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Apostila 1º bimestre

Apostila 1º bimestre

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  • UNIDADE I – ASPECTOS INTRODUTÓRIOS: ECONOMIA COMO CIÊNCIA
  • 1 – ORIGEM DA PALAVRA ECONOMIA
  • 2 – DEFINIÇÕES DE ECONOMIA
  • 2.1 – Primeiras Definições
  • 2.2 – Definições Clássicas
  • 2.3 – Definições Contemporâneas
  • 3 – OBJETO DA ECONOMIA
  • 4 – TEORIA ECONÔMICA
  • 4.1 – Análise Microeconômica
  • 4.2 – Análise Macroeconômica
  • 5– COMPARTIMENTOS DA ECONOMIA
  • 5.1 – Economia Descritiva
  • 5.2 – Teoria Econômica
  • 5.3 – Política Econômica
  • 6 – PROPOSIÇÕES POSITIVA E NORMATIVA
  • UNIDADE II – PROBLEMAS ECONÔMICOS FUNDAMENTAIS
  • 1 – PROBLEMAS DE ORGANIZAÇÃO ECONÔMICA
  • 1.1 – O quê produzir
  • 1.2 – Como produzir
  • 1.3 – Para quem produzir
  • 2 – LEI DA ESCASSEZ ECONÔMICA
  • 2.1 – Fatores que contribuem para a minimização da Escassez Econômica
  • 3 – BENS ECONÔMICOS E RIQUEZA
  • 4 – FATORES DE PRODUÇÃO
  • 4.1 – Classificação Clássica
  • 4.2 – Classificação Moderna
  • 4.3 – Remuneração dos Fatores de Produção
  • 5 – CLASSIFICAÇÃO DOS BENS E SERVIÇOS
  • 5.1 – Quanto à Raridade
  • 5.2 – Quanto à Natureza
  • 5.3 – Quanto ao Destino
  • 6 – NECESSIDADES ILIMITADAS
  • 7 – ALTERNATIVAS DE PRODUÇÃO E A CURVA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO
  • 7.1 – Análise da Curva de Possibilidades de Produção – CPP
  • 7.1.1 – Quanto aos pontos na CPP
  • Análise dos pontos:
  • 7.1.2 – Quanto aos deslocamentos da CPP
  • 7.1.3 – Quanto aos deslocamentos diferenciados da CPP
  • Análise dos deslocamentos:
  • 7.1.4 – Quanto aos deslocamentos parciais da CPP
  • 8 – LEI DOS RENDIMENTOS DECRESCENTES
  • 9 – CUSTO DE OPORTUNIDADE
  • UNIDADE III – ASPECTOS DE MICROECONOMIA
  • 1 – CONCEITO DE MERCADO
  • 2 – ESTRUTURAS DE MERCADO
  • 2.1 – Monopólio Puro
  • 2.2 – Oligopólio
  • 2.3 – Concorrência Perfeita
  • 2.4 – Concorrência Monopolística
  • 3 – ANÁLISE DA DEMANDA
  • 3.1 – Conceito de Demanda
  • 3.2 – Fatores Determinantes da Demanda
  • 3.3 – Função da Demanda
  • 3.4 – Princípio da Demanda e a Curva de Demanda
  • 3.5 – Variação nas Quantidades Demandadas
  • 3.6 – Variação na Demanda
  • 3.6.1 – Variação Positiva da Curva de Demanda
  • 3.6.2 – Variação Negativa da Curva de Demanda
  • 4 – ANÁLISE DA OFERTA
  • 4.1 – Conceito de Oferta
  • 4.2 – Fatores Determinantes da Oferta
  • 4.3 – Função da Oferta
  • 4.4 – Princípio da Oferta e a Curva de Oferta
  • 4.5 – Variação nas Quantidades Ofertadas
  • 4.6 – Variação na Oferta
  • 4.6.1 – Variação Positiva da Curva de Oferta
  • 4.6.2 – Variação Negativa da Curva de Oferta
  • 5 – EQUILÍBRIO DE MERCADO
  • 5.1 – Conceito de Equilíbrio de Mercado
  • 6 – DESEQUILÍBRIO DE MERCADO
  • 6.1 – Excesso de Oferta
  • 6.2 – Excesso de Demanda
  • 7 – MUDANÇAS NO PONTO DE EQUILÍBRIO DE MERCADO
  • 7.1 – Deslocamento da Demanda
  • 7.2 – Deslocamento da Oferta
  • 7.3 – Deslocamentos Simultâneos da Demanda e da Oferta
  • 8 – ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA E DA OFERTA
  • 8.1 – Elasticidade-preço da demanda
  • 8.1.1 – Conceito
  • 8.1.2 – Classificação da demanda de acordo com a elasticidade-preço
  • 8.1.3 – Fatores que afetam a elasticidade-preço da demanda
  • 8.1.4 – Cálculo do coeficiente da elasticidade-preço da demanda
  • 8.2 – Elasticidade-preço da oferta
  • 8.2.1 – Conceito
  • 8.2.2 – Classificação da oferta de acordo com a elasticidade-preço
  • 8.2.3 – Fatores que afetam a elasticidade-preço da oferta
  • 8.2.4 – Cálculo do coeficiente da elasticidade-preço da oferta
  • 9 – TEORIA DA PRODUÇÃO
  • 9.1 – O Processo de Produção
  • 9.2 – Função de Produção
  • 9.3 – Fatores de Produção Fixos e Variáveis no Curto e Longo Prazos
  • 9.4 – Nível de Produção com Fator Variável e Fixo: Análise de Curto Prazo
  • 9.4.1 – Produto Total, Produtividade Média e Produtividade Marginal
  • 9.5 – Nível de Produção a Longo Prazo
  • 10 – TEORIA DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO
  • 10.1 – Custos Totais
  • 10.2 – Custos Médios
  • 10.3 – Custo Marginal

Prof.

Cleber Rentroia

UNIDADE I – ASPECTOS INTRODUTÓRIOS: ECONOMIA COMO CIÊNCIA 1 – ORIGEM DA PALAVRA ECONOMIA A palavra economia origina-se do grego: Oikos (eco), que significa casa, riqueza, e Nomos (nomia), cujo significado é lei, regra, administração. 2 – DEFINIÇÕES DE ECONOMIA 2.1 – Primeiras Definições Na antiguidade, a economia era considerada como a ciência da administração da comunidade doméstica, em suas mais simples funções de produção e distribuição. Com o desenvolvimento dos Estados-Nações (França, Espanha, Portugal e Inglaterra), e com os descobrimentos de novas terras e o desenvolvimento mercantil, a economia seria definida como o ramo do conhecimento, essencialmente voltado para a melhor administração do Estado, com o objetivo central de promover o seu fortalecimento. Nesse sentido, a economia foi definida como a ciência que se dedica ao estudo das leis que determinam a riqueza ou da administração da riqueza. Uma vez que a riqueza é gerada pelos homens e por eles administrada, é preciso considerar suas ações sobre a natureza para produzi-la, e suas ações entre si para reproduzi-la e administrá-la. A riqueza não tem sentido em si mesma. Ela somente será completa se puder ser utilizada em benefício do homem (satisfação de necessidades). Para satisfazer as necessidades o homem necessita consumir algo (coisas). O homem transforma essas coisas através do seu trabalho, com o auxílio de instrumentos. O ato de transformar é denominado produção e por meio dele criam-se bens e serviços. 2.2 – Definições Clássicas A partir do século XVIII, a economia entraria na sua fase científica, com a formulação de princípios, teorias e leis sobre os três grandes compartimentos básicos da atividade econômica: formação, distribuição e consumo das riquezas. 2.3 – Definições Contemporâneas Os economistas contemporâneos definiram a economia como a ciência que procedia a análise da prosperidade e das recessões, o exame dos problemas decorrentes da escassez econômica face às necessidades ilimitadas, e, principalmente, a investigação das condições necessárias para a universalização do bem-estar da sociedade. Em outras palavras, a economia foi definida como a ciência da escassez. Dentro dessa perspectiva, o estudo da economia fundamenta-se na atividade humana denominada econômica e dirigida no sentido de escolher, dentre as diversas alternativas existentes, o que fazer com recursos escassos. Ou seja, trata-se de descobrir a melhor utilização a ser dada aos recursos limitados existentes na natureza de forma a melhor satisfazer as necessidades humanas. A economia é, portanto, a ciência da escassez. A solução do problema econômico confronta a administração de recursos escassos, limitados, com a satisfação de necessidades ilimitadas, cada vez maiores conforme o progresso da ciência e da tecnologia.
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3 – OBJETO DA ECONOMIA O objeto de estudo da economia diferiu-se com a própria evolução do pensamento econômico. Nesse sentido, tendo como ponto de referência o período no qual a economia entraria na sua fase científica, ou seja, a partir do século XVIII, têm-se os seguintes objetos de estudo: a) de 1776 até 1936, o objeto da economia foi o estudo da formação e repartição da riqueza; b) em 1936, com o fim da Grande Depressão Econômica, John Maynard Keynes, mostrou que o objeto de estudo da economia deveria centralizar-se na pesquisa dos fatores determinantes das flutuações da renda nacional e do volume de emprego, ou seja, flutuações da atividade econômica; c) após o término da 2ª Guerra Mundial, o objeto de estudo da economia centrou-se no análise das flutuações da atividade econômica; nas condições necessárias à promoção do desenvolvimento econômico; e nas investigações sobre a repartição da riqueza; e d) a posição mais recente refere-se à formação da riqueza, desenvolvimento, e principalmente, quanto às questões ligadas à repartição da riqueza. Desenvolvimento refere-se ao aproveitamento ótimo dos escassos recursos disponíveis; enquanto, a repartição está ligada ao atendimento das necessidades ilimitadas da sociedade. 4 – TEORIA ECONÔMICA A teoria econômica divide-se em dois grandes ramos: a análise microeconômica e a análise macroeconômica. 4.1 – Análise Microeconômica É o ramo da teoria econômica que trata individualmente do comportamento dos consumidores e produtores com o objetivo de compreender o funcionamento geral do sistema econômico. Dentre os assuntos tratados pela microeconomia, têm-se: (i) a teoria do consumidor; (ii) teoria da firma; (iii) teoria da produção; (iv) teoria dos custos; e (v) teoria da repartição. 4.2 – Análise Macroeconômica É o ramo da teoria econômica que trata do estudo agregativo da atividade econômica, ocupando-se de magnitudes globais, com o objetivo de determinar as condições necessárias do crescimento e equilíbrio do sistema econômico. A macroeconomia estuda: (i) teoria geral do equilíbrio e do crescimento econômico; (ii) teoria da moeda; (iii) teoria das finanças públicas; (iv) teoria das relações internacionais; (v) teoria do desenvolvimento. É importante ressaltar que, a macroeconomia trata da formulação de políticas econômicas. 5– COMPARTIMENTOS DA ECONOMIA De acordo com a maioria dos autores contemporâneos, a Ciência Econômica comporta três desdobramentos principais, constituídos pela economia descritiva, pela teoria econômica e pela política econômica.

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5.1 – Economia Descritiva A economia descritiva é geralmente considerada como o compartimento responsável pelo reconhecimento – em nível de descrição – de como se comportam os diversos agentes do sistema econômico. A economia lida, essencialmente, com o comportamento dos consumidores, dos produtores, das instituições governamentais e de outros agentes (públicos e privados), permanentemente dedicados à tarefa de empregar recursos escassos para que sejam atendidas, ao mais alto nível possível, as necessidades de bens e serviços da coletividade. As ações e reações desses heterogêneos agentes nem sempre são de fácil identificação. O mundo real das atividades econômicas, quando observado cuidadosamente, é de uma estranha complexidade. A maior parte dos fatos encontra-se inter-relacionada através de um encadeamento de reações, de motivações e de influências recíprocas. Em alguns casos, a realidade registra certos círculos viciosos, cuja descrição é extremamente dificultada pela impossibilidade de se encontrar o fato gerador do processo desencadeado. Em outros casos, certas ações aparentemente isoladas poderão conduzir a todo um conjunto de novas situações, impondo-se, assim, a necessidade de classificação e de pormenorizada descrição de cada um dos fatos geradores e de cada uma das novas situações geradas. É a esta complexa tarefa de levantamento, descrição e classificação dos fatos que se dedica a economia descritiva. É através dela que a realidade começara a ser submetida a um criterioso tratamento científico, no sentido de que possam ser analisadas as relações básicas que se estabelecem entre os diversos agentes que compõem o quadro da atividade econômica. 5.2 – Teoria Econômica A teoria econômica é o compartimento central da economia, haja vista que lhe compete dar ordenamento lógico aos levantamentos sistemáticos fornecidos pela economia descritiva, produzindo generalizações que sejam capazes de ligar os fatos entre si, desvendar as cadeias de ações e reações manifestadas e estabelecer relações que identifiquem os graus de dependência de dado fenômeno em relação a outro. Essa transformação dos fatos observados em generalizações lógica, inteligentes e úteis constitui a passagem da economia descritiva para a teoria econômica. O instante dessa passagem implica a teorização da realidade. Como decorrência surgirão um conjunto de princípios, teorias, leis e modelos fundamentados nas descrições e observações da economia descritiva. 5.3 – Política Econômica Os desenvolvimentos elaborados no compartimento da teoria econômica têm a finalidade de servir à política econômica. Nesse terceiro compartimento, é que serão utilizados os princípios, as teorias, as leis e os modelos explicativos da realidade. A utilização terá o objetivo de conduzir mais adequadamente a ação econômica com vistas a objetivos predeterminados. A política econômica é, assim, um ramo essencialmente voltado para o condicionamento da atividade econômica. Nesse sentido, a título de exemplo, quando se emprega a expressão política econômica governamental, está se referindo às ações práticas desenvolvidas pelo governo, com a finalidade de condicionar, balizar e conduzir o sistema econômico, no sentido de que sejam alcançados um ou mais objetivos econômicos, politicamente estabelecidos. É importante ressaltar que, essas ações práticas, devido à complexidade do mundo econômico e de seus problemas, tendem a ter o respaldo da teoria econômica, uma vez que esta última é constituída por um conjunto de generalizações – em nível científico – capazes de dar explicações lógicas e úteis aos fatos, aos problemas e à complexa realidade sobre a qual se pretende atuar.

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6 – PROPOSIÇÕES POSITIVA E NORMATIVA A economia positiva é o campo da economia que descreve ou, então, teoriza determinado aspecto da realidade, preocupando-se com os fatos, da forma como eles são ou segundo se apresentam. A economia positiva é constituída da economia descritiva e da teoria econômica. A economia normativa é o campo da economia que formula julgamentos e propõe novas situações, procurando examinar ou propor como os fatos devem ser. A política econômica faz parte do campo de estudo da economia normativa. A título de exemplo, suponhamos as seguintes afirmativas: (i) A inflação do país está bastante elevada. (ii) Para combater a inflação o governo deve aumentar a taxa de juros e reduzir o déficit público. Assim, como a primeira afirmativa descreve um fato econômico como ele se apresenta, então faz parte da economia positiva; enquanto a segunda, por propor o que o governo deve fazer para reduzir a inflação, então se enquadra no campo da economia normativa.

UNIDADE II – PROBLEMAS ECONÔMICOS FUNDAMENTAIS 1 – PROBLEMAS DE ORGANIZAÇÃO ECONÔMICA As necessidades humanas se multiplicam conforme o avanço da sociedade. A evolução da ciência determina padrões tecnológicos mais sofisticados, capazes de satisfazer com maior detalhe as necessidades humanas. Dada a escassez de recursos produtivos, as quantidades a serem produzidas encontram limites físicos. Daí coloca-se o problema central da economia: (i) o quê produzir; (ii) como produzir; e (iii) para quem produzir. 1.1 – O quê produzir O quê e quanto produzir é uma decisão tomada em nível econômico. Pressupõe atingir fronteiras de produção. A sociedade deve escolher que bens serão produzidos e em que quantidades, conforme as suas necessidades. Ilustremos com um caso bastante relacionado com a realidade brasileira. Devido às carências da nossa sociedade, seria de se esperar que os agentes econômicos nacionais se dedicassem mais a investimentos que produzissem alimentos, do que à produção de foguetes e naves espaciais para a exploração do universo. Por outro lado, na sociedade americana, que experimenta um nível de desenvolvimento social e tecnológico muito mais elevado do que a brasileira é de se esperar que os agentes econômicos daquele país invistam de forma diferente. A economia americana produz mais foguetes e naves espaciais do que a brasileira. De fato, a brasileira produz raríssimas unidades de foguetes, e nenhuma nave. E isto não somente devido ao maior avanço social da sociedade americana, mas também porque, dado o nível de desenvolvimento científico por eles alcançado, pesquisas espaciais passam a ser necessárias para a sociedade americana como um todo. Tornou-se necessário para os americanos, mesmo que seja por uma simples questão de geopolítica mundial, o domínio, mesmo que parcial, deste ramo do conhecimento. Esta última necessidade não é colocada para a sociedade brasileira.

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também não dispomos do domínio da tecnologia para tanto. 1. quando se conseguir atender a todas as necessidades de todos as pessoas. 3. e se esforçará para buscar tecnologias avançadas. No exemplo acima. 3 – BENS ECONÔMICOS E RIQUEZA Bens econômicos e riqueza são dois importantes conceitos largamente utilizados em economia. 2 – LEI DA ESCASSEZ ECONÔMICA Refere-se à realidade básica da vida de que existe apenas uma quantidade finita de recursos humanos e não-humanos que o melhor conhecimento técnico é capaz de usar na produção de apenas uma quantidade máxima e limitada de cada produto. mesmo as mais prioritárias. Sempre haverá pessoas cujas necessidades. é de se esperar que os agentes econômicos produzam alimentos de alto valor nutricional e calórico. b) pesquisas tecnológicas. A idéia moderna de riqueza introduziu a variável consumo. Sua principal característica é ser consumível. Quase nunca os bens produzidos satisfazem todas as necessidades da sociedade.1 – Fatores que contribuem para a minimização da Escassez Econômica a) divisão do trabalho ou organização econômica. ter-se-á alcançada a plena eficiência na distribuição da produção. que apresentam as seguintes definições. Busca-se a obtenção da eficiência distributiva.3 – Para quem produzir Para quem produzir é uma decisão tomada em nível social. Uma sociedade somente produzirá de acordo com a tecnologia de que dispõe. _____________________________________________________________________________________________ 5 . Cleber Rentroia 1. d) produção em escala.1 – Bens Econômicos: são coisas que satisfazem as necessidades humanas. É possível que chegue o dia em que o avanço das pesquisas nacionais nos possibilite o domínio da tecnologia espacial. porque a palavra riqueza deixou de ser abstrata e estática no sentido de somente acumular coisas de valor. Por outro lado. Estes bens seriam direcionados para as camadas menos favorecidas. c) aumento de produtividade. e f) combinação ótima dos recursos.2 – Como produzir Como produzir é uma decisão tomada em nível tecnológico. então não é um bem econômico. e de baixo custo. pois assim estará aumentando sua eficiência ou produtividade. e tal necessidade de faça sentir. Daí que a tomada desta decisão deve levar em consideração quais são as maiores necessidades e mais comuns a todos. 3.Prof. é bastante difícil de se conseguir. Uma sociedade que se defronta com problemas de subnutrição. e adquiriu maior dinâmica com a idéia de que a riqueza é tudo aquilo que permite à pessoa consumir mais bens com aquilo que já acumulou. pois poderá produzir mais em menor tempo. inegavelmente.2 – Riqueza: é o conjunto de bens e serviços de consumo. o que. por exemplo. Objetiva-se com isso a obtenção da eficiência produtiva. 2. além da produção de foguetes e naves espaciais não serem uma necessidade para a sociedade brasileira. e) racionalidade na utilização dos recursos produtivos. então. estarão insatisfeitas. Se um bem não for apropriado e se não se desgastar ao longo do tempo para satisfazer uma necessidade.

máquinas equipamentos). fábricas. incluiria também a terra (matéria-prima) e a tecnologia. 4. tais elementos são conhecidos como fatores de produção. entendido como patrimônio. São elas: (i) a primeira. modernamente os fatores de produção classificam-se em: 4. tais como máquinas.2 – Trabalho: o trabalho é a própria força de trabalho. possa produzir com eficiência. e para que o problema central da economia possa ser devidamente equacionado é necessário contar com o concurso dos instrumentos de produção. sem a qual nenhum bem seria produzido.2 – Recursos Naturais: recursos naturais são constituídos pelas riquezas naturais do mundo animal e vegetal (recursos renováveis). assim como.3 – Capital: o capital inclui todos os equipamentos utilizados de forma a auxiliar o homem na produção. (ii) a segunda.1. 4. a saber: (i) terra (recursos naturais que fornecem a matéria-prima).1.1 – Classificação Clássica Os fatores de produção podem ser definidos como o conjunto de todos os recursos que se pode usar na produção. 4. Aí estão colocados então os três fatores de produção. 4.Prof. O capital. devem ser tratados à parte. aquilo que transformado resultará em algo capaz de satisfazer as necessidades do homem. 4. 4.. Em economia. terras.2 – Classificação Moderna Modernamente. aquilo com que se produz. _____________________________________________________________________________________________ 6 .1 – Capital: capital é o conjunto (estoque) de bens econômicos heterogêneos. considera apenas o trabalho e o capital como fatores de produção. Cleber Rentroia 4 – FATORES DE PRODUÇÃO Para que as necessidades humanas sejam satisfeitas. matérias-primas.1. sendo que no caso dos bens agrícolas é a própria matéria-prima. com os objetos da produção. ferramentas.1 – Terra: a terra é a origem das matérias-primas.4 – Tecnologia: tecnologia é definida como o estudo das técnicas (know how) dividida em tecnologia de produto (inovação que leva à obtenção de um novo produto).2. e (iii) trabalho (mão-de-obra). ou seja. ou capacidade de trabalho do homem. etc. trabalhado por alguém com alguma ferramenta.3 – Força de Trabalho: força de trabalho (mão-de-obra) é o fator que mobiliza os recursos naturais e o capital. isto é. a literatura econômica apresenta duas diferentes correntes quanto à classificação dos fatores de produção.2.2. a capacidade gerencial que o homem tem de melhor alocar os recursos (terra. capaz de reproduzir bens e serviços. capital e mão de obra) de forma que. 4. considera que tanto a capacidade gerencial do homem como a tecnologia. equipamentos. pelos recursos minerais e pelo solo (recursos não renováveis). com o auxílio da tecnologia. (ii) capital (recursos financeiros. por apresentarem contribuições significativas ao processo produtivo. resultará nesse bem. e tecnologia de processo (inovação do processo produtivo que racionaliza o uso de matérias-primas). 4. em termos de produtividade. contemplando também. Daí a pergunta: que recursos são esses? Um simples raciocínio nos faz deduzir que para se produzir um bem é preciso um material qualquer que. Assim.2.

4. portanto. 4.1 – Salário: corresponde a remuneração dos serviços do fator trabalho. Entretanto. é um bem livre. é preciso entender com que finalidade ele será utilizado. 4. percebe uma remuneração ou pagamento. que dependendo das circunstâncias em que são obtidos.2 – Bens Produzidos: (relativamente raros).1 – Quanto à Raridade Por raridade entende-se o quão escasso é o bem. capital. também denominados de econômicos e que têm como principais características: (i) existirem em quantidades limitadas.5 – Capacidade Empresarial: capacidade empresarial é definida como a aglutinação dos demais fatores (terra. o comercializou.2. também denominados de não econômicos.1.3.1 – Bens Livres: (ou abundantes). Em outras palavras. A areia do deserto. Estão à disposição na natureza. A utilização ou reprodução de um bem ou serviço para fins produtivos somente poderá ser feita com o pagamento dos royalties. 4. Cleber Rentroia 4.3. pois será submetida a um processo produtivo (extração. prédios. pois até hoje ninguém o produziu ou então. tecidos. como contrapartida à sua contribuição ao processo produtivo. Assim. Qualquer bem que seja obtido através do processo produtivo é considerado um bem econômico. então deixará de ser um bem livre. transporte. é a expressão física do capital monetário que é investido em ativos imobilizados.3. 5 – CLASSIFICAÇÃO DOS BENS E SERVIÇOS Uma vez que o objetivo do processo de produção é produzir bens e serviços com o fim de satisfazer as necessidades da sociedade. e (ii) serem comercializados.1.3. temos: 4. se for explorada comercialmente (para construções. podem ser considerados livres ou não. É o pagamento que se faz pela utilização dos direitos de propriedade de uma patente. Há outros bens. equipamentos e maquinário.2 – Quanto à Natureza Por natureza entende-se a natureza física do bem. televisores.5 – Dividendos: correspondem à remuneração de aplicadores em ações das empresas. tal como definido anteriormente. por exemplo. os bens e serviços apresentam a seguinte classificação.4 – Juros: correspondem à remuneração de serviços do fator capital monetário (dinheiro). 4. 5. Capital aqui é entendido como o capital físico. isto é.2 – Aluguel: é a remuneração dos serviços do fator terra ou recursos naturais. entretanto. refinamento. Assim.Prof. instalações. etc). 4. 5. automóveis. Exemplos: refrigerantes. 5. O único bem verdadeiramente livre é o ar. de distinguir a origem. pois não têm valor e nem preço. haja vista que possuem valor e preço.6 – Royalty: corresponde à remuneração pela utilização dos serviços de tecnologia.3.3 – Remuneração dos Fatores de Produção Cada fator de produção. trabalho e tecnologia) que irá possibilitar o suprimento de bens e serviços.3. a natureza e o destino desses bens. e são assim classificados: _____________________________________________________________________________________________ 7 . Trata-se.3 – Lucro: é a remuneração dos serviços do capital. 5. Existem dois tipos de bens quanto à raridade. gasolina etc. por exemplo).

As necessidades são classificadas em: 6. desaparecendo na produção perdendo desta forma suas características iniciais. Exemplos: prego.1 – Necessidades Primárias: são aquelas essenciais para a sobrevivência humana. farinha de trigo. São assim classificados. etc. Exemplos: roupas. • Insumos (matérias-primas): são aqueles bens que são utilizados imediatamente. 5. Classificam-se em: • Bens Intermediários Propriamente Ditos: são aqueles que entram na composição de outros bens sem perder as suas características iniciais. vestuário. etc. etc. para os bens que produzem.3 – Quanto ao Destino Por destino entende-se o uso que se faz do bem. Cleber Rentroia 5. Exemplos: minério de ferro. etc. etc. • Não-duráveis: também denominados de consumo imediato. Exemplos: remédios. Exemplos: sapatos. De acordo com a sua durabilidade classificam-se em: • Duráveis: são aqueles que não se extinguem no ato do consumo. produtos químicos. equipamentos. Transferem-se. etc. que não têm uma forma física e material. alimentos. incorporando-se aos bens que se produzem.2 – Bens de Capital: são os bens utilizados na produção de outros bens. são aqueles bens que se extinguem no ato do consumo. ou seja. Exemplos: alimentação. isto é. etc. mas que satisfazem as necessidades humanas.2 – Bens Imateriais: correspondem aos serviços.3. etc. habitação. instalações.3. _____________________________________________________________________________________________ 8 . etc. 5. serviços de educação.3. Em outras palavras. Exemplos: automóveis. os bens de consumo são aqueles que são produzidos para consumo final. transporte. Exemplos: serviços médicos. Como exemplos temos as máquinas. por assim dizer. fio. • Semiduráveis: são aqueles que têm uma vida útil não muito longa. O nível de satisfação da sociedade difere com o seu próprio estágio de desenvolvimento. têm um fim em si mesmos.2. mas que não se desgastam totalmente neste processo de produção. 5.1 – Bens de Consumo: são aqueles que se destinam atender diretamente as necessidades humanas.1 – Bens Materiais: correspondem às mercadorias.3 – Bens Intermediários: são aqueles que são transformados ou agregados totalmente no processo de produção. roupas.2. processo este que ocorre num período de tempo mais longo. e são classificados contabilmente no ativo fixo das empresas. 5. alimentos. cuja característica principal é serem palpáveis e tocáveis. 5. ferramentas. parafuso. Sua principal característica é elevar a produtividade da mão-de-obra. eletrodomésticos.Prof. que não produzem e nem entram na produção de outro bem. 6 – NECESSIDADES ILIMITADAS As necessidades são ilimitadas porque são inerentes à própria capacidade de renovação e criação de novos desejos de consumo por parte da sociedade.

e • nível cultural. De forma geral. satisfazendo exigências coletivas ou sociais. mas aos pouco vão se tornando um hábito. Cleber Rentroia 6. dentre eles destacam-se: • efeito demonstração – típico de países subdesenvolvidos – que significa adquirir hábitos de consumo de sociedades desenvolvidas. 6. Conforme discutido anteriormente. educação. conforme quadro abaixo: Alternativas A B C D E F Bem A (quantidade) Bem B (quantidade) 250 200 150 100 50 0 0 250 450 600 700 750 _____________________________________________________________________________________________ 9 . significando aqui os costumes. os sistemas econômicos devem buscar: (i) decisão do que produzir. Exemplos: fumar. Desse modo. 7 – ALTERNATIVAS DE PRODUÇÃO E A CURVA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO Todo sistema econômico tem uma capacidade máxima de produzir bens e serviços. nas seguintes quantidades. valores e a forma de organização da sociedade. etc. lazer. Nesse sentido. etc. uma economia que produza apenas dois bens A e B. as economias devem definir quais são as combinações das diversas quantidades de bens e serviços que serão produzidos. Não se instalam de repente. hábitos.3 – Necessidades Coletivas (ou sociais): são aquelas que para serem satisfeitas exigem um esforço coletivo. para simplicidade de raciocínio. suponhamos. existem alguns fatores que contribuem para aumentar o nível das necessidades ilimitadas da sociedade. Exemplos: segurança pública.2 – Necessidades Secundárias (ou acidentais): são decorrentes do convívio social. • propagandas e publicidades. um dos principais problemas com que se defrontam as economias é definir quanto será produzido de cada bem e serviço. hipoteticamente. e (iii) eficiência máxima e o pleno emprego dos recursos de produção. • desenvolvimento tecnológico. o governo está encarregado de sua satisfação através dos serviços públicos. precisando ser satisfeitas. Por outro lado. para que se possa maximizar a produção de bens e serviços. que dependem das opções sociais ou políticas estabelecidas pela sociedade.Prof. Em outras palavras. (ii) escolha das alternativas de produção para a canalização dos recursos. de modo atender às necessidades da sociedade.

há uma questão mais ampla de eficiência alocativa. e (iii) exista eficiência e eficácia no uso dos fatores de produção. corresponde a uma quantidade produzida de B.Prof. é que associada a esta escolha sobre quantos e quais bens produzir. (ii) não sejam introduzidas inovações tecnológicas. esta transformação não é física. a economia opera com os padrões tecnológicos existentes. Outro importante ponto a ser destacado. que formam pares ordenados de pontos dados pelas diversas alternativas de produção em um gráfico cartesiano. esta curva também é conhecida como curva de transformação. uma vez definidas as quantidades e _____________________________________________________________________________________________ 10 . Por esta razão. Cabe ressaltar que. como também não é possível agregar mais fatores. ou do ponto B para o ponto C. estará transformando o bem A em bem B. no caso da produção do bem A para o bem B. que indica as infinitas combinações possíveis de produção dos bens A e B. Ou seja. A curva de possibilidades de produção estabelece os níveis máximos de produção desses dois bens. onde as quantidades do bem A são lançadas no eixo das abscissas (eixo X) e as quantidades do bem B são lançadas no eixo das ordenadas (eixo Y). ao se deslocar do ponto A para o ponto B. Cleber Rentroia Colocando estas quantidades. Desse modo. Ou seja. Para que uma economia possa operar em qualquer ponto sobre a curva de possibilidades de produção é necessário que: (i) exista pleno emprego de todos os fatores produção disponíveis. uma economia que se encontre operando sobre a curva de possibilidades de produção. temos a seguinte representação gráfica: Bem B F 750 700 600 E D C 450 250 B A 0 50 100 150 200 250 Bem A Esta curva chama-se curva de possibilidades de produção (ou fronteira de produção ou curva de transformação). estará deixando de produzir algumas unidades do bem A para produzir mais quantidades do bem B. Isto significa que não há nenhum fator de produção ocioso. Em qualquer ponto desta curva uma quantidade produzida de A. significa apenas que se está transferindo recursos ou fatores de produção de um processo produtivo para outro. Em outras palavras. e assim sucessivamente até o ponto F.

garantindo desta forma o equilíbrio econômico das atividades produtivas. é preciso alocá-los. onde há ociosidade de fatores. Em geral. máquinas paradas e terras não utilizadas. Teoricamente.Prof.1 – Quanto aos pontos na CPP Suponhamos a curva de possibilidades de produção abaixo. então o ponto A. 7. não existindo nenhuma atividade econômica. é possível aumentar a produção tanto do bem A quanto do bem B.1 – Análise da Curva de Possibilidades de Produção – CPP A curva de possibilidades de produção pode ser analisada sob quatro diferentes aspectos: (i) quanto aos pontos localizados na curva. Neste ponto ou em qualquer outro ponto situado sobre a curva de possibilidades de produção. pois nele nada se produz. Cleber Rentroia a qualidade dos fatores de produção. Se isto ocorrer. utilizando os fatores de produção que estão ociosos. estando a economia em recessão. • o ponto O representa uma situação de pleno desemprego de fatores. 7. Em outras palavras. significa que a economia está funcionando com capacidade máxima de produção. mas na prática. Nem todos os fatores de produção estão plenamente ocupados. isto é. É um estado de limite crítico para a economia. com os seguintes pontos: Bem B •C YB YA • A • B • 0 Bem A XA XB Análise dos pontos: • o ponto B representa a produção máxima do bem A e do bem B. A rigor. sendo que todos os fatores de produção estão plenamente ocupados.1. os fatores de produção nunca estão 100% plenamente ocupados. O pleno emprego é definido por uma situação em que os recursos disponíveis estão sendo plenamente utilizados na produção de bens e serviços. (iii) quanto aos deslocamentos diferenciados da curva. distribuí-los entre os setores produtivos de forma a obter a máxima eficiência na quantidade e qualidade dos bens produzidos. existe uma ociosidade parcial dos fatores. ou seja. como por exemplo. É importante ressaltar que. onde todos os fatores estarão plenamente ocupados. • o ponto A representa uma situação de recessão ou de capacidade ociosa. (ii) quanto aos deslocamentos da curva. existe um desemprego de fatores. uma situação dessa é mais fácil de _____________________________________________________________________________________________ 11 . este ponto é possível de ser atingido. se desloca em direção à curva. os economistas consideram que uma taxa de ocupação acima de 92% a 93% caracteriza a situação pleno emprego. e (iv) quanto aos deslocamentos parciais da curva. trabalhadores desempregados.

Cleber Rentroia ocorrer em situações de guerra (toda economia fica paralisada em função das atividades beligerantes). aeroportos. significando aumento da capacidade de produção do sistema econômico. Os fatores que contribuem para o deslocamento positivo são: (i) crescimento da população qualificada (mão-de-obra). possibilitando o deslocamento da curva de possibilidades de produção para níveis mais elevados. (ii) sucateamento do parque industrial. Assim temos: • Deslocamento Positivo: ocorre quando a curva de possibilidades de produção se afasta da origem. etc. etc. • o ponto C não existe para essa curva de possibilidades de produção. usinas hidroelétricas.. Para que este ponto possa ser atingido. e (iv) pestes e epidemias. temos: Bem B Bem A 0 P1 P2 P3 Onde P3 > P2 > P1 • Deslocamento Negativo: ocorre quando a curva de possibilidades de produção se dirige em relação à origem. portos.). e em função de catástrofes naturais (inundação. pois não pode ser atingido com o volume de fatores existentes. telecomunicações. Em termos de representação gráfica. temos: Bem B 0 P3 P2 P1 Bem A Onde P3 < P2 < P1 _____________________________________________________________________________________________ 12 . é preciso acrescentar alguma quantidade de pelo menos um dos fatores de produção. Os fatores que contribuem para o deslocamento negativo são: (i) guerras entre os países. terremoto. equipamentos.2 – Quanto aos deslocamentos da CPP A curva de possibilidades de produção pode-se deslocar tanto positivamente quanto negativamente. máquinas. e (iv) investimentos na infra-estrutura de base do país (estradas. (iii) inovação e/ou melhoria tecnológica. a produção poderá se expandir. Em termos de representação gráfica.). (iii) situações climáticas desfavoráveis. que destroem completamente a economia). Assim.1. etc. 7.Prof. significando diminuição da capacidade de produção do sistema econômico. (ii) acumulação de bens de capital (edifícios. vulcões.

conforme demonstrado no gráfico abaixo. observa-se que o país Beta alocou proporcionalmente mais de seus fatores de produção para produzir bens de capital do que o país Alfa. A questão é saber qual dos dois países terá maior expansão na sua capacidade de produção. conforme demonstrado no gráfico abaixo. 7. • Conclusão: como estes dois países estão destinando fatores de produção para produzir bens de capital. • Bens de Capital: o país Beta aloca de seus fatores de produção para produzir bens de capital o segmento 0Bk. será no ramo que representa este bem. então. só que neste caso específico. o país Alfa ou o país Beta. que estes dois países adotem políticas diferentes quanto à alocação de fatores de produção para produzirem bens de consumo e bens de capital.1. Esta decisão fará com que no futuro. a capacidade de produção do bem A aumenta. Como o segmento 0Ac é maior do que o segmento 0Bc. o mesmo deslocamento da curva de possibilidades de produção acontecerá. que os países Alfa e Beta. Cabe ressaltar que. a economia do país Beta tenha uma capacidade de produção maior do que a do país Alfa. Suponhamos ainda. se a inovação tecnológica ocorrer em relação ao bem B.1. que alocou menos de seus fatores para produzir bens de capital. enquanto o país Alfa aloca 0Ak. num ponto específico do tempo. Analisando o gráfico. isto significa que o país Alfa destina mais recursos para produzir bens de consumo do que o país Beta.3 – Quanto aos deslocamentos diferenciados da CPP Suponhamos. Bens de Capital Nova curva do país Beta.Prof. enquanto o país Beta aloca 0Bc. hipoteticamente. Nesse sentido. Beta BK Nova curva do país Alfa AK Alfa Bens de Consumo 0 BC AC Análise dos deslocamentos: • Bens de Consumo: o país Alfa aloca de seus fatores de produção para produzir bens de consumo o segmento 0Ac. no futuro suas economias terão uma capacidade produtiva maior.4 – Quanto aos deslocamentos parciais da CPP Suponhamos que ocorra uma inovação tecnológica na produção do bem A. provocando um deslocamento da curva de possibilidades de produção apenas no ramo que representa o referido bem. _____________________________________________________________________________________________ 13 . isto significa que o país Beta destina mais recursos para produzir bens de capital do que o país Alfa. Cleber Rentroia 7. Como o segmento 0Bk é maior do que o segmento 0Ak. possuem a mesma capacidade de produção.

este fenômeno somente ocorre sobre a curva de possibilidades de produção. Cabe salientar que. que é dado pela produção marginal de cada um deles. À medida que a mão-de-obra foi experimentando período após período. variando apenas o fator mão-de-obra. Com certa freqüência vemos na televisão que em momentos de recuperação econômica. sucessivos aumentos de duas unidades adicionais. Ou seja. Isso acontece porque esses ex-trabalhadores além de terem a necessária eficiência. os incrementos verificados na produção dos bens X e Y. Como existe ociosidade. estes fatores de produção estariam apenas esperando por uma oportunidade de emprego. foram cada vez menores. muitas empresas dão preferência à ex-funcionários que tenham sido demitidos em momentos de crise ou desaquecimento da economia. suponhamos as seguintes informações: Produção Produção Período Fator Fixo Fator Variável Produção do Produção do (terra) (mão-de-obra) Bem X Bem Y Marginal de X Marginal de Y (∆X) (∆Y) T0 150 ha 10 200 500 – – T1 150 ha 12 250 600 50 100 T2 150 ha 14 290 680 40 80 T3 150 ha 16 320 740 30 60 T4 150 ha 18 340 780 20 40 T5 150 ha 20 350 800 10 20 T6 150 ha 22 350 800 0 0 Como se pode observar. o fator de produção terra ficou constante em 150 ha.Prof. só que a taxas decrescentes. quando todos os fatores de produção estão plenamente empregados. sucessivamente. _____________________________________________________________________________________________ 14 . tanto a produção do bem X quanto à do bem Y foram aumentando. quando são acrescentadas. unidades extras e iguais de um fator de produção variável a uma quantidade fixa de um outro fator de produção. Quando a economia está operando com capacidade ociosa é sempre possível alocar e incorporar fatores que operem com igual ou maior grau de eficiência. evitam uma queda no ritmo de produção das empresas. ao longo dos sete períodos de produção. quando se está contratando funcionários. Cleber Rentroia Bem B A 0 A A1 Bem A 8 – LEI DOS RENDIMENTOS DECRESCENTES A lei dos rendimentos decrescentes refere-se à quantidade decrescente de produção adicional que se obtém. A título de exemplo.

). significa que existe um sacrifício de unidades de produção do bem A. a cada expansão da produção do bem B. etc. Neste exemplo. Alguns de seus hábitos ou comportamentos ele terá que sacrificar. e assim. eliminando-os ou reduzindo-os. como por exemplo: • o lazer (assistir televisão ou bater papo com os amigos no barzinho. Assim. medidos pelo custo de oportunidade. No exemplo da produção dos bens A e B. sucessivamente. foram sempre iguais a 50 unidades. cinema. a sua capacidade de absorver a mão-de-obra tornava-se cada vez menor. significando assim como seu custo de oportunidade. do bem que se deseja produzir mais. o fator terra. Seja o seguinte exemplo. citado anteriormente. teatro. cada vez menores. em seguida. Esta situação permite inferir que. observa-se que para se produzir as primeiras 20 unidades de W é preciso sacrificar uma unidade do bem Z (custo de oportunidade igual a 1).) • horário de almoço. existe um custo cada vez maior medido em unidade do bem que se deixa de produzir. Em nosso cotidiano. no caso específico. nessas circunstâncias os custos sociais. • atividades culturais (leitura. três unidades do bem Z deixam de ser produzidas (custo de oportunidade igual a 3). • a novela das 8h. Um indivíduo decide praticar esportes para melhorar seu condicionamento físico. Este custo é também conhecido como custo de oportunidade. se tiver este hábito. que se deixa de produzir para se obter um acréscimo da produção do bem W. de um fator de produção que ao longo de todo o período ficou constante.).Prof. o fator de produção terra ia perdendo produtividade. Os acréscimos na produção de W serão sempre decrescentes. Assim. para se obter quantidades adicionais. A tabela abaixo mostra o custo de oportunidade associado a cada uma das alternativas de produção dos bens Z e W Alternativas Produção de Z 12 11 8 4 0 Produção de W 0 20 37 48 50 Acréscimo na produção de W – 20 17 11 2 Custo de Oportunidade para produzir W (em termos de quantidade de Z) − 1 (12 − 11) 3 (11 − 8) 4 (8 – 4) 4 (4 − 0) A B C D E O custo de oportunidade é calculado em termos da quantidade do bem Z. nos deparamos com muitas situações práticas e não econômicas de custos de oportunidade. Cleber Rentroia Este fenômeno é explicado pela existência no processo produtivo dos bens X e Y. haja vista que os decréscimos na produção do bem A. para se produzir mais 17 unidades do bem W. Em outras palavras. em detrimento de reduções iguais ou cada vez maiores na produção de outro bem. • convívio familiar (esposa. as quantidades adicionais produzidas de um bem serão menores. o custo de oportunidade seria constante. e se decidir pela prática de esportes à noite. o custo de oportunidade significa a renúncia de determinados ganhos. ao se deslocar fatores de produção de uma alternativa de produção para outra. serão crescentes. etc. se utilizássemos o exemplo da produção dos bens A e B. caso decida praticar esportes entre às 12 e 14h. filhos etc. _____________________________________________________________________________________________ 15 . ou seja. à medida que o fator mão-de-obra experimentava aumentos iguais. Cabe ressaltar que. para aumentar a produção do bem B. 9 – CUSTO DE OPORTUNIDADE Como foi discutido anteriormente.

Em outras palavras. conforme analisado na Unidade VI. As trocas indiretas são realizadas mediante a utilização da moeda que um intermediário de troca. ou seja. (iii) interdependência das empresas. e (ii) técnico. a Petrobrás – Petróleo Brasileiro S/A. As trocas diretas. as transações são efetivadas tendo como objetos transacionados a moeda e as mercadorias e serviços. sendo que as transações são realizadas utilizando-se como objeto de troca as mercadorias e serviços. o mercado interno que pode ser: inter-regional. (ii) número de compradores. Os monopólios podem ser de duas naturezas: (i) legal. de um lado. que até 1998. abastecimento de água e esgoto. é normalmente indispensável para os consumidores. 2. tais como: (i) número de empresas. Quanto ao objeto transacionado.1 – Número de Empresas: existe apenas uma empresa no mercado. interestadual. As mais importantes formas de estrutura de mercado são: (i) monopólio puro. os mercados se difundiram e se diversificaram tanto em nível geográfico. geração e distribuição de energia elétrica. Nesse sentido. de bens e serviços. e (viii) acesso ao mercado. (vi) controle de preços. não ocorrendo nenhum tipo de concorrência. 2. além de ser impossível a sua substituição. intermunicipal e local. detinha o total controle na extração e refino de petróleo. financeiro. (iv) homogeneidade do produto. e (iv) concorrência monopolística. que ocorre quando a produção através de uma única empresa é a forma mais barata de fabricar o produto ou serviço.2 – Número de Compradores: existe um grande número de compradores. que definem a estrutura de mercado em que atuam. (vii) concorrência extra-preço. da disseminação e complexidade das transações realizadas entre os agentes que participam da atividade econômica. do desenvolvimento econômico verificado nas últimas décadas. Cleber Rentroia UNIDADE III – ASPECTOS DE MICROECONOMIA 1 – CONCEITO DE MERCADO A instalação e a existência de um mercado se verifica quando ocorre a interação das duas forças que o compõem. como por exemplo. _____________________________________________________________________________________________ 16 .Prof. quando é assegurado ao produtor a exclusividade no mercado.1 – Monopólio Puro 2. tipos de concorrência. haja vista que a empresa monopolista produz um bem ou serviço que. como por exemplo. Em decorrência. estruturas de mercado são modelos que captam os aspectos inerentes de como os mercados são organizados. (iii) concorrência perfeita. Assim. está-se fazendo uma análise sob a perspectiva das firmas. em nível geográfico tem-se por exemplo. e o mercado externo desenvolvido entre as nações e entre os blocos econômicos regionalizados. quanto em nível do objeto transacionado. Não existem exemplos de monopólios privados. e de outro. que definem a tipificação de cada uma das formas de mercado. ou seja: a demanda e a oferta. ou seja. enquanto que a oferta é formada pelos agentes econômicos que oferecem bens e serviços no mesmo mercado.1. (ii) oligopólio. apenas de monopólios estatais. como por exemplo. de fatores de produção e de tecnologia. O mercado funciona mediante a realização de trocas que podem ser de duas natureza: diretas ou indiretas. trata-se do comportamento das firmas em relação ao mercado. (v) substituição do produto. não envolve o uso da moeda. existe uma variedade de mercados. A demanda é constituída pelos agentes econômicos que participam no mercado adquirindo algum bem ou serviço. 2 – ESTRUTURAS DE MERCADO Quando se estuda as diversas estruturas de mercado. A diferenciação das estruturas de mercado baseia-se no estabelecimento de hipóteses e características.1.

2 – Oligopólio 2.2. o preço é negociado entre a empresa monopolista e o governo. grande potencial de consumidores. ou seja. 2.1.2.3 – Interdependência das Empresas: por se conhecerem mutuamente e por se competirem entre si.1. mesmo sendo uma empresa de monopólio estatal.2. ou seja. pois. pois o monopolista fará de tudo para ficar operando sozinho. como por exemplo. Entre essas práticas a mais conhecida é o cartel que é definida como uma organização formal ou informal de produtores dentro de um setor da economia. 2.4 – Homogeneidade do Produto: os produtos elaborados pelas empresas oligopolistas podem ser homogêneos. o controle de preços do monopolista é total. Este é o tipo de estrutura de mercado que mais prevalece no mundo atual. 2. 2.1.1. tais como: transporte aéreo.Prof. cimento. principalmente considerando que a empresa opera sem nenhum concorrente no mercado.1. siderúrgico. 2. e diferenciados. A economia brasileira está repleta de exemplos de oligopólios em diversos setores. 2. as políticas de uma empresa afetam diretamente as outras empresas. A Petrobrás. recolhimento de impostos.7 – Concorrência extra-preço: pelo fato da empresa monopolista operar sozinha no mercado. químico. e (ii) com a intervenção do governo. eletrodomésticos.1 – Número de Empresas: existe um pequeno número de empresas. especialmente. 2. ou seja. Uma das formas que as empresas oligopolistas utilizam para preservarem sua parcela no mercado é a realização de acordos tácitos. etc. 2. o que uma empresa fizer terá impacto sobre as demais. Cleber Rentroia 2.3 – Interdependência das Empresas: não existe nenhum tipo de interdependência. como por exemplo.2 – Número de Compradores: é grande o número de compradores. A propaganda que o monopolista realiza tem um caráter institucional. onde são estabelecidas quotas para os seus produtos.8 – Acesso ao Mercado: é praticamente impossível o acesso de novas empresas no mercado.2.4 – Homogeneidade do Produto: não existe homogeneidade de produto. alumínio e chapas de aço. é comum ocorrer entre essas empresas práticas conspirativas através da realização de acordos e conluios. principalmente considerando que as empresas oligopolistas somente se instalam em países onde existam o que se denomina dimensão de mercado. farmacêutico. _____________________________________________________________________________________________ 17 . a OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo. bebidas e automóveis.6 – Controle de Preços: existem duas regras quanto à fixação de preços: (i) sem a intervenção do governo. o produto que o monopolista produz é único no mercado. 2. teve por diversas vezes os preços de seus produtos controlados pelo Governo Federal. a empresa utiliza-se da propaganda para mostrar aos consumidores o seu porte e a sua importância e contribuição para o desenvolvimento do país. ela não recorre a propaganda ou qualquer outro instrumento de marketing para promover seus produtos junto aos consumidores. automobilístico. papel e celulose. como exemplo.5 – Substituição do Produto: o produto que a empresa monopolista elabora não tem nenhum substituto no mercado. nas economias capitalistas.1. com a geração de empregos. haja vista que a empresa monopolista opera sozinha no mercado. bebidas. Em decorrência do pequeno número de empresas operando no mercado. que determina a política de preços para todas as empresas que o compõem. etc.

a alternativa é a empresa abandonar o mercado.7 – Concorrência extra-preço: como os produtos são idênticos e substitutos perfeitos.2.6 – Controle de Preços: nenhuma empresa isoladamente consegue controlar o preço. a concorrência extra-preço funciona no oligopólio. ou seja. Cleber Rentroia 2. 2.2. principalmente. o controle de preços do oligopolista é bastante elevado. 2.3.2.3.7 – Concorrência extra-preço: dado o relativo grau de diferenciação entre os produtos. não influenciará as demais. 2. nenhuma empresa isoladamente consegue impor o seu preço. O preço é definido pelos mecanismos de mercado. Nesse sentido.3 – Concorrência Perfeita 2. principalmente. 2. o preço é dado a empresa.3 – Interdependência das Empresas: em decorrência de um número extremamente grande de empresas. Em algumas situações ocorre uma guerra de preços entre as empresas. os oligopolistas procurarão impedir o acesso dessas empresas. Entretanto. pela demanda e pela oferta. Na hipótese do eventual ingresso de novas empresas no mercado. e (ii) sem a intervenção do governo. dada essa premissa.5 – Substituição do Produto: como os produtos são idênticos. pressionando o governo para que não autorize a sua instalação. 2.3.3. as políticas adotadas por alguma empresa isoladamente. quanto aos produtos diferenciados. Se o preço definido pelo mercado não for suficiente para gerar uma receita que permita a empresa pelo menos igualar a seus custos de produção. 2.5 – Substituição do Produto: existe um razoável grau de substituição.Prof.2 – Número de Compradores: muito grande. a ponto de que nenhum consumidor individualmente consegue reduzir o preço do produto. Em outras palavras.6 – Controle de Preços: à exemplo da estrutura de monopólio.3. o que pode de certa forma prejudicar as grandes empresas que detêm uma parcela maior do mercado. _____________________________________________________________________________________________ 18 .1 – Número de Empresas: o número de empresas é extremamente grande que a saída e a entrada de novas empresas não altera o funcionamento do mercado. o que não deixa de ser saudável para os consumidores. Assim. dado a existência de um pequeno número de empresas. Assim. nesse mercado há espaço para a concorrência. 2. a fixação de preços no oligopólio obedece a duas regras: (i) com a intervenção do governo. mas não impossível.8 – Acesso ao Mercado: é difícil.2. 2.3. sendo que ela pode vender a quantidade que desejar ao preço estabelecido pelo mercado. 2. para os consumidores é totalmente indiferente adquirir os produtos de qualquer empresa. pode sair e entrar quantas empresas quiserem que o mercado continua funcionando sem nenhuma alteração. o preço é negociado entre as empresas oligopolistas e o governo. a substituição é perfeita. 2.4 – Homogeneidade do Produto: os produtos são idênticos e substitutos perfeitos. As empresas através de propaganda e da melhoria da qualidade de seus produtos podem buscar uma maior participação no mercado. não há como ocorrer qualquer tipo de concorrência extra-preço.3.

4 – Concorrência Monopolística 2.4. haja vista que. É importante ressaltar que. uma maior participação no mercado. 2. 3.7 – Concorrência extra-preço: pelo fato dos produtos serem semelhantes. quanto aos fatores de produção. 2.4. Cleber Rentroia 2.1 – Conceito de Demanda A demanda é definida como sendo as várias quantidades que os consumidores estão dispostos e aptos a adquirirem aos diferentes níveis de preços.2 – Número de Compradores: grande número de consumidores/compradores. 3 – ANÁLISE DA DEMANDA 3. existem dois tipos de estrutura de mercado: o monopsônio e o oligpsônio. o setor automobilístico constituído por um pequeno número de empresas montadoras. 2. 2.8 – Acesso ao Mercado: existe uma relativa facilidade de acesso de novas empresas. mas não homogêneos. Monopsônio é quando existe no mercado apenas um comprador de fatores/insumos de produção. que adquirem grande parte da produção das indústrias de auto-peças. como por exemplo. e com elevado grau de substituição entre si. 2. 2. é determinada ou influenciada pelos seguintes fatores: • preço do bem (P): este é o fator mais importante. É importante ressaltar que. o consumidor só irá adquirir aqueles bens cujo preço seja compatível com o seu orçamento. num determinado período de tempo. O oligpsônio ocorre quando existe no mercado poucos compradores de fatores/insumos de produção. Um exemplo típico é o caso de uma única usina de pasteurização de leite que se instala numa determinada região e adquire toda a produção de leite daquela região.4 – Homogeneidade do Produto: os produtos são semelhantes. mesmo existindo espaço para a concorrência.1 – Número de Empresas: um grande número de empresas que concorrem entre si.4.6 – Controle de Preços: as empresas têm relativo grau de controle sobre os preços. A disposição refere-se à vontade que os indivíduos têm de consumirem. enquanto que a aptidão refere-se à capacidade de compra de cada consumidor. que as empresas através de suas políticas assegurem para si.4. as políticas adotadas por uma empresa não influencia as demais.4.Prof.4.3 – Interdependência das Empresas: dada a existência de um grande número de empresas. a concorrência monopolística é um tipo de estrutura que se situa entre os extremos da concorrência perfeita e do monopólio. porém não comparável com o da concorrência perfeita. não existindo nenhuma restrição à entrada de novas empresas. 2.2 – Fatores Determinantes da Demanda A demanda de um consumidor por um bem qualquer.4.4. a concorrência extrapreço se faz presente e funciona muito.8 – Acesso ao Mercado: é completamente livre. permitindo dessa forma. 2.5 – Substituição do Produto: são substituíveis entre si.3. _____________________________________________________________________________________________ 19 .

Nesse sentido. • P = preço do bem. • P&M = propaganda e marketing. _____________________________________________________________________________________________ 20 . A relação entre a renda e a demanda por um bem pode ser direta ou inversa. como por exemplo. café e açúcar. • R = nível de renda. com a exceção de um fator. • dimensão de mercado (DM): corresponde ao número de consumidores que participam no mercado de um bem ou serviço. na produção de soja. os bens em relação à renda têm a seguinte classificação: (i) bens normais são aqueles que quando a renda aumenta a demanda também aumenta. procurarão formar estoques domésticos. Este de tipo análise é denominado de condição ceteris paribus. a manteiga e a margarina. Assim. • PS = preço do bem substituto. • G = gosto e preferência. em termos matemáticos. e refere-se às preferências inerentes de cada indivíduo no ato de consumo. • expectativa quanto à evolução da oferta (EX): este fator está relacionado com as possíveis quebras de oferta que podem ocorrer na produção de qualquer bem. Bens complementares são aqueles que são consumidos conjuntamente. Bens substitutos são aqueles que guardam entre si. e (iii) bens superiores ou supérfluos são aqueles que quando a renda aumenta a demanda também aumenta. É importante ressaltar que. como por exemplo.. PS e PC) Onde: • Qd = quantidades demandadas. na iminência de uma possível quebra de safra agrícola.3 – Função da Demanda A função da demanda é definida como sendo a relação funcional que se estabelece entre as quantidades demandadas (Qd) e os fatores que a determinam. Nesse caso. G. • EX = expectativa quanto à evolução da oferta. só que proporcionalmente mais do que o aumento da renda. por exemplo. os consumidores para fazer frente à falta desse produto. o que exige um conhecimento avançado de técnicas de cálculo matemático de funções com múltiplas variáveis. R. que significa. 3. • propaganda e marketing (P&M): a propaganda é um eficiente instrumento que as empresas têm a sua disposição para induzir os consumidores aumentar a sua demanda. P&M. DM. a realização de uma análise com todos os fatores variando ao mesmo tempo é extremamente complexa. isto pode levar no futuro a faltar óleo de soja no mercado. (ii) bens inferiores são aqueles que quando a renda aumenta a demanda diminui. • DM = dimensão de mercado. EX. • gosto e preferência (G): este fator é de natureza psicológica e subjetiva. • preços de outros bens (PS e PC): trata-se dos bens substitutos e complementares. semelhanças em suas características básicas. a função da demanda é definida como sendo: Qd = f (P. Cleber Rentroia • nível de renda (R): a renda reflete a capacidade de compra do consumidor. se convencionou entre os estudiosos de economia analisar separadamente a influência que cada um dos fatores exerce sobre as quantidades demandadas (Qd). todos os demais permanecem constantes. Assim. e • PC = preço do bem complementar. Assim.Prof.

adquirem ou compram mais de um bem. passando para Qd0. as quantidades demandadas correspondentes são Qd0. Assim. O mesmo raciocínio vale para o ponto A. que são menores. quando o preço (P) diminui as quantidades demandadas (Qd) aumentam. pelo princípio da demanda quando o preço (P) aumenta as quantidades demandadas (Qd) diminuem. contrariamente. Assim.Prof. Resumindo. num determinado período de tempo. as quantidades demandadas aumentarão. Nesse ponto. ao preço P0. o princípio da demanda indica que: ↑ P ⇒ ↓ Qd ↓ P ⇒ ↑ Qd _____________________________________________________________________________________________ 21 . Cleber Rentroia A condição ceteris paribus é um recurso metodologicamente válido e largamente utilizado na análise econômica. isoladamente.4 – Princípio da Demanda e a Curva de Demanda Conforme analisado. quando os seus preços estão subindo. pois. admite-se que o preço do bem (P) é o fator mais importante que influencia as quantidades demandadas. mais elevado. As variáveis preço (P) e quantidades demandadas (Qd) guardam entre si uma relação inversa. o que é uma irracionalidade sob a perspectiva econômica. ou seja. é dada por: Qd = f (P) Onde: Qd = quantidades demandadas é a variável dependente. Assim. a função da demanda na condição ceteris paribus. e P = preço do bem é a variável independente. Se o preço diminuir para P0. a função de demanda fica reduzida a: Qd = f (P) 3. É importante ressaltar que. Em termos de representação gráfica tem-se: P D A P1 P0 B Qd A curva da demanda associa para cada nível de preço uma quantidade demandada correspondente. no ponto B do gráfico. as quantidades demandadas passarão para Qd1. este comportamento é de um consumidor racional. Nesse sentido. existem consumidores que agindo de maneira totalmente irracional. ao preço P1 as quantidades que o consumidor irá demandar ou adquirir são iguais a Qd1. utilizando-se da condição ceteris paribus. os efeitos de cada um dos fatores sobre o sistema que é o objeto de estudo. Se o preço passar para P1. que ajuda a compreender e interpretar.

(vi) dimensão de mercado. haja vista que. (iv) expectativa quanto à evolução da oferta. a variação nas quantidades demandadas ocorre quando os pontos se deslocam e se movimentam ao longo de uma mesma curva de demanda. (iii) gosto e preferência. positivamente. ou seja. o aumento na demanda se verifica quando a curva se desloca para D1. a variação na demanda ocorre quando a curva de demanda se desloca em toda a sua extensão positivamente ou negativamente.Prof. a demanda é determinada por vários fatores. por exemplo. No ponto A. Assim. indicando um aumento nas quantidades demandadas Qd1. o preço do bem tem que diminuir até P0. o preço não influenciou no deslocamento positivo da curva de demanda. com exceção do preço do bem.6 – Variação na Demanda Conforme analisado. são os seguintes: • aumento real de renda: promove um aumento na capacidade de compra do consumidor. ou seja. sendo o mesmo para as diferentes quantidades demandadas. mas sim. com o preço subindo. ou seja. relativas à curva de demanda D0. Assim. Cleber Rentroia 3. o preço P1 está tão elevado que o consumidor só adquire as quantidades Qd1. tendo em vista todos aqueles fatores. tendo em vista modificações verificadas apenas nos níveis de preços. Análise semelhante pode ser feita passando do ponto B para o ponto A. permanece constante. tais como: (i) preço do bem. se o preço aumenta as quantidades demandadas diminuem. É importante ressaltar que. Nessa análise o preço do bem é que fica na condição ceteris paribus. se afastando da origem. onde as quantidades demandadas Qd0 são maiores. Isto significa dizer que. na mesma curva de demanda. e (vii) preços dos bens substitutos e complementares. outros fatores. Em termos de representação tem-se: P D2 D0 D1 B (–) ← → (+) C A P 3. tomando-se como referência a curva de demanda D0 do gráfico acima. e se o preço diminui as quantidades demandadas aumentam. _____________________________________________________________________________________________ 22 .1 – Variação Positiva da Curva de Demanda A demanda por um bem aumenta quando a curva de demanda se desloca à direita. Assim. quando comparadas com as quantidades demandadas Qd0. o preço P não sofreu nenhuma alteração. os pontos caminham ao longo de uma mesma curva de demanda. (ii) nível de renda.6. Os fatores que determinam o deslocamento positivo da curva de demanda. (v) propaganda e marketing.5 – Variação nas Quantidades Demandadas Foi analisado que cada ponto na curva de demanda indica uma combinação específica de preços e quantidades demandadas. Como se pode observar. a renda só experimenta aumento real quando os salários. 3. O gráfico acima ilustra essa situação. Em outras palavras. Para que o consumidor passe para o ponto B. são corrigidos acima da taxa de inflação.

3. tendo como referência a curva de demanda D0 do gráfico acima.Prof. Assim. • expectativa quanto à evolução da oferta: na eventualidade de faltar algum produto no mercado que seja indispensável para o consumidor. a tendência é do consumidor formar estoques. tem-se: • redução real de renda: provoca uma queda na capacidade de compra do consumidor. a sua curva de demanda positivamente. então o consumidor necessitará adquirir mais do bem C.6. deslocando dessa forma. o consumidor aumentará o consumo do bem B que é o seu substituto. Assim. ocorre quando os salários são corrigidos por um percentual menor do que a taxa de inflação. o preço P não sofreu nenhuma modificação. refletindo uma queda nas quantidades demandadas Qd2. • gosto e preferência: se um determinado bem proporcionar ao consumidor menor satisfação. Como o bem C é complementar de A. Cleber Rentroia • gosto e preferência: se um determinado bem proporcionar ao consumidor maior satisfação. supondo que a curva de demanda D0 representa a demanda de 5. a redução na demanda ocorre quando a curva se desloca para D2. ou seja. Um exemplo típico de bens substitutos é a carne bovina e carne de frango. tem-se: • Os bens A e B são substitutos. Um exemplo de bens complementares é o café e o açúcar. ou seja.2 – Variação Negativa da Curva de Demanda A demanda por um bem diminui quando a curva de demanda se desloca à esquerda. Da mesma forma que da análise anterior. Assim. Nesse sentido. Diminuindo o preço do bem A. • preços de outros bens: trata-se dos bens que guardam entre si uma relação de substituição e de complementação. permanecendo no mesmo nível para as diferentes quantidades demandadas. • dimensão de mercado: cada curva de demanda representa o número de consumidores por determinado bem ou serviço. são praticamente os mesmos que determinam o deslocamento positivo. a demanda se desloca positivamente. ou seja. relativas à curva de demanda D0. o que provocará um deslocamento positivo da curva de demanda desse bem. outros fatores. mas sim. A redução real de renda. gosto e preferência menor. se aproximando da origem. então. Tal situação demonstra que o preço não teve nenhuma influência no deslocamento negativo da curva de demanda. a demanda se desloca negativamente. as quantidades demandadas de A diminuem. a curva se desloca para D1. quando comparadas com as quantidades demandadas Qd0. • propaganda e marketing: a propaganda é um eficiente instrumento que as empresas têm a sua disposição para induzir os consumidores a aumentarem a sua demanda.000 consumidores por um bem X qualquer. Aumentando o preço do bem A. • Os bens A e C são complementares. provocando dessa forma um aumento na demanda por aquele bem. gosto e preferência maior. Os fatores que influenciam no deslocamento negativo da curva de demanda. as quantidades demandadas de A aumentam. negativamente. Com a queda nas quantidades demandadas de A. ingressando novos consumidores neste mercado. sendo que a única diferença é a forma com que atuam. _____________________________________________________________________________________________ 23 .

_____________________________________________________________________________________________ 24 . o produtor estará disposto a oferecer mais de seu produto. a aptidão refere-se à sua capacidade de produzir. o produtor estará disposto a oferecer menos produto. Contrariamente. enquanto que. isenção fiscal. Assim.1 – Conceito de Oferta A oferta é definida como sendo as várias quantidades que os produtores estão dispostos e aptos a oferecerem aos diferentes níveis de preços. Cleber Rentroia • dimensão de mercado: se a curva de demanda D0 representa. A política de subsídios a exemplo da política tributária. o que provocará um deslocamento negativo da curva de demanda desse bem. Reduzindo o preço do bem A. • nível tecnológico (T): inovações ou melhorias tecnológicas aumentam a produtividade e a quantidade de bens produzida. o IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados e o ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. se o preço estiver baixo. então. num determinado período de tempo. as quantidades demandadas de A aumentam. como por exemplo. a demanda de 5. Existem várias formas de subsídios. 4 – ANÁLISE DA OFERTA 4. Disposição refere-se à vontade que os produtores têm de oferecerem seus produtos.Prof. • preços de outros bens: de igual modo. se o preço de mercado estiver elevado. então o consumidor necessitará adquirir menos do bem C. o que elevariam as vendas. trata-se dos bens substitutos e complementares. reduzindo dessa forma os custos de produção. provocará o deslocamento da demanda para D2. • condições climáticas favoráveis (CL): este fator é de natureza exógena para o produtor. o consumo do bem B que é o seu substituto diminui. A política tributária adotada pelo governo pode afetar a produção e a comercialização de bens e serviços. • impostos indiretos (II): são aqueles impostos que incidem no processo de produção e comercialização. é determinada ou influenciada pelos seguintes fatores: • preço do bem (P): é o fator mais importante. Ou seja. também pode afetar o sistema de produção e comercialização de bens e serviços. haja vista que.. principalmente em si tratando de produtos agrícolas. tais como: juros subsidiados. Aumentando o preço do bem A. com o objetivo de reduzir os custos de produção. • Os bens A e C são complementares. Nesse sentido. Como o bem C é complementar de A. o produtor não tem nenhum controle sobre as condições climáticas que podem afetar a produção. etc. por exemplo. 4. temos: • Os bens A e B são substitutos. a saída de consumidores desse mercado. • subsídios (SB): correspondem ao total de recursos que o governo repassa ao setor produtivo da economia. com o aumento das quantidades demandadas de A. as quantidades demandadas de A diminuem. deslocando a sua curva de demanda negativamente.000 consumidores por um bem X qualquer. em espécie.2 – Fatores Determinantes da Oferta A oferta pelo produtor de um bem X qualquer.

é extremamente complexa. e • SMP = suprimento de matérias-primas. a realização de uma análise com todos os fatores variando simultaneamente.3 – Função da Oferta A função da oferta é definida como sendo a relação funcional que se estabelece entre as quantidades ofertadas (Qo) e os fatores que a determinam. II. • II = impostos indiretos. • DM = dimensão de mercado. De igual modo. • P = preço do bem.4 – Princípio da Oferta e a Curva de Oferta Conforme discutido. é denominado de condição ceteris paribus. Assim. ou seja. • CL = condições climáticas. SMP) Onde: • Qo = quantidades ofertadas. Assim. Em termos de representação gráfica. Pode-se constatar que as variáveis preço (P) e quantidades ofertadas (Qo) guardam entre si uma relação direta. • T = nível tecnológico. T. a função de oferta fica reduzida a: Qo = f (P) 4. a análise da influência dos fatores que afetam as quantidades ofertadas é feita separadamente. • SB = subsídios. Cleber Rentroia • dimensão de mercado (DM): corresponde ao número de produtores de bens e serviços. Nesse sentido. e P = preço do bem é a variável independente. em termos matemáticos. conforme analisado anteriormente. é dada por: Qo = f (P) Onde: Qo = quantidades ofertadas é a variável dependente. CL. DM. utilizando-se da condição ceteris paribus. 4.Prof. SB. tem-se: _____________________________________________________________________________________________ 25 . a função da oferta na condição ceteris paribus. contrariamente. Este de tipo análise. • suprimento de matérias-primas (SPM): maior ou menor suprimento de matérias-primas pode afetar a oferta de bens e serviços. exigindo avançado conhecimento de cálculo matemático. cada fator é analisado de forma isolada. quando o preço (P) diminui as quantidades ofertadas (Qo) diminuem. admite-se que o preço do bem (P) é o fator mais importante que influencia as quantidades ofertadas. Desse modo. a função da oferta é definida como sendo: Qo = f (P. Pelo princípio da oferta quando o preço (P) aumenta as quantidades ofertadas (Qo) aumentam.

Nesse ponto. O gráfico acima que representa a curva de oferta retrata essa situação. as quantidades ofertadas também aumentam. ou seja. uma variação nas quantidades ofertadas ocorre quando os pontos se deslocam e se movimentam ao longo de uma mesma curva de oferta. mais elevado. No ponto A. com o preço diminuindo.Prof. (v) subsídios. (vi) dimensão de mercado. e (vii) suprimento de matérias-primas. as quantidades ofertadas também diminuem. Se o preço diminuir para P0. Para que o produtor passe para o ponto B. Isto significa dizer que. num determinado período de tempo.6 – Variação na Oferta A oferta de um bem é determinada por vários fatores. em função de todos aqueles fatores. se o preço aumenta. ao preço P0. nessa análise o preço do bem é que fica na condição ceteris paribus. passando para Qo0. face que. A variação na oferta ocorre quando a curva de oferta se desloca em toda a sua extensão positivamente ou negativamente. Nesse sentido. (iv) impostos indiretos. em decorrência de modificações verificadas apenas nos níveis de preços. (iii) condições climáticas. No ponto A. as quantidades ofertadas diminuirão. por exemplo. a curva de oferta indica uma combinação específica de preços e quantidades ofertadas. ou seja. ou seja. e se o preço diminui. Se o preço passar para P1. os pontos caminham ao longo de uma mesma curva de oferta. 4.5 – Variação nas Quantidades Ofertadas À exemplo da demanda. as quantidades que o produtor irá oferecer são iguais a Qo1. permanece constante. Resumindo. tais como: (i) preço do bem. ao preço P1. que são maiores. na mesma curva de oferta. Em termos de representação tem-se: _____________________________________________________________________________________________ 26 . as quantidades ofertadas passarão para Qo1. o preço P0 está tão baixo que o produtor está disposto a oferecer as quantidades Qo0. Cleber Rentroia P O P1 P0 A B Qo A curva de oferta associa para cada nível de preço uma quantidade ofertada correspondente. com exceção do preço do bem. Raciocínio idêntico vale para o ponto B. (ii) nível tecnológico. onde as quantidades ofertadas Qo1 são maiores. Análise semelhante pode ser feita passando do ponto B para o ponto A. o preço do bem tem que aumentar para P1. as quantidades ofertadas correspondentes são Qo0. o princípio da oferta mostra que: ↑ P ⇒ ↑ Qo ↓ P ⇒ ↓ Qo 4. Ou seja.

em si tratando de produtos agrícolas. Como se pode constatar. tendo como referência a curva de oferta O0 do gráfico acima. principalmente. Os fatores que determinam o deslocamento positivo da curva de oferta. outros fatores. relativas à curva de oferta O0. uma redução na oferta ocorre quando a curva se desloca para O2. 4.6. • dimensão de mercado: o ingresso em um determinado segmento de mercado de novas unidades produtoras. o preço não influenciou no deslocamento positivo da curva de oferta. são os seguintes: • nível tecnológico: inovações e melhorias tecnológicas além de permitir redução dos custos de produção. o preço P não sofreu nenhuma modificação. possibilitando dessa forma. uma parte do custo de produção dos bens e serviços é coberta com a transferência de recursos públicos para as unidades produtoras. que as empresas aumentem as quantidades de bens e serviços produzidas.Prof. indicando um aumento nas quantidades ofertadas Qo1. Assim. positivamente. • suprimento de matérias-primas: o incremento no fornecimento de matérias-primas às unidades produtoras. contribuem para aumentar a oferta. quando comparadas com as quantidades Qo0. tomando como referência a curva de oferta O0 do gráfico acima. Cleber Rentroia P O2 (–) ← C P A O0 → (+) B O1 4. • subsídios: políticas de subsídios ao setor produtivo. Semelhantemente à análise _____________________________________________________________________________________________ 27 . indicando uma queda nas quantidades ofertadas Qo2. Isto significa que. o aumento na oferta se verifica quando a curva se desloca para O1. • impostos indiretos: a redução dos impostos que incidem no processo produtivo desonera os custos de produção.2 – Variação Negativa da Curva de Oferta A oferta de um bem diminui quando a curva de oferta se desloca à esquerda.1 – Variação Positiva da Curva de Oferta A oferta de um bem aumenta quando a curva de oferta se desloca à direita. quando comparadas com as quantidades ofertadas Qo0. as condições climáticas favoráveis contribuem para o aumento da oferta. negativamente. ou seja. haja vista que. ou seja. permite um aumento na oferta. Assim. aumentam a produtividade das empresas. contribui para a expansão da oferta de bens e serviços. mas sim. • condições climáticas: variável de natureza exógena.6. para uma expansão da oferta de bens e serviços. relativas à curva de oferta O0. contribuindo dessa forma. permanecendo o mesmo para as diferentes quantidades ofertadas.

Prof. mas sim. refletindo dessa forma. 5 – EQUILÍBRIO DE MERCADO 5. faz com que oferta de bens e serviços diminua. numa diminuição da oferta. • condições climáticas: condições climáticas desfavoráveis propiciam redução na oferta. tem-se: Pe D O A Pe Qe _____________________________________________________________________________________________ 28 . outros fatores. Assim. são os mesmos que determinam o deslocamento positivo. • impostos indiretos: o aumento das alíquotas dos impostos que incidem na produção oneram os custos das empresas. redundando numa diminuição das quantidades produzidas. e os produtores dispostos a receber pelas mesmas quantidades transacionadas. pode-se verificar que o preço P não sofreu nenhuma alteração. Tal constatação evidencia que o preço não teve nenhuma influência no deslocamento negativo da curva de oferta.1 – Conceito de Equilíbrio de Mercado O equilíbrio de mercado ocorre quando as quantidades demandadas pelos consumidores (Qd) são iguais as quantidades ofertadas pelos produtores (Qo). ou seja. aumentam os custos de produção das empresas. obrigando-as a repassarem para os preços. encarecendo os custos de produção e perda de produtividade. tem-se: • nível tecnológico: contrariamente as inovações e melhorias tecnológicas. • suprimento de matérias-primas: problemas no fornecimento de matérias-primas às unidades produtoras. Ou seja: Qd = Qo Em termos gráficos. Os fatores que determinam o deslocamento negativo da curva de oferta. o equilíbrio de mercado é dado pela intersecção das curvas de demanda e de oferta. • subsídios: a retirada ou a diminuição de subsídios ao setor produtivo. reduz a oferta. • dimensão de mercado: a redução do número de unidades produtoras. definindo um único nível de preços que os consumidores estão dispostos a pagar. preço de equilíbrio (Pe) e quantidades de equilíbrio (Qe). no qual é definido um ponto de equilíbrio. diferenciando apenas na forma de impacto. Assim. Cleber Rentroia anterior. a redução da oferta ocorre quando a tecnologia utilizada pelas empresa tornam-se obsoletas.

os consumidores estão dispostos a adquirirem as quantidades Qd1. Pe D Excesso de Oferta P1 A Pe O Qe 6. 6 – DESEQUILÍBRIO DE MERCADO Qualquer nível de preço diferente daquele que representa o de equilíbrio. Nessas circunstâncias. os consumidores estarão dispostos a adquirirem as quantidades Qd2. suponha agora. 6. enquanto que as quantidades ofertadas aumentam passando para Qo1. as quantidades demandadas aumentam passando para Qd2. ao preço P2 os produtores estarão dispostos a oferecerem as quantidades Qo2. enquanto que. Suponha ainda. com a oferta maior que a demanda. Pelo princípio da demanda e da oferta. Com o preço mais baixo. que o preço diminua. Cleber Rentroia O ponto A do gráfico. de tal modo que. os consumidores aumentarão as quantidades demandadas até que o equilíbrio seja novamente estabelecido. passando de Pe para P2.Prof. Para que o mercado volte ao ponto de equilíbrio.2 – Excesso de Demanda Da mesma forma. Com isto. caracteriza uma situação de desequilíbrio de mercado. com o preço mais elevado as quantidades demandadas diminuem passando para Qd1. e os produtores dispostos a vender ao mesmo preço (Pe).1 – Excesso de Oferta Suponha que o mercado esteja em um dado momento em situação de equilíbrio. que pode ser por um excesso de demanda (ou escassez de oferta).e • Qe ⇒ corresponde as quantidades que os consumidores estão dispostos a comprar. é o ponto de equilíbrio do mercado. uma situação de desequilíbrio de mercado. conforme gráfico abaixo. e os produtores dispostos a receber pelas mesmas quantidades (Qe). ao passo que. enquanto que as quantidades ofertadas diminuem fixando-se em Qo2. Onde: • Pe ⇒ corresponde ao preço que os consumidores estão dispostos a pagar. ou por um excesso de oferta (ou escassez de demanda). Nesse caso. _____________________________________________________________________________________________ 29 . que por uma razão qualquer o preço do bem aumente passando de Pe para P1. caracterizando-se assim. realizem suas vendas. partindo-se de uma situação de equilíbrio. haverá uma concorrência entre os produtores no sentido de reduzirem seus preços. configurando-se dessa forma. em que a demanda é maior que a oferta. uma situação de desequilíbrio de mercado. ao preço P1 os produtores estão dispostos a oferecerem as quantidades Qo1.

Pe D O A Pe P2 Excesso de Demanda Qe 7 – MUDANÇAS NO PONTO DE EQUILÍBRIO DE MERCADO Conforme discutido. Nesse sentido.Prof. as curvas de demanda e de oferta podem se deslocar positivamente e negativamente. em decorrência. ou em função de qualquer outro fator determinante. o ponto de equilíbrio se desloca para o ponto B.1 – Deslocamento da Demanda Suponha que o mercado do bem X esteja inicialmente em equilíbrio no ponto A. Se a curva de oferta permanecer a mesma. se dará com a concorrência que ocorrerá entre os consumidores de maior poder aquisitivo. Suponha ainda. O. qualquer que seja o deslocamento da curva de demanda ou de oferta. em decorrência. aumento no gosto e preferência. conforme gráfico abaixo. estando o mercado em equilíbrio. e nas quantidades de equilíbrio de Qe0 para Qe1. de aumento real de renda. e com a demanda maior. de possíveis modificações que possam ocorrer nos seus fatores determinantes. indicando um aumento no preço de equilíbrio de Pe0 para Pe1. que a curva de demanda se desloque positivamente de D0 para D1. modificará o ponto de equilíbrio do mercado. isoladamente ou simultaneamente. com a exceção do preço do bem. Pe D0 → Pe1 Pe0 A D1 O B Qe 0 Qe Qe _____________________________________________________________________________________________ 30 . por exemplo. até que o equilíbrio se restabeleça. Os consumidores de menor poder aquisitivo ficarão à margem do mercado. pressionarão os preços para cima. 7. que no intuito de consumirem o bem cuja oferta é menor. Cleber Rentroia A volta para o ponto de equilíbrio. ou seja.

Suponha que em conseqüência de. por exemplo. Em termos de representação gráfica. a curva de oferta se deslocando de O0 para O2. indicando uma queda no preço de equilíbrio de Pe0 para Pe1. que está abaixo do ponto A. a diferença é que o ponto de equilíbrio estará num nível mais elevado. À exemplo da demanda. Cleber Rentroia A mesma análise pode ser feita com a curva de demanda se deslocando negativamente. tem-se: Pe D2 Pe0 Pe2 D0 O ← C A Qe 0 7. haja vista que. inovações tecnológicas.Prof. ou seja. o mesmo acontecendo com as quantidades de equilíbrio que se reduzem de Qe0 para Qe2. a nova intersecção dessas _____________________________________________________________________________________________ 31 . e a demanda permanecendo a mesma. concessão de subsídios. aumento do número de unidades produtoras. O preço de equilíbrio diminui passando de Pe0 para Pe2. A única diferença é que o equilíbrio será menor. Se a curva de demanda permanecer inalterada. e a oferta não se alterando. ou qualquer outro fator determinante. conforme gráfico abaixo. e um aumento nas quantidades de equilíbrio de Qe0 para Qe1. Isto acontece porque a curva de demanda se deslocando de D0 para D2. a nova intersecção dessas curvas será no ponto C. aumento no fornecimento de matérias-primas. Qe Qe Pe Pe0 Pe1 D A → O0 O1 B Qe Análise semelhante pode ser feita com a curva de oferta se deslocando negativamente. redução de impostos indiretos. e com a oferta agora maior. D. a curva de oferta se desloque positivamente de O0 para O1. o ponto de equilíbrio se desloca de A para B. o ponto de equilíbrio se situará num nível mais baixo.2 – Deslocamento da Oferta O mercado do bem X está equilibrado no ponto A. ou seja.

suponha três diferentes situações em que ocorram modificações simultâneas das curvas de demanda e de oferta: (i) aumento real de renda e aumento nos impostos indiretos. ressaltando. com a curva se deslocando negativamente de O0 para O1. as curvas de demanda e de oferta. enquanto que as quantidades de equilíbrio que se reduzem de Qe0 para Qe2. passando de Pe0 para Pe1. que as curvas de demanda e de oferta se deslocam proporcionalmente. Cleber Rentroia curvas será no ponto C. podem sofrer. o ponto de equilíbrio de mercado. Neste ponto. deslocamentos positivos ou negativos. à título de exemplo. e as quantidades de equilíbrio menores passando de Qe0 para Qe1. simultaneamente. que está acima do ponto A. uma elevação nas alíquotas dos impostos indiretos que incidem no processo produtivo onera os custos de produção. tendo em vista que.3 – Deslocamentos Simultâneos da Demanda e da Oferta Em decorrência de possíveis modificações em seus fatores determinantes. alterando dessa forma. e (iii) maior gosto/preferência e aumento de subsídios. Por outro lado. o preço de equilíbrio é maior. Em termos gráficos. tendo em vista que. e com as alterações verificadas na demanda e na oferta. Assim. Graficamente. 1º Caso: o aumento real de renda desloca a curva de demanda positivamente passando de D0 para D1. o equilíbrio de mercado passa para o ponto B. Estando o mercado inicialmente equilibrado no ponto A. o poder de compra do consumidor é maior. tem-se: _____________________________________________________________________________________________ 32 . (ii) redução do número de consumidores e melhoria tecnológica. tem-se: Pe Pe2 Pe0 D C ← O2 O0 A Qe 7. reduzindo-se assim a oferta do bem. O preço de equilíbrio aumenta passando de Pe0 para Pe2.Prof. neste último caso. o deslocamento negativo da oferta foi maior que o deslocamento positivo da demanda.

Melhorias tecnológicas aumentam a produtividade das empresas e reduzem os custos de produção. Cleber Rentroia Pe Pe1 O1 B ← → A O0 Pe0 0 Qe1 D1 D0 Qe0 Qe 2º Caso: a saída de consumidores de um determinado mercado de bens ou serviços. o equilíbrio se altera passando para o ponto B. ou seja. e dadas as modificações ocorridas na demanda e na oferta. Em termos de representação gráfica tem-se: Pe D0 D1 A O0 → B ← Qe O1 Pe0 Pe1 0 Qe Qe 3º Caso: se o bem proporcionar ao consumidor maior gosto e preferência. expandindo dessa forma a oferta. É importante destacar que. porque o deslocamento negativo da demanda. conforme o enunciado do caso. o governo aumentando os subsídios ao setor produtivo. Com o mercado em equilíbrio no ponto A. o preço e as quantidades de equilíbrio diminuíram. com a curva se deslocando positivamente de O0 para O1. Nessas condições. Por outro lado.Prof. provoca uma redução na demanda. passando de D0 para D1. passando de Pe0 para Pe1. a curve de demanda se desloca positivamente. Graficamente. positivamente e na mesma proporção. deslocando a curva negativamente. O preço de equilíbrio não sofreu nenhuma alteração. o mesmo se verificando com as quantidades de equilíbrio que são menores. com o mercado equilibrado inicialmente no ponto A. indicando apenas um aumento nas quantidades de equilíbrio que passaram de Qe0 para Qe1. e considerando que as duas curvas se deslocaram positivamente e na mesma proporção. onde o preço de equilíbrio é menor. tem-se: _____________________________________________________________________________________________ 33 . foi maior que o deslocamento positivo da oferta. cobrindo dessa forma uma parte dos custos de produção. passando de Qe0 para Qe1. passando de D0 para D1. porque as curvas de demanda e de oferta se deslocaram no mesmo sentido. o ponto de equilíbrio se desloca para o ponto B. a oferta aumenta com a curva se deslocando positivamente de O0 para O1.

1 – Conceito É a variação percentual na quantidade demandada. a elasticidade-preço da demanda e da oferta mede o grau de sensibilidade que os bens demandados e ofertados têm em relação à possíveis modificações de preços. dada uma variação percentual no preço do bem. Cleber Rentroia Pe D0 D1 O0 → → Pe A B O1 0 Qe0 Qe1 Qe 8 – ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA E DA OFERTA Pela lei da demanda e da oferta. quando ocorre uma variação no preço do bem ou serviço. O que na verdade se conhece é apenas a direção e o sentido. a resposta dos consumidores. A elasticidade-preço da demanda e da oferta fornece essa resposta numérica. 8. d Em termos de relação funcional. Por essa razão. seu valor é usualmente expresso em módulo. segue que a elasticidade-preço da demanda é sempre negativa. mas não a magnitude numérica que essas modificações de preços podem provocar nas quantidades demandadas e ofertadas. as quantidades demandadas aumentam e as quantidades ofertadas diminuem.1 – Elasticidade-preço da demanda 8. coeteris paribus. tem-se: q1 − q 0 ∆q q0 ∆ %q qd η= = = p1 − p 0 ∆p ∆% p p p0 d Ou seja: η= p ∆q d ⋅ q d ∆p Como ∆qd/∆p é negativa (pela lei da demanda) e p e q são valores positivos. Da igual forma. _____________________________________________________________________________________________ 34 . quando o preço de um bem diminui. ou seja η .Prof. as quantidades demandadas diminuem e as quantidades ofertadas aumentam. sabe-se que quando o preço de um bem aumenta. Genericamente. Mede a sensibilidade.1.

a) Demanda Elástica (η > 1): toda vez que ∆qd/qd > ∆p/p. a demanda é considerada elástica. 8. inelástica ou de elasticidade-preço unitária. trata-se de um produto cujos consumidores são bastante sensíveis à variação de preços.1. quanto mais específico o mercado. dado um aumento de preços. mais elástica a demanda. então η = 1. Cleber Rentroia 8. o consumidor tem mais opções de consumo. em relação a sua despesa total. Neste caso. haja vista que. a demanda é considerada inelástica. a variação nas quantidades demandadas é maior que a variação no preço. pois. que os consumidores são pouco sensíveis a variação de preços.Prof. haja vista que. então η > 1. indicando desta forma. que o produto é sensível em relação à preços. quando seu preço aumenta. quanto mais gasta com o produto. Ou seja. Neste caso. o consumidor é muito afetado.3 – Fatores que afetam a elasticidade-preço da demanda Os fatores que afetam o valor numérico da elasticidade-preço da demanda são: (i) disponibilidade de bens substitutos. enquanto uma caixa de fósforo tem η baixa. a variação nas quantidades demandadas é menor que a variação no preço. c) Importância Relativa do Bem no Orçamento do Consumidor: a importância relativa. Exemplos clássicos: sal e açúcar.1. e (iv) horizonte de tempo. é dada pela proporção de quanto o consumidor gasta no bem. ou peso do bem no orçamento. c) Demanda de Elasticidade Unitária ( η = 1): toda vez que ∆qd/qd = ∆p/p. haja vista que. a demanda pode ser classificada como elástica. Cabe observar que. então η < 1. dentro de sua cesta de consumo. mais inelástica sua procura. Neste caso. maior a elasticidade-preço da procura. como a elasticidade depende da quantidade de bens substitutos. Exemplos: a carne tem η alta. (iii) importância do bem no orçamento. a demanda é considerada de elasticidade unitária. Ou seja. quanto maior o peso no orçamento. Assim. por alterações nos preços. indicando desta forma. d) Horizonte de Tempo: dependendo do horizonte de tempo de análise.2 – Classificação da demanda de acordo com a elasticidade-preço De acordo com a elasticidade-preço. tem-se: a) Disponibilidade de Bens Substitutos: quanto mais substitutos. _____________________________________________________________________________________________ 35 . Assim. maior a elasticidade. a variação nas quantidades demandadas é igual que a variação no preço. (ii) essencialidade do bem. b) Demanda Inelástica ( η < 1): toda vez que ∆qd/qd < ∆p/p. b) Essencialidade do Bem: quanto mais essencial o bem. então. um intervalo de tempo maior permite que os consumidores de determinado bem descubram mais formas de substituí-lo. Esse tipo de bem não traz muitas opções para o consumidor fugir do aumento de preços.

Ou seja: η= ∆ % Qd ∆ % P = 0.4 – Cálculo do coeficiente da elasticidade-preço da demanda Suponha o seguinte gráfico: P P1 = 15 P0 = 10 A B Q Qd1 = 100 Qd0 = 120 Calcular a η com o preço passando de p0 = 10 para p1 = 15. Mede a sensibilidade. tem-se: q1 − q 0 ∆q o q0 ∆%q qo φ= = = p1 − p 0 ∆p ∆% p p p0 o Ou seja: φ= p ∆q o ⋅ q o ∆p _____________________________________________________________________________________________ 36 . coeteris paribus. Utilizando a relação funcional.Prof. a resposta dos produtores. se o preço aumentar 10%. as quantidades demandadas (Qd). quando ocorre uma variação no preço do bem ou serviço. Assim. Cabe observar que. ou seja do ponto B para A.2 – Elasticidade-preço da oferta 8.3%. o mesmo cálculo pode ser feito do ponto A para o ponto B.33.1 – Conceito É a variação percentual na quantidade ofertada.2. e com o η = 0. dada uma variação percentual no preço do bem.33 ⋅10 ⇒ ∆Qd =↓ 3. Cleber Rentroia 8.1.3% ∆ % P ↑ 10% 8.33 = ∴ ∆ %Qd = 0. tem-se: p ∆q d 10 − 20 −1 ⋅ = ⋅ ⇒η = ou − 0. Em termos de relação funcional. diminuíram 3. logo a demanda é inelástica.33 d ∆p 120 5 3 q η= Como η = 0. por exemplo.33.

a oferta é considerada de elasticidade unitária.2. a variação nas quantidades ofertadas é menor que a variação no preço. Neste caso. _____________________________________________________________________________________________ 37 . a) Oferta Elástica ( φ > 1): toda vez que ∆qo/qo > ∆p/p. Neste caso.2. então φ > 1. e (ii) fator tempo exigido no processo produtivo. b) Oferta Inelástica ( φ < 1): toda vez que ∆qo/qo < ∆p/p. Cleber Rentroia 8. por mais que os produtores se encontrem estimulados. 8. então φ = 1. a oferta é considerada elástica. a oferta é considerada inelástica. torna inelástica a capacidade de oferta. então φ < 1.Prof. haja vista que. b) Fator Tempo: independentemente da disponibilidade ou não de recursos. Assim. eles podem encontrar diferentes graus de dificuldade para expandir a produção.3 – Fatores que afetam a elasticidade-preço da oferta Os fatores que afetam o valor numérico da elasticidade-preço da oferta são: (i) disponibilidade de fatores de produção. Em contrapartida. Neste caso. a variação nas quantidades ofertadas é maior que a variação no preço. haja vista que. Ocorrendo flexibilidade na oferta de fatores ou então ociosidade.2 – Classificação da oferta de acordo com a elasticidade-preço De acordo com a elasticidade-preço. c) Oferta de Elasticidade Unitária ( φ = 1): toda vez que ∆qo/qo = ∆p/p. haja vista que. a variação nas quantidades ofertadas é igual que a variação no preço. humanos e de capital. no caso de estimulação via preços. as quantidades ofertadas podem ser aumentadas. definindo curvas de ofertas inelásticas. há casos em que a resposta de aumentar as quantidades ofertadas pode ser mais rápida. tem-se: a) Disponibilidade de Fatores de Produção: embora os produtores possam sensibilizar-se com as variações para mais nos preços dos produtos. Mas situações de pleno emprego ou de oferta inflexível. a oferta pode ser classificada como elástica. dispondo-se a produzir mais. em função da disponibilidade de fatores produtivos. há determinados produtos que exigem grandes intervalos de tempo para serem produzidos. naturais. inelástica ou de elasticidade-preço unitária.

para em seguida vender os seus produtos/serviços ou outputs no mercado. Cleber Rentroia 8. Vale lembrar que.4 – Cálculo do coeficiente da elasticidade-preço da oferta Suponha o seguinte gráfico: P O P1 = 15 A P0 = 10 0 B Qoo = 100 Qo1 = 120 Q Calcular a φ com o preço passando de p0 = 10 para p1 = 15. dependendo do fator de produção utilizado em maior quantidade. haja vista que. de capital intensivo e de terra intensiva. logo a oferta é inelástica. o mesmo cálculo pode ser feito do ponto A para o ponto B. se o preço aumentar 10% e com o φ = 0.4. em produtos ou serviços para serem vendidos no mercado de bens e serviços.4. as quantidades ofertadas (Qo).2. combinando-os de acordo com o seu processo de produção. produção é o processo pelo qual uma empresa transforma os fatores de produção adquiridos no mercado de fatores. O processo de produção pode ser caracterizado de mão-de-obra intensiva. _____________________________________________________________________________________________ 38 .Prof. relativamente aos demais. Utilizando-se a relação funcional. ou seja do ponto B para A. a empresa é uma intermediária.4 = ∴ ∆ %Qo = 0. tem-se: φ = p ∆qo 10 20 2 ⋅ = ⋅ ⇒ φ = ou 0 .4 ⋅10 ⇒ ∆Qo =↑ 4% ∆ % P ↑ 10% 9 – TEORIA DA PRODUÇÃO 9. Assim. Ou seja: φ= ∆ % Qo ∆ % Qo = 0.1 – O Processo de Produção Do ponto de vista econômico. Nesse sentido. 4 o q ∆p 100 5 5 Como φ = 0. compra insumos ou inputs (fatores de produção). aumentaram 4%.

2 – Função de Produção Função de produção é a relação entre a quantidade física de fatores de produção e a quantidade física do produto. enquanto que mão-de-obra e matérias-primas são exemplos de fatores de produção variáveis. ceteris paribus. T. Do ponto de vista econômico. Assim. o fator de produção fixo ou constante. • K = capital físico/tempo. curto prazo é o período no qual existe pelo menos um fator de produção fixo. pode-se inferir que o nível de produto varia apenas em função de modificações no fator de produção mão-de-obra. A função de oferta é um conceito econômico. • Mp = matérias-primas/tempo. com a mão-de-obra. a função de produção é igual a: q = f(N. com a variação da quantidade produzida. capital e tecnologia utilizados. capital físico e as instalações da empresa são exemplos de fatores de produção fixo. Ou seja.3 – Fatores de Produção Fixos e Variáveis no Curto e Longo Prazos Fatores de produção fixos são aqueles que permanecem inalterados. e • T = área utilizada/tempo. Cleber Rentroia 9. _____________________________________________________________________________________________ 39 . então a função de produção se resume em: q = f(N) Nesse sentido. • N = mão-de-obra/tempo. suponha uma função de produção apenas com dois fatores de produção: mãode-obra (variável) e capital (fixo). Isto é: Quantidade de produto = f (quantidade de fatores de produção) Ou seja: q = f (N. o conceito de função de produção é diferente do conceito de função de oferta. 9. quando a produção varia. enquanto que os fatores de produção variáveis se alteram. Mp) Onde: • q = quantidade produzida/tempo. K. pois relaciona a produção com os preços dos fatores de produção (custos). Por outro lado. ao passo que longo prazo é o período no qual todos os fatores de produção sofrem variação.K) Como K é no curto prazo. 9. em determinado período de tempo.Prof. representa a máxima produção possível. haja vista que. É importante destacar que. se refere à relação entre quantidades físicas de produto e fatores de produção. A função de produção supõe que foi atendida a eficiência técnica.4 – Nível de Produção com Fator Variável e Fixo: Análise de Curto Prazo Simplificadamente. ao passo que a função de produção é um conceito mais físico ou tecnológico.

em determinado período de tempo.3 1. em determinado período de tempo. Ou seja: PT = q b) Produtividade Média (PMe): é a relação entre o nível do produto e a quantidade do fator de produção.1 – Produto Total. em determinado período de tempo.5 – Nível de Produção a Longo Prazo A análise da produção a longo prazo considera que todos os fatores de produção (mão-de-obra.Prof.8 2.75 3. Assim. matérias-primas) variam. para cada um dos fatores de produção. não existindo desta forma fatores de produção fixos.4 2. instalações. tem-se as seguintes Produtividades Médias: Produtividade Média da Mão-de-obra: PMe N = N Produtividade Média do Capital: PMeK = PT K PT (é o produto por trabalhador) c) Produtividade Marginal (PMg): é a variação do produto. _____________________________________________________________________________________________ 40 . Cleber Rentroia 9. tem-se as seguintes Produtividades Marginais: PMg N = ∆PT ∆Q = ∆N ∆N Produtividade Marginal da Mão-de-obra: PMg K = Produtividade Marginal do Capital: Suponhamos o seguinte exemplo: K 10 10 10 10 10 10 10 10 10 N 0 1 2 3 4 5 6 7 8 PT 0 3 8 12 15 17 17 16 13 ∆PT ∆Q = ∆K ∆K PMeN = PT N – 3 4 4 3.6 PMgN = ∆PT ∆N – 3 5 4 3 2 0 –1 –3 9. Produtividade Média e Produtividade Marginal a) Produto Total (PT): corresponde à quantidade total produzida. dada uma variação de uma unidade na quantidade do fator de produção. Assim. capital. para cada um dos fatores de produção.4.

independentemente do nível de produção. Os custos de produção são assim classificados: 10.2 – Custos Médios Correspondem aos conceitos de custos por unidade de produção. Ou seja. como aluguéis. etc. despesas com matérias-primas. a) Custo Médio (CMe ou CTMe): corresponde ao custo por unidade produzida. É também conhecido por Custo Unitário. a planta da empresa e os equipamentos de capital. Ou seja: CFMe = CFT Q Daí podemos inferir que: CTMe = CVMe + CFMe _____________________________________________________________________________________________ 41 . Ou seja: CT = CVT + CF 10. Em outras palavras.. são os gastos com fatores fixos de produção.Prof. tais como. Exemplos: folha de pagamentos. quando a produção varia. etc.1 – Custos Totais a) Custo Variável Total (CVT): corresponde à parcela do custo que varia. Ou seja: CFT = constante c) Custo Total (CT): corresponde a soma do custo variável total com o custo fixo total. Ou seja: CVMe = CVT Q c) Custo Fixo Médio (CFMe): corresponde ao custo fixo total dividido pela quantidade produzida. é a parcela dos custos da empresa que depende da quantidade produzida. Cleber Rentroia 10 – TEORIA DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO A curto prazo alguns dos fatores de produção são fixos. depreciação. Em outras palavras. é o custo total dividido pela quantidade produzida.. quando a produção varia. Ou seja: CVT = f(q) b) Custo Fixo Total (CFT): corresponde à parcela do custo que se mantém fixa. Ou seja: CMe = CT Q b) Custo Variável Médio (CVMe): corresponde ao custo variável total dividido pela quantidade produzida.

quando se altera a produção. Ou seja: CMg = ∆CVT ∆Q _____________________________________________________________________________________________ 42 . então os custos marginais não são influenciados pelos custos fixos. O custo marginal (CMg) é o custo de se produzir uma unidade adicional do produto. como ∆CFT = 0.3 – Custo Marginal Corresponde às variações de custo. Cleber Rentroia 10.Prof. Ou seja: CMg = var iação do CT ∆CT = var iação nas Q ∆Q Cabe observar que. que são invariáveis a curto prazo.

Prof. R. Economia. 4 ª ed. Marco A & TROSTER.E. Marco A S. 1996. 1993.. 1982. 4ª ed. VICECONTI.. Microeconomia . D. _____________________________________________________________________________________________ 43 . Introdução à Economia. 1999. 2ª ed... Microeconomia. WONNACOTT.. Paulo E. & NEVES.. Lisboa: McGrawHill. A. & VASCONCELOS. 1998. 2000.000. G. São Paulo: Makron.. Diva B.. Silvério das.. Introdução à Economia. (org.. Fundamentos de Economia. Fleury C.. W. São Paulo: Saraiva. São Paulo: Atlas. José P. & NARDHAUS. 2000. 2.... Questões e Exercícios. 2000. PINHO. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. Cleber Rentroia Bibliografia Pesquisada CUNHA. 19ª ed. SAMUELSON.). 1ª ed. FERGUSON. ROSSETTI. P. Walter J. 1998. N.. Economia Básica: Resumo da Teoria e Exercícios. Rio de Janeiro: Campus. VASCONCELOS. Economia.V. São Paulo: Saraiva. VASCONCELOS. C. NUSDEO. Marco A & GARCIA. Curso de Economia: Introdução ao Direito Econômico. 2000.. Introdução à Economia: Princípios de Micro e de Macroeconomia. F. Manuel E. Manual de Economia. Introdução à Economia. São Paulo: McGrawHill. MANKIW. WESSELS. L. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro: Forense Universitária. 2ª ed. 14ª ed... 1996.Teoria. P. São Paulo: Saraiva. São Paulo: Frase Editora..

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