Matemática I

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PROF. RONALDO BARBOSA ALVIM


















MATEMÁTICA I














VITÓRIA
2009
Matemática I


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Governo Federal
Ministro de Educação
Fernando Haddad
CEFETES – Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo
Diretor Geral
Jadir José Péla
Diretor de Ensino
Dênio Rebello Arantes
Coordenadora do CEAD – Centro de Educação a Distância
Yvina Pavan Baldo
Coordenadoras da UAB – Universidade Aberta do Brasil
Yvina Pavan Baldo
Maria das Graças Zamborlini
Designer Instrucional
Jonathan Toczek Souza

Curso de Licenciatura em Informática
Coordenação de Curso
Giovany Frossard Teixeira
Professor Especialista/Autor
Ronaldo Barbosa Alvim

DIREITOS RESERVADOS
CEFET-ES – Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo
Av. Vitória – Jucutuquara – Vitória – ES - CEP - (27) 3331.2139
Créditos de autoria da editoração
Capa: Leonardo Tavares Pereira
Projeto gráfico: Danielli Veiga Carneiro
Iconografia: Moreno Cunha
Editoração eletrônica: [Nome de quem editou ou do próprio professor]
Revisão de texto:
Ilioni Augusta da Costa
Maria Madalena Covre da Silva
COPYRIGHT – É proibida a reprodução, mesmo que parcial, por qualquer meio, sem
autorização escrita dos autores e do detentor dos direitos autorais.

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Olá, Aluno(a)!






É um prazer tê-lo conosco.
O Cefetes oferece a você, em parceria com as Prefeituras e com o
Governo Federal, o Curso de Licenciatura em Informática, na modalidade
à distância. Apesar de este curso ser ofertado à distância, esperamos que
haja proximidade entre nós, pois, hoje, graças aos recursos da tecnologia
da informação (e-mails, chat, videoconferênca, etc.), podemos manter uma
comunicação efetiva.
É importante que você conheça toda a equipe envolvida neste curso:
coordenadores, professores especialistas, tutores à distância e tutores
presenciais. Assim, quando precisar de algum tipo de ajuda, saberá a
quem recorrer.
Na EaD - Educação a Distância - você é o grande responsável pelo
sucesso da aprendizagem. Por isso é necessário que se organize para os
estudos e para a realização de todas as atividades, nos prazos
estabelecidos, conforme orientação dos Professores Especialistas e
Tutores.
Fique atento às orientações de estudo que se encontram no Manual do
Aluno!
A EaD, pela sua característica de amplitude e pelo uso de tecnologias
modernas, representa uma nova forma de aprender, respeitando, sempre,
o seu tempo.
Desejamos a você sucesso e dedicação!



Equipe do IFES



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ICONOGRAFIA

Veja, abaixo, alguns símbolos utilizados neste material para guiá-lo em seus estudos.



Fala do professor.


Conceitos importantes. Fique atento!


Atividades que devem ser elaboradas por você, após a leitura dos textos.


Indicação de Materiais complementares, referentes ao conteúdo estudado.


Destaque de algo importante, referente ao conteúdo apresentado. Atenção!


Reflexão, Curiosidade ou outros conceitos referente ao conteúdo apresentado.


Espaço reservado para as anotações que você julgar necessárias.





Matemática I


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Olá
Meu nome é Ronaldo Barbosa Alvim, responsável pela disciplina Matemática I. Atuo
como professor do IFES no campus de Cachoeiro de Itapemirim. Sou graduado em
Matemática (2000) pela UFF, Especialista em Matemática e Estatística (2001) pela UFLA
e Mestre em Modelagem Computacional (2004) pela UERJ. Minhas áreas de interesse são:
Modelagem Matemática, Cálculo Numérico, Problemas Inversos, Probabilidade e
Estatística.
Nesta disciplina você conhecerá a teoria dos conjuntos, que é um tema central para vários
ramos da matemática e relacionado aos primórdios da matemática, sendo tratada a teoria
dos conjuntos de modo informal e não axiomática, irá estudar também as funções reais,
sendo capaz de realizar uma primeira análise gráfica, iniciando é claro seu estudo com um
enfoque mais geral, ou seja, o de relações entre conjuntos.
Comentários de natureza histórica estão presentes ao longo de todo o material, situando
você no tempo e conhecendo os grandes matemáticos que deixaram contribuições
marcantes em nossa evolução.
O material tem o intuito de ser um guia na orientação da disciplina de Matemática I onde
podemos ressaltar os pontos mais importantes da teoria que está sendo abordada, por meio
de exemplos de aplicações diversas tentando contextualizar a matemática em nossa vida,
pois de exemplos da vida que ela se iniciou. Um ponto importante para um bom curso de
Matemática e utilizar a bibliografia indicada, procurando mais exemplos e outras
abordagens que poderemos discutir nos fóruns. Quando estudarmos funções reais será
interessante e necessário o uso de algum visualizador gráfico, no mercado existem vários
pacotes famosos como Maple e Matlab, mas vamos optar por utilizar um software livre, o
Winplot, onde seu download estará disponível em nosso ambiente.
Cada capítulo é acompanhado de exercícios que devem ser resolvidos e enviados pelo
ambiente moodle, quando solicitados, onde serão avaliado, os gabaritos de todas as
atividades encontram-se no final do material. Lembre-se que estas atividades possuem
tempo determinado de entrega, levando vocês a criarem o hábito de estudo contínuo,
importante em qualquer aprendizado e indispensável no ensino a distância.
Concluo, desejando a todos muito sucesso!
Prof. Ronaldo Barbosa Alvim
Matemática I


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Sumário
1. CONJUNTOS E SUBCONJUNTOS ........................................................................................................................... 7
1.1. NOTAÇÃO ........................................................................................................................................................ 7
1.2. CONJUNTOS FINITOS E INFINITOS ........................................................................................................................ 8
1.3. IGUALDADE DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 98
1.4. CONJUNTO NULO .......................................................................................................................................... 9
1.5. SUBCONJUNTOS ............................................................................................................................................ 9
1.6. SUBCONJUNTO PRÓPRIO ........................................................................................................................... 80
1.7. COMPARABILIDADE ................................................................................................................................... 80
1.8. TEOREMA DA DEMONSTRAÇÃO .............................................................................................................. 80
1.9. CONJUNTOS DE CONJUNTOS ...................................................................................................................... 8
1.10. CONJUNTO UNIVERSAL ............................................................................................................................... 8
1.11. CONJUNTO DE POTÊNCIA .............................................................................................................................. 81
1.12. CONJUNTOS DISJUNTOS ............................................................................................................................ 82
1.13. DIAGRAMAS DE VENN ............................................................................................................................... 82
1.14. DIAGRAMAS DE LINHA .............................................................................................................................. 83
1.15. DESENVOLVIMENTO AXIOMÁTICO DA TEORIA DOS CONJUNTOS ................................................. 83

CAPÍTULO 2 -OPERAÇÕES DE CONJUNTOS ........................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 3 -RELAÇÕES E FUNÇÕES ...................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 4 -FUNÇÃO LINEAR ...............................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 5 -FUNÇÃO QUADRÁTICA....................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 6 -FUNÇÃO MODULAR ..........................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
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2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 7 -FUNÇÃO EXPONENCIAL..................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 8 -FUNÇÃO LOGARTIMICA .................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 9 -PROGRESSÕES ...................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8


GABARITOS .....................................................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

REFERÊNCIAS .................................................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
ANEXOS.............................................................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
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1. CONJUNTOS E SUBCONJUNTOS

Prezado aluno,
Começaremos nossa primeira aula estudando a fundamental
teoria dos conjuntos primeiramente concebida pelo
matemático do século XIX Georg Cantor, estudo que
tratava da teoria das Séries Trigonométricas. Seu trabalho
inicialmente não foi aceito pela comunidade acadêmica
mais influenciou profundamente matemáticos e estudiosos
do século XX. Em geral, esta disciplina gera pré-requisitos,
ou seja, a compreensão dos conceitos estudados em uma
aula é a base para o entendimento das aulas posteriores.
Bom estudo!
1.1. Notação
Em geral representamos conjuntos listando seus elementos entre chaves e o
denominando por uma letra maiúscula, como no exemplo abaixo:
A = {a,b,c,d,e,f}
Observe que seus elementos são separados por vírgula e em geral
representados por letras minúsculas.
Quando o conjunto possui um número muito grande de elementos podemos
simplificar sua notação utilizando reticências ... , dando o sentido de
continuação. Veja sua utilização no exemplo abaixo:
B = {1,5,9,13,...,21,25,29}
Esta forma de notação de conjunto é chamada de forma tabular, que como
vimos exibe os elementos do conjunto. Mas podemos representar um
conjunto pela propriedade que seus elementos possuem em comum, evitando
desta maneira escrever por extenso os elementos do conjunto. Veja o
exemplo:
C={x/x é consoante} que é equivalente a dizer C={a,e,i,o,u}
Quando um conjunto possui elementos repetidos, não é necessário
representá-los mais de uma vez. Para ilustrar no exemplo abaixo, vamos
representar o conjunto das letras da palavra CONTATO
D={c,o,n,t,a}

George Cantor
(1845-1918)
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Como vimos podemos representar um conjunto por uma propriedade, mas
podemos destacar uma propriedade que não caracteriza um conjunto. Um
paradoxo que caracteriza é atribuído ao matemático Bertrand Russel, o
famoso paradoxo do Barbeiro. Observe:

Em uma aldeia onde, todos os dias, um barbeiro faz a barba de todos os
homens que não barbeiam a si próprios e a mais ninguém. Quem barbeia o
barbeiro?
Concluímos que, se o barbeiro se barbear, então ele não barbeia a si próprio,
e se ele se não se barbear, então ele se barbeia.
Perceba que o paradoxo é equivalente a proposição de que existe o conjunto
que contém todos os conjuntos.
Relação de Pertinência
A relação entre elemento e conjunto é conhecida como relação de
pertinência que simbolizamos por ∈ “pertence” e ∉ “não pertence”. Por
exemplo
Maçã ∈ {Laranja, Melão, Maçã, Uva}
Carro ∉{Cafeteira, Liquidificador, Batedeira, Forno de microondas}
1.2. Conjuntos Finitos e Infinitos
Os conjuntos finitos possuem um número definido de elementos, ou seja, sua
contagem chega a um final, o oposto o classificamos como conjunto infinito
O conjunto A é um conjunto infinito
A={2,6,10,14,18,...}
O conjunto B é um conjunto finito
B={x/x é uma rua do Brasil}

Bertrand Russel
(1845-1918)
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Perceba que embora o conjunto B seja difícil de ser enumerado, mesmo
assim, é um conjunto finito.
1.3. Igualdade de Conjuntos
Dois conjuntos são iguais se e somente se possuem os mesmos elementos,
não necessariamente na mesma ordem, observe os exemplos:
Seja A={φ , β , γ ,ϑ , ρ ,ϖ }, B={ϖ , γ ,τ , ξ , µ } e
C={ ρ ,ϑ , β , φ , γ ,ϖ }, logo
A = C “A é igual a C”
A≠ B “A é diferente de B”
Ou seja, cada elemento que pertence a A, pertence também a B, e cada
elemento que pertence a B pertence também a A.
1.4. Conjunto Nulo
O conjunto nulo é também chamado de conjunto vazio, utilizamos o símbolo
∅ ou { } para simbolizá-lo. O Conjunto vazio é o conjunto que não possui
nenhum elemento. Os conjuntos abaixo são exemplos de conjuntos nulos.
A={x/x é professor da Licenciatura em Informática com mais de 150 anos}
B={x/x é um número natural menor que 30 e maior que 50}


Cuidado!
Vários alunos utilizam de forma errônea o símbolo {∅} para
simbolizar conjunto vazio, sendo que o significado do que
está escrito não passa de um simples conjunto unitário.

1.5. Subconjuntos
As relações de inclusão auxiliam muito na introdução do conceito de
subconjunto, pois a utilizamos para relações entre conjuntos ou entre
subconjuntos e conjuntos. Os símbolos são
⊂ lê-se “está contido”
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⊄ lê-se “não está contido”
⊃ lê-se “contém”
⊇ lê-se “não contém”
Seja A = {1,2,3}
Então {1,2} ⊂ A ou A ⊃ {1,2}
Utilizando a notação acima se B é subconjunto de C então podemos registrar
B ⊂ C, sendo que todo elemento do conjunto B seja também elemento do
conjunto C. Logo diremos que B ⊄ C se B possuir algum elemento que não
pertence ao conjunto C.
1.6. Subconjunto Próprio
Como cada conjunto A é um subconjunto de si mesmo, denominamos B de
subconjunto próprio de A. Se primeiramente B for subconjunto de A e,
segundo, não é igual a A. Concluindo
B ⊂ A e B ≠ A
Alguns autores utilizam uma notação diferenciada
B ⊆ A para “B é subconjunto de A”
B ⊂ A para “B é subconjunto próprio de A”
1.7. Comparabilidade
Dizemos que dois conjuntos são comparáveis quando pelo menos um está
contido no outro, ou seja, A ⊂ B ou B ⊂ A.
1.8. Demonstração
A demonstração em Matemática tem sido abandonada das aulas de ensino
fundamental e médio e praticamente extinta de grande parte dos livros
didáticos, este hábito descaracteriza como a Matemática torna verdadeira
suas afirmações, assim desestimulando o aluno ao seu aprendizado,
encontrando os conceitos resumidos a fórmulas prontas, dando ao aluno a
sensação de impotência, de ser capaz de entender como aquelas idéias foram
concebidas. O rigor das demonstrações matemáticas é a que distingue de
outras ciências. Pense nisso, pois você amanhã será um professor; estamos
num curso de licenciatura, e não devemos retirar de nossas aulas
experiências que levem a formação de alunos críticos.
Matemática I


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Teorema sobre conjuntos:

Se A é um subconjunto de B, e se B é um subconjunto de C,
logo A é um subconjunto de C, ou seja,
A ⊂ B e B ⊂ C, então A ⊂ C
1.9. Conjuntos de Conjuntos
A expressão conjuntos de conjuntos, utilizada para representar conjuntos
exclusivamente formadas por conjuntos é freqüentemente substituída por
família de conjuntos ou classe de conjuntos.
Simbolizamos famílias de conjuntos geralmente por letras manuscritas como
A,B,...
Um caso muito raro na teoria de conjuntos são conjuntos formados de
membros que são conjuntos e outros que não são conjuntos. Veja o exemplo
A = {7,{1,2,8},{5,9},12}
Observe que o conjunto A não é uma família de conjuntos, pois alguns de
seus membros são conjuntos e outros não.
1.10. Conjunto Universal
A concepção do conjunto Universo, foi realizada pelo brilhante matemático
Augustus De Morgan (1806-1871). O conjunto universo é o conjunto de
todos os elementos de interesse para o problema que estamos tratando.
1.11. Conjunto de Potência
É possível quantificarmos quantos subconjuntos possui um conjunto sem ser
necessário exibi-los um a um. O família de todos os subconjuntos de um
conjunto A é denominada, conjunto de potência de A, ou, conjunto das
partes do conjunto A.
Por exemplo, seja A = {1,2,3}
Então 2
A
= {{1},{2},{3},{1,2},{1,3},{2,3},{1,2,3},∅}}.
Algumas observações são importantes de serem realizadas:

Augustus D. Morgan
(1806-1871)
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- O conjunto vazio é subconjunto do conjunto A, como é subconjunto de
qualquer conjunto;
- O conjunto A é subconjunto dele mesmo;
- Se utilizarmos a expressão 2
n
, sendo n o número de elementos do conjunto
inicial A, teremos o número de subconjuntos de A;
A possui 3 elementos, logo, 2
3
= 8, que é o número de subconjuntos do
conjunto A.
1.12. Conjuntos Disjuntos
Alguns conjuntos não possuem nenhum elemento em comum estes conjuntos
são denominados conjuntos disjuntos.
A = {r,w,t,v} e B = {ϕ,λ,θ}, são conjuntos disjuntos, pois não conseguimos
encontrar nenhum elemento que pertença ao conjunto A e também ao
conjunto B.
Diferente do exemplo abaixo:
C = {k,l,x,τ} e D = {a,f,h,τ}, note que τ ∈ C e τ ∈D, logo C e D, não são
conjuntos disjuntos.
1.13. Diagrama de Venn
O matemático inglês John Venn (1834-1923), criou uma representação
visual para os conjuntos, onde delimitamos os conjuntos por áreas no plano
onde se facilita muito o trabalho de se relacionar conjuntos.
O conjunto A = {1,4,7,10} é representado abaixo pelo diagrama de Venn










A

John Venn
(1834-1923)
.1 .4

.7
.10
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A relação de inclusão C ⊂ D é representada também pelo diagrama de Venn
abaixo





1.14. Desenvolvimento Axiomático da Teoria dos
Conjuntos
Para iniciarmos um desenvolvimento axiomático em qualquer área da
Matemática, necessitamos de termos indefinidos e relações indefinidas, em
que se encaixa a teoria dos conjuntos, pois elemento e conjunto são termos
indefinidos e “elemento pertence a um conjunto” é uma relação indefinida.
Logo:

Axioma da Extensão:
Dois conjuntos A e B são iguais se cada elemento de pertence também a B e cada
elemento em B pertence a A.
Axioma de Especificação:
Seja P(x) uma proposição qualquer e seja A um conjunto qualquer. Existe assim um
conjunto
B = {a/a ∈A, P(a) é verdadeiro}
Observe que P(x) é uma sentença variável para a qual P(a) é verdadeiro ou falso para
qualquer a ∈ A.
Axioma da Extensão:
Dois conjuntos A e B são iguais se cada elemento de pertence também a B e cada
elemento em B pertence a A.
Axioma de Especificação:
Seja P(x) uma proposição qualquer e seja A um conjunto qualquer. Existe assim um
conjunto
D

C
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B = {a/a ∈A, P(a) é verdadeiro}
Observe que P(x) é uma sentença variável para a qual P(a) é verdadeiro ou falso para
qualquer a ∈ A.


1.15. Operações com Conjuntos
1.15.1. União de Conjuntos

Simbolizamos a união de dois conjuntos por A∪B, conjunto este formado
pelos elementos pertencentes a A ou pertencentes a B. Veja o exemplo:
Sendo A = {1,2,3,5,6} e B = {5,6,7,8,9}, temos:
B A∪ = {1,2,3,5,6,7,8,9}
Observe que não devemos simbolizar mais de uma vez na união os
elementos comuns aos dois conjuntos.
A união de conjuntos é comutativa pois A B B A ∪ = ∪
{ } B x ou A x x B A ∈ ∈ = ∪ /

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1.15.2. Interseção de Conjuntos

Entendemos como interseção de conjuntos a operação que identifica quais
elementos são comuns entre os conjuntos. Veja o exemplo:
Sendo A = {1,2,3,5,6} e B = {5,6,7,8,9}, temos:
B A∩ = {5,6}
Como é obvio de se observar a interseção de conjuntos é uma operação
comutativa, pois B A B A ∩ = ∩
1.15.3. Diferença de Conjuntos

Um grande erro ao executar essa operação é entendê-la com o objetivo de
simplesmente mostrar o que é diferente aos dois conjuntos, sendo que a
correta leitura é identificar o que é exclusivo do primeiro conjunto. Veja o
exemplo:
Sendo A = {1,2,3,5,6} e B = {5,6,7,8,9}, temos:
A-B = {1,2,3}, ou seja, os elementos que são exclusivos do conjunto A;
B-A = {7,8,9}, ou seja, os elementos que são exclusivos do conjunto B.
Observe que a diferença de conjuntos não é comutativa pois A B B A − ≠ − .
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1.15.4. Complementar de um Conjunto
Dado o universo U = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9} e o conjunto A = {1,3,5,7},
dizemos que o complementar de A em relação a U é {0,2,4,6,8,9}, ou seja, é
o conjunto formado pelos elementos de U que não pertencem a A.

Cuidado!
O complementar de um conjunto só tem sentido quando
fixamos um conjunto universo U.

De um modo geral, dado um conjunto A de um certo universo U, chama-se
complementar de A em relação a U o conjunto formado pelos elementos de
U que não pertencem a A; indica-se
A
U
C ou
c
A ou A.
Logo, { } A x e U x x A
c
∉ ∈ = /


Propriedades
- ( ) A A
c
c
= para todo U A ⊂ (o complementar do complementar de um conjunto A é o
próprio conjunto A).
- Se B A ⊂ , então
c c
A B ⊂ (se um conjunto está contido em outro, seu complementar
contém o complementar desse outro). Escrevendo de outra forma:
c c
A B B A ⊂ ⇒ ⊂

1.15.5. Relação entre União e Interseção de Conjuntos
( ) ( ) ( ) ( ) B A n B n A n B A n ∩ − + = ∪
Exemplo:
Numa pesquisa de opinião pública sobre dois jornais A e B, obtemos o
seguinte resultado:
- 70% dos entrevistados lêem o jornal A;
- 60% dos entrevistados lêem o jornal B.
Qual o percentual de entrevistados lê os dois jornais, sendo que todos
entrevistados lêem pelo menos um dos jornais A e B?
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( ) ( ) ( ) ( )
( )
( )
( ) % 30
% 100 % 130
% 60 % 70 % 100
= ∩
− = ∩
∩ − + =
∩ − + = ∪
B A n
B A n
B A n
B A n B n A n B A n

1.15.6. Produto Cartesiano
Dados os conjuntos A e B, chama-se produto cartesiano A com B, ao conjunto
AxB, formado por todos os pares ordenados (x,y), onde x é elemento de A e y é
elemento de B, ou seja ( ) { } B y ou A x y x AXB ∈ ∈ = / ,
Exemplo
Dados A={a,b,c,d} e B={1,2,3}, o produto cartesiano AxB, terá 12 pares
ordenados e será dado por:
AxB = {(a,1),(a,2),(a,3),(b,1),(b,2),(b,3),(c,1),(c,2),(c,3),(d,1),(d,2) ,(d,3)}



1.16. Conjuntos Numéricos
Neste tópico, estudaremos os conjuntos em que seus elementos são números.
Por isso, denominamos conjuntos numéricos. Perceba que em cada um
deles, os elementos têm características em comum. Farão parte deste breve
estudo os conjuntos dos números naturais, dos inteiros, dos racionais, dos
irracionais e, por último o conjunto dos números reais.
1.16.1. Conjunto dos Números Naturais
“Deus criou os números naturais. O resto é obra dos homens.”
(Leopold Kronecker)


Giuseppe Peano
(1858-1932)

Leopold Kronecker
(1823-1891)
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As afirmações abaixo são conhecidas como axiomas de Peano. Tudo o que
se sabe sobre os números naturais pode ser demonstrado como conseqüência
desses axiomas.


Propriedades:
- Todo número natural tem um único sucessor;
- Números naturais diferentes têm sucessores diferentes;
- Existe um único número natural, chamado um e representado pelo símbolo 1, que não
é sucessor de nenhum outro;
- Seja X um conjunto de números naturais (isto é, N X ⊂ ). Se X ∈ 1 e se, além disso,
o sucessor de todo elemento de X ainda pertence a X, então X = N.


1.16.2. Conjunto dos Números Inteiros
O conjunto dos números inteiros é representado por:
Z = {...,-4,-3,-2,-1,0,1,2,3,4,...}
Destacamos os seguintes subconjuntos de Z:
- N, pois Z N ⊂ .
- { } 0
*
− = Z Z ou
*
Z = {...,-4,-3,-2,-1,1,2,3,4,..}
Observe que o símbolo (*), exclui o número “0” (zero).


Curiosidade!
O símbolo dos inteiros Z é a primeira letra da palavra ZAHI,
que em alemão significa número.

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1.16.3. Conjunto dos Números Racionais
Ao incluirmos as frações não aparentes positivas e negativas ao
conjunto dos inteiros, obtemos o conjunto dos números racionais que
simbolizamos por Q. Veja então exemplos de números racionais:
. ,
4
3
,
2
1
, 0 ,
2
1
, 2 ,
4
3
, 5 etc − − − −
Lembre-se que todo racional pode ser escrito na forma
b
a
, com
0 , ≠ ∈ ∈ b e Z b Z a

Curiosidade!
O símbolo dos racionais Q tem origem da palavra quociente.
Existem três formas de decimais que são gerados de frações, que
temos o hábito de chamá-las frações geratrizes, são eles os decimais
exatos, dízimas periódicas simples, dízimas periódicas compostas.
Vamos, agora, ver como podemos transformar decimais em suas
respectivas frações geratrizes:
Decimais Exatos
Para extrair a fração geratriz de um decimal exato, basta
eliminarmos a vírgula e dividimos o número encontrado por uma
potência de 10, com o número de zeros equivalente a quantidade de
casas decimais do decimal original. Veja:
2
25
10
125
5 , 12 = =
Dízima Periódica Simples
Para extrair a fração geratriz de uma dízima periódica simples,
devemos dividir os números após a vírgula por um número formado
unicamente pelo algarismo “9”, na quantidade de algarismos que se
repetem na dízima original. Veja:
11
4
99
36
... 363636 , 0
9
7
... 7777 , 0
= =
=

Vamos agora mostrar um exemplo onde a dízima periódica simples
possui valores diferentes de zero a esquerda da vírgula (números inteiros).
Neste caso, devemos utilizar o velho conceito de número misto. Veja:
Matemática I


21
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9
31
9
4
3 ... 4444 , 3 = =
Para sairmos de um número misto acima foi feita a operação (3 X 9 + 4 =
31) e repetimos o denominador.

99
409
99
13
4 ... 131313 , 4 = =
Dízima Periódica Composta
O que diferencia uma dízima periódica simples, de uma dízima periódica
composta é o fato de a dízima composta possuir após a vírgula parte não
periódica e periódica, diferente da simples, que após a vírgula possui apenas
parte periódica.
Veja que “13” representa a parte não-periódica e “26” a parte periódica.
... 13262626 , 0
Aprenderemos como encontrar a fração geratriz de uma dízima periódica
composta .
Devemos escrever no numerador o número representado até o início da
primeira repetição e após devemos subtrair a parte não periódica após a
vírgula, no denominador devemos escrever um algarismo “9” para cada
algarismo que se repita na dízima, e um algarismo “0” para cada algarismo
que não se repita após a vírgula. Veja a extração da fração geratriz da
dízima acima:
9900
1313
9900
13 1326
... 13262626 , 0 =

=
Se existir um número inteiro à esquerda, devemos proceder da mesma forma
que aprendemos na dízima periódica simples, ou seja, utilizando número
misto.
990
4309
990
349
4
990
3 352
4 ... 3525252 , 4 = =

=

Matemática I


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Atenção!
Uma outra notação correta para dízima periódica é
escrevermos um traço sobre a parte periódica da dízima.
79 4 , 23 ... 47979 , 23 = (Dízima Periódica Composta)
47 , 2 ... 474747 , 2 = (Dízima Periódica Simples)


1.16.4. Conjunto dos Números Irracionais
Você viu no tópico anterior que existem três tipos de decimais que
pertencentes ao conjunto dos racionais, pois podem ser escritos na forma de
uma fração. Mas os decimais infinitos e não-periódicos não podem ser
escritos na forma de uma fração; estes são conhecidos como irracionais.
Veja o exemplo:
... 7320508 , 1 3
... 4142135 , 1 2
=
=

Existem dois números irracionais muito conhecidos no meio científico. Em
função disso, receberam nomes e simbologias diferenciadas:
O Número Pi
... 1415926535 , 3 = π
O Número de Euler
... 718 , 2 = e
1.16.5. Conjunto dos Números Reais
O conjunto dos números reais é obtido da união do conjunto dos números
racionais e irracionais, ou seja, I Q R ∪ = .
Os números racionais não são suficientes para esgotar todos os pontos da
reta real. Números como 5 não era alcançado com os números racionais,
mas agora temos uma relação biunívoca, ou seja, todo ponto da reta é
representado por um único número real, assim como, cada número real
representa um único ponto da reta.

Leonhard Euler
(1707-1783)
Matemática I


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Cuidado!
É comum escutarmos nos meios de comunicação,
principalmente na televisão, pessoas utilizando a palavra
incomensurável em frases do tipo:
“Existia um número incomensurável de pessoas no protesto.”
Deviríamos dizer incontável, ficando assim:
“Existia um número incontável de pessoas no protesto”
Pode aparentar ser a mesma coisa, mas em Matemática
incomensurável é uma relação entre duas grandezas de
mesma espécie, ou seja, nada será incomensurável se não
comparado com outro objeto (grandeza) de sua mesma
espécie.

O diagrama abaixo relaciona os conjuntos numéricos que estudamos até este
momento:

Todos os números naturais, inteiros, racionais e irracionais, são números
reais.



Matemática I


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Atividades



1. Uma pesquisa de mercado sobre o consumo de três marcas A, B e
C de um determinado produto apresentou os seguintes resultados:

A - 48% A e B - 18%
B - 45% B e C - 25%
C - 50% A e C - 15%
nenhuma das 3 - 5%

a) Qual é a porcentagem dos entrevistados que consomem as três
marcas A, B e C?
b) Qual é a porcentagem dos entrevistados que consomem uma e
apenas uma das três marcas?

2. (Universidade Federal do Paraná - 97)
Foi realizada uma pesquisa para avaliar o consumo de três produtos
designados por A, B, C. Todas as pessoas consultadas responderam
à pesquisa e os resultados estão indicados no quadro a seguir:




Observação: O consumidor de dois produtos está incluído também
como consumidor de cada um destes dois produtos. Com base
nestes dados, calcule o número total de pessoas consultadas.

3. Sendo A = {2, 3, 4, 5, 9}, B = {2, 3, 7, 8, 10} e C = {2, 3, 4}, faça o
diagrama das reuniões a seguir, hachurando as regiões
correspondentes
a) A » B
b) A » C

Matemática I


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4. Complete com os símbolos: Æ, È, Å, Ä, ¿ ou não está contido as
sentenças a seguir, de forma a torná-las todas verdadeiras:
a) 5 _____ { 2, 3, 4, 5, 6, 7}
b) {7, 9} _____ {1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}
c) ¹ _____ 8
d) {5, 7} _____ {5}
e) 7 È {5, 6, _____, 8, 9}

5. Se um conjunto Z tem apenas 32 subconjuntos, quantos elementos
tem esse conjunto Z?

6. Monte um conjunto A e um conjunto B, sabendo-se que A tem
apenas 2 elementos, que B tem pelo menos 3 elementos e que A »
B Å H, sendo

H = {1, 3, 4, 8, 16, 24, 40}

7. Se A, B e C são três conjuntos onde n(A) = 25, n(B) = 18, n(C) =
27, n(A º B) = 9, n(B º C) = 10, n(A º C) = 6 e n(A º B º C) = 4,
(sendo n(X) o número de elementos do conjunto X), determine o valor
de n ((A » B) º C).

8. Em uma turma de 60 alunos, 21 praticam natação e futebol, 39
praticam natação e 33 praticam futebol.
a) Qual a porcentagem de alunos que praticam um, e somente um,
desses esportes?
b) Qual a porcentagem de alunos que não praticam nenhum desses
esportes?

9. Numa pesquisa de mercado, verificou-se que 150 pessoas utilizam
pelo menos um dos produtos B ou C. Sabendo que 95 dessas
pessoas não usam o produto C e 25 não usam o produto B, qual é o
número de pessoas que utilizam os produtos B e C?

10. Um trem viajava com 242 passageiros, dos quais:
- 96 eram brasileiros,
- 64 eram homens,
- 47 eram fumantes,
- 51 eram homens brasileiros,
- 25 eram homens fumantes,
- 36 eram brasileiros fumantes,
- 20 eram homens brasileiros fumantes.

Calcule:
a) o número de mulheres brasileiras não fumantes;
b) o número de homens fumantes não brasileiros;
c) o número de mulheres não brasileiras, não fumantes.

Matemática I


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11. Considere um grupo de 50 pessoas que foram identificadas em
relação a duas categorias: quanto à cor dos cabelos, louras ou
morenas; quanto à cor dos olhos, azuis ou castanhos. De acordo com
essa identificação, sabe-se que 14 pessoas no grupo são louras com
olhos azuis, que 31 pessoas são morenas e que 18 têm olhos
castanhos.

Calcule, no grupo, o número de pessoas morenas com olhos
castanhos.

12. Em uma escola, foi feita uma pesquisa entre 320 alunos para
verificar quantos falam inglês ou espanhol.

O resultado foi o seguinte:
- 45 não falam esses idiomas
- 250 falam inglês
- 180 falam espanhol

Quantos dos alunos entrevistados falam esses dois idiomas?

13. As marcas de cerveja mais consumidas em um bar, num certo
dia, foram A, B e S. Os garçons constataram que o consumo se deu
de acordo com a tabela a seguir:



a) Quantos beberam cerveja no bar, nesse dia?
b) Dentre os consumidores de A, B e S, quantos beberam apenas
duas dessas marcas?
c) Quantos não consumiram a cerveja S?
d) Quantos não consumiram a marca B nem a marca S?

14. Dos 135 funcionários de uma empresa localizada em Niterói, 2/3
moram na cidade do Rio de Janeiro. Dos funcionários que moram na
cidade do Rio de Janeiro, 3/5 usam ônibus até a estação das barcas
e, em seguida, pegam uma barca para chegar ao trabalho. Sabe-se
que 24 funcionários da empresa usam exclusivamente seus próprios
Matemática I


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automóveis para chegar ao trabalho, sendo que 1/3 destes não mora
na cidade do Rio de Janeiro. Os demais funcionários da empresa
usam somente ônibus para chegar ao trabalho.
Determine:
a) o número de funcionários da empresa que usam somente ônibus
para chegar ao trabalho;
b) o número de funcionários da empresa que usam somente ônibus
para chegar ao trabalho e que não moram na cidade do Rio de
Janeiro.

15. Numa pesquisa de mercado, foram entrevistados consumidores
sobre suas preferências em relação aos produtos A e B. Os
resultados da pesquisa indicaram que:

- 310 pessoas compram o produto A;
- 220 pessoas compram o produto B;
- 110 pessoas compram os produtos A e B;
- 510 pessoas não compram nenhum dos dois produtos.

Indique o número de consumidores entrevistados, dividido por 10.

16. Uma amostra de 100 caixas de pílulas anticoncepcionais
fabricadas pela Nascebem S.A. foi enviada para a fiscalização
sanitária.
No teste de qualidade, 60 foram aprovadas e 40 reprovadas, por
conterem pílulas de farinha. No teste de quantidade, 74 foram
aprovadas e 26 reprovadas, por conterem um número menor de
pílulas que o especificado.
O resultado dos dois testes mostrou que 14 caixas foram reprovadas
em ambos os testes.
Quantas caixas foram aprovadas em ambos os testes?

17. Um clube oferece a seus associados aulas de três modalidades
de esporte: natação, tênis e futebol. Nenhum associado pôde se
inscrever simultaneamente em tênis e futebol, pois, por problemas
administrativos, as aulas destes dois esportes serão dadas no mesmo
horário. Encerradas as inscrições, verificou-se que: dos 85 inscritos
em natação, 50 só farão natação; o total de inscritos para as aulas de
tênis foi de 17 e, para futebol, de 38; o número de inscritos só para as
aulas de futebol excede em 10 o número de inscritos só para as de
tênis.

Quantos associados se inscreveram simultaneamente para aulas de
futebol e natação?

18. Os 87 alunos do 3¡. ano do ensino médio de uma certa escola
prestaram vestibular para três universidades: A, B e C. Todos os
alunos dessa escola foram aprovados em pelo menos uma das
Matemática I


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universidades, mas somente um terço do total obteve aprovação em
todas elas. As provas da universidade A foram mais difíceis e todos
os alunos aprovados nesta foram também aprovados em pelo menos
uma das outras duas.
Os totais de alunos aprovados nas universidades A e B foram,
respectivamente, 51 e 65. Sabe-se que, dos alunos aprovados em B,
50 foram também aprovados em C. Sabe-se também que o número
de aprovados em A e em B é igual ao de aprovados em A e em C.

Quantos alunos foram aprovados em apenas um dos três vestibulares
prestados? Justifique.

19. Uma pesquisa sobre os grupos sangüíneos ABO, na qual foram
testadas 6000 pessoas de uma mesma raça, revelou que 2527 têm o
antígeno A, 2234 o antígeno B e 1846 não têm nenhum antígeno.
Nessas condições, qual é a probabilidade de que uma dessas
pessoas, escolhida aleatoriamente, tenha os dois antígenos?

20. Um grupo de alunos de uma escola deveria visitar o Museu de
Ciência e o Museu de História da cidade. Quarenta e oito alunos
foram visitar pelo menos um desses museus. 20% dos que foram ao
de Ciência visitaram o de História e 25% dos que foram ao de História
visitaram também o de Ciência.
Calcule o número de alunos que visitaram os dois museus.

21. Dados os subconjuntos de IR calcule: (faça o gráfico)

A = {x Æ IR / -2 ´ x < 3};
B = {x Æ IR / 1 ´ x < 4};
C = {x Æ IR / x < 0}

a) A » B
b) A º B
c) (A º C) º B

22. Complete as sentenças a seguir com os símbolos referentes às
funções contém, não contém, contido, não contido de forma a tornar
todas elas verdadeiras:


Matemática I


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23. Classifique em V ou F:




24. Usando Æ ou È complete:




25. Obtenha as geratrizes das seguintes dízimas periódicas. Use o
dispositivo prático.
a) -2,0313131....
b) 5,121212....

26. Complete com os símbolos Å, Ä, Æ, È de modo a tornar
verdadeira cada uma das sentenças a seguir:




27. Complete as sentenças a seguir com os símbolos apropriados
(pertinência, não pertinência, continência, não continência, contido e
não contido), para torná-las todas verdadeiras.
Matemática I


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28. Escreva na forma de fração m/n a soma 0, 2222... + 0, 23333....

29. Sabe-se que o número A = 2Ñ . 3Ò . 5ö . 31 é o mínimo múltiplo
comum dos números 2480 e 1500. Determine a soma x + y + b + t.

30. Se 1/[(1/3) + (1/4)] = p/q, onde p e q são números inteiros
positivos relativamente primos, determine p+q.

31. Seja A/B, com A e B inteiros primos entre si, a fração geratriz da
dízima periódica 4,373737.... Indique a soma dos algarismos de A.





[1]LIPSCHUTZ, S. Teoria dos Conjuntos. Ed McGraw-Hil do Brasil, Ltda, 5. Ed, 1973.
[2] FRANCO DE SOUZA, A.J. Teoria de Conjuntos Intuitiva e Axiomática. . Ed. Livraria
Escolar.




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Matemática I


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Matemática I


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2. RELAÇÕES E FUNÇÕES

As necessidades do homem, com os mais variados propósitos, fizeram dele, através dos
tempos, um estudioso dos problemas naturais, bem como de suas causas e efeitos.
Essa busca nos fez perceber que tudo e todos estão relacionados de tal forma que nenhum
efeito tem origem numa única causa.
Para perceber essa relação vamos usar como exemplo uma flor, que aos olhos de um
admirador representa a beleza, o amor e a paz e aos olhos de um sensível observador, a
imagem de nosso mundo, cofatores individuais, físicos, econômicos, humanos e sociais.
Na linguagem do dia-a-dia é comum ouvirmos frases como: “Uma coisa depende da outra”
ou “Uma está em função da outra”. Não é raro também abrirmos revistas ou jornais e
encontrarmos gráficos, sobre os mais variados assuntos, mostrando a dependência entre os
fatores em estudo.
A ideia de um fator variar em função de outro e de se representar essa variação por meio de
gráficos, de certa forma, já se tornou familiar em nossos dias. No entanto, essa forma de
representação não foi sempre assim. O conceito de função sofreu várias interpretações até
chegar ao modernamente utilizado.
No século XVIII, Leibniz considerou como função as quantidades geométricas variáveis,
relacionadas com uma curva.
Bernoulli chamou de funções as expressões analíticas que envolvem apenas uma quantidade
variável.
Posteriormente, Euler enfatizou menos a representação analítica e deixou antever como
conceito de função toda variável que dependa da outra, ou seja, se a segunda variar a
primeira também irá variar.
Já no século XIX, matemáticos como Dirichlet e Lagrange deram novas contribuições para
os estudos das funções.
No capítulo anterior, estudamos as possíveis relações que podem se estabelecer entre os
elementos que formam um conjunto. Mas como se estabelece uma relação entre os
elementos de um conjunto e os elementos de outro conjunto? A resposta a essa pergunta é
dada pelo estudo das relações entre eles. Entretanto, como elas têm uma definição muito
ampla, se quisermos uma informação mais precisa sobre as relações que se estabelecem,
teremos de impor certas condições. As relações que se ajustarem aos critérios restritivos são
as funções.



Matemática I


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2.1. Relações Reais


Sejam A e B dois conjuntos. Uma relação R de A em B é um subconjunto qualquer de
A x B.

Exemplo:
Sejam os conjuntos { } 5 , 4 , 3 , 2 , 1 = A e { } 11 , 9 , 7 , 5 , 3 = B . Que estão
relacionados de acordo com a lei { } 1 2 / + = ∈ = x y A x R
Observe como ficou a relação B A R → : entre os conjuntos A e B
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) { } 11 , 5 ; 9 , 4 ; 7 , 3 ; 5 , 2 ; 3 , 1 = R
b) Representação de uma relação
Podemos representar uma relação ou por um diagrama de setas
ou no plano cartesiano.
Veja o exemplo de uma representação de relação no plano cartesiano:
O conjunto A é o domínio da relação R, denotado por Dom(R)
e B é o contradomínio da relação, denotado por CoDom(R).
Dom(R) = { x∈ A: existe y em B tal que (x,y) ∈ R}
Im(R)={y∈ B: existe x∈ A tal que (x,y) ∈ R}

R1={(a,1),(a,2),(a,3),(b,1),(b,2),(b,3),(c,1),(d,1),(d,2),(d,3)}

Veja agora exemplos de relações representados por diagramas de setas:
Matemática I


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R2={(a,1),(b,2),(c,3),(d,1)}

R3={(a,1),(b,1),(b,2),(c,3),(d,3)}

Dados os conjuntos A = {-1,0,1,2,3} e B={1,0,4,5} e a relação R={
(x,y) ∈ A x B /y = x
2
}
R={(-1,1),(0,0),(1,1),(2,4)}, cuja representação pode ser por
diagramas ou no plano cartesiano.
2.2. Funções
a) Definição
Dados dois conjuntos, A e B, não-vazios, dizemos que a
relação f de A em B é uma função se, e somente se, para qualquer x
pertencente ao conjunto A existe, em correspondência, um único y
pertencente a B tal que o par ordenado (x,y) pertença a f.
Vamos mostrar agora situações de relações que não consistem
em funções
Dados os conjuntos A={a,b,c,d} e B={1,2,3}. A relação
R4 = { (a,1), (b,2), (c,3), (d,3), (a,3) }
Matemática I


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não é uma função em A x B, pois associados ao mesmo valor “a”
existem dois valores distintos que são 1 e 3.


Dados os conjuntos A={a,b,c,d} e B={1,2,3}. A relação
R5 = {(a,1), (a,3), (b,2), (c,3)}
não é uma função em A x B, pois nem todos os elementos do primeiro
conjunto A estão associados a elementos do segundo conjunto B.


Uma boa técnica, que pode através dos gráficos identificar se
uma relação é ou não uma função, consiste em traçar retas paralelas ao
eixo y, se alguma delas tocar o gráfico em mais de um ponto, esta não
será uma função. Veja nos exemplos abaixo
Matemática I


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2.3. Qualidade de uma Função
a) Funções Injetoras
Uma função B A f → : é injetora se quaisquer dois elementos
distintos de A sempre possuírem imagens distintas em B, isto é:
2 1
x x ≠ implica que ( ) ( )
2 1
x f x f ≠
ou, de forma equivalente,
( ) ( )
2 1
x f x f = implica que
2 1
x x =

Exemplos:
1. A função R R f → : definida por ( ) 2 3 + = x x f é injetora,
pois sempre que tomamos dois valores diferentes para x,
obtemos dois valores diferentes para f(x).
2. A função R R f → : definida por ( ) 5
2
+ = x x f não é
injetora, pois para x=1 temos f(1)=6 e para x=-1 temos f(-
1)=6.

b) Funções Sobrejetoras
Uma função B A f → : é sobrejetora se todo elemento de B é a
imagem de pelo menos um elemento de A. Isto equivale a afirmar que
a imagem da função deve ser exatamente igual a B que é o
contradomínio da função, ou seja, para todo y em B existe x em A tal
que ( ) x f y = .
Matemática I


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Exemplos:
i) A função R R f → : definida por f(x)=3x+2 é sobrejetora, pois todo
elemento de R é imagem de um elemento de R pela função.
ii) A função f:R→(0, ∞) definida por f(x) = x² é sobrejetora, pois
todo elemento pertencente a (0, ∞) é imagem de pelo menos um
elemento de R pela função.
ii) A função R R f → : definida por f(x)=2
x
não é sobrejetora, pois o
número -1 é elemento do contradomínio R e não é imagem de
qualquer elemento do domínio.
c) Funções Bijetoras
Uma função B A f → : é bijetora se ela é ao mesmo tempo
injetora e sobrejetora.
Exemplo
A função R R f → : dada por f(x)=2x é bijetora, pois é injetora
e sobrejetora.

2.4. Função Par e ímpar
a) Função par
Uma função real f é par se, para todo x do domínio de f, tem-se que
f(x)=f(-x). Uma função par possui o gráfico simétrico em relação ao
eixo vertical OY.

Exemplo
A função f(x)=x² é par, pois f(-x)=x²=f(x). Observe o gráfico
de f! Outra função par é g(x)=cos(x) pois g(-x)=cos(-x)=cos(x)=g(x).
a) Função ímpar
Uma função real f é ímpar se, para todo x do domínio de f,
tem-se que f(-x)=-f(x). Uma função ímpar possui o gráfico simétrico
em relação à origem do sistema cartesiano.
Matemática I


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Exemplo
As funções reais f(x)=5x e g(x)=sen(x) são ímpares, pois: f(-
x)=5(-x)=-5x=-f(x) e g(-x)=sen(-x)=-sen(x)=-g(x). Veja o gráfico para
observar a simetria em relação à origem.




Atividades


1. Determine A x B e A x A, sendo:
A = {1, 2, -4} e B= {2/3 , 8}

2. Examine cada relação e escreva se é uma função de A em B ou
não. Em caso afirmativo determine o domínio, a imagem e o
contradomínio.




3. Dados os conjuntos A = {0, 2, 4, 6, 8} e B = {1, 3, 5, 9}, enumere
os elementos da seguinte relação: R = {(x, y) Æ A × B | y = x + 1}.


Matemática I


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Matemática I


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3. FUNÇÃO POLINOMIAL DO PRIMEIRO
GRAU

O papiro de Rhind, uns dos documentos mais antigos e importantes sobre Matemática
Egípcia, nos mostra que em 1700 a.C. o homem já trabalhava com problemas que envolviam
quantidades desconhecidas. No século III, o matemático grego Diofanti dá a esses
problemas um tratamento especial, iniciando a teoria das equações. Só a partir do século
XVI, no entanto, com desenvolvimento da notação algébrica, é que a teoria das equações
passa a ser um ramo independente da Matemática.
A linguagem algébrica tem sido extremamente importante para ampliação do conhecimento.
Quanto mais a dominamos, mais facilmente podemos expressar e resolver problemas
científicos ou cotidianos. Estudaremos neste capítulo as equações algébricas. O que as
caracteriza, de modo geral, é a presença de uma variável e o sinal de igualdade. O sinal de
igual (=) tem o significado amplo em Matemática. Nas equações, é utilizado para expressões
que somente são iguais para certos valores (ou para nenhum valor) de suas variáveis. Aqui,
as variáveis são chamadas de termos desconhecidos ou incógnitas. Escrever essas
igualdades equivale a dar as variáveis a condição de igualarem duas expressões.
Neste capítulo, estudaremos também como modelar a função do primeiro grau que passa por
dois pontos, para modelarmos problemas onde as grandezas apresentam uma relação de
proporcionalidade.

3.1. Modelo da Função Polinomial do primeiro
grau
b ax y + =
→ y variável dependente
→ x variável independente
→ a coeficiente angular
→ b coeficiente linear
3.2. Significado dos coeficientes
O coeficiente “a” representa a taxa de crescimento da grandeza representada
no eixo das ordenadas em relação à grandeza representada do eixo das
abscissas, ou seja,
Matemática I


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0
0
x x
y y
a


=
No gráfico, o coeficiente angular é a tangente do ângulo formada pela reta,
com a horizontal
α tg a =
Quando a função representa um crescimento, o valor do coeficiente angular
é positivo. Observe no gráfico da função ( ) 1 2 + = x x f , onde o coeficiente
angular tem valor positivo (a = 2).

Quando a função representa um decrescimento, o valor do coeficiente
angular é negativo. Observe no gráfico da função ( ) 1 2 + − = x x f , onde o
coeficiente angular tem valor positivo (a = -2).

Isso faz muito sentido, pois se a função é crescente o ângulo formado pela
reta com o horizontal é agudo; logo pertencente ao primeiro quadrante, onde
a tangente é positiva. Quando a função é decrescente, o ângulo formado pela
Matemática I


42
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reta e a horizontal é obtuso; logo, pertencente ao segundo quadrante onde a
tangente é negativa.


O coeficiente linear “b” representa a quantidade inicial da grandeza
representada no eixo das ordenadas “y”. No gráfico é o ponto onde a reta
intercepta o eixo “y”.

3.3. Raízes ou zeros da função Polinomial do
primeiro grau
A raiz ou zero da função polinomial do primeiro grau é ponto onde a reta
intercepta o eixo das abscissas (eixo x), ou seja, o valor de “x” que quando
atribuído à função torna o valor de “y” nulo.
Genericamente temos:
( ) b ax x f + =
0 = +b ax , logo,
a
b
x − = .
Concluindo temos 0 = |
¹
|

\
|

a
b
f
Veja no gráfico a raiz da função ( ) 3 − = x x f , destacada em preto
Matemática I


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3.4. Construção da lei da função do primeiro grau
Vamos apresentar três maneiras de construir a lei da função do primeiro
grau.
Na primeira maneira, vamos utilizar o modelo da função do primeiro grau
b ax y + = .
Exemplo: Encontre a equação da reta que passa pelos pontos A(2,3) e
B(5,7).
Substituindo no modelo temos
( )
( ) b a
b a
+ =
+ =
5 7
2 3

Resolvendo o sistema
¹
´
¦
= +
= +
7 5
3 2
b a
b a

Multiplicando a primeira equação por (-1) e depois adicionando as equações,
encontramos
3
4
4 3
7 5
3 2
=
=
¹
´
¦
= +
− = − −
a
a
b a
b a

Agora, substituindo em qualquer equação do sistema, vamos escolher
aleatoriamente a primeira.
Matemática I


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3
1
3
8
3
3 8
3
4
2
=
− =
= + |
¹
|

\
|
b
b
b

Logo o modelo da função é
3
1
3
4
+ = x y
Na segunda maneira, vamos usar uma condição da geometria analítica, onde
o determinante entre três pontos de uma mesma reta é sempre nulo,
conhecido como condição de alinhamento de três pontos.
Os três pontos são A(2,3) ; B(5,7) e C (x,y). Então, temos:
0
1 7 5
1 3 2
1
=
y x

Aplicando a regra de Sarrus, para extração do determinante de ordem 3 X 3
(três linhas X três colunas) devemos repetir as duas primeiras linhas ou as
duas primeiras colunas, multiplicar as diagonais principais (mantendo o
sinal), e multiplicar as diagonais secundárias invertendo o sinal. Veja
1 3 2
1
0
1 7 5
1 3 2
1
y x
y x
=

3
1
3
4
1 4 3
0 1 4 3
0 2 7 15 5 14 3
+ =
+ =
= − −
= − − − + +
x y
x y
x y
y x y x

Na terceira maneira, vamos utilizar de um modelo conhecido como equação
da reta:
( )
0 0
x x a y y − = −
Primeiramente, vamos calcular o coeficiente angular como vimos no início
da aula
Matemática I


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3
4
2 5
3 7
0
0
=


=


=
a
x x
y y
a

Não se preocupe sobre qual par será ( )
0 0
, y x ou qual será ( ) y x, , pois na
verdade isso não faz diferença. Então substituindo o coeficiente angular
encontrado em algum dos pontos no modelo, temos:
( )
3
1
3
4
3
1 4
3
9 8 4
3
3
8 4
2
3
4
3
+ =
+
=
+ −
=
+

=
− = −
x y
x
y
x
y
x
y
x y

3.5. Inequação do Primeiro grau
a) Inequação do Primeiro grau com duas variáveis

Primeiro Passo: Substituímos a desigualdade por uma igualdade depois traçamos a
reta no plano cartesiano. Escolhemos um ponto auxiliar, de preferência o ponto (0, 0) e
verificamos se o mesmo satisfaz ou não a desigualdade inicial.
Segundo Passo: Em caso positivo, a solução da inequação corresponde ao
semiplano ao qual pertence o ponto auxiliar.
Terceiro Passo: Em caso negativo, a solução da inequação corresponde ao semiplano
oposto àquele ao qual pertence o ponto auxiliar.


Exemplo:
Representa graficamente a inequação 4 2 ≤ + y x


Tabela
Matemática I


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x y (x, y)
0 4 (0, 4)
2 0 (2, 0)

Verificação do ponto Auxiliar:


(Afirmativa positiva, o ponto auxiliar satisfaz a inequação).
A solução da inequação corresponde ao semiplano ao qual pertence o
ponto auxiliar (0,0).
b) Sistema de Inequações do primeiro grau com duas variáveis
Para resolver um sistema de inequações do 1º grau graficamente, devemos
traçar num mesmo plano o gráfico de cada inequação; determinar a região
correspondente à intersecção dos dois semiplanos.
Exemplo:
Dado o sistema de inequações
Matemática I


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Traçando as retas -x + y = 4 e 3x + 2y = 6.
Tabela 1
x y (x, y)
0 4 (0, 4)
-4 0 (-4, 0)

Tabela 2
x y (x, y)
0 -1 (0, -1)
1 0 (1, 0)







Matemática I


48
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Atividades
1. Seja m µ 0 um número real e sejam f e g funções reais definidas por f(x) =
x£ - 2|x| + 1 e g(x) = mx + 2m.
a) Esboçar, no plano cartesiano representado a seguir, os gráficos de f e de
g quando m = 1/4 e m = 1.



b) Determinar as raízes de f(x) = g(x) quando m = 1/2.
c) Determinar, em função de m, o número de raízes da equação f(x) = g(x).

2. Um vendedor recebe mensalmente um salário fixo de R$ 800,00 mais
uma comissão de 5% sobre as vendas do mês.
Em geral, cada duas horas e meia de trabalho, ele vende o equivalente a
R$ 500,00.
a) Qual seu salário mensal em função do número x de horas trabalhadas
por mês?
b) Se ele costuma trabalhar 220 horas por mês, o que é preferível: um
aumento de 20% no salário fixo, ou um aumento de 20% (de 5% para 6%)
na taxa de comissão?

3. Um gerente de uma loja de bolsas verificou que quando se produziam
500 bolsas por mês, o custo total da empresa era R$ 25.000,00 e quando
se produziam 700 bolsas o custo mensal era R$ 33.000,00.
a) Admitindo que o gráfico do custo mensal (C) em função do número de
bolsas produzidas por mês (x) seja formado por pontos de uma reta,
obtenha C em função de x.
b) Se a capacidade máxima de produção da empresa for de 800 unidades
por mês, obtenha o custo médio de produção de uma bolsa, em função de x
e determine o custo médio mínimo.

Matemática I


49
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4. A receita mensal de vendas de uma empresa (y) relaciona-se com os
gastos mensais com propaganda (x) por meio de uma função do 1¡. grau.
Quando a empresa gasta R$ 10.000,00 por mês de propaganda, sua receita
naquele mês é de R$ 80.000,00; se o gasto mensal com propaganda for o
dobro daquele, a receita mensal cresce 50% em relação àquela.

a) Qual a receita mensal se o gasto mensal com propaganda for de
R$30.000,00?
b) Obtenha a expressão de y em função de x.

5. O preço do gás natural para um consumidor residencial na cidade do Rio
de Janeiro é obtido a partir das informações:



O consumidor paga pelo que gasta de acordo com quatro níveis de
consumo: Os sete primeiros metros cúbicos custam R$ 2,20 cada, os
próximos dezesseis já custam mais caro, R$ 2,90 cada. Se o consumo for
acima desses 23, mais caro fica (R$ 3,60 por cada metro cúbico)... e ainda
existe mais uma faixa!
Por exemplo, se o consumo da sua casa for de 25 m¤, você deverá pagar
7 × 2,20 + 16 × 2,90 + 2 × 3,60 = R$ 69,00.
a) Quanto pagará uma família cujo consumo for de 85 m¤?
b) Escreva uma expressão que dê o valor pago por uma residência cujo
consumo mensal, N, está entre 8 e 23 m¤/mês.

Matemática I


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6. O custo de uma corrida de táxi, na cidade do Rio de Janeiro, é calculado
da seguinte forma:

- R$ 3,70 é a bandeirada (valor inicial independente da distância a ser
percorrida)
- R$ 0,15 para cada 100 metros percorridos, a partir dos primeiros 500
metros.
- O taxímetro só muda o valor a cada 100 metros percorridos. Assim, por
exemplo, se a viagem tiver sido de 780 metros, o passageiro pagará 3,70 +
(200/100) . (0,15) = R$ 4,00 (o mesmo que numa corrida de 700 metros).

a) Quanto custa uma corrida de 9,5 km?
b) Considere N um número múltiplo de 100, maior que 500, que indica
quantos metros o passageiro percorre. Escreva uma fórmula que expresse
o custo de uma corrida de N metros.

7. Em uma fábrica, o custo de produção de 500 unidades de camisetas é de
R$ 2.700,00, enquanto o custo para produzir 1.000 unidades é de R$
3.800,00. Sabendo que o custo das camisetas é dado em função do número
produzido através da expressão C(x) = q x + b, em que x é a quantidade
produzida e b é o custo fixo, determine:
a) Os valores de b e de q.
b) O custo de produção de 800 camisetas.

8. Uma loja anunciou a contratação de funcionários e para isso fez a
seleção aplicando um teste com 40 questões objetivas. O critério de
avaliação foi o seguinte: para cada questão respondida corretamente
somavam-se 3,5 pontos e subtraía-se 1,5 ponto para cada questão
respondida erradamente ou não respondida. Quantas questões acertou um
candidato que fez 95 pontos?

Matemática I


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9. Observe a figura 1 que representa um leitor de áudio na posição de início
de leitura. Os suportes circulares A e B têm 1cm de raio e uma fita de 90 m
está totalmente enrolada em A formando uma coroa circular de espessura
1,5 cm. A leitura da fita é feita pela peça C a uma velocidade constante. À
medida que a fita passa, nos suportes A e B, formam-se duas coroas
circulares com raios maiores x e y, respectivamente, como sugere a figura a
seguir.



a) Esboce o gráfico que mostra o comprimento da fita enrolada em A,
função do tempo de leitura.
b) Calcule y em função de x.

10. Para calcular 3/2 - 12/5, Paulo subtraiu os numeradores e dividiu o
resultado por 10 obtendo:

3/2 - 12/5 = (3 - 12)/10 = - 0,9

a) Determine de forma correta o valor da expressão 3/2 - 12/5.

b) Considerando que Paulo tenha calculado com base na fórmula (x/2)-
(y/5)=(x-y)/10, onde x e y são reais, identifique o lugar geométrico dos
pontos (x, y) do plano cartesiano que tornam essa igualdade verdadeira.
Esboce, também, o gráfico cartesiano.

Matemática I


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11. O gráfico adiante representa, em bilhões de dólares, a queda das
reservas internacionais de um determinado país no período de julho de
2000 a abril de 2002.



Admita que, nos dois intervalos do período considerado, a queda de
reservas tenha sido linear.

Determine o total de reservas desse país, em bilhões de dólares, em maio
de 2001.

12. Sabe-se que, nos pulmões, o ar atinge a temperatura do corpo e que, ao
ser exalado, tem temperatura inferior à do corpo, já que é resfriado nas
paredes do nariz. Através de medições realizadas em um laboratório foi
obtida a função
TÛ = 8,5 + 0,75 × T½ , 12° ´ T½ ´ 30°,
em que TÛ e T½ representam, respectivamente, a temperatura do ar exalado
e a do ambiente.
Calcule:
a) a temperatura do ambiente quando TÛ = 25°C;
b) o maior valor que pode ser obtido para TÛ.

Matemática I


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13. No gráfico a seguir, x representa a quantidade de batatas, em
quilogramas, vendidas na barraca de seu Custódio, em um dia de feira, e y
representa o valor, em reais, arrecadado com essa venda. A partir das 12
horas, o movimento diminui e o preço do quilograma de batatas também
diminui.



a) Calcule a redução percentual do preço do quilograma das batatas a partir
das 12 horas.
b) Se o preço não diminuísse, teria sido arrecadado um valor V na venda de
80 kg.
Determine o percentual de V que corresponde à perda causada pela
redução do preço.

14. Um fabricante de bonés opera a um custo fixo de R$ 1.200,00 por mês
(correspondente a aluguel, seguro e prestações de máquinas). O custo
variável por boné é de R$ 2,00. Atualmente são comercializadas 1.000
unidades mensalmente, a um preço unitário de R$ 5,00.
Devido à concorrência no mercado, será necessário haver uma redução de
30% no preço unitário de venda.
Para manter seu lucro mensal, de quanto deverá ser o aumento na
quantidade vendida?

15. O preço de uma certa máquina nova é R$10.000,00. Admitindo-se que
ela tenha sido projetada para durar 8 anos e que sofra uma depreciação
linear com o tempo, ache a fórmula que dá o preço P(t) da máquina após t
anos de funcionamento, 0´t´8, e esboce o gráfico da função P.

Matemática I


54
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16. A Cerâmica Marajó concede uma gratificação mensal a seus
funcionários em função da produtividade de cada um convertida em pontos;
a relação entre a gratificação e o número de pontos está representada no
gráfico a seguir.



Observando que, entre 30 e 90 pontos, a variação da gratificação é
proporcional à variação do número de pontos, determine a gratificação que
um funcionário receberá no mês em que obtiver 100 pontos.

17. Um reservatório, contendo inicialmente 400 litros de água, começa a
receber água a uma razão constante de 3 litros por segundo, ao mesmo
tempo que uma torneira deixa escoar água desse reservatório a uma razão,
também constante, de 1 litro por segundo.
Considerando o instante inicial (t = 0) como o instante em que o reservatório
começou a receber água, determine:
a) o volume de água no reservatório decorridos dez segundos (t = 10) a
partir do instante inicial;
b) uma expressão para o volume (V), em litro, de água no reservatório em
função do tempo decorrido (t), em segundo, a partir do instante inicial.

18. Para organizar uma competição esportiva tem-se um custo de R$
2.000,00. Se a taxa de inscrição por participante para essa competição é de
R$ 30,00 determine a quantidade mínima de inscritos nessa competição,
para que o valor arrecadado com a taxa de inscrição cubra o custo do
evento.

19. Um reservatório de água tem a forma de um cubo de arestas 10 m. Por
causa de um vazamento, a cada hora perde-se 5% do volume total do
reservatório.
a) Se o reservatório estiver completamente cheio no início do vazamento,
em quanto tempo ele estará vazio?
b) Se o vazamento permanecer por 12 horas, quantos litros de água
restarão no reservatório?

Matemática I


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20. Em um sítio destinado à produção de leite, o custo mensal com a mão-
de-obra é de R$ 360,00 fixos, mais 10% do total, T, arrecadado com a
venda do leite. Os demais custos de produção representam juntos 45% de
T.
a) Expresse o lucro, obtido em um mês, em função de T.
b) Se o litro do leite é vendido por R$ 0,50, qual a quantidade mínima de
leite que deve ser produzida ao mês para que o produtor não tenha
prejuízo?

21. Duas empresas financeiras, E e E‚, operam emprestando um capital C,
a ser pago numa única parcela após um mês. A empresa E cobra uma taxa
fixa de R$ 60,00 mais 4% de juros sobre o capital emprestado, enquanto a
empresa E‚ cobra uma taxa fixa de R$ 150,00 mais juros de 3% sobre o
capital emprestado. Dessa forma,
a) determine as expressões que representam o valor a ser pago em função
do capital emprestado, nas duas empresas, e esboce os respectivos
gráficos;
b) calcule o valor de C, de modo que o valor a ser pago seja o mesmo, nas
duas empresas.

22. Sabendo que os pontos (2, -3) e (-1, 6) pertencem ao gráfico da função
f: IR ë IR definida por f(x)=ax+b, determine o valor de b-a.

23. Um vídeo-clube propõe a seus clientes três opções de pagamento:
Opção I: R$ 40,00 de taxa de adesão anual, mais R$ 1,20 por DVD
alugado.
Opção II: R$ 20,00 de taxa de adesão anual, mais R$ 2,00 por DVD
alugado.
Opção III: R$ 3,00 por DVD alugado, sem taxa de adesão.
Um cliente escolheu a opção II e gastou R$ 56,00 no ano.
Esse cliente escolheu a melhor opção de pagamento para o seu caso?
Justifique sua resposta.

24. Seja f: IR ë IR a função definida por f(x) = 3x - 5.

a) Esboce o gráfico da função f no plano cartesiano IR×IR e marque nele os
pontos
(1,f(1)), (2,f(2)), (3,f(3)) e (4,f(4)).

b) Calcule a soma S = f(1) + f(2) +...+ f(199) + f(200).

Matemática I


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25. A academia "Fique em Forma" cobra uma taxa de inscrição de R$ 80,00
e uma mensalidade de R$ 50,00. A academia "Corpo e Saúde" cobra uma
taxa de inscrição de R$ 60,00 e uma mensalidade de R$ 55,00.

a) Determine as expressões algébricas das funções que representam os
gastos acumulados em relação aos meses de aulas, em cada academia.

b) Qual academia oferece menor custo para uma pessoa que pretende
"malhar" durante um ano? Justifique, explicitando seu raciocínio.

26. Um vendedor comprou n bolsas por d reais cada uma. Ele vendeu 2
bolsas para um bazar escolar beneficente pela metade do preço de custo. O
restante ele vendeu para uma loja com um adicional de 8 reais por bolsa.
Se após as vendas para o bazar e para a loja o lucro total foi de 72 reais,
determine o menor valor possível para n.

27. A distância entre duas cidade, A e B, é de 156 km. De A para B, a
extensão das descidas é 0,7 vezes a extensão das subidas.
Um ciclista pedala a 25 km/h, nas partes planas da estrada, a 15 km/h, nas
subidas, e a 30 km/h, nas descidas. A diferença entre o tempo de ida e o
tempo de volta do ciclista é de 48 minutos.
Calcule, em quilômetros, a extensão da parte plana do trajeto,
desconsiderando a parte fracionária de seu resultado, caso exista.

28. Uma pessoa obesa, pesando num certo momento 156 kg, recolhe-se a
um SPA onde se anunciam perdas de peso de até 2,5 kg por semana.
Suponhamos que isso realmente ocorra. Nessas condições:
a) Encontre uma fórmula que expresse o peso mínimo, P, que essa pessoa
poderá atingir após n semanas.
b) Calcule o número mínimo de semanas completas que a pessoa deverá
permanecer no SPA para sair de lá com menos de 120 kg de peso.

29. Um operário ganha R$3,00 por hora de trabalho de sua jornada semanal
regular de trabalho, que é de 40 horas. Eventuais horas extras são pagas
com um acréscimo de 50%. Encontre uma fórmula algébrica para expressar
seu salário bruto semanal, S, para as semanas em que trabalhar h horas,
com hµ40.

Matemática I


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30. Apresentamos a seguir o gráfico do volume do álcool em função de sua
massa, a uma temperatura fixa de 0°C.



Baseado nos dados do gráfico, determine:

a) a lei da função apresentada no gráfico;

b) qual é a massa (em gramas) de 30 cm¤ de álcool.

31. O gráfico representa uma função f que descreve, aproximadamente, o
movimento (em função do tempo t em segundos) por um certo período, de
um golfinho que salta e retorna à água, tendo o eixo das abscissas
coincidente com a superfície da água.



a) Sabendo que a parte negativa do gráfico de f é constituída por
segmentos de retas, determine a expressão matemática de f nos instantes
anteriores à saída do golfinho da água. Em que instante o golfinho saiu da
água?
b) A parte positiva do gráfico de f é formada por parte de uma parábola,
dada por:
f(t) = (- 3/4) t£ + 6t - 9.
Determine quantos segundos o golfinho ficou fora da água e a altura
máxima, em metros, atingida no salto.

Matemática I


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32. Seja x o número de anos decorridos a partir de 1960 (x = 0). A função y
= f(x) = x + 320 fornece, aproximadamente, a média de concentração de
CO‚ na atmosfera em ppm (partes por milhão) em função de x. A média de
variação do nível do mar, em cm, em função de x, é dada aproximadamente
pela função g(x) = (1/5) x. Seja h a função que fornece a média de variação
do nível do mar em função da concentração de CO‚.
No diagrama seguinte estão representadas as funções f, g e h.



Determine a expressão de h em função de y e calcule quantos centímetros
o nível do mar terá aumentado quando a concentração de CO‚ na atmosfera
for de 400 ppm.

33. A Companhia de Abastecimento de Água de uma cidade cobra
mensalmente, pela água fornecida a uma residência, de acordo com a
seguinte tabela:
Pelos primeiros 12 m¤ fornecidos, Cr$ 15,00 por m¤; pelos 8 m¤ seguintes,
Cr$ 50,00 por m¤; pelos 10 m¤ seguintes, Cr$ 90,00 por m¤ e, pelo consumo
que ultrapassar 30 m¤, Cr$ 100,00 o m¤. Calcule o montante a ser pago por
um consumo de 32 m¤.

34. Alguns jornais calculam o número de pessoas presentes em atos
públicos considerando que cada metro quadrado é ocupado por 4 pessoas.
Qual a estimativa do número de pessoas presentes numa praça de 4000m£
que tenha ficado lotada para um comício, segundo essa avaliação?

35. Para transformar graus Fahrenheit em graus centígrados usa-se a
fórmula:

C = 5(F - 32)/9

onde F é o número de graus Fahrenheit e C é o número de graus
centígrados.
a) Transforme 35 graus centígrados em graus Fahrenheit.
b) Qual a temperatura (em graus centígrados) em que o número de graus
Fahrenheit é o dobro do número de graus centígrados?
Matemática I


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36. A troposfera, que é a primeira camada da atmosfera, estende-se do
nível do mar até a altitude de 40.000 pés; nela, a temperatura diminui 2 °C a
cada aumento de 1.000 pés na altitude. Suponha que em um ponto A,
situado ao nível do mar, a temperatura seja de 20 °C. Pergunta-se:
a) Em que altitude, acima do ponto A, a temperatura é de 0 °C?
b) Qual é a temperatura a 35.000 pés acima do mesmo ponto A?

37. Suponha que uma tabela (incompleta) para o cálculo do imposto de
renda fosse a seguinte:



OBS. O imposto é calculado aplicando-se à renda a porcentagem
correspondente e subtraindo-se desse resultado a parcela a deduzir.

a) Calcule os valores dos impostos a serem pagos por dois contribuintes
cujas rendas são de R$ 1.000,00 e de R$ 2.000,00.
b) Escreva a tabela acima no caderno de respostas, completando-a com a
parcela a deduzir para a faixa de R$ 2.000,00 a R$ 3.000,00 e com a
alíquota que corresponde à faixa de renda superior a R$ 3.000,00.

38. O custo de uma corrida de táxi é constituído por um valor inicial Q³, fixo,
mais um valor que varia proporcionalmente à distância D percorrida nessa
corrida. Sabe-se que, em uma corrida na qual foram percorridos 3,6 km, a
quantia cobrada foi de R$ 8,25, e que em outra corrida, de 2,8 km, a quantia
cobrada foi de R$ 7,25.
a) Calcule o valor inicial Q³.
b) Se, em um dia de trabalho, um taxista arrecadou R$ 75,00 em 10
corridas, quantos quilômetros seu carro percorreu naquele dia?

39. Sejam dadas as funções f(x) = px e g(x) = 2x + 5, em que p é um
parâmetro real.
a) Supondo que p = - 5, determine para quais valores reais de x tem-se f(x) .
g(x) < 0.
b) Determine para quais valores de p temos g(x) ´ f(x) para todo x Æ [- 8, -
1].
Matemática I


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40.


Responda às questões a seguir, tomando por base os dados fornecidos na
tabela e na figura mostradas.
a) Calcule a área total do município de Campinas, sabendo que os distritos
norte, leste, sul e noroeste da cidade têm, respectivamente, 175 km£, 350
km£, 120 km£ e 75 km£.
b) Suponha que, como uma medida de combate à dengue, o município de
Campinas tenha decidido fazer uma nebulização (ou pulverização) de
inseticida. Na fase inicial da nebulização, será atendido o distrito com maior
número de casos de dengue por km£. Reproduza o diagrama acima. Em
seu diagrama, marque os pontos correspondentes aos cinco distritos de
Campinas. Identifique claramente o distrito associado a cada ponto. Com
base no gráfico obtido, indique o distrito em que será feita essa nebulização
inicial. Justifique sua resposta.

41. Duas locadoras de automóveis oferecem planos diferentes para a diária
de um veículo econômico. A locadora Saturno cobra uma taxa fixa de R$
30,00, além de R$ 0,40 por quilômetro rodado. Já a locadora Mercúrio tem
um plano mais elaborado: ela cobra uma taxa fixa de R$ 90,00 com uma
franquia de 200 km, ou seja, o cliente pode percorrer 200 km sem custos
adicionais. Entretanto, para cada km rodado além dos 200 km incluídos na
franquia, o cliente deve pagar R$ 0,60.

a) Para cada locadora, represente no gráfico a função que descreve o custo
diário de locação em termos da distância percorrida no dia.
b) Determine para quais intervalos cada locadora tem o plano mais barato.
Supondo que a locadora Saturno vá manter inalterada a sua taxa fixa,
indique qual deve ser seu novo custo por km rodado para que ela, lucrando
Matemática I


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o máximo possível, tenha o plano mais vantajoso para clientes que rodam
quaisquer distâncias.

42. Na década de 1960, com a redução do número de baleias de grande
porte, como a baleia azul, as baleias minke antárticas passaram a ser o alvo
preferencial dos navios baleeiros que navegavam no hemisfério sul. O
gráfico mostra o número acumulado aproximado de baleias minke antárticas
capturadas por barcos japoneses, soviéticos / russos e brasileiros, entre o
final de 1965 e o final de 2005.



a) No gráfico acima, trace a curva que fornece o número aproximado de
baleias caçadas anualmente por barcos soviéticos / russos entre o final de
1965 e o final de 2005. Indique também os valores numéricos associados às
letras A e B apresentadas no gráfico, para que seja possível identificar a
escala adotada para o eixo vertical.
b) Calcule o número aproximado de baleias caçadas pelo grupo de países
indicado no gráfico entre o final de 1965 e o final de 1990.

43. Sejam f e g funções tais que f(x) = 5x + 2 e g(x) = -6x + 7. Determine a
lei que define a função afim h, sabendo que h(-5) = 1 e que o gráfico de h
passa pelo ponto de intersecção dos gráficos de f com g.

Matemática I


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44. Como resultado de uma pesquisa sobre a relação entre o comprimento
do pé de uma pessoa, em centímetros, e o número (tamanho) do calçado
brasileiro, Carla obteve uma fórmula que dá, em média, o número inteiro n
(tamanho do calçado) em função do comprimento c, do pé, em cm.
Pela fórmula, tem-se n = [x], onde x = (5/4) c + 7 e [x] indica o menor inteiro
maior ou igual a x. Por exemplo, se c = 9 cm, então x = 18,25 e n = [18,25] =
19. Com base nessa fórmula,
a) determine o número do calçado correspondente a um pé cujo
comprimento é 22 cm.
b) se o comprimento do pé de uma pessoa é c = 24 cm, então ela calça 37.
Se c > 24 cm, essa pessoa calça 38 ou mais. Determine o maior
comprimento possível, em cm, que pode ter o pé de uma pessoa que calça
38.

45. Chama-se margem de contribuição unitária à diferença entre o preço
unitário de venda e o custo unitário de um produto.
Se o preço unitário de venda é p e o custo unitário é c:
a) Qual o valor de p em função de c, sabendo-se que a margem de
contribuição unitária é 10% do preço de venda?
b) Se a margem de contribuição unitária for 30% do preço de venda, qual a
margem de contribuição unitária em porcentagem do custo unitário?

46. Uma empresa A paga a cada um de seus vendedores uma
remuneração mensal que é função do 1¡. grau de suas vendas mensais.
Quando ele vende R$ 50.000,00 sua remuneração é R$ 1.800,00 e quando
vende R$ 80.000,00 sua remuneração é R$ 2.400,00.
a) Obter a remuneração RÛ em função das vendas (x).
b) Uma outra empresa B paga a cada um de seus vendedores uma
remuneração mensal R½ dada por:
R½ = 1500 + 0,01x, onde x são as vendas mensais .
Para que valores de x a remuneração mensal do vendedor em A é superior
à do vendedor em B?

47. Determine o maior valor de x que satisfaz o sistema:

ý(3x - 2)/2 ´ 5
þ
ÿ(1 - x)/5 < (x - 1)/4

48. Resolva a inequação (2x - 3)/(x + 1) ´ 1.

49. Resolver, em IR, a inequação 1/(x - 1) < 2/(x - 2) com x · 1 e x · 2.

50. Uma indústria trabalha com um custo fixo de produção (sem contar os
impostos) de R$ 200.000,00 por ano e tem de pagar em impostos 25% do
seu faturamento bruto. Quanto deve faturar para que seu lucro no ano seja
de, no mínimo, R$ 40.000,00?

Matemática I


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Matemática I


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4. FUNÇÃO QUADRÁTICA

Há registros de problemas envolvendo equações quadráticas com três termos, deixados pelos
babilônios há aproximadamente 4000 anos. Esses estudos demonstram uma grande
flexibilidade existente na Álgebra desenvolvida entre eles.
Outros povos também contribuíram com esta parte da Álgebra, até que se chegasse à
representação atual de uma equação quadrática, 0
2
= + − c bx ax com “a” não-nulo, na qual
o valor de x é obtido pela fórmula de Bháskara:
a
ac b b
2
4
2
− ± −
.
Essa organização de símbolos, que simplifica o estudo das quadráticas, é recente se for
comparada com a idade da Álgebra. Foi no século XVII que Descartes utilizou as letras a, b
e c para representar quantidades conhecidas e as letras do final do alfabeto, x, y e z, para
representar as incógnitas. Além disso, passou a usar a representação x
2
em lugar de x.x e x
3
em lugar de x.x.x.
René Descartes (1596-1650) era francês, formado em Direito e aos vinte anos sua
insatisfação o lançou como reformulador da filosofia que influenciava os acadêmicos da
época.


4.1. Modelo da Função Quadrática
c bx ax y + + =
2

→ y variável dependente
→ x variável independente
O sinal do coeficiente “a” determina o sentido da concavidade da função
quadrática. Quando o coeficiente é positivo a concavidade da parábola é
para cima.
Veja o gráfico da função ( )
2
x x f =

Bháskara Akiria
(1114-1185)
Matemática I


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E quando o coeficiente “a” é negativo temos o sentido da concavidade para
baixo.
Veja o gráfico da função ( )
2
x x f − =

Além da interpretação do sinal do coeficiente “a”, temos que entender
graficamente o efeito do valor do módulo do coeficiente “a”.
Observe: quanto maior o módulo do coeficiente “a” menor a abertura da
concavidade da parábola.
( )
2
x x f = , gráfico em azul (onde o coeficiente a, vale “1”)
( )
2
2x x g = , gráfico em vermelho (onde o coeficiente a, vale “2”)
( )
2
3x x h = , gráfico em verde (onde o coeficiente a, vale “3”)
Matemática I


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O coeficiente “c” é a quantidade inicial da grandeza representada no eixo das
ordenadas (eixo “y”). No gráfico é o ponto que a parábola intercepta o eixo
das ordenadas.
A mudança de valor do coeficiente “b” translada a parábola sobre o eixo “x”.

4.2. Raízes ou Zeros da Função Quadrática
A raiz ou zero da função quadrática são os pontos (ou ponto) em que a
parábola intercepta o eixo “x”. A raiz é o valor do “x” que quando atribuído
na função torna nulo o valor de “y”.
Veja no gráfico abaixo as raízes da função ( ) 6 5
2
+ − = x x x f ,destacadas
de vermelho e verde.
Matemática I


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De uma forma genérica, onde a função quadrática é dada na forma
( ) c bx ax x f + − =
2
, fazendo ( ) 0 = x f , temos as raízes encontradas por
a
ac b b
x
2
4
2
− ± −
=
Logo, 0
2
4
2
=
|
|
¹
|

\
|
− ± −
a
ac b b
f
4.3. Relação entre coeficientes e raízes
A relação entre coeficientes e raízes é apenas um caso da relação de Girard
a) Relação de Soma
a
b
x x − = +
2 1

b) Relação de Produto
a
c
x x =
2 1
.
4.4. Número de raízes da função quadrática
a) 0 > ∆ (Duas raízes ou zeros reais distintos)
A função ( ) 6 5
2
+ − = x x x f , possui 1 = ∆ . É por isso que observamos seu
gráfico interceptar o eixo das abscissas em dois pontos.

Pierre Simon Girard
(1765-1836)
Matemática I


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b) 0 = ∆ (Um zero ou raiz real dupla)
A função ( ) 4 4
2
+ − = x x x f , possui 0 = ∆ . É por isso que observamos
seu gráfico interceptar o eixo das abscissas em apenas um ponto.

c) 0 < ∆ (Não possui raízes reais)
A função, ( ) 3 3
2
+ − = x x x f possui 3 − = ∆ , por isso que observamos
seu gráfico não interceptar o eixo das abscissas.


Matemática I


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4.5. Inequação do 2 Grau
4.5.1. Estudo do Sinal
Para resolvermos uma inequação do 2o grau, utilizamos o estudo do sinal.

As inequações são representadas pelas desigualdades: > , > , < , < .
Ex: x
2
– 3x +6 > 0
Resolução:
x
2
– 3x +6 = 0
Matemática I


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x´= 1, x´´ = 2
Como desejamos os valores para os quais a função é maior que zero,
devemos fazer um esboço do gráfico e ver para quais valores de x isso
ocorre.

Vemos, que as regiões que tornam positivas a função são: x<1 e x>2
Resposta: {xR| x<1 ou x>2}
4.5.2. Inequação Produto e Inequação Quociente do segundo
grau
São as desigualdades da forma: f(x) . g(x) > 0, f(x) . g(x) < 0, f(x) .g(x) > 0
e f(x) .g(x) < 0. f(x) / g(x) > 0, f(x) / g(x) < 0, f(x) / g(x) > 0 e f(x) / g(x) < 0,
respectivamente.
Exemplo:
( )( ) 0 4 4 10 9
2 2
≤ − − − − x x x x
Resolução:
Trabalhar f(x) e g(x) separadamente
0 10 9
2
= − − x x (I)
0 4 4
2
= − − x x (II)
Determinar as raízes das funções
(I) x´= -1, x´´ = 10
Matemática I


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(II) x´= x´´ = 2
Fazer o estudo do sinal para cada função.

I) x<-1 ou x>10 II) x¹2

Calcular a solução, que é dado pelo sinal de desigualdade da função de origem, isto
é:
> intervalo positivo e bolinha fechada
> intervalo positivo e bolinha aberta
< intervalo negativo e bolinha fechada
< intervalo negativo e bolinha aberta


Calcular a solução, que é dado pelo sinal de desigualdade da função de
origem, isto é:
> intervalo positivo e bolinha fechada
> intervalo positivo e bolinha aberta
< intervalo negativo e bolinha fechada
< intervalo negativo e bolinha aberta
Observações:
No quadro de respostas (ou soluções), se os intervalos forem em: f(x)
positivo e g(x)positivo o h(x) será +. Assim, temos:
Matemática I


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+ = + +
− = − +
− = + −
+ = − −
e
e
e
e

Na inequação quociente, observar a C.E (condição de existência) do
denominador, que influenciará o resultado nos intervalos, no que diz respeito
a intervalo fechado ou aberto, ou seja, os intervalos oriundos do
denominador em hipótese alguma serão fechados. Quanto à forma de
resolver, é idêntica à realizada na inequação produto.

Assim, as únicas regiões positivas (maiores que zero) são em 1 − < x e
10 > x
Resposta: { R x ∈ | 1 − < x ou 10 > x }
4.5.3. Inequação simultânea do segundo grau
Estamos falando neste tópico em inequações que apresentam ao mesmo
tempo mais de uma desigualdade, como no exemplo abaixo
-8 < x
2
–2x –8 < 0
Resolução:
Devemos separar as inequações , obedecendo o intervalo dado.
Temos:
I) 8 8 2
2
− > − − x x e
Matemática I


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II) 0 8 2
2
< − − x x
Agora vamos determinar as raízes ou zeros de cada uma das funções obtidas
pela separação.
I) 0 2
2
> − x x II) 0 8 2
2
< − − x x
x´ = 0 x´= x´´ = 1
x´´ = 2
Determinado ' x e " x , devemos fazer o estudo do sinal para cada função.
I) x< 0 ou x>2
II)x diferente de 1.
Calcular a solução S, que é dada pela interseção dos intervalos de S1 e S2.
Obs: o quadro de resposta será preenchido pelo intervalo achado.

Resposta: { R x ∈ / x<0 ou x>2}
4.6. Estudo do Vértice da Parábola
O ponto de vértice da parábola é um ponto extremamente importante para
problemas de otimização, ou seja, calcular pontos de maximização e
minimização de um problema.
Por exemplo, num problema de geometria plana, calcular qual será a área
máxima ou mínima, ou as dimensões do terreno que tornam essa área
máxima ou mínima.
Matemática I


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Num problema de economia, encontrar qual é o custo mínimo que uma
empresa pode ter na fabricação de um produto, ou qual o lucro máximo que
esta pode obter. Ou encontrar o número de produtos fabricados que levam a
esse lucro máximo ou custo mínimo.
a) Coordenada “x” do vértice
a
b
x
v
2
− =
b) Coordenada “y” do vértice
a
y
v
4

− =
Logo, o ponto de vértice é dado por
|
¹
|

\
| ∆
− −
a a
b
4
,
2

Claro que quando a parábola tem seu coeficiente angular positivo, ou seja,
concavidade com sentido para cima, o vértice é um ponto de mínimo da
função.
Veja em destaque o vértice da função ( ) 6 5
2
+ − = x x x f , que é um ponto
de mínimo.

Veja em destaque o vértice da função ( ) x x x f 3
2
− − = , que é um ponto de
mínimo.

Matemática I


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Atividades
1. Mostre que, dentre esses retângulos, o que tem área máxima é um
quadrado.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.
Um retângulo, cuja base é de 16 cm, sofre alteração em suas medidas de
forma que a cada redução de x cm em sua base, sendo x µ 0, obtém-se um
novo retângulo de área dada por A(x) = -x£ + 8x + 128.

2. Determine a e b em h(x) = ax + b, onde h(x) denota a altura desses
retângulos.

3. Quantas unidades essa empresa deve produzir para obter o maior lucro
possível?

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.
O lucro de uma empresa é dado pela relação R = L + C, em que L é o lucro,
R é a receita e C é o custo de produção. Numa empresa que produziu x
unidades de um produto, verificou-se que C(x) = 2x£ + 2500x + 3000 e R(x)
= x£ + 7500x + 3000.

4. Esboce o gráfico da função L.

Matemática I


76
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5. O preço de ingresso numa peça de teatro (p) relaciona-se com a
quantidade de freqüentadores (x) por sessão através da relação;

p = - 0,2x + 100

a) Qual a receita arrecadada por sessão, se o preço de ingresso for R$
60,00?
b) Qual o preço que deve ser cobrado para dar a máxima receita por
sessão?

Observação: receita = (preço) x (quantidade)

6. O lucro mensal de uma empresa é dado por L = -x£ + 30x - 5, onde x é a
quantidade mensal vendida.
a) Qual o lucro mensal máximo possível?
b) Entre que valores deve variar x para que o lucro mensal seja no mínimo
igual a 195?

7. A tabela indica as projeções do PIB de um país, em bilhões de dólares,
daqui a n anos:



Admitindo que no intervalo 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR) as projeções do PIB possam
ser estabelecidas por um modelo quadrático, pede-se:
a) a função que relaciona a projeção do PIB (em bilhões de dólares) com n,
no intervalo 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR);
b) sendo PŠ o PIB daqui a n anos, esboce o gráfico que relaciona n com a
diferença PŠø - PŠ para 1 ´ n ´ 5 (n Æ IN)

Matemática I


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8. No retângulo ABCD da figura a seguir, AD = 6 m e AB = 4 m, e os pontos
M, N, P e Q dos lados AD, AB, CB e CD, respectivamente, são tais que AM
= AN = CP = CQ.



Determine o valor máximo da área do quadrilátero MNPQ.

9. Seja f(x) = ax£ + (1 - a) x + 1, onde a é um número real diferente de zero.
Determine os valores de a para os quais as raízes da equação f(x)=0 são
reais e o número x=3 pertence ao intervalo fechado compreendido entre as
raízes.

10. Para cada número real m, considere a função quadrática f(x) = x£ + mx +
2.

Nessas condições:
a) Determine, em função de m, as coordenadas do vértice da parábola de
equação y = f(x).
b) Determine os valores de m Æ IR para os quais a imagem de f contém o
conjunto {y Æ IR : µ 1}.
c) Determine o valor de m para o qual a imagem de f é igual ao conjunto {y
Æ IR : y µ 1} e, além disso, f é crescente no conjunto {x Æ IR : x µ 0}.
d) Encontre, para a função determinada pelo valor de m do item c) e para
cada y µ 2, o único valor de x µ 0 tal que f(x) = y.


11. Calcule m, de modo que a função f(x) = mx£ - 4x + m tenha um valor
máximo igual a 3.

12. Considere a função quadrática f(x) = (p£ - 1) x£ + 2 (p - 1) x + 1. Então
determine o valor de "p" que, para todo "x" real, f(x) > 0.

13. Determine o menor valor que a expressão Ë(x£ + y£) pode assumir, se 2
x + 3 y = 1.

Matemática I


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14. Sejam f(x) = x + (5/4) e g(x) = 1 - x£. Determine:
a) os valores reais de x para os quais. f(x) µ g(x).
b) os valores reais de x para os quais. f(x) ´ g(x).

15. Qual a maior área possível de um terreno retangular (medindo a metros
por b metros), dado que a + 2b = 120?

16. No interior de uma floresta, foi encontrada uma área em forma de
retângulo, de 2 km de largura por 5 km de comprimento, completamente
desmatada. Os ecologistas começaram imediatamente o replantio, com o
intento de restaurar toda a área em 5 anos. Ao mesmo tempo, madeireiras
clandestinas continuavam o desmatamento, de modo que, a cada ano, a
área retangular desmatada era transformada em outra área também
retangular. Veja as figuras:



A largura (h) diminuía com o replantio e o comprimento (b) aumentava
devido aos novos desmatamentos.
Admita que essas modificações foram observadas e representadas através
das funções: h(t) = -(2t/5) + 2 e b(t) = 5t + 5 (t = tempo em anos; h = largura
em km e b = comprimento em km).

a) Determine a expressão da área A do retângulo desmatado, em função do
tempo t (0 ´ t ´ 5), e represente A(t) no plano cartesiano.
b) Calcule a área máxima desmatada e o tempo gasto para este
desmatamento, após o início do replantio.

17. Um fruticultor, no primeiro dia da colheita de sua safra anual, vende
cada fruta por R$2,00.
A partir daí, o preço de cada fruta decresce R$0,02 por dia.
Considere que esse fruticultor colheu 80 frutas no primeiro dia e a colheita
aumenta uma fruta por dia.

a) Expresse o ganho do fruticultor com a venda das frutas como função do
dia de colheita.

b) Determine o dia da colheita de maior ganho para o fruticultor.

Matemática I


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18. Considere as seguintes funções, relativas a uma ninhada de pássaros:
C = 5 + 10n; C = custo mensal, em reais, para a manutenção de n
pássaros.
V = 5n£ + 100n - 320; V = valor arrecadado, em reais, com a venda
de n pássaros, 4 ´ n ´ 16.
Sabe-se que o lucro mensal obtido é determinado pela diferença entre os
valores de venda V e custo C.
a) Determine os possíveis valores de n, para que haja lucro nas vendas.
b) Calcule o valor de n que proporciona o maior lucro possível e o valor, em
reais, desse lucro.

19. A foto a seguir mostra um túnel cuja entrada forma um arco parabólico
com base AB = 8 m e altura central OC = 5,6 m.
Observe, na foto, um sistema de coordenadas cartesianas ortogonais, cujo
eixo horizontal Ox é tangente ao solo e o vertical Oy representa o eixo de
simetria da parábola.
Ao entrar no túnel, um caminhão com altura AP igual a 2,45 m, como
ilustrado a seguir, toca sua extremidade P em um determinado ponto do
arco parabólico.



Calcule a distância do ponto P ao eixo vertical Oy.

Matemática I


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20. Observe a parábola de vértice V, gráfico da função quadrática definida
por y = ax£ + bx + c, que corta o eixo das abscissas nos pontos A e B.



Calcule o valor numérico de Ð = b£ - 4ac, sabendo que o triângulo ABV é
equilátero.

21. Um polinômio p, do segundo grau, é tal que

ýp(-1) = -3
þp(1) = 3
ÿp(2) = 12

Após determinar p, encontre o valor de p(3).

22. Uma empresa de turismo promove um passeio para n pessoas, com 10
´ n ´ 70, no qual cada pessoa paga uma taxa de (100 - n) reais. Nessas
condições, o dinheiro total arrecadado pela empresa varia em função do
número n. Qual é a maior quantia que a empresa pode arrecadar?

23. Um portal de igreja tem a forma de um arco de parábola. A largura de
sua base AB (veja figura) é 4m e sua altura é 5m. Qual a largura XY de um
vitral colocado a 3,2m acima da base?




24. Um comerciante compra peças diretamente do fabricante ao preço de
R$ 720,00 a caixa com 12 unidades. O preço de revenda sugerido pelo
fabricante é de R$ 160,00 a unidade. A esse preço o comerciante costuma
vender 30 caixas por mês. Contudo, a experiência tem mostrado que a cada
Matemática I


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R$ 5,00 que dá de desconto no preço sugerido, ele consegue vender 3
caixas a mais. Por quanto deve vender cada peça para que seu lucro
mensal seja máximo?

25. A parábola abaixo representa o lucro mensal L (em reais) obtido em
função do número de peças vendidas de um certo produto.



Determine:
a) o número de peças que torna o lucro nulo;
b) o(s) valor(es) de x que torna(m) o lucro negativo;
c) o número de peças que devem ser vendidas para que o lucro seja de R$
350,00.

26. Um muro, com 6 metros de comprimento, será aproveitado como
PARTE de um dos lados do cercado retangular que certo criador precisa
construir. Para completar o contorno desse cercado o criador usará 34
metros de cerca.
Determine as dimensões do cercado retangular de maior área possível que
o criador poderá construir.

Matemática I


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27. Um quadrado de 4cm de lado é dividido em dois retângulos. Em um dos
retângulos, coloca-se um círculo, de raio R, tangenciando dois de seus
lados opostos, conforme figura abaixo.



a) Escreva uma expressão que represente a soma das áreas do círculo e do
retângulo, que não contém o círculo, em função de R.

b) Qual deve ser o raio do círculo, para que a área pedida no item anterior
seja a menor possível?

28. Considere a função f: R ë R, definida por f(x) = -x£ - (Ë2)x - 2¾, onde n
é um número real. Determine o valor de n, de modo que f tenha valor
máximo igual a 1/4.

29. Um quadrado de 4cm de lado é dividido em dois retângulos. Em um dos
retângulos, coloca-se um círculo tangenciando dois de seus lados opostos,
conforme figura a seguir.



Determine o raio que o círculo deve ter, para que a soma das áreas do
círculo e do retângulo, que não o contém, seja a menor possível

Matemática I


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30. Um supermercado vende 400 pacotes de 5 kg de uma determinada
marca de arroz por semana. O preço de cada pacote é R$ 6,00, e o lucro do
supermercado, em cada pacote vendido, é de R$ 2,00. Se for dado um
desconto de x reais no preço do pacote do arroz, o lucro por pacote terá
uma redução de x reais, mas, em compensação, o supermercado
aumentará sua venda em 400x pacotes por semana. Nestas condições,
calcule:
a) O lucro desse supermercado em uma semana, caso o desconto dado
seja de R$ 1,00.
b) O preço do pacote do arroz para que o lucro do supermercado seja
máximo, no período considerado.

31. Um pesticida foi ministrado a uma população de insetos para testar sua
eficiência. Ao proceder ao controle da variação em função do tempo, em
semanas, concluiu-se que o tamanho da população é dado por:

f(t) = - 10t£ + 20t + 100.

a) Determine o intervalo de tempo em que a população de insetos ainda
cresce.
b) Na ação do pesticida, existe algum momento em que a população de
insetos é igual à população inicial? Quando?
c) Entre quais semanas a população de insetos seria exterminada?

32. Considere a função f : IR ë IR, f (x) = - 2 x£ + bx - 6, onde b Æ IR.

a) Para quais valores de b Æ IR a função f admite pelo menos uma raiz
real?
b) Na figura a seguir está representada uma parábola, na qual A, B e C são
os pontos de interseção da mesma com os eixos coordenados. Sabendo-se
que a área do triângulo ABC, hachurado, é de 6 unidades, determine o
único valor de b, para que a função f tenha como gráfico esta parábola.




Matemática I


84
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

33. Uma loja vende diariamente 40 unidades de um produto a R$ 50,00
cada uma. Quando esse produto entra em promoção, observa-se que para
cada R$ 1,00 de desconto no preço do produto, as vendas aumentam 10
unidades.
a) Calcule o valor do desconto que faz com que o faturamento seja máximo.
b) Calcule o faturamento máximo que a loja pode obter com essa promoção.

34. Seja a função f tal que f(0) = 4 e f(a) = 1, definida pelas duas expressões
f(x) = x£ - ax + b se x µ (a/2) e f(x) = x + 5 se x < (a/2).
Em relação à função f
a) INDIQUE a expressão utilizada no cálculo de f(0). JUSTIFIQUE sua
resposta e CALCULE o valor de b.
b) DETERMINE o sinal de a, e seu valor e os valores de x tais que f(x) = 9.

35. O custo C, em reais, para se produzir n unidades de determinado
produto é dado por:
C = 2510 - 100n + n£.
Quantas unidades deverão ser produzidas para se obter o custo mínimo?

36. Um jornaleiro compra os jornais FS e FP por R$ 1,20 e R$ 0,40,
respectivamente, e os comercializa por R$ 2,00 e R$ 0,80, respectivamente.
Analisando a venda mensal destes jornais sabe-se que o número de cópias
de FS não excede 1.500 e o número de cópias de FP não excede 3.000.
Supondo que todos os jornais comprados serão vendidos e que o dono da
banca dispõe de R$ 1.999,20 por mês para a compra dos dois jornais,
determine o número N de cópias de FS que devem ser compradas por mês
de forma a se maximizar o lucro. Indique a soma dos dígitos de N.

37. Quando o preço do pão francês era de R$0,12 a unidade, uma padaria
vendia 1000 unidades diariamente. A cada aumento de R$0,01 no preço de
cada pão, o número de pães vendidos por dia diminui de 50 unidades.
Reajustando adequadamente o preço do pão, qual a quantia máxima (em
reais) que pode ser arrecadada diariamente pela padaria com a venda dos
pães? Assinale metade do valor correspondente à quantia obtida.

38. Uma pesquisa sobre a relação entre o preço e a demanda de certo
produto revelou que: a cada desconto de R$ 50,00 no preço do produto, o
número de unidades vendidas aumentava de 10. Se, quando o preço do
produto era R$ 1.800,00 o número de unidades vendidas era de 240,
calcule o valor máximo, em reais, que pode ser obtido com a venda das
unidades do produto.

Matemática I


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39. Um avião tem combustível para voar durante 4 horas. Na presença de
um vento com velocidade v km/h na direção e sentido do movimento, a
velocidade do avião é de (300+v)km/h. Se o avião se desloca em sentido
contrário ao do vento, sua velocidade é de (300-v)km/h.
Suponha que o avião se afaste a uma distância d do aeroporto e retorne ao
ponto de partida, consumindo todo o combustível, e que durante todo o
trajeto a velocidade do vento é constante e tem a mesma direção que a do
movimento do avião.
a) Determine d como função de v.
b) Determine para que valor de v a distância d é máxima.

40. Um fabricante está lançando a série de mesas "Super 4". Os tampos
das mesas dessa série são retangulares e têm 4 metros de perímetro. A
fórmica usada para revestir o tampo custa R$10,00 por metro quadrado.
Cada metro de ripa usada para revestir as cabeceiras custa R$25,00 e as
ripas para as outras duas laterais custam R$30,00 por metro.



a) Determine o gasto do fabricante para revestir uma mesa dessa série com
cabeceira de medida x.
b) Determine as dimensões da mesa da série "Super 4" para a qual o gasto
com revestimento é o maior possível.

41. Um grupo de 40 moradores de uma cidade decidiu decorar uma árvore
de Natal gigante. Ficou combinado que cada um terá um número n de 1 a
40 e que os enfeites serão colocados na árvore durante os 40 dias que
precedem o Natal da seguinte forma: o morador número 1 colocará 1 enfeite
por dia a partir do 1¡. dia; o morador número 2 colocará 2 enfeites por dia a
partir do 2¡. dia e assim sucessivamente (o morador número n colocará n
enfeites por dia a partir do n-ésimo dia).

a) Quantos enfeites terá colocado ao final dos 40 dias o morador número
13?
b) A Sra. X terá colocado, ao final dos 40 dias, um total de m enfeites.
Sabendo que nenhum morador colocará mais enfeites do que a Sra. X,
determine m.

Matemática I


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42. Para quantos números reais x, o número y, onde y = - x£ + 6x -1, é um
número pertencente ao conjunto IN = {1, 2, 3, 4, ...}?

43. Cíntia, Paulo e Paula leram a seguinte informação numa revista:
"conhece-se, há mais de um século, uma fórmula para expressar o peso
ideal do corpo humano adulto em função da altura:
P = (a - 100) - [(a - 150)/k] onde P é o peso, em quilos, a é a altura, em
centímetros, k = 4, para homens, e k = 2, para mulheres"

a) Cíntia, que pesa 54 quilos, fez rapidamente as contas com k = 2 e
constatou que, segundo a fórmula, estava 3 quilos abaixo do seu peso ideal.
Calcule a altura de Cíntia.
b) Paulo e Paula têm a mesma altura e ficaram felizes em saber que
estavam ambos exatamente com seu peso ideal; segundo a informação da
revista.
Sabendo que Paulo pesa 2 quilos a mais do que Paula, determine o peso
de cada um deles.

44. Após uma análise de mercado, concluiu-se que um produto seria
vendido de conformidade com a fórmula Q=2000-100P, na qual Q
representa a quantidade que será vendida ao preço unitário P.

Sabendo que o lucro por unidade vendida é P-10, encontre

a) uma fórmula que determine o lucro total, em função de P;

b) o valor de P, para que o lucro total seja o maior possível.

45. Uma pedra é atirada para cima, com velocidade inicial de 40 m/s, do alto
de um edifício de 100m de altura. A altura (h) atingida pela pedra em
relação ao solo, em função do tempo (t) é dada pela expressão: h(t) = - 5t£+
40t + 100.

a) Em que instante t a pedra atinge a altura máxima? Justifique.

b) Esboce o gráfico de h(t).

Matemática I


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46. Em um jogo de futebol foi cometida uma falta frontal ao gol a uma
distância de 36 m.
Para a cobrança da falta o juiz montou uma barreira de cinco jogadores,
todos com 1,80 m de altura, e posicionou-os a 9 m da bola. Entretanto, logo
após o apito do árbitro para a cobrança da falta, a barreira deslocou-se em
direção à bola a uma velocidade de 10 cm/s, e o jogador que cobrou a falta
só chutou a bola 10s depois de o árbitro ter apitado.
Sabendo-se que a baliza mede 2,44 m de altura e que a falta foi cobrada
segundo a trajetória de uma parábola representada pela função y =
(61/5400) . (-x£ + 42x), pergunta-se:

Qual dentre as narrações a seguir melhor representa a situação, após a
cobrança da falta? Justifique sua resposta com cálculos.

Situação I ë Vai ser cobrada a falta, começa a vibrar a torcida, correu o
jogador, chutou e é gol. Golaço!

Situação II ë Tudo pronto para a cobrança, autoriza o juiz, a torcida está
impaciente... Chutou o jogador. No pau! Que susto! Sensacional a batida
no travessão!

Situação III ë O estádio é uma só emoção! Corre o jogador, atira e a bola
encobre o goleiro. Por cima do travessão... e a torcida faz huum...

Situação IV ë Tudo pronto para a cobrança, autoriza o juiz, que demora...
Chutou mal: direto na barreira!

47. Considere as funções f: IR ë IR e g: IR ë IR dadas por: f(x) = x£ - x +
2 e g(x) = -6x + 3/5.
Calcule f(1/2) + [5g(-1)]/4.

48. Uma bola, ao ser chutada num tiro de meta por um goleiro, numa partida
de futebol, teve sua trajetória descrita pela equação h(t) = -2t£ + 8t (t µ 0),
onde t é o tempo medido em segundos e h(t) é a altura em metros da bola
no instante t. Determine, após o chute:

a) o instante em que a bola retornará ao solo;
b) a altura máxima atingida pela bola.

Matemática I


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49. Na figura a seguir, estão esboçadas duas parábolas, que são os
gráficos das funções f e g. Considere a função h:IRëIR (onde IR
representa o conjunto dos números reais), definida por h(x)=|f(x)+g(x)| e
determine em que ponto o gráfico de h intercepta o eixo das ordenadas y.




50. Em uma barragem de uma usina hidrelétrica, cujo reservatório encontra-
se cheio de água, considere que a vista frontal dessa barragem seja
retangular, com 46m de comprimento e 6 m de altura conforme
representado na figura adiante. Sendo h a altura, em metros, medida a
partir da parte superior da barragem até o nível da água, tem-se h=6,
quando o reservatório está vazio, e h=0, no caso de o reservatório
apresentar-se cheio.



Nessas condições, a força F, em newtons, que a água exerce sobre a
barragem é uma função de h, isto é, F = F(h). Por exemplo, se h = 6, F(6) =
0. É conhecido que a função F é dada por um polinômio do segundo grau
na variável h. Além disso, foram determinados os seguintes valores:
F(5) = 25,3 x 10¤ N e F(4) = 46 x 10¤ N.
Com essas informações, é possível determinar o valor de F para todo h Æ
[0, 6].
Calcule o valor F(0)/10¤, desconsiderando a parte fracionária de seu
resultado, caso exista.


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5. FUNÇÃO MODULAR

Neste capítulo, estudaremos a função modular, explorando a solução de suas equações
modulares, inequações modulares, e o efeito do módulo no gráfico de uma função que já
conhecemos como sendo “do primeiro grau” e “do segundo grau”.
Bom Estudo !

5.1. Definição

O módulo (ou valor absoluto) de um número real x, que se indica por | x | é definido
da seguinte maneira:



Então:

Se x é positivo ou zero, | x | é igual ao próprio x.
Exemplos: | 2 | = 2 ; | 1/2 | = | 1/2 | ; | 15 | = 15

Se x é negativo, | x | é igual a -x.
Exemplos: | -2 | = -(-2) = 2 ; | -20 | = -(-20) = 20

Sendo que o gráfico de f(x) = |x| é semelhante ao gráfico de f(x) = x,
sendo que a parte negativa do gráfico será “refletida” sempre para um f(x)
¹
´
¦
< −

=
0 se ,
0 se ,

x x
x x
x
Matemática I


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positivo.



Um outro exemplo para uma função modular seria a função modular do 2º
grau, sendo f(x) = |x
2
– 4| , assim :

,

Assim, temos o gráfico:




O módulo de um número real é sempre positivo ou nulo. O módulo de
um número real nunca é negativo.
Representando geometricamente, o módulo de um número real x é igual
à distância do ponto que representa, na reta real, o número x ao ponto 0 de
origem. Assim:

• Se | x | < a (com a>0) significa que a distância entre x e a origem é
menor que a, isto é, x deve estar entre –a e a, ou seja,
| x | < a ⇔ -a< x < a.
Matemática I


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Se | x | > a (com a>0) significa que a distância entre x e a origem é maior
que a, isto é, deve estar à direita de a ou à esquerda de –a na reta real, ou
seja: | x | > a ⇔ x > a ou x < -a.




5.2. Equações Modulares
Toda a equação que contiver a incógnita em um módulo num dos
membros será chamada equação modular.

Exemplos:


a) | x
2
-5x | = 1
b) | x+8 | = | x
2
-3 |

Algumas equações modulares resolvidas:

1) Resolver a equação | x
2
-5x | = 6.
Resolução: Temos que analisar dois casos:
caso 1: x
2
-5x = 6
caso 2: x
2
-5x = -6

Resolvendo o caso 1:
x
2
-5x-6 = 0 => x’=6 e x’’=-1.
Resolvendo o caso 2:
x
2
-5x+6 = 0 => x’=3 e x’’=2.

Resposta: S={-1,2,3,6}


2) Resolver a equação | x-6 | = | 3-2x |.
Resolução: Temos que analisar dois casos:
caso 1: x-6 = 3-2x
caso 2: x-6 = -(3-2x)
Resolvendo o caso 1:
x-6 = 3-2x => x+2x = 3+6 => 3x=9 => x=3
Resolvendo o caso 2:
x-6 = -(3-2x) => x-2x = -3+6 => -x=3 => x=-3
¹
´
¦
>
<

¹
´
¦
>
<


¹
´
¦
< −
+ <

¹
´
¦
< + −
+ − < −
⇒ < + − < − ⇒ < +
2
4

4 2
8 2


4 2
2 6 2

2 6 2
6 2 2
2 6 2 2 2 | 6 2x - |
x
x
x
x
x
x
x
x
x
Matemática I


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Resposta: S={-3,3}

5.3. Inequações Modulares
Chamamos de inequações modulares as inequações nos quais aparecem
módulos de expressões que contém a incógnita.

Algumas inequações modulares resolvidas:

1) Resolver a inequação | -2x+6 | < 2.
Resolução:

S = {x ∈ IR | 2<x<4}

2) Dê o conjunto solução da inequação |x
2
-2x+3| ≤ 4.

Resolução:

|x
2
-2x+3| ≤ 4 => -4 ≤ x
2
-2x+3 ≤ 4.
Então temos duais inequações (que devem ser satisfeitas ao mesmo
tempo):
Eq.1: -4 ≤ x
2
-2x+3
Eq.2: x
2
-2x+3 ≤ 4

Resolvendo a Eq.1:
-4 ≤ x
2
-2x+3 => -4-3 ≤ x
2
-2x => -7 ≤ x
2
-2x => x
2
-2x+7 ≥ 0 => sem
raízes reais

Resolvendo a Eq.2:
x
2
-2x+3 ≤ 4 => x
2
-2x-1 ≤ 0


5.4. Domínio da Função Modular
Podemos determinar o domínio de algumas funções utilizando
inequações modulares:

Exemplo 1: Determinar o domínio da função


} 2 1 2 1 | {
2 1 ' '
2 1 '
raízes as s encontramo Bhaskara Aplicando
+ ≤ ≤ − ∈ =
¦
¹
¦
´
¦
+ =
− =
x IR x S
x
x
3 | |
1
) (

=
x
x f
Matemática I


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Resolução:



Exemplo 2: Determinar o domínio da função


Resolução:



Atividades

1. Seja f a função real dada por f(x) = ax£ + bx + c, com a > 0. Determine a,
b e c sabendo que as raízes da equação | f (x) | = 12 são -2, 1, 2 e 5.
Justifique.

| 1 | 2 ) ( − − = x x f
} 3 1 | { : Resposta
3 1 1 2 1 2 2 1 2
2 1 2 2 | 1 | 2 | 1 | 0 | 1 | 2 : Então
. 0 | 1 | 2 se IR em possível é só | 1 | 2 que Sabemos
≤ ≤ − ∈ =
≤ ≤ − ⇒ + ≤ ≤ + − ⇒ ≤ − ≤ −
≤ − ≤ − ⇒ ≤ − ⇒ − ≥ − − ⇒ ≥ − −
≥ − − − −
x IR x D
x x x
x x x x
x x
} 3 ou 3 | { : Resposta
3 ou 3 3 | | 0 3 | | : Então
. 0 3 | | se IR em possível é só
3 | |
1
que Sabemos
− ≠ ≠ ∈ =
− ≠ ≠ ⇒ ≠ ⇒ ≠ −
≠ −

x x IR x D
x x x x
x
x
Matemática I


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2. a) Esboce, para x real, o gráfico da função f(x) = | x - 2 | + | 2x + 1 | - x - 6.
O símbolo | a | indica o valor absoluto de um número real a e é definido por |
a | = a, se a µ 0 e | a | = - a, se a < 0.

b) Para que valores reais de x, f(x) > 2x + 2?




3. Dada a função: f(x) = | x - 1 | + 1, x Æ [-1, 2],
a) esboce o gráfico da função f;
b) calcule a área da região delimitada pelo gráfico da função f, pelo eixo das
abscissas e pelas retas x = -1 e x = 2.

4. O volume de água em um tanque varia com o tempo de acordo com a
seguinte equação:

V = 10 - |4 - 2t| - |2t - 6|, t Æ IRø

Nela, V é o volume medido em m¤ após t horas, contadas a partir de 8h de
uma manhã.
Determine os horários inicial e final dessa manhã em que o volume
permanece constante.

5. Esboce o gráfico da seguinte função real de variável real:

ý2x£ + | x | - 3, para x ´ -1 ou x µ 1
f(x) = þ
ÿË(1 - x£) para -1 < x <1

6. Sejam f e g as funções definidas para todo x Æ IR por f(x) = x£ - 4x + 4 e
g(x) = |x - 1|.

a) Calcule f(g(x)) e g(f(x)).
b) Esboce os gráficos das funções compostas fog e gof.

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7. Considere a função f: R ë R definida por f(2x) = |1 - x |.
Determine os valores de x para os quais f(x) = 2.

8. Considere uma quantidade Q > 0 e seja M um valor aproximado de Q,
obtido através de uma certa medição. O erro relativo E desta medição é
definido por

E = | Q - M | / Q.

Considere ainda um instrumento com uma precisão de medida tal que o
erro relativo de cada medição é de, no máximo, 0,02. Suponha que uma
certa quantidade Q foi medida pelo instrumento e o valor M = 5,2 foi obtido.
Determine o menor valor possível de Q.

9. Durante o ano de 1997 uma empresa teve seu lucro diário L dado pela
função

L(x) = 50 ( | x - 100 | + | x - 200 | )

onde x = 1, 2, ..., 365 corresponde a cada dia do ano e L é dado em reais.
Determine em que dias (x) do ano o lucro foi de R$10.000,00.

10. Resolver a equação x£ - 3| x | + 2 = 0, tomando como universo o
conjunto R dos números reais.

11. Determine os pontos de intersecção dos gráficos das funções reais
definidas por f(x)=|x| e g(x)=-x£+x+8 pelo método algébrico.

12. Seja f(x) = |2x£ - 1|, x Æ R. Determinar os valores de x para os quais f(x)
< 1.

13. Determine todos os valores de x Æ IR que satisfazem simultaneamente
às inequações seguintes:

(2x+3)/(x-1) µ 1

-x£ + 3x - 2 ´ 0

|x-2| - |x| µ 0

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14. Considere as inequações

(I) 3 ´ Ë(x + 1) ´ 4

(II) |2x - 11| ´ 9

a) Determine os conjuntos-soluções S(I) e S(II) das equações I e II
respectivamente.
b) Represente os conjuntos S(I) e S(II) na reta real.
c) Determine S(I) º S(II) e S(I) » S(II).

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Na(s) questão(ões) a seguir julgue os itens e escreva nos parênteses (V) se
for verdadeiro ou (F) se for falso.

15. Julgue os itens.

( ) Sendo a e b números reais, então Ë(a£ + b£) = a + b
( ) Se x é um número real, -1 < x ´ 1, então |x + 1| / |x + 2| - 3 = -1
( ) Se p é um número real não nulo, então a equação 2px£ - 2(p - 1)x - 1 =
0, tem duas raízes reais diferentes, qualquer que seja o valor de p.

16. Seja R o conjunto dos números reais. Considere a função f: IR ë IR,
definida por f(x) = |1 - |x||. Assim,

( ) f(-4) = 5.
( ) o valor mínimo de f é zero.
( ) f é crescente para x no intervalo [0,1].
( ) a equação f(x) = 1 possui três soluções reais distintas.



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6. FUNÇÃO EXPONENCIAL

Olá aluno,
Este capítulo traz uma ferramenta fascinante dentro da álgebra onde temos como exemplos
de aplicações extremamente conhecidas o crescimento populacional e o decaimento
radioativo.

6.1. Modelo da Função Exponencial
x
ba y =
→ y variável dependente
→ x variável independente
O coeficiente “b” da função exponencial determina a quantidade inicial da
grandeza representada no eixo “y”. No gráfico é o ponto onde a curva
exponencial intercepta o eixo “y”.
O coeficiente “a” da função exponencial determina a taxa de crescimento ou
decrescimento da grandeza do eixo “y” em relação a grandeza do eixo “x”.
Quando o valor do coeficiente “a” é maior que “1” a função é crescente.



Matemática I


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Quando o valor do coeficiente “a” esta no intervalo aberto entre “0 e 1” a
função é decrescente.

6.2. Equações Exponenciais
Equações exponenciais são, simplesmente, equações com incógnita no
expoente.
Exemplos:

Os dois métodos fundamentais utilizados na resolução de equações
exponenciais são:
• Método de redução a uma base comum;
• Método que utiliza o conceito e propriedades de logaritmos.
Trataremos neste capítulo apenas do primeiro método. O segundo será visto
no próximo capítulo sobre logaritmo.
6.2.1. Método de redução a uma base comum
Este método, como o próprio nome diz, consiste no uso de técnicas que
permitam, através de transformações baseadas nas propriedades de
potências, reduzir ambos os membros de uma equação a uma potência de
mesma base. É claro que o método só poderá ser utilizado caso seja possível
a redução.
Como a função exponencial é injetora podemos concluir que:

ou seja, que potências iguais e de mesma base têm expoentes iguais.
Veja alguns exemplos de equações exponenciais resolvidas aumentando o
nível de dificuldade de um exemplo para o outro.
Os exercícios foram selecionados visando apresentar técnicas de soluções
diferenciadas.

Matemática I


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Matemática I


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6.3. Inequações Exponenciais
A solução da Inequação exponencial é bem simples de ser encontrada.
Quando a base a ser cancelada é maior que “1” devemos manter o sinal da
desigualdade e quando a base esta no intervalo aberto entre “0 e 1” devemos
inverter a o sinal de desigualdade.
Caso 1: 1 > base (Manter a desigualdade)
( )
( )
1
2 3
2 2
64 2
6 3
3
− >
> +
>
>
+
+
x
x
x
x

{ } 1 / − > ∈ = x R x S
Caso 1: 1 0 < < base (Inverter a desigualdade)
Matemática I


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2
3
3 2
4 7 2
3
1
3
1
81
1
3
1
4 7 2
7 2


− ≥
≥ +
|
¹
|

\
|

|
¹
|

\
|
≤ |
¹
|

\
|
+
+
x
x
x
x
x

)
`
¹
¹
´
¦
− ≥ ∈ =
2
3
/ x R x S
6.4. Gráfico da Função Exponencial
Caso 1: 1 > base (Função Crescente)
Exemplo: ( )
x
e x f . 2 =

Observe como a função intercepta o eixo das ordenadas exatamente no ponto
“2” que é o valor do coeficiente “b”
Caso 1: 1 0 < < base (Função Decrescente)
Exemplo: ( )
x
x g
|
¹
|

\
|
=
2
1
. 1
Matemática I


103
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Observe como a função intercepta o eixo das ordenadas exatamente no ponto
“1” que é o valor do coeficiente “b”.
6.5. Aplicações da Função Exponencial
6.5.1. Crescimento Populacional de Bactérias
Exemplo:
As bactérias em um recipiente se reproduzem de forma tal que o
aumento do seu número em um intervalo de tempo de comprimento
fixo é proporcional ao número de bactérias presentes no início do
intervalo. Suponhamos que, inicialmente, haja 1000 bactérias no
recipiente e que, após 1 hora, este número tenha aumentado para
1500. Quantas bactérias haverá cinco horas após o início do
experimento?.

( )
a
a
a t n
a b y
t
x
=
=
=
=
5 , 1
. 1000 1500
. 1000
.
1


Logo o modelo da função do problema é

( ) ( )
t
t n 5 , 1 . 1000 =

Então para descobrirmos o número de bactérias após 5 horas basta
substituir no modelo encontrado

Matemática I


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( ) ( )
( )
( ) 7594 5
75 , 7593 5
5 , 1 . 1000 5
5

=
=
n
n
n


6.5.2. Meia-Vida (Decaimento Radioativo)
Exemplo:

A meia vida do isótopo radioativo do carbono (C
14
) é de 5500 anos.
Que percentual da massa original de C
14
restará em uma amostra
após 10000 anos?

( )
( )
5500
1
5500 1
5500 1
5500
5500
0
0
5500
0
0
2
2
2
2
1
.
2
. 5500
.
.



=
=
=
=
=
=
=
=
a
a
a
a
a m
m
a m m
a m t m
a b y
t
x


Logo o modelo da função do problema é

( )
t
m t m
|
|
¹
|

\
|
=

5500
1
0
2 .

Então para descobrirmos a massa após 10000 anos basta substituir
no modelo encontrado

( )
( )
( )
0
0 0
8 , 1
0
8 , 1
0
5500
10000
0
10000
5500
1
0
% 35 , 28
2835 , 0
5263 , 3
1
2
1
2 2 2
m t m
m m m t m
m m m t m

= = =
= =
|
|
¹
|

\
|
=

− −



Matemática I


105
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo



Atividades
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES.
Em um município, após uma pesquisa de opinião, constatou-se que o
número de eleitores dos candidatos A e B variava em função do tempo t, em
anos, de acordo com as seguintes funções:

A(t) = 2.10¦(1,6)

B(t) = 4.10¦(0,4)

Considere as estimativas corretas e que t = 0 refere-se ao dia 1 de janeiro
de 2000.

1. Calcule o número de eleitores dos candidatos A e B em 1 de janeiro de
2000.

2. Mostre que, em 1 de outubro de 2000, a razão entre os números de
eleitores de A e B era maior que 1.

3. Determine em quantos meses os candidatos terão o mesmo número de
eleitores.

4. Seja f: IR ë IR
x ë y = 3 Ñ¥

Sabendo-se que f(g(x)) = x£/81, obtenha:

a) um esboço do gráfico de f;

b) a lei da função g.

Matemática I


106
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5. Certa substância radioativa desintegra-se de modo que, decorrido o
tempo t, em anos, a quantidade ainda não desintegrada da substância é



em que S³ representa a quantidade de substância que havia no início. Qual
é o valor de t para que a metade da quantidade inicial desintegre-se?

6. A bula de certo medicamento informa que, a cada seis horas após sua
ingestão, metade dele é absorvida pelo organismo. Se uma pessoa tomar
200 mg desse medicamento, quanto ainda restará a ser absorvido pelo
organismo imediatamente após 18 horas de sua ingestão? E após t horas?

7. Segundo a lei do resfriamento de Newton, a temperatura T de um corpo
colocado num ambiente cuja temperatura é T³ obedece à seguinte relação:



Nesta relação, T é medida na escala Celsius, t é o tempo medido em horas,
a partir do instante em que o corpo foi colocado no ambiente, e k e c são
constantes a serem determinadas. Considere uma xícara contendo café,
inicialmente a 100°C, colocada numa sala de temperatura 20°C. Vinte
minutos depois, a temperatura do café passa a ser de 40°C.
a) Calcule a temperatura do café 50 minutos após a xícara ter sido colocada
na sala.
b) Considerando Øn 2 = 0,7 e Øn 3 = 1,1, estabeleça o tempo aproximado em
que, depois de a xícara ter sido colocada na sala, a temperatura do café se
reduziu à metade.

Matemática I


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8. No programa de rádio HORA NACIONAL, o locutor informa:

"Atenção, senhores ouvintes. Acabamos de receber uma notificação da
defesa civil do País alertando para a chegada de um furacão de grandes
proporções nas próximas 24 horas. Pede-se que mantenham a calma, uma
vez que os órgãos do governo já estão tomando todas as providências
cabíveis".

Para atender às solicitações que seguem, suponha que o número de
pessoas que tenha acesso a essa informação, quando transcorridas t horas
após a divulgação da notícia, seja dado pela expressão



sendo t µ 0 e P a população do País.

a) Calcule o percentual da população que tomou conhecimento da notícia
no instante de sua divulgação.
b) Calcule em quantas horas 90% da população tem acesso à notícia,
considerando que, em 1 hora após a notícia, 50% da população do país já
conhecia a informação.

Matemática I


108
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9. O gráfico a seguir ilustra o número de assinantes residenciais da Internet
no Brasil, em milhares, nos últimos cinco anos.



A partir desses dados, é importante obter um modelo matemático capaz de
estimar o número de assinantes residenciais da Internet do Brasil em datas
diferentes das fornecidas. Para isso, aproxima-se o número anual de
assinantes, em milhares, por uma função exponencial do tipo mostrado
abaixo do gráfico em que t é o ano, e=2,718... é a base do sistema
neperiano de logaritmos, A e k são constantes a serem determinadas.

Considerando que F(1998)=1.600 e F(1999)=2.000, calcule, em centenas
de milhares, a estimativa do número de assinantes no ano de 2003,
desprezando a parte fracionária de seu resultado, caso exista.

10. Considere função dada por f(x)= 3£Ñ®¢ + m 3Ñ + 1.
a) Quando m = - 4, determine os valores de x para os quais f(x) = 0.
b) Determine todos os valores reais de m para os quais a equação f(x) = m
+ 1 não tem solução real x.

11. Suponha que o preço de um automóvel tenha uma desvalorização
média de 19% ao ano sobre o preço do ano anterior. Se F representa o
preço inicial (preço de fábrica) e p (t), o preço após t anos, pede-se:
a) a expressão para p (t);
b) o tempo mínimo necessário, em número inteiro de anos, após a saída da
fábrica, para que um automóvel venha a valer menos que 5% do valor
inicial. Se necessário, use: log 2 ¸ 0,301 e log 3¸0,477.

Matemática I


109
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12. Suponha que o número de indivíduos de uma determinada população
seja dado pela função: F(t)=a.2ö , onde a variável t é dada em anos e a e b
são constantes.

a) Encontre as constantes a e b de modo que a população inicial (t=0) seja
igual a 1024 indivíduos e a população após 10 anos seja a metade da
população inicial.

b) Qual o tempo mínimo para que a população se reduza a 1/8 da
população inicial?

c) Esboce o gráfico da função F(t) para tÆ[0,40].

13. O processo de resfriamento de um determinado corpo é descrito por:



onde T(t)é a temperatura do corpo, em graus Celsius, no instante t, dado
em minutos, TÛ é a temperatura ambiente, suposta constante, e ‘ e ’ são
constantes. O referido corpo foi colocado em um congelador com
temperatura de -18°C. Um termômetro no corpo indicou que ele atingiu 0°C
após 90 minutos e chegou a -16°C após 270 minutos.

a) Encontre os valores numéricos das constantes ‘ e ’.
b) Determine o valor de t para o qual a temperatura do corpo no congelador
é apenas (2/3)°C superior à temperatura ambiente.

14. A função L(x) = aeöÑ fornece o nível de iluminação, em luxes, de um
objeto situado a x metros de uma lâmpada.
a) Calcule os valores numéricos das constantes a e b, sabendo que um
objeto a 1 metro de distância da lâmpada recebe 60 luxes e que um objeto a
2 metros de distância recebe 30 luxes.
b) Considerando que um objeto recebe 15 luxes, calcule a distância entre a
lâmpada e esse objeto.

Matemática I


110
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15. Um objeto parte do ponto A, no instante t = 0, em direção ao ponto B,
percorrendo, a cada minuto, a metade da distância que o separa do ponto
B, conforme figura. Considere como sendo de 800 metros a distância entre
A e B.



Deste modo, ao final do primeiro minuto (1¡. período) ele deverá se
encontrar no ponto A; ao final do segundo minuto (2¡. período), no ponto
A‚; ao final do terceiro minuto (3¡. período), no ponto Aƒ, e, assim,
sucessivamente.
Suponhamos que a velocidade se reduza linearmente em cada período
considerado.
a) Calcule a distância percorrida pelo objeto ao final dos 10 primeiros
minutos. Constate que, nesse instante, sua distância ao ponto B é inferior a
1 metro.
b) Construa o gráfico da função definida por "f(t) = distância percorrida pelo
objeto em t minutos", a partir do instante t = 0.

16. Resolva, em IR, a equação




Matemática I


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17. Determine uma das soluções da equação




18. A inflação anual de um país decresceu no período de sete anos. Esse
fenômeno pode ser representado por uma função exponencial do tipo f(x) =
a.bÑ, conforme o gráfico a seguir.



Determine a taxa de inflação desse país no quarto ano de declínio.

19. Resolva o sistema

ý3Ñ + 3Ò = 36
þ
ÿ3Ñ ® Ò = 243

Matemática I


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20. a) Ao resolver uma questão, José apresentou o seguinte raciocínio:

"Como 1/4>1/8 tem-se (1/2)£>(1/2)¤ e conclui-se que 2>3."

Identifique o erro que José cometeu em seu raciocínio, levando-o a essa
conclusão absurda.

b) Sem cometer o mesmo erro que José, determine o menor número m,
inteiro e positivo, que satisfaz à inequação:




21. Determinar o valor de x na equação 5Ñ®¢ + 5Ñ + 5Ñ¢ = 775.

22. O valor de x, que satisfaz a equação

2£Ñ®¢ - 3.2Ñ®£ = 32, é:

23. Em um experimento com uma colônia de bactérias, observou-se que
havia 5.000 bactérias vinte minutos após o início do experimento e, dez
minutos mais tarde, havia 8.500 bactérias. Suponha que a população da
colônia cresce exponencialmente, de acordo com a função P(t) = P³eÑ , em
que P³ é a população inicial, x é uma constante positiva e P(t) é a
população t minutos após o início do experimento. Calcule o valor de
P³/100, desprezando a parte fracionária de seu resultado, caso exista.

24. Duas funções f(t) e g(t) fornecem o número de ratos e o número de
habitantes de uma certa cidade em função do tempo t (em anos),
respectivamente, num período de 0 a 5 anos. Suponha que no tempo inicial
(t = 0) existiam nessa cidade 100 000 ratos e 70 000 habitantes, que o
número de ratos dobra a cada ano e que a população humana cresce 2 000
habitantes por ano. Pede-se:
a) As expressões matemáticas das funções f(t) e g(t).
b) O número de ratos que haverá por habitante, após 5 anos.

25. Resolva as equações exponenciais, determinando os correspondentes
valores de x.
a) 7Ѥ + 7ѣ + 7Ѣ = 57
b) (1/3)Ñ + (1/3)Ñ®¢ - (1/3)Ñ£ = -207

Matemática I


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26. Considere a equação 2Ñ + m2£Ñ - 2m - 2 = 0, onde m é um número real.

a) Resolva essa equação para m = 1.

b) Encontre todos os valores de m para os quais a equação tem uma única
raiz real.

27. Seja a, 0 < a < 1, um número real dado. Resolva a inequação
exponencial a£Ñ®¢ > (1/a)Ѥ.

28. Seja uma função f definida como mostra a função a seguir


. Determine os valores de x tais que f(x) seja menor do que 8.











Matemática I


114
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7. FUNÇÃO LOGARÍTIMICA

Prezado Aluno,
Neste capítulo, você entrará em contato com uma teoria fascinante, com aplicações em
diversas áreas, e com simplificadora de alguns cálculos problemáticos da própria
Matemática. É comum escutarmos de alguns professores de Matemática do Ensino Médio
que ensinam logaritmo, que embora lecionem este conteúdo, ele não serve para nada.
Cuidado, aluno de licenciatura, pois falas como essa inibem o aprendizado do aluno e
retiram a beleza da Matemática. Ninguém conhece todas as aplicações de um determinado
conteúdo, mas procurar conhecer é essencial na atividade de um professor. Por exemplo,
com logaritmo conseguimos calcular o nível sonoro de uma onda, medir a energia liberada
por um terremoto, calcular o PH de uma substância, e outras aplicações que você verá com
maior detalhe ao longo deste capítulo.


7.1. Uma Breve História
Os logaritmos, como instrumento de cálculo, surgiram para realizar
simplificações, uma vez que transformam multiplicações e divisões nas
operações mais simples de soma e subtração.
Napier foi um dos que impulsionaram fortemente seu desenvolvimento,
perto do início do século XVII. Ele é considerado o inventor dos logaritmos,
muito embora outros matemáticos da época também tenham trabalhado com
ele.
Já antes dos logaritmos, a simplificação das operações era realizada através
das conhecidas relações trigonométricas, que relacionam produtos com
somas ou subtrações. Esse processo de simplificação das operações
envolvidas passou a ser conhecido como prostaférese, sendo largamente
utilizado numa época em que as questões relativas à navegação e à
astronomia estavam no centro das atenções. De fato, efetuar multiplicações
ou divisões entre números muito grandes era um processo bastante
dispendioso em termos de tempo. A simplificação, provocada pela
prostaférese, era relativa e, sendo assim, o problema ainda permanecia.

John Napier
(1550-1617)
Matemática I


115
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O método de Napier baseou-se no fato de que associando aos termos de
uma progressão geométrica

b, b
2
, b
3
, b
4
, b
5
, … , b
n
, …
os termos da progressão aritmética
1, 2, 3, 4, 5, ... , n, ...
Então, ao produto de dois termos da primeira progressão, b
m
.b
p
, está
associada a soma m+p dos termos correspondentes na segunda progressão.
Considerando, por exemplo,
PA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
PG 2 4 8 16 32 64 128 256 512 1024 2048 4096 8192 16394
Para efetuar, por exemplo, 256 x 32, basta observar que:
• 256 na segunda linha corresponde a 8 na primeira;
• 32 na segunda linha corresponde a 5 na primeira;

• como 8+5=13,

• 13 na primeira linha corresponde a 8192 na segunda.
Assim, 256x32=8192 resultado esse que foi encontrado através de uma
simples operação de adição.
A fim de que os números da progressão geométrica estivessem bem
próximos, para ser possível usar interpolação e preencher as lacunas entre os
termos na correspondência estabelecida, evitando erros muito grosseiros,
Napier escolheu para razão o número 9999999 , 0
10
1
1
7
= − = b , que é bem
próximo de 1. Segundo Eves, para evitar decimais, ele multiplicava cada
potência
por
7
10 . Então, se
L
N
|
¹
|

\
|
− =
7
7
10
1
1 10 , ele chamava L de "logaritmo" do
número N.
Assim, o logaritmo de Napier de
7
10 é 0 e o de
|
¹
|

\
|

7
7
10
1
1 10 é 1.
Enquanto Napier trabalhava com uma progressão geométrica onde o
primeiro termo era 10
7
.b e a razão b, ao que parece, de forma
independente, Bürgi também lidava com o problema dos logaritmos.
Bürgi empregou uma razão um pouco maior do que 1, qual seja
1,0001=1+10
-4
. O primeiro termo de sua PG era 10
8
e ele desenvolveu uma
tabela com 23027 termos.
Matemática I


116
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Como Napier, Bürgi considerou uma PG cuja razão era muito próxima de 1,
a fim de que os termos da seqüência fossem muito próximos e os cálculos
pudessem ser realizados com boas aproximações.
Posteriormente, Napier, juntamente com Briggs, elaboraram tábuas de
logaritmos mais úteis de modo que o logaritmo de 1 fosse 0 e o logaritmo de
10 fosse uma potência conveniente de 10, nascendo assim os
logaritmos briggsianos ou comuns, ou seja, os logaritmos dos dias de hoje.
Ainda segundo Eves, durante anos ensinou-se a calcular com logaritmos na
escola média ou no início dos cursos superiores de Matemática; também por
muitos anos a régua de cálculo logarítmica foi o símbolo do estudante de
engenharia do campus universitário.
Hoje, porém, com o advento das espantosas e cada vez mais baratas e
rápidas calculadoras, ninguém mais em sã consciência usa uma tábua de
logaritmos ou uma régua de cálculo para fins computacionais. O ensino dos
logaritmos, como um instrumento de cálculo, está desaparecendo das
escolas, os famosos construtores de réguas de cálculo de precisão estão
desativando sua produção e célebres manuais de tábuas matemáticas
estudam a possibilidade de abandonar as tábuas de logaritmos. Os produtos
da grande invenção de Napier tornaram-se peças de museu.
A função logarítmica, porém, nunca morrerá pela simples razão de que as
variações exponencial e logarítmica são partes vitais da natureza e da
análise. Conseqüentemente, um estudo das propriedades da função
logarítmica e de sua inversa, a função exponencial, permanecerá sempre uma
parte importante do ensino da Matemática.
Recentemente, no século XX, com o desenvolvimento da Teoria da
Informação, Shannon descobriu que a velocidade máxima C
máx
- em bits por
segundo - com que sinais de potência S watts podem passar por um canal de
comunicação, que permite a passagem, sem distorção, dos sinais de
freqüência até B hertz, produzindo um ruído de potência máxima N watts, é
dada por:
|
¹
|

\
|
=
N
S
B C
máx 2
log
Dessa forma, os logaritmos claramente assumem um papel fundamental, pois
constituem uma ferramenta essencial no contexto da moderna tecnologia
7.2. Definição de Logaritmo
“A base do Logaritmo elevada ao logaritmo é igual ao logaritmando”
c a
b
= log
a b
c
=

Matemática I


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Condição de Existência do Logaritmo
O Logaritmando deve ser maior que zero.
A base do logaritmo deve ser maior que zero e diferente de 1.

7.3. Propriedades em Consequencia da Definição
7.3.1. O Logaritmo de “1” em qualquer base válida é igual a
zero.
Exemplo:
0 1 log 1 log 1 log
5
1 7 3
= = =
7.3.2. Quando a base do Logaritmo coincide com o
logaritmando a solução é o expoente
do logaritmando
Exemplo:
13 7 log
13
7
=
7.3.3. Base real elevada a um expoente logarítmico onde a base
do logaritmo coincide com a base
real, a solução é o logaritmando
Exemplo:
5 2
5 log
2
=
7.3.4. Igualdade de logaritmos de mesma base equivale a
igualdade de seus logaritmandos
Exemplo:
Matemática I


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( ) ( )
( ) ( )
6
3 9 2
9 3 2
9 log 3 2 log
3 3
=
− = −
+ = +
+ = +
x
x x
x x
x x

7.4. Propriedades Operatórias de Logaritmo
7.4.1. Propriedade da Potência
( ) a n a
c
n
c
log log =
7.4.2. Propriedade do Produto
( ) b a b a
c c c
log log log + = +
7.4.3. Propriedade do Quociente

b a
b
a
c c c
log log log − = |
¹
|

\
|

7.5. Logaritmos Especiais
É importante conhecermos a grafia destes logaritmos que ao longo do tempo
receberão uma representação diferenciada.
7.5.1. O Logaritmo Decimal
É o logaritmo onde a base é o número natural “10 (dez)” .
a a
10
log log =
Matemática I


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7.5.2. O Logaritmo Neperiano
É o logaritmo onde a base é o número irracional “e = 2,718...” conhecido
como número de Euler.
a na
e
log = l
7.5.3. Cologaritmo
( ) a a Co
c c
log 1 log − =
7.6. Mudança de Base de um Logaritmo

Podemos mudar a base do logaritmo para qualquer base que desejarmos, sendo que tem
que ser uma base válida, ou seja, positiva e diferente de 1.

A mudança é feita da seguinte forma
Para converter a
b
log para base “c”
b
a
a
c
c
b
log
log
log =
Ou seja, fazemos log do antigo logaritmando na base desejada, sobre log da
antiga base na base desejada.
Veja o exemplo:
Calcule 15 log
2
, adotando log 2 = 0,3 e log 3= 0,48.
Inicialmente, mudando para a base decimal
2 log
15 log
15 log
2
=
Trocando 15 por
2
30
, temos:
2 log
2
30
log
15 log
2
|
¹
|

\
|
=
Agora, aplicando a propriedade do quociente
Matemática I


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2 log
2 log 30 log
15 log
2

=
Fatorando o logaritmando “30” , temos:
( )
2 log
2 log 10 log 3 log
15 log
2 log
2 log 10 3 log
15 log
2
2
− +
=

=
x

Aplicando os valores aproximados de logaritmo decimal de “2” e logaritmo
decimal de “3”, e observando que temos a propriedade de logaritmando igual
a base do logaritmo, encontramos:
93 , 3
3 , 0
18 , 1
3 , 0
3 , 0 1 48 , 0
15 log
2
≅ =
− +
=
7.7. Equações Logarítmicas
Antes de iniciar a solução de uma equação logarítmica é muito importante
montar sua condição de existência. Nos exemplos abaixo era será registrada
antes do início de cada solução.
Exemplo 1: ( ) 3 4 log
2
2
= − + x x
Condição de Existência { 0 4
2
> − + x x
Resolvendo temos
3 2
2 4 = − + x x
Logo, x = -4 ou x = 3
Testando as raízes,
x = -4
( ) ( )
( ) verdadeiro 0 8
0 8 16
0 4 4 4
2
>
> −
> − − + −

x = 3
Matemática I


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( ) ( )
( ) verdadeiro 0 1
0 1 9
0 4 3 3
2
>
> −
> − +

Logo, o conjunto solução é { } 3 , 4 − = S
Exemplo 2: ( ) 0 15 log 2 log
2
2
2
= − − x x
Condição de Existência { 0 > x
Vamos utilizar o artifício de trocar momentaneamente y x =
2
log . Obtemos
uma simples equação quadrática:
0 15 2
2
= − − y y
Onde suas raízes são y = -3 e y = 5
Retornando ao artifício temos;
8
1
2
3 log
3
2
=
=
− =

x
x
x

32
2
5 log
5
2
=
=
=
x
x
x

Testando as raízes na condição de existência, temos:
( )
( ) verdadeiro
verdadeiro
0 32
0
8
1
>
>

Logo, o conjunto solução é
)
`
¹
¹
´
¦
= 32 ,
8
1
S
Exemplo 3: 0 2 4 log log
4
= − +
x
x
Condição de Existência
¹
´
¦

>
1
0
x
x

Vamos mudar para “4” a base do segundo logaritmo.
0 2
log
4 log
log
4
4
4
= − +
x
x
0 2
log
1
log
4
4
= − +
x
x
Matemática I


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Retirando o MMC (mínimo múltiplo comum), temos:
( ) 0 1 log 2 log
4
2
4
= + − x x
Vamos utilizar o artifício de trocar momentaneamente y x =
4
log . Obtemos
uma simples equação quadrática:
0 1 2
2
= + − y y
Onde sua única raiz é y = 1
Retornando ao artifício temos:
4
4
1 log
1
4
=
=
=
x
x
x

Testando a raíz na condição de existência, temos:
( )
( ) verdadeiro
verdadeiro
1 4
0 4

>

Logo, o conjunto solução é { } 4 = S
7.8. Inequações Logarítmicas
a) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre logaritmos de
mesma base
Existem dois casos para serem considerados:
• A base é maior que 1. Nesse caso, a relação desigualdade entre
( ) x f e ( ) x g tem o mesmo sentido que a desigualdade entre os
logaritmos. Para existirem os logaritmos, devemos impor também
que ( ) x f e ( ) x g sejam positivos. Então, a solução pode ser obtida
impondo-se que
( ) ( ) ( ) ( ) x g x f x g x f
a a
< < ⇒ < 0 log log
• A base está entre 0 e 1. Nesse caso, a relação de desigualdade entre
( ) x f e ( ) x g tem sentido contrário ao da desigualdade entre os
logaritmos. Para existirem os logaritmos, devemos impor também
que ( ) x f e ( ) x g sejam positivos. Então a solução pode ser obtida
impondo-se que:
( ) ( ) ( ) ( ) 0 log log > > ⇒ < x g x f x g x f
a a

Matemática I


123
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

Exemplo 1: ( ) x x
3 3
log 5 2 log < −
Condições: ( ) x x < − < 5 2 0
Logo, temos:
( )
( ) 5 5 2
2
5
0 5 2
< ⇒ < −
> ⇒ > −
x x x
x x

Da interseção dos intervalos acima, resulta-se:
)
`
¹
¹
´
¦
< < ∈ = 5
2
5
/ x R x S
Exemplo 2: ( ) 2 log log
2
1
2
2
1
+ < x x
Condições: 0 2
2
> + > x x
Logo, temos:
2 1 0 2 2
2 0 2
2 2
> − < ⇒ > − − ⇒ + >
− > ⇒ > +
x ou x x x x x
x x

Da interseção dos intervalos acima, resulta-se:
{ } 2 1 2 / > − < < − ∈ = x ou x R x S

b) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre um logaritmo e
um número real
Para resolver uma equação deste tipo
( ) k x f
a
> log ou ( ) k x f
a
< log
Basta substituir “k” por
r
a
a log ; assim, retornaremos numa equação do tipo
da letra (a) deste tópico. Veja nos exemplos abaixo:
Exemplo 1:
( )
( )
4
2 2
2
2 log 1 2 log
4 1 2 log
< −
< −
x
x

Condições: ( ) 16 1 2 0 < − < x
Matemática I


124
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

)
`
¹
¹
´
¦
< < ∈ =
2
17
2
1
/ x R x S
Exemplo 2:

( )
( )
2
3
1
2
3
1
2
3
1
3
1
log 8 log
2 8 log

|
¹
|

\
|
> −
− > −
x x
x x

Condições: 9 8 0
2
< − < x x
Logo, temos:
9 1 0 9 8 9 8
8 0 0 8
2 2
2
< < − ⇒ < − − ⇒ < −
> < ⇒ > −
x x x x x
x ou x x x

Da interseção dos intervalos acima, resulta-se:
{ } 9 8 0 1 / < < < < − ∈ = x ou x R x S
7.9. Gráfico de uma função Logarítmica
O Gráfico da função logarítmica é crescente quando a base é maior que “1”.
Veja o exemplo da função ( ) ( ) x x f
10
log =


O Gráfico da função logarítmica é decrescente quando a base esta no
intervalo 1 0 < < x .
Matemática I


125
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

Veja o exemplo da função ( ) ( ) x x f
2
1
log =

7.10. Aplicações da Função Logarítmica
7.10.1. Nível Sonoro
Pierre Bouguer (1760) e depois Ernst Heinrich Weber (1831) estudaram a
menor variação perceptível para determinados estímulos. Para isso
apresentaram estímulos variáveis a diversos indivíduos para determinar o
funcionamento quantitativo de diversos tipos de percepção. A lei de
Bouguer-Weber estipulava que o limiar sensorial (a menor diferença
perceptível entre dois valores de um estímulo) aumenta linearmente com o
valor do estímulo de referência. O médico Gustav Fechner (inventor do
termo psicofísica) modificou essa lei, para que ela se tornasse válida aos
valores extremos do estímulo: "a sensação varia como o logaritmo da
excitação". Esta lei pode ser aplicada a diversas formas de percepção. Não se
sabe ao certo a causa neurológica dessa lei, mas ela pode ser percebida em
diversos fenômenos da percepção. Por exemplo, na percepção de alturas, as
pessoas percebem intervalos iguais, quando suas freqüências variam
exponencialmente. Por exemplo, a relação entre as freqüências de 220 Hz e
440 Hz é percebida como um intervalo de uma oitava. A relação entre 440
Hz e 880 Hz é percebida como um intervalo igual de uma oitava, mesmo que
a distância real entre as freqüências não seja igual. Relações semelhantes se
aplicam à percepção de intensidade sonora, intensidade luminosa, cores e
diversos outros aspectos da percepção
A lei de Weber-Fechner é dada pela expressão
|
|
¹
|

\
|
=
0
log 10
I
I
NS
Matemática I


126
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

NS - Nível Sonoro (dB)
I - Intensidade das ondas sonoras do ambiente (W/m
2
)
0
I - Intensidade Mínima Auditiva “limiar auditivo” (W/m
2
)
2 12
0
/ 10 m W I

=
7.10.2. Escala Richter
A escala Richter, desenvolvida originalmente em 1935 por Charles Richter e
Beno Gutenberg, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), é uma
forma de medir a magnitude dos terremotos com base nas ondas sísmicas
que se propagam a partir do local de origem do tremor no subsolo. Quanto
maior a energia liberada pelo terremoto, maior a amplitude do movimento do
solo causada por ele, e maior a pontuação na escala Richter. A escala, em
princípio, não tem limites, mas terremotos com magnitude 10 ou superior
nunca foram registrados.
A escala Richter usa logaritmos como base matemática, o que, na prática,
significa que uma variação de apenas um número na magnitude de um
terremoto -- passando de 7 para 8, por exemplo -- na verdade significa um
aumento de dez vezes na amplitude. Em relação à energia liberada pelo
terremoto, a diferença de um terremoto 7 para um 8 equivale a 32 vezes mais
energia.

Os efeitos de um terremoto obviamente dependem, entre outras coisas, de
sua magnitude na escala Richter. Até a magnitude 1,9, por exemplo, só
sismógrafos são capazes de detectar o tremor. Os primeiros danos aparecem
em magnitudes entre 4 e 4,9, com quebra de janelas e outros objetos. Com
magnitudes entre 7 e 7,9, prédios podem sair de suas fundações e rachaduras
aparecem no solo.

Nas estimativas de energia liberada no interior do planeta pelos tremores, a
pontuação 7 na escala Richter equivale à maior bomba termonuclear já
testada pelo homem. No nível 10, a energia gerada seria parecida com a da
explosão de um meteorito de 20 km ao atingir a Terra. Grande parte dessa
energia, no entanto, fica retida no fundo do planeta e não chega à superfície
quando um terremoto ocorre.
|
|
¹
|

\
|
=
0
log
3
2
E
E
r
r - Registro na Escala Richter (dB)

Charles Richter
(1-1)

Beno Gutenberg
(1-1)
Matemática I


127
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

E - Energia Liberada registrada (W/m
2
)
0
E - Energia Mínima Percebida (W/m
2
)
2 12
0
/ 10 m W I

=




Atividades
1. Segundo a lei do resfriamento de Newton, a temperatura T de um corpo
colocado num ambiente cuja temperatura é T³ obedece à seguinte relação:



Nesta relação, T é medida na escala Celsius, t é o tempo medido em horas,
a partir do instante em que o corpo foi colocado no ambiente, e k e c são
constantes a serem determinadas. Considere uma xícara contendo café,
inicialmente a 100°C, colocada numa sala de temperatura 20°C. Vinte
minutos depois, a temperatura do café passa a ser de 40°C.
a) Calcule a temperatura do café 50 minutos após a xícara ter sido colocada
na sala.
b) Considerando Øn 2 = 0,7 e Øn 3 = 1,1, estabeleça o tempo aproximado em
que, depois de a xícara ter sido colocada na sala, a temperatura do café se
reduziu à metade.

Matemática I


128
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

2. Suponha que o preço de um automóvel tenha uma desvalorização média
de 19% ao ano sobre o preço do ano anterior. Se F representa o preço
inicial (preço de fábrica) e p (t), o preço após t anos, pede-se:
a) a expressão para p (t);
b) o tempo mínimo necessário, em número inteiro de anos, após a saída da
fábrica, para que um automóvel venha a valer menos que 5% do valor
inicial. Se necessário, use: log 2 ¸ 0,301 e log 3¸0,477.

3. A função L(x) = aeöÑ fornece o nível de iluminação, em luxes, de um
objeto situado a x metros de uma lâmpada.
a) Calcule os valores numéricos das constantes a e b, sabendo que um
objeto a 1 metro de distância da lâmpada recebe 60 luxes e que um objeto a
2 metros de distância recebe 30 luxes.
b) Considerando que um objeto recebe 15 luxes, calcule a distância entre a
lâmpada e esse objeto.

4. a) Seja f : IR ë IR*ø uma função do tipo f(x) = k . aÑ cujo gráfico passa
pelos pontos (2, 2) e (3, 4). Determine a inversa da função f, fornecendo sua
lei de formação, seu domínio e contra-domínio.

b) No plano cartesiano a seguir, encontra-se representado o gráfico da
função f : ]0,+¶[ ë IR, definida por f(x) = log‚ (x). Construa, neste mesmo
plano cartesiano, o gráfico da função g : ]0,+¶[ ë IR, definida por g(x) =
log‚ (2x).




Matemática I


129
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5. Seja f: ] 0 , ¶ [ ë IR dada por f(x) = logƒ x.



Sabendo que os pontos (a, -’), (b, 0), (c, 2) e (d, ’) estão no gráfico de f,
calcule b + c + ad.

6. Numa plantação de certa espécie de árvore, as medidas aproximadas da
altura e do diâmetro do tronco, desde o instante em que as árvores são
plantadas até completarem 10 anos, são dadas respectivamente pelas
funções:



a) Determine as medidas aproximadas da altura, em metros, e do diâmetro
do tronco, em centímetros, das árvores no momento em que são plantadas.
b) A altura de uma árvore é 3,4 m. Determine o diâmetro aproximado do
tronco dessa árvore, em centímetros.

Matemática I


130
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

7. O brilho de uma estrela percebido pelo olho humano, na Terra, é
chamado de magnitude aparente da estrela. Já a magnitude absoluta da
estrela é a magnitude aparente que a estrela teria se fosse observada a
uma distância padrão de 10 parsecs (1 parsec é aproximadamente 3 × 10¢¤
km). As magnitudes aparente e absoluta de uma estrela são muito úteis
para se determinar sua distância ao planeta Terra. Sendo m a magnitude
aparente e M a magnitude absoluta de uma estrela, a relação entre m e M é
dada aproximadamente pela fórmula

M = m + 5 . logƒ (3 .d¡'¥©)

onde d é a distância da estrela em parsecs. A estrela Rigel tem
aproximadamente magnitude aparente 0,2 e magnitude absoluta - 6,8.
Determine a distância, em quilômetros, de Rigel ao planeta Terra.

8. A área da região hachurada na figura A vale log³ t, para t>1.



a) Encontre o valor de t para que a área seja 2.

b) Demonstre que a soma das áreas das regiões hachuradas na figura B
(onde t = a) e na figura C (onde t = b) é igual à área da região hachurada na
figura D (onde t = ab).

9. Em uma cidade, a população que vive nos subúrbios é dez vezes a que
vive nas favelas. A primeira, porém, cresce 2% ao ano, enquanto a segunda
cresce 15% ao ano.
Admita que essas taxas de crescimento permaneçam constantes nos
próximos anos.
a) Se a população que vive nas favelas e nos subúrbios hoje é igual a 12,1
milhões de habitantes, calcule o número de habitantes das favelas daqui a
um ano.
b) Essas duas populações serão iguais após um determinado tempo t,
medido em anos.
Se t = 1/logx, determine o valor de x.

Matemática I


131
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

10. Em 2002, um banco teve lucro de um bilhão de reais e, em 2003, teve
lucro de um bilhão e duzentos milhões de reais. Admitindo o mesmo
crescimento anual para os anos futuros, em quantos anos, contados a partir
de 2002, o lucro do banco ultrapassará, pela primeira vez, um trilhão de
reais?
(Obs.: use as aproximações Øn (1000) ¸ 6,907, Øn (1,2) ¸ 0,182.)

11. O preço p de um terreno daqui a t anos é estimado pela relação p = a .
(b) .
a) Se hoje o terreno vale R$ 80.000,00 e o valor estimado daqui a 10 anos é
R$120.000,00, obtenha a e b.
b) Se a estimativa fosse dada por p = a . (1,02) , daqui a quantos anos o
preço do terreno dobraria?

12. Uma empresa estima que após completar o programa de treinamento
básico, um novo vendedor, sem experiência anterior em vendas, será capaz
de vender V(t) reais em mercadorias por hora de trabalho, após t meses do
início das atividades na empresa. Sendo V(t) = A - B.3¾ , com A, B e n
constantes obtidas experimentalmente, pede-se:
a) determinar as constantes A, B e n, sabendo que o gráfico da função V é



b) admitindo-se que um novo programa de treinamento básico introduzido
na empresa modifique a função V para V(t) = 55 - 24.3 , determinar t para
V(t) = 50. Adote nos cálculos log 2 = 0,3 e log 3 = 0,5.

13. Paulo é pecuarista e possui um rebanho bovino de 1.200 cabeças, cuja
taxa de crescimento anual é uma porcentagem representada por t. Paulo
realizou a venda de 1.800 cabeças, comprometendo-se a entregar 1.000 no
final de 1 ano e, as outras 800, no final de 2 anos.
a) Determine t, considerando que, após a 2 entrega, não sobre cabeça
alguma.
b) Se log 2 = 0,3 e t = 25%, quantos anos aproximadamente o pecuarista
levaria para fazer a 2 entrega?

Matemática I


132
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

14. A população de uma cidade cresce aproximadamente 4,166...% ao ano,
ou seja, 1/24 ao ano.
Após quantos anos o número de habitantes dessa cidade será o dobro da
sua população atual?
São dados: log 2 = 0,30 e log 3 = 0,48.

15. Dada a equação x = (1 + y)¾, onde Øn x = 16 e Øn (1 + y) = 8, tal que x >
0 e y > -1, determine o valor de n.

16. Sabendo-se que



calcule o valor do menor inteiro a que satisfaz a inequação log… 6 + log† 7 +
log‡ 8 + logˆ 5 < a.

17. Resolvendo o sistema

ýlog x + log y = 5
þ ,
ÿlog x - log y = 7

x e y assumirão que valores?

18. Seja a função f(x) = log [(1 - x)/(1 + x)]. Verifique que, se x e x‚ Æ (-1 ,
1), a igualdade f(x) + f(x‚) = f[(x + x‚)/(1 + xx‚)] é verdadeira.

19. Resolva a equação do 2¡. grau (log‚ a) . x£ + (log‚ a) . x - 2 log‚ N = 0 na
variável x, onde a e N são números estritamente positivos.

Matemática I


133
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

20. Seja a função f dada por



Determine todos os valores de x que tornam f não-negativa.

21. Para b > 1 e x > 0, resolva a equação em x:




22. O número de bactérias numa cultura, depois de um tempo t, é dado pela
função N(t) = N³ . eÑ , em que N³ é o número inicial de bactérias e x é a taxa
de crescimento. Se a taxa de crescimento é de 5% ao minuto, em quanto
tempo a população de bactérias passará a ser o dobro da inicial?
Dado: Øn 2 = 0,6931

Matemática I


134
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

23. Leia atentamente a reportagem a seguir.

UMA BOA NOTÍCIA
Lançado na semana passada, o livro "Povos Indígenas no Brasil -
1996/2000" mostra que as tribos possuem hoje cerca de 350.000 habitantes
e crescem ao ritmo de 3,5% ao ano, quase o dobro da média do restante da
população. Mantendo o atual ritmo de crescimento, é possível imaginar que
a população indígena demoraria 60 anos para atingir o tamanho registrado
em 1500, na época do Descobrimento.
(Adaptado de "Veja", 11/04/2001.)

Admita que a população indígena hoje seja de exatamente 350.000
habitantes, e que sua taxa de crescimento anual seja mantida em 3,5%.
De acordo com esses dados, estime a população das tribos indígenas do
Brasil nos seguintes momentos:

a) daqui a um ano;

b) em 1500, utilizando a tabela de logaritmos a seguir.




24. Um grupo de 20 ovelhas é libertado para reprodução numa área de
preservação ambiental. Submetidas a um tratamento especial, o número N
de ovelhas existentes após t anos pode ser estimado pela seguinte fórmula:
N = 220 / [ 1 + 10 (0,81) ]
Admita que a população de ovelhas seja capaz de se manter estável, sem
esse tratamento especial, depois de atingido o número de 88 ovelhas.
a) Calcule o número de ovelhas existentes após seis meses.
b) Considerando Øn 2 = 0,7, Øn 3 = 1,1 e Øn 5 = 1,6, calcule a partir de
quantos anos não haverá mais a necessidade de tratamento especial do
rebanho.

Matemática I


135
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

25. Durante um período de oito horas, a quantidade de frutas na barraca de
um feirante se reduz a cada hora, do seguinte modo:

- nas t primeiras horas, diminui sempre 20% em relação ao número de
frutas da hora anterior;
- nas 8 - t horas restantes, diminui 10% em relação ao número de frutas da
hora anterior.

Calcule:
a) o percentual do número de frutas que resta ao final das duas primeiras
horas de venda, supondo t = 2;
b) o valor de t, admitindo que, ao final do período de oito horas, há, na
barraca, 32% das frutas que havia, inicialmente. Considere log 2 = 0,30 e
log 3 = 0,48.

26. A International Electrotechnical Commission - IEC padronizou as
unidades e os símbolos a serem usados em Telecomunicações e
Eletrônica. Os prefixos kibi, mebi e gibi, entre outros, empregados para
especificar múltiplos binários são formados a partir de prefixos já existentes
no Sistema Internacional de Unidades - SI, acrescidos de bi, primeira sílaba
da palavra binário.
A tabela na figura 1 indica a correspondência entre algumas unidades do SI
e da IEC.
Um fabricante de equipamentos de informática, usuário do SI, anuncia um
disco rígido de 30 gigabytes. Na linguagem usual de computação, essa
medida corresponde a p × 2¤¡ bytes.
Considere a tabela de logaritmos na figura 2.



Calcule o valor de p.

Matemática I


136
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

27. A energia potencial elástica (E) e a variação no comprimento (ÐØ) de
uma determinada mola estão associadas conforme a tabela:



Sabe-se, também, que a relação entre y e x é estabelecida pela equação y
= nx + log(K/2), sendo K a constante elástica da mola e n uma constante.

a) Determine os valores das constantes K e n.
b) Determine o valor de E para ÐØ = 3.

28. A equação - x¥ + 11x¤ - 38x£ + 52x - 24 = 0 tem duas de suas raízes
iguais a 2.
Dadas as funções reais f e g definidas, respectivamente, por f(x) = -x¥ + 11x¤
- 38x£ + 52x - 24 e g(x) = log(f(x)), determine o domínio de g.

29. Calcule o valor do número natural n que satisfaz a equação
log³(0,1) + log³(0,1)£ + ... + log³(0,1)¾ = - 15

30. A teoria da cronologia do carbono, utilizada para determinar a idade de
fósseis, baseia-se no fato de que o isótopo do carbono 14 (C-14) é
produzido na atmosfera pela ação de radiações cósmicas no nitrogênio e
que a quantidade de C-14 na atmosfera é a mesma que está presente nos
organismos vivos. Quando um organismo morre, a absorção de C-14,
através da respiração ou alimentação, cessa, e a quantidade de C-14
presente no fóssil é dada pela função C(t) = C³10¾ , onde t é dado em anos
a partir da morte do organismo, C³ é a quantidade de C-14 para t = 0 e n é
uma constante. Sabe-se que 5 600 anos após a morte, a quantidade de C-
14 presente no organismo é a metade da quantidade inicial (quando t = 0).
No momento em que um fóssil foi descoberto, a quantidade de C-14 medida
foi de C³/32. Tendo em vista estas informações, calcule a idade do fóssil no
momento em que ele foi descoberto.

Matemática I


137
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

31. O valor da expressão numérica a seguir é um número inteiro. Determine
esse número.




32. Sendo x e y números reais e y · 0, expresse o logaritmo de 3Ñ na base
2Ò em função de x, y e log‚3.

33. Considere
a = log [ x - (1/x) ] e b = log [ x + (1/x) - 1 ], com x >1.
Determine log [ x£ - x + (1/x) - (1/x£) ] em função de a e b.

34. Ana e Bia participam de um site de relacionamentos. No dia 1¡. de abril
de 2005, elas notaram que Ana tinha exatamente 128 vezes o número de
amigos de Bia. Ana informou que, para cada amigo que tinha no final de um
dia, três novos amigos entravam para sua lista de amigos no dia seguinte.
Já Bia disse que, para cada amigo que tinha no final de um dia, cinco novos
amigos entravam para sua lista no dia seguinte. Suponha que nenhum
amigo deixe as listas e que o número de amigos aumente, por dia, conforme
elas informaram.
a) No dia 2 de abril de 2005, vinte novos amigos entraram para a lista de
Bia. Quantos amigos havia na lista de Ana em 1¡. de abril?
b) Determine a partir de que dia o número de amigos de Bia passa a ser
maior do que o número de amigos de Ana. Se precisar, use a desigualdade
1, 584 < log‚3 < 1, 585.

Matemática I


138
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

35. Dados a e y números reais positivos, y · 1, define-se logaritmo de a na
base y como o número real x tal que yÑ = a, ou seja, x = logÙ a.

Para n · 1, um número real positivo, a tabela a seguir fornece valores
aproximados para nÑ e nÑ.
Com base nesta tabela, determine uma boa aproximação para:



a) o valor de n;
b) o valor de logŠ (1/10).

36. Os habitantes de um certo país são apreciadores dos logaritmos em
bases potência de dois. Nesse país, o "Banco ZIG" oferece empréstimos
com a taxa (mensal) de juros T=logˆ225, enquanto o "Banco ZAG" trabalha
com a taxa (mensal) S=log‚15.
Com base nessas informações,

a) estabeleça uma relação entre T e S;

b) responda em qual dos bancos um cidadão desse país, buscando a menor
taxa de juros, deverá fazer empréstimo. Justifique.

37. Resolvendo a inequação logarítmica log (x-3)µ3, qual a solução
encontrada?

Obs.: considere o logaritmo na base 1/2.

Matemática I


139
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

38. Uma peça metálica foi aquecida até atingir a temperatura de 50 °C. A
partir daí, a peça resfriará de forma que, após t minutos, sua temperatura
(em graus Celsius) será igual a



Usando a aproximação Øn 2 ¸ 0,7, determine em quantos minutos a peça
atingirá a temperatura de 35 °C.

39. A tabela mostra 3 números com as correspondentes mantissas de seus
logaritmos na base 10.



a) Escreva os valores dos log³(x).
b) Calcule os valores aproximados de log³(3,04), log³(3010) e log³(302).

Matemática I


140
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

40. Sejam ‘ e ’ constantes reais, com ‘ > 0 e ’ > 0, tais que log³‘=0,5 e
log³’=0,7.
a) Calcule log³ ‘’, onde ‘’ indica o produto de ‘ e ’.
b) Determine o valor de x Æ IR que satisfaz a equação




41. A função a seguir expressa, em função do tempo t (em anos),
aproximadamente, a população, em milhões de habitantes, de um pequeno
país, a partir de 1950 (t = 0). Um esboço do gráfico dessa função, para 0 ´ t
´ 80, é dado na figura.



a) De acordo com esse modelo matemático, calcule em que ano a
população atingiu 12 milhões de habitantes. (Use as aproximações logƒ2 =
0,6 e logƒ5 = 1,4.)
b) Determine aproximadamente quantos habitantes tinha o país em 1950.
Com base no gráfico, para 0 ´ t ´ 80, admitindo que p(80) = 17, dê o
conjunto solução da inequação p(t) µ 15 e responda, justificando sua
resposta, para quais valores de k a equação p(t) = k tem soluções reais.

Matemática I


141
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

42. A temperatura média da Terra começou a ser medida por volta de 1870
e em 1880 já apareceu uma diferença: estava (0,01) °C (graus Celsius)
acima daquela registrada em 1870 (10 anos antes). A função



com t(x) em °C e x em anos, fornece uma estimativa para o aumento da
temperatura média da Terra (em relação àquela registrada em 1870) no ano
(1880 + x), x µ 0. Com base na função, determine em que ano a
temperatura média da Terra terá aumentado 3°C. (Use as aproximações
log‚(3) = 1,6 e log‚(5) = 2,3)

43. A função



com x em anos, fornece aproximadamente o consumo anual de água no
mundo, em km¤, em algumas atividades econômicas, do ano 1900 (x = 0) ao
ano 2000 (x = 100). Determine, utilizando essa função, em que ano o
consumo de água quadruplicou em relação ao registrado em 1900. Use as
aproximações log 2 = 0,3 e log 5 = 0,7.

Matemática I


142
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

44. A escala de um aparelho de medir ruídos é definida como R’ = 12 +
log³ I, em que R’ é a medida do ruído, em bels, e I é a intensidade sonora,
em W/m£. No Brasil, a unidade mais usada para medir ruídos é o decibel,
que equivale a um décimo do bel. O ruído dos motores de um avião a jato
equivale a 160 decibels, enquanto o tráfego em uma esquina movimentada
de uma grande cidade atinge 80 decibels, que é o limite a partir do qual o
ruído passa a ser nocivo ao ouvido humano.
a) Escreva uma fórmula que relacione a medida do ruído Rd’, em decibels,
com a intensidade sonora I, em W/m£. Empregue essa fórmula para
determinar a intensidade sonora máxima que o ouvido humano suporta sem
sofrer qualquer dano.
b) Usando a fórmula dada no enunciado ou aquela que você obteve no item
(a), calcule a razão entre as intensidades sonoras do motor de um avião a
jato e do tráfego em uma esquina movimentada de uma grande cidade.

45. O sistema de ar condicionado de um ônibus quebrou durante uma
viagem. A função que descreve a temperatura (em graus Celsius) no interior
do ônibus em função de t, o tempo transcorrido, em horas, desde a quebra
do ar condicionado,é



onde T³ é a temperatura interna do ônibus enquanto a refrigeração
funcionava, e T(ext) é a temperatura externa (que supomos constante
durante toda a viagem).
Sabendo que T³ = 21 °C e T(ext) = 30 °C, responda às questões.
a) Calcule a temperatura no interior do ônibus transcorridas 4 horas desde a
quebra do sistema de ar condicionado. Em seguida, esboce o gráfico de
T(t).
b) Calcule o tempo gasto, a partir do momento da quebra do ar
condicionado, para que a temperatura subisse 4 °C. Se necessário, use
log³ 2 ¸ 0,30, log³ 3 ¸ 0,48 e log³ 5 ¸ 0,70.

46. Uma droga na corrente sangüínea é eliminada lentamente pela ação
dos rins. Admita que, partindo de uma quantidade inicial de Q³ miligramas,
após t horas a quantidade da droga no sangue fique reduzida a Q(t) =
Q³(0,64) miligramas. Determine:
a) a porcentagem da droga que é eliminada pelos rins em 1 hora.
b) o tempo necessário para que a quantidade inicial da droga fique reduzida
à metade. Utilize log³ 2 = 0,30.
Matemática I


143
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo


47. Suponha que a taxa de juros de débitos no cartão de crédito seja de 9%
ao mês, sendo calculada cumulativamente. Em quantos meses uma dívida
no cartão de crédito triplicará de valor? (Dados: use as aproximações ln(3)
¸ 1,08 e ln(1,09) ¸ 0,09.)

48. Um capital de R$12.000,00 é aplicado a uma taxa anual de 8%, com
juros capitalizados anualmente. Considerando que não foram feitas novas
aplicações ou retiradas, encontre:
a) O capital acumulado após 2 anos.
b) O número inteiro mínimo de anos necessários para que o capital
acumulado seja maior que o dobro do capital inicial.
[Se necessário, use log³ 2 = 0,301 e log³3 = 0,477].

49. É dada a função f definida por:
f(x) = log‚x - log„(x-3)
a) Determine os valores de x para os quais f(x) ´ 2.
b) Determine os valores de x para os quais f(x) > 2.

50. Resolva a inequação (16 - x£) . logƒ (x - 2) > 0.
















Matemática I


144
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Matemática I


145
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

8. PROGRESSÕES

Neste capítulo estudaremos duas sequências numéricas importantes, as progressões
aritméticas e progressões geométricas.
Existem relatos do uso de progressões no papiro de Ahmés (século XVII a.C.), os
Pitagóricos também deram a sua contribuição através dos estudos do som, eles concluíram
que a vibração das cordas produzia uma frequência que formava uma sequência numérica.
Matemáticos como Euclides de Alexandria (século III a.C.), Diofanto (século III d.C.) e o
hindu Aryabhata (499 d.C.) estabeleceram em seus trabalhos regras relacionadas às
progressões.
As sequências numéricas criadas por Fibonacci davam continuidade aos estudos e de alguma
forma as progressões estavam presentes em diversas pesquisas. Gauss (1777 – 1855) foi um
dos maiores gênios da Matemática, chegou a ser chamado de príncipe da Matemática,
contribuindo de vez para a introdução dos cálculos sobre progressões.
As progressões representam uma importante ferramenta, pois sua aplicabilidade se encontra
em situações relacionadas à Matemática Financeira. Os juros simples podem ser
relacionados às progressões aritméticas e os juros compostos estão diretamente ligados às
progressões geométricas.


8.1. Progressão Aritmética
8.1.1. Definição de Progressão Aritmética

É uma sequência numérica onde cada termo pode ser encontrado adicionando ao termo
anterior uma constante (razão da P.A). Chamamos essa progressão de P.A, pois cada
termo da sequência é uma média aritmética dos termos vizinhos:
2
1 1 − +
+
=
n n
n
a a
a

Observe a progressão P.A (2,5,8,11,..)
5
2
10
2
8 2
2
3 1
2
= =
+
=
+
=
a a
a
Matemática I


146
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

8
2
16
2
11 5
2
4 2
3
= =
+
=
+
=
a a
a
8.1.2. Razão da P.A
A razão da P.A pode ser encontrada pela diferença de um termo e seu
antecessor na sequência numérica
1 −
− =
n n
a a r
Utilizando novamente a sequência P.A (2,5,8,11,..)
3 8 11
3 5 8
3 2 5
3 4
2 3
1 2
= − = − =
= − = − =
= − = − =
a a r
a a r
a a r

Vemos que realmente que a razão da P.A. é uma constante.
8.1.3. Termo Geral da P.A
Siga esse raciocínio lógico
r a r r a r a a
r a r r a r a a
r a r r a r a a
r a a
4 3
3 2
2
1 1 4 5
1 1 3 4
1 1 2 3
1 2
+ = + + = + =
+ = + + = + =
+ = + + = + =
+ =

Logo podemos concluir que qualquer termo da P.A. pode ser encontrado
pelo modelo
( )r n a a
n
1
1
− + =
Com esse modelo podemos encontrar qualquer termo da P.A. que desejamos.
Veja:
Sendo a P.A (2,5,8,11,..), encontre o termo
200
a
Substituindo temos
599
597 2
3 ) 199 ( 2
3 ) 1 200 ( 2
200
200
200
200
=
+ =
+ =
− + =
a
a
a
a

Matemática I


147
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

8.1.4. Classificação da P.A
a) P.A Crescente ( 0 > r )
Exemplo: P.A (2,5,8,11,13,...) r = 3 ( 0 > r )
b) P.A. Decrescente ( 0 < r )
Exemplo: P.A (2,0,-2,-4,-6,...) r = -2 ( 0 < r )
c) P.A Constante ( 0 = r )
Exemplo: P.A (2,2,2,2,2,...) r = 0

8.1.5. Soma dos termos da P.A.
Segundo reza a lenda, Gauss concebeu esse conceito desta fórmula na
escola primária e utilizou-a para calcular imediatamente a soma dos números
inteiros de 1 a 100, tarefa que os restantes alunos demoraram toda a aula para
realizar.



A soma dos termos dos extremos é igual à soma dos termos equidistantes deles.
Expresse a PA de duas maneiras:
( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) d n a d n a
d a d a a S
n
1 2
... 2
1 1
1 1 1
− + + − + +
+ + + + + =

( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( )
n n n
n n n
a d a d a
d n a d n a S
+ − + − +
+ − − + − − =
2
... 2 1

Adicione os dois lados da equação. Todos os termos envolvendo d se cancelam, e
então ficamos com:

Carl Friedrich Gauss
(1777-1855)
Matemática I


148
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( )
n n
a a n S + =
1
2
Rearranjando e se lembrando que ( )r n a a
n
1
1
− + = , nós temos:
( )
2
1 n
n
a a n
S
+
=
Utilizando a P.A (2,5,8,11,..), encontre o termo a somo dos primeiros
duzentos termos:
( )
2
2 200
200
200
a
S
+
=
Como calculamos no tópico anterior 599
200
= a , temos
( )
( )
60100
601 100
599 2 100
200
200
200
=
=
+ =
S
S
S

8.2. Progressão Geométrica
8.2.1. Definição de P.G

É uma sequência numérica onde cada termo pode ser encontrado multiplicando o termo
anterior por uma constante (razão da P.G)
A sequência é conhecida como progressão geométrica, pois cada termo é a média
geométrica dos termos vizinhos
1 1
.
+ −
=
n n n
a a a

Sendo a P.G (2,6,18,54,...), veja:
18 324 ) 54 ( 6 .
6 36 ) 18 ( 2 .
4 2 3
3 1 2
= = = =
= = = =
a a a
a a a

8.2.2. Razão da P.G
A razão da P.G é o quociente entre o termo e o seu antecessor
Matemática I


149
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1 −
=
n
n
a
a
q
Sendo a P.G (2,6,18,54,...), veja:
3
18
54
3
6
18
3
2
6
3
4
2
3
1
2
= = =
= = =
= = =
a
a
q
a
a
q
a
a
q

Vemos que realmente a razão da P.G. é uma constante
8.2.3. Termo Geral da P.G
Siga o raciocínio lógico
3
1
2
1 3 4
2
1 1 2 3
1 2
. . . .
. . . .
.
q a q q a q a a
q a q q a q a a
q a a
= = =
= = =
=

Podemos concluir que qualquer termo pode ser encontrado pelo modelo
1
1
.

=
n
n
q a a
Sendo a P.G (2,6,18,54,...), encontre o quinto termo
162 81 . 2 3 . 2 3 . 2
4 1 5
5
= = = =

a
8.2.4. Classificação da P.G
a) P.G Crescente
Caso 1: ( 0
1
> a e 1 > q )
Exemplo: P.G (2,6,18,54,...) 3 = q
Caso 2: ( 0
1
< a e 1 0 < < q )
Exemplo: P.G (-8, -4,-2,-1,...)
2
1
= q
Matemática I


150
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b) P.G Decrescente
Caso 1: ( 0
1
> a e 1 0 < < q )
Exemplo: P.G (8,4,2,1,...)
2
1
= q
Caso 2: ( 0
1
< a e 1 > q )
Exemplo: P.G (-3,-6,-12,-24,,...) 2 = q
c) P.G Constante ( 1 = q )
Exemplo: P.G (3,3,3,3,3,...) 1 = q
d) P.G Oscilante ( 0 < q )
Exemplo: P.G (-3,6,-12,24,-48,...) 2 − = q
8.2.5. Soma dos termos da P.G Finita
Imagine a soma de n termos da P.G
) ( ...
3 2 1
II a a a a S
n n
+ + + + =
Multiplicando os dois membros pela razão da P.G (q) temos a equação (II)
) ( ...
3 2 1
II q a q a q a q a qS
n n
+ + + + =
Efetuando (I) – (II)
( ) ( )
( )
( ) ( )
( )
( ) q
q a
S
q a q S
q a a q S
q q a a q S
q a a qS S
n
n
n
n
n
n
n
n
n n n


=
− = −
− = −
− = −
− = −

1
1
1 1
1
1
1
1
1 1
1
1 1
1

Encontre a soma dos quatro primeiros termos da P.G (2,6,18,54,...)
( ) ( )
( ) 80 80 1
2
81 1 2
3 1
3 1 2
4
4
= − − =


=


= S
Matemática I


151
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

8.2.6. Soma dos termos da P.G Infinita
A única P.G, que conseguimos fazer soma dos infinitos termos, é a P.G
decrescente, pois sua soma é convergente. Mas o que é ser convergente?
Dada a P.G (1,
2
1
,
4
1
,
8
1
,
16
1
,
32
1
,...)
96875 , 1
32
1
9375 , 1
9375 , 1
16
1
875 , 1
875 , 1
8
1
75 , 1
75 , 1
4
1
5 , 1
5 , 1
2
1
1
6 5 6
5 4 5
4 3 4
3 2 3
2 1 2
= + = + =
= + = + =
= + = + =
= + = + =
= + = + =
a S S
a S S
a S S
a S S
a a S

Observe que quanto mais termos adicionamos, a soma (resultado) converge a
2. Mas encontraríamos o soma exatamente 2, quando somássemos infinitos
termos, ou seja, 2 =

S .
Vamos agora aumentar de forma consecutiva a razão da P.G, mostrada
acima
015625 , 0
64
1
2
1
03125 , 0
32
1
2
1
0625 , 0
16
1
2
1
125 , 0
8
1
2
1
25 , 0
4
1
2
1
5 , 0
2
1
2
1
1
2
1
6
5
4
3
2
1
0
= = |
¹
|

\
|
= = |
¹
|

\
|
= =
|
¹
|

\
|
= =
|
¹
|

\
|
= =
|
¹
|

\
|
= = |
¹
|

\
|
= |
¹
|

\
|

Matemática I


152
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

Observe, que quanto mais aumentamos o valor do expoente, mais o resultado
se aproxima de 0 (zero). O resultado será exatamente zero quando o
expoente valer ∞.

Dizemos então 0 lim =
∞ → n
n
q (limite de
n
q , quando n tende ao infinito é zero)


Aplicando este resultado no modelo visto no tópico anterior temos
( )
( ) q
q a
S
n
n


=
1
1
1

( )
( )
( )
q
a
S
q
a
q
a
q
q a
S

=

=


=


=



1
1 1
0 1
1
1
1
1 1 1


Veja o modelo encontrado aplicado a P.G (1,
2
1
,
4
1
,
8
1
,
16
1
,
32
1
,...)
2
1
1
2
1
1
1
1
1
=

=

=



S
S
q
a
S

2 =

S

Atividades
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Faça os cálculos e não os apague. Eles justificam a sua resposta.

Matemática I


153
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

1. Observe as figuras a seguir. São todas formadas por bolinhas do mesmo
tamanho.



Apesar da figura 5 não estar desenhada, foi possível completar a tabela
com o número de bolinhas pretas, bolinhas brancas e com o total de
bolinhas. Isso, porque existe uma regra para construção das figuras.
Descubra que regra é essa e faça os itens a seguir.
a) Na tabela, complete quantas bolinhas pretas, bolinhas brancas e o total
de bolinhas que serão usadas para formar a figura 6.
b) Quantas bolinhas pretas serão necessárias para formar a figura 21?
c) Quantas bolinhas brancas serão necessárias para formar a figura 23?
d) Qual o número total de bolinhas necessário para formar a figura 35?

2. Calcule as seguintes somas




3. Considere a seqüência cujo termo geral é aŠ = (-1)¾ (2 + 3n), onde n = 1,
2, 3, ... .
a) Escreva os seis primeiros termos dessa seqüência.
b) Calcule a soma dos 2007 primeiros termos dessa seqüência.

Matemática I


154
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

4. Observe na figura o número de mesas e o número máximo de lugares
disponíveis em cada configuração.



Considere que a sequência de configurações continue, segundo o padrão
apresentado.
a) Complete a tabela anterior:
b) Quantos lugares, no máximo, estarão disponíveis em uma configuração
com 100 mesas?

5. Seja a, a‚, ... uma progressão aritmética infinita tal que



Determine o primeiro termo e a razão da progressão.

6. Sabendo que o lado, a diagonal e a área de um quadrado estão em
progressão aritmética, calcule a medida do lado do quadrado.

Matemática I


155
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

7. Observe a tabela de Pitágoras.



Calcule a soma de todos os números desta tabela até a vigésima linha.

8. Dois corredores vão se preparar para participar de uma maratona. Um
deles começará correndo 8 km no primeiro dia e aumentará, a cada dia,
essa distância em 2 km; o outro correrá 17 km no primeiro dia e aumentará,
a cada dia, essa distância em 1 km. A preparação será encerrada no dia em
que eles percorrerem, em quilômetros, a mesma distância.

Calcule a soma, em quilômetros, das distâncias que serão percorridas pelos
dois corredores durante todos os dias do período de preparação.

9.


A figura acima apresenta 25 retângulos. Observe que quatro desses
retângulos contêm números e um deles, a letra n.
Podem ser escritos, em todos os outros retângulos, números inteiros
positivos, de modo que, em cada linha e em cada coluna, sejam formadas
progressões aritméticas de cinco termos.
Calcule:
a) a soma dos elementos da quarta linha da figura;
b) o número que deve ser escrito no lugar de n.

Matemática I


156
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

10. Moedas idênticas de 10 centavos de real foram arrumadas sobre uma
mesa, obedecendo à disposição apresentada no desenho: uma moeda no
centro e as demais formando camadas tangentes.



Considerando que a última camada é composta por 84 moedas, calcule a
quantia, em reais, do total de moedas usadas nessa arrumação.

11. Maurren Maggi foi a primeira brasileira a ganhar uma medalha olímpica
de ouro na modalidade salto em distância. Em um treino, no qual saltou n
vezes, a atleta obteve o seguinte desempenho:

- todos os saltos de ordem ímpar foram válidos e os de ordem par inválidos;
- o primeiro salto atingiu a marca de 7,04 m, o terceiro a marca de 7,07 m, e
assim sucessivamente cada salto válido aumentou sua medida em 3 cm;
- o último salto foi de ordem ímpar e atingiu a marca de 7,22 m.

Calcule o valor de n.

12. Os lados a, b, e c do triângulo ABC são opostos aos ângulos internos ‘,
’ e –, respectivamente, e as medidas, em graus, dos ângulos ‘, ’ e ,–
estão, nessa ordem, em progressão aritmética com razão positiva.
a) Determine a medida do ângulo ’.
b) Sabendo-se que a medida do lado a é a metade da medida do lado c,
determine as medidas dos ângulos ‘ e –.

13. A soma dos n primeiros termos da seqüência de números reais a, a‚,
..., an, ... é n£/3, para todo inteiro positivo n.
a) Verifique se a seqüência é uma progressão geométrica ou uma
progressão aritmética ou nenhuma das duas. Justifique sua resposta.
b) Calcule o milésimo termo da seqüência.

14. Um tecido com 1 mm de espessura produzido continuamente por uma
máquina é enrolado em um tubo cilíndrico com 10 cm de diâmetro. Nessas
condições, expresse o comprimento total de tecido, em centímetros,
enrolado no tubo em função do número de voltas dadas pelo tubo.
Matemática I


157
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo


15. A figura a seguir representa uma seqüência de cinco retângulos e um
quadrado, todos de mesmo perímetro, sendo que a base e a altura do
primeiro retângulo da esquerda medem 1 cm e 9 cm, respectivamente. Da
esquerda para a direita, as medidas das bases desses quadriláteros
crescem, e as das alturas diminuem, formando progressões aritméticas de
razões a e b, respectivamente. Calcule as razões dessas progressões
aritméticas.




16. Seja S a soma dos naturais menores ou iguais a 1.000 que são produtos
de dois naturais pares.
Indique a soma dos dígitos de S.

17. Nos quilômetros 31 e 229 de uma rodovia estão instalados telefones de
emergência. Ao longo da mesma rodovia e entre estes quilômetros,
pretende-se instalar 10 outros telefones de emergência. Se os pontos
adjacentes de instalação dos telefones estão situados a uma mesma
distância, qual é esta distância, em quilômetros?

18. Uma reta divide o plano em 2 regiões; duas retas dividem- no em, no
máximo, 4 regiões; três retas dividem-no em, no máximo, 7 regiões; e assim
sucessivamente. Em quantas regiões, no máximo, 37 retas dividem o
plano? Justifique.

Matemática I


158
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

19. Os números reais a, b, c e d formam, nesta ordem, uma progressão
aritmética. Calcule o determinante da matriz



Justifique.

20. Um jogo de computador tem diversas fases. As fases são compostas
por níveis. A primeira fase tem um único nível, que dá acesso aos três
níveis da segunda. Cada um dos níveis da fase k dá acesso a três níveis da
fase k + 1, de acordo com o esquema da figura 1.
Assim, o diagrama correspondente às 4 primeiras fases é o apresentado na
figura 2.



a) Quantos níveis tem a fase 6?
b) De quantas maneiras diferentes, partindo da primeira fase, é possível
chegar ao nível 3072 da fase 13?

Matemática I


159
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

21. Uma pessoa pode subir uma escada da seguinte forma: a cada degrau,
ou ela passa ao degrau seguinte ou galga dois degraus de uma só vez,
pulando um degrau intermediário. A exceção dessa regra ocorre se a
pessoa estiver no penúltimo degrau, quando ela só tem a opção de passar
ao último degrau.
Seja PŠ o número de modos diferentes que a pessoa tem de subir uma
escada de n degraus dessa maneira.
a) Calcule P‡ .
b) Determine N tal que PŠ = 987.

22. Uma parede triangular de tijolos foi construída da seguinte forma. Na
base foram dispostos 100 tijolos, na camada seguinte, 99 tijolos, e assim
sucessivamente até restar 1 tijolo na última camada, como mostra a figura.
Os tijolos da base foram numerados de acordo com uma progressão
aritmética, tendo o primeiro tijolo recebido o número 10, e o último, o
número 490. Cada tijolo das camadas superiores recebeu um número igual
à média aritmética dos números dos dois tijolos que o sustentam.



Determine a soma dos números escritos nos tijolos.

23. Em uma biblioteca arrumaram-se os livros em uma prateleira de 12
linhas e 25 colunas. Para distribuir melhor os volumes considerou-se o
critério peso, representado pela expressão P = i . j + 150 gramas, sendo i a
linha e j a coluna onde está localizado o livro.
Mas devido a um temporal, em que a água inundou a biblioteca através da
janela, foi necessário retirar os volumes da última linha (próxima ao chão) e
da última coluna (próxima à janela) para que não fossem destruídos.
Qual o peso total dos livros removidos devido a enchente?

24. Em uma PA não constante de 7 termos, com termo médio igual a 6, os
termos 2¡., 4¡. e 7¡., nesta ordem, formam uma PG. Determine esta PA.

25. Numa sala de aula, cada um dos 100 alunos recebe um número que faz
parte de uma seqüência que está em progressão aritmética. Sabendo-se
que a soma de todos os números é 15.050 e que a diferença entre o 46¡. e
o 1¡. é 135, determine o 100¡. número.

Matemática I


160
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

26. Observe o padrão de formação das figuras numeradas.



a) Sabendo-se que as figuras 1, 2 e 3 são formadas, respectivamente, por
5, 13 e 25 quadrados de área 1 cm£, calcule a área da figura 10 da
seqüência indicada.
b) Seja x o número da figura x, e f(x) o número de quadrados de 1 cm£ que
compõem essa mesma figura. Em relação à função f, determine sua lei de
formação e seus conjuntos domínio e imagem.

27. A ANATEL determina que as emissoras de rádio FM utilizem as
freqüências de 87,9 a 107,9 MHz, e que haja uma diferença de 0,2 MHz
entre emissoras com freqüências vizinhas. A cada emissora, identificada por
sua freqüência, é associado um canal, que é um número natural que
começa em 200. Desta forma, à emissora cuja freqüência é de 87,9 MHz
corresponde o canal 200; à seguinte, cuja freqüência é de 88,1 MHz,
corresponde o canal 201, e assim por diante. Pergunta-se:
a) Quantas emissoras FM podem funcionar [na mesma região], respeitando-
se o intervalo de freqüências permitido pela ANATEL? Qual o número do
canal com maior freqüência?
b) Os canais 200 e 285 são reservados para uso exclusivo das rádios
comunitárias. Qual a freqüência do canal 285, supondo que todas as
freqüências possíveis são utilizadas?

Matemática I


161
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

28. Considere a sucessão de figuras apresentada a seguir. Observe que
cada figura é formada por um conjunto de palitos de fósforo.



a) Suponha que essas figuras representam os três primeiros termos de uma
sucessão de figuras que seguem a mesma lei de formação. Suponha
também que F, F‚ e Fƒ indiquem, respectivamente, o número de palitos
usados para produzir as figuras 1, 2 e 3, e que o número de fósforos
utilizados para formar a figura n seja FŠ. Calcule F³ e escreva a expressão
geral de FŠ.
b) Determine o número de fósforos necessários para que seja possível
exibir concomitantemente todas as primeiras 50 figuras.

29. João investiu R$ 10.000,00 num fundo de renda fixa que remunera as
aplicações à taxa de juro composto de 20% ao ano, com o objetivo de
comprar um automóvel cujo preço atual é R$ 30.000,00, que é
desvalorizado à taxa de juro de 10% ao ano.
Depois de quantos anos, João conseguirá adquirir o automóvel pretendido?
São dados: log 2 = 0,3 e log 3 = 0,48.

30. Um atleta corre 1.000 metros numa direção, dá meia-volta e retorna
metade do percurso; novamente dá meia-volta e corre metade do último
trecho; torna a virar-se e corre metade do trecho anterior, continuando
assim indefinidamente.
a) Quanto terá percorrido aproximadamente esse atleta, desde o início,
quando completar o percurso da oitava meia-volta?
b) Se continuar a correr dessa maneira, indefinidamente, a que distância do
ponto de partida inicial o atleta chegará?

31. Uma TV de plasma, cujo valor à vista é R$ 4.000,00, pode ser comprada
a prazo, num plano de pagamento de duas parcelas e a primeira, no valor
de R$ 2.124,00, vence somente 90 dias após a compra.
Se o financiamento foi realizado à taxa de juro composto de 10% ao mês,
determine o valor da segunda parcela, com vencimento em 120 dias.

Matemática I


162
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

32. Uma seqüência de números reais a, a‚, aƒ, ... satisfaz à lei de formação
aŠø = 6aŠ , se n é ímpar
aŠø = (1/3) aŠ, se n é par.
Sabendo-se que a = Ë2 ,
a) escreva os oito primeiros termos da seqüência.
b) determine aƒ‡ e aƒˆ.

33. A soma dos cinco primeiros termos de uma PG, de razão negativa, é 1/2
.Além disso, a diferença entre o sétimo termo e o segundo termo da PG é
igual a 3. Nessas condições, determine:
a) A razão da PG.
b) A soma dos três primeiros termos da PG.

34. Num tubo de ensaio, estão sete amebas. Elas se multiplicam tão
rapidamente que dobram de volume a cada minuto. Se para encher o tubo
elas levam quarenta minutos, quanto tempo levarão para encher a metade
do tubo?

35. Considere um triângulo isósceles ABC, retângulo em B. Sobre o lado
BC, considere, a partir de B, os pontos D e E, tais que os comprimentos dos
segmentos BC, BD, DE, EC, nesta ordem, formem uma progressão
geométrica decrescente. Se ’ for o ângulo EÂD, determine tg ’ em função
da razão r da progressão.

36. Ache m e n tais que os três números 3, m, n estejam em progressão
aritmética e 3, m + 1, n + 5 estejam em progressão geométrica.

37. Escreva a seqüência 2, 5, 20, 71, 230, ... como diferença de uma
progressão aritmética e uma progressão geométrica, ambas de razão 3.

38. João tem três filhas. A filha mais velha tem oito anos a mais que a do
meio que por sua vez tem sete anos mais que a caçula. João observou que
as idades delas formam uma progressão geométrica. Quais são as idades
delas?

39. No dia 1¡. de março, o saldo devedor da conta corrente de João era de
R$1.000,00. No final de cada mês, o banco cobra 10% de juros sobre o
saldo devedor naquele momento.
a) Supondo que João não faça nenhum depósito e nenhum saque, qual
será o saldo devedor no dia 1¡. de julho?
b) João foi ao banco no dia 2 de maio e conseguiu renegociar a dívida: a
taxa passou para 5% ao mês a partir desse momento (mas não
retroativamente). Supondo que João não faça nenhum depósito e nenhum
saque, qual será o saldo devedor no dia 1¡. de julho?

Matemática I


163
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

40. Em uma cidade, a população que vive nos subúrbios é dez vezes a que
vive nas favelas. A primeira, porém, cresce 2% ao ano, enquanto a segunda
cresce 15% ao ano.
Admita que essas taxas de crescimento permaneçam constantes nos
próximos anos.
a) Se a população que vive nas favelas e nos subúrbios hoje é igual a 12,1
milhões de habitantes, calcule o número de habitantes das favelas daqui a
um ano.
b) Essas duas populações serão iguais após um determinado tempo t,
medido em anos.
Se t = 1/logx, determine o valor de x.

41. Numa reserva florestal foram computados 3.645 coelhos. Uma
determinada infecção alastra-se de modo que, ao final do primeiro dia, há
cinco coelhos infectados e, a cada cinco dias, o número total de coelhos
infectados triplica.
a) Determine a quantidade de coelhos infectados ao final do 21¡. dia.
b) Calcule o número mínimo de dias necessário para que toda a população
de coelhos esteja infectada.

42. João recorta um círculo de papel com 10 cm de raio. Em seguida, dobra
esse recorte ao meio várias vezes, conforme ilustrado na figura 1.
Depois de fazer diversas dobras, abre o papel e coloca o número 1 nas
duas extremidades da primeira dobra. Sucessivamente, no meio de cada
um dos arcos formados pelas dobras anteriores, João escreve a soma dos
números que estão nas extremidades de cada arco.
A figura 2 a seguir ilustra as quatro etapas iniciais desse processo.



João continuou o processo de dobradura, escrevendo os números,
conforme a descrição anterior, até concluir dez etapas.
Calcule a soma de todos os números que estarão escritos na etapa 10.

Matemática I


164
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43. Numa progressão aritmética crescente, cujo primeiro termo é 2, os
termos a, a„ e a³ estão em progressão geométrica. Determine a razão
dessa progressão aritmética.

44. Considere a função real de variável real definida por f(x)=2Ñ. Calcule o
valor de

f(0) - f(1) + f(2) - f(3) + f(4) - f(5) + ...

45. A progressão geométrica infinita (a,a‚,...,aŠ,...) tem razão q = 1/2 e a =
1. Determine o menor inteiro positivo n tal que SŠ a soma dos n primeiros
termos da progressão, satisfaz a desigualdade SŠ > 8191/4096.

46. Os termos gerais de duas seqüências são dados, respectivamente, por:

xŠ = 1/2¾ e yŠ = 1/ËxŠ , n Æ IN*

Considere a seqüência de termo geral aŠ=[(xŠ-xŠø).yŠ]/2, n Æ IN* e calcule:

a) a razão da progressão geométrica {a , a‚, ..., aŠ, ...};

b) a soma infinita S = a + a‚ + ... + aŠ + ...

Matemática I


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47. Ao observar problemas de transmissão de dados via linha telefônica, o
matemático Benoit Mandelbrot associou a distribuição dos erros de
transmissão com o conjunto de Cantor. Para construir o conjunto de Cantor,
a partir de um segmento de comprimento m, utiliza-se o seguinte processo:
No 1¡. passo, divide-se o segmento em três partes iguais e retira-se a parte
central; no 2¡. passo, cada segmento restante do 1¡. passo é dividido em
três partes iguais, retirando-se a parte central de cada um deles; e assim
sucessivamente, como mostra a figura a seguir.



Repetindo-se esse processo indefinidamente, obtém-se o conjunto de
Cantor. Com base nesse processo, calcule a soma dos tamanhos de todos
os segmentos restantes no 20¡. passo.

Matemática I


166
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48. Um foguete, partindo da origem O, realiza um movimento espiralado
como na figura. As distâncias a³, a, ..., aŠ estão em progressão aritmética
de razão r = 2 e as distâncias b³, b, ..., bŠ estão em progressão geométrica
de razão q = 0,01.
Determine o número aproximado de termos da progressão geométrica para
que o deslocamento à direita seja aproximadamente igual ao deslocamento
à esquerda.
Tem-se a³ = 1, b³ = 99 e, como q é pequeno, assuma q¾ = 0, se n µ 2.




49. Uma dívida deve ser paga em quatro parcelas de valores decrescentes
segundo uma razão constante. Calcule o valor dessa dívida sabendo que a
primeira parcela é de R$ 6400,00 e a quarta é de R$ 800,00.

50. Quantas soluções a equação
sen£x + [(sen¥x)/2] + [(sen§x)/4] + ... = 2,
cujo lado esquerdo consiste da soma infinita dos termos de uma progressão
geométrica, de primeiro termo sen£x e razão (sen£x)/2, admite, no intervalo
[0, 20™]?









Matemática I


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9. Gabaritos
Teoria dos Conjuntos

1. a) 10 %
b) 57 %

2. 71

3. Observe a figura a seguir:




4. a) Æ
b) Ä
c) È
d) Ä
e) È

5. Z = {5}

6. A = {1, 3}
B = {4, 8, 16}

7. n((A»B)ºC) = n((AºC)»(BºC)) = n(AºC) + n(BºC) - n(AºBºC) = 6
+ 10 - 4 = 12.

8. a) 50%.
b) 15%.

9. 30

10. a) 29
b) 5
c) 127

11. número de pessoas morenas com olhos castanhos = 13
Matemática I


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12. 155 falam os dois idiomas

13. a) 315

b) 75

c) 235

d) 155

14. a) 57 funcionários usam somente ônibus.
b) 37 funcionários usam somente ônibus e moram fora da cidade do Rio de
Janeiro.

15. 93

16. 48

17. 23 associados

18. Observe a figura a seguir:



Classificando os 87 alunos segundo o diagrama, temos os seguintes dados
do problema (representamos por **X o número de elementos do conjunto
X):

(1) x+y+z+v+u+w+29 = 87 (**A»B»C = 87)
(2) z = 0 (AÅB»C)
(3) v+w+z+29 = 51 (**A = 51)
(4) u+29 = 50 (**BºC = 50)
(5) x+v+29 = 65 (**B = 65)
(6) v+29 = w+29 (**AºB = **AºC)

Queremos x + y + z.
De (2) temos z = 0, o que nos dá x + y + z = x + y.
Substituindo (4) em (1) e subtraindo (3), obtemos x+y+21=87-51=36.
Logo, x + y + z = 36 - 21 = 15 alunos.
Matemática I


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Note que as equações (4) e (5) são supérfluas, ou seja: os dados (**B = 65)
e (**AºB = **AºC) são desnecessários para a solução do problema.

19. 607/6000 ¸ 10%

20. 6 alunos

21. Observe a figura a seguir:




22. a) Å
b) Ä
c) Å
d) Ä
e) Å

23. a) F
b) F
c) F
d) V

24. a) È
b) Æ
c) È
d) Æ

25. a) -2011/990
b) 5116/999

26. a) Æ
b) Å
c) È
d) È
e) Å
f) Ä
g) Æ
h) È

27. a) Æ
Matemática I


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b) Æ
c) Å
d) Æ
e) Å

28. 41/90

29. x = 4, y = 1, b = 3, t = 1.

logo: x + y + b + t = 9

30. p + q = 19

31. 10

Relações e Funções
1. A x B = (1, 2/3); (1, 8); (2, 2/3); (2, 8); (-4, 2/3); (-4, 8)
A x A = (1, 1); (1, 2); (1, -4); (2, 1); (2, 2); (2, -4); (-4, 1); (-4, 2); (-4, -4)

2. a) É função; D = {-2, 0, 2, 4}; Im = {0, 4, 16}; CD = {0, 4, 8, 12, 16}
b) Não é função

3. R = { (0, 1), (2, 3), (4, 5), (8, 9) }

Função Polinomial do Primeiro Grau
1. a) Observe a figura:




b) -3/2; 0 e 5/2
c) m = 0 ë 2 raízes distintas
0 < m <1/2 ë 4 raízes distintas
m = 1/2 ë 3 raízes distintas
m > 1/2 ë 2 raízes distintas

Matemática I


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IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

2. a) 800 + 10x
b) Aumento na taxa de comissão

3. a) C = 40x + 5000
b) C médio = 40 + 5000/x e
C médio mínimo = 46,25 (em reais)

4. a) R$ 160.000,00

b) y = 4x + 40.000

5. a) R$ 285,34
b) 2,9N - 4,9

6. a) R$ 17,20
b) 3,70 + [(N - 500)/100] . 0,15

7. a) q = 11/5 e b = 1600
b) C(800) = R$ 3.360,00

8. 31.

9. a) Observe o gráfico a seguir



b) y = Ë(7,25 - x£); 1 ´ x ´ 2,5

10. a) 3/2 - 12/5 = (15 - 24)/10 = - 9/10 = - 0,9

b) Observe o gráfico a seguir

Matemática I


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11. total de reservas = 24,26 bilhões de dólares

12. a) T½ = 22°C

b) TÛ = 31°C

13. a) 25%

b) 6,25%

14. Aumento de 1.000 unidades.

15. P(t) = - 1250t + 10000 (0 ´ t ´ 8)

Observe o gráfico a seguir:




16. R$ 710,00.

17. a) 420 litros
b) V(t) = 400 + 2t

18. 67 pessoas

19. a) 20 h

b) 400 m¤

Matemática I


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20. a) L = 0,45 T - 360

b) 800 litros

21. a) M = 1,04C + 60
M‚ = 1,03C + 150



b) R$ 9.000,00

22. 6

23. Não, pois a melhor opção para este cliente seria a opção III.
A opção feita corresponde ao aluguel de 18 DVDs mais R$ 20,00 de taxa.
Nestas condições, na opção I, o cliente gastaria 40 + 1,2 . 18 = R$ 61,60 e,
na opção III, 3 . 18 = R$ 54,00.

24. a) Observe a figura a seguir



b) s = 59300

25. a) "Fique em Forma": G(x) = 80 + 50x
"Corpo e Saúde": G(x) = 60 + 55x

b) "Fique em Forma":
G(12) = 80 + 50 . 12 = R$ 680,00

"Corpo e Saúde":
G(12) = 60 + 55 . 12 = R$ 720,00
Matemática I


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A academia "Fique em Forma" oferece menor custo.

26. n = 12

27. 20 km

28. a) P = 156 - 2,5n
b) O menor número inteiro será 15 semanas.

29. S = 4,50 h - 60,00

30. a) v = 5/4 m, com m µ 0

b) 24 g

31. a) f(t) = 2t - 4 para 0 ´ t ´ 2; 2 s

b) 4 s; 3 m

32. h(y) = (y - 320)/5 e h(400) = 16 cm

33. 12 . 15 + 8 . 50 + 10 . 90 + 2 . 100 =
= 180 + 400 + 900 + 200 = 1680

Cr$ 1680,00

34. Observe a figura a seguir:




35. a) F = 95
b) C = 160

36. a) 10000 pés
b) - 50°C

37. a) zero e R$150,00
b) Observe a tabela a seguir:

Matemática I


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IFES – Instituto Federal do Espírito Santo




38. a) R$ 3,75

b) 30 km

39. a) x < - 5/2 ou x > 0.

b) p ´ - 3.

40. a) 800km£

b)




Unindo a origem a cada um dos pontos, é fácil ver que a reta que possui a
maior taxa de variação (índice) é a que passa pelo ponto SO. Logo, a região
Sudoeste é a que possui o maior índice.

41. a) Cs(x) = 0,4 . x + 30 e

ý90, se 0 ´ x ´ 200
Cm(x) = þ
ÿ0,6 . x - 30, se x > 200'

onde Cs(x) e Cm(x) denotam, respectivamente, o custo diário nas locadoras
Saturno e Mercúrio para x quilômetros percorridos.

Matemática I


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b)
ýSaturno : 150km ´ x ´ 300km
þ
ÿMercúrio : 0km < x <150km ou x < 300km
R$0,30 por quilômetro rodado.

42. a) Observe o gráfico a seguir:



b) 83.840

43. h (x)= (3x/5) + 4

44. a) 35

b) 24,8 cm

45. a) p = 10c/9
b) 42,86 %
Matemática I


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46. a) RÛ(x) = 0,02 + 800,00.

b) Superior a R$70 000,00.

47. 4

48. S = {x Æ IR | -1 < x ´ 4}

49. S = {x Æ IR / 0 < x < 1 ou x > 2}

50. R$ 320.000,00 por ano

Função Polinomial do Segundo Grau
1. A(x) = -x£ + 8x + 128. Logo, a função A tem valor máximo para x = -8/-2 =
4. Assim, a altura do retângulo de área máxima é h(4) = 4.1 + 8 = 12 e a
base deste mesmo retângulo é dada por 16.1 - 4 = 12. Altura 12cm e Base
12 cm. Portanto, é um quadrado.

2. a = 1 e b = 8

3. 2500 unidades.

4. L(x) = R(x) - C(x) = - x£ + 5000x, com x µ 0.




5. a) A receita por sessão é de R$ 12.000,00
b) O preço a ser cobrado é de R$ 50,00

6. a) 220
b) 10 ´ x ´ 20.

7. a) P(n) = n£ + 2n + 50, 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR)

b) Observe o gráfico a seguir:

Matemática I


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IFES – Instituto Federal do Espírito Santo




8. 12,5 m£

9. - 2/3 ´ a < 0

10. a) V = [ - m/2, (8 - m£)/4].

b) m ´ - 2 ou m µ 2.

c) m = 2

d) x = [Ë(y - 1)] - 1.

11. m = -1

12. p > 1

13. (Ë13)/13

14. a) para todo x real
b) para x = -1/2

15. 1.800 metros quadrados

16. a) A(t) =[(-2t/5) + 2] . (5t + 5) Ì A(t) = -2t£ + 8t + 10.
Observe o gráfico a seguir



b) Área máxima: 18 km£. Ocorreu dois anos após o início do replantio.
Matemática I


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17. a) 160 + 0,4n - 002 n£

b) 10Ž dia

18. a) n Æ Z tal que 5 < n < 13

b) 9 filhotes gerando 80 reais de lucro.

19. 3 m

20. Ð = 12

21. p(3) = 25

22. R$ 2500,00

23. xy = 2,4 m

24. R$ 135,00

25. a) O lucro é nulo para 100 peças ou para 500 peças.

b) O lucro é negativo para 0´x<100 e 500<x´600.

c) Devem ser vendidas 150 ou 450 peças.

26. 10 m.

27. a) ™R£ - 8R + 16

b) 4/™

28. n=-2

29. ™/4

30. a) R$ 800,00
b) R$ 5,50

31. a) Até 1 semana após a aplicação do pesticida.
b) Após duas semanas a população de insetos será igual à inicial.
c) A população será exterminada na quinta semana.

32. a) b ´ - 4Ë3 ou b µ - 4Ë3
b) b = 8

33. a) o desconto de 23 reais produz faturamento máximo.
Matemática I


180
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo


b) 7.290 reais.

34. a) f(0) = f(x) = x£ - ax + b
b = 4

b) a < 0, a = -4
f(x) = 9 Ì x = 1

35. 50 u

36. 18

37. 64

38. 450.000 reais.

39. a) d = (1/150) . (90000 - v£)
b) 600 km

40. a) Gasto = 120 + 10x - 10x£
b) 1/2 m

41. a) Pƒ = 364

b) m = 420

42. 15 valores reais

43. a) A altura de Cintia é 164 cm.
b) Paulo pesa 56 quilos e Paula 54 quilos.

44. a) LT = - 100 P£ + 300 P - 20000

b) P = 15

45. a) altura máxima = -b/2a = -40/-10 = 4 s

b) Observe o gráfico a seguir:


Matemática I


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IFES – Instituto Federal do Espírito Santo



46. Situação II

47. 10

48. a) 4 s

b) 8 m

49. (0; 8)

50. 82

Função Modular

1. 9. Temos duas equações: (i) ax£ + bx + c = 12 e (ii) ax£ + bx + c = - 12.
Em ambos os casos, a soma das raízes é - b/a. Na equação ( i ), o produto
das raízes é (c - 12)/a; na ( ii ), o produto é (c + 12)/a > (c - 12)/a. Logo, a
equação ( i ) tem raízes - 2 e 5 e a ( ii ) tem raízes 1 e 2. Portanto: -b/a = 3,
(c - 12)/a = -10, (c + 12)/a = 2.
R.: a = 2, b = - 6, c = - 8

2. a) Observe o gráfico a seguir



b) S = {x Æ IR | x < -6/7}.

3. a)

Matemática I


182
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo



b) 5,5 u.a.

4. Entre 10h e 11h.

5. Observe o gráfico a seguir:




6. a) f(g(x)) = |x-1|£ - 4|x-1| + 4
g(f(x)) = |x£ - 4x + 3|

b) gráficos:


Matemática I


183
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo



7. x = - 2 ou x = 6

8. Q ¸ 5,092

9. x = 50 e x = 250

10. V = {-2; -1; 1; 2}

11. (2Ë2, 2Ë2) e (-2, 2)

12. {x Æ IR* | -1 < x < 1}

13. S = {x Æ IR / x ´ -4 ou -1 < x ´ 1}

14. a) S(I) = {x Æ IR / 8 ´ x ´ 15}
S(II) = {x Æ IR / 1 ´ x ´ 10}

Observe a figura a seguir:




15. F F V

16. F V F V

Função Exponencial
1. Candidato A = 200.000 eleitores
Candidato B = 400.000 eleitores

2. Observe a demonstração a seguir:

Matemática I


184
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo




3. 6 meses

4. a) Observe a figura a seguir




b) g(x) = logƒx£, (x·0)

5. t = 4 anos

6. Após 18 horas restará 25 mg no organismo.
A função seguinte explicita a quantidade f(t), em mg, do medicamento
presente no organismo após t horas da ingestão.




7. a) 22,5 °C
Matemática I


185
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

b) aproximadamente 15 min

8. a) 10%
b) 2 horas

9. 48

10. a) x = 0 ou x = -1
b) -12 < m ´0

11. a) p(t) = F (0,81)
b) 15 anos

12. a) a = 1024 e b = 1/10

b) t(min) = 30 anos

c) Observe o gráfico a seguir:




13. a) ‘ = 54 e ’ = -1/90
b) 360 minutos

14. a) a = 120 e b = -Øn 2
b) 3 m

15. a) A distância percorrida é 800 - (25/32) = 25575/32 m, e a distância até
o ponto B é 25/32 <1
b) Observe o gráfico abaixo:

Matemática I


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16. S = {0}

17. x = 1 ou x = -1

18. taxa de inflação = 60%

19. x = 2, y = 3 ou x = 3, y = 2

20. a) José cometeu o erro na última etapa do seu raciocínio, uma vez que
a função exponencial dada por f(x) = (1/2)Ñ é decrescente.

b) Observe a demonstração a seguir:




21. 03

22. 03

23. 17

24. a) f(t) = 100000 . 2 e g(t) = 70000 + 2000 . t
b) 40 ratos por habitante

25. a) x = 3
b) x = - 3

26. a) 1
Matemática I


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b) m = 1 ou m ´ 0

27. f(x) é estritamente decrescente pois 0<a<1, ou seja, x<x‚ Ì f(x> f(x‚).
Logo:

a£Ñ®¢>(1/a)Ѥ Ì a£Ñ®¢>aÑ®¤ Ì 2x+1<-x+3 Ì x<2/3.

V = ] -¶; 2/3 [

28. -6 < x < 1

Função Logarítmica
1. a) 22,5 °C
b) aproximadamente 15 min

2. a) p(t) = F (0,81)
b) 15 anos

3. a) a = 120 e b = -Øn 2
b) 3 m

4. a) f¢ : R*øë R onde f¢(x) = log‚ (2x)
b)




5. b + c + ad = 11

6. a) altura: 1 metro;
diâmetro: 10cm

b) 20cm

7. 7,29 × 10¢¦ km
Matemática I


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8. a) t = 100
b) Se (SB), (SC) e (SD) forem, respectivamente, as áreas hachuradas das
figuras B, C e D, então:
(SB) + (SC) = log³a + log³b = log³(a.b) = (SD), portanto (SB)+(SC)=SD

9. a) 1.265.000 habitantes

b) x = 115/102 1 ¸ 1,127

10. 38 anos

11. a) a = 80 000
b = ¢¡Ë(1,5)

b) Observe a figura a seguir:




12. a) A = 50, B = 30 e n = 1/2

b) t = 1,4 meses ou 1 mês e 12 dias

13. a) aproximadamente 33,3%
b) 2 anos após a 1 entrega

14. 15

15. n = 2

16. a = 5

17. x = 10§ e y = 10¢

18. Veja a expressão abaixo:

Matemática I


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19. Observe a figura.




20. 1/5 ´ x ´ 1

21. S = { 1/6 }

22. t = 13,862 minutos ou 13 minutos e 52 segundos, aproximadamente.

23. a) 362.250 habitantes

b) 2.742.000 habitantes

24. a) 22 ovelhas

b) A partir de nove anos e meio.

25. a) 64%

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b) t = 3 horas.

26. p = 28

27. a) n = 2
k = 200

b) E = 900

28. Dom g = {x Æ R | 1 < x < 2 ou 2 < x < 6}
ou
Dom g = ] 1, 2 [ U ] 2, 6 [

29. n = 5

30. 28 000 anos.

31. 17

32. Observe demonstração a seguir:




33. a + b.

34. a) 512
b) A partir do dia 13 de abril.

35. a) n = 2,5

b) x ¸ - 2,5

36. a) T/S = 2/3

b) A menor taxa é do "Banco ZIG"

37. 3 < x ´ 25/8

Matemática I


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38. 7 minutos

39. a) log³(301) = 2,4786, log³(303) = 2,4814
e log³(304) = 2,4829.
b) log³(3,04) = 0,4829, log³(3010) = 3,4786 e
log³(302) = 2,4800.

40. a) log (‘.’) = 1,2
b) x = 12

41. a) 1968

b) Em 1950 o país tinha aproximadamente 9,61 milhões de habitantes.
S = {t Æ R | 32 ´ t ´ 80}.
125/13 ´ k ´ 17, em milhões de habitantes.

42. 2044

43. 1960

44. a) Rd’ = 120 + 10 . log³ I e I = 10¥ W/m£.

b) 10©.

45. a) T(4) = 29,1°C.



b) 1,04h.

46. a) 36%

b) 1,5 hora

47. 12 meses.

48. a) R$ 13.996,80

b) 10 anos
Matemática I


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49. a) V = {x Æ IR | 4 ´ x ´ 12}
b) V = {x Å IR | 3 < x < 4 ou x > 12}

50. v = ]3;4[

Progressões
1. a) 6; 8; 14
b) 21
c) 25
d) 72

2. a) 440

b) 10

3. a) -5, 8, -11, 14, -17, 20
b) S = - 3014

4. a) Observe a tabela a seguir.



b) 202

5. O primeiro é: a = Ë2 - (™/3)

A razão é: r = 2™/3

6. 2(Ë2) -1 u.c.

7. 2520

8. 385 km

9. a) 375.
Matemática I


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b) n = 105

10. R$ 63,10

11. n = 13

12. a) ’ = 60°
b) – = 90° e ‘ = 30°

13. a) Seja SŠ a soma dos n primeiros termos da seqüência. Temos:
aŠ = SŠ - SŠ÷ = (n£/3) - [(n - 1)£/3] =

= (2n - 1)/3.
Logo
aŠ = (2n - 1)/3 e aŠ÷ = (2n - 3)/3, ¯ n Æ Zø.
E como
aŠ - aŠ÷ = (2n - 1)/3 - (2n - 3)/3 = 2/3,

podemos concluir que a seqüência é uma progressão aritmética de razão
2/3.

b) a³³³ = 1999/3

14. C(n) = 0,1™n£ + 9,9™n; onde n é o número de voltas dadas pelo tubo.

15. a = 0,8 e b = - 0,8

16. 13

17. A distância é de 18 km.

18. Observemos, inicialmente, que, dadas n - 1 retas no plano, sempre é
possível encontrar uma enésima que as intercepte (de fato: basta que o
ângulo da nova reta com uma reta fixa seja diferente dos que as retas já
dadas fazem com a mesma reta fixa) e não passe por nenhum dos pontos
de interseção já existentes.
Observemos, ainda, que, se o plano está dividido em k regiões convexas e
introduzimos uma nova reta, passamos a ter k + p regiões convexas, onde p
é o número de regiões atravessadas pela reta.
Ora, se temos n - 1 retas dividindo o plano em SŠ÷ regiões e introduzimos a
enésima reta, esta, ao cruzar m retas (em pontos outros que os de
interseção destas), atravessa exatamente m + 1 regiões. Como a nova reta
pode, no máximo, cruzar todas as n - 1 retas já existentes, passamos a ter,
no máximo, SŠ÷ + n regiões.
Para cada n Æ N, seja SŠ o número máximo de subdivisões obtido com n
retas. Então,

Matemática I


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Portanto, SŠ = 1 + (1 + 2 + 3 + ... + n) = 1 + [(1 + n)n/2] e, para n = 37,
obtemos Sƒ‡ = 704.

19.


Como a, b, c, d estão em PA, então, para algum número real n, temos b = a
+ n, c = a + 2n, d = a + 3n.
Portanto, detA = e£ò®¤¾ - e£ò®¤¾ = 0.

20. a) 63
b) duas maneiras

21. a) P‡ = 21
b) N = 15.

22. 1.262.500.

23. O peso total será de 7650g + 3300g = 10950g

24. (3, 4, 5, 6, 7, 8, 9)

25. a³³ = 299

26. a) 221 cm£.

b) f(x) = 2x£ + 2x + 1, x Æ IN*
Matemática I


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D = IN*
Im = {y | y = 2x£ + 2x + 1, x Æ IN*}.

27. a) 101 emissoras; canal de número 300.

b) 104,9 MHz

28. a) F³ = 76 e FŠ = 8n - 4, n Æ IN*.

b) 10 000.

29. 4 anos

30. a) 1996,10 metros
b) 2000/3 metros

31. R$ 3.520,00

32. a) Ë2, 6Ë2, 2Ë2, 12Ë2, 4Ë2, 24Ë2, 8Ë2 e 48Ë2.

b) aƒ‡ = 2¢© . Ë2 e aƒˆ= 2¢ª . 3Ë2

33. a) -2.

b) 3/22.

34. 39 minutos

35. tg ’ = r£/(2 - r)

36. m = 5 e n = 7 ou m = - 1 e n = - 5.

37. Sejam aŠ e bŠ, respectivamente, os termos gerais de uma PA e de uma
PG, ambas de razão 3.
Logo, aŠ = a + (n - 1) . 3 = a + 3n - 3 e
bŠ = b . 3¾ ¢

Seja cŠ o termo geral da seqüência dada, tal que cŠ = bŠ - aŠ.

Para:
n = 1, temos c = b - a = 2
n = 2, temos c‚ = 3b - a - 3 = 5 => 3b - a = 8

Resolvendo o sistema, encontramos b = 3 e a = 1.

Portanto, cŠ = bŠ - aŠ, com bŠ = 3¾ e aŠ = 3n - 2.

38. 49, 56 e 64 anos
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39. a) R$1.464,10

b) R$1.334,03

40. a) 1.265.000 habitantes

b) x = 115/102 1 ¸ 1,127

41. a) 405 coelhos

b) 31 dias

42. 39.366

43. r = 2/3

44. 2/3

45. O menor inteiro positivo que satisfaz a desigualdade é 14.

46. a) (Ë2)/2

b) (1 + Ë2)/4

47. (2/3)£¡ . m

48. 10

49. R$ 12.000,00.

50. 20

Matemática I

Governo Federal Ministro de Educação Fernando Haddad CEFETES – Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo Diretor Geral Jadir José Péla Diretor de Ensino Dênio Rebello Arantes Coordenadora do CEAD – Centro de Educação a Distância Yvina Pavan Baldo Coordenadoras da UAB – Universidade Aberta do Brasil Yvina Pavan Baldo Maria das Graças Zamborlini Designer Instrucional Jonathan Toczek Souza Curso de Licenciatura em Informática Coordenação de Curso Giovany Frossard Teixeira Professor Especialista/Autor Ronaldo Barbosa Alvim DIREITOS RESERVADOS CEFET-ES – Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo Av. Vitória – Jucutuquara – Vitória – ES - CEP - (27) 3331.2139 Créditos de autoria da editoração Capa: Leonardo Tavares Pereira Projeto gráfico: Danielli Veiga Carneiro Iconografia: Moreno Cunha Editoração eletrônica: [Nome de quem editou ou do próprio professor] Revisão de texto: Ilioni Augusta da Costa Maria Madalena Covre da Silva COPYRIGHT – É proibida a reprodução, mesmo que parcial, por qualquer meio, sem autorização escrita dos autores e do detentor dos direitos autorais.

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Matemática I

Olá, Aluno(a)!

É um prazer tê-lo conosco. O Cefetes oferece a você, em parceria com as Prefeituras e com o Governo Federal, o Curso de Licenciatura em Informática, na modalidade à distância. Apesar de este curso ser ofertado à distância, esperamos que haja proximidade entre nós, pois, hoje, graças aos recursos da tecnologia da informação (e-mails, chat, videoconferênca, etc.), podemos manter uma comunicação efetiva. É importante que você conheça toda a equipe envolvida neste curso: coordenadores, professores especialistas, tutores à distância e tutores presenciais. Assim, quando precisar de algum tipo de ajuda, saberá a quem recorrer. Na EaD - Educação a Distância - você é o grande responsável pelo sucesso da aprendizagem. Por isso é necessário que se organize para os estudos e para a realização de todas as atividades, nos prazos estabelecidos, conforme orientação dos Professores Especialistas e Tutores. Fique atento às orientações de estudo que se encontram no Manual do Aluno! A EaD, pela sua característica de amplitude e pelo uso de tecnologias modernas, representa uma nova forma de aprender, respeitando, sempre, o seu tempo. Desejamos a você sucesso e dedicação!

Equipe do IFES

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alguns símbolos utilizados neste material para guiá-lo em seus estudos. Fala do professor. Conceitos importantes. referentes ao conteúdo estudado. Indicação de Materiais complementares. Espaço reservado para as anotações que você julgar necessárias.Matemática I ICONOGRAFIA Veja. Atenção! Reflexão. abaixo. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 4 . Destaque de algo importante. Fique atento! Atividades que devem ser elaboradas por você. referente ao conteúdo apresentado. após a leitura dos textos. Curiosidade ou outros conceitos referente ao conteúdo apresentado.

o Winplot. sendo capaz de realizar uma primeira análise gráfica. levando vocês a criarem o hábito de estudo contínuo. irá estudar também as funções reais. ou seja. situando você no tempo e conhecendo os grandes matemáticos que deixaram contribuições marcantes em nossa evolução. Concluo. Um ponto importante para um bom curso de Matemática e utilizar a bibliografia indicada. desejando a todos muito sucesso! Prof. Comentários de natureza histórica estão presentes ao longo de todo o material. quando solicitados. iniciando é claro seu estudo com um enfoque mais geral. sendo tratada a teoria dos conjuntos de modo informal e não axiomática. Atuo como professor do IFES no campus de Cachoeiro de Itapemirim. importante em qualquer aprendizado e indispensável no ensino a distância. Quando estudarmos funções reais será interessante e necessário o uso de algum visualizador gráfico. mas vamos optar por utilizar um software livre. Probabilidade e Estatística. Ronaldo Barbosa Alvim IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 5 . responsável pela disciplina Matemática I. Minhas áreas de interesse são: Modelagem Matemática. pois de exemplos da vida que ela se iniciou. Problemas Inversos. por meio de exemplos de aplicações diversas tentando contextualizar a matemática em nossa vida. O material tem o intuito de ser um guia na orientação da disciplina de Matemática I onde podemos ressaltar os pontos mais importantes da teoria que está sendo abordada. Sou graduado em Matemática (2000) pela UFF. o de relações entre conjuntos. no mercado existem vários pacotes famosos como Maple e Matlab. Especialista em Matemática e Estatística (2001) pela UFLA e Mestre em Modelagem Computacional (2004) pela UERJ. Nesta disciplina você conhecerá a teoria dos conjuntos.Matemática I Olá Meu nome é Ronaldo Barbosa Alvim. os gabaritos de todas as atividades encontram-se no final do material. Lembre-se que estas atividades possuem tempo determinado de entrega. Cada capítulo é acompanhado de exercícios que devem ser resolvidos e enviados pelo ambiente moodle. Cálculo Numérico. onde serão avaliado. onde seu download estará disponível em nosso ambiente. procurando mais exemplos e outras abordagens que poderemos discutir nos fóruns. que é um tema central para vários ramos da matemática e relacionado aos primórdios da matemática.

...................................................................2. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .............13.................................................................. 1................... 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ....................................... 2........................ 83 DESENVOLVIMENTO AXIOMÁTICO DA TEORIA DOS CONJUNTOS ...............ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.............................. 1..............................3.................................................. 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ................ 2................................ 1.... 9 SUBCONJUNTOS ....................................... INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ...11............................................................................................................................................ 8 CAPÍTULO 6 -FUNÇÃO MODULAR ............................ UNIÃO DE CONJUNTOS ..................................................... 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ...............6..................................................................... 2...................................... 80 TEOREMA DA DEMONSTRAÇÃO ............................................................. 1......... UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................... 8 CAPÍTULO 4 -FUNÇÃO LINEAR .........................9....... 80 COMPARABILIDADE ........Matemática I Sumário 1....................................................................................4...........................................................................3......................................2.........................4...........................................4.................. 1.. UNIÃO DE CONJUNTOS ........................................ 2...1............................................................... 8 CAPÍTULO 3 -RELAÇÕES E FUNÇÕES . 7 CONJUNTOS FINITOS E INFINITOS ................. 8 IGUALDADE DE CONJUNTOS ................................................6.............................................4............. 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS ..................................................6...... 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS ..........................10.................................................................. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO....3.......... 2....................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO..... NOTAÇÃO ....................................... 82 DIAGRAMAS DE LINHA ........................................................................... 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................................ 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ............5 2............ 2.................5 2......... 1........................................................................3............ 2.............................5 2..................................................................................... 2.............................................3...................................................................2.............12... 80 CONJUNTOS DE CONJUNTOS .........................5 2.......................................... 2..................................................................................................................................................................................... 2.................................................2............................................................................. 8 CONJUNTO UNIVERSAL ................6.................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO................................... UNIÃO DE CONJUNTOS ................. 1...................................2.................................... 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ............................................................. 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO .... 8 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 6 ............................................................ 7 1.................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO...................................5.............................................2................................6........................................................... 2............................................4............ ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO....................5....................................................................................................................................5... 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ......................8.............ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO......................................................................................................................... 1.....................................15............................................ 98 CONJUNTO NULO ............. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ............................ 81 CONJUNTOS DISJUNTOS ...... 82 DIAGRAMAS DE VENN .. 1............................ 2............... 1................. UNIÃO DE CONJUNTOS ...5....3..... 2.........................................................................................................7..5 2......................... 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS ................................. 1.. 2.................................14......................... 1................................................................. 2......................................................................................... INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ...............................5................................................. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO................................................... INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ......... 9 SUBCONJUNTO PRÓPRIO ............. 2.. 83 CAPÍTULO 2 -OPERAÇÕES DE CONJUNTOS ....... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO....... 2................................ 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS ................ 1. 8 CONJUNTO DE POTÊNCIA ..................... CONJUNTOS E SUBCONJUNTOS ................................................................ 1............ 8 CAPÍTULO 5 -FUNÇÃO QUADRÁTICA...................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO...........................................

.................................... 2..................... 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS .....................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.......................................................................5.5 2...2......... 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ...................................................................3................ 8 GABARITOS ................................................. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO......... 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS .....5 2.............................................................................................................................6...................................................................................... 2.............................................................................................................6.......................................... DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....... 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS .............................. 2.................................................................................................... ANEXOS...................................................................5......5................ UNIÃO DE CONJUNTOS ..4................................... 2............. 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS .... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO...... 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO .. 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS .............................2..............ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO................................................................................. UNIÃO DE CONJUNTOS .................................... 2...................... 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ................................................................. 2.......... 2..............................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.... INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ............................................................................... 2..... UNIÃO DE CONJUNTOS ...... 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ................6........................................................................................................4........... INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ............... 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ............ 8 CAPÍTULO 7 -FUNÇÃO EXPONENCIAL.................................. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................Matemática I 2.............................. 8 CAPÍTULO 9 -PROGRESSÕES .................................... 2...............4...5.............ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO....................................5 2......3.................... 2...............6.......................................................................................................................... IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 7 ........................................ 2............ 8 CAPÍTULO 8 -FUNÇÃO LOGARTIMICA ............................ 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ................................2.............. 2....................................................... REFERÊNCIAS ......................... 2............. 2..........ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO................................ ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO......................................3......................................................................4..........................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO..........................................

f} Observe que seus elementos são separados por vírgula e em geral representados por letras minúsculas.Matemática I 1. CONJUNTOS E SUBCONJUNTOS Prezado aluno..29} Esta forma de notação de conjunto é chamada de forma tabular.b.e. Seu trabalho inicialmente não foi aceito pela comunidade acadêmica mais influenciou profundamente matemáticos e estudiosos do século XX. vamos representar o conjunto das letras da palavra CONTATO D={c.21. Para ilustrar no exemplo abaixo.25.t. Veja o exemplo: C={x/x é consoante} que é equivalente a dizer C={a.o. Bom estudo! George Cantor (1845-1918) 1. que como vimos exibe os elementos do conjunto.13. . Começaremos nossa primeira aula estudando a fundamental teoria dos conjuntos primeiramente concebida pelo matemático do século XIX Georg Cantor. não é necessário representá-los mais de uma vez.u} Quando um conjunto possui elementos repetidos.d. ou seja. a compreensão dos conceitos estudados em uma aula é a base para o entendimento das aulas posteriores.. estudo que tratava da teoria das Séries Trigonométricas. Mas podemos representar um conjunto pela propriedade que seus elementos possuem em comum. Em geral.i.o.. evitando desta maneira escrever por extenso os elementos do conjunto. Notação Em geral representamos conjuntos listando seus elementos entre chaves e o denominando por uma letra maiúscula..1.a} IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 8 ..e. Quando o conjunto possui um número muito grande de elementos podemos simplificar sua notação utilizando reticências .n. esta disciplina gera pré-requisitos.9. como no exemplo abaixo: A = {a.c.. Veja sua utilização no exemplo abaixo: B = {1. dando o sentido de continuação.5.

Por exemplo Maçã ∈ {Laranja.2.. Quem barbeia o barbeiro? Concluímos que.10. o famoso paradoxo do Barbeiro. sua contagem chega a um final.. o oposto o classificamos como conjunto infinito O conjunto A é um conjunto infinito A={2.6. e se ele se não se barbear.} O conjunto B é um conjunto finito B={x/x é uma rua do Brasil} IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 9 . mas podemos destacar uma propriedade que não caracteriza um conjunto. Um paradoxo que caracteriza é atribuído ao matemático Bertrand Russel. então ele não barbeia a si próprio. Forno de microondas} 1. Conjuntos Finitos e Infinitos Os conjuntos finitos possuem um número definido de elementos. Melão. ou seja. um barbeiro faz a barba de todos os homens que não barbeiam a si próprios e a mais ninguém. Observe: Bertrand Russel (1845-1918) Em uma aldeia onde. se o barbeiro se barbear. Batedeira. Liquidificador. todos os dias.. Relação de Pertinência A relação entre elemento e conjunto é conhecida como relação de pertinência que simbolizamos por ∈ “pertence” e ∉ “não pertence”. Uva} Carro ∉ {Cafeteira.18. Perceba que o paradoxo é equivalente a proposição de que existe o conjunto que contém todos os conjuntos. então ele se barbeia.Matemática I Como vimos podemos representar um conjunto por uma propriedade.14. Maçã.

φ . e cada elemento que pertence a B pertence também a A. γ . cada elemento que pertence a A. ϖ }. utilizamos o símbolo ∅ ou { } para simbolizá-lo. Os símbolos são ⊂ lê-se “está contido” IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 10 . Conjunto Nulo O conjunto nulo é também chamado de conjunto vazio. pertence também a B. B={ ϖ .Matemática I Perceba que embora o conjunto B seja difícil de ser enumerado. τ . µ } e 1.3. β . 1. Igualdade de Conjuntos Dois conjuntos são iguais se e somente se possuem os mesmos elementos. ϑ . logo A = C “A é igual a C” A ≠ B “A é diferente de B” Ou seja. C={ ρ . β .4. é um conjunto finito. ξ . O Conjunto vazio é o conjunto que não possui nenhum elemento.5.ϖ }. ρ . Subconjuntos As relações de inclusão auxiliam muito na introdução do conceito de subconjunto. mesmo assim. γ . pois a utilizamos para relações entre conjuntos ou entre subconjuntos e conjuntos. observe os exemplos: Seja A={ φ . γ . não necessariamente na mesma ordem. sendo que o significado do que está escrito não passa de um simples conjunto unitário. ϑ . 1. Os conjuntos abaixo são exemplos de conjuntos nulos. A={x/x é professor da Licenciatura em Informática com mais de 150 anos} B={x/x é um número natural menor que 30 e maior que 50} Cuidado! Vários alunos utilizam de forma errônea o símbolo {∅} para simbolizar conjunto vazio.

não é igual a A.Matemática I ⊄ lê-se “não está contido” ⊃ lê-se “contém” ⊇ lê-se “não contém” Seja A = {1. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 11 . dando ao aluno a sensação de impotência. pois você amanhã será um professor. estamos num curso de licenciatura. encontrando os conceitos resumidos a fórmulas prontas. Demonstração A demonstração em Matemática tem sido abandonada das aulas de ensino fundamental e médio e praticamente extinta de grande parte dos livros didáticos.2} ⊂ A ou A ⊃ {1. 1. Logo diremos que B ⊄ C se B possuir algum elemento que não pertence ao conjunto C. sendo que todo elemento do conjunto B seja também elemento do conjunto C.3} Então {1. este hábito descaracteriza como a Matemática torna verdadeira suas afirmações.6. de ser capaz de entender como aquelas idéias foram concebidas. e não devemos retirar de nossas aulas experiências que levem a formação de alunos críticos. segundo. Pense nisso. Comparabilidade Dizemos que dois conjuntos são comparáveis quando pelo menos um está contido no outro. A ⊂ B ou B ⊂ A. Subconjunto Próprio Como cada conjunto A é um subconjunto de si mesmo. ou seja.7. O rigor das demonstrações matemáticas é a que distingue de outras ciências. assim desestimulando o aluno ao seu aprendizado. 1.8. Se primeiramente B for subconjunto de A e. Concluindo B⊂AeB≠A Alguns autores utilizam uma notação diferenciada B ⊆ A para “B é subconjunto de A” B ⊂ A para “B é subconjunto próprio de A” 1. denominamos B de subconjunto próprio de A.2} Utilizando a notação acima se B é subconjunto de C então podemos registrar B ⊂ C.2.

conjunto de potência de A. 1.2. Conjuntos de Conjuntos A expressão conjuntos de conjuntos.{3}. ou. A ⊂ B e B ⊂ C.{1. Algumas observações são importantes de serem realizadas: (1806-1871) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 12 .{1.11. ou seja.{2}.2.{5..3}.10.3} Então 2A = {{1}. foi realizada pelo brilhante matemático Augustus De Morgan (1806-1871). O família de todos os subconjuntos de um conjunto A é denominada.{2.3}. então A ⊂ C 1.. Simbolizamos famílias de conjuntos geralmente por letras manuscritas como A.{1.9}. Por exemplo. 1. e se B é um subconjunto de C..12} Observe que o conjunto A não é uma família de conjuntos.3}. conjunto das partes do conjunto A. O conjunto universo é o conjunto de todos os elementos de interesse para o problema que estamos tratando. seja A = {1. Conjunto Universal A concepção do conjunto Universo. Um caso muito raro na teoria de conjuntos são conjuntos formados de membros que são conjuntos e outros que não são conjuntos. logo A é um subconjunto de C.∅}}. pois alguns de seus membros são conjuntos e outros não. Conjunto de Potência Augustus D.8}. utilizada para representar conjuntos exclusivamente formadas por conjuntos é freqüentemente substituída por família de conjuntos ou classe de conjuntos. Veja o exemplo A = {7.Matemática I Teorema sobre conjuntos: Se A é um subconjunto de B.2}.2.{1.B.9. Morgan É possível quantificarmos quantos subconjuntos possui um conjunto sem ser necessário exibi-los um a um.

f.10} é representado abaixo pelo diagrama de Venn .h. pois não conseguimos encontrar nenhum elemento que pertença ao conjunto A e também ao conjunto B. criou uma representação visual para os conjuntos.v} e B = {ϕ. Conjuntos Disjuntos Alguns conjuntos não possuem nenhum elemento em comum estes conjuntos são denominados conjuntos disjuntos. A possui 3 elementos. 1. .7.Se utilizarmos a expressão 2n. sendo n o número de elementos do conjunto inicial A. são conjuntos disjuntos.θ}. 1.13.4. Diagrama de Venn O matemático inglês John Venn (1834-1923).Matemática I . que é o número de subconjuntos do conjunto A. O conjunto A = {1.O conjunto vazio é subconjunto do conjunto A.λ.7 .12. logo C e D.4 .1 A . onde delimitamos os conjuntos por áreas no plano onde se facilita muito o trabalho de se relacionar conjuntos.x.τ} e D = {a. Diferente do exemplo abaixo: C = {k.O conjunto A é subconjunto dele mesmo.10 John Venn (1834-1923) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 13 .τ}. . 23 = 8.l. A = {r. logo. teremos o número de subconjuntos de A. como é subconjunto de qualquer conjunto.t. não são conjuntos disjuntos. note que τ ∈ C e τ ∈ D.w.

Logo: Axioma da Extensão: Dois conjuntos A e B são iguais se cada elemento de pertence também a B e cada elemento em B pertence a A. Axioma de Especificação: Seja P(x) uma proposição qualquer e seja A um conjunto qualquer. Existe assim um conjunto IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 14 . em que se encaixa a teoria dos conjuntos. Desenvolvimento Axiomático da Teoria dos Conjuntos Para iniciarmos um desenvolvimento axiomático em qualquer área da Matemática.14. Axioma da Extensão: Dois conjuntos A e B são iguais se cada elemento de pertence também a B e cada elemento em B pertence a A. P(a) é verdadeiro} Observe que P(x) é uma sentença variável para a qual P(a) é verdadeiro ou falso para qualquer a ∈ A.Matemática I A relação de inclusão C ⊂ D é representada também pelo diagrama de Venn abaixo D C 1. Axioma de Especificação: Seja P(x) uma proposição qualquer e seja A um conjunto qualquer. necessitamos de termos indefinidos e relações indefinidas. pois elemento e conjunto são termos indefinidos e “elemento pertence a um conjunto” é uma relação indefinida. Existe assim um conjunto B = {a/a ∈A.

3.2.3. Veja o exemplo: Sendo A = {1.7.5.5.15.9}. P(a) é verdadeiro} Observe que P(x) é uma sentença variável para a qual P(a) é verdadeiro ou falso para qualquer a ∈ A. União de Conjuntos Simbolizamos a união de dois conjuntos por A∪B.7. conjunto este formado pelos elementos pertencentes a A ou pertencentes a B.15.6} e B = {5.1. Operações com Conjuntos 1.8. 1. temos: A ∪ B = {1.Matemática I B = {a/a ∈A.8. A união de conjuntos é comutativa pois A ∪ B = B ∪ A A ∪ B = {x / x ∈ A ou x ∈ B} IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 15 .2.6.6.9} Observe que não devemos simbolizar mais de uma vez na união os elementos comuns aos dois conjuntos.

sendo que a correta leitura é identificar o que é exclusivo do primeiro conjunto.2. Veja o exemplo: Sendo A = {1.15.3}.9}.2. Interseção de Conjuntos Entendemos como interseção de conjuntos a operação que identifica quais elementos são comuns entre os conjuntos.6} Como é obvio de se observar a interseção de conjuntos é uma operação comutativa. ou seja. B-A = {7. temos: A-B = {1. Observe que a diferença de conjuntos não é comutativa pois A − B ≠ B − A .3.7. Diferença de Conjuntos Um grande erro ao executar essa operação é entendê-la com o objetivo de simplesmente mostrar o que é diferente aos dois conjuntos.2.7.5.9}.8. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 16 .3.15.5.8. os elementos que são exclusivos do conjunto B.3.9}. ou seja.2. temos: A ∩ B = {5.6} e B = {5. pois A ∩ B = A ∩ B 1.6} e B = {5.6.Matemática I 1. Veja o exemplo: Sendo A = {1. os elementos que são exclusivos do conjunto A.6.8.

3.9} e o conjunto A = {1. dizemos que o complementar de A em relação a U é {0.4.6.5.8. sendo que todos entrevistados lêem pelo menos um dos jornais A e B? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 17 . Qual o percentual de entrevistados lê os dois jornais. Logo.2.4.4.3. .7. dado um conjunto A de um certo universo U. seu complementar contém o complementar desse outro). Escrevendo de outra forma: ( ) c A ⊂ B ⇒ B c ⊂ Ac 1.Ac = A para todo A ⊂ U (o complementar do complementar de um conjunto A é o próprio conjunto A). chama-se complementar de A em relação a U o conjunto formado pelos elementos de A U que não pertencem a A.8.1.15.6.7}. Complementar de um Conjunto Dado o universo U = {0. é o conjunto formado pelos elementos de U que não pertencem a A.9}.5.70% dos entrevistados lêem o jornal A. indica-se CU ou Ac ou A .Matemática I 1. Cuidado! O complementar de um conjunto só tem sentido quando fixamos um conjunto universo U. então B c ⊂ Ac (se um conjunto está contido em outro.15. De um modo geral. ou seja.5.60% dos entrevistados lêem o jornal B. Ac = {x / x ∈ U e x ∉ A} Propriedades . .2. Relação entre União e Interseção de Conjuntos n( A ∪ B ) = n( A) + n( B ) − n( A ∩ B ) Exemplo: Numa pesquisa de opinião pública sobre dois jornais A e B. obtemos o seguinte resultado: .Se A ⊂ B .

Conjunto dos Números Naturais “Deus criou os números naturais.d} e B={1.2).15. dos irracionais e.Matemática I n( A ∪ B ) = n( A) + n(B ) − n( A ∩ B ) 100% = 70% + 60% − n( A ∩ B ) n( A ∩ B ) = 130% − 100% n( A ∩ B ) = 30% 1.16.(c.1. ao conjunto AxB. Por isso. dos inteiros. denominamos conjuntos numéricos.” (Leopold Kronecker) Giuseppe Peano (1858-1932) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 18 . chama-se produto cartesiano A com B.2).3}.1). dos racionais. Farão parte deste breve estudo os conjuntos dos números naturais.(b.(d.y). O resto é obra dos homens.(c. y ) / x ∈ A ou y ∈ B} Leopold Kronecker (1823-1891) 1.6.(c. Conjuntos Numéricos Neste tópico. terá 12 pares ordenados e será dado por: AxB = {(a.(a. estudaremos os conjuntos em que seus elementos são números. Produto Cartesiano Dados os conjuntos A e B.(b.1).(d.1). ou seja Exemplo Dados A={a.3).3). por último o conjunto dos números reais.c. 1. onde x é elemento de A e y é elemento de B. formado por todos os pares ordenados (x.2.2).(b.1).(d.2) .3).16.3)} AXB = {( x.(a. Perceba que em cada um deles. os elementos têm características em comum. o produto cartesiano AxB.b.

16. que em alemão significa número.} Destacamos os seguintes subconjuntos de Z: .-1..Matemática I As afirmações abaixo são conhecidas como axiomas de Peano.1.-3. que não é sucessor de nenhum outro...Todo número natural tem um único sucessor.0.Números naturais diferentes têm sucessores diferentes..4.. Curiosidade! O símbolo dos inteiros Z é a primeira letra da palavra ZAHI.2. Tudo o que se sabe sobre os números naturais pode ser demonstrado como conseqüência desses axiomas. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 19 .-2.-1. o sucessor de todo elemento de X ainda pertence a X. .3..Z * = Z − {0} ou Z * = {.3. pois N ⊂ Z . Se 1 ∈ X e se.-4.Existe um único número natural.-2. Propriedades: .-3.N.. 1..1. Conjunto dos Números Inteiros O conjunto dos números inteiros é representado por: Z = {. .2.} Observe que o símbolo (*). além disso. então X = N. . X ⊂ N ).-4.4. exclui o número “0” (zero)... chamado um e representado pelo símbolo 1. .Seja X um conjunto de números naturais (isto é..2.

devemos dividir os números após a vírgula por um número formado unicamente pelo algarismo “9”. Veja: 12..363636. ver como podemos transformar decimais em suas respectivas frações geratrizes: Decimais Exatos Para extrair a fração geratriz de um decimal exato.− . etc.0. = Vamos agora mostrar um exemplo onde a dízima periódica simples possui valores diferentes de zero a esquerda da vírgula (números inteiros).. . dízimas periódicas simples. Veja então exemplos de números racionais: 3 1 1 3 − 5. agora. .b ∈ Z e b ≠ 0 Curiosidade! O símbolo dos racionais Q tem origem da palavra quociente. 4 2 2 4 Lembre-se que todo racional pode ser escrito na forma a . devemos utilizar o velho conceito de número misto. Conjunto dos Números Racionais Ao incluirmos as frações não aparentes positivas e negativas ao conjunto dos inteiros.− . Existem três formas de decimais que são gerados de frações.. Neste caso. basta eliminarmos a vírgula e dividimos o número encontrado por uma potência de 10. com b a ∈ Z. com o número de zeros equivalente a quantidade de casas decimais do decimal original. que temos o hábito de chamá-las frações geratrizes.3. são eles os decimais exatos. obtemos o conjunto dos números racionais que simbolizamos por Q. = 7 9 36 4 = 99 11 0. Veja: 0. Vamos.16. na quantidade de algarismos que se repetem na dízima original.−2.5 = 125 25 = 10 2 Dízima Periódica Simples Para extrair a fração geratriz de uma dízima periódica simples.Matemática I 1. dízimas periódicas compostas. Veja: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 20 ..7777.

= 1326 − 13 1313 = 9900 9900 Se existir um número inteiro à esquerda.. de uma dízima periódica composta é o fato de a dízima composta possuir após a vírgula parte não periódica e periódica.Matemática I 4 31 3. Veja que “13” representa a parte não-periódica e “26” a parte periódica.4444. = 4 13 409 = 99 99 Dízima Periódica Composta O que diferencia uma dízima periódica simples. 4.131313.. diferente da simples.. devemos proceder da mesma forma que aprendemos na dízima periódica simples.13262626. e um algarismo “0” para cada algarismo que não se repita após a vírgula. utilizando número misto. Veja a extração da fração geratriz da dízima acima: 0. 0. ou seja. Devemos escrever no numerador o número representado até o início da primeira repetição e após devemos subtrair a parte não periódica após a vírgula. = 4 352 − 3 349 4309 =4 = 990 990 990 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 21 .. 4. = 3 = 9 9 Para sairmos de um número misto acima foi feita a operação (3 X 9 + 4 = 31) e repetimos o denominador. no denominador devemos escrever um algarismo “9” para cada algarismo que se repita na dízima. que após a vírgula possui apenas parte periódica.3525252......13262626.. Aprenderemos como encontrar a fração geratriz de uma dízima periódica composta .

7320508.47979. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 22 . 23. ou seja.474747. Mas os decimais infinitos e não-periódicos não podem ser escritos na forma de uma fração. ou seja. 47 (Dízima Periódica Simples) 1.... R = Q ∪ I . = 2. pois podem ser escritos na forma de uma fração.718. Conjunto dos Números Irracionais Você viu no tópico anterior que existem três tipos de decimais que pertencentes ao conjunto dos racionais. Os números racionais não são suficientes para esgotar todos os pontos da reta real.479 (Dízima Periódica Composta) 2.16.16.4. Veja o exemplo: 2 = 1.. Leonhard Euler (1707-1783) 1.. assim como. cada número real representa um único ponto da reta.. mas agora temos uma relação biunívoca.. receberam nomes e simbologias diferenciadas: O Número Pi π = 3.4142135..5. 3 = 1. Conjunto dos Números Reais O conjunto dos números reais é obtido da união do conjunto dos números racionais e irracionais..... estes são conhecidos como irracionais. Existem dois números irracionais muito conhecidos no meio científico.1415926535. O Número de Euler e = 2. Números como 5 não era alcançado com os números racionais. todo ponto da reta é representado por um único número real.Matemática I Atenção! Uma outra notação correta para dízima periódica é escrevermos um traço sobre a parte periódica da dízima. = 23. Em função disso.

IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 23 . inteiros.Matemática I Cuidado! É comum escutarmos nos meios de comunicação.” Deviríamos dizer incontável. ficando assim: “Existia um número incontável de pessoas no protesto” Pode aparentar ser a mesma coisa. mas em Matemática incomensurável é uma relação entre duas grandezas de mesma espécie. são números reais. racionais e irracionais. pessoas utilizando a palavra incomensurável em frases do tipo: “Existia um número incomensurável de pessoas no protesto. O diagrama abaixo relaciona os conjuntos numéricos que estudamos até este momento: Todos os números naturais. nada será incomensurável se não comparado com outro objeto (grandeza) de sua mesma espécie. ou seja. principalmente na televisão.

9}.48% B .15% a) Qual é a porcentagem dos entrevistados que consomem as três marcas A. 3. 10} e C = {2. faça o diagrama das reuniões a seguir.50% nenhuma das 3 . 5. B.Matemática I Atividades 1. (Universidade Federal do Paraná . C. Com base nestes dados. 8.45% C .97) Foi realizada uma pesquisa para avaliar o consumo de três produtos designados por A. 3. 3. B e C? b) Qual é a porcentagem dos entrevistados que consomem uma e apenas uma das três marcas? 2.25% A e C . hachurando as regiões correspondentes a) A » B b) A » C IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 24 . B = {2. Todas as pessoas consultadas responderam à pesquisa e os resultados estão indicados no quadro a seguir: Observação: O consumidor de dois produtos está incluído também como consumidor de cada um destes dois produtos. Sendo A = {2. 3. 7.5% A e B . Uma pesquisa de mercado sobre o consumo de três marcas A. 4. 4}.18% B e C . B e C de um determinado produto apresentou os seguintes resultados: A . calcule o número total de pessoas consultadas.

4. de forma a torná-las todas verdadeiras: a) 5 _____ { 2. 6. 7} _____ {5} e) 7 È {5. Å. 8. 4. Numa pesquisa de mercado. n(A º C) = 6 e n(A º B º C) = 4. Monte um conjunto A e um conjunto B. sabendo-se que A tem apenas 2 elementos.47 eram fumantes. 6. 24. 9} _____ {1. 6. . 5. Um trem viajava com 242 passageiros. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 25 . ¿ ou não está contido as sentenças a seguir. . 8. 3. 3. . n(B) = 18. 3. Se um conjunto Z tem apenas 32 subconjuntos.20 eram homens brasileiros fumantes. . que B tem pelo menos 3 elementos e que A » B Å H. Sabendo que 95 dessas pessoas não usam o produto C e 25 não usam o produto B. a) Qual a porcentagem de alunos que praticam um. _____. Se A. sendo H = {1. Calcule: a) o número de mulheres brasileiras não fumantes. 2. desses esportes? b) Qual a porcentagem de alunos que não praticam nenhum desses esportes? 9. n(B º C) = 10. 8. Em uma turma de 60 alunos. 4. verificou-se que 150 pessoas utilizam pelo menos um dos produtos B ou C. n(A º B) = 9. dos quais: . È. 40} 7.Matemática I 4. determine o valor de n ((A » B) º C).96 eram brasileiros. 7} b) {7. quantos elementos tem esse conjunto Z? 6. (sendo n(X) o número de elementos do conjunto X). .36 eram brasileiros fumantes.25 eram homens fumantes. não fumantes. Complete com os símbolos: Æ. 5. 21 praticam natação e futebol. e somente um.. Ä. . 39 praticam natação e 33 praticam futebol.} c) ¹ _____ 8 d) {5. n(C) = 27.51 eram homens brasileiros.64 eram homens. . 9} 5. B e C são três conjuntos onde n(A) = 25. 16. c) o número de mulheres não brasileiras. b) o número de homens fumantes não brasileiros.. qual é o número de pessoas que utilizam os produtos B e C? 10.

Dos 135 funcionários de uma empresa localizada em Niterói.180 falam espanhol Quantos dos alunos entrevistados falam esses dois idiomas? 13. Os garçons constataram que o consumo se deu de acordo com a tabela a seguir: a) Quantos beberam cerveja no bar. 2/3 moram na cidade do Rio de Janeiro. 12. foram A. nesse dia? b) Dentre os consumidores de A. sabe-se que 14 pessoas no grupo são louras com olhos azuis. o número de pessoas morenas com olhos castanhos. Em uma escola. O resultado foi o seguinte: . foi feita uma pesquisa entre 320 alunos para verificar quantos falam inglês ou espanhol. no grupo. azuis ou castanhos. De acordo com essa identificação. quanto à cor dos olhos. 3/5 usam ônibus até a estação das barcas e. Dos funcionários que moram na cidade do Rio de Janeiro.45 não falam esses idiomas . B e S. pegam uma barca para chegar ao trabalho. B e S.250 falam inglês . As marcas de cerveja mais consumidas em um bar. Sabe-se que 24 funcionários da empresa usam exclusivamente seus próprios IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 26 . Considere um grupo de 50 pessoas que foram identificadas em relação a duas categorias: quanto à cor dos cabelos. que 31 pessoas são morenas e que 18 têm olhos castanhos. em seguida. quantos beberam apenas duas dessas marcas? c) Quantos não consumiram a cerveja S? d) Quantos não consumiram a marca B nem a marca S? 14. Calcule. num certo dia.Matemática I 11. louras ou morenas.

Numa pesquisa de mercado. B e C. sendo que 1/3 destes não mora na cidade do Rio de Janeiro. Os 87 alunos do 3¡. tênis e futebol. Os resultados da pesquisa indicaram que: . as aulas destes dois esportes serão dadas no mesmo horário. Indique o número de consumidores entrevistados. pois.220 pessoas compram o produto B. No teste de quantidade. dividido por 10.510 pessoas não compram nenhum dos dois produtos. b) o número de funcionários da empresa que usam somente ônibus para chegar ao trabalho e que não moram na cidade do Rio de Janeiro. 74 foram aprovadas e 26 reprovadas. Todos os alunos dessa escola foram aprovados em pelo menos uma das IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 27 . O resultado dos dois testes mostrou que 14 caixas foram reprovadas em ambos os testes. Uma amostra de 100 caixas de pílulas anticoncepcionais fabricadas pela Nascebem S. 50 só farão natação. . Nenhum associado pôde se inscrever simultaneamente em tênis e futebol.A. ano do ensino médio de uma certa escola prestaram vestibular para três universidades: A. de 38. para futebol. por conterem um número menor de pílulas que o especificado. Um clube oferece a seus associados aulas de três modalidades de esporte: natação.110 pessoas compram os produtos A e B.Matemática I automóveis para chegar ao trabalho. verificou-se que: dos 85 inscritos em natação.310 pessoas compram o produto A. Encerradas as inscrições. foi enviada para a fiscalização sanitária. . foram entrevistados consumidores sobre suas preferências em relação aos produtos A e B. 60 foram aprovadas e 40 reprovadas. Os demais funcionários da empresa usam somente ônibus para chegar ao trabalho. por problemas administrativos. o total de inscritos para as aulas de tênis foi de 17 e. por conterem pílulas de farinha. Determine: a) o número de funcionários da empresa que usam somente ônibus para chegar ao trabalho. Quantos associados se inscreveram simultaneamente para aulas de futebol e natação? 18. . No teste de qualidade. o número de inscritos só para as aulas de futebol excede em 10 o número de inscritos só para as de tênis. Quantas caixas foram aprovadas em ambos os testes? 17. 16. 15.

escolhida aleatoriamente. revelou que 2527 têm o antígeno A. 20% dos que foram ao de Ciência visitaram o de História e 25% dos que foram ao de História visitaram também o de Ciência. tenha os dois antígenos? 20. dos alunos aprovados em B. As provas da universidade A foram mais difíceis e todos os alunos aprovados nesta foram também aprovados em pelo menos uma das outras duas. contido. Quarenta e oito alunos foram visitar pelo menos um desses museus. 50 foram também aprovados em C. C = {x Æ IR / x < 0} a) A » B b) A º B c) (A º C) º B 22.Matemática I universidades. Dados os subconjuntos de IR calcule: (faça o gráfico) A = {x Æ IR / -2 ´ x < 3}. B = {x Æ IR / 1 ´ x < 4}. mas somente um terço do total obteve aprovação em todas elas. não contém. 21. Calcule o número de alunos que visitaram os dois museus. Quantos alunos foram aprovados em apenas um dos três vestibulares prestados? Justifique. Um grupo de alunos de uma escola deveria visitar o Museu de Ciência e o Museu de História da cidade. Os totais de alunos aprovados nas universidades A e B foram. na qual foram testadas 6000 pessoas de uma mesma raça. Sabe-se também que o número de aprovados em A e em B é igual ao de aprovados em A e em C. Uma pesquisa sobre os grupos sangüíneos ABO. qual é a probabilidade de que uma dessas pessoas. respectivamente. 2234 o antígeno B e 1846 não têm nenhum antígeno. 51 e 65. Sabe-se que. não contido de forma a tornar todas elas verdadeiras: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 28 . 19. Nessas condições. Complete as sentenças a seguir com os símbolos referentes às funções contém.

b) 5.. não continência...Matemática I 23.121212.0313131. 26. Complete com os símbolos Å. a) -2. contido e não contido). para torná-las todas verdadeiras.. Use o dispositivo prático. Complete as sentenças a seguir com os símbolos apropriados (pertinência. Obtenha as geratrizes das seguintes dízimas periódicas. È de modo a tornar verdadeira cada uma das sentenças a seguir: 27.. Ä. Æ. Usando Æ ou È complete: 25. não pertinência. Classifique em V ou F: 24. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 29 .. continência.

+ 0.. 30. onde p e q são números inteiros positivos relativamente primos. Ed.. Ed McGraw-Hil do Brasil. [1]LIPSCHUTZ. 3Ò . a fração geratriz da dízima periódica 4. 2222. Sabe-se que o número A = 2Ñ .373737.J. Ltda. Livraria Escolar. 31. 5ö .. Seja A/B. Se 1/[(1/3) + (1/4)] = p/q. Escreva na forma de fração m/n a soma 0. determine p+q. 31 é o mínimo múltiplo comum dos números 2480 e 1500. Determine a soma x + y + b + t..Matemática I 28. Indique a soma dos algarismos de A. [2] FRANCO DE SOUZA. A.. com A e B inteiros primos entre si. . 29. 1973. Teoria de Conjuntos Intuitiva e Axiomática. __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 30 . 23333. Ed. S. Teoria dos Conjuntos.... 5.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 31 .

Matemática I

2.

RELAÇÕES E FUNÇÕES

As necessidades do homem, com os mais variados propósitos, fizeram dele, através dos tempos, um estudioso dos problemas naturais, bem como de suas causas e efeitos. Essa busca nos fez perceber que tudo e todos estão relacionados de tal forma que nenhum efeito tem origem numa única causa. Para perceber essa relação vamos usar como exemplo uma flor, que aos olhos de um admirador representa a beleza, o amor e a paz e aos olhos de um sensível observador, a imagem de nosso mundo, cofatores individuais, físicos, econômicos, humanos e sociais. Na linguagem do dia-a-dia é comum ouvirmos frases como: “Uma coisa depende da outra” ou “Uma está em função da outra”. Não é raro também abrirmos revistas ou jornais e encontrarmos gráficos, sobre os mais variados assuntos, mostrando a dependência entre os fatores em estudo. A ideia de um fator variar em função de outro e de se representar essa variação por meio de gráficos, de certa forma, já se tornou familiar em nossos dias. No entanto, essa forma de representação não foi sempre assim. O conceito de função sofreu várias interpretações até chegar ao modernamente utilizado. No século XVIII, Leibniz considerou como função as quantidades geométricas variáveis, relacionadas com uma curva. Bernoulli chamou de funções as expressões analíticas que envolvem apenas uma quantidade variável. Posteriormente, Euler enfatizou menos a representação analítica e deixou antever como conceito de função toda variável que dependa da outra, ou seja, se a segunda variar a primeira também irá variar. Já no século XIX, matemáticos como Dirichlet e Lagrange deram novas contribuições para os estudos das funções. No capítulo anterior, estudamos as possíveis relações que podem se estabelecer entre os elementos que formam um conjunto. Mas como se estabelece uma relação entre os elementos de um conjunto e os elementos de outro conjunto? A resposta a essa pergunta é dada pelo estudo das relações entre eles. Entretanto, como elas têm uma definição muito ampla, se quisermos uma informação mais precisa sobre as relações que se estabelecem, teremos de impor certas condições. As relações que se ajustarem aos critérios restritivos são as funções.

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2.1. Relações Reais

Sejam A e B dois conjuntos. Uma relação R de A em B é um subconjunto qualquer de A x B.

Exemplo:
Sejam os conjuntos A = { ,2,3,4,5} e 1

B = {3,5,7,9,11}. relacionados de acordo com a lei R = {x ∈ A / y = 2 x + 1}

Que estão

Observe como ficou a relação R : A → B entre os conjuntos A e B

R = {(1,3); (2,5); (3,7 ); (4,9); (5,11)}
b) Representação de uma relação
Podemos representar uma relação ou por um diagrama de setas ou no plano cartesiano. Veja o exemplo de uma representação de relação no plano cartesiano: O conjunto A é o domínio da relação R, denotado por Dom(R) e B é o contradomínio da relação, denotado por CoDom(R). Dom(R) = { x ∈ A: existe y em B tal que (x,y) ∈ R} Im(R)={y ∈ B: existe x ∈ A tal que (x,y) ∈ R}

R1={(a,1),(a,2),(a,3),(b,1),(b,2),(b,3),(c,1),(d,1),(d,2),(d,3)}

Veja agora exemplos de relações representados por diagramas de setas:

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R2={(a,1),(b,2),(c,3),(d,1)}

R3={(a,1),(b,1),(b,2),(c,3),(d,3)}

Dados os conjuntos A = {-1,0,1,2,3} e B={1,0,4,5} e a relação R={ (x,y) ∈ A x B /y = x2} R={(-1,1),(0,0),(1,1),(2,4)}, cuja diagramas ou no plano cartesiano. representação pode ser por

2.2. Funções
a) Definição
Dados dois conjuntos, A e B, não-vazios, dizemos que a relação f de A em B é uma função se, e somente se, para qualquer x pertencente ao conjunto A existe, em correspondência, um único y pertencente a B tal que o par ordenado (x,y) pertença a f. Vamos mostrar agora situações de relações que não consistem em funções Dados os conjuntos A={a,b,c,d} e B={1,2,3}. A relação R4 = { (a,1), (b,2), (c,3), (d,3), (a,3) }
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(b.c. (c.3)} não é uma função em A x B. (a.d} e B={1.2). Dados os conjuntos A={a. se alguma delas tocar o gráfico em mais de um ponto.3}. Uma boa técnica. que pode através dos gráficos identificar se uma relação é ou não uma função. A relação R5 = {(a.3). pois associados ao mesmo valor “a” existem dois valores distintos que são 1 e 3.b. esta não será uma função. Veja nos exemplos abaixo IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 35 .2.1). consiste em traçar retas paralelas ao eixo y.Matemática I não é uma função em A x B. pois nem todos os elementos do primeiro conjunto A estão associados a elementos do segundo conjunto B.

Matemática I 2. 2. ou seja. A função f : R → R definida por f ( x ) = x 2 + 5 não é injetora. para todo y em B existe x em A tal que y = f ( x ) . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 36 . f ( x1 ) = f ( x 2 ) implica que x1 = x 2 Exemplos: 1. isto é: x1 ≠ x 2 implica que f ( x1 ) ≠ f ( x2 ) ou. de forma equivalente. Qualidade de uma Função a) Funções Injetoras Uma função f : A → B é injetora se quaisquer dois elementos distintos de A sempre possuírem imagens distintas em B.3. Isto equivale a afirmar que a imagem da função deve ser exatamente igual a B que é o contradomínio da função. pois para x=1 temos f(1)=6 e para x=-1 temos f(1)=6. b) Funções Sobrejetoras Uma função f : A → B é sobrejetora se todo elemento de B é a imagem de pelo menos um elemento de A. pois sempre que tomamos dois valores diferentes para x. obtemos dois valores diferentes para f(x). A função f : R → R definida por f ( x ) = 3x + 2 é injetora.

37 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo . pois é injetora e sobrejetora. para todo x do domínio de f. ∞ ) definida por f(x) = x² é sobrejetora. tem-se que f(-x)=-f(x). para todo x do domínio de f. Exemplo A função f(x)=x² é par. ii) A função f:R → (0. tem-se que f(x)=f(-x). Uma função par possui o gráfico simétrico em relação ao eixo vertical OY.4. pois todo elemento pertencente a (0. a) Função ímpar Uma função real f é ímpar se. ∞ ) é imagem de pelo menos um elemento de R pela função. pois f(-x)=x²=f(x). ii) A função f : R → R definida por f(x)=2x não é sobrejetora. Função Par e ímpar a) Função par Uma função real f é par se. Uma função ímpar possui o gráfico simétrico em relação à origem do sistema cartesiano. c) Funções Bijetoras Uma função f : A → B é bijetora se ela é ao mesmo tempo injetora e sobrejetora. 2. Exemplo A função f : R → R dada por f(x)=2x é bijetora. pois todo elemento de R é imagem de um elemento de R pela função. Observe o gráfico de f! Outra função par é g(x)=cos(x) pois g(-x)=cos(-x)=cos(x)=g(x). pois o número -1 é elemento do contradomínio R e não é imagem de qualquer elemento do domínio.Matemática I Exemplos: i) A função f : R → R definida por f(x)=3x+2 é sobrejetora.

2. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 38 .Matemática I Exemplo As funções reais f(x)=5x e g(x)=sen(x) são ímpares. enumere os elementos da seguinte relação: R = {(x. 6. y) Æ A × B | y = x + 1}. -4} e B= {2/3 . 5. sendo: A = {1. 3. 3. 8} e B = {1. 9}. Em caso afirmativo determine o domínio. 2. Determine A x B e A x A. a imagem e o contradomínio. Examine cada relação e escreva se é uma função de A em B ou não. 4. Atividades 1. Dados os conjuntos A = {0. pois: f(x)=5(-x)=-5x=-f(x) e g(-x)=sen(-x)=-sen(x)=-g(x). 8} 2. Veja o gráfico para observar a simetria em relação à origem.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 39 .

com desenvolvimento da notação algébrica. mais facilmente podemos expressar e resolver problemas científicos ou cotidianos. é utilizado para expressões que somente são iguais para certos valores (ou para nenhum valor) de suas variáveis.2. as variáveis são chamadas de termos desconhecidos ou incógnitas. O sinal de igual (=) tem o significado amplo em Matemática. Só a partir do século XVI. FUNÇÃO POLINOMIAL DO PRIMEIRO GRAU O papiro de Rhind. Nas equações. é a presença de uma variável e o sinal de igualdade. Quanto mais a dominamos. ou seja. estudaremos também como modelar a função do primeiro grau que passa por dois pontos.Matemática I 3. O que as caracteriza. Significado dos coeficientes O coeficiente “a” representa a taxa de crescimento da grandeza representada no eixo das ordenadas em relação à grandeza representada do eixo das abscissas. é que a teoria das equações passa a ser um ramo independente da Matemática. 3. Escrever essas igualdades equivale a dar as variáveis a condição de igualarem duas expressões. para modelarmos problemas onde as grandezas apresentam uma relação de proporcionalidade. uns dos documentos mais antigos e importantes sobre Matemática Egípcia. Aqui.C. o homem já trabalhava com problemas que envolviam quantidades desconhecidas. o matemático grego Diofanti dá a esses problemas um tratamento especial. no entanto.1. No século III. Neste capítulo. iniciando a teoria das equações. de modo geral. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 40 . Estudaremos neste capítulo as equações algébricas. A linguagem algébrica tem sido extremamente importante para ampliação do conhecimento. nos mostra que em 1700 a. Modelo da Função Polinomial do primeiro grau y = ax + b y → variável dependente x → variável independente a → coeficiente angular b → coeficiente linear 3.

o ângulo formado pela IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 41 . Quando a função é decrescente. onde a tangente é positiva. o coeficiente angular é a tangente do ângulo formada pela reta. Observe no gráfico da função f ( x ) = 2 x + 1 . onde o coeficiente angular tem valor positivo (a = 2). com a horizontal a = tgα Quando a função representa um crescimento. o valor do coeficiente angular é positivo. o valor do coeficiente angular é negativo. pois se a função é crescente o ângulo formado pela reta com o horizontal é agudo. onde o coeficiente angular tem valor positivo (a = -2). Observe no gráfico da função f ( x ) = −2 x + 1 .Matemática I a= y − y0 x − x0 No gráfico. Isso faz muito sentido. Quando a função representa um decrescimento. logo pertencente ao primeiro quadrante.

a Concluindo temos f  −  b =0  a Veja no gráfico a raiz da função f ( x ) = x − 3 . destacada em preto IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 42 . 3. logo. Genericamente temos: f ( x ) = ax + b ax + b = 0 . o valor de “x” que quando atribuído à função torna o valor de “y” nulo. x = − b . Raízes ou zeros da função Polinomial do primeiro grau A raiz ou zero da função polinomial do primeiro grau é ponto onde a reta intercepta o eixo das abscissas (eixo x). pertencente ao segundo quadrante onde a tangente é negativa. O coeficiente linear “b” representa a quantidade inicial da grandeza representada no eixo das ordenadas “y”. ou seja.3. logo.Matemática I reta e a horizontal é obtuso. No gráfico é o ponto onde a reta intercepta o eixo “y”.

Matemática I

3.4.

Construção da lei da função do primeiro grau

Vamos apresentar três maneiras de construir a lei da função do primeiro grau. Na primeira maneira, vamos utilizar o modelo da função do primeiro grau y = ax + b . Exemplo: Encontre a equação da reta que passa pelos pontos A(2,3) e B(5,7). Substituindo no modelo temos

3 = a (2 ) + b 7 = a (5) + b
Resolvendo o sistema 

2 a + b = 3 5a + b = 7

Multiplicando a primeira equação por (-1) e depois adicionando as equações, encontramos

− 2a − b = −3  5a + b = 7 3a = 4 a= 4 3

Agora, substituindo em qualquer equação do sistema, vamos escolher aleatoriamente a primeira.

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4 2 8 + b = 3 3 8 b = 3− 3 1 b= 3
Logo o modelo da função é y =

4 1 x+ 3 3

Na segunda maneira, vamos usar uma condição da geometria analítica, onde o determinante entre três pontos de uma mesma reta é sempre nulo, conhecido como condição de alinhamento de três pontos. Os três pontos são A(2,3) ; B(5,7) e C (x,y). Então, temos:

x

y 1

2 3 1=0 5 7 1
Aplicando a regra de Sarrus, para extração do determinante de ordem 3 X 3 (três linhas X três colunas) devemos repetir as duas primeiras linhas ou as duas primeiras colunas, multiplicar as diagonais principais (mantendo o sinal), e multiplicar as diagonais secundárias invertendo o sinal. Veja

x y 1 2 3 1=0 5 7 1 x y 1 2 3 1
3 x + 14 + 5 y − 15 − 7 x − 2 y = 0 3 y − 4x −1 = 0 3 y = 4x +1 y= 4 1 x+ 3 3

Na terceira maneira, vamos utilizar de um modelo conhecido como equação da reta:

y − y0 = a ( x − x0 )
Primeiramente, vamos calcular o coeficiente angular como vimos no início da aula 44

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a= a=

y − y0 x − x0 7−3 4 = 5−2 3

Não se preocupe sobre qual par será ( x0 , y0 ) ou qual será ( x, y ) , pois na verdade isso não faz diferença. Então substituindo o coeficiente angular encontrado em algum dos pontos no modelo, temos:

y −3 = y= y= y= y=

4 (x − 2 ) 3 4x − 8 +3 3 4x − 8 + 9 3 4x +1 3 4 1 x+ 3 3

3.5.

Inequação do Primeiro grau

a) Inequação do Primeiro grau com duas variáveis Primeiro Passo: Substituímos a desigualdade por uma igualdade depois traçamos a reta no plano cartesiano. Escolhemos um ponto auxiliar, de preferência o ponto (0, 0) e verificamos se o mesmo satisfaz ou não a desigualdade inicial. Segundo Passo: Em caso positivo, a solução da inequação corresponde ao semiplano ao qual pertence o ponto auxiliar. Terceiro Passo: Em caso negativo, a solução da inequação corresponde ao semiplano oposto àquele ao qual pertence o ponto auxiliar.

Exemplo: Representa graficamente a inequação 2 x + y ≤ 4

Tabela

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o ponto auxiliar satisfaz a inequação). 0) Verificação do ponto Auxiliar: (Afirmativa positiva. determinar a região correspondente à intersecção dos dois semiplanos. A solução da inequação corresponde ao semiplano ao qual pertence o ponto auxiliar (0.Matemática I x 0 2 y 4 0 (x. devemos traçar num mesmo plano o gráfico de cada inequação. b) Sistema de Inequações do primeiro grau com duas variáveis Para resolver um sistema de inequações do 1º grau graficamente.0). y) (0. Exemplo: Dado o sistema de inequações IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 46 . 4) (2.

0) (x.Matemática I Traçando as retas -x + y = 4 e 3x + 2y = 6. 0) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 47 . 4) (-4. y) (0. Tabela 1 x 0 -4 y 4 0 Tabela 2 x 0 1 y -1 0 (x. -1) (1. y) (0.

em função de m. b) Se a capacidade máxima de produção da empresa for de 800 unidades por mês. a) Esboçar. obtenha C em função de x. ou um aumento de 20% (de 5% para 6%) na taxa de comissão? 3. cada duas horas e meia de trabalho. Um vendedor recebe mensalmente um salário fixo de R$ 800.00 e quando se produziam 700 bolsas o custo mensal era R$ 33. o custo total da empresa era R$ 25. Seja m µ 0 um número real e sejam f e g funções reais definidas por f(x) = x£ . ele vende o equivalente a R$ 500. o número de raízes da equação f(x) = g(x). em função de x e determine o custo médio mínimo. no plano cartesiano representado a seguir. 2.000. o que é preferível: um aumento de 20% no salário fixo. a) Qual seu salário mensal em função do número x de horas trabalhadas por mês? b) Se ele costuma trabalhar 220 horas por mês. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 48 . a) Admitindo que o gráfico do custo mensal (C) em função do número de bolsas produzidas por mês (x) seja formado por pontos de uma reta. c) Determinar. os gráficos de f e de g quando m = 1/4 e m = 1.Matemática I Atividades 1. b) Determinar as raízes de f(x) = g(x) quando m = 1/2. Em geral.00 mais uma comissão de 5% sobre as vendas do mês.00. obtenha o custo médio de produção de uma bolsa.2|x| + 1 e g(x) = mx + 2m. Um gerente de uma loja de bolsas verificou que quando se produziam 500 bolsas por mês.000.00.

os próximos dezesseis já custam mais caro. A receita mensal de vendas de uma empresa (y) relaciona-se com os gastos mensais com propaganda (x) por meio de uma função do 1¡.60 = R$ 69. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 49 .00. 5.000. a receita mensal cresce 50% em relação àquela. N.60 por cada metro cúbico). e ainda existe mais uma faixa! Por exemplo. O preço do gás natural para um consumidor residencial na cidade do Rio de Janeiro é obtido a partir das informações: O consumidor paga pelo que gasta de acordo com quatro níveis de consumo: Os sete primeiros metros cúbicos custam R$ 2.00 por mês de propaganda.20 cada.000. sua receita naquele mês é de R$ 80. a) Quanto pagará uma família cujo consumo for de 85 m¤? b) Escreva uma expressão que dê o valor pago por uma residência cujo consumo mensal.00? b) Obtenha a expressão de y em função de x. Quando a empresa gasta R$ 10. você deverá pagar 7 × 2.20 + 16 × 2. se o gasto mensal com propaganda for o dobro daquele.90 cada. se o consumo da sua casa for de 25 m¤.000.Matemática I 4. Se o consumo for acima desses 23...00. mais caro fica (R$ 3. R$ 2. grau. está entre 8 e 23 m¤/mês.90 + 2 × 3. a) Qual a receita mensal se o gasto mensal com propaganda for de R$30.

5 km? b) Considere N um número múltiplo de 100. Uma loja anunciou a contratação de funcionários e para isso fez a seleção aplicando um teste com 40 questões objetivas. por exemplo. se a viagem tiver sido de 780 metros. Em uma fábrica.000 unidades é de R$ 3. O custo de uma corrida de táxi.15) = R$ 4.70 é a bandeirada (valor inicial independente da distância a ser percorrida) . que indica quantos metros o passageiro percorre. Escreva uma fórmula que expresse o custo de uma corrida de N metros. b) O custo de produção de 800 camisetas. Sabendo que o custo das camisetas é dado em função do número produzido através da expressão C(x) = q x + b. Assim.00 (o mesmo que numa corrida de 700 metros). em que x é a quantidade produzida e b é o custo fixo. na cidade do Rio de Janeiro.R$ 3.R$ 0. .15 para cada 100 metros percorridos.00. o passageiro pagará 3.700. é calculado da seguinte forma: . determine: a) Os valores de b e de q.5 pontos e subtraía-se 1. a) Quanto custa uma corrida de 9.70 + (200/100) . o custo de produção de 500 unidades de camisetas é de R$ 2. 8. O critério de avaliação foi o seguinte: para cada questão respondida corretamente somavam-se 3.Matemática I 6.5 ponto para cada questão respondida erradamente ou não respondida. Quantas questões acertou um candidato que fez 95 pontos? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 50 .00.O taxímetro só muda o valor a cada 100 metros percorridos. enquanto o custo para produzir 1. maior que 500. (0. 7.800. a partir dos primeiros 500 metros.

Os suportes circulares A e B têm 1cm de raio e uma fita de 90 m está totalmente enrolada em A formando uma coroa circular de espessura 1.5 cm. a) Esboce o gráfico que mostra o comprimento da fita enrolada em A. b) Calcule y em função de x. formam-se duas coroas circulares com raios maiores x e y. nos suportes A e B.0. y) do plano cartesiano que tornam essa igualdade verdadeira. como sugere a figura a seguir.12/5 = (3 .12/5. Para calcular 3/2 . Paulo subtraiu os numeradores e dividiu o resultado por 10 obtendo: 3/2 . Esboce. A leitura da fita é feita pela peça C a uma velocidade constante.Matemática I 9.12/5. também. onde x e y são reais. 10.12)/10 = . À medida que a fita passa. o gráfico cartesiano. Observe a figura 1 que representa um leitor de áudio na posição de início de leitura.9 a) Determine de forma correta o valor da expressão 3/2 . b) Considerando que Paulo tenha calculado com base na fórmula (x/2)(y/5)=(x-y)/10. identifique o lugar geométrico dos pontos (x. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 51 . respectivamente. função do tempo de leitura.

Calcule: a) a temperatura do ambiente quando TÛ = 25°C. em que TÛ e T½ representam. ao ser exalado. já que é resfriado nas paredes do nariz. a temperatura do ar exalado e a do ambiente. Admita que. em maio de 2001. a queda de reservas tenha sido linear. respectivamente. o ar atinge a temperatura do corpo e que. Através de medições realizadas em um laboratório foi obtida a função TÛ = 8.5 + 0. tem temperatura inferior à do corpo. Determine o total de reservas desse país. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 52 .Matemática I 11. b) o maior valor que pode ser obtido para TÛ. em bilhões de dólares.75 × T½ . nos dois intervalos do período considerado. O gráfico adiante representa. a queda das reservas internacionais de um determinado país no período de julho de 2000 a abril de 2002. Sabe-se que. 12. em bilhões de dólares. nos pulmões. 12° ´ T½ ´ 30°.

Devido à concorrência no mercado. o movimento diminui e o preço do quilograma de batatas também diminui. e y representa o valor. No gráfico a seguir. vendidas na barraca de seu Custódio.000 unidades mensalmente.000.200.00. teria sido arrecadado um valor V na venda de 80 kg.00. arrecadado com essa venda. Determine o percentual de V que corresponde à perda causada pela redução do preço. Para manter seu lucro mensal.00 por mês (correspondente a aluguel. O preço de uma certa máquina nova é R$10. em reais. x representa a quantidade de batatas. b) Se o preço não diminuísse. 0´t´8. e esboce o gráfico da função P.00. de quanto deverá ser o aumento na quantidade vendida? 15. ache a fórmula que dá o preço P(t) da máquina após t anos de funcionamento. Admitindo-se que ela tenha sido projetada para durar 8 anos e que sofra uma depreciação linear com o tempo. a) Calcule a redução percentual do preço do quilograma das batatas a partir das 12 horas. Atualmente são comercializadas 1. 14. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 53 . O custo variável por boné é de R$ 2. em quilogramas. seguro e prestações de máquinas). A partir das 12 horas. Um fabricante de bonés opera a um custo fixo de R$ 1. será necessário haver uma redução de 30% no preço unitário de venda. em um dia de feira. a um preço unitário de R$ 5.Matemática I 13.

para que o valor arrecadado com a taxa de inscrição cubra o custo do evento. Um reservatório.Matemática I 16. Um reservatório de água tem a forma de um cubo de arestas 10 m. 18. 17. Por causa de um vazamento. entre 30 e 90 pontos. b) uma expressão para o volume (V). quantos litros de água restarão no reservatório? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 54 . a) Se o reservatório estiver completamente cheio no início do vazamento. também constante. Considerando o instante inicial (t = 0) como o instante em que o reservatório começou a receber água. em quanto tempo ele estará vazio? b) Se o vazamento permanecer por 12 horas. em segundo. a cada hora perde-se 5% do volume total do reservatório. de 1 litro por segundo. de água no reservatório em função do tempo decorrido (t). ao mesmo tempo que uma torneira deixa escoar água desse reservatório a uma razão. A Cerâmica Marajó concede uma gratificação mensal a seus funcionários em função da produtividade de cada um convertida em pontos.00. determine: a) o volume de água no reservatório decorridos dez segundos (t = 10) a partir do instante inicial. Se a taxa de inscrição por participante para essa competição é de R$ 30. 19. Observando que. a variação da gratificação é proporcional à variação do número de pontos. Para organizar uma competição esportiva tem-se um custo de R$ 2.00 determine a quantidade mínima de inscritos nessa competição.000. a partir do instante inicial. determine a gratificação que um funcionário receberá no mês em que obtiver 100 pontos. começa a receber água a uma razão constante de 3 litros por segundo. contendo inicialmente 400 litros de água. em litro. a relação entre a gratificação e o número de pontos está representada no gráfico a seguir.

T.f(1)). a) Esboce o gráfico da função f no plano cartesiano IR×IR e marque nele os pontos (1. a) determine as expressões que representam o valor a ser pago em função do capital emprestado.00 por DVD alugado. o custo mensal com a mãode-obra é de R$ 360. b) calcule o valor de C. Os demais custos de produção representam juntos 45% de T.00 no ano. Sabendo que os pontos (2. Esse cliente escolheu a melhor opção de pagamento para o seu caso? Justifique sua resposta. a) Expresse o lucro.+ f(199) + f(200). b) Calcule a soma S = f(1) + f(2) +. qual a quantidade mínima de leite que deve ser produzida ao mês para que o produtor não tenha prejuízo? 21. Opção III: R$ 3. 24.00 por DVD alugado. E e E‚. enquanto a empresa E‚ cobra uma taxa fixa de R$ 150. obtido em um mês. Um cliente escolheu a opção II e gastou R$ 56. em função de T. a ser pago numa única parcela após um mês.f(2)). mais 10% do total. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 55 . nas duas empresas. nas duas empresas.50. A empresa E cobra uma taxa fixa de R$ 60. Um vídeo-clube propõe a seus clientes três opções de pagamento: Opção I: R$ 40.Matemática I 20.00 mais 4% de juros sobre o capital emprestado.00 de taxa de adesão anual. (3. Seja f: IR ë IR a função definida por f(x) = 3x . de modo que o valor a ser pago seja o mesmo. Duas empresas financeiras. operam emprestando um capital C. mais R$ 2.5.00 de taxa de adesão anual. Dessa forma. arrecadado com a venda do leite. determine o valor de b-a.00 fixos. Opção II: R$ 20. Em um sítio destinado à produção de leite. 6) pertencem ao gráfico da função f: IR ë IR definida por f(x)=ax+b.00 mais juros de 3% sobre o capital emprestado. 22. 23.20 por DVD alugado..f(4)). b) Se o litro do leite é vendido por R$ 0. sem taxa de adesão. -3) e (-1..f(3)) e (4. mais R$ 1. e esboce os respectivos gráficos. (2.

a) Determine as expressões algébricas das funções que representam os gastos acumulados em relação aos meses de aulas. explicitando seu raciocínio. A academia "Fique em Forma" cobra uma taxa de inscrição de R$ 80. 28. a 15 km/h. b) Qual academia oferece menor custo para uma pessoa que pretende "malhar" durante um ano? Justifique. que é de 40 horas. Ele vendeu 2 bolsas para um bazar escolar beneficente pela metade do preço de custo. Suponhamos que isso realmente ocorra. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 56 . A diferença entre o tempo de ida e o tempo de volta do ciclista é de 48 minutos. pesando num certo momento 156 kg. em quilômetros.7 vezes a extensão das subidas. e a 30 km/h. é de 156 km.00 por hora de trabalho de sua jornada semanal regular de trabalho.00. nas descidas.00 e uma mensalidade de R$ 55. De A para B. recolhe-se a um SPA onde se anunciam perdas de peso de até 2. para as semanas em que trabalhar h horas. Eventuais horas extras são pagas com um acréscimo de 50%. com hµ40. O restante ele vendeu para uma loja com um adicional de 8 reais por bolsa. S. que essa pessoa poderá atingir após n semanas. determine o menor valor possível para n. a extensão da parte plana do trajeto. a extensão das descidas é 0. caso exista. nas subidas. 26.00 e uma mensalidade de R$ 50. P. 27. Uma pessoa obesa. Calcule. Se após as vendas para o bazar e para a loja o lucro total foi de 72 reais. Encontre uma fórmula algébrica para expressar seu salário bruto semanal.00. A academia "Corpo e Saúde" cobra uma taxa de inscrição de R$ 60. desconsiderando a parte fracionária de seu resultado. em cada academia. b) Calcule o número mínimo de semanas completas que a pessoa deverá permanecer no SPA para sair de lá com menos de 120 kg de peso. A distância entre duas cidade.5 kg por semana. A e B.Matemática I 25. 29. nas partes planas da estrada. Um vendedor comprou n bolsas por d reais cada uma. Nessas condições: a) Encontre uma fórmula que expresse o peso mínimo. Um operário ganha R$3. Um ciclista pedala a 25 km/h.

dada por: f(t) = (. determine: a) a lei da função apresentada no gráfico. aproximadamente. a) Sabendo que a parte negativa do gráfico de f é constituída por segmentos de retas. b) qual é a massa (em gramas) de 30 cm¤ de álcool. Baseado nos dados do gráfico.Matemática I 30. 31. Determine quantos segundos o golfinho ficou fora da água e a altura máxima. atingida no salto. o movimento (em função do tempo t em segundos) por um certo período. tendo o eixo das abscissas coincidente com a superfície da água. O gráfico representa uma função f que descreve. Em que instante o golfinho saiu da água? b) A parte positiva do gráfico de f é formada por parte de uma parábola. determine a expressão matemática de f nos instantes anteriores à saída do golfinho da água.9. Apresentamos a seguir o gráfico do volume do álcool em função de sua massa. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 57 . a uma temperatura fixa de 0°C. em metros. de um golfinho que salta e retorna à água.3/4) t£ + 6t .

00 o m¤.00 por m¤. pelo consumo que ultrapassar 30 m¤. Seja h a função que fornece a média de variação do nível do mar em função da concentração de CO‚. b) Qual a temperatura (em graus centígrados) em que o número de graus Fahrenheit é o dobro do número de graus centígrados? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 58 . g e h. segundo essa avaliação? 35.Matemática I 32. Cr$ 100. Cr$ 15.00 por m¤. a) Transforme 35 graus centígrados em graus Fahrenheit. Determine a expressão de h em função de y e calcule quantos centímetros o nível do mar terá aumentado quando a concentração de CO‚ na atmosfera for de 400 ppm. pelos 8 m¤ seguintes. Qual a estimativa do número de pessoas presentes numa praça de 4000m£ que tenha ficado lotada para um comício. No diagrama seguinte estão representadas as funções f. Alguns jornais calculam o número de pessoas presentes em atos públicos considerando que cada metro quadrado é ocupado por 4 pessoas.32)/9 onde F é o número de graus Fahrenheit e C é o número de graus centígrados. 33. aproximadamente. Calcule o montante a ser pago por um consumo de 32 m¤. pelos 10 m¤ seguintes. Cr$ 90. A função y = f(x) = x + 320 fornece. Para transformar graus Fahrenheit em graus centígrados usa-se a fórmula: C = 5(F . A Companhia de Abastecimento de Água de uma cidade cobra mensalmente. de acordo com a seguinte tabela: Pelos primeiros 12 m¤ fornecidos. pela água fornecida a uma residência. em função de x. em cm. 34. Cr$ 50.00 por m¤ e. é dada aproximadamente pela função g(x) = (1/5) x. a média de concentração de CO‚ na atmosfera em ppm (partes por milhão) em função de x. Seja x o número de anos decorridos a partir de 1960 (x = 0). A média de variação do nível do mar.

5. acima do ponto A. em que p é um parâmetro real. a quantia cobrada foi de R$ 7.000. quantos quilômetros seu carro percorreu naquele dia? 39. a temperatura diminui 2 °C a cada aumento de 1. a) Supondo que p = . b) Determine para quais valores de p temos g(x) ´ f(x) para todo x Æ [. situado ao nível do mar.25. g(x) < 0. Suponha que em um ponto A. a temperatura é de 0 °C? b) Qual é a temperatura a 35.00 em 10 corridas. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 59 .000 pés acima do mesmo ponto A? 37. de 2. b) Escreva a tabela acima no caderno de respostas. a) Calcule o valor inicial Q³.25. A troposfera.00.8 km. a) Calcule os valores dos impostos a serem pagos por dois contribuintes cujas rendas são de R$ 1. um taxista arrecadou R$ 75. a quantia cobrada foi de R$ 8.00 a R$ 3.00 e com a alíquota que corresponde à faixa de renda superior a R$ 3. em uma corrida na qual foram percorridos 3. Suponha que uma tabela (incompleta) para o cálculo do imposto de renda fosse a seguinte: OBS.000. completando-a com a parcela a deduzir para a faixa de R$ 2. determine para quais valores reais de x tem-se f(x) . O imposto é calculado aplicando-se à renda a porcentagem correspondente e subtraindo-se desse resultado a parcela a deduzir.6 km.000.000 pés.8. Sabe-se que. O custo de uma corrida de táxi é constituído por um valor inicial Q³. Sejam dadas as funções f(x) = px e g(x) = 2x + 5. a temperatura seja de 20 °C.Matemática I 36.00. estende-se do nível do mar até a altitude de 40.000 pés na altitude. e que em outra corrida.000. em um dia de trabalho. 38. fixo. b) Se.000. que é a primeira camada da atmosfera. nela.00 e de R$ 2. Pergunta-se: a) Em que altitude. 1]. mais um valor que varia proporcionalmente à distância D percorrida nessa corrida.

Responda às questões a seguir. indique qual deve ser seu novo custo por km rodado para que ela. Identifique claramente o distrito associado a cada ponto. lucrando IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 60 . será atendido o distrito com maior número de casos de dengue por km£.40 por quilômetro rodado. marque os pontos correspondentes aos cinco distritos de Campinas. 120 km£ e 75 km£. Com base no gráfico obtido. Justifique sua resposta. o cliente deve pagar R$ 0. leste. b) Determine para quais intervalos cada locadora tem o plano mais barato. Duas locadoras de automóveis oferecem planos diferentes para a diária de um veículo econômico. ou seja. 175 km£.00 com uma franquia de 200 km. o cliente pode percorrer 200 km sem custos adicionais. a) Para cada locadora. Reproduza o diagrama acima. respectivamente. indique o distrito em que será feita essa nebulização inicial. para cada km rodado além dos 200 km incluídos na franquia. Entretanto. Na fase inicial da nebulização. como uma medida de combate à dengue. Já a locadora Mercúrio tem um plano mais elaborado: ela cobra uma taxa fixa de R$ 90.00. represente no gráfico a função que descreve o custo diário de locação em termos da distância percorrida no dia.60. a) Calcule a área total do município de Campinas. o município de Campinas tenha decidido fazer uma nebulização (ou pulverização) de inseticida. além de R$ 0. Supondo que a locadora Saturno vá manter inalterada a sua taxa fixa. sabendo que os distritos norte. sul e noroeste da cidade têm. b) Suponha que. 41. Em seu diagrama. A locadora Saturno cobra uma taxa fixa de R$ 30.Matemática I 40. 350 km£. tomando por base os dados fornecidos na tabela e na figura mostradas.

entre o final de 1965 e o final de 2005. Determine a lei que define a função afim h. O gráfico mostra o número acumulado aproximado de baleias minke antárticas capturadas por barcos japoneses. Sejam f e g funções tais que f(x) = 5x + 2 e g(x) = -6x + 7. b) Calcule o número aproximado de baleias caçadas pelo grupo de países indicado no gráfico entre o final de 1965 e o final de 1990. tenha o plano mais vantajoso para clientes que rodam quaisquer distâncias. sabendo que h(-5) = 1 e que o gráfico de h passa pelo ponto de intersecção dos gráficos de f com g. 43. Indique também os valores numéricos associados às letras A e B apresentadas no gráfico. Na década de 1960. a) No gráfico acima. soviéticos / russos e brasileiros. trace a curva que fornece o número aproximado de baleias caçadas anualmente por barcos soviéticos / russos entre o final de 1965 e o final de 2005. para que seja possível identificar a escala adotada para o eixo vertical. as baleias minke antárticas passaram a ser o alvo preferencial dos navios baleeiros que navegavam no hemisfério sul. 42.Matemática I o máximo possível. como a baleia azul. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 61 . com a redução do número de baleias de grande porte.

então ela calça 37. o número inteiro n (tamanho do calçado) em função do comprimento c. R$ 40.1)/4 48. no mínimo. Com base nessa fórmula. essa pessoa calça 38 ou mais. e o número (tamanho) do calçado brasileiro. grau de suas vendas mensais.01x. Uma indústria trabalha com um custo fixo de produção (sem contar os impostos) de R$ 200. em IR. então x = 18. a) Obter a remuneração RÛ em função das vendas (x). tem-se n = [x]. 49.00? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 62 . 45. sabendo-se que a margem de contribuição unitária é 10% do preço de venda? b) Se a margem de contribuição unitária for 30% do preço de venda. Uma empresa A paga a cada um de seus vendedores uma remuneração mensal que é função do 1¡. que pode ter o pé de uma pessoa que calça 38.000. Se c > 24 cm. em média.00 por ano e tem de pagar em impostos 25% do seu faturamento bruto. Chama-se margem de contribuição unitária à diferença entre o preço unitário de venda e o custo unitário de um produto.00 sua remuneração é R$ 1. onde x são as vendas mensais . Resolver.Matemática I 44.2)/2 ´ 5 þ ÿ(1 . b) se o comprimento do pé de uma pessoa é c = 24 cm.000. a) determine o número do calçado correspondente a um pé cujo comprimento é 22 cm. em cm. Quanto deve faturar para que seu lucro no ano seja de. se c = 9 cm.000.00. a inequação 1/(x . 50.00 e quando vende R$ 80. em centímetros. em cm. Resolva a inequação (2x .3)/(x + 1) ´ 1.000.2) com x · 1 e x · 2. Pela fórmula. qual a margem de contribuição unitária em porcentagem do custo unitário? 46. Determine o maior valor de x que satisfaz o sistema: ý(3x . Como resultado de uma pesquisa sobre a relação entre o comprimento do pé de uma pessoa.25] = 19. onde x = (5/4) c + 7 e [x] indica o menor inteiro maior ou igual a x. Se o preço unitário de venda é p e o custo unitário é c: a) Qual o valor de p em função de c.1) < 2/(x . do pé. Carla obteve uma fórmula que dá. Determine o maior comprimento possível. Por exemplo. Para que valores de x a remuneração mensal do vendedor em A é superior à do vendedor em B? 47.800.400.x)/5 < (x .00 sua remuneração é R$ 2. b) Uma outra empresa B paga a cada um de seus vendedores uma remuneração mensal R½ dada por: R½ = 1500 + 0.25 e n = [18. Quando ele vende R$ 50.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 63 .

até que se chegasse à representação atual de uma equação quadrática.Matemática I 4. x. que simplifica o estudo das quadráticas. FUNÇÃO QUADRÁTICA Há registros de problemas envolvendo equações quadráticas com três termos.x. Foi no século XVII que Descartes utilizou as letras a. é recente se for comparada com a idade da Álgebra. Esses estudos demonstram uma grande flexibilidade existente na Álgebra desenvolvida entre eles.1. 4. René Descartes (1596-1650) era francês. Veja o gráfico da função f ( x ) = x 2 Bháskara Akiria (1114-1185) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 64 . formado em Direito e aos vinte anos sua insatisfação o lançou como reformulador da filosofia que influenciava os acadêmicos da época.x. Além disso. b e c para representar quantidades conhecidas e as letras do final do alfabeto. ax 2 − bx + c = 0 com “a” não-nulo. passou a usar a representação x2 em lugar de x. na qual − b ± b 2 − 4ac o valor de x é obtido pela fórmula de Bháskara: . 2a Essa organização de símbolos. Quando o coeficiente é positivo a concavidade da parábola é para cima. Outros povos também contribuíram com esta parte da Álgebra. Modelo da Função Quadrática y = ax 2 + bx + c y → variável dependente x → variável independente O sinal do coeficiente “a” determina o sentido da concavidade da função quadrática. para representar as incógnitas. deixados pelos babilônios há aproximadamente 4000 anos.x e x3 em lugar de x. y e z.

temos que entender graficamente o efeito do valor do módulo do coeficiente “a”. vale “2”) h( x ) = 3x 2 . gráfico em azul (onde o coeficiente a. Observe: quanto maior o módulo do coeficiente “a” menor a abertura da concavidade da parábola. gráfico em vermelho (onde o coeficiente a. vale “3”) 65 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo .Matemática I E quando o coeficiente “a” é negativo temos o sentido da concavidade para baixo. f ( x ) = x 2 . gráfico em verde (onde o coeficiente a. vale “1”) g ( x ) = 2x 2 . Veja o gráfico da função f ( x ) = − x 2 Além da interpretação do sinal do coeficiente “a”.

A raiz é o valor do “x” que quando atribuído na função torna nulo o valor de “y”.destacadas de vermelho e verde. 4. A mudança de valor do coeficiente “b” translada a parábola sobre o eixo “x”.2.Matemática I O coeficiente “c” é a quantidade inicial da grandeza representada no eixo das ordenadas (eixo “y”). IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 66 . Raízes ou Zeros da Função Quadrática A raiz ou zero da função quadrática são os pontos (ou ponto) em que a parábola intercepta o eixo “x”. No gráfico é o ponto que a parábola intercepta o eixo das ordenadas. Veja no gráfico abaixo as raízes da função f ( x ) = x 2 − 5 x + 6 .

x 2 = c a 4.4. É por isso que observamos seu gráfico interceptar o eixo das abscissas em dois pontos. Relação entre coeficientes e raízes A relação entre coeficientes e raízes é apenas um caso da relação de Girard a) Relação de Soma x1 + x 2 = − b) Relação de Produto b a Pierre Simon Girard (1765-1836) x1 . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 67 .3. Número de raízes da função quadrática a) ∆ > 0 (Duas raízes ou zeros reais distintos) A função f ( x ) = x 2 − 5 x + 6 . onde a função quadrática é dada na forma f ( x ) = ax 2 − bx + c . temos as raízes encontradas por x= − b ± b 2 − 4ac 2a Logo.Matemática I De uma forma genérica. possui ∆ = 1 . fazendo f ( x ) = 0 . f   − b ± b 2 − 4ac  =0   2a   4.

Matemática I b) ∆ = 0 (Um zero ou raiz real dupla) A função f ( x ) = x 2 − 4 x + 4 . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 68 . c) ∆ < 0 (Não possui raízes reais) A função. possui ∆ = 0 . É por isso que observamos seu gráfico interceptar o eixo das abscissas em apenas um ponto. por isso que observamos seu gráfico não interceptar o eixo das abscissas. f ( x ) = x 2 − 3 x + 3 possui ∆ = −3 .

As inequações são representadas pelas desigualdades: > . < . > . Inequação do 2 Grau 4.Matemática I 4.5. Ex: x2 – 3x +6 > 0 Resolução: x2 – 3x +6 = 0 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 69 .1. < .5. utilizamos o estudo do sinal. Estudo do Sinal Para resolvermos uma inequação do 2o grau.

5. respectivamente. f(x) / g(x) < 0. f(x) .Matemática I x´= 1. que as regiões que tornam positivas a função são: x<1 e x>2 Resposta: {xR| x<1 ou x>2} 4. x´´ = 2 Como desejamos os valores para os quais a função é maior que zero. g(x) > 0. f(x) / g(x) > 0.g(x) > 0 e f(x) . f(x) / g(x) > 0 e f(x) / g(x) < 0.2. g(x) < 0. Inequação Produto e Inequação Quociente do segundo grau São as desigualdades da forma: f(x) . x´´ = 10 70 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo . Exemplo: (x 2 − 9 x − 10 x 2 − 4 x − 4 ≤ 0 )( ) Resolução: Trabalhar f(x) e g(x) separadamente x 2 − 9 x − 10 = 0 (I) x 2 − 4 x − 4 = 0 (II) Determinar as raízes das funções (I) x´= -1. devemos fazer um esboço do gráfico e ver para quais valores de x isso ocorre. Vemos. f(x) .g(x) < 0.

Matemática I (II) x´= x´´ = 2 Fazer o estudo do sinal para cada função. temos: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 71 . isto é: > intervalo positivo e bolinha fechada > intervalo positivo e bolinha aberta < intervalo negativo e bolinha fechada < intervalo negativo e bolinha aberta Calcular a solução. Assim. isto é: > intervalo positivo e bolinha fechada > intervalo positivo e bolinha aberta < intervalo negativo e bolinha fechada < intervalo negativo e bolinha aberta Observações: No quadro de respostas (ou soluções). se os intervalos forem em: f(x) positivo e g(x)positivo o h(x) será +. I) x<-1 ou x>10 II) x¹2 Calcular a solução. que é dado pelo sinal de desigualdade da função de origem. que é dado pelo sinal de desigualdade da função de origem.

Quanto à forma de Assim. Temos: I) x 2 − 2 x − 8 > −8 e IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 72 . como no exemplo abaixo -8 < x2 –2x –8 < 0 Resolução: Devemos separar as inequações . obedecendo o intervalo dado. os intervalos oriundos do denominador em hipótese alguma serão fechados.E (condição de existência) do denominador. resolver. ou seja. é idêntica à realizada na inequação produto. Inequação simultânea do segundo grau Estamos falando neste tópico em inequações que apresentam ao mesmo tempo mais de uma desigualdade.5.3. no que diz respeito a intervalo fechado ou aberto. as únicas regiões positivas (maiores que zero) são em x < −1 e x > 10 Resposta: { x ∈ R | x < −1 ou x > 10 } 4.Matemática I − e− = + − e+ = − + e− = − + e+ = + Na inequação quociente. observar a C. que influenciará o resultado nos intervalos.

6. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 73 . num problema de geometria plana. Resposta: { x ∈ R / x<0 ou x>2} 4. Calcular a solução S. II) x 2 − 2 x − 8 < 0 x´= x´´ = 1 I) x< 0 ou x>2 II)x diferente de 1. Obs: o quadro de resposta será preenchido pelo intervalo achado. Por exemplo. calcular qual será a área máxima ou mínima. calcular pontos de maximização e minimização de um problema. I) x 2 − 2 x > 0 x´ = 0 x´´ = 2 Determinado x' e x" . Estudo do Vértice da Parábola O ponto de vértice da parábola é um ponto extremamente importante para problemas de otimização. devemos fazer o estudo do sinal para cada função. ou seja. ou as dimensões do terreno que tornam essa área máxima ou mínima.Matemática I II) x 2 − 2 x − 8 < 0 Agora vamos determinar as raízes ou zeros de cada uma das funções obtidas pela separação. que é dada pela interseção dos intervalos de S1 e S2.

que é um ponto de mínimo. que é um ponto de mínimo. Ou encontrar o número de produtos fabricados que levam a esse lucro máximo ou custo mínimo. Veja em destaque o vértice da função f ( x ) = − x 2 − 3 x . ou seja. ou qual o lucro máximo que esta pode obter. Veja em destaque o vértice da função f ( x ) = x 2 − 5 x + 6 . o ponto de vértice é dado por ∆  b  − . encontrar qual é o custo mínimo que uma empresa pode ter na fabricação de um produto.Matemática I Num problema de economia.−   2a 4a  Claro que quando a parábola tem seu coeficiente angular positivo. concavidade com sentido para cima. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 74 . o vértice é um ponto de mínimo da função. a) Coordenada “x” do vértice xv = − b 2a b) Coordenada “y” do vértice yv = − ∆ 4a Logo.

obtém-se um novo retângulo de área dada por A(x) = -x£ + 8x + 128. o que tem área máxima é um quadrado. R é a receita e C é o custo de produção. Esboce o gráfico da função L. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES. Um retângulo. Quantas unidades essa empresa deve produzir para obter o maior lucro possível? TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES. em que L é o lucro. sendo x µ 0. 2. cuja base é de 16 cm. 3. sofre alteração em suas medidas de forma que a cada redução de x cm em sua base. Numa empresa que produziu x unidades de um produto. 4. Mostre que. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 75 .Matemática I Atividades 1. dentre esses retângulos. Determine a e b em h(x) = ax + b. onde h(x) denota a altura desses retângulos. verificou-se que C(x) = 2x£ + 2500x + 3000 e R(x) = x£ + 7500x + 3000. O lucro de uma empresa é dado pela relação R = L + C.

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5. O preço de ingresso numa peça de teatro (p) relaciona-se com a quantidade de freqüentadores (x) por sessão através da relação; p = - 0,2x + 100 a) Qual a receita arrecadada por sessão, se o preço de ingresso for R$ 60,00? b) Qual o preço que deve ser cobrado para dar a máxima receita por sessão? Observação: receita = (preço) x (quantidade) 6. O lucro mensal de uma empresa é dado por L = -x£ + 30x - 5, onde x é a quantidade mensal vendida. a) Qual o lucro mensal máximo possível? b) Entre que valores deve variar x para que o lucro mensal seja no mínimo igual a 195? 7. A tabela indica as projeções do PIB de um país, em bilhões de dólares, daqui a n anos:

Admitindo que no intervalo 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR) as projeções do PIB possam ser estabelecidas por um modelo quadrático, pede-se: a) a função que relaciona a projeção do PIB (em bilhões de dólares) com n, no intervalo 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR); b) sendo PŠ o PIB daqui a n anos, esboce o gráfico que relaciona n com a diferença PŠø - PŠ para 1 ´ n ´ 5 (n Æ IN)

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8. No retângulo ABCD da figura a seguir, AD = 6 m e AB = 4 m, e os pontos M, N, P e Q dos lados AD, AB, CB e CD, respectivamente, são tais que AM = AN = CP = CQ.

Determine o valor máximo da área do quadrilátero MNPQ. 9. Seja f(x) = ax£ + (1 - a) x + 1, onde a é um número real diferente de zero. Determine os valores de a para os quais as raízes da equação f(x)=0 são reais e o número x=3 pertence ao intervalo fechado compreendido entre as raízes. 10. Para cada número real m, considere a função quadrática f(x) = x£ + mx + 2. Nessas condições: a) Determine, em função de m, as coordenadas do vértice da parábola de equação y = f(x). b) Determine os valores de m Æ IR para os quais a imagem de f contém o conjunto {y Æ IR : µ 1}. c) Determine o valor de m para o qual a imagem de f é igual ao conjunto {y Æ IR : y µ 1} e, além disso, f é crescente no conjunto {x Æ IR : x µ 0}. d) Encontre, para a função determinada pelo valor de m do item c) e para cada y µ 2, o único valor de x µ 0 tal que f(x) = y. 11. Calcule m, de modo que a função f(x) = mx£ - 4x + m tenha um valor máximo igual a 3. 12. Considere a função quadrática f(x) = (p£ - 1) x£ + 2 (p - 1) x + 1. Então determine o valor de "p" que, para todo "x" real, f(x) > 0. 13. Determine o menor valor que a expressão Ë(x£ + y£) pode assumir, se 2 x + 3 y = 1.

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Matemática I
14. Sejam f(x) = x + (5/4) e g(x) = 1 - x£. Determine: a) os valores reais de x para os quais. f(x) µ g(x). b) os valores reais de x para os quais. f(x) ´ g(x). 15. Qual a maior área possível de um terreno retangular (medindo a metros por b metros), dado que a + 2b = 120? 16. No interior de uma floresta, foi encontrada uma área em forma de retângulo, de 2 km de largura por 5 km de comprimento, completamente desmatada. Os ecologistas começaram imediatamente o replantio, com o intento de restaurar toda a área em 5 anos. Ao mesmo tempo, madeireiras clandestinas continuavam o desmatamento, de modo que, a cada ano, a área retangular desmatada era transformada em outra área também retangular. Veja as figuras:

A largura (h) diminuía com o replantio e o comprimento (b) aumentava devido aos novos desmatamentos. Admita que essas modificações foram observadas e representadas através das funções: h(t) = -(2t/5) + 2 e b(t) = 5t + 5 (t = tempo em anos; h = largura em km e b = comprimento em km). a) Determine a expressão da área A do retângulo desmatado, em função do tempo t (0 ´ t ´ 5), e represente A(t) no plano cartesiano. b) Calcule a área máxima desmatada e o tempo gasto para este desmatamento, após o início do replantio. 17. Um fruticultor, no primeiro dia da colheita de sua safra anual, vende cada fruta por R$2,00. A partir daí, o preço de cada fruta decresce R$0,02 por dia. Considere que esse fruticultor colheu 80 frutas no primeiro dia e a colheita aumenta uma fruta por dia. a) Expresse o ganho do fruticultor com a venda das frutas como função do dia de colheita. b) Determine o dia da colheita de maior ganho para o fruticultor.

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Sabe-se que o lucro mensal obtido é determinado pela diferença entre os valores de venda V e custo C. em reais. b) Calcule o valor de n que proporciona o maior lucro possível e o valor. V = 5n£ + 100n . em reais. como ilustrado a seguir.6 m. com a venda de n pássaros. um sistema de coordenadas cartesianas ortogonais. Ao entrar no túnel. toca sua extremidade P em um determinado ponto do arco parabólico.Matemática I 18. 4 ´ n ´ 16.45 m. Considere as seguintes funções.320. em reais. relativas a uma ninhada de pássaros: C = 5 + 10n. um caminhão com altura AP igual a 2. a) Determine os possíveis valores de n. V = valor arrecadado. 19. Observe. na foto. Calcule a distância do ponto P ao eixo vertical Oy. para que haja lucro nas vendas. C = custo mensal. cujo eixo horizontal Ox é tangente ao solo e o vertical Oy representa o eixo de simetria da parábola. para a manutenção de n pássaros. A foto a seguir mostra um túnel cuja entrada forma um arco parabólico com base AB = 8 m e altura central OC = 5. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 79 . desse lucro.

a experiência tem mostrado que a cada IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 80 . 21.00 a caixa com 12 unidades. A largura de sua base AB (veja figura) é 4m e sua altura é 5m. Observe a parábola de vértice V. gráfico da função quadrática definida por y = ax£ + bx + c. Contudo. no qual cada pessoa paga uma taxa de (100 . Nessas condições.Matemática I 20. com 10 ´ n ´ 70. Um comerciante compra peças diretamente do fabricante ao preço de R$ 720. Uma empresa de turismo promove um passeio para n pessoas. Qual é a maior quantia que a empresa pode arrecadar? 23. O preço de revenda sugerido pelo fabricante é de R$ 160. Calcule o valor numérico de Ð = b£ . A esse preço o comerciante costuma vender 30 caixas por mês. o dinheiro total arrecadado pela empresa varia em função do número n. encontre o valor de p(3). do segundo grau.4ac.2m acima da base? 24.n) reais. sabendo que o triângulo ABV é equilátero. Um portal de igreja tem a forma de um arco de parábola. que corta o eixo das abscissas nos pontos A e B. Um polinômio p. 22. é tal que ýp(-1) = -3 þp(1) = 3 ÿp(2) = 12 Após determinar p.00 a unidade. Qual a largura XY de um vitral colocado a 3.

Determine as dimensões do cercado retangular de maior área possível que o criador poderá construir. com 6 metros de comprimento. b) o(s) valor(es) de x que torna(m) o lucro negativo. Por quanto deve vender cada peça para que seu lucro mensal seja máximo? 25. será aproveitado como PARTE de um dos lados do cercado retangular que certo criador precisa construir. Um muro.Matemática I R$ 5.00 que dá de desconto no preço sugerido. 26. ele consegue vender 3 caixas a mais.00. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 81 . A parábola abaixo representa o lucro mensal L (em reais) obtido em função do número de peças vendidas de um certo produto. Para completar o contorno desse cercado o criador usará 34 metros de cerca. Determine: a) o número de peças que torna o lucro nulo. c) o número de peças que devem ser vendidas para que o lucro seja de R$ 350.

onde n é um número real. que não contém o círculo. coloca-se um círculo. conforme figura abaixo. definida por f(x) = -x£ . para que a área pedida no item anterior seja a menor possível? 28. Um quadrado de 4cm de lado é dividido em dois retângulos. que não o contém.(Ë2)x . Um quadrado de 4cm de lado é dividido em dois retângulos. de modo que f tenha valor máximo igual a 1/4. a) Escreva uma expressão que represente a soma das áreas do círculo e do retângulo. Determine o raio que o círculo deve ter. tangenciando dois de seus lados opostos. em função de R. coloca-se um círculo tangenciando dois de seus lados opostos. para que a soma das áreas do círculo e do retângulo. 29. seja a menor possível IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 82 . Considere a função f: R ë R. de raio R.Matemática I 27. conforme figura a seguir.2¾. Em um dos retângulos. Em um dos retângulos. Determine o valor de n. b) Qual deve ser o raio do círculo.

f (x) = . é de R$ 2.00. o lucro por pacote terá uma redução de x reais.10t£ + 20t + 100. mas. é de 6 unidades. caso o desconto dado seja de R$ 1. b) Na ação do pesticida.00.Matemática I 30. Ao proceder ao controle da variação em função do tempo. concluiu-se que o tamanho da população é dado por: f(t) = . o supermercado aumentará sua venda em 400x pacotes por semana. e o lucro do supermercado. determine o único valor de b. calcule: a) O lucro desse supermercado em uma semana. Um pesticida foi ministrado a uma população de insetos para testar sua eficiência. Se for dado um desconto de x reais no preço do pacote do arroz. Nestas condições. em cada pacote vendido. B e C são os pontos de interseção da mesma com os eixos coordenados. existe algum momento em que a população de insetos é igual à população inicial? Quando? c) Entre quais semanas a população de insetos seria exterminada? 32. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 83 . onde b Æ IR.6. para que a função f tenha como gráfico esta parábola. b) O preço do pacote do arroz para que o lucro do supermercado seja máximo. no período considerado. hachurado.00. Considere a função f : IR ë IR. na qual A. em semanas. em compensação. Um supermercado vende 400 pacotes de 5 kg de uma determinada marca de arroz por semana. Sabendo-se que a área do triângulo ABC. a) Para quais valores de b Æ IR a função f admite pelo menos uma raiz real? b) Na figura a seguir está representada uma parábola.2 x£ + bx . 31. a) Determine o intervalo de tempo em que a população de insetos ainda cresce. O preço de cada pacote é R$ 6.

00 o número de unidades vendidas era de 240. em reais. o número de unidades vendidas aumentava de 10.00 no preço do produto. O custo C.20 e R$ 0. Quando esse produto entra em promoção.20 por mês para a compra dos dois jornais. 38. em reais. as vendas aumentam 10 unidades.40.500 e o número de cópias de FP não excede 3. Analisando a venda mensal destes jornais sabe-se que o número de cópias de FS não excede 1. 34. Seja a função f tal que f(0) = 4 e f(a) = 1.999. 37. que pode ser obtido com a venda das unidades do produto. 35. e seu valor e os valores de x tais que f(x) = 9. e os comercializa por R$ 2.800.12 a unidade. b) DETERMINE o sinal de a.Matemática I 33. calcule o valor máximo. Um jornaleiro compra os jornais FS e FP por R$ 1. o número de pães vendidos por dia diminui de 50 unidades. determine o número N de cópias de FS que devem ser compradas por mês de forma a se maximizar o lucro. Quantas unidades deverão ser produzidas para se obter o custo mínimo? 36. observa-se que para cada R$ 1. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 84 . A cada aumento de R$0. Uma pesquisa sobre a relação entre o preço e a demanda de certo produto revelou que: a cada desconto de R$ 50. definida pelas duas expressões f(x) = x£ . Supondo que todos os jornais comprados serão vendidos e que o dono da banca dispõe de R$ 1. qual a quantia máxima (em reais) que pode ser arrecadada diariamente pela padaria com a venda dos pães? Assinale metade do valor correspondente à quantia obtida.80.01 no preço de cada pão. quando o preço do produto era R$ 1. b) Calcule o faturamento máximo que a loja pode obter com essa promoção. Uma loja vende diariamente 40 unidades de um produto a R$ 50.00 e R$ 0. a) Calcule o valor do desconto que faz com que o faturamento seja máximo. respectivamente. Em relação à função f a) INDIQUE a expressão utilizada no cálculo de f(0).00 cada uma. JUSTIFIQUE sua resposta e CALCULE o valor de b.100n + n£.00 de desconto no preço do produto. para se produzir n unidades de determinado produto é dado por: C = 2510 .ax + b se x µ (a/2) e f(x) = x + 5 se x < (a/2). Reajustando adequadamente o preço do pão. uma padaria vendia 1000 unidades diariamente.000. Indique a soma dos dígitos de N. Se. respectivamente. Quando o preço do pão francês era de R$0.

Na presença de um vento com velocidade v km/h na direção e sentido do movimento. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 85 . e que durante todo o trajeto a velocidade do vento é constante e tem a mesma direção que a do movimento do avião. a) Quantos enfeites terá colocado ao final dos 40 dias o morador número 13? b) A Sra.00 e as ripas para as outras duas laterais custam R$30. consumindo todo o combustível. 40. Cada metro de ripa usada para revestir as cabeceiras custa R$25. Sabendo que nenhum morador colocará mais enfeites do que a Sra. ao final dos 40 dias. a velocidade do avião é de (300+v)km/h. Os tampos das mesas dessa série são retangulares e têm 4 metros de perímetro. dia.00 por metro. X terá colocado. Ficou combinado que cada um terá um número n de 1 a 40 e que os enfeites serão colocados na árvore durante os 40 dias que precedem o Natal da seguinte forma: o morador número 1 colocará 1 enfeite por dia a partir do 1¡. b) Determine as dimensões da mesa da série "Super 4" para a qual o gasto com revestimento é o maior possível. Se o avião se desloca em sentido contrário ao do vento. Um fabricante está lançando a série de mesas "Super 4". b) Determine para que valor de v a distância d é máxima. Um avião tem combustível para voar durante 4 horas. Suponha que o avião se afaste a uma distância d do aeroporto e retorne ao ponto de partida. sua velocidade é de (300-v)km/h. a) Determine o gasto do fabricante para revestir uma mesa dessa série com cabeceira de medida x. um total de m enfeites. a) Determine d como função de v.00 por metro quadrado. dia e assim sucessivamente (o morador número n colocará n enfeites por dia a partir do n-ésimo dia).Matemática I 39. Um grupo de 40 moradores de uma cidade decidiu decorar uma árvore de Natal gigante. 41. A fórmica usada para revestir o tampo custa R$10. o morador número 2 colocará 2 enfeites por dia a partir do 2¡. X. determine m.

150)/k] onde P é o peso. a é a altura. para mulheres" a) Cíntia. com velocidade inicial de 40 m/s. concluiu-se que um produto seria vendido de conformidade com a fórmula Q=2000-100P. a) Em que instante t a pedra atinge a altura máxima? Justifique. para homens. Sabendo que Paulo pesa 2 quilos a mais do que Paula. Após uma análise de mercado. Calcule a altura de Cíntia. k = 4. 2. 44.. segundo a informação da revista.[(a . o número y. 3. onde y = . e k = 2. na qual Q representa a quantidade que será vendida ao preço unitário P. 4. estava 3 quilos abaixo do seu peso ideal. Paulo e Paula leram a seguinte informação numa revista: "conhece-se. A altura (h) atingida pela pedra em relação ao solo. é um número pertencente ao conjunto IN = {1. em função de P. em função do tempo (t) é dada pela expressão: h(t) = . para que o lucro total seja o maior possível.}? 43. b) o valor de P. há mais de um século. em quilos. do alto de um edifício de 100m de altura. em centímetros.5t£+ 40t + 100. .. que pesa 54 quilos. segundo a fórmula. Para quantos números reais x. encontre a) uma fórmula que determine o lucro total. uma fórmula para expressar o peso ideal do corpo humano adulto em função da altura: P = (a . determine o peso de cada um deles. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 86 . Cíntia. Sabendo que o lucro por unidade vendida é P-10. b) Esboce o gráfico de h(t).Matemática I 42. fez rapidamente as contas com k = 2 e constatou que. Uma pedra é atirada para cima.100) . 45.x£ + 6x -1. b) Paulo e Paula têm a mesma altura e ficaram felizes em saber que estavam ambos exatamente com seu peso ideal.

autoriza o juiz. b) a altura máxima atingida pela bola.. Chutou o jogador. Considere as funções f: IR ë IR e g: IR ë IR dadas por: f(x) = x£ . após a cobrança da falta? Justifique sua resposta com cálculos. pergunta-se: Qual dentre as narrações a seguir melhor representa a situação. Golaço! Situação II ë Tudo pronto para a cobrança. Sabendo-se que a baliza mede 2.. logo após o apito do árbitro para a cobrança da falta. Calcule f(1/2) + [5g(-1)]/4.x + 2 e g(x) = -6x + 3/5. Determine... chutou e é gol. numa partida de futebol. e o jogador que cobrou a falta só chutou a bola 10s depois de o árbitro ter apitado. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 87 .80 m de altura.. e posicionou-os a 9 m da bola. Situação I ë Vai ser cobrada a falta. Entretanto. 48. a torcida está impaciente.Matemática I 46. que demora. No pau! Que susto! Sensacional a batida no travessão! Situação III ë O estádio é uma só emoção! Corre o jogador. Por cima do travessão. Para a cobrança da falta o juiz montou uma barreira de cinco jogadores. Uma bola. Situação IV ë Tudo pronto para a cobrança. correu o jogador. (-x£ + 42x). e a torcida faz huum.. a barreira deslocou-se em direção à bola a uma velocidade de 10 cm/s. teve sua trajetória descrita pela equação h(t) = -2t£ + 8t (t µ 0). começa a vibrar a torcida. autoriza o juiz. Em um jogo de futebol foi cometida uma falta frontal ao gol a uma distância de 36 m. Chutou mal: direto na barreira! 47. onde t é o tempo medido em segundos e h(t) é a altura em metros da bola no instante t.44 m de altura e que a falta foi cobrada segundo a trajetória de uma parábola representada pela função y = (61/5400) .. após o chute: a) o instante em que a bola retornará ao solo. todos com 1.. ao ser chutada num tiro de meta por um goleiro. atira e a bola encobre o goleiro.

a força F. considere que a vista frontal dessa barragem seja retangular. Por exemplo. Nessas condições. é possível determinar o valor de F para todo h Æ [0. caso exista. em newtons. F = F(h). quando o reservatório está vazio. Sendo h a altura. Calcule o valor F(0)/10¤. isto é.3 x 10¤ N e F(4) = 46 x 10¤ N. que a água exerce sobre a barragem é uma função de h. e h=0. se h = 6. É conhecido que a função F é dada por um polinômio do segundo grau na variável h. Com essas informações. tem-se h=6. no caso de o reservatório apresentar-se cheio. definida por h(x)=|f(x)+g(x)| e determine em que ponto o gráfico de h intercepta o eixo das ordenadas y. desconsiderando a parte fracionária de seu resultado. 50. medida a partir da parte superior da barragem até o nível da água. cujo reservatório encontrase cheio de água. com 46m de comprimento e 6 m de altura conforme representado na figura adiante. F(6) = 0.Matemática I 49. em metros. Em uma barragem de uma usina hidrelétrica. estão esboçadas duas parábolas. Considere a função h:IRëIR (onde IR representa o conjunto dos números reais). 6]. que são os gráficos das funções f e g. foram determinados os seguintes valores: F(5) = 25. Além disso. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 88 . Na figura a seguir.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 89 .

Exemplos: | -2 | = -(-2) = 2 . se x < 0 Então: Se x é positivo ou zero. Bom Estudo ! 5.1. se x ≥ 0 x = − x. que se indica por | x | é definido da seguinte maneira:  x. | 1/2 | = | 1/2 | . | 15 | = 15 Se x é negativo. sendo que a parte negativa do gráfico será “refletida” sempre para um f(x) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 90 . Definição O módulo (ou valor absoluto) de um número real x. FUNÇÃO MODULAR Neste capítulo. | x | é igual ao próprio x. estudaremos a função modular. | -20 | = -(-20) = 20 Sendo que o gráfico de f(x) = |x| é semelhante ao gráfico de f(x) = x. e o efeito do módulo no gráfico de uma função que já conhecemos como sendo “do primeiro grau” e “do segundo grau”. inequações modulares. explorando a solução de suas equações modulares.Matemática I 5. Exemplos: | 2 | = 2 . | x | é igual a -x.

ou seja. o número x ao ponto 0 de origem.Matemática I positivo. assim : . x deve estar entre –a e a. na reta real. isto é. Representando geometricamente. o módulo de um número real x é igual à distância do ponto que representa. | x | < a ⇔ -a< x < a. Assim. O módulo de um número real nunca é negativo. sendo f(x) = |x2 – 4| . temos o gráfico: O módulo de um número real é sempre positivo ou nulo. Assim: • Se | x | < a (com a>0) significa que a distância entre x e a origem é menor que a. Um outro exemplo para uma função modular seria a função modular do 2º grau. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 91 .

Matemática I  − 2 < −2 x + 6 2 x < 6 + 2 | . 5. isto é.6} 2) Resolver a equação | x-6 | = | 3-2x |. Resolução: Temos que analisar dois casos: caso 1: x-6 = 3-2x caso 2: x-6 = -(3-2x) Resolvendo o caso 1: x-6 = 3-2x => x+2x = 3+6 => 3x=9 => x=3 Resolvendo o caso 2: x-6 = -(3-2x) => x-2x = -3+6 => -x=3 => x=-3 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 92 . ou seja: | x | > a ⇔ x > a ou x < -a.2.2x + 6 | < 2 ⇒ − 2 < −2 x + 6 < 2 ⇒  ⇒  ⇒ − 2 x + 6 < 2 − 2 x < 4 2 x < 8 x < 4 ⇒  ⇒  2x > 4  x > 2 Se | x | > a (com a>0) significa que a distância entre x e a origem é maior que a.2. Resolução: Temos que analisar dois casos: caso 1: x2-5x = 6 caso 2: x2-5x = -6 Resolvendo o caso 1: x2-5x-6 = 0 => x’=6 e x’’=-1. Exemplos: a) | x2-5x | = 1 b) | x+8 | = | x2-3 | Algumas equações modulares resolvidas: 1) Resolver a equação | x2-5x | = 6. deve estar à direita de a ou à esquerda de –a na reta real. Resposta: S={-1.3. Resolvendo o caso 2: x2-5x+6 = 0 => x’=3 e x’’=2. Equações Modulares Toda a equação que contiver a incógnita em um módulo num dos membros será chamada equação modular.

Então temos duais inequações (que devem ser satisfeitas ao mesmo tempo): Eq.4.1: -4 ≤ x2-2x+3 => -4-3 ≤ x2-2x => -7 ≤ x2-2x => x2-2x+7 ≥ 0 => sem raízes reais Resolvendo a Eq.2: x2-2x+3 ≤ 4 Resolvendo a Eq. Resolução: S = {x ∈ IR | 2<x<4} 2) Dê o conjunto solução da inequação |x2-2x+3| ≤ 4. Algumas inequações modulares resolvidas: 1) Resolver a inequação | -2x+6 | < 2.3.3} 5.2: x2-2x+3 ≤ 4 => x2-2x-1 ≤ 0  x' = 1 − 2  Aplicando Bhaskara encontramos as raízes   x' ' = 1 + 2  S = {x ∈ IR | 1 − 2 ≤ x ≤ 1 + 2} 5. Inequações Modulares Chamamos de inequações modulares as inequações nos quais aparecem módulos de expressões que contém a incógnita.1: -4 ≤ x2-2x+3 Eq. Resolução: |x2-2x+3| ≤ 4 => -4 ≤ x2-2x+3 ≤ 4.Matemática I Resposta: S={-3. Domínio da Função Modular Podemos determinar o domínio de algumas funções utilizando inequações modulares: Exemplo 1: Determinar o domínio da função f ( x) = IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 1 | x | −3 93 .

Justifique. Então : 2− | x − 1 |≥ 0 ⇒ − | x − 1 |≥ −2 ⇒ | x − 1 |≤ 2 ⇒ − 2 ≤ x − 1 ≤ 2 − 2 ≤ x −1 ≤ 2 ⇒ − 2 +1 ≤ x ≤ 2 +1 ⇒ −1 ≤ x ≤ 3 Resposta : D = {x ∈ IR | −1 ≤ x ≤ 3} Atividades 1. com a > 0. 2 e 5. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 94 . Seja f a função real dada por f(x) = ax£ + bx + c.Matemática I Resolução: Sabemos que 1 só é possível em IR se | x | −3 ≠ 0. b e c sabendo que as raízes da equação | f (x) | = 12 são -2. Determine a. 1. | x | −3 Então : | x | −3 ≠ 0 ⇒ | x |≠ 3 ⇒ x ≠ 3 ou x ≠ −3 Resposta : D = {x ∈ IR | x ≠ 3 ou x ≠ −3} Exemplo 2: Determinar o domínio da função f ( x ) = 2− | x − 1 | Resolução: Sabemos que 2− | x − 1 | só é possível em IR se 2− | x − 1 |≥ 0.

Matemática I 2.1 | + 1. se a < 0. para x real. b) calcule a área da região delimitada pelo gráfico da função f.2 | + | 2x + 1 | . 5. b) Para que valores reais de x.1|.x£) para -1 < x <1 6. V é o volume medido em m¤ após t horas.2t| . 2].4x + 4 e g(x) = |x .a.6|. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 95 .3. Sejam f e g as funções definidas para todo x Æ IR por f(x) = x£ . t Æ IRø Nela. f(x) > 2x + 2? 3. Esboce o gráfico da seguinte função real de variável real: ý2x£ + | x | . a) Calcule f(g(x)) e g(f(x)). 4. o gráfico da função f(x) = | x . para x ´ -1 ou x µ 1 f(x) = þ ÿË(1 .|4 . a) Esboce. se a µ 0 e | a | = . Dada a função: f(x) = | x .6. x Æ [-1. a) esboce o gráfico da função f. O volume de água em um tanque varia com o tempo de acordo com a seguinte equação: V = 10 . pelo eixo das abscissas e pelas retas x = -1 e x = 2. Determine os horários inicial e final dessa manhã em que o volume permanece constante. contadas a partir de 8h de uma manhã. b) Esboce os gráficos das funções compostas fog e gof.|2t .x . O símbolo | a | indica o valor absoluto de um número real a e é definido por | a | = a.

O erro relativo E desta medição é definido por E = | Q . Considere ainda um instrumento com uma precisão de medida tal que o erro relativo de cada medição é de. Considere uma quantidade Q > 0 e seja M um valor aproximado de Q. Resolver a equação x£ ..2 foi obtido. tomando como universo o conjunto R dos números reais. Seja f(x) = |2x£ . 365 corresponde a cada dia do ano e L é dado em reais. Determine os pontos de intersecção dos gráficos das funções reais definidas por f(x)=|x| e g(x)=-x£+x+8 pelo método algébrico. Durante o ano de 1997 uma empresa teve seu lucro diário L dado pela função L(x) = 50 ( | x .|x| µ 0 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 96 . 10. x Æ R. Determine os valores de x para os quais f(x) = 2. 0.1|. 8.200 | ) onde x = 1. 13. Determinar os valores de x para os quais f(x) < 1.3| x | + 2 = 0.M | / Q. obtido através de uma certa medição. 9.100 | + | x . Suponha que uma certa quantidade Q foi medida pelo instrumento e o valor M = 5..x |. . 2.. Determine o menor valor possível de Q.2 ´ 0 |x-2| .00. Determine todos os valores de x Æ IR que satisfazem simultaneamente às inequações seguintes: (2x+3)/(x-1) µ 1 -x£ + 3x .02.Matemática I 7. Determine em que dias (x) do ano o lucro foi de R$10. Considere a função f: R ë R definida por f(2x) = |1 . 11. 12. no máximo.000.

) f é crescente para x no intervalo [0. ( ( ( ( ) f(-4) = 5. tem duas raízes reais diferentes. ) a equação f(x) = 1 possui três soluções reais distintas. Julgue os itens. 16.2(p . ( ) Sendo a e b números reais. qualquer que seja o valor de p. então Ë(a£ + b£) = a + b ( ) Se x é um número real. então a equação 2px£ .3 = -1 ( ) Se p é um número real não nulo.1)x . b) Represente os conjuntos S(I) e S(II) na reta real.1 = 0. ) o valor mínimo de f é zero. Seja R o conjunto dos números reais. definida por f(x) = |1 . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 97 . então |x + 1| / |x + 2| . c) Determine S(I) º S(II) e S(I) » S(II).1]. Considere a função f: IR ë IR. 15. Assim.11| ´ 9 a) Determine os conjuntos-soluções S(I) e S(II) das equações I e II respectivamente.Matemática I 14. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Na(s) questão(ões) a seguir julgue os itens e escreva nos parênteses (V) se for verdadeiro ou (F) se for falso. -1 < x ´ 1. Considere as inequações (I) 3 ´ Ë(x + 1) ´ 4 (II) |2x .|x||.

y = ba x Modelo da Função Exponencial y → variável dependente x → variável independente O coeficiente “b” da função exponencial determina a quantidade inicial da grandeza representada no eixo “y”. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 98 . Este capítulo traz uma ferramenta fascinante dentro da álgebra onde temos como exemplos de aplicações extremamente conhecidas o crescimento populacional e o decaimento radioativo. No gráfico é o ponto onde a curva exponencial intercepta o eixo “y”. FUNÇÃO EXPONENCIAL Olá aluno.1. 6.Matemática I 6. O coeficiente “a” da função exponencial determina a taxa de crescimento ou decrescimento da grandeza do eixo “y” em relação a grandeza do eixo “x”. Quando o valor do coeficiente “a” é maior que “1” a função é crescente.

1. O segundo será visto no próximo capítulo sobre logaritmo.Matemática I Quando o valor do coeficiente “a” esta no intervalo aberto entre “0 e 1” a função é decrescente. Método que utiliza o conceito e propriedades de logaritmos.2. simplesmente. Veja alguns exemplos de equações exponenciais resolvidas aumentando o nível de dificuldade de um exemplo para o outro. equações com incógnita no expoente. Exemplos: Os dois métodos fundamentais utilizados na resolução de equações exponenciais são: • • Método de redução a uma base comum. como o próprio nome diz. consiste no uso de técnicas que permitam. Método de redução a uma base comum Este método. É claro que o método só poderá ser utilizado caso seja possível a redução. Trataremos neste capítulo apenas do primeiro método. 6.2. através de transformações baseadas nas propriedades de potências. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 99 . 6. Equações Exponenciais Equações exponenciais são. Como a função exponencial é injetora podemos concluir que: ou seja. reduzir ambos os membros de uma equação a uma potência de mesma base. que potências iguais e de mesma base têm expoentes iguais. Os exercícios foram selecionados visando apresentar técnicas de soluções diferenciadas.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 100 .

Quando a base a ser cancelada é maior que “1” devemos manter o sinal da desigualdade e quando a base esta no intervalo aberto entre “0 e 1” devemos inverter a o sinal de desigualdade. Inequações Exponenciais A solução da Inequação exponencial é bem simples de ser encontrada.Matemática I 6.3. Caso 1: base > 1 (Manter a desigualdade) (2)x +3 > 64 (2)x +3 > 26 x+3> 2 x > −1 S = {x ∈ R / x > −1} Caso 1: 0 < base < 1 (Inverter a desigualdade) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 101 .

4.Matemática I 1   3 2 x+7 ≤ 2 x+7 1 81 4 1 1 ≤    3 3 2x + 7 ≥ 4 2 x ≥ −3 x≥ −3 2 3  S = x ∈ R / x ≥ −  2  6.e x Observe como a função intercepta o eixo das ordenadas exatamente no ponto “2” que é o valor do coeficiente “b” Caso 1: 0 < base < 1 (Função Decrescente) Exemplo: g ( x ) = 1.  1 2 x IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 102 . Gráfico da Função Exponencial Caso 1: base > 1 (Função Crescente) Exemplo: f ( x ) = 2.

inicialmente. Aplicações da Função Exponencial 6.Matemática I Observe como a função intercepta o eixo das ordenadas exatamente no ponto “1” que é o valor do coeficiente “b”.(1. y = b.1. este número tenha aumentado para 1500.5.a t 1500 = 1000.5. 6.5 = a Logo o modelo da função do problema é n(t ) = 1000. Crescimento Populacional de Bactérias Exemplo: As bactérias em um recipiente se reproduzem de forma tal que o aumento do seu número em um intervalo de tempo de comprimento fixo é proporcional ao número de bactérias presentes no início do intervalo. após 1 hora. Quantas bactérias haverá cinco horas após o início do experimento?.5) t Então para descobrirmos o número de bactérias após 5 horas basta substituir no modelo encontrado IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 103 .a1 1. haja 1000 bactérias no recipiente e que. Suponhamos que.a x n(t ) = 1000.

 2 5500      t Então para descobrirmos a massa após 10000 anos basta substituir no modelo encontrado −1 −10000  5500  2  m(t ) = m0  = m0 2 5500 = m0 2 −1.5.5) n(5) = 7593.2.(1.8    1 1 m(t ) = m0 1.8 = m0 = 0.5263 m(t ) ≅ 28. Meia-Vida (Decaimento Radioativo) Exemplo: A meia vida do isótopo radioativo do carbono (C ) é de 5500 anos.Matemática I n(5) = 1000.a 5500 2 1 = a 5500 2 2 −1 = a 5500 a = 5500 2 −1 a=2 −1 5500 Logo o modelo da função do problema é  −1  m(t ) = m0 .75 n(5) ≅ 7594 5 6. 14 Que percentual da massa original de C restará em uma amostra após 10000 anos? 14 y = b.2835m0 2 3.a t m(5500 ) = m0 .a 5500 m0 = m0 .35%m0 10000 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 104 .a x m(t ) = m0 .

Calcule o número de eleitores dos candidatos A e B em 1 de janeiro de 2000. obtenha: a) um esboço do gráfico de f. 3. Seja f: IR ë IR x ë y = 3 Ñ¥ Sabendo-se que f(g(x)) = x£/81.4) Considere as estimativas corretas e que t = 0 refere-se ao dia 1 de janeiro de 2000. Em um município. Determine em quantos meses os candidatos terão o mesmo número de eleitores. em anos.10¦(1. 4. 2.Matemática I Atividades TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES. Mostre que. após uma pesquisa de opinião. em 1 de outubro de 2000. a razão entre os números de eleitores de A e B era maior que 1.6) B(t) = 4. b) a lei da função g. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 105 .10¦(0. constatou-se que o número de eleitores dos candidatos A e B variava em função do tempo t. de acordo com as seguintes funções: A(t) = 2. 1.

T é medida na escala Celsius. inicialmente a 100°C. a) Calcule a temperatura do café 50 minutos após a xícara ter sido colocada na sala. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 106 . a temperatura do café passa a ser de 40°C. em anos.7 e Øn 3 = 1. Se uma pessoa tomar 200 mg desse medicamento. metade dele é absorvida pelo organismo. e k e c são constantes a serem determinadas. a cada seis horas após sua ingestão. a quantidade ainda não desintegrada da substância é em que S³ representa a quantidade de substância que havia no início. A bula de certo medicamento informa que.1. decorrido o tempo t. Certa substância radioativa desintegra-se de modo que. colocada numa sala de temperatura 20°C.Matemática I 5. estabeleça o tempo aproximado em que. Qual é o valor de t para que a metade da quantidade inicial desintegre-se? 6. a temperatura T de um corpo colocado num ambiente cuja temperatura é T³ obedece à seguinte relação: Nesta relação. quanto ainda restará a ser absorvido pelo organismo imediatamente após 18 horas de sua ingestão? E após t horas? 7. Segundo a lei do resfriamento de Newton. a partir do instante em que o corpo foi colocado no ambiente. b) Considerando Øn 2 = 0. Vinte minutos depois. t é o tempo medido em horas. Considere uma xícara contendo café. a temperatura do café se reduziu à metade. depois de a xícara ter sido colocada na sala.

Para atender às solicitações que seguem.Matemática I 8. o locutor informa: "Atenção. Pede-se que mantenham a calma. considerando que. No programa de rádio HORA NACIONAL. 50% da população do país já conhecia a informação. b) Calcule em quantas horas 90% da população tem acesso à notícia. suponha que o número de pessoas que tenha acesso a essa informação. Acabamos de receber uma notificação da defesa civil do País alertando para a chegada de um furacão de grandes proporções nas próximas 24 horas. a) Calcule o percentual da população que tomou conhecimento da notícia no instante de sua divulgação. uma vez que os órgãos do governo já estão tomando todas as providências cabíveis". quando transcorridas t horas após a divulgação da notícia. em 1 hora após a notícia. seja dado pela expressão sendo t µ 0 e P a população do País. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 107 . senhores ouvintes.

Suponha que o preço de um automóvel tenha uma desvalorização média de 19% ao ano sobre o preço do ano anterior.000.600 e F(1999)=2. 11. é importante obter um modelo matemático capaz de estimar o número de assinantes residenciais da Internet do Brasil em datas diferentes das fornecidas.Matemática I 9. em milhares. b) o tempo mínimo necessário. calcule.477. o preço após t anos. a estimativa do número de assinantes no ano de 2003. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 108 . após a saída da fábrica. use: log 2 ¸ 0. Para isso. 10. em número inteiro de anos. por uma função exponencial do tipo mostrado abaixo do gráfico em que t é o ano. nos últimos cinco anos. é a base do sistema neperiano de logaritmos. em centenas de milhares. aproxima-se o número anual de assinantes.718. e=2. A partir desses dados.. b) Determine todos os valores reais de m para os quais a equação f(x) = m + 1 não tem solução real x.4. Considere função dada por f(x)= 3£Ñ®¢ + m 3Ñ + 1. em milhares.301 e log 3¸0. O gráfico a seguir ilustra o número de assinantes residenciais da Internet no Brasil.. a) Quando m = . determine os valores de x para os quais f(x) = 0. A e k são constantes a serem determinadas. para que um automóvel venha a valer menos que 5% do valor inicial. caso exista. desprezando a parte fracionária de seu resultado. Se necessário. Se F representa o preço inicial (preço de fábrica) e p (t). Considerando que F(1998)=1. pede-se: a) a expressão para p (t).

b) Considerando que um objeto recebe 15 luxes. 13. O referido corpo foi colocado em um congelador com temperatura de -18°C. e ‘ e ’ são constantes. calcule a distância entre a lâmpada e esse objeto. de um objeto situado a x metros de uma lâmpada. sabendo que um objeto a 1 metro de distância da lâmpada recebe 60 luxes e que um objeto a 2 metros de distância recebe 30 luxes. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 109 . em graus Celsius. no instante t. onde a variável t é dada em anos e a e b são constantes.40]. b) Qual o tempo mínimo para que a população se reduza a 1/8 da população inicial? c) Esboce o gráfico da função F(t) para tÆ[0. 14. a) Calcule os valores numéricos das constantes a e b. b) Determine o valor de t para o qual a temperatura do corpo no congelador é apenas (2/3)°C superior à temperatura ambiente. dado em minutos. a) Encontre os valores numéricos das constantes ‘ e ’. O processo de resfriamento de um determinado corpo é descrito por: onde T(t)é a temperatura do corpo. suposta constante.Matemática I 12. TÛ é a temperatura ambiente. em luxes. a) Encontre as constantes a e b de modo que a população inicial (t=0) seja igual a 1024 indivíduos e a população após 10 anos seja a metade da população inicial. Suponha que o número de indivíduos de uma determinada população seja dado pela função: F(t)=a. A função L(x) = aeöÑ fornece o nível de iluminação.2ö . Um termômetro no corpo indicou que ele atingiu 0°C após 90 minutos e chegou a -16°C após 270 minutos.

em IR. a equação IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 110 . conforme figura. período) ele deverá se encontrar no ponto A. no ponto A‚. Deste modo. a cada minuto. a) Calcule a distância percorrida pelo objeto ao final dos 10 primeiros minutos. ao final do primeiro minuto (1¡. assim. Suponhamos que a velocidade se reduza linearmente em cada período considerado. Considere como sendo de 800 metros a distância entre A e B. sua distância ao ponto B é inferior a 1 metro. Resolva. no ponto Aƒ. 16. período). ao final do terceiro minuto (3¡. em direção ao ponto B. nesse instante. sucessivamente.Matemática I 15. Um objeto parte do ponto A. ao final do segundo minuto (2¡. a metade da distância que o separa do ponto B. e. a partir do instante t = 0. b) Construa o gráfico da função definida por "f(t) = distância percorrida pelo objeto em t minutos". período). no instante t = 0. Constate que. percorrendo.

A inflação anual de um país decresceu no período de sete anos. Determine a taxa de inflação desse país no quarto ano de declínio. Esse fenômeno pode ser representado por uma função exponencial do tipo f(x) = a.bÑ. Resolva o sistema ý3Ñ + 3Ò = 36 þ ÿ3Ñ ® Ò = 243 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 111 . Determine uma das soluções da equação 18. conforme o gráfico a seguir. 19.Matemática I 17.

de acordo com a função P(t) = P³eÑ . a) 7Ѥ + 7Ñ£ + 7Ñ¢ = 57 b) (1/3)Ñ + (1/3)Ñ®¢ . a) Ao resolver uma questão. Em um experimento com uma colônia de bactérias.3.500 bactérias. caso exista. que satisfaz à inequação: 21.(1/3)Ñ£ = -207 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 112 . 22.2Ñ®£ = 32. 24. Suponha que no tempo inicial (t = 0) existiam nessa cidade 100 000 ratos e 70 000 habitantes.Matemática I 20. x é uma constante positiva e P(t) é a população t minutos após o início do experimento. é: 23. b) Sem cometer o mesmo erro que José.000 bactérias vinte minutos após o início do experimento e. 25. levando-o a essa conclusão absurda. determinando os correspondentes valores de x. O valor de x. Calcule o valor de P³/100. dez minutos mais tarde. Duas funções f(t) e g(t) fornecem o número de ratos e o número de habitantes de uma certa cidade em função do tempo t (em anos). havia 8. após 5 anos. num período de 0 a 5 anos. Resolva as equações exponenciais. Determinar o valor de x na equação 5Ñ®¢ + 5Ñ + 5Ñ¢ = 775. respectivamente. inteiro e positivo." Identifique o erro que José cometeu em seu raciocínio. José apresentou o seguinte raciocínio: "Como 1/4>1/8 tem-se (1/2)£>(1/2)¤ e conclui-se que 2>3. em que P³ é a população inicial. b) O número de ratos que haverá por habitante. determine o menor número m. observou-se que havia 5. Suponha que a população da colônia cresce exponencialmente. que satisfaz a equação 2£Ñ®¢ . que o número de ratos dobra a cada ano e que a população humana cresce 2 000 habitantes por ano. desprezando a parte fracionária de seu resultado. Pede-se: a) As expressões matemáticas das funções f(t) e g(t).

IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 113 . 0 < a < 1. Considere a equação 2Ñ + m2£Ñ . Seja a. 28.2m . b) Encontre todos os valores de m para os quais a equação tem uma única raiz real.2 = 0. a) Resolva essa equação para m = 1. onde m é um número real. Determine os valores de x tais que f(x) seja menor do que 8.Matemática I 26. Resolva a inequação exponencial a£Ñ®¢ > (1/a)Ѥ. 27. um número real dado. Seja uma função f definida como mostra a função a seguir .

pois falas como essa inibem o aprendizado do aluno e retiram a beleza da Matemática. medir a energia liberada por um terremoto. ele não serve para nada.Matemática I 7. Ele é considerado o inventor dos logaritmos. efetuar multiplicações ou divisões entre números muito grandes era um processo bastante dispendioso em termos de tempo. Já antes dos logaritmos. sendo assim. aluno de licenciatura. 7. a simplificação das operações era realizada através das conhecidas relações trigonométricas. mas procurar conhecer é essencial na atividade de um professor. calcular o PH de uma substância. surgiram para realizar simplificações. provocada pela prostaférese. que relacionam produtos com somas ou subtrações. muito embora outros matemáticos da época também tenham trabalhado com ele. uma vez que transformam multiplicações e divisões nas operações mais simples de soma e subtração. era relativa e. Napier foi um dos que impulsionaram fortemente seu desenvolvimento. com logaritmo conseguimos calcular o nível sonoro de uma onda. Ninguém conhece todas as aplicações de um determinado conteúdo. perto do início do século XVII. sendo largamente utilizado numa época em que as questões relativas à navegação e à astronomia estavam no centro das atenções. que embora lecionem este conteúdo. como instrumento de cálculo. você entrará em contato com uma teoria fascinante.1. Cuidado. Por exemplo. e com simplificadora de alguns cálculos problemáticos da própria Matemática. Neste capítulo. A simplificação. FUNÇÃO LOGARÍTIMICA Prezado Aluno. com aplicações em diversas áreas. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo John Napier (1550-1617) 114 . De fato. Uma Breve História Os logaritmos. É comum escutarmos de alguns professores de Matemática do Ensino Médio que ensinam logaritmo. e outras aplicações que você verá com maior detalhe ao longo deste capítulo. o problema ainda permanecia. Esse processo de simplificação das operações envolvidas passou a ser conhecido como prostaférese.

ao produto de dois termos da primeira progressão. Napier escolheu para razão o número b = 1 − 1 = 0. … os termos da progressão aritmética 1. evitando erros muito grosseiros. bm. 13 na primeira linha corresponde a 8192 na segunda. como 8+5=13. Considerando. ele multiplicava cada potência 1   por 10 . 2.Matemática I O método de Napier baseou-se no fato de que associando aos termos de uma progressão geométrica b. 5. ao que parece. Bürgi empregou uma razão um pouco maior do que 1. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 115 . Então. qual seja 1.. n.0001=1+10-4.. para ser possível usar interpolação e preencher as lacunas entre os termos na correspondência estabelecida. o logaritmo de Napier de 10 7 é 0 e o de 10 7 1 −   1   é 1. . PA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 PG 2 4 8 16 32 64 128 256 512 1024 2048 4096 8192 16394 Para efetuar. bn. 32 na segunda linha corresponde a 5 na primeira. b2. 3. 4. basta observar que: • • 256 na segunda linha corresponde a 8 na primeira.bp. 256 x 32. 256x32=8192 resultado esse que foi encontrado através de uma simples operação de adição.. b3. . • • Assim. de forma independente. por exemplo.. por exemplo. Assim. O primeiro termo de sua PG era 108 e ele desenvolveu uma tabela com 23027 termos. b5. está associada a soma m+p dos termos correspondentes na segunda progressão.9999999 . 10 7  Enquanto Napier trabalhava com uma progressão geométrica onde o primeiro termo era 107. se N = 10 1 − 7  . A fim de que os números da progressão geométrica estivessem bem próximos.b e a razão b. para evitar decimais. Bürgi também lidava com o problema dos logaritmos. b4. Então. . ele chamava L de "logaritmo" do  10  7 7 L número N. que é bem 10 7 próximo de 1. … . Segundo Eves.

com que sinais de potência S watts podem passar por um canal de comunicação. um estudo das propriedades da função logarítmica e de sua inversa. nunca morrerá pela simples razão de que as variações exponencial e logarítmica são partes vitais da natureza e da análise. que permite a passagem. com o desenvolvimento da Teoria da Informação. O ensino dos logaritmos. Ainda segundo Eves. dos sinais de freqüência até B hertz. é dada por: S Cmáx = B log 2   N Dessa forma. durante anos ensinou-se a calcular com logaritmos na escola média ou no início dos cursos superiores de Matemática. A função logarítmica. os logaritmos claramente assumem um papel fundamental. permanecerá sempre uma parte importante do ensino da Matemática. elaboraram tábuas de logaritmos mais úteis de modo que o logaritmo de 1 fosse 0 e o logaritmo de 10 fosse uma potência conveniente de 10.2. Os produtos da grande invenção de Napier tornaram-se peças de museu. ou seja. Shannon descobriu que a velocidade máxima Cmáx . os famosos construtores de réguas de cálculo de precisão estão desativando sua produção e célebres manuais de tábuas matemáticas estudam a possibilidade de abandonar as tábuas de logaritmos. pois constituem uma ferramenta essencial no contexto da moderna tecnologia 7. ninguém mais em sã consciência usa uma tábua de logaritmos ou uma régua de cálculo para fins computacionais. Hoje. está desaparecendo das escolas. Napier. também por muitos anos a régua de cálculo logarítmica foi o símbolo do estudante de engenharia do campus universitário.Matemática I Como Napier. nascendo assim os logaritmos briggsianos ou comuns. Recentemente. porém. porém. Posteriormente.em bits por segundo . a função exponencial. com o advento das espantosas e cada vez mais baratas e rápidas calculadoras. sem distorção. produzindo um ruído de potência máxima N watts. como um instrumento de cálculo. Bürgi considerou uma PG cuja razão era muito próxima de 1. a fim de que os termos da seqüência fossem muito próximos e os cálculos pudessem ser realizados com boas aproximações. juntamente com Briggs. Conseqüentemente. no século XX. Definição de Logaritmo “A base do Logaritmo elevada ao logaritmo é igual ao logaritmando” log b a = c bc = a IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 116 . os logaritmos dos dias de hoje.

Propriedades em Consequencia da Definição 7. O Logaritmo de “1” em qualquer base válida é igual a zero.3. Exemplo: log 3 1 = log 7 1 = log 1 1 = 0 5 7. 7.1.3. Base real elevada a um expoente logarítmico onde a base do logaritmo coincide com a base real. A base do logaritmo deve ser maior que zero e diferente de 1. Quando a base do Logaritmo coincide com o logaritmando a solução é o expoente do logaritmando Exemplo: log 7 713 = 13 7.3.4. Igualdade de logaritmos de mesma base equivale a igualdade de seus logaritmandos Exemplo: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 117 .3.3.2.3. a solução é o logaritmando Exemplo: 2 log 2 5 = 5 7.Matemática I Condição de Existência do Logaritmo O Logaritmando deve ser maior que zero.

5. 7.4.1.1.5.3. Propriedade da Potência log c (a ) = n log c a n 7.4.Matemática I log 3 (2 x + 3) = log 3 ( x + 9 ) (2 x + 3) = (x + 9 ) 2x − x = 9 − 3 x=6 7. Logaritmos Especiais É importante conhecermos a grafia destes logaritmos que ao longo do tempo receberão uma representação diferenciada. Propriedade do Produto log c (a + b ) = log c a + log c b 7. O Logaritmo Decimal É o logaritmo onde a base é o número natural “10 (dez)” . Propriedade do Quociente a log c   = log c a − log c b b 7.2. log a = log10 a IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 118 .4. Propriedades Operatórias de Logaritmo 7.4.

Inicialmente.718.Matemática I 7. ou seja. lna = log e a 7. aplicando a propriedade do quociente IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 119 . fazemos log do antigo logaritmando na base desejada. Mudança de Base de um Logaritmo Podemos mudar a base do logaritmo para qualquer base que desejarmos.3 e log 3= 0. O Logaritmo Neperiano É o logaritmo onde a base é o número irracional “e = 2.3. sendo que tem que ser uma base válida.. Veja o exemplo: Calcule log 2 15 . mudando para a base decimal log 2 15 = log 15 log 2 30 . positiva e diferente de 1.5.48.. adotando log 2 = 0. Cologaritmo Co log c a = (− 1) log c a 7.2.5. temos: 2 Trocando 15 por  30  log   2 log 2 15 = log 2 Agora.” conhecido como número de Euler. sobre log da antiga base na base desejada. A mudança é feita da seguinte forma Para converter log b a para base “c” log b a = log c a log c b Ou seja.6.

7. encontramos: log 2 15 = 0.18 = ≅ 3. temos: log(3 x10 ) − log 2 log 2 log 3 + log 10 − log 2 log 2 15 = log 2 log 2 15 = Aplicando os valores aproximados de logaritmo decimal de “2” e logaritmo decimal de “3”. x = -4 (− 4)2 + (− 4) − 4 > 0 16 − 8 > 0 8 > 0(verdadeiro ) x=3 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 120 .Matemática I log 2 15 = log 30 − log 2 log 2 Fatorando o logaritmando “30” . Exemplo 1: log 2 x 2 + x − 4 = 3 Condição de Existência x 2 + x − 4 > 0 Resolvendo temos ( ) { x 2 + x − 4 = 23 Logo.93 0.48 + 1 − 0.3 0.3 1. Equações Logarítmicas Antes de iniciar a solução de uma equação logarítmica é muito importante montar sua condição de existência. x = -4 ou x = 3 Testando as raízes.3 7. e observando que temos a propriedade de logaritmando igual a base do logaritmo. Nos exemplos abaixo era será registrada antes do início de cada solução.

Matemática I (3)2 + (3) − 4 > 0 9 −1 > 0 1 > 0(verdadeiro ) Logo. log 2 x = −3 log 2 x = 5 x = 25 x = 32 x=2 x= 1 8 −3 Testando as raízes na condição de existência. o conjunto solução é S =  . Obtemos uma simples equação quadrática: 2 y 2 − 2 y − 15 = 0 Onde suas raízes são y = -3 e y = 5 Retornando ao artifício temos. log 4 x + log 4 4 −2=0 log 4 x 1 −2=0 log 4 x 121 log 4 x + IFES – Instituto Federal do Espírito Santo . o conjunto solução é S = {− 4.3} Exemplo 2: (log 2 x ) − 2 log 2 x − 15 = 0 Condição de Existência {x > 0 Vamos utilizar o artifício de trocar momentaneamente log 2 x = y .32 Exemplo 3: log 4 x + log x 4 − 2 = 0 Condição de Existência  1 8   x > 0 x ≠ 1 Vamos mudar para “4” a base do segundo logaritmo. temos: 1 > 0(verdadeiro ) 8 32 > 0(verdadeiro ) Logo.

8. Para existirem os logaritmos. a solução pode ser obtida impondo-se que log a f ( x ) < log a g ( x ) ⇒ 0 < f ( x ) < g ( x ) • A base está entre 0 e 1. Inequações Logarítmicas a) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre logaritmos de mesma base Existem dois casos para serem considerados: • A base é maior que 1. a relação desigualdade entre f ( x ) e g ( x ) tem o mesmo sentido que a desigualdade entre os logaritmos. Nesse caso. Então a solução pode ser obtida impondo-se que: log a f ( x ) < log a g ( x ) ⇒ f ( x ) > g ( x ) > 0 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 122 . Obtemos uma simples equação quadrática: y2 − 2 y +1 = 0 Onde sua única raiz é y = 1 Retornando ao artifício temos: log 4 x = 1 x = 41 x=4 Testando a raíz na condição de existência. temos: (log 4 x )2 − 2 log 4 x + 1 = 0 Vamos utilizar o artifício de trocar momentaneamente log 4 x = y . a relação de desigualdade entre f ( x ) e g ( x ) tem sentido contrário ao da desigualdade entre os logaritmos. temos: 4 > 0(verdadeiro ) 4 ≠ 1(verdadeiro ) Logo.Matemática I Retirando o MMC (mínimo múltiplo comum). devemos impor também que f ( x ) e g ( x ) sejam positivos. Para existirem os logaritmos. o conjunto solução é S = {4} 7. Então. devemos impor também que f ( x ) e g ( x ) sejam positivos. Nesse caso.

Matemática I Exemplo 1: log 3 (2 x − 5) < log 3 x Condições: 0 < (2 x − 5) < x Logo. Veja nos exemplos abaixo: Exemplo 1: log 2 (2 x − 1) < 4 log 2 (2 x − 1) < log 2 2 4 Condições: 0 < (2 x − 1) < 16 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 123 . resulta-se: x>2 S = {x ∈ R / − 2 < x < −1 ou x > 2} b) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre um logaritmo e um número real Para resolver uma equação deste tipo log a f (x ) > k ou log a f (x ) < k Basta substituir “k” por log a a r . resulta-se: 5   S =  x ∈ R / < x < 5 2   Exemplo 2: log 1 x 2 < log 1 ( x + 2 ) 2 2 Condições: x 2 > x + 2 > 0 Logo. assim. retornaremos numa equação do tipo da letra (a) deste tópico. temos: x + 2 > 0 ⇒ x > −2 x 2 > x + 2 ⇒ x 2 − x − 2 > 0 ⇒ x < −1 ou Da interseção dos intervalos acima. temos: (2 x − 5) > 0 ⇒ x > 5 2 (2 x − 5) < x ⇒ x < 5 Da interseção dos intervalos acima.

temos: x 2 − 8 x > 0 ⇒ x < 0 ou 2 2 x>8 x − 8 x < 9 ⇒ x − 8 x − 9 < 0 ⇒ −1 < x < 9 Da interseção dos intervalos acima.Matemática I 1 17   S = x ∈ R / < x <  2 2  Exemplo 2: log 1 x 2 − 8 x > −2 3 ( ( ) 1 log 1 x 2 − 8 x > log 1   3 3 3  ) −2 Condições: 0 < x 2 − 8 x < 9 Logo. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 124 . Veja o exemplo da função f ( x ) = log10 ( x ) O Gráfico da função logarítmica é decrescente quando a base esta no intervalo 0 < x < 1 .9. Gráfico de uma função Logarítmica O Gráfico da função logarítmica é crescente quando a base é maior que “1”. resulta-se: S = {x ∈ R / − 1 < x < 0 ou 8 < x < 9} 7.

Esta lei pode ser aplicada a diversas formas de percepção. O médico Gustav Fechner (inventor do termo psicofísica) modificou essa lei. intensidade luminosa. cores e diversos outros aspectos da percepção A lei de Weber-Fechner é dada pela expressão  I  NS = 10 log  I   0 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 125 . mas ela pode ser percebida em diversos fenômenos da percepção.10. Relações semelhantes se aplicam à percepção de intensidade sonora. Para isso apresentaram estímulos variáveis a diversos indivíduos para determinar o funcionamento quantitativo de diversos tipos de percepção.10. quando suas freqüências variam exponencialmente. A relação entre 440 Hz e 880 Hz é percebida como um intervalo igual de uma oitava. a relação entre as freqüências de 220 Hz e 440 Hz é percebida como um intervalo de uma oitava. Aplicações da Função Logarítmica 7.1. na percepção de alturas. mesmo que a distância real entre as freqüências não seja igual. Não se sabe ao certo a causa neurológica dessa lei.Matemática I Veja o exemplo da função f ( x ) = log 1 ( x ) 2 7. Nível Sonoro Pierre Bouguer (1760) e depois Ernst Heinrich Weber (1831) estudaram a menor variação perceptível para determinados estímulos. as pessoas percebem intervalos iguais. para que ela se tornasse válida aos valores extremos do estímulo: "a sensação varia como o logaritmo da excitação". Por exemplo. A lei de Bouguer-Weber estipulava que o limiar sensorial (a menor diferença perceptível entre dois valores de um estímulo) aumenta linearmente com o valor do estímulo de referência. Por exemplo.

fica retida no fundo do planeta e não chega à superfície quando um terremoto ocorre. Grande parte dessa energia. a pontuação 7 na escala Richter equivale à maior bomba termonuclear já testada pelo homem. no entanto. do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia). é uma forma de medir a magnitude dos terremotos com base nas ondas sísmicas que se propagam a partir do local de origem do tremor no subsolo.Nível Sonoro (dB) I .9. Os efeitos de um terremoto obviamente dependem. a energia gerada seria parecida com a da explosão de um meteorito de 20 km ao atingir a Terra. Com magnitudes entre 7 e 7. na prática. No nível 10. Os primeiros danos aparecem em magnitudes entre 4 e 4.Intensidade Mínima Auditiva “limiar auditivo” (W/m2) I 0 = 10 −12 W / m 2 7.10. a diferença de um terremoto 7 para um 8 equivale a 32 vezes mais energia.Registro na Escala Richter (dB) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 126 . não tem limites. mas terremotos com magnitude 10 ou superior nunca foram registrados. A escala.passando de 7 para 8. com quebra de janelas e outros objetos.9.9. significa que uma variação de apenas um número na magnitude de um terremoto -. A escala Richter usa logaritmos como base matemática. Em relação à energia liberada pelo terremoto. e maior a pontuação na escala Richter.Matemática I NS . desenvolvida originalmente em 1935 por Charles Richter e Beno Gutenberg. entre outras coisas. (1-1) r= 2  E log  3  E0    r . Escala Richter A escala Richter.Intensidade das ondas sonoras do ambiente (W/m2) I 0 . por exemplo -. só sismógrafos são capazes de detectar o tremor. em princípio. Quanto maior a energia liberada pelo terremoto. Até a magnitude 1. de sua magnitude na escala Richter.na verdade significa um aumento de dez vezes na amplitude.2. por exemplo. maior a amplitude do movimento do solo causada por ele. Beno Gutenberg Charles Richter (1-1) Nas estimativas de energia liberada no interior do planeta pelos tremores. prédios podem sair de suas fundações e rachaduras aparecem no solo. o que.

1. depois de a xícara ter sido colocada na sala. Considere uma xícara contendo café.7 e Øn 3 = 1. estabeleça o tempo aproximado em que. a temperatura T de um corpo colocado num ambiente cuja temperatura é T³ obedece à seguinte relação: Nesta relação. a temperatura do café passa a ser de 40°C. T é medida na escala Celsius. colocada numa sala de temperatura 20°C. a partir do instante em que o corpo foi colocado no ambiente. Segundo a lei do resfriamento de Newton. b) Considerando Øn 2 = 0.Energia Liberada registrada (W/m2) E0 . t é o tempo medido em horas. inicialmente a 100°C.Matemática I E .Energia Mínima Percebida (W/m2) I 0 = 10 −12 W / m 2 Atividades 1. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 127 . e k e c são constantes a serem determinadas. a) Calcule a temperatura do café 50 minutos após a xícara ter sido colocada na sala. a temperatura do café se reduziu à metade. Vinte minutos depois.

de um objeto situado a x metros de uma lâmpada. b) No plano cartesiano a seguir. a) Seja f : IR ë IR*ø uma função do tipo f(x) = k . Determine a inversa da função f. o preço após t anos.+¶[ ë IR. definida por f(x) = log‚ (x). b) Considerando que um objeto recebe 15 luxes. 3. b) o tempo mínimo necessário. Se F representa o preço inicial (preço de fábrica) e p (t). 4). A função L(x) = aeöÑ fornece o nível de iluminação. sabendo que um objeto a 1 metro de distância da lâmpada recebe 60 luxes e que um objeto a 2 metros de distância recebe 30 luxes. seu domínio e contra-domínio. use: log 2 ¸ 0. o gráfico da função g : ]0. 4. definida por g(x) = log‚ (2x).477. Se necessário. pede-se: a) a expressão para p (t).301 e log 3¸0. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 128 . a) Calcule os valores numéricos das constantes a e b. aÑ cujo gráfico passa pelos pontos (2. calcule a distância entre a lâmpada e esse objeto. Suponha que o preço de um automóvel tenha uma desvalorização média de 19% ao ano sobre o preço do ano anterior. em número inteiro de anos. em luxes. neste mesmo plano cartesiano. fornecendo sua lei de formação. para que um automóvel venha a valer menos que 5% do valor inicial.Matemática I 2.+¶[ ë IR. 2) e (3. após a saída da fábrica. Construa. encontra-se representado o gráfico da função f : ]0.

Numa plantação de certa espécie de árvore. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 129 . calcule b + c + ad. e do diâmetro do tronco.4 m. em centímetros. b) A altura de uma árvore é 3. são dadas respectivamente pelas funções: a) Determine as medidas aproximadas da altura. das árvores no momento em que são plantadas. ¶ [ ë IR dada por f(x) = logƒ x. Sabendo que os pontos (a. 0). em centímetros. Determine o diâmetro aproximado do tronco dessa árvore. -’). 2) e (d.Matemática I 5. desde o instante em que as árvores são plantadas até completarem 10 anos. Seja f: ] 0 . (c. 6. as medidas aproximadas da altura e do diâmetro do tronco. ’) estão no gráfico de f. (b. em metros.

Se t = 1/logx.6. b) Essas duas populações serão iguais após um determinado tempo t. a relação entre m e M é dada aproximadamente pela fórmula M = m + 5 . A primeira. A estrela Rigel tem aproximadamente magnitude aparente 0. A área da região hachurada na figura A vale log³ t. 8. Em uma cidade. b) Demonstre que a soma das áreas das regiões hachuradas na figura B (onde t = a) e na figura C (onde t = b) é igual à área da região hachurada na figura D (onde t = ab). Já a magnitude absoluta da estrela é a magnitude aparente que a estrela teria se fosse observada a uma distância padrão de 10 parsecs (1 parsec é aproximadamente 3 × 10¢¤ km). de Rigel ao planeta Terra.2 e magnitude absoluta . 9. para t>1. é chamado de magnitude aparente da estrela.8. a) Encontre o valor de t para que a área seja 2. Admita que essas taxas de crescimento permaneçam constantes nos próximos anos.Matemática I 7. na Terra. As magnitudes aparente e absoluta de uma estrela são muito úteis para se determinar sua distância ao planeta Terra. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 130 . determine o valor de x. enquanto a segunda cresce 15% ao ano.1 milhões de habitantes. cresce 2% ao ano. Determine a distância. porém.d¡'¥©) onde d é a distância da estrela em parsecs. em quilômetros. O brilho de uma estrela percebido pelo olho humano. Sendo m a magnitude aparente e M a magnitude absoluta de uma estrela. medido em anos. calcule o número de habitantes das favelas daqui a um ano. logƒ (3 . a população que vive nos subúrbios é dez vezes a que vive nas favelas. a) Se a população que vive nas favelas e nos subúrbios hoje é igual a 12.

Matemática I
10. Em 2002, um banco teve lucro de um bilhão de reais e, em 2003, teve lucro de um bilhão e duzentos milhões de reais. Admitindo o mesmo crescimento anual para os anos futuros, em quantos anos, contados a partir de 2002, o lucro do banco ultrapassará, pela primeira vez, um trilhão de reais? (Obs.: use as aproximações Øn (1000) ¸ 6,907, Øn (1,2) ¸ 0,182.) 11. O preço p de um terreno daqui a t anos é estimado pela relação p = a . (b) . a) Se hoje o terreno vale R$ 80.000,00 e o valor estimado daqui a 10 anos é R$120.000,00, obtenha a e b. b) Se a estimativa fosse dada por p = a . (1,02) , daqui a quantos anos o preço do terreno dobraria? 12. Uma empresa estima que após completar o programa de treinamento básico, um novo vendedor, sem experiência anterior em vendas, será capaz de vender V(t) reais em mercadorias por hora de trabalho, após t meses do início das atividades na empresa. Sendo V(t) = A - B.3¾ , com A, B e n constantes obtidas experimentalmente, pede-se: a) determinar as constantes A, B e n, sabendo que o gráfico da função V é

b) admitindo-se que um novo programa de treinamento básico introduzido na empresa modifique a função V para V(t) = 55 - 24.3 , determinar t para V(t) = 50. Adote nos cálculos log 2 = 0,3 e log 3 = 0,5. 13. Paulo é pecuarista e possui um rebanho bovino de 1.200 cabeças, cuja taxa de crescimento anual é uma porcentagem representada por t. Paulo realizou a venda de 1.800 cabeças, comprometendo-se a entregar 1.000 no final de 1 ano e, as outras 800, no final de 2 anos. a) Determine t, considerando que, após a 2 entrega, não sobre cabeça alguma. b) Se log 2 = 0,3 e t = 25%, quantos anos aproximadamente o pecuarista levaria para fazer a 2 entrega?

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Matemática I
14. A população de uma cidade cresce aproximadamente 4,166...% ao ano, ou seja, 1/24 ao ano. Após quantos anos o número de habitantes dessa cidade será o dobro da sua população atual? São dados: log 2 = 0,30 e log 3 = 0,48. 15. Dada a equação x = (1 + y)¾, onde Øn x = 16 e Øn (1 + y) = 8, tal que x > 0 e y > -1, determine o valor de n. 16. Sabendo-se que

calcule o valor do menor inteiro a que satisfaz a inequação log… 6 + log† 7 + log‡ 8 + logˆ 5 < a. 17. Resolvendo o sistema ýlog x + log y = 5 þ ÿlog x - log y = 7 x e y assumirão que valores? 18. Seja a função f(x) = log [(1 - x)/(1 + x)]. Verifique que, se x e x‚ Æ (-1 , 1), a igualdade f(x) + f(x‚) = f[(x + x‚)/(1 + xx‚)] é verdadeira. 19. Resolva a equação do 2¡. grau (log‚ a) . x£ + (log‚ a) . x - 2 log‚ N = 0 na variável x, onde a e N são números estritamente positivos. ,

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Matemática I
20. Seja a função f dada por

Determine todos os valores de x que tornam f não-negativa. 21. Para b > 1 e x > 0, resolva a equação em x:

22. O número de bactérias numa cultura, depois de um tempo t, é dado pela função N(t) = N³ . eÑ , em que N³ é o número inicial de bactérias e x é a taxa de crescimento. Se a taxa de crescimento é de 5% ao minuto, em quanto tempo a população de bactérias passará a ser o dobro da inicial? Dado: Øn 2 = 0,6931

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IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 134 . depois de atingido o número de 88 ovelhas. estime a população das tribos indígenas do Brasil nos seguintes momentos: a) daqui a um ano. e que sua taxa de crescimento anual seja mantida em 3. De acordo com esses dados. Øn 3 = 1.Matemática I 23. Leia atentamente a reportagem a seguir. (Adaptado de "Veja". Submetidas a um tratamento especial.000 habitantes e crescem ao ritmo de 3. a) Calcule o número de ovelhas existentes após seis meses. UMA BOA NOTÍCIA Lançado na semana passada. na época do Descobrimento. 11/04/2001. o número N de ovelhas existentes após t anos pode ser estimado pela seguinte fórmula: N = 220 / [ 1 + 10 (0.5% ao ano. calcule a partir de quantos anos não haverá mais a necessidade de tratamento especial do rebanho.1 e Øn 5 = 1. quase o dobro da média do restante da população. é possível imaginar que a população indígena demoraria 60 anos para atingir o tamanho registrado em 1500. 24.81) ] Admita que a população de ovelhas seja capaz de se manter estável. Mantendo o atual ritmo de crescimento. sem esse tratamento especial.) Admita que a população indígena hoje seja de exatamente 350. b) Considerando Øn 2 = 0.7.000 habitantes. o livro "Povos Indígenas no Brasil 1996/2000" mostra que as tribos possuem hoje cerca de 350.6. utilizando a tabela de logaritmos a seguir.5%. Um grupo de 20 ovelhas é libertado para reprodução numa área de preservação ambiental. b) em 1500.

usuário do SI.30 e log 3 = 0. Calcule: a) o percentual do número de frutas que resta ao final das duas primeiras horas de venda. b) o valor de t. do seguinte modo: . Durante um período de oito horas. Um fabricante de equipamentos de informática. Considere a tabela de logaritmos na figura 2. diminui 10% em relação ao número de frutas da hora anterior.nas 8 .SI. Os prefixos kibi. Calcule o valor de p.48. anuncia um disco rígido de 30 gigabytes.nas t primeiras horas. mebi e gibi. supondo t = 2. acrescidos de bi. inicialmente. essa medida corresponde a p × 2¤¡ bytes. empregados para especificar múltiplos binários são formados a partir de prefixos já existentes no Sistema Internacional de Unidades . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 135 .IEC padronizou as unidades e os símbolos a serem usados em Telecomunicações e Eletrônica. Na linguagem usual de computação. . na barraca. a quantidade de frutas na barraca de um feirante se reduz a cada hora.Matemática I 25. primeira sílaba da palavra binário. A tabela na figura 1 indica a correspondência entre algumas unidades do SI e da IEC. admitindo que. entre outros. há. 32% das frutas que havia. 26. diminui sempre 20% em relação ao número de frutas da hora anterior. Considere log 2 = 0. ao final do período de oito horas. A International Electrotechnical Commission .t horas restantes.

15 30.38x£ + 52x . baseia-se no fato de que o isótopo do carbono 14 (C-14) é produzido na atmosfera pela ação de radiações cósmicas no nitrogênio e que a quantidade de C-14 na atmosfera é a mesma que está presente nos organismos vivos. C³ é a quantidade de C-14 para t = 0 e n é uma constante. através da respiração ou alimentação. Quando um organismo morre. respectivamente. por f(x) = -x¥ + 11x¤ . também.24 e g(x) = log(f(x)). Calcule o valor do número natural n que satisfaz a equação log³(0. a absorção de C-14.24 = 0 tem duas de suas raízes iguais a 2.1)¾ = . utilizada para determinar a idade de fósseis. a) Determine os valores das constantes K e n.1) + log³(0. 28. calcule a idade do fóssil no momento em que ele foi descoberto. onde t é dado em anos a partir da morte do organismo. a quantidade de C-14 medida foi de C³/32. A teoria da cronologia do carbono. Sabe-se que 5 600 anos após a morte. 29. que a relação entre y e x é estabelecida pela equação y = nx + log(K/2). No momento em que um fóssil foi descoberto. determine o domínio de g. Dadas as funções reais f e g definidas.x¥ + 11x¤ . e a quantidade de C-14 presente no fóssil é dada pela função C(t) = C³10¾ .. a quantidade de C14 presente no organismo é a metade da quantidade inicial (quando t = 0). A energia potencial elástica (E) e a variação no comprimento (ÐØ) de uma determinada mola estão associadas conforme a tabela: Sabe-se. sendo K a constante elástica da mola e n uma constante. + log³(0. cessa. b) Determine o valor de E para ÐØ = 3.Matemática I 27. Tendo em vista estas informações. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 136 . A equação ..1)£ + .38x£ + 52x .

1 ]. por dia. com x >1. para cada amigo que tinha no final de um dia. conforme elas informaram. use a desigualdade 1.(1/x) ] e b = log [ x + (1/x) . O valor da expressão numérica a seguir é um número inteiro. 33. Quantos amigos havia na lista de Ana em 1¡. 584 < log‚3 < 1. elas notaram que Ana tinha exatamente 128 vezes o número de amigos de Bia. Considere a = log [ x . expresse o logaritmo de 3Ñ na base 2Ò em função de x. vinte novos amigos entraram para a lista de Bia.x + (1/x) . Determine esse número. y e log‚3. 34. Sendo x e y números reais e y · 0. Determine log [ x£ . Já Bia disse que. de abril? b) Determine a partir de que dia o número de amigos de Bia passa a ser maior do que o número de amigos de Ana. No dia 1¡. três novos amigos entravam para sua lista de amigos no dia seguinte. de abril de 2005. para cada amigo que tinha no final de um dia.(1/x£) ] em função de a e b. cinco novos amigos entravam para sua lista no dia seguinte. Se precisar. 585.Matemática I 31. 32. Ana e Bia participam de um site de relacionamentos. Suponha que nenhum amigo deixe as listas e que o número de amigos aumente. Ana informou que. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 137 . a) No dia 2 de abril de 2005.

Os habitantes de um certo país são apreciadores dos logaritmos em bases potência de dois. Com base nessas informações. x = logÙ a. enquanto o "Banco ZAG" trabalha com a taxa (mensal) S=log‚15. 36. Com base nesta tabela. qual a solução encontrada? Obs.Matemática I 35. um número real positivo. b) responda em qual dos bancos um cidadão desse país. buscando a menor taxa de juros. a tabela a seguir fornece valores aproximados para nÑ e nÑ. a) estabeleça uma relação entre T e S. 37. define-se logaritmo de a na base y como o número real x tal que yÑ = a.: considere o logaritmo na base 1/2. determine uma boa aproximação para: a) o valor de n. o "Banco ZIG" oferece empréstimos com a taxa (mensal) de juros T=logˆ225. Nesse país. Justifique. b) o valor de logŠ (1/10). ou seja. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 138 . Resolvendo a inequação logarítmica log (x-3)µ3. deverá fazer empréstimo. Dados a e y números reais positivos. Para n · 1. y · 1.

b) Calcule os valores aproximados de log³(3.Matemática I 38. a) Escreva os valores dos log³(x).04). Uma peça metálica foi aquecida até atingir a temperatura de 50 °C. determine em quantos minutos a peça atingirá a temperatura de 35 °C. 39.7. sua temperatura (em graus Celsius) será igual a Usando a aproximação Øn 2 ¸ 0. a peça resfriará de forma que. log³(3010) e log³(302). A partir daí. após t minutos. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 139 . A tabela mostra 3 números com as correspondentes mantissas de seus logaritmos na base 10.

) b) Determine aproximadamente quantos habitantes tinha o país em 1950. em função do tempo t (em anos). a) De acordo com esse modelo matemático. para 0 ´ t ´ 80. tais que log³‘=0. a população. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 140 . de um pequeno país. aproximadamente. admitindo que p(80) = 17. em milhões de habitantes.5 e log³’=0. Com base no gráfico.Matemática I 40. Sejam ‘ e ’ constantes reais. Um esboço do gráfico dessa função. dê o conjunto solução da inequação p(t) µ 15 e responda. onde ‘’ indica o produto de ‘ e ’. a partir de 1950 (t = 0). a) Calcule log³ ‘’. (Use as aproximações logƒ2 = 0. justificando sua resposta. b) Determine o valor de x Æ IR que satisfaz a equação 41.4.7. com ‘ > 0 e ’ > 0.6 e logƒ5 = 1. A função a seguir expressa. é dado na figura. para quais valores de k a equação p(t) = k tem soluções reais. para 0 ´ t ´ 80. calcule em que ano a população atingiu 12 milhões de habitantes.

Matemática I 42. (Use as aproximações log‚(3) = 1. fornece uma estimativa para o aumento da temperatura média da Terra (em relação àquela registrada em 1870) no ano (1880 + x). x µ 0. Com base na função. Use as aproximações log 2 = 0. utilizando essa função. A temperatura média da Terra começou a ser medida por volta de 1870 e em 1880 já apareceu uma diferença: estava (0.01) °C (graus Celsius) acima daquela registrada em 1870 (10 anos antes). em algumas atividades econômicas. A função com x em anos. em que ano o consumo de água quadruplicou em relação ao registrado em 1900. Determine.3 e log 5 = 0. em km¤.7. do ano 1900 (x = 0) ao ano 2000 (x = 100).6 e log‚(5) = 2. fornece aproximadamente o consumo anual de água no mundo. A função com t(x) em °C e x em anos. determine em que ano a temperatura média da Terra terá aumentado 3°C. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 141 .3) 43.

e T(ext) é a temperatura externa (que supomos constante durante toda a viagem). log³ 3 ¸ 0. em que R’ é a medida do ruído.30. Em seguida. enquanto o tráfego em uma esquina movimentada de uma grande cidade atinge 80 decibels. Empregue essa fórmula para determinar a intensidade sonora máxima que o ouvido humano suporta sem sofrer qualquer dano. a unidade mais usada para medir ruídos é o decibel.64) miligramas. O ruído dos motores de um avião a jato equivale a 160 decibels. partindo de uma quantidade inicial de Q³ miligramas. Admita que. 45. Se necessário. 46. que equivale a um décimo do bel. b) Usando a fórmula dada no enunciado ou aquela que você obteve no item (a). responda às questões.30. No Brasil. use log³ 2 ¸ 0.48 e log³ 5 ¸ 0.Matemática I 44. em bels. b) Calcule o tempo gasto. a) Calcule a temperatura no interior do ônibus transcorridas 4 horas desde a quebra do sistema de ar condicionado. o tempo transcorrido. Utilize log³ 2 = 0. em decibels. em W/m£. A função que descreve a temperatura (em graus Celsius) no interior do ônibus em função de t. calcule a razão entre as intensidades sonoras do motor de um avião a jato e do tráfego em uma esquina movimentada de uma grande cidade. a partir do momento da quebra do ar condicionado. para que a temperatura subisse 4 °C. a) Escreva uma fórmula que relacione a medida do ruído Rd’. desde a quebra do ar condicionado. b) o tempo necessário para que a quantidade inicial da droga fique reduzida à metade. após t horas a quantidade da droga no sangue fique reduzida a Q(t) = Q³(0. Sabendo que T³ = 21 °C e T(ext) = 30 °C. Determine: a) a porcentagem da droga que é eliminada pelos rins em 1 hora. em horas. com a intensidade sonora I. esboce o gráfico de T(t). e I é a intensidade sonora.70. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 142 .é onde T³ é a temperatura interna do ônibus enquanto a refrigeração funcionava. que é o limite a partir do qual o ruído passa a ser nocivo ao ouvido humano. em W/m£. Uma droga na corrente sangüínea é eliminada lentamente pela ação dos rins. O sistema de ar condicionado de um ônibus quebrou durante uma viagem. A escala de um aparelho de medir ruídos é definida como R’ = 12 + log³ I.

50.477].000. com juros capitalizados anualmente. Um capital de R$12.08 e ln(1.00 é aplicado a uma taxa anual de 8%.301 e log³3 = 0. Resolva a inequação (16 . encontre: a) O capital acumulado após 2 anos. b) O número inteiro mínimo de anos necessários para que o capital acumulado seja maior que o dobro do capital inicial. 49. Suponha que a taxa de juros de débitos no cartão de crédito seja de 9% ao mês. Considerando que não foram feitas novas aplicações ou retiradas.09) ¸ 0. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 143 .2) > 0. use log³ 2 = 0. sendo calculada cumulativamente.x£) .09. Em quantos meses uma dívida no cartão de crédito triplicará de valor? (Dados: use as aproximações ln(3) ¸ 1. b) Determine os valores de x para os quais f(x) > 2. É dada a função f definida por: f(x) = log‚x .log„(x-3) a) Determine os valores de x para os quais f(x) ´ 2.) 48. logƒ (x .Matemática I 47. [Se necessário.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 144 .

chegou a ser chamado de príncipe da Matemática. Existem relatos do uso de progressões no papiro de Ahmés (século XVII a.). contribuindo de vez para a introdução dos cálculos sobre progressões.. Definição de Progressão Aritmética É uma sequência numérica onde cada termo pode ser encontrado adicionando ao termo anterior uma constante (razão da P.C.11.C. Os juros simples podem ser relacionados às progressões aritméticas e os juros compostos estão diretamente ligados às progressões geométricas. PROGRESSÕES Neste capítulo estudaremos duas sequências numéricas importantes.5.A..).) estabeleceram em seus trabalhos regras relacionadas às progressões.1. pois cada termo da sequência é uma média aritmética dos termos vizinhos: an = an +1 + an−1 2 Observe a progressão P.) e o hindu Aryabhata (499 d. Matemáticos como Euclides de Alexandria (século III a. as progressões aritméticas e progressões geométricas. Gauss (1777 – 1855) foi um dos maiores gênios da Matemática. 8. Chamamos essa progressão de P. eles concluíram que a vibração das cordas produzia uma frequência que formava uma sequência numérica.1. As sequências numéricas criadas por Fibonacci davam continuidade aos estudos e de alguma forma as progressões estavam presentes em diversas pesquisas. As progressões representam uma importante ferramenta.Matemática I 8.1.A (2. Progressão Aritmética 8.C.) a2 = a1 + a3 2 + 8 10 = = =5 2 2 2 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 145 .8. os Pitagóricos também deram a sua contribuição através dos estudos do som.A). pois sua aplicabilidade se encontra em situações relacionadas à Matemática Financeira.C. Diofanto (século III d.

8.).11.A.3..A.5.A pode ser encontrada pela diferença de um termo e seu antecessor na sequência numérica r = an − an −1 Utilizando novamente a sequência P.A (2.. pode ser encontrado pelo modelo an = a1 + (n − 1)r Com esse modelo podemos encontrar qualquer termo da P. que desejamos.5.1.Matemática I a3 = a 2 + a 4 5 + 11 16 = = =8 2 2 2 8. Termo Geral da P.A Siga esse raciocínio lógico a2 = a1 + r a3 = a2 + r = a1 + r + r = a1 + 2r a4 = a3 + r = a1 + 2r + r = a1 + 3r a5 = a4 + r = a1 + 3r + r = a1 + 4r Logo podemos concluir que qualquer termo da P.11...A (2. é uma constante.) r = a2 − a1 = 5 − 2 = 3 r = a3 − a 2 = 8 − 5 = 3 r = a4 − a3 = 11 − 8 = 3 Vemos que realmente que a razão da P.A.2. encontre o termo a200 Substituindo temos a200 = 2 + (200 − 1)3 a200 = 2 + (199)3 a200 = 2 + 597 a200 = 599 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 146 .A A razão da P.8. Veja: Sendo a P.1. Razão da P.8.

Carl Friedrich Gauss (1777-1855) A soma dos termos dos extremos é igual à soma dos termos equidistantes deles.. e então ficamos com: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 147 .8.5.1.A (2.A a) P.. Decrescente ( r < 0 ) Exemplo: P.A. + (an − 2d ) + (an − d ) + an Adicione os dois lados da equação...4.A (2. Gauss concebeu esse conceito desta fórmula na escola primária e utilizou-a para calcular imediatamente a soma dos números inteiros de 1 a 100.5.A. Expresse a PA de duas maneiras: S n = a1 + (a1 + d ) + (a1 + 2d ) + ..) r = -2 ( r < 0 ) c) P.0.2.) r = 0 8.Matemática I 8.. Todos os termos envolvendo d se cancelam.. Soma dos termos da P. + (a1 + (n − 2 )d ) + (a1 + (n − 1)d ) S n = (an − (n − 1)d ) + (an − (n − 2 )d ) + ....2.-2.2. tarefa que os restantes alunos demoraram toda a aula para realizar.) r = 3 ( r > 0 ) b) P..A (2.-6.A Constante ( r = 0 ) Exemplo: P.A Crescente ( r > 0 ) Exemplo: P.13..11.1.-4..2. Classificação da P. Segundo reza a lenda.

.2. encontre o termo a somo dos primeiros duzentos termos: S 200 = 200(2 + a200 ) 2 Como calculamos no tópico anterior a200 = 599 .G) A sequência é conhecida como progressão geométrica.Matemática I 2 S n = n(a1 + an ) Rearranjando e se lembrando que an = a1 + (n − 1)r . Definição de P.8.G A razão da P. veja: a2 = a1.).18.. Progressão Geométrica 8. nós temos: n(a1 + an ) 2 Sn = Utilizando a P.a3 = 2(18) = 36 = 6 a3 = a2 .G (2.2.). Razão da P.G é o quociente entre o termo e o seu antecessor IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 148 . pois cada termo é a média geométrica dos termos vizinhos an = an −1.an +1 Sendo a P.6.a4 = 6(54) = 324 = 18 8.11..A (2.5.2.1. temos S 200 = 100(2 + 599 ) S 200 = 100(601) S 200 = 60100 8.54.2..G É uma sequência numérica onde cada termo pode ser encontrado multiplicando o termo anterior por uma constante (razão da P..

6.54.81 = 162 8.34 = 2.).G (2.-2.).18.3.4.q a3 = a2 .q = a1.18..G a) P. -4.54..q = a1. Termo Geral da P.G (2..G (2. veja: q= q= q= a2 6 = =3 a1 2 a3 18 = =3 a2 6 a4 54 = =3 a3 18 Vemos que realmente a razão da P. é uma constante 8.-1..q.q = a1.35−1 = 2.6. encontre o quinto termo a5 = 2..2.q = a1.G Crescente Caso 1: ( a1 > 0 e q > 1 ) Exemplo: P.G.Matemática I q= an an −1 Sendo a P..q 3 Podemos concluir que qualquer termo pode ser encontrado pelo modelo an = a1. Classificação da P.54.6.G (-8.G Siga o raciocínio lógico a2 = a1.q 2 a4 = a3 ..q 2 ...18...2.) q = 3 Caso 2: ( a1 < 0 e 0 < q < 1 ) Exemplo: P.) q = 1 2 149 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo ..q n −1 Sendo a P.

3.1.G S n = a1 + a 2 + a 3 + ..G Oscilante ( q < 0 ) Exemplo: P...2.6.G Decrescente Caso 1: ( a1 > 0 e 0 < q < 1 ) Exemplo: P.G (-3..G (q) temos a equação (II) qS n = a1q + a2 q + a3q + .-24.) q = Caso 2: ( a1 < 0 e q > 1 ) Exemplo: P..54. Soma dos termos da P.24..-12.-48.G Finita Imagine a soma de n termos da P..) q = −2 1 2 8.-12. + a n ( II ) Multiplicando os dois membros pela razão da P.) q = 2 c) P....3.G (2..G (8.3.G (-3.18.G (3. + an q ( II ) Efetuando (I) – (II) S n − qS n = a1 − a n q S n (1 − q ) = a1 − a1q n −1 q S n (1 − q ) = a1 − a1 q n ( ) S n (1 − q ) = a1 1 − q n n Sn ( a (1 − q ) = 1 ) (1 − q ) Encontre a soma dos quatro primeiros termos da P.4.) S4 = 2 1 − 34 2(1 − 81) = = −1(− 80 ) = 80 1− 3 −2 ( ) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 150 ..3.2..-6.Matemática I b) P...) q = 1 d) P.5.....G Constante ( q = 1 ) Exemplo: P..6.

Soma dos termos da P.5 2 2 1 0 1 1   = = 0. ou seja. S ∞ = 2 .75 4 1 S 4 = S 3 + a4 = 1.G.G Infinita A única P.015625   = 64 2 6 5 4 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 151 . é a P. a soma (resultado) converge a 2.875 8 1 S 5 = S 4 + a5 = 1.75 + = 1.6.2. mostrada acima 1   =1 2 1 1   = = 0.5 2 1 S 3 = S 2 + a3 = 1. .125 2 8 3 2 1 1 = 0. quando somássemos infinitos termos.5 + = 1. Mas o que é ser convergente? Dada a P. que conseguimos fazer soma dos infinitos termos. Mas encontraríamos o soma exatamente 2.25 4 2 1 1   = = 0.875 + = 1..G (1.Matemática I 8.G decrescente.9375 16 1 = 1..) 2 4 8 16 32 S 2 = a1 + a2 = 1 + 1 = 1.03125   =  2  32 1 1 = 0. pois sua soma é convergente.96875 S 6 = S 5 + a6 = 1.G. 1 1 1 1 1 . . .9375 + 32 Observe que quanto mais termos adicionamos. Vamos agora aumentar de forma consecutiva a razão da P.. .0625   =  2  16 1 1 = 0.

.. mais o resultado se aproxima de 0 (zero). O resultado será exatamente zero quando o expoente valer ∞ . . que quanto mais aumentamos o valor do expoente. Eles justificam a sua resposta.G (1. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 152 . .. quando n tende ao infinito é zero) n→∞ Aplicando este resultado no modelo visto no tópico anterior temos Sn = a1 1 − q n (1 − q ) ( ) a1 1 − q ∞ a (1 − 0 ) a = 1 = 1 1− q 1− q (1 − q ) a S∞ = 1 1− q S∞ = ( ) Veja o modelo encontrado aplicado a P. 1 1 1 1 1 . .Matemática I Observe.. Dizemos então lim q n = 0 (limite de q n .) 2 4 8 16 32 a1 1− q 1 S∞ = 1 1− 2 1 S∞ = 1 2 S∞ = S∞ = 2 Atividades TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Faça os cálculos e não os apague.

a) Escreva os seis primeiros termos dessa seqüência. Isso. porque existe uma regra para construção das figuras.. Descubra que regra é essa e faça os itens a seguir. Considere a seqüência cujo termo geral é aŠ = (-1)¾ (2 + 3n).Matemática I 1. Apesar da figura 5 não estar desenhada. b) Calcule a soma dos 2007 primeiros termos dessa seqüência. bolinhas brancas e com o total de bolinhas. Observe as figuras a seguir. . Calcule as seguintes somas 3. a) Na tabela. 3. foi possível completar a tabela com o número de bolinhas pretas. 2. complete quantas bolinhas pretas. São todas formadas por bolinhas do mesmo tamanho. b) Quantas bolinhas pretas serão necessárias para formar a figura 21? c) Quantas bolinhas brancas serão necessárias para formar a figura 23? d) Qual o número total de bolinhas necessário para formar a figura 35? 2.. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 153 . . onde n = 1. bolinhas brancas e o total de bolinhas que serão usadas para formar a figura 6.

Sabendo que o lado.. Observe na figura o número de mesas e o número máximo de lugares disponíveis em cada configuração. segundo o padrão apresentado. uma progressão aritmética infinita tal que Determine o primeiro termo e a razão da progressão. 6. a diagonal e a área de um quadrado estão em progressão aritmética. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 154 . no máximo. a‚. Seja a. a) Complete a tabela anterior: b) Quantos lugares. estarão disponíveis em uma configuração com 100 mesas? 5. calcule a medida do lado do quadrado. . Considere que a sequência de configurações continue.Matemática I 4..

IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 155 . números inteiros positivos. a letra n. essa distância em 1 km. Podem ser escritos. 8. essa distância em 2 km. Calcule: a) a soma dos elementos da quarta linha da figura. em todos os outros retângulos. Dois corredores vão se preparar para participar de uma maratona. em quilômetros. Observe que quatro desses retângulos contêm números e um deles. A figura acima apresenta 25 retângulos. sejam formadas progressões aritméticas de cinco termos. 9.Matemática I 7. das distâncias que serão percorridas pelos dois corredores durante todos os dias do período de preparação. de modo que. Um deles começará correndo 8 km no primeiro dia e aumentará. a cada dia. Calcule a soma de todos os números desta tabela até a vigésima linha. em cada linha e em cada coluna. a cada dia. Observe a tabela de Pitágoras. b) o número que deve ser escrito no lugar de n. A preparação será encerrada no dia em que eles percorrerem. a mesma distância. em quilômetros. Calcule a soma. o outro correrá 17 km no primeiro dia e aumentará.

Nessas condições.22 m. 12. determine as medidas dos ângulos ‘ e –. 11. Calcule o valor de n.Matemática I 10. do total de moedas usadas nessa arrumação. dos ângulos ‘. e as medidas.o último salto foi de ordem ímpar e atingiu a marca de 7. o terceiro a marca de 7. b) Calcule o milésimo termo da seqüência. b) Sabendo-se que a medida do lado a é a metade da medida do lado c. para todo inteiro positivo n. a) Determine a medida do ângulo ’. an. Um tecido com 1 mm de espessura produzido continuamente por uma máquina é enrolado em um tubo cilíndrico com 10 cm de diâmetro.todos os saltos de ordem ímpar foram válidos e os de ordem par inválidos. Em um treino. ’ e –.. em centímetros. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 156 . no qual saltou n vezes. e assim sucessivamente cada salto válido aumentou sua medida em 3 cm.07 m. 13.04 m. calcule a quantia. em reais. Justifique sua resposta. nessa ordem. Considerando que a última camada é composta por 84 moedas. . a‚..– estão... enrolado no tubo em função do número de voltas dadas pelo tubo. Os lados a. em progressão aritmética com razão positiva. ’ e . . A soma dos n primeiros termos da seqüência de números reais a. respectivamente. Maurren Maggi foi a primeira brasileira a ganhar uma medalha olímpica de ouro na modalidade salto em distância. obedecendo à disposição apresentada no desenho: uma moeda no centro e as demais formando camadas tangentes. a atleta obteve o seguinte desempenho: . b.. em graus. . é n£/3. a) Verifique se a seqüência é uma progressão geométrica ou uma progressão aritmética ou nenhuma das duas.o primeiro salto atingiu a marca de 7. 14. . Moedas idênticas de 10 centavos de real foram arrumadas sobre uma mesa. e c do triângulo ABC são opostos aos ângulos internos ‘. expresse o comprimento total de tecido.

Ao longo da mesma rodovia e entre estes quilômetros. Se os pontos adjacentes de instalação dos telefones estão situados a uma mesma distância. Da esquerda para a direita. e as das alturas diminuem. 37 retas dividem o plano? Justifique.Matemática I 15. 16.000 que são produtos de dois naturais pares. três retas dividem-no em. Nos quilômetros 31 e 229 de uma rodovia estão instalados telefones de emergência. no máximo. Uma reta divide o plano em 2 regiões. Indique a soma dos dígitos de S. respectivamente. e assim sucessivamente. todos de mesmo perímetro. Em quantas regiões. respectivamente. no máximo. Calcule as razões dessas progressões aritméticas. no máximo. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 157 . em quilômetros? 18. duas retas dividem. 7 regiões. pretende-se instalar 10 outros telefones de emergência. Seja S a soma dos naturais menores ou iguais a 1. sendo que a base e a altura do primeiro retângulo da esquerda medem 1 cm e 9 cm. as medidas das bases desses quadriláteros crescem. qual é esta distância. A figura a seguir representa uma seqüência de cinco retângulos e um quadrado.no em. formando progressões aritméticas de razões a e b. 17. 4 regiões.

Matemática I 19. é possível chegar ao nível 3072 da fase 13? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 158 . de acordo com o esquema da figura 1. A primeira fase tem um único nível. partindo da primeira fase. Calcule o determinante da matriz Justifique. Cada um dos níveis da fase k dá acesso a três níveis da fase k + 1. nesta ordem. c e d formam. que dá acesso aos três níveis da segunda. Assim. As fases são compostas por níveis. Os números reais a. b. Um jogo de computador tem diversas fases. a) Quantos níveis tem a fase 6? b) De quantas maneiras diferentes. 20. uma progressão aritmética. o diagrama correspondente às 4 primeiras fases é o apresentado na figura 2.

cada um dos 100 alunos recebe um número que faz parte de uma seqüência que está em progressão aritmética. como mostra a figura. 25.050 e que a diferença entre o 46¡. sendo i a linha e j a coluna onde está localizado o livro.. e o 1¡. número. Cada tijolo das camadas superiores recebeu um número igual à média aritmética dos números dos dois tijolos que o sustentam. representado pela expressão P = i . tendo o primeiro tijolo recebido o número 10. nesta ordem.. os termos 2¡. Uma parede triangular de tijolos foi construída da seguinte forma. A exceção dessa regra ocorre se a pessoa estiver no penúltimo degrau. a) Calcule P‡ . determine o 100¡. Para distribuir melhor os volumes considerou-se o critério peso. Os tijolos da base foram numerados de acordo com uma progressão aritmética. em que a água inundou a biblioteca através da janela. Seja PŠ o número de modos diferentes que a pessoa tem de subir uma escada de n degraus dessa maneira. Sabendo-se que a soma de todos os números é 15. j + 150 gramas.Matemática I 21. pulando um degrau intermediário. formam uma PG. e o último. b) Determine N tal que PŠ = 987. Uma pessoa pode subir uma escada da seguinte forma: a cada degrau. o número 490. ou ela passa ao degrau seguinte ou galga dois degraus de uma só vez. quando ela só tem a opção de passar ao último degrau. Na base foram dispostos 100 tijolos. com termo médio igual a 6. 23. Numa sala de aula. 99 tijolos. foi necessário retirar os volumes da última linha (próxima ao chão) e da última coluna (próxima à janela) para que não fossem destruídos. Em uma biblioteca arrumaram-se os livros em uma prateleira de 12 linhas e 25 colunas. e assim sucessivamente até restar 1 tijolo na última camada. Determine a soma dos números escritos nos tijolos. e 7¡. é 135. Determine esta PA. 22. Em uma PA não constante de 7 termos. Qual o peso total dos livros removidos devido a enchente? 24. 4¡. na camada seguinte. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 159 . Mas devido a um temporal.

9 MHz. A ANATEL determina que as emissoras de rádio FM utilizem as freqüências de 87. à emissora cuja freqüência é de 87.1 MHz. e f(x) o número de quadrados de 1 cm£ que compõem essa mesma figura.2 MHz entre emissoras com freqüências vizinhas. corresponde o canal 201. identificada por sua freqüência. 27. Pergunta-se: a) Quantas emissoras FM podem funcionar [na mesma região]. respeitandose o intervalo de freqüências permitido pela ANATEL? Qual o número do canal com maior freqüência? b) Os canais 200 e 285 são reservados para uso exclusivo das rádios comunitárias. supondo que todas as freqüências possíveis são utilizadas? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 160 . Observe o padrão de formação das figuras numeradas. por 5. a) Sabendo-se que as figuras 1.9 MHz corresponde o canal 200. e que haja uma diferença de 0. determine sua lei de formação e seus conjuntos domínio e imagem. cuja freqüência é de 88. Desta forma. Qual a freqüência do canal 285. que é um número natural que começa em 200. 2 e 3 são formadas. e assim por diante. b) Seja x o número da figura x.9 a 107.Matemática I 26. calcule a área da figura 10 da seqüência indicada. respectivamente. Em relação à função f. A cada emissora. à seguinte. 13 e 25 quadrados de área 1 cm£. é associado um canal.

000.000 metros numa direção. Calcule F³ e escreva a expressão geral de FŠ. b) Determine o número de fósforos necessários para que seja possível exibir concomitantemente todas as primeiras 50 figuras. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 161 . dá meia-volta e retorna metade do percurso.48. 30. respectivamente.00.00. João investiu R$ 10. vence somente 90 dias após a compra. Observe que cada figura é formada por um conjunto de palitos de fósforo. num plano de pagamento de duas parcelas e a primeira. pode ser comprada a prazo.00.3 e log 3 = 0. torna a virar-se e corre metade do trecho anterior. indefinidamente. Um atleta corre 1. Se o financiamento foi realizado à taxa de juro composto de 10% ao mês. F‚ e Fƒ indiquem. quando completar o percurso da oitava meia-volta? b) Se continuar a correr dessa maneira. novamente dá meia-volta e corre metade do último trecho. continuando assim indefinidamente. João conseguirá adquirir o automóvel pretendido? São dados: log 2 = 0.000. Suponha também que F. a que distância do ponto de partida inicial o atleta chegará? 31. Considere a sucessão de figuras apresentada a seguir. Depois de quantos anos. e que o número de fósforos utilizados para formar a figura n seja FŠ. com vencimento em 120 dias. desde o início. a) Quanto terá percorrido aproximadamente esse atleta.00 num fundo de renda fixa que remunera as aplicações à taxa de juro composto de 20% ao ano. o número de palitos usados para produzir as figuras 1. com o objetivo de comprar um automóvel cujo preço atual é R$ 30. a) Suponha que essas figuras representam os três primeiros termos de uma sucessão de figuras que seguem a mesma lei de formação. cujo valor à vista é R$ 4. determine o valor da segunda parcela.124. no valor de R$ 2. 2 e 3. que é desvalorizado à taxa de juro de 10% ao ano. Uma TV de plasma. 29.000.Matemática I 28.

No final de cada mês. o banco cobra 10% de juros sobre o saldo devedor naquele momento. nesta ordem. n estejam em progressão aritmética e 3. Uma seqüência de números reais a. 38. a partir de B. EC. DE. o saldo devedor da conta corrente de João era de R$1. 5. Se para encher o tubo elas levam quarenta minutos. determine: a) A razão da PG. qual será o saldo devedor no dia 1¡. aƒ. a‚.. os pontos D e E. 33. estão sete amebas. Sabendo-se que a = Ë2 . de julho? b) João foi ao banco no dia 2 de maio e conseguiu renegociar a dívida: a taxa passou para 5% ao mês a partir desse momento (mas não retroativamente). se n é ímpar aŠø = (1/3) aŠ. Num tubo de ensaio. formem uma progressão geométrica decrescente. Considere um triângulo isósceles ABC. retângulo em B. b) determine aƒ‡ e aƒˆ. satisfaz à lei de formação aŠø = 6aŠ . BD. 71.. tais que os comprimentos dos segmentos BC.. A filha mais velha tem oito anos a mais que a do meio que por sua vez tem sete anos mais que a caçula. 20. . a diferença entre o sétimo termo e o segundo termo da PG é igual a 3. Nessas condições. como diferença de uma progressão aritmética e uma progressão geométrica. de março. João tem três filhas. determine tg ’ em função da razão r da progressão. 34. de julho? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 162 .Além disso. Sobre o lado BC. b) A soma dos três primeiros termos da PG. 230.Matemática I 32. João observou que as idades delas formam uma progressão geométrica. 36. quanto tempo levarão para encher a metade do tubo? 35.000. Elas se multiplicam tão rapidamente que dobram de volume a cada minuto. No dia 1¡. se n é par. de razão negativa. Quais são as idades delas? 39. n + 5 estejam em progressão geométrica. m. considere. Se ’ for o ângulo EÂD. Escreva a seqüência 2. qual será o saldo devedor no dia 1¡.. m + 1. ambas de razão 3. . A soma dos cinco primeiros termos de uma PG. a) escreva os oito primeiros termos da seqüência. 37.00. Supondo que João não faça nenhum depósito e nenhum saque. Ache m e n tais que os três números 3. a) Supondo que João não faça nenhum depósito e nenhum saque. é 1/2 .

A figura 2 a seguir ilustra as quatro etapas iniciais desse processo. dobra esse recorte ao meio várias vezes. b) Essas duas populações serão iguais após um determinado tempo t. medido em anos. Depois de fazer diversas dobras. a) Se a população que vive nas favelas e nos subúrbios hoje é igual a 12. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 163 . calcule o número de habitantes das favelas daqui a um ano. a cada cinco dias. há cinco coelhos infectados e. abre o papel e coloca o número 1 nas duas extremidades da primeira dobra. Uma determinada infecção alastra-se de modo que. Numa reserva florestal foram computados 3. Sucessivamente. Se t = 1/logx. dia. b) Calcule o número mínimo de dias necessário para que toda a população de coelhos esteja infectada. até concluir dez etapas.1 milhões de habitantes. o número total de coelhos infectados triplica. Em uma cidade.Matemática I 40. a) Determine a quantidade de coelhos infectados ao final do 21¡. a população que vive nos subúrbios é dez vezes a que vive nas favelas. escrevendo os números. ao final do primeiro dia. determine o valor de x. Admita que essas taxas de crescimento permaneçam constantes nos próximos anos. enquanto a segunda cresce 15% ao ano. 42. conforme a descrição anterior. João continuou o processo de dobradura.645 coelhos. porém. Calcule a soma de todos os números que estarão escritos na etapa 10. A primeira. cresce 2% ao ano. João recorta um círculo de papel com 10 cm de raio. João escreve a soma dos números que estão nas extremidades de cada arco. Em seguida. no meio de cada um dos arcos formados pelas dobras anteriores. 41. conforme ilustrado na figura 1.

aŠ..Matemática I 43..}.. Numa progressão aritmética crescente.. por: xŠ = 1/2¾ e yŠ = 1/ËxŠ .. n Æ IN* e calcule: a) a razão da progressão geométrica {a . 46... a„ e a³ estão em progressão geométrica.) tem razão q = 1/2 e a = 1. + aŠ + . respectivamente. n Æ IN* Considere a seqüência de termo geral aŠ=[(xŠ-xŠø). A progressão geométrica infinita (a. cujo primeiro termo é 2. a‚.f(3) + f(4) .. Determine a razão dessa progressão aritmética.yŠ]/2.. Considere a função real de variável real definida por f(x)=2Ñ..f(5) + .. . Determine o menor inteiro positivo n tal que SŠ a soma dos n primeiros termos da progressão. os termos a.a‚. ..aŠ..f(1) + f(2) . 45... b) a soma infinita S = a + a‚ + .. Os termos gerais de duas seqüências são dados. 44. satisfaz a desigualdade SŠ > 8191/4096. Calcule o valor de f(0) .. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 164 ..

Para construir o conjunto de Cantor. passo. cada segmento restante do 1¡. Repetindo-se esse processo indefinidamente. o matemático Benoit Mandelbrot associou a distribuição dos erros de transmissão com o conjunto de Cantor. retirando-se a parte central de cada um deles.Matemática I 47. divide-se o segmento em três partes iguais e retira-se a parte central. a partir de um segmento de comprimento m. passo. e assim sucessivamente. no 2¡. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 165 . obtém-se o conjunto de Cantor. Ao observar problemas de transmissão de dados via linha telefônica. utiliza-se o seguinte processo: No 1¡. calcule a soma dos tamanhos de todos os segmentos restantes no 20¡. Com base nesse processo. passo. passo é dividido em três partes iguais. como mostra a figura a seguir.

Tem-se a³ = 1.. 50.. . se n µ 2. As distâncias a³. admite. a. b³ = 99 e. Determine o número aproximado de termos da progressão geométrica para que o deslocamento à direita seja aproximadamente igual ao deslocamento à esquerda.. Calcule o valor dessa dívida sabendo que a primeira parcela é de R$ 6400. partindo da origem O.00..00 e a quarta é de R$ 800.. como q é pequeno. Quantas soluções a equação sen£x + [(sen¥x)/2] + [(sen§x)/4] + . Uma dívida deve ser paga em quatro parcelas de valores decrescentes segundo uma razão constante. Um foguete.. = 2. no intervalo [0.01. . realiza um movimento espiralado como na figura.Matemática I 48. 49.. 20™]? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 166 . assuma q¾ = 0. aŠ estão em progressão aritmética de razão r = 2 e as distâncias b³. cujo lado esquerdo consiste da soma infinita dos termos de uma progressão geométrica. de primeiro termo sen£x e razão (sen£x)/2.. b. bŠ estão em progressão geométrica de razão q = 0.

a) 10 % b) 57 % 2. 9. a) 29 b) 5 c) 127 11. Observe a figura a seguir: 4. 16} 7. 8. Z = {5} 6. n((A»B)ºC) = n((AºC)»(BºC)) = n(AºC) + n(BºC) . 3} B = {4. a) Æ b) Ä c) È d) Ä e) È 5. número de pessoas morenas com olhos castanhos = 13 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 167 . 8. 71 3. b) 15%. 30 10. a) 50%. A = {1.n(AºBºC) = 6 + 10 .Matemática I 9.4 = 12. Gabaritos Teoria dos Conjuntos 1.

21 = 15 alunos. obtemos x+y+21=87-51=36. 15. Logo. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 168 . 48 17. x + y + z = 36 . 93 16. 155 falam os dois idiomas 13. Observe a figura a seguir: Classificando os 87 alunos segundo o diagrama. o que nos dá x + y + z = x + y. b) 37 funcionários usam somente ônibus e moram fora da cidade do Rio de Janeiro. De (2) temos z = 0. Substituindo (4) em (1) e subtraindo (3). 23 associados 18. temos os seguintes dados do problema (representamos por **X o número de elementos do conjunto X): (1) (2) (3) (4) (5) (6) x+y+z+v+u+w+29 = 87 (**A»B»C = 87) z = 0 (AÅB»C) v+w+z+29 = 51 (**A = 51) u+29 = 50 (**BºC = 50) x+v+29 = 65 (**B = 65) v+29 = w+29 (**AºB = **AºC) Queremos x + y + z. a) 57 funcionários usam somente ônibus.Matemática I 12. a) 315 b) 75 c) 235 d) 155 14.

a) F b) F c) F d) V 24. a) -2011/990 b) 5116/999 26. 19. a) Å b) Ä c) Å d) Ä e) Å 23. a) Æ IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 169 . Observe a figura a seguir: 22.Matemática I Note que as equações (4) e (5) são supérfluas. a) È b) Æ c) È d) Æ 25. a) Æ b) Å c) È d) È e) Å f) Ä g) Æ h) È 27. ou seja: os dados (**B = 65) e (**AºB = **AºC) são desnecessários para a solução do problema. 6 alunos 21. 607/6000 ¸ 10% 20.

(-4. 8. 2. 8). (-4. 2). t = 1. (2. 3). R = { (0. (-4. 4. 16} b) Não é função 3. 2). (2. D = {-2. 4}. (1. (1. 8). (4. (-4. 16}. x = 4. 1). 8) A x A = (1. logo: x + y + b + t = 9 30. -4). A x B = (1. (2. 1). 12. -4) 2. b = 3. 2/3). a) É função. 9) } Função Polinomial do Primeiro Grau 1. 2/3). 1). (1. CD = {0. a) Observe a figura: b) -3/2.Matemática I b) Æ c) Å d) Æ e) Å 28. 5). 2). 0 e 5/2 c) m = 0 ë 2 raízes distintas 0 < m <1/2 ë 4 raízes distintas m = 1/2 ë 3 raízes distintas m > 1/2 ë 2 raízes distintas IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 170 . (8. 41/90 29. (2. (2. y = 1. (2. p + q = 19 31. 0. 10 Relações e Funções 1. 1). 2/3). -4). 4. (-4. Im = {0.

a) 800 + 10x b) Aumento na taxa de comissão 3.24)/10 = .12/5 = (15 .0.x£).9 6.Matemática I 2.360.9/10 = . 9.00 8.70 + [(N .4.000 5.15 7. 0. a) C = 40x + 5000 b) C médio = 40 + 5000/x e C médio mínimo = 46.9N .25 .34 b) 2. a) R$ 17. 1 ´ x ´ 2.9 b) Observe o gráfico a seguir IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 171 .25 (em reais) 4.00 b) y = 4x + 40.20 b) 3.5 10. 31. a) R$ 160.000. a) R$ 285. a) 3/2 .500)/100] . a) q = 11/5 e b = 1600 b) C(800) = R$ 3. a) Observe o gráfico a seguir b) y = Ë(7.

000 unidades. R$ 710.1250t + 10000 (0 ´ t ´ 8) Observe o gráfico a seguir: 16. a) 420 litros b) V(t) = 400 + 2t 18.00.26 bilhões de dólares 12. 15. 17. total de reservas = 24. 67 pessoas 19. Aumento de 1.25% 14. a) 20 h b) 400 m¤ IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 172 . a) 25% b) 6. P(t) = .Matemática I 11. a) T½ = 22°C b) TÛ = 31°C 13.

o cliente gastaria 40 + 1.00 22. a) "Fique em Forma": G(x) = 80 + 50x "Corpo e Saúde": G(x) = 60 + 55x b) "Fique em Forma": G(12) = 80 + 50 .00. a) L = 0.2 . Nestas condições. 12 = R$ 720.000. pois a melhor opção para este cliente seria a opção III. a) Observe a figura a seguir b) s = 59300 25. 6 23.60 e. na opção III.360 b) 800 litros 21. a) M = 1. 18 = R$ 54. 18 = R$ 61. Não.00 de taxa.00 "Corpo e Saúde": G(12) = 60 + 55 . 3 . A opção feita corresponde ao aluguel de 18 DVDs mais R$ 20.45 T .00 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 173 .03C + 150 b) R$ 9. 24.04C + 60 M‚ = 1. na opção I. 12 = R$ 680.Matemática I 20.

90 + 2 .50 h . n = 12 27.00 b) Observe a tabela a seguir: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 174 . a) f(t) = 2t .00 34. a) P = 156 . a) zero e R$150. 2 s b) 4 s.Matemática I A academia "Fique em Forma" oferece menor custo. com m µ 0 b) 24 g 31. a) 10000 pés b) .320)/5 e h(400) = 16 cm 33. 26. S = 4.50°C 37. 12 . 20 km 28. Observe a figura a seguir: 35.00 30.5n b) O menor número inteiro será 15 semanas.60.2. 50 + 10 . a) v = 5/4 m. 100 = = 180 + 400 + 900 + 200 = 1680 Cr$ 1680. h(y) = (y . 15 + 8 . a) F = 95 b) C = 160 36. 3 m 32.4 para 0 ´ t ´ 2. 29.

75 b) 30 km 39. a) R$ 3. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 175 .5/2 ou x > 0.Matemática I 38. o custo diário nas locadoras Saturno e Mercúrio para x quilômetros percorridos. 40.3. b) p ´ .4 . se 0 ´ x ´ 200 Cm(x) = þ ÿ0. x . se x > 200' onde Cs(x) e Cm(x) denotam. x + 30 e ý90. a região Sudoeste é a que possui o maior índice. 41. respectivamente. a) Cs(x) = 0.6 . Logo. é fácil ver que a reta que possui a maior taxa de variação (índice) é a que passa pelo ponto SO.30. a) 800km£ b) Unindo a origem a cada um dos pontos. a) x < .

a) Observe o gráfico a seguir: b) 83.30 por quilômetro rodado. a) 35 b) 24.86 % IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 176 . 42. h (x)= (3x/5) + 4 44.8 cm 45.Matemática I b) ýSaturno : 150km ´ x ´ 300km þ ÿMercúrio : 0km < x <150km ou x < 300km R$0.840 43. a) p = 10c/9 b) 42.

a) P(n) = n£ + 2n + 50. S = {x Æ IR / 0 < x < 1 ou x > 2} 50.02 + 800.00.00 b) O preço a ser cobrado é de R$ 50.4 = 12.000. Portanto. a altura do retângulo de área máxima é h(4) = 4. Logo. A(x) = -x£ + 8x + 128. a) 220 b) 10 ´ x ´ 20.00. com x µ 0.1 .00 por ano Função Polinomial do Segundo Grau 1. a) A receita por sessão é de R$ 12.C(x) = .000.00 6. b) Superior a R$70 000. 2500 unidades. 5. L(x) = R(x) . a = 1 e b = 8 3. Assim. 4. S = {x Æ IR | -1 < x ´ 4} 49. a função A tem valor máximo para x = -8/-2 = 4. Altura 12cm e Base 12 cm. 4 48. 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR) b) Observe o gráfico a seguir: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 177 . R$ 320.Matemática I 46. 47. é um quadrado.x£ + 5000x. 7. a) RÛ(x) = 0.1 + 8 = 12 e a base deste mesmo retângulo é dada por 16. 2.

1)] . 1. Ocorreu dois anos após o início do replantio.m£)/4].2/3 ´ a < 0 10.2 ou m µ 2. a) V = [ . c) m = 2 d) x = [Ë(y . (8 . Observe o gráfico a seguir b) Área máxima: 18 km£. a) A(t) =[(-2t/5) + 2] . p > 1 13. b) m ´ .800 metros quadrados 16. . 12. 11.1. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 178 . (5t + 5) Ì A(t) = -2t£ + 8t + 10. (Ë13)/13 14. a) para todo x real b) para x = -1/2 15. m = -1 12.Matemática I 8.5 m£ 9.m/2.

R$ 135.00 b) R$ 5.4 m 24. c) Devem ser vendidas 150 ou 450 peças.4Ë3 b) b = 8 33. 10 m. a) ™R£ . b) Após duas semanas a população de insetos será igual à inicial. n=-2 29. 27.4n . a) b ´ .4Ë3 ou b µ . R$ 2500. xy = 2. p(3) = 25 22.002 n£ b) 10Ž dia 18.00 23.8R + 16 b) 4/™ 28. a) n Æ Z tal que 5 < n < 13 b) 9 filhotes gerando 80 reais de lucro. a) O lucro é nulo para 100 peças ou para 500 peças. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 179 . b) O lucro é negativo para 0´x<100 e 500<x´600. 32. Ð = 12 21. 19. c) A população será exterminada na quinta semana. 3 m 20.50 31. a) Até 1 semana após a aplicação do pesticida. 26. a) R$ 800.Matemática I 17.00 25. a) o desconto de 23 reais produz faturamento máximo. a) 160 + 0. ™/4 30.

20000 b) P = 15 45. a) altura máxima = -b/2a = -40/-10 = 4 s b) Observe o gráfico a seguir: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 180 . 39.v£) b) 600 km 40. 450. a) Gasto = 120 + 10x . a = -4 f(x) = 9 Ì x = 1 35. a) A altura de Cintia é 164 cm. b) Paulo pesa 56 quilos e Paula 54 quilos.ax + b b=4 b) a < 0. (90000 .10x£ b) 1/2 m 41. a) f(0) = f(x) = x£ . 64 38.100 P£ + 300 P . a) Pƒ = 364 b) m = 420 42.290 reais.000 reais. 18 37. 44. 50 u 36. 34.Matemática I b) 7. a) LT = . a) d = (1/150) . 15 valores reais 43.

a) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 181 . Situação II 47. Logo. o produto das raízes é (c . 82 Função Modular 1. o produto é (c + 12)/a > (c . R.12)/a = -10. na ( ii ). a) 4 s b) 8 m 49.2 e 5 e a ( ii ) tem raízes 1 e 2. 8) 50. (0.b/a. b = . 10 48. 9. 3. Em ambos os casos.8 2.: a = 2.6. c = . (c . Portanto: -b/a = 3. Na equação ( i ). a soma das raízes é . a equação ( i ) tem raízes .Matemática I 46. Temos duas equações: (i) ax£ + bx + c = 12 e (ii) ax£ + bx + c = .12)/a.12)/a. a) Observe o gráfico a seguir b) S = {x Æ IR | x < -6/7}. (c + 12)/a = 2.12.

a) f(g(x)) = |x-1|£ . 5. Observe o gráfico a seguir: 6.Matemática I b) 5. 4.5 u.a.4|x-1| + 4 g(f(x)) = |x£ . Entre 10h e 11h.4x + 3| b) gráficos: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 182 .

x = 50 e x = 250 10. V = {-2. {x Æ IR* | -1 < x < 1} 13. F V F V Função Exponencial 1. 2) 12.092 9. -1. S = {x Æ IR / x ´ -4 ou -1 < x ´ 1} 14. Candidato A = 200. 2} 11.Matemática I 7. x = .000 eleitores 2. Observe a demonstração a seguir: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 183 . F F V 16. 2Ë2) e (-2. a) S(I) = {x Æ IR / 8 ´ x ´ 15} S(II) = {x Æ IR / 1 ´ x ´ 10} Observe a figura a seguir: 15.2 ou x = 6 8. Q ¸ 5.000 eleitores Candidato B = 400. 1. (2Ë2.

(x·0) 5. t = 4 anos 6. em mg. Após 18 horas restará 25 mg no organismo. a) Observe a figura a seguir b) g(x) = logƒx£. a) 22. A função seguinte explicita a quantidade f(t).5 °C IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 184 . do medicamento presente no organismo após t horas da ingestão. 6 meses 4.Matemática I 3. 7.

a) ‘ = 54 e ’ = -1/90 b) 360 minutos 14. a) x = 0 ou x = -1 b) -12 < m ´0 11. 48 10. a) 10% b) 2 horas 9.Matemática I b) aproximadamente 15 min 8. a) p(t) = F (0.81) b) 15 anos 12. a) a = 120 e b = -Øn 2 b) 3 m 15. a) A distância percorrida é 800 .(25/32) = 25575/32 m. e a distância até o ponto B é 25/32 <1 b) Observe o gráfico abaixo: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 185 . a) a = 1024 e b = 1/10 b) t(min) = 30 anos c) Observe o gráfico a seguir: 13.

b) Observe a demonstração a seguir: 21. taxa de inflação = 60% 19. a) José cometeu o erro na última etapa do seu raciocínio. a) f(t) = 100000 . S = {0} 17. y = 2 20.Matemática I 16. y = 3 ou x = 3. x = 1 ou x = -1 18. x = 2. uma vez que a função exponencial dada por f(x) = (1/2)Ñ é decrescente. t b) 40 ratos por habitante 25. a) 1 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 186 . 2 e g(t) = 70000 + 2000 . 03 23. 17 24.3 26. a) x = 3 b) x = . 03 22.

5 °C b) aproximadamente 15 min 2. Logo: a£Ñ®¢>(1/a)Ѥ Ì a£Ñ®¢>aÑ®¤ Ì 2x+1<-x+3 Ì x<2/3.Matemática I b) m = 1 ou m ´ 0 27. -6 < x < 1 Função Logarítmica 1. x<x‚ Ì f(x> f(x‚). 2/3 [ 28. V = ] -¶. b + c + ad = 11 6.29 × 10¢¦ km IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 187 . ou seja. a) a = 120 e b = -Øn 2 b) 3 m 4. a) p(t) = F (0. a) f¢ : R*øë R onde f¢(x) = log‚ (2x) b) 5. a) 22. 7. a) altura: 1 metro. f(x) é estritamente decrescente pois 0<a<1.81) b) 15 anos 3. diâmetro: 10cm b) 20cm 7.

a) 1. a) aproximadamente 33. 38 anos 11. a) t = 100 b) Se (SB).000 habitantes b) x = 115/102 1 ¸ 1.3% b) 2 anos após a 1 entrega 14.b) = (SD). (SC) e (SD) forem. 15 15. n = 2 16. respectivamente. portanto (SB)+(SC)=SD 9. B = 30 e n = 1/2 b) t = 1. as áreas hachuradas das figuras B. então: (SB) + (SC) = log³a + log³b = log³(a. a) a = 80 000 b = ¢¡Ë(1. C e D.5) b) Observe a figura a seguir: 12. a = 5 17.127 10.4 meses ou 1 mês e 12 dias 13. x = 10§ e y = 10¢ 18. Veja a expressão abaixo: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 188 .Matemática I 8. a) A = 50.265.

aproximadamente. 1/5 ´ x ´ 1 21. 25. a) 64% IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 189 .Matemática I 19. S = { 1/6 } 22.000 habitantes 24. 23. Observe a figura. a) 22 ovelhas b) A partir de nove anos e meio. 20.250 habitantes b) 2.862 minutos ou 13 minutos e 52 segundos. a) 362. t = 13.742.

p = 28 27. Dom g = {x Æ R | 1 < x < 2 ou 2 < x < 6} ou Dom g = ] 1. a) n = 2 k = 200 b) E = 900 28. Observe demonstração a seguir: 33. 35.2. 26.5 b) x ¸ . 6 [ 29. 17 32. a) n = 2. a) 512 b) A partir do dia 13 de abril.Matemática I b) t = 3 horas. a) T/S = 2/3 b) A menor taxa é do "Banco ZIG" 37. 2 [ U ] 2. n = 5 30. 31. 34. 3 < x ´ 25/8 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 190 . a + b. 28 000 anos.5 36.

04) = 0. log³ I e I = 10¥ W/m£. 46. em milhões de habitantes. 42.04h. a) log (‘.4786.4814 e log³(304) = 2. b) log³(3. 48. 7 minutos 39. b) 1. a) Rd’ = 120 + 10 . log³(303) = 2.1°C.996.4829. a) R$ 13. log³(3010) = 3. a) 1968 b) Em 1950 o país tinha aproximadamente 9.5 hora 47. 12 meses.2 b) x = 12 41. a) log³(301) = 2. a) T(4) = 29.4786 e log³(302) = 2.80 b) 10 anos IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 191 . S = {t Æ R | 32 ´ t ´ 80}. b) 10©. 125/13 ´ k ´ 17.’) = 1. 2044 43. a) 36% b) 1.61 milhões de habitantes. 1960 44. 40. 45.4829.Matemática I 38.4800.

7. a) Observe a tabela a seguir.Matemática I 49. a) 440 b) 10 3. v = ]3.c. 2520 8.3014 4.(™/3) A razão é: r = 2™/3 6. a) 375. a) V = {x Æ IR | 4 ´ x ´ 12} b) V = {x Å IR | 3 < x < 4 ou x > 12} 50. 14. a) 6. 2(Ë2) -1 u. O primeiro é: a = Ë2 . -11. b) 202 5.4[ Progressões 1. -17. 8. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 192 . 8. a) -5. 14 b) 21 c) 25 d) 72 2. 20 b) S = . 385 km 9.

Então. onde n é o número de voltas dadas pelo tubo.1™n£ + 9. E como aŠ . 15.1)/3 . C(n) = 0. Observemos.0.1)£/3] = Logo = (2n . n = 13 12.3)/3. onde p é o número de regiões atravessadas pela reta. Como a nova reta pode. ao cruzar m retas (em pontos outros que os de interseção destas). sempre é possível encontrar uma enésima que as intercepte (de fato: basta que o ângulo da nova reta com uma reta fixa seja diferente dos que as retas já dadas fazem com a mesma reta fixa) e não passe por nenhum dos pontos de interseção já existentes. R$ 63. dadas n . A distância é de 18 km. cruzar todas as n .[(n . Temos: aŠ = SŠ .9™n. se o plano está dividido em k regiões convexas e introduzimos uma nova reta. passamos a ter. esta.1 retas dividindo o plano em SŠ÷ regiões e introduzimos a enésima reta. a = 0.8 16.10 11. no máximo.SŠ÷ = (n£/3) . que. Para cada n Æ N. a) Seja SŠ a soma dos n primeiros termos da seqüência.1)/3. Ora. se temos n . 18. Observemos. aŠ = (2n .8 e b = .3)/3 = 2/3.1 retas no plano. passamos a ter k + p regiões convexas. no máximo. inicialmente. b) a³³³ = 1999/3 14.1)/3 e aŠ÷ = (2n . seja SŠ o número máximo de subdivisões obtido com n retas. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 193 . ainda. que.(2n . podemos concluir que a seqüência é uma progressão aritmética de razão 2/3. atravessa exatamente m + 1 regiões.Matemática I b) n = 105 10. 13 17. a) ’ = 60° b) – = 90° e ‘ = 30° 13.1 retas já existentes. SŠ÷ + n regiões.aŠ÷ = (2n . ¯ n Æ Zø.

Como a. para n = 37.262.e£ò®¤¾ = 0. a) 63 b) duas maneiras 21. d = a + 3n. para algum número real n. 7. 22. 1.. b. (3. obtemos Sƒ‡ = 704. 23. c.500. O peso total será de 7650g + 3300g = 10950g 24. c = a + 2n. 4. 5. b) f(x) = 2x£ + 2x + 1. 20.. então.Matemática I Portanto. a³³ = 299 26. 9) 25. Portanto. 19. detA = e£ò®¤¾ . x Æ IN* IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 194 . a) P‡ = 21 b) N = 15. SŠ = 1 + (1 + 2 + 3 + . temos b = a + n. 6. 8. d estão em PA. + n) = 1 + [(1 + n)n/2] e. a) 221 cm£.

aŠ. 37. a) 101 emissoras. 34. temos c‚ = 3b . 38. 4Ë2. encontramos b = 3 e a = 1. 3 = a + 3n . x Æ IN*}. respectivamente. a) F³ = 76 e FŠ = 8n .10 metros b) 2000/3 metros 31. 4 anos 30. 3¾ ¢ Seja cŠ o termo geral da seqüência dada. Para: n = 1.4. 29.9 MHz 28. Portanto.a . b) aƒ‡ = 2¢© . a) Ë2. tal que cŠ = bŠ . 27.00 32.Matemática I D = IN* Im = {y | y = 2x£ + 2x + 1. 56 e 64 anos IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 195 . tg ’ = r£/(2 .3 e bŠ = b .5.3 = 5 => 3b . canal de número 300. Ë2 e aƒˆ= 2¢ª . os termos gerais de uma PA e de uma PG.a = 8 Resolvendo o sistema.a = 2 n = 2. m = 5 e n = 7 ou m = . R$ 3. 3Ë2 33. 49. aŠ = a + (n . a) 1996. 8Ë2 e 48Ë2. cŠ = bŠ .2. b) 104.520.1 e n = . a) -2. 39 minutos 35. Logo. temos c = b . Sejam aŠ e bŠ. b) 3/22.aŠ.r) 36.1) . ambas de razão 3. 6Ë2. com bŠ = 3¾ e aŠ = 3n . 2Ë2. n Æ IN*. 12Ë2. 24Ë2. b) 10 000.

000. a) R$1.127 41. 46.000 habitantes b) x = 115/102 1 ¸ 1.10 b) R$1. r = 2/3 44.265. a) (Ë2)/2 b) (1 + Ë2)/4 47. a) 405 coelhos b) 31 dias 42. R$ 12. 20 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 196 .03 40.00. m 48. O menor inteiro positivo que satisfaz a desigualdade é 14. 50.366 43. 2/3 45.Matemática I 39. a) 1. (2/3)£¡ .464. 10 49.334. 39.

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