Tamanho que caracterizará a pequena propriedade rural para fins dessa proteção constitucional será definido em lei federal (Estatuto da Terra e Lei n° 8. salvo se houver estipulação contratual escrita. artigos. pinturas e gravuras. transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. XXVIII . entre os patrimoniais. Trabalhada pela família: Não poderá haver empregados permanentes envolvidos nas atividades de produção rural. textos de obras literárias. Transferência dos direitos: A legislação permite a transferência dos direitos do autor a terceiros.são assegurados. pareceres. Explicação: Obras protegidas: além das óbvias.629/1993). nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas. contados de 1° de janeiro do ano subseqüente ao de seu falecimento. lei federal deverá impor aos bancos oficiais a abertura de linhas de crédito para tais propriedades.aos autores pertence o direito exclusivo de utilização. artística ou científica. Sobre obras audiovisuais e fotografias. Direitos morais e patrimoniais do autor: Entre os direitos morais. Débitos decorrentes da atividade produtiva: A proteção só cobre débitos contraídos para financiar a atividade produtiva no estabelecimento rural. e conferencias. e. fruição e disposição da obra. estão o de reivindicar a autoria da obra e ser citado como autor. inclusive nas atividades desportivas. contados de 1° de janeiro do ano subseqüente ao da sua divulgação. como livros.

Patente de modelo de utilidade: o prazo é de 15 anos. pelos direitos de exploração. contudo. à propriedade das marcas. assim como o concurso de suas marcas ou dos lucros obtidos com essas operações. As pessoas que participam da realização dessas obras têm direito constitucional de receber remuneração por essa participação.Explicação: Obra coletiva: pode ser uma peça de teatro. uma empresa ou o próprio Estado. O proprietário em questão pode ser uma pessoa física. uso. Depois desse prazo. Explicação: Como o progresso tecnológico e sua importância para a humanidade dependem.). XXX . aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas. patente de produto. 12 . uma atividade desportiva coletiva.a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. seja remunerado pelo seu talento e atividade intelectual empregados na invenção. para que o inventor. aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. XXIX . partindo deles. uma novela. produto. bem como proteção às criações industriais. fiscalizar o resultado econômico das obras de que participarem. Patente da invenção: o prazo é de 20 anos. marca. um filme. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País. o constituinte resolveu impor uma proteção apenas temporária. royaltie é o termo utilizado para designar a importância paga ao detentor ou proprietário ou um território. Explicação: Fiscalização – É firmado aqui o direito de tais participantes de obras coletivas. atividade inventiva e aplicação industrial. em grande medida. o invento cai no domínio comum. Os detentores ou proprietários recebem porcentagens geralmente pré-fixadas das vendas finais ou dos lucros obtidos por aquele que extrai o recurso natural. ou obra original. para acesso de qualquer pessoa. Invenção: É patenteável a invenção que atenda aos requisitos da novidade. de se conhecer determinados inventos e. através do recebimento de royalties (Na atualidade. ou fabrica e comercializa um produto ou tecnologia. distribuição ou comercialização do referido produto ou tecnologia. recurso natural.é garantido o direito de herança. de forma a não haver burla no cálculo do direito autoral a que fazem jus. processo de produção. na medida dela. Marca: São sinais distintivos visualmente perceptíveis. obter inventos melhores pela utilização da tecnologia. b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores. ou respectivas associações ou representações sindicais.

material ou imaterial. chamado por alguns de “de cujus” e por outros de autor da herança. Produto: é qualquer bem. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. Herdeiros testamentários: São definidos em testamento pelo detentor dos bens e direitos a serem legados. não importando se o titular dos bens é estrangeiro ou brasileiro e se reside ou não no Brasil.todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. o conjunto de seus direitos e deveres. ou de interesse coletivo ou geral. poderá ser aplicada a lei brasileira ou a lei estrangeira. Explicação: Consumidor: é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produtos ou serviços como destinatário final. XXXII . de crédito e secundárias.Explicação: Herança é o patrimônio do falecido. Com a morte do titular. Serviço: é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo. Herdeiros legítimos: estão definidos no código civil. Logo. estaduais. a defesa do consumidor. que serão prestadas no prazo da lei. XXXI . salvo as decorrentes de caráter trabalhista. aos herdeiros legítimos e testamentários do morto. esse conjunto se transfere. no momento exato do falecimento. inclusive as de natureza bancária. 13 . os filhos. Explicação: todos: brasileiros e estrangeiros. móvel ou imóvel.o Estado promoverá. Critério: o principal critério de escolha da lei mais favorável será a tributação incidente sobre a transmissão dos bens do patrimônio do falecido para o do sucessor brasileiro. entre outros.a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros. São os automaticamente habilitados à herança. Órgãos públicos: federais. XXXIII . Lei mais favorável: Incumbe ao cônjuge brasileiro ou aos filhos brasileiros a escolha da lei mais favorável a reger a sucessão de bens de estrangeiro existentes no Brasil. mediante remuneração. distritais e municipais. sob pena de responsabilidade. a critério dos sucessores. sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus. na forma da lei. Explicação: Competência: O inventário e a partilha de bens situados no Brasil são de competência da autoridade judiciária brasileira.

Explicação: É estruturada para ser exercida perante repartições públicas compreendidas: delegacias de polícia. sigilosas ou de interesse XXXIV . Inafastabilidade da jurisdição. brasileiro ou estrangeiro.Interesse particular: É interesse individual. órgãos do Poder Judiciário.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. Deve ser formal. como contribuintes. Explicação: É exercido por meio de requerimento. Pode ser utilizado por qualquer pessoa. consumidores. Pode ser usado para apresentar queixas. independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direito ou contra ilegalidade ou abuso de poder. Ameaça de lesão a direito: permite à pessoa a provocação do poder geral de cautela do judiciário (poder de proteção) para fazer parar a ameaça e para preservar a integridade do direito. Lesão a direito: Permite o acesso à jurisdição para fazer parar a lesão e recompor o direito lesado. pedidos. Restrições: alcança estratégico. sugestões. XXXV . criminal e administrativa. para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal.a lei não prejudicará o direito adquirido.são a todos assegurados. Interesse coletivo: designa interesse de um grupo determinado. Direito à Jurisdição. titularizado por todos. Interesse geral: é interesse difuso. Responsabilização: será civil. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. informações militares. não individualizável. É exercido para defender direitos (como o de construção ou de vigilância sanitária ou epidemiológica) ou contra ilegalidade ou abuso de poder de autoridade pública ou preposto. da própria pessoa. Mesas do Legislativo. representações ou requerimentos ao Poder Público. sobre si mesma ou outro. XXXVI . Explicação: Princípio: Amplo acesso à jurisdição. 14 . b) a obtenção de certidões em repartições públicas. secretarias do Ministério Público. aposentados. de seu exclusivo interesse.

Juízo ou tribunal que não assegure. ao fixar a sentença do acusado. Explicação: Impõe que os jurados. XXXVII . o juiz não poderá reconhecê-la na sentença. ao decidirem sobre os quesitos terão de faze-los sozinhos. deverá respeitar tudo o quanto decidido pelos jurados. dentre as pessoas que constem do alistamento eleitoral do Município. desde que a prova lhe aproveite.é reconhecida a instituição do júri. Esse tribunal é presidido por um juiz de carreira. em dado processo. a partir dos 18 anos). 15 . não pode ser retirado.não haverá juízo ou tribunal de exceção. A escolha dos membros do Tribunal do Júri é feita por sorteio. c) a soberania dos veredictos. b) o sigilo das votações. Não poderão se comunicar com ninguém enquanto fazem isso. as garantias constitucionais das partes. e. o júri negar a tese da legítima defesa. Explicação: seu conteúdo impõe dizer que o Juiz-Presidente. assegurados: Explicação: Tribunal do Júri: Os crimes dolosos contra a vida. são julgados pelo Tribunal do Júri. chamado juiz-presidente. com a organização que lhe der a lei. Explicação: Plenitude de defesa: É a garantia que o acusado tem de usar todos os meios legais de prova para se inocentar. Ato perfeito: É aquele que reúne sujeito capaz (com capacidade civil plena. XXXVIII . do domínio dessa pessoa. em geral não conhecedoras de direito. por vinte e um jurados. Coisa julgada: É a decisão judicial que não cabe mais recurso. objeto lícito (o que se está fazendo deverá ser plenamente permitido por lei e não expressamente proibido por ela) e forma prescrita ou não proibida em lei. com base no que entenderam de tudo o que foi dito pela acusação. a quem incumbe transformar a decisão dos jurados em sentença. Se por exemplo. pela defesa e pelas testemunhas. consumados ou tentados.Explicação: Direito adquirido: è aquele que já se incorporou ao patrimônio e à personalidade de seu titular pelo aperfeiçoamento de algum ato que o confere. dos quais sete sorteados formarão o conselho de sentença. O julgamento será feito por 7 pessoas comuns do povo. nem quebrar o sigilo de sua decisão. Explicação: Há duas definições: Juízo ou tribunal criado para julgar um fato depois de esse fato ter ocorrido. a) a plenitude de defesa.

Explicação: A lei penal que pode retroagir para beneficiar o réu pode ser a que define crimes. religião ou procedência nacional.d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida.a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais. quer cometida por particular. preso vai ficar até o final do processo. assim. um reforço da garantia de igualdade perante a lei. sujeito à pena de reclusão. em dinheiro ou em equivalente monetário. então. de 6 (seis) a 20 (vinte) anos. Esse entendimento encontra exceção no inciso XL deste artigo 5°. mas ao contrário. O dispositivo é na verdade. antes da data em que o fato aconteceu. Explicação: O racismo é resultante de discriminação ou preconceito de raça. cor. incorrendo por isso na sanção a ela imposta. A condição de inafiançável do crime de racismo. Explicação: princípio da anterioridade da lei penal. que a pessoa faz ao Poder Judiciário para poder responder ao processo em liberdade provisória. nem pena sem prévia cominação legal. salvo para beneficiar o réu. XLI . penas e elementos penais (como o Código penal). se quem o praticou estiver preso. Como qualquer uma delas pode retroagir para beneficiá-lo. tentado ou consumado. pelo que o delinqüente não viola a lei penal.reclusão. a realiza. etnia. crime é a descrição de uma conduta acompanhada de sanção. nos termos da lei.a lei penal não retroagirá. Essa lei anterior também precisa fixar a pena. Explicação: O tribunal do júri tem competência para julgar os crimes dolosos contra a vida. XLII . que são o homicídio. Explicação: O objetivo do inciso é que a lei venha a estabelecer punições para toda e qualquer conduta com fundamento discriminatório. Formalmente. sem o que não se poderá falar em crime. a que disciplina o processo (como o código de processo penal) ou a que rege a execução da pena (como a lei de execução penal). é preciso que haja uma lei estabelecendo que aquela conduta seja punível e como será punível. Como o crime nada mais é do que uma conduta humana punível. Ex: Art. XXXIX . quanto à retroatividade da lei penal mais benéfica. e fiança é um pagamento.não há crime sem lei anterior que o defina.Matar alguém: Pena . quer pelo Estado. XL . impõe que. 16 .a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. nenhuma conduta humana será considerada crime se uma lei anterior ao fato (e não ao julgamento) que a preveja como crime. 121 do Código Penal . Crime inafiançável: É crime que não admite fiança. Logo.

Graça: É medida de clemência ou indulgência (perdão) específica. por isso.constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados. punir e executar a pena do criminoso. Numa aproximação poderse-ia falar em atos de pessoas ou grupos. durante ou após o processo e a condenação. Crime imprescritível é pois. é vista como lei penal de efeito retroativo. e ocorre através de iniciativa do condenado. se omitirem. contra pessoas ou bens. XLIV . civis ou militares. Explicação: A ação de grupos armados contra a ordem constitucional configura golpe de estado. o crime em relação ao qual a justiça jamais perde o poder de punir o seu autor. a qual deverá determinar o arquivamento dos processos pendentes e a suspensão das execuções penais relativas aos delitos anistiados. 17 . os executores e os que. podendo evitá-los. Executor: quem executa a conduta criminosa.Crime imprescritível: É crime que não sofre prescrição. XII. sob motivação política e religiosa. Mandantes: pessoa ordenadora da conduta. A concessão da anistia é de competência do Poder Legislativo. XLIII . como bom comportamento. Em outros termos. por eles respondendo os mandantes. e prescrição é um prazo dentro do qual o Estado tem o poder para encontrar. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. Explicação: Crime inafiançável: é crime que não admite fiança. Omissão criminalmente relevante: Ocorre em relação à pessoa cuja conduta omissiva possibilitou o crime ou facilitou a sua realização. Terrorismo: Conceito de difícil extração. e vem prevista em lei. já que é permeado (Fazer passar pelo meio) com elementos políticos e legais complexos. 84. A concessão de graça é competência do Presidente da República (art. processar. de fundo violento. A anistia. sendo concedida exclusivamente a esse. Reclusão é pena privativa de liberdade. o decurso do tempo não opera qualquer efeito sobre a punibilidade do crime imprescritível. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura. por meio do qual os delitos cometidos pelo apenado são desconsiderados. o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. Considera as condições pessoais do preso. da CF). Anistia: É um ato de clemência de iniciativa do Poder Público. antes.

o agente do crime./ podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser. Condenado o criminoso por um desses crimes contra o patrimônio. de objetos utilizados no crime.(1ª Parte do inciso) (2ª Parte) XLV . pela reclusão ou pela detenção. que é a imposição de reparar o dano causado pelo criminoso. 18 . o furto ou a apropriação indébita. estendidas aos sucessores e contra eles executadas. de bens que constituam ameaça pública e de bens pessoais que hajam sido adquiridos por enriquecimento ilícito. Explicação: Personalização da pena. Ex: pintar as paredes de uma escola.a lei regulará a individualização da pena e adotará. c) multa. por exemplo). as seguintes: Explicação: Princípio: individualização da pena. Explicação: É a imposição de uma penalidade pecuniária (em dinheiro) de um valor a ser pago pelo preso em favor do Estado (o Estado irá destinar esse dinheiro para um fundo específico). por atividade criminosa ou por improbidade administrativa. Explicação: a privação é a perda total da liberdade. XLVI . geralmente nos crimes contra o patrimônio. d) prestação social alternativa. e o criminoso falecendo após a condenação e antes de devolver à vítima o que dela tirou. Explicação: É a condenação a fazer alguma coisa em benefício da sociedade. Explicação: significa o Estado retirar os bens para reparar à vítima ou a si próprio (O Estado – dano ao patrimônio público. não podendo a punição criminal ser estendida a terceiros. nos termos da lei. essa vítima poderá buscar a reparação do dano contra o espólio (conjunto de bens e direitos do morto). A única pessoa que pode sofrer condenação criminal é o próprio criminoso.nenhuma pena passará da pessoa do condenado. a) privação ou restrição da liberdade. e) suspensão ou interdição de direitos. b) perda de bens. Também ocorre perda de bens com a tomada. Responsabilização pessoal. como forma de reparar todo ou parte de seu crime. até o limite do valor do patrimônio transferido. A segunda parte do inciso fala dos efeitos civis (dinheiro) da sentença penal condenatória. pelo Poder Público. A restrição de liberdade é uma diminuição da liberdade. entre outras. como o roubo.

salvo em caso de guerra declarada. a convivência de presos e presas. autorizado pelo Congresso Nacional ou por ele referendado (art. e na Lei de Contravenções Penais. 84. a idade e o sexo do apenado. XLVII . Explicação: Depende ainda de definição. a proibição de exercício de profissão. como agravante. 5°. Explicação: Por toda a vida do condenado. XIX). condenar um brasileiro a viver fora do nosso País. para impedir por exemplo. nos casos em que o Brasil esteja oficialmente em guerra com outro País.a pena será cumprida em estabelecimentos distintos. XLIX . a suspensão da autorização para dirigir veículos e a proibição de freqüentar determinados lugares. como no caso do motorista que atropela e mata um pedestre. a espionagem e a traição. nos termos do art. como por exemplo. É constitucional a aplicação dessa pena. São crimes puníveis com essa pena drástica a deserção. A lei deverá dizer quais são tais penas e se serão consideradas também sofrimentos mentais. d) de banimento.é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral. Explicação: A submissão do preso ao cumprimento da pena que lhe tenha sido imposta somente autoriza a autoridade pública a zelar pela correta e integral aplicação 19 . atividade ou ofício que dependam de habilitação especial. b) de caráter perpétuo. combinado com o art. além de físicos. Explicação: Sujeição do preso a um trabalho para cuja execução se exija excepcional esforço físico ou mental. também do tipo de crime cometido. sendo que dirigia embriagado.Explicação: É a suspensão temporária de fazer algo. 84. de licença ou autorização do serviço público. como delito. bares.não haverá penas: a) de morte. XIX. ou seja. Explicação: Expulsão de brasileiro do Brasil. e) cruéis. XLVII. por ter sido agredido e tendo respondido a essa agressão estrangeira. de jovens com criminosos experientes no mundo do crime e de autores de pequenos furtos com criminosos de alta periculosidade. função ou atividade política e de mandato eletivo. de acordo com a natureza do delito. um esforço fora do comum. Explicação: A pena de morte consiste em extinguir a vida do condenado. c) de trabalhos forçados. muito embora a crueldade já exista no Código Penal. Explicação: É uma espécie de desdobramento do princípio da individualização da pena. pelo qual o preso deverá ter regime carcerário diferenciado em razão do sexo e idade e. XLVIII . São interdições de direitos e proibição de exercício de cargo. porém.

LI . 20 . LII .aos litigantes. com os meios e recursos a ela inerentes.nenhum brasileiro será extraditado.às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação.ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal.não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião. LIV . na forma da lei. LV .dessa pena. em processo judicial ou administrativo. L . e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. em caso de crime comum.ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. salvo o naturalizado. ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. praticado antes da naturalização. LIII . não permitindo quaisquer outros atos atentatórios da dignidade da integridade física do detido.

salvo nas hipóteses previstas em lei. se esta não for intentada no prazo legal.o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal.são inadmissíveis.a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. no processo. LIX .ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. 21 .será admitida ação privada nos crimes de ação pública.ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.LVI . LXII .a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. LXI . LX . LVlI . as provas obtidas por meios ilícitos. LVIII . definidos em lei.

o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial.conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. LXIX . sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado. salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel.não haverá prisão civil por dívida. quando a lei admitir a liberdade provisória. LXVIII .a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária. LXVII . LXVI . não amparado por habeas-corpus ou habeas-data. LXIV . 22 . LXV .LXIII . com ou sem fiança.conceder-se-á habeas-corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção.o preso será informado de seus direitos. por ilegalidade ou abuso de poder.ninguém será levado à prisão ou nela mantido. entre os quais o de permanecer calado.

conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade.quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso.conceder-se-á habeas-data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante.o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. LXXI . judicial ou administrativo. 23 . LXXII . b) para a retificação de dados. b) organização sindical. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano. à soberania e à cidadania. LXX .

na forma da lei. na forma da lei: a) o registro civil de nascimento. LXXIV .são gratuitas as ações de habeas-corpus e habeas-data. LXXVI . 24 .qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. LXXVIII – a todos. As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. e. salvo comprovada má-fé. os atos necessários ao exercício da cidadania. assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença. à moralidade administrativa. LXXV . ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.o Estado indenizará o condenado por erro judiciário. § 1º.LXXIII . são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. no âmbito judicial e administrativo. ficando o autor.são gratuitos para os reconhecidamente pobres.o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. LXXVII . isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. b) a certidão de óbito.

§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados.§ 2º. em dois turnos. Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados. ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. em cada Casa do Congresso Nacional. § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. 25 . por três quintos dos votos dos respectivos membros. serão equivalentes às emendas constitucionais.

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