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CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL DAS ARTICULAÇÕES SINOVIAIS

O movimento nas articulações depende, essencialmente, da forma das superfícies que


entram em contato e dos meios de união que podem limitá-lo. Na dependência destes
fatores as articulações podem realizar movimentos em torno de um, dois ou três eixos.
Este é o critério adotado para classificá-las funcionalmente. Quando uma articulação
realiza movimentos apenas em torno de um eixo, diz-se que é mono-axial ou que possui um
só grau de liberdade; será bi-axial a que os realiza em torno de dois eixos (dois graus de
liberdade); e tri-axial se eles forem realizados em torno de três eixos (três graus de
liberdade). Assim, as articulações que só permitem a flexão e extensão, como a do cotovelo,
são mono-axiais; aquelas que realizam extensão, flexão, adução e abdução, como a radio-
cárpica (articulação do punho), são bi-axiais; finalmente, as que além de flexão, extensão,
abdução e adução, permitem também a rotação, são ditas tri-axiais, cujos exemplos típicos
são as articulações do ombro e do quadril.

CLASSIFICAÇÃO MORFOLÓGICA DAS ARTICULAÇÕES SINOVIAIS

• esferóide, que apresenta superfícies articulares que são segmentos de esferas e se


encaixam em receptáculos ocos. O suporte de uma caneta de mesa, que pode ser
movimentado em qualquer direção, é um exemplo não anatômico de uma articulação
esferóide. Este tipo de articulação permite movimentos em torno de três eixos, sendo
portanto, tri-axial. Assim, a articulação do ombro (entre o úmero e a escápula) e a do
quadril (entre o osso do quadril e o fêmur) permitem movimentos de flexão, extensão,
adução, abdução, rotação e circundução.