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Administração na era digital – Convergência Digital

Marcos Roberto Rosa (FMP)

RESUMO: O presente artigo objetiva relatar noções e conceitos que cercam as modificações no
processo da era digital, tais como sistemas de informações tecnológicas e convergência digital, a
partir de conceitos científicos e pesquisas, propondo a relevância desses temas para o campo da
comunicação e do avanço tecnológico-digital, assumindo como premissa para o desenvolvimento
das organizações a “convergência digital” como um desafio tecnológico. O método de pesquisa
utilizado foi a formulação e aplicação de um questionário, com perguntas fechadas, dirigido aos
formandos de administração de duas instituições de ensino da região da Grande Florianópolis,
Faculdade Estácio de Sá, entidade de ensino superior da rede privada de São José-SC e
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), de Florianópolis-SC, pertencente a rede de ensino
pública. Esta configuração nos permite uma comparação dos resultados entre ambas e a
apresentação de um perfil dos administradores formandos por cada uma delas. Observou-se nos
entrevistados um perfil de jovens empreendedores, com certa deficiência de conhecimento sobre
Teorias Administrativas e uma visão do setor de Tecnologia da Informação (TI) como meio de
controle de produção e desempenho de funcionários, apresentando um alto índice de
desconhecimento do potencial deste setor estratégico como ferramenta facilitadora ao trabalho do
gestor.

PALAVRAS-CHAVE: Administração; Convergência Digital.

Introdução

A partir da Teoria Geral dos Sistemas (TGS), as empresas começaram a preocupar-se com sistemas
de controles e análises de processos, e os gestores puderam dispor de ferramentas básicas para
desempenhar suas atividades com maior rapidez e eficiência.
Concomitantemente, a Tecnologia de Informação (TI) modificou a estrutura e o ambiente
organizacional de forma singular. A TI desempenha dentro da organização um papel fundamental,
concentrando, como nenhum outro setor, dados e informações sobre os mais variados assuntos do
cotidiano da empresa. À medida que a TI é incorporada ao sistema produtivo, ela altera
radicalmente a estrutura e o modo pelo qual o trabalho é executado, sobretudo no que diz respeito
ao trabalho de produção e de coordenação. As palavras-chave do momento são cooperação,
flexibilidade, integração e participação, itens que podem ser mais facilmente atingidos com a
utilização da TI no processo produtivo.
Da mesma forma, a convergência digital prenuncia mudanças no conceito de administração, ao
gatantir mobilidade ao administrador, e lhe permitir acesso a todos os processos de gestão da
empresa a partir de qualquer lugar, como se estivesse no próprio escritório.
Sobremaneira, é consenso no meio empresarial que as soluções digitais de transmissão e
armazenamento de informações devem transformar rapidamente o mundo corporativo, e o ganho
com a convergência será significativo para o mercado. No entanto, a falta de conhecimento sobre as
soluções tecnológicas ainda é um empecilho para as empresas.
Assim sendo, questiona-se a preparação para a convergência digital, dos alunos de Administração
que estão sendo formados pelas faculdades da região da Grande Florianópolis, seus benefícios e
desafios, “em um mercado que busca profissionais dinâmicos, pró-ativos, com liderança acentuada
e que buscam soluções rápidas e definitivas aos problemas das organizações, cujo perfil se faz
presente no papel do empreendedor” (MACEDO, 1997, p.35).

Capítulo I

1. Teoria Geral dos Sistemas (TGS)

Segundo SILVA (2005), “por volta de 1940, Ludwig Von Bertalanffy, um biólogo alemão, iniciou
o movimento de volta ao pensamento Aristotélico”. Bertalanffy trouxe às empresas a preocupação
com o controle das entradas (input) e saídas (output) em todos os níveis de processamento da
organização, seja no chão de fábrica, seja entre os vários departamentos administrativos.
Existem 3 (três) aspectos principais da TGS: a ciência de sistema, a tecnologia de sistema e a
filosofia de sistema. A primeira trata da exploração científica dos todos e da totalidade, a segunda
diz respeito às técnicas, modelos, abordagens matemáticas de engenharia de sistema e a terceira nos
mostra a reorientação do pensamento e visão do mundo, considerando a introdução do sistema
como um novo paradigma científico ou modelo ideal.
Para compreender, é preciso analisar não apenas os elementos, mas também suas inter-relações: a
inter-relação das enzimas na célula, de muitos processos mentais conscientes e inconscientes, a
estrutura e a dinâmica dos sistemas sociais. Isso exige a exploração dos muitos sistemas no universo
à nossa volta, com todas suas particularidades. Além disso, é evidente que há aspectos gerais,
correspondências e isomorfismos comuns ao sistema “[...]. A teoria geral dos sistemas, portanto, é
exploração científica de ‘todos’ e ‘totalidade’ que, há pouco tempo eram consideradas noções
metafísicas, que transcendiam as fronteiras da ciência.” (MAXIMIANO, 2006, p. 316). “A palavra
sistema denota um conjunto de elementos interdependentes e interagentes ou um grupo de unidades
combinadas que formam um todo organizado. Sistemas é um conjunto ou combinação de coisas ou
partes, formando um todo complexo ou unitário” (CHIAVENATO, 2002, p. 322).
A partir da TGS as empresas começaram, mesmo que de uma forma rudimentar, a preocupar-se
com sistemas de controles e análises de processos e os gestores puderam dispor de ferramentas
básicas para desempenhar suas atividades com maior rapidez e eficiência.
2. Tecnologia da Informação (TI)

A Era da Informação modificou a estrutura e o ambiente organizacional de forma singular. A


importância da Tecnologia de Informação (TI) para as organizações é fundamental, apesar de quase
sempre participar como área-meio e de ser um componente relativamente novo nas organizações,
principalmente se comparado a outros fenômenos ocorridos e discutidos na administração.
As informações criam valor para as empresas porque elas podem tratar dos aspectos das diferentes
funções como: controle de operações, custos de produtos e serviços, controle de desempenho de
funcionários e recursos, custo de atividades de promoção (marketing) e entrega de produtos e
serviços, gerenciamento das diversas áreas da empresa e informações estratégicas de mercado,
clientes e inovações tecnológicas.
Além disso, medidas não financeiras como qualidade e tempo podem ser analisadas e colaborar
com as empresas na tomada de decisão a respeito de redução de custo, melhorias de processo e
maior eficiência de funcionários, departamentos e máquinas.
Diante disso, a TI desempenha dentro da organização um papel fundamental, concentrando, como
nenhum outro setor, dados e informações sobre os mais variados assuntos do cotidiano da empresa.
ALBERTIN (2005) defende a idéia de que a alta gerência deve trabalhar para criar um ambiente no
qual, a TI seja considerada uma importante ferramenta estratégica. A colaboração do principal
executivo de TI reportando-se à alta gerência é um dos meios de efetivar esta postura. As ações,
entretanto, serão bem diferentes de uma empresa para a outra, de acordo com a estratégia, estrutura
e cultura de negócio, mas elas serão percebidas pela proximidade entre TI e alta gerência.
À medida que a tecnologia da informação é incorporada ao sistema produtivo, ela altera
radicalmente a estrutura e o modo pelo qual o trabalho é executado, sobretudo no que diz respeito
ao trabalho de produção e de coordenação. Na produção, o trabalho físico é afetado pelo uso de
robôs e de máquinas de controle numérico, pela automação dos processos e pelo emprego intensivo
de computadores para controlar e processar dados.
Há meio século, por volta de 1950, a opinião predominante dizia que o mercado
para aquele novo ‘milagre’, o computador, estaria com os militares e em cálculos
científicos, por exemplo de astronomia. Poucos afirmavam que o computador
encontraria aplicações nas empresas e teria impacto sobre elas. Esses poucos
também previram – mais uma vez contrariando a opinião predominante (até mesmo
de praticamente todos na IBM, então começando sua ascensão) – que, nas
empresas, o computador seria mais que uma enorme máquina de somar realizando
tarefas corriqueiras como folhas de pagamento ou contas telefônicas. A respeito de
itens específicos, é claro que nós, os dissidentes, discordávamos, como sempre
fazem os ‘peritos’. Mas todos concordávamos numa coisa: o computador iria, a
curto prazo, revolucionar o trabalho da alta gerência. Seu maior impacto, todos nós
concordamos, seria sobre as políticas, estratégias e decisões de negócios.
Não poderíamos estar mais errados. Até agora os impactos revolucionários foram
sobre uma área não prevista por nenhum de nós: operações. (DRUCKER, 2006, p.
28)
Antes da incorporação da tecnologia da informação ao sistema produtivo a competição estava
baseada em custos e quantidades, com empresas hierarquizadas ao extremo, sistemas
administrativos rígidos, vários níveis de supervisão e comunicação horizontal rudimentar;
atualmente o formato organizacional precisa ser modificado para tornar-se compatível com o novo
ambiente competitivo, no qual as empresas líderes em seus segmentos de mercado são aquelas que
têm por estratégia concorrencial a qualidade e a diferenciação dos seus produtos e serviços. As
palavras-chave do momento são; cooperação, flexibilidade, integração e participação, itens que
podem ser mais facilmente atingidos com a utilização da tecnologia da informação no processo
produtivo. Além disso, existem outras oportunidades a serem exploradas pelas empresas a partir da
adoção desse tipo de tecnologia.

3. Convergência Digital

Um novo conceito que tem ganhado bastante espaço na mídia e no mundo corporativo é a
convergência digital. Esta nova forma de lidar com dados, e que está prenunciando mudanças no
processo administrativo, promete economizar tempo e dinheiro nos negócios empresariais,
possibilitando ao empresário ou gestor a alternativa de gerenciar seus negócios de qualquer ponto
do planeta onde seja possível conectar-se à internet, como se estivesse no próprio escritório
Segundo Albertin, 2004, p. 21, a “convergência, amplamente definida, é a junção de componentes
eletrônicos de consumo, televisão, publicação, telecomunicações e computadores, com a finalidade
de facilitar novas formas de comércio, baseadas em informação. O Deutsche Brank Research1
define convergência como "um processo de mudança qualitativa que conecta dois ou mais mercados
existentes e anteriormente distintos”.
Na União Européia, desde 2003, os serviços de comunicação eletrônica estão sujeitos à New
Regulatory Framework (Nova Estrutura Regulatória - NRF). Dentro dessa estrutura estão
enquadrados serviços como voz sobre IP (VoIP) e as condições de autorização visam assegurar a
não-interferência com outras redes, a proteção ao consumidor e a prevenção e combate ao
comportamento anti-competitivo.
No Brasil o ano de 2007 pode ser definido como o ano em que a convergência chegou ao Congresso
Nacional. Existem quatro projetos tramitando conjuntamente na Câmara, são eles: o PL-29/07 (do
deputado Paulo Bornhausen, DEM/SC) que pretende regulamentar o que chama de “comunicação
social”; o PL-70/07 (do deputado Nelson Marquezelli, PTB/SP) trata da “produção, programação e
provimento de conteúdo nacional”; o PL-332/07 (dos deputados petistas Paulo Teixeira e Walter
Pinheiro), fala da “produção, programação, provimento, empacotamento e distribuição de

1
IT, telecoms & New Media: The dawn of technological convergence (PDF). Deutsche Bank Research (2006-05-03).
comunicação social eletrônica”; e o recém-proposto PL-1908/07 (do deputado João Maia, PR/RN)
propõe a criação do Serviço de Comunicação Eletrônica de Massa.
No Senado Federal tramita o PLS 280/07 (do senador Flexa Ribeiro, PSDB/PA) que versa sobre a
“produção, programação e provimento de conteúdo brasileiro para distribuição por meio
eletrônico”.
A possibilidade de por meio de uma senha em um portal digital, ser possível fazer a movimentação
financeira da conta, gerenciar a relação com clientes e fornecedores, realizar pagamentos e
recebimentos, têm atraído cada vez mais empresas. Este tipo de Administração (on-line), garante
economia de tempo e dinheiro, com investimentos acessíveis a empresas de qualquer porte.
Os altos custos, principal empecilho à adoção de soluções eletrônicas, tendem a cair com o
crescimento da adoção da convergência digital como ferramenta administrativa, pois segundo
estimativas do mercado, os processos automatizados oferecem relevante economia em relação aos
métodos tradicionais.
Existe, atualmente, oferta de convergência semelhante a um Enterprise Resource Planning (ERP)
de um conjunto de empresas, apresentando, em um único site, as informações comuns entre elas.
Uma indústria consegue enxergar todos os supermercados para os quais fornece, por exemplo, e o
supermercado tem acesso a todos os seus fornecedores.
O segmento de produtividade é o mais crescente entre as tecnologias para convergência. Aparelhos
de celular que funcionam como ferramentas de trabalho e parecem computadores em miniatura são
cada vez mais comuns entre os executivos ávidos por terem o escritório sempre na palma da mão. A
tendência para a tecnologia não é necessariamente tornar os equipamentos menores, mas oferecer
cada vez mais funcionalidades no mesmo espaço.
Com a chegada da terceira geração na telefonia móvel, popularmente chamada de 3G, será possível,
com a conexão mais rápida, oferecer serviços de vídeo-conferência e outras ferramentas mais
complexas, não suportadas pelos aparelhos atuais.
É consenso no meio empresarial que as soluções digitais de transmissão e armazenamento de
informações devem transformar rapidamente o mundo corporativo, e o ganho com a convergência
será significativo para o mercado. A falta de conhecimento sobre as soluções tecnológicas ainda é
um empecilho para as empresas de pequeno porte, mas a redução de custos vai acabar superando os
fatores culturais. Diante deste quadro, surge o seguinte problema: Os Administradores que estão
sendo formados pelas faculdades da região da Grande Florianópolis estão preparados para a
convergência digital, seus benefícios e seus desafios?

4. Justificativas e métodos
A escolha do tema e do problema levantado justifica-se pela relevância do assunto no cenário
administrativo e empresarial da atualidade e pela carência de estudos na área, o que dificulta
qualquer tipo de análise sobre a matéria. A importância dada à convergência digital nos meios
políticos e na mídia em geral reflete as tendências de um panorama, aparentemente, bastante
promissor, que estará à disposição do gestor da próxima década.
O método de pesquisa utilizado foi a formulação e aplicação de um questionário, com perguntas
fechadas, dirigido aos formandos de administração de instituições de ensino da região da Grande
Florianópolis. Optou-se por uma faculdade da rede pública de ensino e outra da rede privada. Esta
opção tem por finalidade uma comparação dos resultados entre ambas. Procuraremos traçar um
perfil dos administradores formandos por cada uma delas. As instituições que colaboraram nesta
pesquisa foram a Faculdade Estácio de Sá, entidade de ensino superior da rede privada situada na
cidade de São José-SC e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), situada em
Florianópolis-SC e pertencente a rede de ensino pública.

CAPÍTULO II

1. Apresentação e Análise de Dados


1.1 Perfil dos entrevistados.
No desenvolvimento dos trabalhos de pesquisa, responderam ao questionário 82 alunos formandos
do curso de administração, sendo 46 deles, ou 56%, pertencentes a rede pública de ensino (UFSC) e
outros 36 pertencentes a rede privada (Faculdade Estácio de Sá). Esta homogeneidade na
quantidade de respostas das instituições facilita a análise imparcial dos resultados, sem que haja um
prejuizo percentual a qualquer uma das partes.
Quadro nº 1 – Perfil dos entrevistados por sexo
Perfil dos entrevistados - Por sexo
Feminino % Masculino % TOTAL
Estácio 20 56% 16 44% 36
UFSC 21 46% 25 54% 46
Geral 41 50% 41 50% 82
O quadro nº 1 nos mostra uma incidência maior de formandos do sexo feminino na Faculdade
Estácio de Sá, 56% dos entrevistados, e uma situação inversa nos formandos da UFSC, onde 54%
dos entrevistados são do sexo masculino. No geral, a quantidade é exatamente proporcional entre
homens e mulheres, 50% para cada sexo, ou 41 entrevistados para cada.
Quadro nº 2 – Perfil dos entrevistados por faixa etária
Perfil dos entrevistados - Por faixa etária (em anos)
21 a 29 % 30 ou mais % TOTAL Média Idade
Estácio 32 89% 4 11% 36 24,8
UFSC 42 91% 4 9% 46 25,2
Geral 74 90% 8 10% 82 25
No quadro n. 2 temos o perfil dos formandos analisados sob a ótica da faixa etária, percebe-se uma
maioria absoluta, tanto na Faculdade Estácio de Sá quanto na UFSC, de formandos com idades
entre 21 a 29 anos, 90% dos entrevistados se enquadram neste perfil. Este número nos mostra
pessoas jovens sendo formados para o mercado de trabalho, pessoas de quem se espera um bom
conhecimento de Tecnologia da Informação, haja vista, terem crescido durante uma fase de
popularização da informação, através da inclusão digital e da expansão da Internet.
Outro dado interessante apresentado no quadro n. 2 é a média de idade dos formandos, que fica
bastante próxima nas duas instituições, e delas em relação à média geral. Na UFSC observa-se um
ligeiro aumento na faixa etária média dos formandos, que fica em 25,2 anos contra 24,8 anos da
Estácio de Sá. A média geral de idade nos dois estabelecimentos pesquisados fica em exatos 25
anos.
1.2 Análises dos dados da questão nº 1
Quadro n. 3: Resultados da pesquisa – questão n. 1
Resultados da pesquisa - questão nº 1
Estacio % UFSC % TOTAL %
Financeiro 5 14% 11 24% 16 20%
Marketing 9 25% 8 17% 17 21%
RH 8 22% 7 15% 15 18%
Estratégico 1 3% 7 15% 8 10%
Empreendedor 9 25% 12 26% 21 26%
NDA 4 11% 1 2% 5 6%
TOTAL 36 46 82
A análise dos dados da questão n. 1, que perguntava “Qual o ramo de atuação você deseja seguir
com o curso que está para concluir?”, nos mostra uma tendência global ao empreendedorismo, que
aparece como principal escolha nas duas faculdades pesquisadas com 26% das opções, seguida
pelas opções ao marketing e ao financeiro, respectivamente com 21% e 20% das respostas.
Sob o ponto de vista institucional aparecem algumas variantes. Na Faculdade Estácio de Sá as
opções ao empreendedorismo e ao marketing foram escolhidas por 25% dos pesquisados, enquanto
a opção pelo estratégico ficou com apenas 3% das respostas, observa-se, neste cenário, um
distanciamento bastante grande entre os dois pólos da tabela. Na UFSC as principais escolhas se
concentraram no empreendedorismo e no financeiro, ficando com 26% e 24%, respectivamente, das
opções, ficando o RH e o estratégico como as escolhas com menor número de respostas, obtendo
15% cada uma delas, o que nos mostra uma proximidade, ou uma melhor distribuição, entre as
respostas de maior e menor escolha, indicando uma tendência da UFSC à formação mais bem
distribuída de profissionais entre as diversas áreas da administração.
Os formandos que optaram por outra área de atuação ou não responderam a questão representam
11% das opções na Estácio de Sá e 2% dos da UFSC.
A escolha do empreendedorismo como principal foco dos futuros administradores é justificada pela
tendência do mercado em buscar profissionais dinâmicos, pró-ativos, com liderança acentuada e que
buscam soluções rápidas e definitivas aos problemas das organizações. Estas qualidades, ou perfil,
estão presentes no papel do empreendedor que, segundo MACEDO (1997), não é exclusivo do
empresário e sim de quem sabe fazer acontecer as ações.
1.3 Análises dos dados da questão n. 2
Quadro nº 4, Resultados da pesquisa – questão nº 2
Resultados da pesquisa - questão nº 2
Estacio % UFSC % TOTAL %
TRH 2 6% 2 4% 4 5%
TGA 20 56% 18 39% 38 46%
DO 1 3% 3 7% 4 5%
TS 12 33% 17 37% 29 35%
NDA 1 3% 6 13% 7 9%
TOTAL 36 46 82

A questão n. 2, que argüia o entrevistado sobre “[...], qual a teoria da administração


responsável pela informação na organização?”, apresenta um resultado bastante surpreendente, a
maioria dos que responderam ao questionário, ou 46% do total de respostas, responderam de forma
equivocada a questão. Estes inquiridos indicaram a Teoria Geral da Administração, doravante TGA,
como a responsável pela informação na organização, mesmo que TGA não seja uma teoria da
administração e, sim, o conjunto dessas teorias.
As teorias da administração são conhecimentos organizados, produzidos pela experiência
prática das organizações. A teoria geral da administração é o conjunto dessas teorias, que
são designadas por meio de diferentes termos, [...]. (MAXIMIANO, 2006, p. 8)
Ambas as instituições pesquisadas apresentaram a mesma tendência na resposta, sendo esta mais
acentuada na Estácio, onde obteve 56% das respostas, e um pouco menos na UFSC, com 39%. A
tendência mantém-se, também, quando observamos a resposta que aparece em segundo lugar, a
Teoria dos Sistemas (TS), onde 35% do total entrevistado apontou como sendo a resposta correta,
divididos entre 37% das escolhas da UFSC e 33% da Estácio.
A TS, ou TGS, seria a opção esperada como resposta correta, pois foi a primeira teoria
administrativa a preocupar-se com controles, dados e tecnologia. Segundo MAXIMIANO (2006), a
organização revela-se como conjunto de pelo menos dois sistemas que se influenciam mutuamente:
o sistema técnico e o social. Sobre o sistema técnico, o autor conclui que são sistemas formados por
recursos e componentes físicos e abstratos, e que, até certo ponto, independem das pessoas:
objetivos, divisão do trabalho, tecnologia, instalações, duração das tarefas, procedimentos.
1.4 Análises dos dados da questão nº 3
Quadro nº 5, Resultados da pesquisa – questão nº 3
Resultados da pesquisa - questão nº 3
Estacio % UFSC % TOTAL %
Opção A 8 22% 10 22% 18 22%
Opção B 15 42% 19 41% 34 41%
Opção C 10 28% 13 28% 23 28%
NDA 3 8% 4 9% 7 9%
TOTAL 36 46 82
Esta questão objetivava apenas e tão somente buscar um perfil dos futuros administradores com
relação a Tecnologia da Informação (TI). Quando perguntamos “No seu ponto de vista como futuro
administrador(a), qual a importância da TI dentro da organização?”, buscávamos saber qual o
enfoque que tende a ser adotado nas empresas em um futuro não muito distante, quando estes
formandos assumirem um posto de gerência ou de direção em alguma organização.
O resultado obtido foi praticamente idêntico nas duas faculdades consultadas, aparecendo como
preferência, com 42% na Estácio e 41% na UFSC, a opção B, que dizia ser a TI “importante para
controle de produção, desempenho de funcionários, recursos financeiros, gerenciamento de diversas
áreas da empresa”. Talvez a escolha desta opção seja em decorrência da maior abrangência de
setores da empresa quando comparadas com as outras opções, que se referiam à comunicação, no
caso da opção A, e de informatização tecnológica (automação), na opção C.
Apesar de ser um setor vital nas empresas modernas, é muito importante o administrador identificar
onde os grandes investimentos em TI gerarão o retorno estratégico pretendido pela organização.
Portanto, o uso da TI deve considerar o contexto no qual as organizações estão inseridas, suas
particularidades e objetivos.
O uso da TI por si só não determina o sucesso e o bom desempenho de uma organização.
As características do mercado em que as organizações atuam devem ser consideradas para
a definição do uso da TI como parte de suas estratégias e operacionalização. Os modelos,
cultura, políticas, estruturas, processos organizacionais, incluindo suas evoluções, devem
ser considerados na utilização de TI, seja porque são afetadas, seja porque afetam esse uso.
(ALBERTIN, 2005, p. 3).
1.5 Análises dos dados da questão nº 4
Quadro nº 6, Resultados da pesquisa – questão nº 4
Resultados da pesquisa - questão nº 4
Estacio % UFSC % TOTAL %
Sim 18 50% 24 52% 42 51%
Não 17 47% 21 46% 38 46%
NDA 1 3% 1 2% 2 2%
TOTAL 36 46 82
A questão nº 4 procurava nos dar uma idéia do grau de envolvimento dos futuros administradores
com a tecnologia de ponta utilizada na gestão das empresas modernas. Ao perguntar “Na sua
opinião, o histórico financeiro pode ser visualizado via sistema integrado com outras empresas?”,
testávamos, até que ponto o formando já havia se aprofundado na prática da gestão, ou quanto ele já
havia lido sobre técnicas modernas de gestão.
No geral, tivemos 51% de respostas positivas contra 49% de respostas negativas ou não
respondidas. Estes números são muito preocupantes, pois demonstra que quase metade dos
formandos em administração desconhece o potencial da TI como ferramenta facilitadora ao trabalho
do gestor. Demonstra, ainda, que os cursos de administração pouco se preocupam em apresentar aos
alunos as ferramentas de trabalho que os futuros profissionais irão encontrar à sua disposição no
mercado quando estiverem exercendo sua profissão, ferramentas estas que vão muito além dos
sistemas de gestão interna da empresa.
Nesse novo ambiente, através de uma única rede, ele pode fazer transações financeiras ou
fiscais, reuniões a distância com clientes, transmitir dados ou falar por telefone com filiais
em diferentes cidades – e até mesmo países – utilizando um ramal interno. Como benefício
adicional, desfruta das soluções de mobilidade, em que ele tem acesso a todos os processos
de gestão da empresa, tanto no escritório quanto em casa ou no aeroporto. (FRANÇA,
2007, p. 21).
1.6 Análises dos dados da questão nº 5
Quadro nº 7, Resultados da pesquisa – questão nº 5
Resultados da pesquisa - questão nº 5
Estacio % UFSC % TOTAL %
Sim 14 39% 29 63% 43 52%
Não 22 61% 15 33% 37 45%
NDA 0% 2 4% 2 2%
TOTAL 36 46 82
Ao perguntar diretamente aos entrevistados “Você sabe o que é convergência digital?”, objetivamos
uma clara introdução ao tema central do trabalho e um contato direto com o escopo principal da
pesquisa.
De uma forma geral, 52% dos entrevistados afirmaram saber o que é convergência digital, outros
48% ou não sabiam do que se tratava ou não responderam à questão.
Observando as respostas separadamente por instituição, vemos que 63% dos formandos da UFSC
responderam positivamente à questão, contra 47% que não sabiam ou não responderam. Na Estácio,
porém, estes números mudam radicalmente, 61% dos entrevistados responderam não saber o que é
convergência digital, contra apenas 39% que responderam de forma afirmativa.
Pode parecer até um dado contraditório, mas a indicação que obtivemos é de que na faculdade
pública, apesar da fama de falta de recursos, material e tecnologia, os formandos possuem um
conhecimento mais aprofundado sobre assuntos, ou temas, bastante atuais, apresentando uma
vantagem competitiva sobre os colegas de profissão que se formarão na faculdade privada.
As informações criam valor para as empresas porque elas podem tratar os aspectos das
diferentes funções como: controle de operações, custos de produtos e serviços, controle de
desempenho de funcionários e recursos, custo de atividades de promoção e entrega de
produtos e serviços, gerenciamento das diversas áreas da empresa e informações
estratégicas de mercado, clientes e inovações tecnológicas. (ALBERTIN, 2005, p. 27)
1.7 Análises dos dados da questão nº 6
Quadro nº 8, Resultados da pesquisa – questão nº 6
Resultados da pesquisa - questão nº 6
Estacio % UFSC % TOTAL %
Opção A 1 3% 4 9% 5 6%
Opção B 6 17% 15 33% 21 26%
Opção C 5 14% 1 2% 6 7%
Opção D 14 39% 25 54% 39 48%
Opção E 2 6% 0 0% 2 2%
NDA 8 22% 1 2% 9 11%
TOTAL 36 46 82
O objetivo da questão nº 6 era corroborar ou desmentir o resultado apurado na questão anterior, que
por ser uma pergunta direta poderia dar margens a interpretações errôneas ou a respostas
impensadas. No entanto, a proposição anterior manteve-se, e no caso da UFSC, até declinou alguns
pontos percentuais.
De maneira geral, apenas 48% dos entrevistados responderam, de forma absolutamente correta, que
“Todas as anteriores estão corretas.”, ou opção D no questionário. Somente como comparação,
lembramos que na questão nº 5, 52% dos que responderam a pergunta afirmaram saber o que é
convergência digital. Esta variação percentual nos mostra que 4% dos que responderam
afirmativamente a questão anterior não souberam identificar aspectos relevantes do tema nas opções
da questão nº 6.
Outro dado significativo que podemos extrair das respostas apresentadas é que 39% dos
entrevistados responderam escolhendo entre uma das alternativas apresentadas, apresentando um
conhecimento parcial sobre o tema. Entre estas respostas destaca-se a opção B, com 26% das
opções. Esta questão afirmava que convergência digital é “A unificação entre duas ou mais redes de
comunicação distintas numa única rede capaz de prover os serviços antes prestados pelas diversas
redes.”
Convergência, amplamente definida, é a junção de componentes eletrônicos de
consumidor, televisão, publicação, telecomunicações e computadores, com a finalidade de
facilitar novas formas de comércio, baseadas em informação. Convergência de multimídia
aplica-se à conversão de texto, voz, dado, imagem, gráficos e vídeo com movimentação à
completa, em conteúdo digital. Convergência entre mídias refere-se à integração de várias
indústrias – mídia de entretenimento, publicação e comunicação, baseadas em conteúdo de
multimídia. (ALBERTIN, 2004, p. 21)
1.8 Análises dos dados da questão nº 7
Quadro nº 9, Resultados da pesquisa – questão nº 7
Resultados da pesquisa - questão nº 7
Estacio % UFSC % TOTAL %
Verdadeiro 16 44% 15 33% 31 38%
Falso 12 33% 21 46% 33 40%
NDA 8 22% 10 22% 18 22%
TOTAL 36 46 82
Esta questão testava o conhecimento dos entrevistados no tocante a regulamentação brasileira dos
serviços convergentes, propondo, erroneamente, uma equiparação de desenvolvimento e princípios
com a New Regulatory Framework (NRF ou Nova Estrutura Regulatória), entidade responsável
pela regulamentação na União Européia.
Quando analisamos as respostas por instituição, podemos observar uma grande variação entre as
entidades públicas e privadas. Enquanto, na primeira os 46% dos formandos negaram a afirmação
da questão, na segunda somente 33% optaram por esta resposta.
De uma forma geral o resultado também não foi muito animador, somente 40% dos formandos
responderam que a legislação brasileira sobre convergência não está tão desenvolvida como a da
União Européia, contra 60% que acreditam nesta afirmação.
De acordo com Possebon (2007), ainda que seja um passo necessário (e que no Brasil demorou uma
eternidade para ser dado), discutir marcos regulatórios sobre a convergência é algo que cada vez
parece estar mais distante de um sentido prático.
1.9 Análises dos dados da questão nº 8
Quadro nº 10, Resultados da pesquisa – questão nº 8
Resultados da pesquisa - questão nº 8
Estacio % UFSC % TOTAL %
Opção A 2 6% 3 7% 5 6%
Opção B 4 11% 6 13% 10 12%
Opção C 12 33% 21 46% 33 40%
Opção D 12 33% 15 33% 27 33%
NDA 6 17% 1 2% 7 9%
TOTAL 36 46 82
Pelo resultado da questão nº 8, que tratava dos custos para o uso de um recurso de convergência
digital na administração financeira, para microempresas, mostra-nos um total desconhecimento por
parte dos futuros administradores no tocante a este quesito. Uma minoria escolheu, acertadamente, a
opção A, que sugeria R$ 45,00 como valor de referência, opção de somente 6% dos entrevistados
de uma forma geral. Este índice se mantém praticamente inalterado em ambas as instituições
pesquisadas.
As demais respostas derivaram, de uma maneira geral, para as opções C (R$ 500,00), com 40% das
escolhas, D (R$ 5.000,00), com 33%, B (R$ 100,00), com 12% e outros 9% que não souberam ou
não quiseram responder a esta questão.
Os altos custos eram, até hoje, o principal empecilho à adoção de soluções eletrônicas,
mas, fazendo os cálculos, os processos automatizados oferecem economia de até 90% em
relação aos métodos tradicionais. A estimativa é da Nexxera, empresa especializada em
ambientes eletrônicos de negócios e responsável pela criação de recursos com custo
proporcional à necessidade das empresas, podendo variar de R$ 45,00 por mês, para as
microempresas, a R$ 5 mil, para as grandes corporações. (FRANÇA, 2007, p. 21)
Como custo é um fator de primordial importância na administração moderna, o resultado apresenta-
se de forma preocupante, haja vista, que com o desconhecimento de valores de referência, os
futuros administradores podem mostrar-se intimidados, até mesmo acanhados, quando desafiados a
buscar novas alternativas tecnológicas à empresa ou instituição que estiverem gerindo.
Novamente, o distanciamento das instituições de ensino da vida prática das organizações prejudica,
ou restringe o conhecimento e acesso dos estudantes a aspectos e detalhes menos acadêmicos sobre
as empresas. Uma maior inserção dos alunos aos meios administrativos práticos talvez diminuísse o
“abismo” que existe entre teoria e prática administrativa.
1.10 Análises dos dados da questão nº 9
Quadro nº 11, Resultados da pesquisa – questão nº 9
Resultados da pesquisa - questão nº 9
Estacio % UFSC % TOTAL %
Sim 10 28% 13 28% 23 28%
Não 25 69% 33 72% 58 71%
NDA 1 3% 0% 1 1%
TOTAL 36 46 82
A questão nº 9 buscava identificar entre os formandos das instituições pesquisadas aqueles que
tivessem algum conhecimento de mercado no tocante a “empresas na região da Grande
Florianópolis que produz e fornece aparelhos telefônicos com tecnologia IP, preparado para ser
usado no sistema Voz sobre IP (VoIP)”.
Confirmando a tendência das análises anteriores, somente uma minoria mostrou-se conhecedora do
assunto, apenas 28% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento sobre o questionado (o índice é
o mesmo nas duas instituições).
A maioria esmagadora de 72% dos entrevistados indica, mais uma vez, o distanciamento do meio
acadêmico com o mundo dos negócios. Apesar de estarem formando administradores para atuarem,
em sua maior parte, na região em que a faculdade está inserida, a interação desses futuros
administradores com o mercado onde pretendem inserir-se é muito restrita. Esta tendência fica
evidente quando indagados sobre assuntos do cotidiano das empresas, ou de matérias que estão fora
dos livros acadêmicos, mas que já integram há algum tempo o dia-a-dia das empresas.
A Intelbrás, líder no mercado brasileiro de centrais telefônicas, lançou no segundo
semestre de 2007 seu primeiro aparelho telefônico com tecnologia IP, que dispensa o uso
de roteador e permite a conexão com até três linhas de operadoras VoIP. (FRANÇA, 2007,
p. 24)
1.11 Análises dos dados da questão nº 10
Quadro nº 12, Resultados da pesquisa – questão nº 10
Resultados da pesquisa - questão nº 10
Estacio % UFSC % TOTAL %
Sim 11 31% 7 15% 18 22%
Não 24 67% 39 85% 63 77%
NDA 1 3% 0% 1 1%
TOTAL 36 46 82

A 10ª, e última questão, procurava nos entrevistados o conhecimento sobre “alguma empresa, na
região da Grande Florianópolis, especializada em ambientes eletrônicos de negócios”.
A exemplo do resultado da questão anterior o índice de respostas afirmativas foi bastante reduzido,
apenas 22 % do total dos entrevistados afirmaram ter conhecimento de alguma empresa que atue
neste segmento. Este percentual de 22% sofre uma variação bastante acentuada quando analisamos
as respostas de forma institucionalizada, na Estácio 31% responderam de forma afirmativa, contra
apenas 15% na UFSC.
Não temos, neste momento, subsídios suficientes para apontar uma causa para esta disparidade de
variação nos índices das duas instituições, pois nosso objetivo é traçar um perfil do acadêmico
formando em administração, e não analisar e responder a questões socioeconômicas destes
acadêmicos ou instituições de ensino. Deixaremos, desta forma, a questão em aberto, talvez até
como sugestão para uma nova pesquisa.
De acordo com França (2007), a Nexxera, empresa especializada em ambientes eletrônicos de
negócios, com sede em Florianópolis, compete no mercado com gigantes como IBM e Microsoft e
não se intimida com o porte das concorrentes, já tendo vencido, inclusive, a General Eletric em
concorrências internacionais com a tecnologia 100% brasileira.

Conclusão

Pela análise dos dados coletados pudemos observar nos entrevistados um perfil de jovens
empreendedores com distribuição homogênea entre os sexos masculino e feminino, que apresentam,
de forma geral, certa deficiência de conhecimento sobre Teorias Administrativas.
Além desses fatos, fica evidente a visão dos futuros administradores do setor de Tecnologia da
Informação (TI), como meio de controle de produção e desempenho de funcionários, com um alto
índice de desconhecimento do potencial deste setor estratégico como ferramenta facilitadora ao
trabalho do gestor.
De igual forma, o tema “convergência digital” apresentou-se como uma novidade, total ou parcial,
aos entrevistados, que mostraram certa confusão quando abordados sobre as possibilidades e
regulamentações acerca do tema.
Em vista disso a visão de custos dos formandos em relação ao aludido no desenrolar da pesquisa
mostrou-se equivocada quanto aos valores de referência para o uso de um recurso de convergência
digital na administração financeira para microempresas.
Registra-se, ainda, um pouco conhecimento e interação dos formandos em administração das
instituições pesquisadas com o mercado de tecnologia de ponta da região da Grande Florianópolis,
demonstrado pelo pequeno número de pesquisados de demonstraram conhecer empresas aqui
instaladas.
Em suma, o resultado espelhou algumas observações de professores que nos auxiliaram e
participaram do processo de entrevistas, onde nos foi dito que apesar de o assunto já ter vindo à
baila em diversas oportunidades durante as aulas, ainda faltava um conhecimento mais aprofundado
sobre o tema por parte de docentes e discentes.

Bibliografia

ALBERTIN, Alberto Luiz. Comércio Eletrônico: modelo, aspectos e contribuições de sua


aplicação. Colaboração de Rosa Maria de Moura. 5. ed. atu. e amp. São Paulo: Atlas, 2004.
ALBERTIN, Alberto Luiz; ALBERTIN, Rosa Maria de Moura. Tecnologia de Informação e
Desempenho Empresarial: As dimensões de seu uso e sua relação com os benefícios de negócio.
São Paulo: Atlas, 2005.
CHIAVENATO, Idalberto. TGA. 6. ed. rev. e atualizada. Rio de Janeiro: Elsevier, 2002.
DRUCKER, Peter. Desafios Gerenciais para o Século XXI. São Paulo: Thomson Learning, 2006.
FRANÇA, Francis. Transferência de ouro. Empreendedor, São Paulo, ano 13, n. 156, p. 21-27, out.
2007.
MACEDO, José Ferreira. A alavanca para o sucesso. Florianópolis: Ed. Terceiro Milênio, 1997.
MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria geral da administração: da revolução urbana à
revolução digital. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2006.
SILVA, Reinaldo Oliveira da. Teorias da Administração. 5. reimpr. da 1. ed. São Paulo: Pioneira
Thomson Learning, 2005.

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