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Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais

Departamento de Química
Curso: Técnico em química Turno: Diurno
Turma: QUI1A - T2
Disciplina: Introdução à Química Experimental
Professora: Maria Ângela
Aluno(a): Mariana Gabriela de Oliveira
Data: 31/08/09

Métodos de separação dos componentes de uma mistura

OBJETIVO: Aprender a separar os componentes de misturas heterogêneas e


homogêneas, usando métodos e aparelhagens de laboratórios.

INTRODUÇÃO GERAL: Um dos grandes desafios da química tem sido a


obtenção de substâncias puras, a partir de misturas, já que a maioria dos
materiais presentes na natureza é formada por misturas de substâncias.
Existem vários métodos de purificação de misturas, e a escolha do método
vai depender de dois fatores: do tipo de mistura a ser separada e das
condições materiais e econômicas, bem como o tempo gasto na separação.

- Misturas heterogêneas –
INTRODUÇÃO:

• Decantação: é um processo mecânico que serve para desdobrar


misturas heterogêneas de um sólido num líquido ou de dois
líquidos imiscíveis entre si. Quando a mistura apresenta duas ou
mais fases, a fase mais densa, pela ação da gravidade, forma a
fase inferior, enquanto a menos densa ocupa a fase superior.
- Decantando uma mistura heterogênea sólido-líquido: a mistura é
deixada em repouso até que as partículas sólidas, por ação da
gravidade, se depositem no fundo do recipiente, sedimentação. Ao
ser completada a sedimentação, o líquido pode ser separado
inclinando-se cuidadosamente o recipiente ou então com o auxílio
de um sifão (sifonação). Caso a sedimentação seja muito lenta,
esta pode ser apressada pela centrifugação. Tal técnica é feita em
aparelhos chamados centrífugas: ela imprime rotação rápida ao
recipiente em que está o sistema de um sólido em suspensão em
um líquido; com a aceleração provocada pela rotação, as
partículas sólidas sedimentam mais depressa.
- Decantando uma mistura heterogênea líquido-líquido: coloca-se
a mistura no funil de bromo ou funil de decantação ou funil de
separação. Depois da separação espontânea, abre-se a torneira e
escoa-se apenas o líquido mais denso.

• Filtração: Usa-se essa técnica para separar misturas heterogêneas


de natureza sólido-líquido ou sólido-gás. A mistura deverá passar
através de um filtro, que é uma superfície porosa. As partículas de
dimensão maiores que os poros do filtro ficam retidas nele,
enquanto as menores, passam por ele. Os filtros de papel são
feitos de fibras intercaladas e se comportam como um peneira. A
filtração só poderá ocorrer quando a dimensão das partículas
sólidas for maior que os poros do papel do filtro. Existe também a
filtração a vácuo, ou filtração à pressão reduzida que é utilizada
quando a filtração é muito demorada.

• Dissolução fracionada: é um método para separar misturas


heterogêneas sólido-sólido. Essa técnica está baseada na
diferença de solubilidade dos sólidos da mistura num determinado
solvente. Dissolvemos a mistura neste solvente, e o sólido que
não dissolve é retirado por filtração.

• Catação: é usada para a separação de misturas sólido-sólido com


propriedades diagnósticas bem diferentes. Os fragmentos de um
dos sólidos são “catados” com a mão ou com o auxílio de uma
pinça.

• Ventilação: usada para a separação de misturas sólido-sólido. A


fase mais leve é separada por meio de uma corrente de ar.

• Levigação: usada para a separação de misturas sólido-sólido. A


fase mais leve [e separada por uma corrente de água.

• Flotação: usada para a separação de misturas sólido-sólido.


Introduz-se a mistura num líquido de densidade intermediária em
relação à dos componentes, no qual eles não se dissolvam; o
componente mais leve flutua no líquido e o mias pesado se
sedimenta.

• Fusão fracionada: usada para a separação de sólido-sólido. Por


aquecimento da mistura, os componentes fundem separadamente,
à medida que vão sendo atingidos os seus pontos de fusão.

• Cristalização fracionada: usada para separação de sólido-sólido. A


mistura é totalmente dissolvida num solvente apropriado. Por
evaporação da solução, os componentes cristalizam-se
separadamente, á medida que vão sendo atingidos seus limites de
solubilidade.

• Peneiração ou tamização:Usada quando os sólidos são reduzidos a


grãos de diferentes tamanhos.

• Separação magnética: é aplicável quando um dos componentes da


mistura é magnético, como é o caso das partículas de ferro. Pode-
se então retirar essas partículas com o auxílio de um ímã ou
eletroímã.

A – Imantação magnética:

MATERIAIS/ REAGENTES:
Ímã Magnésio
Chumbo Alumínio
Cobalto Moeda
Cobre Zinco
Ferro Aço inox

PROCEDIMENTO:
• Com o auxílio de um ímã, separar as partículas magnéticas das não
magnéticas.

RESULTADO:
Partículas magnéticas: Ferro, Aço inox, Cobalto e Moeda
Partículas não magnéticas: Cobre, Zinco, Magnésio, Chumbo, Alumínio.

DISCUSSÃO: A moeda possui propriedades magnéticas pois é uma liga


metálica: a moeda de um real é feita com dois tipos de metal diferentes, o
centro da figura é composto de aço inoxidável e a parte dourada que circula
a moeda é feito de aço revestido de bronze; a moeda de dez centavos é
feita de uma liga de aço e bronze e a de 25 centavos dourada é feita com o
mesmo material; a moeda de 0,50 é feita de dois materiais, ou é feita de
uma liga chamada cuproníquel ou é feita de aço inox; a moeda de 1 centavo
e a de 5 centavos são feitas de aço revestido de cobre.

B – Decantação

MONTAGEM:

B1. Funil de decantação

MATERIAIS/ REAGENTES:

Béquer Óleo
Bastão de vidro H2 O
Funil de decantação NaCl(s)
Aro de metal
Suporte universal

PROCEDIMENTOS:

1 - a) Em um béquer, colocar H2O e óleo e misturá-los


b) Colocar a mistura no funil de decantação
c) Aguardar a separação das fases da mistura
d) Abrir a torneira do funil de decantação e aguardar até que o
líquido mais denso escoe para um outro recipiente.
2- Adicionar NaCl(s) à mistura de óleo+H2O e repetir itens b,c, d.

RESULTADO:
Item 1: Não foi possível retirar o líquido mais denso, devido ao tempo.
Item 2: Como colocamos o NaCl, o líquido decantou mais rapidamente e foi
possível vermos e retirarmos as duas fases da mistura heterogênea.

DISCUSSÃO: A mistura de óleo e H2O forma uma emulsão. Emulsão é uma


mistura entre dois líquidos imiscíveis m que um deles encontra-se na forma
de finos glóbulos rente ao outro líquido, formando uma mistura estável.
Quando adiciona-se NaCl à mistura dos líquidos, ocorre a quebra dessa
emulsão, fazendo com que a decantação se torne mais rápida.

B2. % de álcool numa amostra de gasolina

MATERIAIS/ REAGENTES:
Proveta 100 mL esmerilhada Gasolina
Solução de NaCl a 10%

* Para preparo da solução:


balão volumétrico 100 mL NaCl(s)
béquer 100 mL H2O
vidro de relógio
bastão de vidro
funil de transferência
balança semi-analítica

PROCEDIMENTO:

1 – Para o preparo da solução de NaCl a 10%

a) Pesar 10g de NaCl no béquer, na balança semi-analítica


b) Transferir quantitativamente para o balão volumétrico os 10g de NaCl e
preparar a 100 mL de solução completando com H2O.

2 - Mistura de NaCl(aq) e gasolina

a) Numa proveta de 100 mL esmerilhada, colocar 50 mL da solução de NaCl


a 10% e 50 mL de gasolina.
b) Tampar a proveta e agitar a mistura.
c) Aguardar até que a estabilização da mistura.
d) Registrar o volume da fase aquosa obtida.

RESULTADO:
Volume da fase aquosa obtida: 63 mL

13 ml de álcool _____ 50 mL de gasolina


26 mL de álcool _____ 100 mL de gasolina
= 26% de álcool na gasolina

DISCUSSÃO: No Brasil, a porcentagem de álcool presente na gasolina


permitida é de 22%, com uma margem de 1%, ou seja, pode estar entre
21% e 23%. Assim, a amostra de gasolina analisada está fora das normas
de combustíveis brasileiros.

CONCLUSÃO: Através dessa prática, aprendemos a separar os componentes


de uma mistura heterogênea do tipo líquido/líquido por meio da
decantação; processo este que se baseia na diferença de densidade dos
líquidos. Além disso, aplicamos os conhecimentos adquiridos anteriormente
para o preparo de uma solução, utilizando-a para determinar a
porcentagem de álcool na gasolina. É uma prática muito importante pois é
utilizado dentro de outras muitas práticas em laboratórios.

C – Filtração

C1. Filtração simples

OBJETIVO: Com o auxílio do que aprendemos na teoria sobre filtração,


separar uma mistura heterogênea do tipo sólido/líquido.

INTRODUÇÃO: Um pouco mais sobre os papéis de filtro


No processo de filtração, utilizamos um papel poroso, denominado papel de
filtro, no qual as partículas sólidas ficarão retidas. Os papéis de filtro são
fabricados em diversos graus de porosidade e devem possuir uma textura
que permita a retenção das menores partículas do sólido. O tamanho do
papel de filtro selecionado para uma operação específica é determinado pelo
volume do sólido a ser filtrado e este deve sempre ficar entre 1 e 2 cm da
borda do funil. Além disso, deve ser ajustado ao funil, de modo que a sua
porção fique bem colada ao vidro para que permita uma filtração rápida.
São fabricados, em geral, três texturas de papéis de filtro quantitativos,
uma para sólidos, uma segunda para sólidos de granulação média e a
terceira para sólidos muito finos diferenciam pela velocidade com qual a
filtração é realizada, que depende diretamente do diâmetro dos seus poros.
Podem ser:
• Quantitativos:
- Faixa preta: (28 Mm = 10-8) apresenta filtração rápida, pois seus poros
possuem diâmetro maior. É recomendado para filtrações com sólidos de
maior granulometria e soluções gelatinosas.
- Faixa branca: filtração média
- Faixa azul: por ser o de porosidade menor, apresenta uma filtração mais
lenta e maior capacidade de reter as partículas mais finas.
Usa-se os papéis de porosidade maior quando a eficiência da retenção de
partículas não é fundamental ou se as mesmas são muito grandes.
• Qualitativos: utilizados na filtração de soluções na qual o componente
sólido possui maior granulometria.

MATERIAIS/ REAGENTES:

Béquer 50 mL Mistura de S(s) + H2O(l)


Béquer 200 mL
Bastão de vidro
Suporte Universal
Funil raiado
Aro de metal
Papel de filtro
Pisseta

1 - Ajuste do papel de filtro ao funil


a) Dobrar o papel de filtro ao meio
b) Dobrar o papel novamente para obter um ângulo de ≈ 10º e rasgar um
canto da parte dobrada para facilitar a aderência ao funil de vidro
c) Abrir o papel em cone e colocá-lo no funil, umedecendo levemente e
pressionando a parte superior do filtro contra a parede do funil para uma
perfeita aderência.
2 - Filtração
a) Entornar a solução a ser filtrada ao longo do bastão de vidro, dirigindo-se
para a porção lateral do filtro, de modo que a ponta do bastão fique
próxima a ele, mas sem tocá-lo. Não se deve encher completamente o filtro
de papel com a solução. O nível não deve ultrapassar de 5 a 10 mm do topo
do papel.
b) Segurar o bastão atravessado na boca do béquer, inclinando-o sobre o
funil e dirigir o jato de água da pisseta arrastando, por meio da água, os
resíduos sólidos que tendem a ficar no fundo do béquer.
c) Aguardar até que as substâncias estejam separadas completamente: a
fase sólida retida no papel de filtro e a fase líquida num béquer, sob o funil.

MONTAGEM:

DISCUSSÃO: Nessa prática, utilizamos o papel de filtro qualitativo pois o


enxofre possui partículas sólidas de maior granulometria.

C2. Filtração sob pressão reduzida

OBJETIVO: Filtrar uma solução heterogênea do tipo líquido/sólido sob


pressão reduzida e observar a diferença entre os dois processos de filtração.

MATERIAIS/REAGENTES:

Kitassato Mistura de S(s) + H2O(l)


Máquina de vácuo
Funil de Büchner
Papel de filtro
Béquer 50 mL

PROCEDIMENTOS:
a) Adaptar o papel de filtro ao funil de Büchner
b) Entornar a solução de S(s) + H2O ao longo do bastão de vidro, dirigindo-
se para a porção lateral do filtro, de modo que a ponta do bastão fique
próxima a ele, mas sem tocá-lo.
c) Aguardar até que as substâncias estejam separadas completamente: a
fase sólida retida no papel de filtro e a fase líquida no kitassato, sob o funil.

MONTAGEM:

CONCLUSÃO: Nessa prática, realizamos a filtração simples e a filtração sob


pressão reduzida. Observamos a diferença entre esses processos e a
necessidade quando os empregamos: a filtração sobre pressão reduzida é
muito mais rápida que a filtração simples. Além disso percebemos a
influência da porosidade do papel de filtro na velocidade e eficiência desses
processos. Por isso, é necessário observar a solução que se deseja filtrar e
os componentes da mesma, para que se possa escolher um papel de filtro
adequado a fim de obter uma filtração eficiente.

- Misturas Homogêneas –

INTRODUÇÃO:

• Destilação simples: é usada para a mistura homogênea de sólido-


líquido. Por aquecimento da mistura em aparelhagem apropriada, o
líquido vaporiza e, a seguir, condensa; ao condensador, é recolhido
em recipiente separado; o sólido não destila. Industrialmente, a
destilação simples é feita em alambiques.

• Destilação fracionada: é usada para misturas homogênea líquido-


líquido. Eles destilam separadamente à medida que seus pontos de
ebulição vão sendo atingidos. Para efetuar a destilação fracionada,
usa-se a coluna de fracionamento. É utilizada na indústria
petroquímica para a separação dos componentes do petróleo.

• Liquefação fracionada: é usada para a separação de mistura


homogênea de gás-gás. A mistura é resfriada gradativamente e os
gases vão-se liquefazendo à medida que seus pontos de liquefação
são atingidos. No caso particular da separação dos componentes do
ar, é mais conveniente primeiro liquefazer-se a mistura (ar) e depois
separar-se os componentes da mistura liquefeita por destilação
fracionada.

A – Destilação simples
OBJETIVO: Aprender a separar misturas homogêneas do tipo sólido/líquido
por meio do processo de destilação simples.

MATERIAIS/REAGENTES:

Balão de fundo redondo CuSO4(aq)


Erlenmeyer
Alongador
Termômetro
Condensador
Mangueiras para entrada e saída de água
Mufa
Suporte Universal
Garra
Manta elétrica

PROCEDIMENTOS:

a) Preparar a solução de CuSO4(aq) e colocá-la no balão de fundo redondo


juntamente com pérolas de vidro.
b) Colocar o balão de fundo redondo na manta elétrica e fazer a montagem
para a realização da destilação simples com o braço de vidro com um
termômetro acoplado, o suporte universal sustentando o condensador, por
meio da garra adaptada a uma mufa, e um erlenmeyer para recolher o
vapor de água.
c) Aquecer a solução, através da manta elétrica, e aguardar até que o ponto
de ebulição do líquido seja atingido, o vapor passe pelo condensador,
voltando para o estado líquido e escoando para o erlenmeyer.

MONTAGEM:

RESULTADOS:
A água começou a entrar em ebulição aos 93ºC e essa temperatura
manteve-se constante até que ocorresse a completa ebulição.

DISCUSSÃO:
Colocou-se pérolas de vidro dentro do balão de fundo redondo, juntamente
com a solução, a fim de uniformizar o aquecimento e evitar um intenso
aumento de temperatura.

B – Destilação Fracionada:

OBJETIVO: Separar os componentes da mistura H2O + álcool propílico


MATERIAIS/REAGENTES:

Balão de fundo redondo Álcool propílico


Erlenmeyer H2O
Alongador
Termômetro
Condensador
Mangueiras para entrada e saída de água
Mufa
Suporte Universal
Garra
Manta elétrica
Coluna de fracionamento

PROCEDIMENTOS:

a) Preparar a solução de H2O + álcool propílico e colocá-la no balão de


fundo redondo juntamente com pérolas de vidro
b) Fazer a montagem da destilação fracionada de acordo com o item
MONTAGEM.
c) Aquecer a solução através da manta elétrica monitorando as
temperaturas.
d) Tirar uma amostra em três temperaturas diferentes e fazer o teste se
existe ou não álcool na mistura.

MONTAGEM:

RESULTADO: 75º ainda é grande a concentração de álcool


91º ainda existe uma concentração de álcool
94º não foi possível a combustão, pois não existe álcool em
quantidade considerável, e sim, água.

CONCLUSÃO: Nessa prática aprendemos como fazer destilação simples e


fracionada, as duas principais técnicas para a separação de misturas
homogêneas.

BIBLIOGRAFIA: Tito e Canto, Química na abordagem do cotidiano.


Moderna; São Paulo 1995
Feltre, Ricardo. Química I. Moderna, São Paulo 2008
Ferreira, Heloísa Helena de Jesus e Vidigal, Maria Cristina
Silva; Introdução à Química Experimental, Belo Horizonte,
2004.