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PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS

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PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS - PCN RESUMO

Confira aqui um resumo dos Parâmetros Curriculares Nacionais, na transcrição do capítulo sobre o assunto, do livro "A Implantação da Educação Ambiental no Brasil", de Silvia Czapski, publicado em 1977 pelo MEC, em convênio com a Unesco, época em que apenas haviam sido aprovados os PCN para 1.ª à 4.ª Série.

COMO SURGIRAM: O processo de elaboração dos PCN começou em 1995, sendo que no fim daquele ano já havia a versão preliminar, que foi apresentada a diferentes instituições e especialistas. Em resposta, o MEC recebeu cerca de 700 pareceres, que foram catalogados por áreas temáticas e embasaram a revisão do texto. Para completar, Delegacias do MEC promoveram reuniões com suas equipes técnicas, o Conselho Federal de Educação organizou debates regionais e algumas universidades se mobilizaram. Tudo isso subsidiou a produção da versão final dos PCN para 1ª a 4ª série, que foi aprovada pelo Conselho Federal de Educação em 1997. Os PCNs foram transformados num conjunto de dez livros, cujo lançamento ocorreu em 15 de outubro de 1997, Dia do Professor, em Brasília. Depois, professores de todo país passaram a recebê-los em casa. Enquanto isso, o MEC iniciou a elaboração dos PCN para 5ª a 8ª série. Os PCN são apresentados não como um currículo, e sim como subsídio para apoiar o projeto da escola na elaboração do seu programa curricular. Sua grande novidade está nos Temas Transversais, que incluem o Meio Ambiente. Ou seja, os PCN trazem orientações para o ensino das disciplinas que formam a base nacional, e mais cinco temas transversais que permeiam todas disciplinas, para ajudar a escola a cumprir seu papel constitucional de fortalecimento da cidadania. Por trás dos PCN, existe a Constituição Federal de 1988, que impõe que a Educação é um direito de todos, visando "o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho." A Constituição também diz que Educação é dever comum da União, Estados e Municípios. Além disso, a Lei de Diretrizes e Bases criou, para o ensino fundamental e médio, um núcleo comum obrigatório no âmbito nacional, que inclui o estudo de língua portuguesa, matemática, do mundo físico, da realidade política e social, da arte e educação física. Dentro desta proposta nacional comum, cada estado, município ou escola pode propor seu próprio currículo, contemplando "as peculiaridades locais e a especificidade dos planos dos estabelecimentos de ensino e as diferenças individuais dos alunos". COMO USAR OS PCNs Segundo a professora Neide Nogueira, coordenadora geral dos PCN, os parâmetros são um importante material de consulta e de discussão entre professores, que podem participar do desafio de buscar a melhoria do ensino, reformulando a proposta curricular. Os PCN também servem como um material de apoio para a formação continuada dos docentes. Neste sentido, a professora sugere que, nos lugares onde haja professores que possam se reunir, sejam formados grupos para debater as propostas e orientações dos PCN. Isto ajudaria, por exemplo, a rever objetivos, conteúdos e formas de encaminhamento de atividades; refletir sobre a prática pedagógica; preparar o planejamento, e as discussões com os pais e responsáveis. Assim, apesar de não serem livros didáticos para uso direto em sala de aula, os PCN ajudariam o/a professor/a a trabalhar com seus alunos. Os dez volumes dos PCN trazem a seguinte divisão: o primeiro, de Introdução, explica as opções feitas e o por quê dos Temas Transversais. Do segundo ao sétimo, abordam-se as áreas de conhecimento obrigatórias no ensino fundamental: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, História, Geografia, Arte e Educação Física. Os três últimos tratam dos cinco Temas Transversais: Meio Ambiente, Saúde, Ética, Pluralidade Cultural e Orientação Sexual. Existe a tendência dos PCN estimularem a produção dos livros didáticos, por parte das editoras de todo o país. Um/a professor/a, escola, ou grupo de escolas pode/m, igualmente, utilizar as sugestões contidas nos PCN para elaborar materiais didáticos para uso em sala de aula. TEMAS TRANSVERSAIS

Como os temas transversais lidam com valores e atitudes. Também elementos da cultura local. por exemplo. este bloco inclui questões relacionadas à água (da captação ao uso). Mais três pontos deste bloco são procedimentos a adotar com plantas e animais. Todos temas transversais têm estas características: são temas de abrangência nacional. Só que. Sociedade e Meio Ambiente: onde entra. os ciclos da água e da matéria orgânica (e importância para o saneamento). os limites da ação humana em relação ao ambiente e a observação das características do ambiente paisagem da região em que se vive. econômico e cultural no qual se insere a escola (é diferente atuar numa escola de cidade. a avaliação deve merecer um cuidado especial. deve-se despertar a criança para as qualidades do ambiente que se quer defender". mas tradicionalmente o tema "Meio Ambiente" tem sido trabalhado nas escolas. a relação interpessoal. em um texto de português. ou de região superpoluída). conservação." MEIO AMBIENTE NOS PCNs • A questão ambiental permeia inclusive as decisões políticas e econômicas. ao saneamento (esgoto e lixo: da coleta e tipos de tratamento à reciclagem). bem como as questões relacionadas à poluição do ar. do solo e sonora. Como Tema Transversal nos PCN. que está no livro dos PCN: não basta o que se propõe em sala de aula. não podendo ser como nas disciplinas tradicionais. Outra diretriz serve como mais um alerta: em geral ao falar de meio ambiente." Assim. Na forma proposta. "as pessoas protegem aquilo que amam e valorizam". Neste ponto.Enquanto a interdisciplinaridade busca integrar as diferentes disciplinas através da abordagem de temas comuns em todas elas. ou elementos naturais e construídos). o que fazer com lixo). social." O capítulo "Meio Ambiente" dos Parâmetros. Isto quer dizer que a adoção dos temas transversais pode influir em todos momentos escolares: desde a definição de objetivos e conteúdos até nas orientações didáticas.MEIO AMBIENTE . de zona rural. o convívio social da criança. Manejo e conservação ambiental: sempre frisando a importância de observar problemas locais e de passar noções sobre soluções possíveis. para que possam assumir posições afinadas com os valores referentes à sua proteção e melhoria". de quase 70 páginas. mas também desenvolver a capacidade afetiva. recuperação e degradação. podem ser compreendidos por crianças na faixa etária proposta. Um alerta. mas também os elementos construídos e todos os aspectos sociais envolvidos na questão ambiental. por exemplo. em cada escola. de modo a respeitar o ambiente e as pessoas da comunidade". oferece definições para o uso dos professores (como proteção X preservação.1ª A 4ª SÉRIE • Ciclos da Natureza: aí se incluem. critérios de avaliação e orientações didáticas. aborda a crise ambiental que o mundo vive. em sua grandiosidade. Isto exige a promoção de atividades onde ela perceba "o quanto a natureza é interessante e pródiga. criam-se as condições de cumprir o grande objetivo de atuar no campo do conhecimento. Eles aprenderiam "a reconhecer fatores que produzem o real bem estar. devem-se selecionar as prioridades e conteúdos levando em conta o contexto social. dentro de Ciências e/ou Geografia. Eventualmente também inspira trabalhos escolares em outras disciplinas. as cadeias alimentares. que incluem vários blocos de conteúdos adequados às faixas etárias. eis um exemplo do próprio livro dos PCN: "um problema ambiental ganha tratamento e características diferentes nos campos de seringa no interior da Amazônia e na periferia de uma grande cidade. estes conteúdos de Meio Ambiente ajudariam os alunos a construírem "uma consciência global das questões relativas ao meio. e que todos dependem da manutenção das condições que permitam a vida. para então propor conteúdos de Meio Ambiente aos 1º e o 2º Ciclos. observando relações entre elementos de um mesmo sistema. a diversidade cultural e ambiental. • • • • BLOCOS DE CONTEÚDO . é determinante para o aprendizado de valores e atitudes (por exemplo. ética e estética da criança. Os PCN indicam diretrizes para o professor trabalhar este tema transversal. a tendência é pensar em problemas como poluição. Por exemplo. além dos elementos que evidenciam ciclos e fluxos da natureza no espaço e no tempo. "para compreender a gravidade dos problemas e vir a desenvolver valores e atitudes de respeito ao ambiente. desenvolver um espírito de crítica às induções do consumismo e um senso de responsabilidade de solidariedade no uso dos bens comuns e recursos naturais. Ou seja. formas de preservação e reabilitação • • . não como algo do cotidiano de cada um. a função seria de promover "uma visão ampla que envolva não só os elementos naturais. os temas transversais permeiam todas as áreas para ajudar a escola a cumprir seu papel maior de educar os alunos para a cidadania. por exemplo. pretende-se que os alunos cheguem a correlacionar diferentes situações da vida real e a adotar a posturas mais críticas. permitem que os alunos desenvolvam a capacidade de se posicionarem perante questões que interferem na vida coletiva e podem ser adaptados à realidade das regiões. da água. Com eles. sua história e costumes determinam diferenças no trabalho com este tema.

de Silvia Czapski Ed. cap "PCN" . CONTEÚDOS COMUNS A TODOS OS BLOCOS • • • • • • • • Estar atento e crítico com relação ao consumismo. Zelar pelos direitos próprios e alheios a um ambiente cuidado. e práticas que evitam desperdícios no uso cotidiano de recursos como água. Documento "Educação Ambiental"/ MEC. do MEC. 1997 . Marcos Paranhos Penteado Filho. Repudiar o desperdício em suas diferentes formas. limpo e saudável na escola.ambiental. Participar em atividades relacionadas à melhoria das condições ambientais da escola e da comunidade local. Valorizar e proteger as diferentes formas de vida. MEC/Unesco. entrevistas a: Neide Nogueira. Néli Gonçalves de Melo. incluindo os produtos da cultura humana. Apreciar os aspectos estéticos da natureza. Cumprir as responsabilidades de cidadão com relação ao meio ambiente. Fontes: "Parâmetros Curriculares Nacionais". energia e alimentos.seção "Fichário". Silvia Pompéia Fonte: "A Implantação da Educação Ambiental no Brasil". Valorizar e cultivar atitudes de proteção e conservação dos ambientes e da diversidade biológica e sociocultural. em casa e na comunidade.

situações da vida cotidiana e atividades do mundo do trabalho e no apoio à construção de conhecimentos em outras áreas curriculares. pelo contrário.1998. Álgebra e Geometria) • Tratamento da informação (Estatística. por escapar ao que me proponho nesse momento.. diferentemente do modo tradicional.1997) Nos cursos e oficinas nas quais tenho trabalhado nos últimos meses sinto um clima de inquietação (e. No momento em que as Secretarias Municipais e Estaduais de Educação se esforçam para absorver e se adequar às novas normas vigentes. além dos princípios norteadores para o trabalho a ser realizado no mesmo.29). que é o primeiro passo para uma eventual mudança na mesma. As idéias básicas contidas nos Parâmetros Curriculares Nacionais em Matemática refletem. supervisores(as) e outros responsáveis pela educação do município ou da escola onde estou trabalhando. conteúdos.p.97-133. Ao referir-se à pluralidade das etnias existentes no Brasil. O papel da Matemática no Ensino Fundamental como meio facilitador para a estruturação e o desenvolvimento do pensamento do(a) aluno(a) e para a formação básica de sua cidadania é destacado. isto é. a saber: • Números e operações (Aritmética e Álgebra) • Espaço e formas (Geometria) • Grandezas e medidas (Aritmética. como não poderia deixar de ser. o que trazem de novo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's) em Matemática? Em que aspectos diferem do que vimos trabalhando? Mudam os conteúdos apenas? Muda a ordem em que são trabalhados? Vale a pena mudar nosso modo de ensinar quando não estamos seguros(as) de como fazê-lo? Por onde começar a mudar? Como se vê. Combinatória e Probabilidade) Fica evidente. os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's) desempenham importante papel. porque não dizer. uma mudança de filosofia de ensino e de aprendizagem.é importante que a Matemática desempenhe. seus objetivos. Não tenho a pretensão de esgotar o assunto. enfatizando o ensino de 5º a 8º séries (1998).1997. de sua sensibilidade expressiva. As intraconexões favorecem uma visão mais integrada.''E mais adiante: '' Falar em formação básica para a cidadania significa falar em inserção das pessoas no mundo do trabalho. O objetivo deste artigo é destacar algumas das idéias básicas dos PCN's em Matemática e trazer algumas reflexões sobre as mesmas. orientações organizadas por ciclos. volume 3 (1997). os conteúdos de Matemática e a avaliação na Matemática no Ensino Fundamental.p. enfatiza-se nos PCN's que o ensino da Matemática. por sucessivas reformas. o que entendo como um caminho possível e desejável para o ensino da Matemática. na agilização do raciocínio dedutivo do aluno. a par da valorização da pluralidade sociocultural do(a) educando(a). no âmbito da sociedade brasileira (MEC?SEF. através de exemplos práticos. algumas considerações acerca do conhecimento matemático e do aprender e ensinar Matemática no Ensino Fundamental. numa mesma atividade. . principalmente. Na 2ª parte. relacionadas com a Matemática e trazer algumas reflexões sobre as mesmas.95-142). na sua aplicação a problemas. de certo modo. pode colaborar para a transcendência do seu espaço social e para sua participação ativa na transformação do seu meio. (MEC/SEF. de sua sensibilidade estética e de sua imaginação'' (PCN's. à diversidade e à riqueza do conhecimento matemático que nosso(a) aluno(a) já traz para a sala de aula. das relações sociais e da cultura. na estruturação do pensamento. em parte. o fracasso escolar matemático continua. de 5ª a 8ª séries. os objetivos gerais. com orientações para o ensino Básico (1º e 2º Ciclos) e outra. Muito há a ser discutido. seu papel na formação de capacidades intelectuais. privilegiando as chamadas intraconexões das diferentes áreas da Matemática e as interconexões com as demais áreas do conhecimento. mostrando que é possível interligar Aritmética com Álgebra ou Aritmética com Geometria e Álgebra. pois. na 1º parte. no como ensinar e avaliar e no como organizar as situações de ensino e de aprendizagem. com o mesmo nome. os PCN's já estão conseguindo alcançar. estão desacomodando o(a) professor(a). apresentando objetivos. Basear-me-ei em duas publicações do MEC.. MEC/SEF. Matemática.''.p. através da Secretaria de Educação Fundamental: Parâmetros Curriculares Nacionais. ''É importante destacar que a Matemática deverá ser vista pelo aluno como um conhecimento que pode favorecer o desenvolvimento do seu raciocínio. Não entrarei no mérito de quem os elaborou e como se deu o processo de sua elaboração. uma breve análise Matemática no Brasil. fazendo-o(a) parar para refletir sobre sua prática pedagógica. muito mais do que uma mera mudança de conteúdos. a orientação de se pensar e de se organizar as situações de ensino-aprendizagem. se diferenciam substancialmente: o primeiro focaliza o ensino de 1ª a 4ª séries e o segundo. Algumas orientações de cunho didático são colocadas ao(à) professor(a). 1997. Algumas perguntas têm sido constantemente feitas: afinal. O objetivo desse artigo é destacar algumas de suas idéias básicas.OS PCN'S E O ENSINO FUNDAMENTAL EM MATEMÁTICA: UM AVANÇO OU UM RETROCESSO? Gladis Blumenthal Resumo O ensino da Matemática tem passado. por vezes até angústia) por parte dos(as) professores(as). Mesmo assim. OS PCN'S E O ENSINO FUNDAMENTAL EM MATEMÁTICA: UM AVANÇO OU UM RETROCESSO? (continuação) Os conteúdos aparecem organizados em blocos. Ambas trazem. equilibrada e indissociavelmente. Apontam para a necessidade de mudanças urgentes não só no o que ensinar mas. ao longo dos anos. menos compartimentalizada da Matemática.

é preciso se permitir trilhar caminhos novos e tolerar possíveis erros e mudanças de rumo. para o desenvolvimento de diferentes tecnologias e linguagens que o mundo globalizado exige das pessoas. O(a) professor(a) saberá. e aqui trazidos de modo resumido. • revigoramento do cálculo mental.Por outro lado. a justificativa. O gosto pela Matemática e o incentivo a procedimentos de busca exploratória. equivalência. somente . Para isso. igualdade. áreas. faça ''as pazes'' com ela? Como toda reforma que se pretenda fazer. A interação com seus colegas permitirá que os projetos desenvolvidos sejam mais interessantes e mais voltados a problemas da realidade. • ênfase ao ensino da Geometria. Entendem-se os conteúdos como um meio para desenvolver atitudes positivas diante do saber em geral e do saber matemático em particular. o ensino de Matemática prestará sua contribuição à medida que forem exploradas metodologias que priorizem a criação de estratégias. função. portanto. A confiança na própria capacidade e na dos outros para construir conhecimentos matemáticos. Médias. computadores. além dos conteúdos propriamente ditos.''(MEC/SEF. como já foi mencionado acima.31) Os conteúdos nos PCN's não são entendidos como uma listagem de conteúdos. muitas vezes vazia de significado. são idéias matemáticas úteis para os temas transversais Meio Ambiente e Saúde. Reuniões de estudo. procedimentos e atitudes. satisfação e alegria ao(à) professor(a) diante dos resultados obtidos. é a mudança da postura do professor(a) em sala de aula. desprivilegiando a idéia de prérequisitos como condição única para a organização dos mesmos. Pluralidade Cultural e Orientação Sexual . ao se pensar no como desenvolver o tema transversal Ética. integrando uma equipe interdisciplinar. certamente. novos conhecimentos. comunicar-se matematicamente. torna-se necessário que o professor trabalhe cada vez mais com colegas de outras disciplinas. com maior ou menor grau de sucesso. muito mais a compreensão das idéias matemáticas e o modo como estas serão buscadas (podendo esse modo de busca ser estendido e aplicado para as demais áreas do conhecimento) do que a sua sistematização. O desenvolvimento de projetos em que a Matemática pode explorar problemas e entrar com subsídios para a compreensão dos temas envolvidos tem trazido. desenvolvendo uma atitude investigativa diante de situações-problema propostas pelo(a) professor(a) são alguns exemplos dessa compreensão mais ampla do que é ensinar e aprender em Matemática OS PCN'S E O ENSINO FUNDAMENTAL EM MATEMÁTICA: UM AVANÇO OU UM RETROCESSO? (continuação) Na minha leitura. • prioridade para a resolução de problemas. caso se consiga entender os parâmetros como tal e não como uma listagem de conteúdos. vivências que sejam prazerosas. Para isso. Enfatiza-se a necessidade de entender a palavra conteúdo basicamente em três dimensões: conceitos. a argumentação. Nos PCN's há avanços importantes. 1997. a comprovação. funções. em detrimento da Matemática do ''papel e lápis''. no meu entender. Muitos países já passaram por essas reformulações. Muda-se postura? Como mudar a relação de afeto.uma infinidade de possibilidades de se concretizarem. Muitas Secretarias Municipais de Educação no Rio Grande do Sul realizam uma boa caminhada realizada nesse sentido. estabelecer as intraconexões matemáticas e as interconexões com as demais áreas do conhecimento. Mais preocupante. Valoriza-se. assim. a saber: • eliminação do ensino mecânico da Matemática. parece ficar cada vez mais evidente a necessidade de propiciar ao(à) professor(a) vivências pessoais de aprendizagem matemática e de promover a consciência do seu pensar ( a chamada metacognição) no decorrer das mesmas. além da angústia diante do novo. Na minha prática pedagógica. resistências ocorrerão. o espírito crítico e favoreçam a criatividade. • conteúdo como meio para desenvolver idéias matemáticas fundamentais (proporcionalidade. resolver situações-problema. porém é saber como preparar convenientemente o professor para essas mudanças. estabelecer relações qualitativas e quantitativas. proporcionalidade. adequar à sua realidade. Meio Ambiente. • introdução de noções de Estatística e probabilidade e estimativa.p. • organização dos conteúdos em espiral e não em forma linear. • avaliação como processo contínuo no fazer pedagógico. a iniciativa pessoal e a autonomia advinda do desenvolvimento da confiança na própria capacidade de conhecer e enfrentar desafios. ''Para tal. O espírito dos PCN's poderá. ser melhor compreendido. permitindo que novas abordagens sejam introduzidas e outras sejam mantidas ou modificadas. desenvolver sua autoconfiança no seu fazer matemático e interagir adequadamente com seus pares. A Matemática pode colaborar para o desenvolvimento de novas competências. visam levar o aluno a compreender e transformar o mundo à sua volta. Os objetivos para o Ensino Fundamental. o respeito à forma de pensar dos colegas são alguns temas interessantes a serem trabalhados. o trabalho coletivo. de ódio ou de medo do(a) professor(a) para com a Matemática? Como fazer com que o(a) professor(a) de Ensino Básico que. escolheu essa profissão já como uma esquiva à Matemática. inclusão. • uso de recursos didáticos (calculadoras. projetos interessantes. entre outras tantas. • uso da história da Matemática como auxiliar na compreensão de conceitos matemáticos.Ética. os Parâmetros Curriculares Nacionais em Matemática apresentam outras idéias básicas. muitas vezes. as interconexões têm nos Temas Transversais . entre outras). sejam mínimos ou máximos. O mais importante. As idéias acima apresentadas não são novas para quem pesquisa e acompanha as tendências da Educação Matemática no mundo. • atenção aos procedimentos e às atitudes a serem trabalhadas. Jornadas e Seminários têm sido promovidos. Saúde. jogos) durante todo Ensino Fundamental. evidenciando que. de acordo com os PCN's. volumes. • ênfase ao trabalho em pequenos grupos em sala de aula.

Educação Fundamental. para o uso adequado das orientações contidas nos mesmos.1997. PARÂMETROS Curriculares Nacionais: matemática / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/ SEF. uma proposta que traga inovações importantes esteja fadada ao fracasso. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PARÂMETROS Curriculares Nacionais (1ª a 4ª série): matemática/Secretaria de Educação.através da Educação Continuada dos Professores. colaborar para um melhor entendimento e. 146 p. é que poderão ocorrer avanços reais no Ensino fundamental. por ser mal interpretada e/ ou mal utilizada em sala de aula. . Cabe aos educadores matemáticos envolvidos na Formação e na Educação Continuada do Professor. evitando assim que.1998.142 p. conseqüentemente. Brasília: MEC/ SEF.

geralmente. (1997.. a Resolução de Problemas. 19) A questão primeira pontuada pelos parâmetros. tentando dar resposta à pergunta inicial do trabalho. pois manter-se arraigado num ensino habitual. desprovido de criticidade e voltado exclusivamente para a memorização e mecanização. trazendo o ideário de um ensino mais crítico e próximo da realidade dos alunos. como por exemplo. dos conteúdos. Como corolário desse equívoco. este trabalho envereda por uma análise desses parâmetros num trabalho conjunto com a Educação para o Pensar de Matthew Lipman (1). por iniciativa do Governo Federal. é incorrer na idéia equivocada de uma disciplina feita para alguns seres especiais. o professor tem se sentido incapaz e desestimulado de fazer . hoje tem ocorrido uma busca intensa pela discussão de tabus e mitos.INTRODUÇÃO Discutir acerca do ensino de Matemática.) No ensino de Matemática.RESUMO: Os PCN e o Programa Educação para o Pensar podem colaborar singularmente para a prática do ensino de matemática. é insistir na tese de um ensino retrógrado. destacam-se dois aspectos básicos: um consiste em relacionar observações do mundo real com representações. explicito. O fato de permitir que a Matemática esteja ao alcance de todos tem sido engendrado como reduzir-se à realidade do aluno. facilitando o processo ensino-aprendizagem.. a priori. o ensino não pode prescindir de mudanças. p. I . outro consiste em relacionar essas representações com princípios e conceitos matemáticos. os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) apostam em novas metodologias de trabalho. respeitando as especificidades de cada contexto. nesse intento. os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997). abordo a questão do trabalho docente permeado por alguns caminhos propostos. as Tecnologias da Informação e os Jogos. o que seria esse novo método de ensino de Matemática. frente à nova realidade educacional. concerne em trazer a Matemática para a realidade do aluno. e. Para tanto. ocorre um grande equívoco na interpretação dessa tese. A seguir. Visando abordar algumas questões desses novos métodos. II. no excerto acima. Diante de um ensino habitual que permeou durante décadas o ensino brasileiro. pura e simples. Evitando-se os chavões de disciplina complexa. Contudo. uma vez que objetivam desenvolver no aluno um espírito crítico e uma atenção ao contexto no qual se inserem. De acordo com os PCN: A matemática precisa estar ao alcance de todos e a democratização do seu ensino deve ser meta prioritária do trabalho docente (. surgem.DELINEANDO O ENSINO DE MATEMÁTICA Nos dias de hoje. a História da Matemática.

discutir.. Para ele. pelo menos no nível de discussão. p. a formação das habilidades explicitadas por Lorieri (1998). Na tentativa de despertar a criticidade do aluno. cuja alma ou essência é o diálogo. à apreensão do significado. estão dados na mesma. se ilustra a razão de intentar um ensino mais próximo à realidade do aluno. de alguma forma. precisão. comparar. bem como o extenso campo de suas aplicações. inferir. deduzir ou induzir. perguntar e ampliar idéias. é nessa comunidade que se intenta fazer investigação sobre um tema ou assunto. de raciocínio. rever. (1998. o ensino tem encarado o pensar criticamente como algo desatrelado de sua função.3) Segundo este mesmo autor. ao citar Lipman. o melhor lugar onde a racionalidade pode ser desenvolvida através do cultivo das habilidades do pensamento (as habilidades de investigação.algo e o ensino deixou de ser meramente conteudista. OS PCN pontuam ainda: Mesmo com um conhecimento superficial da Matemática. pois os objetivos propostos pelo ensino de Matemática visam. Há um total encontro entre as propostas do Governo e a de Lipman. Face à nova proposta dos Parâmetros e o projeto de Lipman. Daí se justifica. embora com parâmetros que idealizem o oposto. Para Lipman. compara. que se expressam como características do pensamento criativo. gerando. pelo menos no plano da discussão. de investigação. quais sejam: presumir. tacitamente. No que tange à Matemática. que esse ambiente é o de uma comunidade de investigação. é possível reconhecer certos traços que a caracterizam: abstração. os PCN apontam alguns caminhos para "fazer matemática". para ser "aconteudista". isto é. o professor deve proporcionar um ambiente de trabalho que estimule o aluno a criar. (1996. Essa compreensão. alunos passivos e sem o mínimo de criticidade. ou melhor. Depreendo. caráter irrefutável de suas conclusões.. E hoje. os próprios PCN (1997) abordam a questão do trabalho coletivo. frente a isso. supor. por que não instaurar uma comunidade de investigação nas aulas de Matemática? Pois. posta pelos parâmetros. 26) Estes traços permitem a formação de habilidades intelectuais. Ademais. o fortalecimento do pensar na criança deveria ser a principal atividade da escola e não somente uma conseqüência casual. Para isso. de formação de conceitos e de tradução) é na comunidade de investigação. como aponta Lorieri: . de formação de conceitos. rigor lógico. 1998) pontua como a principal função da escola. reporta-se cabalmente ao que Lipman (apud LORIERI. o processo de descobrir relações existentes na realidade e representá-las em nossas consciências é que nos permite atinar para os significados ou os sentidos que. entre outras. pontuando sua relevância na formação das capacidades cognitivas e afetivas. os PCN apontam que sua aprendizagem deve estar ligada à compreensão. p. no programa de Educação Para o Pensar. de raciocínio. infelizmente. alertando porém: .

Enfim.É consensual a idéia que não existe um caminho que possa ser identificado como único e melhor para o ensino de qualquer disciplina. motivadas por problemas de ordem prática (divisão de terras. entretanto. bem como por problemas relacionados à investigações internas da própria Matemática. Nessa forma de trabalho. um dos caminhos mais profícuos no despertar da criticidade e na aquisição de habilidades dos alunos. por problemas vinculados a outras ciências (física. p. E o problema certamente não é um exercício em que o aluno aplica. para obter a solução. exclusivamente. Em outras palavras. 1998). A aquisição de uma dada habilidade deve propiciar seu melhoramento e também a aquisição de outras. o valor da resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução. Resolução de problemas é um caminho para o ensino de Matemática que vem sendo discutido ao longo dos últimos anos. vale ressaltar dois extremamente relevantes. cálculo de créditos). conhecer diversas possibilidades de trabalho em sala de aula é fundamental para que o professor construa sua prática. uma fórmula ou um processo operatório. na perspectiva dos Parâmetros: É necessário desenvolver habilidades que permitam pôr à prova os resultados. um problema matemático é qualquer situação que exija a maneira matemática de pensar e conhecimentos matemáticos para solucioná-la. . Contudo. reduzir-se a isso. astronomia). p. uma questão de aquisição de habilidades cognitivas. embora a escola privilegie uma em detrimento da outra. A História da Matemática mostra que ela foi construída como resposta a perguntas provenientes de diferentes origens e contextos. Só há um problema se o aluno for levado a interpretar o enunciado da questão que lhe é posta e a estruturar a situação que lhe é apresentada. Entre os muitos princípios dessa proposta. não devendo.(1997. mas de aperfeiçoamento e fortalecimento de habilidades já existentes. mas o problema. da Matemática. e a educação é necessária para fortalecer o processo. comparar diferentes caminhos.45) Depreendo que trabalhar com essa metodologia é. No entanto. (1997. de forma quase mecânica. a meu ver. O método de levar o aluno à reflexão consiste na formação de habilidades cognitivas. as crianças estão naturalmente inclinadas a adquirir habilidades cognitivas. em particular. como o segundo. a educação não é. Para Lipman (apud LORIERI.42) III . testar seus efeitos. do mesmo modo que adquirem normalmente a linguagem. O ponto de partida da atividade matemática não é a definição.EDUCAÇÃO PARA O PENSAR E A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS O que é um problema? É qualquer situação que exija o pensar do indivíduo para solucioná-la.

resolução de problemas . é crucial conhecer em quais momentos e contextos e de qual maneira o conhecimento foi engendrado. Não é sem razão que a história vem aparecendo como um elemento motivador de grande importância. sobre porque e quando se resolver levar o ensino de Matemática à importância que tem hoje são elementos fundamentais para se fazer qualquer proposta de inovação em Educação Matemática e Educação em geral. ao mostrar necessidades e preocupações de diferentes culturas. Essas pessoas nutrem. além da oferta de conteúdos" (1996. pois.e eu acrescento históricos . nesse sentido. mortas e absolutamente fora do contexto moderno. sociológica e antropológica de grande valor formativo.. ao estabelecer comparações entre os conceitos e processos matemáticos do passado e do presente.3) É importante ressaltar o quanto esse recurso pode proporcionar a liberação das crianças. intencionalmente. Torna-se cada vez mais difícil motivar os alunos para uma ciência cristalizada. Entendo este como o mais importante dos recursos.IV .EDUCAÇÃO PARA O PENSAR E HISTÓRIA DA MATEMÁTICA Um ensino que tenha por base as raízes histórias de assunto é fundamentalmente relevante e necessário para que os conteúdos e conceitos passem a dispor de sentidos. econômicos..que exercem influência nas nossas vidas cotidianas e de como eles dão forma ao mundo. Buscar a história de cada disciplina é. E os conceitos abordados em conexão cm usa história constituem-se veículos de informação cultural. segundo Sharp: As comunidades de investigação são lugares onde crianças e adultos se tornam criticamente conscientes de todos os significados e temas (sociais. não só da Matemática. (D'ambrósio: 1996. A História da Matemática é. um instrumento de resgate da própria identidade cultural. pois é. pois. por meio dele que o conteúdo deixa de ser desatrelado para prover-se de sentido e significado. ao cultivo do pensar bem. no que tange à Matemática.1). Acredita o autor que: Uma percepção da História da Matemática é essencial em qualquer discussão sobre a Matemática e o seu ensino.necessita de uma contextualização. 29) É extremamente relevante trabalhar com esta metodologia proposta pelos parâmetros. é preciso oferecer atividades voltadas. E mesmo o item anteriormente abordado . políticos. V . etc. um dos principais motivadores do ensino atual. (Sharp: 1998. para D'ambrósio (1996). . umas nas outras. É possível amalgamar a contextualização histórica da Matemática com a "institucionalização" da Filosofia para Crianças. pois.portanto não feita para uns poucos inteligentes -. caso elas ejam contrárias a liberação. p. Ter uma idéia. Isso é particularmente no que se refere a conteúdos. mas de todas as disciplinas. a coragem para mudar essas forças.EDUCAÇÃO PARA O PENSAR E TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO . ao revelar a Matemática como uma criação humana. p. como aponta Lorieri: ".) . o professor tem a possibilidade de desenvolver atitudes e valores mais favoráveis do aluno diante do conhecimento matemático. para o aluno. A maior parte dos programas consiste de coisas acabadas. Como apontam os PCN. embora imprecisa e incompleta. p. em determinados momentos. Penso que. em diferentes momentos históricos. deveriam existir espaços para se abordar as questões históricas. a meu ver.

o mais distante da Educação para o Pensar. Penso que esse recurso pode auxiliar no desenvolvimento das habilidades ilustradas por Lipman: As áreas de habilidades mais relevantes para os objetivos educacionais são aquelas relacionadas com os processos de investigação.CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao longo deste trabalho tentei mostrar algumas diretrizes propostas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática concomitante à Educação para o Pensar. organização de informações (formação de conceitos) e tradução. computadores e outros elementos tecnológicos já é uma realidade para parte da população. são fontes de significados e. geram satisfação. audição. Por outro lado. portanto. esse recurso é profícuo no intento de ensinar-lhes a "selecionar". A comunidade de investigação desenvolve. mas se o objetivo de Lipman é formar habilidades para despertar a criticidade do aluno. pelas implicações que exercem no cotidiano. em suas diferentes formas e usos. VI . visão.EDUCAÇÃO PARA O PENSAR E JOGOS Para as crianças pequenas. embora ainda muito pequena. processos de raciocínio. além destas habilidades. essa é uma aproximação totalmente possível. os jogos são ações que elas repetem sistematicamente. Procurei apontar uma das possíveis respostas à pergunta inicial proposta. leitura. (apud Lorieri. VII . 4) É importante ressaltar o papel dessas habilidades na educação. também é fato que o acesso a calculadoras. formam hábitos que se estruturam num sistema. fator este extremamente crucial para o jogo. criação e aprendizagem são capturados por uma informática cada vez mais avançada. por exemplo. apoiado na oralidade e na escrita. o de como incorporar ao seu trabalho. evitando que ele se torne um agente passivo de informações questionáveis e capacitando-o a decodificá-las e inseri-las em sua realidade. novas formas de comunicar e conhecer.As técnicas. mas que possuem um sentido funcional. pois é importante no sentido de ajudar a criança a perceber regularidades. Na minha concepção. p. Pode. pois como foi delineado em alguns . Nesse cenário. refletir e questionar as informações veiculadas pelo computador. a princípio. ou seja. um dos meios mais profícuos para o trabalho com Educação para o Pensar e a Comunidade de Investigação. Estudiosos do tema mostram que escrita. 1996. a socialização e o respeito pelas idéias do outro. isto é. Essa repetição funcional também deve estar presente na atividade escolar. parecer esse recurso. insere-se mais um desafio para a escola. Eis aí. constituem um dos principais agentes de transformação da sociedade. possibilitam compreensão.

ROSA NETO.Brasília: MEC/SEF. 2001. 12ª ed. apresentam o mesmo objetivo: o de um ensino provido de criticidade. Didática da Matemática. São Paulo: Ática. 1998. Parâmetros Curriculares Nacionais: Fundamental . 1997. DANTE. A filosofia para crianças e a institucionalização. VIII . denominação esta adotada por este trabalho.com/filocri/textos/htm> Coleção Pensar CBFC. 2002.starmedia. Acesso em out. __________________________. 2002 * Licenciado em Pedagogia pela Faculdade de Ciências e Letras da UNESP/ Campus de Araraquara. Acesso em out. 1996. LORIERI.momentos. São Paulo: Ática. mais atrelado à realidade do aluno. A educação para o pensar.SP: Papirus.starmedia. Coleção Pensar CBFC. 11ª ed. . Campinas . Ann.com/filocri/textos/htm>. Acesso em out.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Margareth. Didática da resolução de problemas de matemática. do americano Matthew Lipman. Disponível em: <http://orbita. no trabalho com a Matemática . Disponível em:<http://orbita. Coleção Pensar CBFC. Ubiratan Educação Matemática: da teoria à prática. matemática. (1) O Programa de Filosofia para Crianças.com/filocri/textos/htm>. Marcos A. Ernesto. 1996. ambas as propostas. Disponível em: <http://orbita. 2002. é chamado pelo CBFC (Centro Brasileiro de Filosofia para Crianças) de Programa de Educação para o Pensar. 2000. A educação para o pensar e a comunidade de investigação.usar novas propostas que despertem o aluno para atuar no contexto em que se insere. É perfeitamente possível.starmedia.e qualquer outra disciplina . SHARP. 1998. 8ª ed. Luiz Roberto. embora enveredem por diferentes caminhos. Secretaria de Educação D'AMBRÓSIO.

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