Matemática I

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PROF. RONALDO BARBOSA ALVIM


















MATEMÁTICA I














VITÓRIA
2009
Matemática I


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Governo Federal
Ministro de Educação
Fernando Haddad
CEFETES – Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo
Diretor Geral
Jadir José Péla
Diretor de Ensino
Dênio Rebello Arantes
Coordenadora do CEAD – Centro de Educação a Distância
Yvina Pavan Baldo
Coordenadoras da UAB – Universidade Aberta do Brasil
Yvina Pavan Baldo
Maria das Graças Zamborlini
Designer Instrucional
Jonathan Toczek Souza

Curso de Licenciatura em Informática
Coordenação de Curso
Giovany Frossard Teixeira
Professor Especialista/Autor
Ronaldo Barbosa Alvim

DIREITOS RESERVADOS
CEFET-ES – Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo
Av. Vitória – Jucutuquara – Vitória – ES - CEP - (27) 3331.2139
Créditos de autoria da editoração
Capa: Leonardo Tavares Pereira
Projeto gráfico: Danielli Veiga Carneiro
Iconografia: Moreno Cunha
Editoração eletrônica: [Nome de quem editou ou do próprio professor]
Revisão de texto:
Ilioni Augusta da Costa
Maria Madalena Covre da Silva
COPYRIGHT – É proibida a reprodução, mesmo que parcial, por qualquer meio, sem
autorização escrita dos autores e do detentor dos direitos autorais.

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Olá, Aluno(a)!






É um prazer tê-lo conosco.
O Cefetes oferece a você, em parceria com as Prefeituras e com o
Governo Federal, o Curso de Licenciatura em Informática, na modalidade
à distância. Apesar de este curso ser ofertado à distância, esperamos que
haja proximidade entre nós, pois, hoje, graças aos recursos da tecnologia
da informação (e-mails, chat, videoconferênca, etc.), podemos manter uma
comunicação efetiva.
É importante que você conheça toda a equipe envolvida neste curso:
coordenadores, professores especialistas, tutores à distância e tutores
presenciais. Assim, quando precisar de algum tipo de ajuda, saberá a
quem recorrer.
Na EaD - Educação a Distância - você é o grande responsável pelo
sucesso da aprendizagem. Por isso é necessário que se organize para os
estudos e para a realização de todas as atividades, nos prazos
estabelecidos, conforme orientação dos Professores Especialistas e
Tutores.
Fique atento às orientações de estudo que se encontram no Manual do
Aluno!
A EaD, pela sua característica de amplitude e pelo uso de tecnologias
modernas, representa uma nova forma de aprender, respeitando, sempre,
o seu tempo.
Desejamos a você sucesso e dedicação!



Equipe do IFES



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ICONOGRAFIA

Veja, abaixo, alguns símbolos utilizados neste material para guiá-lo em seus estudos.



Fala do professor.


Conceitos importantes. Fique atento!


Atividades que devem ser elaboradas por você, após a leitura dos textos.


Indicação de Materiais complementares, referentes ao conteúdo estudado.


Destaque de algo importante, referente ao conteúdo apresentado. Atenção!


Reflexão, Curiosidade ou outros conceitos referente ao conteúdo apresentado.


Espaço reservado para as anotações que você julgar necessárias.





Matemática I


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Olá
Meu nome é Ronaldo Barbosa Alvim, responsável pela disciplina Matemática I. Atuo
como professor do IFES no campus de Cachoeiro de Itapemirim. Sou graduado em
Matemática (2000) pela UFF, Especialista em Matemática e Estatística (2001) pela UFLA
e Mestre em Modelagem Computacional (2004) pela UERJ. Minhas áreas de interesse são:
Modelagem Matemática, Cálculo Numérico, Problemas Inversos, Probabilidade e
Estatística.
Nesta disciplina você conhecerá a teoria dos conjuntos, que é um tema central para vários
ramos da matemática e relacionado aos primórdios da matemática, sendo tratada a teoria
dos conjuntos de modo informal e não axiomática, irá estudar também as funções reais,
sendo capaz de realizar uma primeira análise gráfica, iniciando é claro seu estudo com um
enfoque mais geral, ou seja, o de relações entre conjuntos.
Comentários de natureza histórica estão presentes ao longo de todo o material, situando
você no tempo e conhecendo os grandes matemáticos que deixaram contribuições
marcantes em nossa evolução.
O material tem o intuito de ser um guia na orientação da disciplina de Matemática I onde
podemos ressaltar os pontos mais importantes da teoria que está sendo abordada, por meio
de exemplos de aplicações diversas tentando contextualizar a matemática em nossa vida,
pois de exemplos da vida que ela se iniciou. Um ponto importante para um bom curso de
Matemática e utilizar a bibliografia indicada, procurando mais exemplos e outras
abordagens que poderemos discutir nos fóruns. Quando estudarmos funções reais será
interessante e necessário o uso de algum visualizador gráfico, no mercado existem vários
pacotes famosos como Maple e Matlab, mas vamos optar por utilizar um software livre, o
Winplot, onde seu download estará disponível em nosso ambiente.
Cada capítulo é acompanhado de exercícios que devem ser resolvidos e enviados pelo
ambiente moodle, quando solicitados, onde serão avaliado, os gabaritos de todas as
atividades encontram-se no final do material. Lembre-se que estas atividades possuem
tempo determinado de entrega, levando vocês a criarem o hábito de estudo contínuo,
importante em qualquer aprendizado e indispensável no ensino a distância.
Concluo, desejando a todos muito sucesso!
Prof. Ronaldo Barbosa Alvim
Matemática I


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Sumário
1. CONJUNTOS E SUBCONJUNTOS ........................................................................................................................... 7
1.1. NOTAÇÃO ........................................................................................................................................................ 7
1.2. CONJUNTOS FINITOS E INFINITOS ........................................................................................................................ 8
1.3. IGUALDADE DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 98
1.4. CONJUNTO NULO .......................................................................................................................................... 9
1.5. SUBCONJUNTOS ............................................................................................................................................ 9
1.6. SUBCONJUNTO PRÓPRIO ........................................................................................................................... 80
1.7. COMPARABILIDADE ................................................................................................................................... 80
1.8. TEOREMA DA DEMONSTRAÇÃO .............................................................................................................. 80
1.9. CONJUNTOS DE CONJUNTOS ...................................................................................................................... 8
1.10. CONJUNTO UNIVERSAL ............................................................................................................................... 8
1.11. CONJUNTO DE POTÊNCIA .............................................................................................................................. 81
1.12. CONJUNTOS DISJUNTOS ............................................................................................................................ 82
1.13. DIAGRAMAS DE VENN ............................................................................................................................... 82
1.14. DIAGRAMAS DE LINHA .............................................................................................................................. 83
1.15. DESENVOLVIMENTO AXIOMÁTICO DA TEORIA DOS CONJUNTOS ................................................. 83

CAPÍTULO 2 -OPERAÇÕES DE CONJUNTOS ........................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 3 -RELAÇÕES E FUNÇÕES ...................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 4 -FUNÇÃO LINEAR ...............................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 5 -FUNÇÃO QUADRÁTICA....................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 6 -FUNÇÃO MODULAR ..........................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
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2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 7 -FUNÇÃO EXPONENCIAL..................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 8 -FUNÇÃO LOGARTIMICA .................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 9 -PROGRESSÕES ...................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8


GABARITOS .....................................................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

REFERÊNCIAS .................................................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
ANEXOS.............................................................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
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1. CONJUNTOS E SUBCONJUNTOS

Prezado aluno,
Começaremos nossa primeira aula estudando a fundamental
teoria dos conjuntos primeiramente concebida pelo
matemático do século XIX Georg Cantor, estudo que
tratava da teoria das Séries Trigonométricas. Seu trabalho
inicialmente não foi aceito pela comunidade acadêmica
mais influenciou profundamente matemáticos e estudiosos
do século XX. Em geral, esta disciplina gera pré-requisitos,
ou seja, a compreensão dos conceitos estudados em uma
aula é a base para o entendimento das aulas posteriores.
Bom estudo!
1.1. Notação
Em geral representamos conjuntos listando seus elementos entre chaves e o
denominando por uma letra maiúscula, como no exemplo abaixo:
A = {a,b,c,d,e,f}
Observe que seus elementos são separados por vírgula e em geral
representados por letras minúsculas.
Quando o conjunto possui um número muito grande de elementos podemos
simplificar sua notação utilizando reticências ... , dando o sentido de
continuação. Veja sua utilização no exemplo abaixo:
B = {1,5,9,13,...,21,25,29}
Esta forma de notação de conjunto é chamada de forma tabular, que como
vimos exibe os elementos do conjunto. Mas podemos representar um
conjunto pela propriedade que seus elementos possuem em comum, evitando
desta maneira escrever por extenso os elementos do conjunto. Veja o
exemplo:
C={x/x é consoante} que é equivalente a dizer C={a,e,i,o,u}
Quando um conjunto possui elementos repetidos, não é necessário
representá-los mais de uma vez. Para ilustrar no exemplo abaixo, vamos
representar o conjunto das letras da palavra CONTATO
D={c,o,n,t,a}

George Cantor
(1845-1918)
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Como vimos podemos representar um conjunto por uma propriedade, mas
podemos destacar uma propriedade que não caracteriza um conjunto. Um
paradoxo que caracteriza é atribuído ao matemático Bertrand Russel, o
famoso paradoxo do Barbeiro. Observe:

Em uma aldeia onde, todos os dias, um barbeiro faz a barba de todos os
homens que não barbeiam a si próprios e a mais ninguém. Quem barbeia o
barbeiro?
Concluímos que, se o barbeiro se barbear, então ele não barbeia a si próprio,
e se ele se não se barbear, então ele se barbeia.
Perceba que o paradoxo é equivalente a proposição de que existe o conjunto
que contém todos os conjuntos.
Relação de Pertinência
A relação entre elemento e conjunto é conhecida como relação de
pertinência que simbolizamos por ∈ “pertence” e ∉ “não pertence”. Por
exemplo
Maçã ∈ {Laranja, Melão, Maçã, Uva}
Carro ∉{Cafeteira, Liquidificador, Batedeira, Forno de microondas}
1.2. Conjuntos Finitos e Infinitos
Os conjuntos finitos possuem um número definido de elementos, ou seja, sua
contagem chega a um final, o oposto o classificamos como conjunto infinito
O conjunto A é um conjunto infinito
A={2,6,10,14,18,...}
O conjunto B é um conjunto finito
B={x/x é uma rua do Brasil}

Bertrand Russel
(1845-1918)
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Perceba que embora o conjunto B seja difícil de ser enumerado, mesmo
assim, é um conjunto finito.
1.3. Igualdade de Conjuntos
Dois conjuntos são iguais se e somente se possuem os mesmos elementos,
não necessariamente na mesma ordem, observe os exemplos:
Seja A={φ , β , γ ,ϑ , ρ ,ϖ }, B={ϖ , γ ,τ , ξ , µ } e
C={ ρ ,ϑ , β , φ , γ ,ϖ }, logo
A = C “A é igual a C”
A≠ B “A é diferente de B”
Ou seja, cada elemento que pertence a A, pertence também a B, e cada
elemento que pertence a B pertence também a A.
1.4. Conjunto Nulo
O conjunto nulo é também chamado de conjunto vazio, utilizamos o símbolo
∅ ou { } para simbolizá-lo. O Conjunto vazio é o conjunto que não possui
nenhum elemento. Os conjuntos abaixo são exemplos de conjuntos nulos.
A={x/x é professor da Licenciatura em Informática com mais de 150 anos}
B={x/x é um número natural menor que 30 e maior que 50}


Cuidado!
Vários alunos utilizam de forma errônea o símbolo {∅} para
simbolizar conjunto vazio, sendo que o significado do que
está escrito não passa de um simples conjunto unitário.

1.5. Subconjuntos
As relações de inclusão auxiliam muito na introdução do conceito de
subconjunto, pois a utilizamos para relações entre conjuntos ou entre
subconjuntos e conjuntos. Os símbolos são
⊂ lê-se “está contido”
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⊄ lê-se “não está contido”
⊃ lê-se “contém”
⊇ lê-se “não contém”
Seja A = {1,2,3}
Então {1,2} ⊂ A ou A ⊃ {1,2}
Utilizando a notação acima se B é subconjunto de C então podemos registrar
B ⊂ C, sendo que todo elemento do conjunto B seja também elemento do
conjunto C. Logo diremos que B ⊄ C se B possuir algum elemento que não
pertence ao conjunto C.
1.6. Subconjunto Próprio
Como cada conjunto A é um subconjunto de si mesmo, denominamos B de
subconjunto próprio de A. Se primeiramente B for subconjunto de A e,
segundo, não é igual a A. Concluindo
B ⊂ A e B ≠ A
Alguns autores utilizam uma notação diferenciada
B ⊆ A para “B é subconjunto de A”
B ⊂ A para “B é subconjunto próprio de A”
1.7. Comparabilidade
Dizemos que dois conjuntos são comparáveis quando pelo menos um está
contido no outro, ou seja, A ⊂ B ou B ⊂ A.
1.8. Demonstração
A demonstração em Matemática tem sido abandonada das aulas de ensino
fundamental e médio e praticamente extinta de grande parte dos livros
didáticos, este hábito descaracteriza como a Matemática torna verdadeira
suas afirmações, assim desestimulando o aluno ao seu aprendizado,
encontrando os conceitos resumidos a fórmulas prontas, dando ao aluno a
sensação de impotência, de ser capaz de entender como aquelas idéias foram
concebidas. O rigor das demonstrações matemáticas é a que distingue de
outras ciências. Pense nisso, pois você amanhã será um professor; estamos
num curso de licenciatura, e não devemos retirar de nossas aulas
experiências que levem a formação de alunos críticos.
Matemática I


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Teorema sobre conjuntos:

Se A é um subconjunto de B, e se B é um subconjunto de C,
logo A é um subconjunto de C, ou seja,
A ⊂ B e B ⊂ C, então A ⊂ C
1.9. Conjuntos de Conjuntos
A expressão conjuntos de conjuntos, utilizada para representar conjuntos
exclusivamente formadas por conjuntos é freqüentemente substituída por
família de conjuntos ou classe de conjuntos.
Simbolizamos famílias de conjuntos geralmente por letras manuscritas como
A,B,...
Um caso muito raro na teoria de conjuntos são conjuntos formados de
membros que são conjuntos e outros que não são conjuntos. Veja o exemplo
A = {7,{1,2,8},{5,9},12}
Observe que o conjunto A não é uma família de conjuntos, pois alguns de
seus membros são conjuntos e outros não.
1.10. Conjunto Universal
A concepção do conjunto Universo, foi realizada pelo brilhante matemático
Augustus De Morgan (1806-1871). O conjunto universo é o conjunto de
todos os elementos de interesse para o problema que estamos tratando.
1.11. Conjunto de Potência
É possível quantificarmos quantos subconjuntos possui um conjunto sem ser
necessário exibi-los um a um. O família de todos os subconjuntos de um
conjunto A é denominada, conjunto de potência de A, ou, conjunto das
partes do conjunto A.
Por exemplo, seja A = {1,2,3}
Então 2
A
= {{1},{2},{3},{1,2},{1,3},{2,3},{1,2,3},∅}}.
Algumas observações são importantes de serem realizadas:

Augustus D. Morgan
(1806-1871)
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- O conjunto vazio é subconjunto do conjunto A, como é subconjunto de
qualquer conjunto;
- O conjunto A é subconjunto dele mesmo;
- Se utilizarmos a expressão 2
n
, sendo n o número de elementos do conjunto
inicial A, teremos o número de subconjuntos de A;
A possui 3 elementos, logo, 2
3
= 8, que é o número de subconjuntos do
conjunto A.
1.12. Conjuntos Disjuntos
Alguns conjuntos não possuem nenhum elemento em comum estes conjuntos
são denominados conjuntos disjuntos.
A = {r,w,t,v} e B = {ϕ,λ,θ}, são conjuntos disjuntos, pois não conseguimos
encontrar nenhum elemento que pertença ao conjunto A e também ao
conjunto B.
Diferente do exemplo abaixo:
C = {k,l,x,τ} e D = {a,f,h,τ}, note que τ ∈ C e τ ∈D, logo C e D, não são
conjuntos disjuntos.
1.13. Diagrama de Venn
O matemático inglês John Venn (1834-1923), criou uma representação
visual para os conjuntos, onde delimitamos os conjuntos por áreas no plano
onde se facilita muito o trabalho de se relacionar conjuntos.
O conjunto A = {1,4,7,10} é representado abaixo pelo diagrama de Venn










A

John Venn
(1834-1923)
.1 .4

.7
.10
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A relação de inclusão C ⊂ D é representada também pelo diagrama de Venn
abaixo





1.14. Desenvolvimento Axiomático da Teoria dos
Conjuntos
Para iniciarmos um desenvolvimento axiomático em qualquer área da
Matemática, necessitamos de termos indefinidos e relações indefinidas, em
que se encaixa a teoria dos conjuntos, pois elemento e conjunto são termos
indefinidos e “elemento pertence a um conjunto” é uma relação indefinida.
Logo:

Axioma da Extensão:
Dois conjuntos A e B são iguais se cada elemento de pertence também a B e cada
elemento em B pertence a A.
Axioma de Especificação:
Seja P(x) uma proposição qualquer e seja A um conjunto qualquer. Existe assim um
conjunto
B = {a/a ∈A, P(a) é verdadeiro}
Observe que P(x) é uma sentença variável para a qual P(a) é verdadeiro ou falso para
qualquer a ∈ A.
Axioma da Extensão:
Dois conjuntos A e B são iguais se cada elemento de pertence também a B e cada
elemento em B pertence a A.
Axioma de Especificação:
Seja P(x) uma proposição qualquer e seja A um conjunto qualquer. Existe assim um
conjunto
D

C
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B = {a/a ∈A, P(a) é verdadeiro}
Observe que P(x) é uma sentença variável para a qual P(a) é verdadeiro ou falso para
qualquer a ∈ A.


1.15. Operações com Conjuntos
1.15.1. União de Conjuntos

Simbolizamos a união de dois conjuntos por A∪B, conjunto este formado
pelos elementos pertencentes a A ou pertencentes a B. Veja o exemplo:
Sendo A = {1,2,3,5,6} e B = {5,6,7,8,9}, temos:
B A∪ = {1,2,3,5,6,7,8,9}
Observe que não devemos simbolizar mais de uma vez na união os
elementos comuns aos dois conjuntos.
A união de conjuntos é comutativa pois A B B A ∪ = ∪
{ } B x ou A x x B A ∈ ∈ = ∪ /

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1.15.2. Interseção de Conjuntos

Entendemos como interseção de conjuntos a operação que identifica quais
elementos são comuns entre os conjuntos. Veja o exemplo:
Sendo A = {1,2,3,5,6} e B = {5,6,7,8,9}, temos:
B A∩ = {5,6}
Como é obvio de se observar a interseção de conjuntos é uma operação
comutativa, pois B A B A ∩ = ∩
1.15.3. Diferença de Conjuntos

Um grande erro ao executar essa operação é entendê-la com o objetivo de
simplesmente mostrar o que é diferente aos dois conjuntos, sendo que a
correta leitura é identificar o que é exclusivo do primeiro conjunto. Veja o
exemplo:
Sendo A = {1,2,3,5,6} e B = {5,6,7,8,9}, temos:
A-B = {1,2,3}, ou seja, os elementos que são exclusivos do conjunto A;
B-A = {7,8,9}, ou seja, os elementos que são exclusivos do conjunto B.
Observe que a diferença de conjuntos não é comutativa pois A B B A − ≠ − .
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1.15.4. Complementar de um Conjunto
Dado o universo U = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9} e o conjunto A = {1,3,5,7},
dizemos que o complementar de A em relação a U é {0,2,4,6,8,9}, ou seja, é
o conjunto formado pelos elementos de U que não pertencem a A.

Cuidado!
O complementar de um conjunto só tem sentido quando
fixamos um conjunto universo U.

De um modo geral, dado um conjunto A de um certo universo U, chama-se
complementar de A em relação a U o conjunto formado pelos elementos de
U que não pertencem a A; indica-se
A
U
C ou
c
A ou A.
Logo, { } A x e U x x A
c
∉ ∈ = /


Propriedades
- ( ) A A
c
c
= para todo U A ⊂ (o complementar do complementar de um conjunto A é o
próprio conjunto A).
- Se B A ⊂ , então
c c
A B ⊂ (se um conjunto está contido em outro, seu complementar
contém o complementar desse outro). Escrevendo de outra forma:
c c
A B B A ⊂ ⇒ ⊂

1.15.5. Relação entre União e Interseção de Conjuntos
( ) ( ) ( ) ( ) B A n B n A n B A n ∩ − + = ∪
Exemplo:
Numa pesquisa de opinião pública sobre dois jornais A e B, obtemos o
seguinte resultado:
- 70% dos entrevistados lêem o jornal A;
- 60% dos entrevistados lêem o jornal B.
Qual o percentual de entrevistados lê os dois jornais, sendo que todos
entrevistados lêem pelo menos um dos jornais A e B?
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( ) ( ) ( ) ( )
( )
( )
( ) % 30
% 100 % 130
% 60 % 70 % 100
= ∩
− = ∩
∩ − + =
∩ − + = ∪
B A n
B A n
B A n
B A n B n A n B A n

1.15.6. Produto Cartesiano
Dados os conjuntos A e B, chama-se produto cartesiano A com B, ao conjunto
AxB, formado por todos os pares ordenados (x,y), onde x é elemento de A e y é
elemento de B, ou seja ( ) { } B y ou A x y x AXB ∈ ∈ = / ,
Exemplo
Dados A={a,b,c,d} e B={1,2,3}, o produto cartesiano AxB, terá 12 pares
ordenados e será dado por:
AxB = {(a,1),(a,2),(a,3),(b,1),(b,2),(b,3),(c,1),(c,2),(c,3),(d,1),(d,2) ,(d,3)}



1.16. Conjuntos Numéricos
Neste tópico, estudaremos os conjuntos em que seus elementos são números.
Por isso, denominamos conjuntos numéricos. Perceba que em cada um
deles, os elementos têm características em comum. Farão parte deste breve
estudo os conjuntos dos números naturais, dos inteiros, dos racionais, dos
irracionais e, por último o conjunto dos números reais.
1.16.1. Conjunto dos Números Naturais
“Deus criou os números naturais. O resto é obra dos homens.”
(Leopold Kronecker)


Giuseppe Peano
(1858-1932)

Leopold Kronecker
(1823-1891)
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As afirmações abaixo são conhecidas como axiomas de Peano. Tudo o que
se sabe sobre os números naturais pode ser demonstrado como conseqüência
desses axiomas.


Propriedades:
- Todo número natural tem um único sucessor;
- Números naturais diferentes têm sucessores diferentes;
- Existe um único número natural, chamado um e representado pelo símbolo 1, que não
é sucessor de nenhum outro;
- Seja X um conjunto de números naturais (isto é, N X ⊂ ). Se X ∈ 1 e se, além disso,
o sucessor de todo elemento de X ainda pertence a X, então X = N.


1.16.2. Conjunto dos Números Inteiros
O conjunto dos números inteiros é representado por:
Z = {...,-4,-3,-2,-1,0,1,2,3,4,...}
Destacamos os seguintes subconjuntos de Z:
- N, pois Z N ⊂ .
- { } 0
*
− = Z Z ou
*
Z = {...,-4,-3,-2,-1,1,2,3,4,..}
Observe que o símbolo (*), exclui o número “0” (zero).


Curiosidade!
O símbolo dos inteiros Z é a primeira letra da palavra ZAHI,
que em alemão significa número.

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1.16.3. Conjunto dos Números Racionais
Ao incluirmos as frações não aparentes positivas e negativas ao
conjunto dos inteiros, obtemos o conjunto dos números racionais que
simbolizamos por Q. Veja então exemplos de números racionais:
. ,
4
3
,
2
1
, 0 ,
2
1
, 2 ,
4
3
, 5 etc − − − −
Lembre-se que todo racional pode ser escrito na forma
b
a
, com
0 , ≠ ∈ ∈ b e Z b Z a

Curiosidade!
O símbolo dos racionais Q tem origem da palavra quociente.
Existem três formas de decimais que são gerados de frações, que
temos o hábito de chamá-las frações geratrizes, são eles os decimais
exatos, dízimas periódicas simples, dízimas periódicas compostas.
Vamos, agora, ver como podemos transformar decimais em suas
respectivas frações geratrizes:
Decimais Exatos
Para extrair a fração geratriz de um decimal exato, basta
eliminarmos a vírgula e dividimos o número encontrado por uma
potência de 10, com o número de zeros equivalente a quantidade de
casas decimais do decimal original. Veja:
2
25
10
125
5 , 12 = =
Dízima Periódica Simples
Para extrair a fração geratriz de uma dízima periódica simples,
devemos dividir os números após a vírgula por um número formado
unicamente pelo algarismo “9”, na quantidade de algarismos que se
repetem na dízima original. Veja:
11
4
99
36
... 363636 , 0
9
7
... 7777 , 0
= =
=

Vamos agora mostrar um exemplo onde a dízima periódica simples
possui valores diferentes de zero a esquerda da vírgula (números inteiros).
Neste caso, devemos utilizar o velho conceito de número misto. Veja:
Matemática I


21
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9
31
9
4
3 ... 4444 , 3 = =
Para sairmos de um número misto acima foi feita a operação (3 X 9 + 4 =
31) e repetimos o denominador.

99
409
99
13
4 ... 131313 , 4 = =
Dízima Periódica Composta
O que diferencia uma dízima periódica simples, de uma dízima periódica
composta é o fato de a dízima composta possuir após a vírgula parte não
periódica e periódica, diferente da simples, que após a vírgula possui apenas
parte periódica.
Veja que “13” representa a parte não-periódica e “26” a parte periódica.
... 13262626 , 0
Aprenderemos como encontrar a fração geratriz de uma dízima periódica
composta .
Devemos escrever no numerador o número representado até o início da
primeira repetição e após devemos subtrair a parte não periódica após a
vírgula, no denominador devemos escrever um algarismo “9” para cada
algarismo que se repita na dízima, e um algarismo “0” para cada algarismo
que não se repita após a vírgula. Veja a extração da fração geratriz da
dízima acima:
9900
1313
9900
13 1326
... 13262626 , 0 =

=
Se existir um número inteiro à esquerda, devemos proceder da mesma forma
que aprendemos na dízima periódica simples, ou seja, utilizando número
misto.
990
4309
990
349
4
990
3 352
4 ... 3525252 , 4 = =

=

Matemática I


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Atenção!
Uma outra notação correta para dízima periódica é
escrevermos um traço sobre a parte periódica da dízima.
79 4 , 23 ... 47979 , 23 = (Dízima Periódica Composta)
47 , 2 ... 474747 , 2 = (Dízima Periódica Simples)


1.16.4. Conjunto dos Números Irracionais
Você viu no tópico anterior que existem três tipos de decimais que
pertencentes ao conjunto dos racionais, pois podem ser escritos na forma de
uma fração. Mas os decimais infinitos e não-periódicos não podem ser
escritos na forma de uma fração; estes são conhecidos como irracionais.
Veja o exemplo:
... 7320508 , 1 3
... 4142135 , 1 2
=
=

Existem dois números irracionais muito conhecidos no meio científico. Em
função disso, receberam nomes e simbologias diferenciadas:
O Número Pi
... 1415926535 , 3 = π
O Número de Euler
... 718 , 2 = e
1.16.5. Conjunto dos Números Reais
O conjunto dos números reais é obtido da união do conjunto dos números
racionais e irracionais, ou seja, I Q R ∪ = .
Os números racionais não são suficientes para esgotar todos os pontos da
reta real. Números como 5 não era alcançado com os números racionais,
mas agora temos uma relação biunívoca, ou seja, todo ponto da reta é
representado por um único número real, assim como, cada número real
representa um único ponto da reta.

Leonhard Euler
(1707-1783)
Matemática I


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Cuidado!
É comum escutarmos nos meios de comunicação,
principalmente na televisão, pessoas utilizando a palavra
incomensurável em frases do tipo:
“Existia um número incomensurável de pessoas no protesto.”
Deviríamos dizer incontável, ficando assim:
“Existia um número incontável de pessoas no protesto”
Pode aparentar ser a mesma coisa, mas em Matemática
incomensurável é uma relação entre duas grandezas de
mesma espécie, ou seja, nada será incomensurável se não
comparado com outro objeto (grandeza) de sua mesma
espécie.

O diagrama abaixo relaciona os conjuntos numéricos que estudamos até este
momento:

Todos os números naturais, inteiros, racionais e irracionais, são números
reais.



Matemática I


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Atividades



1. Uma pesquisa de mercado sobre o consumo de três marcas A, B e
C de um determinado produto apresentou os seguintes resultados:

A - 48% A e B - 18%
B - 45% B e C - 25%
C - 50% A e C - 15%
nenhuma das 3 - 5%

a) Qual é a porcentagem dos entrevistados que consomem as três
marcas A, B e C?
b) Qual é a porcentagem dos entrevistados que consomem uma e
apenas uma das três marcas?

2. (Universidade Federal do Paraná - 97)
Foi realizada uma pesquisa para avaliar o consumo de três produtos
designados por A, B, C. Todas as pessoas consultadas responderam
à pesquisa e os resultados estão indicados no quadro a seguir:




Observação: O consumidor de dois produtos está incluído também
como consumidor de cada um destes dois produtos. Com base
nestes dados, calcule o número total de pessoas consultadas.

3. Sendo A = {2, 3, 4, 5, 9}, B = {2, 3, 7, 8, 10} e C = {2, 3, 4}, faça o
diagrama das reuniões a seguir, hachurando as regiões
correspondentes
a) A » B
b) A » C

Matemática I


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4. Complete com os símbolos: Æ, È, Å, Ä, ¿ ou não está contido as
sentenças a seguir, de forma a torná-las todas verdadeiras:
a) 5 _____ { 2, 3, 4, 5, 6, 7}
b) {7, 9} _____ {1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}
c) ¹ _____ 8
d) {5, 7} _____ {5}
e) 7 È {5, 6, _____, 8, 9}

5. Se um conjunto Z tem apenas 32 subconjuntos, quantos elementos
tem esse conjunto Z?

6. Monte um conjunto A e um conjunto B, sabendo-se que A tem
apenas 2 elementos, que B tem pelo menos 3 elementos e que A »
B Å H, sendo

H = {1, 3, 4, 8, 16, 24, 40}

7. Se A, B e C são três conjuntos onde n(A) = 25, n(B) = 18, n(C) =
27, n(A º B) = 9, n(B º C) = 10, n(A º C) = 6 e n(A º B º C) = 4,
(sendo n(X) o número de elementos do conjunto X), determine o valor
de n ((A » B) º C).

8. Em uma turma de 60 alunos, 21 praticam natação e futebol, 39
praticam natação e 33 praticam futebol.
a) Qual a porcentagem de alunos que praticam um, e somente um,
desses esportes?
b) Qual a porcentagem de alunos que não praticam nenhum desses
esportes?

9. Numa pesquisa de mercado, verificou-se que 150 pessoas utilizam
pelo menos um dos produtos B ou C. Sabendo que 95 dessas
pessoas não usam o produto C e 25 não usam o produto B, qual é o
número de pessoas que utilizam os produtos B e C?

10. Um trem viajava com 242 passageiros, dos quais:
- 96 eram brasileiros,
- 64 eram homens,
- 47 eram fumantes,
- 51 eram homens brasileiros,
- 25 eram homens fumantes,
- 36 eram brasileiros fumantes,
- 20 eram homens brasileiros fumantes.

Calcule:
a) o número de mulheres brasileiras não fumantes;
b) o número de homens fumantes não brasileiros;
c) o número de mulheres não brasileiras, não fumantes.

Matemática I


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11. Considere um grupo de 50 pessoas que foram identificadas em
relação a duas categorias: quanto à cor dos cabelos, louras ou
morenas; quanto à cor dos olhos, azuis ou castanhos. De acordo com
essa identificação, sabe-se que 14 pessoas no grupo são louras com
olhos azuis, que 31 pessoas são morenas e que 18 têm olhos
castanhos.

Calcule, no grupo, o número de pessoas morenas com olhos
castanhos.

12. Em uma escola, foi feita uma pesquisa entre 320 alunos para
verificar quantos falam inglês ou espanhol.

O resultado foi o seguinte:
- 45 não falam esses idiomas
- 250 falam inglês
- 180 falam espanhol

Quantos dos alunos entrevistados falam esses dois idiomas?

13. As marcas de cerveja mais consumidas em um bar, num certo
dia, foram A, B e S. Os garçons constataram que o consumo se deu
de acordo com a tabela a seguir:



a) Quantos beberam cerveja no bar, nesse dia?
b) Dentre os consumidores de A, B e S, quantos beberam apenas
duas dessas marcas?
c) Quantos não consumiram a cerveja S?
d) Quantos não consumiram a marca B nem a marca S?

14. Dos 135 funcionários de uma empresa localizada em Niterói, 2/3
moram na cidade do Rio de Janeiro. Dos funcionários que moram na
cidade do Rio de Janeiro, 3/5 usam ônibus até a estação das barcas
e, em seguida, pegam uma barca para chegar ao trabalho. Sabe-se
que 24 funcionários da empresa usam exclusivamente seus próprios
Matemática I


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automóveis para chegar ao trabalho, sendo que 1/3 destes não mora
na cidade do Rio de Janeiro. Os demais funcionários da empresa
usam somente ônibus para chegar ao trabalho.
Determine:
a) o número de funcionários da empresa que usam somente ônibus
para chegar ao trabalho;
b) o número de funcionários da empresa que usam somente ônibus
para chegar ao trabalho e que não moram na cidade do Rio de
Janeiro.

15. Numa pesquisa de mercado, foram entrevistados consumidores
sobre suas preferências em relação aos produtos A e B. Os
resultados da pesquisa indicaram que:

- 310 pessoas compram o produto A;
- 220 pessoas compram o produto B;
- 110 pessoas compram os produtos A e B;
- 510 pessoas não compram nenhum dos dois produtos.

Indique o número de consumidores entrevistados, dividido por 10.

16. Uma amostra de 100 caixas de pílulas anticoncepcionais
fabricadas pela Nascebem S.A. foi enviada para a fiscalização
sanitária.
No teste de qualidade, 60 foram aprovadas e 40 reprovadas, por
conterem pílulas de farinha. No teste de quantidade, 74 foram
aprovadas e 26 reprovadas, por conterem um número menor de
pílulas que o especificado.
O resultado dos dois testes mostrou que 14 caixas foram reprovadas
em ambos os testes.
Quantas caixas foram aprovadas em ambos os testes?

17. Um clube oferece a seus associados aulas de três modalidades
de esporte: natação, tênis e futebol. Nenhum associado pôde se
inscrever simultaneamente em tênis e futebol, pois, por problemas
administrativos, as aulas destes dois esportes serão dadas no mesmo
horário. Encerradas as inscrições, verificou-se que: dos 85 inscritos
em natação, 50 só farão natação; o total de inscritos para as aulas de
tênis foi de 17 e, para futebol, de 38; o número de inscritos só para as
aulas de futebol excede em 10 o número de inscritos só para as de
tênis.

Quantos associados se inscreveram simultaneamente para aulas de
futebol e natação?

18. Os 87 alunos do 3¡. ano do ensino médio de uma certa escola
prestaram vestibular para três universidades: A, B e C. Todos os
alunos dessa escola foram aprovados em pelo menos uma das
Matemática I


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universidades, mas somente um terço do total obteve aprovação em
todas elas. As provas da universidade A foram mais difíceis e todos
os alunos aprovados nesta foram também aprovados em pelo menos
uma das outras duas.
Os totais de alunos aprovados nas universidades A e B foram,
respectivamente, 51 e 65. Sabe-se que, dos alunos aprovados em B,
50 foram também aprovados em C. Sabe-se também que o número
de aprovados em A e em B é igual ao de aprovados em A e em C.

Quantos alunos foram aprovados em apenas um dos três vestibulares
prestados? Justifique.

19. Uma pesquisa sobre os grupos sangüíneos ABO, na qual foram
testadas 6000 pessoas de uma mesma raça, revelou que 2527 têm o
antígeno A, 2234 o antígeno B e 1846 não têm nenhum antígeno.
Nessas condições, qual é a probabilidade de que uma dessas
pessoas, escolhida aleatoriamente, tenha os dois antígenos?

20. Um grupo de alunos de uma escola deveria visitar o Museu de
Ciência e o Museu de História da cidade. Quarenta e oito alunos
foram visitar pelo menos um desses museus. 20% dos que foram ao
de Ciência visitaram o de História e 25% dos que foram ao de História
visitaram também o de Ciência.
Calcule o número de alunos que visitaram os dois museus.

21. Dados os subconjuntos de IR calcule: (faça o gráfico)

A = {x Æ IR / -2 ´ x < 3};
B = {x Æ IR / 1 ´ x < 4};
C = {x Æ IR / x < 0}

a) A » B
b) A º B
c) (A º C) º B

22. Complete as sentenças a seguir com os símbolos referentes às
funções contém, não contém, contido, não contido de forma a tornar
todas elas verdadeiras:


Matemática I


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23. Classifique em V ou F:




24. Usando Æ ou È complete:




25. Obtenha as geratrizes das seguintes dízimas periódicas. Use o
dispositivo prático.
a) -2,0313131....
b) 5,121212....

26. Complete com os símbolos Å, Ä, Æ, È de modo a tornar
verdadeira cada uma das sentenças a seguir:




27. Complete as sentenças a seguir com os símbolos apropriados
(pertinência, não pertinência, continência, não continência, contido e
não contido), para torná-las todas verdadeiras.
Matemática I


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28. Escreva na forma de fração m/n a soma 0, 2222... + 0, 23333....

29. Sabe-se que o número A = 2Ñ . 3Ò . 5ö . 31 é o mínimo múltiplo
comum dos números 2480 e 1500. Determine a soma x + y + b + t.

30. Se 1/[(1/3) + (1/4)] = p/q, onde p e q são números inteiros
positivos relativamente primos, determine p+q.

31. Seja A/B, com A e B inteiros primos entre si, a fração geratriz da
dízima periódica 4,373737.... Indique a soma dos algarismos de A.





[1]LIPSCHUTZ, S. Teoria dos Conjuntos. Ed McGraw-Hil do Brasil, Ltda, 5. Ed, 1973.
[2] FRANCO DE SOUZA, A.J. Teoria de Conjuntos Intuitiva e Axiomática. . Ed. Livraria
Escolar.




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Matemática I


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Matemática I


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2. RELAÇÕES E FUNÇÕES

As necessidades do homem, com os mais variados propósitos, fizeram dele, através dos
tempos, um estudioso dos problemas naturais, bem como de suas causas e efeitos.
Essa busca nos fez perceber que tudo e todos estão relacionados de tal forma que nenhum
efeito tem origem numa única causa.
Para perceber essa relação vamos usar como exemplo uma flor, que aos olhos de um
admirador representa a beleza, o amor e a paz e aos olhos de um sensível observador, a
imagem de nosso mundo, cofatores individuais, físicos, econômicos, humanos e sociais.
Na linguagem do dia-a-dia é comum ouvirmos frases como: “Uma coisa depende da outra”
ou “Uma está em função da outra”. Não é raro também abrirmos revistas ou jornais e
encontrarmos gráficos, sobre os mais variados assuntos, mostrando a dependência entre os
fatores em estudo.
A ideia de um fator variar em função de outro e de se representar essa variação por meio de
gráficos, de certa forma, já se tornou familiar em nossos dias. No entanto, essa forma de
representação não foi sempre assim. O conceito de função sofreu várias interpretações até
chegar ao modernamente utilizado.
No século XVIII, Leibniz considerou como função as quantidades geométricas variáveis,
relacionadas com uma curva.
Bernoulli chamou de funções as expressões analíticas que envolvem apenas uma quantidade
variável.
Posteriormente, Euler enfatizou menos a representação analítica e deixou antever como
conceito de função toda variável que dependa da outra, ou seja, se a segunda variar a
primeira também irá variar.
Já no século XIX, matemáticos como Dirichlet e Lagrange deram novas contribuições para
os estudos das funções.
No capítulo anterior, estudamos as possíveis relações que podem se estabelecer entre os
elementos que formam um conjunto. Mas como se estabelece uma relação entre os
elementos de um conjunto e os elementos de outro conjunto? A resposta a essa pergunta é
dada pelo estudo das relações entre eles. Entretanto, como elas têm uma definição muito
ampla, se quisermos uma informação mais precisa sobre as relações que se estabelecem,
teremos de impor certas condições. As relações que se ajustarem aos critérios restritivos são
as funções.



Matemática I


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2.1. Relações Reais


Sejam A e B dois conjuntos. Uma relação R de A em B é um subconjunto qualquer de
A x B.

Exemplo:
Sejam os conjuntos { } 5 , 4 , 3 , 2 , 1 = A e { } 11 , 9 , 7 , 5 , 3 = B . Que estão
relacionados de acordo com a lei { } 1 2 / + = ∈ = x y A x R
Observe como ficou a relação B A R → : entre os conjuntos A e B
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) { } 11 , 5 ; 9 , 4 ; 7 , 3 ; 5 , 2 ; 3 , 1 = R
b) Representação de uma relação
Podemos representar uma relação ou por um diagrama de setas
ou no plano cartesiano.
Veja o exemplo de uma representação de relação no plano cartesiano:
O conjunto A é o domínio da relação R, denotado por Dom(R)
e B é o contradomínio da relação, denotado por CoDom(R).
Dom(R) = { x∈ A: existe y em B tal que (x,y) ∈ R}
Im(R)={y∈ B: existe x∈ A tal que (x,y) ∈ R}

R1={(a,1),(a,2),(a,3),(b,1),(b,2),(b,3),(c,1),(d,1),(d,2),(d,3)}

Veja agora exemplos de relações representados por diagramas de setas:
Matemática I


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R2={(a,1),(b,2),(c,3),(d,1)}

R3={(a,1),(b,1),(b,2),(c,3),(d,3)}

Dados os conjuntos A = {-1,0,1,2,3} e B={1,0,4,5} e a relação R={
(x,y) ∈ A x B /y = x
2
}
R={(-1,1),(0,0),(1,1),(2,4)}, cuja representação pode ser por
diagramas ou no plano cartesiano.
2.2. Funções
a) Definição
Dados dois conjuntos, A e B, não-vazios, dizemos que a
relação f de A em B é uma função se, e somente se, para qualquer x
pertencente ao conjunto A existe, em correspondência, um único y
pertencente a B tal que o par ordenado (x,y) pertença a f.
Vamos mostrar agora situações de relações que não consistem
em funções
Dados os conjuntos A={a,b,c,d} e B={1,2,3}. A relação
R4 = { (a,1), (b,2), (c,3), (d,3), (a,3) }
Matemática I


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não é uma função em A x B, pois associados ao mesmo valor “a”
existem dois valores distintos que são 1 e 3.


Dados os conjuntos A={a,b,c,d} e B={1,2,3}. A relação
R5 = {(a,1), (a,3), (b,2), (c,3)}
não é uma função em A x B, pois nem todos os elementos do primeiro
conjunto A estão associados a elementos do segundo conjunto B.


Uma boa técnica, que pode através dos gráficos identificar se
uma relação é ou não uma função, consiste em traçar retas paralelas ao
eixo y, se alguma delas tocar o gráfico em mais de um ponto, esta não
será uma função. Veja nos exemplos abaixo
Matemática I


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2.3. Qualidade de uma Função
a) Funções Injetoras
Uma função B A f → : é injetora se quaisquer dois elementos
distintos de A sempre possuírem imagens distintas em B, isto é:
2 1
x x ≠ implica que ( ) ( )
2 1
x f x f ≠
ou, de forma equivalente,
( ) ( )
2 1
x f x f = implica que
2 1
x x =

Exemplos:
1. A função R R f → : definida por ( ) 2 3 + = x x f é injetora,
pois sempre que tomamos dois valores diferentes para x,
obtemos dois valores diferentes para f(x).
2. A função R R f → : definida por ( ) 5
2
+ = x x f não é
injetora, pois para x=1 temos f(1)=6 e para x=-1 temos f(-
1)=6.

b) Funções Sobrejetoras
Uma função B A f → : é sobrejetora se todo elemento de B é a
imagem de pelo menos um elemento de A. Isto equivale a afirmar que
a imagem da função deve ser exatamente igual a B que é o
contradomínio da função, ou seja, para todo y em B existe x em A tal
que ( ) x f y = .
Matemática I


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Exemplos:
i) A função R R f → : definida por f(x)=3x+2 é sobrejetora, pois todo
elemento de R é imagem de um elemento de R pela função.
ii) A função f:R→(0, ∞) definida por f(x) = x² é sobrejetora, pois
todo elemento pertencente a (0, ∞) é imagem de pelo menos um
elemento de R pela função.
ii) A função R R f → : definida por f(x)=2
x
não é sobrejetora, pois o
número -1 é elemento do contradomínio R e não é imagem de
qualquer elemento do domínio.
c) Funções Bijetoras
Uma função B A f → : é bijetora se ela é ao mesmo tempo
injetora e sobrejetora.
Exemplo
A função R R f → : dada por f(x)=2x é bijetora, pois é injetora
e sobrejetora.

2.4. Função Par e ímpar
a) Função par
Uma função real f é par se, para todo x do domínio de f, tem-se que
f(x)=f(-x). Uma função par possui o gráfico simétrico em relação ao
eixo vertical OY.

Exemplo
A função f(x)=x² é par, pois f(-x)=x²=f(x). Observe o gráfico
de f! Outra função par é g(x)=cos(x) pois g(-x)=cos(-x)=cos(x)=g(x).
a) Função ímpar
Uma função real f é ímpar se, para todo x do domínio de f,
tem-se que f(-x)=-f(x). Uma função ímpar possui o gráfico simétrico
em relação à origem do sistema cartesiano.
Matemática I


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Exemplo
As funções reais f(x)=5x e g(x)=sen(x) são ímpares, pois: f(-
x)=5(-x)=-5x=-f(x) e g(-x)=sen(-x)=-sen(x)=-g(x). Veja o gráfico para
observar a simetria em relação à origem.




Atividades


1. Determine A x B e A x A, sendo:
A = {1, 2, -4} e B= {2/3 , 8}

2. Examine cada relação e escreva se é uma função de A em B ou
não. Em caso afirmativo determine o domínio, a imagem e o
contradomínio.




3. Dados os conjuntos A = {0, 2, 4, 6, 8} e B = {1, 3, 5, 9}, enumere
os elementos da seguinte relação: R = {(x, y) Æ A × B | y = x + 1}.


Matemática I


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Matemática I


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3. FUNÇÃO POLINOMIAL DO PRIMEIRO
GRAU

O papiro de Rhind, uns dos documentos mais antigos e importantes sobre Matemática
Egípcia, nos mostra que em 1700 a.C. o homem já trabalhava com problemas que envolviam
quantidades desconhecidas. No século III, o matemático grego Diofanti dá a esses
problemas um tratamento especial, iniciando a teoria das equações. Só a partir do século
XVI, no entanto, com desenvolvimento da notação algébrica, é que a teoria das equações
passa a ser um ramo independente da Matemática.
A linguagem algébrica tem sido extremamente importante para ampliação do conhecimento.
Quanto mais a dominamos, mais facilmente podemos expressar e resolver problemas
científicos ou cotidianos. Estudaremos neste capítulo as equações algébricas. O que as
caracteriza, de modo geral, é a presença de uma variável e o sinal de igualdade. O sinal de
igual (=) tem o significado amplo em Matemática. Nas equações, é utilizado para expressões
que somente são iguais para certos valores (ou para nenhum valor) de suas variáveis. Aqui,
as variáveis são chamadas de termos desconhecidos ou incógnitas. Escrever essas
igualdades equivale a dar as variáveis a condição de igualarem duas expressões.
Neste capítulo, estudaremos também como modelar a função do primeiro grau que passa por
dois pontos, para modelarmos problemas onde as grandezas apresentam uma relação de
proporcionalidade.

3.1. Modelo da Função Polinomial do primeiro
grau
b ax y + =
→ y variável dependente
→ x variável independente
→ a coeficiente angular
→ b coeficiente linear
3.2. Significado dos coeficientes
O coeficiente “a” representa a taxa de crescimento da grandeza representada
no eixo das ordenadas em relação à grandeza representada do eixo das
abscissas, ou seja,
Matemática I


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0
0
x x
y y
a


=
No gráfico, o coeficiente angular é a tangente do ângulo formada pela reta,
com a horizontal
α tg a =
Quando a função representa um crescimento, o valor do coeficiente angular
é positivo. Observe no gráfico da função ( ) 1 2 + = x x f , onde o coeficiente
angular tem valor positivo (a = 2).

Quando a função representa um decrescimento, o valor do coeficiente
angular é negativo. Observe no gráfico da função ( ) 1 2 + − = x x f , onde o
coeficiente angular tem valor positivo (a = -2).

Isso faz muito sentido, pois se a função é crescente o ângulo formado pela
reta com o horizontal é agudo; logo pertencente ao primeiro quadrante, onde
a tangente é positiva. Quando a função é decrescente, o ângulo formado pela
Matemática I


42
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reta e a horizontal é obtuso; logo, pertencente ao segundo quadrante onde a
tangente é negativa.


O coeficiente linear “b” representa a quantidade inicial da grandeza
representada no eixo das ordenadas “y”. No gráfico é o ponto onde a reta
intercepta o eixo “y”.

3.3. Raízes ou zeros da função Polinomial do
primeiro grau
A raiz ou zero da função polinomial do primeiro grau é ponto onde a reta
intercepta o eixo das abscissas (eixo x), ou seja, o valor de “x” que quando
atribuído à função torna o valor de “y” nulo.
Genericamente temos:
( ) b ax x f + =
0 = +b ax , logo,
a
b
x − = .
Concluindo temos 0 = |
¹
|

\
|

a
b
f
Veja no gráfico a raiz da função ( ) 3 − = x x f , destacada em preto
Matemática I


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3.4. Construção da lei da função do primeiro grau
Vamos apresentar três maneiras de construir a lei da função do primeiro
grau.
Na primeira maneira, vamos utilizar o modelo da função do primeiro grau
b ax y + = .
Exemplo: Encontre a equação da reta que passa pelos pontos A(2,3) e
B(5,7).
Substituindo no modelo temos
( )
( ) b a
b a
+ =
+ =
5 7
2 3

Resolvendo o sistema
¹
´
¦
= +
= +
7 5
3 2
b a
b a

Multiplicando a primeira equação por (-1) e depois adicionando as equações,
encontramos
3
4
4 3
7 5
3 2
=
=
¹
´
¦
= +
− = − −
a
a
b a
b a

Agora, substituindo em qualquer equação do sistema, vamos escolher
aleatoriamente a primeira.
Matemática I


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3
1
3
8
3
3 8
3
4
2
=
− =
= + |
¹
|

\
|
b
b
b

Logo o modelo da função é
3
1
3
4
+ = x y
Na segunda maneira, vamos usar uma condição da geometria analítica, onde
o determinante entre três pontos de uma mesma reta é sempre nulo,
conhecido como condição de alinhamento de três pontos.
Os três pontos são A(2,3) ; B(5,7) e C (x,y). Então, temos:
0
1 7 5
1 3 2
1
=
y x

Aplicando a regra de Sarrus, para extração do determinante de ordem 3 X 3
(três linhas X três colunas) devemos repetir as duas primeiras linhas ou as
duas primeiras colunas, multiplicar as diagonais principais (mantendo o
sinal), e multiplicar as diagonais secundárias invertendo o sinal. Veja
1 3 2
1
0
1 7 5
1 3 2
1
y x
y x
=

3
1
3
4
1 4 3
0 1 4 3
0 2 7 15 5 14 3
+ =
+ =
= − −
= − − − + +
x y
x y
x y
y x y x

Na terceira maneira, vamos utilizar de um modelo conhecido como equação
da reta:
( )
0 0
x x a y y − = −
Primeiramente, vamos calcular o coeficiente angular como vimos no início
da aula
Matemática I


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3
4
2 5
3 7
0
0
=


=


=
a
x x
y y
a

Não se preocupe sobre qual par será ( )
0 0
, y x ou qual será ( ) y x, , pois na
verdade isso não faz diferença. Então substituindo o coeficiente angular
encontrado em algum dos pontos no modelo, temos:
( )
3
1
3
4
3
1 4
3
9 8 4
3
3
8 4
2
3
4
3
+ =
+
=
+ −
=
+

=
− = −
x y
x
y
x
y
x
y
x y

3.5. Inequação do Primeiro grau
a) Inequação do Primeiro grau com duas variáveis

Primeiro Passo: Substituímos a desigualdade por uma igualdade depois traçamos a
reta no plano cartesiano. Escolhemos um ponto auxiliar, de preferência o ponto (0, 0) e
verificamos se o mesmo satisfaz ou não a desigualdade inicial.
Segundo Passo: Em caso positivo, a solução da inequação corresponde ao
semiplano ao qual pertence o ponto auxiliar.
Terceiro Passo: Em caso negativo, a solução da inequação corresponde ao semiplano
oposto àquele ao qual pertence o ponto auxiliar.


Exemplo:
Representa graficamente a inequação 4 2 ≤ + y x


Tabela
Matemática I


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x y (x, y)
0 4 (0, 4)
2 0 (2, 0)

Verificação do ponto Auxiliar:


(Afirmativa positiva, o ponto auxiliar satisfaz a inequação).
A solução da inequação corresponde ao semiplano ao qual pertence o
ponto auxiliar (0,0).
b) Sistema de Inequações do primeiro grau com duas variáveis
Para resolver um sistema de inequações do 1º grau graficamente, devemos
traçar num mesmo plano o gráfico de cada inequação; determinar a região
correspondente à intersecção dos dois semiplanos.
Exemplo:
Dado o sistema de inequações
Matemática I


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Traçando as retas -x + y = 4 e 3x + 2y = 6.
Tabela 1
x y (x, y)
0 4 (0, 4)
-4 0 (-4, 0)

Tabela 2
x y (x, y)
0 -1 (0, -1)
1 0 (1, 0)







Matemática I


48
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Atividades
1. Seja m µ 0 um número real e sejam f e g funções reais definidas por f(x) =
x£ - 2|x| + 1 e g(x) = mx + 2m.
a) Esboçar, no plano cartesiano representado a seguir, os gráficos de f e de
g quando m = 1/4 e m = 1.



b) Determinar as raízes de f(x) = g(x) quando m = 1/2.
c) Determinar, em função de m, o número de raízes da equação f(x) = g(x).

2. Um vendedor recebe mensalmente um salário fixo de R$ 800,00 mais
uma comissão de 5% sobre as vendas do mês.
Em geral, cada duas horas e meia de trabalho, ele vende o equivalente a
R$ 500,00.
a) Qual seu salário mensal em função do número x de horas trabalhadas
por mês?
b) Se ele costuma trabalhar 220 horas por mês, o que é preferível: um
aumento de 20% no salário fixo, ou um aumento de 20% (de 5% para 6%)
na taxa de comissão?

3. Um gerente de uma loja de bolsas verificou que quando se produziam
500 bolsas por mês, o custo total da empresa era R$ 25.000,00 e quando
se produziam 700 bolsas o custo mensal era R$ 33.000,00.
a) Admitindo que o gráfico do custo mensal (C) em função do número de
bolsas produzidas por mês (x) seja formado por pontos de uma reta,
obtenha C em função de x.
b) Se a capacidade máxima de produção da empresa for de 800 unidades
por mês, obtenha o custo médio de produção de uma bolsa, em função de x
e determine o custo médio mínimo.

Matemática I


49
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4. A receita mensal de vendas de uma empresa (y) relaciona-se com os
gastos mensais com propaganda (x) por meio de uma função do 1¡. grau.
Quando a empresa gasta R$ 10.000,00 por mês de propaganda, sua receita
naquele mês é de R$ 80.000,00; se o gasto mensal com propaganda for o
dobro daquele, a receita mensal cresce 50% em relação àquela.

a) Qual a receita mensal se o gasto mensal com propaganda for de
R$30.000,00?
b) Obtenha a expressão de y em função de x.

5. O preço do gás natural para um consumidor residencial na cidade do Rio
de Janeiro é obtido a partir das informações:



O consumidor paga pelo que gasta de acordo com quatro níveis de
consumo: Os sete primeiros metros cúbicos custam R$ 2,20 cada, os
próximos dezesseis já custam mais caro, R$ 2,90 cada. Se o consumo for
acima desses 23, mais caro fica (R$ 3,60 por cada metro cúbico)... e ainda
existe mais uma faixa!
Por exemplo, se o consumo da sua casa for de 25 m¤, você deverá pagar
7 × 2,20 + 16 × 2,90 + 2 × 3,60 = R$ 69,00.
a) Quanto pagará uma família cujo consumo for de 85 m¤?
b) Escreva uma expressão que dê o valor pago por uma residência cujo
consumo mensal, N, está entre 8 e 23 m¤/mês.

Matemática I


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6. O custo de uma corrida de táxi, na cidade do Rio de Janeiro, é calculado
da seguinte forma:

- R$ 3,70 é a bandeirada (valor inicial independente da distância a ser
percorrida)
- R$ 0,15 para cada 100 metros percorridos, a partir dos primeiros 500
metros.
- O taxímetro só muda o valor a cada 100 metros percorridos. Assim, por
exemplo, se a viagem tiver sido de 780 metros, o passageiro pagará 3,70 +
(200/100) . (0,15) = R$ 4,00 (o mesmo que numa corrida de 700 metros).

a) Quanto custa uma corrida de 9,5 km?
b) Considere N um número múltiplo de 100, maior que 500, que indica
quantos metros o passageiro percorre. Escreva uma fórmula que expresse
o custo de uma corrida de N metros.

7. Em uma fábrica, o custo de produção de 500 unidades de camisetas é de
R$ 2.700,00, enquanto o custo para produzir 1.000 unidades é de R$
3.800,00. Sabendo que o custo das camisetas é dado em função do número
produzido através da expressão C(x) = q x + b, em que x é a quantidade
produzida e b é o custo fixo, determine:
a) Os valores de b e de q.
b) O custo de produção de 800 camisetas.

8. Uma loja anunciou a contratação de funcionários e para isso fez a
seleção aplicando um teste com 40 questões objetivas. O critério de
avaliação foi o seguinte: para cada questão respondida corretamente
somavam-se 3,5 pontos e subtraía-se 1,5 ponto para cada questão
respondida erradamente ou não respondida. Quantas questões acertou um
candidato que fez 95 pontos?

Matemática I


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9. Observe a figura 1 que representa um leitor de áudio na posição de início
de leitura. Os suportes circulares A e B têm 1cm de raio e uma fita de 90 m
está totalmente enrolada em A formando uma coroa circular de espessura
1,5 cm. A leitura da fita é feita pela peça C a uma velocidade constante. À
medida que a fita passa, nos suportes A e B, formam-se duas coroas
circulares com raios maiores x e y, respectivamente, como sugere a figura a
seguir.



a) Esboce o gráfico que mostra o comprimento da fita enrolada em A,
função do tempo de leitura.
b) Calcule y em função de x.

10. Para calcular 3/2 - 12/5, Paulo subtraiu os numeradores e dividiu o
resultado por 10 obtendo:

3/2 - 12/5 = (3 - 12)/10 = - 0,9

a) Determine de forma correta o valor da expressão 3/2 - 12/5.

b) Considerando que Paulo tenha calculado com base na fórmula (x/2)-
(y/5)=(x-y)/10, onde x e y são reais, identifique o lugar geométrico dos
pontos (x, y) do plano cartesiano que tornam essa igualdade verdadeira.
Esboce, também, o gráfico cartesiano.

Matemática I


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11. O gráfico adiante representa, em bilhões de dólares, a queda das
reservas internacionais de um determinado país no período de julho de
2000 a abril de 2002.



Admita que, nos dois intervalos do período considerado, a queda de
reservas tenha sido linear.

Determine o total de reservas desse país, em bilhões de dólares, em maio
de 2001.

12. Sabe-se que, nos pulmões, o ar atinge a temperatura do corpo e que, ao
ser exalado, tem temperatura inferior à do corpo, já que é resfriado nas
paredes do nariz. Através de medições realizadas em um laboratório foi
obtida a função
TÛ = 8,5 + 0,75 × T½ , 12° ´ T½ ´ 30°,
em que TÛ e T½ representam, respectivamente, a temperatura do ar exalado
e a do ambiente.
Calcule:
a) a temperatura do ambiente quando TÛ = 25°C;
b) o maior valor que pode ser obtido para TÛ.

Matemática I


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13. No gráfico a seguir, x representa a quantidade de batatas, em
quilogramas, vendidas na barraca de seu Custódio, em um dia de feira, e y
representa o valor, em reais, arrecadado com essa venda. A partir das 12
horas, o movimento diminui e o preço do quilograma de batatas também
diminui.



a) Calcule a redução percentual do preço do quilograma das batatas a partir
das 12 horas.
b) Se o preço não diminuísse, teria sido arrecadado um valor V na venda de
80 kg.
Determine o percentual de V que corresponde à perda causada pela
redução do preço.

14. Um fabricante de bonés opera a um custo fixo de R$ 1.200,00 por mês
(correspondente a aluguel, seguro e prestações de máquinas). O custo
variável por boné é de R$ 2,00. Atualmente são comercializadas 1.000
unidades mensalmente, a um preço unitário de R$ 5,00.
Devido à concorrência no mercado, será necessário haver uma redução de
30% no preço unitário de venda.
Para manter seu lucro mensal, de quanto deverá ser o aumento na
quantidade vendida?

15. O preço de uma certa máquina nova é R$10.000,00. Admitindo-se que
ela tenha sido projetada para durar 8 anos e que sofra uma depreciação
linear com o tempo, ache a fórmula que dá o preço P(t) da máquina após t
anos de funcionamento, 0´t´8, e esboce o gráfico da função P.

Matemática I


54
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16. A Cerâmica Marajó concede uma gratificação mensal a seus
funcionários em função da produtividade de cada um convertida em pontos;
a relação entre a gratificação e o número de pontos está representada no
gráfico a seguir.



Observando que, entre 30 e 90 pontos, a variação da gratificação é
proporcional à variação do número de pontos, determine a gratificação que
um funcionário receberá no mês em que obtiver 100 pontos.

17. Um reservatório, contendo inicialmente 400 litros de água, começa a
receber água a uma razão constante de 3 litros por segundo, ao mesmo
tempo que uma torneira deixa escoar água desse reservatório a uma razão,
também constante, de 1 litro por segundo.
Considerando o instante inicial (t = 0) como o instante em que o reservatório
começou a receber água, determine:
a) o volume de água no reservatório decorridos dez segundos (t = 10) a
partir do instante inicial;
b) uma expressão para o volume (V), em litro, de água no reservatório em
função do tempo decorrido (t), em segundo, a partir do instante inicial.

18. Para organizar uma competição esportiva tem-se um custo de R$
2.000,00. Se a taxa de inscrição por participante para essa competição é de
R$ 30,00 determine a quantidade mínima de inscritos nessa competição,
para que o valor arrecadado com a taxa de inscrição cubra o custo do
evento.

19. Um reservatório de água tem a forma de um cubo de arestas 10 m. Por
causa de um vazamento, a cada hora perde-se 5% do volume total do
reservatório.
a) Se o reservatório estiver completamente cheio no início do vazamento,
em quanto tempo ele estará vazio?
b) Se o vazamento permanecer por 12 horas, quantos litros de água
restarão no reservatório?

Matemática I


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20. Em um sítio destinado à produção de leite, o custo mensal com a mão-
de-obra é de R$ 360,00 fixos, mais 10% do total, T, arrecadado com a
venda do leite. Os demais custos de produção representam juntos 45% de
T.
a) Expresse o lucro, obtido em um mês, em função de T.
b) Se o litro do leite é vendido por R$ 0,50, qual a quantidade mínima de
leite que deve ser produzida ao mês para que o produtor não tenha
prejuízo?

21. Duas empresas financeiras, E e E‚, operam emprestando um capital C,
a ser pago numa única parcela após um mês. A empresa E cobra uma taxa
fixa de R$ 60,00 mais 4% de juros sobre o capital emprestado, enquanto a
empresa E‚ cobra uma taxa fixa de R$ 150,00 mais juros de 3% sobre o
capital emprestado. Dessa forma,
a) determine as expressões que representam o valor a ser pago em função
do capital emprestado, nas duas empresas, e esboce os respectivos
gráficos;
b) calcule o valor de C, de modo que o valor a ser pago seja o mesmo, nas
duas empresas.

22. Sabendo que os pontos (2, -3) e (-1, 6) pertencem ao gráfico da função
f: IR ë IR definida por f(x)=ax+b, determine o valor de b-a.

23. Um vídeo-clube propõe a seus clientes três opções de pagamento:
Opção I: R$ 40,00 de taxa de adesão anual, mais R$ 1,20 por DVD
alugado.
Opção II: R$ 20,00 de taxa de adesão anual, mais R$ 2,00 por DVD
alugado.
Opção III: R$ 3,00 por DVD alugado, sem taxa de adesão.
Um cliente escolheu a opção II e gastou R$ 56,00 no ano.
Esse cliente escolheu a melhor opção de pagamento para o seu caso?
Justifique sua resposta.

24. Seja f: IR ë IR a função definida por f(x) = 3x - 5.

a) Esboce o gráfico da função f no plano cartesiano IR×IR e marque nele os
pontos
(1,f(1)), (2,f(2)), (3,f(3)) e (4,f(4)).

b) Calcule a soma S = f(1) + f(2) +...+ f(199) + f(200).

Matemática I


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25. A academia "Fique em Forma" cobra uma taxa de inscrição de R$ 80,00
e uma mensalidade de R$ 50,00. A academia "Corpo e Saúde" cobra uma
taxa de inscrição de R$ 60,00 e uma mensalidade de R$ 55,00.

a) Determine as expressões algébricas das funções que representam os
gastos acumulados em relação aos meses de aulas, em cada academia.

b) Qual academia oferece menor custo para uma pessoa que pretende
"malhar" durante um ano? Justifique, explicitando seu raciocínio.

26. Um vendedor comprou n bolsas por d reais cada uma. Ele vendeu 2
bolsas para um bazar escolar beneficente pela metade do preço de custo. O
restante ele vendeu para uma loja com um adicional de 8 reais por bolsa.
Se após as vendas para o bazar e para a loja o lucro total foi de 72 reais,
determine o menor valor possível para n.

27. A distância entre duas cidade, A e B, é de 156 km. De A para B, a
extensão das descidas é 0,7 vezes a extensão das subidas.
Um ciclista pedala a 25 km/h, nas partes planas da estrada, a 15 km/h, nas
subidas, e a 30 km/h, nas descidas. A diferença entre o tempo de ida e o
tempo de volta do ciclista é de 48 minutos.
Calcule, em quilômetros, a extensão da parte plana do trajeto,
desconsiderando a parte fracionária de seu resultado, caso exista.

28. Uma pessoa obesa, pesando num certo momento 156 kg, recolhe-se a
um SPA onde se anunciam perdas de peso de até 2,5 kg por semana.
Suponhamos que isso realmente ocorra. Nessas condições:
a) Encontre uma fórmula que expresse o peso mínimo, P, que essa pessoa
poderá atingir após n semanas.
b) Calcule o número mínimo de semanas completas que a pessoa deverá
permanecer no SPA para sair de lá com menos de 120 kg de peso.

29. Um operário ganha R$3,00 por hora de trabalho de sua jornada semanal
regular de trabalho, que é de 40 horas. Eventuais horas extras são pagas
com um acréscimo de 50%. Encontre uma fórmula algébrica para expressar
seu salário bruto semanal, S, para as semanas em que trabalhar h horas,
com hµ40.

Matemática I


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30. Apresentamos a seguir o gráfico do volume do álcool em função de sua
massa, a uma temperatura fixa de 0°C.



Baseado nos dados do gráfico, determine:

a) a lei da função apresentada no gráfico;

b) qual é a massa (em gramas) de 30 cm¤ de álcool.

31. O gráfico representa uma função f que descreve, aproximadamente, o
movimento (em função do tempo t em segundos) por um certo período, de
um golfinho que salta e retorna à água, tendo o eixo das abscissas
coincidente com a superfície da água.



a) Sabendo que a parte negativa do gráfico de f é constituída por
segmentos de retas, determine a expressão matemática de f nos instantes
anteriores à saída do golfinho da água. Em que instante o golfinho saiu da
água?
b) A parte positiva do gráfico de f é formada por parte de uma parábola,
dada por:
f(t) = (- 3/4) t£ + 6t - 9.
Determine quantos segundos o golfinho ficou fora da água e a altura
máxima, em metros, atingida no salto.

Matemática I


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32. Seja x o número de anos decorridos a partir de 1960 (x = 0). A função y
= f(x) = x + 320 fornece, aproximadamente, a média de concentração de
CO‚ na atmosfera em ppm (partes por milhão) em função de x. A média de
variação do nível do mar, em cm, em função de x, é dada aproximadamente
pela função g(x) = (1/5) x. Seja h a função que fornece a média de variação
do nível do mar em função da concentração de CO‚.
No diagrama seguinte estão representadas as funções f, g e h.



Determine a expressão de h em função de y e calcule quantos centímetros
o nível do mar terá aumentado quando a concentração de CO‚ na atmosfera
for de 400 ppm.

33. A Companhia de Abastecimento de Água de uma cidade cobra
mensalmente, pela água fornecida a uma residência, de acordo com a
seguinte tabela:
Pelos primeiros 12 m¤ fornecidos, Cr$ 15,00 por m¤; pelos 8 m¤ seguintes,
Cr$ 50,00 por m¤; pelos 10 m¤ seguintes, Cr$ 90,00 por m¤ e, pelo consumo
que ultrapassar 30 m¤, Cr$ 100,00 o m¤. Calcule o montante a ser pago por
um consumo de 32 m¤.

34. Alguns jornais calculam o número de pessoas presentes em atos
públicos considerando que cada metro quadrado é ocupado por 4 pessoas.
Qual a estimativa do número de pessoas presentes numa praça de 4000m£
que tenha ficado lotada para um comício, segundo essa avaliação?

35. Para transformar graus Fahrenheit em graus centígrados usa-se a
fórmula:

C = 5(F - 32)/9

onde F é o número de graus Fahrenheit e C é o número de graus
centígrados.
a) Transforme 35 graus centígrados em graus Fahrenheit.
b) Qual a temperatura (em graus centígrados) em que o número de graus
Fahrenheit é o dobro do número de graus centígrados?
Matemática I


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36. A troposfera, que é a primeira camada da atmosfera, estende-se do
nível do mar até a altitude de 40.000 pés; nela, a temperatura diminui 2 °C a
cada aumento de 1.000 pés na altitude. Suponha que em um ponto A,
situado ao nível do mar, a temperatura seja de 20 °C. Pergunta-se:
a) Em que altitude, acima do ponto A, a temperatura é de 0 °C?
b) Qual é a temperatura a 35.000 pés acima do mesmo ponto A?

37. Suponha que uma tabela (incompleta) para o cálculo do imposto de
renda fosse a seguinte:



OBS. O imposto é calculado aplicando-se à renda a porcentagem
correspondente e subtraindo-se desse resultado a parcela a deduzir.

a) Calcule os valores dos impostos a serem pagos por dois contribuintes
cujas rendas são de R$ 1.000,00 e de R$ 2.000,00.
b) Escreva a tabela acima no caderno de respostas, completando-a com a
parcela a deduzir para a faixa de R$ 2.000,00 a R$ 3.000,00 e com a
alíquota que corresponde à faixa de renda superior a R$ 3.000,00.

38. O custo de uma corrida de táxi é constituído por um valor inicial Q³, fixo,
mais um valor que varia proporcionalmente à distância D percorrida nessa
corrida. Sabe-se que, em uma corrida na qual foram percorridos 3,6 km, a
quantia cobrada foi de R$ 8,25, e que em outra corrida, de 2,8 km, a quantia
cobrada foi de R$ 7,25.
a) Calcule o valor inicial Q³.
b) Se, em um dia de trabalho, um taxista arrecadou R$ 75,00 em 10
corridas, quantos quilômetros seu carro percorreu naquele dia?

39. Sejam dadas as funções f(x) = px e g(x) = 2x + 5, em que p é um
parâmetro real.
a) Supondo que p = - 5, determine para quais valores reais de x tem-se f(x) .
g(x) < 0.
b) Determine para quais valores de p temos g(x) ´ f(x) para todo x Æ [- 8, -
1].
Matemática I


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40.


Responda às questões a seguir, tomando por base os dados fornecidos na
tabela e na figura mostradas.
a) Calcule a área total do município de Campinas, sabendo que os distritos
norte, leste, sul e noroeste da cidade têm, respectivamente, 175 km£, 350
km£, 120 km£ e 75 km£.
b) Suponha que, como uma medida de combate à dengue, o município de
Campinas tenha decidido fazer uma nebulização (ou pulverização) de
inseticida. Na fase inicial da nebulização, será atendido o distrito com maior
número de casos de dengue por km£. Reproduza o diagrama acima. Em
seu diagrama, marque os pontos correspondentes aos cinco distritos de
Campinas. Identifique claramente o distrito associado a cada ponto. Com
base no gráfico obtido, indique o distrito em que será feita essa nebulização
inicial. Justifique sua resposta.

41. Duas locadoras de automóveis oferecem planos diferentes para a diária
de um veículo econômico. A locadora Saturno cobra uma taxa fixa de R$
30,00, além de R$ 0,40 por quilômetro rodado. Já a locadora Mercúrio tem
um plano mais elaborado: ela cobra uma taxa fixa de R$ 90,00 com uma
franquia de 200 km, ou seja, o cliente pode percorrer 200 km sem custos
adicionais. Entretanto, para cada km rodado além dos 200 km incluídos na
franquia, o cliente deve pagar R$ 0,60.

a) Para cada locadora, represente no gráfico a função que descreve o custo
diário de locação em termos da distância percorrida no dia.
b) Determine para quais intervalos cada locadora tem o plano mais barato.
Supondo que a locadora Saturno vá manter inalterada a sua taxa fixa,
indique qual deve ser seu novo custo por km rodado para que ela, lucrando
Matemática I


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o máximo possível, tenha o plano mais vantajoso para clientes que rodam
quaisquer distâncias.

42. Na década de 1960, com a redução do número de baleias de grande
porte, como a baleia azul, as baleias minke antárticas passaram a ser o alvo
preferencial dos navios baleeiros que navegavam no hemisfério sul. O
gráfico mostra o número acumulado aproximado de baleias minke antárticas
capturadas por barcos japoneses, soviéticos / russos e brasileiros, entre o
final de 1965 e o final de 2005.



a) No gráfico acima, trace a curva que fornece o número aproximado de
baleias caçadas anualmente por barcos soviéticos / russos entre o final de
1965 e o final de 2005. Indique também os valores numéricos associados às
letras A e B apresentadas no gráfico, para que seja possível identificar a
escala adotada para o eixo vertical.
b) Calcule o número aproximado de baleias caçadas pelo grupo de países
indicado no gráfico entre o final de 1965 e o final de 1990.

43. Sejam f e g funções tais que f(x) = 5x + 2 e g(x) = -6x + 7. Determine a
lei que define a função afim h, sabendo que h(-5) = 1 e que o gráfico de h
passa pelo ponto de intersecção dos gráficos de f com g.

Matemática I


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44. Como resultado de uma pesquisa sobre a relação entre o comprimento
do pé de uma pessoa, em centímetros, e o número (tamanho) do calçado
brasileiro, Carla obteve uma fórmula que dá, em média, o número inteiro n
(tamanho do calçado) em função do comprimento c, do pé, em cm.
Pela fórmula, tem-se n = [x], onde x = (5/4) c + 7 e [x] indica o menor inteiro
maior ou igual a x. Por exemplo, se c = 9 cm, então x = 18,25 e n = [18,25] =
19. Com base nessa fórmula,
a) determine o número do calçado correspondente a um pé cujo
comprimento é 22 cm.
b) se o comprimento do pé de uma pessoa é c = 24 cm, então ela calça 37.
Se c > 24 cm, essa pessoa calça 38 ou mais. Determine o maior
comprimento possível, em cm, que pode ter o pé de uma pessoa que calça
38.

45. Chama-se margem de contribuição unitária à diferença entre o preço
unitário de venda e o custo unitário de um produto.
Se o preço unitário de venda é p e o custo unitário é c:
a) Qual o valor de p em função de c, sabendo-se que a margem de
contribuição unitária é 10% do preço de venda?
b) Se a margem de contribuição unitária for 30% do preço de venda, qual a
margem de contribuição unitária em porcentagem do custo unitário?

46. Uma empresa A paga a cada um de seus vendedores uma
remuneração mensal que é função do 1¡. grau de suas vendas mensais.
Quando ele vende R$ 50.000,00 sua remuneração é R$ 1.800,00 e quando
vende R$ 80.000,00 sua remuneração é R$ 2.400,00.
a) Obter a remuneração RÛ em função das vendas (x).
b) Uma outra empresa B paga a cada um de seus vendedores uma
remuneração mensal R½ dada por:
R½ = 1500 + 0,01x, onde x são as vendas mensais .
Para que valores de x a remuneração mensal do vendedor em A é superior
à do vendedor em B?

47. Determine o maior valor de x que satisfaz o sistema:

ý(3x - 2)/2 ´ 5
þ
ÿ(1 - x)/5 < (x - 1)/4

48. Resolva a inequação (2x - 3)/(x + 1) ´ 1.

49. Resolver, em IR, a inequação 1/(x - 1) < 2/(x - 2) com x · 1 e x · 2.

50. Uma indústria trabalha com um custo fixo de produção (sem contar os
impostos) de R$ 200.000,00 por ano e tem de pagar em impostos 25% do
seu faturamento bruto. Quanto deve faturar para que seu lucro no ano seja
de, no mínimo, R$ 40.000,00?

Matemática I


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Matemática I


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4. FUNÇÃO QUADRÁTICA

Há registros de problemas envolvendo equações quadráticas com três termos, deixados pelos
babilônios há aproximadamente 4000 anos. Esses estudos demonstram uma grande
flexibilidade existente na Álgebra desenvolvida entre eles.
Outros povos também contribuíram com esta parte da Álgebra, até que se chegasse à
representação atual de uma equação quadrática, 0
2
= + − c bx ax com “a” não-nulo, na qual
o valor de x é obtido pela fórmula de Bháskara:
a
ac b b
2
4
2
− ± −
.
Essa organização de símbolos, que simplifica o estudo das quadráticas, é recente se for
comparada com a idade da Álgebra. Foi no século XVII que Descartes utilizou as letras a, b
e c para representar quantidades conhecidas e as letras do final do alfabeto, x, y e z, para
representar as incógnitas. Além disso, passou a usar a representação x
2
em lugar de x.x e x
3
em lugar de x.x.x.
René Descartes (1596-1650) era francês, formado em Direito e aos vinte anos sua
insatisfação o lançou como reformulador da filosofia que influenciava os acadêmicos da
época.


4.1. Modelo da Função Quadrática
c bx ax y + + =
2

→ y variável dependente
→ x variável independente
O sinal do coeficiente “a” determina o sentido da concavidade da função
quadrática. Quando o coeficiente é positivo a concavidade da parábola é
para cima.
Veja o gráfico da função ( )
2
x x f =

Bháskara Akiria
(1114-1185)
Matemática I


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E quando o coeficiente “a” é negativo temos o sentido da concavidade para
baixo.
Veja o gráfico da função ( )
2
x x f − =

Além da interpretação do sinal do coeficiente “a”, temos que entender
graficamente o efeito do valor do módulo do coeficiente “a”.
Observe: quanto maior o módulo do coeficiente “a” menor a abertura da
concavidade da parábola.
( )
2
x x f = , gráfico em azul (onde o coeficiente a, vale “1”)
( )
2
2x x g = , gráfico em vermelho (onde o coeficiente a, vale “2”)
( )
2
3x x h = , gráfico em verde (onde o coeficiente a, vale “3”)
Matemática I


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O coeficiente “c” é a quantidade inicial da grandeza representada no eixo das
ordenadas (eixo “y”). No gráfico é o ponto que a parábola intercepta o eixo
das ordenadas.
A mudança de valor do coeficiente “b” translada a parábola sobre o eixo “x”.

4.2. Raízes ou Zeros da Função Quadrática
A raiz ou zero da função quadrática são os pontos (ou ponto) em que a
parábola intercepta o eixo “x”. A raiz é o valor do “x” que quando atribuído
na função torna nulo o valor de “y”.
Veja no gráfico abaixo as raízes da função ( ) 6 5
2
+ − = x x x f ,destacadas
de vermelho e verde.
Matemática I


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De uma forma genérica, onde a função quadrática é dada na forma
( ) c bx ax x f + − =
2
, fazendo ( ) 0 = x f , temos as raízes encontradas por
a
ac b b
x
2
4
2
− ± −
=
Logo, 0
2
4
2
=
|
|
¹
|

\
|
− ± −
a
ac b b
f
4.3. Relação entre coeficientes e raízes
A relação entre coeficientes e raízes é apenas um caso da relação de Girard
a) Relação de Soma
a
b
x x − = +
2 1

b) Relação de Produto
a
c
x x =
2 1
.
4.4. Número de raízes da função quadrática
a) 0 > ∆ (Duas raízes ou zeros reais distintos)
A função ( ) 6 5
2
+ − = x x x f , possui 1 = ∆ . É por isso que observamos seu
gráfico interceptar o eixo das abscissas em dois pontos.

Pierre Simon Girard
(1765-1836)
Matemática I


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b) 0 = ∆ (Um zero ou raiz real dupla)
A função ( ) 4 4
2
+ − = x x x f , possui 0 = ∆ . É por isso que observamos
seu gráfico interceptar o eixo das abscissas em apenas um ponto.

c) 0 < ∆ (Não possui raízes reais)
A função, ( ) 3 3
2
+ − = x x x f possui 3 − = ∆ , por isso que observamos
seu gráfico não interceptar o eixo das abscissas.


Matemática I


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4.5. Inequação do 2 Grau
4.5.1. Estudo do Sinal
Para resolvermos uma inequação do 2o grau, utilizamos o estudo do sinal.

As inequações são representadas pelas desigualdades: > , > , < , < .
Ex: x
2
– 3x +6 > 0
Resolução:
x
2
– 3x +6 = 0
Matemática I


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x´= 1, x´´ = 2
Como desejamos os valores para os quais a função é maior que zero,
devemos fazer um esboço do gráfico e ver para quais valores de x isso
ocorre.

Vemos, que as regiões que tornam positivas a função são: x<1 e x>2
Resposta: {xR| x<1 ou x>2}
4.5.2. Inequação Produto e Inequação Quociente do segundo
grau
São as desigualdades da forma: f(x) . g(x) > 0, f(x) . g(x) < 0, f(x) .g(x) > 0
e f(x) .g(x) < 0. f(x) / g(x) > 0, f(x) / g(x) < 0, f(x) / g(x) > 0 e f(x) / g(x) < 0,
respectivamente.
Exemplo:
( )( ) 0 4 4 10 9
2 2
≤ − − − − x x x x
Resolução:
Trabalhar f(x) e g(x) separadamente
0 10 9
2
= − − x x (I)
0 4 4
2
= − − x x (II)
Determinar as raízes das funções
(I) x´= -1, x´´ = 10
Matemática I


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(II) x´= x´´ = 2
Fazer o estudo do sinal para cada função.

I) x<-1 ou x>10 II) x¹2

Calcular a solução, que é dado pelo sinal de desigualdade da função de origem, isto
é:
> intervalo positivo e bolinha fechada
> intervalo positivo e bolinha aberta
< intervalo negativo e bolinha fechada
< intervalo negativo e bolinha aberta


Calcular a solução, que é dado pelo sinal de desigualdade da função de
origem, isto é:
> intervalo positivo e bolinha fechada
> intervalo positivo e bolinha aberta
< intervalo negativo e bolinha fechada
< intervalo negativo e bolinha aberta
Observações:
No quadro de respostas (ou soluções), se os intervalos forem em: f(x)
positivo e g(x)positivo o h(x) será +. Assim, temos:
Matemática I


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+ = + +
− = − +
− = + −
+ = − −
e
e
e
e

Na inequação quociente, observar a C.E (condição de existência) do
denominador, que influenciará o resultado nos intervalos, no que diz respeito
a intervalo fechado ou aberto, ou seja, os intervalos oriundos do
denominador em hipótese alguma serão fechados. Quanto à forma de
resolver, é idêntica à realizada na inequação produto.

Assim, as únicas regiões positivas (maiores que zero) são em 1 − < x e
10 > x
Resposta: { R x ∈ | 1 − < x ou 10 > x }
4.5.3. Inequação simultânea do segundo grau
Estamos falando neste tópico em inequações que apresentam ao mesmo
tempo mais de uma desigualdade, como no exemplo abaixo
-8 < x
2
–2x –8 < 0
Resolução:
Devemos separar as inequações , obedecendo o intervalo dado.
Temos:
I) 8 8 2
2
− > − − x x e
Matemática I


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II) 0 8 2
2
< − − x x
Agora vamos determinar as raízes ou zeros de cada uma das funções obtidas
pela separação.
I) 0 2
2
> − x x II) 0 8 2
2
< − − x x
x´ = 0 x´= x´´ = 1
x´´ = 2
Determinado ' x e " x , devemos fazer o estudo do sinal para cada função.
I) x< 0 ou x>2
II)x diferente de 1.
Calcular a solução S, que é dada pela interseção dos intervalos de S1 e S2.
Obs: o quadro de resposta será preenchido pelo intervalo achado.

Resposta: { R x ∈ / x<0 ou x>2}
4.6. Estudo do Vértice da Parábola
O ponto de vértice da parábola é um ponto extremamente importante para
problemas de otimização, ou seja, calcular pontos de maximização e
minimização de um problema.
Por exemplo, num problema de geometria plana, calcular qual será a área
máxima ou mínima, ou as dimensões do terreno que tornam essa área
máxima ou mínima.
Matemática I


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Num problema de economia, encontrar qual é o custo mínimo que uma
empresa pode ter na fabricação de um produto, ou qual o lucro máximo que
esta pode obter. Ou encontrar o número de produtos fabricados que levam a
esse lucro máximo ou custo mínimo.
a) Coordenada “x” do vértice
a
b
x
v
2
− =
b) Coordenada “y” do vértice
a
y
v
4

− =
Logo, o ponto de vértice é dado por
|
¹
|

\
| ∆
− −
a a
b
4
,
2

Claro que quando a parábola tem seu coeficiente angular positivo, ou seja,
concavidade com sentido para cima, o vértice é um ponto de mínimo da
função.
Veja em destaque o vértice da função ( ) 6 5
2
+ − = x x x f , que é um ponto
de mínimo.

Veja em destaque o vértice da função ( ) x x x f 3
2
− − = , que é um ponto de
mínimo.

Matemática I


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Atividades
1. Mostre que, dentre esses retângulos, o que tem área máxima é um
quadrado.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.
Um retângulo, cuja base é de 16 cm, sofre alteração em suas medidas de
forma que a cada redução de x cm em sua base, sendo x µ 0, obtém-se um
novo retângulo de área dada por A(x) = -x£ + 8x + 128.

2. Determine a e b em h(x) = ax + b, onde h(x) denota a altura desses
retângulos.

3. Quantas unidades essa empresa deve produzir para obter o maior lucro
possível?

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.
O lucro de uma empresa é dado pela relação R = L + C, em que L é o lucro,
R é a receita e C é o custo de produção. Numa empresa que produziu x
unidades de um produto, verificou-se que C(x) = 2x£ + 2500x + 3000 e R(x)
= x£ + 7500x + 3000.

4. Esboce o gráfico da função L.

Matemática I


76
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5. O preço de ingresso numa peça de teatro (p) relaciona-se com a
quantidade de freqüentadores (x) por sessão através da relação;

p = - 0,2x + 100

a) Qual a receita arrecadada por sessão, se o preço de ingresso for R$
60,00?
b) Qual o preço que deve ser cobrado para dar a máxima receita por
sessão?

Observação: receita = (preço) x (quantidade)

6. O lucro mensal de uma empresa é dado por L = -x£ + 30x - 5, onde x é a
quantidade mensal vendida.
a) Qual o lucro mensal máximo possível?
b) Entre que valores deve variar x para que o lucro mensal seja no mínimo
igual a 195?

7. A tabela indica as projeções do PIB de um país, em bilhões de dólares,
daqui a n anos:



Admitindo que no intervalo 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR) as projeções do PIB possam
ser estabelecidas por um modelo quadrático, pede-se:
a) a função que relaciona a projeção do PIB (em bilhões de dólares) com n,
no intervalo 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR);
b) sendo PŠ o PIB daqui a n anos, esboce o gráfico que relaciona n com a
diferença PŠø - PŠ para 1 ´ n ´ 5 (n Æ IN)

Matemática I


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8. No retângulo ABCD da figura a seguir, AD = 6 m e AB = 4 m, e os pontos
M, N, P e Q dos lados AD, AB, CB e CD, respectivamente, são tais que AM
= AN = CP = CQ.



Determine o valor máximo da área do quadrilátero MNPQ.

9. Seja f(x) = ax£ + (1 - a) x + 1, onde a é um número real diferente de zero.
Determine os valores de a para os quais as raízes da equação f(x)=0 são
reais e o número x=3 pertence ao intervalo fechado compreendido entre as
raízes.

10. Para cada número real m, considere a função quadrática f(x) = x£ + mx +
2.

Nessas condições:
a) Determine, em função de m, as coordenadas do vértice da parábola de
equação y = f(x).
b) Determine os valores de m Æ IR para os quais a imagem de f contém o
conjunto {y Æ IR : µ 1}.
c) Determine o valor de m para o qual a imagem de f é igual ao conjunto {y
Æ IR : y µ 1} e, além disso, f é crescente no conjunto {x Æ IR : x µ 0}.
d) Encontre, para a função determinada pelo valor de m do item c) e para
cada y µ 2, o único valor de x µ 0 tal que f(x) = y.


11. Calcule m, de modo que a função f(x) = mx£ - 4x + m tenha um valor
máximo igual a 3.

12. Considere a função quadrática f(x) = (p£ - 1) x£ + 2 (p - 1) x + 1. Então
determine o valor de "p" que, para todo "x" real, f(x) > 0.

13. Determine o menor valor que a expressão Ë(x£ + y£) pode assumir, se 2
x + 3 y = 1.

Matemática I


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14. Sejam f(x) = x + (5/4) e g(x) = 1 - x£. Determine:
a) os valores reais de x para os quais. f(x) µ g(x).
b) os valores reais de x para os quais. f(x) ´ g(x).

15. Qual a maior área possível de um terreno retangular (medindo a metros
por b metros), dado que a + 2b = 120?

16. No interior de uma floresta, foi encontrada uma área em forma de
retângulo, de 2 km de largura por 5 km de comprimento, completamente
desmatada. Os ecologistas começaram imediatamente o replantio, com o
intento de restaurar toda a área em 5 anos. Ao mesmo tempo, madeireiras
clandestinas continuavam o desmatamento, de modo que, a cada ano, a
área retangular desmatada era transformada em outra área também
retangular. Veja as figuras:



A largura (h) diminuía com o replantio e o comprimento (b) aumentava
devido aos novos desmatamentos.
Admita que essas modificações foram observadas e representadas através
das funções: h(t) = -(2t/5) + 2 e b(t) = 5t + 5 (t = tempo em anos; h = largura
em km e b = comprimento em km).

a) Determine a expressão da área A do retângulo desmatado, em função do
tempo t (0 ´ t ´ 5), e represente A(t) no plano cartesiano.
b) Calcule a área máxima desmatada e o tempo gasto para este
desmatamento, após o início do replantio.

17. Um fruticultor, no primeiro dia da colheita de sua safra anual, vende
cada fruta por R$2,00.
A partir daí, o preço de cada fruta decresce R$0,02 por dia.
Considere que esse fruticultor colheu 80 frutas no primeiro dia e a colheita
aumenta uma fruta por dia.

a) Expresse o ganho do fruticultor com a venda das frutas como função do
dia de colheita.

b) Determine o dia da colheita de maior ganho para o fruticultor.

Matemática I


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18. Considere as seguintes funções, relativas a uma ninhada de pássaros:
C = 5 + 10n; C = custo mensal, em reais, para a manutenção de n
pássaros.
V = 5n£ + 100n - 320; V = valor arrecadado, em reais, com a venda
de n pássaros, 4 ´ n ´ 16.
Sabe-se que o lucro mensal obtido é determinado pela diferença entre os
valores de venda V e custo C.
a) Determine os possíveis valores de n, para que haja lucro nas vendas.
b) Calcule o valor de n que proporciona o maior lucro possível e o valor, em
reais, desse lucro.

19. A foto a seguir mostra um túnel cuja entrada forma um arco parabólico
com base AB = 8 m e altura central OC = 5,6 m.
Observe, na foto, um sistema de coordenadas cartesianas ortogonais, cujo
eixo horizontal Ox é tangente ao solo e o vertical Oy representa o eixo de
simetria da parábola.
Ao entrar no túnel, um caminhão com altura AP igual a 2,45 m, como
ilustrado a seguir, toca sua extremidade P em um determinado ponto do
arco parabólico.



Calcule a distância do ponto P ao eixo vertical Oy.

Matemática I


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20. Observe a parábola de vértice V, gráfico da função quadrática definida
por y = ax£ + bx + c, que corta o eixo das abscissas nos pontos A e B.



Calcule o valor numérico de Ð = b£ - 4ac, sabendo que o triângulo ABV é
equilátero.

21. Um polinômio p, do segundo grau, é tal que

ýp(-1) = -3
þp(1) = 3
ÿp(2) = 12

Após determinar p, encontre o valor de p(3).

22. Uma empresa de turismo promove um passeio para n pessoas, com 10
´ n ´ 70, no qual cada pessoa paga uma taxa de (100 - n) reais. Nessas
condições, o dinheiro total arrecadado pela empresa varia em função do
número n. Qual é a maior quantia que a empresa pode arrecadar?

23. Um portal de igreja tem a forma de um arco de parábola. A largura de
sua base AB (veja figura) é 4m e sua altura é 5m. Qual a largura XY de um
vitral colocado a 3,2m acima da base?




24. Um comerciante compra peças diretamente do fabricante ao preço de
R$ 720,00 a caixa com 12 unidades. O preço de revenda sugerido pelo
fabricante é de R$ 160,00 a unidade. A esse preço o comerciante costuma
vender 30 caixas por mês. Contudo, a experiência tem mostrado que a cada
Matemática I


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R$ 5,00 que dá de desconto no preço sugerido, ele consegue vender 3
caixas a mais. Por quanto deve vender cada peça para que seu lucro
mensal seja máximo?

25. A parábola abaixo representa o lucro mensal L (em reais) obtido em
função do número de peças vendidas de um certo produto.



Determine:
a) o número de peças que torna o lucro nulo;
b) o(s) valor(es) de x que torna(m) o lucro negativo;
c) o número de peças que devem ser vendidas para que o lucro seja de R$
350,00.

26. Um muro, com 6 metros de comprimento, será aproveitado como
PARTE de um dos lados do cercado retangular que certo criador precisa
construir. Para completar o contorno desse cercado o criador usará 34
metros de cerca.
Determine as dimensões do cercado retangular de maior área possível que
o criador poderá construir.

Matemática I


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27. Um quadrado de 4cm de lado é dividido em dois retângulos. Em um dos
retângulos, coloca-se um círculo, de raio R, tangenciando dois de seus
lados opostos, conforme figura abaixo.



a) Escreva uma expressão que represente a soma das áreas do círculo e do
retângulo, que não contém o círculo, em função de R.

b) Qual deve ser o raio do círculo, para que a área pedida no item anterior
seja a menor possível?

28. Considere a função f: R ë R, definida por f(x) = -x£ - (Ë2)x - 2¾, onde n
é um número real. Determine o valor de n, de modo que f tenha valor
máximo igual a 1/4.

29. Um quadrado de 4cm de lado é dividido em dois retângulos. Em um dos
retângulos, coloca-se um círculo tangenciando dois de seus lados opostos,
conforme figura a seguir.



Determine o raio que o círculo deve ter, para que a soma das áreas do
círculo e do retângulo, que não o contém, seja a menor possível

Matemática I


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30. Um supermercado vende 400 pacotes de 5 kg de uma determinada
marca de arroz por semana. O preço de cada pacote é R$ 6,00, e o lucro do
supermercado, em cada pacote vendido, é de R$ 2,00. Se for dado um
desconto de x reais no preço do pacote do arroz, o lucro por pacote terá
uma redução de x reais, mas, em compensação, o supermercado
aumentará sua venda em 400x pacotes por semana. Nestas condições,
calcule:
a) O lucro desse supermercado em uma semana, caso o desconto dado
seja de R$ 1,00.
b) O preço do pacote do arroz para que o lucro do supermercado seja
máximo, no período considerado.

31. Um pesticida foi ministrado a uma população de insetos para testar sua
eficiência. Ao proceder ao controle da variação em função do tempo, em
semanas, concluiu-se que o tamanho da população é dado por:

f(t) = - 10t£ + 20t + 100.

a) Determine o intervalo de tempo em que a população de insetos ainda
cresce.
b) Na ação do pesticida, existe algum momento em que a população de
insetos é igual à população inicial? Quando?
c) Entre quais semanas a população de insetos seria exterminada?

32. Considere a função f : IR ë IR, f (x) = - 2 x£ + bx - 6, onde b Æ IR.

a) Para quais valores de b Æ IR a função f admite pelo menos uma raiz
real?
b) Na figura a seguir está representada uma parábola, na qual A, B e C são
os pontos de interseção da mesma com os eixos coordenados. Sabendo-se
que a área do triângulo ABC, hachurado, é de 6 unidades, determine o
único valor de b, para que a função f tenha como gráfico esta parábola.




Matemática I


84
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

33. Uma loja vende diariamente 40 unidades de um produto a R$ 50,00
cada uma. Quando esse produto entra em promoção, observa-se que para
cada R$ 1,00 de desconto no preço do produto, as vendas aumentam 10
unidades.
a) Calcule o valor do desconto que faz com que o faturamento seja máximo.
b) Calcule o faturamento máximo que a loja pode obter com essa promoção.

34. Seja a função f tal que f(0) = 4 e f(a) = 1, definida pelas duas expressões
f(x) = x£ - ax + b se x µ (a/2) e f(x) = x + 5 se x < (a/2).
Em relação à função f
a) INDIQUE a expressão utilizada no cálculo de f(0). JUSTIFIQUE sua
resposta e CALCULE o valor de b.
b) DETERMINE o sinal de a, e seu valor e os valores de x tais que f(x) = 9.

35. O custo C, em reais, para se produzir n unidades de determinado
produto é dado por:
C = 2510 - 100n + n£.
Quantas unidades deverão ser produzidas para se obter o custo mínimo?

36. Um jornaleiro compra os jornais FS e FP por R$ 1,20 e R$ 0,40,
respectivamente, e os comercializa por R$ 2,00 e R$ 0,80, respectivamente.
Analisando a venda mensal destes jornais sabe-se que o número de cópias
de FS não excede 1.500 e o número de cópias de FP não excede 3.000.
Supondo que todos os jornais comprados serão vendidos e que o dono da
banca dispõe de R$ 1.999,20 por mês para a compra dos dois jornais,
determine o número N de cópias de FS que devem ser compradas por mês
de forma a se maximizar o lucro. Indique a soma dos dígitos de N.

37. Quando o preço do pão francês era de R$0,12 a unidade, uma padaria
vendia 1000 unidades diariamente. A cada aumento de R$0,01 no preço de
cada pão, o número de pães vendidos por dia diminui de 50 unidades.
Reajustando adequadamente o preço do pão, qual a quantia máxima (em
reais) que pode ser arrecadada diariamente pela padaria com a venda dos
pães? Assinale metade do valor correspondente à quantia obtida.

38. Uma pesquisa sobre a relação entre o preço e a demanda de certo
produto revelou que: a cada desconto de R$ 50,00 no preço do produto, o
número de unidades vendidas aumentava de 10. Se, quando o preço do
produto era R$ 1.800,00 o número de unidades vendidas era de 240,
calcule o valor máximo, em reais, que pode ser obtido com a venda das
unidades do produto.

Matemática I


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39. Um avião tem combustível para voar durante 4 horas. Na presença de
um vento com velocidade v km/h na direção e sentido do movimento, a
velocidade do avião é de (300+v)km/h. Se o avião se desloca em sentido
contrário ao do vento, sua velocidade é de (300-v)km/h.
Suponha que o avião se afaste a uma distância d do aeroporto e retorne ao
ponto de partida, consumindo todo o combustível, e que durante todo o
trajeto a velocidade do vento é constante e tem a mesma direção que a do
movimento do avião.
a) Determine d como função de v.
b) Determine para que valor de v a distância d é máxima.

40. Um fabricante está lançando a série de mesas "Super 4". Os tampos
das mesas dessa série são retangulares e têm 4 metros de perímetro. A
fórmica usada para revestir o tampo custa R$10,00 por metro quadrado.
Cada metro de ripa usada para revestir as cabeceiras custa R$25,00 e as
ripas para as outras duas laterais custam R$30,00 por metro.



a) Determine o gasto do fabricante para revestir uma mesa dessa série com
cabeceira de medida x.
b) Determine as dimensões da mesa da série "Super 4" para a qual o gasto
com revestimento é o maior possível.

41. Um grupo de 40 moradores de uma cidade decidiu decorar uma árvore
de Natal gigante. Ficou combinado que cada um terá um número n de 1 a
40 e que os enfeites serão colocados na árvore durante os 40 dias que
precedem o Natal da seguinte forma: o morador número 1 colocará 1 enfeite
por dia a partir do 1¡. dia; o morador número 2 colocará 2 enfeites por dia a
partir do 2¡. dia e assim sucessivamente (o morador número n colocará n
enfeites por dia a partir do n-ésimo dia).

a) Quantos enfeites terá colocado ao final dos 40 dias o morador número
13?
b) A Sra. X terá colocado, ao final dos 40 dias, um total de m enfeites.
Sabendo que nenhum morador colocará mais enfeites do que a Sra. X,
determine m.

Matemática I


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42. Para quantos números reais x, o número y, onde y = - x£ + 6x -1, é um
número pertencente ao conjunto IN = {1, 2, 3, 4, ...}?

43. Cíntia, Paulo e Paula leram a seguinte informação numa revista:
"conhece-se, há mais de um século, uma fórmula para expressar o peso
ideal do corpo humano adulto em função da altura:
P = (a - 100) - [(a - 150)/k] onde P é o peso, em quilos, a é a altura, em
centímetros, k = 4, para homens, e k = 2, para mulheres"

a) Cíntia, que pesa 54 quilos, fez rapidamente as contas com k = 2 e
constatou que, segundo a fórmula, estava 3 quilos abaixo do seu peso ideal.
Calcule a altura de Cíntia.
b) Paulo e Paula têm a mesma altura e ficaram felizes em saber que
estavam ambos exatamente com seu peso ideal; segundo a informação da
revista.
Sabendo que Paulo pesa 2 quilos a mais do que Paula, determine o peso
de cada um deles.

44. Após uma análise de mercado, concluiu-se que um produto seria
vendido de conformidade com a fórmula Q=2000-100P, na qual Q
representa a quantidade que será vendida ao preço unitário P.

Sabendo que o lucro por unidade vendida é P-10, encontre

a) uma fórmula que determine o lucro total, em função de P;

b) o valor de P, para que o lucro total seja o maior possível.

45. Uma pedra é atirada para cima, com velocidade inicial de 40 m/s, do alto
de um edifício de 100m de altura. A altura (h) atingida pela pedra em
relação ao solo, em função do tempo (t) é dada pela expressão: h(t) = - 5t£+
40t + 100.

a) Em que instante t a pedra atinge a altura máxima? Justifique.

b) Esboce o gráfico de h(t).

Matemática I


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46. Em um jogo de futebol foi cometida uma falta frontal ao gol a uma
distância de 36 m.
Para a cobrança da falta o juiz montou uma barreira de cinco jogadores,
todos com 1,80 m de altura, e posicionou-os a 9 m da bola. Entretanto, logo
após o apito do árbitro para a cobrança da falta, a barreira deslocou-se em
direção à bola a uma velocidade de 10 cm/s, e o jogador que cobrou a falta
só chutou a bola 10s depois de o árbitro ter apitado.
Sabendo-se que a baliza mede 2,44 m de altura e que a falta foi cobrada
segundo a trajetória de uma parábola representada pela função y =
(61/5400) . (-x£ + 42x), pergunta-se:

Qual dentre as narrações a seguir melhor representa a situação, após a
cobrança da falta? Justifique sua resposta com cálculos.

Situação I ë Vai ser cobrada a falta, começa a vibrar a torcida, correu o
jogador, chutou e é gol. Golaço!

Situação II ë Tudo pronto para a cobrança, autoriza o juiz, a torcida está
impaciente... Chutou o jogador. No pau! Que susto! Sensacional a batida
no travessão!

Situação III ë O estádio é uma só emoção! Corre o jogador, atira e a bola
encobre o goleiro. Por cima do travessão... e a torcida faz huum...

Situação IV ë Tudo pronto para a cobrança, autoriza o juiz, que demora...
Chutou mal: direto na barreira!

47. Considere as funções f: IR ë IR e g: IR ë IR dadas por: f(x) = x£ - x +
2 e g(x) = -6x + 3/5.
Calcule f(1/2) + [5g(-1)]/4.

48. Uma bola, ao ser chutada num tiro de meta por um goleiro, numa partida
de futebol, teve sua trajetória descrita pela equação h(t) = -2t£ + 8t (t µ 0),
onde t é o tempo medido em segundos e h(t) é a altura em metros da bola
no instante t. Determine, após o chute:

a) o instante em que a bola retornará ao solo;
b) a altura máxima atingida pela bola.

Matemática I


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49. Na figura a seguir, estão esboçadas duas parábolas, que são os
gráficos das funções f e g. Considere a função h:IRëIR (onde IR
representa o conjunto dos números reais), definida por h(x)=|f(x)+g(x)| e
determine em que ponto o gráfico de h intercepta o eixo das ordenadas y.




50. Em uma barragem de uma usina hidrelétrica, cujo reservatório encontra-
se cheio de água, considere que a vista frontal dessa barragem seja
retangular, com 46m de comprimento e 6 m de altura conforme
representado na figura adiante. Sendo h a altura, em metros, medida a
partir da parte superior da barragem até o nível da água, tem-se h=6,
quando o reservatório está vazio, e h=0, no caso de o reservatório
apresentar-se cheio.



Nessas condições, a força F, em newtons, que a água exerce sobre a
barragem é uma função de h, isto é, F = F(h). Por exemplo, se h = 6, F(6) =
0. É conhecido que a função F é dada por um polinômio do segundo grau
na variável h. Além disso, foram determinados os seguintes valores:
F(5) = 25,3 x 10¤ N e F(4) = 46 x 10¤ N.
Com essas informações, é possível determinar o valor de F para todo h Æ
[0, 6].
Calcule o valor F(0)/10¤, desconsiderando a parte fracionária de seu
resultado, caso exista.


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5. FUNÇÃO MODULAR

Neste capítulo, estudaremos a função modular, explorando a solução de suas equações
modulares, inequações modulares, e o efeito do módulo no gráfico de uma função que já
conhecemos como sendo “do primeiro grau” e “do segundo grau”.
Bom Estudo !

5.1. Definição

O módulo (ou valor absoluto) de um número real x, que se indica por | x | é definido
da seguinte maneira:



Então:

Se x é positivo ou zero, | x | é igual ao próprio x.
Exemplos: | 2 | = 2 ; | 1/2 | = | 1/2 | ; | 15 | = 15

Se x é negativo, | x | é igual a -x.
Exemplos: | -2 | = -(-2) = 2 ; | -20 | = -(-20) = 20

Sendo que o gráfico de f(x) = |x| é semelhante ao gráfico de f(x) = x,
sendo que a parte negativa do gráfico será “refletida” sempre para um f(x)
¹
´
¦
< −

=
0 se ,
0 se ,

x x
x x
x
Matemática I


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positivo.



Um outro exemplo para uma função modular seria a função modular do 2º
grau, sendo f(x) = |x
2
– 4| , assim :

,

Assim, temos o gráfico:




O módulo de um número real é sempre positivo ou nulo. O módulo de
um número real nunca é negativo.
Representando geometricamente, o módulo de um número real x é igual
à distância do ponto que representa, na reta real, o número x ao ponto 0 de
origem. Assim:

• Se | x | < a (com a>0) significa que a distância entre x e a origem é
menor que a, isto é, x deve estar entre –a e a, ou seja,
| x | < a ⇔ -a< x < a.
Matemática I


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Se | x | > a (com a>0) significa que a distância entre x e a origem é maior
que a, isto é, deve estar à direita de a ou à esquerda de –a na reta real, ou
seja: | x | > a ⇔ x > a ou x < -a.




5.2. Equações Modulares
Toda a equação que contiver a incógnita em um módulo num dos
membros será chamada equação modular.

Exemplos:


a) | x
2
-5x | = 1
b) | x+8 | = | x
2
-3 |

Algumas equações modulares resolvidas:

1) Resolver a equação | x
2
-5x | = 6.
Resolução: Temos que analisar dois casos:
caso 1: x
2
-5x = 6
caso 2: x
2
-5x = -6

Resolvendo o caso 1:
x
2
-5x-6 = 0 => x’=6 e x’’=-1.
Resolvendo o caso 2:
x
2
-5x+6 = 0 => x’=3 e x’’=2.

Resposta: S={-1,2,3,6}


2) Resolver a equação | x-6 | = | 3-2x |.
Resolução: Temos que analisar dois casos:
caso 1: x-6 = 3-2x
caso 2: x-6 = -(3-2x)
Resolvendo o caso 1:
x-6 = 3-2x => x+2x = 3+6 => 3x=9 => x=3
Resolvendo o caso 2:
x-6 = -(3-2x) => x-2x = -3+6 => -x=3 => x=-3
¹
´
¦
>
<

¹
´
¦
>
<


¹
´
¦
< −
+ <

¹
´
¦
< + −
+ − < −
⇒ < + − < − ⇒ < +
2
4

4 2
8 2


4 2
2 6 2

2 6 2
6 2 2
2 6 2 2 2 | 6 2x - |
x
x
x
x
x
x
x
x
x
Matemática I


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Resposta: S={-3,3}

5.3. Inequações Modulares
Chamamos de inequações modulares as inequações nos quais aparecem
módulos de expressões que contém a incógnita.

Algumas inequações modulares resolvidas:

1) Resolver a inequação | -2x+6 | < 2.
Resolução:

S = {x ∈ IR | 2<x<4}

2) Dê o conjunto solução da inequação |x
2
-2x+3| ≤ 4.

Resolução:

|x
2
-2x+3| ≤ 4 => -4 ≤ x
2
-2x+3 ≤ 4.
Então temos duais inequações (que devem ser satisfeitas ao mesmo
tempo):
Eq.1: -4 ≤ x
2
-2x+3
Eq.2: x
2
-2x+3 ≤ 4

Resolvendo a Eq.1:
-4 ≤ x
2
-2x+3 => -4-3 ≤ x
2
-2x => -7 ≤ x
2
-2x => x
2
-2x+7 ≥ 0 => sem
raízes reais

Resolvendo a Eq.2:
x
2
-2x+3 ≤ 4 => x
2
-2x-1 ≤ 0


5.4. Domínio da Função Modular
Podemos determinar o domínio de algumas funções utilizando
inequações modulares:

Exemplo 1: Determinar o domínio da função


} 2 1 2 1 | {
2 1 ' '
2 1 '
raízes as s encontramo Bhaskara Aplicando
+ ≤ ≤ − ∈ =
¦
¹
¦
´
¦
+ =
− =
x IR x S
x
x
3 | |
1
) (

=
x
x f
Matemática I


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Resolução:



Exemplo 2: Determinar o domínio da função


Resolução:



Atividades

1. Seja f a função real dada por f(x) = ax£ + bx + c, com a > 0. Determine a,
b e c sabendo que as raízes da equação | f (x) | = 12 são -2, 1, 2 e 5.
Justifique.

| 1 | 2 ) ( − − = x x f
} 3 1 | { : Resposta
3 1 1 2 1 2 2 1 2
2 1 2 2 | 1 | 2 | 1 | 0 | 1 | 2 : Então
. 0 | 1 | 2 se IR em possível é só | 1 | 2 que Sabemos
≤ ≤ − ∈ =
≤ ≤ − ⇒ + ≤ ≤ + − ⇒ ≤ − ≤ −
≤ − ≤ − ⇒ ≤ − ⇒ − ≥ − − ⇒ ≥ − −
≥ − − − −
x IR x D
x x x
x x x x
x x
} 3 ou 3 | { : Resposta
3 ou 3 3 | | 0 3 | | : Então
. 0 3 | | se IR em possível é só
3 | |
1
que Sabemos
− ≠ ≠ ∈ =
− ≠ ≠ ⇒ ≠ ⇒ ≠ −
≠ −

x x IR x D
x x x x
x
x
Matemática I


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2. a) Esboce, para x real, o gráfico da função f(x) = | x - 2 | + | 2x + 1 | - x - 6.
O símbolo | a | indica o valor absoluto de um número real a e é definido por |
a | = a, se a µ 0 e | a | = - a, se a < 0.

b) Para que valores reais de x, f(x) > 2x + 2?




3. Dada a função: f(x) = | x - 1 | + 1, x Æ [-1, 2],
a) esboce o gráfico da função f;
b) calcule a área da região delimitada pelo gráfico da função f, pelo eixo das
abscissas e pelas retas x = -1 e x = 2.

4. O volume de água em um tanque varia com o tempo de acordo com a
seguinte equação:

V = 10 - |4 - 2t| - |2t - 6|, t Æ IRø

Nela, V é o volume medido em m¤ após t horas, contadas a partir de 8h de
uma manhã.
Determine os horários inicial e final dessa manhã em que o volume
permanece constante.

5. Esboce o gráfico da seguinte função real de variável real:

ý2x£ + | x | - 3, para x ´ -1 ou x µ 1
f(x) = þ
ÿË(1 - x£) para -1 < x <1

6. Sejam f e g as funções definidas para todo x Æ IR por f(x) = x£ - 4x + 4 e
g(x) = |x - 1|.

a) Calcule f(g(x)) e g(f(x)).
b) Esboce os gráficos das funções compostas fog e gof.

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7. Considere a função f: R ë R definida por f(2x) = |1 - x |.
Determine os valores de x para os quais f(x) = 2.

8. Considere uma quantidade Q > 0 e seja M um valor aproximado de Q,
obtido através de uma certa medição. O erro relativo E desta medição é
definido por

E = | Q - M | / Q.

Considere ainda um instrumento com uma precisão de medida tal que o
erro relativo de cada medição é de, no máximo, 0,02. Suponha que uma
certa quantidade Q foi medida pelo instrumento e o valor M = 5,2 foi obtido.
Determine o menor valor possível de Q.

9. Durante o ano de 1997 uma empresa teve seu lucro diário L dado pela
função

L(x) = 50 ( | x - 100 | + | x - 200 | )

onde x = 1, 2, ..., 365 corresponde a cada dia do ano e L é dado em reais.
Determine em que dias (x) do ano o lucro foi de R$10.000,00.

10. Resolver a equação x£ - 3| x | + 2 = 0, tomando como universo o
conjunto R dos números reais.

11. Determine os pontos de intersecção dos gráficos das funções reais
definidas por f(x)=|x| e g(x)=-x£+x+8 pelo método algébrico.

12. Seja f(x) = |2x£ - 1|, x Æ R. Determinar os valores de x para os quais f(x)
< 1.

13. Determine todos os valores de x Æ IR que satisfazem simultaneamente
às inequações seguintes:

(2x+3)/(x-1) µ 1

-x£ + 3x - 2 ´ 0

|x-2| - |x| µ 0

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14. Considere as inequações

(I) 3 ´ Ë(x + 1) ´ 4

(II) |2x - 11| ´ 9

a) Determine os conjuntos-soluções S(I) e S(II) das equações I e II
respectivamente.
b) Represente os conjuntos S(I) e S(II) na reta real.
c) Determine S(I) º S(II) e S(I) » S(II).

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Na(s) questão(ões) a seguir julgue os itens e escreva nos parênteses (V) se
for verdadeiro ou (F) se for falso.

15. Julgue os itens.

( ) Sendo a e b números reais, então Ë(a£ + b£) = a + b
( ) Se x é um número real, -1 < x ´ 1, então |x + 1| / |x + 2| - 3 = -1
( ) Se p é um número real não nulo, então a equação 2px£ - 2(p - 1)x - 1 =
0, tem duas raízes reais diferentes, qualquer que seja o valor de p.

16. Seja R o conjunto dos números reais. Considere a função f: IR ë IR,
definida por f(x) = |1 - |x||. Assim,

( ) f(-4) = 5.
( ) o valor mínimo de f é zero.
( ) f é crescente para x no intervalo [0,1].
( ) a equação f(x) = 1 possui três soluções reais distintas.



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6. FUNÇÃO EXPONENCIAL

Olá aluno,
Este capítulo traz uma ferramenta fascinante dentro da álgebra onde temos como exemplos
de aplicações extremamente conhecidas o crescimento populacional e o decaimento
radioativo.

6.1. Modelo da Função Exponencial
x
ba y =
→ y variável dependente
→ x variável independente
O coeficiente “b” da função exponencial determina a quantidade inicial da
grandeza representada no eixo “y”. No gráfico é o ponto onde a curva
exponencial intercepta o eixo “y”.
O coeficiente “a” da função exponencial determina a taxa de crescimento ou
decrescimento da grandeza do eixo “y” em relação a grandeza do eixo “x”.
Quando o valor do coeficiente “a” é maior que “1” a função é crescente.



Matemática I


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Quando o valor do coeficiente “a” esta no intervalo aberto entre “0 e 1” a
função é decrescente.

6.2. Equações Exponenciais
Equações exponenciais são, simplesmente, equações com incógnita no
expoente.
Exemplos:

Os dois métodos fundamentais utilizados na resolução de equações
exponenciais são:
• Método de redução a uma base comum;
• Método que utiliza o conceito e propriedades de logaritmos.
Trataremos neste capítulo apenas do primeiro método. O segundo será visto
no próximo capítulo sobre logaritmo.
6.2.1. Método de redução a uma base comum
Este método, como o próprio nome diz, consiste no uso de técnicas que
permitam, através de transformações baseadas nas propriedades de
potências, reduzir ambos os membros de uma equação a uma potência de
mesma base. É claro que o método só poderá ser utilizado caso seja possível
a redução.
Como a função exponencial é injetora podemos concluir que:

ou seja, que potências iguais e de mesma base têm expoentes iguais.
Veja alguns exemplos de equações exponenciais resolvidas aumentando o
nível de dificuldade de um exemplo para o outro.
Os exercícios foram selecionados visando apresentar técnicas de soluções
diferenciadas.

Matemática I


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Matemática I


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6.3. Inequações Exponenciais
A solução da Inequação exponencial é bem simples de ser encontrada.
Quando a base a ser cancelada é maior que “1” devemos manter o sinal da
desigualdade e quando a base esta no intervalo aberto entre “0 e 1” devemos
inverter a o sinal de desigualdade.
Caso 1: 1 > base (Manter a desigualdade)
( )
( )
1
2 3
2 2
64 2
6 3
3
− >
> +
>
>
+
+
x
x
x
x

{ } 1 / − > ∈ = x R x S
Caso 1: 1 0 < < base (Inverter a desigualdade)
Matemática I


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2
3
3 2
4 7 2
3
1
3
1
81
1
3
1
4 7 2
7 2


− ≥
≥ +
|
¹
|

\
|

|
¹
|

\
|
≤ |
¹
|

\
|
+
+
x
x
x
x
x

)
`
¹
¹
´
¦
− ≥ ∈ =
2
3
/ x R x S
6.4. Gráfico da Função Exponencial
Caso 1: 1 > base (Função Crescente)
Exemplo: ( )
x
e x f . 2 =

Observe como a função intercepta o eixo das ordenadas exatamente no ponto
“2” que é o valor do coeficiente “b”
Caso 1: 1 0 < < base (Função Decrescente)
Exemplo: ( )
x
x g
|
¹
|

\
|
=
2
1
. 1
Matemática I


103
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Observe como a função intercepta o eixo das ordenadas exatamente no ponto
“1” que é o valor do coeficiente “b”.
6.5. Aplicações da Função Exponencial
6.5.1. Crescimento Populacional de Bactérias
Exemplo:
As bactérias em um recipiente se reproduzem de forma tal que o
aumento do seu número em um intervalo de tempo de comprimento
fixo é proporcional ao número de bactérias presentes no início do
intervalo. Suponhamos que, inicialmente, haja 1000 bactérias no
recipiente e que, após 1 hora, este número tenha aumentado para
1500. Quantas bactérias haverá cinco horas após o início do
experimento?.

( )
a
a
a t n
a b y
t
x
=
=
=
=
5 , 1
. 1000 1500
. 1000
.
1


Logo o modelo da função do problema é

( ) ( )
t
t n 5 , 1 . 1000 =

Então para descobrirmos o número de bactérias após 5 horas basta
substituir no modelo encontrado

Matemática I


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( ) ( )
( )
( ) 7594 5
75 , 7593 5
5 , 1 . 1000 5
5

=
=
n
n
n


6.5.2. Meia-Vida (Decaimento Radioativo)
Exemplo:

A meia vida do isótopo radioativo do carbono (C
14
) é de 5500 anos.
Que percentual da massa original de C
14
restará em uma amostra
após 10000 anos?

( )
( )
5500
1
5500 1
5500 1
5500
5500
0
0
5500
0
0
2
2
2
2
1
.
2
. 5500
.
.



=
=
=
=
=
=
=
=
a
a
a
a
a m
m
a m m
a m t m
a b y
t
x


Logo o modelo da função do problema é

( )
t
m t m
|
|
¹
|

\
|
=

5500
1
0
2 .

Então para descobrirmos a massa após 10000 anos basta substituir
no modelo encontrado

( )
( )
( )
0
0 0
8 , 1
0
8 , 1
0
5500
10000
0
10000
5500
1
0
% 35 , 28
2835 , 0
5263 , 3
1
2
1
2 2 2
m t m
m m m t m
m m m t m

= = =
= =
|
|
¹
|

\
|
=

− −



Matemática I


105
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo



Atividades
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES.
Em um município, após uma pesquisa de opinião, constatou-se que o
número de eleitores dos candidatos A e B variava em função do tempo t, em
anos, de acordo com as seguintes funções:

A(t) = 2.10¦(1,6)

B(t) = 4.10¦(0,4)

Considere as estimativas corretas e que t = 0 refere-se ao dia 1 de janeiro
de 2000.

1. Calcule o número de eleitores dos candidatos A e B em 1 de janeiro de
2000.

2. Mostre que, em 1 de outubro de 2000, a razão entre os números de
eleitores de A e B era maior que 1.

3. Determine em quantos meses os candidatos terão o mesmo número de
eleitores.

4. Seja f: IR ë IR
x ë y = 3 Ñ¥

Sabendo-se que f(g(x)) = x£/81, obtenha:

a) um esboço do gráfico de f;

b) a lei da função g.

Matemática I


106
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5. Certa substância radioativa desintegra-se de modo que, decorrido o
tempo t, em anos, a quantidade ainda não desintegrada da substância é



em que S³ representa a quantidade de substância que havia no início. Qual
é o valor de t para que a metade da quantidade inicial desintegre-se?

6. A bula de certo medicamento informa que, a cada seis horas após sua
ingestão, metade dele é absorvida pelo organismo. Se uma pessoa tomar
200 mg desse medicamento, quanto ainda restará a ser absorvido pelo
organismo imediatamente após 18 horas de sua ingestão? E após t horas?

7. Segundo a lei do resfriamento de Newton, a temperatura T de um corpo
colocado num ambiente cuja temperatura é T³ obedece à seguinte relação:



Nesta relação, T é medida na escala Celsius, t é o tempo medido em horas,
a partir do instante em que o corpo foi colocado no ambiente, e k e c são
constantes a serem determinadas. Considere uma xícara contendo café,
inicialmente a 100°C, colocada numa sala de temperatura 20°C. Vinte
minutos depois, a temperatura do café passa a ser de 40°C.
a) Calcule a temperatura do café 50 minutos após a xícara ter sido colocada
na sala.
b) Considerando Øn 2 = 0,7 e Øn 3 = 1,1, estabeleça o tempo aproximado em
que, depois de a xícara ter sido colocada na sala, a temperatura do café se
reduziu à metade.

Matemática I


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8. No programa de rádio HORA NACIONAL, o locutor informa:

"Atenção, senhores ouvintes. Acabamos de receber uma notificação da
defesa civil do País alertando para a chegada de um furacão de grandes
proporções nas próximas 24 horas. Pede-se que mantenham a calma, uma
vez que os órgãos do governo já estão tomando todas as providências
cabíveis".

Para atender às solicitações que seguem, suponha que o número de
pessoas que tenha acesso a essa informação, quando transcorridas t horas
após a divulgação da notícia, seja dado pela expressão



sendo t µ 0 e P a população do País.

a) Calcule o percentual da população que tomou conhecimento da notícia
no instante de sua divulgação.
b) Calcule em quantas horas 90% da população tem acesso à notícia,
considerando que, em 1 hora após a notícia, 50% da população do país já
conhecia a informação.

Matemática I


108
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9. O gráfico a seguir ilustra o número de assinantes residenciais da Internet
no Brasil, em milhares, nos últimos cinco anos.



A partir desses dados, é importante obter um modelo matemático capaz de
estimar o número de assinantes residenciais da Internet do Brasil em datas
diferentes das fornecidas. Para isso, aproxima-se o número anual de
assinantes, em milhares, por uma função exponencial do tipo mostrado
abaixo do gráfico em que t é o ano, e=2,718... é a base do sistema
neperiano de logaritmos, A e k são constantes a serem determinadas.

Considerando que F(1998)=1.600 e F(1999)=2.000, calcule, em centenas
de milhares, a estimativa do número de assinantes no ano de 2003,
desprezando a parte fracionária de seu resultado, caso exista.

10. Considere função dada por f(x)= 3£Ñ®¢ + m 3Ñ + 1.
a) Quando m = - 4, determine os valores de x para os quais f(x) = 0.
b) Determine todos os valores reais de m para os quais a equação f(x) = m
+ 1 não tem solução real x.

11. Suponha que o preço de um automóvel tenha uma desvalorização
média de 19% ao ano sobre o preço do ano anterior. Se F representa o
preço inicial (preço de fábrica) e p (t), o preço após t anos, pede-se:
a) a expressão para p (t);
b) o tempo mínimo necessário, em número inteiro de anos, após a saída da
fábrica, para que um automóvel venha a valer menos que 5% do valor
inicial. Se necessário, use: log 2 ¸ 0,301 e log 3¸0,477.

Matemática I


109
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12. Suponha que o número de indivíduos de uma determinada população
seja dado pela função: F(t)=a.2ö , onde a variável t é dada em anos e a e b
são constantes.

a) Encontre as constantes a e b de modo que a população inicial (t=0) seja
igual a 1024 indivíduos e a população após 10 anos seja a metade da
população inicial.

b) Qual o tempo mínimo para que a população se reduza a 1/8 da
população inicial?

c) Esboce o gráfico da função F(t) para tÆ[0,40].

13. O processo de resfriamento de um determinado corpo é descrito por:



onde T(t)é a temperatura do corpo, em graus Celsius, no instante t, dado
em minutos, TÛ é a temperatura ambiente, suposta constante, e ‘ e ’ são
constantes. O referido corpo foi colocado em um congelador com
temperatura de -18°C. Um termômetro no corpo indicou que ele atingiu 0°C
após 90 minutos e chegou a -16°C após 270 minutos.

a) Encontre os valores numéricos das constantes ‘ e ’.
b) Determine o valor de t para o qual a temperatura do corpo no congelador
é apenas (2/3)°C superior à temperatura ambiente.

14. A função L(x) = aeöÑ fornece o nível de iluminação, em luxes, de um
objeto situado a x metros de uma lâmpada.
a) Calcule os valores numéricos das constantes a e b, sabendo que um
objeto a 1 metro de distância da lâmpada recebe 60 luxes e que um objeto a
2 metros de distância recebe 30 luxes.
b) Considerando que um objeto recebe 15 luxes, calcule a distância entre a
lâmpada e esse objeto.

Matemática I


110
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15. Um objeto parte do ponto A, no instante t = 0, em direção ao ponto B,
percorrendo, a cada minuto, a metade da distância que o separa do ponto
B, conforme figura. Considere como sendo de 800 metros a distância entre
A e B.



Deste modo, ao final do primeiro minuto (1¡. período) ele deverá se
encontrar no ponto A; ao final do segundo minuto (2¡. período), no ponto
A‚; ao final do terceiro minuto (3¡. período), no ponto Aƒ, e, assim,
sucessivamente.
Suponhamos que a velocidade se reduza linearmente em cada período
considerado.
a) Calcule a distância percorrida pelo objeto ao final dos 10 primeiros
minutos. Constate que, nesse instante, sua distância ao ponto B é inferior a
1 metro.
b) Construa o gráfico da função definida por "f(t) = distância percorrida pelo
objeto em t minutos", a partir do instante t = 0.

16. Resolva, em IR, a equação




Matemática I


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17. Determine uma das soluções da equação




18. A inflação anual de um país decresceu no período de sete anos. Esse
fenômeno pode ser representado por uma função exponencial do tipo f(x) =
a.bÑ, conforme o gráfico a seguir.



Determine a taxa de inflação desse país no quarto ano de declínio.

19. Resolva o sistema

ý3Ñ + 3Ò = 36
þ
ÿ3Ñ ® Ò = 243

Matemática I


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20. a) Ao resolver uma questão, José apresentou o seguinte raciocínio:

"Como 1/4>1/8 tem-se (1/2)£>(1/2)¤ e conclui-se que 2>3."

Identifique o erro que José cometeu em seu raciocínio, levando-o a essa
conclusão absurda.

b) Sem cometer o mesmo erro que José, determine o menor número m,
inteiro e positivo, que satisfaz à inequação:




21. Determinar o valor de x na equação 5Ñ®¢ + 5Ñ + 5Ñ¢ = 775.

22. O valor de x, que satisfaz a equação

2£Ñ®¢ - 3.2Ñ®£ = 32, é:

23. Em um experimento com uma colônia de bactérias, observou-se que
havia 5.000 bactérias vinte minutos após o início do experimento e, dez
minutos mais tarde, havia 8.500 bactérias. Suponha que a população da
colônia cresce exponencialmente, de acordo com a função P(t) = P³eÑ , em
que P³ é a população inicial, x é uma constante positiva e P(t) é a
população t minutos após o início do experimento. Calcule o valor de
P³/100, desprezando a parte fracionária de seu resultado, caso exista.

24. Duas funções f(t) e g(t) fornecem o número de ratos e o número de
habitantes de uma certa cidade em função do tempo t (em anos),
respectivamente, num período de 0 a 5 anos. Suponha que no tempo inicial
(t = 0) existiam nessa cidade 100 000 ratos e 70 000 habitantes, que o
número de ratos dobra a cada ano e que a população humana cresce 2 000
habitantes por ano. Pede-se:
a) As expressões matemáticas das funções f(t) e g(t).
b) O número de ratos que haverá por habitante, após 5 anos.

25. Resolva as equações exponenciais, determinando os correspondentes
valores de x.
a) 7Ѥ + 7ѣ + 7Ѣ = 57
b) (1/3)Ñ + (1/3)Ñ®¢ - (1/3)Ñ£ = -207

Matemática I


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26. Considere a equação 2Ñ + m2£Ñ - 2m - 2 = 0, onde m é um número real.

a) Resolva essa equação para m = 1.

b) Encontre todos os valores de m para os quais a equação tem uma única
raiz real.

27. Seja a, 0 < a < 1, um número real dado. Resolva a inequação
exponencial a£Ñ®¢ > (1/a)Ѥ.

28. Seja uma função f definida como mostra a função a seguir


. Determine os valores de x tais que f(x) seja menor do que 8.











Matemática I


114
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7. FUNÇÃO LOGARÍTIMICA

Prezado Aluno,
Neste capítulo, você entrará em contato com uma teoria fascinante, com aplicações em
diversas áreas, e com simplificadora de alguns cálculos problemáticos da própria
Matemática. É comum escutarmos de alguns professores de Matemática do Ensino Médio
que ensinam logaritmo, que embora lecionem este conteúdo, ele não serve para nada.
Cuidado, aluno de licenciatura, pois falas como essa inibem o aprendizado do aluno e
retiram a beleza da Matemática. Ninguém conhece todas as aplicações de um determinado
conteúdo, mas procurar conhecer é essencial na atividade de um professor. Por exemplo,
com logaritmo conseguimos calcular o nível sonoro de uma onda, medir a energia liberada
por um terremoto, calcular o PH de uma substância, e outras aplicações que você verá com
maior detalhe ao longo deste capítulo.


7.1. Uma Breve História
Os logaritmos, como instrumento de cálculo, surgiram para realizar
simplificações, uma vez que transformam multiplicações e divisões nas
operações mais simples de soma e subtração.
Napier foi um dos que impulsionaram fortemente seu desenvolvimento,
perto do início do século XVII. Ele é considerado o inventor dos logaritmos,
muito embora outros matemáticos da época também tenham trabalhado com
ele.
Já antes dos logaritmos, a simplificação das operações era realizada através
das conhecidas relações trigonométricas, que relacionam produtos com
somas ou subtrações. Esse processo de simplificação das operações
envolvidas passou a ser conhecido como prostaférese, sendo largamente
utilizado numa época em que as questões relativas à navegação e à
astronomia estavam no centro das atenções. De fato, efetuar multiplicações
ou divisões entre números muito grandes era um processo bastante
dispendioso em termos de tempo. A simplificação, provocada pela
prostaférese, era relativa e, sendo assim, o problema ainda permanecia.

John Napier
(1550-1617)
Matemática I


115
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O método de Napier baseou-se no fato de que associando aos termos de
uma progressão geométrica

b, b
2
, b
3
, b
4
, b
5
, … , b
n
, …
os termos da progressão aritmética
1, 2, 3, 4, 5, ... , n, ...
Então, ao produto de dois termos da primeira progressão, b
m
.b
p
, está
associada a soma m+p dos termos correspondentes na segunda progressão.
Considerando, por exemplo,
PA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
PG 2 4 8 16 32 64 128 256 512 1024 2048 4096 8192 16394
Para efetuar, por exemplo, 256 x 32, basta observar que:
• 256 na segunda linha corresponde a 8 na primeira;
• 32 na segunda linha corresponde a 5 na primeira;

• como 8+5=13,

• 13 na primeira linha corresponde a 8192 na segunda.
Assim, 256x32=8192 resultado esse que foi encontrado através de uma
simples operação de adição.
A fim de que os números da progressão geométrica estivessem bem
próximos, para ser possível usar interpolação e preencher as lacunas entre os
termos na correspondência estabelecida, evitando erros muito grosseiros,
Napier escolheu para razão o número 9999999 , 0
10
1
1
7
= − = b , que é bem
próximo de 1. Segundo Eves, para evitar decimais, ele multiplicava cada
potência
por
7
10 . Então, se
L
N
|
¹
|

\
|
− =
7
7
10
1
1 10 , ele chamava L de "logaritmo" do
número N.
Assim, o logaritmo de Napier de
7
10 é 0 e o de
|
¹
|

\
|

7
7
10
1
1 10 é 1.
Enquanto Napier trabalhava com uma progressão geométrica onde o
primeiro termo era 10
7
.b e a razão b, ao que parece, de forma
independente, Bürgi também lidava com o problema dos logaritmos.
Bürgi empregou uma razão um pouco maior do que 1, qual seja
1,0001=1+10
-4
. O primeiro termo de sua PG era 10
8
e ele desenvolveu uma
tabela com 23027 termos.
Matemática I


116
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Como Napier, Bürgi considerou uma PG cuja razão era muito próxima de 1,
a fim de que os termos da seqüência fossem muito próximos e os cálculos
pudessem ser realizados com boas aproximações.
Posteriormente, Napier, juntamente com Briggs, elaboraram tábuas de
logaritmos mais úteis de modo que o logaritmo de 1 fosse 0 e o logaritmo de
10 fosse uma potência conveniente de 10, nascendo assim os
logaritmos briggsianos ou comuns, ou seja, os logaritmos dos dias de hoje.
Ainda segundo Eves, durante anos ensinou-se a calcular com logaritmos na
escola média ou no início dos cursos superiores de Matemática; também por
muitos anos a régua de cálculo logarítmica foi o símbolo do estudante de
engenharia do campus universitário.
Hoje, porém, com o advento das espantosas e cada vez mais baratas e
rápidas calculadoras, ninguém mais em sã consciência usa uma tábua de
logaritmos ou uma régua de cálculo para fins computacionais. O ensino dos
logaritmos, como um instrumento de cálculo, está desaparecendo das
escolas, os famosos construtores de réguas de cálculo de precisão estão
desativando sua produção e célebres manuais de tábuas matemáticas
estudam a possibilidade de abandonar as tábuas de logaritmos. Os produtos
da grande invenção de Napier tornaram-se peças de museu.
A função logarítmica, porém, nunca morrerá pela simples razão de que as
variações exponencial e logarítmica são partes vitais da natureza e da
análise. Conseqüentemente, um estudo das propriedades da função
logarítmica e de sua inversa, a função exponencial, permanecerá sempre uma
parte importante do ensino da Matemática.
Recentemente, no século XX, com o desenvolvimento da Teoria da
Informação, Shannon descobriu que a velocidade máxima C
máx
- em bits por
segundo - com que sinais de potência S watts podem passar por um canal de
comunicação, que permite a passagem, sem distorção, dos sinais de
freqüência até B hertz, produzindo um ruído de potência máxima N watts, é
dada por:
|
¹
|

\
|
=
N
S
B C
máx 2
log
Dessa forma, os logaritmos claramente assumem um papel fundamental, pois
constituem uma ferramenta essencial no contexto da moderna tecnologia
7.2. Definição de Logaritmo
“A base do Logaritmo elevada ao logaritmo é igual ao logaritmando”
c a
b
= log
a b
c
=

Matemática I


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Condição de Existência do Logaritmo
O Logaritmando deve ser maior que zero.
A base do logaritmo deve ser maior que zero e diferente de 1.

7.3. Propriedades em Consequencia da Definição
7.3.1. O Logaritmo de “1” em qualquer base válida é igual a
zero.
Exemplo:
0 1 log 1 log 1 log
5
1 7 3
= = =
7.3.2. Quando a base do Logaritmo coincide com o
logaritmando a solução é o expoente
do logaritmando
Exemplo:
13 7 log
13
7
=
7.3.3. Base real elevada a um expoente logarítmico onde a base
do logaritmo coincide com a base
real, a solução é o logaritmando
Exemplo:
5 2
5 log
2
=
7.3.4. Igualdade de logaritmos de mesma base equivale a
igualdade de seus logaritmandos
Exemplo:
Matemática I


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( ) ( )
( ) ( )
6
3 9 2
9 3 2
9 log 3 2 log
3 3
=
− = −
+ = +
+ = +
x
x x
x x
x x

7.4. Propriedades Operatórias de Logaritmo
7.4.1. Propriedade da Potência
( ) a n a
c
n
c
log log =
7.4.2. Propriedade do Produto
( ) b a b a
c c c
log log log + = +
7.4.3. Propriedade do Quociente

b a
b
a
c c c
log log log − = |
¹
|

\
|

7.5. Logaritmos Especiais
É importante conhecermos a grafia destes logaritmos que ao longo do tempo
receberão uma representação diferenciada.
7.5.1. O Logaritmo Decimal
É o logaritmo onde a base é o número natural “10 (dez)” .
a a
10
log log =
Matemática I


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7.5.2. O Logaritmo Neperiano
É o logaritmo onde a base é o número irracional “e = 2,718...” conhecido
como número de Euler.
a na
e
log = l
7.5.3. Cologaritmo
( ) a a Co
c c
log 1 log − =
7.6. Mudança de Base de um Logaritmo

Podemos mudar a base do logaritmo para qualquer base que desejarmos, sendo que tem
que ser uma base válida, ou seja, positiva e diferente de 1.

A mudança é feita da seguinte forma
Para converter a
b
log para base “c”
b
a
a
c
c
b
log
log
log =
Ou seja, fazemos log do antigo logaritmando na base desejada, sobre log da
antiga base na base desejada.
Veja o exemplo:
Calcule 15 log
2
, adotando log 2 = 0,3 e log 3= 0,48.
Inicialmente, mudando para a base decimal
2 log
15 log
15 log
2
=
Trocando 15 por
2
30
, temos:
2 log
2
30
log
15 log
2
|
¹
|

\
|
=
Agora, aplicando a propriedade do quociente
Matemática I


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2 log
2 log 30 log
15 log
2

=
Fatorando o logaritmando “30” , temos:
( )
2 log
2 log 10 log 3 log
15 log
2 log
2 log 10 3 log
15 log
2
2
− +
=

=
x

Aplicando os valores aproximados de logaritmo decimal de “2” e logaritmo
decimal de “3”, e observando que temos a propriedade de logaritmando igual
a base do logaritmo, encontramos:
93 , 3
3 , 0
18 , 1
3 , 0
3 , 0 1 48 , 0
15 log
2
≅ =
− +
=
7.7. Equações Logarítmicas
Antes de iniciar a solução de uma equação logarítmica é muito importante
montar sua condição de existência. Nos exemplos abaixo era será registrada
antes do início de cada solução.
Exemplo 1: ( ) 3 4 log
2
2
= − + x x
Condição de Existência { 0 4
2
> − + x x
Resolvendo temos
3 2
2 4 = − + x x
Logo, x = -4 ou x = 3
Testando as raízes,
x = -4
( ) ( )
( ) verdadeiro 0 8
0 8 16
0 4 4 4
2
>
> −
> − − + −

x = 3
Matemática I


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( ) ( )
( ) verdadeiro 0 1
0 1 9
0 4 3 3
2
>
> −
> − +

Logo, o conjunto solução é { } 3 , 4 − = S
Exemplo 2: ( ) 0 15 log 2 log
2
2
2
= − − x x
Condição de Existência { 0 > x
Vamos utilizar o artifício de trocar momentaneamente y x =
2
log . Obtemos
uma simples equação quadrática:
0 15 2
2
= − − y y
Onde suas raízes são y = -3 e y = 5
Retornando ao artifício temos;
8
1
2
3 log
3
2
=
=
− =

x
x
x

32
2
5 log
5
2
=
=
=
x
x
x

Testando as raízes na condição de existência, temos:
( )
( ) verdadeiro
verdadeiro
0 32
0
8
1
>
>

Logo, o conjunto solução é
)
`
¹
¹
´
¦
= 32 ,
8
1
S
Exemplo 3: 0 2 4 log log
4
= − +
x
x
Condição de Existência
¹
´
¦

>
1
0
x
x

Vamos mudar para “4” a base do segundo logaritmo.
0 2
log
4 log
log
4
4
4
= − +
x
x
0 2
log
1
log
4
4
= − +
x
x
Matemática I


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Retirando o MMC (mínimo múltiplo comum), temos:
( ) 0 1 log 2 log
4
2
4
= + − x x
Vamos utilizar o artifício de trocar momentaneamente y x =
4
log . Obtemos
uma simples equação quadrática:
0 1 2
2
= + − y y
Onde sua única raiz é y = 1
Retornando ao artifício temos:
4
4
1 log
1
4
=
=
=
x
x
x

Testando a raíz na condição de existência, temos:
( )
( ) verdadeiro
verdadeiro
1 4
0 4

>

Logo, o conjunto solução é { } 4 = S
7.8. Inequações Logarítmicas
a) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre logaritmos de
mesma base
Existem dois casos para serem considerados:
• A base é maior que 1. Nesse caso, a relação desigualdade entre
( ) x f e ( ) x g tem o mesmo sentido que a desigualdade entre os
logaritmos. Para existirem os logaritmos, devemos impor também
que ( ) x f e ( ) x g sejam positivos. Então, a solução pode ser obtida
impondo-se que
( ) ( ) ( ) ( ) x g x f x g x f
a a
< < ⇒ < 0 log log
• A base está entre 0 e 1. Nesse caso, a relação de desigualdade entre
( ) x f e ( ) x g tem sentido contrário ao da desigualdade entre os
logaritmos. Para existirem os logaritmos, devemos impor também
que ( ) x f e ( ) x g sejam positivos. Então a solução pode ser obtida
impondo-se que:
( ) ( ) ( ) ( ) 0 log log > > ⇒ < x g x f x g x f
a a

Matemática I


123
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

Exemplo 1: ( ) x x
3 3
log 5 2 log < −
Condições: ( ) x x < − < 5 2 0
Logo, temos:
( )
( ) 5 5 2
2
5
0 5 2
< ⇒ < −
> ⇒ > −
x x x
x x

Da interseção dos intervalos acima, resulta-se:
)
`
¹
¹
´
¦
< < ∈ = 5
2
5
/ x R x S
Exemplo 2: ( ) 2 log log
2
1
2
2
1
+ < x x
Condições: 0 2
2
> + > x x
Logo, temos:
2 1 0 2 2
2 0 2
2 2
> − < ⇒ > − − ⇒ + >
− > ⇒ > +
x ou x x x x x
x x

Da interseção dos intervalos acima, resulta-se:
{ } 2 1 2 / > − < < − ∈ = x ou x R x S

b) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre um logaritmo e
um número real
Para resolver uma equação deste tipo
( ) k x f
a
> log ou ( ) k x f
a
< log
Basta substituir “k” por
r
a
a log ; assim, retornaremos numa equação do tipo
da letra (a) deste tópico. Veja nos exemplos abaixo:
Exemplo 1:
( )
( )
4
2 2
2
2 log 1 2 log
4 1 2 log
< −
< −
x
x

Condições: ( ) 16 1 2 0 < − < x
Matemática I


124
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

)
`
¹
¹
´
¦
< < ∈ =
2
17
2
1
/ x R x S
Exemplo 2:

( )
( )
2
3
1
2
3
1
2
3
1
3
1
log 8 log
2 8 log

|
¹
|

\
|
> −
− > −
x x
x x

Condições: 9 8 0
2
< − < x x
Logo, temos:
9 1 0 9 8 9 8
8 0 0 8
2 2
2
< < − ⇒ < − − ⇒ < −
> < ⇒ > −
x x x x x
x ou x x x

Da interseção dos intervalos acima, resulta-se:
{ } 9 8 0 1 / < < < < − ∈ = x ou x R x S
7.9. Gráfico de uma função Logarítmica
O Gráfico da função logarítmica é crescente quando a base é maior que “1”.
Veja o exemplo da função ( ) ( ) x x f
10
log =


O Gráfico da função logarítmica é decrescente quando a base esta no
intervalo 1 0 < < x .
Matemática I


125
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

Veja o exemplo da função ( ) ( ) x x f
2
1
log =

7.10. Aplicações da Função Logarítmica
7.10.1. Nível Sonoro
Pierre Bouguer (1760) e depois Ernst Heinrich Weber (1831) estudaram a
menor variação perceptível para determinados estímulos. Para isso
apresentaram estímulos variáveis a diversos indivíduos para determinar o
funcionamento quantitativo de diversos tipos de percepção. A lei de
Bouguer-Weber estipulava que o limiar sensorial (a menor diferença
perceptível entre dois valores de um estímulo) aumenta linearmente com o
valor do estímulo de referência. O médico Gustav Fechner (inventor do
termo psicofísica) modificou essa lei, para que ela se tornasse válida aos
valores extremos do estímulo: "a sensação varia como o logaritmo da
excitação". Esta lei pode ser aplicada a diversas formas de percepção. Não se
sabe ao certo a causa neurológica dessa lei, mas ela pode ser percebida em
diversos fenômenos da percepção. Por exemplo, na percepção de alturas, as
pessoas percebem intervalos iguais, quando suas freqüências variam
exponencialmente. Por exemplo, a relação entre as freqüências de 220 Hz e
440 Hz é percebida como um intervalo de uma oitava. A relação entre 440
Hz e 880 Hz é percebida como um intervalo igual de uma oitava, mesmo que
a distância real entre as freqüências não seja igual. Relações semelhantes se
aplicam à percepção de intensidade sonora, intensidade luminosa, cores e
diversos outros aspectos da percepção
A lei de Weber-Fechner é dada pela expressão
|
|
¹
|

\
|
=
0
log 10
I
I
NS
Matemática I


126
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

NS - Nível Sonoro (dB)
I - Intensidade das ondas sonoras do ambiente (W/m
2
)
0
I - Intensidade Mínima Auditiva “limiar auditivo” (W/m
2
)
2 12
0
/ 10 m W I

=
7.10.2. Escala Richter
A escala Richter, desenvolvida originalmente em 1935 por Charles Richter e
Beno Gutenberg, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), é uma
forma de medir a magnitude dos terremotos com base nas ondas sísmicas
que se propagam a partir do local de origem do tremor no subsolo. Quanto
maior a energia liberada pelo terremoto, maior a amplitude do movimento do
solo causada por ele, e maior a pontuação na escala Richter. A escala, em
princípio, não tem limites, mas terremotos com magnitude 10 ou superior
nunca foram registrados.
A escala Richter usa logaritmos como base matemática, o que, na prática,
significa que uma variação de apenas um número na magnitude de um
terremoto -- passando de 7 para 8, por exemplo -- na verdade significa um
aumento de dez vezes na amplitude. Em relação à energia liberada pelo
terremoto, a diferença de um terremoto 7 para um 8 equivale a 32 vezes mais
energia.

Os efeitos de um terremoto obviamente dependem, entre outras coisas, de
sua magnitude na escala Richter. Até a magnitude 1,9, por exemplo, só
sismógrafos são capazes de detectar o tremor. Os primeiros danos aparecem
em magnitudes entre 4 e 4,9, com quebra de janelas e outros objetos. Com
magnitudes entre 7 e 7,9, prédios podem sair de suas fundações e rachaduras
aparecem no solo.

Nas estimativas de energia liberada no interior do planeta pelos tremores, a
pontuação 7 na escala Richter equivale à maior bomba termonuclear já
testada pelo homem. No nível 10, a energia gerada seria parecida com a da
explosão de um meteorito de 20 km ao atingir a Terra. Grande parte dessa
energia, no entanto, fica retida no fundo do planeta e não chega à superfície
quando um terremoto ocorre.
|
|
¹
|

\
|
=
0
log
3
2
E
E
r
r - Registro na Escala Richter (dB)

Charles Richter
(1-1)

Beno Gutenberg
(1-1)
Matemática I


127
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

E - Energia Liberada registrada (W/m
2
)
0
E - Energia Mínima Percebida (W/m
2
)
2 12
0
/ 10 m W I

=




Atividades
1. Segundo a lei do resfriamento de Newton, a temperatura T de um corpo
colocado num ambiente cuja temperatura é T³ obedece à seguinte relação:



Nesta relação, T é medida na escala Celsius, t é o tempo medido em horas,
a partir do instante em que o corpo foi colocado no ambiente, e k e c são
constantes a serem determinadas. Considere uma xícara contendo café,
inicialmente a 100°C, colocada numa sala de temperatura 20°C. Vinte
minutos depois, a temperatura do café passa a ser de 40°C.
a) Calcule a temperatura do café 50 minutos após a xícara ter sido colocada
na sala.
b) Considerando Øn 2 = 0,7 e Øn 3 = 1,1, estabeleça o tempo aproximado em
que, depois de a xícara ter sido colocada na sala, a temperatura do café se
reduziu à metade.

Matemática I


128
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

2. Suponha que o preço de um automóvel tenha uma desvalorização média
de 19% ao ano sobre o preço do ano anterior. Se F representa o preço
inicial (preço de fábrica) e p (t), o preço após t anos, pede-se:
a) a expressão para p (t);
b) o tempo mínimo necessário, em número inteiro de anos, após a saída da
fábrica, para que um automóvel venha a valer menos que 5% do valor
inicial. Se necessário, use: log 2 ¸ 0,301 e log 3¸0,477.

3. A função L(x) = aeöÑ fornece o nível de iluminação, em luxes, de um
objeto situado a x metros de uma lâmpada.
a) Calcule os valores numéricos das constantes a e b, sabendo que um
objeto a 1 metro de distância da lâmpada recebe 60 luxes e que um objeto a
2 metros de distância recebe 30 luxes.
b) Considerando que um objeto recebe 15 luxes, calcule a distância entre a
lâmpada e esse objeto.

4. a) Seja f : IR ë IR*ø uma função do tipo f(x) = k . aÑ cujo gráfico passa
pelos pontos (2, 2) e (3, 4). Determine a inversa da função f, fornecendo sua
lei de formação, seu domínio e contra-domínio.

b) No plano cartesiano a seguir, encontra-se representado o gráfico da
função f : ]0,+¶[ ë IR, definida por f(x) = log‚ (x). Construa, neste mesmo
plano cartesiano, o gráfico da função g : ]0,+¶[ ë IR, definida por g(x) =
log‚ (2x).




Matemática I


129
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5. Seja f: ] 0 , ¶ [ ë IR dada por f(x) = logƒ x.



Sabendo que os pontos (a, -’), (b, 0), (c, 2) e (d, ’) estão no gráfico de f,
calcule b + c + ad.

6. Numa plantação de certa espécie de árvore, as medidas aproximadas da
altura e do diâmetro do tronco, desde o instante em que as árvores são
plantadas até completarem 10 anos, são dadas respectivamente pelas
funções:



a) Determine as medidas aproximadas da altura, em metros, e do diâmetro
do tronco, em centímetros, das árvores no momento em que são plantadas.
b) A altura de uma árvore é 3,4 m. Determine o diâmetro aproximado do
tronco dessa árvore, em centímetros.

Matemática I


130
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

7. O brilho de uma estrela percebido pelo olho humano, na Terra, é
chamado de magnitude aparente da estrela. Já a magnitude absoluta da
estrela é a magnitude aparente que a estrela teria se fosse observada a
uma distância padrão de 10 parsecs (1 parsec é aproximadamente 3 × 10¢¤
km). As magnitudes aparente e absoluta de uma estrela são muito úteis
para se determinar sua distância ao planeta Terra. Sendo m a magnitude
aparente e M a magnitude absoluta de uma estrela, a relação entre m e M é
dada aproximadamente pela fórmula

M = m + 5 . logƒ (3 .d¡'¥©)

onde d é a distância da estrela em parsecs. A estrela Rigel tem
aproximadamente magnitude aparente 0,2 e magnitude absoluta - 6,8.
Determine a distância, em quilômetros, de Rigel ao planeta Terra.

8. A área da região hachurada na figura A vale log³ t, para t>1.



a) Encontre o valor de t para que a área seja 2.

b) Demonstre que a soma das áreas das regiões hachuradas na figura B
(onde t = a) e na figura C (onde t = b) é igual à área da região hachurada na
figura D (onde t = ab).

9. Em uma cidade, a população que vive nos subúrbios é dez vezes a que
vive nas favelas. A primeira, porém, cresce 2% ao ano, enquanto a segunda
cresce 15% ao ano.
Admita que essas taxas de crescimento permaneçam constantes nos
próximos anos.
a) Se a população que vive nas favelas e nos subúrbios hoje é igual a 12,1
milhões de habitantes, calcule o número de habitantes das favelas daqui a
um ano.
b) Essas duas populações serão iguais após um determinado tempo t,
medido em anos.
Se t = 1/logx, determine o valor de x.

Matemática I


131
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

10. Em 2002, um banco teve lucro de um bilhão de reais e, em 2003, teve
lucro de um bilhão e duzentos milhões de reais. Admitindo o mesmo
crescimento anual para os anos futuros, em quantos anos, contados a partir
de 2002, o lucro do banco ultrapassará, pela primeira vez, um trilhão de
reais?
(Obs.: use as aproximações Øn (1000) ¸ 6,907, Øn (1,2) ¸ 0,182.)

11. O preço p de um terreno daqui a t anos é estimado pela relação p = a .
(b) .
a) Se hoje o terreno vale R$ 80.000,00 e o valor estimado daqui a 10 anos é
R$120.000,00, obtenha a e b.
b) Se a estimativa fosse dada por p = a . (1,02) , daqui a quantos anos o
preço do terreno dobraria?

12. Uma empresa estima que após completar o programa de treinamento
básico, um novo vendedor, sem experiência anterior em vendas, será capaz
de vender V(t) reais em mercadorias por hora de trabalho, após t meses do
início das atividades na empresa. Sendo V(t) = A - B.3¾ , com A, B e n
constantes obtidas experimentalmente, pede-se:
a) determinar as constantes A, B e n, sabendo que o gráfico da função V é



b) admitindo-se que um novo programa de treinamento básico introduzido
na empresa modifique a função V para V(t) = 55 - 24.3 , determinar t para
V(t) = 50. Adote nos cálculos log 2 = 0,3 e log 3 = 0,5.

13. Paulo é pecuarista e possui um rebanho bovino de 1.200 cabeças, cuja
taxa de crescimento anual é uma porcentagem representada por t. Paulo
realizou a venda de 1.800 cabeças, comprometendo-se a entregar 1.000 no
final de 1 ano e, as outras 800, no final de 2 anos.
a) Determine t, considerando que, após a 2 entrega, não sobre cabeça
alguma.
b) Se log 2 = 0,3 e t = 25%, quantos anos aproximadamente o pecuarista
levaria para fazer a 2 entrega?

Matemática I


132
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

14. A população de uma cidade cresce aproximadamente 4,166...% ao ano,
ou seja, 1/24 ao ano.
Após quantos anos o número de habitantes dessa cidade será o dobro da
sua população atual?
São dados: log 2 = 0,30 e log 3 = 0,48.

15. Dada a equação x = (1 + y)¾, onde Øn x = 16 e Øn (1 + y) = 8, tal que x >
0 e y > -1, determine o valor de n.

16. Sabendo-se que



calcule o valor do menor inteiro a que satisfaz a inequação log… 6 + log† 7 +
log‡ 8 + logˆ 5 < a.

17. Resolvendo o sistema

ýlog x + log y = 5
þ ,
ÿlog x - log y = 7

x e y assumirão que valores?

18. Seja a função f(x) = log [(1 - x)/(1 + x)]. Verifique que, se x e x‚ Æ (-1 ,
1), a igualdade f(x) + f(x‚) = f[(x + x‚)/(1 + xx‚)] é verdadeira.

19. Resolva a equação do 2¡. grau (log‚ a) . x£ + (log‚ a) . x - 2 log‚ N = 0 na
variável x, onde a e N são números estritamente positivos.

Matemática I


133
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

20. Seja a função f dada por



Determine todos os valores de x que tornam f não-negativa.

21. Para b > 1 e x > 0, resolva a equação em x:




22. O número de bactérias numa cultura, depois de um tempo t, é dado pela
função N(t) = N³ . eÑ , em que N³ é o número inicial de bactérias e x é a taxa
de crescimento. Se a taxa de crescimento é de 5% ao minuto, em quanto
tempo a população de bactérias passará a ser o dobro da inicial?
Dado: Øn 2 = 0,6931

Matemática I


134
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

23. Leia atentamente a reportagem a seguir.

UMA BOA NOTÍCIA
Lançado na semana passada, o livro "Povos Indígenas no Brasil -
1996/2000" mostra que as tribos possuem hoje cerca de 350.000 habitantes
e crescem ao ritmo de 3,5% ao ano, quase o dobro da média do restante da
população. Mantendo o atual ritmo de crescimento, é possível imaginar que
a população indígena demoraria 60 anos para atingir o tamanho registrado
em 1500, na época do Descobrimento.
(Adaptado de "Veja", 11/04/2001.)

Admita que a população indígena hoje seja de exatamente 350.000
habitantes, e que sua taxa de crescimento anual seja mantida em 3,5%.
De acordo com esses dados, estime a população das tribos indígenas do
Brasil nos seguintes momentos:

a) daqui a um ano;

b) em 1500, utilizando a tabela de logaritmos a seguir.




24. Um grupo de 20 ovelhas é libertado para reprodução numa área de
preservação ambiental. Submetidas a um tratamento especial, o número N
de ovelhas existentes após t anos pode ser estimado pela seguinte fórmula:
N = 220 / [ 1 + 10 (0,81) ]
Admita que a população de ovelhas seja capaz de se manter estável, sem
esse tratamento especial, depois de atingido o número de 88 ovelhas.
a) Calcule o número de ovelhas existentes após seis meses.
b) Considerando Øn 2 = 0,7, Øn 3 = 1,1 e Øn 5 = 1,6, calcule a partir de
quantos anos não haverá mais a necessidade de tratamento especial do
rebanho.

Matemática I


135
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

25. Durante um período de oito horas, a quantidade de frutas na barraca de
um feirante se reduz a cada hora, do seguinte modo:

- nas t primeiras horas, diminui sempre 20% em relação ao número de
frutas da hora anterior;
- nas 8 - t horas restantes, diminui 10% em relação ao número de frutas da
hora anterior.

Calcule:
a) o percentual do número de frutas que resta ao final das duas primeiras
horas de venda, supondo t = 2;
b) o valor de t, admitindo que, ao final do período de oito horas, há, na
barraca, 32% das frutas que havia, inicialmente. Considere log 2 = 0,30 e
log 3 = 0,48.

26. A International Electrotechnical Commission - IEC padronizou as
unidades e os símbolos a serem usados em Telecomunicações e
Eletrônica. Os prefixos kibi, mebi e gibi, entre outros, empregados para
especificar múltiplos binários são formados a partir de prefixos já existentes
no Sistema Internacional de Unidades - SI, acrescidos de bi, primeira sílaba
da palavra binário.
A tabela na figura 1 indica a correspondência entre algumas unidades do SI
e da IEC.
Um fabricante de equipamentos de informática, usuário do SI, anuncia um
disco rígido de 30 gigabytes. Na linguagem usual de computação, essa
medida corresponde a p × 2¤¡ bytes.
Considere a tabela de logaritmos na figura 2.



Calcule o valor de p.

Matemática I


136
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

27. A energia potencial elástica (E) e a variação no comprimento (ÐØ) de
uma determinada mola estão associadas conforme a tabela:



Sabe-se, também, que a relação entre y e x é estabelecida pela equação y
= nx + log(K/2), sendo K a constante elástica da mola e n uma constante.

a) Determine os valores das constantes K e n.
b) Determine o valor de E para ÐØ = 3.

28. A equação - x¥ + 11x¤ - 38x£ + 52x - 24 = 0 tem duas de suas raízes
iguais a 2.
Dadas as funções reais f e g definidas, respectivamente, por f(x) = -x¥ + 11x¤
- 38x£ + 52x - 24 e g(x) = log(f(x)), determine o domínio de g.

29. Calcule o valor do número natural n que satisfaz a equação
log³(0,1) + log³(0,1)£ + ... + log³(0,1)¾ = - 15

30. A teoria da cronologia do carbono, utilizada para determinar a idade de
fósseis, baseia-se no fato de que o isótopo do carbono 14 (C-14) é
produzido na atmosfera pela ação de radiações cósmicas no nitrogênio e
que a quantidade de C-14 na atmosfera é a mesma que está presente nos
organismos vivos. Quando um organismo morre, a absorção de C-14,
através da respiração ou alimentação, cessa, e a quantidade de C-14
presente no fóssil é dada pela função C(t) = C³10¾ , onde t é dado em anos
a partir da morte do organismo, C³ é a quantidade de C-14 para t = 0 e n é
uma constante. Sabe-se que 5 600 anos após a morte, a quantidade de C-
14 presente no organismo é a metade da quantidade inicial (quando t = 0).
No momento em que um fóssil foi descoberto, a quantidade de C-14 medida
foi de C³/32. Tendo em vista estas informações, calcule a idade do fóssil no
momento em que ele foi descoberto.

Matemática I


137
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

31. O valor da expressão numérica a seguir é um número inteiro. Determine
esse número.




32. Sendo x e y números reais e y · 0, expresse o logaritmo de 3Ñ na base
2Ò em função de x, y e log‚3.

33. Considere
a = log [ x - (1/x) ] e b = log [ x + (1/x) - 1 ], com x >1.
Determine log [ x£ - x + (1/x) - (1/x£) ] em função de a e b.

34. Ana e Bia participam de um site de relacionamentos. No dia 1¡. de abril
de 2005, elas notaram que Ana tinha exatamente 128 vezes o número de
amigos de Bia. Ana informou que, para cada amigo que tinha no final de um
dia, três novos amigos entravam para sua lista de amigos no dia seguinte.
Já Bia disse que, para cada amigo que tinha no final de um dia, cinco novos
amigos entravam para sua lista no dia seguinte. Suponha que nenhum
amigo deixe as listas e que o número de amigos aumente, por dia, conforme
elas informaram.
a) No dia 2 de abril de 2005, vinte novos amigos entraram para a lista de
Bia. Quantos amigos havia na lista de Ana em 1¡. de abril?
b) Determine a partir de que dia o número de amigos de Bia passa a ser
maior do que o número de amigos de Ana. Se precisar, use a desigualdade
1, 584 < log‚3 < 1, 585.

Matemática I


138
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

35. Dados a e y números reais positivos, y · 1, define-se logaritmo de a na
base y como o número real x tal que yÑ = a, ou seja, x = logÙ a.

Para n · 1, um número real positivo, a tabela a seguir fornece valores
aproximados para nÑ e nÑ.
Com base nesta tabela, determine uma boa aproximação para:



a) o valor de n;
b) o valor de logŠ (1/10).

36. Os habitantes de um certo país são apreciadores dos logaritmos em
bases potência de dois. Nesse país, o "Banco ZIG" oferece empréstimos
com a taxa (mensal) de juros T=logˆ225, enquanto o "Banco ZAG" trabalha
com a taxa (mensal) S=log‚15.
Com base nessas informações,

a) estabeleça uma relação entre T e S;

b) responda em qual dos bancos um cidadão desse país, buscando a menor
taxa de juros, deverá fazer empréstimo. Justifique.

37. Resolvendo a inequação logarítmica log (x-3)µ3, qual a solução
encontrada?

Obs.: considere o logaritmo na base 1/2.

Matemática I


139
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

38. Uma peça metálica foi aquecida até atingir a temperatura de 50 °C. A
partir daí, a peça resfriará de forma que, após t minutos, sua temperatura
(em graus Celsius) será igual a



Usando a aproximação Øn 2 ¸ 0,7, determine em quantos minutos a peça
atingirá a temperatura de 35 °C.

39. A tabela mostra 3 números com as correspondentes mantissas de seus
logaritmos na base 10.



a) Escreva os valores dos log³(x).
b) Calcule os valores aproximados de log³(3,04), log³(3010) e log³(302).

Matemática I


140
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

40. Sejam ‘ e ’ constantes reais, com ‘ > 0 e ’ > 0, tais que log³‘=0,5 e
log³’=0,7.
a) Calcule log³ ‘’, onde ‘’ indica o produto de ‘ e ’.
b) Determine o valor de x Æ IR que satisfaz a equação




41. A função a seguir expressa, em função do tempo t (em anos),
aproximadamente, a população, em milhões de habitantes, de um pequeno
país, a partir de 1950 (t = 0). Um esboço do gráfico dessa função, para 0 ´ t
´ 80, é dado na figura.



a) De acordo com esse modelo matemático, calcule em que ano a
população atingiu 12 milhões de habitantes. (Use as aproximações logƒ2 =
0,6 e logƒ5 = 1,4.)
b) Determine aproximadamente quantos habitantes tinha o país em 1950.
Com base no gráfico, para 0 ´ t ´ 80, admitindo que p(80) = 17, dê o
conjunto solução da inequação p(t) µ 15 e responda, justificando sua
resposta, para quais valores de k a equação p(t) = k tem soluções reais.

Matemática I


141
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

42. A temperatura média da Terra começou a ser medida por volta de 1870
e em 1880 já apareceu uma diferença: estava (0,01) °C (graus Celsius)
acima daquela registrada em 1870 (10 anos antes). A função



com t(x) em °C e x em anos, fornece uma estimativa para o aumento da
temperatura média da Terra (em relação àquela registrada em 1870) no ano
(1880 + x), x µ 0. Com base na função, determine em que ano a
temperatura média da Terra terá aumentado 3°C. (Use as aproximações
log‚(3) = 1,6 e log‚(5) = 2,3)

43. A função



com x em anos, fornece aproximadamente o consumo anual de água no
mundo, em km¤, em algumas atividades econômicas, do ano 1900 (x = 0) ao
ano 2000 (x = 100). Determine, utilizando essa função, em que ano o
consumo de água quadruplicou em relação ao registrado em 1900. Use as
aproximações log 2 = 0,3 e log 5 = 0,7.

Matemática I


142
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

44. A escala de um aparelho de medir ruídos é definida como R’ = 12 +
log³ I, em que R’ é a medida do ruído, em bels, e I é a intensidade sonora,
em W/m£. No Brasil, a unidade mais usada para medir ruídos é o decibel,
que equivale a um décimo do bel. O ruído dos motores de um avião a jato
equivale a 160 decibels, enquanto o tráfego em uma esquina movimentada
de uma grande cidade atinge 80 decibels, que é o limite a partir do qual o
ruído passa a ser nocivo ao ouvido humano.
a) Escreva uma fórmula que relacione a medida do ruído Rd’, em decibels,
com a intensidade sonora I, em W/m£. Empregue essa fórmula para
determinar a intensidade sonora máxima que o ouvido humano suporta sem
sofrer qualquer dano.
b) Usando a fórmula dada no enunciado ou aquela que você obteve no item
(a), calcule a razão entre as intensidades sonoras do motor de um avião a
jato e do tráfego em uma esquina movimentada de uma grande cidade.

45. O sistema de ar condicionado de um ônibus quebrou durante uma
viagem. A função que descreve a temperatura (em graus Celsius) no interior
do ônibus em função de t, o tempo transcorrido, em horas, desde a quebra
do ar condicionado,é



onde T³ é a temperatura interna do ônibus enquanto a refrigeração
funcionava, e T(ext) é a temperatura externa (que supomos constante
durante toda a viagem).
Sabendo que T³ = 21 °C e T(ext) = 30 °C, responda às questões.
a) Calcule a temperatura no interior do ônibus transcorridas 4 horas desde a
quebra do sistema de ar condicionado. Em seguida, esboce o gráfico de
T(t).
b) Calcule o tempo gasto, a partir do momento da quebra do ar
condicionado, para que a temperatura subisse 4 °C. Se necessário, use
log³ 2 ¸ 0,30, log³ 3 ¸ 0,48 e log³ 5 ¸ 0,70.

46. Uma droga na corrente sangüínea é eliminada lentamente pela ação
dos rins. Admita que, partindo de uma quantidade inicial de Q³ miligramas,
após t horas a quantidade da droga no sangue fique reduzida a Q(t) =
Q³(0,64) miligramas. Determine:
a) a porcentagem da droga que é eliminada pelos rins em 1 hora.
b) o tempo necessário para que a quantidade inicial da droga fique reduzida
à metade. Utilize log³ 2 = 0,30.
Matemática I


143
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo


47. Suponha que a taxa de juros de débitos no cartão de crédito seja de 9%
ao mês, sendo calculada cumulativamente. Em quantos meses uma dívida
no cartão de crédito triplicará de valor? (Dados: use as aproximações ln(3)
¸ 1,08 e ln(1,09) ¸ 0,09.)

48. Um capital de R$12.000,00 é aplicado a uma taxa anual de 8%, com
juros capitalizados anualmente. Considerando que não foram feitas novas
aplicações ou retiradas, encontre:
a) O capital acumulado após 2 anos.
b) O número inteiro mínimo de anos necessários para que o capital
acumulado seja maior que o dobro do capital inicial.
[Se necessário, use log³ 2 = 0,301 e log³3 = 0,477].

49. É dada a função f definida por:
f(x) = log‚x - log„(x-3)
a) Determine os valores de x para os quais f(x) ´ 2.
b) Determine os valores de x para os quais f(x) > 2.

50. Resolva a inequação (16 - x£) . logƒ (x - 2) > 0.
















Matemática I


144
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Matemática I


145
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

8. PROGRESSÕES

Neste capítulo estudaremos duas sequências numéricas importantes, as progressões
aritméticas e progressões geométricas.
Existem relatos do uso de progressões no papiro de Ahmés (século XVII a.C.), os
Pitagóricos também deram a sua contribuição através dos estudos do som, eles concluíram
que a vibração das cordas produzia uma frequência que formava uma sequência numérica.
Matemáticos como Euclides de Alexandria (século III a.C.), Diofanto (século III d.C.) e o
hindu Aryabhata (499 d.C.) estabeleceram em seus trabalhos regras relacionadas às
progressões.
As sequências numéricas criadas por Fibonacci davam continuidade aos estudos e de alguma
forma as progressões estavam presentes em diversas pesquisas. Gauss (1777 – 1855) foi um
dos maiores gênios da Matemática, chegou a ser chamado de príncipe da Matemática,
contribuindo de vez para a introdução dos cálculos sobre progressões.
As progressões representam uma importante ferramenta, pois sua aplicabilidade se encontra
em situações relacionadas à Matemática Financeira. Os juros simples podem ser
relacionados às progressões aritméticas e os juros compostos estão diretamente ligados às
progressões geométricas.


8.1. Progressão Aritmética
8.1.1. Definição de Progressão Aritmética

É uma sequência numérica onde cada termo pode ser encontrado adicionando ao termo
anterior uma constante (razão da P.A). Chamamos essa progressão de P.A, pois cada
termo da sequência é uma média aritmética dos termos vizinhos:
2
1 1 − +
+
=
n n
n
a a
a

Observe a progressão P.A (2,5,8,11,..)
5
2
10
2
8 2
2
3 1
2
= =
+
=
+
=
a a
a
Matemática I


146
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

8
2
16
2
11 5
2
4 2
3
= =
+
=
+
=
a a
a
8.1.2. Razão da P.A
A razão da P.A pode ser encontrada pela diferença de um termo e seu
antecessor na sequência numérica
1 −
− =
n n
a a r
Utilizando novamente a sequência P.A (2,5,8,11,..)
3 8 11
3 5 8
3 2 5
3 4
2 3
1 2
= − = − =
= − = − =
= − = − =
a a r
a a r
a a r

Vemos que realmente que a razão da P.A. é uma constante.
8.1.3. Termo Geral da P.A
Siga esse raciocínio lógico
r a r r a r a a
r a r r a r a a
r a r r a r a a
r a a
4 3
3 2
2
1 1 4 5
1 1 3 4
1 1 2 3
1 2
+ = + + = + =
+ = + + = + =
+ = + + = + =
+ =

Logo podemos concluir que qualquer termo da P.A. pode ser encontrado
pelo modelo
( )r n a a
n
1
1
− + =
Com esse modelo podemos encontrar qualquer termo da P.A. que desejamos.
Veja:
Sendo a P.A (2,5,8,11,..), encontre o termo
200
a
Substituindo temos
599
597 2
3 ) 199 ( 2
3 ) 1 200 ( 2
200
200
200
200
=
+ =
+ =
− + =
a
a
a
a

Matemática I


147
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

8.1.4. Classificação da P.A
a) P.A Crescente ( 0 > r )
Exemplo: P.A (2,5,8,11,13,...) r = 3 ( 0 > r )
b) P.A. Decrescente ( 0 < r )
Exemplo: P.A (2,0,-2,-4,-6,...) r = -2 ( 0 < r )
c) P.A Constante ( 0 = r )
Exemplo: P.A (2,2,2,2,2,...) r = 0

8.1.5. Soma dos termos da P.A.
Segundo reza a lenda, Gauss concebeu esse conceito desta fórmula na
escola primária e utilizou-a para calcular imediatamente a soma dos números
inteiros de 1 a 100, tarefa que os restantes alunos demoraram toda a aula para
realizar.



A soma dos termos dos extremos é igual à soma dos termos equidistantes deles.
Expresse a PA de duas maneiras:
( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) d n a d n a
d a d a a S
n
1 2
... 2
1 1
1 1 1
− + + − + +
+ + + + + =

( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( )
n n n
n n n
a d a d a
d n a d n a S
+ − + − +
+ − − + − − =
2
... 2 1

Adicione os dois lados da equação. Todos os termos envolvendo d se cancelam, e
então ficamos com:

Carl Friedrich Gauss
(1777-1855)
Matemática I


148
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( )
n n
a a n S + =
1
2
Rearranjando e se lembrando que ( )r n a a
n
1
1
− + = , nós temos:
( )
2
1 n
n
a a n
S
+
=
Utilizando a P.A (2,5,8,11,..), encontre o termo a somo dos primeiros
duzentos termos:
( )
2
2 200
200
200
a
S
+
=
Como calculamos no tópico anterior 599
200
= a , temos
( )
( )
60100
601 100
599 2 100
200
200
200
=
=
+ =
S
S
S

8.2. Progressão Geométrica
8.2.1. Definição de P.G

É uma sequência numérica onde cada termo pode ser encontrado multiplicando o termo
anterior por uma constante (razão da P.G)
A sequência é conhecida como progressão geométrica, pois cada termo é a média
geométrica dos termos vizinhos
1 1
.
+ −
=
n n n
a a a

Sendo a P.G (2,6,18,54,...), veja:
18 324 ) 54 ( 6 .
6 36 ) 18 ( 2 .
4 2 3
3 1 2
= = = =
= = = =
a a a
a a a

8.2.2. Razão da P.G
A razão da P.G é o quociente entre o termo e o seu antecessor
Matemática I


149
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1 −
=
n
n
a
a
q
Sendo a P.G (2,6,18,54,...), veja:
3
18
54
3
6
18
3
2
6
3
4
2
3
1
2
= = =
= = =
= = =
a
a
q
a
a
q
a
a
q

Vemos que realmente a razão da P.G. é uma constante
8.2.3. Termo Geral da P.G
Siga o raciocínio lógico
3
1
2
1 3 4
2
1 1 2 3
1 2
. . . .
. . . .
.
q a q q a q a a
q a q q a q a a
q a a
= = =
= = =
=

Podemos concluir que qualquer termo pode ser encontrado pelo modelo
1
1
.

=
n
n
q a a
Sendo a P.G (2,6,18,54,...), encontre o quinto termo
162 81 . 2 3 . 2 3 . 2
4 1 5
5
= = = =

a
8.2.4. Classificação da P.G
a) P.G Crescente
Caso 1: ( 0
1
> a e 1 > q )
Exemplo: P.G (2,6,18,54,...) 3 = q
Caso 2: ( 0
1
< a e 1 0 < < q )
Exemplo: P.G (-8, -4,-2,-1,...)
2
1
= q
Matemática I


150
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b) P.G Decrescente
Caso 1: ( 0
1
> a e 1 0 < < q )
Exemplo: P.G (8,4,2,1,...)
2
1
= q
Caso 2: ( 0
1
< a e 1 > q )
Exemplo: P.G (-3,-6,-12,-24,,...) 2 = q
c) P.G Constante ( 1 = q )
Exemplo: P.G (3,3,3,3,3,...) 1 = q
d) P.G Oscilante ( 0 < q )
Exemplo: P.G (-3,6,-12,24,-48,...) 2 − = q
8.2.5. Soma dos termos da P.G Finita
Imagine a soma de n termos da P.G
) ( ...
3 2 1
II a a a a S
n n
+ + + + =
Multiplicando os dois membros pela razão da P.G (q) temos a equação (II)
) ( ...
3 2 1
II q a q a q a q a qS
n n
+ + + + =
Efetuando (I) – (II)
( ) ( )
( )
( ) ( )
( )
( ) q
q a
S
q a q S
q a a q S
q q a a q S
q a a qS S
n
n
n
n
n
n
n
n
n n n


=
− = −
− = −
− = −
− = −

1
1
1 1
1
1
1
1
1 1
1
1 1
1

Encontre a soma dos quatro primeiros termos da P.G (2,6,18,54,...)
( ) ( )
( ) 80 80 1
2
81 1 2
3 1
3 1 2
4
4
= − − =


=


= S
Matemática I


151
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

8.2.6. Soma dos termos da P.G Infinita
A única P.G, que conseguimos fazer soma dos infinitos termos, é a P.G
decrescente, pois sua soma é convergente. Mas o que é ser convergente?
Dada a P.G (1,
2
1
,
4
1
,
8
1
,
16
1
,
32
1
,...)
96875 , 1
32
1
9375 , 1
9375 , 1
16
1
875 , 1
875 , 1
8
1
75 , 1
75 , 1
4
1
5 , 1
5 , 1
2
1
1
6 5 6
5 4 5
4 3 4
3 2 3
2 1 2
= + = + =
= + = + =
= + = + =
= + = + =
= + = + =
a S S
a S S
a S S
a S S
a a S

Observe que quanto mais termos adicionamos, a soma (resultado) converge a
2. Mas encontraríamos o soma exatamente 2, quando somássemos infinitos
termos, ou seja, 2 =

S .
Vamos agora aumentar de forma consecutiva a razão da P.G, mostrada
acima
015625 , 0
64
1
2
1
03125 , 0
32
1
2
1
0625 , 0
16
1
2
1
125 , 0
8
1
2
1
25 , 0
4
1
2
1
5 , 0
2
1
2
1
1
2
1
6
5
4
3
2
1
0
= = |
¹
|

\
|
= = |
¹
|

\
|
= =
|
¹
|

\
|
= =
|
¹
|

\
|
= =
|
¹
|

\
|
= = |
¹
|

\
|
= |
¹
|

\
|

Matemática I


152
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

Observe, que quanto mais aumentamos o valor do expoente, mais o resultado
se aproxima de 0 (zero). O resultado será exatamente zero quando o
expoente valer ∞.

Dizemos então 0 lim =
∞ → n
n
q (limite de
n
q , quando n tende ao infinito é zero)


Aplicando este resultado no modelo visto no tópico anterior temos
( )
( ) q
q a
S
n
n


=
1
1
1

( )
( )
( )
q
a
S
q
a
q
a
q
q a
S

=

=


=


=



1
1 1
0 1
1
1
1
1 1 1


Veja o modelo encontrado aplicado a P.G (1,
2
1
,
4
1
,
8
1
,
16
1
,
32
1
,...)
2
1
1
2
1
1
1
1
1
=

=

=



S
S
q
a
S

2 =

S

Atividades
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Faça os cálculos e não os apague. Eles justificam a sua resposta.

Matemática I


153
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

1. Observe as figuras a seguir. São todas formadas por bolinhas do mesmo
tamanho.



Apesar da figura 5 não estar desenhada, foi possível completar a tabela
com o número de bolinhas pretas, bolinhas brancas e com o total de
bolinhas. Isso, porque existe uma regra para construção das figuras.
Descubra que regra é essa e faça os itens a seguir.
a) Na tabela, complete quantas bolinhas pretas, bolinhas brancas e o total
de bolinhas que serão usadas para formar a figura 6.
b) Quantas bolinhas pretas serão necessárias para formar a figura 21?
c) Quantas bolinhas brancas serão necessárias para formar a figura 23?
d) Qual o número total de bolinhas necessário para formar a figura 35?

2. Calcule as seguintes somas




3. Considere a seqüência cujo termo geral é aŠ = (-1)¾ (2 + 3n), onde n = 1,
2, 3, ... .
a) Escreva os seis primeiros termos dessa seqüência.
b) Calcule a soma dos 2007 primeiros termos dessa seqüência.

Matemática I


154
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

4. Observe na figura o número de mesas e o número máximo de lugares
disponíveis em cada configuração.



Considere que a sequência de configurações continue, segundo o padrão
apresentado.
a) Complete a tabela anterior:
b) Quantos lugares, no máximo, estarão disponíveis em uma configuração
com 100 mesas?

5. Seja a, a‚, ... uma progressão aritmética infinita tal que



Determine o primeiro termo e a razão da progressão.

6. Sabendo que o lado, a diagonal e a área de um quadrado estão em
progressão aritmética, calcule a medida do lado do quadrado.

Matemática I


155
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

7. Observe a tabela de Pitágoras.



Calcule a soma de todos os números desta tabela até a vigésima linha.

8. Dois corredores vão se preparar para participar de uma maratona. Um
deles começará correndo 8 km no primeiro dia e aumentará, a cada dia,
essa distância em 2 km; o outro correrá 17 km no primeiro dia e aumentará,
a cada dia, essa distância em 1 km. A preparação será encerrada no dia em
que eles percorrerem, em quilômetros, a mesma distância.

Calcule a soma, em quilômetros, das distâncias que serão percorridas pelos
dois corredores durante todos os dias do período de preparação.

9.


A figura acima apresenta 25 retângulos. Observe que quatro desses
retângulos contêm números e um deles, a letra n.
Podem ser escritos, em todos os outros retângulos, números inteiros
positivos, de modo que, em cada linha e em cada coluna, sejam formadas
progressões aritméticas de cinco termos.
Calcule:
a) a soma dos elementos da quarta linha da figura;
b) o número que deve ser escrito no lugar de n.

Matemática I


156
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

10. Moedas idênticas de 10 centavos de real foram arrumadas sobre uma
mesa, obedecendo à disposição apresentada no desenho: uma moeda no
centro e as demais formando camadas tangentes.



Considerando que a última camada é composta por 84 moedas, calcule a
quantia, em reais, do total de moedas usadas nessa arrumação.

11. Maurren Maggi foi a primeira brasileira a ganhar uma medalha olímpica
de ouro na modalidade salto em distância. Em um treino, no qual saltou n
vezes, a atleta obteve o seguinte desempenho:

- todos os saltos de ordem ímpar foram válidos e os de ordem par inválidos;
- o primeiro salto atingiu a marca de 7,04 m, o terceiro a marca de 7,07 m, e
assim sucessivamente cada salto válido aumentou sua medida em 3 cm;
- o último salto foi de ordem ímpar e atingiu a marca de 7,22 m.

Calcule o valor de n.

12. Os lados a, b, e c do triângulo ABC são opostos aos ângulos internos ‘,
’ e –, respectivamente, e as medidas, em graus, dos ângulos ‘, ’ e ,–
estão, nessa ordem, em progressão aritmética com razão positiva.
a) Determine a medida do ângulo ’.
b) Sabendo-se que a medida do lado a é a metade da medida do lado c,
determine as medidas dos ângulos ‘ e –.

13. A soma dos n primeiros termos da seqüência de números reais a, a‚,
..., an, ... é n£/3, para todo inteiro positivo n.
a) Verifique se a seqüência é uma progressão geométrica ou uma
progressão aritmética ou nenhuma das duas. Justifique sua resposta.
b) Calcule o milésimo termo da seqüência.

14. Um tecido com 1 mm de espessura produzido continuamente por uma
máquina é enrolado em um tubo cilíndrico com 10 cm de diâmetro. Nessas
condições, expresse o comprimento total de tecido, em centímetros,
enrolado no tubo em função do número de voltas dadas pelo tubo.
Matemática I


157
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo


15. A figura a seguir representa uma seqüência de cinco retângulos e um
quadrado, todos de mesmo perímetro, sendo que a base e a altura do
primeiro retângulo da esquerda medem 1 cm e 9 cm, respectivamente. Da
esquerda para a direita, as medidas das bases desses quadriláteros
crescem, e as das alturas diminuem, formando progressões aritméticas de
razões a e b, respectivamente. Calcule as razões dessas progressões
aritméticas.




16. Seja S a soma dos naturais menores ou iguais a 1.000 que são produtos
de dois naturais pares.
Indique a soma dos dígitos de S.

17. Nos quilômetros 31 e 229 de uma rodovia estão instalados telefones de
emergência. Ao longo da mesma rodovia e entre estes quilômetros,
pretende-se instalar 10 outros telefones de emergência. Se os pontos
adjacentes de instalação dos telefones estão situados a uma mesma
distância, qual é esta distância, em quilômetros?

18. Uma reta divide o plano em 2 regiões; duas retas dividem- no em, no
máximo, 4 regiões; três retas dividem-no em, no máximo, 7 regiões; e assim
sucessivamente. Em quantas regiões, no máximo, 37 retas dividem o
plano? Justifique.

Matemática I


158
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

19. Os números reais a, b, c e d formam, nesta ordem, uma progressão
aritmética. Calcule o determinante da matriz



Justifique.

20. Um jogo de computador tem diversas fases. As fases são compostas
por níveis. A primeira fase tem um único nível, que dá acesso aos três
níveis da segunda. Cada um dos níveis da fase k dá acesso a três níveis da
fase k + 1, de acordo com o esquema da figura 1.
Assim, o diagrama correspondente às 4 primeiras fases é o apresentado na
figura 2.



a) Quantos níveis tem a fase 6?
b) De quantas maneiras diferentes, partindo da primeira fase, é possível
chegar ao nível 3072 da fase 13?

Matemática I


159
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

21. Uma pessoa pode subir uma escada da seguinte forma: a cada degrau,
ou ela passa ao degrau seguinte ou galga dois degraus de uma só vez,
pulando um degrau intermediário. A exceção dessa regra ocorre se a
pessoa estiver no penúltimo degrau, quando ela só tem a opção de passar
ao último degrau.
Seja PŠ o número de modos diferentes que a pessoa tem de subir uma
escada de n degraus dessa maneira.
a) Calcule P‡ .
b) Determine N tal que PŠ = 987.

22. Uma parede triangular de tijolos foi construída da seguinte forma. Na
base foram dispostos 100 tijolos, na camada seguinte, 99 tijolos, e assim
sucessivamente até restar 1 tijolo na última camada, como mostra a figura.
Os tijolos da base foram numerados de acordo com uma progressão
aritmética, tendo o primeiro tijolo recebido o número 10, e o último, o
número 490. Cada tijolo das camadas superiores recebeu um número igual
à média aritmética dos números dos dois tijolos que o sustentam.



Determine a soma dos números escritos nos tijolos.

23. Em uma biblioteca arrumaram-se os livros em uma prateleira de 12
linhas e 25 colunas. Para distribuir melhor os volumes considerou-se o
critério peso, representado pela expressão P = i . j + 150 gramas, sendo i a
linha e j a coluna onde está localizado o livro.
Mas devido a um temporal, em que a água inundou a biblioteca através da
janela, foi necessário retirar os volumes da última linha (próxima ao chão) e
da última coluna (próxima à janela) para que não fossem destruídos.
Qual o peso total dos livros removidos devido a enchente?

24. Em uma PA não constante de 7 termos, com termo médio igual a 6, os
termos 2¡., 4¡. e 7¡., nesta ordem, formam uma PG. Determine esta PA.

25. Numa sala de aula, cada um dos 100 alunos recebe um número que faz
parte de uma seqüência que está em progressão aritmética. Sabendo-se
que a soma de todos os números é 15.050 e que a diferença entre o 46¡. e
o 1¡. é 135, determine o 100¡. número.

Matemática I


160
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

26. Observe o padrão de formação das figuras numeradas.



a) Sabendo-se que as figuras 1, 2 e 3 são formadas, respectivamente, por
5, 13 e 25 quadrados de área 1 cm£, calcule a área da figura 10 da
seqüência indicada.
b) Seja x o número da figura x, e f(x) o número de quadrados de 1 cm£ que
compõem essa mesma figura. Em relação à função f, determine sua lei de
formação e seus conjuntos domínio e imagem.

27. A ANATEL determina que as emissoras de rádio FM utilizem as
freqüências de 87,9 a 107,9 MHz, e que haja uma diferença de 0,2 MHz
entre emissoras com freqüências vizinhas. A cada emissora, identificada por
sua freqüência, é associado um canal, que é um número natural que
começa em 200. Desta forma, à emissora cuja freqüência é de 87,9 MHz
corresponde o canal 200; à seguinte, cuja freqüência é de 88,1 MHz,
corresponde o canal 201, e assim por diante. Pergunta-se:
a) Quantas emissoras FM podem funcionar [na mesma região], respeitando-
se o intervalo de freqüências permitido pela ANATEL? Qual o número do
canal com maior freqüência?
b) Os canais 200 e 285 são reservados para uso exclusivo das rádios
comunitárias. Qual a freqüência do canal 285, supondo que todas as
freqüências possíveis são utilizadas?

Matemática I


161
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

28. Considere a sucessão de figuras apresentada a seguir. Observe que
cada figura é formada por um conjunto de palitos de fósforo.



a) Suponha que essas figuras representam os três primeiros termos de uma
sucessão de figuras que seguem a mesma lei de formação. Suponha
também que F, F‚ e Fƒ indiquem, respectivamente, o número de palitos
usados para produzir as figuras 1, 2 e 3, e que o número de fósforos
utilizados para formar a figura n seja FŠ. Calcule F³ e escreva a expressão
geral de FŠ.
b) Determine o número de fósforos necessários para que seja possível
exibir concomitantemente todas as primeiras 50 figuras.

29. João investiu R$ 10.000,00 num fundo de renda fixa que remunera as
aplicações à taxa de juro composto de 20% ao ano, com o objetivo de
comprar um automóvel cujo preço atual é R$ 30.000,00, que é
desvalorizado à taxa de juro de 10% ao ano.
Depois de quantos anos, João conseguirá adquirir o automóvel pretendido?
São dados: log 2 = 0,3 e log 3 = 0,48.

30. Um atleta corre 1.000 metros numa direção, dá meia-volta e retorna
metade do percurso; novamente dá meia-volta e corre metade do último
trecho; torna a virar-se e corre metade do trecho anterior, continuando
assim indefinidamente.
a) Quanto terá percorrido aproximadamente esse atleta, desde o início,
quando completar o percurso da oitava meia-volta?
b) Se continuar a correr dessa maneira, indefinidamente, a que distância do
ponto de partida inicial o atleta chegará?

31. Uma TV de plasma, cujo valor à vista é R$ 4.000,00, pode ser comprada
a prazo, num plano de pagamento de duas parcelas e a primeira, no valor
de R$ 2.124,00, vence somente 90 dias após a compra.
Se o financiamento foi realizado à taxa de juro composto de 10% ao mês,
determine o valor da segunda parcela, com vencimento em 120 dias.

Matemática I


162
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

32. Uma seqüência de números reais a, a‚, aƒ, ... satisfaz à lei de formação
aŠø = 6aŠ , se n é ímpar
aŠø = (1/3) aŠ, se n é par.
Sabendo-se que a = Ë2 ,
a) escreva os oito primeiros termos da seqüência.
b) determine aƒ‡ e aƒˆ.

33. A soma dos cinco primeiros termos de uma PG, de razão negativa, é 1/2
.Além disso, a diferença entre o sétimo termo e o segundo termo da PG é
igual a 3. Nessas condições, determine:
a) A razão da PG.
b) A soma dos três primeiros termos da PG.

34. Num tubo de ensaio, estão sete amebas. Elas se multiplicam tão
rapidamente que dobram de volume a cada minuto. Se para encher o tubo
elas levam quarenta minutos, quanto tempo levarão para encher a metade
do tubo?

35. Considere um triângulo isósceles ABC, retângulo em B. Sobre o lado
BC, considere, a partir de B, os pontos D e E, tais que os comprimentos dos
segmentos BC, BD, DE, EC, nesta ordem, formem uma progressão
geométrica decrescente. Se ’ for o ângulo EÂD, determine tg ’ em função
da razão r da progressão.

36. Ache m e n tais que os três números 3, m, n estejam em progressão
aritmética e 3, m + 1, n + 5 estejam em progressão geométrica.

37. Escreva a seqüência 2, 5, 20, 71, 230, ... como diferença de uma
progressão aritmética e uma progressão geométrica, ambas de razão 3.

38. João tem três filhas. A filha mais velha tem oito anos a mais que a do
meio que por sua vez tem sete anos mais que a caçula. João observou que
as idades delas formam uma progressão geométrica. Quais são as idades
delas?

39. No dia 1¡. de março, o saldo devedor da conta corrente de João era de
R$1.000,00. No final de cada mês, o banco cobra 10% de juros sobre o
saldo devedor naquele momento.
a) Supondo que João não faça nenhum depósito e nenhum saque, qual
será o saldo devedor no dia 1¡. de julho?
b) João foi ao banco no dia 2 de maio e conseguiu renegociar a dívida: a
taxa passou para 5% ao mês a partir desse momento (mas não
retroativamente). Supondo que João não faça nenhum depósito e nenhum
saque, qual será o saldo devedor no dia 1¡. de julho?

Matemática I


163
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

40. Em uma cidade, a população que vive nos subúrbios é dez vezes a que
vive nas favelas. A primeira, porém, cresce 2% ao ano, enquanto a segunda
cresce 15% ao ano.
Admita que essas taxas de crescimento permaneçam constantes nos
próximos anos.
a) Se a população que vive nas favelas e nos subúrbios hoje é igual a 12,1
milhões de habitantes, calcule o número de habitantes das favelas daqui a
um ano.
b) Essas duas populações serão iguais após um determinado tempo t,
medido em anos.
Se t = 1/logx, determine o valor de x.

41. Numa reserva florestal foram computados 3.645 coelhos. Uma
determinada infecção alastra-se de modo que, ao final do primeiro dia, há
cinco coelhos infectados e, a cada cinco dias, o número total de coelhos
infectados triplica.
a) Determine a quantidade de coelhos infectados ao final do 21¡. dia.
b) Calcule o número mínimo de dias necessário para que toda a população
de coelhos esteja infectada.

42. João recorta um círculo de papel com 10 cm de raio. Em seguida, dobra
esse recorte ao meio várias vezes, conforme ilustrado na figura 1.
Depois de fazer diversas dobras, abre o papel e coloca o número 1 nas
duas extremidades da primeira dobra. Sucessivamente, no meio de cada
um dos arcos formados pelas dobras anteriores, João escreve a soma dos
números que estão nas extremidades de cada arco.
A figura 2 a seguir ilustra as quatro etapas iniciais desse processo.



João continuou o processo de dobradura, escrevendo os números,
conforme a descrição anterior, até concluir dez etapas.
Calcule a soma de todos os números que estarão escritos na etapa 10.

Matemática I


164
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43. Numa progressão aritmética crescente, cujo primeiro termo é 2, os
termos a, a„ e a³ estão em progressão geométrica. Determine a razão
dessa progressão aritmética.

44. Considere a função real de variável real definida por f(x)=2Ñ. Calcule o
valor de

f(0) - f(1) + f(2) - f(3) + f(4) - f(5) + ...

45. A progressão geométrica infinita (a,a‚,...,aŠ,...) tem razão q = 1/2 e a =
1. Determine o menor inteiro positivo n tal que SŠ a soma dos n primeiros
termos da progressão, satisfaz a desigualdade SŠ > 8191/4096.

46. Os termos gerais de duas seqüências são dados, respectivamente, por:

xŠ = 1/2¾ e yŠ = 1/ËxŠ , n Æ IN*

Considere a seqüência de termo geral aŠ=[(xŠ-xŠø).yŠ]/2, n Æ IN* e calcule:

a) a razão da progressão geométrica {a , a‚, ..., aŠ, ...};

b) a soma infinita S = a + a‚ + ... + aŠ + ...

Matemática I


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47. Ao observar problemas de transmissão de dados via linha telefônica, o
matemático Benoit Mandelbrot associou a distribuição dos erros de
transmissão com o conjunto de Cantor. Para construir o conjunto de Cantor,
a partir de um segmento de comprimento m, utiliza-se o seguinte processo:
No 1¡. passo, divide-se o segmento em três partes iguais e retira-se a parte
central; no 2¡. passo, cada segmento restante do 1¡. passo é dividido em
três partes iguais, retirando-se a parte central de cada um deles; e assim
sucessivamente, como mostra a figura a seguir.



Repetindo-se esse processo indefinidamente, obtém-se o conjunto de
Cantor. Com base nesse processo, calcule a soma dos tamanhos de todos
os segmentos restantes no 20¡. passo.

Matemática I


166
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48. Um foguete, partindo da origem O, realiza um movimento espiralado
como na figura. As distâncias a³, a, ..., aŠ estão em progressão aritmética
de razão r = 2 e as distâncias b³, b, ..., bŠ estão em progressão geométrica
de razão q = 0,01.
Determine o número aproximado de termos da progressão geométrica para
que o deslocamento à direita seja aproximadamente igual ao deslocamento
à esquerda.
Tem-se a³ = 1, b³ = 99 e, como q é pequeno, assuma q¾ = 0, se n µ 2.




49. Uma dívida deve ser paga em quatro parcelas de valores decrescentes
segundo uma razão constante. Calcule o valor dessa dívida sabendo que a
primeira parcela é de R$ 6400,00 e a quarta é de R$ 800,00.

50. Quantas soluções a equação
sen£x + [(sen¥x)/2] + [(sen§x)/4] + ... = 2,
cujo lado esquerdo consiste da soma infinita dos termos de uma progressão
geométrica, de primeiro termo sen£x e razão (sen£x)/2, admite, no intervalo
[0, 20™]?









Matemática I


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9. Gabaritos
Teoria dos Conjuntos

1. a) 10 %
b) 57 %

2. 71

3. Observe a figura a seguir:




4. a) Æ
b) Ä
c) È
d) Ä
e) È

5. Z = {5}

6. A = {1, 3}
B = {4, 8, 16}

7. n((A»B)ºC) = n((AºC)»(BºC)) = n(AºC) + n(BºC) - n(AºBºC) = 6
+ 10 - 4 = 12.

8. a) 50%.
b) 15%.

9. 30

10. a) 29
b) 5
c) 127

11. número de pessoas morenas com olhos castanhos = 13
Matemática I


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12. 155 falam os dois idiomas

13. a) 315

b) 75

c) 235

d) 155

14. a) 57 funcionários usam somente ônibus.
b) 37 funcionários usam somente ônibus e moram fora da cidade do Rio de
Janeiro.

15. 93

16. 48

17. 23 associados

18. Observe a figura a seguir:



Classificando os 87 alunos segundo o diagrama, temos os seguintes dados
do problema (representamos por **X o número de elementos do conjunto
X):

(1) x+y+z+v+u+w+29 = 87 (**A»B»C = 87)
(2) z = 0 (AÅB»C)
(3) v+w+z+29 = 51 (**A = 51)
(4) u+29 = 50 (**BºC = 50)
(5) x+v+29 = 65 (**B = 65)
(6) v+29 = w+29 (**AºB = **AºC)

Queremos x + y + z.
De (2) temos z = 0, o que nos dá x + y + z = x + y.
Substituindo (4) em (1) e subtraindo (3), obtemos x+y+21=87-51=36.
Logo, x + y + z = 36 - 21 = 15 alunos.
Matemática I


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Note que as equações (4) e (5) são supérfluas, ou seja: os dados (**B = 65)
e (**AºB = **AºC) são desnecessários para a solução do problema.

19. 607/6000 ¸ 10%

20. 6 alunos

21. Observe a figura a seguir:




22. a) Å
b) Ä
c) Å
d) Ä
e) Å

23. a) F
b) F
c) F
d) V

24. a) È
b) Æ
c) È
d) Æ

25. a) -2011/990
b) 5116/999

26. a) Æ
b) Å
c) È
d) È
e) Å
f) Ä
g) Æ
h) È

27. a) Æ
Matemática I


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b) Æ
c) Å
d) Æ
e) Å

28. 41/90

29. x = 4, y = 1, b = 3, t = 1.

logo: x + y + b + t = 9

30. p + q = 19

31. 10

Relações e Funções
1. A x B = (1, 2/3); (1, 8); (2, 2/3); (2, 8); (-4, 2/3); (-4, 8)
A x A = (1, 1); (1, 2); (1, -4); (2, 1); (2, 2); (2, -4); (-4, 1); (-4, 2); (-4, -4)

2. a) É função; D = {-2, 0, 2, 4}; Im = {0, 4, 16}; CD = {0, 4, 8, 12, 16}
b) Não é função

3. R = { (0, 1), (2, 3), (4, 5), (8, 9) }

Função Polinomial do Primeiro Grau
1. a) Observe a figura:




b) -3/2; 0 e 5/2
c) m = 0 ë 2 raízes distintas
0 < m <1/2 ë 4 raízes distintas
m = 1/2 ë 3 raízes distintas
m > 1/2 ë 2 raízes distintas

Matemática I


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IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

2. a) 800 + 10x
b) Aumento na taxa de comissão

3. a) C = 40x + 5000
b) C médio = 40 + 5000/x e
C médio mínimo = 46,25 (em reais)

4. a) R$ 160.000,00

b) y = 4x + 40.000

5. a) R$ 285,34
b) 2,9N - 4,9

6. a) R$ 17,20
b) 3,70 + [(N - 500)/100] . 0,15

7. a) q = 11/5 e b = 1600
b) C(800) = R$ 3.360,00

8. 31.

9. a) Observe o gráfico a seguir



b) y = Ë(7,25 - x£); 1 ´ x ´ 2,5

10. a) 3/2 - 12/5 = (15 - 24)/10 = - 9/10 = - 0,9

b) Observe o gráfico a seguir

Matemática I


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11. total de reservas = 24,26 bilhões de dólares

12. a) T½ = 22°C

b) TÛ = 31°C

13. a) 25%

b) 6,25%

14. Aumento de 1.000 unidades.

15. P(t) = - 1250t + 10000 (0 ´ t ´ 8)

Observe o gráfico a seguir:




16. R$ 710,00.

17. a) 420 litros
b) V(t) = 400 + 2t

18. 67 pessoas

19. a) 20 h

b) 400 m¤

Matemática I


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20. a) L = 0,45 T - 360

b) 800 litros

21. a) M = 1,04C + 60
M‚ = 1,03C + 150



b) R$ 9.000,00

22. 6

23. Não, pois a melhor opção para este cliente seria a opção III.
A opção feita corresponde ao aluguel de 18 DVDs mais R$ 20,00 de taxa.
Nestas condições, na opção I, o cliente gastaria 40 + 1,2 . 18 = R$ 61,60 e,
na opção III, 3 . 18 = R$ 54,00.

24. a) Observe a figura a seguir



b) s = 59300

25. a) "Fique em Forma": G(x) = 80 + 50x
"Corpo e Saúde": G(x) = 60 + 55x

b) "Fique em Forma":
G(12) = 80 + 50 . 12 = R$ 680,00

"Corpo e Saúde":
G(12) = 60 + 55 . 12 = R$ 720,00
Matemática I


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A academia "Fique em Forma" oferece menor custo.

26. n = 12

27. 20 km

28. a) P = 156 - 2,5n
b) O menor número inteiro será 15 semanas.

29. S = 4,50 h - 60,00

30. a) v = 5/4 m, com m µ 0

b) 24 g

31. a) f(t) = 2t - 4 para 0 ´ t ´ 2; 2 s

b) 4 s; 3 m

32. h(y) = (y - 320)/5 e h(400) = 16 cm

33. 12 . 15 + 8 . 50 + 10 . 90 + 2 . 100 =
= 180 + 400 + 900 + 200 = 1680

Cr$ 1680,00

34. Observe a figura a seguir:




35. a) F = 95
b) C = 160

36. a) 10000 pés
b) - 50°C

37. a) zero e R$150,00
b) Observe a tabela a seguir:

Matemática I


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IFES – Instituto Federal do Espírito Santo




38. a) R$ 3,75

b) 30 km

39. a) x < - 5/2 ou x > 0.

b) p ´ - 3.

40. a) 800km£

b)




Unindo a origem a cada um dos pontos, é fácil ver que a reta que possui a
maior taxa de variação (índice) é a que passa pelo ponto SO. Logo, a região
Sudoeste é a que possui o maior índice.

41. a) Cs(x) = 0,4 . x + 30 e

ý90, se 0 ´ x ´ 200
Cm(x) = þ
ÿ0,6 . x - 30, se x > 200'

onde Cs(x) e Cm(x) denotam, respectivamente, o custo diário nas locadoras
Saturno e Mercúrio para x quilômetros percorridos.

Matemática I


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b)
ýSaturno : 150km ´ x ´ 300km
þ
ÿMercúrio : 0km < x <150km ou x < 300km
R$0,30 por quilômetro rodado.

42. a) Observe o gráfico a seguir:



b) 83.840

43. h (x)= (3x/5) + 4

44. a) 35

b) 24,8 cm

45. a) p = 10c/9
b) 42,86 %
Matemática I


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46. a) RÛ(x) = 0,02 + 800,00.

b) Superior a R$70 000,00.

47. 4

48. S = {x Æ IR | -1 < x ´ 4}

49. S = {x Æ IR / 0 < x < 1 ou x > 2}

50. R$ 320.000,00 por ano

Função Polinomial do Segundo Grau
1. A(x) = -x£ + 8x + 128. Logo, a função A tem valor máximo para x = -8/-2 =
4. Assim, a altura do retângulo de área máxima é h(4) = 4.1 + 8 = 12 e a
base deste mesmo retângulo é dada por 16.1 - 4 = 12. Altura 12cm e Base
12 cm. Portanto, é um quadrado.

2. a = 1 e b = 8

3. 2500 unidades.

4. L(x) = R(x) - C(x) = - x£ + 5000x, com x µ 0.




5. a) A receita por sessão é de R$ 12.000,00
b) O preço a ser cobrado é de R$ 50,00

6. a) 220
b) 10 ´ x ´ 20.

7. a) P(n) = n£ + 2n + 50, 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR)

b) Observe o gráfico a seguir:

Matemática I


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IFES – Instituto Federal do Espírito Santo




8. 12,5 m£

9. - 2/3 ´ a < 0

10. a) V = [ - m/2, (8 - m£)/4].

b) m ´ - 2 ou m µ 2.

c) m = 2

d) x = [Ë(y - 1)] - 1.

11. m = -1

12. p > 1

13. (Ë13)/13

14. a) para todo x real
b) para x = -1/2

15. 1.800 metros quadrados

16. a) A(t) =[(-2t/5) + 2] . (5t + 5) Ì A(t) = -2t£ + 8t + 10.
Observe o gráfico a seguir



b) Área máxima: 18 km£. Ocorreu dois anos após o início do replantio.
Matemática I


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17. a) 160 + 0,4n - 002 n£

b) 10Ž dia

18. a) n Æ Z tal que 5 < n < 13

b) 9 filhotes gerando 80 reais de lucro.

19. 3 m

20. Ð = 12

21. p(3) = 25

22. R$ 2500,00

23. xy = 2,4 m

24. R$ 135,00

25. a) O lucro é nulo para 100 peças ou para 500 peças.

b) O lucro é negativo para 0´x<100 e 500<x´600.

c) Devem ser vendidas 150 ou 450 peças.

26. 10 m.

27. a) ™R£ - 8R + 16

b) 4/™

28. n=-2

29. ™/4

30. a) R$ 800,00
b) R$ 5,50

31. a) Até 1 semana após a aplicação do pesticida.
b) Após duas semanas a população de insetos será igual à inicial.
c) A população será exterminada na quinta semana.

32. a) b ´ - 4Ë3 ou b µ - 4Ë3
b) b = 8

33. a) o desconto de 23 reais produz faturamento máximo.
Matemática I


180
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo


b) 7.290 reais.

34. a) f(0) = f(x) = x£ - ax + b
b = 4

b) a < 0, a = -4
f(x) = 9 Ì x = 1

35. 50 u

36. 18

37. 64

38. 450.000 reais.

39. a) d = (1/150) . (90000 - v£)
b) 600 km

40. a) Gasto = 120 + 10x - 10x£
b) 1/2 m

41. a) Pƒ = 364

b) m = 420

42. 15 valores reais

43. a) A altura de Cintia é 164 cm.
b) Paulo pesa 56 quilos e Paula 54 quilos.

44. a) LT = - 100 P£ + 300 P - 20000

b) P = 15

45. a) altura máxima = -b/2a = -40/-10 = 4 s

b) Observe o gráfico a seguir:


Matemática I


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IFES – Instituto Federal do Espírito Santo



46. Situação II

47. 10

48. a) 4 s

b) 8 m

49. (0; 8)

50. 82

Função Modular

1. 9. Temos duas equações: (i) ax£ + bx + c = 12 e (ii) ax£ + bx + c = - 12.
Em ambos os casos, a soma das raízes é - b/a. Na equação ( i ), o produto
das raízes é (c - 12)/a; na ( ii ), o produto é (c + 12)/a > (c - 12)/a. Logo, a
equação ( i ) tem raízes - 2 e 5 e a ( ii ) tem raízes 1 e 2. Portanto: -b/a = 3,
(c - 12)/a = -10, (c + 12)/a = 2.
R.: a = 2, b = - 6, c = - 8

2. a) Observe o gráfico a seguir



b) S = {x Æ IR | x < -6/7}.

3. a)

Matemática I


182
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo



b) 5,5 u.a.

4. Entre 10h e 11h.

5. Observe o gráfico a seguir:




6. a) f(g(x)) = |x-1|£ - 4|x-1| + 4
g(f(x)) = |x£ - 4x + 3|

b) gráficos:


Matemática I


183
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo



7. x = - 2 ou x = 6

8. Q ¸ 5,092

9. x = 50 e x = 250

10. V = {-2; -1; 1; 2}

11. (2Ë2, 2Ë2) e (-2, 2)

12. {x Æ IR* | -1 < x < 1}

13. S = {x Æ IR / x ´ -4 ou -1 < x ´ 1}

14. a) S(I) = {x Æ IR / 8 ´ x ´ 15}
S(II) = {x Æ IR / 1 ´ x ´ 10}

Observe a figura a seguir:




15. F F V

16. F V F V

Função Exponencial
1. Candidato A = 200.000 eleitores
Candidato B = 400.000 eleitores

2. Observe a demonstração a seguir:

Matemática I


184
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo




3. 6 meses

4. a) Observe a figura a seguir




b) g(x) = logƒx£, (x·0)

5. t = 4 anos

6. Após 18 horas restará 25 mg no organismo.
A função seguinte explicita a quantidade f(t), em mg, do medicamento
presente no organismo após t horas da ingestão.




7. a) 22,5 °C
Matemática I


185
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

b) aproximadamente 15 min

8. a) 10%
b) 2 horas

9. 48

10. a) x = 0 ou x = -1
b) -12 < m ´0

11. a) p(t) = F (0,81)
b) 15 anos

12. a) a = 1024 e b = 1/10

b) t(min) = 30 anos

c) Observe o gráfico a seguir:




13. a) ‘ = 54 e ’ = -1/90
b) 360 minutos

14. a) a = 120 e b = -Øn 2
b) 3 m

15. a) A distância percorrida é 800 - (25/32) = 25575/32 m, e a distância até
o ponto B é 25/32 <1
b) Observe o gráfico abaixo:

Matemática I


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16. S = {0}

17. x = 1 ou x = -1

18. taxa de inflação = 60%

19. x = 2, y = 3 ou x = 3, y = 2

20. a) José cometeu o erro na última etapa do seu raciocínio, uma vez que
a função exponencial dada por f(x) = (1/2)Ñ é decrescente.

b) Observe a demonstração a seguir:




21. 03

22. 03

23. 17

24. a) f(t) = 100000 . 2 e g(t) = 70000 + 2000 . t
b) 40 ratos por habitante

25. a) x = 3
b) x = - 3

26. a) 1
Matemática I


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b) m = 1 ou m ´ 0

27. f(x) é estritamente decrescente pois 0<a<1, ou seja, x<x‚ Ì f(x> f(x‚).
Logo:

a£Ñ®¢>(1/a)Ѥ Ì a£Ñ®¢>aÑ®¤ Ì 2x+1<-x+3 Ì x<2/3.

V = ] -¶; 2/3 [

28. -6 < x < 1

Função Logarítmica
1. a) 22,5 °C
b) aproximadamente 15 min

2. a) p(t) = F (0,81)
b) 15 anos

3. a) a = 120 e b = -Øn 2
b) 3 m

4. a) f¢ : R*øë R onde f¢(x) = log‚ (2x)
b)




5. b + c + ad = 11

6. a) altura: 1 metro;
diâmetro: 10cm

b) 20cm

7. 7,29 × 10¢¦ km
Matemática I


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8. a) t = 100
b) Se (SB), (SC) e (SD) forem, respectivamente, as áreas hachuradas das
figuras B, C e D, então:
(SB) + (SC) = log³a + log³b = log³(a.b) = (SD), portanto (SB)+(SC)=SD

9. a) 1.265.000 habitantes

b) x = 115/102 1 ¸ 1,127

10. 38 anos

11. a) a = 80 000
b = ¢¡Ë(1,5)

b) Observe a figura a seguir:




12. a) A = 50, B = 30 e n = 1/2

b) t = 1,4 meses ou 1 mês e 12 dias

13. a) aproximadamente 33,3%
b) 2 anos após a 1 entrega

14. 15

15. n = 2

16. a = 5

17. x = 10§ e y = 10¢

18. Veja a expressão abaixo:

Matemática I


189
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19. Observe a figura.




20. 1/5 ´ x ´ 1

21. S = { 1/6 }

22. t = 13,862 minutos ou 13 minutos e 52 segundos, aproximadamente.

23. a) 362.250 habitantes

b) 2.742.000 habitantes

24. a) 22 ovelhas

b) A partir de nove anos e meio.

25. a) 64%

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b) t = 3 horas.

26. p = 28

27. a) n = 2
k = 200

b) E = 900

28. Dom g = {x Æ R | 1 < x < 2 ou 2 < x < 6}
ou
Dom g = ] 1, 2 [ U ] 2, 6 [

29. n = 5

30. 28 000 anos.

31. 17

32. Observe demonstração a seguir:




33. a + b.

34. a) 512
b) A partir do dia 13 de abril.

35. a) n = 2,5

b) x ¸ - 2,5

36. a) T/S = 2/3

b) A menor taxa é do "Banco ZIG"

37. 3 < x ´ 25/8

Matemática I


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38. 7 minutos

39. a) log³(301) = 2,4786, log³(303) = 2,4814
e log³(304) = 2,4829.
b) log³(3,04) = 0,4829, log³(3010) = 3,4786 e
log³(302) = 2,4800.

40. a) log (‘.’) = 1,2
b) x = 12

41. a) 1968

b) Em 1950 o país tinha aproximadamente 9,61 milhões de habitantes.
S = {t Æ R | 32 ´ t ´ 80}.
125/13 ´ k ´ 17, em milhões de habitantes.

42. 2044

43. 1960

44. a) Rd’ = 120 + 10 . log³ I e I = 10¥ W/m£.

b) 10©.

45. a) T(4) = 29,1°C.



b) 1,04h.

46. a) 36%

b) 1,5 hora

47. 12 meses.

48. a) R$ 13.996,80

b) 10 anos
Matemática I


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49. a) V = {x Æ IR | 4 ´ x ´ 12}
b) V = {x Å IR | 3 < x < 4 ou x > 12}

50. v = ]3;4[

Progressões
1. a) 6; 8; 14
b) 21
c) 25
d) 72

2. a) 440

b) 10

3. a) -5, 8, -11, 14, -17, 20
b) S = - 3014

4. a) Observe a tabela a seguir.



b) 202

5. O primeiro é: a = Ë2 - (™/3)

A razão é: r = 2™/3

6. 2(Ë2) -1 u.c.

7. 2520

8. 385 km

9. a) 375.
Matemática I


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b) n = 105

10. R$ 63,10

11. n = 13

12. a) ’ = 60°
b) – = 90° e ‘ = 30°

13. a) Seja SŠ a soma dos n primeiros termos da seqüência. Temos:
aŠ = SŠ - SŠ÷ = (n£/3) - [(n - 1)£/3] =

= (2n - 1)/3.
Logo
aŠ = (2n - 1)/3 e aŠ÷ = (2n - 3)/3, ¯ n Æ Zø.
E como
aŠ - aŠ÷ = (2n - 1)/3 - (2n - 3)/3 = 2/3,

podemos concluir que a seqüência é uma progressão aritmética de razão
2/3.

b) a³³³ = 1999/3

14. C(n) = 0,1™n£ + 9,9™n; onde n é o número de voltas dadas pelo tubo.

15. a = 0,8 e b = - 0,8

16. 13

17. A distância é de 18 km.

18. Observemos, inicialmente, que, dadas n - 1 retas no plano, sempre é
possível encontrar uma enésima que as intercepte (de fato: basta que o
ângulo da nova reta com uma reta fixa seja diferente dos que as retas já
dadas fazem com a mesma reta fixa) e não passe por nenhum dos pontos
de interseção já existentes.
Observemos, ainda, que, se o plano está dividido em k regiões convexas e
introduzimos uma nova reta, passamos a ter k + p regiões convexas, onde p
é o número de regiões atravessadas pela reta.
Ora, se temos n - 1 retas dividindo o plano em SŠ÷ regiões e introduzimos a
enésima reta, esta, ao cruzar m retas (em pontos outros que os de
interseção destas), atravessa exatamente m + 1 regiões. Como a nova reta
pode, no máximo, cruzar todas as n - 1 retas já existentes, passamos a ter,
no máximo, SŠ÷ + n regiões.
Para cada n Æ N, seja SŠ o número máximo de subdivisões obtido com n
retas. Então,

Matemática I


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Portanto, SŠ = 1 + (1 + 2 + 3 + ... + n) = 1 + [(1 + n)n/2] e, para n = 37,
obtemos Sƒ‡ = 704.

19.


Como a, b, c, d estão em PA, então, para algum número real n, temos b = a
+ n, c = a + 2n, d = a + 3n.
Portanto, detA = e£ò®¤¾ - e£ò®¤¾ = 0.

20. a) 63
b) duas maneiras

21. a) P‡ = 21
b) N = 15.

22. 1.262.500.

23. O peso total será de 7650g + 3300g = 10950g

24. (3, 4, 5, 6, 7, 8, 9)

25. a³³ = 299

26. a) 221 cm£.

b) f(x) = 2x£ + 2x + 1, x Æ IN*
Matemática I


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D = IN*
Im = {y | y = 2x£ + 2x + 1, x Æ IN*}.

27. a) 101 emissoras; canal de número 300.

b) 104,9 MHz

28. a) F³ = 76 e FŠ = 8n - 4, n Æ IN*.

b) 10 000.

29. 4 anos

30. a) 1996,10 metros
b) 2000/3 metros

31. R$ 3.520,00

32. a) Ë2, 6Ë2, 2Ë2, 12Ë2, 4Ë2, 24Ë2, 8Ë2 e 48Ë2.

b) aƒ‡ = 2¢© . Ë2 e aƒˆ= 2¢ª . 3Ë2

33. a) -2.

b) 3/22.

34. 39 minutos

35. tg ’ = r£/(2 - r)

36. m = 5 e n = 7 ou m = - 1 e n = - 5.

37. Sejam aŠ e bŠ, respectivamente, os termos gerais de uma PA e de uma
PG, ambas de razão 3.
Logo, aŠ = a + (n - 1) . 3 = a + 3n - 3 e
bŠ = b . 3¾ ¢

Seja cŠ o termo geral da seqüência dada, tal que cŠ = bŠ - aŠ.

Para:
n = 1, temos c = b - a = 2
n = 2, temos c‚ = 3b - a - 3 = 5 => 3b - a = 8

Resolvendo o sistema, encontramos b = 3 e a = 1.

Portanto, cŠ = bŠ - aŠ, com bŠ = 3¾ e aŠ = 3n - 2.

38. 49, 56 e 64 anos
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39. a) R$1.464,10

b) R$1.334,03

40. a) 1.265.000 habitantes

b) x = 115/102 1 ¸ 1,127

41. a) 405 coelhos

b) 31 dias

42. 39.366

43. r = 2/3

44. 2/3

45. O menor inteiro positivo que satisfaz a desigualdade é 14.

46. a) (Ë2)/2

b) (1 + Ë2)/4

47. (2/3)£¡ . m

48. 10

49. R$ 12.000,00.

50. 20

Matemática I

Governo Federal Ministro de Educação Fernando Haddad CEFETES – Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo Diretor Geral Jadir José Péla Diretor de Ensino Dênio Rebello Arantes Coordenadora do CEAD – Centro de Educação a Distância Yvina Pavan Baldo Coordenadoras da UAB – Universidade Aberta do Brasil Yvina Pavan Baldo Maria das Graças Zamborlini Designer Instrucional Jonathan Toczek Souza Curso de Licenciatura em Informática Coordenação de Curso Giovany Frossard Teixeira Professor Especialista/Autor Ronaldo Barbosa Alvim DIREITOS RESERVADOS CEFET-ES – Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo Av. Vitória – Jucutuquara – Vitória – ES - CEP - (27) 3331.2139 Créditos de autoria da editoração Capa: Leonardo Tavares Pereira Projeto gráfico: Danielli Veiga Carneiro Iconografia: Moreno Cunha Editoração eletrônica: [Nome de quem editou ou do próprio professor] Revisão de texto: Ilioni Augusta da Costa Maria Madalena Covre da Silva COPYRIGHT – É proibida a reprodução, mesmo que parcial, por qualquer meio, sem autorização escrita dos autores e do detentor dos direitos autorais.

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Matemática I

Olá, Aluno(a)!

É um prazer tê-lo conosco. O Cefetes oferece a você, em parceria com as Prefeituras e com o Governo Federal, o Curso de Licenciatura em Informática, na modalidade à distância. Apesar de este curso ser ofertado à distância, esperamos que haja proximidade entre nós, pois, hoje, graças aos recursos da tecnologia da informação (e-mails, chat, videoconferênca, etc.), podemos manter uma comunicação efetiva. É importante que você conheça toda a equipe envolvida neste curso: coordenadores, professores especialistas, tutores à distância e tutores presenciais. Assim, quando precisar de algum tipo de ajuda, saberá a quem recorrer. Na EaD - Educação a Distância - você é o grande responsável pelo sucesso da aprendizagem. Por isso é necessário que se organize para os estudos e para a realização de todas as atividades, nos prazos estabelecidos, conforme orientação dos Professores Especialistas e Tutores. Fique atento às orientações de estudo que se encontram no Manual do Aluno! A EaD, pela sua característica de amplitude e pelo uso de tecnologias modernas, representa uma nova forma de aprender, respeitando, sempre, o seu tempo. Desejamos a você sucesso e dedicação!

Equipe do IFES

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alguns símbolos utilizados neste material para guiá-lo em seus estudos. referente ao conteúdo apresentado. Atenção! Reflexão. Destaque de algo importante. referentes ao conteúdo estudado. Fala do professor. Fique atento! Atividades que devem ser elaboradas por você.Matemática I ICONOGRAFIA Veja. abaixo. Curiosidade ou outros conceitos referente ao conteúdo apresentado. após a leitura dos textos. Conceitos importantes. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 4 . Indicação de Materiais complementares. Espaço reservado para as anotações que você julgar necessárias.

Lembre-se que estas atividades possuem tempo determinado de entrega. desejando a todos muito sucesso! Prof. Atuo como professor do IFES no campus de Cachoeiro de Itapemirim. Cálculo Numérico. sendo capaz de realizar uma primeira análise gráfica. irá estudar também as funções reais.Matemática I Olá Meu nome é Ronaldo Barbosa Alvim. o de relações entre conjuntos. no mercado existem vários pacotes famosos como Maple e Matlab. importante em qualquer aprendizado e indispensável no ensino a distância. Ronaldo Barbosa Alvim IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 5 . Problemas Inversos. pois de exemplos da vida que ela se iniciou. por meio de exemplos de aplicações diversas tentando contextualizar a matemática em nossa vida. situando você no tempo e conhecendo os grandes matemáticos que deixaram contribuições marcantes em nossa evolução. Especialista em Matemática e Estatística (2001) pela UFLA e Mestre em Modelagem Computacional (2004) pela UERJ. Nesta disciplina você conhecerá a teoria dos conjuntos. ou seja. responsável pela disciplina Matemática I. Probabilidade e Estatística. Concluo. mas vamos optar por utilizar um software livre. que é um tema central para vários ramos da matemática e relacionado aos primórdios da matemática. quando solicitados. sendo tratada a teoria dos conjuntos de modo informal e não axiomática. iniciando é claro seu estudo com um enfoque mais geral. o Winplot. onde seu download estará disponível em nosso ambiente. Sou graduado em Matemática (2000) pela UFF. levando vocês a criarem o hábito de estudo contínuo. O material tem o intuito de ser um guia na orientação da disciplina de Matemática I onde podemos ressaltar os pontos mais importantes da teoria que está sendo abordada. Comentários de natureza histórica estão presentes ao longo de todo o material. Quando estudarmos funções reais será interessante e necessário o uso de algum visualizador gráfico. onde serão avaliado. os gabaritos de todas as atividades encontram-se no final do material. Cada capítulo é acompanhado de exercícios que devem ser resolvidos e enviados pelo ambiente moodle. Um ponto importante para um bom curso de Matemática e utilizar a bibliografia indicada. procurando mais exemplos e outras abordagens que poderemos discutir nos fóruns. Minhas áreas de interesse são: Modelagem Matemática.

... 1................................................. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO............................................ CONJUNTOS E SUBCONJUNTOS ..................................2....................................................................................................................................... 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS .......................................................................... 1... 2............................................. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................... 1........................ 1........................ 83 DESENVOLVIMENTO AXIOMÁTICO DA TEORIA DOS CONJUNTOS .................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO. 2.......................... 82 DIAGRAMAS DE LINHA ..................... 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ..............................................................................................10...............13.............................. NOTAÇÃO ............................ 2..........................Matemática I Sumário 1............................ ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO...............................................5.................................. 2.............................6................................. 2.....................2............................................................................................................... 1..........................................5 2...............................................4............. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ............................4................................................................... 1................................................................................................................. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO....................... 81 CONJUNTOS DISJUNTOS ............................................................................................................................................................... 80 TEOREMA DA DEMONSTRAÇÃO ................................................................................ 8 CONJUNTO DE POTÊNCIA ........3................. 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ...........................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.... 9 SUBCONJUNTOS ................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO...................5 2... 1........................................... 8 CAPÍTULO 6 -FUNÇÃO MODULAR ...8...........................2.........................5 2............................. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .........................3.. 98 CONJUNTO NULO ............. 82 DIAGRAMAS DE VENN .......................................................................... 1...................................4.............................. 2...................11......................... 2...................... 2...... 2..2...................... 2..................................................................................................................... 1.. 7 1.............. 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS .................................................................. 9 SUBCONJUNTO PRÓPRIO .......... INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ................................ INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .........ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO..............................6................................ 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ................. UNIÃO DE CONJUNTOS ............ 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ...................... 7 CONJUNTOS FINITOS E INFINITOS ........................................................ 2.......................3........................................................................................15.....................5.....................................7..5.................5...................................................................5 2...................................................................... UNIÃO DE CONJUNTOS ........... 2............. 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO .................... 2................................. 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS ............. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO............. UNIÃO DE CONJUNTOS ...............................................................................2.. 2............................... 8 CAPÍTULO 4 -FUNÇÃO LINEAR ........................................12.. 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS ..... 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS ........................... 8 CONJUNTO UNIVERSAL ..... 1..............................................4............................. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ...............................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO...........................3................... 8 IGUALDADE DE CONJUNTOS ....... 2.....................................................................................................................................................................6............. 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........... 2... 2...... 1....... 83 CAPÍTULO 2 -OPERAÇÕES DE CONJUNTOS ...............5.......................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO..................................................................................................................................................................... 80 CONJUNTOS DE CONJUNTOS ....................6................. 1..........................................................................................1...................................................... UNIÃO DE CONJUNTOS ...................................................................................14............................ 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ......................................................................2.........................................3............ 8 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 6 ...3................................................ 1.... 8 CAPÍTULO 5 -FUNÇÃO QUADRÁTICA.......9............................................................................. 8 CAPÍTULO 3 -RELAÇÕES E FUNÇÕES ........4.............................6.......................................... 80 COMPARABILIDADE ................................5 2.................... 1...........................

........................................................................................................................................ INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ....5.... 2........ 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ............................... UNIÃO DE CONJUNTOS .........................................5 2..... 2... 2........................................................ 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO .................. 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS ............................................................. 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ............ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO... IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 7 ............3...............................................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO. 2..........5.....ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.................................................................................................................................... INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ........................... 2... 2............... 2.. 8 GABARITOS .... 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ............. 2..ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO..................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.......................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO...............................Matemática I 2.........4.....................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO......................................................... 2.....................................2.................................5 2........... 2.......4................................................................................................................. UNIÃO DE CONJUNTOS ...................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO...... DIFERENÇA DE CONJUNTOS .................................................................................................................. 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS .....................................................5.....................................2............................4.......5........................... 2.............. 2............................ 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ................3.............................. 8 CAPÍTULO 7 -FUNÇÃO EXPONENCIAL...........................6.................................................................................. REFERÊNCIAS ........................................................... 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS .............. 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ...................5 2........ ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO........... 2..............6.......2.................................................. 8 CAPÍTULO 8 -FUNÇÃO LOGARTIMICA ......................... 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................... 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS .............................................................................................. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ................6....3.............................................. ANEXOS......................................4..............................................................................................6.............................................................. 8 CAPÍTULO 9 -PROGRESSÕES ..... UNIÃO DE CONJUNTOS ............................. 2..........

que como vimos exibe os elementos do conjunto.d.e.a} IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 8 . Bom estudo! George Cantor (1845-1918) 1..f} Observe que seus elementos são separados por vírgula e em geral representados por letras minúsculas. ou seja.o. Quando o conjunto possui um número muito grande de elementos podemos simplificar sua notação utilizando reticências . vamos representar o conjunto das letras da palavra CONTATO D={c. como no exemplo abaixo: A = {a.21.5.13. a compreensão dos conceitos estudados em uma aula é a base para o entendimento das aulas posteriores. evitando desta maneira escrever por extenso os elementos do conjunto..o...29} Esta forma de notação de conjunto é chamada de forma tabular.25.i. .n. Veja o exemplo: C={x/x é consoante} que é equivalente a dizer C={a. estudo que tratava da teoria das Séries Trigonométricas. Em geral.9.u} Quando um conjunto possui elementos repetidos. dando o sentido de continuação..t. não é necessário representá-los mais de uma vez..1. Seu trabalho inicialmente não foi aceito pela comunidade acadêmica mais influenciou profundamente matemáticos e estudiosos do século XX.e. Veja sua utilização no exemplo abaixo: B = {1. esta disciplina gera pré-requisitos.b.Matemática I 1.c. CONJUNTOS E SUBCONJUNTOS Prezado aluno. Começaremos nossa primeira aula estudando a fundamental teoria dos conjuntos primeiramente concebida pelo matemático do século XIX Georg Cantor. Para ilustrar no exemplo abaixo. Notação Em geral representamos conjuntos listando seus elementos entre chaves e o denominando por uma letra maiúscula. Mas podemos representar um conjunto pela propriedade que seus elementos possuem em comum.

e se ele se não se barbear. Liquidificador.14. Conjuntos Finitos e Infinitos Os conjuntos finitos possuem um número definido de elementos. mas podemos destacar uma propriedade que não caracteriza um conjunto. o famoso paradoxo do Barbeiro. um barbeiro faz a barba de todos os homens que não barbeiam a si próprios e a mais ninguém.. Forno de microondas} 1. Um paradoxo que caracteriza é atribuído ao matemático Bertrand Russel. Por exemplo Maçã ∈ {Laranja.2.6.} O conjunto B é um conjunto finito B={x/x é uma rua do Brasil} IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 9 . Relação de Pertinência A relação entre elemento e conjunto é conhecida como relação de pertinência que simbolizamos por ∈ “pertence” e ∉ “não pertence”. Perceba que o paradoxo é equivalente a proposição de que existe o conjunto que contém todos os conjuntos. então ele se barbeia. ou seja..Matemática I Como vimos podemos representar um conjunto por uma propriedade. se o barbeiro se barbear. Maçã. Melão. Quem barbeia o barbeiro? Concluímos que.18. o oposto o classificamos como conjunto infinito O conjunto A é um conjunto infinito A={2.. então ele não barbeia a si próprio. Batedeira. sua contagem chega a um final. Uva} Carro ∉ {Cafeteira.10. Observe: Bertrand Russel (1845-1918) Em uma aldeia onde. todos os dias.

1. A={x/x é professor da Licenciatura em Informática com mais de 150 anos} B={x/x é um número natural menor que 30 e maior que 50} Cuidado! Vários alunos utilizam de forma errônea o símbolo {∅} para simbolizar conjunto vazio. C={ ρ . ϖ }.5. Conjunto Nulo O conjunto nulo é também chamado de conjunto vazio. γ . não necessariamente na mesma ordem. β . µ } e 1.3. pertence também a B. ρ . Igualdade de Conjuntos Dois conjuntos são iguais se e somente se possuem os mesmos elementos. Os conjuntos abaixo são exemplos de conjuntos nulos. pois a utilizamos para relações entre conjuntos ou entre subconjuntos e conjuntos. e cada elemento que pertence a B pertence também a A. utilizamos o símbolo ∅ ou { } para simbolizá-lo. β . B={ ϖ . ϑ .Matemática I Perceba que embora o conjunto B seja difícil de ser enumerado. ξ . φ .ϖ }. γ . ϑ . 1. sendo que o significado do que está escrito não passa de um simples conjunto unitário. mesmo assim. Subconjuntos As relações de inclusão auxiliam muito na introdução do conceito de subconjunto.4. logo A = C “A é igual a C” A ≠ B “A é diferente de B” Ou seja. τ . observe os exemplos: Seja A={ φ . é um conjunto finito. Os símbolos são ⊂ lê-se “está contido” IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 10 . γ . O Conjunto vazio é o conjunto que não possui nenhum elemento. cada elemento que pertence a A.

assim desestimulando o aluno ao seu aprendizado. Concluindo B⊂AeB≠A Alguns autores utilizam uma notação diferenciada B ⊆ A para “B é subconjunto de A” B ⊂ A para “B é subconjunto próprio de A” 1.2} Utilizando a notação acima se B é subconjunto de C então podemos registrar B ⊂ C. Demonstração A demonstração em Matemática tem sido abandonada das aulas de ensino fundamental e médio e praticamente extinta de grande parte dos livros didáticos. sendo que todo elemento do conjunto B seja também elemento do conjunto C. estamos num curso de licenciatura.2. Comparabilidade Dizemos que dois conjuntos são comparáveis quando pelo menos um está contido no outro.6. este hábito descaracteriza como a Matemática torna verdadeira suas afirmações. encontrando os conceitos resumidos a fórmulas prontas.2} ⊂ A ou A ⊃ {1.3} Então {1. segundo. Logo diremos que B ⊄ C se B possuir algum elemento que não pertence ao conjunto C. de ser capaz de entender como aquelas idéias foram concebidas. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 11 . A ⊂ B ou B ⊂ A. Se primeiramente B for subconjunto de A e. denominamos B de subconjunto próprio de A.7.8. ou seja. 1. e não devemos retirar de nossas aulas experiências que levem a formação de alunos críticos. não é igual a A. pois você amanhã será um professor. 1. Subconjunto Próprio Como cada conjunto A é um subconjunto de si mesmo. dando ao aluno a sensação de impotência.Matemática I ⊄ lê-se “não está contido” ⊃ lê-se “contém” ⊇ lê-se “não contém” Seja A = {1. Pense nisso. O rigor das demonstrações matemáticas é a que distingue de outras ciências.

Algumas observações são importantes de serem realizadas: (1806-1871) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 12 .Matemática I Teorema sobre conjuntos: Se A é um subconjunto de B.{2}.2.{1. Veja o exemplo A = {7. Um caso muito raro na teoria de conjuntos são conjuntos formados de membros que são conjuntos e outros que não são conjuntos.2.9}. conjunto das partes do conjunto A... O família de todos os subconjuntos de um conjunto A é denominada.2.3}.{5.3}.11..∅}}.B. utilizada para representar conjuntos exclusivamente formadas por conjuntos é freqüentemente substituída por família de conjuntos ou classe de conjuntos. então A ⊂ C 1.{1. Conjuntos de Conjuntos A expressão conjuntos de conjuntos. ou.3} Então 2A = {{1}. Conjunto Universal A concepção do conjunto Universo. pois alguns de seus membros são conjuntos e outros não.2}.10.8}. 1. conjunto de potência de A.3}. Simbolizamos famílias de conjuntos geralmente por letras manuscritas como A.9. e se B é um subconjunto de C. A ⊂ B e B ⊂ C.{3}. Por exemplo. 1. Morgan É possível quantificarmos quantos subconjuntos possui um conjunto sem ser necessário exibi-los um a um. logo A é um subconjunto de C. ou seja. seja A = {1. foi realizada pelo brilhante matemático Augustus De Morgan (1806-1871). O conjunto universo é o conjunto de todos os elementos de interesse para o problema que estamos tratando. Conjunto de Potência Augustus D.{1.{2.12} Observe que o conjunto A não é uma família de conjuntos.{1.

O conjunto A = {1.λ.Se utilizarmos a expressão 2n. sendo n o número de elementos do conjunto inicial A.4. . A possui 3 elementos. Diferente do exemplo abaixo: C = {k. teremos o número de subconjuntos de A.t. são conjuntos disjuntos.θ}.13. como é subconjunto de qualquer conjunto.v} e B = {ϕ.O conjunto A é subconjunto dele mesmo.l. Diagrama de Venn O matemático inglês John Venn (1834-1923). note que τ ∈ C e τ ∈ D.7.12. criou uma representação visual para os conjuntos.h. A = {r. 1. Conjuntos Disjuntos Alguns conjuntos não possuem nenhum elemento em comum estes conjuntos são denominados conjuntos disjuntos.τ}.τ} e D = {a. que é o número de subconjuntos do conjunto A. onde delimitamos os conjuntos por áreas no plano onde se facilita muito o trabalho de se relacionar conjuntos. não são conjuntos disjuntos. logo C e D.10 John Venn (1834-1923) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 13 .10} é representado abaixo pelo diagrama de Venn .4 .1 A . 1.f.7 . logo.w.x. 23 = 8. pois não conseguimos encontrar nenhum elemento que pertença ao conjunto A e também ao conjunto B. .Matemática I .O conjunto vazio é subconjunto do conjunto A.

Axioma de Especificação: Seja P(x) uma proposição qualquer e seja A um conjunto qualquer. Logo: Axioma da Extensão: Dois conjuntos A e B são iguais se cada elemento de pertence também a B e cada elemento em B pertence a A. em que se encaixa a teoria dos conjuntos. Desenvolvimento Axiomático da Teoria dos Conjuntos Para iniciarmos um desenvolvimento axiomático em qualquer área da Matemática. Axioma da Extensão: Dois conjuntos A e B são iguais se cada elemento de pertence também a B e cada elemento em B pertence a A.14. Axioma de Especificação: Seja P(x) uma proposição qualquer e seja A um conjunto qualquer. P(a) é verdadeiro} Observe que P(x) é uma sentença variável para a qual P(a) é verdadeiro ou falso para qualquer a ∈ A. pois elemento e conjunto são termos indefinidos e “elemento pertence a um conjunto” é uma relação indefinida.Matemática I A relação de inclusão C ⊂ D é representada também pelo diagrama de Venn abaixo D C 1. necessitamos de termos indefinidos e relações indefinidas. Existe assim um conjunto IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 14 . Existe assim um conjunto B = {a/a ∈A.

5. conjunto este formado pelos elementos pertencentes a A ou pertencentes a B.2.5. 1.15.9}. União de Conjuntos Simbolizamos a união de dois conjuntos por A∪B.7. temos: A ∪ B = {1. Operações com Conjuntos 1.6.15.9} Observe que não devemos simbolizar mais de uma vez na união os elementos comuns aos dois conjuntos. A união de conjuntos é comutativa pois A ∪ B = B ∪ A A ∪ B = {x / x ∈ A ou x ∈ B} IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 15 .6.Matemática I B = {a/a ∈A. P(a) é verdadeiro} Observe que P(x) é uma sentença variável para a qual P(a) é verdadeiro ou falso para qualquer a ∈ A.7.3.3. Veja o exemplo: Sendo A = {1.8.1.2.6} e B = {5.8.

2.8. Veja o exemplo: Sendo A = {1. os elementos que são exclusivos do conjunto A. Interseção de Conjuntos Entendemos como interseção de conjuntos a operação que identifica quais elementos são comuns entre os conjuntos.8.8.2.2.9}.7. Diferença de Conjuntos Um grande erro ao executar essa operação é entendê-la com o objetivo de simplesmente mostrar o que é diferente aos dois conjuntos. ou seja.3. sendo que a correta leitura é identificar o que é exclusivo do primeiro conjunto.9}.6} e B = {5.15. B-A = {7. os elementos que são exclusivos do conjunto B.7. pois A ∩ B = A ∩ B 1.3}.5.3. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 16 . ou seja.5.6.6} Como é obvio de se observar a interseção de conjuntos é uma operação comutativa.15. temos: A-B = {1. Observe que a diferença de conjuntos não é comutativa pois A − B ≠ B − A .6} e B = {5.6.9}.3.Matemática I 1.2. temos: A ∩ B = {5. Veja o exemplo: Sendo A = {1.

9}.2. então B c ⊂ Ac (se um conjunto está contido em outro. seu complementar contém o complementar desse outro).1.15.7}.8.5.3. .4. chama-se complementar de A em relação a U o conjunto formado pelos elementos de A U que não pertencem a A.9} e o conjunto A = {1. sendo que todos entrevistados lêem pelo menos um dos jornais A e B? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 17 . Ac = {x / x ∈ U e x ∉ A} Propriedades .70% dos entrevistados lêem o jornal A.4.60% dos entrevistados lêem o jornal B.15.6. Logo.3. Cuidado! O complementar de um conjunto só tem sentido quando fixamos um conjunto universo U. dizemos que o complementar de A em relação a U é {0.8. . Complementar de um Conjunto Dado o universo U = {0.Se A ⊂ B . Relação entre União e Interseção de Conjuntos n( A ∪ B ) = n( A) + n( B ) − n( A ∩ B ) Exemplo: Numa pesquisa de opinião pública sobre dois jornais A e B. indica-se CU ou Ac ou A .5.4. Escrevendo de outra forma: ( ) c A ⊂ B ⇒ B c ⊂ Ac 1.7. ou seja. é o conjunto formado pelos elementos de U que não pertencem a A.Matemática I 1. obtemos o seguinte resultado: .6. Qual o percentual de entrevistados lê os dois jornais.Ac = A para todo A ⊂ U (o complementar do complementar de um conjunto A é o próprio conjunto A).5.2. De um modo geral. dado um conjunto A de um certo universo U.

3}. 1.(c.(b. terá 12 pares ordenados e será dado por: AxB = {(a.(a.3).1.b. os elementos têm características em comum. Perceba que em cada um deles. Produto Cartesiano Dados os conjuntos A e B.(c. Conjuntos Numéricos Neste tópico.2.16.(c. Conjunto dos Números Naturais “Deus criou os números naturais.6. O resto é obra dos homens.3)} AXB = {( x.(d.1). dos racionais.(d. ao conjunto AxB.2).2) .2).(a. dos irracionais e. denominamos conjuntos numéricos.1).y).Matemática I n( A ∪ B ) = n( A) + n(B ) − n( A ∩ B ) 100% = 70% + 60% − n( A ∩ B ) n( A ∩ B ) = 130% − 100% n( A ∩ B ) = 30% 1.15.c. estudaremos os conjuntos em que seus elementos são números. y ) / x ∈ A ou y ∈ B} Leopold Kronecker (1823-1891) 1. formado por todos os pares ordenados (x.(d.” (Leopold Kronecker) Giuseppe Peano (1858-1932) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 18 .2).1). Farão parte deste breve estudo os conjuntos dos números naturais. dos inteiros.3). ou seja Exemplo Dados A={a. onde x é elemento de A e y é elemento de B.16.1). por último o conjunto dos números reais. chama-se produto cartesiano A com B.(b.d} e B={1. Por isso.3). o produto cartesiano AxB.(b.

Conjunto dos Números Inteiros O conjunto dos números inteiros é representado por: Z = {. exclui o número “0” (zero).. que em alemão significa número.-3. .Todo número natural tem um único sucessor. Propriedades: .16....1.-2. X ⊂ N ).2.-1.-4.Números naturais diferentes têm sucessores diferentes.} Observe que o símbolo (*).2. chamado um e representado pelo símbolo 1. então X = N..-1. que não é sucessor de nenhum outro.-4.. .0. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 19 .1...-3.-2. .N. Se 1 ∈ X e se..4.} Destacamos os seguintes subconjuntos de Z: . 1. . Curiosidade! O símbolo dos inteiros Z é a primeira letra da palavra ZAHI.Z * = Z − {0} ou Z * = {. Tudo o que se sabe sobre os números naturais pode ser demonstrado como conseqüência desses axiomas. pois N ⊂ Z ..4.Seja X um conjunto de números naturais (isto é.3.Existe um único número natural. além disso.3.. o sucessor de todo elemento de X ainda pertence a X.2.Matemática I As afirmações abaixo são conhecidas como axiomas de Peano.

7777. .0. com b a ∈ Z. Veja então exemplos de números racionais: 3 1 1 3 − 5. devemos utilizar o velho conceito de número misto. agora. Neste caso. devemos dividir os números após a vírgula por um número formado unicamente pelo algarismo “9”. 4 2 2 4 Lembre-se que todo racional pode ser escrito na forma a . ver como podemos transformar decimais em suas respectivas frações geratrizes: Decimais Exatos Para extrair a fração geratriz de um decimal exato. Conjunto dos Números Racionais Ao incluirmos as frações não aparentes positivas e negativas ao conjunto dos inteiros. = Vamos agora mostrar um exemplo onde a dízima periódica simples possui valores diferentes de zero a esquerda da vírgula (números inteiros).. Veja: 0...b ∈ Z e b ≠ 0 Curiosidade! O símbolo dos racionais Q tem origem da palavra quociente. dízimas periódicas simples.3. são eles os decimais exatos. Veja: 12.Matemática I 1. = 7 9 36 4 = 99 11 0.. basta eliminarmos a vírgula e dividimos o número encontrado por uma potência de 10. na quantidade de algarismos que se repetem na dízima original. etc. obtemos o conjunto dos números racionais que simbolizamos por Q. Existem três formas de decimais que são gerados de frações.16.5 = 125 25 = 10 2 Dízima Periódica Simples Para extrair a fração geratriz de uma dízima periódica simples. que temos o hábito de chamá-las frações geratrizes.363636. . com o número de zeros equivalente a quantidade de casas decimais do decimal original. Veja: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 20 . dízimas periódicas compostas.− .− .−2. Vamos.

que após a vírgula possui apenas parte periódica. = 4 352 − 3 349 4309 =4 = 990 990 990 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 21 .. e um algarismo “0” para cada algarismo que não se repita após a vírgula.4444.13262626. Aprenderemos como encontrar a fração geratriz de uma dízima periódica composta .13262626. no denominador devemos escrever um algarismo “9” para cada algarismo que se repita na dízima.131313.Matemática I 4 31 3. 4. Devemos escrever no numerador o número representado até o início da primeira repetição e após devemos subtrair a parte não periódica após a vírgula. = 1326 − 13 1313 = 9900 9900 Se existir um número inteiro à esquerda. Veja que “13” representa a parte não-periódica e “26” a parte periódica. devemos proceder da mesma forma que aprendemos na dízima periódica simples... diferente da simples.. utilizando número misto. de uma dízima periódica composta é o fato de a dízima composta possuir após a vírgula parte não periódica e periódica.3525252.. Veja a extração da fração geratriz da dízima acima: 0.... ou seja.. 0. = 4 13 409 = 99 99 Dízima Periódica Composta O que diferencia uma dízima periódica simples.. 4. = 3 = 9 9 Para sairmos de um número misto acima foi feita a operação (3 X 9 + 4 = 31) e repetimos o denominador.

Os números racionais não são suficientes para esgotar todos os pontos da reta real. Veja o exemplo: 2 = 1..1415926535.7320508. = 2. ou seja.47979.. ou seja. estes são conhecidos como irracionais. todo ponto da reta é representado por um único número real....474747.. Conjunto dos Números Reais O conjunto dos números reais é obtido da união do conjunto dos números racionais e irracionais.479 (Dízima Periódica Composta) 2.. Números como 5 não era alcançado com os números racionais. = 23. R = Q ∪ I . 47 (Dízima Periódica Simples) 1.16.5.718.. pois podem ser escritos na forma de uma fração. receberam nomes e simbologias diferenciadas: O Número Pi π = 3..4142135. Em função disso.Matemática I Atenção! Uma outra notação correta para dízima periódica é escrevermos um traço sobre a parte periódica da dízima.16. 23.. O Número de Euler e = 2. Leonhard Euler (1707-1783) 1. assim como. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 22 . Mas os decimais infinitos e não-periódicos não podem ser escritos na forma de uma fração. Existem dois números irracionais muito conhecidos no meio científico. 3 = 1.. cada número real representa um único ponto da reta..4. Conjunto dos Números Irracionais Você viu no tópico anterior que existem três tipos de decimais que pertencentes ao conjunto dos racionais. mas agora temos uma relação biunívoca.

inteiros. ficando assim: “Existia um número incontável de pessoas no protesto” Pode aparentar ser a mesma coisa.” Deviríamos dizer incontável. são números reais. racionais e irracionais. ou seja. O diagrama abaixo relaciona os conjuntos numéricos que estudamos até este momento: Todos os números naturais.Matemática I Cuidado! É comum escutarmos nos meios de comunicação. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 23 . mas em Matemática incomensurável é uma relação entre duas grandezas de mesma espécie. nada será incomensurável se não comparado com outro objeto (grandeza) de sua mesma espécie. pessoas utilizando a palavra incomensurável em frases do tipo: “Existia um número incomensurável de pessoas no protesto. principalmente na televisão.

4}. Uma pesquisa de mercado sobre o consumo de três marcas A. 3.25% A e C . 8.50% nenhuma das 3 .45% C . B e C de um determinado produto apresentou os seguintes resultados: A .18% B e C . 3.Matemática I Atividades 1. 3. 9}. B. calcule o número total de pessoas consultadas. B e C? b) Qual é a porcentagem dos entrevistados que consomem uma e apenas uma das três marcas? 2.15% a) Qual é a porcentagem dos entrevistados que consomem as três marcas A.97) Foi realizada uma pesquisa para avaliar o consumo de três produtos designados por A. 5. (Universidade Federal do Paraná . Com base nestes dados. 7. 3. B = {2. Sendo A = {2. Todas as pessoas consultadas responderam à pesquisa e os resultados estão indicados no quadro a seguir: Observação: O consumidor de dois produtos está incluído também como consumidor de cada um destes dois produtos.48% B . C. 10} e C = {2. faça o diagrama das reuniões a seguir.5% A e B . 4. hachurando as regiões correspondentes a) A » B b) A » C IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 24 .

8.} c) ¹ _____ 8 d) {5. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 25 . 7} b) {7. a) Qual a porcentagem de alunos que praticam um. . ¿ ou não está contido as sentenças a seguir. Se um conjunto Z tem apenas 32 subconjuntos. _____. n(B) = 18. .. 39 praticam natação e 33 praticam futebol.64 eram homens. qual é o número de pessoas que utilizam os produtos B e C? 10. 5. e somente um.47 eram fumantes. 21 praticam natação e futebol. . 7} _____ {5} e) 7 È {5. de forma a torná-las todas verdadeiras: a) 5 _____ { 2. n(B º C) = 10. Å. sendo H = {1. não fumantes. 3. 3. (sendo n(X) o número de elementos do conjunto X). 40} 7. 9} 5.20 eram homens brasileiros fumantes.96 eram brasileiros. . n(C) = 27. Numa pesquisa de mercado. sabendo-se que A tem apenas 2 elementos. que B tem pelo menos 3 elementos e que A » B Å H. verificou-se que 150 pessoas utilizam pelo menos um dos produtos B ou C. Calcule: a) o número de mulheres brasileiras não fumantes. 24. Monte um conjunto A e um conjunto B. Se A. determine o valor de n ((A » B) º C). Complete com os símbolos: Æ. .51 eram homens brasileiros. . 4. B e C são três conjuntos onde n(A) = 25. 2. 9} _____ {1. 4.36 eram brasileiros fumantes. Sabendo que 95 dessas pessoas não usam o produto C e 25 não usam o produto B. 16. 6.. desses esportes? b) Qual a porcentagem de alunos que não praticam nenhum desses esportes? 9. È. . 3. 6. dos quais: . 4.25 eram homens fumantes. Em uma turma de 60 alunos. Um trem viajava com 242 passageiros. 8. 8. Ä. n(A º C) = 6 e n(A º B º C) = 4.Matemática I 4. 5. c) o número de mulheres não brasileiras. 6. b) o número de homens fumantes não brasileiros. quantos elementos tem esse conjunto Z? 6. n(A º B) = 9.

45 não falam esses idiomas . no grupo. num certo dia. 3/5 usam ônibus até a estação das barcas e. pegam uma barca para chegar ao trabalho. O resultado foi o seguinte: . o número de pessoas morenas com olhos castanhos. 12. quanto à cor dos olhos. Dos 135 funcionários de uma empresa localizada em Niterói.250 falam inglês . sabe-se que 14 pessoas no grupo são louras com olhos azuis. Calcule. em seguida. As marcas de cerveja mais consumidas em um bar. Considere um grupo de 50 pessoas que foram identificadas em relação a duas categorias: quanto à cor dos cabelos.180 falam espanhol Quantos dos alunos entrevistados falam esses dois idiomas? 13. B e S. Os garçons constataram que o consumo se deu de acordo com a tabela a seguir: a) Quantos beberam cerveja no bar. foram A. azuis ou castanhos. foi feita uma pesquisa entre 320 alunos para verificar quantos falam inglês ou espanhol. De acordo com essa identificação. quantos beberam apenas duas dessas marcas? c) Quantos não consumiram a cerveja S? d) Quantos não consumiram a marca B nem a marca S? 14. Sabe-se que 24 funcionários da empresa usam exclusivamente seus próprios IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 26 .Matemática I 11. 2/3 moram na cidade do Rio de Janeiro. B e S. nesse dia? b) Dentre os consumidores de A. Em uma escola. que 31 pessoas são morenas e que 18 têm olhos castanhos. Dos funcionários que moram na cidade do Rio de Janeiro. louras ou morenas.

Todos os alunos dessa escola foram aprovados em pelo menos uma das IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 27 . foram entrevistados consumidores sobre suas preferências em relação aos produtos A e B. No teste de qualidade. Quantas caixas foram aprovadas em ambos os testes? 17. por conterem um número menor de pílulas que o especificado.510 pessoas não compram nenhum dos dois produtos. . as aulas destes dois esportes serão dadas no mesmo horário. Os demais funcionários da empresa usam somente ônibus para chegar ao trabalho. dividido por 10.A. por problemas administrativos. Nenhum associado pôde se inscrever simultaneamente em tênis e futebol. O resultado dos dois testes mostrou que 14 caixas foram reprovadas em ambos os testes.220 pessoas compram o produto B. Uma amostra de 100 caixas de pílulas anticoncepcionais fabricadas pela Nascebem S. . Quantos associados se inscreveram simultaneamente para aulas de futebol e natação? 18. tênis e futebol. Os resultados da pesquisa indicaram que: . 16. B e C. 15. foi enviada para a fiscalização sanitária. Os 87 alunos do 3¡. Encerradas as inscrições. verificou-se que: dos 85 inscritos em natação. b) o número de funcionários da empresa que usam somente ônibus para chegar ao trabalho e que não moram na cidade do Rio de Janeiro. para futebol. o número de inscritos só para as aulas de futebol excede em 10 o número de inscritos só para as de tênis. pois. Numa pesquisa de mercado. No teste de quantidade. Determine: a) o número de funcionários da empresa que usam somente ônibus para chegar ao trabalho.Matemática I automóveis para chegar ao trabalho. 50 só farão natação. o total de inscritos para as aulas de tênis foi de 17 e. Um clube oferece a seus associados aulas de três modalidades de esporte: natação. 60 foram aprovadas e 40 reprovadas. ano do ensino médio de uma certa escola prestaram vestibular para três universidades: A. sendo que 1/3 destes não mora na cidade do Rio de Janeiro. Indique o número de consumidores entrevistados. por conterem pílulas de farinha. de 38. . 74 foram aprovadas e 26 reprovadas.310 pessoas compram o produto A.110 pessoas compram os produtos A e B.

Uma pesquisa sobre os grupos sangüíneos ABO. na qual foram testadas 6000 pessoas de uma mesma raça. B = {x Æ IR / 1 ´ x < 4}. 19. C = {x Æ IR / x < 0} a) A » B b) A º B c) (A º C) º B 22. Sabe-se que. Um grupo de alunos de uma escola deveria visitar o Museu de Ciência e o Museu de História da cidade. Calcule o número de alunos que visitaram os dois museus. não contém. 21. revelou que 2527 têm o antígeno A. Dados os subconjuntos de IR calcule: (faça o gráfico) A = {x Æ IR / -2 ´ x < 3}. 2234 o antígeno B e 1846 não têm nenhum antígeno. qual é a probabilidade de que uma dessas pessoas. Quarenta e oito alunos foram visitar pelo menos um desses museus. Quantos alunos foram aprovados em apenas um dos três vestibulares prestados? Justifique. mas somente um terço do total obteve aprovação em todas elas. 20% dos que foram ao de Ciência visitaram o de História e 25% dos que foram ao de História visitaram também o de Ciência. Complete as sentenças a seguir com os símbolos referentes às funções contém.Matemática I universidades. Nessas condições. Os totais de alunos aprovados nas universidades A e B foram. dos alunos aprovados em B. contido. tenha os dois antígenos? 20. 50 foram também aprovados em C. As provas da universidade A foram mais difíceis e todos os alunos aprovados nesta foram também aprovados em pelo menos uma das outras duas. escolhida aleatoriamente. Sabe-se também que o número de aprovados em A e em B é igual ao de aprovados em A e em C. não contido de forma a tornar todas elas verdadeiras: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 28 . respectivamente. 51 e 65.

Matemática I 23.0313131. È de modo a tornar verdadeira cada uma das sentenças a seguir: 27. Obtenha as geratrizes das seguintes dízimas periódicas. Æ. Complete com os símbolos Å.. Usando Æ ou È complete: 25... 26. não continência. Ä.. a) -2. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 29 .. não pertinência. contido e não contido). Classifique em V ou F: 24. b) 5. Use o dispositivo prático. para torná-las todas verdadeiras. Complete as sentenças a seguir com os símbolos apropriados (pertinência.121212. continência..

Indique a soma dos algarismos de A. 2222. Ed..J. Teoria de Conjuntos Intuitiva e Axiomática. 31. Se 1/[(1/3) + (1/4)] = p/q..373737. 23333.. 30. 31 é o mínimo múltiplo comum dos números 2480 e 1500. Escreva na forma de fração m/n a soma 0. A. onde p e q são números inteiros positivos relativamente primos. com A e B inteiros primos entre si. Sabe-se que o número A = 2Ñ . Seja A/B. Ed. determine p+q. [1]LIPSCHUTZ. 5ö . a fração geratriz da dízima periódica 4. Determine a soma x + y + b + t.. Ed McGraw-Hil do Brasil. 3Ò ... S.Matemática I 28. 29. + 0. 1973.. . 5. [2] FRANCO DE SOUZA. Livraria Escolar. Ltda.. __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 30 . Teoria dos Conjuntos.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 31 .

Matemática I

2.

RELAÇÕES E FUNÇÕES

As necessidades do homem, com os mais variados propósitos, fizeram dele, através dos tempos, um estudioso dos problemas naturais, bem como de suas causas e efeitos. Essa busca nos fez perceber que tudo e todos estão relacionados de tal forma que nenhum efeito tem origem numa única causa. Para perceber essa relação vamos usar como exemplo uma flor, que aos olhos de um admirador representa a beleza, o amor e a paz e aos olhos de um sensível observador, a imagem de nosso mundo, cofatores individuais, físicos, econômicos, humanos e sociais. Na linguagem do dia-a-dia é comum ouvirmos frases como: “Uma coisa depende da outra” ou “Uma está em função da outra”. Não é raro também abrirmos revistas ou jornais e encontrarmos gráficos, sobre os mais variados assuntos, mostrando a dependência entre os fatores em estudo. A ideia de um fator variar em função de outro e de se representar essa variação por meio de gráficos, de certa forma, já se tornou familiar em nossos dias. No entanto, essa forma de representação não foi sempre assim. O conceito de função sofreu várias interpretações até chegar ao modernamente utilizado. No século XVIII, Leibniz considerou como função as quantidades geométricas variáveis, relacionadas com uma curva. Bernoulli chamou de funções as expressões analíticas que envolvem apenas uma quantidade variável. Posteriormente, Euler enfatizou menos a representação analítica e deixou antever como conceito de função toda variável que dependa da outra, ou seja, se a segunda variar a primeira também irá variar. Já no século XIX, matemáticos como Dirichlet e Lagrange deram novas contribuições para os estudos das funções. No capítulo anterior, estudamos as possíveis relações que podem se estabelecer entre os elementos que formam um conjunto. Mas como se estabelece uma relação entre os elementos de um conjunto e os elementos de outro conjunto? A resposta a essa pergunta é dada pelo estudo das relações entre eles. Entretanto, como elas têm uma definição muito ampla, se quisermos uma informação mais precisa sobre as relações que se estabelecem, teremos de impor certas condições. As relações que se ajustarem aos critérios restritivos são as funções.

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2.1. Relações Reais

Sejam A e B dois conjuntos. Uma relação R de A em B é um subconjunto qualquer de A x B.

Exemplo:
Sejam os conjuntos A = { ,2,3,4,5} e 1

B = {3,5,7,9,11}. relacionados de acordo com a lei R = {x ∈ A / y = 2 x + 1}

Que estão

Observe como ficou a relação R : A → B entre os conjuntos A e B

R = {(1,3); (2,5); (3,7 ); (4,9); (5,11)}
b) Representação de uma relação
Podemos representar uma relação ou por um diagrama de setas ou no plano cartesiano. Veja o exemplo de uma representação de relação no plano cartesiano: O conjunto A é o domínio da relação R, denotado por Dom(R) e B é o contradomínio da relação, denotado por CoDom(R). Dom(R) = { x ∈ A: existe y em B tal que (x,y) ∈ R} Im(R)={y ∈ B: existe x ∈ A tal que (x,y) ∈ R}

R1={(a,1),(a,2),(a,3),(b,1),(b,2),(b,3),(c,1),(d,1),(d,2),(d,3)}

Veja agora exemplos de relações representados por diagramas de setas:

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R2={(a,1),(b,2),(c,3),(d,1)}

R3={(a,1),(b,1),(b,2),(c,3),(d,3)}

Dados os conjuntos A = {-1,0,1,2,3} e B={1,0,4,5} e a relação R={ (x,y) ∈ A x B /y = x2} R={(-1,1),(0,0),(1,1),(2,4)}, cuja diagramas ou no plano cartesiano. representação pode ser por

2.2. Funções
a) Definição
Dados dois conjuntos, A e B, não-vazios, dizemos que a relação f de A em B é uma função se, e somente se, para qualquer x pertencente ao conjunto A existe, em correspondência, um único y pertencente a B tal que o par ordenado (x,y) pertença a f. Vamos mostrar agora situações de relações que não consistem em funções Dados os conjuntos A={a,b,c,d} e B={1,2,3}. A relação R4 = { (a,1), (b,2), (c,3), (d,3), (a,3) }
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(c. se alguma delas tocar o gráfico em mais de um ponto. que pode através dos gráficos identificar se uma relação é ou não uma função. (a. (b. consiste em traçar retas paralelas ao eixo y. pois nem todos os elementos do primeiro conjunto A estão associados a elementos do segundo conjunto B. pois associados ao mesmo valor “a” existem dois valores distintos que são 1 e 3. Uma boa técnica.3}.3). Dados os conjuntos A={a.1).d} e B={1.Matemática I não é uma função em A x B.2).3)} não é uma função em A x B.b. A relação R5 = {(a.c.2. Veja nos exemplos abaixo IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 35 . esta não será uma função.

3. pois para x=1 temos f(1)=6 e para x=-1 temos f(1)=6. b) Funções Sobrejetoras Uma função f : A → B é sobrejetora se todo elemento de B é a imagem de pelo menos um elemento de A. Isto equivale a afirmar que a imagem da função deve ser exatamente igual a B que é o contradomínio da função. de forma equivalente. Qualidade de uma Função a) Funções Injetoras Uma função f : A → B é injetora se quaisquer dois elementos distintos de A sempre possuírem imagens distintas em B. isto é: x1 ≠ x 2 implica que f ( x1 ) ≠ f ( x2 ) ou. ou seja. pois sempre que tomamos dois valores diferentes para x. A função f : R → R definida por f ( x ) = x 2 + 5 não é injetora. para todo y em B existe x em A tal que y = f ( x ) . A função f : R → R definida por f ( x ) = 3x + 2 é injetora. 2. f ( x1 ) = f ( x 2 ) implica que x1 = x 2 Exemplos: 1. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 36 . obtemos dois valores diferentes para f(x).Matemática I 2.

∞ ) definida por f(x) = x² é sobrejetora. tem-se que f(-x)=-f(x). Observe o gráfico de f! Outra função par é g(x)=cos(x) pois g(-x)=cos(-x)=cos(x)=g(x). Uma função par possui o gráfico simétrico em relação ao eixo vertical OY. para todo x do domínio de f. pois f(-x)=x²=f(x).4. pois o número -1 é elemento do contradomínio R e não é imagem de qualquer elemento do domínio.Matemática I Exemplos: i) A função f : R → R definida por f(x)=3x+2 é sobrejetora. 37 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo . Exemplo A função f(x)=x² é par. ∞ ) é imagem de pelo menos um elemento de R pela função. ii) A função f:R → (0. Exemplo A função f : R → R dada por f(x)=2x é bijetora. para todo x do domínio de f. pois todo elemento de R é imagem de um elemento de R pela função. ii) A função f : R → R definida por f(x)=2x não é sobrejetora. 2. Uma função ímpar possui o gráfico simétrico em relação à origem do sistema cartesiano. tem-se que f(x)=f(-x). pois é injetora e sobrejetora. Função Par e ímpar a) Função par Uma função real f é par se. pois todo elemento pertencente a (0. c) Funções Bijetoras Uma função f : A → B é bijetora se ela é ao mesmo tempo injetora e sobrejetora. a) Função ímpar Uma função real f é ímpar se.

enumere os elementos da seguinte relação: R = {(x. Em caso afirmativo determine o domínio. sendo: A = {1.Matemática I Exemplo As funções reais f(x)=5x e g(x)=sen(x) são ímpares. Veja o gráfico para observar a simetria em relação à origem. Examine cada relação e escreva se é uma função de A em B ou não. y) Æ A × B | y = x + 1}. 5. -4} e B= {2/3 . 2. 9}. 8} e B = {1. Dados os conjuntos A = {0. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 38 . 6. Atividades 1. 3. 8} 2. 2. Determine A x B e A x A. 3. pois: f(x)=5(-x)=-5x=-f(x) e g(-x)=sen(-x)=-sen(x)=-g(x). a imagem e o contradomínio. 4.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 39 .

estudaremos também como modelar a função do primeiro grau que passa por dois pontos. Modelo da Função Polinomial do primeiro grau y = ax + b y → variável dependente x → variável independente a → coeficiente angular b → coeficiente linear 3. FUNÇÃO POLINOMIAL DO PRIMEIRO GRAU O papiro de Rhind. é que a teoria das equações passa a ser um ramo independente da Matemática. Neste capítulo.C. o homem já trabalhava com problemas que envolviam quantidades desconhecidas. para modelarmos problemas onde as grandezas apresentam uma relação de proporcionalidade.1. é a presença de uma variável e o sinal de igualdade. nos mostra que em 1700 a. O sinal de igual (=) tem o significado amplo em Matemática. mais facilmente podemos expressar e resolver problemas científicos ou cotidianos. de modo geral.2.Matemática I 3. as variáveis são chamadas de termos desconhecidos ou incógnitas. no entanto. Aqui. o matemático grego Diofanti dá a esses problemas um tratamento especial. ou seja. O que as caracteriza. Quanto mais a dominamos. com desenvolvimento da notação algébrica. Só a partir do século XVI. Escrever essas igualdades equivale a dar as variáveis a condição de igualarem duas expressões. 3. Estudaremos neste capítulo as equações algébricas. No século III. Significado dos coeficientes O coeficiente “a” representa a taxa de crescimento da grandeza representada no eixo das ordenadas em relação à grandeza representada do eixo das abscissas. A linguagem algébrica tem sido extremamente importante para ampliação do conhecimento. é utilizado para expressões que somente são iguais para certos valores (ou para nenhum valor) de suas variáveis. iniciando a teoria das equações. Nas equações. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 40 . uns dos documentos mais antigos e importantes sobre Matemática Egípcia.

com a horizontal a = tgα Quando a função representa um crescimento. onde o coeficiente angular tem valor positivo (a = 2). onde o coeficiente angular tem valor positivo (a = -2). o coeficiente angular é a tangente do ângulo formada pela reta. Quando a função é decrescente. o valor do coeficiente angular é positivo. o valor do coeficiente angular é negativo. Observe no gráfico da função f ( x ) = 2 x + 1 . o ângulo formado pela IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 41 . Isso faz muito sentido. Observe no gráfico da função f ( x ) = −2 x + 1 . pois se a função é crescente o ângulo formado pela reta com o horizontal é agudo. onde a tangente é positiva. Quando a função representa um decrescimento.Matemática I a= y − y0 x − x0 No gráfico. logo pertencente ao primeiro quadrante.

pertencente ao segundo quadrante onde a tangente é negativa. logo. Genericamente temos: f ( x ) = ax + b ax + b = 0 . x = − b . 3.Matemática I reta e a horizontal é obtuso. O coeficiente linear “b” representa a quantidade inicial da grandeza representada no eixo das ordenadas “y”. destacada em preto IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 42 . ou seja. logo. a Concluindo temos f  −  b =0  a Veja no gráfico a raiz da função f ( x ) = x − 3 . No gráfico é o ponto onde a reta intercepta o eixo “y”. Raízes ou zeros da função Polinomial do primeiro grau A raiz ou zero da função polinomial do primeiro grau é ponto onde a reta intercepta o eixo das abscissas (eixo x).3. o valor de “x” que quando atribuído à função torna o valor de “y” nulo.

Matemática I

3.4.

Construção da lei da função do primeiro grau

Vamos apresentar três maneiras de construir a lei da função do primeiro grau. Na primeira maneira, vamos utilizar o modelo da função do primeiro grau y = ax + b . Exemplo: Encontre a equação da reta que passa pelos pontos A(2,3) e B(5,7). Substituindo no modelo temos

3 = a (2 ) + b 7 = a (5) + b
Resolvendo o sistema 

2 a + b = 3 5a + b = 7

Multiplicando a primeira equação por (-1) e depois adicionando as equações, encontramos

− 2a − b = −3  5a + b = 7 3a = 4 a= 4 3

Agora, substituindo em qualquer equação do sistema, vamos escolher aleatoriamente a primeira.

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4 2 8 + b = 3 3 8 b = 3− 3 1 b= 3
Logo o modelo da função é y =

4 1 x+ 3 3

Na segunda maneira, vamos usar uma condição da geometria analítica, onde o determinante entre três pontos de uma mesma reta é sempre nulo, conhecido como condição de alinhamento de três pontos. Os três pontos são A(2,3) ; B(5,7) e C (x,y). Então, temos:

x

y 1

2 3 1=0 5 7 1
Aplicando a regra de Sarrus, para extração do determinante de ordem 3 X 3 (três linhas X três colunas) devemos repetir as duas primeiras linhas ou as duas primeiras colunas, multiplicar as diagonais principais (mantendo o sinal), e multiplicar as diagonais secundárias invertendo o sinal. Veja

x y 1 2 3 1=0 5 7 1 x y 1 2 3 1
3 x + 14 + 5 y − 15 − 7 x − 2 y = 0 3 y − 4x −1 = 0 3 y = 4x +1 y= 4 1 x+ 3 3

Na terceira maneira, vamos utilizar de um modelo conhecido como equação da reta:

y − y0 = a ( x − x0 )
Primeiramente, vamos calcular o coeficiente angular como vimos no início da aula 44

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a= a=

y − y0 x − x0 7−3 4 = 5−2 3

Não se preocupe sobre qual par será ( x0 , y0 ) ou qual será ( x, y ) , pois na verdade isso não faz diferença. Então substituindo o coeficiente angular encontrado em algum dos pontos no modelo, temos:

y −3 = y= y= y= y=

4 (x − 2 ) 3 4x − 8 +3 3 4x − 8 + 9 3 4x +1 3 4 1 x+ 3 3

3.5.

Inequação do Primeiro grau

a) Inequação do Primeiro grau com duas variáveis Primeiro Passo: Substituímos a desigualdade por uma igualdade depois traçamos a reta no plano cartesiano. Escolhemos um ponto auxiliar, de preferência o ponto (0, 0) e verificamos se o mesmo satisfaz ou não a desigualdade inicial. Segundo Passo: Em caso positivo, a solução da inequação corresponde ao semiplano ao qual pertence o ponto auxiliar. Terceiro Passo: Em caso negativo, a solução da inequação corresponde ao semiplano oposto àquele ao qual pertence o ponto auxiliar.

Exemplo: Representa graficamente a inequação 2 x + y ≤ 4

Tabela

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o ponto auxiliar satisfaz a inequação). y) (0. A solução da inequação corresponde ao semiplano ao qual pertence o ponto auxiliar (0. determinar a região correspondente à intersecção dos dois semiplanos.Matemática I x 0 2 y 4 0 (x. b) Sistema de Inequações do primeiro grau com duas variáveis Para resolver um sistema de inequações do 1º grau graficamente. Exemplo: Dado o sistema de inequações IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 46 . 4) (2. 0) Verificação do ponto Auxiliar: (Afirmativa positiva. devemos traçar num mesmo plano o gráfico de cada inequação.0).

y) (0. -1) (1. 0) (x. 4) (-4. y) (0. Tabela 1 x 0 -4 y 4 0 Tabela 2 x 0 1 y -1 0 (x. 0) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 47 .Matemática I Traçando as retas -x + y = 4 e 3x + 2y = 6.

o que é preferível: um aumento de 20% no salário fixo. os gráficos de f e de g quando m = 1/4 e m = 1. em função de m. em função de x e determine o custo médio mínimo. ele vende o equivalente a R$ 500. b) Se a capacidade máxima de produção da empresa for de 800 unidades por mês. 2. Seja m µ 0 um número real e sejam f e g funções reais definidas por f(x) = x£ . obtenha C em função de x.000. o número de raízes da equação f(x) = g(x). obtenha o custo médio de produção de uma bolsa. Um vendedor recebe mensalmente um salário fixo de R$ 800. o custo total da empresa era R$ 25.00. c) Determinar.Matemática I Atividades 1. cada duas horas e meia de trabalho. a) Qual seu salário mensal em função do número x de horas trabalhadas por mês? b) Se ele costuma trabalhar 220 horas por mês. Um gerente de uma loja de bolsas verificou que quando se produziam 500 bolsas por mês. a) Admitindo que o gráfico do custo mensal (C) em função do número de bolsas produzidas por mês (x) seja formado por pontos de uma reta. a) Esboçar.000.00. Em geral.00 e quando se produziam 700 bolsas o custo mensal era R$ 33.2|x| + 1 e g(x) = mx + 2m. b) Determinar as raízes de f(x) = g(x) quando m = 1/2. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 48 .00 mais uma comissão de 5% sobre as vendas do mês. no plano cartesiano representado a seguir. ou um aumento de 20% (de 5% para 6%) na taxa de comissão? 3.

os próximos dezesseis já custam mais caro. você deverá pagar 7 × 2. mais caro fica (R$ 3. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 49 .000. se o gasto mensal com propaganda for o dobro daquele. a) Qual a receita mensal se o gasto mensal com propaganda for de R$30. e ainda existe mais uma faixa! Por exemplo. N.90 + 2 × 3.. se o consumo da sua casa for de 25 m¤. A receita mensal de vendas de uma empresa (y) relaciona-se com os gastos mensais com propaganda (x) por meio de uma função do 1¡.60 por cada metro cúbico). a) Quanto pagará uma família cujo consumo for de 85 m¤? b) Escreva uma expressão que dê o valor pago por uma residência cujo consumo mensal.20 + 16 × 2. Se o consumo for acima desses 23.60 = R$ 69. está entre 8 e 23 m¤/mês. Quando a empresa gasta R$ 10. sua receita naquele mês é de R$ 80.00.20 cada.00.00? b) Obtenha a expressão de y em função de x.000. grau.00 por mês de propaganda.Matemática I 4.90 cada. R$ 2.. a receita mensal cresce 50% em relação àquela. O preço do gás natural para um consumidor residencial na cidade do Rio de Janeiro é obtido a partir das informações: O consumidor paga pelo que gasta de acordo com quatro níveis de consumo: Os sete primeiros metros cúbicos custam R$ 2.000. 5.

15 para cada 100 metros percorridos.000 unidades é de R$ 3.O taxímetro só muda o valor a cada 100 metros percorridos.5 km? b) Considere N um número múltiplo de 100.00 (o mesmo que numa corrida de 700 metros). Em uma fábrica.R$ 3. 7. a) Quanto custa uma corrida de 9.5 pontos e subtraía-se 1. a partir dos primeiros 500 metros.70 é a bandeirada (valor inicial independente da distância a ser percorrida) . Escreva uma fórmula que expresse o custo de uma corrida de N metros. se a viagem tiver sido de 780 metros. b) O custo de produção de 800 camisetas. por exemplo.70 + (200/100) . que indica quantos metros o passageiro percorre.15) = R$ 4. em que x é a quantidade produzida e b é o custo fixo. na cidade do Rio de Janeiro. é calculado da seguinte forma: .5 ponto para cada questão respondida erradamente ou não respondida. Uma loja anunciou a contratação de funcionários e para isso fez a seleção aplicando um teste com 40 questões objetivas.00. . Assim.00. determine: a) Os valores de b e de q. o passageiro pagará 3.700. maior que 500.Matemática I 6.R$ 0. O critério de avaliação foi o seguinte: para cada questão respondida corretamente somavam-se 3. o custo de produção de 500 unidades de camisetas é de R$ 2. O custo de uma corrida de táxi. Sabendo que o custo das camisetas é dado em função do número produzido através da expressão C(x) = q x + b. enquanto o custo para produzir 1.800. (0. Quantas questões acertou um candidato que fez 95 pontos? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 50 . 8.

A leitura da fita é feita pela peça C a uma velocidade constante. identifique o lugar geométrico dos pontos (x. b) Calcule y em função de x. também.12/5. o gráfico cartesiano. respectivamente.12)/10 = . função do tempo de leitura.0. b) Considerando que Paulo tenha calculado com base na fórmula (x/2)(y/5)=(x-y)/10.12/5. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 51 .12/5 = (3 . À medida que a fita passa.5 cm. formam-se duas coroas circulares com raios maiores x e y. Observe a figura 1 que representa um leitor de áudio na posição de início de leitura. Para calcular 3/2 . a) Esboce o gráfico que mostra o comprimento da fita enrolada em A. onde x e y são reais.Matemática I 9. nos suportes A e B. Paulo subtraiu os numeradores e dividiu o resultado por 10 obtendo: 3/2 . como sugere a figura a seguir. Os suportes circulares A e B têm 1cm de raio e uma fita de 90 m está totalmente enrolada em A formando uma coroa circular de espessura 1. 10. Esboce.9 a) Determine de forma correta o valor da expressão 3/2 . y) do plano cartesiano que tornam essa igualdade verdadeira.

Matemática I 11. nos dois intervalos do período considerado. o ar atinge a temperatura do corpo e que. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 52 . Admita que. em maio de 2001. Calcule: a) a temperatura do ambiente quando TÛ = 25°C. tem temperatura inferior à do corpo. 12° ´ T½ ´ 30°. em bilhões de dólares. b) o maior valor que pode ser obtido para TÛ.5 + 0. a queda de reservas tenha sido linear. já que é resfriado nas paredes do nariz. nos pulmões. em bilhões de dólares. respectivamente. Determine o total de reservas desse país. 12. O gráfico adiante representa.75 × T½ . a queda das reservas internacionais de um determinado país no período de julho de 2000 a abril de 2002. Através de medições realizadas em um laboratório foi obtida a função TÛ = 8. Sabe-se que. ao ser exalado. em que TÛ e T½ representam. a temperatura do ar exalado e a do ambiente.

Determine o percentual de V que corresponde à perda causada pela redução do preço. em reais.00. 14. e esboce o gráfico da função P. 0´t´8. teria sido arrecadado um valor V na venda de 80 kg. Devido à concorrência no mercado. em quilogramas. a um preço unitário de R$ 5. vendidas na barraca de seu Custódio. arrecadado com essa venda. Um fabricante de bonés opera a um custo fixo de R$ 1. ache a fórmula que dá o preço P(t) da máquina após t anos de funcionamento.000. x representa a quantidade de batatas.000 unidades mensalmente.200. O custo variável por boné é de R$ 2.00. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 53 .00. O preço de uma certa máquina nova é R$10. a) Calcule a redução percentual do preço do quilograma das batatas a partir das 12 horas. b) Se o preço não diminuísse. em um dia de feira.Matemática I 13. A partir das 12 horas. e y representa o valor.00 por mês (correspondente a aluguel. será necessário haver uma redução de 30% no preço unitário de venda. Atualmente são comercializadas 1. de quanto deverá ser o aumento na quantidade vendida? 15. seguro e prestações de máquinas). o movimento diminui e o preço do quilograma de batatas também diminui. Para manter seu lucro mensal. No gráfico a seguir. Admitindo-se que ela tenha sido projetada para durar 8 anos e que sofra uma depreciação linear com o tempo.

17. Se a taxa de inscrição por participante para essa competição é de R$ 30. determine a gratificação que um funcionário receberá no mês em que obtiver 100 pontos. determine: a) o volume de água no reservatório decorridos dez segundos (t = 10) a partir do instante inicial.Matemática I 16. começa a receber água a uma razão constante de 3 litros por segundo. Por causa de um vazamento. Considerando o instante inicial (t = 0) como o instante em que o reservatório começou a receber água. de 1 litro por segundo. Observando que. de água no reservatório em função do tempo decorrido (t). contendo inicialmente 400 litros de água. em quanto tempo ele estará vazio? b) Se o vazamento permanecer por 12 horas. Um reservatório.00. em litro. para que o valor arrecadado com a taxa de inscrição cubra o custo do evento.00 determine a quantidade mínima de inscritos nessa competição. a partir do instante inicial. em segundo. quantos litros de água restarão no reservatório? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 54 . entre 30 e 90 pontos.000. também constante. Para organizar uma competição esportiva tem-se um custo de R$ 2. a variação da gratificação é proporcional à variação do número de pontos. a relação entre a gratificação e o número de pontos está representada no gráfico a seguir. A Cerâmica Marajó concede uma gratificação mensal a seus funcionários em função da produtividade de cada um convertida em pontos. 18. Um reservatório de água tem a forma de um cubo de arestas 10 m. 19. b) uma expressão para o volume (V). ao mesmo tempo que uma torneira deixa escoar água desse reservatório a uma razão. a) Se o reservatório estiver completamente cheio no início do vazamento. a cada hora perde-se 5% do volume total do reservatório.

f(3)) e (4. 23. b) Calcule a soma S = f(1) + f(2) +. Em um sítio destinado à produção de leite. -3) e (-1. arrecadado com a venda do leite.00 por DVD alugado.00 no ano. Um cliente escolheu a opção II e gastou R$ 56. obtido em um mês.f(4)). 22. determine o valor de b-a. a ser pago numa única parcela após um mês. mais R$ 2. b) calcule o valor de C. 6) pertencem ao gráfico da função f: IR ë IR definida por f(x)=ax+b.00 de taxa de adesão anual. Os demais custos de produção representam juntos 45% de T. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 55 .00 fixos.5. Um vídeo-clube propõe a seus clientes três opções de pagamento: Opção I: R$ 40.Matemática I 20. Opção III: R$ 3. Esse cliente escolheu a melhor opção de pagamento para o seu caso? Justifique sua resposta. nas duas empresas. Sabendo que os pontos (2. qual a quantidade mínima de leite que deve ser produzida ao mês para que o produtor não tenha prejuízo? 21. E e E‚. mais R$ 1. nas duas empresas. sem taxa de adesão. de modo que o valor a ser pago seja o mesmo. T.. em função de T. (2. A empresa E cobra uma taxa fixa de R$ 60. operam emprestando um capital C. 24.00 de taxa de adesão anual. Opção II: R$ 20.f(2)).00 mais 4% de juros sobre o capital emprestado. enquanto a empresa E‚ cobra uma taxa fixa de R$ 150. Dessa forma.00 mais juros de 3% sobre o capital emprestado. a) Esboce o gráfico da função f no plano cartesiano IR×IR e marque nele os pontos (1. a) determine as expressões que representam o valor a ser pago em função do capital emprestado.f(1)). Seja f: IR ë IR a função definida por f(x) = 3x .+ f(199) + f(200). e esboce os respectivos gráficos.20 por DVD alugado. mais 10% do total. (3.. o custo mensal com a mãode-obra é de R$ 360.50.00 por DVD alugado. a) Expresse o lucro. b) Se o litro do leite é vendido por R$ 0. Duas empresas financeiras.

7 vezes a extensão das subidas. é de 156 km. a extensão das descidas é 0. Calcule. Um operário ganha R$3. em quilômetros.Matemática I 25. Se após as vendas para o bazar e para a loja o lucro total foi de 72 reais. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 56 . Nessas condições: a) Encontre uma fórmula que expresse o peso mínimo. que essa pessoa poderá atingir após n semanas. para as semanas em que trabalhar h horas. 29. A academia "Fique em Forma" cobra uma taxa de inscrição de R$ 80. P.00. Um vendedor comprou n bolsas por d reais cada uma.00 por hora de trabalho de sua jornada semanal regular de trabalho. Suponhamos que isso realmente ocorra. nas partes planas da estrada. com hµ40. a extensão da parte plana do trajeto. desconsiderando a parte fracionária de seu resultado. Um ciclista pedala a 25 km/h. 28. b) Calcule o número mínimo de semanas completas que a pessoa deverá permanecer no SPA para sair de lá com menos de 120 kg de peso. explicitando seu raciocínio. pesando num certo momento 156 kg. 26. a) Determine as expressões algébricas das funções que representam os gastos acumulados em relação aos meses de aulas. De A para B.00 e uma mensalidade de R$ 50.00 e uma mensalidade de R$ 55.00. Uma pessoa obesa. Eventuais horas extras são pagas com um acréscimo de 50%. caso exista. Ele vendeu 2 bolsas para um bazar escolar beneficente pela metade do preço de custo. a 15 km/h. A diferença entre o tempo de ida e o tempo de volta do ciclista é de 48 minutos. e a 30 km/h. recolhe-se a um SPA onde se anunciam perdas de peso de até 2. nas descidas. A distância entre duas cidade. nas subidas.5 kg por semana. determine o menor valor possível para n. A academia "Corpo e Saúde" cobra uma taxa de inscrição de R$ 60. que é de 40 horas. em cada academia. S. Encontre uma fórmula algébrica para expressar seu salário bruto semanal. b) Qual academia oferece menor custo para uma pessoa que pretende "malhar" durante um ano? Justifique. O restante ele vendeu para uma loja com um adicional de 8 reais por bolsa. 27. A e B.

IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 57 . a) Sabendo que a parte negativa do gráfico de f é constituída por segmentos de retas. atingida no salto. 31. O gráfico representa uma função f que descreve. aproximadamente. em metros.9. o movimento (em função do tempo t em segundos) por um certo período. tendo o eixo das abscissas coincidente com a superfície da água. determine: a) a lei da função apresentada no gráfico.Matemática I 30. a uma temperatura fixa de 0°C. Determine quantos segundos o golfinho ficou fora da água e a altura máxima. Em que instante o golfinho saiu da água? b) A parte positiva do gráfico de f é formada por parte de uma parábola. Apresentamos a seguir o gráfico do volume do álcool em função de sua massa.3/4) t£ + 6t . de um golfinho que salta e retorna à água. dada por: f(t) = (. determine a expressão matemática de f nos instantes anteriores à saída do golfinho da água. b) qual é a massa (em gramas) de 30 cm¤ de álcool. Baseado nos dados do gráfico.

aproximadamente.00 o m¤. pelos 8 m¤ seguintes. em função de x. de acordo com a seguinte tabela: Pelos primeiros 12 m¤ fornecidos. g e h. Seja x o número de anos decorridos a partir de 1960 (x = 0). b) Qual a temperatura (em graus centígrados) em que o número de graus Fahrenheit é o dobro do número de graus centígrados? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 58 .Matemática I 32. pelo consumo que ultrapassar 30 m¤. pelos 10 m¤ seguintes. Cr$ 15.32)/9 onde F é o número de graus Fahrenheit e C é o número de graus centígrados. segundo essa avaliação? 35. A função y = f(x) = x + 320 fornece. 33. Qual a estimativa do número de pessoas presentes numa praça de 4000m£ que tenha ficado lotada para um comício. Cr$ 100. Seja h a função que fornece a média de variação do nível do mar em função da concentração de CO‚. Cr$ 50.00 por m¤. Alguns jornais calculam o número de pessoas presentes em atos públicos considerando que cada metro quadrado é ocupado por 4 pessoas. em cm. Calcule o montante a ser pago por um consumo de 32 m¤. Cr$ 90.00 por m¤ e. Determine a expressão de h em função de y e calcule quantos centímetros o nível do mar terá aumentado quando a concentração de CO‚ na atmosfera for de 400 ppm. a média de concentração de CO‚ na atmosfera em ppm (partes por milhão) em função de x. No diagrama seguinte estão representadas as funções f. a) Transforme 35 graus centígrados em graus Fahrenheit. pela água fornecida a uma residência. A média de variação do nível do mar. Para transformar graus Fahrenheit em graus centígrados usa-se a fórmula: C = 5(F .00 por m¤. A Companhia de Abastecimento de Água de uma cidade cobra mensalmente. é dada aproximadamente pela função g(x) = (1/5) x. 34.

que é a primeira camada da atmosfera.8 km. Sabe-se que.00 e de R$ 2. em uma corrida na qual foram percorridos 3. b) Escreva a tabela acima no caderno de respostas.000.000 pés na altitude.000 pés acima do mesmo ponto A? 37.000. 38.000. g(x) < 0. situado ao nível do mar.5. em um dia de trabalho. em que p é um parâmetro real.6 km. Pergunta-se: a) Em que altitude. Suponha que em um ponto A. a quantia cobrada foi de R$ 8. a) Supondo que p = . b) Determine para quais valores de p temos g(x) ´ f(x) para todo x Æ [. acima do ponto A.8. quantos quilômetros seu carro percorreu naquele dia? 39.25. O imposto é calculado aplicando-se à renda a porcentagem correspondente e subtraindo-se desse resultado a parcela a deduzir. O custo de uma corrida de táxi é constituído por um valor inicial Q³. e que em outra corrida. completando-a com a parcela a deduzir para a faixa de R$ 2.25. fixo. a temperatura diminui 2 °C a cada aumento de 1.000 pés. 1]. mais um valor que varia proporcionalmente à distância D percorrida nessa corrida.000.Matemática I 36.000. um taxista arrecadou R$ 75. Suponha que uma tabela (incompleta) para o cálculo do imposto de renda fosse a seguinte: OBS.00 e com a alíquota que corresponde à faixa de renda superior a R$ 3.00. A troposfera. a temperatura seja de 20 °C. b) Se. de 2. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 59 . nela. a) Calcule o valor inicial Q³. Sejam dadas as funções f(x) = px e g(x) = 2x + 5.00.00 a R$ 3. a quantia cobrada foi de R$ 7. estende-se do nível do mar até a altitude de 40.00 em 10 corridas. determine para quais valores reais de x tem-se f(x) . a) Calcule os valores dos impostos a serem pagos por dois contribuintes cujas rendas são de R$ 1. a temperatura é de 0 °C? b) Qual é a temperatura a 35.

Responda às questões a seguir. Com base no gráfico obtido.00. Justifique sua resposta. b) Determine para quais intervalos cada locadora tem o plano mais barato. Reproduza o diagrama acima. indique o distrito em que será feita essa nebulização inicial.Matemática I 40. 41. o cliente deve pagar R$ 0. Já a locadora Mercúrio tem um plano mais elaborado: ela cobra uma taxa fixa de R$ 90. indique qual deve ser seu novo custo por km rodado para que ela. A locadora Saturno cobra uma taxa fixa de R$ 30. sul e noroeste da cidade têm. o município de Campinas tenha decidido fazer uma nebulização (ou pulverização) de inseticida. como uma medida de combate à dengue. será atendido o distrito com maior número de casos de dengue por km£. Em seu diagrama.60. para cada km rodado além dos 200 km incluídos na franquia. o cliente pode percorrer 200 km sem custos adicionais. tomando por base os dados fornecidos na tabela e na figura mostradas. Supondo que a locadora Saturno vá manter inalterada a sua taxa fixa. 350 km£.40 por quilômetro rodado. Na fase inicial da nebulização. a) Para cada locadora. sabendo que os distritos norte. além de R$ 0. respectivamente. 175 km£. marque os pontos correspondentes aos cinco distritos de Campinas. a) Calcule a área total do município de Campinas. Entretanto. ou seja. Identifique claramente o distrito associado a cada ponto. represente no gráfico a função que descreve o custo diário de locação em termos da distância percorrida no dia.00 com uma franquia de 200 km. b) Suponha que. leste. 120 km£ e 75 km£. lucrando IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 60 . Duas locadoras de automóveis oferecem planos diferentes para a diária de um veículo econômico.

sabendo que h(-5) = 1 e que o gráfico de h passa pelo ponto de intersecção dos gráficos de f com g. para que seja possível identificar a escala adotada para o eixo vertical. b) Calcule o número aproximado de baleias caçadas pelo grupo de países indicado no gráfico entre o final de 1965 e o final de 1990. com a redução do número de baleias de grande porte. Na década de 1960. a) No gráfico acima. trace a curva que fornece o número aproximado de baleias caçadas anualmente por barcos soviéticos / russos entre o final de 1965 e o final de 2005. entre o final de 1965 e o final de 2005. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 61 .Matemática I o máximo possível. 42. soviéticos / russos e brasileiros. Sejam f e g funções tais que f(x) = 5x + 2 e g(x) = -6x + 7. as baleias minke antárticas passaram a ser o alvo preferencial dos navios baleeiros que navegavam no hemisfério sul. O gráfico mostra o número acumulado aproximado de baleias minke antárticas capturadas por barcos japoneses. Indique também os valores numéricos associados às letras A e B apresentadas no gráfico. tenha o plano mais vantajoso para clientes que rodam quaisquer distâncias. Determine a lei que define a função afim h. 43. como a baleia azul.

qual a margem de contribuição unitária em porcentagem do custo unitário? 46. no mínimo. essa pessoa calça 38 ou mais. em cm. Resolva a inequação (2x . em cm.00 por ano e tem de pagar em impostos 25% do seu faturamento bruto. tem-se n = [x]. que pode ter o pé de uma pessoa que calça 38. Quando ele vende R$ 50.Matemática I 44. a) determine o número do calçado correspondente a um pé cujo comprimento é 22 cm.400. onde x = (5/4) c + 7 e [x] indica o menor inteiro maior ou igual a x. R$ 40. em IR.2) com x · 1 e x · 2. Com base nessa fórmula. b) Uma outra empresa B paga a cada um de seus vendedores uma remuneração mensal R½ dada por: R½ = 1500 + 0.800. se c = 9 cm. Por exemplo. sabendo-se que a margem de contribuição unitária é 10% do preço de venda? b) Se a margem de contribuição unitária for 30% do preço de venda.00? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 62 .000. a inequação 1/(x . a) Obter a remuneração RÛ em função das vendas (x).00 sua remuneração é R$ 2.000. Se c > 24 cm.25 e n = [18. Uma indústria trabalha com um custo fixo de produção (sem contar os impostos) de R$ 200. Quanto deve faturar para que seu lucro no ano seja de. Chama-se margem de contribuição unitária à diferença entre o preço unitário de venda e o custo unitário de um produto. 45. onde x são as vendas mensais . Determine o maior valor de x que satisfaz o sistema: ý(3x . então ela calça 37.00 sua remuneração é R$ 1. grau de suas vendas mensais. e o número (tamanho) do calçado brasileiro.000. Pela fórmula.00.1) < 2/(x . Carla obteve uma fórmula que dá.01x. então x = 18.00 e quando vende R$ 80.000.3)/(x + 1) ´ 1.2)/2 ´ 5 þ ÿ(1 .x)/5 < (x . em centímetros. do pé. o número inteiro n (tamanho do calçado) em função do comprimento c. 50. Se o preço unitário de venda é p e o custo unitário é c: a) Qual o valor de p em função de c. Uma empresa A paga a cada um de seus vendedores uma remuneração mensal que é função do 1¡. Para que valores de x a remuneração mensal do vendedor em A é superior à do vendedor em B? 47. b) se o comprimento do pé de uma pessoa é c = 24 cm. 49. Como resultado de uma pesquisa sobre a relação entre o comprimento do pé de uma pessoa. Resolver. em média.1)/4 48.25] = 19. Determine o maior comprimento possível.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 63 .

Além disso. Outros povos também contribuíram com esta parte da Álgebra. b e c para representar quantidades conhecidas e as letras do final do alfabeto. René Descartes (1596-1650) era francês. 2a Essa organização de símbolos. Esses estudos demonstram uma grande flexibilidade existente na Álgebra desenvolvida entre eles. x. Foi no século XVII que Descartes utilizou as letras a. deixados pelos babilônios há aproximadamente 4000 anos. na qual − b ± b 2 − 4ac o valor de x é obtido pela fórmula de Bháskara: . passou a usar a representação x2 em lugar de x. FUNÇÃO QUADRÁTICA Há registros de problemas envolvendo equações quadráticas com três termos. até que se chegasse à representação atual de uma equação quadrática.x. que simplifica o estudo das quadráticas. formado em Direito e aos vinte anos sua insatisfação o lançou como reformulador da filosofia que influenciava os acadêmicos da época. Quando o coeficiente é positivo a concavidade da parábola é para cima. Modelo da Função Quadrática y = ax 2 + bx + c y → variável dependente x → variável independente O sinal do coeficiente “a” determina o sentido da concavidade da função quadrática.1. para representar as incógnitas.Matemática I 4. ax 2 − bx + c = 0 com “a” não-nulo. Veja o gráfico da função f ( x ) = x 2 Bháskara Akiria (1114-1185) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 64 . 4. é recente se for comparada com a idade da Álgebra. y e z.x.x e x3 em lugar de x.

f ( x ) = x 2 . Observe: quanto maior o módulo do coeficiente “a” menor a abertura da concavidade da parábola.Matemática I E quando o coeficiente “a” é negativo temos o sentido da concavidade para baixo. vale “3”) 65 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo . gráfico em verde (onde o coeficiente a. Veja o gráfico da função f ( x ) = − x 2 Além da interpretação do sinal do coeficiente “a”. vale “2”) h( x ) = 3x 2 . gráfico em vermelho (onde o coeficiente a. vale “1”) g ( x ) = 2x 2 . temos que entender graficamente o efeito do valor do módulo do coeficiente “a”. gráfico em azul (onde o coeficiente a.

2. A mudança de valor do coeficiente “b” translada a parábola sobre o eixo “x”.Matemática I O coeficiente “c” é a quantidade inicial da grandeza representada no eixo das ordenadas (eixo “y”). 4. Raízes ou Zeros da Função Quadrática A raiz ou zero da função quadrática são os pontos (ou ponto) em que a parábola intercepta o eixo “x”.destacadas de vermelho e verde. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 66 . No gráfico é o ponto que a parábola intercepta o eixo das ordenadas. A raiz é o valor do “x” que quando atribuído na função torna nulo o valor de “y”. Veja no gráfico abaixo as raízes da função f ( x ) = x 2 − 5 x + 6 .

Relação entre coeficientes e raízes A relação entre coeficientes e raízes é apenas um caso da relação de Girard a) Relação de Soma x1 + x 2 = − b) Relação de Produto b a Pierre Simon Girard (1765-1836) x1 . f   − b ± b 2 − 4ac  =0   2a   4. temos as raízes encontradas por x= − b ± b 2 − 4ac 2a Logo. possui ∆ = 1 .4. onde a função quadrática é dada na forma f ( x ) = ax 2 − bx + c . É por isso que observamos seu gráfico interceptar o eixo das abscissas em dois pontos. fazendo f ( x ) = 0 . Número de raízes da função quadrática a) ∆ > 0 (Duas raízes ou zeros reais distintos) A função f ( x ) = x 2 − 5 x + 6 .3.x 2 = c a 4.Matemática I De uma forma genérica. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 67 .

IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 68 . por isso que observamos seu gráfico não interceptar o eixo das abscissas.Matemática I b) ∆ = 0 (Um zero ou raiz real dupla) A função f ( x ) = x 2 − 4 x + 4 . c) ∆ < 0 (Não possui raízes reais) A função. f ( x ) = x 2 − 3 x + 3 possui ∆ = −3 . possui ∆ = 0 . É por isso que observamos seu gráfico interceptar o eixo das abscissas em apenas um ponto.

< .5.5. > . Ex: x2 – 3x +6 > 0 Resolução: x2 – 3x +6 = 0 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 69 . Estudo do Sinal Para resolvermos uma inequação do 2o grau. As inequações são representadas pelas desigualdades: > .1.Matemática I 4. < . Inequação do 2 Grau 4. utilizamos o estudo do sinal.

f(x) / g(x) > 0 e f(x) / g(x) < 0. Exemplo: (x 2 − 9 x − 10 x 2 − 4 x − 4 ≤ 0 )( ) Resolução: Trabalhar f(x) e g(x) separadamente x 2 − 9 x − 10 = 0 (I) x 2 − 4 x − 4 = 0 (II) Determinar as raízes das funções (I) x´= -1. f(x) .g(x) > 0 e f(x) .5. x´´ = 2 Como desejamos os valores para os quais a função é maior que zero. respectivamente. devemos fazer um esboço do gráfico e ver para quais valores de x isso ocorre. g(x) > 0. Inequação Produto e Inequação Quociente do segundo grau São as desigualdades da forma: f(x) . f(x) . g(x) < 0.2. x´´ = 10 70 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo . que as regiões que tornam positivas a função são: x<1 e x>2 Resposta: {xR| x<1 ou x>2} 4.Matemática I x´= 1. f(x) / g(x) < 0. f(x) / g(x) > 0.g(x) < 0. Vemos.

isto é: > intervalo positivo e bolinha fechada > intervalo positivo e bolinha aberta < intervalo negativo e bolinha fechada < intervalo negativo e bolinha aberta Calcular a solução. que é dado pelo sinal de desigualdade da função de origem. Assim. temos: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 71 . que é dado pelo sinal de desigualdade da função de origem. I) x<-1 ou x>10 II) x¹2 Calcular a solução. se os intervalos forem em: f(x) positivo e g(x)positivo o h(x) será +. isto é: > intervalo positivo e bolinha fechada > intervalo positivo e bolinha aberta < intervalo negativo e bolinha fechada < intervalo negativo e bolinha aberta Observações: No quadro de respostas (ou soluções).Matemática I (II) x´= x´´ = 2 Fazer o estudo do sinal para cada função.

observar a C. no que diz respeito a intervalo fechado ou aberto. Inequação simultânea do segundo grau Estamos falando neste tópico em inequações que apresentam ao mesmo tempo mais de uma desigualdade.5. as únicas regiões positivas (maiores que zero) são em x < −1 e x > 10 Resposta: { x ∈ R | x < −1 ou x > 10 } 4.Matemática I − e− = + − e+ = − + e− = − + e+ = + Na inequação quociente. os intervalos oriundos do denominador em hipótese alguma serão fechados. como no exemplo abaixo -8 < x2 –2x –8 < 0 Resolução: Devemos separar as inequações . ou seja.E (condição de existência) do denominador. é idêntica à realizada na inequação produto.3. resolver. Temos: I) x 2 − 2 x − 8 > −8 e IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 72 . obedecendo o intervalo dado. que influenciará o resultado nos intervalos. Quanto à forma de Assim.

Calcular a solução S. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 73 . ou seja.Matemática I II) x 2 − 2 x − 8 < 0 Agora vamos determinar as raízes ou zeros de cada uma das funções obtidas pela separação. devemos fazer o estudo do sinal para cada função. Estudo do Vértice da Parábola O ponto de vértice da parábola é um ponto extremamente importante para problemas de otimização. Por exemplo. II) x 2 − 2 x − 8 < 0 x´= x´´ = 1 I) x< 0 ou x>2 II)x diferente de 1.6. Resposta: { x ∈ R / x<0 ou x>2} 4. num problema de geometria plana. ou as dimensões do terreno que tornam essa área máxima ou mínima. calcular qual será a área máxima ou mínima. Obs: o quadro de resposta será preenchido pelo intervalo achado. calcular pontos de maximização e minimização de um problema. que é dada pela interseção dos intervalos de S1 e S2. I) x 2 − 2 x > 0 x´ = 0 x´´ = 2 Determinado x' e x" .

Ou encontrar o número de produtos fabricados que levam a esse lucro máximo ou custo mínimo.−   2a 4a  Claro que quando a parábola tem seu coeficiente angular positivo. o ponto de vértice é dado por ∆  b  − . o vértice é um ponto de mínimo da função.Matemática I Num problema de economia. encontrar qual é o custo mínimo que uma empresa pode ter na fabricação de um produto. Veja em destaque o vértice da função f ( x ) = − x 2 − 3 x . concavidade com sentido para cima. que é um ponto de mínimo. ou seja. que é um ponto de mínimo. ou qual o lucro máximo que esta pode obter. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 74 . a) Coordenada “x” do vértice xv = − b 2a b) Coordenada “y” do vértice yv = − ∆ 4a Logo. Veja em destaque o vértice da função f ( x ) = x 2 − 5 x + 6 .

Um retângulo. Esboce o gráfico da função L. cuja base é de 16 cm.Matemática I Atividades 1. o que tem área máxima é um quadrado. 2. Mostre que. obtém-se um novo retângulo de área dada por A(x) = -x£ + 8x + 128. dentre esses retângulos. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 75 . Quantas unidades essa empresa deve produzir para obter o maior lucro possível? TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES. onde h(x) denota a altura desses retângulos. R é a receita e C é o custo de produção. 3. O lucro de uma empresa é dado pela relação R = L + C. verificou-se que C(x) = 2x£ + 2500x + 3000 e R(x) = x£ + 7500x + 3000. sendo x µ 0. 4. sofre alteração em suas medidas de forma que a cada redução de x cm em sua base. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES. em que L é o lucro. Numa empresa que produziu x unidades de um produto. Determine a e b em h(x) = ax + b.

Matemática I
5. O preço de ingresso numa peça de teatro (p) relaciona-se com a quantidade de freqüentadores (x) por sessão através da relação; p = - 0,2x + 100 a) Qual a receita arrecadada por sessão, se o preço de ingresso for R$ 60,00? b) Qual o preço que deve ser cobrado para dar a máxima receita por sessão? Observação: receita = (preço) x (quantidade) 6. O lucro mensal de uma empresa é dado por L = -x£ + 30x - 5, onde x é a quantidade mensal vendida. a) Qual o lucro mensal máximo possível? b) Entre que valores deve variar x para que o lucro mensal seja no mínimo igual a 195? 7. A tabela indica as projeções do PIB de um país, em bilhões de dólares, daqui a n anos:

Admitindo que no intervalo 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR) as projeções do PIB possam ser estabelecidas por um modelo quadrático, pede-se: a) a função que relaciona a projeção do PIB (em bilhões de dólares) com n, no intervalo 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR); b) sendo PŠ o PIB daqui a n anos, esboce o gráfico que relaciona n com a diferença PŠø - PŠ para 1 ´ n ´ 5 (n Æ IN)

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8. No retângulo ABCD da figura a seguir, AD = 6 m e AB = 4 m, e os pontos M, N, P e Q dos lados AD, AB, CB e CD, respectivamente, são tais que AM = AN = CP = CQ.

Determine o valor máximo da área do quadrilátero MNPQ. 9. Seja f(x) = ax£ + (1 - a) x + 1, onde a é um número real diferente de zero. Determine os valores de a para os quais as raízes da equação f(x)=0 são reais e o número x=3 pertence ao intervalo fechado compreendido entre as raízes. 10. Para cada número real m, considere a função quadrática f(x) = x£ + mx + 2. Nessas condições: a) Determine, em função de m, as coordenadas do vértice da parábola de equação y = f(x). b) Determine os valores de m Æ IR para os quais a imagem de f contém o conjunto {y Æ IR : µ 1}. c) Determine o valor de m para o qual a imagem de f é igual ao conjunto {y Æ IR : y µ 1} e, além disso, f é crescente no conjunto {x Æ IR : x µ 0}. d) Encontre, para a função determinada pelo valor de m do item c) e para cada y µ 2, o único valor de x µ 0 tal que f(x) = y. 11. Calcule m, de modo que a função f(x) = mx£ - 4x + m tenha um valor máximo igual a 3. 12. Considere a função quadrática f(x) = (p£ - 1) x£ + 2 (p - 1) x + 1. Então determine o valor de "p" que, para todo "x" real, f(x) > 0. 13. Determine o menor valor que a expressão Ë(x£ + y£) pode assumir, se 2 x + 3 y = 1.

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Matemática I
14. Sejam f(x) = x + (5/4) e g(x) = 1 - x£. Determine: a) os valores reais de x para os quais. f(x) µ g(x). b) os valores reais de x para os quais. f(x) ´ g(x). 15. Qual a maior área possível de um terreno retangular (medindo a metros por b metros), dado que a + 2b = 120? 16. No interior de uma floresta, foi encontrada uma área em forma de retângulo, de 2 km de largura por 5 km de comprimento, completamente desmatada. Os ecologistas começaram imediatamente o replantio, com o intento de restaurar toda a área em 5 anos. Ao mesmo tempo, madeireiras clandestinas continuavam o desmatamento, de modo que, a cada ano, a área retangular desmatada era transformada em outra área também retangular. Veja as figuras:

A largura (h) diminuía com o replantio e o comprimento (b) aumentava devido aos novos desmatamentos. Admita que essas modificações foram observadas e representadas através das funções: h(t) = -(2t/5) + 2 e b(t) = 5t + 5 (t = tempo em anos; h = largura em km e b = comprimento em km). a) Determine a expressão da área A do retângulo desmatado, em função do tempo t (0 ´ t ´ 5), e represente A(t) no plano cartesiano. b) Calcule a área máxima desmatada e o tempo gasto para este desmatamento, após o início do replantio. 17. Um fruticultor, no primeiro dia da colheita de sua safra anual, vende cada fruta por R$2,00. A partir daí, o preço de cada fruta decresce R$0,02 por dia. Considere que esse fruticultor colheu 80 frutas no primeiro dia e a colheita aumenta uma fruta por dia. a) Expresse o ganho do fruticultor com a venda das frutas como função do dia de colheita. b) Determine o dia da colheita de maior ganho para o fruticultor.

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um sistema de coordenadas cartesianas ortogonais. para que haja lucro nas vendas. Calcule a distância do ponto P ao eixo vertical Oy. para a manutenção de n pássaros. toca sua extremidade P em um determinado ponto do arco parabólico. 4 ´ n ´ 16. V = valor arrecadado. A foto a seguir mostra um túnel cuja entrada forma um arco parabólico com base AB = 8 m e altura central OC = 5. em reais.320. como ilustrado a seguir.45 m. em reais. em reais. C = custo mensal. na foto. b) Calcule o valor de n que proporciona o maior lucro possível e o valor. a) Determine os possíveis valores de n. Sabe-se que o lucro mensal obtido é determinado pela diferença entre os valores de venda V e custo C.Matemática I 18. um caminhão com altura AP igual a 2. relativas a uma ninhada de pássaros: C = 5 + 10n. com a venda de n pássaros. Considere as seguintes funções. cujo eixo horizontal Ox é tangente ao solo e o vertical Oy representa o eixo de simetria da parábola. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 79 . 19. Ao entrar no túnel. Observe. V = 5n£ + 100n . desse lucro.6 m.

n) reais. é tal que ýp(-1) = -3 þp(1) = 3 ÿp(2) = 12 Após determinar p. encontre o valor de p(3). Nessas condições. sabendo que o triângulo ABV é equilátero. Um portal de igreja tem a forma de um arco de parábola. Um comerciante compra peças diretamente do fabricante ao preço de R$ 720. o dinheiro total arrecadado pela empresa varia em função do número n. 21. Qual é a maior quantia que a empresa pode arrecadar? 23. Um polinômio p. a experiência tem mostrado que a cada IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 80 . Contudo. A esse preço o comerciante costuma vender 30 caixas por mês. Calcule o valor numérico de Ð = b£ .2m acima da base? 24. Uma empresa de turismo promove um passeio para n pessoas. gráfico da função quadrática definida por y = ax£ + bx + c. que corta o eixo das abscissas nos pontos A e B.4ac. 22. Qual a largura XY de um vitral colocado a 3. com 10 ´ n ´ 70. no qual cada pessoa paga uma taxa de (100 . A largura de sua base AB (veja figura) é 4m e sua altura é 5m. do segundo grau.00 a caixa com 12 unidades.Matemática I 20. O preço de revenda sugerido pelo fabricante é de R$ 160.00 a unidade. Observe a parábola de vértice V.

00 que dá de desconto no preço sugerido. Determine as dimensões do cercado retangular de maior área possível que o criador poderá construir. 26.Matemática I R$ 5. Um muro. Para completar o contorno desse cercado o criador usará 34 metros de cerca. b) o(s) valor(es) de x que torna(m) o lucro negativo.00. A parábola abaixo representa o lucro mensal L (em reais) obtido em função do número de peças vendidas de um certo produto. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 81 . c) o número de peças que devem ser vendidas para que o lucro seja de R$ 350. será aproveitado como PARTE de um dos lados do cercado retangular que certo criador precisa construir. com 6 metros de comprimento. ele consegue vender 3 caixas a mais. Por quanto deve vender cada peça para que seu lucro mensal seja máximo? 25. Determine: a) o número de peças que torna o lucro nulo.

em função de R. 29. conforme figura a seguir. que não o contém. onde n é um número real. b) Qual deve ser o raio do círculo. Considere a função f: R ë R. Determine o raio que o círculo deve ter.2¾. definida por f(x) = -x£ . seja a menor possível IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 82 . para que a área pedida no item anterior seja a menor possível? 28.(Ë2)x . de raio R. a) Escreva uma expressão que represente a soma das áreas do círculo e do retângulo. Em um dos retângulos. de modo que f tenha valor máximo igual a 1/4. que não contém o círculo. coloca-se um círculo.Matemática I 27. Um quadrado de 4cm de lado é dividido em dois retângulos. para que a soma das áreas do círculo e do retângulo. Em um dos retângulos. coloca-se um círculo tangenciando dois de seus lados opostos. Um quadrado de 4cm de lado é dividido em dois retângulos. tangenciando dois de seus lados opostos. conforme figura abaixo. Determine o valor de n.

caso o desconto dado seja de R$ 1. Nestas condições. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 83 . calcule: a) O lucro desse supermercado em uma semana. hachurado. o supermercado aumentará sua venda em 400x pacotes por semana. existe algum momento em que a população de insetos é igual à população inicial? Quando? c) Entre quais semanas a população de insetos seria exterminada? 32. onde b Æ IR. em cada pacote vendido. b) Na ação do pesticida. é de 6 unidades. b) O preço do pacote do arroz para que o lucro do supermercado seja máximo. a) Determine o intervalo de tempo em que a população de insetos ainda cresce.10t£ + 20t + 100.6. mas. Um supermercado vende 400 pacotes de 5 kg de uma determinada marca de arroz por semana.00. no período considerado. Considere a função f : IR ë IR. o lucro por pacote terá uma redução de x reais. Um pesticida foi ministrado a uma população de insetos para testar sua eficiência. determine o único valor de b. em compensação.00.Matemática I 30. em semanas. Sabendo-se que a área do triângulo ABC. a) Para quais valores de b Æ IR a função f admite pelo menos uma raiz real? b) Na figura a seguir está representada uma parábola. f (x) = . B e C são os pontos de interseção da mesma com os eixos coordenados. na qual A. é de R$ 2.00. Ao proceder ao controle da variação em função do tempo.2 x£ + bx . 31. para que a função f tenha como gráfico esta parábola. concluiu-se que o tamanho da população é dado por: f(t) = . e o lucro do supermercado. O preço de cada pacote é R$ 6. Se for dado um desconto de x reais no preço do pacote do arroz.

uma padaria vendia 1000 unidades diariamente.40. Em relação à função f a) INDIQUE a expressão utilizada no cálculo de f(0). qual a quantia máxima (em reais) que pode ser arrecadada diariamente pela padaria com a venda dos pães? Assinale metade do valor correspondente à quantia obtida.00 no preço do produto. JUSTIFIQUE sua resposta e CALCULE o valor de b. calcule o valor máximo.800.00 e R$ 0. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 84 . definida pelas duas expressões f(x) = x£ . b) Calcule o faturamento máximo que a loja pode obter com essa promoção.20 e R$ 0.80.00 de desconto no preço do produto.100n + n£.999. Um jornaleiro compra os jornais FS e FP por R$ 1.00 cada uma.12 a unidade.00 o número de unidades vendidas era de 240. e seu valor e os valores de x tais que f(x) = 9. em reais. A cada aumento de R$0. 38.Matemática I 33. respectivamente. que pode ser obtido com a venda das unidades do produto. o número de unidades vendidas aumentava de 10. 35. e os comercializa por R$ 2. em reais. Supondo que todos os jornais comprados serão vendidos e que o dono da banca dispõe de R$ 1. 34. Reajustando adequadamente o preço do pão. determine o número N de cópias de FS que devem ser compradas por mês de forma a se maximizar o lucro. o número de pães vendidos por dia diminui de 50 unidades.000. Uma pesquisa sobre a relação entre o preço e a demanda de certo produto revelou que: a cada desconto de R$ 50. b) DETERMINE o sinal de a. O custo C. 37. quando o preço do produto era R$ 1. Quando o preço do pão francês era de R$0.500 e o número de cópias de FP não excede 3. respectivamente. Indique a soma dos dígitos de N.20 por mês para a compra dos dois jornais. Quando esse produto entra em promoção. Se. Seja a função f tal que f(0) = 4 e f(a) = 1. observa-se que para cada R$ 1. Uma loja vende diariamente 40 unidades de um produto a R$ 50.ax + b se x µ (a/2) e f(x) = x + 5 se x < (a/2). Quantas unidades deverão ser produzidas para se obter o custo mínimo? 36.01 no preço de cada pão. para se produzir n unidades de determinado produto é dado por: C = 2510 . a) Calcule o valor do desconto que faz com que o faturamento seja máximo. as vendas aumentam 10 unidades. Analisando a venda mensal destes jornais sabe-se que o número de cópias de FS não excede 1.

Se o avião se desloca em sentido contrário ao do vento. a velocidade do avião é de (300+v)km/h. dia. o morador número 2 colocará 2 enfeites por dia a partir do 2¡. a) Quantos enfeites terá colocado ao final dos 40 dias o morador número 13? b) A Sra. sua velocidade é de (300-v)km/h. b) Determine para que valor de v a distância d é máxima. um total de m enfeites. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 85 . e que durante todo o trajeto a velocidade do vento é constante e tem a mesma direção que a do movimento do avião. a) Determine o gasto do fabricante para revestir uma mesa dessa série com cabeceira de medida x. X terá colocado. Os tampos das mesas dessa série são retangulares e têm 4 metros de perímetro. dia e assim sucessivamente (o morador número n colocará n enfeites por dia a partir do n-ésimo dia).00 e as ripas para as outras duas laterais custam R$30. X. Sabendo que nenhum morador colocará mais enfeites do que a Sra.Matemática I 39. A fórmica usada para revestir o tampo custa R$10. Um fabricante está lançando a série de mesas "Super 4". Cada metro de ripa usada para revestir as cabeceiras custa R$25. Um avião tem combustível para voar durante 4 horas. a) Determine d como função de v. Um grupo de 40 moradores de uma cidade decidiu decorar uma árvore de Natal gigante. Ficou combinado que cada um terá um número n de 1 a 40 e que os enfeites serão colocados na árvore durante os 40 dias que precedem o Natal da seguinte forma: o morador número 1 colocará 1 enfeite por dia a partir do 1¡.00 por metro quadrado. determine m. 41.00 por metro. Na presença de um vento com velocidade v km/h na direção e sentido do movimento. 40. consumindo todo o combustível. Suponha que o avião se afaste a uma distância d do aeroporto e retorne ao ponto de partida. b) Determine as dimensões da mesa da série "Super 4" para a qual o gasto com revestimento é o maior possível. ao final dos 40 dias.

Cíntia. na qual Q representa a quantidade que será vendida ao preço unitário P. b) Esboce o gráfico de h(t). 4. Após uma análise de mercado. o número y. 3. Paulo e Paula leram a seguinte informação numa revista: "conhece-se. Calcule a altura de Cíntia.x£ + 6x -1. para que o lucro total seja o maior possível. onde y = .. 2. Uma pedra é atirada para cima. 44. em função de P. com velocidade inicial de 40 m/s. em quilos. k = 4. Para quantos números reais x. segundo a informação da revista. para homens. A altura (h) atingida pela pedra em relação ao solo. . segundo a fórmula.[(a . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 86 . concluiu-se que um produto seria vendido de conformidade com a fórmula Q=2000-100P. b) Paulo e Paula têm a mesma altura e ficaram felizes em saber que estavam ambos exatamente com seu peso ideal.}? 43. e k = 2. 45. a é a altura..Matemática I 42. em centímetros. para mulheres" a) Cíntia. há mais de um século. do alto de um edifício de 100m de altura. encontre a) uma fórmula que determine o lucro total. uma fórmula para expressar o peso ideal do corpo humano adulto em função da altura: P = (a . b) o valor de P.100) .5t£+ 40t + 100. Sabendo que Paulo pesa 2 quilos a mais do que Paula. determine o peso de cada um deles. fez rapidamente as contas com k = 2 e constatou que.150)/k] onde P é o peso. estava 3 quilos abaixo do seu peso ideal. em função do tempo (t) é dada pela expressão: h(t) = . é um número pertencente ao conjunto IN = {1. Sabendo que o lucro por unidade vendida é P-10. que pesa 54 quilos. a) Em que instante t a pedra atinge a altura máxima? Justifique.

Golaço! Situação II ë Tudo pronto para a cobrança.44 m de altura e que a falta foi cobrada segundo a trajetória de uma parábola representada pela função y = (61/5400) . teve sua trajetória descrita pela equação h(t) = -2t£ + 8t (t µ 0). após o chute: a) o instante em que a bola retornará ao solo. Chutou o jogador.. ao ser chutada num tiro de meta por um goleiro. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 87 . Calcule f(1/2) + [5g(-1)]/4. Determine. autoriza o juiz.Matemática I 46. correu o jogador. (-x£ + 42x). Por cima do travessão. logo após o apito do árbitro para a cobrança da falta.80 m de altura. e o jogador que cobrou a falta só chutou a bola 10s depois de o árbitro ter apitado. 48. Em um jogo de futebol foi cometida uma falta frontal ao gol a uma distância de 36 m. pergunta-se: Qual dentre as narrações a seguir melhor representa a situação.x + 2 e g(x) = -6x + 3/5.. começa a vibrar a torcida. Sabendo-se que a baliza mede 2. Entretanto. a barreira deslocou-se em direção à bola a uma velocidade de 10 cm/s. atira e a bola encobre o goleiro.. Situação I ë Vai ser cobrada a falta.. após a cobrança da falta? Justifique sua resposta com cálculos. e posicionou-os a 9 m da bola. Considere as funções f: IR ë IR e g: IR ë IR dadas por: f(x) = x£ . e a torcida faz huum. No pau! Que susto! Sensacional a batida no travessão! Situação III ë O estádio é uma só emoção! Corre o jogador. b) a altura máxima atingida pela bola. a torcida está impaciente. chutou e é gol. Uma bola. autoriza o juiz.. onde t é o tempo medido em segundos e h(t) é a altura em metros da bola no instante t.. Para a cobrança da falta o juiz montou uma barreira de cinco jogadores.. todos com 1. Situação IV ë Tudo pronto para a cobrança.. numa partida de futebol. Chutou mal: direto na barreira! 47. que demora.

considere que a vista frontal dessa barragem seja retangular.Matemática I 49.3 x 10¤ N e F(4) = 46 x 10¤ N. é possível determinar o valor de F para todo h Æ [0. se h = 6. que a água exerce sobre a barragem é uma função de h. a força F. 6]. estão esboçadas duas parábolas. Sendo h a altura. desconsiderando a parte fracionária de seu resultado. quando o reservatório está vazio. no caso de o reservatório apresentar-se cheio. F = F(h). caso exista. foram determinados os seguintes valores: F(5) = 25. 50. Calcule o valor F(0)/10¤. em metros. definida por h(x)=|f(x)+g(x)| e determine em que ponto o gráfico de h intercepta o eixo das ordenadas y. isto é. Por exemplo. Considere a função h:IRëIR (onde IR representa o conjunto dos números reais). tem-se h=6. em newtons. Na figura a seguir. que são os gráficos das funções f e g. Com essas informações. Nessas condições. F(6) = 0. É conhecido que a função F é dada por um polinômio do segundo grau na variável h. medida a partir da parte superior da barragem até o nível da água. com 46m de comprimento e 6 m de altura conforme representado na figura adiante. cujo reservatório encontrase cheio de água. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 88 . e h=0. Em uma barragem de uma usina hidrelétrica. Além disso.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 89 .

Definição O módulo (ou valor absoluto) de um número real x. se x < 0 Então: Se x é positivo ou zero. | 15 | = 15 Se x é negativo.Matemática I 5. se x ≥ 0 x = − x. sendo que a parte negativa do gráfico será “refletida” sempre para um f(x) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 90 . e o efeito do módulo no gráfico de uma função que já conhecemos como sendo “do primeiro grau” e “do segundo grau”. que se indica por | x | é definido da seguinte maneira:  x. inequações modulares. Exemplos: | -2 | = -(-2) = 2 .1. | x | é igual a -x. Exemplos: | 2 | = 2 . explorando a solução de suas equações modulares. FUNÇÃO MODULAR Neste capítulo. Bom Estudo ! 5. | x | é igual ao próprio x. | -20 | = -(-20) = 20 Sendo que o gráfico de f(x) = |x| é semelhante ao gráfico de f(x) = x. | 1/2 | = | 1/2 | . estudaremos a função modular.

Um outro exemplo para uma função modular seria a função modular do 2º grau. o número x ao ponto 0 de origem. Representando geometricamente.Matemática I positivo. O módulo de um número real nunca é negativo. isto é. o módulo de um número real x é igual à distância do ponto que representa. Assim: • Se | x | < a (com a>0) significa que a distância entre x e a origem é menor que a. sendo f(x) = |x2 – 4| . x deve estar entre –a e a. assim : . ou seja. na reta real. temos o gráfico: O módulo de um número real é sempre positivo ou nulo. | x | < a ⇔ -a< x < a. Assim. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 91 .

2. 5. Resolução: Temos que analisar dois casos: caso 1: x2-5x = 6 caso 2: x2-5x = -6 Resolvendo o caso 1: x2-5x-6 = 0 => x’=6 e x’’=-1.2x + 6 | < 2 ⇒ − 2 < −2 x + 6 < 2 ⇒  ⇒  ⇒ − 2 x + 6 < 2 − 2 x < 4 2 x < 8 x < 4 ⇒  ⇒  2x > 4  x > 2 Se | x | > a (com a>0) significa que a distância entre x e a origem é maior que a. Resolvendo o caso 2: x2-5x+6 = 0 => x’=3 e x’’=2.Matemática I  − 2 < −2 x + 6 2 x < 6 + 2 | . Resposta: S={-1. Equações Modulares Toda a equação que contiver a incógnita em um módulo num dos membros será chamada equação modular.6} 2) Resolver a equação | x-6 | = | 3-2x |. Resolução: Temos que analisar dois casos: caso 1: x-6 = 3-2x caso 2: x-6 = -(3-2x) Resolvendo o caso 1: x-6 = 3-2x => x+2x = 3+6 => 3x=9 => x=3 Resolvendo o caso 2: x-6 = -(3-2x) => x-2x = -3+6 => -x=3 => x=-3 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 92 . Exemplos: a) | x2-5x | = 1 b) | x+8 | = | x2-3 | Algumas equações modulares resolvidas: 1) Resolver a equação | x2-5x | = 6. deve estar à direita de a ou à esquerda de –a na reta real. isto é. ou seja: | x | > a ⇔ x > a ou x < -a.2.3.

3. Então temos duais inequações (que devem ser satisfeitas ao mesmo tempo): Eq. Domínio da Função Modular Podemos determinar o domínio de algumas funções utilizando inequações modulares: Exemplo 1: Determinar o domínio da função f ( x) = IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 1 | x | −3 93 .Matemática I Resposta: S={-3. Resolução: S = {x ∈ IR | 2<x<4} 2) Dê o conjunto solução da inequação |x2-2x+3| ≤ 4.1: -4 ≤ x2-2x+3 => -4-3 ≤ x2-2x => -7 ≤ x2-2x => x2-2x+7 ≥ 0 => sem raízes reais Resolvendo a Eq.2: x2-2x+3 ≤ 4 Resolvendo a Eq. Algumas inequações modulares resolvidas: 1) Resolver a inequação | -2x+6 | < 2.4. Inequações Modulares Chamamos de inequações modulares as inequações nos quais aparecem módulos de expressões que contém a incógnita. Resolução: |x2-2x+3| ≤ 4 => -4 ≤ x2-2x+3 ≤ 4.2: x2-2x+3 ≤ 4 => x2-2x-1 ≤ 0  x' = 1 − 2  Aplicando Bhaskara encontramos as raízes   x' ' = 1 + 2  S = {x ∈ IR | 1 − 2 ≤ x ≤ 1 + 2} 5.1: -4 ≤ x2-2x+3 Eq.3} 5.

| x | −3 Então : | x | −3 ≠ 0 ⇒ | x |≠ 3 ⇒ x ≠ 3 ou x ≠ −3 Resposta : D = {x ∈ IR | x ≠ 3 ou x ≠ −3} Exemplo 2: Determinar o domínio da função f ( x ) = 2− | x − 1 | Resolução: Sabemos que 2− | x − 1 | só é possível em IR se 2− | x − 1 |≥ 0. b e c sabendo que as raízes da equação | f (x) | = 12 são -2. Justifique. Determine a. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 94 . Seja f a função real dada por f(x) = ax£ + bx + c. 1. 2 e 5. com a > 0.Matemática I Resolução: Sabemos que 1 só é possível em IR se | x | −3 ≠ 0. Então : 2− | x − 1 |≥ 0 ⇒ − | x − 1 |≥ −2 ⇒ | x − 1 |≤ 2 ⇒ − 2 ≤ x − 1 ≤ 2 − 2 ≤ x −1 ≤ 2 ⇒ − 2 +1 ≤ x ≤ 2 +1 ⇒ −1 ≤ x ≤ 3 Resposta : D = {x ∈ IR | −1 ≤ x ≤ 3} Atividades 1.

b) Para que valores reais de x.2 | + | 2x + 1 | . se a µ 0 e | a | = . a) Calcule f(g(x)) e g(f(x)). 4.1 | + 1. 5. V é o volume medido em m¤ após t horas.x£) para -1 < x <1 6.a.6|. Dada a função: f(x) = | x .|4 . contadas a partir de 8h de uma manhã. a) esboce o gráfico da função f. x Æ [-1. b) calcule a área da região delimitada pelo gráfico da função f.1|. Sejam f e g as funções definidas para todo x Æ IR por f(x) = x£ .2t| .3. t Æ IRø Nela. 2].x .4x + 4 e g(x) = |x . o gráfico da função f(x) = | x . b) Esboce os gráficos das funções compostas fog e gof. O volume de água em um tanque varia com o tempo de acordo com a seguinte equação: V = 10 . pelo eixo das abscissas e pelas retas x = -1 e x = 2. para x ´ -1 ou x µ 1 f(x) = þ ÿË(1 .|2t . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 95 . O símbolo | a | indica o valor absoluto de um número real a e é definido por | a | = a. Esboce o gráfico da seguinte função real de variável real: ý2x£ + | x | . f(x) > 2x + 2? 3.Matemática I 2. para x real. se a < 0. a) Esboce.6. Determine os horários inicial e final dessa manhã em que o volume permanece constante.

Matemática I 7. O erro relativo E desta medição é definido por E = | Q .200 | ) onde x = 1. 2... 0. 9.. tomando como universo o conjunto R dos números reais. Determine em que dias (x) do ano o lucro foi de R$10. 12. 10.M | / Q.x |.2 foi obtido.|x| µ 0 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 96 . Considere a função f: R ë R definida por f(2x) = |1 . Determine os pontos de intersecção dos gráficos das funções reais definidas por f(x)=|x| e g(x)=-x£+x+8 pelo método algébrico. Seja f(x) = |2x£ . 11.00.3| x | + 2 = 0. Determine o menor valor possível de Q. Determine os valores de x para os quais f(x) = 2. Considere ainda um instrumento com uma precisão de medida tal que o erro relativo de cada medição é de. 13.100 | + | x . obtido através de uma certa medição.02. x Æ R. Considere uma quantidade Q > 0 e seja M um valor aproximado de Q.2 ´ 0 |x-2| .1|. 365 corresponde a cada dia do ano e L é dado em reais. Determine todos os valores de x Æ IR que satisfazem simultaneamente às inequações seguintes: (2x+3)/(x-1) µ 1 -x£ + 3x . Determinar os valores de x para os quais f(x) < 1. Suponha que uma certa quantidade Q foi medida pelo instrumento e o valor M = 5. Resolver a equação x£ . Durante o ano de 1997 uma empresa teve seu lucro diário L dado pela função L(x) = 50 ( | x . 8. .000. no máximo.

tem duas raízes reais diferentes. ( ( ( ( ) f(-4) = 5. c) Determine S(I) º S(II) e S(I) » S(II).1 = 0. então Ë(a£ + b£) = a + b ( ) Se x é um número real.1)x . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 97 .3 = -1 ( ) Se p é um número real não nulo.11| ´ 9 a) Determine os conjuntos-soluções S(I) e S(II) das equações I e II respectivamente. então a equação 2px£ . Assim. Julgue os itens.2(p . -1 < x ´ 1.|x||. ( ) Sendo a e b números reais. ) f é crescente para x no intervalo [0.Matemática I 14. ) o valor mínimo de f é zero. 16. b) Represente os conjuntos S(I) e S(II) na reta real. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Na(s) questão(ões) a seguir julgue os itens e escreva nos parênteses (V) se for verdadeiro ou (F) se for falso. Considere as inequações (I) 3 ´ Ë(x + 1) ´ 4 (II) |2x . então |x + 1| / |x + 2| .1]. Considere a função f: IR ë IR. ) a equação f(x) = 1 possui três soluções reais distintas. definida por f(x) = |1 . qualquer que seja o valor de p. 15. Seja R o conjunto dos números reais.

y = ba x Modelo da Função Exponencial y → variável dependente x → variável independente O coeficiente “b” da função exponencial determina a quantidade inicial da grandeza representada no eixo “y”. No gráfico é o ponto onde a curva exponencial intercepta o eixo “y”. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 98 . Este capítulo traz uma ferramenta fascinante dentro da álgebra onde temos como exemplos de aplicações extremamente conhecidas o crescimento populacional e o decaimento radioativo.Matemática I 6. Quando o valor do coeficiente “a” é maior que “1” a função é crescente. 6.1. FUNÇÃO EXPONENCIAL Olá aluno. O coeficiente “a” da função exponencial determina a taxa de crescimento ou decrescimento da grandeza do eixo “y” em relação a grandeza do eixo “x”.

É claro que o método só poderá ser utilizado caso seja possível a redução.2. 6. 6. Equações Exponenciais Equações exponenciais são. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 99 . consiste no uso de técnicas que permitam.Matemática I Quando o valor do coeficiente “a” esta no intervalo aberto entre “0 e 1” a função é decrescente. como o próprio nome diz. Exemplos: Os dois métodos fundamentais utilizados na resolução de equações exponenciais são: • • Método de redução a uma base comum. O segundo será visto no próximo capítulo sobre logaritmo. Veja alguns exemplos de equações exponenciais resolvidas aumentando o nível de dificuldade de um exemplo para o outro.1. Os exercícios foram selecionados visando apresentar técnicas de soluções diferenciadas. através de transformações baseadas nas propriedades de potências. Como a função exponencial é injetora podemos concluir que: ou seja.2. Método de redução a uma base comum Este método. Trataremos neste capítulo apenas do primeiro método. que potências iguais e de mesma base têm expoentes iguais. simplesmente. Método que utiliza o conceito e propriedades de logaritmos. equações com incógnita no expoente. reduzir ambos os membros de uma equação a uma potência de mesma base.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 100 .

Caso 1: base > 1 (Manter a desigualdade) (2)x +3 > 64 (2)x +3 > 26 x+3> 2 x > −1 S = {x ∈ R / x > −1} Caso 1: 0 < base < 1 (Inverter a desigualdade) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 101 .3. Inequações Exponenciais A solução da Inequação exponencial é bem simples de ser encontrada.Matemática I 6. Quando a base a ser cancelada é maior que “1” devemos manter o sinal da desigualdade e quando a base esta no intervalo aberto entre “0 e 1” devemos inverter a o sinal de desigualdade.

Gráfico da Função Exponencial Caso 1: base > 1 (Função Crescente) Exemplo: f ( x ) = 2.e x Observe como a função intercepta o eixo das ordenadas exatamente no ponto “2” que é o valor do coeficiente “b” Caso 1: 0 < base < 1 (Função Decrescente) Exemplo: g ( x ) = 1.4.Matemática I 1   3 2 x+7 ≤ 2 x+7 1 81 4 1 1 ≤    3 3 2x + 7 ≥ 4 2 x ≥ −3 x≥ −3 2 3  S = x ∈ R / x ≥ −  2  6.  1 2 x IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 102 .

Quantas bactérias haverá cinco horas após o início do experimento?. y = b.5.5.Matemática I Observe como a função intercepta o eixo das ordenadas exatamente no ponto “1” que é o valor do coeficiente “b”. 6.5) t Então para descobrirmos o número de bactérias após 5 horas basta substituir no modelo encontrado IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 103 . Suponhamos que.a x n(t ) = 1000. Aplicações da Função Exponencial 6. Crescimento Populacional de Bactérias Exemplo: As bactérias em um recipiente se reproduzem de forma tal que o aumento do seu número em um intervalo de tempo de comprimento fixo é proporcional ao número de bactérias presentes no início do intervalo.1. inicialmente.a t 1500 = 1000. haja 1000 bactérias no recipiente e que.a1 1.(1. após 1 hora.5 = a Logo o modelo da função do problema é n(t ) = 1000. este número tenha aumentado para 1500.

 2 5500      t Então para descobrirmos a massa após 10000 anos basta substituir no modelo encontrado −1 −10000  5500  2  m(t ) = m0  = m0 2 5500 = m0 2 −1.a 5500 m0 = m0 .8 = m0 = 0.5263 m(t ) ≅ 28.5. 14 Que percentual da massa original de C restará em uma amostra após 10000 anos? 14 y = b.Matemática I n(5) = 1000. Meia-Vida (Decaimento Radioativo) Exemplo: A meia vida do isótopo radioativo do carbono (C ) é de 5500 anos.2835m0 2 3.5) n(5) = 7593.a 5500 2 1 = a 5500 2 2 −1 = a 5500 a = 5500 2 −1 a=2 −1 5500 Logo o modelo da função do problema é  −1  m(t ) = m0 .35%m0 10000 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 104 .a t m(5500 ) = m0 .2.75 n(5) ≅ 7594 5 6.(1.8    1 1 m(t ) = m0 1.a x m(t ) = m0 .

IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 105 .10¦(0. 3. obtenha: a) um esboço do gráfico de f. b) a lei da função g. a razão entre os números de eleitores de A e B era maior que 1. em anos. Determine em quantos meses os candidatos terão o mesmo número de eleitores. após uma pesquisa de opinião. 4. Seja f: IR ë IR x ë y = 3 Ñ¥ Sabendo-se que f(g(x)) = x£/81.4) Considere as estimativas corretas e que t = 0 refere-se ao dia 1 de janeiro de 2000. Calcule o número de eleitores dos candidatos A e B em 1 de janeiro de 2000. de acordo com as seguintes funções: A(t) = 2. Mostre que.10¦(1.Matemática I Atividades TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES. em 1 de outubro de 2000. constatou-se que o número de eleitores dos candidatos A e B variava em função do tempo t. Em um município. 1.6) B(t) = 4. 2.

t é o tempo medido em horas. em anos. Segundo a lei do resfriamento de Newton. quanto ainda restará a ser absorvido pelo organismo imediatamente após 18 horas de sua ingestão? E após t horas? 7. inicialmente a 100°C. A bula de certo medicamento informa que. a temperatura do café passa a ser de 40°C. a temperatura do café se reduziu à metade. T é medida na escala Celsius. Vinte minutos depois.Matemática I 5. decorrido o tempo t. b) Considerando Øn 2 = 0. Certa substância radioativa desintegra-se de modo que.1. a) Calcule a temperatura do café 50 minutos após a xícara ter sido colocada na sala. Se uma pessoa tomar 200 mg desse medicamento. a cada seis horas após sua ingestão. e k e c são constantes a serem determinadas. a temperatura T de um corpo colocado num ambiente cuja temperatura é T³ obedece à seguinte relação: Nesta relação. a quantidade ainda não desintegrada da substância é em que S³ representa a quantidade de substância que havia no início. a partir do instante em que o corpo foi colocado no ambiente. depois de a xícara ter sido colocada na sala. Qual é o valor de t para que a metade da quantidade inicial desintegre-se? 6.7 e Øn 3 = 1. estabeleça o tempo aproximado em que. metade dele é absorvida pelo organismo. colocada numa sala de temperatura 20°C. Considere uma xícara contendo café. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 106 .

uma vez que os órgãos do governo já estão tomando todas as providências cabíveis". Acabamos de receber uma notificação da defesa civil do País alertando para a chegada de um furacão de grandes proporções nas próximas 24 horas. o locutor informa: "Atenção. seja dado pela expressão sendo t µ 0 e P a população do País. 50% da população do país já conhecia a informação. No programa de rádio HORA NACIONAL. considerando que. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 107 . Pede-se que mantenham a calma. suponha que o número de pessoas que tenha acesso a essa informação. Para atender às solicitações que seguem. b) Calcule em quantas horas 90% da população tem acesso à notícia. quando transcorridas t horas após a divulgação da notícia. a) Calcule o percentual da população que tomou conhecimento da notícia no instante de sua divulgação. em 1 hora após a notícia. senhores ouvintes.Matemática I 8.

600 e F(1999)=2. para que um automóvel venha a valer menos que 5% do valor inicial. b) Determine todos os valores reais de m para os quais a equação f(x) = m + 1 não tem solução real x. calcule. em centenas de milhares. caso exista. e=2. b) o tempo mínimo necessário. a) Quando m = . Se F representa o preço inicial (preço de fábrica) e p (t). aproxima-se o número anual de assinantes.477.Matemática I 9. O gráfico a seguir ilustra o número de assinantes residenciais da Internet no Brasil.. em milhares.. em milhares. Para isso. é a base do sistema neperiano de logaritmos. desprezando a parte fracionária de seu resultado. A partir desses dados. após a saída da fábrica. em número inteiro de anos. Considere função dada por f(x)= 3£Ñ®¢ + m 3Ñ + 1.718. por uma função exponencial do tipo mostrado abaixo do gráfico em que t é o ano. a estimativa do número de assinantes no ano de 2003. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 108 . Considerando que F(1998)=1. nos últimos cinco anos. A e k são constantes a serem determinadas. é importante obter um modelo matemático capaz de estimar o número de assinantes residenciais da Internet do Brasil em datas diferentes das fornecidas. determine os valores de x para os quais f(x) = 0. o preço após t anos.000. use: log 2 ¸ 0.4. Suponha que o preço de um automóvel tenha uma desvalorização média de 19% ao ano sobre o preço do ano anterior. 10. pede-se: a) a expressão para p (t). Se necessário. 11.301 e log 3¸0.

O processo de resfriamento de um determinado corpo é descrito por: onde T(t)é a temperatura do corpo. de um objeto situado a x metros de uma lâmpada. Um termômetro no corpo indicou que ele atingiu 0°C após 90 minutos e chegou a -16°C após 270 minutos. b) Determine o valor de t para o qual a temperatura do corpo no congelador é apenas (2/3)°C superior à temperatura ambiente. b) Considerando que um objeto recebe 15 luxes.40]. 13. em luxes. sabendo que um objeto a 1 metro de distância da lâmpada recebe 60 luxes e que um objeto a 2 metros de distância recebe 30 luxes. suposta constante. Suponha que o número de indivíduos de uma determinada população seja dado pela função: F(t)=a.Matemática I 12. dado em minutos. no instante t. A função L(x) = aeöÑ fornece o nível de iluminação. a) Calcule os valores numéricos das constantes a e b. b) Qual o tempo mínimo para que a população se reduza a 1/8 da população inicial? c) Esboce o gráfico da função F(t) para tÆ[0. calcule a distância entre a lâmpada e esse objeto. 14.2ö . O referido corpo foi colocado em um congelador com temperatura de -18°C. a) Encontre os valores numéricos das constantes ‘ e ’. em graus Celsius. a) Encontre as constantes a e b de modo que a população inicial (t=0) seja igual a 1024 indivíduos e a população após 10 anos seja a metade da população inicial. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 109 . TÛ é a temperatura ambiente. onde a variável t é dada em anos e a e b são constantes. e ‘ e ’ são constantes.

Suponhamos que a velocidade se reduza linearmente em cada período considerado. ao final do primeiro minuto (1¡. período) ele deverá se encontrar no ponto A. a equação IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 110 . em IR. e. período). percorrendo. em direção ao ponto B. b) Construa o gráfico da função definida por "f(t) = distância percorrida pelo objeto em t minutos". no ponto A‚. sua distância ao ponto B é inferior a 1 metro. Constate que. Considere como sendo de 800 metros a distância entre A e B. no ponto Aƒ. ao final do terceiro minuto (3¡. assim. a) Calcule a distância percorrida pelo objeto ao final dos 10 primeiros minutos. no instante t = 0. a partir do instante t = 0. ao final do segundo minuto (2¡. a metade da distância que o separa do ponto B. 16. a cada minuto. Deste modo. Um objeto parte do ponto A.Matemática I 15. nesse instante. conforme figura. Resolva. sucessivamente. período).

conforme o gráfico a seguir. Esse fenômeno pode ser representado por uma função exponencial do tipo f(x) = a.Matemática I 17. Resolva o sistema ý3Ñ + 3Ò = 36 þ ÿ3Ñ ® Ò = 243 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 111 .bÑ. 19. A inflação anual de um país decresceu no período de sete anos. Determine uma das soluções da equação 18. Determine a taxa de inflação desse país no quarto ano de declínio.

havia 8. b) Sem cometer o mesmo erro que José. em que P³ é a população inicial. a) Ao resolver uma questão. Suponha que a população da colônia cresce exponencialmente. dez minutos mais tarde. que satisfaz à inequação: 21. Suponha que no tempo inicial (t = 0) existiam nessa cidade 100 000 ratos e 70 000 habitantes. num período de 0 a 5 anos. que satisfaz a equação 2£Ñ®¢ . 25. José apresentou o seguinte raciocínio: "Como 1/4>1/8 tem-se (1/2)£>(1/2)¤ e conclui-se que 2>3. 24. Resolva as equações exponenciais.(1/3)Ñ£ = -207 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 112 . respectivamente. desprezando a parte fracionária de seu resultado. caso exista.Matemática I 20. determinando os correspondentes valores de x. a) 7Ѥ + 7Ñ£ + 7Ñ¢ = 57 b) (1/3)Ñ + (1/3)Ñ®¢ . após 5 anos. Pede-se: a) As expressões matemáticas das funções f(t) e g(t).2Ñ®£ = 32." Identifique o erro que José cometeu em seu raciocínio. Em um experimento com uma colônia de bactérias. levando-o a essa conclusão absurda. Duas funções f(t) e g(t) fornecem o número de ratos e o número de habitantes de uma certa cidade em função do tempo t (em anos). observou-se que havia 5. 22. b) O número de ratos que haverá por habitante.500 bactérias. Calcule o valor de P³/100.000 bactérias vinte minutos após o início do experimento e. x é uma constante positiva e P(t) é a população t minutos após o início do experimento.3. determine o menor número m. inteiro e positivo. Determinar o valor de x na equação 5Ñ®¢ + 5Ñ + 5Ñ¢ = 775. de acordo com a função P(t) = P³eÑ . que o número de ratos dobra a cada ano e que a população humana cresce 2 000 habitantes por ano. é: 23. O valor de x.

IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 113 .2 = 0. b) Encontre todos os valores de m para os quais a equação tem uma única raiz real.2m . Seja a. 28. Considere a equação 2Ñ + m2£Ñ . 0 < a < 1. onde m é um número real.Matemática I 26. Determine os valores de x tais que f(x) seja menor do que 8. um número real dado. Resolva a inequação exponencial a£Ñ®¢ > (1/a)Ѥ. Seja uma função f definida como mostra a função a seguir . 27. a) Resolva essa equação para m = 1.

com aplicações em diversas áreas. Por exemplo. Neste capítulo. e com simplificadora de alguns cálculos problemáticos da própria Matemática. pois falas como essa inibem o aprendizado do aluno e retiram a beleza da Matemática. muito embora outros matemáticos da época também tenham trabalhado com ele. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo John Napier (1550-1617) 114 . a simplificação das operações era realizada através das conhecidas relações trigonométricas. aluno de licenciatura. o problema ainda permanecia. e outras aplicações que você verá com maior detalhe ao longo deste capítulo. FUNÇÃO LOGARÍTIMICA Prezado Aluno.Matemática I 7. Cuidado. que relacionam produtos com somas ou subtrações. surgiram para realizar simplificações. Ele é considerado o inventor dos logaritmos. era relativa e. sendo largamente utilizado numa época em que as questões relativas à navegação e à astronomia estavam no centro das atenções. A simplificação. medir a energia liberada por um terremoto. você entrará em contato com uma teoria fascinante. mas procurar conhecer é essencial na atividade de um professor. com logaritmo conseguimos calcular o nível sonoro de uma onda. Napier foi um dos que impulsionaram fortemente seu desenvolvimento. Já antes dos logaritmos. como instrumento de cálculo. provocada pela prostaférese. Esse processo de simplificação das operações envolvidas passou a ser conhecido como prostaférese. De fato. É comum escutarmos de alguns professores de Matemática do Ensino Médio que ensinam logaritmo. perto do início do século XVII. sendo assim. Ninguém conhece todas as aplicações de um determinado conteúdo. calcular o PH de uma substância. efetuar multiplicações ou divisões entre números muito grandes era um processo bastante dispendioso em termos de tempo. Uma Breve História Os logaritmos. que embora lecionem este conteúdo. 7.1. uma vez que transformam multiplicações e divisões nas operações mais simples de soma e subtração. ele não serve para nada.

Bürgi empregou uma razão um pouco maior do que 1. se N = 10 1 − 7  .. b2. Segundo Eves. A fim de que os números da progressão geométrica estivessem bem próximos. basta observar que: • • 256 na segunda linha corresponde a 8 na primeira.9999999 . o logaritmo de Napier de 10 7 é 0 e o de 10 7 1 −   1   é 1. 3. Assim. n. … . que é bem 10 7 próximo de 1. 13 na primeira linha corresponde a 8192 na segunda. . 256 x 32.. para evitar decimais. b4. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 115 . 32 na segunda linha corresponde a 5 na primeira. 5. 2. Napier escolheu para razão o número b = 1 − 1 = 0. como 8+5=13. de forma independente. b5. ele multiplicava cada potência 1   por 10 . por exemplo. 256x32=8192 resultado esse que foi encontrado através de uma simples operação de adição. • • Assim. … os termos da progressão aritmética 1. está associada a soma m+p dos termos correspondentes na segunda progressão. b3. PA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 PG 2 4 8 16 32 64 128 256 512 1024 2048 4096 8192 16394 Para efetuar. ao produto de dois termos da primeira progressão. Considerando.0001=1+10-4. . bn. 4. evitando erros muito grosseiros. Então. Bürgi também lidava com o problema dos logaritmos. por exemplo. Então. 10 7  Enquanto Napier trabalhava com uma progressão geométrica onde o primeiro termo era 107. .. qual seja 1.Matemática I O método de Napier baseou-se no fato de que associando aos termos de uma progressão geométrica b.b e a razão b. ele chamava L de "logaritmo" do  10  7 7 L número N.. O primeiro termo de sua PG era 108 e ele desenvolveu uma tabela com 23027 termos. ao que parece.bp. bm. para ser possível usar interpolação e preencher as lacunas entre os termos na correspondência estabelecida.

juntamente com Briggs. um estudo das propriedades da função logarítmica e de sua inversa. Definição de Logaritmo “A base do Logaritmo elevada ao logaritmo é igual ao logaritmando” log b a = c bc = a IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 116 . ninguém mais em sã consciência usa uma tábua de logaritmos ou uma régua de cálculo para fins computacionais. produzindo um ruído de potência máxima N watts. Ainda segundo Eves. Shannon descobriu que a velocidade máxima Cmáx . pois constituem uma ferramenta essencial no contexto da moderna tecnologia 7. nunca morrerá pela simples razão de que as variações exponencial e logarítmica são partes vitais da natureza e da análise. ou seja. no século XX.Matemática I Como Napier.em bits por segundo . Posteriormente. que permite a passagem. dos sinais de freqüência até B hertz. Os produtos da grande invenção de Napier tornaram-se peças de museu. Conseqüentemente. permanecerá sempre uma parte importante do ensino da Matemática. O ensino dos logaritmos. Napier. está desaparecendo das escolas. como um instrumento de cálculo. também por muitos anos a régua de cálculo logarítmica foi o símbolo do estudante de engenharia do campus universitário. A função logarítmica. sem distorção. porém. com o advento das espantosas e cada vez mais baratas e rápidas calculadoras. elaboraram tábuas de logaritmos mais úteis de modo que o logaritmo de 1 fosse 0 e o logaritmo de 10 fosse uma potência conveniente de 10. nascendo assim os logaritmos briggsianos ou comuns. a função exponencial. os famosos construtores de réguas de cálculo de precisão estão desativando sua produção e célebres manuais de tábuas matemáticas estudam a possibilidade de abandonar as tábuas de logaritmos. Bürgi considerou uma PG cuja razão era muito próxima de 1. Hoje. com o desenvolvimento da Teoria da Informação. os logaritmos dos dias de hoje. porém. durante anos ensinou-se a calcular com logaritmos na escola média ou no início dos cursos superiores de Matemática.2. os logaritmos claramente assumem um papel fundamental. a fim de que os termos da seqüência fossem muito próximos e os cálculos pudessem ser realizados com boas aproximações.com que sinais de potência S watts podem passar por um canal de comunicação. é dada por: S Cmáx = B log 2   N Dessa forma. Recentemente.

7. Quando a base do Logaritmo coincide com o logaritmando a solução é o expoente do logaritmando Exemplo: log 7 713 = 13 7. Igualdade de logaritmos de mesma base equivale a igualdade de seus logaritmandos Exemplo: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 117 .2. a solução é o logaritmando Exemplo: 2 log 2 5 = 5 7.4. Base real elevada a um expoente logarítmico onde a base do logaritmo coincide com a base real.3. O Logaritmo de “1” em qualquer base válida é igual a zero. A base do logaritmo deve ser maior que zero e diferente de 1.3. Exemplo: log 3 1 = log 7 1 = log 1 1 = 0 5 7.1.Matemática I Condição de Existência do Logaritmo O Logaritmando deve ser maior que zero.3.3.3. Propriedades em Consequencia da Definição 7.3.

1. Logaritmos Especiais É importante conhecermos a grafia destes logaritmos que ao longo do tempo receberão uma representação diferenciada.4.3.4.2.5. Propriedades Operatórias de Logaritmo 7. O Logaritmo Decimal É o logaritmo onde a base é o número natural “10 (dez)” . Propriedade do Quociente a log c   = log c a − log c b b 7. Propriedade do Produto log c (a + b ) = log c a + log c b 7.Matemática I log 3 (2 x + 3) = log 3 ( x + 9 ) (2 x + 3) = (x + 9 ) 2x − x = 9 − 3 x=6 7.4.5. 7. Propriedade da Potência log c (a ) = n log c a n 7. log a = log10 a IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 118 .4.1.

.” conhecido como número de Euler. Cologaritmo Co log c a = (− 1) log c a 7. mudando para a base decimal log 2 15 = log 15 log 2 30 . Mudança de Base de um Logaritmo Podemos mudar a base do logaritmo para qualquer base que desejarmos. sobre log da antiga base na base desejada.3.48. Inicialmente.Matemática I 7. lna = log e a 7.5. positiva e diferente de 1.3 e log 3= 0. temos: 2 Trocando 15 por  30  log   2 log 2 15 = log 2 Agora.718.2.. A mudança é feita da seguinte forma Para converter log b a para base “c” log b a = log c a log c b Ou seja. Veja o exemplo: Calcule log 2 15 .6. adotando log 2 = 0.5. sendo que tem que ser uma base válida. O Logaritmo Neperiano É o logaritmo onde a base é o número irracional “e = 2. aplicando a propriedade do quociente IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 119 . ou seja. fazemos log do antigo logaritmando na base desejada.

3 0.Matemática I log 2 15 = log 30 − log 2 log 2 Fatorando o logaritmando “30” . Nos exemplos abaixo era será registrada antes do início de cada solução. temos: log(3 x10 ) − log 2 log 2 log 3 + log 10 − log 2 log 2 15 = log 2 log 2 15 = Aplicando os valores aproximados de logaritmo decimal de “2” e logaritmo decimal de “3”. e observando que temos a propriedade de logaritmando igual a base do logaritmo. Equações Logarítmicas Antes de iniciar a solução de uma equação logarítmica é muito importante montar sua condição de existência.3 1. encontramos: log 2 15 = 0.48 + 1 − 0.93 0.18 = ≅ 3. Exemplo 1: log 2 x 2 + x − 4 = 3 Condição de Existência x 2 + x − 4 > 0 Resolvendo temos ( ) { x 2 + x − 4 = 23 Logo. x = -4 ou x = 3 Testando as raízes.7.3 7. x = -4 (− 4)2 + (− 4) − 4 > 0 16 − 8 > 0 8 > 0(verdadeiro ) x=3 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 120 .

Obtemos uma simples equação quadrática: 2 y 2 − 2 y − 15 = 0 Onde suas raízes são y = -3 e y = 5 Retornando ao artifício temos. o conjunto solução é S =  .Matemática I (3)2 + (3) − 4 > 0 9 −1 > 0 1 > 0(verdadeiro ) Logo. log 2 x = −3 log 2 x = 5 x = 25 x = 32 x=2 x= 1 8 −3 Testando as raízes na condição de existência.32 Exemplo 3: log 4 x + log x 4 − 2 = 0 Condição de Existência  1 8   x > 0 x ≠ 1 Vamos mudar para “4” a base do segundo logaritmo. o conjunto solução é S = {− 4.3} Exemplo 2: (log 2 x ) − 2 log 2 x − 15 = 0 Condição de Existência {x > 0 Vamos utilizar o artifício de trocar momentaneamente log 2 x = y . log 4 x + log 4 4 −2=0 log 4 x 1 −2=0 log 4 x 121 log 4 x + IFES – Instituto Federal do Espírito Santo . temos: 1 > 0(verdadeiro ) 8 32 > 0(verdadeiro ) Logo.

temos: (log 4 x )2 − 2 log 4 x + 1 = 0 Vamos utilizar o artifício de trocar momentaneamente log 4 x = y . devemos impor também que f ( x ) e g ( x ) sejam positivos.Matemática I Retirando o MMC (mínimo múltiplo comum). Então. o conjunto solução é S = {4} 7. Nesse caso. Obtemos uma simples equação quadrática: y2 − 2 y +1 = 0 Onde sua única raiz é y = 1 Retornando ao artifício temos: log 4 x = 1 x = 41 x=4 Testando a raíz na condição de existência. Para existirem os logaritmos. devemos impor também que f ( x ) e g ( x ) sejam positivos. a relação desigualdade entre f ( x ) e g ( x ) tem o mesmo sentido que a desigualdade entre os logaritmos. Para existirem os logaritmos. Então a solução pode ser obtida impondo-se que: log a f ( x ) < log a g ( x ) ⇒ f ( x ) > g ( x ) > 0 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 122 .8. a relação de desigualdade entre f ( x ) e g ( x ) tem sentido contrário ao da desigualdade entre os logaritmos. Nesse caso. a solução pode ser obtida impondo-se que log a f ( x ) < log a g ( x ) ⇒ 0 < f ( x ) < g ( x ) • A base está entre 0 e 1. temos: 4 > 0(verdadeiro ) 4 ≠ 1(verdadeiro ) Logo. Inequações Logarítmicas a) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre logaritmos de mesma base Existem dois casos para serem considerados: • A base é maior que 1.

temos: (2 x − 5) > 0 ⇒ x > 5 2 (2 x − 5) < x ⇒ x < 5 Da interseção dos intervalos acima. assim. temos: x + 2 > 0 ⇒ x > −2 x 2 > x + 2 ⇒ x 2 − x − 2 > 0 ⇒ x < −1 ou Da interseção dos intervalos acima. resulta-se: x>2 S = {x ∈ R / − 2 < x < −1 ou x > 2} b) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre um logaritmo e um número real Para resolver uma equação deste tipo log a f (x ) > k ou log a f (x ) < k Basta substituir “k” por log a a r .Matemática I Exemplo 1: log 3 (2 x − 5) < log 3 x Condições: 0 < (2 x − 5) < x Logo. resulta-se: 5   S =  x ∈ R / < x < 5 2   Exemplo 2: log 1 x 2 < log 1 ( x + 2 ) 2 2 Condições: x 2 > x + 2 > 0 Logo. Veja nos exemplos abaixo: Exemplo 1: log 2 (2 x − 1) < 4 log 2 (2 x − 1) < log 2 2 4 Condições: 0 < (2 x − 1) < 16 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 123 . retornaremos numa equação do tipo da letra (a) deste tópico.

9. Veja o exemplo da função f ( x ) = log10 ( x ) O Gráfico da função logarítmica é decrescente quando a base esta no intervalo 0 < x < 1 . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 124 . temos: x 2 − 8 x > 0 ⇒ x < 0 ou 2 2 x>8 x − 8 x < 9 ⇒ x − 8 x − 9 < 0 ⇒ −1 < x < 9 Da interseção dos intervalos acima. resulta-se: S = {x ∈ R / − 1 < x < 0 ou 8 < x < 9} 7.Matemática I 1 17   S = x ∈ R / < x <  2 2  Exemplo 2: log 1 x 2 − 8 x > −2 3 ( ( ) 1 log 1 x 2 − 8 x > log 1   3 3 3  ) −2 Condições: 0 < x 2 − 8 x < 9 Logo. Gráfico de uma função Logarítmica O Gráfico da função logarítmica é crescente quando a base é maior que “1”.

1. Por exemplo. cores e diversos outros aspectos da percepção A lei de Weber-Fechner é dada pela expressão  I  NS = 10 log  I   0 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 125 . A lei de Bouguer-Weber estipulava que o limiar sensorial (a menor diferença perceptível entre dois valores de um estímulo) aumenta linearmente com o valor do estímulo de referência. as pessoas percebem intervalos iguais. Aplicações da Função Logarítmica 7. Nível Sonoro Pierre Bouguer (1760) e depois Ernst Heinrich Weber (1831) estudaram a menor variação perceptível para determinados estímulos. a relação entre as freqüências de 220 Hz e 440 Hz é percebida como um intervalo de uma oitava. intensidade luminosa. para que ela se tornasse válida aos valores extremos do estímulo: "a sensação varia como o logaritmo da excitação".10. mas ela pode ser percebida em diversos fenômenos da percepção. na percepção de alturas. Relações semelhantes se aplicam à percepção de intensidade sonora. Esta lei pode ser aplicada a diversas formas de percepção. A relação entre 440 Hz e 880 Hz é percebida como um intervalo igual de uma oitava. Não se sabe ao certo a causa neurológica dessa lei. Para isso apresentaram estímulos variáveis a diversos indivíduos para determinar o funcionamento quantitativo de diversos tipos de percepção.10. Por exemplo. quando suas freqüências variam exponencialmente. O médico Gustav Fechner (inventor do termo psicofísica) modificou essa lei. mesmo que a distância real entre as freqüências não seja igual.Matemática I Veja o exemplo da função f ( x ) = log 1 ( x ) 2 7.

No nível 10. em princípio. só sismógrafos são capazes de detectar o tremor. de sua magnitude na escala Richter. Os primeiros danos aparecem em magnitudes entre 4 e 4. Com magnitudes entre 7 e 7. prédios podem sair de suas fundações e rachaduras aparecem no solo.9. o que.Intensidade das ondas sonoras do ambiente (W/m2) I 0 . por exemplo -. A escala.10. significa que uma variação de apenas um número na magnitude de um terremoto -.9. a energia gerada seria parecida com a da explosão de um meteorito de 20 km ao atingir a Terra. Até a magnitude 1. entre outras coisas. A escala Richter usa logaritmos como base matemática. e maior a pontuação na escala Richter. não tem limites. Em relação à energia liberada pelo terremoto.Matemática I NS . (1-1) r= 2  E log  3  E0    r .passando de 7 para 8. a pontuação 7 na escala Richter equivale à maior bomba termonuclear já testada pelo homem.na verdade significa um aumento de dez vezes na amplitude. do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia). Escala Richter A escala Richter. maior a amplitude do movimento do solo causada por ele. mas terremotos com magnitude 10 ou superior nunca foram registrados.Intensidade Mínima Auditiva “limiar auditivo” (W/m2) I 0 = 10 −12 W / m 2 7. Os efeitos de um terremoto obviamente dependem. por exemplo. desenvolvida originalmente em 1935 por Charles Richter e Beno Gutenberg. no entanto.Registro na Escala Richter (dB) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 126 .2.Nível Sonoro (dB) I . com quebra de janelas e outros objetos. Quanto maior a energia liberada pelo terremoto. Beno Gutenberg Charles Richter (1-1) Nas estimativas de energia liberada no interior do planeta pelos tremores. a diferença de um terremoto 7 para um 8 equivale a 32 vezes mais energia.9. Grande parte dessa energia. é uma forma de medir a magnitude dos terremotos com base nas ondas sísmicas que se propagam a partir do local de origem do tremor no subsolo. na prática. fica retida no fundo do planeta e não chega à superfície quando um terremoto ocorre.

T é medida na escala Celsius. a partir do instante em que o corpo foi colocado no ambiente. a temperatura T de um corpo colocado num ambiente cuja temperatura é T³ obedece à seguinte relação: Nesta relação. estabeleça o tempo aproximado em que. depois de a xícara ter sido colocada na sala. e k e c são constantes a serem determinadas. a temperatura do café se reduziu à metade.Energia Mínima Percebida (W/m2) I 0 = 10 −12 W / m 2 Atividades 1.Energia Liberada registrada (W/m2) E0 . a) Calcule a temperatura do café 50 minutos após a xícara ter sido colocada na sala. b) Considerando Øn 2 = 0. Considere uma xícara contendo café.1. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 127 . Vinte minutos depois. Segundo a lei do resfriamento de Newton.Matemática I E . a temperatura do café passa a ser de 40°C. t é o tempo medido em horas. colocada numa sala de temperatura 20°C. inicialmente a 100°C.7 e Øn 3 = 1.

Matemática I 2. Construa. b) o tempo mínimo necessário.+¶[ ë IR. o preço após t anos. para que um automóvel venha a valer menos que 5% do valor inicial. Determine a inversa da função f. 4. de um objeto situado a x metros de uma lâmpada. calcule a distância entre a lâmpada e esse objeto. em luxes. Suponha que o preço de um automóvel tenha uma desvalorização média de 19% ao ano sobre o preço do ano anterior.+¶[ ë IR. neste mesmo plano cartesiano. b) Considerando que um objeto recebe 15 luxes. Se F representa o preço inicial (preço de fábrica) e p (t). seu domínio e contra-domínio. A função L(x) = aeöÑ fornece o nível de iluminação. 3. em número inteiro de anos. b) No plano cartesiano a seguir. use: log 2 ¸ 0. a) Seja f : IR ë IR*ø uma função do tipo f(x) = k . aÑ cujo gráfico passa pelos pontos (2. pede-se: a) a expressão para p (t). definida por g(x) = log‚ (2x).477.301 e log 3¸0. definida por f(x) = log‚ (x). fornecendo sua lei de formação. 2) e (3. encontra-se representado o gráfico da função f : ]0. Se necessário. após a saída da fábrica. sabendo que um objeto a 1 metro de distância da lâmpada recebe 60 luxes e que um objeto a 2 metros de distância recebe 30 luxes. o gráfico da função g : ]0. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 128 . a) Calcule os valores numéricos das constantes a e b. 4).

são dadas respectivamente pelas funções: a) Determine as medidas aproximadas da altura. 0). (b. 2) e (d. b) A altura de uma árvore é 3. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 129 . Sabendo que os pontos (a. e do diâmetro do tronco. desde o instante em que as árvores são plantadas até completarem 10 anos. em centímetros.Matemática I 5. Determine o diâmetro aproximado do tronco dessa árvore. -’). ’) estão no gráfico de f.4 m. ¶ [ ë IR dada por f(x) = logƒ x. calcule b + c + ad. em metros. Numa plantação de certa espécie de árvore. em centímetros. 6. Seja f: ] 0 . das árvores no momento em que são plantadas. as medidas aproximadas da altura e do diâmetro do tronco. (c.

IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 130 . A estrela Rigel tem aproximadamente magnitude aparente 0. A área da região hachurada na figura A vale log³ t. Determine a distância.2 e magnitude absoluta . calcule o número de habitantes das favelas daqui a um ano. O brilho de uma estrela percebido pelo olho humano.Matemática I 7. é chamado de magnitude aparente da estrela. Se t = 1/logx. a) Se a população que vive nas favelas e nos subúrbios hoje é igual a 12. a população que vive nos subúrbios é dez vezes a que vive nas favelas. em quilômetros. determine o valor de x. b) Demonstre que a soma das áreas das regiões hachuradas na figura B (onde t = a) e na figura C (onde t = b) é igual à área da região hachurada na figura D (onde t = ab).1 milhões de habitantes. enquanto a segunda cresce 15% ao ano. As magnitudes aparente e absoluta de uma estrela são muito úteis para se determinar sua distância ao planeta Terra.8. medido em anos. Em uma cidade. Já a magnitude absoluta da estrela é a magnitude aparente que a estrela teria se fosse observada a uma distância padrão de 10 parsecs (1 parsec é aproximadamente 3 × 10¢¤ km). para t>1. logƒ (3 . a) Encontre o valor de t para que a área seja 2.d¡'¥©) onde d é a distância da estrela em parsecs. 9. A primeira. porém. 8. Admita que essas taxas de crescimento permaneçam constantes nos próximos anos. Sendo m a magnitude aparente e M a magnitude absoluta de uma estrela. de Rigel ao planeta Terra.6. na Terra. a relação entre m e M é dada aproximadamente pela fórmula M = m + 5 . b) Essas duas populações serão iguais após um determinado tempo t. cresce 2% ao ano.

Matemática I
10. Em 2002, um banco teve lucro de um bilhão de reais e, em 2003, teve lucro de um bilhão e duzentos milhões de reais. Admitindo o mesmo crescimento anual para os anos futuros, em quantos anos, contados a partir de 2002, o lucro do banco ultrapassará, pela primeira vez, um trilhão de reais? (Obs.: use as aproximações Øn (1000) ¸ 6,907, Øn (1,2) ¸ 0,182.) 11. O preço p de um terreno daqui a t anos é estimado pela relação p = a . (b) . a) Se hoje o terreno vale R$ 80.000,00 e o valor estimado daqui a 10 anos é R$120.000,00, obtenha a e b. b) Se a estimativa fosse dada por p = a . (1,02) , daqui a quantos anos o preço do terreno dobraria? 12. Uma empresa estima que após completar o programa de treinamento básico, um novo vendedor, sem experiência anterior em vendas, será capaz de vender V(t) reais em mercadorias por hora de trabalho, após t meses do início das atividades na empresa. Sendo V(t) = A - B.3¾ , com A, B e n constantes obtidas experimentalmente, pede-se: a) determinar as constantes A, B e n, sabendo que o gráfico da função V é

b) admitindo-se que um novo programa de treinamento básico introduzido na empresa modifique a função V para V(t) = 55 - 24.3 , determinar t para V(t) = 50. Adote nos cálculos log 2 = 0,3 e log 3 = 0,5. 13. Paulo é pecuarista e possui um rebanho bovino de 1.200 cabeças, cuja taxa de crescimento anual é uma porcentagem representada por t. Paulo realizou a venda de 1.800 cabeças, comprometendo-se a entregar 1.000 no final de 1 ano e, as outras 800, no final de 2 anos. a) Determine t, considerando que, após a 2 entrega, não sobre cabeça alguma. b) Se log 2 = 0,3 e t = 25%, quantos anos aproximadamente o pecuarista levaria para fazer a 2 entrega?

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Matemática I
14. A população de uma cidade cresce aproximadamente 4,166...% ao ano, ou seja, 1/24 ao ano. Após quantos anos o número de habitantes dessa cidade será o dobro da sua população atual? São dados: log 2 = 0,30 e log 3 = 0,48. 15. Dada a equação x = (1 + y)¾, onde Øn x = 16 e Øn (1 + y) = 8, tal que x > 0 e y > -1, determine o valor de n. 16. Sabendo-se que

calcule o valor do menor inteiro a que satisfaz a inequação log… 6 + log† 7 + log‡ 8 + logˆ 5 < a. 17. Resolvendo o sistema ýlog x + log y = 5 þ ÿlog x - log y = 7 x e y assumirão que valores? 18. Seja a função f(x) = log [(1 - x)/(1 + x)]. Verifique que, se x e x‚ Æ (-1 , 1), a igualdade f(x) + f(x‚) = f[(x + x‚)/(1 + xx‚)] é verdadeira. 19. Resolva a equação do 2¡. grau (log‚ a) . x£ + (log‚ a) . x - 2 log‚ N = 0 na variável x, onde a e N são números estritamente positivos. ,

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Matemática I
20. Seja a função f dada por

Determine todos os valores de x que tornam f não-negativa. 21. Para b > 1 e x > 0, resolva a equação em x:

22. O número de bactérias numa cultura, depois de um tempo t, é dado pela função N(t) = N³ . eÑ , em que N³ é o número inicial de bactérias e x é a taxa de crescimento. Se a taxa de crescimento é de 5% ao minuto, em quanto tempo a população de bactérias passará a ser o dobro da inicial? Dado: Øn 2 = 0,6931

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IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 134 . Leia atentamente a reportagem a seguir. utilizando a tabela de logaritmos a seguir. e que sua taxa de crescimento anual seja mantida em 3. é possível imaginar que a população indígena demoraria 60 anos para atingir o tamanho registrado em 1500. b) Considerando Øn 2 = 0. 24.5%. na época do Descobrimento. UMA BOA NOTÍCIA Lançado na semana passada. a) Calcule o número de ovelhas existentes após seis meses. calcule a partir de quantos anos não haverá mais a necessidade de tratamento especial do rebanho. (Adaptado de "Veja". Submetidas a um tratamento especial. o livro "Povos Indígenas no Brasil 1996/2000" mostra que as tribos possuem hoje cerca de 350. estime a população das tribos indígenas do Brasil nos seguintes momentos: a) daqui a um ano. Um grupo de 20 ovelhas é libertado para reprodução numa área de preservação ambiental. sem esse tratamento especial.7.Matemática I 23.81) ] Admita que a população de ovelhas seja capaz de se manter estável. Øn 3 = 1.5% ao ano. De acordo com esses dados. o número N de ovelhas existentes após t anos pode ser estimado pela seguinte fórmula: N = 220 / [ 1 + 10 (0. b) em 1500. Mantendo o atual ritmo de crescimento.) Admita que a população indígena hoje seja de exatamente 350.000 habitantes e crescem ao ritmo de 3. depois de atingido o número de 88 ovelhas.1 e Øn 5 = 1. 11/04/2001.6.000 habitantes. quase o dobro da média do restante da população.

IEC padronizou as unidades e os símbolos a serem usados em Telecomunicações e Eletrônica. Um fabricante de equipamentos de informática. anuncia um disco rígido de 30 gigabytes. Considere a tabela de logaritmos na figura 2.SI. primeira sílaba da palavra binário. Durante um período de oito horas. mebi e gibi.nas t primeiras horas. admitindo que. A tabela na figura 1 indica a correspondência entre algumas unidades do SI e da IEC. 26. há. A International Electrotechnical Commission . na barraca. entre outros.nas 8 . supondo t = 2. do seguinte modo: .t horas restantes. diminui sempre 20% em relação ao número de frutas da hora anterior. a quantidade de frutas na barraca de um feirante se reduz a cada hora. Os prefixos kibi. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 135 . 32% das frutas que havia. .Matemática I 25. b) o valor de t. Considere log 2 = 0. Na linguagem usual de computação. ao final do período de oito horas. acrescidos de bi.48. usuário do SI. essa medida corresponde a p × 2¤¡ bytes.30 e log 3 = 0. empregados para especificar múltiplos binários são formados a partir de prefixos já existentes no Sistema Internacional de Unidades . Calcule: a) o percentual do número de frutas que resta ao final das duas primeiras horas de venda. diminui 10% em relação ao número de frutas da hora anterior. inicialmente. Calcule o valor de p.

baseia-se no fato de que o isótopo do carbono 14 (C-14) é produzido na atmosfera pela ação de radiações cósmicas no nitrogênio e que a quantidade de C-14 na atmosfera é a mesma que está presente nos organismos vivos. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 136 .15 30. No momento em que um fóssil foi descoberto. b) Determine o valor de E para ÐØ = 3. por f(x) = -x¥ + 11x¤ . A teoria da cronologia do carbono. a quantidade de C14 presente no organismo é a metade da quantidade inicial (quando t = 0). cessa.24 e g(x) = log(f(x)). Dadas as funções reais f e g definidas.. Tendo em vista estas informações. 29.1) + log³(0.x¥ + 11x¤ . onde t é dado em anos a partir da morte do organismo. também.38x£ + 52x .1)£ + . utilizada para determinar a idade de fósseis.. Sabe-se que 5 600 anos após a morte. a absorção de C-14. e a quantidade de C-14 presente no fóssil é dada pela função C(t) = C³10¾ .1)¾ = . calcule a idade do fóssil no momento em que ele foi descoberto.38x£ + 52x . que a relação entre y e x é estabelecida pela equação y = nx + log(K/2). Quando um organismo morre. a quantidade de C-14 medida foi de C³/32. determine o domínio de g. 28. A equação . a) Determine os valores das constantes K e n. sendo K a constante elástica da mola e n uma constante. Calcule o valor do número natural n que satisfaz a equação log³(0. respectivamente.24 = 0 tem duas de suas raízes iguais a 2.Matemática I 27. através da respiração ou alimentação. + log³(0. A energia potencial elástica (E) e a variação no comprimento (ÐØ) de uma determinada mola estão associadas conforme a tabela: Sabe-se. C³ é a quantidade de C-14 para t = 0 e n é uma constante.

585. para cada amigo que tinha no final de um dia. 34. Ana e Bia participam de um site de relacionamentos.Matemática I 31. Já Bia disse que. a) No dia 2 de abril de 2005. três novos amigos entravam para sua lista de amigos no dia seguinte. Determine log [ x£ .(1/x) ] e b = log [ x + (1/x) . Ana informou que. com x >1. para cada amigo que tinha no final de um dia. vinte novos amigos entraram para a lista de Bia. de abril de 2005. cinco novos amigos entravam para sua lista no dia seguinte. de abril? b) Determine a partir de que dia o número de amigos de Bia passa a ser maior do que o número de amigos de Ana. Sendo x e y números reais e y · 0. Quantos amigos havia na lista de Ana em 1¡. conforme elas informaram.1 ]. por dia. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 137 .(1/x£) ] em função de a e b. 32. use a desigualdade 1. No dia 1¡. y e log‚3. Se precisar.x + (1/x) . Considere a = log [ x . O valor da expressão numérica a seguir é um número inteiro. expresse o logaritmo de 3Ñ na base 2Ò em função de x. 584 < log‚3 < 1. Suponha que nenhum amigo deixe as listas e que o número de amigos aumente. 33. elas notaram que Ana tinha exatamente 128 vezes o número de amigos de Bia. Determine esse número.

37. b) o valor de logŠ (1/10). Com base nesta tabela. define-se logaritmo de a na base y como o número real x tal que yÑ = a. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 138 . Justifique.Matemática I 35. qual a solução encontrada? Obs. Os habitantes de um certo país são apreciadores dos logaritmos em bases potência de dois. x = logÙ a. um número real positivo. a tabela a seguir fornece valores aproximados para nÑ e nÑ.: considere o logaritmo na base 1/2. determine uma boa aproximação para: a) o valor de n. y · 1. a) estabeleça uma relação entre T e S. Para n · 1. 36. ou seja. deverá fazer empréstimo. enquanto o "Banco ZAG" trabalha com a taxa (mensal) S=log‚15. Com base nessas informações. Nesse país. o "Banco ZIG" oferece empréstimos com a taxa (mensal) de juros T=logˆ225. Dados a e y números reais positivos. b) responda em qual dos bancos um cidadão desse país. Resolvendo a inequação logarítmica log (x-3)µ3. buscando a menor taxa de juros.

Uma peça metálica foi aquecida até atingir a temperatura de 50 °C. b) Calcule os valores aproximados de log³(3. log³(3010) e log³(302). após t minutos.04).7. sua temperatura (em graus Celsius) será igual a Usando a aproximação Øn 2 ¸ 0. 39. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 139 .Matemática I 38. A tabela mostra 3 números com as correspondentes mantissas de seus logaritmos na base 10. a peça resfriará de forma que. a) Escreva os valores dos log³(x). determine em quantos minutos a peça atingirá a temperatura de 35 °C. A partir daí.

justificando sua resposta. Com base no gráfico. em milhões de habitantes. b) Determine o valor de x Æ IR que satisfaz a equação 41. para 0 ´ t ´ 80. a partir de 1950 (t = 0). para 0 ´ t ´ 80. calcule em que ano a população atingiu 12 milhões de habitantes. a) Calcule log³ ‘’. (Use as aproximações logƒ2 = 0.5 e log³’=0. onde ‘’ indica o produto de ‘ e ’. para quais valores de k a equação p(t) = k tem soluções reais. em função do tempo t (em anos). IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 140 . admitindo que p(80) = 17.4.) b) Determine aproximadamente quantos habitantes tinha o país em 1950. dê o conjunto solução da inequação p(t) µ 15 e responda. A função a seguir expressa. com ‘ > 0 e ’ > 0.Matemática I 40. a população. Sejam ‘ e ’ constantes reais.7. aproximadamente. tais que log³‘=0. Um esboço do gráfico dessa função. é dado na figura. de um pequeno país. a) De acordo com esse modelo matemático.6 e logƒ5 = 1.

7. A temperatura média da Terra começou a ser medida por volta de 1870 e em 1880 já apareceu uma diferença: estava (0. determine em que ano a temperatura média da Terra terá aumentado 3°C. em que ano o consumo de água quadruplicou em relação ao registrado em 1900. fornece uma estimativa para o aumento da temperatura média da Terra (em relação àquela registrada em 1870) no ano (1880 + x).01) °C (graus Celsius) acima daquela registrada em 1870 (10 anos antes). Determine. fornece aproximadamente o consumo anual de água no mundo.3) 43. x µ 0. A função com x em anos.3 e log 5 = 0. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 141 . Com base na função. (Use as aproximações log‚(3) = 1.6 e log‚(5) = 2. A função com t(x) em °C e x em anos. em km¤.Matemática I 42. Use as aproximações log 2 = 0. do ano 1900 (x = 0) ao ano 2000 (x = 100). utilizando essa função. em algumas atividades econômicas.

b) Usando a fórmula dada no enunciado ou aquela que você obteve no item (a). use log³ 2 ¸ 0. a) Escreva uma fórmula que relacione a medida do ruído Rd’. Empregue essa fórmula para determinar a intensidade sonora máxima que o ouvido humano suporta sem sofrer qualquer dano. O sistema de ar condicionado de um ônibus quebrou durante uma viagem. em W/m£. com a intensidade sonora I. O ruído dos motores de um avião a jato equivale a 160 decibels.48 e log³ 5 ¸ 0. e T(ext) é a temperatura externa (que supomos constante durante toda a viagem). Uma droga na corrente sangüínea é eliminada lentamente pela ação dos rins. para que a temperatura subisse 4 °C. o tempo transcorrido. a unidade mais usada para medir ruídos é o decibel. em horas. enquanto o tráfego em uma esquina movimentada de uma grande cidade atinge 80 decibels. em W/m£. 45. após t horas a quantidade da droga no sangue fique reduzida a Q(t) = Q³(0. que equivale a um décimo do bel. calcule a razão entre as intensidades sonoras do motor de um avião a jato e do tráfego em uma esquina movimentada de uma grande cidade.é onde T³ é a temperatura interna do ônibus enquanto a refrigeração funcionava. Sabendo que T³ = 21 °C e T(ext) = 30 °C.Matemática I 44. em bels. Utilize log³ 2 = 0. a partir do momento da quebra do ar condicionado. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 142 . b) Calcule o tempo gasto. esboce o gráfico de T(t). a) Calcule a temperatura no interior do ônibus transcorridas 4 horas desde a quebra do sistema de ar condicionado. em que R’ é a medida do ruído. b) o tempo necessário para que a quantidade inicial da droga fique reduzida à metade. e I é a intensidade sonora. Determine: a) a porcentagem da droga que é eliminada pelos rins em 1 hora. A escala de um aparelho de medir ruídos é definida como R’ = 12 + log³ I.64) miligramas.70.30. Se necessário. Em seguida. A função que descreve a temperatura (em graus Celsius) no interior do ônibus em função de t. log³ 3 ¸ 0. Admita que. 46. partindo de uma quantidade inicial de Q³ miligramas. responda às questões.30. que é o limite a partir do qual o ruído passa a ser nocivo ao ouvido humano. em decibels. No Brasil. desde a quebra do ar condicionado.

09) ¸ 0.477].09. Resolva a inequação (16 . use log³ 2 = 0.log„(x-3) a) Determine os valores de x para os quais f(x) ´ 2. [Se necessário. 50.08 e ln(1. b) O número inteiro mínimo de anos necessários para que o capital acumulado seja maior que o dobro do capital inicial. 49. É dada a função f definida por: f(x) = log‚x . b) Determine os valores de x para os quais f(x) > 2. Um capital de R$12.301 e log³3 = 0. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 143 . logƒ (x .000. encontre: a) O capital acumulado após 2 anos. com juros capitalizados anualmente. Suponha que a taxa de juros de débitos no cartão de crédito seja de 9% ao mês. Em quantos meses uma dívida no cartão de crédito triplicará de valor? (Dados: use as aproximações ln(3) ¸ 1. sendo calculada cumulativamente.) 48.00 é aplicado a uma taxa anual de 8%. Considerando que não foram feitas novas aplicações ou retiradas.2) > 0.Matemática I 47.x£) .

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 144 .

os Pitagóricos também deram a sua contribuição através dos estudos do som. As sequências numéricas criadas por Fibonacci davam continuidade aos estudos e de alguma forma as progressões estavam presentes em diversas pesquisas. Chamamos essa progressão de P.C. Existem relatos do uso de progressões no papiro de Ahmés (século XVII a.) e o hindu Aryabhata (499 d.A (2. pois cada termo da sequência é uma média aritmética dos termos vizinhos: an = an +1 + an−1 2 Observe a progressão P.Matemática I 8.) a2 = a1 + a3 2 + 8 10 = = =5 2 2 2 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 145 .C. Definição de Progressão Aritmética É uma sequência numérica onde cada termo pode ser encontrado adicionando ao termo anterior uma constante (razão da P.8.1.).C. Os juros simples podem ser relacionados às progressões aritméticas e os juros compostos estão diretamente ligados às progressões geométricas.. Gauss (1777 – 1855) foi um dos maiores gênios da Matemática.). eles concluíram que a vibração das cordas produzia uma frequência que formava uma sequência numérica.1. 8. contribuindo de vez para a introdução dos cálculos sobre progressões.A. PROGRESSÕES Neste capítulo estudaremos duas sequências numéricas importantes..) estabeleceram em seus trabalhos regras relacionadas às progressões.11. chegou a ser chamado de príncipe da Matemática.5.A). Matemáticos como Euclides de Alexandria (século III a. pois sua aplicabilidade se encontra em situações relacionadas à Matemática Financeira. Diofanto (século III d. Progressão Aritmética 8. As progressões representam uma importante ferramenta. as progressões aritméticas e progressões geométricas.1.C.

encontre o termo a200 Substituindo temos a200 = 2 + (200 − 1)3 a200 = 2 + (199)3 a200 = 2 + 597 a200 = 599 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 146 .1.5.3..A pode ser encontrada pela diferença de um termo e seu antecessor na sequência numérica r = an − an −1 Utilizando novamente a sequência P. Razão da P....A. Veja: Sendo a P. pode ser encontrado pelo modelo an = a1 + (n − 1)r Com esse modelo podemos encontrar qualquer termo da P.A A razão da P.2. Termo Geral da P.). que desejamos.8.A. 8.) r = a2 − a1 = 5 − 2 = 3 r = a3 − a 2 = 8 − 5 = 3 r = a4 − a3 = 11 − 8 = 3 Vemos que realmente que a razão da P.5.11.A.8.Matemática I a3 = a 2 + a 4 5 + 11 16 = = =8 2 2 2 8.A (2. é uma constante.A Siga esse raciocínio lógico a2 = a1 + r a3 = a2 + r = a1 + r + r = a1 + 2r a4 = a3 + r = a1 + 2r + r = a1 + 3r a5 = a4 + r = a1 + 3r + r = a1 + 4r Logo podemos concluir que qualquer termo da P.1.A (2.11.

2.Matemática I 8. Gauss concebeu esse conceito desta fórmula na escola primária e utilizou-a para calcular imediatamente a soma dos números inteiros de 1 a 100. Carl Friedrich Gauss (1777-1855) A soma dos termos dos extremos é igual à soma dos termos equidistantes deles..4..A.-2.A (2.5.2.) r = 0 8.A a) P.2. Classificação da P. tarefa que os restantes alunos demoraram toda a aula para realizar. Soma dos termos da P.) r = 3 ( r > 0 ) b) P... e então ficamos com: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 147 . Segundo reza a lenda. Expresse a PA de duas maneiras: S n = a1 + (a1 + d ) + (a1 + 2d ) + .. Decrescente ( r < 0 ) Exemplo: P.8. + (a1 + (n − 2 )d ) + (a1 + (n − 1)d ) S n = (an − (n − 1)d ) + (an − (n − 2 )d ) + .-4.A.A (2.1..A (2.-6... + (an − 2d ) + (an − d ) + an Adicione os dois lados da equação.) r = -2 ( r < 0 ) c) P.0.A Crescente ( r > 0 ) Exemplo: P. Todos os termos envolvendo d se cancelam.2...A Constante ( r = 0 ) Exemplo: P..5..1.11.13..

G) A sequência é conhecida como progressão geométrica.1.54. veja: a2 = a1. Definição de P.G (2.). encontre o termo a somo dos primeiros duzentos termos: S 200 = 200(2 + a200 ) 2 Como calculamos no tópico anterior a200 = 599 ...Matemática I 2 S n = n(a1 + an ) Rearranjando e se lembrando que an = a1 + (n − 1)r . nós temos: n(a1 + an ) 2 Sn = Utilizando a P.a3 = 2(18) = 36 = 6 a3 = a2 .8.a4 = 6(54) = 324 = 18 8.5.).2.G É uma sequência numérica onde cada termo pode ser encontrado multiplicando o termo anterior por uma constante (razão da P.2.G A razão da P..an +1 Sendo a P.11. pois cada termo é a média geométrica dos termos vizinhos an = an −1. Progressão Geométrica 8.2.A (2.G é o quociente entre o termo e o seu antecessor IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 148 ...2. temos S 200 = 100(2 + 599 ) S 200 = 100(601) S 200 = 60100 8.18. Razão da P.6.

54.G.) q = 3 Caso 2: ( a1 < 0 e 0 < q < 1 ) Exemplo: P.q 3 Podemos concluir que qualquer termo pode ser encontrado pelo modelo an = a1.6.q.-1.2.G (2.6.4. Termo Geral da P.. encontre o quinto termo a5 = 2.q n −1 Sendo a P.q = a1.q 2 .) q = 1 2 149 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo ..q = a1.G (2.q 2 a4 = a3 .G (-8.18...54.q = a1...54.35−1 = 2..6.)..G a) P.. -4. é uma constante 8..Matemática I q= an an −1 Sendo a P.G (2.34 = 2.18.G Crescente Caso 1: ( a1 > 0 e q > 1 ) Exemplo: P.).81 = 162 8. veja: q= q= q= a2 6 = =3 a1 2 a3 18 = =3 a2 6 a4 54 = =3 a3 18 Vemos que realmente a razão da P.q a3 = a2 .2.18.G Siga o raciocínio lógico a2 = a1..q = a1. Classificação da P.-2.3..

..G S n = a1 + a 2 + a 3 + .6..-48.) q = 2 c) P..Matemática I b) P......6. + an q ( II ) Efetuando (I) – (II) S n − qS n = a1 − a n q S n (1 − q ) = a1 − a1q n −1 q S n (1 − q ) = a1 − a1 q n ( ) S n (1 − q ) = a1 1 − q n n Sn ( a (1 − q ) = 1 ) (1 − q ) Encontre a soma dos quatro primeiros termos da P.G (8.54...) q = 1 d) P.18.-12.3... Soma dos termos da P.3.G (-3..G (2.4.2.-24..G Constante ( q = 1 ) Exemplo: P.2..G Finita Imagine a soma de n termos da P.G (-3..3.G (3.3.-6.G (q) temos a equação (II) qS n = a1q + a2 q + a3q + .G Decrescente Caso 1: ( a1 > 0 e 0 < q < 1 ) Exemplo: P..-12.. + a n ( II ) Multiplicando os dois membros pela razão da P.5.24.) S4 = 2 1 − 34 2(1 − 81) = = −1(− 80 ) = 80 1− 3 −2 ( ) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 150 .) q = Caso 2: ( a1 < 0 e q > 1 ) Exemplo: P.G Oscilante ( q < 0 ) Exemplo: P.1.) q = −2 1 2 8..

75 4 1 S 4 = S 3 + a4 = 1.G (1.) 2 4 8 16 32 S 2 = a1 + a2 = 1 + 1 = 1.. mostrada acima 1   =1 2 1 1   = = 0. S ∞ = 2 .G.5 + = 1.2.5 2 1 S 3 = S 2 + a3 = 1. é a P. a soma (resultado) converge a 2. . Mas o que é ser convergente? Dada a P.9375 + 32 Observe que quanto mais termos adicionamos.G.03125   =  2  32 1 1 = 0. 1 1 1 1 1 . Vamos agora aumentar de forma consecutiva a razão da P.6.96875 S 6 = S 5 + a6 = 1.0625   =  2  16 1 1 = 0. ou seja.75 + = 1..G decrescente. quando somássemos infinitos termos.9375 16 1 = 1. Mas encontraríamos o soma exatamente 2. .. que conseguimos fazer soma dos infinitos termos. .875 + = 1. .015625   = 64 2 6 5 4 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 151 .5 2 2 1 0 1 1   = = 0.125 2 8 3 2 1 1 = 0.875 8 1 S 5 = S 4 + a5 = 1.25 4 2 1 1   = = 0.G Infinita A única P. Soma dos termos da P.Matemática I 8. pois sua soma é convergente.

que quanto mais aumentamos o valor do expoente. 1 1 1 1 1 .... . . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 152 . Eles justificam a sua resposta. mais o resultado se aproxima de 0 (zero). O resultado será exatamente zero quando o expoente valer ∞ . .) 2 4 8 16 32 a1 1− q 1 S∞ = 1 1− 2 1 S∞ = 1 2 S∞ = S∞ = 2 Atividades TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Faça os cálculos e não os apague. .Matemática I Observe. Dizemos então lim q n = 0 (limite de q n .G (1. quando n tende ao infinito é zero) n→∞ Aplicando este resultado no modelo visto no tópico anterior temos Sn = a1 1 − q n (1 − q ) ( ) a1 1 − q ∞ a (1 − 0 ) a = 1 = 1 1− q 1− q (1 − q ) a S∞ = 1 1− q S∞ = ( ) Veja o modelo encontrado aplicado a P.

porque existe uma regra para construção das figuras. . b) Quantas bolinhas pretas serão necessárias para formar a figura 21? c) Quantas bolinhas brancas serão necessárias para formar a figura 23? d) Qual o número total de bolinhas necessário para formar a figura 35? 2.. bolinhas brancas e com o total de bolinhas.. 3. complete quantas bolinhas pretas. a) Na tabela. Isso.Matemática I 1. foi possível completar a tabela com o número de bolinhas pretas. São todas formadas por bolinhas do mesmo tamanho. Descubra que regra é essa e faça os itens a seguir. a) Escreva os seis primeiros termos dessa seqüência. Calcule as seguintes somas 3. b) Calcule a soma dos 2007 primeiros termos dessa seqüência. onde n = 1. . Apesar da figura 5 não estar desenhada. Considere a seqüência cujo termo geral é aŠ = (-1)¾ (2 + 3n). 2. bolinhas brancas e o total de bolinhas que serão usadas para formar a figura 6. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 153 . Observe as figuras a seguir.

. . Considere que a sequência de configurações continue. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 154 . a) Complete a tabela anterior: b) Quantos lugares. no máximo. estarão disponíveis em uma configuração com 100 mesas? 5. segundo o padrão apresentado. a diagonal e a área de um quadrado estão em progressão aritmética. uma progressão aritmética infinita tal que Determine o primeiro termo e a razão da progressão. calcule a medida do lado do quadrado. Sabendo que o lado.. a‚. Seja a. 6.Matemática I 4. Observe na figura o número de mesas e o número máximo de lugares disponíveis em cada configuração.

a cada dia.Matemática I 7. a letra n. das distâncias que serão percorridas pelos dois corredores durante todos os dias do período de preparação. Observe a tabela de Pitágoras. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 155 . 8. Dois corredores vão se preparar para participar de uma maratona. essa distância em 1 km. de modo que. em cada linha e em cada coluna. essa distância em 2 km. 9. Calcule a soma de todos os números desta tabela até a vigésima linha. Observe que quatro desses retângulos contêm números e um deles. números inteiros positivos. Um deles começará correndo 8 km no primeiro dia e aumentará. A figura acima apresenta 25 retângulos. a mesma distância. o outro correrá 17 km no primeiro dia e aumentará. em todos os outros retângulos. a cada dia. Calcule a soma. Calcule: a) a soma dos elementos da quarta linha da figura. em quilômetros. A preparação será encerrada no dia em que eles percorrerem. em quilômetros. sejam formadas progressões aritméticas de cinco termos. Podem ser escritos. b) o número que deve ser escrito no lugar de n.

. respectivamente. . obedecendo à disposição apresentada no desenho: uma moeda no centro e as demais formando camadas tangentes.o primeiro salto atingiu a marca de 7. a) Determine a medida do ângulo ’. ’ e . dos ângulos ‘.todos os saltos de ordem ímpar foram válidos e os de ordem par inválidos. 12.o último salto foi de ordem ímpar e atingiu a marca de 7. em progressão aritmética com razão positiva. . Maurren Maggi foi a primeira brasileira a ganhar uma medalha olímpica de ouro na modalidade salto em distância. em graus. determine as medidas dos ângulos ‘ e –. no qual saltou n vezes. Um tecido com 1 mm de espessura produzido continuamente por uma máquina é enrolado em um tubo cilíndrico com 10 cm de diâmetro. nessa ordem. Moedas idênticas de 10 centavos de real foram arrumadas sobre uma mesa. o terceiro a marca de 7. calcule a quantia. . a‚. expresse o comprimento total de tecido.– estão. em reais. A soma dos n primeiros termos da seqüência de números reais a. b. Considerando que a última camada é composta por 84 moedas. b) Calcule o milésimo termo da seqüência. an.04 m.. é n£/3.07 m.Matemática I 10. e as medidas. e assim sucessivamente cada salto válido aumentou sua medida em 3 cm. Em um treino... a) Verifique se a seqüência é uma progressão geométrica ou uma progressão aritmética ou nenhuma das duas. . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 156 .. 13. Justifique sua resposta. Calcule o valor de n. Nessas condições. Os lados a. a atleta obteve o seguinte desempenho: . 11.22 m. e c do triângulo ABC são opostos aos ângulos internos ‘. b) Sabendo-se que a medida do lado a é a metade da medida do lado c. enrolado no tubo em função do número de voltas dadas pelo tubo. ’ e –. em centímetros. para todo inteiro positivo n. 14. do total de moedas usadas nessa arrumação.

16. 7 regiões. as medidas das bases desses quadriláteros crescem. Nos quilômetros 31 e 229 de uma rodovia estão instalados telefones de emergência. formando progressões aritméticas de razões a e b. Uma reta divide o plano em 2 regiões. e assim sucessivamente. Se os pontos adjacentes de instalação dos telefones estão situados a uma mesma distância. duas retas dividem. Em quantas regiões. e as das alturas diminuem. em quilômetros? 18. pretende-se instalar 10 outros telefones de emergência. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 157 .000 que são produtos de dois naturais pares. Ao longo da mesma rodovia e entre estes quilômetros. no máximo. Calcule as razões dessas progressões aritméticas. respectivamente. no máximo. 37 retas dividem o plano? Justifique.no em. todos de mesmo perímetro. Da esquerda para a direita. três retas dividem-no em. 4 regiões. Indique a soma dos dígitos de S. qual é esta distância. respectivamente. no máximo.Matemática I 15. 17. Seja S a soma dos naturais menores ou iguais a 1. sendo que a base e a altura do primeiro retângulo da esquerda medem 1 cm e 9 cm. A figura a seguir representa uma seqüência de cinco retângulos e um quadrado.

Assim. a) Quantos níveis tem a fase 6? b) De quantas maneiras diferentes. c e d formam. Os números reais a. Um jogo de computador tem diversas fases. Cada um dos níveis da fase k dá acesso a três níveis da fase k + 1.Matemática I 19. b. Calcule o determinante da matriz Justifique. As fases são compostas por níveis. de acordo com o esquema da figura 1. A primeira fase tem um único nível. uma progressão aritmética. é possível chegar ao nível 3072 da fase 13? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 158 . 20. o diagrama correspondente às 4 primeiras fases é o apresentado na figura 2. nesta ordem. que dá acesso aos três níveis da segunda. partindo da primeira fase.

Na base foram dispostos 100 tijolos.. e 7¡. cada um dos 100 alunos recebe um número que faz parte de uma seqüência que está em progressão aritmética. e o último. Mas devido a um temporal. e assim sucessivamente até restar 1 tijolo na última camada. 23. Os tijolos da base foram numerados de acordo com uma progressão aritmética. pulando um degrau intermediário. em que a água inundou a biblioteca através da janela. Determine a soma dos números escritos nos tijolos. com termo médio igual a 6. A exceção dessa regra ocorre se a pessoa estiver no penúltimo degrau. representado pela expressão P = i . Uma parede triangular de tijolos foi construída da seguinte forma. Sabendo-se que a soma de todos os números é 15. foi necessário retirar os volumes da última linha (próxima ao chão) e da última coluna (próxima à janela) para que não fossem destruídos. e o 1¡. o número 490.050 e que a diferença entre o 46¡. b) Determine N tal que PŠ = 987. como mostra a figura. Em uma biblioteca arrumaram-se os livros em uma prateleira de 12 linhas e 25 colunas.Matemática I 21. nesta ordem. 25. Determine esta PA. Cada tijolo das camadas superiores recebeu um número igual à média aritmética dos números dos dois tijolos que o sustentam. 4¡. formam uma PG. Numa sala de aula. determine o 100¡. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 159 . Em uma PA não constante de 7 termos. número. sendo i a linha e j a coluna onde está localizado o livro. a) Calcule P‡ .. Uma pessoa pode subir uma escada da seguinte forma: a cada degrau. Seja PŠ o número de modos diferentes que a pessoa tem de subir uma escada de n degraus dessa maneira. tendo o primeiro tijolo recebido o número 10. os termos 2¡. Para distribuir melhor os volumes considerou-se o critério peso. j + 150 gramas. 22. é 135. Qual o peso total dos livros removidos devido a enchente? 24. ou ela passa ao degrau seguinte ou galga dois degraus de uma só vez. quando ela só tem a opção de passar ao último degrau. 99 tijolos. na camada seguinte.

27. e f(x) o número de quadrados de 1 cm£ que compõem essa mesma figura. corresponde o canal 201. identificada por sua freqüência. A ANATEL determina que as emissoras de rádio FM utilizem as freqüências de 87. Pergunta-se: a) Quantas emissoras FM podem funcionar [na mesma região]. e assim por diante. respeitandose o intervalo de freqüências permitido pela ANATEL? Qual o número do canal com maior freqüência? b) Os canais 200 e 285 são reservados para uso exclusivo das rádios comunitárias. 2 e 3 são formadas. A cada emissora.Matemática I 26. Desta forma. supondo que todas as freqüências possíveis são utilizadas? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 160 . determine sua lei de formação e seus conjuntos domínio e imagem. 13 e 25 quadrados de área 1 cm£. à seguinte. que é um número natural que começa em 200. à emissora cuja freqüência é de 87. Qual a freqüência do canal 285. Em relação à função f.2 MHz entre emissoras com freqüências vizinhas. por 5. calcule a área da figura 10 da seqüência indicada. a) Sabendo-se que as figuras 1.9 MHz. cuja freqüência é de 88.9 MHz corresponde o canal 200. respectivamente. e que haja uma diferença de 0.9 a 107.1 MHz. é associado um canal. b) Seja x o número da figura x. Observe o padrão de formação das figuras numeradas.

Observe que cada figura é formada por um conjunto de palitos de fósforo. b) Determine o número de fósforos necessários para que seja possível exibir concomitantemente todas as primeiras 50 figuras. continuando assim indefinidamente. F‚ e Fƒ indiquem. vence somente 90 dias após a compra. João conseguirá adquirir o automóvel pretendido? São dados: log 2 = 0. com o objetivo de comprar um automóvel cujo preço atual é R$ 30. 29.00.000. 30. e que o número de fósforos utilizados para formar a figura n seja FŠ. desde o início. João investiu R$ 10. a) Quanto terá percorrido aproximadamente esse atleta.00. a que distância do ponto de partida inicial o atleta chegará? 31. respectivamente.3 e log 3 = 0. dá meia-volta e retorna metade do percurso.000 metros numa direção. com vencimento em 120 dias. pode ser comprada a prazo.48. Suponha também que F. cujo valor à vista é R$ 4. o número de palitos usados para produzir as figuras 1. no valor de R$ 2. num plano de pagamento de duas parcelas e a primeira. torna a virar-se e corre metade do trecho anterior. a) Suponha que essas figuras representam os três primeiros termos de uma sucessão de figuras que seguem a mesma lei de formação. Um atleta corre 1. Considere a sucessão de figuras apresentada a seguir. Depois de quantos anos. quando completar o percurso da oitava meia-volta? b) Se continuar a correr dessa maneira. indefinidamente.000. 2 e 3.00. Calcule F³ e escreva a expressão geral de FŠ.124.000. Se o financiamento foi realizado à taxa de juro composto de 10% ao mês. que é desvalorizado à taxa de juro de 10% ao ano.00 num fundo de renda fixa que remunera as aplicações à taxa de juro composto de 20% ao ano. Uma TV de plasma. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 161 . determine o valor da segunda parcela. novamente dá meia-volta e corre metade do último trecho.Matemática I 28.

. João observou que as idades delas formam uma progressão geométrica. 5. n + 5 estejam em progressão geométrica. Elas se multiplicam tão rapidamente que dobram de volume a cada minuto. DE. retângulo em B. de julho? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 162 . é 1/2 . Num tubo de ensaio. nesta ordem.. determine: a) A razão da PG. formem uma progressão geométrica decrescente. 37. estão sete amebas. 36.Matemática I 32. aƒ.Além disso. o saldo devedor da conta corrente de João era de R$1. Se para encher o tubo elas levam quarenta minutos. BD. considere. de março. o banco cobra 10% de juros sobre o saldo devedor naquele momento. João tem três filhas. Sabendo-se que a = Ë2 . Supondo que João não faça nenhum depósito e nenhum saque. de razão negativa. Se ’ for o ângulo EÂD. Sobre o lado BC. Nessas condições. como diferença de uma progressão aritmética e uma progressão geométrica. tais que os comprimentos dos segmentos BC. A soma dos cinco primeiros termos de uma PG. a partir de B. a) Supondo que João não faça nenhum depósito e nenhum saque. b) determine aƒ‡ e aƒˆ. Considere um triângulo isósceles ABC. qual será o saldo devedor no dia 1¡.000. . Uma seqüência de números reais a. quanto tempo levarão para encher a metade do tubo? 35. A filha mais velha tem oito anos a mais que a do meio que por sua vez tem sete anos mais que a caçula. se n é ímpar aŠø = (1/3) aŠ. os pontos D e E. m + 1. se n é par. m. EC. Escreva a seqüência 2. 230. n estejam em progressão aritmética e 3. Ache m e n tais que os três números 3. ambas de razão 3. No final de cada mês. de julho? b) João foi ao banco no dia 2 de maio e conseguiu renegociar a dívida: a taxa passou para 5% ao mês a partir desse momento (mas não retroativamente). satisfaz à lei de formação aŠø = 6aŠ .. a diferença entre o sétimo termo e o segundo termo da PG é igual a 3. . determine tg ’ em função da razão r da progressão. 20. a‚. a) escreva os oito primeiros termos da seqüência.00.. 38. 34. Quais são as idades delas? 39. 33. 71. qual será o saldo devedor no dia 1¡. No dia 1¡. b) A soma dos três primeiros termos da PG.

645 coelhos. porém. enquanto a segunda cresce 15% ao ano. Se t = 1/logx. Em seguida. a cada cinco dias. conforme ilustrado na figura 1. João continuou o processo de dobradura. Depois de fazer diversas dobras. abre o papel e coloca o número 1 nas duas extremidades da primeira dobra. João recorta um círculo de papel com 10 cm de raio. cresce 2% ao ano. A primeira. Numa reserva florestal foram computados 3. conforme a descrição anterior. dobra esse recorte ao meio várias vezes. há cinco coelhos infectados e. escrevendo os números. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 163 .1 milhões de habitantes. a população que vive nos subúrbios é dez vezes a que vive nas favelas. o número total de coelhos infectados triplica. 41. Calcule a soma de todos os números que estarão escritos na etapa 10. determine o valor de x. ao final do primeiro dia. calcule o número de habitantes das favelas daqui a um ano. b) Calcule o número mínimo de dias necessário para que toda a população de coelhos esteja infectada. até concluir dez etapas.Matemática I 40. João escreve a soma dos números que estão nas extremidades de cada arco. dia. A figura 2 a seguir ilustra as quatro etapas iniciais desse processo. Em uma cidade. a) Determine a quantidade de coelhos infectados ao final do 21¡. Sucessivamente. Uma determinada infecção alastra-se de modo que. no meio de cada um dos arcos formados pelas dobras anteriores. Admita que essas taxas de crescimento permaneçam constantes nos próximos anos. b) Essas duas populações serão iguais após um determinado tempo t. a) Se a população que vive nas favelas e nos subúrbios hoje é igual a 12. 42. medido em anos.

n Æ IN* e calcule: a) a razão da progressão geométrica {a . a‚..Matemática I 43.yŠ]/2. satisfaz a desigualdade SŠ > 8191/4096. a„ e a³ estão em progressão geométrica. + aŠ + .....f(3) + f(4) . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 164 . aŠ.. 45. Calcule o valor de f(0) .. Determine o menor inteiro positivo n tal que SŠ a soma dos n primeiros termos da progressão.. por: xŠ = 1/2¾ e yŠ = 1/ËxŠ . . respectivamente... os termos a. cujo primeiro termo é 2.a‚.. 46. Determine a razão dessa progressão aritmética. Considere a função real de variável real definida por f(x)=2Ñ. 44. b) a soma infinita S = a + a‚ + .) tem razão q = 1/2 e a = 1.}.f(5) + .. A progressão geométrica infinita (a. .aŠ. n Æ IN* Considere a seqüência de termo geral aŠ=[(xŠ-xŠø)...f(1) + f(2) .. Numa progressão aritmética crescente.... Os termos gerais de duas seqüências são dados.

Para construir o conjunto de Cantor. Repetindo-se esse processo indefinidamente. cada segmento restante do 1¡. e assim sucessivamente. divide-se o segmento em três partes iguais e retira-se a parte central. utiliza-se o seguinte processo: No 1¡. obtém-se o conjunto de Cantor. passo. a partir de um segmento de comprimento m. como mostra a figura a seguir. calcule a soma dos tamanhos de todos os segmentos restantes no 20¡. retirando-se a parte central de cada um deles. Com base nesse processo. o matemático Benoit Mandelbrot associou a distribuição dos erros de transmissão com o conjunto de Cantor. no 2¡. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 165 . passo. passo é dividido em três partes iguais. passo.Matemática I 47. Ao observar problemas de transmissão de dados via linha telefônica.

como q é pequeno. bŠ estão em progressão geométrica de razão q = 0.. Uma dívida deve ser paga em quatro parcelas de valores decrescentes segundo uma razão constante. se n µ 2. 50.00. assuma q¾ = 0.01. aŠ estão em progressão aritmética de razão r = 2 e as distâncias b³. partindo da origem O. 20™]? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 166 ... admite. ... de primeiro termo sen£x e razão (sen£x)/2. Tem-se a³ = 1. 49. Quantas soluções a equação sen£x + [(sen¥x)/2] + [(sen§x)/4] + .. As distâncias a³.. cujo lado esquerdo consiste da soma infinita dos termos de uma progressão geométrica. b³ = 99 e. Um foguete. a. = 2. Determine o número aproximado de termos da progressão geométrica para que o deslocamento à direita seja aproximadamente igual ao deslocamento à esquerda.00 e a quarta é de R$ 800.Matemática I 48. . no intervalo [0.. realiza um movimento espiralado como na figura. Calcule o valor dessa dívida sabendo que a primeira parcela é de R$ 6400. b.

3} B = {4.4 = 12. n((A»B)ºC) = n((AºC)»(BºC)) = n(AºC) + n(BºC) . Z = {5} 6. 30 10. a) 29 b) 5 c) 127 11. número de pessoas morenas com olhos castanhos = 13 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 167 . 9. 8. b) 15%. a) 50%. a) 10 % b) 57 % 2. 8. Gabaritos Teoria dos Conjuntos 1. A = {1.Matemática I 9. 71 3. 16} 7. Observe a figura a seguir: 4.n(AºBºC) = 6 + 10 . a) Æ b) Ä c) È d) Ä e) È 5.

15. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 168 . Substituindo (4) em (1) e subtraindo (3). Logo. temos os seguintes dados do problema (representamos por **X o número de elementos do conjunto X): (1) (2) (3) (4) (5) (6) x+y+z+v+u+w+29 = 87 (**A»B»C = 87) z = 0 (AÅB»C) v+w+z+29 = 51 (**A = 51) u+29 = 50 (**BºC = 50) x+v+29 = 65 (**B = 65) v+29 = w+29 (**AºB = **AºC) Queremos x + y + z. x + y + z = 36 . Observe a figura a seguir: Classificando os 87 alunos segundo o diagrama. 155 falam os dois idiomas 13. 93 16. 48 17. De (2) temos z = 0. a) 57 funcionários usam somente ônibus. b) 37 funcionários usam somente ônibus e moram fora da cidade do Rio de Janeiro. 23 associados 18.21 = 15 alunos. a) 315 b) 75 c) 235 d) 155 14.Matemática I 12. obtemos x+y+21=87-51=36. o que nos dá x + y + z = x + y.

a) Å b) Ä c) Å d) Ä e) Å 23. a) -2011/990 b) 5116/999 26. a) F b) F c) F d) V 24.Matemática I Note que as equações (4) e (5) são supérfluas. a) Æ b) Å c) È d) È e) Å f) Ä g) Æ h) È 27. 6 alunos 21. a) Æ IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 169 . 19. a) È b) Æ c) È d) Æ 25. 607/6000 ¸ 10% 20. Observe a figura a seguir: 22. ou seja: os dados (**B = 65) e (**AºB = **AºC) são desnecessários para a solução do problema.

R = { (0. 2). (-4. a) Observe a figura: b) -3/2. 4}. 1). 41/90 29. t = 1. (2. 9) } Função Polinomial do Primeiro Grau 1. 0. (-4. 2). (2. -4) 2. 2. (-4. 10 Relações e Funções 1. CD = {0. D = {-2. 1). (1. 2/3). 1). 8). (2.Matemática I b) Æ c) Å d) Æ e) Å 28. p + q = 19 31. Im = {0. 16} b) Não é função 3. 2/3). (8. b = 3. (2. 1). y = 1. -4). 2/3). logo: x + y + b + t = 9 30. (-4. 8. 4. 5). A x B = (1. 3). a) É função. (-4. -4). 12. (4. (1. 8) A x A = (1. 8). (2. 0 e 5/2 c) m = 0 ë 2 raízes distintas 0 < m <1/2 ë 4 raízes distintas m = 1/2 ë 3 raízes distintas m > 1/2 ë 2 raízes distintas IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 170 . 16}. x = 4. (2. 4. 2). (1.

a) C = 40x + 5000 b) C médio = 40 + 5000/x e C médio mínimo = 46.000.34 b) 2.x£). a) 800 + 10x b) Aumento na taxa de comissão 3.00 b) y = 4x + 40. 9.24)/10 = .9 b) Observe o gráfico a seguir IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 171 .12/5 = (15 .00 8. a) R$ 17.15 7. a) R$ 160. 0.25 .9N .9/10 = .500)/100] .70 + [(N . 31. a) Observe o gráfico a seguir b) y = Ë(7.360. a) 3/2 .4. a) q = 11/5 e b = 1600 b) C(800) = R$ 3. a) R$ 285.20 b) 3. 1 ´ x ´ 2.25 (em reais) 4.0.5 10.000 5.Matemática I 2.9 6.

25% 14. 67 pessoas 19. a) T½ = 22°C b) TÛ = 31°C 13.26 bilhões de dólares 12. a) 20 h b) 400 m¤ IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 172 . 17. 15. R$ 710.Matemática I 11.00. Aumento de 1.1250t + 10000 (0 ´ t ´ 8) Observe o gráfico a seguir: 16. P(t) = . a) 420 litros b) V(t) = 400 + 2t 18.000 unidades. total de reservas = 24. a) 25% b) 6.

60 e.00.04C + 60 M‚ = 1. pois a melhor opção para este cliente seria a opção III. 18 = R$ 61. Nestas condições.03C + 150 b) R$ 9. na opção I. a) L = 0. 6 23. Não. 24.000.00 22.00 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 173 .Matemática I 20. a) M = 1.360 b) 800 litros 21. o cliente gastaria 40 + 1. a) "Fique em Forma": G(x) = 80 + 50x "Corpo e Saúde": G(x) = 60 + 55x b) "Fique em Forma": G(12) = 80 + 50 . 3 . a) Observe a figura a seguir b) s = 59300 25.45 T . na opção III.00 de taxa. 12 = R$ 680. 18 = R$ 54.00 "Corpo e Saúde": G(12) = 60 + 55 . A opção feita corresponde ao aluguel de 18 DVDs mais R$ 20.2 . 12 = R$ 720.

29. 26. Observe a figura a seguir: 35. 12 .60. 50 + 10 . com m µ 0 b) 24 g 31. a) f(t) = 2t .320)/5 e h(400) = 16 cm 33.2.50 h .50°C 37.00 34.00 30. a) v = 5/4 m. 15 + 8 . 100 = = 180 + 400 + 900 + 200 = 1680 Cr$ 1680. 20 km 28. S = 4.4 para 0 ´ t ´ 2. a) 10000 pés b) . 3 m 32. h(y) = (y .5n b) O menor número inteiro será 15 semanas. a) zero e R$150. a) P = 156 .Matemática I A academia "Fique em Forma" oferece menor custo. a) F = 95 b) C = 160 36. n = 12 27. 2 s b) 4 s. 90 + 2 .00 b) Observe a tabela a seguir: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 174 .

se x > 200' onde Cs(x) e Cm(x) denotam. é fácil ver que a reta que possui a maior taxa de variação (índice) é a que passa pelo ponto SO. b) p ´ .Matemática I 38. a) Cs(x) = 0.5/2 ou x > 0. 40. a) x < .6 . x .75 b) 30 km 39.3. a região Sudoeste é a que possui o maior índice.30. respectivamente. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 175 . se 0 ´ x ´ 200 Cm(x) = þ ÿ0. x + 30 e ý90. 41. Logo. a) 800km£ b) Unindo a origem a cada um dos pontos. o custo diário nas locadoras Saturno e Mercúrio para x quilômetros percorridos. a) R$ 3.4 .

h (x)= (3x/5) + 4 44. a) 35 b) 24. 42.86 % IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 176 . a) Observe o gráfico a seguir: b) 83.30 por quilômetro rodado. a) p = 10c/9 b) 42.Matemática I b) ýSaturno : 150km ´ x ´ 300km þ ÿMercúrio : 0km < x <150km ou x < 300km R$0.840 43.8 cm 45.

000.Matemática I 46. a) RÛ(x) = 0.00 6. S = {x Æ IR | -1 < x ´ 4} 49. Portanto. S = {x Æ IR / 0 < x < 1 ou x > 2} 50. a) P(n) = n£ + 2n + 50.00. L(x) = R(x) . a) 220 b) 10 ´ x ´ 20. 4. b) Superior a R$70 000.00.4 = 12. 2500 unidades. Logo.00 por ano Função Polinomial do Segundo Grau 1. 5. Altura 12cm e Base 12 cm. R$ 320.1 + 8 = 12 e a base deste mesmo retângulo é dada por 16. a) A receita por sessão é de R$ 12. 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR) b) Observe o gráfico a seguir: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 177 . 2. 7. Assim. 47. a = 1 e b = 8 3.00 b) O preço a ser cobrado é de R$ 50. a altura do retângulo de área máxima é h(4) = 4.02 + 800.000. é um quadrado.C(x) = . com x µ 0. a função A tem valor máximo para x = -8/-2 = 4.1 .x£ + 5000x. 4 48. A(x) = -x£ + 8x + 128.

5 m£ 9. 12. p > 1 13. . (8 .2/3 ´ a < 0 10.Matemática I 8.1)] . c) m = 2 d) x = [Ë(y . Ocorreu dois anos após o início do replantio. Observe o gráfico a seguir b) Área máxima: 18 km£. (Ë13)/13 14. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 178 . m = -1 12. 1.m/2. a) V = [ .2 ou m µ 2. b) m ´ . (5t + 5) Ì A(t) = -2t£ + 8t + 10.1.800 metros quadrados 16.m£)/4]. 11. a) para todo x real b) para x = -1/2 15. a) A(t) =[(-2t/5) + 2] .

a) b ´ .4n . c) A população será exterminada na quinta semana. 26. a) 160 + 0. b) Após duas semanas a população de insetos será igual à inicial.00 b) R$ 5. b) O lucro é negativo para 0´x<100 e 500<x´600. a) Até 1 semana após a aplicação do pesticida. c) Devem ser vendidas 150 ou 450 peças. a) R$ 800.8R + 16 b) 4/™ 28. R$ 135. p(3) = 25 22. 19. Ð = 12 21.00 23. 10 m. 3 m 20.00 25. 32. 27.4Ë3 b) b = 8 33.50 31.4 m 24. R$ 2500. xy = 2. ™/4 30. a) n Æ Z tal que 5 < n < 13 b) 9 filhotes gerando 80 reais de lucro.4Ë3 ou b µ . a) O lucro é nulo para 100 peças ou para 500 peças. a) o desconto de 23 reais produz faturamento máximo.Matemática I 17. n=-2 29. a) ™R£ .002 n£ b) 10Ž dia 18. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 179 .

50 u 36. a) d = (1/150) . 34. a) Gasto = 120 + 10x . a = -4 f(x) = 9 Ì x = 1 35. b) Paulo pesa 56 quilos e Paula 54 quilos.ax + b b=4 b) a < 0. a) LT = .100 P£ + 300 P .000 reais. 450. 15 valores reais 43.Matemática I b) 7. 18 37. a) A altura de Cintia é 164 cm.v£) b) 600 km 40. a) altura máxima = -b/2a = -40/-10 = 4 s b) Observe o gráfico a seguir: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 180 .10x£ b) 1/2 m 41. (90000 . 39. 44.290 reais.20000 b) P = 15 45. a) f(0) = f(x) = x£ . 64 38. a) Pƒ = 364 b) m = 420 42.

b/a. b = .12)/a. (c + 12)/a = 2. (c .2 e 5 e a ( ii ) tem raízes 1 e 2. c = .12. Na equação ( i ).Matemática I 46. Em ambos os casos. Situação II 47. Logo.12)/a. Portanto: -b/a = 3. Temos duas equações: (i) ax£ + bx + c = 12 e (ii) ax£ + bx + c = . (0. 10 48. na ( ii ). R. o produto das raízes é (c . a) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 181 . 82 Função Modular 1.12)/a = -10. a) 4 s b) 8 m 49.8 2. 3.6. o produto é (c + 12)/a > (c .: a = 2. a equação ( i ) tem raízes . 8) 50. 9. a soma das raízes é . a) Observe o gráfico a seguir b) S = {x Æ IR | x < -6/7}.

5 u. 4.4|x-1| + 4 g(f(x)) = |x£ . Observe o gráfico a seguir: 6.a. Entre 10h e 11h. 5.Matemática I b) 5. a) f(g(x)) = |x-1|£ .4x + 3| b) gráficos: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 182 .

2) 12. -1. {x Æ IR* | -1 < x < 1} 13. F F V 16.2 ou x = 6 8. x = .092 9. x = 50 e x = 250 10.000 eleitores Candidato B = 400. S = {x Æ IR / x ´ -4 ou -1 < x ´ 1} 14. Observe a demonstração a seguir: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 183 . Q ¸ 5. V = {-2. 2Ë2) e (-2. 2} 11. (2Ë2. 1. F V F V Função Exponencial 1.Matemática I 7.000 eleitores 2. Candidato A = 200. a) S(I) = {x Æ IR / 8 ´ x ´ 15} S(II) = {x Æ IR / 1 ´ x ´ 10} Observe a figura a seguir: 15.

7. Após 18 horas restará 25 mg no organismo.Matemática I 3. 6 meses 4.5 °C IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 184 . A função seguinte explicita a quantidade f(t). t = 4 anos 6. em mg. a) 22. a) Observe a figura a seguir b) g(x) = logƒx£. do medicamento presente no organismo após t horas da ingestão. (x·0) 5.

e a distância até o ponto B é 25/32 <1 b) Observe o gráfico abaixo: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 185 . a) x = 0 ou x = -1 b) -12 < m ´0 11.(25/32) = 25575/32 m. a) ‘ = 54 e ’ = -1/90 b) 360 minutos 14.Matemática I b) aproximadamente 15 min 8. a) a = 1024 e b = 1/10 b) t(min) = 30 anos c) Observe o gráfico a seguir: 13. a) p(t) = F (0. a) A distância percorrida é 800 .81) b) 15 anos 12. a) a = 120 e b = -Øn 2 b) 3 m 15. 48 10. a) 10% b) 2 horas 9.

y = 3 ou x = 3. 17 24.3 26. a) 1 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 186 . taxa de inflação = 60% 19. a) f(t) = 100000 . b) Observe a demonstração a seguir: 21. y = 2 20. 03 22. uma vez que a função exponencial dada por f(x) = (1/2)Ñ é decrescente.Matemática I 16. x = 1 ou x = -1 18. x = 2. t b) 40 ratos por habitante 25. S = {0} 17. 03 23. 2 e g(t) = 70000 + 2000 . a) x = 3 b) x = . a) José cometeu o erro na última etapa do seu raciocínio.

a) 22. a) a = 120 e b = -Øn 2 b) 3 m 4. ou seja. Logo: a£Ñ®¢>(1/a)Ѥ Ì a£Ñ®¢>aÑ®¤ Ì 2x+1<-x+3 Ì x<2/3.29 × 10¢¦ km IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 187 . 7. x<x‚ Ì f(x> f(x‚). a) p(t) = F (0. -6 < x < 1 Função Logarítmica 1. V = ] -¶. a) f¢ : R*øë R onde f¢(x) = log‚ (2x) b) 5. diâmetro: 10cm b) 20cm 7. b + c + ad = 11 6.81) b) 15 anos 3. a) altura: 1 metro. 2/3 [ 28.Matemática I b) m = 1 ou m ´ 0 27. f(x) é estritamente decrescente pois 0<a<1.5 °C b) aproximadamente 15 min 2.

a) A = 50. n = 2 16. a) t = 100 b) Se (SB). a = 5 17. a) 1.5) b) Observe a figura a seguir: 12. respectivamente. B = 30 e n = 1/2 b) t = 1.3% b) 2 anos após a 1 entrega 14. Veja a expressão abaixo: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 188 . portanto (SB)+(SC)=SD 9.Matemática I 8. a) a = 80 000 b = ¢¡Ë(1. a) aproximadamente 33.4 meses ou 1 mês e 12 dias 13. (SC) e (SD) forem.b) = (SD). então: (SB) + (SC) = log³a + log³b = log³(a. 38 anos 11. as áreas hachuradas das figuras B. x = 10§ e y = 10¢ 18.000 habitantes b) x = 115/102 1 ¸ 1. C e D. 15 15.127 10.265.

862 minutos ou 13 minutos e 52 segundos. a) 64% IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 189 . aproximadamente. Observe a figura. 20. a) 22 ovelhas b) A partir de nove anos e meio. 25. 1/5 ´ x ´ 1 21.742. S = { 1/6 } 22. t = 13.250 habitantes b) 2.000 habitantes 24. 23.Matemática I 19. a) 362.

Matemática I b) t = 3 horas. Observe demonstração a seguir: 33. a) 512 b) A partir do dia 13 de abril.2. p = 28 27. 3 < x ´ 25/8 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 190 .5 36. a) n = 2. a + b. 26. 17 32. a) n = 2 k = 200 b) E = 900 28. 2 [ U ] 2. Dom g = {x Æ R | 1 < x < 2 ou 2 < x < 6} ou Dom g = ] 1. 6 [ 29. n = 5 30. a) T/S = 2/3 b) A menor taxa é do "Banco ZIG" 37. 35.5 b) x ¸ . 34. 28 000 anos. 31.

996. a) log (‘.4829.5 hora 47. 48. 40.’) = 1.04) = 0. a) 36% b) 1. 7 minutos 39. 1960 44. 42.80 b) 10 anos IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 191 . a) R$ 13.61 milhões de habitantes.4786. a) Rd’ = 120 + 10 .4829. a) T(4) = 29. S = {t Æ R | 32 ´ t ´ 80}. b) 1. 46.4814 e log³(304) = 2.2 b) x = 12 41. em milhões de habitantes. log³(3010) = 3.1°C.4800. b) 10©.04h. 45. log³(303) = 2. a) 1968 b) Em 1950 o país tinha aproximadamente 9. log³ I e I = 10¥ W/m£. a) log³(301) = 2.4786 e log³(302) = 2. b) log³(3. 2044 43. 125/13 ´ k ´ 17. 12 meses.Matemática I 38.

8. b) 202 5. 14 b) 21 c) 25 d) 72 2. v = ]3.c. -17. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 192 .3014 4. 385 km 9. 2520 8. a) 440 b) 10 3. O primeiro é: a = Ë2 . 20 b) S = . 14. 2(Ë2) -1 u. 8. 7. a) Observe a tabela a seguir.Matemática I 49. a) 375. a) -5. -11.(™/3) A razão é: r = 2™/3 6.4[ Progressões 1. a) V = {x Æ IR | 4 ´ x ´ 12} b) V = {x Å IR | 3 < x < 4 ou x > 12} 50. a) 6.

Para cada n Æ N.[(n .1)/3.1)£/3] = Logo = (2n . cruzar todas as n . seja SŠ o número máximo de subdivisões obtido com n retas. SŠ÷ + n regiões. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 193 .1 retas já existentes.3)/3 = 2/3. se temos n . a) ’ = 60° b) – = 90° e ‘ = 30° 13. passamos a ter. Então.1)/3 .(2n . n = 13 12. que. R$ 63.aŠ÷ = (2n .8 16. a) Seja SŠ a soma dos n primeiros termos da seqüência. b) a³³³ = 1999/3 14. onde p é o número de regiões atravessadas pela reta. 15. atravessa exatamente m + 1 regiões. ¯ n Æ Zø.8 e b = . A distância é de 18 km. podemos concluir que a seqüência é uma progressão aritmética de razão 2/3.10 11.0. Ora. no máximo. sempre é possível encontrar uma enésima que as intercepte (de fato: basta que o ângulo da nova reta com uma reta fixa seja diferente dos que as retas já dadas fazem com a mesma reta fixa) e não passe por nenhum dos pontos de interseção já existentes. se o plano está dividido em k regiões convexas e introduzimos uma nova reta. ao cruzar m retas (em pontos outros que os de interseção destas). inicialmente.1™n£ + 9.1)/3 e aŠ÷ = (2n . E como aŠ . Observemos. 18. aŠ = (2n .3)/3. a = 0.1 retas no plano.Matemática I b) n = 105 10. passamos a ter k + p regiões convexas. dadas n . 13 17. C(n) = 0. esta.9™n. que. Temos: aŠ = SŠ . Como a nova reta pode. onde n é o número de voltas dadas pelo tubo. ainda.SŠ÷ = (n£/3) .1 retas dividindo o plano em SŠ÷ regiões e introduzimos a enésima reta. Observemos. no máximo.

temos b = a + n. x Æ IN* IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 194 . 1. c.262. (3.500. 9) 25. a) 221 cm£. d = a + 3n. a³³ = 299 26. SŠ = 1 + (1 + 2 + 3 + . Como a. d estão em PA. c = a + 2n. 5. 22. 4.. para n = 37.e£ò®¤¾ = 0. obtemos Sƒ‡ = 704.. então. + n) = 1 + [(1 + n)n/2] e. Portanto.Matemática I Portanto. a) P‡ = 21 b) N = 15. b) f(x) = 2x£ + 2x + 1. 23. O peso total será de 7650g + 3300g = 10950g 24. 7. 19. 6. 20. 8. detA = e£ò®¤¾ . a) 63 b) duas maneiras 21. b. para algum número real n.

4 anos 30. ambas de razão 3. b) 3/22. a) Ë2. 56 e 64 anos IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 195 .aŠ. aŠ = a + (n . 38. temos c = b . 6Ë2. os termos gerais de uma PA e de uma PG. a) -2.4. 2Ë2. 24Ë2.aŠ.1 e n = . a) 101 emissoras.520. m = 5 e n = 7 ou m = . respectivamente. tg ’ = r£/(2 . 37. 3Ë2 33. n Æ IN*. a) F³ = 76 e FŠ = 8n .9 MHz 28. 12Ë2. 3 = a + 3n . Logo. Sejam aŠ e bŠ.1) .a .Matemática I D = IN* Im = {y | y = 2x£ + 2x + 1.r) 36. x Æ IN*}.5. 4Ë2. 49. encontramos b = 3 e a = 1. 27. b) 104. 8Ë2 e 48Ë2. Ë2 e aƒˆ= 2¢ª . 34. b) 10 000. tal que cŠ = bŠ .a = 8 Resolvendo o sistema. com bŠ = 3¾ e aŠ = 3n . canal de número 300. 29. a) 1996. R$ 3. Portanto. 3¾ ¢ Seja cŠ o termo geral da seqüência dada.3 = 5 => 3b . temos c‚ = 3b . 39 minutos 35.a = 2 n = 2. Para: n = 1.10 metros b) 2000/3 metros 31.2. cŠ = bŠ . b) aƒ‡ = 2¢© .3 e bŠ = b .00 32.

a) R$1. a) 405 coelhos b) 31 dias 42.10 b) R$1.000.000 habitantes b) x = 115/102 1 ¸ 1. 2/3 45. 39. (2/3)£¡ . 10 49. r = 2/3 44.334. a) (Ë2)/2 b) (1 + Ë2)/4 47.Matemática I 39.265.366 43.127 41. 50. O menor inteiro positivo que satisfaz a desigualdade é 14. R$ 12.00. a) 1.03 40. 20 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 196 .464. m 48. 46.