Matemática I

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PROF. RONALDO BARBOSA ALVIM


















MATEMÁTICA I














VITÓRIA
2009
Matemática I


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Governo Federal
Ministro de Educação
Fernando Haddad
CEFETES – Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo
Diretor Geral
Jadir José Péla
Diretor de Ensino
Dênio Rebello Arantes
Coordenadora do CEAD – Centro de Educação a Distância
Yvina Pavan Baldo
Coordenadoras da UAB – Universidade Aberta do Brasil
Yvina Pavan Baldo
Maria das Graças Zamborlini
Designer Instrucional
Jonathan Toczek Souza

Curso de Licenciatura em Informática
Coordenação de Curso
Giovany Frossard Teixeira
Professor Especialista/Autor
Ronaldo Barbosa Alvim

DIREITOS RESERVADOS
CEFET-ES – Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo
Av. Vitória – Jucutuquara – Vitória – ES - CEP - (27) 3331.2139
Créditos de autoria da editoração
Capa: Leonardo Tavares Pereira
Projeto gráfico: Danielli Veiga Carneiro
Iconografia: Moreno Cunha
Editoração eletrônica: [Nome de quem editou ou do próprio professor]
Revisão de texto:
Ilioni Augusta da Costa
Maria Madalena Covre da Silva
COPYRIGHT – É proibida a reprodução, mesmo que parcial, por qualquer meio, sem
autorização escrita dos autores e do detentor dos direitos autorais.

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Olá, Aluno(a)!






É um prazer tê-lo conosco.
O Cefetes oferece a você, em parceria com as Prefeituras e com o
Governo Federal, o Curso de Licenciatura em Informática, na modalidade
à distância. Apesar de este curso ser ofertado à distância, esperamos que
haja proximidade entre nós, pois, hoje, graças aos recursos da tecnologia
da informação (e-mails, chat, videoconferênca, etc.), podemos manter uma
comunicação efetiva.
É importante que você conheça toda a equipe envolvida neste curso:
coordenadores, professores especialistas, tutores à distância e tutores
presenciais. Assim, quando precisar de algum tipo de ajuda, saberá a
quem recorrer.
Na EaD - Educação a Distância - você é o grande responsável pelo
sucesso da aprendizagem. Por isso é necessário que se organize para os
estudos e para a realização de todas as atividades, nos prazos
estabelecidos, conforme orientação dos Professores Especialistas e
Tutores.
Fique atento às orientações de estudo que se encontram no Manual do
Aluno!
A EaD, pela sua característica de amplitude e pelo uso de tecnologias
modernas, representa uma nova forma de aprender, respeitando, sempre,
o seu tempo.
Desejamos a você sucesso e dedicação!



Equipe do IFES



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ICONOGRAFIA

Veja, abaixo, alguns símbolos utilizados neste material para guiá-lo em seus estudos.



Fala do professor.


Conceitos importantes. Fique atento!


Atividades que devem ser elaboradas por você, após a leitura dos textos.


Indicação de Materiais complementares, referentes ao conteúdo estudado.


Destaque de algo importante, referente ao conteúdo apresentado. Atenção!


Reflexão, Curiosidade ou outros conceitos referente ao conteúdo apresentado.


Espaço reservado para as anotações que você julgar necessárias.





Matemática I


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Olá
Meu nome é Ronaldo Barbosa Alvim, responsável pela disciplina Matemática I. Atuo
como professor do IFES no campus de Cachoeiro de Itapemirim. Sou graduado em
Matemática (2000) pela UFF, Especialista em Matemática e Estatística (2001) pela UFLA
e Mestre em Modelagem Computacional (2004) pela UERJ. Minhas áreas de interesse são:
Modelagem Matemática, Cálculo Numérico, Problemas Inversos, Probabilidade e
Estatística.
Nesta disciplina você conhecerá a teoria dos conjuntos, que é um tema central para vários
ramos da matemática e relacionado aos primórdios da matemática, sendo tratada a teoria
dos conjuntos de modo informal e não axiomática, irá estudar também as funções reais,
sendo capaz de realizar uma primeira análise gráfica, iniciando é claro seu estudo com um
enfoque mais geral, ou seja, o de relações entre conjuntos.
Comentários de natureza histórica estão presentes ao longo de todo o material, situando
você no tempo e conhecendo os grandes matemáticos que deixaram contribuições
marcantes em nossa evolução.
O material tem o intuito de ser um guia na orientação da disciplina de Matemática I onde
podemos ressaltar os pontos mais importantes da teoria que está sendo abordada, por meio
de exemplos de aplicações diversas tentando contextualizar a matemática em nossa vida,
pois de exemplos da vida que ela se iniciou. Um ponto importante para um bom curso de
Matemática e utilizar a bibliografia indicada, procurando mais exemplos e outras
abordagens que poderemos discutir nos fóruns. Quando estudarmos funções reais será
interessante e necessário o uso de algum visualizador gráfico, no mercado existem vários
pacotes famosos como Maple e Matlab, mas vamos optar por utilizar um software livre, o
Winplot, onde seu download estará disponível em nosso ambiente.
Cada capítulo é acompanhado de exercícios que devem ser resolvidos e enviados pelo
ambiente moodle, quando solicitados, onde serão avaliado, os gabaritos de todas as
atividades encontram-se no final do material. Lembre-se que estas atividades possuem
tempo determinado de entrega, levando vocês a criarem o hábito de estudo contínuo,
importante em qualquer aprendizado e indispensável no ensino a distância.
Concluo, desejando a todos muito sucesso!
Prof. Ronaldo Barbosa Alvim
Matemática I


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Sumário
1. CONJUNTOS E SUBCONJUNTOS ........................................................................................................................... 7
1.1. NOTAÇÃO ........................................................................................................................................................ 7
1.2. CONJUNTOS FINITOS E INFINITOS ........................................................................................................................ 8
1.3. IGUALDADE DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 98
1.4. CONJUNTO NULO .......................................................................................................................................... 9
1.5. SUBCONJUNTOS ............................................................................................................................................ 9
1.6. SUBCONJUNTO PRÓPRIO ........................................................................................................................... 80
1.7. COMPARABILIDADE ................................................................................................................................... 80
1.8. TEOREMA DA DEMONSTRAÇÃO .............................................................................................................. 80
1.9. CONJUNTOS DE CONJUNTOS ...................................................................................................................... 8
1.10. CONJUNTO UNIVERSAL ............................................................................................................................... 8
1.11. CONJUNTO DE POTÊNCIA .............................................................................................................................. 81
1.12. CONJUNTOS DISJUNTOS ............................................................................................................................ 82
1.13. DIAGRAMAS DE VENN ............................................................................................................................... 82
1.14. DIAGRAMAS DE LINHA .............................................................................................................................. 83
1.15. DESENVOLVIMENTO AXIOMÁTICO DA TEORIA DOS CONJUNTOS ................................................. 83

CAPÍTULO 2 -OPERAÇÕES DE CONJUNTOS ........................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 3 -RELAÇÕES E FUNÇÕES ...................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 4 -FUNÇÃO LINEAR ...............................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 5 -FUNÇÃO QUADRÁTICA....................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 6 -FUNÇÃO MODULAR ..........................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
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2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 7 -FUNÇÃO EXPONENCIAL..................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 8 -FUNÇÃO LOGARTIMICA .................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8

CAPÍTULO 9 -PROGRESSÕES ...................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.5
2.2. UNIÃO DE CONJUNTOS .......................................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
2.3. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................... 8
2.4. DIFERENÇA DE CONJUNTOS ....................................................................................................................... 8
2.5. COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ....................................................................................................... 8
2.6. OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ........................................................................................ 8


GABARITOS .....................................................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

REFERÊNCIAS .................................................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
ANEXOS.............................................................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.
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1. CONJUNTOS E SUBCONJUNTOS

Prezado aluno,
Começaremos nossa primeira aula estudando a fundamental
teoria dos conjuntos primeiramente concebida pelo
matemático do século XIX Georg Cantor, estudo que
tratava da teoria das Séries Trigonométricas. Seu trabalho
inicialmente não foi aceito pela comunidade acadêmica
mais influenciou profundamente matemáticos e estudiosos
do século XX. Em geral, esta disciplina gera pré-requisitos,
ou seja, a compreensão dos conceitos estudados em uma
aula é a base para o entendimento das aulas posteriores.
Bom estudo!
1.1. Notação
Em geral representamos conjuntos listando seus elementos entre chaves e o
denominando por uma letra maiúscula, como no exemplo abaixo:
A = {a,b,c,d,e,f}
Observe que seus elementos são separados por vírgula e em geral
representados por letras minúsculas.
Quando o conjunto possui um número muito grande de elementos podemos
simplificar sua notação utilizando reticências ... , dando o sentido de
continuação. Veja sua utilização no exemplo abaixo:
B = {1,5,9,13,...,21,25,29}
Esta forma de notação de conjunto é chamada de forma tabular, que como
vimos exibe os elementos do conjunto. Mas podemos representar um
conjunto pela propriedade que seus elementos possuem em comum, evitando
desta maneira escrever por extenso os elementos do conjunto. Veja o
exemplo:
C={x/x é consoante} que é equivalente a dizer C={a,e,i,o,u}
Quando um conjunto possui elementos repetidos, não é necessário
representá-los mais de uma vez. Para ilustrar no exemplo abaixo, vamos
representar o conjunto das letras da palavra CONTATO
D={c,o,n,t,a}

George Cantor
(1845-1918)
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Como vimos podemos representar um conjunto por uma propriedade, mas
podemos destacar uma propriedade que não caracteriza um conjunto. Um
paradoxo que caracteriza é atribuído ao matemático Bertrand Russel, o
famoso paradoxo do Barbeiro. Observe:

Em uma aldeia onde, todos os dias, um barbeiro faz a barba de todos os
homens que não barbeiam a si próprios e a mais ninguém. Quem barbeia o
barbeiro?
Concluímos que, se o barbeiro se barbear, então ele não barbeia a si próprio,
e se ele se não se barbear, então ele se barbeia.
Perceba que o paradoxo é equivalente a proposição de que existe o conjunto
que contém todos os conjuntos.
Relação de Pertinência
A relação entre elemento e conjunto é conhecida como relação de
pertinência que simbolizamos por ∈ “pertence” e ∉ “não pertence”. Por
exemplo
Maçã ∈ {Laranja, Melão, Maçã, Uva}
Carro ∉{Cafeteira, Liquidificador, Batedeira, Forno de microondas}
1.2. Conjuntos Finitos e Infinitos
Os conjuntos finitos possuem um número definido de elementos, ou seja, sua
contagem chega a um final, o oposto o classificamos como conjunto infinito
O conjunto A é um conjunto infinito
A={2,6,10,14,18,...}
O conjunto B é um conjunto finito
B={x/x é uma rua do Brasil}

Bertrand Russel
(1845-1918)
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Perceba que embora o conjunto B seja difícil de ser enumerado, mesmo
assim, é um conjunto finito.
1.3. Igualdade de Conjuntos
Dois conjuntos são iguais se e somente se possuem os mesmos elementos,
não necessariamente na mesma ordem, observe os exemplos:
Seja A={φ , β , γ ,ϑ , ρ ,ϖ }, B={ϖ , γ ,τ , ξ , µ } e
C={ ρ ,ϑ , β , φ , γ ,ϖ }, logo
A = C “A é igual a C”
A≠ B “A é diferente de B”
Ou seja, cada elemento que pertence a A, pertence também a B, e cada
elemento que pertence a B pertence também a A.
1.4. Conjunto Nulo
O conjunto nulo é também chamado de conjunto vazio, utilizamos o símbolo
∅ ou { } para simbolizá-lo. O Conjunto vazio é o conjunto que não possui
nenhum elemento. Os conjuntos abaixo são exemplos de conjuntos nulos.
A={x/x é professor da Licenciatura em Informática com mais de 150 anos}
B={x/x é um número natural menor que 30 e maior que 50}


Cuidado!
Vários alunos utilizam de forma errônea o símbolo {∅} para
simbolizar conjunto vazio, sendo que o significado do que
está escrito não passa de um simples conjunto unitário.

1.5. Subconjuntos
As relações de inclusão auxiliam muito na introdução do conceito de
subconjunto, pois a utilizamos para relações entre conjuntos ou entre
subconjuntos e conjuntos. Os símbolos são
⊂ lê-se “está contido”
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⊄ lê-se “não está contido”
⊃ lê-se “contém”
⊇ lê-se “não contém”
Seja A = {1,2,3}
Então {1,2} ⊂ A ou A ⊃ {1,2}
Utilizando a notação acima se B é subconjunto de C então podemos registrar
B ⊂ C, sendo que todo elemento do conjunto B seja também elemento do
conjunto C. Logo diremos que B ⊄ C se B possuir algum elemento que não
pertence ao conjunto C.
1.6. Subconjunto Próprio
Como cada conjunto A é um subconjunto de si mesmo, denominamos B de
subconjunto próprio de A. Se primeiramente B for subconjunto de A e,
segundo, não é igual a A. Concluindo
B ⊂ A e B ≠ A
Alguns autores utilizam uma notação diferenciada
B ⊆ A para “B é subconjunto de A”
B ⊂ A para “B é subconjunto próprio de A”
1.7. Comparabilidade
Dizemos que dois conjuntos são comparáveis quando pelo menos um está
contido no outro, ou seja, A ⊂ B ou B ⊂ A.
1.8. Demonstração
A demonstração em Matemática tem sido abandonada das aulas de ensino
fundamental e médio e praticamente extinta de grande parte dos livros
didáticos, este hábito descaracteriza como a Matemática torna verdadeira
suas afirmações, assim desestimulando o aluno ao seu aprendizado,
encontrando os conceitos resumidos a fórmulas prontas, dando ao aluno a
sensação de impotência, de ser capaz de entender como aquelas idéias foram
concebidas. O rigor das demonstrações matemáticas é a que distingue de
outras ciências. Pense nisso, pois você amanhã será um professor; estamos
num curso de licenciatura, e não devemos retirar de nossas aulas
experiências que levem a formação de alunos críticos.
Matemática I


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Teorema sobre conjuntos:

Se A é um subconjunto de B, e se B é um subconjunto de C,
logo A é um subconjunto de C, ou seja,
A ⊂ B e B ⊂ C, então A ⊂ C
1.9. Conjuntos de Conjuntos
A expressão conjuntos de conjuntos, utilizada para representar conjuntos
exclusivamente formadas por conjuntos é freqüentemente substituída por
família de conjuntos ou classe de conjuntos.
Simbolizamos famílias de conjuntos geralmente por letras manuscritas como
A,B,...
Um caso muito raro na teoria de conjuntos são conjuntos formados de
membros que são conjuntos e outros que não são conjuntos. Veja o exemplo
A = {7,{1,2,8},{5,9},12}
Observe que o conjunto A não é uma família de conjuntos, pois alguns de
seus membros são conjuntos e outros não.
1.10. Conjunto Universal
A concepção do conjunto Universo, foi realizada pelo brilhante matemático
Augustus De Morgan (1806-1871). O conjunto universo é o conjunto de
todos os elementos de interesse para o problema que estamos tratando.
1.11. Conjunto de Potência
É possível quantificarmos quantos subconjuntos possui um conjunto sem ser
necessário exibi-los um a um. O família de todos os subconjuntos de um
conjunto A é denominada, conjunto de potência de A, ou, conjunto das
partes do conjunto A.
Por exemplo, seja A = {1,2,3}
Então 2
A
= {{1},{2},{3},{1,2},{1,3},{2,3},{1,2,3},∅}}.
Algumas observações são importantes de serem realizadas:

Augustus D. Morgan
(1806-1871)
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- O conjunto vazio é subconjunto do conjunto A, como é subconjunto de
qualquer conjunto;
- O conjunto A é subconjunto dele mesmo;
- Se utilizarmos a expressão 2
n
, sendo n o número de elementos do conjunto
inicial A, teremos o número de subconjuntos de A;
A possui 3 elementos, logo, 2
3
= 8, que é o número de subconjuntos do
conjunto A.
1.12. Conjuntos Disjuntos
Alguns conjuntos não possuem nenhum elemento em comum estes conjuntos
são denominados conjuntos disjuntos.
A = {r,w,t,v} e B = {ϕ,λ,θ}, são conjuntos disjuntos, pois não conseguimos
encontrar nenhum elemento que pertença ao conjunto A e também ao
conjunto B.
Diferente do exemplo abaixo:
C = {k,l,x,τ} e D = {a,f,h,τ}, note que τ ∈ C e τ ∈D, logo C e D, não são
conjuntos disjuntos.
1.13. Diagrama de Venn
O matemático inglês John Venn (1834-1923), criou uma representação
visual para os conjuntos, onde delimitamos os conjuntos por áreas no plano
onde se facilita muito o trabalho de se relacionar conjuntos.
O conjunto A = {1,4,7,10} é representado abaixo pelo diagrama de Venn










A

John Venn
(1834-1923)
.1 .4

.7
.10
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A relação de inclusão C ⊂ D é representada também pelo diagrama de Venn
abaixo





1.14. Desenvolvimento Axiomático da Teoria dos
Conjuntos
Para iniciarmos um desenvolvimento axiomático em qualquer área da
Matemática, necessitamos de termos indefinidos e relações indefinidas, em
que se encaixa a teoria dos conjuntos, pois elemento e conjunto são termos
indefinidos e “elemento pertence a um conjunto” é uma relação indefinida.
Logo:

Axioma da Extensão:
Dois conjuntos A e B são iguais se cada elemento de pertence também a B e cada
elemento em B pertence a A.
Axioma de Especificação:
Seja P(x) uma proposição qualquer e seja A um conjunto qualquer. Existe assim um
conjunto
B = {a/a ∈A, P(a) é verdadeiro}
Observe que P(x) é uma sentença variável para a qual P(a) é verdadeiro ou falso para
qualquer a ∈ A.
Axioma da Extensão:
Dois conjuntos A e B são iguais se cada elemento de pertence também a B e cada
elemento em B pertence a A.
Axioma de Especificação:
Seja P(x) uma proposição qualquer e seja A um conjunto qualquer. Existe assim um
conjunto
D

C
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B = {a/a ∈A, P(a) é verdadeiro}
Observe que P(x) é uma sentença variável para a qual P(a) é verdadeiro ou falso para
qualquer a ∈ A.


1.15. Operações com Conjuntos
1.15.1. União de Conjuntos

Simbolizamos a união de dois conjuntos por A∪B, conjunto este formado
pelos elementos pertencentes a A ou pertencentes a B. Veja o exemplo:
Sendo A = {1,2,3,5,6} e B = {5,6,7,8,9}, temos:
B A∪ = {1,2,3,5,6,7,8,9}
Observe que não devemos simbolizar mais de uma vez na união os
elementos comuns aos dois conjuntos.
A união de conjuntos é comutativa pois A B B A ∪ = ∪
{ } B x ou A x x B A ∈ ∈ = ∪ /

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1.15.2. Interseção de Conjuntos

Entendemos como interseção de conjuntos a operação que identifica quais
elementos são comuns entre os conjuntos. Veja o exemplo:
Sendo A = {1,2,3,5,6} e B = {5,6,7,8,9}, temos:
B A∩ = {5,6}
Como é obvio de se observar a interseção de conjuntos é uma operação
comutativa, pois B A B A ∩ = ∩
1.15.3. Diferença de Conjuntos

Um grande erro ao executar essa operação é entendê-la com o objetivo de
simplesmente mostrar o que é diferente aos dois conjuntos, sendo que a
correta leitura é identificar o que é exclusivo do primeiro conjunto. Veja o
exemplo:
Sendo A = {1,2,3,5,6} e B = {5,6,7,8,9}, temos:
A-B = {1,2,3}, ou seja, os elementos que são exclusivos do conjunto A;
B-A = {7,8,9}, ou seja, os elementos que são exclusivos do conjunto B.
Observe que a diferença de conjuntos não é comutativa pois A B B A − ≠ − .
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1.15.4. Complementar de um Conjunto
Dado o universo U = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9} e o conjunto A = {1,3,5,7},
dizemos que o complementar de A em relação a U é {0,2,4,6,8,9}, ou seja, é
o conjunto formado pelos elementos de U que não pertencem a A.

Cuidado!
O complementar de um conjunto só tem sentido quando
fixamos um conjunto universo U.

De um modo geral, dado um conjunto A de um certo universo U, chama-se
complementar de A em relação a U o conjunto formado pelos elementos de
U que não pertencem a A; indica-se
A
U
C ou
c
A ou A.
Logo, { } A x e U x x A
c
∉ ∈ = /


Propriedades
- ( ) A A
c
c
= para todo U A ⊂ (o complementar do complementar de um conjunto A é o
próprio conjunto A).
- Se B A ⊂ , então
c c
A B ⊂ (se um conjunto está contido em outro, seu complementar
contém o complementar desse outro). Escrevendo de outra forma:
c c
A B B A ⊂ ⇒ ⊂

1.15.5. Relação entre União e Interseção de Conjuntos
( ) ( ) ( ) ( ) B A n B n A n B A n ∩ − + = ∪
Exemplo:
Numa pesquisa de opinião pública sobre dois jornais A e B, obtemos o
seguinte resultado:
- 70% dos entrevistados lêem o jornal A;
- 60% dos entrevistados lêem o jornal B.
Qual o percentual de entrevistados lê os dois jornais, sendo que todos
entrevistados lêem pelo menos um dos jornais A e B?
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( ) ( ) ( ) ( )
( )
( )
( ) % 30
% 100 % 130
% 60 % 70 % 100
= ∩
− = ∩
∩ − + =
∩ − + = ∪
B A n
B A n
B A n
B A n B n A n B A n

1.15.6. Produto Cartesiano
Dados os conjuntos A e B, chama-se produto cartesiano A com B, ao conjunto
AxB, formado por todos os pares ordenados (x,y), onde x é elemento de A e y é
elemento de B, ou seja ( ) { } B y ou A x y x AXB ∈ ∈ = / ,
Exemplo
Dados A={a,b,c,d} e B={1,2,3}, o produto cartesiano AxB, terá 12 pares
ordenados e será dado por:
AxB = {(a,1),(a,2),(a,3),(b,1),(b,2),(b,3),(c,1),(c,2),(c,3),(d,1),(d,2) ,(d,3)}



1.16. Conjuntos Numéricos
Neste tópico, estudaremos os conjuntos em que seus elementos são números.
Por isso, denominamos conjuntos numéricos. Perceba que em cada um
deles, os elementos têm características em comum. Farão parte deste breve
estudo os conjuntos dos números naturais, dos inteiros, dos racionais, dos
irracionais e, por último o conjunto dos números reais.
1.16.1. Conjunto dos Números Naturais
“Deus criou os números naturais. O resto é obra dos homens.”
(Leopold Kronecker)


Giuseppe Peano
(1858-1932)

Leopold Kronecker
(1823-1891)
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As afirmações abaixo são conhecidas como axiomas de Peano. Tudo o que
se sabe sobre os números naturais pode ser demonstrado como conseqüência
desses axiomas.


Propriedades:
- Todo número natural tem um único sucessor;
- Números naturais diferentes têm sucessores diferentes;
- Existe um único número natural, chamado um e representado pelo símbolo 1, que não
é sucessor de nenhum outro;
- Seja X um conjunto de números naturais (isto é, N X ⊂ ). Se X ∈ 1 e se, além disso,
o sucessor de todo elemento de X ainda pertence a X, então X = N.


1.16.2. Conjunto dos Números Inteiros
O conjunto dos números inteiros é representado por:
Z = {...,-4,-3,-2,-1,0,1,2,3,4,...}
Destacamos os seguintes subconjuntos de Z:
- N, pois Z N ⊂ .
- { } 0
*
− = Z Z ou
*
Z = {...,-4,-3,-2,-1,1,2,3,4,..}
Observe que o símbolo (*), exclui o número “0” (zero).


Curiosidade!
O símbolo dos inteiros Z é a primeira letra da palavra ZAHI,
que em alemão significa número.

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1.16.3. Conjunto dos Números Racionais
Ao incluirmos as frações não aparentes positivas e negativas ao
conjunto dos inteiros, obtemos o conjunto dos números racionais que
simbolizamos por Q. Veja então exemplos de números racionais:
. ,
4
3
,
2
1
, 0 ,
2
1
, 2 ,
4
3
, 5 etc − − − −
Lembre-se que todo racional pode ser escrito na forma
b
a
, com
0 , ≠ ∈ ∈ b e Z b Z a

Curiosidade!
O símbolo dos racionais Q tem origem da palavra quociente.
Existem três formas de decimais que são gerados de frações, que
temos o hábito de chamá-las frações geratrizes, são eles os decimais
exatos, dízimas periódicas simples, dízimas periódicas compostas.
Vamos, agora, ver como podemos transformar decimais em suas
respectivas frações geratrizes:
Decimais Exatos
Para extrair a fração geratriz de um decimal exato, basta
eliminarmos a vírgula e dividimos o número encontrado por uma
potência de 10, com o número de zeros equivalente a quantidade de
casas decimais do decimal original. Veja:
2
25
10
125
5 , 12 = =
Dízima Periódica Simples
Para extrair a fração geratriz de uma dízima periódica simples,
devemos dividir os números após a vírgula por um número formado
unicamente pelo algarismo “9”, na quantidade de algarismos que se
repetem na dízima original. Veja:
11
4
99
36
... 363636 , 0
9
7
... 7777 , 0
= =
=

Vamos agora mostrar um exemplo onde a dízima periódica simples
possui valores diferentes de zero a esquerda da vírgula (números inteiros).
Neste caso, devemos utilizar o velho conceito de número misto. Veja:
Matemática I


21
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9
31
9
4
3 ... 4444 , 3 = =
Para sairmos de um número misto acima foi feita a operação (3 X 9 + 4 =
31) e repetimos o denominador.

99
409
99
13
4 ... 131313 , 4 = =
Dízima Periódica Composta
O que diferencia uma dízima periódica simples, de uma dízima periódica
composta é o fato de a dízima composta possuir após a vírgula parte não
periódica e periódica, diferente da simples, que após a vírgula possui apenas
parte periódica.
Veja que “13” representa a parte não-periódica e “26” a parte periódica.
... 13262626 , 0
Aprenderemos como encontrar a fração geratriz de uma dízima periódica
composta .
Devemos escrever no numerador o número representado até o início da
primeira repetição e após devemos subtrair a parte não periódica após a
vírgula, no denominador devemos escrever um algarismo “9” para cada
algarismo que se repita na dízima, e um algarismo “0” para cada algarismo
que não se repita após a vírgula. Veja a extração da fração geratriz da
dízima acima:
9900
1313
9900
13 1326
... 13262626 , 0 =

=
Se existir um número inteiro à esquerda, devemos proceder da mesma forma
que aprendemos na dízima periódica simples, ou seja, utilizando número
misto.
990
4309
990
349
4
990
3 352
4 ... 3525252 , 4 = =

=

Matemática I


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Atenção!
Uma outra notação correta para dízima periódica é
escrevermos um traço sobre a parte periódica da dízima.
79 4 , 23 ... 47979 , 23 = (Dízima Periódica Composta)
47 , 2 ... 474747 , 2 = (Dízima Periódica Simples)


1.16.4. Conjunto dos Números Irracionais
Você viu no tópico anterior que existem três tipos de decimais que
pertencentes ao conjunto dos racionais, pois podem ser escritos na forma de
uma fração. Mas os decimais infinitos e não-periódicos não podem ser
escritos na forma de uma fração; estes são conhecidos como irracionais.
Veja o exemplo:
... 7320508 , 1 3
... 4142135 , 1 2
=
=

Existem dois números irracionais muito conhecidos no meio científico. Em
função disso, receberam nomes e simbologias diferenciadas:
O Número Pi
... 1415926535 , 3 = π
O Número de Euler
... 718 , 2 = e
1.16.5. Conjunto dos Números Reais
O conjunto dos números reais é obtido da união do conjunto dos números
racionais e irracionais, ou seja, I Q R ∪ = .
Os números racionais não são suficientes para esgotar todos os pontos da
reta real. Números como 5 não era alcançado com os números racionais,
mas agora temos uma relação biunívoca, ou seja, todo ponto da reta é
representado por um único número real, assim como, cada número real
representa um único ponto da reta.

Leonhard Euler
(1707-1783)
Matemática I


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Cuidado!
É comum escutarmos nos meios de comunicação,
principalmente na televisão, pessoas utilizando a palavra
incomensurável em frases do tipo:
“Existia um número incomensurável de pessoas no protesto.”
Deviríamos dizer incontável, ficando assim:
“Existia um número incontável de pessoas no protesto”
Pode aparentar ser a mesma coisa, mas em Matemática
incomensurável é uma relação entre duas grandezas de
mesma espécie, ou seja, nada será incomensurável se não
comparado com outro objeto (grandeza) de sua mesma
espécie.

O diagrama abaixo relaciona os conjuntos numéricos que estudamos até este
momento:

Todos os números naturais, inteiros, racionais e irracionais, são números
reais.



Matemática I


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Atividades



1. Uma pesquisa de mercado sobre o consumo de três marcas A, B e
C de um determinado produto apresentou os seguintes resultados:

A - 48% A e B - 18%
B - 45% B e C - 25%
C - 50% A e C - 15%
nenhuma das 3 - 5%

a) Qual é a porcentagem dos entrevistados que consomem as três
marcas A, B e C?
b) Qual é a porcentagem dos entrevistados que consomem uma e
apenas uma das três marcas?

2. (Universidade Federal do Paraná - 97)
Foi realizada uma pesquisa para avaliar o consumo de três produtos
designados por A, B, C. Todas as pessoas consultadas responderam
à pesquisa e os resultados estão indicados no quadro a seguir:




Observação: O consumidor de dois produtos está incluído também
como consumidor de cada um destes dois produtos. Com base
nestes dados, calcule o número total de pessoas consultadas.

3. Sendo A = {2, 3, 4, 5, 9}, B = {2, 3, 7, 8, 10} e C = {2, 3, 4}, faça o
diagrama das reuniões a seguir, hachurando as regiões
correspondentes
a) A » B
b) A » C

Matemática I


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4. Complete com os símbolos: Æ, È, Å, Ä, ¿ ou não está contido as
sentenças a seguir, de forma a torná-las todas verdadeiras:
a) 5 _____ { 2, 3, 4, 5, 6, 7}
b) {7, 9} _____ {1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}
c) ¹ _____ 8
d) {5, 7} _____ {5}
e) 7 È {5, 6, _____, 8, 9}

5. Se um conjunto Z tem apenas 32 subconjuntos, quantos elementos
tem esse conjunto Z?

6. Monte um conjunto A e um conjunto B, sabendo-se que A tem
apenas 2 elementos, que B tem pelo menos 3 elementos e que A »
B Å H, sendo

H = {1, 3, 4, 8, 16, 24, 40}

7. Se A, B e C são três conjuntos onde n(A) = 25, n(B) = 18, n(C) =
27, n(A º B) = 9, n(B º C) = 10, n(A º C) = 6 e n(A º B º C) = 4,
(sendo n(X) o número de elementos do conjunto X), determine o valor
de n ((A » B) º C).

8. Em uma turma de 60 alunos, 21 praticam natação e futebol, 39
praticam natação e 33 praticam futebol.
a) Qual a porcentagem de alunos que praticam um, e somente um,
desses esportes?
b) Qual a porcentagem de alunos que não praticam nenhum desses
esportes?

9. Numa pesquisa de mercado, verificou-se que 150 pessoas utilizam
pelo menos um dos produtos B ou C. Sabendo que 95 dessas
pessoas não usam o produto C e 25 não usam o produto B, qual é o
número de pessoas que utilizam os produtos B e C?

10. Um trem viajava com 242 passageiros, dos quais:
- 96 eram brasileiros,
- 64 eram homens,
- 47 eram fumantes,
- 51 eram homens brasileiros,
- 25 eram homens fumantes,
- 36 eram brasileiros fumantes,
- 20 eram homens brasileiros fumantes.

Calcule:
a) o número de mulheres brasileiras não fumantes;
b) o número de homens fumantes não brasileiros;
c) o número de mulheres não brasileiras, não fumantes.

Matemática I


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11. Considere um grupo de 50 pessoas que foram identificadas em
relação a duas categorias: quanto à cor dos cabelos, louras ou
morenas; quanto à cor dos olhos, azuis ou castanhos. De acordo com
essa identificação, sabe-se que 14 pessoas no grupo são louras com
olhos azuis, que 31 pessoas são morenas e que 18 têm olhos
castanhos.

Calcule, no grupo, o número de pessoas morenas com olhos
castanhos.

12. Em uma escola, foi feita uma pesquisa entre 320 alunos para
verificar quantos falam inglês ou espanhol.

O resultado foi o seguinte:
- 45 não falam esses idiomas
- 250 falam inglês
- 180 falam espanhol

Quantos dos alunos entrevistados falam esses dois idiomas?

13. As marcas de cerveja mais consumidas em um bar, num certo
dia, foram A, B e S. Os garçons constataram que o consumo se deu
de acordo com a tabela a seguir:



a) Quantos beberam cerveja no bar, nesse dia?
b) Dentre os consumidores de A, B e S, quantos beberam apenas
duas dessas marcas?
c) Quantos não consumiram a cerveja S?
d) Quantos não consumiram a marca B nem a marca S?

14. Dos 135 funcionários de uma empresa localizada em Niterói, 2/3
moram na cidade do Rio de Janeiro. Dos funcionários que moram na
cidade do Rio de Janeiro, 3/5 usam ônibus até a estação das barcas
e, em seguida, pegam uma barca para chegar ao trabalho. Sabe-se
que 24 funcionários da empresa usam exclusivamente seus próprios
Matemática I


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automóveis para chegar ao trabalho, sendo que 1/3 destes não mora
na cidade do Rio de Janeiro. Os demais funcionários da empresa
usam somente ônibus para chegar ao trabalho.
Determine:
a) o número de funcionários da empresa que usam somente ônibus
para chegar ao trabalho;
b) o número de funcionários da empresa que usam somente ônibus
para chegar ao trabalho e que não moram na cidade do Rio de
Janeiro.

15. Numa pesquisa de mercado, foram entrevistados consumidores
sobre suas preferências em relação aos produtos A e B. Os
resultados da pesquisa indicaram que:

- 310 pessoas compram o produto A;
- 220 pessoas compram o produto B;
- 110 pessoas compram os produtos A e B;
- 510 pessoas não compram nenhum dos dois produtos.

Indique o número de consumidores entrevistados, dividido por 10.

16. Uma amostra de 100 caixas de pílulas anticoncepcionais
fabricadas pela Nascebem S.A. foi enviada para a fiscalização
sanitária.
No teste de qualidade, 60 foram aprovadas e 40 reprovadas, por
conterem pílulas de farinha. No teste de quantidade, 74 foram
aprovadas e 26 reprovadas, por conterem um número menor de
pílulas que o especificado.
O resultado dos dois testes mostrou que 14 caixas foram reprovadas
em ambos os testes.
Quantas caixas foram aprovadas em ambos os testes?

17. Um clube oferece a seus associados aulas de três modalidades
de esporte: natação, tênis e futebol. Nenhum associado pôde se
inscrever simultaneamente em tênis e futebol, pois, por problemas
administrativos, as aulas destes dois esportes serão dadas no mesmo
horário. Encerradas as inscrições, verificou-se que: dos 85 inscritos
em natação, 50 só farão natação; o total de inscritos para as aulas de
tênis foi de 17 e, para futebol, de 38; o número de inscritos só para as
aulas de futebol excede em 10 o número de inscritos só para as de
tênis.

Quantos associados se inscreveram simultaneamente para aulas de
futebol e natação?

18. Os 87 alunos do 3¡. ano do ensino médio de uma certa escola
prestaram vestibular para três universidades: A, B e C. Todos os
alunos dessa escola foram aprovados em pelo menos uma das
Matemática I


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universidades, mas somente um terço do total obteve aprovação em
todas elas. As provas da universidade A foram mais difíceis e todos
os alunos aprovados nesta foram também aprovados em pelo menos
uma das outras duas.
Os totais de alunos aprovados nas universidades A e B foram,
respectivamente, 51 e 65. Sabe-se que, dos alunos aprovados em B,
50 foram também aprovados em C. Sabe-se também que o número
de aprovados em A e em B é igual ao de aprovados em A e em C.

Quantos alunos foram aprovados em apenas um dos três vestibulares
prestados? Justifique.

19. Uma pesquisa sobre os grupos sangüíneos ABO, na qual foram
testadas 6000 pessoas de uma mesma raça, revelou que 2527 têm o
antígeno A, 2234 o antígeno B e 1846 não têm nenhum antígeno.
Nessas condições, qual é a probabilidade de que uma dessas
pessoas, escolhida aleatoriamente, tenha os dois antígenos?

20. Um grupo de alunos de uma escola deveria visitar o Museu de
Ciência e o Museu de História da cidade. Quarenta e oito alunos
foram visitar pelo menos um desses museus. 20% dos que foram ao
de Ciência visitaram o de História e 25% dos que foram ao de História
visitaram também o de Ciência.
Calcule o número de alunos que visitaram os dois museus.

21. Dados os subconjuntos de IR calcule: (faça o gráfico)

A = {x Æ IR / -2 ´ x < 3};
B = {x Æ IR / 1 ´ x < 4};
C = {x Æ IR / x < 0}

a) A » B
b) A º B
c) (A º C) º B

22. Complete as sentenças a seguir com os símbolos referentes às
funções contém, não contém, contido, não contido de forma a tornar
todas elas verdadeiras:


Matemática I


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23. Classifique em V ou F:




24. Usando Æ ou È complete:




25. Obtenha as geratrizes das seguintes dízimas periódicas. Use o
dispositivo prático.
a) -2,0313131....
b) 5,121212....

26. Complete com os símbolos Å, Ä, Æ, È de modo a tornar
verdadeira cada uma das sentenças a seguir:




27. Complete as sentenças a seguir com os símbolos apropriados
(pertinência, não pertinência, continência, não continência, contido e
não contido), para torná-las todas verdadeiras.
Matemática I


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28. Escreva na forma de fração m/n a soma 0, 2222... + 0, 23333....

29. Sabe-se que o número A = 2Ñ . 3Ò . 5ö . 31 é o mínimo múltiplo
comum dos números 2480 e 1500. Determine a soma x + y + b + t.

30. Se 1/[(1/3) + (1/4)] = p/q, onde p e q são números inteiros
positivos relativamente primos, determine p+q.

31. Seja A/B, com A e B inteiros primos entre si, a fração geratriz da
dízima periódica 4,373737.... Indique a soma dos algarismos de A.





[1]LIPSCHUTZ, S. Teoria dos Conjuntos. Ed McGraw-Hil do Brasil, Ltda, 5. Ed, 1973.
[2] FRANCO DE SOUZA, A.J. Teoria de Conjuntos Intuitiva e Axiomática. . Ed. Livraria
Escolar.




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Matemática I


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Matemática I


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2. RELAÇÕES E FUNÇÕES

As necessidades do homem, com os mais variados propósitos, fizeram dele, através dos
tempos, um estudioso dos problemas naturais, bem como de suas causas e efeitos.
Essa busca nos fez perceber que tudo e todos estão relacionados de tal forma que nenhum
efeito tem origem numa única causa.
Para perceber essa relação vamos usar como exemplo uma flor, que aos olhos de um
admirador representa a beleza, o amor e a paz e aos olhos de um sensível observador, a
imagem de nosso mundo, cofatores individuais, físicos, econômicos, humanos e sociais.
Na linguagem do dia-a-dia é comum ouvirmos frases como: “Uma coisa depende da outra”
ou “Uma está em função da outra”. Não é raro também abrirmos revistas ou jornais e
encontrarmos gráficos, sobre os mais variados assuntos, mostrando a dependência entre os
fatores em estudo.
A ideia de um fator variar em função de outro e de se representar essa variação por meio de
gráficos, de certa forma, já se tornou familiar em nossos dias. No entanto, essa forma de
representação não foi sempre assim. O conceito de função sofreu várias interpretações até
chegar ao modernamente utilizado.
No século XVIII, Leibniz considerou como função as quantidades geométricas variáveis,
relacionadas com uma curva.
Bernoulli chamou de funções as expressões analíticas que envolvem apenas uma quantidade
variável.
Posteriormente, Euler enfatizou menos a representação analítica e deixou antever como
conceito de função toda variável que dependa da outra, ou seja, se a segunda variar a
primeira também irá variar.
Já no século XIX, matemáticos como Dirichlet e Lagrange deram novas contribuições para
os estudos das funções.
No capítulo anterior, estudamos as possíveis relações que podem se estabelecer entre os
elementos que formam um conjunto. Mas como se estabelece uma relação entre os
elementos de um conjunto e os elementos de outro conjunto? A resposta a essa pergunta é
dada pelo estudo das relações entre eles. Entretanto, como elas têm uma definição muito
ampla, se quisermos uma informação mais precisa sobre as relações que se estabelecem,
teremos de impor certas condições. As relações que se ajustarem aos critérios restritivos são
as funções.



Matemática I


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2.1. Relações Reais


Sejam A e B dois conjuntos. Uma relação R de A em B é um subconjunto qualquer de
A x B.

Exemplo:
Sejam os conjuntos { } 5 , 4 , 3 , 2 , 1 = A e { } 11 , 9 , 7 , 5 , 3 = B . Que estão
relacionados de acordo com a lei { } 1 2 / + = ∈ = x y A x R
Observe como ficou a relação B A R → : entre os conjuntos A e B
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) { } 11 , 5 ; 9 , 4 ; 7 , 3 ; 5 , 2 ; 3 , 1 = R
b) Representação de uma relação
Podemos representar uma relação ou por um diagrama de setas
ou no plano cartesiano.
Veja o exemplo de uma representação de relação no plano cartesiano:
O conjunto A é o domínio da relação R, denotado por Dom(R)
e B é o contradomínio da relação, denotado por CoDom(R).
Dom(R) = { x∈ A: existe y em B tal que (x,y) ∈ R}
Im(R)={y∈ B: existe x∈ A tal que (x,y) ∈ R}

R1={(a,1),(a,2),(a,3),(b,1),(b,2),(b,3),(c,1),(d,1),(d,2),(d,3)}

Veja agora exemplos de relações representados por diagramas de setas:
Matemática I


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R2={(a,1),(b,2),(c,3),(d,1)}

R3={(a,1),(b,1),(b,2),(c,3),(d,3)}

Dados os conjuntos A = {-1,0,1,2,3} e B={1,0,4,5} e a relação R={
(x,y) ∈ A x B /y = x
2
}
R={(-1,1),(0,0),(1,1),(2,4)}, cuja representação pode ser por
diagramas ou no plano cartesiano.
2.2. Funções
a) Definição
Dados dois conjuntos, A e B, não-vazios, dizemos que a
relação f de A em B é uma função se, e somente se, para qualquer x
pertencente ao conjunto A existe, em correspondência, um único y
pertencente a B tal que o par ordenado (x,y) pertença a f.
Vamos mostrar agora situações de relações que não consistem
em funções
Dados os conjuntos A={a,b,c,d} e B={1,2,3}. A relação
R4 = { (a,1), (b,2), (c,3), (d,3), (a,3) }
Matemática I


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não é uma função em A x B, pois associados ao mesmo valor “a”
existem dois valores distintos que são 1 e 3.


Dados os conjuntos A={a,b,c,d} e B={1,2,3}. A relação
R5 = {(a,1), (a,3), (b,2), (c,3)}
não é uma função em A x B, pois nem todos os elementos do primeiro
conjunto A estão associados a elementos do segundo conjunto B.


Uma boa técnica, que pode através dos gráficos identificar se
uma relação é ou não uma função, consiste em traçar retas paralelas ao
eixo y, se alguma delas tocar o gráfico em mais de um ponto, esta não
será uma função. Veja nos exemplos abaixo
Matemática I


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2.3. Qualidade de uma Função
a) Funções Injetoras
Uma função B A f → : é injetora se quaisquer dois elementos
distintos de A sempre possuírem imagens distintas em B, isto é:
2 1
x x ≠ implica que ( ) ( )
2 1
x f x f ≠
ou, de forma equivalente,
( ) ( )
2 1
x f x f = implica que
2 1
x x =

Exemplos:
1. A função R R f → : definida por ( ) 2 3 + = x x f é injetora,
pois sempre que tomamos dois valores diferentes para x,
obtemos dois valores diferentes para f(x).
2. A função R R f → : definida por ( ) 5
2
+ = x x f não é
injetora, pois para x=1 temos f(1)=6 e para x=-1 temos f(-
1)=6.

b) Funções Sobrejetoras
Uma função B A f → : é sobrejetora se todo elemento de B é a
imagem de pelo menos um elemento de A. Isto equivale a afirmar que
a imagem da função deve ser exatamente igual a B que é o
contradomínio da função, ou seja, para todo y em B existe x em A tal
que ( ) x f y = .
Matemática I


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Exemplos:
i) A função R R f → : definida por f(x)=3x+2 é sobrejetora, pois todo
elemento de R é imagem de um elemento de R pela função.
ii) A função f:R→(0, ∞) definida por f(x) = x² é sobrejetora, pois
todo elemento pertencente a (0, ∞) é imagem de pelo menos um
elemento de R pela função.
ii) A função R R f → : definida por f(x)=2
x
não é sobrejetora, pois o
número -1 é elemento do contradomínio R e não é imagem de
qualquer elemento do domínio.
c) Funções Bijetoras
Uma função B A f → : é bijetora se ela é ao mesmo tempo
injetora e sobrejetora.
Exemplo
A função R R f → : dada por f(x)=2x é bijetora, pois é injetora
e sobrejetora.

2.4. Função Par e ímpar
a) Função par
Uma função real f é par se, para todo x do domínio de f, tem-se que
f(x)=f(-x). Uma função par possui o gráfico simétrico em relação ao
eixo vertical OY.

Exemplo
A função f(x)=x² é par, pois f(-x)=x²=f(x). Observe o gráfico
de f! Outra função par é g(x)=cos(x) pois g(-x)=cos(-x)=cos(x)=g(x).
a) Função ímpar
Uma função real f é ímpar se, para todo x do domínio de f,
tem-se que f(-x)=-f(x). Uma função ímpar possui o gráfico simétrico
em relação à origem do sistema cartesiano.
Matemática I


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Exemplo
As funções reais f(x)=5x e g(x)=sen(x) são ímpares, pois: f(-
x)=5(-x)=-5x=-f(x) e g(-x)=sen(-x)=-sen(x)=-g(x). Veja o gráfico para
observar a simetria em relação à origem.




Atividades


1. Determine A x B e A x A, sendo:
A = {1, 2, -4} e B= {2/3 , 8}

2. Examine cada relação e escreva se é uma função de A em B ou
não. Em caso afirmativo determine o domínio, a imagem e o
contradomínio.




3. Dados os conjuntos A = {0, 2, 4, 6, 8} e B = {1, 3, 5, 9}, enumere
os elementos da seguinte relação: R = {(x, y) Æ A × B | y = x + 1}.


Matemática I


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Matemática I


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3. FUNÇÃO POLINOMIAL DO PRIMEIRO
GRAU

O papiro de Rhind, uns dos documentos mais antigos e importantes sobre Matemática
Egípcia, nos mostra que em 1700 a.C. o homem já trabalhava com problemas que envolviam
quantidades desconhecidas. No século III, o matemático grego Diofanti dá a esses
problemas um tratamento especial, iniciando a teoria das equações. Só a partir do século
XVI, no entanto, com desenvolvimento da notação algébrica, é que a teoria das equações
passa a ser um ramo independente da Matemática.
A linguagem algébrica tem sido extremamente importante para ampliação do conhecimento.
Quanto mais a dominamos, mais facilmente podemos expressar e resolver problemas
científicos ou cotidianos. Estudaremos neste capítulo as equações algébricas. O que as
caracteriza, de modo geral, é a presença de uma variável e o sinal de igualdade. O sinal de
igual (=) tem o significado amplo em Matemática. Nas equações, é utilizado para expressões
que somente são iguais para certos valores (ou para nenhum valor) de suas variáveis. Aqui,
as variáveis são chamadas de termos desconhecidos ou incógnitas. Escrever essas
igualdades equivale a dar as variáveis a condição de igualarem duas expressões.
Neste capítulo, estudaremos também como modelar a função do primeiro grau que passa por
dois pontos, para modelarmos problemas onde as grandezas apresentam uma relação de
proporcionalidade.

3.1. Modelo da Função Polinomial do primeiro
grau
b ax y + =
→ y variável dependente
→ x variável independente
→ a coeficiente angular
→ b coeficiente linear
3.2. Significado dos coeficientes
O coeficiente “a” representa a taxa de crescimento da grandeza representada
no eixo das ordenadas em relação à grandeza representada do eixo das
abscissas, ou seja,
Matemática I


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0
0
x x
y y
a


=
No gráfico, o coeficiente angular é a tangente do ângulo formada pela reta,
com a horizontal
α tg a =
Quando a função representa um crescimento, o valor do coeficiente angular
é positivo. Observe no gráfico da função ( ) 1 2 + = x x f , onde o coeficiente
angular tem valor positivo (a = 2).

Quando a função representa um decrescimento, o valor do coeficiente
angular é negativo. Observe no gráfico da função ( ) 1 2 + − = x x f , onde o
coeficiente angular tem valor positivo (a = -2).

Isso faz muito sentido, pois se a função é crescente o ângulo formado pela
reta com o horizontal é agudo; logo pertencente ao primeiro quadrante, onde
a tangente é positiva. Quando a função é decrescente, o ângulo formado pela
Matemática I


42
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reta e a horizontal é obtuso; logo, pertencente ao segundo quadrante onde a
tangente é negativa.


O coeficiente linear “b” representa a quantidade inicial da grandeza
representada no eixo das ordenadas “y”. No gráfico é o ponto onde a reta
intercepta o eixo “y”.

3.3. Raízes ou zeros da função Polinomial do
primeiro grau
A raiz ou zero da função polinomial do primeiro grau é ponto onde a reta
intercepta o eixo das abscissas (eixo x), ou seja, o valor de “x” que quando
atribuído à função torna o valor de “y” nulo.
Genericamente temos:
( ) b ax x f + =
0 = +b ax , logo,
a
b
x − = .
Concluindo temos 0 = |
¹
|

\
|

a
b
f
Veja no gráfico a raiz da função ( ) 3 − = x x f , destacada em preto
Matemática I


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3.4. Construção da lei da função do primeiro grau
Vamos apresentar três maneiras de construir a lei da função do primeiro
grau.
Na primeira maneira, vamos utilizar o modelo da função do primeiro grau
b ax y + = .
Exemplo: Encontre a equação da reta que passa pelos pontos A(2,3) e
B(5,7).
Substituindo no modelo temos
( )
( ) b a
b a
+ =
+ =
5 7
2 3

Resolvendo o sistema
¹
´
¦
= +
= +
7 5
3 2
b a
b a

Multiplicando a primeira equação por (-1) e depois adicionando as equações,
encontramos
3
4
4 3
7 5
3 2
=
=
¹
´
¦
= +
− = − −
a
a
b a
b a

Agora, substituindo em qualquer equação do sistema, vamos escolher
aleatoriamente a primeira.
Matemática I


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3
1
3
8
3
3 8
3
4
2
=
− =
= + |
¹
|

\
|
b
b
b

Logo o modelo da função é
3
1
3
4
+ = x y
Na segunda maneira, vamos usar uma condição da geometria analítica, onde
o determinante entre três pontos de uma mesma reta é sempre nulo,
conhecido como condição de alinhamento de três pontos.
Os três pontos são A(2,3) ; B(5,7) e C (x,y). Então, temos:
0
1 7 5
1 3 2
1
=
y x

Aplicando a regra de Sarrus, para extração do determinante de ordem 3 X 3
(três linhas X três colunas) devemos repetir as duas primeiras linhas ou as
duas primeiras colunas, multiplicar as diagonais principais (mantendo o
sinal), e multiplicar as diagonais secundárias invertendo o sinal. Veja
1 3 2
1
0
1 7 5
1 3 2
1
y x
y x
=

3
1
3
4
1 4 3
0 1 4 3
0 2 7 15 5 14 3
+ =
+ =
= − −
= − − − + +
x y
x y
x y
y x y x

Na terceira maneira, vamos utilizar de um modelo conhecido como equação
da reta:
( )
0 0
x x a y y − = −
Primeiramente, vamos calcular o coeficiente angular como vimos no início
da aula
Matemática I


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3
4
2 5
3 7
0
0
=


=


=
a
x x
y y
a

Não se preocupe sobre qual par será ( )
0 0
, y x ou qual será ( ) y x, , pois na
verdade isso não faz diferença. Então substituindo o coeficiente angular
encontrado em algum dos pontos no modelo, temos:
( )
3
1
3
4
3
1 4
3
9 8 4
3
3
8 4
2
3
4
3
+ =
+
=
+ −
=
+

=
− = −
x y
x
y
x
y
x
y
x y

3.5. Inequação do Primeiro grau
a) Inequação do Primeiro grau com duas variáveis

Primeiro Passo: Substituímos a desigualdade por uma igualdade depois traçamos a
reta no plano cartesiano. Escolhemos um ponto auxiliar, de preferência o ponto (0, 0) e
verificamos se o mesmo satisfaz ou não a desigualdade inicial.
Segundo Passo: Em caso positivo, a solução da inequação corresponde ao
semiplano ao qual pertence o ponto auxiliar.
Terceiro Passo: Em caso negativo, a solução da inequação corresponde ao semiplano
oposto àquele ao qual pertence o ponto auxiliar.


Exemplo:
Representa graficamente a inequação 4 2 ≤ + y x


Tabela
Matemática I


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x y (x, y)
0 4 (0, 4)
2 0 (2, 0)

Verificação do ponto Auxiliar:


(Afirmativa positiva, o ponto auxiliar satisfaz a inequação).
A solução da inequação corresponde ao semiplano ao qual pertence o
ponto auxiliar (0,0).
b) Sistema de Inequações do primeiro grau com duas variáveis
Para resolver um sistema de inequações do 1º grau graficamente, devemos
traçar num mesmo plano o gráfico de cada inequação; determinar a região
correspondente à intersecção dos dois semiplanos.
Exemplo:
Dado o sistema de inequações
Matemática I


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Traçando as retas -x + y = 4 e 3x + 2y = 6.
Tabela 1
x y (x, y)
0 4 (0, 4)
-4 0 (-4, 0)

Tabela 2
x y (x, y)
0 -1 (0, -1)
1 0 (1, 0)







Matemática I


48
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Atividades
1. Seja m µ 0 um número real e sejam f e g funções reais definidas por f(x) =
x£ - 2|x| + 1 e g(x) = mx + 2m.
a) Esboçar, no plano cartesiano representado a seguir, os gráficos de f e de
g quando m = 1/4 e m = 1.



b) Determinar as raízes de f(x) = g(x) quando m = 1/2.
c) Determinar, em função de m, o número de raízes da equação f(x) = g(x).

2. Um vendedor recebe mensalmente um salário fixo de R$ 800,00 mais
uma comissão de 5% sobre as vendas do mês.
Em geral, cada duas horas e meia de trabalho, ele vende o equivalente a
R$ 500,00.
a) Qual seu salário mensal em função do número x de horas trabalhadas
por mês?
b) Se ele costuma trabalhar 220 horas por mês, o que é preferível: um
aumento de 20% no salário fixo, ou um aumento de 20% (de 5% para 6%)
na taxa de comissão?

3. Um gerente de uma loja de bolsas verificou que quando se produziam
500 bolsas por mês, o custo total da empresa era R$ 25.000,00 e quando
se produziam 700 bolsas o custo mensal era R$ 33.000,00.
a) Admitindo que o gráfico do custo mensal (C) em função do número de
bolsas produzidas por mês (x) seja formado por pontos de uma reta,
obtenha C em função de x.
b) Se a capacidade máxima de produção da empresa for de 800 unidades
por mês, obtenha o custo médio de produção de uma bolsa, em função de x
e determine o custo médio mínimo.

Matemática I


49
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4. A receita mensal de vendas de uma empresa (y) relaciona-se com os
gastos mensais com propaganda (x) por meio de uma função do 1¡. grau.
Quando a empresa gasta R$ 10.000,00 por mês de propaganda, sua receita
naquele mês é de R$ 80.000,00; se o gasto mensal com propaganda for o
dobro daquele, a receita mensal cresce 50% em relação àquela.

a) Qual a receita mensal se o gasto mensal com propaganda for de
R$30.000,00?
b) Obtenha a expressão de y em função de x.

5. O preço do gás natural para um consumidor residencial na cidade do Rio
de Janeiro é obtido a partir das informações:



O consumidor paga pelo que gasta de acordo com quatro níveis de
consumo: Os sete primeiros metros cúbicos custam R$ 2,20 cada, os
próximos dezesseis já custam mais caro, R$ 2,90 cada. Se o consumo for
acima desses 23, mais caro fica (R$ 3,60 por cada metro cúbico)... e ainda
existe mais uma faixa!
Por exemplo, se o consumo da sua casa for de 25 m¤, você deverá pagar
7 × 2,20 + 16 × 2,90 + 2 × 3,60 = R$ 69,00.
a) Quanto pagará uma família cujo consumo for de 85 m¤?
b) Escreva uma expressão que dê o valor pago por uma residência cujo
consumo mensal, N, está entre 8 e 23 m¤/mês.

Matemática I


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6. O custo de uma corrida de táxi, na cidade do Rio de Janeiro, é calculado
da seguinte forma:

- R$ 3,70 é a bandeirada (valor inicial independente da distância a ser
percorrida)
- R$ 0,15 para cada 100 metros percorridos, a partir dos primeiros 500
metros.
- O taxímetro só muda o valor a cada 100 metros percorridos. Assim, por
exemplo, se a viagem tiver sido de 780 metros, o passageiro pagará 3,70 +
(200/100) . (0,15) = R$ 4,00 (o mesmo que numa corrida de 700 metros).

a) Quanto custa uma corrida de 9,5 km?
b) Considere N um número múltiplo de 100, maior que 500, que indica
quantos metros o passageiro percorre. Escreva uma fórmula que expresse
o custo de uma corrida de N metros.

7. Em uma fábrica, o custo de produção de 500 unidades de camisetas é de
R$ 2.700,00, enquanto o custo para produzir 1.000 unidades é de R$
3.800,00. Sabendo que o custo das camisetas é dado em função do número
produzido através da expressão C(x) = q x + b, em que x é a quantidade
produzida e b é o custo fixo, determine:
a) Os valores de b e de q.
b) O custo de produção de 800 camisetas.

8. Uma loja anunciou a contratação de funcionários e para isso fez a
seleção aplicando um teste com 40 questões objetivas. O critério de
avaliação foi o seguinte: para cada questão respondida corretamente
somavam-se 3,5 pontos e subtraía-se 1,5 ponto para cada questão
respondida erradamente ou não respondida. Quantas questões acertou um
candidato que fez 95 pontos?

Matemática I


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9. Observe a figura 1 que representa um leitor de áudio na posição de início
de leitura. Os suportes circulares A e B têm 1cm de raio e uma fita de 90 m
está totalmente enrolada em A formando uma coroa circular de espessura
1,5 cm. A leitura da fita é feita pela peça C a uma velocidade constante. À
medida que a fita passa, nos suportes A e B, formam-se duas coroas
circulares com raios maiores x e y, respectivamente, como sugere a figura a
seguir.



a) Esboce o gráfico que mostra o comprimento da fita enrolada em A,
função do tempo de leitura.
b) Calcule y em função de x.

10. Para calcular 3/2 - 12/5, Paulo subtraiu os numeradores e dividiu o
resultado por 10 obtendo:

3/2 - 12/5 = (3 - 12)/10 = - 0,9

a) Determine de forma correta o valor da expressão 3/2 - 12/5.

b) Considerando que Paulo tenha calculado com base na fórmula (x/2)-
(y/5)=(x-y)/10, onde x e y são reais, identifique o lugar geométrico dos
pontos (x, y) do plano cartesiano que tornam essa igualdade verdadeira.
Esboce, também, o gráfico cartesiano.

Matemática I


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11. O gráfico adiante representa, em bilhões de dólares, a queda das
reservas internacionais de um determinado país no período de julho de
2000 a abril de 2002.



Admita que, nos dois intervalos do período considerado, a queda de
reservas tenha sido linear.

Determine o total de reservas desse país, em bilhões de dólares, em maio
de 2001.

12. Sabe-se que, nos pulmões, o ar atinge a temperatura do corpo e que, ao
ser exalado, tem temperatura inferior à do corpo, já que é resfriado nas
paredes do nariz. Através de medições realizadas em um laboratório foi
obtida a função
TÛ = 8,5 + 0,75 × T½ , 12° ´ T½ ´ 30°,
em que TÛ e T½ representam, respectivamente, a temperatura do ar exalado
e a do ambiente.
Calcule:
a) a temperatura do ambiente quando TÛ = 25°C;
b) o maior valor que pode ser obtido para TÛ.

Matemática I


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13. No gráfico a seguir, x representa a quantidade de batatas, em
quilogramas, vendidas na barraca de seu Custódio, em um dia de feira, e y
representa o valor, em reais, arrecadado com essa venda. A partir das 12
horas, o movimento diminui e o preço do quilograma de batatas também
diminui.



a) Calcule a redução percentual do preço do quilograma das batatas a partir
das 12 horas.
b) Se o preço não diminuísse, teria sido arrecadado um valor V na venda de
80 kg.
Determine o percentual de V que corresponde à perda causada pela
redução do preço.

14. Um fabricante de bonés opera a um custo fixo de R$ 1.200,00 por mês
(correspondente a aluguel, seguro e prestações de máquinas). O custo
variável por boné é de R$ 2,00. Atualmente são comercializadas 1.000
unidades mensalmente, a um preço unitário de R$ 5,00.
Devido à concorrência no mercado, será necessário haver uma redução de
30% no preço unitário de venda.
Para manter seu lucro mensal, de quanto deverá ser o aumento na
quantidade vendida?

15. O preço de uma certa máquina nova é R$10.000,00. Admitindo-se que
ela tenha sido projetada para durar 8 anos e que sofra uma depreciação
linear com o tempo, ache a fórmula que dá o preço P(t) da máquina após t
anos de funcionamento, 0´t´8, e esboce o gráfico da função P.

Matemática I


54
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16. A Cerâmica Marajó concede uma gratificação mensal a seus
funcionários em função da produtividade de cada um convertida em pontos;
a relação entre a gratificação e o número de pontos está representada no
gráfico a seguir.



Observando que, entre 30 e 90 pontos, a variação da gratificação é
proporcional à variação do número de pontos, determine a gratificação que
um funcionário receberá no mês em que obtiver 100 pontos.

17. Um reservatório, contendo inicialmente 400 litros de água, começa a
receber água a uma razão constante de 3 litros por segundo, ao mesmo
tempo que uma torneira deixa escoar água desse reservatório a uma razão,
também constante, de 1 litro por segundo.
Considerando o instante inicial (t = 0) como o instante em que o reservatório
começou a receber água, determine:
a) o volume de água no reservatório decorridos dez segundos (t = 10) a
partir do instante inicial;
b) uma expressão para o volume (V), em litro, de água no reservatório em
função do tempo decorrido (t), em segundo, a partir do instante inicial.

18. Para organizar uma competição esportiva tem-se um custo de R$
2.000,00. Se a taxa de inscrição por participante para essa competição é de
R$ 30,00 determine a quantidade mínima de inscritos nessa competição,
para que o valor arrecadado com a taxa de inscrição cubra o custo do
evento.

19. Um reservatório de água tem a forma de um cubo de arestas 10 m. Por
causa de um vazamento, a cada hora perde-se 5% do volume total do
reservatório.
a) Se o reservatório estiver completamente cheio no início do vazamento,
em quanto tempo ele estará vazio?
b) Se o vazamento permanecer por 12 horas, quantos litros de água
restarão no reservatório?

Matemática I


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20. Em um sítio destinado à produção de leite, o custo mensal com a mão-
de-obra é de R$ 360,00 fixos, mais 10% do total, T, arrecadado com a
venda do leite. Os demais custos de produção representam juntos 45% de
T.
a) Expresse o lucro, obtido em um mês, em função de T.
b) Se o litro do leite é vendido por R$ 0,50, qual a quantidade mínima de
leite que deve ser produzida ao mês para que o produtor não tenha
prejuízo?

21. Duas empresas financeiras, E e E‚, operam emprestando um capital C,
a ser pago numa única parcela após um mês. A empresa E cobra uma taxa
fixa de R$ 60,00 mais 4% de juros sobre o capital emprestado, enquanto a
empresa E‚ cobra uma taxa fixa de R$ 150,00 mais juros de 3% sobre o
capital emprestado. Dessa forma,
a) determine as expressões que representam o valor a ser pago em função
do capital emprestado, nas duas empresas, e esboce os respectivos
gráficos;
b) calcule o valor de C, de modo que o valor a ser pago seja o mesmo, nas
duas empresas.

22. Sabendo que os pontos (2, -3) e (-1, 6) pertencem ao gráfico da função
f: IR ë IR definida por f(x)=ax+b, determine o valor de b-a.

23. Um vídeo-clube propõe a seus clientes três opções de pagamento:
Opção I: R$ 40,00 de taxa de adesão anual, mais R$ 1,20 por DVD
alugado.
Opção II: R$ 20,00 de taxa de adesão anual, mais R$ 2,00 por DVD
alugado.
Opção III: R$ 3,00 por DVD alugado, sem taxa de adesão.
Um cliente escolheu a opção II e gastou R$ 56,00 no ano.
Esse cliente escolheu a melhor opção de pagamento para o seu caso?
Justifique sua resposta.

24. Seja f: IR ë IR a função definida por f(x) = 3x - 5.

a) Esboce o gráfico da função f no plano cartesiano IR×IR e marque nele os
pontos
(1,f(1)), (2,f(2)), (3,f(3)) e (4,f(4)).

b) Calcule a soma S = f(1) + f(2) +...+ f(199) + f(200).

Matemática I


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25. A academia "Fique em Forma" cobra uma taxa de inscrição de R$ 80,00
e uma mensalidade de R$ 50,00. A academia "Corpo e Saúde" cobra uma
taxa de inscrição de R$ 60,00 e uma mensalidade de R$ 55,00.

a) Determine as expressões algébricas das funções que representam os
gastos acumulados em relação aos meses de aulas, em cada academia.

b) Qual academia oferece menor custo para uma pessoa que pretende
"malhar" durante um ano? Justifique, explicitando seu raciocínio.

26. Um vendedor comprou n bolsas por d reais cada uma. Ele vendeu 2
bolsas para um bazar escolar beneficente pela metade do preço de custo. O
restante ele vendeu para uma loja com um adicional de 8 reais por bolsa.
Se após as vendas para o bazar e para a loja o lucro total foi de 72 reais,
determine o menor valor possível para n.

27. A distância entre duas cidade, A e B, é de 156 km. De A para B, a
extensão das descidas é 0,7 vezes a extensão das subidas.
Um ciclista pedala a 25 km/h, nas partes planas da estrada, a 15 km/h, nas
subidas, e a 30 km/h, nas descidas. A diferença entre o tempo de ida e o
tempo de volta do ciclista é de 48 minutos.
Calcule, em quilômetros, a extensão da parte plana do trajeto,
desconsiderando a parte fracionária de seu resultado, caso exista.

28. Uma pessoa obesa, pesando num certo momento 156 kg, recolhe-se a
um SPA onde se anunciam perdas de peso de até 2,5 kg por semana.
Suponhamos que isso realmente ocorra. Nessas condições:
a) Encontre uma fórmula que expresse o peso mínimo, P, que essa pessoa
poderá atingir após n semanas.
b) Calcule o número mínimo de semanas completas que a pessoa deverá
permanecer no SPA para sair de lá com menos de 120 kg de peso.

29. Um operário ganha R$3,00 por hora de trabalho de sua jornada semanal
regular de trabalho, que é de 40 horas. Eventuais horas extras são pagas
com um acréscimo de 50%. Encontre uma fórmula algébrica para expressar
seu salário bruto semanal, S, para as semanas em que trabalhar h horas,
com hµ40.

Matemática I


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30. Apresentamos a seguir o gráfico do volume do álcool em função de sua
massa, a uma temperatura fixa de 0°C.



Baseado nos dados do gráfico, determine:

a) a lei da função apresentada no gráfico;

b) qual é a massa (em gramas) de 30 cm¤ de álcool.

31. O gráfico representa uma função f que descreve, aproximadamente, o
movimento (em função do tempo t em segundos) por um certo período, de
um golfinho que salta e retorna à água, tendo o eixo das abscissas
coincidente com a superfície da água.



a) Sabendo que a parte negativa do gráfico de f é constituída por
segmentos de retas, determine a expressão matemática de f nos instantes
anteriores à saída do golfinho da água. Em que instante o golfinho saiu da
água?
b) A parte positiva do gráfico de f é formada por parte de uma parábola,
dada por:
f(t) = (- 3/4) t£ + 6t - 9.
Determine quantos segundos o golfinho ficou fora da água e a altura
máxima, em metros, atingida no salto.

Matemática I


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32. Seja x o número de anos decorridos a partir de 1960 (x = 0). A função y
= f(x) = x + 320 fornece, aproximadamente, a média de concentração de
CO‚ na atmosfera em ppm (partes por milhão) em função de x. A média de
variação do nível do mar, em cm, em função de x, é dada aproximadamente
pela função g(x) = (1/5) x. Seja h a função que fornece a média de variação
do nível do mar em função da concentração de CO‚.
No diagrama seguinte estão representadas as funções f, g e h.



Determine a expressão de h em função de y e calcule quantos centímetros
o nível do mar terá aumentado quando a concentração de CO‚ na atmosfera
for de 400 ppm.

33. A Companhia de Abastecimento de Água de uma cidade cobra
mensalmente, pela água fornecida a uma residência, de acordo com a
seguinte tabela:
Pelos primeiros 12 m¤ fornecidos, Cr$ 15,00 por m¤; pelos 8 m¤ seguintes,
Cr$ 50,00 por m¤; pelos 10 m¤ seguintes, Cr$ 90,00 por m¤ e, pelo consumo
que ultrapassar 30 m¤, Cr$ 100,00 o m¤. Calcule o montante a ser pago por
um consumo de 32 m¤.

34. Alguns jornais calculam o número de pessoas presentes em atos
públicos considerando que cada metro quadrado é ocupado por 4 pessoas.
Qual a estimativa do número de pessoas presentes numa praça de 4000m£
que tenha ficado lotada para um comício, segundo essa avaliação?

35. Para transformar graus Fahrenheit em graus centígrados usa-se a
fórmula:

C = 5(F - 32)/9

onde F é o número de graus Fahrenheit e C é o número de graus
centígrados.
a) Transforme 35 graus centígrados em graus Fahrenheit.
b) Qual a temperatura (em graus centígrados) em que o número de graus
Fahrenheit é o dobro do número de graus centígrados?
Matemática I


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36. A troposfera, que é a primeira camada da atmosfera, estende-se do
nível do mar até a altitude de 40.000 pés; nela, a temperatura diminui 2 °C a
cada aumento de 1.000 pés na altitude. Suponha que em um ponto A,
situado ao nível do mar, a temperatura seja de 20 °C. Pergunta-se:
a) Em que altitude, acima do ponto A, a temperatura é de 0 °C?
b) Qual é a temperatura a 35.000 pés acima do mesmo ponto A?

37. Suponha que uma tabela (incompleta) para o cálculo do imposto de
renda fosse a seguinte:



OBS. O imposto é calculado aplicando-se à renda a porcentagem
correspondente e subtraindo-se desse resultado a parcela a deduzir.

a) Calcule os valores dos impostos a serem pagos por dois contribuintes
cujas rendas são de R$ 1.000,00 e de R$ 2.000,00.
b) Escreva a tabela acima no caderno de respostas, completando-a com a
parcela a deduzir para a faixa de R$ 2.000,00 a R$ 3.000,00 e com a
alíquota que corresponde à faixa de renda superior a R$ 3.000,00.

38. O custo de uma corrida de táxi é constituído por um valor inicial Q³, fixo,
mais um valor que varia proporcionalmente à distância D percorrida nessa
corrida. Sabe-se que, em uma corrida na qual foram percorridos 3,6 km, a
quantia cobrada foi de R$ 8,25, e que em outra corrida, de 2,8 km, a quantia
cobrada foi de R$ 7,25.
a) Calcule o valor inicial Q³.
b) Se, em um dia de trabalho, um taxista arrecadou R$ 75,00 em 10
corridas, quantos quilômetros seu carro percorreu naquele dia?

39. Sejam dadas as funções f(x) = px e g(x) = 2x + 5, em que p é um
parâmetro real.
a) Supondo que p = - 5, determine para quais valores reais de x tem-se f(x) .
g(x) < 0.
b) Determine para quais valores de p temos g(x) ´ f(x) para todo x Æ [- 8, -
1].
Matemática I


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40.


Responda às questões a seguir, tomando por base os dados fornecidos na
tabela e na figura mostradas.
a) Calcule a área total do município de Campinas, sabendo que os distritos
norte, leste, sul e noroeste da cidade têm, respectivamente, 175 km£, 350
km£, 120 km£ e 75 km£.
b) Suponha que, como uma medida de combate à dengue, o município de
Campinas tenha decidido fazer uma nebulização (ou pulverização) de
inseticida. Na fase inicial da nebulização, será atendido o distrito com maior
número de casos de dengue por km£. Reproduza o diagrama acima. Em
seu diagrama, marque os pontos correspondentes aos cinco distritos de
Campinas. Identifique claramente o distrito associado a cada ponto. Com
base no gráfico obtido, indique o distrito em que será feita essa nebulização
inicial. Justifique sua resposta.

41. Duas locadoras de automóveis oferecem planos diferentes para a diária
de um veículo econômico. A locadora Saturno cobra uma taxa fixa de R$
30,00, além de R$ 0,40 por quilômetro rodado. Já a locadora Mercúrio tem
um plano mais elaborado: ela cobra uma taxa fixa de R$ 90,00 com uma
franquia de 200 km, ou seja, o cliente pode percorrer 200 km sem custos
adicionais. Entretanto, para cada km rodado além dos 200 km incluídos na
franquia, o cliente deve pagar R$ 0,60.

a) Para cada locadora, represente no gráfico a função que descreve o custo
diário de locação em termos da distância percorrida no dia.
b) Determine para quais intervalos cada locadora tem o plano mais barato.
Supondo que a locadora Saturno vá manter inalterada a sua taxa fixa,
indique qual deve ser seu novo custo por km rodado para que ela, lucrando
Matemática I


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o máximo possível, tenha o plano mais vantajoso para clientes que rodam
quaisquer distâncias.

42. Na década de 1960, com a redução do número de baleias de grande
porte, como a baleia azul, as baleias minke antárticas passaram a ser o alvo
preferencial dos navios baleeiros que navegavam no hemisfério sul. O
gráfico mostra o número acumulado aproximado de baleias minke antárticas
capturadas por barcos japoneses, soviéticos / russos e brasileiros, entre o
final de 1965 e o final de 2005.



a) No gráfico acima, trace a curva que fornece o número aproximado de
baleias caçadas anualmente por barcos soviéticos / russos entre o final de
1965 e o final de 2005. Indique também os valores numéricos associados às
letras A e B apresentadas no gráfico, para que seja possível identificar a
escala adotada para o eixo vertical.
b) Calcule o número aproximado de baleias caçadas pelo grupo de países
indicado no gráfico entre o final de 1965 e o final de 1990.

43. Sejam f e g funções tais que f(x) = 5x + 2 e g(x) = -6x + 7. Determine a
lei que define a função afim h, sabendo que h(-5) = 1 e que o gráfico de h
passa pelo ponto de intersecção dos gráficos de f com g.

Matemática I


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44. Como resultado de uma pesquisa sobre a relação entre o comprimento
do pé de uma pessoa, em centímetros, e o número (tamanho) do calçado
brasileiro, Carla obteve uma fórmula que dá, em média, o número inteiro n
(tamanho do calçado) em função do comprimento c, do pé, em cm.
Pela fórmula, tem-se n = [x], onde x = (5/4) c + 7 e [x] indica o menor inteiro
maior ou igual a x. Por exemplo, se c = 9 cm, então x = 18,25 e n = [18,25] =
19. Com base nessa fórmula,
a) determine o número do calçado correspondente a um pé cujo
comprimento é 22 cm.
b) se o comprimento do pé de uma pessoa é c = 24 cm, então ela calça 37.
Se c > 24 cm, essa pessoa calça 38 ou mais. Determine o maior
comprimento possível, em cm, que pode ter o pé de uma pessoa que calça
38.

45. Chama-se margem de contribuição unitária à diferença entre o preço
unitário de venda e o custo unitário de um produto.
Se o preço unitário de venda é p e o custo unitário é c:
a) Qual o valor de p em função de c, sabendo-se que a margem de
contribuição unitária é 10% do preço de venda?
b) Se a margem de contribuição unitária for 30% do preço de venda, qual a
margem de contribuição unitária em porcentagem do custo unitário?

46. Uma empresa A paga a cada um de seus vendedores uma
remuneração mensal que é função do 1¡. grau de suas vendas mensais.
Quando ele vende R$ 50.000,00 sua remuneração é R$ 1.800,00 e quando
vende R$ 80.000,00 sua remuneração é R$ 2.400,00.
a) Obter a remuneração RÛ em função das vendas (x).
b) Uma outra empresa B paga a cada um de seus vendedores uma
remuneração mensal R½ dada por:
R½ = 1500 + 0,01x, onde x são as vendas mensais .
Para que valores de x a remuneração mensal do vendedor em A é superior
à do vendedor em B?

47. Determine o maior valor de x que satisfaz o sistema:

ý(3x - 2)/2 ´ 5
þ
ÿ(1 - x)/5 < (x - 1)/4

48. Resolva a inequação (2x - 3)/(x + 1) ´ 1.

49. Resolver, em IR, a inequação 1/(x - 1) < 2/(x - 2) com x · 1 e x · 2.

50. Uma indústria trabalha com um custo fixo de produção (sem contar os
impostos) de R$ 200.000,00 por ano e tem de pagar em impostos 25% do
seu faturamento bruto. Quanto deve faturar para que seu lucro no ano seja
de, no mínimo, R$ 40.000,00?

Matemática I


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Matemática I


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4. FUNÇÃO QUADRÁTICA

Há registros de problemas envolvendo equações quadráticas com três termos, deixados pelos
babilônios há aproximadamente 4000 anos. Esses estudos demonstram uma grande
flexibilidade existente na Álgebra desenvolvida entre eles.
Outros povos também contribuíram com esta parte da Álgebra, até que se chegasse à
representação atual de uma equação quadrática, 0
2
= + − c bx ax com “a” não-nulo, na qual
o valor de x é obtido pela fórmula de Bháskara:
a
ac b b
2
4
2
− ± −
.
Essa organização de símbolos, que simplifica o estudo das quadráticas, é recente se for
comparada com a idade da Álgebra. Foi no século XVII que Descartes utilizou as letras a, b
e c para representar quantidades conhecidas e as letras do final do alfabeto, x, y e z, para
representar as incógnitas. Além disso, passou a usar a representação x
2
em lugar de x.x e x
3
em lugar de x.x.x.
René Descartes (1596-1650) era francês, formado em Direito e aos vinte anos sua
insatisfação o lançou como reformulador da filosofia que influenciava os acadêmicos da
época.


4.1. Modelo da Função Quadrática
c bx ax y + + =
2

→ y variável dependente
→ x variável independente
O sinal do coeficiente “a” determina o sentido da concavidade da função
quadrática. Quando o coeficiente é positivo a concavidade da parábola é
para cima.
Veja o gráfico da função ( )
2
x x f =

Bháskara Akiria
(1114-1185)
Matemática I


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E quando o coeficiente “a” é negativo temos o sentido da concavidade para
baixo.
Veja o gráfico da função ( )
2
x x f − =

Além da interpretação do sinal do coeficiente “a”, temos que entender
graficamente o efeito do valor do módulo do coeficiente “a”.
Observe: quanto maior o módulo do coeficiente “a” menor a abertura da
concavidade da parábola.
( )
2
x x f = , gráfico em azul (onde o coeficiente a, vale “1”)
( )
2
2x x g = , gráfico em vermelho (onde o coeficiente a, vale “2”)
( )
2
3x x h = , gráfico em verde (onde o coeficiente a, vale “3”)
Matemática I


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O coeficiente “c” é a quantidade inicial da grandeza representada no eixo das
ordenadas (eixo “y”). No gráfico é o ponto que a parábola intercepta o eixo
das ordenadas.
A mudança de valor do coeficiente “b” translada a parábola sobre o eixo “x”.

4.2. Raízes ou Zeros da Função Quadrática
A raiz ou zero da função quadrática são os pontos (ou ponto) em que a
parábola intercepta o eixo “x”. A raiz é o valor do “x” que quando atribuído
na função torna nulo o valor de “y”.
Veja no gráfico abaixo as raízes da função ( ) 6 5
2
+ − = x x x f ,destacadas
de vermelho e verde.
Matemática I


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De uma forma genérica, onde a função quadrática é dada na forma
( ) c bx ax x f + − =
2
, fazendo ( ) 0 = x f , temos as raízes encontradas por
a
ac b b
x
2
4
2
− ± −
=
Logo, 0
2
4
2
=
|
|
¹
|

\
|
− ± −
a
ac b b
f
4.3. Relação entre coeficientes e raízes
A relação entre coeficientes e raízes é apenas um caso da relação de Girard
a) Relação de Soma
a
b
x x − = +
2 1

b) Relação de Produto
a
c
x x =
2 1
.
4.4. Número de raízes da função quadrática
a) 0 > ∆ (Duas raízes ou zeros reais distintos)
A função ( ) 6 5
2
+ − = x x x f , possui 1 = ∆ . É por isso que observamos seu
gráfico interceptar o eixo das abscissas em dois pontos.

Pierre Simon Girard
(1765-1836)
Matemática I


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b) 0 = ∆ (Um zero ou raiz real dupla)
A função ( ) 4 4
2
+ − = x x x f , possui 0 = ∆ . É por isso que observamos
seu gráfico interceptar o eixo das abscissas em apenas um ponto.

c) 0 < ∆ (Não possui raízes reais)
A função, ( ) 3 3
2
+ − = x x x f possui 3 − = ∆ , por isso que observamos
seu gráfico não interceptar o eixo das abscissas.


Matemática I


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4.5. Inequação do 2 Grau
4.5.1. Estudo do Sinal
Para resolvermos uma inequação do 2o grau, utilizamos o estudo do sinal.

As inequações são representadas pelas desigualdades: > , > , < , < .
Ex: x
2
– 3x +6 > 0
Resolução:
x
2
– 3x +6 = 0
Matemática I


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x´= 1, x´´ = 2
Como desejamos os valores para os quais a função é maior que zero,
devemos fazer um esboço do gráfico e ver para quais valores de x isso
ocorre.

Vemos, que as regiões que tornam positivas a função são: x<1 e x>2
Resposta: {xR| x<1 ou x>2}
4.5.2. Inequação Produto e Inequação Quociente do segundo
grau
São as desigualdades da forma: f(x) . g(x) > 0, f(x) . g(x) < 0, f(x) .g(x) > 0
e f(x) .g(x) < 0. f(x) / g(x) > 0, f(x) / g(x) < 0, f(x) / g(x) > 0 e f(x) / g(x) < 0,
respectivamente.
Exemplo:
( )( ) 0 4 4 10 9
2 2
≤ − − − − x x x x
Resolução:
Trabalhar f(x) e g(x) separadamente
0 10 9
2
= − − x x (I)
0 4 4
2
= − − x x (II)
Determinar as raízes das funções
(I) x´= -1, x´´ = 10
Matemática I


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(II) x´= x´´ = 2
Fazer o estudo do sinal para cada função.

I) x<-1 ou x>10 II) x¹2

Calcular a solução, que é dado pelo sinal de desigualdade da função de origem, isto
é:
> intervalo positivo e bolinha fechada
> intervalo positivo e bolinha aberta
< intervalo negativo e bolinha fechada
< intervalo negativo e bolinha aberta


Calcular a solução, que é dado pelo sinal de desigualdade da função de
origem, isto é:
> intervalo positivo e bolinha fechada
> intervalo positivo e bolinha aberta
< intervalo negativo e bolinha fechada
< intervalo negativo e bolinha aberta
Observações:
No quadro de respostas (ou soluções), se os intervalos forem em: f(x)
positivo e g(x)positivo o h(x) será +. Assim, temos:
Matemática I


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+ = + +
− = − +
− = + −
+ = − −
e
e
e
e

Na inequação quociente, observar a C.E (condição de existência) do
denominador, que influenciará o resultado nos intervalos, no que diz respeito
a intervalo fechado ou aberto, ou seja, os intervalos oriundos do
denominador em hipótese alguma serão fechados. Quanto à forma de
resolver, é idêntica à realizada na inequação produto.

Assim, as únicas regiões positivas (maiores que zero) são em 1 − < x e
10 > x
Resposta: { R x ∈ | 1 − < x ou 10 > x }
4.5.3. Inequação simultânea do segundo grau
Estamos falando neste tópico em inequações que apresentam ao mesmo
tempo mais de uma desigualdade, como no exemplo abaixo
-8 < x
2
–2x –8 < 0
Resolução:
Devemos separar as inequações , obedecendo o intervalo dado.
Temos:
I) 8 8 2
2
− > − − x x e
Matemática I


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II) 0 8 2
2
< − − x x
Agora vamos determinar as raízes ou zeros de cada uma das funções obtidas
pela separação.
I) 0 2
2
> − x x II) 0 8 2
2
< − − x x
x´ = 0 x´= x´´ = 1
x´´ = 2
Determinado ' x e " x , devemos fazer o estudo do sinal para cada função.
I) x< 0 ou x>2
II)x diferente de 1.
Calcular a solução S, que é dada pela interseção dos intervalos de S1 e S2.
Obs: o quadro de resposta será preenchido pelo intervalo achado.

Resposta: { R x ∈ / x<0 ou x>2}
4.6. Estudo do Vértice da Parábola
O ponto de vértice da parábola é um ponto extremamente importante para
problemas de otimização, ou seja, calcular pontos de maximização e
minimização de um problema.
Por exemplo, num problema de geometria plana, calcular qual será a área
máxima ou mínima, ou as dimensões do terreno que tornam essa área
máxima ou mínima.
Matemática I


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Num problema de economia, encontrar qual é o custo mínimo que uma
empresa pode ter na fabricação de um produto, ou qual o lucro máximo que
esta pode obter. Ou encontrar o número de produtos fabricados que levam a
esse lucro máximo ou custo mínimo.
a) Coordenada “x” do vértice
a
b
x
v
2
− =
b) Coordenada “y” do vértice
a
y
v
4

− =
Logo, o ponto de vértice é dado por
|
¹
|

\
| ∆
− −
a a
b
4
,
2

Claro que quando a parábola tem seu coeficiente angular positivo, ou seja,
concavidade com sentido para cima, o vértice é um ponto de mínimo da
função.
Veja em destaque o vértice da função ( ) 6 5
2
+ − = x x x f , que é um ponto
de mínimo.

Veja em destaque o vértice da função ( ) x x x f 3
2
− − = , que é um ponto de
mínimo.

Matemática I


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Atividades
1. Mostre que, dentre esses retângulos, o que tem área máxima é um
quadrado.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.
Um retângulo, cuja base é de 16 cm, sofre alteração em suas medidas de
forma que a cada redução de x cm em sua base, sendo x µ 0, obtém-se um
novo retângulo de área dada por A(x) = -x£ + 8x + 128.

2. Determine a e b em h(x) = ax + b, onde h(x) denota a altura desses
retângulos.

3. Quantas unidades essa empresa deve produzir para obter o maior lucro
possível?

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.
O lucro de uma empresa é dado pela relação R = L + C, em que L é o lucro,
R é a receita e C é o custo de produção. Numa empresa que produziu x
unidades de um produto, verificou-se que C(x) = 2x£ + 2500x + 3000 e R(x)
= x£ + 7500x + 3000.

4. Esboce o gráfico da função L.

Matemática I


76
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5. O preço de ingresso numa peça de teatro (p) relaciona-se com a
quantidade de freqüentadores (x) por sessão através da relação;

p = - 0,2x + 100

a) Qual a receita arrecadada por sessão, se o preço de ingresso for R$
60,00?
b) Qual o preço que deve ser cobrado para dar a máxima receita por
sessão?

Observação: receita = (preço) x (quantidade)

6. O lucro mensal de uma empresa é dado por L = -x£ + 30x - 5, onde x é a
quantidade mensal vendida.
a) Qual o lucro mensal máximo possível?
b) Entre que valores deve variar x para que o lucro mensal seja no mínimo
igual a 195?

7. A tabela indica as projeções do PIB de um país, em bilhões de dólares,
daqui a n anos:



Admitindo que no intervalo 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR) as projeções do PIB possam
ser estabelecidas por um modelo quadrático, pede-se:
a) a função que relaciona a projeção do PIB (em bilhões de dólares) com n,
no intervalo 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR);
b) sendo PŠ o PIB daqui a n anos, esboce o gráfico que relaciona n com a
diferença PŠø - PŠ para 1 ´ n ´ 5 (n Æ IN)

Matemática I


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8. No retângulo ABCD da figura a seguir, AD = 6 m e AB = 4 m, e os pontos
M, N, P e Q dos lados AD, AB, CB e CD, respectivamente, são tais que AM
= AN = CP = CQ.



Determine o valor máximo da área do quadrilátero MNPQ.

9. Seja f(x) = ax£ + (1 - a) x + 1, onde a é um número real diferente de zero.
Determine os valores de a para os quais as raízes da equação f(x)=0 são
reais e o número x=3 pertence ao intervalo fechado compreendido entre as
raízes.

10. Para cada número real m, considere a função quadrática f(x) = x£ + mx +
2.

Nessas condições:
a) Determine, em função de m, as coordenadas do vértice da parábola de
equação y = f(x).
b) Determine os valores de m Æ IR para os quais a imagem de f contém o
conjunto {y Æ IR : µ 1}.
c) Determine o valor de m para o qual a imagem de f é igual ao conjunto {y
Æ IR : y µ 1} e, além disso, f é crescente no conjunto {x Æ IR : x µ 0}.
d) Encontre, para a função determinada pelo valor de m do item c) e para
cada y µ 2, o único valor de x µ 0 tal que f(x) = y.


11. Calcule m, de modo que a função f(x) = mx£ - 4x + m tenha um valor
máximo igual a 3.

12. Considere a função quadrática f(x) = (p£ - 1) x£ + 2 (p - 1) x + 1. Então
determine o valor de "p" que, para todo "x" real, f(x) > 0.

13. Determine o menor valor que a expressão Ë(x£ + y£) pode assumir, se 2
x + 3 y = 1.

Matemática I


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14. Sejam f(x) = x + (5/4) e g(x) = 1 - x£. Determine:
a) os valores reais de x para os quais. f(x) µ g(x).
b) os valores reais de x para os quais. f(x) ´ g(x).

15. Qual a maior área possível de um terreno retangular (medindo a metros
por b metros), dado que a + 2b = 120?

16. No interior de uma floresta, foi encontrada uma área em forma de
retângulo, de 2 km de largura por 5 km de comprimento, completamente
desmatada. Os ecologistas começaram imediatamente o replantio, com o
intento de restaurar toda a área em 5 anos. Ao mesmo tempo, madeireiras
clandestinas continuavam o desmatamento, de modo que, a cada ano, a
área retangular desmatada era transformada em outra área também
retangular. Veja as figuras:



A largura (h) diminuía com o replantio e o comprimento (b) aumentava
devido aos novos desmatamentos.
Admita que essas modificações foram observadas e representadas através
das funções: h(t) = -(2t/5) + 2 e b(t) = 5t + 5 (t = tempo em anos; h = largura
em km e b = comprimento em km).

a) Determine a expressão da área A do retângulo desmatado, em função do
tempo t (0 ´ t ´ 5), e represente A(t) no plano cartesiano.
b) Calcule a área máxima desmatada e o tempo gasto para este
desmatamento, após o início do replantio.

17. Um fruticultor, no primeiro dia da colheita de sua safra anual, vende
cada fruta por R$2,00.
A partir daí, o preço de cada fruta decresce R$0,02 por dia.
Considere que esse fruticultor colheu 80 frutas no primeiro dia e a colheita
aumenta uma fruta por dia.

a) Expresse o ganho do fruticultor com a venda das frutas como função do
dia de colheita.

b) Determine o dia da colheita de maior ganho para o fruticultor.

Matemática I


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18. Considere as seguintes funções, relativas a uma ninhada de pássaros:
C = 5 + 10n; C = custo mensal, em reais, para a manutenção de n
pássaros.
V = 5n£ + 100n - 320; V = valor arrecadado, em reais, com a venda
de n pássaros, 4 ´ n ´ 16.
Sabe-se que o lucro mensal obtido é determinado pela diferença entre os
valores de venda V e custo C.
a) Determine os possíveis valores de n, para que haja lucro nas vendas.
b) Calcule o valor de n que proporciona o maior lucro possível e o valor, em
reais, desse lucro.

19. A foto a seguir mostra um túnel cuja entrada forma um arco parabólico
com base AB = 8 m e altura central OC = 5,6 m.
Observe, na foto, um sistema de coordenadas cartesianas ortogonais, cujo
eixo horizontal Ox é tangente ao solo e o vertical Oy representa o eixo de
simetria da parábola.
Ao entrar no túnel, um caminhão com altura AP igual a 2,45 m, como
ilustrado a seguir, toca sua extremidade P em um determinado ponto do
arco parabólico.



Calcule a distância do ponto P ao eixo vertical Oy.

Matemática I


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20. Observe a parábola de vértice V, gráfico da função quadrática definida
por y = ax£ + bx + c, que corta o eixo das abscissas nos pontos A e B.



Calcule o valor numérico de Ð = b£ - 4ac, sabendo que o triângulo ABV é
equilátero.

21. Um polinômio p, do segundo grau, é tal que

ýp(-1) = -3
þp(1) = 3
ÿp(2) = 12

Após determinar p, encontre o valor de p(3).

22. Uma empresa de turismo promove um passeio para n pessoas, com 10
´ n ´ 70, no qual cada pessoa paga uma taxa de (100 - n) reais. Nessas
condições, o dinheiro total arrecadado pela empresa varia em função do
número n. Qual é a maior quantia que a empresa pode arrecadar?

23. Um portal de igreja tem a forma de um arco de parábola. A largura de
sua base AB (veja figura) é 4m e sua altura é 5m. Qual a largura XY de um
vitral colocado a 3,2m acima da base?




24. Um comerciante compra peças diretamente do fabricante ao preço de
R$ 720,00 a caixa com 12 unidades. O preço de revenda sugerido pelo
fabricante é de R$ 160,00 a unidade. A esse preço o comerciante costuma
vender 30 caixas por mês. Contudo, a experiência tem mostrado que a cada
Matemática I


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R$ 5,00 que dá de desconto no preço sugerido, ele consegue vender 3
caixas a mais. Por quanto deve vender cada peça para que seu lucro
mensal seja máximo?

25. A parábola abaixo representa o lucro mensal L (em reais) obtido em
função do número de peças vendidas de um certo produto.



Determine:
a) o número de peças que torna o lucro nulo;
b) o(s) valor(es) de x que torna(m) o lucro negativo;
c) o número de peças que devem ser vendidas para que o lucro seja de R$
350,00.

26. Um muro, com 6 metros de comprimento, será aproveitado como
PARTE de um dos lados do cercado retangular que certo criador precisa
construir. Para completar o contorno desse cercado o criador usará 34
metros de cerca.
Determine as dimensões do cercado retangular de maior área possível que
o criador poderá construir.

Matemática I


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27. Um quadrado de 4cm de lado é dividido em dois retângulos. Em um dos
retângulos, coloca-se um círculo, de raio R, tangenciando dois de seus
lados opostos, conforme figura abaixo.



a) Escreva uma expressão que represente a soma das áreas do círculo e do
retângulo, que não contém o círculo, em função de R.

b) Qual deve ser o raio do círculo, para que a área pedida no item anterior
seja a menor possível?

28. Considere a função f: R ë R, definida por f(x) = -x£ - (Ë2)x - 2¾, onde n
é um número real. Determine o valor de n, de modo que f tenha valor
máximo igual a 1/4.

29. Um quadrado de 4cm de lado é dividido em dois retângulos. Em um dos
retângulos, coloca-se um círculo tangenciando dois de seus lados opostos,
conforme figura a seguir.



Determine o raio que o círculo deve ter, para que a soma das áreas do
círculo e do retângulo, que não o contém, seja a menor possível

Matemática I


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30. Um supermercado vende 400 pacotes de 5 kg de uma determinada
marca de arroz por semana. O preço de cada pacote é R$ 6,00, e o lucro do
supermercado, em cada pacote vendido, é de R$ 2,00. Se for dado um
desconto de x reais no preço do pacote do arroz, o lucro por pacote terá
uma redução de x reais, mas, em compensação, o supermercado
aumentará sua venda em 400x pacotes por semana. Nestas condições,
calcule:
a) O lucro desse supermercado em uma semana, caso o desconto dado
seja de R$ 1,00.
b) O preço do pacote do arroz para que o lucro do supermercado seja
máximo, no período considerado.

31. Um pesticida foi ministrado a uma população de insetos para testar sua
eficiência. Ao proceder ao controle da variação em função do tempo, em
semanas, concluiu-se que o tamanho da população é dado por:

f(t) = - 10t£ + 20t + 100.

a) Determine o intervalo de tempo em que a população de insetos ainda
cresce.
b) Na ação do pesticida, existe algum momento em que a população de
insetos é igual à população inicial? Quando?
c) Entre quais semanas a população de insetos seria exterminada?

32. Considere a função f : IR ë IR, f (x) = - 2 x£ + bx - 6, onde b Æ IR.

a) Para quais valores de b Æ IR a função f admite pelo menos uma raiz
real?
b) Na figura a seguir está representada uma parábola, na qual A, B e C são
os pontos de interseção da mesma com os eixos coordenados. Sabendo-se
que a área do triângulo ABC, hachurado, é de 6 unidades, determine o
único valor de b, para que a função f tenha como gráfico esta parábola.




Matemática I


84
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

33. Uma loja vende diariamente 40 unidades de um produto a R$ 50,00
cada uma. Quando esse produto entra em promoção, observa-se que para
cada R$ 1,00 de desconto no preço do produto, as vendas aumentam 10
unidades.
a) Calcule o valor do desconto que faz com que o faturamento seja máximo.
b) Calcule o faturamento máximo que a loja pode obter com essa promoção.

34. Seja a função f tal que f(0) = 4 e f(a) = 1, definida pelas duas expressões
f(x) = x£ - ax + b se x µ (a/2) e f(x) = x + 5 se x < (a/2).
Em relação à função f
a) INDIQUE a expressão utilizada no cálculo de f(0). JUSTIFIQUE sua
resposta e CALCULE o valor de b.
b) DETERMINE o sinal de a, e seu valor e os valores de x tais que f(x) = 9.

35. O custo C, em reais, para se produzir n unidades de determinado
produto é dado por:
C = 2510 - 100n + n£.
Quantas unidades deverão ser produzidas para se obter o custo mínimo?

36. Um jornaleiro compra os jornais FS e FP por R$ 1,20 e R$ 0,40,
respectivamente, e os comercializa por R$ 2,00 e R$ 0,80, respectivamente.
Analisando a venda mensal destes jornais sabe-se que o número de cópias
de FS não excede 1.500 e o número de cópias de FP não excede 3.000.
Supondo que todos os jornais comprados serão vendidos e que o dono da
banca dispõe de R$ 1.999,20 por mês para a compra dos dois jornais,
determine o número N de cópias de FS que devem ser compradas por mês
de forma a se maximizar o lucro. Indique a soma dos dígitos de N.

37. Quando o preço do pão francês era de R$0,12 a unidade, uma padaria
vendia 1000 unidades diariamente. A cada aumento de R$0,01 no preço de
cada pão, o número de pães vendidos por dia diminui de 50 unidades.
Reajustando adequadamente o preço do pão, qual a quantia máxima (em
reais) que pode ser arrecadada diariamente pela padaria com a venda dos
pães? Assinale metade do valor correspondente à quantia obtida.

38. Uma pesquisa sobre a relação entre o preço e a demanda de certo
produto revelou que: a cada desconto de R$ 50,00 no preço do produto, o
número de unidades vendidas aumentava de 10. Se, quando o preço do
produto era R$ 1.800,00 o número de unidades vendidas era de 240,
calcule o valor máximo, em reais, que pode ser obtido com a venda das
unidades do produto.

Matemática I


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39. Um avião tem combustível para voar durante 4 horas. Na presença de
um vento com velocidade v km/h na direção e sentido do movimento, a
velocidade do avião é de (300+v)km/h. Se o avião se desloca em sentido
contrário ao do vento, sua velocidade é de (300-v)km/h.
Suponha que o avião se afaste a uma distância d do aeroporto e retorne ao
ponto de partida, consumindo todo o combustível, e que durante todo o
trajeto a velocidade do vento é constante e tem a mesma direção que a do
movimento do avião.
a) Determine d como função de v.
b) Determine para que valor de v a distância d é máxima.

40. Um fabricante está lançando a série de mesas "Super 4". Os tampos
das mesas dessa série são retangulares e têm 4 metros de perímetro. A
fórmica usada para revestir o tampo custa R$10,00 por metro quadrado.
Cada metro de ripa usada para revestir as cabeceiras custa R$25,00 e as
ripas para as outras duas laterais custam R$30,00 por metro.



a) Determine o gasto do fabricante para revestir uma mesa dessa série com
cabeceira de medida x.
b) Determine as dimensões da mesa da série "Super 4" para a qual o gasto
com revestimento é o maior possível.

41. Um grupo de 40 moradores de uma cidade decidiu decorar uma árvore
de Natal gigante. Ficou combinado que cada um terá um número n de 1 a
40 e que os enfeites serão colocados na árvore durante os 40 dias que
precedem o Natal da seguinte forma: o morador número 1 colocará 1 enfeite
por dia a partir do 1¡. dia; o morador número 2 colocará 2 enfeites por dia a
partir do 2¡. dia e assim sucessivamente (o morador número n colocará n
enfeites por dia a partir do n-ésimo dia).

a) Quantos enfeites terá colocado ao final dos 40 dias o morador número
13?
b) A Sra. X terá colocado, ao final dos 40 dias, um total de m enfeites.
Sabendo que nenhum morador colocará mais enfeites do que a Sra. X,
determine m.

Matemática I


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42. Para quantos números reais x, o número y, onde y = - x£ + 6x -1, é um
número pertencente ao conjunto IN = {1, 2, 3, 4, ...}?

43. Cíntia, Paulo e Paula leram a seguinte informação numa revista:
"conhece-se, há mais de um século, uma fórmula para expressar o peso
ideal do corpo humano adulto em função da altura:
P = (a - 100) - [(a - 150)/k] onde P é o peso, em quilos, a é a altura, em
centímetros, k = 4, para homens, e k = 2, para mulheres"

a) Cíntia, que pesa 54 quilos, fez rapidamente as contas com k = 2 e
constatou que, segundo a fórmula, estava 3 quilos abaixo do seu peso ideal.
Calcule a altura de Cíntia.
b) Paulo e Paula têm a mesma altura e ficaram felizes em saber que
estavam ambos exatamente com seu peso ideal; segundo a informação da
revista.
Sabendo que Paulo pesa 2 quilos a mais do que Paula, determine o peso
de cada um deles.

44. Após uma análise de mercado, concluiu-se que um produto seria
vendido de conformidade com a fórmula Q=2000-100P, na qual Q
representa a quantidade que será vendida ao preço unitário P.

Sabendo que o lucro por unidade vendida é P-10, encontre

a) uma fórmula que determine o lucro total, em função de P;

b) o valor de P, para que o lucro total seja o maior possível.

45. Uma pedra é atirada para cima, com velocidade inicial de 40 m/s, do alto
de um edifício de 100m de altura. A altura (h) atingida pela pedra em
relação ao solo, em função do tempo (t) é dada pela expressão: h(t) = - 5t£+
40t + 100.

a) Em que instante t a pedra atinge a altura máxima? Justifique.

b) Esboce o gráfico de h(t).

Matemática I


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46. Em um jogo de futebol foi cometida uma falta frontal ao gol a uma
distância de 36 m.
Para a cobrança da falta o juiz montou uma barreira de cinco jogadores,
todos com 1,80 m de altura, e posicionou-os a 9 m da bola. Entretanto, logo
após o apito do árbitro para a cobrança da falta, a barreira deslocou-se em
direção à bola a uma velocidade de 10 cm/s, e o jogador que cobrou a falta
só chutou a bola 10s depois de o árbitro ter apitado.
Sabendo-se que a baliza mede 2,44 m de altura e que a falta foi cobrada
segundo a trajetória de uma parábola representada pela função y =
(61/5400) . (-x£ + 42x), pergunta-se:

Qual dentre as narrações a seguir melhor representa a situação, após a
cobrança da falta? Justifique sua resposta com cálculos.

Situação I ë Vai ser cobrada a falta, começa a vibrar a torcida, correu o
jogador, chutou e é gol. Golaço!

Situação II ë Tudo pronto para a cobrança, autoriza o juiz, a torcida está
impaciente... Chutou o jogador. No pau! Que susto! Sensacional a batida
no travessão!

Situação III ë O estádio é uma só emoção! Corre o jogador, atira e a bola
encobre o goleiro. Por cima do travessão... e a torcida faz huum...

Situação IV ë Tudo pronto para a cobrança, autoriza o juiz, que demora...
Chutou mal: direto na barreira!

47. Considere as funções f: IR ë IR e g: IR ë IR dadas por: f(x) = x£ - x +
2 e g(x) = -6x + 3/5.
Calcule f(1/2) + [5g(-1)]/4.

48. Uma bola, ao ser chutada num tiro de meta por um goleiro, numa partida
de futebol, teve sua trajetória descrita pela equação h(t) = -2t£ + 8t (t µ 0),
onde t é o tempo medido em segundos e h(t) é a altura em metros da bola
no instante t. Determine, após o chute:

a) o instante em que a bola retornará ao solo;
b) a altura máxima atingida pela bola.

Matemática I


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49. Na figura a seguir, estão esboçadas duas parábolas, que são os
gráficos das funções f e g. Considere a função h:IRëIR (onde IR
representa o conjunto dos números reais), definida por h(x)=|f(x)+g(x)| e
determine em que ponto o gráfico de h intercepta o eixo das ordenadas y.




50. Em uma barragem de uma usina hidrelétrica, cujo reservatório encontra-
se cheio de água, considere que a vista frontal dessa barragem seja
retangular, com 46m de comprimento e 6 m de altura conforme
representado na figura adiante. Sendo h a altura, em metros, medida a
partir da parte superior da barragem até o nível da água, tem-se h=6,
quando o reservatório está vazio, e h=0, no caso de o reservatório
apresentar-se cheio.



Nessas condições, a força F, em newtons, que a água exerce sobre a
barragem é uma função de h, isto é, F = F(h). Por exemplo, se h = 6, F(6) =
0. É conhecido que a função F é dada por um polinômio do segundo grau
na variável h. Além disso, foram determinados os seguintes valores:
F(5) = 25,3 x 10¤ N e F(4) = 46 x 10¤ N.
Com essas informações, é possível determinar o valor de F para todo h Æ
[0, 6].
Calcule o valor F(0)/10¤, desconsiderando a parte fracionária de seu
resultado, caso exista.


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5. FUNÇÃO MODULAR

Neste capítulo, estudaremos a função modular, explorando a solução de suas equações
modulares, inequações modulares, e o efeito do módulo no gráfico de uma função que já
conhecemos como sendo “do primeiro grau” e “do segundo grau”.
Bom Estudo !

5.1. Definição

O módulo (ou valor absoluto) de um número real x, que se indica por | x | é definido
da seguinte maneira:



Então:

Se x é positivo ou zero, | x | é igual ao próprio x.
Exemplos: | 2 | = 2 ; | 1/2 | = | 1/2 | ; | 15 | = 15

Se x é negativo, | x | é igual a -x.
Exemplos: | -2 | = -(-2) = 2 ; | -20 | = -(-20) = 20

Sendo que o gráfico de f(x) = |x| é semelhante ao gráfico de f(x) = x,
sendo que a parte negativa do gráfico será “refletida” sempre para um f(x)
¹
´
¦
< −

=
0 se ,
0 se ,

x x
x x
x
Matemática I


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positivo.



Um outro exemplo para uma função modular seria a função modular do 2º
grau, sendo f(x) = |x
2
– 4| , assim :

,

Assim, temos o gráfico:




O módulo de um número real é sempre positivo ou nulo. O módulo de
um número real nunca é negativo.
Representando geometricamente, o módulo de um número real x é igual
à distância do ponto que representa, na reta real, o número x ao ponto 0 de
origem. Assim:

• Se | x | < a (com a>0) significa que a distância entre x e a origem é
menor que a, isto é, x deve estar entre –a e a, ou seja,
| x | < a ⇔ -a< x < a.
Matemática I


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Se | x | > a (com a>0) significa que a distância entre x e a origem é maior
que a, isto é, deve estar à direita de a ou à esquerda de –a na reta real, ou
seja: | x | > a ⇔ x > a ou x < -a.




5.2. Equações Modulares
Toda a equação que contiver a incógnita em um módulo num dos
membros será chamada equação modular.

Exemplos:


a) | x
2
-5x | = 1
b) | x+8 | = | x
2
-3 |

Algumas equações modulares resolvidas:

1) Resolver a equação | x
2
-5x | = 6.
Resolução: Temos que analisar dois casos:
caso 1: x
2
-5x = 6
caso 2: x
2
-5x = -6

Resolvendo o caso 1:
x
2
-5x-6 = 0 => x’=6 e x’’=-1.
Resolvendo o caso 2:
x
2
-5x+6 = 0 => x’=3 e x’’=2.

Resposta: S={-1,2,3,6}


2) Resolver a equação | x-6 | = | 3-2x |.
Resolução: Temos que analisar dois casos:
caso 1: x-6 = 3-2x
caso 2: x-6 = -(3-2x)
Resolvendo o caso 1:
x-6 = 3-2x => x+2x = 3+6 => 3x=9 => x=3
Resolvendo o caso 2:
x-6 = -(3-2x) => x-2x = -3+6 => -x=3 => x=-3
¹
´
¦
>
<

¹
´
¦
>
<


¹
´
¦
< −
+ <

¹
´
¦
< + −
+ − < −
⇒ < + − < − ⇒ < +
2
4

4 2
8 2


4 2
2 6 2

2 6 2
6 2 2
2 6 2 2 2 | 6 2x - |
x
x
x
x
x
x
x
x
x
Matemática I


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Resposta: S={-3,3}

5.3. Inequações Modulares
Chamamos de inequações modulares as inequações nos quais aparecem
módulos de expressões que contém a incógnita.

Algumas inequações modulares resolvidas:

1) Resolver a inequação | -2x+6 | < 2.
Resolução:

S = {x ∈ IR | 2<x<4}

2) Dê o conjunto solução da inequação |x
2
-2x+3| ≤ 4.

Resolução:

|x
2
-2x+3| ≤ 4 => -4 ≤ x
2
-2x+3 ≤ 4.
Então temos duais inequações (que devem ser satisfeitas ao mesmo
tempo):
Eq.1: -4 ≤ x
2
-2x+3
Eq.2: x
2
-2x+3 ≤ 4

Resolvendo a Eq.1:
-4 ≤ x
2
-2x+3 => -4-3 ≤ x
2
-2x => -7 ≤ x
2
-2x => x
2
-2x+7 ≥ 0 => sem
raízes reais

Resolvendo a Eq.2:
x
2
-2x+3 ≤ 4 => x
2
-2x-1 ≤ 0


5.4. Domínio da Função Modular
Podemos determinar o domínio de algumas funções utilizando
inequações modulares:

Exemplo 1: Determinar o domínio da função


} 2 1 2 1 | {
2 1 ' '
2 1 '
raízes as s encontramo Bhaskara Aplicando
+ ≤ ≤ − ∈ =
¦
¹
¦
´
¦
+ =
− =
x IR x S
x
x
3 | |
1
) (

=
x
x f
Matemática I


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Resolução:



Exemplo 2: Determinar o domínio da função


Resolução:



Atividades

1. Seja f a função real dada por f(x) = ax£ + bx + c, com a > 0. Determine a,
b e c sabendo que as raízes da equação | f (x) | = 12 são -2, 1, 2 e 5.
Justifique.

| 1 | 2 ) ( − − = x x f
} 3 1 | { : Resposta
3 1 1 2 1 2 2 1 2
2 1 2 2 | 1 | 2 | 1 | 0 | 1 | 2 : Então
. 0 | 1 | 2 se IR em possível é só | 1 | 2 que Sabemos
≤ ≤ − ∈ =
≤ ≤ − ⇒ + ≤ ≤ + − ⇒ ≤ − ≤ −
≤ − ≤ − ⇒ ≤ − ⇒ − ≥ − − ⇒ ≥ − −
≥ − − − −
x IR x D
x x x
x x x x
x x
} 3 ou 3 | { : Resposta
3 ou 3 3 | | 0 3 | | : Então
. 0 3 | | se IR em possível é só
3 | |
1
que Sabemos
− ≠ ≠ ∈ =
− ≠ ≠ ⇒ ≠ ⇒ ≠ −
≠ −

x x IR x D
x x x x
x
x
Matemática I


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2. a) Esboce, para x real, o gráfico da função f(x) = | x - 2 | + | 2x + 1 | - x - 6.
O símbolo | a | indica o valor absoluto de um número real a e é definido por |
a | = a, se a µ 0 e | a | = - a, se a < 0.

b) Para que valores reais de x, f(x) > 2x + 2?




3. Dada a função: f(x) = | x - 1 | + 1, x Æ [-1, 2],
a) esboce o gráfico da função f;
b) calcule a área da região delimitada pelo gráfico da função f, pelo eixo das
abscissas e pelas retas x = -1 e x = 2.

4. O volume de água em um tanque varia com o tempo de acordo com a
seguinte equação:

V = 10 - |4 - 2t| - |2t - 6|, t Æ IRø

Nela, V é o volume medido em m¤ após t horas, contadas a partir de 8h de
uma manhã.
Determine os horários inicial e final dessa manhã em que o volume
permanece constante.

5. Esboce o gráfico da seguinte função real de variável real:

ý2x£ + | x | - 3, para x ´ -1 ou x µ 1
f(x) = þ
ÿË(1 - x£) para -1 < x <1

6. Sejam f e g as funções definidas para todo x Æ IR por f(x) = x£ - 4x + 4 e
g(x) = |x - 1|.

a) Calcule f(g(x)) e g(f(x)).
b) Esboce os gráficos das funções compostas fog e gof.

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7. Considere a função f: R ë R definida por f(2x) = |1 - x |.
Determine os valores de x para os quais f(x) = 2.

8. Considere uma quantidade Q > 0 e seja M um valor aproximado de Q,
obtido através de uma certa medição. O erro relativo E desta medição é
definido por

E = | Q - M | / Q.

Considere ainda um instrumento com uma precisão de medida tal que o
erro relativo de cada medição é de, no máximo, 0,02. Suponha que uma
certa quantidade Q foi medida pelo instrumento e o valor M = 5,2 foi obtido.
Determine o menor valor possível de Q.

9. Durante o ano de 1997 uma empresa teve seu lucro diário L dado pela
função

L(x) = 50 ( | x - 100 | + | x - 200 | )

onde x = 1, 2, ..., 365 corresponde a cada dia do ano e L é dado em reais.
Determine em que dias (x) do ano o lucro foi de R$10.000,00.

10. Resolver a equação x£ - 3| x | + 2 = 0, tomando como universo o
conjunto R dos números reais.

11. Determine os pontos de intersecção dos gráficos das funções reais
definidas por f(x)=|x| e g(x)=-x£+x+8 pelo método algébrico.

12. Seja f(x) = |2x£ - 1|, x Æ R. Determinar os valores de x para os quais f(x)
< 1.

13. Determine todos os valores de x Æ IR que satisfazem simultaneamente
às inequações seguintes:

(2x+3)/(x-1) µ 1

-x£ + 3x - 2 ´ 0

|x-2| - |x| µ 0

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14. Considere as inequações

(I) 3 ´ Ë(x + 1) ´ 4

(II) |2x - 11| ´ 9

a) Determine os conjuntos-soluções S(I) e S(II) das equações I e II
respectivamente.
b) Represente os conjuntos S(I) e S(II) na reta real.
c) Determine S(I) º S(II) e S(I) » S(II).

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Na(s) questão(ões) a seguir julgue os itens e escreva nos parênteses (V) se
for verdadeiro ou (F) se for falso.

15. Julgue os itens.

( ) Sendo a e b números reais, então Ë(a£ + b£) = a + b
( ) Se x é um número real, -1 < x ´ 1, então |x + 1| / |x + 2| - 3 = -1
( ) Se p é um número real não nulo, então a equação 2px£ - 2(p - 1)x - 1 =
0, tem duas raízes reais diferentes, qualquer que seja o valor de p.

16. Seja R o conjunto dos números reais. Considere a função f: IR ë IR,
definida por f(x) = |1 - |x||. Assim,

( ) f(-4) = 5.
( ) o valor mínimo de f é zero.
( ) f é crescente para x no intervalo [0,1].
( ) a equação f(x) = 1 possui três soluções reais distintas.



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6. FUNÇÃO EXPONENCIAL

Olá aluno,
Este capítulo traz uma ferramenta fascinante dentro da álgebra onde temos como exemplos
de aplicações extremamente conhecidas o crescimento populacional e o decaimento
radioativo.

6.1. Modelo da Função Exponencial
x
ba y =
→ y variável dependente
→ x variável independente
O coeficiente “b” da função exponencial determina a quantidade inicial da
grandeza representada no eixo “y”. No gráfico é o ponto onde a curva
exponencial intercepta o eixo “y”.
O coeficiente “a” da função exponencial determina a taxa de crescimento ou
decrescimento da grandeza do eixo “y” em relação a grandeza do eixo “x”.
Quando o valor do coeficiente “a” é maior que “1” a função é crescente.



Matemática I


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Quando o valor do coeficiente “a” esta no intervalo aberto entre “0 e 1” a
função é decrescente.

6.2. Equações Exponenciais
Equações exponenciais são, simplesmente, equações com incógnita no
expoente.
Exemplos:

Os dois métodos fundamentais utilizados na resolução de equações
exponenciais são:
• Método de redução a uma base comum;
• Método que utiliza o conceito e propriedades de logaritmos.
Trataremos neste capítulo apenas do primeiro método. O segundo será visto
no próximo capítulo sobre logaritmo.
6.2.1. Método de redução a uma base comum
Este método, como o próprio nome diz, consiste no uso de técnicas que
permitam, através de transformações baseadas nas propriedades de
potências, reduzir ambos os membros de uma equação a uma potência de
mesma base. É claro que o método só poderá ser utilizado caso seja possível
a redução.
Como a função exponencial é injetora podemos concluir que:

ou seja, que potências iguais e de mesma base têm expoentes iguais.
Veja alguns exemplos de equações exponenciais resolvidas aumentando o
nível de dificuldade de um exemplo para o outro.
Os exercícios foram selecionados visando apresentar técnicas de soluções
diferenciadas.

Matemática I


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Matemática I


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6.3. Inequações Exponenciais
A solução da Inequação exponencial é bem simples de ser encontrada.
Quando a base a ser cancelada é maior que “1” devemos manter o sinal da
desigualdade e quando a base esta no intervalo aberto entre “0 e 1” devemos
inverter a o sinal de desigualdade.
Caso 1: 1 > base (Manter a desigualdade)
( )
( )
1
2 3
2 2
64 2
6 3
3
− >
> +
>
>
+
+
x
x
x
x

{ } 1 / − > ∈ = x R x S
Caso 1: 1 0 < < base (Inverter a desigualdade)
Matemática I


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2
3
3 2
4 7 2
3
1
3
1
81
1
3
1
4 7 2
7 2


− ≥
≥ +
|
¹
|

\
|

|
¹
|

\
|
≤ |
¹
|

\
|
+
+
x
x
x
x
x

)
`
¹
¹
´
¦
− ≥ ∈ =
2
3
/ x R x S
6.4. Gráfico da Função Exponencial
Caso 1: 1 > base (Função Crescente)
Exemplo: ( )
x
e x f . 2 =

Observe como a função intercepta o eixo das ordenadas exatamente no ponto
“2” que é o valor do coeficiente “b”
Caso 1: 1 0 < < base (Função Decrescente)
Exemplo: ( )
x
x g
|
¹
|

\
|
=
2
1
. 1
Matemática I


103
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Observe como a função intercepta o eixo das ordenadas exatamente no ponto
“1” que é o valor do coeficiente “b”.
6.5. Aplicações da Função Exponencial
6.5.1. Crescimento Populacional de Bactérias
Exemplo:
As bactérias em um recipiente se reproduzem de forma tal que o
aumento do seu número em um intervalo de tempo de comprimento
fixo é proporcional ao número de bactérias presentes no início do
intervalo. Suponhamos que, inicialmente, haja 1000 bactérias no
recipiente e que, após 1 hora, este número tenha aumentado para
1500. Quantas bactérias haverá cinco horas após o início do
experimento?.

( )
a
a
a t n
a b y
t
x
=
=
=
=
5 , 1
. 1000 1500
. 1000
.
1


Logo o modelo da função do problema é

( ) ( )
t
t n 5 , 1 . 1000 =

Então para descobrirmos o número de bactérias após 5 horas basta
substituir no modelo encontrado

Matemática I


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( ) ( )
( )
( ) 7594 5
75 , 7593 5
5 , 1 . 1000 5
5

=
=
n
n
n


6.5.2. Meia-Vida (Decaimento Radioativo)
Exemplo:

A meia vida do isótopo radioativo do carbono (C
14
) é de 5500 anos.
Que percentual da massa original de C
14
restará em uma amostra
após 10000 anos?

( )
( )
5500
1
5500 1
5500 1
5500
5500
0
0
5500
0
0
2
2
2
2
1
.
2
. 5500
.
.



=
=
=
=
=
=
=
=
a
a
a
a
a m
m
a m m
a m t m
a b y
t
x


Logo o modelo da função do problema é

( )
t
m t m
|
|
¹
|

\
|
=

5500
1
0
2 .

Então para descobrirmos a massa após 10000 anos basta substituir
no modelo encontrado

( )
( )
( )
0
0 0
8 , 1
0
8 , 1
0
5500
10000
0
10000
5500
1
0
% 35 , 28
2835 , 0
5263 , 3
1
2
1
2 2 2
m t m
m m m t m
m m m t m

= = =
= =
|
|
¹
|

\
|
=

− −



Matemática I


105
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo



Atividades
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES.
Em um município, após uma pesquisa de opinião, constatou-se que o
número de eleitores dos candidatos A e B variava em função do tempo t, em
anos, de acordo com as seguintes funções:

A(t) = 2.10¦(1,6)

B(t) = 4.10¦(0,4)

Considere as estimativas corretas e que t = 0 refere-se ao dia 1 de janeiro
de 2000.

1. Calcule o número de eleitores dos candidatos A e B em 1 de janeiro de
2000.

2. Mostre que, em 1 de outubro de 2000, a razão entre os números de
eleitores de A e B era maior que 1.

3. Determine em quantos meses os candidatos terão o mesmo número de
eleitores.

4. Seja f: IR ë IR
x ë y = 3 Ñ¥

Sabendo-se que f(g(x)) = x£/81, obtenha:

a) um esboço do gráfico de f;

b) a lei da função g.

Matemática I


106
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5. Certa substância radioativa desintegra-se de modo que, decorrido o
tempo t, em anos, a quantidade ainda não desintegrada da substância é



em que S³ representa a quantidade de substância que havia no início. Qual
é o valor de t para que a metade da quantidade inicial desintegre-se?

6. A bula de certo medicamento informa que, a cada seis horas após sua
ingestão, metade dele é absorvida pelo organismo. Se uma pessoa tomar
200 mg desse medicamento, quanto ainda restará a ser absorvido pelo
organismo imediatamente após 18 horas de sua ingestão? E após t horas?

7. Segundo a lei do resfriamento de Newton, a temperatura T de um corpo
colocado num ambiente cuja temperatura é T³ obedece à seguinte relação:



Nesta relação, T é medida na escala Celsius, t é o tempo medido em horas,
a partir do instante em que o corpo foi colocado no ambiente, e k e c são
constantes a serem determinadas. Considere uma xícara contendo café,
inicialmente a 100°C, colocada numa sala de temperatura 20°C. Vinte
minutos depois, a temperatura do café passa a ser de 40°C.
a) Calcule a temperatura do café 50 minutos após a xícara ter sido colocada
na sala.
b) Considerando Øn 2 = 0,7 e Øn 3 = 1,1, estabeleça o tempo aproximado em
que, depois de a xícara ter sido colocada na sala, a temperatura do café se
reduziu à metade.

Matemática I


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8. No programa de rádio HORA NACIONAL, o locutor informa:

"Atenção, senhores ouvintes. Acabamos de receber uma notificação da
defesa civil do País alertando para a chegada de um furacão de grandes
proporções nas próximas 24 horas. Pede-se que mantenham a calma, uma
vez que os órgãos do governo já estão tomando todas as providências
cabíveis".

Para atender às solicitações que seguem, suponha que o número de
pessoas que tenha acesso a essa informação, quando transcorridas t horas
após a divulgação da notícia, seja dado pela expressão



sendo t µ 0 e P a população do País.

a) Calcule o percentual da população que tomou conhecimento da notícia
no instante de sua divulgação.
b) Calcule em quantas horas 90% da população tem acesso à notícia,
considerando que, em 1 hora após a notícia, 50% da população do país já
conhecia a informação.

Matemática I


108
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9. O gráfico a seguir ilustra o número de assinantes residenciais da Internet
no Brasil, em milhares, nos últimos cinco anos.



A partir desses dados, é importante obter um modelo matemático capaz de
estimar o número de assinantes residenciais da Internet do Brasil em datas
diferentes das fornecidas. Para isso, aproxima-se o número anual de
assinantes, em milhares, por uma função exponencial do tipo mostrado
abaixo do gráfico em que t é o ano, e=2,718... é a base do sistema
neperiano de logaritmos, A e k são constantes a serem determinadas.

Considerando que F(1998)=1.600 e F(1999)=2.000, calcule, em centenas
de milhares, a estimativa do número de assinantes no ano de 2003,
desprezando a parte fracionária de seu resultado, caso exista.

10. Considere função dada por f(x)= 3£Ñ®¢ + m 3Ñ + 1.
a) Quando m = - 4, determine os valores de x para os quais f(x) = 0.
b) Determine todos os valores reais de m para os quais a equação f(x) = m
+ 1 não tem solução real x.

11. Suponha que o preço de um automóvel tenha uma desvalorização
média de 19% ao ano sobre o preço do ano anterior. Se F representa o
preço inicial (preço de fábrica) e p (t), o preço após t anos, pede-se:
a) a expressão para p (t);
b) o tempo mínimo necessário, em número inteiro de anos, após a saída da
fábrica, para que um automóvel venha a valer menos que 5% do valor
inicial. Se necessário, use: log 2 ¸ 0,301 e log 3¸0,477.

Matemática I


109
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12. Suponha que o número de indivíduos de uma determinada população
seja dado pela função: F(t)=a.2ö , onde a variável t é dada em anos e a e b
são constantes.

a) Encontre as constantes a e b de modo que a população inicial (t=0) seja
igual a 1024 indivíduos e a população após 10 anos seja a metade da
população inicial.

b) Qual o tempo mínimo para que a população se reduza a 1/8 da
população inicial?

c) Esboce o gráfico da função F(t) para tÆ[0,40].

13. O processo de resfriamento de um determinado corpo é descrito por:



onde T(t)é a temperatura do corpo, em graus Celsius, no instante t, dado
em minutos, TÛ é a temperatura ambiente, suposta constante, e ‘ e ’ são
constantes. O referido corpo foi colocado em um congelador com
temperatura de -18°C. Um termômetro no corpo indicou que ele atingiu 0°C
após 90 minutos e chegou a -16°C após 270 minutos.

a) Encontre os valores numéricos das constantes ‘ e ’.
b) Determine o valor de t para o qual a temperatura do corpo no congelador
é apenas (2/3)°C superior à temperatura ambiente.

14. A função L(x) = aeöÑ fornece o nível de iluminação, em luxes, de um
objeto situado a x metros de uma lâmpada.
a) Calcule os valores numéricos das constantes a e b, sabendo que um
objeto a 1 metro de distância da lâmpada recebe 60 luxes e que um objeto a
2 metros de distância recebe 30 luxes.
b) Considerando que um objeto recebe 15 luxes, calcule a distância entre a
lâmpada e esse objeto.

Matemática I


110
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15. Um objeto parte do ponto A, no instante t = 0, em direção ao ponto B,
percorrendo, a cada minuto, a metade da distância que o separa do ponto
B, conforme figura. Considere como sendo de 800 metros a distância entre
A e B.



Deste modo, ao final do primeiro minuto (1¡. período) ele deverá se
encontrar no ponto A; ao final do segundo minuto (2¡. período), no ponto
A‚; ao final do terceiro minuto (3¡. período), no ponto Aƒ, e, assim,
sucessivamente.
Suponhamos que a velocidade se reduza linearmente em cada período
considerado.
a) Calcule a distância percorrida pelo objeto ao final dos 10 primeiros
minutos. Constate que, nesse instante, sua distância ao ponto B é inferior a
1 metro.
b) Construa o gráfico da função definida por "f(t) = distância percorrida pelo
objeto em t minutos", a partir do instante t = 0.

16. Resolva, em IR, a equação




Matemática I


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17. Determine uma das soluções da equação




18. A inflação anual de um país decresceu no período de sete anos. Esse
fenômeno pode ser representado por uma função exponencial do tipo f(x) =
a.bÑ, conforme o gráfico a seguir.



Determine a taxa de inflação desse país no quarto ano de declínio.

19. Resolva o sistema

ý3Ñ + 3Ò = 36
þ
ÿ3Ñ ® Ò = 243

Matemática I


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20. a) Ao resolver uma questão, José apresentou o seguinte raciocínio:

"Como 1/4>1/8 tem-se (1/2)£>(1/2)¤ e conclui-se que 2>3."

Identifique o erro que José cometeu em seu raciocínio, levando-o a essa
conclusão absurda.

b) Sem cometer o mesmo erro que José, determine o menor número m,
inteiro e positivo, que satisfaz à inequação:




21. Determinar o valor de x na equação 5Ñ®¢ + 5Ñ + 5Ñ¢ = 775.

22. O valor de x, que satisfaz a equação

2£Ñ®¢ - 3.2Ñ®£ = 32, é:

23. Em um experimento com uma colônia de bactérias, observou-se que
havia 5.000 bactérias vinte minutos após o início do experimento e, dez
minutos mais tarde, havia 8.500 bactérias. Suponha que a população da
colônia cresce exponencialmente, de acordo com a função P(t) = P³eÑ , em
que P³ é a população inicial, x é uma constante positiva e P(t) é a
população t minutos após o início do experimento. Calcule o valor de
P³/100, desprezando a parte fracionária de seu resultado, caso exista.

24. Duas funções f(t) e g(t) fornecem o número de ratos e o número de
habitantes de uma certa cidade em função do tempo t (em anos),
respectivamente, num período de 0 a 5 anos. Suponha que no tempo inicial
(t = 0) existiam nessa cidade 100 000 ratos e 70 000 habitantes, que o
número de ratos dobra a cada ano e que a população humana cresce 2 000
habitantes por ano. Pede-se:
a) As expressões matemáticas das funções f(t) e g(t).
b) O número de ratos que haverá por habitante, após 5 anos.

25. Resolva as equações exponenciais, determinando os correspondentes
valores de x.
a) 7Ѥ + 7ѣ + 7Ѣ = 57
b) (1/3)Ñ + (1/3)Ñ®¢ - (1/3)Ñ£ = -207

Matemática I


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26. Considere a equação 2Ñ + m2£Ñ - 2m - 2 = 0, onde m é um número real.

a) Resolva essa equação para m = 1.

b) Encontre todos os valores de m para os quais a equação tem uma única
raiz real.

27. Seja a, 0 < a < 1, um número real dado. Resolva a inequação
exponencial a£Ñ®¢ > (1/a)Ѥ.

28. Seja uma função f definida como mostra a função a seguir


. Determine os valores de x tais que f(x) seja menor do que 8.











Matemática I


114
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7. FUNÇÃO LOGARÍTIMICA

Prezado Aluno,
Neste capítulo, você entrará em contato com uma teoria fascinante, com aplicações em
diversas áreas, e com simplificadora de alguns cálculos problemáticos da própria
Matemática. É comum escutarmos de alguns professores de Matemática do Ensino Médio
que ensinam logaritmo, que embora lecionem este conteúdo, ele não serve para nada.
Cuidado, aluno de licenciatura, pois falas como essa inibem o aprendizado do aluno e
retiram a beleza da Matemática. Ninguém conhece todas as aplicações de um determinado
conteúdo, mas procurar conhecer é essencial na atividade de um professor. Por exemplo,
com logaritmo conseguimos calcular o nível sonoro de uma onda, medir a energia liberada
por um terremoto, calcular o PH de uma substância, e outras aplicações que você verá com
maior detalhe ao longo deste capítulo.


7.1. Uma Breve História
Os logaritmos, como instrumento de cálculo, surgiram para realizar
simplificações, uma vez que transformam multiplicações e divisões nas
operações mais simples de soma e subtração.
Napier foi um dos que impulsionaram fortemente seu desenvolvimento,
perto do início do século XVII. Ele é considerado o inventor dos logaritmos,
muito embora outros matemáticos da época também tenham trabalhado com
ele.
Já antes dos logaritmos, a simplificação das operações era realizada através
das conhecidas relações trigonométricas, que relacionam produtos com
somas ou subtrações. Esse processo de simplificação das operações
envolvidas passou a ser conhecido como prostaférese, sendo largamente
utilizado numa época em que as questões relativas à navegação e à
astronomia estavam no centro das atenções. De fato, efetuar multiplicações
ou divisões entre números muito grandes era um processo bastante
dispendioso em termos de tempo. A simplificação, provocada pela
prostaférese, era relativa e, sendo assim, o problema ainda permanecia.

John Napier
(1550-1617)
Matemática I


115
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O método de Napier baseou-se no fato de que associando aos termos de
uma progressão geométrica

b, b
2
, b
3
, b
4
, b
5
, … , b
n
, …
os termos da progressão aritmética
1, 2, 3, 4, 5, ... , n, ...
Então, ao produto de dois termos da primeira progressão, b
m
.b
p
, está
associada a soma m+p dos termos correspondentes na segunda progressão.
Considerando, por exemplo,
PA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
PG 2 4 8 16 32 64 128 256 512 1024 2048 4096 8192 16394
Para efetuar, por exemplo, 256 x 32, basta observar que:
• 256 na segunda linha corresponde a 8 na primeira;
• 32 na segunda linha corresponde a 5 na primeira;

• como 8+5=13,

• 13 na primeira linha corresponde a 8192 na segunda.
Assim, 256x32=8192 resultado esse que foi encontrado através de uma
simples operação de adição.
A fim de que os números da progressão geométrica estivessem bem
próximos, para ser possível usar interpolação e preencher as lacunas entre os
termos na correspondência estabelecida, evitando erros muito grosseiros,
Napier escolheu para razão o número 9999999 , 0
10
1
1
7
= − = b , que é bem
próximo de 1. Segundo Eves, para evitar decimais, ele multiplicava cada
potência
por
7
10 . Então, se
L
N
|
¹
|

\
|
− =
7
7
10
1
1 10 , ele chamava L de "logaritmo" do
número N.
Assim, o logaritmo de Napier de
7
10 é 0 e o de
|
¹
|

\
|

7
7
10
1
1 10 é 1.
Enquanto Napier trabalhava com uma progressão geométrica onde o
primeiro termo era 10
7
.b e a razão b, ao que parece, de forma
independente, Bürgi também lidava com o problema dos logaritmos.
Bürgi empregou uma razão um pouco maior do que 1, qual seja
1,0001=1+10
-4
. O primeiro termo de sua PG era 10
8
e ele desenvolveu uma
tabela com 23027 termos.
Matemática I


116
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Como Napier, Bürgi considerou uma PG cuja razão era muito próxima de 1,
a fim de que os termos da seqüência fossem muito próximos e os cálculos
pudessem ser realizados com boas aproximações.
Posteriormente, Napier, juntamente com Briggs, elaboraram tábuas de
logaritmos mais úteis de modo que o logaritmo de 1 fosse 0 e o logaritmo de
10 fosse uma potência conveniente de 10, nascendo assim os
logaritmos briggsianos ou comuns, ou seja, os logaritmos dos dias de hoje.
Ainda segundo Eves, durante anos ensinou-se a calcular com logaritmos na
escola média ou no início dos cursos superiores de Matemática; também por
muitos anos a régua de cálculo logarítmica foi o símbolo do estudante de
engenharia do campus universitário.
Hoje, porém, com o advento das espantosas e cada vez mais baratas e
rápidas calculadoras, ninguém mais em sã consciência usa uma tábua de
logaritmos ou uma régua de cálculo para fins computacionais. O ensino dos
logaritmos, como um instrumento de cálculo, está desaparecendo das
escolas, os famosos construtores de réguas de cálculo de precisão estão
desativando sua produção e célebres manuais de tábuas matemáticas
estudam a possibilidade de abandonar as tábuas de logaritmos. Os produtos
da grande invenção de Napier tornaram-se peças de museu.
A função logarítmica, porém, nunca morrerá pela simples razão de que as
variações exponencial e logarítmica são partes vitais da natureza e da
análise. Conseqüentemente, um estudo das propriedades da função
logarítmica e de sua inversa, a função exponencial, permanecerá sempre uma
parte importante do ensino da Matemática.
Recentemente, no século XX, com o desenvolvimento da Teoria da
Informação, Shannon descobriu que a velocidade máxima C
máx
- em bits por
segundo - com que sinais de potência S watts podem passar por um canal de
comunicação, que permite a passagem, sem distorção, dos sinais de
freqüência até B hertz, produzindo um ruído de potência máxima N watts, é
dada por:
|
¹
|

\
|
=
N
S
B C
máx 2
log
Dessa forma, os logaritmos claramente assumem um papel fundamental, pois
constituem uma ferramenta essencial no contexto da moderna tecnologia
7.2. Definição de Logaritmo
“A base do Logaritmo elevada ao logaritmo é igual ao logaritmando”
c a
b
= log
a b
c
=

Matemática I


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Condição de Existência do Logaritmo
O Logaritmando deve ser maior que zero.
A base do logaritmo deve ser maior que zero e diferente de 1.

7.3. Propriedades em Consequencia da Definição
7.3.1. O Logaritmo de “1” em qualquer base válida é igual a
zero.
Exemplo:
0 1 log 1 log 1 log
5
1 7 3
= = =
7.3.2. Quando a base do Logaritmo coincide com o
logaritmando a solução é o expoente
do logaritmando
Exemplo:
13 7 log
13
7
=
7.3.3. Base real elevada a um expoente logarítmico onde a base
do logaritmo coincide com a base
real, a solução é o logaritmando
Exemplo:
5 2
5 log
2
=
7.3.4. Igualdade de logaritmos de mesma base equivale a
igualdade de seus logaritmandos
Exemplo:
Matemática I


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( ) ( )
( ) ( )
6
3 9 2
9 3 2
9 log 3 2 log
3 3
=
− = −
+ = +
+ = +
x
x x
x x
x x

7.4. Propriedades Operatórias de Logaritmo
7.4.1. Propriedade da Potência
( ) a n a
c
n
c
log log =
7.4.2. Propriedade do Produto
( ) b a b a
c c c
log log log + = +
7.4.3. Propriedade do Quociente

b a
b
a
c c c
log log log − = |
¹
|

\
|

7.5. Logaritmos Especiais
É importante conhecermos a grafia destes logaritmos que ao longo do tempo
receberão uma representação diferenciada.
7.5.1. O Logaritmo Decimal
É o logaritmo onde a base é o número natural “10 (dez)” .
a a
10
log log =
Matemática I


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7.5.2. O Logaritmo Neperiano
É o logaritmo onde a base é o número irracional “e = 2,718...” conhecido
como número de Euler.
a na
e
log = l
7.5.3. Cologaritmo
( ) a a Co
c c
log 1 log − =
7.6. Mudança de Base de um Logaritmo

Podemos mudar a base do logaritmo para qualquer base que desejarmos, sendo que tem
que ser uma base válida, ou seja, positiva e diferente de 1.

A mudança é feita da seguinte forma
Para converter a
b
log para base “c”
b
a
a
c
c
b
log
log
log =
Ou seja, fazemos log do antigo logaritmando na base desejada, sobre log da
antiga base na base desejada.
Veja o exemplo:
Calcule 15 log
2
, adotando log 2 = 0,3 e log 3= 0,48.
Inicialmente, mudando para a base decimal
2 log
15 log
15 log
2
=
Trocando 15 por
2
30
, temos:
2 log
2
30
log
15 log
2
|
¹
|

\
|
=
Agora, aplicando a propriedade do quociente
Matemática I


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2 log
2 log 30 log
15 log
2

=
Fatorando o logaritmando “30” , temos:
( )
2 log
2 log 10 log 3 log
15 log
2 log
2 log 10 3 log
15 log
2
2
− +
=

=
x

Aplicando os valores aproximados de logaritmo decimal de “2” e logaritmo
decimal de “3”, e observando que temos a propriedade de logaritmando igual
a base do logaritmo, encontramos:
93 , 3
3 , 0
18 , 1
3 , 0
3 , 0 1 48 , 0
15 log
2
≅ =
− +
=
7.7. Equações Logarítmicas
Antes de iniciar a solução de uma equação logarítmica é muito importante
montar sua condição de existência. Nos exemplos abaixo era será registrada
antes do início de cada solução.
Exemplo 1: ( ) 3 4 log
2
2
= − + x x
Condição de Existência { 0 4
2
> − + x x
Resolvendo temos
3 2
2 4 = − + x x
Logo, x = -4 ou x = 3
Testando as raízes,
x = -4
( ) ( )
( ) verdadeiro 0 8
0 8 16
0 4 4 4
2
>
> −
> − − + −

x = 3
Matemática I


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( ) ( )
( ) verdadeiro 0 1
0 1 9
0 4 3 3
2
>
> −
> − +

Logo, o conjunto solução é { } 3 , 4 − = S
Exemplo 2: ( ) 0 15 log 2 log
2
2
2
= − − x x
Condição de Existência { 0 > x
Vamos utilizar o artifício de trocar momentaneamente y x =
2
log . Obtemos
uma simples equação quadrática:
0 15 2
2
= − − y y
Onde suas raízes são y = -3 e y = 5
Retornando ao artifício temos;
8
1
2
3 log
3
2
=
=
− =

x
x
x

32
2
5 log
5
2
=
=
=
x
x
x

Testando as raízes na condição de existência, temos:
( )
( ) verdadeiro
verdadeiro
0 32
0
8
1
>
>

Logo, o conjunto solução é
)
`
¹
¹
´
¦
= 32 ,
8
1
S
Exemplo 3: 0 2 4 log log
4
= − +
x
x
Condição de Existência
¹
´
¦

>
1
0
x
x

Vamos mudar para “4” a base do segundo logaritmo.
0 2
log
4 log
log
4
4
4
= − +
x
x
0 2
log
1
log
4
4
= − +
x
x
Matemática I


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Retirando o MMC (mínimo múltiplo comum), temos:
( ) 0 1 log 2 log
4
2
4
= + − x x
Vamos utilizar o artifício de trocar momentaneamente y x =
4
log . Obtemos
uma simples equação quadrática:
0 1 2
2
= + − y y
Onde sua única raiz é y = 1
Retornando ao artifício temos:
4
4
1 log
1
4
=
=
=
x
x
x

Testando a raíz na condição de existência, temos:
( )
( ) verdadeiro
verdadeiro
1 4
0 4

>

Logo, o conjunto solução é { } 4 = S
7.8. Inequações Logarítmicas
a) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre logaritmos de
mesma base
Existem dois casos para serem considerados:
• A base é maior que 1. Nesse caso, a relação desigualdade entre
( ) x f e ( ) x g tem o mesmo sentido que a desigualdade entre os
logaritmos. Para existirem os logaritmos, devemos impor também
que ( ) x f e ( ) x g sejam positivos. Então, a solução pode ser obtida
impondo-se que
( ) ( ) ( ) ( ) x g x f x g x f
a a
< < ⇒ < 0 log log
• A base está entre 0 e 1. Nesse caso, a relação de desigualdade entre
( ) x f e ( ) x g tem sentido contrário ao da desigualdade entre os
logaritmos. Para existirem os logaritmos, devemos impor também
que ( ) x f e ( ) x g sejam positivos. Então a solução pode ser obtida
impondo-se que:
( ) ( ) ( ) ( ) 0 log log > > ⇒ < x g x f x g x f
a a

Matemática I


123
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

Exemplo 1: ( ) x x
3 3
log 5 2 log < −
Condições: ( ) x x < − < 5 2 0
Logo, temos:
( )
( ) 5 5 2
2
5
0 5 2
< ⇒ < −
> ⇒ > −
x x x
x x

Da interseção dos intervalos acima, resulta-se:
)
`
¹
¹
´
¦
< < ∈ = 5
2
5
/ x R x S
Exemplo 2: ( ) 2 log log
2
1
2
2
1
+ < x x
Condições: 0 2
2
> + > x x
Logo, temos:
2 1 0 2 2
2 0 2
2 2
> − < ⇒ > − − ⇒ + >
− > ⇒ > +
x ou x x x x x
x x

Da interseção dos intervalos acima, resulta-se:
{ } 2 1 2 / > − < < − ∈ = x ou x R x S

b) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre um logaritmo e
um número real
Para resolver uma equação deste tipo
( ) k x f
a
> log ou ( ) k x f
a
< log
Basta substituir “k” por
r
a
a log ; assim, retornaremos numa equação do tipo
da letra (a) deste tópico. Veja nos exemplos abaixo:
Exemplo 1:
( )
( )
4
2 2
2
2 log 1 2 log
4 1 2 log
< −
< −
x
x

Condições: ( ) 16 1 2 0 < − < x
Matemática I


124
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

)
`
¹
¹
´
¦
< < ∈ =
2
17
2
1
/ x R x S
Exemplo 2:

( )
( )
2
3
1
2
3
1
2
3
1
3
1
log 8 log
2 8 log

|
¹
|

\
|
> −
− > −
x x
x x

Condições: 9 8 0
2
< − < x x
Logo, temos:
9 1 0 9 8 9 8
8 0 0 8
2 2
2
< < − ⇒ < − − ⇒ < −
> < ⇒ > −
x x x x x
x ou x x x

Da interseção dos intervalos acima, resulta-se:
{ } 9 8 0 1 / < < < < − ∈ = x ou x R x S
7.9. Gráfico de uma função Logarítmica
O Gráfico da função logarítmica é crescente quando a base é maior que “1”.
Veja o exemplo da função ( ) ( ) x x f
10
log =


O Gráfico da função logarítmica é decrescente quando a base esta no
intervalo 1 0 < < x .
Matemática I


125
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

Veja o exemplo da função ( ) ( ) x x f
2
1
log =

7.10. Aplicações da Função Logarítmica
7.10.1. Nível Sonoro
Pierre Bouguer (1760) e depois Ernst Heinrich Weber (1831) estudaram a
menor variação perceptível para determinados estímulos. Para isso
apresentaram estímulos variáveis a diversos indivíduos para determinar o
funcionamento quantitativo de diversos tipos de percepção. A lei de
Bouguer-Weber estipulava que o limiar sensorial (a menor diferença
perceptível entre dois valores de um estímulo) aumenta linearmente com o
valor do estímulo de referência. O médico Gustav Fechner (inventor do
termo psicofísica) modificou essa lei, para que ela se tornasse válida aos
valores extremos do estímulo: "a sensação varia como o logaritmo da
excitação". Esta lei pode ser aplicada a diversas formas de percepção. Não se
sabe ao certo a causa neurológica dessa lei, mas ela pode ser percebida em
diversos fenômenos da percepção. Por exemplo, na percepção de alturas, as
pessoas percebem intervalos iguais, quando suas freqüências variam
exponencialmente. Por exemplo, a relação entre as freqüências de 220 Hz e
440 Hz é percebida como um intervalo de uma oitava. A relação entre 440
Hz e 880 Hz é percebida como um intervalo igual de uma oitava, mesmo que
a distância real entre as freqüências não seja igual. Relações semelhantes se
aplicam à percepção de intensidade sonora, intensidade luminosa, cores e
diversos outros aspectos da percepção
A lei de Weber-Fechner é dada pela expressão
|
|
¹
|

\
|
=
0
log 10
I
I
NS
Matemática I


126
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

NS - Nível Sonoro (dB)
I - Intensidade das ondas sonoras do ambiente (W/m
2
)
0
I - Intensidade Mínima Auditiva “limiar auditivo” (W/m
2
)
2 12
0
/ 10 m W I

=
7.10.2. Escala Richter
A escala Richter, desenvolvida originalmente em 1935 por Charles Richter e
Beno Gutenberg, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), é uma
forma de medir a magnitude dos terremotos com base nas ondas sísmicas
que se propagam a partir do local de origem do tremor no subsolo. Quanto
maior a energia liberada pelo terremoto, maior a amplitude do movimento do
solo causada por ele, e maior a pontuação na escala Richter. A escala, em
princípio, não tem limites, mas terremotos com magnitude 10 ou superior
nunca foram registrados.
A escala Richter usa logaritmos como base matemática, o que, na prática,
significa que uma variação de apenas um número na magnitude de um
terremoto -- passando de 7 para 8, por exemplo -- na verdade significa um
aumento de dez vezes na amplitude. Em relação à energia liberada pelo
terremoto, a diferença de um terremoto 7 para um 8 equivale a 32 vezes mais
energia.

Os efeitos de um terremoto obviamente dependem, entre outras coisas, de
sua magnitude na escala Richter. Até a magnitude 1,9, por exemplo, só
sismógrafos são capazes de detectar o tremor. Os primeiros danos aparecem
em magnitudes entre 4 e 4,9, com quebra de janelas e outros objetos. Com
magnitudes entre 7 e 7,9, prédios podem sair de suas fundações e rachaduras
aparecem no solo.

Nas estimativas de energia liberada no interior do planeta pelos tremores, a
pontuação 7 na escala Richter equivale à maior bomba termonuclear já
testada pelo homem. No nível 10, a energia gerada seria parecida com a da
explosão de um meteorito de 20 km ao atingir a Terra. Grande parte dessa
energia, no entanto, fica retida no fundo do planeta e não chega à superfície
quando um terremoto ocorre.
|
|
¹
|

\
|
=
0
log
3
2
E
E
r
r - Registro na Escala Richter (dB)

Charles Richter
(1-1)

Beno Gutenberg
(1-1)
Matemática I


127
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

E - Energia Liberada registrada (W/m
2
)
0
E - Energia Mínima Percebida (W/m
2
)
2 12
0
/ 10 m W I

=




Atividades
1. Segundo a lei do resfriamento de Newton, a temperatura T de um corpo
colocado num ambiente cuja temperatura é T³ obedece à seguinte relação:



Nesta relação, T é medida na escala Celsius, t é o tempo medido em horas,
a partir do instante em que o corpo foi colocado no ambiente, e k e c são
constantes a serem determinadas. Considere uma xícara contendo café,
inicialmente a 100°C, colocada numa sala de temperatura 20°C. Vinte
minutos depois, a temperatura do café passa a ser de 40°C.
a) Calcule a temperatura do café 50 minutos após a xícara ter sido colocada
na sala.
b) Considerando Øn 2 = 0,7 e Øn 3 = 1,1, estabeleça o tempo aproximado em
que, depois de a xícara ter sido colocada na sala, a temperatura do café se
reduziu à metade.

Matemática I


128
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

2. Suponha que o preço de um automóvel tenha uma desvalorização média
de 19% ao ano sobre o preço do ano anterior. Se F representa o preço
inicial (preço de fábrica) e p (t), o preço após t anos, pede-se:
a) a expressão para p (t);
b) o tempo mínimo necessário, em número inteiro de anos, após a saída da
fábrica, para que um automóvel venha a valer menos que 5% do valor
inicial. Se necessário, use: log 2 ¸ 0,301 e log 3¸0,477.

3. A função L(x) = aeöÑ fornece o nível de iluminação, em luxes, de um
objeto situado a x metros de uma lâmpada.
a) Calcule os valores numéricos das constantes a e b, sabendo que um
objeto a 1 metro de distância da lâmpada recebe 60 luxes e que um objeto a
2 metros de distância recebe 30 luxes.
b) Considerando que um objeto recebe 15 luxes, calcule a distância entre a
lâmpada e esse objeto.

4. a) Seja f : IR ë IR*ø uma função do tipo f(x) = k . aÑ cujo gráfico passa
pelos pontos (2, 2) e (3, 4). Determine a inversa da função f, fornecendo sua
lei de formação, seu domínio e contra-domínio.

b) No plano cartesiano a seguir, encontra-se representado o gráfico da
função f : ]0,+¶[ ë IR, definida por f(x) = log‚ (x). Construa, neste mesmo
plano cartesiano, o gráfico da função g : ]0,+¶[ ë IR, definida por g(x) =
log‚ (2x).




Matemática I


129
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5. Seja f: ] 0 , ¶ [ ë IR dada por f(x) = logƒ x.



Sabendo que os pontos (a, -’), (b, 0), (c, 2) e (d, ’) estão no gráfico de f,
calcule b + c + ad.

6. Numa plantação de certa espécie de árvore, as medidas aproximadas da
altura e do diâmetro do tronco, desde o instante em que as árvores são
plantadas até completarem 10 anos, são dadas respectivamente pelas
funções:



a) Determine as medidas aproximadas da altura, em metros, e do diâmetro
do tronco, em centímetros, das árvores no momento em que são plantadas.
b) A altura de uma árvore é 3,4 m. Determine o diâmetro aproximado do
tronco dessa árvore, em centímetros.

Matemática I


130
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

7. O brilho de uma estrela percebido pelo olho humano, na Terra, é
chamado de magnitude aparente da estrela. Já a magnitude absoluta da
estrela é a magnitude aparente que a estrela teria se fosse observada a
uma distância padrão de 10 parsecs (1 parsec é aproximadamente 3 × 10¢¤
km). As magnitudes aparente e absoluta de uma estrela são muito úteis
para se determinar sua distância ao planeta Terra. Sendo m a magnitude
aparente e M a magnitude absoluta de uma estrela, a relação entre m e M é
dada aproximadamente pela fórmula

M = m + 5 . logƒ (3 .d¡'¥©)

onde d é a distância da estrela em parsecs. A estrela Rigel tem
aproximadamente magnitude aparente 0,2 e magnitude absoluta - 6,8.
Determine a distância, em quilômetros, de Rigel ao planeta Terra.

8. A área da região hachurada na figura A vale log³ t, para t>1.



a) Encontre o valor de t para que a área seja 2.

b) Demonstre que a soma das áreas das regiões hachuradas na figura B
(onde t = a) e na figura C (onde t = b) é igual à área da região hachurada na
figura D (onde t = ab).

9. Em uma cidade, a população que vive nos subúrbios é dez vezes a que
vive nas favelas. A primeira, porém, cresce 2% ao ano, enquanto a segunda
cresce 15% ao ano.
Admita que essas taxas de crescimento permaneçam constantes nos
próximos anos.
a) Se a população que vive nas favelas e nos subúrbios hoje é igual a 12,1
milhões de habitantes, calcule o número de habitantes das favelas daqui a
um ano.
b) Essas duas populações serão iguais após um determinado tempo t,
medido em anos.
Se t = 1/logx, determine o valor de x.

Matemática I


131
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

10. Em 2002, um banco teve lucro de um bilhão de reais e, em 2003, teve
lucro de um bilhão e duzentos milhões de reais. Admitindo o mesmo
crescimento anual para os anos futuros, em quantos anos, contados a partir
de 2002, o lucro do banco ultrapassará, pela primeira vez, um trilhão de
reais?
(Obs.: use as aproximações Øn (1000) ¸ 6,907, Øn (1,2) ¸ 0,182.)

11. O preço p de um terreno daqui a t anos é estimado pela relação p = a .
(b) .
a) Se hoje o terreno vale R$ 80.000,00 e o valor estimado daqui a 10 anos é
R$120.000,00, obtenha a e b.
b) Se a estimativa fosse dada por p = a . (1,02) , daqui a quantos anos o
preço do terreno dobraria?

12. Uma empresa estima que após completar o programa de treinamento
básico, um novo vendedor, sem experiência anterior em vendas, será capaz
de vender V(t) reais em mercadorias por hora de trabalho, após t meses do
início das atividades na empresa. Sendo V(t) = A - B.3¾ , com A, B e n
constantes obtidas experimentalmente, pede-se:
a) determinar as constantes A, B e n, sabendo que o gráfico da função V é



b) admitindo-se que um novo programa de treinamento básico introduzido
na empresa modifique a função V para V(t) = 55 - 24.3 , determinar t para
V(t) = 50. Adote nos cálculos log 2 = 0,3 e log 3 = 0,5.

13. Paulo é pecuarista e possui um rebanho bovino de 1.200 cabeças, cuja
taxa de crescimento anual é uma porcentagem representada por t. Paulo
realizou a venda de 1.800 cabeças, comprometendo-se a entregar 1.000 no
final de 1 ano e, as outras 800, no final de 2 anos.
a) Determine t, considerando que, após a 2 entrega, não sobre cabeça
alguma.
b) Se log 2 = 0,3 e t = 25%, quantos anos aproximadamente o pecuarista
levaria para fazer a 2 entrega?

Matemática I


132
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

14. A população de uma cidade cresce aproximadamente 4,166...% ao ano,
ou seja, 1/24 ao ano.
Após quantos anos o número de habitantes dessa cidade será o dobro da
sua população atual?
São dados: log 2 = 0,30 e log 3 = 0,48.

15. Dada a equação x = (1 + y)¾, onde Øn x = 16 e Øn (1 + y) = 8, tal que x >
0 e y > -1, determine o valor de n.

16. Sabendo-se que



calcule o valor do menor inteiro a que satisfaz a inequação log… 6 + log† 7 +
log‡ 8 + logˆ 5 < a.

17. Resolvendo o sistema

ýlog x + log y = 5
þ ,
ÿlog x - log y = 7

x e y assumirão que valores?

18. Seja a função f(x) = log [(1 - x)/(1 + x)]. Verifique que, se x e x‚ Æ (-1 ,
1), a igualdade f(x) + f(x‚) = f[(x + x‚)/(1 + xx‚)] é verdadeira.

19. Resolva a equação do 2¡. grau (log‚ a) . x£ + (log‚ a) . x - 2 log‚ N = 0 na
variável x, onde a e N são números estritamente positivos.

Matemática I


133
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

20. Seja a função f dada por



Determine todos os valores de x que tornam f não-negativa.

21. Para b > 1 e x > 0, resolva a equação em x:




22. O número de bactérias numa cultura, depois de um tempo t, é dado pela
função N(t) = N³ . eÑ , em que N³ é o número inicial de bactérias e x é a taxa
de crescimento. Se a taxa de crescimento é de 5% ao minuto, em quanto
tempo a população de bactérias passará a ser o dobro da inicial?
Dado: Øn 2 = 0,6931

Matemática I


134
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

23. Leia atentamente a reportagem a seguir.

UMA BOA NOTÍCIA
Lançado na semana passada, o livro "Povos Indígenas no Brasil -
1996/2000" mostra que as tribos possuem hoje cerca de 350.000 habitantes
e crescem ao ritmo de 3,5% ao ano, quase o dobro da média do restante da
população. Mantendo o atual ritmo de crescimento, é possível imaginar que
a população indígena demoraria 60 anos para atingir o tamanho registrado
em 1500, na época do Descobrimento.
(Adaptado de "Veja", 11/04/2001.)

Admita que a população indígena hoje seja de exatamente 350.000
habitantes, e que sua taxa de crescimento anual seja mantida em 3,5%.
De acordo com esses dados, estime a população das tribos indígenas do
Brasil nos seguintes momentos:

a) daqui a um ano;

b) em 1500, utilizando a tabela de logaritmos a seguir.




24. Um grupo de 20 ovelhas é libertado para reprodução numa área de
preservação ambiental. Submetidas a um tratamento especial, o número N
de ovelhas existentes após t anos pode ser estimado pela seguinte fórmula:
N = 220 / [ 1 + 10 (0,81) ]
Admita que a população de ovelhas seja capaz de se manter estável, sem
esse tratamento especial, depois de atingido o número de 88 ovelhas.
a) Calcule o número de ovelhas existentes após seis meses.
b) Considerando Øn 2 = 0,7, Øn 3 = 1,1 e Øn 5 = 1,6, calcule a partir de
quantos anos não haverá mais a necessidade de tratamento especial do
rebanho.

Matemática I


135
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

25. Durante um período de oito horas, a quantidade de frutas na barraca de
um feirante se reduz a cada hora, do seguinte modo:

- nas t primeiras horas, diminui sempre 20% em relação ao número de
frutas da hora anterior;
- nas 8 - t horas restantes, diminui 10% em relação ao número de frutas da
hora anterior.

Calcule:
a) o percentual do número de frutas que resta ao final das duas primeiras
horas de venda, supondo t = 2;
b) o valor de t, admitindo que, ao final do período de oito horas, há, na
barraca, 32% das frutas que havia, inicialmente. Considere log 2 = 0,30 e
log 3 = 0,48.

26. A International Electrotechnical Commission - IEC padronizou as
unidades e os símbolos a serem usados em Telecomunicações e
Eletrônica. Os prefixos kibi, mebi e gibi, entre outros, empregados para
especificar múltiplos binários são formados a partir de prefixos já existentes
no Sistema Internacional de Unidades - SI, acrescidos de bi, primeira sílaba
da palavra binário.
A tabela na figura 1 indica a correspondência entre algumas unidades do SI
e da IEC.
Um fabricante de equipamentos de informática, usuário do SI, anuncia um
disco rígido de 30 gigabytes. Na linguagem usual de computação, essa
medida corresponde a p × 2¤¡ bytes.
Considere a tabela de logaritmos na figura 2.



Calcule o valor de p.

Matemática I


136
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

27. A energia potencial elástica (E) e a variação no comprimento (ÐØ) de
uma determinada mola estão associadas conforme a tabela:



Sabe-se, também, que a relação entre y e x é estabelecida pela equação y
= nx + log(K/2), sendo K a constante elástica da mola e n uma constante.

a) Determine os valores das constantes K e n.
b) Determine o valor de E para ÐØ = 3.

28. A equação - x¥ + 11x¤ - 38x£ + 52x - 24 = 0 tem duas de suas raízes
iguais a 2.
Dadas as funções reais f e g definidas, respectivamente, por f(x) = -x¥ + 11x¤
- 38x£ + 52x - 24 e g(x) = log(f(x)), determine o domínio de g.

29. Calcule o valor do número natural n que satisfaz a equação
log³(0,1) + log³(0,1)£ + ... + log³(0,1)¾ = - 15

30. A teoria da cronologia do carbono, utilizada para determinar a idade de
fósseis, baseia-se no fato de que o isótopo do carbono 14 (C-14) é
produzido na atmosfera pela ação de radiações cósmicas no nitrogênio e
que a quantidade de C-14 na atmosfera é a mesma que está presente nos
organismos vivos. Quando um organismo morre, a absorção de C-14,
através da respiração ou alimentação, cessa, e a quantidade de C-14
presente no fóssil é dada pela função C(t) = C³10¾ , onde t é dado em anos
a partir da morte do organismo, C³ é a quantidade de C-14 para t = 0 e n é
uma constante. Sabe-se que 5 600 anos após a morte, a quantidade de C-
14 presente no organismo é a metade da quantidade inicial (quando t = 0).
No momento em que um fóssil foi descoberto, a quantidade de C-14 medida
foi de C³/32. Tendo em vista estas informações, calcule a idade do fóssil no
momento em que ele foi descoberto.

Matemática I


137
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

31. O valor da expressão numérica a seguir é um número inteiro. Determine
esse número.




32. Sendo x e y números reais e y · 0, expresse o logaritmo de 3Ñ na base
2Ò em função de x, y e log‚3.

33. Considere
a = log [ x - (1/x) ] e b = log [ x + (1/x) - 1 ], com x >1.
Determine log [ x£ - x + (1/x) - (1/x£) ] em função de a e b.

34. Ana e Bia participam de um site de relacionamentos. No dia 1¡. de abril
de 2005, elas notaram que Ana tinha exatamente 128 vezes o número de
amigos de Bia. Ana informou que, para cada amigo que tinha no final de um
dia, três novos amigos entravam para sua lista de amigos no dia seguinte.
Já Bia disse que, para cada amigo que tinha no final de um dia, cinco novos
amigos entravam para sua lista no dia seguinte. Suponha que nenhum
amigo deixe as listas e que o número de amigos aumente, por dia, conforme
elas informaram.
a) No dia 2 de abril de 2005, vinte novos amigos entraram para a lista de
Bia. Quantos amigos havia na lista de Ana em 1¡. de abril?
b) Determine a partir de que dia o número de amigos de Bia passa a ser
maior do que o número de amigos de Ana. Se precisar, use a desigualdade
1, 584 < log‚3 < 1, 585.

Matemática I


138
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

35. Dados a e y números reais positivos, y · 1, define-se logaritmo de a na
base y como o número real x tal que yÑ = a, ou seja, x = logÙ a.

Para n · 1, um número real positivo, a tabela a seguir fornece valores
aproximados para nÑ e nÑ.
Com base nesta tabela, determine uma boa aproximação para:



a) o valor de n;
b) o valor de logŠ (1/10).

36. Os habitantes de um certo país são apreciadores dos logaritmos em
bases potência de dois. Nesse país, o "Banco ZIG" oferece empréstimos
com a taxa (mensal) de juros T=logˆ225, enquanto o "Banco ZAG" trabalha
com a taxa (mensal) S=log‚15.
Com base nessas informações,

a) estabeleça uma relação entre T e S;

b) responda em qual dos bancos um cidadão desse país, buscando a menor
taxa de juros, deverá fazer empréstimo. Justifique.

37. Resolvendo a inequação logarítmica log (x-3)µ3, qual a solução
encontrada?

Obs.: considere o logaritmo na base 1/2.

Matemática I


139
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

38. Uma peça metálica foi aquecida até atingir a temperatura de 50 °C. A
partir daí, a peça resfriará de forma que, após t minutos, sua temperatura
(em graus Celsius) será igual a



Usando a aproximação Øn 2 ¸ 0,7, determine em quantos minutos a peça
atingirá a temperatura de 35 °C.

39. A tabela mostra 3 números com as correspondentes mantissas de seus
logaritmos na base 10.



a) Escreva os valores dos log³(x).
b) Calcule os valores aproximados de log³(3,04), log³(3010) e log³(302).

Matemática I


140
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

40. Sejam ‘ e ’ constantes reais, com ‘ > 0 e ’ > 0, tais que log³‘=0,5 e
log³’=0,7.
a) Calcule log³ ‘’, onde ‘’ indica o produto de ‘ e ’.
b) Determine o valor de x Æ IR que satisfaz a equação




41. A função a seguir expressa, em função do tempo t (em anos),
aproximadamente, a população, em milhões de habitantes, de um pequeno
país, a partir de 1950 (t = 0). Um esboço do gráfico dessa função, para 0 ´ t
´ 80, é dado na figura.



a) De acordo com esse modelo matemático, calcule em que ano a
população atingiu 12 milhões de habitantes. (Use as aproximações logƒ2 =
0,6 e logƒ5 = 1,4.)
b) Determine aproximadamente quantos habitantes tinha o país em 1950.
Com base no gráfico, para 0 ´ t ´ 80, admitindo que p(80) = 17, dê o
conjunto solução da inequação p(t) µ 15 e responda, justificando sua
resposta, para quais valores de k a equação p(t) = k tem soluções reais.

Matemática I


141
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

42. A temperatura média da Terra começou a ser medida por volta de 1870
e em 1880 já apareceu uma diferença: estava (0,01) °C (graus Celsius)
acima daquela registrada em 1870 (10 anos antes). A função



com t(x) em °C e x em anos, fornece uma estimativa para o aumento da
temperatura média da Terra (em relação àquela registrada em 1870) no ano
(1880 + x), x µ 0. Com base na função, determine em que ano a
temperatura média da Terra terá aumentado 3°C. (Use as aproximações
log‚(3) = 1,6 e log‚(5) = 2,3)

43. A função



com x em anos, fornece aproximadamente o consumo anual de água no
mundo, em km¤, em algumas atividades econômicas, do ano 1900 (x = 0) ao
ano 2000 (x = 100). Determine, utilizando essa função, em que ano o
consumo de água quadruplicou em relação ao registrado em 1900. Use as
aproximações log 2 = 0,3 e log 5 = 0,7.

Matemática I


142
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

44. A escala de um aparelho de medir ruídos é definida como R’ = 12 +
log³ I, em que R’ é a medida do ruído, em bels, e I é a intensidade sonora,
em W/m£. No Brasil, a unidade mais usada para medir ruídos é o decibel,
que equivale a um décimo do bel. O ruído dos motores de um avião a jato
equivale a 160 decibels, enquanto o tráfego em uma esquina movimentada
de uma grande cidade atinge 80 decibels, que é o limite a partir do qual o
ruído passa a ser nocivo ao ouvido humano.
a) Escreva uma fórmula que relacione a medida do ruído Rd’, em decibels,
com a intensidade sonora I, em W/m£. Empregue essa fórmula para
determinar a intensidade sonora máxima que o ouvido humano suporta sem
sofrer qualquer dano.
b) Usando a fórmula dada no enunciado ou aquela que você obteve no item
(a), calcule a razão entre as intensidades sonoras do motor de um avião a
jato e do tráfego em uma esquina movimentada de uma grande cidade.

45. O sistema de ar condicionado de um ônibus quebrou durante uma
viagem. A função que descreve a temperatura (em graus Celsius) no interior
do ônibus em função de t, o tempo transcorrido, em horas, desde a quebra
do ar condicionado,é



onde T³ é a temperatura interna do ônibus enquanto a refrigeração
funcionava, e T(ext) é a temperatura externa (que supomos constante
durante toda a viagem).
Sabendo que T³ = 21 °C e T(ext) = 30 °C, responda às questões.
a) Calcule a temperatura no interior do ônibus transcorridas 4 horas desde a
quebra do sistema de ar condicionado. Em seguida, esboce o gráfico de
T(t).
b) Calcule o tempo gasto, a partir do momento da quebra do ar
condicionado, para que a temperatura subisse 4 °C. Se necessário, use
log³ 2 ¸ 0,30, log³ 3 ¸ 0,48 e log³ 5 ¸ 0,70.

46. Uma droga na corrente sangüínea é eliminada lentamente pela ação
dos rins. Admita que, partindo de uma quantidade inicial de Q³ miligramas,
após t horas a quantidade da droga no sangue fique reduzida a Q(t) =
Q³(0,64) miligramas. Determine:
a) a porcentagem da droga que é eliminada pelos rins em 1 hora.
b) o tempo necessário para que a quantidade inicial da droga fique reduzida
à metade. Utilize log³ 2 = 0,30.
Matemática I


143
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo


47. Suponha que a taxa de juros de débitos no cartão de crédito seja de 9%
ao mês, sendo calculada cumulativamente. Em quantos meses uma dívida
no cartão de crédito triplicará de valor? (Dados: use as aproximações ln(3)
¸ 1,08 e ln(1,09) ¸ 0,09.)

48. Um capital de R$12.000,00 é aplicado a uma taxa anual de 8%, com
juros capitalizados anualmente. Considerando que não foram feitas novas
aplicações ou retiradas, encontre:
a) O capital acumulado após 2 anos.
b) O número inteiro mínimo de anos necessários para que o capital
acumulado seja maior que o dobro do capital inicial.
[Se necessário, use log³ 2 = 0,301 e log³3 = 0,477].

49. É dada a função f definida por:
f(x) = log‚x - log„(x-3)
a) Determine os valores de x para os quais f(x) ´ 2.
b) Determine os valores de x para os quais f(x) > 2.

50. Resolva a inequação (16 - x£) . logƒ (x - 2) > 0.
















Matemática I


144
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Matemática I


145
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

8. PROGRESSÕES

Neste capítulo estudaremos duas sequências numéricas importantes, as progressões
aritméticas e progressões geométricas.
Existem relatos do uso de progressões no papiro de Ahmés (século XVII a.C.), os
Pitagóricos também deram a sua contribuição através dos estudos do som, eles concluíram
que a vibração das cordas produzia uma frequência que formava uma sequência numérica.
Matemáticos como Euclides de Alexandria (século III a.C.), Diofanto (século III d.C.) e o
hindu Aryabhata (499 d.C.) estabeleceram em seus trabalhos regras relacionadas às
progressões.
As sequências numéricas criadas por Fibonacci davam continuidade aos estudos e de alguma
forma as progressões estavam presentes em diversas pesquisas. Gauss (1777 – 1855) foi um
dos maiores gênios da Matemática, chegou a ser chamado de príncipe da Matemática,
contribuindo de vez para a introdução dos cálculos sobre progressões.
As progressões representam uma importante ferramenta, pois sua aplicabilidade se encontra
em situações relacionadas à Matemática Financeira. Os juros simples podem ser
relacionados às progressões aritméticas e os juros compostos estão diretamente ligados às
progressões geométricas.


8.1. Progressão Aritmética
8.1.1. Definição de Progressão Aritmética

É uma sequência numérica onde cada termo pode ser encontrado adicionando ao termo
anterior uma constante (razão da P.A). Chamamos essa progressão de P.A, pois cada
termo da sequência é uma média aritmética dos termos vizinhos:
2
1 1 − +
+
=
n n
n
a a
a

Observe a progressão P.A (2,5,8,11,..)
5
2
10
2
8 2
2
3 1
2
= =
+
=
+
=
a a
a
Matemática I


146
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

8
2
16
2
11 5
2
4 2
3
= =
+
=
+
=
a a
a
8.1.2. Razão da P.A
A razão da P.A pode ser encontrada pela diferença de um termo e seu
antecessor na sequência numérica
1 −
− =
n n
a a r
Utilizando novamente a sequência P.A (2,5,8,11,..)
3 8 11
3 5 8
3 2 5
3 4
2 3
1 2
= − = − =
= − = − =
= − = − =
a a r
a a r
a a r

Vemos que realmente que a razão da P.A. é uma constante.
8.1.3. Termo Geral da P.A
Siga esse raciocínio lógico
r a r r a r a a
r a r r a r a a
r a r r a r a a
r a a
4 3
3 2
2
1 1 4 5
1 1 3 4
1 1 2 3
1 2
+ = + + = + =
+ = + + = + =
+ = + + = + =
+ =

Logo podemos concluir que qualquer termo da P.A. pode ser encontrado
pelo modelo
( )r n a a
n
1
1
− + =
Com esse modelo podemos encontrar qualquer termo da P.A. que desejamos.
Veja:
Sendo a P.A (2,5,8,11,..), encontre o termo
200
a
Substituindo temos
599
597 2
3 ) 199 ( 2
3 ) 1 200 ( 2
200
200
200
200
=
+ =
+ =
− + =
a
a
a
a

Matemática I


147
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

8.1.4. Classificação da P.A
a) P.A Crescente ( 0 > r )
Exemplo: P.A (2,5,8,11,13,...) r = 3 ( 0 > r )
b) P.A. Decrescente ( 0 < r )
Exemplo: P.A (2,0,-2,-4,-6,...) r = -2 ( 0 < r )
c) P.A Constante ( 0 = r )
Exemplo: P.A (2,2,2,2,2,...) r = 0

8.1.5. Soma dos termos da P.A.
Segundo reza a lenda, Gauss concebeu esse conceito desta fórmula na
escola primária e utilizou-a para calcular imediatamente a soma dos números
inteiros de 1 a 100, tarefa que os restantes alunos demoraram toda a aula para
realizar.



A soma dos termos dos extremos é igual à soma dos termos equidistantes deles.
Expresse a PA de duas maneiras:
( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) d n a d n a
d a d a a S
n
1 2
... 2
1 1
1 1 1
− + + − + +
+ + + + + =

( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( )
n n n
n n n
a d a d a
d n a d n a S
+ − + − +
+ − − + − − =
2
... 2 1

Adicione os dois lados da equação. Todos os termos envolvendo d se cancelam, e
então ficamos com:

Carl Friedrich Gauss
(1777-1855)
Matemática I


148
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( )
n n
a a n S + =
1
2
Rearranjando e se lembrando que ( )r n a a
n
1
1
− + = , nós temos:
( )
2
1 n
n
a a n
S
+
=
Utilizando a P.A (2,5,8,11,..), encontre o termo a somo dos primeiros
duzentos termos:
( )
2
2 200
200
200
a
S
+
=
Como calculamos no tópico anterior 599
200
= a , temos
( )
( )
60100
601 100
599 2 100
200
200
200
=
=
+ =
S
S
S

8.2. Progressão Geométrica
8.2.1. Definição de P.G

É uma sequência numérica onde cada termo pode ser encontrado multiplicando o termo
anterior por uma constante (razão da P.G)
A sequência é conhecida como progressão geométrica, pois cada termo é a média
geométrica dos termos vizinhos
1 1
.
+ −
=
n n n
a a a

Sendo a P.G (2,6,18,54,...), veja:
18 324 ) 54 ( 6 .
6 36 ) 18 ( 2 .
4 2 3
3 1 2
= = = =
= = = =
a a a
a a a

8.2.2. Razão da P.G
A razão da P.G é o quociente entre o termo e o seu antecessor
Matemática I


149
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1 −
=
n
n
a
a
q
Sendo a P.G (2,6,18,54,...), veja:
3
18
54
3
6
18
3
2
6
3
4
2
3
1
2
= = =
= = =
= = =
a
a
q
a
a
q
a
a
q

Vemos que realmente a razão da P.G. é uma constante
8.2.3. Termo Geral da P.G
Siga o raciocínio lógico
3
1
2
1 3 4
2
1 1 2 3
1 2
. . . .
. . . .
.
q a q q a q a a
q a q q a q a a
q a a
= = =
= = =
=

Podemos concluir que qualquer termo pode ser encontrado pelo modelo
1
1
.

=
n
n
q a a
Sendo a P.G (2,6,18,54,...), encontre o quinto termo
162 81 . 2 3 . 2 3 . 2
4 1 5
5
= = = =

a
8.2.4. Classificação da P.G
a) P.G Crescente
Caso 1: ( 0
1
> a e 1 > q )
Exemplo: P.G (2,6,18,54,...) 3 = q
Caso 2: ( 0
1
< a e 1 0 < < q )
Exemplo: P.G (-8, -4,-2,-1,...)
2
1
= q
Matemática I


150
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b) P.G Decrescente
Caso 1: ( 0
1
> a e 1 0 < < q )
Exemplo: P.G (8,4,2,1,...)
2
1
= q
Caso 2: ( 0
1
< a e 1 > q )
Exemplo: P.G (-3,-6,-12,-24,,...) 2 = q
c) P.G Constante ( 1 = q )
Exemplo: P.G (3,3,3,3,3,...) 1 = q
d) P.G Oscilante ( 0 < q )
Exemplo: P.G (-3,6,-12,24,-48,...) 2 − = q
8.2.5. Soma dos termos da P.G Finita
Imagine a soma de n termos da P.G
) ( ...
3 2 1
II a a a a S
n n
+ + + + =
Multiplicando os dois membros pela razão da P.G (q) temos a equação (II)
) ( ...
3 2 1
II q a q a q a q a qS
n n
+ + + + =
Efetuando (I) – (II)
( ) ( )
( )
( ) ( )
( )
( ) q
q a
S
q a q S
q a a q S
q q a a q S
q a a qS S
n
n
n
n
n
n
n
n
n n n


=
− = −
− = −
− = −
− = −

1
1
1 1
1
1
1
1
1 1
1
1 1
1

Encontre a soma dos quatro primeiros termos da P.G (2,6,18,54,...)
( ) ( )
( ) 80 80 1
2
81 1 2
3 1
3 1 2
4
4
= − − =


=


= S
Matemática I


151
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

8.2.6. Soma dos termos da P.G Infinita
A única P.G, que conseguimos fazer soma dos infinitos termos, é a P.G
decrescente, pois sua soma é convergente. Mas o que é ser convergente?
Dada a P.G (1,
2
1
,
4
1
,
8
1
,
16
1
,
32
1
,...)
96875 , 1
32
1
9375 , 1
9375 , 1
16
1
875 , 1
875 , 1
8
1
75 , 1
75 , 1
4
1
5 , 1
5 , 1
2
1
1
6 5 6
5 4 5
4 3 4
3 2 3
2 1 2
= + = + =
= + = + =
= + = + =
= + = + =
= + = + =
a S S
a S S
a S S
a S S
a a S

Observe que quanto mais termos adicionamos, a soma (resultado) converge a
2. Mas encontraríamos o soma exatamente 2, quando somássemos infinitos
termos, ou seja, 2 =

S .
Vamos agora aumentar de forma consecutiva a razão da P.G, mostrada
acima
015625 , 0
64
1
2
1
03125 , 0
32
1
2
1
0625 , 0
16
1
2
1
125 , 0
8
1
2
1
25 , 0
4
1
2
1
5 , 0
2
1
2
1
1
2
1
6
5
4
3
2
1
0
= = |
¹
|

\
|
= = |
¹
|

\
|
= =
|
¹
|

\
|
= =
|
¹
|

\
|
= =
|
¹
|

\
|
= = |
¹
|

\
|
= |
¹
|

\
|

Matemática I


152
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

Observe, que quanto mais aumentamos o valor do expoente, mais o resultado
se aproxima de 0 (zero). O resultado será exatamente zero quando o
expoente valer ∞.

Dizemos então 0 lim =
∞ → n
n
q (limite de
n
q , quando n tende ao infinito é zero)


Aplicando este resultado no modelo visto no tópico anterior temos
( )
( ) q
q a
S
n
n


=
1
1
1

( )
( )
( )
q
a
S
q
a
q
a
q
q a
S

=

=


=


=



1
1 1
0 1
1
1
1
1 1 1


Veja o modelo encontrado aplicado a P.G (1,
2
1
,
4
1
,
8
1
,
16
1
,
32
1
,...)
2
1
1
2
1
1
1
1
1
=

=

=



S
S
q
a
S

2 =

S

Atividades
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
Faça os cálculos e não os apague. Eles justificam a sua resposta.

Matemática I


153
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

1. Observe as figuras a seguir. São todas formadas por bolinhas do mesmo
tamanho.



Apesar da figura 5 não estar desenhada, foi possível completar a tabela
com o número de bolinhas pretas, bolinhas brancas e com o total de
bolinhas. Isso, porque existe uma regra para construção das figuras.
Descubra que regra é essa e faça os itens a seguir.
a) Na tabela, complete quantas bolinhas pretas, bolinhas brancas e o total
de bolinhas que serão usadas para formar a figura 6.
b) Quantas bolinhas pretas serão necessárias para formar a figura 21?
c) Quantas bolinhas brancas serão necessárias para formar a figura 23?
d) Qual o número total de bolinhas necessário para formar a figura 35?

2. Calcule as seguintes somas




3. Considere a seqüência cujo termo geral é aŠ = (-1)¾ (2 + 3n), onde n = 1,
2, 3, ... .
a) Escreva os seis primeiros termos dessa seqüência.
b) Calcule a soma dos 2007 primeiros termos dessa seqüência.

Matemática I


154
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

4. Observe na figura o número de mesas e o número máximo de lugares
disponíveis em cada configuração.



Considere que a sequência de configurações continue, segundo o padrão
apresentado.
a) Complete a tabela anterior:
b) Quantos lugares, no máximo, estarão disponíveis em uma configuração
com 100 mesas?

5. Seja a, a‚, ... uma progressão aritmética infinita tal que



Determine o primeiro termo e a razão da progressão.

6. Sabendo que o lado, a diagonal e a área de um quadrado estão em
progressão aritmética, calcule a medida do lado do quadrado.

Matemática I


155
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

7. Observe a tabela de Pitágoras.



Calcule a soma de todos os números desta tabela até a vigésima linha.

8. Dois corredores vão se preparar para participar de uma maratona. Um
deles começará correndo 8 km no primeiro dia e aumentará, a cada dia,
essa distância em 2 km; o outro correrá 17 km no primeiro dia e aumentará,
a cada dia, essa distância em 1 km. A preparação será encerrada no dia em
que eles percorrerem, em quilômetros, a mesma distância.

Calcule a soma, em quilômetros, das distâncias que serão percorridas pelos
dois corredores durante todos os dias do período de preparação.

9.


A figura acima apresenta 25 retângulos. Observe que quatro desses
retângulos contêm números e um deles, a letra n.
Podem ser escritos, em todos os outros retângulos, números inteiros
positivos, de modo que, em cada linha e em cada coluna, sejam formadas
progressões aritméticas de cinco termos.
Calcule:
a) a soma dos elementos da quarta linha da figura;
b) o número que deve ser escrito no lugar de n.

Matemática I


156
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

10. Moedas idênticas de 10 centavos de real foram arrumadas sobre uma
mesa, obedecendo à disposição apresentada no desenho: uma moeda no
centro e as demais formando camadas tangentes.



Considerando que a última camada é composta por 84 moedas, calcule a
quantia, em reais, do total de moedas usadas nessa arrumação.

11. Maurren Maggi foi a primeira brasileira a ganhar uma medalha olímpica
de ouro na modalidade salto em distância. Em um treino, no qual saltou n
vezes, a atleta obteve o seguinte desempenho:

- todos os saltos de ordem ímpar foram válidos e os de ordem par inválidos;
- o primeiro salto atingiu a marca de 7,04 m, o terceiro a marca de 7,07 m, e
assim sucessivamente cada salto válido aumentou sua medida em 3 cm;
- o último salto foi de ordem ímpar e atingiu a marca de 7,22 m.

Calcule o valor de n.

12. Os lados a, b, e c do triângulo ABC são opostos aos ângulos internos ‘,
’ e –, respectivamente, e as medidas, em graus, dos ângulos ‘, ’ e ,–
estão, nessa ordem, em progressão aritmética com razão positiva.
a) Determine a medida do ângulo ’.
b) Sabendo-se que a medida do lado a é a metade da medida do lado c,
determine as medidas dos ângulos ‘ e –.

13. A soma dos n primeiros termos da seqüência de números reais a, a‚,
..., an, ... é n£/3, para todo inteiro positivo n.
a) Verifique se a seqüência é uma progressão geométrica ou uma
progressão aritmética ou nenhuma das duas. Justifique sua resposta.
b) Calcule o milésimo termo da seqüência.

14. Um tecido com 1 mm de espessura produzido continuamente por uma
máquina é enrolado em um tubo cilíndrico com 10 cm de diâmetro. Nessas
condições, expresse o comprimento total de tecido, em centímetros,
enrolado no tubo em função do número de voltas dadas pelo tubo.
Matemática I


157
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo


15. A figura a seguir representa uma seqüência de cinco retângulos e um
quadrado, todos de mesmo perímetro, sendo que a base e a altura do
primeiro retângulo da esquerda medem 1 cm e 9 cm, respectivamente. Da
esquerda para a direita, as medidas das bases desses quadriláteros
crescem, e as das alturas diminuem, formando progressões aritméticas de
razões a e b, respectivamente. Calcule as razões dessas progressões
aritméticas.




16. Seja S a soma dos naturais menores ou iguais a 1.000 que são produtos
de dois naturais pares.
Indique a soma dos dígitos de S.

17. Nos quilômetros 31 e 229 de uma rodovia estão instalados telefones de
emergência. Ao longo da mesma rodovia e entre estes quilômetros,
pretende-se instalar 10 outros telefones de emergência. Se os pontos
adjacentes de instalação dos telefones estão situados a uma mesma
distância, qual é esta distância, em quilômetros?

18. Uma reta divide o plano em 2 regiões; duas retas dividem- no em, no
máximo, 4 regiões; três retas dividem-no em, no máximo, 7 regiões; e assim
sucessivamente. Em quantas regiões, no máximo, 37 retas dividem o
plano? Justifique.

Matemática I


158
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

19. Os números reais a, b, c e d formam, nesta ordem, uma progressão
aritmética. Calcule o determinante da matriz



Justifique.

20. Um jogo de computador tem diversas fases. As fases são compostas
por níveis. A primeira fase tem um único nível, que dá acesso aos três
níveis da segunda. Cada um dos níveis da fase k dá acesso a três níveis da
fase k + 1, de acordo com o esquema da figura 1.
Assim, o diagrama correspondente às 4 primeiras fases é o apresentado na
figura 2.



a) Quantos níveis tem a fase 6?
b) De quantas maneiras diferentes, partindo da primeira fase, é possível
chegar ao nível 3072 da fase 13?

Matemática I


159
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

21. Uma pessoa pode subir uma escada da seguinte forma: a cada degrau,
ou ela passa ao degrau seguinte ou galga dois degraus de uma só vez,
pulando um degrau intermediário. A exceção dessa regra ocorre se a
pessoa estiver no penúltimo degrau, quando ela só tem a opção de passar
ao último degrau.
Seja PŠ o número de modos diferentes que a pessoa tem de subir uma
escada de n degraus dessa maneira.
a) Calcule P‡ .
b) Determine N tal que PŠ = 987.

22. Uma parede triangular de tijolos foi construída da seguinte forma. Na
base foram dispostos 100 tijolos, na camada seguinte, 99 tijolos, e assim
sucessivamente até restar 1 tijolo na última camada, como mostra a figura.
Os tijolos da base foram numerados de acordo com uma progressão
aritmética, tendo o primeiro tijolo recebido o número 10, e o último, o
número 490. Cada tijolo das camadas superiores recebeu um número igual
à média aritmética dos números dos dois tijolos que o sustentam.



Determine a soma dos números escritos nos tijolos.

23. Em uma biblioteca arrumaram-se os livros em uma prateleira de 12
linhas e 25 colunas. Para distribuir melhor os volumes considerou-se o
critério peso, representado pela expressão P = i . j + 150 gramas, sendo i a
linha e j a coluna onde está localizado o livro.
Mas devido a um temporal, em que a água inundou a biblioteca através da
janela, foi necessário retirar os volumes da última linha (próxima ao chão) e
da última coluna (próxima à janela) para que não fossem destruídos.
Qual o peso total dos livros removidos devido a enchente?

24. Em uma PA não constante de 7 termos, com termo médio igual a 6, os
termos 2¡., 4¡. e 7¡., nesta ordem, formam uma PG. Determine esta PA.

25. Numa sala de aula, cada um dos 100 alunos recebe um número que faz
parte de uma seqüência que está em progressão aritmética. Sabendo-se
que a soma de todos os números é 15.050 e que a diferença entre o 46¡. e
o 1¡. é 135, determine o 100¡. número.

Matemática I


160
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

26. Observe o padrão de formação das figuras numeradas.



a) Sabendo-se que as figuras 1, 2 e 3 são formadas, respectivamente, por
5, 13 e 25 quadrados de área 1 cm£, calcule a área da figura 10 da
seqüência indicada.
b) Seja x o número da figura x, e f(x) o número de quadrados de 1 cm£ que
compõem essa mesma figura. Em relação à função f, determine sua lei de
formação e seus conjuntos domínio e imagem.

27. A ANATEL determina que as emissoras de rádio FM utilizem as
freqüências de 87,9 a 107,9 MHz, e que haja uma diferença de 0,2 MHz
entre emissoras com freqüências vizinhas. A cada emissora, identificada por
sua freqüência, é associado um canal, que é um número natural que
começa em 200. Desta forma, à emissora cuja freqüência é de 87,9 MHz
corresponde o canal 200; à seguinte, cuja freqüência é de 88,1 MHz,
corresponde o canal 201, e assim por diante. Pergunta-se:
a) Quantas emissoras FM podem funcionar [na mesma região], respeitando-
se o intervalo de freqüências permitido pela ANATEL? Qual o número do
canal com maior freqüência?
b) Os canais 200 e 285 são reservados para uso exclusivo das rádios
comunitárias. Qual a freqüência do canal 285, supondo que todas as
freqüências possíveis são utilizadas?

Matemática I


161
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

28. Considere a sucessão de figuras apresentada a seguir. Observe que
cada figura é formada por um conjunto de palitos de fósforo.



a) Suponha que essas figuras representam os três primeiros termos de uma
sucessão de figuras que seguem a mesma lei de formação. Suponha
também que F, F‚ e Fƒ indiquem, respectivamente, o número de palitos
usados para produzir as figuras 1, 2 e 3, e que o número de fósforos
utilizados para formar a figura n seja FŠ. Calcule F³ e escreva a expressão
geral de FŠ.
b) Determine o número de fósforos necessários para que seja possível
exibir concomitantemente todas as primeiras 50 figuras.

29. João investiu R$ 10.000,00 num fundo de renda fixa que remunera as
aplicações à taxa de juro composto de 20% ao ano, com o objetivo de
comprar um automóvel cujo preço atual é R$ 30.000,00, que é
desvalorizado à taxa de juro de 10% ao ano.
Depois de quantos anos, João conseguirá adquirir o automóvel pretendido?
São dados: log 2 = 0,3 e log 3 = 0,48.

30. Um atleta corre 1.000 metros numa direção, dá meia-volta e retorna
metade do percurso; novamente dá meia-volta e corre metade do último
trecho; torna a virar-se e corre metade do trecho anterior, continuando
assim indefinidamente.
a) Quanto terá percorrido aproximadamente esse atleta, desde o início,
quando completar o percurso da oitava meia-volta?
b) Se continuar a correr dessa maneira, indefinidamente, a que distância do
ponto de partida inicial o atleta chegará?

31. Uma TV de plasma, cujo valor à vista é R$ 4.000,00, pode ser comprada
a prazo, num plano de pagamento de duas parcelas e a primeira, no valor
de R$ 2.124,00, vence somente 90 dias após a compra.
Se o financiamento foi realizado à taxa de juro composto de 10% ao mês,
determine o valor da segunda parcela, com vencimento em 120 dias.

Matemática I


162
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

32. Uma seqüência de números reais a, a‚, aƒ, ... satisfaz à lei de formação
aŠø = 6aŠ , se n é ímpar
aŠø = (1/3) aŠ, se n é par.
Sabendo-se que a = Ë2 ,
a) escreva os oito primeiros termos da seqüência.
b) determine aƒ‡ e aƒˆ.

33. A soma dos cinco primeiros termos de uma PG, de razão negativa, é 1/2
.Além disso, a diferença entre o sétimo termo e o segundo termo da PG é
igual a 3. Nessas condições, determine:
a) A razão da PG.
b) A soma dos três primeiros termos da PG.

34. Num tubo de ensaio, estão sete amebas. Elas se multiplicam tão
rapidamente que dobram de volume a cada minuto. Se para encher o tubo
elas levam quarenta minutos, quanto tempo levarão para encher a metade
do tubo?

35. Considere um triângulo isósceles ABC, retângulo em B. Sobre o lado
BC, considere, a partir de B, os pontos D e E, tais que os comprimentos dos
segmentos BC, BD, DE, EC, nesta ordem, formem uma progressão
geométrica decrescente. Se ’ for o ângulo EÂD, determine tg ’ em função
da razão r da progressão.

36. Ache m e n tais que os três números 3, m, n estejam em progressão
aritmética e 3, m + 1, n + 5 estejam em progressão geométrica.

37. Escreva a seqüência 2, 5, 20, 71, 230, ... como diferença de uma
progressão aritmética e uma progressão geométrica, ambas de razão 3.

38. João tem três filhas. A filha mais velha tem oito anos a mais que a do
meio que por sua vez tem sete anos mais que a caçula. João observou que
as idades delas formam uma progressão geométrica. Quais são as idades
delas?

39. No dia 1¡. de março, o saldo devedor da conta corrente de João era de
R$1.000,00. No final de cada mês, o banco cobra 10% de juros sobre o
saldo devedor naquele momento.
a) Supondo que João não faça nenhum depósito e nenhum saque, qual
será o saldo devedor no dia 1¡. de julho?
b) João foi ao banco no dia 2 de maio e conseguiu renegociar a dívida: a
taxa passou para 5% ao mês a partir desse momento (mas não
retroativamente). Supondo que João não faça nenhum depósito e nenhum
saque, qual será o saldo devedor no dia 1¡. de julho?

Matemática I


163
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

40. Em uma cidade, a população que vive nos subúrbios é dez vezes a que
vive nas favelas. A primeira, porém, cresce 2% ao ano, enquanto a segunda
cresce 15% ao ano.
Admita que essas taxas de crescimento permaneçam constantes nos
próximos anos.
a) Se a população que vive nas favelas e nos subúrbios hoje é igual a 12,1
milhões de habitantes, calcule o número de habitantes das favelas daqui a
um ano.
b) Essas duas populações serão iguais após um determinado tempo t,
medido em anos.
Se t = 1/logx, determine o valor de x.

41. Numa reserva florestal foram computados 3.645 coelhos. Uma
determinada infecção alastra-se de modo que, ao final do primeiro dia, há
cinco coelhos infectados e, a cada cinco dias, o número total de coelhos
infectados triplica.
a) Determine a quantidade de coelhos infectados ao final do 21¡. dia.
b) Calcule o número mínimo de dias necessário para que toda a população
de coelhos esteja infectada.

42. João recorta um círculo de papel com 10 cm de raio. Em seguida, dobra
esse recorte ao meio várias vezes, conforme ilustrado na figura 1.
Depois de fazer diversas dobras, abre o papel e coloca o número 1 nas
duas extremidades da primeira dobra. Sucessivamente, no meio de cada
um dos arcos formados pelas dobras anteriores, João escreve a soma dos
números que estão nas extremidades de cada arco.
A figura 2 a seguir ilustra as quatro etapas iniciais desse processo.



João continuou o processo de dobradura, escrevendo os números,
conforme a descrição anterior, até concluir dez etapas.
Calcule a soma de todos os números que estarão escritos na etapa 10.

Matemática I


164
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43. Numa progressão aritmética crescente, cujo primeiro termo é 2, os
termos a, a„ e a³ estão em progressão geométrica. Determine a razão
dessa progressão aritmética.

44. Considere a função real de variável real definida por f(x)=2Ñ. Calcule o
valor de

f(0) - f(1) + f(2) - f(3) + f(4) - f(5) + ...

45. A progressão geométrica infinita (a,a‚,...,aŠ,...) tem razão q = 1/2 e a =
1. Determine o menor inteiro positivo n tal que SŠ a soma dos n primeiros
termos da progressão, satisfaz a desigualdade SŠ > 8191/4096.

46. Os termos gerais de duas seqüências são dados, respectivamente, por:

xŠ = 1/2¾ e yŠ = 1/ËxŠ , n Æ IN*

Considere a seqüência de termo geral aŠ=[(xŠ-xŠø).yŠ]/2, n Æ IN* e calcule:

a) a razão da progressão geométrica {a , a‚, ..., aŠ, ...};

b) a soma infinita S = a + a‚ + ... + aŠ + ...

Matemática I


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47. Ao observar problemas de transmissão de dados via linha telefônica, o
matemático Benoit Mandelbrot associou a distribuição dos erros de
transmissão com o conjunto de Cantor. Para construir o conjunto de Cantor,
a partir de um segmento de comprimento m, utiliza-se o seguinte processo:
No 1¡. passo, divide-se o segmento em três partes iguais e retira-se a parte
central; no 2¡. passo, cada segmento restante do 1¡. passo é dividido em
três partes iguais, retirando-se a parte central de cada um deles; e assim
sucessivamente, como mostra a figura a seguir.



Repetindo-se esse processo indefinidamente, obtém-se o conjunto de
Cantor. Com base nesse processo, calcule a soma dos tamanhos de todos
os segmentos restantes no 20¡. passo.

Matemática I


166
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48. Um foguete, partindo da origem O, realiza um movimento espiralado
como na figura. As distâncias a³, a, ..., aŠ estão em progressão aritmética
de razão r = 2 e as distâncias b³, b, ..., bŠ estão em progressão geométrica
de razão q = 0,01.
Determine o número aproximado de termos da progressão geométrica para
que o deslocamento à direita seja aproximadamente igual ao deslocamento
à esquerda.
Tem-se a³ = 1, b³ = 99 e, como q é pequeno, assuma q¾ = 0, se n µ 2.




49. Uma dívida deve ser paga em quatro parcelas de valores decrescentes
segundo uma razão constante. Calcule o valor dessa dívida sabendo que a
primeira parcela é de R$ 6400,00 e a quarta é de R$ 800,00.

50. Quantas soluções a equação
sen£x + [(sen¥x)/2] + [(sen§x)/4] + ... = 2,
cujo lado esquerdo consiste da soma infinita dos termos de uma progressão
geométrica, de primeiro termo sen£x e razão (sen£x)/2, admite, no intervalo
[0, 20™]?









Matemática I


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9. Gabaritos
Teoria dos Conjuntos

1. a) 10 %
b) 57 %

2. 71

3. Observe a figura a seguir:




4. a) Æ
b) Ä
c) È
d) Ä
e) È

5. Z = {5}

6. A = {1, 3}
B = {4, 8, 16}

7. n((A»B)ºC) = n((AºC)»(BºC)) = n(AºC) + n(BºC) - n(AºBºC) = 6
+ 10 - 4 = 12.

8. a) 50%.
b) 15%.

9. 30

10. a) 29
b) 5
c) 127

11. número de pessoas morenas com olhos castanhos = 13
Matemática I


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12. 155 falam os dois idiomas

13. a) 315

b) 75

c) 235

d) 155

14. a) 57 funcionários usam somente ônibus.
b) 37 funcionários usam somente ônibus e moram fora da cidade do Rio de
Janeiro.

15. 93

16. 48

17. 23 associados

18. Observe a figura a seguir:



Classificando os 87 alunos segundo o diagrama, temos os seguintes dados
do problema (representamos por **X o número de elementos do conjunto
X):

(1) x+y+z+v+u+w+29 = 87 (**A»B»C = 87)
(2) z = 0 (AÅB»C)
(3) v+w+z+29 = 51 (**A = 51)
(4) u+29 = 50 (**BºC = 50)
(5) x+v+29 = 65 (**B = 65)
(6) v+29 = w+29 (**AºB = **AºC)

Queremos x + y + z.
De (2) temos z = 0, o que nos dá x + y + z = x + y.
Substituindo (4) em (1) e subtraindo (3), obtemos x+y+21=87-51=36.
Logo, x + y + z = 36 - 21 = 15 alunos.
Matemática I


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Note que as equações (4) e (5) são supérfluas, ou seja: os dados (**B = 65)
e (**AºB = **AºC) são desnecessários para a solução do problema.

19. 607/6000 ¸ 10%

20. 6 alunos

21. Observe a figura a seguir:




22. a) Å
b) Ä
c) Å
d) Ä
e) Å

23. a) F
b) F
c) F
d) V

24. a) È
b) Æ
c) È
d) Æ

25. a) -2011/990
b) 5116/999

26. a) Æ
b) Å
c) È
d) È
e) Å
f) Ä
g) Æ
h) È

27. a) Æ
Matemática I


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b) Æ
c) Å
d) Æ
e) Å

28. 41/90

29. x = 4, y = 1, b = 3, t = 1.

logo: x + y + b + t = 9

30. p + q = 19

31. 10

Relações e Funções
1. A x B = (1, 2/3); (1, 8); (2, 2/3); (2, 8); (-4, 2/3); (-4, 8)
A x A = (1, 1); (1, 2); (1, -4); (2, 1); (2, 2); (2, -4); (-4, 1); (-4, 2); (-4, -4)

2. a) É função; D = {-2, 0, 2, 4}; Im = {0, 4, 16}; CD = {0, 4, 8, 12, 16}
b) Não é função

3. R = { (0, 1), (2, 3), (4, 5), (8, 9) }

Função Polinomial do Primeiro Grau
1. a) Observe a figura:




b) -3/2; 0 e 5/2
c) m = 0 ë 2 raízes distintas
0 < m <1/2 ë 4 raízes distintas
m = 1/2 ë 3 raízes distintas
m > 1/2 ë 2 raízes distintas

Matemática I


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IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

2. a) 800 + 10x
b) Aumento na taxa de comissão

3. a) C = 40x + 5000
b) C médio = 40 + 5000/x e
C médio mínimo = 46,25 (em reais)

4. a) R$ 160.000,00

b) y = 4x + 40.000

5. a) R$ 285,34
b) 2,9N - 4,9

6. a) R$ 17,20
b) 3,70 + [(N - 500)/100] . 0,15

7. a) q = 11/5 e b = 1600
b) C(800) = R$ 3.360,00

8. 31.

9. a) Observe o gráfico a seguir



b) y = Ë(7,25 - x£); 1 ´ x ´ 2,5

10. a) 3/2 - 12/5 = (15 - 24)/10 = - 9/10 = - 0,9

b) Observe o gráfico a seguir

Matemática I


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11. total de reservas = 24,26 bilhões de dólares

12. a) T½ = 22°C

b) TÛ = 31°C

13. a) 25%

b) 6,25%

14. Aumento de 1.000 unidades.

15. P(t) = - 1250t + 10000 (0 ´ t ´ 8)

Observe o gráfico a seguir:




16. R$ 710,00.

17. a) 420 litros
b) V(t) = 400 + 2t

18. 67 pessoas

19. a) 20 h

b) 400 m¤

Matemática I


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20. a) L = 0,45 T - 360

b) 800 litros

21. a) M = 1,04C + 60
M‚ = 1,03C + 150



b) R$ 9.000,00

22. 6

23. Não, pois a melhor opção para este cliente seria a opção III.
A opção feita corresponde ao aluguel de 18 DVDs mais R$ 20,00 de taxa.
Nestas condições, na opção I, o cliente gastaria 40 + 1,2 . 18 = R$ 61,60 e,
na opção III, 3 . 18 = R$ 54,00.

24. a) Observe a figura a seguir



b) s = 59300

25. a) "Fique em Forma": G(x) = 80 + 50x
"Corpo e Saúde": G(x) = 60 + 55x

b) "Fique em Forma":
G(12) = 80 + 50 . 12 = R$ 680,00

"Corpo e Saúde":
G(12) = 60 + 55 . 12 = R$ 720,00
Matemática I


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A academia "Fique em Forma" oferece menor custo.

26. n = 12

27. 20 km

28. a) P = 156 - 2,5n
b) O menor número inteiro será 15 semanas.

29. S = 4,50 h - 60,00

30. a) v = 5/4 m, com m µ 0

b) 24 g

31. a) f(t) = 2t - 4 para 0 ´ t ´ 2; 2 s

b) 4 s; 3 m

32. h(y) = (y - 320)/5 e h(400) = 16 cm

33. 12 . 15 + 8 . 50 + 10 . 90 + 2 . 100 =
= 180 + 400 + 900 + 200 = 1680

Cr$ 1680,00

34. Observe a figura a seguir:




35. a) F = 95
b) C = 160

36. a) 10000 pés
b) - 50°C

37. a) zero e R$150,00
b) Observe a tabela a seguir:

Matemática I


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IFES – Instituto Federal do Espírito Santo




38. a) R$ 3,75

b) 30 km

39. a) x < - 5/2 ou x > 0.

b) p ´ - 3.

40. a) 800km£

b)




Unindo a origem a cada um dos pontos, é fácil ver que a reta que possui a
maior taxa de variação (índice) é a que passa pelo ponto SO. Logo, a região
Sudoeste é a que possui o maior índice.

41. a) Cs(x) = 0,4 . x + 30 e

ý90, se 0 ´ x ´ 200
Cm(x) = þ
ÿ0,6 . x - 30, se x > 200'

onde Cs(x) e Cm(x) denotam, respectivamente, o custo diário nas locadoras
Saturno e Mercúrio para x quilômetros percorridos.

Matemática I


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b)
ýSaturno : 150km ´ x ´ 300km
þ
ÿMercúrio : 0km < x <150km ou x < 300km
R$0,30 por quilômetro rodado.

42. a) Observe o gráfico a seguir:



b) 83.840

43. h (x)= (3x/5) + 4

44. a) 35

b) 24,8 cm

45. a) p = 10c/9
b) 42,86 %
Matemática I


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46. a) RÛ(x) = 0,02 + 800,00.

b) Superior a R$70 000,00.

47. 4

48. S = {x Æ IR | -1 < x ´ 4}

49. S = {x Æ IR / 0 < x < 1 ou x > 2}

50. R$ 320.000,00 por ano

Função Polinomial do Segundo Grau
1. A(x) = -x£ + 8x + 128. Logo, a função A tem valor máximo para x = -8/-2 =
4. Assim, a altura do retângulo de área máxima é h(4) = 4.1 + 8 = 12 e a
base deste mesmo retângulo é dada por 16.1 - 4 = 12. Altura 12cm e Base
12 cm. Portanto, é um quadrado.

2. a = 1 e b = 8

3. 2500 unidades.

4. L(x) = R(x) - C(x) = - x£ + 5000x, com x µ 0.




5. a) A receita por sessão é de R$ 12.000,00
b) O preço a ser cobrado é de R$ 50,00

6. a) 220
b) 10 ´ x ´ 20.

7. a) P(n) = n£ + 2n + 50, 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR)

b) Observe o gráfico a seguir:

Matemática I


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IFES – Instituto Federal do Espírito Santo




8. 12,5 m£

9. - 2/3 ´ a < 0

10. a) V = [ - m/2, (8 - m£)/4].

b) m ´ - 2 ou m µ 2.

c) m = 2

d) x = [Ë(y - 1)] - 1.

11. m = -1

12. p > 1

13. (Ë13)/13

14. a) para todo x real
b) para x = -1/2

15. 1.800 metros quadrados

16. a) A(t) =[(-2t/5) + 2] . (5t + 5) Ì A(t) = -2t£ + 8t + 10.
Observe o gráfico a seguir



b) Área máxima: 18 km£. Ocorreu dois anos após o início do replantio.
Matemática I


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17. a) 160 + 0,4n - 002 n£

b) 10Ž dia

18. a) n Æ Z tal que 5 < n < 13

b) 9 filhotes gerando 80 reais de lucro.

19. 3 m

20. Ð = 12

21. p(3) = 25

22. R$ 2500,00

23. xy = 2,4 m

24. R$ 135,00

25. a) O lucro é nulo para 100 peças ou para 500 peças.

b) O lucro é negativo para 0´x<100 e 500<x´600.

c) Devem ser vendidas 150 ou 450 peças.

26. 10 m.

27. a) ™R£ - 8R + 16

b) 4/™

28. n=-2

29. ™/4

30. a) R$ 800,00
b) R$ 5,50

31. a) Até 1 semana após a aplicação do pesticida.
b) Após duas semanas a população de insetos será igual à inicial.
c) A população será exterminada na quinta semana.

32. a) b ´ - 4Ë3 ou b µ - 4Ë3
b) b = 8

33. a) o desconto de 23 reais produz faturamento máximo.
Matemática I


180
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo


b) 7.290 reais.

34. a) f(0) = f(x) = x£ - ax + b
b = 4

b) a < 0, a = -4
f(x) = 9 Ì x = 1

35. 50 u

36. 18

37. 64

38. 450.000 reais.

39. a) d = (1/150) . (90000 - v£)
b) 600 km

40. a) Gasto = 120 + 10x - 10x£
b) 1/2 m

41. a) Pƒ = 364

b) m = 420

42. 15 valores reais

43. a) A altura de Cintia é 164 cm.
b) Paulo pesa 56 quilos e Paula 54 quilos.

44. a) LT = - 100 P£ + 300 P - 20000

b) P = 15

45. a) altura máxima = -b/2a = -40/-10 = 4 s

b) Observe o gráfico a seguir:


Matemática I


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IFES – Instituto Federal do Espírito Santo



46. Situação II

47. 10

48. a) 4 s

b) 8 m

49. (0; 8)

50. 82

Função Modular

1. 9. Temos duas equações: (i) ax£ + bx + c = 12 e (ii) ax£ + bx + c = - 12.
Em ambos os casos, a soma das raízes é - b/a. Na equação ( i ), o produto
das raízes é (c - 12)/a; na ( ii ), o produto é (c + 12)/a > (c - 12)/a. Logo, a
equação ( i ) tem raízes - 2 e 5 e a ( ii ) tem raízes 1 e 2. Portanto: -b/a = 3,
(c - 12)/a = -10, (c + 12)/a = 2.
R.: a = 2, b = - 6, c = - 8

2. a) Observe o gráfico a seguir



b) S = {x Æ IR | x < -6/7}.

3. a)

Matemática I


182
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo



b) 5,5 u.a.

4. Entre 10h e 11h.

5. Observe o gráfico a seguir:




6. a) f(g(x)) = |x-1|£ - 4|x-1| + 4
g(f(x)) = |x£ - 4x + 3|

b) gráficos:


Matemática I


183
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo



7. x = - 2 ou x = 6

8. Q ¸ 5,092

9. x = 50 e x = 250

10. V = {-2; -1; 1; 2}

11. (2Ë2, 2Ë2) e (-2, 2)

12. {x Æ IR* | -1 < x < 1}

13. S = {x Æ IR / x ´ -4 ou -1 < x ´ 1}

14. a) S(I) = {x Æ IR / 8 ´ x ´ 15}
S(II) = {x Æ IR / 1 ´ x ´ 10}

Observe a figura a seguir:




15. F F V

16. F V F V

Função Exponencial
1. Candidato A = 200.000 eleitores
Candidato B = 400.000 eleitores

2. Observe a demonstração a seguir:

Matemática I


184
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo




3. 6 meses

4. a) Observe a figura a seguir




b) g(x) = logƒx£, (x·0)

5. t = 4 anos

6. Após 18 horas restará 25 mg no organismo.
A função seguinte explicita a quantidade f(t), em mg, do medicamento
presente no organismo após t horas da ingestão.




7. a) 22,5 °C
Matemática I


185
IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

b) aproximadamente 15 min

8. a) 10%
b) 2 horas

9. 48

10. a) x = 0 ou x = -1
b) -12 < m ´0

11. a) p(t) = F (0,81)
b) 15 anos

12. a) a = 1024 e b = 1/10

b) t(min) = 30 anos

c) Observe o gráfico a seguir:




13. a) ‘ = 54 e ’ = -1/90
b) 360 minutos

14. a) a = 120 e b = -Øn 2
b) 3 m

15. a) A distância percorrida é 800 - (25/32) = 25575/32 m, e a distância até
o ponto B é 25/32 <1
b) Observe o gráfico abaixo:

Matemática I


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16. S = {0}

17. x = 1 ou x = -1

18. taxa de inflação = 60%

19. x = 2, y = 3 ou x = 3, y = 2

20. a) José cometeu o erro na última etapa do seu raciocínio, uma vez que
a função exponencial dada por f(x) = (1/2)Ñ é decrescente.

b) Observe a demonstração a seguir:




21. 03

22. 03

23. 17

24. a) f(t) = 100000 . 2 e g(t) = 70000 + 2000 . t
b) 40 ratos por habitante

25. a) x = 3
b) x = - 3

26. a) 1
Matemática I


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b) m = 1 ou m ´ 0

27. f(x) é estritamente decrescente pois 0<a<1, ou seja, x<x‚ Ì f(x> f(x‚).
Logo:

a£Ñ®¢>(1/a)Ѥ Ì a£Ñ®¢>aÑ®¤ Ì 2x+1<-x+3 Ì x<2/3.

V = ] -¶; 2/3 [

28. -6 < x < 1

Função Logarítmica
1. a) 22,5 °C
b) aproximadamente 15 min

2. a) p(t) = F (0,81)
b) 15 anos

3. a) a = 120 e b = -Øn 2
b) 3 m

4. a) f¢ : R*øë R onde f¢(x) = log‚ (2x)
b)




5. b + c + ad = 11

6. a) altura: 1 metro;
diâmetro: 10cm

b) 20cm

7. 7,29 × 10¢¦ km
Matemática I


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8. a) t = 100
b) Se (SB), (SC) e (SD) forem, respectivamente, as áreas hachuradas das
figuras B, C e D, então:
(SB) + (SC) = log³a + log³b = log³(a.b) = (SD), portanto (SB)+(SC)=SD

9. a) 1.265.000 habitantes

b) x = 115/102 1 ¸ 1,127

10. 38 anos

11. a) a = 80 000
b = ¢¡Ë(1,5)

b) Observe a figura a seguir:




12. a) A = 50, B = 30 e n = 1/2

b) t = 1,4 meses ou 1 mês e 12 dias

13. a) aproximadamente 33,3%
b) 2 anos após a 1 entrega

14. 15

15. n = 2

16. a = 5

17. x = 10§ e y = 10¢

18. Veja a expressão abaixo:

Matemática I


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19. Observe a figura.




20. 1/5 ´ x ´ 1

21. S = { 1/6 }

22. t = 13,862 minutos ou 13 minutos e 52 segundos, aproximadamente.

23. a) 362.250 habitantes

b) 2.742.000 habitantes

24. a) 22 ovelhas

b) A partir de nove anos e meio.

25. a) 64%

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b) t = 3 horas.

26. p = 28

27. a) n = 2
k = 200

b) E = 900

28. Dom g = {x Æ R | 1 < x < 2 ou 2 < x < 6}
ou
Dom g = ] 1, 2 [ U ] 2, 6 [

29. n = 5

30. 28 000 anos.

31. 17

32. Observe demonstração a seguir:




33. a + b.

34. a) 512
b) A partir do dia 13 de abril.

35. a) n = 2,5

b) x ¸ - 2,5

36. a) T/S = 2/3

b) A menor taxa é do "Banco ZIG"

37. 3 < x ´ 25/8

Matemática I


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38. 7 minutos

39. a) log³(301) = 2,4786, log³(303) = 2,4814
e log³(304) = 2,4829.
b) log³(3,04) = 0,4829, log³(3010) = 3,4786 e
log³(302) = 2,4800.

40. a) log (‘.’) = 1,2
b) x = 12

41. a) 1968

b) Em 1950 o país tinha aproximadamente 9,61 milhões de habitantes.
S = {t Æ R | 32 ´ t ´ 80}.
125/13 ´ k ´ 17, em milhões de habitantes.

42. 2044

43. 1960

44. a) Rd’ = 120 + 10 . log³ I e I = 10¥ W/m£.

b) 10©.

45. a) T(4) = 29,1°C.



b) 1,04h.

46. a) 36%

b) 1,5 hora

47. 12 meses.

48. a) R$ 13.996,80

b) 10 anos
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49. a) V = {x Æ IR | 4 ´ x ´ 12}
b) V = {x Å IR | 3 < x < 4 ou x > 12}

50. v = ]3;4[

Progressões
1. a) 6; 8; 14
b) 21
c) 25
d) 72

2. a) 440

b) 10

3. a) -5, 8, -11, 14, -17, 20
b) S = - 3014

4. a) Observe a tabela a seguir.



b) 202

5. O primeiro é: a = Ë2 - (™/3)

A razão é: r = 2™/3

6. 2(Ë2) -1 u.c.

7. 2520

8. 385 km

9. a) 375.
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b) n = 105

10. R$ 63,10

11. n = 13

12. a) ’ = 60°
b) – = 90° e ‘ = 30°

13. a) Seja SŠ a soma dos n primeiros termos da seqüência. Temos:
aŠ = SŠ - SŠ÷ = (n£/3) - [(n - 1)£/3] =

= (2n - 1)/3.
Logo
aŠ = (2n - 1)/3 e aŠ÷ = (2n - 3)/3, ¯ n Æ Zø.
E como
aŠ - aŠ÷ = (2n - 1)/3 - (2n - 3)/3 = 2/3,

podemos concluir que a seqüência é uma progressão aritmética de razão
2/3.

b) a³³³ = 1999/3

14. C(n) = 0,1™n£ + 9,9™n; onde n é o número de voltas dadas pelo tubo.

15. a = 0,8 e b = - 0,8

16. 13

17. A distância é de 18 km.

18. Observemos, inicialmente, que, dadas n - 1 retas no plano, sempre é
possível encontrar uma enésima que as intercepte (de fato: basta que o
ângulo da nova reta com uma reta fixa seja diferente dos que as retas já
dadas fazem com a mesma reta fixa) e não passe por nenhum dos pontos
de interseção já existentes.
Observemos, ainda, que, se o plano está dividido em k regiões convexas e
introduzimos uma nova reta, passamos a ter k + p regiões convexas, onde p
é o número de regiões atravessadas pela reta.
Ora, se temos n - 1 retas dividindo o plano em SŠ÷ regiões e introduzimos a
enésima reta, esta, ao cruzar m retas (em pontos outros que os de
interseção destas), atravessa exatamente m + 1 regiões. Como a nova reta
pode, no máximo, cruzar todas as n - 1 retas já existentes, passamos a ter,
no máximo, SŠ÷ + n regiões.
Para cada n Æ N, seja SŠ o número máximo de subdivisões obtido com n
retas. Então,

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Portanto, SŠ = 1 + (1 + 2 + 3 + ... + n) = 1 + [(1 + n)n/2] e, para n = 37,
obtemos Sƒ‡ = 704.

19.


Como a, b, c, d estão em PA, então, para algum número real n, temos b = a
+ n, c = a + 2n, d = a + 3n.
Portanto, detA = e£ò®¤¾ - e£ò®¤¾ = 0.

20. a) 63
b) duas maneiras

21. a) P‡ = 21
b) N = 15.

22. 1.262.500.

23. O peso total será de 7650g + 3300g = 10950g

24. (3, 4, 5, 6, 7, 8, 9)

25. a³³ = 299

26. a) 221 cm£.

b) f(x) = 2x£ + 2x + 1, x Æ IN*
Matemática I


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D = IN*
Im = {y | y = 2x£ + 2x + 1, x Æ IN*}.

27. a) 101 emissoras; canal de número 300.

b) 104,9 MHz

28. a) F³ = 76 e FŠ = 8n - 4, n Æ IN*.

b) 10 000.

29. 4 anos

30. a) 1996,10 metros
b) 2000/3 metros

31. R$ 3.520,00

32. a) Ë2, 6Ë2, 2Ë2, 12Ë2, 4Ë2, 24Ë2, 8Ë2 e 48Ë2.

b) aƒ‡ = 2¢© . Ë2 e aƒˆ= 2¢ª . 3Ë2

33. a) -2.

b) 3/22.

34. 39 minutos

35. tg ’ = r£/(2 - r)

36. m = 5 e n = 7 ou m = - 1 e n = - 5.

37. Sejam aŠ e bŠ, respectivamente, os termos gerais de uma PA e de uma
PG, ambas de razão 3.
Logo, aŠ = a + (n - 1) . 3 = a + 3n - 3 e
bŠ = b . 3¾ ¢

Seja cŠ o termo geral da seqüência dada, tal que cŠ = bŠ - aŠ.

Para:
n = 1, temos c = b - a = 2
n = 2, temos c‚ = 3b - a - 3 = 5 => 3b - a = 8

Resolvendo o sistema, encontramos b = 3 e a = 1.

Portanto, cŠ = bŠ - aŠ, com bŠ = 3¾ e aŠ = 3n - 2.

38. 49, 56 e 64 anos
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39. a) R$1.464,10

b) R$1.334,03

40. a) 1.265.000 habitantes

b) x = 115/102 1 ¸ 1,127

41. a) 405 coelhos

b) 31 dias

42. 39.366

43. r = 2/3

44. 2/3

45. O menor inteiro positivo que satisfaz a desigualdade é 14.

46. a) (Ë2)/2

b) (1 + Ë2)/4

47. (2/3)£¡ . m

48. 10

49. R$ 12.000,00.

50. 20

Matemática I

Governo Federal Ministro de Educação Fernando Haddad CEFETES – Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo Diretor Geral Jadir José Péla Diretor de Ensino Dênio Rebello Arantes Coordenadora do CEAD – Centro de Educação a Distância Yvina Pavan Baldo Coordenadoras da UAB – Universidade Aberta do Brasil Yvina Pavan Baldo Maria das Graças Zamborlini Designer Instrucional Jonathan Toczek Souza Curso de Licenciatura em Informática Coordenação de Curso Giovany Frossard Teixeira Professor Especialista/Autor Ronaldo Barbosa Alvim DIREITOS RESERVADOS CEFET-ES – Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo Av. Vitória – Jucutuquara – Vitória – ES - CEP - (27) 3331.2139 Créditos de autoria da editoração Capa: Leonardo Tavares Pereira Projeto gráfico: Danielli Veiga Carneiro Iconografia: Moreno Cunha Editoração eletrônica: [Nome de quem editou ou do próprio professor] Revisão de texto: Ilioni Augusta da Costa Maria Madalena Covre da Silva COPYRIGHT – É proibida a reprodução, mesmo que parcial, por qualquer meio, sem autorização escrita dos autores e do detentor dos direitos autorais.

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Matemática I

Olá, Aluno(a)!

É um prazer tê-lo conosco. O Cefetes oferece a você, em parceria com as Prefeituras e com o Governo Federal, o Curso de Licenciatura em Informática, na modalidade à distância. Apesar de este curso ser ofertado à distância, esperamos que haja proximidade entre nós, pois, hoje, graças aos recursos da tecnologia da informação (e-mails, chat, videoconferênca, etc.), podemos manter uma comunicação efetiva. É importante que você conheça toda a equipe envolvida neste curso: coordenadores, professores especialistas, tutores à distância e tutores presenciais. Assim, quando precisar de algum tipo de ajuda, saberá a quem recorrer. Na EaD - Educação a Distância - você é o grande responsável pelo sucesso da aprendizagem. Por isso é necessário que se organize para os estudos e para a realização de todas as atividades, nos prazos estabelecidos, conforme orientação dos Professores Especialistas e Tutores. Fique atento às orientações de estudo que se encontram no Manual do Aluno! A EaD, pela sua característica de amplitude e pelo uso de tecnologias modernas, representa uma nova forma de aprender, respeitando, sempre, o seu tempo. Desejamos a você sucesso e dedicação!

Equipe do IFES

IFES – Instituto Federal do Espírito Santo

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após a leitura dos textos. abaixo. referentes ao conteúdo estudado. Conceitos importantes. Espaço reservado para as anotações que você julgar necessárias. Atenção! Reflexão. Indicação de Materiais complementares. referente ao conteúdo apresentado. alguns símbolos utilizados neste material para guiá-lo em seus estudos. Fala do professor.Matemática I ICONOGRAFIA Veja. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 4 . Destaque de algo importante. Fique atento! Atividades que devem ser elaboradas por você. Curiosidade ou outros conceitos referente ao conteúdo apresentado.

O material tem o intuito de ser um guia na orientação da disciplina de Matemática I onde podemos ressaltar os pontos mais importantes da teoria que está sendo abordada. o de relações entre conjuntos. desejando a todos muito sucesso! Prof. Cálculo Numérico. situando você no tempo e conhecendo os grandes matemáticos que deixaram contribuições marcantes em nossa evolução. responsável pela disciplina Matemática I. Ronaldo Barbosa Alvim IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 5 . no mercado existem vários pacotes famosos como Maple e Matlab. Probabilidade e Estatística. Atuo como professor do IFES no campus de Cachoeiro de Itapemirim. levando vocês a criarem o hábito de estudo contínuo. Nesta disciplina você conhecerá a teoria dos conjuntos. Lembre-se que estas atividades possuem tempo determinado de entrega. os gabaritos de todas as atividades encontram-se no final do material. onde seu download estará disponível em nosso ambiente. Concluo. por meio de exemplos de aplicações diversas tentando contextualizar a matemática em nossa vida. onde serão avaliado. ou seja. Cada capítulo é acompanhado de exercícios que devem ser resolvidos e enviados pelo ambiente moodle. pois de exemplos da vida que ela se iniciou. sendo tratada a teoria dos conjuntos de modo informal e não axiomática. procurando mais exemplos e outras abordagens que poderemos discutir nos fóruns. sendo capaz de realizar uma primeira análise gráfica. mas vamos optar por utilizar um software livre. quando solicitados. Problemas Inversos. irá estudar também as funções reais. Minhas áreas de interesse são: Modelagem Matemática. Um ponto importante para um bom curso de Matemática e utilizar a bibliografia indicada.Matemática I Olá Meu nome é Ronaldo Barbosa Alvim. Especialista em Matemática e Estatística (2001) pela UFLA e Mestre em Modelagem Computacional (2004) pela UERJ. importante em qualquer aprendizado e indispensável no ensino a distância. Quando estudarmos funções reais será interessante e necessário o uso de algum visualizador gráfico. que é um tema central para vários ramos da matemática e relacionado aos primórdios da matemática. o Winplot. Sou graduado em Matemática (2000) pela UFF. Comentários de natureza histórica estão presentes ao longo de todo o material. iniciando é claro seu estudo com um enfoque mais geral.

...................................................5 2.......... CONJUNTOS E SUBCONJUNTOS ................. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ............... 1................ 1...................................11........... 7 1..................................................................................................... 83 DESENVOLVIMENTO AXIOMÁTICO DA TEORIA DOS CONJUNTOS .......4......... 8 CAPÍTULO 3 -RELAÇÕES E FUNÇÕES ......... 80 CONJUNTOS DE CONJUNTOS ...... 1.................6............... 2............................. 2.......... 98 CONJUNTO NULO ............................................................. 2..............................................3................................................................. 2................................................10.............................................................................................................................9............ 8 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 6 .................................. 8 CONJUNTO UNIVERSAL ...... 9 SUBCONJUNTOS ............... 82 DIAGRAMAS DE VENN ...................... UNIÃO DE CONJUNTOS ........ 1....... 1................ 2........................................................2. 2............................................................................. 2...........7........... NOTAÇÃO ...... 80 TEOREMA DA DEMONSTRAÇÃO ........ 1....................6..................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO................................ INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ..............................................................3................................ 2...........15.......................3.............................5 2.... 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ...... 2................................................................... 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ............... 8 CAPÍTULO 4 -FUNÇÃO LINEAR ........................................................................5........................................................5 2................................................. 8 CAPÍTULO 6 -FUNÇÃO MODULAR ....................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO............................................. 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS .................................................................. 2...................... UNIÃO DE CONJUNTOS .........................................Matemática I Sumário 1..............................................................................................................................................................................5...................................................14................. 1...............................................2... 80 COMPARABILIDADE .........................5 2............................................................. 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ................4.........5 2...................................................................................................3.................................................................... UNIÃO DE CONJUNTOS .................................................................................................................................3...................... 81 CONJUNTOS DISJUNTOS ................................................. 8 IGUALDADE DE CONJUNTOS ...............................................12................................................................................................................................... 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ....................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO............. 1............8................................................................... 2....................................................................6......................... 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS .................................... 2...........................................2......... 1.......................................... 1........... 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS .................................... 1.......... INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ..........6.................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.. 1.ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.......................................................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO..............................2........... 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS .....................................................................................4.........................................6.........................................................................5.............. 7 CONJUNTOS FINITOS E INFINITOS .......................... 2............... 83 CAPÍTULO 2 -OPERAÇÕES DE CONJUNTOS ...... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO......................... UNIÃO DE CONJUNTOS .................................................5...........................2..................................................................................13..1................................................... 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ..........5...........2................................................ ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO........... 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS ...................................................................... 8 CONJUNTO DE POTÊNCIA .................................... 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ............. 9 SUBCONJUNTO PRÓPRIO ...... 2..........................................................................................4..........4..................... ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.................. 2... 8 CAPÍTULO 5 -FUNÇÃO QUADRÁTICA............................................................................................................. 82 DIAGRAMAS DE LINHA .... INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ............................................................................................................ 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS ............. 2...................... 1........... 2............................................................................... INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .......ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO................................. UNIÃO DE CONJUNTOS ................................... 1...................................................3....

........3...................................................... 2......... 2...............5................................. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 7 ........................................... REFERÊNCIAS ..................... 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO .............................................................................................................................................................................. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO............ 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS ............ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.............................6........................................................................................................ 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ...........................5................... DIFERENÇA DE CONJUNTOS ..........................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO........ 2...............2...............................6............................ 8 CAPÍTULO 8 -FUNÇÃO LOGARTIMICA ................... 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ................................. 2...............................................3................................................... 8 COMPLEMENTAR DE UM CONJUNTO ........ 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS ...................................... 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ................6................................................ INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS .....4..................................................................5................. 2............4......................................................... 8 GABARITOS .....2.................. INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ........ ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO. UNIÃO DE CONJUNTOS ..................5.......................................................................6.. 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ......................................................... 2............................................... UNIÃO DE CONJUNTOS ..2....................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.....ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO........................................ 2...................................... UNIÃO DE CONJUNTOS ..................................................4.......5 2..........4........................................ ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.................................................................... INTERSEÇÃO DE CONJUNTOS ..................................... 8 CAPÍTULO 9 -PROGRESSÕES ................................. 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS .................................................................................................5 2.........................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO........................... 2.......... ANEXOS.......................................................................................................3....... 2................ 2..... 8 DIFERENÇA DE CONJUNTOS ............................ 2...........5 2.............................. 2..........................................................................ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.................................................................................................. 2.... 8 OPERAÇÕES EM CONJUNTOS COMPARÁVEIS ... 8 CAPÍTULO 7 -FUNÇÃO EXPONENCIAL........ 2...................................................................Matemática I 2......................

Seu trabalho inicialmente não foi aceito pela comunidade acadêmica mais influenciou profundamente matemáticos e estudiosos do século XX. como no exemplo abaixo: A = {a.a} IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 8 ..n. Quando o conjunto possui um número muito grande de elementos podemos simplificar sua notação utilizando reticências ..u} Quando um conjunto possui elementos repetidos.o.i. esta disciplina gera pré-requisitos.25..o. evitando desta maneira escrever por extenso os elementos do conjunto.c.1. que como vimos exibe os elementos do conjunto. dando o sentido de continuação. Notação Em geral representamos conjuntos listando seus elementos entre chaves e o denominando por uma letra maiúscula. CONJUNTOS E SUBCONJUNTOS Prezado aluno. Mas podemos representar um conjunto pela propriedade que seus elementos possuem em comum. Veja sua utilização no exemplo abaixo: B = {1.Matemática I 1. a compreensão dos conceitos estudados em uma aula é a base para o entendimento das aulas posteriores. ou seja.21. vamos representar o conjunto das letras da palavra CONTATO D={c.29} Esta forma de notação de conjunto é chamada de forma tabular. estudo que tratava da teoria das Séries Trigonométricas.. Para ilustrar no exemplo abaixo.b.5.e. Em geral.f} Observe que seus elementos são separados por vírgula e em geral representados por letras minúsculas.e. .9...d.t. Veja o exemplo: C={x/x é consoante} que é equivalente a dizer C={a.13. não é necessário representá-los mais de uma vez. Começaremos nossa primeira aula estudando a fundamental teoria dos conjuntos primeiramente concebida pelo matemático do século XIX Georg Cantor. Bom estudo! George Cantor (1845-1918) 1.

todos os dias. então ele se barbeia.. Uva} Carro ∉ {Cafeteira. Liquidificador.} O conjunto B é um conjunto finito B={x/x é uma rua do Brasil} IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 9 . ou seja.Matemática I Como vimos podemos representar um conjunto por uma propriedade. o oposto o classificamos como conjunto infinito O conjunto A é um conjunto infinito A={2.14. Maçã. Por exemplo Maçã ∈ {Laranja. Um paradoxo que caracteriza é atribuído ao matemático Bertrand Russel. Perceba que o paradoxo é equivalente a proposição de que existe o conjunto que contém todos os conjuntos. Quem barbeia o barbeiro? Concluímos que. o famoso paradoxo do Barbeiro. se o barbeiro se barbear. um barbeiro faz a barba de todos os homens que não barbeiam a si próprios e a mais ninguém. e se ele se não se barbear. sua contagem chega a um final. Batedeira. Conjuntos Finitos e Infinitos Os conjuntos finitos possuem um número definido de elementos.10. Observe: Bertrand Russel (1845-1918) Em uma aldeia onde.2..18. mas podemos destacar uma propriedade que não caracteriza um conjunto. Forno de microondas} 1.6. então ele não barbeia a si próprio. Relação de Pertinência A relação entre elemento e conjunto é conhecida como relação de pertinência que simbolizamos por ∈ “pertence” e ∉ “não pertence”.. Melão.

5. sendo que o significado do que está escrito não passa de um simples conjunto unitário. β . mesmo assim.Matemática I Perceba que embora o conjunto B seja difícil de ser enumerado. A={x/x é professor da Licenciatura em Informática com mais de 150 anos} B={x/x é um número natural menor que 30 e maior que 50} Cuidado! Vários alunos utilizam de forma errônea o símbolo {∅} para simbolizar conjunto vazio. Subconjuntos As relações de inclusão auxiliam muito na introdução do conceito de subconjunto. ϖ }. φ . β . 1. e cada elemento que pertence a B pertence também a A.3. Os conjuntos abaixo são exemplos de conjuntos nulos. 1. B={ ϖ . γ . não necessariamente na mesma ordem. τ . pertence também a B. ρ . é um conjunto finito. γ . ξ .4. Igualdade de Conjuntos Dois conjuntos são iguais se e somente se possuem os mesmos elementos. γ . cada elemento que pertence a A. observe os exemplos: Seja A={ φ . Conjunto Nulo O conjunto nulo é também chamado de conjunto vazio. pois a utilizamos para relações entre conjuntos ou entre subconjuntos e conjuntos. utilizamos o símbolo ∅ ou { } para simbolizá-lo. logo A = C “A é igual a C” A ≠ B “A é diferente de B” Ou seja. ϑ .ϖ }. ϑ . µ } e 1. O Conjunto vazio é o conjunto que não possui nenhum elemento. C={ ρ . Os símbolos são ⊂ lê-se “está contido” IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 10 .

8. Se primeiramente B for subconjunto de A e.3} Então {1. sendo que todo elemento do conjunto B seja também elemento do conjunto C. A ⊂ B ou B ⊂ A.2} ⊂ A ou A ⊃ {1. Logo diremos que B ⊄ C se B possuir algum elemento que não pertence ao conjunto C.6. pois você amanhã será um professor.2. Comparabilidade Dizemos que dois conjuntos são comparáveis quando pelo menos um está contido no outro. Demonstração A demonstração em Matemática tem sido abandonada das aulas de ensino fundamental e médio e praticamente extinta de grande parte dos livros didáticos. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 11 . segundo. Pense nisso. Subconjunto Próprio Como cada conjunto A é um subconjunto de si mesmo.2} Utilizando a notação acima se B é subconjunto de C então podemos registrar B ⊂ C. encontrando os conceitos resumidos a fórmulas prontas.7. este hábito descaracteriza como a Matemática torna verdadeira suas afirmações. de ser capaz de entender como aquelas idéias foram concebidas. O rigor das demonstrações matemáticas é a que distingue de outras ciências. Concluindo B⊂AeB≠A Alguns autores utilizam uma notação diferenciada B ⊆ A para “B é subconjunto de A” B ⊂ A para “B é subconjunto próprio de A” 1.Matemática I ⊄ lê-se “não está contido” ⊃ lê-se “contém” ⊇ lê-se “não contém” Seja A = {1. assim desestimulando o aluno ao seu aprendizado. denominamos B de subconjunto próprio de A. não é igual a A. e não devemos retirar de nossas aulas experiências que levem a formação de alunos críticos. ou seja. dando ao aluno a sensação de impotência. 1. 1. estamos num curso de licenciatura.

9.3}.{2}. conjunto de potência de A.2.{2. O família de todos os subconjuntos de um conjunto A é denominada..3}. O conjunto universo é o conjunto de todos os elementos de interesse para o problema que estamos tratando. Um caso muito raro na teoria de conjuntos são conjuntos formados de membros que são conjuntos e outros que não são conjuntos.3}.2. Conjunto de Potência Augustus D. então A ⊂ C 1. 1.10. utilizada para representar conjuntos exclusivamente formadas por conjuntos é freqüentemente substituída por família de conjuntos ou classe de conjuntos.11.{5. 1. ou seja. Por exemplo. ou.Matemática I Teorema sobre conjuntos: Se A é um subconjunto de B.8}.. Conjunto Universal A concepção do conjunto Universo. pois alguns de seus membros são conjuntos e outros não.2}. Simbolizamos famílias de conjuntos geralmente por letras manuscritas como A. Algumas observações são importantes de serem realizadas: (1806-1871) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 12 . logo A é um subconjunto de C.. conjunto das partes do conjunto A.{1.3} Então 2A = {{1}.B.∅}}. A ⊂ B e B ⊂ C.2.{1.9}. seja A = {1. Morgan É possível quantificarmos quantos subconjuntos possui um conjunto sem ser necessário exibi-los um a um. e se B é um subconjunto de C. foi realizada pelo brilhante matemático Augustus De Morgan (1806-1871).12} Observe que o conjunto A não é uma família de conjuntos.{3}. Veja o exemplo A = {7. Conjuntos de Conjuntos A expressão conjuntos de conjuntos.{1.{1.

não são conjuntos disjuntos.t.7.l.O conjunto vazio é subconjunto do conjunto A. pois não conseguimos encontrar nenhum elemento que pertença ao conjunto A e também ao conjunto B. Conjuntos Disjuntos Alguns conjuntos não possuem nenhum elemento em comum estes conjuntos são denominados conjuntos disjuntos. como é subconjunto de qualquer conjunto. O conjunto A = {1. logo.12. são conjuntos disjuntos.v} e B = {ϕ.θ}. criou uma representação visual para os conjuntos. 1. A possui 3 elementos.13. .Matemática I .O conjunto A é subconjunto dele mesmo. logo C e D.10} é representado abaixo pelo diagrama de Venn . 1.τ}. sendo n o número de elementos do conjunto inicial A. 23 = 8. A = {r.4.h.τ} e D = {a.10 John Venn (1834-1923) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 13 .7 . que é o número de subconjuntos do conjunto A.1 A .f.λ. onde delimitamos os conjuntos por áreas no plano onde se facilita muito o trabalho de se relacionar conjuntos.w. teremos o número de subconjuntos de A.4 . Diagrama de Venn O matemático inglês John Venn (1834-1923). Diferente do exemplo abaixo: C = {k. . note que τ ∈ C e τ ∈ D.Se utilizarmos a expressão 2n.x.

Matemática I A relação de inclusão C ⊂ D é representada também pelo diagrama de Venn abaixo D C 1. Existe assim um conjunto B = {a/a ∈A. P(a) é verdadeiro} Observe que P(x) é uma sentença variável para a qual P(a) é verdadeiro ou falso para qualquer a ∈ A. necessitamos de termos indefinidos e relações indefinidas. Logo: Axioma da Extensão: Dois conjuntos A e B são iguais se cada elemento de pertence também a B e cada elemento em B pertence a A. Axioma de Especificação: Seja P(x) uma proposição qualquer e seja A um conjunto qualquer. Axioma de Especificação: Seja P(x) uma proposição qualquer e seja A um conjunto qualquer.14. em que se encaixa a teoria dos conjuntos. pois elemento e conjunto são termos indefinidos e “elemento pertence a um conjunto” é uma relação indefinida. Desenvolvimento Axiomático da Teoria dos Conjuntos Para iniciarmos um desenvolvimento axiomático em qualquer área da Matemática. Axioma da Extensão: Dois conjuntos A e B são iguais se cada elemento de pertence também a B e cada elemento em B pertence a A. Existe assim um conjunto IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 14 .

6.2.5. Operações com Conjuntos 1.6} e B = {5.Matemática I B = {a/a ∈A. conjunto este formado pelos elementos pertencentes a A ou pertencentes a B.9}.9} Observe que não devemos simbolizar mais de uma vez na união os elementos comuns aos dois conjuntos. Veja o exemplo: Sendo A = {1.5. União de Conjuntos Simbolizamos a união de dois conjuntos por A∪B.8.15.7.3. P(a) é verdadeiro} Observe que P(x) é uma sentença variável para a qual P(a) é verdadeiro ou falso para qualquer a ∈ A. A união de conjuntos é comutativa pois A ∪ B = B ∪ A A ∪ B = {x / x ∈ A ou x ∈ B} IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 15 .2.6.3.1. temos: A ∪ B = {1. 1.15.8.7.

5.5.3.2.15. temos: A ∩ B = {5. temos: A-B = {1.8.8.3}.Matemática I 1. ou seja.2.6.8.7.15.3.6.9}. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 16 .2. Interseção de Conjuntos Entendemos como interseção de conjuntos a operação que identifica quais elementos são comuns entre os conjuntos.3. Veja o exemplo: Sendo A = {1. Veja o exemplo: Sendo A = {1. sendo que a correta leitura é identificar o que é exclusivo do primeiro conjunto. os elementos que são exclusivos do conjunto A. ou seja. B-A = {7.6} Como é obvio de se observar a interseção de conjuntos é uma operação comutativa. pois A ∩ B = A ∩ B 1. os elementos que são exclusivos do conjunto B.6} e B = {5.2.6} e B = {5.9}. Observe que a diferença de conjuntos não é comutativa pois A − B ≠ B − A . Diferença de Conjuntos Um grande erro ao executar essa operação é entendê-la com o objetivo de simplesmente mostrar o que é diferente aos dois conjuntos.7.9}.

7.2. Cuidado! O complementar de um conjunto só tem sentido quando fixamos um conjunto universo U.6. Logo.15.4.Ac = A para todo A ⊂ U (o complementar do complementar de um conjunto A é o próprio conjunto A). Complementar de um Conjunto Dado o universo U = {0.1. sendo que todos entrevistados lêem pelo menos um dos jornais A e B? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 17 .5.9} e o conjunto A = {1. é o conjunto formado pelos elementos de U que não pertencem a A. Relação entre União e Interseção de Conjuntos n( A ∪ B ) = n( A) + n( B ) − n( A ∩ B ) Exemplo: Numa pesquisa de opinião pública sobre dois jornais A e B.Matemática I 1. Escrevendo de outra forma: ( ) c A ⊂ B ⇒ B c ⊂ Ac 1. .Se A ⊂ B . indica-se CU ou Ac ou A .8. seu complementar contém o complementar desse outro).70% dos entrevistados lêem o jornal A.4. De um modo geral.3. Qual o percentual de entrevistados lê os dois jornais. chama-se complementar de A em relação a U o conjunto formado pelos elementos de A U que não pertencem a A.5. ou seja. . então B c ⊂ Ac (se um conjunto está contido em outro. obtemos o seguinte resultado: .60% dos entrevistados lêem o jornal B. dizemos que o complementar de A em relação a U é {0.3.2.6.4. dado um conjunto A de um certo universo U.8.5.7}.15. Ac = {x / x ∈ U e x ∉ A} Propriedades .9}.

15.1). dos irracionais e.16.” (Leopold Kronecker) Giuseppe Peano (1858-1932) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 18 .(b.d} e B={1.y). dos inteiros. dos racionais.(c. o produto cartesiano AxB.(c. Perceba que em cada um deles.6.3}. Farão parte deste breve estudo os conjuntos dos números naturais. Produto Cartesiano Dados os conjuntos A e B.1).2).3).(d.(a. onde x é elemento de A e y é elemento de B.(b. estudaremos os conjuntos em que seus elementos são números. ou seja Exemplo Dados A={a. 1. O resto é obra dos homens.1).Matemática I n( A ∪ B ) = n( A) + n(B ) − n( A ∩ B ) 100% = 70% + 60% − n( A ∩ B ) n( A ∩ B ) = 130% − 100% n( A ∩ B ) = 30% 1.(d.b. Por isso. ao conjunto AxB. terá 12 pares ordenados e será dado por: AxB = {(a.3).(d. Conjunto dos Números Naturais “Deus criou os números naturais.3). Conjuntos Numéricos Neste tópico. y ) / x ∈ A ou y ∈ B} Leopold Kronecker (1823-1891) 1.1).(a.c.(c.2). denominamos conjuntos numéricos.1.3)} AXB = {( x.(b. os elementos têm características em comum.16.2) .2.2). chama-se produto cartesiano A com B. por último o conjunto dos números reais. formado por todos os pares ordenados (x.

..3. Se 1 ∈ X e se.N. X ⊂ N ).2..} Observe que o símbolo (*).0..Todo número natural tem um único sucessor.Matemática I As afirmações abaixo são conhecidas como axiomas de Peano.Z * = Z − {0} ou Z * = {.-3.. 1.-3.2..Existe um único número natural. que não é sucessor de nenhum outro. que em alemão significa número.-1.. Propriedades: .16.2.1.Números naturais diferentes têm sucessores diferentes.-4...4.Seja X um conjunto de números naturais (isto é. Curiosidade! O símbolo dos inteiros Z é a primeira letra da palavra ZAHI. . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 19 . então X = N.} Destacamos os seguintes subconjuntos de Z: . Conjunto dos Números Inteiros O conjunto dos números inteiros é representado por: Z = {.3.4. pois N ⊂ Z . além disso.. Tudo o que se sabe sobre os números naturais pode ser demonstrado como conseqüência desses axiomas. chamado um e representado pelo símbolo 1. o sucessor de todo elemento de X ainda pertence a X.1..-2. .-4. exclui o número “0” (zero)..-2. .-1.

0. devemos dividir os números após a vírgula por um número formado unicamente pelo algarismo “9”.. = Vamos agora mostrar um exemplo onde a dízima periódica simples possui valores diferentes de zero a esquerda da vírgula (números inteiros). . 4 2 2 4 Lembre-se que todo racional pode ser escrito na forma a . Vamos. Conjunto dos Números Racionais Ao incluirmos as frações não aparentes positivas e negativas ao conjunto dos inteiros. obtemos o conjunto dos números racionais que simbolizamos por Q.16.Matemática I 1. ver como podemos transformar decimais em suas respectivas frações geratrizes: Decimais Exatos Para extrair a fração geratriz de um decimal exato.. Neste caso. devemos utilizar o velho conceito de número misto.3. Veja: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 20 . Veja: 0. Veja: 12.363636. dízimas periódicas simples.− . que temos o hábito de chamá-las frações geratrizes. basta eliminarmos a vírgula e dividimos o número encontrado por uma potência de 10. são eles os decimais exatos. com o número de zeros equivalente a quantidade de casas decimais do decimal original.7777.−2. Veja então exemplos de números racionais: 3 1 1 3 − 5. dízimas periódicas compostas. etc.b ∈ Z e b ≠ 0 Curiosidade! O símbolo dos racionais Q tem origem da palavra quociente. agora.− ... na quantidade de algarismos que se repetem na dízima original. = 7 9 36 4 = 99 11 0.5 = 125 25 = 10 2 Dízima Periódica Simples Para extrair a fração geratriz de uma dízima periódica simples. com b a ∈ Z. . Existem três formas de decimais que são gerados de frações.

Aprenderemos como encontrar a fração geratriz de uma dízima periódica composta . de uma dízima periódica composta é o fato de a dízima composta possuir após a vírgula parte não periódica e periódica. = 4 352 − 3 349 4309 =4 = 990 990 990 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 21 .. 0. e um algarismo “0” para cada algarismo que não se repita após a vírgula.Matemática I 4 31 3..4444. Veja que “13” representa a parte não-periódica e “26” a parte periódica. = 4 13 409 = 99 99 Dízima Periódica Composta O que diferencia uma dízima periódica simples.. que após a vírgula possui apenas parte periódica. Veja a extração da fração geratriz da dízima acima: 0.13262626.... no denominador devemos escrever um algarismo “9” para cada algarismo que se repita na dízima. ou seja.. devemos proceder da mesma forma que aprendemos na dízima periódica simples.131313. diferente da simples.13262626. 4. = 3 = 9 9 Para sairmos de um número misto acima foi feita a operação (3 X 9 + 4 = 31) e repetimos o denominador. utilizando número misto.. Devemos escrever no numerador o número representado até o início da primeira repetição e após devemos subtrair a parte não periódica após a vírgula.3525252. = 1326 − 13 1313 = 9900 9900 Se existir um número inteiro à esquerda.. 4..

ou seja. Leonhard Euler (1707-1783) 1. Em função disso. 3 = 1. R = Q ∪ I ... = 2... estes são conhecidos como irracionais. ou seja. Conjunto dos Números Reais O conjunto dos números reais é obtido da união do conjunto dos números racionais e irracionais.7320508. Conjunto dos Números Irracionais Você viu no tópico anterior que existem três tipos de decimais que pertencentes ao conjunto dos racionais..16.. assim como. Os números racionais não são suficientes para esgotar todos os pontos da reta real. todo ponto da reta é representado por um único número real.47979..4142135. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 22 . Existem dois números irracionais muito conhecidos no meio científico.474747. receberam nomes e simbologias diferenciadas: O Número Pi π = 3... cada número real representa um único ponto da reta.5.479 (Dízima Periódica Composta) 2.16.4. Mas os decimais infinitos e não-periódicos não podem ser escritos na forma de uma fração. Veja o exemplo: 2 = 1..718.Matemática I Atenção! Uma outra notação correta para dízima periódica é escrevermos um traço sobre a parte periódica da dízima. Números como 5 não era alcançado com os números racionais. 47 (Dízima Periódica Simples) 1. mas agora temos uma relação biunívoca... = 23. O Número de Euler e = 2. pois podem ser escritos na forma de uma fração. 23.1415926535.

O diagrama abaixo relaciona os conjuntos numéricos que estudamos até este momento: Todos os números naturais. racionais e irracionais. ou seja. mas em Matemática incomensurável é uma relação entre duas grandezas de mesma espécie. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 23 .” Deviríamos dizer incontável. são números reais.Matemática I Cuidado! É comum escutarmos nos meios de comunicação. ficando assim: “Existia um número incontável de pessoas no protesto” Pode aparentar ser a mesma coisa. principalmente na televisão. nada será incomensurável se não comparado com outro objeto (grandeza) de sua mesma espécie. inteiros. pessoas utilizando a palavra incomensurável em frases do tipo: “Existia um número incomensurável de pessoas no protesto.

4. 7.18% B e C . 3. Com base nestes dados.25% A e C .97) Foi realizada uma pesquisa para avaliar o consumo de três produtos designados por A. B = {2. faça o diagrama das reuniões a seguir. hachurando as regiões correspondentes a) A » B b) A » C IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 24 . B e C? b) Qual é a porcentagem dos entrevistados que consomem uma e apenas uma das três marcas? 2. B e C de um determinado produto apresentou os seguintes resultados: A . 9}. 8. Todas as pessoas consultadas responderam à pesquisa e os resultados estão indicados no quadro a seguir: Observação: O consumidor de dois produtos está incluído também como consumidor de cada um destes dois produtos. Sendo A = {2.15% a) Qual é a porcentagem dos entrevistados que consomem as três marcas A. (Universidade Federal do Paraná . 3. 3. C. 3. 10} e C = {2. 4}.Matemática I Atividades 1.50% nenhuma das 3 .48% B . calcule o número total de pessoas consultadas. Uma pesquisa de mercado sobre o consumo de três marcas A. 5. B.5% A e B .45% C .

4. a) Qual a porcentagem de alunos que praticam um.64 eram homens. Um trem viajava com 242 passageiros. verificou-se que 150 pessoas utilizam pelo menos um dos produtos B ou C.} c) ¹ _____ 8 d) {5. . (sendo n(X) o número de elementos do conjunto X).51 eram homens brasileiros.36 eram brasileiros fumantes. 6. Å.Matemática I 4. 2. 9} _____ {1. n(A º C) = 6 e n(A º B º C) = 4. n(B º C) = 10. 9} 5. 3. quantos elementos tem esse conjunto Z? 6. 21 praticam natação e futebol.. . 4. c) o número de mulheres não brasileiras. Se um conjunto Z tem apenas 32 subconjuntos. . n(B) = 18.25 eram homens fumantes. 16. Complete com os símbolos: Æ. determine o valor de n ((A » B) º C). . 24. sendo H = {1. 39 praticam natação e 33 praticam futebol. 7} b) {7. 40} 7. ¿ ou não está contido as sentenças a seguir. .20 eram homens brasileiros fumantes. Ä. 3. 7} _____ {5} e) 7 È {5. não fumantes. Calcule: a) o número de mulheres brasileiras não fumantes. . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 25 . que B tem pelo menos 3 elementos e que A » B Å H. Numa pesquisa de mercado.47 eram fumantes.. n(A º B) = 9. 5. Em uma turma de 60 alunos. b) o número de homens fumantes não brasileiros. 8. Sabendo que 95 dessas pessoas não usam o produto C e 25 não usam o produto B. 8. desses esportes? b) Qual a porcentagem de alunos que não praticam nenhum desses esportes? 9. B e C são três conjuntos onde n(A) = 25. 6. 5. de forma a torná-las todas verdadeiras: a) 5 _____ { 2. _____. dos quais: . 4. È.96 eram brasileiros. qual é o número de pessoas que utilizam os produtos B e C? 10. 8. . 6. sabendo-se que A tem apenas 2 elementos. 3. e somente um. Se A. Monte um conjunto A e um conjunto B. n(C) = 27.

Matemática I 11. Dos funcionários que moram na cidade do Rio de Janeiro. quantos beberam apenas duas dessas marcas? c) Quantos não consumiram a cerveja S? d) Quantos não consumiram a marca B nem a marca S? 14. em seguida. 12.180 falam espanhol Quantos dos alunos entrevistados falam esses dois idiomas? 13. o número de pessoas morenas com olhos castanhos.45 não falam esses idiomas . foi feita uma pesquisa entre 320 alunos para verificar quantos falam inglês ou espanhol. azuis ou castanhos. Dos 135 funcionários de uma empresa localizada em Niterói. As marcas de cerveja mais consumidas em um bar. foram A. Sabe-se que 24 funcionários da empresa usam exclusivamente seus próprios IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 26 . 3/5 usam ônibus até a estação das barcas e. louras ou morenas. Considere um grupo de 50 pessoas que foram identificadas em relação a duas categorias: quanto à cor dos cabelos. Os garçons constataram que o consumo se deu de acordo com a tabela a seguir: a) Quantos beberam cerveja no bar. pegam uma barca para chegar ao trabalho. 2/3 moram na cidade do Rio de Janeiro. Em uma escola. Calcule. quanto à cor dos olhos.250 falam inglês . no grupo. De acordo com essa identificação. sabe-se que 14 pessoas no grupo são louras com olhos azuis. num certo dia. O resultado foi o seguinte: . nesse dia? b) Dentre os consumidores de A. B e S. que 31 pessoas são morenas e que 18 têm olhos castanhos. B e S.

. Quantas caixas foram aprovadas em ambos os testes? 17. Encerradas as inscrições. foram entrevistados consumidores sobre suas preferências em relação aos produtos A e B. por problemas administrativos. foi enviada para a fiscalização sanitária.310 pessoas compram o produto A. o número de inscritos só para as aulas de futebol excede em 10 o número de inscritos só para as de tênis. No teste de qualidade. Um clube oferece a seus associados aulas de três modalidades de esporte: natação. . para futebol. .510 pessoas não compram nenhum dos dois produtos. Os resultados da pesquisa indicaram que: . No teste de quantidade. Nenhum associado pôde se inscrever simultaneamente em tênis e futebol. 16. 60 foram aprovadas e 40 reprovadas.Matemática I automóveis para chegar ao trabalho. 15. de 38. ano do ensino médio de uma certa escola prestaram vestibular para três universidades: A. tênis e futebol.110 pessoas compram os produtos A e B.A. Os 87 alunos do 3¡. Numa pesquisa de mercado.220 pessoas compram o produto B. Todos os alunos dessa escola foram aprovados em pelo menos uma das IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 27 . sendo que 1/3 destes não mora na cidade do Rio de Janeiro. o total de inscritos para as aulas de tênis foi de 17 e. b) o número de funcionários da empresa que usam somente ônibus para chegar ao trabalho e que não moram na cidade do Rio de Janeiro. Quantos associados se inscreveram simultaneamente para aulas de futebol e natação? 18. por conterem um número menor de pílulas que o especificado. 74 foram aprovadas e 26 reprovadas. Determine: a) o número de funcionários da empresa que usam somente ônibus para chegar ao trabalho. Os demais funcionários da empresa usam somente ônibus para chegar ao trabalho. O resultado dos dois testes mostrou que 14 caixas foram reprovadas em ambos os testes. verificou-se que: dos 85 inscritos em natação. dividido por 10. por conterem pílulas de farinha. B e C. 50 só farão natação. Uma amostra de 100 caixas de pílulas anticoncepcionais fabricadas pela Nascebem S. pois. Indique o número de consumidores entrevistados. as aulas destes dois esportes serão dadas no mesmo horário.

mas somente um terço do total obteve aprovação em todas elas. 20% dos que foram ao de Ciência visitaram o de História e 25% dos que foram ao de História visitaram também o de Ciência. Uma pesquisa sobre os grupos sangüíneos ABO. 51 e 65. Complete as sentenças a seguir com os símbolos referentes às funções contém. escolhida aleatoriamente. As provas da universidade A foram mais difíceis e todos os alunos aprovados nesta foram também aprovados em pelo menos uma das outras duas. não contido de forma a tornar todas elas verdadeiras: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 28 . na qual foram testadas 6000 pessoas de uma mesma raça. tenha os dois antígenos? 20. Quantos alunos foram aprovados em apenas um dos três vestibulares prestados? Justifique. Nessas condições. 50 foram também aprovados em C. qual é a probabilidade de que uma dessas pessoas. revelou que 2527 têm o antígeno A. Os totais de alunos aprovados nas universidades A e B foram. dos alunos aprovados em B. Quarenta e oito alunos foram visitar pelo menos um desses museus. respectivamente. Calcule o número de alunos que visitaram os dois museus. não contém. 21. C = {x Æ IR / x < 0} a) A » B b) A º B c) (A º C) º B 22. Dados os subconjuntos de IR calcule: (faça o gráfico) A = {x Æ IR / -2 ´ x < 3}. Um grupo de alunos de uma escola deveria visitar o Museu de Ciência e o Museu de História da cidade. Sabe-se também que o número de aprovados em A e em B é igual ao de aprovados em A e em C. 2234 o antígeno B e 1846 não têm nenhum antígeno. contido. 19. B = {x Æ IR / 1 ´ x < 4}. Sabe-se que.Matemática I universidades.

contido e não contido)... Classifique em V ou F: 24. continência. Complete as sentenças a seguir com os símbolos apropriados (pertinência. È de modo a tornar verdadeira cada uma das sentenças a seguir: 27. a) -2.Matemática I 23.121212. para torná-las todas verdadeiras.0313131. Use o dispositivo prático. Complete com os símbolos Å... IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 29 .. não pertinência. Æ.. Ä. Obtenha as geratrizes das seguintes dízimas periódicas. não continência. 26. Usando Æ ou È complete: 25. b) 5.

a fração geratriz da dízima periódica 4..373737.J. Seja A/B.Matemática I 28. 3Ò .. Indique a soma dos algarismos de A.... Se 1/[(1/3) + (1/4)] = p/q. Determine a soma x + y + b + t.. + 0. [2] FRANCO DE SOUZA. S. com A e B inteiros primos entre si. . Ed. 5ö . 5. Teoria dos Conjuntos. 23333. 30. onde p e q são números inteiros positivos relativamente primos. Escreva na forma de fração m/n a soma 0. 29. Ed. [1]LIPSCHUTZ. determine p+q. Sabe-se que o número A = 2Ñ .. 31 é o mínimo múltiplo comum dos números 2480 e 1500. A. 31. 2222. 1973. __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 30 . Teoria de Conjuntos Intuitiva e Axiomática.. Livraria Escolar. Ed McGraw-Hil do Brasil. Ltda.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 31 .

Matemática I

2.

RELAÇÕES E FUNÇÕES

As necessidades do homem, com os mais variados propósitos, fizeram dele, através dos tempos, um estudioso dos problemas naturais, bem como de suas causas e efeitos. Essa busca nos fez perceber que tudo e todos estão relacionados de tal forma que nenhum efeito tem origem numa única causa. Para perceber essa relação vamos usar como exemplo uma flor, que aos olhos de um admirador representa a beleza, o amor e a paz e aos olhos de um sensível observador, a imagem de nosso mundo, cofatores individuais, físicos, econômicos, humanos e sociais. Na linguagem do dia-a-dia é comum ouvirmos frases como: “Uma coisa depende da outra” ou “Uma está em função da outra”. Não é raro também abrirmos revistas ou jornais e encontrarmos gráficos, sobre os mais variados assuntos, mostrando a dependência entre os fatores em estudo. A ideia de um fator variar em função de outro e de se representar essa variação por meio de gráficos, de certa forma, já se tornou familiar em nossos dias. No entanto, essa forma de representação não foi sempre assim. O conceito de função sofreu várias interpretações até chegar ao modernamente utilizado. No século XVIII, Leibniz considerou como função as quantidades geométricas variáveis, relacionadas com uma curva. Bernoulli chamou de funções as expressões analíticas que envolvem apenas uma quantidade variável. Posteriormente, Euler enfatizou menos a representação analítica e deixou antever como conceito de função toda variável que dependa da outra, ou seja, se a segunda variar a primeira também irá variar. Já no século XIX, matemáticos como Dirichlet e Lagrange deram novas contribuições para os estudos das funções. No capítulo anterior, estudamos as possíveis relações que podem se estabelecer entre os elementos que formam um conjunto. Mas como se estabelece uma relação entre os elementos de um conjunto e os elementos de outro conjunto? A resposta a essa pergunta é dada pelo estudo das relações entre eles. Entretanto, como elas têm uma definição muito ampla, se quisermos uma informação mais precisa sobre as relações que se estabelecem, teremos de impor certas condições. As relações que se ajustarem aos critérios restritivos são as funções.

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2.1. Relações Reais

Sejam A e B dois conjuntos. Uma relação R de A em B é um subconjunto qualquer de A x B.

Exemplo:
Sejam os conjuntos A = { ,2,3,4,5} e 1

B = {3,5,7,9,11}. relacionados de acordo com a lei R = {x ∈ A / y = 2 x + 1}

Que estão

Observe como ficou a relação R : A → B entre os conjuntos A e B

R = {(1,3); (2,5); (3,7 ); (4,9); (5,11)}
b) Representação de uma relação
Podemos representar uma relação ou por um diagrama de setas ou no plano cartesiano. Veja o exemplo de uma representação de relação no plano cartesiano: O conjunto A é o domínio da relação R, denotado por Dom(R) e B é o contradomínio da relação, denotado por CoDom(R). Dom(R) = { x ∈ A: existe y em B tal que (x,y) ∈ R} Im(R)={y ∈ B: existe x ∈ A tal que (x,y) ∈ R}

R1={(a,1),(a,2),(a,3),(b,1),(b,2),(b,3),(c,1),(d,1),(d,2),(d,3)}

Veja agora exemplos de relações representados por diagramas de setas:

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R2={(a,1),(b,2),(c,3),(d,1)}

R3={(a,1),(b,1),(b,2),(c,3),(d,3)}

Dados os conjuntos A = {-1,0,1,2,3} e B={1,0,4,5} e a relação R={ (x,y) ∈ A x B /y = x2} R={(-1,1),(0,0),(1,1),(2,4)}, cuja diagramas ou no plano cartesiano. representação pode ser por

2.2. Funções
a) Definição
Dados dois conjuntos, A e B, não-vazios, dizemos que a relação f de A em B é uma função se, e somente se, para qualquer x pertencente ao conjunto A existe, em correspondência, um único y pertencente a B tal que o par ordenado (x,y) pertença a f. Vamos mostrar agora situações de relações que não consistem em funções Dados os conjuntos A={a,b,c,d} e B={1,2,3}. A relação R4 = { (a,1), (b,2), (c,3), (d,3), (a,3) }
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2). (b. que pode através dos gráficos identificar se uma relação é ou não uma função. (c. Veja nos exemplos abaixo IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 35 .c. se alguma delas tocar o gráfico em mais de um ponto. esta não será uma função. pois nem todos os elementos do primeiro conjunto A estão associados a elementos do segundo conjunto B.2.b.3)} não é uma função em A x B.3). pois associados ao mesmo valor “a” existem dois valores distintos que são 1 e 3.1). (a.Matemática I não é uma função em A x B.d} e B={1. Dados os conjuntos A={a. Uma boa técnica. A relação R5 = {(a.3}. consiste em traçar retas paralelas ao eixo y.

2. obtemos dois valores diferentes para f(x). pois sempre que tomamos dois valores diferentes para x. A função f : R → R definida por f ( x ) = 3x + 2 é injetora. de forma equivalente. pois para x=1 temos f(1)=6 e para x=-1 temos f(1)=6. b) Funções Sobrejetoras Uma função f : A → B é sobrejetora se todo elemento de B é a imagem de pelo menos um elemento de A. isto é: x1 ≠ x 2 implica que f ( x1 ) ≠ f ( x2 ) ou. para todo y em B existe x em A tal que y = f ( x ) . A função f : R → R definida por f ( x ) = x 2 + 5 não é injetora.Matemática I 2. ou seja.3. Qualidade de uma Função a) Funções Injetoras Uma função f : A → B é injetora se quaisquer dois elementos distintos de A sempre possuírem imagens distintas em B. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 36 . f ( x1 ) = f ( x 2 ) implica que x1 = x 2 Exemplos: 1. Isto equivale a afirmar que a imagem da função deve ser exatamente igual a B que é o contradomínio da função.

pois todo elemento pertencente a (0. tem-se que f(-x)=-f(x). pois é injetora e sobrejetora. pois f(-x)=x²=f(x). Função Par e ímpar a) Função par Uma função real f é par se. ii) A função f : R → R definida por f(x)=2x não é sobrejetora. para todo x do domínio de f. tem-se que f(x)=f(-x). para todo x do domínio de f. pois o número -1 é elemento do contradomínio R e não é imagem de qualquer elemento do domínio.4. ∞ ) definida por f(x) = x² é sobrejetora. a) Função ímpar Uma função real f é ímpar se. ii) A função f:R → (0. 37 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo . pois todo elemento de R é imagem de um elemento de R pela função. 2.Matemática I Exemplos: i) A função f : R → R definida por f(x)=3x+2 é sobrejetora. ∞ ) é imagem de pelo menos um elemento de R pela função. Exemplo A função f : R → R dada por f(x)=2x é bijetora. Exemplo A função f(x)=x² é par. Uma função ímpar possui o gráfico simétrico em relação à origem do sistema cartesiano. Uma função par possui o gráfico simétrico em relação ao eixo vertical OY. Observe o gráfico de f! Outra função par é g(x)=cos(x) pois g(-x)=cos(-x)=cos(x)=g(x). c) Funções Bijetoras Uma função f : A → B é bijetora se ela é ao mesmo tempo injetora e sobrejetora.

Veja o gráfico para observar a simetria em relação à origem. Dados os conjuntos A = {0. 5. Atividades 1. Examine cada relação e escreva se é uma função de A em B ou não. Determine A x B e A x A. sendo: A = {1. a imagem e o contradomínio. 2. Em caso afirmativo determine o domínio. -4} e B= {2/3 . 3. 9}. 4. 3. y) Æ A × B | y = x + 1}. 6. 2. 8} e B = {1. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 38 . pois: f(x)=5(-x)=-5x=-f(x) e g(-x)=sen(-x)=-sen(x)=-g(x). enumere os elementos da seguinte relação: R = {(x. 8} 2.Matemática I Exemplo As funções reais f(x)=5x e g(x)=sen(x) são ímpares.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 39 .

é que a teoria das equações passa a ser um ramo independente da Matemática. Quanto mais a dominamos. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 40 . Só a partir do século XVI. o matemático grego Diofanti dá a esses problemas um tratamento especial. Neste capítulo. de modo geral.2. o homem já trabalhava com problemas que envolviam quantidades desconhecidas. ou seja. iniciando a teoria das equações.1. O que as caracteriza. é a presença de uma variável e o sinal de igualdade. estudaremos também como modelar a função do primeiro grau que passa por dois pontos. mais facilmente podemos expressar e resolver problemas científicos ou cotidianos. FUNÇÃO POLINOMIAL DO PRIMEIRO GRAU O papiro de Rhind. O sinal de igual (=) tem o significado amplo em Matemática. No século III. com desenvolvimento da notação algébrica. uns dos documentos mais antigos e importantes sobre Matemática Egípcia. Significado dos coeficientes O coeficiente “a” representa a taxa de crescimento da grandeza representada no eixo das ordenadas em relação à grandeza representada do eixo das abscissas. é utilizado para expressões que somente são iguais para certos valores (ou para nenhum valor) de suas variáveis. Escrever essas igualdades equivale a dar as variáveis a condição de igualarem duas expressões. Aqui. as variáveis são chamadas de termos desconhecidos ou incógnitas. nos mostra que em 1700 a.C. A linguagem algébrica tem sido extremamente importante para ampliação do conhecimento. no entanto. para modelarmos problemas onde as grandezas apresentam uma relação de proporcionalidade. Modelo da Função Polinomial do primeiro grau y = ax + b y → variável dependente x → variável independente a → coeficiente angular b → coeficiente linear 3.Matemática I 3. Nas equações. 3. Estudaremos neste capítulo as equações algébricas.

pois se a função é crescente o ângulo formado pela reta com o horizontal é agudo. Quando a função é decrescente. Quando a função representa um decrescimento. Observe no gráfico da função f ( x ) = −2 x + 1 . onde o coeficiente angular tem valor positivo (a = -2).Matemática I a= y − y0 x − x0 No gráfico. Observe no gráfico da função f ( x ) = 2 x + 1 . onde o coeficiente angular tem valor positivo (a = 2). logo pertencente ao primeiro quadrante. o ângulo formado pela IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 41 . o valor do coeficiente angular é negativo. Isso faz muito sentido. o coeficiente angular é a tangente do ângulo formada pela reta. onde a tangente é positiva. com a horizontal a = tgα Quando a função representa um crescimento. o valor do coeficiente angular é positivo.

3. Raízes ou zeros da função Polinomial do primeiro grau A raiz ou zero da função polinomial do primeiro grau é ponto onde a reta intercepta o eixo das abscissas (eixo x). pertencente ao segundo quadrante onde a tangente é negativa. o valor de “x” que quando atribuído à função torna o valor de “y” nulo. a Concluindo temos f  −  b =0  a Veja no gráfico a raiz da função f ( x ) = x − 3 . destacada em preto IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 42 .Matemática I reta e a horizontal é obtuso. logo. logo. ou seja. No gráfico é o ponto onde a reta intercepta o eixo “y”. Genericamente temos: f ( x ) = ax + b ax + b = 0 . O coeficiente linear “b” representa a quantidade inicial da grandeza representada no eixo das ordenadas “y”. x = − b .3.

Matemática I

3.4.

Construção da lei da função do primeiro grau

Vamos apresentar três maneiras de construir a lei da função do primeiro grau. Na primeira maneira, vamos utilizar o modelo da função do primeiro grau y = ax + b . Exemplo: Encontre a equação da reta que passa pelos pontos A(2,3) e B(5,7). Substituindo no modelo temos

3 = a (2 ) + b 7 = a (5) + b
Resolvendo o sistema 

2 a + b = 3 5a + b = 7

Multiplicando a primeira equação por (-1) e depois adicionando as equações, encontramos

− 2a − b = −3  5a + b = 7 3a = 4 a= 4 3

Agora, substituindo em qualquer equação do sistema, vamos escolher aleatoriamente a primeira.

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4 2 8 + b = 3 3 8 b = 3− 3 1 b= 3
Logo o modelo da função é y =

4 1 x+ 3 3

Na segunda maneira, vamos usar uma condição da geometria analítica, onde o determinante entre três pontos de uma mesma reta é sempre nulo, conhecido como condição de alinhamento de três pontos. Os três pontos são A(2,3) ; B(5,7) e C (x,y). Então, temos:

x

y 1

2 3 1=0 5 7 1
Aplicando a regra de Sarrus, para extração do determinante de ordem 3 X 3 (três linhas X três colunas) devemos repetir as duas primeiras linhas ou as duas primeiras colunas, multiplicar as diagonais principais (mantendo o sinal), e multiplicar as diagonais secundárias invertendo o sinal. Veja

x y 1 2 3 1=0 5 7 1 x y 1 2 3 1
3 x + 14 + 5 y − 15 − 7 x − 2 y = 0 3 y − 4x −1 = 0 3 y = 4x +1 y= 4 1 x+ 3 3

Na terceira maneira, vamos utilizar de um modelo conhecido como equação da reta:

y − y0 = a ( x − x0 )
Primeiramente, vamos calcular o coeficiente angular como vimos no início da aula 44

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a= a=

y − y0 x − x0 7−3 4 = 5−2 3

Não se preocupe sobre qual par será ( x0 , y0 ) ou qual será ( x, y ) , pois na verdade isso não faz diferença. Então substituindo o coeficiente angular encontrado em algum dos pontos no modelo, temos:

y −3 = y= y= y= y=

4 (x − 2 ) 3 4x − 8 +3 3 4x − 8 + 9 3 4x +1 3 4 1 x+ 3 3

3.5.

Inequação do Primeiro grau

a) Inequação do Primeiro grau com duas variáveis Primeiro Passo: Substituímos a desigualdade por uma igualdade depois traçamos a reta no plano cartesiano. Escolhemos um ponto auxiliar, de preferência o ponto (0, 0) e verificamos se o mesmo satisfaz ou não a desigualdade inicial. Segundo Passo: Em caso positivo, a solução da inequação corresponde ao semiplano ao qual pertence o ponto auxiliar. Terceiro Passo: Em caso negativo, a solução da inequação corresponde ao semiplano oposto àquele ao qual pertence o ponto auxiliar.

Exemplo: Representa graficamente a inequação 2 x + y ≤ 4

Tabela

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0) Verificação do ponto Auxiliar: (Afirmativa positiva. A solução da inequação corresponde ao semiplano ao qual pertence o ponto auxiliar (0. determinar a região correspondente à intersecção dos dois semiplanos. 4) (2. b) Sistema de Inequações do primeiro grau com duas variáveis Para resolver um sistema de inequações do 1º grau graficamente. y) (0. Exemplo: Dado o sistema de inequações IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 46 . devemos traçar num mesmo plano o gráfico de cada inequação.0). o ponto auxiliar satisfaz a inequação).Matemática I x 0 2 y 4 0 (x.

y) (0. y) (0. Tabela 1 x 0 -4 y 4 0 Tabela 2 x 0 1 y -1 0 (x.Matemática I Traçando as retas -x + y = 4 e 3x + 2y = 6. -1) (1. 0) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 47 . 0) (x. 4) (-4.

000.000. 2.Matemática I Atividades 1. cada duas horas e meia de trabalho. a) Esboçar. ou um aumento de 20% (de 5% para 6%) na taxa de comissão? 3.00 mais uma comissão de 5% sobre as vendas do mês. no plano cartesiano representado a seguir. b) Se a capacidade máxima de produção da empresa for de 800 unidades por mês. obtenha C em função de x. em função de m. os gráficos de f e de g quando m = 1/4 e m = 1. Um gerente de uma loja de bolsas verificou que quando se produziam 500 bolsas por mês.00. o que é preferível: um aumento de 20% no salário fixo. em função de x e determine o custo médio mínimo. Seja m µ 0 um número real e sejam f e g funções reais definidas por f(x) = x£ . ele vende o equivalente a R$ 500. Em geral.00 e quando se produziam 700 bolsas o custo mensal era R$ 33. o custo total da empresa era R$ 25. a) Admitindo que o gráfico do custo mensal (C) em função do número de bolsas produzidas por mês (x) seja formado por pontos de uma reta. b) Determinar as raízes de f(x) = g(x) quando m = 1/2. o número de raízes da equação f(x) = g(x). IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 48 .2|x| + 1 e g(x) = mx + 2m. c) Determinar. a) Qual seu salário mensal em função do número x de horas trabalhadas por mês? b) Se ele costuma trabalhar 220 horas por mês.00. Um vendedor recebe mensalmente um salário fixo de R$ 800. obtenha o custo médio de produção de uma bolsa.

20 cada. 5. R$ 2. O preço do gás natural para um consumidor residencial na cidade do Rio de Janeiro é obtido a partir das informações: O consumidor paga pelo que gasta de acordo com quatro níveis de consumo: Os sete primeiros metros cúbicos custam R$ 2.00. mais caro fica (R$ 3. A receita mensal de vendas de uma empresa (y) relaciona-se com os gastos mensais com propaganda (x) por meio de uma função do 1¡. você deverá pagar 7 × 2.. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 49 .60 por cada metro cúbico).00? b) Obtenha a expressão de y em função de x. a) Quanto pagará uma família cujo consumo for de 85 m¤? b) Escreva uma expressão que dê o valor pago por uma residência cujo consumo mensal. a receita mensal cresce 50% em relação àquela.. Quando a empresa gasta R$ 10. Se o consumo for acima desses 23.90 + 2 × 3. sua receita naquele mês é de R$ 80. grau.000. se o consumo da sua casa for de 25 m¤. a) Qual a receita mensal se o gasto mensal com propaganda for de R$30.20 + 16 × 2. e ainda existe mais uma faixa! Por exemplo. N.Matemática I 4.00. se o gasto mensal com propaganda for o dobro daquele. os próximos dezesseis já custam mais caro.000. está entre 8 e 23 m¤/mês.000.60 = R$ 69.90 cada.00 por mês de propaganda.

5 ponto para cada questão respondida erradamente ou não respondida. o passageiro pagará 3.O taxímetro só muda o valor a cada 100 metros percorridos.70 é a bandeirada (valor inicial independente da distância a ser percorrida) .00 (o mesmo que numa corrida de 700 metros). a) Quanto custa uma corrida de 9.Matemática I 6. (0. Uma loja anunciou a contratação de funcionários e para isso fez a seleção aplicando um teste com 40 questões objetivas. . em que x é a quantidade produzida e b é o custo fixo.000 unidades é de R$ 3. por exemplo. O critério de avaliação foi o seguinte: para cada questão respondida corretamente somavam-se 3. na cidade do Rio de Janeiro. O custo de uma corrida de táxi.5 km? b) Considere N um número múltiplo de 100.800. o custo de produção de 500 unidades de camisetas é de R$ 2.R$ 3.700.15 para cada 100 metros percorridos. determine: a) Os valores de b e de q. enquanto o custo para produzir 1.70 + (200/100) . Sabendo que o custo das camisetas é dado em função do número produzido através da expressão C(x) = q x + b. 7. a partir dos primeiros 500 metros. é calculado da seguinte forma: . maior que 500. Quantas questões acertou um candidato que fez 95 pontos? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 50 . 8.R$ 0.00.00. Assim. se a viagem tiver sido de 780 metros.15) = R$ 4. Escreva uma fórmula que expresse o custo de uma corrida de N metros. que indica quantos metros o passageiro percorre. b) O custo de produção de 800 camisetas. Em uma fábrica.5 pontos e subtraía-se 1.

5 cm. Os suportes circulares A e B têm 1cm de raio e uma fita de 90 m está totalmente enrolada em A formando uma coroa circular de espessura 1.9 a) Determine de forma correta o valor da expressão 3/2 .12/5. a) Esboce o gráfico que mostra o comprimento da fita enrolada em A. b) Calcule y em função de x. formam-se duas coroas circulares com raios maiores x e y. Esboce.Matemática I 9. onde x e y são reais. b) Considerando que Paulo tenha calculado com base na fórmula (x/2)(y/5)=(x-y)/10. y) do plano cartesiano que tornam essa igualdade verdadeira.0.12/5. respectivamente.12/5 = (3 . também. À medida que a fita passa. como sugere a figura a seguir. 10. identifique o lugar geométrico dos pontos (x. o gráfico cartesiano. Paulo subtraiu os numeradores e dividiu o resultado por 10 obtendo: 3/2 . função do tempo de leitura. nos suportes A e B. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 51 . A leitura da fita é feita pela peça C a uma velocidade constante. Observe a figura 1 que representa um leitor de áudio na posição de início de leitura.12)/10 = . Para calcular 3/2 .

b) o maior valor que pode ser obtido para TÛ. já que é resfriado nas paredes do nariz. nos pulmões. Admita que. 12° ´ T½ ´ 30°. em que TÛ e T½ representam. a queda das reservas internacionais de um determinado país no período de julho de 2000 a abril de 2002. tem temperatura inferior à do corpo. 12. em maio de 2001. em bilhões de dólares. a queda de reservas tenha sido linear. Sabe-se que. Calcule: a) a temperatura do ambiente quando TÛ = 25°C. Através de medições realizadas em um laboratório foi obtida a função TÛ = 8. Determine o total de reservas desse país. O gráfico adiante representa. a temperatura do ar exalado e a do ambiente. em bilhões de dólares. o ar atinge a temperatura do corpo e que. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 52 .Matemática I 11. ao ser exalado. nos dois intervalos do período considerado.75 × T½ . respectivamente.5 + 0.

Admitindo-se que ela tenha sido projetada para durar 8 anos e que sofra uma depreciação linear com o tempo. A partir das 12 horas. o movimento diminui e o preço do quilograma de batatas também diminui. O custo variável por boné é de R$ 2. O preço de uma certa máquina nova é R$10. em reais. de quanto deverá ser o aumento na quantidade vendida? 15. em um dia de feira. 0´t´8. arrecadado com essa venda. teria sido arrecadado um valor V na venda de 80 kg. a) Calcule a redução percentual do preço do quilograma das batatas a partir das 12 horas. e esboce o gráfico da função P.00.000. Devido à concorrência no mercado. b) Se o preço não diminuísse. No gráfico a seguir. x representa a quantidade de batatas. vendidas na barraca de seu Custódio. será necessário haver uma redução de 30% no preço unitário de venda. Um fabricante de bonés opera a um custo fixo de R$ 1. seguro e prestações de máquinas).00.00 por mês (correspondente a aluguel. e y representa o valor. Atualmente são comercializadas 1. a um preço unitário de R$ 5. Para manter seu lucro mensal.00. 14.000 unidades mensalmente.200. ache a fórmula que dá o preço P(t) da máquina após t anos de funcionamento. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 53 . Determine o percentual de V que corresponde à perda causada pela redução do preço. em quilogramas.Matemática I 13.

Por causa de um vazamento. contendo inicialmente 400 litros de água. para que o valor arrecadado com a taxa de inscrição cubra o custo do evento. Um reservatório. entre 30 e 90 pontos. a) Se o reservatório estiver completamente cheio no início do vazamento. determine: a) o volume de água no reservatório decorridos dez segundos (t = 10) a partir do instante inicial. de água no reservatório em função do tempo decorrido (t). começa a receber água a uma razão constante de 3 litros por segundo.00 determine a quantidade mínima de inscritos nessa competição. Se a taxa de inscrição por participante para essa competição é de R$ 30. Observando que. determine a gratificação que um funcionário receberá no mês em que obtiver 100 pontos.00. A Cerâmica Marajó concede uma gratificação mensal a seus funcionários em função da produtividade de cada um convertida em pontos.000. 19. Considerando o instante inicial (t = 0) como o instante em que o reservatório começou a receber água. a cada hora perde-se 5% do volume total do reservatório. a partir do instante inicial. de 1 litro por segundo. b) uma expressão para o volume (V). em quanto tempo ele estará vazio? b) Se o vazamento permanecer por 12 horas. em segundo. quantos litros de água restarão no reservatório? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 54 . 17. a variação da gratificação é proporcional à variação do número de pontos.Matemática I 16. em litro. ao mesmo tempo que uma torneira deixa escoar água desse reservatório a uma razão. Um reservatório de água tem a forma de um cubo de arestas 10 m. Para organizar uma competição esportiva tem-se um custo de R$ 2. também constante. 18. a relação entre a gratificação e o número de pontos está representada no gráfico a seguir.

00 fixos.Matemática I 20. mais 10% do total. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 55 .00 por DVD alugado. a) Esboce o gráfico da função f no plano cartesiano IR×IR e marque nele os pontos (1.00 de taxa de adesão anual. nas duas empresas. b) Calcule a soma S = f(1) + f(2) +.00 por DVD alugado.00 mais 4% de juros sobre o capital emprestado. 6) pertencem ao gráfico da função f: IR ë IR definida por f(x)=ax+b. obtido em um mês. E e E‚.20 por DVD alugado. Em um sítio destinado à produção de leite.00 mais juros de 3% sobre o capital emprestado. A empresa E cobra uma taxa fixa de R$ 60. 24..f(1)). Dessa forma. operam emprestando um capital C. Sabendo que os pontos (2.50. a ser pago numa única parcela após um mês. T. Opção II: R$ 20. a) determine as expressões que representam o valor a ser pago em função do capital emprestado. em função de T. qual a quantidade mínima de leite que deve ser produzida ao mês para que o produtor não tenha prejuízo? 21.00 no ano. Um vídeo-clube propõe a seus clientes três opções de pagamento: Opção I: R$ 40. Os demais custos de produção representam juntos 45% de T. (3. Duas empresas financeiras. b) Se o litro do leite é vendido por R$ 0. Um cliente escolheu a opção II e gastou R$ 56. o custo mensal com a mãode-obra é de R$ 360.f(3)) e (4. (2. enquanto a empresa E‚ cobra uma taxa fixa de R$ 150.+ f(199) + f(200). sem taxa de adesão.f(2)). e esboce os respectivos gráficos.. 23. mais R$ 1. a) Expresse o lucro.f(4)). Opção III: R$ 3. de modo que o valor a ser pago seja o mesmo. determine o valor de b-a.5. Esse cliente escolheu a melhor opção de pagamento para o seu caso? Justifique sua resposta. Seja f: IR ë IR a função definida por f(x) = 3x . nas duas empresas. mais R$ 2. arrecadado com a venda do leite.00 de taxa de adesão anual. 22. -3) e (-1. b) calcule o valor de C.

b) Calcule o número mínimo de semanas completas que a pessoa deverá permanecer no SPA para sair de lá com menos de 120 kg de peso. Nessas condições: a) Encontre uma fórmula que expresse o peso mínimo. Encontre uma fórmula algébrica para expressar seu salário bruto semanal.00 por hora de trabalho de sua jornada semanal regular de trabalho. P. recolhe-se a um SPA onde se anunciam perdas de peso de até 2. S. desconsiderando a parte fracionária de seu resultado.5 kg por semana. determine o menor valor possível para n. a extensão das descidas é 0. De A para B.Matemática I 25. nas descidas. A distância entre duas cidade. para as semanas em que trabalhar h horas.00. nas subidas. caso exista. e a 30 km/h. é de 156 km. a 15 km/h. Um vendedor comprou n bolsas por d reais cada uma. Ele vendeu 2 bolsas para um bazar escolar beneficente pela metade do preço de custo. A e B. Eventuais horas extras são pagas com um acréscimo de 50%. A academia "Corpo e Saúde" cobra uma taxa de inscrição de R$ 60. 28. a) Determine as expressões algébricas das funções que representam os gastos acumulados em relação aos meses de aulas. Se após as vendas para o bazar e para a loja o lucro total foi de 72 reais. em quilômetros. Um operário ganha R$3. que é de 40 horas. 29. pesando num certo momento 156 kg. b) Qual academia oferece menor custo para uma pessoa que pretende "malhar" durante um ano? Justifique. a extensão da parte plana do trajeto. Uma pessoa obesa. Suponhamos que isso realmente ocorra. 27.00 e uma mensalidade de R$ 55. O restante ele vendeu para uma loja com um adicional de 8 reais por bolsa.00. com hµ40. em cada academia. Um ciclista pedala a 25 km/h. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 56 .00 e uma mensalidade de R$ 50. nas partes planas da estrada. que essa pessoa poderá atingir após n semanas. Calcule. explicitando seu raciocínio.7 vezes a extensão das subidas. A academia "Fique em Forma" cobra uma taxa de inscrição de R$ 80. 26. A diferença entre o tempo de ida e o tempo de volta do ciclista é de 48 minutos.

atingida no salto. determine a expressão matemática de f nos instantes anteriores à saída do golfinho da água. o movimento (em função do tempo t em segundos) por um certo período. Em que instante o golfinho saiu da água? b) A parte positiva do gráfico de f é formada por parte de uma parábola. dada por: f(t) = (.9. aproximadamente. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 57 .3/4) t£ + 6t . 31. determine: a) a lei da função apresentada no gráfico. tendo o eixo das abscissas coincidente com a superfície da água. em metros. Baseado nos dados do gráfico. a uma temperatura fixa de 0°C. Determine quantos segundos o golfinho ficou fora da água e a altura máxima. b) qual é a massa (em gramas) de 30 cm¤ de álcool.Matemática I 30. de um golfinho que salta e retorna à água. a) Sabendo que a parte negativa do gráfico de f é constituída por segmentos de retas. Apresentamos a seguir o gráfico do volume do álcool em função de sua massa. O gráfico representa uma função f que descreve.

pela água fornecida a uma residência. a) Transforme 35 graus centígrados em graus Fahrenheit.00 por m¤. A função y = f(x) = x + 320 fornece. No diagrama seguinte estão representadas as funções f. em função de x. pelo consumo que ultrapassar 30 m¤. Para transformar graus Fahrenheit em graus centígrados usa-se a fórmula: C = 5(F . Determine a expressão de h em função de y e calcule quantos centímetros o nível do mar terá aumentado quando a concentração de CO‚ na atmosfera for de 400 ppm. Seja x o número de anos decorridos a partir de 1960 (x = 0). aproximadamente. a média de concentração de CO‚ na atmosfera em ppm (partes por milhão) em função de x. Cr$ 15. A média de variação do nível do mar. segundo essa avaliação? 35. de acordo com a seguinte tabela: Pelos primeiros 12 m¤ fornecidos. Qual a estimativa do número de pessoas presentes numa praça de 4000m£ que tenha ficado lotada para um comício. Cr$ 50. Cr$ 90. g e h. pelos 8 m¤ seguintes. Alguns jornais calculam o número de pessoas presentes em atos públicos considerando que cada metro quadrado é ocupado por 4 pessoas.00 o m¤.Matemática I 32. pelos 10 m¤ seguintes. 33.00 por m¤. Seja h a função que fornece a média de variação do nível do mar em função da concentração de CO‚. b) Qual a temperatura (em graus centígrados) em que o número de graus Fahrenheit é o dobro do número de graus centígrados? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 58 .00 por m¤ e. em cm. Cr$ 100.32)/9 onde F é o número de graus Fahrenheit e C é o número de graus centígrados. A Companhia de Abastecimento de Água de uma cidade cobra mensalmente. é dada aproximadamente pela função g(x) = (1/5) x. 34. Calcule o montante a ser pago por um consumo de 32 m¤.

O custo de uma corrida de táxi é constituído por um valor inicial Q³.000. a quantia cobrada foi de R$ 7. determine para quais valores reais de x tem-se f(x) . quantos quilômetros seu carro percorreu naquele dia? 39. fixo.00 e de R$ 2.00 em 10 corridas. e que em outra corrida.00 a R$ 3.000. a) Calcule o valor inicial Q³. situado ao nível do mar.000. que é a primeira camada da atmosfera.5. a) Supondo que p = .00 e com a alíquota que corresponde à faixa de renda superior a R$ 3. 38.6 km.00.8 km. b) Determine para quais valores de p temos g(x) ´ f(x) para todo x Æ [.00. b) Se. um taxista arrecadou R$ 75.000.000 pés acima do mesmo ponto A? 37. estende-se do nível do mar até a altitude de 40.000 pés na altitude. A troposfera. completando-a com a parcela a deduzir para a faixa de R$ 2. Suponha que uma tabela (incompleta) para o cálculo do imposto de renda fosse a seguinte: OBS. em uma corrida na qual foram percorridos 3. em um dia de trabalho. Sejam dadas as funções f(x) = px e g(x) = 2x + 5.000 pés. em que p é um parâmetro real. a temperatura diminui 2 °C a cada aumento de 1. b) Escreva a tabela acima no caderno de respostas.25. 1]. Sabe-se que. Suponha que em um ponto A. de 2.8. nela.000. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 59 . a) Calcule os valores dos impostos a serem pagos por dois contribuintes cujas rendas são de R$ 1. g(x) < 0. a temperatura seja de 20 °C.Matemática I 36. mais um valor que varia proporcionalmente à distância D percorrida nessa corrida. a quantia cobrada foi de R$ 8. Pergunta-se: a) Em que altitude.25. O imposto é calculado aplicando-se à renda a porcentagem correspondente e subtraindo-se desse resultado a parcela a deduzir. a temperatura é de 0 °C? b) Qual é a temperatura a 35. acima do ponto A.

a) Para cada locadora. Identifique claramente o distrito associado a cada ponto. Responda às questões a seguir. A locadora Saturno cobra uma taxa fixa de R$ 30.60. leste. para cada km rodado além dos 200 km incluídos na franquia. tomando por base os dados fornecidos na tabela e na figura mostradas.Matemática I 40. Na fase inicial da nebulização. 350 km£. sabendo que os distritos norte. Supondo que a locadora Saturno vá manter inalterada a sua taxa fixa.00 com uma franquia de 200 km. o cliente deve pagar R$ 0. respectivamente. Com base no gráfico obtido. Já a locadora Mercúrio tem um plano mais elaborado: ela cobra uma taxa fixa de R$ 90. represente no gráfico a função que descreve o custo diário de locação em termos da distância percorrida no dia. indique qual deve ser seu novo custo por km rodado para que ela.00. será atendido o distrito com maior número de casos de dengue por km£. Reproduza o diagrama acima. Duas locadoras de automóveis oferecem planos diferentes para a diária de um veículo econômico. Em seu diagrama. indique o distrito em que será feita essa nebulização inicial. 175 km£. 41. além de R$ 0. Entretanto. como uma medida de combate à dengue. marque os pontos correspondentes aos cinco distritos de Campinas. lucrando IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 60 .40 por quilômetro rodado. Justifique sua resposta. b) Determine para quais intervalos cada locadora tem o plano mais barato. o município de Campinas tenha decidido fazer uma nebulização (ou pulverização) de inseticida. ou seja. a) Calcule a área total do município de Campinas. b) Suponha que. sul e noroeste da cidade têm. o cliente pode percorrer 200 km sem custos adicionais. 120 km£ e 75 km£.

a) No gráfico acima. Determine a lei que define a função afim h. Indique também os valores numéricos associados às letras A e B apresentadas no gráfico. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 61 . O gráfico mostra o número acumulado aproximado de baleias minke antárticas capturadas por barcos japoneses. para que seja possível identificar a escala adotada para o eixo vertical. como a baleia azul. trace a curva que fornece o número aproximado de baleias caçadas anualmente por barcos soviéticos / russos entre o final de 1965 e o final de 2005. 42. as baleias minke antárticas passaram a ser o alvo preferencial dos navios baleeiros que navegavam no hemisfério sul. Na década de 1960. tenha o plano mais vantajoso para clientes que rodam quaisquer distâncias. 43. Sejam f e g funções tais que f(x) = 5x + 2 e g(x) = -6x + 7. soviéticos / russos e brasileiros. entre o final de 1965 e o final de 2005. b) Calcule o número aproximado de baleias caçadas pelo grupo de países indicado no gráfico entre o final de 1965 e o final de 1990. com a redução do número de baleias de grande porte. sabendo que h(-5) = 1 e que o gráfico de h passa pelo ponto de intersecção dos gráficos de f com g.Matemática I o máximo possível.

00 sua remuneração é R$ 2. se c = 9 cm. tem-se n = [x]. então ela calça 37.Matemática I 44. a inequação 1/(x .000.800. a) Obter a remuneração RÛ em função das vendas (x). Uma indústria trabalha com um custo fixo de produção (sem contar os impostos) de R$ 200. Quando ele vende R$ 50. em média.000.000.000. Com base nessa fórmula.00. no mínimo. Pela fórmula. Resolver. qual a margem de contribuição unitária em porcentagem do custo unitário? 46. Determine o maior comprimento possível.25 e n = [18.00? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 62 . e o número (tamanho) do calçado brasileiro. o número inteiro n (tamanho do calçado) em função do comprimento c. Quanto deve faturar para que seu lucro no ano seja de.2) com x · 1 e x · 2. Carla obteve uma fórmula que dá.00 sua remuneração é R$ 1.1) < 2/(x . b) se o comprimento do pé de uma pessoa é c = 24 cm. R$ 40. essa pessoa calça 38 ou mais.25] = 19. então x = 18. a) determine o número do calçado correspondente a um pé cujo comprimento é 22 cm. b) Uma outra empresa B paga a cada um de seus vendedores uma remuneração mensal R½ dada por: R½ = 1500 + 0. onde x = (5/4) c + 7 e [x] indica o menor inteiro maior ou igual a x. em IR. Determine o maior valor de x que satisfaz o sistema: ý(3x . 49. Resolva a inequação (2x . Por exemplo. grau de suas vendas mensais. que pode ter o pé de uma pessoa que calça 38.400. em cm.x)/5 < (x .00 e quando vende R$ 80.01x.00 por ano e tem de pagar em impostos 25% do seu faturamento bruto. onde x são as vendas mensais .1)/4 48.3)/(x + 1) ´ 1. do pé. Se c > 24 cm. Chama-se margem de contribuição unitária à diferença entre o preço unitário de venda e o custo unitário de um produto. sabendo-se que a margem de contribuição unitária é 10% do preço de venda? b) Se a margem de contribuição unitária for 30% do preço de venda. em cm. 45. Se o preço unitário de venda é p e o custo unitário é c: a) Qual o valor de p em função de c. Uma empresa A paga a cada um de seus vendedores uma remuneração mensal que é função do 1¡. Para que valores de x a remuneração mensal do vendedor em A é superior à do vendedor em B? 47. em centímetros. 50.2)/2 ´ 5 þ ÿ(1 . Como resultado de uma pesquisa sobre a relação entre o comprimento do pé de uma pessoa.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 63 .

até que se chegasse à representação atual de uma equação quadrática. formado em Direito e aos vinte anos sua insatisfação o lançou como reformulador da filosofia que influenciava os acadêmicos da época. 2a Essa organização de símbolos.x e x3 em lugar de x. y e z. Quando o coeficiente é positivo a concavidade da parábola é para cima. Esses estudos demonstram uma grande flexibilidade existente na Álgebra desenvolvida entre eles.Matemática I 4. para representar as incógnitas. Veja o gráfico da função f ( x ) = x 2 Bháskara Akiria (1114-1185) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 64 . Outros povos também contribuíram com esta parte da Álgebra. na qual − b ± b 2 − 4ac o valor de x é obtido pela fórmula de Bháskara: . Modelo da Função Quadrática y = ax 2 + bx + c y → variável dependente x → variável independente O sinal do coeficiente “a” determina o sentido da concavidade da função quadrática. é recente se for comparada com a idade da Álgebra.x. passou a usar a representação x2 em lugar de x. FUNÇÃO QUADRÁTICA Há registros de problemas envolvendo equações quadráticas com três termos. René Descartes (1596-1650) era francês.1.x. que simplifica o estudo das quadráticas. Foi no século XVII que Descartes utilizou as letras a. b e c para representar quantidades conhecidas e as letras do final do alfabeto. Além disso. ax 2 − bx + c = 0 com “a” não-nulo. deixados pelos babilônios há aproximadamente 4000 anos. x. 4.

gráfico em vermelho (onde o coeficiente a. Observe: quanto maior o módulo do coeficiente “a” menor a abertura da concavidade da parábola. vale “1”) g ( x ) = 2x 2 . gráfico em azul (onde o coeficiente a. gráfico em verde (onde o coeficiente a. vale “2”) h( x ) = 3x 2 . vale “3”) 65 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo .Matemática I E quando o coeficiente “a” é negativo temos o sentido da concavidade para baixo. f ( x ) = x 2 . Veja o gráfico da função f ( x ) = − x 2 Além da interpretação do sinal do coeficiente “a”. temos que entender graficamente o efeito do valor do módulo do coeficiente “a”.

Veja no gráfico abaixo as raízes da função f ( x ) = x 2 − 5 x + 6 . Raízes ou Zeros da Função Quadrática A raiz ou zero da função quadrática são os pontos (ou ponto) em que a parábola intercepta o eixo “x”. A mudança de valor do coeficiente “b” translada a parábola sobre o eixo “x”. A raiz é o valor do “x” que quando atribuído na função torna nulo o valor de “y”.destacadas de vermelho e verde.2. No gráfico é o ponto que a parábola intercepta o eixo das ordenadas. 4. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 66 .Matemática I O coeficiente “c” é a quantidade inicial da grandeza representada no eixo das ordenadas (eixo “y”).

Número de raízes da função quadrática a) ∆ > 0 (Duas raízes ou zeros reais distintos) A função f ( x ) = x 2 − 5 x + 6 . f   − b ± b 2 − 4ac  =0   2a   4. possui ∆ = 1 .x 2 = c a 4. Relação entre coeficientes e raízes A relação entre coeficientes e raízes é apenas um caso da relação de Girard a) Relação de Soma x1 + x 2 = − b) Relação de Produto b a Pierre Simon Girard (1765-1836) x1 . onde a função quadrática é dada na forma f ( x ) = ax 2 − bx + c .3. É por isso que observamos seu gráfico interceptar o eixo das abscissas em dois pontos. fazendo f ( x ) = 0 . temos as raízes encontradas por x= − b ± b 2 − 4ac 2a Logo. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 67 .4.Matemática I De uma forma genérica.

possui ∆ = 0 . c) ∆ < 0 (Não possui raízes reais) A função. É por isso que observamos seu gráfico interceptar o eixo das abscissas em apenas um ponto. f ( x ) = x 2 − 3 x + 3 possui ∆ = −3 . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 68 .Matemática I b) ∆ = 0 (Um zero ou raiz real dupla) A função f ( x ) = x 2 − 4 x + 4 . por isso que observamos seu gráfico não interceptar o eixo das abscissas.

Inequação do 2 Grau 4. utilizamos o estudo do sinal.5.5. < . Estudo do Sinal Para resolvermos uma inequação do 2o grau.Matemática I 4.1. > . < . As inequações são representadas pelas desigualdades: > . Ex: x2 – 3x +6 > 0 Resolução: x2 – 3x +6 = 0 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 69 .

f(x) . Vemos. f(x) . devemos fazer um esboço do gráfico e ver para quais valores de x isso ocorre.Matemática I x´= 1. Exemplo: (x 2 − 9 x − 10 x 2 − 4 x − 4 ≤ 0 )( ) Resolução: Trabalhar f(x) e g(x) separadamente x 2 − 9 x − 10 = 0 (I) x 2 − 4 x − 4 = 0 (II) Determinar as raízes das funções (I) x´= -1. f(x) / g(x) > 0. que as regiões que tornam positivas a função são: x<1 e x>2 Resposta: {xR| x<1 ou x>2} 4.g(x) < 0.2. x´´ = 2 Como desejamos os valores para os quais a função é maior que zero.g(x) > 0 e f(x) . g(x) > 0. g(x) < 0. f(x) / g(x) < 0. respectivamente. Inequação Produto e Inequação Quociente do segundo grau São as desigualdades da forma: f(x) .5. f(x) / g(x) > 0 e f(x) / g(x) < 0. x´´ = 10 70 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo .

isto é: > intervalo positivo e bolinha fechada > intervalo positivo e bolinha aberta < intervalo negativo e bolinha fechada < intervalo negativo e bolinha aberta Observações: No quadro de respostas (ou soluções). temos: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 71 . Assim. I) x<-1 ou x>10 II) x¹2 Calcular a solução. isto é: > intervalo positivo e bolinha fechada > intervalo positivo e bolinha aberta < intervalo negativo e bolinha fechada < intervalo negativo e bolinha aberta Calcular a solução. que é dado pelo sinal de desigualdade da função de origem. se os intervalos forem em: f(x) positivo e g(x)positivo o h(x) será +. que é dado pelo sinal de desigualdade da função de origem.Matemática I (II) x´= x´´ = 2 Fazer o estudo do sinal para cada função.

como no exemplo abaixo -8 < x2 –2x –8 < 0 Resolução: Devemos separar as inequações . observar a C.Matemática I − e− = + − e+ = − + e− = − + e+ = + Na inequação quociente.E (condição de existência) do denominador. Quanto à forma de Assim. que influenciará o resultado nos intervalos. Temos: I) x 2 − 2 x − 8 > −8 e IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 72 . obedecendo o intervalo dado. é idêntica à realizada na inequação produto. as únicas regiões positivas (maiores que zero) são em x < −1 e x > 10 Resposta: { x ∈ R | x < −1 ou x > 10 } 4. os intervalos oriundos do denominador em hipótese alguma serão fechados.3. resolver.5. no que diz respeito a intervalo fechado ou aberto. ou seja. Inequação simultânea do segundo grau Estamos falando neste tópico em inequações que apresentam ao mesmo tempo mais de uma desigualdade.

calcular pontos de maximização e minimização de um problema. que é dada pela interseção dos intervalos de S1 e S2. ou seja. Resposta: { x ∈ R / x<0 ou x>2} 4. num problema de geometria plana. ou as dimensões do terreno que tornam essa área máxima ou mínima. Obs: o quadro de resposta será preenchido pelo intervalo achado. devemos fazer o estudo do sinal para cada função. calcular qual será a área máxima ou mínima. Por exemplo. Estudo do Vértice da Parábola O ponto de vértice da parábola é um ponto extremamente importante para problemas de otimização. Calcular a solução S. II) x 2 − 2 x − 8 < 0 x´= x´´ = 1 I) x< 0 ou x>2 II)x diferente de 1.Matemática I II) x 2 − 2 x − 8 < 0 Agora vamos determinar as raízes ou zeros de cada uma das funções obtidas pela separação.6. I) x 2 − 2 x > 0 x´ = 0 x´´ = 2 Determinado x' e x" . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 73 .

IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 74 . Veja em destaque o vértice da função f ( x ) = x 2 − 5 x + 6 . Veja em destaque o vértice da função f ( x ) = − x 2 − 3 x . o ponto de vértice é dado por ∆  b  − . que é um ponto de mínimo. concavidade com sentido para cima. a) Coordenada “x” do vértice xv = − b 2a b) Coordenada “y” do vértice yv = − ∆ 4a Logo. Ou encontrar o número de produtos fabricados que levam a esse lucro máximo ou custo mínimo.Matemática I Num problema de economia. ou qual o lucro máximo que esta pode obter. ou seja.−   2a 4a  Claro que quando a parábola tem seu coeficiente angular positivo. que é um ponto de mínimo. o vértice é um ponto de mínimo da função. encontrar qual é o custo mínimo que uma empresa pode ter na fabricação de um produto.

3. Um retângulo. em que L é o lucro. O lucro de uma empresa é dado pela relação R = L + C. R é a receita e C é o custo de produção. Determine a e b em h(x) = ax + b. obtém-se um novo retângulo de área dada por A(x) = -x£ + 8x + 128. Mostre que. sofre alteração em suas medidas de forma que a cada redução de x cm em sua base.Matemática I Atividades 1. o que tem área máxima é um quadrado. Quantas unidades essa empresa deve produzir para obter o maior lucro possível? TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES. 4. Esboce o gráfico da função L. cuja base é de 16 cm. TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES. 2. verificou-se que C(x) = 2x£ + 2500x + 3000 e R(x) = x£ + 7500x + 3000. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 75 . Numa empresa que produziu x unidades de um produto. sendo x µ 0. onde h(x) denota a altura desses retângulos. dentre esses retângulos.

Matemática I
5. O preço de ingresso numa peça de teatro (p) relaciona-se com a quantidade de freqüentadores (x) por sessão através da relação; p = - 0,2x + 100 a) Qual a receita arrecadada por sessão, se o preço de ingresso for R$ 60,00? b) Qual o preço que deve ser cobrado para dar a máxima receita por sessão? Observação: receita = (preço) x (quantidade) 6. O lucro mensal de uma empresa é dado por L = -x£ + 30x - 5, onde x é a quantidade mensal vendida. a) Qual o lucro mensal máximo possível? b) Entre que valores deve variar x para que o lucro mensal seja no mínimo igual a 195? 7. A tabela indica as projeções do PIB de um país, em bilhões de dólares, daqui a n anos:

Admitindo que no intervalo 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR) as projeções do PIB possam ser estabelecidas por um modelo quadrático, pede-se: a) a função que relaciona a projeção do PIB (em bilhões de dólares) com n, no intervalo 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR); b) sendo PŠ o PIB daqui a n anos, esboce o gráfico que relaciona n com a diferença PŠø - PŠ para 1 ´ n ´ 5 (n Æ IN)

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Matemática I
8. No retângulo ABCD da figura a seguir, AD = 6 m e AB = 4 m, e os pontos M, N, P e Q dos lados AD, AB, CB e CD, respectivamente, são tais que AM = AN = CP = CQ.

Determine o valor máximo da área do quadrilátero MNPQ. 9. Seja f(x) = ax£ + (1 - a) x + 1, onde a é um número real diferente de zero. Determine os valores de a para os quais as raízes da equação f(x)=0 são reais e o número x=3 pertence ao intervalo fechado compreendido entre as raízes. 10. Para cada número real m, considere a função quadrática f(x) = x£ + mx + 2. Nessas condições: a) Determine, em função de m, as coordenadas do vértice da parábola de equação y = f(x). b) Determine os valores de m Æ IR para os quais a imagem de f contém o conjunto {y Æ IR : µ 1}. c) Determine o valor de m para o qual a imagem de f é igual ao conjunto {y Æ IR : y µ 1} e, além disso, f é crescente no conjunto {x Æ IR : x µ 0}. d) Encontre, para a função determinada pelo valor de m do item c) e para cada y µ 2, o único valor de x µ 0 tal que f(x) = y. 11. Calcule m, de modo que a função f(x) = mx£ - 4x + m tenha um valor máximo igual a 3. 12. Considere a função quadrática f(x) = (p£ - 1) x£ + 2 (p - 1) x + 1. Então determine o valor de "p" que, para todo "x" real, f(x) > 0. 13. Determine o menor valor que a expressão Ë(x£ + y£) pode assumir, se 2 x + 3 y = 1.

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Matemática I
14. Sejam f(x) = x + (5/4) e g(x) = 1 - x£. Determine: a) os valores reais de x para os quais. f(x) µ g(x). b) os valores reais de x para os quais. f(x) ´ g(x). 15. Qual a maior área possível de um terreno retangular (medindo a metros por b metros), dado que a + 2b = 120? 16. No interior de uma floresta, foi encontrada uma área em forma de retângulo, de 2 km de largura por 5 km de comprimento, completamente desmatada. Os ecologistas começaram imediatamente o replantio, com o intento de restaurar toda a área em 5 anos. Ao mesmo tempo, madeireiras clandestinas continuavam o desmatamento, de modo que, a cada ano, a área retangular desmatada era transformada em outra área também retangular. Veja as figuras:

A largura (h) diminuía com o replantio e o comprimento (b) aumentava devido aos novos desmatamentos. Admita que essas modificações foram observadas e representadas através das funções: h(t) = -(2t/5) + 2 e b(t) = 5t + 5 (t = tempo em anos; h = largura em km e b = comprimento em km). a) Determine a expressão da área A do retângulo desmatado, em função do tempo t (0 ´ t ´ 5), e represente A(t) no plano cartesiano. b) Calcule a área máxima desmatada e o tempo gasto para este desmatamento, após o início do replantio. 17. Um fruticultor, no primeiro dia da colheita de sua safra anual, vende cada fruta por R$2,00. A partir daí, o preço de cada fruta decresce R$0,02 por dia. Considere que esse fruticultor colheu 80 frutas no primeiro dia e a colheita aumenta uma fruta por dia. a) Expresse o ganho do fruticultor com a venda das frutas como função do dia de colheita. b) Determine o dia da colheita de maior ganho para o fruticultor.

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C = custo mensal.45 m. b) Calcule o valor de n que proporciona o maior lucro possível e o valor. na foto. V = 5n£ + 100n . a) Determine os possíveis valores de n. relativas a uma ninhada de pássaros: C = 5 + 10n. em reais.6 m. para que haja lucro nas vendas. toca sua extremidade P em um determinado ponto do arco parabólico. para a manutenção de n pássaros. um caminhão com altura AP igual a 2. 4 ´ n ´ 16. V = valor arrecadado. Observe. um sistema de coordenadas cartesianas ortogonais. desse lucro. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 79 . Considere as seguintes funções. Ao entrar no túnel. como ilustrado a seguir. Calcule a distância do ponto P ao eixo vertical Oy. 19. A foto a seguir mostra um túnel cuja entrada forma um arco parabólico com base AB = 8 m e altura central OC = 5.Matemática I 18. em reais. com a venda de n pássaros. Sabe-se que o lucro mensal obtido é determinado pela diferença entre os valores de venda V e custo C.320. cujo eixo horizontal Ox é tangente ao solo e o vertical Oy representa o eixo de simetria da parábola. em reais.

00 a unidade.4ac. sabendo que o triângulo ABV é equilátero.n) reais. Um polinômio p. com 10 ´ n ´ 70. gráfico da função quadrática definida por y = ax£ + bx + c. A esse preço o comerciante costuma vender 30 caixas por mês. Nessas condições. A largura de sua base AB (veja figura) é 4m e sua altura é 5m. Um comerciante compra peças diretamente do fabricante ao preço de R$ 720. 22. Calcule o valor numérico de Ð = b£ . Contudo. é tal que ýp(-1) = -3 þp(1) = 3 ÿp(2) = 12 Após determinar p. Um portal de igreja tem a forma de um arco de parábola. 21.2m acima da base? 24. Qual a largura XY de um vitral colocado a 3.00 a caixa com 12 unidades. do segundo grau.Matemática I 20. Qual é a maior quantia que a empresa pode arrecadar? 23. o dinheiro total arrecadado pela empresa varia em função do número n. no qual cada pessoa paga uma taxa de (100 . a experiência tem mostrado que a cada IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 80 . que corta o eixo das abscissas nos pontos A e B. O preço de revenda sugerido pelo fabricante é de R$ 160. encontre o valor de p(3). Observe a parábola de vértice V. Uma empresa de turismo promove um passeio para n pessoas.

c) o número de peças que devem ser vendidas para que o lucro seja de R$ 350.Matemática I R$ 5. Um muro. ele consegue vender 3 caixas a mais. 26. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 81 .00. Determine as dimensões do cercado retangular de maior área possível que o criador poderá construir. com 6 metros de comprimento. Determine: a) o número de peças que torna o lucro nulo. b) o(s) valor(es) de x que torna(m) o lucro negativo. Para completar o contorno desse cercado o criador usará 34 metros de cerca. A parábola abaixo representa o lucro mensal L (em reais) obtido em função do número de peças vendidas de um certo produto.00 que dá de desconto no preço sugerido. será aproveitado como PARTE de um dos lados do cercado retangular que certo criador precisa construir. Por quanto deve vender cada peça para que seu lucro mensal seja máximo? 25.

Um quadrado de 4cm de lado é dividido em dois retângulos.(Ë2)x . b) Qual deve ser o raio do círculo. que não contém o círculo. para que a área pedida no item anterior seja a menor possível? 28. Em um dos retângulos. 29. coloca-se um círculo tangenciando dois de seus lados opostos.2¾. para que a soma das áreas do círculo e do retângulo. conforme figura a seguir. Em um dos retângulos. Um quadrado de 4cm de lado é dividido em dois retângulos. conforme figura abaixo. a) Escreva uma expressão que represente a soma das áreas do círculo e do retângulo. definida por f(x) = -x£ .Matemática I 27. de raio R. Determine o valor de n. de modo que f tenha valor máximo igual a 1/4. tangenciando dois de seus lados opostos. coloca-se um círculo. onde n é um número real. Determine o raio que o círculo deve ter. que não o contém. Considere a função f: R ë R. seja a menor possível IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 82 . em função de R.

existe algum momento em que a população de insetos é igual à população inicial? Quando? c) Entre quais semanas a população de insetos seria exterminada? 32.6.00. na qual A. b) O preço do pacote do arroz para que o lucro do supermercado seja máximo. e o lucro do supermercado. concluiu-se que o tamanho da população é dado por: f(t) = . B e C são os pontos de interseção da mesma com os eixos coordenados. mas. calcule: a) O lucro desse supermercado em uma semana. o supermercado aumentará sua venda em 400x pacotes por semana. caso o desconto dado seja de R$ 1. é de 6 unidades. Um supermercado vende 400 pacotes de 5 kg de uma determinada marca de arroz por semana. para que a função f tenha como gráfico esta parábola. hachurado. f (x) = .10t£ + 20t + 100. O preço de cada pacote é R$ 6.2 x£ + bx .00. no período considerado. em compensação. Nestas condições. o lucro por pacote terá uma redução de x reais. Considere a função f : IR ë IR. em semanas. em cada pacote vendido. onde b Æ IR. 31. determine o único valor de b. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 83 . a) Para quais valores de b Æ IR a função f admite pelo menos uma raiz real? b) Na figura a seguir está representada uma parábola. Sabendo-se que a área do triângulo ABC. Se for dado um desconto de x reais no preço do pacote do arroz. é de R$ 2. a) Determine o intervalo de tempo em que a população de insetos ainda cresce. Ao proceder ao controle da variação em função do tempo.00. Um pesticida foi ministrado a uma população de insetos para testar sua eficiência.Matemática I 30. b) Na ação do pesticida.

respectivamente.000. Indique a soma dos dígitos de N. que pode ser obtido com a venda das unidades do produto. Quantas unidades deverão ser produzidas para se obter o custo mínimo? 36. e os comercializa por R$ 2. Supondo que todos os jornais comprados serão vendidos e que o dono da banca dispõe de R$ 1. Em relação à função f a) INDIQUE a expressão utilizada no cálculo de f(0). 35. calcule o valor máximo.00 no preço do produto. qual a quantia máxima (em reais) que pode ser arrecadada diariamente pela padaria com a venda dos pães? Assinale metade do valor correspondente à quantia obtida. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 84 .00 de desconto no preço do produto.01 no preço de cada pão. 34. A cada aumento de R$0. respectivamente. e seu valor e os valores de x tais que f(x) = 9. Reajustando adequadamente o preço do pão. em reais. Analisando a venda mensal destes jornais sabe-se que o número de cópias de FS não excede 1.20 por mês para a compra dos dois jornais. a) Calcule o valor do desconto que faz com que o faturamento seja máximo.00 cada uma.999.40. uma padaria vendia 1000 unidades diariamente.500 e o número de cópias de FP não excede 3.800. Uma loja vende diariamente 40 unidades de um produto a R$ 50.Matemática I 33.20 e R$ 0. O custo C. Uma pesquisa sobre a relação entre o preço e a demanda de certo produto revelou que: a cada desconto de R$ 50.12 a unidade. 37. JUSTIFIQUE sua resposta e CALCULE o valor de b.00 o número de unidades vendidas era de 240.00 e R$ 0.ax + b se x µ (a/2) e f(x) = x + 5 se x < (a/2). b) DETERMINE o sinal de a. o número de pães vendidos por dia diminui de 50 unidades. definida pelas duas expressões f(x) = x£ . Quando o preço do pão francês era de R$0. observa-se que para cada R$ 1.80. Quando esse produto entra em promoção. quando o preço do produto era R$ 1. Seja a função f tal que f(0) = 4 e f(a) = 1. b) Calcule o faturamento máximo que a loja pode obter com essa promoção. o número de unidades vendidas aumentava de 10. Se. para se produzir n unidades de determinado produto é dado por: C = 2510 . as vendas aumentam 10 unidades.100n + n£. 38. Um jornaleiro compra os jornais FS e FP por R$ 1. determine o número N de cópias de FS que devem ser compradas por mês de forma a se maximizar o lucro. em reais.

A fórmica usada para revestir o tampo custa R$10. X terá colocado. Ficou combinado que cada um terá um número n de 1 a 40 e que os enfeites serão colocados na árvore durante os 40 dias que precedem o Natal da seguinte forma: o morador número 1 colocará 1 enfeite por dia a partir do 1¡. Um avião tem combustível para voar durante 4 horas. b) Determine para que valor de v a distância d é máxima. Cada metro de ripa usada para revestir as cabeceiras custa R$25. Um fabricante está lançando a série de mesas "Super 4". sua velocidade é de (300-v)km/h. Um grupo de 40 moradores de uma cidade decidiu decorar uma árvore de Natal gigante.00 e as ripas para as outras duas laterais custam R$30. b) Determine as dimensões da mesa da série "Super 4" para a qual o gasto com revestimento é o maior possível. dia e assim sucessivamente (o morador número n colocará n enfeites por dia a partir do n-ésimo dia). IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 85 . determine m.Matemática I 39. Os tampos das mesas dessa série são retangulares e têm 4 metros de perímetro. a) Quantos enfeites terá colocado ao final dos 40 dias o morador número 13? b) A Sra. 41. um total de m enfeites. a) Determine o gasto do fabricante para revestir uma mesa dessa série com cabeceira de medida x. ao final dos 40 dias. e que durante todo o trajeto a velocidade do vento é constante e tem a mesma direção que a do movimento do avião. Suponha que o avião se afaste a uma distância d do aeroporto e retorne ao ponto de partida. dia. 40. a) Determine d como função de v. Sabendo que nenhum morador colocará mais enfeites do que a Sra. Se o avião se desloca em sentido contrário ao do vento.00 por metro quadrado. consumindo todo o combustível. X. a velocidade do avião é de (300+v)km/h.00 por metro. o morador número 2 colocará 2 enfeites por dia a partir do 2¡. Na presença de um vento com velocidade v km/h na direção e sentido do movimento.

Sabendo que Paulo pesa 2 quilos a mais do que Paula. segundo a informação da revista. 3. 4. Para quantos números reais x. uma fórmula para expressar o peso ideal do corpo humano adulto em função da altura: P = (a . onde y = . fez rapidamente as contas com k = 2 e constatou que. para que o lucro total seja o maior possível. 45. Uma pedra é atirada para cima. o número y.. Sabendo que o lucro por unidade vendida é P-10. concluiu-se que um produto seria vendido de conformidade com a fórmula Q=2000-100P. para homens.100) . em quilos. e k = 2.. para mulheres" a) Cíntia. que pesa 54 quilos. em centímetros. em função de P.Matemática I 42. Calcule a altura de Cíntia. 2. com velocidade inicial de 40 m/s. há mais de um século. Após uma análise de mercado.5t£+ 40t + 100. 44. Cíntia. a) Em que instante t a pedra atinge a altura máxima? Justifique.[(a . do alto de um edifício de 100m de altura. é um número pertencente ao conjunto IN = {1. b) o valor de P. na qual Q representa a quantidade que será vendida ao preço unitário P. b) Esboce o gráfico de h(t). em função do tempo (t) é dada pela expressão: h(t) = . . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 86 .150)/k] onde P é o peso.x£ + 6x -1. a é a altura. encontre a) uma fórmula que determine o lucro total. determine o peso de cada um deles. Paulo e Paula leram a seguinte informação numa revista: "conhece-se.}? 43. k = 4. A altura (h) atingida pela pedra em relação ao solo. b) Paulo e Paula têm a mesma altura e ficaram felizes em saber que estavam ambos exatamente com seu peso ideal. estava 3 quilos abaixo do seu peso ideal. segundo a fórmula.

teve sua trajetória descrita pela equação h(t) = -2t£ + 8t (t µ 0). Para a cobrança da falta o juiz montou uma barreira de cinco jogadores.. começa a vibrar a torcida. Considere as funções f: IR ë IR e g: IR ë IR dadas por: f(x) = x£ .. após o chute: a) o instante em que a bola retornará ao solo. ao ser chutada num tiro de meta por um goleiro. Chutou o jogador. Golaço! Situação II ë Tudo pronto para a cobrança.44 m de altura e que a falta foi cobrada segundo a trajetória de uma parábola representada pela função y = (61/5400) . todos com 1. Por cima do travessão. correu o jogador.x + 2 e g(x) = -6x + 3/5.. Situação IV ë Tudo pronto para a cobrança. a torcida está impaciente. 48.. Situação I ë Vai ser cobrada a falta. logo após o apito do árbitro para a cobrança da falta. Determine. Calcule f(1/2) + [5g(-1)]/4. atira e a bola encobre o goleiro. Sabendo-se que a baliza mede 2. a barreira deslocou-se em direção à bola a uma velocidade de 10 cm/s. autoriza o juiz. pergunta-se: Qual dentre as narrações a seguir melhor representa a situação. onde t é o tempo medido em segundos e h(t) é a altura em metros da bola no instante t. Entretanto. Uma bola. b) a altura máxima atingida pela bola. numa partida de futebol. e a torcida faz huum.Matemática I 46. (-x£ + 42x). Chutou mal: direto na barreira! 47. autoriza o juiz.. chutou e é gol.. Em um jogo de futebol foi cometida uma falta frontal ao gol a uma distância de 36 m.. e posicionou-os a 9 m da bola. e o jogador que cobrou a falta só chutou a bola 10s depois de o árbitro ter apitado. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 87 . após a cobrança da falta? Justifique sua resposta com cálculos.. No pau! Que susto! Sensacional a batida no travessão! Situação III ë O estádio é uma só emoção! Corre o jogador. que demora.80 m de altura.

desconsiderando a parte fracionária de seu resultado. Além disso. Na figura a seguir. que são os gráficos das funções f e g. com 46m de comprimento e 6 m de altura conforme representado na figura adiante. Considere a função h:IRëIR (onde IR representa o conjunto dos números reais). IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 88 . medida a partir da parte superior da barragem até o nível da água. isto é. 50. que a água exerce sobre a barragem é uma função de h. 6]. foram determinados os seguintes valores: F(5) = 25. F(6) = 0. tem-se h=6. em newtons. considere que a vista frontal dessa barragem seja retangular.Matemática I 49. é possível determinar o valor de F para todo h Æ [0. em metros. e h=0. Por exemplo. quando o reservatório está vazio. Sendo h a altura. estão esboçadas duas parábolas. Calcule o valor F(0)/10¤. se h = 6. Em uma barragem de uma usina hidrelétrica. cujo reservatório encontrase cheio de água. caso exista. Nessas condições. no caso de o reservatório apresentar-se cheio. Com essas informações.3 x 10¤ N e F(4) = 46 x 10¤ N. É conhecido que a função F é dada por um polinômio do segundo grau na variável h. definida por h(x)=|f(x)+g(x)| e determine em que ponto o gráfico de h intercepta o eixo das ordenadas y. F = F(h). a força F.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 89 .

inequações modulares. Definição O módulo (ou valor absoluto) de um número real x. | x | é igual ao próprio x. FUNÇÃO MODULAR Neste capítulo. | 15 | = 15 Se x é negativo. sendo que a parte negativa do gráfico será “refletida” sempre para um f(x) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 90 . | x | é igual a -x. que se indica por | x | é definido da seguinte maneira:  x. e o efeito do módulo no gráfico de uma função que já conhecemos como sendo “do primeiro grau” e “do segundo grau”. se x < 0 Então: Se x é positivo ou zero. se x ≥ 0 x = − x. Bom Estudo ! 5. Exemplos: | -2 | = -(-2) = 2 . | -20 | = -(-20) = 20 Sendo que o gráfico de f(x) = |x| é semelhante ao gráfico de f(x) = x.1.Matemática I 5. Exemplos: | 2 | = 2 . | 1/2 | = | 1/2 | . explorando a solução de suas equações modulares. estudaremos a função modular.

IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 91 . Um outro exemplo para uma função modular seria a função modular do 2º grau. assim : . x deve estar entre –a e a. Assim. ou seja. | x | < a ⇔ -a< x < a.Matemática I positivo. O módulo de um número real nunca é negativo. o número x ao ponto 0 de origem. temos o gráfico: O módulo de um número real é sempre positivo ou nulo. na reta real. o módulo de um número real x é igual à distância do ponto que representa. Assim: • Se | x | < a (com a>0) significa que a distância entre x e a origem é menor que a. isto é. sendo f(x) = |x2 – 4| . Representando geometricamente.

Resposta: S={-1. Resolvendo o caso 2: x2-5x+6 = 0 => x’=3 e x’’=2. Exemplos: a) | x2-5x | = 1 b) | x+8 | = | x2-3 | Algumas equações modulares resolvidas: 1) Resolver a equação | x2-5x | = 6. 5.3.2x + 6 | < 2 ⇒ − 2 < −2 x + 6 < 2 ⇒  ⇒  ⇒ − 2 x + 6 < 2 − 2 x < 4 2 x < 8 x < 4 ⇒  ⇒  2x > 4  x > 2 Se | x | > a (com a>0) significa que a distância entre x e a origem é maior que a.2. Equações Modulares Toda a equação que contiver a incógnita em um módulo num dos membros será chamada equação modular. Resolução: Temos que analisar dois casos: caso 1: x2-5x = 6 caso 2: x2-5x = -6 Resolvendo o caso 1: x2-5x-6 = 0 => x’=6 e x’’=-1.2. isto é.6} 2) Resolver a equação | x-6 | = | 3-2x |. deve estar à direita de a ou à esquerda de –a na reta real. ou seja: | x | > a ⇔ x > a ou x < -a.Matemática I  − 2 < −2 x + 6 2 x < 6 + 2 | . Resolução: Temos que analisar dois casos: caso 1: x-6 = 3-2x caso 2: x-6 = -(3-2x) Resolvendo o caso 1: x-6 = 3-2x => x+2x = 3+6 => 3x=9 => x=3 Resolvendo o caso 2: x-6 = -(3-2x) => x-2x = -3+6 => -x=3 => x=-3 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 92 .

Matemática I Resposta: S={-3.2: x2-2x+3 ≤ 4 Resolvendo a Eq.2: x2-2x+3 ≤ 4 => x2-2x-1 ≤ 0  x' = 1 − 2  Aplicando Bhaskara encontramos as raízes   x' ' = 1 + 2  S = {x ∈ IR | 1 − 2 ≤ x ≤ 1 + 2} 5.1: -4 ≤ x2-2x+3 Eq.3} 5.4. Inequações Modulares Chamamos de inequações modulares as inequações nos quais aparecem módulos de expressões que contém a incógnita. Algumas inequações modulares resolvidas: 1) Resolver a inequação | -2x+6 | < 2. Resolução: S = {x ∈ IR | 2<x<4} 2) Dê o conjunto solução da inequação |x2-2x+3| ≤ 4. Domínio da Função Modular Podemos determinar o domínio de algumas funções utilizando inequações modulares: Exemplo 1: Determinar o domínio da função f ( x) = IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 1 | x | −3 93 .3. Então temos duais inequações (que devem ser satisfeitas ao mesmo tempo): Eq.1: -4 ≤ x2-2x+3 => -4-3 ≤ x2-2x => -7 ≤ x2-2x => x2-2x+7 ≥ 0 => sem raízes reais Resolvendo a Eq. Resolução: |x2-2x+3| ≤ 4 => -4 ≤ x2-2x+3 ≤ 4.

Seja f a função real dada por f(x) = ax£ + bx + c. | x | −3 Então : | x | −3 ≠ 0 ⇒ | x |≠ 3 ⇒ x ≠ 3 ou x ≠ −3 Resposta : D = {x ∈ IR | x ≠ 3 ou x ≠ −3} Exemplo 2: Determinar o domínio da função f ( x ) = 2− | x − 1 | Resolução: Sabemos que 2− | x − 1 | só é possível em IR se 2− | x − 1 |≥ 0. 2 e 5. com a > 0.Matemática I Resolução: Sabemos que 1 só é possível em IR se | x | −3 ≠ 0. Determine a. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 94 . Justifique. Então : 2− | x − 1 |≥ 0 ⇒ − | x − 1 |≥ −2 ⇒ | x − 1 |≤ 2 ⇒ − 2 ≤ x − 1 ≤ 2 − 2 ≤ x −1 ≤ 2 ⇒ − 2 +1 ≤ x ≤ 2 +1 ⇒ −1 ≤ x ≤ 3 Resposta : D = {x ∈ IR | −1 ≤ x ≤ 3} Atividades 1. 1. b e c sabendo que as raízes da equação | f (x) | = 12 são -2.

Matemática I 2.2 | + | 2x + 1 | . b) calcule a área da região delimitada pelo gráfico da função f.2t| . 5. Sejam f e g as funções definidas para todo x Æ IR por f(x) = x£ . x Æ [-1. Determine os horários inicial e final dessa manhã em que o volume permanece constante. para x real.6. t Æ IRø Nela. f(x) > 2x + 2? 3.1|.1 | + 1. se a < 0. V é o volume medido em m¤ após t horas. contadas a partir de 8h de uma manhã.|4 .x£) para -1 < x <1 6. 4. pelo eixo das abscissas e pelas retas x = -1 e x = 2. para x ´ -1 ou x µ 1 f(x) = þ ÿË(1 . O volume de água em um tanque varia com o tempo de acordo com a seguinte equação: V = 10 . o gráfico da função f(x) = | x .x . b) Para que valores reais de x.6|. a) Calcule f(g(x)) e g(f(x)).a. se a µ 0 e | a | = . O símbolo | a | indica o valor absoluto de um número real a e é definido por | a | = a. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 95 .4x + 4 e g(x) = |x . Dada a função: f(x) = | x .3. b) Esboce os gráficos das funções compostas fog e gof. Esboce o gráfico da seguinte função real de variável real: ý2x£ + | x | . 2]. a) Esboce.|2t . a) esboce o gráfico da função f.

Resolver a equação x£ . Determinar os valores de x para os quais f(x) < 1. .02.. 2.x |. 0. Considere a função f: R ë R definida por f(2x) = |1 .|x| µ 0 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 96 . Considere uma quantidade Q > 0 e seja M um valor aproximado de Q. no máximo. 8. x Æ R. Considere ainda um instrumento com uma precisão de medida tal que o erro relativo de cada medição é de. Determine todos os valores de x Æ IR que satisfazem simultaneamente às inequações seguintes: (2x+3)/(x-1) µ 1 -x£ + 3x . 10. obtido através de uma certa medição.2 foi obtido..Matemática I 7. Durante o ano de 1997 uma empresa teve seu lucro diário L dado pela função L(x) = 50 ( | x . tomando como universo o conjunto R dos números reais. Determine os pontos de intersecção dos gráficos das funções reais definidas por f(x)=|x| e g(x)=-x£+x+8 pelo método algébrico. 13.100 | + | x . Seja f(x) = |2x£ . 12. Determine em que dias (x) do ano o lucro foi de R$10..200 | ) onde x = 1.M | / Q. 365 corresponde a cada dia do ano e L é dado em reais. 11. 9.000.3| x | + 2 = 0.2 ´ 0 |x-2| . Determine o menor valor possível de Q. Determine os valores de x para os quais f(x) = 2.1|.00. Suponha que uma certa quantidade Q foi medida pelo instrumento e o valor M = 5. O erro relativo E desta medição é definido por E = | Q .

Assim. -1 < x ´ 1.2(p . Considere as inequações (I) 3 ´ Ë(x + 1) ´ 4 (II) |2x . 16. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 97 . então |x + 1| / |x + 2| .3 = -1 ( ) Se p é um número real não nulo. Seja R o conjunto dos números reais.11| ´ 9 a) Determine os conjuntos-soluções S(I) e S(II) das equações I e II respectivamente. ) a equação f(x) = 1 possui três soluções reais distintas. Julgue os itens. tem duas raízes reais diferentes. 15. Considere a função f: IR ë IR.Matemática I 14.|x||.1)x . definida por f(x) = |1 . então a equação 2px£ . ( ( ( ( ) f(-4) = 5. ( ) Sendo a e b números reais. b) Represente os conjuntos S(I) e S(II) na reta real.1 = 0. ) f é crescente para x no intervalo [0. c) Determine S(I) º S(II) e S(I) » S(II). ) o valor mínimo de f é zero. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Na(s) questão(ões) a seguir julgue os itens e escreva nos parênteses (V) se for verdadeiro ou (F) se for falso.1]. qualquer que seja o valor de p. então Ë(a£ + b£) = a + b ( ) Se x é um número real.

Este capítulo traz uma ferramenta fascinante dentro da álgebra onde temos como exemplos de aplicações extremamente conhecidas o crescimento populacional e o decaimento radioativo. 6.Matemática I 6. y = ba x Modelo da Função Exponencial y → variável dependente x → variável independente O coeficiente “b” da função exponencial determina a quantidade inicial da grandeza representada no eixo “y”. FUNÇÃO EXPONENCIAL Olá aluno. O coeficiente “a” da função exponencial determina a taxa de crescimento ou decrescimento da grandeza do eixo “y” em relação a grandeza do eixo “x”. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 98 . Quando o valor do coeficiente “a” é maior que “1” a função é crescente.1. No gráfico é o ponto onde a curva exponencial intercepta o eixo “y”.

consiste no uso de técnicas que permitam.2. 6.1. Veja alguns exemplos de equações exponenciais resolvidas aumentando o nível de dificuldade de um exemplo para o outro. É claro que o método só poderá ser utilizado caso seja possível a redução. que potências iguais e de mesma base têm expoentes iguais. Trataremos neste capítulo apenas do primeiro método.2. Exemplos: Os dois métodos fundamentais utilizados na resolução de equações exponenciais são: • • Método de redução a uma base comum. Como a função exponencial é injetora podemos concluir que: ou seja. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 99 . simplesmente. O segundo será visto no próximo capítulo sobre logaritmo. como o próprio nome diz.Matemática I Quando o valor do coeficiente “a” esta no intervalo aberto entre “0 e 1” a função é decrescente. reduzir ambos os membros de uma equação a uma potência de mesma base. equações com incógnita no expoente. Método que utiliza o conceito e propriedades de logaritmos. Os exercícios foram selecionados visando apresentar técnicas de soluções diferenciadas. 6. Método de redução a uma base comum Este método. Equações Exponenciais Equações exponenciais são. através de transformações baseadas nas propriedades de potências.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 100 .

Matemática I 6.3. Inequações Exponenciais A solução da Inequação exponencial é bem simples de ser encontrada. Quando a base a ser cancelada é maior que “1” devemos manter o sinal da desigualdade e quando a base esta no intervalo aberto entre “0 e 1” devemos inverter a o sinal de desigualdade. Caso 1: base > 1 (Manter a desigualdade) (2)x +3 > 64 (2)x +3 > 26 x+3> 2 x > −1 S = {x ∈ R / x > −1} Caso 1: 0 < base < 1 (Inverter a desigualdade) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 101 .

Gráfico da Função Exponencial Caso 1: base > 1 (Função Crescente) Exemplo: f ( x ) = 2.Matemática I 1   3 2 x+7 ≤ 2 x+7 1 81 4 1 1 ≤    3 3 2x + 7 ≥ 4 2 x ≥ −3 x≥ −3 2 3  S = x ∈ R / x ≥ −  2  6.  1 2 x IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 102 .4.e x Observe como a função intercepta o eixo das ordenadas exatamente no ponto “2” que é o valor do coeficiente “b” Caso 1: 0 < base < 1 (Função Decrescente) Exemplo: g ( x ) = 1.

a x n(t ) = 1000.5. Suponhamos que. inicialmente.5.a1 1.(1.Matemática I Observe como a função intercepta o eixo das ordenadas exatamente no ponto “1” que é o valor do coeficiente “b”.5) t Então para descobrirmos o número de bactérias após 5 horas basta substituir no modelo encontrado IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 103 .5 = a Logo o modelo da função do problema é n(t ) = 1000. após 1 hora.a t 1500 = 1000. y = b. haja 1000 bactérias no recipiente e que.1. Quantas bactérias haverá cinco horas após o início do experimento?. Crescimento Populacional de Bactérias Exemplo: As bactérias em um recipiente se reproduzem de forma tal que o aumento do seu número em um intervalo de tempo de comprimento fixo é proporcional ao número de bactérias presentes no início do intervalo. Aplicações da Função Exponencial 6. este número tenha aumentado para 1500. 6.

a 5500 m0 = m0 .75 n(5) ≅ 7594 5 6. 2 5500      t Então para descobrirmos a massa após 10000 anos basta substituir no modelo encontrado −1 −10000  5500  2  m(t ) = m0  = m0 2 5500 = m0 2 −1.a 5500 2 1 = a 5500 2 2 −1 = a 5500 a = 5500 2 −1 a=2 −1 5500 Logo o modelo da função do problema é  −1  m(t ) = m0 .5263 m(t ) ≅ 28.5) n(5) = 7593.2835m0 2 3.Matemática I n(5) = 1000. Meia-Vida (Decaimento Radioativo) Exemplo: A meia vida do isótopo radioativo do carbono (C ) é de 5500 anos.35%m0 10000 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 104 .8    1 1 m(t ) = m0 1.2. 14 Que percentual da massa original de C restará em uma amostra após 10000 anos? 14 y = b.a t m(5500 ) = m0 .5.8 = m0 = 0.(1.a x m(t ) = m0 .

1. 3. em 1 de outubro de 2000. após uma pesquisa de opinião.10¦(1. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 105 . Em um município.6) B(t) = 4. b) a lei da função g.10¦(0. a razão entre os números de eleitores de A e B era maior que 1.Matemática I Atividades TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES. em anos. Mostre que. de acordo com as seguintes funções: A(t) = 2. obtenha: a) um esboço do gráfico de f. Determine em quantos meses os candidatos terão o mesmo número de eleitores. Calcule o número de eleitores dos candidatos A e B em 1 de janeiro de 2000.4) Considere as estimativas corretas e que t = 0 refere-se ao dia 1 de janeiro de 2000. 4. Seja f: IR ë IR x ë y = 3 Ñ¥ Sabendo-se que f(g(x)) = x£/81. 2. constatou-se que o número de eleitores dos candidatos A e B variava em função do tempo t.

a cada seis horas após sua ingestão. A bula de certo medicamento informa que. b) Considerando Øn 2 = 0. a partir do instante em que o corpo foi colocado no ambiente. depois de a xícara ter sido colocada na sala. Vinte minutos depois.1. quanto ainda restará a ser absorvido pelo organismo imediatamente após 18 horas de sua ingestão? E após t horas? 7. a) Calcule a temperatura do café 50 minutos após a xícara ter sido colocada na sala. a temperatura T de um corpo colocado num ambiente cuja temperatura é T³ obedece à seguinte relação: Nesta relação. a temperatura do café se reduziu à metade. a temperatura do café passa a ser de 40°C. em anos. inicialmente a 100°C. metade dele é absorvida pelo organismo. estabeleça o tempo aproximado em que. colocada numa sala de temperatura 20°C. Considere uma xícara contendo café. Se uma pessoa tomar 200 mg desse medicamento. Certa substância radioativa desintegra-se de modo que. t é o tempo medido em horas. e k e c são constantes a serem determinadas. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 106 . T é medida na escala Celsius. Qual é o valor de t para que a metade da quantidade inicial desintegre-se? 6. a quantidade ainda não desintegrada da substância é em que S³ representa a quantidade de substância que havia no início.Matemática I 5. decorrido o tempo t.7 e Øn 3 = 1. Segundo a lei do resfriamento de Newton.

considerando que. senhores ouvintes. Para atender às solicitações que seguem. a) Calcule o percentual da população que tomou conhecimento da notícia no instante de sua divulgação. em 1 hora após a notícia. uma vez que os órgãos do governo já estão tomando todas as providências cabíveis". quando transcorridas t horas após a divulgação da notícia. 50% da população do país já conhecia a informação. Pede-se que mantenham a calma. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 107 . No programa de rádio HORA NACIONAL.Matemática I 8. Acabamos de receber uma notificação da defesa civil do País alertando para a chegada de um furacão de grandes proporções nas próximas 24 horas. o locutor informa: "Atenção. suponha que o número de pessoas que tenha acesso a essa informação. b) Calcule em quantas horas 90% da população tem acesso à notícia. seja dado pela expressão sendo t µ 0 e P a população do País.

11. Se necessário. a) Quando m = . b) Determine todos os valores reais de m para os quais a equação f(x) = m + 1 não tem solução real x. o preço após t anos. determine os valores de x para os quais f(x) = 0. e=2. em centenas de milhares. A e k são constantes a serem determinadas. A partir desses dados. O gráfico a seguir ilustra o número de assinantes residenciais da Internet no Brasil. Se F representa o preço inicial (preço de fábrica) e p (t). Suponha que o preço de um automóvel tenha uma desvalorização média de 19% ao ano sobre o preço do ano anterior. calcule. em milhares. aproxima-se o número anual de assinantes.4. nos últimos cinco anos. 10. caso exista.. é a base do sistema neperiano de logaritmos.Matemática I 9. pede-se: a) a expressão para p (t).. b) o tempo mínimo necessário. por uma função exponencial do tipo mostrado abaixo do gráfico em que t é o ano. a estimativa do número de assinantes no ano de 2003. desprezando a parte fracionária de seu resultado.301 e log 3¸0. é importante obter um modelo matemático capaz de estimar o número de assinantes residenciais da Internet do Brasil em datas diferentes das fornecidas. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 108 . Considerando que F(1998)=1. em número inteiro de anos. Para isso.000. use: log 2 ¸ 0.718. para que um automóvel venha a valer menos que 5% do valor inicial. em milhares.600 e F(1999)=2.477. Considere função dada por f(x)= 3£Ñ®¢ + m 3Ñ + 1. após a saída da fábrica.

Matemática I 12. suposta constante. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 109 . TÛ é a temperatura ambiente. b) Considerando que um objeto recebe 15 luxes. calcule a distância entre a lâmpada e esse objeto. 13. Um termômetro no corpo indicou que ele atingiu 0°C após 90 minutos e chegou a -16°C após 270 minutos. dado em minutos. em luxes. A função L(x) = aeöÑ fornece o nível de iluminação. sabendo que um objeto a 1 metro de distância da lâmpada recebe 60 luxes e que um objeto a 2 metros de distância recebe 30 luxes. onde a variável t é dada em anos e a e b são constantes. 14. e ‘ e ’ são constantes. em graus Celsius. O processo de resfriamento de um determinado corpo é descrito por: onde T(t)é a temperatura do corpo. a) Encontre as constantes a e b de modo que a população inicial (t=0) seja igual a 1024 indivíduos e a população após 10 anos seja a metade da população inicial. Suponha que o número de indivíduos de uma determinada população seja dado pela função: F(t)=a. a) Calcule os valores numéricos das constantes a e b. b) Qual o tempo mínimo para que a população se reduza a 1/8 da população inicial? c) Esboce o gráfico da função F(t) para tÆ[0. O referido corpo foi colocado em um congelador com temperatura de -18°C. b) Determine o valor de t para o qual a temperatura do corpo no congelador é apenas (2/3)°C superior à temperatura ambiente.2ö . no instante t. a) Encontre os valores numéricos das constantes ‘ e ’. de um objeto situado a x metros de uma lâmpada.40].

período). no instante t = 0. sucessivamente. ao final do segundo minuto (2¡. Um objeto parte do ponto A. e. sua distância ao ponto B é inferior a 1 metro. Deste modo. Resolva. conforme figura. ao final do terceiro minuto (3¡. b) Construa o gráfico da função definida por "f(t) = distância percorrida pelo objeto em t minutos". percorrendo. 16.Matemática I 15. nesse instante. período). ao final do primeiro minuto (1¡. no ponto A‚. período) ele deverá se encontrar no ponto A. assim. no ponto Aƒ. Considere como sendo de 800 metros a distância entre A e B. Suponhamos que a velocidade se reduza linearmente em cada período considerado. a equação IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 110 . a metade da distância que o separa do ponto B. Constate que. em IR. a cada minuto. a) Calcule a distância percorrida pelo objeto ao final dos 10 primeiros minutos. em direção ao ponto B. a partir do instante t = 0.

Determine uma das soluções da equação 18.bÑ. conforme o gráfico a seguir. 19.Matemática I 17. Resolva o sistema ý3Ñ + 3Ò = 36 þ ÿ3Ñ ® Ò = 243 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 111 . Determine a taxa de inflação desse país no quarto ano de declínio. Esse fenômeno pode ser representado por uma função exponencial do tipo f(x) = a. A inflação anual de um país decresceu no período de sete anos.

000 bactérias vinte minutos após o início do experimento e. Resolva as equações exponenciais. que satisfaz à inequação: 21. em que P³ é a população inicial. Calcule o valor de P³/100.Matemática I 20.(1/3)Ñ£ = -207 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 112 . 25. Suponha que a população da colônia cresce exponencialmente. que satisfaz a equação 2£Ñ®¢ . José apresentou o seguinte raciocínio: "Como 1/4>1/8 tem-se (1/2)£>(1/2)¤ e conclui-se que 2>3.500 bactérias. determine o menor número m. respectivamente. Em um experimento com uma colônia de bactérias. Pede-se: a) As expressões matemáticas das funções f(t) e g(t). b) Sem cometer o mesmo erro que José. é: 23." Identifique o erro que José cometeu em seu raciocínio. dez minutos mais tarde. que o número de ratos dobra a cada ano e que a população humana cresce 2 000 habitantes por ano. após 5 anos. observou-se que havia 5.2Ñ®£ = 32. de acordo com a função P(t) = P³eÑ . a) 7Ѥ + 7Ñ£ + 7Ñ¢ = 57 b) (1/3)Ñ + (1/3)Ñ®¢ . b) O número de ratos que haverá por habitante. havia 8. x é uma constante positiva e P(t) é a população t minutos após o início do experimento. 24. num período de 0 a 5 anos. desprezando a parte fracionária de seu resultado. caso exista. O valor de x. levando-o a essa conclusão absurda. determinando os correspondentes valores de x. a) Ao resolver uma questão. Duas funções f(t) e g(t) fornecem o número de ratos e o número de habitantes de uma certa cidade em função do tempo t (em anos). 22. inteiro e positivo. Suponha que no tempo inicial (t = 0) existiam nessa cidade 100 000 ratos e 70 000 habitantes. Determinar o valor de x na equação 5Ñ®¢ + 5Ñ + 5Ñ¢ = 775.3.

a) Resolva essa equação para m = 1. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 113 .Matemática I 26. Determine os valores de x tais que f(x) seja menor do que 8. Resolva a inequação exponencial a£Ñ®¢ > (1/a)Ѥ. b) Encontre todos os valores de m para os quais a equação tem uma única raiz real. Considere a equação 2Ñ + m2£Ñ . Seja a. um número real dado. 0 < a < 1.2m . onde m é um número real. 27. 28. Seja uma função f definida como mostra a função a seguir .2 = 0.

Matemática I 7. o problema ainda permanecia. Ninguém conhece todas as aplicações de um determinado conteúdo. Esse processo de simplificação das operações envolvidas passou a ser conhecido como prostaférese. surgiram para realizar simplificações. que relacionam produtos com somas ou subtrações. sendo largamente utilizado numa época em que as questões relativas à navegação e à astronomia estavam no centro das atenções. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo John Napier (1550-1617) 114 . Cuidado. muito embora outros matemáticos da época também tenham trabalhado com ele. provocada pela prostaférese. calcular o PH de uma substância. FUNÇÃO LOGARÍTIMICA Prezado Aluno. A simplificação. era relativa e. com aplicações em diversas áreas. Por exemplo. Ele é considerado o inventor dos logaritmos. Uma Breve História Os logaritmos. e outras aplicações que você verá com maior detalhe ao longo deste capítulo. pois falas como essa inibem o aprendizado do aluno e retiram a beleza da Matemática. sendo assim. como instrumento de cálculo. Já antes dos logaritmos. Neste capítulo.1. mas procurar conhecer é essencial na atividade de um professor. que embora lecionem este conteúdo. efetuar multiplicações ou divisões entre números muito grandes era um processo bastante dispendioso em termos de tempo. ele não serve para nada. a simplificação das operações era realizada através das conhecidas relações trigonométricas. De fato. você entrará em contato com uma teoria fascinante. Napier foi um dos que impulsionaram fortemente seu desenvolvimento. É comum escutarmos de alguns professores de Matemática do Ensino Médio que ensinam logaritmo. 7. aluno de licenciatura. uma vez que transformam multiplicações e divisões nas operações mais simples de soma e subtração. medir a energia liberada por um terremoto. perto do início do século XVII. e com simplificadora de alguns cálculos problemáticos da própria Matemática. com logaritmo conseguimos calcular o nível sonoro de uma onda.

• • Assim. 2. … os termos da progressão aritmética 1. Bürgi também lidava com o problema dos logaritmos. ao produto de dois termos da primeira progressão.. 256 x 32. .0001=1+10-4. 32 na segunda linha corresponde a 5 na primeira. b2. ele chamava L de "logaritmo" do  10  7 7 L número N.9999999 . 10 7  Enquanto Napier trabalhava com uma progressão geométrica onde o primeiro termo era 107. Considerando. para ser possível usar interpolação e preencher as lacunas entre os termos na correspondência estabelecida. evitando erros muito grosseiros. … .bp. 5. . que é bem 10 7 próximo de 1. Assim. n. Então. Bürgi empregou uma razão um pouco maior do que 1. está associada a soma m+p dos termos correspondentes na segunda progressão. . Então. b4.b e a razão b. ele multiplicava cada potência 1   por 10 .Matemática I O método de Napier baseou-se no fato de que associando aos termos de uma progressão geométrica b. de forma independente. para evitar decimais. por exemplo. o logaritmo de Napier de 10 7 é 0 e o de 10 7 1 −   1   é 1. A fim de que os números da progressão geométrica estivessem bem próximos. Napier escolheu para razão o número b = 1 − 1 = 0.. bm. 4. por exemplo. PA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 PG 2 4 8 16 32 64 128 256 512 1024 2048 4096 8192 16394 Para efetuar. como 8+5=13. 13 na primeira linha corresponde a 8192 na segunda. basta observar que: • • 256 na segunda linha corresponde a 8 na primeira. 3. qual seja 1. se N = 10 1 − 7  . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 115 . Segundo Eves. 256x32=8192 resultado esse que foi encontrado através de uma simples operação de adição... b5. O primeiro termo de sua PG era 108 e ele desenvolveu uma tabela com 23027 termos. bn. ao que parece. b3.

elaboraram tábuas de logaritmos mais úteis de modo que o logaritmo de 1 fosse 0 e o logaritmo de 10 fosse uma potência conveniente de 10. a fim de que os termos da seqüência fossem muito próximos e os cálculos pudessem ser realizados com boas aproximações.Matemática I Como Napier. a função exponencial.em bits por segundo . ou seja. com o desenvolvimento da Teoria da Informação. durante anos ensinou-se a calcular com logaritmos na escola média ou no início dos cursos superiores de Matemática. dos sinais de freqüência até B hertz. porém. é dada por: S Cmáx = B log 2   N Dessa forma. O ensino dos logaritmos. Hoje. porém. juntamente com Briggs. Os produtos da grande invenção de Napier tornaram-se peças de museu. Napier. como um instrumento de cálculo. A função logarítmica. Shannon descobriu que a velocidade máxima Cmáx .2. os logaritmos dos dias de hoje. Ainda segundo Eves. Conseqüentemente. ninguém mais em sã consciência usa uma tábua de logaritmos ou uma régua de cálculo para fins computacionais. um estudo das propriedades da função logarítmica e de sua inversa. Definição de Logaritmo “A base do Logaritmo elevada ao logaritmo é igual ao logaritmando” log b a = c bc = a IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 116 . no século XX. os logaritmos claramente assumem um papel fundamental. nascendo assim os logaritmos briggsianos ou comuns. permanecerá sempre uma parte importante do ensino da Matemática. Recentemente. que permite a passagem. com o advento das espantosas e cada vez mais baratas e rápidas calculadoras. Bürgi considerou uma PG cuja razão era muito próxima de 1.com que sinais de potência S watts podem passar por um canal de comunicação. os famosos construtores de réguas de cálculo de precisão estão desativando sua produção e célebres manuais de tábuas matemáticas estudam a possibilidade de abandonar as tábuas de logaritmos. pois constituem uma ferramenta essencial no contexto da moderna tecnologia 7. está desaparecendo das escolas. também por muitos anos a régua de cálculo logarítmica foi o símbolo do estudante de engenharia do campus universitário. produzindo um ruído de potência máxima N watts. sem distorção. Posteriormente. nunca morrerá pela simples razão de que as variações exponencial e logarítmica são partes vitais da natureza e da análise.

O Logaritmo de “1” em qualquer base válida é igual a zero. Exemplo: log 3 1 = log 7 1 = log 1 1 = 0 5 7.Matemática I Condição de Existência do Logaritmo O Logaritmando deve ser maior que zero.3.3.1.2. Quando a base do Logaritmo coincide com o logaritmando a solução é o expoente do logaritmando Exemplo: log 7 713 = 13 7. Igualdade de logaritmos de mesma base equivale a igualdade de seus logaritmandos Exemplo: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 117 .3. Propriedades em Consequencia da Definição 7. Base real elevada a um expoente logarítmico onde a base do logaritmo coincide com a base real.3. a solução é o logaritmando Exemplo: 2 log 2 5 = 5 7.4. 7.3. A base do logaritmo deve ser maior que zero e diferente de 1.3.

4.1.Matemática I log 3 (2 x + 3) = log 3 ( x + 9 ) (2 x + 3) = (x + 9 ) 2x − x = 9 − 3 x=6 7.3.1.4. O Logaritmo Decimal É o logaritmo onde a base é o número natural “10 (dez)” . Logaritmos Especiais É importante conhecermos a grafia destes logaritmos que ao longo do tempo receberão uma representação diferenciada. 7.5. Propriedades Operatórias de Logaritmo 7. Propriedade do Quociente a log c   = log c a − log c b b 7. Propriedade da Potência log c (a ) = n log c a n 7. Propriedade do Produto log c (a + b ) = log c a + log c b 7.4.5. log a = log10 a IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 118 .4.2.

temos: 2 Trocando 15 por  30  log   2 log 2 15 = log 2 Agora. Cologaritmo Co log c a = (− 1) log c a 7.3.” conhecido como número de Euler.48. fazemos log do antigo logaritmando na base desejada. positiva e diferente de 1. lna = log e a 7. Mudança de Base de um Logaritmo Podemos mudar a base do logaritmo para qualquer base que desejarmos. Veja o exemplo: Calcule log 2 15 .3 e log 3= 0. A mudança é feita da seguinte forma Para converter log b a para base “c” log b a = log c a log c b Ou seja. sobre log da antiga base na base desejada.2. adotando log 2 = 0. aplicando a propriedade do quociente IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 119 ...5. ou seja. O Logaritmo Neperiano É o logaritmo onde a base é o número irracional “e = 2.5. sendo que tem que ser uma base válida. mudando para a base decimal log 2 15 = log 15 log 2 30 .6.718. Inicialmente.Matemática I 7.

Equações Logarítmicas Antes de iniciar a solução de uma equação logarítmica é muito importante montar sua condição de existência.3 1. x = -4 (− 4)2 + (− 4) − 4 > 0 16 − 8 > 0 8 > 0(verdadeiro ) x=3 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 120 . Nos exemplos abaixo era será registrada antes do início de cada solução. encontramos: log 2 15 = 0. x = -4 ou x = 3 Testando as raízes.3 0. temos: log(3 x10 ) − log 2 log 2 log 3 + log 10 − log 2 log 2 15 = log 2 log 2 15 = Aplicando os valores aproximados de logaritmo decimal de “2” e logaritmo decimal de “3”.93 0.7.Matemática I log 2 15 = log 30 − log 2 log 2 Fatorando o logaritmando “30” .48 + 1 − 0.3 7. Exemplo 1: log 2 x 2 + x − 4 = 3 Condição de Existência x 2 + x − 4 > 0 Resolvendo temos ( ) { x 2 + x − 4 = 23 Logo.18 = ≅ 3. e observando que temos a propriedade de logaritmando igual a base do logaritmo.

log 2 x = −3 log 2 x = 5 x = 25 x = 32 x=2 x= 1 8 −3 Testando as raízes na condição de existência. temos: 1 > 0(verdadeiro ) 8 32 > 0(verdadeiro ) Logo. o conjunto solução é S =  .3} Exemplo 2: (log 2 x ) − 2 log 2 x − 15 = 0 Condição de Existência {x > 0 Vamos utilizar o artifício de trocar momentaneamente log 2 x = y .Matemática I (3)2 + (3) − 4 > 0 9 −1 > 0 1 > 0(verdadeiro ) Logo. log 4 x + log 4 4 −2=0 log 4 x 1 −2=0 log 4 x 121 log 4 x + IFES – Instituto Federal do Espírito Santo . Obtemos uma simples equação quadrática: 2 y 2 − 2 y − 15 = 0 Onde suas raízes são y = -3 e y = 5 Retornando ao artifício temos.32 Exemplo 3: log 4 x + log x 4 − 2 = 0 Condição de Existência  1 8   x > 0 x ≠ 1 Vamos mudar para “4” a base do segundo logaritmo. o conjunto solução é S = {− 4.

Então. Para existirem os logaritmos. Nesse caso. o conjunto solução é S = {4} 7.8. a relação de desigualdade entre f ( x ) e g ( x ) tem sentido contrário ao da desigualdade entre os logaritmos. Obtemos uma simples equação quadrática: y2 − 2 y +1 = 0 Onde sua única raiz é y = 1 Retornando ao artifício temos: log 4 x = 1 x = 41 x=4 Testando a raíz na condição de existência. temos: 4 > 0(verdadeiro ) 4 ≠ 1(verdadeiro ) Logo. Então a solução pode ser obtida impondo-se que: log a f ( x ) < log a g ( x ) ⇒ f ( x ) > g ( x ) > 0 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 122 . Inequações Logarítmicas a) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre logaritmos de mesma base Existem dois casos para serem considerados: • A base é maior que 1. a relação desigualdade entre f ( x ) e g ( x ) tem o mesmo sentido que a desigualdade entre os logaritmos. Para existirem os logaritmos.Matemática I Retirando o MMC (mínimo múltiplo comum). devemos impor também que f ( x ) e g ( x ) sejam positivos. a solução pode ser obtida impondo-se que log a f ( x ) < log a g ( x ) ⇒ 0 < f ( x ) < g ( x ) • A base está entre 0 e 1. Nesse caso. temos: (log 4 x )2 − 2 log 4 x + 1 = 0 Vamos utilizar o artifício de trocar momentaneamente log 4 x = y . devemos impor também que f ( x ) e g ( x ) sejam positivos.

temos: (2 x − 5) > 0 ⇒ x > 5 2 (2 x − 5) < x ⇒ x < 5 Da interseção dos intervalos acima. assim. temos: x + 2 > 0 ⇒ x > −2 x 2 > x + 2 ⇒ x 2 − x − 2 > 0 ⇒ x < −1 ou Da interseção dos intervalos acima. resulta-se: 5   S =  x ∈ R / < x < 5 2   Exemplo 2: log 1 x 2 < log 1 ( x + 2 ) 2 2 Condições: x 2 > x + 2 > 0 Logo. resulta-se: x>2 S = {x ∈ R / − 2 < x < −1 ou x > 2} b) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre um logaritmo e um número real Para resolver uma equação deste tipo log a f (x ) > k ou log a f (x ) < k Basta substituir “k” por log a a r .Matemática I Exemplo 1: log 3 (2 x − 5) < log 3 x Condições: 0 < (2 x − 5) < x Logo. Veja nos exemplos abaixo: Exemplo 1: log 2 (2 x − 1) < 4 log 2 (2 x − 1) < log 2 2 4 Condições: 0 < (2 x − 1) < 16 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 123 . retornaremos numa equação do tipo da letra (a) deste tópico.

9. Gráfico de uma função Logarítmica O Gráfico da função logarítmica é crescente quando a base é maior que “1”. resulta-se: S = {x ∈ R / − 1 < x < 0 ou 8 < x < 9} 7. temos: x 2 − 8 x > 0 ⇒ x < 0 ou 2 2 x>8 x − 8 x < 9 ⇒ x − 8 x − 9 < 0 ⇒ −1 < x < 9 Da interseção dos intervalos acima. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 124 . Veja o exemplo da função f ( x ) = log10 ( x ) O Gráfico da função logarítmica é decrescente quando a base esta no intervalo 0 < x < 1 .Matemática I 1 17   S = x ∈ R / < x <  2 2  Exemplo 2: log 1 x 2 − 8 x > −2 3 ( ( ) 1 log 1 x 2 − 8 x > log 1   3 3 3  ) −2 Condições: 0 < x 2 − 8 x < 9 Logo.

10. Para isso apresentaram estímulos variáveis a diversos indivíduos para determinar o funcionamento quantitativo de diversos tipos de percepção. Relações semelhantes se aplicam à percepção de intensidade sonora. Por exemplo.10. Por exemplo. O médico Gustav Fechner (inventor do termo psicofísica) modificou essa lei. intensidade luminosa. A relação entre 440 Hz e 880 Hz é percebida como um intervalo igual de uma oitava. Aplicações da Função Logarítmica 7. na percepção de alturas. A lei de Bouguer-Weber estipulava que o limiar sensorial (a menor diferença perceptível entre dois valores de um estímulo) aumenta linearmente com o valor do estímulo de referência. Nível Sonoro Pierre Bouguer (1760) e depois Ernst Heinrich Weber (1831) estudaram a menor variação perceptível para determinados estímulos.1. mas ela pode ser percebida em diversos fenômenos da percepção. para que ela se tornasse válida aos valores extremos do estímulo: "a sensação varia como o logaritmo da excitação".Matemática I Veja o exemplo da função f ( x ) = log 1 ( x ) 2 7. Não se sabe ao certo a causa neurológica dessa lei. quando suas freqüências variam exponencialmente. mesmo que a distância real entre as freqüências não seja igual. cores e diversos outros aspectos da percepção A lei de Weber-Fechner é dada pela expressão  I  NS = 10 log  I   0 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 125 . Esta lei pode ser aplicada a diversas formas de percepção. a relação entre as freqüências de 220 Hz e 440 Hz é percebida como um intervalo de uma oitava. as pessoas percebem intervalos iguais.

no entanto. (1-1) r= 2  E log  3  E0    r . a pontuação 7 na escala Richter equivale à maior bomba termonuclear já testada pelo homem. não tem limites.10.9. prédios podem sair de suas fundações e rachaduras aparecem no solo. por exemplo -. desenvolvida originalmente em 1935 por Charles Richter e Beno Gutenberg. em princípio. Com magnitudes entre 7 e 7. Beno Gutenberg Charles Richter (1-1) Nas estimativas de energia liberada no interior do planeta pelos tremores.na verdade significa um aumento de dez vezes na amplitude.Registro na Escala Richter (dB) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 126 . do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia). Até a magnitude 1.passando de 7 para 8.Matemática I NS . só sismógrafos são capazes de detectar o tremor. Os primeiros danos aparecem em magnitudes entre 4 e 4. Grande parte dessa energia. A escala. de sua magnitude na escala Richter.9. Os efeitos de um terremoto obviamente dependem.Intensidade das ondas sonoras do ambiente (W/m2) I 0 . A escala Richter usa logaritmos como base matemática. Em relação à energia liberada pelo terremoto. maior a amplitude do movimento do solo causada por ele. entre outras coisas. Quanto maior a energia liberada pelo terremoto. é uma forma de medir a magnitude dos terremotos com base nas ondas sísmicas que se propagam a partir do local de origem do tremor no subsolo. mas terremotos com magnitude 10 ou superior nunca foram registrados. por exemplo.9. e maior a pontuação na escala Richter. a energia gerada seria parecida com a da explosão de um meteorito de 20 km ao atingir a Terra.2. o que. Escala Richter A escala Richter.Intensidade Mínima Auditiva “limiar auditivo” (W/m2) I 0 = 10 −12 W / m 2 7. fica retida no fundo do planeta e não chega à superfície quando um terremoto ocorre. significa que uma variação de apenas um número na magnitude de um terremoto -. a diferença de um terremoto 7 para um 8 equivale a 32 vezes mais energia. na prática.Nível Sonoro (dB) I . com quebra de janelas e outros objetos. No nível 10.

7 e Øn 3 = 1. a temperatura T de um corpo colocado num ambiente cuja temperatura é T³ obedece à seguinte relação: Nesta relação. e k e c são constantes a serem determinadas. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 127 . a temperatura do café passa a ser de 40°C. Segundo a lei do resfriamento de Newton. inicialmente a 100°C. estabeleça o tempo aproximado em que.Energia Liberada registrada (W/m2) E0 . T é medida na escala Celsius.1. a partir do instante em que o corpo foi colocado no ambiente. b) Considerando Øn 2 = 0. Considere uma xícara contendo café. t é o tempo medido em horas. depois de a xícara ter sido colocada na sala. a temperatura do café se reduziu à metade. a) Calcule a temperatura do café 50 minutos após a xícara ter sido colocada na sala. colocada numa sala de temperatura 20°C.Energia Mínima Percebida (W/m2) I 0 = 10 −12 W / m 2 Atividades 1. Vinte minutos depois.Matemática I E .

em luxes. a) Seja f : IR ë IR*ø uma função do tipo f(x) = k . pede-se: a) a expressão para p (t). Construa. aÑ cujo gráfico passa pelos pontos (2. 4. Suponha que o preço de um automóvel tenha uma desvalorização média de 19% ao ano sobre o preço do ano anterior. de um objeto situado a x metros de uma lâmpada. Se F representa o preço inicial (preço de fábrica) e p (t). o gráfico da função g : ]0. em número inteiro de anos. fornecendo sua lei de formação. para que um automóvel venha a valer menos que 5% do valor inicial. após a saída da fábrica. 2) e (3. o preço após t anos. calcule a distância entre a lâmpada e esse objeto. Se necessário. sabendo que um objeto a 1 metro de distância da lâmpada recebe 60 luxes e que um objeto a 2 metros de distância recebe 30 luxes.+¶[ ë IR. encontra-se representado o gráfico da função f : ]0.477. 3. definida por g(x) = log‚ (2x). b) No plano cartesiano a seguir. b) Considerando que um objeto recebe 15 luxes. A função L(x) = aeöÑ fornece o nível de iluminação. definida por f(x) = log‚ (x). a) Calcule os valores numéricos das constantes a e b. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 128 .301 e log 3¸0. use: log 2 ¸ 0. b) o tempo mínimo necessário. neste mesmo plano cartesiano.Matemática I 2. Determine a inversa da função f.+¶[ ë IR. 4). seu domínio e contra-domínio.

(c. Sabendo que os pontos (a. calcule b + c + ad. 6. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 129 . (b. das árvores no momento em que são plantadas.Matemática I 5. as medidas aproximadas da altura e do diâmetro do tronco. b) A altura de uma árvore é 3. 2) e (d. em centímetros. e do diâmetro do tronco. ’) estão no gráfico de f. desde o instante em que as árvores são plantadas até completarem 10 anos. -’). Seja f: ] 0 . ¶ [ ë IR dada por f(x) = logƒ x. 0). Numa plantação de certa espécie de árvore. são dadas respectivamente pelas funções: a) Determine as medidas aproximadas da altura. Determine o diâmetro aproximado do tronco dessa árvore. em centímetros.4 m. em metros.

a relação entre m e M é dada aproximadamente pela fórmula M = m + 5 . enquanto a segunda cresce 15% ao ano.2 e magnitude absoluta . logƒ (3 . Determine a distância. de Rigel ao planeta Terra. determine o valor de x. a) Encontre o valor de t para que a área seja 2. Se t = 1/logx. calcule o número de habitantes das favelas daqui a um ano. As magnitudes aparente e absoluta de uma estrela são muito úteis para se determinar sua distância ao planeta Terra. em quilômetros. é chamado de magnitude aparente da estrela. A estrela Rigel tem aproximadamente magnitude aparente 0. 9. na Terra. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 130 .Matemática I 7.8. cresce 2% ao ano. a) Se a população que vive nas favelas e nos subúrbios hoje é igual a 12. Sendo m a magnitude aparente e M a magnitude absoluta de uma estrela. O brilho de uma estrela percebido pelo olho humano.d¡'¥©) onde d é a distância da estrela em parsecs. porém. Admita que essas taxas de crescimento permaneçam constantes nos próximos anos. 8. medido em anos.1 milhões de habitantes. A primeira. Já a magnitude absoluta da estrela é a magnitude aparente que a estrela teria se fosse observada a uma distância padrão de 10 parsecs (1 parsec é aproximadamente 3 × 10¢¤ km).6. b) Essas duas populações serão iguais após um determinado tempo t. para t>1. A área da região hachurada na figura A vale log³ t. b) Demonstre que a soma das áreas das regiões hachuradas na figura B (onde t = a) e na figura C (onde t = b) é igual à área da região hachurada na figura D (onde t = ab). Em uma cidade. a população que vive nos subúrbios é dez vezes a que vive nas favelas.

Matemática I
10. Em 2002, um banco teve lucro de um bilhão de reais e, em 2003, teve lucro de um bilhão e duzentos milhões de reais. Admitindo o mesmo crescimento anual para os anos futuros, em quantos anos, contados a partir de 2002, o lucro do banco ultrapassará, pela primeira vez, um trilhão de reais? (Obs.: use as aproximações Øn (1000) ¸ 6,907, Øn (1,2) ¸ 0,182.) 11. O preço p de um terreno daqui a t anos é estimado pela relação p = a . (b) . a) Se hoje o terreno vale R$ 80.000,00 e o valor estimado daqui a 10 anos é R$120.000,00, obtenha a e b. b) Se a estimativa fosse dada por p = a . (1,02) , daqui a quantos anos o preço do terreno dobraria? 12. Uma empresa estima que após completar o programa de treinamento básico, um novo vendedor, sem experiência anterior em vendas, será capaz de vender V(t) reais em mercadorias por hora de trabalho, após t meses do início das atividades na empresa. Sendo V(t) = A - B.3¾ , com A, B e n constantes obtidas experimentalmente, pede-se: a) determinar as constantes A, B e n, sabendo que o gráfico da função V é

b) admitindo-se que um novo programa de treinamento básico introduzido na empresa modifique a função V para V(t) = 55 - 24.3 , determinar t para V(t) = 50. Adote nos cálculos log 2 = 0,3 e log 3 = 0,5. 13. Paulo é pecuarista e possui um rebanho bovino de 1.200 cabeças, cuja taxa de crescimento anual é uma porcentagem representada por t. Paulo realizou a venda de 1.800 cabeças, comprometendo-se a entregar 1.000 no final de 1 ano e, as outras 800, no final de 2 anos. a) Determine t, considerando que, após a 2 entrega, não sobre cabeça alguma. b) Se log 2 = 0,3 e t = 25%, quantos anos aproximadamente o pecuarista levaria para fazer a 2 entrega?

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Matemática I
14. A população de uma cidade cresce aproximadamente 4,166...% ao ano, ou seja, 1/24 ao ano. Após quantos anos o número de habitantes dessa cidade será o dobro da sua população atual? São dados: log 2 = 0,30 e log 3 = 0,48. 15. Dada a equação x = (1 + y)¾, onde Øn x = 16 e Øn (1 + y) = 8, tal que x > 0 e y > -1, determine o valor de n. 16. Sabendo-se que

calcule o valor do menor inteiro a que satisfaz a inequação log… 6 + log† 7 + log‡ 8 + logˆ 5 < a. 17. Resolvendo o sistema ýlog x + log y = 5 þ ÿlog x - log y = 7 x e y assumirão que valores? 18. Seja a função f(x) = log [(1 - x)/(1 + x)]. Verifique que, se x e x‚ Æ (-1 , 1), a igualdade f(x) + f(x‚) = f[(x + x‚)/(1 + xx‚)] é verdadeira. 19. Resolva a equação do 2¡. grau (log‚ a) . x£ + (log‚ a) . x - 2 log‚ N = 0 na variável x, onde a e N são números estritamente positivos. ,

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Matemática I
20. Seja a função f dada por

Determine todos os valores de x que tornam f não-negativa. 21. Para b > 1 e x > 0, resolva a equação em x:

22. O número de bactérias numa cultura, depois de um tempo t, é dado pela função N(t) = N³ . eÑ , em que N³ é o número inicial de bactérias e x é a taxa de crescimento. Se a taxa de crescimento é de 5% ao minuto, em quanto tempo a população de bactérias passará a ser o dobro da inicial? Dado: Øn 2 = 0,6931

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Um grupo de 20 ovelhas é libertado para reprodução numa área de preservação ambiental. o número N de ovelhas existentes após t anos pode ser estimado pela seguinte fórmula: N = 220 / [ 1 + 10 (0.000 habitantes. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 134 . a) Calcule o número de ovelhas existentes após seis meses.81) ] Admita que a população de ovelhas seja capaz de se manter estável. 24. b) Considerando Øn 2 = 0. depois de atingido o número de 88 ovelhas. Øn 3 = 1. calcule a partir de quantos anos não haverá mais a necessidade de tratamento especial do rebanho.Matemática I 23. Leia atentamente a reportagem a seguir. na época do Descobrimento.6. é possível imaginar que a população indígena demoraria 60 anos para atingir o tamanho registrado em 1500.5% ao ano. UMA BOA NOTÍCIA Lançado na semana passada. utilizando a tabela de logaritmos a seguir. quase o dobro da média do restante da população. De acordo com esses dados.) Admita que a população indígena hoje seja de exatamente 350. b) em 1500. Mantendo o atual ritmo de crescimento.5%. sem esse tratamento especial.000 habitantes e crescem ao ritmo de 3. (Adaptado de "Veja". 11/04/2001.7. o livro "Povos Indígenas no Brasil 1996/2000" mostra que as tribos possuem hoje cerca de 350. e que sua taxa de crescimento anual seja mantida em 3.1 e Øn 5 = 1. estime a população das tribos indígenas do Brasil nos seguintes momentos: a) daqui a um ano. Submetidas a um tratamento especial.

Um fabricante de equipamentos de informática. supondo t = 2. 26. diminui 10% em relação ao número de frutas da hora anterior. usuário do SI.nas t primeiras horas.30 e log 3 = 0. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 135 . anuncia um disco rígido de 30 gigabytes. . b) o valor de t.48. acrescidos de bi. Os prefixos kibi.SI. Calcule: a) o percentual do número de frutas que resta ao final das duas primeiras horas de venda.IEC padronizou as unidades e os símbolos a serem usados em Telecomunicações e Eletrônica. Considere log 2 = 0.t horas restantes. do seguinte modo: . primeira sílaba da palavra binário. entre outros. mebi e gibi.nas 8 . Considere a tabela de logaritmos na figura 2.Matemática I 25. 32% das frutas que havia. A tabela na figura 1 indica a correspondência entre algumas unidades do SI e da IEC. Calcule o valor de p. admitindo que. Na linguagem usual de computação. diminui sempre 20% em relação ao número de frutas da hora anterior. a quantidade de frutas na barraca de um feirante se reduz a cada hora. inicialmente. ao final do período de oito horas. A International Electrotechnical Commission . essa medida corresponde a p × 2¤¡ bytes. há. na barraca. empregados para especificar múltiplos binários são formados a partir de prefixos já existentes no Sistema Internacional de Unidades . Durante um período de oito horas.

IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 136 . a) Determine os valores das constantes K e n. determine o domínio de g. e a quantidade de C-14 presente no fóssil é dada pela função C(t) = C³10¾ . C³ é a quantidade de C-14 para t = 0 e n é uma constante. sendo K a constante elástica da mola e n uma constante. A teoria da cronologia do carbono. calcule a idade do fóssil no momento em que ele foi descoberto. No momento em que um fóssil foi descoberto. A energia potencial elástica (E) e a variação no comprimento (ÐØ) de uma determinada mola estão associadas conforme a tabela: Sabe-se. através da respiração ou alimentação. que a relação entre y e x é estabelecida pela equação y = nx + log(K/2). a quantidade de C-14 medida foi de C³/32. utilizada para determinar a idade de fósseis. respectivamente. 28. cessa..1)£ + .. por f(x) = -x¥ + 11x¤ . Sabe-se que 5 600 anos após a morte. onde t é dado em anos a partir da morte do organismo. b) Determine o valor de E para ÐØ = 3. A equação .38x£ + 52x . a quantidade de C14 presente no organismo é a metade da quantidade inicial (quando t = 0). a absorção de C-14. baseia-se no fato de que o isótopo do carbono 14 (C-14) é produzido na atmosfera pela ação de radiações cósmicas no nitrogênio e que a quantidade de C-14 na atmosfera é a mesma que está presente nos organismos vivos.x¥ + 11x¤ .1)¾ = . Quando um organismo morre. 29.Matemática I 27. Dadas as funções reais f e g definidas.24 e g(x) = log(f(x)). Tendo em vista estas informações.1) + log³(0.38x£ + 52x . + log³(0.24 = 0 tem duas de suas raízes iguais a 2.15 30. Calcule o valor do número natural n que satisfaz a equação log³(0. também.

por dia. Se precisar. Determine log [ x£ . vinte novos amigos entraram para a lista de Bia. Considere a = log [ x . O valor da expressão numérica a seguir é um número inteiro. Sendo x e y números reais e y · 0. para cada amigo que tinha no final de um dia. Suponha que nenhum amigo deixe as listas e que o número de amigos aumente. 584 < log‚3 < 1. 585. Já Bia disse que. Determine esse número. 32. cinco novos amigos entravam para sua lista no dia seguinte. três novos amigos entravam para sua lista de amigos no dia seguinte. y e log‚3.Matemática I 31. com x >1.x + (1/x) . de abril de 2005.(1/x£) ] em função de a e b. expresse o logaritmo de 3Ñ na base 2Ò em função de x. 34. Ana e Bia participam de um site de relacionamentos. conforme elas informaram.1 ]. de abril? b) Determine a partir de que dia o número de amigos de Bia passa a ser maior do que o número de amigos de Ana. Quantos amigos havia na lista de Ana em 1¡. elas notaram que Ana tinha exatamente 128 vezes o número de amigos de Bia. Ana informou que. use a desigualdade 1. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 137 . a) No dia 2 de abril de 2005. 33. para cada amigo que tinha no final de um dia. No dia 1¡.(1/x) ] e b = log [ x + (1/x) .

Matemática I 35. a) estabeleça uma relação entre T e S. Dados a e y números reais positivos. um número real positivo. Resolvendo a inequação logarítmica log (x-3)µ3. Com base nessas informações. enquanto o "Banco ZAG" trabalha com a taxa (mensal) S=log‚15. y · 1. qual a solução encontrada? Obs. buscando a menor taxa de juros. b) responda em qual dos bancos um cidadão desse país. define-se logaritmo de a na base y como o número real x tal que yÑ = a. a tabela a seguir fornece valores aproximados para nÑ e nÑ. x = logÙ a. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 138 . ou seja. b) o valor de logŠ (1/10). Nesse país.: considere o logaritmo na base 1/2. deverá fazer empréstimo. Os habitantes de um certo país são apreciadores dos logaritmos em bases potência de dois. Com base nesta tabela. Justifique. 37. 36. Para n · 1. determine uma boa aproximação para: a) o valor de n. o "Banco ZIG" oferece empréstimos com a taxa (mensal) de juros T=logˆ225.

log³(3010) e log³(302). determine em quantos minutos a peça atingirá a temperatura de 35 °C.7. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 139 . A tabela mostra 3 números com as correspondentes mantissas de seus logaritmos na base 10. 39. b) Calcule os valores aproximados de log³(3. a peça resfriará de forma que.Matemática I 38. após t minutos. sua temperatura (em graus Celsius) será igual a Usando a aproximação Øn 2 ¸ 0.04). A partir daí. a) Escreva os valores dos log³(x). Uma peça metálica foi aquecida até atingir a temperatura de 50 °C.

para quais valores de k a equação p(t) = k tem soluções reais. de um pequeno país. aproximadamente. em função do tempo t (em anos). Sejam ‘ e ’ constantes reais. b) Determine o valor de x Æ IR que satisfaz a equação 41.5 e log³’=0. a partir de 1950 (t = 0). para 0 ´ t ´ 80. dê o conjunto solução da inequação p(t) µ 15 e responda. (Use as aproximações logƒ2 = 0. justificando sua resposta. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 140 . em milhões de habitantes. a) Calcule log³ ‘’. A função a seguir expressa. a) De acordo com esse modelo matemático.6 e logƒ5 = 1.Matemática I 40.4. onde ‘’ indica o produto de ‘ e ’. admitindo que p(80) = 17. Com base no gráfico.7.) b) Determine aproximadamente quantos habitantes tinha o país em 1950. a população. Um esboço do gráfico dessa função. para 0 ´ t ´ 80. calcule em que ano a população atingiu 12 milhões de habitantes. tais que log³‘=0. é dado na figura. com ‘ > 0 e ’ > 0.

fornece aproximadamente o consumo anual de água no mundo. do ano 1900 (x = 0) ao ano 2000 (x = 100).7. Com base na função. fornece uma estimativa para o aumento da temperatura média da Terra (em relação àquela registrada em 1870) no ano (1880 + x). em algumas atividades econômicas.Matemática I 42. em que ano o consumo de água quadruplicou em relação ao registrado em 1900. A temperatura média da Terra começou a ser medida por volta de 1870 e em 1880 já apareceu uma diferença: estava (0.3 e log 5 = 0. Determine. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 141 . determine em que ano a temperatura média da Terra terá aumentado 3°C. (Use as aproximações log‚(3) = 1. em km¤. A função com t(x) em °C e x em anos.01) °C (graus Celsius) acima daquela registrada em 1870 (10 anos antes). x µ 0. utilizando essa função. Use as aproximações log 2 = 0.3) 43. A função com x em anos.6 e log‚(5) = 2.

Uma droga na corrente sangüínea é eliminada lentamente pela ação dos rins. a unidade mais usada para medir ruídos é o decibel. 46. a partir do momento da quebra do ar condicionado.30.70. em W/m£. em decibels.30. Admita que.Matemática I 44. esboce o gráfico de T(t). b) Usando a fórmula dada no enunciado ou aquela que você obteve no item (a). responda às questões. em que R’ é a medida do ruído. após t horas a quantidade da droga no sangue fique reduzida a Q(t) = Q³(0. e T(ext) é a temperatura externa (que supomos constante durante toda a viagem). que equivale a um décimo do bel. a) Escreva uma fórmula que relacione a medida do ruído Rd’. Em seguida.64) miligramas. b) o tempo necessário para que a quantidade inicial da droga fique reduzida à metade. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 142 . em W/m£. b) Calcule o tempo gasto. log³ 3 ¸ 0. o tempo transcorrido. e I é a intensidade sonora. Utilize log³ 2 = 0. 45. O sistema de ar condicionado de um ônibus quebrou durante uma viagem.é onde T³ é a temperatura interna do ônibus enquanto a refrigeração funcionava. com a intensidade sonora I. desde a quebra do ar condicionado. A função que descreve a temperatura (em graus Celsius) no interior do ônibus em função de t. para que a temperatura subisse 4 °C. que é o limite a partir do qual o ruído passa a ser nocivo ao ouvido humano. Sabendo que T³ = 21 °C e T(ext) = 30 °C. em horas. a) Calcule a temperatura no interior do ônibus transcorridas 4 horas desde a quebra do sistema de ar condicionado. A escala de um aparelho de medir ruídos é definida como R’ = 12 + log³ I. enquanto o tráfego em uma esquina movimentada de uma grande cidade atinge 80 decibels. use log³ 2 ¸ 0. O ruído dos motores de um avião a jato equivale a 160 decibels. em bels. Determine: a) a porcentagem da droga que é eliminada pelos rins em 1 hora. Empregue essa fórmula para determinar a intensidade sonora máxima que o ouvido humano suporta sem sofrer qualquer dano. calcule a razão entre as intensidades sonoras do motor de um avião a jato e do tráfego em uma esquina movimentada de uma grande cidade. No Brasil.48 e log³ 5 ¸ 0. Se necessário. partindo de uma quantidade inicial de Q³ miligramas.

com juros capitalizados anualmente.08 e ln(1. [Se necessário. use log³ 2 = 0. Em quantos meses uma dívida no cartão de crédito triplicará de valor? (Dados: use as aproximações ln(3) ¸ 1. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 143 . sendo calculada cumulativamente. Um capital de R$12.) 48. Resolva a inequação (16 .477]. 49.2) > 0.x£) .00 é aplicado a uma taxa anual de 8%.000. Suponha que a taxa de juros de débitos no cartão de crédito seja de 9% ao mês. 50. logƒ (x .Matemática I 47. b) Determine os valores de x para os quais f(x) > 2. É dada a função f definida por: f(x) = log‚x . Considerando que não foram feitas novas aplicações ou retiradas.09) ¸ 0.301 e log³3 = 0.09.log„(x-3) a) Determine os valores de x para os quais f(x) ´ 2. b) O número inteiro mínimo de anos necessários para que o capital acumulado seja maior que o dobro do capital inicial. encontre: a) O capital acumulado após 2 anos.

Matemática I IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 144 .

Os juros simples podem ser relacionados às progressões aritméticas e os juros compostos estão diretamente ligados às progressões geométricas. Gauss (1777 – 1855) foi um dos maiores gênios da Matemática.) e o hindu Aryabhata (499 d. as progressões aritméticas e progressões geométricas.) estabeleceram em seus trabalhos regras relacionadas às progressões.8.. 8..1. Progressão Aritmética 8.1.C. Existem relatos do uso de progressões no papiro de Ahmés (século XVII a.). Matemáticos como Euclides de Alexandria (século III a. os Pitagóricos também deram a sua contribuição através dos estudos do som. As progressões representam uma importante ferramenta.C. pois sua aplicabilidade se encontra em situações relacionadas à Matemática Financeira. eles concluíram que a vibração das cordas produzia uma frequência que formava uma sequência numérica. As sequências numéricas criadas por Fibonacci davam continuidade aos estudos e de alguma forma as progressões estavam presentes em diversas pesquisas.A).C. Chamamos essa progressão de P.A. PROGRESSÕES Neste capítulo estudaremos duas sequências numéricas importantes. contribuindo de vez para a introdução dos cálculos sobre progressões.5.C. pois cada termo da sequência é uma média aritmética dos termos vizinhos: an = an +1 + an−1 2 Observe a progressão P. Diofanto (século III d.1. Definição de Progressão Aritmética É uma sequência numérica onde cada termo pode ser encontrado adicionando ao termo anterior uma constante (razão da P.). chegou a ser chamado de príncipe da Matemática.A (2.Matemática I 8.) a2 = a1 + a3 2 + 8 10 = = =5 2 2 2 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 145 .11.

Matemática I a3 = a 2 + a 4 5 + 11 16 = = =8 2 2 2 8.2..A.A.) r = a2 − a1 = 5 − 2 = 3 r = a3 − a 2 = 8 − 5 = 3 r = a4 − a3 = 11 − 8 = 3 Vemos que realmente que a razão da P.A Siga esse raciocínio lógico a2 = a1 + r a3 = a2 + r = a1 + r + r = a1 + 2r a4 = a3 + r = a1 + 2r + r = a1 + 3r a5 = a4 + r = a1 + 3r + r = a1 + 4r Logo podemos concluir que qualquer termo da P.1. é uma constante. 8.1.11.. que desejamos.A.8.).5.5.11. encontre o termo a200 Substituindo temos a200 = 2 + (200 − 1)3 a200 = 2 + (199)3 a200 = 2 + 597 a200 = 599 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 146 . pode ser encontrado pelo modelo an = a1 + (n − 1)r Com esse modelo podemos encontrar qualquer termo da P. Razão da P.A pode ser encontrada pela diferença de um termo e seu antecessor na sequência numérica r = an − an −1 Utilizando novamente a sequência P.3...A (2. Termo Geral da P.8.A (2.A A razão da P. Veja: Sendo a P.

e então ficamos com: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 147 ..-4.) r = 3 ( r > 0 ) b) P.13. + (a1 + (n − 2 )d ) + (a1 + (n − 1)d ) S n = (an − (n − 1)d ) + (an − (n − 2 )d ) + .. Todos os termos envolvendo d se cancelam.-2...2.2.4. Segundo reza a lenda. Gauss concebeu esse conceito desta fórmula na escola primária e utilizou-a para calcular imediatamente a soma dos números inteiros de 1 a 100.8.11.A..A Crescente ( r > 0 ) Exemplo: P.0.) r = -2 ( r < 0 ) c) P..A Constante ( r = 0 ) Exemplo: P. Decrescente ( r < 0 ) Exemplo: P.. tarefa que os restantes alunos demoraram toda a aula para realizar.1. Soma dos termos da P.A.5.-6.Matemática I 8.A (2.A (2.1..A (2.2.2.. Expresse a PA de duas maneiras: S n = a1 + (a1 + d ) + (a1 + 2d ) + . + (an − 2d ) + (an − d ) + an Adicione os dois lados da equação...A a) P.5.) r = 0 8... Classificação da P. Carl Friedrich Gauss (1777-1855) A soma dos termos dos extremos é igual à soma dos termos equidistantes deles.

8.2.G) A sequência é conhecida como progressão geométrica..18. Razão da P. Progressão Geométrica 8.G é o quociente entre o termo e o seu antecessor IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 148 .2.an +1 Sendo a P. temos S 200 = 100(2 + 599 ) S 200 = 100(601) S 200 = 60100 8.. nós temos: n(a1 + an ) 2 Sn = Utilizando a P..G (2.. pois cada termo é a média geométrica dos termos vizinhos an = an −1..a4 = 6(54) = 324 = 18 8. Definição de P.).A (2.6.11.G A razão da P.).a3 = 2(18) = 36 = 6 a3 = a2 .2. veja: a2 = a1.5.54. encontre o termo a somo dos primeiros duzentos termos: S 200 = 200(2 + a200 ) 2 Como calculamos no tópico anterior a200 = 599 .2.G É uma sequência numérica onde cada termo pode ser encontrado multiplicando o termo anterior por uma constante (razão da P.1.Matemática I 2 S n = n(a1 + an ) Rearranjando e se lembrando que an = a1 + (n − 1)r .

) q = 1 2 149 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo .-1. é uma constante 8.2...) q = 3 Caso 2: ( a1 < 0 e 0 < q < 1 ) Exemplo: P.18.G (2.2.)..54.G..G (2.4.q.).q n −1 Sendo a P. Termo Geral da P.34 = 2..6.81 = 162 8. -4.18.35−1 = 2.q a3 = a2 ..G (2...6.G Crescente Caso 1: ( a1 > 0 e q > 1 ) Exemplo: P.18.54.q 2 a4 = a3 .q 3 Podemos concluir que qualquer termo pode ser encontrado pelo modelo an = a1.q = a1...Matemática I q= an an −1 Sendo a P.. encontre o quinto termo a5 = 2.-2.G Siga o raciocínio lógico a2 = a1.q = a1.G (-8.q = a1. Classificação da P.q 2 .54.6. veja: q= q= q= a2 6 = =3 a1 2 a3 18 = =3 a2 6 a4 54 = =3 a3 18 Vemos que realmente a razão da P.3..G a) P.q = a1.

..Matemática I b) P....) q = 2 c) P. + an q ( II ) Efetuando (I) – (II) S n − qS n = a1 − a n q S n (1 − q ) = a1 − a1q n −1 q S n (1 − q ) = a1 − a1 q n ( ) S n (1 − q ) = a1 1 − q n n Sn ( a (1 − q ) = 1 ) (1 − q ) Encontre a soma dos quatro primeiros termos da P.G (-3..G Oscilante ( q < 0 ) Exemplo: P.18.-12.G Decrescente Caso 1: ( a1 > 0 e 0 < q < 1 ) Exemplo: P. Soma dos termos da P.) S4 = 2 1 − 34 2(1 − 81) = = −1(− 80 ) = 80 1− 3 −2 ( ) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 150 . + a n ( II ) Multiplicando os dois membros pela razão da P..G (8..-24.6.24.6.54.G S n = a1 + a 2 + a 3 + .G Constante ( q = 1 ) Exemplo: P.3.4...) q = Caso 2: ( a1 < 0 e q > 1 ) Exemplo: P.....G Finita Imagine a soma de n termos da P.) q = −2 1 2 8.-12.G (-3.3.1.2.-6.G (2.2.) q = 1 d) P.G (q) temos a equação (II) qS n = a1q + a2 q + a3q + .3..-48.....G (3..3.5.

Vamos agora aumentar de forma consecutiva a razão da P.75 4 1 S 4 = S 3 + a4 = 1.9375 16 1 = 1. . Mas encontraríamos o soma exatamente 2.G.2. Mas o que é ser convergente? Dada a P.875 8 1 S 5 = S 4 + a5 = 1.G Infinita A única P. . ou seja. S ∞ = 2 .6. quando somássemos infinitos termos.) 2 4 8 16 32 S 2 = a1 + a2 = 1 + 1 = 1..875 + = 1.5 2 1 S 3 = S 2 + a3 = 1.G decrescente.5 2 2 1 0 1 1   = = 0.25 4 2 1 1   = = 0. 1 1 1 1 1 .9375 + 32 Observe que quanto mais termos adicionamos.015625   = 64 2 6 5 4 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 151 .G (1. que conseguimos fazer soma dos infinitos termos. mostrada acima 1   =1 2 1 1   = = 0. Soma dos termos da P. a soma (resultado) converge a 2. .96875 S 6 = S 5 + a6 = 1. é a P.G.0625   =  2  16 1 1 = 0.Matemática I 8.75 + = 1.125 2 8 3 2 1 1 = 0. ... pois sua soma é convergente.03125   =  2  32 1 1 = 0.5 + = 1.

Eles justificam a sua resposta.) 2 4 8 16 32 a1 1− q 1 S∞ = 1 1− 2 1 S∞ = 1 2 S∞ = S∞ = 2 Atividades TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO Faça os cálculos e não os apague. . . mais o resultado se aproxima de 0 (zero). O resultado será exatamente zero quando o expoente valer ∞ . . que quanto mais aumentamos o valor do expoente...G (1. Dizemos então lim q n = 0 (limite de q n . .. 1 1 1 1 1 . quando n tende ao infinito é zero) n→∞ Aplicando este resultado no modelo visto no tópico anterior temos Sn = a1 1 − q n (1 − q ) ( ) a1 1 − q ∞ a (1 − 0 ) a = 1 = 1 1− q 1− q (1 − q ) a S∞ = 1 1− q S∞ = ( ) Veja o modelo encontrado aplicado a P. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 152 .Matemática I Observe.

foi possível completar a tabela com o número de bolinhas pretas.. b) Calcule a soma dos 2007 primeiros termos dessa seqüência. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 153 .Matemática I 1. . 2. b) Quantas bolinhas pretas serão necessárias para formar a figura 21? c) Quantas bolinhas brancas serão necessárias para formar a figura 23? d) Qual o número total de bolinhas necessário para formar a figura 35? 2. Considere a seqüência cujo termo geral é aŠ = (-1)¾ (2 + 3n). a) Na tabela.. Calcule as seguintes somas 3. São todas formadas por bolinhas do mesmo tamanho. Observe as figuras a seguir. bolinhas brancas e o total de bolinhas que serão usadas para formar a figura 6. bolinhas brancas e com o total de bolinhas. onde n = 1. a) Escreva os seis primeiros termos dessa seqüência. complete quantas bolinhas pretas. 3. . Isso. Descubra que regra é essa e faça os itens a seguir. Apesar da figura 5 não estar desenhada. porque existe uma regra para construção das figuras.

6. estarão disponíveis em uma configuração com 100 mesas? 5. Sabendo que o lado. segundo o padrão apresentado. uma progressão aritmética infinita tal que Determine o primeiro termo e a razão da progressão. Observe na figura o número de mesas e o número máximo de lugares disponíveis em cada configuração. Considere que a sequência de configurações continue. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 154 .Matemática I 4. a‚. a) Complete a tabela anterior: b) Quantos lugares.. Seja a. . a diagonal e a área de um quadrado estão em progressão aritmética. no máximo. calcule a medida do lado do quadrado..

Podem ser escritos.Matemática I 7. a mesma distância. das distâncias que serão percorridas pelos dois corredores durante todos os dias do período de preparação. em quilômetros. de modo que. Observe que quatro desses retângulos contêm números e um deles. 9. Calcule a soma. essa distância em 2 km. essa distância em 1 km. Calcule a soma de todos os números desta tabela até a vigésima linha. em cada linha e em cada coluna. a cada dia. A preparação será encerrada no dia em que eles percorrerem. o outro correrá 17 km no primeiro dia e aumentará. Calcule: a) a soma dos elementos da quarta linha da figura. em todos os outros retângulos. 8. Observe a tabela de Pitágoras. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 155 . Dois corredores vão se preparar para participar de uma maratona. a cada dia. em quilômetros. A figura acima apresenta 25 retângulos. b) o número que deve ser escrito no lugar de n. a letra n. números inteiros positivos. sejam formadas progressões aritméticas de cinco termos. Um deles começará correndo 8 km no primeiro dia e aumentará.

Maurren Maggi foi a primeira brasileira a ganhar uma medalha olímpica de ouro na modalidade salto em distância. e assim sucessivamente cada salto válido aumentou sua medida em 3 cm. em progressão aritmética com razão positiva. obedecendo à disposição apresentada no desenho: uma moeda no centro e as demais formando camadas tangentes. b) Sabendo-se que a medida do lado a é a metade da medida do lado c. 14.. Calcule o valor de n. enrolado no tubo em função do número de voltas dadas pelo tubo. a atleta obteve o seguinte desempenho: . 11. para todo inteiro positivo n. Moedas idênticas de 10 centavos de real foram arrumadas sobre uma mesa.. . em centímetros.– estão. Nessas condições. no qual saltou n vezes. expresse o comprimento total de tecido.Matemática I 10. b.o primeiro salto atingiu a marca de 7. e as medidas. b) Calcule o milésimo termo da seqüência.22 m. Os lados a. calcule a quantia. Em um treino.o último salto foi de ordem ímpar e atingiu a marca de 7. 12. ’ e . dos ângulos ‘. an. a) Determine a medida do ângulo ’. em graus. 13. Um tecido com 1 mm de espessura produzido continuamente por uma máquina é enrolado em um tubo cilíndrico com 10 cm de diâmetro. ’ e –. é n£/3. . Justifique sua resposta. Considerando que a última camada é composta por 84 moedas. a‚. a) Verifique se a seqüência é uma progressão geométrica ou uma progressão aritmética ou nenhuma das duas. em reais. respectivamente.todos os saltos de ordem ímpar foram válidos e os de ordem par inválidos.04 m. . A soma dos n primeiros termos da seqüência de números reais a. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 156 . . do total de moedas usadas nessa arrumação. e c do triângulo ABC são opostos aos ângulos internos ‘. nessa ordem.. determine as medidas dos ângulos ‘ e –.07 m.. o terceiro a marca de 7..

Seja S a soma dos naturais menores ou iguais a 1.no em. Ao longo da mesma rodovia e entre estes quilômetros.000 que são produtos de dois naturais pares. três retas dividem-no em. no máximo. 4 regiões. em quilômetros? 18. formando progressões aritméticas de razões a e b. respectivamente. todos de mesmo perímetro. Uma reta divide o plano em 2 regiões. as medidas das bases desses quadriláteros crescem. respectivamente. e assim sucessivamente. 7 regiões. no máximo.Matemática I 15. pretende-se instalar 10 outros telefones de emergência. sendo que a base e a altura do primeiro retângulo da esquerda medem 1 cm e 9 cm. Da esquerda para a direita. A figura a seguir representa uma seqüência de cinco retângulos e um quadrado. no máximo. Nos quilômetros 31 e 229 de uma rodovia estão instalados telefones de emergência. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 157 . 17. 37 retas dividem o plano? Justifique. duas retas dividem. 16. qual é esta distância. Em quantas regiões. Calcule as razões dessas progressões aritméticas. e as das alturas diminuem. Indique a soma dos dígitos de S. Se os pontos adjacentes de instalação dos telefones estão situados a uma mesma distância.

é possível chegar ao nível 3072 da fase 13? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 158 . Um jogo de computador tem diversas fases.Matemática I 19. de acordo com o esquema da figura 1. Os números reais a. Cada um dos níveis da fase k dá acesso a três níveis da fase k + 1. partindo da primeira fase. Calcule o determinante da matriz Justifique. Assim. nesta ordem. As fases são compostas por níveis. uma progressão aritmética. c e d formam. b. o diagrama correspondente às 4 primeiras fases é o apresentado na figura 2. que dá acesso aos três níveis da segunda. a) Quantos níveis tem a fase 6? b) De quantas maneiras diferentes. A primeira fase tem um único nível. 20.

99 tijolos. nesta ordem. A exceção dessa regra ocorre se a pessoa estiver no penúltimo degrau. Determine esta PA.. representado pela expressão P = i . Determine a soma dos números escritos nos tijolos. o número 490. Em uma biblioteca arrumaram-se os livros em uma prateleira de 12 linhas e 25 colunas. e assim sucessivamente até restar 1 tijolo na última camada. e o 1¡. 23. j + 150 gramas. Numa sala de aula.. Os tijolos da base foram numerados de acordo com uma progressão aritmética. os termos 2¡. Seja PŠ o número de modos diferentes que a pessoa tem de subir uma escada de n degraus dessa maneira. Mas devido a um temporal. 22. e 7¡. formam uma PG. Uma pessoa pode subir uma escada da seguinte forma: a cada degrau. Qual o peso total dos livros removidos devido a enchente? 24. pulando um degrau intermediário. quando ela só tem a opção de passar ao último degrau. como mostra a figura. 25. ou ela passa ao degrau seguinte ou galga dois degraus de uma só vez. Cada tijolo das camadas superiores recebeu um número igual à média aritmética dos números dos dois tijolos que o sustentam. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 159 . Em uma PA não constante de 7 termos. em que a água inundou a biblioteca através da janela. Sabendo-se que a soma de todos os números é 15. cada um dos 100 alunos recebe um número que faz parte de uma seqüência que está em progressão aritmética. com termo médio igual a 6.050 e que a diferença entre o 46¡. determine o 100¡. 4¡. é 135.Matemática I 21. Para distribuir melhor os volumes considerou-se o critério peso. tendo o primeiro tijolo recebido o número 10. foi necessário retirar os volumes da última linha (próxima ao chão) e da última coluna (próxima à janela) para que não fossem destruídos. e o último. Uma parede triangular de tijolos foi construída da seguinte forma. a) Calcule P‡ . Na base foram dispostos 100 tijolos. na camada seguinte. b) Determine N tal que PŠ = 987. número. sendo i a linha e j a coluna onde está localizado o livro.

respectivamente. Em relação à função f. cuja freqüência é de 88. Qual a freqüência do canal 285. identificada por sua freqüência. 27. A ANATEL determina que as emissoras de rádio FM utilizem as freqüências de 87. à seguinte. é associado um canal. 2 e 3 são formadas. e que haja uma diferença de 0. por 5. Observe o padrão de formação das figuras numeradas. a) Sabendo-se que as figuras 1. respeitandose o intervalo de freqüências permitido pela ANATEL? Qual o número do canal com maior freqüência? b) Os canais 200 e 285 são reservados para uso exclusivo das rádios comunitárias. supondo que todas as freqüências possíveis são utilizadas? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 160 .9 MHz. à emissora cuja freqüência é de 87. Desta forma. A cada emissora. calcule a área da figura 10 da seqüência indicada. b) Seja x o número da figura x. e f(x) o número de quadrados de 1 cm£ que compõem essa mesma figura.Matemática I 26.1 MHz. e assim por diante. que é um número natural que começa em 200. determine sua lei de formação e seus conjuntos domínio e imagem.9 MHz corresponde o canal 200. 13 e 25 quadrados de área 1 cm£.9 a 107.2 MHz entre emissoras com freqüências vizinhas. Pergunta-se: a) Quantas emissoras FM podem funcionar [na mesma região]. corresponde o canal 201.

Matemática I 28.00. João conseguirá adquirir o automóvel pretendido? São dados: log 2 = 0. que é desvalorizado à taxa de juro de 10% ao ano. vence somente 90 dias após a compra.00. no valor de R$ 2. João investiu R$ 10. Suponha também que F.000. 30. num plano de pagamento de duas parcelas e a primeira. o número de palitos usados para produzir as figuras 1. continuando assim indefinidamente. cujo valor à vista é R$ 4.000 metros numa direção.00 num fundo de renda fixa que remunera as aplicações à taxa de juro composto de 20% ao ano. 2 e 3. 29. Considere a sucessão de figuras apresentada a seguir. F‚ e Fƒ indiquem. Uma TV de plasma. dá meia-volta e retorna metade do percurso. a que distância do ponto de partida inicial o atleta chegará? 31. com vencimento em 120 dias. desde o início.3 e log 3 = 0. Depois de quantos anos. determine o valor da segunda parcela. Calcule F³ e escreva a expressão geral de FŠ. Um atleta corre 1. pode ser comprada a prazo.000. Se o financiamento foi realizado à taxa de juro composto de 10% ao mês. novamente dá meia-volta e corre metade do último trecho.48. torna a virar-se e corre metade do trecho anterior.00.124. Observe que cada figura é formada por um conjunto de palitos de fósforo. respectivamente.000. quando completar o percurso da oitava meia-volta? b) Se continuar a correr dessa maneira. a) Suponha que essas figuras representam os três primeiros termos de uma sucessão de figuras que seguem a mesma lei de formação. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 161 . e que o número de fósforos utilizados para formar a figura n seja FŠ. a) Quanto terá percorrido aproximadamente esse atleta. b) Determine o número de fósforos necessários para que seja possível exibir concomitantemente todas as primeiras 50 figuras. indefinidamente. com o objetivo de comprar um automóvel cujo preço atual é R$ 30.

20. Se ’ for o ângulo EÂD. Considere um triângulo isósceles ABC. A soma dos cinco primeiros termos de uma PG. qual será o saldo devedor no dia 1¡. Ache m e n tais que os três números 3. n + 5 estejam em progressão geométrica. Sobre o lado BC.. 38. DE. a) Supondo que João não faça nenhum depósito e nenhum saque. b) A soma dos três primeiros termos da PG. Nessas condições. é 1/2 . a diferença entre o sétimo termo e o segundo termo da PG é igual a 3. João observou que as idades delas formam uma progressão geométrica. a) escreva os oito primeiros termos da seqüência. aƒ. a partir de B. estão sete amebas.00. o saldo devedor da conta corrente de João era de R$1. Quais são as idades delas? 39. considere. No dia 1¡. de julho? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 162 .. como diferença de uma progressão aritmética e uma progressão geométrica. 34.000. A filha mais velha tem oito anos a mais que a do meio que por sua vez tem sete anos mais que a caçula. b) determine aƒ‡ e aƒˆ. . 36. ambas de razão 3. João tem três filhas.Além disso. determine tg ’ em função da razão r da progressão. m + 1. nesta ordem. Escreva a seqüência 2. de março. determine: a) A razão da PG. se n é ímpar aŠø = (1/3) aŠ. EC. BD. n estejam em progressão aritmética e 3. 37. tais que os comprimentos dos segmentos BC. a‚. m. 5. Num tubo de ensaio. . quanto tempo levarão para encher a metade do tubo? 35. de julho? b) João foi ao banco no dia 2 de maio e conseguiu renegociar a dívida: a taxa passou para 5% ao mês a partir desse momento (mas não retroativamente). satisfaz à lei de formação aŠø = 6aŠ . 33. de razão negativa. Sabendo-se que a = Ë2 . 230. No final de cada mês. qual será o saldo devedor no dia 1¡. se n é par. Supondo que João não faça nenhum depósito e nenhum saque. Elas se multiplicam tão rapidamente que dobram de volume a cada minuto. Se para encher o tubo elas levam quarenta minutos. formem uma progressão geométrica decrescente. retângulo em B. os pontos D e E. 71. o banco cobra 10% de juros sobre o saldo devedor naquele momento... Uma seqüência de números reais a.Matemática I 32.

há cinco coelhos infectados e. cresce 2% ao ano. b) Essas duas populações serão iguais após um determinado tempo t. A primeira. Sucessivamente. Calcule a soma de todos os números que estarão escritos na etapa 10. a população que vive nos subúrbios é dez vezes a que vive nas favelas. determine o valor de x. medido em anos. A figura 2 a seguir ilustra as quatro etapas iniciais desse processo. no meio de cada um dos arcos formados pelas dobras anteriores. abre o papel e coloca o número 1 nas duas extremidades da primeira dobra. conforme ilustrado na figura 1. b) Calcule o número mínimo de dias necessário para que toda a população de coelhos esteja infectada. conforme a descrição anterior. 41. 42. Depois de fazer diversas dobras. Em uma cidade. a) Determine a quantidade de coelhos infectados ao final do 21¡. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 163 . Se t = 1/logx. Uma determinada infecção alastra-se de modo que. até concluir dez etapas. a cada cinco dias.645 coelhos. calcule o número de habitantes das favelas daqui a um ano. Em seguida.Matemática I 40. dia. enquanto a segunda cresce 15% ao ano. Numa reserva florestal foram computados 3. ao final do primeiro dia. o número total de coelhos infectados triplica. porém. Admita que essas taxas de crescimento permaneçam constantes nos próximos anos.1 milhões de habitantes. João continuou o processo de dobradura. escrevendo os números. a) Se a população que vive nas favelas e nos subúrbios hoje é igual a 12. dobra esse recorte ao meio várias vezes. João escreve a soma dos números que estão nas extremidades de cada arco. João recorta um círculo de papel com 10 cm de raio.

n Æ IN* e calcule: a) a razão da progressão geométrica {a . + aŠ + . por: xŠ = 1/2¾ e yŠ = 1/ËxŠ .. satisfaz a desigualdade SŠ > 8191/4096. Determine o menor inteiro positivo n tal que SŠ a soma dos n primeiros termos da progressão... 44. Calcule o valor de f(0) .. respectivamente. A progressão geométrica infinita (a. n Æ IN* Considere a seqüência de termo geral aŠ=[(xŠ-xŠø). Determine a razão dessa progressão aritmética. Os termos gerais de duas seqüências são dados... Considere a função real de variável real definida por f(x)=2Ñ. os termos a. aŠ. .. Numa progressão aritmética crescente. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 164 .yŠ]/2. 46.... 45.Matemática I 43..) tem razão q = 1/2 e a = 1.}. a‚. a„ e a³ estão em progressão geométrica.f(1) + f(2) .f(5) + .. cujo primeiro termo é 2. ...f(3) + f(4) ..a‚.. b) a soma infinita S = a + a‚ + .aŠ...

passo é dividido em três partes iguais. calcule a soma dos tamanhos de todos os segmentos restantes no 20¡. Ao observar problemas de transmissão de dados via linha telefônica. Para construir o conjunto de Cantor. como mostra a figura a seguir. o matemático Benoit Mandelbrot associou a distribuição dos erros de transmissão com o conjunto de Cantor. cada segmento restante do 1¡. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 165 . passo. divide-se o segmento em três partes iguais e retira-se a parte central. passo. utiliza-se o seguinte processo: No 1¡. Repetindo-se esse processo indefinidamente. no 2¡. passo. retirando-se a parte central de cada um deles. a partir de um segmento de comprimento m. Com base nesse processo. obtém-se o conjunto de Cantor. e assim sucessivamente.Matemática I 47.

49. Calcule o valor dessa dívida sabendo que a primeira parcela é de R$ 6400.. admite... As distâncias a³. . . b. 20™]? IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 166 . no intervalo [0. assuma q¾ = 0. Uma dívida deve ser paga em quatro parcelas de valores decrescentes segundo uma razão constante. cujo lado esquerdo consiste da soma infinita dos termos de uma progressão geométrica. b³ = 99 e. Um foguete. realiza um movimento espiralado como na figura..Matemática I 48..00 e a quarta é de R$ 800. de primeiro termo sen£x e razão (sen£x)/2. Quantas soluções a equação sen£x + [(sen¥x)/2] + [(sen§x)/4] + . = 2. Determine o número aproximado de termos da progressão geométrica para que o deslocamento à direita seja aproximadamente igual ao deslocamento à esquerda. 50. a. partindo da origem O. bŠ estão em progressão geométrica de razão q = 0... aŠ estão em progressão aritmética de razão r = 2 e as distâncias b³. se n µ 2..01.00. como q é pequeno. Tem-se a³ = 1.

Observe a figura a seguir: 4. 3} B = {4. A = {1.n(AºBºC) = 6 + 10 .4 = 12. Z = {5} 6. n((A»B)ºC) = n((AºC)»(BºC)) = n(AºC) + n(BºC) . 71 3.Matemática I 9. a) 10 % b) 57 % 2. 9. número de pessoas morenas com olhos castanhos = 13 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 167 . a) 29 b) 5 c) 127 11. 30 10. b) 15%. a) 50%. Gabaritos Teoria dos Conjuntos 1. 16} 7. 8. 8. a) Æ b) Ä c) È d) Ä e) È 5.

Observe a figura a seguir: Classificando os 87 alunos segundo o diagrama. b) 37 funcionários usam somente ônibus e moram fora da cidade do Rio de Janeiro. 93 16. 48 17. obtemos x+y+21=87-51=36. a) 57 funcionários usam somente ônibus. a) 315 b) 75 c) 235 d) 155 14. De (2) temos z = 0. x + y + z = 36 . 155 falam os dois idiomas 13. 15. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 168 . temos os seguintes dados do problema (representamos por **X o número de elementos do conjunto X): (1) (2) (3) (4) (5) (6) x+y+z+v+u+w+29 = 87 (**A»B»C = 87) z = 0 (AÅB»C) v+w+z+29 = 51 (**A = 51) u+29 = 50 (**BºC = 50) x+v+29 = 65 (**B = 65) v+29 = w+29 (**AºB = **AºC) Queremos x + y + z. 23 associados 18. Substituindo (4) em (1) e subtraindo (3).21 = 15 alunos. Logo.Matemática I 12. o que nos dá x + y + z = x + y.

6 alunos 21. ou seja: os dados (**B = 65) e (**AºB = **AºC) são desnecessários para a solução do problema. Observe a figura a seguir: 22. a) Æ IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 169 . a) Æ b) Å c) È d) È e) Å f) Ä g) Æ h) È 27. 607/6000 ¸ 10% 20. a) È b) Æ c) È d) Æ 25. 19.Matemática I Note que as equações (4) e (5) são supérfluas. a) F b) F c) F d) V 24. a) -2011/990 b) 5116/999 26. a) Å b) Ä c) Å d) Ä e) Å 23.

2/3). y = 1. 16} b) Não é função 3. (1. 2). 2). (2. 0. 4. a) É função. a) Observe a figura: b) -3/2. Im = {0. 1). 2. (-4. D = {-2. 0 e 5/2 c) m = 0 ë 2 raízes distintas 0 < m <1/2 ë 4 raízes distintas m = 1/2 ë 3 raízes distintas m > 1/2 ë 2 raízes distintas IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 170 . (4. 10 Relações e Funções 1. 16}. (-4. (1. (2. (8. 1). b = 3. (2. A x B = (1. (2. -4) 2. 4. 3). -4). -4). R = { (0.Matemática I b) Æ c) Å d) Æ e) Å 28. x = 4. 8). t = 1. CD = {0. (-4. (2. 5). 2/3). 2). 9) } Função Polinomial do Primeiro Grau 1. 8) A x A = (1. 2/3). 8). p + q = 19 31. (2. (-4. 1). logo: x + y + b + t = 9 30. 4}. 41/90 29. (1. 12. 8. 1). (-4.

15 7. a) R$ 17.000 5.0.00 b) y = 4x + 40.Matemática I 2.25 .70 + [(N .9N .500)/100] .9 b) Observe o gráfico a seguir IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 171 . a) R$ 160.12/5 = (15 .20 b) 3. 9.x£). 31.00 8.000. a) 3/2 . 0.4. a) 800 + 10x b) Aumento na taxa de comissão 3.34 b) 2.9 6.9/10 = .5 10. a) C = 40x + 5000 b) C médio = 40 + 5000/x e C médio mínimo = 46. a) R$ 285. 1 ´ x ´ 2. a) Observe o gráfico a seguir b) y = Ë(7.24)/10 = . a) q = 11/5 e b = 1600 b) C(800) = R$ 3.25 (em reais) 4.360.

Aumento de 1.Matemática I 11. a) T½ = 22°C b) TÛ = 31°C 13.25% 14.00. 15. 17. P(t) = . R$ 710. a) 20 h b) 400 m¤ IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 172 .000 unidades. a) 25% b) 6. 67 pessoas 19.1250t + 10000 (0 ´ t ´ 8) Observe o gráfico a seguir: 16. total de reservas = 24. a) 420 litros b) V(t) = 400 + 2t 18.26 bilhões de dólares 12.

6 23. Não.000. a) L = 0. a) Observe a figura a seguir b) s = 59300 25. a) "Fique em Forma": G(x) = 80 + 50x "Corpo e Saúde": G(x) = 60 + 55x b) "Fique em Forma": G(12) = 80 + 50 .60 e. a) M = 1. A opção feita corresponde ao aluguel de 18 DVDs mais R$ 20.00 22.45 T . 18 = R$ 54. o cliente gastaria 40 + 1. pois a melhor opção para este cliente seria a opção III. Nestas condições.00 de taxa.03C + 150 b) R$ 9. 3 . 24. na opção I.00 "Corpo e Saúde": G(12) = 60 + 55 . 12 = R$ 720.360 b) 800 litros 21.2 . na opção III.04C + 60 M‚ = 1.Matemática I 20. 12 = R$ 680.00 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 173 .00. 18 = R$ 61.

00 30. a) F = 95 b) C = 160 36. a) zero e R$150.50 h . 50 + 10 . 12 .2. a) f(t) = 2t . Observe a figura a seguir: 35.50°C 37. 2 s b) 4 s.5n b) O menor número inteiro será 15 semanas. 15 + 8 . 20 km 28. a) 10000 pés b) . 29. 3 m 32. a) P = 156 . 100 = = 180 + 400 + 900 + 200 = 1680 Cr$ 1680. S = 4.Matemática I A academia "Fique em Forma" oferece menor custo. h(y) = (y . n = 12 27.320)/5 e h(400) = 16 cm 33. 90 + 2 .00 34.4 para 0 ´ t ´ 2. a) v = 5/4 m. com m µ 0 b) 24 g 31.60. 26.00 b) Observe a tabela a seguir: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 174 .

o custo diário nas locadoras Saturno e Mercúrio para x quilômetros percorridos.3. se x > 200' onde Cs(x) e Cm(x) denotam. 41. x .5/2 ou x > 0. a) x < . x + 30 e ý90.75 b) 30 km 39.4 . b) p ´ . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 175 .6 . se 0 ´ x ´ 200 Cm(x) = þ ÿ0.30. é fácil ver que a reta que possui a maior taxa de variação (índice) é a que passa pelo ponto SO. a) R$ 3. 40. a) Cs(x) = 0. respectivamente. Logo. a região Sudoeste é a que possui o maior índice. a) 800km£ b) Unindo a origem a cada um dos pontos.Matemática I 38.

30 por quilômetro rodado.86 % IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 176 . a) Observe o gráfico a seguir: b) 83.Matemática I b) ýSaturno : 150km ´ x ´ 300km þ ÿMercúrio : 0km < x <150km ou x < 300km R$0. h (x)= (3x/5) + 4 44.8 cm 45. a) p = 10c/9 b) 42. a) 35 b) 24. 42.840 43.

R$ 320.000. Altura 12cm e Base 12 cm. com x µ 0. 4.00 por ano Função Polinomial do Segundo Grau 1. 1 ´ n ´ 6 (n Æ IR) b) Observe o gráfico a seguir: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 177 .00 b) O preço a ser cobrado é de R$ 50. S = {x Æ IR / 0 < x < 1 ou x > 2} 50. a) RÛ(x) = 0. A(x) = -x£ + 8x + 128. 7. Portanto. a) A receita por sessão é de R$ 12.Matemática I 46.00. b) Superior a R$70 000. a) 220 b) 10 ´ x ´ 20. S = {x Æ IR | -1 < x ´ 4} 49.00.000.1 . 2500 unidades.1 + 8 = 12 e a base deste mesmo retângulo é dada por 16. L(x) = R(x) . a função A tem valor máximo para x = -8/-2 = 4.x£ + 5000x.00 6. 47. 5. a) P(n) = n£ + 2n + 50. 4 48. a = 1 e b = 8 3.4 = 12. Assim. Logo.C(x) = . a altura do retângulo de área máxima é h(4) = 4. 2. é um quadrado.02 + 800.

Ocorreu dois anos após o início do replantio. m = -1 12.800 metros quadrados 16.m/2. 11.Matemática I 8. b) m ´ . . 1. (8 .2 ou m µ 2. (5t + 5) Ì A(t) = -2t£ + 8t + 10. p > 1 13. a) V = [ . 12.5 m£ 9. c) m = 2 d) x = [Ë(y .1. Observe o gráfico a seguir b) Área máxima: 18 km£.m£)/4]. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 178 . a) para todo x real b) para x = -1/2 15.2/3 ´ a < 0 10.1)] . a) A(t) =[(-2t/5) + 2] . (Ë13)/13 14.

a) 160 + 0.00 23. Ð = 12 21. xy = 2. a) O lucro é nulo para 100 peças ou para 500 peças. R$ 2500. 26.4 m 24. b) Após duas semanas a população de insetos será igual à inicial.4Ë3 b) b = 8 33. a) n Æ Z tal que 5 < n < 13 b) 9 filhotes gerando 80 reais de lucro. 3 m 20.4Ë3 ou b µ . ™/4 30.00 b) R$ 5. a) b ´ .002 n£ b) 10Ž dia 18. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 179 . a) o desconto de 23 reais produz faturamento máximo. a) ™R£ .50 31.Matemática I 17.4n . c) Devem ser vendidas 150 ou 450 peças. p(3) = 25 22. a) R$ 800. 10 m. b) O lucro é negativo para 0´x<100 e 500<x´600. 32. c) A população será exterminada na quinta semana.8R + 16 b) 4/™ 28. 19.00 25. R$ 135. n=-2 29. a) Até 1 semana após a aplicação do pesticida. 27.

a) d = (1/150) . 44.000 reais.ax + b b=4 b) a < 0. a) A altura de Cintia é 164 cm.v£) b) 600 km 40. a) Gasto = 120 + 10x . b) Paulo pesa 56 quilos e Paula 54 quilos. a) altura máxima = -b/2a = -40/-10 = 4 s b) Observe o gráfico a seguir: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 180 . 15 valores reais 43. 450.20000 b) P = 15 45.10x£ b) 1/2 m 41. 34.100 P£ + 300 P . a) LT = . 50 u 36. 39. a) Pƒ = 364 b) m = 420 42. 18 37. a = -4 f(x) = 9 Ì x = 1 35. a) f(0) = f(x) = x£ . (90000 . 64 38.Matemática I b) 7.290 reais.

a) 4 s b) 8 m 49. Portanto: -b/a = 3. o produto das raízes é (c . (c . c = . a soma das raízes é . 82 Função Modular 1. R. b = . Na equação ( i ).2 e 5 e a ( ii ) tem raízes 1 e 2. a) IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 181 . a) Observe o gráfico a seguir b) S = {x Æ IR | x < -6/7}. Temos duas equações: (i) ax£ + bx + c = 12 e (ii) ax£ + bx + c = . Em ambos os casos. (c + 12)/a = 2.b/a. 8) 50.12)/a. 9.12.: a = 2.8 2. na ( ii ).Matemática I 46.12)/a.6. 10 48. Logo. 3. (0. Situação II 47. o produto é (c + 12)/a > (c .12)/a = -10. a equação ( i ) tem raízes .

5 u. 4.Matemática I b) 5. Observe o gráfico a seguir: 6. 5.4x + 3| b) gráficos: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 182 .4|x-1| + 4 g(f(x)) = |x£ .a. a) f(g(x)) = |x-1|£ . Entre 10h e 11h.

-1. F F V 16. 2} 11. F V F V Função Exponencial 1.000 eleitores Candidato B = 400. 2) 12. V = {-2. x = 50 e x = 250 10.000 eleitores 2. Q ¸ 5.Matemática I 7. S = {x Æ IR / x ´ -4 ou -1 < x ´ 1} 14. {x Æ IR* | -1 < x < 1} 13. x = . 1. (2Ë2. Candidato A = 200. a) S(I) = {x Æ IR / 8 ´ x ´ 15} S(II) = {x Æ IR / 1 ´ x ´ 10} Observe a figura a seguir: 15. Observe a demonstração a seguir: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 183 . 2Ë2) e (-2.2 ou x = 6 8.092 9.

Após 18 horas restará 25 mg no organismo. t = 4 anos 6. 6 meses 4. do medicamento presente no organismo após t horas da ingestão. A função seguinte explicita a quantidade f(t).Matemática I 3. a) Observe a figura a seguir b) g(x) = logƒx£. a) 22. 7. (x·0) 5. em mg.5 °C IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 184 .

a) A distância percorrida é 800 . a) x = 0 ou x = -1 b) -12 < m ´0 11. a) 10% b) 2 horas 9. a) a = 120 e b = -Øn 2 b) 3 m 15. a) a = 1024 e b = 1/10 b) t(min) = 30 anos c) Observe o gráfico a seguir: 13.81) b) 15 anos 12.Matemática I b) aproximadamente 15 min 8. e a distância até o ponto B é 25/32 <1 b) Observe o gráfico abaixo: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 185 . 48 10. a) p(t) = F (0.(25/32) = 25575/32 m. a) ‘ = 54 e ’ = -1/90 b) 360 minutos 14.

x = 2. a) f(t) = 100000 . uma vez que a função exponencial dada por f(x) = (1/2)Ñ é decrescente. t b) 40 ratos por habitante 25. a) 1 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 186 . y = 3 ou x = 3. a) José cometeu o erro na última etapa do seu raciocínio.3 26. b) Observe a demonstração a seguir: 21. a) x = 3 b) x = . S = {0} 17. y = 2 20. taxa de inflação = 60% 19.Matemática I 16. 17 24. 2 e g(t) = 70000 + 2000 . x = 1 ou x = -1 18. 03 22. 03 23.

-6 < x < 1 Função Logarítmica 1. a) 22. ou seja.29 × 10¢¦ km IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 187 . diâmetro: 10cm b) 20cm 7. 2/3 [ 28. f(x) é estritamente decrescente pois 0<a<1. b + c + ad = 11 6.Matemática I b) m = 1 ou m ´ 0 27.5 °C b) aproximadamente 15 min 2. a) f¢ : R*øë R onde f¢(x) = log‚ (2x) b) 5. Logo: a£Ñ®¢>(1/a)Ѥ Ì a£Ñ®¢>aÑ®¤ Ì 2x+1<-x+3 Ì x<2/3. 7. a) p(t) = F (0.81) b) 15 anos 3. a) altura: 1 metro. V = ] -¶. x<x‚ Ì f(x> f(x‚). a) a = 120 e b = -Øn 2 b) 3 m 4.

respectivamente. B = 30 e n = 1/2 b) t = 1. (SC) e (SD) forem. x = 10§ e y = 10¢ 18. C e D. a) 1. 15 15.000 habitantes b) x = 115/102 1 ¸ 1.5) b) Observe a figura a seguir: 12. portanto (SB)+(SC)=SD 9.4 meses ou 1 mês e 12 dias 13. a) A = 50. a) t = 100 b) Se (SB). n = 2 16. a) a = 80 000 b = ¢¡Ë(1.3% b) 2 anos após a 1 entrega 14. Veja a expressão abaixo: IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 188 .Matemática I 8.127 10. as áreas hachuradas das figuras B. 38 anos 11. a = 5 17.265. então: (SB) + (SC) = log³a + log³b = log³(a. a) aproximadamente 33.b) = (SD).

23. 1/5 ´ x ´ 1 21. a) 64% IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 189 .Matemática I 19. S = { 1/6 } 22.000 habitantes 24. Observe a figura. a) 362. t = 13. a) 22 ovelhas b) A partir de nove anos e meio. 20.862 minutos ou 13 minutos e 52 segundos. 25.250 habitantes b) 2.742. aproximadamente.

34. 6 [ 29. 3 < x ´ 25/8 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 190 .5 b) x ¸ .2. p = 28 27. Dom g = {x Æ R | 1 < x < 2 ou 2 < x < 6} ou Dom g = ] 1.Matemática I b) t = 3 horas. 26. Observe demonstração a seguir: 33.5 36. a) n = 2. a) 512 b) A partir do dia 13 de abril. 35. 17 32. a) n = 2 k = 200 b) E = 900 28. n = 5 30. 28 000 anos. a) T/S = 2/3 b) A menor taxa é do "Banco ZIG" 37. a + b. 2 [ U ] 2. 31.

80 b) 10 anos IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 191 . 125/13 ´ k ´ 17.’) = 1. log³(303) = 2. a) log³(301) = 2. em milhões de habitantes.996.4829.1°C. 42.4786. 2044 43. 7 minutos 39. a) R$ 13.4800.61 milhões de habitantes. b) 1. 48. a) 36% b) 1. 46. 40. a) Rd’ = 120 + 10 .04) = 0. 12 meses. log³(3010) = 3.5 hora 47.Matemática I 38. a) 1968 b) Em 1950 o país tinha aproximadamente 9.4814 e log³(304) = 2.4829. 1960 44. b) 10©. b) log³(3.4786 e log³(302) = 2. log³ I e I = 10¥ W/m£. S = {t Æ R | 32 ´ t ´ 80}. a) T(4) = 29.04h.2 b) x = 12 41. a) log (‘. 45.

a) 375. 14. a) -5.4[ Progressões 1. 8. a) 440 b) 10 3.c. 2520 8. a) Observe a tabela a seguir.3014 4. v = ]3. a) 6. 14 b) 21 c) 25 d) 72 2. b) 202 5. 8. 20 b) S = . IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 192 .(™/3) A razão é: r = 2™/3 6.Matemática I 49. a) V = {x Æ IR | 4 ´ x ´ 12} b) V = {x Å IR | 3 < x < 4 ou x > 12} 50. -17. -11. 2(Ë2) -1 u. 385 km 9. 7. O primeiro é: a = Ë2 .

13 17. esta.1)£/3] = Logo = (2n .3)/3 = 2/3. a) ’ = 60° b) – = 90° e ‘ = 30° 13. no máximo. dadas n . podemos concluir que a seqüência é uma progressão aritmética de razão 2/3. Ora.aŠ÷ = (2n . a = 0. se o plano está dividido em k regiões convexas e introduzimos uma nova reta. ao cruzar m retas (em pontos outros que os de interseção destas).1)/3.3)/3.0. passamos a ter. ¯ n Æ Zø.8 16. b) a³³³ = 1999/3 14.1 retas dividindo o plano em SŠ÷ regiões e introduzimos a enésima reta.9™n.(2n .10 11. que. Temos: aŠ = SŠ .8 e b = . R$ 63. que. 15.1™n£ + 9. passamos a ter k + p regiões convexas. 18. Observemos. Para cada n Æ N. inicialmente. se temos n . no máximo.1)/3 . A distância é de 18 km. n = 13 12.[(n . aŠ = (2n . Então. atravessa exatamente m + 1 regiões.1)/3 e aŠ÷ = (2n . ainda. seja SŠ o número máximo de subdivisões obtido com n retas.SŠ÷ = (n£/3) . onde p é o número de regiões atravessadas pela reta. E como aŠ . SŠ÷ + n regiões. a) Seja SŠ a soma dos n primeiros termos da seqüência.1 retas já existentes. cruzar todas as n . Observemos.Matemática I b) n = 105 10. onde n é o número de voltas dadas pelo tubo. IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 193 .1 retas no plano. sempre é possível encontrar uma enésima que as intercepte (de fato: basta que o ângulo da nova reta com uma reta fixa seja diferente dos que as retas já dadas fazem com a mesma reta fixa) e não passe por nenhum dos pontos de interseção já existentes. C(n) = 0. Como a nova reta pode.

x Æ IN* IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 194 . obtemos Sƒ‡ = 704. 6. SŠ = 1 + (1 + 2 + 3 + . 7. d = a + 3n.500. 9) 25. (3. 5.e£ò®¤¾ = 0. Portanto. a³³ = 299 26.. b. Como a. 20. a) 221 cm£.262. a) 63 b) duas maneiras 21. d estão em PA. b) f(x) = 2x£ + 2x + 1. c. para n = 37. 4. temos b = a + n. 23. então. c = a + 2n.Matemática I Portanto. a) P‡ = 21 b) N = 15. 22. detA = e£ò®¤¾ . 19. 8. para algum número real n. 1. + n) = 1 + [(1 + n)n/2] e. O peso total será de 7650g + 3300g = 10950g 24..

a) Ë2. R$ 3. Ë2 e aƒˆ= 2¢ª . temos c‚ = 3b .a = 8 Resolvendo o sistema. a) -2. encontramos b = 3 e a = 1.1 e n = . tal que cŠ = bŠ . 4Ë2.1) .a .aŠ. cŠ = bŠ .520. 3Ë2 33.3 e bŠ = b . b) 10 000. b) 104.r) 36. b) 3/22. com bŠ = 3¾ e aŠ = 3n . os termos gerais de uma PA e de uma PG. x Æ IN*}. m = 5 e n = 7 ou m = .Matemática I D = IN* Im = {y | y = 2x£ + 2x + 1. 49.5.10 metros b) 2000/3 metros 31. Para: n = 1. 3 = a + 3n . a) 1996. 39 minutos 35. 4 anos 30. 38.2. Logo. 2Ë2. canal de número 300. 34. tg ’ = r£/(2 . a) F³ = 76 e FŠ = 8n . 29.3 = 5 => 3b . 12Ë2. aŠ = a + (n . n Æ IN*. 56 e 64 anos IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 195 . Sejam aŠ e bŠ.9 MHz 28. temos c = b . a) 101 emissoras. 24Ë2. b) aƒ‡ = 2¢© . ambas de razão 3.00 32. 37. Portanto. respectivamente.aŠ.4.a = 2 n = 2. 27. 8Ë2 e 48Ë2. 6Ë2. 3¾ ¢ Seja cŠ o termo geral da seqüência dada.

a) R$1. 46. O menor inteiro positivo que satisfaz a desigualdade é 14.00. 20 IFES – Instituto Federal do Espírito Santo 196 .334. 39.265. 50. a) 405 coelhos b) 31 dias 42.366 43.000 habitantes b) x = 115/102 1 ¸ 1. 10 49.000.464.03 40.10 b) R$1.Matemática I 39. a) (Ë2)/2 b) (1 + Ë2)/4 47. m 48. 2/3 45. R$ 12. a) 1. (2/3)£¡ .127 41. r = 2/3 44.

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