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LIVRO_DE_..calculo 3

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Livro de calcuo para os cursos de matematica fisica e engenharia.
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03/12/2015

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Faremos duas aplicações da integral tripla. A primeira refere-se

ao cálculo do centro de massa de de um sólido gerado pela intersec-

ção de superfícies, usando o sistema de coordenadas cartesiano. A

segunda trata-se da determinação da massa e do momento de inér-

cia Iz de um sólido gerado pela intersecção de superfícies, usando

o sistema de coordenadas cilíndricas. Vamos aos nossos exemplos.

Exemplo 6.1. Considerando a intersecção das superfícies: x = 0,

x = a, y = 0, y = x2

, z = 0 e z = x2

, (Fig 6.1), determinar sua

massa e seu centro de massa levando en conta uma distribuição de

densidade constante (x,y,z) = .

110

Cálculo III

AULA

6

Figura 6.1: Gráfico do exemplo 1

SOLUÇÃO:

Começaremos por determinar os limites de integração inspecio-

nando a (Fig 6.1) e verificando que 0 ≤ x ≤ a, 0 ≤ y ≤ x2

e

0 ≤ z ≤ x2

.

Em segundo calcularemos a massa da região D, m(D) e os res-

pectivos momentos de massa com relação ao planos yz, xz e xy,

respectivamente.

Passo 1 determinar a massa m(D), dada pela integral tripla:

m(D) =

D

(x,y,z)dxdydz =

a

0

x2

0

x2

0

dzdydx

Integrando em z temos:

m(D) =

a

0

x2

0

z

x2

0

dydx

Substituindo os limites de integração temos:

m(D) =

a

0

x2

0

(x2

−0)dydx

Simplificando temos:

m(D) =

a

0

x2

0

x2

dydx

Integrando em y temos:

m(D) =

a

0

x2

y

x2

0

dx

111

Algumas Aplicações das Integrais tríplas

Substituindo os limites de integração temos:

m(D) =

a

0

x2

(x2

−0)dx

Simplificando temos:

m(D) =

a

0

x4

dx

Finalmente, integrando em x temos:

m(D) = x5
5

a

0

Substituindo os limites de integração temos:

m(D) =

a5

5 − 05
5

Simplificando temos:

m(D) = a5
5

Passo 2 determinar o momento de massa relativo ao plano yz

Myz(D), dada pela integral tripla:

Myz(D) =

D

(x,y,z)xdxdydz =

a

0

x2

0

x2

0

xdzdydx

Integrando em z temos:

Myz(D) =

a

0

x2

0

xz

x2

0

dydx

Substituindo os limites de integração temos:

Myz(D) =

a

0

x2

0

x(x2

−0)dydx

Simplificando temos:

Myz(D) =

a

0

x2

0

x3

dydx

Integrando em y temos:

Myz(D) =

a

0

x3

y

x2

0

dx

Substituindo os limites de integração temos:

Myz(D) =

a

0

x3

(x2

−0)dx

Simplificando temos:

Myz(D) =

a

0

x5

dx

Finalmente, integrando em x temos:

112

Cálculo III

AULA

6

Myz(D) = x6
6

a

0

Substituindo os limites de integração temos:

Myz(D) =

a6

6 − 06
6

Simplificando temos:

Myz(D) = a6
6

Passo 3 determinar o momento de massa relativo ao plano xz

Mxz(D), dada pela integral tripla:

Mxz(D) =

D

(x,y,z)ydxdydz =

a

0

x2

0

x2

0

ydzdydx

Integrando em z temos:

Mxz(D) =

a

0

x2

0

yz

x2

0

dydx

Substituindo os limites de integração temos:

Mxz(D) =

a

0

x2

0

y(x2

−0)dydx

Simplificando temos:

Mxz(D) =

a

0

x2

0

x2

ydydx

Integrando em y temos:

Mxz(D) =

a

0

x2y2

2

x2

0

dx

Substituindo os limites de integração temos:

Mxz(D) =

a

0

x2 (x2

)2
2 − 02
2

dx

Simplificando temos:

Mxz(D) =

a

0

x6
2 dx
Finalmente, integrando em x temos:

Mxz(D) = x7
14

a

0

Substituindo os limites de integração temos:

Mxz(D) =

a7

14 − 07
14

Simplificando temos:

Mxz(D) = a7
14

113

Algumas Aplicações das Integrais tríplas

Passo 4 determinar o momento de massa relativo ao plano xy.

Como a região D tem simetria com relação às variáveis y e z, e a

distribuição de densidade também (por ser constante) temos que

Mxz(D) = Mxy(D). De qualquer forma vamos verificar:

Mxy(D) =

D

(x,y,z)zdxdydz =

a

0

x2

0

x2

0

zdzdydx

Integrando em z temos:

Mxy(D) =

a

0

x2

0

z2

2

x2

0

dydx

Substituindo os limites de integração temos:

Mxz(D) =

a

0

x2

0

(x2

)2
2 − 02
2

dydx

Simplificando temos:

Mxz(D) =

a

0

x2

0

x4
2 dydx

Integrando em y temos:

Mxz(D) =

a

0

x4
2 y

x2

0

dx

Substituindo os limites de integração temos:

Mxz(D) =

a

0

x4
2 (x2

−0)dx

Simplificando temos:

Mxz(D) =

a

0

x6
2 dx
Finalmente, integrando em x temos:

Mxz(D) = x7
14

a

0

Substituindo os limites de integração temos:

Mxz(D) =

a7

14 − 07
14

Simplificando temos:

Mxz(D) = a7
14

Passo 5 determinar o centro de massa (¯x, ¯y, ¯z) da região D, A

saber:

114

Cálculo III

AULA

6

¯x = Myz(D)
m(d) =

a6

6

a5

5

= 5a

6 ,

¯y = Mxz(D)
m(d) =

a7

14

a5

5

= 5a2

14 e

¯z = Mxy(D)
m(d) =

a7

14

a5

5

= 5a2
14 .

Vamos rapidinho ao nosso segundo exemplo.

Exemplo 6.2. Considerando a interseção das superfícies: x = 0,

x2

+ y2

= b2

, z = 0 e z = a, (Fig 6.2), determinar sua massa e

seu momento de inércia Iz(D), relativo ao eixo z, levando en conta

uma distribuição de densidade constante (x,y,z) = .

Figura 6.2: Gráfico do exemplo 2

SOLUÇÃO:

Começaremos por determinar os limites de integração inspecio-

nando a (Fig 6.2) e verificando que −b ≤ x ≤ +b, 0 ≤ y ≤

+√b2

−x2

e 0 ≤ z ≤ a. Observemos que para este caso é mais ade-

115

Algumas Aplicações das Integrais tríplas

quado usar o sistema de coordenadas cilíndrico, dado pela trans-

formação (x,y,z) → (r,ϑ,z) onde: x = rcos(ϑ), y = rsin(ϑ),

z = z e os limites de integração passam a: 0 ≤ r ≤ b, 0 ≤ ϑ ≤ π e

0 ≤ z ≤ a.

Em segundo, calcularemos a massa da região D, m(D) e o mo-

mento de inércia Iz(D), relativo ao eixo z, respectivamente.

Passo 1 determinar a massa m(D), dada pela integral tripla:

m(D) =

D

(x,y,z)dxdydz =

π

0

b

0

a

0

rdzdrdϑ

Integrando em z temos:

m(D) =

π

0

b

0

z

a

0

rdrdϑ

Substituindo os limites de integração temos:

m(D) =

a

0

x2

0

(a−0)rdrdϑ

Simplificando temos:

m(D) = a

π

0

b

0

rdrdϑ

Integrando em r temos:

m(D) = a

π

0

r2

2

b

0

Substituindo os limites de integração temos:

m(D) = a

π

0

b2

2 − 02
2

Simplificando temos:

m(D) = ab2
2

π

0

Finalmente, integrando em ϑ temos:

m(D) = ab2

2 ϑ

π

0

Substituindo os limites de integração temos:

m(D) = ab2

2 (π−0)

Simplificando temos:

m(D) = πab2
2

116

Cálculo III

AULA

6

Passo 2 Levando em conta que: x2

+y2

= (rcos(ϑ))2

+(rsin(ϑ))2

=

r2

, determinar o momento de inércia Iz(D), relativo ao eixo z, dada

pela integral tripla:

Iz(D) =

D

(x,y,z)(x2

+y2

)dxdydz =

π

0

b

0

a

0

r2

rdzdrdϑ

Integrando em z temos:

Iz(D) =

π

0

b

0

z

a

0

r3

drdϑ

Substituindo os limites de integração temos:

Iz(D) =

a

0

x2

0

(a−0)r3

drdϑ

Simplificando temos:

Iz(D) = a

π

0

b

0

r3

drdϑ

Integrando em r temos:

Iz(D) = a

π

0

r4

4

b

0

Substituindo os limites de integração temos:

Iz(D) = a

π

0

b4

4 − 04
4

Simplificando temos:

Iz(D) = ab4
4

π

0

Finalmente, integrando em ϑ temos:

Iz(D) = ab4

4 ϑ

π

0

Substituindo os limites de integração temos:

Iz(D) = ab4

4 (π−0)

Simplificando temos:

Iz(D) = πab4
4

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